A nova onda de controle de preços na América Latina
Argentina e Venezuela adotaram com vigor um infeliz, embora bastante familiar, modismo econômico que recorrentemente arrebata a América Latina — o controle de preços.  Para piorar, até mesmo o Equador parece ter resolvido entrar na dança.

Em uma desatinada tentativa de "suprimir" a acentuada inflação de preços, os governos destes países estão recorrendo à milenarmente fracassada prática de fixar preços a níveis artificialmente baixos.  Como qualquer economista digno de sua formação sabe perfeitamente, isso irá gerar apenas escassez.

Venezuela

Na Venezuela, o governo determina o preço de vários bens de consumo, inclusive o da gasolina, cujo valor está congelado em US$0,058 por galão [o equivalente a R$0,03 por litro].  Como mostra o gráfico, cuja fonte é o próprio Banco Central da Venezuela, 20,4% de todos os bens de consumo da economia simplesmente sumiram das lojas e supermercados.

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Embora o congelamento mantenha os preços dos bens em níveis ostensivamente baixos no mercado oficial, eles inevitavelmente geram prateleiras vazias, privando vários consumidores de ter acesso a bens essenciais (falta até papel higiênico na Venezuela).

Isso, por sua vez, produz uma inflação "reprimida" — por causa do controle de preços, a "verdadeira" taxa de inflação de preços é artificialmente contida, quando não reprimida por meio de intervenções estatais de estilo soviético. 

O gráfico abaixo mostra a evolução da taxa de câmbio da moeda venezuelana, o bolívar fuerte, no mercado negro.  Em fevereiro, ainda antes da morte de Hugo Chávez, o bolívar perdeu 21,72% do seu valor em relação ao dólar no mercado negro (ou seja, no livre mercado).  Essa desvalorização se acelerou após o anúncio da morte de Chávez [linha preta vertical].

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Pouco antes de sua morte, o governo Chávez reconheceu que o bolívar estava em apuros e oficialmente desvalorizou a moeda em 32%, fazendo com que a taxa de câmbio oficial saísse de 4,29 para 6,29 bolívares por dólar.  Porém, a esse valor, o bolívar ainda está sobrevalorizado em 74% se levarmos em conta o valor da taxa de câmbio da moeda no livre mercado.

Como mostra o gráfico abaixo, desde 2005, a taxa de câmbio do bolívar em relação ao dólar no mercado negro vem divergindo crescentemente da taxa de câmbio oficial.

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Linha vermelha: taxa de câmbio oficial; linha azul: taxa de câmbio no mercado negro

Dado que esse mensurador — alterações na taxa de câmbio do bolívar em relação ao dólar no mercado negro — é o que melhor estima o real valor de uma moeda, é possível inferir que a inflação de preços "reprimida" na Venezuela está atualmente em 153%.

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Linha vermelha: inflação divulgada pelo governo; Linha azul: inflação implícita estimada pela desvalorização do bolívar frente ao dólar no mercado negro

A desvalorização simbólica feita pelo governo venezuelano em fevereiro foi a sétima desvalorização oficial do bolívar sob Chávez, o que mostra que o governo está jogando um jogo já perdido.

É possível a Venezuela evitar uma crise monetária gerada pelo colapso de sua moeda?  Sim, e de maneira relativamente simples: substituindo o bolívar pelo dólar.  Essa opção, conhecida como dolarização, foi a que sugeri ao então presidente Rafael Caldera quando eu era seu conselheiro em 1995.  E foi a solução adotada de maneira amplamente bem-sucedida pelo Equador, país em que fui conselheiro do ministro da economia e das finanças.

Equador

Após uma longa e turbulenta história de moedas ruins, o Equador abandonou o Sucre em 2000 e o substituiu pelo dólar.  Desde então, a inflação de preços vem se mantendo em níveis excepcionalmente baixos para um país latino-americano.

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Com a exceção de 2008 (8,83%) e 2011 (5,41%), a inflação de preços sempre se manteve abaixo dos 4%.  Não é de se espantar, portanto, que a dolarização tenha atingido uma aprovação de 82% da população equatoriana.

Embora o presidente Rafael Correa, eleito em 2007, seja um adepto da Revolução Bolivariana chavista, ele sabiamente manteve o dólar como a moeda do país.  O dólar forneceu uma forte âncora para a economia equatoriana (e para o governo Correa), e conseguiu proteger o país dos males econômicos que afligem vários de seus vizinhos.

É justamente este histórico que torna incompreensível sua recém-anunciada decisão de implementar, a partir de maio, controles de preços em 46 produtos alimentícios.  A inflação de preços em 2012 foi de 4,16%.  Já em março deste ano, o valor acumulado em 12 meses caiu para 3%, a menor taxa em 2 anos.  No entanto, os preços dos alimentos subiram 0,77% no mês (após ter caído 0,15% em fevereiro), o que já incitou os burocratas a anunciarem um controle de preços.

É de se esperar que o governo se dê conta desta insensatez e abandone qualquer ideia de inovar neste seara.

Argentina

A Argentina, país que nunca se cansa de tentar reinventar as leis econômicas, vem vivenciando o mesmo dilema da Venezuela. Os preços da gasolina e dos bens nos supermercados estão congelados.  Segundo o governo, a inflação de preços é de 10% ao ano.  Mas nenhum argentino acredita nisso.  Estatísticas independentes afirmam que a inflação de preços está na casa dos 30% ao ano.  No mercado negro, o valor do dólar é 60% maior do que o câmbio oficial, controlado pelo governo.  Isso coloca a inflação de preços implícita da Argentina em mais de 70%.

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Linha vermelha: inflação divulgada pelo governo; Linha azul: inflação implícita estimada pela desvalorização do peso frente ao dólar no mercado negro

Os argentinos praticamente não poupam seus pesos.  Assim que eles recebem pesos, eles gastam para se livrar deles.  Segundo estimativas de 2010, mais de 50% das famílias argentinas não utilizam o sistema bancário, certamente traumatizadas pelo corralito de 2001/2002.  Elas poupam em dólares e guardam este dinheiro ou dentro de casa ou em bancos no exterior.

Justamente por isso, o governo argentino está fechando o cerco, dificultando ao máximo a compra de dólares.  Quem é pêgo transacionando dólares nas ruas pode ir preso.  Isso empurrou as operações literalmente para o subterrâneo.

De acordo com o The Wall Street Journal, compradores e vendedores de dólares estão se encontrando em "cuevas" escuras, geralmente locais escondidos nos fundos dos estabelecimentos, para fazer suas transações.

O mercado de câmbio na Argentina foi para o subterrâneo.  Com o governo restringindo cada vez mais o acesso a moedas estrangeiras, os argentinos em busca de dólares, uma mercadoria cada vez mais rara, estão sendo empurrados para cuevas — operações clandestinas, realizadas nos fundos escuros de estabelecimentos, nas quais o cliente paga caro para trocar pesos por dólares.

Comprar dólares para poupar é uma atividade proibida pelo governo argentino, e as autoridades permitem a venda de apenas pequenas quantias de moeda estrangeira para viagens ao exterior.  Para obter tais divisas, os viajantes têm de enviar pela internet um pedido à Receita Federal dias antes de sair do país, e eles normalmente recebem autorização para comprar uma quantia muito menor do que pediram.

As empresas têm de ter aprovação do governo para importar equipamentos e materiais à taxa de câmbio oficial, mais barata.  A Receita Federal trabalha com cachorros nos postos alfandegários para farejar pessoas que estejam viajando com dólares escondidos e não-declarados.

Na Argentina, quem tem dólares quer pagar por bens e serviços em pesos.  Mas só se conseguirem converter dólares em pesos ao câmbio de mercado negro.  Caso contrário, será melhor pagar em dólares, mas só se o comerciante estiver disposto a aceitar converter seus preços em dólares à taxa de livre mercado.  Normalmente, chega-se a um valor de meio termo.  Ou seja, a Argentina está praticamente em um estado de escambo.

Conclusão

Além da escassez e da inflação reprimida, controles de preços podem levar a consequências políticas não imaginadas.  Uma vez que os controles de preços são implementados, é muito difícil revogá-los sem que isso gere inquietação popular — veja os distúrbios que ocorreram em 1989 na Venezuela, quando o presidente Carlos Perez tentou abolir o congelamento de preços.

Com o fim do boom no setor de commodities, as economias populistas da América Latina tendem a sofrer.  A próxima rodada de revoluções não será bonita.

Uma visita à Argentina e à Venezuela equivale a um Ph.D. em catástrofes monetárias e incompetência econômica.  É um ótimo exemplo prático de como os políticos podem realmente destruir uma economia quando se esforçam para tal.

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Leia também: 

Cambalache - a história do colapso econômico da Argentina


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SOBRE O AUTOR

Steve Hanke
é professor de Economia Aplicada e co-diretor do Institute for Applied Economics, Global Health, and the Study of Business Enterprise da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, EUA.  O Professor Hanke também é membro sênior do Cato Institute em Washington, D.C.; professor eminente da Universitas Pelita Harapan em Jacarta, Indonésia; conselheiro sênior do Instituto Internacional de Pesquisa Monetária da Universidade da China, em Pequim; conselheiro especial do Center for Financial Stability, de Nova York; membro do Comitê Consultivo Internacional do Banco Central do Kuwait; membro do Conselho Consultivo Financeiro dos Emirados Árabes Unidos; e articulista da Revista Globe Asia.



"Ah sim, a culpa é diretamente do governo. Mas quem votou nesse governo? Qual o nível de escolaridade que vota mais neste governo que afundou o país? A sua afirmação de que o desemprego é fruto do governo é uma piada visto que o governo só está lá porque alguém (pessoas de baixo nível intelectual) o colocou no poder."

Oi?

Tipo assim, você tem noção de que está em um site anarcocapitalista, que despreza o estado, que defende o sim, e que tem pavor do conceito de democracia?

Não? Então seja bem-vindo.

www.mises.org.br/Article.aspx?id=2359
www.mises.org.br/Article.aspx?id=2358
www.mises.org.br/Article.aspx?id=2341
www.mises.org.br/Article.aspx?id=2123
www.mises.org.br/Article.aspx?id=2104

"Se a automatização ocorrer na velocidade dos seus sonhos, todos os seus conhecidos que trabalham no comércio atualmente ficarão desempregados,"

Obrigado por sua genuína preocupação, mas deixe que eu me preocupe com meus conhecidos.

"E você, assim como seus conhecidos desempregados do comércio, mesmo sabendo que o tênis Nike ficou mais barato, não vão ter dinheiro para comprá-lo, afinal, estão desempregados".

Obrigado por sua caritativa preocupação, mas deixe que eu me preocupe comigo mesmo e com meus conhecidos.
Ué, se a Vale era essa barbada toda, então por que esse cara não está rico? As ações foram vendidas livremente na bolsa, o que significa que ele poderia comprá-las livremente. No mínimo, poderia formar uma sociedade com vários amigos, comprar as ações, e então ficar rico com sua valorização.

Por que não fez isso?

Dizer que a empresa se valorizou após a privatização e daí afirmar que ela foi vendida a preço de banana é impostura intelectual. Quem afirma isso não sabe como funciona mercado e nem conhece a diferença entre gerência estatal e privada. E tem também de explicar por que não enriqueceu, já que sabia perfeitamente que a empresa estava subvalorizada.

Aliás, o grupo liderado pelo Votorantim perdeu o leilão de privatização da Vale. Antônio Ermírio de Moraes perdeu a oportunidade do século de ficar podre de rico. Se era tão óbvio que a mineradora estava desvalorizada, por que cargas d'água o então homem mais rico do país não ofereceu mais pelas bananas?

Detalhes:

1) O governo detinha apenas 42% do capital votante. Ou seja, o que foi a leilão não foi a empresa inteira, mas apenas 42% do capital votante. A empresa inteira estava avaliada em aproximadamente US$ 8 bilhões, sendo que a fatia vendida valia US$3,34 bilhões.

2) O leilão se deu na bolsa de valores, a preço de mercado. Qualquer um poderia ter participado. Logo, o Armando está correto. Quem hoje esperneia que a venda foi barata tem a obrigação de explicar por que não participou da venda. Se a empresa estava "a preço de banana", então o sujeito tinha a certeza de que a empresa iria se valorizar enormemente no futuro. Por que não montaram um consórcio e compraram ações? Era dinheiro certo. Não fizeram isso por quê? Odeiam dinheiro?

3) À época, ninguém imaginava que haveria um súbito e intenso boom no preço global das commodities, o que elevou o preço do minério de ferro para a estratosfera e impulsionou fortemente o valor da Vale.

Portanto, quem diz que a Vale foi vendida a "preço de banana" revela, com toda a sinceridade, profunda ignorância econômica.
Economista da UNICAMP(com letras garrafais, por favor),

Se a Petrobrás, a IMBEL, Eletrobrás(Furnas), Copel... são empresas eficientes, por que o governo usa o protecionismo para coibir concorrentes(até mesmo internacionais)? E mais, por que subsidiam essas empresas se elas são tão eficientes?

Em uma economia liberal, nunca vamos saber se aquela empresa é realmente de fato eficiente como você afirma. Para sabermos se ela realmente é eficaz deveríamos defender o mercado livre. Você está se baseando apenas em lucros que a empresa teve ao longo dos anos, mas lucros as custas do povo que paga impostos, porque o BNDES injetou dinheiro ao longo da era petista, e lucro em cima do entrave de novos concorrentes que o nosso governo pratica ao longo desses anos.

"Dê uma passeada pelos nossos corredores e veja se tu não vais te arrepiar. Conceição Tavares, Belluzzo, Aloísio Mercadante, Márcio Pochmann, duvido achar uma outra faculdade que ostente colossos tão imponentes no mundo acadêmico. Isso sem falar dos nossos ''filhos adotados'' como o Bresser, Celso Furtado, João Sayad, entre outros. Ah, aqui foi a casa do Plano Real, só para lembrar."

Sem comentários. Parece uma piada.

"Paliativo é ficar brincando de elevar as taxas de juros ou de sobrevalorizar o câmbio."

Nós nunca brincamos de elevar as taxas de juros, pelo contrário, acreditamos que os juros é redigido pelo mercado, e não em uma canetada como os economistas da UNICAMP(letras garrafais, por favor) defendem.
Sobrevaloriza o câmbio? De novo. Parece uma piada.
Pesquisa sobre Currency Board e depois conversamos.

"No setor agrícola para amenizar a inflação de alimentos, no setor energético(que é o principal culpado por essa inflação tão alta), isso sim são medidas concretas."

Inflação de alimentos é aumento de preço localizado, como foi o caso do feijão e do tomate. A melhor medida para combater a carestia gerada essencialmente pelo governo, é reduzir os impostos e LIBERAR O MERCADO PARA A ENTRADA DE CONCORRENTES. Com a burocracia estatal que é formada para obter uma reserva de mercado, garante que os empresários que estão sob proteção do governo, possa praticar qualquer preço sem qualquer tipo de concorrência que faria com que ele perdesse fatia do mercado por uma outra empresa que com medidas eficientes pudesse reduzir o preço dos alimentos.
Por mais que abaixasse o imposto, ele poderia praticar qualquer tipo de preço sem ser incomodado. E essa redução do imposto, esse mesmo empresário teria lucros maiores que poderia ter sob a reserva de mercado.

Setor energético culpado pela inflação? É isso que estão ensinando na UNICAMP(com letras garrafais, por favor)?

Bem que o Roberto Campos avisou: "O Brasil acaba com os economistas da Unicamp, ou eles acabam com o Brasil.
Bastaram cinco anos de assessoria direta de economistas da Unicamp à Presidente Dilma Rousseff, para a previsão de Roberto Campos se tornar realidade: expansão monetária, corporocracia, expansão das obras públicas, expansão dos cargos e salários públicos, intervenção estatal em toda a economia, corrupção e protecionismo comercial.
Provavelmente nenhuma economista fez tão mal ao Brasil quanto Maria da Conceição Tavares, mas além dela podemos destacar, em tempos recentes, o mais nocivo professor do país: Luiz Gonzaga Belluzzo.
Belluzzo nunca acerta qualquer previsão econômica, e é obcecado por gastos públicos. Como principal conselheiro econômico de Dilma Rousseff, convenceu-a a enterrar a bem sucedida matriz econômica "meta de inflação/câmbio flutuante/responsabilidade fiscal" por uma matriz heterodoxa "juros baixos, câmbio desvalorizado e aumento de gastos públicos". Foi, sem dúvida, um responsável direto pelo caos econômico que vivemos.
Agora, repetindo o que Lula falou há dois meses, Belluzzo tem a desfaçatez de dizer que a crise econômica é culpa de um suposto ajuste fiscal que Joaquim Levy estaria fazendo. Segundo Belluzzo, precisamos gastar mais ainda para sair da crise."
https://www.institutoliberal.org.br/blog/previsao-de-roberto-campos-e-o-ajuste-que-nunca-aconteceu/

"Quer dizer que a empresa desde 1953 é referência nacional, mas por causa de um governo ruim ela vira ''um grande cabide de empregos''? Aliás, esse tipo de problema acontece na esfera privada também."

Cabide de emprego na esfera privada? Você desconhece qualquer atividade empresarial para falar tal bobagem, nunca um empresário faria da sua empresa um cabide de emprego, ele opera com sistema de lucro e prejuízo, ele não pode se dar ao luxo de encher a empresa de empregados ineficientes.
Palavras de um empresário.

"Não, apenas defendo que as nossas empresas não fiquem vulneráveis à imperialistas que jogam sujo contra nós. "

Eles jogam tão sujo, que em países no ranking de abertura comercial, a população paga pelo melhores produtos pelo menor preço. Parece que a UNICAMP(com letras garrafais, por favor), está doutrinando os seus alunos a ter sentimentos nacionalistas que acaba prejudicando justamente quem eles querem proteger: a população.

Obrigado por vir até aqui e comprovar que Roberto Campos sempre esteve certo tanto da UNICAMP(com letras garrafais, por favor) quanto na petrossauro.

Abraço Economista da UNICAMP(com letras garrafais, por favor)

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Caio -SP  25/04/2013 13:41
    Só uma "correção"....o titulo deveria ser " A velha nova onda de controle de preços na America Latina."

    Valeu pelo artigo!
  • Blah  25/04/2013 13:49
    Conheço gente que defende a "revolução bolivariana" com unhas e dentes. Não são imbecis. Podem ser até competentes no que fazem. Porém, quando o assunto é economia, são sempre pessoas muito burras. O pior de tudo é que, além de serem burras em economia, são também completamente imunes a qualquer argumentação que utilize conceitos básicos de economia! Eles IGNORAM os problemas econômicos apresentados! Para eles, se eles acham que o povo está sendo bem atendido, é só isso o que importa. Antigamente, eu tentava argumentar com esse tipo de idiota. Hoje em dia, sei que não adianta muito. Eles podem apresentar informações interessantes em qualquer outro assunto. Até mesmo informações sobre política, apesar de neste ponto eles dificilmente serem brilhantes, eles podem fornecer ideias que ajudam a esclarecer as coisas.

    Quando a situação dos países nos quais suas amadas revoluções acontecem começa a degringolar, eles sempre culpam a oposição, o mordomo, os EUA, a ONU, a CIA, o Mickey Mouse. Eles até apresentam acusações vindas de militantes políticos que fazem as vezes de analistas políticos. São analistas que invariavelmente começam suas análises com leves críticas ao chavismo, à Cuba, etc. Com isso, eles querem convencer inocentes úteis de que eles não são militantes, só estão em busca da verdade.

    Converse com um militante petista que conheça a história do partido e você entenderá por que esse partido ficou tão forte. Você perceberá que:
    - Ele realmente acredita que os grupos de políticos e burocratas que eles defendem têm as melhores intenções. Ele tentará embolar o meio de campo com críticas aos "rumos que o partido tomou", mas não se deixe enganar por essa embromação. Logo depois você perceberá que ele continuará defendendo o partido até o fim, mesmo que se diga crítico. No melhor ou pior dos casos (não sei dizer), ele podem virar militante do PSTU ou PSOL. Sempre que você fizer uma crítica à falta de lógica de seus argumentos, ele acabará apelando à ideia de que os políticos que ele defende têm um projeto de governo que defende o povo.
    - Quando fica claro que os políticos que ele defende são corruptos, o militante dirá que ele se desviou do projeto de governo. Mas perceba que, no fim, ele defenderá esse político até o fim, mesmo que ele seja condenado. O militante tenta esconder seu fanatismo, mas não consegue por muito tempo. Ele acabará tentando provar para você que todo o poder judiciário está corrompido.
    - O militante costumam ser bastante crítico de ideias como o mercado, de crescer na vida com base nos próprios méritos (a meritocracia). Acredita piamente que seus políticos de estimação precisam controlar a sanha do mercado, para que este não acabe dominando o mundo. Isso porque ele acha que seus políticos de estimação têm as melhores intenções, têm um projeto de governo, então, se eles tiverem o poder nas mãos, farão todas as coisas certas, pois são oniscientes.
    - Uma hora ele acabará tentando mostrar para você que o seu partido foi criado com base na democracia. Ele dirá que esteve presente em reuniões da base do partido, onde, democraticamente, o plano de governo era criado, tudo com a participação do povo. Exceto, claro, quando esse mesmo povo defender algo que seus políticos de estimação não querem. Aí o povo está sendo manipulado pela mídia golpista. Como eu já conheci militante petista e até já participei de eventos cheios de militantes petistas, sei muito bem como são essas reuniões com a "participação do povo". Todos são livres para concordarem com princípios socialistas, e qualquer um que não concorde é agredido verbalmente e até mesmo fisicamente.

    Agora, pense que os militantes Kirchneristas ou Chavistas são muitas vezes piores que os militantes petistas. Aí você consegue imaginar o que eles são capazes de fazer.
  • Filipe N.  26/04/2013 00:23
    Blah, falou tudo o que eu gostaria de expor á amigos e intelectuais que tenho em consideração. A consciência política e social ignorante ao econômico tende a atrofiar-se numa volição que, independente do que se argumente contra, nunca deixará de procurar razão que seja para levar adiante algum tipo de ideal pretensamente "científico" e a favor dum "coletivo"
  • Andre Cavalcante  25/04/2013 14:40
    Leandro, pessoal,

    Qual a probabilidade de a Dilma aqui seguir o mesmo caminho? Afinal a nossa inflação de preços já começou a incomodar...

  • Julio Heitor  25/04/2013 16:41
    Meu chute seria que ela, no final, acabaria aceitando uma recessão, reduzindo o credito e aumentando os juros, a permitir que a inflação saia do controle.

    Só gostaria que isso já acontecesse em 2014, mas pelas reduçoes de impostos pontuais, isso pode ser adiado.
  • Julio dos Santos  25/04/2013 17:58
    Andre Cavalcante
    É provável que a Dilma, Lula ou quem quer que esteja no poder faça as mesmas idiotices que os nossos ilustres vizinhos, o que está nos protegendo destas sandices é que ainda está vantajoso para os estrangeiros manterem o dinheiro deles por aqui, é por causa do dinheiro deles que tivemos um momento favorável em nossa economia nesta última década. Mas espere, é só a coisa apertar para o governo ficando acuado pela economia (isso sempre acontece, seja para empresas, pessoas ou governos) e ele irá aumentar a mordida nos estrangeiros, então o caos irá se instaurar.
  • André Luiz S. C. Ramos  25/04/2013 20:38
    Xará,
    ela chamou o Belloser pra ajudar a combater a inflação, né?
    Então... Leia (ou releia) esse artigo e veja o que pode ocorrer:

    Recordações de um Brasil socialista
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1488
  • Marcio Silva  25/04/2013 15:54
    Até parece que ninguém sabia que imprimir dinheiro para pagar as contas do populismo gera inflação... ainda mais quando o governo é protecionista , corrupto e dificulta as importações...
    É a fórmula ideal para se quebrar um país, mas se manter no poder.
  • mauricio barbosa  25/04/2013 15:56
    Pessoal vive a crise da divida e da hiperinflação nos anos 80 e não sinto saudade nenhuma daquele tempo,da mesma forma sofri nos anos 90 quando o real foi implantado.Só melhorei de vida quando o dólar caiu de preço oh! saudade do dólar barato, essa maldita inflação voltando e esses governistas traidores do povo e seus amigos fascistas zombando de nós.Deus tenha misericórdia de nós pois é duro reviver de novo o pesadelo da hiperinflação,mas infelizmente estamos caminhando a passos largos para ela e salve-se quem puder,tudo isso é lamentável...
  • Diones Reis  25/04/2013 18:04
    Talvez eu tenha entendido errado, mas é estranho ver que você foi uma pessoal que sofreu quando entrou o Real.

    Pra mim foi uma maravilha. :-D
    Finalmente o dinheiro de fato valia alguma coisa, eu pude comprar muita coisa importada na época, e estávamos livres das remarcações de preço.
    Era ótimo ver que a gente podia comprar 1 dúzia de ovos ou 1 frango, com uma moeda.

    Antes do Real, eu trabalhava como atendente em uma famosa rede de farmácias, e lembro que tinhamos que remarcar os preços todos os meses, e em alguns casos, a cada 20 dias.
    Remarcações estas que terminavam por volta da meia-noite, e como não tinha mais ônibus, dormiamos dentro da farmácia.

    Assim que o Real foi implementado, acabaram-se as horas extras com remarcações, e por consequencia, as correrias que os pobres aposentados faziam quando tinham que comprar remédios.

    O Real foi a melhor experiencia que aconteceu ao Brasil. Pena que durante a sua existencia, os governos não tenham feito os reforços necessários.

    Temo que no futuro, este ou os próximos governos nos tranformem numa mímica de mal gosto da Argentina.

  • EUDES  25/04/2013 21:00
    "O Real foi a melhor experiência que aconteceu ao Brasil." Não, não foi. Na realidade, foi a pior desgraça dos últimos 40 anos. O Brasil também gosta de tentar reinventar as leis econômicas. É loucura querer ter uma moeda forte, ou relativamente forte, e ao mesmo tempo deixar solta a irresponsabilidade fiscal. Tomara que não tenhamos saudade do governo Figueiredo e talvez até do governo Sarney. Cedo ou tarde, o país poderá sucumbir à sua dívida pública monstruosa, ao seu déficit público permanente e à sua carga de impostos extorsiva.
  • Leandro  25/04/2013 21:05
    Isso não é verdade. Ter uma moeda forte nunca é loucura. Pelo contrário, é sempre benéfico para o povo. Se o governo irá seguir ou não uma política fiscal austera, isso não é responsabilidade da moeda. O real foi sim extremamente positivo para o país. Mas apenas sua primeira fase. Depois que inventaram essa bobagem de tripé macroeconômico tupiniquim (déficit nominal, metas de inflação extremamente altas e câmbio flutuante para cima e fixo para baixo) é que a coisa degringolou geral.
  • EUDES  25/04/2013 21:29
    Concordo parcialmente com você, Leandro. É claro que o Real teve seus pontos positivos, pois por quase duas décadas não vimos mais a hiperinflação. Além disso, a abertura que houve por ocasião da implantação do Plano Real beneficiou, e muito, os mais pobres. A questão não é ter uma moeda forte, mas sim lançar as bases para uma desgraça muito maior no futuro. Uma vez que não se pode esperar sanidade mental por parte dos políticos, não consigo vislumbrar nada bom para o futuro.
  • Diones Reis  25/04/2013 21:10
    Pois é EUDES, o Real foi uma ótima experiência que deu certo, pois eu vivi estes tempos de Plano Sarney, Plano Color, e muitos outros planos que, usando uma analogia simples, tratar inflação com congelamento, é como tratar uma febre só molhando a testa.

    E como eu falei, se desde a criação tivessem feitos os reforços necessários (corte de gastos, ajuste fiscal) pelo menos, estariamos bem melhor do que agora.
  • EUDES  25/04/2013 21:42
    Deu certo, sim, pois acabou com nossas estradas, aumentou grandemente os impostos, trouxe o racionamento de energia elétrica e ainda vivemos constantemente sob ameaça de novo racionamento. Além disso, os gastos e a dívida públicos afogam o setor produtivo da economia, pois quase todos os recursos são sugados pelo governo para que ele possa financiar sua gastança. O resultado disso a gente sabe muito bem.
  • Diones Reis  26/04/2013 13:12
    Por favor, não confunda moeda forte com descaso do Estado.

    É uma idéia de jerico achar que a infraestrutura piorou, e que pra que a infraestrutura possa sempre estar em ordem, as empresas não devem se modernizar, as pessoas precisem conter a vontade de consumir, ter uma moeda fraca e viver na pindaíba sem melhorias na qualidade de vida.

    Este tipo de pensamento é muito bem vindo em ditaduras, principalmente as ditas "socialistas".
  • EUDES  26/04/2013 14:58
    Uai, Diones! Você conseguiu reinventar as leis econômicas? Como é possível ter, ao mesmo tempo, moeda forte, grande irresponsabilidade fiscal, dívida pública pequena e estável e baixos impostos? Os governos da América Latina tentam fazer isso há décadas e não conseguem. Além disso, só quem não conhece as estradas do Brasil é capaz de dizer que elas não pioraram logo após a implantação do Plano Real, exceto quem não tinha certa idade durante aquela época ou quem é manipulado pela propaganda governamental. Depois disso, uma vez que pouca coisa foi "privatizada" ao longo de quase duas décadas, as melhorias que ocorreram na infraestrutura brasileira foram possíveis quase somente à custa de impressão de dinheiro e de aumento da dívida pública. Além do mais, principalmente tendo em mente que o Estado quase sempre não deixa a iniciativa privada investir em infraestrutura, o que tem a ver modernização de empresas com melhoria da infraestrutura?
  • Diones Reis  26/04/2013 18:53
    Nunca disse que moeda forte tem que vir acompanhada de irresponsabilidade fiscal.

    Muito pelo contrário. Moeda forte é um privilégio, e usando uma analogia, é como namorar uma mulherão: Quem ama cuida.

    A culpa das mazelas não é de uma moeda forte. Moeda forte bem cuidada, tira o pessoal da pobreza.

    A culpa das mazelas que as estradas se encontram, é do governo que tira o dinheiro de você via IPVA, não repara as pistas, e ainda inventa novos impostos para resolver o mesmo problema.
  • EUDES  26/04/2013 19:20
    "Nunca disse que moeda forte tem que vir acompanhada de irresponsabilidade fiscal." E eu muito menos.

    "A culpa das mazelas que as estradas se encontram, é do governo que tira o dinheiro de você via IPVA, não repara as pistas, e ainda inventa novos impostos para resolver o mesmo problema." Uai! A infraestrutura agora já está ruim? E você sabe por que o governo se comporta dessa maneira?

    Além do mais, você não respondeu minhas perguntas.

  • Tiago Moraes  26/04/2013 18:58
    Eudes, você está fazendo uma mixórdia, misturando assuntos desconexos. Economia real é uma coisa, Economia monetária é outra e situação fiscal do Estado é também uma outra história...Além disso, você concatena diferentes situações econômicas em uma relação de causa e efeito que não existe, seus argumentos são próprios de alguém que não conhece nada de teoria econômica, me desculpe a franqueza...e antes que diga algo sobre isso, sou Bacharel em Ciências Econômicas.
  • EUDES  26/04/2013 19:34
    "Eudes, você está fazendo uma mixórdia, misturando assuntos desconexos. Economia real é uma coisa, Economia monetária é outra e situação fiscal do Estado é também uma outra história ... ." Ah é? Então quer dizer que política monetária e situação fiscal do Estado nada têm a ver com economia real?

    Você também diz que é bacharel em Ciências econômicas. E daí? Será que todas as trapalhadas econômicas dos governos da América Latina não tiveram a bênção de alguns economistas?
  • Getulio Malveira  25/04/2013 16:14
    Faço minha a questão do André: podemos voltar ao tempo dos fiscais do Sir Ney?
  • Marlon  25/04/2013 16:38
    Umas aulinhas de história e economia básica cairiam bem para muitos "representantes" do povo.
  • Henrique  25/04/2013 18:32
    Texto muito bom, mas prefiro as análises do Leandro! =D
  • Leandro  25/04/2013 19:11
    Que exagero, Henrique. Hanke é mestre absoluto. Foi ele quem acabou com todas as hiperinflações do Leste Europeu, devolvendo dignidade e melhorando substancialmente o padrão de vida daquela sofrida população. A Estônia é o que é hoje por causa do Currency Board que ele lá implementou. Na Bulgária, também com um Currency Board, ele acabou com uma hiperinflação em apenas 1 mês, o que derrubou os juros de maneira inédita no mundo.

    www.tradingeconomics.com/charts/bulgaria-interbank-rate.png?s=bulgariaintrat&d1=19970101&d2=19980131

    Taí um sujeito que merece um prêmio em benefício das causas humanas.

    Mas eu agradeço o elogio imerecido. Grande abraço!
  • IRCR  25/04/2013 18:37
    Sempre falo que inflação se combate não apenas "pritando" menos dinheiro mas investindo em infraestrutura e produção. Enquanto os governos dos paises subdesenvolvidos (inclui-se BRASIL) acharem que manipular juros e cambio ou pior congelar preços a inflação apenas se agravará.
  • Matheus  26/04/2013 01:45
    A América Latina é cheia de erros institucionais. O único país decente, Chile, precisou de uma ditadura (de verdade, porque a daqui foi de mentirinha) para ser o que é, e ainda assim o povo passou vinte anos sob a Concertación e um imenso desdém das políticas do Pinochet, principalmente os estudantes. De novo não existe nada por aqui, tudo é a mesma coisa de sempre.
  • Artur  26/04/2013 02:56
    E o que o Chile é? Um nada!
  • Tiago RC  26/04/2013 09:53
    O Chile está entre os países mais desenvolvidos da AL (talvez o mais desenvolvido, se excluirmos os paraísos fiscais caribenhos como Ilhas Cayman). A economia chilena é considerada a décima mais livre do mundo pelo Fraser Institute, ou a sétima mais livre de acordo com a Heritage Foundation.
  • Anarcofóbico  26/04/2013 02:52
    Falando em controle de preços, é preciso aplaudir nosso governo mais uma vez! Decisão sensata!

    Governo quer limitar tamanho de elencos e gastos com salários no futebol

    Depois vcs dizem que não precisamos de governo!!
  • Luiz Gustavo Vianna Almas  26/04/2013 07:09
    Olá Anarcofóbico. Acho curioso os comentários que você envia. Nada em contra de que cada um tenha a liberdade de defender o ponto de vista ou as ideias que lhe pareçam mais corretas ou verdadeiras. Mas no seu caso acho que sobra provocação e falta argumentação. Não se ofenda. Acho até importante que existam pessoas que participem das discussões do IMB e que não compartilhem do pensamento da Escola Austríaca, mas sempre que seja uma discussão aberta à argumentação racional e onde ambos lados busquem a verdade. Seria interessante e enrquecedor para todos nós se você tentasse contradizer com uma argumentação racional as ideias defendidas neste site.
  • Orfao batalhador  26/04/2013 10:08
    Então eu estou pagando impostos que vão salvar os clubes de futebol das suas responsabilidades?
    Não Anarcofóbico, assim não se constroe o Brasil!!
  • Paulo  26/04/2013 09:34
    Não precisa explicar mais nada!

    www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=EkHGLkCYnMY
  • Luiz Gustavo Vianna Almas  26/04/2013 12:22
    Fantástico Paulo!
  • Caio-SP  26/04/2013 18:45
    hahaha muito bom!
  • Paulo  27/04/2013 15:33
    Luiz e Caio,

    Acho que eles (estou chutando, pois não vi o documentário grego)foram lá para aprender como que a Grécia poderia se sair bem dando um calote da dívida, copiando o modelo argentino de recuperação econômica. Pelos lindos olhos azuis tristes da entrevistadora, algo fugiu do script!

    :)
  • Ali Baba  26/04/2013 12:04
    Uma pequena contribuição que sugiro seja republicada aqui:

    culpadofeijao.wordpress.com/
  • Típico Filósofo  26/04/2013 12:35
    "Vivemos em uma ditadura do financeiro." - Saramago.

    Sobre o recente ataque feito ao artigo acima por um defensor do capital internacional, apenas lamento que ele queira abandonar as decisões democráticas da América Latina(Chávez e Kirchner) em prol de torná-la mais uma ditadura do financeiro.

    A burguesia não deseja controle de preços apenas pois tal ação corta seu lucro. Toda a falha de tal política se deve à ganância dos produtores, que apenas desejam investir naquilo que traz o retorno mais alto ao invés de do que é essencial à população.

    É imprescindível que o mercado seja humanizado e democratizado. As eleições são a arma do povo e seus presidentes eleitos possuem o compromisso de servi-los. Diferentemente da Europa, onde as autoridades políticas dedicam-se a servir à sua gente em prol dos multibilionários, na América, ainda se luta por um governo pelo povo e para o povo.

    Economistas, em sua natureza, enxergam o pobre como mais-valia. Porém, é imprescindível que a economia seja controlada por sentimentos humanos e não pela ganância desmedida dos capitalistas. Chávez e Kirchner insistiram em lutar pelo homem, porém, para tal, tiveram de enfrentar a burguesia e suas massas alienadas; receio que o caso argentino tenha de ser fixado com a tomada dos meios de produção no fim.

    Um abaixo à ditadura do capital! Um viva ao controle de preços!
  • Luiz Gustavo Vianna Almas  26/04/2013 16:55
    Caro Típico Filósofo, algumas dúvidas: gostaria de saber quem é a burguesia?

    Outra dúvida: entendo que os preços são formados a partir de quanto cada consumidor está disposto a pagar por determinado produto e por quanto o produtor está disposto a receber por ele. Se um produtor por um preço a que ninguém está disposto a pagar, simplesmente este produto não será comprado. Ou seja, se não produzem algo que seja do interesse da população e por um preço acessível, simplesmente estará fora do mercado. Daí eu concluo que o mercado é de fato democrático, no sentido de que são as pessoas quem decidem que produtores estão dentro e quem está fora. Um produtor até pode ser ganacioso, mas o sucesso dele depende dos consumidores. Se você acha que esta lógica está equivocada, favor mostrar onde.

    Ainda mais uma dúvida: nem vou entrar na questão das intenções de Kirchner e Chávez, mas acho que a forma de governo dos dois está prejudicando bastante a população dos dois países. Tenho conhecidos na Venezuela e o que contam não é nada animador. Desde já é um país que não elegeria viver.

    Por fim, acho que as esperiências de controle de preços já demonstraram a inutilidade das mesmas. No fundo só geram escassez. Se não for assim, favor me citar um exemplo.
  • Augusto Araújo  26/04/2013 17:47
    Esse "filósofo"está com um quê de vanguarda popular, aquele site de humor, o que a esquerda gera quando não pobreza e cadáveres. O pior que esses clichês que ele colocou aqui ainda devem ser repetidos em algumas salas de aula, deformando opiniões e sem respostas à altura como aqui no site.
  • Orfao batalhador  26/04/2013 17:58
    Você fala da burguesia. Porem onde eu moro,SC, pagamos muitos impostos e os prefeitos não devolvem aos contribuintes obras que melhorem o aspecto da cidade. A crise da valores que nos afeta vem tanto dos burócratas estatais como dos que comandam as industrias.
    Onde eu trabalho, por exemplo, muitos gerentes são arrogantes, mais isso não é problema do capitalismo (sistema onde os médios de produção estão nas mãos privadas). Isso é um problema MORAL.
    A arrogância não é patrimônio nem da direita nem da esquerda.
    Você menciona a Argentina. E a Argentina possui os "peronistas". Eles não são nem de direita nem de esquerda. Eles são incorrigíveis. Eles gostam viver do estado.
    Veja que do campo econômico estamos passando ao campo da política e da moral.
    Também menciona a Venezuela. Chavez morreu. E o seu sucessor, o senhor (in)Maduro andava falando com este morto transformado em passarinho. Lembra? Então, esta gente luta pelo homem? Assim, nos tomando por estúpidos, apelando ao sentimentalismo?
    Eu acho, que de seguir assim, os latinoamericanos podemos protagonizar o filme "Mentime que me gusta".
  • Caio-SP  26/04/2013 18:40
    Pera ai...você sitou Saramago? PAREI aqui.
  • Cesar Massimo  27/04/2013 10:59
    Típico Filósofo
    Dos seus escritos, muito bem redigidos, podemos achar graça porque sabemos que é uma gozação.
    Mas em seguida vem uma enorme 'dor de cabeça' porque lembramos que a elite que dirige nosso país também pensa um pouco assim.
  • Carlos Salles  27/04/2013 16:58
    Esse típico filósofo não deseja qualquer debate. Ele não está aberto a nenhuma forma de convencimento - isso é típico da lavagem cerebral voluntária que os marxistas e os inúmeros sabores de seus seguidores (socialistas, progressistas, "liberais", etc.) infligem em si mesmos.

    Não há possibilidade de convencer uma pessoa com essa adestração intelectual, porque eles já têm todas as respostas! E se não as possuem, em alguns segundos inventarão algo dentro de seu materialismo dialético que cairá como uma luva para explicar, com ares de Doutor, aquilo que momentos atrás não entendiam. Não que passarão a entender, está claro. Essa técnica fraudulenta tudo "explica".
  • Gilda  28/04/2013 01:32
    Em visita reente à Argentina, fui atendida por vales, que valem como se dinheiro fossem. Você paga a comra e o comerciante no lugar do troco, te dá vales, que usa-se para comprar em outros estabelecimentos. Depois eles se juntam e fazem as contas deles que não sei como funciona ou em que se baseia. Mais vantajoso para o viajante e para o comerciante. Voltei pra casa com mais da metade que levei.
  • Jean Cherem  29/04/2013 11:41
    Achei interessante este artigo, pois o controle de preços é uma medida politicamente aprovada pela população, faz parecer que o governo tem pulso firme para cuidar dos interesses da sociedade, mas, na verdade, é uma medida populista e inútil A culpa pela inflação é do próprio governo, que usa os empresários como bodes expiatórios.

    Admiro muito o trabalho deste instituto e muito do que escrevo no meu blog Hora do Bananense foi possível apenas porque li os artigos de vocês.

    Continuem com este excelente trabalho.
  • Gustavo Sauer  18/05/2013 02:22
    Como sempre o socialismo gerando escassez. Agora até papel higiênico está faltando na Venezuela: g1.globo.com/mundo/noticia/2013/05/nicolas-maduro-completa-um-mes-frente-de-venezuela-em-crise.html

    E o governo bota a culpa da falta de papel higiênico nos EUA!
  • Hugo  05/07/2013 03:09
    Parabéns por escrever esse grande artigo Steve!

    É incrível como ainda alguns países não aprendem que congelamento de preços é a pior coisa a se fazer pra controle de inflação,não aprendem que o efeito real dessa política é exatamente o contrário do efeito esperado,acaba assanhando ainda mais a inflação.Desde o Império Romano,séculos antes de Cristo,os congelamentos de preços vêm sendo praticados e,claro,acabam sendo um desastre provocando desabastecimento e ágios que acabam sendo inflação implicita.Mesmo depois de mais de 2 milênios de seguidos desastres de congelamentos de preços ainda há idiotas que insistem nessa política arbitrária e sem sentido.


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