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As lições econômicas de Game of Thrones

A popular série Game of Thrones é baseada na intricada coleção de livros de fantasia de George R. R. Martin, As Crônicas de Gelo e Fogo, a qual se tornou uma inspiração para análises e comentários de todos os matizes. E, enquanto os seus personagens complexos e moralmente ambíguos têm atraído muitos analistas e comentaristas políticos e literários, há também importantes lições econômicas a serem aprendidas dos livros.

A trama de Martin se refere a uma variedade de assuntos econômicos — desde as implicações do fato de não existir sequer um sistema econômico até os problemas da moeda e das finanças estatais. Os governantes do continente de Westeros recorrem aos métodos tradicionais de financiamento estatal: tributação, endividamento e inflação. 

Neste artigo, discorreremos sobre algumas das implicações econômicas da série, especialmente a respeito da ordem social e sobre o papel que a cooperação pacífica, o comércio e a moeda desempenham na organização da sociedade.

O meio político e o meio econômico

Franz Oppenheimer famosamente realizou a distinção entre o "meio político" e o "meio econômico" de organização social. O primeiro implica a coerciva redistribuição de riqueza; a riqueza, entretanto, é criada apenas por aqueles que estão envolvidos no meio econômico de organização, o qual se baseia na produção pacífica, no comércio e na troca. (1926, pp. 24—27.)

Essa distinção aparece de forma muito clara em As Crônicas de Gelo e Fogo. Por exemplo, povos tão diferentes como os Dothraki e os Homens de Ferro são cabais e resolutos exemplos do meio político. Ambas as sociedades produzem pouco ou nada por si mesmas; elas, em vez disso, prosperam por meio da violência e da pilhagem. Encontra-se uma perfeita ilustração disso no "código" da Casa Greyjoy, a qual proclama: "Nós Não Semeamos." A insinuação, por óbvio, é que os homens das Ilhas de Ferro apenas ceifam os frutos daquilo que os outros semearam.[1] O lema da Casa Greyjoy é uma hábil, adequada e sagaz descrição do estado, o qual é, fundamentalmente, uma instituição parasitária que depende, para a sua sobrevivência, do saque de uma população produtiva.

Mas a distinção entre o meio político e o meio econômico aparece também em situações mais sutis. Até mesmo nas partes relativamente pacíficas do reino, nas quais a ordem civil é mantida e a exploração é menos óbvia, vê-se claramente que os interesses dos governantes e dos governados são diferentes, da mesma forma como são diversos os meios de se obter a prosperidade. Martin atinge o cerne da questão numa conversa entre Daenerys Targaryen e o seu parceiro, Ser Jorah Mormont. Daenerys acredita que o reino que a sua família uma vez governou se erguerá em defesa da pretensão do seu irmão ao trono. Ela observa: "O povo está esperando por ele. Magíster Illyrio diz que as pessoas comuns estão confeccionando bandeiras de dragões e rezando para que Viserys retorne através do Mar Estreito para libertá-las." A resposta que ela recebe é simples, mas esclarecedora:

"As pessoas comuns rezam por chuva, por crianças saudáveis e por um verão que nunca termine", disse-lhe Ser Jorah. "Não lhes interessa a guerra dos tronos que os grandes lordes jogam, contanto que sejam deixadas em paz." Ele encolheu os ombros. "Elas nunca são".

É facilmente perceptível, em As Crônicas de Gelo e Fogo, a ideia de que o comportamento político traduz-se essencialmente em pilhagem criminosa. Davos Seaworth, em outro trecho, reflete sobre a trajetória do marinheiro Salladhor Saan, seu amigo e camarada, que é "um contrabandista... bem como um comerciante, um banqueiro, um pirata notório e o autoproclamado Príncipe do Mar Estreito". Davos, então, conclui para si mesmo: "Quando um pirata enriquece o suficiente, fazem-no um príncipe." [2]

Moeda e Sociedade

Além de discutir a essência do governo, a série contém outras ideias econômicas também. Um proeminente exemplo é o forte entendimento da narrativa sobre o papel que a moeda desempenha na sociedade. Em particular, o desdobramento da história fornece fotografias de diferentes estágios de desenvolvimento econômico; e tais estágios estão intrinsecamente ligados às diversas percepções culturais sobre atividade econômica e moeda.

Os horselords Dothraki — o descentralizado grupo de tribos guerreiras que vagueiam pelo continente oriental — são óbvios exemplos. Os Dothraki de maneira alguma realizam comércio, e o máximo de interação social pacífica a que chegam é um vago sistema de troca de presentes. Eles, portanto, não utilizam moeda — e a sua civilização reflete profundamente esse fato.

Sem um sistema de troca indireta, eles são incapazes de desenvolver bens de capital, contando, ao invés disso, com as receitas redistributivas das pilhagens para sobreviverem. Eles são amplamente nômades, faltando-lhes a capacidade (ou o desejo) de produzir e comerciar. Com efeito, as únicas estruturas permanentes da cidade de Vaes Dothrak são aquelas construídas por escravos estrangeiros, com a utilização de materiais saqueados. A inexistência de uma sociedade complexa pode ser atribuída à recusa deles a se engajarem em atividades econômicas e, em decorrência disso, a adotarem um meio de troca.

Já que a moeda torna possíveis as decisões empreendedoriais necessárias para o desenvolvimento da economia, o cálculo econômico, portanto, é tão impossível para os Dothraki quanto para uma sociedade socialista. [3]

Uma segunda fase de desenvolvimento econômico é representada pelos "selvagens vulgares" (wildlings) que vivem além do Muro, ao norte dos Sete Reinos. Eles não possuem uma autoridade política centralizada e orgulhosamente referem-se a si mesmos como o "povo livre" (free folk).[4]  Embora não sejam tão economicamente desenvolvidos quanto os Sete Reinos, os wildlings são mais avançados do que os Dothraki.

A atividade econômica existe na forma de relações de escambo entre alguns grupos relativamente pacíficos. Contudo, devido à constante guerra com os povos situados ao sul do Muro, os free folk não podem se engajar em comércio prolongado, planejamento de longo prazo ou cooperação social. Forçosamente excluídos da sociedade, eles ficam restritos a levar uma existência num ambiente pobre em recursos, alcançando não mais do que o mínimo de desenvolvimento econômico.

Em terceiro lugar, os Homens de Ferro, assim como os Greyjoy, são, no tocante à moeda, um caso mais intermediário. A sua obsessão com a conquista os conduz a minimizarem o comércio e o uso do dinheiro — o que eles ridicularizam como "pagar o preço do ouro".  Sob o ponto de vista da sua cultura, os homens, ao contrário, devem pagar o "preço do ferro" por qualquer vestimenta que vistam ou qualquer luxo que desfrutem; em outras palavras, qualquer coisa de valor que alguém possuir deve ser arrebatada do corpo de um inimigo assassinado.

Apesar de terem sido parcialmente integrados, à força, à vida econômica e social dos Sete Reinos, os Homens de Ferro fazem um esforço consciente para manterem o seu antigo modo de vida baseado na expropriação. Em virtude disso, eles restringem o seu uso do dinheiro a uma esfera relativamente pequena.

Um nível maior de sofisticação econômica pode ser encontrado nos Sete Reinos de Westeros. A política dos Sete Reinos é similar àquela de uma sociedade feudal, na qual "os homens se tornavam ricos por meio da guerra e da conquista e por meio da liberalidade do governante soberano. Os homens se tornavam pobres quando eram derrotados em batalha ou quando não mais se encontravam nas boas graças do monarca." (Mises, 2006, p. 158.)

Tenha você lido ou não os livros, a história é familiar. Deparando-se com a dificuldade de financiar uma guerra aparentemente sem fim, o Mestre da Moeda (uma posição equivalente a Ministro das Finanças) concebe novos tributos; mas esses duram apenas enquanto a população for capaz de pagar. Os governantes estão dolorosamente conscientes de que "metade dos senhores do reino não poderia tolerar uma tributação tirânica e fugiria num piscar de olhos para o usurpador mais próximo caso isso lhes salvasse uma moeda de cobre".

O endividamento (empréstimos) também serve à coroa; todavia, embora isso dê a ilusão de prover um almoço grátis, trata-se de um meio custoso, que não oferece soluções duradouras. Em um momento da história, Cersei Lannister sonha fundar o seu próprio banco, para que ele lhe seja uma permanente fonte de fundos. O ultimo recurso, então, é a criação de dinheiro — o que Lorde Littlefinger realiza através da prática (historicamente costumeira) de adulterar a moeda.[5]

As frequentes guerras entre as famílias governantes de Westeros — embora estas não sejam tão militaristas quanto os Homens de Ferro — destroem periodicamente a riqueza acumulada da "classe baixa" (small folk), como os nobres a chamam. Devido ao conflito constante, muitas populações nos Sete Reinos lutam para sobreviver um dia após o outro. A poupança, por exemplo, é quase impossível para o "povo comum" (common folk); e até mesmo os cavaleiros e os nobres têm dificuldade de praticá-la.

Não é surpreendente, então, que a economia, de modo geral, não evolua além dos estágios iniciais de acumulação de capital e demonstre estar estacionada no mesmo nível de desenvolvimento por milhares de anos.[6] As indústrias que prosperam e desencadeiam a maior parte do desenvolvimento tecnológico são as indústrias da guerra, em detrimento dos empreendimentos pacíficos e produtivos. Os armeiros e os construtores de barcos, por exemplo, são claramente descritos como aproveitadores que se beneficiam do tumulto político. 

Dada a centralização do poder nos Sete Reinos — e dada a complexa rede de intrigas e privilégios que vem junto com ela —, não é surpresa que sejam comuns os estrondosos exemplos de desperdícios estatais.

O torneio de Robert Baratheon requer um total de "noventa mil peças de ouro" somente em prêmios. Adicionalmente, em função de Robert desejar uma "festa prodigiosa", o Mestre da Moeda contrata, entre outros, "cozinheiros, carpinteiros, garçonetes, cantores, malabaristas e palhaços". O Conselho é rápido em argumentar — lançando mão da falácia da janela quebrada — que "o reino prospera" através de tais eventos e que as pródigas despesas em torneios também trazem "aos grandes uma oportunidade de glória e aos humildes uma trégua dos seus problemas e das suas aflições". O mesmo raciocínio é usado para justificar outras ultrajantes e escandalosas gastanças, como o extravagante casamento do Rei Joffrey.

As economias mais desenvolvidas de As Crônicas de Gelo e Fogo encontram-se nas assim denominadas Cidades Livres. As nove cidades-estado do outro lado do Mar Estreito ostentam "um número de templos, torres e palácios" duas vezes maior do que aquele encontrado em Westeros, e são bem conhecidas pelo seu comércio de tapeçarias, carpetes, rendas, vinhos e especiarias.

Cosmopolitas e poliglotas, as Cidades Livres possuem também muitos estabelecimentos lucrativos de empréstimo de dinheiro: "Cada uma das Nove Cidades Livres tem o seu banco, e algumas têm mais de um, lutando por todas as moedas como cachorros por um osso." Os bancos proveem ajuda financeira para os estrangeiros, especialmente para as famílias de nobres dos Sete Reinos, e a reputação deles faz com que sejam peças-chave na guerra dos tronos: "Quando os príncipes falham em quitar as suas dívidas com o Banco de Ferro, novos príncipes brotam do nada e tomam os seus tronos."

As Cidades Livres não são estranhas à luta política, obtendo a grande custo a relativa liberdade que possuem. Braavos, agora a mais nova e mais poderosa cidade, foi fundada por escravos refugiados, os quais desde então se esforçam para eliminar a escravidão na região das Cidades Livres.

Outros indivíduos também aprenderam severas e desagradáveis lições econômicas. Volantis era a mais antiga e a maior das Cidades Livres, mas perdeu a sua riqueza numa vã tentativa de conquistar as outras. Os governantes volantinos "favoreciam a espada, enquanto os mercadores e os banqueiros defendiam o comércio. [...] Após um século de guerra, Volantis encontrava-se quebrada, falida e despovoada." Somente após o abandono das aspirações militares, somente após a renovação da atividade comercial pacífica, é que a cidade retornou à prosperidade.

Para concluir, é importante assinalar que a obra As Crônicas de Gelo e Fogo se baseia extensamente na história medieval, a qual vivenciou mais do que a sua quota de guerras e destruição econômica. História ou fantasia, a guerra dos tronos — o uso do meio político — impede a propagação e a difusão de ideias econômicas saudáveis, sendo afastadas, assim, as boas políticas econômicas.  Graças aos Sete Reinos e ao seu vício pela guerra dos tronos, quando ocorrem a paz e a prosperidade em Westeros, a única coisa da qual podemos estar certos é: O Inverno Está Chegando.

 

Referências Bibliográficas

MARTIN, George Raymond Richard. A Song of Ice and Fire: A Game of Thrones. New York: Bantam Books, 1996.

MARTIN, George Raymond Richard. A Song of Ice and Fire: A Clash of Kings. New York: Bantam Books, 1999.

MARTIN, George Raymond Richard. A Song of Ice and Fire: A Storm of Swords. New York: Bantam Books, 2000.

MARTIN, George Raymond Richard. A Song of Ice and Fire: A Feast for Crows. New York: Bantam Books, 2005.

MARTIN, George Raymond Richard. A Song of Ice and Fire: A Dance with Dragons. New York: Bantam Books, 2011.

VON MISES, Ludwig. The Causes of the Economic Crisis. Auburn, Alabama: Ludwig von Mises Institute, 2006.

OPPENHEIMER, Franz. The State: Its History and Development Viewed Sociologically. New York: Vanguard Press, 1926.



[1] Por exemplo, Balon Greyjoy proclamou-se "Lorde Ceifador".

[2] Tal sentimento é similar àquele encontrado na história de Santo Agostinho acerca do diálogo entre Alexandre, o Grande, e um pirata:

Removida a justiça, o que são os reinos senão grandes assaltos, e os roubos, senão pequenos reinos? O bando, em si, é formado por homens; é governado pela autoridade de um príncipe; é unido pelo pacto de uma confederação; o butim é dividido pela lei pactuada. Se, pela admissão de homens abandonados, esse mal aumenta a tal grau que domina lugares, fixa estabelecimentos, toma posse de cidades e subjuga povos, ele assume mais claramente o nome de reino, porque essa é a realidade que lhe é manifestamente conferida — não pela remoção da cobiça, mas sim pela adição da impunidade.

Com efeito, foi uma resposta adequada — bem como essencialmente verdadeira — aquela que um pirata capturado deu a Alexandre, o Grande. Quando esse rei lhe perguntou o que queria dizer com "manter a posse hostil do mar", o pirata respondeu com orgulhosa insolência: "O mesmo que tu queres dizer quando falas da conquista da Terra inteira; mas, porque eu o faço com um pequeno e insignificante navio, eu sou chamado de ladrão, ao passo que tu, que o fazes com uma grande frota, és chamado de imperador."

[3] De acordo com as premissas da Escola Austríaca, é justamente a impossibilidade do cálculo econômico no socialismo (isto é, a propriedade estatal/pública/comunal dos meios de produção) o que torna esse sistema inviável e impraticável, ainda que as intenções sejam — ou aparentem ser — de caráter nobre.

Com a inexistência da propriedade privada dos meios de produção, estes não podem ser objeto de trocas (compra e venda; comércio); portanto, não há como ocorrer o surgimento de preços de mercado (os quais revelam a escassez relativa dos fatores de produção e os seus usos alternativos, i.e., os seus custos); os preços não podem ser sinteticamente elaborados por planejadores centrais por meio de fórmulas matemáticas que os simulem: as informações estão dispersas na sociedade e não são estáticas (isto é, não se encontram em "estado de equilíbrio"), mas sim dinâmicas; assim, sem a existência de preços é impossível a realização do cálculo econômico — sem o qual a organização econômica racional não se concretiza, não se viabiliza. (N. do T.)

[4] A linguagem usada para descrever os povos do extremo norte revela sentimentos políticos mais profundos. Aqueles do sul referem-se aos do norte como "selvagens vulgares" (wildlings) e consideram bárbaro o seu modo não submisso de vida. Por outro lado, aqueles do norte chamam a si mesmos de "povo livre" (free folk) e ridicularizam os povos que se encontram ao sul do Muro — os quais são todos uma parte de um estado ou de outro — rotulando-os de "os que se ajoelham" (kneelers).

[5] Na trama, a adulteração da moeda se dá através de um método chamado de coin-clipping ("clipagem"), através do qual corta-se uma pequena parte do metal precioso da moeda. (N. do T.)

[6] De acordo com os ensinamentos da Escola Austríaca, o ciclo de crescimento econômico, de forma bem resumida, acontece assim: (1) poupança (abstenção do consumo presente com vistas a um benefício superior no futuro); (2) investimento (uso da poupança direcionado a um fim produtivo); (3) acumulação de capital (criação de mais bens de capital — ou de produção —, o que aumenta a capacidade produtiva e, portanto, a oferta de bens de consumo). (N. do T.)

 

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Daenerys Targaryen, Ser Jorah Mormont e os Dothraki

 

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"Nós Não Semeamos." — Casa Greyjoy

 

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Balon Greyjoy — O "Lorde Ceifador"

 

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Davos Seaworth (à esquerda) e Salladhor Saan (no centro)

 

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Cersei Lannister

 

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Lorde Littlefinger

 

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Robert Baratheon

 

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Joffrey Baratheon

 

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"Quando você joga a guerra dos tronos, ou você vence ou você morre."

 

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Mapa do mundo de As Crônicas de Gelo e Fogo

 

1 voto

autor

Matt McCaffrey & Carmen Dorobat
Matt McCaffrey é professor de economia na Auburn University e editor do Libertarian Papers.

Carmen Dorobat é pós doutoranda em economia na Universidade de Angers e professora na Bucharest Academy of Economic Studies.

  • Leonardo Couto  20/06/2013 12:21

    Analogia boa. Ainda bem que o Game of Thrones mostra a natureza verdadeira do estado e suas ações sempre ruins para os súditos do reino.
  • Márcio  20/06/2013 12:44
    Winter is coming... Ciclo de Kondratiev?
  • Marcelo Werlang de Assis  20/06/2013 17:02
    O interessante é que todas essas manifestações que estão ocorrendo agora no Brasil criticam a "guerra dos tronos" e requerem como solução mais "guerra dos tronos". Impressionante...

    Eu não cheguei a me interessar por Game of Thrones até ler esse artigo em inglês, lá no site do LvMI: mises.org/daily/6453/The-Economic-Sense-in-Game-of-Thrones. Adorei lê-lo. Resolvi traduzi-lo por conta própria. Mandei a minha tradução ao pessoal do IMB, o qual a aprovou e a melhorou em alguns pontos.

    Trata-se da primeira tradução de um escrito mais longo que faço na minha vida. Foi uma ótima experiência.

    Espero que esse artigo atraia mais pessoas para o libertarianismo e para as ideias da Escola Austríaca, pois ele analisou uma famosa série de TV, da qual muitos indivíduos gostam, inclusive o Fernando Chiocca.

    Abraços!

  • Típico Filósofo  20/06/2013 17:36
    Escrita por um neoliberal convicto e odiador das gentes, além de crítico simplista daquilo que chama de "promiscuidade". Sua descrença no bem comum e no poder estatal manifesta-se violentamente sobre nossa juventude, influenciando-os à oposição aos valores progressistas gramscianos. A obra não possui qualquer tipo de função social, o que explana o fato de ter sido adaptada em uma série estadunidense: visa o lucro, o que a retira de qualquer função revolucionária; absurdo.

    Trata-se de exemplo de programação que está a alienar a juventude através do cinismo contra as causas do povo. Sob a intertextualidade da cultura popular, digo: preferível seria ir assistir ao filme do Godard.
  • Marcelo Werlang de Assis  22/06/2013 20:11
    Típico Filósofo, eu sei que você é um fake criado com a finalidade de mostrar — com perfeição, frise-se — aos internautas que navegam pelo site do IMB o "pensamento" dominante (majoritário) no meio universitário ("acadêmico") brasileiro, na mídia, nos círculos políticos e na sociedade em geral. Mas escrevo esta resposta com a intenção de me dirigir a todos estes pretensos e autoproclamados "intelectuais".

    Você, antes de qualquer coisa, deve ler com atenção (com grande concentração) as seguintes sete listas de textos:

    (1) Sobre quem você realmente é: mises.org.br/Article.aspx?id=1487 (Por que os intelectuais odeiam o capitalismo); mises.org.br/Article.aspx?id=1418 (O pensamento econômico na Grécia Antiga); mises.org.br/Article.aspx?id=1554 (Intelectuais e raça — o estrago incorrigível); mises.org.br/Article.aspx?id=1587 (Pensar está se tornando algo obsoleto); mises.org.br/Article.aspx?id=1592 (Lugares comuns que substituem o raciocínio crítico); mises.org.br/Article.aspx?id=1149 (O intelectualismo anti-intelectual); library.mises.org/books/Ludwig%20von%20Mises/The%20Anti-Capitalistic%20Mentality.pdf (The Anti-capitalistic Mentality) ou mises.org.br/files/literature/A%20Mentalidade%20Anticapitalista%20-%20WEB.pdf (A Mentalidade Anticapitalista); mises.org.br/Article.aspx?id=1360 (Riqueza e pobreza ao longo da história); mises.org.br/Article.aspx?id=1352 (Falácia e grosseria — o homeshooling segundo dois "izpessialistas");

    (2) Sobre o fantástico exemplo intelectual e moral que foi LUDWIG VON MISES, o homem que dá nome a este site: mises.org.br/Article.aspx?id=1118 (Ludwig von Mises — defensor da liberdade e do capitalismo"); mises.org.br/Article.aspx?id=1476 (O brilhantismo e a bravura de Mises);

    (3) Sobre a ideologia que você tanto difunde: mises.org.br/Article.aspx?id=1341 (O socialismo na prática — o laboratório da morte); mises.org.br/Article.aspx?id=1584 (Marxismo: a máquina assassina); mises.org.br/Article.aspx?id=1190 (A história soviética); mises.org.br/Article.aspx?id=94 (A China Comunista e os seus campos de morte); mises.org.br/Article.aspx?id=1396 (A verdadeira doutrina defendida por Karl Marx); mises.org.br/Article.aspx?id=1405 (Karl Marx e o seu caminho escatológico para o comunismo); mises.org.br/Article.aspx?id=1408 (Socialismo e retrocesso da civilização); mises.org.br/Article.aspx?id=773 (Os verdadeiros amigos e inimigos dos assalariados — um desafio intelectual para a esquerda); mises.org.br/Article.aspx?id=1206 (O igualitarismo é uma revolta contra a natureza);

    (4) Sobre a medicina estatal que é tão defendida — com enorme ardor — por você: mises.org.br/Article.aspx?id=1344 (O que a medicina soviética nos ensina); mises.org.br/Article.aspx?id=923 (Como Mises explicaria a realidade do SUS); mises.org.br/Article.aspx?id=349 (A medicina socializada e as leis econômicas); www.mises.org.br/Article.aspx?id=1115 (Mitos versus fatos no sistema de saúde sueco: O direito de esperar);

    (5) Sobre o tal "Estado Democrático de Direito" que você advoga, principalmente através da expressão "bem comum": www.mises.org.br/Subject.aspx?id=11 (Artigos sobre o assunto 'Democracia'); mises.org.br/Article.aspx?id=1626 (Explicando o que é o governo para um "forasteiro");

    (6) Sobre o estado — que é o aparato de coerção e compulsão (i.e., força física, violência, opressão, agressão) que exerce soberania sobre os indivíduos que vivem em determinado território —, a "instituição" que você mais venera: mises.org.br/Article.aspx?id=226 (O estado, o agressor); mises.org.br/Article.aspx?id=75 (A natureza do estado);

    (7) Sobre o que realmente são os direitos humanos (já que você usa a expressão "direitos humanos" para justificar as maiores atrocidades, principalmente as dos socialistas de todas as vertentes — comunistas, nazistas e fascistas): mises.org.br/Article.aspx?id=619 (Os "direitos humanos" como direitos de propriedade).

    Eu frequentei o curso de Direito da UFRGS. Lá encontrei muitos tipos iguais a você, Típico Filósofo. Trata-se de pessoas arrogantes e autoritárias, que se consideram donas da verdade e da razão, com quem não é sequer possível debater e argumentar (sob pena de sofrer represálias graves — perseguição, diminuição de nota e reprovação); ademais, já que nas provas é preciso reproduzir no papel aquilo que é professado pelo [pela] Grande Mestre, então "uma discussão em sala de aula" é, na prática, algo inútil de ser feito. Trata-se de gente que considera ter alcançado o máximo de inteligência a que a humanidade pode chegar; que pensa que, se não dessem "aulas", se não cobrassem presença (fizessem chamada), os seus alunos jamais conseguiriam aprender aquele conteúdo específico. Trata-se de pessoas que poderiam viver muito bem sem um salário de professor (são ricos advogados, desembargadores/juízes, promotores/procuradores...), mas que se tornam docentes para satisfazerem a vaidade, para obterem o "prestígio" (status) de professores universitários, para poderem colocar nos seus livros esse título ("Professor Titular da Cátedra X", por exemplo), para tentarem transformar os infelizes alunos em discípulos das suas brilhantes "ideias" e "concepções". Trata-se, pura e simplesmente, de verdadeiros babacas nojentos (não há, infelizmente, expressão mais branda). Trata-se de indivíduos que jamais seriam professores num ambiente em que imperasse um genuíno livre mercado (i.e., sem intervenção estatal, sem violência/coerção governamental) no setor educacional — enfim, num ambiente em que os alunos não fossem obrigados a adquirir um diploma; em que eles fossem às aulas para justamente obter os conhecimentos que julgam necessários e importantes, não para cumprir o script impingido por políticos e burocratas; em que eles pudessem de fato escolher os professores, as matérias, o método de ensino, etc. Como toda regra geral, há exceções (existem professores bons e decentes); mas elas, lamentavelmente, são bem poucas.

    Um professor dava as notas aos alunos conforme "o que o seu coração sentia" — esse, aliás, é o mesmo raciocínio/critério do atual ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, que uma vez proferiu a seguinte pérola: Justiça não é algo que se aprende, justiça é algo que se sente. O juiz sente o que é justo. Outro, numa das suas tantas "aulas" (que tinham plateia praticamente absoluta por causa do seu terrorismo com a chamada), falou mal das seguradoras (parecia que ele estava realmente falando do demônio em pessoa) porque teve uma experiência ruim com uma delas numa viagem que fez para um "país frio da Europa" (ele não disse qual era o país — mas é bem provável que tenha ido para a Rússia), professando que o estado deve regular bastante o setor para proteger os clientes das seguradoras. Outro docente "lecionava" com este método extremamente científico (passos "a" e "b"): (a) pegar uma apostila e ficar dizendo, por uma hora e meia, numa voz praticamente inaudível, todos os detalhes que nela estavam; (b) nas provas, perguntar exatamente esses "detalhes dos detalhes". Tal método obrigou a turma a gravar e degravar todas as suas "aulas". Numa breve conversa particular comigo, um famoso e eminente professor disse que a prática das reservas fracionárias por parte dos bancos não é fraude, que ela é algo comum, normal e até vital. Uma ínclita docente, falando do caso de uma família sendo importunada pelos burocratas estatais por causa do fato de educar os seus filhos em casa (homeschooling), passou-nos o entendimento de que a educação domiciliar é ruim porque "cria as pessoas num ambiente fechado". Outro professor chegou até a dizer que Hitler foi um herói para os judeus (sic). Abundam exemplos com todas essas notáveis características — arbitrariedade, imposição de falácias e opiniões cretinas, didática terrível, terrorismo... Eu apenas mencionei alguns.

    Abaixo, reproduzo um fantástico trecho de A Revolta de Atlas, de Ayn Rand:

    Ela revivia a sua infância toda vez em que encontrava os dois filhos da moça que era dona da padaria. Via-os com frequência perambulando pelas trilhas do vale: dois seres destemidos, de 7 e 4 anos. Pareciam encarar a vida tal como ela a encarava quando criança. Não havia neles a expressão que costumava ver nas crianças do mundo exterior — uma expressão de medo, de segredo misturado com zombaria, de proteção contra os adultos, de um ser que descobre que está ouvindo mentiras e aprendendo a odiar. Os dois meninos tinham a confiança aberta e alegre de dois garotinhos que não se sentem ameaçados; tinham uma consciência inocente e natural, sem arrogância ou vaidade, do próprio valor, com uma certeza igualmente inocente de que qualquer estranho seria capaz de reconhecer o seu valor. Tinham aquela curiosidade ansiosa de quem se aventura a ir a qualquer lugar com a certeza de que na vida não há nada que não mereça nem possa ser descoberto. Parecia que, se encontrassem o mal, o rejeitariam com desprezo, não por ser perigoso, mas por ser algo estúpido; que não o aceitariam, resignados, como a lei da existência.

    — Eles representam a minha escolha de profissão, Srta. Taggart. — Disse a jovem mãe em resposta ao comentário de Dagny, enquanto embrulhava um pão, sorridente. — Representam a profissão pela qual optei, a qual, apesar de tanta bobagem que se fala sobre a importância de ser mãe, lá fora é impossível praticar. Creio que a senhorita já conheceu o meu marido; é o professor de economia que trabalha para Dick McNamara. A senhorita sabe, é claro, que neste vale não há compromissos coletivos, que aqui não podem entrar parentes a menos que cada indivíduo faça o juramento do grevista por convicção individual. Vim para cá não apenas por causa da profissão do meu marido, mas por causa da minha. Vim aqui para criar os meus filhos como seres humanos. Eu não seria capaz de entregá-los a sistemas educacionais que têm por objetivo impedir o desenvolvimento do cérebro da criança, convencê-la de que a razão é impotente, de que a existência é um caos irracional que ela é incapaz de enfrentar, e reduzi-la a um estado de terror crônico. A senhorita se surpreende com a diferença que há entre os meus filhos e as crianças do mundo exterior? Mas o motivo é muito simples. É porque aqui no vale de Galt não há quem não considere monstruoso apresentar a uma criança a mais leve insinuação do irracional. (São Paulo: Sextante, 2010, v. 3, p. 96 e 97)


    O relativismo intelectual e moral — o qual, inclusive, é a essência do politicamente correto — é a norma dessa vasta quantidade de pretensos e autoproclamados "intelectuais" (como você, Típico Filósofo), a qual defende todas as obscenidades estatais (segurança péssima; medicina horrorosa; educação compulsória e imbecilizante; intervenção na economia e consequente destruição da riqueza criada e da divisão do trabalho; financiamento estatal — portanto, coercivo — do escatológico cinema brasileiro; e por aí vai), mas usufrui do bom e do melhor que a economia de mercado produz e oferta (hospitais bons; restaurantes excelentes; vestimentas finas; caríssimos óculos de grau; incríveis produtos tecnológicos; etc.). Gente como o Típico Filósofo se proclama defensora dos oprimidos, dos humildes, dos necessitados, mas apresenta uma conduta diametralmente oposta, comportando-se como opressores e sentindo profundo prazer com o sofrimento alheio e com os estragos que as suas ideias estatistas de diversos matizes causam à economia e à moralidade (em suma, à civilização humana).

    Abaixo, transcrevo outro genial trecho de A Revolta de Atlas:

    Eu parei e aderi à greve dele — acrescentou Hugh Akston — porque não podia me considerar colega de profissão de homens que afirmam que o intelectual é aquele que nega a existência do intelecto. Ninguém daria trabalho a um bombeiro encanador que tentasse provar a sua excelência profissional afirmando a inexistência dos canos. Porém parece que esses padrões não são considerados necessários entre os filósofos. Mas aprendi com o meu próprio aluno que fui eu que tornei possível esse estado de coisas. Quando os pensadores aceitam como colegas de profissão aqueles que negam a existência do pensamento, como membros de uma outra escola de pensamento, então são eles os responsáveis pela destruição da mente. Eles concedem ao inimigo a sua premissa básica, e assim a razão aprova a demência formal. Uma premissa básica é um absoluto que não admite a cooperação com a sua antítese nem tolera a tolerância. Do mesmo modo e pelo mesmo motivo que o banqueiro não pode aceitar nem fazer circular o dinheiro falso como uma mera diferença de opinião, assim também não posso conceder o título de filósofo ao Dr. Simon Pritchett nem entrar em competição com ele. O Dr. Pritchett não possui nada depositado no banco da filosofia, nada senão a sua intenção declarada de destruí-lo. Ele tenta faturar em cima do poder de que a razão goza entre os homens, negando-o. Ele tenta gravar o selo da razão nos planos dos saqueadores a quem serve. Tenta usar o prestígio da filosofia para conseguir a escravização do pensamento. Mas esse prestígio é uma conta que só pode existir enquanto eu estiver lá para assinar os cheques. Ele que se vire sem mim. Dou a ele e àqueles que lhe confiam a formação dos seus filhos exatamente o que exigem: um mundo sem intelecto, com pensadores que afirmam não serem capazes de pensar. Estou fazendo o que pedem. Estou obedecendo. E, quando virem a realidade absoluta do seu mundo sem absolutos, não estarei lá e não serei eu quem pagará o preço das suas contradições. (São Paulo: Sextante, 2010, v. 3, p. 51 e 52)

    Espero que você, Típico Filósofo, reflita profundamente sobre o conteúdo da minha resposta. Se, de fato, pensar com seriedade — e, principalmente, com humildade e com honestidade — sobre o conteúdo dos artigos listados por mim e dos trechos que escrevi e exibi, você poderá pavimentar o seu caminho rumo ao elevado cognome de Sábio Verdadeiramente Respeitável e Moralmente Correto.

    Um amplexo!
  • Gabriel Pompeu de Souza  24/06/2013 15:10
    Marcelo Werlang de Assis, não tenho palavras para descrever essa sua resposta... Fantástica!

    Parabéns pela dedicação.

    São pessoas como você, Leandro e outros que fazem essa sessão de comentários tão rica quanto os artigos publicados.

    Abraços.
  • Marcelo Werlang de Assis  24/06/2013 15:36
    Muito obrigado, Gabriel Pompeu de Souza, pelas suas belas palavras!

    Fortíssimo abraço!!!
  • Lopes  25/06/2013 00:02
    Perdoe-me por apenas agora ler sua magna refutação ao filósofo, Marcelo. Ou permita-me refrasear, aos intelectuais brasileiros.

    Tratou-se da união ideal entre uma catarse da angústia obtida por lidar com "típicos filósofos" há décadas, o conteúdo do IMB e uma análise quase científica do cenário intelectual nacional.

    Não há oração que poderia eu adicionar ao seu discurso. Porém confirmo: As palavras de respeito dadas a ti por nós são mais que merecidas.

    Congratulações.

    E quanto ao filósofo, pôs-se pasmo perante tamanhas acusações. Fechou-se em seu mundo após apelidá-lo de "nazista" e "reacionário agindo pela classe média".
  • Marcelo Werlang de Assis  25/06/2013 02:21
    Fico muito lisonjeado pelas suas deleitosas palavras, Lopes!

    Muito obrigado!

    Um apertado abraço!!!
  • Marcelo Werlang de Assis  29/06/2013 16:49
    Eu aprimorei a minha resposta ao Típico Filósofo. Boa leitura!

    Típico Filósofo, eu sei que você é um fake criado pelo internauta Lopes com a finalidade de mostrar — com perfeição, frise-se — aos demais internautas que navegam pelo site do IMB o "pensamento" dominante (majoritário) no meio universitário ("acadêmico") brasileiro, bem como na mídia, nos "círculos políticos" e na sociedade em geral. Mas escrevo esta resposta com a intenção de me dirigir a todos estes pretensos e autoproclamados "intelectuais".

    Você, antes de qualquer coisa, deve ler com atenção (com grande concentração) as seguintes sete listas de textos:

    (1) Sobre quem você realmente é:
    mises.org.br/Article.aspx?id=1487 (Por que os intelectuais odeiam o capitalismo);
    mises.org.br/Article.aspx?id=1418 (O pensamento econômico na Grécia Antiga);
    mises.org.br/Article.aspx?id=1554 (Intelectuais e raça — o estrago incorrigível);
    mises.org.br/Article.aspx?id=1587 (Pensar está se tornando algo obsoleto);
    mises.org.br/Article.aspx?id=1592 (Lugares comuns que substituem o raciocínio crítico);
    mises.org.br/Article.aspx?id=1149 (O intelectualismo anti-intelectual);
    library.mises.org/books/Ludwig%20von%20Mises/The%20Anti-Capitalistic%20Mentality.pdf (The Anti-capitalistic Mentality) ou mises.org.br/files/literature/A%20Mentalidade%20Anticapitalista%20-%20WEB.pdf (A Mentalidade Anticapitalista);
    mises.org.br/Article.aspx?id=1360 (Riqueza e pobreza ao longo da história);
    mises.org.br/Article.aspx?id=1352 (Falácia e grosseria — o homeshooling segundo dois "izpessialistas");

    (2) Sobre o fantástico exemplo intelectual e moral que foi LUDWIG VON MISES, o homem que dá nome a este site:
    mises.org.br/Article.aspx?id=1118 (Ludwig von Mises — defensor da liberdade e do capitalismo);
    mises.org.br/Article.aspx?id=1476 (O brilhantismo e a bravura de Mises);

    (3) Sobre a ideologia que você tanto difunde:
    mises.org.br/Article.aspx?id=1341 (O socialismo na prática — o laboratório da morte);
    mises.org.br/Article.aspx?id=1584 (Marxismo: a máquina assassina);
    mises.org.br/Article.aspx?id=1190 (A história soviética);
    mises.org.br/Article.aspx?id=94 (A China Comunista e os seus campos de morte);
    mises.org.br/Article.aspx?id=1396 (A verdadeira doutrina defendida por Karl Marx);
    mises.org.br/Article.aspx?id=1405 (Karl Marx e o seu caminho escatológico para o comunismo);
    mises.org.br/Article.aspx?id=1408 (Socialismo e retrocesso da civilização);
    mises.org.br/Article.aspx?id=773 (Os verdadeiros amigos e inimigos dos assalariados — um desafio intelectual para a esquerda);
    mises.org.br/Article.aspx?id=1206 (O igualitarismo é uma revolta contra a natureza);

    (4) Sobre a medicina estatal que é tão defendida — com enorme ardor — por você (que, muito sabiamente, nem chega perto dos estabelecimentos públicos de saúde):
    mises.org.br/Article.aspx?id=1344 (O que a medicina soviética nos ensina);
    mises.org.br/Article.aspx?id=923 (Como Mises explicaria a realidade do SUS);
    mises.org.br/Article.aspx?id=349 (A medicina socializada e as leis econômicas);
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1115 (Mitos versus fatos no sistema de saúde sueco: O direito de esperar);

    (5) Sobre o tal "Estado Democrático de Direito" que você advoga, principalmente através da expressão "Bem Comum":
    www.mises.org.br/Subject.aspx?id=11 (Artigos sobre o assunto 'Democracia');
    mises.org.br/Article.aspx?id=1626 (Explicando o que é o governo para um "forasteiro");

    (6) Sobre o estado — que é o aparato de coerção e compulsão (i.e., força física, violência, agressão, opressão) que exerce soberania sobre os indivíduos que vivem em determinado território —, a "instituição" que você mais venera:
    mises.org.br/Article.aspx?id=226 (O estado, o agressor);
    mises.org.br/Article.aspx?id=75 (A natureza do estado);

    (7) Sobre o que realmente são os direitos humanos (já que você usa a expressão "direitos humanos" para justificar as maiores atrocidades, principalmente as dos socialistas de todas as vertentes — comunistas, nazistas e fascistas):
    mises.org.br/Article.aspx?id=619 (Os "direitos humanos" como direitos de propriedade).

    Eu frequentei o curso de Direito da UFRGS. Lá encontrei muitos tipos iguais a você, Típico Filósofo. Trata-se de pessoas arrogantes e autoritárias, que se consideram donas da verdade e da razão, com quem não é sequer possível debater e argumentar (sob pena de sofrer represálias graves — perseguição, diminuição de nota e reprovação); ademais, já que nas provas é preciso reproduzir no papel aquilo que é professado pelo (pela) Grande Mestre, então "uma discussão em sala de aula" é, na prática, algo inútil de ser feito. Trata-se de gente que considera ter alcançado o máximo de inteligência a que a humanidade pode chegar; que pensa que, se não dessem "aulas", se não cobrassem presença (fizessem chamada), os seus alunos jamais conseguiriam aprender aquele conteúdo específico. Trata-se de pessoas que poderiam viver muito bem sem um salário de professor (são ricos advogados, ricos juízes/desembargadores, ricos promotores/procuradores...), mas que se tornam docentes para satisfazerem a vaidade, para obterem o "prestígio" (status) de professores universitários, para poderem colocar nos seus livros esse título ("Professor Titular da Cátedra X", por exemplo), para tentarem transformar os infelizes alunos em discípulos das suas brilhantíssimas "ideias" e "concepções". Trata-se, pura e simplesmente, de verdadeiros babacas nojentos (não há, infelizmente, expressão mais branda). Trata-se de indivíduos que jamais seriam professores num ambiente em que imperasse um genuíno livre mercado (i.e., sem intervenção estatal, sem violência/coerção governamental) no setor educacional — enfim, num ambiente em que os alunos não fossem obrigados a adquirir um diploma; em que eles fossem às aulas para justamente obter os conhecimentos que julgam necessários e importantes, não para cumprir o script impingido por políticos e burocratas; em que eles pudessem de fato escolher os professores, as matérias, o método de ensino, etc. Como toda regra geral, há exceções (existem professores bons e decentes); mas elas, lamentavelmente, são bem poucas.

    Um professor dava as notas aos alunos conforme "o que o seu coração sentia" — esse, aliás, é o mesmo raciocínio/critério do atual ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, que uma vez proferiu a seguinte pérola: "Justiça não é algo que se aprende, justiça é algo que se sente. O juiz sente o que é justo." Outro, numa das suas tantas "aulas" (que tinham plateia praticamente absoluta por causa do seu terrorismo com a chamada), falou mal das seguradoras (parecia que ele estava realmente falando do demônio em pessoa) porque teve uma experiência ruim com uma delas numa viagem que fez para um "país frio da Europa" (ele não disse qual era o país — mas é bem provável que tenha ido para a Rússia), professando que o estado deve regular bastante o setor para proteger os clientes das seguradoras. Outro docente "lecionava" com este método extremamente científico (passos "a" e "b"): (a) pegar uma apostila e ficar dizendo, por uma hora e meia, numa voz praticamente inaudível, todos os detalhes que nela estavam; (b) nas provas, perguntar exatamente esses "detalhes dos detalhes". Tal método obrigou a turma a gravar e degravar todas as suas "aulas". Numa breve conversa particular comigo, um famoso e eminente professor disse que a prática das reservas fracionárias por parte dos bancos não é fraude, que ela é algo comum, normal e até vital. Uma ínclita docente, falando do caso de uma família sendo importunada pelos burocratas estatais por causa do fato de educar os seus filhos em casa (homeschooling), passou-nos o entendimento de que a educação domiciliar é ruim porque "cria as pessoas num ambiente fechado". Outro professor chegou até a dizer que Hitler foi um herói para os judeus (sic). Abundam exemplos com todas essas notáveis características — arbitrariedade, imposição de falácias e opiniões cretinas, didática terrível, terrorismo... Eu apenas mencionei alguns.

    Abaixo, reproduzo um fantástico trecho de A Revolta de Atlas, de Ayn Rand:

    Ela revivia a sua infância toda vez em que encontrava os dois filhos da moça que era dona da padaria. Via-os com frequência perambulando pelas trilhas do vale: dois seres destemidos, de 7 e 4 anos. Pareciam encarar a vida tal como ela a encarava quando criança. Não havia neles a expressão que costumava ver nas crianças do mundo exterior — uma expressão de medo, de segredo misturado com zombaria, de proteção contra os adultos, de um ser que descobre que está ouvindo mentiras e aprendendo a odiar. Os dois meninos tinham a confiança aberta e alegre de dois garotinhos que não se sentem ameaçados; tinham uma consciência inocente e natural, sem arrogância ou vaidade, do próprio valor, com uma certeza igualmente inocente de que qualquer estranho seria capaz de reconhecer o seu valor. Tinham aquela curiosidade ansiosa de quem se aventura a ir a qualquer lugar com a certeza de que na vida não há nada que não mereça nem possa ser descoberto. Parecia que, se encontrassem o mal, o rejeitariam com desprezo, não por ser perigoso, mas por ser algo estúpido; que não o aceitariam, resignados, como a lei da existência.
    — Eles representam a minha escolha de profissão, Srta. Taggart. — Disse a jovem mãe em resposta ao comentário de Dagny, enquanto embrulhava um pão, sorridente. — Representam a profissão pela qual optei, a qual, apesar de tanta bobagem que se fala sobre a importância de ser mãe, lá fora é impossível praticar. Creio que a senhorita já conheceu o meu marido; é o professor de economia que trabalha para Dick McNamara. A senhorita sabe, é claro, que neste vale não há compromissos coletivos, que aqui não podem entrar parentes a menos que cada indivíduo faça o juramento do grevista por convicção individual. Vim para cá não apenas por causa da profissão do meu marido, mas por causa da minha. Vim aqui para criar os meus filhos como seres humanos. Eu não seria capaz de entregá-los a sistemas educacionais que têm por objetivo impedir o desenvolvimento do cérebro da criança, convencê-la de que a razão é impotente, de que a existência é um caos irracional que ela é incapaz de enfrentar, e reduzi-la a um estado de terror crônico. A senhorita se surpreende com a diferença que há entre os meus filhos e as crianças do mundo exterior? Mas o motivo é muito simples. É porque aqui no vale de Galt não há quem não considere monstruoso apresentar a uma criança a mais leve insinuação do irracional. (São Paulo: Sextante, 2010, v. 3, p. 96 e 97)


    O relativismo intelectual e moral — o qual, inclusive, é a essência do politicamente correto — é a norma dessa vasta quantidade de pretensos e autoproclamados "intelectuais" (como você, Típico Filósofo), a qual defende todas as obscenidades estatais (segurança péssima; medicina horrorosa; educação compulsória e imbecilizante; intervenção na economia e consequente destruição da riqueza criada e da divisão do trabalho; financiamento estatal — portanto, coercivo — do escatológico cinema brasileiro; e por aí vai), mas usufrui do bom e do melhor que a economia de mercado produz e oferta (hospitais privados bons; restaurantes excelentes; vestimentas finas; caríssimos óculos de grau; incríveis produtos tecnológicos; etc.). Gente como o Típico Filósofo se proclama defensora dos oprimidos, dos humildes, dos necessitados, mas apresenta uma conduta diametralmente oposta, comportando-se como opressores e sentindo profundo prazer com o sofrimento alheio e com os estragos que as suas ideias estatistas de diversos matizes causam à economia e à moralidade (em suma, à civilização humana).

    Por exemplo, o holocausto que ocorreu na boate Kiss — no fatídico dia 27.01.2013, em Santa Maria, uma cidade do interior do Rio Grande do Sul — deve, com absoluta certeza, ter causado orgasmos múltiplos nesses indivíduos idênticos ao Típico Filósofo, já que tal tragédia é, precisamente, uma consequência direta do sistema por eles defendidos.

    Exibo, a seguir, o excelente escrito Sensação de segurança, de
    ROBERTO RACHEWSKY, publicado em 30.01.2013 (mises.org.br/Article.aspx?id=1513):

    O vício de nos evadirmos da realidade cobra sempre o seu preço.
    Muitas vezes, impõe perdas incalculáveis, como ocorreu agora, em Santa Maria, com mais uma tragédia causada pela desídia.
    Uma lição deve ser aprendida de uma vez por todas:
    O estado não pode ser o fiscal da segurança. Nem das pessoas, nem das propriedades, pois nunca perde nada em caso de sinistro.
    Apenas seguradoras privadas poderiam atestar se um determinado local tem a devida e esperada segurança para o público que a frequenta.
    Não podemos nos guiar apenas pela sensação de segurança porque um determinado estabelecimento cumpriu com a burocracia estatal para funcionar.
    Devemos nos certificar de que estamos em um lugar efetivamente seguro e de que, em caso de alguma ocorrência com danos pessoais ou materiais, seremos devidamente indenizados por seus responsáveis.
    Ocorrendo qualquer sinistro, os prejuízos das vítimas serão cobertos pela empresa seguradora.
    Para minimizar a possibilidade de que tenha de arcar com sinistros inesperados, qualquer seguradora responsável incentivará ou exigirá que condições ótimas de redução de riscos sejam aplicadas, o que trará, efetivamente, maior segurança às pessoas e às coisas que a elas pertencem.
    Alvarás ou laudos emitidos por órgãos do governo servem apenas para assegurar o recolhimento de taxas pelo poder público. Quando instados a assumir responsabilidade civil, pecuniária ou criminal, não demoram para se esquivar. Muitas vezes, culpando as próprias vítimas.
    O livre-mercado e as instituições privadas podem e devem ser as fiadoras das condições oferecidas ao público por estabelecimentos como a casa noturna de Santa Maria, através de contratos de seguro bem feitos.
    Imaginarmos que o estado se responsabilizará pelos danos que causar, seja por omissão ou por incompetência, nada mais é do que seguirmos agindo sob efeito do vício da negação da realidade.


    Caso houvesse um genuíno livre mercado de certificadoras e seguradoras privadas, tal catástrofe certamente teria sido evitada. Para mais explicações, devem ser lidos os ótimos comentários de vários internautas na página em que está publicado o texto acima.

    Abaixo, transcrevo outros três geniais trechos de A Revolta de Atlas:

    — Eu parei e aderi à greve dele — acrescentou Hugh Akston — porque não podia me considerar colega de profissão de homens que afirmam que o intelectual é aquele que nega a existência do intelecto. Ninguém daria trabalho a um bombeiro encanador que tentasse provar a sua excelência profissional afirmando a inexistência dos canos. Porém parece que esses padrões não são considerados necessários entre os filósofos. Mas aprendi com o meu próprio aluno que fui eu que tornei possível esse estado de coisas. Quando os pensadores aceitam como colegas de profissão aqueles que negam a existência do pensamento, como membros de uma outra escola de pensamento, então são eles os responsáveis pela destruição da mente. Eles concedem ao inimigo a sua premissa básica, e assim a razão aprova a demência formal. Uma premissa básica é um absoluto que não admite a cooperação com a sua antítese nem tolera a tolerância. Do mesmo modo e pelo mesmo motivo que o banqueiro não pode aceitar nem fazer circular o dinheiro falso como uma mera diferença de opinião, assim também não posso conceder o título de filósofo ao Dr. Simon Pritchett nem entrar em competição com ele. O Dr. Pritchett não possui nada depositado no banco da filosofia, nada senão a sua intenção declarada de destruí-lo. Ele tenta faturar em cima do poder de que a razão goza entre os homens, negando-o. Ele tenta gravar o selo da razão nos planos dos saqueadores a quem serve. Tenta usar o prestígio da filosofia para conseguir a escravização do pensamento. Mas esse prestígio é uma conta que só pode existir enquanto eu estiver lá para assinar os cheques. Ele que se vire sem mim. Dou a ele e àqueles que lhe confiam a formação dos seus filhos exatamente o que exigem: um mundo sem intelecto, com pensadores que afirmam não serem capazes de pensar. Estou fazendo o que pedem. Estou obedecendo. E, quando virem a realidade absoluta do seu mundo sem absolutos, não estarei lá e não serei eu quem pagará o preço das suas contradições. (São Paulo: Sextante, 2010, v. 3, p. 51 e 52)

    — Jim — disse ela certa vez, após uma reunião à qual estiveram presentes os homens considerados os líderes intelectuais da nação —, o Dr. Simon Pritchett é um velho falso, mesquinho e assustado.
    — Ora, o que é isso? — Perguntou ele. — Você se acha em condição de julgar filósofos?
    — Acho que tenho condição de julgar vigaristas. Já vi muito vigarista e sei reconhecer um quando o vejo.
    — É por isso que eu digo que você nunca vai conseguir deixar para trás as suas origens. Se já tivesse conseguido, você seria capaz de apreciar a filosofia do Dr. Pritchett.
    — Que filosofia?
    — Se você não consegue entender, não posso explicar.
    Cherryl não deixou que Taggart encerrasse a conversa com aquela frase da qual ele tanto gostava.
    — Jim, ele é um impostor, ele, o Balph Eubank e todo aquele pessoal. Acho que você foi enganado por todos eles.
    Ela achou que ele fosse ficar zangado. Em vez disso, viu um rápido lampejo de humor em seus olhos quando ele levantou de leve as pálpebras.
    — Isso é o que você pensa. — Respondeu ele. (São Paulo: Sextante, 2010, v. 3, p. 190)


    Dagny caiu na gargalhada.
    Era este, pensou ela, o objetivo final de toda aquela conversa mole, acadêmica, que os empresários ignoravam havia anos, o objetivo de todas as definições improvisadas, de todas as generalizações vagas, das abstrações aéreas, de tudo aquilo que afirmava que obedecer à realidade objetiva é a mesma coisa que obedecer ao Estado, que não há diferença entre uma lei natural e um decreto emitido por um burocrata, que um homem com fome não é livre, que é preciso libertar o homem da tirania da casa, da roupa e da comida — tudo isso, durante anos, para que um dia se pedisse a Nat Taggart, o realista, que encarasse a vontade de Cuffy Meigs como um fato natural, irrevogável e absoluto como o aço, os trilhos e a gravidade, que aceitasse o mundo feito por Meigs como uma realidade objetiva e imutável e que, então, continuasse a produzir a abundância neste mundo. Este era o objetivo de todos esses vigaristas das bibliotecas e das salas de aula, que vendiam as suas revelações como se fossem a razão, os seus instintos como se fossem ciência e os seus desejos como se fossem conhecimento. Este era o objetivo de todos os selvagens do não objetivo, do não absoluto, do relativo, do provisório, do provável, de todos os selvagens que, ao verem um agricultor fazendo a sua colheita, só podem encarar o fato como um fenômeno místico desvinculado da lei da causalidade e criado pela vontade onipotente do agricultor — selvagens estes que, em seguida, apossam-se do agricultor, acorrentam-no, roubam-lhe os instrumentos de trabalho, as sementes, a água, a terra, para depois empurrá-lo até uma rocha nua e lhe dar a ordem: "Agora faça uma plantação e nos dê alimentos!" (São Paulo: Sextante, 2010, v. 3, p. 233)


    Você, por fim, deve compreender que ideias têm consequências, que elas podem ser — e são — materializadas no mundo real, fático. O ilustre LUDWIG VON MISES disse que ideias são mais poderosas do que exércitos. Você, Típico Filósofo, deve aperceber-se do fato de que você, antes de tudo, é um propagador de ideias. Você, portanto, deve assumir a responsabilidade de estudar com profundidade as ideias corretas (tanto do ponto de vista moral quanto do ponto de vista lógico) e de difundi-las entre as pessoas com quem convive. Você, enfim, deve assumir a responsabilidade de deixar de ser um vigarista.

    Espero que você, Típico Filósofo, reflita profundamente sobre o conteúdo da minha resposta. Se, de fato, pensar com seriedade — e, principalmente, com humildade, com honestidade e com responsabilidade — sobre o conteúdo dos artigos listados por mim e dos trechos que escrevi e exibi, você poderá pavimentar o seu caminho rumo ao elevado cognome de Sábio Verdadeiramente Respeitável e Moralmente Correto.

    Um amplexo!
  • Arthur C. K.  20/06/2013 17:40
    Estado restringindo o direito de propriedade, a livre iniciativa e a concorrência parece que sempre existiu e sempre existirá, até mesmo em ficções.

    www.tjsp.jus.br/Institucional/CanaisComunicacao/Noticias/Noticia.aspx?Id=18714

    Abs.
  • Andre  20/06/2013 18:17
    Havia um tipo que vivia na cidade de Qarth que era o senhor das especiarias, era rico e parecia ser o personagem mais próximo de um empreendedor liberal. Inclusive ele se negou de aceitar a proposta de Daenyris Targaryen de se juntar a ela numa guerra, dado os prejuízos que essa empreitada poderia lhe acometer. Infelizmente foi um personagem que teve um fim rápido na série.
  • ferdinand araujo  21/06/2013 12:23
    ele não teve um fim rápido camarada nos livros ele se junta com outros comerciantes e tentam acabar com a guerra marxista da daenerys!

  • Patrick  19/12/2014 02:37
    A Dany não é comunista,ela é um monarca absolutista como todos os outros reis da serie.
    Não existe comunismo em GOT pela simples rasão de que a historia se passa em um mundo pre-industrial.
  • Patrick  19/12/2014 02:27
    Ele não é liberal é um traficante de escravos.O mais proximo de uma sociedade moderna que existe na historia é a Bravos onde o trabalho é livre,ha tolerância religiosa e um sistema bancário robusto.
  • A  21/06/2013 02:26
    Vc´s acham que exemplos dos países de bem estar social escandinavo, Noruega, Suécia etc. são bons argumentos de alguns esquerdistas para defenderem que a gestão estatal é possível, que é possível que o governo possa gerir e oferecer serviços públicos de forma eficiente fora da lógica do mercado? desde que existam pessoas, políticos emprenhados e comprometidos com o bem comum? o que dizer para derrubar essa lógica?
  • A  22/06/2013 01:28
    Obrigado, me desculpe a ignorância, mas textos longos, enfadonhos e antigos, eu preferia ouvir uma explanação sua, o argumento de que o livre mercado, o histórico favorável e a liberdade econômica desses países serem o que sustenta as políticas de bem estar não anula o fato de o governo prestar serviços públicos e a população se beneficiar deles,a não ser que se diga que por vias não é o governo, nem são os políticos, responsáveis pelo serviço público.O que as esquerdas querem é exatamente isso, as esquerdas não querem saber de comunismo, querem taxar as classes produtivas ao máximo que puderem e se beneficiarem em contrapartida com as políticas sociais do Estado.
  • Arthur M M  21/06/2013 16:14
    Mas é triste saber que a sobrevivência dessas economias se devem a países com políticas mais capitalistas, principalmente a Alemanha.
    No passado a URSS sobrevivia com a exportação do petróleo, muito consumido pelos países capitalistas, a Venezuela idem, a atual Rússia idem; a China também se utiliza dessa tática, utilizando-se de pequenas áreas "livres" para empreendimento, permitindo balanças comerciais altamente favoráveis.
    Que sentido faz em se falar sobre o estado de bem estar social se ele é completamente dependente da existência do capitalismo de baixos salários ?
    Questiona-se o que seriam esses países se não fossem o livre mercado. Ou eles abririam mão da balança comercial favorável a favor de outros países ?

    E daí surge a UE e todos os problemas visíveis agora.
  • Gustavo Monéa  17/04/2014 17:22
    Boa análise. Mas tem outro livro/novela que é tão bom quanto Game of Thrones. Na verdade, melhor, mas infelizmente no ocidente ninguém conhece. Procurem sobre The Twelve Kingdoms. É baseado na mitologia chinesa e foi escrito por uma japonesa. Tem até certos rumores nos EUA de tantos pontos que ambas as obras são parecidas, e até que George R. R. Martin teria se baseado em algumas premissas da serie nipônica.

    Enfim, leiam, pois a mesma tem uma versão animada. Ou leiam quem tiver um inglês fluente, pois vale a pena.
  • Emerson Luis, um Psicologo  18/04/2014 20:49

    Ainda não assisti, mas as melhores obras de ficção simbolizam a realidade.

    * * *
  • Marcelo Werlang de Assis  18/04/2014 23:17
    Fico muito feliz ao ver que 1.972 indivíduos (até o presente momento) curtiram esse artigo que traduzi.

    Amplexos!!!
  • Carlos Garcia  20/04/2014 23:12
    Lendo hoje Sherlock Holmes e o cão dos Baskerville, eis que me deparo com esta maravilhosa pérola:

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    Até nossos intelectuais são os melhores! Da-lhe Sir Arthur Conan Doyle!
  • Mr. Magoo  21/04/2014 01:03
    Caraca, até tu Sherlock!
    Essa matéria me fez relembrar o film Obvilion com Tom Cruise, que pode ser visto também como uma paródia da lavagem celebral, solidão, desnorteamento, da destruição do Indivíduo e do ambiente em um país socialista.
  • Carlos Garcia  21/04/2014 15:42
    HEHE, não se preocupe, Sherlock não é nenhum esquerdista, fazendo crítica ao fictício artigo. Uma característica constante do detetive é que ele é totalmente aéreo a temas que não tenham relação com seus mistérios. Em um outro conto, ele confessa que não sabia que os planetas giravam ao redor do sol, e que não tinha interesse em saber (foi só uma forma do autor colocar essa suposta ignorância seletiva do personagem em evidência).

    Na página que eu fotografei, enquanto os outros personagens estavam prestandol atenção ao teor do artigo, Sherlock está totalmente absorto, tentando descobrir quais palavras foram usadas para fazer uma carta anônima de recortes que eles receberam antes.

    Entendo que esta é só uma forma do autor incutir idéias liberais na sua obra, sem necessariamente trazer o foco da história para sua visão política.
  • Pessimista  20/06/2016 14:38
    A série era boa, uma pena que estragaram ela.


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