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Por que a economia não é um jogo de soma zero

Apesar de toda a ampla literatura disponível, ainda há pessoas que genuinamente acreditam que a economia é um jogo de soma zero, isto é, que para algumas pessoas ganharem outras têm necessariamente de perder.  Tais pessoas acreditam que a economia seria uma espécie de bolo, cujo tamanho é fixo e representa toda a riqueza disponível.  Sendo assim, cada indivíduo que se apossa de uma fatia está na realidade retirando esta fatia da boca de outro indivíduo.  A verdade, no entanto, é que este bolo de riqueza não tem um tamanho fixo; ao contrário, ele cresce de maneira tal que há cada vez mais quantidade disponível para todos.

O fundador da Escola Austríaca de economia, Carl Menger, deixou claro que, para que uma coisa possa ser considerada um bem econômico, quatro circunstâncias devem ser observadas: 1) deve existir uma necessidade humana; 2) a coisa em questão deve ser capaz de satisfazer essa necessidade humana; 3) o indivíduo deve conhecer a adequabilidade da coisa em satisfazer sua necessidade; e 4) o indivíduo deve usufruir poder de disposição sobre esta coisa.

Tendo em mente estas quatro circunstâncias às quais o austríaco condicionou a existência de bens econômicos, podemos deduzir por que a economia não é um jogo de soma zero na qual toda a riqueza possível já se encontra dada de antemão.

Em primeiro lugar, a imensa maioria das coisas, na forma como se encontram em seu estado natural, não nos permite satisfazer nossas necessidades.  Por mais que toda a matéria já exista e esteja disponível na natureza, ela não nos foi dada de uma forma que nos permita satisfazermos nossas necessidades.  A matéria tem de ser trabalhada e transformada por meio do trabalho e de investimentos.  A madeira das árvores deve ser cortada e processada para a fabricação de abrigos dentro dos quais iremos morar; as terras têm de ser aradas e cultivadas para que possamos colher alimentos que irão saciar nossa fome; o ferro e o alumínio têm de ser extraídos das minas para que seja possível a fabricação de aviões que irão nos transportar de um ponto do globo a outro.  Só é possível criar riquezas quando transformamos coisas (que não satisfazem diretamente nossos desejos) em bens (que satisfazem).  É por isso que recursos minerais que estão no subsolo não configuram riqueza por si só.  Eles têm antes de ser transformados.  E isso só irá ocorrer com investimentos maciços, mão-de-obra capacitada e tecnologia avançada.

Em segundo lugar, a incapacidade dos objetos em seu estado natural em satisfazer diretamente nossas necessidades advém do fato de que nem sequer conhecemos todas as suas combinações e usos possíveis.  A tecnologia, que é a arte de combinar e ordenar a matéria para que ela gere o resultado desejado, também não nos vem dada; antes, ela deve ser descoberta por meio da investigação e da experimentação, duas atividades que, por sua vez, requerem o uso de outros bens econômicos.  Em outras palavras, dado que não somos oniscientes, não apenas temos de criar bens econômicos a partir das coisas que nos circundam, como também temos de descobrir informações acerca de como transformar essas coisas em bens econômicos — informações que, por si só, constituem uma nova fonte de riqueza.

Terceiro e último, por mais adequado que seja um bem em satisfazer nossas necessidades, ele será totalmente inútil se não o tivermos ao nosso alcance.  A natureza pode ter sido generosa em nos agraciar com rios caudalosos por todo o planeta; no entanto, estes rios não proporcionarão nenhum serviço àquele indivíduo que se encontra no meio do deserto.  Em outras palavras, não apenas temos de produzir os bens, como também temos de saber distribuí-los aos seus usuários finais. 

Em nossos sistemas econômicos, produção e distribuição andam de mãos dadas: com o intuito de maximizar nossa eficiência na fabricação de bens econômicos, cada um de nós se especializa em produzir um ou dois bens econômicos no máximo, mesmo que necessitemos de uma grande variedade deles para satisfazer nossas mais diversas necessidades — ou seja, somos produtores especializados e, ao mesmo tempo, consumidores generalizados.

Demandamos os mais amplos e variados bens econômicos e, em troca, podemos apenas ofertar nossa extremamente limitada e específica especialização.  E, ainda assim, as trocas ocorrem.  Portanto, a maneira de termos acesso aos mais diversos bens econômicos é oferecendo em troca nossa extremamente limitada oferta de bens.  E isso ocorre por meio das trocas comerciais.

O problema é que, desde Aristóteles, a humanidade acredita que as trocas comerciais ocorrem somente entre bens com igualdade de valor.  Se o bem A é trocado pelo bem B, então necessariamente o valor de A deveria ser igual ao valor de B.  Consequentemente, nenhuma troca comercial poderia gerar valor, e sim apenas redistribuí-lo.  A interpretação alternativa (a de que o valor de A seria superior ao de B, ou vice-versa) seria ainda mais desalentadora, pois implicaria que, em toda e qualquer transação, um lado ganharia à custa do outro (ele entregaria algo com um valor objetivo maior em troca de algo com um valor objetivo menor).

No entanto, graças a Carl Menger, que popularizou a descoberta de que o valor dos bens não é objetivo mas sim subjetivo, a realidade se comprova totalmente distinta: em toda e qualquer transação comercial, cada lado atribui àquele bem que está recebendo um valor subjetivo maior do que àquele bem que está dando em troca.  Afinal, se não fosse assim — se você não valorizasse mais aquilo que está recebendo do que aquilo que está dando em troca —, a transação simplesmente não ocorreria.  Em decorrência deste fato, conclui-se que os indivíduos geram riqueza ao simplesmente trocarem bens econômicos.  Ao fazerem isso, eles estão recorrendo a um meio (trocas comerciais) para chegar àqueles fins que lhes são mais valiosos.

Em definitivo, a economia não é um jogo de soma zero, uma vez que durante todo o processo de produção de bens e serviços estamos gerando riqueza: seja quando investigamos como converter coisas em bens, quando de fato convertemos as coisas em bens, e quando distribuímos os bens por meio das trocas comerciais.

Ao contrário do que supõem os socialistas — que toda a riqueza já está criada e dada, e que é necessário apenas redistribuí-la —, o livre mercado é o único arranjo no qual os indivíduos podem se organizar de modo a incrementar ao máximo possível a oferta de bens e serviços, os quais iremos utilizar para satisfazer de maneira contínua nossos mais variados fins.

A economia, portanto, não é um jogo de soma zero, mas sim um jogo de saldo positivo e expansivo — a menos que o estado entre em cena e se aposse destes ganhos. 

O bolo não está dado e não possui tamanho fixo.  Ao contrário, ele cresce e permite fatias cada vez maiores para todos — exceto se o estado entrar em cena e gulosamente abocanhar uma grande fatia.


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autor

Juan Ramón Rallo
é diretor do Instituto Juan de Mariana e professor associado de economia aplicada na Universidad Rey Juan Carlos, em Madri.  É o autor do livro Los Errores de la Vieja Economía.


  • josé carlos zanforlin  02/12/2013 14:16
    Os argumentos são convincentes de que a economia não é jogo de soma zero.
    Qual a utilidade, pragmática ou teórica,dessa conclusão?
  • Sauron  02/12/2013 14:55
    Como assim?! Como explicitado no primeiro e no antepenúltimo parágrafo, uma das coisas que mais se ouve hoje é que a economia é um jogo de soma zero, que todas as riquezas do mundo já estão dadas e sao estáticas, e que por isso é necessário fazer uma redistribuição de renda.

    O jogo da soma zero é um dos mitos mais duradouros da economia. Nao entendi por que você acha perda de tempo desmitifcar este mito.
  • jose carlos zanforlin  02/12/2013 15:46
    Não sei, da minha indagação, de onde se pode concluir que eu acho "perda de tempo desmitifcar este mito".

    Simplesmente, não sendo economista, julgo interessante atribuir razão, qualquer razão, para não ser a economia jogo de soma zero, e não apenas demonstrar (como ficou demonstrado) que não é jogo de soma zero
  • Pedro Ivo  02/12/2013 17:09
    Qual a utilidade, pragmática ou teórica,dessa conclusão?

    [1] É teórica, pois como visto, decorre a priori de um conjunto de postulados (que estão claramente expostos em Uma Teoria do Socialismo e do Capitalismo).

    [2] "Pragmática" é uma palavra com vários significados. Se você ler o verbete de "pragmática" num dicionário de filosofia vai ver no cipoal que se meteu. Não tenho certeza do significado que você atribuiu à palavra: vou tentar responder assim mesmo correndo risco de não responder àquilo que você deseja realmente.

    [2.1] "Pragmática" como sinônimo de "empírico": Toda afirmação teórica tem implicações pragmáticas/empíricas, pois uma teoria é uma síntese que procura agrupar um conjunto de fenômenos numa explicação a partir de um conjunto de princípios. Toda teoria tem seus pressupostos (afirmações mínimas a partir das quais as d+ são derivadas: às vezes também chamados por axiomas ou postulados), e tenta a partir de 'regras de inferência' aplicadas aos pressupostos deduzir outras sentenças. Espera-se as sentenças deduzidas sejam os fenômenos referidos, ou seja: que os fenômenos concretos sejam inferíveis a partir de abstrações. Em Praxeologia (e Economia é uma das várias ciências praxeológicas) estuda-se a ação humana em suas características lógico-formais, logo, adota-se um "critério de verdade lógico-formal".

    [2.2] "Pragmática" como sinônimo de "aproximativo": teorias físicas sempre são "uma síntese que procura agrupar um conjunto de fenômenos numa explicação a partir de um conjunto de princípios". Mas também sempre são aproximativas. I.é: mesmo leis diferenciais como "E= mc2 (energia é igual à massa vezes a velocidade da luz ao quadrado)" são aproximações, pois quando você faz medições dos eventos concretos, elas são muito próximas à lei diferencial, mas sempre variam dentro de uma margem de erro. Mas economia e praxeologia não adotam um "critério de verdade pragmático", e sim um "critério de verdade lógico-formal".

    Expliquei ou compliquei?
  • jose carlos zanforlin  02/12/2013 17:19
    Explicou (e desbastou o "cipoal").
    grato

  • Pedro Ivo  03/12/2013 11:27
    Às ordens.
  • Emerson Luis, um Psicologo  02/12/2013 16:26

    Essas conclusões possuem diversos tipos de utilidade prática.

    1- Liberta-nos do complexo de vítima e da amargura de acreditar que somos necessariamente explorados;

    2- Retira o pretexto de quem busca o lucro predatoriamente, justificando que "o mercado é assim mesmo";

    3- Orienta sobre como melhorar nossa situação econômica: satisfazendo necessidades e/ou desejos dos outros para que eles satisfaçam os nossos (reciprocidade);

    4- Exorciza a crença de que o dinheiro e o lucro são intrinsecamente maus;

    5- Contribui para termos maior satisfação na vida e senso de propósito: você não age apenas pelo dinheiro e se vê como alguém que beneficia os outros e faz parte de "algo maior do que nós mesmos".

    Um provérbio judaico diz que existem três tipos de oração: a prece, o estudo e o trabalho.

    * * *
  • anônimo  02/12/2013 17:21
    A utilidade prática tem a ver com o professorzinho de história da quinta série, botando na cabeça das criancinhas como o brasil era explorado exportando cana de açúcar e importando produtos industrializados.
    Ou então mais recentemente, comprando produtos americanos.Eu me lembro como se fosse ontem, 'nós somos o quintal dos EUA' eles diziam.
    Coisa de gente que está sempre desesperada pra bancar a vítima, se você compra o brinquedo do mickey você não é um explorado nada, você sai ganhando e o vendedor sai ganhando.
    A utilidade prágmática...é se livrar de mais uma mentira esquerdista.
  • Douglas  02/12/2013 18:14
    Mas é incrível meu caro como essas afirmações de quinta série são fortíssimas e

    continuam até os dias de hoje a lobotomizar as cabeças dos jovens Brasil afora. Eu fui

    ano trasado numa aula demonstrativa do cursinho Henfil aqui em São Bernardo(um baita

    reduto de esquerdistas) e a professora de literatura teve a coragem de dizer que nós

    somos um país pobre porque fomos uma colônia de exploração e não de povoamento. É

    incrível como essas crenças continuam fortíssimas até os dias de hoje.

    Como esse povo gosta e precisa bancar a vítima.

  • Henrique  09/12/2013 21:02
    E qual a outra explicação? Sério, eu nunca acreditei muito nessa história, mas ela foi a única que me foi apresentada...

    []s
  • anônimo  09/03/2015 02:59
    O Brasil não é um país pobre. Ele tem muito mais recursos naturais que países desenvolvidos como Japão e Suíça. Se um país é pobre é por causa do povo que o habita. E se formos falar de colonização/exploração, poxa, já foram 500 anos e o Brasil também se tornou um país colonizador anos depois. Não acho que com tantos anos pra acontecer tanta coisa iria se considerar uma atribuição de mais de meio milênio atrás.
  • Adilson  09/03/2015 13:35
    Pois ela está certíssima. Ou você acha que fatos históricos ocorridos no passado não tem influência hoje? Pare de reclamar. Ninguém é obrigado a frequentar "redutos esquerdistas". Você não tem livre-arbítrio? Esses moleques de hoje são vergonha alheia total, são mais paranoicos do que pessoas que viveram na Guerra Fria.
  • kenya  31/10/2016 19:29
    A lógica´e bem simples: vitimas unidas jamais serão vencidas!!!
    Eita povo que odeia o capitalismo mas ama o capital
  • Rafael  02/12/2013 15:34
    Bom texto! Eu sempre tive dúvida sobre essa afirmação.
    Lembro que um professor do cursinho pré-vestibular onde estudo falou isso: "Pra alguém ser rico, alguns tem que ser pobres"
    Eu não sabia explicar o motivo disso estar errado e fiquei calado.
  • anonimo  02/12/2013 18:45
    Passei pelo mesmo, ele disse se "vc compra algo, alguém ficou mais rico e outro mais pobre."

    Achei sem sentido, mas não retruquei, e olha que na época sequer conhecia o IMB ou algo do tipo.

    Só uma pergunta, o cursinho é em SP? Só pra saber se é o mesmo professor...

    Obrigado.
  • Rafael  02/12/2013 19:34
    É na Grande SP,e ele é meu professor de Historia. Porém, esses maus professores estão espalhados pelo país inteiro, quase todas escolas e faculdades tem um desses.
  • anonimo  02/12/2013 19:51
    O meu era de história tb. O nome é Mannaro? Ou algo do tipo? Se for de certa forma fico feliz, pois se não for, daí é como vc falou, é uma epidemia de professores com o mesmo tipo de pensamento.

    Obrigado.
  • Pedro Ivo  02/12/2013 16:38
    A economia, portanto, não é um jogo de soma zero, mas sim um jogo de saldo positivo e expansivo — a menos que o estado entre em cena e se aposse destes ganhos.

    O bolo não está dado e não possui tamanho fixo. Ao contrário, ele cresce e permite fatias cada vez maiores para todos — exceto se o estado entrar em cena e gulosamente abocanhar uma grande fatia.


    Quem se lembra da declaração dos 'milicos' após 1964: "1º deixaremos o bolo crescer para depois redistribuir". - "A história se repete duas vezes: a 1ª como drama, a 2ª como tragédia" já dizia (e participava da dramédia) Karl Marx.
  • Marcelo Simoes Nunes  22/08/2014 17:41
    Quando se fala em valor, isto é, em valor de troca de um bem, nos referimos ao valor de mercado de um bem, que, traduzido em moeda, corresponde ao que chamamos de preço. Logo, economistas de variadas correntes e o povo em geral entendem que há uma presumida correspondência entre os valores de bens negociados. A abordagem de que o valor de troca é subjetivo, constitui, portanto, uma ideia inovadora (ainda que não nova) sobre o tema. Diria que é o óbvio que não se vê. Na pratica acontece exatamente como o autor explica, mas o que se observa no geral (como ocorre num supermercado)são os preços alinhados e definidos pelo vendedor. Esse alinhamento causa a ilusão de que os valores mercantis não sejam subjetivos, mas de fato são. A ideia é tão simples e tão óbvia que chega a ser genial.
    A sua consequência é a possibilidade de haver um aumento de capital resultante de uma simples troca. Parece uma mágica, mas não é. Esse efeito decorre da realocação dos bens. Em outras palavras o capital não cumpre sua função intrínseca se não estiver adequadamente alocado. Por exemplo, se fulano possui duas enxadas e sicrano nenhuma, o capital de fulano está sendo sub utilizado. Efetuando uma troca com sicrano, o mesmo capital dobra sua produção. É lógico portanto de a ideia do valor subjetivo somente gera esse efeito econômico se a troca envolver bens de capital, caso contrário geraria apenas mais satisfação aos negociantes. Outra questão a observar é que, embora se possa exemplificar o valor subjetivo de troca com um caso individual, em que determinado bem tenha para alguém um valor superior ao de mercado, na verdade é o próprio mercado quem define o valor médio de um bem, na interação entre vendedores e compradores, e o resultado desse confronto é a ponderação de valores subjetivos. Isto é, o próprio valor de mercado é um valor subjetivo. Fica claro também que, mesmo se alguém quiser trocar um bem, cujo valor de mercado tenha para ele, subjetivamente,um valor diferente do valor de mercado, ele vai mesmo acabar trocando o bem pelo valor de mercado, a menos que ele não se encontre em mercado, como seria o caso de alguém morrendo de sede em um deserto e diante de um único mercador com uma garrafa de água. Nesse caso ele daria todo o seu ouro por um gole. Já se ele estivesse em uma cidade, ele atravessaria a rua e compraria a água no primeiro bar que encontrasse, ao preço de mercado.
  • anônimo  22/08/2014 18:35
    Continuando: embora concorde plenamente com a ideia de que o valor de um bem é subjetivo, discordo do autor do texto em duas questões. Quando ele diz:"Só é possível criar riquezas quando transformamos coisas (que não satisfazem diretamente nossos desejos) em bens (que satisfazem). É por isso que recursos minerais que estão no subsolo não configuram riqueza por si só.", o autor incorre em algum equívoco. Explico: retomemos Menger:"Carl Menger, deixou claro que, para que uma coisa possa ser considerada um bem econômico, quatro circunstâncias devem ser observadas: 1) deve existir uma necessidade humana; 2) a coisa em questão deve ser capaz de satisfazer essa necessidade humana; 3) o indivíduo deve conhecer a adequabilidade da coisa em satisfazer sua necessidade; e 4) o indivíduo deve usufruir poder de disposição sobre esta coisa." Notem que Menger não falou nada sobre o bem econômico estar ou não disponível para ser considerado bem econômico, quem disse isso foi o autor. Exemplo: uma floresta tem um valor econômico porque ela tem dono (item 4 de Menger) e sua madeira pode satisfazer necessidades humanas (itens de 1 a 3 de Menger). Independentemente de ser ou não lavrada sua madeira, a floresta têm um valor econômico. Se fosse trabalhada a madeira, o valor subiria, acrescendo-se ao valor da floresta as despesas de processamento, mais os impostos, mais o lucro etc. Então há um erro nessa parte do texto, pois o valor da floresta independe do valor do desmatamento. A simples expectativa de uso já cria seu valor. Em outras palavras um bem natural, sem nenhum trabalho pode ter valor, pelo simples fato de ele poder ser apropriado. Se não puder ser apropriado,ninguém poderá vendê-lo, como é o caso do Sol, de fundamental utilidade mas inapropriável. Segunda observação: da onde o autor tirou essa preciosidade: "Ao contrário do que supõem os socialistas — que toda a riqueza já está criada e dada, e que é necessário apenas redistribuí-la". Marx em sua teoria do valor parece se confundir quando tenta definir o que é valor, mas sua exposição diz claramente que os bens são produto do trabalho sobre a natureza. De onde saiu esse "toda a riqueza já está criada e dada"? Marxistas e esquerdistas adoram falar da exploração do trabalhador, mas só vêem essa relação de troca negativa quando envolve questões de trabalho ou as relações entre países ("dominantes e dominados ou explorados"), fora isso, me parece, vêem a troca como um jogo de soma zero.
  • Marx contra a logica perversa do capitalismo  02/12/2013 18:14
    Lógico que é um jogo perverso de soma zero. É como no esporte: para um ganhar, o outro precisa perder. Preciso desenhar?

    KKKKKKKKK! Matei a pau!
  • anônimo  02/12/2013 21:38
    Já que riqueza não se cria, apenas se divide, por tal lógica genial do marxismo, deveríamos, ainda, estar no paleolítico, disputando (ou dividindo, segundo nosso amiguinho) punhados de frutinhas.
  • Helio Santos  03/12/2013 12:07
    Entao explica porque os modelos Socialistas fracassaram?
  • felipe  02/12/2013 22:14
    A teoria da utilidade subjetiva pode ser aplicada ao fato de que, em uma determinada economia, um jogador de futebol pode ganhar milhões de reais enquanto um trabalhador comum recebe uma renda bem inferior à dele?
    Questiono isso, porque algumas pessoas que conheço não conseguem conceber esta ideia.
    Para explicar seu posicionamento, elas sempre partem do princípio da igualdade de valor das coisas. E eu, sem sucesso, tendo explicar aquela ideia com base na utilidade subjetiva.
  • Leandro  02/12/2013 23:20
    Jogadores de futebol ganham muito porque há várias empresas patrocinando os times* e os campeonatos. E há várias empresas patrocinando os times e os campeonatos porque há várias pessoas dispostas a ver o esporte e a pagar por isso (seja indo aos estádios, seja comprando pay per view, seja simplesmente vendo na TV, que fatura alto com anúncios comerciais).

    Ou seja, as pessoas subjetivamente atribuem grande valor ao futebol.

    Podemos condenar essa postura e considerá-la uma grande bobagem. Mas o fato que tal valorização subjetiva existe é incontestável. Eu particularmente não entendo por que pessoas assistem a futebol, que nada mais é do que um mero passatempo para crianças. Trata-se de um esporte que não gera nenhum aumento da qualidade de vida do cidadão comum -- ao contrário, por exemplo, do automobilismo, cujas inovações tecnológicas sempre chegam aos automóveis de rua.


    * No Brasil, o futebol já se encontra quase-estatizado. A Caixa Econômica Federal e outros bancos estaduais patrocinam quase todos os grandes times do país. Mais um motivo pelo qual venho tendo um crescente desdém por esse esporte.
  • Fábio  03/12/2013 16:49
    Obrigado, Leandro, pela resposta.

    Sua observação, mais o fato de o valor ser subjetivo, me fizeram lembrar de ainda outra coisa.

    Trabalho num ramo específico das Artes Plásticas cujos artistas são extremamente mal pagos e desvalorizados aqui no Brasil, mas muitíssimo bem vistos, pagos e solicitados em países de primeiro mundo e com o mercado mais livre (ou menos preso) do que o nosso, como os EUA, a França, a Itália, o Japão e a Coréia do Sul.

    Essa tamanha discrepância se deve principalmente à existência da subjetividade do valor, embora eu também poderia dizer sem medo de errar que o desprezo que o brasileiro médio tem por bens de alta cultura é um fator que pesa negativamente no meu ramo. Há também o fato de que, aqui, meu setor é dominado por monopólios conluiados com políticos, e os pesados impostos mais a burrocracia desencorajam qualquer novo empreendedor de tentar competir com os medalhões que já se estabeleceram à custa de fraudes e favoritismo governamental por meio das malditas Leis de Incentivo à Cultura.
  • Alexandre M. R. Filho  03/12/2013 20:05
    Tá na cara que o Leandro torce pra algum timinho. Cruzeiro ou Galo?
  • Leandro  03/12/2013 20:21
    Olha só que beleza.

    Pressão política marca avanço da Caixa Econômica no patrocínio de times futebol

    Banco pode estar em metade das camisas da séria A em 2014

    O velho slogan "Vem pra Caixa você também" nunca foi tão verdadeiro no mundo do futebol. Num movimento crescente, o banco estatal já destina R$ 97 milhões por ano a 11 times, estampando sua marca no espaço principal de patrocínio de camisas diversas das séries A e B do Campeonato Brasileiro. A quantia ultrapassa o que o Barcelona recebeu em 2013 da Qatar Airways -- e está em viés de alta.

    Como líderes da classificação dos desembolsos para o futebol, estão Corinthians (R$ 31 milhões pela logomarca no peito e nas costas), Flamengo (25 milhões, para ocupar peito, ombro e calção) e Vasco, que receberá R$ 15 milhões por ano pelo espaço mais nobre (o peito) da camisa. Ainda na série A, três clubes recebem o mesmo valor, R$ 6 milhões cada um: Atlético Paranaense, Vitória e Coritiba. A Caixa também apoia três times de Santa Catarina, todos ainda na série B: Chapecoense (R$ 1 milhão), que garantiu acesso à primeira divisão em 2014, Figueirense e Avaí (R$ 1,75 milhão cada). A generosidade contempla ainda duas equipes a caminho da terceira divisão: Atlético Goianiense (GO), que recebe R$ 2,4 milhões, e o Asa de Arapiraca (AL), que tem contrato de R$ 1 milhão.

    A briosa equipe nordestina, aliás, é o caso mais explícito de influência política no patrocínio. O senador Fernando Collor (PTB-AL) não esconde que foi ele o intermediário do apoio para o Asa de Arapiraca, segundo consta no site oficial do ex-presidente do Brasil. E há ainda o pedido para, em troca do patrocínio, ser o banco das prefeituras das cidades dos times. É o caso de Ceará e do Sport, segundo os presidentes dos dois clubes.

    A Caixa negocia patrocínios para Cruzeiro, Atlético Mineiro, Bahia, Fluminense, Sport, Ceará e Fortaleza. Se os compromissos vingarem, o logotipo do banco estará em 17 times de nove estados do país: São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará, Goiás, Paraná, Pernambuco, Santa Catarina, Minas Gerais, Bahia e Alagoas.

    Analisando por outro ângulo: se estes contratos saírem, na pior das hipóteses - levando em conta o sobe e desce que só se define no fim da competição nacional -, a Caixa estará no peito de 10 das 20 torcidas da série A de 2014.



    Em suma: o futebol já se encontra praticamente estatizado. Mais um motivo para libertários não perderem seu tempo prestigiando essa bobagem.

    E ano que vem os motores turbo voltam à Fórmula 1.
  • Mohamed Attcka Todomundo  06/12/2013 01:03
    Palmeiras não tá na lista de pagamentos da CEF! VIVA O VERDÃO!!!! potencia da serie B, verde por fora e por dentro (ao contrario das melancias comunas)! o time mais anarquico de São Paulo e libertario do brasil
  • carlos alberto  22/08/2014 20:34
    Leandro, v ñ está bem informado:
    quem banca é o torcedor no estádio e à frente da telinha-globo;
    o q a CX EC injeta é merreca; tbem merreca é o aporte das contribuições dos bancos estatais-estaduais; some todos estes investimentos nas camisas dos clubes e apanha de goleada para o clube q menos recebe da globo. Em tempo - o público do futebol no BR é de 70 milhões! Qdo a pátria em chuteiras entra em campo passa pra pouco menos de 200 milhões. Inexiste algo mais privado q o futebol! Ou melhor inexiste algo tão independente do grande irmão qto o futebol no brasil; relaxe; ele não está estatizado nem depende do estado pra pô nenhuma. A GRANA DA TV GLOBO PROS CLUBES É DE NÍVEL GLOBAL! S BILHÕES DE REAIS.
    ABS; SDS ANARCOLIBERAIS.
  • Leandro  24/08/2014 14:32
    Merreca? R$100 milhões (and counting) para um punhado de times é merreca? Para o esporte mais popular do mundo e que poderia perfeitamente se sustentar sozinho? Somos, de fato, um povo muito cordato.
  • Brenno  03/12/2013 14:02
    Achoq ue fica mais fácil dizer apenas que:

    As pessoas recebem conforme a sociedade julga que vale o serviço delas. Existe uam demanda muito maior no Brasil, por motivos culturais, que por diverosos outros serviços muito mais essenciais.

    Além disso, trabalhadores comuns exercem serviços que não são escassos, pois praticamente qualquer um poderia fazê-lo. Esse tipo de competitividade faz com que se reduza o valor do serviço que é prestado pela "massa" em comparação a um ou outro que se destacou dessa massa com um talento que é mais valorizado pelos demais, e não tão comum na sociedade.
  • orfao batalhador  05/12/2013 11:52
    Como na Argentina, com "Futbol para todos".

    [link]cruzeiro.org/blog/o-insustentavel-futbol-para-todos/[link]

    [link]sites.duke.edu/wcwp/2010/08/06/argentine-soccer-politics-futbol-para-todos-continued/[link]
  • Gredson  02/12/2013 23:26
    Me tirem uma duvida

    Vamos supor que o bolo seja os recurso naturais que como sabemos tem uma capacidade fisica finita, quando se explora não tem mais volta. sendo assim, sempre que alguem explora algo natural(hoje), e transforma em um bem, na verdade estará retirando está fatia de outro individuo no futuro. ou estou errado?
  • Gredson  03/12/2013 00:12
    Valeu excelente artigo.
  • Antonio  03/12/2013 00:48
    Estive pensando sobre a afirmação de que foi a colonização do Brasil a responsável por ele não ter se desenvolvido, e acho que, apesar de ser colocada de uma forma a vitimizar os brasileiros, tem lá sua verdade, pois enquanto os ingleses taxavam os americanos em 1%, os portugueses taxavam os brasileiros em 18%. Então a predação estatal de Portugal foi mto maior. Dito de outra forma, sempre existiu pouca liberdade (em relação ao governo) no Brasil. Além disso, os arranjos fascistas já se destacavam desde o início da colonização, com os melhor conectados recebendo capitanias hereditárias. Veja que, apesar de mal colocada, a questão da exploração tem certo sentido, só que ela não é de indivíduos civis contra indivíduos civis, mas do governo em relação aos indivíduos.
  • Manoel  03/12/2013 01:26
    Sim, é verdade que os portugueses nos exploraram bem mais que os britânicos aos EUA. O problema é que tem gente que até hoje atribui todas as nossas incompetências e incapacidades a essa exploração ocorrida há quase 200 anos. Isso é postura de gente que não quer assumir responsabilidades próprias e que acha mais fácil simplesmente apontar o dedo para terceiros. Coisa de covarde.
  • anônimo  03/12/2013 02:08
    A Austrália foi criada colonizada com objetivo de ser colônia penal. E agora?
  • Pedro Ivo  03/12/2013 14:10
    Em minha opinião, a proibição portuguesa de que fossem instaladas indústrias/manufaturas no Brasil, + impostos, impediram que aqui se instalasse e sofisticasse uma estrutura de capital, com conseqüente ampliação da divisão do trabalho.


    Uma divisão do trabalho limitada impediu formasse-se uma cultura laboral, profissional e empreendedorial sofisticada; limitou as trocas comerciais, e daí os contratos, reduzindo o nº de casos de conflitos e negociações, impedindo ganhos em sofisticação do direito privado (contratual, cível e comercial); impediu formasse-se uma ética do trabalho, da livre iniciativa, da civilidade, do cumprimento dos acordos, das trocas pacíficas e voluntárias – e levou à uma ética estatista/intervencionista de domesticação das relações pelo poder central, de infantilização dos indivíduos, e patrimonialista de cooptação do estado para interesses particulares. Ad+, sem todas estas trocas pacíficas e voluntárias, reduzindo-se o nº de casos de conflitos e negociações, e impedindo ganhos em sofisticação do direito privado, impediu-se surgisse um mercado competitivo de leis e sentenças (um direito consuetudinário, enfim).


    A escravidão também contribuiu para menor diversificação da estrutura de capital (cada escravo comprado era investimento a menos na produtividade do capital. + trabalho braçal e menos tecnologia), e para menor diversificação da divisão do trabalho (o escravo não incrementava, com o tempo, sua capacidade produtiva. Não obtinha ganhos em capacitação, não poupava parte de sua renda, não empreendia. Não participava da divisão do trabalho especializando-se. Não desenvolvia ética de trabalho – com a decorrente frugalidade e parcimônia da poupança, honradez à palavra dada [contrato], etc..).


    A dependência da importação de manufaturados ou de Portugal, ou de quem Portugal autorizasse, criou uma cultura presentista de consumo, posto era proibido o investimento. O que se produzia podia ser usado para consumir, nunca para empreender. Tal limitou o arcabouço intelectual e laboral das elites açucareiras e mineradoras. E como Portugal comprava obrigatoriamente o que estas elites produziam, reduziu a capacidade negocial das mesmas no comércio internacional, impedindo-as de estabelecer conexões profissionais, e de formar todo o capital intelectual decorrente do comercio internacional.


    A ausência de universidades até a década de 1930 impediu todos os ganhos educacionais, técnicos e científicos afins a tudo que já citei.


    Então sim, a culpa (inicial) é de Portugal. E depois disto tem todo nosso demérito em não termos dado passos na direção oposta.
  • Andre Cavalcante  03/12/2013 16:38
    Muito bom!

    Você só esqueceu de dizer que isso tudo foi a mais de 200 anos, uma vez que, em 1808 o Rei D.João abriu os portos e, desde àquela época, já era possível ao Brasil, e a qualquer brasileiro, investir e comerciar com qualquer outro país do mundo. Só isso já seria suficiente para que mudássemos, mas não mudamos...

    Mais ainda, esqueceu de dizer que o Brasil não participou de nenhuma das grandes guerras, a última de verdade que tivemos foi no séc. XIX, enquanto países europeus e asiáticos, que participaram das guerras e foram quase totalmente destroçados, em meros 50 anos se tornaram novamente ricos e potências. Por quê? Enquanto nós continuamos sem mudar...

    Não há milagres, enriquecer requer empreendedorismo, trabalho, disciplina, poupança genuína, investimentos etc. E tudo isso depende de uma ideologia que preze a liberdade, a propriedade, a poupança...

    Creio que o problema é cultural mesmo. Não dá mais pra culpar os portugueses e a escravidão que ocorreram a 4, 5 gerações atrás pelos problemas que enfrentamos hoje. O mundo mudou, várias vezes, mas nós ainda não...

    Abraços
  • Pedro Ivo  03/12/2013 17:27
    Creio que o problema é cultural mesmo. - Sim. As ações de nossos antepassados estão vivas em nós.

    Não dá mais pra culpar os portugueses e a escravidão que ocorreram a 4, 5 gerações atrás pelos problemas que enfrentamos hoje. - Culpar não. Responsabilizar sim! Foi o que tentei enfatizar. Penso que cultura é precisamente isto: a responsabilidade do passado pelo presente.

    O mundo mudou, várias vezes, mas nós ainda não... - Esta sim é nossa tão gran culpa. Se há responsabilidade do passado pelo presente, porque não escolhemos entre os vários outros passados? Ontem como agora!
  • Leo  26/08/2014 14:02
    Pedro Ivo, fez uma analise correta e honesta intelectualmente. "A culpa inicial foi sim de Portugal." Mas e depois, porquê que continuamos no camingo errado? Ficamos mal e estamos mal porquê o governos quis continuar a dar privilégios a um grupo pequeno (trocas de favores que existem até hoje) em detrimento da liberdade para toda a população.
  • gabriel  22/08/2014 17:18
    Eramos uma colonia de exploraçao com impostos draconianos de 18%, o q deviamos ser chamados hj com mais do dobro q isso sendo taxado e muito menos revoltas se ve (ja q nesta epoca tivemos muitas revoltas localizadas no brasil)

    Geramos tanta riqueza para q a vida nem se compare com esta epoca q nao ligamos de q os impostos tenham aumentado nessas proporçoes? Chegaremos a um nivel q toda a riqueza a mais criada pela sociedade sera apropriada pelo estado ja q num determinado nivel de riqueza as pessoas preferem aceitar relutante do q de fato lutarem por menos estado?

    Ou o estado ira conseguir em algum tempo destruir a riqueza a ponto de retornarmos a uma epoca de menos riqueza ate uma inevitavel saida da zona de conforto que nos encontramos e os sufocantes impostos e regulamentaçoes sejam novamente combatidos?

    Confesso que fico receosso e pessimista com esses 2 cenarios, existem outros mais positivos?
  • Dúvida  03/12/2013 01:33
    Eu tenho algumas perguntas:
    1. O autor quer dizer então com a frase "se você não valorizasse mais aquilo que está recebendo do que aquilo que está dando em troca —, a transação simplesmente não ocorreria. " que o dono de uma grande empresa como M.Officer e Zara valoriza tanto o seu empregado que até aceita pagar uma multa por condição de trabalho análogo à escravidão. Isso é o bolo crescendo? Crescendo para quem?
    Seria o caso então do trabalhador simplesmente ir embora, é isso?

    2. Por que há dois brancos na foto? Será o grande bolo crescendo está mesmo disponível para todos?

    3. Trabalhei alguns anos em um Banco. Fui bancário. Presenciava os grandes executivos recebendo participação nos lucros na ordem das 5, 6 casas. Nós recebíamos 1 salário a a mais (o 14º). O discurso era: "sim, mas o executivo coloca sua cabeça à prêmio pelo risco". Mas e o trabalhador? Quer dizer então que eu tinha estabilidade no emprego e não sabia? Pois até onde eu vi estavam querendo flexibilizar as leis trabalhistas "em prol de um país mais competitivo". Competitivo pra quem?

    * Não precisa responder minhas perguntas. Apenas se você for um trabalhador, reflita. Dê uma lida em Antonio Gramsci. Ele fala muito sobre Hegemonia. Grosso modo é o que está-se tentando fazer neste artigo.
  • Doutrinador  03/12/2013 02:07
    1) Comprovou ser incapaz de enxergar ambos os lados. Como todo gramscista, fez a análise olhando apenas um lado -- o lado do "empregador explorador" -- e ignorou completamente o outro lado, que é o lado do "empregado explorado".

    Um sujeito que, voluntariamente, opta por trabalhar em uma empresa está, por definição, com a intenção de melhorar de vida. Ele faz isso porque quer; porque sua situação atual não lhe é atraente. Se ele está disposto a trabalhar sob determinadas condições é porque ele acha que assim ficará em situação melhor do que aquela em que se encontrava até então. A menos que você comprove que este sujeito está sendo obrigado a trabalhar para essas empresas, sem a opção de sair do emprego quando quiser, tal escolha sempre será benéfica para ele.

    2) Perfeito exemplo da profundidade intelectual de sua análise.

    3) Mesmíssimo raciocínio do item 1. Se você era bom demais para estar naquele banco, por que não saiu e foi para um emprego que realmente valorizasse seu talento? Aliás, já que você era tão talentoso, por que não foi empreender? Por que preferiu o conforto de ser um assalariado de um grande banco (setor este fortemente protegido pelo estado)?

    "Não precisa responder minhas perguntas."

    Sempre fui caridoso. E adoro me divertir com quem genuinamente acha que está abafando.
  • Quid  03/12/2013 02:18
    Você é o Doutrinador do OLODM?
  • Douglas  03/12/2013 16:35
    Foi exatamente a mesma coisa que eu pensei Quid, eu acho que é sim cara. Grande Doutrina.
  • Juno  03/12/2013 09:31
    "2. Por que há dois brancos na foto? Será o grande bolo crescendo está mesmo disponível para todos?"

    Eu ri.
  • Acabou meu país  10/11/2015 00:46
    Fico pensando no seguinte: Toda foto TEM que ter um negro? E os asiáticos? Teria que ter também... Mulheres... Homossexuais... Índios... Deficientes... E por ai vai... Mas será que vai caber tudo isso em uma foto?
    E se colocarem a foto de dois negros somente. Não seria preconceito com os brancos?
    E se colocassem somente dois homossexuais. Não seria heterofobia?
    Não consigo ver como válida uma isenção de valores que valoriza os valores, ou seja, não consigo ver o fim do racismo enquanto fizerem questão de encontrar o racismo em qualquer coisa que seja. Assim, até o branco dos meus olhos será para sempre racista.
  • anônimo  15/04/2016 17:49
    Racismo, machismo etc, são bandeiras pra criar idiotas úteis.
    Suponha que todos os machistas de uma sociedade se mudem.O que a esquerda, fabricante de eternas vítimas vai fazer?
    Arrumar novas desculpas pra culpar o homem branco hétero.
    https://en.wikipedia.org/wiki/Microaggression_theory
    Então, não se preocupem com essa besteira de machista racista homofóbico e o escambau, pq eles sempre vão te chamar disso mesmo que vc não faça nada.
  • kenji  03/12/2013 22:42
    Uma dúvida. Contratos vitalícios vão contra os princípios da escola austríaca? Lembro de um artigo em que Mises diz que contratos não são absolutos. Se alguém assinar um contrato aceitando ser escravo, não teria validade pois fere a propriedade privada. Pensei que se contratos vitalícios ferissem os princípios básicos, seria mais um argumento contra o estado adquirir poder via contrato social. Algum artigo relacionado? Grato.
  • Eduardo Bellani  03/12/2013 23:31
    Sobre contratos vitalícios:

    Uma pessoa é dona da sua opinião, e por isso sempre pode mudar-la.
    O que ela não pode fazer é tomar a propriedade da outra pessoa.

    Aqui tem um curso completo do Kinsella sobre teoria legal libertária. Recomendo.
  • kenji  08/12/2013 21:14
    Obrigado. Vou estudar.
  • Vinicius S.  04/12/2013 14:52
    Artigo muitíssimo interessante.

    Sempre refleti sobre o assunto mas sempre me faltaram argumentos sólidos para justificar.

    Agora não mais.
  • Judson Rocha Jr  20/04/2014 05:29
    Muito bom. Deveríamos ouvir isso na escola, também.
  • Observadordepirata  20/04/2014 14:22
    Quem é hoje o maior concentrador de renda no Brasil? O governo incompetente, corrupto e seus impostos que pilham a sociedade em quase 40% do pib. Independente do quanto a economia cresça, o quinhão do governo está garantido, isso se não resolverem pelo caminho aumentar ainda mais a carga fiscal.
  • Andre Cavalcante  22/08/2014 14:04
    Olha só isso:

    Dívida pública em grandes número

    E compara com isso:

    Arrecadação recorde em 2013!

    Considerando que o PIB do Brasil é de 2,253 trilhões USD ~ 5,6 trilhões Reais https://www.google.com.br/search?q=pib+do+brasil, então o governo deve 39,11% do PIB. E ainda mais, a dívida corresponde a 129,6% da arrecadação.

    Logo, se parássemos de gastar com o governo (ou seja, os gastos caíssem para zero), ainda assim levaria 1 ano 3 4 meses para pagarmos a conta!

    Como os gastos nunca caem, só fazem é aumentar, preveja como será o futuro...
  • Mário Soares  22/08/2014 13:08
    Na cabecinha de um comuna, funciona assim :"O aluninho que tira DEZ na prova, está roubando nota do outro que tira ZERO !!!"
  • Anon  22/08/2014 15:07
    Resumo: A economia não é um simples bolo que ao ser dividido vai se acabando. A economia é uma padaria que tem a capacidade de produzir não somente inúmeros bolos, assim como vários outros artigos, porém, de acordo com a demanda exigida pelos consumidores. Anon, SSXXI
  • vitor   22/08/2014 15:34
    As pessoas param para assistir futebol porque é um esporte competitivo em que não só equivale o melhor, mas também àquele que melhor se preparou e usou da estragégia. Assim,é algo inerente a condição humana, ainda que nem todos tenham a aptidão para esse esporte. Por isso que ele bem como outros esportes seja individual ou coletivo. Dessa forma fica de certa forma evidente que a condição humana é predisposta à competição.
    Por outro lado, em se tratando do quanto auferem em salários os atletas, não precisa pormenorizar muito para saber que também o gênero humano tem enorme a preço pela arte associada à competição. Assim sendo àquele que consegue vencer com beleza, isto é, vencer artisticamente, fatalmente recebera mais, porque todos lhe queram vê-lo. Por óbvio, quem tem uma marca deseja associá-la ao vencedor. portanto, sem dúvida que, se param para ver esse esporte é pelo fato de ele estar atrelado a competição que é característica inerente do humano, e se os atletas auferem grandes lucros é pela razão de que existe uma demanda em face de sua pessoa em que todos gostam de ver, admirar, além é claro de levar seu time a vitória.
  • Deilton  22/08/2014 18:14
    ruicpimenta.com/2014/08/21/sectarismo-economico-von-mises-e-seus-proselitos/

    SECTARISMO ECONÔMICO – VON MISES E SEUS PROSÉLITOS

    Por Afonso Teixeira Filho

    Acabou com o instituto mises com apenas um artigo bem coerente, usa os EUA como exemplo para criticar o liberalismo e no final solta essa:
    "O país não é, de modo algum, um país liberal. O governo intervém na economia sempre que os monopólios o exigem. E os próprios americanos não estão satisfeitos com a economia de seu país. Apenas o estão os misianos, que vivem, eles sim, um sonho utópico, uma crença mística nos poderes divinos e sobrenaturais de uma economia anticientífica e impraticável e na ressurreição de um messias escolhido entre a escória da humanidade."
  • Pedro Economista  22/08/2014 18:42
    Só pode ser brincadeira.
  • Marcelo Simões Nunes  22/08/2014 18:52
    Deilton, cara, você está no site errado. Sugiro o site do Paulo Henrique Amorim. Lá você vai encontrar os cumpanheiros.
  • Deilton  23/08/2014 21:00
    Meu caro, se você não consegue reconhecer uma ironia tão óbvia, vc nasceu da espécie errada. Deveria ter nascido burro, lhe cairia melhor.
  • Hay  22/08/2014 19:29
    Bem, é o Rui Costa Pimenta. Um sujeito desprezível, com ideias estúpidas e uma capacidade incrível de acusar todos os não-comunistas de tudo o que se pode imaginar. O PCO acusa até mesmo o PSTU de ser de direita! O programa do PCO possui a seguinte pérola:

    Para o companheiro e o PCO, a solução efetiva para os problemas que o Brasil e o mundo enfrentam hoje só podem ser encontradas na superação do capitalismo pelo socialismo e através da substituição da propriedade privada dos meios de produção e a exploração do homem pela propriedade coletiva.

    Acho que não preciso falar mais nada. É só ler o lixo de programa da bosta de partido que é o PCO. Ele só fica brabinho com ditaduras porque ele não teve a chance de matar uns milhões para ficar satisfeito.
  • Sergio  23/08/2014 16:52
    Acabe com o fundo partidario e estes partidos morrem.
  • ex_FP  23/08/2014 00:32
    Prezado, na verdade vejo isso como um elogio.

    Não sei se vocês acessam todo tipo de mídia como eu acesso (desde revistas "reacionárias" como Veja e "chapa branca" como Carta Capital, adoro as alcunhas), mas o movimento Liberal cresceu MUITO, e, ao contrário do discurso batido de quem defende mais estado, os liberais estão dando um banho de lógica e de argumentos - no próprio terreno dos estatistas!

    O que quero dizer com isso? As idéias liberais estão a incomodar de verdade esse status quo de nosso país, e, os defensores do estado máximo, sabendo que as idéias são uma ameaça, tratam rápido de usar a arma da desqualificação tentando fazer associações espúrias e determinísticas das idéias liberais com governos totalitáros. Qual a idéia desse texto? Associar "Mises - Liberalismo = Fascismo" já que a cultura de nosso pais definiu que "diferente do definido pela linha politica atual = fascismo", assim, em qualquer discussao que o nome "Mises" for levantado, pessoas farao essa associacao. Ja falavam isso do "Neoliberalismo", mas pra eles decidirem dar nome aos bois (como Mises) e porque o negocio ficou feio.
  • Luciano  23/08/2014 13:28
    Falam isto, os caras que defendem combater a inflação com congelamento de preços...
  • Daniel Zhe  02/09/2014 20:15
    Li todo artigo do site do Rui Costa e agora estou com medo de ter pego câncer. Droga.
  • Marx contra o Golias capitalista  22/08/2014 18:46
    É inegável que o capitalismo é um jogo perverso de soma zero. Exemplos comparativos não faltam: para um time de futebol ganhar, o outro tem de perder. Para um atleta ganhar o ouro na corrida, precisa derrotar os outros sete atletas. Ato contínuo, para um país ser rico, precisa explorar outros. EUA, França e Alemanha "arrancam o couro" dos pobres africanos; A China capitalista explora seu próprio povo em nome das grandes multinacionais e sua sanha sem fim por lucros e mais lucros. Enfim, empresários no mundo inteiro vivem como marajás porque não dão a mais-valia a quem realmente produz a riqueza: o pobre trabalhador.
  • Marcelo Simoes Nunes  22/08/2014 19:29
    Marx contra Golias - ... coitado, você deve ser + um trabalhador explorado a soldo do PT. Porque não pede a conta?
  • Pobre Paulista  22/08/2014 21:37
    E os Trolls exploram a paciência dos editores e comentaristas.
  • Diego Miranda  23/08/2014 02:47
    Veja bem, Marx contra Golias, o negócio aqui no meio dos liberais é bastante simples, e acredito que com tanta propriedade no discurso você consiga fazer também: por que não tenta refutar os argumentos apresentados no artigo antes de disparar besteiras para todos os lados? Fica a dica!
  • Estevam  23/08/2014 21:17
    Impressionante a demonstração de desconhecimento a respeito do capitalismo, mesmo se considerarmos a origem marxista do termo.

    Enfim, jogo de soma zero é aquela baseada em coerção, onde o valor subjetivo adquirido é sempre mais baixo do que o cedido.

    Para os incapazes fica o exemplo: nunca estamos satisfeitos com o retorno dos impostos.
  • Daniel Zhe  02/09/2014 20:20
    Trollar é uma arte. Acho que tu foi explícito demais, mas parece que pegou alguns.
  • Pedro Economista  22/08/2014 19:25
    Recadinho aos MAVs de plantão:

    Falem bem ou falem mal, mas continuem falando de nós.

    Vlw pelos comentários.
  • Aquele que tudo vê!  22/08/2014 19:44
    Isso se chama seleção natural!
  • Dom Comerciante  23/08/2014 01:06
    Parece que a comunistada entrou em desespero hoje, pois estão chovendo trolls por aqui hoje. Eles não tem argumentos para defender suas teses e escolhem como de costume, atacar gratuitamente, bando de detratores.
    Eu estou intrigado como os comunistas descobriram a existência do Mises Institute e já estão soltando pérolas e difamações sobre Ludwig von Mises. Estava lendo o artigo referenciado acima:
    Deilton
    ruicpimenta.com/2014/08/21/sectarismo-economico-von-mises-e-seus-proselitos/

    E resolvi ler outro que chamou atenção:
    ruicpimenta.com/2014/08/20/von-mises-o-guru-dos-imbecis/

    Parece que começamos a incomodá-los e exatamente como o Mises Institute havia previsto, nos consideram como de direita e apoiadores do fascismo entre outras distorções.
  • anônimo  23/08/2014 13:07
    Argumento que é bom, nenhum. É só 'Mises malvado, amigo de ditadura'
  • Tux  24/08/2014 07:53
    Pior que é tanta desonestidade que eles pegaram o parágrafo do livro:

    Não se pode negar que o fascismo e movimentos semelhantes, visando ao estabelecimento de ditaduras, estejam cheios das melhores intenções e que sua intervenção, até o momento, salvou a civilização europeia. O mérito que, por isso, o fascismo obteve para si estará inscrito na história. Porém, embora sua política tenha propiciado salvação momentânea, não é do tipo que possa prometer sucesso continuado. O fascismo constitui um expediente de emergência. Encará-lo como algo mais seria um erro fatal.

    Cortaram só a parte de cima e ficou:

    Não se pode negar que o fascismo e movimentos semelhantes, visando ao estabelecimento de ditaduras, estejam cheios das melhores intenções e que sua intervenção, até o momento, salvou a civilização europeia. O mérito que, por isso, o fascismo obteve para si estará inscrito na história.

    E ignoraram a parte logo acima no mesmo livro:

    Muitas pessoas aprovam os métodos fascistas, muito embora seu programa econômico seja totalmente antiliberal e a política econômica totalmente intervencionista, porque está longe de praticar o vandalismo que tem caracterizado os comunistas como os arqui-inimigos da civilização. Ainda outros, completamente conscientes do mal que a política econômica fascista encerra, consideram o fascismo, em comparação com o bolchevismo e o sovietismo, pelo menos, um mal menor.

    Esses caras sempre usando de ditaduras para se fazer de coitados. Quem se prepara para guerrilha usando rifles, treinados em Cuba, para enfrentar exércitos não é nenhum coitadinho não. Uma quadrilha quererendo tomar toda propriedade privada de um país que foi formada desde sua fundação usando armamento militar não é algo que possa ser considerado minimamente normal, convenhamos. Qualquer um reconheceria isso. Por favor, no mínimo isso tem que ser considerado megalomaníaco.

    Eu não sou nenhum historiador, mas é fácil ver que a ditadura dentro do contexto da época impediu que houvesse um terror maior no brasil, qualquer pessoa percebe isso com clareza. Agora isso significa que sou a favor de estados militares? Para uma pessoa concluir isso ou ela é muito estúpida ou ela está se fazendo de estúpida.

    Como Mises diz no mesmo livro:
    Ora, não se pode negar que o único modo pelo qual alguém possa oferecer resistência efetiva contra assaltos violentos seja por meio da violência. Contra as armas dos bolcheviques, devem-se utilizar, em represália, as mesmas armas, e seria um erro mostrar fraqueza ante os assassinos. Jamais um liberal colocou isto em questão. O que distingue a tática política liberal da do fascismo não é uma diferença de opinião relativa à necessidade de usar a força armada para resistir a atacantes armados, mas uma diferença na consideração do fundamento do papel da violência na luta pelo poder. O grande perigo que ameaça a política interna na perspectiva do fascismo reside na sua total fé no decisivo poder da violência.

    E no mesmo livro brilhantemente valoriza as ideias ao invés da força como um processo de formação:

    A repressão pela força bruta é sempre a confissão da incapacidade de fazer uso do melhor, isto é, das armas do espírito — melhor, porque somente elas prometem o êxito final. É este o erro fundamental de que padecem os fascistas e que, em última análise, causará sua derrocada.

    E Mises ainda no mesmo livro diz que os próprios revolucionários devem muito aos liberais!:

    Os inimigos militaristas e nacionalistas da Terceira Internacional sentiram-se ludibriados pelo liberalismo. O liberalismo, assim pensavam, contivera sua mão, ao desejarem esmagar os partidos revolucionários, quando isto ainda era possível. Se o liberalismo não tivesse impedido, teriam cortado pela raiz, assim acreditavam, os movimentos revolucionários.

    Ou seja, o Afonso Teixeira Filho pegou trechinho do livro do Mises para apontar e dizer "Olha lá, ele apoia a ditadura". Mas ele nem sequer leu.. Quem perdeu com isso foi o próprio Afonso Teixeira Filho, pois ninguém mais vai confiar no que ele escreve.
    Olavo de Carvalho escreveu um artigo justamente sobre isso:
    Aqui

    Quem quiser ler o livro do Mises original:
    Aqui
  • anônimo  02/09/2014 21:41
    O que mostra como MAV é BURRO, eles acham que alguém aqui se preocupa com Aécio ou Marina...pfff
  • Edson Jr  23/08/2014 19:20
    Se fosse criada, no Brasil, a seguinte lei:

    - A oferta monetária deverá ser, invariavelmente, de 1 trilhão de reais.

    Dessa forma, não haveria possibilidade de aumentar, nem diminuir, a quantidade de dinheiro na Economia. Tal respaldo jurídico teria a mesma eficiência de uma moeda lastreada em ouro?
  • anônimo  03/09/2014 02:23
    claro, no dia em que as leis forem eternas e não existir possibilidade de mudar conforme os ventos da opinião pública e aleatoriedades ou seja jamais em um sistema de poder centralizado.
  • Andre Cavalcante  04/09/2014 17:19
    anônimo, creio que a questão do Edson Jr é mais um exercício teórico que uma possibilidade real. De fato, em um regime centralizado, o qual é o único possível para se impingir uma lei dessas, nunca faria tal coisa, pois seria diminuir a sua possibilidade de financiamento, portanto, o seu poder.

    Mas, se algum dia tivéssemos uma oferta monetária fixa, o que aconteceria é que haveria uma deflação nos preços proporcional ao aumento da produção, a qual é proporcional ao aumento da produtividade. Também veríamos a poupança explodir. E o governo, não podendo mais fazer inflação para se financiar teria que se valer de outros expedientes.

  • Gregor  08/04/2015 19:18
    Engraçado.
    Produzimos alimentos suficeinte (dá e sobra) para acabar com a fome no mundo,
    um bilhão de pessoas passam fome (claro! Culpa dos governos vocês vão dizer)
    E se o bolo só aumenta (outra falácia, vide pauperização galopante no mundo), quando estivermos consumindo como os americanos precisaremos de novos planetas para explorar...
  • Mendes  08/04/2015 20:12
    "um bilhão de pessoas passam fome"

    Já começou mentindo desavergonhadamente, hein, cidadão? (Óbvio, o que seriam das esquerdas sem a mentira?).

    Segundo uma fonte esquerdista, o site progressista Huffington Post, a fome está diminuindo no mundo. E, entre os 805 milhões (e não 1 bilhão como você disse) de desnutridos, todos se encontram em paraísos estatistas, como Haiti e ditaduras africanas.

    "E se o bolo só aumenta (outra falácia, vide pauperização galopante no mundo),"

    Segunda mentira deslavada. "Pauperização galopante"? Mande uma única fonte dizendo que o mundo é hoje mais pobre do que há dez anos. Só uma.

    esse artigo mostra dados que comprovam que o mundo nunca esteve tão rico.

    De novo, o que seria da esquerda canalha e hipócrita sem a mentira? Essa gente só ganha adeptos pela mentira. Impossível qualquer diálogo honesto com gente assim.

    E para coroar:

    "quando estivermos consumindo como os americanos precisaremos de novos planetas para explorar"

    Ou seja, primeiro ele diz que estamos ficando mais famintos e empobrecendo. Aí, na mesma frase, o cidadão emenda dizendo que jamais deveremos aspirar ao padrão de vida americano. Ou seja, estamos com fome, empobrecendo, mas não podemos de maneira nenhuma tentar nos aproximar dos americanos, senão o planeta some. Logo, tudo tem de ficar com está.

    E gente assim vota.
  • Edujatahy  03/09/2015 17:03
    Caro Mendes,
    Não se surpreenda se o esquerdista retrucar "mas 805 milhões são aproximadamente 1 bilhão".

    Afinal, a diferença é de APENAS 195 milhões.

    E o que são 195 milhões de vidas para os genocidas da esquerda afinal? Não muito...
  • Erickson Gomes  03/09/2015 05:15
    Meio que cai nessa postagem por acaso, mas achei o tema interessante e resolvi lê-la. Gostaria de sanar alguma dúvida com alguém que defende o que é abordado no texto. É dito que geramos riqueza constantemente a partir do momento que atribuímos função a algo, como por exemplo o ferro, para construção de aviões para nos transportar. Minha dúvida surge exatamente nesse ponto, porque na minha cabeça realmente geramos riqueza com a coleta de recursos naturais, mas chegará um ponto, mesmo que muito mais a frente em que esses recursos se esgotarão. Em algum momento não terá mais ferro pra extrair das minas. E aí, como será possível produzir riqueza quando não podemos de fato gerar nada novo, já que mesmo que aquele ferro seja usado pra construir alguma coisa diferente, já que a riqueza que ele gerou foi simplesmente pelo fato de ele ter sido extraído (de um lugar onde ele aparentemente não possuía valor) e vendido?

    Reparei que o post é antigo, mas se alguém responder mesmo assim eu ficaria grato.
  • Guilherme de Luca   11/04/2016 04:44
    Galera, estou no ensino médio e preciso dizer, não tenho professores com visões políticas e econômicas muito variadas, o que é demasiadamente comum em instituições federais. Um dos professores disse que enquanto uns ganham, outros perdem (o mesmo argumento que o texto vem refutar), e eu o contrariei. Perguntei a ele o seguinte: "Se as coisas são realmente como o senhor diz, como você explica o fato de independentemente da classe social, no decorrer da história as pessoas parecem sempre ter mais do que antes?". E ele respondeu: " Ele disse que bens estão sendo gerados pois há recursos disponíveis, e é por isso que a riqueza tende a aumentar. Mas dado que o planeta é finito, quando esses recursos se esgotarem voltaremos a situação de soma zero". E foi justamente por causa desta expressão, soma zero, que cheguei aqui. No momento não tive como rebater, e mesmo depois de ler o texto, ainda não consigo. Alguém pode me ajudar? Fico preocupado pois ele obteve grande aceitação dos alunos, e se o que ele está falando está errado, a geração que sai da escola este ano pode estar toda contaminada. Desde já agradeço a quem responder.
  • Roberto  11/04/2016 11:50
    Se esse argumento fictício foi o único que restou a ele, então parabéns, você ganhou o debate e humilhou seu "professor".

    Se todo o argumento que uma pessoa tem se resume a "sim, é você está certo, mas tudo isso vai acabar quando os recursos naturais se esgotarem (algo que não irá ocorrer)", então ele concedeu derrota.

    No mais, queria entender por que, segundo ele, quando os recursos naturais "se esgotarem" voltaremos à idade da pedra. Ué, mas e tudo o que já foi construído? Evaporaria?
  • Guilherme de Luca  15/04/2016 00:27
    Obrigado pela resposta Rodrigo, o artigo que você citou esclareceu minhas dúvidas.


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