Seria o liberalismo uma ideologia a serviço de empresários?

Os inimigos do livre mercado adoram estereotipar o liberalismo como sendo uma ideologia totalmente a soldo dos interesses dos empresários, sobretudo do grande empresariado.  De maneira caracteristicamente conspiratória, eles se apressam em descrever o liberalismo como sendo um conjunto de teses criadas ad hoc para beneficiar a plutocracia: impostos baixos ou nulos, ausência de leis trabalhistas, ausência de regulamentações sobre a economia, oposição à tributação de quem já possui um elevado patrimônio, oposição às leis antitruste etc. 

Com efeito, fazendo uma abordagem parcial e tendenciosa do assunto, a hipótese de fato parece verossímil.  No entanto, ao se esquadrinhar mais detidamente a realidade, é possível constatar que este ataque não possui absolutamente nenhum fundamento.

Para começar, o liberalismo é simplesmente uma filosofia que defende aqueles princípios normativos universais e simétricos que permitem que cada indivíduo ou grupo de indivíduos possa satisfazer seus objetivos de maneira voluntária, cooperativa e mutuamente benéfica para outros indivíduos.  A materialização prática desta saudável premissa implica que as relações humanas têm necessariamente de estar coordenadas tendo por base o respeito à propriedade privada e aos contratos voluntariamente firmados.  Implica também que nenhuma pessoa tem o direito de iniciar violência contra a propriedade privada alheia e de se esquivar das responsabilidades que tenham assumido (o não-cumprimento de um contrato).  Por conseguinte, é fácil constatar, desde o início, que não é plausível dizer que o liberalismo está a serviço da classe empresarial, pois os direitos e deveres fundamentais são os mesmos para todos os indivíduos, não importa quem sejam e nem qual a posição social que ocupam.

Tendo entendido isso, os inimigos do liberalismo recorrem à seguinte réplica: se um liberal defende direitos e deveres simétricos para todos é porque ele sabe que essa igualdade jurídica beneficia apenas os empresários, em detrimento do resto da sociedade (por qualquer que seja o motivo: seja porque eles são mais hábeis, ou mais preparados, ou mais ricos).  Toda aquela explicação delineada acima seria apenas um subterfúgio para consolidar um regime de exploração empresarial.  Afinal, não se pode tratar de maneira igual aqueles que são diferentes.

Demonstrar que o império jurídico da propriedade privada e dos contratos voluntários é algo benéfico para todos iria alongar desnecessariamente a discussão; a este respeito basta dizer que, se o mercado não é um jogo de soma zero — e não é —, então todos podem sair ganhando desta cooperação social, por mais que algumas pessoas (as mais perspicazes) sejam capazes de obter mais benefícios desta cooperação do que as outras pessoas.  O fato é que todas têm potencial para sair ganhando (umas mais; outras nem tanto).  O objetivo deste artigo é refutar a hipótese de que todas as propostas liberais são, no fundo, um mero disfarce dialético criado para ajudar o empresário a lucrar impunemente.

Logo de início, esta acusação se depara com um problema insolúvel: os interesses dos empresários não são nada homogêneos.  Por exemplo, dentro de uma mesma área da economia, duas empresas podem competir e batalhar ferozmente até que uma delas desapareça (por exemplo, duas empresas de telefonia celular ou de sistemas operacionais).  Dentro de um mesmo sistema econômico, diferentes indústrias podem reproduzir esta feroz concorrência para ganhar os clientes das outras (por exemplo, empresários que fabricam computadores versus empresários que fabricam máquinas de escrever).  Mais ainda: dentro da economia global, os interesses gerais de alguns capitalistas podem estar em conflito com os interesses de outros capitalistas (por exemplo, quando alguns especuladores atacam as ações de uma empresa é evidente que os interesses dos especuladores são absolutamente contrários ao interesses da empresa contra a qual eles estão especulando).

Se os liberais realmente querem defender acirradamente os interesses de empresários e capitalistas, então eles inevitavelmente entrarão em colapso em decorrência de um curto-circuito esquizofrênico.  Afinal, exatamente os interesses de quais empresários ou capitalistas eles irão defender a cada momento?  Os que estão em melhor situação financeira?  Não faria sentido, pois, dado que os liberais coerentes defendem a concorrência livre e irrestrita, nada garante que este empresário não venha um dia a perder sua boa situação financeira.

Com efeito, dado que não há a mais mínima garantia de que todos os empresários serão beneficiados em um sistema de livre concorrência, a lógica diz que a maioria deles não terá motivos para defender os princípios do liberalismo.  E a realidade é que o livre mercado beneficia apenas aqueles empresários competentes, aqueles capazes de investir adequadamente seu capital de modo a satisfazer, melhor do que seus concorrentes, as variadas e variáveis demandas dos consumidores.  E de satisfazer continuamente estas demandas. 

O livre mercado, portanto, é um arranjo bastante incerto, hostil e variável, no qual poucos empresários podem se sentir permanentemente confortáveis.  O que a grande maioria dos empresários realmente deseja é que o estado lhes proteja da concorrência e lhes assegure uma fatia garantida de lucro, que lhes permita desfrutar a vida sem dores de cabeça e sem constantes preocupações acerca de como melhorar seus serviços aos consumidores.  O que os empresários realmente desejam são tarifas protecionistas que os protejam da concorrência de importados e agências reguladoras que cartelizem o mercado e impeçam a entrada de novos concorrentes. 

Se os liberais estivessem a serviço do empresariado, suas principais reivindicações consistiriam em exigir que o estado criasse regulações e aumentasse seus gastos de forma a maximizar o lucro empresarial.  Mas o que ocorre é justamente o oposto: os liberais desejam abolir todas as regulações e todos os gastos estatais que resultam em altos lucros para determinada casta corporativa.

Fazendo uma lista nada exaustiva, os genuínos liberais se opõem às seguintes prebendas tão ao gosto de vários empresários acomodados:

1) Políticas de preços mínimos, subsídios e pacotes de socorro.

Em um livre mercado, todas as empresas devem estar sujeitas aos desejos dos consumidores.  Isso implica que nenhum empresário ou capitalista tem sua renda futura garantida.  Suas rendas decorrerão exclusivamente de suas capacidades de atender os desejos dos consumidores de forma mais satisfatória que seus concorrentes.  Este princípio, é claro, não vale apenas para empresários e capitalistas, mas também para todos os agentes econômicos (daí a tão difundida ideia de que somos "escravos do mercado"). 

Consequentemente, os liberais se opõem a todos os tipos de falcatruas estatistas criadas com o intuito de burlar esta servidão dos empresários aos consumidores.  Exemplos típicos destas falcatruas são as políticas de preços mínimos (o estado compra as mercadorias de um empresário a preços mais altos do que estão dispostos a pagar os consumidores), os subsídios (os pagadores de impostos são obrigados a financiar um projeto empresarial com o qual não necessariamente concordam), e os pacotes de socorro (empresas falidas, que destruíram mais riqueza do que foram capazes de criar e que, de acordo com os desejos claramente manifestados pelos consumidores — que não mais compram seus produtos —, deveriam desaparecer, são salvas pelo governo). 

Empresários gostam de políticas de preços mínimos, de subsídios e de pacotes de socorro.  Os liberais, não.

2) Barreiras de entrada ao mercado.

Se o empresário deve, a todo o momento, servir o consumidor de forma mais satisfatória que seus concorrentes, então é evidente que sua situação dentro da economia de mercado está continuamente em perigo.  Mesmo que ele não esteja visualizando nenhuma ameaça ao seu domínio, isso não significa que ninguém esteja preparando um plano de negócios que a curto, médio ou longo prazo que termine por destroná-lo. 

Exatamente por isso, os empresários que já estão estabelecidos no mercado adoram todo e qualquer tipo de barreiras de entrada que impeçam que outros empresários com novas ideias os desbanquem.  Os liberais, por sua vez, se opõem a toda e qualquer regulamentação que bloqueie a livre concorrência, exatamente porque é a livre concorrência que permite desbancar empresários menos eficientes.  Licenças, burocracia, regulamentações que imponham opressivos custos iniciais, concessões exclusivas e monopolistas, e até mesmo patentes — tudo isso é combatido pelos liberais. 

Empresários já estabelecidos no mercado adoram restrições à concorrência.  Os liberais as detestam.

3) Tarifas de importação, desvalorização cambial e outras barreiras protecionistas

Outra forma de proteção contra a concorrência são as tarifas de importação, as quotas e outras barreiras protecionistas, como a desvalorização cambial.  Este ferramental mercantilista blinda as empresas nacionais contra a concorrência estrangeira, assegurando aos empresários que se especializaram em atender o mercado interno a continuidade de seu reinado. 

Dado o tamanho da economia mundial em relação a uma economia nacional qualquer, basta apenas imaginar a enorme inquietação que sente um empresário nacional quando, de repente, as barreiras comerciais são abolidas e ele se depara com toda uma cornucópia de potenciais concorrentes estrangeiros.  Daí que inúmeros empresários adoram o protecionismo comercial e o câmbio desvalorizado, ao passo que os liberais sempre foram marcadamente pró-livre comércio e pró-moeda forte. 

Novamente, empresários e liberais estão em lados completamente opostos.

4) Crédito artificialmente barato

Capitalistas e empresários têm, e sempre tiveram, uma relação passional com o crédito barato.  Muitos empresários vendem a maior parte de suas mercadorias a crédito (imóveis, eletrodomésticos, automóveis etc.), de modo que, quanto mais crédito, mais vendas.  Da mesma maneira, para montar uma empresa, ou para multiplicar seus rendimentos, é necessário capital, e uma forma de obter esse capital de maneira acessível é com empréstimos bancários artificialmente baratos.  Por sua vez, os empresários provedores deste crédito artificialmente barato e abundante — os banqueiros — também obtêm lucros extraordinários em decorrência de seu agora maior volume de negócios. 

Sendo assim, quase todos os empresários adoram quando o governo, por meio de seu Banco Central, fornece mais dinheiro aos bancos para que estes expandam o crédito a custos mais baixos.  E adoram ainda mais quando o próprio governo, por meio de algum banco estatal de fomento, fornece este crédito.  Os liberais, ao contrário, condenam as manipulações inflacionistas do crédito e, para acabar com elas, chegam até mesmo a propor o abandono da moeda fiduciária e a abolição destes monopólios estatais chamados Bancos Centrais, que tanto protegem e beneficiam o sistema bancário. 

Outro ponto no qual empresários e liberais batem de frente.

5) Planos de estímulos e obras públicas

Uma possível consequência das expansões creditícias é o endividamento estatal decorrente de projetos faraônicos despropositados, como obras públicas megalomaníacas.  Muitas destas obras são inventadas com o intuito de gerar empregos e "estimular" a economia.  As empresas adoram tais obras porque elas incrementam suas receitas e seus lucros (não apenas aquelas que são diretamente beneficiadas pelos contratos estatais, mas também aquelas que saem ganhando em decorrência do estímulo temporal propiciado pelo aumento do gasto agregado).  Com efeito, tais obras públicas nada mais são do que uma forma de subsídio e, como todos os subsídios, elas são repudiadas frontalmente pelos liberais.

Outro exemplo em que não há nenhuma coincidência de opiniões entre liberais e empresários. 

Conclusão

O fato de os liberais defenderem um arranjo jurídico no qual os melhores empresários podem prosperar e enriquecer não significa que estejam a serviço destes, uma vez que, em tal arranjo, os empresários que forem ineficientes — e que não podem recorrer aos privilégios e protecionismos estatais — estão condenados ao fracasso.  Mais ainda: nada impede que os empresários bem sucedidos de hoje se transformem nos arruinados de amanhã.

Os liberais defendem este arranjo porque ele é o que melhor permite que todos satisfaçam suas necessidades: os melhores empresários enriquecem somente após terem gerado muito valor para os consumidores. 

A realidade, portanto, é exatamente o oposto do que parece: são os intervencionistas, contrários ao liberalismo, que recorrem a todos os tipos de argúcias estatistas para solapar a soberania do consumidor e, consciente ou inconscientemente, encher os bolsos dos empresários protegidos pelo governo.


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SOBRE O AUTOR

Juan Ramón Rallo
é diretor do Instituto Juan de Mariana e professor associado de economia aplicada na Universidad Rey Juan Carlos, em Madri.  É o autor do livro Los Errores de la Vieja Economía.



Quem inventou essa tese de que não existe déficit foi uma pesquisadora chamada Denise Gentil. Segundo ela, o déficit da previdência é forjado.

www.adunicentro.org.br/noticias/ler/1676/em-tese-de-doutorado-pesquisadora-denuncia-a-farsa-da-crise-da-previdencia-social-no-brasil-forjada-pelo-governo-com-apoio-da-imprensa

Só que essa mulher nem sabe separar rubricas. Ela mistura a receita da Previdência com a receita da Seguridade Social (que abrange Saúde, Assistência Social e Previdência) e então conclui que está tudo certo.

Nesta outra entrevista dela, ela diz isso:

"O cálculo do resultado previdenciário leva em consideração apenas a receita de contribuição ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) que incide sobre a folha de pagamento, diminuindo dessa receita o valor dos benefícios pagos aos trabalhadores. O resultado dá em déficit."

Certo. Esse é o cálculo da previdência. Receitas da Previdência menos gastos com a Previdência dão déficit, como ela própria admite. Ponto final.

Mas aí ela complementa:

"Essa, no entanto, é uma equação simplificadora da questão. Há outras fontes de receita da Previdência que não são computadas nesse cálculo, como a Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social), a CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido), a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) e a receita de concursos de prognósticos. Isso está expressamente garantido no artigo 195 da Constituição e acintosamente não é levado em consideração."

Ou seja, o argumento dela é o de que as receitas para saúde e assistência social devem ser destinadas para a Previdência, pois aí haverá superávit.

Ora, isso é um estratagema e tanto. Por esse recurso, absolutamente nenhuma rubrica do governo apresenta déficit, pois basta retirar o dinheiro de outras áreas para cobri-la. Sensacional.

A quantidade de gênios que o Brasil produz é assustadora.

Não deixa de ser curioso que nem o próprio governo petista -- em tese, o mais interessado no assunto -- encampou a tese dessa desmiolada.

De resto, o problema da previdência é totalmente demográfico. E contra a demografia e a matemática ninguém pode fazer nada.

Quando a Previdência foi criada, havia 15 trabalhadores trabalhando e pagando INSS para sustentar um aposentado. Daqui a duas décadas será 1,5 trabalhador trabalhando e pagando INSS para sustentar um aposentado.

Ou seja, a conta não fecha e não tem solução. O problema é demográfico e matemático. Não é econômico. E não há ideologia ou manobra econômica que corrija isso.
Não existe déficit da previdência! Para justificar uma reforma que visa somente a tungar e sugar o trabalhador, o governo usa o seguinte estratagema: De um lado, pega uma das receitas, que é a contribuição ao INSS; do outro, o total do gasto com benefícios (pensão, aposentadoria e auxílios). Aí dá déficit! Só que a Constituição Federal estabelece, no artigo 194, que, junto com a saúde e a assistência social, a previdência é parte de um sistema de seguridade social, que conta com um orçamento próprio. Na receita, devem ser incluídas não apenas as contribuições previdenciárias mas também os recursos provenientes da Contribuição Social Sobre Lucro Líquido (CSLL), da Contribuição sobre o Financiamento da Seguridade Social (CSLL) e do PIS-Pasep. Aí temos a real situação: Superávit! Talvez você esteja supondo que o dinheiro que sobrou no orçamento da seguridade social mas faltou no da previdência tenha sido usado nas outras duas áreas a que, constitucionalmente, ele se destina. Mas, mesmo com os gastos com saúde e assistência, ainda assim temos saldo positivo. E como esse saldo se transforma em déficit? É que antes de destinar o dinheiro para essas áreas, o governo desvia 20% do total arrecadado com as contribuições sociais, por meio da DRU, para pagar dívidas, segurar o câmbio etc. Fora as renúncias e sonegações fiscais. Portanto, essa conversa de déficit é uma falácia pra empurrar goela abaixo do trabalhador uma "reforma" que tire ainda mais o seu dinheiro e o force a trabalhar por mais tempo.
As causas da Grande Depressão? Intervencionismo na veia.

Herbert Hoover
aumentou os gastos do governo federal em 43% em um único ano: o orçamento do governo, que havia sido de US$ 3 bilhões em 1930, saltou para US$ 4,3 bilhões em 1931. Já em junho de 1932, Hoover aumentou todas as alíquotas do imposto de renda, com a maior alíquota saltando de 25% para 63% (e Roosevelt, posteriormente, a elevaria para 82%).

A Grande Depressão, na verdade, não precisaria durar mais de um ano caso o governo americano permitisse ampla liberdade de preços e salários (exatamente como havia feito na depressão de 1921, que foi ainda mais intensa, mas que durou menos de um ano justamente porque o governo permitiu que o mercado se ajustasse).

Porém, o governo fez exatamente o contrário: além de aumentar impostos e gastos, ele também implantou políticas de controle de preços, controle de salários, aumento de tarifas de importação (que chegou ao maior nível da história), aumento do déficit e estimulou uma arregimentação sindical de modo a impedir que as empresas baixassem seus preços.

Com todo esse cenário de incertezas criadas pelo governo, não havia nenhum clima para investimentos. E o fato é que um simples crash da bolsa de valores -- algo que chegou a ocorrer com uma intensidade ainda maior em 1987 -- foi amplificado pelas políticas intervencionistas e totalitárias do governo, gerando uma depressão que durou 15 anos e que só foi resolvida quando o governo encolheu, exatamente o contrário do que Keynes manda.

As políticas keynesianas simplesmente amplificaram a recessão, transformando uma queda de bolsa em uma prolongada Depressão.



Crise financeira de 2008? Keynesianismo na veia. Todos os detalhes neste artigo específico:

Como ocorreu a crise financeira de 2008


Seu amigo é apenas um típico keynesiano: repete os mesmos chavões que eu ouvia da minha professora da oitava série.


Sobre o governo estimular a economia, tenho apenas duas palavras: governo Dilma.

O legado humanitário de Dilma - seu governo foi um destruidor de mitos que atormentam a humanidade
Prezados,
Boa noite.
Por gentileza, ajudem-me a argumentar com um amigo estatista. Desejos novos pontos de vista, pois estou cansado de ser repetitivo com ele. Por favor, sejam educados para que eu possa enviar os comentários. Sem que às vezes é difícil. Desde já agradeço. Segue o comentário:
------------------------------------
" Quanto ao texto, o importante é perceber que sem as medidas formuladas por keynes a alternativa seria o mercado livre, o capitalismo sem a intervenção estatal. Nesse caso, o que os defensores desse modelo não mencionam é que o capitalismo dessa forma tende à concentração esmagadora de capital, o que se levado às ultimas consequências irá destruir a própria sociedade. "O capitalismo tem o germe da própria destruição ", já disse Marx. Os capitalistas do livre mercado focam no discurso que eles geram a riqueza, mas a riqueza é sempre gerada socialmente. Como ja falei uma vez, um grande empresário não coloca sozinho suas empresas para funcionar, precisa de outras pessoas, que também, portanto, geram riqueza. Para evitar que a concentração da riqueza gerada fique nas mãos apenas dos proprietários, o Estado deve existir assegurando direitos que tentem minimizar essa distorção e distribua as riquezas socialmente geradas para todos. Isso não é comunismo, apenas capitalismo regulado, que tenha vies social. Estado Social de Direito que surgiu na segunda metade do século passado como resultado do fracasso do Estado Liberal em gerar bem estar para todos. Para que o Estado consiga isso tem que tributar. O Estado não gera riqueza, concordo. Mas o capitalismo liberal, por outro lado, gera a distorção de concentrar a riqueza gerada socialmente nas mãos de poucos. Essa concentração do capitalismo liberal gera as crises (a recessão é uma delas). O capitalismo ao longo do século 20 produziu muitas crises, a grande depressão da decada de 30 foi a principal delas. A ultima grande foi a de 2007/2008. O Estado, portanto, intervém para corrigir a distorção, injetando dinheiro. Esse dinheiro, obviamente, ele nao produziu, retirou dos tributos e do seu endividamento sim. Quando a economia melhorar o Estado pode ser mais austero com suas contas para a divida nao decolar em excesso e poder se endividir novamente numa nova crise, injetando dinheiro na economia pra superar a recessao e assim o ciclo segue. A divida do estado é hoje um instrumento de gestão da macroeconomia. Um instrumento sem o qual nao se conseque corrigir as distorções geradas da economia liberal. Basta perceber que todos os países mais ricos hoje tem as maiores dividas. Respondendo a pergunta do texto: o dinheiro vem mesmo dos agentes econômicos que produzem a riqueza, da qual o Estado tira uma parcela pelos tributos, com toda a legitimidade. E utiliza tal riqueza para assegurar direitos sociais e reverter crises. E o faz tambem para salvar a propria economia, que entraria em colapso sem a injeção de dinheiro do Estado (que o Estado tributou). Veja o que os EUA fizeram na crise de 2008. Procure ler sobre o "relaxamento quantitativo", que foi a injeção de 80bilhoes de dolares mensalmente pelo governo americano para salvar a economia mundial do colapso, numa crise gerada pelo mercado sem regulação financeira.

Veja esse texto do FMI, onde o proprio FMI reconhece que medidas d austeridade nao geram desenvolvimento e, portanto, reconhece a necessidade do gasto publico. (
www.imf.org/external/pubs/ft/fandd/2016/06/ostry.htm )

Esse artigo do Paul krugman sobre a austeridade, defendendo também o gasto publico:
https://www.theguardian.com/business/ng-interactive/2015/apr/29/the-austerity-delusion .
"
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E aí pessoal, já viram isso? (off-topic, mas ainda assim interessante):


Ancine lança edital de R$ 10 milhões para games


Agora vai... por quê os "jênios" do Bananão não tiveram esta ideia antes? E o BNDES vai participar também! Era tudo o que faltava para o braziul se tornar uma "potênfia" mundial no desenvolvimento de games.

Em breve estaremos competindo par-a-par com os grandes players deste mercado. Aliás, seremos muito MAIORES do que eles próprios ousaram imaginar para si mesmos. Que "horgulio" enorme de ser brazilêro...

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • mauricio barbosa  16/10/2013 13:30
    Concordo em gênero, número e grau. Quando eu acreditava no marxismo, ficava intrigado com a idéia de classe conspiradora devido a este caráter heterogêneo dos mesmos. Na realidade, a maioria dos empresários são alienados de conceitos filosóficos e não gostam de patrocinar causas intelectuais. Isso é coisa de intelectual estatista e empresário corporativista e políticos de plantão no poder.
  • Daniel Marchi  16/10/2013 14:16
    Excelente artigo.

    Uma notícia de hoje (16/10) é o verdadeiro "batom na cueca". Vejam só: a ANAC estuda liberar mais autorizações para reduzir os preços das passagens aéreas durante a Copa do Mundo.

    Ora... Por quê só durante a Copa?!

    É a mais explícita confissão de que o órgão funciona sim como agente cartelizador e protetor das empresas estabelecidas.

    Onde estão os anjos "defensores da concorrência" do CADE, do Ministério Público, do ProCon para exigir a imediata liberação do mercado de aviação civil no Brasil?

    Anac estuda liberar mais autorizações de voos para baratear passagens na Copa
    www1.folha.uol.com.br/colunas/painel/2013/10/1357240-anac-estuda-liberar-mais-autorizacoes-de-voos-para-baratear-passagens-na-copa.shtml

    "Diante dos altos preços das passagens aéreas para a Copa do Mundo, a Agência Nacional de Aviação Civil estuda liberar autorizações especiais para voos entre as cidades que receberão os jogos em junho e julho. Segundo auxiliares do Planalto, a operação para baratear preços dos bilhetes deve permitir trechos sem escalas em rotas que hoje não existem, como de Curitiba para Manaus."
  • Outro  16/10/2013 14:38
    Uma pergunta: Já que o objetivo é melhorar a alocação de capital e assim aumentar a produtividade da economia por que não instituir um imposto significativo sobre parte da herança (digamos, 80% do capital de qualquer empresa acima de determinado tamanho, por exemplo) que seria executado através de um leilão aberto a todos assim que o defunto esfriasse, a participação nunca poderia ficar sob controle estatal. Assim só teria dinheiro quem fosse empreendedor de verdade, não os filhos do empreendedor, certo?


    Eu sei que todo mundo vai acanalhar (afinal isso é um site liberal), mas quero ver os argumentos...
  • Magno  16/10/2013 15:01
    Você quer melhorar a alocação de capital instituindo um imposto (que nada mais é do que destruição de capital) de 80% e dando esse dinheiro para o governo? E ainda diz que esse repasse de dinheiro para Dilma, Renan Calheiros, Sarney e Henrique Alves é uma forma de "melhorar a alocação de capital"?

    Putz, de onde sai essa gente?!

    Em todo caso, aqui está a resposta completa:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1654
  • Outro  16/10/2013 15:24
    Diminuindo outros impostos né :p (de preferência o ICMS, IPI ou COFINS/PIS/PASEP que são mais distorcivos) não tem nem cabimento ainda mais imposto nesse país
  • Pedro.  17/10/2013 11:52
    Certamente que voce também defenderá o mesmo para viuvas e filhas que recebem gordas pensões de funcionários do governo.

    Pensões que chegam a 20 mil, trinta, cinquenta e até muito mais. Há pensionistas com pensões que passam de 100 mil.

    Imagine um destes mega exploradores estatais com total de renda estatal de dezenas e mesmo centenas de milhares de reais (é já tivemos meros juizes recebendo 592 mil reais e sempre com novas invenções e cargos para adicionar-lhes renda espúria) ...deixando suas fortunas para o governo ...ah! mas seus filhotes sempre passam em concursos e sempre se misturam no governo para enriquecer.


    Oque dizer do Lulinha? ...Um empreendedor? um "ronaldinho" dos negócios?

    E quanto a estes que enriquecem através de conchavos e corrupção, que medidas são defendidas para que não se enriqueçam sem serem verdadeiros empreendedores????

    Hei VOCE que propôs o imposto de 80%...

    ...qual sua proposta para que estes corruptos e falsos empreendedores não usufruam destes 80% que propões ROUBAR do verdadeiro empreendedor????

    são estes corruptos e bandidos beneficiarios do estado verdadeiros empreendedores?
  • Cassim  16/10/2013 15:27
    Certas atitudes e sugestões realmente me intrigam.

    Se eu estivesse na posição de um acionista já idoso ou doente prestes a ter minhas posses comerciais confiscadas pelo leviatã e vendidas à pessoas que possivelmente não conheço mas que por algum motivo serão mais aptas para gerir minha parcela das ações do que uns designados por mim, a única coisa que eu faria seria legalmente livrar-me logo de toda a propriedade antes de a dona morte bater nas portas.

    E o pior é sugerir isso para empresas grandes. Imagine o custo da guerra (Que não seria travada no campo de batalha dos consumidores) que seria travada nestes leilões para as companhias poderem sabotar umas às outras? E é bom colocar esta faixa de tamanho abstrata bem no alto, pois esta estratégia poderia facilmente culminar na expansão absurda de companhias já grandes e estabelecidas ao engolir o corpo das médias.

    Quando as pessoas querem obter o maior retorno sobre seus ativos, tornam-se previsíveis. Se eu herdo uma parcela significativa de uma empresa X e sei que não seria capaz de intervir para a maior eficiência (Rentabilidade) dessa, a melhor coisa que eu faria seria não mexer naquilo que já funciona.
  • Pedro.  17/10/2013 11:31
    E o resultado da venda iria para....

    Para os vagabundos do estado que apenas usam a força para conseguirem o que desejam.
    Iria para corromper safados desejosos das migalhas estatais.

    Não se pode focar no fato venda, MAS SIM DE PARA ONDE IRIA O ARRECADADO COM A VENDA.

    Iria beneficiar quem nada empreendeu e sobretudo quem o empreendedor não desejava beneficiar, ou ja o teria feito.

    A idéia é falaciosa, é acanalhada deliberadamente. Pois visa esconder o beneficio ao estado e seus parasitas que se beneficiariam direta e indiretamente do esforço do emprerendedor. Ou seja, sempre haveria beneficiarios sem mérito. Então, que pelo menos estes fossem escolhido pelo empreendedor. Aliás, fortunas deveria poder ser totalmente tranferidas por testamento, sem a legalidade do herdeiro obrigatório. Pais deveriam ter DIREITO DE DESERDAR FILHOS INÚTEIS, ...isto sim, serioa justo. ...mas a lei impede que um pai deserde filhos pulhas.
  • Vinicius Costa  16/10/2013 15:33
    Eu entendo o que você quer dizer e, realmente, seria melhor se o dinheiro ficasse sempre na parte produtiva da sociedade e não na mão de viúvas e parentes esbanjadores. Mas, será que isso funcionaria na prática na parte estritamente econômica(Nem vou entrar na questão moral)?

    1) Imagina que de todo seu dinheiro, apenas 20% vai ficar com sua família ou quem você preferir e os outros 80% irão para pessoas que você não conhece sobre critérios de pessoas que você provavelmente não respeita. Os incentivos para criar essa riqueza serão os mesmos?

    2) Isso não funcionaria na prática. Qualquer cidadão com riqueza suficiente para entrar nesse tipo de imposto daria um jeito para tirar esse dinheiro do país antes da sua morte. E esse dinheiro dificilmente irá voltar, porque quem vai deixar riqueza em um país que faz coisas como essa?

    3) Agora, imagine as consequências dessa medida em toda a economia. Uma Sadia, por exemplo, não investe em um país pensando no mês que vem, mas sim nos próximos anos. Será que uma empresa de grande porte iria fazer um investimento de longo prazo em um lugar como esse, onde por uma medida arbitrária do governo seu dinheiro pode ser tomado pelos outros?
  • anônimo  16/10/2013 16:08
    Respondendo ao "Outro":

    1) Se leste Mises, sabes que só a propriedade privada permite a melhor alocação dos recursos. Burocratas gastando o que não é seu, para atender necessidades que não as suas, não resultará em coisas boa. Isso tudo partindo do pressuposto de que os burocratas são honestos e competenetes. Acho que fui bem claro, não é?
    2) Desestimularia o investimento. Pessoas acumulam capiaral não só para si, mas também para que os filhos e filhos dos filhos tenham uma vida confortável. Esse imposto criaria um desestímulo ao emprrendimento. E pessoas respondem à estímulos. Imagine um velho bilionário, à beira da morte. Imagino que ele tentaria fazer duas coisas: transferir parte da fortuna para outros entes, inventando transações que burlassem tal lei, e torrar os bilhões restantes, com prostituas e uísque, ou que mais for. Melhor gastar que deixar para os "ladrões de Brasília". Isso geraria uma distorção econômica dantesca. Desastre total.

    Respondido?
  • Leonardo Couto  16/10/2013 16:38

    Os direitos do "empreendedor de verdade" englobam o seu direito de entregar sua herança a quem quiser.
  • Andre Cavalcante  16/10/2013 16:45
    Não se preocupe com a herança.

    Em um mundo livre se o cara que recebeu a herança não for um bom empreendedor, o próprio mercado vai dar um jeito de falir o cabra e as suas "poses" serão devidamente distribuídas pela sociedade.

    Abraços
  • Sérgio  16/10/2013 17:57
    Herança é legado. Se você tributar a herança, que incentivo o indivíduo vai ter para ter uma visão de futuro, acumular capital e deixar legado? A herança é um incentivo para o indivíduo ter uma visão futuro e deixar bons legados. Aliás, a jogada do marxismo cultural é esta: é extinguir a propriedade e o capital a partir da destruição família. Destruindo-se a família, acaba-se a herança, e assim, acaba-se a propriedade privada.
  • Cassim  16/10/2013 18:53
    A questão do incentivo é importante, mas não chega a ser a mais relevante para atender ao questionamento do Outro, principalmente no Brasil. Embora seja algo perfeitamente crível que alguém invista PELOS seus filhos (Para pagar escola, saúde, etc.), é raro que alguém invista PARA seus filhos. Há aqui um cenário onde o empreendimento raramente recompensa mais que o funcionalismo público e sabem como é, os pais querem o melhor para seus filhos.

    Para responder ao Outro, prefiro optar pelo princípio da subsidiariedade (pelo qual um estranho distante dificilmente será mais eficiente para herdar ações em sua posse do que um conhecido seu), a migração das forças competitivas do mercado aos leilões (já que haverá outras formas patrocinadas pela invasão estatal de dominação do mercado além da competição), uma hipotética (Ver a condição em meu comentário acima) perpetuação das empresas já estabelecidas (Pois teriam vantagens nos leilões) e o próprio bom senso tanto do acionista como de quem receberá suas ações em querer sempre obter a maior rentabilidade sobre essas.
  • Henrique K.  16/10/2013 18:48
    Sei que não foi a intenção do "Outro" levar sua provocação para um espécie de defesa do comunismo (até porque ele deixaria 20%...) Entretanto é oportuno lembrar que mesmo a União Soviética flertou com a abolição do direito de herança, seguindo pressupostos parecidos ao do nosso colega. O resultado foi um desastre para a economia soviética: sem estímulo à poupança de longo prazo, a produtividade caiu, muitos se tornaram indolentes, o alcoolismo (um velho problema russo) e outras mazelas sociais aumentaram. Resultado: os próprios dirigentes soviéticos voltaram atrás após algum tempo.
  • Pedro.  17/10/2013 11:24
    PERA AÍ!

    ...Imposto? ..e voce diz que somente o empreendedor se beneficiaria de seu trabalho. És um mentiroso, pois defendes é que INÚTEIS parasitas se beneficariam do trabalho do empreendedor.

    Aquilo que estas defendendo é que parasitas a quem o empreendedor não queiria beneficar sejam beneficiados a revelia deste. Alguém se beneficará desse imposto, varios parasitas se beneficiarão.

    Ou seja, o teu pretenso argumento sobre o justo benefício é digno de um tolo bem acanalhado.

    Tua defesa é motivada péla inveja e pelo desejo de obter beneficio imerecido através do esforço alheio. Usando a violência, a FORÇA e da forma MAIS COVARDE para impor sua torpe vontade a individuos completamente indefesos ante o PODER DESTRUTIVO de Uma GIGANTESCA QUADRILHA SUPER ORGANIZADA.

    ...mais canalha que isso impossível!

    A inveja o faz desejar a destruição do bem de quem possui tal direito. A injustiça jamais molesta a consciencia do invejoso. É o mérito, o justo que lhe atormenta e o faz desejar a destruição de tudo que mostra sua pequenez, seu desprezo por si mesmo. Por isso o invejoso não deseja exatamente para si, ele deseja é o DANO alheio, mesmo que ele próprio sofra consequecias.

    Já a cobiça faz o sujeito desejar aquilo que é do direito alheio.

    Onde já se viu o sujeito afirmar que com sua canalha idéia só o empreendedor iria se beneficiar do seu empreendimento. Mentira! esta de fato defendendo que parasitas inúteis a quem o empreendedor não desejaria beneficiar se beneficiem de seu empreendimento.

    Uma contradição acanalhada pra lá de metro e meio sô!
  • Pedro.  17/10/2013 11:39
    E o resultado do leilão ficaria para quem???

    Não seria para o Estado?

    Tentas um disfarce com essa de que o "controle não ficaria com o Estado" ...mas o estado seria o beneficiario SIM!!! ...por mais que acanalhadamente tentes esconder esta realidade.

    Tentas induzir à idéia do injusto benefico dos herdeiros, que poderiam estar atuando/empreendendo na empresa/patrimônio em nome do pai e se tornariam empregados alheios.

    ...e atua sugestão de "justissa", pq de justiça nada tem, é que os inúteis do Estado se beneficiassem dos esforços empreendedores alheios.

    Tentas esconder que o Estado seria o beneficario, coisa mais acanalhada que esta...
    ...e vens falar em site liberal, já acusando canalhamente por antecipação?
  • Outro  17/10/2013 15:11
    Poxa, ontem meio dia eu escrevi isso e pelo visto não enviou, de novo:

    Situação: Hoje existe o Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doações que é competência do estado e seu valor pode ser de até 8% da herança ou doação (veja que mesmo que o rico doe as coisas em vida ele tem que pagar o mesmo valor). Outra coisa, admitindo-se que a mobilidade social seja o principal motor do capitalismo (leia-se: a vontade de ganhar dinheiro dos empreendedores) e como pouquíssimas empresas atravessam as gerações (imagina-se que os herdeiros não sejam tão bons empreendedores quanto os empresários, já que se fossem as empresas durariam para sempre).

    NOVA Proposta: Assim que possível deve ser realizado um leilão no mercado com todas as participações acionárias que o empreendedor tiver, com o dinheiro indo para a família e descontando o ITCMD.

    EXEMPLO: João, o inventor, descobriu um determinado produto que agradou aos consumidores e ficou rico com a empresa que ele criou para comercializar sua invenção. O valor de mercado da empresa é de R$ 100.000.000. Pouco depois da sua morte é realizado um leilão aberto a todas as pessoas e empresas interessadas na empresa do falecido, e a arrecadação do leilão irá para o fim que tenha escolhido João, sendo sempre descontado o ITCMD (8.000.000) (o imposto teria que permanecer para evitar falcatruas, como a família ofertando valores exorbitantes pela empresa).
    Resultado: A empresa ficará com quem se interessar mais pela estrutura que ela possui e só se interessará quem achar que consegue administrar ela bem. Podendo ser inclusive a família de João, caso ela vença o leilão (leilão esse que ela sai em vantagem porque só precisa levantar de verdade 8% do valor ofertado, porque o resto acaba ficando com ela ).

    Enfim, o resultado é a realocação da estrutura produtiva do empreendedor falecido para alguém que se interesse mais (encurtando o tempo que ela levaria para fracassar nas mãos de empreendedores possivelmente menos competentes - os herdeiros). NÃO VENHAM DISCUTIR A PARTE DO IMPOSTO, O MECANISMO É QUE É O FOCO AQUI (discussões sobre o papel do Estado é o que mais tem nesse site, por favor procurem o local ideal)!

    EU acho que se o liberalismo está realmente preocupado com a alocação de recursos de maneira eficiente tem que haver alguma estrutura que acelere a realocação sempre que um dos bons empreendedores sair do sistema, caso contrário o liberalismo só defenderia a eficiência até o ponto em que ela afeta os herdeiros (ou seja, pode ser considerada uma ideologia voltada para o capitalista). O que VOCÊ acha?
  • Anônimo  17/10/2013 16:12
    A saga de João no fantástico mundo do "Outro": (Recomendo ler)

    João é acionista dono de 3/5 da grande metalúrgica X, corporação que fundou junto aos colegas da faculdade. A companhia prosperou por décadas apesar de competir de maneira ferrenha com a metalúrgica Y , maior e já consolidada no mercado. Um dia, durante um desastre de avião, João morre antes que seu filho prodígio e que foi educado para assumir as finanças do pai terminasse os estudos.

    Como resultado, as ações de João foram extorquidas por uma organização criminosa legítima que decidiu socializar as ações de nosso herói visando a melhor alocação de recursos e "ajudar" a família joanina a cuidar de suas finanças após a morte do patriarca pois essa aparentemente é integrante de uma ceita anti-capitalismo que detesta ter dinheiro e jurou sabotar todos os empreendimentos nos quais pusesse as mãos; toda esta generosidade por uma comissão de apenas 8% e sob a promessa de que seus ganhos seriam direcionados ao setor que João considera merecedor (Não vale decidir sua própria família e nem o setor de energia que fez um contrato milionário com a metalúrgica de João há uns meses).

    Mal a consciência de João foi a um lugar melhor (Ou não), a metalúrgica Y corre diretamente para o banco mais próximo e conta as grandes novidades: Há imensas oportunidades de lucro no curto prazo se eu vencer este leilão, pois dominarei uma grande fatia do setor suficientemente para um neoclássico subir as orelhas! Dê-me uma boa oferta creditícia e o pagamento da dívida está quase garantido! Entretanto, a família de João, já ciente de casos anteriores, também corre aos bancos para competir (E eventualmente destruir) pelos negócios do falecido. É interessante, pois quando a mesma situação ocorreu com uma certa empresa de frigoríficos, o preço do crédito saltou a absurdos por um tempo. Entretanto, a família de João tem uma vantagem absurda: Mesmo se perder o leilão, ainda receberá o dinheiro do vencedor, incentivando-a a turbinar ao máximo seu potencial competitivo e abaixando os juros de eventuais empréstimos dela, pois é uma "win-win situation".

    O grande dia do leilão chega e para a decepção de todos (Menos a família de João), quem leva as ações é uma grande corporação americana de informática, o que leva todos os intelectuais do país a dizer que o esquema do Deputado Outro visa perpetuar o interesse do capital internacional sobre as corporações brasileiras. Mas temos um final feliz: Assim como qualquer família sensata (Diferentemente da família de João, que teve aulas de economia doméstica com a Marilena Chauí), a companhia sabe que não é a mais eficiente para tratar dos negócios da empresa tupiniquim e realiza pouco para nenhuma mudança na empresa pois sabe que estará mais segura desta forma.

    Resultados:

    * A metalúrgica Y poderia ter vencido o leilão, mas simplesmente não pôde pedir uma oferta de crédito tão boa quanto a multinacional de informática (Devido às suas dimensões e segurança de mercado) e quanto à família de João (Que gastou todo o dinheiro com camisas do Che e livros do Gramsci.), por ela estar em uma posição de vitória independentemente das circunstâncias. As chances de perder o empréstimo de entrada aberta são altíssimas e a metalúrgica Y reconheceu isso, tendo sido fortemente descapitalizada pela tentativa. A agência bancária fez o mesmo, aumentando o índice de risco para operações de crédito para a compra de ações mórbidas. Se a metalúrgica Y fosse uma companhia de dimensões mais próximas da multinacional, o resultado teria sido muito diferente.

    - Muito capital foi jogado fora para que a situação final fosse quase idêntica ao que teria ocorrido caso uma família sensata tivesse assumido o cargo.

    - É bom o deputado Outro passar um novo projeto de lei para que o estado socialize os ganhos dos leilões ou ao menos impeça a família de competir pois ela está em uma situação de competição mais que injusta em relação aos outros.

    - Embora pertencer à multinacional de informática possa oferecer à metalúrgica X algumas linhas de crédito melhores, não será pelo potencial de lucro próprio dela (O que tenderá a permanecer igual); mas sim pela capacidade da multinacional de absorver um eventual deficit.
  • Outro  17/10/2013 17:18
    Vou desconsiderar o seu segundo parágrafo que critica o papel do governo porque não é meu objetivo discutir o que é roubo ou o que é uma contribuição obrigatória que foi instituída pela maioria das pessoas (tipo taxa extra de condomínio). Acabou que eu já discuti, mas me ignore :p

    Voltando ao projeto.


    Acontece que existem dois problemas na situação que você montou:
    1)Todas as empresas e pessoas do mundo possuem algum limite para investir, por isso tentam investir no que elas acreditam dar o maior retorno (e se o dinheiro para investir vier por crédito o raciocínio é o mesmo, só que a taxa de retorno tem que ser superior à taxa de juros).
    Assim, quem quer que vença o leilão é o indivíduo que atribuiu maior taxa de retorno ao empreendimento, e, por dedução, se o indivíduo admitiu uma taxa de retorno maior que a dada pelo valor de mercado da companhia (o valor que os outros participantes do leilão tenderiam a oferecer, não menos) é porque ele previu que consegue ganhar algum valor a partir do seu investimento na empresa leiloada que os outros não previram (provavelmente através de sinergias, que são maiores para empresas do mesmo setor).

    2) Não tem nenhum problema, para mim ou para os liberais, que as empresas leiloadas sejam todas compradas por estrangeiros porque isso é investimento no país, e o investimento externo, ao aumentar o estoque de capital interno, aumenta a produtividade e a renda local.

    Resumindo: É o princípio básico do liberalismo que os indivíduos (pessoas ou empresas) procuram o melhor para si, então quem quer que vença um leilão por qualquer empresa que seja é porque viu nesse negócio a melhor oportunidade disponível para ele investir dentre todos os investimentos possíveis no mundo inteiro (já que se ele soubesse de uma alternativa melhor e não tivesse escolhido ela ele estaria sendo irracional).

    PS Não sei se aqueles que leram a ideia prestaram atenção no efeito sutil do imposto sobre a herança e doações nesse sistema (sendo uma peça chave do esquema por tirar a vantagem que as famílias inicialmente tem e transformar em um selecionador das famílias preparadas). Além de impedir que o defunto dê tudo em vida para os herdeiros, o imposto faz as famílias que não se consideram aptas o suficiente para administrar pensar duas vezes em continuar com a empresa porque elas teriam que pagar os juros do empréstimo para cobrir a diferença de 8% entre o que elas ofertam e o que recebem, assim, vender no mercado é a melhor estratégia, a não ser que os herdeiros acreditem que conseguem um retorno maior do que os juros eles mesmos (e qualquer outra empresa que dê um lance acredita que ela também consegue, ou não daria lance nenhum e emprestaria o seu dinheiro por essa taxa de juros).
  • Leonardo Couto  17/10/2013 20:46

    Ora Outro, você ainda está com essa proposta tosca?

    Procura-se aumentar a eficiência minando-se a liberdade dos indivíduos e agredindo seus legítimos direitos de controle sobre aquilo que lhes pertence.

    Ademais, alterações estatais no mercado, obviamente, causam distorções. Uma liquidação de bens de capital involuntária não estará dentro do processo de coordenação que a propriedade privada produz na economia. Um alocação de bens de capital realizada à margem da propriedade privada distorcerá o mercado. Vendas involuntárias não ocorrem sob a coordenação dos preços de um livre mercado.

    Os mecanismos de lucros e prejuízos garantem o fluir de recursos dos destruidores para os criadores de riqueza. Qualquer proposta de antecipar tal fluir teria de ser capaz de reproduzir de forma válida a ação das preferências de todos os agentes do mercado, tanto na retirada de riqueza quanto no seu destino.

    Outro, seu proposta é apenas uma boba tentativa de lhe arranjar um pretexto para considerar o liberalismo um falácia burguesa sem refutar os argumentos do presente artigo. Confina-se, à primeira vista, o ônus da intervenção a um grupo de grande riqueza para, a qualquer sinal de contrariedade a tal intervenção, alegar-se que, veja só, toda a lógica do liberalismo não passa de uma "falácia dos ricos".

    Ou isso ou um puro manifesto da inveja sobre o sucesso de terceiros. Ou os dois.

    Pare com isso e dedique-se, de forma mais madura, ao estudo da Escola Austríaca.

    Um abraço.
  • Pedro.  18/10/2013 10:13
    O sujeito é mesmo interessante

    Ele condena que um pai deixe sua fortuna para os filhos, sob alegação de que os filhos não seriam bons empreendedores e estariam se beneficiando do esforço do pai, que assim desejava.

    Então ele propõe que o esforço do pai seja dado a ao bando estatal e que estes parasitas se deleitem com o esforço do pai alheio emprendedor.
    Assim políticos e burocratas poderiam se dar melhores salários e mergulhar na corrupção com o apoio do comentarista.

    Porém, se os filhos ou um filho fosse um excelente empreendedor e muito contribuido para o patrimonio do pai, se veria expropriado para o beneficio de vagabundos e assaltantes, como o comentarista, péssimos empreendedores que estariam usufruindo do esforço de um pai e seus filhos roubados.
    Ou seja, o comentarista faz supor que sendo o mérito unicamente do pai os filhos dele não devessem usufruir e deteriorar o negócio. Então ele propõe que o Estado, seus politicos e burocratas usufruam e joguem algumas migalhas a uns vagabundos e safados inúteis ansiosos por usufruirem do esforço alheio. Ou seja, ainda menos merecedores do que os herdeiros.

    Se por outro lado também induz a crer que herdeiros iriam destruir empresas (ele não fala de patrimônio) por incompetencia (é estúpido e preconceituoso) e por tal faz a proposta, ainda assim deseja que os recursos arrecadados fiquem para politicos e burocratas estatais dele usufruirem usando os recursos em próprio interesse.

    Ora, pergunto eu ao sujeito:
    Políticos e burocratas merecem usufruir do esforço do empreendedor falecido?
    Se o problema é manter a produtividade com empreendedores, então qual a razão de a receita não ficar com os filhos?

    Ou seja, o problema do sujeito é psicológico. Ele simplesmente inveja e cobiça beneficiar-se do esforço alheio e tenta camuflar isso através de preconceitos. Aliás, filhos empreendedores, por vezes melhores que o pai, se veriam roubados por politicos e burocratas inúteis, verdadeiros parasitas incapazes de empreender qq coisa que não o ROUBO COVARDE usando violência.

    Esse tipo de sujeito acaba scorando-se na ati ética utilitarista. Os que defendem a liberdade apenas sob o argumento de ser mais eficiente economicamente acabam incentivando acanalhados a sentirem-se perfeitamente morais (a moral utilitarista anti-ética) ao fazerem propostas safadas sob preconceitos e alegações que exigem a prática para se comprovarem ineficientes ...ou seja, ideologias sasfadas concebidas por canalhas.
  • anônimo  18/10/2013 11:51
    45% da sua renda é taxa extra-condomínio também.
  • Outro  18/10/2013 12:02
    Leu a proposta reformulada Pedro? Não né. De acordo com ela não aumenta em nada a arrecadação do governo, a única coisa que muda é que se alguém quiser comprar a estrutura de produção do falecido ele tem essa oportunidade no leilão que será feito e o dinheiro arrecadado vai para os herdeiros do empresário. Acontece que ninguém vai ofertar mais do que a família dele a não ser que essa pessoa esteja observando algum benefício na aquisição maior do que o valor que a família atribui ao negócio, o que, por decorrência lógica, implica que o ofertante acha que consegue administrar melhor que a família, aumentando a eficiência.

    O pessoal que criticou a ideia tinha que ter em mente que o imposto sobre a herança é provavelmente a forma mais justa de tributação, porque não atrapalha a acumulação daqueles empreendedores eficientes, só atrapalha as ambições de ser rico como os pais daqueles que não fizeram nada por merecer além de nascer no local certo. E em uma sociedade como a brasileira, em que a desigualdade é absurda (e não é porque nossos empreendedores são ótimos) a proposta liberal não pode desconsiderar o interesse que tem sido o principal dos brasileiros nas últimas décadas: reduzir as desigualdades, mesmo que provoque um baixo crescimento econômico (se não fosse esse o interesse da maioria certamente os eleitos seriam diferentes). Manter os meios de produção com aqueles que se consideram mais capazes de produzir ao mesmo tempo que permite aos herdeiros desfrutar do trabalho dos pais certamente aumentaria a mobilidade social e atenderia à essa demanda da sociedade brasileira.

    Enfim, esse site tinha o propósito de homenagear o grande economista Mises, eu até pensei em me associar ao site, mas mudei completamente de ideia e pretendo, assim que morreram as discussões em que eu estou, abandonar o site, motivo: o site virou uma secção do movimento anarquista (autoentitulado libertário) e Mises nunca foi anarquista.

    Esse grupo ignora completamente o fato de o Estado ser fruto da vontade popular, do contrato que a sociedade estabeleceu para si mesma. Assim como em um condomínio a vontade da maioria por uma reforma no prédio cria a obrigação de todos contribuir (mesmo os contrários, mas que são beneficiados) a sociedade atual se estruturou dessa maneira. Assim como nascer em um condomínio em que sua vontade não é a da maioria lhe condena a seguir a vontade dela ou a se mudar no Brasil lhe é dada a mesma escolha. Não existe "roubo" em um imposto em nível normal, o que existe é a obrigação que a sociedade lhe impõe de seguir o contrato que já existia muito antes de você.

    Quem quiser brincar de ser anarquista pode continuar, mas saiba que NUNCA vão conseguir fazer o mundo da maneira como vocês pensam porque vocês estão no extremo do espectro ideológico e quem decide a estrutura da sociedade é o cidadão mediano. Eu como membro da direita que concorda com o pensamento de Mises (ele não aboliu o Estado!) acho que os participantes do site (não os textos, os textos são ótimos) estão muito radicais para ser levado a sério, imagina quem está mais ao centro ou à esquerda da sociedade...
  • anônimo  18/10/2013 13:48
    "do contrato que a sociedade estabeleceu para si mesma"

    Outro, podes me mostrar minha assinatura neste suposto contrato?

    E "outra", quem você acha que é para dizer aos outros o que fazer com suas posses? Se eu trabalhei a vida toda para juntar um patrimônio, eu faço com ele o que quiser. O que você tá defendendo é roubo de viúvas e órfãos. E você se diz de direita? Você é baixo, outro. Seu nível de moral e ética é algo que deixaria qualquer esquerdista orgulhoso.

    Você, além de defender a "contribuição" compulsória sobe a ameaça de uma arma que o estado pratica, ainda quer que se roube ainda mais daqueles que estão vulneráveis em seu momento de maior dificuldade? E tem a audácia de chamar isto de justiça? Sério, conta esta idéia pros seus avós. Eles vão ficar orgulhosos de você.

    Ps. Você é cristão, por acaso? Lembra do que os evangelhos falam sobre roubar viúvas e órfãos?
  • anônimo  18/10/2013 13:54
    Adendo: quem tem um patrimônio considerável o protege de várias maneiras, e tira seu nome muito tempo antes de se aposentar. Na prática, esta idéia estúpida do outro vai devastar as famílias pobres, que não tem acesso a estes recursos, e em geral, são as pessoas que têm o nome ligado diretamente ao patrimônio.

    Então outro, o que você defende, além de ser assalto a mão armada de órfãos e viúvas, não vai atingir nem um pouco os "ricos", mas vai acertar em cheio as famílias mais simples.

    Dá orgulho de ter uma idéia dessas, né? Titio Stalin ia ficar orgulhoso.
  • Outro  18/10/2013 14:27
    Ai anônimo, que cansaço.

    Já repeti 3 vezes que o dinheiro não vai para o Estado no caso do leilão, e sim para o herdeiro (não necessariamente a família). Mas precisar repetir que o leilão só acontece sobre posses acionárias é a primeira vez. Que pobre você conhece que tem participação em alguma empresa?? O leilão só aconteceria sobre as estruturas produtivas montadas pelos empresários, de modo que não afeta a vida do pobre (que não tem nada) ou da classe média (que só tem imóveis).

  • anônimo  18/10/2013 15:37
    Logo se vê que você vive num mundo a parte. Nesse seu mundo da fantasia quem tem empresa é rico. Não importa se fatura 100 mil por ano e se é uma lojinha de 20 metros quadrados. É tudo burguês safado né? O pipoqueiro e o padeiro também, capitalistas exploradores.

    Só podia ser funcionário público.
  • Thames  18/10/2013 13:55
    "Esse grupo ignora completamente o fato de o Estado ser fruto da vontade popular, do contrato que a sociedade estabeleceu para si mesma. Assim como em um condomínio a vontade da maioria por uma reforma no prédio cria a obrigação de todos contribuir (mesmo os contrários, mas que são beneficiados) a sociedade atual se estruturou dessa maneira. Assim como nascer em um condomínio em que sua vontade não é a da maioria lhe condena a seguir a vontade dela ou a se mudar no Brasil lhe é dada a mesma escolha. Não existe "roubo" em um imposto em nível normal, o que existe é a obrigação que a sociedade lhe impõe de seguir o contrato que já existia muito antes de você."

    Puxa, que legal o seu raciocínio. Seria uma pena se alguém mostrasse o quão realmente ridículo ele é...

    Quando foi que você e eu assinamos o tal 'contrato social'?

    O contrato social e o consentimento do governado

    "E em uma sociedade como a brasileira, em que a desigualdade é absurda (e não é porque nossos empreendedores são ótimos) a proposta liberal não pode desconsiderar o interesse que tem sido o principal dos brasileiros nas últimas décadas: reduzir as desigualdades, mesmo que provoque um baixo crescimento econômico (se não fosse esse o interesse da maioria certamente os eleitos seriam diferentes."

    Traduzindo: já que vivemos no meio de uma maioria de incapazes invejosos que estão loucos para meter a mão no patrimônio alheio, juntemo-nos a eles sem nenhuma vergonha e contrição moral.

    "Quem quiser brincar de ser anarquista pode continuar, mas saiba que NUNCA vão conseguir fazer o mundo da maneira como vocês pensam porque vocês estão no extremo do espectro ideológico e quem decide a estrutura da sociedade é o cidadão mediano".

    Você parece demasiado preocupado com o pensamento de um pequeno grupo de pessoas que está "no extremo". Por quê? Parece até que, no íntimo, você nos atribui muita influência.
  • Outro  18/10/2013 15:51
    Thames,

    Não precisa chamar de contrato, pode chamar de acordo, pacto, regra social, não interessa, nem tudo precisa de assinatura para ser considerado válido (nunca assinei papel para comprar pão até hoje).

    Vou desviar um pouco inicialmente do contrato social para dar um exemplo de porque existem regras de decisão na sociedade: o condomínio.

    Digamos que Maria more em um condomínio bem velho, daqueles em que a escada que leva para os apartamentos dá direto na rua. Aconteceu um caso em que um vizinho seu teve a casa assaltada por alguém que entrou no prédio sem ter sido impedido. Algumas pessoas do condomínio resolveram, então, que queriam construir uma portaria na entrada do prédio e contratar um porteiro, mas nem todos querem gastar dinheiro com essa portaria (inclusive Maria). Como decidir o que fazer?

    Normalmente, a não ser que haja algum ditador no condomínio, haverá uma votação (que é a regra geral de decisão em todo tipo de associação humana, seja empresarial ou privada). Na votação decidiram construir a portaria e que será instituída uma taxa extra de todos os condôminos para custear a obra que beneficiará a todos e valorizará todos os apartamentos.

    Pergunto: é considerado moral por você não pagar a taxa que foi instituída assim? é essa taxa uma invasão (roubo) de propriedade feita sem consentimento? o condomínio vai ficar sem portaria (já que se um deles não pagar a conta não fecha)?

    Maria pode pagar ou sair do condomínio, mas não existe moralidade alguma em ela usufruir dos benefícios da maior segurança oferecidos a todos os condôminos se ela não pagar por eles.

    Esse é o sentido de um acordo social: existem obrigações que são criadas pela vontade majoritária para serem impostas a todos.

    Olhando de outra forma. Se Marcos tem 51% do capital de uma empresa ele poderá administrar do jeito que bem entender e os donos dos outros 49% estão tacitamente aprovando a administração de Marcos, já que não precisa haver um contrato escrito com a assinatura de todos os donos da empresa para que a administração de Marcos seja considerada como avalizada por todos os sócios. Aqueles que não concordarem com o que Marcos estiver fazendo podem vender a sua participação para outra pessoa qualquer e sair da empresa, mas não podem mudar o modo como a empresa é administrada. Assim como no caso do condomínio existe liberdade para não aceitar o acordo (aqui entende-se como a administração de Marcos), mas não existe como a minoria se recusar a seguir a regra que está estabelecida (nem Maria pode deixar de contribuir com a portaria e nem um minoritário poderá sair desfazendo as ordens dadas por Marcos).

    É perfeitamente comum e aceito nas associações humanas de toda espécie que a vontade de alguns seja suprimida pela vontade majoritária (que pode ser a da maioria ou a da pessoa mais importante), mesmo que não haja de maneira expressa a submissão das minorias essa submissão é sempre tácita e está implícita na permanência dos indivíduos na associação.

    Assim também o é com o Estado. A maioria escolhe como vai funcionar a arrecadação de impostos (que não são facultativos, o próprio nome diz que são obrigatórios) e o modo como os recursos serão gastos. A minoria da sociedade (desejando ela mais ou menos Estado) sempre terá seus desejos esmagados pela maioria.

    Independentemente das pessoas a sociedade já existia antes dela e continuará a existir depois. Se a maioria da sociedade quer ter um Estado mãezona (uma decisão tomada em algum momento do passado) ela pode obrigar os outros indivíduos, inclusive os que acabaram de nascer, assim como quando Maria vender o apartamento e o novo dono tiver que pagar a taxa (mesmo sem ter sua opinião ouvida) ou quando um sócio de Marcos vende sua participação minoritária na empresa para outra pessoa esta tem que saber que como minoritária ela apoia a gestão de Marcos, o Estado é sustentado pela vontade da maioria das sociedades que existiram e um indivíduo único é tão insignificante para mudar o sistema hoje quanto o era no passado.

    O único jeito de mudar o contrato social é através da mudança na opinião da sociedade. E nas sociedades atuais, em que não existem pessoas com vontades majoritárias, uma mudança só é possível pela vontade da maioria, mas a maioria nunca foi dada a extremismos.
  • Thames  18/10/2013 17:16
    Seu exemplo do condomínio já foi abordado aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=827

    Sério, cara, na boa: todos esses seus lugares-comuns que você pensa serem originalíssimos já foram abordados e refutados por este site, que existe há quase 6 anos. É muita ingenuidade -- ou arrogância -- você achar que é capaz de inventar situações que nunca foram imaginadas por pensadores que viveram há mais tempo que você e com muito mais bagagem filosófica. Mais humildade, cidadão.
  • anônimo  20/10/2013 02:56
    'Pergunto: é considerado moral por você não pagar a taxa que foi instituída assim? é essa taxa uma invasão (roubo) de propriedade feita sem consentimento? o condomínio vai ficar sem portaria (já que se um deles não pagar a conta não fecha)?'

    Não importa se não tem segurança, quem escolheu morar ali assumiu o risco.E se um aumento na taxa de condomínio não estava previsto no estatuto onde todos os membros assinaram, é imoral sim obrigar os outros a pagar.
    O objetivo desse tipo de argumento é fazer a falsa comparação entre uma necessidade real e os gastos exorbitantes do governo com a camada de parasitas que finge dar algo pra sociedade.
  • Pedro.  21/10/2013 12:02
    Hei Outro, vamos aqui fazer uma comparação com um condominio:

    Vejamos um condominio com varios blocos e aptos de varios tamanhos (como Riviera no RJ/Barra). Aptos de 2, 3 e 4 quartos.
    Digamos que os aptos de 2 e 3 qtos ou até 90m2 sejam a maioria das unidades.

    Então um candidato a síndico faz sua campanha prometendo estabelecer que só aptos com 4 qtos pagarão condominio ou que se responsabilizarão por 80% das despesas.

    Bom, os beneficiários, com aptos de 2 qtos e menores q 90m2 elegerão o síndico e usufruirão de toda a estrutura do condominio gratuitamente (piscina, sauna, segurança, academia, agua e a luz dos espaços comuns, elevadores e etc.).

    Pela sua idéia de "a vontade da maioria é a justiça" voce concordará que os proprietários de aptos com mais de 90m2 e de 4 qtos sustentem os demais. Afinal, a maioria dos condôminos sempre votarão no safado que lhes der vantafgens.

    Ora, num país, essa "eleição" é ainda mais safada, pois que as promessas são meras promessas e ainda há a invenção de inimigos para aliciar amigos e muitos dos proprietario de aptos de 4qtos são, no caso pais, amigos do sindico que pode arbitrar incentivos, descontos e até fingir que não vê que os amigos não pagam. Ou seja, a CANALHICE em seu absoluto ESTADO DA ARTE.

    Francamente, é querer subverter a idéia de ética da forma mais desavergonhada em pleno descaramento. É as idéia de que não há certo ou errado, justo ou injusto mas apenas a vontade do mais forte (capaz de impor sua vontade como justiça ou o certo) ou a VONTADE da MAIORIA como se a LUZ, a VERDADE e a JUSTIÇA. ...francamente!!!!

    ...O fato de ser a MAIOR FORÇA ou a MAIORIA NÃO ATRIBUI a indivíduos ou grupoS o PLENO DIREITO sobre os MAIS FRACOS ou sobre A MINORIA.

    O DIREITO NÃO se origina na FORÇA e NEM na MAIORIA.

    Se a MAIORIA de BRANCOS resolvia ESCRAVIZAR OS NEGROS, ISSO NÃO TORNAVA LEGITIMA A ESCRAVIDÃO!!!!

    Pense sobre isso!!!

    Abs.
  • Tano  21/10/2013 13:46
    O que acontece na realidade é que os paises que taxam os "apartamentos de 4 quartos" dessa forma fazem que quem pode ter um apartamento de 4 quarto va para outro pais. Mas acontece isso sim.
    O novo socialismo taxa os apartamentos de 4 quartos no limite máximo possivel, evitando que vao embora. Reclamam mas nao vao embora porque ainda compenca. Mas no fim das contas sempre termina afetando o animo de quem ganha mais (cria mais riqueza), e terminam indo embora, ou deixando de produzir.
    Se for ver o mundo é assim, tem pequenos paises onde os ricos defugiam sua riqueza (Suiza, Luxemburgo, Panamá), de paises com odio dos ricos (Brasil, Argentina, Venezuela, Muitos paises da Europa)....



  • Pedro.  19/10/2013 10:46
    "só atrapalha as ambições de ser rico como os pais daqueles que não fizeram nada por merecer além de nascer no local certo."

    Caro outro,
    eu te pergunto, já pareces preocupado com méritos, qual o mérito do governo? ...fucncionários do governo merecem receber a herança de um desconhecido?

    Quanto aos 8% de tributação, até onde sei o percentual é de 4%.

    Todo imposto é INJUSTO, já que imposto.
    Imagine que em vez de criar uma empresa e produzir bens e serviços úteis a fim de serem livremente trocados em acordos espontaneos, todos resolvessem impor seus produtos ou serviços aos consumidores. Impossível isso. Somente há a possibilidade se houver monopólio na imposição.

    Com qual direito o governo legitima o uso da ameaça armada para impor sua vontade (vontade acordada entre governantes) ao0s governados? ...não só obrigando-os a agir segundo deliberações governamentais, mas cobrando dos indivíduos tanto quanto desejam no mais completo arbítrio.

    É justo o governo cobrar o que deseja por seus alegados serviços e impor a todos o consumo e custeio? ...ora, imagine empresas obrigando consumidores a comprar-lhes os serviços e produtos pelo preço que estipularem.
    ...não se preocupariam minimamente com custos nem com corrupção e vagabundagem, dariam cargos e empregos para amigos, parentes, amantes e etc.. Afinal, os consumidores compulsórios seriam forçados a arcar com todo custo.

    Caro outro, ACHAS ISSO JUSTO????

    Uma organização mafiosa impondo o consumo de seus "serviços" e a própria remuneração a todos os demais indefesos, É JUSTO????

    Não me venha com eleição como critério. Dois lobos e uma ovelha votando para saber o que se deve almoçar não legitima, apenas pode legalizar, mas legitimar jamais.
  • Outro  19/10/2013 14:16
    Pedro, a alíquota máxima do ITCMD é de 8%, por isso a usei, cada estado define a alíquota e a do seu estado é que é 4% (provavelmente algum estado rico, pelo que andei olhando os estados mais pobre usam uma alíquota maior, mas isso é outra coisa :p).

    O problema que você fala de um imposto ser realmente imposto à população tem que ser colocado em perspectiva pra que seja possível entender por que não se revoltam todos (afinal, se são todos contra alguma coisa alguma reação surge com o passar do tempo). Já tive de ler por aqui que o brasileiro é burro e por isso paga tantos impostos, isso é extremamente leviano e contraria a racionalidade dos indivíduos. E, afinal, qual a utilidade de o governo deixar o mercado na mão de pessoas irracionais (contrariando a vontade daqueles que chamam os brasileiros de burros :p)?

    Parece que o pessoal daqui tem dificuldade em entender que as pessoas não tem obrigação nenhuma de respeitar a propriedade das outras. O sistema que existe para proteger a propriedade é o mesmo que exige os impostos. Caso os pobres queiram tomar tudo dos ricos não há forças nesse mundo que os possa impedir. Então é preciso ter noção do quão ridículo é esperar que os outros respeitem a sua propriedade sem que haja alguma contrapartida por isso (e não me venha com essa ilusão de que você conseguiria proteger a sua propriedade dos invasores, eles seriam tantos que você perderia tanto tempo com defesa que não poderia produzir nada na sua propriedade), o Estado originalmente é justamente fruto dessa necessidade de proteção (atendendo a uma demanda dos indivíduos, assim como em um mercado comum) e em troca dele os indivíduos pagam impostos (que precisam ser impostos à totalidade da população porque se forem perguntar quem quer pagar, da maneira que se faz num mercado comum, ninguém vai querer pagar mas todos vão querer proteção contra os invasores).

    Então, já que hoje a maioria da população é pobre e ela já se deu conta de quão perigosa ela pode ser para os ricos (culpa das revoluções burguesas, por ironia do destino) é preciso que os ricos façam concessões para acalmá-los (apaziguar a sua incompetência em conseguir os recursos para ser rica também e a sua inveja dos que já estão ricos, não existem outros termos).

    Assim, sempre existem beneficiários e prejudicados em tudo, os liberais estão no grupo dos prejudicados pelos impostos (mas não necessariamente privilegiados pelo direito de propriedade, visto a grande quantidade de libertários pobres por aí), é só isso.

    E respondendo a crítica ao exemplo do condomínio com a mesma linha de raciocínio. Não existe esse caso de "fazendeiro e prefeito", qual o direito que tem o fazendeiro à terra se não foi ele que a produziu? Ele já se aproveitou de todos os frutos do seu trabalho naquela terra, mas a terra não é naturalmente dele. A terra sempre existiu e por direito é de todos os habitantes do planeta, assim como a floresta é de todos os animais.

    O caso do fazendeiro é semelhante à anexação de um território selvagem por algum país (tipo a colonização da América), caso o fazendeiro não concorde com as regras do novo dono do território (que, assim como ele, reinvidica o terreno sem base natural nenhuma, ao contrario dos frutos do trabalho do individuo que devem ficar com ele) ele pode sair ou morrer, o terreno não mais o pertence, e se ele não o pode defender então não poderia permanecer com ele de qualquer jeito no mundo anárquico). Será que alguem aqui é contra a colonização da América? Afinal de acordo com os princípios libertários essa terra é dos índios, mas do mesmo modo como eles a perderam para os Estados invasores você também perderia a sua, por definição um Estado é mais eficiente na guerra do que um indivíduo, e essa eficiência é fruto da divisão do trabalho dentro da sociedade desse Estado.

    Resumindo: o único direito que as pessoas têm é sobre os frutos do próprio trabalho (direito esse que ainda é contestado por muitos que trabalham a vida toda e não conseguem nada, colocando em risco com seu pensamento a sociedade liberal).
    Se alguem é dono de algum pedaço de terra é porque os outros indivíduos do planeta implicitamente (assim como os que agora reclamam de pagar impostos sem ser ouvidos) aceitaram o mecanismo atual em que você consegue trocar trabalho por posse sobre a terra.
    Não adianta expernear porque em troca do seu direito de propriedade respeitado você paga os benefícios para a sociedade como um todo. Defender seu direito de não pagar impostos abre o precedente para quem nao tem terra reclamar a sua parte do terreno mundial. É criticar um dos contratos sociais implícitos sem criticar o outro.
    Chega a ser ridículo um movimento libertário em um país que era uma colônia, indiretamente todos os brasileiros já se beneficiaram da presença do Estado quando este lhes deu a sua terra para morar, agora todos já estão no contrato binomial de respeito à propriedade/imposto.

    PS o Estado atual já foi muito mais longe do que devia e ao supor um aumento do respeito à propriedade dos indivíduos que não era apenas terras o Estado (os eleitores, leia-se, o Estado por si só não faz nada, nem existir) deu um peso maior ao respeito à propriedade (que depois de Marx os trabalhadores acreditam que o fruto do seu trabalho lhes pertence e que se o dono não trabalha e ganha dinheiro é porque ele está roubando de alguém, existindo agota um respeito da sociedade pela tal "mais valia! (Idiotice, mas é assim que a maioria pensa)) e exigiu mais tributos para saciar os desprovidos dela, é isso.
  • anônimo  19/10/2013 16:00
    Pérolas do funcionário público da semana:

    "Parece que o pessoal daqui tem dificuldade em entender que as pessoas não tem obrigação nenhuma de respeitar a propriedade das outras."

    "Não existe esse caso de "fazendeiro e prefeito", qual o direito que tem o fazendeiro à terra se não foi ele que a produziu? Ele já se aproveitou de todos os frutos do seu trabalho naquela terra, mas a terra não é naturalmente dele. A terra sempre existiu e por direito é de todos os habitantes do planeta, assim como a floresta é de todos os animais."

    "Chega a ser ridículo um movimento libertário em um país que era uma colônia, indiretamente todos os brasileiros já se beneficiaram da presença do Estado quando este lhes deu a sua terra para morar, agora todos já estão no contrato binomial de respeito à propriedade/imposto."

    Na verdade, todo o comentário foi uma pérola digna de mural, tamanha a quantidade de absurdos. O sujeito é tão estatista, chega a ser absurdo. Deve até recusar parte de seu "salário" para deixar que o estado use o dinheiro melhor que ele.

    Mais cômico é que a pose de dono da verdade que ele ostenta. Como se o fato de que ele passou num concurso público que qualquer decorador profissional passa fosse um atestado de superioridade moral e intelectual!

    Outro, continue dando exemplos da mentalidade parasitária da turma de vocês. É uma ótima propaganda para o ideal da liberdade. Mostra quão sem noção são as pessoas que supostamente seriam iluminadas para guiarem o destino da sociedade.

    Ps. Se você realmente estiver interessado em aprender algo, gaste metade do tempo que você gasta nos comentários lendo os artigos e livros. Tudo, repito, [b]tudo[/] que você argumentou em prol do estado já foi amplamente debatido, e todos os argumentos pró-coletivismo foram absolutamente demolidos.

    E claro, justamente por isto, não espere que alguém irá, neste pequeno espaço, escrever uma resposta detalhada especificamente para você. Apenas reflita no seguinte, se você concordar, admita que sua posição pode não ser a mais correta:

    "Todos os países ricos são países com histórico de governo pequeno e respeito à propriedade privada. E todos os países pobres passaram por períodos de histeria coletiva socialista/governos opressores. Quanto menor o governo, mais próspera a sociedade, desde que mantido o respeito à propriedade privada."

    Acesse e comprove:

    www.heritage.org/index/
  • anônimo  20/10/2013 02:39
    'Parece que o pessoal daqui tem dificuldade em entender que as pessoas não tem obrigação nenhuma de respeitar a propriedade das outras.'

    No máximo você pode falar que eles não tem vontade, e ninguém vai discordar disso.Agora falar em obrigação é forçar demais, você não pode nem mesmo defender essa idéia idiota sem entrar em contradição: o MST chega pro fazendeiro e fala:'porque é que a terra é sua? Só pq vc quer?' ...e toma a terra.Daí mais cedo ou mais tarde chega outro dessas 'vítimas' e fala a mesma coisa pro mst:'porque é que a terra é sua? Só pq vc quer?'...e toma a terra.Sacou?
  • anônimo  20/10/2013 21:28
    '(e não me venha com essa ilusão de que você conseguiria proteger a sua propriedade dos invasores, eles seriam tantos que você perderia tanto tempo com defesa que não poderia produzir nada na sua propriedade)'

    Ninguém jamais considerou isso, nesse caso o que se faz é pagar uma polícia ou segurança privados.Ou quem tem pouco dinheiro, se juntar todo mundo e rachar o salário do segurança.
  • Tano  21/10/2013 13:00
    Este site é enriquecedor, tem idéias muito legais.
    Questiona axiomas que estao instaurados na sociedade e nao sao questionados, o que é um erro!

    Nao estou de acordo com as agrecoes quando alguem opina diferente, por exemplo o caso que comeca assim:
    "anônimo 19/10/2013 16:00:56
    Pérolas do funcionário público da semana:"
    A idéia do imposto a heranca proposta por Outro acho que é uma péssima idéia. Mas dai a chamar ele pouco menos que esquerdopata, é outra coisa. Somente nao parece ser libertario, pelo menos do tipo radical... Mas é uma pessoa de direita confesso, e parece ser bem racional, por que nao responder com argumentos claros e diretos??
    Eu já opinei neste site e me responderam bem. Tem varias respostas a Outro que sao do nivel que sugiro. Mas tem algumas respostas do tipo confrontativo, que nao tem porque. Isto é religao/dogma ou é economia??

    Sei que vao discordar comigo, mas vai a minha opiniao:
    O Estado é uma realidade, se instalou do jeito que é porque é a melhor forma de ortanizacao conhecida e testada. O problema sao os parasitas que se aproveitam dele, e certamente o farao cair.
    O Estado atual garante a liberdade, a propiedade privada, protege o pais de invasoes externas e internas (por exemplo nao deixou os comunistas tomarem o poder nos anos 60), e oferece um sistema de justica.
    Os resultados do governo no Brasil sao ruims, é verdade, mas é uma discusao de gestao, nao de fundo. Falta combater a corrupcao, melhorar o gasto do estado, definir melhor as prioridades do governo (nao fazer estadios por exemplo), melhorar a forma de eleicoes, redefinir a forma de cobrar impostos, taxas, etc, mas sao coisas de gestao, nao de essencia.
    Sei que na teoría, por tudo o lido aqui, o sistema Libertario é o melhor, mas nunca foi posto na prática. E acho que nunca vai conseguir ser, por ser muito utópico que nem o Anarquismo (Libertarios de Izquerda). Como vai se defender do comunismo, etc um sistema libertario?? A través de policia privada? Exercito privado?

  • Malthus  21/10/2013 13:35
    Não deixa de ser apavorante constatar como o discurso dos moderados defensores do estado é idêntico. O raciocínio é sempre o mesmo: "Ah, o estado é lindo e maravilhoso, nos protege contra alienígenas e faz o sol nascer e se pôr, mas tem esse pequeno problema que é o seu mau gerenciamento. Mas isso é perfeitamente resolvível por meio do voto. Nas próximas eleições, é só votarmos certo e tudo ficará perfeito."

    O que esse pessoal ainda não entendeu é que o problema não está realmente nos políticos. Políticos vêm e vão. A classe política é apenas o verniz do estado; é apenas a sua face pública. Ela não é o estado propriamente dito. Quem de fato comanda o estado, quem estipula as leis e as impinge, é a permanente estrutura burocrática que comanda o estado, estrutura esta formada por pessoas imunes a eleições. São estes, os burocratas e os reguladores, que compõem o verdadeiro aparato controlador do governo. E eles não são retirados de lá, e nem se submetem a eleições.
  • Tano  21/10/2013 14:01

    Nao que o estado seja lindo e maravilhoso, mas acredito que é um mal necessario.
    Sim, nos protege, nao de alienígenas, mas de outros paises.
    Sim, tem problema de gestao. Tal vez a solucao é diminuir ele (essa é minha opiniao). Mas vai eliminar o exercito? Vai eliminar a policia? Vai eliminar as eleicoes? O sistema judicial??
    O voto é o momento onde voce escolhe quem voce quer que lhe represente. Nunca ficara perfeito, mas voce pode aperfeicoalo o maximo possivel.
    Ou voce pensa acaso "tire o estado e tudo ficara perfeito"? Se é assim, va ver a situacao do Afganistao, do Iraq, de Siria, que tiraram o governo...

    Sim OK entendi.. o problema sao as forcas ocultas. Parece comunista falando.
  • Malthus  21/10/2013 15:10
    Eu fui bem claro, e vou repetir:

    A classe política é apenas o verniz do estado; é apenas a sua face pública. Ela não é o estado propriamente dito. Quem de fato comanda o estado, quem estipula as leis e as impinge, é a permanente estrutura burocrática que comanda o estado, estrutura esta formada por pessoas imunes a eleições. São estes, os burocratas e os reguladores, que compõem o verdadeiro aparato controlador do governo. E eles não são retirados de lá, e nem se submetem a eleições.

    Isso não tem nada de "forças ocultas", como você desesperadamente tentou rotular apenas para fugir da argumentação. Quero que você me explique como resolver o problema explicitado acima.
  • Tano  21/10/2013 15:53
    Ok nao sao forcas ocultas, sao Burocrátas e Reguladores.

    Burocratas :: Acredito que a gestao professional do governo (aplicacao de tecnologia, gestao por tarefas, terceirizacao, etc) , também ter um marco regulatorio mais flexivel (eliminar a estabilidade do funcionario público, facilidade aos gestores para gerenciar os orcamentos). Deve ter transparencia na gestao publica, quantificando exatamente quanto custa o que o governo "oferece". Também acredito que os niveis de "gestao" (Federal, Estadual e Municipal) devem ter objetivos mais claros e os esenciais. O máximo possivel que seja decidido a nivel municipal, e que possa haver "concorrencia" entre municipios. Por exemplo tem gente que acha o mais importante a educacao publica, Bom que tenha municipios que cobram taxas, etc e oferecam uma boa educacao publica, e quem gosta vai ali, quem nao vai pra outra cidade. O mesmo com os servicos, que a populacao que mora no municipio possa escolher se quer pagar mais e ter mais servicos ou pagar menos e contratar mais servicos individualmente. A gente controla o que tem alcance. É muito mais fácil controla se o síndico rouba, e fazer algo a respeito do que se o presidente do pais rouba..E por último acho que devería ter representacao distrital, porque voce tem mais controle sobre o seu representante.

    Reguladores :: Acho que as reguladoras devem prestar contas ao legislativo de cada municipio. Os mesmos principios que o anterior, cuanto mais "alto" o poder (federal o mais alto, municipal o mais baixo), menos devería regular.

    Com um sistema assim voce pode ter um municipio extremamente regulado e taxado e outro municipio do lado libertario.
  • Andre Cavalcante  21/10/2013 16:04
    Tano, o estado não é um mal necessário, é apenas um mal.

    "Nao que o estado seja lindo e maravilhoso, mas acredito que é um mal necessario.
    Sim, nos protege, nao de alienígenas, mas de outros paises."

    E não, não é o estado que nos defende de outros países, é um conjunto de coisas que vão desde acordos internacionais, fronteiras abertas e possibilidade de defesa e ataque, no caso de guerra. Este último ponto, por sinal, é definido por uma indústria de guerra e instituições específicas de defesa.

    A única coisa que o governo faz nesse sentido é atrapalhar. Há quase 10 anos os militares já tinham escolhido a nova geração de caças para as forças brasileiras. O Lula foi lá e desfez as análises técnicas e disse que seria uma escolha política. Como nenhum político toma decisão alguma (se não, não seria político), até hoje não temos caças novos.


    "Sim, tem problema de gestao. Tal vez a solucao é diminuir ele (essa é minha opiniao). Mas vai eliminar o exercito? Vai eliminar a policia? Vai eliminar as eleicoes? O sistema judicial??
    O voto é o momento onde voce escolhe quem voce quer que lhe represente. Nunca ficara perfeito, mas voce pode aperfeicoalo o maximo possivel."

    Você está partindo do pressuposto que estes serviços só podem ser feitos pelo estado. Afora eleições, que realmente não teriam sentido sem um estado, todo resto pode ser oferecido, de maneira mais eficiente e mais barata, por instituições e pessoas, privadamente, isto é, pelo mercado.

    "Ou voce pensa acaso "tire o estado e tudo ficara perfeito"? Se é assim, va ver a situacao do Afganistao, do Iraq, de Siria, que tiraram o governo..."

    O que tem o Afganistão, o Iraq e a Síria, que são ditaduras (estado totalitários) com viés solicialistas sobre o resto da discussão?

    "Sim OK entendi.. o problema sao as forcas ocultas. Parece comunista falando."

    Agora você não foi só comunista, foi comunista e ocultista junto. Quem são as tais "forças ocultas"?
  • Tano  21/10/2013 16:27
    Obrigado por suas opinioes, foram de bom nivel.
    Temos opinioes diferentes, mas ficou clara a sua postura.

    O que tem a ver Siria, Afganistao, Iraq?. OK retiro a pergunta relamente nao tem nada a ver com o sistema libertario. So mecionei porque nao tem governo. O ditador caiu e ficou uma anarquia. So pensei -mas posso estar errado- que esse é um lugar onde um libertario poderia se instalar, contratar seguranca, exercito privado, defender o lugar e criar sua patria. Acho que nao sería economicamente viavel.


    Sobre o último comentario, foi ironia. Acusei o Malthus de culpar forcas ocultas (eram os burocratas e os reguladores).
  • Ricardo  21/10/2013 17:24
    "O que tem a ver Siria, Afganistao, Iraq?. OK retiro a pergunta relamente nao tem nada a ver com o sistema libertario. So mecionei porque nao tem governo. O ditador caiu e ficou uma anarquia. So pensei -mas posso estar errado- que esse é um lugar onde um libertario poderia se instalar, contratar seguranca, exercito privado, defender o lugar e criar sua patria. Acho que nao sería economicamente viavel."

    Ignorância vergonhosa de sua parte.

    1) O ditador da Síria (Bashar al-Assad) nunca caiu.

    2) O Iraque tem um governo democraticamente eleito. O presidente se cham Jalal Talabani, o primeiro-ministro se chama Nouri al-Maliki e o presidente da Câmara se chama Usama al-Nujayfi. Quando Saddam foi o derrubado, o governo ficou totalmente sob o controle dos americanos.

    3) O mesmo é válido para o Afeganistão, que nunca deixou de ter um governo. O presidente se chama Hamid Karzai, há dois vice-presidentes (Mohammed Fahim e Karim Khalili) e há um Congresso plenamente operante.

    Ou seja, nenhum destes países está sem governo e vivendo na anarquia, como você afirmou.

    Você está vergonhosamente desinformado e se humilhou de maneira irreversível aqui.
  • anonimo de cima  21/10/2013 13:53
    Tano, você caiu de paraquedas no meio da discussão. Deixo meu último parágrafo para o outro novamente aqui, pois aparentemente se aplica para você também:

    "Ps. Se você realmente estiver interessado em aprender algo, gaste metade do tempo que você gasta nos comentários lendo os artigos e livros. Tudo, repito, tudo que você argumentou em prol do estado já foi amplamente debatido, e todos os argumentos pró-coletivismo foram absolutamente demolidos.

    E claro, justamente por isto, não espere que alguém irá, neste pequeno espaço, escrever uma resposta detalhada especificamente para você. Apenas reflita no seguinte, se você concordar, admita que sua posição pode não ser a mais correta:

    "Todos os países ricos são países com histórico de governo pequeno e respeito à propriedade privada. E todos os países pobres passaram por períodos de histeria coletiva socialista/governos opressores. Quanto menor o governo, mais próspera a sociedade, desde que mantido o respeito à propriedade privada."

    Acesse e comprove:

    www.heritage.org/index/"

    Tano, no fim da página inicial estão alguns links para os artigos separados por assunto. Pessoalmente, sugiro que comece por aqui:

    Dez lições de economia austríaca para iniciantes
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1397
  • anônimo  20/10/2013 03:01
    'Quem quiser brincar de ser anarquista pode continuar, mas saiba que NUNCA vão conseguir fazer o mundo da maneira como vocês pensam'

    Quem liga pro mundo? A única coisa que os libertários precisam é de uma terra só pra eles.E isso já está sendo providenciado.
  • Tano  21/10/2013 12:08
    Já ta sendo providnciado??
    No Brasil??? ou em algum canto do mundo??
    Manda mais informacao!!
  • Erik Frederico Alves Cenaqui  16/10/2013 17:50
    Prezada equipe IMB

    O texto é muito bom como de costume.

    Além de ser um texto muito bom ele é emblemático porque revela o motivo porque a causa liberal não tem grande apelo entre a classe empresarial.

    A esquerda caviar (intelectuais riquinhos) nem se fala. Estes nunca serão liberais mesmo.

    Saudações

    Erik
  • Paulo Henrique  16/10/2013 20:11
    Não só o texto, mas a imagem escolhida não poderia ser melhor, retrata um simbolo dessa simbiose entre estado e empresários. O curioso é que nós os liberais somos chamados de fascistas sendo que o fascismo era/é precisamente essa união empresarial com o estado

  • Tano  16/10/2013 19:14
    De acordo a este texto e outros neste site, o liberalismo economico é a melhor forma de defender o consumidor.
    Se nao acreditam nas regulacoes, quando há abuso por parte de quem fornece um produto ou servico, quem deve defender o consumidor neste caso? A Justica?
    E voces acham que a Justica deveria ser "gratuita"?
    É uma pergunta mesmo sem segundas intencoes.
  • Ricardo  16/10/2013 19:46
    Defina o que seria abuso e como seria possível ele ocorrer continuamente em um mercado em que há livre concorrência, sem qualquer tipo de barreiras à entrada.
  • Cassim  16/10/2013 20:26
    Em caso de roubo, quem você aciona?

    Comprovado que houve fraude, a "justiça" seria uma instituição competente. Se ela deveria ser gratuita, não; se fosse, seria um bem escasso ofertado a preço zero.

    Mas esquece, acho melhor ficarmos com nossa justiça atual mesmo:

    *Ela não possui nenhum incentivo para agradar aos que acionam.

    *Está lotada de ocorrências (Muitas improcedentes) tanto quanto os supermercados do plano Sarney não tinham comida.
    Não possui quaisquer incentivos para mudar pois opera como um monopólio.

    *Existe em um sistema anti-eficiente onde mesmo pessoas comprovadamente inocentes/culposas podem ser acusadas/defendidas e gente com dinheiro e influência política levam vantagem por conta disso mesmo quando outros que cometem as mesmas infrações nas mesmas circunstâncias recebem punições maiores.

    *Além disso, leva tempo demasiado por razões supramencionadas para atender a casos (Especialmente aqueles envolvendo o setor empresarial), o que cria quase uma impunidade para as grandes empresas.

    *Possui uma legislação especial e exclusiva para lidar com fraudes em diversos setores (O que exige especialização desnecessária por parte de advogados e abre um leque para pedidas de recursos por parte das grandes corporações com setores legais já habituadas às legislações.

    Eu poderia ficar até amanhã falando mal do sistema de justiça e como há pouco espaço para que ele fique pior. Se a medida anarcocapitalista for muito radical para você, apenas queira que o estado permita que tribunais privados em diversas varas possam ser criados e que recebam por casos tratados.

    Pior que está, não fica.
  • Tano  16/10/2013 21:37
    Existem milhares de abusos ao consumidor, qualquer um deles: qualidade do produto vendido inferior ao padrão correspondente, falha do serviço (em telefonia), cobrança abusiva, etc.

    Imagina que nao tem nenhuma barreira à entrada nem regulação, e uma empresa de telefonia nova -exemplo- começa a oferecer serviços, mas estes falham e erram na contagem dos créditos comprados (compro 20 reais e acreditam 10). Nao vou entrar na justiça por esse valor né?
  • Ricardo  16/10/2013 22:20
    Este seu exemplo é um claro caso de quebra de contrato e fraude. Ora, se o estado existe e se arroga o monopólio da justiça, então não há nada de errado em recorrer à justiça para impingir o cumprimento de contratos. Essa, aliás, é a única função do estado para os liberais clássicos.
  • Cassim  16/10/2013 22:50
    Seu exemplo é bastante simples, é roubo pois você compactuou com vinte, recebeu errado e ele roubou de você a metade. Consigo imaginar o bandido tendo de ressarcir tanto seu roubo como o custo para acionar a justiça mais alguns custos como sua passagem, como já ocorre. Mas realmente, acho que o melhor é simplesmente não comprar mais o crédito desta companhia. A lição já seria passada.
  • Outro  16/10/2013 19:51
    Justiça não pode ser gratuita porque tudo que é gratuito é superutilizado pelas pessoas. Tornar a justiça gratuita ia abarrotar os tribunais com causas ridículas e a justiça ficaria mais lenta para aqueles com causas realmente importantes.
  • Diogo  17/10/2013 13:27
    Não existe nada gratuito... ABSOLUTAMENTE NADA.
  • Emerson Luis, um Psicologo  18/10/2013 18:44
    O sistema judiciário poderia cobrar taxas leves (e mais pesadas de quem comete infrações e mais ainda de quem comete crimes), o que reduziria os abusos de quem o utiliza para casos que poderiam ser resolvidos com simples diálogos ou por causa de comportamentos insensatos.

    Pessoas de baixa renda que não tivessem dinheiro poderiam pagar com quantidades de horas de trabalho comunitário. Além de desonerar o jurídico, seria muito didático: "não existe almoço grátis".

    * * *
  • Pedro.  17/10/2013 10:32
    Isso é política!!!

    Os usufrutuarios do Estado valem-se de intrigas para defenderem o PROPRIO NEGÓCIO que é o ESTADO.

    Não conseguiriam defender o Estado posityivamente, então valem-se do ódio ao inimigo da exploração estatal ou Liberdade.
    Se não é possivel argumentar com as próprias qualidades, usa-se o método mais eficiente que é induzir o ódio contra o adversário e assim trazer para si a simpatia da platéia.

    É velha a máxima: INVENTAR INIMIGOS PARA FAZER AMIGOS!
    ...que junta-se com outra de SUN TZU: DIVIDIR PARA DOMINAR!

    Ora, a Liberdade não favorece os empresários estabelecidos, mas sim aos empreendedores e sobretudo aos mais competentes. Empresários estabelecidos NÃO QUEREM CONCORRENTES. A concorrência aumenta a produção, tira deles a possibilidade de controlar a produção a fim de manter elvada taxa de retorno pelo estrangulamento da oferta. A concorrência obriga-os a ganhar na quantidade e nõa na taxa de retorno. ...ou seja, a afirmação de que a Liberdade favorece o empresário é MAIS UMA MENTIRA POLÍTICA.

    Em compensação a incompetência dos defensores da liberdade os faz negligenciar a mais clara verdade:
    O INTERVENCIONISMO OU O SOCIALISMO SÃO VERDADEIRAS IDEOLOGIAS QUE FAVORECEM AS CLASSES ESTATAIS ou mais propriamente a HIERARQUIZADA CLASSE ESTATAL então dividida em classes econômicas estatais.

    É curioso que SOMENTE UM INDIVIDUO FALOU ISSO CLARAMENTE, antes mesmo da comprovação pratica: F. NIETZSCHE.

    Foi um dos meus maiores prazeres ler, tardiamente, Nietzsche e saber que alguém tinha falado aquilo que para mim era a mais ÓBVIA VERDADE!!!

    Foi o ÚNICO a ESCREVER tal verdade com todas as letras, fazendo a mais eficiente e fácil previsão que adoradores do estado de direita ou esquerda tudo fizeram para esconder.

    Ainda hoje não se vê ninguém fazer tal afirmação simples: O SOCIALISMO é UMA VERDADEIRA IDEOLOGIA ELABORADA PARA JUSTIFICAR OS INTERESSES DO ESTADO E DE SEUS AGREGADOS, POIS QUE EFETIVAMENTE DEFENDE O ARBÍTRIO DA HIERARQUIA ESTATAL SOBRE A SOCIEDADE QUE TRABALHA E PRODUZ PARA TROCAR. ...Enquanto o Estado ATUA para expropriar, estorquir, assaltar, ESCRAVIZAR e EXPLORAR POPULAÇÕES SUBJUGADAS PELA FORÇA POLICIAL com apoio militar.

    O Estado é uma MÁFIA, uma organização genuinamente criminosa, onde seus integrantes hierarquizados em Poder e renda possuem uma IDEOLOGIA a tentar justifica-los moralmente, dando-lhes um suporte ideológico fraudulento através da insuflação ao ÓDIO que INIBE a RAZÃO. Inventando inimigos para conquistar amigos!
  • Pedro.  17/10/2013 11:09
    Ideologia:

    É um amontoado de idéias, predominantemente ARBITRÀRIAS, sem qualquer necessidade de coerência, que afirmam levar a um objetivo para a coletividade.
    Assim, ideologias justificam-se pelos fins que alegam produzir. Desta forma reivindicam apoio para suas recomendações através da defesa de um "objetivo supremo" ou "finalidade redentora" que justifica e redime todas atrocidades e injustiças cometidas sob o argumento de alcançar o alegado final.

    Obviamente tal final jamais será atingido, pois que apenas uma cenoura amarrada ao lombo dos burros.

    Teoria:

    É um conjunto de idéias necessáriamente coerentes que partem de principios axiomáticos e progridem em arranjos lógicos para DESCOBRIR um CONHECIMENTO sobre uma questão.

    ...ao contrário de uma ideologia que concebe um pretenso "OBJETIVO SUPREMO" e dele parte inventando, arbitrando, pretensos meios de alcança-lo. Não havendo ne3cessidade de qualquer rigor teórico, pois que não se atém a qualquer principio ou lógica justificando-se unicamente no final proposto como meio de EMOCIONAR, provocar desejo, seduzir e assim obscurecer a razão através da emoção.

    Liberdade é a defesa de um PRINCÍPIO individual, é EM ESSÊNCIA INDIVIDUALISTA, tem o indivíduo como objetivo. Tanto que lhe reconhece o direito de submeter-se livremente ao arbítrio alheio.

    Estatismo é a defesa de uma FINALIDADE coletiva, é EM ESSÊNCIA COLETIVISTA, tem na coletividade o seu alegado objetivo. Tanto que despreza o indivíduo para enxerga-lo apenas como um meio para uma fantasiosa coletividade representada por uma entidade mística que possui uma hierarquia privilegiada como intermediarios ou portavozes. Assim atribui-se a essa hierarquia o mistico direito de arbitrar sobre OS IGUAIS ou o restante da coletividade não hierarquizada como "a mão visível da entidade".
    ...não por acaso que estatistas advogam que "os iguais sejam iguais" enquanto que os gestores ou intermediários da mistica entidade se organizem hierarquicamente para comandar "os iguais" e sobretudo DELES SE DIFERENCIEM.

    A estupidez platonica sobre "os feitos de ouro, de prata e de bronze" ...habita as mentes destes maníacos e salafrários que se querem supreiores àqueles que dedicam-se ao trabalho de produzir bens e serviços úteis.

    Essa canalhice de Platão deveria ser mais divulgada.
    Uma autoridade estatal assim se impõe pela força, pela extrema covardia de uma mega quadrilha armada contra uma população indefesa ante tal quadrilha.
    Um juiz, promotor, delegado e etc., exigem reverência como se fossem indivíduos superiores aos que trabalham para produzir e trocar, oferecendo o beneficio que podem proporcionar em troca do beneficio que desejam dos outros. Enquanto estas "autoridades" que exigem reverência atuam para EXPROPRIAR ATRAVÉS DA AMEAÇA DE MAL MAIOR QUE PODEM CAUSAR, EXIGINDO UM BENEFICIO ALHEIO PARA NÃO CAUSAR-LHES UM MAL AINDA MAIOR DO QUE A CONCESSÃO EXIGIDA SEM A NECESSIDADE DE QUALQUER CONTRAPARTIDA ACEITÁVEL.

    No mercado livre NINGUÉM é FORÇADO a aceitar uma relação, a hipotese de não se concretizar a relação entre individuos e cada um permanecer em sua condição atual sempre existirá.

    Na ESCRAVIDÃO a relação do escravo com seus SENHORES é FORÇADA, pois quen os SENHORES CONTROLAM AS OPÇÕES e assim suprimem a hipótese de não haver relação e cada um manter sua condição. Ou seja, o ESCRAVO é forçado a aceitar a exigência do SENHOR ou SOFRERÁ UMA AÇÃO AINDA MAIS NOCIVA CONTRA SI.

    Quando um individuo controla as opções alheias artificalmente, não lhe permitindo todas as hipóteses naturais, é INCONTESTÁVEL QUE ESTA HAVENDO ESCRAVIDÃO.
  • Pedro.  17/10/2013 11:57
    Isso é de lamentar:


    "Os liberais defendem este arranjo porque ele é o que melhor permite que todos satisfaçam suas necessidades: os melhores empresários enriquecem somente após terem gerado muito valor para os consumidores."


    Liberais não ideológicos, não meros amorais utilitaristas, defendem a Liberdade porque ela é JUSTA!!

    Libertários defendem a JUSTIÇA. Defender algo por utilitarismo denuncia falta de senso de justiça, deficiencia ética, falta de vergonha na cara.

    Eu defendo a liberdade porque ela é JUSTA!!!

    O q tem facilitado a vida de socialistas e canalhas em geral é a defesa amoral e imoral do utilitarismo. ...isso leva a ideologias que se justificam em alegados fins e não em principios JUSTOS
  • sergio russo  18/10/2013 00:19
    O mundo mudou muito desde que Marx constatou que crianças de 10 anos trabalhavam doze horas por dia em tecelagem inglesas.
    Como cronista social , ao apontar estas mazelas , nota 10 para o Carlinhos.
    Mas há o outro extremo da régua.
    No início dos anos 80 , estive na União Soviética , na fabrica de caminhão Ursus.
    Haviam 8 pessoas na linha de montagem .
    Quatro estavam jogando baralho . Duas esquentando as marmitas e outras duas dormindo.
    Isto foi em uma 2a. feira . Voltei na linha de montagem nos outros dias . O caminhão que estava pronto pela metade não recebeu um único parafuso a mais.
    Tive contato com pessoas do povo . Se você não pertence ao partido , não tem futuro.
    Meninos de 15 anos já possuem o rosto de alcóolatras inveterados . Na porta do Hotel , discretamente , meninas se prostituíam para os estrangeiros.
    O que Marx viu na Inglaterra no final dos 1800 foi uma aberração , mas o que EU ví no maior país comunista foi uma aberração maior . Lamentei não ter habilidades de escritor do Marx e tirar conclusão disto.
    Se Marx conclui que o comunismo precisava de uma luta de classes para resolver a injustiça social , posso dizer que ao final desta luta , não foi o capitalismo que foi massacrado , mas o povo singelo.
  • Emerson Luis, um Psicologo  18/10/2013 18:01
    Show de Artigo!

    O socialismo é que é um conjunto de teses formado ad hoc para justificar a inveja e o roubo; e o intervencionismo, o controle e a trapaça no mercado.

    * * *
  • Sérgio Pessanha de sousa  18/10/2013 20:02
    leorossatto.wordpress.com/2013/10/17/como-a-desigualdade-social-explica-o-videogame-de-r-4-mil/

    Gostaria de uma explicação realmente plausível e contestadora a esta(desse link que enviei)sobre esse debate em torno do preço do produto citado(o console de videogame da sony PS4)
  • Economista realista  19/10/2013 00:56
    Desigualdade social?! Putz! Não, a resposta é outra, caro Sérgio, e não é nada lisonjeira.

    Este cidadão deste blog que você citou até que começou indo no caminho correto. Mas as contas dele estão erradas.

    Utilizando o "Simulador do Tratamento Tributário e Administrativo das Importações", disponível no site da Receita Federal, é possível calcular o valor dos impostos federais para produtos na categoria 9504.50.00 (código NCM) e utilizar o ICMS do estado de São Paulo como padrão.

    Eis os resultados:

    Alíquota Imposto de importação: 20%
    Alíquota IPI: 50%
    Alíquota PIS: 1,65%
    Alíquota Cofins: 7,60%
    ICMS (São Paulo): 25%

    Tributo Imposto de Importação: R$ 174,54
    Tributo IPI: R$ 523,63
    Tributo PIS: R$ 14,40
    Tributo Cofins: R$ 66,33
    Tributo ICMS: R$ 218,18

    Total: R$ 997,08

    Com a conversão da moeda na cotação média do dólar (R$ 2,30), chegamos ao valor de R$ 920, considerando o valor inicial de US$ 400. Somando a incidência dos impostos listados acima, o valor subiria para 108,4% do valor do aparelho, ou R$ 997,08 — o preço sobe para a R$ 1.917,08.

    Considerando uma margem de lucro praticada pelas desenvolvedoras de consoles variando entre 9 e 11%, com tudo dentro, o valor final ficaria próximo de R$ 2.128.

    Isso dá um excedente de R$ 1.872 para a Sony. (Bem diferentes dos R$ 2.300,00 utilizados pelo blog).

    Muito bem. Por que a Sony está tendo essa margem de lucro alta sobre os brasileiros? Ora, porque somos otários, ué. E nos orgulhamos disso. Se eu fosse um executivo da Sony, faria a mesmíssima coisa que a empresa está fazendo. Ou até mais-

    Um povo que elege e reelege políticos notoriamente corruptos, que não está nem aí para a absolvição de mensaleiros, que não protesta por ter as maiores tarifas de importação e o comércio externo mais fechado do mundo, que não liga em ter a maior carga tributária entre os países em desenvolvimento, e que segue reelegendo os mesmos políticos que implantaram estas monstruosidades é sim um povo otária. E também muito rico.

    Apenas almas puras e angelicais não iriam querer ganhar dinheiro em cima de otários ricos. A Sony está corretíssima e está de parabéns por desnudar ao mundo esta nossa realidade. (E, convenhamos, nêgo que gasta dinheiro para comprar videogame é duplamente otario).

    Ainda nesta mesma linha, recomendo este artigo do Leandro:

    Sobre os preços dos carros no Brasil
  • Ali Baba  19/10/2013 13:47
    A questão toda está na expansão exponencial do custo-brasil através da cadeia de distribuição. Empresas que têm cadeias mais eficientes têm custos menores (por exemplo, empresas que utilizam de seus prórpios serviços de distribuição e não tem de remunerar distribuidores).

    Falo sobre isso aqui: mises.org.br/Article.aspx?id=1373&comments=true#ac56949

    Se a empresa X e a empresa Y vendem produtos concorrentes nos EUA pelo mesmo preço, mas a empresa X vende o mesmo produto no Brasil pelo dobro do preço do produto da empresa Y, pode ter certeza que a culpa é do custo-brasil amplificado por uma cadeia de distribuição menos eficiente da empresa X em relação à empresa Y. Nada disso de "a empresa X quer lucrar mais encima dos otários brasileiros"... Ela jamais faria isso para perder mercado para a empresa Y (e se fizer, seus acionistas vão puxar as orelhas de seus administradores). Isso acontece provavelmente por que é tao burocrático e ineficiente melhorar a sua cadeia de distribuição (e provavelmente desinteressante diante do tamanho do mercado) que a empresa X simplesmente deixa estar.
  • Outro  19/10/2013 15:12
    Custos e tributos não explicam porque a Sony quer cobrar o dobro do preço que ela cobra internacionalmente. O mercado brasileiro é pequeno demais, e o PlayStation console nem dá lucro porque ele é vendido a preço de custo (pelo menos sempre foi assim com os PlayStations), o lucro sempre vem dos jogos e licenciamentos.

    A explicação é muito mais simples: a Sony do Brasil quer chamar a atenção para alguma coisa, pode ser o sistema tributário ou até o produto. Nem tudo é sobre o lucro no curto prazo! Ainda mais em um mercado ridiculamente pequeno como o nosso para videogames (principalmente por causa dos preços cobrados).
  • anônimo  20/10/2013 02:24
    'Custos e tributos não explicam porque a Sony quer cobrar o dobro do preço'
    Claro que explica.Tu não sabe somar não?
  • anônimo  21/10/2013 22:03
    Os comentários falam que a conta está errada, que essa não é a base de cálculo, é isso mesmo?
  • Thames  21/10/2013 23:12
    Qual seria o erro? Não localizei.
  • anônimo  22/10/2013 00:01
    'A conta dele não bate. Os impostos incidem sobre a mercadoria, não sobre o valor final. Assim, se ele afirma que a carga tributária brasileira é de 63% e o lucro do varejista e da Sony Brasil são 22% é multiplicar os valores. Assim R$ 858,00 (preço de transferência) x 1,63 (63% de carga tributária) x 1,22 (22% de lucro) = 1706,21. A Sony ta de birra, pq queria isenção de impostos para lançar o PS4 a mil reais e o governo não concedeu.'
  • DN  22/10/2013 01:11
    Quem fez lambança foi quem falou que o cálculo estava errado. As porcentagens se referem ao valor total de 3.999.

    Logo:

    858/3.999 = 21,5%

    2524/3.999 = 63,1%

    875/3.999 = 21,9%

    3999/3.999 = 100%

    Tudo correto. Se as porcentagens dos impostos são realmente estas, eu não sei. Mas que o cálculo está correto, isso está.
  • Patrick de L. Lopes  22/10/2013 11:50
    Toda esta confusão quanto ao cálculo tributário no Brasil é apenas prova do quão desnecessariamente complexa é a estrutura fiscal brasileira.

    Haveria algum livro ou texto que apropriadamente explane o esquema fiscal para bens importados no Brasil?
  • Ali Baba  19/10/2013 21:02
    @Outro,

    O mercado até nem é tão pequeno. A questão é que, como o custo-brasil eleva o preço dos consoles para níveis exorbitantes, todo mundo compra o console nos "importadores informais", e os jogos (que por terem um preço muito menor, mesmo com o custo-brasil) nas lojas estabelecidas.

    Para a Sony, tanto faz. Ela não tem interesse de lidar com a burocracia que seria mudar sua cadeia de distribuição para poder melhorar o preço ao consumidor final uma vez que as pessoas compram dos "importadores informais". Provavelmente as vendas subiriam, mas a que custo? Melhor desconsiderar essa fatia do mercado e se concentrar na fatia que vende, mesmo com o custo-brasil embutido... o consumidor final vai conseguir o console, só não dos importadores formais.
  • anônimo  20/10/2013 02:46
    'Vou desconsiderar o seu segundo parágrafo que critica o papel do governo porque não é meu objetivo discutir o que é roubo ou o que é uma contribuição obrigatória que foi instituída pela maioria das pessoas (tipo taxa extra de condomínio). Acabou que eu já discuti, mas me ignore :p

    Truquezinhos de adEvogados não vão colar por aqui.
    Crie vergonha na cara e seja honesto, admita que você quer falar uma coisa que supostamente encerra a discussão e não quer que ninguém mais comente.

    BTW, essa comparação de estado com condomínio é assunto velho por aqui, e devidamente refutado.Good luck next time.
  • Pedro.  21/10/2013 12:30

    Um questionamento aos que afirmam que impostos são justos pq decorrentes da vontade dos eleitos pela pretensa maioria.

    Na verdade os eleitos somados NÃO POSSUEM A MAIORIA DOS VOTOS, mas mesmo que as decisões entre eleitos correspondesse a maioria, ainda assim isso nada tem com justiça.


    A maioria de BRANCOS até certa época apoiava a ESCRAVIDÃO dos NEGROS!

    Pergunto:

    O fato dos BRANCOS serem MAIORIA legitimava a ESCRAVIDÃO dos NEGROS????

    O fato de uma alegada maioria (afirmação falsa) legitima as leis, segundo defensores do arbítrio estatal.
    Se assim pensam, certamente que apoiariam a escravidão dos negros baseados na "justissa" da vontade da maioria branca na época.

    Eis aí a noção de ÉTICA e MORAL dos defensores do arbítrio estatal! ...pulhas!!!!

    Abs.
  • Tano  21/10/2013 13:31
    Pedro,

    O grande avanco do estado moderno é a divisao de poderes, que até entao (Monarquia absolutista) estava concentrada na mao do rei.

    E além da divisao dos poderes, também existe uma constituicao que tem principios para defender as minorias, as liberdades individuais, etc. Nao vivimos em um sistema de assambléia! A justica nao funciona de acordo a opiniao das maiorias.

  • Pedro.  28/10/2013 18:54
    Tano,
    primeiramente quem teoricamente elege politicos numa demiocracia é a maioria. E uma democracia é amoral e portanto TUDO que a maioria dos legisladores decidirem será legal, por mais ilegitimo que seja.

    A constituição existe para ser violada pelos interesses politicos.
    Vide brasil, onde a constituição não vale mais que papel higiênico usado.
    As leis no brasil são uma empulhação para serem invocadas e respeitadas APENAS QUANDO DO INTERESSE POLITICO favorável ao Poder da hierarquia estatal.

    Exemplo:
    Nnguém pode ser obrigado a dar prova contra si e ninguém pode ser condenado sem provas.

    Isso valeu em muitas questões politicas, sobretudo no MENSALÃO.

    ...mas um indivíduo que não der provas contra sirecusando o teste do BAFÔMETRO é multado, o carro apreendido e habilitação suspensa. SEM QUALQUER PROVA DE QUE ESTIVESSE ALCOLIZADO. Apenas escapa do processo penal, embora ACUSADO E "CONDENADO" SEM QUALQUER PROVA, POR MELHOR QUE ESTEJA DIRIGINDO.

    TODOS SÃO IGUAIS PERANTE A LEI?
    Não!!! ...As leis são diferentes para cada um, fazendo discriminação segundo função no aparato estatal, segundo a cor da pele, segundo a atividade e segundo a condição econômica. Isso tanto oficial como oficiosamente.

    As invasões ou o ESBULHO POSSESSÓRIO são ilegais, a anuência com criminosos (esbulho é crime) invasores, mesmo antes de aprovada a inconclusa e dubia constituição tupiniquim, era a regra.

    O STF, que deveria defender a constituição VIOLOU-A com efusiva canalhice oncedendo privilégios a grupos étnicos.

    O DIREITO ADQUIRIDO só é valido se em conformidade com interesses políticos, no mais é FRAGOROSAMENTE DESPREZADO.

    Enfim, as leis são completamente arbitrárias e completamente destituídas do intuito de fazer justiça. Fora isso e para piorar as leis são completamente desprezadas através de "interpretações" segundo critérios ideológicos convenientes a mais rasteira politicagem.

    Nada é previsível segundo a visão das leis. A democracia não traz qualquer proteção às minorias - a menor minoria é o indivíduo - além da obrigação de votar (ou direito em alguns paises), pretenciosamente afirmando que a votação elege representates que representam a maioria. Na verdade os representantes que votam vitoriosamente não representam necessáriamente a maioria da população, mas a maioria dos eleitos apenas.

    A democracia no brasil, e tão pouco a constituição de papel higienico usado, garantem sequer o direito de expressão, O TSE é a maior prova de censura para candidatos terem seu direito de expressão cassado.

    Tudo é uma grande fantasia. Até mesmo nos EUA, onde a constituição é igualmente violada. Afinal, são os rersponsáveis por resguarda-la ou faze-la cumprir-se OS PRÓPRIO VIOLADORES DELA, interessados EXCLUSIVAMENTE NA CONVENIENCIA POLITICA e não em justiça ou cumprimento da lei.

    Tudo mais se parece a uma PANTOMIMA... o que vale mesmo é a praxis politica arbitrária e xploratória. As palavras, MESMO ESCRITAS, são lançadas na latrina ideológica que tudo justifica com base em alegadas intenções de realizar objetivos supremos e portanto redentores.

    Abs.
  • Frank Percy  27/10/2013 11:10
    E pagarás impostos para sempre!


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