Pelo capitalismo, para os pobres

Uma coisa é dizer aos ricos que eles devem cuidar dos pobres", escreveu John Stuart Mill, "outra coisa é dizer aos pobres que os ricos devem cuidar deles". O senso de responsabilidade dos ricos para com os pobres não pode substituir o senso de responsabilidade que os pobres devem ter para com eles próprios.

Não se deve confundir responsabilidade com culpa. Montesquieu dizia que um povo "empobrecido pela dureza do governo" se tornava "incapaz de grandes atos porque sua pobreza fazia parte da sua escravidão". O pobre não pode responder pela sua própria vida e a de sua família sem antes ter a propriedade sobre a caneta e a folha de respostas.

A legislação brasileira não dá ao pobre a propriedade sobre sua própria casa, a burocracia o impossibilita de se tornar seu próprio patrão, a legislação trabalhista joga sua força de trabalho para o escanteio da informalidade e o sistema tributário faz com que ele tenha que pagar preços escandinavos em produtos de qualidade subsaariana.

"Entre as coisas a serem feitas", também dizia Mill, "a mais óbvia é remover todas as restrições e todos os obstáculos artificiais que os sistemas legal e fiscal lançam sobre as tentativas das classes trabalhadoras de melhorar sua própria condição".

Essas coisas começavam a ser feitas quando Mill escrevia na Inglaterra do século XIX. Duzentos anos depois do início do século de Mill, escreve Deirdre McCloskey em A Dignidade da Burguesia,

O mundo sustenta uma população mais de seis vezes e meia maior. E contra a expectativa maltusiana pessimista de que o crescimento populacional seria um problema, o cidadão médio hoje ganha e consome quase dez vezes mais bens e serviços do que o fazia em 1800. O salário real por pessoa no mundo está dobrando a cada geração, e essa tendência está acelerando. A fome mundial nunca esteve com taxas tão baixas, e continua caindo. A alfabetização e a expectativa de vida nunca estiveram tão altas, e continuam subindo. A liberdade está avançando. A escravidão está recuando e, em particular, a escravidão das mulheres. Nos países mais ricos, como a Noruega, o cidadão médio ganha 45 vezes mais do que ganhava em 1800, estupendos U$137 ao dia. O meio ambiente — uma preocupação de uma burguesia bem de vida — está melhorando nesses países ricos.

Meus amigos socialistas olham para os ricos europeus e dizem que o capitalismo está colocando o mundo na miséria. Não sei nem por onde começar: se explicando que as políticas do welfare-state que causam crises não podem ser uma manifestação do capitalismo ao mesmo tempo em que são uma alternativa ao capitalismo, ou se mostrando que uma Europa em crise continua oferecendo um padrão de vida bastante superior a um Brasil em ritmo de Copa.

Em vez disso, convido meus amigos a se preocuparem menos com os países ricos e prestarem mais atenção no que está acontecendo com os países pobres. Nos últimos vinte anos, a pobreza mundial caiu pela metade. Esse é um acontecimento inédito na história humana. Eu olho para a Ásia e a África e vejo um capitalismo tirando o mundo da miséria.

Não é só o ambiente institucional que precisa mudar para enriquecer os pobres. Também temos que mudar o que Tocqueville chamava de "hábitos da mente" e que McCloskey chama de "conversa ética", ou "hábito dos lábios". Antes de haver a revolução industrial, houve a revolução retórica. As pessoas pararam de menosprezar o comércio e o empreendedorismo e passaram a admirar e exercitar as virtudes burguesas.

A conversa ética do nosso país precisa mudar. Se jogarmos os pobres contra o capitalismo, como vamos esperar que eles tenham um padrão de consumo capitalista? Afinal, o que querem aqueles que dizem aos pobres que o dinheiro é a raiz de todo o mal? Que os pobres fiquem longe do dinheiro, ou seja, permaneçam pobres? Ou estão ensinando que só se deixa de ser pobre pela prática do mal?

Professores de universidades públicas gostam de ensinar aos filhos dos ricos o pensamento proletário. Melhor fazem os professores de cursos técnicos quando ensinam aos filhos dos pobres as práticas burguesas, com lições em empreendedorismo e produtividade.


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SOBRE O AUTOR

Diogo Costa
é presidente do Instituto Ordem Livre e professor do curso de Relações Internacionais do Ibmec-MG. Trabalhou com pesquisa em políticas públicas para o Cato Institute e para a Atlas Economic Research Foundation em Washington DC. Seus artigos já apareceram em publicações diversas, como O Globo, Folha de S. Paulo e Estado de S. Paulo. Diogo é Bacharel em Direito pela Universidade Católica de Petrópolis e Mestre em Ciência Política pela Columbia University de Nova York.  Seu blog: http://www.capitalismoparaospobres.com


Henrique Zucatelli
Bom dia
Sei que ter capital, fundos, poupança é importante mas:
Será que os consumidores quererão os meus produtos e serviços.
Se ninguém se interessar em comprar meus produto ou serviço que eu estou vendendo?
Se surgir uma oportunidade de negócios vou perder?
Meus concorrentes oferecerem melhores produtos e serviços que eu vou ter que aprimorar meus produtos ou serviços senão vou pra falência.
Isso estou vendo do lado do produtor, fornecedor de produtos e serviços.
Do lado do consumidor:
Será que preciso desse produto ou serviço?
Se preciso vou pagar a vista ou a prazo?
Caso eu compre à vista vou ter de poupar para adquirir o produto ou serviço que quero.
Caso eu compre à prazo vou ter de calcular quanto do meu ganho posso desprender para gastar.
Qual é melhor comprar a prazos curtos ou longos?
E finamente o que não se deve fazer:
Vou tomar empréstimo para comprar bens de consumo.
Vou compra itens no cartão de débito\crédito mesmo que não tenha fundos para cobrir o mesmo.
Vou Tomar empréstimo para pagar o cartão.
Isso do lado do consumidor.
Do lado do produtor\finacista e fornecedor de serviços:
Vou produzir itens em grande quantidade, mesmo que não consiga vender tudo.
Vou me associar a políticos para que tenha venda cativa de produtos e serviços para o governo cobrando acima do mercado e oferecendo produtos e serviços ruis
Vou toma empréstimo do governo para especular a compra e venda de empresas, mesmo que não entenda o que elas produzem ou serviço que elas oferecem.
Criarei lobis junto ao governo para que os meus interesses sejam atendidos.
Se falir terei AMIGOS no governo e me dá uma mãozinha.

O item 4 é contraditório com o item 10.
O professor Mueller tem uma visão um tanto equivocada com respeito à lógica.
Tanto a lógica aristotélica, quanto a lógica simbólica, incluindo a teoria dos conjuntos, são sistemas de ordenação argumentativa orientados na direção dedutiva nos quais a inferência está ligada necessariamente às premissas.
Para que o valor seja logicamente subjetivo, temos que incluir o valor campo dos objetos predicados por subjetivo.
Ora, vejam:
Para que isso ocorra, temos de recorrer às definições desses termos, pensando no método geométrico, as definições deveriam anteceder às teses, não estar incluídas nelas. Se ocorrer essa inversão lógica, o argumento é falacioso, chamada de Petição de Princípio (vide ORGANON - Aristóteles; COPY - Manual de Lógica; pesquisem sobre método geométrico)
Além disso, para que não haja inconsistência entre os itens 4 e 8 o trabalho deveria ter sido definido, tal como o valor o foi, como subjetivo. Senão o item 8 cria uma ambiguidade na passagem (por si só) que, do ponto de vista lógico, é um condicionante. Sem tal definição, o valor parece ter uma parte subjetiva e outra objetiva e, pior ainda, somente o condicionante do valor parece ser subjetivo. Se o trabalho não for caracterizado como subjetivo, o valor é efetivado objetivamente e, portanto, é objetivo.

Uma reordenação não viciada desses itens deve começar supondo o item 4, isto é, ser uma hipótese (eliminação do item 10). Posteriormente, definir o trabalho ou, por extensão ampliativa, incluir o trabalho no item 4.
"Se "4" e o trabalho for subjetivo, então "1""2""3""5""6""7""8""9""

Outro problema, mais grave, é usar o termo subjetivo e, por extensão, objetivo como predicados lógicos, i. é., características de coisas. A distinção entre subjetivo e objetivo é maior, isto é, anterior no processo de conhecimento, do que aquilo sobre o qual a lógica trata: as relações entre enunciados. Digamos, em termos mais simples, subjetivo não é uma característica de coisas, mas de afirmações, frases (vide POPPER - Lógica da Pesquisa Científica; RUSSELL & WHITEHEAD - Principia Mathematica; TARSKI - A Concepção Semântica da Verdade). Para incluir subjetivo e objetivo no vocabulário é necessário realizar uma metalinguagem que, por definição, exigirá a suspensão e a revalidação das definições. Dizer o por que tais definições devem ser aceitas.

A tentativa de criar leis em uma ciência que sejam a priori não funcionou nem na Física (vide KANT - Crítica da Razão Pura), mesmo na matemática (vide o embate entre FREGE e HILBERT) a tentativa foi, em parte, frustrada. Esse tipo de posição, chamada de Fundacionista, é uma visão, sinto informar, ultrapassada. A exigência de indicações empíricas e construções não totalizantes é regra fundamental para alcançar qualquer teoria saudável no pensamento científico atual.

PS. Desculpem-me o tecnicismo, não tenho o hábito de escrever para leigos. Devo melhorar nesse aspecto.
Bom dia Vladimir, como vai?

Que bom que começou a entender o começo da história. Agora falta a outra metade.

Não tem como prevermos a inovação. Pode parecer pleonasmo, mas inovar é fazer o novo, algo que ninguém fez até hoje. E isso pode dar certo (ou não). Claro que quando pensamos em inovações sempre vem a mente exemplos de sucesso como Apple, Microsoft, Ford e outros. Mas nos esquecemos que estes foram os vencedores. Em seus respectivos momentos, existiram dezenas (ou até centenas) de concorrentes brigando para saber quem iria se perpetuar, e a maioria caiu no caminho, foi absorvida ou simplesmente esquecida.

Se quiser entender mais como funcionam todos esses sentimentos de um grande inventor nos primórdios de sua carreira, recomendo que leia um livro muito bom (meu de cabeceira) do próprio Henry Ford- Os princípios da prosperidade . Tenho um exemplar da primeira edição, com o autógrafo do tradutor, ninguém menos que Monteiro Lobato. É um tesouro que guardo com muito carinho.

Voltando ao assunto, como toda inovação é nova (!), precisará de uma dose maciça de confiança de quem produz, aliado ao fato de que são recursos direcionados a esse projeto, com pouca ou nenhuma certeza de que irá dar certo. Repito à exaustão: quando olhamos invenções consagradas damos um valor a elas que não existia na época.

Justamente por esse princípio, é necessária a existência de poupança para financiar esses projetos. Sem poupança, sem inovação, por melhor que seja a ideia. Se tiver interesse nesse assunto, recomendo um ótimo livro de Peter Schiff - Como a economia cresce, e por que ela quebra .

Inclusive está a venda aqui no IMB:
www.mises.org.br/Product.aspx?id=55 .

Para finalizar, é melhor entender um pouco mais sobre como funciona o socialismo, e porque ele está sempre fadado ao fracasso. Como bem ilustra a Venezuela, os defensores do socialismo desconhecem uma lei básica da economia

Um grande abraço, e ótima semana para ti.










"só consigo comprar um IPhone por 'apenas' R$ 2000,00 porque ele é produzido aos milhões. Caso grande parte da população deixasse de comprar IPhone essa economia seria menos efetiva e com certeza cada IPhone custaria mais para ser produzido. Exemplo canônico: quase ninguém compra uma Ferrari e isso não faz ela ser mais barata, muito pelo contrário, ela seria muito mais barata se todo mundo comprasse uma: seria produzida na China e se chamaria Jac. :D"

Existem duas maneiras de um produto baratear, isto é produzir em larga escala com preços reduzidos ou produzir em larga escala com preços reduzidos e não houver demanda para tal produção, isso significa que pessoas estão se abstendo do consumo ou estão em crise. Portanto, as pessoas que pouparam ontem, hoje podem estar consumindo Iphones e ferraris ou investindo em bens de capital e assim aumentando ainda mais a abundância dos produtos.
Essa situação da demanda aconteceu recentemente com o consumo reduzindo e os preços acompanhando essa redução do consumo praticando menores preços.

"Além da economia de escala existe outro fator que você desconsiderou, as indústrias de bens não são facilmente reconfiguradas para produzir bens para as quais não foram inicialmente projetadas."

Para produzir bens tem que haver capital e o último advém de poupança. Contudo, para haver poupança para a população, os impostos sempre terão que ser baixos e isso possibilitaria empresas de várias partes do mundo vir produzir aqui pelas novas medidas do governo. As indústrias vindas do exterior automaticamente estaria trazendo seu conhecimento e técnicas para tal trabalho, isso significa que o país poderá produzir bens que não eram bons. Essa situação ocorreu na Coreia do Sul, Hong Kong, Taiwan, Japão e Singapura.
Coreia do Sul não tinha LG, SAMSUNG e Hyundai, e em pouco tempo pelos investimentos estrangeiros obteve conhecimento necessário para produzir o que não sabiam, produtos de alta tecnologia e carros.
Hong Kong seria tecnologia.
Taiwan idem de Hong Kong.
Japão acho que seria o setor automobilístico.
Singapura seria produtos de alta tecnologia.
Até tempo atrás não eram bons no que fazem hoje, e em pouco tempo conseguiram a façanha de realizarem tal ato.


ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • André de Almeida Silva  14/12/2013 22:34
    Excelente artigo.
  • Jean Cherem  14/12/2013 22:35
    Eu fiz um texto sobre a deficiência do sistema de ensino na identificação dos verdadeiros problemas sociais, mas ainda não publiquei no meu blog. Achei este de vocês muito bom e vou usar como citação.
  • Thiago  14/12/2013 23:23
    Exato.
  • anônimo  14/12/2013 23:42
    Vão falar em capitalismo para esta família em Recife, onde crianças mergulham um córrego poluído para catar latinhas e garrafas pet, para tirar ganha pão da família:

    www.sbt.com.br/jornalismo/noticias/36532/Criancas-mergulham-em-rio-de-lixo-para-tirar-ganha-pao-da-familia.html#.Uqzsdtcc2bh
  • Ricardo  15/12/2013 00:49
    Quero ver é você ir até eles e explicar que:

    1) eles não têm poder de compra porque o governo inflaciona continuamente a moeda para aumentar continuamente seus gastos e beneficiar seus burocratas;

    2) eles não têm poder de compra e não conseguem comprar bens de consumo a preços baixos porque o governo impõe altíssimas tarifas de importação para proteger seus empresários favoritos, em uma clara demonstração de mercantilismo e de anti-capitalismo;

    3) eles não têm poder de compra porque, além da inflação e das tarifas de importação, há também a enorme carga tributária que incide sobre os preços dos bens de consumo, algo feito apenas para o governo privilegiar seus parasitas;

    4) eles não conseguem emprego porque o mercado de trabalho é rigidamente regulado, com encargos sociais e trabalhistas que encarecem artificialmente o preço da mão-de-obra;

    5) eles não têm títulos de propriedade sobre seus cortiços e favelas -- os quais eles poderiam vender a preços altos -- porque o governo não reconhece essa propriedade.

    Fale tudo isso para eles e veja qual sistema eles irão defender. Topa o desafio ou vai correr?
  • Douglas  15/12/2013 04:03
    Ricardo, ele já correu. Só do covarde postar como anônimo e jogar apelações como esta que ele fez mostra o grau de lucidez dele. Não refuta nada, apenas usa truques manjados.
  • Emerson Luis, um Psicologo  15/12/2013 09:39

    Artigo arrasadoramente ótimo, o primeiro parágrafo já foi devastador e o restante, idem!

    Brilhante resposta, Ricardo!

    * * *
  • Luciano  15/12/2013 21:20
    Perfeito, Ricardo.

    Acrescentaria, ainda, que essas crianças estão expostas a esse córrego poluído porque o Estado não tem a capacidade de atendê-los no tocante à saneamento básico.
  • joao  16/12/2013 03:24
    Ricardo,

    não sei o que foi melhor: o artigo ou a sua resposta. Meus parabéns!
  • Rodolfo  17/12/2013 00:24
    Então explique porque também em países com baixa carga tributária e com o mercado de trabalho desregulamentado tais fatos também ocorram...
  • Guilherme  17/12/2013 06:44
    Quais fatos? Quais países?

    Seja específico em vez de ficar em cima do muro. Pare com essa ideia de que basta soltar uma frase insinuante para fazer algum ponto. Ah, e responda ao desafio do Ricardo.
  • Cristian  16/12/2013 18:27
    Incrível. Já acompanho o Mises há bastante tempo e é raro um comentário de esquerdista que seja discutível ou mesmo honesto. Peninha e sentimentalismo é desonestidade intelectual seus hipócritas. Isso mostra que para os da esquerda "pobre é gente quase como a gente". Bom para o pobre é educação, emprego, dignidade e dinheiro no bolso!!Ainda fico estupefato de ver gente defendendo o conceito "dividir para multiplicar". Isso funciona em relações sociais/humanas não econômicas... O detalhe é que não conheço um esquerdista que não seja avarento. Como sempre digo, hipocrisia pura!
  • Rafael Isaacs  12/02/2014 18:54
    Já eu acho que o capitalismo sucateou o Estado, que historicamente está entregue ao grande capital. Hoje, o capitalismo depende fortemente de dinheiro do Estado para continuar sua acumulação de capital.
  • Tonhão  12/02/2014 19:00
    E a esquerda segue nos divertindo com sua profundidade intelectual. Primeiro o sujeito diz que o estado está sucatado (este é o termo correto). Aí, logo em seguida, ele diz que é exatamente esta sucata quem sustenta e dá dinheiro para o capitalismo.

    É nisso que dá saber apenas repetir jargões que ouviu no DA da sua universidade. Você faz papel de otário em público.
  • anônimo  12/02/2014 19:10
    Rafael Isaacs, especial para você:

    Capitalismo - a grande invenção da humanidade
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1777
  • caboclo do marajó  15/12/2013 02:28
    Se tivéssemos governantes com interesses em melhorar a vida do povão, a própria escola funcionaria como uma empresa,dando ênfase a produção, distribuição consumo das nossos recursos naturais.Aqui no Marajó, por exemplo, até empresas japonesas extorquíram o que puderam da região, deixando apenas miséria para a maioria da população ribeirinha, principalmente.Vimos como uma cidadezinha chamada CACHOEIRA DO ARARI trata de sua população, graças a essas tais "políticas publicas" que enriquecem uns e distribui miséria para o resto da população.
  • Samuel  15/12/2013 22:17
    Vejam isso...

    https://www.youtube.com/watch?v=M6ZGosLetIQ

    Assino embaixo.
  • Cauê  16/12/2013 09:24
    Vão avisar pro Bill Gates agora:

    www.youtube.com/watch?v=3TyAJZVARPw&feature=youtube_gdata_player
  • marcelo queiroz  16/12/2013 18:13
    Acredito que o capitalismo, em si, não é o culpado. A culpa é do capitalista inescrupuloso e de toda essa corja política que cria regras fazendo, com isso, o crescimento de desigualdades na distribuição de renda e na distribuição de poder.
  • Ali Baba  17/12/2013 10:07
    @marcelo queiroz 16/12/2013 18:13:36

    (1)"A culpa é do capitalista inescrupuloso"

    O socialista inescrupuloso não tem culpa nenhuma? E o mercantilista inescrupuloso? E o comunista inescrupuloso? E o anarquista inescrupuloso?

    Se o seu ponto é "a culpa é dos inescrupulosos", bem vindo ao site onde se abomina o relativismo moral.

    Agora, se o seu ponto é "ser capitalista é ser inescrupuloso", aí você tem um sério problema de raciocínio lógico, uma vez que isso contradiz frontalmente a sua declaração anterior ("Acredito que o capitalismo, em si, não é o culpado").

    (2)"crescimento de desigualdades na distribuição de renda"

    Por favor, tenha a bondade de me explicar como a desigualdade na distribuição de renda é um problema para o bem estar da sociedade. Para ajudar, aqui vão duas perguntas retóricas que podem esclarecer o ponto em questão:

    (a) Você acha que o fato de alguém ser mais rico do que você, mesmo que você tenha suas necessidades atendidas e nada lhe falte, um problema?

    Nesse caso você é um invejoso. O fato de alguém ser mais rico que você não deveria importar, já que todas as suas necessidades estão atendidas. Não há nenhum problema em ser invejoso, desde que você utilize esse sentimento para se esforçar mais no seu trabalho ou como combustível para o impelir a novos rumos empreendedorais... com isso em mente você pode aumentar a sua renda e diminuir a "desigualdade" por si mesmo.

    O que não dá é você exigir que o aparato de coerção e compulsão do estado, pelo uso da força, confisque os frutos do trabalho do rico (ou de seus antecessores) para aplacar a sua inveja. Veja que esse é de fato o único efeito dessa moralidade: você não ficou mais rico por que o rico ficou mais pobre.

    (b) Você acha que todos deveriam ter uma renda igual, ainda que um indivíduo tenha de se arriscar a perder tudo todos os dias ou que outro tenha que estudar 20 anos para chegar a uma posição de prestar um bom serviço a outros?

    Nesse caso você é um preguiçoso (e se não for, fomenta a preguiça). Você se engana ao pensar que alguém vá investir alguma coisa em troca da mesma renda que quem não se arrisca. Se engana ao pensar que alguém vai labutar arduamente e mergulhar em livros e conceitos cada vez mais abstratos, que só um punhado de gente no mundo consegue dominar, em troca da mesma coisa que o sujeito que não faz nada disso.

    Se você pensa que então essas pessoas que se diferenciaram de alguma dessas formas são dispensáveis, então há um importante desvio no seu pensamento lógico, uma vez que foram justamente essas pessoas que criaram as maravilhas do mundo moderno, entre elas os protocolos matemáticos altamente especializados da rede de computadores que eu e você estamos utilizando para esse debate.

    (3) "e na distribuição de poder"

    Aqui você tocou em um ponto chave. Realmente a distribuição de poder é algo pernicioso e que, no atual arranjo político, serve para manter aparatos coercivos e ineficientes além de espoliar as pessoas que realmente trabalham para sustentar uma corja de parasitas e preguiçosos.

    A melhor distribuição do poder é aquela gerada por um Livre Mercado.

    Algumas pessoas lêem a afirmação acima e logo pensam: "esse cara só pensa em dinheiro". Essas pessoas não poderiam estar mas erradas. Dinheirista são as pessoas que só pensam em roubar dinheiro dos outros. São os políticos populistas que engordam seus cofres enquanto distribuem o dinheiro roubado para seus compadres. São os funcionários públicos enquanto relaxam em suas cadeiras estofadas gozando do privilégio de um monopólio garantido pela legislação dos mesmos políticos acima enquanto a população precisa dos serviços que eles deveriam mas não estão prestando.

    Ser a favor do Livre Mercado é ser a favor de dar o poder para os produtores e consumidores e retirar o poder dos parasitas.
  • marcelo queiroz  17/12/2013 19:37
    Seu nome já diz tudo, Ali Babá. Mas, vamos lá:
    (1)Quem disse que ser capitalista é ser inescrupuloso foi vc que, acredito ter um sério problema de interpretação de texto;

    (2)Mais uma vez, me parece que vc carece de compreensão. Talvez porque você já chegue ao contexto armado com seu vocabulário bonito e suas teorias de rádio-relógio. Você acredita, então, que a má distribuição de renda é "saudável"? Ou o sr. pensa que isso não existe? Vc já viu de perto pessoas que carecem de necessidades básicas? Vc já viu de perto crianças trabalhando como semi-escravos para enriquecer aquele que eu chamo de "capitalista inescrupuloso"? Não argumentei em nenhum momento que o esforçado tenha que se equiparar ao preguiçoso. Me parece que vc está com algum ressentimento de algum coleguinha seu que, talvez sem sua notória formação, esteja em melhor posição sócio-econômica que a sua. E isso contradiz todo seu modelo de um capitalismo utópico. Ok. desculpe. Esqueci que vc acredita que todo vencedor alcançou seus objetivos por méritos e esforços próprios. No mundo capitalista que o senhor vive, não existem exploradores, mentirosos e, novamente, inescrupulosos.

    (3)Valeu pelo debate! Só acho que o senhor poderia ser um pouco menos agressivo! Nesta republiqueta que vivemos, vejo diariamente inflamadores de discussões que perdem meio-dia consultando sinônimos difíceis na net, mas não levantam seus rabos da cadeira nem para devolver o copo de água que pediram às suas empregadas. Quiçá tentar mudar o curso de uma sociedade desumanamente desigual. Paz!
  • Guilherme  18/12/2013 04:47
    Marcelo Queiroz, todas essas suas lamúrias já foram especificamente respondidas pelo leitor Ricardo, lá em cima. Sugiro a leitura e, em seguida, a refutação.

    Abraços!
  • Ali Baba  18/12/2013 13:30
    @marcelo queiroz 17/12/2013 19:37:02

    Eu tinha certeza que um estadista se escondia em você. Só fiz trazê-lo a tona. Vamos lá.

    (1) "Seu nome já diz tudo, Ali Babá"

    Diz o que? ad hominen. Bela maneira de começar uma argumentação.

    (2) "Quem disse que ser capitalista é ser inescrupuloso foi vc que, acredito ter um sério problema de interpretação de texto"

    Não disse isso. Eu perguntei se você tinha dito. Você disse (textualmente): "Acredito que o capitalismo, em si, não é o culpado. A culpa é do capitalista inescrupuloso...". Eu considerei que, na verdade, você queria culpar os inescrupulosos, sejam eles capitalistas, socialistas, mercantilistas ou o que for. Acreditava que você tinha cometido um pequeno deslize, já que eximia o capitalismo de culpa.

    Vejo agora que eu estava errado e, na verdade, você é um estadista que abomina o capitalismo e só começou a resposta com um "Acredito que o capitalismo, em si, não é o culpado" para tentar angariar simpatia para seus pensamentos. Não colou.

    (2) "Você acredita, então, que a má distribuição de renda é "saudável"?"

    Resposta curta e rápida: SIM.

    Elaborando um pouco mais: a distribuição que acredito que seja saudável é aquela que permite o acúmulo de capital através do trabalho e do empreendedorismo. Nesse caso, não é uma "má" distribuição, mas uma "mal" distribuição, no sentido que a renda não é distribuída de forma igualitária.

    O que temos é, de fato, uma "má" distribuição: uma distribuição perversa gerada pela distribuição entre os amigos do estado dos espólios do roubo perpetrado sobre os produtores e consumidores.

    Essa não é uma distribuição "saudável". No entanto, acho que você confundiu as duas. Pode me corrigir se interpretei errado e de fato você é a favor daquele roubo.

    (3) "Ou o sr. pensa que isso não existe?"

    Como escrevi acima, sei que isso existe.

    (4) "Vc já viu de perto pessoas que carecem de necessidades básicas?"

    Já.

    (5) "Vc já viu de perto crianças trabalhando como semi-escravos para enriquecer aquele que eu chamo de "capitalista inescrupuloso"?"

    Já. Mas já vi muitas crianças trabalhando como semi-escravos para enriquecer mercantilistas inescrupulosos (oops, acho que é exatamente isso que ocorre no Brasil).

    Também sei de muitas pessoas trabalhando como semi-escravos para enriquecer socialistas inescrupulosos (vide Cuba, China e Coréia do Norte).

    Como disse antes, o problema são os inescrupulosos, de qualquer estirpe.

    (6) "Não argumentei em nenhum momento que o esforçado tenha que se equiparar ao preguiçoso."

    Não?!?

    Ao defender uma igualdade de distribuição de renda você está defendendo exatamente isso. Talvez você não saiba disso, e por isso continua cometendo esse equivoco. Mas é exatamente o que está fazendo.

    (7) "Me parece que vc está com algum ressentimento de algum coleguinha seu que, talvez sem sua notória formação, esteja em melhor posição sócio-econômica que a sua. E isso contradiz todo seu modelo de um capitalismo utópico. Ok. desculpe. "

    Mais um ad hominen. Não... de forma alguma me ressinto de "coleguinhas meus". Me ressinto, isso sim, que políticos e funcionários públicos (que nada mais são do que ladrões vestidos com uma pele de cordeiro) recebam os frutos do espólio da sociedade produtiva. Isso, de fato, é algo que me incomoda demais. Não vou me desculpar por isso.

    (8) "Esqueci que vc acredita que todo vencedor alcançou seus objetivos por méritos e esforços próprios."

    De forma alguma acredito nessa fantasia. Eu sei muito bem o que o mercantilismo fez com a sociedade. Não seja ingênuo.

    (9) "No mundo capitalista que o senhor vive, não existem exploradores, mentirosos e, novamente, inescrupulosos."

    Existem. Chamar os capitalistas de inescrupulosos (como de forma disfarçada você fez), no entanto, é jogar fora o bebê junto com a água do parto.

    E, infelizmente, o mundo em que eu vivo não é capitalista. O Brasil é francamente mercantilista, com um viés muito importante ao socialismo. E você (presumo) também vive nesse mundo.

    (10) "Valeu pelo debate! Só acho que o senhor poderia ser um pouco menos agressivo! Nesta republiqueta que vivemos, vejo diariamente inflamadores de discussões que perdem meio-dia consultando sinônimos difíceis na net, mas não levantam seus rabos da cadeira nem para devolver o copo de água que pediram às suas empregadas."

    Também vejo muitos desses. Não fui agressivo, de forma alguma. Fui retórico (e às vezes socrático) e esse é o meu jeito de ser, de qualquer forma.

    Acho que a agressividade presumida está muito mais na sua leitura do que na minha escrita. Se tiver a bondade de reler minha primeira resposta com o coração aberto, verás a verdade do que estou escrevendo agora.

    (11) "Quiçá tentar mudar o curso de uma sociedade desumanamente desigual."

    Em tecnologia da informação (e outros ramos) temos uma máxima: "não está quebrado, não conserte". Acho que se aplica aqui.

    A desigualdade não é o problema a ser atacado, Marcelo. Abra seus olhos.

    (12) "Paz."

    Só com respeito a propriedade privada e a liberdade individual. Infelizmente estamos longe disso.
  • anônimo  30/04/2015 12:10
    O problema é que desigualdade é natural, pode sim ser indolor e ate justa e desejavel. Entretanto, a miséria, exploração, injustiças "em nome do livre mercado", como consequências infelizes mas inevitáveis.
  • Eduardo  20/12/2013 17:16
    Marcelo, acho q vc infelizmente n entendeu o ponto do Ali Babá.
    O que ele tentou te explicar é que a desigualdade social não é sinonimo de miséria, subnutriçao e ausencia de acesso a produtos básicos. Isso significa que pobreza é diferente de miséria. Muitos índices que medem a desigualdade social levam em consideraçao a renda da sociedade em questão e nao um parâmetro global em dólares, p ex. Um pobre em Hong Kong não é um miserável, visto que ele tem acesso a alimentaçao adequada, vestimenta, moradia, serviços... O que importa não é a existencia de diferença salarial, é A QUALIDADE DE VIDA DO POBRE. Ficou claro?
  • Eduardo  19/12/2013 00:46
    Esses países chegaram a tais status por serem economicamente livres, ou são economicamente livres porque chegaram a tais status?
  • Luis Gustavo  22/12/2013 18:24
    Acho sempre saudáveis debates sobre economia, crescimento, renda e busca por soluções. O texto comete alguns deslizes e contrastando com outros artigos do próprio site, entra em contradição. A primeira delas é citar no artigo a Noruega, país extremamente rico, de fato, que pertencente a Escandinávia, reconhecida pelo forte "wellfare state". Moro na Escandinávia e sei o quão intervencionista é o Estado, ao contrário do pensamento que é preconizado aqui. Logo em seguida o autor menciona uma dicotomia sobre políticas de "wellfare" que causam crises ou mesmo em crise a Europa tem um padrão de vida melhor que a do Brasil. Sem dúvida que sim, a Europa tem uma sociedade bem mais antiga e organizada e seu desenvolvimento, em parte, teve uma ajuda predatória do colonialismo, mas isso é outra história. Existem outros artigos mostrando a estagnação econômica da Suécia ou, já vi discussões sobre a eficiência da Dinamarca, outro país que adota ao extremo o "wellfare". De fato, estes países, estagnados ou não, tem uma qualidade de vida incomparável e só morando aqui para notar isso. Muito deste fato se deve justamente ao oposto da vossa filosofia. A outra parte é que eles, bem ao contrário do Brasil, têm uma excelente administração pública, menor burocracia e baixos índices de corrupção. Em suma, é uma economia mista (elementos socialistas e capitalistas) que de fato dá certo e resulta numa sociedade igualitária.
    Agora, a utopia de livre regulamentação do mercado e que este gera riqueza incontestável para uma sociedade e que seus pressupostos devem ser ensinados aos pobres (empreendedorismo, etc.) em parte é verdade (estima-se aumento da pobreza entre crianças no Reino Unido até 2020). Mas somente no campo da teoria este mundo preconizado é viável, pois os exemplos citados de que a sociedade está melhorando a qualidade de vida em termos de redução da fome, etc. é bem relativa. Diversos estudos evidenciam e a história mostra que o liberalismo acentuou, e muito, a desigualdade. A teoria de liberdade e respeito ao privado, de que somente assim se gerará riqueza de forma justa é tão utópica quanto o socialismo. Esta história de que a corrupção é somente um atributo do Estado é outra falácia, pois muitas grandes corporações corrompem e acumulam mais e mais capital (e não estamos apenas falado de empresas em países em desenvolvimento, que fique claro). Ok, falamos de capitalistas inescrupulosos, mas as pessoas são regidas pelo bem e o mal e em qualquer lado, Estado ou privado, haverá desvios. Então, esta pode não ser a única solução... O acúmulo de riqueza é tanto, que a mega indústria alimentícia no mundo é comandada por um número diminuto de companhias que, por sua vez, se fragmentam em inúmeras marcas. Isso confere a ilusão de poder de escolha do consumidor.
    Não há dúvida de que o Estado deve estimular o empreendedorismo e tecnologia e redução da burocracia, o que está faltando no Brasil. Mas a solução para o desenvolvimento apenas no trilho liberal é inviável.
    O texto é enriquecedor, mas o autor peca ao escrever, sem nenhuma fundamentação, de que professores de Universidades Públicas ensinam pensamentos proletários e que trata qualquer funcionário público de parasita. Estas generalizações são tão pobres...
  • Doutrinador  22/12/2013 21:08
    "A outra parte é que eles, bem ao contrário do Brasil, têm uma excelente administração pública, menor burocracia e baixos índices de corrupção. Em suma, é uma economia mista (elementos socialistas e capitalistas) que de fato dá certo e resulta numa sociedade igualitária."

    O único elemento economicamente socialista dos escandinavos é o imposto de renda de pessoa física, cuja alíquota máxima é bem alta. Ainda assim, esta alíquota máxima incide apenas sobre os muito ricos.

    De resto, todas as economias escandinavas são bem menos burocratizadas e muito mais desregulamentadas que a brasileira -- de tarifas de importação a direitos de propriedade, de liberdade de investimento estrangeiro a burocracia, de facilidade de fazer negócios a flexibilidade do mercado de trabalho.

    "Mas somente no campo da teoria este mundo preconizado é viável, pois os exemplos citados de que a sociedade está melhorando a qualidade de vida em termos de redução da fome, etc. é bem relativa."

    Relativa?! Quer dizer então que o mundo era mais rico 30 anos atrás? Quer dizer que havia maior variedade de bens e serviços 15 anos atrás? Quer dizer que o acesso geral a estes bens e serviços era maior 10 anos atrás? A definição de riqueza e qualidade de vida é essa. Então era tudo melhor e mais farto há uma década?

    "Diversos estudos evidenciam e a história mostra que o liberalismo acentuou, e muito, a desigualdade."

    De novo esse truque desonesto? Você estava falando de pobreza e agora, repentinamente, mudou para desigualdade. O que uma coisa tem a ver com a outra? Desigualdade não é problema nenhum; criação de riqueza e redução da pobreza é que são os objetivos.

    Se você está preocupado apenas com desigualdade, então a solução é extremamente simples: basta empobrecer os ricos. Pronto, a desigualdade estará repentinamente reduzida. Já fizeram isso na URSS, na China de Mao, na Coréia do Norte, no Camboja, na Vietnã, em Cuba etc. Estes países de fato reduziram a desigualdade de riqueza entre as pessoas. O único problema é que não criaram riqueza.

    A partir deste ponto seu comentário se degringolou e você se perdeu.

    "A teoria de liberdade e respeito ao privado, de que somente assim se gerará riqueza de forma justa é tão utópica quanto o socialismo."

    Por quê? Qual então é a fórmula mais garantida para a geração de riqueza? O autoritarismo e desrespeito à propriedade privada? Houve alguma economia que enriqueceu conjugando estas duas práticas? Qual? Substancie sua argumentação em vez de apenas jogar frases de efeito ao léu.

    "Esta história de que a corrupção é somente um atributo do Estado é outra falácia, pois muitas grandes corporações corrompem e acumulam mais e mais capital (e não estamos apenas falado de empresas em países em desenvolvimento, que fique claro)."

    Sim, todas as empresas que fazem isso são aquelas que estão umbilicalmente ligadas ao estado, seja por meio de políticas protecionistas, seja por meio de subsídios, seja por meio de agências reguladoras que fecham o mercado para proteger estas empresas, seja por meio do velho mercantilismo. E você, ao que tudo indica (e ficará ainda mais claro abaixo), defende esse arranjo.

    "O acúmulo de riqueza é tanto, que a mega indústria alimentícia no mundo é comandada por um número diminuto de companhias que, por sua vez, se fragmentam em inúmeras marcas."

    Todas elas indústrias umbilicalmente ligadas ao governo. Pesquise, por exemplo, sobre a Monsanto. Aqui no Brasil, todos os grandes potentados alimentícios recebem subsídios do BNDES, e seus presidentes são amicíssimos de políticos. E você defende isso, como ficará claro mais abaixo.

    "Não há dúvida de que o Estado deve estimular o empreendedorismo e tecnologia e redução da burocracia, o que está faltando no Brasil. Mas a solução para o desenvolvimento apenas no trilho liberal é inviável."

    Viu só? Falei que você defende o arranjo mercantilista. Você obviamente é livre para defender isso, mas ao menos seja coerente. Não impute a outros arranjos os efeitos perniciosos gerados justamente pelo arranjo que você defende.

    "O texto é enriquecedor, mas o autor peca ao escrever, sem nenhuma fundamentação, de que professores de Universidades Públicas ensinam pensamentos proletários"

    Acho que, por estar há muito tempo morando na Escandinávia, você se alienou completamente da realidade brasileira (bom pra você, tenho de admitir). Mas confesso curiosidade: como é que, morando na Escandinávia, você está perfeitamente inteirado do que se passa nas aulas das faculdades e universidades brasileiras? Ensine-me, por gentileza, este seu dom da ubiqüidade.

    "e que trata qualquer funcionário público de parasita."

    Não apenas o texto não menciona este termo, como em momento algum sequer fala sobre funcionários públicos. Prova suprema de que você quis apenas caluniar o autor.

    "Estas generalizações são tão pobres..."

    E como então poderíamos classificar a "opulência" deste seu comentário?
  • Anônimo  22/12/2013 21:23
    Nossa, o "teorema dos lugares comuns" é verdadeiro. Este comentário do pobre paraquedista - ou não, Luís Gustavo, foi coleção de pseudo-aforismos sem sentido, mal formulados e logicamente inconsistentes que nos é apresentado desde quando aprendemos a a falar.

    Esta "doutrinada" do Doutrinador foi bastante assertiva.
  • Luis Gustavo  22/12/2013 23:43
    Doutrinador,
    Cometi uma falha, realmente parasitas foi dito num comentário e não no texto do autor.
    "Mas confesso curiosidade: como é que, morando na Escandinávia, você está perfeitamente inteirado do que se passa nas aulas das faculdades e universidades brasileiras? Ensine-me, por gentileza, este seu dom da ubiqüidade."
    Meu dom da ubiquidade vem de ter estudado e lecionado em uma Universidade pública no Brasil, além do mais, hoje em dia temos acesso global as informações através da internet e rede de contatos. Conhece este dom?
    Concordo plenamente que geração de riqueza e redução de pobreza são os objetivos. Mas existe uma linha muito tênue entre o primeiro e a desigualdade, apesar de você afirmar que pobreza não tem nada haver com desigualdade. Pela lógica do exemplo citado, empobrecendo os ricos, obviamente em alusão ao comunismo, trata-se realmente de conceitos distintos. Aliás, qualquer comentário que questione um centésimo do liberalismo puro como regime é contestado de forma veemente, mas que as vezes soa arrogante, como o próprio comentário posterior do anônimo. Se desigualdade não for um problema, é uma opinião única e exclusivamente sua e de sua corrente de pensamento, pois no Brasil sim, é um problema muito sério e o maior responsável pela violência. Mas entendo que queres dizer, em consonância ao texto, se todos tiverem condições, digamos, acesso a escolas, lazer, saúde, não importa se existe classe média e super-ricos vivendo lado a lado (essa desigualdade seria a ideal). Nisso eu não discordo, o mundo seria melhor assim. O único problema aí é que isso, de fato, não ocorre na realidade.
    Seu exemplo da Monsanto e que eu defenda o mercantilismo, utilizo as palavras bonitas do comentário do anônimo, posterior ao seu: "teorema dos lugares comuns" é verdadeiro. Este comentário ... foi coleção de pseudo-aforismos sem sentido, mal formulados e logicamente inconsistentes que nos é apresentado desde quando aprendemos a falar" , que também serve para este seu argumento. Não foi a Monsanto a que me referia (passou longe), que concordo que utiliza de práticas mercantilistas, aquilo que você me acusa de defender sem sentido. Falo de Unilever, Kellogs, Pepsico, etc.
    Em suma, não estou de paraquedas, pois nas horas vagas busco ler sobre teorias econômicas e desenvolvimento de uma sociedade. A busca por informações e distintos pontos de vista, no meu ver, servem para o crescimento tanto individual como coletivo. Cheers!


  • Guilherme  23/12/2013 11:42
    Prezado Luis, creio que o artigo de hoje aborda diretamente os seus questionamentos.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1769
  • Luis Gustavo  23/12/2013 18:58
    Prezado Guilherme, obrigado pela informação. Sinceramente, apesar de divergir um pouco de algumas ideias, eu considero este site como o mais ponderado e coerente em termos de pensamento liberal no Brasil. Boas festas.
  • João Mario  17/01/2014 01:14
    Me lembrei desse artigo ao ver os rolézinhos... E a esquerda insiste em empurrar socialismo goela a baixo.
  • anônimo  17/01/2014 13:28
    Os rolezinhos começaram espontaneamente, mas agora são patrocinados pelo movimento dos sem teto.Será que se o seasteading der certo eles vão fazer o movimento dos sem seastead?
  •   18/01/2014 00:42
    Engraçado que esses rolezinhos pode:





    Esses não foram barrados. Com esses não tem PM, borracha, cacetete, nada. Esses podem fazer barulho, subir nas mesas, bagunçar, e não são barrados....
  • Thiago  18/01/2014 01:16
    Neste vídeo não houve nenhum assalto, nenhuma intimidação e nenhuma coerção. Diferença pequena, né?

    É cada celerado que surge aqui achando que tá abafando....

    P.S.: Ah, sim, também sou a favor de expulsar esses baderneiros do shopping. Mas ao menos sei diferenciar um comportamento de outro.
  • anônimo  18/01/2014 01:46
    Shoppings são propriedade privada. Se o dono não se importa com uma turba bagunceira, problema dele. Se ele acreditar que isto vai prejudicar seus clientes, ele tem todo o direito de fechar as portas.

    Zé, podemos combinar um rolezinho na sua casa? Tipo, umas 200 pessoas só?
  • Rennan Alves da Costa  18/01/2014 06:12
    Tipo isso?

    www.youtube.com/watch?v=H-gf8RG7ja0&feature=player_embedded

    Ou isso?

    https://www.facebook.com/photo.php?fbid=276960139122432&set=a.209604892524624.1073741829.208435752641538&type=1

    Ou quem sabe isso?

    www.youtube.com/watch?v=6yoytvTKrBg&feature=player_embedded

    Talvez um pouco disto:

    www.youtube.com/watch?v=i1cd-dObIn8&feature=player_embedded

    E o melhor:

    www.youtube.com/watch?v=ajK-SV3r0H8&feature=player_embedded

    As pessoas reprimem o "rolezinho" porque sabem o real significado dele: bagunça, desordem, perturbação da paz, furtos, etc. Mas a patrulha do politicamente correto não podia deixar passar batido, taxando os shoppings de "racistas", apartheid brasileiro, e todas as ideologias esquerdistas para justificar uma luta de classes. Quando me disseram que é mania de socialistas apoiarem bandidos não pensei que fosse verdade.
  • Rafael Isaacs  12/02/2014 18:07
    Se todo mundo for burgues, quem vai trabalhar??
  • Alfredo Gontijo  12/02/2014 18:40
    Mão de obra importada.

    Muito embora isso não seja necessário no Jardim do Éden -- sim, pois, se todo mundo já está rico e tem todas as sua necessidades supridas, então a escassez foi abolida.
  • anônimo  12/02/2014 18:51
    Burguês não trabalha? Entendendo o termo "burguesia" em seu sentido original ( o único que considero válido utilizar ), trabalha sim, e muito - ou você acha que é fácil tocar um negócio nessa selva estatista, intervencionista e socialista populada por seres que acham que trabalhar duro, poupar, pagar empregado, e ainda assim, conseguir ter algum lucro é algo maléfico e que morrem de inveja de quem é bem sucedido?

    Ser burguês, neste país, é ser herói.
  • Ezekyel reyes  12/06/2014 15:13
    Esse Rafael Isaacs supera a cada comentário, demonstrando claramente que só sabe ouvir lamentações dos marxistas e que não entende absolutamente nada de economia e sociedade. Esse daí é um babaca ao extremo, na certa deve ser eleitor do PSOL.


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