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Quais as chances de o dólar deixar de ser a moeda de reserva internacional?

Moedas utilizadas como reservas internacionais foram importantes no período compreendido entre a Conferência de Gênova, em 1922, e a abolição unilateral do padrão ouro-câmbio feita por Nixon em agosto de 1971.

Aqueles países que queriam auferir algumas receitas adicionais podiam fazer com que seus bancos centrais comprassem ativos que rendessem juros.  Esta opção era oficialmente melhor do que apenas estocar ouro.  Sendo assim, os bancos centrais compravam os títulos emitidos pelo governo dos EUA.  E, de 1925 a 1931, eles compravam os títulos emitidos pelo governo britânico.  Estes títulos geravam renda para seus investidores.  O ouro não gerava renda.

O preço do ouro não se alterou durante este período — 1925 a 1931 — porque os EUA adotaram como política oficial converter seus estoques de ouro em dólar a um valor de US$20 a onça de ouro.  Ou seja, qualquer governo estrangeiro que apresentasse uma nota de US$20 ao governo americano tinha o direito de ganhar em troca uma onça de ouro.  Como tal política só valia para o câmbio entre governos estrangeiros, e não para os cidadãos americanos, o regime passou a ser chamado de padrão ouro-câmbio.

Portanto, os EUA tinham uma moeda lastreada em ouro.  A consequência desse arranjo era que o governo americano não podia inflacionar sua moeda de forma mais intensa, pois, quanto mais dólares ele jogasse no mundo, mais ouro seria demandado de seus cofres.  Quanto mais os EUA inflacionassem, maior seria a fuga de ouro para os outros países.

Com o advento da Segunda Guerra Mundial, este regime foi suspenso.  Mas voltaria novamente após a guerra, agora a um valor de US$35 por onça.  Criado na conferência de Bretton Woods de 1944, ele passou a existir oficialmente em 1946.  De 1946 até a semana anterior a 15 de agosto de 1971, qualquer país ou banco central poderia converter US$35 em uma onça de ouro sob demanda. 

Já no final da década de 1950, alguns países começaram de fato a fazer isso.  Os estoques de ouro dos EUA haviam chegado a um máximo em 1958.  E então, a partir daí, o ouro começou a ser demandado pelos outros países, e começou a fluir para fora dos EUA.

O status de 'moeda de reserva internacional' do dólar americano após a Segunda Guerra Mundial era baseado no poder da economia dos EUA, mas era também baseado no fato de que o governo americano havia prometido restituir sua moeda em ouro a um valor de US$35 a onça.  O ouro era a âncora do dólar, que era a moeda de reserva mundial.  Os bancos centrais estrangeiros, em vez de pedir a restituição de dólares em ouro, podiam também utilizar estes dólares para comprar títulos do Tesouro americano e, com isso, auferir receitas.

Qualquer governo estrangeiro podia pedir para o seu banco central criar dinheiro do nada (sua moeda nacional) e então utilizar este dinheiro para comprar dólares, os quais eram imediatamente utilizados para comprar títulos do Tesouro americano.  No entanto, por causa do acordo de Bretton Woods, havia limites na capacidade de um país fazer isso.  Estes limites tinham a ver com a taxa de câmbio entre a moeda do país e o dólar americano.  A taxa de câmbio estava relativamente fixada.  As moedas de cada país tinham um valor atrelado dólar (e este valor tinha de ser mantido pelo governo deste país), e o dólar tinha um valor fixo em ouro.

Desta forma, uma inflação monetária em massa não podia ser feita pelos países membros do Fundo Monetário Internacional (o qual também havia sido criado na conferência de Bretton Woods).  Afinal, quem inflacionasse, teria dificuldades de sustentar o valor de sua moeda em relação ao dólar.  Isto manteve a taxa de inflação de preços, bem como a de inflação monetária, relativamente estável de 1946 a 1971.  Era contra as regras do FMI um país tentar desvalorizar sua moeda com o intuito de estimular suas indústrias exportadoras. 

No entanto, um país estava livre para inflacionar: os EUA.  E ele fez isso livremente.  Os dólares que os EUA criavam iam parar nas reservas dos outros países, os quais podiam então inflacionar suas moedas em cima destes dólares.  Na década de 1960, alguns países — e a França, com mais intensidade — passaram a demandar a restituição destes dólares em ouro.  Isso gerou uma enorme pressão sobre o governo americano, que havia criado muito mais dólares do que a quantidade de ouro em suas reservas.  Para evitar a perda total de seu estoque de ouro, o governo americano simplesmente tomou a decisão unilateral de abolir este regime de conversão em agosto 1971.  Naquela data, todo o sistema de Bretton Woods foi para o lixo.  E nunca mais voltou.

A partir daí, qualquer país estava livre para inflacionar o tanto que quisesse, sem restrições.  E este é o sistema vigente até hoje.  Qualquer país está livre para inflacionar sua moeda para reduzir seu valor perante o dólar e, com isso, estimular suas exportações.  Não há limites internacionais para isso.

Do início da Primeira Guerra Mundial até 1971, o dólar americano era uma das principais moedas do mundo.  Após a Inglaterra sair do padrão-ouro em 1931, o dólar aumentou sua estatura internacional.  No pós-guerra, por ser a única conversível em ouro e por dar acesso aos títulos do Tesouro americano (e aos seus juros), o dólar se tornou a moeda mais desejada internacionalmente.  O dólar era confiável.  Os títulos do Tesouro americano eram confiáveis.  Isso passou a representar uma enorme vantagem para o Federal Reserve (o Banco Central americano), pois, como dito, ele agora podia inflacionar livremente, e os governos estrangeiros teriam de inflacionar em conjunto com a inflação do dólar para manter o câmbio relativamente inalterado. 

À medida que o Fed expandia a base monetária americana, todos os outros bancos centrais também tinham de expandir suas moedas para manter a paridade com o dólar.  Era o sonho keynesiano tornado real.

A tradição do dólar como moeda de reserva internacional vem sendo mantida até hoje.  Porém, houve uma alteração na lógica econômica por trás desta hegemonia: em vez de se basear no ouro, ela agora é fortemente mercantilista. 

O dólar é a moeda de reserva internacional por dois motivos.  Primeiro, os países membros da OPEP aceitam dólares em troca de petróleo.  E a precificação da OPEP é a principal unidade de conta para todos os mercados de petróleo.  Isso representa um tremendo subsídio para o Tesouro dos Estados Unidos.  É também um subsídio para o Fed.  Tal arranjo permite que o Fed tenha muito mais liberdade para expandir a base monetária, pois, como todos os países estrangeiros têm de comprar dólares para comprar petróleo, a demanda por dólares é garantida, e isso faz com que a expansão monetária do Fed não gere grandes repercussões sobre o valor internacional do dólar.

O segundo motivo é o mercantilismo.  Os governos estrangeiros querem inflacionar continuamente, pois não querem que suas indústrias exportadoras (um lobby poderoso em praticamente todos os países do mundo) percam mercado em decorrência de uma moeda doméstica apreciada.  Se são necessários mais dólares para se adquirir uma moeda em processo de valorização, isso faz com que as receitas da indústria exportadora deste país sejam menores.  Políticos são mercantilistas.  Eles querem subsidiar o setor exportador de suas economias.  Como consequência, governos estrangeiros criam moeda doméstica, compram dólares e em seguida compram títulos do Tesouro americano (os quais formam as reservas internacionais destes países).  Isso mantém o câmbio desvalorizado.

O status de moeda de reserva internacional do dólar está ligado à capacidade do governo dos EUA de controlar os grandes países exportadores de petróleo do Oriente Médio.  A indústria bélica americana vende aviões e armas para estes regimes feudais exportadores de petróleo.  Isso significa que esses regimes são dependentes do governo americano.  Eles têm de comprar peças de reposição para suas armas.  Eles têm de pagar por cursos de treinamento e outras tecnologias, os quais são fornecidos pelos EUA.  E eles têm obviamente de pagar em dólares. 

Logo, como estes países têm de pagar em dólares para os americanos, o dólar é a moeda na qual eles vendem seu petróleo.  Como consequência deste arranjo — o fato de o dólar ser a principal moeda do mercado de petróleo —, há uma demanda contínua por dólares em todo o mundo, pois é com o dólar que se compra petróleo.  Tamanha demanda faz com que a depreciação internacional do dólar seja bastante contida. 

Se a OPEP algum dia abandonar o dólar e adotar o euro como unidade de conta, o dólar irá se desvalorizar em relação ao euro.  Mas o euro certamente não é mais estável do que o dólar.  E, como os países da OPEP entendem a natureza do poder, eles mantêm o dólar como sua unidade de conta.

O status do dólar como moeda internacional de reserva praticamente nada tem a ver com as políticas monetárias do Banco Central americano.  O Fed pode, de certa forma, fazer o que bem quiser, pois, enquanto o governo americano — por meio de sua indústria bélica — mantiver o domínio da exportação de armas de alta tecnologia e de suas peças de reposição, ele não tem de se preocupar com o status de reserva internacional do dólar.  Países do Oriente Médio compram armas em dólares; por isso, eles vendem petróleo em dólares.  Consequentemente, todos os países do mundo têm de comprar dólares para comprar petróleo.  Isso é uma enorme fonte de demanda para o dólar.

As pessoas falam das políticas monetárias do Fed como se elas tivessem grande importância sobre o valor internacional do dólar.  Têm um pouco, mas não muito.  O dólar americano continuará sendo a moeda de reserva do mundo, não obstante o fato de o Tesouro americano estar pagando juro quase zero em seus títulos de curto prazo.  Tais títulos são adquiridos pelos outros países não porque eles querem auferir receitas, mas sim porque as políticas do mercantilismo estão plenamente atuantes em todo o mundo.  Nenhum político quer ver sua moeda se apreciando continuamente enquanto ele estiver no cargo.  O setor exportador e toda a indústria nacional acabariam com sua carreira.

A OPEP decide.  Se seus países continuarem utilizando o dólar, então ele continuará sendo a moeda de reserva internacional.


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autor

Gary North
, ex-membro adjunto do Mises Institute, é o autor de vários livros sobre economia, ética e história. Visite seu website

  • zanforlin  23/08/2013 14:33
    O raciocínio implicativo "se seus países continuarem usando o dólar, então ele continuará sendo a moeda de reserva internacional" é essencial para o argumento do interessante artigo. Didático mesmo.

    Todavia, há análises que começam a questionar a primeira parte da proposição, justamente o "se"; sem "se", a coisa desanda, alías, como implictamente conclui o artigo.

    Veja-se: "Get Ready For The Death Of The Petrodollar", no seguinte endereço:

    futurefastforward.com/images/stories/financial/GetReadyForTheDeathOfThePetrodollar.pdf


    jcz
  • Leandro  23/08/2013 14:51
    Esse paper não apresenta nada de muito substantivo. Ele se limita apenas a fazer previsões alarmistas que não têm muito fundamento econômico.

    Por exemplo, ele diz que China e Rússia fizeram um acordo no qual a Rússia irá vender petróleo para a China por 25 anos. E especula que o dólar não será a moeda utilizada. Ok, então qual será? Os russos por acaso vão aceitar serem pagos em renminbi? A troco de quê? O que eles farão com essa moeda? Por que eles aceitariam uma moeda que não tem nenhuma conversibilidade? Não faz sentido. Magnatas russos gostam de ser pagos em moeda forte, as quais eles prontamente enviam para a Suíça. E como a China está entupida de dólares em suas reservas, ela utilizará dólares. Vale também lembrar que a China não tem nenhum interesse na derrocada do dólar. Os EUA são o principal destino de suas exportações e o país tem quase US$2 trilhões em reservas.

    Repito o que disse ontem na seção de comentários de outro artigo: Para o dólar ser abandonado, outra moeda teria de ser a escolhida, e a OPEP teria de deixar de utilizar dólares. Não apenas não há nenhuma moeda em vista, como também não há chances de a OPEP sair do dólar. Quando Kadafi ameaçou sair do dólar e utilizar o ouro, foi prontamente assassinado. Quando Saddam Hussein, ainda em 2000, ameaçou abandonar o dólar e ressuscitar o dinar de ouro, Clinton -- entre um "trabalho de sopro" e outro de suas estagiárias -- impôs duras sanções ao país. Qualquer regime da região que ameaçar deixar de usar o dólar será prontamente ameaçado pelos EUA. E eles sabem disso. E isso também tem de ser levado em conta.

    Grande abraço!
  • Vinicius Costa  23/08/2013 15:01
    Leandro, não consigo encontrar muitas informações domésticas da China, mas sempre fico com uma dúvida: Existe perigo de uma inflação de preços por lá por conta da continua desvalorização da moeda?
  • Leandro  23/08/2013 15:10
    Vinicius, a China está continuamente valorizando sua moeda em relação ao dólar. Pode conferir aqui.

    Isso não significa, obviamente, que não esteja havendo expansão monetária e vários investimentos ruins. Está havendo sim. Mas inflação alta e fora de controle? Não há chances. Pelo menos, não num futuro próximo.
  • Fabio Ferrari  23/08/2013 15:41
    Leandro,
    Acredito que a derrubada do dólar como reserva não será definido pelo comércio do petróleo como está sendo discutido e sim pela adoção da conversibilidade de alguma moeda nacional com o ouro.
    Isso pode levar muitos anos para mudar, mas não dá para ignorar que a Rússia e a China tem comprado bastante ouro nos últimos cinco anos.
  • Leandro  23/08/2013 15:49
    Só se estes países forem tomados por economistas austríacos e repentinamente demonstrarem um amor incondicional pela moeda forte -- tal ato seria diametralmente oposto ao que todos defendem abertamente, que é a guerra cambial e suas "desvalorizações competitivas".

    Fora isso, não faz muito sentido BCs comprarem ouro. Fizeram isso durante um curto tempo quando o ouro estava se apreciando continuamente, mas já pararam. Talvez tenha sido por uma mera questão de melhorar seus balancetes, repletos de ativos tóxicos.
  • Fabio Ferrari  23/08/2013 16:42
    O próprio artigo fala que os Estados Unidos usaram o expediente da conversibilidade para conseguir a posição de dominância da moeda do Reino Unido.
    Eles praticaram a conversibilidade em dois períodos com duas taxas de conversão diferentes (1925 a 1931 e 1946 a 1971), então eles conseguiram isso sem serem economistas austríacos tão doentes assim, praticando uma significativa inflação até mandarem a França passear em 1971.
    Este processo no meu entendimento só depende de um superávit comercial expressivo e uma montanha de ouro acumulado para ser feito. China e Rússia são os candidatos naturais.
    Por exemplo, China já deve ter mais de 10.000 toneladas de ouro:
    www.zerohedge.com/contributed/2013-03-18/chinas-gold-reserves-watch-what-they-do-not-what-they-say
    Eles fazem certo em comprar enquanto o ouro está "em promoção" no mercado... :-)
  • Leandro  23/08/2013 17:02
    Naquela época, as ideias keynesianas não eram tão predominantes quanto são hoje. Jamais ignore o poder das ideias, especialmente sobre políticos.
  • joao  23/08/2013 16:51
    Deixa eu ver se entendi:

    A base do sistema é a demanda provocada pela OPEP e o mercantilismo dos países (desvalorizar permanentemente o câmbio). Ambos provocam uma demanda imensa e permanente por dolares.

    Sendo assim, o FED pode imprimir quanto dinheiro quiser que o valor do dólar frente a outras moedas tende a não despencar.

    Ok, frente a outras MOEDAS. Mas e frente a outras mercadorias? Commodities, ouro, carros, fazendas, imóveis?

    Outra coisa: pra acabar com a demanda por dólar HOJE, é necessário contornar esse arranjo OPEP-mercantilismo.

    1)OPEP: não vai se atrever a parar de usar o dólar com o Big Stick rondando a região, além de não ter outra moeda com demanda garantida mundialmente.

    2)Mercantilismo: países não vão parar de inflacionar. O lobby exportador é forte, fora que é uma forma de bancar o crescimento do Estado. Pra mudar isso teríamos que mudar a mentalidade de todos os governos.


    É...pelo visto então o dólar vai continuar por muito tempo. De toda forma, é menos improvável que a demanda da OPEP seja abatida, que a demanda mercantilista. E a da OPEP pode cair quando os americanos perderem poder militar.

    É isso?
  • joao  23/08/2013 18:15
    fora que pelo menos à primeira vista esse artigo contradiz a visão do Peter Schiff, de que o ouro vai inevitavelmente substituir o dólar: O que virá após o dólar?


    A menos que o Schiff aposte que a crise econômica interna gerada pela inflação monetária vai decepar o governo americano. Aí sim ele perderia capacidade de pressionar a OPEP, e aí perderíamos uma demanda importante por dólar.

    Então...pelo menos quanto a valor perante outras MOEDAS, faz sentido acreditar que o preço vai se manter na normalidade. Mas em relação à BENS FÍSICOS....
  • Leandro  23/08/2013 18:26
    Essas duas visões contrárias é para ninguém nos acusar de que não somos plurais e não divulgamos ideias divergentes...
  • Servidor Federal  26/08/2013 18:29
    Prezado Leandro,

    Se as taxa de juros voltarem a subir (o que acontecerá em algum momento) não corre o risco de haver uma crise das dívidas dos estado e municípios americanos?
    Se isso ocorrer, há espaço para que o governo federal assuma essas dívidas?
    Isso não acelerara a deterioração do dólar?

    Sei que não é esse ponto, mas diante de todo esse cenário, você acha que investir em ações ainda é um bom negócio a longo prazo?
  • Fabio Ferrari  27/05/2014 23:47
  • Fabio Ferrari  21/09/2014 13:30
    Iniciada a operação da Shanghai International Gold Exchange (SGEI). 121,72 Kg de ouro negociados no primeiro dia.

    Dado o volume de ouro físico na China e a quantidade de dólar acumulado com eles, o RMB , o dólar e o ouro vão poder ser literalmente fixados a qualquer valor relativo, com condições de destruir a posição alavancada de derivativos de ouro nos EUA.

    O negócio pode ficar feio.

    "Gold market is an important and integral part of China's financial market. We are now the largest gold producer, as well as the biggest gold importer and consumer in the world."

    "... the trading pricing of this Exchange will be promoted gradually to its internationalization, and eventually build a RMB-denominated gold price benchmark with big international influence. We call this pricing mechanism and its corresponding products and physical delivery standard "Shanghai gold". The introduction of the "Shanghai gold" in the gold market will help to improve the price discovery function of the RMB, strengthen the effective linkage between Chinese and international markets, and effectively exert the due role of China in the international market as a number one physical gold consumer, producer, importer."
  • Cauê  24/08/2013 06:06
    Já existe o acordo.

    rt.com/business/yuan-china-currency-global-561/

    Obama é o pior governante da história mundial.

    O cara não fez uma coisa certa. Nem em economia, nem em política, nem militarmente.
  • Emerson Luis, um Psicologo  23/08/2013 14:51
    Sim, é um sistema dinâmico bem estabelecido e sólido. Mas Cisnes Negros acontecem.

    * * *
  • zanforlin  23/08/2013 15:06
    É, acontecem e existem mesmo. O fogo "alarmista" está se alastrando pelo Oriente Médio, a Arábia Saudita não tem um "corpo de bombeiros" infalível; se cair a Casa de Saud...O fluxo de outro do oeste para o leste se acentua...
    jcz
  • Pepe Legal  23/08/2013 15:33
    Como assim:

    "Como consequência, governos estrangeiros criam moeda doméstica, compram dólares e em seguida compram títulos do Tesouro americano (os quais formam as reservas internacionais destes países). Isso mantém o câmbio desvalorizado."

    - Se mais dolares sao comprados, isso aumenta a demanda por dolares, logo seu preco sobe. Nao devia o cambio valorizar-se por isso? Supondo que nao haja alteracao na oferta das verdinhas.
  • Leandro  23/08/2013 15:40
    Se o BACEN cria reais para comprar dólares, o preço do dólar em relação ao real aumenta. Logo, o real e sua taxa de câmbio se desvalorizam. É isso que todos os países fazem.
  • IRCR  23/08/2013 16:41
    Alguem poderia me explicar pq tanta gente fala que a China desvaloriza sua moeda sendo que já tinha visto no gráfico da tranding economics (como postado pelo Leandro) que ela vem se valorizando ao longo dos anos ?
  • Leandro  23/08/2013 17:05
    Ignore tais pessoas. Normalmente, elas apenas repetem inconscientemente o que ouviram de algum professor universitário ou de algum economista da Globo News.
  • Mohamed Attcka Todomundo  24/08/2013 01:40
    professores universitários e economistas da Globo News: c/ esses caras agindo, satã pode tirar ferias. qual a utilidade de um ente do mal quando os seres humanos fazem todo o serviço?
  • Renato Borges  23/08/2013 17:34
    em resumo: a economia mundial é um cachorro correndo atrás do rabo!!
  • Andre  23/08/2013 18:25
    Como de costume parece que o mais provável é que alguma revolução tecnológica é que poderá mudar tudo.
    Se conseguirem, por exemplo, fazer um reator de fusão funcionar, ou se conseguirem uma
    tecnologia que gere muito mais energia à partir da energia solar.

    Porquê para o petróleo acabar ainda deve demorar MUITO.
  • Pedro  23/08/2013 19:00
    "Qualquer país está livre para inflacionar sua moeda para reduzir seu valor perante o dólar e, com isso, estimular suas exportações. Não há limites internacionais para isso."

    Se isso é verdade, por que o Brasil não imprime dinheiro, compra dólares e depois adquire os recursos (terras/empresas) dos outros países?

    Tem certeza que os países podem criar moeda? Não seria apenas os EUA?

    Seria correto dizer que, mesmo sem o padrão-ouro, o dólar continua sendo usado para trocas comerciais internacionais e quem decide os valor que a moedas dos outros países terão nessas negociações são os EUA? Se sim, é uma injustiça do caramba!!!

    E outra coisa, esse negócio de: Quem controla o petróleo controla o universo... Não seria a comida? Com o Brasil sendo o celeiro do mundo...

    Abraço
  • Leandro  23/08/2013 21:08
    "Se isso é verdade, por que o Brasil não imprime dinheiro, compra dólares e depois adquire os recursos (terras/empresas) dos outros países?"

    Porque o Banco Central brasileiro não tem nenhum interesse em adquirir terras e empresas em outros países. Esta não é sua função. Ele não é uma instituição que opera em busca do lucro.

    "Tem certeza que os países podem criar moeda? Não seria apenas os EUA?"

    Todos os países que têm banco central e um sistema bancário de reservas fracionárias criam dinheiro. Estude o assunto aqui neste site.

    "E outra coisa, esse negócio de: Quem controla o petróleo controla o universo... Não seria a comida? Com o Brasil sendo o celeiro do mundo..."

    Não há nenhum outro país no mundo que produza comida? O Brasil é a única localidade geográfica da terra que produz comida? Nenhum outro continente produz nada de comida? Não sabia.
  • Eliel  23/08/2013 19:07
    Mas e no caso do esgotamento das reservas de petróleo dos países membros da OPEP, principalmente os árabes?
    O custo de extração vem aumentando ano a ano.
    Desde a década de 80 esses países vem se industrializando e diversificando sua economia.
    Além de muita importação de bens de consumo haverá excedentes da produção industrial.
    Assim sendo, a demanda por dólares com a venda do petróleo, seria substituída pela venda dos produtos nacionais.
    Entretanto, outros países produtores poderiam ou demandar dólares,ou outra moeda, isso sem contar o desafio competitivo dos produtos fabricados na península arábica com os do resto do mundo.
    Não poderiam também esses países membros da OPEP aumentarem sua poupança em dólar, de forma excepcional, mesmo considerando seus gastos exorbitantes a exemplo do Emirado Árabe de Dubai?
    Faz sentido?

    planetasustentavel.abril.com.br/noticia/energia/conteudo_280677.shtml

    www2.apexbrasil.com.br/media/estudo/emirados_17102012134225.pdf?

  • Eliel  23/08/2013 19:30
    Prezado Andre,
    do petróleo se extrai, além de derivados combustíveis, polímeros para a industrialização dos mais variados produtos plásticos presentes no nosso cotidiano.
    Além disso há os gases que são aprisionados, pressurizados, liquefeitos, engarrafados e exportados.
    A (nano)tecnologia pode ainda reforçar o uso do petróleo como, por exemplo, combinando um determinado derivado com outros materiais,ainda nem sonhado em nossa época,para concentrar protons para os mais variados fins energéticos.
    Quem sabe?
    Abraços.
  • Cristiano  23/08/2013 19:37
    Alguns diziam que Saddan Hussein queria trocar o dolar pelo euro e foi a causa de sua desgraça.
  • Giovani  24/08/2013 00:26
    O mundo das finanças dos governos e bancos centrais é uma maravilha, um sonho, uma 'viagem' para quem está dentro. Quantos daqui destes comentários entendem realmente como funciona a fantasia chamada DOLAR ? Papel pintado, sem valor intrínseco, que todo o mundo aceita impassivelmente. Difícil encontrar alguém que tenha holofote e diga realmente a verdade. Teorias ingênuas existem, muitos tentam explicar de maneira professoral, baseadas em preceitos auspiciosos e lícitos. Mas este tipo de definição é por demais infantil, e apenas replicam aquilo que os detentores do poder do dinheiro no mundo professam. Estes, de forma ardilosa, independente do país, conseguem manter um mantra sobre as tais RESERVAS DE DOLARES, como se isto fosse o ar que se respira. Esta sintonia e esta ilusão, realmente mandam nos desígnios do mundo. Conseguiram transformar até mesmo alemães e japoneses em fiéis seguidores desta falácia chamada DOLAR. Agora são os chineses. A mim me parece um mundo paralelo e nós uns idiotas estudando e trabalhando pra eles. Pergunto: somos tão burros ? Seriam eles de outro planeta ? De que raça ou crença eles são ? Como conseguem manter tantos por tanto tempo anestesiados ? Finalizando: considero-me libertário, porém não posso aceitar este 'status quo' da macroeconomia mundial.
  • Bruno  24/08/2013 15:54
    No Brasil se esconde as coisas.

    Veja o que o Fernando Henrique Cardoso fala em outros países, mas não fala no próprio país sobre o real funcionamento da economia no link abaixo:

    youtu.be/RvdilxfU6Mc?t=23m7s
  • Occam's Razor  24/08/2013 18:45
    Como conseguem manter tantos por tanto tempo anestesiados ?

    Simples, amigo.

  • Jose de Arimateia  26/08/2013 03:57
    Prezado Parabens pelo seu comentario inteligente e insubmisso ao senso comum. Nao tenho duvidas q esta em curso o maior golpe de todos os tempos a tomada do poder politico e economico do planeta por um grupo de demoniacos q nao tem patria nem xnem remorso! Os custos para a humanidade serao incalculaveis,,, podemos fazer algo.. .continuar alertandompara q as pessoas nao entrem em desespero qdo tudo ruir. Abs
  • Andre  28/08/2013 00:04
    Vejam isso:

    EVENTO DEVASTADOR NO FINAL DE 2013

    Resumo do que está acontecendo:
    ============================================
    Soros fez 1 bilhão de dólares apostando contra a libra britânica em 1992. Ouvimos rumores de Soros fazer 1 bilhão de dólares apostando contra o dólar australiano. Vimos quando ele fez 1 bilhão de dólares americanos quando apostou contra o Yen japonês. Onde estão as manchetes na mídia, desta aposta de mais de 1 bilhão, apostando contra o mercado de ações ?" Pergunta o Barão.

    Pela quantidade comprada, George Soros simplesmente apostou mais de 1 bilhão, em que TODA a economia americana vai ter uma queda brusca, nos últimos três meses de 2013, por questões desconhecidas.
    ============================================

    Possíveis explicações:
    ============================================
    EVENTO DEVASTADOR NO FINAL DE 2013

    1) A Irmandade Islâmica liberaria um dossiê, e Barack Obama seria preso.
    www.midiasemmascara.org/artigos/internacional/estados-unidos/14425-irmandade-muculmana-temos-informacoes-comprometedoras-sobre-obama.html

    2) Uma detonação nuclear na área urbana de uma cidade localizada na área 3 dos EUA
    celiosiqueira.blogspot.com.br/2013/08/fema-estaria-se-preparando-para.html

    3) Um cataclismo solar iminente
    sementefractal.blogspot.com.br/2013/07/snowden-revela-um-cataclismo-solar.html

    4) Outra coisa.
    ============================================

    Acho a primeira opção plausível, porém pouco.
    A segunda menos plausível ainda.
    E a terceira menos plausível de TODAS.

    Mas o histórico de Soros diz que ele não joga pra perder, e existe a opção 4.
    Especulações sobre a opção 4 são bem vindas!
  • anônimo  30/08/2013 11:56
    Por que a prisão do Obama seria ruim pra economia dos EUA?
    Deus te ouça que prendam mesmo.
  • Pobre Paulista  30/08/2013 12:51
    4)
    Uma invasão Alienígena irá ocorrer na terra. Felizmente o Sr. Paul Krugman, que já havia previsto isso há tempos, irá nos guiar para essa batalha intergaláctica, onde nossas principais armas serão a emissão de moeda (inclusive algo que irá subjugar a bomba H, a moeda de um trilhão de dólares) e a coordenação dos trabalhos através dos governos, que são sempre eficientes e preocupados com o bem-estar social.

    Como Soros já sabe o que acontece quando os Keynesianos resolvem ser inteligentes, já previu que o índice irá desabar e se posicionou apropriadamente.








    PS: Cada um que aparece aqui hein...
  • Maurício  30/08/2013 03:22
    A pergunta do colega João não quer calar...

    Mas e a inflação do DOLAR frente a outras mercadorias internas? Commodities, ouro, carros, fazendas, imóveis e demais produtos de consumo?

    Nunca compreendi como o FED consegue expandir sua base monetária sem que isso implique consequências desastrosas na oferta interna de moeda em toda a enconomia doméstica dos EUA... Será que ele penas conta com a circunstância de que haverá sempre uma procura internacional pelos dólares sem lastro?
  • Leandro  30/08/2013 04:18
    Isso já foi explicado inúmeras vezes neste site. No atual arranjo financeiro, o Fed (bem como o Banco Central brasileiro) não injeta dinheiro diretamente na economia; ele injeta dinheiro apenas nos bancos, e os bancos é que decidem se irão despejar este dinheiro na economia (por meio da criação de crédito). Se os bancos não quiserem despejar este dinheiro na economia americana, não haverá nenhum risco de hiperinflação.

    Como hiperinflação não é do interesse dos bancos (seus empréstimos seriam quitados com um dinheiro sem nenhum poder de compra, o que destruiria o valor de seus ativos e, consequentemente, seu patrimônio líquido), não há por que se preocupar com esta probabilidade. Pode acontecer, sim, de haver uma inflação de preços relativamente alta (perto de dois dígitos), mas não hiperinflação -- a menos, é claro, que os banqueiros sejam muito burros.

    Todas as hiperinflações que já ocorreram no mundo -- inclusive a brasileira --, ocorreram sob um arranjo em que o Banco Central podia injetar diretamente dinheiro na economia (mais especificamente, comprando diretamente títulos do Tesouro), sem ter de depender do sistema bancário.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1661
  • André  30/08/2013 14:25
    "Todas as hiperinflações que já ocorreram no mundo -- inclusive a brasileira --, ocorreram sob um arranjo em que o Banco Central podia injetar diretamente dinheiro na economia (mais especificamente, comprando diretamente títulos do Tesouro), sem ter de depender do sistema bancário."

    Excelente explicação, Leandro, clara e concisa!

    Seria interessante ter uma lista, atualizada, de quais países atualmente possuem esse arranjo, que pode gerar hiperinflação.
    Pelo que sei o Zimbábue é um deles.
    E pelo que vejo da inflação na Venezuela, suponho que lá também exista esse arranjo, mas não tenho certeza.

    Por isso seria interessante se existisse algum site que já tivesse essa informação concentrada. Pois assim não teríamos que ficar pesquisando cada país individualmente pra saber mais.
    Se alguém conhecer algum site com esse informação, conte-nos.

    O único site onde dá pra catar algumas "pistas" (pistas sobre a possibilidade do sistema financeiro do país ter um arranjo que permite hiperinflação) que conheço é o Trading Economics:
    www.tradingeconomics.com/

    Na página inicial com o resumo geral dá pra clicar na coluna "Inflation rate" e ver a taxa de inflação por país, MUITO BOM!
  • Leandro  30/08/2013 14:39
    Argentina e Venezuela certamente funcionam de acordo com este arranjo antigo (uma vez que seu Banco Central atende a caprichos políticos). Não tenho informações sobre os outros países da América Latina. Nenhum país desenvolvido opera de acordo com este modelo.
  • Jason  30/08/2013 15:42
    Leandro, e o Brasil? O banco central não pode jogar o dinheiro diretamente na economia, mas a caixa, bb e bndes podem, inclusive há pressão do governo para expansão do crédito por esses bancos. Não seria a mesma coisa? Há risco de hiperinflação nesse caso?
    A impressão que tenho é que o bndes é uma forma de contornar essa limitação do banco central. Recebe dinheiro criado do nada pelo tesouro e joga na economia.
  • Leandro  30/08/2013 16:03
    "O banco central não pode jogar o dinheiro diretamente na economia, mas a caixa, bb e bndes podem, inclusive há pressão do governo para expansão do crédito por esses bancos. Não seria a mesma coisa? Há risco de hiperinflação nesse caso?"

    Toda a atual expansão do crédito no Brasil -- e que garantiu esse PIB do segundo trimestre (o M2, que vinha contido, deu um salto em maio e junho) -- de fato está sendo efetuada pelos bancos públicos. Mas mesmo esses bancos estão sujeitos a restrições como compulsório e regras da Basileia. Eles são apenas mais imprudentes que os bancos privados, pois sabem que serão tranquilamente socorridos pelo governo em caso de lambança.

    Ou seja, não há risco de hiperinflação, mas tais bancos de fato garantem que a inflação seja maior do que poderia ser.

    "A impressão que tenho é que o bndes é uma forma de contornar essa limitação do banco central. Recebe dinheiro criado do nada pelo tesouro e joga na economia."

    O Tesouro não cria dinheiro do nada. Ele apenas vende títulos -- que são comprados pelo sistema bancário; este sim cria dinheiro do nada -- e repassa esse dinheiro para o BNDES. Mas note que, mesmo neste processo de criação de dinheiro, os bancos que compram os títulos não podem sair inflacionando ao infinito, pois continuam restritos pelas regras do compulsório e por Basileia.

    Em suma, todo o processo é sim inflacionário, e a existência de bancos públicos imprudentes só piora as coisas. Mas não há perspectivas de hiperinflação.
  • Jason  30/08/2013 16:29
    Obrigado Leandro. Quando vejo notícias sobre capitalização de BNDES e Caixa a impressão é que o tesouro emite os títulos e repassa diretamente para esses bancos. E como está capitalizando os bancos melhora o índice de Basileia. Preciso estudar mais sobre isso.
    Mas entendo que ninguém quer um hiperinflação, nem mesmo o governo, porque isso os tiraria do poder. A inflação persistente é mais interessante do ponto de vista deles, é um imposto que as pessoas não reconhecem como tal. E a meta atual de 6,5% (não sei se alguém ainda acredita na meta de 4,5%) é um imposto bastante alto mas que parece não gerar descontentamento suficiente para incomodá-los.
  • Melanie S.  30/08/2013 17:12
    É benéfico em alguns aspectos, mas tem o efeito Oliveira-Tanzi também. :)
  • Joao   04/09/2013 00:19
    Estou com uma dúvida, os EUA começaram a vender ou comprar ouro ao valor de 20~35 dolares? "Os estoques de ouro dos EUA haviam chegado a um máximo em 1958. E então, a partir daí, o ouro começou a ser demandado pelos outros países, e começou a fluir para fora dos EUA.", fiquei confuso já que dá a entender que eles vendiam ouro, mas como chegariam ao limite de ouro vendendo a reserva?

    e a inflação seria algo bom para o aquecimento das exportações? nao entendi essa parte, tem como alguém explicar? desculpem, entendo pouquíssimo de economia :X
  • Leandro  04/09/2013 00:31
    O governo dos EUA não comprava e nem vendia ouro. Ele mantinha um estoque de ouro nos cofres do Federal Reserve, e tal ouro poderia ser restituído pelos governos de outros países a um preço de US$35 por onça. Só isso. Tal arranjo havia sido estipulado durante a conferência de Bretton Woods.

    Quando os países começaram a exigir a restituição do ouro mais intensamente, os EUA começaram a vivenciar uma fuga de ouro.

    Sobre inflação, o autor se refere ao fato de que inflação gera desvalorização cambial, o que é bom para o setor exportador.

    Abraços!
  • Leonardo Couto  04/09/2013 20:57

    João, tem um artigo que toca no assunto padrão-ouro.

    Sobre inflação, como o Leandro disse, a desvalorização cambial que ela gera artificialmente barateia as exportações. É uma medida protecionista. Vale dizer que ela retira poder de compra de todo o restante da população e incentiva a ineficiência industrial.

    Veja esses artigos:

    Desvalorização artificial do câmbio - um péssimo negócio

    Desvalorizar o câmbio estimula o crescimento econômico?

    Qual o benefício de exportar mais do que importar?

    Falando claramente sobre balança comercial, investimento estrangeiro e câmbio

    O protecionismo e a transferência de indústrias e serviços para o exterior

    Confira esses também:

    O que o capitalismo não é

    Desmitificando alguns mitos sobre bancos centrais

    Reservas fracionadas geram ciclos?

    Produção versus consumo - a confusão que causa miséria

    Lembre-se que isto é apenas uma fração do tanto de conhecimento presente neste site. Investigue à vontade, João. Você está no lugar certo.

    Um abraço.
  • Rogério  04/09/2013 01:24
    Duas perguntas:

    1) Em decorrência do que diz o autor, há possibilidade de que as guerras no Oriente Médio estejam sendo forjadas (ou incentivadas) pelo governo americano? (Apesar de ser uma área complicada, se o raciocínio é esse, o governo americano teria interesse em deixar a região em constante conflagração... Isto também significaria que enquanto houver petróleo por lá, paz não existirá...)

    2) o dólar, historicamente, não tomou o lugar da libra esterlina, como moeda de referência (reserva), no decorrer da II Guerra, em decorrência de uma das exigências de Roosevelt para socorrer a Grã-Bretanha?
  • Mauro  04/09/2013 01:27
    Sobre o item 2, ver este artigo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=258
  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  04/09/2013 20:41
    Espertinhos esses EUA, não?
  • Lopes  22/11/2013 15:42
    Previ que isto eventualmente ocorreria há alguns meses, apesar de havê-lo acrescido alarde em excesso.

    P.S: Recomendo a leitura da área de comentários do artigo. Confesso ser a primeira vez em que a leitura da opinião geral de uma notícia foi aliviante.
  • Bruno Cardoso   07/12/2013 15:43
    Não concordo com este artigo. O fim do dólar com moeda de reserva internacional está próximo. Os chineses estão muito empenhados em promover acordos comerciais com grandes economias, acordos que possuem conversibilidade direta entre as respectivas moedas. Abaixo deixo alguns deles:

    1. China e Alemanha (finance.townhall.com/columnists/mikeshedlock/2012/09/02/china_germany_to_settle_more_trade_in_yuan_euros_whats_that_mean_for_gold_the_dollar/page/full/)
    2. China e Rússia (www.chinadaily.com.cn/china/2010-11/24/content_11599087.htm)
    3. China e Brasil (www.bbc.co.uk/news/business-18545978)
    4. China e Austrália ( beforeitsnews.com/r2/?url=www.financialexpress.com/news/australia-china-sign-31bn-currency-swap-agreement/927280/ )
    5. China e Japão ( www.bloomberg.com/news/2011-12-25/china-japan-to-promote-direct-trading-of-currencies-to-cut-company-costs.html)
    6. India e Japão (www.reuters.com/article/2011/12/28/us-india-japan-trade-idUSTRE7BR0N020111228)
    7. Irã e Russia (news.xinhuanet.com/english/china/2012-06/27/c_123334167.htm)
    8. China e Chile ( news.xinhuanet.com/english/china/2012-06/27/c_123334167.htm )
    9. China e os Emirados Árabes Unidos( beforeitsnews.com/r2/?url=money.cnn.com/2012/03/07/markets/bondcenter/dim-sum-bond-dubai/index.htm )
    10. China, Brasil, Rússia, India e Africa do Sul (zeenews.india.com/business/news/economy/brics-to-sign-pacts-for-trade-in-local-currencies_44626.html )

    A tendencia é a demanda por dólar e dívida dos EUA se desintegrar e as taxas de juros estadunidenses disparar.

    Abaixo deixo um artigo explicando por que a China não promove imediatamente o colapso do dólar:

    jornalggn.com.br/blog/luisnassif/a-china-e-o-fim-da-hegemonia-do-dolar


  • Leandro  07/12/2013 18:10
    Dentre todos os países, os chineses são justamente aqueles que menos têm interesse em ver o dólar deixar de ser a moeda de reserva internacional, e por dois motivos:

    1) A China tem hoje mais de US$3 trilhões em reservas internacionais. Se o dólar perder sua importância, toda essa acumulação irá se revelar inútil.

    2) Atualmente, o BC chinês, por causa de sua volumosa reserva de dólares, consegue manipular tranquilamente o valor do renmimbi em relação ao dólar para beneficiar o setor exportador chinês. Se o dólar perder importância, será difícil manter essa política mercantilista. O BC chinês teria de recomeçar do zero. Por que iriam querer isso?
  • Cassiano Correia  11/08/2014 05:24
    "2) Atualmente, o BC chinês, por causa de sua volumosa reserva de dólares, consegue manipular tranquilamente o valor do renmimbi em relação ao dólar para beneficiar o setor exportador chinês. Se o dólar perder importância, será difícil manter essa política mercantilista. O BC chinês teria de recomeçar do zero. Por que iriam querer isso?"

    Leandro, em outro comentário desse artigo você disse que o BC chinês está valorizando o yuan e não desvalorizando-o. Mas agora aqui você citou que o BC chinês está manipulando-o para facilitar exportações, ou seja, desvalorizando-o. Afinal, qual dos dois está realmente acontecendo?

    E só mais uma pergunta. Sobre esses links que o Bruno Cardoso postou, qual seria o interesse da China nisso tudo então?

    Obrigado.
  • Leandro  11/08/2014 11:58
    Olhando-se o histórico desde 1995, a movimentação foi claramente em prol da valorização do iuene perante o dólar. Pode conferir aqui:

    www.tradingeconomics.com/charts/china-currency.png?s=usdcny&d1=20000101&d2=20131231&type=line

    No entanto, há americanos que reclamam que o iuane deveria ter se valorizado ainda mais em relação ao dólar -- o que diminuiria a importação de produtos chineses para os EUA --, o que significa que, para tais pessoas, o BC chinês está atuando para manter o iuane desvalorizado perante o dólar.

    Essa é a lógica.

    Se isso parece não fazer muito sentido -- e realmente não faz --, nada posso fazer quanto a isso. Apenas estou relatando o que está acontecendo.
  • Cesar  02/02/2014 17:01
    Uma dúvida, se o dólar for trocado, então eu perco meus dólares e fico pobre? Tem algum artigo sobre isso alguém pode me indicar?
  • anônimo  02/02/2014 22:49
    Perder não perde, mas fica pobre porque eles não tem mais valor
  • Felipe  02/12/2014 16:37
    Leandro,

    Me surgiu uma dúvida, os EUA não poderia simplesmente imprimir dólares e ficar comprando produtos de outros países sem produzir nada em troca?

    Obrigado.
  • Leandro  02/12/2014 17:34
    É só raciocinar.

    Nesse cenário, quem é que vai aceitar dólares? Quem é que vai aceitar trocar um bem ou serviço por um simples pedaço de papel pintado que não terá utilidade nenhuma?

    Se um país não produz nada, ele não oferece nada para vender. E se ele não tem nada para vender, não há utilidade nenhuma em ter a moeda desse país.

    Há alguma utilidade em ter a moeda da Coréia do Norte?

    Atualmente, as pessoas têm dólares porque os dólares compram muitas coisas -- entre elas, títulos do governo americano, que são confiáveis porque estão "lastreados" na capacidade do povo americano de trabalhar, produzir e pagar impostos.

    Se os EUA parassem de produzir e apenas imprimissem dólares para comprar bens importados, o dólar rapidamente se transformaria em um Won norte-coreano.
  • Felipe  02/12/2014 18:46
    Leandro, obrigado pela resposta anterior mas eu fiz ela de forma errada.

    Eu sei que a contrapartida final de uma moeda é os ativos que que ela pode comprar.

    Mas diferente dos outros países, os EUA tem a "moeda do mundo", o que lhe da uma demanda quase inelástica sobre dólar e assim, os EUA, podem abusar da impressora.

    A minha pergunta é, esse abuso lhe confere de fato alguma vantagem econômica como afirmam os esquerdistas?

    Muito obrigado.
  • Andre  02/12/2014 18:01
    "Me surgiu uma dúvida, os EUA não poderia simplesmente imprimir dólares e ficar comprando produtos de outros países sem produzir nada em troca?".

    Além do mais, generalizando a sua pergunta, todos os países poderiam fazer isso.

    Mas como é sabido, criação de moeda de forma desenfreada e injeção dessa moeda na economia gera inflação de preços, ou seja, a moeda passa a valer cada vez menos, até não valer mais nada.

    Inclusive algo parecido está acontecendo na Venezuela e já aconteceu no Brasil na década de 80.
  • Alfa BR  22/01/2016 17:25
    Uma dúvida sobre o seguinte trecho:

    "Para evitar a perda total de seu estoque de ouro, o governo americano simplesmente tomou a decisão unilateral de abolir este regime de conversão em agosto 1971."

    O que aconteceria se o estoque de ouro do governo americano de fato acabasse?


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