Lições não aprendidas do século XX que continuam sendo tentadas no Brasil
Nos séculos XIX e XX, a vida do europeu comum foi prejudicada, não beneficiada, pelos seus impérios coloniais. O crescimento econômico da Rússia foi freado, não acelerado, pelo planejamento central soviético. As regulamentações progressistas americanas e suas antecipações européias serviram para proteger monopólios no setor de transportes — como as ferrovias —, no setor de varejo — como comércios de luxo —, e também monopólios profissionais, como o dos médicos.  As regulamentações progressistas não ajudaram consumidores.

A legislação "protetora" nos Estados Unidos e o "salário família" na Europa inferiorizaram as mulheres. Psiquiatras armados pelo estado prenderam homossexuais nos Estados Unidos e democratas na Rússia. O New Deal impediu, em vez de ajudar, a recuperação americana após a Grande Depressão.

Os sindicatos elevaram os salários de metalúrgicos e operários do setor automotivo, mas reduziram os salários dos trabalhadores não sindicalizados. Os salários mínimos protegeram empregos sindicais, mas fizeram com que os pobres permanecessem desempregados. Os códigos de construção civil por vezes impediram desabamentos e incêndios, mas sempre garantiram a estabilidade de construtoras bem conectadas deixando a moradia mais cara para os pobres. Permissões de zoneamento e planejamento protegeram os proprietários ricos em vez dos moradores pobres. Controles de aluguel deixaram os pobres e os doentes mentais desabrigados, porque ninguém irá fazer casas baratas quando a lei encarece as construções a força. Os ricos ficam com os apartamentos com controle de aluguel e com as casas históricas nas vizinhanças antes pobres.

A regulamentação elétrica elevou o custo da eletricidade, assim também fizeram as proibições de energia nuclear. As regulamentações financeiras não ajudaram os pequenos investidores. Seguros federais de depósito permitiram que os bancos tratassem seus correntistas de modo irresponsável. O movimento de conservação do oeste americano enriqueceu fazendeiros que utilizaram terras públicas para o gado e enriqueceu empresas madeireiras que utilizaram terras públicas para o corte de árvores. As proibições no comércio de drogas recreativas resultaram no aumento do consumo de drogas, na destruição de bairros pobres e no encarceramento de milhões de jovens. Governos proibiram comércios de agulhas e publicidade de preservativos, e negaram a existência da AIDS.

O Espaço Vital econômico da Alemanha foi finalmente conquistado pela arte privada da paz, não pela arte pública da guerra. A duradoura Esfera de Co-prosperidade da Grande Ásia Oriental foi construída por japoneses de terno e gravata, não por bombardeiros de mergulho. A Europa se recuperou depois das suas duas guerras civis do século XX principalmente pelo seu próprio esforço de trabalho e investimento, e não principalmente por causa da caridade de-governo-para-governo como a Comissão Hoover ou o Plano de George Marshall. A ajuda externa de-governo-para-governo enriqueceu ditadores tiranos sem beneficiar os pobres.

A importação do socialismo para o terceiro mundo, mesmo sob as formas relativamente não violentas de gandhismo-fabiano sufocou o crescimento, enriqueceu grandes industrialistas e manteve o povo na pobreza. As teorias malthusianas concebidas no Ocidente foram colocadas em prática na Índia e especialmente na China, resultando em milhões de meninas desaparecidas. A revolução verde, patrocinada por capitalistas, foi atacada por políticos ambientalistas ao redor do mundo, mas permitiu que lugares como a Índia se tornassem auto-suficientes em cereais.

O poder estatal em diversas partes da África subsaariana foi usado para tributar uma maioria de agricultores em benefício dos primos do presidente e de uma minoria de burocratas urbanos. O poder estatal em diversas partes da América Latina impediu reformas agrárias de acontecerem e patrocinou o desaparecimento de pessoas. A propriedade estatal do petróleo na Nigéria, no México e no Iraque foi utilizada para apoiar o partido no poder, sem causar benefício algum para a população.

Os homens árabes continuaram empobrecidos ao utilizar do poder estatal para negar educação e o direito de dirigir às mulheres árabes. A captura de governos pelo clero corrompeu religiões e destruiu economias. A captura do governo pelos militares corrompeu exércitos e destruiu economias.

Políticas industriais, do Japão à França, serviram de apoio para indústrias falidas, como na agricultura e no varejo, em vez de escolher vencedores. A regulamentação de demissões elevou o nível do desemprego na Alemanha e na Dinamarca, e especialmente na Espanha e na África do Sul. Nos anos 1960, os edifícios ocidentais de moradia inspirados por Le Courbusier condenaram os pobres em Roma, Paris e Chicago a viverem em cortiços.

Nos anos 1970, o socialismo oriental de larga escala destruiu o meio ambiente. Nos anos 2000, os "coletivistas da geração do milênio," vermelhos, verdes ou comunitários, se opuseram a uma globalização que ajuda os pobres, mas que ameaça dirigentes sindicais, capitalistas ligados ao estado e a carreira de pessoas nas ONGs ocidentais.

Assim a historiadora econômica Deirdre McCloskey convida seus interlocutores, oponentes do capitalismo liberal, a reconsiderarem suas propostas políticas futuras à luz dos acontecimentos políticos passados.

Fica irresistível adicionar nossas experiências nacionais ao catálogo de fatos de McCloskey:

O controle estatal sobre o valor do café não revigorou a produtividade nacional, mas acelerou o declínio das exportações brasileiras. Políticas trabalhistas copiadas de Mussolini não deixaram os trabalhadores brasileiros mais independentes, apenas menos competitivos. Os projetos das universidades federais não criaram centros globais de excelência acadêmica, mas fizeram com que o suor da família pobre financiasse o curso de antropologia do filho da família rica.

A proibição dos cassinos não deixou o povo mais virtuoso, mas deixou seu vício mais clandestino. Barreiras à importação não estimularam o comércio interno, mas causaram a exclusão comercial dos mais pobres. O planejamento urbano modernista da nossa capital não ergueu a cidade do futuro, mas criou uma ilha de monumentos excêntricos cercada de satélites de pobreza por todos os lados.

A tomada de poder pelos militares não serviu para a restauração de instituições republicanas, mas serviu para a imposição de suas próprias instituições autocráticas. Os desembolsos de um banco de desenvolvimento não popularizaram o empreendedorismo, mas premiaram empresários ligados ao governo. Políticas desenvolvimentistas dos anos 1970 não culminaram em grandes conquistas econômicas, mas na década perdida dos anos 1980.

Gastos públicos financiados por inflação não criaram uma infraestrutura de verdade, mas projetaram uma prosperidade de mentira. A militarização da polícia não diminuiu o número anual de homicídios violentos, mas aumentou o número de execuções sem o devido processo legal. Congelamentos de preços não foram capazes de impedir que a inflação se avolumasse, mas foram capazes de impedir que bens de consumo chegassem às prateleiras.

Substituições de importação não criaram indústrias competitivas, mas financiaram o atraso tecnológico com os impostos dos pobres. Políticas de incentivo à cultura não criaram obras primas, mas fizeram com que a produção cultural respeitasse menos o público e mais a aprovação do financiamento público. Confisco de poupança não serviu para derrubar a inflação, mas serviu para derrubar a confiança no estado de direito.

A expansão do funcionalismo burocrático não fez do país um modelo de administração pública, mas fez com que o Brasil tivesse mais cursos de direito do que todo o resto do mundo. Uma tributação de nível escandinavo não transformou o Brasil numa Suécia, mas transformou Brasília numa Disneylândia.

E assim o Brasil, que terminou o século XIX com vocação para Estados Unidos, entrou no século XXI tentando alcançar a renda per capita do México.

Podemos concluir com McCloskey:

Qualquer um que, depois do século XX, ainda acredita que socialismo, nacionalismo, imperialismo, mobilização, planejamento central, regulamentação, zoneamento, controle de preços, política tributária, sindicatos trabalhistas, cartéis de empresas, gastos públicos, policiamento intrusivo, fé na união entre religião e política, ou que a maioria das propostas de ação governamental totalizante do século XIX ainda são ideias puras e inofensivas para melhorar nossas vidas não está prestando atenção.


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SOBRE O AUTOR

Diogo Costa
é presidente do Instituto Ordem Livre e professor do curso de Relações Internacionais do Ibmec-MG. Trabalhou com pesquisa em políticas públicas para o Cato Institute e para a Atlas Economic Research Foundation em Washington DC. Seus artigos já apareceram em publicações diversas, como O Globo, Folha de S. Paulo e Estado de S. Paulo. Diogo é Bacharel em Direito pela Universidade Católica de Petrópolis e Mestre em Ciência Política pela Columbia University de Nova York.  Seu blog: http://www.capitalismoparaospobres.com


"a precificação inicial do Brexit previa reação imediata da UE"

Ok, vamos analisar os fatos. Desde o início do ano, ninguém apostava no Brexit. Até as vésperas da votação, todas as pesquisas davam que o "permanecer" ganharia. Ou seja, não havia nenhuma precificação para a "saída". Todos apostaram no "permanecer". E, ainda assim, o FTSE só andava de lado, mês após mês. Pode conferir aqui:

cdn.tradingeconomics.com/charts/united-kingdom-stock-market.png?s=ukx&v=201609281355o&d1=20160101&d2=20160928&area

Imediatamente após a votação, que surpreendeu a todos, houve a turbulência inicial (posições sendo desfeitas). Hoje, no entanto, o FTSE está no nível máximo do ano, muito maior do que onde estava em qualquer outro período do ano, quando todos davam como certo que o "permanecer" ganharia. De novo, pode conferir no gráfico acima.

E confira também os da indústria:

cdn.tradingeconomics.com/charts/united-kingdom-manufacturing-pmi.png?s=unitedkinmanpmi&lbl=0&v=201609072315o&d1=20160101&d2=20160928&type=line

Pergunta inevitável: se, como você diz, a saída será uma tragédia, e se os números só melhoraram porque a efetiva saída foi postergada, então por que diabos os números de hoje são muito melhores que os dos meses anteriores, quanto todos davam como certa a permanência?

Seu raciocínio não faz sentido nenhum. Ele faria sentido se os números tivessem apenas "parado de piorar". Aí sim seu argumento estaria certo. Afinal, há um evento ruim se aproximando, mas com data ainda incerta. Nesse cenário, haveria uma interrupção da piora.

Agora, não foi isso o que aconteceu. Não é nem que os números pararam de piorar; eles simplesmente melhoraram, e muito. Estão muito melhores do que estavam durante todos os outros meses do ano, quando todos davam como certa a permanência.

Como você explica?

"a reformulação do cálculo após o início das tratativas responde em parte por melhora na expectativa."

De novo: "reformulação do cálculo após o início das tratativas" explicaria uma interrupção da piora. Agora, qual a explicação para os números terem disparado, ficando muito melhores do que estavam durante todos os outros meses do ano, quando todos davam como certa a permanência?

"Depois eu que sou ignorante"

De fato.

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • O nerd  06/01/2014 12:23
    O tema da redação de ontem da fuvest foi sobre um amiguinho de vcs, o ministro de finanças do Japão Taro Aso. rs Este cara soltou uma que... Na hora lembrei de vcs. rs
  • GARRU JOAO LUIZ GARRUCINO  06/10/2014 14:21
    Dilma Rousseff: "O povo não quer fantasmas do passado de volta"....mas o pt e Dilma continua aliado ao passado e traindo a nação e a democracia, e a vontade popular efetiva....



    Acordei agora e fiquei atacado ao ver na primeira postagem logo isto.... Mas que gente calhorda, vigarista, picareta ou malucos, otários ou burros....

    A ditadura continua mas ao invés dos tanques agora tem os coroneis eletronicos , o PCC , partido do centrão do congresso desde os militares, ou a velha direita de sempre, as elites dos 1 % e suas midias amestradas que articularam o golpe de 64, e depois o afastamento dos militares para estarem ganhando cem vezes agora....

    Sobretudo nos últimos vinte anos do golpe dos vigaristas ladrões sociopatas psicopatas sociais democratas do psdb e do pt e a esquerdopatia atual no trono, ou fachada do trono em lugar dos militares, derrubando collor somente para evitar o brizola e o seu trabalhismo nacionalismo....

    E vale lembrar que todos os aliados acima atualmente mantendo a ditadura que completa 50 anos este ano acusavam o Brizola de ser velho, ultrapassado, antigo, populista, demagogico, etc., tanto o pt quanto as elites dos 1 % (leia-se fenaban e fiesp, militares, congresso do PCC, coronéis eletrônicos, e os coronéis do psdb e do pt e de todos os partidos atuais do circo deste congresso golpista e fraudulento desde a saida dos militares, ou desde sempre).

    Engavetaram a eleição direta e a constituinte soberana e independente.

    Fabricaram o famigerado colégio eleitoral e elegeram Tancredo mas este morreu muito antes da posse, mas cinicamente foram em frente e deram posse ao vice, Sarney, continuando o mesmo congresso da ditadura.

    Em seguida fabricaram a famigerada constituinte congressual, depois que engavetaram a soberana e independente, para serem eleitos eles mesmos deputados e senadores e ao mesmo tempo também rascunharem a constituição atual golpista e fraudulenta gerando o monstrengo do regime atual...

    E a grave crise que vivemos de completa falta de governabilidade, autoridade, legalidade e legitimidade....

    Além da completa falta de democracia e tudo continua exageradamente centralizado em brasilia neste gigantismo estatal falido e podre, cartorial, burocrático, corcomido, podre, distante das bases ou da sociedade, distante da vontade popular de fato, parecendo uma URSS, funcionando do mesmo jeito que na ditadura militar, sem tirar e nem por.

    E elegeram-se para constituintes na esteira do sucesso popular do plano cruzado, congelando os preços, mas que durou somente mais seis dias após as eleições em outra fraúde ou golpe baixo.

    E como eles mesmos rascunharam a constituição atual dando-se poderes para tudo a eles mesmos também se permitiram derrubar, fatiar, queimar, liquidar, com presidentes eleitos pelo povo que não abram os cofres para eles, sendo a razão da grave crise atual....

    Violando a Inter dependência entre os 3 poderes, o executivo, legislativo e judiciário gerando a zona, caos, farra, baderna , inversão da valores, subversão e selvageria e barbárie atual ou bandidagem pura, com as máfias e quadrilhas agindo livremente enquanto os cidadãos de bem estão presos em suas casas e chupando o dedo e a ver navios em relação a democracia e a vontade popular efetiva.

    E ela vem falar bobagem ou asneira ainda ?

    Esta mais do que claro que o pt tenta apenas mistificar ou iludir, tapear, alienar todos do mundo real, ao estarem fabricando e vendendo contos de fadas, de papai noel, alice nos país das maravilhas, conto do vigário, com esta coisa do socialismo, comunismo, social democracia, etc., enfim mera religião ou igreja ou fundamentalismo socando crenças ou ideologias, ou verdades absolutas de cima para baixo como faziam os imperadores romanos e os que mataram Jesus e repetiram na urss, china, cuba e repetem na Venezuela e Oriente Mèdio e Africa ainda na idade média, cruzadas, inquisição, etc.


    Este pessoal do pt não acordou ainda ou são otários ou estão apenas com o rabo preso a tudo isto defendendo suas boquinhas nas tetas públicas ?

    Chegou a hora de virar o disco e botinar todos para fora da vida pública. Todos mesmo pois traíram a nação e da democracia desde o inicio.

    Chega de farsa ou circo ou faz de conta que temos democracia quando nunca tivemos até agora e a nação esta apenas sendo enganada, tapeada, iludida....

    Não queremos tiranos da ditadura ou do passado mas também não queremos tiranos ainda a serviço dos mesmos desde 64, golpistas e traidores da nação e da democracia, mentindo para o povo brasileiro desde o inicio e que lutaram não pela democracia mas sim para tentarem transfiormar o Brasil numa ditadura cubana ou urss, china, coréia do norte ou Venezuela....

    E isto precisa ficar bem claro agora iniciando a campanha do segundo turno e ouvi ontem que o pt vai jogar pesado na campanha, e que estaria agindo como o Collor agiu na derrota do lula, com mentiras e merdas, baixarias, etc., enfim agindo como quadrilha ou bando ou máfia....


    Mas este pessoal do pt devia acordar que a sociedade inteira esta de olho neles agora e atenta para suas manobras velhas e conhecidas por todos.

    Agora todos já sabem que esta gente vende ou mata até a mãe pelo poder, mentem roubam, tapeiam, iludem, mistificam, apunhalam....

    "Os fins justificam os meios..." O velha stalinismo ou igrejismo ou autoritarismo que chamam de "centralismo democrático" .....


    A velha tática social democrata ou stalinista de ir comendo pelas bordas, mesmo negociando com a "burguesia" ou agora as elites dos 1 % e traindo ou rifando os trabalhadores, a bicharada, e somando forças para um belo dia darem o golpe, ou retirarem a pele do cordeiro para a do lobo, como o pt claramente vem tentando já desde a crise de 2008, ao forçar a barra com o poste do lula, a dilma, e alucinadamente ou de forma doentia e totalmente fora da realidade, estarem tentando forçar a barra novamente agora e resistirem quando a saírem do governo e querem ou tentam ficar para sempre na marra, pela força....

    Fizeram de conta que eram democratas durante vinte anos mas desde 2008 e quando viram que a vaca estava indo pro bréjo resolveram retirar a máscara de bonzinhos, santinhos, lindinhos, etc e vestirem a do lobo mau e agirem abertamente como golpistas, máfias, quadrilhas, tudo enfim em nome da "revolução " e isto é pura ditadura e psicopatia ou doença mental....

    Gente doente não pode invadir a vida pública e deve ser respeitada somente em seus lares ou clínicas para tratamento....

    Se tivessem deixado o trono após os oito anos do lula de forma humilde, pois nada mudaram ou fizeram em relação aos desgovernos do fhc, talvez estivessem voltando agora....

    Mas forçaram a barra com o poste do lula, a dilma, e querem forçar a barra mais ainda agora com o poste novamente.... o Collor atual fabricado um ano antes da eleição....


    Se agravaram ainda mais a situação econômica desde a crise de 2008, devido a mediocridade e cegueira, incompetencia, o fundamentalismo maluco como do oriente médio ou urss, arrastando-nos para as trevas ou Africa e Oriente Médio, cruzadas, inquisição, idade média, etc., ....

    E mesmo que ganhem com o poste novamente, graças as mentiras todas fabricadas e a enorme maquiagem dos dados e informações, a propaganda nazista enorme, afora usarem o dinheiro público para comprar o congresso do PCC, as midias amestradas, os da lei ruane, os do bolsa familia que já era para ser programa de Estado como o auxilio doença, etc., e não mero programa eleitoral do governo do pt como dar botinas, dentaduras, etc., da velha direita, o horário eleitoral repetindo a lei falcão ou a vóz do Brasil que acusavam de ser da ditadura Vargas ou Estado Novo, enfim se ganhar fatalmente serão derrubados pelo povo nas ruas revoltado ao sentir-se traído e tapeado quando a crise econômica a explodir ou ficar clara depois das eleições e no ano que vem ...

    E então o pt jamais voltaria ao cenário nacional e talvez nem estadual mais.

    Temos que virar a página da nação, e para avançarmos rumo ao amadurecimento democrático de fato, encerrar este triste capítulo da história e proibir na constituição que as ideologias continuem invadindo a vida pública e ameaçando o avanço da democracia e da vontade popular efetiva, sem jamais poder existir partidos socialistas, comunistas, nazistas, sociais democratas, etc., e muito menos permitir que igrejas invadam radios, tvs., partidos e governos pois isto está levando a nação para as trevas....


    E estamos pior até do que no regime militar quanto a isto, a zona na vida pública devido as ideologias fundamentalistas e praticamente já mergulhamos nas mesmas trevas do oriente médio e Africa, distanciando do pouco que tinha de civilização e democracia.

    Ideologia alguma jamais teve algo a ver com democracia e liberdade e apenas repete os imperadores romanos, e a urss não passou de um novo império romano ou igreja, e dos que mataram Jesus.

    Enfim revelo tudo isto nos albuns de fotos no face e nos textos do blog do garru pasquim mundo quantico.

    Chega disto tudo pois quero vomitar e continuo sonhando com a democracia como sonhava quando jovem mesmo agora com 60 anos e não vi a democracia efetiva chegar ainda e tudo continua centralizado em Brasilia do mesmo jeito que na ditadura militar.

    Fora com todos os vigaristas e pilantras, meliantes, safados, pilantras, ladrões ou vendilhões da nação e da democracia.

    Vamos ver se finalmente a verdade aparece agora neste momento da nação, vindo toda a merda à tona, do que esconderam e manipularam o povo até agora, graças aos traidores todos inclusive o pt e o psdb e a esquerda atual inteira.
    epoca.globo.com/tempo/eleicoes/noticia/2014/10/bdilma-rousseffb-o-povo-nao-quer-fantasmas-do-passado-de-volta.html

  • Emerson Luis, um Psicologo  06/01/2014 13:15

    Negligenciar a responsabilidade fiscal e praticar o intervencionismo só aumentam a inflação e travam a economia, o que atinge principalmente aos mais pobres.

    * * *
  • Athos  07/01/2014 16:39
    quem disse?
  • Rodrigo D.  07/01/2014 16:56
    Qualquer pessoa que entende o mínimo de economia. Ou qualquer pessoa que vive no mundo real.

    Alguém vai ter paciência para te explicar.
  • Denilson  06/01/2014 13:35
    "a vida do europeu comum foi prejudicada, não beneficiada, pelos seus impérios coloniais."

    Sim, Instituto von Mises... Agora imagina os colonos... Os colonizados...
  • Doutrinador  06/01/2014 13:58
    Ruim para colonos e colonizados. Bom apenas para os governos e seus compadres. Ou você por acaso acha que Portugal e Espanha -- as maiores forças colonizadoras -- são potências até hoje?
  • Bezerra  06/01/2014 17:00
    Os mais pobres dos países colonizadores não são beneficiados, por vezes, até o contrário. Muito do ouro que foi descoberto nas colônias espanholas serviu para causar inflação na Espanha. Até porque se a vida fosse boa para todos nesses países, não teriam mandado tanta gente para as Américas. O imigrante europeu que veio para cá, veio porque as condições de vida lá eram péssimas. Os beneficiados com a colonização foram o rei e os amigos do rei. Os mais pobres da Europa ganharam unicamente a esperança de fugir daquela vida desgraçada por uma vida menos ruim por cá. Aqui eles podiam achar um pedaço de terra e plantar e colher o que plantasse.
  • Denilson  06/01/2014 13:37
    "Os projetos das universidades federais não criaram centros globais de excelência acadêmica, mas fizeram com que o suor da família pobre financiasse o curso de antropologia do filho da família rica."

    Lindo discurso... Só falta afirmar mais objetivamente que é à favor das cotas! MUito bem!
  • Doutrinador  06/01/2014 13:58
    Você tem enormes dificuldades de interpretação de texto.

    Primeiro, comece por aqui:

    Afinal, quem são os racistas?

    Em seguida, diga o que há de intrinsecamente errado em dizer que as universidades federais fazem com que o suor da família pobre financie o curso de antropologia do filho da família rica. E, por fim, diga se você é contra a total desestatização do ensino superior.

    E termine aqui:

    www.mises.org.br/Subject.aspx?id=10
  • Denilson  06/01/2014 14:28
    Caro amigo,
    Você poderia fazer uma releitura de figuras de linguagem, especificamente "ironia","deboche", "sarcasmos".
    As vezes você avalia algo, que pode talvez ser uma necessidade sua e não de outros.
    No mais, tenha uma boa tarde!
  • Doutrinador  06/01/2014 15:36
    Você estava sendo irônico? Que bom. Desculpe-me por não ter percebido, mas é que diariamente vêm a este site pessoas que dizem coisas que possuem exatamente o mesmo raciocínio que o seu. Fica difícil distinguir os irônicos dos que se levam a sério.
  • anônimo  07/10/2014 10:01
    O engano dele é compreensível pq essa história de que 'o pobre financia a faculdade do rico' (como se o tal 'rico' não pagasse imposto) é justamente o argumento das cotas.

    O erro foi não ver que a solução não é cota nenhuma mas sim ninguém ser forçado a pagar nada pra ninguém e o fim da obrigatoriedade do diploma.
  • Dalton C. Rocha  18/10/2014 23:51
    O site https://www.youtube.com/watch?v=-Mlc68kAuA8 fala do domínio dos esquerdistas, na educação brasileira. Ver a loucura de terem no Brasil mais de 500 mil estudantes de direito, o que é mais que o efetivo das polícias do Brasil juntas. Vivo no Ceará. Só no meu estado, há mais vagas em cursos superiores de filosofia, que na China inteira. O Lula obrigou que todos os colégios do Brasil tivessem matérias de filosofia e sociologia, apenas para doutrinar os alunos no esquerdismo e casamento gay, além de empregar professores esquerdistas. Os alunos são corrompidos em todos os níveis de educação, por professores que um dia foram alunos de professores tão marxistas, quanto eles.
  • Dan Comerciante  06/01/2014 14:10
    ##A importação do socialismo para o terceiro mundo, mesmo sob as formas relativamente não violentas de gandhismo-fabiano sufocou o crescimento, enriqueceu grandes industrialistas e manteve o povo na pobreza.##
    Quando li esse trecho me lembrei daquela máxima:"Dinheiro não trás felicidade."
    Fico me perguntando se quem disse isso já tentou trabalhar apenas por felicidade e não por dinheiro.
  • Guilherme  06/01/2014 14:49
    Ótimo texto. Mas códigos de construção civil garantir estabilidade de construtora não faz muito sentido. Os benefícios às construtoras vêm de outras formas como já citado neste site várias vezes, mas não dos códigos.
  • Tory  06/01/2014 18:00
    Qualquer regulação é uma barreira de entrada, atrapalha novos concorrentes a entrar num mercado. Assim, beneficia as construtoras pois diminui o interesse de novos participantes nesse mercado.
  • Claudio Alvarenga  06/01/2014 15:11
    Como toda crítica, esta é interessante mas, evidentemente, peca por mostrar quase sempre apenas um lado da história. Na questão do projeto de expansão das universidades federais, p.ex., posso testemunhar por experiência vivida muito próxima, que não levou somente cursos de "antropologia para os filhos dos ricos", não. Pelo contrário, levou muito mais o direito de cursar um ensino superior gratuito e de qualidade a milhares de brasileiros de "classe média baixa" e pobres pelos distantes rincões deste país a fora, os quais, do contrário, jamais teriam tido acesso ao ensino superior. Moral da história: nunca se baseie numa história única, pois isto, certamente, o levará a uma visão distorcida da realidade. Para cada ítem abordado no artigo, muito provavelmente, há uma outra história a ser contada, levando-nos a reflexões muito diferentes daquela que é enfatizada no decorrer do texto.
  • Magno  06/01/2014 15:35
    "Pelo contrário, levou muito mais o direito de cursar um ensino superior gratuito e de qualidade a milhares de brasileiros de "classe média baixa" e pobres pelos distantes rincões deste país a fora, os quais, do contrário, jamais teriam tido acesso ao ensino superior".

    "Gratuito"? Você realmente acredita em almoço grátis? "De qualidade"? Em que país você vive?

    E desde quando educação é um direito? Se é um direito, de quem é o dever? Aliás, o que alguém deve fazer para ser portador de um "direito"? Basta apenas ele nascer?

    Mais ainda: para que alguns possam usufruir seus direitos, outros têm de arcar com o ônus dos deveres. E esta equação tem necessariamente de ser desequilibrada: alguns lados têm de arcar com o ônus de ter mais deveres do que direitos para que outros possam usufruir mais direitos do que deveres. Se não for assim, o saldo final é nulo.

    Logo, responda: na questão da educação, a quem cabe o ônus de pagar por ela e a quem cabe o bônus de receber tudo "de grátis"? Quem será a mente onisciente que organizará esta distribuição?

    E se educação é direito -- com o dever sendo de ninguém --, por que não estender esse direito para coisas como alimentação de qualidade, moradia de luxo, vestuário rico, e viagens culturais? Por que parar na educação? Acho que o estado deveria dar tudo de graça para todo mundo, como é na Coréia do Norte.

    "Moral da história: nunca se baseie numa história única, pois isto, certamente, o levará a uma visão distorcida da realidade. Para cada ítem abordado no artigo, muito provavelmente, há uma outra história a ser contada, levando-nos a reflexões muito diferentes daquela que é enfatizada no decorrer do texto."

    Fique à vontade para elaborar uma lista enfatizando o "outro lado da história", "levando-nos a reflexões muito diferentes daquela que é enfatizada no decorrer do texto." Se não fizer isso, você terá vindo aqui apenas para pronunciar palavras vápidas, sem nenhum sentido racional; apenas um meramente emocional.
  • Dw  06/01/2014 17:03
    Faço coro ao senhor Magno. Estou no aguardo de uma elucidação coerente.
  • Luis Afonso Gomes Veira  07/01/2014 15:35
    Caros, realmente não sei como os neo liberais pretendem chegar. No Brasil, se respeitamos a Constituição e o estado de direito, a educação é um direito previsto no art. 6º da CF88:
    "Art. 6º São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 64, de 2010)".

  • Magno  07/01/2014 16:03
    Prezado, informe-se melhor sobre o real significado dos rótulos. Neoliberais defendem exatamente que estes serviços essenciais sejam ofertados pelo estado. Por isso são bestas.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=920
  • anonimo  07/10/2014 22:05
    É a questão de abrir um leque de possibilidades para alguém, que por esforço próprio, de outra forma estaria em total desvantagem em relação a pessoas mais abastadas. E a Universidade iria ensiná-lo a pescar o peixe.
  • Bezerra  06/01/2014 17:18
    Todas as pessoas verdadeiramente pobres que eu conheço nunca fizeram curso superior, uma grande parte não passaram pelo ensino médio e muitos não concluíram o ensino fundamental. Porém todos esses pagam impostos (apesar de todos serem isentos do imposto de renda em tese), pois compram produtos embutidos de impostos (até o imposto de renda sobre as empresas acaba embutido no preço final das mercadorias).

    Portanto é fácil perceber que a universidade é algo que os pobres pagam (mesmo que indiretamente), porém não usufruem. E a maioria deles nem querem usufruí-la mesmo, porém acredito que prefeririam não ter pagar por ela. A universidade pública é um verdadeiro Robin Hood às avessas.
  • Felipe Pereira Teixeira  06/01/2014 18:56
    E mesmo que fossemos considerar as excessões sobre haver pobres em escola de ensino superior públicas...

    Faça a conta de proporcionalidade "ricos"x"pobres" na universidade pública e na universidade paga e vai ver que na verdade a universidade pública é paga por todos (com certeza com menor % per capita do pobre, mas com muito mais impacto nos seus baixos ganhos) e usada por muito poucos...

    E a verdade é que se formos colocar nos termos certos ela é usufruida pela classe média alta e "paga sem uso" pela classe média baixa/média... pois o realmente pobre ou miserável raramente chega a concluir o ensino médio com possibilidade de ingressar no ensino superior e o realmente rico muitas vezes vai estudar fora ou ingressa em uma faculdade particular por falta de empenho em ir para uma escola pública.
  • Claúdio  06/01/2014 23:25
    "As proibições no comércio de drogas recreativas resultaram no aumento do consumo de drogas, na destruição de bairros pobres e no encarceramento de milhões de jovens."

    "Os projetos das universidades federais não criaram centros globais de excelência acadêmica, mas fizeram com que o suor da família pobre financiasse o curso de antropologia do filho da família rica."


    Só faltou dizer que a proibição do aborto virou um problema grave de saúde pública. Incrível como até mesmo liberais carregam um forte ranço progressista em seus discursos, ainda não se livraram dessa maldita herença ideologica esquerdista.


  • Conservador Reacionário  07/01/2014 00:02
    Cláudio, em vez de covardamente se refugiar em meras palavras de ordem, que tal tentar argumentar? Elabore seus pontos.
  • Samuel  07/01/2014 01:54
    O autor deste artigo está de parabéns, apesar deste deslize: As proibições no comércio de drogas recreativas resultaram no aumento do consumo de drogas, na destruição de bairros pobres e no encarceramento de milhões de jovens.

    A frase mais coerente, tanto com a realidade quanto com o padrão do restante do texto seria a seguinte: As proibições ao comércio de drogas recreativas NÃO resultaram NA REDUÇÃO ao consumo de drogas, MAS na destruição de bairros pobres e no encarceramento de milhões de jovens.

    Sugiro o contato com o autor do mesmo para uma retificação, pois o aumento do consumo de drogas estão ligados à fatores além da alçada de uma lei proibitiva, como por exemplo um conhecido princípio da Ação Humana: busca pelo prazer. Portanto, o "prazer" da droga está mais ligado ao seu consumo em sí, do que a uma possível sensação prazeiroza de se descumprir uma lei.
  • Ricardo  07/01/2014 02:31
    Não é nenhum deslize e nem há por que retificar, pois se trata de um dado estatístico.
  • Jeferson  07/01/2014 14:03
    Ricardo, gostaria dessas estatísticas que correlacionam o aumento do consumo de drogas à sua proibição.

    Grato.
  • Jeferson  07/01/2014 20:14
    Ricardo, obrigado. As estatísticas realmente revelam que o consumo de drogas está crescendo, e isso é meio que senso comum. Só não dá pra inferir daí que ele aumenta POR CAUSA das proibições. Isso se dá APESAR das proibições, por isso, eu ainda prefiro a redação proposta pelo Samuel, pelo menos até ver um estudo consistente que mostra que há correlação forte entre crescimento do consumo e aumento de barreiras para drogas ou de ações que visam fazer valer proibições vigentes.
  • Samuel  08/01/2014 01:09
    Ricardo, foi sim um deslize por que o texto do Autor dá a entender que as proibições foram elaboradas pelos legisladores com o objetivo de aumentar o consumo de drogas.

    A minha sugestão parte do princípio que os legisladores gostariam que o consumo reduzissem, mas as estatísticas provam o contrário: de que as proibições foram ineficazes no sentido original em que elas foram propostas, além de provocarem outras conseqüências imprevistas (muitos jovens presos; cidades destruídas) . Dessa forma, acredito sim que uma correção (a que propus está propositadamente no mesmo padrão de argumentação de outros parágrafos, não sei se percebeu(ram)) faria do texto mais crível ainda, ao contrário de prejudicá-lo.
  • Ricardo  08/01/2014 02:42
    "Ricardo, foi sim um deslize por que o texto do Autor dá a entender que as proibições foram elaboradas pelos legisladores com o objetivo de aumentar o consumo de drogas."

    Putz, que forçada de barra, beirando a calúnia. É claro que o autor em momento algum disse que legisladores queriam aumentar o consumo de drogas. Pelo visto, você não conhece a teoria das consequências não-premeditadas e inesperadas. Há vários artigos sobre isso neste site.

    "A minha sugestão parte do princípio que os legisladores gostariam que o consumo reduzissem, mas as estatísticas provam o contrário: de que as proibições foram ineficazes no sentido original em que elas foram propostas, além de provocarem outras conseqüências imprevistas (muitos jovens presos; cidades destruídas)".

    Exato. Se você entendeu que é isso, então não faz nenhum sentido sua calúnia ao autor.

    "Dessa forma, acredito sim que uma correção (a que propus está propositadamente no mesmo padrão de argumentação de outros parágrafos, não sei se percebeu(ram)) faria do texto mais crível ainda, ao contrário de prejudicá-lo."

    Não há nenhuma necessidade de correção. O texto é cristalino, e apenas jumentos entenderiam que o autor disse que legisladores queriam aumentar o consumo de drogas.
  • Samuel  09/01/2014 21:25
    Você acha mesmo que alguém que sugere uma correção tem a intenção de caluniar o Autor?
    Você acha que alguém que elogiou o Autor no primeiro comentário e sugeriu uma melhoria, estaria fazendo uma calúnia?
    Você acha que alguém que sugere uma melhoria no texto para que os jumentos esquerdistas não usem este texto publicado no Mises para aproveitar a "deixa" e acusar o site de falso testemunho, estaria caluniando o Autor?

    É claro que o Autor não tinha essa intenção! Por isso mesmo que sugerí a mudança textual. Mas, pela demora na solução, parece-me que a equipe do Mises não compartilha do mesmo ponto de vista que o meu nesta questão. Portanto, para mim, esse assunto está encerrado!
  • anônimo  07/01/2014 01:36
    (...)dessa maldita herença ideologica esquerdista(...)

    Se você entendesse um mínimo do que fala, veria que a direita atual tem muito mais a ver com a esquerda, do que o liberalismo clássico, minarquismo ou anarcocapitalismo.
  • João Victor Sociologo  07/01/2014 02:24
    Isso que vocês da Mises Brasil dizem é uma grande farsa. Abaixo o Livre Mercado e o grande capital! Viva o social, a liberdade, e a paz! Nossos inimigos serão esmagados!
  • Ali Baba  07/01/2014 11:30
    @João Victor Sociologo 07/01/2014 02:24:34

    "Isso que vocês da Mises Brasil dizem é uma grande farsa. Abaixo o Livre Mercado e o grande capital! Viva o social, a liberdade, e a paz! Nossos inimigos serão esmagados!"

    Eis o pensamento tipicamente contraditório dos que padecem da esquerdopatia crônica: "Viva a paz! Esmaguem os dissidentes".

    Como essas pessoas conseguem conviver com tanta dissociação cognitiva é algo que não consigo imaginar. Amigo, se prega a paz, como pode incitar a violência sobre os que apenas não concordam com as suas ideias? Já viu algum libertário fazendo o mesmo?

    Muito mais produtivo seria tentar nos convencer com argumentos lógicos. Aliás, produtivo e pacífico. Eu sou libertário, mas tenho a mente aberta. O dia que um socialista, comunista, estadista ou mercantilista me provar que tem razão, mudo de ideia imediatamente. Aceita o desafio?

    Realmente, o socialismo é uma doença mental grave. Lyle Rossiter tem razão...
  • Marcos Marçal  07/01/2014 12:13
    A/C: João Victor Sociologo
    Prega liberdade e a paz e quer esmagar os inimigos ? Algo há de muito contraditório nisso aí, "companheiro". hahaha
    Grande farça é esse o regime do social onde todo mundo é igual todo mundo, não respeita o ser individual e quer que todo mundo seja "cachaça com linguiça" como seus amiguinhos de uma Universidade Federal qualquer. Leia mais ! Desprenda-se desse mundo ilusório onde Adolf Hittler só virou aquele fascinora porque foi desaprovado na academia de artes austriaca (coitadinho).
    Aprenda a refutar como HOMEM e deixa de ser moleque. Se és tão sociologo, mostra-me uma obra sua !
  • Ronaldo  08/01/2014 00:16
    Não alimentem o troll! É apenas um Trolador, e ainda bota "sociologo" se auto-rotulando...
  • Bruno George Moraes  07/01/2014 12:40
    Diogo muitos estao perguntando sobre fontes usadas para as afirmacoes no texto. Poderia atualizar com algumas delas.
  • Marrone  07/01/2014 13:04
    Fontes?! Qual afirmação do artigo precisa de fontes? Ninguém vive no Brasil, não?

    Agora é assim: se você fala algo que você presencia, mas que o interlocutor não gosta (porque o ofende ideologicamente), o sujeito já sai gritando: "quero fontes!"

    Daqui a pouco, um cidadão diz: "Nossa, hoje está calor." O outro grita: "Quero fontes!"
  • sandro lima  08/10/2014 16:31
    A fonte do texto é "Arial black".
    Clique com o botão direito do mouse, exibir código fonte...
  • ricardo  07/01/2014 12:44
    Prezado Leandro,

    É possível informar ou indicar a fonte onde se possa verificar o percentual de participação do Estado em companhias aéreas internacionais? Especificamente, as maiores.

    Pois existe um argumento de que a participação estatal é que garante a qualidade dessas empresas.

    Certo de seu apoio, no aguardo,

    ricardson

  • Leandro  07/01/2014 12:59
    Prezado Ricardo, talvez uma visita ao verbete de cada companhia aérea na Wikipédia.

    De resto, quais seriam os argumentos positivos? Fiquei curioso, ainda mais tendo em vista a antiga VASP, a antiga Aeroflot e a atual Aerolineas Argentinas, 100% estatais.
  • Diones Reis  06/10/2014 17:46
    A Aeroflot ainda existe, e ainda mantém o prédio de representação comercial, que ficava na parte oriental de Berlin.
    Tá explicado por que a passagem deles é tão barata. :-D
  • Christian  07/10/2014 13:36
    Companhias aéreas em geral têm grande participação do estado por uma questão meramente ideológica: "orgulho nacional" e aquela história de achar que transporte aéreo é "recurso estratégico" e deve ficar nas mãos do estado e não do mercado malvado-feio-chato-cara de melão. Felizmente, ao menos em parte esse quadro já mudou muito: na Europa, nos principais países já não há mais companhias aéreas estatais. Como nem tudo são flores, continua sendo um setor extremamente regulado, travando a concorrência e punindo o consumidor.

  • Ali Baba  07/01/2014 13:01
    @ricardo 07/01/2014 12:44:49

    "É possível informar ou indicar a fonte onde se possa verificar o percentual de participação do Estado em companhias aéreas internacionais? Especificamente, as maiores.

    Pois existe um argumento de que a participação estatal é que garante a qualidade dessas empresas."


    Não sou o Leandro e não tenho a sua resposta, mas o setor aéreo é tão regulado em qualquer país que de fato só existem dois tipos de companhias aéreas: as que estão quebrando e as quebradas. Em geral os governos entram nas últimas para "terminar o serviço" :-)
  • Bernardo F  07/01/2014 18:52
    Bacana o artigo!
    Parabéns, Diogo Costa, por empunhar a bandeira libertária.
    Um abraço,
    Bernardo.
  • Marcos  08/01/2014 11:09
    Já tivemos experiências delas, como o desastre do ópio da China, onde metade do país estava inutilizada pelo vício. Na holanda 20% da populçao está inutilizada pelo vício.


    Holanda 'arrependida' com a liberação da maconha e da prostituição. 67% da população é, agora, a favor de medidas MENOS liberais.

    www.uniad.org.br/desenvolvimento/index.php/blogs/dependencia-quimica/20066-holanda-arrependida-com-a-liberacao-da-maconha-e-da-prostituicao-67-da-populacao-e-agora-a-favor-de-medidas-menos-liberais
  • Guiherme  08/01/2014 11:34
    Normal, pois as coisas, infelizmente, tendem a girar em círculos. Tenho parentes que moram na Holanda. Criminalidade é algo totalmente desconhecido. Já foi noticiado aqui no Brasil que, de tanto sobrarem vagas nos presídios da Holanda, o governo está querendo fechar vários deles.

    Se voltarem a proibir a maconha, a criminalidade inevitavelmente aumentará. E aí tenha a certeza de que os holandeses voltarão a ter nostalgia da época atual de criminalidade quase inexistente.

    É sempre assim em todo o mundo: sempre se encontram defeitos nas políticas sociais atuais, e sempre se deseja o retorno de medidas antigas.
  • Nilo BP  07/10/2014 01:38
    Sei não, eu não desejaria retorno... entre um monte de drogados inúteis e um bando de presidiários MENOS que inúteis, para não falar nada dos outros efeitos colaterais de tentar impôr o puritanismo no cacete, eu escolheria os drogados todas as vezes!

    Mas entendo seu ponto. A maioria das pessoas aparentemente cai em todas as 3 categorias a seguir: 1) gostam de botar a culpa dos seus problemas, e o dever de solucioná-los, nos outros; 2) sempre acham ALGUM problema em tudo; e 3) têm a memória e a capacidade de aprendizado de um peixe beta.

    Por essas e outras que a secessão e segregação são a única esperança de uma sociedade não-estatista na Terra. O número de idiotas que querem soluções fáceis é simplesmente grande demais.

    Aliás, é algo que sempre me deixa coçando a cabeça quando chega um libertário com essa de "o Estado é ruim para os pobres", como no artigo. Não disputo a veracidade da afirmação, mas não compro essa história de que as massas sejam vítimas iludidas. Acho que eles entendem muito bem que as promessas dos políticos não saem de graça, e estão perfeitamente contentes com a idéia de que os "ricos" estão sendo forçados a pagar as esmolas.

    Não me entenda mal, acordar mais pessoas para a desgraça que é o Estado é um objetivo válido e necessário, mas acho que a retórica de "exploradores ricos e poderosos contra vítimas pobres e trabalhadoras" está totalmente errada. TODOS resmungam contra o governo, mas poucos estão dispostos a abrir mão das respectivas tetas.

    Bastiat chegou mais perto do alvo: "o Estado é a grande ilusão através da qual todos tentam viver às custas de todos os outros."
  • ricardson  08/01/2014 23:35
    Prezado Leandro,

    a partir de sua sugestão, consegui o ranking das maiores companhias aéreas: www.aviacaocomercial.net/rankingcias.htm

    Salvo engano, dentre as 20 primeiras, 7 possuem a participação estatal.

    5– China Southern: www.aviacaocomercial.net/chinasouthern.htm;

    8- Lufthansa : www.aviacaocomercial.net/lufthansa.htm;

    10-Air France : www.aviacaocomercial.net/airfrance.htm

    11-Air China : www.aviacaocomercial.net/airchina.htm

    14-China Eastern: www.aviacaocomercial.net/chinaeastern.htm

    19-JAL : www.aviacaocomercial.net/jal.htm

    20-Emirates: www.aviacaocomercial.net/emirates.htm

    Não tive acesso à situação econômico-financeira de cada uma delas.

    Com relação ao possível argumento favorável à participação estatal nas empresas aéreas, depois de retomar a conversa com um colega, não consegui fazer com que ele apresentasse pelo menos um de forma consistente. Diante desse insucesso, fico impedido de reproduzi-lo.

    Certo de sua compreensão, agradece,


    ricardson
  • Enrico  07/10/2014 16:56
    É fácil rebater algo assim. O que ele está defendendo é o corporativismo facista (no termo original pré-toddynho). Se você perguntar a ele se ele defende Eike Batista, Friboi, etc. e ele responder negativamente, estará sendo contraditório.
  • Ismar Gavilán  09/01/2014 00:59
    Excelente artigo. Estou com a impressão que o site Carta Capital andou lendo os artigos daqui do Mises, mas eles fizeram um artigo muito fraco, diria até bisonho, que não sei se vcs leram. O link é este www.cartacapital.com.br/blogs/outras-palavras/201cestado-ineficiente201d-mito-mediocre-1246.html. Argumento muito falho o do articulista, não chegando aos pés do pessoal daqui. Não resistiriam a um minuto de discussão, aliás, nos comentários do artigo, foram massacrados. Abraços a todos.
  • Henrique Mareze  09/01/2014 14:55
    O que o autor quis dizer sobre a "revolução verde"? Não entendi.
  • Rodrigo D.  12/01/2014 15:05
    pt.wikipedia.org/wiki/Revolu%C3%A7%C3%A3o_verde

    Para mim uma das maiores revoluções do século.
  • Roberto   11/01/2014 15:54
    Gostaria que alguém comentasse, falando especialmente sobre a parte de gastos publicos no Brasil, eu ví um debate do Rodrigo Constantino com o Ciro Gomes(www.youtube.com/watch?v=Q2A3c78C-kM), onde o Ciro afirma que austeridade é algo "supervalorizado", que dificilmente um programa de corte de gastos poderia chegar na casa dos bilhões, ou seja, teria pouco efeito prático, e ainda, que a dívida publica emperra qualquer possível programa de austeridade, porque ainda representa boa parte dos gastos do governo federal.

  • Mauro Ricardo  11/01/2014 23:24
    Difícil de achar um bilhão?! Pelamor, hein?

    Qualquer ministeriozinho fuleiro que você abolir já irá gerar uma economia muito acima de um bilhão.

    Sugiro este artigo, cuja parte inicial fala justamente sobre isso:

    mises.org.br/Article.aspx?id=1654

    Quanto a dizer que a dívida pública emperra austeridade, isso nada mais é do que a comprovação da mais nefasta consequência dos gastos públicos descontrolados. Afinal, pelo que sei, o governo se endividou justamente porque gastou demais, não? Logo, quem quer que defenda déficits não pode, por uma questão de lógica, criticar o volume de gastos com juros da dívida. Tais gastos com a dívida não existiriam caso o governo fosse menos pródigo.
  • David  12/01/2014 00:35
    Complementando, se considerarmos os gastos de 2013, apenas 6 ministérios (dos 24) gastaram menos de 1 bilhão de reais no ano.

    Uma simples pesquisa no portal da transparência já seria suficiente para desmentir Ciro Gomes.
    www.portaltransparencia.gov.br/PortalComprasDiretasOEOrgaoSuperior.asp?Ano=2013


    Algumas secretarias vinculadas à Presidência também têm status de ministério (por isso se fala em 39 ministérios no Brasil), e chegam a consumir mais de 1 bilhão por ano (veja aqui: www.portaltransparencia.gov.br/PortalComprasDiretasOEOrgaoSubordinado.asp?Ano=2013&Valor=&CodigoOS=20000&NomeOS=PRESIDENCIA%20DA%20REPUBLICA&ValorOS=561610406233&Pagina=1).

  • Roberto  12/01/2014 01:07
    Obrigado pela resposta, Mauro. Vou ler o artigo citado.
  • Rah  13/01/2014 02:11
    As regulamentações progressistas americanas e suas antecipações européias serviram para proteger monopólios...no setor de varejo — como comércios de luxo.."
    Que tipo de regulamentações são essas,alguem sabe....
  • Rui Nakaoshi  06/10/2014 17:59
    Infelizmente, nada mudou no Brasil, começou com a troca de espelhos e pentes, e chegamos aos bolsas famílias, etc...
    Acredito que para a valorização do trabalhador e seu desenvolvimento, juntamente com o país, é preciso que se refaça as leis trabalhistas CLT, se não, tudo continuará como sempre, atraso no desenvolvimento tecnológico, e valorização do extrativismo de sempre (agora chamado de pré-sal)...
  • Alan  06/10/2014 18:40
    Eu concordo em parte com o texto. Teve alguns males do século XX que foram para evitar coisas piores. A ditadura militar foi um mal necessário. Se não tivesse ocorrido o golpe de 64, hoje estaríamos vivendo numa grande cuba. Por outro lado, os militares fizeram um monte de erros na economia além de deixar a esquerda dominar as universidades e a mídia, o que causou uma destruição da cultura nesse país.
    Hoje nem sei se adiantaria privatizar tudo, porque não temos neste país uma elite que possa e que saiba investir nas áreas que precisa. Porque a elite hoje vive de facilidades do governo.
    O conserto do Brasil é algo para as próximas gerações. Vai depender de muito trabalho de educação. E vai precisar de muita disposição e não creio que tenhamos gente em número suficiente com esta disposição.
  • Augusto  06/10/2014 19:18
    Teria mesmo? É muito fácil ser profeta do passado...
  • Roberto Alencar  07/10/2014 05:38
    Esse papo dos militares de que deram o golpe para evitar uma nova Cuba é uma construção a posteriori. Grupelhos de esquerda muito mal articulados entre si é o que havia à época. Os sujeitos ficam 20 anos no poder e depois ainda vêm dizer que ficaram esse tempo todo para evitar um suposto golpe em 1964? Tem de ser muito bobo para acreditar nessa história.
  • Aluno'  07/10/2014 13:03
    Roberto Alencar e Augusto, o Alan esta coberto de razão na analise que fez. O período do golpe militar no Brasil o mundo vivia uma bipolarização e uma guerra fria por parte de duas potencias politicas e econômicas existentes naquele momento. A União Soviética por vários meios, inclusive por seus representantes na America Latina (Cuba é um deles) servia de base de treinamentos para tomar o poder pelas armas. Este período da história a maior parte dos marxistas ainda acreditavam no domínio do poder pelo a luta armada. Eram duas ideologias claramente opostas e que utilizavam métodos diferentes de chegar ao poder. Nunca esqueçam disso quando olhar esse passado ressente.

    O Brasil correu o risco sim de se tornar uma Cuba continental.
  • Alan  08/10/2014 15:42
    Aluno, infelizmente as pessoas se esquecem de que a história do capitalismo foi uma evolução que começou talvez há mais de 2000 anos atrás, passou pelo feudalismo da idade média e pelo mercantilismo. Na verdade nenhum destes nomes, feudalismo, mercantilismo e capitalismo era conhecido das pessoas que viveram estes tipos de economia até que alguém os classificasse, porque todos nasceram naturalmente. O capitalismo nasceu nas condições criadas pela sociedade européia(judaico/cristã) do século XVIII, não foi idealizado, nunca foi uma ideologia como o socialismo, o comunismo ou o anarquismo. O próprio termo capitalismo foi criado pelos socialistas, de uma forma crítica, como uma forma de enfatizar uma busca pelo capital, quando na realidade não é bem isso. Ele nasceu de um conjunto de fatores, surgimento da burguesia, um certo grau de liberdade econômica somado a um sistema bancário, mão de obra barata abundante nas cidades, os avanços tecnológicos da época etc.
    Houve outras épocas em que se tinha total liberdade econômica e ausência do Estado, mas o que tínhamos era uma economia primitiva de trocas, não um capitalismo.
    O Estado grande demais é ruim, mas a ausência dele também pode ser ruim. Imagine que acabe o Estado. Vamos precisar de segurança(isto é óbvio), e será privada, vamos precisar de juízes, que serão privados e de um conjunto de leis(Constituição) que todos aceitem e respeitem. Mas digamos que uma das empresas de segurança cresça demais e se torne muito poderosa, o que vai evitar qe ela tome o poder pela força? (acho que isto já aconteceu antes)
    Por outro lado, a tentativa de colocar ideologias em prática foi trágica. Todos sabem disto. Por isso precisamos muito de estudo neste país, que as pessoas estudem.
    Sou consevador, acredito que precisamos de democracia de verdade, onde se revezem no poder esquerda moderada e direita moderada(coisa que nem temos hoje), nada de extremismos, porque os extremismos são sempre anti-democráticos. Assim, com mudanças lentas a sociedade melhora, evitando mudanças ruins. e tendo a capacidade de voltar atrás caso ocorram, de forma a manter o que é bom, mas não ficar estagnado.
  • Ali Baba  09/10/2014 11:39
    @Alan 08/10/2014 15:42:25

    O Estado grande demais é ruim, mas a ausência dele também pode ser ruim. Imagine que acabe o Estado. Vamos precisar de segurança(isto é óbvio), e será privada, vamos precisar de juízes, que serão privados e de um conjunto de leis(Constituição) que todos aceitem e respeitem. Mas digamos que uma das empresas de segurança cresça demais e se torne muito poderosa, o que vai evitar qe ela tome o poder pela força? (acho que isto já aconteceu antes)

    Você percebe que isso não é argumentação. Isso é uma achologia muito utilizada pela esquerda para que as pessoas tenham medo da mudança. Isso é terrorismo.

    Vamos ao seu raciocínio: Sem o estado teremos que ter X. X será privado. O dono de X pode se tornar ruim. Logo precisamos do estado para que o dono de X não apareça.

    Não haveria nada de estranho no seu raciocínio, se o estado fosse controlado por seres angelicais, de moral inabalável. Mas o suprimento de pessoas assim é escasso (deve ser um traço econômico, sei lá). Então, como o dono de X é, atualmente, o estado e o estado é ruim, o pior cenário que você descreve já existe.

    Ao contrário da situação em que o estado é dono de X e, por ser o estado, pode literalmente fazer o que bem entender, em uma situação em que X é privado, existem todos os contrapesos que o Livre Mercado tem a oferecer para "domar" o dono de X. O estado, por sua vez, não tem limites.

    Por outro lado, a tentativa de colocar ideologias em prática foi trágica. Todos sabem disto. Por isso precisamos muito de estudo neste país, que as pessoas estudem.

    Você se contradiz aqui. Primeiro você celebra o capitalismo como um traço emergente que está sendo lapidado ao longo de mais de 2000 anos, e não por ser uma ideologia. Depois você o ataca como se fosse uma ideologia.

    Adam Smith nunca se referiu ao capitalismo por essa palavra. Ao sumarizar suas observações ele simplesmente o tratava como "o velho sistema das trocas voluntárias" (em algumas traduções, não tenho o original. Um dos meus projeto de futuro é ler o original das coisas, mas sempre falta tempo. Então desculpe alguma imprecisão nesse parágrafo).

    Sou consevador, acredito que precisamos de democracia de verdade, onde se revezem no poder esquerda moderada e direita moderada(coisa que nem temos hoje), nada de extremismos, porque os extremismos são sempre anti-democráticos.

    Os extremismos não são anti-democráticos. Na realidade, é uma característica da democracia que o grupo mais carismático tome a vontade popular de assalto e arregimente o controle da máquina estatal.

    O fato de que você ache isso ruim e o classifique como anti-democrático demonstra que não compreendeu o que é democracia. Uma dica: democracia é a tirania da maioria. Você também pode ler Hoppe para entender melhor a democracia.

    Assim, com mudanças lentas a sociedade melhora, evitando mudanças ruins. e tendo a capacidade de voltar atrás caso ocorram, de forma a manter o que é bom, mas não ficar estagnado.

    Só que isso não é o que ocorre. Como escrevi acima (e venho escrevendo há tempos nessa seção de comentários) não há nada de errado com o sistema atual no caso dele ser mantido por seres angelicais e de moral inabalável. Como não temos um suprimento abundante desse tipo de pessoa, o sistema atual não serve. E não existe a menor possibilidade dele funcionar sem esse tipo de pessoa. Já o Livre Mercado oferece uma alternativa que não depende de pessoas angelicais. É, simplesmente, o único possível para melhorar a condição humana.
  • Alan  09/10/2014 16:13
    Ali Baba, bom dia. Eu não vou ficar discutindo linha por linha, porque acho que isso é sem sentido. Mas vou te dizer que você se equivocou um pouco aqui.
    Não é terrorismo, é raciocínio. Sabemos que não serão também seres angelicais no comando de empresas também, quanto mais nas de segurança. Caso ocorra um monopólio ou um cartel neste ramo, quem iria obrigar esse povo a cumprir a lei?
    Por isto defendo um Estado mínimo, na forma como Locke propôs, onde a democracia de preferência parlamentarista se encaixa melhor.
    Eu não ataquei o capitalismo em nenhum momento, não sei de onde você tirou isso. Quem deu nome ao capitalismo foi Marx e não Adam Smith(que também não o idealizou, apenas o observou e explicou) e foi isso que eu disse, que o capitalismo foi chamado assim pelos socialistas. A ideologia prejudicial é o anarquismo. O capitalismo nunca foi uma ideologia.
    Eu não preciso ler textos do Hoppe (anarco capitalista) para saber o que é democracia. Pelo amor de Deus, tem vários outros autores bons que falam sobre o assunto e bem melhor, Karl Popper por exemplo. Minha fonte conhecimento não se reduz ao site mises.org.br.
    Continuo defendendo que extremismo é anti-democrático. Desde quando o grupo "mais carismático" é necessariamente extremista? Não tem relação nenhuma uma coisa com a outra. A maioria da população brasileira não é a favor do socialismo, mas temos um grupo de extrema-esquerda socialista (logicamente travestido de esquerda moderada, mas quem conhece a história do PT e seus membros sabe disso) no governo e este grupo atenta todo dia contra a democracia. E hoje vivemos quase numa ditadura.
    Houve vários exemplos no século XX de partidos extremistas que quando tomaram o poder se transformaram em ditaduras. Preciso citar um por um?
    Eu nunca defendi que vamos eleger "seres angelicais e de moral inabalável", eu sei que os políticos são, na maioria das vezes, o inverso disso. Mas por isso é importante para a democracia o revezamento no poder, a independência entre poderes legislativo, executivo e judiciário e, ainda, mas não menos importante, uma imprensa livre. Porque é para isso que servem o legislativo e o judiciário, para limitar o poder do executivo. O que temos hoje funciona, ou pelo menos funcionava, razoavelmente bem. E se o "o sistema atual não serve" você propõe que acabemos com ele em favor do anarco capitalismo? Tenho certeza que o povo brasileiro não quer ser cobaia de mais este experimento social.
    Estado mínimo com democracia parlamentarista, este é o mal menor.
  • Ali Baba  15/10/2014 11:51
    @Alan 09/10/2014 16:13:26

    Ali Baba, bom dia. Eu não vou ficar discutindo linha por linha, porque acho que isso é sem sentido.

    Eu não acho sem sentido e organiza melhor os pensamentos em parágrafos... algo que aparentemente você desconhece. Então, me perdoe se respondo dessa forma.

    Mas vou te dizer que você se equivocou um pouco aqui.
    Não é terrorismo, é raciocínio. Sabemos que não serão também seres angelicais no comando de empresas também, quanto mais nas de segurança. Caso ocorra um monopólio ou um cartel neste ramo, quem iria obrigar esse povo a cumprir a lei?


    A beleza do capitalismo é precisamente essa: não dependemos de seres angelicais. O que importa para o consumidor a índole do comandante de uma empresa no Livre Mercado? Absolutamente nada. Se a empresa fornece os bens e serviços que foi contratada para fazer, tudo bem.

    Monopólios de eficiência ocorrem de forma espontânea, e é bom que seja assim. No entanto, qualquer barreira a entrada de concorrentes imposta pelo governo cria monopólios de ineficiência e isso é ruim. Enquanto para o primeiro tipo de monopólio a índole das pessoas envolvidas é irrelevante (caso essas pessoas forneçam bens e serviços ruins terão seu monopólio quebrado pela concorrência), no segundo tipo somente seres angelicais e de moral inabalável fornecerão bens e serviços bons.

    Não precisamos de nenhuma polícia para cumprir Leis naturais. Não há ninguém policiando os objetos para cumprirem a Lei da Gravidade e, a despeito disso, os objetos caem do mesmo jeito. As Leis do Mercado não precisam de polícia para serem cumpridas. Se um fornecedor desagradar seus consumidores, será substituído... inexoravelmente. A menos que um governo salvador o proteja (e ainda assim, isso apenas retarda a Lei do Mercado, não a anula... mas isso é outra discussão).

    Por isto defendo um Estado mínimo, na forma como Locke propôs, onde a democracia de preferência parlamentarista se encaixa melhor.
    Eu não ataquei o capitalismo em nenhum momento, não sei de onde você tirou isso. Quem deu nome ao capitalismo foi Marx e não Adam Smith(que também não o idealizou, apenas o observou e explicou) e foi isso que eu disse, que o capitalismo foi chamado assim pelos socialistas.


    Você demonstrou, no comentário passado, uma contradição importante: chamaste o capitalismo de traço emergente primeiro e depois de ideologia. Foi essa contradição que ressaltei. Se você não compreendeu a crítica, deve reler o que escreveu.

    A ideologia prejudicial é o anarquismo. O capitalismo nunca foi uma ideologia.

    Que bom que reconhece isso agora. Não foi o que deste a entender pelo comentário anterior. Novamente o convido a reler seu comentário.

    Eu não preciso ler textos do Hoppe (anarco capitalista) para saber o que é democracia. Pelo amor de Deus, tem vários outros autores bons que falam sobre o assunto e bem melhor, Karl Popper por exemplo. Minha fonte conhecimento não se reduz ao site mises.org.br.

    Eu já estive onde você está. Já defendi ardorosamente o estado mínimo. Isso dura algum tempo, até que finalmente você fica sem desculpas para defendê-lo.

    Continuo defendendo que extremismo é anti-democrático.

    Com o tempo você vai compreendendo que a democracia não leva ao ideal a que ela se propõe. Mas talvez não seja a sua hora de compreender isso ainda.

    Desde quando o grupo "mais carismático" é necessariamente extremista? Não tem relação nenhuma uma coisa com a outra. A maioria da população brasileira não é a favor do socialismo, mas temos um grupo de extrema-esquerda socialista (logicamente travestido de esquerda moderada, mas quem conhece a história do PT e seus membros sabe disso) no governo e este grupo atenta todo dia contra a democracia.

    Eu não disse que o grupo mais carismático é necessariamente extremista. Vamos rever o que eu disse (em negrito): Os extremismos não são anti-democráticos. Na realidade, é uma característica da democracia que o grupo mais carismático tome a vontade popular de assalto e arregimente o controle da máquina estatal.

    O grupo que está no poder atualmente foi o grupo mais carismático em 2002, em 2006 e em 2010. Eles estão no poder democraticamente, com voto direto da população (voto obrigatório, é verdade, mas mesmo assim, democrático).

    Calhou que esse grupo é extremista e a favor do socialismo. Logo, o extremismo não é anti-democrático e ocasionalmente um grupo extremista será o mais carismático e tomará o poder.

    E você se engana quando diz que o povo brasileiro não é a favor do socialismo... em sua maioria, o povo brasileiro é a favor do roubo institucionalizado e da redistribuição do butim. Se você quer chamar isso de outra coisa que não socialismo, é uma liberdade linguística que está tomando. Mas chamar a merda por outro nome não altera seu cheiro (em uma versão "politicamente incorreta" de Shakespeare).

    E hoje vivemos quase numa ditadura.
    Houve vários exemplos no século XX de partidos extremistas que quando tomaram o poder se transformaram em ditaduras. Preciso citar um por um?


    Não. Não precisa. No entanto, do ponto de vista puramente democrático, só será uma ditadura se, derrotados nas urnas, o governo atual decidir se manter no poder pela força.

    É isso que você se esforça para não compreender. Democraticamente está tudo correto com o Brasil e a versão de democracia que ele adota. Quando você perceber isso, vai ter de aplicar muita dissonância cognitiva para continuar defendendo a democracia.

    Eu nunca defendi que vamos eleger "seres angelicais e de moral inabalável", eu sei que os políticos são, na maioria das vezes, o inverso disso. Mas por isso é importante para a democracia o revezamento no poder, a independência entre poderes legislativo, executivo e judiciário e, ainda, mas não menos importante, uma imprensa livre. Porque é para isso que servem o legislativo e o judiciário, para limitar o poder do executivo. O que temos hoje funciona, ou pelo menos funcionava, razoavelmente bem. E se o "o sistema atual não serve" você propõe que acabemos com ele em favor do anarco capitalismo? Tenho certeza que o povo brasileiro não quer ser cobaia de mais este experimento social.

    Realmente sou um incompreendido.

    Como ancap, não proponho nada sistêmico. Jamais submeteria um outro ser humano a um experimento social. No entanto, não quero que me submetam a nenhum experimento social, inclusive isso que chamam de democracia.

    É tão difícil entender o conceito de secessão assim? Não quero que ninguém faça caridade em meu nome. Especialmente se for com o dinheiro roubado dos outros. Também não quero que meus bens sejam roubados para fazer caridade. Quero eu mesmo fazer a caridade que quiser. Da mesma forma, quero eu mesmo pagar para quem eu escolher por qualquer serviço, seja saúde, seja educação, seja segurança, seja lazer. Não quero que nada disso me seja dado, especialmente se foi pago com o dinheiro roubado de outras pessoas. Especialmente, não quero pagar para que nenhum burocrata atrapalhe a vida de nenhum empreendedor. Quero que o banco que eu contratei para guardar o meu dinheiro realmente guarde o dinheiro e não o multiplique infindavelmente para enganar outras pessoas emprestando dinheiro que não possui.

    Estado mínimo com democracia parlamentarista, este é o mal menor.

    Realmente, esse é o mal menor, enquanto ficar menor.
  • Andre Luiz  06/10/2014 21:52
    "Muito mais produtivo seria tentar nos convencer com argumentos lógicos. Aliás, produtivo e pacífico. Eu sou libertário, mas tenho a mente aberta."

    O problema é quando você vai debater com argumentos lógicos, se percebe fanatismo em muitas pessoas que acompanham o Mises, e nesse ponto, acabam não se diferenciando muito dos piores tipos de esquerdistas. Eu mesmo já fui xingado aqui no site, sem direito à resposta, por defender algumas posições quanto à determinados Direitos Positivos, que alguns deles não eram puro privilégios. Foi "argumentado" em outro artigo que eu usava os "fracos" como desculpa para defender os meus interesses. Que argumento simplório de uma ovelhinha do Mises. Fora as xingações. E por que não tive direito à resposta já que eu não me usei de expressões grotescas, pois não é meu estilo?

    Nesse artigo específico, não poderia eu dizer o mesmo? Em vários pontos o autor utiliza os "fracos" para "demonstrar" as desordens do controle estatal. Se eu não concordasse em linhas gerais com essa ideia, eu poderia usar o argumento que vocês estão usando os "fracos" para propagar a ideologia que o Estado é vilão. Entretanto, concordo, o controle estatal é problemático. A História demonstrou isso muitas vezes. Mas a ausência do Estado não é panaceia. E o artigo pecou quando pôs numa vala comum questões árabes, onde existe um estado absolutista, e políticas industriais na Europa, foi uma mistureba de coisa, que até é cansativo ler.
  • Aluno'  07/10/2014 12:36
    Andre Luiz, também tenho a mesma percepção que você constata sobre a questão em que muitos liberatórios, não todos, acham que é sem estado que o livre mercado irá produzir o seu melhor. Quando fazem isso estão se semelhando aos comunistas que acham que basta abolir a propriedade privada dos meios de produção e pronto a situação fica uma maravilha, e sabemos em que isso resulta. O que eu percebo é que não admitem o possível, esses para eles é pouco, é oito ou oitenta. O ser humano é complexo, os caminhos que dão resultados positivos que contempla um maior numero de pessoas não são fáceis de ser construídos, porque eles tem que ser negociados com exatamente o complexo ser humano, tudo passa por uma costura, do contrario já vimos esse filme na história, muitos já acharam que essa construção devia ser na porrada, na marreta e se sabe o resultado que deu. O único caminho que nos tem apontado é o da democracia que permite uma maior participação na construção desse caminho que ainda não está pavimentado, mas em construção...
  • josé Vitor Lemes  14/10/2014 21:09
    Lendo os comentários percebe-se a urgência de encontrar o ideal. Todos tem um mapa de referência, e eu não menos, porém não tenho nomes para exemplar; o que tenho é o próprio espetáculo que todos assistem. Para não escrever muito, exporei o propósito daquilo que nós brasileiro vivemos: Não sou a favor de mudanças, mas clamo por concertos imediatos, e, não me incomodarei se me falarem que sou como uma criança que ainda sonha estar caindo ou voando! Não importa, sei que nestas décadas de vivência somente um ato se aproximou de uma virada histórica, (Foi o manifesto de rua que clamava por mudanças). Alguns pronunciam que a democracia precisa de tempo para se consolidar, remotamente concordo, porém, sonho viver o dia em que um candidato a presidente, tenha a coragem, poder, parlamento e força para chegar lá e fazer as mudanças que extravacam as leis, aquelas que se sabe, como: Embargos infringentes, e tantas outras embasadas em favor político.
    Sonhem comigo! Vamos imaginar que os cargos sejam mais seletivos; que as fichas sejam limpas; que haja cobrança no decorrer do mandato, casos assim, torne-se fácil afasta-los; Deixar a cargo do governo somente a função social como: Redes públicas em geral, no restante deixar que a economia cresça por si.
    Será que existe algum louco que faria isto????
  • Eduardo Bellani  07/10/2014 23:29

    O problema é quando você vai debater com argumentos lógicos, se
    percebe fanatismo em muitas pessoas que acompanham o Mises, e nesse
    ponto, acabam não se diferenciando muito dos piores tipos de
    esquerdistas. Eu mesmo já fui xingado aqui no site, sem direito à
    resposta, por defender algumas posições quanto à determinados Direitos
    Positivos, que alguns deles não eram puro privilégios.


    Suspeito que você está reclamando da minha resposta ao seu comentário
    neste
    artigo
    . Talvez eu tenha sido por demais obscuro nas minhas
    colocações afetuosas, o que deixou margem para algum
    desentendimento. Permita-me tentar novamente.

    Foi "argumentado" em outro artigo que eu usava os "fracos" como desculpa
    para defender os meus interesses.


    Foi demonstrado que seu argumento não passava de um apelo a emoção,
    variações do tema "Eu acho que as pessoas voluntariamente não vão
    fazer X, eu gosto muito de X, por isso deveriamos nos reunir e enfiar
    a porrada nas pessoas até elas fazerem X". Foi apontado também
    confusões que seu argumento tinha em relação aos conceitos de
    monopólio e lei. Perceba, isso não foi uma demonstração de suas
    intenções, e sim um esclarecimento das fraquezas lógicas de seu
    argumento.

    Em seguida foi sugerido que isso é uma atitude típica de totalitários
    tecnocratas humanistas fraudulentos que ficam com o cú na mão enquanto
    otários fazem o serviço sujo por eles. Também foi sugerido que você
    pertence a essa classe de pessoas. Isso, claro, foi um ataque direto a
    você e suas intenções por trás do tipo de argumento que você estava
    fazendo. Mas isso foi só a cereja do bolo que eu lhe entreguei. Eu
    digo que você é uma fraude, mas antes disso, e mais importantemente
    pro meu objetivo, eu demonstro que você fez um argumento que estava
    errado.

    Nesse artigo específico, não poderia eu dizer o mesmo? Em vários
    pontos o autor utiliza os "fracos" para "demonstrar" as desordens do
    controle estatal.


    "Eu acho que as pessoas voluntariamente não vão
    fazer X, eu gosto muito de X, por isso deveriamos nos reunir e enfiar
    a porrada nas pessoas até elas fazerem X"

    "Se você fizer X, vai acontecer Y."

    Percebe a diferença estrutural dos argumentos?

    Mas a ausência do Estado não é panaceia.

    Não me recordo de ler nenhum libertário pregando qualquer tipo de
    argumento utópico em relação a ausência estatal. Se algum fez, ele
    estava errado ao fazer. O que existem as pencas são comparações
    relativas contrafactuais, do tipo, "Se o monopólio da resolução de
    conflitos interpessoais for quebrado, ceteris paribus, o custo vai
    diminuir e/ou a qualidade dos serviços prestados vai aumentar."

    Espero ter ajudado.
  • André Luiz  08/10/2014 07:04
    "Em seguida foi sugerido que isso é uma atitude típica de totalitários
    tecnocratas humanistas fraudulentos que ficam com o cú na mão enquanto
    otários fazem o serviço sujo por eles. Também foi sugerido que você
    pertence a essa classe de pessoas.".

    É uma sugestão de um histérico que pensa que está na Revolução Francesa lutando contra monarcas totalitários, e uma aristocracia que sugava a burguesia. Tu pareces uma Luciana Genro, só que do lado oposto. Faz um show para a platéia igual a ela.
    Essa sugestão eu varro para uma pá, e ponho no lixo.

    ".... mais importantemente pro meu objetivo, eu demonstro que você fez um argumento que estava errado.".

    Onde ? O que eu vejo é que você está centrado demais em ataques pessoais. Meu debate no outro artigo foi com outra pessoa.

    "Não me recordo de ler nenhum libertário pregando qualquer tipo de
    argumento utópico em relação a ausência estatal. Se algum fez, ele
    estava errado ao fazer. O que existem as pencas são comparações
    relativas contrafactuais, do tipo, "Se o monopólio da resolução de
    conflitos interpessoais for quebrado, ceteris paribus, o custo vai
    diminuir e/ou a qualidade dos serviços prestados vai aumentar."

    Eles fazem essas comparações, insuflam o texto, e depois soltam a frase: "O Estado é ladrão, o Governo é ladrão, só serve para sugar a iniciativa privada..."; "Para que serve o Estado senão para roubar?" É claro, e às vezes dão uns pitacos sobre a ausência do Estado. Umas frases aqui outra acolá. Então como não estão pregando a ausência do Estado? Não é uma pregação revolucionária, mas a filosofia da ausência do Estado está ali orientando todos os textos.
    O Estado não detém o monopólio da resolução de conflitos interpessoais. Nada impede que as pessoas resolvam sozinha se elas quiserem os conflitos que incidem na esfera cível. Por que elas já não fazem isso? Há tantas questiúnculas na justiça que não precisaria chegar lá. O problema é quando incide na esfera penal.

    Inclusive é aconselhável que as pessoas procurem resolver os seus problemas entre elas, a procurar a tutela estatal. Quanto menos as pessoas procurarem o Estado para resolverem os seus conflitos interpessoais, mais aliviada de processos vai estar a Justiça, e por conseqüência a tendência é ser mais eficiente.
    Aqui eu estou me referindo especificamente ao Poder Judiciário, pois ele detém o monopólio de resolução de conflitos interpessoais.

    "Espero ter ajudado."

    És muito agressivo rapaz, e se usa de golpes rasteiros. E para provar que tu se usa de golpes rasteiro é essa frase que tu pôs na carga da minha intenção: "...por isso deveriamos nos reunir e enfiar a porrada nas pessoas até elas fazerem X.". Deixa de ser bobo que ninguém ajuda dessa forma.



  • Eduardo Bellani  08/10/2014 22:40
    Tu pareces uma Luciana Genro, só que do lado oposto.

    O cabelo dela é bem melhor que o meu. Fora que ela é tipo você,
    querendo que otários se sacrifiquem em nome dos
    (pobres|pretos|aleijados|crianças|fracos|virtuosos...). Eu não ligo
    lhufas pros conceitos que estão nesses parenteses, e não gosto de
    frequentar o ambiente com fracos, por várias questões, principalmente
    estéticas.

    Onde ? O que eu vejo é que você está centrado demais em ataques
    pessoais. Meu debate no outro artigo foi com outra pessoa.


    Releia o comentário acima, penso que deixei bem claro o seu
    argumento. E eu fui o único que te xingou e demonstrou que você ficava
    se escondendo atrás dos 'fracos'. Posso concluir então que você está:

    A) Se fazendo de idiota

    B) Sendo idiota.

    O Estado não detém o monopólio da resolução de conflitos
    interpessoais.


    ...

    Aqui eu estou me referindo especificamente ao Poder Judiciário,
    pois ele detém o monopólio de resolução de conflitos
    interpessoais.


    Vou ficar com a opção B.

    És muito agressivo rapaz

    Sou um doce de pessoa. É o que mamãe sempre me dizia.

    , e se usa de golpes rasteiros.

    Rasteiro? Assim você me ofende. Pensei que estava sendo explícito e
    direto nos golpes. Talvez esse comentário tenha sido melhor nesse
    quesito.

    Deixa de ser bobo que ninguém ajuda dessa forma.

    Você acha que eu quero ajudar você? Fico realmente com a opção B.
  • Homem Verde  06/10/2014 22:24
    Bobagem! Nada disso irá mudar.
  • Renato  07/10/2014 00:40
    Bem que podia rolar um artigo detalhado sobre como foi o período de governo do FHC né. Fico sem muitos argumentos com as comparações entre inflação e desemprego.
  • Enrico  07/10/2014 17:03
    Renato, há um artigo bem completo sobre a história do plano real (www.mises.org.br/Article.aspx?id=1294), as pseudo-privatizações (www.mises.org.br/Article.aspx?id=1930) e o desenrolar da história atual (www.mises.org.br/Article.aspx?id=1943).
  • Cesar  07/10/2014 11:47
    Parabens ao Diogo pelo excelente e pertinente raciocinio
  • José Vitor Lemes  07/10/2014 19:05
    Só uma proposta poderá causar uma inovação inusitada, e é isto que devemos esperar de um candidato de boas ideias. As estatísticas e pesquisas buscam as iniciativas que deram certo ou errado, e mencionam uma lista delas. Porém, independente de qualquer troca, o que mais precisamos é um verdadeiro cidadão que de principio rasgue toda burla de erros e abusos que as leis têm amparado para beneficiar os maus intencionados.
    Pouco importa o sistema de governo. Já tivemos estas experiências ("Ditadura por Democracia"). Não deu certo e não dará se as leis e regras continuarem sendo feitas pelos mesmos candidatos que lá estão.
    Precisamos de sangue novo que tenha uma cartilha corrigida em punho.
    Precisamos deste impossível; só "isto" poderá dar remissão geral para que não ajam mais custos e criações de fantasias para sanar o que nunca é sanado, (falo de criações de departamentos que não dão em nada.) Então sim, começar o país zerado, porém sério e com tolerância zero; principalmente para não aja mais roubos e prejuízos na educação, saúde, cultura e sobre tudo criar destino transparentes para os impostos que atualmente vazam pelos ralos das impunidades e mau uso.
  • Rennan Alves  08/10/2014 03:46
    Resumindo: trocar seis por meia dúzia. O imposto (roubo) continua, os gastos continuam, o poder centralizado continua, a criação de leis por legisladores continua, os auxílios continuam, o setor público continua, o monopólio da força continua, etc.

    A única diferença é que o governo será administrado pelos ursinhos carinhosos, que virão da nuvem rosa só para nos ajudar.

    Não importa quem estará no governo, sejam os anjos, Jesus Cristo ou Buda. O problema não está na administração do governo, o problema é o governo.
  • anônimo  09/10/2014 01:45
    "O cabelo dela é bem melhor que o meu. Fora que ela é tipo você,
    querendo que otários se sacrifiquem em nome dos
    (pobres|pretos|aleijados|crianças|fracos|virtuosos...). Eu não ligo
    lhufas pros conceitos que estão nesses parenteses, e não gosto de
    frequentar o ambiente com fracos, por várias questões, principalmente
    estéticas."

    Você parece ser igual a Luciana Genro, gosta de se fazer de vítima.

    "O Estado não detém o monopólio da resolução de conflitos
    interpessoais.

    ...

    Aqui eu estou me referindo especificamente ao Poder Judiciário,
    pois ele detém o monopólio de resolução de conflitos
    interpessoais.

    Vou ficar com a opção B."

    Explicando essa aparente contradição. Eu deveria ter posto entre aspas a segunda alternativa, pois o Poder Judiciário detém o monopólio de resolução de conflitos interpessoais se ele for provocado. E se ele for provocado ele vai ditar as regras. Mas em questões civis as pessoas têm autonomia, elas podem resolver os problemas dela por meio de acordos que não necessariamente precisa passar pelo Poder Judiciário. Então quem diz que o Estado detém o monopólio da resolução de conflitos interpessoais, está afirmando uma verdade incompleta, para induzir a uma idéia que só a coerção estatal é o problema. O fundamental está na autonomia do indivíduo, pois eles próprios podem resolver as questões dele sem procurar a "proteção" do Estado.

    Agora, quando se refere a estados totalitários como Cuba, Coréia do Norte a questão é outra.

    E quando se refere a conflitos que atingem a esfera penal, o Estado por meio dos seus órgãos tem autonomia para provocar a Justiça.

    Ele o faz para evitar desordens semelhante a pregação revolucionária abaixo que eu conheci há pouco:

    "Mês Dois: Sob essa nova lei, assassinos são mortos, estupradores são castrados e seqüestradores são confinados perpetuamente em jaulas a céu aberto, alimentado-se de bananas (ou de qualquer outro alimento mais barato) e bebendo água de chuva. Ladrões são submetidos a trabalhos forçados até que produzam algo de valor igual ao que roubaram de suas vítimas, restituindo-as. Desta forma, ladrões de galinha têm uma pena muito mais leve que a de criminosos do colarinho branco. Políticos tornam-se a maioria dos condenados, vários delas com penas humanamente impagáveis."
    mises.org.br/Article.aspx?id=285

    Esse nova lei que o autor se refere é o Direito Natural. Ele pensa que isso é Direito Natural.

    É engraçado que o site diz que quer pregar a paz nas relações interpessoais. Uma clara demonstração de hipocrisia. É só a pregação da liberalismo a qualquer custo. Nesse caso liberalismo não é sinônimo de liberdade.
    Não diferente do comunismo que prega a igualdade a qualquer custo.

  • The inquisitor  14/10/2014 14:29
    Funcionários públicos/1000 habitantes segundo a OIT/2008:

    Finlândia - 251
    Reino Unido - 198
    Alemamha - 142
    Brasil - 60

    Será que temos inchaço da máquina pública? Esses países têm um estado proporcionalmente maior do que o nosso, e possuem indicadores sociais muito melhores, provando que a intervenção estatal não só é conveniente como necessária. Aliás, a saúde na Inglaterra é quase 100% pública, e funciona melhor do que a dos EUA.
  • Torquemada  14/10/2014 14:48
    Correto. A solução para o enriquecimento da nação não é o empreendedorismo, mas sim o aumento desbragado do número de burocratas pagos com o dinheiro extraído dos desdentados.

    É assim que um país realmente enriquece: tomando dinheiro de quem trabalha e produz, e redistribuindo para quem não trabalha e só atrapalha. Quanto mais dinheiro se tomar da população e se redistribuir para políticos e funcionários públicos, maior será o enriquecimento do país.

    Esse é o problema de ignaros que desconhecem economia querer comentar: eles invertem totalmente a relação de causa e efeito.

    Pela lógica dessa gente, primeiro a Alemanha inchou o estado e depois, só depois, enriqueceu. Não teria sido o contrário?

    E, como cereja do bolo, o cidadão diz que a medicina estatal da Inglaterra é invejável. Em que mundo ele vive? Por que não busca informações na própria imprensa britânica?

    Comece por aqui:

    British Clinic Is Allowed to Deny Medicine


    Depois vá aqui:

    Now sick babies go on death pathway: Doctor's haunting testimony reveals how children are put on end-of-life plan

    No Reino Unido, a medicina estatal já chegou à sua perfeição: bebês doentes estão sofrendo eutanásia compulsória.

    Sem recursos (que inesperado!), os hospitais do NHS (National Health Service) estão simplesmente cortando a alimentação deles, que são deixados à míngua até morrerem.

    Estatistas -- que são obcecados com controle populacional -- até salivam quando lêem coisas assim.

    Depois dê um pulinho aqui:

    Nearly 1,200 people have starved to death in NHS hospitals because 'nurses are too busy to feed patients'

    1.200 pessoas morreram de fome nos hospitais estatais do Reino Unido (o National Health Service - NHS) porque as "enfermeiras estavam ocupadas demais para alimentá-las".


    E termine aqui (a foto é forte):

    www.dailymail.co.uk/news/article-1218927/Plumber-shattered-arm-left-horrifically-bent-shape-operation-cancelled-times.html


    Brasileiro é assim: se não saiu no Globo ou na Folha de S. Paulo, então é porque o sistema é perfeito.
  • The inquisitor  14/10/2014 15:53
    Não é perfeita, mais ainda assim melhor do que a dos EUA, privada. Mostre com números o contrário. Quer que eu mostre exemplos dos abusos das operadoras de lá? Quanto aos países listafos, podem ter enriquecido antes, mas não empobreceram dps q aumentaram a participação do estado. Isso foi fundamental p se manterem fortes e combaterem as desigualdades.
  • Torquemada  14/10/2014 16:55
    Melhor? Por que que todo mundo que adoece pica a mula para os EUA? Por que ninguém pensa em ir para o Reino Unido?

    Façamos o seguinte: já que você diz que a medicina americana é bem que a britânica, cole aqui notícias que mostrem coisas semelhantes a essas que ocorrem nos hospitais britânicos. Não deve ser difícil encontrar notícias de hospitais americanos em que mais de 1.200 pessoas morrem de fome, em que recém-nascidos são assassinados, em que as enfermeiras se recusam a atender pacientes por estarem jogando baralho, e de pacientes que ficaram com os membros totalmente deformados por ter sua operação confirmada e cancelada várias vezes.

    De resto, a medicina americana está longe de ser "particular". Mas é claro que, para saber disso, você vai ter de se informar em outros órgãos que não a Folha de S. Paul, a Carta Capital e a Globo.

    Pode começar por aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1851

    E depois aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=642


    Ah, sim. Para finalizar, recomendo estes dois artigos, que dizem que, segundo a ONU (a ONU, hein?), a Suécia será um país de terceiro mundo em 15 anos, atrás da Bulgária, do México e da Líbia.

    www.cbn.com/cbnnews/world/2014/April/Soviet-Sweden-Model-Nation-Sliding-to-Third-World/


    speisa.com/modules/articles/index.php/item.454/sweden-to-become-a-third-world-country-by-2030-according-to-un.html
  • Ricardo  14/10/2014 17:02
    A inversão de valores de um esquerdista realmente é de uma lindeza moral sem fim.

    Esse tal Inquisidor chegou aqui afirmando uma abobrinha (que a saúde estatal da Grã-Bretanha é excelente) e foi refutado com fatos e notícias.

    Aí, qual foi a reação dele? Ele fingiu que não era com ele e pediu que seu interlocutor apresentasse provas sobre um outro assunto que nem sequer está em discussão (medicina americana ser menos ruim que a britânica)!

    Ou seja, em vez de ser ele o obrigado a defender seu ponto de vista recém-refutado (que a medicina estatal britânica é exemplar), é ele quem se arvora o direito de fazer ainda mais cobranças!

    Lembrem-se: é essa gente imoral, inculta e despreparada que está no comando do governo federal.
  • Silvio  14/10/2014 16:26
    Sendo que a razão correta deveria ser 0 para 1000, indubitavelmente há aí um grande excesso. Um funcionário público nada produz e o dinheiro usado para sustentá-lo é tirado do setor produtivo da sociedade, tornando-a mais pobre como um todo.

    Minto, os funcionários públicos produzem sim. Produzem sérios empecilhos ao setor produtivo que os sustenta, tornando, assim, a sociedade mais pobre em duas frentes.

    E, por falar em dinheiro, tem ainda esse problema com o funcionário público (a matéria trata sobre os funcionários públicos federais, mas pode ter toda a certeza que também se aplica a servidores municipais, estaduais e, principalmente, distritais):

    www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/economia/2014/06/09/internas_economia,431594/servidores-federais-custam-em-media-r-9-5-mil-para-os-cofres-publicos.shtml

    Então não me venha dizendo que não há inchaço só porque os países mais ricos são ainda mais insanos do que nós ao utilizarem sua riqueza para impedir que mais riqueza seja produzida.



  • Ali Baba  14/10/2014 18:52
    @Silvio 14/10/2014 16:26:27

    Então não me venha dizendo que não há inchaço só porque os países mais ricos são ainda mais insanos do que nós ao utilizarem sua riqueza para impedir que mais riqueza seja produzida.

    Perfeito Silvio. Nenhum argumento deve ser mais facilmente compreensível do que esse. Quem tem mais dinheiro pode gastar mais. Isso é assim entre os países e é assim entre as pessoas. Se você tem excedente, pode se dar ao luxo de queimar parte desse excedente sem passar fome. Mas se você não tem excedente, se queimar qualquer capital vai passar fome. Isso é muito básico e se esses MAVs e esquerdopatas não compreendem isso, não dá nem para começar a discutir.

    De resto, para parafrasear a (argh) Luciana Genro: "Vá estudar, The inquisitor".
  • The inquisitor  14/10/2014 22:07
    Vocês pedem que sejam enviados comentários educados. Até aqui estou sendo respeitoso. O mesmo não posso dizer dos meus interlocutores. Sem ofensas, nem rótulos, gostaria de aprofundar nossas reflexões através de um debate saudável e sincero. Nesta publicação: www.pragmatismopolitico.com.br/2013/11/os-10-paises-mais-prosperos-mundo.html percebemos que os países mais prósperos, mais desenvolvidos, têm altas cargas tributárias, sistema público de saúde e programas assistenciais sólidos,que asseguram não atrapalham o desenvolvimento e asseguram distribuição de renda. Como vcs explicariam isso? Não vejo nenhum país com estado mínimo, ou sem estado, nessa lista. Acho que confiar puramente no mecanismo de autorregulação dos mercados é temerário. Acredito que o estado deve intervir para corrigir distorções. Ao menos, dados empíricos sustentam o que digo. Neste outro artigo: www.mises.org.br/Article.aspx?id=1762 vcs falam dos países mais livres sem citá-los. Talvez tenham a economia desregulamentada, mas será que o estado é ausente? Será que a carga tributária é baixa? Será que não têm programas assistencialistas e de transferência de renda? Vcs não acham que o bolsa família, ou o prouni, por exemplo, não movimenta a economia ao inserir mais pessoas no mercado consumidor e profissional?
  • Leandro  16/10/2014 15:28
    Em primeiro lugar, você deveria se informar melhor. Em termos de carga tributária em relação ao PIB, Suíça (2º lugar), Canadá (3º lugar), Nova Zelândia (5º lugar) e Austrália (7º lugar) têm cargas tributárias menores que a nossa.

    Já a de Luxemburgo é menos de 3 pontos percentuais mais alta que a brasileira, ao passo que a da Holanda é de apenas 4 pontos percentuais mais alta.

    Ou seja, você deu um tiro no pé com esse argumento.

    De resto, é incrível como a mentalidade dessa gente é perturbada.

    O Brasil não apenas já tem a maior carga tributária do mundo entre os países em desenvolvimento, como também sua carga tributária supera as de Suíça, Canadá, Nova Zelândia, Austrália e EUA, mas eles ainda querem mais!

    E qual a lógica deles? Ah, os países escandinavos cobram mais impostos, então temos de imitá-los.

    Em primeiro lugar, as economias escandinavas são bastante livres e desregulamentadas. Com exceção do Imposto de Renda de Pessoa Física, todos os outros impostos possuem alíquotas mais baixas que as brasileiras.

    Nas economias escandinavas, você demora no máximo 6 dias para abrir um negócio (contra mais de 130 no Brasil); as tarifas de importação estão na casa de 1,3%, na média (7,9% no Brasil); o imposto de renda de pessoa jurídica é de 25% (34% no Brasil); o investimento estrangeiro é liberado (no Brasil, é cheio de restrições); os direitos de propriedade são absolutos (no Brasil, grupos terroristas invadem fazendas e a justiça os convida para um cafezinho); e, horror dos horrores, o mercado de trabalho é extremamente desregulamentado. Não apenas pode-se contratar sem burocracias, como também é possível demitir sem qualquer justificativa e sem qualquer custo. E tudo com o apoio dos sindicatos, pois eles sabem que tal política reduz o desemprego. Estrovengas como a CLT (inventada por Mussolini e rapidamente copiada por Getulio Vargas) nunca seriam levadas a sério por ali.

    Mas, segundo essa gente perturbada, o que enriquece um país é tomar mais dinheiro de quem produz e dar para políticos e burocratas. O Brasil ficará mais rico se dermos mais dinheiro para Sarney, Renan Calheiros, Dilma, Vaccari e todos os funcionários da Receita Federal.

    Curiosamente, nem sequer passa pela cabeça dessa gente perturbada ao menos pedir uma melhoria na qualidade dos serviços públicos. A carga tributária da Escandinávia é alta, mas ao menos eles recebem serviços em troca. Já aqui no Brasil, não. Nossa imensa carga tributária não vale de nada. No Brasil, pagar imposto é fazer doação para políticos. Damos dinheiro para eles e, em troca, nada recebemos.

    Aí, em de essa gente pedir melhora nos serviços, não! Eles vêm dizer que o que temos de fazer é dar ainda mais dinheiro, pois isso nos fará mais ricos!

    Como ser educado com pessoas assim?
  • Pobre Paulista  16/10/2014 16:01
    Isso sem contar que primeiro esses países enriqueceram, graças à liberdade econômica e impostos baixos, e somente depois de enriquecerem é que começaram a tributar insanamente seus trabalhadores honestos.
  • Ricardo  16/10/2014 15:31
    É porque essa gente só sabe pensar pelo viés marxista. Para eles, o que importa é tomar dinheiro das pessoas e redistribuir entre os membros do estado. Essa gente nunca esteve preocupada com os pobres ou com qualquer outra pessoa fora da máquina da burocracia. O que eles sempre quiseram é justamente tomar o dinheiro de quem está fora e reparti-lo entre os membros da nomenklatura.

    Esse Inquisitor é o exemplo perfeito disso, e devemos agradecê-lo por nos fornecer um exemplo prático de como eles realmente pensam.
  • gabriel  16/10/2014 21:02
    A lógica parece simples, se esquece todo o histórico e tudo o mais que se faz além de impostos e riqueza e se chega a uma conclusão equivocada.
    É como se olhassem um milionário que herdou uma grande soma de seus antepassados empreendedores. Mas considerassem a relação entre a riqueza momentânea dele e o quanto ele gasta em festas.
    Logo se chegaria a conclusão que quanto mais se gasta em festas mais rico se é. Fácil, é só ignorar todo o passado e todas as outras atividades que ele realiza.


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