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Utopistas prometem um mundo perfeito; defensores da liberdade querem apenas um mundo correto

Por que visões utópicas e irrealistas são tão atraentes e inspiradoras para muitas pessoas ao passo que a simples promessa de liberdade — o que de fato permitiria que a sociedade se tornasse muito mais aprimorada — é tão frequentemente desconsiderada? 

Um dos mais prolíficos defensores da liberdade no século XX, o escritor americano Leonard Read, tentou responder a esta questão.

Em seu livro Let Freedom Reign (Deixe a Liberdade Reinar), Read argumenta que a incapacidade das ideias pró-liberdade de arregimentar mais seguidores do que o estatismo utópico decorre em grande medida do fato de que são os fins idealizados, e não os meios considerados, o que frequentemente motiva as pessoas.  Ao contrário das visões utópicas, a filosofia da liberdade reconhece que um sistema de livre mercado é um "servo amoral" que não irá gerar apenas resultados perfeitos e inquestionáveis.  Já o estatismo utópico, ao contrário, promete um mundo perfeito, sem dificuldades, sem a necessidade de esforço, e sem máculas.  Por essa razão, as ideias pró-liberdade já lidam desde o início com uma desvantagem em termos motivacionais.

Uma boa ilustração da "vantagem" da utopia estatista sobre a liberdade é a afirmação utopista de que tal arranjo irá gerar uma igualdade de resultados (igualdade essa que, supõe-se, irá ocorrer em um alto nível de prosperidade).  Esta motivação, por sua vez, leva à criação de todo um conjunto de justificativas para se restringir cada vez mais a liberdade.  Mas a realidade, ao contrário da quimera estatista, é que algumas formas de desigualdade são as principais geradoras de surpreendentes benefícios sociais.  Apenas pense nos maciços ganhos oriundos da divisão do trabalho, em que a especialização entre as pessoas com capacidades distintas e desiguais — tudo coordenado por meio de arranjos voluntários de mercado — gera um enorme aumento da produtividade e da prosperidade.

Em vez de deplorar toda e qualquer desigualdade de resultados, seria muito mais sensato dizer que, enquanto houver liberdade, "a desigualdade irá existir, felizmente!".  Como disse o próprio Read,

Liberdade e igualdade são mutuamente antagônicas.  A ideia de igualdade se baseia na antítese da liberdade: coerção pura.  É impossível ser livre quando a igualdade é politicamente manipulada.

Não são as nossas semelhanças, mas sim nossas diferenças que dão origem à divisão do trabalho e aos complexos processos de produção e comercialização que ocorrem no mercado.  É vantajoso nos especializarmos e comercializarmos com outros especialistas.  Ao servirmos aos outros — e aos nos tornarmos cada vez mais capacitados e aprimorados (desiguais) no processo —, estamos servindo aos nossos próprios interesses.

A desigualdade entre indivíduos é um fato inquestionável, e a liberdade de incorrer em arranjos voluntários permite aos indivíduos de uma sociedade alcançar de maneira mais efetiva seus desejos.  Justamente por isso, atribuir resultados indesejados — tais como todos os possíveis desvios em relação a uma igualdade idealizada — a arranjos voluntários denota uma incompreensão da realidade.  Estes possíveis desvios ocorrem justamente porque vivemos em uma realidade que os utopistas simplesmente não aceitam. 

E a realidade é que vivemos em um mundo de escassez.  Se vivêssemos em um mundo de plena abundância, haveria de tudo para todos.  Mas como não vivemos no Jardim do Éden, temos de aprender a nos virar da melhor maneira possível.  A divisão do trabalho e o sistema de mercado são uma das melhores maneiras de sobrepujar os problemas gerados pela escassez.  Por isso, restringir arranjos voluntários — exceto aqueles que envolvam fraude e violência contra inocentes — é uma atitude incapaz de solucionar os reais problemas gerados pelo incontornável fato de que vivemos em um mundo de escassez.  Quaisquer tentativas de se restringir arranjos voluntários irão apenas afetar a capacidade do mercado de coordenar os planos produtivos de pessoas que possuem habilidades profundamente distintas.  Esta tentativa equivocada de se alcançar uma utopia impraticável irá apenas causar estragos.

Os defensores da liberdade têm de lidar com o fato de que os mercados são servos amorais que capacitam as pessoas a fazer aquilo que mais querem.  Não se deve crer de maneira inabalável que os mercados irão efetuar apenas coisas boas e inspiradoras.  No entanto, vale enfatizar que, sempre que eles fizerem coisas ruins, eles estarão apenas refletindo os desejos de indivíduos.  Com efeito, se o ser humano fosse completamente "reformado", os mercados não teriam como fazer mal nenhum.  Mas essa é a própria definição da utopia. "Reformar" o ser humano de maneira coerciva, por meio de decretos, felizmente é impossível e ainda assim não eliminaria as causas de tais malefícios.  Ademais, as restrições aos mercados que ocorreriam neste processo iriam justamente abolir este servo amoral que nos permite alcançar um arranjo muito mais benéfico e satisfatório do que aquele alcançável por quaisquer outros meios.

Há uma distinção crucial entre os fins utópicos e "inspiradores" e os meios que tais fins necessariamente envolvem.  Os meios coletivistas que as utopias requerem dependem da coerção; por isso, são imorais.  Consequentemente, é impossível que tais utopias sejam moralmente defensáveis.

Como escreveu Read,

Examine cuidadosamente os meios empregados em termos de certo e errado, e a moralidade dos fins revelar-se-á por si só.

Por mais sublimes e grandiosos que sejam os objetivos, se os meios empregados são depravados, o resultado final necessariamente será um reflexo dessa depravação.

Os meios utilizados para se alcançar objetivos individualistas servem como um poderoso impulso rumo ao florescimento material, intelectual, moral e espiritual do indivíduo.  Aqueles que formam a sociedade são os beneficiários secundários.  Se vamos nos ajudar uns aos outros, vamos primeiro nos ajudar a nós mesmos utilizando aqueles meios que se qualificam como moralmente corretos.

Fins visionários ou utópicos inspiram algumas pessoas a implantar fracassos estatizantes, sacrificando a liberdade em prol de inúmeras "boas causas".  Concentrar-se na moralidade dos meios (voluntários versus coercivos) e não nos objetivos declarados tem de ser a postura correta.  Uma vez que os meios utilizados pelas "soluções" estatizantes são imorais, tais sistemas são moralmente inferiores a arranjos voluntários.

A liberdade produz arranjos voluntários que evoluem e prosperam tão logo os direitos do indivíduo sobre si próprio e sobre sua propriedade são protegidos.  A liberdade fornece os meios para se alcançar tudo que há de melhor e que é realmente alcançável em uma sociedade.  À medida que prosperamos, cada um de nós tem mais a oferecer aos outros, sem a necessidade de atos imorais.  E tudo aquilo que a liberdade historicamente já alcançou — que está muito além da capacidade de visualização de qualquer pessoa, e que abre um amplo leque de possibilidades ainda desconhecidas — nos fornece amplos motivos para confiarmos nela em detrimento de todas as alternativas coercivas.

Defender a liberdade é uma atitude que requer a capacidade de "ver" todo aquele bem despercebido (e frequentemente inimaginável) que só pode ser alcançado quando se libera a capacidade das pessoas de criar e inovar de maneira pacífica.  É necessário também ser capaz de "ver", entender e articular os inerentes fracassos dos meios coercivos e imorais empregados com o intuito de se alcançar objetivos utópicos, os quais são inalcançáveis, não obstante o uso de tais meios.  Com esta visão, a liberdade pode ser reconhecida e entendida como algo muito mais inspirador do que qualquer alternativa coerciva e estatizante.


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autor

Hans F. Sennholz
(1922-2007) foi o primeiro aluno Ph.D de Mises nos Estados Unidos.  Ele lecionou economia no Grove City College, de 1956 a 1992, tendo sido contratado assim que chegou.  Após ter se aposentado, tornou-se presidente da Foundation for Economic Education, 1992-1997.  Foi um scholar adjunto do Mises Institute e, em outubro de 2004, ganhou prêmio Gary G. Schlarbaum por sua defesa vitalícia da liberdade.


  • Fernando Honório  05/11/2013 14:30
    E qual é o país mais livre do mundo? Os Estados Unidos?
  • Ricardo  05/11/2013 14:50
    Os EUA já foram o país mais livre do mundo, mas isso foi na segunda metade do século XIX. Hoje, Hong Kong, Cingapura, Suíça, Austrália e Nova Zelândia são muito mais livres que os EUA, que têm um sujeito abertamente socialista na Casa Branca.
  • Sidiclay  05/11/2013 15:30
    O Chile é o 7º país mais livre do mundo, segundo o Heritage. Alguns indicadores do mesmo:

    * Menor dívida pública da América Latina -> 6,2%
    * Inflação de apenas 2% ao ano
    * Melhor IDH da América Latina -> 40º
    * Menor taxa de violência -> 3,2 por 100.000 habitantes
    * Único país da América Latina a ser considerado desenvolvido.
    * É o 2º país com melhor índice de democracia na América Latina, perdendo apenas para o Uruguai.

    Mas infelizmente atualmente eles estão passando por uma grande investida socialista, a imprensa só transmite aos chilenos informações onde o "livre mercado" é ruim e o país precisa de leis intervencionistas para diminuir a pobreza (que já diminuiu bastante). Só mostram as coisas ruins (que sãos comuns ao livre mercado) e escondem os dados de desenvolvimento do Chile... o povo pensa que o Chile está encolhendo sua economia.
  • Raphael Cardozo  05/11/2013 17:27
    Olá amigos,


    Infelizmente estamos sofrendo investidas da esquerda por todos os lados. Para entendermos esse arranjo que é a esquerda devemos estudar não somente os livros de Karl Marx, Engel, entre outros mas também estudar filosofias, religiões e o ocultismo a fundo.


    Felizmente quando encontrei o IMB e comecei a entender mais de economia e sobre o livre mercado eu já havia estudado muito sobre religiões e ocultismo. Acho que assim se consegue ver a coisa de forma mais clara, sem duvida o comunismo é um mal que deve ser erradicado da humanidade, assim como o nazismo.

    Falando em nazismo, fique sabendo que houve um movimento em 2009 na Republica Tcheca para tornar o comunismo crime de lesa humanidade assim como o nazismo, alguém ai sabe o andamento desta petição? Se alguém souber posta ai.

    Nada melhor que colocar os dois sistemas lado a lado. Temos que combater ferozmente o comunismo assim como já combatemos o nazismo. Aqui no meu trabalho mesmo não converso com nenhum comunista, tem vários petistas aqui mas não faço questão alguma, nem olho na cara deles, para mim são lixos humanos, coniventes com tudo de mal, tudo de podre que esse sistema trouxe a nossa existência. Na minha opinião um comunista é como aquele cara que acoberta o ladrão, o assassino, o estuprador, etc.

  • Martius  05/11/2013 20:30
    Acalme-se colega, rs; não é necessário ser tão radical; o que falta à grande maioria das pessoas é informação, e nisto sites como o Mises têm grande valor; no sistema escolar, os pontos de vista da esquerda são ensinados como a verdade, e os da direitistas são vistos como "FDPs" que odeiam o povo. É lavagem cerebral o tempo todo; portanto, não me estranha nem um pouco que quase todas as pessoas que tem algum interesse por política e economia sejam esquerdistas em sua maioria.
  • gilmar  06/11/2013 01:29
    Os poloneses estão vacinados, os húngaros também, no fim a melhor coisa contra um vírus é ser contaminado, assim o organismo produz anticorpos e aprende a combater. No caso deles a "contaminação" foi goela abaixo mesmo, pior é a América Latrina (e o ocidente em geral) que quer essa praga voluntariamente.

    www.thenational.ae/news/world/europe/poland-bans-symbols-of-communism

    www.spiegel.de/international/europe/vestiges-of-genocidal-system-poland-to-ban-communist-symbols-a-663154.html
  • anônimo  14/11/2013 13:36
    "Vacina" tudo bem, mas a atitude do governo polonês eu julgo errado. Isso é intervenção também. Se é pra defender a liberdade, silenciar os opositores seria pura hipocrisia. O cidadão deve ser livre pra ser capitalista, comunista, nazista, o que ele quizer ser, contanto que não intervenha na liberdade dos outros. Se um polonês quiser tatuar um símbolo comunista na testa, que vá em frente e o faça. Que os indivíduos poloneses também o julguem da forma que quizerem, com olhares de desaprovo, xingamentos ou até elogios. Isso é liberdade, não um governo dizendo pro povo o que é certo ou errado, que símbolo é proibido ou não.
  • Ramiro  05/11/2013 15:10
    Muito obrigado, IMB. Não posso expressar adequadamente o quanto o trabalho de vocês me acrescenta e o quanto ele mudou minha forma de ver as coisas desde a minha primeira clicada aqui. Vocês são demais!

    Avante, liberdade! Temos um mundo para corrigir com nossas ideias.
  • Thomaz  05/11/2013 18:26
    O mundo está se 'esquerdizando' graças a Elite Bancária mundial. Os bancos adoram os socialistas, pois seu sistema falido é ávido por dinheiro fácil, a fim de praticar seu populismo de araque. Logo, todas as bases foram postas ao longo de décadas para que todas as nações dependessem dos bancos com dívidas impagáveis, solapando suas soberanias.
  • anônimo  14/11/2013 13:44
    Correto. Afinal de contas, quem não quer dinheiro fácil? É como o absurdo legal da definição de "Agiota" no Brasil. Basta você ser um banco, e as mesmas atitudes que o poriam na cadeia por agiotagem agora se tornam legais. Só porque um governo diz que isso é legal não quer dizer que isso se torna certo.
  • Gustavo Andre  05/11/2013 18:26
    Leandro, você poderia fazer um artigo comentando a entrevista da semana da Revista Época com o Sr. Robert Reich, o mesmo solta frases como (durante a entrevista ele assume que a desigualdade em uma sociedade é necessária):

    - "Os ricos não são criadores de empregos" (logo em seguida ele defende maiores impostos para os mais ricos);

    - (como motivo da desaceleração da economia americana ele cita) "(...) Passamos a cobrar menos impostos dos ricos, enfraquecemos os sindicatos, desregulamos o setor financeiro (...)";

    - "A sindicalização, ao distribuir a renda, mostrou-se benéfica para as corporações e para os ricos (...)" - defendendo sindicatos fortes;

    Ele realmente não sabe o que fala ou está somente fazendo propaganda pró-estado?
  • Raphael Cardozo  05/11/2013 19:25
    Muito bem colocado Gustavo,

    Temos que desmascara-los um por um. Eles vivem de mentiras, persistem na mentira até que se torne verdade, na verdade, a grande mídia da suporte a esses delinqüentes.

    Psicopatas como esses devem ser desmoralizados e humilhados em publico.
  • Leandro  05/11/2013 19:31
    As frases que você astutamente selecionou são auto-explicativas. O Reich é membro do partido democrata. Sendo assim, ele está em sua função de fazer propagando pró-estado e de defender a espoliação dos ricos para financiar os déficits do governo Obama, que nunca é responsável por nada. Normal. O que ele realmente não explicou é que, mesmo que alíquota do imposto de renda sobre os mais ricos fosse para 99,99%, isso em quase nada afetaria o déficit anual de US$1,2 trilhão.

    De resto, não entendi o que ele quis dizer quando afirmou que a economia desacelerou porque passaram a cobrar menos impostos dos mais ricos. Que lógica é essa? Fosse assim, durante o governo Reagan, quando a alíquota máxima do imposto de renda caiu de 70% para 28%, era para a economia ter entrado em uma espiral depressiva infinita.

    Como já dissemos aqui inúmeras vezes, ignore completamente ideólogos e propagandistas político-partidários. De qualquer país. Eles são emburrecedores.
  • Típico Filósofo  06/11/2013 00:30
    A Venezuela prossegue como a exceção às regras de Sennholz:
    Trata-se de uma utopia real onde os valores revolucionários lograram subjugar a lógica e a realidade, demonstrando os milagres do socialismo e a felicidade da população para com o fim da dominação capitalista.

    "8 de dezembro será o dia da 'Lealdade e Amor ao Comandante Supremo Hugo Chávez'"

    www.parana-online.com.br/editoria/mundo/news/705490/?noticia=VENEZUELA+DECRETA+DIA+DA+LEALDADE+E+DO+AMOR+A+CHAVEZ

    Que seja proclamado feriado mundial!

    "Maduro diz que rosto de Chávez apareceu no metrô."

    diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=665962

    Agitação revolucionária em um super-mercado de Maracaibo.

    A corrida pelo frango consiste em uma política de saúde pública para combater a obesidade, versão paralela aos controles alimentícios na Coréia do Norte.
    Além disso, através da psicologia de manada, fortalece a consciência de classe entre os consumidores venezuelanos.

  • Douglas  06/11/2013 04:02
    Tomara que depois que eles tiverem comido o frango o papel higiênico brasileiro já tenha chegado lá pra se limparem... Você é o cara que mais me faz rir aqui no Mises.
  • Raphael  06/11/2013 11:45
    Como pode,


    O tipico filosofo interpretou bem a realidade dos esquerdopatas. A realidade pra eles realmente não existe, vivem no mundo das idéias, masturbam-se entre eles milhares de livros socialistas que não levam a lugar algum.

    O que dizer a um ser dessa envergadura? Quando me deparo com sujeitos assim evito debater intelectualmente, prefiro xinga-los, é o meio mais eficaz de causar um trauma nas suas mentes débeis e psicopatas.

    Feriado para Chavez? Por quê não fazem também uma semana de feriado as vítimas do comunismo? Estimativa de 115 MILHÕES de mortos, isso é uma estimativa, com certa foi muito mais.

    Não podemos ser pacientes com eles, a ira contra os assassinos é o melhor remédio.

  • Típico Filósofo  10/11/2013 18:37
    "Maduro manda Exército ocupar cadeia de electrodomésticos"

    www.publico.pt/mundo/noticia/maduro-manda-exercito-ocupar-cadeia-de-electrodomesticos-1611952

    Mais uma vitória da democracia!
  • anônimo  10/11/2013 19:10
    Maduro? A venezuela é aqui
    ne10.uol.com.br/canal/interior/sertao/noticia/2013/11/10/mst-ocupa-vinicola-bianchetti-em-lagoa-grande-453834.php
    E depois esses vermes falam que só invadem fazenda improdutiva
  • Mohamed Attcka Todomundo  10/11/2013 19:47
    c/ certeza. + uma q só a democracia faz por vc ("democracia", do grego, governo do demo)
  • Danilo Henrique  13/11/2013 18:30
    Estamos voltando ao período medieval!!!!
  • Parabens  06/11/2013 01:15
    Parabéns a equipe IMB, sem o esforço de vocês eu talvez nunca tivesse a oportunidade de ter contato com os artigos e livros dos liberais verdadeiros.

    Obrigado!
  • Magno  06/11/2013 11:32
    Olá a todos.
    Durante muitos anos eu me emburreci estudando autores leninistas marxistas, pertenci até a partido politico de esquerda. Mas como a solidez dos argumentos liberais está anos luz a frente do atraso intelectual esquerdista aos poucos( comunismo é uma doença que se esvai gradualmente ) começo a me libertar de ideias viciadas tais como, estatização de empresas, burocratização nos processos de iniciativa privada, taxação paulatina nos serviços, etc. Todavia tenho uma dúvida, em área social como segurança pública o estado deve fornecer as garantias para que se tenha a paz social ou isso é perfeitamente possível com a intervenção da livre iniciativa.
    Grato a quem puder me responder.
  • anônimo  06/11/2013 11:53
    Bom dia, é prefeitamente possível deixar a cargo da iniciativa privada, como já acontece, de fato, no mundo real. Vide seguranças em shopping-centers e casas de show e os guarda-costas, além de empresas de vigilância.

    Aqui você encontra vários artigos sobre o assunto:

    Artigos sobre o assunto 'Segurança'
    www.mises.org.br/Subject.aspx?id=31
  • Renato Borges  06/11/2013 12:58
    Sem relação direta com o tema, mas não menos relevante.

    Da reportagem: g1.globo.com/mundo/noticia/2013/11/nova-york-consagra-democrata-bill-de-blasio-como-novo-prefeito.html

    "De Blasio fez das desigualdades sua grande bandeira eleitoral. Embora Nova York seja uma das cidades com mais multimilionários no mundo, 21% da população vive abaixo da linha da pobreza. Isso equivale, segundo índice da prefeitura, a uma renda de US$ 30.944 anuais para uma família de quatro membros."

    Com a cotação de hoje, R$ 2,289, temos uma renda anual de R$ 70.831 anuais. Considerando que essa família de quatro membros seja composta de dois provedores e dois dependentes, sendo a renda distribuída igual entre os dois provedores, temos a renda anual de R$ 35.415 por provedor. Não divagarei Considerando que a legislação atual obriga o cumprimento de no mínimo 13 remunerações ao ano mais férias, adotaremos que essa renda anual é composta de 14 pagamentos e com as regras atuais de tributação, temos que, para se atingir a renda líquida de R$ 2.530, o Salário Bruto Mensal é igual a R$ 2.920.

    Dito isso, concluímos que, segundo os burocratas caridosos e oniscientes da prefeitura de Nova York capazes de determinar o valor exato de riqueza e pobreza, a população Brasileira vive quase em sua totalidade abaixo da linha da pobreza, dado que a nossa renda real média é de R$ 1.871,50.

    Bom, passado o exercício acima, feito apenas para situar os números apresentados pelos benevolentes burocratas Nova Yorkinos à realidade Brasileira, deixo a seguinte pergunta: Se apenas 20% dos New Yorkers vivem abaixo da "linha da pobreza" e considerando que mais de 70% dos multiculturais concidadãos da cidade aprovam a bandeira eleitoral da redução das desigualdades, porque limitar esse espírito caridoso somente aos limites da cidade? Por que não expandir essa alma benevolente a todos os territórios do mundo, muito mais pobres que Nova York?

    Gostaria muito de saber a resposta dada pelos democratas progressistas. Vão esquecer todo o discurso de justiça social e irão, certamente, apelar ao nacionalismo, a famosa ode às linhas imaginárias que separam o mundo. Afinal de contas caridade é receber dos mais abonados, nunca prover aos menos afortunados.
  • Raphael Cardozo  06/11/2013 13:25
    Que infelicidade desses burocratas Nova Yorquinos, destorcem a realidade a tal ponto que a ilusão se torna parte da mesma, mas, a explicação é que tudo isso faz parte da mesma coisa, a esquerda.

    Como pode definir pobreza e riquesa sem fazer um balanço geral da economia mundo afora?

    Por Deus, acho que isso é patologico, mas ao mesmo tempo vejo que isso é psicopatia.

    Veja, o psicopata mente de cara lavada, sabe que está prejudicando pessoas e ainda por cima se abstem de ver os fatos como eles realmente são com todo orgulho.

    O mais engraçado de tudo é que essa psicopatia patologica se espande a mídia brasileira e mundial sistematicamente ao mesmo tempo.

    A mídia brasileira (que não faz faz juz a palavra ''mídia'', que quer dizer ''média'') não se mantém de forma alguma no centro dos acontecimentos, ou apênas como observadora e divulgadora dos fatos, muito pelo contrário, joga totalmente do lado do inimigo da humanidade, salvo alguns redatores, a maioria faz o papel de soldado do capeta.
  • Pedro  06/11/2013 14:56
    Bom dia, Instituto Mises Brasil. Sou estudante do 2º período de Economia de uma universidade pública e passei a me interessar pela Escola Austríaca quando o professor de Macroeconomia I fez uma menção à E. A. durante a aula, em que citou as diferenças entre ela e o Keynesianismo. Eu, que nada sabia sobre a E. A, percebi uma certa inclinação do professor à mesma, porém ele se expressava com certo receio - como se fosse um ateu falando sobre ateísmo dentro de uma igreja. Intrigado, pesquisei sobre a Escola, assisti a documentários, li textos no site do Instituto e estou fascinado pela linha de pensamento lógica e coerente exposta por vocês. O que me faz vir aqui e escrever esse texto é um fato ocorrido ontem. É semana de Economia na faculdade e ontem assisti a uma palestra chamada "Condicionantes e Limites Macroeconômicos dos Gastos Públicos no Brasil: uma Análise do Período 2003/2012 " concedida por uma professora doutora chamada Denise Gentil (UFRJ) . O que me deixou surpreso foi não somente a postura extremamente keynesiana adotada pela professora - que praticamente idolatrava os gastos públicos - como também o desdém e descrença emitido quando se referia aos liberais (ela os denominava "ortodoxos" e se denominava "heterodoxa"). A partir daí, entendi a postura "medrosa" do professor supostamente liberal: é um coelho cercado por raposas keynesianas que, para sobreviver, trabalha para o inimigo. Diante do exposto, gostaria de pedir uma certa orientação a vocês do Instituto sobre como devo iniciar meus estudos sobre a Escola Austríaca. Um roteiro. Início, meio e fim. Artigos, livros, filmes para iniciantes, de preferência.

    Grato pela atenção
  • Leandro  06/11/2013 17:10
    Prezado Pedro, não há um roteiro definido. Você pode começar literalmente de qualquer ponto. Tudo vai depender da sua área de interesse. Sugiro que você venha aqui na seção de comentários (de qualquer artigo) sempre que estiver com dúvidas e peça artigos de referências sobre qualquer que seja o assunto que esteja em sua mente.

    Grande abraço e obrigado pelas palavras.
  • Charlton H. Hauer  06/11/2013 21:01
    Um pouco mais sobre a utopia...

    Vinho Velho, Garrafas Novas:

    clique aqui
  • Emerson Luis, um Psicologo  08/11/2013 18:57
    Esse artigo é um eletrizante choque de realidade!

    * * *
  • Edigar Torres  11/11/2013 23:41
    Alguém já viu esta abominação?

    www.youtube.com/watch?v=mF_YVJEfP7o

    Trata-se do cafajeste César Maia, ex-prefeito do município do RJ, exaltando o serviço público e execrando o serviço privado.
  • anônimo  14/11/2013 13:21
    Ola,
    Gostaria de saber qual seria explicação de um fenômeno de mercado (ou de estado?) ocorrido ha dias atras a respeito de algumas marcas de azeite que eram na verdade óleos refinados, mas estavam sendo vendidas como azeites extra virgens. Como a economia austríaca explica este fenômeno, que agora esta sendo comentado nas redes sociais como um acontecimento cuja culpa deve ser imputada ao capitalismo? E ainda estão dizendo que sem o estado pra autuar esses fabricantes as pessoas estariam pagando caro por uma propaganda enganosa...

    oglobo.globo.com/economia/defesa-do-consumidor/azeites-de-oliva-so-no-rotulo-10710633
  • Leandro  14/11/2013 13:28
    Segundo a reportagem, quem descobriu tudo não foi o estado, mas sim uma associação voluntária de consumidores. Logo, se há uma clara lição a ser extraída é a de que o estado brasileiro é caro e não serve para nada, nem mesmo para impedir fraudes -- que, junto com o fornecimento de segurança, seria a sua função precípua.

    Sempre fico mesmerizado com este fenômeno: quanto mais o estado fracassa, quanto mais escabrosa é a sua incompetência, mais as pessoas o defendem e juram que ele é imprescindível. Nunca irei entender.

    De resto, o mercado funcionou exatamente como tem de funcionar: as empresas que faziam propaganda enganosa foram desmascaradas por consumidores e dificilmente reconquistarão sua reputação. Não há maior punição do que esta.

    O que você tem de ter em mente é o seguinte: nenhum livre-mercadista nega a existência de empreendedores salafrários; nós apenas acreditamos -- e para isto baseamo-nos na sólida teoria econômica -- que, quanto mais livre e concorrencial for o mercado, mais restritas serão as chances de sucesso de vigaristas, e mais honestas as pessoas serão forçadas a se manter. O caso dos azeites é uma perfeita comprovação disso.

    E as pessoas terão de ser honestas não por benevolência ou moral religiosa, mas sim por puro temor de que, uma vez descobertas suas trapaças, elas serão devoradas pela concorrência, podendo nunca mais recuperar sua fatia de mercado e indo a uma irrecuperável falência.

    Por outro lado, quanto maior for a regulamentação estatal sobre um setor -- que é o que as pessoas querem -- mais incentivos existirão para a corrupção, para o suborno, para os favorecimentos e para os conchavos. Em vez de se concentrar em oferecer bons serviços e superar seus concorrentes no mercado, as empresas mais poderosas poderão simplesmente se acertar com os burocratas responsáveis pelas regulamentações, oferecendo favores e, em troca, recebendo agrados como restrições e vigilâncias mais apertadas para a concorrência.

    Recomendo a leitura deste artigo, que trata de uma situação semelhante:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1200
  • Atila Arruda  14/11/2013 16:36
    Antes eu comprava a marca lider em Sabonetes bactericidas que prometia eliminar 99,9%das bactérias,mas que eliminava zero,agora só compro as marca Dettol e Ype.

    noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/redacao/2012/04/11/protex-e-outros-sabonetes-nao-protegem-contra-bacterias-diz-proteste.htm

    Isso mostra que associações voluntarias como o Proteste são muito mais eficientes e confiáveis do que o governo e seus fiscais.


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