O mercado transforma tudo e todos em mercadoria?

Mais clichês já foram proferidos sobre o capitalismo e a economia de mercado do que sobre qualquer outro fenômeno social.  Recentemente, lendo as atas de um simpósio internacional ocorrido em 1982, editadas por Walter Block e Irving Hexham, deparei-me com essa observação:

A filosofia do livre mercado nos faz olhar para toda a vida social como se ela fosse um mercado... Ela leva as pessoas a considerarem tudo que as cerca como mercadorias, como coisas que têm preços, como objetos a serem usados.

Quem disse isso realmente é o de menos, embora devo esclarecer que nenhum dos dois editores foram os culpados por isso (duvido que Walter Block diria algo assim mesmo sob ameaça de tortura).  Não se trata de um argumento atípico: o livre mercado supostamente "mercadoriza" tudo, e reduz toda a vida a uma questão de cédulas e moedas.

Mas será que é realmente isso que o mercado faz?

Murray Rothbard descreveu o livre mercado como sendo simplesmente "o arranjo social em que os indivíduo praticam trocas voluntárias de bens e serviços".  Ao dar a um de seus livros o título Governo e Mercado, Rothbard estava situando "governo" e "mercado" como antinomias.  O mercado consiste em transações voluntárias entre agentes dispostos a transacionar; o governo, ou o "poder", introduz a coação nas relações humanas, criando efeitos coercivos que não teriam sido escolhidos voluntariamente pelos indivíduos. 

Se estado e mercado são opostos, comparemos então a pura economia de mercado com a pura aplicação do poder — o serviço militar obrigatório.  O recrutamento compulsório consiste em um grupo de pessoas sobre as quais o estado declara ter o direito de utilizar seus corpos em conflitos que envolvem a imposição de violência e o alto risco de morte.  O risco moral presente no recrutamento compulsório é óbvio: o estado estará mais preparado para iniciar guerras e incorrer em táticas propensas a gerar significantes perdas de vidas caso o custo de tal atividade seja socializada e os soldados utilizados sejam, do ponto de vista do estado, praticamente sem custos.  Se houver muito mais de onde aquelas centenas de milhares de soldados vieram, e nenhuma das autoridades tiver de ser responsabilizada por qualquer custo gerado pela perda de vidas, então é de se esperar que tal arranjo gere mais negligência com a vida humana do que em outro contexto.

Nosso crítico diz que o mercado "leva as pessoas a considerarem tudo que as cerca como mercadorias, como coisas que têm preços, como objetos a serem usados".  Mas não seria exatamente isso que o estado faz no caso do recrutamento compulsório, essa que é a mais antimercado das transações?  O estado vê o populacho como uma simples matéria-prima a ser empregada, involuntariamente, na busca dos perigosos e violentos objetivos do estado — em outras palavras, como "um objeto a ser utilizado."  Com uma diferença: o estado sequer paga um preço mutuamente acordado pela mão-de-obra que ele recruta!

É assim que o estado se comporta continuamente.  Ele não precisa interagir com as pessoas ou ter qualquer consideração por suas preferências e direitos; muito menos ele se sente na necessidade de negociar termos satisfatórios com elas.  Ele sempre pode agir unilateralmente, de modo que, ao indivíduo, não reste outra alternativa senão aceitar o que quer que o estado tenha determinado em relação a questões como o quanto de sua propriedade será expropriada, o que seu filho aprenderá na escola ou para onde ele será enviado para lutar e morrer.

Já no mercado existe o sistema de preços.  Os preços de mercado exercem uma importante função, além de tornarem possíveis tanto o cálculo econômico quanto a ampliação da divisão do trabalho.  Os preços de mercado implicam propriedade, a qual por sua vez implica o direito de se desfazer do bem do qual se é dono.  Se o preço que ofereço não lhe agrada, você não precisa executar seu serviço laboral para mim.  Se o preço que ofereço não lhe agrada, você não precisa entregar sua propriedade para mim.  Os preços de mercado nos relembram que a cooperação social tem de trazer em si uma cooperação genuína, o que significa que nenhum lado de uma transação tem o direito de trapacear ou roubar o outro, uma vez que essa é a moralidade do criminoso.  Ao contrário deste, os participantes do mercado precisam chegar a acordos que sejam mutuamente satisfatórios para que uma transação ocorra.

Os preços de mercado, em outras palavras, não são coisas artificiais e malvadas que desestimulam a cooperação social.  Ao contrário: são eles, acima de tudo, que tornam possível a cooperação social.  Eles transmitem a regra de que nós não podemos simplesmente sair andando por aí como selvagens egocêntricos, tomando o que quisermos dos outros, como se nada e ninguém pudesse sobrepujar nossas demandas e desejos.  Temos de estar sempre dispostos a oferecer algo em troca das coisas que queremos adquirir, de modo que a pessoa que está nos oferecendo o bem que queremos possa também melhorar suas condições — ao invés de ser por nós explorada, sem qualquer consideração para com seu bem estar.

Com o estado, por outro lado, o preço é aquele que ele próprio determina.  Ele vai ofertar serviços que você não quer, que você nunca vai usar e que você pode até achar moralmente repugnante — e então vai dizer que você tem de pagar por eles.  Em caso de desapropriação (domínio eminente), quando o estado confisca sua propriedade para benefício próprio, ele irá lhe pagar alguma coisa, porém será o próprio estado quem vai decidir exatamente quanto vai lhe pagar.  Como isso pode ser preferível a um mundo em que cada indivíduo tem a liberdade de declarar os termos em que ele aceita dispor de sua propriedade e mão-de-obra?  Como isso pode ser preferível a um mundo em que nenhuma transação ocorre a menos que ambos os lados voluntariamente concordem em fazê-la?

É o estado, portanto, e não o mercado, que "considera tudo que [o] cerca como mercadoria... como objetos a serem usados."  Precisamente porque age fora do mercado, o estado pode criar preços arbitrários para seus serviços, fazer com que esses preços sejam diferentes para diferentes classes de pessoas e, no fim, ameaçar usar de força física contra qualquer um que se recuse a pagá-los.  Quem mais na sociedade civil pode se comportar assim?

Agora, nosso crítico pode retrucar dizendo que não deseja dispensar o mercado como um todo, mas apenas quer ver o mercado tendo uma participação menor na sociedade.  Mais: ele quer apenas estimular uma abordagem mais democrática e comunitária da propriedade e de seu uso.  Porém, nem uma votação democrática e nem linguagens floreadas alteram minimamente a questão moral.  Se uma maioria de eleitores vota a favor de me expropriar ou de me mandar para lutar uma das guerras que o estado empreende pelo mundo afora, a situação em nada difere em termos morais de uma situação em que o estado tivesse feito essas coisas por conta própria.

Quanto ao mercado ter uma menor participação na sociedade, há a inevitável consequência: quanto menor for a sua participação, maior será a participação da arbitrariedade e da força, as quais aumentarão na mesma proporção em que o mercado encolher.  Se a livre interação de proprietários não mais puder determinar os termos em que os indivíduos irão interagir entre si, então a ameaça da força assumirá tal função.  E aí nós veremos qual sistema realmente considera todos como "objetos a serem usados".

Nada é mais fácil ou mais elegante do que condenar o suposto materialismo do mercado.  Mas esse tipo de retórica é o inimigo do pensamento racional.  A escolha é clara: propriedade privada e preços de mercado ou a lei da selva.  E afetações de cinismo em relação ao mercado ou ilusões românticas sobre como a vida seria mais legal sem ele não podem obscurecer essa escolha fundamental.


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SOBRE O AUTOR

Thomas Woods


A meu ver, essa "desregulamentação" estatal sobre a terceirização não passa de uma intervenção, de feição "liberal", que não implicará nos efeitos desejados e previstos.

Basicamente, pelo que eu entendi, a intenção do governo é gerar mais empregos que de fato paguem salários realmente vinculados à riqueza produzida pelo empregado. Com isso, busca se mover a economia, através de poupanças, maior capital do empregador para investimento e consumo real dos empregados. Desse modo, o Estado pode arrecadar mais, pois, na análise de Smith que é complementanda pelo autor do artigo, a especialização (terceirização) gera riqueza e prosperidade. Fugindo, portanto, do ideal keynesiano de que quanto maior o consumo de quem produz maior o progresso, negligenciando a possível artificialidade dessa troca.

Minha objeção consiste em afirmar que a regulamentação do modo que foi feita não é benéfica para o Estado, logo, como tudo no Brasil, querendo ou não, está ligado à esse ente, não torna se benéfica ao indivíduo.

Primeiro, pelo fato de que, as empresas que contratam outras empresas terceirizadas podem ter um elo empregatício direito com os empregados dessa última. Nessa perspectiva, caso uma terceirizada, receba os repasses do contratante, porém não esteja pagando os benéfícios/ salários dos seus empregados em dia, sob alegações diversas, iniciará se um processo judicial entre a empresa contratada e o contrante para solucionar esse caso, haja vista que é do interesse do terceirizado receber o que lhe é devido. Consequentemente, o tempo depreendido, os custos humanos e financeiros são extremamente onerosos para a empresa contratante, de modo que, sua produtividade e poder de concorrencia no mercado é reduzida. Ou seja, a continuidade do desrespeito aos contratos firmados e a morosidade da Justiça, práticas comuns no país, muitas vezes, anulam a ação estatal que visa gerar mais empregos e melhorar a produtividade das empresas. O que afeta principalmente os empreeendedores com um capital menor e que operam em mercados menos regulados. Logo, busca se intervir para corrigir um problema, sendo que o corolário dessa nova intervenção é exaurido por uma ação feita anteriormente

Outro ponto pouco abordado por vocês é que as terceirizações beneficiam também os empresários oriundos de reservas de mercado. Logo, uma ação estatal que, a posteriori privilegia os amigos dos políticos, não pode implicar nas consequências previstas a priori. Isso porque, a possibilidade contratação de terceirizados a partir de salários menores do que de fato seriam em um contexto natural/equilibrado torna se muito mais viável para os corporativistias, pelo simples fato de que seus acordos com agências e orgãos públicos influenciam também nas decisões judiciárias que envolvem a sua empresa e a empresa terceirizada. Desse modo, o megaempresário contrata a empresa terceirizada e estabelece um acordo onde há um repasse menor da grande empresa para a terceirizada e, na sequência, apenas uma parte muito pequena, não correspondente ao valor gerado, desse repasse para a empresa terceirizada é convertida em salários para os terceirizados, onde a empresa terceirizada acaba lucrando mais, ao ter menos gastos. Portanto, um terceirizado que trabalha para uma empresas monopolística (no sentido austríaco) possui maiores chances de ser ludibriado e não lhe resta muitas opções de mudança de nicho, haja vista que infelizmente inúmeros setores do mercado brasileiro sofrem regulação e intervenção constante do governo.

No mais, ótimo artigo.
Gustavo, os Dinamarqueses podem usufruir desse tipo de assistencialismo, justamente porque o mercado deles é produtivo.

O mercado deles é produtivo como consequência da LIBERDADE DO MESMO, como o próprio artigo aponta.

Lá não existe salario mínimo, o imposto sobre o consumo é baixo, assim como o imposto sob pessoa jurídica.
No máximo, o imposto de renda é alto, mas eles tem uma moeda forte e estável, um lugar livre pra se empreender e contratar alguém(não existe nem salário minimo lá!).

Defender o modelo Dinamarques na situação Brasileira demonstra toda a ignorância básica em economia, nosso mercado fechado produz pouco pra aguentar um estado desse tamanho. Ainda sim, o estado da Dinamarca é menor que o Brasileiro, nunca ouvi falar sobre lá ter quase 40 ministérios, nunca ouvi falar lá sobre a existência de Agencias Reguladoras em todos os setores do Mercado, nunca ouvi falar lá sobre a existência de centenas de estatais!

E mais, a crise Sueca dos anos 80 justamente explica isso, o Welfare explodindo nessa época acabou ''sufocando'' o mercado, deixando-os em uma crise enorme de déficits astronomicos.
Qual foi a solução?

Austeridade e Livre-Mercado, na década de 90 a suécia voltou a crescer fortemente, uma reforma radical de corte de gastos e liberdade de mercado, no fim das década de 80 e começo da 90, permitiu que a Suécia saísse da crise causada pelo Welfare.

Mas por fim, você acha justo tirar o dinheiro das pessoas a força pra sustentar tudo isso para os que não querem trabalhar?

Antes de qualquer boa consequência, analise a ética e a moral.
É como querer defender o homicídio, dizendo que isso amenizara a escassez na terra no futuro. Não interessa, homicídio de inocentes é errado, é irrelevante as boas ou ruins consequências que o crime pode trazer.

E mais, Noruega já esta retirando dinheiro do seu fundo, mais uma vez veremos mais uma crise em alguns escandinavos, o peso do estado não dura muito, por mais produtivo que um mercado seja. É economicamente impossível, a empiria da ciência economica prova isso!

O texto apenas demonstra que o sistema capitalista, ainda mais a forma liberal, é totalmente ineficiente.

Senão vejamos,

1: hoje já não é proibido nenhuma empresa ter seus laboratórios e certificados de qualidade internos ou externos, inclusive no Brasil existe a certificação "Certified Humane Brasil é o representante na América do Sul da Humane Farm Animal Care (HFAC), a principal organização internacional sem fins lucrativos de certificação voltada para a melhoria da vida das criações animais na produção de alimentos, do nascimento até o abate"; (não necessita liberalismo para isso), inclusive a Korin agropecuária é certificada por essa empresa, entre tantas outras.

2: Não é proibido nenhuma instituição avaliar a qualidade dos produtos e denunciar caso seja de péssima abaixo do esperado; (não necessita liberalismo para isso também)

3: No liberalismo estas mesmas instituições que avaliariam a qualidade ou emitiriam certificados poderiam ser construídas justamente para os objetivos do bloco gigante de algum ramo, como por exemplo carne, tendo esse poder eles também teriam o poder de patrocinar jornais e revistas para desmentir qualquer empresa de certificados privados concorrente e pronto, num mundo globalizado quem não aparece não é visto. O lucro dos grandes blocos estaria garantido... num capitalismo sem regulação estatal quem iria impedir isso? Da mesma forma que a "Certificadora" do grande grupo poderia difamar as carnes de um grupo concorrente.

claro, se não existissem grupos, talvez até funcionaria, porém pq não criar grupos para ter maior vulto de recursos para maior propaganda e maior lucro? Justamente. Apenas prova objetivo maior - lucro - é o motor para irregularidades, seja de agente público ou privado.

aguardando respostas...

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Henrique Figueiredo Simoes  22/07/2013 13:51
    Grande Thomas Woods! Mais uma vez, colocando os pingos nos "is".
  • Renato  22/07/2013 16:01
    Thomas Woods poderia ensinar isso para o libertário revoltadinho Daniel Fraga:

    www.youtube.com/watch?v=MhBrwOyg-H8

    www.youtube.com/watch?v=Wn3_DdAGURg

    Impressionante que nos vídeos do Daniel Fraga, o revoltadinho conseguiu dar sustendo ao imoral Karl Marx onde o alemão imbecil disse que no capitalismo tudo vira produto!
  • Felipe de Lima  22/07/2013 18:55
    Eu ainda não assisti esses vídeos, mas te digo que simpatizo com o Daniel Fraga.Ao menos ele se revolta e tenta propor soluções diferentes das "sociais".Se até mesmo Milton Friedman dava umas escorregadinhas, quem sou eu pra ficar cutucando as escorregadas alheias....rs. A questão que eu acho pertinente neste momento é como propagar estas informações aprendidas aqui, para que as pessoas tomem consciência da situação e tenhamos quem sabe a chance de ter um país menos avacalhado no futuro.
  • Wagner  22/07/2013 20:00
    Normalmente o Daniel Fraga ta certo no que ele fala; O problema é que o discurso dele não possui frivolidades e acaba sendo extremamente chocante pra uma pessoa que não tem conhecimento prévio das ideias libertárias.
    Lembro de um vídeo dele onde ele fala que as mães deveriam ter a liberdade de vender bebês para casais interessados em adotar, dessa forma problemas como crianças sendo jogadas em lixeira poderiam acabar; Em outro ele fala que uma pessoa não pode invadir a casa de outra com o pretexto de acabar com focos de dengue (o que está corretíssimo).
    Essas ideias são fáceis de assimilar para pessoas que anseiam por liberdade mas parecem o caos completo para um estatista, dai ele ganhou a fama de maluco.
  • anônimo  22/07/2013 20:14
    Oras, a liberdade de vender os bebês elas tem. O que parece que está sendo dito é que deveria existir um aparato legal para esta negociação ( regulamentação ), o que é algo ridículo de se defender.
  • Gredson  22/07/2013 20:53
    Eu pessoalmente sou fan do Daniel fraga. Nunca vi um vloguer com idéias tão claras no youtube igual a ele. E geralmente tudo que ele diz, tem um fonte de algum livro ou artigo.
  • Renato  22/07/2013 22:06
    "Ao menos ele se revolta e tenta propor soluções diferentes das 'sociais'."

    Felipe de Lima, vejo o Daniel Fraga como uma criança mimada para alguns assuntos. Eu disse para alguns assuntos: Eu pessoalmente gosto dos vídeos dele sobre economia, agora ele é até infantil quando fala sobre religião.

    "Se até mesmo Milton Friedman dava umas escorregadinhas, quem sou eu pra ficar cutucando as escorregadas alheias...."

    Bem, se você não viu os videos eu te adianto: O rapazinho quer um comercio de bebês. Se você acha que isso é apenas "umas escorregadinhas", eu não acho.

    "A questão que eu acho pertinente neste momento é como propagar estas informações aprendidas aqui, para que as pessoas tomem consciência da situação e tenhamos quem sabe a chance de ter um país menos avacalhado no futuro."

    Eu concordo com você, mas sem escorregadinhas.
  • Tiago  23/07/2013 10:13
    "O rapazinho quer um comercio de bebês. Se você acha que isso é apenas "umas escorregadinhas", eu não acho."

    Então talvez você precise estudar um pouco mais o libertarianismo, meu caro. Não há escorregada nenhuma aí.

    Tenho certeza de que Daniel Fraga, sendo libertário, não se referiu exatamente a "comércio de bebês" como se esses pudessem ser propriedade de alguém, mas sim compra e venda de guarda de crianças, e/ou barriga de aluguel (não vi os vídeos e não posso vê-los aqui onde estou).
    Essas atividades não somente são eticamente legítimas, como poderiam beneficiar muita gente, especialmente as crianças. Pais dispostos a vender a guarda de seus filhos são, de cara, menos propensos a dar uma boa educação a esses do que pais dispostos a pagar para ter filhos. Além disso, mulheres que engravidem acidentalmente poderiam ser convencidas a manter a gravidez indesejada em troca de remuneração.

    Querer impedir o comércio da guarda de crianças e a barriga de aluguel é o tipo de estupidez moralista que acaba sendo pior justamente para com aqueles que supostamente se quer proteger.
  • Wagner  23/07/2013 14:56
    Justamente por isso eu digo que para entender o Daniel Fraga você precisa ter um conhecimento prévio no assunto; Ele não QUER um "comércio de bebês", ele apenas não se opõe a sua liberdade de comercializar a guarda do seu filho. Isso é liberdade, eu não quero me drogar mas eu não me oponho ao seu direito de se drogar; Eu não quero comprar uma arma mas eu não me oponho ao seu direito de comprar uma arma.
    Você pode fazer o que quiser desde que você não agrida outras pessoas no processo, isso que o Daniel Fraga prega.
  • Felipe de Lima  23/07/2013 23:40
    Prezado Renato,

    Primeiramente, fico feliz que tenha se unido aos comentários em questão.Com relação ao vídeo, realmente eu não assisti ainda, mas meu comentário foi bem generalista.Falando especificamente sobre o comércio de bebes, eu não saberia dar um parecer acertivo, pois
    posso perder parâmetros ao julgar os cenários.Bom, com relação à capacidade reprodutiva de uma mulher, desconsiderando sua qualidade de vida (e nisso eu levo em consideração a parte estética também...), quantos bebes uma mulher seria capaz de gerar?Além disso, como o processo de gestão seguro (no que tange à saúde) poderia ser oneroso à mesma?E até quanto estariam as pessoas dispostas a pagar pela guarda de uma criança?Lembrando que o processo de gestão é de 9 meses, só para fins de registro.Por que eu estou falando sobre isso?Para pensar e realmente saber se seria viável para qualquer mulher tentar "empreender através de seus ovários", se é que me entende.Eu não sei.Eu sei muito bem que antigamente as famílias eram mais numerosas do que hoje(não que isso fosse uma regra), com cerca de 8 a 14 filhos, por ae. É bastante filho admito.Só não faço a mínima idéia da viabilidade desse processo.Ademais, realmente tenho o mesmo posicionamento do colega Tiago, não vejo nada de "imoral" nisso, até por que, algo que é comum hoje em dia é bariga de aluguel.E sinceramente, não vejo uma predisposição do público feminino para tentar tal "empreendimento".
  • Me  22/07/2013 21:09
    Brasil precisa de mais Danieis Fragas.
  • anônimo  24/07/2013 13:15
    Menos, "Me". 1/2 Leandro Roque dá de 20 a zero num Daniel Fraga.
  • Emerson Luis, um Psicologo  26/07/2013 11:27
    Mesmo sem entrar no mérito moral da questão, ela é complexa em termos econômicos. Lembrem-se de que as pessoas reagem a incentivos: quando o governo, para combater a praga de ratos no Rio de Janeiro no começo do século XX, passou a comprar ratos para que as pessoas os capturassem e exterminassem, alguns começaram a criar ratos em viveiros para vende-los.

    Da mesma forma, algumas mulheres podem ter de propósito gravidezes que não podem e não querem criar, apenas para poder vender a guarda. Talvez fosse melhor apenas facilitar o processo de adoção.

    * * *
  • Me  22/07/2013 17:45
    Ultimamente tenho procurado posições contrárias as idéias colocadas neste site, mas tenho tido dificuldades. Qualquer verdade precisa ser constantemente testada pra manter-se verdade. A tendência do debate de idéias sempre vai trazer resultados positivos.

    Porém com pérolas do tipo "capital é limitado" fica difícil até de encontrar ânimo pra pesquisar. Já assisti um documentário do Zeitgeist, o que começa sobre alguns pesquisadores explicando como a falta de amor em bebês (o toque fisico, etc) tem efeitos fisiológicos negativos. Porém me pareceu apenas um apelo ao sentimentalismo para divulgarem suas idéias logo em seguida. Ou entendi errado? Talvez não percebido algo?
  • Felipe de Lima  22/07/2013 18:38
    Confesso que ainda não me aprofundei sobre esta corrente ideológica, mas pelo que vi por cima, se trata simplesmente de "mais do mesmo", como você pode notar no começo.
  • Lopes  22/07/2013 20:15
    Eu analisei a primeira parte do documentário TZM: Moving Forward como um estratagema para os seguintes fins: Conquistar autoridade científica frente ao público, o que elevaria a legitimidade das propostas políticas que desastrosamente viriam após o início. E, principalmente, estabelecer sorrateiramente que venha a existir futuramente um método científico para a criação do caráter dos novos indivíduos da sociedade baseado na maximização da "saúde" como ferramenta de legitimá-lo frente aos paradigmas culturais atuais de educação dos filhos.

    Formou-se aí a ideia sempre assídua entre movimentos de planejamento central de que uma evolução do homem decorrerá caso as amarras do status quo(Vide o sistema de classes em Marx) sejam quebradas. Entretanto, as promessas do documentário foram humildes quando comparadas às de Trotsky(Quem prometera um mundo repleto de Aristóteles caso ocorra o fim da burguesia), Skenner ou Marcuse; por tal motivo, não pude denunciá-los como tendo amarras socialistas neste ponto.

    O discurso do documentário é cientificamente coerente naquilo que tange a importância do contato humano(Especialmente da mãe) e ele não se opõe ao livre-mercado até então, mencionando uma relação(Embora sorrateiramente, devido ao uso ERRÔNEO da palavra "igualdade" em detrimento de "menos pobreza"; levando-nos a crer que são crentes na ideia da riqueza como soma-zero) entre nações mais igualitárias e menos crimes. Apesar de neste momento o filme aproximar-se quase que fatalmente de retórica esquerdista, ele não menciona ainda os meios mais eficientes pelos quais a pobreza pode ser eliminada; ponto chave onde qualquer defensor do livre-mercado estará em máxima segurança apesar da tendenciosa escolha de palavras.

    O documentário, conforme passam os minutos, passa a englobar tópicos políticos e declina rapidamente de qualidade argumentativa conforme a lista de convidados transforma-se em uma aristocracia universitária, "neo-positivistas" e gente presunçosa conhecedora dos arcabouços do infame livro do Gilberth(A sociedade afluente) que revolucionou a forma como os esquerdistas tentam criticar a produção mercadológica.

    Apesar de eles sofrivelmente tentarem explicar os desmandos da moeda fiduciária e do BACEN através de diversas imagens e 10 minutos de explicações, aparentemente não foram capazes(Propositalmente, talvez) de discernir entre Mises e todo esse arranjo, fazendo infamemente com que aquele que construiu os alicerces da TACE fosse lançado na fogueira daqueles que apoiam o regime atual através de uma citação de um parágrafo escrito por ele.

    Quando foram denunciados durante o documentário devido às semelhanças de seu "socialismo científico com super-computadores" ao marxismo, apenas fizeram uma piada, um espantalho e ignoraram a relevância de tal questionamento. Enfim, confesso que a habilidade cinematográfica de quem fez os filmes do TZM é altíssima e mesmo entre propostas um tanto risíveis, o documentário logra despertar os sentimentos daqueles que os assistem.
  • gabriel  23/07/2013 02:47
    Posso dizer que cheguei a este site principalmente por assistir a este documentário e procurar me informar melhor sobre esta parte bancária. A produção do filme é realmente muito boa, obvio que é visível a ingenuidade de tentar provar a criação de um mundo sem escassez. O 'sonho' final da proposta é obviamente cheia de furos irrealistas e basta exercitar um pouco a imaginação durante o filme mesmo para encontrar diversos 'problemas' que seriam gerados sem nem mesmo solução proposta.

    No mais, a parte que fala sobre o contato humano na infância, a mim faz muito sentido, o problema seria imaginar que existe uma 'maneira certa' ou 'método cientifico' como falam tanto no filme.
  • Mauricio.  23/07/2013 02:29
    Caraca. Se eu fosse pró-Estado, ia fingir que não tinha lido este texto. Indefensável!
  • Lucas  23/07/2013 03:34
    Estes dias estava a debater com um cara no youtube, tentei colocar alguma coisa de util na cabeça dele sobre o livre mercado, mas não adiantou nada, um esforço tremendo jogado fora, uma fé dura como rocha no Estado que nem a marreta mais poderosa do liberalismo poderia sequer rachar quanto mais quebrar. Mas o curioso em que durante o debate este ser diversas vezes citou um tal livro que eu pesquisei e descobri que tem ate um documentario baseado nele, se chama "Doutrina do Choque : A ascensão do capitalismo do desastre". Confesso que nem fui atras do livro, assisti apenas o documentario e pelo que eu vi ali, se aquilo for baseado no livro concerteza se trata de mais um besteirol esquerdista baseado na ignorancia economica e no pensamento anti-capitalista de uma "jornalista" chamada Nomi Klein. O problema é que busquei alguma critica ou resenha sobre o livo ou o documentario por parte de algum liberal ou site liberal ou conservador e nada a respeito, só encontrei uma pequena critica pouco detalhada no ordemlivre.org. Se alguem tiver visto outras favor postar o link aqui para mim ver, grato!
  • anônimo  23/07/2013 04:12
    Se o mercado transforma tudo e todos em mercadoria, eu não sei. Só sei que nunca na História da Humanidde, o ser humano foi tão objetificado como está sendo hj. Se bem que nunca na História da Humanidade, o estado esteve tão gigante como está hj. E veja só quem subsidia esta corrupção toda: exatamente o governo.
  • Rogério  06/08/2013 21:15
    Partindo-se do pressuposto que nenhum conhecimento deve ser desprezado, gostaria de deixar uma contribuição. Consideremos 2 aspectos do capitalismo:

    a) Individualismo;
    b) Superioridade absoluta da lei de mercado sobre o trabalho humano.

    A regulamentação da economia unicamente pela lei de mercado é contrária à justiça social, pois há necessidades humanas que não podem ser atendidas pelo mercado. É preciso priorizar uma regulamentação racional do mercado e das iniciativas econômicas de acordo com uma justa hierarquia de valores e em prol do bem comum.

  • Magno Carlos  06/08/2013 21:24
    Tentou falar bonito, mas acabou não dizendo nada.

    Em primeiro lugar, o que é justiça social?

    Quais as necessidades humanas que não podem ser atendidas pelo mercado? Confesso que essa é a questão que mais me deixou curioso. Afinal, se não for o mercado, quem irá produzir os bens e os serviços que satisfarão estas necessidades humanas? Os burocratas do governo?

    O que seria "priorizar uma regulamentação racional do mercado e das iniciativas econômicas"?

    Quem definiria qual seria "justa hierarquia de valores"? Você? Mas e se eu não concordar com a sua hierarquia? Como seria resolvido esse impasse?

    Define "bem comum" de uma maneira definitiva, que não gere espaço para dúvidas.


    Ao contrário dos outros sites, neste aqui não há moleza. Se a pessoa fala alguma coisa, ela é chamada a fundamentar suas palavras. Palavras vápidas não têm passe livre. (Aliás, passe livre seria uma "necessidade humana"?)
  • Rafael  07/08/2013 00:17
    Compartilho das suas dúvidas,Magno Carlos.
    Ainda acrescento outro questionamento para qualquer que puder responder: o que poderia significar "superioridade absoluta da lei de mercado sobre o trabalho humano"?

    Ps:Queria ter essa capacidade que os esquerdistas têm de escrever muito e não dizer nada. Na minha área isso é um tanto quanto apreciado.
  • Rogerio  08/08/2013 01:50
    Prezados,
    Em primeiro lugar, como o assunto em questão é o capitalismo me restringi a ele, expondo algumas argumentações. Como eu disse, creio que nenhum conhecimento deve ser desprezado. Assim, faço meus, agora, seus questionamentos. Falemos agora de socialismo/comunismo: a regulamentação econômica exclusivamente pelo planejamento centralizado perverte na base os vínculos sociais. Ah sim, o que ganho com esses comentários? Nada e tudo. Nada, em dinheiro. Tudo, em conhecimento (aprender de todos).

  • João  03/09/2013 16:25
    O mercado não vende apenas produtos, mas também sentimentos, como felicidade, superioridade, glamour. A felicidade tornou-se então mais um produto à venda. Mas esse não é um simples produto: é o objeto de desejo de 100% das pessoas da Terra. Todos, sem exceção, querem ser felizes, não importa como. A questão principal é que as pessoas compram o status e destaque social de ter um iPhone, o status e o destaque social de ter um Camaro, pois são coisas que NINGUÉM NECESSITA, as pessoas apenas QUEREM, e tudo que as pessoas compram por vaidade, vende, e vende muito, não importa o preço.
  • Neto  21/10/2013 18:37
    A velha ladainha da esquerda: a televisão diz: coma merda, e os imbecis, que formam opinião assistindo a novela das oito, vão lá e comem, e daí a culpa é do mercado e não deles de serem imbecis.
    Eu não tenho i-phone, nunca tive e nunca vou ter.Alias tenho um desprezo profundo pela apple, que ta mais pra empresa de cosméticos do que de tecnologia.A única coisa que ela sabe fazer é pegar um produto que já existe e fazer uma versão enfeitada e fresca dele.
    Também não quero ser feliz porque com um nível mínimo de leitura qualquer um deduz que esse negócio de ser feliz é uma grande besteirada. Eu quero resolver meus problemas, e até agora o livre mercado me ajudou muito mais do que o governo.
  • Rafael  05/10/2013 17:27
    João, o mercado pode vender o quiser, porem este mercado não aponta uma arma na sua cabeça e obriga a você a comprar nada. O mercado não é um regime e está pouco se importando em criar um sistema mundial ideal baseado nas etapas históricas hegelianas e marxistas. Ou seja, pura baboseira metafísica! Se você compra algo que não necessita o problema é seu. Já o Estado força a demanda quando intervém no mercado e usa a coerção quando cobra impostos. Você acha que existe alguma coisa gratuita no sistema Estatal? Você acha que as escola pública é gratuita? Na verdade quem paga as despesas do Estado geralmente são os mais pobres que na maioria das vezes nem utilizam os serviços do estado, porém se não pagarem seus impostos, vão presos! Mercado é persuasão, Estado é coerção. I-phone é inútil pra você? OK ninguém esta te obrigando a compra-lo, porém pra mim nada mais útil do que poder carregar uma biblioteca maior do que a de Alexandria no bolso.
    Convido você a estudar mais, porque até é compreensível sua opinião. Mas por favor, não se engane.
  • Cauê  21/10/2013 21:02
    "O mercado não é um regime e está pouco se importando em criar um sistema mundial ideal baseado nas etapas históricas hegelianas e marxistas."

    Discordo... A Apple por exemplo até fornece sua localização para o governo o.O

    Empresas como a Apple vão para China pois o ESTADO (em maiúsculo para te lembrar o tamanho do mesmo) fornece infraestrutura roubada dos cidadãos-escravos, educação no estilo espartano (nada de liberdade aqui), e mão-de-obra barata (escrava?) , que camufla a palhaçada dos outros países.

    Lembrem-se que dizem até haver campos de concentração na China.

    O que elas esperam depois eu não sei, pois já estão acabando os países razoavelmente livres, eles simplesmente não terão para onde correr. Vão ficar totalmente a mercê de governantes.

    Não existem inocentes aqui. Inclusive grande parte do povo tanto lá como aqui.
  • Rafael  22/10/2013 07:44
    Cauê, explique melhor esse seu confuso argumento de que o mercado por si só esta preocupado com teorias marxistas, já que foi isso que você tentou contra-argumentar. Sinceramente não entendi sua discordância
    O que voce descreveu é justamente o que ocorre num mercado fortemente regulamentado e não em um livre mercado. Uma empresa buscar lucros e seguir os melhores caminhos pra que ela consiga este lucro (como falar com o governo a sua localização) pra mim soa como algo totalmente natural, já um governo criar leis trabalhistas, distorcer a relação empregado e empregador, jogando-os uns contra os outros, aí sim é uma aberração. Exatamente o que ocorre na China, como voce bem descreveu. Talvez você ainda não tenha entendido que o que este site busca demostrar é que é justamente a intervenção politica/governamental é quem cria distorções que não existiriam sem a participação do ESTADO (aqui pelo menos voce entendeu o tamanho dele).
  • Cauê  25/10/2013 16:48
    Eu sei que o principal culpado são os governos. (e em grande parte dos consumidores também, eu nunca mais comprarei nenhum produto da Apple por exemplo).

    O que eu digo é que essa história de isentar as companhias de culpa é uma palhaçada.

    Inclusive eu acho que numa eventual quebra do atual estado e sistema que nos governam, deveria ser feito um julgamento amplo e ir atrás de todas essas companhias. Elas estão perpetuando a escravidão geral de todas as pessoas.
    Se elas utilizam-se dos congressistas, da justiça, da mídia, subornos, etc., são culpadas igualmente.

    Do mesmo modo como vocês reclamam das pessoas que defendem o estado, dos políticos e tudo mais.
    Se você pensar bem as pessoas pelo menos têm a desculpa de não saberem.

    As companhias também impõem a entrada das pessoas nos governos, nos EUA isso é notável (e notável também é a luta das pessoas contra essa palhaçada, infelizmente falharam).
    Assim como os governos impõem a entrada de companhias no mercado.
    (E as pessoas escolheram essa forma de governo muito tempo atrás então não venham com desculpas anarquistas, inclusive muito por causa do liberalismo).

    Isso também ocorre na ciência por exemplo. E aí não venham culpar os governos.

    Vocês deveriam cair na real.
    Infelizmente o que está em falta hoje são santos e não mercado.

    Você quer acabar com o governo em dois palitos ?
    Convença todos os empresários a pararem de produzir e as pessoas a pararem de trabalhar. O governo cai em menos de um mês.
  • Mignon  26/10/2013 01:51
    Cauê, recomendo este artigo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1714
  • Cauê  26/10/2013 03:32
    oops...
    Desculpem os erros...tinha escrito outras coisas antes...

    Aliás gostaria de propôr aos organizadores do website que a janela para comentar no caso de resposta fosse aberto embaixo do comentário em questão.

    _______________________________________________________________________________________

    Mignon ... Veja quando eu defendo a EA em discussões eu sempre mostro que se alguém tem a obrigação de agir moralmente são os políticos e todo o blah blah blah, e claro que você está votando no f.d.p. pra te representar e não no empresário. (no meu caso, do mesmo modo que a Apple não recebe meu dinheiro, nenhum político recebe meu voto).

    Eu acho que é absolutamente necessário boicote de algumas empresas e em alguns casos até julgamento criminal. Principalmente no mercado financeiro tem alguns casos absurdos. Essas pessoas têm de ser banidas do mercado para todo o sempre.
  • João  20/10/2013 02:48
    "este mercado não aponta uma arma na sua cabeça e obriga a você a comprar nada."

    E a pressão social diária (que começa na família, e depois tem a pressão dos colegas de escola, colegas de trabalho, amigos) para o indivíduo se "adequar" a modismos? Note que se você não se "vestir bem" (da maneira que os outros consideram "se vestir bem"), não tiver um carro bom, não tiver produtos eletrônicos "modernos", é logo considerado "cafona" e "fora de moda" e é discriminado..... Agora me diga: essa pressão social não é uma arma apontada na cabeça do indivíduo?
  • Neto  21/10/2013 18:28
    Não, não é. Só os fracos e fúteis se guiam pela opinião dos outros assim.
  • Renato Souza  21/10/2013 20:55
    Uma pessoa para quem a menor pressão social se apresente como uma arma apontada para a sua cabeça, é uma criança grande, que não cresceu interiormente. Tais pessoas são até perigosas, pois sempre que um líder ma intencionado busca o poder, forma um exército de "maria-vai-com-as-outras" que não sabem negar nada na ânsia de serem aceitos pelo grupo. Farão as maiores barbaridades, se lhes for ordenado, porque a exclusão do grupo lhes parece pior que a morte. Muitos adolescentes são assim, e sua suposta "revolta juvenil" é apenas a busca de aceitação pelo grupo (que realmente exclui) simulando uma revolta contra os pais (que ele sabe que não o excluirão, e por isso sua "revolta" é só uma farsa, não tem custos). Já é ruim o suficiente que pessoas de 17 ou 18 anos sejam assim (muitos tem mais firmeza de caráter que isso, e não praticam essa farsa). Mas pessoas ver de 25, 30 ou 40 anos agindo assim é grotesco.
  • Rafael  22/10/2013 07:47
    Joao, comparar coerção feita à base de violência com "pressão social", soa como uma infantilidade sem tamanho. Você tentar evitar que seus filhos não consumam por achar que são bens inúteis é problema totalmente seu enquanto pai. Cabe a você educar seus filhos e orienta-los da forma como você bem entender. Querer impedir toda a sociedade de consumir coisas que, para você são inúteis, chama-se coerção violenta, exatamente o que eu estou tentando demonstrar. Só por que voce acha um i-phone inutil e não quer assumir a responsabilidade de educar seu filho para não comprar um, agora vai querer que todos deixem de consumir i-phones por causa de sua preferencia supostamente superior?


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