Por que o Brasil não cresce mais?
por , quarta-feira, 27 de março de 2013

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Galinha.jpgEm 2011, quando foi dada a notícia de que o Brasil havia ultrapassado o Reino Unido em termos do Produto Interno Bruto (PIB), a euforia foi grande.  Para o governo brasileiro, este evento foi interpretado como consequência de sua própria política econômica e como um prognóstico de que em pouco tempo o Brasil iria ultrapassar também as outras grandes economias e encostar na China e nos Estados Unidos.  Exatamente por isso, foi grande a decepção quando, pouco tempo depois, a economia brasileira se estagnou e perdeu — na verdade, devolveu — para o Reino Unido o sexto lugar no ranking das maiores economia do mundo.

A pergunta que agora se faz é: o forte crescimento da economia brasileira nos anos anteriores a 2011 representou um sinal de um novo padrão de crescimento econômico para o Brasil ou será que toda aquela bonança econômica foi apenas um ponto fora da curva?  No primeiro cenário, o fraco crescimento econômico atual seria apenas algo temporário, de modo que o Brasil voltará em breve a crescer novamente.  Porém, uma análise mais profunda do desempenho econômico do Brasil aponta para o segundo cenário: o fraco crescimento econômico atual sinaliza um retorno ao padrão antigo, com longas estagnações.

Porém, dado que o governo atual vai fazer todo o possível para voltar a apresentar altas taxas de crescimento econômico, é de se esperar uma intensa aplicação de todo o arsenal de políticas macroeconômicas com o intuito de se fabricar um crescimento artificial.  A consequência disso é que o alívio temporário será pago com uma debilidade econômica ainda maior no futuro. 

Crescimento fraco

Desde 2011, a economia brasileira entrou numa fase de debilidade, com uma rápida queda das taxas do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do país (veja figura 1).

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Figura 1: Taxas de crescimento do PIB 2010 - 2012 (Trimestre sobre mesmo trimestre do ano anterior

 

Como se pode observar no seguinte gráfico (figura 2), depois da crise cambial de 1999, o Brasil experimentou uma fase de produção abaixo da trajetória de longo prazo, fase esta que foi seguida por uma forte recuperação de 2004 até 2010, a qual empurrou o produto interno bruto brasileiro para cima da tendência do PIB de longo prazo.

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Figura 2 - PIB em bilhões de dólares 1980-2012

Porém, durante essa fase de forte crescimento econômico do PIB, a taxa do crescimento da produção industrial permaneceu fraca.

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Figura 3 — Taxas anuais do crescimento da produção industrial 1995-2012

No setor industrial, a taxa de crescimento se tornou negativa em 2012, gerando preocupações quanto a uma onda de "desindustrialização".  No entanto, a fraqueza do setor industrial brasileiro não é de modo algum algo novo.  Com uma taxa média de crescimento anual de apenas 2,6 % desde o começo dos anos 1990, o Brasil nunca chegou a completar o processo de industrialização.

O conjunto dos dados (figuras 1-3) fortalece a tese de que a atual fraqueza do crescimento da economia brasileira sinaliza um retorno à sua tendência histórica.  Dado que a debilidade da produção industrial não mudou e continua fraca, foram fatores temporários que atuaram para gerar o crescimento econômico acima de sua trajetória nos anos de 2004 até 2010.  

Como a capacidade produtiva do Brasil não aumentou de forma sustentável, as baixas taxas de crescimento econômico vivenciadas desde 2011 indicam um retorno a uma trajetória de crescimento mais baixa do que a da última década.  Este retorno pode acontecer em tempo mais curto, na forma de uma forte recessão, ou em um período de tempo mais prolongado, configurando uma estagnação.

Uma breve bonança

A boa conjuntura que o Brasil vivenciou de 2004 até 2010 foi mal interpretada pelo governo, que tomou a fase de crescimento forte como uma conquista da sua própria política econômica. Na verdade, a prosperidade veio de fora, com a alta dos preços das exportações brasileiras (veja figura 4).

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Figura 4 - Índice de preços das exportações brasileiras (1980- 2012)

Aplicando menos de 20% do PIB em investimentos (figura 5), nada foi preparado durante esta fase de bonança para fortalecer a capacidade produtiva do país.

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Figura 5 - Investimentos em porcentagem do PIB (1980 - 2012)

O governo brasileiro parece ser incapaz de reconhecer que uma expansão econômica totalmente baseada no consumo, sem investimentos, é uma medida que pode funcionar apenas no curto prazo.  Para crescer no longe prazo, é necessário haver acumulação de capital, e a acumulação de capital requer investimentos, que, em sua vez, necessita de poupança.

O que possibilitou o crescimento econômico sem a concomitante expansão da base produtiva da economia por meio de investimentos foi uma mudança radical da tendência dos termos de troca, a relação entre o preço dos bens de exportação e o preço dos bens de importação do Brasil.  Em termos de pontos do índice, os termos de troca do Brasil alcançaram um máximo de 132,6 pontos em setembro 2011, tendo atingido um mínimo 64,7 em outubro de 1981.

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  Figura 6 - Índice dos termos de troca (1980-2012)

Analisando os termos de troca do Brasil — utilizando unidades constantes da moeda local — para um período mais longo, nota-se de forma ainda mais clara a grande mudança que aconteceu a partir de 1967.

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Figura 7 - Termos de troca em constantes unidades de moeda local (constant LCU), 1967-2012

O forte disparo visto nos preços dos bens de exportação e a consequente melhoria da posição do Brasil no comércio exterior coincidiu com o aumento global dos preços das commodities.  O aumento dos preços dos bens exportados pelo Brasil em relação aos preços dos bens importados foi consequência da alta global dos preços das commodities.  Nada teve a ver com uma revitalização da economia brasileira.

Outro indicador desta profunda mudança é o comércio do Brasil com a China.  Preços altos e uma aceleração na demanda por commodities da China estimularem as exportações e, por conseguinte, o crescimento do PIB do Brasil.  Segundo os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, as exportações do Brasil para a China aumentaram de 1,9 bilhão de dólares em 2001 para 30,8 bilhões de dólares em 2010.  

Das exportações de 2010, 83,7 % foram de commodities básicas e 11,8 % foram semimanufaturados.  Somente 4,5 % foram de produtos manufaturados.  Ao mesmo tempo, as importações da China para o Brasil foram de 25,6 bilhões de dólares, sendo que 97,5 % foram produtos manufaturados.

Uma nova síntese se formou no mundo: o Brasil é o gigante da agricultura e dos recursos naturais e a China é o novo gigante da indústria.  Enquanto a China se industrializou, o Brasil se enfraqueceu; e enquanto China desfrutou de altas taxas de investimentos, o Brasil se entregou a uma mania consumista.

Crescimento sem fundamentos

No contexto da história econômica do Brasil, a atual debilidade da economia brasileira não é uma grande surpresa. Mais um voo de galinha não seria uma exceção, mas sim a regra do padrão do desenvolvimento econômico brasileiro.  A liderança política do país usufrui o duvidoso privilégio de, em decorrência da imensa riqueza do Brasil em termos de recursos naturais e de suas benevolentes condições geográficas, quase nunca ser punida mesmo quando comete erros graves de política econômica.

Durante a sua história, o Brasil já vivenciou diversas crises econômicas.  Mesmo durante as poucas guerras em que o país se envolveu, o sofrimento foi pequeno em comparação ao de muitos outros países.  No entanto, é esta bem-aventurança da falta de punição imediata quando uma má política é implantada o que impede que o país viva seu pleno potencial.  A proteção contra erros faz com que os governos brasileiros não aprendam quase nada com as trapalhadas que cometem.  Assim, a capacidade do Brasil de efetivamente realizar o seu potencial de prosperidade é tragicamente baixa.

Crescimento econômico requer acumulação de capital, que por sua vez requer investimentos, sendo que investimentos requerem poupança.  Mesmo a inovação e o aumento da qualidade do capital humano precisam de poupança. A baixa taxa de poupança do Brasil não é um fenômeno recente, mas sim uma característica típica da economia brasileira.  Ao passo que países emergentes que estão decolando em termos de desenvolvimento econômico apresentam taxas de poupança e de investimentos na faixa de 30 % e 40 % do PIB, como a China, a taxa de poupança brasileira esta abaixo de 20 %.

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Figura 8 — Taxa de poupança bruta brasileira em porcentagem do PIB, 1967- 2012

Fonte: Indicadores do Banco Mundial. Trading Economics

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Figura 9 — China. Taxa de poupança bruta em porcentagem do PIB, 1967-2012

Fonte: Indicadores do Banco Mundial. Trading Economics

Com taxas de investimento tão baixas como as do Brasil, o país está destituído dos fundamentos necessários para um progresso econômico sólido de longo prazo.  O que estes débeis fundamentos permitem são apenas pequenos booms de curto prazo, na forma do voo de galinha — afinal, estas baixas taxas de poupança e investimento do Brasil não são um fenômeno recente, mas sim uma característica crônica da macroeconomia brasileira.

Intimamente relacionada à raquítica formação de capital — em decorrência da baixa poupança — está a produtividade da economia brasileira.  Entre 17 países da América Latina, o Brasil ocupa o 15º lugar em produtividade; e na escala global, o país está na 75ª posição entre 122 países.  Nas décadas passadas, enquanto muitos outros países emergentes aumentaram a produtividade de suas economias em relação aos Estados Unidos, o Brasil perdeu em relação a eles.

A produtividade econômica é a chave da prosperidade.  O grau de produtividade representa um determinante essencial para o nível de salários.  O verdadeiro mecanismo de saída da pobreza é o aumento da produtividade, e não a distribuição de esmolas.  Para colocar o Brasil no caminho de prosperidade não basta jogar com a macroeconomia como se ela fosse uma bola pingue-pongue.  O que o país precisa é de uma estratégia de desenvolvimento econômico de longo prazo, direcionada para o aumento da produtividade.  Porém, isto requer acumulação de capital e inovação — algo que é impossível de se obter sem altas taxas de poupança e investimentos.

O que fazer para o Brasil crescer?

A maldição do Brasil é a abundância.  Não necessariamente a abundância na forma de recursos naturais, mas sim a abundância excessiva de burocracia, de intervencionismo, de protecionismo, de voluntarismo político, e até mesmo de democracia.

O Brasil não sofre só da inflação monetária; sofre também de uma inflação de leis e regulamentações.  Não bastasse a incerteza de se gerenciar empresas no Brasil já ser alta, esta incerteza se multiplica por causa do intervencionismo arbitrário do governo; e se este já não fosse demasiado agigantado, a economia brasileira também é forçada a suportar um poder judiciário que adora se intrometer em áreas onde o livre mercado é capaz de encontrar as melhores soluções.

Ao mesmo tempo em que os políticos fazem o que querem com a economia e os burocratas criam leis e regras que não fazem sentido, a super-poderosa justiça brasileira completa a confusão com decisões que paralisam a iniciativa privada.  Em todas aquelas áreas da economia em que os agentes necessariamente se pautam por um horizonte de tempo maior — como poupança e investimento, infraestrutura, inovação e educação —, há uma total paralisia.  O país sofre com uma péssima infraestrutura, o desempenho em inovação é fraco e o sistema educacional é dos piores do mundo.  

Se de um lado o governo pratica um hiperativo intervencionismo, intrometendo-se em áreas onde o livre mercado é mais eficiente do que qualquer burocracia, de outro ele mostra uma generosa negligência em relação a áreas cruciais, como infraestrutura e educação.  Ainda pior do que essa negligência é o fato de ele criar leis e regulamentações que atrapalham e até mesmo proíbem a iniciativa privada de atuar nestas áreas. 

Conclusão

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Não deixe de se increver no curso a ser ministrado pelo professor Mueller
Há poucos países no mundo cujas condições são tão favoráveis para uma grande prosperidade quanto o Brasil.  Porém, uma mentalidade favorável ao intervencionismo estatal e burocrático produz uma atitude de procrastinação permanente que atravessa todo o espectro da sociedade brasileira.  O Brasil parece aquele sujeito que tem uma casa grande e bela, mas com vários buracos no telhado que precisam ser reparados.  Quando o tempo está bom, ele acha que não há necessidade de consertar os buracos; e quando chove, ele diz que não pode fazer nada agora porque o tempo está ruim.

A principal causa da paralisia do país perante a urgente necessidade de se arrumar as condições para possibilitar um futuro melhor é a onipresença do estado brasileiro.  Este estado intervencionista obstrui todas as atividades privadas.  A economia brasileira se encontra permanentemente bombardeada por imprevisibilidades e por uma total ausência de lógica e de bom senso nas medidas intervencionistas do governo, as quais visam apenas ao curtíssimo prazo.  O resultado é uma economia de produtividade extremamente baixa em conjunto com uma renda não somente baixa, mas também mal distribuída.

O que bloqueia o país não é a falta de "inclusão social" ou outras quimeras.  O que bloqueia o progresso do Brasil é a crença quase absoluta no poder do estado e uma forte desconfiança na eficiência do livre mercado.  O grande mistério da cultura brasileira é a contradição entre esta ideologia que idolatra o estado e a visível realidade gerada por esta ideologia.

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Veja todos os nossos artigos sobre a economia brasileira.



Antony Mueller é doutor pela Universidade de Erlangen-Nuremberg, Alemanha (FAU) e, desde 2008, professor de economia na Universidade Federal de Sergipe (UFS), onde ele atua também no Centro de Economia Aplicada. Antony Mueller é fundador do The Continental Economics Institute (CEI) e mantém em português os blogs Economia Nova e Sociologia econômica





96 comentários
96 comentários
Anarcofóbico 27/03/2013 11:33:27

O Brasil vai continuar crescendo, tenho certeza! Nosso governo tem ajudado a população a prosperar e vai continuar assim! O que seria de nós sem o Estado? Todos esses números e gráficos servem para iludir os incautos e empresários que querem aumentar o lucro Brasil. Keynes já nos deu o caminho para o crescimento, sua fórmulas exatas nos levarão ao sucesso!

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Julio Zen 27/03/2013 12:56:57

Hehehe, difícil saber se é troll, se é algum libertário tentando instigar o debate, ou se é só piada mesmo. Como não há qualquer argumentação, só palpites, acho que as primeira e terceira opções são as mais plausíveis.

Deixo aqui uma sugestão ao IMB: usar um sistema de comentários associado às redes sociais como a Google Accounts, Facebook...

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Anarcofobico 27/03/2013 14:10:57

Julio, o senhor deseja regulamentar os comentários? Aposto que o senhor é um leitor assíduo da Veja e prosélitos do PIG!

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Marcio 27/03/2013 15:00:14

Leitor de Carta Capital não tem muita moral pra dizer isso.

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Anarcofóbico 27/03/2013 15:20:03

Aproveitando o ensejo, saliento que não existe revista mais imparcial e honesta do que a Carta Capital, comentários equilibrados e críticas bem argumentadas podem ser encontrados ali! Seria saudável ao Mises colocar um espaço para alguns colunistas e elevar o nível das discussões econômicas!

Falando nisso, também aproveito a oportunidade para elogiar a medida do governo em relação aos empregados domésticos, trata-se de um grande avanço, uma "segunda abolição da escravatura", como disse a presidente do Sindoméstica de SP. Isso mostra como nosso país está evoluindo e crescendo cada vez mais!

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Fernando 28/03/2013 03:01:27

Carta Capital imparcial e honesta? Deves estar alienado amigo. De uma olhada quais empresas anunciam neste lixo de revista e verás o porque daquela "imparcialidade" a favor do governo e seu partido. Se tiveres capacidade, claro.

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Renato 31/03/2013 00:23:43

Empregadas domésticas - querem tratar como emprego e escravagismo algo que é apenas... trabalho de pessoas desqualificadas.

Nem preciso me recorrer a teorias economicas para saber o que vai acontecer - minha irmã, até ontem tinha 3 empregadas domésticas; mandou embora duas essa manhã, e eu não estou mentindo para fazer bonito aqui - é a realidade ! Manou embora porque ficou caro manter, e antes que se aprove a lei e ela tenha que pagar os encargos de demissão.

Impressioanante como tem zé-mané nesse mundo achando que lei traalhista gera mais emprego. Peloamordedeus... é exatamente o contrário !!!

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Blue Eyes, Na Resistência 29/03/2013 08:07:31

É troll, com certeza... bastou que viesse com a empulhação de que a Carta Capital é uma maravilha... rsrsrsrs... é só mais um COMUNISTA inrustido... petista para ser mais exato... esse povo é que vai levar o pais para o buraco, como fizeram na Venezuela... tão achando que engolimos essas empulhações, caro mentiroso... não somos apedeutas como vossos correligionarios...

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anônimo 27/03/2013 14:49:36

Claro que é troll. Mas é engraçado o que fica subentendido nesse nick dele, essa tentativa de colocar minarcos (que também não acreditam em anarquia) e keynesianos,tudo no mesmo saco

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gladston do rego lages neto 01/04/2013 15:24:47

Caro Anacorfóbico,

É muito triste ler vosso comentário. Somente a cegueira pode explicar tal manifestação.

Responder
Lucio 02/04/2013 08:29:34

Anarcofóbico. Seus comentários me ceifam a esperança de um país melhor. Não, não digo isso por causa de seus conteúdos, que aliás, concordo plenamente. Digo isso por causa das respostas que você conseguiu incitar em vários leitores deste site, que não conseguiram captar o teor irônico de seus deliberados insultos à racionalidade.

Simplesmente eu esperava um olhar mais clínico. Não previa que pessoas que, mesmo indo de encontro com dogmas inerentes à cultura brasileira, sejam eles anarcos ou mins, não conseguiram compreender o espírito sarcástico de seus comentários.

Ou então os insultos aos seus comentários foram em si sarcásticos, aí quem não entendeu fui eu.

Responder
Anarcofobico 02/04/2013 14:20:52

Eu também esperava... Rsrs

Responder
Renato Souza 02/04/2013 19:56:11

Também notei que muitas pessoas não conseguiram captar o humor inteligentíssimo do Anarcofóbico. Em alguns casos, ele foi quase explícito, mas parece que muitas pessoas estão com a tecla SAP desligada.

Mas o pior de tudo é que sempre é possível encontrar algum esquerdista dizendo, com convicção, coisas mais absurdas do que aquelas que o Anarcofóbico diz por ironia.

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Andre 27/03/2013 12:14:31

Brasil, aos trancos e barranco desde sempre.

Talvez depois da próxima crise dê uma melhorada.
Pelo menos depois da hiperinflação deu uma melhorada.

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Bezerra 27/03/2013 13:02:21

Um dia desses eu estava observando a imprensa discursar sobre o apagão logístico no Brasil, então eu pensei que uma boa solução seria desregulamentar totalmente o setor ferroviário. Por ser um setor praticamente inexistente no Brasil, talvez fosse mais fácil politicamente fazer uma desregulamentação. Deixar o livre mercado agir livremente nesse setor, poderia causar uma revolução logístico no Brasil nunca antes visto. Alguem concorda comigo?

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Eleno 27/03/2013 13:12:51

Totalmente. O ideal seria entregar o mercado para companhias ferroviárias suíças, que dominam como ninguém a arte de operar em terreno montanhoso. O governo não deveria vender nada. Bastaria chamar os helvéticos e dizer: "Toma. O terreno é todo seus. Façam o que quiserem e como bem entenderem".

Em poucos meses, companhias aéreas e de ônibus estariam fazendo promoção de 90% pra tentar manter passageiros.

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Julio Heitor 27/03/2013 13:33:39

O mesmo aconteceria com os aeroportos. A privatização "completa"(sem regulamentações) faria o preço das viagens cair e as empresas de ônibus teriam que reduzir seus preços.

Já repararam (pelo menos aqui no Rio de Janeiro) que para a maioria das regioes Norte e Noroeste só existe a viação 1001 ofertando passagens?

Se quiser ir para São Paulo então, só esta empresa mesmo. E olha que São Paulo é a cidade conhecida como locomotiva do Brasil, ou seja, destino de muitos cariocas que trabalham.

Responder
Glaucio 27/03/2013 13:18:28

Vc investiria com o pt tentando instalar o comunismo no Brasil? Com toda essa instalibidade jurídica? Com o estado inventando leis e mudando-as a toda hora. Eu não arriscaria o "meu capital próprio", mas investiria o "meu capital do BNDES" é menos arriscado.

Responder
Anarcofobico 27/03/2013 14:13:23

Pelo contrário, meu caro, o que falta é mais intervenção e regulamentação desse serviço! Se o governo obrigasse as empresas e pessoas a usar esse sistema tão bem desenvolvido no Brasil, a história seria outra!

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Jose Roberto Baschiera Junior 27/03/2013 16:47:42

www.mises.org.br/Article.aspx?id=747

Responder
Hugo Baaten 28/03/2013 03:21:31

Eu acho que isso foi ironia

Responder
João Marques 01/04/2013 03:56:18

Exatamente, aliás, isso já ocorre em algumas situações, e mesmo criando uma 'canseira' no setor privado pelo fato de ter que assentar o piso antes de usar a sala, ainda assim consegue resultados muito melhores do que esperar (e até tentar convencer)o governo a investir em infraestrutura. Antes um pequeno crescimento do que estagnação completa! O incrível é como esse governo, com vertentes marxistas, consegue lutar contra a pressão globalizada do setor privado... Mais daí lembramos de como existem empresários 'partidários' no país que são encapsulados por leis protecionistas, que mantém uma espécie de máfia 'mista' no Brasil, daí fica até fácil entender que não se trata de capital externo resistindo entrar, e sim uma força interna resistindo ao capital externo. E ainda se acha por aí pessoas, supostamente esclarecidas, que estão certas de que o Brasil começou um grande crescimento, graças a algumas políticas "milagrosas" dos petebas... hahahaha esperem mais um ou dois anos seu imbecis!!!

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evandro 27/03/2013 13:30:47

UMA CONTA QUE NÃO FECHA- Acredito que todo mundo notou o aumento incrível nos valores dos terrenos no Brasil (e em Pirassununga, minha cidade, não é diferente) nos ultimos anos... (em 500 anos de Brasil, ATÉ HOJE, quase nunca (ou nunca) vi NINGUEM perder dinheiro com imóveis, concordam? ) Isso posto, a CONTA QUE NÃO FECHA exatamente, para mim, é a seguinte: tomemos os atuais valores dos imóveis comerciais, terrenos no centro de Pirassununga, por exemplo (nas cidades da região é mesma coisa)... os valores subiram MUITO acima da inflação, nos últimos 5... 10 anos... ok? Entretanto, com nossa economia crescendo PÍFIAMENTE nos ultimos anos (0,9 % em 2012, e considerando o crescimento populacional o crescimento ''PER CAPITA'' foi ainda menor, próximo a 0 %) eu pergunto: esse crescimento do preço dos imóveis comerciais é SUSTENTÁVEL? Particularmente, acredito que os preços chegaram a um ''teto'', e acredito que quem comprar imóvel urbano em Pirassununga HOJE, nos atuais preços, pensando em ''ganhar'' dinheiro, vai ''cair do cavalo''... até acho um bom investimento para se proteger da inflação... mas ganhar com a valorização, nos preços atuais... NÃO ACREDITO... sei que as pesquisas falam que ainda há um déficit habitacional no Brasil segundo os ''entendidos'', o que justificaria os novos empreendimentos... mas acredito que a ''oferta'' esta maior que a ''demanda'' (olhem a qtde de novos loteamentos em Pirassununga... nos atuais preços, voces imaginam que TUDO IRÁ VENDER?... e ainda devemos considerar que a taxa de poupança dos brasileiros esta caindo e muitos brasileiros já estão endividados, o que talvez fará com que não aumente a expansão do crédito, que poderia manter o mercado imobiliário ''aquecido''... e falando especificamente de imóveis comerciais no centro, tais aumentos nos valores dos imóveis ''comerciais'' parecem ainda mais ''injustificados''... explico: a qtde de novos comércios em Pirassununga aumenta num ritmo, acredito eu, muito maior do que o crescimento da economia (0,9 % em 2012) ... isso , somado ao fato de as vendas on-line estarem aumentando, deduz-se facilmente que tem mais gente querendo comer o bolo ( aumento da concorrencia) do que o bolo esta aumentando (crescimento da economia), ou seja, acredito que em quase todos os setores, a concorrencia esta aumentando mais que o crescimento da economia, OU SEJA, por dedução, o faturamento das empresas tende a ser menor, seguindo esta lógica, e consequentemente, o lucro será menor tambem... FALEI TUDO ISSO PARA FECHAR O RACIOCÍNIO: SE O LUCRO TENDE A DIMINUIR, COM O CRESCIMENTO DA CONCORRENCIA MENOR QUE O CRESCIMENTO DA ECONOMIA, NÃO EXISTE ''JUSTIFICATIVA ECONOMICA'' PARA QUE OS PREÇOS NOS IMÓVEIS COMERCIAIS CONTINUEM AUMENTANDO, CONCORDAM ?(eu sei que contra a minha tese pesa o fato de o aumento na concorrencia indicar um aumento na procura por imóveis centrais bem localizados, o que faria com que subissem os preços, mas MESMO ASSIM, considerando a expectativa de lucros menor com a concorrecia crescendo mais que a economia do País, não acredito que seja um fator capaz de continuar impulsionando os preços dos imóveis ''para cima'').
Não acredito que os preços dos imóveis em Pirassununga irão cair, a não ser que tenhamos uma crise muito severa, e olhe lá, embora algumas pessoas insistam que temos uma ''bolha imobiliária'' , e qdo ela estourar, os preços irão cair... particularmente acredito que os preços irão se ''estabilizar'' (embora eu não tenha certeza nenhuma disso),,, e ainda sou um tanto ''conservador''... e ainda recomendo a compra de imóveis para ''proteger'' o patrimonio rsrs... embora não acredite ou as vezes ate duvide que a valorização do imóvel será maior que a inflação pelo menos considerando alguns poucos anos... APESAR DA CONTA NÃO FECHAR, AINDA ACREDITO QUE A MÁXIMA DE QUE EM 500 ANOS DE BRASIL NINGUEM OU QUASE NINGUEM PERDEU DINHEIRO INVESTINDO EM IMÓVEIS VAI SE MANTER, EMBORA TENHA RECEIO DE QUE ISSO POSSA ACONTECER AGORA, PELA PRIMEIRA VEZ... TALVEZ O ''NUNCA NA HISTÓRIA DESTE PAÍS'' POSSA VIR A TER UMA CONOTAÇÃO NADA AGRADÁVEL PARA QUEM INVESTIR EM ALGUNS IMÓVEIS, NESTE MOMENTO... (embora, reitero, eu não acredite nisso... mas não acredito em mais valorização no curto prazo tambem)... FOI LONGO, MAS ESPERO QUE TENHAM ENTENDIDO MINHAS ''DÚVIDAS EXISTENCIAIS''... rsrs... SE ALGUEM NÃO ENTENDEU OU NÃO CONCORDOU COM ALGO, PODE FALAR A VONTADE, NEM EU TENHO ''CERTEZA'' DESTES ''RACIOCÍNIOS'' (EMBORA TENHA UMA BOA DOSE DE CRENÇA NELES)...

PS- que saudade de 15 , 20 anos atrás, qdo com o preço de um carro popular as pessoas podiam comprar um terreno em muitos bairros de Pirassununga,,, quem comprou terreno nessa época ganhou MUITO DINHEIRO, com rentabilidade muito superior a poupança...
ps 2- eu sei que meu comentário é meio off-topic, pero no mucho, desculpem os que assim o acharem.

Responder
evandro 27/03/2013 14:35:05

Diversas construtoras vem divulgando prejuízos ao mercado em seus resultados... acredito que isso possa ser um sinal de que o mercado imobiliário já não está aquelas coisas mais...

Responder
anônimo 27/03/2013 14:54:19

'esse crescimento do preço dos imóveis comerciais é SUSTENTÁVEL?'

não.

Responder
Renato Souza 01/04/2013 21:16:54

Evandro

Não sou economista,mas tentarei dar um pitaco.
Aparentemente, quando é criado dinheiro do nada, ele não provoca um aumento uniforme dos preços. Bolhas em setores localizados "puxam" uma parcela desproporcional dessa grana. Não sei porque foi justamente no preço dos imóveis isso se manifestou. Não sei se terá de haver um estouro catastrófico, ou se haverá apenas uma lenta diminuição dos preços (ou a inflação geral de preços pode comer os ganhos dos preços dos imóveis).

Há um componente real nos aumentos de preços, porque nas grandes cidades, a demanda sempre cresce, e com esse crescimento os preços sobem. Mas certamente há uma bolha também.

Responder
WYLHIAM 13/06/2013 11:45:26

Existe algo que chama-se inflação (aumento da oferta de moeda), quando se aumenta a quantidade de moeda na economia os primeiros investimentos vão geralmente no que está na moda que geralmente é os imóveis tão conhecidos. Os preços dos imóveis disparam devido a essa nova demanda por investimento enquanto o resto da economia ainda não recebeu esses dinheiro novo, portanto, os preços dos outros bens da economia continuam estáveis, a partir do momento que o dinheiro sai do investimento da moda e passa a entrar na economia, vê-se que há um aumento de demanda por esses outros produtos e os preços deles sobem, ou seja, o dinheiro novo que aumentou o setor da moda alavancadamente vê então que os imóveis não estão supervalorizados, apenas foi o primeiro caminho da inflação (aumento da oferta de moeda) que no longo prazo tende a se espalhar pela economia e aí vê-se que o crescimento não é sustentável.

Responder
Eduardo 27/03/2013 13:34:06

Já é engraçado comemorarem com tanto êxtase que a economia brasileira "superou" a do Reino Unido.
Deixando de lado as imprecisões do PIB em medir o desenvolvimento econômico, comemoram que 190 milhões de brasileiros finalmente conseguiram superar 62 milhões de britânicos.

Por causa disso, dá pra ver vários por aí achando que isso realmente quer dizer que os brasileiros de alguma forma estão mais ricos e prósperos que os britânicos. Segundo eles, o único motivo pelo qual um Brasil com uma economia "maior" que a do Reino Unido não desfrutar do mesmo padrão de vida é a má distribuição de renda. Isto é, ricos estão segurando todas essas riquezas do povo, e se isso fosse distribuído seríamos desenvolvidos como o Reino Unido.

Responder
Petista 27/03/2013 15:05:49

Mais uma vez, o PT ajudando as famílias mais humildes. O PT é povão. O PT sempre ajuda o povo trabalhador e explorado. Vocês não tem um pingo de empatia. Querem o mesmo tratamento do Pinheirinho, quando o PSDB mandou despejar as famílias na porrada? A propreidade vale mais do que a vida humana?

Responder
Anarcofobico 27/03/2013 15:55:37

Segundo pesquisas do governo o PT é o partido mais honesto!

Responder
Blue Eyes, Na Resistencia 29/03/2013 08:14:15

Que idiota!!! o governo é o PT, caro esculachado... rsrsrsrsrsrsr...

Responder
anônimo 27/03/2013 17:27:38

Sim, claro. O PT adora pobre. Tanto adora que não quer vê-los sair da situação de pobreza. Ainda mais para usá-los como massa de manobra como foi no caso Pinheirinho...

Responder
Patriota 27/03/2013 13:48:30

A intervenção do governo é essencial na economia e sociedade brasileiras, principalmente nas áreas fiscal e monetária(Direta através dos bancos estatais ou indireta através da atividade do tesouro e do BACEN). Sem ela, nosso país certamente ainda seria uma grande floresta atormentada pela pobreza ou uma semi-colônia dos países exploradores como a são China, Vietnã, Chile e Índia.

O incentivo ao consumo é essencial, pois aumenta a demanda por mão-de-obra e permite que surjam salários e condições de trabalho adequadas aos trabalhadores que não tiveram uma educação pública de qualidade. Graças aos intervencionismos do governo, permanecemos com uma baixíssima taxa de desemprego mesmo durante um período de armadilha de liquidez. As recentes demissões e pedidos de falência no setor privado servem como uma clara evidência da anarquia dos mercados e da necessidade do intervencionismo para dá-lo estabilidade.

Dividirei minha defesa ao governo brasileiro em 3 pontos essenciais:

a) Emprego.
Desde a abertura econômica do período Collor, a indústria brasileira vem sofrendo um rápido declínio devido à competição global predatória. O investimento estrangeiro feito com tecnologias avançadas vem de fato gerando empregos, porém apenas para a elite. Tais condições terríveis levaram ao declínio da riqueza do trabalhador médio e de suas condições de trabalho até 2004, quando diversos setores, principalmente o da construção civil, passaram a ser alimentados por uma expansão de crédito.
Através da lição, nós precisamos reconhecer que é mister um plano de desenvolvimento nacional antes de qualquer adoção de livre-mercado. Defendo juro artificialmente baixo, altos impostos de importação e moeda desvalorizada exatamente para combater o desemprego e proteger a indústria e o trabalhador brasileiros da globalização.
O autor questiona o impacto de tais medidas sobre a poupança, entretanto, lembrá-lo-ei de que as proposições neoliberais de Mill e Hayek sobre a relação antagônica entre capital para criação de bens de consumo e capital para a compra de bens de aumento da produção serviram apenas para a facilitar a criação das crises de 29 e 2008. O liberalismo caiu há décadas, insistir em um erro é absurdo.

b) Gastos estatais.
O fato de o BACEN comprar títulos públicos em posse do sistema bancário é mais que essencial para a sobrevivência dos gastos estatais. A alta carga tributária também é necessária, pois além de o estado incentivar a criação de emprego com o uso de tributos, o estado oferece serviços às camadas mais pobres. Impostos são benéficos ao pobre, pois ele, diferentemente do "burguês", é quem recebe os serviços pagos por tais.
Além disso, se não fosse o estado gerindo ou agindo diretamente, quem construiria as estradas, portos, aeroportos e conectariam todos os estados à federação? A centralização das atividades econômicas na região sudeste é um exemplo da ação perversa do livre-mercado, que prefere uns em detrimento de outros.

c) Os malefícios da poupança, benefícios do gasto, defesa do trabalhador e defesa das nossas riquezas nacionais.
*Sem consumo, não há produção. Sem produção, não há emprego. Sem emprego, não há consumo. Se houver abstenção do consumo(Poupança), não haverá nada sendo produzido e não haverá empregos sendo gerados.
*O Brasil não teria metade de suas usinas, gasodutos e fábricas se não fosse pela ação do BNDES. Não haveria classe C sem expansão de crédito.
*Culpar a legislação trabalhista pelo desemprego é absurdo e exemplo de filosofia burguesa da luta de classes. A culpa é da ação conspiratória da elite brasileira para sabotar a existência de uma educação pública de qualidade.
*Sem a intervenção governamental, nossas riquezas nacionais seriam roubadas juntamente com a destruição de nossas indústrias.

Conclusão:
É anacrônico defender o "livre-mercado"(Mercado para todos, livre para uns) no contexto brasileiro. O povo brasileiro, devido à falta de educação e à doutrinação consumista, é facilmente induzido à auto-destruição promovida pelo mercado. O empresário brasileiro é relutante(Como demonstrado pelos gráficos do texto) e covarde. O estado é o bastião do desenvolvimento de todos os países do mundo, delegar tal compromisso ao mercado é pedir exploração, injustiça, fraude e roubo.
É um dever patriótico defender o intervencionismo benéfico.

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Anarcofobico 27/03/2013 14:07:56

Vc tem razão, Patriota! O povo é uma vítima, coitado!! Ele precisa de um governo sólido e interventor, pq aqueles que estão no governo certamente são dotados de maior capacidade imtelectual e menos sujeitos a manipulação que nosso pobre povo. Um governo inteligente é que aponta o que produzir, como produzir e quando produzir, caso contrário, o povo ficará a mercê de capitalistas gananciosos que usam a mídia para lavgem cerebral, obrigando os consumidores a comprar produtos muito bons!

Responder
Hay 27/03/2013 15:40:07

Tais condições terríveis levaram ao declínio da riqueza do trabalhador médio e de suas condições de trabalho até 2004, quando diversos setores, principalmente o da construção civil, passaram a ser alimentados por uma expansão de crédito.

Já ouvi gente falar essas coisas a sério. O salário médio do trabalhador do setor privado não tem aumentado desde 2003. E não estou falando sobre salário corrigido pela inflação. Estou falando sobre o salário nominal. Isso quer dizer que o brasileiro tem, sim, perdido poder de compra. É por isso que ouve-se por aí que "tem emprego, mas não tem salário". Os salários não aumentaram, a inflação não sumiu e em alguns setores os preços subiram a níveis surreais.

Responder
Mendes 27/03/2013 16:23:18

rapaz... se o Patriota receber uma resposta do Leandro, nunca mais tenta debater na vida.

Responder
Mobilidade elétrica 01/04/2013 00:41:31

Este monstro chamado estado que criamos e agora se acha todo poderoso. Não vale a pena discutir com totalitários nebulosos!, todavia, me deixa intrigado e curioso: Como pode alguém apoiar um governo que está envolvido em escândalos grandiosos de corrupção, que mantém uma alta carga tributária sobre a população? A saúde, segurança e educação só não são um caos completo pelas pessoas sérias que ainda acreditam e trabalham ou são idealistas. Numa recente notícia pela CBN a Petrobrás comprou no governo PT uma refinaria em Pasadena por 1,2 BILHÕES de dólares e esta mesma refinaria antes de ser vendida ao Brasil foi negociada por 40 milhões de dólares (...estes vendedores europeus são os melhores...) agora o TCU vai investigar pois a operação foi considerada lesiva ao patrimônio público pelo MP. Mas nada disso adianta aos "Patriotas". Continuamos trabalhando e formando a próxima geração melhor, porque nem Chaves nem estes durarão para sempre! Estes também passarão!

Responder
Mobilidade elétrica 01/04/2013 00:43:32

Antony Mueller Parabéns pela matéria!
O pensamento é o início da liberdade!
Sucesso
Mobilidadeelétrica

Responder
Pablo 02/04/2013 18:29:21

Meu caro, a elite está realmente muito preocupada em atrapalhar os estudos dos mais pobres, não é mesmo?

Já que dizes que o governo, atualmente, é do povo (PT), qual o motivo de termos tantos semi-analfabetos? Não seria puramente incompetência administrativa? O dinheiro é gasto a rodo, porém o resultado nada. Seria, realmente, uma conspiração das nações estrangeiras o motivo da ineficiência educacional? Ou seria apenas uma fácil afirmação para não constatar a incompetência gerencial de nosso governo?

Talvez fosse melhor contratar uma empresa (PRIVADA) para fornecer a educação, em vez de deixar nas mãos de "nossos" secretários. Pois o dinheiro que é desperdiçado, é impressionante.

Responder
Marcio 27/03/2013 14:58:53

"É a falta de educação pública de qualidade."

Esse é um mantra repetido por 99,9% dos brasileiros.

Responder
Patriota 27/03/2013 15:20:20

Educação é a única solução para o Brasil, Márcio. Pode ser clichê, mas é verdade. Nenhuma fórmula mágica "libertária" vai solucionar os nossos problemas. É através da ação do estado para a promoção de bons serviços públicos que veremos um renascimento produtivo e humano no país. Infelizmente, há gente que ainda é contra o uso de impostos para a imposição de educação, ignorando que já aprendemos como sociedade a utilidade que é ter uma população alfabetizada e consciente.

Não apoio os serviços públicos apenas pelos pobres, mas também por minhas próprias preferências. Não quero estar rodeado de pessoas ignorantes e doentes. A justiça social precisa ser implantada antes da caridade.

O que o Brasil precisa é abandonar de vez as resistentes diretrizes do mercado na economia e mergulhar profundamente em um plano nacional de legítimo desenvolvimento baseado em impressão monetária e criação de bons serviços públicos. Precisamos ser mais humanos e menos capitalistas, de nada vale um carro estrangeiro de excelente qualidade se para tal muitos trabalhadores da indústria automobilística nacional perderam seus empregos.

Sejam mais humanos e inteligentes.

Responder
Marcio 27/03/2013 16:35:44

de nada vale um carro estrangeiro de excelente qualidade se para tal muitos trabalhadores da indústria automobilística nacional perderam seus empregos.

Pior que eu li um comentário desse tipo em um dos vídeos do Daniel Fraga. Esse pessoal só sabe apelar pro emocional, incrível.

Responder
Wagner 27/03/2013 17:26:29

Não vale? Pra mim vale sim... meia dúzia perde o emprego por trabalhar em empresas não competitivas enquanto isso todo o resto do povo precisa gastar menos dinheiro com veículos e sobra mais pra investimentos e poupança, que negócio terrível né?

Responder
Tory 27/03/2013 16:49:13

Você é mais um dos perfis trolls ou está falando sério? Pergunto porque cansei de perder tempo refutando o Filósofo, por exemplo.

Responder
Anônimo 27/03/2013 17:14:01

Tory, suas refutações ao filósofo eram excelentes. Mesmo se ele não fosse sincero, suas contribuições foram não apenas hilárias, como também pontuais e incisivas quanto aos apelos dele.

Espero que não tenha se incomodado. Sua contribuição foi ótima, pois apesar de o filósofo ser um personagem satírico, grande parte do arcabouço "argumentativo" dele advém dos conhecimentos de esquerdistas reais, como Paulo Freire, Milton Santos, Eric Fromm, Adorno, Buarque, Chomsky, Skenner, Safatle e outros. Nenhum argumento levantado pelo filósofo, por mais ridículo que fossem, estava lá por qualquer motivo; eles são uma mistura homogênea de diversos pensamentos reais. Basta ir ao Fórum Social Global, um eufemismo para "Reunião de Típicos Filósofos".

Espero que não tenha julgado suas refutações como inúteis. Muitos novatos no IMB ainda estão carregados pelo leque do pensamento socialista e o filósofo é, na verdade, um retrato prosopopeico de tais valores.

Responder
Diones Reis 27/03/2013 17:40:55

"plano nacional de legítimo desenvolvimento baseado em impressão monetária..."

O Zimbabue fez isto, a Republica de Weimar fez isto, o Brasil já fez isto...
Adiantou?

Responder
Luciano Takaki 28/03/2013 08:45:27

"O que o Brasil precisa é abandonar de vez as resistentes diretrizes do mercado na economia e mergulhar profundamente em um plano nacional de legítimo desenvolvimento baseado em impressão monetária e criação de bons serviços públicos."

Vixi, o cara é a favor da volta da inflação...

Responder
Felipe Barbosa 28/03/2013 21:26:13

Meu argumento do carro importado é a favor de uma pessoa dentro dele, que se bater ta muito mais seguro nos modernos carros que se vendem no mundo civilizado do que os que estão nas carroças que se vendem aqui.

considero que cada pessoa que morre num acidente aqui, mas sobreviveria se pudesse comprar um carro mais seguro, é uma vitima do estado.

Responder
Giovani 27/03/2013 15:01:54

Parabéns pela matéria, professor.
O Brasil ainda cresce porque tem uma imensa riqueza natural (agronegócio e minérios). Somos um Estado comparável àqueles do período medieval, onde apenas os que estão juntos ou próximos ao poder (empresários malandros, funcionalismo e políticos) prosperam. Isto gera, além da absurda concentração de renda, desestímulo, apatia, desesperança e uma total paralisia das pessoas honestas, trabalhadoras e empreendedoras.
É uma piada, mas se fôssemos comparar com o Brasil, a China comunista cuja ditadura persiste é o supra-sumo do capitalismo e do livre mercado em relação ao que acontece aqui.
O Brasil não tem solução na forma que conhecemos, os problemas são muitos, mas como uma enorme árvore doente, cheia de doenças e parasitas, não há como tratar individualmente de todas as folhas,flores e frutos. É preciso tratar com defensivos (remédios) sistêmicos, ou seja, que atuem na seiva que alimenta todo o organismo desta árvore. Pela raiz e pela seiva os remédios extirparão as pragas que habitam e parasitam a árvore.
Alguns remédios sistêmicos:
a) redução em 50% do funcionalismo público em todos níveis (federal, estadual e municipal) e redução dos salários daqueles que ficarem.
b) acabar com todos cartórios e formas de burocracias medievais. Tudo pode ser modernizado com procedimentos eletrônicos.
c) acabar com Agências, institutos, fundações, ONGs e tudo mais que seja amparado por dinheiro público.
d) Legisladores (de vereador a senador) somente com formação de 3° grau.
e) Reforma do judiciário: Atualmente existe (ninguém no resto do mundo acredita !) 6 esferas judiciais: justiça federal, trabalhista, militar, eleitoral, estadual e desportiva. "Todos são igual perante a lei". Portanto apenas 1 esfera.
f) MEDO: Nenhuma civilização avança sem medo. Não é respeito. É medo mesmo. Pois o ser humano, pior ainda algumas culturas, não têm nenhum temor em relação à lei. Medo da punição, do prejuízo, do tempo perdido, da falta de liberdade (cadeia mesmo).

Responder
Fernanda 28/03/2013 23:34:40

Descobri esse site faz pouco tempo e estou maravilhadaaa! Era justamente o que eu estava procurando! E a lista de artigos no menu do lado direito? Um melhor que o outro... :D
Adorei o texto e os comentários!

Bjos!

Responder
Gustavo 29/03/2013 01:30:32

Fernanda,

Seja bem-vinda. O mises é uma ilha de qualidade. Quando conheci fiquei uns dois meses absorvendo tudo isso que eu nunca tinha visto em nenhum outro lugar.

Esses caras são demais.

Responder
Fernanda 28/03/2013 23:37:44

Concordo, muito bom!

Responder
TL 27/03/2013 15:31:47

Artigo é muito esclarecedor Professor Antony Mueller, parabéns.

Também parabenizo o IMB pela escolha da foto, que ilustra muito bem o artigo (principalmente o brilho em torno da galinha). O brilho dá um aspecto de "supergalinha", o super-herói tupiniquim. [risos!!]

Responder
Melanie Schwartz 27/03/2013 16:11:56

Eu gostei também da galinha. Bate as asas, mas não voa.

E claro do texto. Excelente trabalho desse professor Müller.

Responder
TL 28/03/2013 11:54:46

Em adendo ao comentário anterior, destaco que o artigo do Professor Muller enfatiza muito bem a importância do estudo da boa ciência econômica [independente da escola do pensamento econômico].

Ao ler o artigo, todos percebemos que a lógica dos argumentos estavam de acordo com os dados empíricos (indicadores econômicos). Ainda, todos os dados empíricos estavam em harmonia entre eles próprios (todos corroboram o mesmo diagnóstico).

Por quê escrevo isso? Ao imaginar como o professor Muller formulou sua argumentação, não posso imaginar outra coisa além do conhecimento da boa teoria econômica.

Imaginem, será que o professor Muller analisou todos os indicadores econômicos existentes e percebeu a correlação entre alguns deles, para assim formular sua argumentação? Eu não acredito que ele tenha adotado esse método de análise.

Pressuponho, que o professor Muller, a partir do conhecimento a priori da teoria econômica, constatou que o crescimento econômico brasileiro foi fortemente influenciado pelo aumento dos preços das commodities [ao contrário do discurso governamental]. Desse raciocínio a priori, o professor Muller sabia quais indicadores econômicos que deveriam ser analisado para corroborar o conhecimento a priori.

Em suma, pressuponho que ele tenha adotado o método de análise dos dados em posse de teorias pré-estabelecidas (conhecimento a priori), do que o método de formulação de hipóteses a partir da observação dos dados.

Responder
Adao 27/03/2013 16:51:21

Quanto comentários sem sentido; neste post.
O site do mises está sendeo atacado pelas esquerdas. Isso é excelente significa que o site começou a incomodar esta gente. O instituto mises do Brasil está realizando um excelente serviço, mas agora haverá cursos on-line, isso é demais para as esquerdas. A guerra cultural precisa ser ganha pela esquerda de qualquer jeito, sem isso elas não conseguem implantar o socialismo-marxista e tudo mais.
Todos este comentários desse (Petista,Patriota,Anarcofobico) é de um esquerdismo-socialismo de doer a mente.
Mas se o mises está incomodando isso é bom, a agua começou a bater nos pés dos socialistas e como eles não suportou nenhum tipo de oposição, ja acharam o bode espiatório da vez.
Fora PT, fora Lula, fora estado intervencionista, fora educação de Paulo Freire, Piaget, Vigosky e tudo mais.

Responder
Blue Eyes, Na Resistencia 29/03/2013 08:24:39

Adão, carissimo, assim como daquele que lhe deu o nome nasceu a humanidade toda , nasça de tuas ideias verdadeiros brasileiros que realmente amem esse solo e não conquistadores e adoradores do homem-deus que acham que o estado leviatã tudo pode... parabéns por suas palavras e pela coragem de dizer a que veio... somos o sal da terra e que seria dela se nós não tivessemos capacidade para salgar?... continue assim... saudações...

Responder
Lopes 27/03/2013 17:28:07

Leandro, apesar de eu não trocar qualquer artigo seu sobre Brasil por esse, admito que o artigo despertou meu interesse pelo Mueller o suficiente para que tivesse vontade de contar cada centavo para conseguir realizar a compra do curso. Entretanto, sinto-me desconfortável pelo fato de você não estar ministrando sua própria classe de economia austríaca, mesmo que informal.

Especulo que seria de inestimável contribuição à análise da atual economia brasileira e à relevância da Escola Austríaca na discussão econômica se fizesses um curso ou apresentações por contra própria. Possuo um orçamento moroso e limitado, porém iria até o Acre para assistir à uma palestra sua sobre o atual teatro brasileiro.

Responder
Adão 27/03/2013 19:27:30

Santo Deus
De qual comuna saiu estes caras Patriota, Petista, Anarcofobio.
O mises já está incomodando este tipo de gente, se eles estão aqui para fazer os seus comentários, então a água começou a bater nos pés da esquerda brasileira.
Como eles não gostam de nenhum tipo de oposição significa que o trabalho de conscientização do mises está no caminho certo.
Parabéns mises

Responder
Cesar Araujo 27/03/2013 19:32:34

Parabéns Professor. Há muito tempo não leio uma análise bem fundamentada e sem o emocional partidário que tomou conta de muitos debates do Brasil. Grandes nações foram construídas sempre planejando a médio e longo prazo. Foi por isso que superaram guerras, terremotos, bombas atômicas, tsunami, terrorismo, crises econômicas e hoje continuam seguindo a escolha da inovação, produtividade, poupança e EDUCAÇÃO.

Responder
Didi 27/03/2013 19:33:38

Felicitações Antony Mueller!

Discorreu muito bem sobre o tema, isso dá um vislumbre do que o futuro nos reserva, e dessemelhante das situações anteriores, com o advento da internet, a conjuntura atual está sob incrível velocidade de informações. Via de regra, nações incautas pagam caro pela falta de critério na condução de suas economias, e uma vez atingidas, a recuperação tem se tornado cada vez mais complicada.

Responder
Caboclo 27/03/2013 20:41:37

Mais uma vez, excelente artigo!!!!
Também gostaria de parabenizar aos comentários e as discussões.
Um adendo a discussão:
Os senhores não acham que a culpa do baixo crescimento do Brasil não se deve exclusivamente a sua sociedade que não tem nenhuma visão de sociedade gregária, tampouco visão de longo prazo ou projeto de nação?
Acredito que o brasileiro é um ente muito acomodado. Viver no Brasil não é difícil, como coloca o professor Mueller. Sofremos do mal da abundância.
Talvez a solução para esse problema seja realmente a educação, todavia não uma educação formalista que visa apenas preparar mão de obra para o mercado de trabalho, mas sim uma educação inclusiva, que busque imbuir na cabeça desse povo ignorante um projeto de nação, uma busca por engradecimento moral, social e político.
A grande verdade caros leitores é que nenhuma administração nesse país tem interesse em fazer a diferença, pois sabe-se que se o povo brasileiro fosse realmente educado não manteria essa corja que esta no poder surrupiando nossos recursos por meio da coerção do aparato estatal.
A educação gera externalidades positivas difíceis de serem mensuradas e que tem um efeito de "carregamento" ao longo do tempo muito grande.
Um verdadeiro libertário não nasce libertário, ele constrói seus paradigmas com o conhecimento que absorve e com as impressões que tem do aparato social vigente. Ele se torna libertário por acreditar que o sistema vigente é oneroso, ineficiente e traz inúmeras complicações na vida privada que poderiam ser resolvidas de forma mais simples. Ele é crítico. Não há como construirmos um exército de libertários que podem fazer a diferença sem educação.

Responder
sergio 30/03/2013 19:17:18

Viver no Brasil não é difícil, e ainda esses direitos trabalhistas pra 'ajudar'. Se tirasse esse monte de imposto e leis trabalhistas, quem sabe o povo brasileiro não se mexia mais e a produção aumentava, a educação também.

Responder
Hugo Baaten 27/03/2013 22:43:46

Olá! Alguem sabe se existe algum vídeo resposta à isso? Eu preciso de um para mostrar a um amigo cego que realmente acredita em tudo que esse fascistinha George Galloway (defende Ira, Venezuela e Sadam Hussein) diz. www.youtube.com/watch?v=9gES8IJ7dEA

Responder
Dalton C. Rocha 27/03/2013 23:06:26

Enquanto a esquerda monopolizar o poder no Brasil, qualquer esperança de crescimento real será apenas utopia.

Responder
Anarcofobico 27/03/2013 23:14:32

Não se preocupem, estou de bom grado por aqui. Sei que vcs não lêem muito, até porque não existem muitos livros renomados sobre economia austríaca. Mas estaremos por aí para sanar dúvidas e ensiná-los sobre a importância e respeito que devem ter para com o Estado!

Aproveito para apresentar um argumento indefensável, incontestável, concludente e inegável, creio que renderá muitos ao amor pelo Estado! O fato é que precisamos de Estado, simplesmente porque a legitimidade para criação de regras coercitivas só ocorre quando os indivíduos abrem mão de certas liberdades para um bem comum. Você pode dizer que isso pode ser feito por contratos, mas é impossível, pois estabeleceria milhares de regras diferentes para cada lugar e situação, o que tornará impossível a convivência! Os pobres ficariam sem escolas e saúde e as elites perpetuariam na violência e guerra contra os ingênuos! Somente com o Estado é possível o controle por pesos e contrapesos. É muito egoísmo querer fazer suas próprias regras e o lucro só existe por causa da FUNÇÃO SOCIAL! Exatamente, se não cumpre a função social, não pode existir pois é roubo contra os semelhantes!

Talvez quando alcançarmos uma evolução de tamanho efeito seja plausível cogitar a inexistência de algumas mínimas intervenções estatais.

Hoje eu acho um absurdo! Vejam por exemplo meu condomínio, hoje eu estava entrando na garagem e, ao mesmo tempo, o vizinho estava saindo, sem que houvesse dois portões. Ficamos num impasse para ver quem daria passagem! Creio que o Estado deva intervir mais nessas situações, para facilitar a convivência. Se pessoas não sabem como reagir numa simples relação condominial, jamais conseguirão criar uma sociedade justa e igualitária por meio de relações unicamente privadas!

E o que dizer dos servos e heróis do funcionalismo público, que labutam dia após dia para construir um país melhor? Como eles irão viver sem o Estado? Vocês certamente dirão que eles devem produzir, mas como produzirão se seus cargos forem confiscados, se destruírem tudo por aquilo que eles trabalharam? Não seria muita maldade e egoísmo?

Espero, sinceramente, que venham a amar nossa nação! Vamos hastear a bandeira nacional e imprimir no coração do povo o respeito pela benevolência do Estado e as bondades que somente ele pode proporcionar!

Responder
Adao 28/03/2013 10:57:31

"E o que dizer dos servos e heróis do funcionalismo público, que labutam dia após dia para construir um país melhor? Como eles irão viver sem o Estado? Vocês certamente dirão que eles devem produzir, mas como produzirão se seus cargos forem confiscados, se destruírem tudo por aquilo que eles trabalharam? Não seria muita maldade e egoísmo?"

Cara você está de brincadeira!!!

O estado brasileiro é uma verdadeira organização socialista.

Que tira toda e qualquer riqueza da sociedade para financiar os seus.

A sociedade brasileira só não quebra de vez, devido ao enorme potencial de geração de riqueza do país, quando tudo vai de mal a pior a âncora verde salva a nação.
Igual na argentina o campo salva os mandatários de Buenos Aires

Responder
Diones Reis 28/03/2013 21:01:29

"Ficamos num impasse para ver quem daria passagem! Creio que o Estado deva intervir mais nessas situações, para facilitar a convivência."


Hahahaha. Só pode ser trolagem! :-D

Responder
Arthur M M 29/03/2013 03:09:38

É só ler sobre a Lex mercatoria caro Anarcofóbico e verás como o seu Estado começou a destruir o livre mercado.

Responder
Rodrigo 28/03/2013 20:07:31

Tá cheio de troll aqui. E tem gente cometendo erros terríveis, como por exemplo escrever estado com "E" maiúsculo.
É legal saber que a gente tá incomodando.

Responder
EUDES 28/03/2013 20:21:37

Por quase 19 anos, essa turma que governa o país tem feito e mantido trapalhadas que, no longo prazo, prendem o Brasil na miséria! Além disso, uma vez que o PT & CIA estão tentando implantar o comunismo no Brasil, quem seria louco para fazer grandes investimentos em terras tupiniquins? Mesmo com um cenário tão ruim, às vezes, a galinha consegue dar um pequeno voo. Nessa situação, o PT & CIA dizem que as coisas melhoraram por causa deles. Porém, a realidade não tarda a convencer a muitos. Quando isso acontece, esses políticos colocam a culpa nos mesmos de sempre: nos EUA, na Inglaterra, no capitalismo, etc. . E assim, o Brasil continua sendo o país do futuro, futuro esse que nunca chega, nem nunca chegará, exceto se houver uma mudança radical no pensamento econômico brasileiro.

Responder
Bukowski Praxedes Lehman 31/03/2013 00:40:47

Citaram alguem chamado Leandro, mas que talvez a minha cegueira não tenha percebido de quem se trata! Parabéns pelo artigo e pela polêmica causada muita embora deseducada por parte de alguns! Acredito nas soluções de livre mercado, principalmente quando vemos intervencionismo e protecionismo exagerados tão atuantes em nosso meio! Acredito também que a regulamentação é necessária e abusos tenham que ser coibidos para a equanimidade e bem estar geral, não de monopólios ou oligopólios!!! Quando na crise dos bancos em que o governo dos USA permitiu a quebra do Lemanh&Brothers, o discurso do livre mercado foi diminuído (dosado) pelas súplicas intervencionistas para não haver quebradeira geral. E assim teve que ser!!! O fato é que, de certa forma, quem ganha não quer perder alguma coisa em função de outros, ou seja os lucros tem que ser privados, e por outro lado, muitos querem socializar os prejuízos!! Verdade? Em alguns casos, talvez!!! Não sejamos radicais! Nem de um lado, nem de outro! Quem não se importa se o seu vizinho está desempregado, certamente não vai gostar quando estiver nessa situação!!! Mas se o seu vizinho é um parasita que se aproveita do dinheiro público, seja ele do PT, do PMDB, PSDB ou de qualquer partido ou subgrupo de qualquer partido, visivelmente qualificado como "corja"... lance-os à pena de Talião!!! Faço um apelo: tenham mais repeito aos animais, principalmente às galinhas!!! As galinhas são super sim!!! Elas nos alimentam com seus corpos, suas vidas!!! E isso é sagrado!!! Nem FHC, nem LULA, nem DILMA, nem OBAMA... têm a nobreza de uma galinha! E tenho dito!

Responder
Max Scardua 31/03/2013 17:40:49

Excelente artigo. Uma aula sobre a situação do Brasil atual e suas perspectivas. Infelizmente a elite brasileira atual não tem projeto de país...somente um bando de coronéis com visão da "roça". Nosso país precisa antes de tudo de forjar uma elite que lidere o processo de "revolução" que o país precisa...deburocratização...enxugamento do gasto estatal...ampliação do investimento e da poupança...criação de segurança juridica ao empreendendor e à livre iniciativa e por fim...nosso estado parar de se meter onde não é chamado. Meu sonho é viver num país que tenha como lema "criação de igualdade de oportunidade a todos os brasileiros...que cada um possa ser livre para conquistar seus sonhos!".

Responder
Trader 01/04/2013 16:48:58

Bom, primeiro que não existe nenhum país que seja capitalista, ou impressão deliberada de grana, como nosso queridíssimo FED preconiza, entra em tal conceito? Qe1, Qe2 e agora Qe3, não deram em nada, lá o estado não se mete?!?! O Fim do FED: Por Que Acabar com o Banco Central, excelente livro!! Dizem q o PT está afundando o país, já afundou à muito tempo, desde quando o nove dedos tomou posse!! Estamos à deriva, analfabetos funcionais controlando tudo e uma máquina pública inchada, talvez o ponto de partida p/ uma fase menos infeliz seja limar nossos servidores (concursados mesmo!), cargos supervalorizados em termos operacionais, verdadeira máquinas improdutivas...

Responder
Wagner 01/04/2013 17:17:07

O ideal seria não existirem servidores públicos, mas sendo realista iríamos demitir concursado como? O governo é obrigado a respeitar as leis e é impossível demitir legalmente um funcionário público, a verdade é que ou o povo se rebela, pega em armas (que o governo tirou da gente) e parte pra guerra ou nos conformamos em pagar o salário dessa escória para sempre.

Responder
Trader 01/04/2013 17:38:19

A população cresce e consequentemente faz-se necessário a contratação de mais servidores, poderiam pensar à partir de agora em alternativas à esta situação, claro que a demissão em massa seria quase impossível uma vez que gozam (e muito) da tal estabilidade proporcionada após o estágio probatório. Bom, demitidos eles podem ser, mas a burocracia e as possibilidade de reversão são tão altas que esta possibilidade vira uma miragem. O estado é tão paternalista que dificulta (até mesmo em caso de um governo mais aberto e promissor) ações mais profundas relativas ao gargalos estratosféricos que temos em diversos setores, não somente os direcionados à administração pública, ou seja, estamos realmente à deriva...Boa sorte a todos nós, precisaremos!!!!!!!!!!!

Responder
ferdinand araujo 01/04/2013 22:32:07

o governo pode rasga á qualquer hora as leis que beneficiam os funcionários públicos camarada pois tudo não passa de papel e tinta!

Responder
Trader 02/04/2013 14:11:56

Verdade, assim como fez com as elétricas, está afundando a Petrobrás e ainda tá afim de levar a Vale junto. Rasgas contratos é o seu ponto forte!!

Responder
Wagner 02/04/2013 20:22:11

O problema é que os funças são a primeira linha de defesa do governo... A sociedade é dividida entre a realeza, pessoas que possuem vínculo com o governo e consomem os impostos e as pessoas que não tem vínculo e pagam os impostos.

Dentro da realeza os funças são a base da pirâmide, eles são a massa que defendem o governo pois dependem da coerção estatal para pôr pão na mesa. O governo vai sempre defender os funças pois precisa deles, 1 funça empregado é uma família de 4 pessoas que se torna dependente do estado.

Se você para pra pensar, entre funça, políticos, aposentados, bolsa família, bolsa escola, empresários em conchavo com o governo... mais da metade do país depende do estado, não existe forma pacífica de reverter essa situação. Ou a massa pagadora de impostos simplesmente para de bancar o estado (todo mundo ao mesmo tempo, não sei como sería possível fazer isso, precisaria de muita coordenação), ou pegamos em armas ou simplesmente aceitamos a nossa situação e continuamos pagando os luxos dos parasitas para sempre.

Responder
Marcos 03/04/2013 11:34:30

"O que bloqueia o país não é a falta de "inclusão social" ou outras quimeras. O que bloqueia o progresso do Brasil é a crença quase absoluta no poder do estado e uma forte desconfiança na eficiência do livre mercado. O grande mistério da cultura brasileira é a contradição entre esta ideologia que idolatra o estado e a visível realidade gerada por esta ideologia".
O autor do texto acima, esqueceu de explicar o porquê da crença quase absoluta no poder do estado e na forte desconfiança do livre mercado no Brasil...
Num país onde a classe empresarial é corrupta e a justiça não funciona, a maioria da população, apesar da desconfiança, acaba escolhendo o poder do estado, eis a verdade.
Enfim, o problema do Brasil está na ineficiência da justiça, enquanto isso não for resolvido, bandidos serão candidatos e consequentemente políticas economicas serão feitas visando exclusivamente a reeleição desses próprios criminosos.

Lembrando, não é a política que faz o político virar Ladrão.
É o seu voto que faz o Ladrão virar político !


Responder
Marcos 03/04/2013 11:44:15

Não entendi nada da sua lógica.

Segundo você, o povo acha que a justiça (um monopólio estatal) é ineficiente e não funciona. Logo, exatamente por isso, ele idolatra o estado, que é exatamente quem está no comando desta justiça ineficiente e disfuncional.

Por favor, continue nos iluminando com sua lógica cartesiana.

Responder
anônimo 03/04/2013 11:54:36

O pessoal confunde a discussão sobre a função IDEAL do estado, que apesar da imaginação dos ancaps sempre vai existir, com o estado controlado pela escória esquerdista.

Responder
Marcos 04/04/2013 13:20:27

O povo acha que a justiça (um monopólio estatal) é ineficiente e não funciona, mas também acha que a classe empresarial também é corrupta, logo, das duas opções, prefere escolher o "menos pior" para eles, ou seja, o Estado, que apesar de corrupta, fornece uma falsa esperança (exemplo: bolsa escola, família etc).
Repetindo , o problema do Brasil está na ineficiência da justiça (que é do Estado), enquanto isso não for resolvido, bandidos serão candidatos e consequentemente políticas economicas serão feitas visando exclusivamente a reeleição desses próprios criminosos.
Agora deu pra entender ou quer que desenhe ?

Lembrando, não é a política que faz o político virar Ladrão.
É o seu voto que faz o Ladrão virar político !

Responder
Marcos 04/04/2013 13:31:44

Xará, nem desenhando em Autocad ou SolidWorks você sairá desta incoerência em que você se meteu (e, pior ainda, reincidiu).

"Repetindo , o problema do Brasil está na ineficiência da justiça (que é do Estado), enquanto isso não for resolvido, bandidos serão candidatos e consequentemente políticas economicas serão feitas visando exclusivamente a reeleição desses próprios criminosos."

E exatamente por isso o povo prefere o estado. Entendeu? Nem eu.

Responder
Roberval 04/04/2013 13:37:52

Você pode colocar o Papa,Bispo,Pastor e até um anjo para politico;enquanto mais coisas dependerem do estado,mais corrupção,roubo e incopetencia acontecera,pois o unico e exclusivo objetivo do estatista é roubar e saquear o povo,não adianta.
Abaixo tem um otimo exemplo de administração estatal.
economia.estadao.com.br/noticias/economia,petrobras-tem-prejuizo-de-r-13-bi-o-1-em-treze-anos,121951,0.htm

E isso que o combustível é monopólio estatal,imagine se não fosse..

Responder
anônimo 06/04/2013 12:14:27

"Logo, exatamente por isso, ele idolatra o estado, que é exatamente quem está no comando desta justiça ineficiente e disfuncional".
O povo idolatra o Estado ?
Kkkkkkkkk...
Faz me rir.
Só tem palpiteiro mané dando palpeite...

Responder
Aurelio Valporto 05/04/2013 06:32:39

Pois é, e ainda anda circulando pela Internet gráfico comparando o PIB de países latino americanos ao de países europeus, igualando o PIB do Brasil ao do Reino Unido. O defeito deste gráfico não está somente em desconsiderar o produto "per capta"(produto=renda=despesa), mas também o que é produzido. Um país com maior população tem que produzir mais bens e serviços básicos, como roupas, cobertores, coleta de lixo etc.. Um país com o mesmo produto e 1/3 da população é muito mais rico, porque a maior parte de seu produto é de bens e serviços muito mais elaborados. Se for comparar IDH então, vamos perceber a enorme incompetência nacional, um dos responsáveis pelo péssimo IDH é a precariedade de serviços públicos, apesar da carga tributária ser maior que a do Reino Unido - lá não existe plano de saúde suplementar, por exemplo, porque o serviço público é excepcional. Como se não bastasse, o crescimento do Brasil nos últimos anos se deve, na sua maior parte, a uma ilusão monetária e cambial. Ilusão monetária porque as commodities que o Brasil produz (e exporta) tiveram seus preços aumentados à estratosfera nos últimos 10 anos. Apenas para exemplificar o ferro custava 30 dólares a tonelada há 12 anos, agora está em 150 dólares e chegou a bater 190 USD há cerca de 2 anos. Foi assim com todos os produtos primários que exportamos, o que melhorou nossa relação de troca com o resto do mundo. Pudemos importar mais produtos industrializados e ainda aumentar as reservas graças a este vultoso aumento de preço das commodities exportadas pelo Brasil. Desta forma houve uma mudança nos preços relativos, com um forte aumento dos preços dos produtos primários frente aos produtos industrializados, especialmente quando comparado com a variação de preços dos eletrônicos. Com isso, apesar do produto brasileiro na realidade não crescer quase nada, o seu valor monetário, e capacidade de troca, aumentou, dando a ilusão que cresceu. Na verdade foi pura "sorte" devido ao aumento dos preços dos produtos básicos no mercado internacional.

Como o produto é calculado em bases monetárias, seu valor em moeda, e não na quantidade e qualidade de bens e serviços produzidos (mesmo porque seria um trabalho hercúleo fazer este levantamento e compará-lo, na prática impossível) este efeito monetário levou à ilusão de que o produto real cresceu significativamente. Outra ilusão é causada pelo câmbio, como o câmbio no Brasil é mantido sobrevalorizado há muitos anos e a comparação entre produtos de diferentes países neste caso foi feita em dólar dos EUA a valor de mercado, o produto do Brasil está também artificialmente elevado em relação aos outros por conta do câmbio sobrevalorizado. Um carro custa praticamente o dobro do preço, em dólares dos EUA, no Brasil que o mesmo carro no Reino Unido. O produto neste caso é o mesmo, um carro, mas entra na contabilidade do produto pelo seu valor em dólares no câmbio vigente, dando a ilusão que o produto brasileiro é maior. O mesmo ocorre com muitos serviços, que, em média, custam, em dólares, mais aqui. Para piorar, no caso do Brasil entra contabilizado como produto aqueles serviços que deveriam ser prestados pelo estado,já que o estado é pago para isto, mas não os presta de forma condigna, como os serviços médicos particulares e o produto gerado pelos planos de saúde privados. Para agravar mais ainda a distorção, é contabilizado no produto nacional o serviço prestado pelo estado pelo tanto que ele paga de salários e recebe de juros, lucros e aluguéis. Ou seja, o inchaço que a máquina pública sofreu na última década acaba, em última análise, contabilizado como aumento do PIB, pelo aumento do valor dos serviços prestados pelos governos - união, estados, municípios e DF - por incrível que pareça.

No caso dos planos de saúde suplementar não só a contabilidade nacional é perversa, agregando como produto o serviço dos planos, como o governo ainda tributa o contribuinte que os usa e que já pagou ao governo por um serviço que ele não prestou (serviço de saúde). Os planos de saúde suplementar, assim como todos os outros serviços prestados pela iniciativa privada mas que deveriam ser prestados pelo governo, já que ele foi pago para isso, deveriam ser isentos de qualquer tributo, uma vez que estes tributos são, ao final, na maior parte repassados ao consumidor através dos preços cobrado

Para exemplificar o que foi exposto acima, vamos supor um país que seja uma ilha com coqueiros em que seus moradores subam nos coqueiros e coletem 10 cocos por dia. Qual o PIB deste país? Dez (10) cocos/ dia, claro. Vamos supor que cada coco custe 1 dólar no mercado internacional, qual seu PIB em termos monetários? Dez (10) Dólares/dia. Agora vamos supor que cada coco passe a custar 5 dólares no mercado internacional. Qual é o produto agora? Cinquenta (50) dólares!!! Olha a mágica, o produto passou de 10 para 50 apenas porque teve seu preço aumentado, dando a ilusão monetária de que cresceu, quando na verdade continua sendo de 10 cocos. Agora vamos supor que nesta ilha apareça uma pessoa se intitulando Governo que passa cobrar 20 dólares por dia de tributos e paga este salário a si mesmo a título de serviço de gerenciamento da ilha. Qual o produto agora? Setenta!! Isso mesmo, setenta dólares, 50 de bens (cocos) e 20 de serviços governamentais, embora na prática somente 10 cocos continuem sendo produzidos. Se o governo prestar serviço capinando a ilha por exemplo, menos mal, haverá de fato um serviço feito, se ele vale 20 dólares a contabilidade nacional, que calcula o produto, não julga. Como a contabilidade nacional não julga o valor dos serviços prestados pelo governo, se ele, governo, não fizer nada, o produto vai ser contabilizado como 70 de qualquer maneira, uma vez que se presume que estes 20 pagos pelo governo de salários sejam de serviços prestados. Se esta ilha tiver uma gerência competente vai usar este aumento no poder de troca de cocos por bens industrializados para, por exemplo, investir em P&D e fomentar a indústria. Se esta ilha tiver um governo incompetente vai utilizar a sorte do aumento do poder de troca do coco para entulhar o país de bugigangas chinesas dando à classe média sensação de enriquecimento e vai usar o aumento da carga tributária propiciado por esta melhoria nas contas internas e externas provida pelo aumento do poder de troca do coco para inchar ainda mais a máquina estatal, criando empregos nada produtivos, fazer programas assistencialistas ao invés fazer com que as pessoas produzam. Isto para não falar em aumento da corrupção,que o enriquecimento do estado também acaba por propiciar. Isto tudo traz enorme perda de produtividade.

Economia com grande população não cresce sem indústria forte (no caso da ilha, pode ser que viva bem só de turismo, por exemplo, mas no caso do Brasil não) mas a indústria de transformação nacional foi dizimada na última década pela absoluta ausência de política industrial. Enfim, falar de robusto crescimento do PIB brasileiro na última década é ficção - o mais correto seria dizer que o PIB do Brasil "aumentou de preço" - compará-lo com o do Reino Unido é piada.

Aurélio Valporto Jr.

Responder
Aurelio Valporto 05/04/2013 07:29:55

Mueller, nunca tinha visto alguém com uma compreensão tão clara do que ocorreu e ocorre coma economia brasileira. Lucidez macroeconômica é uma "commoditie" raríssima neste país - e não só aqui, vimos muita falta de lucidez e bom senso na Europa, mais especificamente na Zona do Euro, nos últimos anos também.

Mas voltando ao Brasil, a despeito de seu texto ser na íntegra brilhante, tem seu ponto alto quanto toca no assunto da moda: Produtividade. Estou cansado de ficar indignado com os supostos especialistas, especialmente do governo, que andam aparecendo na mídia culpando o trabalhador brasileiro pela baixa produtividade. Como se fossem mais "burros", preguiçosos e incompetentes que os seus pares estrangeiros. Estes dias assisti até um teórico na televisão dizendo que a mão-de-obra produtiva da indústria migrou para os serviços, sendo pouca produtiva para o serviço, e a indústria está empregando mão-de-obra desqualificada, por isso pouco produtiva. O desqualificado aqui é o sujeito que vai para a mídia falar um absurdo destes, e o outro asno (eu)que não se dignou a trocar de canal.

O trabalhador brasileiro é pouco produtivo onde? A indústria extrativa mineral brasileira é uma das mais produtivas do mundo, o mesmo podemos falar do setor primário, que é excepcionalmente produtivo, a despeito do caos logístico nacional. Os serviços bancários igualmente estão entre os melhores e mais produtivos do mundo. Onde reside a baixa produtividade? No garçom que está servindo menos pratos do que deveria? No vendedor das Casas da Banha que está vendendo menos? Ou no governo, que sorve quase 40% do produto e entrega muito pouco?
Produtividade quem dá é o capital, o capital fixo, o bem de capital. A mão de obra que opera o capital se prepara em pouco tempo (não venham me colocar a culpa na educação, que é precária, fato, mas seu impacto na produtividade é marginal). Quem puxa a produtividade nacional é a indústria, mais especificamente a indústria de transformação, pródiga em bens de capital, e esta foi dizimada na última década (nas últimas duas décadas) hoje mal responde por 14% do PIB. Evidente que existem outros culpados pela baixa produtividade, mas ao meu ver a expansão da indústria de transformação é ponto chave para que o país ganhe produtividade e retome o crescimento. País com grande população não cresce sem indústria forte.

Responder
Leandro 05/04/2013 09:12:23

A baixa produtividade da mão-de-obra brasileira é sim uma realidade, e pode ser sentida tanto na rotina do dia a dia quanto pode ser explicada matematicamente.

Na rotina diária, é fácil constatar que a qualidade de tudo no Brasil se deteriorou, e muito rapidamente. Não há um só setor cuja mão-de-obra seja hoje mais qualificada do que há uma década. O meu palpite é que, como o governo tornou irresistível ir para o setor público, as melhores mentes foram sugadas para a burocracia, deixando as piores para o setor produtivo -- o qual, por ser sobretaxado e altamente regulado, não tem como fazer o milagre de aumentar seus salários e atrair de volta os melhores cérebros. Se esse círculo vicioso não for interrompido, o país não tem futuro.

Ou seja, a pesada carga tributária sobre as empresas e sobre a folha de pagamento, em conjunto com o câmbio desvalorizado, impede não apenas aumentos salariais como também torna praticamente impossível as empresas se modernizarem e, com isso, possibilitar algum aumento da produtividade. E com os enormes e tentadores salários no serviço público, é natural que os melhores cérebros sejam atraídos para o setor parasitário da economia, o que ajuda a diminuir ainda mais a produtividade do setor privado.

Sobretaxado e altamente regulado, o setor privado não tem como fazer o milagre de aumentar seus salários e atrair de volta os melhores cérebros.

E, para comprovar matematicamente esta constatação diária, basta você ver que o país está com o desemprego historicamente baixo e, mesmo assim, a economia não cresce. Ou seja: mesmo estando "todo mundo" empregado, a economia não sai do lugar. Ora, se todo mundo tem emprego, mas a economia não cresce, então a nossa produtividade chegou a um ponto latrinário.

Sim, existem as ilhas de excelência que você citou. Mas observe que se trata de setores altamente capitalizados, que fazem uso intenso de maquinário moderno e importado (lembre-se que o atual governo praticamente voltou a proibir as importações).

Por fim, veja este artigo. Há nele uma discussão sobre a produtividade brasileira:

www.mises.org.br/Article.aspx?id=1489

Responder
Aurelio Valporto 08/04/2013 21:37:16

Leandro escreveu:
>E, para comprovar matematicamente esta constatação diária, basta você ver que o país >está com o desemprego historicamente baixo e, mesmo assim, a economia não cresce. Ou >seja: mesmo estando "todo mundo" empregado, a economia não sai do lugar. Ora, se todo >mundo tem emprego, mas a economia não cresce, então a nossa produtividade chegou a um >ponto latrinário.

Leandro, isto se trata de uma constatação racional indiscutível. O que contestamos, e está na segunda pessoa do plural porque concordo com o Mueller, é a assertiva de que o culpado pela baixa produtividade brasileira é a qualidade da mão-de-obra. Não, não é.

Pleno emprego não implica em dizer que está "todo mundo empregado" (no sentido de mão-de-obra, porque o fator capital, especialmente durante recessões, fica desempregado também)implica em dizer que toda mão-de-obra que procura emprego, o encontra, o que é bem diferente. Sob os auspícios de um estado assistencialista tem muita gente que não procura empregar sua mão-de-obra porque não precisa fazer isto para viver. Ademais, no caso do Brasil o produto gerado pelo estado não é condizente com o que ele cobra do setor privado, como se não bastasse muitos dos serviços que deveriam ser produzidos pelo estado, uma vez que ele cobra para tal, acabam sendo cobrados novamente e prestados pela iniciativa privada. Para completar temos a corrupção endêmica que é outra rebaixadora produtividade. A péssima logística nacional é outra, olha o quanto de produto se perde em dias e mais dias de transporte (produto que está sendo transportado não está sendo consumido ou investido naquele instante, portanto ao reduzir prazo de transporte você ganha produto, equivale a reduzir estoques), isso sem falar na perda física mesmo, por perecimento ou danos à carga. Repare quanta improdutividade, os que produzem têm que ratear seu produto por tudo isso.

Mas, o mais importante e ponto chave do texto do Mueller, que é incompreendido por quase todos, especialmente dos que se encontram no governo, está na sentença a seguir: "Intimamente relacionada à raquítica formação de capital — em decorrência da baixa poupança — está a produtividade da economia brasileira". Exatamente! A origem da baixa produtividade está na baixa formação de capital, não na mão-de-obra. Se formos extratificar isto por setores, procurando onde a carência de capital fixo se mostra mais acentuada, encontraremos a indústria de transformação. De fato, estatisticamente a participação da indústria de transformação no PIB e o crescimento da renda mostram-se fortemente correlacionados em qualquer agregado macroeconômico de grande população, e o Brasil não é exceção. Em 1960 a indústria de transformação brasileira respondia por 14% do PIB, em 1973, auge do chamado "milagre econômico", respondia por 34% do PIB (o que mostra o alto percentual de inversões em capital fixo feitas com abundância de capital externo à época). Entretanto, dado o vigoroso processo de desindustrialização pelo qual a economia brasileira vem passando, a indústria de transformação brasileira voltou ao patamar de 1960, fechando 2012 com pouco mais de 14% de participação. Aí está um dos principais fatores da baixa produtividade da economia brasileira: a indústria de transformação vem sendo dizimada.

A indústria de transformação é a maior mola propulsora da produtividade em agregados macroeconômicos de grande contingente populacional e, por conseguinte, alavancadora da renda. Apenas como exemplo, a Tailândia tinha metade da renda per capta brasileira nos anos 80, hoje é 1/3 maior que a nossa, a diferença básica é que lá a indústria de transformação cresceu cerca de 8% ao ano neste período. A baixa poupança e consequente baixo nível de investimento afetou principalmente a indústria de transformação na última década. Contribuiu decisivamente para isto a absoluta ausência de política industrial dos últimos governos.

Responder
Leandro 08/04/2013 22:25:53

Prezado Aurelio, você diz que a mão-de-obra brasileira é sim produtiva, mas que o problema estaria na indústria de transformação, que estaria sendo "dizimada". Como evidência desta "dizimação" você cita o percentual de participação dessa indústria em relação ao PIB.

O problema é que tais números não dão sustentação à sua tese. E por um motivo extremamente simples: absolutamente todos os países desenvolvidos passam por esse mesmo processo. A participação da indústria como porcentagem do PIB declina à medida que o país vai enriquecendo. Isso não é nem teoria; é um dado histórico. À medida que o país enriquece, a população passa a demandar mais serviços, relegando a estrangeiros a função de produzir bens. (Não é à toa que nos países comunistas o percentual da indústria em relação ao PIB é extremamente alto -- e isso não implicava alta produtividade ou alta qualidade da mão-de-obra.)

Veja esta lista que mensura a fatia de cada setor da economia em relação ao PIB (em dólares correntes).

en.wikipedia.org/wiki/List_of_countries_by_GDP_sector_composition

Observe que Suécia, Austrália, Holanda, Espanha, Bélgica, Itália, Reino Unido, Dinamarca, EUA e França possuem fatias menores que a brasileira. Observe também que Japão e Suíça possuem fatias idênticas à brasileira, e que a fatia da Alemanha é apenas infimamente maior. Pela sua lógica, era para sermos pelo menos tão produtivos quanto estes países.

Não, a produtividade e a qualidade da mão-de-obra não podem ser medidas apenas pelo percentual da indústria em relação ao PIB. Isso não indica nada. Mesmo porque indústrias tendem a utilizar maquinário de alta tecnologia, o que por definição aumenta a produtividade da mão-de-obra, mesmo esta sendo ruim. Já os setores de serviços e de comércio (e até mesmo uma fatia do setor agropecuário) não são tão capital-intensivos quanto a indústria. E a qualidade e a produtividade destes setores são baixíssimas -- mas tal baixa produtividade não pode ser provada apenas por percentuais. A mensuração tem de ser outra (não tenha a mínima ideia de qual seria uma mensuração definitiva e acurada).

Abraços!

Responder
AurelioValporto 09/04/2013 02:19:11

Leandro disse:"O problema é que tais números não dão sustentação à sua tese.E por um motivo extremamente simples: absolutamente todos os países desenvolvidos passam por esse mesmo processo.A participação da indústria como porcentagem do PIB declina à medida que o país vai enriquecendo.Isso não é nem teoria; é um dado histórico. À medida que o país enriquece, a população passa a demandar mais serviços, relegando a estrangeiros a função de produzir bens.(Não é à toa que nos países comunistas o percentual da indústria em relação ao PIB é extremamente alto--e isso não implicava alta produtividade ou alta qualidade da mão-de-obra.)Veja esta lista que mensura a fatia de cada setor da economia em relação ao PIB (em dólares correntes).en.wikipedia.org/wiki/List_of_countries_by_GDP_sector_composition"Caro Leandro, comecemos pelos números do link acima. Estes números não refletem a indústria de transformação, mas sim a indústria como um todo. No caso do Brasil a indústria de transformação responde atualmente por apenas 14% do PIB, portanto os outros 14% são representativos da indústria extrativa e construção civil. No caso de Japão a indústria extrativa é insignificante e na Suíça praticamente inexistente, bem como a construção civil, por serem países "construídos" possuem participação bem menor que a nossa, portanto a participação da indústria de transformação no PIB destes países é praticamente o dobro da Brasileira. No caso da Austrália, a indústria extrativa mineral é fortíssima , de fato até maior que a brasileira (a Maior mineradora do mundo, BHP, e a terceira maior, Rio Tinto, são de lá) e também se beneficiou do enorme aumento do preço das commodities na última década, mas trata-se de um país que tem cerca de 10% da população brasileira, portanto não serve de padrão de comparação, é claro que alta produtividade deste setor carrega a economia e se a produtividade deles também estiver em um beco sem saída, já atingiram um padrão de vida excelente.Quanto aos outros, Suécia, Holanda, Espanha, Bélgica, Itália, Reino Unido, Dinamarca, EUA e França.A participação da indústria de transformação é maior do que no Brasil, além de alguns deles terem população diminuta, notadamente Suécia, Holanda e Bélgica.Quanto à assertiva "Não é à toa que nos países comunistas o percentual da indústria em relação ao PIB é extremamente alto -- e isso não implicava alta produtividade ou alta qualidade da mão-de-obra", o único ex-comunista desta listagem é a Rússia, mas não serve como parâmetro porque a maior parte de sua indústria é extrativa, petróleo, gás e minerais. Há inúmeros outros países nesta listagem que têm percentual elevado de participação da indústria devido à indústria extrativa, como Emirados Árabes, Irã, Venezuela,Arábia Saudita e Indonésia.Outros se destacam pelo elevado percentual da sua indústria de transformação, como Coréia do Sul, Noruega, Suécia e Alemanha, além da economia que mais cresce no mundo nas últimas décadas, China.Portanto a observação empírica dos números sustentam a tese.Mas o principal fator a ser notado é que os países ricos, que tiveram crescimento sustentado, de fato têm a participação do setor de serviços ampliada, no entanto isto não implica em dizer que o produto per capta da indústria de transformação diminui, pelo contrário, continua crescendo, mas em taxas menores que os serviços.Este fenômeno, de crescimento dos serviços a taxas maiores do que o da indústria de transformação, em geral somente ocorre depois do amadurecimento da indústria de transformação.Este amadurecimento se dá depois que o produto per capta da indústria de transformação alcança determinado patamar (a ser conferido estatisticamente) e um dos sintomas, empiricamente notados, de que este patamar foi atingido por uma economia, reside no fato de que esta se torna naturalmente uma líder tecnológica, detendo patentes importantes, e mantém esta liderança em diversos segmentos da indústria.No caso do Brasil o produto per capta da indústria de transformação não só perdeu espaço relativo como vem encolhendo em termos absolutos, ao passo de que nas economias desenvolvidas mesmo com a ampliação da participação dos serviços, o produto per capta da indústria de transformação continua crescendo.Por fim seu próprio texto reconhece a importância da indústria de transformação na produtividade nacional, vejamos o que diz: "indústrias tendem a utilizar maquinário de alta tecnologia, o que por definição aumenta a produtividade da mão-de-obra, mesmo esta sendo ruim". Resumindo: "o capital aumenta a produtividade", que foi de onde partimos. Discussão quase tautológica :-)AbraçosAurélio Valporto

Responder
Leandro 09/04/2013 02:33:35

Fiquei mais perdido. Pelo que consegui entender da sua escrita (não foi fácil ler com essa formatação), não é toda a indústria que conta, mas sim um setor específico da indústria, que é o da transformação. Este setor, e este setor apenas, é o responsável pela mensuração de toda a produtividade de uma economia.

Ok, é uma tese. Mas você segue sem apresentar uma única teoria para sustentar essa tese. Limitou-se apenas a citar percentuais da indústria de transformação em relação ao PIB (também sem apresentar nenhuma fonte), como se estes percentuais por si só explicassem toda a sua tese. Não é assim que funciona. Você tem de explicar por que a produtividade da mão-de-obra de uma economia pode ser mensurada exclusivamente pela indústria de transformação. Por que não é importante mensurar a produtividade do setor de serviços? Por que não é importante, por exemplo, mensurar a rapidez e a qualidade com que serviços de telecomunicações são efetuados? Serviços de transporte? Transações comerciais entre fornecedores e demandantes? Veja que nem estou duvidando descartando sua tese. Estou apenas pedindo uma teoria que sustente esta tese.

Para complicar ainda mais, em sua última frase, você repete uma frase minha, dizendo concordar com ela. Essa minha frase diz que "indústrias tendem a utilizar maquinário de alta tecnologia, o que por definição aumenta a produtividade da mão-de-obra, mesmo esta sendo ruim". Se você concorda com ela, então, por definição, você está concordando que a mão-de-obra é ruim, mas que pode ser remediada por boas máquinas. De fato, voltamos ao ponto original da discussão.

Responder
Aurelio Valporto 09/04/2013 23:37:04

Boa noite. Quanto à formatação, houve algum problema no site quando foi enviado o texto, por isso estou reenviando ao final.

Vamos começar pelo final quando você diz: "você repete uma frase minha, dizendo concordar com ela. Essa minha frase diz que "indústrias tendem a utilizar maquinário de alta tecnologia, o que por definição aumenta a produtividade da mão-de-obra, mesmo esta sendo ruim". Se você concorda com ela, então, por definição, você está concordando que a mão-de-obra é ruim"

Não, na verdade a frase não define nada. Não define o que são indústrias, não define o que é maquinário de alta tecnologia e não define o que é mão-de-obra ruim. Como não há definição alguma não posso concordar com algo "por definição". O que esta frase diz é que "indústrias tendem a usar maquinário de alta tecnologia, fato que tende a aumentar a produtividade" ponto final. Quando diz: "mesmo que a qualidade da mão de obra seja ruim", não está dizendo que a qualidade da mão de obra é ruim, mas sim que independe da qualidade da mão de obra. De fato, para apertar um botão tanto faz ser um PHD em física quântica quanto um semi-analfabeto. Educar um operador de máquinas, na maioria da vezes, é rápido e não demanda grande formação prévia. Portanto concordamos com "indústrias tendem a usar maquinário de alta tecnologia, fato que tende a aumentar a produtividade".

O Mueller disse: "Intimamente relacionada à raquítica formação de capital — em decorrência da baixa poupança — está a produtividade da economia brasileira", ou seja, o motivo da baixa produtividade é a falta de capital fixo e não a qualidade da mão-de-obra,que foi de onde partimos e a assertiva com a qual concordamos integralmente, porque isto é um fato e não concordar com um fato é fugir à realidade. O passo imediato e subseqüente é verificar qual setor da é intensivo em uso de capital fixo. A indústria, tanto a extrativa como a de transformação, mas a extrativa no Brasil é extremamente produtiva, ao passo que a de transformação teve seu produto per capta reduzido. Logo ao ampliarmos o produto per capta da indústria de transformação ganharemos em produtividade. Portanto este raciocínio pedestre, que qualquer um compreende, é bem menos ambicioso que uma tese e muito menos uma teoria. Está mais para um simples axioma, de tão evidente e primário.

Não existe nenhuma intenção de mensuração de produtividade, o problema aqui trata a produtividade muito mais como uma variável qualitativa, alta ou baixa, vai aumentar ou diminuir, portanto ninguém falou em mensuração.

Tratar a deficiência da produtividade da economia brasileira como uma deficiência da mão-de-obra é um absurdo. A produtividade está baixa como consequência da raquítica formação de capital, decorrente da direta da baixa poupança.










Abaixo o texto de ontem com a devida formatação, espero:

Leandro disse: "O problema é que tais números não dão sustentação à sua tese. E por um motivo extremamente simples: absolutamente todos os países desenvolvidos passam por esse mesmo processo. A participação da indústria como porcentagem do PIB declina à medida que o país vai enriquecendo. Isso não é nem teoria; é um dado histórico. À medida que o país enriquece, a população passa a demandar mais serviços, relegando a estrangeiros a função de produzir bens. (Não é à toa que nos países comunistas o percentual da indústria em relação ao PIB é extremamente alto -- e isso não implicava alta produtividade ou alta qualidade da mão-de-obra.)

Veja esta lista que mensura a fatia de cada setor da economia em relação ao PIB (em dólares correntes).

en.wikipedia.org/wiki/List_of_countries_by_GDP_sector_composition"

Caro Leandro, comecemos pelos números do link acima. Estes números não refletem a indústria de transformação, mas sim a indústria como um todo. No caso do Brasil a indústria de transformação responde atualmente por apenas 14% do PIB, portanto os outros 14% são representativos da indústria extrativa e construção civil. No caso de Japão a indústria extrativa é insignificante e na Suíça praticamente inexistente, bem como a construção civil, por serem países "construídos" possuem participação bem menor que a nossa, portanto a participação da indústria de transformação no PIB destes países é praticamente o dobro da Brasileira. No caso da Austrália, a indústria extrativa mineral é fortíssima , de fato até maior que a brasileira (a Maior mineradora do mundo, BHP, e a terceira maior, Rio Tinto, são de lá) e também se beneficiou do enorme aumento do preço das commodities na última década, mas trata-se de um país que tem cerca de 10% da população brasileira, portanto não serve de padrão de comparação, é claro que alta produtividade deste setor carrega a economia e se a produtividade deles também estiver em um beco sem saída, já atingiram um padrão de vida excelente. Quanto aos outros, Suécia, Holanda, Espanha, Bélgica, Itália, Reino Unido, Dinamarca, EUA e França. A participação da indústria de transformação é maior do que no Brasil, além de alguns deles terem população diminuta, notadamente Suécia, Holanda e Bélgica. Quanto à assertiva "Não é à toa que nos países comunistas o percentual da indústria em relação ao PIB é extremamente alto -- e isso não implicava alta produtividade ou alta qualidade da mão-de-obra", o único ex-comunista desta listagem é a Rússia, mas não serve como parâmetro porque a maior parte de sua indústria é extrativa, petróleo, gás e minerais. Há inúmeros outros países nesta listagem que têm percentual elevado de participação da indústria devido à indústria extrativa, como Emirados Árabes, Irã, Venezuela,Arábia Saudita e Indonésia. Outros se destacam pelo elevado percentual da sua indústria de transformação, como Coréia do Sul, Noruega, Suécia e Alemanha, além da economia que mais cresce no mundo nas últimas décadas, China. Portanto a observação empírica dos números sustentam a tese.

Mas o principal fator a ser notado é que os países ricos, que tiveram crescimento sustentado, de fato têm a participação do setor de serviços ampliada, no entanto isto não implica em dizer que o produto per capta da indústria de transformação diminui, pelo contrário, continua crescendo, mas em taxas menores que os serviços. Este fenômeno, de crescimento dos serviços a taxas maiores do que o da indústria de transformação, em geral somente ocorre depois do amadurecimento da indústria de transformação. Este amadurecimento se dá depois que o produto per capta da indústria de transformação alcança determinado patamar (a ser conferido estatisticamente) e um dos sintomas, empiricamente notados, de que este patamar foi atingido por uma economia, reside no fato de que esta se torna naturalmente uma líder tecnológica, detendo patentes importantes, e mantém esta liderança em diversos segmentos da indústria. No caso do Brasil o produto per capta da indústria de transformação não só perdeu espaço relativo como vem encolhendo em termos absolutos, ao passo de que nas economias desenvolvidas mesmo com a ampliação da participação dos serviços, o produto per capta da indústria de transformação continua crescendo.

Por fim seu próprio texto reconhece a importância da indústria de transformação na produtividade nacional, vejamos o que diz: "indústrias tendem a utilizar maquinário de alta tecnologia, o que por definição aumenta a produtividade da mão-de-obra, mesmo esta sendo ruim". Resumindo: "o capital aumenta a produtividade", que foi de onde partimos. Discussão quase tautológica:-)

Abraços
Aurélio Valporto


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Hugo 17/12/2013 15:11:20

Tinha uma professora de macroeconomia que soltou a seguinte insanidade: "essa história de que o país tem que acumular poupança pra crescer é uma bobagem,pois já tem o crédito bancário pra financiar o crescimento".Se for assim devemos seguir o modelo americano até 2008 do subprime que fez maravilhas lá...kkkkkkkkkkkk

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