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O paradoxo libertário - aquilo que qualquer criança entende, menos alguns adultos

Sempre que os libertários tentam persuadir outras pessoas, explicando o que defendem, eles se deparam com um interessante paradoxo.  De um lado, a mensagem libertária é simples.  Ela envolve premissas morais e intuições que, em princípio, são compartilhadas por praticamente todo mundo, inclusive crianças.  Não agrida ninguém.  Não roube ninguém.  Cuide de sua própria vida.

Uma criança diria: "Eu peguei primeiro; é meu!".  Há uma noção intuitiva segundo a qual o primeiro usuário de um bem que até então não tinha proprietário adquire uma prioridade moral em relação aos retardatários.  Este, também, é um aspecto central da teoria libertária.

Seguindo a tradição iniciada por Locke, Murray Rothbard e outros filósofos libertários procuraram estabelecer um relato que fosse filosófica e moralmente defensável sobre como surge a propriedade, isto é, como um bem se torna propriedade de um indivíduo.  Locke afirmava que, no início dos tempos, os bens existentes na terra eram propriedade comunal, ao passo que Rothbard, mais plausivelmente, afirmava que, no início, todos os bens simplesmente não possuíam donos.  Mas essa diferença não afeta a análise de ambos.  Locke estava tentando justificar como alguém pode retirar um bem de sua até então propriedade comunal e passar a utilizá-lo exclusivamente, e Rothbard estava interessado em explicar como alguém pode se apropriar de um bem até então sem dono e reivindicar exclusividade sobre seu uso individual.

A resposta de Locke nos é familiar.  Ele observou que, antes de tudo, cada indivíduo é o dono de seu próprio corpo.  Por conseguinte, cada indivíduo se torna o proprietário de direito daqueles bens aos quais ele 'misturou' seu trabalho.  Cultivar uma terra, apanhar uma maçã — qualquer que seja o exemplo, dizemos que a primeira pessoa a se apropriar de algo até então sem dono, algo que estava inerte na natureza sem nenhum proprietário e sem ter recebido nenhum tipo de trabalho, pode se autoproclamar seu proprietário legítimo.  Esta é a teoria da 'apropriação original'.

Tão logo um bem que até então estava em seu estado natural é apropriado originalmente por um indivíduo, seu proprietário não mais precisa continuar trabalhando nele ou fazendo transformações para manter seu título de propriedade.  Uma vez que o processo de apropriação original já ocorreu, futuros proprietários não mais poderão adquirir esta propriedade específica ao simplesmente 'misturar' seu trabalho nela — isso seria uma transgressão.  As únicas maneiras, portanto, de futuros proprietários adquirirem esta propriedade específica são por meio de uma transação comercial voluntária (compra e venda) ou por meio de doação por parte de seu proprietário legítimo.

Como dito no início, todos nós intuitivamente percebemos a justiça e a moralidade imbuídas no cerne desta regra.  Se o indivíduo não é o dono de si mesmo, então qual outro ser humano seria o proprietário?  Se o indivíduo que transforma algum bem que até então não era propriedade de ninguém não possui um direito sobre este bem, então qual outra pessoa possui?

Além de ser justa, esta regra também serve para minimizar os conflitos.  Trata-se de uma regra que todos são capazes de entender, pois é baseada em um princípio que se aplica igualmente a todas as pessoas.  Ela não diz que apenas os membros de uma determinada raça ou de um determinado nível de inteligência podem ser proprietários.  Trata-se de uma regra que definitivamente demarca títulos de propriedade de uma forma lógica e compreensível para todos, a qual reduz as contendas a um mínimo.

Alternativas a esse princípio do 'primeiro apropriador, primeiro usuário' são poucas e inócuas.  Se não for o primeiro usuário, então quem?  O quarto usuário?  O décimo segundo?  Mas se apenas o quarto ou o décimo segundo usuário for o proprietário de direito, então somente o quarto ou o décimo segundo usuário tem o direito de fazer alguma coisa com o bem.  É isso o que significa propriedade: capacidade de fazer o que quiser com um bem, desde que, ao agir assim, o proprietário não cause danos a nenhum outro indivíduo.  Atribuir títulos de propriedade por meio de algum outro método — como, por exemplo, declaração verbal — não teria efeito algum em minimizar conflitos; as pessoas simplesmente iriam gritar em vão umas com as outras, cada qual reivindicando a propriedade do bem em questão, de modo que a resolução pacífica do conflito resultante seria impossível.

Estes princípios são fáceis de entender, e, como dito, envolvem constatações de cunho moral com as quais praticamente todas as pessoas afirmam concordar e ser adeptas.

E é justamente aí que surge o paradoxo libertário.  Libertários partem destes princípios básicos e universalmente entendidos e aceitos por todas as pessoas, e procuram apenas aplicá-los de forma consistente e de maneira uniforme a todas as pessoas.  Porém, mesmo que as pessoas aleguem apoiar estes princípios, e mesmo que a maioria alegue acreditar na igualdade — que é o que o libertário está defendendo ao aplicar princípios morais a todas as pessoas, de maneira uniforme e sem exceção —, a mensagem libertária repentinamente se torna extremada, desarrazoada e inaceitável.

Por que é tão difícil persuadir as pessoas daquilo em que elas implicitamente já acreditam?

Não é difícil descobrir o motivo.  As pessoas herdaram uma esquizofrenia intelectual do sistema educacional controlado pelo estado, da mídia que diligentemente cria entretenimentos para aliená-las, e dos intelectuais que despejam propaganda em sua cabeça.

Foi a isso que Murray Rothbard se referiu quando descreveu a relação entre o estado e os intelectuais.  "A elite dominante", escreveu ele,

seja ela os monarcas de outrora ou os partidos comunistas de hoje, necessita desesperadamente de elites intelectuais que criem apologias para o poder estatal.  O estado governa por decreto divino; o estado assegura o bem comum e o bem-estar geral; o estado nos protege dos malvados atrás das colinas; o estado garante o pleno emprego; o estado aciona o efeito multiplicador keynesiano; o estado garante a justiça social, e por aí vai.  As apologias foram se diversificando com o passar dos séculos; o efeito sempre é o mesmo.

Por que, afinal, os intelectuais fornecem seus serviços ao estado?  Por que eles são tão ávidos em defender, legitimar e criar desculpas para os corredores do poder?

Rothbard tinha uma resposta:

Podemos ver o que os soberanos do estado ganham com sua aliança com os intelectuais; mas o que os intelectuais ganham com essa aliança?  Intelectuais são o tipo de pessoa que acredita que, no livre mercado, eles ganham muito menos do que sua sabedoria realmente vale.  Já o estado está disposto a pagar a eles salários magnânimos, seja para fazer apologias ao poder estatal, seja para lotar a miríade de cargos no aparato regulatório e redistributivo.

Adicionalmente, a classe intelectual com a qual estamos lidando quer impor sua visão, seu padrão de moralidade, à sociedade.  Frédéric Bastiat dedicou boa parte de seu clássico livro A Lei a este impulso: o intelectual e o político são vistos como escultores, e a raça humana é vista como uma argila.

O que todas as instituições oficiais nos ensinam, portanto, é algo mais ou menos assim: em nome do bem-estar e do progresso da humanidade, alguns indivíduos têm de exercer poder sobre os outros.  Se deixados por nossa conta, não teríamos praticamente nenhum instinto filantrópico.  Todos nós cometeríamos os mais abjetos tipos de crime.  O comércio se estancaria por completo, não mais haveria quaisquer inovações, e as artes e a ciência seriam negligenciadas.  A raça humana se afundaria e se degeneraria em condições inomináveis, impossíveis sequer de serem contempladas.

Sendo assim, é necessário haver uma única instituição que detenha o monopólio da iniciação de força física e do poder de expropriar indivíduos.  Tal instituição irá garantir que a sociedade seja moldada de acordo com os padrões adequados, que a "justiça social" seja alcançada, e que as aspirações mais profundas da humanidade tenham alguma chance de ser concretizadas.

Tão arraigadas em nossa mente estão essas ideias, que dificilmente ocorreria a alguém pensar nelas como mera propaganda.  Esta simplesmente é a verdade sobre o mundo, imaginam as pessoas.  É assim que as coisas são.  Não podem ser de outra forma.

Mas e se elas puderem?  E se realmente houver uma outra maneira de se viver?  E se afinal não houver nenhum motivo para a liberdade ser tão confinada?  Mais ainda: e se ela puder se expandir sem limites?  E se a aversão que as pessoas nutrem ao monopólio também for aplicável ao governo assim como se aplica a todo o resto?  E se o livre mercado, o mais extraordinário criador de riqueza e inovação já concebido, e o mais confiável e eficiente mecanismo de alocação de recursos escassos, for também o melhor meio de fornecer aqueles serviços cuja oferta nos foi dita que deve ficar a cargo do governo?  E se o estado, o maior homicida em massa da história humana, o maior fardo ao progresso econômico e a instituição que joga uns contra outros em um jogo de soma zero baseado na pilhagem mútua, estiver retardando em vez de estimulando o bem-estar humano?

É somente quando percebemos algumas das implicações desta filosofia política, que seu poder libertador se torna claro.

Ela significa que tributação é uma afronta moral, uma vez que envolve a expropriação violenta de indivíduos pacíficos.  Significa que agências reguladoras e burocracia são proibições diretas à livre iniciativa e ao ato de se empreender em busca do próprio sustento.  Significa que tarifas protecionistas existem apenas para proteger os incompetentes e proibir consumidores — especialmente os mais pobres — de obter bens mais baratos e de maior qualidade.  Significa que o recrutamento militar obrigatório é apenas um termo elegante e nacionalista para sequestro estatal.  Significa que guerras são exemplos de homicídio em massa.  Significa que o estado não é o glorioso garantidor do bem comum, mas, ao contrário, um parasita que se alimenta dos indivíduos que ele governa. 

Os anarquistas de esquerda estavam grotescamente errados ao condenarem o estado como o protetor da propriedade privada.  O fato é que o estado simplesmente não sobreviveria caso não agredisse a propriedade privada.  O estado não produz nada, e só sobrevive por causa do trabalho produtivo daqueles que ele expropria.

O estado é o exato oposto do livre mercado em questão de ética e de comportamento.  No entanto, ainda assim são poucos os defensores do mercado que se dão ao trabalho de examinar suas premissas.  Eles continuam acreditando nas seguintes ideias:

(1) O melhor sistema social é aquele em que a propriedade privada é respeitada, as pessoas são livres para incorrer em transações comerciais entre si, e não há uso de coerção.

(2) Isto, no entanto, se aplica até que a produção de determinados bens esteja em questão.  Aí então é necessário haver monopólio, coerção, expropriação e decisões burocráticas — em outras palavras, a mais egrégia contradição dos princípios que alegamos defender.

Para sermos honestos, pode não ser tão fácil imaginar, a princípio, como o livre mercado ofertaria determinados bens e serviços.  Além do mais, não é verdade que sempre necessitamos de que haja alguém "no comando"?

No entanto, por esse mesmo raciocínio, deveria ser igualmente difícil imaginar o sucesso do próprio livre mercado: sem alguém dando ordens centralizadamente e comandando todas as decisões de produção, como podemos esperar que agentes privados produzam justamente aquilo que as pessoas querem, especialmente quando têm de lidar com um número virtualmente infinito de possíveis combinações de recursos, cada qual sendo demandado em variados graus de intensidade por um número inimaginável de possíveis processos de produção?  E é exatamente isso o que o ocorre diariamente no mercado, sem nenhuma fanfarra.

Pensadores libertários apresentaram a mais radical crítica já feita ao estado.  É verdade que os marxistas alegam defender o fim do estado, mas tal defesa dificilmente pode ser levada a sério.  O poder coercivo do estado possui uma função central na transição marxista do capitalismo para o socialismo.  Como disse Rothbard, "É completamente absurdo tentar alcançar um arranjo sem estado por meio da mais absoluta maximização do poder estatal, a qual ocorreria em um uma ditadura totalitária do proletariado (ou, de maneira mais realista, de uma seleta vanguarda do suposto proletariado).  O resultado será apenas a estatização máxima e, por conseguinte, a escravidão máxima."

E, sem a propriedade privada, como seriam tomadas as decisões de produção?  Por um estado, é claro.  A diferença é que os marxistas não o rotulariam de estado.  Segundo Rothbard:

Com a propriedade privada misteriosamente abolida, a eliminação do estado sob o comunismo seria necessariamente uma mera camuflagem para um novo estado que surgiria para controlar e tomar as decisões sobre os recursos que agora seriam de propriedade comunal.  Exceto que o estado não mais seria chamado de 'estado', mas sim renomeado para algo como "departamento estatístico popular". ... Será de pouca consolação para as futuras vítimas, encarceradas ou assassinadas por cometerem "atos capitalistas entre adultos em comum acordo" (citando uma frase tornada popular por Robert Nozick), o fato de seus opressores não serem o estado, mas sim um departamento estatístico popular.  O estado, sob qualquer outro nome, continuará exalando um odor igualmente fétido.

Já aqueles conservadores que defendem um "governo limitado" querem reformar o sistema.  Se tentarmos isso ou aquilo, dizem eles, podemos transformar um monopólio da violência e da expropriação em um manancial de ordem e civilização.

Nós libertários estamos a milhões de léguas de ambas essas visões.  Não vemos os empregados do governo como "servidores públicos".  Como é deprimente ouvir conservadores ingênuos sonhar com um retorno àquela época "nostálgica" quando o governo respondia às pessoas, e os políticos eleitos buscavam o bem comum.  A situação que vivenciamos hoje, ao contrário do que estes conservadores querem acreditar, não é nenhuma aberração lamentável.  É apenas a deplorável norma de um ambiente em que há um ente com o monopólio da violência e da tomada de decisões supremas.

Existem duas, e somente duas, versões desta história sobre liberdade e poder.  Uma olha para o poder oriundo do estado como a fonte do progresso, da prosperidade e da ordem.  A outra credita a liberdade como a responsável por essas coisas boas, bem como pelo comércio, pelas invenções, pela prosperidade, pelas artes e pela ciência, pela subjugação das doenças e da miséria extrema, e por muito mais.  Para nós, a liberdade é a mãe, e não a filha, da ordem.

Alguns irão contra-argumentar dizendo que há uma terceira opção: uma criteriosa combinação entre estado e liberdade seria necessária para o desenvolvimento humano.  Mas isso nada mais é do que uma apologia ao estado, uma vez que tal postura aceita como fato consumado exatamente aquilo que nós libertários questionamos: que o estado é a indispensável fonte de ordem, dentro da qual a liberdade prospera.  Ao contrário, a liberdade prospera apesar do estado, e seus frutos que observamos ao nosso redor seriam ainda mais abundantes não fosse a mão pesada e morta do estado.

E eis aí um outro lado do paradoxo libertário: embora nossa filosofia advenha de uma única proposição — o princípio da não-agressão —, todo o desenvolvimento e elaboração deste princípio fornece uma inexaurível fonte de prazer intelectual à medida que exploramos como as características inerentes à sociedade humana podem se entrelaçar para atuar de forma conjunta e harmoniosa na ausência de uma coerção.

A classe intelectual tem sua tarefa e nós temos a nossa.  A deles é continuar confundindo e ofuscando a mente do público; a nossa é esclarecer e explicar.  A deles é escurecer; a nossa é iluminar.  A deles é subjugar o indivíduo à dominação daqueles que violam os princípios morais que todas as pessoas civilizadas alegam defender e seguir; a nossa é emancipá-lo desta submissão.

Termino aqui com o paradoxo libertário final: se, por um lado, somos professores da filosofia da liberdade, por outro, enquanto continuarmos estimando e apreciando estas grandes ideias, seremos para sempre alunos.  Você, libertário, continue explorando e descobrindo, lendo e escrevendo, argumentando e persuadindo.  A violência é a arma do estado e de indivíduos moralmente sórdidos.  O conhecimento e a mente são as ferramentas dos indivíduos livres.


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autor

Lew Rockwell
é o chairman e CEO do Ludwig von Mises Institute, em Auburn, Alabama, editor do website LewRockwell.com, e autor dos livros Speaking of Liberty e The Left, the Right, and the State.



  • Pedro  05/08/2013 14:40
    Ocorreu-me ao ler a resposta de Rothbard sobre os intelectuais: não seria a escolha destes pelo estado uma espécie de "escolha de mercado", já que o escolhem por pagarem "o que valem"? Por essa ótica, os intelectuais não são tão malvados assim. O mal todo emana mesmo deste ente chamado estado, e apenas dele. Todos os participantes humanos são meras ferramentas por meio das quais age este mal. O estado parece ser, de fato, nada mais que uma doença que acomete a humanidade. Doença grave e sem cura conhecida.
  • Nilo BP  05/08/2013 15:09
    Você está invertendo as coisas... conceito #1 dos austríacos: seres humanos agem com propósito. O Estado é um produto da ação humana, não um "deus ex machina". Neste caso o ovo definitivamente veio antes da galinha. Agora, quanto do apoio que as pessoas dão ao Estado vem de má fé e quanto vem de boas intenções mal aplicadas é discutível.

    Pessoalmente eu acho que "má fé" é um conceito nebuloso - ninguém age em "má fé". Todo mundo acredita que está fazendo o bem. Só que alguns estão dispostos a tolerar um dano colateral maior na busca pelo "bem"... por isso (na minha opinião) ao invés de ficar falando de apologistas "bem intencionados" do Estado, faz mais sentido simplesmente falar em "apologistas do Estado". Estão errados e ponto final, independentemente da sua motivação ser altruísta ou egoísta.
  • anônimo  05/08/2013 18:53
    A custa de toda uma nação e em prol de seu próprio bem os "intelectuais" apoiam o estado. Numa sociedade livre poderiam trabalhar sob o sustento de contribuições voluntárias. Mas é claro, dai dependeria da qualidade (sem entrar no mérito do que seja qualidade) de seu trabalho...
  • Pedro  05/08/2013 21:41
    Sendo o estado um produto da ação humana, não seria sua existência o resultado de um livre mercado real? Ou seja, se jogássemos em marte todos os libertários do planeta terra, todos plenamente cientes das maravilhas do livre mercado e PRATICANTES disso aqui na terra, ou seja, empresários, profissionais liberais etc., não surgiria lá, naturalmente, um estado? Por isso digo que o estado é hospedeiro da humanidade, na verdade um meme poderoso. Nenhum humano criou o estado. Algo como o definido por Richard Dawkins como "estratégia evolucionariamente estável", vide wikipédia.
  • Pedro  05/08/2013 23:18
    Digo, a humanidade é a hospedeira.
  • Cauê  05/08/2013 18:58
    Doce ilusão
  • Minarquista  04/08/2016 01:00
    Realmente, os historiadores um dia vão encontrar as evidências da humanidade perdida, que era anarquista e praticante do livre-mercado, uma civilização outrora próspera, até o dia em que chegaram os alienígenas estadistas com seus discos voadores e implantaram o Estado...

  • Alf  04/08/2016 01:08
    E o curioso é que se você fosse explicar o que é o governo para o um alienígena, este com certeza não veria absolutamente nenhuma lógica em sua existência.

    Veja o diálogo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1626
  • Eduardo  05/08/2013 16:30
    "É verdade que os marxistas alegam defender o fim do estado, mas tal defesa dificilmente pode ser levada a sério. "

    Não só a dos marxistas. A dos anarco-sindicalistas, mutualistas e afins também não podem ser levadas muito a sério.
    Todos desses que vi até hoje eram social-democratas enrustidos falando da boca pra fora o "anti-estatismo" de esquerda pra parecerem radicais.
    Estes estão sempre dando um votinho a favor do welfare state, de regulamentações do mercado, de assistencialismo, etc.

    Libertários ao menos são consistentes em suas críticas ao estado. Mesmo minarquistas (que aceitam uma forma mais específica e limitada de estado) são consistentes em seus pontos e não cedem ao estado poderes fora desse escopo.
    Os críticos do estado da esquerda são inconsistentes (os seguidores, não muito os principais autores deles). Se dizem contra o estado porque reconhecem a exploração, mas cedem que "enquanto o estado existe, que ele pelo menos dê educação, nos dê hospitais, transporte grátis, bolsa alimentação, etc enquanto isso".
  • Angelo Viacava  05/08/2013 16:30
    Meu corpo é meu, ou meu corpo é eu?
    Posso continuar vivendo sem meu corpo e continuar sendo eu mesmo, já que isso seria verdadeiramente desfazer-me da propriedade de meu corpo, não só de partes geneticamente idênticas, ou até com DNA diferente no caso de uma gestante?
    Uma prostituta vende o corpo ou apenas o contato com alguma parte de seu corpo que alguém concorda em pagar pelo prazer proporcionado pelo contato com esta parte. Afinal, depois da "venda" ela continua inteiramente de si mesma.

    Quem foi o primeiro proprietário de terras no Brasil?
    Quem lhe deu este título?
    De quem comprou a terra?
  • Anonimo  05/08/2013 19:29
    exelente artigo, mas me veio uma duvida no seguinte trecho...

    "É isso o que significa propriedade: capacidade de fazer o que quiser com um bem, desde que, ao agir assim, o proprietário não cause danos a nenhum outro indivíduo."

    ----------------------
    Uma fabrica que polui do ar é uma propriedade, mas a poluição do ar que ela gera, afeta minha vida e minha saúde (individuo). e ai como fica isso?
  • Marcus Benites  06/08/2013 03:07
    A resposta está na própria proposição feita por você. Uma fábrica que polua o ar alheio não está deixando de fazer mal aos outros... Logo, deve pagar por isso. A não ser em contexto estatal em que o dono da fábrica seja amigo do rei. Aí, dificilmente ele irá pagar por alguma coisa... Meu quintal hoje, por exemplo, amanheceu lotado de resíduos de queimada de cana. Nada acontece com os usineiros que sujaram meu quintal. Eles financiam governos e a lei os protege.
  • anônimo  06/08/2013 11:08
    Até que ponto o ar acima da sua casa é 'seu'?
  • Andre Cavalcante  06/08/2013 14:05
    Até o ponto que eu o uso.

    Exemplo: sou dono de um aeroporto, logo, uso bastante do espaço e do ar, para que os aviões possam usar os serviços por mim prestado.
  • VAN ALEXANDER  05/08/2013 19:43
    as críticas direcionadas aos marxistas são dignas de bons marxistas não marxistas. eu explico. dizem que marxistas são sonhadores perdidos, mas uma pessoa ou grupo que pretende que o estado seja extinto vive num ideal pior que o fim do capitalismo e o triunfo do comunismo. eu bem que gostaria de saber em que se baseia aqueles que acreditam que não há legitimidade para o estado existir. por quê? se a igreja pode existir por que o estado não? se o mercado pode existir por que o estado não? se a família pode existir por que o estado não? a vida em sociedade não existe somente para o mercado. existem outras formas de vida em sociedade, nem tudo é mercado. se os libertários veem o estado como um mal, pelo menos que seja ele um mal necessário, porque é impossível a vida na cidade sem um controle mínimo. sem estado o fim é barbárie... vejo o estado como mínimo, muito mínimo, totalmente fora do mercado, pois ele nunca deve ser empresário, unicamente imbuído em obras sociais necessárias aos particulares que contribuem com seus impostos. daí, os particulares fazem o mercado viver. concordo, o estado é algo nocivo, mas não é possível viver sem ele. é a minha opinião.
  • Marcio  05/08/2013 19:53
    Putz! Igrejas, famílias e mercado são instituições de adesão totalmente voluntária e não coercivas. Elas não apontam uma arma para a cabeça das pessoas para tomar seu dinheiro e viver dele. E elas não ameaçam com cadeia as pessoas que se recusam a fazer parte de seu arranjo e que, consequentemente, se recusam a dar dinheiro para elas. O estado faz tudo isso: ele confisca dinheiro das pessoas, e encarcera quem se recusa a lhe dar dinheiro (e mata que resiste ao encarceramento).

    Defenda o estado o tanto que você quiser. Agora, dizer que não há diferença nenhuma entre o estado e estas outras instituições é de uma ignorância avassaladora. Nem mesmo marxistas e keynesianos chegaram a este ponto ignaro a que você chegou.

    Esse artigo cai como uma luva pra você:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1626
  • VAN ALEXANDER  05/08/2013 23:38
    não defendi o estado, amigo. eu procuro uma possibilidade lógica dentro do que foi discorrido no artigo. sempre essa mania de rotular as pessoas se entram em determinado assunto. responda-me, então, quem seria a polícia ou a justiça, sem que haja estado? responda também a pergunta que fiz: se todas estas instituições podem existir, por que o estado não pode? quem te julgaria se você cometesse um crime?
  • Bruno  06/08/2013 11:48
    Sempre as mesmas perguntas...

    Convido-o a perambular pela busca do site. Fiz o favor de achar os seguintes artigos:

    Desestatizando a polícia
    Leis e justiça numa sociedade libertária (Concurso IMB)

    Por favor, pesquise mais antes de tentar argumentar.
  • VAN ALEXANDER  06/08/2013 14:28
    significa então que tudo o que está escrito neste artigo que você citou é o correto e a polícia do jeito que é, com melhoramentos, é errado. eu pedi que me deem uma justificativa que legitine por que isso é correto. não é uma única teoria que vai fazer tal coisa ser correto e superar as outras. responda por que o estado não pode existir, é isso que eu quero saber. se você disser que o estado tira a liberdade, outros virão dizer que sem estado não há liberdade. por que somente do jeito que você falou é o melhor e o resto é utopia? os comunistas podem muito bem dizer que você está enganado. e fica nisso. não se pode discordar aqui sem ser chamado de burro? é preciso que um grande filósofo chegue aqui e diga algo pra ser respeitado pelo jeito. quero saber uma opinião e não receber linques de artigos.
  • Bruno  07/08/2013 13:23
    Com uma frase então. Não há justificativa plausível para o roubo, nunca.

    E para o bem do debate, faça suas perguntas nos respectivos artigos apresentados.

  • anônimo  07/08/2013 14:12
    Você diz que quer uma resposta, alguém te mostra os links com as respostas, depois você fala que não quer 'linques' de artigos?
    Isso não cola.Ou você está enrolando e não quer resposta nenhuma, ou tem preguiça de ler.
  • Bruno  07/08/2013 16:16
    Por favor, aponte onde vc foi chamado de burro.
  • Ron  07/08/2013 18:45
    Concordo plenamente que o Estado é um ursurpador da liberdade, principalmente da liberdade economica, não siguinificando que sua presença seja imprecindível, se olharmos o passado remoto e não tão remoto, vamos verificar que o Estado se establecia pela força a uma tribo vencida, onde o Estado tornou-se a forma de controlar os vencidos. Basta lembrar que as grandes tribos do norte da Europa o Estado não existia, o chefe ou lider tribal existia apenas com o dever de manter a unidade da tribo, porem sem o carater de poder sobre pessoas, coisas ou cobrar impostos, pois a conduta moral e o conceito tribal resolviam os devios de conduta daqueles que a violavam. Portanto, ainda ressalto que o Estado surgiu da necessidade de se controlar as conquistas de povos diferentes das tribos conquistadoras ditando normas de condutas de comportamento, e sempre sera dominado por uma casta de ursupadores, quanto menor o nivel de convivencia tribal, maior sera o controle estatal, ou seja, quanto maior a ignorancia, maior o contrle do Estado sobre as pessoas.
  • Pobre Paulista  06/08/2013 12:04
    Primeiro me defina "Crime" sem definir "Estado". Numa sociedade baseada em propriedade privada, cada contrato é pontual e as regras são definidas caso a caso. O único crime é o não cumprimento de regras pré-estabelecidas e de comum acordo entre as partes.
  • Ron  08/08/2013 17:13
    Discordo de que os marxistas são sonhadores, na verdade são pessoas oportunistas com um programa de dominação da sociedade atraves do Estado. Uma vez conquistado o poder pelos marxistas, o cidadão comum torna-se uma marionete de um jogo sujo, escravisante e de falsos principios morais.
  • Eliel  05/08/2013 19:52
    "Meu corpo é meu, ou meu corpo é eu?"
    Meu corpo é meu.
    A individualidade, ou consciência, ou o eu, não é produto da matéria.
    E o que é matéria?
    É energia?
    E o que é energia?
    É informação.
    E o que é informação?
    Digamos ser o "espírito". É este espírito que se apropria de um corpo material ao nascer. Assim o corpo é meu por nascimento. Deixa de sê-lo na morte. Mas a informação se conserva ( um dos princípios físicos mais caros da mecânica quântica )e progride, talvez, quem sabe, se apropriando de corpos mais sutis.
    Assim meu corpo é minha propriedade, seu corpo é tua propriedade.
    Cada um com seu corpo, cada um com seu fardo.
  • Angelo Viacava  07/08/2013 10:51
    Deste uma volta e não respondeste, Eliel. Como algo é propriedade, se sem ela não se é? Quando é que eu adquiro meu corpo, se ele já vem comigo desde a fecundação, latente nas células fecundadas?
    Já que gostam do mito do lápis, se eu vender o lápis, eu fico sem o lápis, pois o troquei por algo que julgava valer mais do que o lápis. Mas se vender o corpo fico com o corpo. Que troca é esta?
    Crianças entendem o conceito de propriedade. Mas se somente crianças viessem nas caravelas em 1500, e dissessem sobre a terra descoberta "Isso é nosso porque achamos primeiro", os índios teriam uma resposta eficiente: comeriam as crianças e diriam "Só que não". A primeira posse não foi à força de armas por parte da Coroa Portuguesa? Lembrei do Senhor das Moscas.
    Ou do cara que prende o pé no trilho do trem, e vem o trem, e pede ajuda pra Deus a fim de lhe soltar dali, que nunca mais pecará. Daí o pé se solta do trilho e ele diz pra Deus: não precisa mais, Senhor, me soltei sozinho.
  • Nilo BP  07/08/2013 13:35
    O corpo é definitivamente uma propriedade exclusiva - se uma pessoa usa, ninguém mais pode usar. E se não for propriedade da pessoa "armazenada" nele, é de quem? Que a propriedade do corpo é da pessoa, e que não pode ser de mais ninguém, é uma obviedade e uma necessidade.

    Você pode vender o seu trabalho, desempenhado com seu corpo, ou alguma outra coisa que possui, mas não o seu corpo em si. Não é uma questão de certo ou errado, é uma questão de leis da natureza mesmo... talvez isso mude um dia com alguma técnica de transplante de memória ou coisa parecida, mas por enquanto é assim.

    Não entendi direito como as crianças e os índios entraram na história, mas de fato a força e a propriedade estão intimamente relacionadas. Especificamente, a força é a invasão da propriedade de outro. Se os portugueses usaram a força injustamente contra os índios eu sou o primeiro a condená-los, mas não acho que seja justo responsabilizar o Manuel de hoje pelo que Joaquim fez no século XVI.
  • anônimo  07/08/2013 19:54
    Se pra Mises o corpo é sua PROPRIEDADE e não VC MESMO, então é óbvio que existe algo além do corpo.
    Conclusão: Mises não era um materialista como os neo ateus de hoje.
  • Ismar  05/08/2013 21:50
    muito bom este post.
  • Marcio L  05/08/2013 23:23
    Texto excelente.
  • Rafael  06/08/2013 00:40
    "Existem duas, e somente duas, versões desta história sobre liberdade e poder. Uma olha para o poder oriundo do estado como a fonte do progresso, da prosperidade e da ordem. A outra credita a liberdade como a responsável por essas coisas boas, bem como pelo comércio, pelas invenções, pela prosperidade, pelas artes e pela ciência, pela subjugação das doenças e da miséria extrema, e por muito mais. Para nós, a liberdade é a mãe, e não a filha, da ordem."

    Lindo isso. Retrata bem a diferença de visão de mundo de libertários e estatistas.
  • ANDRE LUIS  06/08/2013 03:08
    Olá. Estou convencido que a liberdade é moralmente superior ao estatismo, que é a melhor e mais justa forma de organização social, e que é a fonte de toda a ordem e progresso existente. Desta forma, estou realmente inclinado a vivenciar a liberdade tal como descrita no artigo. Teoricamente a causa da liberdade já me conquistou, porém gostaria de propor algumas questões de ordem prática:

    1- Remover o obstáculo Estado seria suficiente para que se possa ser plenamente livre?

    2- Liberdade é um bem que pode ser exercido em sua plenitude por qualquer indivíduo, a qualquer tempo e em qualquer lugar, independente de quaisquer pressupostos (p.ex. educação, bons valores)? Ou mais simples: Existem pressupostos para a aquisição e manutenção da liberdade?

    3- Uma vez livre, de que forma devo preparar-me para defender o princípio da não agressão perante uma eventual nova ordem coercitiva, seja ela de origem interna ou externa?




  • Paulo   06/08/2013 10:44
    Penso que os marxistas e keynesianos são, em verdade, as prostitutas do Estado.
  • Bob brasileiro  06/08/2013 18:04
    Há algum tempo que venho lendo artigos neste site, e confesso que já mudei bastante a visão das coisas em relação ao que pensava, inclusive sobre economia.

    Considero que não tenho mais duvida sobre a superioridade da liberdade como principio de organização de uma dada sociedade, porem o que ainda martela o meu pensamento é se de alguma forma, na pratica, determinados grupos sociais não tendem de fato a dominar os demais pelo poder de influencia - politica. O que me parece que justifica essa tendencia é justamente a historia do surgimento do estado e sua justificação como ferramenta de proteção e segurança dos que se sentem mais fracos diante dos demais.

    O que justifica eu pensar e ter duvida do que disse acima, é que quando o individuo reflete e passar a buscar uma resposta de qual forma de organizar a sociedade é a melhor, e que surte os melhores efeitos, tanto do ponto de vista individual, como do ponto de vista coletivo, logo a liberdade surge como o melhor principio, porém isso não acontece de forma generalizada por todos, a maioria não se dá a esse trabalho, e delega essa tarefa aos filósofos, aos intelectuais, aos padres, aos pastores, aos políticos, aos cientistas sociais, aos professores, enfim a algum iluminado, isso é fato. É essa tendencia que vejo como obstaculo de concretização da libertação dessa dependência da maioria das pessoas em relação a vida social.
  • Andre Cavalcante  06/08/2013 20:44
    Caro Bob brasileiro

    Interessante o seu questionamento... que você mesmo respondeu, daí a necessidade, urgente, primordial e ampla de se discutir e espalhar essas questões e as ideias de liberdade como organizadora social.

    Quando um grande número, talvez nem precise a maioria, das pessoas tiverem consciência de uma organização melhor sem o estado, este cai e um verdadeiro novo mundo estará estabelecido, pois os demais seguirão de roldão a evolução (e sim, é um processo evolucionário e não revolucionário, é um processo de substituição). Entretanto, para isso, é necessário a mudança de mentalidade, o que demanda esforço e tempo (muito tempo!).

  • Gunnar  06/08/2013 22:14
    Minha preocupação é muito parecida com a do Bob e do Pedro (mais acima). Apesar de crer totalmente na superioridade moral da liberdade e de enxergar no estado o extremo oposto moral a essa mesma liberdade, a encarnação da espoliação, da opressão e da agressão, tenho minhas dúvidas quanto à humanidade.

    Se a humanidade começasse do zero, todo mundo nu, dono de nada, prevaleceria o princípio, (extremamente simples, auto-justificável moralmente e de fácil assimilação) da apropriação original e veríamos a formação de uma sociedade de livre-mercado e sem estado, ou teríamos... bem, a história da humanidade tal como a tivemos?

    Tenho minhas dúvidas se o arranjo livre surgiria e se manteria mesmo que déssemos esse "reset" na humanidade apenas com indivíduos altamente convencidos dos princípios libertários.

    Aos precipitados, vou reforçar: não estou fazendo apologia ao estado de forma alguma; aenas deixando explícito meu ceticismo quanto à capacidade humana de manter esse arranjo por um período de tempo significativo.

    Basta lembrar que existem muitos interesses individuais e coletivos que o livre-mercado jamais poderia suprir. Para ficar com apenas um, peguemos o islã. Os muçulmanos acreditam num objetivo maior, o califado mundial, e em nome dele declaram a jihad a quem quer que se coloque no caminho. O islã é uma ideologia política imperialista, talvez a mais potente em ação no mundo hoje. Expande-se militarmente, culturalmente, demograficamente e politicamente.

    Imaginemos um mundo do livre-mercado, onde haja ainda um forte bolsão muçulmano entre África, Ásia, Oriente Médio e Europa. Nos quesitos força e território, os homens livres até podem se defender da expansão islâmica (enquanto tiverem armas suficientes), mas e no campo cultural/político? Se outros homens livres decidirem aderir, e sempre os haverá, quem poderá impedí-los? E se essas famílias tiverem muito mais filhos que outras, e pela força dominarem regiões com pouca infra-estrutura de defesa, o que impedirá o califado mundial?
  • Bob brasileiro  07/08/2013 04:20
    Pois é Andre Cavalcante, Gunnar e demais, por isso é que ainda vejo em duvida de como pode surgir na pratica uma sociedade livre e totalmente baseada no livre mercado e na liberdade, mesmo esses sendo a melhor forma de organização social.

    Creio que o pano de fundo para a aceitação da liberdade como uma das melhores formas de organizar a sociedade e a economia é a educação pelas suas variadas formas de ser ministrada, pois essa funciona como uma socialização e meio formador da personalidade (influenciador e indutor), dando com isso o lastro necessário para a formação da psicologia social que impulsiona as ações humanas na direção do desejo de liberdade como um valor máximo dentro do horizonte existencial de um ser humano.

    Fica claro que a educação não acontece apenas na escola tradicional, mas em varias instituições sociais, como a família, a igreja, e tantos outros meios, inclusive o próprio estado, se bem que esse ultimo se nas mãos de estatizantes, tanto pior. Não é atoa que mentes estatizantes procuram monopolizar a educação apenas nas mãos do estado, e isso tem um objetivo, creio eu, de impor a ideologia predominante de tais grupos que estão no poder. Independente de quem estiver no poder, o grupo que estiver no leme, sempre vão procurar fortalecer o mecanismo de ação do poder, por meio do estado, dai a importância da ideia de enfraquecer o estado como instancia máxima de exercício do poder, para que a liberdade individual possa ser exercitada em maior grau possível. Creio que pode se afirmar de que existe poder alem do estado, deve existir poder alem dele, porque se não estaremos irremediavelmente fritos como indivíduos, e de sobra como coletividade também.
  • Andre Cavalcante  07/08/2013 14:45
    Gunnar, Bob brasileiro,

    É justamente porque vivemos hoje em uma época de divisão de trabalho, princípios morais mais sólidos que torna possível o ideal libertário.

    Por que não se vivia assim antes? Porque as relações humanas, até então, eram reguladas pelo uso da força. Assim, uns poucos que detém a força contra a maioria. Em geral seus motivos são egoístas ou orgulhosos. Por exemplo, sou rei agora porque "herdei" o trono de meu pai que era "rei" - e isso justificou várias guerras mundo afora.

    Como a maioria não pode ser forçada contra a vontade, é necessário todo um arcabouço de ideias e justificativas pseudo-morais para a que a maioria pense que o estado é um ente muito bom e que sem ele cê estaria perdido. Parece pouco mas é exatamente isso que acontece: propaganda (e como o Bob indicou, não é a toa que o estado tem em mãos uma das mais poderosas ferramentas de propaganda: a educação).

    Agora, só peço que não confunda liderança com o governo (do estado). Lideranças sempre existiram e sempre existirão; governos (de estados), coerção e tributação, não.

  • anônimo  07/08/2013 21:27
    'Para ficar com apenas um, peguemos o islã. Os muçulmanos acreditam num objetivo maior, o califado mundial, e em nome dele declaram a jihad a quem quer que se coloque no caminho. O islã é uma ideologia política imperialista'

    É bom você tentar estudar o outro lado da história e não só a versão 'fox news'.Aprender o que o estado de Israel vem fazendo com os países vizinhos por ex.
  • Gunnar  08/08/2013 14:55
    Acho que quem precisa estudar um pouco mais o "outro lado" é você, caro anônimo, aparentemente um engolidor acrítico da versão "sakamoto" da história.
  • Andre Cavalcante  07/08/2013 14:32
    VAN ALEXANDER: "responda também a pergunta que fiz: se todas estas instituições podem existir, por que o estado não pode?"

    Vou refazer essa sua pergunta e a resposta se posta óbvia: "se todas estas instituições podem existir, porque a instituição do roubo não pode?" - resposta óbvia: porque é moralmente incorreto roubar alguém. O estado é a instituição, por definição, que pratica o roubo sistemático e o uso da força em um território sobre a sua população, logo é moralmente incorreta a sua existência. Só isso!
  • anônimo  07/08/2013 21:14
    Como o libertarianismo lidaria com casos como este? Seria o trote visto como uma invasão de propriedade? Ao meu ver sim. Isto é uma invasão de propriedade. Mas qual a pena proporcional para uma invasão de propriedade como esta?
  • anônimo  07/08/2013 21:30
    Esse é um caso típico em que as duas partes nunca concordariam com a mesma justiça privada.
  • Mauricio.  08/08/2013 22:25
    Acho que este texto, apesar de bem antigo, pode ajudar a explicar de uma maneira fácil o que é o comunismo: www.engenhariae.com.br/colunas/professor-que-nunca-havia-reprovado-um-so-aluno/.
  • Paulo  09/08/2013 23:31
    No anarco capitalismo um judeu poderia ser julgado sobre leis judaicas, um católico sobre leis católicas.. E se um grupo de milionários quisesse viver sob as leis dos maltratadores de crianças? Eles se reúnem, compram uma terra boa, e ficam fazendo mal a crianças. Quem poderia impedi-los? Digamos que eles sejam autossuficientes, ninguém poderia nem sequer boicotá-los?
  • bruno  10/08/2013 01:47
    Paulo,

    Esse tal "se" costuma ser recorrente. O que te leva a crer que isto não acontece ou já aconteceu antes? É fácil lembrar de diversos casos de imperadores romanos ou até marajás...todos pedófilos estatais...

    Numa sociedade livre, pessoas negociam com pessoas por vontade própria. Veja o caso recente da fraude em licitações de manutenção das linhas de metrô...a Siemens bateu o pé e não quis mais charfundar junto com o Governo. Alguém o boicotou.

    Não existem pessoas que sabem fazer de "tudo", autossuficientes. O troca-troca de mercadorias e serviços é intenso e vital atualmente.

    E mais, a reputação daqueles que negociam com pedófilos os faria perder clientes. Aí as trocas vão acabando, acabando. Os pedófilos ou quaisquer outros tipos que não possuem um mínimo de aceitação estão destinados à extinção.

    Toda essa conversa vale tbm para adeptos do canibalismo ou outras formas de governo exóticas... Vê-se que um país como a Coréia do Norte vai ficando cada vez menor...

  • anônimo  10/08/2013 11:17
    Se você colocar um monte de 'se's cada qual mais absurdo e improvável, claro que vai chegar no ponto em que um criminoso não vai ser punido.
    Pra ter um julgamento claro você tem que pensar nesses 'se's no sistema atual e ver se seria diferente.
  • bruno  10/08/2013 18:12
    Ah, esqueci das festinhas bunga-bunga do Sr. Berlusconni. Mais um exemplo de pedofilia estatal, só que dessa vez contemporâneo.


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