Capitalismo para os ricos, socialismo para os pobres

O fim da guerra fria, o grande desfecho do embate entre capitalismo e socialismo, não resultou em um triunfo inconteste do livre mercado, como desejariam liberais e lamentam os socialistas.

Resultou em um arranjo bizarro, uma política econômica híbrida e intervencionista. Em larga medida, foi criado um capitalismo para os ricos e um socialismo para os pobres.

O Brasil exemplifica o modelo de modo emblemático.

Pense no varejo. Rico faz compras em Miami. Pobre fica entre comprar produtos chineses altamente tarifados ou o substituto nacional altamente tributado.

Pense no trabalho. Rico trabalha como Pessoa Jurídica. Os encargos trabalhistas não abocanham seu salário. Pobre trabalha amarrado pela CLT. Todo empregado pobre é um trabalhador mais suas circunstâncias fiscais.

Pense nas finanças. Rico consegue empréstimos subsidiados pelo BNDES. Pobre tem que pagar juros exorbitantes incluindo os subsídios governamentais.

Pense na construção civil. Rico consegue licitação de obras com garantia lucros. Os pobres pagam a conta caso o projeto do rico dê errado.

Pense nos impostos. A tributação brasileira é regressiva. Ricos pagam proporcionalmente menos tributos que os pobres.

Os pobres precisam de mais capitalismo. Precisam de mais produtividade, para que suas atividades profissionais agreguem mais valor à sociedade. Precisam de mais empreendedorismo, para que consigam transformar suas ideias em negócios. Precisam de mais comércio, para que interações econômicas voluntárias sejam mutuamente benéficas. E precisam, com tudo isso, de mais consumo, para que com mais escolhas tenham melhor padrão de vida.

O que existe no Brasil não é uma divisão entre a classe empresarial e a classe trabalhadora. Há empreendedor que não cresce por causa do capitalismo de privilégios. Há sindicalista que lucra bem com o socialismo de massa. O Brasil continuará o país dos contrastes enquanto deixarmos que apenas os ricos tenham acesso a um pouco de capitalismo enquanto os pobres ficam de chapéu estendido para o socialismo.

Não é protecionismo, é exclusão comercial

A burguesia brasileira se define pela detenção dos meios de locomoção para Miami. Quem mais sofre com as restrições à importação não é o casal do Leblon que faz enxoval na Macy's. É a família pobre que tem que parcelar suas compras em 24 vezes nas Casas Bahia. Se não houvesse tarifa de importação, preços baixos diminuiriam o status social do boné da Gap e da pólo Ralph Lauren.

A exclusividade dos artigos importados continua garantida. Dentre os 179 países listados pelo Banco Mundial, o Brasil é o país com menor importação do mundo mensurável:

No grupo dos Brics, por exemplo, a China tem importações de produtos e serviços de 27% do PIB, a Índia de 30% e a Rússia de 21%. Entre as principais economias da América Latina, o México tem importações correspondentes a 32% do PIB, a Argentina a 20% e a Colômbia a 17%.

No Brasil, as importações somam 13% do PIB.

O custo médio de importação no Brasil é de U$2.275 por container. A média da América Latina é de U$1.612. Parte desse custo são tarifas de importação. Mas, de acordo com o Índice de Liberdade Econômica, uma causa de preocupação são as barreiras não tarifárias e outras medidas protecionistas. São barreiras que o governo poderia retirar sozinho, sem depender de negociação internacional, de rodadas da OMC nem precisar pedir licença para o Mercosul.

Os ricos do nosso Brasil gostam de falar de programas de inclusão social. Agora, quando foi que você já ouviu algum político de Brasília ou atriz da Globo falando de projeto de inclusão comercial? Inclusão social dá a gente rica a oportunidade de visitar a favela. Inclusão comercial dá a gente pobre a oportunidade de visitar o shopping. E o brasileiro rico é nativista: não gosta de ver índio nem pobre fora de seu habitat natural.

Está na hora de libertarmos os pobres do Brasil da condenação do socialismo. Capitalismo não pode ser apenas um privilégio dos ricos. Está na hora de levar o capitalismo para os pobres.


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SOBRE O AUTOR

Diogo Costa
é presidente do Instituto Ordem Livre e professor do curso de Relações Internacionais do Ibmec-MG. Trabalhou com pesquisa em políticas públicas para o Cato Institute e para a Atlas Economic Research Foundation em Washington DC. Seus artigos já apareceram em publicações diversas, como O Globo, Folha de S. Paulo e Estado de S. Paulo. Diogo é Bacharel em Direito pela Universidade Católica de Petrópolis e Mestre em Ciência Política pela Columbia University de Nova York.  Seu blog: http://www.capitalismoparaospobres.com


Quem inventou essa tese de que não existe déficit foi uma pesquisadora chamada Denise Gentil. Segundo ela, o déficit da previdência é forjado.

www.adunicentro.org.br/noticias/ler/1676/em-tese-de-doutorado-pesquisadora-denuncia-a-farsa-da-crise-da-previdencia-social-no-brasil-forjada-pelo-governo-com-apoio-da-imprensa

Só que essa mulher nem sabe separar rubricas. Ela mistura a receita da Previdência com a receita da Seguridade Social (que abrange Saúde, Assistência Social e Previdência) e então conclui que está tudo certo.

Nesta outra entrevista dela, ela diz isso:

"O cálculo do resultado previdenciário leva em consideração apenas a receita de contribuição ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) que incide sobre a folha de pagamento, diminuindo dessa receita o valor dos benefícios pagos aos trabalhadores. O resultado dá em déficit."

Certo. Esse é o cálculo da previdência. Receitas da Previdência menos gastos com a Previdência dão déficit, como ela própria admite. Ponto final.

Mas aí ela complementa:

"Essa, no entanto, é uma equação simplificadora da questão. Há outras fontes de receita da Previdência que não são computadas nesse cálculo, como a Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social), a CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido), a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) e a receita de concursos de prognósticos. Isso está expressamente garantido no artigo 195 da Constituição e acintosamente não é levado em consideração."

Ou seja, o argumento dela é o de que as receitas para saúde e assistência social devem ser destinadas para a Previdência, pois aí haverá superávit.

Ora, isso é um estratagema e tanto. Por esse recurso, absolutamente nenhuma rubrica do governo apresenta déficit, pois basta retirar o dinheiro de outras áreas para cobri-la. Sensacional.

A quantidade de gênios que o Brasil produz é assustadora.

Não deixa de ser curioso que nem o próprio governo petista -- em tese, o mais interessado no assunto -- encampou a tese dessa desmiolada.

De resto, o problema da previdência é totalmente demográfico. E contra a demografia e a matemática ninguém pode fazer nada.

Quando a Previdência foi criada, havia 15 trabalhadores trabalhando e pagando INSS para sustentar um aposentado. Daqui a duas décadas será 1,5 trabalhador trabalhando e pagando INSS para sustentar um aposentado.

Ou seja, a conta não fecha e não tem solução. O problema é demográfico e matemático. Não é econômico. E não há ideologia ou manobra econômica que corrija isso.
Não existe déficit da previdência! Para justificar uma reforma que visa somente a tungar e sugar o trabalhador, o governo usa o seguinte estratagema: De um lado, pega uma das receitas, que é a contribuição ao INSS; do outro, o total do gasto com benefícios (pensão, aposentadoria e auxílios). Aí dá déficit! Só que a Constituição Federal estabelece, no artigo 194, que, junto com a saúde e a assistência social, a previdência é parte de um sistema de seguridade social, que conta com um orçamento próprio. Na receita, devem ser incluídas não apenas as contribuições previdenciárias mas também os recursos provenientes da Contribuição Social Sobre Lucro Líquido (CSLL), da Contribuição sobre o Financiamento da Seguridade Social (CSLL) e do PIS-Pasep. Aí temos a real situação: Superávit! Talvez você esteja supondo que o dinheiro que sobrou no orçamento da seguridade social mas faltou no da previdência tenha sido usado nas outras duas áreas a que, constitucionalmente, ele se destina. Mas, mesmo com os gastos com saúde e assistência, ainda assim temos saldo positivo. E como esse saldo se transforma em déficit? É que antes de destinar o dinheiro para essas áreas, o governo desvia 20% do total arrecadado com as contribuições sociais, por meio da DRU, para pagar dívidas, segurar o câmbio etc. Fora as renúncias e sonegações fiscais. Portanto, essa conversa de déficit é uma falácia pra empurrar goela abaixo do trabalhador uma "reforma" que tire ainda mais o seu dinheiro e o force a trabalhar por mais tempo.
As causas da Grande Depressão? Intervencionismo na veia.

Herbert Hoover
aumentou os gastos do governo federal em 43% em um único ano: o orçamento do governo, que havia sido de US$ 3 bilhões em 1930, saltou para US$ 4,3 bilhões em 1931. Já em junho de 1932, Hoover aumentou todas as alíquotas do imposto de renda, com a maior alíquota saltando de 25% para 63% (e Roosevelt, posteriormente, a elevaria para 82%).

A Grande Depressão, na verdade, não precisaria durar mais de um ano caso o governo americano permitisse ampla liberdade de preços e salários (exatamente como havia feito na depressão de 1921, que foi ainda mais intensa, mas que durou menos de um ano justamente porque o governo permitiu que o mercado se ajustasse).

Porém, o governo fez exatamente o contrário: além de aumentar impostos e gastos, ele também implantou políticas de controle de preços, controle de salários, aumento de tarifas de importação (que chegou ao maior nível da história), aumento do déficit e estimulou uma arregimentação sindical de modo a impedir que as empresas baixassem seus preços.

Com todo esse cenário de incertezas criadas pelo governo, não havia nenhum clima para investimentos. E o fato é que um simples crash da bolsa de valores -- algo que chegou a ocorrer com uma intensidade ainda maior em 1987 -- foi amplificado pelas políticas intervencionistas e totalitárias do governo, gerando uma depressão que durou 15 anos e que só foi resolvida quando o governo encolheu, exatamente o contrário do que Keynes manda.

As políticas keynesianas simplesmente amplificaram a recessão, transformando uma queda de bolsa em uma prolongada Depressão.



Crise financeira de 2008? Keynesianismo na veia. Todos os detalhes neste artigo específico:

Como ocorreu a crise financeira de 2008


Seu amigo é apenas um típico keynesiano: repete os mesmos chavões que eu ouvia da minha professora da oitava série.


Sobre o governo estimular a economia, tenho apenas duas palavras: governo Dilma.

O legado humanitário de Dilma - seu governo foi um destruidor de mitos que atormentam a humanidade
Prezados,
Boa noite.
Por gentileza, ajudem-me a argumentar com um amigo estatista. Desejos novos pontos de vista, pois estou cansado de ser repetitivo com ele. Por favor, sejam educados para que eu possa enviar os comentários. Sem que às vezes é difícil. Desde já agradeço. Segue o comentário:
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" Quanto ao texto, o importante é perceber que sem as medidas formuladas por keynes a alternativa seria o mercado livre, o capitalismo sem a intervenção estatal. Nesse caso, o que os defensores desse modelo não mencionam é que o capitalismo dessa forma tende à concentração esmagadora de capital, o que se levado às ultimas consequências irá destruir a própria sociedade. "O capitalismo tem o germe da própria destruição ", já disse Marx. Os capitalistas do livre mercado focam no discurso que eles geram a riqueza, mas a riqueza é sempre gerada socialmente. Como ja falei uma vez, um grande empresário não coloca sozinho suas empresas para funcionar, precisa de outras pessoas, que também, portanto, geram riqueza. Para evitar que a concentração da riqueza gerada fique nas mãos apenas dos proprietários, o Estado deve existir assegurando direitos que tentem minimizar essa distorção e distribua as riquezas socialmente geradas para todos. Isso não é comunismo, apenas capitalismo regulado, que tenha vies social. Estado Social de Direito que surgiu na segunda metade do século passado como resultado do fracasso do Estado Liberal em gerar bem estar para todos. Para que o Estado consiga isso tem que tributar. O Estado não gera riqueza, concordo. Mas o capitalismo liberal, por outro lado, gera a distorção de concentrar a riqueza gerada socialmente nas mãos de poucos. Essa concentração do capitalismo liberal gera as crises (a recessão é uma delas). O capitalismo ao longo do século 20 produziu muitas crises, a grande depressão da decada de 30 foi a principal delas. A ultima grande foi a de 2007/2008. O Estado, portanto, intervém para corrigir a distorção, injetando dinheiro. Esse dinheiro, obviamente, ele nao produziu, retirou dos tributos e do seu endividamento sim. Quando a economia melhorar o Estado pode ser mais austero com suas contas para a divida nao decolar em excesso e poder se endividir novamente numa nova crise, injetando dinheiro na economia pra superar a recessao e assim o ciclo segue. A divida do estado é hoje um instrumento de gestão da macroeconomia. Um instrumento sem o qual nao se conseque corrigir as distorções geradas da economia liberal. Basta perceber que todos os países mais ricos hoje tem as maiores dividas. Respondendo a pergunta do texto: o dinheiro vem mesmo dos agentes econômicos que produzem a riqueza, da qual o Estado tira uma parcela pelos tributos, com toda a legitimidade. E utiliza tal riqueza para assegurar direitos sociais e reverter crises. E o faz tambem para salvar a propria economia, que entraria em colapso sem a injeção de dinheiro do Estado (que o Estado tributou). Veja o que os EUA fizeram na crise de 2008. Procure ler sobre o "relaxamento quantitativo", que foi a injeção de 80bilhoes de dolares mensalmente pelo governo americano para salvar a economia mundial do colapso, numa crise gerada pelo mercado sem regulação financeira.

Veja esse texto do FMI, onde o proprio FMI reconhece que medidas d austeridade nao geram desenvolvimento e, portanto, reconhece a necessidade do gasto publico. (
www.imf.org/external/pubs/ft/fandd/2016/06/ostry.htm )

Esse artigo do Paul krugman sobre a austeridade, defendendo também o gasto publico:
https://www.theguardian.com/business/ng-interactive/2015/apr/29/the-austerity-delusion .
"
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E aí pessoal, já viram isso? (off-topic, mas ainda assim interessante):


Ancine lança edital de R$ 10 milhões para games


Agora vai... por quê os "jênios" do Bananão não tiveram esta ideia antes? E o BNDES vai participar também! Era tudo o que faltava para o braziul se tornar uma "potênfia" mundial no desenvolvimento de games.

Em breve estaremos competindo par-a-par com os grandes players deste mercado. Aliás, seremos muito MAIORES do que eles próprios ousaram imaginar para si mesmos. Que "horgulio" enorme de ser brazilêro...

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Fernando  28/12/2013 13:35
    Agora, quando foi que você já ouviu algum político de Brasília ou atriz da Globo falando de projeto de inclusão comercial?

    Robin Hanson [@ overcomingbias.com] diria porque "Politics isn't about policy. We support 'feel good' policies to make ourselves look good"
  • Henrique  28/12/2013 13:45
    Olá, acompanho o site há algum tempo e gostaria que algum dos leitores do site pudesse me ajudar a entender por que os custos de saúde nos Estados Unidos é maior dos que na União Europeia, sendo que o primeiro tem o setor de saúde menos estatizado.

    Valeu!
  • Ricardo  28/12/2013 14:18
    Explicado justamente no início deste artigo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=642
  • Jair  28/12/2013 17:03
    Henrique, é por que os serviços de saúde não segue a mesma regra geral da economia. Não varia dependendo da demanda e oferta, o cartel não deixa. Em se falando de saúde a demanda será sempre maior que a oferta de serviços médicos.
  • Gil  28/12/2013 20:01
    A informação de que a saúde nos EUA é mais cara do que na europa não é um fato indiscutível. O que acontece é que na Europa a maior parte dos países tem uma economia de bem-estar-social, ou seja, os governos cobram altíssimos impostos para oferecer boa parte dos serviços básicos de forma gratuíta pelo estado. O Europeu paga menos pelos serviços médicos porque paga mais em impostos. Mesmo os serviços médicos particulares se tornam aparentemente mais baratos por terem de competir com os serviços gratuitos oferecidos pelo governo, mas isso deixa de ser verdade em casos de exames e internações não cobertos pelo serviço público.
    Os EUA também não são mais um bom exemplo liberal de como a área da saúde deveria funcionar, porque a cultura de acionamento abusivo da justiça tem feito com que a medicina se encareça para subsidiar os seguros necessários para manter médicos e hospitais protegidos desses abusos. De uma forma geral, nos EUA o progressivo abandono do legalismo em benefício de uma "justiça social" está criando uma insegurança jurídica na área, e encarendo os serviços que agregam um custo de securização cada vez maior.
  • Fita Isolante  28/12/2013 20:06
    Henrique, nos Estados Unidos existe um negócio chamado AMA que restringe a formação de médicos. É extremamente difícil ser médico nos Estados Unidos. Para você ter uma ideia, existem menos escola de medicina hoje do que quando o AMA foi implementado se não me engano. Somando a isso existe uma associação de médicos para estreitar o número de hospitais nos Estados Unidos. Se você for da área de medicina aqui no Brasil, você não seria aceito nos Estados Unidos, lá somente alunos AAAAA+++ são aprovados e que passaram por todo processo americano.

    Outra coisa que acontece é que nos Estados unidos as seguradoras são bastante reguladas. Uma seguradora da área de saúde não pode diferenciar os clientes. Uma pessoa saudável de 20 anos que tem hábitos saudáveis é tratada da mesma forma, obrigatoriamente, que uma pessoa de 60 que fuma, bebe, usa drogas. E se não me engano teve duas reguladoras que tiveram suporte do governo, o nome era Blue alguma coisa, não lembro agora. Enfim, as seguradoras tem que atender caprichos governamentais se tornando um negócio pouco lucrativo, fazendo com que ninguém queira investir nisso.

    Outro fenômeno que ocorreu na segunda guerra mundial, foi quando houve controle de preços e salários, que fez com que os empresários tivessem que atrair empregados usando de outras técnicas como por exemplo planos de saúde. Esse fenômeno ainda ocorre atualmente mas de maneira um pouco diferente, hoje as empresas americanas são "livres" de impostos quando pagam em formato de plano de saúde.

    Somado a isso, tem os subsídios do governo que não se importam muito com as contas. Um médico pode pedir o quanto achar que vale para o governo dos Estados Unidos. Incluindo Exames que por muitas vezes são desnecessários. O health care. É a lei de Say invertida, o pagamento é sempre depois.

    Em Resumo o que ocorre nos Estados unidos é uma restrição muito muito muito intensa sobre a formação de médicos, hospitais e seguradoras ao mesmo tempo que um consumo forçado muito estimulado, por saúde "gratuita", seguradoras irracionais e populistas controladas pelo governo, irracionalidade no pagamento de salários devido aos "estímulos" do governo.

    Mais resumido ainda: Demanda muito muito radicamente forçada + Oferta muito muito radicalmente restrita
  • Victor Cezar  29/12/2013 17:36
    Pergunta sincera: se é tão difícil assim, por que 25% dos médicos nos EUA são estrangeiros? Duvido que todo mundo tenha estudado lá, pensei que fossem imigrantes.
  • Fita Isolante  29/12/2013 22:33
    E se essas pessoas conseguiram entrar nos Estados Unidos, é porque elas passaram por essas etapas aqui:
    www.ama-assn.org//ama/pub/about-ama/our-people/member-groups-sections/international-medical-graduates/practicing-medicine.page

    ECFMG Certification
    Certification from the Educational Commission for Foreign Medical Graduates (ECFMG). Through its program of certification, the ECFMG assesses the readiness of international medical graduates to enter US residency or fellowship programs. The process for certification is described at www.ecfmg.org.External Link

    Residency Program Requirement
    After ECFMG certification, physicians who wish to practice medicine in the U.S. must complete an accredited residency training program in the U.S. or Canada - this process will take at least three years. The physician will have to complete a residency program regardless of the training they have received overseas. Many medical graduates are placed in residency programs through the National Resident Matching Program.External Link

    State licensure
    Every medical graduate must apply for a license in the state(s) in which they intend to practice. Generally, you have to complete 1-3 years of residency or years of practice outside of the U.S. or Canada before applying for a license.

    Immigration (for non-U.S. residents)
    The entry of foreign-born graduates of non-U.S. medical schools to the U.S. is governed by the U.S. Citizenship and Immigration Services, a Bureau of the U.S. Department of Homeland Security.


    É fácil notar que essas etapas são custosas. No mínimo um médico brasileiro tem que passar 3 anos de residência nos Estados Unidos. Contanto que todos os outros processos corram bem. Além disso para ser imigrante, o candidato tem que pegar um visto de trabalho por exemplo. Ou seja, além da peneira de vistos o candidato tem que passar pela peneira do AMA, e passar pela peneira da residência, além da peneira do licenciamento no estado que quer atuar. Não estou dizendo que é impossível, e até estimularia uma pessoa da área de medicina a perseguir seu sonho, mas eu não poderia dizer que é fácil pois estaria enganando.

    Você disse que 25% dos médicos são extrangeiros.
    De acordo com:
    www.ama-assn.org/resources/doc/img/img-workforce-paper.pdf

    Number of physicians in U.S. : 941,304
    Number of IMG physicians: 243,457 (from 127 countries)
    % IMG physicians in U.S.: 26.0

    No próprio PDF, ele continua:

    The presence of IMGs has been controversial on many levels.
    Questions have been raised about the quality of care IMGs
    deliver and their contributions to physician maldistribution
    and physician surplus. Approximately 75 percent of all physicians who train in the United States ultimately establish their
    practices here and, in this regard, they differ from physicians
    in earlier generations (Mullan, 1995). Some believe that this
    tendency of IMGs to permanently reside in the United States
    contributes to a physician surplus, and consequently, have
    called for limiting IMGs' entry into graduate medical education (GME) and eventually to lower the number of IMGs
    among practicing physicians (Education & Report, 1998).

    Essa parte é importante, pois ela é um trecho do próprio AMA dizendo abertamente que tem interesse em bloquear extrangeiros, não sou eu que digo, são eles próprios, vamos a tradução:

    A presença de médicos extrangeiros tem sido controverso em muitos leveis.
    Questões tem sido levantadas sobre a qualidade dos médicos extrangeiros
    e sua contribuição para a má distribuição de médicos e excesso de médicos.
    Aproximadamente 75% de todos médicos que se formam nos Estados Unidos ultimamente estabelecem suas práticas aqui, e a esse respeito, eles diferem dos médicos de outras gerações. Alguns acreditam que esta tendência de extrangeiros permanentemente residir nos Estados Unidos contribui para o excesso de médicos, e consequentemente, tem chamado por uma limitação de extrangeiros na graduação médica, e eventualmente abaixar o número de extrangeiros entre os médicos praticantes.


    No link abaixo:
    mises.org/daily/5066
    Um trecho diz:
    Within three years, 25 schools had been shut down, and the number of students at remaining schools was reduced by 50 percent. After three more years, 10 more schools were closed. Since that time, the US population has increased by 284 percent, while the number of medical schools has declined by 26 percent to 123.[2] In 1996, the peak year for applications, only 16,500 candidates were accepted out of 47,000. While high rejection rates can be common in many schools, applicants to medical schools are usually among the brightest and highest-quality students and have put themselves through a very costly admissions process.[b]
    Tradução:
    [b]Em 3 anos, 25 escolas foram fechadas, e o número de estudante nas escolas que restaram foi reduzido em 50%. Depois de mais 3 anos, 10 escolas a mais foram fechadas. Desde aquele tempo, A população americana aumentou em 284% , enquanto o número de escolas de medicina tem declinado em 26% para 123. Em 1996, o ano de pico de inscrições, somente 16500 candidatos foram aceitos de 47000. Enquanto a alta taxa de rejeição pode ser comum em muitas escolas, aplicantes para escolas de medicina estão geralmente entre os estudantes mais os brilhantes e de melhor qualidade e se colocados eles proprios em um processo de admissão muito custoso.

    ________________________________
    A conclusão é que

    1- Ser médico nos Estados Unidos é caro e exige passar por um processo de admissão difícil.
    2- Um médico extrangeiro tem que passar por um processo de no mínimo 3 anos além do desafio de limitação de Visto de trabalho.
    2- 25% dos médicos que se formam nos Estados Unidos vão para outros países.
    3- 26% dos médicos atualmente são extrangeiros

    Portanto, concordo com o Victor Cezar na seguinte forma: Se formar em medicina nos Estados Unidos é tão mais caro e mais difícil do que em outros países, que mesmo o processo de obtenção de licença e visto sendo uma espécie de problema, ainda assim há uma alta porcentagem de extrangeiros, apesar de que haja movimentos que queiram impedir isso.

    Nesse sentido, minha frase de que "Se você for da área de medicina aqui no Brasil, você não seria aceito nos Estados Unidos" está mal colocada pois é possível sim que um brasileiro vá, o que eu quis dizer é que não seria aceito "de cara"(como seria em uma profissão de software engineer) obviamente. Como está em:
    www.ama-assn.org//ama/pub/about-ama/our-people/member-groups-sections/international-medical-graduates/practicing-medicine.page
  • bruno d  30/12/2013 01:02
    Pior ainda para ser dentista nos EUA é necessário ser medico com especialização em pronto, conclusão faltam dentistas e o tratamentodentario nos EUA é um absurdo, muitos turistas quando vem ao Brasil aproveitam para fazer algum tratamento dentário, o politicamente correto, os governos democratas e os lobby causaram um estrago tremendo ao sistema de saúde de lá, mas competir com o brasileiro ainda falta muito!
  • Pedro Aparecido de Souza  28/12/2013 13:45
    A pobreza no Brasil sempre foi consequência da concentração de riquezas e não de socialismo. O Brasil nunca teve socialismo nos últimos 513 anos.
  • Thiago  28/12/2013 14:13
    Não, Pedro, a pobreza no Brasil é majoritariamente por causa disso aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=313
  • Guilherme  28/12/2013 14:37
    Pedro, acho que sua definição de socialismo está meio defasada:

    O que é realmente o socialismo e qual o seu maior problema
  • anônimo  28/12/2013 16:23
    O Pedro está tendo ( caso esteja lendo os artigos indicados ) suas convicções e crenças de uma vida toda estilhaçadas. Vejamos se ele tem a grandeza de espírito para admitir que estava errado, ou se terá a clássica e medíocre reação esquerdista de chamar quem não concorda com ele de "neoliberal", "fascista" e "reacionário".
  • Caio-SP  28/12/2013 14:41
    Caro Pedro, sugiro um curso de interpretação de texto. Você está confuso.
  • Marcos Eliziario Santos  29/12/2013 13:04
    O velho caso do não li, não entendi e não gostei porque minha ideologia não permite que eu leia esses textos do demônio.
    Mas vamos lá....
    Qual é o maior agente de concentração de riquezas no Brasil se não o próprio Estado.
    Siga o dinheiro:
    Quem está ficando rico com os cursos mequetrefes bancados pelo PROUNI?
    Quem está ficando cada vez mais rico com as casas super-faturadas e caríssimas do Minha Casa Minha Vida?
    Quando o imposto sobre o arroz continua o mesmo, o imposto de renda idem, mas as montadoras tem isenção de IPI, de quem e pra quem está sendo transferida a riqueza?
    Quando pagamos uma das gasolinas mais caras do mundo para uma empresa estatal que é forçada a comprar o máximo possível de ineficientes industriais brasileiros para onde está indo a grana?
    Quando os sindicatos criam verdadeiras dinastias ao indicar conselheiros para algumas das maiores empresas brasileiras graças ao poder dos fundos de pensão das estatais, que por décadas não davam lucro ao tesouro para capitalizar esses fundos com contribuições à maior a renda está sendo concentrada ou distribuída?
    Quando o pequeno empresário tem suas contribuições sociais usadas pelo BNDES para financiar os oligopólios dos quais ele tem que comprar isso é uma política distributiva e pró-concorrêncial?
    Tá na hora de aprender que espírito crítico não é falar mal dos EUA, mas sim aprender a raciocinar por conta própria com base em evidências, não ideologias.
  • silvio conegundes  29/12/2013 15:22
    Poderia complementar com mais alguns argumentos, mas como sei, que quem esta do outro lado, não consegue entender ou não quer entender o óbvio, faço apenas um adendo: SIMPLES ASSIM!!!
  • Philipe  30/12/2013 10:29
    Marcos Eliziario Santos

    por favor, gostaria de entender a critica ao programa PROUNI.

    Qual seria melhor alternativa para a educação atualmente?
  • Ali Baba  02/01/2014 10:21
    @Philipe 30/12/2013 10:29:43

    Não sou o Marcos Eliziario Santos, mas vou responder:

    "por favor, gostaria de entender a critica ao programa PROUNI.

    Qual seria melhor alternativa para a educação atualmente?"


    O PROUNI é mais um exemplo de socialismo para os pobres. Leia o texto de novo e pense no PROUNI. Não vou fazer o dever de casa para você...

    Agora, qual a melhor alternativa? Essa não vou deixar para você pensar, mas vou dar uma dica: é a solução para qualquer coisa. Sempre que você tiver esse pensamento "OK, está tudo uma merda, mas qual a alternativa?" a resposta será: LIVRE MERCADO.

    Se fosse fácil a abertura de escolas e faculdades e se esse processo fosse regulado pela iniciativa privada (pense em certificações privadas e não do MEC), o "problema" do acesso à educação teria sido resolvido no Brasil há muito tempo. Mas não... tudo tem de passar pelo crivo da burocracia estatal e pelos apadrinhamentos, corrupção, propinas e clientelismo que ela gera.

    E como se não bastasse, essas escolas não podem cobrar o que querem, não podem aumentar mensalidades conforme aumentam os custos, têm de abrir suas planilhas sempre que alguém resolve achar ruim. É uma afronta. Deixando o mercado livre os preços seriam muitas vezes menores do que são, sem nenhuma poderosa burocracia coagindo empreendedores. A oferta de serviços educacionais seria maior e ninguém precisaria depender de esmola estatal para estudar.

    Além disso, acabaríamos com essa distorção absurda que é tudo precisar de faculdade. Em breve veremos que para o cara ser pedreiro precisa ter faculdade. Isso é uma distorção cognitiva impressionante... Tem faculdades que duram 18 meses! Que imbecilidade... Tem curso superior de tecnólogo de qualquer coisa. E agora, em versão EAD!

    Isso é a estupidez tupiniquim levada ao extremo. As pessoas precisam de treinamento em seus nichos, mas chamar isso de faculdade só atende aos designios dos planejadores centrais que, com sua impáfia burocrática, reduziram o status do treinamento técnico e elevaram o status do treinamento científico. Mas isso é outra história...
  • Philipe  02/01/2014 14:44
    Obrigado pela resposta... Concordo com bastante do que foi dito.

    Mas vejo o prouni como uma alternativa, ao menos temporária, para a educação.

    Não que isso tenha sido dito, mas acredito que seja melhor que o governo pague instituições privadas do que aumentar as escolas públicas.

    Concordo que seria o ideal um estado menor que não tente cuidar de todos, mas no curto prazo acredito que vouchers são uma boa alternativa.

    Fui aluno do Professor Diogo e já o vi falando sobre isso. Por isso me surpreendi com a crítica ao ProUni...

    De qualquer forma, obrigado.
  • Cristian  06/01/2014 14:20
    Acho que você já percebeu que toda política teporária só é temporária se gera algum problema para o partido (perda de votos, opinião pública negativa, etc.). Se der certo, sai dos status de política temporária e torna-se política de governo ("benefício social"). Não tem jeito, o livre mercado é a melhor alternativa. O problema é que nós, da geração atual, nunca queremos o ônus dos fdp que vieram antes e também queremos nosso almoço grátis. Ou seja, se alguém não abrir mão dos benefícios estatais em prol do futuro a coisa nunca anda. Alguém tem que pagar o pato na migração para o livre mercado. E veja, é o pobre, que os socialistas tanto amam, que mais sofrem. Mesmo nesta fase o livre mercado proporciona inúmeras oportunidades de ascenção.
  • Ali Baba  06/01/2014 15:00
    @Philipe 02/01/2014 14:44:23

    "Obrigado pela resposta... Concordo com bastante do que foi dito.

    Mas vejo o prouni como uma alternativa, ao menos temporária, para a educação."


    Cara... o prouni é só mais uma maneira de tornar a população dependente de esmola estatal. Além disso, é mais um escoadouro de recursos empregando um monte de burocratas para avaliar aquilo, conceder isso, etc.

    Não consigo entender como alguém pode achar isso mais fácil do que simplesmente liberar o mercado. É simples, é só o Ministro da Educação dizer que o mercado da educação não será mais regulado pelo governo e pronto: zaz! Educação para todos a custos que podemos pagar. Não precisa inventar voucher nenhum.
  • Alexandre M. R. Filho  08/01/2014 19:36
    Esse Pedro Aparecido aí é servidor público e sindicalista profissional.

    É um tipo interessante: ganha bem, trabalha pouco e passa a vida reclamando do trabalho e do salário.

    Mas, pra pedir aumento salarial, não tem coragem de falar quanto ganha. Uma vez, entrevistado pela rede de TV local, mentiu dizendo que ganhava 1/5 do que ganha para enganar o repórter.

    Enfim, é só mais um que não entendo o que é socialismo. Não gastem tempo com ele.
  • edu  28/12/2013 13:59
    Belo texto Diogo, acho que só falta um (não sei se ja existe) desses, com tanta didática, explicando os beneficios do capitalismo para os pobres e talvez outro explicando, de maneira simples, pq o brasil não é um país capitalista.
    São só sugestões, não tenho o dom da palavra para escrever tão claramente sobre tais assuntos...

    OFF TOPIC
    To com uma dúvida sobre o PNA: como se configura a ameaça de dano? Portar uma arma escondida não é, mas e mostrar a arma de relance? Dirigir embriagado não pode ser considerado ameaça de dano? Me parece mto tênue a linha que separa o que é e o que não é ameaça de dano...
  • Thiago  28/12/2013 14:15
    Sim, Edu, o autor tem vários artigos justamente sobre esses dois temas:

    www.mises.org.br/SearchByAuthor.aspx?id=370&type=articles
  • Malthus  28/12/2013 14:36
    Sugeriria também este aqui, sempre um clássico:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1139
  • Luiz Eduardo  28/12/2013 16:15
    Continuem postando sempre textos do Diogo Costa. São excelentes.
  • Aline   28/12/2013 23:21
    Meus parabéns pelo excelente texto. Tenho muita pena que a população em geral, não tenha acesso a textos como esse. Sei que até tem, mas n é incentiva a este tipo de leitura.
  • João Alberto  29/12/2013 14:53
    Ótimo texto!

    Ficaria ótimo em vídeo, como aquele "7 verdades cruéis sobre o Brasil".
    Algo como "7 diferenças dadas aos ricos e pobres no Brasil" ou "7 evidências que no Brasil o capitalismo é privilégio para os ricos"
  • anônimo  29/12/2013 17:23
    Perigoso... O povo vai achar que capitalismo é ruim, e invés que pedir por capitalismo para os pobres, vão pedir socialismo para todo mundo...
  • Lincoln  29/12/2013 16:06
    Como sempre o sistema usa as mazelas do Rio como referenciais, esta é a favela da Rocinha, 90 por cento são de retirantes do Nordeste, assim como outras favelas. Tudo, principalmente, a imprensa paulista tenta nos destruir, tentando esconder as mazelas deles. A única solução é o confederalismo. Estados com mais liberdade, gestores dos próprios recursos e mais autonomia legislativa. Visitem ONG Defesa do Rio, acessem www.defesadorio.com.br
  • anônimo  30/12/2013 04:03
    O texto faz uma generalizaçao ruim quanto a "ricos", beira luta de classes.

    Infere-se vantagens que nao existem, compra em Miami, operar com pessoa juridica?

    Se informe mais sobre quanto um emprresario paga em impostos, em açoes trablhistas (podcast aqui no IMB muito bom sobre o assunto) Se imforme melhor sobre a destinaçao de emprestimos do BNDES, alias, acredito que ja tenha lido textos aqui no IMB sobre o assunto. Minha casa minha vida benefica rico? Novamente, se informe melhor sobre financiamento imoliario, quantidade de financiamentos de imoveis acima de R$400.000,00 é minuscula. Privilegio de voar? Frases imbecis de candidato do PCO ?

    Tem ate "burguesia brasileira" em contexto marxista! Aqui no IMB?!

    Se nao fosse pelo trecho que cita comercio exterior, este texto poderia ser publicado no website do PSTU.

    Que aconteceu com o autor? Ficou chateado pelo Natal ruim e transformou isso em inveja de quem conseguiu um melhor?

    Enfim, lamentavel.
  • Doutrinador  30/12/2013 13:36
    Que agressividade tosca e gratuita, anônimo. Vou provar que você é um caluniador desequilibrado.

    "O texto faz uma generalizaçao ruim quanto a "ricos", beira luta de classes."

    Qual a "generalização"? Copie e cole aqui, e explique por que tais frases são generalizações.

    "Infere-se vantagens que nao existem, compra em Miami, operar com pessoa juridica?"

    Não é vantajoso comprar em Miami (supondo-se que você possa ir lá com facilidade)? Eu acho.

    "Se informe mais sobre quanto um emprresario paga em impostos, em açoes trablhistas (podcast aqui no IMB muito bom sobre o assunto)"

    Concordo com sua inferência, mas o texto em nenhum momento nega esta realidade. A frase é: "Rico trabalha como Pessoa Jurídica. Os encargos trabalhistas não abocanham seu salário. Pobre trabalha amarrado pela CLT. Todo empregado pobre é um trabalhador mais suas circunstâncias fiscais."

    Qual o erro?

    "Se imforme melhor sobre a destinaçao de emprestimos do BNDES, alias, acredito que ja tenha lido textos aqui no IMB sobre o assunto."

    Se realmente já leu, então você estava distraído. Os empréstimos do BNDES vão majoritariamente para os mega-empresários amigos do governo. E são financiados via impostos e inflação monetária.

    Acho que você se perdeu completamente nesta.

    "Minha casa minha vida benefica rico?"

    Curiosamente, conheço um empreiteiro que constrói casas para esse programa. Ele recebe dinheiro da Caixa Econômica e constrói tudo com esse dinheiro, sem gastar um único centavo do próprio bolso. Atenção: não se trata de nenhum empréstimo, não; a Caixa Econômica dá dinheiro para ele construir os imóveis.

    Uma vez construído os imóveis, a Caixa dá empréstimos para os pobres comprarem estes imóveis. Saldo final: pobre endividado e empreiteiro enriquecido.

    Apenas para deixar claro: não há absolutamente nada de errado em o empreiteiro ficar rico, muito pelo contrário. O problema está na demagogia que torna o pobre escravo de uma dívida bancária. Esta é a crítica.

    "Novamente, se informe melhor sobre financiamento imoliario,"

    Como demonstrado acima, quem precisa se informar melhor é você.

    "quantidade de financiamentos de imoveis acima de R$400.000,00 é minuscula."

    Não sei. É? Então cole aqui as estatísticas. Você tem de substanciar suas argumentações em vez de simplesmente soltar uma frase vazia com ares de superioridade.

    "Privilegio de voar? Frases imbecis de candidato do PCO ?"

    Esta frase "privilégio de voar" (ou qualquer outra semelhante) nem sequer aparece no artigo. Você está meio desequilibrado.

    "Tem ate "burguesia brasileira" em contexto marxista! Aqui no IMB?!"

    A única frase em que tal termo aparece é: "A burguesia brasileira se define pela detenção dos meios de locomoção para Miami. Quem mais sofre com as restrições à importação não é o casal do Leblon que faz enxoval na Macy's. É a família pobre que tem que parcelar suas compras em 24 vezes nas Casas Bahia. Se não houvesse tarifa de importação, preços baixos diminuiriam o status social do boné da Gap e da pólo Ralph Lauren."

    Qual o "contexto marxista" da afirmação acima?!

    Acho que você não é apenas um desequilibrado; é um caluniador de marca maior.

    "Se nao fosse pelo trecho que cita comercio exterior, este texto poderia ser publicado no website do PSTU."

    Cole aqui as frases que qualificam o texto como digno de ser publicado no site do PSTU.

    "Que aconteceu com o autor? Ficou chateado pelo Natal ruim e transformou isso em inveja de quem conseguiu um melhor?"

    Desequilibrado, caluniador e hidrófobo.

    "Enfim, lamentavel."

    Foi exatamente este pensamento que cruzou minha mente após ler todo o seu comentário.
  • anônimo  10/01/2014 19:50
    Que agressividade tosca e gratuita, anônimo. Vou provar que você é um caluniador desequilibrado.

    R: Detesto devolver desta forma, mas... Indique onde fui tosco e agressivo e explique porquê.
    "Caluniador desequilibrado", isto sim é que é agressividade tosca. Entendo, dificuldade em aceitar criticas, cansado de comentários de pessoas com raciocínio de esquerda, keynesianos, etc.
    Reforço, este texto se perdeu em conceitos que são estranhos aos do IMB. Não vou fazer uma dissertação de doutorado extensa para explicar, com esforço quem fizer este exercício de comprovação irá verificar.
    Leio os textos de Diogo Costa, talvez desde que começou a fazê-lo aqui e no Ordem Livre, sempre muito bons, mas ele se perdeu neste e também no outro que fez mais recentemente.
    -

    "O texto faz uma generalização ruim quanto a "ricos", beira luta de classes."

    Qual a "generalização"? Copie e cole aqui, e explique por que tais frases são generalizações.

    R: Vou colar a primeira e a da tributação pra não ficar muito longo.
    "Pense no varejo. Rico faz compras em Miami. Pobre fica entre comprar produtos chineses altamente tarifados ou o substituto nacional altamente tributado."

    Cada individuo faz o que o poder aquisitivo proporciona. O Brasil é um país comercialmente fechado e burocrático para todos. Passagens de avião não são subsidiadas de acordo com o poder aquisitivo, cotas e taxas de importação para turistas também não.

    O autor quis inferir vantagem nisso, e tenta em varias outras partes do texto usando do confrontamento pobre e rico, um faz isso e o outro assado, um não paga isso o outro paga, etc. É um inferno para todas as faixas de renda.

    "Pense nos impostos. A tributação brasileira é regressiva. Ricos pagam proporcionalmente menos tributos que os pobres."

    Peço para que o autor prove que o sistema brasileiro é regressivo. Foi ele quem afirmou sem embasamento.
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    "Infere-se vantagens que não existem, compra em Miami, operar com pessoa jurídica?"


    Não é vantajoso comprar em Miami (supondo-se que você possa ir lá com facilidade)? Eu acho.

    R: O problema é a frase dentro de um texto que confronta a situação de falta de isonomia legal para pessoas em diferentes faixas de renda.
    Copie e cole aqui leis que deem vantagens às pessoas dentro da faixa de maior renda no país em cima do resto para fazer compras em outros países.

    Operar com pessoa jurídica é uma desvantagem, paga-se muito mais impostos e a burocracia se torna inferno aí. Além disso, é uma obrigação, sem "abertura" de empresa, empresa não opera.
    Faço estas afirmações como verdade e não preciso embasa-las para uma plateia de "burgueses", mas o texto não é meu, a obrigação fica com o autor, de embasar suas afirmações sobre isto. Meu argumento embasa-se tão rasamente quanto o exemplo do "empreiteiro", experiência de pessoas que conheço e conhecimento das leis fiscais e regulamentações que recaem sobre meu trabalho.
    Gostaria que o autor escrevesse um texto bem embasado sobre estas vantagens da "pessoa jurídica". Eu serei o primeiro a fazer mea culpa.
    Acredito que a maioria dos leitores aqui sejam "ricos", e assim sendo, "burgueses", seria um texto com grande plateia.

    -

    "Se informe mais sobre quanto um emprresario paga em impostos, em açoes trablhistas (podcast aqui no IMB muito bom sobre o assunto)"

    Concordo com sua inferência, mas o texto em nenhum momento nega esta realidade. A frase é: "Rico trabalha como Pessoa Jurídica. Os encargos trabalhistas não abocanham seu salário. Pobre trabalha amarrado pela CLT. Todo empregado pobre é um trabalhador mais suas circunstâncias fiscais."

    Qual o erro?

    R: Copie e cole aqui analise confiável de que empregado paga mais por custos trabalhistas do que empregador. Afirmação sem embasamento colocada como verdade.

    Todo rico possui empresa aberta? Passagem do texto importantíssima demonstrando confusão do autor no que o mesmo define como rico. Era bom ele explicar o que é o tal do "Rico" então.
    -

    "Se imforme melhor sobre a destinaçao de emprestimos do BNDES, alias, acredito que ja tenha lido textos aqui no IMB sobre o assunto."

    Se realmente já leu, então você estava distraído. Os empréstimos do BNDES vão majoritariamente para os mega-empresários amigos do governo. E são financiados via impostos e inflação monetária.

    Acho que você se perdeu completamente nesta.

    R: Agora você é que se perde, então "Rico" significa "Mega-Empresario amigos do governo"? Então todo rico é empresário e amigo do governo, e recebe empréstimo do BNDES...
    Esta nova definição de rico deveria ter sido explicada antes no texto.
    -

    "Minha casa minha vida benefica rico?"

    Curiosamente, conheço um empreiteiro que constrói casas para esse programa. Ele recebe dinheiro da Caixa Econômica e constrói tudo com esse dinheiro, sem gastar um único centavo do próprio bolso. Atenção: não se trata de nenhum empréstimo, não; a Caixa Econômica dá dinheiro para ele construir os imóveis.

    Uma vez construído os imóveis, a Caixa dá empréstimos para os pobres comprarem estes imóveis. Saldo final: pobre endividado e empreiteiro enriquecido.

    Apenas para deixar claro: não há absolutamente nada de errado em o empreiteiro ficar rico, muito pelo contrário. O problema está na demagogia que torna o pobre escravo de uma dívida bancária. Esta é a crítica.

    R: 01 (um) exemplo para representar o todo, parabéns pela resposta.
    -

    "Novamente, se informe melhor sobre financiamento imoliario,"

    Como demonstrado acima, quem precisa se informar melhor é você.

    R: Preciso mesmo, vou me informar melhor quando achar um empreiteiro igual ao seu.
    -

    "quantidade de financiamentos de imoveis acima de R$400.000,00 é minuscula."

    Não sei. É? Então cole aqui as estatísticas. Você tem de substanciar suas argumentações em vez de simplesmente soltar uma frase vazia com ares de superioridade.

    R: Eu entendo que o autor não estruturou sua argumentação com dados, não é o intuito estes textos serem dissertações acadêmicas. Como também não vou escrever aqui uma resposta do tipo dissertação.
    Pegue dados do Secovi, da Caixa Econômica Federal, compare e infira os números.
    -

    "Privilegio de voar? Frases imbecis de candidato do PCO ?"

    Esta frase "privilégio de voar" (ou qualquer outra semelhante) nem sequer aparece no artigo. Você está meio desequilibrado.

    R: A palavra privilegio não aparece, mas o texto discorre sobre a criação de capitalismo para os ricos. Criado é claro pelo estado. O estado só cria taxas e regulamentações. Se o estado concebeu um capitalismo para os ricos, criou privilégios para os mesmos. O texto fala varias vezes em vantagem de ricos comprando em outros países...

    Sobre o "Imbecil", me explico: é que antes de candidato do PCO, PT, PSTU não consigo deixar de pensar em imbecil, não foi ofensa direcionada de forma indireta ao autor
    -

    "Tem ate "burguesia brasileira" em contexto marxista! Aqui no IMB?!"

    A única frase em que tal termo aparece é: "A burguesia brasileira se define pela detenção dos meios de locomoção para Miami. Quem mais sofre com as restrições à importação não é o casal do Leblon que faz enxoval na Macy's. É a família pobre que tem que parcelar suas compras em 24 vezes nas Casas Bahia. Se não houvesse tarifa de importação, preços baixos diminuiriam o status social do boné da Gap e da pólo Ralph Lauren."

    Qual o "contexto marxista" da afirmação acima?!

    Acho que você não é apenas um desequilibrado; é um caluniador de marca maior.

    R: "A burguesia brasileira se define pela detenção dos meios de locomoção para Miami". Acho que não precisa de mais nada do que este trecho para provar. Mas...

    O autor confronta em todo texto quem é o mais prejudicado por taxas e restrições, que são isonômicas, todos são prejudicados e enveredar por este lado vai contra as ideias apresentadas até agora neste website. Ah sim, quase esquecendo, o rico empresário amigo do governo é exceção.
    Vou colar abaixo trecho de Rothbard(que li aqui):

    Permita-me deixar Murray Rothbard nos contar sua visão:

    Esse critério [de neutralidade ou isonomia] não é de forma alguma óbvio, pois é certo que a justiça da igualdade de tratamento depende em primeiro lugar da justiça do próprio tratamento. Suponha, por exemplo, que Jones e sua comitiva proponham escravizar um grupo de pessoas. Deveríamos argumentar que a "justiça" pressupõe que sejam escravizados igualmente? E suponha que um indivíduo tenha a felicidade de escapar. Deveríamos condená-lo por livrar-se da igualdade da justiça a que estão condenados seus companheiros? Resta óbvio que a igualdade de tratamento não é critério algum de justiça. Se uma medida é injusta, então o justo é que tenha o menor efeito possível. Igualdade de tratamento injusto não pode nunca ser considerado um ideal de justiça. Portanto, aquele que defende que um imposto seja igual para todos deve primeiro estabelecer que o imposto em si é justo.[20]

    Em suma, a neutralidade e a isonomia em relação a impostos é uma utopia. Não é que sejam apenas difíceis de alcançar. Rothbard deixa claro que é um ideal impossível e autocontraditório. Pois veja, a mera existência de um imposto põe em marcha o inevitável processo de beneficiar uns em detrimento de outros, ao passo em que gera perdas econômicas, como citado anteriormente. E a mera distribuição de recursos de uns para outros garante que não há possibilidade de neutralidade.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=290
    -

    Aproveitando o questionamento do trecho, mais uma critica:

    Que burguesia é esta? Gostaria de dados que mostrassem que qual porcentagem da burguesia brasileira é proprietária, sócia, acionista, de qualquer coisa que consiga ser colocada como um negocio de meios de locomoção. Pode incluir inclusive taxistas como burguês proprietário de um negocio de meios de locomoção pra tentar aumentar bem a porcentagem pra se configurar bem como generalização.
    -

    "Se não fosse pelo trecho que cita comercio exterior, este texto poderia ser publicado no website do PSTU."

    Cole aqui as frases que qualificam o texto como digno de ser publicado no site do PSTU.

    R: Faça você mesmo o exercício de trocar substantivos e veja se este texto se encaixa lá.
    -

    "Que aconteceu com o autor? Ficou chateado pelo Natal ruim e transformou isso em inveja de quem conseguiu um melhor?"

    Desequilibrado, caluniador e hidrófobo.

    "Enfim, lamentavel."

    Foi exatamente este pensamento que cruzou minha mente após ler todo o seu comentário.

    R: Só me restou perguntar de forma retorica e debochada porque o autor fez um texto com conclusões tão míopes usando premissas estranhas a Escola Austríaca.
  • eduardo  24/10/2014 16:05
    o senhor está faltando com a verdade senhor anonimo!
  • Felipe  24/10/2014 16:50
    Anônimo, não sei se você não entendeu nada do texto ou está agindo de má fé mesmo.

    O texto apenas mostra que as intervenções do estado favorece ou pouco afeta a classe rica enquanto prejudica a classe pobre.

    Não há necessidade de detalhes, é apenas uma reflexão e não uma monografia.

    Não vou fazer o trabalho de explicar o texto, releia o texto, ou vai ler a carta capital.
  • Felipe de Lima  30/12/2013 20:32
    Saudações amigos do IMB,

    Eu adorei o texto, assim como os demais, porém, tem uma frase que não me desceu muito bem.

    "(...) A tributação brasileira é regressiva. Ricos pagam proporcionalmente menos tributos que os pobres.(...)".

    Essa frase meio que dá a entender que pobre paga mais impostos do que ricos, e apesar de eu confessadamente não entender a parte técnica da tributação brasileira, não concordo com a citação.Ou alguém vai me dizer que antes de pagarmos os produtos que compramos, alguém verifica a nossa renda pra dizer "ah não, se você ganha isso tem que pagar x".Eu concordo que justamente pelo pobre ter um poder aquisitivo menor, ao comprar o "básico", ele terá menos dinheiro do que aquele que ganha 10 vezes o que esse pobre ganha.Mas isso não tem ligação com os impostos, e sim com o poder aquisitivo.Se formos analisar de uma forma absoluta, o "rico" que ganha 10 vezes mais, pode gastar ainda muito mais do que o primeiro indivíduo, consequentemente gerando mais tributos pagos pelo seu consumo. De fato, os 2 pagaram exatamente a mesma carga tributária, porém, o rico pagou mais impostos no total.Isso sem falar nos tributos exclusivos de quem possui uma certa renda para cima. Concordo em dizer realmente que o imposto é um mal a mais para deixar o pobre mais pobre.
  • Hederson Newton  31/12/2013 01:12
    Pouco importa se o brasileiro rico faz compras em Miami e o pobre nas Casas Bahia.
    O Materialismo é o grande problema que faz o ser humano valorizar mais as Propriedades do que as Pessoas.
    Sabe quanto vale pra mim tudo isso Material ? NADA ! Absolutamente nada.
    As coisas mais valiosas pra mim são a água e o ar. Quanto mais riqueza, pior é a qualidade da água e do ar. Vejam como são os grandes centros urbanos, ricos e podres.
    Propriedades? Pra que? Pros seus herdeiros se odiarem depois da sua morte.
    Inveja dos bens de consumo dos americanos?? Nenhuma, isso não traz felicidade à eles.
    O Brasil tem solução? Sim, com educação de qualidade, com professores altamente qualificados e recebendo excelente salários.
    Só isso? Sim, somente isso.
    A educação e a cultura formam cidadãos de bem, trabalhadores e honestos.
    Isso é o que falta ao Brasil em todas as classes sociais, seres humanos que valorizem mais ao próximo do que aos bens materiais.
    Desse mundo não se leva coisa nenhuma, se leva somente os amores, as amizades, os bons momentos vividos, os aromas e sabores experimentados, as histórias lidas e vividas.
    Feliz 2014 à todos !!!


  • Doutrinador  31/12/2013 23:54
    Fantástica a sua incoerência, prezado Hederson.

    Primeiro você diz que o materialismo é o grande problema da humanidade e que todo mundo deve viver apenas com ar e água (que, aliás, são coisas gratuitas; a água até cai do céu). Até aí, beleza. Logo em seguida, você diz que quanto mais riqueza, pior é a qualidade da água e do ar. Aqui já começa a encrenca. Trata-se de um fato empírico que, quanto mais rico o país e sua economia, menor a poluição do ar (clique aqui para ler mais a respeito).

    Depois, para piorar, você diz que o segredo para o sucesso da humanidade está em abolir a propriedade. Curiosamente, foi justamente nos países que fizeram isso, que a poluição e o desmatamento atingiram níveis espantosos. (clique aqui para ler mais a respeito).

    E aí, para concluir triunfantemente, você diz que a única solução para o Brasil é aumentar os salários dos professores! Ué, como assim? E aquela história de materialismo e riqueza serem coisas nefastas? Pedir "excelentes salários" não seria algo totalmente materialista? E estes "excelentes salários", ao serem gastos pelos professores, não aumentariam a poluição e o desperdício?

    Obrigado por nos fornecer (mais) uma prova cabal de que esquerdista é incapaz de manter uma linha de raciocínio que ligue causa e consequência.
  • Hederson  01/01/2014 14:49
    Vamos ao 3 pontos que você citou como incoerentes. Mas antes, vou ressaltar que meu texto se refere ao meu ponto de vista que é a valorização das pessoas acima dos bens materiais.

    1. Quando digo que a água e o ar tem pior qualidade, escrevi que isso acontece nos grandes centros urbanos, ou seja, grandes cidades. Não fiz referência à qualidade da água e do ar de um país rico ou pobre. Se um país tem o melhor ar e a melhor água do mundo, pode ter certeza que isso não ocorre numa grande cidade desse país.

    2. Quando digo que o materialismo é o problema, não fiz nenhuma referência ao comunismo e nem à abolição da propriedade.

    Eu disse que pra mim isso pouco importa.

    Eu vivo muito melhor depois que aboli o materialismo da minha vida, mas isso não quer dizer que não possuo nada próprio.

    Por exemplo, eu preciso de roupas próprias, mas sou feliz comprando roupas baratas, sem marca, sem grife, muitas vezes em brechós. Mas as minhas roupas preferidas são as artesanais, feitas à mão por pessoas que criam vestimentas como obras de arte, peças únicas feitas com carinho. Ou roupas industriais decoradas ou pintadas manualmente que são verdadeiras obras de arte. Sabe quanto custa uma peça de roupa dessas ? Menos de 1/10 de uma roupa sem graça que carrega o status de uma grife famosa.
    Hoje eu tenho vergonha de me ver numa foto de anos atrás usando roupas de grife.

    Quando falo do materialismo, me refiro à ambição de acumular riquezas e isso não é possível sem explorar pessoas.

    3. Se um médico ganha bem é porque a sua atividade é considerada de fundamental importância para a sociedade.
    Para que o Brasil melhore, ele precisa de cidadãos melhores e isso só é possível através da educação.
    No meu ponto de vista a educação é a coisa mais fundamental numa sociedade portanto os educadores precisam ser altamente qualificados e ganhar bem para isso.
    Não vejo nenhum problema num professor ter dinheiro, sendo uma pessoa inteligente e consciente para abrir mão do consumismo e da manipulação de massa que a sociedade brasileira é refém.

    Espero ter conseguido expor meu ponto de vista de forma mais clara dessa vez.
    Um abraço.
  • Arthur  02/01/2014 03:48
    Seu ponto de vista continua incoerente, principalmente na parte do salário dos professores.

    Ora, se eles devem ser o alicerce da nossa sociedade e serem os pioneiros em abolir o materialismo, eles deveriam ganhar somente o suficiente para se sustentar com coisas básicas.
  • Hederson  02/01/2014 11:39
    O básico na visão da atual sociedade brasileira eles já tem. Professores mal preparados ganhando em média R$1.500,00 por mês, o suficiente para ter comida básica e um monte de dívidas no banco.
    Pra mim isso é escravidão.
    Para terem o básico, sem luxo e sem materialismo, teriam que ganhar pelo menos 4X mais.
    Obviamente que teriam que ser mais capacitados também.
    Teriam dignidade e respeito.
    Seria o primeiro passo para uma sociedade melhor.




  • Gunnar  02/01/2014 17:07
    Hederson, conte-nos mais sobre os critérios utilizados para calcular que o montante exato que separa a "escravidão" de um salário "básico, sem luxo e sem materialismo" seria de R$ 6.000 (4x R$ 1500).
  • anônimo  02/01/2014 12:25
    (...)à ambição de acumular riquezas e isso não é possível sem explorar pessoas.(...)

    Esta deveria ir para um mural de pérolas.
  • Ingrid  31/12/2013 05:12
    Adorei o texto, aprendi muito, mesmo não concordando que o capitalismo seja a solução. Pela lógica, no capitalismo, as empresas buscam baratear seus produtos para ganhar mercado em relação à concorrência. Isso inevitavelmente leva à exploração de mão-de-obra e busca por recursos mais baratos. Por exemplo, no Brasil, vale a pena desmatar, mesmo que a empresa eventualmente seja pega e tenha que pagar multa, que é irrisória diante dos ganhos obtidos. Além disso, o capitalismo é baseado no consumo, ou seja, aumenta a demanda por recursos e a geração de lixo. O aquecimento global é uma das consequências do capitalismo, assim como a concentração de renda. Sempre sinto falta da abordagem desses problemas nos textos sobre capitalismo. Veja bem, também não acho que o socialismo seja a solução. Na verdade, a sustentabilidade visa buscar essa solução, a justiça social, ambiental e econômica, mas ainda é um modelo impalpável, está apenas engatinhando. Mas gostei muito do texto, assim como dos comentários, muito interessantes!
  • Doutrinador  01/01/2014 00:09
    "Pela lógica, no capitalismo, as empresas buscam baratear seus produtos para ganhar mercado em relação à concorrência. Isso inevitavelmente leva à exploração de mão-de-obra e busca por recursos mais baratos."

    Correto em quase tudo, exceto quanto à exploração da mão-de-obra. Em um mercado livre, a tendência é de contínuo aumento salarial. Entenda por quê:

    A irrelevância da necessidade do trabalhador e da ganância do empregador na determinação do salário

    "Por exemplo, no Brasil, vale a pena desmatar, mesmo que a empresa eventualmente seja pega e tenha que pagar multa, que é irrisória diante dos ganhos obtidos."

    Isso ocorre porque não há propriedade privada dos recursos naturais. É o governo quem controla tudo. Sendo assim, é um grande negócio para as empreses se associarem a políticos. Neste atual arranjo estatal, os brasileiros prejudicados pela poluição simplesmente não podem processar os poluidores, pois estes estão protegidos pelo governo federal. Adicionalmente, as indústrias com boas influências políticas podem tranquilamente utilizar regulamentações ambientalistas para impor custos proibitivos a potenciais concorrentes, impedindo que estes entrem no mercado.

    Por exemplo, se a Amazônia fosse propriedade privada, seus donos cobrariam para que as madeireiras pudessem explorar o terreno. Como visariam ao lucro, tal prática garantiria uma constante preservação e reflorestamento das áreas exploradas.

    Somente quando uma terra tem dono é que este possui vários incentivos para cuidar muito bem dela. Sua preocupação é com a produtividade de longo prazo. Assim, caso ele decida, por exemplo, arrendá-la para uma madeireira, ele vai permitir a derrubada de um número limitado de árvores, pois não apenas terá de replantar todas as que ceifou, como também terá de deixar um número suficiente para a safra do próximo ano.

    Ou seja, você percebeu corretamente o problema, mas não vislumbrou a solução correta.

    "Além disso, o capitalismo é baseado no consumo, ou seja, aumenta a demanda por recursos e a geração de lixo."

    Errado. Quem mais gera lixo são os países que mais se afastam do capitalismo. (Clique aqui para ler mais a respeito).

    "O aquecimento global é uma das consequências do capitalismo, assim como a concentração de renda. Sempre sinto falta da abordagem desses problemas nos textos sobre capitalismo."

    Aquecimento global? Onde?

    Global warming scientists forced to admit defeat... because of too much ice: Stranded Antarctic ship's crew will be rescued by helicopter

    Sobre as causas da concentração de renda, há inúmeros artigos neste site. Recomendo estes dois:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=313

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1769
  • Emerson Luis, um Psicologo  01/01/2014 00:44

    O melhor (errata: o único eficaz) programa de "inclusão social" é a liberdade econômica.

    * * *
  • Brasileiro  03/01/2014 03:13
    Cambada de inúteis....pra vocês, o MST vem aí pra ajudar a invadir seus apartamentos vazios na cidade tbem !!!
  • anônimo  03/01/2014 13:17
    Meus apartamentos não estão vazios, estão muito bem alugados, gerando $$$ ;)
  • Alex Mamed  08/01/2014 19:06
    Que venha e que tentem. Se você gosta da palavra REACIONÁRIO, será neste momento que você a conhecerá em sua plenitude.
    .
    Já esqueceu dos conselhos do JK: "Mexam com as mulheres deles, mas não mexam com suas propriedades"?
    .
    Que venha o MST. Estarei esperando.
  • Daniel  10/01/2014 00:20
    Excelente artigo como sempre, porém em minha humilde opinião eu discordo. Penso que o governo atrapalha muito mais a classe média e os ricos do que os pobres. Agora aqueles amigos do rei é claro que tem todos os benefícios.
  • Vanessa  14/01/2014 01:12
    Esse texto é simplesmente sensacional... Parabéns!
  • Marcelo  13/02/2014 21:41
    Olá Sr(s). Acredito que os males de um sistema de produção baseado no escravagista (o trabalho acrescenta valor; mais valia), deixa o nosso País longe do desenvolvimento desejado. O retorno dessa cultura para todos é a violência, sujeira nas ruas, estrutura urbana que parou no tempo, falta de dignidade dos cidadãos, censura, pelo menos eu me sinto censurado e tratado sem dignidade pelo Estado. É instintivo que o poder atraia o ser Humano, "alias qualquer animal", mas também que surjam as disputas por ele e o medo de perder esse, isso leva um grande numero de pessoas a sustentar o sistema como está, para garantir a sua estabilidade econômica e social (os que se beneficiam do estado de alguma forma).
    Todos somos parte desse problema, a cada ciclo negativo da economia é reforçada a crença no Estado assistencialista. Por quanto tempo isso irá se reproduzir? Não acredito ver essa mudança nem meu filho?
  • Paulo  23/02/2014 06:00
    Este texto constitui uma tentativa de manipulação ideológica um tanto quanto ingênua. Chega a ser até cômico tentar atribuir ao socialismo problemas que vêm da própria natureza do capitalismo: a oposição entre as classes, que, nesse sistema, é excepcional. Se no Brasil há pobreza que desconcerta pela sua extensão, não é por culpa do socialismo, que efetivamente não existe e nunca existiu por aqui, e sim por conta de ser um país controlado por elites capitalistas que se apropriam do Estado e o usam para dar vantagens apenas a si mesmas. É muito típico de um pró-capitalista ficar tentando divinizar a elite, apresentando os ricos como benfeitores que transbordam generosidade e desprendimento, enquanto representa os pobres como um bando de vagabundos que não sabem fazer outra coisa que não seja parasitar o Estado.
    Se a proposta do autor é "limpar" a imagem do capitalismo diante dos mais pobres, deve ter um pouco mais de cuidado. Sugerir que o pobre só sabe viver às custas do Estado sem em nada contribuir para a sociedade não é uma boa tática. Riqueza não nasce do nada, não surge num passe de mágica e nem é mérito exclusivo daquele que se enriqueceu. O rico, com seu individualismo (para não dizer egoísmo), se sente no topo e despreza quem faz a base. Esquece, ou melhor, ignora que há muitos pobres trabalhando em sua empresa e fazendo-a funcionar, ignora que há pobres consumindo as mercadorias que sua empresa produz. Ele tende a acreditar que ficou rico sozinho, por conta unica e exclusivamente de seu próprio esforço, que seu dinheiro vem do céu ou de suas entranhas, não tendo nada a ver com trabalho ou consumo da parte de gente pobre. Isso é prova de que, se por um lado, o pobre é alienado, por outro, o rico também não deixa de ser, ou pelo menos se esforça em ser, já que se recusa a refletir acerca de onde seu dinheiro realmente vem. É por isso que muitas pessoas têm se simpatizado com algumas ideias comunistas, pois os capitalistas além de enriquecerem às custas das classes mais baixas, ainda fazem questão de desprezar a contribuição delas e tratá-las como se fossem formadas por um bando de derrotados subumanos, que só têm importância na hora de consumir ou servir como instrumento de trabalho. E quando o Estado, que deve servir apenas aos interesses da elite, "se rebela", dando mais migalhas aos pobres, os ricos se ressentem e passam a chamar pobre de desocupado e malandro. Quer evidência mais clara sobre a antagonia de classes no sistema capitalista? De tão egoístas que são, além de sua própria riqueza, ainda querem o Estado só para si, e de fato o têm, pois o Estado não faz praticamente nada pela melhoria da vida nas classes mais baixas.
    Por fim, a proposta do autor de incentivar o empreendedorismo para as classes mais baixas é interessante, mas questionável. Será que ele está falando sério? Será que é isso que ele, como defensor do capitalismo, realmente deseja a todos os pobres? Mas se todos os pobres se tornassem empreendedores, ou melhor, se todos se tornassem capitalistas de alguma forma (se é que isso é possível), a quem os ricos iriam explorar? Se não houvesse mais candidatos a faxineiros, assistentes disso e daquilo, para fazer funcionar as empresas, nem pedreiros para fazer seus prédios, se não houvesse mais os subalternos, quem ponha a mão na massa, como o rico capitalista iria se sustentar? Será que isso é possível? Sem a presa o que aconteceria ao predador?
  • Vitor Vieira  23/10/2014 20:44
    Vocês esquerdistas na verdade, acho que vocês tem boa índole, porque vocês enxergam o problema, mas não conseguem ver a Solução.

    "Se não houvesse mais candidatos a faxineiros, assistentes disso e daquilo, para fazer funcionar as empresas, nem pedreiros para fazer seus prédios, se não houvesse mais os subalternos, quem ponha a mão na massa, como o rico capitalista iria se sustentar? Será que isso é possível? Sem a presa o que aconteceria ao predador?"

    Tente por alguns minutos largar esta ideia de "predador" "luta de classes" etc...

    Pense comigo, vou só refutar o final da tua frase, em um País de livre mercado, caso todos tivessem acesso ao Capitalismo, a própria empregada doméstica, o pedreiro, eles ganhariam excelentes salários, já que a demanda por pessoas assim seria alta, e teríamos poucas pessoas dispostas a trabalhar neste ramo. Em um mundo onde todo mundo tem Capital, a necessidade de empregos básicos, seria bem remunerada, já que todos teriam acessos a universidades e cursos técnicos baratos e privados(ainda escolheriam a área que gostariam) , isto tudo ocorreria apenas em um livre mercado e um País com nulo impostos. Por isso desde pequenos todos deveriam ter aulas de economia, para ver se param de introduzir esta bobagem que é a "Luta de classes" e de que os ricos querem ver o pobre continuar pobre... Na verdade , o que o rico quer, é um pobre qualificado e que produza, assim, ele poderia remunerar-lo com um bom salário, sem que isso atrapalhasse seu lucro, já que ele seria aumentado em várias vezes, porque com empregados eficientes, com bons salários e que produzem, uma empresa só tende a ir bem.
  • Eduardo Bellani  14/03/2014 22:17
    Nunca vi melhor história do que essa(The Indian sanitary pad revolutionary) para ilustrar o quanto que empreendedores ajudam os miseráveis desse mundo quando livres para tal.
  • aguinaldo  23/10/2014 13:41
    Alguma analise do livro e resenha abaixo?

    Maus samaritanos: o mito do livre-comércio e a história secreta do capitalismo
    Ha-Joon Chang
    Rio de Janeiro: Elsevier, 2009.

    Maus Samaritanos é mais um livro do jovem e proeminente economista heterodoxo do desenvolvimento econômico Ha-Joon Chang. Ele nasceu na Coréia do Sul, mas está radicado na Inglaterra há bastante tempo. É professor da Universidade de Cambridge desde 1990. Tem vários livros publicados e seu trabalho mais famoso, traduzido para vários idiomas, é Chutando a Escada: a estratégia do desenvolvimento em perspectiva histórica, publicado originalmente em inglês em 2002 e em português em 2004. Esse livro lhe rendeu o Prêmio Gunnar Myrdal em 2003 e o Prêmio Leontief em 2005.

    O livro Maus Samaritanos é dividido em nove capítulos e um epílogo e apresenta uma abordagem crítica à teoria econômica heterodoxa. Ha-Joon desenvolve várias analogias ao longo do texto, tentando esclarecer suas críticas. Algumas delas são bastante interessantes, como a que faz em relação ao desenvolvimento de seu filho Jin-Gyu, que tinha seis anos quando da publicação original do livro em inglês, em 2006, e a proteção necessária à indústria nascente nos países em desenvolvimento. Ele diz que se a legislação permitisse, poderia mandar seu filho para o mercado de trabalho, mas com isso, ele estaria fadado a ter eternamente subempregos. Seria muito difícil conseguir se tornar um médico ou um físico nuclear, por exemplo. Para que isso fosse possível, ele teria que proteger e investir na educação de seu filho por no mínimo mais doze anos. O mesmo ocorre com a indústria nascente: se ela é exposta rapidamente ao livre-comércio, posição defendida pelos economistas neoliberais, muito provavelmente não irá conseguir sobreviver, porque, assim como seu filho, precisa de um tempo para conseguir trabalhar com tecnologias avançadas e construir organizações eficientes. O autor observa que é errado inserir o seu filho no mercado de trabalho com seis anos, expondo-o precocemente à concorrência, mas também é errado subsidiá-lo até os quarenta anos. Isso tem que ser feito somente até o momento em que ele consiga ter a capacitação necessária para obter um emprego satisfatório. O mesmo funciona em relação às empresas, que não podem ser subsidiadas e protegidas eternamente.

    O que todos devem estar se perguntando é quem seriam os Maus Samaritanos e por que são assim chamados? Ha-Joon retirou a idéia do nome de seu livro de uma parábola da Bíblia, sobre um homem que foi roubado na estrada e recebeu ajuda de um "Bom Samaritano". Os Samaritanos eram vistos como pessoas que tentavam tirar vantagens dos indivíduos que tinham algum problema. No prefácio da versão em inglês do livro, o autor esclarece que chama de Maus Samaritanos os países ricos que indicam, hoje, políticas neoliberais como a defesa de livre mercado e livre comércio, para os países pobres, tentando evitar que eles sejam no futuro seus possíveis concorrentes. Demonstra que esses países ricos não fizeram no passado o que hoje recomendam, quando sua indústria ainda estava se desenvolvendo. Ele diz também que o que mais o intriga é saber que muitos desses Maus Samaritanos não percebem que estão fazendo recomendações ruins para as economias dos países pobres. Segundo ele, a história do sucesso do capitalismo foi reescrita tantas vezes, de tal forma que muitos economistas dos países ricos não conseguem mais perceber o erro de se recomendar livre comércio e livre mercado para os países em desenvolvimento. Como ele mesmo diz, alguns desses Maus Samaritanos têm uma crença honesta, porém equivocada, de que esta é a verdadeira receita de sucesso que seus países utilizaram no passado para se tornar ricos. Para sua surpresa, até mesmo seu país, a Coréia do Sul, faz essas recomendações para outros países.

    As pessoas fazem várias afirmações em relação ao caminho percorrido para se chegar ao desenvolvimento econômico pelos países ricos atuais, mas quando fazemos uma análise mais apurada e verificamos dados históricos, percebemos que a história não ocorreu exatamente como é contada hoje. Um outro livro lançado recentemente no Brasil, por Ernesto Lozardo, professor da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV-SP), intitulado Globalização: a certeza imprevisível das nações, assim como o livro de Ha-Joon, faz também uma análise da verdadeira trajetória percorrida por países como, por exemplo, a Coréia, para alcançar o desenvolvimento econômico.

    Chang demonstra claramente, não somente neste livro, mas também em suas publicações anteriores, que todos os países considerados desenvolvidos protegeram de uma forma ou de outra sua indústria nascente, no início de seu processo de desenvolvimento econômico.

    Também no prefácio do livro, Ha-Joon faz um instigante relato de sua vida pessoal e familiar, tentando demonstrar como era a vida das pessoas e a economia da Coréia do Sul na época em que nasceu, em 1963, quando seu país era tido como pobre, frisando as mudanças radicais que aconteceram, fazendo com que hoje seja considerado um dos países mais ricos do mundo. Nesse relato, o autor também afirma que apesar de atualmente a Coréia ser tida como uma das nações que mais promove inovações tecnológicas, até a metade dos anos 1980 era considerada uma das "capitais da pirataria" do mundo. Ha-Joon conta que boa parte dos livros estrangeiros que utilizou, estudando para entrar em Cambridge, eram pirateados, porque os livros legalmente importados eram vendidos por preços muito altos, mesmo para pessoas de família de classe alta e que dava prioridade para a educação, como a dele.

    Os capítulos 1 e 2 do livro apresentam uma análise histórica sobre a evolução do capitalismo e a globalização. Os capítulos 3 a 9 abordam uma série de discussões em relação às recomendações feitas pela teoria econômica chamada de ortodoxa, tentando descobrir a "real verdade" sobre algumas afirmações tidas como "verdadeiras". Nessa parte do livro, ele discute, dentre outros assuntos, questões como a da regulamentação ou não de investimentos estrangeiros, se as empresas privadas são mesmo melhores do que as empresas públicas e a relação existente entre democracia, propriedade intelectual, corrupção e cultura e o processo de desenvolvimento econômico.

    O objetivo principal do livro é achar argumentos e exemplos sobre o fato de que nem sempre as políticas atualmente recomendadas aos países em desenvolvimento, por parte dos países ricos e de organismos internacionais como o FMI (Fundo Monetário Internacional) ou o Banco Mundial, foram utilizadas da mesma forma por esses países, no passado, ou são viáveis para os países pobres nos dias de hoje. Discute também a importância do papel do estado no processo de desenvolvimento, criando incentivos para alguns setores considerados estratégicos na economia, regulamentando outros e utilizando políticas anti-cíclicas, contrárias às utilizadas pelos outros agentes econômicos. Como o próprio autor diz, os países ricos seguem políticas keynesianas, mas recomendam para os países pobres políticas monetaristas.

    Cabe observar que Chang publicou a versão de seu livro em inglês em 2006, portanto, antes da última crise financeira global. Ainda assim, pode-se extrair de seu texto algumas observações e recomendações bastante interessantes, que poderiam ser levadas em conta pelos países no contexto atual. Dentre essas análises, podemos destacar a discussão que faz, comparando eficiência entre empresas públicas e privadas, onde afirma que grandes empresas privadas, que não são geridas por seus donos majoritários, porque têm sua propriedade acionária diluída entre vários acionistas, podem sofrer dos mesmos problemas que as empresas públicas, relacionados à questão do agente principal, existência de freeriders e problemas envolvendo restrições orçamentárias brandas, ou gestão relaxada do orçamento. No capítulo 5, afirma que empresas privadas grandes, consideradas politicamente importantes em função da área que atuam ou do número de trabalhadores que empregam, em casos de crise ou má gestão, acabam recebendo socorro do estado, mesmo em países geridos por governantes que defendem o livre mercado. Argumenta também que os neoliberais recomendam para os países pobres bancos centrais independentes, mas lembra que os funcionários desses bancos, tidos como tecnocratas não-partidários, na maioria das vezes dão muita atenção ao setor financeiro, implementando políticas a seu favor e contra a indústria e os trabalhadores assalariados. Por isso, é importante que os funcionários de um banco central possam ser supervisionados pelos políticos, visando defender interesses da nação como um todo e não de grupos específicos; a independência de um banco central impede isso. Além disso, lembra que os economistas ortodoxos recomendam a desregulamentação dos mercados, mas que as crises financeiras dos anos 1990 e início dos anos 2000 foram remediadas com regulamentações de bancos e de outras empresas do setor financeiro.

    No epílogo do livro o autor ousa, criando uma estória de ficção, chamada pelo autor de "história do futuro", sobre uma empresa de nanotecnologia situada na cidade de São Paulo, em 2037, e sua luta para sobreviver num mundo globalizado, após a derrocada da economia chinesa em 2029, quando passou a fazer parte da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico) e liberalizou seu mercado de capitais. Apesar das ressalvas, em função de ser uma ficção, o autor tenta fazer um alerta para os governantes, de que as políticas nacionais e internacionais atuais precisam sofrer mudanças, para que possa ocorrer o desenvolvimento econômico dos países e a diminuição da pobreza e das disparidades distributivas.

    Ha-Joon utiliza, ao longo de todo o seu texto, dados históricos e inúmeros exemplos de sucesso ou fracasso de empresas e países, explicando, de forma extremamente didática, uma série de conceitos da teoria econômica. Seu trabalho resultou num livro interessante e altamente recomendável para todos os leitores que se interessam pela área de desenvolvimento econômico e que realmente se preocupam com a diminuição da pobreza que assola o mundo atual.



    Carmen Augusta Varela
    Professora da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV-SP

  • Rayol  23/10/2014 13:58
    Sobre esse, não. Mas há comentários sobre Chang e sobre "Chutando a Escada"

    Copio aqui o que já foi dito sobre esse livre neste site:

    Esse livro é apenas propaganda protecionista em prol dos grandes conglomerados coreanos.

    Não há nenhuma dúvida de que protecionismo é bom para as grandes indústrias e seus empregados, mas resta ainda alguém explicar como é que restringir as opções de consumo, diminuir a oferta e encarecer os produtos disponíveis pode ser algo bom para o enriquecimento da população.

    O grande problema do livro é que ele confunde abertamente correlação com causalidade, algo imperdoável em economista. O argumento é que, "dado que a Coréia do Sul implementou tarifas protecionistas e suas empresas cresceram, então obviamente todos os países deveriam se fechar para enriquecer". Não há um só debate no livro sobre a possibilidade de a Coréia ter se desenvolvido ainda mais caso não houvesse implementado tais tarifas (daí a confusão entre correlação e causalidade).

    Aliás, esse é exatamente o histórico de Hong Kong e Singapura (que o autor do livro parece ignorar). Ambos os países eram grandes favelas a céu aberto na década de 1970 e hoje têm as maiores rendas per capita do mundo. E jamais aplicaram políticas protecionistas. Ambos são mais ricos que a Coréia do Sul em termos per capita. E olha que ambos são asiáticos -- logo, possuem relativamente a mesma cultura.

    Outro erro grave do livro é dizer que "o livre comércio funciona bem somente na fantasia do mundo teórico da concorrência perfeita". Ora, quem primeiro fez o argumento em prol do livre comércio foi David Ricardo, ainda no século XIX, e seu argumento jamais se baseou em tal teoria, que nem sequer havia sido inventada à época.

    Aliás, com dados pra lá dúbios. Por exemplo, Chang se limita a analisar apenas os países que se desenvolveram no século XIX, e afirma que eles se desenvolveram porque adotaram políticas protecionistas em determinados setores; mas ele não analisa todas as políticas adotadas. E em momento algum ele analisa os países que não se desenvolveram, pois isso mostraria que tais países adotaram com ainda mais intensidade exatamente as políticas que ele defende.

    A teoria indica que tais países protecionistas teriam se desenvolvido ainda mais (com empresas mais competitivas e população mais educada) caso o comércio fosse mais livre. O livro não faz essa contraposição de ideias, pois trabalha exclusivamente com dados empíricos.

    Mais especificamente sobre a Coréia do Sul, não é verdade dizer que ela "era pobre e aí foram adotadas políticas intervencionistas e aí ela enriqueceu". Mesmo porque isso é econômica e logicamente impossível. O que o general Park fez foi adotar uma política extremamente favorável ao investimento estrangeiro (óbvio, pois a Coréia não tinha capital), principalmente de japoneses (com quem ele reatou relações diplomáticas) e americanos. Não fossem esses investimentos estrangeiros, o país continuaria estagnado.

    Os japoneses investiram pesadamente em infraestrutura, em indústrias de transformação e em tecnologia, o que fez com que a economia coreana se tornasse uma economia altamente intensiva em capital e voltada para a exportação. Esse fator, aliado à alta educação, disciplina e alta disposição para trabalhar (características inerentemente asiáticas), permitiu a rápida prosperidade da Coréia.

    Era economicamente impossível a Coréia enriquecer por meio de intervencionismo simplesmente porque não havia capital nenhum no país. Intervencionismo é algo possível apenas em países ricos, que já têm capital acumulado e que, por isso, podem se dar ao luxo de consumi-lo em políticas populistas. Já países pobres não têm essa moleza (por isso o intervencionismo explícito em países como Bolívia e Venezuela apenas pioram as coisas).
  • Malthus  23/10/2014 14:02
    Aliás, esse Chang é engraçado. Ele saiu correndo da Coréia para ir morar nos EUA, e agora fica escrevendo sobre como a Coréia é maravilhosa e como os EUA são péssimos.

    Lembra até aquela tirada irônica do Paulo Francis: "Os baianos invadiram o Rio para cantar 'Ó que saudade da Bahia...'"
  • Felipe  23/10/2014 15:46
    O uso de analogia (como essa do pai e filho) é típico da esquerda e porque?

    Por que eles não conseguem explicar por a + b o por que o livre comercio é ruim

    Qualquer pessoa com cerebro entende o por que é melhor para ela ter acesso a mais produtos.

    Acontece que para contornar isso eles criam inúmeros teorias confusas e equações sem sentidos, e de tão confusa é inexplicavél, então se recorre a analogia.

    Logo fuja de qualquer um que explique através de analogias.

    As evidências empíricas são claras, você mora em um país onde se pratica o protecionismo.

    Quanto a analogia dele não faz sentido.

    para ele o pai é o estado e o filho é a indústria nascente. Como o pai pode ser o estado se o estado não produz nada, e como uma criança de 6 anos pode se compara a uma indústria?

    Ora podemos refazer a analogia dele assim, um jovem que é a indústria nascente e o pai que é uma indústria ja fortalecida.

    Se o pai está sustentando o filho e pagando sua educação para que ele possa se torna mais produtivo, ele não está agindo como um investidor? logo não seria melhor abrir a economia a investimentos externos e permitir que mais filhos tenham esse acesso?
  • Rodrigo  23/10/2014 14:05
    Você é a favor do socialismo? É a favor de que todo mundo ganhe igual independente do quanto produz? Pois bem, se você realmente é a favor do socialismo me prove pegando TODO O MES o seu salário que recebe e divida com 10 pobres que estiverem em baixo da ponte.

    Faça isso TODO O MES durante 1 ano inteiro que você vai me convencer de que é socialista.

    Do contrário, você é só mais um esperto querendo se aproveitar da riqueza de quem um dia se esforçou, estudou, batalhou, ralou.

    O capitalismo é meritocrático, se você na infância ao invés de ficar jogando bola e empinando pipa foi para a escola, estudou e tirou boas notas, você será recompensado.

    Não é justo, aqueles que na escola só zombavam dos professores, só colavam nas provas serem tão sucedidos igual aqueles que estudavam, se comportavam.

    O capitalismo é isso recompensa por produção.

    Ai vc me diz.

    Uma faxineira trabalha tanto quanto um gerente e ganha menos.

    Exato, ganha menos pq existe menos oferta para faxineira do que para gerente, e é nessa hora que o capitalismo funciona, pois aquela faxineira que se esforçar e fizer cursos profissionalizantes que muitos são gratuitos, estudar e se esforçar, vai conseguir largar o emprego de faxineira e arrumar um que o salário seja melhor.

  • Felipe  23/10/2014 15:57
    O problema também é que o estado distorce tanto a economia, com os impostos e burocracia, que torna uma pessoa pobre incapaz de acumular riquezas e assim dependente da ajuda do estado, e então para essa pessoa a culpa é do capitalismo enquanto o estado é o seu benfeitor.

    Conseguir explicar isso a um cidadão comum vai ser a tarefa do século.
  • Alan  23/10/2014 15:28
    Os pobres acham que o socialismo é bom para eles. Acho que se tornou um círculo vicioso. Os pobres tem complexo de inferioridade, por isso acham que não conseguirão obter riquezas pelo próprio trabalho e elegem políticos que prometem dar a eles um pouco da riqueza dos ricos. No final ficam sempre com as migalhas.
  • Felipe  23/10/2014 16:45
    Não é bem assim, você deve entender o circulo de dependência que o próprio estado impõem nos mais pobres.

    Pobres hoje dependem sim de alguns serviços públicos como saúde, educação e transporte para sobreviver.

    Não é simples para essas pessoas entenderem que sem impostos, burocracias, regulação a vida seria mais barata e melhor.
  • Nicola  23/10/2014 18:02
    Acredito que o liberalismo pleno e total seja tão utópico quanto o socialismo ideal.
    Portanto, apesar de muito atraentes, acho que os ideais liberais não são aplicáveis.

    Ou existe algum exemplo de sociedade 100% liberal?

    Um abraço
  • Felipe  23/10/2014 19:28
    Primeiro não há nada de utopia em nenhum dos dois, nem em uma sociedade socialista e nem libertária.

    Utopia remete a uma sociedade perfeita e imaginaria.

    Socialismo não tem nada de perfeito, é abominavel. A não ser que você considere perfeito dar tudo o que você ganha para um burocrata.

    Quanto ao liberalismo ele é apenas o melhor caminho para o desenvolvimento material e para as liberades individuais. Ninguém esta definindo isso como a perfeição, pois isso é função dos filosofos e não dos economistas.

    Além disso não é impossível, talvez sua mente fechada não permita, mas é bem possível, pois mercado é fruto das ações humanas por uma melhor satisfação, enquanto o estado não, estado é uma imposição artificial sobre nossas vidas, basta retirar ele e temos o liberalismo perfeito.
  • Vitor Vieira  23/10/2014 20:32
    100% Liberal não existe, mas há países que são estão perto disto, como Cingapura, Hong Kong(atualmente menos), Austrália, Nova Zelândia, Canadá e Suíça...

    Repare que estes países que citei são excelentes lugares para se viver.
  • Valatráquio  23/10/2014 22:51
    O maior feito desse governo 'new-age': transformar o governo em uma religião onde Deus é a pobreza e o diabo é o capitalismo.

    Só que ninguém parece notar que os 'sacerdotes' dessa nova religião vivem na pujança do capitalismo enquanto os fiéis na miséria do socialismo. Seria isso alguma novidade na história humana?

    Uma coisa eu garanto a vocês: os sacerdotes continuarão sacerdotes, enquanto os fiéis continuarão sendo... fiéis. Pelo menos aqui no bananão latino, onde a 30 anos atrás as pessoas esqueciam do que tinha acontecido 15 anos antes. Atualmente elas já esquecem do que aconteceu na semana passada.
  • Zara  23/10/2014 23:22
    Belíssimo texto. Foi no queixo de qualquer esquerdista.

    Quando será que o povo do Brasil aprenderá essa lição tão simples?...Acho que não é pro meu tempo, infelizmente.
  • Juliana  24/10/2014 11:30
    Excelente artigo. Mas, é preciso salientar uma coisa: a análise do autor pode ter sido muito acertada, porém contrasta coma a 'percepção popular' do que está acontecendo. Não é muito fácil para o senso comum fazer essa distinção entre inclusão social e inclusão comercial; o acesso à casa própria, ao carro, à restaurantes, à faculdade se misturam com as poucas beneses do capitalismo que ainda conseguem aportar aqui, e parecem uma coisa só. Ou se fosse o caso, escolheriam a primeira em detrimento da segunda. E não dá pra dizer que por falta de maiores esclarecimentos, essa escolha prevalece subentendida.

    De mais a mais, a "garantia dos direitos constitucionais" aos menos favorecidos por parte do governo - como erradicação da fome e da miséria - atualmente tem muito apelo popular. E em um país como o Brasil, o capitalismo ainda não mostrou como fazer concorrência a isso. Pode se até pensar em trocas voluntárias, mas ainda é um assunto distante. Sendo assim, continuamos a caminhar pela terceira via.

    Não obstante a isso, não só reafirmo mais uma vez a pertinência e utilidade deste excelente trabalho do Diogo, como estendo essa afirmação para seus outros artigos.

    Grande abraço
  • Um Socialista  24/10/2014 12:52
    Boa parte da crítica que o texto faz é idêntica a que a "verdadeira esquerda" faz ao atual governo.
    E dai o texto termina dizendo, de uma forma genérica, que "mais capitalismo" resolveria o problema. Mas em momento nenhum ele explica como.

    É como dizer: "Nossa! Tem uma pedra esmagando aquela pessoa! Joguem um
    caminhão de terra por cima!".
  • Um libertário   24/10/2014 13:59
    Há quase 2.000 artigos neste site que explicam justamente como fazer isso.

    Mas, se você quiser, pode ficar apenas com os do próprio autor, que é bem moderado:

    www.mises.org.br/SearchByAuthor.aspx?id=370&type=articles

    Agora, se você quiser um mais radical, pode ficar com esse :

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=285
  • Andre Luiz  24/10/2014 21:06
    "Quanto ao liberalismo ele é apenas o melhor caminho para o desenvolvimento material e para as liberades individuais. Ninguém esta definindo isso como a perfeição, pois isso é função dos filosofos e não dos economistas.

    Além disso não é impossível, talvez sua mente fechada não permita, mas é bem possível, pois mercado é fruto das ações humanas por uma melhor satisfação, enquanto o estado não, estado é uma imposição artificial sobre nossas vidas, basta retirar ele e temos o liberalismo perfeito.".

    É perceptível a contradição nos dois parágrafos acima. Primeiro se refere que ninguém está definindo com perfeição como será um mundo liberal. Depois no parágrafo posterior, o cara diz: retire-se o Estado e teremos um liberalismo perfeito.

    Define liberalismo perfeito como ausência de Estado. O que é um conceito muito restrito.

    Eu vejo muitas pessoas aqui fixadas nessa ideia de Estado. Se retirar o Estado, o que se vai ter é uma sociedade sem Estado. Não quer dizer que isso será necessariamente uma sociedade livre. Por isso não tem sentido definir essa sociedade (sem Estado) como liberal. A liberdade é um conceito mais amplo. Ela se relaciona aos atributos internos da pessoa humana, principalmente. Atributos, inclusive, desconhecidos.

  • anônimo  26/10/2014 12:54
    Andre,
    liberalismo perfeito quer dizer que ele é puro só isso, não que o sistema seja perfeita de ser o melhor para todos

    releia novamente antes de falar essas coisas
  • Andre Luiz  27/10/2014 20:22
    Eu entendi colega o que ele quis dizer. Tanto que eu tive o cuidado de por: "Define liberalismo perfeito como ausência de Estado.". Posteriormente eu emendei: "Isso é um conceito restrito de liberalismo.".

    "Essas coisas" ao qual tu te referes, é de fundamental importância para se entender a ideia de liberdade. Resolvi não me estender "nessas coisas" porque não vejo que aqui é o lugar apropriado para debater determinadas questões.
  • anônimo  01/06/2015 12:36
    Não tem contradição nenhuma, o primeiro parágrafo está se referindo ao ideal de sociedade e de homem, o segundo apenas diz que uma economia livre é a melhor ferramenta pra se chegar nesse ideal.
    Sem liberdade você não passa de um escravo de meia dúzia de putos, não precisa saber qual a sociedade ideal pra ver como isso daí é que não é.
  • Douglas  15/11/2014 18:01
    Aqui para vocês terem certeza de que somos feitos de tolos e gostamos disso.

    tribunadoceara.uol.com.br/noticias/cotidiano-2/comprar-enxoval-para-bebe-nos-estados-unidos-e-mais-barato-do-que-em-fortaleza/
  • Fabio Barreiros  31/05/2015 15:19
    Errou! É fascismo para ricos e socialismo para pobres. O que resta de capitalismo no Brasil é aquele tocado pelos pequenos empresários - formais e informais - a "odiada classe média", que é quem banca as hordas fascista e socialista, autoras dos exemplos descritos pelo Sr. Diogo Costa. Reli, reli e reli, na esperança de ser eu o desastre e não o artigo supra. Mas, não: este artigo é o maior manifesto contra o capitalismo que eu já vi em muito tempo. O que o Sr. Diogo Costa alega ser capitalismo - ao qual só ricos estariam tendo acesso - não é capitalismo: é fascismo! Não é capitalismo como aquele definido por Smith, Mises, Hayek e tantos outros. Mantido como está, sem a devida errata, Mises Brasil presta um serviço a desvirtuação do conceito de capitalismo. Aqueles com preguiça de leitura, podem assistir ao filme A Lista de Schindler, que ilustra bem o que o Sr. Diogo Costa, desastrosamente, chama de capitalismo para ricos e socialismo para pobres. Concluirão que, não sendo um caso de demência passageira, o Sr. Diogo Costa deve ser banido do Instituto. Senão, vejamos: num outro artigo, este mesmo autor, concluiu que houve "o colapso moral da ideologia" comunista. Pois se houve mesmo tal colapso, como o Sr. Diogo explica a re-projeção de poder em curso no mundo? Fruto da "ideologia" que restara, o "capitalismo"? Afinal, se houve o colapso moral do comunismo, por extensão teria de ter havido o colapso moral do socialismo, ou não? Ora: o que é o petismo senão a bem sucedida - politicamente falando - união entre fascismo e socialismo?! Como este Sr. Diego Costa pode alegar que há capitalismo neste arranjo e que a moral comunista - e, por extensão, a moral fascista e a moral socialista - faliram? Não poderia! O Sr. Diogo está equivocado, muito equivocado! E o pior é que o sujeito tem sido admirado pelo que escreve. Mas, olhando a produção do Mises Brasil como um todo, o que se percebe é um esforço enorme de comparação entre socialismo e capitalismo, sendo que não se deveria comparar elementos de classes diferentes - no português, claro: macaco com banana. O método errado, induz este e outros autores ao erro. Tanto socialismo é macaco e capitalismo é banana, que o socialismo do século XXI adotou o capitalismo para financiar-se, em especial, a dita moral que o Sr. Diogo considera falida. Este método, amplamente adotado pelo Mises Brasil e outros, só poderia dar mesmo em desastre, neste caso, intelectual. À propósito: des-astre, vem do grego "má estrela". Qualquer semelhança com o status atual da intelectualidade brasileira, não é mera coincidência. Só posso esperar que estas "autoridades miseásticas", revejam seus conceitos, peçam desculpas, se reformem, e parem de destruir o legado de Mises.

  • Fabiana  31/05/2015 20:51
    O texto em si é uma breve reflexão muito bem articulada e não uma obra do Marx...O Anônimo viajou legal na maionese! Faço minhas as respostas do Doutrinador.
  • Marcos  31/05/2015 23:32
    O texto é absolutamente correto em seu diagnóstico, mas não posso deixar de pensar que a grande "solução" dos socialistas de plantão é reforçar o assalto legalizado que atende pelo nome de fiscalização na chegada do viajante ao Brasil. Hoje em dia já são cometidas verdadeiras atrocidades, graças a existência de leis vagas, larga autonomia interpretativa para os agentes de fiscalização e falta de transparência nos procedimentos.

    Se há alguma falha no texto, está em ignorar um detalhe. Não bastam os meios de locomoção para Miami, é preciso também sorte de não ser pego na chegada ao Brasil. Se você for escolhido, corre o risco de ter o mesmo destino do viajante que é assaltado por um pivete assim que põe o pé fora do aeroporto.

    Ah, mas as coisas foram levadas por você e não foram compradas na viagem? Então você tem o ônus da prova. Senão é obrigado a pagar a derrama, ou então, "perdeu, playboy". Consegue provar tudo? Ótimo, mas contente-se em ter suas roupas íntimas reviradas, tal qual um bandido que estivesse contrabandeando drogas e armas para o crime organizado. O excesso de exação do agente é crime, mas como você pode provar se tudo é feito num canto escondido? A internet esta cheia de relatos sobre arbitrariedade terríveis.

    Aliás, o governo já vem solucionando o "problema" do excesso de capitalismo. A cota de importação por via terrestre já diminuiu. Em breve, não bastará se locomover pra Miami, será necessário morar lá.
  • Kleber Verraes  01/06/2015 18:40
    Sugiro que o autor substitua as 2 palavras do texto:

    (i) "RICO" pelo termo "OLIGARCA";

    (ii) "POBRE" pelo termo "CIDADÃO PAGADOR DE IMPOSTOS" (Taxpayer)...

    Além disto, o autor devia explicar que o sistema econômico que existe em BANANIA BRAZILIS não tem nada de CAPITALISMO.

    De fato, o autor falhou na sua análise, pois não explicou à seus leitores o que significa "CRONY CAPITALISM".
  • João Kléber  01/06/2015 19:44
    "(i) "RICO" pelo termo "OLIGARCA";"

    Ué, por quê? Para ir a Miami fazer compras só pode ser oligarca? Trabalhar como pessoa jurídica só pode ser oligarca?

    Eu faço ambas as coisas, sou um microempreendedor, pago um caminhão de impostos, e estou longe de ser oligarca.

    (ii) "POBRE" pelo termo "CIDADÃO PAGADOR DE IMPOSTOS" (Taxpayer)..."

    Por quê? Rico não paga imposto? Eu não sou pobre, mas pago uma porrada de imposto, inclusive indireto.

    "Além disto, o autor devia explicar que o sistema econômico que existe em BANANIA BRAZILIS não tem nada de CAPITALISMO."

    Explicado nos três primeiros parágrafos do artigo. Mais atenção na próxima.
  • Kleber Verraes  01/06/2015 18:44
    Relembrar é viver: Março 2013...


    "Eike Batista's ongoing financial troubles clearly show the limits of Brazil's crony capitalism.


    As a matter of fact, the current economic situation in Brazil is the result of almost a century of promiscuous relations between a heavily interventionist state, a lousy private sector and corrupt trade unions. Such market distortions have created a classic crony capitalism environment, whereas unbridled corruption and lavish spending of taxpayers' money on subsidies to oligarchs are not only acceptable, but the norm.


    Whenever one sees a billionaire like Eike Batista joining forces with an ultra-corrupt politician like Lula, one is certainly in crony capitalism territory.


    Thanks to archaic economic policies, Brazil remains one of the most closed economies in the world; allowing oligarchs like Eike Batista and corrupt politicians to become extremely rich. Thus, Brazil suffers from terrible market distortions and is crippled by the lack of modern infrastructure, such as railroads and ports; to facilitate the export of its commodities.


    Brazil's slowing economy, rampant corruption at the highest echelons of the federal government and rising inflation should serve as a powerful wake-up call. Brazil has a totally dysfunctional government and needs to change course. The country must abandon archaic economic policies of the 1950s to finally move into the 21st century; like Chile has already done. Without a fundamental change of course, Latin America's largest economy is going the way of Greece.


    Undoubtedly, Brazil is becoming neither more nor less than a full-blown kleptocracy."


    * Kleber Verraes / March 28, 2013 (BLOOMBERG.COM)


    www.bloomberg.com/bw/articles/2013-03-28/eike-batista-the-man-who-lost-25-billion-in-one-year




  • Ricardo  01/06/2015 19:45
  • jader  04/02/2016 00:11
    Está na hora de libertarmos os pobres do Brasil da condenação do socialismo. Capitalismo não pode ser apenas um privilégio dos ricos. Está na hora de levar o capitalismo para os pobres.Essa leitura deveria ser obrigatória nas escolas...
  • Ismael Souza  04/02/2016 02:20
    Prezados, me parece que o prof. Diogo Costa é bem mais letrado que eu na área, mas vou arriscar algumas dúvidas e opiniões sobre o texto. Se não me engano, a teoria do liberalismo puro está em desuso no lugar do neoliberalismo, em que o estado deve sim regular o mercado, mas de forma parcial. A questão desta divisão que o próprio professor faz entre capitalismo x socialismo, acredito eu, que seja nada mais nada menos, que a necessidade atual desta simbiose ( mercado e estado ) segundo as próprias práticas e teorias econômicas atuais. Posso estar enganado, mas importar significa comprar e exportar significa vender, com maior importação x menor exportação há um desequilíbrio comercial evidente. A economia mundial hoje está muito complexa, logo, acredito eu, que ninguém pode tentar fazer nada sozinho a nível internacional por estar inserido em um contexto político-econômico de mesma complexidade. Os escândalos de espionagens não só políticas, mas industriais, mostram isso. Eis aqui alguns pontos que talvez algum economista presente possa esclarecer em relação ao texto do prof. Diogo Costa.

    Agradecendo de antemão,

    Ismael Souza


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