Há 90 anos: o fim da hiperinflação na Alemanha
por , segunda-feira, 18 de novembro de 2013

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6588.jpgNo dia 15 de novembro de 1923, medidas decisivas foram adotadas para acabar com o pesadelo da hiperinflação na República de Weimar: o Reichsbank, o banco central alemão, simplesmente parou de monetizar a dívida do governo, e um novo meio de troca, o rentenmark, começou a ser emitido paralelamente ao papiermark (que, como diz o nome, era uma moeda de papel sem absolutamente nenhum lastro em ouro). 

Estas medidas foram bem-sucedidas em acabar com a hiperinflação, mas o poder de compra do papiermark já estava totalmente arruinado.  Para entender como e por que tudo isso aconteceu, é necessário analisar tudo o que ocorreu imediatamente antes da eclosão da Primeira Guerra Mundial.

Foi em 1871 que o marco se tornou a moeda oficial do Império Alemão (Deutsches Reich).  Com a eclosão da Primeira Guerra Mundial, a conversibilidade do reichsmark em ouro foi suspensa no dia 4 de agosto de 1914.  Sendo assim, o reichsmark, que até então era lastreado em ouro (e que, por isso, também era chamado de goldmark), se transformou no papiermark, uma moeda de papel puramente fiduciária, sem nenhum lastro.  Inicialmente, o Reich financiou suas despesas de guerra majoritariamente por meio do endividamento.  A dívida pública total subiu de 5,2 bilhões de papiermark em 1914 para 105,3 bilhões em 1918.[1] 

Em 1914, a quantidade de papiermark em circulação era de 5,9 bilhões; já em 1918, era de 32,9 bilhões.  De agosto de 1914 a novembro de 1918, os preços no atacado subiram 115%, o que significa que o poder de compra do papiermark caiu mais de 50%.  Neste mesmo período, a taxa de câmbio do papiermark se depreciou 84% em relação ao dólar americano.

A nova República de Weimar enfrentou desafios econômicos e políticos magnânimos.  Em 1920, a produção industrial havia despencado para apenas 61% do nível alcançado em 1913, e em 1923 caiu ainda mais, para 54%.  Os terrenos perdidos após a promulgação do Tratado de Versalhes haviam enfraquecido consideravelmente a capacidade produtiva do Reich: o Império perdera aproximadamente 13% de suas terras e, em decorrência disso, aproximadamente 10% da população alemã viva agora fora das fronteiras.  Adicionalmente, a Alemanha tinha de fazer vários pagamentos indenizatórios para os países vencedores da Primeira Guerra.  Ainda mais importante, no entanto, foi o fato de que os novos e inexperientes governos democráticos da Alemanha queriam atender ao máximo possível os desejos de seus eleitores.  Dado que as receitas tributárias eram insuficientes para financiar estas despesas, o Reichsbank teve de recorrer à impressora de dinheiro.

De abril de 1920 a março de 1921, a proporção de receitas tributárias em relação aos gastos totais do governo era de apenas 37%.  Após isso, a situação melhorou um pouco, de modo que, em junho de 1922, os impostos chegaram a cobrir 75% dos gastos totais.  Mas então a situação voltou a deteriorar.  E de maneira pavorosa.  Já no final de 1922, a Alemanha foi acusada de atrasar seus pagamentos indenizatórios.  Para reforçar suas reivindicações, tropas belgas e francesas invadiram e ocuparam o Vale do Ruhr, o coração industrial do Reich, em janeiro de 1923.  O governo alemão, então sob o comando do chanceler Wilhelm Kuno, conclamou os trabalhadores do Vale do Ruhr a resistir a toda e qualquer ordem dos invasores, prometendo que o Reich continuaria pagando seus salários.  Para manter todo esse arranjo, o Reichsbank começou a imprimir ainda mais dinheiro para financiar os gastos do governo (em termos técnicos, o Reichsbank estava "monetizando as dívidas do governo").  O intuito era utilizar o dinheiro recém-criado para compensar a queda da arrecadação tributária e pagar os salários, as transferências sociais e os subsídios. 

De maio de 1923 em diante, a quantidade de papiermark começou a ficar fora de controle.  Subiu de 8,610 bilhões em maio para 17,340 bilhões em abril, para 669,703 bilhões em agosto até alcançar 400 quintilhões (ou seja, 400 seguido de 18 zeros) em novembro de 1923.  Os preços no atacado dispararam para níveis astronômicos, aumentando 18.000.000.000.000% (dezoito trilhões por cento) desde o final de 1919 até novembro de 1923.  Para se ter uma noção deste valor, com a quantidade nominal de dinheiro necessária para se comprar um ovo em novembro de 1923 era possível comprar 500 bilhões de ovos em 1918, ao final da Primeira Guerra.  Apenas em novembro de 1923, o preço do dólar em termos de papiermark subido 8,9 trilhão por cento.  Em suma, o papiermark havia afundado e não comprava nem poeira.

Com o colapso da moeda, o desemprego disparou.  Desde o final da Primeira Guerra, o desemprego havia se mantido em níveis consideravelmente baixos, uma vez que os governos de Weimar mantiveram a economia artificialmente aditivada por meio de vigorosos déficits e impressão de dinheiro.  Ao final de 1919, a taxa de desemprego estava em 2,9%; em 1920, em 4,1%; em 1921, em 1,6%; e em 1922, em 2,8%.  Com o colapso do papiermark, no entanto, a taxa de desemprego chegou a 19,1% em outubro, a 23,4% em novembro e a 28,2% em dezembro de 1923.  A hiperinflação empobreceu a esmagadora maioria da população alemã, especialmente a classe média.  As pessoas passaram a sofrer com a escassez de alimentos e com a falta de proteção contra o frio.  O extremismo político passou a ficar em evidência e se tornou plenamente aceitável.

Germany-hyperinflation-007.jpg
Alemães indo comprar pão em 1923
Para acabar com a bagunça monetária, o problema central a ser resolvido era o próprio Reichsbank.  O mandato de seu presidente, Rudolf E. A. Havenstein, era vitalício, e o cidadão era literalmente irrefreável: sob o comando de Havenstein, o Reichsbank emitia quantias cada vez maiores de papiermark para manter o Reich financeiramente solvente.  E então, no dia 15 de novembro de 1923, o Reichsbank foi obrigado (1) a interromper a impressão de dinheiro e a monetização da dívida do governo, e (2) a começar a emitir uma nova moeda, o rentenmark  Foi decidido que, dali em diante, um trilhão de papiermark seria igual a um rentenmark. 

No dia 20 de novembro de 1923, Havenstein morreu repentinamente em decorrência de um ataque cardíaco.  Naquele mesmo dia, Hjalmar Schacht, que viria a se tornar presidente do Reichsbank em dezembro, tomou medidas e estabilizou o papiermark em relação ao dólar: o Reichsbank, por meio de intervenções no mercado de câmbio, fez com que 4,2 trilhões de papiermark se tornassem igual a um dólar.  E dado que um trilhão de papiermark era igual a um rentenmark, a taxa de câmbio passou a ser de 4,2 rentenmark por dólar.  Esta era exatamente a taxa de câmbio vigente entre o reichsmark e o dólar antes da Primeira Guerra Mundial.  O "milagre do rentenmark" marcou o fim da hiperinflação.[2]

Como foi possível que um desastre monetário desta magnitude ocorresse em uma sociedade tão civilizada e avançada, levando à total destruição da moeda?  Várias explicações já foram apresentadas.  Por exemplo, já foi argumentado que os pagamentos de indenização, os crônicos déficits no balanço de pagamentos, e até mesmo a depreciação do papiermark no mercado de câmbio foram as reais causas do colapso da moeda alemã.  Entretanto, essas explicações não são nada convincentes.  Como explicou o grande economista alemão Hans F. Sennholz:

Todos os marcos foram impressos por alemães e emitidos por um banco central gerenciado por alemães em um governo puramente alemão.  Eram partidos políticos alemães — tais como os Socialistas, o Partido Católico de Centro, e os Democratas, formando várias coalizões governamentais — os responsáveis exclusivos pelas políticas que conduziam. Mas é claro que admitir a responsabilidade por qualquer calamidade não é algo que se deve esperar de qualquer partido político.

De fato, a hiperinflação alemã foi produto dos próprios alemães; foi resultado da deliberada decisão política de se aumentar a quantidade de dinheiro na economia sem nenhuma limitação.

Quais são as lições a serem aprendidas com a hiperinflação alemã?  A primeira lição é que até mesmo um banco central politicamente independente não é garantia de proteção confiável contra a destruição da moeda de papel.  O Reichsbank havia se tornado politicamente independente ainda no início de 1922 — a mando das forças aliadas e em troca de um adiamento temporário nos pagamentos de indenização.  Ainda assim, a cúpula do Reichsbank optou por hiperinflacionar a moeda.  Vendo que o Reich estava cada vez mais dependente da impressão de dinheiro do Reichsbank para se manter solvente, a cúpula do Reichsbank optou por fornecer quantias ilimitadas de dinheiro ao governo.  É claro que o apetite dos políticos de Weimar por este dinheiro fácil acabou se mostrando ilimitado.

A segunda lição é que um papel-moeda fiduciário não dura para sempre.  Hjalmar Schacht, em sua biografia lançada em 1953, observou que: "A introdução do rentenmark só foi possível porque o governo e o banco central prometeram que a cédula de papel seria conversível em ouro sempre que o portador assim exigisse.  Garantir a possibilidade de ser conversível em ouro deve ser o compromisso de todos os emissores de dinheiro de papel".[3]

As palavras de Schacht contêm uma constatação econômica primordial: papel-moeda que não é lastreado por uma commodity é apenas um dinheiro político e, como tal, é um elemento que gera perturbações em um sistema de livre mercado.  Os representantes da Escola Austríaca de Economia apontaram este fato ainda no século XIX.

Dinheiro de papel, produzido "do nada" e injetado na economia por meio do crédito bancário, não apenas é cronicamente inflacionário, como também gera ciclos econômicos, investimentos errados e insustentáveis, e endividamento excessivo da população.  Tão logo governo e população começam a sofrer as consequências de seu alto endividamento, o crédito bancário se reduz e a economia entra em recessão.  Ato contínuo, a criação de mais dinheiro passa a ser vista como uma solução política fácil e tentadora demais para ser evitada.  Este é o caminho politicamente mais palatável para se tentar fugir dos problemas que foram criados justamente pela criação de dinheiro via expansão do crédito. 

Olhando para o mundo atual — no qual várias economias vêm há décadas usado papel-moeda produzido via expansão do crédito (endividamento) e no qual o endividamento está atingindo níveis incontornáveis —, os desafios correntes são, de certa forma, muito similares àqueles observados na República de Weimar há 90 anos.  Tanto agora quanto naquela época, uma reforma do sistema monetário se faz urgente; e quanto mais cedo o desafio da reforma monetária for encarado, menores serão os custos deste reajuste.

 



[1] Ver em H. James, "Die Reichbank 1876 bis 1945," in: Fünfzig Jahre Deutsche Mark, Notenbank und Währung in Deutschland seit 1948, Deutsche Bundesbank, ed. (München: Verlag C. H. Beck, 1998), pp. 29 – 89, esp. pp. 46 – 54; C. Bresciani-Turroni, The Economics of Inflation, A Study of Currency Depreciation in Post-War Germany (Northampton: John Dickens & Co., 1968 [1931]); também F.D. Graham, Exchange, Prices, And Production in Hyper-Inflation: Germany, 1920 — 1923 (New York: Russell & Russell, 1967 [1930]).

[2] Para mais detalhes ver Bresciani-Turroni, Economics of Inflation, chap. IX, pp. 334–358.

[3] H. Schacht, 76 Jahre meines Lebens (Kindler und Schiermeyer Verlag, Bad Wörishofen, 1953), pp. 207-208.


Thorsten Polleit  é economista-chefe da empresa Degussa, especializada em metais precisos, e co-fundador da firma de investimentos Polleit & Riechert Investment Management LLP.  Ele é professor honorário da Frankfurt School of Finance & Management.



29 comentários
29 comentários
mauricio barbosa 18/11/2013 14:06:08

Esses abutres no poder sabem o que estão fazendo mas a sede de poder é viciante e quem paga a conta não é eles,dai não se importarem com as lições da história.

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André 18/11/2013 14:46:20

Essa imagem dos alemães indo comprar pão é icônica!

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Rafa 18/11/2013 14:59:48

Ainda bem que hoje qualquer um com um computador pode se proteger com Bitcoins.

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Andre 18/11/2013 17:14:47

E com a subida atual no preço do Bitcoin já começaram à pipocar notícias:

Bitcoin prospera em meio a dúvidas

Responder
Rafa 18/11/2013 18:14:57

Se o Paul Krugman disse q vai dar errado é porque vai dar certo!
Segundo ele mesmo a internet teria o mesmo impacto na economia mundial que a máquina de fax. Claramente uma pessoa que entende de tecnologias desruptivas....

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Andre 18/11/2013 21:17:23

Não sabia dessa do Paul Krugman.
Esse cara tem talento para profetizar o futuro!

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Bruno D 18/11/2013 23:43:44

Vocês notaram que nos últimos meses a pressão por regulamentação para internet vem aumentando? O famigerado Marco Civil.. Hoje ouvi no rádio na Voz do Brasil um evento mundial que será realizado no Brasil sobre uma regulamentação a nível global da Internet, é claro que a pressão vai se tornar cada vez maior, tudo em nome de direitos aos usuários da rede, claro tudo balela...

O presidente do FED, sobre o Bit Coin:

veja.abril.com.br/noticia/vida-digital/presidente-do-fed-reconhece-potencial-do-bitcoin


O Bit Coin é uma realidade, é uma moeda complexa que por mais que digam que não se pode criar Bit Coin facilmente nos não temos como realmente constatar a veracidade nesse caso, já houve fraude já, como também acontece com o dinheiro tradicional.



Responder
Pedro 19/11/2013 02:11:33

Mas o bitcoin é uma moeda fiduciária.

Responder
Mohamed Attcka Todomundo 19/11/2013 09:27:06

mas com oferta finita

Responder
Andre 19/11/2013 09:52:12

"Mas o bitcoin é uma moeda fiduciária."

Não segundo essa definição:

"Moeda Fiduciária é qualquer título não-conversível, ou seja, não é lastreado a nenhum metal (ouro, prata) e não tem nenhum valor intrínseco. Seu valor advém da confiança (fidúcia, do latim fidere = confiar) que as pessoas têm de quem emitiu o título. A moeda fiduciária pode ser uma ordem de pagamento (cheques, por exemplo), títulos de crédito, entre outros."

que foi pega neste site: www.mundodosbancos.com/2013/02/moeda-fiduciaria.html

Afinal de contas ninguém "emite" Bitcoins, eles apenas existem.
Assim como existem os números naturais, os Bitcoins são apenas números.
Sendo que existe também toda uma infraestrutura em rede peer to peer para definir quem tem direitos de propriedade sobre quais Bitcoins.

Caso você tenha uma concepção diferente do significado da expressão "moeda fiduciária", explique-nos.

Responder
anônimo 24/01/2014 11:56:23

'"Mas o bitcoin é uma moeda fiduciária."

Não segundo essa definição:

"Moeda Fiduciária é qualquer título não-conversível, ou seja, não é lastreado a nenhum metal (ouro, prata) e não tem nenhum valor intrínseco. Seu valor advém da confiança (fidúcia, do latim fidere = confiar) que as pessoas têm de quem emitiu o título. A moeda fiduciária pode ser uma ordem de pagamento (cheques, por exemplo), títulos de crédito, entre outros."

que foi pega neste site: www.mundodosbancos.com/2013/02/moeda-fiduciaria.html

Afinal de contas ninguém "emite" Bitcoins, eles apenas existem.'


Como assim não? Ele se adequa perfeitamente a essa definição.
E eles não 'apenas existem', eles são emitidos sim, são criados pela mineração de bitcoins

Responder
Pobre Paulista 19/11/2013 10:43:00

As fraudes que ocorreram não foi no sentido de gerar bitcoins falsificados, e sim um simples roubo de bitcoins de outras pessoas. O algoritmo em si é bastante tolerante a erros, na realidade único risco real é o de ocorrer uma grande "divisão" e termos no final duas redes bitcoins distintas coexistindo.

Responder
anônimo 19/11/2013 18:41:12

Duas?? Já existem dezenas.
en.wikipedia.org/wiki/List_of_cryptocurrencies

Responder
Moralista 20/11/2013 11:28:16

Geralmente a maioria das pessoas quer ganhar muito trabalhando pouco. A ganância, já debatida em outros artigos e comentários, é a grande mãe dos problemas neste planeta. Enquanto houver ganância, haverá espertalhões que se acham com inteligência acima dos simplórios seres humanos. Moeda virtual é isto. Este casamento da ganância com a má-fé é uma pirâmide de areia que poderá ruir a qualquer momento, não sem antes deixar mi ou mesmo bilionários, os 'gênios' da ponta. Esperem para ver...

Responder
Andre 20/11/2013 12:48:10

Continue confiando no real.

Responder
Moralista 20/11/2013 20:13:12

Só acredito em algo que gere valor agregado com trabalho real. Isto só acontece na AGRICULTURA e na INDÚSTRIA e em seus ramos. Outros setores que não tenham vinculação com estes, não produzem nada real.

Responder
Andre 20/11/2013 20:52:30

Se alguém perder dinheiro por ter comprado Bitcoin só prejudicou à ele próprio.
Não está causando nenhuma mal no planeta.

Responder
Lord Keynes 18/11/2013 15:05:02

Mas a demanda agregada foi estimulada!

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Erick V. 18/11/2013 15:42:57

E a indústria de papel e de tinta também foram, afinal, as notas tinham que ser impressas... vocês neoliberais fascistas não sabem do que estão falando.

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Lord Bumbum Mole 18/11/2013 16:05:05

E os sindicatos tiveram seus aumentos salariais.

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Jean Cherem 18/11/2013 16:40:52

Adorei. Falei sobre como os manifestantes brasileiros deixaram de lado o crescimento insustentável da economia brasileira baseado no crédito, na construção civil e no setor automotivo. Realmente, o fato das pessoas não entenderem como funciona estes sistema de endividamento público e políticas econômicas insustentáveis permite que a exploração continue com aplausos do povo. O título é A revolução de vinte centavos, mas tem tantos no google que o jeito é pegar o link no Hora do Bananense pelo facebook no álbum ilustrações.

Responder
Investidor Preocupado 18/11/2013 21:06:02

Pois é pessoal, a história está aí e só não acredita quem não quer. Nosso sistema financeiro vem há muito tempo sendo deteriorado por políticos interesseiros que estão embolsando muito mediante impressão de dinheiro "grátis". O que nós leitores e simpatizantes da escola austríaca podemos fazer para nos defender? Como poupar para o futuro? Teremos nosso futuro financeiro de fato dizimado por esses canalhas? Será que somente nos sobrou comprar ouro e esperar o desfecho final???

Responder
Gustavo Libismodes Varela 19/11/2013 06:35:37

Então, neste sentido, devo vender minha xaninha-buça por ouro, marcos ou bitcoins?

Responder
Pobre Paulista 19/11/2013 10:44:45

Ué, se você conseguir quem compre, manda ver!

Aqui no Brasil as construtoras fazem algo parecido. Elas vendem um pedaço de ar com uma promessa de que ele estará cercado de concreto em até quatro anos, e tem quem compre! Acredita nisso?

Responder
Andre 19/11/2013 11:14:38

"Aqui no Brasil as construtoras fazem algo parecido. Elas vendem um pedaço de ar com uma promessa de que ele estará cercado de concreto em até quatro anos"

Adorei essa definição!

Responder
Emerson Luis, um Psicologo 21/11/2013 18:20:52

Incrível como países podem agir como indivíduos: o sujeito/país já está em uma situação difícil e toma sistematicamente decisões que pioram ainda mais o seu quadro. Mas faz sentido, pois países são compostos e governados por indivíduos.

* * *

Responder
Lucas 22/01/2014 18:39:06

Sempre que leio essas coisas eu penso numa encruzilhada aqui perto de casa em que duas ruas secundárias se cruzam indo ou vindo das avenidas de grande fluxo de veículos. Nessa esquina há sinalização em todos os quatro lados. Placas, etc. São ruas de boa qualidade e tamanho normal, em um bairro chique da cidade. Contudo, sempre (e eu digo SEMPRE) que passo ali junto com outro carros, há problemas. Todas as vezes os outros carros fazem manobras erradas. As ruas em questão são de mão única, com exceção de uma. Essa uma rua de mão dupla é a fonte do caos. Geralmente um apressado ou desatento, tenta passar ao lado do carro que trafega corretamente nessa rua de mão dupla. E sempre que fazem isso com mais carros nas outras ruas dá problema. Só tem um porém: nunca vi acidentes nem sequer buzinadas ou coisas do gênero. Ninguém parece dar a mínima pra isso e todos trafegam em paz e harmonia, mesmo sem respeitar as regras de preferência ou de sentido da rua.
O único que fica SEMPRE a um triz de um acidente sou eu. O único que vejo respeitar tanto o sentido da rua de mão dupla, quanto o direito de preferência da outra que cruza.
Contei tudo isso pq a questão que me martela a mente é essa: o que vale mais? ou o que está mais correto?

-> Fazer o que é certo ou fazer o que todos fazem?

Não sei mesmo. Aquilo de "faça o certo mesmo sem ninguém mais fazer" não confere. Não funciona! Se tu fizer o certo sozinho terá, no mínimo, mais trabalho, esforço e provavelmente nenhuma recompensa adicional. Mais ainda, corre o sério risco de se foder por conta do erro alheio.
O mesmo valeria para o dinheiro? Eu possuo ouro. Não é muito prático, lhes digo...

Responder
Hugo 07/03/2015 23:09:59

Boa noite Leandro!

Continuando o assunto hiperinflação gostaria de saber como aconteceu a hiperinflação de Israel no começo dos anos 80 e sua estabilização. Dizem que Israel optou por um congelamento de preços,e que esse congelamento supostamente teria derrubado a inflação permanentemente (algo absurdo de se afirmar). Caso for possível poderia escrever um artigo sobre isso?

Obrigado!

Responder
Leandro 08/03/2015 09:59:30

Nada de mais. Reduziram os déficits do governo, aboliram a capacidade do Banco Central de financiar diretamente o governo, e, o mais importante de tudo, adotaram uma política de câmbio fixo (sem a qual nenhuma hiperinflação é domada).

Nada de muito diferente do que foi feito no Plano Real.

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