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Automação versus empregos - como ter uma carreira para a vida inteira

Uma das preocupações que não compartilho com vários economistas mais progressistas diz respeito ao fato de que indústrias e demais processos de produção tendem a sair de sociedades de alta renda e se mudar para sociedades de baixa renda.  Trata-se de uma realidade irreversível, mas ela não dever ser temida.  E há uma boa razão para isso.

Pense em como funcionavam os processos de fabricação antigamente.  Por exemplo, em 1800, o setor industrial dos EUA e da Grã-Bretanha era formado por técnicos altamente capacitados.  Estas pessoas ganharam muito dinheiro.  E então as máquinas começaram a substituí-los, profissão por profissão.  Esta tendência continua até hoje.

Pense nos homens que faziam trabalhos de precisão metal-mecânica em 1960, utilizando sofisticados tornos mecânicos.  Esses caras tinham de trabalhar com tolerâncias de um milésimo de polegada, ou menos.  Eles eram incríveis.  Mas não havia muitos deles.

Gradualmente, este tipo de processo de produção foi sendo substituído por máquinas perfeitamente capazes de trabalhar dentro destas ínfimas tolerâncias.  As máquinas de hoje são capazes de apresentar a mesma produção de trabalhadores que, uma geração atrás, eram indispensáveis à indústria.  Máquina por máquina, estamos assistindo a uma substituição da mão-de-obra qualificada. 

A NASA recentemente produziu uma máquina altamente sofisticada que foi criada em uma impressora 3-D extremamente cara e específica.  Em vez de levar um ano para produzir a máquina, a impressora 3-D fez o trabalho em apenas quatro meses — ou seja, reduziu os custos de produção em 66%.  Adicionalmente, isso também reduziu o custo de compra da máquina em 30%.  Quando se é possível reduzir os custos de produção em dois terços e economizar 30% na compra de uma máquina, estamos vivenciando uma transformação revolucionária nos processos de produção.  Aquele dilema entre tempo e dinheiro ainda existe, mas, quando comparado aos tipos de dilema que havia antes da impressora 3-D, não há mais dilema.  Tudo o que você tem de fazer é comprar a impressora 3-D, contratar alguém para esquematizar o projeto, e colocar a máquina para fazer o trabalho.

A máquina funciona com tecnologia a laser.  Ela literalmente derrete o metal e já o conforma no formato necessário.  Tudo isso é feito sem intervenção humana.

O trabalho humano é versátil

Sempre estamos à procura de alguém que faça algo por nós.  Se uma máquina é capaz de substituir o trabalho humano, então ela deve substituir o trabalho humano.  O trabalho humano não deve ser desperdiçado em tarefas repetitivas que podem ser feitas por uma máquina de maneira igualmente eficaz e menos dispendiosa.  Se algo pode ser feito por uma máquina, por que imobilizar algo tão versátil quanto o trabalho humano?  O trabalho humano é o mais versátil de todos.  Há inúmeras coisas que as pessoas podem aprender a fazer.  Já uma máquina pode fazer bem apenas uma coisa; ela não pode fazer outra coisa fora daquilo para a qual projetada.  Seres humanos não são como máquinas.  Eles podem fazer muitas coisas.

Se um indivíduo se especializou em um determinado processo de produção e tal processo é substituído por uma máquina, ele de fato pode vivenciar uma crise de desemprego.  Mas alguém com seu nível de qualificação tem capacidade para trabalhar com outros instrumentos de precisão.  Ele é versátil, mas somente a um nível de produtividade muito alto.  Ele pode até ser momentaneamente reduzido de cargo por causa das máquinas, mas é possível se recuperar.  A maioria das pessoas se recupera.  Elas encontram outras coisas para fazer.

Se você trabalha no setor industrial, então você deve aspirar a uma posição que esteja entre uma máquina especializada e a resolução de um problema imediato.  Existem todos os tipos de problemas imagináveis e inimagináveis nos processos de produção, o que significa que uma máquina não irá solucioná-los.  Qualquer tipo de problema tem de ser resolvido pela mente humana, e por um ser humano equipado com uma ferramenta capaz de resolver o problema.  É a criatividade humana, em conjunto com o uso de ferramentas, que é essencial para garantir a produção de uma máquina.  Aspire a uma posição em que você tenha constantemente de utilizar sua mente.

Se você tem uma profissão manual que se resume a fazer processos repetitivos, é bom ir adquirindo outras habilidades. Se você pensa que poderá concorrer com uma máquina para fazer processos repetitivos, é bom repensar seu futuro.  Em processos repetitivos, a máquina sempre irá vencer.  Em algum momento surgirá uma máquina que fará o trabalho melhor do que você.  E isso é ótimo para toda a humanidade.  Adam Smith já havia observado que as habilidades mecânicas e repetitivas que são necessárias em uma divisão do trabalho não são boas para os homens.

No progresso da divisão do trabalho, o emprego da maior parte daqueles que vivem do trabalho manual, ou seja, da grande maioria das pessoas, acaba sendo limitado a umas poucas e muito simples operações — quase sempre uma ou duas. . . . O homem que passa a vida inteira executando operações simples e cujos efeitos talvez sejam sempre os mesmos ou bastante parecidos não tem nenhuma oportunidade de utilizar sua mente ou de aproveitar sua capacidade inventiva para descobrir expedientes para vencer dificuldades que nunca ocorrem.  Portanto, ele perde, naturalmente, o hábito deste esforço e, geralmente, se torna tão estúpido e ignorante quanto é possível uma criatura humana se tornar.  O torpor de sua mente o torna não só incapaz de apreciar ou de manter qualquer conversa racional, como também de conceber qualquer sentimento generoso, nobre ou terno, e consequentemente de ter qualquer opinião até mesmo sobre os mais rotineiros aspectos da vida cotidiana. . . . Corrompe até mesmo a atividade de seu corpo, tornando-o incapaz de empregar sua força com vigor e perseverança a qualquer outro emprego que não aquele ao qual se habituou.  Sua destreza em seu ofício particular parece, deste modo, ter sido adquirida à custa de suas virtudes intelectuais e sociais.  Mas, em toda sociedade avançada e civilizada, este é o estado ao qual os trabalhadores pobres, ou seja, a grande parte das pessoas, irão necessariamente cair, a menos que o governo faça algo para evitar isso.

Adam Smith, A Riqueza das Nações (1776), livro 5, capítulo 1.

O governo não tem de fazer nada para evitar isso.  Tudo o que o governo tem de fazer é sair do caminho.  Alguém irá inventar uma máquina que substitua o indivíduo nesta atividade tediosa e repetitiva.  Máquinas não se entediam.  Elas não cometem erros desleixados.  Elas não divagam durante seu trabalho.

Alexis de Tocqueville, em seu livro Democracia na América, dizia que a solução era se tornar um líder, e não um operário.

Quando um operário se dedica sem cessar e unicamente à fabricação de um só objeto, acaba realizando esse trabalho com uma destreza singular.  Mas perde, ao mesmo tempo, a faculdade geral de aplicar sua mente à direção do trabalho.  Ele se torna a cada dia mais hábil e menos industrioso; pode-se dizer que o homem se degrada à medida que o operário se aperfeiçoa.  O que se pode esperar de um homem que passou vinte anos da sua vida fazendo cabeças de alfinetes?  A que pode se aplicar, agora, essa poderosa inteligência humana que existe nele e que tantas vezes revolveu o mundo, a não ser para procurar o melhor meio de fazer cabeças de alfinete?  Quando um operário consumou dessa maneira uma porção considerável de sua existência, seu pensamento deteve-se para sempre perto do objeto cotidiano de seus labores; seu corpo contraiu certos hábitos fixos de que não lhe é mais permitido desfazer-se.  Numa palavra, ele não pertence mais a si mesmo, mas sim à profissão que escolheu.

Em uma sociedade em que a divisão do trabalho é altamente desenvolvida, ele pode sair deste emprego e encontrar algo mais de acordo com seus gostos e talentos.

À medida que o princípio da divisão do trabalho recebe uma aplicação mais completa, o operário se torna mais fraco, mais bitolado e mais dependente.  A arte faz progressos, o artesão retrocede.  Por outro lado, à medida que fica mais manifesto que os produtos de uma indústria são tão mais perfeitos e tão mais baratos quanto mais vasta a manufatura e maior o capital, homens muito ricos e muito esclarecidos se apresentam para explorar indústrias que, até então, tinham sido entregues a artesãos ignorantes ou inábeis. A grandeza dos esforços necessários e a imensidão dos resultados os atraem.  Assim, portanto, ao mesmo tempo que rebaixa sem cessar a classe dos operários, a ciência industrial eleva a dos patrões.

Enquanto o operário concentra sua inteligência cada vez mais no estudo de um só detalhe, o patrão analisa o todo, e sua mente se expande na mesma proporção que a do outro se estreita.  Em breve, o primeiro não precisará de mais do que sua força física sem inteligência; já o segundo necessita da ciência, e quase do gênio, para ser bem-sucedido. Um se parece cada vez mais com o administrador de um vasto império, o outro, com um bruto.

Felizmente, o livre mercado substitui esse tipo de processo de produção rapidamente.  Henry Ford adotava esse processo mecanizado em suas linhas de produção, mas a General Motors tomou o lugar de Ford em uma década.  Os processos de produção sempre se movem em direção à cooperação no chão de fábrica, onde as pessoas contribuem com suas ideias e trabalham em equipe para implantá-las.  Este foi um dos grandes segredos da indústria japonesa após a Segunda Guerra Mundial.  Equipes de homens lidando com problemas conjuntos.

A coisa mais valiosa que as pessoas podem fazer é resolver problemas.  Elas não são máquinas.  Da mesma maneira, clientes e consumidores têm vários problemas.  Não há um só tipo de problema.  Há vários padrões de problemas.  Mas cada problema possui aspectos singulares.  É por isso que máquinas não podem lidar com eles.  As máquinas sempre estarão limitadas por sua programação, e elas sempre estarão limitadas por sua incapacidade de inventar soluções criativas para problemas altamente específicos.  Ferramentas são máquinas; elas não são criativas.  Pessoas são usuárias de ferramentas; elas não são máquinas e, por isso, são criativas.  Se um determinado processo de produção substitui pessoas por máquinas, então o destino daquela indústria já está selado.  Se um determinado processo de produção ainda utiliza indivíduos para efetuar tarefas repetitivas, então ele está criando um mercado para que uma máquina substitua a força de trabalho.  Isso é bom para a força de trabalho e é bom para os consumidores.

O segredo para se ter uma alta renda não é possuir uma capacidade de efetuar tarefas repetitivas.  O segredo é ter uma mente criativa.  O segredo está na mente criativa que é capaz de aplicar princípios gerais a casos específicos, e então encontrar ferramentas especializadas com as quais implantar seu plano.

Se a sua ocupação requer que você apenas efetue coisas repetitivas, coisas que não requerem muito raciocínio, então seria bom você ficar esperto e começar a procurar algum setor que possua algum conjunto de problemas que alguém com suas habilidades possa resolver.  É a capacidade de saber resolver problemas, e não a implantação de soluções mecânicas, que gera uma renda alta.  É assim que trabalhadores se tornam líderes e patrões.

Se um sistema educacional de um país treina seu povo para solucionar problemas, então o país tem futuro.  Se, por outro lado, o sistema educacional treina seu povo para coisas rotineiras, então ele está ludibriando a população.  Em termos de renda, ela não sairá do lugar.


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autor

Gary North
, ex-membro adjunto do Mises Institute, é o autor de vários livros sobre economia, ética e história. Visite seu website

  • Anonimo  19/07/2013 16:33
    Fugindo um pouco do assunto e Falando Em NASA, o que vocês acham da NASA?
    Geralmente ficam dizendo que a nasa contribui muito para evolução, E que teria Coisas que uma empresa privada, Não teria dinheiro o suficiente igual o governo para investir..
    Por isso seria necessário o imposto do contribuinte.
  • Conservador Reacionário  19/07/2013 16:42
    A NASA torra dinheiro do contribuinte para ficar mandando robozinho pra Marte. Até agora, nada disso se converteu em benefício para a humanidade.

    A NASA passará a ser extremamente útil quando ela voltar a enviar burocratas para a lua, como fazia no final da década de 1960, em uma viagem só de ida.
  • Wagner  19/07/2013 17:03
    "A NASA torra dinheiro do contribuinte" - Isso é um fato, não tem do que eu discordar.


    "Até agora, nada disso se converteu em benefício para a humanidade."
    A NASA desenvolveu muita coisa... vidro a prova de arranhões, telecomunicações de longa distância, máquina de diálise, microchips, tomografia computadorizada, desidratação de alimentos, ferramentas sem fio... várias coisas que utilizamos no dia-a-dia foi feito pelos caras.

    Se você quer discutir argumente que essas invenções poderiam ter sido feitas mesmo se a NASA fosse privada, mas simplesmente falar que a NASA nunca produziu nada pra humanidade é muita burrice.
  • Andre Cavalcante  19/07/2013 17:55
    Isso sem falar que eles não são bobos, sabem que burocratas decidindo não são uma boa para a ciência. Boa parte do desenvolvimento atual da NASA é feito a partir de empresas privadas e centros de pesquisa decentralizados.

  • Pedro de Jesus  19/07/2013 23:42
    Bem se as pessoas tiverem dispostas consumirem NASA, eles terão bem mais verba que os imposto poderiam fornecer. Mais até hoje as poucas tecnologia da NASA para nosso mundo são muitos cara, como aquele travesseiro super ortopédicos.
  • anonimo  19/07/2013 18:54
    Malthus li o assunto do link e: Eh quem eh rico faz o que quiser com dinheiro...O governo comununista sovietico no inicio quis levar a voz dos lideres a todos os lugares do imperio sovietico, entao alguem pensou vamos fazer uma antena gigante! E outro disse mas rapa... Sao onze fusos horarios na grande patria sovietica a na ser que lance a antena no espaco... Alguem entao disse poxa vamos colocar no espaco entao uma antena que fique la encima o tempo todo( isputinik satelite em russo), mas ai precisa de foguete poderoso! pois eh basta a gente deslocar alguns recursos da guerra para la, entao em 1958 assustaram o mundo com o primeiro satelite, que caiu logo depois... Os americanos criaram a NASA para fazer o mesmo inclusive sobrepor a facanha com o menino propaganda Gagarin, os Americanos juntaram um elite intelectual) nazista do terceiro reich e algumas empresas amigas do governo para promover muitos avancos em diversos setores da industria( fomentaram com dinheiro do contribuinte( poderia eh claro ser muito melhor se tivesse sido feito pela iniciativa privada...) Mas a NASA assim como um outro exemplo PETROBRAS no Brasil eh so um orgao para "gerenciar" empresas amigas em um determinado setor, uns dizem que eh por intersse estrategico, em minha modesta opniao: SE FOSSE TUDO FEITO PELA iniciativa privada os resultados seriam muito maiores...
  • anonimo  19/07/2013 19:13
    Sobre o trabalho criativo, acredito que todos aqui sabem que esse eh o grande diferencial... Hoje se tem cameras para filmar, mas so alguns conseguem produzir algo criativo, impressora 3D idem projetos mirabolantes nao se criam do nada..., Blender para para criar jogos ou realidade virtual idem, mas poucos conseguem fazer algo "novo" .
  • Anarcofóbico  19/07/2013 19:42
    Entendo que o governo deveria regular mais essas máquinas para que não suplantem a grandiosidade da o trabalho humano! Não é lícito substituir seremos humanos por máquinas. Estava lendo hoje sobre uma máquina 3d para construção de casas! Que absurdo, para que construir casas em 20 horas, com maior economia de material e mão de obra se podemos empregar o próximo e ajudar muitas famílias?! Lucro não é tudo!

    Ainda bem que em nossa política temos pessoas sóbrias. Como nosso querido Lula afirmou:

    "Na década de 90, existia a dúvida de quem era o serviçal mais importante, Menem (Carlos Menem, presidente da Argentina de 1989 a 1999), FHC, etc. Como o Brasil queria ser grande se não cuidava dos que estavam perto de si? Fizemos um trabalho de reconquistar confiança política. Em dois anos, aconteceram coisas extraordinárias, primeiro o Chávez (Hugo Chávez, presidente da Venezuela), depois o Lula, o Kirchner (Néstor Kirchner, presidente da Argentina de 2003 a 2007), etc. Aquilo que as pessoas jamais imaginaram que iria acontecer nós vivemos, que foi o período mais progressista, socialista e de esquerda da nossa América do Sul."

    Certo fez o Lula a não se levantar para o presidente americano e seus comparsas, afinal já somos muito superiores aos EUA!

    Fica tb meu elogio à genialidade de Lula ao afirmar: "As pessoas se incomodam com o pobre tendo carro ou andando de avião" e mostrou muita humildade ao dizer:

    "Na hora que um jovem estiver dentro de casa ou no computador, quando vocês estiverem putos da vida, dizendo que não gosta do Lula, da Dilma, ainda assim, não neguem a política. E muito menos neguem os partidos. Podem fazer outros. Quando estiver p* e negar as coisas, em vez de negar a política, entre na política. É dentro de cada um de vocês que está o político perfeito que vocês querem. Fora disso, não existe solução."
  • Marcio L  20/07/2013 00:27
    Não está na reportagem, mas assisti trechos da palestra e o Lula disse algo interessante, que o Estado Brasileiro empresta dinheiro muito facilmente a quem não precisa, mas é praticamente impossível emprestar dinheiro a quem precisa.
  • Dw  21/07/2013 04:02
    Engraçado, as pessoas sempre querem bens mais baratos quanto possíveis, mas muitas vezes repudiam as alternativas que as empresas usam para diminuírem os custos destes..
  • Heisenberg  23/07/2013 20:35
    O Lula é tão malandro e inteligente que fez uma sucessora mais estatizante e teimosa que ele, pois assim sabia que não havia possibilidade de a economia melhorar após sua saída. É perigoso ele voltar à presidência, implantar o anarcocapitalismo, chamar isso de socialismo e a economia decolar.
  • IRCR  19/07/2013 19:45
    Fico imaginando quando as maquinas se tornarem "criativas" digo com inteligencia artificial plena. Será uma revolução sem precedentes muito maior que as revoluções industriais do passado.
    Muitos pensam que apenas o setor agricola e industrial que "sofre" com as maquinas mas o setor de serviços tb está em "perigo" com o tempo. Por exemplo o setor bancário, que já se faz tudo praticamente online ou via caixa eletronico. Prevejo nas proximas decadas esse setor sofrendo um grande downsizing de funcionarios como já vem há um bom tempo.
  • Andre Cavalcante  19/07/2013 20:34
    "Fico imaginando quando as maquinas se tornarem "criativas" digo com inteligencia artificial plena"

    Veja só isso

    Agora, a IA ainda tá muito longe de chegar a qualquer coisa como criatividade, inventividade. Se isso acontecer, só daqui a uns 200 anos. Então, não me preocupo com isso.
  • anônimo  20/07/2013 10:26
    Isso não é inteligência artificial, é só um robô.IA é software
  • Marconi  19/07/2013 22:04
    Sir. Adam Smith escreveu tudo que se precisa saber sobre economia.. o cara foi um gênio. Não apenas o primeiro, mas o maior de todos os economistas. Até hoje, só Ricardo, Hayek e Friedman são personagens que entenderam Adam Smith em sua plenitude e contribuíram com o pensamento econômico de forma relevante.
  • Marck  19/07/2013 23:18
    Por favor, mais artigos sobre automação.
  • Leandro  19/07/2013 23:23
  • Marck  20/07/2013 05:32
    Já havia lido, ótimo artigo.

    Mas quero mais, espero que o Mises continue publicando artigos sobre este assunto.
  • Edmar Ferreira  20/07/2013 22:28
    Fiquei emocionado ao ler o artigo. Penso de forma semelhante.
    Sou arquiteto e me graduei na década passada, quando ainda era possível encontrar colegas trabalhando em pranchetas de desenho. A melhor coisa que pôde nos acontecer foi o computador ter entrado na profissão: surgiram inúmeros desenhistas, mas os arquitetos se viram obrigados a deixar de ser desenhistas para se tornar arquitetos.
  • mogisenio  21/07/2013 00:50
    O texto é interessante, como muitos aqui publicados. No entanto, há tolices - tratadas direta ou indiretamente - que deveriam ser banidas de seu conteúdo, para manter a coerência. Vejamos algumas:

    Carreira? Ora, carreira é coisa para desinformados! Fuja de "carreiras" ( em todos os sentidos) o quanto antes! Veja porque nas próximas linhas.

    Por exemplo o termo "Trabalho". Ora, trabalho só pode existir para quem não tem capital. Logo, o foco deveria ser: se ainda não tem capital para poder atuar no sistema capitalista, tente sair do trabalho o quanto antes, acumulando capital. Em seguida, contrate o trabalho de alguém e ganhe dinheiro com isso. Não perca seu tempo discutindo se há ou não mais valia nisso. Se há ou não usura. Se há ou não princípios religiosos(exceto protestantes, é claro) etc. Acumule CAPITAL e contrate TRABALHO. Essa é a meta!

    Profissão: outro termo estúpido( com o devido respeito). Profissão só deve existir enquanto v. for carente de capital. Tão logo acumule, esqueça o termo "profissão".
    Profissional v. irá contratar quando acumular capital. E o contrato lhe garantirá o retorno adequado a um determinado custo de oportunidade. Fim de papo.


    Divisão de trabalho? Corra disso o quanto antes! Taylor e Ford nos mostraram muito bem como produzir com qualidade, contratando trabalho, treinando mão de obra etc. Enfim, a mina de dinheiro e de acumulação já amplamente divulgada!

    Emprego? Não seja idiota ( com o devido respeito) suma do emprego e de leis trabalhistas o mais depressa possível! Procure se sujeitar ao "trabalho" até acumular capital suficiente para então chutar o "trabalho" ou o "emprego" ou qualquer forma de uso de sua "força de trabalho que possa existir. Busque, ao contrário, o pacta sunt servanda sempre, agregando margens de contribuição( dê o nome que quiser dar) para se enriquecer cada vez mais, "gerar emprego", e assim sucessivamente! Lembre-se, trabalho é coisa para desavisados!

    Produção? Isso é coisa( responsabilidade) para o seu futuro "empregado" administrador ou CEO. Você deve focar no CAPITAL(propriedade) . Este é o principal objetivo. O capital é que gera a produção para você. Este é o segredo. Logo, proteja-o (hedge) e busque o melhor binômio risco vs. retorno. Jamais se esqueça disso.

    Em suma, adore as máquinas que possam lhe agregar o maior retorno, com o menor risco e no menor prazo. Contrate "empregados". Se não tem capital, procure a partir de agora uma forma razoável ( não necessariamente legal) para poder acumular capital e gerar empregos. Note bem, não estou aqui querendo dizer para v. se tornar um "bandido". Estou dizendo que se todos seguirem rigorosamente as leis ( feitas pelo Estado ou não) todos estarão fazendo, exatamente, as mesmas coisas. Obviamente, não há empreendedorismo nisso. As trocas serão simétricas. Procure assimetria o quanto antes! Portanto, caia fora dessa, isto é, de seguir as leis ( feitas para todos, mas que só alguns tolos as seguem) Mude-as. Torne-se "capitalista", fuja do trabalho. Gere emprego. Busque retorno de investimento. Proteja o seu capital. Jamais caia na asneira de se perpetuar numa "relação de emprego". Não viva o "social"! Viva o individual!


    Após o acúmulo de CAPITAL, defenda, fervorosamente a flexibilização ou mesmo a eliminação de leis trabalhistas tolas, imbecis e que só servem para prejudicar as leis naturais do mercado, atrasando, consequentemente, o seu acúmulo de capital e a geração de novos empregos (com o uso do SEU capital). Se num determinado país as leis são "mais flexíveis" ou inexistentes, transfira o quanto antes o seu capital para lá! Gere emprego lá. Busque este mercado( de trabalho) lá. Mas, não necessariamente, busque o mercado consumidor no mesmo lugar. Busque-o no mundo!

    Lembre-se, o tempo está passando e sua principal propriedade ( corpo) se acabará (morrerá) um dia. Logo, pratique mais condutas que lhe gerem RECEITAS do que as que lhe gerem DESPESAS. Pelo menos, até acumular o suficiente para não ter que se preocupar com "despesas". Quando acumular o suficiente, v. se entupirá de consumo e ainda lhe sobrará o suficiente para "gerar emprego" e mais retorno para o seu , agora, belo patrimônio!


    Mutatis mutandis, esse parece ser o pensamento que reina entre os avisados acumuladores e geradores de emprego.

    Um dia ainda pretendo chegar lá.

  • Andre Cavalcante  21/07/2013 13:34
    Que que é isso?
  • mogisenio  22/07/2013 14:15
    Olá André,

    qual é a sua dúvida?


  • Primitivo  26/07/2013 09:36
    Mogisenio,

    Li os seus comentários e os achei bem interessantes. Fidelizo com algumas de suas convicções a respeito da acumulação de bens mas não consigo entendê-las em sua total forma. Poderia ser mais detalhista quanto a isto?
  • Mogisenio  26/07/2013 17:44
    Caro Primitivo, kkkk, que nome maluco v. escolheu ( com o devido respeito)

    Nem tentarei falar muito de história para um primitivo. Certamente, v. deve saber( ou ter vivido) em determinados períodos os quais conheço só por intermédio de livros.

    Brincadeiras a parte, vamos ao que interessa.

    Sem pretender aqui ficar citando dezenas de autores e teses para embasar o que digo, gostaria de resumir a conversa no seguinte:

    Na história recente - digamos de 1492 pra cá - temos um "marco" do surgimento do Estado moderno. Coisa pra Hobbes, Maquiavel, Rousseau, Montesquieu entre outros.

    Sabemos da existência de alguns fatos históricos importantes:

    Feudalismo
    Corporações de ofício
    Mercantilismo
    Absolutismo
    Iluminismo
    Socialismo
    Capitalismo
    Positivismo
    Individualismo
    Utilitarismo
    Terceira via
    Etc

    Enfim, estas discussões são sempre enviesadas. Cada um procura argumentos que , obviamente, vão provar as suas próprias convicções. E ai, acaba sendo uma "leitura" presentista de seus autores clássicos favoritos.

    Em suma, pode-se dizer que Smith ou Hume, ou quem quer que seja, tenha percebido algo de egoístico na essência humana. ( egoísmo no melhor dos sentidos)

    O homem é um ser gregário mas, ao contrário de outros seres gregários, gera conflito.

    Assim, chega-se no antagonismo Capital vs. Trabalho. ( para facilitar didaticamente,ok? O assumo é deveras extenso)

    Partindo-se, então deste artifício didático, não seria nem de longe razoável, supor que um ser humano normal vá pretender o trabalho em detrimento do capital.

    Ora, o que importa é o capital. Por favor, entenda-me: estou tentando simplificar para resumir. O capital da forma que conhecemos em contraponto ao trabalho.

    Se você tem CAPITAL ( propriedade privada) v. NÃO precisa TRABALHAR. De novo, entenda-me. Não estou dizendo para se tornar um morcego. Um à-toa.
    Estou lhe dizendo que perpetuamente o detentor de capital não precisa "vender" a sua força de trabalho.
    Ele pode trabalhar para ele, se quiser ou não. Compreende?

    Partindo-se desta simplificação, eu, tu, ele, nós vós, eles, consumistas que somos, diante dos recursos NATURAIS escassos, só podemos desejar, ao fundo, o capital.

    Ora, desejar o trabalho para conquistar trabalho não me parece lógico, razoável.

    Logo, você pode até buscar no trabalho um caminho ( digno por sinal) para obter o capital, e assim, deixar de ser OBRIGADO a vender somente a sua força de trabalho. Note bem, isso não lhe impede de faze-lo.
    Você ate pode querer o trabalho, mas, neste caso, não estará obrigado a submeter a ele.
    Seria como "pegar um ônibus" com o carro na garagem. ( simplificação idiota de minha parte mas que pode mais ou menos elucidar o que pretendi dizer-lhe)

    Portanto, foi mais ou menos isso que quis dizer, ou seja, procure, o quanto antes, acumular capital para chutar o trabalho.

    Mas, há problemas nisso dai que não tratei ate agora.
    São problemas que ainda não encontrei uma solução adequada, diante das regras do jogo. Logo, não pretendo publicar essas outras ideias por enquanto.

    Boa sorte,
    Encontramos no mercado e tenha cuidado, farei de tudo para, eticamente, derrotá-lo, evitando assim, o seu acúmulo de propriedade.



  • anônimo  26/07/2013 18:36
    Dinheiro = tempo. E dá trabalho administrar o capital, não é algo mágico que se sustenta por si só.
  • mogisenio  27/07/2013 02:25
    Ok anônimo, pode ser que dê realmente trabalho.

    Todavia, dinheiro= tempo, para você ( e eu respeito a sua opinião), no entanto, pra mim , dinheiro não é igual a tempo.

    Ademais, aqui mesmo, neste sítio, há quem diga que dinheiro não passa de "papel pintado". Ou em outro caso, uma suposta moeda fiduciária seria algo "magico" ( do mau) que se observa por ai.

    Enfim, dependendo do freguês, você pode acionar um arsenal de argumentos para provar determinada tese. ( de novo, quanto isso, fique à vontade) Respeitarei a sua opinião e torcerei para que seja fraca. Pois, ai, ficará mais fácil derrota-lo no "jogo do mercado".

    Portanto, no mercado, competiremos: você com a sua opinião ( seu arsenal de ideias) e eu com a minha, o meu arsenal. Que vença o mais esperto. E sem essa de ganha, ganha.

    Lado outro, se dinheiro dá trabalho, prefiro me submeter a este trabalho, qual seja, submeter-me ao trabalho de tocar, administrar, gerir, A MINHA PRÓPRIA PROPRIEDADE, a ser obrigado a vender, só e somente só, a minha força de trabalho para outrem( detentor dos meios de produção). Esta é a minha escolha.

    Fique com a sua.

    Boa sorte



  • Primitivo  30/07/2013 02:07
    Deveras elucidativo. A propósito, poderia me fornecer algum e-mail ou algo parecido? Sei que parece absurdo esse pedido mas possuo diversas indagações a respeito disso, enfim, Obrigado Mogisenio por compartilhar suas ideias a respeito deste peculiar e intrigante assunto.
  • Carlos Marcelo  21/07/2013 21:42
    Gostaria de entender melhor, se um trabalhador é super-especializado em uma função repetitiva, como ele conseguirá emprego numa função diferente? Ele procurará um curso para uma nova qualificação, por conta própria, ou o patrão deve subsidiar a formação para ele aprender a operar a máquina que o substituiu? Ou ainda, buscar um trabaho de baixo nível de especialização, recebendo um salário menor, até ele arranjar algo melhor? Só quero entender, não me xinguem de ludita.
  • Andre Cavalcante  22/07/2013 14:13
    Conforme. Ele pode simplesmente ir para outra empresa e continuar superespecializado.
    Ou pode ir para uma trabalho que exija menos qualificacao. Ou seu novo patrao pagar para especializa-lo em uma nova area. Ou ele mesmo investir em nova especializacao. Enfim, ha todo tipo de arranjo.
  • Marcel  22/07/2013 02:35
    Esse é um bom tema, sou defensor da economia livre mas tenha sérias dúvidas se o capitalismo que leva automação consegue se reiventar gerando novos empregos, acho que há um limite para isso, e li uma pesquisa do MIT que a internet a partir de determinado momento mais destruiu empregos do que gerou, e não duvido que seja verdade, está acabando com o mercado editorial, acabou com a industria fonográfica, e vai devorando várias coisas de modo automatizado, o instagram uma empresa de 2 bilhões tinha 13 funcionários. Sim, grandes mentes sempre terão espaço,sempre terão emprego, sempre ganharão dinheiro, em qualquer época, mas a sociedade não é feita de gênios e sim de pessoas comuns,e é legal falar que devemos procurar trabalho que utilize raciocínio mas o computador faz isso muito bem e o mais importante, mais barato,vcs sabem que o grosso dos empregos não requerem criatividade nem capacidade de resolver problemas, a automação começou no setor primário, secundário, e já está chegando forte em serviços.Não sei, acho que o futuro ou vai ser muito bom,ou vai ser péssimo, qual vcs acham que vai ser o futuro do mercado de trabalho? Computadores e robôs trabalhando para várias micro empresas?

    www.douradosnews.com.br/tecnologia/tecnologia-mais-destroi-do-que-cria-emprego-diz-estudo-do-mit
  • Gutemberg  22/07/2013 03:13
    O automóvel acabou com vários empregos no setor de carruagens e carroças, a luz elétrica dizimou empregos na indústria de velas e candelabros, o computador aniquilou a indústria de máquinas de escrever e os programas de computador acabaram com a profissão de edição de livros à moda antiga (em que havia um cara que rescrevia o livro todo em uma chapa que seria copiada).

    Isso foi bom ou ruim para o padrão de vida das pessoas?

    A função de uma economia não é gerar empregos, mas sim aumentar o padrão de vida das pessoas. Esse deve ser o seu mensurador.
  • anônimo  17/10/2013 14:20
    Mas há um limite para tudo na vida. Hoje as pessoas ainda encontram emprego no mercado de trabalho, mas a diminuição do número de empregos parece ser um tendência que virá no futuro, por meio da robotização e automatização.
    Sinceramente me parece ser uma questão difícil de ser respondida.
  • Andre Cavalcante  17/10/2013 19:12
    "Mas há um limite para tudo na vida. Hoje as pessoas ainda encontram emprego no mercado de trabalho, mas a diminuição do número de empregos parece ser um tendência que virá no futuro, por meio da robotização e automatização."

    Tendência? Há 7 bilhões de pessoas na Terra. Só no Brasil há 200 milhões. Trabalho é que não falta! Necessidades há hoje, que há 30 anos não existiam. Hoje temos celulares, que fez aumentar e muito o número de pessoas conversando e, para isso, precisa-se da rede. Temos impressoras rápidas, que imprimem com qualidade fotográfica, em cores, em tudo quanto é tipo de papel, o que fez aumentar, e muito, o consumo de papel e, para isso toda a cadeia produtiva de papel teve que aumentar. E tudo isso precisa de gente para trabalhar e fazer acontecer. Você tá focado demais em empregos industriais e repetitivos. Você quer ser um The Tramp (O Vagabundo de Charles Chaplin) operando maquinalmente uma outra máquina, ou você prefere ser o criador das novas tecnologias?


    "Sinceramente me parece ser uma questão difícil de ser respondida."

    Difícil nada, fácil, fácil. Quanto maior a tecnologia, mais produtividade, mais bens e serviços, e, consequentemente, mais necessidades e trabalhos. Esse papo de que tecnologia trás desemprego não tem sentido nem histórico, nem racional, nem na teoria e nem na realidade.

    A Espanha, por exemplo, vive uma "crise de emprego". E por quê? Não tem nada a ver com a tecnologia, mas porque é muito mais vantajoso para as pessoas viverem de seguro desemprego por lá, e quem tem din-din pra investir prefere tirar o dinheiro de lá e investir em outros cantos, com maior rentabilidade e maior certeza de retorno (leia-se Alemanha), evitando-se assim de contratar gente. E isso tudo por culpa das políticas errôneas dos governos europeus.

    O que limita o trabalho e o emprego são justamente as leis trabalhistas e a infinidade de burocracias que o governo impõe e que impedem das pessoas fazerem as coisa. Já pensou em quantos reais são gastos para abrir uma firma no Brasil? Quais as condições que um pequeno empresário tem que vencer para abrir um escritório ou loja e oferecer um serviço ou certos produtos? É isso que empaca o Brasil e o mundo.

    Acorda!!!
  • anônimo  18/10/2013 14:06
    Você está pensando em curto/médio prazo. Hoje estamos no lado ascendente da curva com relação a criação de empregos. Logo é fácil observar esse crescimento.

    A tecnologia tende a substituir o ser humano nas tarefas produtivas. Isto é minha única certeza.

    Você escreveu, escreveu, escreveu, mas sobre a atual situação, o PRESENTE. Pense para daqui uns 100/200 anos.

    Penso que a diminuição da população mundial virá como uma "solução" para o desemprego devido a robotização e automatização dos processos.

    "Quanto maior a tecnologia, mais produtividade, mais bens e serviços, e, consequentemente, mais necessidades e trabalhos."

    É engraçado como você afirma isto de forma categórica. Como diz um amigo meu: algumas certezas somente a ignorância pode proporcionar. O estudo do MIT, que o Marcel citou, parece discordar de você. E tenho a mesma inquietação que o Marcel descreveu, ou seja, o futuro poderá ser muito bom ou poderá ser péssimo. TALVEZ estamos caminhando para um ponto sem nó.





  • Andre Cavalcante  19/10/2013 15:07
    "Você está pensando em curto/médio prazo. Hoje estamos no lado ascendente da curva com relação a criação de empregos. Logo é fácil observar esse crescimento.

    A tecnologia tende a substituir o ser humano nas tarefas produtivas. Isto é minha única certeza.

    Você escreveu, escreveu, escreveu, mas sobre a atual situação, o PRESENTE. Pense para daqui uns 100/200 anos."

    Ora, não sei como o mundo será daqui a 20 anos e você quer fazer uma previsão sobre como estará o mercado de trabalho daqui a 100/200?

    De qualquer forma, a tecnologia tende a substituir os serem humanos nas tarefas repetitivas. A produtividade é outra coisa. Quanto mais tecnologia, maior a produtividade do trabalhador.


    "Penso que a diminuição da população mundial virá como uma "solução" para o desemprego devido a robotização e automatização dos processos."

    Diminuição? A tendência é crescimento, pelo menos até 2100.


    ""Quanto maior a tecnologia, mais produtividade, mais bens e serviços, e, consequentemente, mais necessidades e trabalhos."

    É engraçado como você afirma isto de forma categórica. Como diz um amigo meu: algumas certezas somente a ignorância pode proporcionar. O estudo do MIT, que o Marcel citou, parece discordar de você. E tenho a mesma inquietação que o Marcel descreveu, ou seja, o futuro poderá ser muito bom ou poderá ser péssimo. TALVEZ estamos caminhando para um ponto sem nó."

    Sim, afirmo de forma categórica porque está baseado em duas coisas: uma sólida teoria econômica, a Escola Austríaca, e no fato histórico. Não houve uma única época no passado que mostrasse um aumento da tecnologia com um declínio do bem estar das pessoas, ou declínio populacional. E, considerando que a teoria mostra extamente a mesma tendência que a história vem mostrar, não temos nenhum motivo para acreditar que seja diferente.

    A matéria veiculada pela imprensa não representa o estudo original do MIT. A matéria da Super, no mês passado, está um pouco melhor (ainda que incompleta), O que o estudo mostrou é que há uma perda de empregos no setor de manufatura e que não está sendo compensada, nos EUA, por um aumento nos serviços. Também pudera, com a quantidade de regulamentações que o governo exige, não dá pra ter um aumento proporcional. O pior é que, no final, o autor mostra que os empregos nas áreas criativas tem explodido.

    E, de novo, você está totalmente voltado para um pensamento mauthusiano, o qual já foi demonstrado que é equivocado. Verifique suas crenças. Este site é ótimo para modificar isso.

    Sobre o futuro, ele será sempre bom, de um jeito ou de outro. É uma questão somente de como olhar a coisa. Se houver catástrofes no meio do caminho é simplesmente que o futuro ainda não chegou. Taí o imbrólio de se falar do futuro de forma qualitativa como as ciências sociais costumam fazer. E ninguém é doido de fazer afirmações do tipo: "daqui a 3 anos o Brasil estará crescendo X% a.a., teremos uma população de tanto e teremos o índice de desemprego de tanto. Isso porque tais números vão refletir a vontade de 200 milhões de pessoas, o que, em qualquer análise, é impossível de prever com certeza.


  • R. Domini  22/07/2013 03:31
    Alguém pode me dizer porque o Gary North se tornou ex-membro adjunto do Mises Institute?
  • Marcos  22/07/2013 13:38
    "Se um sistema educacional de um país treina seu povo para solucionar problemas, então o país tem futuro. Se, por outro lado, o sistema educacional treina seu povo para coisas rotineiras, então ele está ludibriando a população. Em termos de renda, ela não sairá do lugar."

    O que dizer então de um sistema educacional que treina seu povo para ser comunista?
  • mogisenio  22/07/2013 15:49
    Olá Marcos,

    antes de mais nada é preciso deixar bem claro o seguinte : é bastante razoável supor que absorvemos os ensinamentos de "um sistema educacional de algum país no mundo", quer concordemos ou não com isso. Mas isso vai até um certo ponto, penso.

    Talvez, até iniciar a fase crítica. Aquela em que passamos a criticar tudo e todos. Isso varia de pessoa pra pessoa. Mas, já a partir dos 10 ou 11 anos, digamos, v. começa a criticar o "mundo". Criticar a tradição, a língua, o contexto. Critica também as leis da física. Enfim, busca compreender o mundo a partir de sua perspectiva. Sua e somente sua, ainda que influenciada, será sua. Num dado momento v. até pode sair desta "influência".

    Desta forma, você vai se tornando capaz de , por exemplo, afirmar:
    O que dizer então de um sistema educacional que treina seu povo para ser comunista?

    Demonstra que v. - a partir de algum momento - veio acumulando informações conectando-as com sua experiência de vida, seus recursos para chegar onde está agora e poder formular tal indagação.

    Note bem, se você é brasileiro ( não sei , mas parece, pelo nome) e se teve alguma formação aqui, como parece ser o caso de vários outros colegas, v. foi capaz de formular um indagação aparentemente recheada de críticas, mesmo absorvendo ensinamentos vindos do "Brasil", que já tentou trilhar o caminho da socialismo e não o abandonou, totalmente.

    Nesse sentido, há aqueles que lhe dirão o melhor do comunismo. E haverá aqueles que lhe dirão o pior. Idem para o capitalismo. Idem terceira via, etc.

    O que não se pode - em minha opinião - é limitar a crítica. ( no bom sentido)

    "Formar" opinião é o pior dos mundos.

    Por isso, hoje, não há ninguém NO MUNDO, que consegue "formar" a minha opinião. Isso não quer dizer que eu sempre discorde de tudo. Aceito" uma determinada opinião por questões particulares, em dado momento. (mas formar, jamais)

    O texto nos trouxe mais uma OPINIÃO ( boa, para uns. Ruim, para outros. Nada acrescentando para alguns. Etc).

    Cabe aos intérpretes extrair dali o que acreditam ser bom para eles mesmos.
    Os mais espertos saberão extrair a melhor "mensagem" deixando as banalidades de fora. Outros não. Eis o mundo.


    Eu emiti um comentário mais acima, criticando o conteúdo do texto. Sobretudo, aqui nesse sítio. Ora, basta ler vários textos (em sua maioria excelentes) para se concluir as diversas tolices ditas( no texto acima). Partindo-se dos fundamentos da própria escola austríaca ( praxeologia e livre mercado, regras tendentes ao direito natural, talvez mais próximas ao direito consuetudinário, da common law, diferentemente do nosso, propriedade privada, capital etc)


    Assim, falar em carreira, profissão, trabalho, sistema educacional e sobretudo, EMPREGO, aqui neste sítio, parece-me um enorme paradoxo. Uma tolice, como dito.

    Sistema educacional deve ser aquele que v. passa a adotar , quando começa a ter visão crítica do mundo.
    Você procurará argumentos cada vez mais apropriados, embasados, lógicos, para provar algo DE SEU INTERESSE. Tentará convencer a maioria das pessoas a acreditar nos seus argumentos. A partir dai, conquistará "poder", gradativamente ou não.

    Concorda ou não?

    Eu prefiro continuar afirmando: carreira, profissão, emprego, trabalho, plano de carreira, sistema educacional etc, são tolices!
    Concentre-se no que , de fato, lhe interessa.


    Saudações

  • Ricardo  22/07/2013 16:07
    "Assim, falar em carreira, profissão, trabalho, sistema educacional e sobretudo, EMPREGO, aqui neste sítio, parece-me um enorme paradoxo. Uma tolice, como dito. "

    Ué, por quê? Tipo, eu até entendo sua posição quanto ao sistema educacional, mas por que seria bobagem falar em emprego, carreira, profissão e trabalho? Isso é uma realidade para a esmagadora maioria das pessoas que ganham sua vida na labuta. Mesmo um profissional liberal completamente autônomo e versátil, daquele tipo que a cada dia está fazendo uma coisa diferente, possui um trabalho e carreira.

    Não faz nenhum sentido dizer que tudo isso é um "paradoxo". Nonsense sua lógica.
  • mogisenio  22/07/2013 17:46
    Olá Ricardo,

    que bom. Encontrei um debatedor.

    Vamos ao debate.

    Falar em emprego é tolice, pois, v, necessariamente estará falando em normas Estatais heterônomas. Isso já foi fortemente combatido aqui neste site.
    Mesmo recentemente, com o PEC das domésticas.
    O que se defende aqui, no site, é autonomia nas relações jurídicas. E isso NÃO é emprego.



    Portanto, o uso de tais expressões: emprego, carreira, salário, coisas no gênero, entra em contradição com a lógica propagada pelo próprio site.

    Concordo que esta seja a situação da maioria. Você está certo.

    Todavia, a minha ideia é exatamente no sentido de deixar de ser a "maioria". Torne-se minoria. A não ser que esteja tratando de maioria das Ações de um empresa, ai sim).
    Busque, com todas as suas forças, a acumulação de CAPITAL ou a propriedade privada. Afinal, todos podemos conquistá-la. Este é o foco. Só use a sua "força de trabalho" para atingir este fim. Atingindo esse fim, contrate um profissional para trabalhar para você. Afinal, a propriedade privada será sua.

    Um profissional liberal possui trabalho, é verdade. Mas, não possui EMPREGO.

    Posso concordar com você que alguém, que não esteja vinculado a um EMPREGO, possa administrar a sua carreira. No sentido de propagar uma "boa imagem ou adquirir uma reputação ilibada". Isso faz sentido e é bom. Porém, use a boa imagem e a reputação não para ser um profissional. Use-as para acumular capital. Este é o foco.

    Lado outro, o termo "carreira" é mais usado como "plano de carreira". Seu significado está carregado de sentidos empregatícios. Vinculos profissonais. E isso é uma banalidade. Só desacordados almejam isso.

    Nesse sentido, a ideia é: JAMAIS tenha como objetivo uma "carreira". Isso é para DESAVISADOS.

    O ideal é criar um produto ou serviço que atenda às necessidades das pessoas. Em seguida, v. deve vendê-lo com otimização da margem de lucro. Assim você deixa de ser profissional e passar a gerar emprego para "profissionais". Este é o foco.

    Para isso v. contrata, profissionais, treinados, que visam "carreiras", cuja educação, como dito direta ou indiretamente, lhe proporciona exatamente isso.

    Portanto, vale repetir: tratar de carreira, emprego, SALÁRIO, e coisas do tipo é burrice( com o devido respeito a quem queira se sujeitar a isso pro resto da vida)


    Breve pretendo contratar ótimos "profissionais".
  • Ricardo  22/07/2013 18:39
    "O ideal é criar um produto ou serviço que atenda às necessidades das pessoas. Em seguida, v. deve vendê-lo com otimização da margem de lucro. Assim você deixa de ser profissional e passar a gerar emprego para "profissionais". Este é o foco.

    Isso é uma carreira. É isso que fazem músicos, jogadores de futebol, pilotos de Fórmula 1 etc.

    Seu problema parece estar exclusivamente com a semântica, o que é bobagem.
  • Pierre  22/07/2013 21:44
    Não há por que nem por onde complicar. Você pode entender emprego simplesmente como uma relação contratual de trabalho, algo que poderia continuar existindo mesmo em um hipotético sistema capitalista "puro" (anarcocapitalismo).

    Dizer que o certo é "fugir do trabalho, buscar o capital", soa como ironia de esquerda. A mesma esquerda que acredita que o empreendedor não é mais que um parasita que vive de extrair a "mais-valia" do trabalhador (bom lembrar que as ideias de "valor-trabalho" e "mais-valia" caíram em descrédito já faz um bom tempo). Lógico que não funciona assim.

    O papel do empresário é o de servir como um coordenador da estrutura produtiva social. Identificar desejos ou necessidades não satisfeitos, ou que poderiam ser melhor satisfeitos, e planejar e trazer à realidade respostas para esses anseios. "Casar" meios e fins, de certa forma. Seu sucesso será dependente de sua capacidade em atender às demandas dos consumidores. E, é claro, sua atividade envolve diversos riscos. O empreendedor pode errar em sua análise do mercado, enxergar oportunidades onde não existem. Ou não conseguir organizar sua empresa de maneira sustentável. Talvez alguma flutuação econômica inesperada inviabilize a continuidade de seu negócio. Isso sem falar da concorrência, sempre desejosa de abocanhar fatias maiores de mercado.

    Empreendedores que por um motivo ou outro sofrem prejuízos persistentemente acabarão indo à falência. Não são todas as pessoas que estão dispostas a se arriscar dessa forma. É possível ganhar muito, é possível perder tudo. E cada indivíduo tem seu nível de tolerância a riscos. Cada indivíduo possui suas aptidões. Cada indivíduo tem seus próprios valores e preferências. Empreender é uma opção e uma decisão pessoal, e tudo isso tem que ser levado em conta.

    O ponto aqui é que empregados e empregadores são fundamentais no bom funcionamento da economia e no desenvolvimento da sociedade como um todo. Pode ser que empreender ou trabalhar para alguém adquiram um caráter vil e detestável através do filtro das suas convicções, mas não são atividades ruins per se. Pelo contrário.

    Textos de interesse:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1590

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1368
  • mogisenio  23/07/2013 02:44
    Caro Pierre

    concordo em partes com seus argumentos. Você pode entender da forma que julgar melhor. E ninguém terá condições de mudar a sua ideia. Assim, concordo com a sua opinião quando aplicada em você mesmo.

    Todavia num determinado conflito de interesses, onde alguém, Estado ou árbitro vá decidir quem tem ou não razão ai, uma verdade prevalecerá.

    Soar como algo de esquerda só pode ser percepção sua.
    Eu não perco o meu tempo como explicações de esquerda ou de direita ou de centro esquerda ou centro direita ou de qualquer outra , nesse sentido.
    Pra mim, é pura balela.
    O que vale é o que você faz para você mesmo, ainda que a solidariedade seja algo perseguido pelos direitos humanos desde 1948. ( no fundo é balela em matéria de livre iniciativa). Pois, o direito natural se encarrega de estabelecer "naturalmente" o essencial. Liberdade, propriedade privada.

    Sua opinião pode lhe ser útil para diversos fins e eu, com os meus argumentos, não tenho a pretensão de muda-la. Ela é sua e você será ou não bem sucedido devido à sua própria conduta. Nesse sentido, tenho a pretensão de aproveitar as oportunidades de eventuais falhas , percebida pelo mercado. Eis a concorrência.

    A minha opinião é diferente da sua. E no mercado, competiremos com opiniões diferentes. O melhor prosperará. Não tenha duvida, farei o meu máximo para "derrota-lo, no mercado.
    Falência é instituto jurídico que não deve existir no mercado.
    O que deve existir é perda de propriedade e não a falência. Deve existir o retorno`
    à falta de capital, tendo como isso que se sujeitar ao trabalho. ( nada contra isso)

    O que defendo é acúmulo de capital e proteção deste ( hedge) arriscando gradativamente, a depender do projeto.
    O risco faz parte da vida, tanto do empreendedor como do não empreendedor.

    Viver é correr risco, cotidianamente.

    Empreendedor corre riscos. Empregado corre riscos. Falido corre riscos. Enfim, qualquer um corre riscos.

    O funcionamento do mercado para você, depende única e exclusivamente de como você percebe o mercado. Você ,ou qualquer outra pessoa, jamais conseguirá definir "como funciona o mercado" uma vez que não há monopólios formados pelo mercado, mas sim, pelo Estado. ( aprendi isso aqui, neste sitio) Mas, pode ser muito hábil em perceber para onde caminha o mercado, em determinado momento, em determinado contexto etc.

    E eu tenho também as minhas previsões. Ao final, vencerá aquele que conseguir "ler" o momento e tomar a decisão correta.

    Na minha opinião, o capital não pode estar contido no trabalho. Não é possível. Capital é capital. Trabalho é trabalho.

    Alguém pode desejar seguir uma "carreira" e se tornar um profissional. Isso é problema ou solução para esse alguém. Eu, ao contrário, JAMAIS, pretenderei SER um profissional. Mas, poderei, em dado momento, ESTAR nessa condição, por falta de propriedade. Mesmo assim, meu foco continuará na busca incessante do capital para, o mais rápido possível sair da condição de empregado/profissional etc, enfim, essas tolices propagados pelo texto.

    O papel do CAPITALISTA é atender aos seus interesses e como consequência disso, atender às demandas alheias. ( como já nos mostrou o grande Smith em sua mão invisível). O resto é conversa.

    De fato, empregado e empregadores são fundamentais para o mercado. Smith, Taylor , Ford , Fayol entre outros, já nos mostraram a importância da divisão do trabalho, quando do incremento da capitalismo ( com o fim do artesanato feudal etc)
    Alguns escolhem ser empregados. Outros não. Eu me insiro neste ultimo grupo e torço para existir "tolos" que se inserem no primeiro.( se possível bem adestrados)

    Não há empregados "bill gates" espalhados pelo mundo. Há empreendedores, capitalistas que chegam lá. Empregados? Jamais.
    O capital gera emprego e não o contrario. Eu quero gerar empregos.


    Nesse sentido, defendo para mim a acumulação. Se alguém quer ser empregado, isso é problema deste alguém. E se for bom de serviço, breve, terei o prazer de contratá-lo para trabalhar com o MEU CAPITAL, sob remuneração que jamais será maior do que o meu retorno, a qualquer risco. Caso eu perca farei as manobras adequadas para manter a minha propriedade. Que é só minha.

    Esse é o foco.
    Essa é a minha opinião, a qual passa longe de discussões ideológicas infrutíferas que não me trazem retorno algum.

    Você concluir que empregado e empregadores são importantes ou não são ruins.

    Eu concluo dizendo-lhe que ser empregado é a pior condição que pode existir para conquistar o capital . Não serve para mim. Meu negocio é contratar profissionais e remunera-los , mas, obviamente, ganhar muito , mas muito mais por isso.
    E com a assimetria de informações , conquistar cada vez mais consumidores desavisados mas fieis ao meu negócio , e portanto, à manutenção de minha propriedade.
    Pode soar estranho, mas não me entenda mal. Não é pessoal. Trata-se de postura de como agir no sistema capitalismo que bem ou mal vivemos.



    Saudações



  • mogisenio  22/07/2013 19:42
    Olá Ricardo,

    não , não tenho problemas para tratar do tema.
    Quanto à semântica, seria mais razoável admitir que TODOS nós, temos problemas ligados a ela.

    De qualquer forma, v. generalizou e por isso, equivocou-se.

    Tenho parentes no "mundo da música". Alguns são músicos EMPREGADOS.
    Nem precisava de exemplos práticos assim para lhe provar o contrário. Basta citar-lhe a súmula 312 do STF. Logo, são empregados.

    E como lhe disse, o foco é: fugir do "salário, emprego, carreira, trabalho e afins".



    Jogador de futebol também pode ser empregado. Inúmeros casos podem ser citados.
    Pilotos de fórmula 1 podem ser empregados.

    Note bem, vai depender da relação jurídica entre os contratantes. Se o contrato é de emprego então será empregado. Considerando-se todos os demais elementos desta relação jurídica.

    E como lhe disse o foco é: fugir do emprego o quanto antes. Isso só serve para desantenados.

    Não há problemas de semântica aqui.
    E mesmo se existissem, neste particular, não se traduziriam em "bobagens.

    Problemas de semântica podem ser complicadíssimos. Nem pretendo entrar neste mérito.


    Portanto, finalizando, fuja do trabalho. Busque o capital o quanto antes. Este é o foco.
    Saudações
  • Viva  12/05/2016 15:21
    De fato, profissionais que trabalham com processos repetitivos são substituídos por máquinas, e isso é necessário para que as empresas aumentem sua produção e atendam a necessidade do mercado. Uma simples máquina de salgadinhos consegue produzir em muito maior quantidade e com perfeição, o que muitas pessoas não conseguiriam em um dia, e faz isso em poucas horas!
    Eu acredito que a automação é benéfica sim para a sociedade e que abre espaço para outras formas de trabalho também, aumentando a tecnologia o resultado é aumentar a produtividade!
    Na crise que nos encontramos, para muitos se torna necessário a busca de caminhos diferentes, e por fazer algo diferente, nosso resultados também serão diferentes. Que sejam melhores!


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