O mercado transforma tudo e todos em mercadoria?
Mais clichês já foram proferidos sobre o capitalismo e a economia de mercado do que sobre qualquer outro fenômeno social.  Recentemente, lendo as atas de um simpósio internacional ocorrido em 1982, editadas por Walter Block e Irving Hexham, deparei-me com essa observação:

A filosofia do livre mercado nos faz olhar para toda a vida social como se ela fosse um mercado... Ela leva as pessoas a considerarem tudo que as cerca como mercadorias, como coisas que têm preços, como objetos a serem usados.

Quem disse isso realmente é o de menos, embora devo esclarecer que nenhum dos dois editores foram os culpados por isso (duvido que Walter Block diria algo assim mesmo sob ameaça de tortura).  Não se trata de um argumento atípico: o livre mercado supostamente "mercadoriza" tudo, e reduz toda a vida a uma questão de cédulas e moedas.

Mas será que é realmente isso que o mercado faz?

Murray Rothbard descreveu o livre mercado como sendo simplesmente "o arranjo social em que os indivíduo praticam trocas voluntárias de bens e serviços".  Ao dar a um de seus livros o título Governo e Mercado, Rothbard estava situando "governo" e "mercado" como antinomias.  O mercado consiste em transações voluntárias entre agentes dispostos a transacionar; o governo, ou o "poder", introduz a coação nas relações humanas, criando efeitos coercivos que não teriam sido escolhidos voluntariamente pelos indivíduos. 

Se estado e mercado são opostos, comparemos então a pura economia de mercado com a pura aplicação do poder — o serviço militar obrigatório.  O recrutamento compulsório consiste em um grupo de pessoas sobre as quais o estado declara ter o direito de utilizar seus corpos em conflitos que envolvem a imposição de violência e o alto risco de morte.  O risco moral presente no recrutamento compulsório é óbvio: o estado estará mais preparado para iniciar guerras e incorrer em táticas propensas a gerar significantes perdas de vidas caso o custo de tal atividade seja socializada e os soldados utilizados sejam, do ponto de vista do estado, praticamente sem custos.  Se houver muito mais de onde aquelas centenas de milhares de soldados vieram, e nenhuma das autoridades tiver de ser responsabilizada por qualquer custo gerado pela perda de vidas, então é de se esperar que tal arranjo gere mais negligência com a vida humana do que em outro contexto.

Nosso crítico diz que o mercado "leva as pessoas a considerarem tudo que as cerca como mercadorias, como coisas que têm preços, como objetos a serem usados".  Mas não seria exatamente isso que o estado faz no caso do recrutamento compulsório, essa que é a mais antimercado das transações?  O estado vê o populacho como uma simples matéria-prima a ser empregada, involuntariamente, na busca dos perigosos e violentos objetivos do estado — em outras palavras, como "um objeto a ser utilizado."  Com uma diferença: o estado sequer paga um preço mutuamente acordado pela mão-de-obra que ele recruta!

É assim que o estado se comporta continuamente.  Ele não precisa interagir com as pessoas ou ter qualquer consideração por suas preferências e direitos; muito menos ele se sente na necessidade de negociar termos satisfatórios com elas.  Ele sempre pode agir unilateralmente, de modo que, ao indivíduo, não reste outra alternativa senão aceitar o que quer que o estado tenha determinado em relação a questões como o quanto de sua propriedade será expropriada, o que seu filho aprenderá na escola ou para onde ele será enviado para lutar e morrer.

Já no mercado existe o sistema de preços.  Os preços de mercado exercem uma importante função, além de tornarem possíveis tanto o cálculo econômico quanto a ampliação da divisão do trabalho.  Os preços de mercado implicam propriedade, a qual por sua vez implica o direito de se desfazer do bem do qual se é dono.  Se o preço que ofereço não lhe agrada, você não precisa executar seu serviço laboral para mim.  Se o preço que ofereço não lhe agrada, você não precisa entregar sua propriedade para mim.  Os preços de mercado nos relembram que a cooperação social tem de trazer em si uma cooperação genuína, o que significa que nenhum lado de uma transação tem o direito de trapacear ou roubar o outro, uma vez que essa é a moralidade do criminoso.  Ao contrário deste, os participantes do mercado precisam chegar a acordos que sejam mutuamente satisfatórios para que uma transação ocorra.

Os preços de mercado, em outras palavras, não são coisas artificiais e malvadas que desestimulam a cooperação social.  Ao contrário: são eles, acima de tudo, que tornam possível a cooperação social.  Eles transmitem a regra de que nós não podemos simplesmente sair andando por aí como selvagens egocêntricos, tomando o que quisermos dos outros, como se nada e ninguém pudesse sobrepujar nossas demandas e desejos.  Temos de estar sempre dispostos a oferecer algo em troca das coisas que queremos adquirir, de modo que a pessoa que está nos oferecendo o bem que queremos possa também melhorar suas condições — ao invés de ser por nós explorada, sem qualquer consideração para com seu bem estar.

Com o estado, por outro lado, o preço é aquele que ele próprio determina.  Ele vai ofertar serviços que você não quer, que você nunca vai usar e que você pode até achar moralmente repugnante — e então vai dizer que você tem de pagar por eles.  Em caso de desapropriação (domínio eminente), quando o estado confisca sua propriedade para benefício próprio, ele irá lhe pagar alguma coisa, porém será o próprio estado quem vai decidir exatamente quanto vai lhe pagar.  Como isso pode ser preferível a um mundo em que cada indivíduo tem a liberdade de declarar os termos em que ele aceita dispor de sua propriedade e mão-de-obra?  Como isso pode ser preferível a um mundo em que nenhuma transação ocorre a menos que ambos os lados voluntariamente concordem em fazê-la?

É o estado, portanto, e não o mercado, que "considera tudo que [o] cerca como mercadoria... como objetos a serem usados."  Precisamente porque age fora do mercado, o estado pode criar preços arbitrários para seus serviços, fazer com que esses preços sejam diferentes para diferentes classes de pessoas e, no fim, ameaçar usar de força física contra qualquer um que se recuse a pagá-los.  Quem mais na sociedade civil pode se comportar assim?

Agora, nosso crítico pode retrucar dizendo que não deseja dispensar o mercado como um todo, mas apenas quer ver o mercado tendo uma participação menor na sociedade.  Mais: ele quer apenas estimular uma abordagem mais democrática e comunitária da propriedade e de seu uso.  Porém, nem uma votação democrática e nem linguagens floreadas alteram minimamente a questão moral.  Se uma maioria de eleitores vota a favor de me expropriar ou de me mandar para lutar uma das guerras que o estado empreende pelo mundo afora, a situação em nada difere em termos morais de uma situação em que o estado tivesse feito essas coisas por conta própria.

Quanto ao mercado ter uma menor participação na sociedade, há a inevitável consequência: quanto menor for a sua participação, maior será a participação da arbitrariedade e da força, as quais aumentarão na mesma proporção em que o mercado encolher.  Se a livre interação de proprietários não mais puder determinar os termos em que os indivíduos irão interagir entre si, então a ameaça da força assumirá tal função.  E aí nós veremos qual sistema realmente considera todos como "objetos a serem usados".

Nada é mais fácil ou mais elegante do que condenar o suposto materialismo do mercado.  Mas esse tipo de retórica é o inimigo do pensamento racional.  A escolha é clara: propriedade privada e preços de mercado ou a lei da selva.  E afetações de cinismo em relação ao mercado ou ilusões românticas sobre como a vida seria mais legal sem ele não podem obscurecer essa escolha fundamental.


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SOBRE O AUTOR

Thomas Woods


Ué, se a Vale era essa barbada toda, então por que esse cara não está rico? As ações foram vendidas livremente na bolsa, o que significa que ele poderia comprá-las livremente. No mínimo, poderia formar uma sociedade com vários amigos, comprar as ações, e então ficar rico com sua valorização.

Por que não fez isso?

Dizer que a empresa se valorizou após a privatização e daí afirmar que ela foi vendida a preço de banana é impostura intelectual. Quem afirma isso não sabe como funciona mercado e nem conhece a diferença entre gerência estatal e privada. E tem também de explicar por que não enriqueceu, já que sabia perfeitamente que a empresa estava subvalorizada.

Aliás, o grupo liderado pelo Votorantim perdeu o leilão de privatização da Vale. Antônio Ermírio de Moraes perdeu a oportunidade do século de ficar podre de rico. Se era tão óbvio que a mineradora estava desvalorizada, por que cargas d'água o então homem mais rico do país não ofereceu mais pelas bananas?

Detalhes:

1) O governo detinha apenas 42% do capital votante. Ou seja, o que foi a leilão não foi a empresa inteira, mas apenas 42% do capital votante. A empresa inteira estava avaliada em aproximadamente US$ 8 bilhões, sendo que a fatia vendida valia US$3,34 bilhões.

2) O leilão se deu na bolsa de valores, a preço de mercado. Qualquer um poderia ter participado. Logo, o Armando está correto. Quem hoje esperneia que a venda foi barata tem a obrigação de explicar por que não participou da venda. Se a empresa estava "a preço de banana", então o sujeito tinha a certeza de que a empresa iria se valorizar enormemente no futuro. Por que não montaram um consórcio e compraram ações? Era dinheiro certo. Não fizeram isso por quê? Odeiam dinheiro?

3) À época, ninguém imaginava que haveria um súbito e intenso boom no preço global das commodities, o que elevou o preço do minério de ferro para a estratosfera e impulsionou fortemente o valor da Vale.

Portanto, quem diz que a Vale foi vendida a "preço de banana" revela, com toda a sinceridade, profunda ignorância econômica.
Economista da UNICAMP(com letras garrafais, por favor),

Se a Petrobrás, a IMBEL, Eletrobrás(Furnas), Copel... são empresas eficientes, por que o governo usa o protecionismo para coibir concorrentes(até mesmo internacionais)? E mais, por que subsidiam essas empresas se elas são tão eficientes?

Em uma economia liberal, nunca vamos saber se aquela empresa é realmente de fato eficiente como você afirma. Para sabermos se ela realmente é eficaz deveríamos defender o mercado livre. Você está se baseando apenas em lucros que a empresa teve ao longo dos anos, mas lucros as custas do povo que paga impostos, porque o BNDES injetou dinheiro ao longo da era petista, e lucro em cima do entrave de novos concorrentes que o nosso governo pratica ao longo desses anos.

"Dê uma passeada pelos nossos corredores e veja se tu não vais te arrepiar. Conceição Tavares, Belluzzo, Aloísio Mercadante, Márcio Pochmann, duvido achar uma outra faculdade que ostente colossos tão imponentes no mundo acadêmico. Isso sem falar dos nossos ''filhos adotados'' como o Bresser, Celso Furtado, João Sayad, entre outros. Ah, aqui foi a casa do Plano Real, só para lembrar."

Sem comentários. Parece uma piada.

"Paliativo é ficar brincando de elevar as taxas de juros ou de sobrevalorizar o câmbio."

Nós nunca brincamos de elevar as taxas de juros, pelo contrário, acreditamos que os juros é redigido pelo mercado, e não em uma canetada como os economistas da UNICAMP(letras garrafais, por favor) defendem.
Sobrevaloriza o câmbio? De novo. Parece uma piada.
Pesquisa sobre Currency Board e depois conversamos.

"No setor agrícola para amenizar a inflação de alimentos, no setor energético(que é o principal culpado por essa inflação tão alta), isso sim são medidas concretas."

Inflação de alimentos é aumento de preço localizado, como foi o caso do feijão e do tomate. A melhor medida para combater a carestia gerada essencialmente pelo governo, é reduzir os impostos e LIBERAR O MERCADO PARA A ENTRADA DE CONCORRENTES. Com a burocracia estatal que é formada para obter uma reserva de mercado, garante que os empresários que estão sob proteção do governo, possa praticar qualquer preço sem qualquer tipo de concorrência que faria com que ele perdesse fatia do mercado por uma outra empresa que com medidas eficientes pudesse reduzir o preço dos alimentos.
Por mais que abaixasse o imposto, ele poderia praticar qualquer tipo de preço sem ser incomodado. E essa redução do imposto, esse mesmo empresário teria lucros maiores que poderia ter sob a reserva de mercado.

Setor energético culpado pela inflação? É isso que estão ensinando na UNICAMP(com letras garrafais, por favor)?

Bem que o Roberto Campos avisou: "O Brasil acaba com os economistas da Unicamp, ou eles acabam com o Brasil.
Bastaram cinco anos de assessoria direta de economistas da Unicamp à Presidente Dilma Rousseff, para a previsão de Roberto Campos se tornar realidade: expansão monetária, corporocracia, expansão das obras públicas, expansão dos cargos e salários públicos, intervenção estatal em toda a economia, corrupção e protecionismo comercial.
Provavelmente nenhuma economista fez tão mal ao Brasil quanto Maria da Conceição Tavares, mas além dela podemos destacar, em tempos recentes, o mais nocivo professor do país: Luiz Gonzaga Belluzzo.
Belluzzo nunca acerta qualquer previsão econômica, e é obcecado por gastos públicos. Como principal conselheiro econômico de Dilma Rousseff, convenceu-a a enterrar a bem sucedida matriz econômica "meta de inflação/câmbio flutuante/responsabilidade fiscal" por uma matriz heterodoxa "juros baixos, câmbio desvalorizado e aumento de gastos públicos". Foi, sem dúvida, um responsável direto pelo caos econômico que vivemos.
Agora, repetindo o que Lula falou há dois meses, Belluzzo tem a desfaçatez de dizer que a crise econômica é culpa de um suposto ajuste fiscal que Joaquim Levy estaria fazendo. Segundo Belluzzo, precisamos gastar mais ainda para sair da crise."
https://www.institutoliberal.org.br/blog/previsao-de-roberto-campos-e-o-ajuste-que-nunca-aconteceu/

"Quer dizer que a empresa desde 1953 é referência nacional, mas por causa de um governo ruim ela vira ''um grande cabide de empregos''? Aliás, esse tipo de problema acontece na esfera privada também."

Cabide de emprego na esfera privada? Você desconhece qualquer atividade empresarial para falar tal bobagem, nunca um empresário faria da sua empresa um cabide de emprego, ele opera com sistema de lucro e prejuízo, ele não pode se dar ao luxo de encher a empresa de empregados ineficientes.
Palavras de um empresário.

"Não, apenas defendo que as nossas empresas não fiquem vulneráveis à imperialistas que jogam sujo contra nós. "

Eles jogam tão sujo, que em países no ranking de abertura comercial, a população paga pelo melhores produtos pelo menor preço. Parece que a UNICAMP(com letras garrafais, por favor), está doutrinando os seus alunos a ter sentimentos nacionalistas que acaba prejudicando justamente quem eles querem proteger: a população.

Obrigado por vir até aqui e comprovar que Roberto Campos sempre esteve certo tanto da UNICAMP(com letras garrafais, por favor) quanto na petrossauro.

Abraço Economista da UNICAMP(com letras garrafais, por favor)
Olá amigos, sou um estudante do ensino fundamental e eu tenho interesse em economia, tenho um irmão mais velho que acompanha o site e sempre me disse que esse era o melhor site para aprender sobre meu interesse. Portanto, gostaria de aprender mais sobre as questões abaixo:
Obs: Gostaria de respostas curtas para maximizar meu aprendizado de forma que eu não acumule muito conteúdo de primeira. Eu tenho um conhecimento prático e limitado sobre a economia, justamente pelos ensinamentos do meu irmão.
Vamos começar.

Questão 1) O que é inflação de demanda?

Questão 2) O que é demanda agregada?

Questão 3) Inflação é sempre decorrente de expansão de crédito?

Questão 4) O que é base monetária?

Questão 5) O que define a taxa de juros em um livre mercado?

Questão 6) Como é definido a taxa de juros atualmente no Brasil?

Questão 7) Aumento na taxa de juros é pelo "risco país"?

Questão 8) Como é determinado o câmbio?

Questão 9) Qual o melhor sistema de câmbio?

Questão 10) Li recentemente em um site que temos 19 montadoras no Brasil, não seria livre mercado(pelo menos no setor automotivo)? (Sei que temos monopólio de fabricante de peças)
Cade acusa Fiat, Ford e VW de monopólio em fabricação de peças

Questão 11) Temos candidatos a presidente que tem como um slogan sob a sua campanha "Abaixar os juros" por um decreto? Isso seria uma decisão ruim ou boa? Não há uma contradição pela questão 7? Dilma dizia que abaixaria os juros e acabou não ocorrendo, pelo contrário, ela aumentou? Por que seria diferente com esse candidato?

Questão 12) Por que abolir o CVM? Qualquer empresa poderia entrar na bolsa sem burocracia estatal, de modo que impulsionaremos nossa economia com as empresas estrangeiras que abririam capital na nossa bolsa? Seria uma medida que o micro-empresário poderia rivalizar com os mega-empresários?

Questão 13) Por que abolir a infraero?

Questão 14) Por que abolir ANVISA?

Questão 15) Qual o potencial do Brasil?

Questão 16) Nióbio ajudaria no nosso desenvolvimento?

Questão 17) Exportação x Importação? Qual o melhor? Por que balança comercial é importante para economistas?
Importação é produtos do estrangeiro que vieram ao Brasil para serem vendidos, mas até onde sei até chegar a loja esses produtos ainda não foram vendidos? Por que os ataques histéricos com essa balança se nem ao menos sabem se o produto foi vendido(até mesmo pelo preço pela taxa de importação)?

Questão 18) Na China existe o trabalho escravo? Encontrei essa matéria de chineses apanhando por mau desempenho no trabalho

Questão 19) Por que a China vai explodir economicamente? Todos dizem que vai ser a maior economia do mundo até 2050, vocês acreditam?

Questão 20) Pelo que obtive do meu irmão, a Índia está fazendo algumas reformas liberais, apesar de tímidas estão ajudando a economia a crescer? Índia não poderia passar a China com essas reformas?

Questão 21) Acumulação de capital x consumismo(explique seus conceitos e qual o mais importante em uma economia)?

Questão 22) O que gera recessão?

Questão 23) O que torna um país rico?

Questão 24) Existe algum limite de crescimento que um país possa se ter? Exemplo do Japão que é do território do MS(Mato Grosso do Sul) pudesse dobrar a sua economia?

Questão 25) Por que a Irlanda cresceu 26% em um ano? Milagre econômico ou livre mercado?

Questão 26) Por que os países de livre mercado são taxados de paraísos fiscais? Hong Kong, Cingapura, Panamá, Ilhas Cayman, Suíça, Luxemburgo e outros? Austrália e Nova Zelândia entrariam nesse conceito?

Questão 27) Por que o Brasil cresceu apenas 4% na média na década passada?

Questão 28) O renminbi poderá passar o dólar como a moeda de troca internacional?

Questão 29) Existe zona de livre comércio em Xangai?

Questão 30) Por que a China tem esse "poderoso" PIB? Como ela conseguiu o tal "milagre"?

Questão 31) Por que o estado mínimo não é necessário?

Questão 32) Forças Armadas estatal x Forças Armadas privada(Qual o melhor e por que)?

Questão 33) Por que a Africa é pobre?

Questão 34) Somália é anarcocapitalista?

Questão 35) Milton Friedman é importante nas matérias econômicas(o que podemos aprender com ele?)?

Questão 36) Mises foi o mais importante economista do século 20?

Questão 37) Keynes x Mises e Keynes x Milton Friedman(maiores diferenças entre eles)?

Questão 38) Keynes é comunista, socialista ou capitalista interventor?

Questão 39) O que causou a Grande Depressão?

Questão 40) Explique o conceito de ciclos econômicos?

Questão 41) Qual a contribuição da Escola Austríaca(EA) nas ciências econômicas?

Questão 42) Qual a posição da EA na colonização de planetas? Ouvi dizer que podemos praticar atividades econômicas nesses planetas com agricultura e mineração(depois da terraformação)?

Questão 43) Meio ambiente x livre mercado(Qual o papel do livre mercado na conservação do meio ambiente)?

Questão 44) Amazônia poderia se internacionalizada por não protegemos nosso patrimônio? Não é agressão internacional para com o nosso país? Estão atrás da preservação ou das riquezas que nós temos no território?

Questão 45) Zona franca de Manaus funciona(qual o papel dela na economia brasileira)?

Questão 46) Empregos se tornam obsoletos enquanto outros surgem, qual a visão dos leitores e dos autores sobre a mineração espacial, internet das coisas e viagem espacial?

Questão 47) Pobreza diminuindo com a expansão do capitalismo, até quando a pobreza absoluta poderá ser erradicada?

Questão 48) De acordo com a revista Veja, se toda a água do planeta fosse representada por 200 litros, 195 litros seria de água salgada. 5 litros seria de água doce, mas a maior parte da água doce está nas geleiras ou em depósitos subterrâneos de difícil acesso, a humanidade tem a sua disposição para consumo apenas o equivalente a 20 mililitros de água. Qual o papel da iniciativa privada nessa questão abordada? Existe o processo de dessalinização em alguns países, mas em mãos do estado. Pelo que eu pude estudar tem inventores que poderiam mudar radicalmente a forma dessa dessalinização tornando a água abundante. Por que o estado não deixa os empresários disponibilizarem essa água para a população?

Questão 49) Os que defendem o controle populacional tem como uma das formas de culparem o capitalismo por tal descontrole. Ma em um país capitalista essa questão é exatamente ao contrário. Por que esses mesmo defensores não defendem o capitalismo, já que se provou um "controle" populacional?

Questão 50) Culpam o capitalismo pela fome do mundo, mas em países capitalistas uma das doenças que mais matam é a obesidade. Não é uma contradição? São hipócritas ou aparentemente sem limites de burrice para denegrir o sistema capitalista?

Questão 51) Já leram o Livro Negro do Capitalismo? É realmente culpa do capitalismo ou ações governamentais que são os verdadeiros culpados? Se é culpa do capitalismo, como um dono de um restaurante em Ohio possa ser culpado pelas mortes no Iraque?

Abraços e em breve farei mais algumas perguntas.
"Concordo que a desigualdade econômica possa ser benéfica socialmente. Porém ainda há pessoas que nem 0,50 centavos tem para sobreviver"

Então a sua preocupação é com a pobreza absoluta e não com a pobreza relativa.

"e mesmo com as políticas assistencialistas do governo não os permitem colocar em condições de consumidores para que possam consumir os serviços ofertados e muitas vezes trabalha não da forma que gosta e sim porque precisa sobreviver."

Essa frase contradiz a primeira. Primeiro você disse que a pessoa não tem nem 1 centavo (0,50 centavo é menos que 1 centavo), e agora diz que ela trabalha naquilo que não gosta.

A pessoa trabalha e não tem nem 1 centavo? Caramba....

Qualquer catador de papel e malabarista de semáforo consegue tranquilamente uns 10 reais por dia.

"Levando em conta que as máquinas tomaram boa parte do trabalho humano"

Desde o século XVIII isso acontece. E novas e mais agradáveis formas de trabalho foram descobertas. E é isso o que continuará acontecendo.

Ou você tem a arrogância da achar que não há mais empregos a serem descobertos e que tudo o que poderia ser inventado já o foi?

"um meio de adaptação seria o "trabalho intelectual""

Não necessariamente. Há hoje vários trabalhos que não podem ser substituídos por máquinas e nem dependem de "trabalho intelectual". Esportes, por exemplo. Professor de ioga. Chef de cozinha. Operador de máquina.

"No entanto contamos com um governo que não oferece ensino público gratuito e outras estratégias para que possam lançar os menos favorecidos ao mercado de trabalho."

Ué, não sei de onde você está teclando, mas, aqui no Brasil, o que não falta é ensino público "gratuito". Do maternal à pós-graduação. E toda a grade curricular é controlada pelo governo. É uma bosta? É. Assim como tudo que o governo faz.

E as pessoas ainda querem mais governo?

"Como então poderia ser resolvida essa questão, preservando a desigualdade econômica mas que possam colocar todos em condições de consumo?"

Explicado no próprio artigo. Quanto maior a oferta de bens e serviços, menores serão os preços deles. Isso está acontecendo desde a década de 1970 nos países ricos. Os preços das coisas só caem. No Brasil isso também poderia acontecer,
mas o nosso governo não deixa.

Se a sua preocupação é com a pobreza absoluta, então você tem de defender medidas que aumentem a quantidade de bens e serviços oferecidos, de modo que os preços deles caiam a ponto de permitir que qualquer um tenha acesso a eles.
"será que o verdadeiro motivo de se combater a acumulação de riqueza (tirando a mera inveja) não seria pelo fato de conhecermos a velha cobiça e ganância que degenera o homem com excesso de poder?"

Deixe-me ver se entendi. Você está dizendo que para combater "a velha cobiça e ganância" temos de dar poderes a políticos e burocratas (que são os seres mais gananciosos e cobiçosos do planeta), os quais irão tomar o dinheiro dos outros e redistribuir este dinheiro entre si? É isso mesmo?

Faz muito sentido.

"O Estado Democrático não mínimo, para fazer frente ao poderio econômico, não seria o mal mínimo preventivo desta desconfiança da "singularidade" da acumulação dos recursos financeiro-econômicos?"

A empiria lhe refuta.

Quem cria cartéis, oligopólios, monopólios e reservas de mercado, garantindo grandes concentrações financeiras, é e sempre foi exatamente o estado, seja por meio de regulamentações que impõem barreiras à entrada da concorrência no mercado (via agências reguladoras), seja por meio de subsídios a empresas favoritas, seja por meio do protecionismo via obstrução de importações, seja por meio de altos tributos que impedem que novas empresas surjam e cresçam.

Apenas olhe ao seu redor. Todos os cartéis, oligopólios e monopólios da atualidade se dão em setores altamente regulados pelo governo (setor bancário, aéreo, telefônico, elétrico, televisivo, TV a cabo, internet, postos de gasolina etc.).

Artigos para você sair desse auto-engano:

Brasil versus Romênia - até quando nosso mercado de internet continuará fechado pelo governo?

A diferença entre iniciativa privada e livre iniciativa - ou: você é pró-mercado ou pró-empresa?

Grandes empresas odeiam o livre mercado

Romaria de grandes empresários a Brasília - capitalismo de estado explicitado

E você ainda diz que é o estado quem vai impedir a concentração do mercado, aquela concentração que ele próprio cria e protege?

Por outro lado, não há e nem nunca houve monopólios no livre mercado. Empiria pura. Pode conferir aqui:

Monopólio e livre mercado - uma antítese

O mito do monopólio natural

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Henrique Figueiredo Simoes  22/07/2013 13:51
    Grande Thomas Woods! Mais uma vez, colocando os pingos nos "is".
  • Renato  22/07/2013 16:01
    Thomas Woods poderia ensinar isso para o libertário revoltadinho Daniel Fraga:

    www.youtube.com/watch?v=MhBrwOyg-H8

    www.youtube.com/watch?v=Wn3_DdAGURg

    Impressionante que nos vídeos do Daniel Fraga, o revoltadinho conseguiu dar sustendo ao imoral Karl Marx onde o alemão imbecil disse que no capitalismo tudo vira produto!
  • Felipe de Lima  22/07/2013 18:55
    Eu ainda não assisti esses vídeos, mas te digo que simpatizo com o Daniel Fraga.Ao menos ele se revolta e tenta propor soluções diferentes das "sociais".Se até mesmo Milton Friedman dava umas escorregadinhas, quem sou eu pra ficar cutucando as escorregadas alheias....rs. A questão que eu acho pertinente neste momento é como propagar estas informações aprendidas aqui, para que as pessoas tomem consciência da situação e tenhamos quem sabe a chance de ter um país menos avacalhado no futuro.
  • Wagner  22/07/2013 20:00
    Normalmente o Daniel Fraga ta certo no que ele fala; O problema é que o discurso dele não possui frivolidades e acaba sendo extremamente chocante pra uma pessoa que não tem conhecimento prévio das ideias libertárias.
    Lembro de um vídeo dele onde ele fala que as mães deveriam ter a liberdade de vender bebês para casais interessados em adotar, dessa forma problemas como crianças sendo jogadas em lixeira poderiam acabar; Em outro ele fala que uma pessoa não pode invadir a casa de outra com o pretexto de acabar com focos de dengue (o que está corretíssimo).
    Essas ideias são fáceis de assimilar para pessoas que anseiam por liberdade mas parecem o caos completo para um estatista, dai ele ganhou a fama de maluco.
  • anônimo  22/07/2013 20:14
    Oras, a liberdade de vender os bebês elas tem. O que parece que está sendo dito é que deveria existir um aparato legal para esta negociação ( regulamentação ), o que é algo ridículo de se defender.
  • Gredson  22/07/2013 20:53
    Eu pessoalmente sou fan do Daniel fraga. Nunca vi um vloguer com idéias tão claras no youtube igual a ele. E geralmente tudo que ele diz, tem um fonte de algum livro ou artigo.
  • Renato  22/07/2013 22:06
    "Ao menos ele se revolta e tenta propor soluções diferentes das 'sociais'."

    Felipe de Lima, vejo o Daniel Fraga como uma criança mimada para alguns assuntos. Eu disse para alguns assuntos: Eu pessoalmente gosto dos vídeos dele sobre economia, agora ele é até infantil quando fala sobre religião.

    "Se até mesmo Milton Friedman dava umas escorregadinhas, quem sou eu pra ficar cutucando as escorregadas alheias...."

    Bem, se você não viu os videos eu te adianto: O rapazinho quer um comercio de bebês. Se você acha que isso é apenas "umas escorregadinhas", eu não acho.

    "A questão que eu acho pertinente neste momento é como propagar estas informações aprendidas aqui, para que as pessoas tomem consciência da situação e tenhamos quem sabe a chance de ter um país menos avacalhado no futuro."

    Eu concordo com você, mas sem escorregadinhas.
  • Tiago  23/07/2013 10:13
    "O rapazinho quer um comercio de bebês. Se você acha que isso é apenas "umas escorregadinhas", eu não acho."

    Então talvez você precise estudar um pouco mais o libertarianismo, meu caro. Não há escorregada nenhuma aí.

    Tenho certeza de que Daniel Fraga, sendo libertário, não se referiu exatamente a "comércio de bebês" como se esses pudessem ser propriedade de alguém, mas sim compra e venda de guarda de crianças, e/ou barriga de aluguel (não vi os vídeos e não posso vê-los aqui onde estou).
    Essas atividades não somente são eticamente legítimas, como poderiam beneficiar muita gente, especialmente as crianças. Pais dispostos a vender a guarda de seus filhos são, de cara, menos propensos a dar uma boa educação a esses do que pais dispostos a pagar para ter filhos. Além disso, mulheres que engravidem acidentalmente poderiam ser convencidas a manter a gravidez indesejada em troca de remuneração.

    Querer impedir o comércio da guarda de crianças e a barriga de aluguel é o tipo de estupidez moralista que acaba sendo pior justamente para com aqueles que supostamente se quer proteger.
  • Wagner  23/07/2013 14:56
    Justamente por isso eu digo que para entender o Daniel Fraga você precisa ter um conhecimento prévio no assunto; Ele não QUER um "comércio de bebês", ele apenas não se opõe a sua liberdade de comercializar a guarda do seu filho. Isso é liberdade, eu não quero me drogar mas eu não me oponho ao seu direito de se drogar; Eu não quero comprar uma arma mas eu não me oponho ao seu direito de comprar uma arma.
    Você pode fazer o que quiser desde que você não agrida outras pessoas no processo, isso que o Daniel Fraga prega.
  • Felipe de Lima  23/07/2013 23:40
    Prezado Renato,

    Primeiramente, fico feliz que tenha se unido aos comentários em questão.Com relação ao vídeo, realmente eu não assisti ainda, mas meu comentário foi bem generalista.Falando especificamente sobre o comércio de bebes, eu não saberia dar um parecer acertivo, pois
    posso perder parâmetros ao julgar os cenários.Bom, com relação à capacidade reprodutiva de uma mulher, desconsiderando sua qualidade de vida (e nisso eu levo em consideração a parte estética também...), quantos bebes uma mulher seria capaz de gerar?Além disso, como o processo de gestão seguro (no que tange à saúde) poderia ser oneroso à mesma?E até quanto estariam as pessoas dispostas a pagar pela guarda de uma criança?Lembrando que o processo de gestão é de 9 meses, só para fins de registro.Por que eu estou falando sobre isso?Para pensar e realmente saber se seria viável para qualquer mulher tentar "empreender através de seus ovários", se é que me entende.Eu não sei.Eu sei muito bem que antigamente as famílias eram mais numerosas do que hoje(não que isso fosse uma regra), com cerca de 8 a 14 filhos, por ae. É bastante filho admito.Só não faço a mínima idéia da viabilidade desse processo.Ademais, realmente tenho o mesmo posicionamento do colega Tiago, não vejo nada de "imoral" nisso, até por que, algo que é comum hoje em dia é bariga de aluguel.E sinceramente, não vejo uma predisposição do público feminino para tentar tal "empreendimento".
  • Me  22/07/2013 21:09
    Brasil precisa de mais Danieis Fragas.
  • anônimo  24/07/2013 13:15
    Menos, "Me". 1/2 Leandro Roque dá de 20 a zero num Daniel Fraga.
  • Emerson Luis, um Psicologo  26/07/2013 11:27
    Mesmo sem entrar no mérito moral da questão, ela é complexa em termos econômicos. Lembrem-se de que as pessoas reagem a incentivos: quando o governo, para combater a praga de ratos no Rio de Janeiro no começo do século XX, passou a comprar ratos para que as pessoas os capturassem e exterminassem, alguns começaram a criar ratos em viveiros para vende-los.

    Da mesma forma, algumas mulheres podem ter de propósito gravidezes que não podem e não querem criar, apenas para poder vender a guarda. Talvez fosse melhor apenas facilitar o processo de adoção.

    * * *
  • Me  22/07/2013 17:45
    Ultimamente tenho procurado posições contrárias as idéias colocadas neste site, mas tenho tido dificuldades. Qualquer verdade precisa ser constantemente testada pra manter-se verdade. A tendência do debate de idéias sempre vai trazer resultados positivos.

    Porém com pérolas do tipo "capital é limitado" fica difícil até de encontrar ânimo pra pesquisar. Já assisti um documentário do Zeitgeist, o que começa sobre alguns pesquisadores explicando como a falta de amor em bebês (o toque fisico, etc) tem efeitos fisiológicos negativos. Porém me pareceu apenas um apelo ao sentimentalismo para divulgarem suas idéias logo em seguida. Ou entendi errado? Talvez não percebido algo?
  • Felipe de Lima  22/07/2013 18:38
    Confesso que ainda não me aprofundei sobre esta corrente ideológica, mas pelo que vi por cima, se trata simplesmente de "mais do mesmo", como você pode notar no começo.
  • Lopes  22/07/2013 20:15
    Eu analisei a primeira parte do documentário TZM: Moving Forward como um estratagema para os seguintes fins: Conquistar autoridade científica frente ao público, o que elevaria a legitimidade das propostas políticas que desastrosamente viriam após o início. E, principalmente, estabelecer sorrateiramente que venha a existir futuramente um método científico para a criação do caráter dos novos indivíduos da sociedade baseado na maximização da "saúde" como ferramenta de legitimá-lo frente aos paradigmas culturais atuais de educação dos filhos.

    Formou-se aí a ideia sempre assídua entre movimentos de planejamento central de que uma evolução do homem decorrerá caso as amarras do status quo(Vide o sistema de classes em Marx) sejam quebradas. Entretanto, as promessas do documentário foram humildes quando comparadas às de Trotsky(Quem prometera um mundo repleto de Aristóteles caso ocorra o fim da burguesia), Skenner ou Marcuse; por tal motivo, não pude denunciá-los como tendo amarras socialistas neste ponto.

    O discurso do documentário é cientificamente coerente naquilo que tange a importância do contato humano(Especialmente da mãe) e ele não se opõe ao livre-mercado até então, mencionando uma relação(Embora sorrateiramente, devido ao uso ERRÔNEO da palavra "igualdade" em detrimento de "menos pobreza"; levando-nos a crer que são crentes na ideia da riqueza como soma-zero) entre nações mais igualitárias e menos crimes. Apesar de neste momento o filme aproximar-se quase que fatalmente de retórica esquerdista, ele não menciona ainda os meios mais eficientes pelos quais a pobreza pode ser eliminada; ponto chave onde qualquer defensor do livre-mercado estará em máxima segurança apesar da tendenciosa escolha de palavras.

    O documentário, conforme passam os minutos, passa a englobar tópicos políticos e declina rapidamente de qualidade argumentativa conforme a lista de convidados transforma-se em uma aristocracia universitária, "neo-positivistas" e gente presunçosa conhecedora dos arcabouços do infame livro do Gilberth(A sociedade afluente) que revolucionou a forma como os esquerdistas tentam criticar a produção mercadológica.

    Apesar de eles sofrivelmente tentarem explicar os desmandos da moeda fiduciária e do BACEN através de diversas imagens e 10 minutos de explicações, aparentemente não foram capazes(Propositalmente, talvez) de discernir entre Mises e todo esse arranjo, fazendo infamemente com que aquele que construiu os alicerces da TACE fosse lançado na fogueira daqueles que apoiam o regime atual através de uma citação de um parágrafo escrito por ele.

    Quando foram denunciados durante o documentário devido às semelhanças de seu "socialismo científico com super-computadores" ao marxismo, apenas fizeram uma piada, um espantalho e ignoraram a relevância de tal questionamento. Enfim, confesso que a habilidade cinematográfica de quem fez os filmes do TZM é altíssima e mesmo entre propostas um tanto risíveis, o documentário logra despertar os sentimentos daqueles que os assistem.
  • gabriel  23/07/2013 02:47
    Posso dizer que cheguei a este site principalmente por assistir a este documentário e procurar me informar melhor sobre esta parte bancária. A produção do filme é realmente muito boa, obvio que é visível a ingenuidade de tentar provar a criação de um mundo sem escassez. O 'sonho' final da proposta é obviamente cheia de furos irrealistas e basta exercitar um pouco a imaginação durante o filme mesmo para encontrar diversos 'problemas' que seriam gerados sem nem mesmo solução proposta.

    No mais, a parte que fala sobre o contato humano na infância, a mim faz muito sentido, o problema seria imaginar que existe uma 'maneira certa' ou 'método cientifico' como falam tanto no filme.
  • Mauricio.  23/07/2013 02:29
    Caraca. Se eu fosse pró-Estado, ia fingir que não tinha lido este texto. Indefensável!
  • Lucas  23/07/2013 03:34
    Estes dias estava a debater com um cara no youtube, tentei colocar alguma coisa de util na cabeça dele sobre o livre mercado, mas não adiantou nada, um esforço tremendo jogado fora, uma fé dura como rocha no Estado que nem a marreta mais poderosa do liberalismo poderia sequer rachar quanto mais quebrar. Mas o curioso em que durante o debate este ser diversas vezes citou um tal livro que eu pesquisei e descobri que tem ate um documentario baseado nele, se chama "Doutrina do Choque : A ascensão do capitalismo do desastre". Confesso que nem fui atras do livro, assisti apenas o documentario e pelo que eu vi ali, se aquilo for baseado no livro concerteza se trata de mais um besteirol esquerdista baseado na ignorancia economica e no pensamento anti-capitalista de uma "jornalista" chamada Nomi Klein. O problema é que busquei alguma critica ou resenha sobre o livo ou o documentario por parte de algum liberal ou site liberal ou conservador e nada a respeito, só encontrei uma pequena critica pouco detalhada no ordemlivre.org. Se alguem tiver visto outras favor postar o link aqui para mim ver, grato!
  • anônimo  23/07/2013 04:12
    Se o mercado transforma tudo e todos em mercadoria, eu não sei. Só sei que nunca na História da Humanidde, o ser humano foi tão objetificado como está sendo hj. Se bem que nunca na História da Humanidade, o estado esteve tão gigante como está hj. E veja só quem subsidia esta corrupção toda: exatamente o governo.
  • Rogério  06/08/2013 21:15
    Partindo-se do pressuposto que nenhum conhecimento deve ser desprezado, gostaria de deixar uma contribuição. Consideremos 2 aspectos do capitalismo:

    a) Individualismo;
    b) Superioridade absoluta da lei de mercado sobre o trabalho humano.

    A regulamentação da economia unicamente pela lei de mercado é contrária à justiça social, pois há necessidades humanas que não podem ser atendidas pelo mercado. É preciso priorizar uma regulamentação racional do mercado e das iniciativas econômicas de acordo com uma justa hierarquia de valores e em prol do bem comum.

  • Magno Carlos  06/08/2013 21:24
    Tentou falar bonito, mas acabou não dizendo nada.

    Em primeiro lugar, o que é justiça social?

    Quais as necessidades humanas que não podem ser atendidas pelo mercado? Confesso que essa é a questão que mais me deixou curioso. Afinal, se não for o mercado, quem irá produzir os bens e os serviços que satisfarão estas necessidades humanas? Os burocratas do governo?

    O que seria "priorizar uma regulamentação racional do mercado e das iniciativas econômicas"?

    Quem definiria qual seria "justa hierarquia de valores"? Você? Mas e se eu não concordar com a sua hierarquia? Como seria resolvido esse impasse?

    Define "bem comum" de uma maneira definitiva, que não gere espaço para dúvidas.


    Ao contrário dos outros sites, neste aqui não há moleza. Se a pessoa fala alguma coisa, ela é chamada a fundamentar suas palavras. Palavras vápidas não têm passe livre. (Aliás, passe livre seria uma "necessidade humana"?)
  • Rafael  07/08/2013 00:17
    Compartilho das suas dúvidas,Magno Carlos.
    Ainda acrescento outro questionamento para qualquer que puder responder: o que poderia significar "superioridade absoluta da lei de mercado sobre o trabalho humano"?

    Ps:Queria ter essa capacidade que os esquerdistas têm de escrever muito e não dizer nada. Na minha área isso é um tanto quanto apreciado.
  • Rogerio  08/08/2013 01:50
    Prezados,
    Em primeiro lugar, como o assunto em questão é o capitalismo me restringi a ele, expondo algumas argumentações. Como eu disse, creio que nenhum conhecimento deve ser desprezado. Assim, faço meus, agora, seus questionamentos. Falemos agora de socialismo/comunismo: a regulamentação econômica exclusivamente pelo planejamento centralizado perverte na base os vínculos sociais. Ah sim, o que ganho com esses comentários? Nada e tudo. Nada, em dinheiro. Tudo, em conhecimento (aprender de todos).

  • João  03/09/2013 16:25
    O mercado não vende apenas produtos, mas também sentimentos, como felicidade, superioridade, glamour. A felicidade tornou-se então mais um produto à venda. Mas esse não é um simples produto: é o objeto de desejo de 100% das pessoas da Terra. Todos, sem exceção, querem ser felizes, não importa como. A questão principal é que as pessoas compram o status e destaque social de ter um iPhone, o status e o destaque social de ter um Camaro, pois são coisas que NINGUÉM NECESSITA, as pessoas apenas QUEREM, e tudo que as pessoas compram por vaidade, vende, e vende muito, não importa o preço.
  • Neto  21/10/2013 18:37
    A velha ladainha da esquerda: a televisão diz: coma merda, e os imbecis, que formam opinião assistindo a novela das oito, vão lá e comem, e daí a culpa é do mercado e não deles de serem imbecis.
    Eu não tenho i-phone, nunca tive e nunca vou ter.Alias tenho um desprezo profundo pela apple, que ta mais pra empresa de cosméticos do que de tecnologia.A única coisa que ela sabe fazer é pegar um produto que já existe e fazer uma versão enfeitada e fresca dele.
    Também não quero ser feliz porque com um nível mínimo de leitura qualquer um deduz que esse negócio de ser feliz é uma grande besteirada. Eu quero resolver meus problemas, e até agora o livre mercado me ajudou muito mais do que o governo.
  • Rafael  05/10/2013 17:27
    João, o mercado pode vender o quiser, porem este mercado não aponta uma arma na sua cabeça e obriga a você a comprar nada. O mercado não é um regime e está pouco se importando em criar um sistema mundial ideal baseado nas etapas históricas hegelianas e marxistas. Ou seja, pura baboseira metafísica! Se você compra algo que não necessita o problema é seu. Já o Estado força a demanda quando intervém no mercado e usa a coerção quando cobra impostos. Você acha que existe alguma coisa gratuita no sistema Estatal? Você acha que as escola pública é gratuita? Na verdade quem paga as despesas do Estado geralmente são os mais pobres que na maioria das vezes nem utilizam os serviços do estado, porém se não pagarem seus impostos, vão presos! Mercado é persuasão, Estado é coerção. I-phone é inútil pra você? OK ninguém esta te obrigando a compra-lo, porém pra mim nada mais útil do que poder carregar uma biblioteca maior do que a de Alexandria no bolso.
    Convido você a estudar mais, porque até é compreensível sua opinião. Mas por favor, não se engane.
  • Cauê  21/10/2013 21:02
    "O mercado não é um regime e está pouco se importando em criar um sistema mundial ideal baseado nas etapas históricas hegelianas e marxistas."

    Discordo... A Apple por exemplo até fornece sua localização para o governo o.O

    Empresas como a Apple vão para China pois o ESTADO (em maiúsculo para te lembrar o tamanho do mesmo) fornece infraestrutura roubada dos cidadãos-escravos, educação no estilo espartano (nada de liberdade aqui), e mão-de-obra barata (escrava?) , que camufla a palhaçada dos outros países.

    Lembrem-se que dizem até haver campos de concentração na China.

    O que elas esperam depois eu não sei, pois já estão acabando os países razoavelmente livres, eles simplesmente não terão para onde correr. Vão ficar totalmente a mercê de governantes.

    Não existem inocentes aqui. Inclusive grande parte do povo tanto lá como aqui.
  • Rafael  22/10/2013 07:44
    Cauê, explique melhor esse seu confuso argumento de que o mercado por si só esta preocupado com teorias marxistas, já que foi isso que você tentou contra-argumentar. Sinceramente não entendi sua discordância
    O que voce descreveu é justamente o que ocorre num mercado fortemente regulamentado e não em um livre mercado. Uma empresa buscar lucros e seguir os melhores caminhos pra que ela consiga este lucro (como falar com o governo a sua localização) pra mim soa como algo totalmente natural, já um governo criar leis trabalhistas, distorcer a relação empregado e empregador, jogando-os uns contra os outros, aí sim é uma aberração. Exatamente o que ocorre na China, como voce bem descreveu. Talvez você ainda não tenha entendido que o que este site busca demostrar é que é justamente a intervenção politica/governamental é quem cria distorções que não existiriam sem a participação do ESTADO (aqui pelo menos voce entendeu o tamanho dele).
  • Cauê  25/10/2013 16:48
    Eu sei que o principal culpado são os governos. (e em grande parte dos consumidores também, eu nunca mais comprarei nenhum produto da Apple por exemplo).

    O que eu digo é que essa história de isentar as companhias de culpa é uma palhaçada.

    Inclusive eu acho que numa eventual quebra do atual estado e sistema que nos governam, deveria ser feito um julgamento amplo e ir atrás de todas essas companhias. Elas estão perpetuando a escravidão geral de todas as pessoas.
    Se elas utilizam-se dos congressistas, da justiça, da mídia, subornos, etc., são culpadas igualmente.

    Do mesmo modo como vocês reclamam das pessoas que defendem o estado, dos políticos e tudo mais.
    Se você pensar bem as pessoas pelo menos têm a desculpa de não saberem.

    As companhias também impõem a entrada das pessoas nos governos, nos EUA isso é notável (e notável também é a luta das pessoas contra essa palhaçada, infelizmente falharam).
    Assim como os governos impõem a entrada de companhias no mercado.
    (E as pessoas escolheram essa forma de governo muito tempo atrás então não venham com desculpas anarquistas, inclusive muito por causa do liberalismo).

    Isso também ocorre na ciência por exemplo. E aí não venham culpar os governos.

    Vocês deveriam cair na real.
    Infelizmente o que está em falta hoje são santos e não mercado.

    Você quer acabar com o governo em dois palitos ?
    Convença todos os empresários a pararem de produzir e as pessoas a pararem de trabalhar. O governo cai em menos de um mês.
  • Mignon  26/10/2013 01:51
    Cauê, recomendo este artigo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1714
  • Cauê  26/10/2013 03:32
    oops...
    Desculpem os erros...tinha escrito outras coisas antes...

    Aliás gostaria de propôr aos organizadores do website que a janela para comentar no caso de resposta fosse aberto embaixo do comentário em questão.

    _______________________________________________________________________________________

    Mignon ... Veja quando eu defendo a EA em discussões eu sempre mostro que se alguém tem a obrigação de agir moralmente são os políticos e todo o blah blah blah, e claro que você está votando no f.d.p. pra te representar e não no empresário. (no meu caso, do mesmo modo que a Apple não recebe meu dinheiro, nenhum político recebe meu voto).

    Eu acho que é absolutamente necessário boicote de algumas empresas e em alguns casos até julgamento criminal. Principalmente no mercado financeiro tem alguns casos absurdos. Essas pessoas têm de ser banidas do mercado para todo o sempre.
  • João  20/10/2013 02:48
    "este mercado não aponta uma arma na sua cabeça e obriga a você a comprar nada."

    E a pressão social diária (que começa na família, e depois tem a pressão dos colegas de escola, colegas de trabalho, amigos) para o indivíduo se "adequar" a modismos? Note que se você não se "vestir bem" (da maneira que os outros consideram "se vestir bem"), não tiver um carro bom, não tiver produtos eletrônicos "modernos", é logo considerado "cafona" e "fora de moda" e é discriminado..... Agora me diga: essa pressão social não é uma arma apontada na cabeça do indivíduo?
  • Neto  21/10/2013 18:28
    Não, não é. Só os fracos e fúteis se guiam pela opinião dos outros assim.
  • Renato Souza  21/10/2013 20:55
    Uma pessoa para quem a menor pressão social se apresente como uma arma apontada para a sua cabeça, é uma criança grande, que não cresceu interiormente. Tais pessoas são até perigosas, pois sempre que um líder ma intencionado busca o poder, forma um exército de "maria-vai-com-as-outras" que não sabem negar nada na ânsia de serem aceitos pelo grupo. Farão as maiores barbaridades, se lhes for ordenado, porque a exclusão do grupo lhes parece pior que a morte. Muitos adolescentes são assim, e sua suposta "revolta juvenil" é apenas a busca de aceitação pelo grupo (que realmente exclui) simulando uma revolta contra os pais (que ele sabe que não o excluirão, e por isso sua "revolta" é só uma farsa, não tem custos). Já é ruim o suficiente que pessoas de 17 ou 18 anos sejam assim (muitos tem mais firmeza de caráter que isso, e não praticam essa farsa). Mas pessoas ver de 25, 30 ou 40 anos agindo assim é grotesco.
  • Rafael  22/10/2013 07:47
    Joao, comparar coerção feita à base de violência com "pressão social", soa como uma infantilidade sem tamanho. Você tentar evitar que seus filhos não consumam por achar que são bens inúteis é problema totalmente seu enquanto pai. Cabe a você educar seus filhos e orienta-los da forma como você bem entender. Querer impedir toda a sociedade de consumir coisas que, para você são inúteis, chama-se coerção violenta, exatamente o que eu estou tentando demonstrar. Só por que voce acha um i-phone inutil e não quer assumir a responsabilidade de educar seu filho para não comprar um, agora vai querer que todos deixem de consumir i-phones por causa de sua preferencia supostamente superior?


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