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A França e o ápice da social-democracia: impostos para todos, emprego para poucos

Um em cada quatro franceses com formação universitária quer sair do país em busca de uma vida melhor.  Mais de 70% dos franceses creem que os impostos estão "excessivos" e 80% acreditam que a política econômica do governo é "equivocada" e "ineficiente".

Esta é a nova França de François Hollande, hoje o país com a mais alta carga tributária do mundo.  Neste ano, estima-se que as receitas tributárias irão chegar a 46,3% do PIB.  O primeiro-ministro Jean-Marc Ayrault, do Partido Socialista, criou nada menos que 84 novos impostos apenas nos últimos dois anos.  E essa cifra ainda não contém aquela que seria a mais egrégia de suas façanhas: um imposto de 75% sobre rendas superiores a um milhão de euros.  Tal proposta foi considerada inconstitucional.  Mas os social-democratas não devem se preocupar, pois alguns políticos franceses não irão deixar essa mera decisão judicial atrapalhar seus planos: a proposta ainda continua sendo discutida na assembléia nacional francesa, com algumas pequenas alterações.

E a possibilidade de essa proposta ser aprovada vem gerando algumas consequências inesperadas.  Uma das diversões favoritas dos franceses — junto com os queijos brie e as baguettes — poderá ser duramente atingida: o futebol.  Os times franceses correm o risco de serem relegados às pequenas ligas caso esta nova proposta seja aprovada.  Afinal, seus melhores jogadores ganham altos salários.  Uma alíquota de 75% sobre seus salários fará com que eles exijam salários ainda maiores, apenas para manter o mesmo valor real de antes.  E dado que os custos dos jogadores já são hoje uma grande preocupação, acrescentar um pesado tributo sobre salários já historicamente altos será um fardo insuportável para a maioria dos times franceses, que terão muitas dificuldades em se manterem competitivos.

Como consequência, já se fala em isenções para times de futebol. O jornal francês Le Figaro estima que uma isenção tributária criada especificamente para os jogadores de futebol poderia poupar à liga francesa 82 milhões de euros por ano.  O time com a mais alta folha de pagamento, o Paris Saint-Germain, pouparia 32 milhões de euros.  O Olympique de Marseille, 14,2 milhões.  E o Lyon, 12,5 milhões.

Salvar o futebol é uma atitude que pode manter as massas pacificadas, mas é curioso notar como tal medida ensina uma lição bem mais ampla: ora, se times e jogadores de futebol necessitam de isenções tributárias para se manter competitivos, por que não todo o resto da economia?  É verdade que os salários dos jogadores são maiores e as alíquotas tributárias são mais altas, mas a lógica básica também se aplica ao proletariado e às demais classes trabalhadoras.  Estes também são escorchados por impostos, e poucos saem em sua defesa pedindo isenções ou impostos menores. 

Mas prossigamos.

Algumas pessoas poderiam pensar que os 84 novos impostos criados ao menos teriam o efeito benéfico de reduzir um pouco o fardo da dívida pública do governo.  Afinal, há outros países que aparentemente também seguem este receituário.  A Noruega, por exemplo, é famosa por ter altos impostos.  Mas a diferença crucial é que o governo norueguês apresenta incríveis superávits orçamentários de dois dígitos.

Mas não é isso o que ocorre na França.  Tendo a maior carga tributária do mundo, é natural que o gasto público também já tenha se tornado o maior do mundo, de 57% do PIB.  Apenas para se ter uma ideia de como as coisas funcionam por lá, a França tem pelo menos 30.000 funcionários públicos cuja única função é supervisionar empresas de consultoria privada que são pagas pelo governo para elaborar planos de governo.  Apenas uma amostra de como o capitalismo de estado e o socialismo são grandes parceiros de cama.

Essa diferença entre receitas e gastos faz com que o governo tenha de contrair empréstimos para fechar suas contas.  Naturalmente, esses empréstimos não advêm dos cidadãos franceses, que praticamente ficam sem nenhum dinheiro para investir após a Receita Federal abocanhar sua fatia.  Logo, os empréstimos vêm de fora.  A consequência é que a França possui hoje uma dívida externa de mais de $5 trilhões.  Isso é o equivalente a quase $75.000 por pessoa (para se ter uma ideia, esse valor é 50% maior do que a dívida per capita dos EUA, que são um país notoriamente endividado).

Como os próprios francês gostam de dizer, plus ça change, plus c'est la même chose.  Mais de 200 anos atrás, Jean-Baptiste Colbert alertou o rei Luis XIV que "A arte da tributação consiste em depenar o ganso de modo a obter a maior quantidade de penas com o menor volume possível de grasnido."  O som que hoje se ouve na França é o de franceses grasnando indignados.  Os gansos com mais penugem — Gérard Depardieu, membros da família Peugeot e da Chanel — já deixaram o país em busca de um futuro melhor.


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autor

David Howden
é professor assistente de economia na Universidade de St. Louis, no campus de Madri, e vencedor do prêmio do Mises Institute de melhor aluno da Mises University.


  • Pedro Ivo  24/10/2013 13:40
    Conforme a reportagem do 1º link, 54% dos franceses acham que os novos impostos aumentarão, ao invés de diminuir, as desigualdades sociais. Ótimo! Pode ser um ponto de virada pró laissez faire.
  • mauricio barbosa  24/10/2013 13:46
    Caríssimo Leandro a dívida externa francesa difere em que da dívida externa brasileira,ou seja se o fed ou o bce aumentar a taxa de juros em dois dígitos a frança sofrerá uma década perdida igual nós sofremos na década de 80 ou existem fatores diferentes não considerados em minha análise? O clube de Paris na década de 80 cobrava o sangue nosso e no caso francês terão a mesma atitude e haverá uma favelização nos arredores de Paris e aumento da mendicância ou estou exagerando em minha análise?
  • Leandro  24/10/2013 14:10
    Essa dívida está majoritariamente nas mãos de outros países da zona do euro. Um aumento dos juros pelo BCE realmente não seria nada bom para o governo francês, mas tal aumento de juros não está no radar.
  • mauricio barbosa  24/10/2013 14:51
    Caríssimo Leandro mas na hipótese de aumento desta taxa as consequências seriam uma década perdida com aumento da miséria e favelização urbana ou não,estou perguntando isso pois me lembro da miséria que era ser pobre neste país nos anos 80 e a pergunta é a diferença de perfil das dívidas brasileira e francesa e aumento da miséria num país de primeiro mundo isto é possível ou é coisa de terceiro mundo? Pois sempre ouvi a imprensa fazendo este tipo de comparação.
  • Leandro  24/10/2013 16:02
    A dívida externa não foi a culpada da miséria brasileira na década de 1980. A culpada foi a hiperinflação, o protecionismo e o completo desinteresse de investidores estrangeiros. A dívida externa foi só um espantalho.
  • me  24/10/2013 15:32
    Achei que a imagem fosse de God of War...
  • Jurandir  24/10/2013 15:34
    Mas ao menos o dinheiro é bem aplicado na França. Ao contrário do Brasil. Lá o povo tem bom sistema de saúde e educação, uma série de garantias sociais e a corrupção é baixa. É um contrato social eticamente defensável.
  • De Gaulle  24/10/2013 16:05
    Sim. É tão bem aplicado que um em cada quatro franceses com formação universitária quer sair do país em busca de uma vida melhor, mais de 70% dos franceses creem que os impostos estão "excessivos" e 80% acreditam que a política econômica do governo é "equivocada" e "ineficiente". E a avaliação do governo é a mais baixa da história.
  • Pedro Ivo  24/10/2013 17:10
    Jurandir, desculpe se estou sendo mal educado, mas não há outra coisa a dizer do Sr. senão que você é mal informado.

    Lá o povo tem bom sistema de saúde e educação...[i/] - Na França saúde e educação públicas de qualidade são uma benesse geograficamente determinada. Nas regiões ricas de Paris, por ex., há bom atendimento neste sentido; vá às periferias, e todos os bens públicos deterioram-se. Lá, o que existe é um racionamento dos bens públicos conforme critérios de renda (operacionalizado pela localização em que você reside), sendo portanto um subsídio, pago pelos + pobres, aos + ricos. Pesquise a respeito, mas até pelo cinema ficcional e de ducumentário francês atuais você o percebe.

    [i]...uma série de garantias sociais...
    - Pois é. O problema é este mesmo. As garantias sociais fazem do estado francês um eterni deficitários, levando à divida pública de 5 trilhões supracitada. Garantias sociais são apenas o presente sendo comprado com o futuro (+ dívidas que levarão à seu pagamento no futuro). Além do +, as pessoas que recebem estas garantias não se tornam + produtivas, em seu trabalho, por meio destas: tornam-se apenas + dependentes. No dia em que as ditas garantias forem cortadas, tais pessoas ver-se-ão totalmente miseráveis, ao contrário do + humilde trabalhador que tenha qualquer qualificação profissional que seja (desde faxineiro até músico de rua), porque quem vive de benefícios tem que provar a necessidade destes, então tem que comprovar sua miséria, de modo que nela permanece.

    e a corrupção é baixa. - A lei francesa põe uma mordaça na imprensa, que não pode noticiar a vida particular de políticos; logo, fica impedida de investigá-los. Portanto a percepção da corrupção pode ser menor que a realidade. Isto sem falar que há a corrupção do roubo, e a bem menos visível da 'manipulação do sistema', que garante, por ex., privilégios corporativistas. Então não tenha tanta certaza assim do que você disse!

    É um contrato social eticamente defensável. - Não mesmo. Ainda que tudo que eu citei anteriormente inexistisse, não é moral tomar a propriedade de ninguém, pois este trabalhou para te-la.
  • Ana   25/10/2013 12:49
    Parabéns unico comentário inteligente, moro na França e você falou exatamente o que acontece aqui.
  • Pedro Ivo  05/11/2013 11:12
    E o pior Ana, é que nunca estive na França. Sei disto pela imprensa, o que mostra que qualquer um poderia saber caso se informasse antes de opinar.

    Aliás, opinião = fundamentado. O resto é palpite
  • Emerson Luis, um Psicologo  24/10/2013 17:11
    Quer dizer que 25% dos franceses querem ir trabalhar em outro país? Hum, interessante... Então o governo poderia importar francesas em vez de cubanas para o programa Mais Médicos!

    Já pensou ser atendido por uma bela médica francesinha?

    Bonjour! Comment puis-je vous aider? Qu'est-ce qui se passe avec vous? Que ressentez-vous?

    Não íamos entender muito (assim como não entendemos os cubanos), mas pelo menos só o sorriso, o sotaque e o charme da belle mademoiselle já nos faria sentir melhor...

    PS: O que escrevi acima é uma ironia: sou totalmente contra a escravidão desse programa.

    * * *
  • Pedro Ivo  24/10/2013 19:17
    prefiro tchecas, mas francesas também servem
  • Rubens Mesquita  24/10/2013 20:32
    yeah
  • Aaron  24/10/2013 21:28
    kkkkkkkkkkkkkk, seriam melhor formados do que os cubanos que intendem mais de marxismo do que de medicina.
  • anonimo  24/10/2013 22:04
    Querer ir trabalhar em outro país não quer dizer que queira vir para o Brasil...
  • mauricio barbosa  24/10/2013 17:57
    Caríssimo Leandro então quer dizer que a miséria é coisa de pais terceiro-mundista interventor,enquanto governos primeiro-mundistas interventores não geram miséria?Gostaria que você desmistificasse esse assunto,pois essas comparações da imprensa são na minha modesta opinião um insulto a nossa inteligência fazendo parecer que somos inferiores aos europeus,norte-americanos,japoneses e a tal falácia que diz que se consumissimos igual aos norte-americanos precisariamos de 4 planetas terra,lembrando que aonde está a falácia nesse raciocínio ambientalista que faz parecer que o terceiro-mundo está condenado a miséria,enquanto o primeiro-mundo pode viver no luxo.
  • Leandro  24/10/2013 23:22
    O que gera riqueza é divisão do trabalho, poupança, acumulação de capital, capacidade intelectual da população (se a população for burra, a mão-de-obra terá de ser importada), respeito à propriedade privada, baixa tributação, segurança institucional, desregulamentação econômica, moeda forte, ausência de inflação, empreendedorismo da população, leis confiáveis e estáveis, arcabouço jurídico sensato e independente etc.

    E o que causa miséria é o desrespeito a todos os itens acima. Não é uma dívida externa que irá destruir tudo isso. Países de primeiro mundo enriqueceram porque seus governos historicamente respeitaram o arranjo acima.

    Recomendo este artigo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=729
  • Leonardo Faccioni  24/10/2013 19:55
    Seria sumamente interessante, já que o texto menciona uma anedota dos tempos de Luís XVI, trazer à baila um levantamento acerca da carga tributária de seu reinado, frequentemente elencada entre as causas da tão cantada e decantada Revolução Francesa. Alguém acaso possuiria dados a respeito?

    P.S.: Bem sabemos que o modelo de tributação do ancien régime não pode ser objeto de um paralelismo automático para com o atual, que o modelo de Estado, os agentes ativos e passivos são todos outros, etc., etc. O ponto é justamente esse: verificar se o mito fundacional do modelo de Estado contemporâneo (a rebelião contra o "despotismo" das organizações sociais anteriores, supostamente mais autárquicas e menos prestamistas) corresponde a uma maior e mais perfeita liberdade geral, que era o objetivo declarado pela retórica dos que substituíram aquele modelo por este hodierno.
  • bernardo  24/10/2013 20:07
    Carga tributaria de 46% é a maior do mundo? Achei meio estranho esse dado, pensei que os paises escandinavos tivessem uma carga maior que essa.
  • Leandro  24/10/2013 23:16
    Aqui está a lista com os valores de 2011, que são publicados na edição de 2012 da Heritage Foundation.

    A Noruega tem 43,6%, a Suécia, 45,8% e a Finlândia, 43,6%. A Dinamarca aparece com 49%, mas parece que de lá pra cá houve redução de alguns impostos e aumento do PIB (ao contrário da França, cujo PIB está parado). É aguardar.

    Em todo caso, a França está sólida em segundo lugar.

    en.wikipedia.org/wiki/List_of_countries_by_tax_revenue_as_percentage_of_GDP
  • Felipe  24/10/2013 23:19
    Admiro e até invejo um pouco o inconformismo francês, sempre vejo notícias de franceses protestando sobre os mais diversos assuntos, a população indo as ruas e se movimentando para defender as suas idéias, isso é algo que sempre me chama atenção.
    Talvez seja reflexo das lutas históricas que passaram. Mesmo assim, nós brasileiros poderíamos até dizer que eles reclamam de barriga cheia, pois apesar da alta taxa tributária ainda desfrutam de bons serviços públicos, enquanto nós brasileiros que suportamos uma carga tributária enorme, sem sequer desfrutar dos serviços públicos de qualidade.
    Enquanto eles reclamam de barriga cheia nós ficamos calados de barriga vazia rss.

    *(Perdoem meu complexo de vira-lata).
  • anônimo  25/10/2013 09:17
    Por outro lado é um povo fraco, covarde e recalcado (surpresa o socialismo ser popular entre gente assim?).Tente falar inglês na frança, capaz deles te baterem.Isso porque no fundo eles sabem que se não fosse os EUA e a Inglaterra, o Hitler estaria mandando neles até hoje.
  • Marcos  25/10/2013 18:37
    Eu penso exatamente o contrário. quando o povo é revoltado demais o país tende a afundar. Além da França, pense no caso da Argentina.

    Para mim, esses protestos de rua se ligam muito a idéia de que uma revolução vai resolver como mágica todos os problemas da população. Pior: vai solucionar por meio do estado.

    Ser revoltado não adianta absolutamente nada. Acho que o mais importante é o nível de esclarecimento da população. Isso é o que vai levar a soluções reais aos problemas.
  • Alexandre [SEP]  25/10/2013 01:16

    Olá

    não tem nada haver com o artigo mas gostaria de saber se isso procede:

    A falácia do Sistema SAC – Anonymous

    eugeniorezendedias.blogspot.com.br/2013/10/a-falacia-do-sistema-sac-anonymous.html
  • IRCR  25/10/2013 03:50
    Votaram no socialista e agora não adianta chorar.

    Esse negocio de tributos por PIB é balela. No relatorio da Doing Business 2013 temos lá o total tax rate %

    Brazilzão 69,3%
    Italia - 68,3%
    França - 65,7%
    Belgica 57,7%
    Austria 53,1%
    Suecia - 53%
    Japão - 50%
    Australia - 47,5%
    Alemanha - 46,8%
    USA - 46,7%
    Noruega - 41,6%
    Finlandia - 40,6%
    Holanda - 40,1%
    Espanha - 38,7%
    UK - 35,5%
    Nova Zelandia - 33,5%
    Suiça - 30,2%
    Korea - 29,8%
    Chile - 28,1%
    Dinamarca - 27,7%
    Singapura - 27,6%
    Irlanda - 26,4%
    Canada - 26,9%
    Hong Kong - 23%
    UAE - 14,9%
    Arabia Saudita - 14,5%
    Qatar - 11,3%
    Kuwait - 10,7%

    Ainda, se pegarmos o rendimento médio liquido divido por uma cesta de produtos e serviços, para analisarmos o poder de compra de cada pais, o brazilzão tb fica lá para trás.
  • ABC  27/10/2013 22:36
    Bundil como sempre motivo de orgulho...
  • Pedro.  28/10/2013 13:14
    Grande IRCR!!!

    Ademais o calculo do PIB seria útil como parametro, apenas para medir variações mas não como um indicador real de produção de bens e serviços.

    Porem, nem mesmo como paramentro ele serve, pois que varia ao sabor de intersses o seu calculo.
    Ou seja, a idéia de PIB é tão cheirosa quanto um peido, se admitida como realidade de produção.

    No cálculo da carga tributária é impossivel precisar impostos indiretos (da MO operária/funcionários) e portanto os produtos possuem embutidos uma carga tributária muitissimo maior que aquela aferível.

    A comparação de arrecadação com o PIB é algo canalhamente impreciso. Pois que induz a se crer que os bens e serviços úteis possuem carga média de "X".

    Isso não é real, dado que a atividades isentas e mesmo que recebem impostos, sem contar atividade que nada produzem de útil como bem ou serviço e acabam gerando "produção".

    Porco que seja, há consumo se passando por produção.

    O negócio do Estado é empulhar as massas, é o embuste como fim!

    Desgraçadamente mesmo os adversários de tal empulhação acabam rendendo-se a terminologia e pretensa realidade dos embustes insistentemente difundidos como realidade.

    Por exemplo o termo "capitalismo" aceito por todos, mesmo que trazendo em si um tom antipatizante. Aceitam que os auto intitulados "progressistas" sejam assim chamados. Aceitam o PIB e estupidamente ACEITAM AS COMPARAÇÕES DE ARREGADAÇÃO COM CARGA TRIBUTÁRIA EM FUNÇÃO DO PIB!

    ...qse da vontade de chorar ...QUEM CONTROLA AS PALAVRAS, O IDIOMA, CONTROLA TUDO!

    Abs.
  • Luciano A.  02/11/2013 02:40
    Como foi feito esse cálculo do percentual de impostos pelo Doing Business 2013? Percentual de quê?
  • Ali Baba  05/11/2013 13:47
    Por favor, um pouco mais de vontade de encontrar as coisas: portugues.doingbusiness.org/methodology
  • renato costa  05/11/2013 13:53
    lmgtfy.com/?q=doing+business+metodologia
  • anônimo  25/10/2013 08:42
    "Um em cada quatro franceses com formação universitária"

    Só se for da boca pra fora. Conheço dezenas de franceses com formação universitária, e apenas um está de fato mexendo a bunda pra emigrar. Praticamente todos os outros estão confortáveis com seus "Contrats à durée indeterminée", algo quase tão estável quanto funcionalismo público no Brasil.

    Quanto à situação fiscal, ela está de fato dramática. Ontem mesmo foi divulgado que eles pretendem tributar em 15% toda a renda obtida através de diversos planos de poupança até então isentos, e de maneira retroativa até 1997. É absurdo.
  • mauricio barbosa  25/10/2013 09:39
    Caríssimo Leandro última pergunta sobre a França,esse processo de aumento de impostos a longo prazo não levará o país a empobrecer? Se for sim porque, se for não porque?
  • Marcos  25/10/2013 22:36
    O povo brasileiro tem a desonestidade em seu sangue. Impressionante.
  • Matheus de Souza  26/10/2013 02:01
    A França vai ter nesse século o mesmo fim que teve a Argentina no século passado. Como diz a música do Metallica: Sad but true.
  • Frank Percy  27/10/2013 11:04
    E pagarás impostos para sempre!
  • Pedro.  28/10/2013 12:34
    A minha teoria de que aquilo que surgiu como reação às idéias liberais que prosperavam dentre as massas, estava certo na idéia, porém com sinal trocado.

    As idéias socialistas existiam muito antes de Marx/Engels e o objetivo era TENTAR JUSTIFICAR O PODER COERCITIVO E EXTORSIVO DA CLASSE ESTATAL. Ou seja, os interessados e beneficiários do arbítrio estatal tentavam persuadir da necessidade do Estado como entidade inquestionável em sua "vontade" (vontade como deliberação acordada entre a cúpula).

    Desta forma as deliberações arbitrárias da hierarquia estatal conseguiria escapar do JULGAMENTO MORAL/ÉTICO. Afinal, haveria um objetivo supremo que redimiria todas as violações morais e éticas perpetradas pelo Estado sob a pretensa justificativa de produzir benefícios ao coletivo com danos a uma minoria assim compensados.
    OU SEJA: o APELO SOCIALISTA MILENAR seria UTILITARISTA. Sob tal pretensa justificativa, apoiada por um pieguismo moral ideológico salvador que sugeria a necessidade valendo como direito para o necessitado, o Poder arbitrário da CORPORAÇÃO ESTATAL estaria garantido.

    Ora, tal sentimentalismo moralóide não conseguia apoio na razão e perdia simpatizantes diante dos argumentos racionais das idéias liberais.

    Os interessados e beneficiários a CORPORAÇÃO ESTATAL podiam perceber que a tendencia era a de redução e supressão do arbitrio canalha e interesseiro que produzia leis que não passavam de ordens oriundas de deliberações arbitrarias.

    Daí surgiu Karl Marx chamando o socialismo então existente de "Socialismo Utópico" e propondo um "Socialismo científico".
    Evidentemente que o termo "CIENTÍFICO" vinha de encontro às aspirações racionais da época que diante do progresso das idéias se curvava à LÓGICA e não seduzia-se por falatório arbitrário baseado em sentimentalismos. Assim, os apelos moralóides que reivindicavam apoio para o arbitrio estatal eram desprezados por uma população que tendia a revoltar-se contra a EXPLORAÇÃO ESTATAL da SOCIEDADE PRODUTIVA.

    Ocorre o o "científico" era um mero termo sem relação com a baboseira arbitrária dos defensores do Poder estatal. Ou seja, era o uso de uma palavra com o intuito de associar um significado a algo que com ele não tinha qualquer realação. Um MARKETING político. Posto que as massas não tinham como conhecer perfeitamente e analisar se a palavra estava sendo corretamente utilizada.

    O recurso de afirmações sobre uma pretensa teoria (- de fato uma ideologia: idéias que se justificam no apregoado objetivo supremo e assim redentor = fins que justificam meios -) sem apresenta-la PELA FONTE acessível foi um recurso antigo (as massas não tinham a fonte biblica verificável - não podiam ler e certificar-se do que lá estava escrito). Da mesma forma o besteirol de Marx/Engels primeiramente seduziu e corrompeu adeptos para posteriormente apresentar-se como fonte verificável. Este recurso permite que CRITICAS POSSAM SER REPUDIADAS COM ALEGAÇÕES DE MOMENTO ADAPTADAS A ELAS: pode-se nega-las como se levianas ante a "brilhante idéia ideológica".

    Na ideologia estapafurdia de Marx/Engels o apelo a uma alegada supressão do Estado deu-se exatamente PELA MESMA RAZÃO DO USO da PALAVRA "CIENTÍFICO". Novamente um DELIBERADO MARKETING para EMPULHAR as MASSAS cada vez mais antipaticas ao Estado.

    Ou seja: o sucesso das reflexões racionais empolgava a sociedade que já não via com bons olhos os apelos sentimentalóides que reivindicavam Poder Total para a hierarquia estatal e cada vez mais a sociedade se opunha ao arbítrio e exploração que o LEVIATÃ impunha à sociedade produtiva.

    Diante disso: a idéia era usar a palvra "CIENTÍFICO", dada a demanda da sociedade por racionalidade ou ciência, bem como tomar para si uma proposta de supressão do estado, afim de LUDIBRIAR A POPULAÇÃO sob uma propsta de MUDANçA para que FICASSE A MESMA COISA.

    EIS AÍ A VERDADE DA DIALÉTICA MARXISTA, ONDE TUDO PODE SER SEU PRÓPRIO CONTRÁRIO, JA QUE TUDO MUDA O TEMPO TODO.

    Através dela a proposta do "socialismo científico" em síntese é a própria descrição inventada para o capitalismo. Ou seja: inventou-se um monstro que não existia conforme o descrito e sob o argumento de combate-lo o objetivo era exatamente CRIA-LO.
    Algo perfeitamente enquadrado na idéia de dialética que, bem compreendida, faz entender a simpatia da aristocracia e burguesia pelo "socialismo científico" que prometia um fantasioso "comunismo" para justificar-se em tal "objetivo redentor" somente possível APÓS A ABUNDÂNCIA DE TODOS OS BENS.
    ...e nisso aí mais uma incoerencia, pois que Marx/Engels admitiam que o tal "capitalismo" vigente (e não o inventado por Marx/Engels) aumentava a qualtidade de riqueza e que o socialismo a deveria distribuir. Contudo propunha o "socialismo científico" como se este fosse levar à abundancia sem contar que a alegação que capítalismo produziuria um APOCALIPSE SOCIALISTA, com a rebelião dos proletários.

    Ou seja EMBUSTE sobre EMBUSTE numa MISCELÂNIA DESCONEXA, onde alegações elaboradas para cada momento não perfaziam uma idéia coerente, mas um amontoado de afirmações sacadas segundo a CONVENIÊNCIA DO PÚBLICO ALVO ou para ESCAPADAR da CRÍTICA. ...Uma deliberada empulhação estapafurdia completamente desconexa: um samba do crioulo doido ideológico, sob suspeita de que AS CONTRADIÇÕES MOVEM O MUNDO.

    Agora então a conclusão lá no inicio aventada:

    Marx/Engels acusava que a ganância burguesa lefvaria a uma degradação crescente dos proletários, que cada vez seriam mais explorados (apesar da afirmação de que já obtinham apenas o minimo para sobreviver e produzir para o malvado burguês).

    Ora, o que vemos é EXATAMENTE A CORPORAÇÃO ESTATAL EXPLORAR CADA VEZ MAIS A SOCIEDADE PRODUTIVA, tomando PELA AMEAÇA DE CAUSAR UM DANO AINDA MAIOR, através da violência, CADA VEZ UMA MAIOR PARCELA DA PRODUÇÃO DA SOCIEDADE PARA QUE A HIERARQUIA ESTATAL SE DELEITE COM OS FRUTOS DO TRABALHO EXPROPRIADOS PELA ORGANIZAÇÃO ESTATAL. Cada vez o Estado tem que corromper maior quantidade de parasitas, ve-se forçado a crescer cada vez mais comprando apoio de mercenários que garantam o Poder da HIERARQUIA ESTATAL.

    Marx/Engels profetizou o "apocalise socialista" como decorrente da exploração capitalista crescente. Porém, dialéticamente o Estado é a organizadíssima classe capitalista organizada ideologicamente e, DE FATO, CADA VEZ EXPROPRIA MAIORES PARCELAS DOS FRUTOS DO TRABALHO DA SOCIEDADE OU DAS CLASSES PRODUTIVAS.

    ...Do jeito que a coisa vai, o "apocalipse socialista" profetizado se transmutará num apocalipse libertário, posto que o Estado não poderá crescer e atender a demanda dos mercenários indefinidamente.

    ...Será que dialéticamente o profeta dos furunculos acertou????? ...hehehe!
  • Ali Baba  29/10/2013 11:12
    Não tem muito a ver com a França, mas tem a ver com a forma como os impostos distorcem a produção: arstechnica.com/business/2013/10/meet-the-grand-architect-behind-irelands-tax-avoidance-policy-for-tech-firms/

    Eis um exemplo a ser seguido pelo Brasil... quer empresas sólidas e que derrubem o desemprego automaticamente? Basta ser atraente do ponto de vista fiscal:

    For years now, Google, Facebook, and many other (mostly tech) companies have used a quirky Irish tax law arrangement that allows organizations to incorporate in Ireland but legally route money through other jurisdictions. It's all done in the name of drastically reducing tax burdens.
    (...)
    Since the 1990s, Ireland has successfully attracted multinational companies (notably Apple, Dell, Intel, and Microsoft among others) to its shores. The country's unemployment rate has dropped significantly over that time.

    Uma grande lição que o 116º colocado no ranking Doing Business deveria aprender com o 15º.
  • Eduardo R., Rio  04/12/2013 20:28
    "O paradoxo do estado de bem-estar social", escrito por Richard Fulmer.
  • Pasteur  26/02/2014 19:01
    Desempregados na França batem recorde em janeiro

    O número de cidadãos à procura de emprego em tempo integral na França aumentou 8,9 mil em janeiro, para um recorde de 3,316 milhões, o que representou uma alta de 0,3% em relação a dezembro, disse o Ministério do Trabalho. Em comparação com um ano antes, o número aumentou 139,2 mil, ou 4,4%, segundo o ministério.
  • ocarinha  10/03/2015 18:57
    Esse final foi excelente!
    Esse site me deixa num ciclo vicioso. Em cada página encontro links ou informações para outras páginas, e assim, nunca termino de ler.


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