O eco-socialismo, o socialismo real e o capitalismo - quem realmente protege o ambiente?
por , terça-feira, 8 de abril de 2014

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464.jpgHá mais de vinte anos, a glasnost e o consequente colapso da URSS explicitaram ao mundo o terrível histórico ambiental do regime socialista soviético. Durante esses mesmos 20 anos, a economia da China ultrapassou a dos Estado Unidos como a maior emissora de gases poluidores.  Ainda assim, continua um lugar-comum apontar o capitalismo como a maior ameaça ambiental para o nosso planeta e apontar o socialismo como sua salvação.

Uma contundente manifestação do argumento ambientalista contra o capitalismo pode ser encontrada na Declaração Ecossocialista de Belém, que é resultado de uma conferência realizada em Paris, em 2007. Esse documento especifica a seguinte cadeia de causa e efeito: o capitalismo requer lucro, o lucro requer crescimento econômico e crescimento econômico significa destruição ambiental. Aqui estão alguns trechos:

A humanidade enfrenta hoje uma escolha difícil: eco-socialismo ou barbárie... Não precisamos de mais provas da barbárie do capitalismo, o sistema parasita que explora igualmente a humanidade e a natureza. Seu único motor é a busca pelo lucro e, portanto, a necessidade de crescimento constante... A necessidade que o capitalismo tem de buscar o crescimento existe em todos os níveis, desde uma microempresa até o sistema como um todo. A fome insaciável das corporações é facilitada pela expansão imperialista em busca de cada vez mais acesso aos recursos naturais... O sistema econômico capitalista não tolera limites ao crescimento; a sua necessidade constante de expansão subverte todos os limites que podem ser impostos... pois estabelecer limites ao crescimento significaria estabelecer limites à acumulação de capital — uma opção inaceitável para um sistema predicado na seguinte regra: crescer ou morrer!

Para ser bem franco, há um ponto de veracidade nesta crítica.  De fato, há pessoas que dizem ser absolutamente aceitável prospectar e explorar petróleo sem a mais mínima consideração para com o ambiente ao redor.  Tal postura é um prato cheio para a crítica eco-socialista.  Claramente, nem o capitalismo e nem o socialismo possui um monopólio sobre o pecado ambiental ou sobre a virtude ambiental.  Chegar a um julgamento ponderado sobre os impactos econômicos relativos desses sistemas requer duas perguntas:

1) Qual sistema tem sido, na prática, mais ambientalmente destrutivo: o capitalismo ou socialismo?

2) Qual sistema, o capitalismo ou o socialismo, é mais receptivo às eventuais mudanças que precisam ser feitas para se alcançar uma proclamada sustentabilidade ambiental de longo prazo?

Para qualquer indivíduo minimamente interessado no assunto, e que já se deu ao trabalho de pesquisar, é algo incontroverso que a mais proeminente experiência socialista do mundo, a União Soviética, foi a que gerou os mais sérios problemas ambientais.  Em 1972, muitos destes problemas já haviam sido detalhados por Marshall Goldman em seu livro The Spoils of Progress: Environmental Pollution in the Soviet Union

A perestroika do início da década de 1990 e o consequente colapso da União Soviética tornaram o acesso à informação mais fácil para autores como Murray Feshbach e Alfred Friendly, Jr., que forneceram um estudo aprofundado a respeito do "ecocídio" ocorrido na URSS em seu livro Ecocide in the USSR: Health And Nature Under SiegeAbaixo, uma lista de alguns dos problemas mais proeminentes apresentados nesta e em outras fontes:

  • A poluição do Lago Baikal, o mais antigo, o mais profundo e o até então mais limpo corpo de água doce do mundo.  A poluição foi causada por fábricas de papel e por outras indústrias soviéticas que despejavam resíduos não-tratados no lago.
  • O quase desaparecimento do outrora vasto mar de Aral, que secou devido ao desvio de sua água para irrigação, deixando para trás um deserto de sal envenenado por agroquímicos.
  • O desastre nuclear de Chernobyl em 1986, o pior do mundo, causado não apenas por erros de operação, mas também por um projeto negligente que não especificou nenhum recipiente de contenção em caso de acidente.  O acidente nuclear que até então era considerado o pior do mundo àquela época também havia ocorrido na União Soviética: a explosão de um tanque de armazenamento de resíduos sólidos no complexo de armas nucleares de Mayak, em 1957, o que dispersou de 50 a 100 toneladas de resíduos altamente radioativos, contaminando um imenso território a leste dos Urais.
  • Desastrosos incêndios em regiões de turfas nos arredores de Moscou, um legado de projetos soviéticos mal planejados e mal implantados que tinham o objetivo de drenar os pântanos locais.
  • Enormes emissões de gases poluentes em decorrência de uma forte dependência de carvão e de uma matriz energética muito menos eficiente do que as das economias capitalistas.
  • Elevados níveis de poluição do ar nas grandes cidades, causados por fábricas próximas a áreas povoadas e que operavam com um mínimo, ou nenhum, controle de poluição.
  • Práticas agrícolas e florestais destrutivas, levando a uma erosão generalizada e à destruição de habitats.

Já a China, a outra grande economia socialista do mundo, também tem a sua longa lista de pecados ambientais. Em grande parte devido ao uso intensivo de carvão, o país assumiu recentemente a liderança mundial nas emissões de gases causadores de efeito estufa, apesar de ter uma economia cujo tamanho absoluto é metade da economia dos Estados Unidos.  Em termos de qualidade do ar, a China tem 16 das 20 cidades mais poluídas do mundo.  A poluição da água é um desastre nacional generalizado. A liderança chinesa na produção de metais raros foi alcançada em grande parte devido à mineração ilegal, o que causou uma intensa poluição gerada por metais pesados e um consequente desastre na saúde pública local.  Uma crescente porcentagem de poluentes, do mercúrio à fuligem, que estão sendo observados na costa oeste dos Estados Unidos tem suas origens na China.

Para dar um crédito aos eco-socialistas, documentos como a Declaração de Belém fazem ao menos algumas críticas tímidas àquilo que eles chamam de socialismo "produtivista" — isto é, o socialismo voltado para a produção de bens.  Ao inventarem este conceito, os eco-socialistas definitivamente estão em busca de algum objetivo, embora talvez não exatamente aquele que eles imaginam.

O adjetivo "produtivista", quando aplicado à economia, parece querer caracterizar uma economia que se concentra na maximização da produção sem levar em consideração os custos dos insumos.  Quando digo "custos dos insumos", refiro-me àquilo que os economistas chamam de 'custo de oportunidade', ou seja, custos mensurados em termos do valor de todos os usos alternativos que poderiam ser dados a estes mesmos recursos. O custo de oportunidade da produção industrial inclui tanto os custos do esgotamento de recursos não-renováveis (a perda de oportunidades de se usar os mesmos recursos para outros propósitos no futuro) quanto os custos externos (por exemplo, as oportunidades perdidas de se usar ou usufruir bens danificados pela poluição).

O fato é que as empresas buscam o lucro, e elas tendem a ir atrás de toda e qualquer oportunidades de lucro. Aplaudimos quando empresários aumentam seus lucros ao melhorarem seus produtos ou quando reduzem seus custos de produção e, consequentemente, seus preços.  No entanto, os lucros também podem ser elevados por meio de lobby junto ao governo com o intuito de restringir as atividades dos concorrentes, ou por meio de lobby para a aprovação de leis que permitem a uma empresa transferir parte de seus custos de produção a terceiros, como ocorre nos casos de empresas que conseguem autorização governamental para poluir lagos, rios e até mesmo o ar.  Ayn Rand tinha uma definição precisa para os lucros oriundos destas medidas: espoliação. Poluidores são espoliadores.

Voltemos então para a crítica eco-socialista.  O que se está realmente criticando não é o capitalismo em si, mas sim o "produtivismo".  Logo, a pergunta que devemos fazer é: qual sistema, capitalismo ou socialismo, é mais suscetível a tentações produtivistas? Creio não haver dúvidas de que a resposta é o socialismo, muito embora o arranjo corporativista acima descrito também mereça ser acusado.

A primeira razão pela qual o socialismo é mais propenso a desenvolver tendências produtivistas prejudiciais ao ambiente é que os incentivos econômicos não funcionam sob uma economia socialista.  Em uma sociedade genuinamente capitalista, em que há respeito à propriedade privada, não apenas as empresas poluidoras têm de pagar por eventuais danos à propriedade privada de terceiros, como também as externalidades são plenamente incorporadas aos preços de mercado.  Se o preço da gasolina na bomba refletir integralmente os custos de oportunidade da poluição e o esgotamento de recursos, então os motoristas, independentemente da sensibilidade ambiental de cada um deles, serão forçados a pensar sobre a possibilidade de dirigir menos ou até mesmo de comprar um veículo mais eficiente.

O mesmo princípio se aplica a usuários de energia industrial, sejam eles fabricantes de plásticos, agricultores, ou usinas nucleares.  Não é meu intuito subestimar a dificuldade de estipular leis que protejam devidamente os direitos de propriedade.  Porém, quando se usa o sistema de preços para combater a poluição, a medida parece funcionar.  Por exemplo, durante a década de 1990 e início de 2000, um sistema de licenças negociáveis foi implantado nos EUA com o intuito de derrubar as emissões de dióxido de enxofre de usinas de energia à base carvão.  O resultado foi a redução pela metade na intensidade de chuva ácida na costa leste do país.

Já sob o socialismo, os incentivos econômicos para se combater a poluição não funcionam.  Sim, estou bem a par de que há uma construção teórica chamada de "socialismo de mercado".  Sob este sistema hipotético, defendido por escritores do século XX como Oskar Lange e Abba Lerner, os gerentes das empresas de propriedade coletiva orientariam sua produção não segundo os reais preços de mercado, definidos pela oferta e demanda, mas sim de acordo com "preços-sombra", que são estipulados pelos planejadores do governo a um nível que supostamente é igual ao custo de oportunidade.

Em teoria, não haveria nenhum motivo para que os preços-sombra não pudessem incluir ajustes apropriados para os impactos ambientais.  Não é o escopo deste artigo recapitular todo o debate sobre o socialismo de mercado aqui.  O conceito já foi amplamente considerado impraticável e, até onde se sabe, não possui defensores vivos.  [O IMB possui um livro a respeito deste tema]. Creio que Ludwig von Mises já finalizou a questão ao afirmar que um sistema de mercado real está para o socialismo de mercado assim como uma ferrovia real está para um menino brincando com trenzinhos.  Logo, deixemos o imaginativo cenário do socialismo de mercado de lado e olhemos para o socialismo no mundo real.

Na União Soviética, como explicou Marshall Goldman, tanto a lei quanto a ideologia previam um nível de proteção ambiental.  Ao menos em algum pequeno grau, essa proteção foi sustentada por sanções econômicas contra os poluidores.  O problema, no entanto, era que os gestores das indústrias não apenas eram insensíveis a incentivos econômicos para a proteção do meio ambiente, como também eram insensíveis a todo e qualquer tipo de incentivo econômico.  O sistema soviético não apenas incentivava a depredação ambiental, como também era esbanjador e gerava desperdícios em todos os sentidos possíveis.  Ele desperdiçava trabalho, capital, energia, recursos naturais, cimento, aço, carvão, tratores, fertilizantes, madeira, água — desperdiçava tudo.  Por quê? Porque não havia busca pelo lucro.

O segundo motivo pelo qual o socialismo tende a ser mais "produtivista" do que um genuíno capitalismo está relacionado às atitudes sociais que surgem quando não há direitos de propriedade.  Onde há direitos de propriedade bem definidos, sempre haverá um proprietário que resistirá à transgressão, seja ela feita por pessoas a pé ou por produtos químicos nocivos jogados no ar.  Sim, é verdade que o sistema judiciário não funciona perfeitamente.  Muitas vezes, os proprietários não conseguem proteger adequadamente os seus direitos.  Mas os direitos existem.  Se não estão sendo impingidos, isso é culpa do estado, que detém o monopólio do sistema judiciário.  Adicionalmente, quando a noção de propriedade privada se torna generalizada, ocorrendo até mesmo sobre minúsculos pedaços de terra, o respeito aos direitos de propriedade de terceiros também se torna difuso — embora, infelizmente, não de forma universal.

O terceiro motivo que faz o socialismo ser mais produtivista do que o capitalismo advém da economia política.  E isso ocorre de uma forma curiosa: mesmo quando a propriedade privada acaba fornecendo uma base de poder político para vários grupos de interesse, a situação tende a se equilibrar.  Por exemplo, quando os sindicatos dos mineradores dos Apalaches e os proprietários das minas de carvão se juntaram para fazer lobby contra as restrições sobre emissões de dióxido de enxofre, o que prejudicava o ambiente, os produtores de carvão de baixo teor de enxofre dos estados do oeste americano também pressionaram no sentido oposto, chegando-se assim a algum equilíbrio.

Além disso, entidades ambientais podem utilizar os mecanismos de propriedade privada para proteger habitats críticos.  Veja ótimos exemplos práticos aqui e aqui.  Por fim, a propriedade privada dos meios de comunicação pode sustentar uma voz independente para mídias alternativas, que podem então divulgar suas causas ambientais.  Até os eco-socialistas desfrutam da proteção da propriedade privada em seus sites e suas conferências.

Já em um sistema socialista, os produtores detêm o total controle das alavancas do poder político.  Afinal, na condição de empresas estatais, eles não são apenas meros lobistas; eles são parte integrante da estrutura do governo.  Por exemplo, Marshall Goldman observou que houve protestos na União Soviética quando as fábricas de papel começaram a lançar seus resíduos no lago Baikal.  No entanto, os próprios manifestantes eram membros do governo, e normalmente era uma instituição do governo que brigava com outra — por exemplo, o Instituto Limnológico da Academia de Ciências entrava em conflito com o Ministério da Madeira, Papel e Carpintaria.   

Todo o sistema de incentivos da economia soviética, desde o Politburo até o gerente de uma fábrica local, estava focado em apenas uma coisa: alcançar as inatingíveis metas de produção do Plano Quinquenal.  O ambiente sempre era a vítima.

Por fim, vale enfatizar que a propriedade privada é uma condição necessária para a proteção do ambiente, mas não é uma condição suficiente. A lamentável história ambiental da Rússia pós-soviética é um exemplo característico.  A Rússia, em teoria, já não mais é socialista, mas sim uma economia corporativista, na qual o estado está em conluio com as grandes empresas.  Há propriedade privada, mas a economia não é genuinamente de livre mercado.  Essa variante mercantilista que substituiu o socialismo não é menos "produtivista" que o próprio socialismo.  A sociedade civil e as instituições são fracas.  Ao contrário do que ocorria no socialismo, hoje não são mais os participantes de piqueniques casuais os responsáveis pela derrubada de árvores e destruição das mudas do cinturão verde de Moscou, mas sim os oligarcas multimilionários que, com a autorização do governo, se apropriam de faixas inteiras de habitats protegidos para construir suas suntuosas casas de campo (as dachas).

O petróleo comanda, e se faz vista grossa para os derramamentos que ocorrem em terra ou no mar.  A British Petroleum, que foi fustigada pela imprensa ocidental em decorrência do episódio do Golfo do México, está se preparando para explorar petróleo entre os icebergs à deriva ao longo da costa norte da Rússia.  Os tigres siberianos são alvos constantes de tiros disparados do helicóptero de algum oligarca ou ministro do governo que decidiu praticar "esporte" no fim de semana.

Quer realmente proteger o ambiente?  Uma genuína economia de mercado — na qual os direitos de propriedade são respeitados, os transgressores são devidamente punidos, o governo não determina vencedores e perdedores e há um sistema de preços livres estimulando a alocação de recursos do modo mais eficiente possível — é um arranjo incomparável e até hoje insuperável.


Tradução de Pedro Borges Griese


Edwin Dolan é economista e Ph.D. pela Universidade de Yale.  De 1990 a 2001, lecionou em Moscou, onde ele e sua mulher fundaram o American Institute of Business and Economics (AIBEc), um programa de MBA independente e sem fins lucrativos.  Desde 2001, ele já lecionou em várias universidades da Europa, como Budapeste, Praga e Riga.  É autor do livro TANSTAAFL, the Economic Strategy for Environmental Crisis.




60 comentários
60 comentários
Paulovictor 10/09/2013 14:16:24

Terça-feira, 10 de setembro de 2013. Abro o "Facebook" e me deparo com esse Artigo no "IMB". É difícil encontrar palavras, até mesmo em "élfico" ou "entês", para descrever minha admiração por mais esse Excelente texto do "IMB" (pra variar, né?)! Belíssimo trabalho do sr. Edwin Dolan! Parabéns a ele e ao "IMB"! Foi justamente a "questão" Ambiental que me fez distanciar da "esquerda marxiana" (na juventude, o "esquerdismo" é praticamente irresistível! Principalmente para os mais fracos, como eu!). Foi por conta dessa "questão" que eu comecei a buscar críticas contra o "onipotente" marxismo, o "ópio dos intelectuais"! Texto Brilhante, Magnífico!

Responder
Jeferson 10/09/2013 15:15:18

O artigo explicou bem como um sistema socialista é ruim para o meio ambiente, mas acredito que não tenha explicado bem por que numa economia de livre mercado ele seria preservado. Digo isso porque sinto falta de argumentos nesse sentido para apresentar às pessoas quando tento explicar pra elas como seria num capitalismo verdadeiro. Apesar das evidências de que em países mais capitalistas o meio ambiente é mais preservado, é fácil argumentar que isso acontece por causa dos grupos de pressão existentes nesses países e não naqueles.

O engraçado é que atualmente a maioria das pessoas defende um arranjo arraigado no socialismo, e essa mesma maioria não só não se dá conta disso, como concorda que o socialismo é uma merda. Então, dizer pra elas que no socialismo foi muito pior, não serve ao propósito, que é esclarecer por que o capitalismo é mais eficiente também na proteção do meio ambiente.

De todo modo, foi um bom artigo.

Abraços.

Responder
Guilherme 10/09/2013 15:24:57

É só clicar nos links fornecidos ao longo de todo o artigo:

www.mises.org.br/Article.aspx?id=89

www.mises.org.br/Article.aspx?id=1361

www.mises.org.br/Article.aspx?id=1349 (item 12)


Uma coisa que tem me assustado um pouco em alguns leitores que aqui comentam é a total ausência de iniciativa. São vários os artigos que fornecem links para outros artigos que tratam determinadas questões de maneira mais profunda, mas o sujeito é incapaz de clicar nestes links, preferindo reclamar nos comentários que o artigo em questão não abordou tudo o que podia (o que faria com que o artigo se transformasse em um livro).

Responder
Jeferson 10/09/2013 18:24:26

Não acho que se tornaria um livro, apenas acho que poderia ter abordado um pouco mais dessas questões. Não acho minha crítica inválida, ou melhor, não acho sequer que meu comentário tenha sido uma crítica, no sentido de "reclamação" que você falou.

Eu tirar um sábado pra ler 20 artigos do Mises é uma coisa super tranquila, mas definitivamente não é uma coisa que eu possa esperar de um amigo a quem eu gostaria de indicar uma leitura. É questão de objetivos. Sinceramente, ler pra eu me convencer ainda mais que o livre mercado é o melhor sistema de organização social é completamente sem sentido. Não preciso disso. No entanto, seria bom se eu tivesse mais opções de artigos que pudesse recomendar a meus amigos que ainda acreditam no socialismo sem nem saber disso, e que não exigisse que eles tivessem que ler uma dúzia de artigos a cada um que eu recomendasse.

Óbvio que não é uma crítica à equipe do IMB e nem mesmo ao autor. Ele teve seu propósito em fazer este artigo. Só comento como sugestões. Eu classificaria os artigos que são publicados aqui em 3 categorias: os rápidos (como este), que abordam alguns pontos sobre um determinado assunto, os moderados, que são mais completos (geralmente bem mais completos), sem contudo se aprofundar muito nas questões abordadas, e os profundos, que abordam de maneira muito completa e detalhada algum assunto; sendo boa parte desses capítulos ou trechos de livros. Logicamente todos têm seus méritos, mas acredito que os que eu chamo de "moderados" sejam os melhores pra recomendar a pessoas de opinião "mainstream", com o fim de convencê-las que o estado é desnecessário e nocivo, e que, pra todas as coisas, a liberdade possui uma solução melhor.

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Fabio Bastos 10/09/2013 16:57:42

Ecologistas podem ser comparados como uma melancia. Verdes por fora e Vermelhos por dentro.

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Roger 12/09/2013 10:03:44

...e cheios de caroço

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Típico Filósofo 10/09/2013 17:17:28

O capitalismo mal tem interesse em financiar pesquisas de interesse nacional como descobrir o motivo do tucano de asa escura ter uma pinta amarela nas costas, financiar a boa música nacional voltada ao fortalecimento da consciência social e garantir financeiramente a integração sócio-cultural de grupos discriminados como magistrados, estudantes e pardos(Principais vítimas das armas de fogo, por isso, essas devem ser proibidas).

Um capitalista zelaria por um bosque ou fonte fluvial por seu interesse de lucro: Garantir a exploração da mais-valia no longo prazo tanto da mão-de-obra como dos recursos naturais. A proteção ambiental é um compromisso social, não privado. Por isso, deve ser executada pelo sacerdócio de fazê-lo e à bem da comunidade. Ou seja, é compromisso do Estado devido à sua função social de garantidor da justiça social contra o mercado e a injustiça do sistema das trocas voluntárias.

Além disso, o homem não possui mais direito sobre a natureza que as formigas, baratas e bactérias: Logo, a propriedade em qualquer lugar que não a parte mais árida do deserto do Saara ou a área mais fria do polo norte é naturalmente ilegítima.

Abaixo à exclusão social das plantas, animais e microrganismos!

Responder
Victor Carvalho 10/09/2013 20:52:57

Foi uma piada ?

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anonimo 10/09/2013 22:23:37

Só faltou dizer algo como:

"Eu e meus colegas da Repartição Pública X, discutimos sempre esse assunto."


rsrsrsrs

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Fabrício 11/09/2013 02:34:41

Racionalizar recursos também está na pauta do capitalismo. Ponto final.

Responder
Rodrigo 13/09/2013 15:23:37

Hahaha, um piadista.

Responder
Pobre Paulista 13/09/2013 15:41:16

Nas próximas eleições votarei nas formigas então. Não será pior que o que temos hoje.

Responder
Emerson Luis, um Psicologo 15/09/2013 18:52:41

Típico Filósofo, senti falta de sua acurácia nos últimos artigos.

Apenas para completar sua breve e profunda análise, a solução é um maior investimento na Educação, com ênfase na biossociologia neomarxista.

* * *

Responder
Carlos 08/04/2014 18:52:14

Filosofo, já pensou em escrever num blog ou criar uma página do facebook? Com tamanho conhecimento o senhor logo desbancaria e desmoralizara um tal astrólogo charlatão que ousa discordar de sua tamanha obra filosófica.

Responder
Sérgio 10/09/2013 18:37:05

Os maiores desastres ambientais da História aconteceram nos países socialistas: o assoreamento do Mar de Aral e a usina de Chernobyl e a destruição atômica da Ilha de Nova Zemlya.

Responder
Dalton C. Rocha 10/09/2013 20:19:33

Não existem questões ambientais. Existem questões raciais.

Responder
Marcio L 10/09/2013 21:03:36

Não há na China o velho socialismo a moda soviética. Concluo após ler o texto que a China também não possui um sistema economico "socialista de mercado". Qual sistema economico opeara na China então e qual relação disso com as questões ambientais?

Responder
Malthus 10/09/2013 21:31:02

Mercantilismo pesado, com pleno favorecimento às indústrias exportadoras, que são as mais poluentes.

Responder
Marcos 10/09/2013 21:53:34

Advogado reúne toda a legislação tributária do Brasil e publica livro de 6 toneladas


charlezine.com.br/legislacao-tributaria-brasil-vira-livro-de-6-toneladas/

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Pobre Paulista 10/09/2013 23:44:00

Mais um exemplo de mal investimento causado pelo governo. O cara poderia ter dado uma utilidade muito melhor para todo esse dinheiro.

Responder
anônimo 11/09/2013 00:33:35

Agora o aquecimento global mudou de nome para mudança climática. Pela Embrapa o Brasil vai se aquecer até 6°C antes do final do séc. XXI e somente um transatlântico de verbas públicas poderá aliviar os efeitos de tal desastre. Descobriram até que no nordeste a agricultura produtiva será impraticável em várias localidades. Euclides da Cunha se revira na tumba. E no vale do Itajaí/SC as enchentes serão frequentes. Hermann Blumenau já escrevera carta ao imperador em 1855 reclamando das cheias no vale do Itajaí. Mas é pra fingir que é novidade.

Responder
bruno d 11/09/2013 00:58:34

Depois que o IPCC foi rechaçado na Europa e nos EUA como uma das maiores falácias da historia cientifica, adivinhem o que surgiu aqui em terra brasilis? Ahh.. Não sabem ? O PBMC! O painel climático brasileiro a versão tupiniquim do painel europeu, claro, o iriam fazer com computadores de milhões dr dólares, com pesquisadores etc? Ora temos a Dilma que teria o maior prazer entre os abana rabos em criar um ministério do pra isso!

m.g1.globo.com/natureza/noticia/2013/09/relatorio-diz-que-mudanca-do-clima-pode-afetar-alimento-e-energia-no-pais.html

Esse relatório assim que foi divulgado na segunda feira, já saiu (pelo que eu vi) na Globo e na Bandnews a cada 20 minutos tudo pode mudar pra pior eh claro!

E vcs sabem o que pode ser feito?

Nada minha gente vamos continuar como o malandro agulha

Responder
Eliel 11/09/2013 10:34:41

Caro Jeferson, gostei de sua maneira de se expressar de forma literária leve mas coerente. Inspiradora sua classificação quanto aos artigos que faço questão de repetí-los abaixo:

"Eu classificaria os artigos que são publicados aqui em 3 categorias: os rápidos (como este), que abordam alguns pontos sobre um determinado assunto, os moderados, que são mais completos (geralmente bem mais completos), sem contudo se aprofundar muito nas questões abordadas, e os profundos, que abordam de maneira muito completa e detalhada algum assunto; sendo boa parte desses capítulos ou trechos de livros."

Genial.

Em tempo.
Sorte que li seu comentário antes de topar com o "típico todo mundo admira", pois a proximidade provoca interferências cerebrais danosas.

Fui!


Responder
Eduardo 11/09/2013 11:30:39

Se a emissão exagerada de papel moeda sem lastro causa desmatamento, poluição e desperdício, então eu também sou contra o capitalismo.

Responder
Rodrigo 13/09/2013 15:27:07

Então acho que você ainda não entendeu o que realmente é capitalismo.
Continue estudando.

Responder
Angelo 11/09/2013 20:27:49

Bom artigo, mas, por exemplo se alguem vem dizer sobre o caso de Fukishima no Japao. Esse disaster e considerado pior que o Chernobyl. Ate agora a contaminacao de radiacao nao foi resolvido la. Nesta momento esta entrando nas costas do Pacifico e praticamente contaminaram os peixes. E esta agora ameacado de contaminar o aquifero que o popoulacao de Tokyo e outras cidades depende pra sua agua. Somente estou perguntando para entender como isso ia applicar nessea artigo. Nao estou dizendo que sou contra, mas, so queria uma analysis sobre o caso de Fukishima. Como ia ser uma resposta neste caso.

Obrigado pelas informacoes.

Responder
Ricardo 11/09/2013 20:40:20

No Japão, houve um terremoto seguido de um tsunami devastador. Não há usina que aguente. Em Chernobyl, não houve nenhuma catástrofe natural que gerasse o desastre nuclear.

Responder
Renato Souza 11/09/2013 23:33:52

Além disso, compare-se as escalas dos incidentes. Um rápido copy e paste revela isto:

"A tampa hermética de 1.000 toneladas foi lançada pelos ares e as temperaturas de mais de 2.000°C derreteram as hastes de combustível do reator. A capa de grafite do reator se incendiou e, no inferno que decorreu, as partículas liberadas no ponto máximo da fissão radioativa foram sugadas pela atmosfera. Uma nuvem de material radioativo espalhou-se pela Europa chegando até a Escócia.
31 trabalhadores e bombeiros morreram na explosão ou logo depois. Estima-se que mais de 2.500 pessoas morreram nas proximidades desde 1986 e milhares tiveram problemas de saúde, devido aos altos níveis de radiação produzidos pelo acidente. Três milhões e meio de pessoas foram evacuadas da Ucrânia e mais de cinco milhões ainda vivem em áreas contaminadas."

E isto:
"No estudo apresentado essa semana pelo Fórum de Chernobil estima-se que uma área de 200 mil quilômetros quadrados foi contaminada até o acidente ser controlado, dez dias depois da explosão".

Quanto a Fukushima, nenhum morto, uma área infinitamente menor afetada, e material radioativo mínimo vazado.

Mas ainda assim, mesmo acidentes pequenos não deveriam acontecer. Porque acontecem? Governos ocidentais, para atender as demandas políticas dos verdes, deixaram de dar autorização para novas usinas nucleares. Como não podiam prescindir da energia das mais antigas, a vida útil destas foi estendida. Isso teve dois maus resultados:
1. Em vez de estarem usando usinas com novas e mais seguras tecnologias, estão usando tecnologias de 40 ou 50 anos atrás.
2. Sempre pode ser problemático estender a vida útil de uma usina nuclear. Se foi previsto o fechamento depois de tantas décadas, devem haver motivos.

Responder
anônimo 03/10/2013 17:31:34

Aproveitando, estava lendo num consultório a Edição 322, da Superinteressante, um artigo intitulado: "Corrigir o grande erro da economia", autoria de Denis Russo Burgierman. Segundo ele o que ocorre no mercado não é lucro, mas roubo, pois os preços não levam em consideração as externalidades negativas. Ele cita o exemplo de uma árvore numa floresta "pública". Que o "valor ambiental" dela não tem preço(??) e que a externalidade negativa em razão dos danos causados ao meio ambiente, faz com que apenas o valor da madeira seja levado em consideração e não a externalidade. Também cita o exemplo dos carros, afirmando que numa cidade grande os veículos andam numa velocidade média abaixo do que andavam as carroças a cavalo. Aí ele chega a conclusão que o sistema tributário deveria ser reformado para incluir essas externalidades no preço dos bens (e ainda critica Adam Smith por não ter levado isso em consideração)! Eu creio que é mais ou menos isso que ele afirma, pq não tenho a edição aqui comigo.

Bem, a primeira vista, tenho já algumas rasas conclusões:

1 - O autor, obviamente, parte do pressuposto da necessidade de organização estatal, bem como a legitima o roubo como justificativa para externalidades duvidosas.

2 - Os padrões em que essas externalidades são verificadas são bastante questionáveis, bem como o fetiche ambiental claramente espalhado pela revista. Por mais que a teoria do aquecimento global já tenha sido derrubada no meio científico, continuam insistindo na emissão de CO2 como forma de limitar a venda de carros.

3 - Novamente o autor volta para o pressuposto de que o estado pode ser onisciente e onipotente, corrigindo qualquer fator ambiental ou econômico. Tb imagina que os governantes serão iluminados e dotados de algum poder especial para calcular alguma externalidade.

A priori foram essas conclusões a que cheguei, mas gostaria de opiniões sobre o assunto.

Responder
Anônimo 03/10/2013 18:23:42

O artigo não me é inteligível, não possuo a menor noção sobre como tal perda externa seria matematicamente mensurável, não vejo motivo para que seja e receio que o malabarismo semântico do autor visa através de abstrações, persuadir o leitor a entender suas como inteligíveis. Ou talvez minha capacidade intelectual não seja próxima daquela detida pela inteligência.

Alguém mais inteligente ou que entende melhor o linguajar tecnocrata poderia iluminar esta questão?

Responder
Pobre Paulista 03/10/2013 18:44:44

A única conclusão que eu tiro disso na verdade reforça uma conclusão que tive a uns 10 anos atrás:

Essa revista é um lixo.

Responder
Lucas 29/02/2016 01:40:41

O problema seria colocar o custo em cima de que, se a arvore foi cortada e essa externalidade negativa é evidente é lógico que o custo iria em cima de causas ambientais como exemplo utilizarei os lagos da URSS, deveríamos calcular o total das despesas utilizadas e repassar para a empresa, ocasionando um aumento no preço do produto da empresa, ou como a empresa preferir.

Responder
Sandman 09/10/2013 19:06:14

O problema é que há duas correntes aqui, os defensores de um estado mínimo e os defensores do anarco-capitalismo. Considerar uma terra selvagem uma propriedade privada é impossível para a maioria dos defensores do anarco-capitalistas, pois ninguém haveria trabalho nela. Logo, como a terra selvagem seria algo como terra de ninguém, a conclusão lógica é que em um sistema anarco-capitalista não haveria preservação de terras selvagens, pelo menos não haveria incentivo do mercado algum para isto.

Todos os sucessos de parques selvagens privados, como o caso citado no artigo www.mises.org.br/Article.aspx?id=1361 , só existem porque eles estão atrelados a uma lei ambiental e um compromisso legal do dono em preservar aquele ambiente. Dentro destas circunstâncias, é óbvio que um parque privado terá mais sucesso do que um parque do governo (que por definição é ineficiente). Caso não houvessem tais leis e este tipo de regulação, o fim da terra caberia apenas ao dono (que neste caso seria dono de terras selvagens sem compromisso ambiental com elas, ou seja, se tornou dono de uma terra que nunca foi trabalhada a troco de nada) e ao mercado, e duvido que o mercado recompense a visitação de terras selvagens mais do que caçadores, agricultores e quaisquer outros que pretendam utilizar as terras para uma atividade produtiva o fariam.

Sendo assim, eu acredito que para que haja preservação ambiental de terras selvagens da forma como a maioria das pessoas apreciam, seria necessário um estado e regulação ambiental. Mas concordo que o estado é incapaz de cuidar por si só das terras, sendo interessante a privatização ou concessão das terras. Além disso, mesmo em terras que não são selvagens, acho difícil de apenas o mercado sozinho zelar pelo meio ambiente, isso só seria possível considerando em que todo os consumidores fossem educados e também tivessem acesso instantâneo a respeito do produto que estavam comprando (uma ilusão equivalente a do estado bonzinho dos socialistas). Não estou com isto defendendo os absurdos que alguns ambientalistas defendem (como regulação da emissão de CO2 por exemplo), mas apenas o mínimo: preservação da qualidade de ar (de forma que possa ser respirados por seres humanos, e não para evitar um suposto aquecimento global), preservação da água potável, preservação da terra selvagem, preservação de espécies ameaçadas.

Responder
Ricardo 09/10/2013 19:14:22

"Considerar uma terra selvagem uma propriedade privada é impossível para a maioria dos defensores do anarco-capitalistas, pois ninguém haveria trabalho nela. Logo, como a terra selvagem seria algo como terra de ninguém, a conclusão lógica é que em um sistema anarco-capitalista não haveria preservação de terras selvagens, pelo menos não haveria incentivo do mercado algum para isto."

Ué, por que não? Não haveria nenhum interesse financeiro nestas terras? Ninguém estaria interessado em "domesticar" estas terras e transformá-las em reservas ecológicas para visitantes?

Esta é a primeira vez que vejo alguém dizendo que, em um sistema de livre mercado, não haveria ninguém interessado em ganhar dinheiro. Estranho.

Responder
Sandman 09/10/2013 20:20:10

Eu achava que meu texto estava bem claro. Se você seguir o preceito, comum a vários defensores do anarco-capitalista, de que é necessário trabalhar sobre a terra para ser dono dela, conforme você pode ler Rothbard defendedo aqui: www.mises.org.br/Article.aspx?id=120 , uma terra não pode ser selvagem e privada ao mesmo tempo (uma conclusão lógica já que se for privada, é porque alguém trabalhou sobre ela, logo não é selvagem). Inclusive não basta cercar a terra para ser dono dela (nem desmatar, já que destruir não é trabalho). Sendo assim, não vai haver interesse comercial porque a terra não vai ser dele. Estou usando o exemplo da teoria do anarco-capitalismo, que foi a que você citou.

E outra coisa, alguém pode querer lucrar com uma reserva ecológica (para existir uma reserva ecológica seria necessário um estado, conforme eu citei atrás), mas se não houver um incentivo/compromisso legal ele assim não o fará, pois é mais lucrativo utilizar os frutos da terra e a terra propriamente para uma atividade mais produtiva. Para justificar isso basta ver que não é a toa em que os países de maior desenvolvimento econômico possuem poucas terras selvagens. Além disso, desconheço algum exemplo de reserva natural que não seja protegida pelo estado (mesmo que o mesmo não seja dono da terra em si), se você conhecer me informe por favor.

Responder
Ricardo 09/10/2013 21:34:09

Seu primeiro parágrafo não faz nenhum sentido. Você está apenas fazendo um jogo semântico. Você está dizendo que o rótulo "área selvagem" tem esse nome porque tal área não sofreu a intervenção de humanos. A partir do momento em que houver tal intervenção, o rótulo muda: deixa de ser "área selvagem" e vira "reserva ecológica".

Ué, e daí? Ao se criar uma reserva ecológica em uma área selvagem, a terra foi trabalhada. Acabou.

"para existir uma reserva ecológica seria necessário um estado, conforme eu citei atrás"

Em sua outra postagem, você apenas disse que "eu acredito que para que haja preservação ambiental de terras selvagens da forma como a maioria das pessoas apreciam, seria necessário um estado e regulação ambiental." Ou seja, você não explicou. Apenas emitiu uma opinião sem nenhum fundamento.

"desconheço algum exemplo de reserva natural que não seja protegida pelo estado (mesmo que o mesmo não seja dono da terra em si), se você conhecer me informe por favor."

Há vários exemplos práticos citados nestes dois artigos:

www.mises.org.br/Article.aspx?id=1361
www.mises.org.br/Article.aspx?id=89

Como de praxe, leigos vêm aqui e usam seu desconhecimento como argumento supremo contra alguma coisa. "Ah, se eu não conheço algo é porque ele não existe em lugar nenhum!"

Responder
Sandman 09/10/2013 23:39:30

Eu tinha lido os dois artigos. Primeiro, o exemplo que ele citou na África do Sul e nos EUA, muito bom exemplo de reservas naturais privadas. O ponto é que elas obedecem leis ambientais e tem o estado como regulador, em nenhum dos dois países o dono da reserva pode destruir as terras. Ou seja, você está citando argumentos contrários a sua tese.

Sua ignorância é tamanha ao citar: "Ué, e daí? Ao se criar uma reserva ecológica em uma área selvagem, a terra foi trabalhada. Acabou.". Isso mostra que você não leu Rothbard ou parece que nunca foi numa reserva ambiental, ou os dois. Uma reserva ambiental geralmente consiste de uma terra cercada, vigiada, com algumas casinhas. Se você seguir a definição de propriedade privada do Rothbard, apenas a terra ACIMA da cerca e das casas seriam propriedade privada. O resto não teria dono. Falar que toda terra cercada é propriedade de quem a cercou é o argumento do "descobridor", um absurdo que usam até hoje para demarcar reservas indígenas no Brasil.

De qualquer forma, não haveria como reinvindicar uma terra que não foi inteiramente trabalhada sem um estado. Seria como vc chegar em Fernando de Noronha e querer construir uma casa, e os locais não permitirem pq falaram que são donos de toda a ilha.

Você claramente não sabe do que está falando...

Responder
Ricardo 10/10/2013 00:42:10

"O ponto é que elas obedecem leis ambientais e tem o estado como regulador, em nenhum dos dois países o dono da reserva pode destruir as terras. Ou seja, você está citando argumentos contrários a sua tese."

Oh, boy... É claro que é assim; afinal, governo existe em todos os países. Dado que o anarcocapitalismo é algo meramente conceitual (pois não existe na prática), então não faz nenhum sentido você exigir um exemplo de um arranjo ambiental totalmente ancap. Em qualquer arranjo, sempre haverá estado (nem que seja só para cobrar impostos). Qual é a sua?

"Uma reserva ambiental geralmente consiste de uma terra cercada, vigiada, com algumas casinhas. Se você seguir a definição de propriedade privada do Rothbard, apenas a terra ACIMA da cerca e das casas seriam propriedade privada. O resto não teria dono. Falar que toda terra cercada é propriedade de quem a cercou é o argumento do "descobridor", um absurdo que usam até hoje para demarcar reservas indígenas no Brasil."

Não entendi nada. O que seria terra ACIMA da cerca e das casas? As casas por acaso estão soterradas? A única coisa que pode estar acima de cercas e casas é o ar.

"Você claramente não sabe do que está falando..."

Quem não sabe do que fala sou eu? Ok.

Responder
Sandman 10/10/2013 01:05:28

Tá, eu escrevi errado, eram as terras as quais as casas e a cerca estivessem acima. Dava para entender tanto pelas citações quanto pelo exemplo.

E não, não é claro que é assim somente pq nunca houve (nem haverá) anarco-capitalismo, pois eu não exigi que houvessem apenas estados e sim leis ambientais, pq nem todos os estados tem preoucupações fortes ambientais, nem agora muito menos no passado. E engraçado que desconheço sequer uma reserva ambiental privada antes de leis ambientais, mas exemplos de despreoucupação ambiental é o que você mais acha, mesmo em terras privadas. As pessoas já apreciavam a natureza a milênios, nem por isso houve qualquer preoucupação ambiental até algumas décadas atrás, e só passou pro campo prático através de imposição governamental. Só em conto de fadas as pessoas iriam respeitar o meio ambiente sem leis para isso.

Responder
Sandman 10/10/2013 01:48:16

PS: Não estou nem entrando no mérito do certo ou do errado, visto que alguém pode falar que como ninguém tem direito legítimo por terras trabalhadas, então não deveria haver reservas ambientais. Isso é um argumento justo, porem contrário a tese de que haveria uma maior preoucupação ambiental em uma sociedade anarco-capitalista.

Responder
Andre Cavalcante 08/01/2014 21:21:32

Não sei se é demasiado tarde para responder ao Sandman, ou mesmo se ele vai receber essa resposta, mas vá lá.

Sandman, o problema é que você não está entendendo bem o que vem a ser uma propriedade privada e como ela surge a partir de uma área comum sem dono.

Peguemos uma rua, por exemplo: no início, ela simplesmente não tem dono, isto é, todos a usam e ninguém responde por ela. Mas, o que acontece quando a população aumenta? Há um aumento no tráfego da rua, pessoas podem querer colocar barraquinhas de cachorro quente, construir alguma coisa no meio dela, virtualmente impedindo a passagem de outras pessoas... logo há a necessidade de um dono, alguém que responda pela rua, diga o que se pode e o que não se pode fazer etc.

Da mesma forma, uma mata qualquer é uma terra sem dono, e você pode ir lá, caçar, pescar, nadar nos córregos, fazer um piquenique etc. Você e todo mundo. Dificilmente isso gera um problema ambiental. Mas, digamos que aquela mata tem algum interesse ambiental, por ser uma região com vasta biodiversidade, ou um foco de mata atlântica, por exemplo, o que pode despertar o interesse de uma madeireira e pesquisadores. Neste momento há interesses em jogo. E então, a apropriação daquela mata deve ser levada em conta. A madeireira pode se juntar com os pesquisadores e cercar a área, criar uma reserva ecológica, colocar gente lá para vasculhar a área e evitar depredações e, em troca ela explora uma pequena porção da mata, enquanto a outra maior está preservada, visando, claro, a exploração da região com um todo no longo prazo.

É de pensar que seja um bom negócio para a madeireira em questão, e também para os pesquisadores, que podem levantar os fundos e entrar com uma parte dos recursos necessários para a apropriação e para tocas seus projetos de pesquisa. Com um planejamento e manejo adequados sempre haverá uma grande área de mata não desmatada e a madeireira sempre terá mata para ser explorada. Em um mercado de títulos ambientais isso contaria muito em favor da madeireira. E, em um mercado de descobertas científicas, mais ainda para os pesquisadores.

Note que esta arranjo pode acontecer com ou sem presença governamental. O problema do governo é que ele bagunça o arranjo e, em geral, é ele que se torna o dono da mata e aí, como é inerentemente ineficiente, geralmente ocorre a condição de corrida conhecida como tragédia dos comuns. A madeireira invade a área, usa-a o tanto quanto possa ou a concessão do governo lhe permita e deixa a conta pras "gerações futuras" - no final os donos fazem desfalques e a madeireira entra em falência, isso quando não fica na área, mas de forma "irregular".

Responder
André 08/04/2014 18:45:20

Mais um artigo interessante, trazendo uma maneira diferente de abordagem sobre a questao ambiental. De fato, passei a algum tempo atrás na republica tcheca e lá era comum utilizar na epoca Comunista festilizantes altamente prejudicais ao meio-ambiente.
No meu ponto de vista quem é predador nao é o sistema capitalista, mas a natureza humana em buscar conforto e otimizacao de seu tempo e trabalho acaba impondo mudancas no ambiente aonde vive.
A questao é que o capitalismo livre esta ligado a demanda e oferta de recursos. Se há diminuicao (ou projecao de reducao) da oferta de suprimentos, é natural procurar uma alternativa para se manter no mercado.

Responder
Mr. Magoo 08/04/2014 20:50:02

Vocês conseguem imaginar uma fila humana em cima de um telhado de uma central nuclear tentando apagar o núcleo do reator com.... baldes de água? Pois é, os russos conseguiram está façanha... "tecnológica" em Chernobyl.

Responder
Lucas Fernando 08/04/2014 22:42:54

Pelo que eu me lembro do documentário sobre o desastre de Chernobyl, houve uma falha no teste do sistema de resfriamento do reator, e este por sua vez explodiu. Ora, daí em diante não adiantaria nada jogar agua pois não havia nada para resfriar, acho que voce quis dizer CHUMBO, pois o chumbo misturado ao material radioativo se transforma em um material endurecido que o impede de se espalhar. Lembro que no documentario eles corriam contra o tempo para impedir que o material radioativo se espalhasse e se infiltrasse no solo contaminando um lençol freatico que passava por debaixo da usina, sem contar que o material radiotivo estava se espalhando pelo ar e sendo levado por correntes de ar para outros paises da Europa. Acho que o mais chocante de tudo foram as vidas perdidas, a forma como aqueles operarios morreram, uma usina mau projetada e os gados sacrficados para concertar a burrada de engenheiros burocratas, definharam até a morte aqueles que sobreviveram aos 3 primeiros dias após o ocorrido, os que se expuseram demais não duraram 24 horas (o piloto do helicoptero que jogava chumbo de cima do reator, mesmo a 70 metros de altura o homem foi contaminado com a radiação, morreu 12 horas depois de dar os primeiros vomitos). Agora falando da questão ambiental, o documentario informa que aquela estrtura que foi colocada precisara ser trocada em 30 anos, ou seja, em 2015. A caixa de pandora sera aberta e mais vidas serão sacrificadas para manter aquela radiação presa.

Responder
Carlos Eduardo 10/04/2014 09:27:22

Consegui um documentário em inglês que fala sobre o caso de Mayak.
https://www.youtube.com/watch?v=MbR00_W4gEo
Quem puder legendar, ficaria muito agradecido e seria excelente pra desmoralizar ainda mais o comunismo.
Obrigado

Responder
Thiago 11/04/2014 04:51:20

Olá!
Sou leitor assíduo dos artigos do Mises há mais de 6 meses. Eu gosto dos assuntos relacionados a liberdade de todos os setores da sociedade tratados aqui. Sou leigo, e a cada dia leio mais textos para tentar defender-me dos argumentos, que hoje percebo, ridículos de muitos políticos e burocratas do nosso país que vemos em todas as mídias diariamente. Mas, confesso que em alguns artigos, apesar de muito bons, quase desisto da leitura pela quantidade de termos técnicos envolvidos ou palavras rebuscadas que me fazem ter que voltar 2 ou 3 vezes ao início da frase para entender o sentido da ideia, e com isso perdendo boa parte da compreensão do contexto. Eu publico constantemente cada artigo que leio em minha página no facebook mas, fico pensando comigo mesmo, como pessoas que cresceram sendo emburrecidas pelo hábito de babarem em frente a uma televisão, mal conseguem ler 2 livros no ano ou adoram ver o Faustão no domingo, vão se sentir motivadas a ler alguns artigos deste site que as enriqueceriam tanto como pessoas, e as tornariam mais atuantes na sociedade, ou menos prejudiciais a ela. Do que adianta ficarmos nós, pessoas que amam e conhecem o que realmente é a liberdade, discutindo dentro do nosso mundo, sobre as maravilhas do livre mercado, sendo que quem ajuda a destruir o que defendemos, mesmo sem saber, não entende boa parte do que é explanado (explicadinho) aqui. Nem todos usam o mesmo lado do cérebro com mesma intensidade, por isso nem todos habituam-se as mesmas coisas, ou atraem-se pelos mesmo assuntos com tanta facilidade, e criar uma barreira comunicativa não ajuda em nada. Eu não sou muito inteligente, por isso não entendo tudo que leio aqui na primeira vez, mas volto a ler, pois sou curioso e esforçado, mas tenho medo de que as pessoas que quero atingir ao espalhar estes artigos na redes sociais não tenham as mesmas características que eu.

Responder
Malthus 11/04/2014 05:32:13

Puxa... uma das características sempre elogiadas deste site -- até mesmo pelos seus inimigos -- é justamente a facilidade da leitura propiciada pelo linguajar simples utilizado, o que faz com que assuntos da mais alta complexidade sejam compreendidos por todos os leigos inteligentes.

Responder
Thiago 11/04/2014 22:22:31

Malthus, não discordo de você e já vi esses tipos de comentários aqui, sobre a facilidade de leitura dos textos. Mas, não acredito que as pessoas que são inimigas deste site, como você citou, sejam o tipo de indivíduo que quis referir-me no comentário acima. Esses inimigos, provavelmente apoiam-se em outra base ideológica que fora construída com a leitura de livros e muitos artigos que, consequentemente lhes propiciaram uma forma sustentada de pensar, permitindo-as ser contra os conteúdos deste site, uma vez que são boas entendedoras do que leem, já que lhes é comum. São pessoas já introduzidas nos assuntos sociais de forma mais aprofundada, não importa o lado em que estão, ao contrário do tipo de ser humano que vive em completa alienação, seja por preguiça, contexto social em que está inserida, manipulação por parte dos que a praticam, falta de atrativos dentro de seu nível intelectual para mudar, etc.
Veja o Governo com seus Slogans fáceis de gravar, com suas mentiras sendo repetidas pela maioria, pois são disseminadas de forma simples, mesmo que sem base, mas de forma simples. Depois chegam os intelectuais, querendo explicar de forma rebuscada o que o Governo está fazendo com seu povo, é claro que a maioria acostumada a "verdade mastigada" nem vai ligar.
Infelizmente, enquanto essas pessoas alienadas, grande maioria, não entenderem o que realmente é o Governo e todo seu aparato, nós continuaremos a ter cretinos liderando este país, pois quem escolhe seus representantes é o povo, por meio do voto.

Responder
Renzo 20/04/2014 22:43:34

Tenho procurado ler os artigos do site desde 2013, e começo agora a ver que realmente a questão ambiental não está sendo tratada da maneira correta, principalmente depois que li que cientistas estão preocupados com o impacto ambiental da atual exploração de Marte, um planeta que não tem nada vivo.
A abordagem em relação ao que foi feito pelos países socialistas e os pelos capitalistas mostra que a adoção do capitalismo mais uma vez mostra-se a melhor. E mesmo que se afirme que os capitalistas também destruíram o meio ambiente, pode-se observar atualmente que há um mudança de paradigma em relação ao passado. Como exemplo, basta ver que as cidades americanas parecem ser muito mais arborizadas que as brasileiras. Um outro exemplo que vi recentemente: a preservação de regiões ricas em minérios nas montanhas do Colorado foram protegidas já no começo do século XX porque viram que a destruição do ambiente natural iria prejudicar o abastecimento de água em estados como Novo México e Texas. Ou seja, não foi por idealismo, e sim porque iria prejudicar a economia (no caso, pessoas, cidades e fazendas sem água).
Acredito que a preservação do patrimônio ambiental é de extrema importância para economia, mesmo que em um primeiro momento a derrubada de uma floresta, por exemplo, possa trazer benefícios econômicos imediatos com a madeira. A preservação ambiental deve ser vista como um desafio, e não como um impedimento para o desenvolvimento. Na minha opinião:
- diminuir os níveis de emissão de gases não significa combater o efeito estufa, e sim procurar maneiras mais eficientes de se produzir.
- fabricar carros menos poluentes não é uma exigência ambiental, e sim dos nossos pulmões (por causa do ar mais limpo) e por causa dos nossos bolsos (por causa do menor consumo de combustível).
- ter um planeta com recursos limitados não deve impedir o aumento do consumo, e sim procurar outros planetas para se explorar. Esse exemplo me deixa com muita raiva dos nossos ilustríssimos governantes mundiais, que privaram a humanidade da exploração espacial efetiva (e sua consequente evolução tecnológica) em troca de guerras e manutenção de "interesses estatais".

Responder
Anarcofóbico 22/09/2014 17:29:38

Enquanto isso, os gringos pedem pelo socialismo na marcha pelo clima:

spotniks.com/vilao-era-aquecimento-global-mas-luta-da-marcha-pelo-clima-foi-outra-fim-do-capitalismo/

Responder
Edmilson Gomes Barreto Júnior 30/10/2014 12:36:53

Na verdade, todos os sistemas existentes falharam e continuarão falhando, pois a proteção do meio ambiente perpassa pelas as vontades individuais. Como muito discutido nesse site o desenvolvimento econômico é proveniente da inovação e por consequência a geração e acumulação de bens de capital.

Hoje ainda temos uma certa "disponibilidade" dos recursos de matéria-prima (ex.Minério de ferro), porém se avaliarmos a cadeia produtiva veremos que o processo de reciclagem é quase 0 em territórios brasileiros. O que é mais barato, todo o processo de extração ou a reutilização de um bem que já não gera mais lucro (ex. carro velho) e transforma-lo em outros bens gerando outros bens? Não tenho dúvida da resposta.

Disser que o capitalismo/(neo)liberalismo é melhor para o meio ambiente chega a causar náuseas, assim como vejo extremistas que dizem que a solução é o controle pelo estado ou o socialismo/comunismo ou qualquer outra ideologia parecida, isso é outro absurdo sem tamanho.

Até concordo que algumas empresas da iniciativa privada promovem de certa forma alguma proteção/reparação aos danos causados ao meio ambiente, porém sempre por imposições de algum órgão governamental ou pelos apelos sociais e de mercado dependendo da situação.

Responder
Doutrinador 30/10/2014 12:49:47

"Disser que o capitalismo/(neo)liberalismo é melhor para o meio ambiente chega a causar náuseas"

O nível intelectual do brasileiro é tão baixo, é tão latrinário, que o cidadão realmente acredita que a frase acima representa algum tipo de argumentação irrefutável. "Ai, isso me deu náuseas..."

O detalhe é que o artigo apresenta fatos; já o cidadão acima recorre apenas a disfunções gastroenterológicas como forma de "refutação". E ele jura que isso é argumento.

A situação intelectual do Brasil é desesperadora. E ainda tem nêgo que acha que é possível tirar o PT do poder por meio do voto...

Responder
Edmilson Gomes Barreto Junior 06/11/2014 11:58:00

Amigo, Doutrinador. Talvez você não tenha notado que fiz a mesma crítica para os que defendem o socialismo ou comunismo como solução para os problemas ambientais. Caso contrário, não estaríamos vivendo situação ambientais críticas como agora. Talvez se analisasse o que escrevi com um olhar disposto a entender e compreender a opinião dos outros seria diferente, porém assim como temos extremistas que dizem SOCIALISMO, temos os que dizem CAPITALISMO. No entanto, estamos diante de uma problemática muito maior.

Ao amigo Anônimo, no final do meu comentário disse "mercado dependendo da situação". Agora se você me perguntar se tenho algum sistema melhor, não posso ser irresponsável e disser que tenho. Porém, se tivermos que esperar todos os recurso ficarem escassos para começar a utilizar de outros mecanismo de produção, certamente a condição nesse planeta será degradante.

O texto de fato trás argumentos sim e são eles que sustentam a minha fala para afirmar que o socialismo, não é a melhor saída para o meio ambiente, porém não vi nenhuma crítica por exemplo ao E.U.A que se dizem capitalista e concorre ano a ano com a China, para o prêmio de poluidor do ano.

Vamos analisar, observar e criticar com respeito. E espero a população consiga escolher melhor os governantes.

Responder
anônimo 30/10/2014 14:00:48

Apresente um sistema melhor ao invés de usar refutações toscas.

Veja como o capitalismo é o melhor sistema para salvar nossa amiga natureza:

Existe dois coisas no sistema de mercado que não existe no sistema socialista, que é o mecanismo de preço e o direito de propriedade. São eles quem irão salvar o meio-ambiente.

Ai você pergunta: Ora mais como esses mecanismos irão ajudar a salvar as abelhinhas e o minério de ferro?

Se o ferro se tornar escasso o preço irá aumentar o que levará a uma redução na sua demanda, em consequência haverá uma procura maior por bens substitutos e uma valorização maior na reciclagem.


Tudo isso incrivelmente sem haver governo.

Responder
Amarilio Adolfo da Silva de Souza 21/03/2015 15:30:57

A propaganda socialista só engana os mais desavisados. A natureza existe para servir ao homem. E a História mostra que os regimes socialistas foram os que mais agrediram a natureza, pois não tinham incentivos econômicos para melhorar suas técnicas de exploração do meio ambiente. Por que um "fazendeiro socialista" iria querer aprender técnicas que não só aumentasse seus "lucros" como preservasse o meio ambiente. Ora, não era permitido a ele se apossar de seus próprios "lucros". O Capitalismo Puro é o único sistema econômico capaz de auto-aperfeiçoamento. Isso por que busca o LUCRO e o investe em melhorias constantes. Quanto mais LUCRO MAIS PROGRESSO!

Responder
Cesar 01/10/2015 14:31:51

O desaparecimento do mar de Aral: https://youtu.be/qjDmXfUjAmU

Responder
Luiz Alberto 01/11/2015 13:35:11

Não ficou claro para mim como o sistema de preços resolveria a questão ambiental atualmente. No artigo é afirmado que "[...] como também as externalidades são plenamente incorporadas aos preços de mercado. Se o preço da gasolina na bomba refletir integralmente os custos de oportunidade da poluição e o esgotamento de recursos, então os motoristas, independentemente da sensibilidade ambiental de cada um deles, serão forçados a pensar sobre a possibilidade de dirigir menos ou até mesmo de comprar um veículo mais eficiente."

Alguém poderia citar mais exemplos ou tentar explicar para mim de uma forma mais clara? Obrigado.

Responder
Eduardo Ventura 03/08/2016 04:08:37

Ninguém menciona as muitas benfeitorias que a iniciativa privada, muitas vezes de multinacionais demonizadas realizam no Brasil. Como a Coca-Cola, símbolo do capitalismo explorador, em parceria com a Fundação S.O.S. Mata Atlântica e TNC (The
Nature Conservancy), plantou 265 hectares com cerca de 1.800 mudas nativas
por hectares, na Bacia do Rio Piraí (SP) e no Guandu (RJ), com a melhoria
de 100% da qualidade da água nos pontos monitorados pelo projeto Água nas
Florestas.

Fonte: Material didático UniCesumar/PR

Sou gestor ambiental e afirmo que não tem preço o que foi feito apenas no citado acima. E não foi o único, nem a única empresa.

Responder

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