A doutrina social da Igreja Católica e o capitalismo
por , quinta-feira, 14 de março de 2013

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pope-benedict-xvi-urbi-et-orbi-message-from-st-peters-basilica.jpgUm dos traços mais característicos do pensamento católico ao longo dos séculos sempre foi a ênfase na razão.  A mente do homem, de acordo com esta tradição, é capaz de apreender e compreender toda a ordem que existe no mundo, ordem essa que está fora de sua mente.  O homem é capaz de abstrair "pressupostos universais" de uma miríade de objetos e dar um sentido aos vários fenômenos que lhe rodeiam.  Com isso, ele é capaz de encontrar ordem no caos dos dados dispersos ao seu redor.  Neste aspecto, o ser humano se difere dos animais, que não têm essa capacidade racional.

Para um católico, Deus e a Bíblia são teleológicos, o que significa dizer que, segundo ambos, as coisas têm propósitos.  Por exemplo, não cabe ao homem definir, de acordo com suas vontades arbitrárias, os propósitos do casamento e da sexualidade.  Deus pune aqueles homens que ignoram, em nome de seus próprios caprichos, a ordem e o propósito que Ele construiu em Sua criação.  Católicos, em geral, nunca foram nominalistas: eles não consideravam a vontade de Deus como sendo algo absolutamente impenetrável, e nem Suas leis morais como sendo essencialmente arbitrárias.  Determinadas ações não se tornavam boas só porque Deus havia dito que eram boas; Deus havia dito que eram boas porque elas eram boas.  Assim, desde o mundo físico até o mundo dos preceitos morais, Deus se mostrava perfeitamente racional e metódico.

O mercado e a mão de Deus

Ao longo da história da Igreja, vários pensadores escolásticos viam as mãos da divina providência na bela ordem e harmonia criada pelo livre mercado e pela divisão do trabalho — um acréscimo, devo dizer, àquela ordem existente no âmbito físico que São Paulo e a teologia católica como um todo sempre apontaram como evidência da existência de Deus e de sua bondade. 

O cardeal jesuíta Juan de Lugo, perguntando-se qual seria o preço de equilíbrio, já no ano 1643 chegou à conclusão de que o equilíbrio dependia de um número tão grande de circunstâncias específicas que apenas Deus seria capaz de sabê-lo ("Pretium iustum mathematicum licet soli Deo notum").  Outro jesuíta, Juan de Salas, referindo-se às possibilidades de saber informações específicas do mercado, chegou à conclusão de que todo o mercado era tão complexo que "quas exacte comprehendere et ponderare Dei est non hominum" (somente Deus, e não o homem, pode entendê-lo exatamente).

Os pensadores iluministas viam a regularidade dos fenômenos naturais como sendo uma emanação dos decretos da Providência, e quando esses mesmos pensadores descobriram uma regularidade semelhante na ação humana e na esfera econômica, eles interpretaram essa realidade como sendo mais uma evidência do zelo paternal do Criador do universo.  Os liberais diziam que o funcionamento do mercado livre, no qual o consumidor — isto é, qualquer cidadão — é o soberano, produz melhores resultados do que os decretos de governantes sagrados. Observem o funcionamento do sistema de mercado, diziam eles, e lá descobrirão a mão de Deus.

O grande economista liberal clássico (e católico) do século XIX Frédéric Bastiat descreveu as consequências desta constatação em sua obra publicada postumamente Economic Harmonies:

Se existem leis gerais que agem de maneira independente das leis escritas, e se o único poder das leis escritas é decretar se elas são legais ou não, então é imperativo estudarmos estas leis gerais. Se elas podem ser objeto de investigação científica, então existe algo que pode ser chamado de ciência econômica. 

Por outro lado, se a sociedade é uma invenção humana, se os homens são meras matérias inertes, e se um grande gênio — como disse Rousseau — tem de transmitir sentimento e vontade, movimento e vida a estes homens, então não pode haver algo chamado ciência econômica: existe apenas um indefinido número de arranjos possíveis e casuais, e o destino das nações dependerá exclusivamente do pai fundador a quem a população, por puro acaso, incumbir seu destino.

O problema com a Doutrina Social da Igreja

A principal dificuldade com boa parte daquilo que passou a ser chamado de 'Doutrina Social da Igreja' desde a publicação da encíclica Rerum Novarum (1891), do Papa Leão XIII, é que tal conjunto de ensinamentos pressupõe que a vontade humana é o suficiente para resolver questões econômicas, e que os ensinamentos e as conclusões das leis econômicas podem ser tranquilamente ignorados. 

Com efeito, assim como a Escola Historicista Alemã à qual Ludwig von Mises se opôs, os proponentes da doutrina social efetivamente negam a própria existência de leis econômicas.  Por conseguinte, as pessoas que seguem tal corpo de pensamento rejeitam por completo o papel da razão em avaliar as consequências de políticas econômicas "progressistas" e em compreender a ordem e a harmonia que podem existir em fenômenos complexos (neste caso, nos fenômenos de mercado).

Esta atitude é contraditória porque vai diretamente contra toda a tradição intelectual católica, segundo a qual o homem deve adequar suas ações à realidade, e não embarcar na impossível e tola tarefa de forçar o mundo a se adequar aos seus desejos.  Os seguidores deste corpo de pensamento desejam obrigar a realidade a apresentar resultados que não podem ser efetivados apenas pela vontade.

Consequentemente, um seguidor da doutrina social da Igreja irá fornecer declarações do tipo: "É bom que as famílias prosperem.  Consequentemente, a adoção de tal política [aumento da tributação sobre os mais ricos, aumento do salário mínimo, legislação antitruste, mais regulamentações etc.] é moralmente obrigatória."  Em outras palavras, queremos X, portanto devemos fazer Y.  (A conexão entre X e Y muitas vezes é apenas implícita, mas está lá).  Mas e se 1) Y afastar você de X; 2) houver melhores maneiras de se chegar a X sem usar Y; ou ambos? 

O corpo da doutrina social católica é repleto de tais declarações, de tal forma que não é fácil fazer uma distinção entre princípios básicos e recomendações.  O problema, naturalmente, é que todas estas recomendações são contestáveis, muito embora um grande número de proponentes da doutrina social passe a lamentável impressão de que todas elas já foram decididas, e que apenas alguns teimosos, por algum motivo egoísta, obstinadamente se recusam a assentir.

Assim, por exemplo, a ideia de que todo homem deve ganhar um salário alto o bastante que lhe permita sustentar sua família e dar a ela um razoável conforto representa um objetivo social desejável.  Já a sugestão de que tal resultado pode ser criado por decreto — isto é, a sugestão de que a vontade do homem pode estabelecer tal situação simplesmente porque ele quer que isso aconteça, e que as leis econômicas não são válidas para ajudar a prever o provável resultado de tais medidas — é totalmente ilógica.  Tal postura é tão intelectualmente defensável quanto a sugestão de que o desejo humano de voar torna supérflua qualquer necessidade de levar em consideração a lei da gravidade.

Defender a estipulação de um valor salarial mínimo que permita o consumo de vários bens tido como essenciais para uma família é uma das bandeiras da doutrina social da Igreja.  A alegação é que isso irá ajudar as famílias mais pobres e que, de quebra, o aumento do consumo delas irá "estimular o crescimento econômico" — como se simplesmente sair consumindo coisas pudesse tornar a sociedade mais próspera, ou como se mais gastos em consumo fosse exatamente o que o estado devesse estimular.

É claro que tal política salarial é recomendada com a genuína intenção de melhorar a vida das pessoas.  Porém, se sabemos que tal política sugerida tenderá a piorar a situação geral, pois ela irá (entre outras coisas) aumentar o desemprego, então não apenas é lícito, como também é moralmente obrigatório do ponto de vista da obediência católica, se opor a ela. 

Adicionalmente, se sabemos que o funcionamento normal de uma economia de livre mercado baseada na propriedade privada já possui uma inerente tendência natural a gerar contínuos aumentos salariais (ver aqui, aqui e aqui), então certamente este é mais um argumento em favor de se rejeitar a ideia de imposição de um determinado valor salarial mínimo e de se defender um arranjo de livre mercado baseado na propriedade privada (arranjo este em que ninguém tem a permissão de roubar ou de agredir inocentes).

E há ainda outras situações paradoxais.  Sempre que você defende a economia de livre mercado dizendo que tal arranjo é o mais condizente a gerar prosperidade, os adeptos da doutrina social são rápidos em dizer criticamente que a prosperidade material não é tudo.  No entanto, quando alguns bispos progressistas divulgam aqueles seus pavorosos manifestos contendo "sugestões" de políticas econômicas, eles deixam perfeitamente claro que estão advogando políticas que visam a melhorar a situação material das pessoas.  Eles acreditam que a intervenção estatal irá deixar as pessoas em uma situação materialmente melhor.  Sendo assim, se somos "materialistas", então todo defensor da doutrina social também o é.  Nada contra.  O debate, portanto, deve se concentrar na abordagem econômica dos bispos.  Se ela irá ou não gerar a prosperidade prometida.

A encíclica Populorum Progressio (1967) do Papa Paulo VI, por exemplo, foi além das observações morais que se pode fazer sobre o desenvolvimento do Terceiro Mundo e passou a de fato sugerir recomendações políticas, colocando dessa forma os católicos na injusta posição de aparentar "dissidência" em relação ao Papa ao proporem alternativas.  Peter Bauer, o profético economista que alertou durante décadas sobre os efeitos perniciosos que os programas de ajuda internacional teriam sobre as nações do Terceiro Mundo, observou que não havia nada de particularmente católico, ou mesmo cristão, na encíclica, e que ela estava meramente repetindo, com algumas nuanças religiosas, o pensamento convencional.

Hoje sabemos o quão desastrosas foram as recomendações da Populorum: as ajudas internacionais fortificaram os piores regimes políticos , atrasaram indefinidamente as reformas necessárias e destroçaram dezenas de países, com vários grupos étnicos e raciais recorrendo à violência para tentar se apropriar de parte do dinheiro das ajudas internacionais.  A própria ideia da ajuda internacional introduziu incentivos perversos a essas sociedades; tornou-se insensato criar coisas que satisfizessem os desejos de seus conterrâneos, pois era mais racional dedicar esforços improdutivos para fazer campanhas que lhe garantissem mais dinheiro externo.  Por outro lado, Hong Kong, Chile e Coréia do Sul só se tornaram prósperos depois que a ajuda internacional foi interrompida e eles foram forçados a adotar políticas econômicas racionais e sensatas.

Paulo VI também adotou a badalada tese de Raul Prebisch e Hans Singer, que dizia que uma deterioração secular dos termos de troca entre o mundo desenvolvido e o mundo em desenvolvimento — sempre em detrimento deste último — era uma inevitabilidade, pois havia a suposta tendência de os preços dos bens manufaturados (especialidade dos países desenvolvidos) subirem e, ao mesmo tempo, os preços das commodities (especialidade dos países em desenvolvimento) caírem.  Entretanto, essa suposta deterioração dos termos de troca nunca ocorreu, como o economista Gottfried Haberler já vinha argumentando dez anos antes da Populorum Progressio, se alguém se deu ao trabalho de escutar.  Mas foi baseando-se nessa tese errônea que Paulo VI condenou o livre comércio, negando que este fosse um caminho para a prosperidade do mundo em desenvolvimento.  (Curiosamente, hoje são os países desenvolvidos que condenam o livre comércio, argumentando que ele é prejudicial para os países ricos e benéfico para os países pobres).  Os países que seguiram a tese Prebisch/Singer ficaram muito atrás daqueles que se integraram à divisão internacional do trabalho.  Não há como negar isso.

Teria sido uma "dissidência" dizer que o erro factual do Papa acerca dos termos de troca era realmente um erro factual?  Seria "dissidência" ter apontado que essas recomendações não lograriam o efeito a que se propunham?  Deveríamos acreditar que a autoridade papal sobre assuntos de fé e moral se estende também a análises de causa e efeito aplicadas a programas de ajuda internacional?  Essas perguntas se respondem a si próprias.

É um dever moral apontar os erros e corrigi-los

A infalibilidade papal é válida para questões de moral e fé, e não para questões econômicas.  Um católico não deve negar a autoridade moral do Papa, mas ele também não tem de levar a ferro e fogo toda e qualquer recomendação econômica da Santa Sé.  Por um bom tempo, vários católicos sofreram com a ideia de que não concordar com algumas sugestões de política econômica emitidas pela Santa Sé ou por prelados ao redor do mundo seria uma espécie de desobediência aos ensinamentos da Igreja. 

Nenhum católico deve apoiar uma política que seja intrinsecamente má.  A ideia é simplesmente que, quando existem várias alternativas moralmente lícitas, escolher uma delas é uma questão de inteligência, de bom juízo e de exercício adequado da razão.  Se eu posso recomendar um método de se alcançar um determinado fim, e se este método não for inerentemente imoral e for muito mais efetivo do que qualquer alternativa sugerida por alguns líderes católicos (sendo que cada uma delas iria piorar a situação), então não há nada de especialmente subversivo em se oferecer esta sugestão. 

O próprio Papa Leão XIII reconheceu isto quando disse que,

Se eu tivesse de me pronunciar sobre qualquer aspecto de um problema econômico vigente, estaria interferindo na liberdade de os homens lidarem com seus próprios afazeres.  Determinados casos devem ser resolvidos no campo dos fatos, caso por caso, na medida em que vão ocorrendo.... [O]s homens precisam realizar tais afazeres por meio de suas próprias obras, e este princípio está além de qualquer questionamento.... [E]ssas coisas devem ser solucionadas ao longo do tempo e da experiência. 

Deixe-me ser bem claro: aqueles católicos que são seguidores das teorias da Escola Austríaca de economia, como eu, não estão exigindo que os papas façam pregações sobre economia austríaca desde a Cátedra de Pedro.  Ninguém que conheça a evolução do pensamento econômico dos membros da igreja ao longo dos séculos ousaria afirmar que há apenas uma visão que constitui a "visão católica da economia".  Contra aqueles que sugerem que um católico deve abordar assuntos econômicos de apenas uma maneira, o professor Daniel Villey nos lembra que "a teologia católica não exclui o pluralismo de opiniões a respeito de assuntos profanos".  Católicos austríacos não dizem que "a nossa ciência econômica é a única católica"; apenas dizemos que aquilo que defendemos e ensinamos não apenas não vai contra o catolicismo tradicional, como na verdade é profundamente compatível com ele.

Existe uma profunda semelhança filosófica entre o catolicismo e o brilhante edifício de verdades encontrado na Escola Austríaca de economia.  O método austríaco da praxeologia deveria ser especialmente atraente para o católico.  Carl Menger e principalmente Mises e seus seguidores procuraram fundamentar princípios econômicos baseando-se em verdades absolutas, verdades perceptíveis por meio de uma reflexão sobre a natureza da realidade.  O que, dentre tudo o que existe nas ciências sociais, poderia ser mais compatível à mente católica do que isto?

Igualmente, a economia austríaca nos revela um universo de ordem, cuja estrutura podemos compreender por meio de nossa razão.  Como explicou o professor Jeffrey Herbener, "Uma abordagem causal-realista da economia surgiu no meio cristão porque era somente naquele meio que os estudiosos concebiam a natureza como uma ordem interconectada, uma ordem criada no fluxo do tempo por Deus, uma ordem criada do nada e governada por leis naturais determinadas pelo próprio Deus, leis estas que o intelecto humano seria capaz de descobrir e utilizar para entender a natureza com o objetivo de dominá-la para a glória de Deus."  A alternativa seria aquele mundo de John Stuart Mill, que postulou ser perfeitamente possível encontrar algum lugar no universo onde dois mais dois não fossem quatro — uma visão que, nas palavras de Herbener, "está fundamentada na ideia metafísica de que o universo não é uma criação sistemática e ordeira."  Qual destas duas visões é a mais compatível com o catolicismo não é difícil de ser discernido.

Conclusão

Grande parte dos conselhos econômicos apresentados como sendo parte integrante da doutrina social da Igreja ao longo do último século sofre de sérios defeitos de lógica e possui assertivas factualmente errôneas.  Tal posição, independente de seus proponentes perceberem ou não, representa o triunfo da vontade sobre o intelecto, a substituição da análise racional das leis da interação social pela vontade arbitrária, além de ignorar as inevitáveis consequências da violenta interferência sobre esta interação social.  Tal postura, além dos danos que ela causa à riqueza vigente na economia, é completamente estranha à Igreja Católica, uma instituição que sempre enfatizou a capacidade da mente de perceber a (e se deleitar com a) regularidade e a sistematicidade do mundo criado por Deus e de saber se adequar a esta criação divina.

A verdade, dizem os catecismos católicos, consiste na adequação da mente à realidade.  A "doutrina social" católica, por outro lado, demanda com grande frequência que o homem permita que seus meros desejos e sentimentos formem seu juízo a respeito de questões econômicas.  Avaliar as consequências de medidas econômicas com o auxílio das leis econômicas, e olhar para o âmbito econômico reconhecendo nele a ordem e a regularidade que a própria Igreja diz serem reflexos da perfeição do próprio Deus — esta é a postura católica.

Santo Agostinho certa vez disse: "In fide, unitas; in dubiis, libertas; in omnibus, caritas" (na fé, unidade; em questões incertas, liberdade; em todas as coisas, caridade).  A demanda por caridade e o desejo de ajudar ao próximo tornam imperativo que não defendamos políticas econômicas insensatas que só irão prejudicar justamente aqueles a quem queremos ajudar.




119 comentários
119 comentários
André Caniné 14/03/2013 12:26:45

Artigo grandioso do Thomas Woods. Um dos melhores que já li. Assim como ele, tb sou católico e defensor do livre mercado.
Além da ponte entre catolicismo e mercado ele tb aborda uma questão muito interessante: o conceito de infalibilidade papal.


Uma pergunta: além do Woods, do Lew rockwell e do Jesus Huerta de Solo, outros autores postados aqui no site tb são católicos?

Responder
Leandro 14/03/2013 12:31:08

Jörg Guido Hülsmann, Jeffrey Tucker, Philipp Bagus, Joseph Salerno, Mark Thornton.

Responder
João Alberto 14/03/2013 12:58:13

Sei que Jeffrey Tucker também é católico.

Responder
Ubiratan Iorio 14/03/2013 12:43:36

Maravilhoso artigo de Tom Woods! Temos obrigação, como católicos, de seguir o comportamento que ele sugere.

Responder
Tory 14/03/2013 12:51:00

Irretocável. A Doutrina Social da Igreja tem acertos também, como quando defende o princípio da subsidiariedade (parágrafo 186) e reconhece a importância do livre mercado (348). Quem sabe agora sob a batuta de um jesuíta não seja possível retocar a DSI para retirar dela o ranço socialista?

Responder
Roberto 14/03/2013 16:25:40

Por favor, não sou católico e não tenho intensão de desrespeitar nenhum católico.
Se estiver enganado, quero ser corrigido, mas me parece que o novo papa não deve corrigir o ranço socialista, pois uma de suas características veiculada na imprensa foi de que o papa Francisco tem uma postura de desafio às políticas de livre mercado.
Portanto, acho que podemos esperar mais socialismo.

Responder
Renato 14/03/2013 20:02:48

Roberto, a igreja conciliar (essa que foi criada pelo Vaticano II) é um falsa Igreja Católica. Eu sei que muitos católicos moderninhos aqui irão me criticar por causa das minhas palavras duras, mas como muitos católicos aqui não entendem patavina de Doutrina Católica, me chamarão de inimigo e eu fico feliz por isso. Esse tal de Francisco I, acredite, é um anti-papa.

Responder
Bruno D 14/03/2013 13:13:15

Ao meu ver, mais um artigo perfeito lido pela manhã.

Aqui no brasil temos o exemplo clássico da CNBB, a confederação dos bispos que teima na implantação doutrina social(socialista) católica. Para ela o importante é o esgoto, a água, o preço da passagem do trem e do ônibus o preço do sabão...

No brasil a Igreja católica se resume a movimentos pastorais, eu não sei se eu ouvi dizer que o novo Papa Francisco é intimamente ligado a esse tipo de movimento ou era outro que estava fortemente cotado. Pelo menos, existem indícios que o novo Papa tirou a proteção de dois subservisos argentinos da sua organização na época da repressão aos movimentos comunistas. Mas seu nome é simbólico, Francisco, em homenagem aos dois santos Francisco de Assís (Padroeiro do Podres) e Xavier (Dos Missíonários).

Já se pode ter uma noção do que vem por aí, pelos seus dizeres:

"A dívida social é uma acumulação de privações e carências em distintas dimensões. É uma violação de direitos e aponta diretamente contra a dignidade humana. A dívida social no país [Argentina] é imoral, injusta e ilegítima"

"Pouco a pouco nos acostumamos a ouvir e a ver, através dos meios de comunicação, a crônica negra da sociedade contemporânea... O império do dinheiro, com seus efeitos demoníacos como as drogas, a corrupção, o tráfico de pessoas (incluindo de crianças), junto com a miséria material e moral são frequentes"

g1.globo.com/mundo/novo-papa-francisco/platb/

Que Deus nos abençõe.



Responder
Adão 14/03/2013 16:45:33

Fique tranquilo Bruno D.
Esse papa foi eleito justamente porque ele não bebeu da agua da teologia da libertação, a sua grande ordem Jesuita ficou infestada de Tdl(Teologia da libertação) na América Latina, mas ele ficou fora disso. Pelo contrário comprou briga com o governo argentino, quando a Igreja briga com o governo, pode estar a Igreja está com fazendo o seu papel.
E tome cuidado que a mídia é maluca para difamar o papa. Espero que ele fale firme com a CNBB(Caimos na Baba de Barrabás), para tirar dela esse traço de socialismo, marxismo. Quando a Igreja no Brasil voltar a pregar regras morais, proteção da família, isso será uma maravilha. Ao invés de ficar sendo palanque do PT.
Viva o papa, Viva a Igreja.
Viva Nosso Senhor Jesus Cristo.

Fora PT
Fora Frei Beto
Fora Leonardo Boff
Fora Paulo Freire
Fora educação socialista na escola.

Deus é maior.

Responder
Emidio Carlos Cabral 14/03/2013 13:24:24

Não devemos esquecer que a Igreja Católica Apostólica Romana, tem como pano de fundo o Império romano , cujo Cézar foi Constantino e sua sua "orientadora" Helena, o qual entregou toda a decisão em organizar a Pasta do Social a sua progenitora, instituindo a "economia" da época - Riqueza do Império Romano semelhante as leis da Babilônia e região do Eufrates, onde o princípio sempre foi os mesmos da antiguidade, Dominar os reinos "carentes" e a essas novas colônias sustentá-las dando total suporte em : Segurança, emprego de mão de obra, saúde e alimento, Política do Pão e Circo, patrocinado por Júlio Cézar, após a guera vitoriosa com os rebeldes Espartanos e romanos gladiadores. A Igreja de Cristo já não estava mais "agindo" com pureza e serviço, estava "dominada" por meio dos tratados de corrupção com o Imperador, tanto os Bispos de Roma, como em toda Judéia e Grécia. Resumindo: Igreja Católica Romana nada tem haver com a Original Igreja ( Assembléia dos discípulos de Jesus Cristo , o Nazareno) no século III já estava comandando totalmente a Igreja Paga Babilônica, usando alguns símbolos Cristãos como Cruz, Peixe, etc. Contudo quando um Dogma se estabelece por muitos séculos, só Deus pode remover, por meio dos fatos Históricos, o que estamos presenciando atualmente: Pedofilia em todas as Comarcas, Paróquias etc. Processos em centenas de milhares contra a Falsa Igreja de Cristo na terra, a Católica Romana.Contudo detentora dos Dogmas, Filósofos, escolásticos e da política Mundial: pão e Circo. Pão para os países de terceiro Mundo, e Circo para Roma e aos inconformados com os Papas ( Cezares atuais).

Responder
Adao 14/03/2013 16:54:13

Emidio
Você tem um visão totalmente distorcida da história da Igreja. Você tem se perguntar a razão daquelas tribos européias, povos barbaros, povos sem nenhum tipo de cultura ou outros fundamento, como estes povos domiram o mundo(ingleses, franceses, alemães). Povo europeu que fundou na América o país mais poderoso do mundo, sob a égide cristã.
Foi o cristianimo que trouxe a riqueza e o bem estar a estes povos. Foi a igreja que construiu hospitais, universidades, orfanatos, o direito internacional. O império romano caiu devido a justamente a politicas do pão e circo(Jesus Huerta). A Igreja continou ajudando a formar a Europa moderna. Foi essa Europa que dominou o mundo, eles contruiram a riqueza do mundo. Em nenhum outro lugar a riquza e a liberdade caminharam juntos, somente na Europa ocidental, nos lugares onde a Igreja era forte o estado, o rei sempre tinha que tomar cuidados com suas ações, pois o povo tinha para quem recorres. A história da Igreja é linda.
O mundo deve muito a Igreja, como o homem deve muito a Deus.

Responder
Aírton 14/03/2013 21:46:29

Adão, quem está distorcendo a História é você! Não foi simplesmente a "política de pão e circo" que provocou a queda de Roma. E muitos países sob domínio católico eram muito pobres e atrasados (como Portugal).

Aqui mesmo no mises.org já foi publicado artigo de autoria do próprio Mises explicando as causas da queda do Império Romano:

"Havia um comércio intenso entre as várias regiões do império. Não apenas nas indústrias de transformação, mas também na agricultura, havia uma tendência cada vez maior à especialização. As várias partes do império já não eram mais economicamente autossuficientes; haviam-se tornado interdependentes.

O que provocou a queda do império e a ruína de sua civilização não foram as invasões bárbaras, mas sim a desintegração dessa interdependência econômica".

www.mises.org.br/Article.aspx?id=1348

Responder
Rogério 18/04/2014 03:50:46

"O que provocou a queda do império e a ruína de sua civilização não foram as invasões bárbaras, mas sim a desintegração dessa interdependência econômica".
Pergunta: As invasões bárbaras não influenciaram a desintegração dessa interdependência econômica?

Responder
Malthus 18/04/2014 04:02:48

Não. Foram consequência dela:

www.mises.org.br/Article.aspx?id=1408

Responder
Rogerio 18/04/2014 04:24:55

Artigo interessante. Obrigado.

Responder
Marcio Vinhaes 15/03/2013 16:06:30

Adão, de fato devemos muito à Igreja Católica devidos aos seus centros de conhecimento na Idade Média, vários monasterios deram origem à grandes idéias que até hoje fazem parte da estrutura filosófica do pensamento ocidental. Porém, creio que seja preconceito e ignorância de sua parte afirmar que os povos dito "bárbaros" eram desprovidos de cultura. Primeiro porque cultura não é algo que se provém ou se tem falta, não é possível medir cultura e nem afirmar que uma é superior a outra, podemos considerar tanto uma ânfora grega e uma lata de Coca-Cola como objetos de igual valor cultural. Cultura é um como um balde que está sempre cheio, só se troca o líquido que está dentro.

Dito isso, mesmo que se considere que um tipo de cultura seja melhor que a outra - pensamento que eu sou contrário -, devemos lembrar também que tanto as tribos nórdicas, povos islâmicos e ocidentais eram muito avançados tecnologicamente e tinham grande apreço pelo livre-mercado, e inclusive, durante grande parte da história medieval o oriente foi muito mais avançado economicamente graças ao seu modelo econômico que se distanciava do feudalismo.

Devemos muito à Igreja Católica, mas ela também deve muito ao sincretismo cultural que ocorreu com os povos nórdicos, islâmicos e orientais.

Responder
Adão 14/03/2013 16:57:43

A
CNBB aqui no Brasil deve estar cortando de medo. Esse novo papa deve conhever bem a linha de atuação da nossa CNBB, esta conferência esta cheia de socialista e marxistas, tomada pelas idéias de Frei Beto, Leonardo Boff, Karl Max e tudo mais.

Estou rezando para ele dar um basta nessa linha pastoral da Igreja, Deus está se movendo, o tempo está se cumprindo, atençaõ senhores bispos brasileiros está na hora de fazer mais pelo povo.

Chega de serem palanques do PT, desse governo socialista, marxista. A educação brasileira está repleta de idéias de Paulo Freire e construtivismo.

Mas tenho fé em Deus, tenho fé na Igreja,
Prepare-se CNBB

Responder
Leonardo Faccioni 15/03/2013 13:17:13

Você percebe, Emídio, que está misturando "política de pão e circo patrocinada por Júlio Cézar [sic]", cujo reinado foi anterior ao nascimento de Cristo, com a vida do imperador bizantino Constantino, em Bizâncio, no século IV? É como se Fernando Henrique Cardoso fosse responsabilizado pelas políticas do Marquês de Pombal.

A despeito do absurdo, o que a suposta política econômica dessa curiosa coalizão Júlio "Cézar"-Constantino tem a ver com a filosofia cristã? Poderia nos apresentar a diferença específica entre a suposta doutrina pré e pós-Constantino? Entre a liturgia, talvez? Alguma mudança substancial de rumo na Patrística?

As teorias conspiratórias mais completas, ao menos, acusam a Igreja pós-constantiniana de apagar da história os registros contrários aos seus interesses políticos (o imaginário pop recebeu essa possibilidade através do thriller de Dan Brown). Concedamos o ponto, gratia argumentandi. Nesse caso, seria simplesmente impossível reconstruir uma "doutrina cristã primitiva" historicamente verificável, pois não? Sobretudo quando os rastros arqueológicos - haja vista as catacumbas romanas datantes do séc. I - indicam hábitos litúrgicos indistinguíveis daqueles sustentados pela Igreja Católica até o séc. XX.

Via de regra, quem contrapõe um certo "cristianismo primitivo" ao restante da teologia e da filosofia católicas o faz fundando-se em um reiterado "wishful thinking". Um sistema de filosofia coerente ao absurdo durante um período de dois mil anos é contraposto a um "sistema como eu gostaria que ele fosse". Foi o mesmo processo que levou hereges maniqueus à conclusão de que o universo não comporta a lógica, relações causais não são necessariamente verdadeiras e a ciência, ao fim e ao cabo, não seria confiável. Para a fortuna do ocidente, a Igreja Católica possuía bem firmes sistemas de controle interno (posto que a condição necessária à configuração de uma heresia é que ela seja apresentada com a pretensão de configurar doutrina católica - a Igreja jamais pretendeu dispor sobre a validade do pensamento não-católico).

Responder
Racional 14/03/2013 13:29:49

Emidio, isso aí é conversa fiada e invejosa de protestante -- os quais, aliás, quando encapetados, conseguem ser ainda mais chatos que ateus ativistas.

Responder
Iluminado 14/03/2013 17:10:11

Racional, seu eu fosse você estudava um pouco a história da igreja. Não sou protestante, mas concordo com Emidio no que diz respeito a Igreja Católica Romana não ter nada a ver com o cristianismo original. Absolutamente nada a ver.

Responder
anônimo 14/03/2013 23:06:47

Bom,vc deve ser evangélico, não protestante,kkkk, se vc estudar a sério e a fundo com fontes confiáveis e não com conversinha de pastô, verá que a Igreja primitiva dos pais da Igreja, sucessores direto dos apóstolos, era católica sim.

Responder
anônimo 15/03/2013 00:49:59

Sim, era católica e sempre será, afinal católica é a igreja universal de Cristo. Agora, a igreja romana não é mais sucessora dos apóstolos ou a igreja católica de Cristo. A igreja cristã verdadeira se sucedeu por meio da reforma e dos protestantes, afinal a romana se tornou (como afirma apocalipse, sinagoga de satanás). Bem, os atuais evangélicos tb se desvirtuaram da verdade, o que torna necessária uma nova reforma para que o trabalho da Igreja continue firmemente com modéstia e direção e poder do Espírito Santo.

Responder
André Caniné 15/03/2013 20:22:36

A Igreja Católica Apostólica Romana não é mais a Igreja de Cristo?


Por favor vc pode me informar qual é a igreja de Cristo?

Responder
Iluminado 15/03/2013 01:18:46

Tenho pena da sua ignorância. E não... não sou evangélico.

Responder
Iluminado 15/03/2013 01:36:06

Mais uma coisa, apenas como argumento de autoridade: sou uma pessoa livre de preconceitos, leio literatura católica, protestante, gnóstica, agnóstica, judáica, etc. Li quase todos os textos cristãos primitivos disponíveis em português e inglês originários dos séculos I ao IV (Inácio de Antioquia, Orígenes, Agostinho, Irineu, Basílio de Cesaréia, Eusébio, livros apócrifos, pseudoepígrafos, etc, etc.) e muitos outros dos séculos além, como parte da obra de Tomás de Aquino (que espero terminar). Então, meu caro anônimo, realmente tenho pena da sua ignorância.

Responder
Danielbg 15/03/2013 11:33:24

Iluminado, já leu a obra de João Calvino? É um livro excelente tb!

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Racional 15/03/2013 11:43:31

Até onde sei, Calvino estava ocupado demais implantando o primeiro regime totalitário da modernidade -- com organização de massa militante e tudo -- em Genebra.

Quem acha que totalitarismo implantado por massa militante é invenção de comunista e de fascista, tá por fora. O pioneiro no esquema foi João Calvino.

Responder
Iluminado 15/03/2013 12:20:28

Danielbg, de Calvino li sua Instituição da Religião Cristã, mas falta concluir, o que pretendo fazer. Racional, sem querer menosprezar seu comentário, eu gostaria de lembrar a vinculação da Igreja Católica (instituição, não igreja universal), já no seu nascimento, ao império totalitário romano e, posteriormente, a estados absolutistas.

Responder
José Alberto 26/03/2013 17:46:15

Era não!

Catolicismo não tem nada haver com cristianismo primitivo. A começar pelo busca de poder, ostentação, votos de pobreza, envolvimento com política, entre muitos outros aspectos.

Vixi. Misericórdia.

Responder
Leonardo Faccioni 14/03/2013 14:01:39

Artigo brilhante (pudera, sendo de Tom Woods!), cuja veiculação não poderia ser mais oportuna. Parabéns ao Instituto, em todas as ocasiões disposto a defender a existência de verdades objetivas. É previsível que surgirão as reclamações de sempre sobre artigos interessados em temas (ainda que tangencialmente) religiosos ou morais, como se estes não fossem, também, aspectos relevantíssimos da ação humana em sociedade e, portanto, relevantes à tomada de decisão econômica.

O novo Papa é latino-americano. Daí as mídias já estarem ansiosas por uma agenda social "propositiva", que certamente não virá do modo como as mídias desejam, mas, venha da forma que vier, tem tudo para ser distorcida por lentes marxistas entre nós, sobretudo dentro dos muros da própria Igreja Católica brasileira. Estejamos todos nós - católicos e austríacos - atentos.

Responder
Marcio 14/03/2013 14:32:31

Uma pena que aos poucos estão querendo destruí-la e pior: gente de dentro dela contribui pra isso.

Responder
Daniel Alves 14/03/2013 15:12:39

Parágrafos deste artigo lembrou-me que li há muito tempo uma matéria de revista que falava sobre os malefícios provocados pelas ajudas monetária ao continente africano( ajudas estas que tinham a intenção de melhorar, é claro!?). Alguém saberia me informar se tem algum artigo do Misses que aborda o assunto? Agradecido(e foi mal pelo off tóp.)!

Responder
Pedro Borges Griese 14/03/2013 15:27:18

Para mim, um dos melhores artigos publicados neste site! Um obra prima!

Responder
Renan 14/03/2013 16:29:33

"Um discípulo de Böhm-Bawerk, Ludwig von Mises, explicou mais detalhadamente essa diferença pela intervenção do fator tempo na relação econômica: o emprestador troca dinheiro atual por dinheiro potencial, e pode fazê-lo justamente porque, tendo concentrado capital, está capacitado a adiar o gasto desse dinheiro, que o prestamista por seu lado necessita gastar imediatamente para tocar em frente o seu negócio ou sua vida pessoal. Von Mises foi talvez o economista mais filosófico que já existiu, mas, ainda um pouco embromado por uns resíduos kantianos, nem por um instante pareceu se dar conta de que estava raciocinando em termos rigorosamente aristotélico-escolásticos: o direito à remuneração provém de que o banqueiro não troca simplesmente uma riqueza por outra, mas troca riqueza em ato por riqueza em potência, o que seria rematada loucura se o sistema bancário, no seu conjunto, não estivesse apostando no crescimento geral da economia e sim apenas no enriquecimento da classe dos banqueiros. A concentração do capital para financiar operações bancárias não é portanto um malefício que só pode produzir algo de bom se for submetido a "finalidades sociais" externas (e em nome delas policiado), mas é, em si e por si, finalidade socialmente útil e moralmente legítima. Sto. Tomás, se lesse esse argumento, não teria o que objetar e certamente veria nele um bom motivo para a reintegração plena e sem reservas do capitalismo moderno na moral católica. Mas Sto. Tomás já estava no céu e, no Vaticano terrestre, ninguém deu sinal de ter lido Böhm-Bawerk ou Von Mises até hoje. Daí a contradição grosseira das doutrinas sociais da Igreja, que, celebrando da boca para fora a livre iniciativa em matéria econômica, continuam a condenar o capitalismo liberal como um regime baseado no individualismo egoísta, e terminam por favorecer o socialismo, que agradece essa colaboração instituindo, tão logo chega ao poder, a perseguição e a matança sistemática de cristãos, isto é, aquilo que o Dr. Leonardo Boff, referido-se particularmente a Cuba, denominou "o Reino de Deus na Terra". Daí, também, que o capitalista financeiro (e mesmo, por contaminação, o industrial), se ainda tinha algo de cristão, continuasse a padecer de uma falsa consciência culpada da qual só podia encontrar alívio mediante a adesão à artificiosa ideologia protestante da "ascese mundana" (juntar dinheiro para ir para o céu), que ninguém pode levar a sério literalmente, ou mediante o expediente ainda mais postiço de fazer majestosas doações em dinheiro aos demagogos socialistas, que, embora sejam ateus ou no máximo deístas, sabem se utilizar eficazmente da moral católica como instrumento de chantagem psicológica, e ainda são ajudados nisto — porca miséria! — pela letra e pelo espírito de várias encíclicas papais.
"
www.olavodecarvalho.org/textos/capitalismoecristianismo.htm

Responder
Andre Canine 15/03/2013 20:26:46

Gostei muito desse artigo do Olavo de Carvalho! Simplesmente excelente!

Responder
Thyago 14/03/2013 16:51:24

Ótimo artigo!

Excelente os ensinamentos dos Doutores da Igreja desde antigamente:

"In fide, unitas; in dubiis, libertas; in omnibus, caritas" (na fé, unidade; em questões incertas, liberdade; em todas as coisas, caridade).

Estudar Santo Tomás também é muito esclarecedor sobre pontos como esses.

A Igreja é muito rica em doutrina e em ensinamentos.

Responder
Guilherme 14/03/2013 17:03:59

Palavras da Biblia;

Marcos 10 - 17 ao 31

Quando Jesus ia saindo, um homem correu em sua direção, pôs-se de joelhos diante dele e lhe perguntou: "Bom mestre, que farei para herdar a vida eterna? "
Respondeu-lhe Jesus: "Por que você me chama bom? Ninguém é bom, a não ser um, que é Deus.
Você conhece os mandamentos: 'não matarás, não adulterarás, não furtarás, não darás falso testemunho, não enganarás ninguém, honra teu pai e tua mãe'".
E ele declarou: "Mestre, a tudo isso tenho obedecido desde a minha adolescência".
Jesus olhou para ele e o amou. "Falta-lhe uma coisa", disse ele. "Vá, venda tudo o que você possui e dê o dinheiro aos pobres, e você terá um tesouro no céu. Depois, venha e siga-me".
Diante disso ele ficou abatido e afastou-se triste, porque tinha muitas riquezas.
Jesus olhou ao redor e disse aos seus discípulos: "Como é difícil aos ricos entrar no Reino de Deus! "
Os discípulos ficaram admirados com essas palavras. Mas Jesus repetiu: "Filhos, como é difícil entrar no Reino de Deus!
É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus".
Os discípulos ficaram perplexos, e perguntavam uns aos outros: "Neste caso, quem pode ser salvo? "
Jesus olhou para eles e respondeu: "Para o homem é impossível, mas para Deus não; todas as coisas são possíveis para Deus".
Então Pedro começou a dizer-lhe: "Nós deixamos tudo para seguir-te".
Respondeu Jesus: "Digo-lhes a verdade: Ninguém que tenha deixado casa, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos, ou campos, por causa de mim e do evangelho,
deixará de receber cem vezes mais já no tempo presente casas, irmãos, irmãs, mães, filhos e campos, e com eles perseguição; e, na era futura, a vida eterna.
Contudo, muitos primeiros serão últimos, e os últimos serão primeiros".
Marcos 10:17-31


Estou no aguardo da múltiplas interpretações...hehehe




Responder
anônimo 14/03/2013 18:38:50

Guilherme, o problema no caso não é a riqueza em si. Mtos homens ricos seguiram a Cristo e continuaram ricos. Jesus estava iniciando uma época distinta que exigia total desprendimento de seus seguidores, que viriam a entregar suas próprias vidas. O problema é se apegar às riquezas materiais acima de Deus, ou seja, a idolatria ao dinheiro (que já invadiu mtas igrejas). Outros que tb eram chamados a abrir mão de suas riquezas eram cobradores de impostos que lucraram ilicitamente. Portanto, o enriquecimento pelo trabalho legítimo e o investimento é válido e estimulado. Mtas vezes é incompatível em razão de um chamado ministerial e missionário. Por isso, eu, como protestante, afirmo que pastores e missionários verdadeiros não podem ter riquezas, a não ser as oriundas de herança e trabalho secular, mas ainda assim deveriam vender espontaneamente o que tem para exercer a atividade pastoral. Esses que usam dinheiro dos fiéis mancham nosso nome e a verdadeira teologia.

Responder
Guilherme 14/03/2013 20:35:06

É muito dificil discutir religião, até porque não tem lógica nenhuma, apenas fé. Mas tentar colocar o cristianismo na mesma ótica do capitalismo é demais...

Capitalismo = Meritocracia

Cristianismo = Nunca entra no mérito, sempre na igualdade e compaixão. Todos são filhos de Deus e basta seguir a palavra (Biblia) que será bem vindo no paraiso.

Supondo que eu trabalhe e estude bastante e consiga uma riqueza maior que a maioria...na visão das 2 (Crista e Capitalista) é justo, até ai tude bem, porem o fato de eu manter e utilizar a minha riqueza, sabendo que outras pessoas precisam dela para sobreviver, exemplo: Criança pobre. Aí esta a diferença...no capitalismo isso sempre será justo e correto, na verdade isso será de liberdade total da pessoa. No Cristianismo, esse fato será considerado cruel da parte da pessoa rica, por não ter compaixão pelo seu irmão.

é como falar em Exercito de paz...é ridiculo, sem logica.



Responder
Leonardo Faccioni 15/03/2013 12:48:36

"É muito dificil discutir religião, até porque não tem lógica nenhuma, apenas fé."

A sério, meu caro: você leu o artigo que está a comentar? Tem alguma noção do que foi a Escolástica, de como se compõe a Patrística, de qual a origem do sistema universitário (e de quão rigorosa era a investigação científica promovida pela universidade medieval)? De S. Tomás a Leibniz, a religião funda-se sobre "lógica nenhuma"?

Santa Paciência, ora pro nobis! Vá lá ser anticlerical, antirreligioso ou qualquer coisa que o valha. A livre doação da opinião é uma garantia da condição humana. Mas ignorar completamente o status quaestionis claramente colocado pelo artigo que se encontra um ou dois cliques acima não é coisa que se faça.

"[O cristianismo n]unca entra no mérito, sempre na igualdade e compaixão."

Sequer imagino com qual denominação cristã o amigo teve contato. No catolicismo, quer a nível imanente, quer a nível transcendente, a salvação averigua-se a nível individual. Quanto ao mais, "igualdade [originária, não de resultados econômicos, Santo Cristo!] e compaixão" são conseqüências da condição humana. Um indivíduo incapaz de identificar-se a nível específico para com outros indivíduos e apiedar-se da condição alheia é, clinicamente, um psicopata. Isso nada tem a ver com economia, sequer implica um dever estatal de caridade forçada. Você está sendo vitimado por uma terrível imprecisão conceitual.

Responder
DontTreadOnMe 15/03/2013 13:56:54

"A sério, meu caro: você leu o artigo que está a comentar? Tem alguma noção do que foi a Escolástica, de como se compõe a Patrística, de qual a origem do sistema universitário (e de quão rigorosa era a investigação científica promovida pela universidade medieval)? De S. Tomás a Leibniz, a religião funda-se sobre "lógica nenhuma"? "

Religião não tem lógica nenhuma, ponto. Pelo que sabemos do universo não existe nenhuma inferência lógica que possa ser feita que acaba levando a Deus. Se você conseguir, de forma lógica/científica, provar a existência de Deus você deveria imediatamente entrar em contato com o Sr. Lawrence Strauss, tenho certeza que ele adoraria discutir com você.

No fim do dia religião é apenas um mito, não importa se é o Deus cristão, Ala, Odin, Zeus ou Horus, são apenas "contos de fadas" contados para acalmar o ser humano perante a morte, para fazer o ser humano se sentir superior a todas as outras coisas. A maior parte das pessoas não são humildes o suficiente para aceitar que são apenas um bolo de átomos, como todo o resto, e que um dia sua consciência irá simplesmente apagar, da mesma forma como era antes de ter nascido... é difícil não ser especial.

Veja que boa parte dos senhores são cristãos, se tivessem nascido no oriente médio seriam islâmicos e se fossem da Índia acreditariam em múltiplos deuses... que tipo de verdade divina é esta que vária de acordo com a posição geográfica? Ou os bilhões de politeístas estão simplesmente errados, sendo que o argumento deles é tão válido quanto o dos senhores?

Enfim, vocês podem discutir religião a vontade, e acreditarem no que quiser, mas jogar as palavras Religião e Ciência na mesma frase é má fé ou falta de conhecimento do que realmente é ciência.
Religião não passa de wishful thinking e só porque os senhores acreditam que são tão especiais que uma criatura onisciente e onipotente os criou não quer dizer que isto é verdade.

Responder
Leonardo Faccioni 15/03/2013 14:42:38

"Religião não tem lógica nenhuma, ponto."

Que maravilha! Eis o rigor científico da hipermodernidade! Quão parvos foram Platão, Aristóteles, S. Tomás, Suárez e Leibniz, que tantos tomos deixaram sem considerar que a verdade sobre o universo poderia ser desvelada em uma única petição de princípio, com direito a posar sobre conhecedor de "lógica científica"!

Meu caro anônimo, Mário Ferreira dos Santos, conhecendo-o, desistiria de imediato da redação de "Invasão Vertical dos Bárbaros". Após seu primeiro e irrefutável silogismo, curvar-se-ia o bom filósofo pátrio a tamanho rigor hipermoderno e jogaria sua biblioteca aos fornos da Alemanha niilista (não se tinha consciência, naquele tempo, sobre os assombrosos "custos de carbono").

O notável, meus caros, é que esse tipo tão característico, tão soberbo, tão acabado de pontífice da pseudociência não se envergonha de não conhecer uma vírgula da História da Ciência, de não compreender um naco de epistemologia, de se furtar sistematicamente a confrontar toda a produção das eras postas e de ignorar o status quaestionis para resolver problemas filosóficos milenares em uma linha e um "ponto". Sequer dão-se conta de que, lograsse essa mesma postura que defendem o triunfo em eras passadas, seu desenvolvimento necessário seria a morte da ciência enquanto tal e o estancamento do conhecimento técnico, nos estritos padrões que ocorreram às culturas fatalistas do oriente.

Responder
Guilherme 15/03/2013 16:40:48

ok, quando voce morrer vai pro céu...e se não pedir perdão vai pro inferno do capeta...

Deus criou o Universo...

Toda humanidade veio de Adão e eva...

Jesus foi o unico filho de Deus e foi crucificado para pagar nossos pecados...e andou sobre as aguas...

Ciência pura!!!

Responder
Leonardo Couto 15/03/2013 15:23:51


Vou postar um comentário parecido com o que fiz em outro artigo, sobre esse tipo de abordagem ingênua feita por ateus (Só vale dizer que, se a maioria fosse ateia, provavelmente eles seriam os cristãos...):

Nosso intelecto humano permite apenas que tomemos consciência de que há um limite em nossa capacidade de compreensão racional - por racional, leia-se dentro dos limites da nossa capacidade de compreensão absoluta -. Especialmente pela incapacidade de explicação da origem das coisas dentro desta limitação. O raciocínio humano é capaz de perceber a incompletude de sua capacidade de domínio racional. E se o homem não for estupidamente arrogante, disto se resulta que existe mais do que o que está presente no campo de processamento intelectual total nosso, conclui-se também que o mundo não é limitado pela nossa capacidade de entendê-lo.

Porém, daí ele não avança através de seu intelecto, pois através do intelecto só podemos avançar com ele até perceber seu próprio limite. Pela lógica, não conseguimos, através dele (intelecto) prosseguir - já que é o seu limite.

Portanto, nosso encontro com o único e verdadeiro Deus é dado através da Fé. Não através da razão. Ninguém o experimentará através desta última, mas sim pela primeira.

Daí vem que o ateu nunca vai satisfazer sua exigência. O amor para com Deus que nós, cristãos, sentimos, não é compreendido através dos meios aos quais o ateu se limita.

Se alguém limita sua visão a um tolo teto, jamais poderá ver o que está nos céus.

No final das contas, infelizmente, eles apenas não acreditam no que não podem explicar.

Sugiro aos amigos cristãos, como eu, que não tentem convencer ateus através dos meios aos quais eles se limitam, pois a compreensão do que nós sabemos ocorre além desse limite. Se eles, infelizmente, não mudarem sua boba postura, morrerão deste mesmíssimo jeito: Sem Fé.

Responder
Leonardo Faccioni 15/03/2013 17:16:33

Leonardo Couto, meu bom xará, permita-me parabenizá-lo pela abordagem e, ainda assim, discordar em parte. Como eu dizia em um pequeno comentário que publiquei, tempos atrás, sobre o fenômeno do neo-ateísmo, o catolicismo bebe da filosofia grega ao ponto de considerá-la, sob certos aspectos, uma antecipação da Revelação, justamente porque entende o Princípio primordial de sumo bem e justiça, o ente criador que não foi criado (parafraseando Duns Scotus), porque, tal qual os filósofos helenos clássicos, percebe-o como uma necessidade ontológica.

É dizer, a existência de dito princípio ordenado e ordenador é perfeitamente cognoscível através da racionalidade humana, bem como a sua necessária benevolência. Evidentemente, de uma perspectiva católica (ou cristã, como se queira), é mais perfeita a compreensão da divindade advinda da fé do que aquela advinda exclusivamente da razão (que o diga S. Tomé), mas ambas as vias são entendidas (estou, neste ponto, trabalhando exclusivamente com a principiologia específica ao Magistério Católico, prezados neo-ateus - quer dizer que este trecho não é universalizável) como boas e válidas para o conhecimento do Criador.

___

Cumpre esclarecer que tenho grande respeito por todos aqueles que, em seu íntimo, investigando as verdades eternas, a filosofia e as ciências humanas, não atingem um convencimento suficiente sobre a possibilidade da divindade, ou, admitindo que um princípio criador exista, simplesmente não se sintam confortáveis a adotar nenhuma linha religiosa tradicional.

É dizer, respeito e compreendo perfeitamente a condição dos agnósticos. Aliás, considerando que nos encontramos majoritariamente no Brasil, onde a Igreja Católica encontra-se em aberto estado de apostasia (abandono da fé e desrespeito à sua própria doutrina), com a quase totalidade de seus postos tomados por militantes marxistas, é-me compreensível, inclusive, a reação anticlerical e anticatólica de muitas mentes sóbrias e porventura cultas.

O que me parece absolutamente inaceitável é o barbarismo cultural, a ignorância arrogante e narcisista tão exclusiva de nossos tempos, tão bem descrita quer por Mário Ferreira dos Santos, quer por Ortega y Gasset, daqueles que ignoram tudo o que já se disse sobre determinado assunto para, sem leitura nem interesse, pontificarem como portavozes de profundas reflexões. O bárbaro selvagem, multiplicado pela informação não digerida dos noticiários de TV e pelas escolhas arbitrárias e doutrinárias dos sistemas de ensino oficiais, não possui substrato cultural comum suficiente para compreender os termos em jogo em um debate, agindo como um verdadeiro vírus, que inverte o conteúdo das discussões e impossibilita o diálogo.

O bárbaro, como todo e qualquer homem, tem direito a opinar. Mas, ao homem honrado, cumpre a responsabilidade de debater com fundamento. Ao levantar uma petição de princípio como aquela que vimos ("A religião não tem lógica. Ponto."), há que considerar aquilo de mais importante e culturalmente relevante que já se produziu sobre o tema. Neste caso, o tema não é nada menos que uma das colunas fundantes de nossa civilização, goste-se ou não. É perfeitamente lícito discordar de seus fundamentos, mas é moralmente imperioso conhecer os fundamentos de que se discorda ao contestá-los na arena pública.

Responder
Leonardo Couto 15/03/2013 19:12:05


Ao amigo Leonardo Faccioni, vou tentar mostrar-lhe meu ponto-de-vista sobre o acreditar em Deus vir da Fé, e sobre impossibilidade da razão exercer esse papel:

A percepção da ordem no universo pode ocorrer através da cognição, e pode-se ver racionalmente a inadequação de nossa capacidade de processamento intelectual absoluto como um limitador ao que existe, como se o que é só o fosse mediante justificativa plena ao intelecto humano.

Porém, a descoberta do "ordenador", a descoberta do agente criador de tal ordem e perfeição, a identificação do que está acima dos limites da capacidade de domínio racional absoluto humano não pode ser justificada através da razão humana. Se razão opera dentro desse limite, o que está além não pode ser compreendido por ela.

Ao exigir que esta impossibilidade ocorra para que Deus exista, os ateus selam a insatisfação acerca de Deus em suas vidas, enquanto procederem assim.

Se com a razão fosse possível conhecer a Deus, não seria necessário Fé.

-------------------------------------------------------------------------

Para nós, cristãos, é mais ainda comprovado, pela Bíblia, o uso da Fé e da certeza que ela traz para se conhecer além dos limites de processamento cognitivo humano. Como no exemplo:

"Pela fé entendemos que os mundos pela palavra de Deus foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente." Hebreus 11:3

A definição de Fé também endossa que o seu operar se dá de forma transcendental, de forma diferente da razão, uma vez que aquela não está limitada à capacidade de percepção e cognição humanas, como esta está. Veja a definição:

"ORA, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem." Hebreus 11:1

Responder
Leonardo Faccioni 15/03/2013 20:38:37

Entendo e concordo, Leonardo Couto. Sendo Deus imanente, mas também transcendente, Ele ultrapassa as fronteiras do universo sensível e não pode ser decomposto em categorias racionais compreensíveis à mente humana. Um conhecimento completo e efetivo de Deus só é concebível mediante aquilo que, para o catolicismo, entende-se por visão beatífica. Mas me parece que concordamos (tanto entre nós quanto em relação ao Magistério e à filosofia clássica) que a necessidade ontológica de um princípio divino, bem como elementos de sua natureza, podem ser deduzidos mediante investigação racional (certamente porque, a teor da fé, Ele assim o quis).

Mas encerro por aqui, porque creio que já nos desviamos demais do intuito do artigo e do site.

Responder
Atylla 15/03/2013 16:28:10

(Religião não tem lógica nenhuma, ponto. Pelo que sabemos do universo não existe nenhuma inferência lógica que possa ser feita que acaba levando a Deus.)DontTreadOnMe.

A matéria segundo a Equação de Einstein E=MC² é um estado da energia. Essa energia é inteligente e autoconsciente ex: Ser Humano. Quem garante a Inexistência de uma energia superior a de E=MC² capaz de criar uma energia inferior?

Responder
Fabio MS 15/03/2013 16:55:48

"Religião não tem lógica nenhuma, ponto. Pelo que sabemos do universo não existe nenhuma inferência lógica que possa ser feita que acaba levando a Deus."

Seu comentário não tem lógica nenhuma, ponto.

O que nós sabemos do universo que faz você ter essa "certeza das certezas"? Conta aí pra gente, amigo.

Você pode provar que não existe nenhuma inferência lógica que possa ser feita que acaba levando a Deus? Prove-me que NENHUMA inferência lógica nesse sentido pode ser feita.

Ora, não posso provar, empiricamente a existência de Deus, mas no campo da lógica essa existência é perfeitamente dedutível.

Agora, claro, prove a mim que não existe inferência lógica que possa levar a existência de Deus, que eu dou o braço a torcer.

"Se você conseguir, de forma lógica/científica, provar a existência de Deus você deveria imediatamente entrar em contato com o Sr. Lawrence Strauss, tenho certeza que ele adoraria discutir com você."

Leia Tomás de Aquino. Depois a gente conversa sobre esse tal de Sr. Strauss.

Responder
DontTreadOnMe 15/03/2013 17:47:54

"Seu comentário não tem lógica nenhuma, ponto.

O que nós sabemos do universo que faz você ter essa "certeza das certezas"? Conta aí pra gente, amigo. "

O que nós sabemos do universo para termos certeza de que o homem-aranha não existe? Seu argumento é ridículo, a ignorância humana não é prova da existência de uma divindade. Você não pode provar a "não existência" das coisas.
Desde os primórdios tudo que não compreendemos nós jogamos para um deus; Não entendemos os raios? É Zeus ou Thor. Os mares são assustadores? É o poder de Poseidon. No fim é tudo ignorância, conforme o conhecimento humano avança a religião se contrai.

"Você pode provar que não existe nenhuma inferência lógica que possa ser feita que acaba levando a Deus? Prove-me que NENHUMA inferência lógica nesse sentido pode ser feita.

Ora, não posso provar, empiricamente a existência de Deus, mas no campo da lógica essa existência é perfeitamente dedutível.

Agora, claro, prove a mim que não existe inferência lógica que possa levar a existência de Deus, que eu dou o braço a torcer. "

Mais uma vez, você está pedindo para provar a não existência de algo. Você está invertendo o ônus da prova, existem falácias tão básicas no seu argumento que chega a ser ridículo.

"Leia Tomás de Aquino. Depois a gente conversa sobre esse tal de Sr. Strauss."

Todo ignorante religioso que eu conheço apela para Tomás de Aquino, um indivíduo da idade média que precariamente tentava explicar o mundo natural e quando ele não tinha resposta ele apelava para o sobrenatural (mais uma falácia). Antes de mais nada eu gostaria de dizer que existem explicações científicas para todas as vias de Tomás de Aquino, basta procurar sobre estes temas:
"What's the Total Energy In the Universe?"
"Something from Nothing"
"Cause and effect in quantum physics"

Ta tudo ai, basta querer aprender.
Religiosos vivem em um estado de ignorância perpétua e simplesmente vão preenchendo as lacunas com Deus, se você não entende algo vai estudar, não clama por uma divindade.

Responder
Atylla 15/03/2013 18:00:00

Me responde DontTreadOnMe!

A matéria segundo a Equação de Einstein E=MC² é um estado da energia. Essa energia é inteligente e autoconsciente ex: Ser Humano. Quem garante a Inexistência de uma energia superior a de E=MC² capaz de criar uma energia inferior?

Responder
Leonardo Faccioni 15/03/2013 18:10:18

O rapaz que usa um lema de uma das nações mais profundamente religiosas da história (B.F. Morris) como apelido bem poderia ser uma caricatura do militante antirreligioso de nossos tempos. Ele realmente desconhece a distinção que as ciências humanas realizam entre pensamento mágico (superstição) e pensamento religioso. Menos ainda compreende o politeísmo helênico (não, prezado, Zeus nunca foi uma "explicação" para os raios - os deuses gregos eram representações de princípios parciais constituintes do real).

Obviamente, também nunca leu Tomás e Aquino, a teor da asneira que proferiu sobre o filósofo. E não apenas Tomás, mas a totalidade dos filósofos clássicos e medievais. Por fim, imbui-se da notável característica esquerdista de classificar a validade de uma argumentação por sua idade, não por sua correspondência aos fatos (tipicamente esquerdista, pois é da teoria marxista que se populariza o conceito de História como um avanço progressivo à perfeição moral e material, de tal sorte que os arranjos novos, pelo mero fato de serem novos, perfariam a superação do velho). Se uma filosofia julga-se pela idade, a escola austríaca, que em muito deve à escolástica, está em péssimos lençóis. Não é o caso, bem sabemos.

Responder
Fabio MS 15/03/2013 19:47:17

Antes de tudo, prometo aos moderadores do IMB que esté é meu último comentário sobre o assunto.

Pois bem.

"O que nós sabemos do universo para termos certeza de que o homem-aranha não existe?
Seu argumento é ridículo, a ignorância humana não é prova da existência de uma divindade. Você não pode provar a "não existência" das coisas.

Foi você quem invocou um suposto conhecimento do universo para justificar a impossibilidade de uma dedução lógica de Deus, não eu.

A propósito, você quem afirmou que Deus não existe. A dúvida, ou melhor, a certeza acerca da inexistência é sua. É a você que cabe o ônus da prova. Esse mantra "não se prova inexistência" é uma falácia sem tamanho. Você pode provar tanto a existência quanto a inexistência. Provar a inexistência é um processo mais difícil do que provar a existência de algo, mas isso não impede a prova em si. Ex.: você pode provar que o homem-aranha não existe, ou não?

Entenda, meu caro, estou dizendo que é, sim, possível deduzir Deus por meio de um argumento lógico (os argumentos de Santo Tomás e de Santo Anselmo provam que é possível essa dedução, o que, note bem, não os torna irrefutáveis ou indiscutíveis). Você diz que não é possível esse tipo de argumento lógico. Você diz, você prova.

"Desde os primórdios tudo que não compreendemos nós jogamos para um deus; Não entendemos os raios? É Zeus ou Thor. Os mares são assustadores? É o poder de Poseidon. No fim é tudo ignorância, conforme o conhecimento humano avança a religião se contrai."

Pura especulação. Que conhecimento completo você tem da História e das mentes das pessoas para fazer uma afirmação desse tipo "desde os primórdios... jogamos para um Deus"? Você leu as mentes das pessoas desde os primórdios, para saber que quando não entendiam um raio, criavam Zeus? Que estudo irrefutável é esse de onde você extraiu essas conclusões ridículas? Faça-me o favor!

"Mais uma vez, você está pedindo para provar a não existência de algo. Você está invertendo o ônus da prova, existem falácias tão básicas no seu argumento que chega a ser ridículo."

A inexistência pode ser provada, sim. O ônus da prova é seu. Você alegou a impossibilidade de dedução lógica de Deus. Eu alego que você não tem conhecimento absoluto algum para vomitar esse tipo de absurdo.

"Todo ignorante religioso que eu conheço apela para Tomás de Aquino, um indivíduo da idade média que precariamente tentava explicar o mundo natural e quando ele não tinha resposta ele apelava para o sobrenatural (mais uma falácia). Antes de mais nada eu gostaria de dizer que existem explicações científicas para todas as vias de Tomás de Aquino, basta procurar sobre estes temas:
What's the Total Energy In the Universe?
Something from Nothing
Cause and effect in quantum physics"

Os seus temas estão longe de serem explicações científicas irrefutáveis, por conseguinte, perfeitamente contestáveis.

"Ta tudo ai, basta querer aprender. Religiosos vivem em um estado de ignorância perpétua e simplesmente vão preenchendo as lacunas com Deus, se você não entende algo vai estudar, não clama por uma divindade."

Você acaba de demonstrar uma presunção ridícula de conhecer plenamente a mente humana (não só a sua), em especial a mente dos religiosos. Mais uma vez, que estudo é esse irrefutável que chegou à certeza de que "religiosos vivem em um estado de ignorância perpétua e blá blá blá..."? Como você, no alto de sua sabedoria plena, sabe que, por ignorância ou por qualquer outro motico, os religiosos vão preenchendo as suas lacunas com Deus? De onde você tirou isso, Senhor Super Racional?
Fraca demais essa sua choradeira neo-ateísta.
O seu ateísmo militante não passa de um wishful thinking baseado em devaneios prepotentes, sem qualquer base lógica, científica e moral.

Responder
Leonardo Faccioni 15/03/2013 20:26:17

Seguirei o exemplo de Fabio e darei uma folga aos amigos da moderação, encerrando, por ora, minha participação. Gostaria apenas de complementar, pontualmente, a exposição de Fabio:

1. Círculos redondos não existem. Ponto.
2. Frios quentes não existem. Ponto.
3. Claros escuros não existem. Ponto.
4. Um cego, em um quarto escuro, à procura de um gato preto que lá não está não há de encontrar um gato. Se encontrar em sua procura os sinais da presença de um gato, ouvir seus miados, sofrer seus arranhões, tocar o bicho arisco que se desvia, algo há ou houve na sala, e tem boas chances de ser um gato. Ponto.

O princípio de não contradição é um verificador universal. Aquilo que é não pode não ser; aquilo que não é não pode ser. Um princípio absoluto não pode negar outro princípio absoluto. Se assim for, ou um, ou outro, ou ambos são princípios contingentes, ou falsos. A não-contradição é a ferramenta básica da lógica e da possibilidade de aferimento de alguma verdade.

A existência de Deus, como entendido pela teologia católica ou pela filosofia helena, não afronta qualquer princípio da ordem do real. Em verdade, é condição necessária à ordem do real. Logo, o mínimo denominador comum aos cultores da lógica é que Deus, quando menos, é uma possibilidade.

Por fim, as supostas refutações empiricistas das vias escolásticas não refutam coisa alguma. Elas transferem o problema, não o resolvem. Confundem causas materiais e formais (intrínsecas ao ente) com causa eficiente (extrínseca). Tanto se sucede em absolutamente todos os casos.

Responder
Arthur Dias 15/03/2013 13:24:46

A religião prega o livre arbítrio, o capitalismo também. A religião diz que o fruto do trabalho é algo honesto, moral e legítimo, o capitalismo também. A religião prega que a caridade deve ser voluntária, o capitalismo também. A religião é contra a violência e coerção, sobretudo estatal, o capitalismo também.

Viu como não é tão difícil?

Responder
DontTreadOnMe 15/03/2013 16:53:50

Religião é contra coerção? Apedrejar pessoas que misturam tipos de tecido, eliminar homossexuais e assassinar pagãos são práticas endossadas pela bíblia e ao meu ver se enquadram como "coerção". Claro, você pode escolher seguir apenas o que lhe convém, como a maioria das pessoas fazem, mas ai você não está respeitando os ensinamentos da sua religião e não está obedecendo a palavra do seu próprio Deus.

A bíblia é um livro extremamente violento, recomendo a leitura completa da obra e não apenas das partes belas que os padres pregam.

Responder
anônimo 27/03/2013 02:54:33

'É muito dificil discutir religião, até porque não tem lógica nenhuma, apenas fé.'

Pobre criatura ignorante; a própria noção de que a natureza segue leis rígidas, de que o homem pode ter acesso a essas leis e que pode compreendê-las, é um ato de fé.

Responder
Thames 14/03/2013 18:41:51

Vale enfatizar também que os "ricos" daquela época estavam todos dentro do estado. Não havia comerciantes e nem empreendedores ricos. Os ricos eram os governantes e seus asseclas.

Responder
anônimo 19/03/2013 14:52:18

Aí complica:

"Thames 14/03/2013 18:41:51
Vale enfatizar também que os "ricos" daquela época estavam todos dentro do estado. Não havia comerciantes e nem empreendedores ricos. Os ricos eram os governantes e seus asseclas."

Essa é uma afirmação falsa, por ignorancia ou leviandade deliberada.
O mitologico JC apoiando a cobrança de impostos preconizando o desprezo pelo dinheiro e anuindo que se "desse a César o que era de César" (o dinheiro, numa dedução ridicula e falaciosa) e mesmo defendendo que os "bonzinhos" amassem os inimigos e sobretudo os maus como prova de valor moral (que ótimo, JC preconizava tudo que curiosamente era do interesse do governo) ...este JC tão ascético foi o mesmo que atacou os comerciantes com violência, destruindo-lhes os produtos e espancando-os com chicote (similar). Ora os comerciantes, os ricos, os pagadores de impostos eram os que se opunham ao governo e a invenção do cristianismo caiu como luva para a politica do império. Um JC que manda dar a outra face, não reclamar se roubarem o que é seu, dar ainda mais do que lhe pedirem, desprezar a riqueza e aceitar o jugo ...é o mesmo JC violênto que chama comerciante de ladrões depois de mandar dar "a Cesar oq é d Cesar", o dinheiro ou impostos cobrados. Claro que Paulo também afirma que deus anui com impostos e que os giovernantes assim o são por vontade de deus. ...Religião é sempre conveniente e conivente com o poder político. ...Não é mera coincidencia.

Muitos ricos não eram do governo. Aliás o governo tinha interesse em cobrar-lhes impostos, custeavam seus exercitos com os impostos. Governos sempre foram como quadrilhas de assaltantes e as ideologias sempre foram um meio de os produtivos aceitarem o jugo de oportunistas.

Não é mera coincidencia. O misticismo sempre esteve em concubinato com o poder, no mínimo. Até nas tribos os caciques se valem dos "feiticeiros" para terem apoio ideológico. As religiões são criações arbitrarias e convenientes, daí se multiplicam em contradições internas e externas. Uma mistura de axé com valsa e samba.

Responder
Leandro 19/03/2013 15:19:24

Anônimo, sugiro se inteirar melhor sobre o contexto em que a frase "Daí a César o que é de César" foi dita.

Permita-me.

Essa frase foi dita por Jesus aos Fariseus que estavam tentando encurralá-lo. Os Fariseus eram inimigos dos Herodianos, mas ambos haviam se aliado porque Jesus estava sobrepujando a autoridade deles. E então os Fariseus Lhe armaram uma cilada.

Os Fariseus queriam que Jesus declarasse legítima a tirania romana, para que assim houvesse atrito entre Ele e os judeus. Por outro lado, se Ele negasse a legitimidade da tributação imposta por Roma, os Herodianos certamente iriam contar isso às autoridades romanas. Logo, "Ele estaria encurralado", pensaram.

E assim ambos se livrariam Dele.

E então Jesus pediu a eles que Lhe mostrassem uma moeda. Foi aí que Ele virou o jogo, pois a moeda era um denário, a moeda específica para se pagar impostos. E ela tinha uma imagem e uma inscrição de César. A linguagem invocava a divindade, coisa que os judeus consideravam idolatria. O que eles faziam com tal moeda?

Ao aceitarem essa moeda, eles estavam aceitando a autoridade romana. Logo, dai a César o que é de César. (Obs: Jesus estava fazendo uma crítica aberta à hipocrisia dos fariseus. E ele deu a resposta de uma maneira que os fariseus não mais pudessem constrangê-lo.)

É óbvio que, com seu desprezo olímpico pela cultura cristã, algo evidenciado pelas palavras utilizadas em seu comentário, você não teria a mínima capacidade de saber sobre este básico.

Responder
Ricardo 19/03/2013 16:36:15

Vale lembrar também que a Bíblia ensina a maneira correta de lidar com cobradores de impostos.

"E Chegavam-se a ele todos os publicanos e pecadores para o ouvir.

E os fariseus e os escribas murmuravam, dizendo: Este recebe pecadores, e come com eles."

Lucas 15:1-2

Para quem não sabe, publicano significa "Cobrador de rendimentos públicos, entre os romanos."

Responder
Sérgio 20/03/2013 09:12:44

Norman Horn, o fundador do site LibertarianChristians.com explica sobre isso neste texto: "Render to Caesar". E a exlicação é exatamente essa do Leandro: os Fariseus queriam colocar Cristo em maus lençois com os herodianos ou com o povo judeu. O que eles não perceberam é eles é que eram hipócritas por usar moedas do César, e Cristo denunciou esta hipocrisia.

Responder
anonimo de antes 14/03/2013 18:59:05

"Para o homem é impossível, mas para Deus não; todas as coisas são possíveis para Deus".

Guilherme, melhore suas habilidades de interpretação de texto antes de tentar ser irônico.

Responder
José Ricardo das Chagas Monteiro 14/03/2013 17:29:42

Saudações, o texto precisa sim ser pensado, trata-se de uma opinião válida, há conteúdo.Isentar qualquer instituição do nível em que se encontra a humanidade, seja econômica ou social, não penso que estamos fazendo justiça. Qualquer instituição que ficou ativa ou passiva durante assuntos que evoluiram ou involuiram no planeta tem sua parcela,tanto do bônus ou ônus.
No parágrafo final ao ler Santo Agostinho em que caridade é clamada em todas as coisas, portanto,categoria que abarca tudo, fico a pensar tentando, como libertário que sou, um encaixe, encontro sérias dificuldades.
Há um bom juízo-de-valor,dê-me o conteúdo, permita minhas deduções, concordo em termos com o comentário do senhor Emídio Carlos Cabral.

Responder
Márcio 14/03/2013 17:31:55

O que vejo é que a Escola Austríaca de hoje tem um viés católico muito forte. Comecei a perceber isso lendo o livro de Jesus Huerta de Soto, cujas páginas iniciais mais parecem uma apologia ao catolicismo (através da comunicação do "brilhantismo" dos escolásticos), do que um livro científico propriamente dito. Acredito que essa mistura de religião com ciência em nada contribui para a causa libertária. E para mim pouco importa se o capitalismo teve início através de uma nova "filosofia" de vida protestante, católica, judia ou o que quer que seja. O que para mim importa é entender suas leis naturais de funcionamento e a percepção científica de que ele é o resultado de séculos de interação humana, sendo o ápice histórico da organização social. Acho que os não católicos ao perceberem esta tendência "escolástica" da EA moderna se sentem extremamente desconfortáveis, pois têm a impressão de que o conhecimento praxeológico austríaco é um conhecimento católico, o que, obviamente, não é verdade.

Responder
anônimo 14/03/2013 19:05:11

Concordo, Márcio, em termos. Acho essa mistura muito ruim, passa um ar de que a "religião oficial" dos austríacos é o catolicismo. É claro que os austríacos não tem religião oficial, mas é o que parece. Por causa disso não gosto do Huerta de Soto que você citou e outros que nunca sei com certeza quando estão falando como pesquisadores ou como religiosos.

Responder
Leandro 14/03/2013 19:26:16

Não é minha intenção dar continuidade a estas tolas e infindáveis discussões que sempre surgem em artigos que tocam no tema religião (dá a impressão que é um tema anátema), mas algo me deixou curioso:

Em qual artigo do de Soto ele deixa de falar como economista e passa a falar como religioso? É óbvio que sei que você não está se referindo a artigos que versam sobre história do pensamento econômico, pois esta é por definição uma área em que é impossível se evitar o tema da religião. Sendo assim, qual foi o artigo?

Responder
anônimo 14/03/2013 20:05:00

Leandro, nunca disse que li algum ARTIGO do Soto em que ele fala como religioso e não como economista. Ademais, esta é a questão: pelo fato de ele ser muito católico em temas de história do pensamento econômico (ISSO MESMO) não sei distinguir o pesquisador imparcial do católico. A escola austríaca tem vários autores com suas convicções religiosas e filosóficas particulares que sabem se posicionar melhor quando estão sendo cientistas e entram na seara do pensamento econômico. Eu como protestante me sinto ofendido, como sugeriu o Márcio acima, pois a impressão que tenho é que o que está sendo implicitamente defendido é que assim como a escola austríaca é superior as outras escolas econômicas o catolicismo é superior ao protestantismo. Tipo: catolicismo gerou o pensamento libertário; protestantismo gerou Karl Marx. Se Adam Smith, protestante, cometeu o erro de sugerir uma teoria do valor baseada no trabalho isso significa que seu erro é decorrente de sua religião? Não necessariamente. E mesmo que fosse, isso poderia ser decorrente de sua percepção pessoal de sua religião e não de sua religião em si. Os seguidores, protestantes E católicos, de Smith que incorporaram seu erro não o incorporaram como parte de sua religião, mas como ideia científica. Enfim, isto é mais um desabafo.

Responder
Nigro 14/03/2013 19:40:52

O impte é usar a inteligência para ver se o q a pessoa diz condiz com o mundo real ou não; e não tentar descobrir se ele fala como pesquisador ou religioso. Assim teremos q ver se as pessoas falam como ateus, como evangélicos, como gays, como vegetarianos...
Descubram nos argumentos se é verdade ou uma justificativa para a própria ideologia.
Nos artigos do IMB entendo q muitos autores souberam compreender a realidade com muita sabedoria e por serem crentes vinculam esta verdade à Deus, mas quem não quiser pode associar ao acaso, à sorte.
Mas não perceber a relação do cristianismo com o capitalismo é usar os óculos do ateísmo ou do socialismo para interpretar o mundo e a natureza humana.

Responder
Fabio MS 14/03/2013 20:13:44

É curioso como a presunção e a arrogânciano surgem no pensamento geral ordinário quando alguém "ousa" citar argumentos que façam referência à religião.
Por que Huerta de Soto mencionou algo (muito, pouco, sei lá) sobre a ligação entre os escolásticos e a escola austríaca, ele não mais merece ser lido e admirado, mas sim desprezado e relegado ao esquecimento? Muito interessante esse seu "pensamento científico". Continue assim. Você vai longe.

Responder
anônimo 14/03/2013 21:16:53

Quem vai longe é você, Fábio, que nao consegue nem ler um texto direito. Nunca disse que o Huerta de Soto deve ser desprezado (disse apenas que nao gostava dele). Nem questionei a ligação que ele fazia dos escolásticos com a escola austríaca, mas sim o modo como ele faz essa ligação.

Responder
Fabio MS 15/03/2013 17:02:41

Eu até ia me desculpar por ter exagerado na interpretação do que você escreveu, mas depois que li que você se sente, pasmem!, OFENDIDO quando encontra um argumento que, vá lá, elogia o catolicismo, mudei de ideia.
Reitero todo o meu comentário anterior. Você vai longe mesmo.

Aliás, você se ofende muito fácil.

Responder
anônimo 15/03/2013 18:10:59

Não sei se é proposital, Fabio MS, que você deturpe o que está escrito em detrimento de uma argumentação. Nunca disse que me sentia ofendido com argumentos que elogiem o catolicismo (nem com qualquer outro que elogie o judaísmo, budismo, islamismo ou o que quer que seja). Fé é uma coisa pessoal. O que me ofende é a sugestão (veja bem a palavra que estou usando para não deturpá-la depois) de que uma determinada corrente religiosa ou doutrina, é superior a outra porque dela emana a verdade científica, enquanto da outra, o caos. Se você ler o texto que eu escrevi, e que você citou, com cuidado vai perceber que foi isso que defendi. Como libertário reconheço o direito individual de cada pessoa de seguir a crença que quiser desde que não interfira no diteito que eu tenho de seguir a minha. Para mim a verdade científica está além dessa questão pessoal. Podemos ser católicos, protestantes e budistas e racionalmente chegarmos a verdade científica por meio da razão. Não defendo qualquer espécie de polilogismo religioso. Com aplicação e estudo espero chegar longe mesmo.

Responder
anônimo 15/03/2013 18:31:30

Finalizando: uma coisa para mim é um católico libertário defender ou elogiar, como católico, o catolicismo, coisa completamente aceitável. Outra coisa é um libertário católico, protestante, ou outra coisa, usando a voz da ciência para defender sua religião. Quando eu disse em comentário anterior que havia autores libertários que sabiam se posicionar sobre questões relativas ao pensamento econômico que envolvem religião com imparcialidade (mesmo com suas convicções religiosas pessoais) me referi a isso. Acredito que esses autores, por sua seriedade, fizeram um enorme esforço para se colocarem acima de suas convicções espirituais em prol da ciência. Outras pessoas não conseguem fazer isso tão bem, e eu acho que tenho o direito de gostar menos destas do que daquelas enquanto cientista, muito embora, reconheça a tendência normal de, como ser humano, apreciar mais aqueles que seguem minha crença.

Responder
Fabio MS 15/03/2013 19:49:19

Tá certo. Encerramos por aqui.

Responder
anônimo 15/03/2013 18:15:13

Mais uma coisa, Fabio MS: não estou ofendido com você, caso você tenha pensado isso. Só usei com você o mesmo tom que você usou quando se referiu a mim pela primeira vez.

Responder
Fabio MS 18/03/2013 15:09:20

Fique tranquilo. Não me ofendo facilmente. Nem quando me deparo com uma visão ateia, prostestante, budista, etc. num livro de economia.

Responder
DontTreadOnMe 15/03/2013 18:04:33

Acredito que seja difícil levar a sério alguém que acredita nas bobagens da bíblia. É como se um louco aparece na rua e fala que o Superman existe e ele fala com o Superman todo dia antes de dormir, mas o Superman nunca respondeu... mas existe!
Tudo que este louco falar dali pra frente perde a credibilidade, não importa o quão brilhante seja.

Obviamente depois de um tempo a loucura é separada do brilhantismo e suas ideias podem ser apreciadas, assim como vários pensadores do passado. Lembramos de Newton pelo seu brilhantismo com o cálculo diferencial integral e não pelas baboseiras religiosas que ele falou.

Responder
Tory 15/03/2013 20:22:36

Baboseira por baboseira já eu acho difícil aguentar as dos discípulos do Dawkins e De Botton que aparecem por aqui. O dia que algum filósofo ateísta escrever algo que impacte positivamente a humanidade, como fizeram os escolásticos, ao invés de sair repetindo mantras sobre Homem-Aranha, espaguetes voadores, pedras pesadas, e a impossibilidade de provar não-existências, me informe. Se o bem que vocês esperam legar a humanidade é apagar a religião, é para mim mais um sinal do sucesso do socialismo. Num sistema de livre-mercado vocês morreriam de fome por não oferecer nada de interessante.

Responder
anônimo 18/03/2013 16:56:50

Não passa ar de nada, isso é impressão sua.

Responder
Higor Monteiro 14/03/2013 17:33:24

Artigo muito bom, até para mim que sou Ateu, pois sem dúvida alguma a natureza é complexa o bastante para entendê-la por completa, não importa se você ache que esta natureza é uma consequência de um ser poderoso como o Deus ou se nada mais é do que o resultado de várias coincidências naturais pouco prováveis. Quanto a infabilidade papal é um ponto muito realtivo para ser afirmado como comparação à axiomas econômicos.

Responder
Renan 15/03/2013 03:45:19

A natureza não pode ser o resultado de várias consequências naturais pouco prováveis, pois as várias consequências naturais pouco prováveis são consequências de algo que já faz parte da natureza. Dã...

Responder
anônimo 15/03/2013 11:22:40

Haahahaha... Boa!! É o polilogismo ateu...

Responder
Igor Yabiku 14/03/2013 17:49:23

Bom artigo. Capitalismo e Catolicismo são compatíveis.

O Olavo de Carvalho (creio que muitos católicos aqui o admiram) escreveu um artigo sobre capitalismo e religião:

www.olavodecarvalho.org/textos/capitalismoecristianismo.htm

Abraços.

Responder
Airton 14/03/2013 21:50:13

Olavo de Carvalho não é católico, ele é gnóstico.

Responder
anônimo 16/03/2013 17:01:15

Tem que ser muito pamonha mesmo pra achar que o Olavo de Carvalho é católico. E olha a quantidade de gente que ele está conseguindo enganar.

Responder
Nigro 14/03/2013 18:08:03

Impressionante como os princípios da doutrina cristã - materializada na própria história da Igreja nestes 2000 anos (escolas, hospitais, assistência social; individualidade, trabalho, consumo, família...) - fortalece e complementa o Anarcocapitalismo. O caminho natural para a prosperidade e a melhor convivência possível.

Responder
Lopes 14/03/2013 18:24:29

Não sou católico, muito menos religioso. Sou ateu, na realidade. Entretanto, a sobriedade do artigo em suas críticas negativas e positivas ao pensamento católico servem de prova do esforço tido pelo Woods na elaboração do texto. Costumo ser pouco apreciador dos artigos que realizam fortes referências à experiência religiosa de seus escritores; não pelo fato de explanarem situações que não mais fazem parte de minha vida, mas pelo simples medo de ver a imagem do IMB sendo equivocadamente interpretada como um site de "economia religiosa"(Como ele fora incorretamente descrito por um aventureiro com quem debati há alguns dias). Visando um ad hominem para desmoralizar o conhecimento lógico, ético e econômico do libertarianismo frente à uma platéia de "secularistas", pseudo-críticos procurariam por artigos com alto rigor religioso que julgassem como alvos fáceis; felizmente, até hoje, os textos eleitos têm impressionado por seu grau de sobriedade.

Bem, espero que tal compromisso para com a sobriedade dos artigos e referências nesses em relação a assuntos religiosos continue. Será uma alegria para minha pessoa por três motivos: Agradecerei por não ter de testemunhar discussões religiosas completamente paralelas ao assunto do tópico que em nada produzem em termos conhecimento além de discórdia desnecessária entre os diferentes usuários do site. Preocupar-me-ei mais em absorver o artigo ao invés gastar pensamentos sobre tipo de conclusão que leitores "secularistas" novatos podem ter sobre o texto. Mais importante, entrarei em debates e mencionarei autores austro-libertários sem a preocupação de vê-los desmoralizados por um ad hominem.

Responder
Marcus Lins 14/03/2013 21:16:31

Esse artigo veio em excelente hora!

Sou católico e austríaco, e acredito que o IMB não pode se furtar a expor a conexão entre Catolicismo e a postura praxeológica da Economia Austríaca.

Se pretendemos fazer com que nossa visão de mundo se espalhe, precisamos de meios para difundi-la. E acho que termos uma boa base para tratarmos disso com padres e religiosos (principalmente cristãos) é ótimo. Do que adianta falarmos logicamente se o fiel, depois, ouvir do padre, ou do catequista, ou do cidadão "lá da pstoral", falou ou defende o contrário.

Para os ateus, agnósticos, laicistas, podemos nos ater fielmente ao utilitarismo e racionalismo, mas é importante que possamos falar com base em fundamentos religiosos, aos que acreditam, que esse conhecimento, esse método, é compatível com sua fé. Afinal, queiram ou não, os que tem fé, são a maioria, e os católicos, a maioria entre esses.

Sds.

Responder
Raffaell Garone 14/03/2013 22:49:40

Eu Prefiro os capitalista deístas! ubdeistas.blogspot.com.br/

Responder
Cesar Massimo 14/03/2013 23:26:39

Excelente e esclarecedor artigo.
Fez-me recordar minha juventude, na Igreja, sendo doutrinado pela nojenta Teologia da Libertação. Ficava confuso e inconformado.
Como Católico e Austríaco, senti-me gratificado.

Responder
Adao 15/03/2013 10:52:09

César Massino

Infelizmente também eu fui doutrinado nessa porcaria de teologia da libertação, mas graças a Deus, consegui libertar dessas idéias marxistas e socialistas, mas tenho que trabalhar muito ainda para apagar os erros que ajudei a espalhar. Todos nós católicos que fomos inoculados com esse vírus temos que agora lutar e lutar muito nas nossas igrejas contra essa Teologia. Falar contra esse tipo de gente, Frei Beto, Leonardo Boff e tantos outros escritores marxistas que levaram a igreja do Brasil a essa situação de hoje, na minha cidade fiz um curso de teologia para leigos e nesse curso tinha a matéria de teologia da libertação, depois tiraram essa matéria, foi uma reclamação total, mas já estava inoculada nos alunos o vírus da TdL.
Nas homilias, nos cânticos, ainda existe forte presença da TdL, os ministros leigos, os diáconos ainda são treinados e ensinados para a TdL, preste atenção nas pregações dos ministros é só falar de ecologismo e proteção para os pobres.

Responder
Dalton C. Rocha 15/03/2013 00:11:52

Dei-me um inimigo do capitalismo e eu lhe darei um inimigo da Igreja Católica. Viva o Papa Francisco ! Viva o Papa Francisco ! Viva o Papa Francisco ! Viva o Papa Francisco ! Viva o Papa Francisco !

Responder
Adao 15/03/2013 14:00:39

Boa
Dalton;
É isso mesmo. A realidade se coloca dessa forma, as pessoas não conseguem aceitar que o capitalismo a liberdade gerou essa riqueza do ocidente. As pessoas ficam furiosas pois elas tem que reconhecer a igreja católica como a promotora da civilização e muitas pessoas passaram a vida inteira criticando a igreja, ou foram doutrinadas para criticar a igreja. Nessa situação eles ficam sem resposta e logo passam a criticar outras coisas, os erros da Igreja, perseguição, inquisição e tudo mais.
Mas vem ai o nosso Papa Jesuita, prepare-se CNBB....

Responder
Eduardo 16/03/2013 16:27:04

Ninguem aqui "acredita" que o capitalismo é superior. Todos "sabemos" que é melhor porque temos provas consistentes. Quanto a religião não há provas. Cada um crê no que quer. O ser humano vai sempre defender as idéias do grupo que o representa, como uma forma de sobrevivência própria. Mas o FATO é que a a civilização se desenvolveu em praticamente todos os aspectos, apesar da igreja, e não com ela. Ela nunca foi a favor do capitalismo e há inúmeras provas. E como qualquer governo autocrata, ela também nunca foi a favor da liberdade. Nas idades média e moderna, ou seja, durante mais da metade da existência da igreja católica, ela agia sob interesses próprios, santificando déspotas, matando infiéis e bancando governos corruptos, mas amigos da causa. Se aqui defendemos um estado mínimo ou sua ausência, não podemos defender um legado podre. Não sou contra as crenças que alguém possa ter, só que defender sua religião, usurpando conquistas doa outros é o mesmo que o PT faz quando fala de suas "conquistas" quando na verdade elas vêm de antes.

Responder
Tory 16/03/2013 19:11:27

Como você disse, Eduardo, cada um acredita no que quer. Inclusive que escrever FATO transforma o que quer que venha depois em verdade.

Responder
Getulio Malveira 15/03/2013 18:47:48

Bem, ninguém espera por uma "inquisição argentina", mas um papa franciscano (na atitude) bem pode vir a calhar para enterrar de vez a teologia da libertação. É claro que os pontos problemáticos da Doutrina Social da Igreja não vão desaparecer por causa disso, mas, como o Woods bem demonstra, os católicos podem estar seguros de não cometerem desobediência apenas por discordarem do papa nesses pontos.

PS: até para um agnóstico como eu, é estranha a maneira irracional e bárbara, como um colega bem notou, com que as pessoas hoje discutem temas ligados a religião e principalmente à Igreja Católica. É algo que deixa poucas esperanças quanto ao presente e ao futuro.


Responder
Carraro 15/03/2013 20:45:36

Aproveitando já que esse é um dos artigos mais recentes; alguém saberia me dizer se o problema do livro do Huerta de Soto "Moeda, crédito bancário e ciclos econômicos", que tinha tabelas faltando, foi solucionado nessa versão com capa nova? Quero comprar o livro, mas se estiver com esse problema ainda vou esperar a versão corrigida. Obrigado.

Responder
Higor Monteiro 16/03/2013 18:23:57

Àquele ''Anônimo'' que falou sobre polilogismo ateu, peço por favor que explique sua posição, não entendi como a descrição genial de mises sobre o polilogismo dos marxistas pode se encaixar em assuntos não apriorísticos como a fé em deuses. Antes disso espero que saiba o que é o ateísmo em sentido geral da palavra, assim como mises entendia claramente de Marx. Não quero continuar a conversa do que é realmente a verdade sobre existência ou não de um Deus, isso é por total subjetivo, até é sensato dizer que as explicações de ambos os lados podem apresentar uma sensatez para com os outros de variadas culturas, entretanto não quer dizer que isso será suficiente para qualquer um deixar de acreditar no que acredita. O que acho que confundiu foi o fato de existir não somente entre ateus, mas entre todas culturas e religiões, que é um tipo de crença, baseado no contexto, que não é passível de uma máxima tolerância e aceitação. Até porque se fosse como você disse, eu diria que você foi por total polilogista em não aceitar o que eu disse, já que para mim, para minha fé, é baseado em uma lógica sensata ... Não use uma descrição tão genial para algo em que ela não se encaixa. Considere um tipo de intolerância se quiser, mas lhe asseguro que isso é apenas um outro ponto de vista.

Responder
João José Horta Nobre 16/03/2013 18:26:51

Publiquei:

www.historiamaximus.blogspot.pt/2013/03/a-doutrina-social-da-igreja-catolica-e.html

Responder
André Caniné 16/03/2013 19:26:09

A Santa Igreja Católica foi responsável pelos trabalhos de caridade, pelas bases do livre mercado(através dos escolásticos), fundação de ínumeros hospitais, universidades, asilos, sanatórios, desenvolvimento da ciência, desenvolvimento do sistema inquisitório (ao invés do acusatório), civilização aos bárbaros da europa...


Repito as palavras de Tom Woods: "Igreja católica, construtora da civilização ocidental".

E desafio qualquer um dos críticos a citar outra instituição de mesmo nível. Aguardo respostas.

Responder
Matheus 18/03/2013 06:35:17

Tradição racional da Igreja Católica? E por que quiseram calar Galileu? Por que milhares morreram nas fogueiras da Santa Inquisição, sem causar mal a outrem ou à sua propriedade?

Responder
Sérgio 18/03/2013 12:15:39

Caso Galileu? Este é o resultados da doutrinação socialista pelo MEC...

Hora de sair da matrix:

Te apresento Thomas Woods:







Responder
Anônimo 18/03/2013 12:17:29

Tradição racional é dos escolásticos da igreja, não da própria instituição. A obra de Ancelmo, Aquino e Agostinho busca essencialmente mesclar a razão com suas crenças religiosas; vide, por exemplo, os argumentos de Aquino e Ancelmo para a existência de divindades.

A igreja, de fato, agiu violentamente e censurou diversos pensadores originados fora de seus meios. Entretanto, ao estudarmos apologética atualmente, o pensamento racional continua sendo o sumo-objetivo de todo o estudo religioso, buscando ao máximo defender sua mescla com uma realidade religiosa.

Reprovarei um ponto em seu comentário pelo fato histórico: A inquisição espanhola, a mais brutal de todas, não estava sob a gestão da igreja católica na prática; era uma instituição que servia ao radicalismo religioso dos reis espaniardos.

Ressalto que sou ateu. Busco apenas amenizar qualquer tipo de conflito religioso no IMB por sua falta de produtividade e sua criação excessiva de hostilidades desnecessárias entre os integrantes da comunidade.

Responder
Andre Canine 18/03/2013 16:05:59

Discordo.

A doutrina da Igreja é cristalina sobre um dos pontos primordiais e dos mais importantes: acreditar em Deus é prova de racionalidade.

Responder
anônimo 18/03/2013 12:18:33

Repetindo as asneiras do seu professor de sexta série? Você não está meio crescido para isso?

Responder
Matheus 19/03/2013 07:16:19

Só porque houve católicos, os famosos escolásticos, que defendiam o livre-mercado, não faz o mínimo sentido querer trazer a Igreja Católica como instituição para dentro do libertarianismo. A Igreja sempre foi em sua história uma entidade companheira do Estado, isso quando não representava o Estado em si. Sem falar nos últimos Santo Pontífices, líderes religiosos e de tendências socialistas, além da já mencionada Teologia da Libertação. Entendo os católicos praticantes (porque batizado eu também sou, e minha família é religiosa) em querer que sua doutrina seja compatível com o livre mercado, mas infelizmente esse não é o caso do catolicismo, nem de qualquer religião.

Abraço!

Responder
anônimo 19/03/2013 16:29:14

Matheus, que tal ganhar um pouco mais de conhecimento?

Leia:

Religião e libertarianismo

Liberalismo e cristianismo

Além de

Artigos sobre o assunto 'Religião'

Ps. Se você quer ser ateu, o problema é seu, mas pelo menos não saia por aí proferindo asneiras, ok?

Ps2. Assistisse os vídeos?

Responder
Matheus 20/03/2013 09:55:11

Os vídeos não assisti, mas li os textos. E neles se nota a diferença de postura. Enquanto o ateu Walter Block é um entusiasta da religião, o fervoroso Jorg Guido transpira radicalismo em seu texto. Eu não sou nada contra religiões, desde que elas não me prejudiquem. O problema das religiões é o coletivismo, o angrariamento de fiéis, enquanto a vantagem de ser laico é que se vive bem na sua individualidade e egoísmo, que tanto faz bem para a prosperidade.

Responder
Higor Monteiro 18/03/2013 19:45:49

''Caso Galileu? este é o resultado da doutrinação socialista do MEC'' hahahaha ... agora vem as conspirações, alienações e outras negações históricas, continuem ...

Responder
Rodrigo 18/03/2013 23:29:56

Interessantíssimo. Do Thomas Woods tenho aquele livro apologético sobre a Igreja Católica.

Responder
Daniel Alves 20/03/2013 13:54:07

Contradição ou hipocrisia? Penso que a segunda opção... Nietzsche deve estar se revirando no túmulo... Tendo ele dito que só havia Paulo de cristão(no cristianismo criado pelo próprio apóstolo)... Deixa para lá! vou me ater as perguntas: alguém saberia me indicar algum artigo que fale sobre Ayn Rand (A Revolta de Atlas)? Agradecido.

Responder
Anônimo 01/05/2013 21:29:25

Um Papa esquerdista?

noticias.terra.com.br/mundo/europa/papa-critica-lucro-egoista-e-pede-criacao-de-empregos-em-audiencia,87fcfbdce8b5e310VgnCLD2000000dc6eb0aRCRD.html

noticias.terra.com.br/mundo/asia/papa-condena-situacao-de-trabalho-escravo-em-bangladesh,f19d10ac7bc5e310VgnCLD2000000ec6eb0aRCRD.html

Responder
Leandro 01/05/2013 22:26:17

Há uma lei inquebrantável no que tange à maneira como a imprensa brasileira dá notícias sobre qualquer papa: o título da matéria nunca tem nada a ver com o que realmente é dito no corpo da notícia.

Esse foi apenas mais um exemplo. O que diz a matéria?

"Em seu discurso, o Papa criticou o trabalho escravo e o tráfico de seres humanos. "A dignidade não é dada pelo poder, dinheiro, cultura, não. A dignidade vem do trabalho e um trabalho digno", pois há muitos "sistemas sociais, políticos e econômicos que fizeram com que esse trabalho signifique se aproveitar dos indivíduos", disse."

Correto. Nada contra.

"Francisco argumentou que quando a sociedade está organizada de forma "que nem todos têm a possibilidade de trabalhar, essa sociedade não é justa"."

Correto de novo. Se eu quero trabalhar, mas o governo dificulta -- com suas regulamentações e lei de salário mínimo --, ou se eu quero empreender e o governo proíbe -- com sua burocracia, carga tributária e, de novo, mais regulamentações --, então estou sendo tolhido pelo estado, e isso cria uma sociedade injusta.

"O Papa pediu que as autoridades façam esforços para dar um novo impulso ao trabalho e se preocupem com a dignidade das pessoas. "Peço aos políticos que façam todo o possível para reativar o mercado de trabalho", afirmou o Papa."

A frase em si é correta. Políticos podem fazer muito para reativar o mercado de trabalho: basta abolir todos os empecilhos à contratação de mão-de-obra, abolindo as regulamentações que encarecem o mercado de trabalho. Pode começar extirpando o poder dos sindicatos.

"Para o Papa, o trabalho é parte do projeto de amor de Deus, "estamos convocados a cultivar e cuidar de todos os bens da criação e desta maneira participamos da obra da criação". Além disso, o pontífice disse que se ocupar é fundamental para a dignidade das pessoas, "nos faz semelhantes a Deus, que trabalhou, trabalha e atua sempre"."

Perfeito. Quem condena o trabalho e quem enxerga o trabalho não como algo honroso, não como uma maneira honesta de subir na vida, mas sim como algo degradante e humilhante, um rebaixamento do indivíduo, algo que deve ser evitado por qualquer pessoa de bom senso, é a esquerda. Não é de se estranhar que ela tenha criado uma ideologia imoral que defende a expropriação da propriedade alheia, pois o certo mesmo é viver exclusivamente dos frutos dos esforços dos outros.


Não há nada de errado nas coisas que o Papa disse. A imprensa é que gosta de forçar interpretações ideológicas. Dica: nunca se deixe levar pelos títulos das matérias. Sempre leia tudo o que está escrito. De preferência, vá até as fontes originais.

Responder
Anônimo 01/05/2013 22:36:27

Excelentes observações, Leandro.

Bem que estranhei o título após ler o discurso papal em outro site.

Obrigado.

Responder
Paulo Luiz Mendonça. 20/04/2014 13:52:20



O futuro do Brasil está em jogo.

Brasileiros leiam com atenção esta carta aberta do Padre Humberto da cidade de Natal RN. Sei que brasileiros morrem de preguiça de ler, mas faça um esforço, veja o desabafo de um sacerdote decepcionado com o desgoverno petista. A carta é um pouco longa, mas vale apena perder 10 ou 20 minutos do seu tempo e ganhar muito no futuro sem este partido de aproveitadores no poder.

Paulo Luiz Mendonça.
DESABAFO DE UM PADRE...

Tempos atrás, enquanto alguns padres, bispos e cardeais desviaram-se de suas atividades principais de EVANGELIZAR e "APOIARAM" a criação do
PT; fazendo hoje o caminho de volta, esse CORAJOSO Padre Humberto, da
Paróquia de Santa Luzia da Arquidiocese de Natal-RN, divulga "NOTA DE
REPUDIO AO PT"! Um texto longo, porem um Raios-X de seus verdadeiros
propósitos.

Padre Umberto
Paróquia de Santa Luzia
Arquidiocese de Natal

Diante da desgraça de desgovernos petistas, que transformaram o poder público em um covil de bandidos e o país em um paraíso de patifes impunes, o bando de Collor derrubado pela vontade da sociedade, virou
brincadeira de criança levada!
As contundentes vaias e xingamentos, com luzes piscando na Barra da Tijuca e em diversos locais do Brasil depois do discurso da "presidente", são mais uma clara demonstração da rejeição social para
com esse desgoverno espúrio,que luta com as formas mais desonestas possíveis para se manter no poder em 2014.
Como uma "presidente" tem a coragem de declarar, por exemplo, em rede nacional, que os investimentos da construção dos estádios foram somente de origem privada?
TODAS as obras foram financiadas em condições generosas pelo BNDES!
Estádios públicos, construídos em áreas públicas e com dinheiro público, vem sendo reformados com dinheiro público e posteriormente serão entregues a clubes e empresas privadas para que daí tirem o seu
injustificável lucro. Isso não é o papel de um líder de uma nação mas de alguém motivado por
inconfessáveis motivações de um golpe para transformar o país em uma Cuba Continental.
Esta "senhora", em seu precário discernimento pensa que a sociedade somente tem idiotas a serviço dessa classe política nojenta e de seus cúmplices canalhas.
Vamos lembrar que essa tal "presidenta" foi protagonista de uma luta terrorista que nunca pretendeu a democracia, que ceifou a vida de mais de 120 civis e militares e continua sendo a leal fantoche do mais sórdido político da história do país.
Obedece e se aconselha com seu guru, o retirante analfabeto e espertalhão, o patife líder, denunciado como verdadeiro chefe da gangue dos 40 que subornou o Parlamento, uma quadrilha que deveria já
estar presa mas que continua livre, leve e solta por incompetência de um Poder Judiciário em estado de podridão terminal, por obra e graça do PT e de seus cúmplices, em todas as instâncias desse poder
degenerado.
Por isso e muito mais essa malfadada guerrilheira travestida de "presidenta" não tem a menor condição moral de ameaçar a sociedade, em rede nacional, num discurso grotesco disfarçado de conciliação.
Mesmo que não concordemos com a promoção de destruições do patrimônio público nem de propriedades privadas como instrumentos de protesto, que condição moral tem essa "senhora" de criticar os vândalos, já que
no seu tempo de luta por "transformações sociais" colocou fogo no país promovendo,juntamente com seus cúmplices, atos terroristas, sequestros, roubos a bancos e assassinatos de civis e militares – fez muito pior do que os manifestantes mais revoltados, infiltrados de bandidos, estão fazendo!
Nada pode ser aproveitado desse discurso leviano – a não ser a preparação de um golpe – uma verbalização da voz de uma sórdida alma
terrorista que ficará na história da política, depois de manifestações em massa contra a degeneração moral do país.
Esse discurso não passa de uma peça de profunda idiotice montada por marqueteiros de plantão inspirados pelos conselhos do mais sórdido político que o Brasil já conheceu, o padrinho da "presidenta".
Apenas evidencia que estamos a mercê de psicopatas degenerados e que estes vêm conduzindo a destruição política e econômica desta nação. Foram compromissos vazios, sem vislumbre de honestidade ou
sinceridade, visando uma estúpida desqualificação e esvaziamento de um
movimento legítimo –muito maior do que a farsa do "Movimento Passe Livre" organizado pelo PT para atingir o governador de SP –, e para a preparação final de mais um estelionato eleitoral que está correndo um crescente risco de não se concretizar pela tomada de consciência do povo.
Esse mesmo povo que a assustou pois voltou a compreender que o poder público da era PT foi transformado em um covil de cândidos e que a
manutenção dessa sórdida classe política no poder é autorizar em 2014 um regime fascista, comandado pelo PT e seus asseclas, para sustentar
a corruptocracia.
Um discurso vazio de verdades, que não pretendeu soluções, que não tocou em nada caro à quadrilha, que pretendeu apenas preservar o
status quo do seu projeto de poder perpétuo.
Um discurso que justifica um imediato – chegamos no limite da nossa paciência ordeira – impeachment da "presidenta" do PT, que não se comporta como "presidente" do país, mas como uma golpista com atos e motivações já amplamente divulgadas na Internet:
- cumplicidade em todos os atos dos dois desgovernos de seu antecessor e que já foram pública e sistematicamente rejeitados pela sociedade;
- transformação do poder público em um covil de malfeitores, favorecendo durante os últimos anos a criação de uma verdadeira casta de mafiosos da política e exploradores da sociedade;
- absoluta degeneração moral dos poderes da República liderados pelo fascismo do Poder Executivo;
- incompetência, desonestidade, corrupção, enganação, suborno e mentiras como instrumentos da implantação de um projeto de poder com a marca de uma corruptocracia, que pretende escravizar o país a um poder retrógrado, fascista e degenerado;
- obras inacabadas, superfaturadas, mal feitas, não fiscalizadas, cujo principal objetivo é a transformação de verbas públicas em "caixinhas", "parcerias" e subornos;
- deliberada falência da educação e criminoso abandono da saúde, da segurança e do saneamento básico;- deliberada falência da educação e criminoso abandono da saúde, da segurança e do saneamento básico;
- deterioração crescente da estrutura econômica do país com um processo de sucateamento da indústria em andamento, e a perda de competitividade internacional. A receita de poder dos medíocres que a cercam: Nicolás Maduro, Evo Morales, Cristina Kirchner, Ahmadinejad, Castro e tantos outros canalhas são seus parceiros preferenciais!
- irresponsável e inconsequente perdão de dívidas,além de empréstimos secretos a outros países ideologicamente pervertidos;
- utilização das empresas estatais para praticar um incontrolável empreguismo de meliantes do PT; - abandono das obras de transposição do rio São Francisco, um dos incontáveis instrumentos de estelionato eleitoral;
- um covarde estímulo à luta de classes, à invasão de propriedades particulares e à desagregação da sociedade;
- um vergonhoso assistencialismo, que custa todos os meses bilhões para os contribuintes, com a clara intenção de escravizar os menos favorecidos, via manutenção da pobreza e da ignorância, às manipulações eleitorais da canalha política;
- o descontrole irresponsável e sem volta da dívida pública e da inflação;
- o intencional crescimento da máquina governamental que consome bilhões dos contribuintes de forma inconsequente. O desperdício escandaloso do dinheiro que poderia ser aplicado na saúde, na educação, na segurança e no saneamento;
- Como reza a cartilha revolucionária, estimula a deterioração dos
valores familiares com a disseminação do homossexualismo entre jovens
e adolescentes em fase de formação de caráter e personalidade;
- a transformação da classe dos professores públicos não-petistas em mão de obra de segunda classe e reféns de estudantes que os agridem ou os ameaçam em sala de aula. A elaboração das cartilhas petistas de deformação moral e o aparelhamento dos conselhos tutelares que os afastam os jovens da disciplina imposta por suas famílias;
- subordinação da política externa às ordens do nefasto Foro de São Paulo, com o país seguindo as decisões do populismo ditatorial que toma conta da América Latina; - Covarde e sistemática perseguição e humilhação das Forças Armadas com a clara intenção de se defender da justa reação dos nossos militares à tentativa de transformar o Brasil em uma Cuba Continental; O sucateamento das instituições militares sempre foi um dos pilares dos movimentos revolucionários e descambaram em "ditaduras do proletariado". As suas consequências sempre foram banhadas em sangue dos que ousaram levantar a voz em dissidência.
Repetindo:
Por tudo isso e muito mais a tal "presidenta"não tem a menor condição moral de ameaçar a sociedade em rede nacional em um discurso disfarçado de conciliação!
O que a "presidenta", seus lacaios, e todos os seus cúmplices canalhas não perceberam ainda, é que o Brasil acordou de uma hibernação patriótica de mais de vinte anos, imposta pela fraude de abertura democrática promovida por sucessivos desgovernos de corruptos e traidores do país.
Que as manifestações e a greve geral organizada para 1º de julho mostre definitivamente a esse desgoverno espúrio que discursos levianos em rede nacional não irão adormecer novamente o país no sono dos omissos e covardes.
A hora da mudança é agora, pois o Brasil acordou do silêncio imposto pelos cafajestes da política.
Se você concordar que algo precisa ser feito. Se acredita que é chegada a hora de dar um BASTA! Ao lodo espalhado pelo PT e demais "companheiros", divulgue.
Edite, complemente, aprimore... mas não deixe de repassar. Faça ouvir
o seu grito e permita que ele se multiplique. Esta mensagem precisa
alcançar todas as redes sociais.
Isto, e o voto responsável, são os melhores caminhos para que o seu
futuro e o dos seus descendentes seja de paz e tranquilidade.
Pe. Umberto
Paróquia de Santa Luzia
Arquidiocese de Natal

FORA PT!
Você conseguiu ler! Parabéns, agora é só analisar e ver se o podre tem razão, analise com bom senso e a razão, sua consciência dirá se deve ou não expulsar o PT do poder.

Responder
Fabio 25/05/2014 06:15:33

Leandro

Eu adoro seus artigos de economia,mais percebi um grave deslize quando vc defende o catolicismo como por exemplo a defesa feita ao papa francisco socialista ao anonimo de cima citando as seguintes matérias



noticias.terra.com.br/mundo/europa/papa-critica-lucro-egoista-e-pede-criacao-de-empregos-em-audiencia,87fcfbdce8b5e310VgnCLD2000000dc6eb0aRCRD.html

noticias.terra.com.br/mundo/asia/papa-condena-situacao-de-trabalho-escravo-em-bangladesh,f19d10ac7bc5e310VgnCLD2000000ec6eb0aRCRD.html

O primeiro texto vc conseguiu sair bem pela tangente,mais o segundo mostra claramente as intenções socialistas do nosso atual papa ao acusar o empresario de ser ganancioso e empregar trabalho escravo,defesa essa inclusive que bate de frente com o seguinte artigo do misses.

www.mises.org.br/Article.aspx?id=1599

Em minha opinião,o unico papa que ainda prestou um pouco ao mundo foi o João paulo segundo,aquele que levou um tiro,pois ele ao menos contribuiu fortemente para acabar com o comunismo na polonia.

E com relação ao artigo publicado sobre religião,o mesmo só esta me ajudando a me convencer mais ainda da inexistência de deus e que o mesmo é uma invenção humana e a igreja católica nada mais é que uma criação estatal para dominar as pessoas.
Um grande abraço a vc.

Responder
Aleixo 25/05/2014 14:41:30

Fabio, você está muito amargo. Você pode ser contra religião o quanto quiser, mas dizer que a ICAR é uma criação estatal passou um tantinho longe da realidade. Não à toa, estados sempre bateram de frente com a religião.

O ateu Walter Block explica isso:

www.mises.org.br/Article.aspx?id=834

Responder
Fabio 26/05/2014 01:24:02

Aleixo

O texto escreveu escreveu,deu varias voltas e disse apenas que o estado respeita a religião,porem o mesmo não disse o obvio.

A IGREJA É O BRAÇO DO ESTADO

Como sabemos disso? como qualquer um sabe,a data do natal,pascoa,dias santos e etc nada mais são que datas de deuses pagãos,comprovando assim mais uma mentira da existencia de deus,pois se o mesmo existisse,iria existir alguma forma de marcar essas datas.
A igreja catolica nada mais é que uma mistura de paganismo com o cristianismo,isto é,o estado governo na epoca percebendo que o povo estava indo muito ao cristianismo,pois a massa em geral tem uma extrema necessidade de se enganar e ter alguem para culpar,consolar,e fugir de algo na epoca inexplicavel pela ciencia,raio,trovão,deus tal,gravides,fertilidade,deu tal e o cristianismo nada mais é que a união de todos esses deuses até então desconhecido pela ciencia,aproveitou o culto a cristo e adaptou a maquina estatal em cioma do mesmo;tanto é verdade que com isso percebemos o obvio,isto é.
O estado consegue funcionar sem deus. Ex: Coreia do norte,União Sovietica,Cuba e etc,
Em compensação,a igreja não funciona sem o estado,pois a mesma tem que colocar as garrinhas de fora e entrar no estado para colocar leis para se beneficiar,pois sem leis,as pessoas não precisam da igreja. Por isso que percebemos que quanto mais desenvolvido o pais,menos se depende de religiões,e quanto mais atrasado um pais,mais forte é a sua religião como por exemplo: Iraque,africa,paquistão e etc.
A igreja precisa tanto do estado,que na maioria dos paises a mesma goza de se livrar de pagar impostos,cadeia especial e leis especial as mesmas,e em troca disso,NENHUMA IGREJA vai totalmente contra o governo,nenhuma igreja prega contra o governo,como percebemos fortemente aqui no brasil com a cnbb,campanhas politicas a favor do pt e esquerdismo forte dentro das igrejas. A igreja agora esta se manifestando um pouco porque o estado esta tentando obrigar a igreja a aceitar o casamento gay dentro da mesma,e se isso acontecer,a igreja se acaba mais ainda e perdera ainda mais o resto de credibilidade que ainda a resta e com isso a igreja ira perder muito dinheiro e influencia,pois o religioso em si é um hipocrita,e ele pensa assim. ""Por mim podem se matar la fora,usar drogas,ser gay,mais aqui do meu lado não...""

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