Intelectuais e raça - o estrago incorrigível

Há tantas falácias ditas sobre raça, que é difícil escolher qual é a mais ridícula.  No entanto, uma falácia que costuma se sobressair é aquela que afirma haver algo de errado com o fato de que as diferentes raças são representadas de forma numericamente desproporcional em várias instituições, carreiras ou em diferentes níveis de renda e de feitos empreendedoriais.

Cem anos atrás, o fato de pessoas de diferentes antecedentes raciais apresentarem taxas de sucesso extremamente discrepantes em termos de cultura, educação, realizações econômicas e empreendedoriais era visto como prova de que algumas raças eram geneticamente superiores a outras.

Algumas raças eram consideradas tão geneticamente inferiores, que a eugenia foi proposta como forma de reduzir sua reprodução.  O antropólogo Francis Galton chegou a exortar "a gradual extinção de uma raça inferior".

E as pessoas que diziam essas coisas não eram meros lunáticos extremistas.  Muitos deles eram Ph.D.s oriundos de várias universidades de ponta, lecionavam nas principais universidades do mundo e eram internacionalmente reputados.

Reitores da Universidade de Stanford e do MIT estavam entre os vários acadêmicos defensores de teorias sobre inferioridade racial — as quais eram aplicadas majoritariamente aos povos do Leste Europeu e do sul da Europa, uma vez que, à época, era dado como certo o fato de que os negros eram inferiores.

E este não era um assunto que dividia esquerda e direita.  Os principais proponentes de teorias sobre superioridade e inferioridade genética eram figuras icônicas da esquerda, de ambos os lados do Atlântico.

John Maynard Keynes ajudou a criar a Sociedade Eugênica de Cambridge.  Intelectuais adeptos do socialismo fabiano, como H.G. Wells e George Bernard Shaw, estavam entre os vários esquerdistas defensores da eugenia.

Foi praticamente a mesma história nos EUA.  O presidente democrata Woodrow Wilson, como vários outros progressistas da época, eram sólidos defensores de noções de superioridade e inferioridade racial.  Ele exibiu o filme O Nascimento de uma Nação, que glorificava a Ku Klux Klan, na Casa Branca, e convidou vários dignitários para a sessão.

Tais visões dominaram as primeiras duas décadas do século XX. 

Agora, avancemos para as últimas décadas do século XX.  A esquerda política desta era já havia se movido para o lado oposto do espectro das questões raciais.  No entanto, ela também considerava que as diferenças de sucesso entre grupos étnicos e raciais era algo atípico, e clamava por uma explicação única, vasta e arrebatadora.

Desta feita, em vez de os genes serem a razão predominante para as diferenças nos êxitos pessoais, o racismo se tornou o motivo que explicava tudo.  Mas o dogmatismo continuava o mesmo.  Aqueles que ousassem discordar, ou até mesmo questionar o dogma predominante em ambas as eras, era tachado de "sentimentalista" no início do século XX e de "racista" na era multicultural.

Tanto os progressistas do início do século XX quanto os novos progressistas do final do século XX partiram da mesma falsa premissa — a saber, que há algo de estranho quando diferentes grupos raciais e étnicos alcançam diferentes níveis de realizações.

No entanto, o fato é que minorias raciais e étnicas sempre foram as proprietárias — ou gerentes — de mais da metade de todas as principais indústrias de vários países.  Dentre estas minorias bem-sucedidas, temos os chineses na Malásia, os libaneses na África Ocidental, os gregos no Império Otomano, os bretões na Argentina, os indianos em Fiji, os judeus na Polônia, os espanhóis no Chile — entre vários outros.

Não apenas diferentes grupos raciais e étnicos, como também nações e civilizações inteiras apresentaram níveis de realizações extremamente distintos ao longo dos séculos.  A China do século XV era muito mais avançada do que qualquer país europeu.  Com o tempo, no entanto, os europeus ultrapassaram os chineses — e não há nenhuma evidência de ter havido alterações nos genes de nenhuma destas civilizações.

Dentre os vários motivos para estes diferentes níveis de realizações está algo tão simples quanto a idade.  A média de idade na Alemanha e no Japão é de mais de 40 anos, ao passo que a média de idade no Afeganistão e no Iêmen é de menos de 20 anos.  Mesmo que as pessoas destes quatro países tivessem absolutamente o mesmo potencial intelectual, o mesmo histórico, a mesma cultura — e os países apresentassem rigorosamente as mesmas características geográficas —, o fato de que as pessoas de determinados países possuem 20 anos a mais de experiência do que as pessoas de outros países ainda seria o suficiente para fazer com que resultados econômicos e pessoais idênticos sejam virtualmente impossíveis.

Acrescente o fato de que diferentes raças se desenvolveram em diferentes arranjos geográficos, os quais apresentaram oportunidades e restrições extremamente diferenciadas ao seu desenvolvimento, e as conclusões serão as mesmas.

No entanto, a ideia de que diferentes níveis de realização são coisas atípicas — se não sinistras — tem sido repetida ad nauseam pelos mais diferenciados tipos de pessoas, desde o demagogo de esquina até as mais altas eminências do Supremo Tribunal.

Quando finalmente reconhecermos que as grandes diferenças de realizações entre as raças, nações e civilizações têm sido a regra, e não a exceção, ao longo de toda a história escrita, restará ao menos a esperança de que haja pensamentos mais racionais — e talvez até mesmo alguns esforços construtivos para ajudar todas as pessoas a progredirem.

Até mesmo um patriota britânico como Winston Churchill certa vez disse que "Devemos Londres a Roma" — um reconhecimento de que foram os conquistadores romanos que criaram a mais famosa cidade britânica, em uma época em que os antigos bretões eram incapazes de realizar esta façanha por conta própria.

Ninguém que conhecesse os iletrados e atrasados bretões daquela era poderia imaginar que algum dia os britânicos criariam um império vastamente maior do que o Império Romano — um império que abrangeria um quarto de toda a área terrestre do globo e um quarto dos seres humanos do planeta.

A história apresenta vários exemplos dramáticos de ascensão e queda de povos e nações, por uma variada gama de motivos conhecidos e desconhecidos.  Mas há um fenômeno que não possui confirmação histórica, um fenômeno que, não obstante esta ausência de exemplos práticos, é hoje presumido como sendo a norma: igualdade de realizações grupais em um dado período do tempo.

As conquistas romanas tiveram repercussões históricas por séculos após a queda do Império Romano.  Um dos vários legados da civilização romana foi o alfabeto latino, o qual gerou versões escritas dos idiomas da Europa ocidental séculos antes de os idiomas do Leste Europeu serem transformados em letras.  Esta foi uma das várias razões por que a Europa ocidental se tornou mais desenvolvida que a Europa Oriental em termos econômicos, educacionais e tecnológicos.

Enquanto isso, as façanhas de outras civilizações — tanto da China quanto do Oriente Médio — ocorreram muito antes das façanhas do Ocidente, embora a China e o Oriente Médio posteriormente viessem a perder suas vantagens.

Há tantas reviravoltas documentadas ao longo da história, que é impossível acreditar que um único fator sobrepujante seja capaz de explicar tudo, ou quase tudo, do que já aconteceu ou do que está acontecendo.  O que realmente se sabe é que raramente, para não dizer nunca, ocorreram façanhas iguais alcançadas por diferentes pessoas ao mesmo tempo.

No entanto, o que mais temos hoje são grupos de interesse e movimentos sociais apresentando estatísticas — que são solenemente repercutidas pela mídia — alegando que, dado que os números não são aproximadamente iguais para todos, isso seria uma prova de que alguém foi discriminatório com outro alguém.

Se os negros apresentam diferentes padrões ocupacionais ou diferentes padrões gerais em relação aos brancos, isso já basta para despertar grandes suspeitas entre os sociólogos — ainda que diferentes grupos de brancos sempre tenham apresentado diferentes padrões de realizações entre si.

Quando os soldados americanos da Primeira Guerra Mundial foram submetidos a exames mentais durante a Primeira Guerra Mundial, aqueles homens de ascendência alemã pontuaram mais alto do que aqueles de ascendência irlandesa, sendo que estes pontuaram mais alto do que aqueles que eram judeus.  Carl Brigham, o pioneiro do campo da psicometria, disse à época que os resultados dos exames mentais do exército tendiam a "desmentir a popular crença de que o judeu é altamente inteligente".

Uma explicação alternativa é que a maioria dos imigrantes alemães se mudou para os EUA décadas antes da maioria dos imigrantes irlandeses, os quais por sua vez se mudaram para os EUA décadas antes da maioria dos imigrantes judeus.  Alguns anos depois, Brigham viria a admitir que a maioria dos mais recentes imigrantes havia sido criada em lares onde o inglês não era a língua falada, e que suas conclusões anteriores, em suas próprias palavras, "não possuíam fundamentos".

Nessa época, os judeus já estavam pontuando acima da média nacional dos exames mentais, e não abaixo. 

Disparidades entre pessoas do mesmo grupo, em qualquer área que seja, não são obviamente uma realidade imutável.  Mas uma igualdade geral de resultados raramente já foi testemunhada em qualquer período da história — seja em termos de habilidades laborais ou em termos de taxas de alcoolismo ou em termos de quaisquer outras diferenças — entre aqueles vários grupos que hoje são ajuntados e classificados como "brancos".

Sendo assim, por que então as diferenças estatísticas entre negros e brancos produzem afirmações tão dogmáticas — e geram tantas ações judiciais e trabalhistas por discriminação — sendo que a própria história mostra que sempre foi comum que diferentes grupos seguissem diferenciados padrões ocupacionais ou de comportamento?

Um dos motivos é que ações judiciais não necessitam de nada mais do que diferenças estatísticas para produzir vereditos, ou acordos fora de tribunais, no valor de vultosas somas monetárias.  E o motivo de isso ocorrer é porque várias pessoas aceitam a infundada presunção de que há algo de estranho e sinistro quando diferentes pessoas apresentam diferentes graus de êxito pessoal.

O desejo de intelectuais de criar alguma grande teoria que seja capaz de explicar padrões complexos por meio de algum simples e solitário fator produziu várias ideias que não resistem a nenhum escrutínio, mas que não obstante têm aceitação generalizada — e, algumas vezes, consequências catastróficas — em vários países ao redor do mundo.

A teoria do determinismo genético, que predominou no início do século XX, levou a várias consequências desastrosas, desde a segregação racial até o Holocausto.  A teoria atualmente predominante é a de que algum tipo de maldade explica as diferenças nos níveis de realizações entre os vários grupos étnicos e raciais.  Se os resultados letais desta teoria hoje em voga gerariam tantas mortes quanto no Holocausto é uma pergunta cuja resposta requereria um detalhado estudo sobre a história de rompantes letais contra determinados grupos odiados por causa de seu sucesso.

Estes rompantes letais incluem a homicida violência em massa contra os judeus na Europa, os chineses no sudeste asiático, os armênios no Império Otomano, e os Ibos na Nigéria, entre outros.  Exemplos de chacinas em massa baseadas em classes sociais e voltadas contra pessoas bem-sucedidas vão desde os extermínios stalisnistas do kulaks na União Soviética até a limpeza promovida por Pol Pot de pelo menos um quarto da população do Camboja pelo crime de serem pessoas cultas e de classe média, crime este que era evidenciado por sinais tão tênues quanto o uso de óculos.

Minorias que se sobressaíram e se tornaram mais bem-sucedidas do que a população geral são aquelas cujo progresso provavelmente em nada está ligado ao fato de terem ou não discriminado as maiorias politicamente dominantes.  No entanto, foram exatamente estas minorias que atraíram as mais violentas perseguições ao longo dos séculos e dos países ao redor do mundo.

Todos os negros que foram linchados durante toda a história dos EUA não chegam ao mesmo número de homicídios cometidos em apenas um ano contra os judeus na Europa, contra os armênios no Império Otomano ou contra os chineses no sudeste asiático.

Há algo inerente aos sucessos de determinados grupos que inflama as massas em épocas e lugares tão distintos.  O que seria?  Esse fenômeno inflama não apenas as massas, como também leva a genocídios cometidos por governos, como os da Alemanha nazista ou o regime de Pol Pot no Camboja.  Podemos apenas especular as razões, mas não há como fugir desta realidade.

Aqueles grupos que ficam para trás frequentemente culpam seu atraso nas malfeitorias cometidas por aqueles grupos mais bem-sucedidos.  Dado que a santidade não é comum a nenhum ramo da raça humana, é óbvio que nunca haverá escassez de pecados a serem mencionados, inclusive a arrogância e a insolência daqueles que calham de estar no topo em um determinado momento.  Mas a real pergunta a ser feita é se esses pecados — reais ou imaginários — são de fato o motivo destes diferentes níveis de êxitos pessoais.

O problema é que os intelectuais — pessoas de quem normalmente esperaríamos análises racionais que se contrapusessem à histeria das massas — frequentemente sempre estiveram na vanguarda daqueles movimentos que promovem a inveja e o ressentimento contra os bem-sucedidos.  Tal comportamento é especialmente perceptível naquelas pessoas que possuem diplomas mas que não possuem nenhuma habilidade economicamente significativa que lhes permita obter aquele tipo de recompensa que elas esperavam ou julgavam ter o direito de auferir.

Tais pessoas sempre se destacaram como líderes e seguidoras de grupos que promoveram políticas anti-semitas na Europa entre as duas guerras mundiais, o tribalismo na África, e as mudanças sociais no Sri Lanka, um país que, outrora famoso por sua harmonia intergrupal, se rebaixou, por influência de intelectuais, à violência étnica e depois se degenerou em uma guerra civil que durou décadas e produziu indescritíveis atrocidades.

Intelectuais sempre estiveram por trás da inflamação de um grupo contra outros, promovendo a discriminação e a violência física em países tão díspares quanto Índia, Hungria, Nigéria, Tchecoslováquia e Canadá.

Tanto a teoria do determinismo genético como sendo a causa dos diferentes níveis de realizações pessoais quanto a teoria da discriminação como o motivo destas diferenças, ambas contraditórias e criadas por intelectuais, geraram apenas polarizações raciais e étnicas.  O mesmo pode ser dito da ideia de que uma dessas teorias tem de ser a verdadeira.

Essa falsa dicotomia de que uma delas tem de ser a verdadeira deixa aos grupos mais bem-sucedidos duas opções: ou eles se assumem arrogantes ou se assumem culpados criminalmente.  Da mesma forma, deixa aos grupos menos exitosos a opção entre acreditar que sempre foram inerentemente inferiores durante toda a história ou que são vítimas da inescrupulosa maldade de terceiros.

Quando inumeráveis fatores fazem com que a igualdade de resultados seja virtualmente impossível, reduzir estes fatores a uma questão de genes ou de maldade é a fórmula perfeita para se gerar uma desnecessária e perigosa polarização, cujas consequências frequentemente são escritas em sangue ao longo das páginas da história.

Dentre as várias e ignaras ideias a respeito de grupos raciais e étnicos que polarizaram as sociedades durante séculos e ao redor de todo o mundo, poucas foram mais irracionais e contraproducentes do que os atuais dogmas do multiculturalismo.

Aqueles intelectuais que imaginam que, ao utilizar uma retórica multicultural que redefine e até mesmo revoga o conceito de atraso, estarão ajudando grupos raciais e étnicos que ficaram para trás estão, na realidade, levando estas pessoas para um beco sem saída.

O multiculturalismo é um tentador paliativo aplicado àqueles grupos que ficaram para trás porque ele simplesmente afirma que todas as culturas são iguais, ou "igualmente válidas", em algum sentido vago e sublime.  De acordo com este dogma, as características culturais de todas as etnias e raças seriam apenas diferentes — nem melhores nem piores.

No entanto, tomar emprestadas características particulares de outras culturas — como os algarismos arábicos que substituíram os algarismos romanos, mesmo nas culturas ocidentais oriundas de Roma — implica que algumas características não são simplesmente diferentes, mas sim melhores, inclusive os números utilizados.  Algumas das mais avançadas culturas de toda a história pegaram emprestados comportamentos e características de outras culturas; e isso pelo simples fato de que até hoje nenhuma coleção única de seres humanos foi capaz de criar as melhores respostas para todas as questões da vida.

Todavia, dado que os multiculturalistas veem todas as culturas como sendo iguais ou "igualmente válidas", eles não veem nenhuma justificativa para as escolas insistirem, por exemplo, que as crianças negras aprendam seu idioma materno.  Em vez disso, cada grupo é estimulado a se apegar ferreamente à sua própria cultura e a se orgulhar de suas próprias glórias passadas, reais ou imaginárias.

Em outras palavras, membros de grupos minoritários que são atrasados educacionalmente e economicamente devem continuar se comportando no futuro como sempre se comportaram no passado — e, se eles não conseguirem os mesmos resultados dos outros, então a culpa é da sociedade.  Essa é a mensagem principal do multiculturalismo.

George Orwell certa vez disse que algumas ideias são tão insensatas, que somente um intelectual poderia acreditar nelas.  O multiculturalismo é uma dessas ideias.  A intelligentsia sempre irrompe em indignação e ultrajes a qualquer "diferença" ou "disparidade" de resultados educacionais, econômicos ou outros — e denuncia qualquer explicação cultural para esta diferença de resultados como sendo uma odiosa tentativa de "culpar a vítima".

Não há dúvidas de que algumas raças ou até mesmo nações inteiras foram vitimadas por terceiros, assim como não há dúvida de que câncer pode causar morte.  Porém, isso é muito diferente de dizer que as mortes podem automaticamente ser imputadas ao câncer.  Você pode pensar que intelectuais seriam capazes de fazer essa distinção.  Mas muitos não são.

Ainda assim, intelectuais se veem a si próprios como amigos, aliados e defensores das minorias raciais, ao mesmo tempo em que empurram as minorias para a estagnação cultural.  Isso permite à intelligentsia se congratular e se lisonjear de que estão ao lado dos anjos contra as forças do mal que estão conspirando para manter as minorias oprimidas.

Por que pessoas com altos níveis de capacidade mental e de talentos retóricos se entregam a este tipo de raciocínio deturpado é um mistério.  Talvez seja porque elas não conseguem abrir mão de uma visão social que é extremamente lisonjeira para eles próprios, não obstante quão deletéria tal visão possa ser para as pessoas a quem elas alegam estar ajudando.

O multiculturalismo, assim como o sistema de castas, encurrala e amarra as pessoas naquele mesmo segmento cultural e social no qual elas nasceram.  A diferença é que o sistema de castas ao menos não alega beneficiar aqueles que estão na extremidade inferior.

O multiculturalismo não serve apenas aos interesses ególatras dos intelectuais; ele serve também aos interesses de políticos que têm todos os incentivos para promover uma sensação de vitimização — e até mesmo de paranóia — entre grupos de cujos votos eles precisam em troca de apoio material e psicológico.

A visão multicultural do mundo também serve aos interesses daqueles que estão na mídia e que prosperam ao explorar os melodramas morais.  O mesmo pode ser dito de todos os departamentos universitários voltados para estudos étnicos e sociais, bem como de toda a indústria de assistentes sociais, de especialistas em "diversidades" e da ampla gama de vigaristas que prosperam ao fazer proselitismo racial.

Os maiores perdedores de toda essa história são aqueles membros das minorias raciais que se permitem ser conduzidos para esse beco sem saída do ressentimento e da raiva, mesmo quando há várias outras avenidas de oportunidades disponíveis.  E todos nós perdemos quando a sociedade fica polarizada.


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SOBRE O AUTOR

Thomas Sowell
, um dos mais influentes economistas americanos, é membro sênior da Hoover Institution da Universidade de Stanford.  Seu website: www.tsowell.com.




"ajustar as atividades produtivas de acordo com as mais urgentes demandas dos consumidores não pode ser redução de salário?"

Não. Ajustar as atividades produtivas de acordo com as mais urgentes demandas dos consumidores significa produzir e vender exatamente aquilo que o consumidor quer. Se o empreendedor vai pagar salário astronômico ou mínimo para a mão-de-obra, isso é totalmente irrelevante para o consumidor.

"o trabalho não é fator de produção (um dos)"

Sim.

"o trabalho é um recurso escasso?"

Mão-de-obra é, por definição, algo escasso. Por isso mesmo, sempre haverá mais demanda por mão-de-obra do que mão-de-obra efetivamente disponível.

Falta mão-de-obra para tanto emprego disponível.

Sendo assim, a taxa de desemprego sempre deveria ser zero e os salários dos empregados sempre tende ao aumento. E por que o desemprego não é zero?
Por causa disso.

"demanda pode ser "criada" pelo marketing?"

Desejo pode ser criado pelo marketing, não demanda. Demanda significa aquisição. Eu tenho desejo por uma mansão, por um helicóptero e por uma Ferrari, mas não tenho como demandá-los porque não tenho o poder aquisitivo para os três. E não há marketing que me faça demandar esses três itens. Resta-me apenas desejar.

"sobre o trabalho escravo, nem entrei no mérito e na discussão sobre quando havia mais lucro e riqueza. Mas, o trabalho escravo é um fato que ainda existe. Existe por interferência governamental ou porque tem muitos empresários gananciosos e que buscam o lucro a qualquer custo (humano inclusive)?"

Ué, ainda existe trabalho escravo? Não sabia. Ainda existem pessoas trabalhando sem salário, sob chicotadas, proibidas de pararem de trabalhar e proibidas de pedirem demissão? Não sabia. Manda aí um link, por favor.

Até onde sei, nenhum indivíduo sai escravizado de sua casa e é levado a contragosto para trabalhos compulsórios. Um indivíduo, por definição, encontra trabalho porque saiu à procura de trabalho. Sua intenção sempre é melhorar de vida. Ele faz isso porque quer; porque a situação atual (sem trabalho) não lhe é atraente. Se ele está disposto a "trabalhar muito" é porque ele acha que assim ficará em situação melhor do que aquela em que se encontrava até então.

A menos que você comprove que o indivíduo está sendo [u]obrigado[u] a trabalhar sob a ameaça de um chicote, sem a opção de sair do emprego quando quiser, tal escolha sempre será benéfica para ele.

E se ele se sujeita a condições que para nós parecem degradantes é porque, para ele, aquilo ainda é melhor do que a situação econômica em que ele se encontrava antes. Cabe a você provar que esse indivíduo foi seqüestrado, levado a um emprego e ali mantido em cativeiro, contra sua vontade, sendo proibido de parar de trabalhar. Caso isso não tenha acontecido, então a única conclusão empírica é que esse indivíduo ainda prefere seu atual trabalho (assalariado) ao desemprego.
Errado.

Na economia, conhecemos a causa de tudo, pois a ação humana, ao contrário do movimento das pedras, é motivada. Sendo assim, é possível construir a ciência econômica partindo de axiomas básicos -- como a existência incontestável da ação humana e as implicações lógicas da ação --, axiomas estes que são originalmente reconhecidos como verdadeiros.

Destes axiomas, podemos deduzir passo a passo várias leis que também são reconhecidas como incontestavelmente verdadeiras. E este conhecimento é absoluto, e não relativo, exatamente porque os axiomas originais já são conhecidos. Eis alguns exemplos:

• Sempre que duas pessoas, A e B, se envolvem em uma troca voluntária, ambas esperam se beneficiar desta troca. E elas devem ter ordens de preferência inversas para os bens e serviços trocados, de modo que A valoriza mais aquilo que ele recebe de B do que aquilo ele dá para B, e B avalia as mesmas coisas do modo contrário.

• Sempre que uma troca não é voluntária e ocorre em decorrência de uma coerção, uma parte se beneficia à custa da outra.

• Sempre que a oferta de um bem aumenta em uma unidade, contanto que cada unidade seja considerada idêntica em utilidade por uma pessoa, o valor imputado a esta unidade deve ser menor que o da unidade imediatamente anterior.

• Entre dois produtores, se A é mais eficiente do que B na produção de dois tipos de bens, eles ainda assim podem participar de uma divisão de trabalho mutuamente benéfica. Isto porque a produtividade física geral será maior se "A" se especializar na produção de um bem que ele possa produzir mais eficientemente, em vez de "A" e "B" produzirem ambos os bens autônoma e separadamente.

• Sempre que leis de salário mínimo forem impostas obrigando os salários a serem maiores do que os salários que vigorariam em um livre mercado, um desemprego involuntário será o resultado.

• Sempre que a quantidade de dinheiro na economia aumentar sem que a demanda por dinheiro também seja elevada, o poder de compra da moeda irá diminuir.

Por outro lado, não existem elementos simples ou "fatos da natureza" na ação humana; os eventos da história são fenômenos complexos, os quais não podem "testar" nada. Eles, por si sós, somente podem ser explicados se forem aplicadas várias teorias relevantes aos diferentes aspectos de um determinado "fato" complexo que está sendo analisado.

Por que a matemática é tão útil na física? Exatamente porque os próprios axiomas utilizados, bem como as leis deles deduzidas, são desconhecidos e, com efeito, sem significado. Seu significado é exclusivamente "operacional", uma vez que eles são significantes somente na medida em que podem explicar determinados fatos.

Por exemplo, a equação da lei da gravidade, por si só, não tem sentido nenhum; ela só adquire sentido quando nós humanos observamos determinados fatos que a lei pode explicar. Consequentemente, a matemática, que efetua operações dedutivas sobre símbolos por si só inexpressivos (sem significado), é perfeitamente apropriada para os métodos da física.

A ciência econômica, por outro lado, parte de um axioma que é conhecido e possui significado para todos nós: a ação humana. Dado que a ação humana, em si própria, possui significado (o que não quer dizer que ela sempre será avaliada como racional e correta), todas as leis deduzidas passo a passo da ação humana são significativas.

Esta é a resposta para aqueles críticos que exigiram que Mises utilizasse métodos da lógica matemática em vez da lógica verbal. Ora, se a lógica matemática tem de lidar com símbolos inexpressivos, então seu uso iria destituir a economia de todo o seu significado.

Por outro lado, a lógica verbal permite que toda e qualquer lei tenha sentido quando deduzida. As leis da economia já são conhecidas aprioristicamente como significativamente verdadeiras; elas não têm de recorrer a testes "operacionais" para adquirir significância. O máximo que a matemática pode fazer, portanto, é converter laboriosamente símbolos verbais em símbolos formais inexpressivos e, então, passo a passo, reconvertê-los em palavras.

www.mises.org.br/Article.aspx?id=1690
O melhor a fazer, no caso de dúvida, é perguntar a quem conseguiu sobreviver à Cuba, ou imigrou de certa forma. Conheci uma cubana que imigrou há alguns anos, formada em Teologia por lá. Ela contou, e parecia ter medo de falar ou vergonha, que muitos do que vivem em Cuba, necessitam dois empregos para conseguirem viver pelo menos dignamente. Como ela fazia. E quanto aos médicos tão bem falados na boca dos brasileiros, têm de ir de bicicleta para o trabalho e chegam com as mãos tremendo para realizar cirurgias.
O que me faz questionar como seria se o mundo todo fosse socialista e Cuba não tivesse sido isolada tantos anos pelo embargo econômico americano. E por esta mesma linha de pensamento me perguntou porque não olhamos para países como Zimbabwe. A solução não está na mudança drástica para o socialismo, mas em uma evolução gradual do capitalismo que minimize as diferenças tão abruptas que temos em nosso mundo. Será possível um hemisfério sul e norte com os mesmo índices de desenvolvimento humano ? Fico nessa dúvida.

Alguns fatos sobre Zimbabwe.
Desde 2000 encontra-se em uma profunda crise, além da hiperinflação, há um alto índice de desemprego, pobreza e uma crônica escassez de combustíveis, alimentos e moedas estrangeiras.

A hiperinflação vem destruindo a economia do país, arrasando com o sector produtivo. Uma medida governamental congelou os preços, causando desabastecimento, fortalecimento do mercado negro e prisão de comerciantes contrários à medida.[3]

Em Julho de 2007, foi lançada a cédula de 200 mil dólares zimbabweanos, que apesar do elevado valor de face, é capaz de comprar pouco mais do que um quilo de açúcar. No mercado paralelo, a moeda era cotada a 1 dólar americano.[2] Em maio de 2008, foi lançada a cédula de 500 milhões[4] e em julho do mesmo ano foram lançadas cédulas com valores a partir de 100 biliões de dólares zimbabweanos.

Houve uma reforma monetária que entrou em vigor em agosto deste mesmo ano, no entanto, a taxa inflacionária parece não ceder, havendo projeções de que haja a necessidade de nova reforma em breve.

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Gabriel Antonio  22/03/2013 13:14
    Sempre estranhei a ausência de Thomas Sowell entre os austríacos. Espero o ver mais por aqui!
  • Mohamed Attcka Todomundo  22/03/2013 13:39
    concordo. ele eh dos melhores em desmascarar polilogismos
  • Pedro Ivo  01/04/2013 12:43
    Uma hipótese sociológica razoável para a ojeriza dos intelectolóides ao capitalismo e que faz bom complemento a este artigo do Sowell: Por que os intelectuais se opõem ao capitalismo?
  • Carlos Raimundo  13/07/2015 04:36

    Uma confusao atras da outra... vamos comecar.
    A eugenia, que foi citada por Sowell, e uma pseudociencia do fim do seculo XIX e que criou raizes no seculo XX, no Brasil inclusive.
    Ela foi incorporada e se tornou oficial em alguns estados dos EUA, ela era aceita pelos conservadores e pelas comunidades religiosas protestantes como um sinal de que elas nao tinham aversao a ciencia. Foram os americanos, pelo patrocinio da fundacao Rockefeller, que ajudou a Alemanha na decada de 30 desenvolver metodos de higienizacao social. Winston Churchill era partidario dos ideais de Galton e da comunidade eugenista. A eugenia era tida como ciencia, portanto, conhecimento positivo.
    Nao vamos confundir esse racismo institucionalizado com o movimento negro, que e a luta contra o racismo.
    O argumento de Sowell para relacionar esses aspectos tao diversos do espectro politico e cultural e que ambos afirmam que ha uma explicacao atipica para a diferenca de sucesso financeito entre, por exemplo, negros e brancos. A comparacao usada como reducao ao absurdo da tese "multiculturalista" e entre as diferencas de escolaridade entre brancos e negros e o fato dos chineses terem inventado a polvora antes dos europeus. Nao faz o minimo de sentido essa comparacao.
    1- Os chineses, embora nao fossem economicamento isolados, nao tinham uma intensa troca cultural com a Europa por empecilhos obvios. As sociedades, os padroes de sucesso, os valores eram completamente diferentes. As diferencas de sucesso financeiro, por exemplo entre brancos e negros no Brasil, ocorrem na mesma sociedade, com os mesmos padroes de sucesso e valores.
    2- Nao ha diferenca de aptidao inata ou genetica entre brancos e negros. A sociedade, diferente da chinesa e da europeia seculos atras, e a mesma. O que explica a diferenca percentual aberrante na renda e na escolaridade entre brancos e negros? Os negros e os brancos estao em papeis diferentes na historia e na estrutura politica, economica e social da sociedade que compartilham no ocidente. As dificuldades impostas por preconceito e por fatores historicos, como o fato de que os descendentes de escravos (no minimo) executaram tarefas mais menosprezadas socialmente do que os imigrantes europeus tao mal instruidos e analfabetos quanto os negros alforriados e seus descendentes. Naquela epoca, o que vc acha que explica isso? O preconceito racista, exemplificado pela eugenia, que, como disse, criou raizes no Brasil.
    O autor afirma que as diferentes racas, nacoes e civilizacoes tem diferentes realizacoes. Com isso concordo, porem, nao podemos ser inocentes a ponto de crer isso se deve a caracteristicas inatas e que pode ser medido por uma regua universal, certamente a europeia. A pretensa regua muda a cada mudanca da ordem politica. As explicacoes para o dominio Europeu das colonias americanas era a expansao da fe crista, ja da colonizacao do seculo XIX na Africa e na Asia passou pelo fardo do homem branco da civilizacao racional ate a manutencao da raca humana pelo dominio do povo mais forte sobre os mais fracos. Agora, se eu entendi o confuso cenario atual, e a luta contra o fundamentalismo religioso dos nao cristaos.
    Nada disso que eu falei leva ao relativismo cultural, que seria a crenca na inexistencia de padroes eticos verdadeiros. Mas leva, sim, a ideia de que as culturas europeias nao oferecem padroes eticos verdadeiros. O genocidio dos judeus pelos nazistas, longe de ser uma anomalia na historia europeia, foi mais capitulo daquilo que ja se desenvolvia pelas maos europeias: a grande fome na India, causada pelo La Nina, que nao foi combatida pelo Raj com o pretexto de que aquele povo que morria era inferior aos brancos e deveriam ceder espaco, os campos de concentracao na Namibia, o exterminio na Tasmania. Isso so para citar os ocorridos no seculo XX antes da segunda guerra mundial. As culturas europeias sao tao problematicas quanto as demais e levaram ha horrores maiores, devido ao maior poder militar conquistado por alguns paises da Europa Ocidental e pela Russia. O Estados Unidos, fruto da cultura Europeia, como toda a America, tambem teve seus "atavismos" (para citar um termo eugenista), como a politica de segregacao, os massacres de operarios no final do seculo XIX, inicio do seculo XX, e o genocidio atomico e a imposicao de governos totalitarios em outros paises, como o Brasil.
    O que explica as diferencas entre os grupos humanos e a historia, o resto e bobagem
    Nada disso, tambem, tras argumentos antiliberais. Podemos ser liberais do ponto de vista economico e nao fechar os olhos para as mazelas realizadas pelos Europeus e Norte Americanos, pelos brancos, pelos judeus na Palestina, etc.
  • André   29/01/2016 17:13
    Parei de ler quando vi que você se resume a replicar o articulista, no que tange à Eugenia repetindo o que ele já havia dito e terminando com um "Não faz o mínimo sentido isso". Isso é pseudo-argumentação de quem quer parecer ilustrado enchendo lingüiça e dizendo nada com coisa alguma para acrescentar.
  • Gustavo  29/01/2016 19:28
    Eu tinha escrito uma refutação para esse Carlos faz um tempo já, Porque não foi aprovada?
  • Mario Cunha  22/03/2013 14:14
    O Sowell não é exatamente um austríaco. Ele está mais para um monetarista. Sua visão sobre a Grande Depressão é diamteralmente oposta àquela de Rothbard, por exemplo. No entanto, isso não diminui em nada seus méritos intelectuais. O cara é um monstro.
  • Rafael - Porto Alegre  22/03/2013 20:48
    Thomas Sowell é tão lúcido que chega a me deixar tonto.
  • Victor Cezar  22/03/2013 23:47
    Exato, Mario. E ri demais desse comentário do Rafael.
  • Leonardo  27/08/2013 20:34
    Sowell é um conservador, e não um libertário. Naturalmente, entretanto, converge com os libertários do Mises.org em muitos pontos.
  • Luciano  22/03/2013 13:30
    Texto maravilhoso!

    Eu sempre disse que preferia as culturas americana e europeia e sempre as achei muito superiores a quaisquer outras - questão de gosto pessoal mesmo.

    Tente dizer isso em uma universidade pública para ver o estigma que você recebe.
  • anônimo  22/03/2013 16:23
    E existe uma cultura européia? Eles são tão diferentes, basta comparar a Suíça com a (bleargh) frança ou com os países nórdicos...
  • Leonardo  27/08/2013 20:29
    A Suíça é 1/3 francesa, 1/3 italiana e 1/3 alemã.
  • Valeria Washington  22/03/2013 14:12
    Thomas Sowell é sempre cirurgicamente perfeito quando disseca as diversas modalidades de farsa associadas a questão racial.
  • Getulio Malveira  22/03/2013 14:13
    Um texto excelente. A análise da atuação dos intelectuais é particularmente primorosa. Ela me remete à Genealogia da Moral de Nietzsche.

    É relativamente fácil perceber por que as minorias tendem a aceitar essas teorias. Mais difícil é entender por que os intelectuais que pertencem aos estratos bem sucedidos da sociedade e esses próprios estratos de modo geral aceitam essas teorias.

    Creio que há muito a dizer sobre as patologias intelectuais do nosso tempo (não consigo pensar em uma caracterização melhor para o multiculturalismo e coisas semelhantes) e sua relação com os atuais arranjos econômicos e políticos.

    Espero que o IMB continue a publicar textos nessa linha.
  • anônimo  22/03/2013 16:24
    'Mais difícil é entender por que os intelectuais que pertencem aos estratos bem sucedidos da sociedade e esses próprios estratos de modo geral aceitam essas teorias. '

    Porque esses são alguns dos que se beneficiam do estado babá ora
  • Renato Souza  23/03/2013 01:22
    Os benefícios materiais certamente atraem muitos. Mas penso que o principal motivo dos intelectuais é a sua egolatria. É muito fácil fazer pose de "bom moço, defensor dos fracos e oprimidos". Eles enganam a si mesmos com essas falácias. São pessoas viciadas em pensar bem de si mesmas.
  • Pedro Ivo  25/03/2013 20:32
    Também vi durante a faculdade um fenômeno que explica um pouco isto: as pessoas usam a educação acadêmica para legitimar suas predileções. Eles não vão à faculdade aprender a pensar embasadamente, com método, mas sim receber titulações com as quais podem respaldar seus anseios.

    Não consigo explicar o que é isto; qual a razão deste comportamento. Vi que tem certa dose de narcisismo, outra de desamparo (quando a pessoa tem pouco senso de autoestima e autocompetência, e precisa criar uma imagem avantajada de si mesmo para lidar com suas insuficiências).

    Ainda há uma profunda desonestidade intelectual: estas pessoas são refratarias ao debate. Fingem que não entendem um ponto que você coloca, prendendo-se a minúcias irrelevantes (como uma palavra, um sentido em particular; às vezes uma vírgula) para te desqualificar ao não deixarem o debate avançar, não terem de responder objeções, ou te prenderem nalguma armadilha semântica (como polêmicas débeis; invalidar ao senso comum, figuras de autoridade, valores partilhados mas não justificados, etc.). é um pensamento autista: ele se funda em si mesmo e em seu apego a certas categorias em torno das quais o ego daquela pessoa gravita, e cuja negação deitaria por terra a vida daquela pessoa ("não há um jeito, nem simples nem educado, de dizer a alguém que ela desperdiçou a própria vida")

    Coloco abaixo estes links com alguns tópicos afins em psicologia e filosofia, mas sem intenção de que dêem uma explicação formal ou completa.

    Bule de Russel
    Dissonância Cognitiva I
    Dissonância Cognitiva II
    Teoria do apego

  • Marcelo Gurgel  21/08/2015 14:44
    Muito bom o que vc falou, é exatamente assim. Esquerdistas adoram títulos de todas as formas. Na verdade é difícil até eles te darem ouvidos se vc não tiver um título.
  • Patriota  21/08/2015 15:57
    Eu já sofro do oposto, se alguém tiver muitos titulos vai ser mais dificil dar ouvidos a essa pessoa. As vezes me surpreendo e erro, mas é um preconceito dificil de vencer, especialmente se for um doutor em alguma área já parto da premissa que é alguém sem pensamento próprio
  • Sol Moras Segabinaze  22/03/2013 16:14
    GRANDE Sowell.
  • anônimo  22/03/2013 16:14
    A tragédia de Ter o falso "Ser" no Poder — 11 – 07 – 2002 C. Mouro

    Materialista! ...é aquele que defende a igualdade de direitos e deveres, ou liberdade igual para todos, opondo-se à "moral socialista" daqueles cuja idéia de justiça se afirma na pretensa igualdade material dos governados. A ser imposta por uma elite dirigente hierarquizada. Esta extremamente desigual no usufruto material, bem como privilegiada em sua liberdade de decidir e agir, impondo sua vontade aos que trabalham e produzem. Estes, literalmente escravizados pela classe governante, seus mentores e serviçais beneficiários.
    .
    Uma característica dos que defendem, dissimuladamente, o retorno ao modelo econômico Feudal (onde também empresas seriam Feudos) é o discurso patético e pegajoso, que enfatiza um pretenso valor "espiritual" sobrepondo-o ao material. De forma que para conquista-lo seja o bastante a exibição de desdém contra os bens materiais ou a riqueza. Assim, quanto maior a exibição pública de repulsa àqueles a quem se atribui a ambição pela riqueza, mais o indivíduo se imagina portador do "valor espiritual" ou virtude. Passando então a taxar de egoístas e materialistas os que criticam o seu credo funesto, a fim de exibirem-se conforme o modelo de valor pretensamente estabelecido (arquétipo Quinta Coluna). Tomando-se pela idéia de que a defesa da generosidade alheia o torna igualmente generoso e valioso, a ponto de desaperceber-se que está medindo o "valor espiritual" pelos quantitativos materiais concedidos ou ostensivamente desqualificados. Assim, em busca de acumular "valor espiritual" o indivíduo esmera-se em desqualificar os bens materiais como objetivo virtuoso, exibindo um desdém discursivo por tal, mesmo que tudo faça pelo ganho material.
    .
    Da mesma forma, reconhecendo-se a tolerância como uma qualidade, as mentes obcecadas por valorização pessoal, imediatamente exibem a defesa exagerada desta, até a caricatura. Ostentando a defesa da tolerância até o extremo da capitulação sacrificial, preferencialmente alheia, em sua obsessão por exibirem-se assemelhadas ao estereótipo "tolerante", exagerando-o para garantir a si o destaque de visibilidade.
    .
    Assim o falso "espiritualismo" ou demagogismo travestido, embeleza a inveja, o obscurantismo e a covardia, utilizando a vaidade desmedida, irracional, como meio ideal de transformar o mundo num verdadeiro Inferno. Onde as "doces palavras" que saem da boca são as estradas que levam o mal a todo lugar.
    .
    Muito se fala contra o TER, como se disso dependesse o SER, e se vai construindo o PODER.
    .
    A demagogia é a tentativa de conseguir dos outros a valorização e o respeito que não se consegue de si. O pior caráter é o do demagogo, pois que une perversidade, hipocrisia e covardia. Praticando o mal em nome do bem, procurando neutralizar reações apelando para a moral alheia, que não exerce e nem respeita, apenas na tentativa de preservar-se e preservar todo o mal, utilizando-se de um exibicionismo sentimentalista, que se encontra nas mentes mais covardes.
    .
    Violência é só um eufemismo para a criminalidade que foi incentivada pela ideologia do Poder Político despótico. Daí que este também estabeleceu o uso do termo "violência" para turvar a idéia de crime contra a pessoa, ou ação lesiva mais propriamente dito.
    .
    Foi a propaganda ideológica com intuito de restabelecer a plenitude da sociedade Feudal, pelo novo nome de Socialismo, que priorizou o "TER" em pleno detrimento do "SER", segundo um "histórico materialista" em conúbio com o misticismo de uma dialética esotérica.
    .
    A deformação mental causada por tal ideologia obscurantista, voltada para o fomento de conflitos dentre a sociedade produtiva para dividi-la e domina-la, é de tal monta que, mesmo construída sob apregoados ideais materialistas que desprezam qualquer valor ético, faz com que seus discípulos e devotos enverguem a fantasia de "moralistas sentimentais", num exibicionismo autista artificioso que confirma o vício redibitório, ensejado por estereótipos religiosos já cristalizados nas mentes. Um aleijão mental, sem dúvida, proporcionado pela ambição desmedida pelo Poder como meio ideal de vida, em anuência explícita à covardia como virtude.
    .
    É lógico, então, que, neste ambiente ideológico de culto ao Poder e a líderes que o exerçam arbitrário em nome de anseios materiais, indivíduos desenvolvam em si não apenas a violência mas sobretudo a propensão ao crime contra a pessoa. De certa forma amparados por uma ideologia que, sem legalizar o crime, o legitima em sua teoria, até tendo-o glamurizado em sua prática militante ao mesmo tempo que vociferava contra a sociedade de indivíduos honestos, atribuindo-lhe a culpa de todos os males (covardia de fugir das reações ou tornar as vítimas impotentes ou "amarradas"). Como que a clamar para que esta, a sociedade produtiva, se entregasse submissa às lideranças ideológicas que ambicionavam (e ambicionam) o Poder despótico, amparadas nas "muletas mentais" de um materialismo redentor que nega a si mesmo segundo as conveniências de momento. Algo efetivamente "dialético", não nego, pois que se transmuta pegajosamente ao sabor dos interesses da vez.
    .
    Assim, foi exatamente esta ideologia que, implantada, elevou lideranças e adesistas ao Poder absoluto e ao luxo em vários países, promovendo, contra a população, genocídios, escravidão e miséria em toda parte onde se instalou, sem exceção. Realizando o "Capitalismo de Estado", este sim coerente com a descrição marxista do termo "capitalismo".
    Tudo isso sob "lindas intenções" apregoadas de forma "dialética" (!?!), sob o pretexto da "igualdade" mais desigual já prometida.
    .
    Logicamente não se podia esperar de tamanho embuste resultados diferentes daqueles obtidos, e que, em parte, ainda se reproduzem pela sanha obscurantista de tal funesta ideologia (mantra de maníacos).
    Foi exatamente nos países onde triunfou o materialismo-sentimentalóide que o "TER" foi abolido, apenas na sociedade civil, em favor do "SER". Pois que a sociedade produtiva passou, efetivamente, a NÃO TER nenhuma Liberdade, nem dignidade, nem opção, nem "consumismo" e nem nada, em nome de um "Comunismo" futuresco que estabeleceu a prioridade do "SER", mas apenas do SER ESCRAVO de uma malta ideológica hierarquizada, que assumiu para si o "ônus" do "TER", pois que TINHAM Poder absoluto, tinham palácios, tinham Berioskas para exercerem o "consumismo", tinham armas, tropas armadas e etc.. Enfim, tinham tudo, além de terem, sobretudo, uma ideologia que os fazia "SER", ou serem senhores absolutos sobre nações, corrompendo militantes por todo o planeta, inclusive com o dinheiro que estes simulam desprezar enquanto se locupletam.
    .
    Tal ideologia, socialismo, tão "dialética", não poderia ter parido neste mundo coisas senão como o Bolchevismo na URSS, o Fascismo na Itália, o Nazismo ou Nacional Socialismo na Alemanha, o Sendero Luminoso no Peru, as Narco-guerrilhas das FARCs na Colômbia, a falange vermelha, o Comando Vermelho, o PCC e assemelhados, entre tantos outros resultados funestos, previsíveis e previstos, desta farsa materialista sentimentalóide permeada de sedutores discursos e "belas intenções" mal analisadas. Cujos resultados de sua implantação sempre redundam em maltas de celerados e adesistas enriquecidos e envaidecidos pela escravidão de populações inteiras.
    C. Mouro
  • Mohamed Attcka Todomundo  26/03/2013 12:35
    q texto confuso! ate parece redaçao do ENEM.

    falando serio cara: embora parece q vc ta defendendo liberdades e laissez faire, vc precisa estudar + e entender o pq do q vc faz. prefiro um inimigo inteligente a um aliado burro. vc ñ parece entender o pq do liberalismo como esses comunas ñ entendem o pq de serem socialistas. tô pegando pesado nas palavras, mas eh uma recomendaçao construtiva: "1º aprenda a aprender p/ depois aprender a pensar" (bonito né? é uma frase do Talmude, o livro de jurisprudencias dos judeus. cá p/ nois, heim! um mulçumano citando um livro infiel dá uma credibilidade pro fulano, alem de uma aura de inteligencia, ñ dá?)
  • Sol Moras Segabinaze  22/03/2013 16:23
    "O multiculturalismo não serve apenas aos interesses ególatras dos intelectuais; ele serve também aos interesses de políticos que têm todos os incentivos para promover uma sensação de vitimização — e até mesmo de paranóia — entre grupos de cujos votos eles precisam em troca de apoio material e psicológico."

    Como a maioria dos "intelectuais" é sustentada pelo dinheiro público, eis que o círculo se fecha, há uma clara simbiose entre esses instigadores de idéias equivocadas que dividem as pessoas e os políticos que vão então concentrar mais poder pra "resolver" a questão.
  • buno barreto  22/03/2013 17:30
    olha é um texto complexo afirmar que sim existe uma superioridade cultural é complicado.... achar como dito acima que a cultura européia e americana é superior as outras ou que existe uma cultura superior é meio difícil de aceitar!!! o bem estar social que tanto mal faz a sociedade foi criação deles, bem como a ecravidão como sistema de produção foi criação oriental... então o que acho é que cada qual em seu cada qual... discordo é quando em nome de achar minha cultura superior querer impor isso as outras nações!!! ademais certas reparações são bem vindas principalmente nos eua que pregavam segregação racial inclusive como politica de estado, nada mais justo que este mesmo estado promova uma reparação( muito diferente daqui do brasil que nunca houve racismo oficial) então calma lá.
  • anônimo  22/03/2013 19:12
    'segregação racial inclusive como politica de estado, nada mais justo que este mesmo estado promova uma reparação'

    Ou seja, se uma gangue de ladrões prejudica o grupo Y e ajuda o grupo X, depois vai ser justo eles roubarem o Z, que não tem nada a ver com isso, pra ajudar o Y.
  • Renato Souza  23/03/2013 01:51
    Bruno

    O texto foi muito claro. Ele não afirma uma superioridade cultural em TODOS os aspectos. Até o exemplo do uso dos algarismos arábicos (na verdade, hindus) foi bem claro: Qualquer grupo pode se beneficiar ao imitar aqueles aspectos das outras culturas que são melhores. O caso dos algarismos deixa isso clarissimo, o sistema de algarismos arábicos tornou as operações aritméticas muitíssimo mais simples (tente fazer as quatro operações, com números da ordem de milhares, usando algarísmos romanos).

    O que Thomas Sowell propõe não é um "ranking" das melhores culturas, mas que cada um procure ver em quais aspectos as conquistas de outras culturas podem ser úteis para o desenvolvimento cultural. Seria uma estupidez muito grande, por exemplo, se hindianos considerassem que a química desenvolvida no ocidente por franceses, ingleses, alemães, russos e americanos, fosse algo "não melhor nem pior" do que qualquer conhecimento químico que eles, os hindus, tivessem desenvolvido por antes de conhecer melhor o ocidente. Seria uma estupidez se os japoneses não tivesse procurado aprender eletricidade e eletrônica com os ocidentais. Seria uma estupidez se o italiano Marconi se recusasse a aprender algo com o Alemão Hertz, e se este tivesse se recusado a aprender algo com o escocês Maxwell.

    Quem afirma que em nenhum aspecto nenhuma cultura pode ser superior a qualquer outra, terá de afirma também que nenhuma cultura tem nada a aprender com qualquer outra. Mas não é precisamente isso que os multiculturalistas fazem? E pior ainda, o fazem de forma incoerente e só quando lhes interessa. Quando algum aspecto evidentemente prejudicial de alguma cultura é criticado, se é do interesse político dos multiculturalistas, eles acusam o critico de racismo, nazismo, supremacismo, ou qualquer outra difamação que lhes ocorra. Mas eles mesmos, quando lhes interessa políticamente, acusam "pecados culturais" reais ou imaginários, de qualquer incauto que lhes caia nas mãos.

    O simples reconhecimento dessa verdade auto-evidente, de que em cada aspecto, a cultura de uma sociedade ou grupo poder ser superior ou inferior a outras culturas (nesse mesmo aspecto) torna evidente que esse é um poderoso mecanismo causador de diferenças entre os grupos quanto ao sucesso econômico, social, etc. Mas o multiculturalista, embora ele mesmo (quando lhe interessa) acuse defeitos e problemas (reais ou imaginários) nas culturas que ele quer atacar, jamais reconhece que essa é uma causa das desigualdades, porque isso lhe tiraria o poder de acusar quem quiser de "discriminação" e "racismo" bastando para isso a apresentação de uma simples estatística com diferenças de desempenhos.
  • Servidor Federal  23/03/2013 12:39
    No ano passado, mais exatamente no mês de novembro, próximo ao dia da consciência negra, saiu um reportagem na internet sobre o fortalecimento do movimento negro.
    Entre outras coisas, a reportagem falava de como a consciência política dos "afro-brasileiros" havia evoluído.
    Eu comentei mais ou menos o seguinte (procurei para replicar aqui, mas não achei):

    O grande problema que eu vejo no movimento negro no brasil é que ele não olha para frente. Essa denominação "afro-brasileiro" é uma das coisas que não entendo. Afrodescendente tem até sentido, mas afro-brasileiro faz parecer que são menos brasileiros que os outros. São metade brasileiro, metade africanos. Por essa lógica, somente os índios seriam realmente brasileiros, ou talvez nem eles, já que não havia a ideia de unidade entre as diferentes tribos.
    O movimento negro critica a segregação que houve no passado, mas promove a segregação hoje ao defender direitos diferentes para os chamados afrodescendentes. Moramos num país de privilegiados, quando digo privilegiados, me refiro as pessoas que vivem sob as asas do estado, os filhos da classe média, que trabalham em cargos comissionados, os empresários com conexões políticas, que conseguem vantajosos contratos com a administração pública, os grandes empresários que obtêm financiamento a juros subsidiados, os servidores públicos (grupo ao qual, ironicamente, eu pertenço), que possuem "direitos", que poderiam ser classificados como privilégios, e etc.
    Os movimentos sociais, incluindo o movimento negro, ao invés de defender o fim dos privilégios, para que aí sim termos uma sociedade igualitária, eles defendem a criação de mais privilégios, querem na verdade fazer parte do grupo de privilegiados.
    Quando digo "sociedade igualitária", não me refiro àquele sentido de igualdade ao que a esquerdalhada defende. Sociedade igualitária na minha opinião, é aquela onde todos possuem os mesmos direitos. Vc tem direito aquilo vc conquistou por mérito, sem que ninguém tenha sido OBRIGADO a colaborar de forma direta ou indireta com a sua conquista.
    Um outro aspecto que, na minha opinião é negativo no movimento negro, é a ideia de que a cultura africana tem que ser valorizada, que temos que ensinar nas escolas os costumes e a história africana e que os brasileiros possuem uma dívida com a África.
    1° Não existe isso de cultura africana. Os negros que vieram para o Brasil vieram de diferentes regiões da África.
    2° A escravidão foi realmente algo lamentável, que temos que lutar para que não mais ocorra (apesar de eu achar que hoje vivemos numa escravidão disfarçada). Mas os "afro-brasileiros" não podem negar o fato de que estão melhor hoje aqui, do que se tivessem ficado na África.
    3° Aproveitando o que foi dito pelo autor do artigo, eu digo que na minha há sim culturas que são superiores. Por exemplo, a cultura japonesa. Os japoneses valorizam o trabalho como forma de se conseguir as coisas. São individualistas, mas sabem respeitam outros. Quando teve aquela tragédia do terremoto, seguido de tsunami, várias reportagens mostraram japoneses em supermercados comprando comida para estocar. Todos organizados, comprando seus mantimentos e respeitando o espaço dos outros. Fosse aqui no brasil, as pessoas brigariam pelos carrinhos, discutiriam e derrubariam prateleiras.
    Fora que há no Brasil, e isso é geral, um cultura de desvalorização do trabalho. Quer me convencer que essa cultura não é inferior a uma cultura que valoriza o trabalho?

  • Josmário   23/03/2013 17:25
    Vamos começar por você funcionário público federal, peça a sua demissão e vá procurar trabalho que possa produzir algo para o Brasil, serviço público burocrático não produz nada, aliás produz sim, mais burocracia, vamos querer ser japonês agora! já!
  • Marcus Benites  24/03/2013 19:00
    E você, no seu negócio, deixa de vender pra funcionário público ou aceita, também, esse dinheiro, fruto do roubo a outras pessoas? Se a coisa deve ir por esse caminho, há que trilhá-lo todo, não indo, apenas, somente até onde é cômodo e o argumento ad hominem não nos atinge.
  • anônimo  24/03/2013 20:39
    Se não tem problema em aceitar dinheiro roubado então não tem problema todo tipo de colaboração com a gangue
  • anônimo  24/03/2013 20:52
    Então não tem nada errado em ser receptador de um carro roubado?
    Se for pra ficar no oito ou oitenta ninguém muda nada, nunca.
  • Renato Souza  25/03/2013 15:32
    Uma enorme quantidade dos funcionários públicos executam trabalhos que teriam de ser executados de qualquer forma.

    No meu caso, como miniarquista, acredito que a escola não deveria ser controlada pelo governo. Mas isso não significa que os professores que trabalham em escolas públicas não deveriam existir. Num mundo ideal, eles fariam essa trabalho para os pais dos alunos (ou para estes mesmo, no caso de adultos). No mundo real, trabalham para o governo. A mesma coisa quanto aos lixeiros. Ganham indiretamente do município, mas idealmente deveriam ganhar de condomínios, porque a maior parte da área urbana poderia ser composta de condomínios. O mesmo acontece quanto a médicos e enfermeiros. Num mundo melhor que este, seriam trabalhadores da iniciativa privada, seja de empresas, seja de fundações beneficentes. Mas seu trabalho seria utilizado da mesma forma. Graças a Deus por pessoas que, mesmo dentro de uma estrutura equivocada, procuram desenvolver um trabalho bem feito e útil.

    Mesmo um ancap deveria perceber isso.

    Já um funcionário de uma ONG que funciona como caixa de ressonância para a exigência de intervenções estatais cada vez mais abusivas, embora não seja um funcionário público, tem todo o meu desprezo.
  • PESCADOR  22/03/2013 17:43
    Sowell é sempre ótimo em qualquer assunto, menos economia.
  • Atylla  22/03/2013 17:51
    Sou Moreno com antepassados africanos , europeus e indígenas. Estava criticando as cotas raciais em uma conversa com amigos quando um deles disse:
    - Sou Descendente de escravos, que foram explorados, logo eles não podiam pagar escolas para os seus filhos, moradia, etc. As Cotas irão diminuir essa injustiça praticada contra a sua raça.
    Perguntei para um amigo branco que participava da conversa se ele sabia a origem dos seus antepassados ele disse:
    - Sou descendente do lado materno e paterno de italianos, os meus bisavós chegaram no Brasil entre 1910 e 1920 pobres e endividados, nunca participaram de nenhuma atividade ligada a escravidão.
    Perguntei para o defensor das cotas, se era justo o nosso amigo Branco pagar por crimes que não havia cometido.
    - Temos que lutar para acabar com a Desigualdade social.Foi sua resposta.
  • Neto  22/03/2013 19:15
    E o pior é que as cotas vão PIORAR a desigualdade.
    Alguém quer ser operado por um médico cotista? Eu não.
  • Wagner  22/03/2013 20:58
    Eu acho engraçado que no Brasil nós temos cota para defender a "minoria que sofre preconceito" sendo que aqui a minoria são os brancos de olhos azuis. Tem MUITO mais pardos e negros nesse país do que branco, eu já vi um cara negro chamando outro cara que era mais negro que ele de "preto safado".
  • Melanie Schwartz  25/03/2013 11:42
    É verdade, mas os brancos de olhos azuis normalmente são bem sucedidos. É raro ver uma pessoa de baixa renda que não seja parda, negra ou índia.
    Não que isso justifique essas quotas, acho essa ideia de quotas um absurdo. O critério seletivo seria mais justificável se fosse para famílias de baixa renda. Porém, ainda não resolve o problema de estarem colocando pessoas pouco preparadas nas universidades. Finalmente, o maior problema é que conta mais você ter um diploma do que conhecimento e, daí, surge essa mazela toda. Esse negócio de diploma é um tremendo lixo. =(
  • anônimo  25/03/2013 18:21
    Melanie,
    Ande pelo sul do país, o até para a região serrana do RJ (onde eu conheço mais) que vc verá um monte de brancos de olhos claros de vida bem simples. Muitos trabalham lado a lado com negros.
  • Cedric  22/03/2013 18:14
    O chato é que parece que só se pode defender essa posição se for alguma minoria (no caso racial, negro). Por mais que você dê um show de racionalidade e argumentação, partem para o ad hominem: "Ah, mas você não é (insira minoria), não sabe o que é sentir na pele a discriminação".
  • Átila  26/06/2014 14:10
    verdade
  • Juliano  22/03/2013 19:11
    Gosto muito de alguns de seus textos, mas discordo muito nas suas posições em relação à imigração.

    "The purpose of American immigration laws and policies is not to be either humane or inhumane to illegal immigrants. The purpose of immigration laws and policies is to serve the national interest of this country.

    There is no inherent right to come live in the United States, in disregard of whether the American people want you here."


    "The more doctrinaire libertarians see the benefits of free international trade in goods, and extend the same reasoning to free international movement of people. But goods do not bring a culture with them. Nor do they give birth to other goods to perpetuate that culture."

    "When you import people, you import cultures, including cultures that have been far less successful in providing decent lives and decent livelihoods. The American people have a right to decide for themselves whether they want unlimited imports of cultures from other countries."


    townhall.com/columnists/thomassowell/2011/11/29/gingrich_and_immigration

  • anônimo  22/03/2013 19:27
    No contexto atual faz sentido essa crítica dele
    Quanto à 'culturas', ele está se referindo ao pessoal do bolsa esmola de lá, imigrantes que se acham no direito a qualquer tipo de welfare state e que vão morrer votando no camarada Obama e cia
  • Juliano  22/03/2013 19:38
    Utilizar coletivos é sempre muito complicado. Por sinal, é a prática preferida da esquerda.

    O "povo americano" não quer pessoas, assim como não existe "interesse nacional" dos EUA. Existem indivíduos que se relacionam e que podem ter uma opinião positiva ou não em relação à qualquer coisa. E, independente da vontade de um grupo específico, isso não deve impedir que pessoas possam se relacionar de forma pacífica, independente da região geográfica onde tenham nascido.

  • Occam's Razor  22/03/2013 19:47
    Algo que tem passado pela minha cabeça com relação a imigração é que, vivendo em uma democracia, um país rico que permita a entrada de infinitas pessoas sem nenhum critério vai entrar em colapso eventualmente. A maior parte dos imigrantes são pobres e vão formar um bolo cada vez maior para votar no candidato mais populista e estatizante. Em uma democracia, o colapso será só uma questão de tempo.
  • Juliano  22/03/2013 19:59
    Esse é um problema da democracia e não dos pobres. É desumano e imoral impedir que alguém possa buscar uma vida melhor através de relações voluntárias.
  • anônimo  22/03/2013 23:04
    Vamos ser realistas, esse pessoal não são só uns pobrezinhos coitadinhos que querem oportunidade de trabalhar e ter uma vida melhor.Uma das coisas que a mídia muito honesta não falou, no episódio do atirador da Noruega por ex, é que TODOS os estupros recentes ali tinham sido feitos pelos imigrantes.
  • Marcus Benites  22/03/2013 23:22
    Quando se atua em busca de "gratuidades" e se vota em candidatos que garantam isso, ou seja, quando se obriga, com o seu voto, a coerção a outras pessoas para que você se dê bem, já não há mais qualquer relação voluntária. Logo, imigração e democracia, de fato, não funcionam em conjunto para a prosperidade de um país. Infelizmente, se o sistema democrático perdura e não há como modificá-lo e as "relações voluntarias" buscadas inicialmente por imigrantes se transformam, inevitavelmente, em coerção, não é nenhum absurdo que se questione, também, a imigração, já que não se pode questionar a democracia. É tão somente tentar diminuir o mal, já que em uma democracia a imigração passa a fazer parte dele. É legítimo que, se sou coagido a ter meu dinheiro roubado pelo estado, eu não queira mais gente para viver às custas dele, o que acarretará em mais dinheiro meu sendo roubado no futuro.
  • Vinicius Costa  22/03/2013 22:35
    Isso se não for respeitado as liberdades individuais. Desde a democracia da Grécia Antiga até a criação da Constituição Americana, todos chegaram nesse ponto, e nem precisa ser sobre imigrantes, porque os próprios habitantes mais pobres em maioria poderiam roubar aqueles mais ricos. Por isso boa parte da Constituição Americana foi feita para impedir uma tirania da maioria. O problema é que muitas emendas foram feitas, principalmente em épocas de guerra, fazendo com que boa parte do esforço fosse em vão.

  • Juliano  23/03/2013 02:36
    "não é nenhum absurdo que se questione, também, a imigração"

    Sinto muito, mas é um absurdo sim. É o mesmo caso dos empresários que defendem proteções pra sua área já que o governo também lhes aufere custos; ou dos beneficiados pelo BNDES, que acham que merecem o subsídio já que têm que pagar caro pra manter Estado.

    O Estado adiciona custos a todos e esse custo não justifica a imposição de nenhuma punição a pessoas que não tem culpa nenhuma na história. O fato do Estado estar te coagindo não justifica de forma alguma impor algum tipo de coação a terceiros, pior ainda é fazer isso por grupos.

    O princípio da não agressão continua valendo e só é aplicável a indivíduos, nunca a grupos.

  • Marcus Benites  23/03/2013 14:03
    Vamos reformular: em um contexto IDEAL, seria absurdo criticar a imigração. Em um contexto REAL, imigração significa, sim, coerção. As regras do jogo são estas: imigrantes virão para escolher os governantes que lhes darão mais "gratuidades" às custas do meu dinheiro. Dado que o contexto é esse, e vai continuar sendo esse, já que as sociedades não dão qualquer sinal de mudar isso, é legítimo, sim, questionar a imigração e fazer isso em defesa da própria liberdade, ou seja, da manutenção do próprio patrimônio.

    No contexto ideal imigrantes procuram melhores condições de vida a partir de trocas voluntárias. Questionar isso seria absurdo, concordo. Infelizmente, em uma sociedade com governo democrático, eles vêm se beneficiar de vantagens às custas alheias. E não há qualquer problema em se questionar isso já que, ao fazê-lo, busca-se uma defesa da própria liberdade. Não há qualquer xenofobia no ato, tão somente um "não quero ser obrigado a dar meu dinheiro pra mais gente". Você parte de uma ideia de um imigrante idealizado, mas ele não coexiste com a democracia. Ele está vindo, sim, com o intuito de se beneficiar do dinheiro alheio. É esse o fato contextual. E minha análise da coisa é levando-se em conta o contexto, tão somente.
  • Juliano  23/03/2013 15:45
    O argumento é o mesmo...
    "Em um contexto ideal, eu seria contra tarifas de importação. Mas, em um contexto real, precisamos de tarifas de importação para não acabar com a indústria nacional já que as empresas nacionais pagam muitos impostos".

    "Em um contexto ideal, eu seria contra interferir nas relações entre contratantes e contratados. Mas, em um contexto real, precisamos de leis trabalhistas porque o governo dificulta muito a abertura de empresas e isso diminui as possibilidades de trabalho".

    "Em um contexto ideal, eu seria a favor de qualquer relação voluntária entre consumidores e empresas. Mas, no cenário atual onde o governo reduz a concorrência, precisamos de agências reguladoras para estabelecer um mínimo de qualidade".

    Isso funciona pra qualquer coisa pró intervenção estatal.

    O problema é a intervenção estatal, não a imigração. Por essa linha, também poderíamos questionar a possibilidade de nordestinos migrarem para o sudeste, afinal eles também elegem seus candidatos para receber benefícios.

    A intervenção estatal causa problemas e as pessoas clamam por mais violência estatal para diminuir as conseqüência da primeira intervenção. E assim caminhamos rumo ao controle total.

    Como sempre digo, governos aumentam a segregação. Eles estimulam o conflito entre grupos e as pessoas começam a se identificar por rótulos e esses rótulos começam a servir de justificativa para agressão entre as partes. Locais x imigrantes, cotistas x não cotistas, funcionários x empresários.... a lista só cresce. É sempre um grupo tentando espoliar o outro. Ou vc está entre os espoliadores ou fica entre os espoliados.

    Precisamos sair dessa armadilha mental e jogar a culpa nos reais causadores do problema.
  • Neto  23/03/2013 17:00
    '"Em um contexto ideal, eu seria contra tarifas de importação. Mas, em um contexto real, precisamos de tarifas de importação para não acabar com a indústria nacional já que as empresas nacionais pagam muitos impostos".

    Essa comparação não tem nada a ver.Ele deixou claro que contexto ideal = sem democracia.Partindo do pressuposto que a democracia vai continuar, liberar a imigração só vai piorar tudo e dar mais poder pro governo. Já acabar com tarifa de importação, não vai dar nenhum novo poder pra ele, é justamente o contrário você está diminuindo o estado e uma de suas fontes de renda.
  • Juliano  23/03/2013 19:01
    Não vejo porque a comparação não é válida. Um tipo de intervenção do governo gera conseqüências negativas e a solução proposta é estender a coação para outros indivíduos que não fizeram nada de errado. Querem proibi-los pelo seu perigo potencial.

    Como eu comentei antes, por que também não proibir a migração dentro do país?

    Um ambiente onde grupos organizados podem espoliar os outros sempre vai tender a gerar esses grupos. Seja de estrangeiros, de pessoas de uma determinada etnia, crença, ou qualquer outra coisa. Combater imigrantes, além de completamente injusto, é simplesmente combater o sintoma. Se não forem os imigrantes, qualquer outro grupo serve para que um político monte sua base de apoio.

    Além disso, também é errado afirmar que as pessoas só imigram atrás de assistencialismo. Claro que ninguém recusa dinheiro fácil, mas muita gente imigra atrás de melhores oportunidades. Tanto que um dos grupos que tradicionalmente mais pressionou pelo aumento da fiscalização nas fronteiras é o sindical, já que imigrantes representam mão de obra mais barata.
  • E. Sefer  24/03/2013 05:46
    Hoje em dia, há um exemplo de (massiva) imigração que claramente não está ocorrendo por indivíduos que desejam viver às custas do estado, mas melhorar suas condições, através de seus meios e das oportunidades que vierem a surgir. Falo da imigração, principalmente de paquistaneses, indianos, iranianos e malaios, para os Emirados Árabes Unidos. As práticas de regulação trabalhista do país com freqüência deixam a esquerda absolutamente escandalizada. Não vou entrar no mérito dos privilégios concedidos aos emiratis pelo governo (um custo cujo peso se fará sentir em longo prazo), mas para quase 90% da população do país ser composta por estrangeiros, a grande maioria advinda das camadas sociais mais pobres de nações pouco desenvolvidas, sem qualquer privilégio à custa de quem for, alguma vantagem certamente viram. O resultado se reflete no benefício comum da sociedade, cuja economia cada vez mais se diversifica, reduzindo gradualmente a dependência do petróleo, e ajustando-a às forças produtivas da sociedade.
  • Marcus Benites  24/03/2013 13:50
    Estou falando especificamente de uma imigração cuja intenção é se beneficiar de "gratuidades". Claro que não me refiro a trabalhadores que, antes de imigrar, têm um trabalho já definido. Problema algum com os bolivianos em São Paulo, por exemplo. Só lembrando: em uma situação ideal de anarcocapitalismo, imigrantes também só imigrariam, respeitando a propriedade alheia, se tivessem acordado, anteriormente, lugar pra ficar, ou seja, se pudessem pagar por ele. A situação "vou imigrar, pra ver no que vai dar, qualquer coisa o governo (entenda-se "o dinheiro dos outros") me socorre" não é, exatamente, exercer um "direito à liberdade" e essa situação seria impossível em um estado anarcocapitalista. Ou seja: esse tipo de imigração também seria "proibida" em uma sociedade sem estado, já que ninguém daria nada de graça a outrem. Se eu não tinha me feito entender, acho que agora ficou clara minha posição estritamente contextual da coisa. Não sou contra a imigração, ao contrário: eu a defendo exatamente nos moldes em que ela pudesse ocorrer em uma sociedade ancap, com cada qual arcando por suas escolhas, nem mais, nem menos.
  • Renato Souza  24/03/2013 18:27
    A limitação da imigração é vélida, se for algo que a maioria da população quer. Afinal, em princípio, você não tem o direito de morar num lugar onde as pessoas não queren você. O direito da população local rejeitar certos forasteiros não é uma invenção ideológica do estado moderno, mas algo que desde os primórdios da história foi aceito como justo em todos os povos e culturas. Desde os primórdios da história humana, forasteiros que não eram bem vindos na tribo eram expulsos. Se as razões para isso antecedem qualquer ideologia e ultrapassam qualquer barreira cultural, então são parte do direito natural, ou pelo menos da natureza humana normal.

    Há dois discursos contra a imigração. Um falacioso, que diz que os imigrantes roubam os empregos da população local. Mas outro é verdadeiro, e fala a respeito daqueles imigrantes que querem viver às custas da população local, ou viver na criminalidade, ou vivem de odiar o modo de ser da população local. No caso dos imigrantes que querem apenas trabalhar e viver em paz, sem se impor à população local, não vejo qualquer motivo justo para que sejam expulsos, tais pessoas só somam e contribuem para o bem de todos. Mas aqueles que querem viver encostados ou praticando a violência não tem de ser tolerados pela população local.
  • Juliano  25/03/2013 13:01
    Os argumentos estão indo na linha mais coletivista possível.

    A maioria da população quer? E daí? Está justamente aí o grande mal da democracia, onde a maioria da população ganha poderes para desrespeitar as liberdades de indivíduos pacíficos.

    Não quer se relacionar com alguém que nasceu do outro lado da linha imaginária? Está no seu direito. Mas, ao tentar proibir o ingresso com violência, está sim violando o direito do indivíduo.

    Nem todas as pessoas imigram já com trabalho acertado e isso não tem nada de errado. Muita gente simplesmente quer procurar melhores chances, da mesma forma como ocorre a migração dentro do mesmo país. Quantas pessoas se mandam do Nordeste para São Paulo, por exemplo, pra tentar achar alguma coisa? O cara fica um tempo se virando como pode até achar um emprego razoável. O Lima Duarte, ator, foi de Minas para o Rio ainda adolescente e ficou dormindo embaixo dos ônibus na rodoviária por vários dias até conseguir algum lugar mais decente. Ajudava passageiros e motoristas a descarregar bagagens em troca de algumas moedas que garantiam pelo menos sua comida. Depois, acabou ficando meses morando em uma zona até conseguir se arrumar.

    A associação de imigrates com os serviços sociais é natural na medida que os políticos sempre procuram algum grupo pra buscar apoio. É o mesmo que ocorre com mulheres, deficientes físicos, idosos, aposentados, negros, estudantes ou qualquer outro grupo. A culpa é dos indivíduos, simplesmente por terem nascido parte desses grupos?

    Usar o poder do Estado para combater a imigração é complementamente ilegítimo. É violência contra inocentes, é iniciação de agressão. É separar pessoas por linhas imaginárias criadas por políticos para que nos sintamos diferentes.
  • Renato Souza  25/03/2013 15:16
    Juliano

    "Coletivista"? De modo algum. A noção de que a população local pode rejeitar forasteiros encrenqueiros precede em milênios qualquer ideologia coletivista. Isto é algo muito anterior ao que se costuma chamar de estado, é algo que vem desde o tempo dos governos tribais.

    E eu não disse que o sujeito tem de chegar ao seu novo local de moradia com emprego já arrumado. Estou dizendo apenas que se, após um tempo morando no local, demonstrar que não quer paz nem trabalho, é um direito da população expulsa-lo e proibir que volte.
  • Juliano  25/03/2013 16:42
    "População local" é um outro nome pra "sociedade", "povo". Coletivismo é a noção que os grupos agem, têm vontades. A idéia é a mesma para a esquerda: o povo quer leis trabalhistas, o povo quer salário mínimo, as estatais são do povo... e assim por diante.

    Cada indivíduo tem o direito de não gostar de forasteiros, mas nenhum tem o direito de impedí-los fora de suas propriedades. Colocar guardas na fronteira porque a "população local" quer é uma medida coletivista.

    Reforço: não existe nenhuma diferença de imigração entre países ou migração entre cidades e estados. É exatamente a mesma coisa.

    Mencionei a questão de vir com um trabalho estabelecido pois a idéia foi abordada em um comentário anterior: "Claro que não me refiro a trabalhadores que, antes de imigrar, têm um trabalho já definido.".

    Não discordo do fato de que as políticas assistencialistas criam o confronto (como cria diversos outros conflitos). Defendo que elas sejam abolidas e que a caridade deixe de ser financiada por impostos. É essa a raiz do problema. Mantendo o assistencialismo estatal, só vai mudar o nome do grupo a levar a culpa.

    Abraços,
    Juliano
  • anônimo  25/03/2013 17:08
    'Cada indivíduo tem o direito de não gostar de forasteiros, mas nenhum tem o direito de impedí-los fora de suas propriedades.'

    Acho que você ainda não entendeu.O problema é que você compara tudo com a situação ideal. Mas ora, ninguém discorda que esse seja o ideal, o ponto de quem é contra imigração desse jeito é qual a opção realista menos ruim.
  • anônimo  25/03/2013 17:14
    '"População local" é um outro nome pra "sociedade", "povo". Coletivismo é a noção que os grupos agem, têm vontades. A idéia é a mesma para a esquerda: o povo quer leis trabalhistas, o povo quer salário mínimo, as estatais são do povo... e assim por diante.'

    E nesse caso o 'povo' quer algo que implica em menos poder pro governo, qual o problema? Dos males o menor.
  • Renato Souza  25/03/2013 17:37
    O conceito de expulsão não se confunde com o conceito de expropriação. Na imensa maioria das vezes imigrantes desordeiros não tem propriedades que não possam ser carregadas. Nos casos em que tem, teria de se permitir a presença da pessoa durante períodos restritos, para que cuidase da administração ou venda de tal propriedade.

    Quanto à idéia de que existem grupos, e de que as pessoas agem em grupos, não é o coletivismo, a não ser que você queira mudar o nome das coisas. Coletivismo é o nome dado a um conjunto de doutrinas político-econômicas peculiares que desprezam o valor dos indivíduos, em detrimento dos grupos. Chegam mesmo a negar a existência dos indivíduos como seres autônomos.

    Quanto à idéia dos grupos humanos, ela é tão antiga quanto a história pode alcançar. É um conceito universal quanto às sociedades e culturas, isto é, jamis houve sociedade ou cultura conhecida que não usasse esse conceito, até onde a história alcança. Você trata um conceito dessa abrangência como se fosse uma mera bobagem inventada por alguma ideologia particular.

    Muitas pessoas tem confundido as coisas quanto à existência de grupos. Durante muitos milênios, pessoas tem afirmado sua individualidade em relação ao grupo. Mas isso tem o significado de a pessoa deve ser julgada e avaliada individualmente, e não que o grupo não existe.

    Como cristão, noto que a Bíblia trata de ambos os conceitos. Uma enorme quantidade de afirmações, críticas, elogios, julgamentos, são afirmados em suas páginas com relação a grupos. Mas ao mesmo tempo, ela afirma que cada um dará contas de sí mesmo a Deus.
  • Juliano  25/03/2013 18:25
    Oi Renato,

    Qual é exatamente a diferença entre desordeiros nativos ou nascidos em outro país?

    Quanto à idéia de que existem grupos, e de que as pessoas agem em grupos, não é o coletivismo, a não ser que você queira mudar o nome das coisas. Coletivismo é o nome dado a um conjunto de doutrinas político-econômicas peculiares que desprezam o valor dos indivíduos, em detrimento dos grupos. Chegam mesmo a negar a existência dos indivíduos como seres autônomos.

    Não neguei a existência de grupos. Mencionei coletivismo como o fato de atribuir a grupos uma opinião e colocá-los como atores centrais na discussão. Estrangeiros são isso, negros fazem aquilo, pobres gostam disso. Cada um desses grupos é composto por várias pessoas e nem todas pensam ou agem da mesma forma. Até existem comportamentos que podem ser mais comuns a alguns grupos, mas isso não significa que indivíduos possam ser responsabilizados simplesmente por terem nascido parte de um grupo.

    Quanto ao argumento do "isso se vivêssemos em uma sociedade ideal", a idéia do não início à agressão continua intacta. Independente de onde a pessoas tenha nascido, se cria problemas, merece punição. Se é pacífica, não merece nenhum tipo de restrição. O raciocínio não tem nenhuma diferença para nativos ou estrangeiros. Estrangeira ou não, se a pessoa quer respeitar as regras, não há motivo para puní-la.

    Abraços,
    Juliano
  • anônimo  25/03/2013 20:25
    'Qual é exatamente a diferença entre desordeiros nativos ou nascidos em outro país?'

    Nenhuma, mas não faz sentido perguntar isso quando se pega o exemplo de vários países razoavelmente pacíficos que vêem os números de estupro, assassinatos, todo tipo de crime, sempre relacionado com os imigrantes.
    Que é o que está acontecendo na europa.
  • Renato Souza  28/03/2013 14:24
    Qual a diferença entre um desordeiro estrangeiro e um desordeiro natural?

    Bastante grande. É difícil expulsar um desordeiro natural, visto que virtualmente toda a área habitavel do planeta está habitada. Larga-lo na Antártida seria o equivalente à pena de morte, que ninguém alegará que poderá ser aplicavel a crimes menores. Ordenar que sai por uma das fronteiras? Porque os países fronteiriços o teriam de aceitar, visto que está sendo expulso justamente por malfeitorias? É impraticável expulsa-lo.

    Quanto a desordeiros estrangeiros, é uma benção que haja outro país que o delcara cidadão, e que não pode se recusar a aceita-lo de volta. Eles que arquem com a dificuldade e custos de lidar com o desordeiro.
  • anônimo  25/03/2013 16:58
    'Não vejo porque a comparação não é válida. '

    Aí é uma limitação sua porque não da pra ser mais claro; (com todas as outras variáveis iguais) uma opção enfraquece o governo e a outra o fortalece.
  • Juliano  25/03/2013 17:13
    'Não vejo porque a comparação não é válida. '
    Aí é uma limitação sua porque não da pra ser mais claro; (com todas as outras variáveis iguais) uma opção enfraquece o governo e a outra o fortalece.


    Depende dos critérios que vc usa pra comparar e pra definir o que é dar mais poder. Eu posso achar que definir quem entra e quem sai do país como sendo muito poder. Um governo com forte apoio sindical tem mais poder com o limite da imigração, pois isso centraliza os trabalhadores nos sindicatos. Fronteiras vigiadas também facilitam para o governo controlar o fluxo de mercadorias e capitais.

  • anônimo  25/03/2013 20:41
    'Eu posso achar que definir quem entra e quem sai do país como sendo muito poder. Um governo com forte apoio sindical tem mais poder com o limite da imigração, pois isso centraliza os trabalhadores nos sindicatos. '

    Aí já é viagem sua.Se um dos motivos pra se falar tanto disso é que a opinião pública quer uma coisa e o governo outra, então que diabos é isso? Governo lutando pra (segundo o seu achismo)perder poder? Não faz sentido.
    Sindicatos contra a imigração, agora degringolou geral.Precisa falar o óbvio? Sindicalista é uma das coisas mais vermelhas que alguém pode encontrar na vida. Uma das coisas que a mídia não fala é do rabo preso do Obama morrendo de dar dinheiro pra tudo que é sindicato por lá.
  • Marcus Benites  25/03/2013 21:21
    Bom, saio da pendenga pois minha ideia já foi suficientemente exposta e em momento algum tendeu a qualquer coletivismo. Concluí que defendo a imigração exatamente de acordo com o que seriam os moldes anarcocapitalistas. De resto parece-me que a questão fugiu bastante do seu centro e não vai mais a lugar algum.
  • Juliano  25/03/2013 21:21
    Aí já é viagem sua.Se um dos motivos pra se falar tanto disso é que a opinião pública quer uma coisa e o governo outra, então que diabos é isso? Governo lutando pra (segundo o seu achismo)perder poder? Não faz sentido.
    Sindicatos contra a imigração, agora degringolou geral.Precisa falar o óbvio? Sindicalista é uma das coisas mais vermelhas que alguém pode encontrar na vida. Uma das coisas que a mídia não fala é do rabo preso do Obama morrendo de dar dinheiro pra tudo que é sindicato por lá.


    Viagem minha? Você defende que controlar fronteiras e restringir a entrada de imigrantes diminui o poder do governo, eu disse que é justamente o contrário. Limitar a imigração é dar mais autonomia para o Estado, é mais poder de decisão nas mãos dos burocratas, não menos.

    Se uma comunidade apresenta problemas com assaltos ou qualquer outra coisa, que se combatam os indivíduos que estão cometendo os delitos, não pessoas que tenham características similares aos criminosos. Já houve época em que esse argumento era justificativa para discriminar negros, hoje o grupo só mudou de nome.
  • anônimo  26/03/2013 09:45
    'Você defende que controlar fronteiras e restringir a entrada de imigrantes diminui o poder do governo, eu disse que é justamente o contrário. '

    O que eu disse foi que os imigrantes vão pra lá pra se beneficiar do welfare state e votar no camarada Obama e cia pra sempre.Obviamente isso tem mais peso do que o suposto aumento de poder do governo em botar mais guardas nas fronteiras, já que essa é a causa mais amada pela esquerda americana.

    E outra coisa, o povo ser contra essas coisas não implica necessariamente em que essa vigilância seja feita pelo governo coisa nenhuma, no Texas os próprios cidadãos se organizam e fazem milícias pra isso.

    Num mundo ancap não ia ser muito diferente.Em vez de vigiar as fronteiras eles iam vigiar as propriedades uns dos outros.

  • anônimo  26/03/2013 10:07
    'Se uma comunidade apresenta problemas com assaltos ou qualquer outra coisa, que se combatam os indivíduos que estão cometendo os delitos, não pessoas que tenham características similares aos criminosos. Já houve época em que esse argumento era justificativa para discriminar negros, hoje o grupo só mudou de nome.'

    De novo, você julga as coisas comparando com uma situação ideal.A questão é, o que é MENOS ruim: A ou B? Comparar qualquer opção com o ideal é o jeito de não se chegar em canto nenhum
    O que você está defendendo é a importação de toneladas de eleitores do welfare state, todo mundo sabe disso.
  • Veron  03/07/2015 11:13
    Em um mundo REAL da Democracia, imigrantes (que em sua maioria absoluta são pobres vindo de países pobres) servem para dar mais votos aos políticos populistas. No caso dos EUA, imigrantes pobres só servem para pesar cada vez mais o Welfare State e dar mais votos ao camarada Obama para manter esse sistema parasita.

    Por isso tal crítica aos imigrantes é completamente válida, pois vivemos em um mundo REAL democrático e não em um mundo IDEAL anarco-capitalista.

    Não é por acaso que a esquerda possui tesão que ocorra imigrações em massa de países pobres estatistas para países ricos livres. É justamente porque sabem que estamos em uma Democracia e que mais imigrantes pobres querendo coisas "de graça" é mais votos para o político populista aumentar o Welfare State.

    Isso é uma tática descrita inicialmente pela Escola de Frankfurt.
  • anônimo  10/07/2015 08:23
    No anarco capitalismo não existiria a imigração de hoje, e não apenas por causa da falta de welfare state mas também pela terra ser privada.
    https://www.lewrockwell.com/2015/07/hans-hermann-hoppe/free-immigration/
  • Fabio  22/03/2013 21:10
    A maior parte dos imigrantes são pobres e vão formar um bolo cada vez maior para votar no candidato mais populista e estatizante. Em uma democracia, o colapso será só uma questão de tempo.

    Pensando por esse lado,até concordo com vc.
    O Estados Unidos é um bom exemplo,o Obama ganhou as ultimas eleições tambem por causa dos latinos esqueritas imigrantes.
  • anônimo  22/08/2015 02:07
    Os imigrantes não são esquerdistas, são os idiotas-úteis usados pelos esquerdistas para chegar ao poder com o discurso populista e começar a agigantar o Welfare State.
  • Cristovam Buarque  22/03/2013 22:23
    Insisto: Há uma dívida histórica dos brasileiros com negros e deve ser paga.

    Anos atrás, visitando o campus da Universidade de Brasília (UnB) com uma professora norte-americana, perguntei qual a diferença da paisagem arquitetônica do nosso campus para um campus nos EUA. Esperei que dissesse: "São parecidos." Mas, depois de olhar ao redor, ela disse: "Não têm negros." Respondi que no Brasil, como também nos EUA, os negros não têm boas escolas na educação de base. Ela perguntou: "Por que não adotam cota para negros, como nos EUA?"

    Na próxima semana, o Brasil completará 124 anos da abolição sem ter embaixadores negros. Atualmente há no Congresso Nacional apenas um senador negro e 43 deputados federais que assumiram serem afrodescendentes; temos apenas 2% de médicos, 10% de engenheiros e 1% de professores universitários que podem ser considerados negros. Os Estados Unidos já elegeram um presidente negro, mas o Brasil dificilmente terá um presidente negro nas próximas décadas. É absurda tal situação.

    Na semana passada, depois de nove anos de adotadas pela UnB, as cotas raciais foram reconhecidas como legais pelo STF - Supremo Tribunal Federal. Nesse período, três mil alunos foram admitidos pela cota racial na UnB e mil concluíram seus cursos, graças ao ingresso usando as cotas. Todos os estudos mostram que esses alunos tiveram um desempenho, no mínimo, equivalente à média dos demais alunos. Isso se explica porque todos os alunos beneficiados pelas cotas são necessariamente aprovados no vestibular. Prova empírica do sucesso da política de cotas e da elevação social das minorias excluídas pela elite.

    Apesar do sucesso, por quase 20 anos, um intenso debate vem sendo feito entre os que são a favor e os que são contrários a esse sistema, porque até hoje não houve entendimento correto do instituto das cotas raciais e seu propósito, nem entre os favoráveis, nem entre os opositores. O individualismo típico do nosso tempo vem prolongando o debate e tornando-o em um ridículo discurso de egoísmo.

    Os opositores dizem que este é um "jeitinho" equivocado, porque a verdadeira solução para resolver a desigualdade racial na universidade seria uma educação de base de qualidade para todos. Realmente a maneira correta de resolver esse problema é a educação de base com qualidade e igual para todos. Temos bons jogadores de futebol negros porque a bola é redonda para todos, mas nossas escolas são redondas apenas para os poucos burgueses que têm renda para cursar uma boa escola no ensino fundamental e no ensino médio. Mas para fazer todas nossas escolas redondas, com qualidade, e dar resultado na mudança da cor da cara da elite serão necessários 20 anos. Isso se nós estivéssemos fazendo hoje o nosso dever de casa para mudar a educação. E não estamos. Enquanto aqui discutimos, beneficiamo-nos daqueles cuja educação de direito fora por nós negada. Vivemos em uma escravocracia moderna e homóloga à primeira.

    Tanto os que são contrários às cotas raciais quanto aqueles favoráveis enfocam o assunto pelo lado individualista de oferecer uma escada social a um jovem negro. Continuam pensando que as cotas visam a beneficiar o aluno que obtém a vaga. Não percebem o papel da cota racial como o caminho para o Brasil apresentar com orgulho uma sociedade com elite tão multirracial quanto seu povo. Abraçam-se cegamente ao individualismo: Negam os benefícios do coletivismo estatal, por exemplo, na eliminação da dengue, no combate ao analfabetismo e na criação de serviços públicos de qualidade em Canadá e Europa.

    A cota social beneficia o aluno, a cota racial beneficia o Brasil, possibilitando o ingresso de jovens negros na carreira profissional de nível superior. Certamente jovens escolhidos entre aqueles de classe média, que concluíram o ensino médio e passaram no vestibular porque foram bem preparados em uma boa escola, portanto provavelmente não pobres. Serão pessoalmente beneficiados, mas prestarão um serviço patriótico ao ajudarem, pelo estudo, a mudar a cor da cara da elite brasileira. Nesse aspecto, friso novamente o papel dos direitos individuais servindo como uma desculpa infantil para a negação direitos que devemos a determinados grupos da sociedade.

    A cota racial para a universidade nada tem a ver com a cota social. Esta atenderia jovens pobres para compensá-los pelo que lhes negamos na infância. É um benefício justo; a cota racial não é um assunto de justiça, é um assunto de dignidade nacional; não é social, é patriótica. Visa colocar fim ao racismo ao retirar o monopólio do poder fora das mãos de uma elite branca e ultra-conservadora.

    Os que lutam pela cota racial nas universidades não lutam pela erradicação do analfabetismo entre adultos negros, nem para que os negros pobres tenham escolas com a mesma qualidade dos ricos brancos. E aqueles que defendem as cotas sociais no lugar das raciais não defendem cotas sociais no ensino fundamental e médio, nos colégios federais e mesmo nas escolas particulares de qualidade. Esta sim seria cota social. A cota social na educação de base nunca atraiu os defensores da cota racial nem aqueles que se opõem a ela e que usam a ideia de social contra a de racial. Os que defendem cotas sociais para as universidades, em vez das cotas raciais, provavelmente ficarão contra as cotas sociais nas boas escolas da educação de base, obrigando as escolas caras a receberem alunos pobres, sem mensalidade ou com uma bolsa do tipo Prouni.

    Sendo assim, espero ter desmistificado a névoa de críticas vazias dos individualistas e defensores das cotas sociais. É mais que um compromisso patriótico equilibrar a elite de nossa nação, é um dever como ser humano. A grande cisma individualista-conservadora de nosso tempo é inimiga da criação de um Brasil mais justo é próspero, seja opondo-se a serviços públicos de qualidade ou a qualquer tipo de igualdade que não seja para sua classe.

    Juntos, nós podemos e devemos.
  • Victor Cezar  22/03/2013 23:53
    Eu sei que é fake, mas não pude deixar essa passar... hehehe "Por que não adotam cota para negros, como nos EUA?" Engraçado, porque o próprio Sowell tem um livro sobre isso!
  • Renato Souza  23/03/2013 02:01
    Fazendo de conta que não é fake:

    Se o estado não prejudicasse as crianças pobres, com escolas péssimas, em uma geração as diferenças entre grupos seriam tão minimizadas que já não serviriam para sustentar a demagogia da esquerda. Logo, a esquerda que controla o estado não quererá que as escolas para os pobres deixe de ser péssima, porque assim perderia mais esse poder e também a grana associada às "políticas compensatórias".

    Conforme pensa todo esquerdista: "os problemas tem de permanecer a aumentar, para que o poder aumente".
  • Arthur M Meskelis  23/03/2013 05:12
    Cristovam Buarque

    "Insisto: Há uma dívida histórica dos brasileiros com negros e deve ser paga."

    Sou neto de imigrante lituano fugido da ussr, quero entender porque tenho que arcar com essa dívida


    "Na próxima semana, o Brasil completará 124 anos da abolição sem ter embaixadores negros. Atualmente há no Congresso Nacional apenas um senador negro e 43 deputados federais que assumiram serem afrodescendentes; temos apenas 2% de médicos, 10% de engenheiros e 1% de professores universitários que podem ser considerados negros. Os Estados Unidos já elegeram um presidente negro, mas o Brasil dificilmente terá um presidente negro nas próximas décadas. É absurda tal situação."

    Assim como nunca tivemos um presidente índio, nem um presidente ariano, ao moldes dos imigrantes do sul do nosso país. Devemos ter cotas para eles também ? Eles também não são minorias ? Nunca tivemos um presidente sergipano, nem acreano; muito menos um âncora de jornal importante de um estado com pouca população, aka minoria. Haverá cotas para eles ? Ou as cotas são somente para aqueles grupos que vocês escolheram ?

    "Na semana passada, depois de nove anos de adotadas pela UnB, as cotas raciais foram reconhecidas como legais pelo STF - Supremo Tribunal Federal. Nesse período, três mil alunos foram admitidos pela cota racial na UnB e mil concluíram seus cursos, graças ao ingresso usando as cotas. Todos os estudos mostram que esses alunos tiveram um desempenho, no mínimo, equivalente à média dos demais alunos. Isso se explica porque todos os alunos beneficiados pelas cotas são necessariamente aprovados no vestibular. Prova empírica do sucesso da política de cotas e da elevação social das minorias excluídas pela elite."

    Ora, mas se são aprovados no vestibular por que precisam de cotas ! Quero saber o que a elite tem a ver com isso, pois seus filhos estudam no exterior, não estudam em universidade pública no Brasil. Quem está querendo jogar a classe média numa briga com a classe pobre ou miserável ? Por acaso é a classe média que tem campos de cana-de-açúcar para produção de álcool ? A classe média é obrigada a pagar escola e saúde duas vezes, é ela que mantêm esse país rodando; e ela é tão importante que não é a toa o governo chamar quem ganha 2 salários mínimos de "nova classe média". E o rapaz que nasceu no interior do Paraná, branco por causa da ancestralidade (que por sinal ninguém controla), mas que é pobre e também "excluído socialmente", ele tem acesso a cota racial ?

    "Apesar do sucesso, por quase 20 anos, um intenso debate vem sendo feito entre os que são a favor e os que são contrários a esse sistema, porque até hoje não houve entendimento correto do instituto das cotas raciais e seu propósito, nem entre os favoráveis, nem entre os opositores. O individualismo típico do nosso tempo vem prolongando o debate e tornando-o em um ridículo discurso de egoísmo."

    Com certeza é individualismo a pessoa trabalhar para crescer na vida, investindo em cursos de idiomas ou técnicos.

    "Os opositores dizem que este é um "jeitinho" equivocado, porque a verdadeira solução para resolver a desigualdade racial na universidade seria uma educação de base de qualidade para todos. Realmente a maneira correta de resolver esse problema é a educação de base com qualidade e igual para todos. Temos bons jogadores de futebol negros porque a bola é redonda para todos, mas nossas escolas são redondas apenas para os poucos burgueses que têm renda para cursar uma boa escola no ensino fundamental e no ensino médio. Mas para fazer todas nossas escolas redondas, com qualidade, e dar resultado na mudança da cor da cara da elite serão necessários 20 anos. Isso se nós estivéssemos fazendo hoje o nosso dever de casa para mudar a educação. E não estamos. Enquanto aqui discutimos, beneficiamo-nos daqueles cuja educação de direito fora por nós negada. Vivemos em uma escravocracia moderna e homóloga à primeira."

    E meu imposto de renda está comendo os frutos do meu trabalho, assim como tenho que pagar duplamente pela minha saúde e instrução. O atual governo não está fazendo o seu trabalho para melhorar a escola ? Grande novidade ! O atual governo não está fazendo isso pois fornecer crédito barato para compra da casa própria é programa de curto prazo, e isso, dá reeleição. Plano de longo prazo não dá reeleição. É por isso Cristovam. Sim, somos escravos, escravos do governo. Hoje, toda criança já nasce devendo, pois elas irão herdar a dívida pública.

    "Tanto os que são contrários às cotas raciais quanto aqueles favoráveis enfocam o assunto pelo lado individualista de oferecer uma escada social a um jovem negro. Continuam pensando que as cotas visam a beneficiar o aluno que obtém a vaga. Não percebem o papel da cota racial como o caminho para o Brasil apresentar com orgulho uma sociedade com elite tão multirracial quanto seu povo. Abraçam-se cegamente ao individualismo: Negam os benefícios do coletivismo estatal, por exemplo, na eliminação da dengue, no combate ao analfabetismo e na criação de serviços públicos de qualidade em Canadá e Europa."

    O discurso do socialismo é realmente incrível. O cara fala mal até da mãe da elite, mas o que ele quer mesmo é, veja só, ser parte da mesma. Vamos ver os benefícios do coletivismo: a dengue ainda existe no Brasil inteiro, todo ano eu encontro com alguém que foi picado, analfabetismo ainda existe no Brasil. A Europa hoje está em crise de existência justamente por causa do estado de bem estar social, que só é possível hoje porque a conta será paga no futuro pelas crianças de hoje. É como se um pai tivesse filhos, emprestasse do banco em nome destes, usufrui-se e investi-se hoje esse dinheiro e deixa-se a conta para ser paga por eles. Assim como o Canadá.

    "A cota social beneficia o aluno, a cota racial beneficia o Brasil, possibilitando o ingresso de jovens negros na carreira profissional de nível superior. Certamente jovens escolhidos entre aqueles de classe média, que concluíram o ensino médio e passaram no vestibular porque foram bem preparados em uma boa escola, portanto provavelmente não pobres. Serão pessoalmente beneficiados, mas prestarão um serviço patriótico ao ajudarem, pelo estudo, a mudar a cor da cara da elite brasileira. Nesse aspecto, friso novamente o papel dos direitos individuais servindo como uma desculpa infantil para a negação direitos que devemos a determinados grupos da sociedade."

    Claro, o estrangeiro chega no país fugido de uma tirania sem saber falar o português. Se enfia no meio do Paraná e Santa Catarina para trabalhar na roça; aprende a falar português numa terra estranha; consegue um emprego na cidade, se muda e alcança uma instrução a ponto de conseguir comprar uma casa; cria cinco filhos. Estes por sua vez, utilizando-se da base conseguida pelos país, trabalham desde criança e estudam, conseguem uma instrução, vão trabalhar a quilometros de casa, se casam, conseguem construir suas moradias (brigando contra um governo que destruiu a classe média no Brasil), passam por diversas desvalorizações cambiais a ponto de suas economias não valerem mais nada. Compram caríssimas linhas telefonicas, na tentativa de manter o pouco que resta de suas economias, linhas que no futuro o governo dará à empresas de graça. Como se já não bastasse o governo aumentar de forma drástica o imposto sobre o salário, com a desculpa de que salário é renda, e proibir que as pessoas procurem melhorar as suas próprias vidas. Daí, é culpa dessa geração que no começo do século XX, esse mesmo governo abriu as portas para os estrangeiros virem para o Brasil, pois estes não queriam um país de maioria negra. Chegaram a enviar de volta para casa (países africanos), aos moldes desses programas que passam hoje na televisão, os negros que construíram o país, que abriram as primeiras estradas, que trabalharam nas primeiras fazendas e afins. E agora, da mesma forma que irão forçar nossos filhos a pagar pelas dívidas públicas assumidas hoje, querem que eu pague por injustiças cometidas por pessoas que já estão mortas e que eu não tenho nenhuma ligação ? Será que amanhã teremos cotas para estes que tiveram que pagar injustamente por crimes cometidos por outros ? É claro que não.
    Isto é ser escravo; ser servo. É isso o que nós brasileiros somos hoje.

    "A cota racial para a universidade nada tem a ver com a cota social. Esta atenderia jovens pobres para compensá-los pelo que lhes negamos na infância. É um benefício justo; a cota racial não é um assunto de justiça, é um assunto de dignidade nacional; não é social, é patriótica. Visa colocar fim ao racismo ao retirar o monopólio do poder fora das mãos de uma elite branca e ultra-conservadora.

    Os que lutam pela cota racial nas universidades não lutam pela erradicação do analfabetismo entre adultos negros, nem para que os negros pobres tenham escolas com a mesma qualidade dos ricos brancos. E aqueles que defendem as cotas sociais no lugar das raciais não defendem cotas sociais no ensino fundamental e médio, nos colégios federais e mesmo nas escolas particulares de qualidade. Esta sim seria cota social. A cota social na educação de base nunca atraiu os defensores da cota racial nem aqueles que se opõem a ela e que usam a ideia de social contra a de racial. Os que defendem cotas sociais para as universidades, em vez das cotas raciais, provavelmente ficarão contra as cotas sociais nas boas escolas da educação de base, obrigando as escolas caras a receberem alunos pobres, sem mensalidade ou com uma bolsa do tipo Prouni.

    Sendo assim, espero ter desmistificado a névoa de críticas vazias dos individualistas e defensores das cotas sociais. É mais que um compromisso patriótico equilibrar a elite de nossa nação, é um dever como ser humano. A grande cisma individualista-conservadora de nosso tempo é inimiga da criação de um Brasil mais justo é próspero, seja opondo-se a serviços públicos de qualidade ou a qualquer tipo de igualdade que não seja para sua classe. "

    A igualdade não é para nós, é para eles. E nós que trabalhamos até 20, 21 hs da noite para entregar o nosso trabalho, que ficamos acordados até 2 horas da manhã na tentativa de proteger nossa propriedade contra estes que podem nos roubar legalmente, que julgam que o país será "mais justo e próspero" equilibrando a "elite de nossa nação". Em outras palavras, se você for branco e pobre, HAHAHA, tenha certeza que você não irá participar da festa pois já temos "brancos suficientes na elite". E você colega, que por sorte nasceu negro, você sim, faça seu "networking" pois amanhã você poderá fazer parte da "elite".
    É interessante que na rua onde meu pai mora, onde eu morei por 23 anos, uma das famílias mais bem de vida é uma família de negros. E na época não havia cotas.
    Pelo número de imigrantes bolivianos e paraguaios, teremos cotas para eles também no futuro ? As cotas sociais não importam ? O rapaz do interior, de descendência branca, pobre não terá vez ?, pois o que interessa são as cotas raciais ? E a minha colega que estudou comigo no colégio, branca de olhos castanhos, que vive na periferia de São Paulo, não terá vez ?

    Mais uma coisa, aos que não conseguem ver aonde isso pode nos levar, peço-lhe que releia o texto do senhor Cristovam trocando cotas raciais/negros por alemães e brancos por judeus.
    Sim, é isso o que esses socialistas querem. Causar o racha entre a população enquanto eles controlam o governo. Que venha 1984. Que venha o governo mundial.
  • Cristovam Buarque  23/03/2013 11:35
    Arthur, falta compaixão em sua vida pelos que sofrem e são oprimidos. Seu discurso serve ao meu texto como uma luva: Demonstra com perfeição os típicos argumentos utilizados pelos individualistas e defensores das cotas sociais.

    Somos todos o Brasil. Mais importante: Somos todos seres humanos. Se você for imigrante, nada muda o fato de que nasceu nesta terra e interagiu conosco, brasileiros. É tão difícil compreender que um mero sacrifício de uma liberdade individual ou de um privilégio da sua classe pode trazer uma época de ouro aos que sofrem desde as colônias?

    Negar os benefícios da educação superior aos que nela estudam e o das cotas raciais que oferecem é apenas ver o que desejas ver.

    Finalmente, arrependo-me com o baixo nível de amor pelo próximo que existe em nosso tempo. Em prol de direitos individuais, absurdos e egoísmo misturam-se em uma solução homogênea e já indistinguível chamada de "individualismo racional".

    Fico feliz por saber que sua vida é decente e luxuosa, porém, com todo respeito, creio fortemente que jamais apoiaria 1/10 dos ideais que defende se houvesse nascido pobre e integrante de uma minoria explorada e discriminada. Diz-se que o homem é sempre bravo por trás de muralhas, mas nunca o é quando é ele quem precisa construir. Os nossos muros, rígidos e impenetráveis, foram construídos sobre a exploração de um povo oprimido e que não deseja reivindicar nenhum direito além do de ascender socialmente.

    Tenha mais compaixão por quem precisa.
  • Atylla  23/03/2013 14:29
    Cristovam Buarque, A compaixão que vc defende é natural do ser humano ou ela é exclusiva de uma classe como políticos e funcionários públicos?
  • Cristovam Buarque  23/03/2013 19:34
    Amor pelos outros, todos devem ter. Negar justiça social é um gesto egoísta e, perdoe-me pela franqueza, pouco inteligente. Todos aqui aprenderam desde seu primeiro dia na escola a utilidade social da educação e da renda mínima. Se não for para defender o certo por sê-lo, faça-o por benefício próprio: Um povo educado é bom para todos, com exceção do rico, pois o povo passará a lutar por seus direitos e descobrirá sua situação de exploração.

    Compaixão é aceitar as compensações estatais. Egoísmo e cegueira é criminalizá-mas :e ignorar suas consequências positivas à sociedade.

  • Mercado de Milhas  26/03/2013 12:00
    Sou a favor do renda mínima. A questão é só calibrar o valor. Discriminar brancos em favor de negros é um absurdo da mesma forma que discriminar negros em favor de brancos. Não existe essa relação de caráter em função de ser rico ou pobre. O pobre é o rico sem dinheiro e o rico é o pobre com dinheiro.

    Misturar tudo é coisa dos políticos de esquerda que dizem defender os fracos e oprimidos, enquanto, na verdade, embolsam o dinheiro público.
  • Andre  26/03/2013 12:22
    Ora, então é só acabar com as leis do salário minimo, muitas outras leis inúteis, e todos os impostos que todos terão renda miníma, pois a demanda é infinita, logo a demanda por mão de obra também é infinita.

    O que não pode é a pessoa receber dinheiro arrancado à força dos outros sem fazer NADA. Isso é roubo.

    Quando aos doentes e inválidos, que realmente não podem trabalhar, esses são poucos e podem receber ajuda da família ou de caridade privada.
  • TPC  23/03/2013 23:28
    Odeio com força esta melosidade dos sociais-democratas! Parecem uns viadinhos: igualdade...mimimi...cotas...mimimimi...educação de qualidade...
    Esquerdista por esquerdista, prefiro os marxistas confessos. Pelo menos revelam o que realmente almejam: revolução, poder e matança.
  • Aline  23/03/2013 03:26
    Minorias sociológicas como negros, mulheres, homossexuais, indígenas, deficientes, etc. precisam de leis especiais e politicas específicas para terem os mesmos direitos dos demais, ou seja, para não serem cidadãos de segunda classe, o que é inadmissível para uma sociedade que pretende ser harmônica, coesa e justa, ou seja, civilizada.
  • Getulio Malveira  23/03/2013 14:03
    Muito bom argumento, Aline: é preciso conceder privilégios sociais para que não existam privilégios sociais. Lógica impecável!
  • Melanie Schwartz  26/03/2013 15:00
    Getúlio, o que a Aline afirmou faz muito sentido no contexto atual.
    Essas minorias que pertencem às classes mais pobres não têm os mesmo direitos dos demais membros da sociedade. Uma intervenção do governo se justifica para poder igualá-los aos demais. Uma vez atingido esse objetivo, as regras podem se afrouxar.
    Você pode considerar isso um roubo, uma coerção e uma imoralidade, mas temos que sopesar os benefícios e malefícios. Se todos partissem de semelhantes condições de concorrência, não haveria necessidade de o governo intervir. As conquistas e as diferenças poderiam se dar por mérito pessoal. Infelizmente, estamos diante de um cenário muito longe desse paraíso utópico em que vocês almejam viver. Analisando a situação dentro do contexto atual, eu, pessoalmente, não acho tão repugnante a intervenção do governo nesse sentido.
  • Tory  26/03/2013 15:33
    Onde está escrito, na Constituição ou em quaisquer leis, que essas assim chamadas "minorias" têm menos direitos que eu? Onde está escrito que elas devam ter mais direitos do que eu?
  • Neto  23/03/2013 14:17
    Você definitivamente não fez o dever de casa.Tanto tempo aqui e ainda repete esse 'sociedade isso, sociedade aquilo'. NÃO existe sociedade, só o que existe são [/b]indivíduos.[b] E ainda vem falar de justiça, justiça é eu não ter que pagar por um crime que não tive nada a ver com ele ora.
    Conheço um monte de 'negros' que odeiam as cotas, que estão bem de vida por terem trabalhado e poupado, e que pra terror de vocês, não se acham 'cidadãos de segunda classe', por mais que a esquerda queira que eles se achem as vítimas.
    E civilização pra existir nunca precisou desse vitimismo profissional. Pelo contrário são os valores do marxismo cultural que estão destruindo a civilização e criando uma geração de desequilibrados.
  • Victor Cezar  23/03/2013 16:13
    Aproveita e lê outros textos neste site. Vai ser um choque de realidade total para você.
  • anônimo  24/03/2013 10:07
    A Aline é assim, vem, fala umas palavras de ordem, uns clichês esquerdistas que todo mundo já ouviu um milhão de vezes e some.Não adianta mostrar depois que dois mais dois não é três, argumentar com esse pessoal é como conversar com uma parede.
  • anônimo  24/03/2013 18:28
    Falar besteira é um charme dela!
  • anônimo  25/03/2013 18:28
    Vc que está dizendo que são de segunda classe.
  • Neto  25/03/2013 20:17
    Exatamente, é a mesma coisa que eu disse, esse coitadismo é invenção da esquerda, um monte de negros bem sucedidos não se vêem assim
    Agora com as cotas aí sim, eles passam a ser cidadãos de segunda classe
  • Jerry  23/03/2013 17:45
    Gostaria de saber de onde este artigo foi retirado ou traduzido. Alguém saberia me dizer?
  • anônimo  23/03/2013 19:15
    lewrockwell.com/sowell/sowell128.html
  • anônimo  23/03/2013 23:42
    Engraçado que o pessoal só se incomoda com o welfare state.
    Os negros americanos fazem as coisas mais absurdas do mundo,coisas que o pior traficante brasileiro não faz, mas graças à política do 'não pode reclamar porque se reclamar é racismo' ninguém diz nada
    O Lew Rockwell sabe disso, o Olavo sabe e já falou disso, o próprio Thomas Sowell sabe e fala que os negros americanos 'se comportam mal'
    A própria mídia omite um monte de coisas, que só aparecem por causa da internet
    www.nola.com/crime/index.ssf/2013/03/marrero_man_booked_with_abusin.html

    E quanto aos imigrantes, procurem no google sobre a onda de estupros feita pelos imigrantes na nova e maravilhosa europa multicultural

  • Ivanildo Terceiro  24/03/2013 13:23
    Os "negros" americanos? Os "imigrantes"? Eu não sabia que o IMB estava aceitando esse tipo de comentário coletivista-racista aqui no site.
  • Mauro  24/03/2013 16:25
    Nobre Ivanildo, você quer censura? Quer que o site publique apenas coisas que lhe agradem? Parabéns à moderação por permitir tal liberdade de expressão.

    P.S.: não vi nada de mais no comentário do anônimo.
  • anônimo  24/03/2013 21:35
    Ok, 'negros' foi uma generalização, mas o ponto nem era esse, o ponto, que com certeza você deve ter entendido, era que se aparece uma notícia tipo, quando alguém atira num bebê de dois meses, e esse alguém é um negro americano, a mídia por lá faz o possível pra esconder.
  • Camarada Friedman  25/03/2013 14:46
    Daqui 50 anos a EUROPA vai ser uma coisa totalmente diferente do que é hoje. Da até dó.

    O QI da Europa vai cair em 5 pontos devido a imigração.

    Eu mesmo sou mestiço, e tenho a moral de dizer... raça existe: www.youtube.com/watch?v=8tLowyAEA54

    Eu não sei o que vai ser do Brasil, ja que a gente depende dessa gente pra tudo.
  • Renato Souza  25/03/2013 15:39
    Não vejo pelo lado da genética, mas sim da cultura. Aspectos ruins das culturas muitas vezes são trazidos pelos imigrantes. Em outros tempos a sociedade aceitava os imigrantes, mas estes procuravam se adaptar, e isso "aparava as arestas". Hoje, com o "multiculturalismo", há um incentivo muito grande para que os imigrantes imponham sua cultura à população local, e não se adaptem. Não quero dizer que o imigrante deveria jogar o seu passado no lixo. Mas que ele deveria ter o bom senso de não querer impor suas peculiaridades às outras pessoas, pois é evidente que isso gerará problemas.

    O problema é político e não genético.
  • Neto  25/03/2013 17:11
    Eu devia ter dado print screen, uma vez no blog de uma feminazi aí uma leitora defendeu a onda de estupros na europa, feita por uns imigrantes africanos porque isso era coisa da cultura deles.
    Pois é, feminista defendendo estuprador, esse é o nível desse pessoal.
  • Camarada Friedman - now - Evil Right Wing Collectivist  25/03/2013 23:45
    Neto

    A maioria das feminazis se calam quando essas coisas acontecem, mas já vi alguns esquerdistas fazendo apologia ao estupro para defender muçulmanos. Lembro de um intelectual norueguês falando que é culpa das mulheres norueguesas porque para os muçulmanos elas se vestem como putas e não respeitam a cultura dos caras... eu fico louco lendo essas coisas, cara.

    Esquerdistas não são humanos, se encontrar um esquerdista em perigo de vida e um animal na mesma situação. Ajude o animal e deixe que o esquerdista morra.

    Renato Souza

    Eu concordo com vc sobre a cultura. Mas eu falo em QI pela questão econômica, uma população com QI de 95 não consegue fazer muita coisa. O QI médio do brasileiro é 87... a gente depende dessa gente com QI maior que 100. O que vai ser dos países pobres sem uma Europa inteligente ?

    No vídeo, Richard Lynn diz que a "tocha" da civilização vai passar da Europa para os chineses...

    É incrível como esquerdistas conseguem destruir tudo que é belo e forte.
  • anônimo  25/03/2013 20:32
    'O QI da Europa vai cair em 5 pontos devido a imigração.'

    Pode cair até pra 0, eu não tendo que sustentar os retardados pra mim tá ótimo.
  • Leonardo Couto  25/03/2013 22:13

    Possíveis diferenças recorrentes entre indivíduos de diferentes localidades não têm origem biológica, elas se dão por influências que foram aceitas por eles, podendo ser aquelas que ele têm mais contato por motivos geográficos, se assim eles desejaram.

    Por exemplo: Se um determinado local alguns costumam comer peixe cru, as pessoas que vivem próximas a eles podem ser influenciadas por essa ação, e, se elas quiserem, podem passar a compartilhar deste comportamento e influenciar outros próximos que podem fazer o mesmo. Depois de um tempo, se assim os moradores da região desejarem, poderá se constatar um maior número de comportamentos ( comer peixe cru ) similares, e identificar naquela região esta forma de agir, esta cultura. Vale dizer que a presença desse comportamento naquela geografia será uma tendência, não algo determinístico.

    "Cultura" é o nome que se dá à formas de se agir, seja para trabalhar, para estudar ou se divertir; é algo submetido à vontade de cada um, não a genes, ou a local de nascimento, ou a faixa de renda. Tampouco é algo rígido ou exato. Nem algo que remete à fictícia "sociedade", e sim à cada indivíduo.

    Pode-se substituir a palavra cultura por comportamento sem danos ao seu real sentido, o que também pode ajudar a apartar-se do significado que estatistas geralmente têm da palavra "cultura".
  • Right Wing Collectivist  03/04/2013 18:25
    Eu não to falando de cultura, amigo. To falando de raça.

    Cultura é uma coisa, raça é outra. Vc diz que raça não existe, pra provar que vc ta errado é fácil, se quiser te passo algumas leituras.
  • anônimo  03/04/2013 20:48
    Se o mundo todo for ficando cada vez mais burro...melhor pros inteligentes! Menos concorrência! E de certa forma isso já acontece aqui no brasil, basta olhar a falta de engenheiros no mercado e quanto estão pagando pra eles
  • anônimo  03/04/2013 21:05
    Mas é claro, mais cedo ou mais tarde os burros vão notar a desvantagem e inventar alguma lei idiota pra compensar.Algo como 'prédio feito por engenheiro cotista é proibido de desabar'
  • Pseudo-libertários... vão embora por favor...  03/04/2013 22:05
    Eu gosto desse site do Mises, mas tem comentário aqui que por favor.... Praticamente tem comentarista aqui que tem interesse em proibição de imigrantes!!!! O que está fazendo aqui? Vai embora, vai pro seu site de nacional-socialismo, ou integralismo, lá que é o seu lugar.
    O outro manda um vídeo apoiando Eugenia com fortes tendências a apoiar o controle familiar pelo estado.
    E sempre tem os que são tarados pela "raça" ariana, "raça" essa que colocou Hitler no poder, se os arianos fossem uma "raça" tão superior assim não teriam depositado suas fichas em um lider que retirou suas liberdades.
    O outro é contra o multiculturalismo, sendo que um dos países mais livres do mundo, Singapura, é o país que mais estimula extrangeiros a investir e trabalhar por lá.

    Por isso que eu digo, vão embora pseudo-libertários, vão pro site de integralismo, nacional-socialismo que lá é o lugar de vocês. Vão embora por favor....
  • Leandro  04/04/2013 10:40
    Existe uma diferença entre "multiculturalismo" e "melting pot".

    No 'melting pot' as diversas culturas estão misturadas e integradas naturalmente, sem nenhuma política estatal voltada para forçar essa integração. Já no multiculturalismo criticado no texto, que é o movimento defendido por progressistas, tal mistura e integração ocorre forçadamente, por meio de políticas públicas que obrigam terceiros a aceitar as culturas distintas.

    Isso é explosivo, como aliás tudo que ocorre forçosamente em vez de voluntariamente.
  • anônimo  04/04/2013 11:44
    Exatamente Leandro.Os imigrantes que construiram os EUA se esforçavam para aprender a língua do país que os acolhia, se esforçavam pra se integrar a sociedade e acreditavam nos valores dos pais fundadores. Já esses de hoje são o contrário, vão pelo welfare state, se acham os excluídos, acham que o mundo deve algo pra eles e querem até mudar a língua oficial para espanhol.
  • Sérgio  04/04/2013 12:24
    Entendí. "Melting pot" é quando as culturas são integradas voluntariamente, como por exemplo, no Brasil em meados do século XIX, quando italianos, alemães e portugueses migraram pra cá, e muitos formaram colônias, principalmente no Sul do país... Aliás, muitos no Sul são descendentes de alemães e italianos. Quem aqui não têm um trisavô ou taravô alemão ou italiano. Um caso famoso é a família Gerdau... Isso foi aceito e não teve um só "incentivo" do governo da época aos imigrantes. Acho que o caso do Brasil é um exemplo de "melting pot".
    Já multiculuralismo é quando tem "incentivos" do governo para "ajudar" na integração.
  • anônimo  04/04/2013 11:25
    Pseudo libertários, se o cara acredita na 'raça' ariana, contanto que não mate nem roube ninguém, num mundo livre não tem nada que impeça ele e os amigos dele de terem a polícia e justiça só para eles. Eu acho que isso não vai dar certo nunca porque esse negócio de raça só atrai a escória da 'raça',como o próprio Hitler era, mas se eles querem tentar tem todo o direito.


  • Renato Souza  04/04/2013 22:28
    Não dá para concordar com isso.

    Mensurações de inteligência são instrumentos úteis, mas deve-se usar com critérios os dados agregados. Pesquisas posteriores mudaram a "classificação" de inteligência entre grupos apontadas anteriormente, o que indica que fatores culturais estavam fortemente envolvidos. Não se pode isolar com precisão os fatores culturais dos fatores genéticos.

    De modo algum eu focaria nos fatores genéticos, pois além de sua influência de difícil mensuração, eles não são alteráveis. Enquanto isso, mudanças culturais poderiam trazer grandes benefícios em curto espaço de tempo, e sabemos que sua influência é grande.

    Pelo fim da escola emburrecedora! Por modelos de educação mais sensatos, humanos e eficazes!
  • anônimo  05/04/2013 10:52
    '"raça" essa que colocou Hitler no poder, se os arianos fossem uma "raça" tão superior assim não teriam depositado suas fichas em um lider que retirou suas liberdades.'

    O que levou ele ao poder foi o desespero do povo e as condições ridículas e humilhantes do tratado de Versailles, que foi realmente abusivo só pra servir aos interesses dos franceses sensíveis.
  • Arthur M M  24/03/2013 04:27
    Oprimidos por quem, pela elite ou pela própria jaula mental na qual vivem e não se dão conta ? Pessoas que estudaram no ensino fundamental e médio comigo ainda passam seus finais de semana assistindo a programas de baixa qualidade na tv aberta. E durante a semana também, no conhecido ópio do povo, aquilo que dá mais ibope. E porque eu não faço isso ?

    A questão é o que as pessoas querem pra própria vida. Se alguém deixa seu próprio filho dançar funk carioca no meio da rua, por mais que eu tenha amor, compaixão, altruismo ou coisa que o valha, se não derem valor as minhas palavras não há nada o que eu possa fazer. Deveria eu entrar no poder e começar a ditar regras e afins ?

    Não coloque palavras na minha boca, não pense que sabe o que eu quero ver ou que sabe o que eu faço pelos pobres, pois ainda sou um. E sim, meu inglês e meu alemão, minha capacitação em informática (e agora em economia) foram conseguidos com muito trabalho e estudos em casa. Estou obeso principalmente por causa disso, por passar muito tempo estudando e pouco tempo me exercitando; e nisto ninguém tem nada a ver com isso.

    Não, minha vida não é luxuosa pois não dou valor a isso. Moro em uma kitnet. E sim, eu nasci pobre e descendente de uma minoria explorada e discriminada, pois como disse, meus avós vieram sem falar o português e fugidos para não enfrentarem os kulaks, meu pai ficou 6 anos desempregado e trabalhei junto com meus pais para termos o que comer. Mas diferente das pessoas com as quais eu convivi, incluindo os meus irmãos, eu sempre questionei tudo, sou um chato até hoje por causa disso assim como sou qualificado como um cara sem alma, sem amor e afins. Então saia dessa muralha e construa a sua. E mais importante, assim como eu, mostre aos outros que eles precisam construir as suas muralhas também. Vamos parar com o vitimismo que assola esse povo.

    Vamos mostrar as pessoas que vitimismo só serve para perpetuação de poucos no poder.
  • Thiago G  24/03/2013 06:18
    Mais uma pergunta. Se é o Estado que provoca toda essa concentração de riqueza, por que a Noruega e a Dinamarca (cujo Estado é gigantesco) são os países que apresentam o coeficiente de GINI mais baixo??? https://pt.wikipedia.org/wiki/Anexo:Lista_de_pa%C3%ADses_por_igualdade_de_riqueza

    Abraços.
  • Guilherme Mendes  24/03/2013 06:58
    O estado concentra riqueza por meio das políticas inflacionistas do Banco Central e por meio de políticas protecionistas, que garantem uma reserva de mercado para os grandes empresários e impedem os mais pobres de adquirir produtos estrangeiros mais baratos.

    Os países escandinavos não apenas nunca praticaram nenhuma dessas duas políticas, como também possuem um marco regulatório extremamente favorável à livre iniciativa.

    Para entender o primeiro fenômeno. leia:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=306

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=313
  • Andre  24/03/2013 19:19
    Ótimo artigo do Thomas Sowell.
    Também já li várias notícias sobre a epidemia de estupros na Europa, mas a polícia de lá não têm investigado esses casos por medo de serem chamados de racistas.

    Multiculturalismo é um dos sintomas do esquerdismo.

    juliosevero.blogspot.com.br/2012/08/finalmente-desvendada-epidemia-de.html
  • anônimo  26/03/2013 10:11
    'Qual a diferença entre o estuprador nativo e o de fora?'

    A diferença é que antes da imigração, promovida pela esquerda, a onda de estupros NÃO existia.
  • Raffaell Garone (Mr.Garone)  30/03/2013 01:29
    Eu leio cada comentário aqui, que as vezes tenho que ler de novo o artigo, pois os comentários são tão loucos, que eu me pergunto será que eu entendi errado ou o cara está chapado de maconha? Quase sempre as pessoas cheirou e aspirou maconha pelo anus! O C. Moura, volta para o buraco que você foi cuspido.
  • Sabados  04/04/2013 23:04
    Desfrutem este texto, lhes servirá bem!

    www.correiodopovo.com.br/blogs/juremirmachado/?p=4034
  • Carlos Garcia  27/06/2014 09:14
    Modalidade nova de argumentação: um artigo inteiro da hominem.

    Legal, obrigado por partilhar do seu conhecimento. Diz muito sobre você.
  • anônimo  02/07/2013 10:48
    Sowell acertou na mosca, o estrago é incorrigível.
    Pra quem tem dúvida de como a mídia americana protege os negros de lá, do eterno sentimento de vitimismo deles e quais as consequências disso:
    lewrockwell.com/spl5/zimmerman-heard-youre-going-to-die.html

    'se Zimmerman for solto eu vou matar um menino branco'

    www.theblaze.com/stories/2013/06/27/if-zimmerman-get-off-ima-go-kill-a-white-boy-trayvon-martin-supporters-make-shocking-threats-ahead-of-verdict/
  • Andre  14/07/2013 15:06
    Vídeo do Peter Schiff sobre o caso:

    "Trayvon Martin was a wannabe Gangsta"
  • anônimo  06/08/2013 11:11
    E agora a vingança. Gangues de negros americanos atacando e matando brancos que não tem nada a ver com a história

    www.lewrockwell.com/2013/08/walter-e-williams/unprovoked-black-gang-attacks-against-white-people/
  • Andre  02/07/2013 13:22
    Coletivismo é demência e psicopatia.
  • Emerson Luis, um Psicologo  20/08/2013 14:50
    Multiculturalismo é uma expressão do polilogismo.

    Os intelectuais esquerdistas apresentam ideias simplistas e rasas, mas embaladas em linguagem rebuscada e cativante (porque diz às pessoas o que elas querem ouvir) e em números e fatos distorcidos.

    * * *
  • Leandro Koller  26/08/2013 15:16
    Além dos interesses citados ao final do texto, o que eu mais observo no Brasil é uma extensão do plano do governo atual, que tende a jogar a classe média contra a baixa, e a baixa contra a média. O "anti-racismo" é uma ferramenta emocional importantíssima pra esse tipo de manobra, aplicada na classe mais baixa, onde predomina a ascendencia negra e indígena. Essa "briguinha" dessas classes é o que mantem a alta firme e forte onde está, e agarrada, como sempre, no governo federal.
  • Diego  06/10/2013 18:40
    Excelente texto.

    Thomas Sowell é um dos maiores intelectuais vivos.
  • Luís Ramirez Delgado  26/06/2014 16:19
    Condordo que Sowell é um gênio, mas me corrijam - não é um conceito já derrubado este de RAÇAS, sendo que toda a espécie humana é da mesma natureza? Ou seja raças na espécie humana não existem, certo? Ou errado?
  • Lopes  26/06/2014 16:55
    Tecnicamente, uma raça requer traços únicos de DNA para diferenciar-se de etnia. Porém, convencionou-se batizar etnias de raça quanto ao ser humano, vide os morfemas utilizados em racialismo e racismo, por exemplo; é mera tradição, raramente produto do arcabouço intelectual dos autores.
  • Andre Cavalcante  26/06/2014 19:57
    Nem isso,

    Raça é de uso popular. Tem muito pouco de DNA nisso. Raça significa alguma diferenciação visível entre dois grupos de pessoas com algum grau de semelhança interna. Assim temos pretos, brancos, pardos, amarelos etc. O melhor para entender raça é só olhar os cachorros. Todos podem cruzar com todos (daí uma espécie só, igualzinho ao ser humano), mas são visivelmente diferentes por alguns caracteres. De fato, se deixássemos todos os cães cruzarem entre si livremente, em alguns poucos milênios todas as raças atuais simplesmente virariam nem meia dúzia de raças distintas. É só olhar as ruas das grandes cidades a tendência é que todos tornem-se "vira-latas".

    Etnia é de uso menos popular e pode até ter alguma conotação mais "científica", mas morre por aí. Não há efetivamente muita alteração genética entre etnias.

    Para o ser humano, como o conceito de raça está no olho de quem vê, então é um conceito completamente arbitrário, portanto subjetivo e, portanto, não serve pra nada em que seja necessário a justiça e igualdade, como no caso das "cotas raciais".

    Um exemplo claro disso está na minha própria família (e creio se repita na maioria das famílias brasileiras, apenas com adaptações): sou bem branco (tinha o apelido de barata branca na escola, para se ter noção), mas minha vó paterna era índia, filha de índia da maloca, nascida em plena floresta amazônica (ao contrário do que possa parecer, sofri um bocado de discriminação por ser branco - na amazônia o comum é ser moreno amarelado - ou seja, índio). Mas meu avô paterno era português que veio tentar a vida no Maranhão. Tenho um tio direto que é exatamente oposto: é visualmente um índio puro, nascido dos mesmos pais que a minha mãe. Ou seja, sou 1/6 índio e 1/6 português (pela genética, depois de 3 gerações, metade um, metade outro, certo?).

    E aí, quem me dá cota pra botar meu filho na Universidade?

    Só um detalhe: Portugal admite que eu possa ser português (basta pagar €400,00 e provar que meu avô era português - fácil, fácil), mas os índios brasileiros (a Funai, pra ser mais exato) não admitem que eu seja índio. É tudo no visual. Subjetivo e sem justiça alguma nisso.

    Abraços
  • Rafael  26/06/2014 20:44

    Caros, hoje eu assisti um vídeo interessante que não sei muito bem onde está a causa do problema.

    www.socialfly.com.br/videos/181-teste-do-boneco-revela-o-que-mais-se-temia-sobre-racismo-na-infancia

    Não sei como as crianças formaram o seu conceito. Mas achei assustador as respostas.

    Abs.
  • Andre  27/06/2014 17:40
    "Caros, hoje eu assisti um vídeo interessante que não sei muito bem onde está a causa do problema."

    Qual o problema EXATAMENTE?

    O fato das crianças acharem o boneco de pele branca e olhos claros mais bonito?
    Então se alguém achar um boneco com traços orientais mais bonito, ou menos bonito, que um boneco com traços ocidentais isso seria um problema? Ou só uma preferência instintiva?
    E se as crianças acharem um boneco branco e loiro mais boneco que um boneco branco de cabelos castanhos? E vermelhos? E azuis?

    E se pegarem dois bonecos de pele clara e olhos claros, mas um deles for modificado para ter manchar verdes, bem feias, como se fossem fungos, na pele. E então houver uma preferência por um deles, isso será um problema ou uma preferência instintiva?

    Eu só não entendi o porque das crianças terem escolhido um boneco "mau". Pois ao contrário da beleza que se pode decidir por mera observação de um objeto inanimado, a maldade é uma característica que só pode ser deduzida após se analisar uma ação de uma pessoa, ou boneco, no caso. Mas os bonecos são inanimados. Então suponho que talvez as crianças podem ter feito uma simples associação das suas preferências estéticas com a sua rejeição à maldade.
    Afinal de contas não faz sentido dizer se um boneco inanimado é mal ou não.
    Mas somente uma criança muito inteligente seria capaz de, ao ser questionada sobre qual boneco é mal, responder que essa pergunta não faz sentido, já que ambos são inanimados e nada fizeram.
    Em geral a criança vai intuir que tem que responder um ou outro, e não vai sequer pensar na possibilidade das respostas "não sei", "nenhum" ou "os dois".

    Não faz sentido algum associar as respostas das crianças à "racismo" isso é uma falácia "Non sequitur", pois, como eu propus acima, há outras explicações plausíveis.

    O que será que aconteceria se a experiência fosse feita com crianças de uma tribo africana que nunca sequer soube da existência de pessoas brancas? Supondo também que a equipe de pesquisa que fosse lá testar tais crianças fosse totalmente composta por pessoas negras. O que será que aconteceria? Não sei. Mas sei de uma coisa. Mesmo que a maioria das crianças de tal tribo preferissem o boneco preto, por semelhança com elas própria, ou o boneco branco, pela sua cor exótica, para eles que nunca viram, não se poderia atribuir NENHUMA dessas duas tendências à "racismo". E sim à preferências naturais instintivas.


    "www.socialfly.com.br/videos/181-teste-do-boneco-revela-o-que-mais-se-temia-sobre-racismo-na-infancia
    Não sei como as crianças formaram o seu conceito. Mas achei assustador as respostas."

    Como explicado acima não vi nada de assustador.
    Acho bem mais assustador quando vejo estatísticas de CRIMES REAIS como essas:
    www.humanevents.com/2013/07/19/black-americas-real-problem-isnt-white-racism/

    E não me assusto em nada com a preferência de crianças que não cometeram crime algum.
    Até porque, até onde eu saiba não existe "crime de pensamento".

    E crianças, de qualquer forma, já nascem com "instintos criminosos". Por isso que elas precisam ser educadas.
    Basta colocar duas crianças pequenas, que não saiba falar ainda, em um local e dar um brinquedo só para uma delas para ver as tendências criminosas direcionando a criança que ficou sem brinquedo fazendo com que ela tente ROUBAR e AGREDIR a outra, caso ela resista.
    Sei que nem todas farão isso, mas a maioria faz, à menos que já saiba falar e já tenha sido educada com a informação de que não se deve bater nas outras crianças, e nem tomar o que é dos outros.

    Mas eu nunca vi uma criança agredir outra só porque "não gostou da cor dela", considerando quaisquer combinações de cores para a criança que esteja batendo e para a criança que esteja apanhando.

    Estou desconsiderando é claro as crianças muçulmanas que sofreram lavagem cerebral e andam por aí com armas para matar qualquer pessoa que seus mestres tenham programado elas para matar, como mulheres sem burca, cristãos, etc...
    Essas já sabem falar, e já foram educadas, só que foram educadas para fazer o mal.

    Segue agora um vídeo do autêntico sobre cotas:

  • Rafael  30/06/2014 14:24

    André,

    no meu comentário não deixei claro qual foi o ponto que me assustou. Realmente eu concordo contigo no que diz respeito a beleza. Cada um tem seu conceito de beleza e gosta daquilo que mais lhe agrada. Mas o que me chocou é o fato de associar a maldade ao boneco que elas não gostaram. E se você observar as respostas, somente a primeira menina disse que nenhum é mau.

    Acredito que deveria ser feita uma nova entrevista com outras crianças e dar uma terceira opção para cada pergunta. Como você disse, da maneira como foi questionado, as crianças acham que tem que escolher algum boneco. E a única justificativa que lhe restam é a cor, pois são bonecos inanimados e idênticos.

    "Acho bem mais assustador quando vejo estatísticas de CRIMES REAIS como essas:
    www.humanevents.com/2013/07/19/black-americas-real-problem-isnt-white-racism/"

    Então, qual é a causa desses crimes e como tratar? Independente de quem cometa os crimes, devemos identificar o que levou o individuo a tomar tal atitude e trabalhar para reeduca-lo para que não se repita. A saída não é criar leis específicas para determinado grupo. Dessa maneira teremos uma segregação e indivíduos com mais direitos do que outros. Penso que devemos olhar com mais atenção nos valores que estamos passando para nossas crianças no geral. Estamos vivendo numa época de vitimização que irá levar grupos distintos entrarem em conflitos e não serão conflitos de ideias.

    O respeito a propriedade privada de cada pessoa é fundamental para evolução de nossa sociedade e esse valor deve ser disseminado.

    abs

  • Nelson  27/06/2014 01:56
    Texto excelente, de uma lucidez impressionante. É uma pena que não temos gente com essa visão à frente do Brasil.
  • Gunnar  01/07/2014 12:56
    Thomas Sowell e sua lucidez cortante. Gostaria apenas de fazer um adendo. Na minha opinião, a maior falácia na comparação entre "grupos" raciais ou étnicos é justamente o fato de que um certo número de indivíduos que compartilhem alguma(s) característica(s), mas que não estejam associados, não tenham objetivo em comum, sequer se conhecem, NÃO formam um grupo. Não existe o coletivo "brancos" ou o coletivo "negros". Existem indivíduos que podem ser da cor branca ou negra (ou qualquer outra).

    P.S.: Ironicamente, a mesma esquerda que adora coletivizar e atribuir as piores maldades a supostos grupos de pessoas que sequer se conhecem, quando confrontada com casos em que grupos organizados étnicos e religiosos de fato representam um problema (como a comunidade turca em Neuköln, Berlin), o discurso se inverte, e não se pode mais generalizar, ou sequer traçar análises sociológicas baseadas em diferenças culturais.
  • anônimo  10/06/2015 13:22
    https://www.youtube.com/watch?v=2SIbBxcs5KE


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