O básico sobre o Obamacare
Na seção final de Ação Humana, Ludwig von Mises declarou ser um "dever cívico primordial" estudar e entender as lições da economia.  A crescente fúria do público americano em relação aos efeitos do Patient Protection and Affordable Care Act (Lei de Proteção ao Paciente e de Assistência Acessível) — popularmente conhecido como ObamaCare — ilustra perfeitamente o argumento de Mises.

Ninguém tem o direito de se surpreender com o fato de que milhões de americanos estão tendo seus atuais planos de saúde cancelados (dentre eles este furioso articulista).  Tal resultado era óbvio desde o início.  Adicionalmente, o hilário problema no website do governo, HealthCare.gov, que estreou dia 1º de outubro e até hoje não consegue processar inscrições para planos de saúde, são meramente uma diversão secundária.  Os reais problemas com o ObamaCare são muito mais profundos do que um simples site estatal que não funciona como deveria.

A estrutura básica do ObamaCare

O Affordable Care Act (ACA) foi promulgado no dia 23 de março de 2010.  Há várias cláusulas que começam a valer em etapas distintas, até 2020.  Para os propósitos deste artigo, há quatro elementos essenciais do ACA que merecem nossa atenção:

  • Os planos de saúde são legalmente obrigados a fornecer cobertura a todos os requerentes, independentemente de seu histórico médico.  Para isso, haverá um sistema parcial de "classificação comunal" para os prêmios, o que significa que os planos de saúde terão de estipular seus prêmios baseando-se (majoritariamente) na geografia e na idade dos requerentes, e não no sexo ou nas condições médicas pré-existentes.
  • As apólices dos planos de saúde terão de atender a padrões mínimos (chamados de "benefícios essenciais de saúde"), o que inclui não haver um limite máximo para indenizações anuais ou vitalícias das empresas seguradoras para uma apólice individual.
  • Absolutamente todos os cidadãos dos EUA são obrigados a comprar um plano de saúde.  Haverá isenção apenas para determinados grupos religiosos.  Os mais pobres que se declararem incapazes de arcar com os custos dos prêmios receberão subsídios do governo federal.  Haverá também "mercados de intercâmbio de planos" em nível estadual para auxiliar estes indivíduos.
  • Haverá uma "obrigatoriedade aos empregadores" que penalizará empresas com mais de 50 empregados caso elas não paguem os planos de saúde de seus empregados que trabalham em tempo integral — no caso, aqueles que trabalham 30 horas ou mais por semana.

As consequências premeditadas

Há motivos para as cláusulas específicas acima, as quais, para um completo leigo em economia, podem parecer superficialmente sensatas.  Obviamente, antes da promulgação desta lei, havia milhões de americanos sem nenhum plano de saúde.  Embora muitos deles ainda fossem jovens e saudáveis — que imaginavam poder se arriscar sem ter um plano de saúde —, havia vários que realmente queriam cobertura mas que não eram capazes obter nenhuma, seja porque era muito caro ou porque havia recusa das seguradoras pelo fato de o indivíduo já apresentar alguma condição médica.

Agora, dado que o governo queria obrigar as pessoas a comprar planos de saúde e queria obrigar as seguradoras a conceder planos de saúde para todos os requerentes, tinha de haver regras específicas estipulando o valor dos prêmios que elas poderiam cobrar, bem como o mínimo que elas deveriam oferecer.  Caso contrário, as seguradoras poderiam simplesmente dizer: "Muito bem, presidente Obama, iremos de fato fornecer uma apólice para qualquer requerente — até mesmo para aquele que já apresentar câncer no cérebro.  O único detalhe chato é que o prêmio anual para pessoas com câncer no cérebro será de US$2 milhões.  E teremos também de limitar nossas indenizações a US$100 por ano.  E então, quem vai querer apólices?  Ficaremos extremamente felizes em nos sujeitarmos a esta nova lei".

Dando sequência à lista, consideremos a obrigatoriedade individual, a qual exige que (praticamente) todo cidadão americano adquira um plano de saúde.  O motivo desta cláusula é evitar aquilo que é conhecido como seleção adversa.  Se as seguradoras fossem obrigadas a fornecer cobertura para todos os requerentes e se os indivíduos tivessem a liberdade de decidir entre comprar ou não um plano de saúde, então as seguradoras rapidamente iriam à falência.  Afinal, pessoas saudáveis poderiam simplesmente cancelar suas apólices — não mais tendo de pagar os caros prêmios —, e então comprar uma apólice apenas quando elas estiverem doentes.  Isso seria igual às pessoas comprarem seguros de veículos somente após terem se envolvido em um acidente; é óbvio que não seria nada racional para nenhuma empresa oferecer seguro em um ambiente assim.

Porém, dado que o governo irá obrigar todos os indivíduos a adquirir um plano de saúde, era então necessário oferecer subsídios e outros mecanismos para garantir que esta obrigatoriedade seria exequível.

Finalmente, a obrigatoriedade do empregador em pagar o plano de saúde de seus empregados foi ostensivamente incluída com o intuito de minimizar os distúrbios no sistema.  Na ausência desta obrigatoriedade, temia-se que os empregadores abandonassem os planos de saúde que já pagam atualmente para seus empregados e lhes dissessem para utilizar o novo mercado estadual de intercâmbio de planos.  O motivo de restringir esta obrigatoriedade às empresas maiores (com 50 ou mais empregados em tempo integral) e aos empregados em tempo integral (aqueles que trabalham 30 horas ou mais) é que seria desarrazoado e contraproducente impor exigências tão caras — as quais podem chegar a milhares de dólares por ano por empregado — às pequenas empresas ou até mesmo a uma grande empresa que trabalhasse macicamente com empregados de meio expediente.

Os efeitos "não-premeditados", porém totalmente previsíveis

Os americanos estão agora vivenciando os efeitos indesejáveis do ACA.  Tais efeitos estão sendo tipicamente descritos como "não-premeditados".  No entanto, este adjetivo é incabível, uma vez que tais resultados eram totalmente previsíveis e de fato foram previstos por vários economistas pró-livre mercado no debate que antecedeu a aprovação do ACA.  Os mais cínicos podem corretamente especular que pelo menos alguns dos defensores do ACA sabiam perfeitamente bem que as consequências seriam insustentáveis, o que levaria o público a pedir ainda mais intervenções federais no sistema de saúde.

A consequência mais óbvia é um acentuado encarecimento nos prêmios das apólices de vários americanos.  Isso já está ocorrendo.  Tão logo as coberturas tornadas obrigatórias pelo governo estejam totalmente em vigor, o encarecimento contemplará a todos.  O maior aumento irá ocorrer em locais que atualmente oferecem políticas mínimas, com grandes deduções e baixas indenizações. Por exemplo, segundo este artigo da CNN, funcionários do governo estimam que, na Flórida, os prêmios de um plano "prata" irão encarecer algo entre 7,6 a 58,8%, ao passo que em Ohio estima-se um aumento médio de 41%.

Agora, mesmo que a quantia oficial que determinados indivíduos irão pagar por seus planos de saúde diminua, a real questão é se esta redução será mais do que compensado pelo aumento nos impostos necessário para cobrir todos os novos subsídios que serão concedidos a indivíduos pobres que não são capazes de satisfazer a obrigatoriedade individual (que obriga todos os indivíduos a adquirir um plano de saúde).  Retrocedamos um pouco e analisemos o cenário como um todo: sob o ObamaCare, milhões de novas pessoas irão repentinamente sair à procura de mais serviços médicos do que antes.  Não há nada na nova lei que irá magicamente criar mais médicos, mais hospitais, ou mais máquinas de ressonância magnética.  Os americanos como um todo irão pagar mais por tudo isso, de um jeito ou de outro. 

Com efeito, o enorme aumento no controle governamental sobre os gastos da saúde irá fornecer a justificativa para futuros racionamentos impostos pelo governo — como até mesmo o próprio Paul Krugman reconhece quando ele descaradamente defende a imposição de "comitês da morte" que iriam determinar quem deve viver e quem pode morrer. (Sério mesmo, clique no link para assistir ao vídeo caso não esteja acreditando em mim).

"Mas o presidente disse que eu poderia manter o meu plano de saúde original caso gostasse dele..."

Outro resultado previsível é que vários americanos não poderão manter seus planos de saúde originais.  Vários planos já foram cancelados e estão sendo cancelados diariamente ao redor do país (dentre eles, o meu). 

Milhões de americanos que compraram planos de saúde no mercado individual (isto é, por conta própria e não via seus empregadores) estão descobrindo que seus planos atuais não mais atendem aos critérios impostos pelo ObamaCare. 

Para evitar um encarecimento do valor de seus prêmios, profissionais liberais relativamente jovens e saudáveis haviam adquirido planos mais simples e com altas deduções.  Tais planos estão doravante proibidos.  De acordo com este artigo da Forbes, ainda em 2010 (sic!), funcionários do governo Obama já estimavam que 93 milhões de americanos possuíam planos de saúde que seriam inaceitáveis sob o ObamaCare. 

Demissões

Além do encarecimento dos prêmios (e, em última instância, racionamentos estatais dos serviços de saúde), outro grande aspecto negativo do ObamaCare é as demissões que ele irá causar.  Por exemplo, eis o trecho de um email que um economista enviou para o professor Greg Mankiew, de Harvard:

Com a implementação do ACA (Affordable Care Act), estas instituições (de ensino superior) estão notificando seus professores que trabalham meio-expediente de que seus cronogramas de aulas serão limitados a três seções.  Na faculdade, isso irá resultar no cancelamento de 20 a 25% das aulas de economia.  Creio que outras áreas vivenciarão resultados similares.  Os alunos não estão completamente cientes desta situação, e vários se surpreenderão ao descobrir que seu desejo de obter um ensino superior será impactado pela necessidade de se evitar a total implementação do ACA.

Até mesmo alguns líderes sindicais reconhecem a devastação que o ObamaCare iria gerar sobre os trabalhadores, e estão protestando dizendo que o governo irá "destruir as bases das 40 horas semanais de trabalho".

Isso não é nenhuma ciência astronáutica.  Se o governo tem de obrigar empregadores a fornecer um benefício para seus empregados, então tal benefício é necessariamente não-lucrativo; caso contrário, os empregadores já o estariam fornecendo como parte de seu pacote de compensação para atrair mão-de-obra qualificada.  Portanto, se esta custosa e não-lucrativa obrigatoriedade for aplicada apenas a empresas com 50 ou mais empregados, e ainda assim valer apenas àqueles empregados que trabalham 30 horas ou mais, então ninguém tem o direito de se surpreender com o fato de que as empresas ou não estão contratando mais do que 49 empregados ou estão limitando seus empregados a 29 horas de trabalho por semana.

Conclusão

O ObamaCare representa a maior expansão da autoridade regulatória do governo federal em toda a história americana.  De uma só vez, esta nova lei coloca 16% da atividade econômica americana — praticamente todo o setor de planos de saúde e de serviços médicos — sob o jugo de burocratas federais.  A lei estipula a cobertura mínima que tem de ser fornecida pelos planos de saúde.  Estipula a cobertura mínima que cada cidadão americano tem de comprar das seguradoras de saúde.  Pune severamente, sem direito a interrogatório, qualquer indivíduo ou empresa que optar voluntariamente por algo que seja menos do que a cobertura mínima imposta pelo governo.  Obriga praticamente todos os cidadãos americanos a adquirir apólices homogêneas, que inclusive tenham cobertura para eventos que não podem ocorrer.  E obriga os planos de saúde a aceitarem pessoas com condições médicas pré-existentes e a cobrarem delas o mesmo prêmio que cobram de pessoas saudáveis, que não têm nenhuma condição pré-existente.

Quando os custos de se fornecer um seguro são encarecidos artificialmente, haverá ou um encarecimento dos prêmios ou uma diminuição efetiva da cobertura, por mais que isso esteja sendo proibido por burocratas.  Caso contrário, as seguradoras quebram.  É uma questão de realidade econômica e contábil.  Ao que tudo indica, os burocratas do governo americano desconhecem esta realidade.


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SOBRE O AUTOR

Robert P. Murphy

é Ph.D em economia pela New York University, economista do Institute for Energy Research, um scholar adjunto do Mises Institute, membro docente da Mises University e autor do livro The Politically Incorrect Guide to Capitalism, além dos guias de estudo para as obras Ação Humana e Man, Economy, and State with Power and Market.  É também dono do blog Free Advice.





ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • parcus   25/11/2013 13:00
    "Absolutamente todos os cidadãos dos EUA são obrigados a comprar um plano de saúde. Haverá isenção apenas para determinados grupos religiosos. Os mais pobres que se declararem incapazes de arcar com os custos dos prêmios receberão subsídios do governo federal. Haverá também "mercados de intercâmbio de planos" em nível estadual para auxiliar estes indivíduos."

    Essa parte está errada não? Faz tempo que não leio sobre o Obamacare, mas que eu me lembre, caso um americano não queira participar, ele teria de pagar um imposto.

    Na época o imposto só foi aceito por que não era "caro suficiente" para ser chamado de imposto (não cheguei a confirmar quanto era, mas ouvi 50 dólares se não me engano). Não tenho certeza se mudaram alguma coisa de lá para cá, mas de qualquer forma o OBAMACARE é insustentável.
  • Leandro  25/11/2013 13:04
    "Faz tempo que não leio sobre o Obamacare, mas que eu me lembre, caso um americano não queira participar, ele teria de pagar um imposto."

    A aquisição de um plano de saúde é obrigatória para todas as pessoas (o governo subsidiará aqueles que comprovarem não ter condições, algo que exigirá um grande inchaço da burocracia da Receita Federal).

    No início, foi proposta uma multa para quem não quisesse fazer parte. No entanto, concluiu-se que essa multa ainda seria muito vantajosa: você abria mão de um plano de saúde e pagava a multa; aí, quando estivesse doente, você poderia simplesmente escolher um plano de saúde e a seguradora seria obrigada a aceitar você. É como se você pudesse comprar um seguro de carros após ter se envolvido em uma batida.
  • parcus  26/11/2013 06:16
    www.forbes.com/sites/beltway/2013/11/07/how-big-is-the-penalty-if-you-dont-get-health-insurance/

    Concordo com o que você diz, mas acho é exatamente isso que irá acontecer por mais hilário que seja, ao menos até o governo aumentar o tal do imposto (que já custará bem caro em 2016).

    Acho que você poderia dizer obrigar, mas o fato é que um americano vai poder sim não pagar seguro saúde, desde que pague a tal da multa, que não valerá um plano de saúde. Para que a multa chegue a valer um plano de saúde a pessoa tem de ter uma renda de mais de 1 milhão de dólares, o que é não creio corresponder a maioria dos americanos.
  • Vitor Sousa  25/11/2013 13:10
    Já existe algum artigo aqui no Mises falando sobre essa mesma questão da regulação estatal sob planos de saúde privados aqui no Brasil?
  • Leandro  25/11/2013 13:18
  • Pobre Paulista  25/11/2013 13:20
    Dilma privatizando aeroportos, Obama estatizando a saúde. Em que planeta estamos mesmo?
  • Bruno  25/11/2013 14:09
    Concessão não é o mesmo que privatização.
  • Silvio  25/11/2013 14:20
    Seria ótimo se os aeroportos fossem privatizados.
  • Gabriel  25/11/2013 16:38
    Privatizando aeroportos com dinheiro extorquido da população economicamente ativa?

    tsc tsc
  • Pedro  25/11/2013 16:51
    Que privatização é esta em que a infraero fica com 49% da fatia, se responsabiliza pelas obras e de quebra a Odebretch vai financiar pelo menos 80% do dinheiro devido via BNDES com juros baixinhos captados via tesouro nacional com pelo menos 10%aa de juros?

    Foi um excelente negócio. Para a odebretch, aliás, uma das maiores financiadoras de campanha dos principais partidos políticos do Brasil.
  • Leandro  25/11/2013 17:33
    De fato, o componente corporativista continua intensamente presente. No entanto, apenas para dar um tom mais otimista, pode-se dizer que houve uma evolução considerável em relação à desastrosa concessão de Guarulhos, que foi entregue aos fundos de pensão das estatais e a uma estatal sul-africana.

    No consórcio do Galeão estará presente a operadora do aeroporto de Cingapura. E no de Confins estarão presentes as operadoras dos aeroportos de Zurique e Frankfurt. Com muita sorte (na verdade, seria mais um ato de caridade), elas poderão fazer algo minimamente decente. Tais operadoras já haviam sido pedidas neste artigo.
  • Luis  25/11/2013 15:24
    E tem escapatória esse absurdo ?!
  • anônimo  25/11/2013 17:22
    Seasteading.
  • Lang  25/11/2013 17:12
    Conservadores e liberais de direita, amoleçam vossos corações. A causa é nobre. Um pouco de justiça social não faz mal nenhum.

  • Pobre Paulista  25/11/2013 17:27
    Obrigado por abrir meus olhos. Agora pode ir embora.
  • Pupilo  25/11/2013 17:33
    Justiça social que vai causar desemprego? Que vai sucatear os serviços de saúde? Que vai extorquir toda uma população? Meu conceito de justiça é diferente.
  • anônimo  25/11/2013 19:47
    Você é tão bonzinho, acho que vou chorar...
    BTW, tá aqui a sua bondade:

  • anônimo  25/11/2013 20:28
    Qualquer um que adjetive a justiça, presumindo que existem tipos e níveis diferentes é, no mínimo, pilantra.
  • Luis  25/11/2013 20:36
    Sério, eu prefiro pensar que você é apenas doente...
  • Julio  25/11/2013 21:47
    Mais um que não lê ou não entende o artigo e vem fazer chantagem emocional. Acha que discursos bonitinhos e melosos alteram a realidade factual.
  • Cauê  25/11/2013 17:16
    Hmm... Eu não sei não, esse plano está com alguma peça faltando. Eu falo no jogo político.

    Vocês acham que poderia estar fazendo isso para diminuir o desemprego ?
    Claro empregos sem qualificação. Forçando os americanos a irem para essas áreas.

    Por exemplo troca para empregados de 29 horas e depois sobe o salario mínimo ?

    A minha impressão é que ainda tem alguma jogada aí.

    Esperar para ver ... o.O
  • anônimo  15/01/2014 22:05
    Também acho. Eu diria mais que as falhas foram propositais, fazer com que as empresas se tornem limitadas em 49 empregados ou trabalhadores de 29 horas semanais. Isso faria sentido com os discursos do Obama de fazer os ricos pagarem pelos pobres. E também empresas menores são encorajadas e empresas prestes a passar esse "limiar" de horas e funcionários seriam desencorajadas ou até limitadas, caso não consigam ter lucro o suficiente pra cobrir os futuros gastos com os planos de saúde.
    Isso também faria sentido para causar distanciamento de empresas de grande porte com as de pequeno porte, já que é mais fácil estatizar uma empresa grande do que várias pequenas. Ajuda no lobismo também, menos concorrentes possíveis.

    O que eu me pergunto se o Obama pôde enxergar é o rombo astronômico que o ACA vai gerar como custo estatal. Eu já ví estimativas de até mais de 50% do custo TOTAL do governo. O que é irônico com sua "política" de reduzir custos do governo (ele fala muito, mas faz pouco).

    Parece mesmo que o Obama quer endividar os EUA a qualquer custo (trocadilho irônico... XD).

    Sinceramente, se eu fosse prever o Obama, eu diria vão descobrir algum escândalo sexual mais pro final do mandato dele. É só comparar com Clinton, só falta isso pra serem idênticos!
  • Andre  25/11/2013 17:35
    Esses socialistas são todos psicopatas.
  • Bright  25/11/2013 19:11
    Sugiro que vocês façam um artigo com urgência falando sobre os empréstimos do BNDES ao grupo Ultra, empresa do Hélio Beltrão, presidente do IMB. A onda de difamações já começou.
  • André Luiz Paranhos  03/12/2013 07:56
    Fazer ilações sobre o Helio por causa do pai dele e ainda com informações parciais e inverídicas em sua maior parte é muito mau caratismo.
  • Julio  25/11/2013 21:48
    Alguém sabe a quantas anda aquela história do impeachment de Obama? Acho que já passou da hora.
  • Cleiton  26/11/2013 16:20
    Impeachmant pra que? Eles tiveram a chance de tirá-lo de lá em 2012 e continuaram!
    Acho que um povo que vota não uma, mas duas vezes num sujeito como o Obama tem mais é que se lascar mesmo.
  • anônimo  26/11/2013 09:58
    "Obama's Disdain For The Constitution Means We Risk Losing Our Republic"

    www.forbes.com/sites/realspin/2013/11/19/obamas-disdain-for-the-constitution-means-we-risk-losing-our-republic/2/

    Obama Pilantra!
  • Emerson Luis, um Psicologo  26/11/2013 11:26
    Típico Filósofo, cadê você? Ilumine-nos!

    * * *

    Os EUA necessitam urgentemente de um novo Ronald Reagan. E o Brasil, do seu primeiro.

    * * *
  • Típico Filósofo  26/11/2013 12:23
    Senhor Emerson,

    A aversão ao presidente Obama e ao seu projeto é racismo da classe branca dominante americana, que não deseja ver a parcela pobre da população (composta majoritariamente por negros e latinos) recebendo serviços de saúde apropriados. Desejam que este apartheid nas condições de saúde (termo utilizado por nosso grande ministro da saúde, Alexandre Padilha, ao referir-se à diferença da prestação de serviços do SUS e dos planos de saúde privados) prossigam, o que é uma brutalidade.

    O senhor Murphy visa através da análise de consequências e significado das políticas do projeto demonstrar suas falhas estruturais, entretanto, falha pois é incapaz de compreender que a vida humana é preciosa demais para estar apenas sob a responsabilidade dos indivíduos: O estado deve sim forçá-los em prol do bem maior a estarem segurados, principalmente os jovens e sadios, pois deles depende o sistema previdenciário.

    Preços das apólices, recursos, sustentabilidade de serviços, direitos de escolha individual e autonomia dos cidadãos: Nada importa quando falamos da saúde humana e o governo americano não DEVE permitir que este apartheid continue. Se um dia a política atual levar à criação de um sistema federal de saúde pública, o povo americano apenas terá a ganhar.
  • Emerson Luis, um Psicologo  26/11/2013 15:45
    Obrigado, Senhor Típico Filósofo.

    Obama é realmente um ídolo. Ele e os ativistas em geral detêm o monopólio das boas intenções e quem discorda deles ou é desinformado ou é mal-intencionado. A questão é o que devemos fazer (ajudar os pobres, proteger minorias, etc.), não importa o como. Quando temos um grande "porque", o "como" acaba surgindo. O que neste caso não é tão difícil, visto que Obama pode imprimir mais dólares e usar outros métodos keynesianos.

    Conforme o Renato Borges disse, jamais se entregue à tentação torpe do lucro capitalista, Típico Filósofo. Arranje um cargo de professor de Filosofia na USP e (além do seu alto salário pago com dinheiro dos impostos), receba os rendimentos de milhares de exemplares vendidos de seus livros criticando o capitalismo.

    * * *

  • Típico Filósofo  26/11/2013 17:35
    Senhores,

    Não há razões para alarde. Render-me-ei jamais à lógica exploradora do capitalismo, que depende unicamente da dissimulação, do roubo considerado legítimo e das relações de autoridade em detrimento das voluntárias. Permanecerei firme como funcionário público da receita federal lutando contra a ganância dos capitalistas para garantir a ação estatal pela igualdade, justiça social e serviços estatais.

    E quanto ao senhor Obama, receio ser um passo no caminho correto. Ainda não é um líder completo como Hugo Chávez ou Fidel Castro, porém revela uma tendência de políticos gradualmente menos comprometidos com a manutenção do individualismo e mais dispostos a lutar pelas causas sociais, mesmo que isto signifique um gigantesco deficit federal.
  • Renato Borges  26/11/2013 14:11
    O Típico Filósofo alegra meu dia de tal forma que eu estaria disposto a pagar pelo privilégio de ler suas palavras de sabedoria. Ainda bem que ele escreve em prol do bem maior e jamais se entregaria à tentação torpe do lucro capitalista. Mantenha "companheiro", mantenha!!
  • Willian  26/11/2013 14:24
    "Jamais se entregaria à tentação torpe do lucro capitalista"

    Viva a escravidão então.
  • Jeferson  26/11/2013 17:05
    Eu tô me esforçando pra não rir alto no trabalho ao ler esse diálogo entre o Emerson e o Filósofo.
  • Felipe  27/11/2013 02:01
    Tenho tentado acompanhar a lógica da escola austríaca aqui defendida com unhas e dentes, confesso que vejo muito sentido em muito do que aqui é explicado, mas essa visão fatalista me preocupa. Neste caso em especial vi apenas algumas constatações a partir dá ótica desta escola, mas ela não apresenta nenhuma saída, apenas crítica pela crítica.
    Quero pensar que exista alguma sugestão para melhorar as condições dos planos de saúde seguindo essa visão da escola austríaca, que não seja apenas aceitar o destino que coloca as pessoas sem condições financeiras a margem de seus direitos a atendimento médico e por consequência a uma vida plena.
    Seria esse o discurso final desta corrente de pensamento?
  • Andreolli  27/11/2013 03:20
    "confesso que vejo muito sentido em muito do que aqui é explicado, mas essa visão fatalista me preocupa."

    Que visão fatalista? Desde quando fazer uma explicação descritiva de alguma coisa é "visão fatalista"? Se um físico disser que a gravidade tende a puxar as coisas para baixo isso seria uma visão fatalista? Se um economista disser que controle de preços gera escassez isso seria uma visão fatalista?

    Você está confundindo razão com emoção. Você está guiado pela emotividade. Infelizmente, há um lei econômica incontornável: vivemos em um mundo de escassez, e não de abundância infinita. Logo, os recursos têm de ser trabalhados e produzidos. Eles não caem do ar e nem surgem do nada. Infelizmente, essa realidade não pode ser abolida pela simples emoção.

    Jamais deixe que sua emoção afete seu juízo de valor.

    "Neste caso em especial vi apenas algumas constatações a partir dá ótica desta escola, mas ela não apresenta nenhuma saída, apenas crítica pela crítica."

    Nenhuma saída? Crítica pela crítica? O que os artigos deste site mais fazem é apresentar soluções. O site inclusive é bastante atacado por isso (ter uma postura pró-ativa, que apresenta soluções que desagradam aos intervencionistas). Você aparentemente leu apenas um artigo -- que era meramente descritivo -- e ignorou todos os milhares de outros, como está claro na sua frase abaixo.

    "Quero pensar que exista alguma sugestão para melhorar as condições dos planos de saúde seguindo essa visão da escola austríaca, que não seja apenas aceitar o destino que coloca as pessoas sem condições financeiras a margem de seus direitos a atendimento médico e por consequência a uma vida plena."

    inúmeros artigos sobre o tema saúde. Leia todos, em especial o do SUS, o de El Salvador, e o das quatro medidas para melhorar o sistema de saúde,
  • Felipe  28/11/2013 11:41
    De fato não sou um especialista no assunto, por isso das perguntas. Realmente o comentário foi somente do texto específico. Vou escutar a sugestão e ler os demais textos.
    De novo, gostaria de dizer que gosto das abordagens que o site e como ele foi estruturado é uma grande fonte de informação.
    Tudo é um processo, vou buscar nestes textos como a escola vê os desdobramentos sobre a saúde, mas entendo como um ponto bem delicado, uma vez que dinheiro e saúde muitas vezes são incompatíveis.
  • Andre  28/11/2013 11:53
    "Tudo é um processo, vou buscar nestes textos como a escola vê os desdobramentos sobre a saúde, mas entendo como um ponto bem delicado, uma vez que dinheiro e saúde muitas vezes são incompatíveis."

    Muito mais importante que medicina é comida.
    Sem comida as pessoas morrem.
    Todos os governos que implantaram produção e distribuição de comida estatizados
    resultaram em tantos mortos de fome que houve até canibalismo. Ainda tem isso hoje
    na Coréia do Norte.

    Logo, por analogia e lógica, se o governo sair da área médica, assim como saiu (ou não entrou) da área alimentícia, vamos ter grande progresso, como temos em todas as áreas em que o governo não se mete.

    Basta ver os mercados de celulares, internet e software, por exemplo, que são áreas que o governo não se mete, para vermos o progresso EXTRAORDINÁRIO que essas áreas tiveram, nas últimas décadas. E continuarão tendo, à menos que o governo se meta usando a força bruta.
  • Pobre Paulista  27/11/2013 11:08
    Vou te dar uma resposta bem simplista, porém completa.

    O que a teoria austríaca defende em linhas gerais é que o mercado é absolutamente eficiente em alocar recursos escassos da forma ótima, cuja consequência são produtos de qualidade e mais baratos. Mas para isso funcionar, sua principal engrenagem, que é o sistema de preços e lucros, deve funcionar sem intervenções, e são essas intervenções que são alvos de críticas nos artigos daqui (exatamente o que você chamou de "fatalismos").

    A esmagadora maioria dos artigos daqui do Mises são releituras da frase acima aplicadas a escopos específicos; neste artigo o escopo é saúde. O único "fatalismo" que existe é o governo querer regulamentar o mercado de saúde, a única saída é o governo se retirar dele.

  • anônimo  28/11/2013 03:51
    'que não seja apenas aceitar o destino que coloca as pessoas sem condições financeiras a margem de seus direitos a atendimento médico e por consequência a uma vida plena.'

    Essa é uma forma enfeitada de falar que um médico deve trabalhar de graça, só porque o outro precisa.
  • joaob  28/11/2013 01:37
    O setor Saude tem 3 stakeholders: paciente, medico e o prestador de servicos...eles tem natural conflito de interesse  que, em tese, se resolve via precos estabelecidos pela concorrencia num mercado livre..
    Mas a aplicacao total desse conceito poderia levar a situacoes onde uma pessoa morreria pq nao tem meios para pagar seu tratamento..apesar de me considerar anarco  capitalista , ainda que ha pouco tempo ( uma especie de "cristao-novo) entendo que o homem saiu da vida nomade, onde abandonava os velhinhos para morrer...evoluimos....e o tema  saude passa por algum tipo de " contrato social" , estilo Rousseau, onde abrimos mao de algumas coisas para obter protecao da sociedade em alguns casos
    O anarco capitalista acredita em intervencao do Estado para proteger  a Vida, a Liberdade e a Propriedade...e Saude eh Vida..algum tipo de intervencao faz sentido sim...no US todos os motoristas sao obrigados a ter seguro do seu veiculo...todos devem ter seguro saude sim...e os mais jovens pagarao mais caro do que os mais velhos...nada mais natural
    O principal problema da saude nos US passa pelo seu custo muito alto, ocasionado por, entre outros:
    1. O medico eh pago pelo numero de intervencoes e nao pelo sucesso delas
    2 os absurdos processos de " mal-practice". ..um medico chega a gastar 100 mil US ano com seguro
    3 a absurda protecao corporativista impedindo a entrada de medicos de fora e outras acoes estilo corporacao de oficio medieval feitas pelas associacoes medicas, pratica essa repetida em todo o mundo
    4 a falta de contrapartida pelo paciente nos custos de consultas, exames e cirurgias  inuteis
    5 falta de concorrencia nos prestadores de servico...um exame de sangue fica mais barato se feito na China....os exames via imagem podem ser feitos via Internet usando um profissional de SriLanka, etc


    Para olhar  a saude pela otica liberal vamos entao acabar com toda a intervencao de governo..liberar o execrcio profissional mesmo para quem nao tem diploma nas situacoes de livre escolha e vamos tazer isso para engenheiros, advgados, etc

    Mas como vivemos sob forte regulacao, entao ou acabamos com todos os regulamentos..com a FDA, ANS, ANVISA,, etc ou aumentamos a intervencao de governo com acoes tipo ObamaCare..aimda que com seus defeitos
  • Andre  28/11/2013 08:55
    É isso mesmo que queremos! Acabar com TODA a intervenção do governo e todas as regulações forçadas de TODAS as profissões.

    Daí, poderão surgir empresas de regulação voluntárias, e os clientes poderão escolher em quais delas confiar, se quiserem, sem coerção, baseando-se na sua credibilidade.

    E com relação aos doentes pobres não vejo problema ALGUM, pois se a maioria das pessoas acha que deve pagar imposto para ajudar os outros elas ficarão mais felizes ainda em fazer doações para hospitais atenderem GRATUITAMENTE àquelas pessoas que não tem condições financeiras.
    E com tudo desregulamentado os preços vão cair, porque a concorrência vai ser feroz, logo com menos dinheiro das doações será possível tratar MUITO mais pessoas.
    Lembrando que todos terão mais dinheiro para doar de qualquer forma...
    Logo, posso ver que num mundo desregulamentado vai morrer muito menos gente, por falta de atendimento, do que morre hoje em dia.

    E se um prédio cair por causa de um engenheiro ruim, este será processado, como já é hoje em dia! Sendo que com os preços dos materiais de construção bem baixos (o que ocorre naturalmente em um livre mercado) é pouco provável que algum engenheiro vá sujar sua reputação, e ser preso, para economizar migalhas.
  • anônimo  16/01/2014 11:58
    'E se um prédio cair por causa de um engenheiro ruim, este será processado, como já é hoje em dia! Sendo que com os preços dos materiais de construção bem baixos (o que ocorre naturalmente em um livre mercado) é pouco provável que algum engenheiro vá sujar sua reputação, e ser preso, para economizar migalhas.'

    Mas vale a pena correr o risco?
    E existem N motivos pra um prédio desabar que não os materiais.
  • Andre  16/01/2014 19:24
    "Mas vale a pena correr o risco?"

    Que risco?

    "E existem N motivos pra um prédio desabar que não os materiais."
    Sim, se houver um terremoto bem forte vai cair mesmo, regulações não impedem isso.
  • Pupilo  28/11/2013 12:14
    Você confunde o que são os anarco capitalista dizendo: O "anarco capitalista acredita em intervencao do Estado para proteger a Vida, a Liberdade e a Propriedade".
    Nenhum anarco capitalista acredita em intervenção estatal, ja que ele não defende estado algum.

    E uma conclusão estupida no final: "Mas como vivemos sob forte regulacao, entao ou acabamos com todos os regulamentos..com a FDA, ANS, ANVISA,, etc ou aumentamos a intervencao de governo com acoes tipo ObamaCare..aimda que com seus defeitos. "

    Como assim? Ou você defende a não-intervenção ou não defende. Aumentar a intervenção só piora ainda mais a situação como o próprio artigo explicou e outros diversos desse site explica. Ações do tipo Obamacare tem seus defeitos porque não são geridas pelo mercado e sim pelo governo. Mais intervenção só ira sucatear ainda mais os serviços e não melhora-los.
  • bruno d  08/12/2013 00:43
    como são as coisas, os antiamericanos já podem se gabar de assistir de arquibancada o início do fim dos EUA..

    Se o ditador Getúlio Vargas criou a famigerada CLT cópia descarada Carta Di Lavoro do Benito Mussolino o ditador Italiano que destruiu irremediavelmente a nossa relação trabalho-capital, então Mister Obama criou o Obama Care que irá destruir irremediavelmente a relação saúde-assistência.

  • anônimo  06/11/2014 00:25
    O que acontece nos eua se você tem uma emergência, como acidente ou infarto, e não tem plano de saúde?
  • Lyndon  06/11/2014 01:30
    Até a década de 1960 o cara podia ir a qualquer um dos vários hospitais geridos pela Igreja, a qual mantinha hospitais de excelente nível, fornecendo vários serviços gratuitos -- serviços estes que eram financiados por doações, inclusive de ateus caridosos.

    Mas aí Lyndon Johnson resolveu criar a Great Society e o estado entrou em cena para mostrar todo o seu amor aos pobres. Consequentemente a Igreja perdeu doações, pois as pessoas pensaram: "O estado já faz o serviço; não preciso mais contribuir para serviços caritativos". E o resultado é o sistema atual: o cara (10 milhões de pessoas) tem de pagar.

    O curioso é que absolutamente ninguém toca nesse assunto. Ninguém comenta como os serviços caritativos da Igreja auxiliavam as pessoas no passado.
  • Andre  06/11/2014 13:26
    "Até a década de 1960 o cara podia ir a qualquer um dos vários hospitais geridos pela Igreja, a qual mantinha hospitais de excelente nível, fornecendo vários serviços gratuitos -- serviços estes que eram financiados por doações, inclusive de ateus caridosos.".

    Inclusive eu já vi isso em filmes que retratavam os EUA antes da década de 60.
  • Felipe  06/11/2014 01:53
    A própria pessoa deveria poupar ou pagar por um seguro de modo a evitar essa situação, pois o problema desse risco é apenas dela.

    Caso não tenha recursos ou não poupou como devia, ainda pode esperar a benevolência de seus familiares, amigos ou de uma instituição de caridade.

    Mas de maneira alguma, alguém pode obrigar outra pessoa a dar seu dinheiro para garantir qualquer serviço que seja.

    Um detalhe, sempre quando imaginar um mundo sem estado, você deve também imaginar os recursos que voltariam para a sociedade e a quantidade de empresas a mais que existiriam, tudo isso permitiria você adquirir esses "serviços essenciais" de maneira mais barata.

  • Priscila  11/11/2014 11:58
    Esse plano é genial!!! É a privatização da saúde pública! Vamos ser realistas, as seguradoras não vão falir! Os que ela ganha com os saudáveis sempre cobriu o que ela gasta com os doentes com ampla margem de lucro. Ainda mais agora que todos serão obrigados a ter plano de saúde, o faturamento vai aumentar muito! E tudo garantindo a qualidade e resumindo o papel do estado ao que ele realmente deve fazer: fiscalizar. É um avanço enorme, a situação dos doentes dos EUA era vergonhosa, com seguradoras negando tratamento em caso de vida ou morte! Obama tem todo meu respeito!
  • Guilherme  11/11/2014 13:02
    A Priscila deve ter algum familiar dono de planos de saúde nos EUA. Só assim para entender tanto entusiasmo com um plano corporativista desses.

    Já disse aqui mesmo nessa seção de comentários e vou repetir: chamem-me de louco, mas, no Brasil, a medicina genuinamente privada do Brasil tem ilhas muito boas. Se a sua seguradora não criar caso, você consegue tratamentos muito decentes dependendo da equipe médica. E nem estou falando do Sírio Libanês, não. Se você utilizar hospitais construídos e gerenciados pela própria seguradora -- como faz a Unimed em algumas cidades brasileiras --, você consegue um atendimento acima da média.

    Por isso, e como não sou utópico, sou totalmente a favor de manter o atual sistema exatamente como ele está: hospitais privados e hospitais públicos, cada indivíduo tendo a liberdade de escolher qual ele quer usar.

    Já que o pessoal aqui no Brasil adora hospital público (e deve achá-los ótimos, pois nunca vi tanta defesa da saúde pública), então deixemos que eles mantenham essa opção. É bom pra eles verem na prática como funciona o socialismo.

    P.S.: veja como realmente funciona o sistema de saúde dos EUA.
  • Silvio  11/11/2014 14:18
    Você está sendo irônica, certo?
  • Silvio  11/11/2014 14:29
    Chamo-o de louco, mas por causa dessa declaração: sou totalmente a favor de manter o atual sistema exatamente como ele está: hospitais privados e hospitais públicos, cada indivíduo tendo a liberdade de escolher qual ele quer usar.

    Já passou pela sua cabeça que os hospitais públicos custam muito (mas muito mesmo) caro para serem mantidos e, portanto, diminuem ou até mesmo tiram justamente essa liberdade da pessoa de optar pela saúde privada?

    A única opção moral seria acabar com os hospitais públicos, deixando duas categorias de hospitais privados: a) hospitais pagos e b) hospitais beneficentes. É claro que poderia haver uma terceira categoria, a de hospitais mistos, que obtêm suas receitas com pagamentos de seus clientes e através de doações.

    E isso nada tem de utópico.
  • Guilherme  11/11/2014 14:57
    Ué, eu concordo totalmente com você.

    Só que, infelizmente -- e o mundo já deu provas disso --, as pessoas ignoram a teoria, e só dão valor à prática.

    Por exemplo, sempre houve teorias explicando por que o comunismo não funciona, mas a maioria das pessoas não dava bola. Foi preciso ver na prática como a coisa funcionava para que elas se convencessem de que aquilo é uma porcaria.

    Com saúde pública é a mesma coisa. Não basta apenas explicar que saúde estatal não tem como funcionar. Ninguém dá bola pra teoria. As pessoas precisam sofrer na prática para entender a teoria.

    Se hoje o SUS fosse abolido e restassem só hospitais privados, daqui a um ano as pessoas de memória curta já começariam a sonhar com volta da saúde estatizada. "Ah, seria tão bom não ter de pagar pela saúde", diriam os idiotas.

    Não adianta: só teoria não basta. As pessoas têm de vivenciar o pesadelo na prática.

    É exatamente por isso que eu defendo ferrenhamente a manutenção do regime cubano e do norte-coreano. E estou adorando ver o que está acontecendo na Venezuela. Creia-me: são esses exemplos práticos que irão nos salvar de qualquer tentativa do atual governo implementá-los aqui.

    Se Cuba e Venezuela fossem países comuns -- e, consequentemente, não estivessem nos mostrando que o socialismo não funciona --, o Brasil hoje já seria comunista. Certeza.

    Aliás, é igual controle de preços: o atual governo só não o implanta de maneira generalizada porque já tivemos experiência com isso na década de 1980. Não fosse o Plano Cruzado, pode ter certeza que hoje estaríamos com preços controlados e comendo grama e minhoca.
  • Tio Patinhas  11/11/2014 16:38
    Tem uma certa verdade o que o Guilherme disse, basta ver a quantidade de brasileiros que pedem estatização da telefonia (que já é parcialmente estatal por causa da anatel) e se esquecem de como era antes, quando uma linha telefônica era tão cara que tinha que ser declarada no imposto de renda.

    Aposto que se fosse estatal até hj não teríamos celular pré-pago e teria lista de espera para conseguir celular pós pago...


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