A maldição do petróleo continua a atormentar o Brasil

Quando o governo Lula anunciou, com a fanfarra que lhe era habitual, a existência de petróleo na camada pré-sal do litoral brasileiro, ainda em 2006, a exultação foi enorme.  Quando, em 2008, a Petrobras extraiu pela primeira vez petróleo do pré-sal, a promessa era a de que todos os problemas do Brasil já estavam solucionados.  Bastava apenas extrair o petróleo lá das profundezas, e todos os problemas da educação e da saúde seriam miraculosamente resolvidos com o dinheiro que seria obtido com a exportação deste petróleo.

No entanto, não era necessário ser nenhum especialista em geologia para entender que a aposta era arriscada.  Bastava apenas entender o básico de economia.  A extração de petróleo da camada pré-sal não é uma operação qualquer.  Não é tão simples quanto a tradicional extração de petróleo da camada de pós-sal.  Veja a figura abaixo.

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Uma coisa é extrair petróleo a 2.000 metros de profundidade, sem grandes obstáculos.  Outra coisa, completamente distinta, é extrair petróleo a 6.000 metros de profundidade, tendo de superar duas camadas (camada de pós-sal e camada de sal) para se chegar ao pré-sal.  Esta operação é tecnicamente cara.  Logo, só é economicamente viável se o preço do barril de petróleo estiver acima de um determinado valor.

E é aí que começa a encrenca.

Quando a euforia do pré-sal estava em seu apogeu, em meados de 2008, o preço do petróleo também estava em níveis recordes, chegando a bater em US$145 o barril, o que de fato tornava economicamente viável a exploração do pré-sal.  Logo, sob este aspecto, havia algum sentido político em se fazer demagogia e proselitismo a respeito dos supostos milagres que a extração do petróleo do pré-sal traria ao país. 

O problema é que esta alta do petróleo não se sustentou.  No final de 2008, o preço do barril desabou de US$145 para US$35 e, desde 2011, vem oscilando entre US$80 e US$100. Veja a evolução no gráfico abaixo.

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Segundo estimativas otimistas, o início da produção do pré-sal brasileiro pode levar de 5 a 10 anos, a depender da geologia do local e dos investimentos feitos.  E o pico da produção pode levar 15 anos para ser atingido.  É tempo demais para um empreendimento tão caro e de preço final tão volátil. 

Essa total suscetibilidade aos preços futuros do barril de petróleo cria uma enorme incerteza ao empreendimento do pré-sal.  Por exemplo, qualquer descoberta de novas jazidas em qualquer parte do mundo, ou até mesmo a confirmação de novas fontes de energia, poderá derrubar o preço do petróleo, tornando ainda mais inviável o pré-sal.

No momento, a maior ameaça para os prosélitos do pré-sal vem dos EUA, onde surgiu um novo fenômeno que pode colocar tudo a perder: o gás de xisto.  Esta nova fonte de energia está fazendo com que o custo da energia venha caindo vigorosamente nos EUA.  No momento, em decorrência de um pesado lobby de gigantes industriais como Dow, Alcoa, Celanese e Nucor, a exportação de gás de xisto foi proibida pelo governo americano, o que vem garantindo energia abundante e barata a essas empresas dentro dos EUA e impedindo que o preço da energia caia ao redor do mundo.  No entanto, caso um futuro governo americano libere a exportação do gás de xisto, o pré-sal pode se tornar imediatamente inviável.

Segundo estimativas da Administração de Informação sobre Energia (EIA — Energy Information Administration), a reserva americana de gás de xisto é de 2,7 trilhões de metros cúbicos, o que seria suficiente para abastecer o mercado americano por mais de 100 anos.  No entanto, a produção de gás de xisto vem sofrendo pesadas restrições impostas por poderosos grupos ambientalistas, pois, segundo eles, a tecnologia utilizada na extração — popularmente chamada de fracking, que é um sistema de fratura hidráulica que consiste na injeção de grandes volumes de água a profundidades superiores a três quilômetros para liberar gás — apresenta risco de contaminação de fontes de água potável.

Além do gás de xisto, é preciso considerar que sempre há a possibilidade de o governo americano liberar a extração de petróleo na reserva selvagem de ANWR, no Alasca, o que garantiria mais 10 bilhões de barris de petróleo, o suficiente para alimentar os EUA por dois anos.

Não bastassem todas essas "ameaças", há também o fato de que os estados americanos de Colorado, Utah e Wyoming possuem as maiores reservas de xisto petrolífero do mundo, capazes de produzir, segundo estimativas da United States Geologic Survey, mais de 1,5 trilhão de barris.  No momento, a produção ainda é inviável, justamente por causa do atual preço do petróleo, considerado ainda baixo.  Vale enfatizar que as empresas são um tanto reticentes a este tipo de investimento por causa de uma desventura ocorrida no passado: durante a crise do petróleo da década de 1970, as petrolíferas imaginaram que os preços ficariam altos em definitivo (naquela época, US$70 o barril), e investiram somas consideráveis na extração deste xisto petrolífero.  No entanto, o preço do petróleo convencional caiu na década de 1980, e vários destes investimentos se tornaram inviáveis.  No dia 2 de maio de 1982, dia que ficou conhecido como o Domingo Negro, a Exxon cancelou um projeto de US$5 bilhões de dólares no Colorado por causa da queda do preço do petróleo, demitindo mais de 2.000 trabalhadores.  Em decorrência dos prejuízos da década de 1980, essas empresas se tornaram relutantes a fazer novos investimentos desse tipo.

Todos esses fatores concorrem para gerar incertezas quanto ao preço futuro do petróleo.

Nas atuais condições, para que a extração de petróleo do pré-sal brasileiro seja economicamente viável, ou o preço do barril de petróleo no mercado internacional teria de disparar ou a empresa exploradora teria de usufruir grandes benefícios tributários.  Fora isso, sempre há a terceira opção: entregar a exploração a empresas estatais, que não operam de acordo com o sistema de lucros e prejuízos e, consequentemente, não têm de se preocupar com o preço do petróleo.  Elas podem simplesmente espetar a conta nos pagadores de impostos.

Ao que tudo indica, as petrolíferas de fato pensam assim, e uma boa comprovação pôde ser testemunhada ontem, dia 21 de outubro, no leilão do campo de Libra realizado pelo governo brasileiro.  Propagandeado como a maior reserva de petróleo do Brasil e a maior área para exploração de petróleo no mundo, cujo potencial poderia se aproximar dos 12 bilhões de barris, o governo brasileiro esperava atrair pelo menos 40 empresas para o leilão de Libra.  Quantas realmente se candidataram?  Apenas quatro: duas estatais chinesas (CNPC e CNOOC), uma empresa francesa (Total) e a anglo-holandesa Shell.  As quatro formaram um único consórcio, o que significa que não houve nenhuma concorrência no leilão.  Gigantes do setor, como Chevron, Exxon Mobil, BHP Billiton, Statoil, BP e Repsol não se interessaram.

Como presente de grego, essas quatro empresas vencedoras terão a Petrobras como sócia compulsória e majoritária.

Toda a lambança começou com o regime de exploração escolhido pelo governo.  Havia duas opções: o regime de concessão — que é o utilizado desde 1997, e que ajudou a elevar sobremaneira o volume de petróleo produzido no Brasil —, e o regime de partilha, um monstrengo inventado por motivos puramente ideológicos.

Nenhum destes dois modelos representa uma privatização genuína.  Ambos são uma parceria público-privada, que nada mais é do que um arranjo corporativista no qual estado e grandes empresas se aliam para, sob o manto de estarem realizando serviços, extorquir os cidadãos e dividir entre si o butim, dando em troca algo que lembra um pouco, com muita boa vontade, uma prestação de serviço.  No entanto, o regime escolhido pelo governo, o de partilha, é o pior dentre os dois.

Em uma PPP tradicional — que continua sendo adotado nas áreas de petróleo existentes no pós-sal —, todos os gastos e todos os riscos da produção, bem como a propriedade dos hidrocarbonetos, são do consórcio que obteve a concessão.  Em troca, o consórcio paga ao Tesouro impostos e participações especiais sobre o valor da produção, além de pagar royalties aos estados e municípios onde a atividade é realizada. 

No arranjo adotado, que foi o "regime de partilha", o dono do petróleo é o Tesouro.  Neste arranjo, o estado fica com uma parcela da produção física em cada campo de petróleo.  O consórcio paga um bônus à União ao assinar o contrato e, se encontrar petróleo, será remunerado com uma parcela deste petróleo que seja suficiente para cobrir seus custos e garantir algum ganho.  Todo o resto do petróleo ficará para a União (daí o nome de "partilha").  Além disso, todas as decisões de investimento serão, em última instância, autorizadas ou negadas pela Petrobras, que também usufruirá uma participação mínima obrigatória de 30% entre as empresas componentes do consórcio — no caso de Libra, ela terá 40%.  

Como que para comprovar a irracionalidade da coisa, o modelo de partilha obriga a Petrobras a desembolsar R$6 bilhões, que correspondem a 40% do bônus de assinatura do contrato.  Dado que o senhor Mantega veio a público jurar que a Petrobras tem essa quantia, podemos então ter a certeza absoluta de que ela não tem, e terá de pegar com o Tesouro ou com o BNDES (leia-se: de nós).  No modelo de concessão, a Petrobras e o governo não teriam de pagar nada. 

Por último, a cereja do bolo: o governo obrigará as plataformas a terem um "elevado conteúdo de fabricação nacional", um privilégio nacional-desenvolvimentista que servirá para as indústrias fornecedoras aumentarem seus preços e encarecer ainda mais o processo produtivo.

Sabendo de tudo isso, é realmente de se estranhar que tenha havido um interesse quase nulo das petrolíferas privadas?  Quem iria se sujeitar a um marco regulatório tão arbitrário e politicamente subjetivo quanto este?  Dado que a Petrobras detém 40% de participação no consórcio, e é hoje a empresa mais endividada do mundo, por acaso seria algum exagero prever que todos esses direitos assegurados ao governo brasileiro é que irão ditar os investimentos e as decisões de desenvolvimento?  Como afinal será o critério para decidir qual será o volume de petróleo suficiente para cobrir os custos da produção e suficiente para garantir algum ganho às empresas? 

Não é nada surpreendente que as grandes e experientes petrolíferas privadas nem sequer tenham se apresentado para participar dessa presepada, deixando a encrenca para as estatais chinesas. 

O que está acontecendo, portanto, é um agigantamento do estado no setor petrolífero.  E isso está sendo vendido ao público como "privatização".  Realmente, é desesperadora a situação do debate econômico no Brasil.

Solução

Os problemas de um setor petrolífero nas mãos do estado são óbvios demais: ele gera muito dinheiro para políticos, burocratas, sindicatos e demais apaniguados.  Isso é tentador.  A teoria diz que toda e qualquer gerência governamental sobre uma atividade econômica sempre estará subordinada a ineficiências criadas por conchavos políticos, a esquemas de propina em licitações, a loteamentos de cargos para apadrinhados políticos e a monumentais desvios de verba.  No setor petrolífero, Venezuela, Nigéria e todos os países do Oriente Médio comprovam essa teoria.

Um setor ser gerido pelo governo significa apenas que ele opera sem precisar se sujeitar ao mecanismo de lucros e prejuízos. Todos os déficits operacionais serão cobertos pelo Tesouro, que vai utilizar o dinheiro confiscado via impostos dos desafortunados cidadãos. Um empreendimento estatal não precisa de incentivos, pois não sofre concorrência financeira — seus fundos, oriundos do Tesouro, em tese são infinitos.  O interesse do consumidor é a última variável a ser considerada.

No setor petrolífero brasileiro, o dinheiro é retirado do subsolo e despejado no buraco sem fundo da burocracia, da corrupção, dos privilégios e das mamatas.  Todos os governos estaduais e todos os políticos do país querem uma fatia deste dinheiro para subsidiar suas burocracias e programas estatais preferidos.  Consequentemente, em todos os setores em que esse dinheiro é gasto, ele é desperdiçado.  Como é economicamente impossível o governo produzir algo de real valor, ele na prática apenas consome os ativos e a riqueza do país.

Caso o setor petrolífero estivesse sob o controle de empresas privadas, todo o dinheiro retirado do subsolo seria de propriedade destas empresas e de seus acionistas.  Sim, haveria impostos sobre esse dinheiro.  Mas a maior parte dele ainda iria para mãos privadas.  É assim nos EUA e em vários países da Europa.  Tal arranjo mantém o dinheiro longe das mãos do governo e dos demais parasitas, e garante que a produção e a distribuição sempre ocorrerão estritamente de acordo com interesses de mercado, e não de acordo com conveniências políticas.

Sendo assim, qual a maneira efetiva de se desestatizar o setor petrolífero do Brasil?  Legalizando a concorrência.  Para isso, bastaria o estado se retirar do setor petrolífero, deixando a Petrobras à sorte de seus próprios funcionários, que agora não contariam com nenhum monopólio, nenhuma proteção e nenhuma subvenção.  O estado não venderia nada para ninguém.  Apenas sairia de cena, aboliria a ANP e nada faria para impedir a chegada concorrência estrangeira.  

A Petrobras é do povo?  Então, nada mais coerente do que colocar este mantra em prática: após a retirada do governo do setor petrolífero, cada brasileiro receberia uma ação da Petrobras que estava em posse do governo.  E só.  Ato contínuo, cada brasileiro decidirá o que fazer com esta ação.  Se quiser vendê-la, que fique à vontade.  Se quiser mantê-la, boa sorte.  Se quiser comprar ações das outras empresas petrolíferas que agora estarão livres para vir operar aqui, sem os onerosos fardos da regulamentação da ANP, que o faça.  Se a maioria dos acionistas brasileiros quiser vender suas ações para investidores estrangeiros, quem irá questionar a divina voz do povo?  Se o povo é sábio o bastante para votar, então certamente também é sábio o bastante para gerenciar as ações da Petrobras. 

O objetivo supremo é fazer com que o dinheiro do petróleo vá para as mãos do povo, e não para o bolso de políticos e burocratas.  É assim que acontece em outros países, principalmente nos EUA, onde não há autossuficiência e a gasolina é bem mais barata que a nossa.

Conclusão

É claro que isso nunca será feito.  Isso significaria capitalismo genuíno.  Significaria cidadãos privados participando ativamente da riqueza gerada pela indústria petrolífera, e se beneficiando dela — algo proibido em arranjos socialistas como o que vigora no Brasil. 

Sem o estado participando ativamente do setor petrolífero, não mais seria possível ocorrer as manipulações, as indicações políticas e os jogos de favorecimento a companheiros no alto comando da Petrobras. 

Mas nenhum governo de nenhum partido fará esse tipo de reforma.  Imaginar que políticos irão voluntariamente abrir mão dos privilégios gerados pela Petrobras é tão lógico quanto imaginar que cupins irão voluntariamente abdicar da madeira.  O governo é naturalmente formado por insaciáveis praticantes da espoliação pública.  Tais pessoas não apenas querem utilizar o dinheiro do petróleo para financiar seus próprios projetos eleitoreiros, como também querem ter o governo subsidiando esses seus buracos sem fundo.  Só nos resta aguentar.


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SOBRE O AUTOR

Leandro Roque
é o editor e tradutor do site do Instituto Ludwig von Mises Brasil.


O IR se encontra todo desonesto. Em principio não se exclui uma só pessoa que não teria direito de buscar todo o seu imposto ou parte dele contra a Receita. Só possui forma e aspecto de honesto. Em primeiro lugar a declaração desenvolvida não abrange situações individuais. Estaria ferindo o principio da individualização do tributo ou capacidade tributária. Mais do menos, não combina os ítens da cesta básica, nem as garantias da saúde, dando um tiro ao vento, alvejando quem possa. Em faixas menores desatende ao principio constitucional do piso mínimo legal.É valentemente ou leão contra a distribuição de renda, pois fixa e presume gastos com educação de parcela dedutiva não real. Só exemplo e o mesmo vale para vários itens. Covarde, o IR financia trapaças dos economicamente mais fortes, vertendo isenções de todo gênero, fazendo gracinhas a título de incremento ao desenvolvimento. Atua como bancos, pegando o dinheiro dos desfavorecidos, e atua como os salários de países pobres, não havendo igualdade de direitos e proporcionalidade nas bocadas. As declarações obrigatórias anualmente são falaciosas e preguiçosas invertendo o ônus da prova, o que contraria o principio da dignidade humana. Se torna medida de Príncipe, não permitida pela Constituição Federal, existente somente em casos de graves prejuízos à ordem econômica e social, o que seria só permitido com o respaldo do congresso. Para quebrar um pouco essa fuga dos objetivos éticos de Estado, até se poderia cogitar da sua apresentação de cinco em cinco anos. É feito guerra,e possui até armísticio pois dispo e de uma série de princípios que permite o ladrão sair pela porta da frente, via atitudes de prescrições e decadência. Só governos e juristas sabem engendrar um galope desses.
Sim, é o poder de compra. E apenas o poder de compra.

www.mises.org.br/Article.aspx?id=2402

Fluxos cambiais atípicos afetam o câmbio no curtíssimo prazo, coisa de um dia. No longo prazo, o que determina o câmbio é pura e simplesmente o poder de compra.

Prova empírica disso é que, em 2015, o fluxo cambial para o Brasil foi positivo, mas o dólar subiu de 2,30 para 4,20.

br.reuters.com/article/businessNews/idBRKBN0UK1WC20160106
"Leila 10/11/2016 14:38
Cobrança de impostos realmente atrapalha a economia.
"

Prove! Prove com raciocínios lógicos e não com argumentos emotivos. A linha de raciocínio de Hope em
The Economics of Taxation é que o imposto atrapalha a formação de longas cadeias de produção, partindo do pressuposto que o produtor arca com o custo do imposto. Eu aceito esse argumento, mas há uma ligação direta em aceitar esse argumento e aceitar a existência da mais-valia. Quando você lê o artigo de Hope, e por alguns instantes pensa na mais-valia, verá que tem uma grande semelhança com os argumentos de Karl Marx. Ora, se existe a mais-valia, uma sociedade sem imposto não estará livre da coerção econômica. Logo, o imposto se justifica por si.
Essa é pra você, Dementador:

Em 2015, a Seguridade Social recebeu R$ 2,5 bilhões em repasses das loterias da Caixa para garantir benefícios previdenciários.

www.loterias.caixa.gov.br/wps/portal/loterias/landing/repasses-sociais/

Como disseram os outros acima -- para desespero seu -- toda a conta do Seguridade Social só fecha por meio do desvio de rubricas.

Eu sabia que a Previdência era deficitária, mas eu jurava que a Seguridade Social era superavitária. Nem isso.

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • mauricio barbosa  22/10/2013 06:05
    É nojento,revoltante e desesperador viver neste país do faz de conta,dá vontade de não saber dessas coisas,mas ao mesmo tempo fico cheio de esperança quando lembro as palavras de Jesus "E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará" de maneira que este site esclarecedor tem me ajudado a entender as entrelinhas da política suja que impera nesta republica de bananas...
  • Daniel C.  22/10/2013 13:33
    Rapaz. Já não chega a manipulação onipresente na imprensa, ainda sou obrigado a me sujeitar a uma tentativa de manipulação religiosa por parte de um tal de mauricio barbosa.
    Se religião fosse uma coisa boa para a população a terrorista-mor, mais conhecida como celerada, não esconderia que é atéia, uma má atéia por sinal.
  • Pedro.  23/10/2013 11:36

    Caro Daniel,
    acreditar é uma necessidade primitiva. A leitura de livros sagrados é extremamente útil para a compreensão da questão. Por exemplo há o relato sobre o "bezerro de ouro" criado para que o povo o adorasse. Em todo lugar os povos inventaram mitos alegados superiores ao individuo para então adorarem estas fantasias. A grande questão é que convencem-se de que se todos acreditarem terão mais segurança em sua crença e mesmo menor constrangimento em professa-la. É como se a crença alheia fortalecesse a própria.

    Em todas as épocas as invenções mitológicas serviram para "explicar" o desconhecido e mesmo para garantir o Poder a feiticeiros, morubixabas, caciques, sacerdotes, reis e toda sorte de embusteiros. Os maias criaram Kulkukan (a serpente emplumada), Quetzalcóatl dos astecas e como não poderia deixar de ser, muitas ameaças aos "infiéis" e promessas aos servos. Aliás a história dos maias é interessantíssima.

    Ou seja, não adianta, é uma índole que só vai mudar com muitos milhares de anos. Contudo, que façam seu proselitismo e em tais fantasias creia quem precisar, com a ressalva que as lideranças ideológicas (que prometem fins redentores que a tudo afirmam justificar) apenas sejam autorizadas a arbitrarem e explorarem seus servos fiéis e não os descrentes.
    Sou favorável que crentes de todas as ideologias se submetam a seus líderes mentores e obedeçam estes seus expoloradores, porém que NÃO ALMEJEM IMPOR SUAS CRENÇAS E SEUS LÍDERES e PROPRIETARIOS ÀQUELES QUE NÃO CREEM EM TAIS EMBUSTES. Só isso. No mais, se querem ser controlados e explorados que seja feita a vontade deles sobre eles apenas; teem esse direito

    Abs.
  • anônimo  31/10/2013 01:22
    Quanto custa a natureza? Quanto custa a vida? Os seres humanos são egoístas, deveríamos aprender com os nossos erros,somos manipulados através da política, e do poder econômico. A população esta revoltada com tanta enganação, a população cada vez mais explorada e escravizada para sustentar o governo, ou essa cambada que fica mamando na teta do governo, mas que não fazem uma gestão eficiente, do lado deles o dinheiro rola solto, do outro lado temos um serviço prestado pelo setor publico de má qualidade, educação, saúde, segurança, saneamento básico, O que podemos fazer diante dessa problemática? Será que vamos sustentar a vida do planeta dessa forma?
  • anônimo  23/10/2013 12:37
    @Daniel C
    Deixe de frescura, você não é obrigado a nada.Qualquer um fala o que quiser, o Mauricio está no direito dele, e acredita quem quiser.

    Se religião fosse uma coisa boa para a população a terrorista-mor, mais conhecida como celerada, não esconderia que é atéia,
    Que falta de lógica absurda, é claro que a religião tem um papel na moral e na cultura de uma sociedade, nem precisa ser religioso pra admitir isso.A dilma esconder que é atéia não tem nada a ver com religião ser positiva ou negativa, tem a ver com o que é popular e com a falta de caráter de certos ateus que tem vergonha de admitir o que pensam na verdade.
  • Diego Sayron  21/07/2014 11:49
    ...assim como NÃO é mandatório qualquer religião para ser ético, justo, honesto e mais ou menos decente.

    Aliás, só é mandatório quando a família (pais, especialmente), não faz o seu papel de provedora de amor, disciplina, respeito e outras instruções de bondade e sobrevivência.

  • Lucas Fernando  22/10/2013 07:23
    "Mas nenhum governo de nenhum partido fará esse tipo de reforma. Imaginar que políticos irão voluntariamente abrir mão dos privilégios gerados pela Petrobras é tão lógico quanto imaginar que cupins irão voluntariamente abdicar da madeira."

    Tenhamos fé, façamos orações á Nossa Senhora do Pré-Sal para que ilumine a cabeça dos ungidos e lhe mostre o verdadeiro caminho do progresso, amén!
  • Andre  22/10/2013 09:35
    Excelente artigo, Leandro!

    É interessantes saber que o gás de xisto, ainda que não seja explorado de forma massiva no momento, sempre estará presente para competir com o preço do petróleo, impedindo que ele chegue nas alturas.
  • Pupilo  22/10/2013 13:51
    Na verdade, o que está acontecendo é o contrário. Se o gás xisto pudesse ser exportado (o governo proíbe) ele diminuiria o preço do petróleo, mas graças a barreira do EUA esse preço não cai... Agora, se o EUA começar a exportar o gas xisto se prepara que a boleta vai ser grande.

    Não há competição entre o petróleo e o gás xisto do EUA em termos internacionais.
  • Rod100  22/10/2013 20:12
    Indiretamente acaba afetando o preço internacional, mesmo que de forma mais branda. As empresas americanas, ao consumir combustível mais barato no mercado doméstico, deixam de consumir combustível importado, diminuindo sua demanda.
  • Amon  24/10/2013 11:41
    A produção atual desse gás é suficiente para uma pequena parte do consumo interno dos EUA, não tem o que exportar por enquanto. Concordo que mesmo assim já afeta o preço internacional do petróleo.
  • Mauricio  24/10/2013 12:08
    Já tem muito o que exportar, por isso as indústrias que são contrárias à exportação estão fazendo lobby para proibir. Leia os links e as fontes antes de sair dando palpites.
  • Dw  22/10/2013 09:43
    Excelente artigo, revela basicamente a putaria que ocorre no setor petrolífero no atual arranjo. O que mais me enoja, é observar em outros sítios, os ditos nacionalistas, que quebram o pau quando o governo resolve vender o campo de libra,mas são os mesmos a reclamarem que a gasolina brasileira é uma das mais caras do mundo e de qualidade duvidosa.
  • Amon  24/10/2013 11:46
    A gasolina brasileira está muito longe de ser uma das mais caras do mundo. Pouquíssimos países como EUA e Venezuela incentivam fortemente o uso da gasolina, permitindo preços baixíssimos. Tirando esses, o Brasil fica na média, um pouco mais caro que muitos países, um pouco mais barato que outros tantos. E a qualidade da gasolina só é duvidosa em postos que a adulteram, pois sai da refinaria com qualidade semelhante à dos EUA, e cada vez mais próxima à da Europa.
  • Mauricio  24/10/2013 12:08
    Amon, se a qualidade é boa, por que o acrescimento de 22% de álcool anidro para aumentar a octanagem da gasolina comum? É a primeira vez que ouço alguém dizer que a gasolina do Brasil é ótima. Isso tá me cheirando a militante petralha. É bom a moderação dos comentários ficar de olho.
  • Equipe IMB  24/10/2013 16:43
    Maurício, seu palpite foi certeiro. Esse tal Amon entupiu a seção de comentários fazendo insuflados elogios à Petrobras e às capacidades premonitórias do governo. Fomos checar o seu IP. Veja o que saiu:

    IP address: 164.85.6.120
    IP country code: BR
    IP address country: Brazil
    IP address state: Rio de Janeiro
    IP address city: Rio De Janeiro
    IP address latitude: -22.9000
    IP address longitude: -43.2333
    ISP of this IP: Petrobras
    Organization: Petróleo Brasileiro S/A - Petrobras
    Host of this IP: inet.petrobras.com.br

    Deve ser um daqueles 30 mil relações públicas contratados apenas para falar bem da estatal e fazer propaganda do governo. Já foi devidamente enxotado daqui. Gratos pelo alerta.
  • Pobre Paulista  22/10/2013 10:45
    Acordou cedo hein?

    Excelente texto, pena que esse capítulo do petróleo Brasileiro é só "mais do mesmo". Sorte de quem especulou opções de PETR4 ontem :-)
  • IRCR  22/10/2013 10:57
    Leandro,

    No caso da Petrobras pegar dinheiro com o Tesouro, isso pode significar que o governo irá se endividar mais ainda, pois além de impostos, o Tesouro pegaria emprestado dinheiro do sistema bancario para poder bancar a Petrobras certo ?
    Em resumo, pagariamos boa parte dessa bonança na inflação com dinheiro criado pelo BC para repor o sistema bancario, alem disso tudo, a divida bruta brasileira subiria vertiginosamente - que hj já está em 68%¨e que diga-se de passagem o Mantega já está querendo maquiar junto ao FMI a metodologia de calculo - justamente nessa parte dos repasses do Tesouro.
  • Leandro  22/10/2013 14:40
    Correto seu raciocínio, IRCR. Se não recorrer ao Tesouro, será ao BNDES, o que dá no mesmo, uma vez que o BNDES está sendo atualmente financiado por títulos emitidos pelo Tesouro.
  • me  22/10/2013 11:37
    Leandro, uma pergunta fora do tópico(não encontrei seus contatos): ouvi em uma entrevista sua que você considera-se monarquista. Com um palpite para sua possível resposta, fiquei curioso em saber o porquê.
  • Leandro  22/10/2013 14:37
    Monarquismo seria minha postura estritamente pragmática; aquela que é possível no mundo real. Haveria apenas uma realeza, que seria a representante figurativa do território, e nada mais. Nada de Câmara, Senado, agências reguladoras, ministérios, secretarias, programas de redistribuição de renda, nada. Apenas uma realeza cuja única artribuição seria seguir protocolos e fazer cerimoniais.

    Exatamente como faz a Rainha Elizabeth, a mais inofensiva figura do cenário político europeu.
  • Lucas  23/10/2013 05:08
    Leandro, já que você mencionou a rainha, poderia me tirar uma dúvida? Por que os EUA passaram a Inglaterra em questão de riqueza? A Inglaterra foi um império durante muito tempo. Por favor, se estiver com tempo, faça a resposta mais detalhada possível...pode indicar outros artigos e livros(leio bem em inglês) tbm. Ah, 2 coisas sobre o pré-sal: seu texto ficou fabulo. Já o pré-sal é como o futuro do BR: uma grande ilusão.
  • Leandro  23/10/2013 13:04
    A explicação é bastante convencional e nada tem de controversa.

    1) Os EUA, ao longo de grande parte de sua história, sempre tiveram mais habitantes do que a Inglaterra. Quanto mais habitantes, mais mão-de-obra. Quanto mais mão-de-obra, mais produção de riqueza. Logo, quanto maior a população de um país, maior e mais diversificada tem de ser a sua economia. Isso é um processo natural. Apenas uma grande intervenção governamental pode atrapalhar este processo. Brasil, China e Índia que o digam.

    2) Enquanto os EUA se preocupavam em enriquecer, sendo a economia mais liberal do mundo no período final do século XIX até a criação do Fed em 1913, a Inglaterra se envolvia em várias guerras. Primeiro contra a Espanha no final do século XIX. Depois, a Primeira Guerra. E depois a Segunda Guerra. Nestas duas últimas, ela imobilizou sua economia para o esforço de guerra, deixando de produzir riquezas.

    Os EUA participaram realmente de apenas uma guerra, e não foram atacados em casa (estou desconsiderando Pearl Harbour, que foi um ataque localizado, rápido e longe do continente). Já a Europa ficou em ruínas. A economia inglesa saiu enfraquecida da Segunda Guerra enquanto o dólar americano adquiria o status de moeda internacional de troca, substituindo a libra.

    3) Desde antes da Segunda Guerra, ainda no governo Churchill, até o início da era Thatcher, a Inglaterra passou por diversos governos abertamente intervencionistas. Quem implantou o socialismo light na Inglaterra foi ninguém menos que Churchill. Como o próprio Mises escreveu em 1950, "É válido relembrar que o socialismo britânico não foi implantado pelo governo trabalhista do Sr. Clement Attlee [que sucedeu a Churchill], mas sim pelo gabinete de guerra do Sr. Winston Churchill."

    Leia um histórico completo das políticas econômicas do governo Churchill: mises.org/daily/1450

    Nos EUA, tal processo intervencionista foi bem mais brando.

    4) Os sindicatos ingleses sempre foram mais poderosos do que os americanos.

    5) O fator principal: todo o Império Britânico foi construído tendo por base o endividamento. Ou seja, o arranjo era insustentável e estava destinado a desabar.
  • Lucas   27/10/2013 08:23
    Obrigado, Leandro. Só mais uma coisa sobre a economia americana: quão importante foi o fordismo para o crescimento econômico americano?
  • Rafael  22/10/2013 11:52
    Olá Leandro, primeiramente, parabéns por mais um artigo simples e claro. Apenas para adicionar ao debate: Shell e Total são duas grandes petrolíferas privadas e isso não pode ser desprezado. Sobre o custo de exploração do pré-sal, creio que ele seja tão ou mais viável que a exploração de tar sands no Canadá ou de petróleo no Ártico, sendo que a primeira já vem sendo feita há tempo e a segunda tem empresas tentando (o Greenpeace tem chiado bastante). A verdade é que o setor petrolífero é tão lucrativo que os governos não conseguem se conter e acabam passando a mão mesmo.
  • Leandro  22/10/2013 14:57
    Será mesmo que é mais viável que a exploração das areias betuminosas no Canadá? Geologia não é nem de longe minha especialidade, mas não é isso o que o mercado sinaliza. As areias betuminosas do Canadá atraem o interesse de várias corporações: Suncor Energy, Syncrude, Chevron, Shell, Marathon Oil e UTS Energy. Ademais, a italiana Eni anunciou que vai explorar as areias betuminosas do Congo, certamente um local menos estável do que o Brasil.

    Se o pré-sal fosse tão viável e lucrativo, a disputa por ele seria um pouquinho mais acirrada, não?
  • Rafael  23/10/2013 00:08
    As areias betuminosas são realmente caras, mas "caro" no setor é custar 45 dólares o barril e o pré-sal deve custar em torno de 35~40. Sobre a disputa do pré-sal, o motivo maior creio ser a insegurança que o modelo adotado causa, pois tudo parece um tanto nebuoso e pré-sal por pré-sal, há o Golfo do México e a África Ocidental, com esta última tendo as mesmas características que o Brasil, mas com regras (e problemas) já conhecidos.
  • Leandro  23/10/2013 01:10
    "pré-sal por pré-sal, há o Golfo do México e a África Ocidental, com esta última tendo as mesmas características que o Brasil, mas com regras (e problemas) já conhecidos."

    Sei que há possíveis reservas no Gabão e no Congo, mas ainda estão em fase de pesquisa. Ainda não está confirmada a existência de óleo ali. No Brasil, ao contrário, já está confirmado. E nada de as grandes se interessarem.

    Logo, ou a exploração do pré-sal é de fato economicamente inviável aos preços atuais, ou, ao contrário do que sempre se imaginou, as grandes petrolíferas odeiam dinheiro.

    Mesmo porque, convenhamos: se chegarmos a um ponto em que as multinacionais preferem se arriscar nesses dois países africanos a investir no Brasil, então realmente não haverá muito mais o que possamos fazer nestas terras.
  • Ricardo S.  23/10/2013 23:19
    Leandro,

    O fato de os reservatórios do pré-sal serem mais profundo do que os do pós-sal realmente encarece a sua exploração, além de o pré-sal também estar mais distante da costa, o que também acarreta em custos extras.

    Entretanto, por estar mais profundo e, consequentemente, a uma pressão maior, os poços do pré-sal tem maior potencial de produção do que os do pós-sal. Ou seja, os custos são maiores mas o retorno (em produção) também o é.

    Tecnicamente não há nenhuma dificuldade na perfuração dos poços do pré-sal, aliás, é bem fácil até. Atualmente, a campanha de desenvolvimento dos campos de Lula e Sapinhoá (ainda no modelo de concessão) estão a pleno vapor.

    Já deve ter mais de uma centena de poços perfurados no pré-sal, mas como a geologia do pré-sal é muito heterogênea, nada garante que Libra não reserve surpresas desagradáveis (até o momento apenas um poço foi perfurado em Libra).

    Enfim, tudo isso pra dizer que, tecnicamente, o pré-sal não tem nada de mais. Claro que em termos econômicos, ele pode sim se mostrar inviável.
  • Leandro  23/10/2013 23:42
    Eu não disse nada que vá de encontro a qualquer coisa que você escreveu.
  • Pupilo  22/10/2013 12:02
    Porque a Shell foi a única privada a se aventurar?
  • Danny Trejo  22/10/2013 12:28
    A Total também é privada. Mas o estranho foi o total desinteresse das grandes. Se o pré-sal realmente é essa de mina de ouro que o governo propagandeia, então as grandes deveriam estar saindo no tapa.
  • Pupilo  22/10/2013 13:30
    Pois é... Vem chumbo grosso por ai. E quem vai levar o chumbo somos nós.
  • Pobre Paulista  22/10/2013 13:05
    Pra mim, jogaram na conta "marketing"
  • Isaias Lobao  22/10/2013 12:42
    Mais um artigo esclarecedor. O governo da Dilma, Mantega e cia é tão ruim, que fez setores da esquerda e os defensores da Escola Austriaca concordarem. Tá certo que por outras motivações. Aqueles pelo motivo errado (+ estado) e estes pelo motivo certo (- estado). Parabéns Leandro.
  • Típico Filósofo  22/10/2013 12:58
    Agradeço ao senhor Leandro pelas ótimas advertências.

    Entretanto, sabemos o que dizer(>) e fazer em quaisquer circunstâncias(*):

    *O barril de petróleo do pré-sal possui preço muito acima ao de outras fontes energéticas no mercado internacional.

    > Desvalorizaremos o real para estimular as exportações. Assim, reduziremos o poder de compra de todos os brasileiros em prol da geração de empregos em um setor economicamente inviável. (1)

    > Acusaremos as multinacionais imperialistas de estarem fazendo "dumping" para sabotar a modernização brasileira.

    > Se (1) não for possível, faremos o mercado nacional absorver o barril de petróleo do pré-sal aumentando a carga tributária da energia vinda de outras fontes.

    -------------------------------------------------------------------------------------
    *A necessidade de componentes nacionais na produção, produzidos por linhas muito menos competitivas que as internacionais fará com que as fornecedoras aumentem seus preços e tornará o barril de petróleo do pré-sal ainda menos competitivo.

    > Não há problema, pois qualquer economista diria que a demanda agregada está sendo estimulada. Além disso, a elite não apresentará qualquer oposição, afinal, estará ganhando dinheiro com isso.

    Sim, fundos estarão sendo retirados da classe média nazista e dos produtores covardes para financiar um projeto insustentável, sendo que esses poderiam ter sido mais bem utilizados para a prestação e consumo de serviços pelos agentes produtivos progressivamente (O que faria uma real geração de utilidade e emprego). Entretanto, a autonomia petrolífera é um bem maior, afinal, o comércio internacional gera dependência assim como os supermercados. Todos seríamos mais ricos se produzíssemos no quintal tudo o que consumimos ao invés daquilo que fazemos eficientemente.

    > Em últimos casos, tabelaremos os preços no setor e se isso fizer arrefecer a oferta, uma nacionalização não faz mal a ninguém. Ou ao menos forçá-las a produzir em prol do bem da nação. Estamos falando dos próximos 15 anos, não sabemos quão comprometido o Brasil estará com as causas revolucionárias.

    -------------------------------------------------------------------------------------
    *O Pré-Sal, no fim de tudo, não entregou a autonomia petrolífera brasileira já prometida pelas autoridades desde Getúlio Vargas, desviou quantidades absurdas de recursos escassos à linhas de produção virtualmente insustentáveis, tornou-se mais um motivo para o consumo de combustíveis mais caros do que seriam caso houvesse importação liberada por não ter entregado quaisquer barris de petróleo competitivos no mercado internacional.

    > Diremos que foi tudo conspiração dos Estados Unidos para sabotar a modernização e a educação brasileiras e perpetuar a doutrina Monroe.

    Não há como perdermos.
  • Eliana dos Santos Pires  22/10/2013 13:02
    Excelente! Fiquei observando esse imbróglio de leilão. Sempre desconfiei do pré-sal foi demagógico demais o anúncio de sua descoberta. agora entendi porque criar uma estatal para supervisionar TUDO.Só apadrinhados.
  • Rafael  22/10/2013 13:18
    Lendo este texto eu fico pensando na malfadada Venezuela: o governo trancou todo o mercado interno do pais e agora depende majoritariamente do mercado internacional petrolífero. O preço do dólar por la ta valendo cerca de 6 bolívares venezuelanos (usd.pt.fx-exchange.com/vef/) e a inflação não esta nos seus melhores dias. O poder de compra da população é mais do que ridículo. Será que a economia venezuelana será muito afetada caso os EUA começarem com a exportação do gás xisto, embora o custo de extração para a Venezuela não seja tão oneroso quanto o do pré-sal?
    Sobre o Brasil, parece que continuaremos na mesma: continuaremos pagando altos preços de gasolina e continuaremos bancando a divida da Petrobrás, e teremos como retorno apenas apelações propagandísticas desse desgoverno do PT. O petróleo nunca foi nosso. Somente na cabeça de ativistas políticos bocoiós e dos pobres coitados que foram la protestar que o petróleo é nosso. O petróleo sempre foi do governo e de seus apadrinhados. Nosso é só o prejuízo.
  • Julio Heitor  22/10/2013 14:19
    Excelente artigo Leandro.

    A propósito, sua eficiência em escrever o artigo 24hs após o pedido de um dos leitores aqui no Mises é tipico de um puro laissez faire :)

    Abraços!
  • Leandro  22/10/2013 14:59
    Quem manda é o consumidor.

    Grande abraço!
  • Atenagoras  22/10/2013 14:37
    A Petrobras foi desde sempre a vaca leiteira de todos os governos, de quaisquer tons de verde, de vermelho e dos furta-cores (e também dos que tudo furtam, seja de qualquer cor que forem). O p-e-sal é o "o que que é isso minga gente" de que todo munda fala, dá palpite e nada sabe. Dá pena ver tanta gente jogando água fora da bacia para dizer tanta bobagem e fazer papel tão lastimável. Por isso é que "nois não progrede".
    Quanto ao gás de xisto, o drama é o processo miraculoso do "fracturing", que faz o xisto virar óleo, mas abala o subsolo e ofende os aquíferos. No Brasil os/as "marinistas", socialistas ou apenas "gente da floresta", vão ficar furiosos...
  • Henrique  22/10/2013 16:00
    Leandro, poderia me dizer, de acordo com o que você acompanha, se já é possível vislumbrar crescimento econômico para

    EUA
    União Europeia
    Japão ?

    e, até pouco tempo atrás, fala-se muito em uma grave crise na China. O que acha?

    muito obrigado e parabéns pelo seu trabalho
  • Leandro  22/10/2013 18:19
    Não há grandes perspectivas para a zona do euro. A oferta monetária está crescendo no menor ritmo de sua história, e o crédito bancário -- severamente afetado pela imposição de novas regulamentações, como Basiléia III -- está apresentando uma retração. Se não houver reajuste de preços para baixo ou um grande aumento da produtividade, será difícil reverter o atual cenário.

    Nos EUA, a coisa não ficará muito diferente do que se vê atualmente. No entanto, a efetivação do Obamacare, que aumentará severamente o fardo dos empregadores, tenderá a afetar o ritmo da criação de empregos de horário integral (o Obamacare se aplica a empregados com mais de 29 horas semanais). Os bancos, por sua vez, também estão um tanto reticentes e não estão expandindo o crédito.

    O Japão está na mesma de sempre, mas agora com uma moeda um pouco mais fraca. Mas quem especulou na bolsa se deu muito bem.

    Quanto à China, aquilo ali é uma caixa-preta. Impossível saber se os dados estão corretos. O que se sabe é que há setores bombantes e cidades completamente vazias, repletas de investimentos imobiliários errôneos. Mas não me arrisco a palpitar nada.

    Abraços!
  • Jason  22/10/2013 19:15
    Leandro,
    Seria legal um artigo comparando o que tem sido feito diante da crise pelos diferentes países ou blocos. Acho que a UE está sendo um pouco mais sensata que os EUA, acredito que por pressão da Alemanha. Apesar de não ser uma austeridade real, pelo menos não estão imprimindo tanto dinheiro quanto os EUA e algumas privatizações estão sendo feitas. Seria legal incluir também incluir alguns países que não tenham caído nessa armadilha de aumentar o estado por causa da crise (se é que tem algum).
    E sobre o Brasil, esses aumentos recentes dos juros e a previsão de mais aumentos são sinal de sensatez ou foi só o susto com a inflação?
  • mauricio barbosa  22/10/2013 16:31
    Leandro o típico filósofo tem razão,somos todos feitos de idiota e a demagogia do governo campeia por todos os lados,é uma pena ver tanta gente alienada achando que nós anarcocapitalistas somos alarmistas e catastrofistas a serviço das forças ocultas.Leandro como convencer as massas que não acreditam nas boas intenções do IMB.
  • Renato Borges  22/10/2013 17:26
    até onde eu sei, ainda não foi extraída uma só gota do pré-sal. as propagandas do governo são pra lá de mentirosas quando o dizem.

    o buraco é bem mais embaixo.
  • Ricardo S.  23/10/2013 23:23
    Renato, já se produzem uns 200k barris por dia do pré-sal. Você está mal informado.
  • Carlos Marcelo  22/10/2013 17:35
    1) Como argumentar com um cidadão comum que vive ouvindo falar que "o petróleo é nosso" de que, na verdade, as estatais não pertencem realmente ao povo? Porque parece que os políticos que privatizam sempre fazem isso como uma última opção, por uma questão meramente utilitarista, "só" para dar mais eficiência a um setor. Mas, como eu posso convencer alguém de que a privatização também é MORALMENTE superior?

    2) Vocês saberiam me dizer se, num possível futuro governo liberal, o presidente que vier não pode modificar o modelo de Libra e conceder as funções que atualmente são da Petrobras para outras empresas? Será que não pode haver algum impedimento jurídico? Porque seria maravilhoso se aqueles 40% da petrossauro fossem privatizadas.
  • anônimo  22/10/2013 18:03
    1) O que é meu é meu pra eu fazer o que quiser, essa conversa de que uma empresa é do povo é só balela pros otários não reclamarem muito na hora de pagar a conta.Se fosse seu mesmo vc vendia sua ação, comprava, fazia o que quisesse.

    2) Ninguém liga muito para jurisdiquês, que no final das contas é só uma ferramenta conveniente pra classe de parasitas. Nada tem que ser obedecido porque é legal, mas sim porque é moral, algumas das piores crueldades da história da humanidade já tiveram respaldo legal.Como a escravidão.
  • Leandro  22/10/2013 18:38
    Carlos, minha humilde opinião: esqueça esse negócio de moralidade. Ninguém mais liga pra isso, não. O que o povo quer é dinheiro no bolso, bons serviços e preços baixos.

    Logo, o que você tem de fazer é mostrar como um mercado livre e competitivo, com plena liberdade de entrada e sem regulamentações, pode gerar melhora nos serviços e levar a preços mais baixos. Você tem de explicar os benefícios da livre concorrência e mostrar que as intervenções do estado servem justamente para privilegiar determinados setores e empresários, protegendo-os das demandas do mercado, das exigências dos consumidores e dos interesses do cidadão comum.

    Da mesma forma, esqueça esse negócio de privatização. Se for pra privatizar um setor e mantê-lo sob o jugo de agências reguladoras que irão justamente proteger os interesses destas empresas agora sob mãos privadas, então é melhor nem defender a privatização. O que você tem de defender é a livre concorrência. É a liberdade de entrada. É a desestatização total de qualquer setor. É a retirada do estado, de seus protecionismos e de suas regulamentações. Em vez de defender a venda da Perrobras, algo que nunca irá acontecer, defenda a completa abertura do mercado de petróleo para a concorrência, inclusive estrangeira. Quem quiser vir, está liberado. Tendo de enfrentar a concorrência de gigantes mais eficientes, a Petrobras iria definhar em pouco anos, e acabaria tendo de ser vendida.

    Em suma: defenda a livre concorrência genuína e explique seus consequentes benefícios. Não há como uma pessoa minimamente racional ser contra. Se ela for, então é porque está mamando no arranjo atual.
  • anônimo  22/10/2013 20:25
    'Carlos, minha humilde opinião: esqueça esse negócio de moralidade. Ninguém mais liga pra isso, não.'

    Poxa Leandro, dá até medo ouvir isso.
  • Leandro  22/10/2013 21:18
    Anônimo, é isso o que percebo diariamente, inclusive aqui mesmo na seção de comentários, e vindo inclusive de leitores bem cultos.
  • Pedro.  23/10/2013 12:20
    Discordo em genero, número e grau, Leandro.

    Se a maior eficiência econômica tivesse o maior peso nas decisões, então a Liberdade já de muito seria uma realidade. Porém FELIZMENTE ainda o utilitarismo não é um absoluto.

    Lamento que um defensor da liberdade a defenda meramente por ser materialmente mais eficiente. Ou seja, desprezando-se a idéia de justiça/ética em nome do sucesso material, teríamos que "vergonha é roubar e não poder carregar" e que o certo seria elaborar meios de violar direitos alheios impunemente. Afirmar que o desprezo pela idéia de justiça/ética só é válido para a totalidade como um OBJETIVO COLETIVO REDENTOR é o absurdo de um preconizado "coletivismo libertário", um oxímoro.

    Ocorre que a legalização do roubo em nome do bem foi uma ideologia ainda dos tempos de Roma, elaborada exatamente para arbitrar uma nova moral em oposição à ética estóica. E tal foi elaborado para advogar o Poder Arbitrário do governo.

    As idéias socialistas pretensamente justificam-se no arbítrio moral que anui com qualquer desonestidade se em nome do "bem comum" ou dos pobres. Ou seja, o socialismo somente é aceito por se justificar numa moral arbitrária que confunde necessidade com direito. Sem esse apoio moral ideológico, o socialismo jamais teria existido.

    É exatamente a moral que seduz adeptos do socialismo ao determina-los como "boas pessoas", as "pessoas maravilhosas" que querem salvar os pobres e o mundo das garras de ganânciosos que só pensam em dinheiro e acumular tesouros na terra.

    Ou seja, fortalecer a idéia utilitarista é fortalecer o socialismo, sobretudo porque este tem a exata medida da capacidade intelectual e disposição das massas.
    É muito mais fácil entender que roubar o que existe é o caminho mais fácil para uma distribuição de renda. Afinal, até o Leandro parece guiar-se pela idéia de favorecimento econômico em franco desprezo pela idéia de justiça e ética.

    A massa não tem disposição, nem capacidade e nem conhecimento para perceber que a liberdade é mais eficiente economicamente.
    Se despreza-se a pressão moral (ética = ciência ou filosofia da moral) anuindo que "se produz o melhor resultado econômico então é o que deve ser feito", então as propostas socialistas de governos argbitrários que justificam-se meramente em objetivos preconizados torna-se a preferência popular, que assim vai perdendo cada vez mais a noção do que seja honestidade, dignidade e sobretudo perde a noção de justiça.

    Eis aí o sucesso das ideologias que desprezam o julgamento dos meios focando apenas nos objetivos preconizados.

    Lamento profundamente que um defensor da liberdade o faça apenas por ideologia. Frustra-me que a liberdade possa ser defendida meramente por ser percebida como economicamente mais eficiente. Isso leva a que a idéia de justiça seja aniquilada e desprezada em nome de "objetivos supremos e redentores" de ideologias pretensamente salvadoras.

    Ora, Leandro, sem a valorização da idéia de justiça, de dignidade, de orgulho (orgulho leva o individuo a não permitir-se atitudes que o desmereçam perante si mesmo), de decência nenhum mercfado propsera, pois que em nome unico da VANTAGEM a idéia predominantemente utilitária será a de praticar qq atitude desde que seguro da impunidade. Afinal, desprezada a moral como guia de conduta, tudo é permitido se oferece maior eficiência econômica ao agente.

    Fico decepcionado ao constatar tal fato.

    COntinuo afirmando que a idéia de JUSTIÇA, HONESTIDADE e MORAL ética é a melhor defesa da liberdade, a única que a JUSTIFICA perfeitamente.
  • Leandro  23/10/2013 12:59
    Pedro, você entendeu errado. Eu não falei que eu não sigo a abordagem moral. Muito pelo contrário: estando neste meio há cinco anos e meio, e fazendo debates diários, sempre fiz uma abordagem com base nos direitos naturais. Raramente utilizei o utilitarismo. Mas o que constatei é que ninguém está interessado em moralidade. O recurso à moralidade não tem apelo nenhum entre os leigos. O que posso fazer se a coisa está assim? Não culpe o mensageiro.
  • Pedro.  23/10/2013 15:25
    Ufa!!
    ...ainda bem, fico satisfeito que não condiciona a moral a utilitarismos econômicos e sim a idéia objetiva de justiça e mérito.

    Contudo, se o utilitarismo fosse determinante para o sucesso de uma ideologia ou uma filosofia/teoria, com certeza não haveria mais qq apreço pelo socialismo. Afinal, em todos os lugares onde foi tentado, o fracasso economico foi categorico e imperativo.

    O fato é que o socialismo se ampara na moral piegas que confunde necessidade com mérito e valoriza exatamente a nulidade utilitária. Essa moral que valoriza aquilo que não possui valor é a base ue sustenta o socialismo ou qq tipo de totalitarismo estatal em nome de um difuso e fraudulento "bem comum".

    Evidentemente que essa pérfida moral que arbitra serem os pobres meritórios e bons enquanto os ricos são maus é a moral que da suporte aos socialismos.
    Marx mesmo valeu-se como inspiração da "LEI da USURA" bem como da velha Utopia de T. Morus (More). As ostentações de pujança moral contra a ganância do acumular tesouros na terra, as ostentações de prestigio ao altruista capaz de negar a si em nome alheio e etc., é exatamente aquilo que permite a canalhice socialista.

    Sem uma moral arbitrária, nociva e anti natural (absolutamente contraria a razão), o socialismo jamais conseguiria apoio senão de safados e facínoras.

    Somente uma moral arbitrária que valoriza o desprezo pelo indivíduo em favor da coletividade, que valoriza a submissão e resignação ante a injustiça poderia sustentar a idéia de governos totalitários. Afinal, foi concebida com essa precipua finalidade.

    O que efetivamente falta para a liberdade prosperar é exatamente uma moral que valorize o individuo que defende a liberdade. Falta uma moral que defenda a LIBERDADE e NÃO a OBEDIÊNCIA a hierarquias estabelecidas pela força.

    É preciso uma moral que tenha como valor máximo a HONESTIDADE e o SENSO de JUSTIÇA e não a "BONDADE", esta facílima de ostentar, pois que ostentável até indiretamente (com chapéu alheio).

    O grande problema é que a moral arbitrária que defende a insossa bondade em detrimento da honestidade, a humildade em detrimento da dignidade, a subsergviência em detrimento do orgulho, o sofrimento como valor, o bem viver como pecado e etc., esta demasiado arraigada nas massas. Assim, na ansia de obter bom conceito moral na comunidade, prospera a hipocrisia e a ostentação da imagem segundo a moral propagandeada (tão repetida que lava cerebros), por mais irracional e nociva que seja.
  • Juliano  23/10/2013 18:58
    Apesar de gostar do apelo pela moralidade, tenho que concordar com o Leandro. Para 90%, falar de moralidade ou ideologia política é discutir sexo dos anjos. Não faz a menor diferença.

    As pessoas não são influenciadas pelo discurso socialista, elas são compradas com promessas de privilégios. Os aposentados votarão em quem prometer aumentar a aposentadoria, criar mais reservas de vagas em estacionamentos, esse tipo de coisas. Funcionários públicos querem mais dinheiro e nunca votarão em quem defenda a privatização. Ninguém tá nem aí pra conversa de mais valia e coisas do gênero. Usuários de planos de saúde querem que o governo force os planos a oferecer mais serviços e cobrar menos.

    No discurso público, a lógica e moral estão longe de reinar. Pessoas podem perfeitamente defender causas completamente antagônicas, pois, em regra, ninguém dedica mais que cinco minutos a realmente analisar esse tipo de questão. Agem de acordo com o que soa melhor, com verdades fáceis e que lhes agradam.
  • anônimo  23/10/2013 19:55
    'As pessoas não são influenciadas pelo discurso socialista, elas são compradas com promessas de privilégios. Os aposentados votarão em quem prometer aumentar a aposentadoria, criar mais reservas de vagas em estacionamentos, esse tipo de coisas. Funcionários públicos querem mais dinheiro e nunca votarão em quem defenda a privatização. Ninguém tá nem aí pra conversa de mais valia e coisas do gênero.'

    Então se o argumento for dinheiro vai ser pior ainda; o sonho dessa geração atual é passar num concurso, ganhar um montão de dinheiro e o pagador de impostos que se lasque
  • Pedro.  24/10/2013 10:59
    Juliano,
    isso ocorre exatamente por ser apoiado pela moral piegas. Essa moral que diz que a bondade é a qualidade superior. Assim, todos querem ostentar bondade para adquirirem o apoio comunitário estabelecido pela moral propagandeada como valorizadora do indivíduo no grupo.

    Essa foi a antiga luta do governo contra a ética estóica (uma filosofia) muitissimo diferenciada da moral ascetica (parida de uma ideologia que prometia a recompensa redentora).

    Promessas de recompensas sem uma moral a apoia-la será nada. Moral é uma pretensa ética, porém completamente arbitrária.
    Aqueles que se opõem a caridade oficial (remunerada) é mal visto mortalmente, é considerado mau. Haja vista que os "argumentos" sacados contra a defesa da liberdade sempre tem um "e os pobres?" como argumento favorável ao estatismo. Isso pq a moral estabelecida como valorizadora do individuo no meio é aquela que afirma que a pobreza é mérito, que pobres são bons e ricos maus.

    Se tivessem preocupados unicamente com ganhos materiais as idéias socialistas nem teriam surgido, seriam meramente aceitas por pequenas gangs (sim, em gangs há uma moral que valoriza o individuo na gang, daí que a crueldade pode ser um valor numa gang; nestas o corporativismo é um valor moral).

    Fosse assim e aquilo que deu certo nos EUA estaria sendo copiado e não amaldiçoado.

    Qual a razão do culto a Cuba???
    ...ora, Cuba é miséria pra toda a população, apesar dos palácios e mansões para a alta hierarquia estatal e agregados.

    Então qual a razão dos clamores por "igualdade"???? ...qual a razão do apelo romântico por Cuba, apesar da miséria em que vive a população cubana?

    Não fosse o apelo moral e ninguém sentiria-se confortável para defender algo que só produziu miséria e matanças de indefesos.

    Os resultados oferecidos por alguns privilégios são pífios. Aliás, as ofertas de privilégios a idosos, deficientes, negros, pobres e etc., decorrem exatamente da moral do COITADISMO que valoriza a bondade na forma de concessão aos "coitadinhos". Essa moral não defende nem mesmo o respeito aos mercadores (empresários) muito menos a tolerância a estes, mas sim preconiza a tolerância a tudo que seja fraqueza. Assim, bandidos são defendidos sobretudo se pobres são mesmo justificados.
    Algo como se pobres tivessem direitos especiais para invadirem propriedade alheia, matar ricos, roubar, fazer arruaça e etc.. São "coitadinhos" e por tal não condenados pela moral ideológica da salvação.

    Ora, se o motor fosse mera ambição material a política já teria desaparecido da humanidade.
    Pelo exemplo já se teria abandonado o culto ao assistencialismo e ao pobrismo moralóide.
    Quem falasse em socialismo defendendo o sistema cubano seria apedrejado. Porém, acontece exatamente o contrário. Os políticos temem oporem-se a idéias socialistas apesar do fracasso a que sempre levam.

    A coisa esta do jeito que esta pq a moral estóica foi definitivamente desprezada e foi necessário muito tempo para aniquila-la, pois que racional e adequada a natureza humana.

    Exatamente quando a defesa material da liberdade superou e abafou a defesa moral da liberdade é que ficou mais dificil sua defesa.
    Defender a liberdade, o não intervencionismo estatal, é visto como um abandono dos pobres é visto como imoral.

    Ninguém quer saber é de teorias econômicas. As massas não possuem capacidade e muito menos vontade de instruirem-se por raciocínios complexos e tão pouco estão tão preocupadas com o materialismo.

    Como Bertand Russel magistralmente esclareceu, a ambição intelectual (eu chamo de ambição psicológica) é infinita e muitissimo mais forte que a ambição material, que é finita.

    Abs.
  • Juliano  24/10/2013 12:20
    Olá Pedro,

    Não desprezo de forma alguma a questão moral a até acho que, em alguns grupos, o argumento faz sentido.

    Mas, para grupos maiores, a venda de privilégios e favores tem mais efeito. As pessoas querem respostas fáceis e, de preferência, um caminho que lhes favoreça. Não interessa muito se os resultados são ruins ou não, o que importa é que, no curto prazo, a pessoa ganhe alguma coisa. 99% dos discursos políticos são promessas de algum tipo de privilégio, a promessa de algum serviço a ser pago com o dinheiro que vem do céu (ou, como agora, bem do fundo do mar).

    Explicar para um empresário que seus problemas são originados no excesso de impostos e regulações até atrai a atenção, mas o caminho mais curto pra ele sempre será pedir algum tipo de subsídio ou criar barreiras aos competidores. Não interessa se isso vai trazer problemas pra ele também, já que seus fornecedores também usarão a mesma estratégia. É muito mais fácil pra ele se enquadrar no jogo que já está sendo jogado e garantir a sua parte.

    Não é a toa que estados sempre crescem e que os exemplos que temos de sociedades mais liberais são quase que acidentais.

    Abraços,
    Juliano
  • Cassim  22/10/2013 19:20
    1) É seu amigo que quer forçá-lo junto a todos os brasileiros a financiar uma petrolífera meio-centenária deficitária que possui pouco para nenhum incentivo para atender às demandas dos consumidores pois não está sujeita a lucros ou prejuízos. É dele que está partindo a agressão, logo, cabe a ele o ônus de justificar moralmente sua afirmação.

    Você nunca assinou a posse de nenhuma ação da petrolífera e até onde eu sei, não é cartola de futebol e nem rapper vitimista (Dois grupos que de fato são financiados pela Petrobrás com o seu dinheiro), mas sim um cidadão forçado a sustentar a companhia mais endividada do mundo que apesar de ser "sua", o força a comprar seu próprio produto por um maior preço do que seria caso fosse importado sem impostos.

    Infelizmente, nunca chegará o dia em que o petróleo magicamente secará. Seria ótimo ao Brasil. Esta desculpa de "petróleo é nosso" é apologia para arrancar seu dinheiro, popularizar políticos e enriquecer os amigos do rei.

    2) Dane-se o campo de Libra. Ninguém conseguirá tirar um barril de petróleo de lá que compense seu próprio custo. Esqueça que aquilo existe e transforme em uma reserva ambiental.
  • brunod  22/10/2013 17:54
    Muito bom o artigo,

    Algumas pessoas me perguntando o que eu acho sobre o assunto do leilão, simplesmente agora só vou ter o trabalho de indicar o artigo,

    Att
  • Henriques Jair  22/10/2013 18:36
    Caro Leandro,

    Eu imaginava que estava ruim, mas este artigo, como sempre muito bem elaborado, aumentou substancialmente o nível de pessimismo quanto ao nosso futuro. Mais uma vez irão embolsar os lucros (se houver) e socializar o prejuízo.

    Grato por mais esta obra-prima!
  • Leandro  22/10/2013 21:20
    Prezado Henriques, mantenha a calma e tenha fé. As coisas ainda vão piorar mais.

    Grande abraço e obrigado pelas palavras.
  • Gilmar  23/10/2013 15:28
    Exato Leandro, meus pêsames para os que envelhecerem o suficiente para verem a novas gerações tomando conta das coisas. Até parece a Revolta de Atlas, só que sem a turma do John Galt (que eu saiba).
  • Julia  22/10/2013 20:42
    Leandro, creio que você deve entender de política, mas pouco sobre a industria de petróleo!
    Primeiro o gás de xisto é uma fonte de energia que pode substituir o petróleo na produção de GLP, Gás natural e etc... Mas não é apenas isso que os barris de petróleo produzem também temos diesel, QAV, gasolina e etc! E esses combustíveis precisam de óleo para produção nos atuais padrões de consumo! Alem disso, para os próximos 30 anos ou mais nao teremos uma fonte de energia viável para substituir o petróleo facilmente, já que as nossas maquinas quase que 100% são movidas a óleo!
    Ou seja exceto que haja um "apocalipse", o mundo precisara de petróleo por muitos e muitos anos!
  • Leandro  22/10/2013 21:15
    Prezada Júlia, em momento algum eu disse que o petróleo será abandonado ou que ele perderá sua importância. Seria uma enorme estupidez eu dizer isso. O que eu disse -- e você aparentemente teve dificuldades para entender -- é que:

    1) Novas descobertas de volumosas jazidas de petróleo poderão reduzir o preço do barril de petróleo (ou, ao menos, impedir que ele encareça);

    2) A legalização da exploração de reservas ambientais repletas de petróleo também poderá reduzir o preço do barril (ou, ao menos, impedir que ele encareça);

    3) Como você mesma disse, novas formas de energia, como gás de xisto, poderão reduzir a demanda e o preço do petróleo (ou, ao menos, impedir que ele encareça);

    4) A exploração de xisto petrolífero no Colorado, em Utah e em Wyoming também poderá reduzir o preço do barril (ou, ao menos, impedir que ele encareça).

    Todos esses fatores, em conjunto ou mesmo separadamente, podem afetar a atratividade do pré-sal. Só isso.

    Foi apenas isso que eu falei. E nada mais do que isso.

    Pelo que entendi de sua exposição, você implicitamente disse que os preços do petróleo só podem subir, e nunca e cair. Isso é totalmente negado pelos fatos. Por que o petroleo estava mais barato nas décadas de 1980 e 1990 do que na década de 1970? Por que o petroleo está hoje muito mais barato (em termos reais) do que no final da década de 1970? Por que o preço do petróleo é menor hoje do que em 2008? Por que o petróleo está praticamente estável em termos do grama de ouro desde meados do século XX?

    Mais ainda: por que a exploração de xisto petrolífero no Colorado continua economicamente pouco atraente quase 40 anos após a crise do petróleo da década de 1970? Pela sua lógica, esta modalidade de exploração já deveria ter se se tornado atraente há muito tempo.

    São perguntas que todos os arautos da iminente escassez da oferta de petróleo têm de responder.

    Abraços!

    P.S.: o artigo fala sobre economia e não sobre política. Política, ao contrário do que você disse, não é minha especialidade.
  • Aquiles Pereira  23/10/2013 10:16
    Se esqueceu de falar de um estudo bem adiantado da água-pesada, desenvolvida na 2º guerra mundial, hoje bem adiantado pelos ingleses pro futuro bem próximo.
  • Hudson  23/10/2013 10:38
    Ela também deve achar a mesma coisa dos imóveis. Imóvel nunca cai de preço. rs
  • Fernando  22/10/2013 21:34
    Leandro, primeiramente, parabéns pelo artigo, esclarecedor.

    Também não achei seus contatos,por isso vou fazer uma pergunta um pouco deslocada, mas é que estou na dúvida mesmo.


    Há algum artigo no site (já procurei, mas não achei) em que refute especificamente as afirmações do economista coreano Ha-Joon Chang?

    Ele defende, por exemplo, que as grandes nações se tornaram grandes devido ao protecionismo.

    Sei que há vários artigos refutando o protecionismo, mas há algo específico sobre esse autor? Uma refutação caso a caso?

    Obrigado.

    Fernando
  • Leandro  22/10/2013 22:43
    Esse livro é apenas propaganda protecionista em prol dos grandes conglomerados coreanos.

    Não há nenhuma dúvida de que protecionismo é bom para as grandes indústrias e seus empregados, mas resta ainda alguém explicar como é que restringir as opções de consumo, diminuir a oferta e encarecer os produtos disponíveis pode ser algo bom para o enriquecimento da população.

    O grande problema do livro é que ele confunde abertamente correlação com causalidade, algo imperdoável em economista. O argumento é que, "dado que a Coréia do Sul implementou tarifas protecionistas e suas empresas cresceram, então obviamente todos os países deveriam se fechar para enriquecer". Não há um só debate no livro sobre a possibilidade de a Coréia ter se desenvolvido ainda mais caso não houvesse implementado tais tarifas (daí a confusão entre correlação e causalidade).

    Aliás, esse é exatamente o histórico de Hong Kong e Singapura (que o autor do livro parece ignorar). Ambos os países eram grandes favelas a céu aberto na década de 1970 e hoje têm as maiores rendas per capita do mundo. E jamais aplicaram políticas protecionistas. Ambos são mais ricos que a Coréia do Sul em termos per capita. E olha que ambos são asiáticos -- logo, possuem relativamente a mesma cultura.

    Outro erro grave do livro é dizer que "o livre comércio funciona bem somente na fantasia do mundo teórico da concorrência perfeita". Ora, quem primeiro fez o argumento em prol do livre comércio foi David Ricardo, ainda no século XIX, e seu argumento jamais se baseou em tal teoria, que nem sequer havia sido inventada à época.

    Aliás, com dados pra lá dúbios. Por exemplo, Chang se limita a analisar apenas os países que se desenvolveram no século XIX, e afirma que eles se desenvolveram porque adotaram políticas protecionistas em determinados setores; mas ele não analisa todas as políticas adotadas. E em momento algum ele analisa os países que não se desenvolveram, pois isso mostraria que tais países adotaram com ainda mais intensidade exatamente as políticas que ele defende.

    A teoria indica que tais países protecionistas teriam se desenvolvido ainda mais (com empresas mais competitivas e população mais educada) caso o comércio fosse mais livre. O livro não faz essa contraposição de ideias, pois trabalha exclusivamente com dados empíricos.

    Mais especificamente sobre a Coréia do Sul, não é verdade dizer que ela "era pobre e aí foram adotadas políticas intervencionistas e aí ela enriqueceu". Mesmo porque isso é econômica e logicamente impossível. O que o general Park fez foi adotar uma política extremamente favorável ao investimento estrangeiro (óbvio, pois a Coréia não tinha capital), principalmente de japoneses (com quem ele reatou relações diplomáticas) e americanos. Não fossem esses investimentos estrangeiros, o país continuaria estagnado.

    Os japoneses investiram pesadamente em infraestrutura, em indústrias de transformação e em tecnologia, o que fez com que a economia coreana se tornasse uma economia altamente intensiva em capital e voltada para a exportação. Esse fator, aliado à alta educação, disciplina e alta disposição para trabalhar (características inerentemente asiáticas), permitiu a rápida prosperidade da Coréia.

    Era economicamente impossível a Coréia enriquecer por meio de intervencionismo simplesmente porque não havia capital nenhum no país. Intervencionismo é algo possível apenas em países ricos, que já têm capital acumulado e que, por isso, podem se dar ao luxo de consumi-lo em políticas populistas. Já países pobres não têm essa moleza (por isso o intervencionismo explícito em países como Bolívia e Venezuela apenas pioram as coisas).

    Esse livro é apenas propaganda protecionista em prol dos grandes conglomerados coreanos.

    Não há nenhuma dúvida de que protecionismo é bom para as grandes indústrias e seus empregados, mas resta ainda alguém explicar como é que restringir as opções de consumo, diminuir a oferta e encarecer os produtos disponíveis pode ser algo bom para o enriquecimento da população.

    O grande problema do livro é que ele confunde abertamente correlação com causalidade, algo imperdoável em economista. O argumento é que, "dado que a Coréia do Sul implementou tarifas protecionistas e suas empresas cresceram, então obviamente todos os países deveriam se fechar para enriquecer". Não há um só debate no livro sobre a possibilidade de a Coréia ter se desenvolvido ainda mais caso não houvesse implementado tais tarifas (daí a confusão entre correlação e causalidade).

    Aliás, esse é exatamente o histórico de Hong Kong e Singapura (que o autor do livro parece ignorar). Ambos os países eram grandes favelas a céu aberto na década de 1970 e hoje têm as maiores rendas per capita do mundo. E jamais aplicaram políticas protecionistas. Ambos são mais ricos que a Coréia do Sul em termos per capita. E olha que ambos são asiáticos -- logo, possuem relativamente a mesma cultura.

    Outro erro grave do livro é dizer que "o livre comércio funciona bem somente na fantasia do mundo teórico da concorrência perfeita". Ora, quem primeiro fez o argumento em prol do livre comércio foi David Ricardo, ainda no século XIX, e seu argumento jamais se baseou em tal teoria, que nem sequer havia sido inventada à época.

    Aliás, com dados pra lá dúbios. Por exemplo, Chang se limita a analisar apenas os países que se desenvolveram no século XIX, e afirma que eles se desenvolveram porque adotaram políticas protecionistas em determinados setores; mas ele não analisa todas as políticas adotadas. Porém, em momento algum ele analisa os países que não se desenvolveram, pois isso mostraria que tais países adotaram com ainda mais intensidade exatamente as políticas que ele defende.

    A teoria indica que tais países protecionistas teriam se desenvolvido ainda mais (com empresas mais competitivas e população mais educada) caso o comércio fosse mais livre. O livro não faz essa contraposição de ideias, pois trabalha exclusivamente com dados empíricos.

    Mais especificamente sobre a Coréia do Sul, não é verdade dizer que ela "era pobre e aí foram adotadas políticas intervencionistas e aí ela enriqueceu". Mesmo porque isso é econômica e logicamente impossível. O que o general Park fez foi adotar uma política extremamente favorável ao investimento estrangeiro (óbvio, pois a Coréia não tinha capital), principalmente de japoneses (com quem ele reatou relações diplomáticas) e americanos. Não fossem esses investimentos estrangeiros, o país continuaria estagnado.

    Os japoneses investiram pesadamente em infraestrutura, em indústrias de transformação e em tecnologia, o que fez com que a economia coreana se tornasse uma economia altamente intensiva em capital e voltada para a exportação. Esse fator, aliado à alta educação, disciplina e alta disposição para trabalhar (características inerentemente asiáticas), permitiu a rápida prosperidade da Coréia.

    Era economicamente impossível a Coréia enriquecer por meio de intervencionismo simplesmente porque não havia capital nenhum no país. Intervencionismo é algo possível apenas em países ricos, que já têm capital acumulado e que, por isso, podem se dar ao luxo de consumi-lo em políticas populistas. Já países pobres não têm essa moleza (por isso o intervencionismo explícito em países como Bolívia e Venezuela apenas pioram as coisas).

    Caso domine o inglês:

    mises.org/daily/2001

    mises.org/daily/2960
  • Fernando  23/10/2013 00:58
    Obrigado pela resposta e indicação dos artigos, Leandro.

    Foi uma verdadeira aula!

    Obrigado!
  • Leandro  23/10/2013 02:01
    Vale ainda lembrar que o Chang se gaba de ter influenciado acadêmica e economicamente o Rafael Corrêa. Um orgulho só.

    en.wikipedia.org/wiki/Ha-Joon_Chang

    Grande abraço e obrigado pelas palavras.
  • Guilherme  07/04/2014 04:38
    Leandro, e a respeito do nosso vizinho Paraguai que mantém taxas mínimas sobre importados? O que se poderia dizer? Argumenta-se que a pobreza paraguaia é fruto da escassa industrialização do país devida justamente à grande oferta de importados a custos baixos. Existe algo a mais que justifique o baixo desenvolvimento paraguaio?
  • Leandro  07/04/2014 11:32
    Esse "argumento" beira o escárnio. Pra começar, as tarifas de importação no Paraguai são bem altas, muito mais altas que a de qualquer país europeu. Mais alta também que as de Peru, Chile, Colômbia e Uruguai, e quase iguais às do Equador.

    Para você ter uma ideia, as tarifas de importação representam 13% da receita total do governo.

    No que mais, há problemas crônicos de burocracia no Paraguai. O procedimento de abertura de empresas é extremamente custoso, chegando a custar quase o dobro da renda média anual do país. O mercado de trabalho é rígido.

    De resto, o que gera riqueza para um país é divisão do trabalho, poupança, acumulação de capital, capacidade intelectual da população (se a população for burra, a mão-de-obra terá de ser importada), respeito à propriedade privada, baixa tributação, segurança institucional, desregulamentação econômica, moeda forte, ausência de inflação, empreendedorismo da população, leis confiáveis e estáveis, arcabouço jurídico sensato e independente etc.

    O Paraguai não tem nada disso. Se ele fosse rico, a teoria econômica estaria revogada.
  • Guilherme  08/04/2014 17:33
    Pois é, Leandro. O senso comum no Brasil diz que os produtos industrializados importados são mais baratos no Paraguai do que aqui justamente por causa das menores ou "ausentes" taxas de importação e de menos barreiras legais. O que parece é que a diferença de preços se deve, então, ao câmbio ou à própria "pobreza" do país em si. Por que, por exemplo, um perfume importado custa no Brasil, muitas vezes, o dobro do que custa no Paraguai? Até comparando com a Argentina existe uma discrepância grande nos preços.

    Neste caso do perfume, o Paraguai cobra em média 13,79% de imposto na importação, segundo um dos links que você citou. No Brasil, a taxa média é de 15.67%. Como pode, então, levando em conta somente as taxas de importação, o mesmo produto custar o dobro no Brasil em relação ao Paraguai se a diferença seria de menos de 2%? Impostos sobre o consumo menores lá do que aqui?
  • Juliano  09/04/2014 13:44
    E não pra esquecer que existem vários outros fatores que interferem no processo. Corrupção, burocracia, respeito à propriedade, estabilidade jurídica.

    Não adianta nada ter impostos baixos se não houverem instituições que consigam trazer estabilidade jurídica e proteção aos investimentos.
  • Leandro  08/04/2014 19:03
    A carga tributária no Brasil, especialmente no que tange a impostos indiretos, é muito maior que a do Paraguai. Tarifas de importação não respondem por todo o preço ao consumidor final. No Brasil, a cascata de impostos faz com que o preço final do perfume seja muito maior.

    E também tem a questão da renda. Como, no Brasil, perfume importado é visto como "coisa de rico", isso ajudada a subir o preço. Questão de subjetividade do consumidor.
  • Dalton C. Rocha  22/10/2013 22:25
    Aplaudo o artigo. mais uma coisa. Dei-me um país que tenha monopólio estatal do petróleo e, eu lhe darei um país pobre e uma cleptocracia. Exemplos:Argentina, Brasil, Irã, Iraque, Líbia,Venezuela, etc.
  • Randalf  22/10/2013 22:53
    Essas restrições à exportação de gás de xisto nos EUA não levam a retaliações de outros países? Será que vale a pena, para os EUA, fechar o mercado desse tipo de combustível?
  • Leandro  22/10/2013 23:49
    Vale muito a pena para as empresas que se beneficiam de seu preço baixo. Em todo e qualquer país, quem faz as regulamentações são os lobistas e os grupos de interesse. Eles é que são os beneficiários. No Brasil é a mesma coisa, mas aqui são as tarifas de importação que fazem o serviço.
  • Jurandir  23/10/2013 04:30
    Se o pré-sal é inviável, por que duas gigantes privadas vão investir nele, e não será pouco?
  • Leandro  23/10/2013 04:50
    Se o pré-sal é realmente a barbada prometida pelo governo, por que as gigantes como Chevron, Exxon Mobil, BHP Billiton, Statoil, British Petroleum, Suncor e Repsol não se interessaram? Essas petrolíferas odeiam dinheiro?
  • Jurandir  23/10/2013 12:05
    O problema pode estar no modelo de exploração, que: diminui a liberdade das empresas, obriga parceria com a Petrobras e diminui o lucro. Talvez se fosse o modelo anterior, criado pelo FHC, chovesse empresa privada interessada.
  • Gilmar  23/10/2013 15:36
    Daqui: www.shell.com/global/aboutshell/media/news-and-media-releases/2013/brazil-deepwater-bid.html

    Shell also operates and owns an 80% interest in the BM-S-54 block, where the Gato do Mato discovery is being appraised. Shell has also other interests in Brazil, particularly our Lubricants business and our joint venture Raízen, the leading sugar cane ethanol producer and fuels retailer.

    Vai saber...

    A propósito, a parte do Cautionary Note é engraçada até.
  • Rafael  23/10/2013 08:49
    Leandro,
    vou mudar também de assunto (já fiz meu comentário sobre este texto. Parabéns pela analise esclarecedora sobre o pré-sal)

    O BACEN vem aumentando constantemente o valor da selic e vem propagandeando na mídia que é "necessário cortar gastos públicos". Sabemos que o que ocorre na verdade é que os "dealers" são os que detem a maior parte dos títulos governamentais, e são eles e o próprio governo que vão ganhar com a politica de subir juros. Para alem do controle da inflação, o que da fato vem incentivando esta crescente alta nos juros?
  • Leandro  23/10/2013 13:17
    Prezado Rafael, antes de tudo, vale deixar claro que um aumento dos juros é prejudicial para os detentores dos títulos públicos. Um aumento dos juros faz com que o valor de mercado destes títulos caia, o que significa que o portfólio do sujeito perdeu valor. Pode ser bom negócio para quem vai comprar um título -- que agora renderá juros maiores --, mas não é nada bom para quem já detinha um título.

    Tendo entendido isso, meu palpite é que as seguidas elevações da Selic foram feitas com dois objetivos: conter a desvalorização do real e enviar ao mercado um sinal de que, após dois anos de mansidão e submissão, o BACEN voltou a flertar com a independência.

    Também não podemos nos esquecer que a inflação dos bens não-comercializáveis (que não sofrem concorrência de importados), dos bens não-duráveis e dos serviços está em níveis extremamente incômodos, como há muito não se via.

    A inflação acumulada em 12 meses para os bens não-comercializáveis está acima de 8,20% (com picos de 9,70%); a dos bens não-duráveis apresenta picos de incríveis 13,22%, e a dos serviços está atualmente em 8,73% (veja ambas aqui)

    Ou seja, a coisa degringolou geral, e os burocratas simplesmente perceberam que tinham de enviar algum sinal.

    Grande abraço!
  • Julio Heitor  24/10/2013 12:27
    Leandro,

    Se a menor inflação que você mencionou foi de 8.73, como que a inflação oficial está abaixo de 6.5?

    Sei que o IBGE manipula bastante o índice, mas será que mesmo com a manipulação, os valores não deveriam estar um pouco mais próximos dos seus?

    Abraços!
  • Leandro  24/10/2013 13:11
    Julio, eu citei a inflação dos preços dos bens não-comercializáveis, dos bens não-duráveis e dos serviços.

    Mas há também os preços dos comercializáveis (6,43%), dos monitorados* (1,12%), dos bens duráveis (3,15%), dos semiduráveis (4,87%).

    Obs: vale notar que a classificação geral se dá entre [u]comercializáveis, não comercializáveis e monitorados.[/i] Coisas como duráveis, semiduráveis, não-duráveis, e serviços são subclassificações que estão contidas nessas três classificações gerais.


    *Monitorados são aqueles que o governo tabela, como serviços públicos, transporte público, gasolina e óleo diesel, plano de saúde, produtos farmacêuticos, pedágio, licenciamento. É aí que a inflação está sendo artificialmente contida.
  • Ricardo S.  23/10/2013 23:50
    "Além disso, todas as decisões de investimento serão, em última instância, autorizadas ou negadas pela Petrobras, que também usufruirá uma participação mínima obrigatória de 30% entre as empresas componentes do consórcio — no caso de Libra, ela terá 40%."

    Leandro, atualmente já há campos do pré-sal em campanha de desenvolvimento da produção (ainda no modelo de concessão): são os campos de Lula, Iracema e Iara no bloco BM-S-11 e Sapinhoá e Carioca no bloco BM-S-9. Ambos são parcerias entre a Petrobras e empresas privadas.

    BM-S-11: Petrobras (65%), BG Group (25%) e Galp Energia (10%)
    BM-S-9: Petrobras (45%), BG Group (30%) e Repsol-Sinopec (25%)

    Nesses blocos, a Petrobras é a operadora, ou seja, é ela quem faz todos os projetos, exploração/explotação e posterior operação da produção. Entretanto, os parceiros participam ativamente, inclusive vetando propostas que a Petrobras apresenta. Ou seja, a Petrobras não tem "carta branca" para fazer o que quiser.

    Acredito que em Libra essa estrutura decisória seja mantida, afinal, nenhuma empresa privada cometeria a loucura de ficar totalmente a mercê de uma estatal gerida politicamente.

    Na minha opinião, o que afastou as grandes petrolíferas (Exxon, Chevron, BP, BHP, Petronas etc) foi o péssimo modelo escolhido (partilha, cotas de conteúdo nacional, Petrobras como operadora etc) e também as grandes incertezas que há sobre Libra, onde até o momento apenas um poço foi perfurado. Todas as megalomaníacas estimativas de reservas são puro achismo.

    O fato de Total e Shell serem parceiras em Libra não quer dizer nada, a participação delas é pequena e eu entendo isso como "vamos colocar uns trocados aqui e ver no que dá".
  • Leandro  24/10/2013 00:08
    Esses modelos de Iracema, Iara, Lula, Sapinhoá e Carioca são de concessão, que é o "menos ruim". A crítica foi dirigida ao modelo de partilha, bem como a toda a azáfama populista (e onerosa) feita pelo governo sobre Libra, o qual, como você disse, é apenas um poço perfurado.
  • Marcos  24/10/2013 11:43
    A única coisa que me espanta nisso tudo é ter aparecido alguém para participar desse tal leilão. As estatais chinesas eu até entendo, existem outros interesses políticos nisso tudo. Mas não dá para entender que uma empresa privada compre esse mico.
  • Deilton  24/10/2013 13:27
    O "socialismo" da Noruega me mata de inveja:

    veja.abril.com.br/blog/ricardo-setti/politica-cia/o-presidente-da-estatal-de-petroleo-da-noruega-uma-das-gigantes-do-ramo-informa-la-o-governo-nao-se-mete-na-empresa-se-ela-nao-der-lucro-me-mandam-embora-conta/

    "A Noruega é citada como a grande fonte de inspiração para o novo modelo exploratório do pré-sal brasileiro. A comparação faz jus à realidade?

    Até certo ponto, sim. Os dois países compartilham da compreensão de que os recursos naturais devem se converter em riqueza permanente e possuem estatais que atuam como indutoras da indústria do petróleo. Mas uma diferença significativa nos distancia: a Statoil não tem direito automático sobre todas as áreas exploratórias, como a Petrobras, que recebe pelo menos 30% de cada bloco licitado.

    Na Noruega, temos de competir com gigantes multinacionais como Exxon, Shell, BP e Chevron. E também podemos decidir em quais licitações entrar. Isso é bom para a empresa, porque não nos obriga a assumir negócios que não nos interessam, e benéfico à economia do país."

    "A Statoil não sofre interferência do governo e dos políticos?

    Não. O governo norueguês tem 65% das ações, mas apenas um único representante no comitê que nomeia os conselheiros. Em 2001, quando passamos a vender ações na bolsa, o estado norueguês assumiu publicamente o compromisso de nunca, sob hipótese alguma, tentar arbitrar os rumos da companhia. Minha obrigação é gerar valor para os acionistas. Se falhar, o governo me manda embora. Se não fosse assim, jamais teríamos conseguido quintuplicar a produção na área internacional na última década."

    "A Statoil não precisa pedir autorização ao governo para aumentar o preço dos combustíveis?

    Claro que não. O preço dos combustíveis deve ser regulado pelo mercado global, não pelo governo. Vendemos nossos produtos no exterior e estamos bem cientes de que os valores no mercado interno devem refletir as cifras internacionais."
  • Marcio  25/10/2013 01:25
    Artigos do Leandro eu leio e reverencio. Sem mais.
  • Euclides   25/10/2013 15:23
    Estas empresas irão cair fora assim que a Petrobrás começar a colocar as manguinhas de fora e querer ditar as regras estatizantes e políticas ao Consórcio.
    Além disso, quem tem acompanhado a situação financeira da Petrobrás sabe que ela foi delapidada e não tem recursos para nenhum tipo de investimento, muito menos para colocar R$ 50 bi na mesa.
    Aguardem para ver o que irá acontecer!
  • Frank Percy  27/10/2013 11:06
    E pagarás impostos para sempre!
  • Márcio Pochmann  08/11/2013 19:35
    A função social da Petrobras:

    Petrobrás fechou contrato superfaturado de US$ 825 milhões com Odebrecht

    Ainda em vigor, termo fechado na gestão Gabrielli inclui aluguel de três copiadoras por R$ 7,2 milhões e salário mensal de pedreiro de R$ 22 mil
  • Típico Filósofo  08/11/2013 21:25
    Encontre-me uma empresa do setor privado que pague 22 mil por mês a um pedreiro.

    Não encontrará, pois estas operam sob seu próprio capital. Já uma corporação pública trabalha em um patamar moral superior e por tal motivo, possui o legítimo direito de retirar fundos do contribuinte para remunerar generosamente seus trabalhadores e relações contratuais.

    Afinal, o petróleo é nosso.
  • Anonimo  29/12/2013 07:14
    Como isto é possível se nenhum jornal teve a coragem de publicar isto?
    O estadão publicou a tempos das manobras operacionais da petrobras que não cuida de seus póços de petróleo no Brasil e vai comprar póços de petróleo em outros paizes a preços exorbitantes= poço que valia 97 milhões pagaram mais que 1 bilhão! e tem mais, se o petróleo extraido do pre-sal tem 80% de agua 160.000 barris valem apenas 32.ooo barris de petróleo puro, isto é verdade?

  • Felipe  13/11/2013 18:38
    Caro Leandro,

    Parabéns pelo texto.
    Tenho acompanhado as publicações do site e vejo que há muita qualidade.

    Gostaria de ler mais textos sobre a economia brasileira. Como você bem sabe, os intervencionistas parecem dominar os debates em nosso país.

    Seria interessante ver uma discussão do intervencionismo e do desenvolvimentismo sob a perspectiva austríaca.

    Alguns temas interessantes seriam:
    - CEPAL, Celso Furtado e seus seguidores;
    - "deterioração dos termos de troca";
    - política econômica da Era Vargas;
    - o debate entre Roberto Simonsen e Eugênio Gudin;
    - planos econômicos de Juscelino, Jango e da ditadura militar;
    - FHC e a teoria da dependência etc.
  • JOSÉ NILTON ARMINI CARDOSO  02/01/2014 23:06

    Imagine só os EUA com a extensão de terras que o Brasil tem favorável ao plantio de cana de açúcar, o estrago que faria no setor energético no mundo produzindo álcool uma energia renovável e mamona para o biodiesel, não precisava, desmatar mais florestas, só precisava modernizar a criação de gado. o sistema adotado hoje é desperdício de terras produtivas que poderias servir para outra culturas, O pré-sal para o Brasil não viável porque envolver tecnologia muito complexas, e arriscada pode haver uma falha e se tronar um desastre ecológico . FHC estava no caminho certo quando incentivou as usinas de álcool. poderíamos ser auto suficiente em energia e alimentos ao mesmo tempo.
  • Deilton  13/01/2014 13:26
    economia.estadao.com.br/noticias/economia-geral,xisto-reduz-venda-da-petrobras-aos-eua,175035,0.htm

    "Xisto reduz venda da Petrobrás aos EUA

    Alternativa mudou a matriz energética do país, que ficou menos dependente de importações e cortou compras de petróleo do Brasil em 60%"

    O pré-sal já está virando fumaça? Se essa tendência se confirmar a tendência é o que o preço do petróleo caia ou permaneça estável, o que deve comprometer a viabilidade do pré-sal.
  • Leandro  13/01/2014 13:49
    Palmas para o jornalista Celso Ming. Além do IMB, o único que tocou diretamente neste ponto.


    "Um dos maiores acontecimentos da economia global em 2013, com graves consequências para o Brasil e enorme impacto estratégico, foi praticamente ignorado pelo governo Dilma. Trata-se da revolução energética que, em apenas seis anos, deverá tornar os Estados Unidos não apenas autossuficientes em petróleo e gás, mas fortes exportadores em potencial.

    O assunto não chega a ser novidade, mas é preocupante que não esteja sendo levado em conta pelo governo Dilma em suas formulações de política econômica. Quando se referiram à economia mundial, os dirigentes brasileiros têm olhos voltados para a crise europeia, para a persistência de altos riscos no mercado financeiro global e para os problemas que poderiam ser produzidos pelo desmonte da política monetária altamente expansionista dos Estados Unidos. Mas tendem a ver a revolução energética nos Estados Unidos somente como aposta de alguns, ainda sujeita a confirmações. Quando acordarem, pode ser tarde.

    E, no entanto, como consta no relatório do Departamento de Energia dos Estados Unidos divulgado no dia 23 de dezembro, a produção de petróleo e gás subirá nada menos que 800 mil barris diários a cada ano até 2016, quando atingirá 9,6 bilhões de barris diários. Será, então, batido o recorde de 1970.

    Há poucos anos, os Estados Unidos importavam 50% do petróleo que consumiam. Esse número já caiu para 37% e, em 2016, o país deverá trazer de fora apenas 25%. Em 2020, aponta a Agência Internacional de Energia (EIA, na sigla em inglês), os Estados Unidos serão autossuficientes.

    Os impactos econômicos serão impressionantes. O relatório do Departamento de Energia dos Estados Unidos prevê que o preço médio do barril (159 litros) de petróleo, que esteve em US$ 112 em 2012, baixará para US$ 92 em 2017, queda de 17,9%.

    Os baixos preços do gás, que começam a ser negociados a US$ 4 por milhão de BTU (ante os US$ 14 a US$ 16 por milhão de BTU vigentes aqui e na Europa), deverão atrair novos projetos de indústria, não apenas na petroquímica, mas também nos setores eletrointensivos, como química básica, cimento, vidro, cerâmica e metalurgia eletrolítica.

    Do ponto de vista da indústria brasileira, que já está alijada dos grandes centros de suprimento global, se for confirmada, essa revolução não implica apenas perda de competitividade em relação à indústria americana. Implica, também, risco de migração da indústria brasileira para lá ou desistência de projetos no Brasil.

    Do ponto de vista estratégico, a independência energética dos Estados Unidos forçará mudanças importantes na política voltada para o Oriente Médio, grande centro exportador de petróleo. O atual equilíbrio de forças na região parece ameaçado. O impacto sobre a Venezuela, maior exportador da América Latina, também poderá ser dramático. Hoje, a economia está altamente dependente do faturamento com petróleo, cujos preços cairão em três anos.

    O governo do México, outro grande exportador, entendeu o que está em jogo e tratou de criar as bases de sua própria revolução do petróleo. Acabou com o monopólio estatal exercido pela Pemex e também vai tratando de explorar suas reservas de xisto.

    Enquanto isso, o governo brasileiro segue excessivamente confiante com as descobertas de petróleo no pré-sal e seus dirigentes preferem desconversar a respeito das consequências sobre a economia brasileira. Alegam que os problemas ambientais causados pela tecnologia do craqueamento hidráulico do xisto acabarão por desencorajá-la. Provavelmente não serão, porque a tecnologia do craqueamento hidráulico está sendo aperfeiçoada. Pode ser mais uma grave omissão do governo Dilma.

    blogs.estadao.com.br/celso-ming/2014/01/07/revolucao-ignorada/
  • José Ricardo das Chagas Monteiro  13/01/2014 15:30
    Saudações, Leandro, esse bajulado pré-saltem alguns custos muito pouco comentado, além das incertezas, lembrando:
    a dois quilômetros de coluna de sal;
    b o poço do pré-sal custa U$ 240 milhões, enquanto um poço comum custa U$ 15 milhões;
    c a rocha é carbonática, trata-se de um rocha heterogênea,ou seja, comportamento pouco conhecido;
    dtaxa de perfuração baixa;
    ea empresa terá que desenvolver nova angulação para perfurar e conseguir extrair,pouparei-os da explicação;
    fo sal funciona como um espelho, fazendo com que as ondas refletidas impeçam uma leitura "real" do óleo, significa a leitura sísmica será duvidosa;
    g a corrosão do sal será duplicada devido a presença de alta temperatura, pressão e gás carbônico, significa que o material usado deverá ter fibra de carbono como revestimento interno, ainda em pesquisa;
    h a temperatura do óleo, em torno de 60ºC, quando atingir a camada d'água, em torno de 4ºC, resfriará, formando parafinas, ou seja, solidificação, entupimento.
    É possível falar ainda sobre o tratamento dessa incógnita, vazão,mas o tempo se encarregará de mostrar o tamanho do chapéu que estamos levando, olé, viva a Copa do Mundo! O capitalismo,com a tecnologia de ponta, dará um jeito nisso tudo, claro, se eles deixarem.
  • Pobre Paulista  13/01/2014 18:04
    Até onde eu sei, ainda não existe um meio confiável de se perfurar a camada de sal em linha reta, ou seja, a produção ainda é tecnicamente inviável.
  • Hugo Siqueira  27/01/2014 13:51
    REINVENÇÃO DO PETROLEO PELO USO DO SHALE GAS
    A maior vantagem proporcionada pela revolução do shale gas decorre do fato de serem proprietários privados dos recursos que os exploram com meios próprios contando incentivos dos próprios estados produtores, ao contrário daqueles em que a propriedade é da união, garantida por dispositivos constitucionais que remontam ao código de águas, de 1934.
    Os EUA repetem a experiência dos estados produtores dos EUA que inventaram o petróleo do Texas e Pensilvânia.


    –Porque o shale gas nos EUA dá certo e o pré-sal não deslancha? Eis algumas razões:
    – É estabelecida em bases locais – devido aos baixos custos do transporte em relação ao do petróleo e gás por oleodutos.
    – Ocorre em zonas despovoadas e aproveita a extensa rede de gasodutos subutilizada dos antigos campos, o que favorece a geração distribuidada através termoelétricas combinadas a gas muito mais econômicas do que as antigas térmicas a vapor movida a carvão e óleo.
    – Antigos campos ainda produtivos foram deixados para traz em razão da abundância de novos mais produtivos e dos baixos preços do barril daí decorrentes. Inicialmente o gás excedente era reinjetado para aumentar a produção, ou, simplesmente queimado. De modo que existe uma enorme quantidade de gas e petróleo encarcerado nos poços maduros que pode ser reaproveitado pela injeção de água no processo de fracionamento.
    –A aplicação da nova tecnologia de fracionamento não se restringe à exploração de gás de xisto. Pode ser usada também para obtenção de petróleo em poços maduros ou em jazidas até agora consideradas subcomerciais, com a vantagem que a rede de infraestrutura subterrânea é pouco extensa ou já existe.
    – A ocorrência contempla indistintamente países grandes e pequenos, ricos ou pobres, que podem recorrer à P&D desenvolvida nos países ricos em regime de cooperação espontânea. Assim, podem escapar da ditadura do cartel dos grandes produtores de petróleo.
    – os EUA repetem a experiência dos estados fundadores dos EUA que inventaram o petróleo do Texas e Pensilvânia.
  • Hugo Siqueira  27/01/2014 13:54
    BRINCANDO DE NOVO NOS CAMPOS DO PRÉ-SAL
    Ainda Segundo Meireles:
    – A alta do dólar foi o sinal do FED de que reduzirá as medidas de estímulo monetário contra a crise ("Tsunami de dólares"), agora finalmente reforçado. O sucesso na exploração do gás de xisto nos EUA combinado com a eliminação dos estímulos traz como consequência a valorização do dólar – como continua ocorrendo.
    "Elas elevaram demais a oferta de dólares e sua reversão fortalece a moeda americana e redireciona capitais aos EUA".
    O sucesso eleitoral está novamente garantido, mas o risco do fiasco do próximos leilão do Pré-sal permanece. O governo tem pressa, tanto que antecipou colocando o poço mais promissor para evitar o desgaste com a queda das ações da Petrobras.
    O governo está de olho mesmo é no "presente" (gift) para cobrir superávits: bônus de assinatura (15 bilhões de dólares) mais do que na repartição do óleo "futuro" (máximo 75%,). Foi teste – com exigências abrandadas para avaliar o desempenho dos próximos leilões: pouco direito de voto (35%), ainda sujeito a veto da estatal PPSA no que tange a custo. São exigências demasiadas que só podem contar com grandes empresas chinesas, interessadas apenas em garantia de fornecimento futuro. Mesmo com a queda de produção na bacia de Campos e apesar do insucesso das empresas "X", as apostas não têm compromisso no presente:
    O que importa é o sucesso do 1º e único poço promissor. Depois virão outros e muita coisa pode ser mudada no próximo governo. Por exemplo: concessão com a finalidade de angariar recursos para novos contratos de partilha.

  • Hugo Siqueira  28/01/2014 15:08
    DESONERAÇÃO DE COMBUSTÍVEL FÓSSIL
    – Enquanto o governo brasiileiro desonera o carvão mineral para uso em térmicas a vapor de baixo rendimento, nos EUA elas são substituidas por termoelétricas a gas mais econômicas na produção de calor e eletricidade. Com isso libera para outros fins extensa rede de estradas de ferro utilizada no transporte de carvão, bem como carvão para exportar.
    Aproveitam a extensa rede de gasodutos subutilizada de campos de petróleo maduros o que favorece a geração distribuidada.
    – Enquanto o congresso americano retira subsídios ao etanol de milho e premia o etanol de cana, o governo brasileiro vende na distribuidora a gasolina e etanol de milho mais barato do que o produto importado, em detrimento do etanol de cana brasileiro que não é sequer suficiente para a mistura à gasolina importada.
  • kakamgrizze@gmil.com  05/09/2014 22:32

    Leandro,

    Poderia apresentar alguma consideração a respeito da refinaria de Pasadena? Essa refinaria gerou algum lucro no ultimo exercício? ou continua sendo um péssimo negócio para Petrobras?
  • Leandro  15/10/2014 19:00
    Quase um ano após a publicação deste artigo, o preço do barril de petróleo despencou nada menos que 19,20%. E o do tipo Brent despencou incríveis 21,6%.

    A viabilidade do pré-sal está cada vez mais no terreno da ficção.
  • Dede  18/10/2014 11:40
    Olhe esse artigo:

    rgellery.blogspot.com.br/2014/10/cometarios-respeito-do-preco-do.html

    "O petróleo do pré-sal é um petróleo caro, muito caro. Buscar petróleo no fundo do mar envolve estruturas, pessoal especializado, tecnologia e riscos que não incidem na produção em terra. Estima-se que com o barril abaixo de US$ 85 buscar petróleo em águas profundas no Golfo de México deixa de ser lucrativo (link aqui). Há mas eu li em algum lugar que com o preço do barril acima de R$ 60 o pré-sal é viável, alguém pode dizer. A refinaria de Abreu Lima foi projetada para custar US$ 2,5 bilhões, quando a obra começou em 2009 a Petrobras já esperava investir US$ 13,4 bilhões, até o momento já investiu mais de U$ 18 bilhões (link aqui) e a refinaria ainda não está completa. Se erram tanto em algo relativamente simples como uma refinaria o que esperar de algo complexo e arriscado como o pré-sal? Pelo que já li e conversei por aí com o barril abaixo de US$ 100 o pré-sal não é viável, o número parece ser consistente com os US$ 85 para viabilizar o Golfo do México que é mais simples que nosso pré-sal"
  • Deilton  04/11/2014 19:23
    Tá complicando pro pré sal:

    www1.folha.uol.com.br/mercado/2014/11/1542912-eua-despontam-na-venda-de-petroleo-bruto.shtml

    "O petroleiro de bandeira cingapuriana BW Zambeze zarpou em 30 de julho do porto de Galveston, no Texas, levando petróleo bruto para a Coreia do Sul. Apesar do pouco alarde que cercou a viagem, os 400 mil barris a bordo foram a primeira exportação irrestrita de petróleo dos EUA para um país fora da América do Norte em quase quatro décadas."

    "O Departamento de Energia dos EUA iniciou um estudo sobre as exportações. Os refinadores argumentam que elas podem encarecer o petróleo para uso doméstico. Mas as companhias petrolíferas e muitos economistas afirmam que as vendas contribuiriam para elevar a oferta mundial, consequentemente reduzindo os preços internacionais de referência.

    A produção nacional de petróleo dos EUA aumentou 70% nos últimos seis anos, chegando a 8,7 milhões de barris por dia, enquanto as importações oriundas de membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) foram reduzidas pela metade. A produção americana deve chegar a 12 milhões de barris por dia no prazo de uma década."
  • Marcos  04/11/2014 20:15
    Já era. O barril comum está, neste momento, custando US$77. Chegou a custar US$140 em 2008.

    RIP pré-sal.
  • Deilton  12/11/2014 13:32
    E as perspectivas não são nada boas:

    pepasilveira.blogspot.com.br/2014/11/commodities-em-derretimento-e-guerras.html?spref=bl

    "Commodities em derretimento e guerras cambiais: o pesadelo dos BC´s
    De todas as quatro ameaças as mais palpáveis são, em minha opinião, a queda do petróleo e a guerra das moedas (o termo correto é "desvalorizações competitivas"). Difícil acreditar que o ouro simplesmente tenha seus preços elevados tão rápida e intensamente a ponto de "machucar" os mercados. Já a inflação de alimentos seria grave por reduzir os salários reais e isso intensificaria a necessidade de relaxamento monetário e não ao contrário. Fiquemos, então, com as duas mais perigosas.

    Uma queda do petróleo de mais 30% é muito forte para ser considerada, sobretudo se levarmos em conta que ele já caiu isso em poucos meses. Veja o gráfico do Brent:...

    Porém, as condições de demanda pelo óleo estão piorando e a reação dos principais produtores é de aumento contínuo da produção para recuperar suas receitas. É isso que estamos assistindo com o Minério de Ferro, por exemplo. Ocorre que há níveis de preços que tornam a exploração de algumas regiões inviável. A "revolução" do xisto nos EUA, o degelo da calota polar ártica e a volta da Líbia ao mercado, acrescentaram um volume substancial à oferta global nos últimos anos. Daí que os receios com quedas de preços tão agressivas sejam parte do dia a dia. Veja o gráfico da produção de petróleo dos EUA:..."



  • Andre  12/11/2014 14:42
    "E as perspectivas não são nada boas:"
    "Commodities em derretimento".
    "De todas as quatro ameaças as mais palpáveis são, em minha opinião, a queda do petróleo...".

    Essas notícias podem ser ruins para quem vende commodities e petróleo.

    Mas para a maioria da população mundial são ótimas notícias!
    Os preços vão cair, logo todos poderão consumir mais!!!
  • Marcos  13/11/2014 20:09
    Update: o barril comum está em US$74. Segunda-feira ele estava em US$79. Caiu 5,5% em 4 dias.

    Bye-bye pré-sal.
  • Deilton  26/11/2014 13:37
    Até a carta capital:
    www.cartacapital.com.br/economia/petroleo-em-baixa-deve-afetar-investimentos-da-petrobras-3104.html

    O interessante é isso: "Em seu Plano de Negócios e Gestão (PNG) 2014-2018, a estatal brasileira previa o barril a 105 dólares em 2014; 100 dólares até 2017; e 95 dólares em 2018. A meta era investir 220,6 bilhões de dólares no período."

    ""Na época da divulgação do PNG 2014-2018, as projeções da Petrobras se encontravam no viés mais conservador das previsões", diz a nota."

    Sendo que o livro sobre o pré sal publicado pela câmara mostra o preço médio dos últimos 40 anos:

    "Os desafios do Pré-Sal (www2.camara.leg.br/a-camara/altosestudos/pdf/Livro-pre-sal.pdf).

    Na página 46: "De 1970 a 2007, o preço médio do petróleo, ajustado pela inflação, foi de US$ 40,85.Como existe uma tendência de aumento da demanda maior que o aumento da
    oferta, é provável que o preço médio nas próximas décadas seja superior a US$ 40
    por barril. Dessa forma, a exploração de petróleo e gás natural do Pré-Sal tem
    grande probabilidade de ser exitosa.""

    Mesmo assim ainda afirmam que estavam sendo conservadores ao estimar o preço acima de 100 dólares. Deveriam ter estimado o preço abaixo da média histórica, aí sim poderia se dizer se era viável ou não investir.
  • Marcos   27/11/2014 16:23
    Update: barril comum despenca para US$71, menor valor em quatro anos. Sauditas dizem que não irão reduzir a produção.

    Bye-Bye pré-sal.
  • Deilton  28/11/2014 20:14
    www.diplomatique.org.br/artigo.php?id=1399
    A grande farsa do gás de xisto

    udop.com.br/index.php?item=noticias&cod=1111117
    Custo de produção do óleo de xisto nos EUA já preocupa investidor
  • Ricardo  29/11/2014 07:21
    Deilton,


    Obrigado pelas informações a qual voce colocou aqui
  • Pobre Paulista  09/12/2014 01:13
    Detalhe para a pérola comentada neste artigo:

    13/11/2013 - 17:44hs - Gilberto Rezende Rio Grande/RS
    Considerando que o pré-sal brasileiro vai bem muito obrigado, inclusive aqui em Rio Grande recentemente as plataformas P-55 e P-58 ficaram prontas e tem uma vida produtiva estimada de 30 anos com produção diária de mais de 150.000 barris/dia... Quando esta bolha do gás de Xisto estourar em 2015 o petróleo do pré-sal brasileiro sairá das plataformas com um valor de barril certamente superior a 100 dólares... NESTE caso os gringos americanos estão prestando (involuntariamente) um ÓTIMO serviço para o sucesso imediato do pré-sal brasileiro... E eles nem quiseram participar do leilão de Libra...
  • Ricardo  29/11/2014 07:07
    Marcos,

    No meu ponto de vista o Brasil esta no momento que não esta se posicionando sobre o mercado internacional e fazendo algo muito arriscado, isso poderá ocorrer um risco muito grande futuramente para nossas proximas gerações ,estamos assim ou da tudo certo ou senão teremos que na verdade achar uma forma alternativa para a questão , isso e muito grave não se tem planejamento isso e cultural
  • Marcos  08/12/2014 22:41
    Update: barril comum despenca para US$63. Só em um mês a queda foi de mais de 15%. Em seis meses, queda de 35%.

    Bye-bye pré-sal.
  • Deilton  05/01/2015 21:04
    economia.estadao.com.br/blogs/celso-ming/2015/01/03/mais-um-missil-no-petroleo/

    "Dia 30, enquanto o resto do mundo preparava-se para o réveillon, o Departamento de Comércio dos Estados Unidos soltou um míssil sobre os mercados. Avisou que começaria a autorizar exportações de petróleo bruto, atividade que se manteve rigorosamente proibida por mais de 40 anos, a partir da Guerra do Yom Kippur (1973)."

  • Marcos  05/01/2015 22:20
    Ouch!

    E hoje, o WTI fechou a US$50. A primeira vez que comentei aqui, estava a US$77, e eu achava que ia ficar por aí mesmo.

    Nos vemos no petróleo a US$40.

    E bye-bye pré-sal.
  • Marcos  11/01/2016 23:42
    Mano, virou esculhambação!

    Petróleo já caiu pra US$ 31 !

    Alguém viu o pré-sal por aí?
  • Marcos  13/12/2014 01:17
    Aí já virou esculhambação. Barril WTI fechou a US$57,61. Ao mesmo tempo, a maldita Petrobras -- que agora tem de recuperar suas finanças (é uma estatal) -- anuncia aumento de 18% no gás GLP.

    Esse país tá uma zona.
  • Deilton  16/12/2014 14:05
    E o Delfim:

    www.cartacapital.com.br/revista/830/a-verdadeira-petrobras-9284.html

    A verdadeira Petrobras

    "O aumento da oferta do petróleo tirado do pré-sal e da capacidade de refino testemunham a favor de uma empresa sólida."

    "Infelizmente hoje tudo conspira contra a boa execução do pré-sal"

    "Infelizmente hoje tudo conspira contra a boa execução do pré-sal, desde as exageradas demandas colocadas sobre a Petrobras no apoio à indústria nacional (um OBJETIVO LEGÍTIMO quando feito com MODERAÇÃO e inteligência) e o controle dos preços dos combustíveis para reduzir a taxa de inflação, o que lhe impôs um custo que só vai ser recuperado ao longo do tempo."


    "O fato positivo é que, diante de todas essas dificuldades e da destruição da sua imagem pública, a Petrobras "técnica", aquela que inova, que extrai petróleo, que é fator DECISIVO NO PROGRESSO DA ECONOMIA NACIONAL, tem aumentado a oferta do petróleo extraído do pré-sal."

    "A despeito da confusão interna, a Petrobras ampliou sua capacidade de refino, reduziu o valor das nossas importações e deu algum alívio à balança comercial brasileira. Isso testemunha a favor de uma EMPRESA SÓLIDA com notável "espírito de corpo", cuja maioria absoluta de colaboradores merece nosso respeito e será o suporte da necessária e segura superação da tragédia que a sedução político-partidária irresponsável lhe impôs."
  • Felipe  16/12/2014 15:02
    Só uma revista medíocre para dá voz a um economista que já afundou o país e ainda defende uma estatal que só empobrece a população.


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