Sobre as reformas “neoliberais” na América Latina e por que elas fracassaram

Imagine que um grupo de vizinhos em seu bairro — que foram eleitos ou que se auto-elegeram governantes — decidem que ninguém, exceto eles, pode fornecer serviços de segurança e de resolução de contendas judiciais. 

E não apenas isso: além de estipularem e imporem taxas para custear gastos com iluminação, ruas e manutenção de todas as instalações e infraestruturas com as quais já nos acostumamos, suponha também que comecem a cobrar uma porcentagem do salário dos solteiros para pagar pela educação de quem tem filhos, uma porcentagem dos salários dos que têm um estilo de vida saudável para custear a saúde de quem quiser tais serviços gratuitamente, uma porcentagem do salário de todos para criar programas de fomento à cultura e para conceder empréstimos subsidiados a determinadas empresas, a criar empregos na administração do bairro para seus militantes — novamente, à custa de todos os vizinhos —, e a controlar toda uma série de elementos da própria vida das famílias.

Não é necessária muita imaginação para se criar novas justificativas para que o estado continue tomando dinheiro das pessoas com o intuito de financiar novos programas.  E foi exatamente nisso que o estado se transformou para os latino-americanos ao longo das últimas gerações.  Na maioria dos países do continente, já no final da década de 1970, o estado era eletricista, encanador, engenheiro, médico, professor, conselheiro matrimonial e familiar, e, acima de tudo, uma casa de beneficência.

Apesar deste diagnóstico agora evidente, e do fato de que o famoso (infame para a esquerda) Consenso de Washington se apresentou como sendo a cura para todos os males do continente, os resultados deixaram muito a desejar.  Tanto é que os ungidos do populismo e do coletivismo estão — em termos eleitorais — mais fortes do nunca na região, justamente pelo fato de denunciarem diariamente as consequências das reformas impostas pelo Consenso. 

No entanto, se supostamente o final da década de 1980 e toda a década de 1990 trouxeram uma onda maciça de privatizações, desregulamentações e aparentes aberturas comerciais, o que foi que falhou?  Será que os ungidos de fato têm razão ao afirmar que o "neoliberalismo" é intrinsecamente incapaz de gerar a prosperidade geral? 

Voltemos à analogia do início do artigo.  O que ocorrerá se os governantes — que mudaram apenas de rosto, mas não práticas políticas — decidirem abandonar muitas das atividades que até então efetuavam?  Voltaremos ipso facto a uma situação natural?  De jeito nenhum.  O grupo de governantes pode, mediante a concessão de algumas atividades para grupos privados, tornar mais "eficiente" uma série de atividades; mas nós, os vizinhos, ainda não sentimos que somos donos de nossas vidas.  O grupo de governantes pode ter deixado de efetuar determinadas atividades, mas ele ainda não permite que possamos efetuá-las.  Apenas um pequeno grupo, selecionado a dedo pelos governantes, podem efetuar estas atividades.  Os governantes ainda mantêm e impingem leis que ditam como e até que ponto tais atividades podem ser efetuadas. 

Ainda não somos donos de nossas vidas.  No máximo, os governantes nos permitem determinadas iniciativas em nosso bairro, mas apenas com sua prévia permissão e somente sob sua supervisão técnica.  De novo, não recuperamos realmente nada.

O problema com as reformas da década de 1990 é exatamente este.  Para começar, não houve nenhuma genuína desestatização, mas sim apenas concessões de monopólios estatais para monopólios privados, arranjo esse que não permite nenhuma concorrência.  Não há livre concorrência nos grandes setores econômicos da América Latina.

Desde a divisão de Buenos Aires em duas zonas, cada qual tendo apenas uma empresa telefônica monopolista, passando pela criação de várias agências reguladoras no Brasil que têm o intuito de cartelizar o mercado e proteger grandes empresas da concorrência externa, permitindo que pratiquem preços altos e mantenham serviços de baixa qualidade, chegando ao Ejido mexicano, que mantém o estado como proprietário de terras para uso agrícola coletivo (tendo o estado o poder de tomar terras privadas), e culminando nos sistemas de "seguridade social" em que o estado "poupa por nós" para nos proteger em nossa velhice, não há absolutamente nenhuma forma de liberalismo (não existe um prefixo "neo") no continente.  Há apenas o velho e absoluto mercantilismo.

Ou seja, o remédio ministrado é somente um pouco melhor do que a própria enfermidade.  Se tínhamos um estado obeso e empresário, agora temos um estado obeso que se sente um pouco menos empresário, mas que, por sua obesidade, confisca e monopoliza os recursos com os quais poderíamos ser nós mesmos os empresários.  O estado nos mantém regulados, supervisionados, concessionados (o monopólio se mantém, embora a qualidade do serviço possa aumentar notavelmente em uma concessão), desprovidos, sobre-tributados e monopolizados juridicamente.  E estes dois últimos fatores, embora sejam os menos notados e discutidos, são os mais importantes para o crescimento econômico.

Têm toda a razão aqueles que dizem que Austrália, Nova Zelândia, Estônia ou até mesmo Hong Kong e Cingapura não são sistemas liberais puros, mas ainda assim são as estrelas mundiais em termos de crescimento e prosperidade para seus habitantes.  Da mesma maneira, países já ricos e, consequentemente, de crescimento baixo, como Dinamarca, Suécia, França, Itália, Canadá e Alemanha também não são puramente liberais.  Mas há algo que todos eles têm em comum, algo que é o segredo, o requisito sine qua non do progresso: segurança jurídica para a propriedade e para os contratos voluntários

Eles têm isso há muito tempo; nós nunca tivemos.

Por que esse é o diferencial?  Nada mais pode explicar por que 80% do fluxo de investimentos estrangeiros ocorrem entre os próprios países desenvolvidos quando se sabe que uma empresa como a Microsoft pagou 8% de dividendos a seus acionistas nos últimos anos ao mesmo tempo em que empresas bem-sucedidas no Equador pagaram 25%.  Sendo assim, o capital estrangeiro não deveria estar chovendo sobre os países latino-americanos, onde os investimentos geram maiores taxas de retorno?  Infelizmente não.  Se um país da América Latina permite que você mantenha 60% do lucro gerado por uma empresa ao passo que na Dinamarca esse percentual é de apenas 40%, por que ainda assim a Dinamarca continuará sendo um destino preferencial para os investimentos?  Porque a Dinamarca possui um sistema tradicional e reconhecidamente eficaz de proteção à propriedade, aos contratos e às decisões judiciais.

Isso significa que, na América Latina, o investidor pode até ter mais dinheiro após impostos, mas existem mais possibilidades de trapaças e de estelionatos por parte de um sócio local, mais conflitos trabalhistas, mais incerteza jurídica, maiores possibilidades de calotes serem protegidos pelo judiciário, maiores possibilidades de súbitas desvalorizações cambiais, e mais vários outros elementos que desmotivam empreendedores a fazer investimentos e a aplicar seu capital em nosso território.  É por isso que os reinvestimentos são um ato de heroísmo, e que a repatriação de lucros se torna um ato mais racional e seguro.

Mas o assunto não termina aí.  Hernando de Soto, em sua obra El Misterio del Capital, calcula que 80% da propriedade nos países em desenvolvimento está totalmente na informalidade.  Ou seja, há dezenas de milhões de famílias em nosso continente que simplesmente não podem utilizar sua propriedade como garantia para a obtenção de crédito, com o qual poderiam abrir pequenas empresas, fornecer empregos e, de forma geral, se integrar ao sistema produtivo.  Se a casa ou o terreno de uma família pobre não são formalmente seus, como no caso das favelas brasileiras, não há nenhuma medida de abertura econômica, de privatizações ou de ortodoxia fiscal e monetária que possam compensar tudo isso.  Caso essas pessoas pudessem usufruir um título de propriedade, elas imediatamente começarão a usá-los como colateral ou a transacioná-los, aumentando sobejamente sua renda, sua riqueza e seu padrão de vida.

O atual arranjo faz com que, literalmente, a classe baixa e até mesmo boa parte da classe média sejam meras espectadoras do processo econômico.  E os governantes sabem como capitalizar esta situação denunciando-a como sendo uma exclusão social.  Eles estão corretos nesta percepção — embora tenham sido eles próprios que criaram esta situação —, mas estão errados ao proporem que a solução está na inclusão política ("vamos decidir o rumo do país em assembléias populares").

A resposta, sob o prisma da mentalidade empreendedorial, deve ser distinta e clara: sim, o mercantilismo é excludente, mas podemos caminhar em direção ao liberalismo caso massifiquemos o acesso à propriedade (com títulos e registros de propriedade para todos), tornemos o sistema judiciário mais rápido e confiável (arbitragens privadas são um ótimo começo), e aumentemos a segurança (com o policiamento privado liberado).

Em outras palavras, a liberdade econômica começa pela propriedade privada, pelo respeito aos contratos, e por um sistema judiciário confiável e eficiente.  São secundárias, porém de suma importância, questões como impostos, as tarifas e as regulamentações. 

Uma economia livre é uma economia de proprietários, e não uma economia de proletários.

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Leia também:

Sobre as privatizações (Parte 1)

Sobre as privatizações (final)

Brasil versus Romênia - até quando nosso mercado de internet continuará fechado pelo governo?

A diferença entre iniciativa privada e livre iniciativa - ou: você é pró-mercado ou pró-empresa? 

Grandes empresas odeiam o livre mercado


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SOBRE O AUTOR

Juan Fernando Carpio
mora em Quito, Equador, possui mestrado em Economia Empreendedorial pela Universidad Francisco Marroquin, da Guatemala e é o presidente do Instituto para la Libertad, um think tank libertário equatoriano.


O estado matou a liberdade dos açougues em prol dos empresários corporativistas

Há dez anos havia uma predominância muito maior de açougues de bairro. Eram comércios na maioria das vezes confiáveis e a procedência das carnes normalmente não era tão duvidosa quanto a vendida no supermercado.

Geralmente os donos desses açougues eram pais de família que manipulavam a carne com certo rigor, contratavam gente da vizinhança pra dar aquela força no comércio, faziam o bom e velho fiado pra quem não podia pagar na hora, enfim, era um tempo onde havia maior proximidade entre os produtos de consumo e o consumidor.

Mas eis que apareceu o governo e suas "bondades". E aí o açougueiro foi para o abismo com uma série de taxações, regulações, decretos, portarias, leis inúteis, legislações pesadas e tudo o mais necessário para acabar com um negócio promissor e confiável sob a desculpa de proteger os clientes daquele "malvadão" que – absurdo! – quer trabalhar e lucrar com o comércio de carnes.

E são tantas regras "protecionistas" que, sabendo da impossibilidade dos donos em cumpri-las de forma plena, os fiscais do governo se aproveitam da situação para caçar "irregularidades" como "a cor da parede", pedindo aquele salário mínimo para assinar o alvará de funcionamento.

Enquanto isso, o estado isentou as grandes empresas de impostos e multas sempre que possível, bem como das regras sanitárias que o açougueiro da esquina tem que cumprir. Enquanto o dono do açougue do bairro era impedido de obter uma mísera linha de crédito para investir em seu negócio, o governo fornecia uma gorda verba para as grandes empresas por meio do BNDES.

E veio o período maquiavélico de "aos amigos os favores, aos inimigos a lei", onde não há nada que impeça as grandes empresas. As dívidas caíam de 1 bilhão para 320 milhões, a "fiscalização" sanitária se tornou aliada e o Ministério da Agricultura passou a conceder seus selos livremente para os amigos do governo. Claro que isso teve um custo, pago com aquela verba pra campanha eleitoral para "resolver" tudo.

E o resultado não poderia ser diferente: nos baseando na confiança em um selo estatal e no sorriso técnico do Tony Ramos afirmando que "carne confiável tem nome!".

O corporativismo, ou seja, a aliança entre estado e grandes empresários, nos trouxe resultados deploráveis. Mas o malvado continua sendo o seu José da esquina, aquele que queria vender suas carnes e terminou fechando por excesso de burocracia estatal. Enquanto isso, os corporativistas da JBS, BRF e companhia cairão no esquecimento em breve.

O corporativismo brasileiro é um desastre sem fim.
Prezado Paulo, você reclama que teve emprego e salário, mas não ganhava tanto quanto os funcionários mais antigos e experientes. Você foi contratado a um salário menor e achou isso injusto. Queria já chegar ganhando o mesmo tanto que funcionários melhores e mais experientes, que já estavam lá há anos. É isso mesmo?

Não posso acreditar.

Outra coisa: você teve salário e emprego (e ainda teve plano de saúde!) graças à possibilidade de terceirização. E se fosse proibida a contratação de terceirizados? Será que você teria tido esse emprego e esse salário? Será que você sequer teria tido essa chance?

Desculpe, mas parece que você está cuspindo no prato que comeu. Você teve emprego e renda (e plano de saúde!) graças a uma liberdade de contrato, e agora vem dizer que essa liberdade foi ruim para você? Bom mesmo seria se o mercado de trabalho fosse restrito. Aí sim você já seria contratado como presidente...

É interessante como você parte do princípio de que o mundo não só lhe deve emprego e renda (e plano de saúde!), como ainda lhe deve um emprego extremamente bem-remunerado imediatamente após a contratação (você já quer entrar ganhando o mesmo tanto que os funcionários mais antigos e experientes).

De fato, ainda estamos deitados em berço esplêndido. Aqui todo mundo só quer saber de direitos.


P.S.: ainda no aguardo de você responder à pergunta do Leandro (a que aparentemente te deixou assim tão zangado): a terceirização nada mais é do que permitir que uma pessoa tenha maior liberdade para contratar outra pessoa para fazer um trabalho. Só isso. Qual exatamente seria um argumento racional e respeitável contra esse acordo voluntário e livremente firmado entre duas partes?

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Henrique Mareze  08/01/2014 15:07
    Não tinha pensado nessa questão da Dinamarca e como, na realidade, não são apenas os impostos, mas uma gama de questões que influem na liberdade e no crescimento econômico. Mas tudo começa pelo respeito à propriedade privada. Ótimo ;)
  • Magno  08/01/2014 15:24
    Recomendo este artigo, que fala exatamente sobre isso:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=271
  • Henrique Mareze  09/01/2014 14:48
    Obrigado Magno ;)
  • oneide teixeira  06/03/2015 17:08
    "respeito à propriedade privada".
    Mas ai que esta o problema.
    Para a esquerda todo o mau que aflige a humanidade tem como origem a propriedade privada.
    Sem a propriedade privada (e não apenas os meios de produção), todos males do mundo seriam resolvidos.
    O viés estatista da esquerda vem dai, inicialmente se dificulta a vida do produtor com leis, taxas, impostos, depois com a falência das empresas vai se estatizando no inicio a economia depois a própria vida da população.
    Quando se chegar a um sistema 100% estatal acabou a propriedade privada.
  • PESCADOR  08/01/2014 15:28
    Estamos muito longe de um livre mercado genuíno.
    E o fato é que está cada vez pior a situação.
  • Österreicher  08/01/2014 16:53
    A situação aqui está cada vez mais difícil. Não vejo como, a curto ou médio prazo, termos um mercado realmente livre, como é o desejável. É preciso ocorrer uma mudança abrangente de mentalidade na sociedade, para que se compreenda é a liberdade econômica e a política são interdependentes. A impossibilidade prática que digo é principalmente política, porque a esquerda estatólatra está no poder, e porque o povo parece gostar desse tipo de politicagem, de depender do Estado para tudo.

    Quanto às ideias, vejam dois exemplos: numa empresa privada onde trabalhei a responsável pelo departamento de finanças me pediu para assinar alguns papéis, lamentando o excesso de burocracia do "capitalismo selvagem" (sic)!!! Ela ignora completamente a história do comunismo e a realidade anticapitalista atual em que vive...

    O outro caso foi que eu, superentusiasmado com a descoberta da Escola Austríaca (pois estudei Letras), fui comentar com um conhecido que faz mestrado em Economia e, para minha surpresa, o cara nunca ouviu falar em Mises, Hayek, Bawerk...!!!! Só sabia falar do Capital de K.Marx, de Keynes et caterva e dos problemas causados pelo neoliberalismo. Poxa, assim fica difícil!!!
  • velozo  09/01/2014 09:39
    Os economistas austríacos foram propositalmente boicotados nas universidades ao passo que estes trastes comunistas e estatistas foram propagandeados, amigo. Isso é o marxismo cultural subvertendo tudo logo na fonte. Muitos destes "economistas" keynesianos (na realidade meros planejadores, contadores e operadores de bolsa) viraram professores, escreveram livros e teses e passaram o pseudo-conhecimento desencaminhante para frente. Acontece o mesmo em todas as disciplinas da chamada area de humanas, principalmente na matéria História que não passa de análise simplória marxista e propaganda comunizante. Assim vc transforma o professor em um idiota útil, um agente subversor inconsciente apto a destruir a mente da juventude que estuda em escola pública. O ouro (mises,rothbard) como sempre é escondido. E a merda é enfiada goela abaixo do zé povinho para que sempre vivam no engano e nunca se emancipem. Mas para a massa ignorante e preguiçosa o estado é um deus. Então tome estado, tome escravidão, logo, logo, veremos onde todos vamos tomar.
    "O inverno está chegando..."
  • Mateus  09/01/2014 12:02
    Estudo Economia em uma Federal e as chances de alunos e professores conhecerem Mises é próxima de zero.

    Na verdade quando fiz Historia do Pensamento Econômico o professor dedicou várias aulas para falar da Escola Austríaca e principalmente dos pensamentos de Hayek. Mencionou Mises em uma aula (perguntou para a sala se Mises era com dois s, Misses), foi bem rápido, mas ainda assim impressionante um professor saber do Mises.

    OBS: Ele era Keynesianista de carteirinha. Falou mal pra caramba do Hayek, e do Mises foi neutro porque ele não sabia nada do sujeito, apenas um dos mestres da EA.
  • Jeferson  09/01/2014 13:59
    Aconteceu exatamente a mesma coisa comigo no MBA. Quando fiz uma disciplina de cenário econômico internacional, o professor (que afirmava veementemente que Keynes foi o maior economista do século XX) deu um artigo pra turma ler, que descascava os austríacos. Obviamente o artigo era pleno de "tear jerking" e apelos sentimentais sobre como os "liberais e neoliberais" não davam a mínima para os pobres, tudo escrito num tom que tentava passar neutralidade no discurso.

    Na moral, não vejo solução pra essa merda não. Acho que é como o Velozo falou. O ouro fica escondido. E o pior é que não adianta muito tentar espalhar, que as pessoas não querem ver. "Não lanceis pérolas aos porcos", já dizia Jesus. Um amigo meu, a quem sempre recomendo artigos do IMB e que costumeiramente os lê, veio me dizer que não consegue deixar de pensar que é necessário um pensamento "no interesse coletivo". A doutrinação do estado é bem feita demais. Cada vez mais acho que por mais que nos esforcemos, é como tentar nadar contra uma tsunami. "Winter is coming" mesmo.
  • oneide teixeira  14/01/2014 15:11
    Coletividade e liberalismo não são ideias contrárias, o associativismo desde que voluntário não é contra o liberalismo.
    Não são conceitos excludentes.
    O liberalismo não é a ditadura do individuo pelo contrário.
  • Tiago Moraes  07/03/2015 23:19
    Claro que são excludentes, o individualismo metodológico é um dos fundamentos de todo o arcabouço teórico liberal. A crítica ao coletivismo fundamenta-se simplesmente no reconhecimento da sua não existência fora do plano abstrato. O coletivismo não passa de uma abstração fajuta, usada por determinados teóricos para realizarem proselitismo ideológico. O coletivo não pensa, não age, não tem interesse. Quem pensa, quem age, quem manifesta interesse na ação é o indivíduo. É o indivíduo o ser concreto, visível, palpável, observável e, por consequência, passível em ser estudado...
  • Marcos  09/01/2014 12:01
    O mais duto de tudo é que a pouca proteção que tínhamos está sendo obliterada pelo atual governo. Quem imaginaria fatos como os que ocorreram em Suiá-Missu há alguns anos atrás? Se alguém falasse algo assim certamente ririam da cara do sujeito. No entanto, essa é a nossa situação hoje.
  • Comunista  09/01/2014 13:00
    É essa a liberdade neoliberal tucana?
  • Arthur  22/03/2015 12:27
    Não, os tucanos tem os mesmos ideais que os petistas. Aqui se discute liberalismo e libertarianismo. Algo que a esquerda não sabe o que significa.
  • Adriano  09/01/2014 13:58
    Sensacional artigo!! Parabéns.
  • Telexfree  09/01/2014 14:57
    Pessoal, o IMB tem algum artigo sobre pirâmides financeiras?
  • anônimo  09/01/2014 17:15
    E precisa?
  • Telexfree  09/01/2014 21:31
    Se precisa não sei. realmente pode ser que não acrescente muito em relação à temática do IMB.

    Segundo Gary North bitcoins são esquema ponzi: www.garynorth.com/public/11828.cfm
    Sendo bitcoins uma pirâmide, então o IMB tem artigos sobre uma pirâmide.
  • Gredson  28/05/2014 16:29
    Bitcoin não tem nada haver com piramide.

    https://bitcointalk.org/?topic=7815.0
  • anônimo  28/05/2014 16:48
    Bitcoin é uma criptomoeda com quantidade que tende a um valor fixo. Logo não é uma pirâmide.
  • anônimo  09/01/2014 17:30
    Tem um livro antigo, mas excelente sobre o assunto:

    Memorando de Extraordinários Engodos Populares e a Loucura das Multidões
    https://pt.wikipedia.org/wiki/Memorando_de_Extraordin%C3%A1rios_Engodos_Populares_e_a_Loucura_das_Multid%C3%B5es

    Em inglês você acha para baixar, já em português, eu não sei dizer.
  • anônimo  09/01/2014 17:48
    Ps. Clicar no link por algum motivo não vai pro lugar correto. Mas se copíar o endereço e o colar na barra de endereço, funciona.
  • Miquerinos  22/03/2015 14:46
    Esse artigo em específico trata do maior esquema de pirâmide do Brasil, mas também aborda os aspectos gerais do fenômeno: www.mises.org.br/Article.aspx?id=993
  • Lucas Prado  10/01/2014 00:14
    Poderiam fazer um artigo sobre as negociações do MERCOSUL com a UE e uma comparação do MERCOSUL com a Aliança do Pacifico...

    Não sei se já tem algo sobre isso nesse site, se tiver alguém me manda o link. Se não tiver, fica a sugestão. Eu agradeceria.
  • Rafael  29/05/2014 14:54
    Verdade. Ontem li uma entrevista (www.cartacapital.com.br/economia/ficar-atrelado-ao-mercosul-e-afundar-o-brasil-804.html) que é um pouco relacionada a esse tema e também tive curiosidade de pesquisar mais.

    Obs.: Aproveitem para notar o truque sujo da CartaCapital de transcrever as falas da entrevistada de forma que ela pareça uma louca que não sabe se articular. E os comentários, então, uma delícia. "paga pau do tio San, ou vassala da rainha britânica"; "Fico realmente impressionado com o tipo de escola econômica que prospera no Brasil, sem nenhuma criatividade a não ser defender o de sempre, mais dependência ao norte"; "entregar o Brasil de bandeja pros americanos e europeus"; "'Não adianta casar com pobre'. Dá para respeitar (seja quem for e da área de conhecimento que for) alguém que usa esta metáfora?" (metáfora infeliz do Lula todo mundo releva...).

  • Emerson Luis, um Psicologo  10/01/2014 07:19

    E os problemas econômicos ainda são atribuídos ao "capitalismo"! Nunca houve livre-mercado no Brasil, em liberdade econômica estamos na penúltima categoria!

    * * *
  • Philipe  10/01/2014 15:08
    Ótimo texto. Contudo, como já foi falado nos comentários anteriores, não devemos ter muita esperança.
  • Daniel  12/01/2014 21:01
    Bom artigo, sensato. Apenas alguns pontos. Como é possível a integridade e funcionamento de um sistema judiciário sem a participação dos cidadãos? Não vivemos isolados e todo país que conseguiu obter desenvolvimento financeiro saudável possuía um forte senso de cidadania. Outra coisa, proletário é o que possui apenas sua força de trabalho, e de seus filhos - a prole - como gerador de divisas. Assim, não há como todos serem proprietários a menos que se divida a posse... é complicado. Espero que consigamos implantar o capitalismo no país, ainda que ache que num sistema econômico de vivos nunca há uma regulamentação, e que sempre o mais esperto abocanha a concorrência, esse capitalismo tardio periférico que vivemos é cruel demais. Mata empreendedores, bons funcionários, estudantes. Afinal, não os permite crescer...
  • Bernardo F  13/01/2014 18:12
    Ótimo artigo!! Que bom poder lê-lo aqui no site do IMB.
    Abraço!
  • Renzo  19/01/2014 23:14
    Acredito que o juri é uma das piores facetas do Estado, pois mesmo com o custo de uma infraestrutura gigantesca, a responsabilidade das decisões vai para pessoas comuns, que ao invés de estarem fazendo qualquer outra coisa são obrigados a trabalhar de graça.
  • Raul  21/02/2014 19:40
    Concordo com boa parte do texto, mas fico com receio da idéia de policiamento privado. Liberando um policiamento privado, o que impede que tais grupos sejam contratados para cumprir o mesmo papel que hoje é feito pelas milicias em comunidades e favelas? Esta é uma dúvida honesta, e eu realmente gostaria de uma resposta satisfatória.
  • Eduardo Bellani  21/02/2014 20:47
    Item 7 desse artigo
  • anonimo  28/05/2014 17:09
    Clicando não cai no artigo, então para que tiver com o mesmo problema que eu, ele está se referindo a esse artigo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1556
  • aspone  28/05/2014 16:30
    Raul, o que impede a polícia estatal (o estado, portanto) de fazer a mesma coisa?

    Veja que hoje em dia tem gente sendo presa pela polícia estatal por crimes do tipo dar carona, vender sua propriedade, consumir seus próprios bens etc.
  • Pedro Economista  28/05/2014 14:23
    Excelente artigo.
  • Lucas Rosário  28/05/2014 15:44
    Cia de água notificou um amigo mais ou menos assim.. " Seu fornecimento será suspenso caso não regularize a posição do medidor, o responsável está encontrando dificuldades para executar a leitura" foi constatado que ele precisaria abrir um buraco no muro e virar a posição do relógio.
    Como foi a conversa depois disso:
    _ Eu viro a posição do relógio e chamo vocês para colocarem o lacre?
    _Sr. Somente nós podemos romper o lacre, do contrario o Sr. Pode ser multado.
    _Ok. Isso tem custo?
    _Sr. O custo é de R$ 150,00..
    _R$ 150,00!!! Mas é isso é só para mudar a posição do relógio? Está incluída a adequação do muro?
    _ Sr. Não somos habilitados a fazer esse tipo de trabalho, esse custo é do Senhor, nossa responsabilidade é com o medidor..
    _ É um absurdo esse preço, mas ok, vocês podem vir aqui amanhã?
    _Sr. só temos disponibilidade para execução daqui a 15 dias..
    Normalmente quando eu uso esses exemplos práticos do cotidiano, o esquerdista me diz que eu estou sendo reducionista demais, que eu preciso ampliar meu horizonte e olhar para a função vital, que é garantir o fornecimento de água, esse bem essencial a vida, a todos e como ficaria a situação daqueles que não podem pagar pela água, pois pobre não é aquele que precisa alterar o medidor, pobre é aquele que nem sequer tem água potável para beber.. Daí eu me obrigo a responder.. Pois é privatizaram a telefonia e agora pobre só se comunica por carta né?
  • Ricardo  28/05/2014 16:22
    Vejam aqui um reflexo do "neoliberalismo" e do "enxugamento da máquina pública":

    Governo paga quase 30% dos salários do pessoal ocupado no Brasil, diz IBGE

    Embora represente apenas 0,4% das organizações, a administração pública absorveu 19,9% do pessoal ocupado assalariado e pagou 29,8% dos salários em 2012

    O governo é responsável por pagar quase 30% dos salários do País, segundo o Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Embora represente apenas 0,4% das organizações do cadastro, a administração pública, incluindo as três esferas do governo (Federal, Municipal e Estadual), absorveu 19,9% do pessoal ocupado assalariado e pagou 29,8% dos salários e outras remunerações em 2012.

    O governo também pagou os salários médios mensais mais elevados, R$ 2.723,29, contra uma média de R$ 1.842,09 das entidades sem fins lucrativos e R$ 1.722,71 das entidades empresariais.

    economia.estadao.com.br/noticias/economia-brasil,governo-paga-quase-30-dos-salarios-do-pessoal-ocupado-no-brasil-diz-ibge,186198,0.htm
  • Hudson  28/05/2014 18:28
    Paguem seus impostos em dia. Minha família agradece.
  • Socialmente justo  28/05/2014 21:03
    Esse dados do IBGE só comprovam que o governo é infinitamente mais humano que o capitalismo. Emprego em primeiro lugar, lucro e ganância sem fim, do mercado, sob controle do Estado. Eis a receita de uma sociedade mais justa para todos.
  • gredson  29/05/2014 01:51
    nao existe almoço gratis. è muito facil pagar altos salarios com dinheiro roubado.
  • Paulo henrique  29/05/2014 02:18
    Ricardo, será mesmo "" somente "" 30%? Não creio, há aquilo que não se vê em dados, como as empresas que o governo sustenta artificialmente por meio do seu consumo de recursos, quando ele vai gastar pra fazer uma ponte, além dos trabalhadores públicos, que seriam contabilizados nos salários "pagos pelo estado" existe a empresa muito provavelmente privada que forneceu os recursos e matéria prima, empresa essa escolhida pelo governo e beneficiada sobre todas, ou seja, mesmo os salários pagos nessa empresa privada sofre influência do estado. O que dizer então daqueles empregos que só existem por protecionismo comercial, algo muito praticado aqui na banania ? O governo é responsável por muito emprego, não que isso nos torne mais ricos e prósperos.
  • Tiago  29/05/2014 13:24
    Acho a teoria econômica austríaca excelente. Após ontem especialmente, após ficar 20 minutos numa vergonhosa agência dos Correios, aquela desgraça estatal, para pagar abusivos 60% de importação sobre produtos comprados legalmente e de maneira voluntária.
    Estaria mais do que na hora de desestatizar os correios.

    Porém, ainda tenho a dúvida que o senso comum: e se nós permitíssemos que os produtos importados fossem todos liberados sem imposto algum, o que o Brasil faria? Como nos tornaríamos competitivos?
  • Marcos  29/05/2014 13:55
    Explicado aqui, a partir do minuto 25:30

    www.mises.org.br/FileUp.aspx?id=284
  • Carlos Prado  29/05/2014 16:01
    Tiago, tem tanta coisa bacana que eu queria importar da china para fazer algumas máquinas e produtos e poder eu mesmo ser competitivo. Entenda uma coisa, nenhum homem é autossuficiente. Não tem o porque de eu fazer rolamentos, parafusos e enrolar motores em casa. Compro feitos e começo a trabalhar daí. Não tem porque reinventar a roda e fabricar meus próprios pneus. Se a China está fazendo rolamentos e parafusos baratos é bom para que o Brasil não precise começar do zero.

    Podemos falar de tentar alcançar uma autossuficiência no Brasil e com isso uma tal competitividade. Porém qual o sentido de se limitar ao Brasil e não focar nos estados? Cada estado autossuficiente, produzindo todo o seu alimento, os seus próprios carros e seus próprios parafusos. Ou mais, porque não nos reduzir para as cidades? As cidades não tem cada uma sua própria montadora, mas ninguém fala de se fechar e desenvolver a competitividade de cada cidade sozinha. Se vendo por cidades já é absurdo imagina se reduzirmos às casas. Não é eficiente, é trabalho de subsistência.

    Não tem porque um país se fechar em nome de uma suposta competitividade. Para desenvolver um aparelho hoje é mais fácil eu comprar um processador de grandes como a Intel ou eu me fechar tentando desenvolver desde as pilhas do aparelho? É muito melhor me apoiar em ombros de gigantes para dar saltos muito mais altos. Não preciso que surja em minha nação alguém que faça pilhas, outro que faça parafusos, rolamentos, cabos, serras, resistores... Compro um router CNC bem cabuloso da Alemanha e monto uma fabriqueta no porão de casa.

    Esta tal competitividade de nos fecharmos para o mercado externo só nos levará a isto: em termos que fabricar o básico, inventar a roda e o prego todas as vezes e nunca alcançarmos níveis mais elevados.
  • Bruno D  29/05/2014 13:26
    Uma dúvida: Esse sistema judiciário teria que ser necessariamente privatizado, não? Como ele teria que funcionar? Existe algum artigo aqui que fale especificamente sobre esse pormenor?

    Att
  • Pedro Economista  29/05/2014 16:01
    Veja este vídeo:

    https://www.youtube.com/watch?v=M8xSCzggWe8
  • Rhyan  29/05/2014 13:35
    OFF - Estou com dificuldades para fazer pesquisar no site, a busca não reconhece mais pesquisas com aspas.

    Pesquisar no google junto com "IMB" é bem mais fácil.
  • Funça Federal  29/05/2014 13:58
    Prezados,

    O que um libertário pode fazer (na prática) para evitar o "roubo" via impostos? Sonegação? Mercado informal? Qual seria o caminho?

    Att,

  • papinian  29/05/2014 14:57


    Ola funça aspônico federal.

    Algumas dicas pra aumentar a sua liberdade.

    * Proteja seu patrimônio atrás de um CNPJ.

    * Retire seu capital dos bancos, e do monitoramento estatal.

    * Use dinheiro vivo o máximo possível, novamente pra evitar
    rastreamento.

    * Compre e guarde metais preciosos.

    * Tenha uma arma longa legalizada em casa, e uma arma curta fria na
    cintura pra andar por ai. Desove a arma fria em caso de uso.

    * Procure carreiras fora do controle estatal. Faça bicos frios caso
    sua carreira seja uma daquelas controladas pelo estado.

    * Aprenda a se educar fora das instituições de ensino. Coursera, khan
    academy, udacity, MOOCS e livros em geral, grupos de estudo, etc.

    * Se tiver filhos, tire-os da escola.

    * Conheça seus vizinhos. Mantenha boas relações com sua família.
    Forme sua rede social informal

    * Não exponha sua vida no facebook ou coisas similares.

    * Faça exercícios e aprenda a se alimentar. Dieta paleolítica é uma
    boa.

    * Espalhe artigos e ideias liberais por ai, entre pessoas que você
    julga estarem preparadas pra ouvir.
  • Edson  21/07/2014 19:05
    Tenho uma dúvida:o que chamam de "neoliberalismo" pode ser entendido como uma variante do liberalismo ou uma variante do keynesianismo? O mais correto não seria chamar "neoliberalismo" de "neokeynesianismo"?
  • Wesley  28/07/2014 07:24
    Na verdade "neoliberalismo" não é nada mais que um engodo espalhado pela esquerda radical para enganar as pessoas que não sabem nada de economia. Os socialistas fabianos (os mais espertos) chegaram a conclusão de que o estado empresário é ineficiente e inepto. Então ao invés de uma empresa estatal produzir produtos, eles deixam os empresários produzir e em contrapartida impõem uma série de restrições e tributações altas. Então o governo lucra às custas do esforço de quem produz. Esse é o "neoliberalismo" do FHC, em que ao mesmo tempo em que abriu a economia ao mercado internacional, ele em contrapartida criou diversas regulações e aumentou muito a carga tributária. A esquerda radical acha que isso uma modalidade de capitalismo e de liberdade de mercado, pois eles acham que o governo deve controlar a economia como faz Cuba e fez a URSS.
  • Douglas   05/03/2015 15:02
    Ontem estava almoçando e uma colega de trabalho que faz direito começou a falar de como e importante pagar impostos. Tentei argumentar e ela disse que era correto por que esta na constituição.
    Depois desse argumento eu já encerrei o assunto. Tenho medo de pessoas que acham que uma coisa e verdade absoluta por que esta escrita em um papel "oficial".

    Logo depois ela começou a falar como o estado garante os direitos trabalhistas e que se não fosse pelo estado interferindo em tudo nos seriamos explorados, seriamos obrigados a trabalhar horas sem descanso e recebendo pouco.

    Só ouvi ate ai e me retirei da mesa. E incrível o nível de devoção ao estado que algumas pessoas têm. Estudantes de direito principalmente.
  • Lopes  05/03/2015 16:24
    Perdoe-me por minha atitude de zelote, mas por que não a refutou? Suas premissas são risíveis e garanto que ela própria não concorda com tudo que está na constituição ou aceita como correto. Basta mencionar a ilegalidade de certos entorpecentes para atiçar a consciência revoltosa destes jovens, que agem por conveniência; embora ela não fosse atiçada, por integrar uma juventude mais autoritária, com certeza algum integrante do grupo fosse tocado pela possibilidade de contradizer seu argumento insano. Ou faça o jogo socrático: "Eu não acho certo pagar meu IR. Você me mandaria à prisão por isto?" - Se ela dizer "Sim" e não notar a imoralidade da atitude dela, é o tipo de pessoa que você NÃO quer perto de você e saiba que não estará perdendo nada por ter saído da mesa.

    Sobre os direitos trabalhistas, apenas pergunte: por que não mais? Por que ainda temos de trabalhar 48 horas ao dia se basta a canetada estatal para trabalharmos 12? Afinal, salários são determinados pela crueldade do patrão, certo? Bastasse uma revoltosa como esta em uma tribo indígena perdida ao meio da Amazônia para dar sua canetada e do nada, todos trabalhariam uma vez por semana; e devido à sua baixa produtividade, todos morreriam de fome.

    Não é por qualquer motivo que uma quantia absurda de brasileiros vive de bicos e auto-emprego: sua falta de habilidades e a legislação trabalhista caríssima os joga para fora de qualquer oportunidade de trabalho porque uns poucos iluminados acham que basta uma lei e a realidade muda, pois nada precisa ser produzido e a escassez é um mito. Basta olhar a legislação trabalhista decimando as empregadas domésticas nas capitais.

    Estes jovens devem ter 20, 19 ou 21 anos; por aí. Se você não se manifestar, Douglas, eles podem levar facilmente mais 20 anos para verem uma pessoa que discorda com a psicose estatal.

    Nunca subestime a tua própria importância.
  • Dom Comerciante  06/03/2015 02:55
    Sim, os "direitistas"/estudantes de direito são os piores, pois sempre tratam a Constituição como uma bíblia ou o alcorão, e você fez muito bem em sair de perto desse sujeito.
  • fernando  05/03/2015 15:52
    O IMB fala em acabar com o Banco Central, mas será que essa política de swaps cambiais não é interessante ? Não é interessante o BC comprar dólares em baixa e vender na alta ? Isso parece ser um bom meio de ganhar dinheiro e segurar grandes oscilações do dólar.
    O único erro é tentar manipular as taxas de câmbio com objetivos políticos. Segurar as grandes oscilações do câmbio não parece ter grande impacto.

    Eu penso que câmbio não significa muita coisa. O melhor exemplo é a Libra Esterlina. A libra é extremamente valorizada, mas a Inglaterra ainda tem muita exportação e turismo.
  • Henrique Cardoso  05/03/2015 17:13
    "O IMB fala em acabar com o Banco Central, mas será que essa política de swaps cambiais não é interessante ? Não é interessante o BC comprar dólares em baixa e vender na alta ? Isso parece ser um bom meio de ganhar dinheiro e segurar grandes oscilações do dólar."

    Não. Por que seria interessante o BC comprar dólares? Qual o interesse da população em ter uma agência estatal comprando dólares para enrecê-los artificialmente? Não entendi.

    Outra coisa: os swaps cambiais foram feitos justamente para contrabalançar os efeitos das medidas anteriores (expansão facilitada do crédito). Dizer que uma medida supostamente corretora de cagadas anteriores comprova a importância de uma instituição é nonsense.

    "O único erro é tentar manipular as taxas de câmbio com objetivos políticos."

    Sempre é com objetivos políticos. Sempre.

    "Segurar as grandes oscilações do câmbio não parece ter grande impacto."

    Imagina... O câmbio só influencia em todos os preços da economia. Desde o pãozinho da padaria (feito com trigo, commodity precificada em dólar) até os remédios (85% da química fina é importada), passando inclusive pelos preços das passagens aéreas e de ônibus. Não impacta nada, realmente.

    "Eu penso que câmbio não significa muita coisa."

    O que você pensa é um tiquinho diferente de como o mundo realmente funciona...

    "O melhor exemplo é a Libra Esterlina. A libra é extremamente valorizada, mas a Inglaterra ainda tem muita exportação e turismo."

    Oi? E?
  • fernando  05/03/2015 16:53
    Muito bom esse artigo.

    Os impostos são uma farsa !

    O governo cobra impostos sobre comida,restaurantes, roupas, habitação, acadêmias de ginástica, etc. É como se nós fossêmos animais irracionais incapazes de escolher o quê é importante para nós.

    O mundo mudou. O acesso à informação melhorou muito. Hoje, as pessoas podem se informar pela televisão, internet, rádio, jornais, mídia digital, etc. Não é como antigamente que as pessoas eram analfabetas e não tinham energia elétrica, televisão, rádio, internet, etc.

    Hoje, as pessoas são muito mais capazes de viver sem governo.

    Nós não assinamos nenhum contrato social.
  • Roger  05/03/2015 23:46
    Neoliberalismo nada mais é do que uma arapuca socialista. Mais precisamente, da linha do socialismo fabiano.

    Geralmente é usado para servir de álibi para justificar uma outra forma mais profunda de socialismo, como aconteceu aqui em Terra de Santa Cruz, onde um período de socialismo fabiano (FHC), taxado de neoliberal, serviu de justificativa para um socialismo mais arraigado (Lula e Poste).

    Tanto que até hoje os esquerdóides tem ataques histéricos com o termo neoliberal, muitos sem se darem conta que o termo é socialista.
  • Ricardo Bahia  06/03/2015 03:24
    Gostaria de abrir apenas uma crítica.
    Muitos criticam o governo que está o tempo todo confiscando o dinheiro nosso, (leia-se roubo) via impostos. Neste arranjo, vê-se o governo mais como uma coisa abstrata. Mas não seria interessante apontar também a quem se esconde atrás desta cortina? Como os idealizadores e protetores desta instituição?
  • Rafael  06/03/2015 18:25
    Poxa, texto fantástico!!

    Na área ecônomica, vocês e o Instituto Liberal são DEMAIS! Deus os abençoe e só nao venham se meter em demais áreas, que aí a coisa fica beesta...

    Paz.
  • Equipe  06/03/2015 18:46
    Fique descansado. Jamais iremos falar sobre culinária, moda, arquitetura, decoração, novelas e Big Brother Brasil, pois destes assuntos nada entendemos. Aliás, nem sequer falamos sobre futebol.

    Se falássemos sobre algum desses assuntos, aí sim a coisa ficaria "beesta"... (é assim?).

    Saudações.
  • Felipe  06/03/2015 18:34
    O surto de bola tem relação com o neoliberalismo?

    Segundo a esquerda sim:
    www.esquerda.net/dossier/ebola-falencia-do-mercado/34593
  • Neto  06/03/2015 18:52
    Obviamente, e por uma questão de higiene, nem cliquei no link. Mas aproveito a deixa para relembrar a quem interessar possa apenas alguns fatos:

    1) Os países que sofrem de Ebola são justamente aqueles que foram arrasados por guerras e que estão sob ditaduras. Ou seja, países que sofreram a intervenção máxima de algum governo (nacional ou estrangeiro). Vide o caso da Libéria.

    2) Foi a empresa Firestone quem salvou o povo de uma cidade da Libéria do surto de Ebola.

    www.npr.org/blogs/goatsandsoda/2014/10/06/354054915/firestone-did-what-governments-have-not-stopped-ebola-in-its-tracks
  • Renzo  07/03/2015 19:39
    É triste ver que em pleno século XXI existem sites como esse www.esquerda.net feitos por europeus. Depois de mais de 200 anos da Revolução Industrial (que coincidentemente foram os anos de maiores avanços tecnológicos da história), depois das milhões de mortes na Rússia e outros países comunistas, da crise na Grécia, etc, será que esse pessoal não consegue ver que seus ideais não deram certo?
  • Denis  07/03/2015 04:54
    "Desde a divisão de Buenos Aires em duas zonas, cada qual tendo apenas uma empresa telefônica monopolista, passando pela criação de várias agências reguladoras no Brasil que têm o intuito de cartelizar o mercado e proteger grandes empresas da concorrência externa, permitindo que pratiquem preços altos e mantenham serviços de baixa qualidade"... Há apenas o velho e absoluto mercantilismo."

    isso poderia ser chamado,também, de corporativismo?
  • Rennan Alves  07/03/2015 13:42
    Sim. Corporativismo é tão somente o conluio entre grandes empresas e o estado. Ele possuiu vários nomes ao longo da história: Mercantilismo, Intervencionismo, Fascismo, etc.
  • Denis  07/03/2015 21:00
    então eu poderia reiterar, que a politica do PT (Protecionismo e favorecimentos de empreiteiras e empresários "amigos")seria uma politica de aspectos fascista,assim sendo corporativista.
  • anônimo  09/03/2015 22:50
    sim!
  • amauri  12/03/2015 11:13
    bom dia Leandro!
    Voce conhece este artigo:
    diplomatizzando.blogspot.com.br/2015/03/de-onde-surgiu-o-conceito-de.html
  • Amarilio Adolfo da Silva de Souza  21/03/2015 17:57
    O poder estatal é corrupto e ineficiente, por natureza.


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