Invertendo o jogo: são os estatistas, e não os defensores da liberdade, que têm de dar respostas
Obs: o artigo a seguir foi baseado neste artigo de Bryan Caplan

 

Sempre que publicamos um artigo que faz a defesa de uma sociedade livre de intervenções e coerções estatais, os defensores do sistema vigente estrilam.  Em vez de contra-atacar com argumentos racionais, eles se limitam apenas a apelar para efusões de sentimentalismo, como se afetações de "preocupação para com os desvalidos" fossem argumentos imbatíveis. 

Em vez de atacarem os argumentos éticos, morais e econômicos em prol de uma sociedade livre, tudo o que eles fazem é inventar algumas hipóteses "desumanas" que, segundo eles, seriam frequentes em um ambiente de liberdade.

Eis os exemplos mais comuns desta afetação de coitadismo a que recorrem:

"Sem saúde pública, o que ocorrerá a um sujeito pobre que ficar doente, não tiver plano de saúde, e não conseguir convencer amigos, familiares ou instituições de caridade a pagarem por seu tratamento?"

"Sem educação pública, como os pobres irão se educar?"

"E se um idoso for fraudado por uma empresa de previdência privada e os criminosos desta empresa desaparecerem com todo o seu dinheiro?"

"E se uma criança pobre estiver morrendo de fome nas ruas, e ninguém se oferecer para alimentá-la?"

"E se um sujeito sem instrução e sem nenhuma habilidade prática não conseguir arrumar um emprego, quem irá ajudá-lo?"

Se você é um libertário, certamente já teve de lidar com estas e várias outras perguntas.  O real objetivo do inquisidor é fazer você dizer "Ah, isso não é problema meu!" e parecer um desalmado indigno de ser levado a sério. 

Entretanto, o que sempre nos intrigou, o que jamais conseguimos entender, é por que os libertários quase nunca fazem perguntas análogas aos defensores do estado.  Afinal, o arranjo que eles defendem não apenas já existe, como vivemos nele e testemunhamos diariamente os inúmeros e explícitos atentados aos mais básicos direitos humanos e às mais básicas liberdades individuais cometidas por ele. 

Mais ainda: o pior cenário que os defensores do estado imaginam que irá ocorrer em um cenário de liberdade já ocorre rotineiramente no cenário estatista que eles defendem.

Sendo assim, eis algumas perguntas às quais os defensores do estado devem responder:

"E se o Congresso aprovar uma lei injusta, o presidente sancioná-la e o Supremo Tribunal impingi-la?"

"E se o governo decretar que é proibido trabalhar em troca de um determinado valor salarial?"

"E se o governo proibir a concorrência em determinados setores da economia?"

"E se o governo quiser desarmar a população?"

"E se o governo for leniente com sequestradores, assassinos e grupos terroristas ideologizados?"

"E se o governo estipular que as empresas devem contratar de acordo com critérios de cor e preferência sexual, e não de competência?"

"E se o governo decretar que determinadas opiniões são proibidas, sendo passivas de encarceramento?"

"E se o governo estipular que apenas seus empresários favoritos podem receber subsídios e atuar em determinados mercados?"

"E se o governo resolver desapropriar moradores pobres para construir ruas, estradas ou complexos esportivos nesses locais, favorecendo suas empreiteiras favoritas?"

"E se o governo decidir encarecer a importação de produtos de qualidade?"

"E se o governo estipular regras e burocracias que dificultem sobremaneira o empreendedorismo?"

"E se o governo decretar que apenas os seus serviços de segurança e justiça podem ser utilizados?  E se estes forem ruins?"

"E se os integrantes do governo praticarem corrupção?  Quem irá puni-los, uma vez que os serviços de justiça foram decretados monopólio estatal?"

"E se o governo assumir o controle da educação, determinando os currículos das escolas e das universidades, tornando a população mais imbecilizada?"

"E se o governo assumir o monopólio da moeda e decidir inflacioná-la continuamente, destruindo a poupança e o poder de compra dos trabalhadores?"

"E se o governo aumentar continuamente o confisco da renda dos cidadãos para repassar o butim à sua própria burocracia e a grupos de interesse politicamente bem organizados?"

"E se o governo me recrutar compulsoriamente e me enviar para uma guerra injusta, e eu sofrer uma morte horrenda e dolorosa?"

"E se aquele pobre para quem o governo dá esmolas resolver gastar todo o dinheiro com cachaça, cigarro e jogatina?"

"E se uma pessoa se entregar a um estilo de vida nada saudável e onerar a saúde pública?"  

"E se o governo decidir encarcerar pessoas pelo simples fato de elas injetarem determinadas substâncias em seus próprios corpos?"

"E se uma pessoa, levada pela certeza de que a Previdência Social cuidará dela até sua morte e que o governo lhe dará todos os remédios necessários, se entregar a um estilo de vida pouco saudável e ter uma velhice inválida e sofrida?"

"E se o governo decidir que eu sou obrigado a financiar programas dos quais discordo moral e eticamente?"

"E se o governo decidir mandar para a cadeia todos aqueles que não lhe pagarem tributos?"

Note que, uma vez que você começa o jogo do "e se", é difícil parar de imaginar hipóteses.  Pense em qualquer sistema político: garantimos ser capazes de gerar infinitas hipóteses desconcertantes para irritar seus defensores.  

Eis a lição a ser aprendida: absolutamente toda e qualquer perspectiva política terá em algum momento de dizer "Ah, isso não é problema meu!" quando confrontada com um "e se" bem construído.  Ao passo que não há nada de especialmente insensível ou cruel no libertarianismo, já houve inúmeras crueldades realmente praticadas por todos os outros tipos de governo.  Defensores da democracia, do nacionalismo, do socialismo, do progressismo, do politicamente correto e da social-democracia — todos, em algum momento, após serem pressionados a se posicionar a respeito de algo trágico ocorrido sob o tipo de governo que defendem, simplesmente dirão em um tom lamentoso que "a vida é dura".  Outros, mais irritados, dirão "o que você quer que eu faça quanto a isso?".

É essencial ressaltarmos que, enquanto os críticos da liberdade se reduzem a apenas inventar hipóteses ruins que poderiam ocorrer em um sistema sem coerção estatal, todos os nossos "e se" acima apresentados já são realidade em um sistema de coerção estatal.  Todos eles já estão ocorrendo neste exato momento sob o sistema de governo que eles defendem.  Por que somos nós que temos de ficar na defensiva ao advogar um sistema que se oponha a tudo isso?  Eles é que têm de apresentar justificativas para o sistema atual.  Nunca testemunhamos a ocorrência de uma sociedade libertária; vivemos em uma sociedade estatista.  Quem defende o atual modelo, com a existência de um estado, é que tem a obrigação de responder de pronto a todas as perguntas acima.  E então, só então, ele estará em posição de fazer perguntas.

No que mais, utilizando os conhecimentos da ciência econômica, podemos saber antecipadamente que a riqueza e a caridade privada em uma sociedade sem coerção estatal seriam mais pronunciadas do que na atual, sendo suficientes para acabar com a pobreza absoluta.  Se ainda há pobreza absoluta no atual sistema, após séculos de gerência estatal, então seus defensores devem respostas.

Por que, enfim, essa duplicidade de comportamento?  Como pode o defensor da espoliação exigir respostas do defensor da não-agressão?  Que inversão moral é essa?  Por que o defensor da liberdade é que tem de explicar a superioridade ética e moral deste arranjo?  Por que o defensor da coerção ganha um passe livre?  Por que os estatistas nunca devem dar explicações de nada?

A raiz deste comportamento esquisito está na propensão das pessoas a apoiar o status quo.  A maioria das pessoas tolera as consequências desagradáveis do status quo porque já se acostumaram a ele.  Assim como um escravo acaba desenvolvendo uma afeição por seu senhor, ou um sequestrado começa a se sentir atraído por seu raptor, as pessoas igualmente passam a ser incapazes de imaginar como seria viver sem ser espoliadas e tolhidas.  Pior ainda: passam a crer que os tipos de agressão e descaso a que são rotineiramente submetidas pelo estado são normais e fazem parte da vida.

Você foi recrutado contra a sua vontade pelo exército e perdeu anos de sua vida neste regime de semi-escravidão?  Fazer o quê, é a vida.  Foi encarcerado por ter injetado em seu corpo uma determinada substância não aprovada por burocratas?  Que pena.  Teve vários ativos confiscados porque não deu a "quantia correta" de dinheiro para sustentar o estado?  Bem feito por não obedecer!  Foi assaltado e a polícia não lhe ajudou?  Melhor sorte da próxima.

A maioria das pessoas não toleraria algumas ramificações do libertarianismo — como a total responsabilidade individual e a necessidade moral de ajudar ao próximo — porque elas estão acostumadas a um mundo em que o governo diz "Não se preocupe, estamos no controle de tudo.  Estamos cuidando de você."

Sinceramente, o que há de tão reconfortante nessa garantia estatal?  Mais ainda: o que há de tão reconfortante nessa garantia quando ela vem acompanhada de uma lista de inúmeras mazelas diariamente cometidas pelo governo?


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SOBRE O AUTOR

Equipe IMB


O problema é que essa atitude apenas PODE - mas provavelmente não vai - representar o fim do euro e da União Européia. O mais provável e realista é crer que com o eventual resgate - e isso também geraria crises - os burocratas da UE chegassem (por má-fé) à conclusão contrária, insistindo que o episódio prova que não há o que fazer em tal caso senão ajudar os bancos, e que para "evitar" isso no futuro seria necessário mais regulação - que na verdade, como bem sabemos, é a CAUSA deste problema.

Diante disso, logo a mentira seria veiculada com ar de verdade absoluta pela grande mídia de todo o mundo. Especialistas muito bem pagos para mentir descaradamente dariam aval à idéia de mais regulação. Algum cretino escreveria algum trabalho cheio de falhas lógicas, defendendo tal idéia e logo seria cotado para o prêmio Nobel.

Com isso, milhões de cidadãos incautos e desconhecedores de economia no mundo todo acreditariam na mentira propagada pelos burocratas e seus intelectuais orgânicos. Logo um monte de inocentes úteis estariam repetindo a mentira como se verdade fosse e enalteceriam as nocivas medidas adotadas.

Por fim, tanto os inocentes úteis quanto pessoas de bom-senso que percebessem o abuso das medidas nada poderiam fazer, pois o Estado tem o poder de impor arbitrariamente esse tipo de decisão aos cidadãos. E é o que ocorreria. O Estado ajudaria o banco insolvente e, percebendo ou não a ineficácia dessa medida para remediar crises econômicas e a própria hipocrisia de burocratas como Angela Merkel, a verdade é que o povo acabaria mesmo tendo que arcar com o prejuízo.

Por isso, é melhor que ela não ajude o banco, deixando assim de criar uma crise maior ainda para o futuro e evitando um acirramento de regulações que escravizam a população e estrangulam a economia, sendo ao mesmo tempo capaz de mostrar que para ser burocrata nem sempre é necessário recorrer aos níveis mais perversos de hipocrisia.
É um tema polemico viciado em conflito de direito de propriedade.
Mas vamos lá:

''Jogar alguém do avião ou do navio é assassinato e ponto final''

Como eu disse, no contrato assinado, poderia ter clausulas tratando sobre as consequências do descumprimento de regras e até mesmo do próprio contrato. O problema é que, mesmo que as partes assinaram, sob consentimento e livre manifestação de vontade, ainda sim, se ocasionar em morte ou em ferimentos graves, tal clausula pode se tornar nula?
Pode-se considerar um crime? É complicado.Talvez da pra se comparar quando alguém invade a minha casa e eu respondo a balas e consequentemente matando o invasor.Ou,quando alguém esta em minha propriedade e quebra uma regra da mesma,eu respondendo na bala podendo ocasionar em morte.E volto na questão implícita,nem tudo usamos contratos,algumas coisas são implícitas.

E no caso de assumir o risco? Se eu forneço um serviço barato de viagens aéreas, onde as aeronaves são precárias e inseguras, e consequentemente acontecesse um acidente matando algumas pessoas(consumidores).Reitero que tal acidente foi ocasionado pela ausência de manutenção e afins , logo podemos dizer que o proprietário da empresa que fornece este serviço, assumiu o risco e responde criminalmente?

O contrato implícito é complicado pois pode ser subjetivo.Pra você pode ser implícito algo,mas pra min não!
O problema é quando é algo muito claro que chega a obviedade,ai o contrato implícito pode existir.

''que mostra que externalidades não são "boas" ou "ruins", são apenas externalidades''

Concordo,são os riscos normais.Mas e se não for um caso ambiental,se sua propriedade inala um mau cheiro que passa a propriedade de terceiros?E quando algo é subjetivo como, asma. Se meu vizinho fuma e o cheiro entra na minha casa, consequentemente eu fico doente por causa disso,eai? Se eu tiver asma pode ser um ataque brutal a minha propriedade, mas se eu não tiver, talvez não. Eu sinceramente não gosto de fazer esse tipo de polemica, parece crianças argumentando contra o ancap querendo provar a existência de dinossauros na terra. Mas eventualmente eu percebo esses conflitos no direito de propriedade.

Aproveitando a oportunidade, gostaria de saber a visão de vocês sobre a venda do ponto, ou seja , a imagem vinculada a um estabelecimento.
Se eu alugo o imóvel de Y, com a finalidade comercial de uma padaria, após alguns anos , eu saio de tal imóvel e outro empresario entra no meu lugar e abre outra padaria, assim pegando o ''ponto''.Eai?
Enfim, o direito civil dispõe sobre tais situações, o problema é que eles tratam a ''imagem'' como propriedade, entende?Algo extremamente vago.Propriedade são coisas escassas, o ponto ou a imagem como fica ai?
Gostaria de saber nesses casos societários,do ponto e da imagem..Pra vocês,qual solução seria a que mais respeita a propriedade privada.Eu entendo que sempre o contrato é que vai ditar as regras,mas como o exemplo do avião e do navio,nem sempre o contrato é inteiramente valido.

Abraços!
"Sei que imóveis não tem liquidez imediata, e com diminuição de demanda o preço tende a cair, mas é de se esperar que imóveis no país percam valor significativamente como está previsto nos EUA? Valeria a pena se desfazer para investir em outra coisa ou vale a pena segurar para o médio e longo prazo?"

Isso vai de cada um e eu não tenho nenhuma pretensão de ser conselheiro de investimentos. Vou apenas dizer o que eu faria.

Não acho inteligente ter imóvel para alugar. Economicamente, não faz o mais mínimo sentido. Para começar, em termos do preço do imóvel, a renda mensal gerada pelo aluguel é menor até mesmo que a poupança. Ou seja, se você vender o imóvel e aplicar na poupança -- que o investimento mais tosco que existe --, você ainda assim ganhará mais.

Para piorar, sobre o seu aluguel você pagará impostos de renda (se o seu inquilino declarar).

Adicionalmente, há o fato de que seu inquilino inevitavelmente irá depreciar seu patrimônio. Todo inquilino é naturalmente descuidado -- afinal, a propriedade não é dele; ele está ali apenas temporariamente.

No mais, todas as despesas com reparos, manutenção e restauração serão suas, o que reduz ainda mais seu retorno líquido.

Dito isso, parece que o período de queda nos preços do imóveis já passou. Na prática, começou em meados de 2012 (foi relatado em tempo real por este site; veja apenas um exemplo
aqui). Nos próximos meses, a tendência é de estabilidade com viés de alta.

"Uma outra questão é sobre a chance de contaminação do sistema bancário do brasil (sei que a crise vai pegarem vários pontos, monetário, econômico, mas a questão é sobre as instituições bancárias mesmo). O brasil se safou em 2008, dentre outras coisas, por não ter bancos tão alavancados, o que acho/espero que persista até hoje. Então quais seriam as chances ou motivos de "bail-in" no país?"

Bail-in? Nula. Aqui é bail-out, mesmo. O Tesouro pegará nosso dinheiro para socorrer a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil. Isso, aliás, já está sendo abertamente discutido.

www.oantagonista.com/posts/em-2018-bb-e-caixa-nos-farao-lembrar-do-pt

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Gustavo BNG  08/03/2013 07:36
    Esse artigo é meu atestado de burro cum laude. Conheço o IMB há 4 anos e jamais havia pensado nisto...
  • Fernando Chiocca  08/03/2013 14:15
    Eu já inverti o jogo faz tempo...
    Quando eles perguntam "como seria?", eu emendo "como é hoje?".
    A resposta deles é sempre seguida de uma gargalhada de minha parte.
  • Mohamed Attcka Todomundo  08/03/2013 15:02
    pois é fernando! tb me dei conta a um tempo q basta inverter a pergunta citando o arranjo atual. vc tira o chão da pessoa. no meu contexto elas reajem arengando, fugindo da discussao, ameaçando, gritando slogans e palavras de ordem e congeneres.
  • Maurício Armani  19/04/2015 15:12
    Meu maior feito foi convencer um marxista a pensar junto comigo soluções privadas para cada hipótese criada. Ainda falei "agora tu estás pensando como um empreendedor". Ele realmente ficou determinado a achar soluções...
  • Gunnar  28/04/2015 19:07
    Fernando, os mais fanáticos atribuirão sem pestanejar as mazelas do "como é hoje" ao capitalismo, ao (pouco que é permitido de) mercado, ou seja, à FALTA de estado, e não ao excesso...
  • amauri  08/03/2013 10:53
    Bom dia!
    E quais as melhores respostas para dar aos simpatizantes do estado forte?
    abs
  • Nigro  09/03/2013 00:26
    Vc encontrará as respostas nos artigos q estão neste site. A resposta passa por caridade, doações, associações, valores familiares... Coisas muito comuns em épocas pré-estados autoritários, ricos e socialistas. Mas vc terá q dar respostas curtas, a pessoa vai perguntar "por que?" Ou "como assim?" Daí vc vai ter q mandar o cara estudar.
  • Anon  08/03/2013 11:36
    E aí IMB! Penso que todos ou que pelo menos o maior número de pessoas deveria ler os elucidativos artigos do Mises Brasil. Confesso que, cotidianamente, os leio sempre. Gostaria, com a sua devida aprovação, de poder divulgar este artigo em especial no meu blog O subversivo do século XXI. Anon, O nato-anarquista.
  • Nyappy!  08/03/2013 12:57
    Claro que pode, todo o site está em CC-BY 3.0(Creative Commons Atribuição).

    Só olhar no rodapé da página.
  • Pedro  08/03/2013 11:51

    Fantástico!!!!!

    ISSO É O QUE TEM QUE SER FEITO!!!
    Esse magnífico texto devia ser reproduzido em todos os blogs que defendem a liberdade, deveria ser "viral" ...até se criar videos.

    SUPREMO!!!

    "Em vez de contra-atacar com argumentos racionais, eles se limitam apenas a apelar para efusões de sentimentalismo, como se afetações de "preocupação para com os desvalidos" fossem argumentos imbatíveis."

    Sem palavras para elogiar:

    "Se você é um libertário, certamente já teve de lidar com estas e várias outras perguntas. O real objetivo do inquisidor é fazer você dizer "Ah, isso não é problema meu!" e parecer um desalmado indigno de ser levado a sério"

    Exatamente isso, enquanto os defensores da liberdade igual para todos, DEFENDENDO os DIREITOS individuais inerentes, se contentam em defender a superioridade do resultado economico da liberdade (muito dificil de ser apreendido pela massa, além de exigir TRABALHOSO exercicio intelectual), os inimigos da liberdade alheia, e alguns que invergonham a espécio, até da própria, apelam para artificios emocionais emulando um clamor moral para sustentar suas baboseiras safadas, engrupindo assim os estúpidos ansiosos por se exibirem moralmente (não éticamente) superiores, até com pretensões de uma "ética social" ou "justissa çosssial".

    É lógico que sem qualquer crítica moral ou ética eles prosperam com sua canalhice como se as mais belas intenções. Afinal, muitos ditos liberais ou libertários pouco se importam com uma estrutura ética, focando pontualmente algumas questões sem se imporem principios invioláveis (direito pode ser espontaneamente cedido ou negligenciado, é justo, não pode ser é violado sem o consentimento de seu detentor - essa é uma precaução, pois que muitos fingem entender que direitos não podem ser cedidos, justamente para dizer que caridade é proibida por quem defende a JUSTA liberdade).

    O texto que ha anos sonhava ver alguém postar.

    Parabéns, com extremo louvor!!!
  • Pedro  08/03/2013 12:06
    ...E SE:

    Se os membros do Estado, organizados em partidos de lealdade mútua em nome da hegemonia do Estado sobre a população, sendo eles os determinadores de de concursos públicos e responsáveis pela montagem das provas, rfizessem concursos de modo a colocarem nos cargos de Poder SOMENTE OS MILITANTES DA CAUSA, ALGO ASSIM COMO NO COMANDO DA IGREJA SÓ ENTRAM DEFENSORES DA EXISTENCIA DE DEUS; ou NUMA QUADRILHA DE BANDIDOS SÓ ALÇAM A CHEFIA AQUELES QUE DEFENDEM A BANDIDAGEM. Ora, isso é fácil de perceber como inevitável. Se o Estado é um me3io de se ter uma vida confortável escravizando a população, é certo que os beneficiários do estado defenderão sua existencia e Poder absoluto sobre a população. Fora isso, MONTADORES DE PROVAS PARA CONCURSOS QUE SEJAM COMPROMETIDOS COM PARTIDOS TEM O INTERESSE E MESMO AS ORDEM PARA COLOCAR EM POSTOS DE PODER OS MILITANTES DESTES PARTIDOS. Estes militantes terão grande dívida de gratidão não só com o partido que lhes garantiu a boa vida, mas também defenderão o Poder do Estado por dele usufruirem. Claro que os POLITICOS AMIGOS E MESMO OS CORTESÃO DO PARTIDO TERÂO TRATAMENTO PRIVILEGIADO no judiciário, na receita federal, na policia de elite e etc.. Assim, não veremos jamais a alta ghierarquia do partido e mesmo a alta militancia (os iniciados) pagando por seus crimes.
    É do interesse da organização a fidelidade dos integrantes e esta é conseguida dando a estes grandes privilégios sobre os súditos do Estado. Ou seja, aqueles que obtêm sua boa vida ou apenas sua boa renda em desproporção, ou não, ao trabalho realizado, tendem a se tornarem defensores da organização que os sustenta, PRINCIPALMENTE SE ESTA É UM MONOPÓLIO, O MONOPÓLIO DA FORÇA, DA VIOLÊNCIA, O MONOPÓLIO DA USURPAÇÃO DO TRABALHO ALHEIO, O MONOPÓLIO DA ESCRAVIZAÇÃO.
  • João  08/03/2013 19:37
    Nao é tão simples. Eu, por exemplo, concordo com praticamente todas as idéias defendidas aqui. E, mesmo assim, sou servidor federal, sem peso na consciência. É uma questão de lógica, apesar de aparentemente paradoxal: os defensores dos ideais disseminados por este site são oriundos das parcelas mais racionais da população. O serviço público, atualmente, paga bem mais que o mercado por um mesmo esforço. Ora, é fácil fazer algumas contas e concluir que "lá" é mais vantajoso: é uma escolha racional. Claro que essa vantagem é genérica, por exemplo ninguém honesto vai ficar rico *exclusivamente* de seus rendimentos como servidor. Mas, sendo o estado inevitável, e aparentemente é, só duas escolhas me parecem adequadas: ou você está do lado dos sugadores de recursos, ou você produz tanto que o que lhe é usurpado não seja suficiente para deteriorar significativamente o padrão de vida da sua família.
  • Murilo  08/03/2013 23:35
    Bem, eu não consegui fazer a mesma coisa.
    Pensando deste modo "racional" e no sustento de minha família, uma vez cheguei a fazer inscrição em um concurso público e não fui fazer a prova.
    Não estou dizendo que você está errado. Apenas que não funciona pra mim. Simplesmente não consigo me sentir bem trabalhando para o estado, dá uma contradição interna insuperável.
    Vou continuar na iniciativa privada, mesmo sabendo que terei que produzir muito mais para minha família ter uma vida decente.
  • Nigro  09/03/2013 00:30
    Não se preocupe.
    Procureno site um artigo com um título mais ou menos assim: " por que economistas austríacos lecionam em universidades públicas?"
    Abs
  • anônimo  09/03/2013 12:16
    João,
    perdoe-me se entendeu como uma generalização por absoluto.
    É claro que há muita gente boa em todos os lugares. Eu mesmo conheço funcionários do governo que falam exatamente oq vc fala.
    O q digo é que há uma tendencia à defesa daquilo que interessa. Claro que concordo com vc e vc esta certíssimo. Seria tolo querer exercer a pureza ao seu extremo. Ademais, o estado como proprietário de tudo e de todos é que eu condeno, mas se entendermos o Estado como apenas uma ou várias empresas prestadoras de serviços, certamente terá utilidade. O condenável é a hierarquia estatal ARBITRAR sobre tudo e todos segundo os conchavos subjetivos e impor estas deliberações a todos através da ameaça de um mal ainda maior. Isto é escravizar. Alguém ou um grupo submeter outros individuos à sua vontade (do alguém ou grupo), é a definição de escravizar. Ou seja, deliberar arbitrariamente e impor estas deliberações a outros individuos através de ameaça de mal maior é violar a justa liberdade destes, é escravizar.
    Mesmo que alguém pague um salario milionário a outro, mas este tenha que atender às vontades do "patrão" sob ameaça de um mal maior e sem ter todas as opções naturais de escolha, como a de não receber o salário e não sobfrer nenhum dano causado pela ação do pretenso patrão, (o senhor limita artificialmente as opções do então escravo), estará escravizando, pois que impedindo a livre escolha da, então, vitima.

    No mais, muitos são os que amam o Estado e defendem sua ação arbitrária apenas como mercenários, defendendo a injustiça, sua persistencia, por esta lhe ser vantajosa.
    Muitos são os que favorecem os interesses do Estado (hierarquia estatal) descaradamente por dele se servirem (é ridiculo chamarem fucncionários de "servidores publicos", isso é manipulação semantica).
  • Manhattan  09/03/2013 19:22
    Eu, por exemplo, concordo com praticamente todas as idéias defendidas aqui.

    Depois de você se auto entitular de sugador, fico imaginando os diabos que moram nesse "praticamente".
  • anônimo  18/03/2013 18:22
    'Procureno site um artigo com um título mais ou menos assim: " por que economistas austríacos lecionam em universidades públicas?"'

    Eu lí esse artigo e continuo sem entender.
  • Henrique Zucatelli  20/04/2015 14:19
    João, me desculpe questionar sua boa fé, mas qualquer libertário que se preze opina e age conforme suas opiniões.

    Dizer que é melhor estar do lado dos sugadores por razões lógicas dá total base para as empresas que alimentam o monopólio que encarece e dificulta a minha vida e a de todos os brasileiros. Relativizar o conceito de liberdade em pró de seu benefício é isso.

    Você inverte a lógica de que o Estado paga mais do que a iniciativa privada, pois a verdade é que a iniciativa privada paga o correto pois conta com recursos escassos, já o estado paga mais pois conta com recursos provindos do arresto do dinheiro privado e da expansão monetária (criação de dinheiro fictício). Logo, pode pagar o dobro, triplo, quanto quiser, basta o apertar de um botão que está tudo resolvido. O empresário na outra ponta tem de pagar mais para você ganhar mais.

    E é nesse ponto que os estatistas se contorcem quando chamam um libertário de desumano: ao passo que eles promovem igualdade e bem estar social com o dinheiro alheio, nós fazemos caridade e multiplicamos riqueza com nossos próprios recursos.

    Em suma João, sua liberdade termina onde começa a minha. E a minha liberdade está onde não acho justo pagar 50% do que ganho para você ter o dobro de salário, estabilidade e todo tipo de regalia que no mundo livre você só teria se trabalhasse para tanto e acumulasse riqueza o suficiente para tirar um mês de férias todos os anos, por exemplo.

  • Leonardo Faccioni  08/03/2013 12:23
    Cá entre nós, as gravuras que ilustram os artigos do Instituto são um espetáculo à parte. Encaixe perfeito junto aos textos. Parabéns pela criatividade!
  • Nigro  08/03/2013 12:40
    Equipe IMB,
    conheci o site há alguns meses e já li muito e comprei alguns livros, PARABÉNS.

    Estou convencido a respeito da superioridade moral, ética do Anarcocapitalismo.
    Li em outro post, comentários contra o termo "anarco" q teria conotação ruim. Mas estou percebendo o oposto. O termo tem uma ótima aceitação, principalmente entre os esquerdistas e direitistas (são assim porque aprenderam chavões nos bares e escolas, ninguém nunca leu algo a respeito). Os esquerdistas topam na hora e eu tenho q pedir para eu explicar um pouco melhor. Os direitistas rejeitam na hora e daí preciso explicar um pouco.

    É preciso divulgar o termo ANARCOCAPITALISMO para despertar a curiosidade:
    1) Existe um símbolo? O símbolo anarquista com um "C" parece perfeito. Variar as cores seria coerente.
    2) Um outro site com o nome ANARCOCAPITALISMO seria bom.
    a- Os artigos vocês já tem na seção "anarcocapitalismo". Vídeos.
    b- Seção de perguntas e respostas rápidas e respostas defensivas com indicação dos artigos "para saber mais".
    c- vídeo-clipe para passar a ideia da opressão do Estado (tipo V de Vingança), da ignorância, controle, manipulação (tipo matrix), e sobre como seria um país anarcocapitalista... poderiam fazer sucesso no toutube.
    3) Vender adesivos (só com o símbolo e o site) para serem colados nos carros, camisetas, agasalhos, etc seria bom para arreacadar $ e para divulgar o site.
    4) No site poderia haver um link para uma petição para a criação do partido (infelizmente) Anarcocapitalista.

    Abs,
    Nigro
  • Atos  08/03/2013 14:47
    Nigro, eu também concordo com a superioridade moral e ética do livre-mercado, mas não concordo com o termo Anarco-capitalismo, porque, em minha opinião, ele não existe na prática. Uma sociedade de livre-mercado deve ser organizada da forma mais descentralizada possível e essa descentralização ocorre de duas formas:
    1) Através da livre-concorrência das empresas no mercado;
    2) Para as decisões a serem tomadas por utilidades públicas como ruas, aeroportos, segurança e justiça é preciso haver uma decisão "política" feita através de associações de moradores ou de comerciantes do bairro ou do município.
    Dessa forma, uma sociedade de livre-mercado só ocorre na prática através do Federalismo. Por meio da total autonomia para que cada família tome as decisões que preferirem para sua casa. A partir disso, decidindo com as outras famílias da vizinhança o que será decidido para a rua ou para o quarteirão. E assim por diante, até a nível de bairro ou de cidade.
    Não existe fim da história, sempre haverão problemas a serem resolvidos e pessoas que discordam de alguma coisa. O importante é que essas necessidades e diferenças possam ser resolvidas com autonomia pelas diversas localidades onde elas ocorrem, e isso só se dá através do verdadeiro Federalismo.
  • Renato Souza  08/03/2013 16:28
    Ruas são utilidades naturalmente púyblicas, pois desde que existiu a primeiro vila, tem sido propriedades comuns, o que prova que o ser humano naturalmemente as enxerga como propriedades comuns.

    Já os aeroportos surgiram como propriedades privadas, e apenas a proibição é que impede que impede que agentes particulares criem aeroportos.
  • Nigro  08/03/2013 22:20
    Atos,
    concordo com tudo q vc escreveu; mas vc está sendo muito purista.

    O comunismo, o fascismo, a social-democracia, o anarquismo também não existem e não existirão em teoria e nem na prática. Eles sabem muito bem disso, e sabem também q a luta pelo q acreditam será eterna pq "não existe fim da história".

    Estes conceitos ou ideologias são criações mentais, racionais q inventamos para podermos trocar ideias a respeito da vida real e termos um sentido, uma referência para lutarmos pelo q acreditamos.
    O mundo não será perfeito NUNCA e por isso estas perguntas q fazem a nós (tema do post) são retóricas, melhor, são pura sacanagem para igualarem a tirania à liberdade.

    Acredito q o termo anarco-capitalismo é adequado porque o significado de "capitalismo" {propriedade privada (das coisas e do próprio corpo), liberdade individual, trabalho, livre comércio respeito aos contratos,...} é o limite para o significado de "anarquia".
    O anarcocapitalismo é a ideia, a referência; como não podemos (felizmente) impor, temos q politicamente lutar para a aprovação de leis neste sentido. Se um dia chegarmos num mundo ideal, a luta continua porque sempre haverão forças populistas com tendências para a hipertrofia do estado nestas associações descentralizadas (poderíamos migrar para outras associações). Não existe fim da história.

    obrigado pelo papo,
  • Bruno D  08/03/2013 17:21
    "No site poderia haver um link para uma petição para a criação do partido (infelizmente) Anarcocapitalista"

    Essa contradição que é muito engraçada. Bom, espero ser entendido aqui dessa vez, rindo um pouco hahahahah. (com onomatoéia é mais fácil de entender).

    Ou seja, não é que não vá existir mais ordem, vai existir a ordem deles (do novo partido anarcocapitalista).

    Assim como o partido comunista que queria acabar com a elite burguesa de chefes e patrões capitalistas MAS ditavam as ordens como os novos dirigentes do povo!

    Anarquia e hierarquia vão sempre coexistir. Podemos chegar há um relativo nível elevado de não-interferência pelo estado que representaria a hierarquia.
  • Nigro  08/03/2013 22:24
    Como referência, vc poderia ser mais radical sobre a função do estado.
    Acho q o poder do estado sobre nossas vidas poderia ser mínimo, então o estado não teria hierarquia sobre as pessoas. A hierarquia estaria nas associações voluntárias, nas empresas…
    mises.org.br/Article.aspx?id=34
  • bruno d  09/03/2013 00:54
    Exato

    Hj o problema eh como vamos reverter essa bagunça que esses governantes fizeram. Como vamos colocar um politico no lugar dele.
    veja o Cabral hoje ao querer retaliar a decisão da distribuição dos royalites. Ele deveria ser responsabilizado em pagar toda as custas dos processos que os fornecedores terão contra o GERJ. Pois hoje quem pagará isso? Nós!
    como um partido libertário poderá rasgar a mesma constituição que irá elege lo?
    Vai mandar fechar o congresso? Vai ter apoio das FA?
  • Djalma  08/03/2013 13:37
    Excelente artigo!
  • mcmoraes  08/03/2013 13:38
    @Equipe IMB: "...Entretanto, o que sempre nos intrigou, o que jamais conseguimos entender, é por que os libertários quase nunca fazem perguntas análogas aos defensores do estado..."

    Putz, agora quem ficou intrigado fui eu. Como foi que eu nunca fiz essas perguntas para os estatistas???
  • Bruno D  08/03/2013 13:51
    Ia fechar com chave de ouro, mas...

    "Foi encarcerado por ter injetado em seu corpo uma determinada substância não aprovada por burocratas? Que pena."

    Querer acabar com uma droga que é o estado usando outro tipo droga, não me parece coerente.

    Posso fazer uma lista aqui de coisas absurdas que vc poderia fazer com vc mesmo e o estado não ia mover um cabelo para proíbir ou punir. O que está errado aí é a punição pelo estado, não a prática de consumo/tráfico ou ambos?

    Sinceramente esse tipo de argumento não soma nada, ficou áté parecendo que o próprio autor de vez em quando dá uns picos hehe, bom brincadeiras a parte. Infelizmente o partido libertário também vai pelo mesmo caminho, como pode ser visto em uma entrevista do Ricardo Salles que agora é acessor do Alckimin.
    Fico muito puto quando passso em frente a central e vejo aquela faixa da Secretaria da diversidade Sexual, eu que ainda vivo de aluguel.. E dando de alguma forma dinheiro pra essas caras.
    Porém, existe uma possibilidade nessa configuração de que o estado não puna mais o viciado/traficante mas que seja possível a associação de pessoas contrárias a prática que visando educar/corrigir/coibir etc, que seja sustentada por dinheiro próprio e não público, isso eu concordo. Querer impor o libertarianismo é pura ideologia o que tem que ser corrigido são os desvios, não os acertos.
  • Indivíduo Racional  08/03/2013 14:37
    Sua participação foi pra lá de confusa, Bruno D. Não entendi absolutamente nada do seu ponto.
  • Marcus Benites  09/03/2013 00:45
    Dois. Acho que ele tentou falar de uns cinco assuntos sem muita concatenação em um único parágrafo, mas nada ficou claro, nem a posição sobre as drogas...
  • Bruno D  09/03/2013 16:47
    Ia fechar com chave de ouro, MAS...entenderam o "mas"?

    "Foi encarcerado por ter injetado em seu corpo uma determinada substância não aprovada por burocratas? Que pena."

    Explicando melhor:

    Para as pessoas que advogam o uso de drogas em favor da causa libertária, da liberdade em si e principalmente sendo contra os exessos do estado, realmente, é complicado enteder qualquer coisa.
  • Racional  09/03/2013 20:24
    "advogam o uso de drogas em favor da causa libertária"

    Quem é que advoga o uso de drogas? Certamente nenhum de nós libertários, que somos os mais resolutos apologistas da responsabilidade individual. Deixa de baixaria. Se você não sabe a diferença entre apologia das drogas e ser contra mandar maconheiro pra cadeia, então você ainda não entendeu nada da vida.

    Vá fazer calúnias em outro lugar.
  • Pedro.  09/03/2013 20:44
    De fato este tipo de confusão é repugnante.

    Alguém defender que cada um seja responsável por seus atos e livre para pratica-los DESDE QUE não interfiram na liberdade (NO DIREITO) alheia não é o mesmo que defender que se pratique estes ou aqueles atos. Há uma enorme diferença.
    Se o sujeito quer se drogar, então que se drogue até morrer, se assim deseja. Isso é muito diferente de defender que o sujeito se drogue. ...Francamente!!!

    ...o modo cretino de debater dos estatistas totalitários já está tão difundido que nem se percebe ao utiliza-lo.
    Há muiiito trabalho a ser feito. A doutrinação e fraude intelectual se assenhoreou de tal forma das mentes que mesmo a inteligência foi gravemente ferida. O crime contra a inteligência não foi devidamente combatido por comodidade e agora é já uma instituição tradicional ...rs

    Que pena que não se pode roubar a estupidez, se pudesse seria o único roubo produtivo: se roubaria e jogaria fora no lixo, como diria Sandra de Sá ...rsrs
  • Marcus Benites  09/03/2013 21:26
    Ninguém aqui é a favor do uso de drogas. Se você usar drogas, por exemplo, não será convidado para entrar em minha casa. Mas se você usar drogas é um problema seu, não meu. Se "doidão" você fizer alguma coisa para alguém que fira a liberdade dessa pessoa, também é você que vai arcar com as consequências, bem como é você quem irá pagar para curar o seu vício, não eu. É tudo tão simples e explicado, no site, através da ligação lógica entre as frases... O que há para "não ser entendido"?
  •   23/04/2015 17:53
    Desculpe, mas acho que as drogas referidas pelo autor são remédios, como por exemplo para a hepatite C crônica, que não podem ser usadas por falta de registro na ANVISA.
  • André Caniné  08/03/2013 15:27
    continuando com as perguntas "originis" feitas pelos estatistas:

    1) Sem o estado, como nos defenderíamos de uma invasão alienígena?

    2) Porque vcs defendem o anarcocapitalismo se as sociais democracias escandinavas estão tão bem?

    3) Sem o estado, o que impede que uma gangue ou uma corporação domine uma população?

    4) Se vcs não gostam do estado, porque não vão embora para a Somália?

    5) Porque não defender o socialismo se ele foi tao bem implantado em Cuba.

  • Dam Herzog  08/03/2013 16:37
    A resposta do Sr.Fernando Chiocca é extremamente interessante. Perguntaram outro como seria se houvessem ruas particulares uma pessoa me disse assim: Mas como eu teria que pagar para passar com o meu carro nas ruas; e se um pobre ficasse doente, e eu argumentei que você atualmente já paga tudo, Iptu,ipva,imcs,cartão zona azul,inss,imposto sobre todos os bens de consumo e de renda. hoje voce ja paga tudo.
    O pior é que os estatista menospreza seus semelhantes e dizem voce não é capaz de decidir, nós vamos decidir por voce. Mas o estado que eles temem no futuro já existe hoje, crianças abandonadas na rua, pessoas doentes que esperam vagas para cirurgia que morrem antes das vaga sair, cidadão que tem seus bens roubados além do roubo do estado, e com a hipocrisia eles alertam: não reajam e mesmo sem reação varias pessoas já morreram. Adam Smith provou que a superioridade do interesse proprio sobre o coletivo. Racionamento na saude, educação segurança. O estado gastador e desperdiçador. O interesse proprio promove o bem geral mesmo para desconhecidos, inimigos. Um afgão que tem um ipad, foi beneficiado por Steve Jobs, sem que nenhum conhecesse o outro. Existe um contraste entre a religião e o capitalismo: e um autor chamado Dotti conclui que o interesse proprio é uma força mais eficiente e motivadora que o autruismo, palavra que estatistas americanos adoram assim como compaixão. Deveriamos um arquivo de perguntas a fazer aos estatistas e perguntas mais frequentes que os estatistas fazem. E devemos propagar que os capitalistas são pessoas comuns, pacificas, tipicamente comerciantes, no mercado tentando vender seus produtos, satisfazendo os gostos de seus amigos, inimigos e indiferentes. No mercado o capitalista é o servo tentando imaginar como oferecer o que o mercado pede. Tento propagar o Mises Brasil o maximo que posso. Algum problema a resolver: mercado neles.
  • mauricio barbosa  08/03/2013 17:55
    Estatistas são um bando de alienados sem argumentos sólidos,um bando de passivos,ovelhas sem pastor caminhando para o precipício.São uns verdadeiros coitados.
  • Joao  08/03/2013 18:53
    Infelizmente são uns coitados com muito poder de fogo na mão e acabam nos massacrando.

    Aproveitando que citaram lá em cima que em termos práticos seria mais fácil atingir o livre mercado através do federalismo, alguém por aqui conhece o tal partido federalista?

    Continuando na linha de ser prático, acredito que duas medidas legislativas poderiam começar nos aliviar do jugo estatal: 1- revogação do estatuto do desarmamento, por uma questão não só de segurança pessoal, mas de devolver poder real às pessoas; 2 - instituição do juri popular para todas as matérias e concedendo ao juri o poder de "nullification". Assim, ao menos no caso concreto, o juri poderia anular ou afastar a aplicação de leis injustas.

    Sei que não resolve 100%, mas acho que é mais fácil conseguir a aprovação de duas leis do que mudar todo o sistema. Quem sabe isso não facilitaria mudar o sistema.
  • Occam's Razor  08/03/2013 18:50
    Offtopic: Lembro de um dia ter visto aqui alguém postando um link para um artigo (ou livro. Não lembro bem) sobre revisão libertária da história. Não lembro se era história mundial ou mais focada no Brasil. Tanto faz. Alguém sabe me dizer onde encontro? Obrigado
  • Sérgio  08/03/2013 22:28
    Occam's Razor? Sério que tem gente aqui no Instituto Mises que segue esta falácia?

  • Neto  18/03/2013 18:29
    De fato, andei pensando sobre isso, a navalha de Occan é um atestado de arrogância incrível, pra achar que ela é verdade, que na maioria das vezes a hipótese correta é a mais simples o cara tem que conhecer o universo inteiro,tem que ter todo o conhecimento de todas as galáxias, saber tudo sobre tudo e aí comparar os casos reais com as hipóteses mais simples e ver qual a porcentagem de acerto das hipóteses simples.
    Fora que o 'simples' também é um conceito infantil, o simples de um é o nonsense do outro, que o digam Einstein e Niels Bohr.

  • Renato Souza  20/03/2013 11:52
    A Navalha de Occan, entendida como um critério de verificação da veracidade de uma hipotese (ou como um critério de maior probabilidade de veracidade de uma hipótese) é absurda e sem sentido.

    Mas quem disse que era esse o sentido original desse critério? Quem usa nesse sentido, é apenas ignorante. A Navalha de Occan é um critério operacional. É geralmente mais prático, mais rápido, mais viável, mais barato e menos sujeito a erros, começar a verificação das hipóteses pelas mais simples. É só esse o verdadeiro significado da Navalha de Occan. Realmente não há nenhum motivo para supor que, via de regra, a explicação mais simples é a verdadeira. Comprova-se, na história da ciência, que freqüentemente uma explicação simples, adotada incicialmente, teve de ser trocada por explicações mais complexas.
  • Wagner  20/03/2013 12:25
    Perfeita sua explicação. Navalha de Occam afirma apenas que é mais fácil você cometer um erro em uma hipótese com 300 variáveis do que em uma hipótese com 3 variáveis; A Navalha de Occam nunca afirmou que a hipótese mais simples sempre estará certa.
  • Gabriel Miranda  08/03/2013 18:59
    E se o governo utilizar o seu dinheiro para financiar o mensalão?

    E se o governo te espoliar para criar estádios de futebol no meio do nada?

    E se o governo extorquir o fruto do seu labor diário para fazer a transposição do rio São Francisco com fartos indícios de superfaturamento, ingerência e desperdício?

    E se o governo, às expensas dos cidadãos, criar cargos com salários lotéricos em conselhos deliberativos de estatais inoperantes?

    E se o governo, no Dia Internacional da Mulher, isso aqui para gerar desemprego feminino?
  • R. Domini  08/03/2013 19:30
    Em parte, os apologistas do Estado tem "razão" em seu discurso, e deveríamos dar um desconto ao discurso deles, pois o que eles estão atacando é um espantalho.
    O que eles chamam de "capitalismo selvagem" na verdade é capitalismo de Estado, mercantilismo, patrimonialismo, keynesianismo e todos os "ismos" anti-livre mercado.

    A menos que o sujeito seja um político/empresário/banqueiro e tenha total consciência das regras do jogo, creio que chamar um sincero defensor do Estado de idiota não adianta nada.
  • anônimo  08/03/2013 21:50
    Pior que "idiota" é uma descrição adequada, afinal, o sujeito está criticando justamente aquele arranjo que ele defende com unhas e dentes, só que não sabe disso.
  • Rudson  08/03/2013 21:46
    A "melhor" resposta que se recebe ao fazer estas perguntas sugeridas no site é: "devemos educar a população para que, nas próximas eleições, votem de forma consciente e escolham os candidatos corretos. Quando as pessoas 'corretas' estiverem no poder, aí sim nada disso acontecerá e todos seremos felizes. Mas somente com uma educação pública, gratuita e de qualidade, é que as pessoas terão capacidade de escolher os líderes corretos".

    É triste...
  • Sérgio  08/03/2013 22:24
    Anarquistas defendem o fim do Estado. O problema não é o Estado em si, o problema são os políticos esquerdistas que estão no Legislativo e no Executivo (vide todos os partidos serem de esquerda).

    A esquerda está moldando o Brasil a décadas, atribuindo várias bizarrices aqui mesmo. Não aconteceu a 'lei da palmada', 'lei da homofobia'?

    Esse é o gramcismo, moldando a sociedade através de décadas.

    O que o Brasil precisa é de um governo como o São Luís que governou a França no século XIII. Naquela época, a França tava uma bagunça, uma anarquia (exatamente o que o pessoal aqui defende). Pois ele, Luís IX subiu no trono e colocou ordem. Pena que o FDP do Filipe IV (o "Belo") estragou tudo o que seus ancestrais fizeram.
  • Leandro  08/03/2013 22:52
    "Naquela época, a França tava uma bagunça, uma anarquia (exatamente o que o pessoal aqui defende)"

    Quanta falácia. Desta vez, passa. Da próxima, nem precisa se dar ao trabalho de escrever.
  • anônimo  10/04/2013 16:00
    Onde é q está a falácia? Está correto. São Luís deveria ser uma espécie de "Santo dos Governos"... seu governo deveria ser um "manual do bom governo" e ser seguido por nossos políticos, e consertar toda a bagunça que foi feita.

    O problema não é o estado. O estado é só uma instituição. O problema são os políticos. São o Lula, a Dima, o Renan, o Sarney... Coloque um São Luís e a coisa melhorou (como melhorou a França no século XIII, Thomas Woods fala que naquela época, Paris era conhecida como "Nova Atenas", tamanha a riqueza cultural de Paris no Reinado de São Luís)...
  • anônimo  10/04/2013 16:22
    O estado é uma instituição cuja natureza está na constante quebra do princípio da não agressão. Exatamente como qualquer outro grupo de criminosos. Ele nasce da injustiça e se assenta na injustiça. Não importa se o estado é controlado por 100% de honestos bem intencionados ou 100% de corruptos, sua natureza é má, e não há vontade que mude tal fato.
  • Pobre Paulista  11/03/2013 02:45
    Errado.

    Os governos não são ruins por causa de seus governantes.

    Os governos são ruins porque são governos.
  • Marcelo M Corghi  20/04/2015 12:24
    li o texto sobre São Luis que você linkou...como pode defender alguém deste tipo, que financiou guerras, gastou dinheiro publico com construções e perseguiu judeus???
  • Raffaell Garone  08/03/2013 22:40
    Deu até vontade de copiar e fazer um viral!
  • anônimo  08/03/2013 23:41
    Ótimo artigo do IMB como sempre! Me sinto muito burro por não ter pensado nisto antes.
    "E AS RUAS? COMO FICARÃO AS RUAS?!" - É o que mais escuto.
  • arnaldo  09/03/2013 00:32
    Descobri este site recentemente e tenho gostado das ideias lançadas aqui, mas (ainda) não consigo visualizar a viabilidade delas 'na prática', apesar de na teoria serem bem formuladas e lógicas.

    Gostaria mesmo era de poder observar um 'laboratório' em que essas ideias fossem praticadas integralmente para que pudéssemos aferir os reais benefícios do programa 'governo zero'. Mas, como diria Lulu Santos: "A Humanidade caminha com passos de formiga e sem vontade". Vejo que ainda teremos muitos anos (talvez para meus bisnetos verem e usufruírem) até que o Ser Humano tenha maturidade suficiente para viver em uma sociedade sem a necessidade de um paizão estatal pra tomar conta da gente.

    Pai só tenho dois: Deus e meu pai biológico.

    O estado principalmente o nosso brasiliuiu está mais pra padastro daqueles bem fuleco.
  • Um Filósofo  09/03/2013 01:47
    Permita-me refutar os questionamentos do texto:

    (Pode-se solucionar TODOS os desafios com uma educação pública de qualidade)

    ""E se o Congresso aprovar uma lei injusta, o presidente sancioná-la e o Supremo Tribunal impingi-la?"

    Injusta para quem? Minha experiência com o debate econômico no IMB me levou a compreender o quão rígida é a deontologia libertária. Na democracia, a vontade do povo é o único fator que determina a justiça de um ato(Apesar de ela ser facilmente manipulável pela mídia golpista que impõe o conservadorismo). Na tirania, é a vontade da classe dominante(Que geralmente é a burguesia).

    Platão explica que apenas o filósofo possui a alma magnânima capaz de identificar ideais e, em função desses, moderar o mundo em prol do bem comum. A justiça para com a fortuna do mercador ambicioso de nada vale próxima à batalha do pensador pela justiça de todos. Se até hoje foram escritas leis injustas, é porque homens irascíveis e concupiscentes estiverem comandando a lei. Pode-se solucionar tais problemas com uma educação pública de qualidade.

    "E se o governo decretar que é proibido trabalhar em troca de um determinado valor salarial?"

    Analise o contexto. Se houver super-exploração de uma grande oferta de mão-de-obra, é mais que justo que o governo imponha um rígido salário mínimo para impedir que a lei de oferta e procura acabe com os salários. Tal medida é benéfica principalmente aqueles com pouca experiência e qualificação, pois os impedirá de serem explorados e alienados. Pode-se solucionar tais problemas com uma educação pública de qualidade.

    "E se o governo proibir a concorrência em determinados setores da economia?"

    Se for em prol do bem comum, nada a comentar. Pode-se solucionar tais problemas com uma educação pública de qualidade.

    "E se o governo quiser desarmar a população?"

    É mais que necessário. O homem é incapaz de controlar seus próprios instintos. Estando armado, ele é um risco a todos ao seu redor. Cabe ao estado a proteção da população, caso essa for privatizada, surgirá apenas matança sem sentido. Entretanto, pode-se solucionar tais problemas com uma educação pública de qualidade.

    "E se o governo estipular que as empresas devem contratar de acordo com critérios de cor e preferência sexual, e não de competência?"

    Pode-se solucionar tais problemas também com uma educação pública de qualidade. Tais cotas são medidas para a promoção social de minorias excluídas pelo capitalismo predatório. Pode-se solucionar tais problemas com uma educação pública de qualidade.

    "E se o governo decretar que determinadas opiniões são proibidas, sendo passivas de encarceramento?"

    Não há a necessidade. A indústria cultural burguesa já alienará o povo e o impedirá de exercer uma opinião contrária à exploração. Pode-se solucionar tais problemas com uma educação pública de qualidade.

    "E se o governo estipular que apenas seus empresários favoritos podem receber subsídios e atuar em determinados mercados?"

    Se for para a proteção da indústria nacional e dos direitos do povo, será pelo bem comum. Resistir ao capitalismo predatório é essencial. A competição global gera a mais-valia intensa, sofrimento e desemprego. Vide Milton Santos. Pode-se solucionar tais problemas com uma educação pública de qualidade.

    "E se o governo resolver desapropriar moradores pobres para construir ruas, estradas ou complexos esportivos nesses locais, favorecendo suas empreiteiras favoritas?"

    Quem deve explicações é o autor do artigo. O estado é inocente por possuir poderes ilimitados sobre a vida, a liberdade e a propriedade de todos em seu território. Quem utiliza tal poder para seu próprio proveito é a burguesia. Se os pobres conseguissem se livrar da alienação e lutassem por seus direitos contra a elite, tudo mudaria. Pode-se solucionar tais problemas com uma educação pública de qualidade.

    "E se o governo decidir encarecer a importação de produtos de qualidade?"

    Defesa da indústria nacional. Pode-se solucionar tais problemas com uma educação pública de qualidade.

    "E se os integrantes do governo praticarem corrupção? Quem irá puni-los, uma vez que os serviços de justiça foram decretados monopólio estatal?"

    O STF. Uma instituição dedicada a proteger o cidadão de qualquer tipo de agressão, incluindo aquela feita por ele mesmo a si próprio. Está documentado muito bem neste site em um artigo passado o brilhante papel de tais nobres pela defesa do povo brasileiro contra o tabagismo, por exemplo. Pode-se solucionar tais problemas com uma educação pública de qualidade.

    "E se o governo assumir o controle da educação, determinando os currículos das escolas e das universidades, tornando a população mais imbecilizada?"

    Felizmente, tal coisa não ocorreu. Atualmente, o material educacional brasileiro é completamente voltado à conscientização do cidadão e à luta que deve ao povo por seus próprios direitos. A militância pela justiça social entre jovens, por exemplo, é um triunfo inimaginável.
    O povo está tudo, menos imbecilizado. Entretanto, durante as ditaduras da burguesia fascista e nazista na Alemanha e na Itália, criava-se um exército de radicais bárbaros e violentos capazes de calar toda opinião contrária aos simples gritos e anarquia. Militantes que tomavam universidades, ruas e greves para atingir seus objetivos perversos de mais controle para seus mestres universitários, políticos e empresariais.
    Tal cenário supracitado é exatamente o que NÃO acontece na realidade brasileira, felizmente. Graças à uma educação pública de qualidade na rede superior.

    "E se o governo assumir o monopólio da moeda e decidir inflacioná-la continuamente, destruindo a poupança dos trabalhadores?"

    Como disse um austríaco, não há ação mecânica, todo ato racional é propositado. Se o estado inflacionar a moeda para a criação de um projeto nacional de desenvolvimento com investimentos em educação, por exemplo, é mais que justo. Um futuro controle de preços e estatização total dos meios de produção também são aceitáveis.

    "E se o governo aumentar continuamente o confisco da renda dos cidadãos para repassar o butim à sua própria burocracia e a grupos de interesse politicamente bem organizados?"

    Quer dizer, a burguesia? O estado é inocente por apenas possuir autoridade inquestionável sobre a vida, a liberdade e propriedade de todos aqueles sob seu alcance. Quem utiliza de tal poder de forma maléfica é a burguesia. Pode-se solucionar tais problemas com uma educação pública de qualidade.

    "E se aquele pobre para quem o governo dá esmolas resolver gastar todo o dinheiro com cachaça, cigarro e jogatina?"

    De acordo. É preciso que exista completo planejamento no modo de vida do cidadão para protegê-lo de si mesmo e posicionar paz na sociedade. Em prol do bem comum. Pode-se solucionar tais problemas com uma educação pública de qualidade.

    "E se o governo decidir encarcerar pessoas pelo simples fato de elas injetarem determinadas substâncias em seus próprios corpos?"

    Pode-se solucionar tais problemas com uma educação pública de qualidade.

    "E se o governo decidir que eu sou obrigado a financiar programas dos quais discordo moral e eticamente?"

    Impostos são bons para o pobre e ruins para o rico, é por isso que o segundo reclama.
    Vejam o absurdo que um dito "libertário" utilizou para refutar meu clamo:

    "Será que ele não sabe que uma redução de impostos acarreta até mesmo em um aumento da contribuição ao longo prazo devido ao barateamento do capital, o aumento da poupança devido aos menores custos de vida e o aumento do volume de investimentos(Principalmente de pequenas empreendedores)?

    Será que ele levou em questão que as mais afetadas por impostos são as pequenas e médias empresas, pois possuem menos condições(Tempo e fundos) para contribuir com as demandas estatais - e que por isso serão gerados menos empregos? Será que ele levou em questão que nenhum pobre escolheu se queria trabalhar 5 meses do ano pelos maravilhosos serviços estatais? Será que ele realmente crê que é capaz de medir o preço de um serviço público quando não há um sistema de preços baseado no mercado?

    Será que ele levou em questão que os pobres são os que pagam uma porcentagem maior de impostos sobre sua renda total? Será que ele realmente acha que é o rico que é mais afetado pela ausência de competição, pela ausência de postos de trabalho, pelo alto preço do padrão de vida(E pelo maior sacrifício necessário para a poupança preciso para seu acúmulo)?"

    Pode-se solucionar tais problemas com uma educação pública de qualidade, a única solução para o Brasil.

    "E se o governo decidir mandar para a cadeia todos aqueles que não lhe pagarem tributos?"

    Pode-se solucionar tais problemas com uma educação pública de qualidade.
    _____________________________________________________________________________________
    Conclusão:

    Tais questões invocam um mundo hipotético distante da realidade, mundo real onde o individualismo mercadológico impede a existência de serviços públicos de qualidade.
    Deve-se incentivar a impressão monetária, a estatização e o aumento dos tributos aos ricos. Muito mais importante: Retomar o estado para que esse volte a servir ao bem comum e não mais à burguesia egoísta.

    Volto a insistir: Educação é a única solução para o Brasil. Como também professor de filosofia das redes pública e privada, garanto: O ensino de filosofia atual nas escolas e universidades deve ser expandido para invocar a militância do povo brasileiro por seus direitos. Desde a mais tenra idade, ensino aos meus alunos o valor do bem comum e do quão importante é a existência de serviços públicos de qualidade, além do quão imoral é não contribuir com a causa da justiça social. Meus alunos são a mais sincera prova do poder detido por uma educação de qualidade.

    (Um Filósofo/Típico Filósofo é um personagem humorístico criado com o intuito de satirizar os típicos jargões esquerdistas ouvidos nas escolas, universidades, visitas de supostas espiãs da CIA, reuniões da UJS e no governo. Qualquer semelhança com geógrafos/historiadores/economistas/filósofos/cientistas-sociais reais não é, infelizmente, mera coincidência.)
  • Leandro  09/03/2013 02:02
    Já estávamos todos saudosos de sua honorável participação, Filósofo. Estava muito sumido. Há uma ávida demanda por cultura que só pode ser satisfeita por sua incontroversa sapiência. Abraço!
  • Marcio  09/03/2013 02:39
    Faço minhas as palavra do Leandro.

    Esse filósofo é um requinte da mais alta cultura, ainda bem que ele nos prestigia com o deleite de sua tão peculiar sabedoria.
  • anônimo  09/03/2013 09:17
    Ok, vamos ensinar filosofia nas escolas começando por Nietzche:
    " O Estado é o mais frio de todos os monstros frios; mente friamente e eis a mentira que escorrega da sua boca: ' Eu, o Estado, sou o Povo'."
  • Marcus Benites  09/03/2013 14:25
    Agora que tiraram boa parte das aulas "úteis" de professores como o "Filósofo" da grade escolar do Ensino Fundamental em SP, ele terá mais tempo para escrever no site... Falando nisso, não gosto dos tucanos, mas há que se admitir que o Alckmin deu duas tacadas certeiras recentemente: livrou a molecada da doutrinação da "filosofia de esquerda/ecologia não científica", privilegiando um ensino que habilite (a ler e escrever antes de tudo) e não imbecilize com bobajadas, e vetou a proibição da publicidade das redes de hambúrgueres e a venda dos brinquedos junto com os lanches. Surpreendeu positivamente.
  • Um Filósofo  09/03/2013 15:14
    Tal proibição de Alckmin foi absurda e digna de um liberal convicto. A USP e a Unicamp, ambas paulistas, são universidades cujos cursos de filosofia excedem o conceito de excelência. Ter os formandos de tais instituições sem emprego ou espaço para espalhar os ensinamentos é como banir a engenharia da Índia ou a medicina de Cuba.

    Assim como a vende de brinquedos junto aos lanches, tal medida consiste em uma ação neo-liberal que prova a afiliação da política brasileira com o brutal livre-mercado e uma rejeição pelas causas do povo. Não apenas o senhor Alckmin fortaleceu a alienação(Ao permitir brinquedos entregues às crianças já obesas pelo consumismo) como também golpeou a única força capaz de vencê-la(A filosofia). Banindo a sociologia e a filosofia, alunos jamais estudarão o auto-conhecimento, a reflexão social e a importância do coletivo.

    É do compromisso de todos colaborar para o ensino das ciências sociais e para a criação de militantes da causa do povo. Atualmente, pais são explorados devido à competição global trazida pelos tempos modernos, que reduz a saúde e a qualidade de vida dos trabalhadores. Devido á sua falta de tempo, pais são incapazes de criar os filhos propriamente e os sustentam através do puro consumismo. Em tal cenário, é mais que imprescindível que o papel tão importante de criar os filhos não deva pertencer à família, mas sim ao estado.

    Congratulo os neo-liberais desta comunidade por sua vitória em São Paulo, porém lamento pelas crianças que jamais compreenderão a importância da justiça social, da dialética, da luta de classes, do assistencialismo estatal, do intervencionismo e de suas proibições. Perdeu o bem comum, vencera o individualismo burguês sem sentido.

    (Um Filósofo/Típico Filósofo é um personagem humorístico criado com o intuito de satirizar os típicos jargões esquerdistas ouvidos nas escolas, universidades, visitas de supostas espiãs da CIA, reuniões da UJS e no governo. Qualquer semelhança com geógrafos/historiadores/economistas/filósofos/cientistas-sociais reais não é, infelizmente, mera coincidência.)
  • Marcio  09/03/2013 19:14
    Incrível como o rótulo "neoliberal" é tão usado por esses filósofos.
  • Nigro  09/03/2013 20:24
    Ufa, q susto! rsrs
    Eu não sabia quem era o "Um Filósofo"... achei q fosse alguém da rede petralha pago para escrever nos sites!
    ra
  • Marcus Benites  09/03/2013 21:43
    É um pastiche muito bem feito desse tipo de gente. Apenas aconselho o "Um Filósofo" a propor mais "discussões para refletir sobre o assunto", uma vez que os esquerdistas adoram que os casos sirvam a "discussões e reflexões", sempre com a conclusão já estabelecida anteriormente, é claro. Adoram propor "assembleias", adoram criar e participar de "colóquios" sobre assuntos como "igualdade de gênero", "exploração capitalista", etc. Discute-se, sempre, por horas e horas, para se chegar às conclusões que eram as mesmas do início, com os culpados e vítimas já escolhidos e com a história vista lá do jeito deles... Mas tudo bem "discutido", bem "refletido"... Quem nunca ouviu um esquerdista dizendo que "Devemos aproveitar o fato e a ocasião para gerar uma discussão que possa causar uma reflexão na sociedade a respeito desse tipo de proplema social que deve ser combatido..."? É claro que o caminho é sempre um só, a rota que leva a uma conclusão unicamente possível não pode ser desviada, mas finge-se que há pluralismo de vozes, de opiniões... No fundo é a velha tentativa de doutrinação social, mas com máscara democrática. O que vocês que frequentam o site acham sobre isso, do "Um Filósofo" propor coisas desse tipo? Proponho, a todos, uma discussão para refletirmos a respeito.
  • Pedro.  09/03/2013 20:55
    ESSE era bom demais. Foi o aquele que antes do experimento socialista teve a hombridade de afirmar que tal era apenas uma reivindicação de um poder totalitário que nem mesmo o pior despota sonhou.

    E pq ele teve coragem de afirmar tal incontestável verdade em seu livro - ainda chamando socialistas de reacionários explicando - ora pq ele não estava contamionado pelo bom mocismo da moral criada pela politica no império romano, a fim de fazer da população produtiva um rebanho do Estado. Ele não queria estar em conformidade com a moral ascética, com o pieguismo demagogico de tal moral. Daí que Nietzsche afirmou que combatia a moral por moralidade, chegando a dizer-se imoralista aceitando o "passarinheiro" ...são trechos fantásticos do brilhante pensador. Não estava interessado em ser valorizado pelo rebanho, daí que pouco se importava com a moral do desprezo pelo bem viver como valor. Nietzsche não se pretendia altruísta ante as vistas do rebanho, desprezava tal arbitrario valor. Era efetivamente um imoralista por moralidade.
  • anônimo  12/03/2013 15:56
    "E se o governo quiser desarmar a população?"

    É mais que necessário. O homem é incapaz de controlar seus próprios instintos. Estando armado, ele é um risco a todos ao seu redor. Cabe ao estado a proteção da população, caso essa for privatizada, surgirá apenas matança sem sentido. Entretanto, pode-se solucionar tais problemas com uma educação pública de qualidade.


    RESPONDENDO

    o estado é formados de homens,então vamos impedir também os policias de andar armados já que els não são capazes de controlar os seus instintos,né?

    eu concordo que deve haver uma educação pública de qualidade a ponto da educação privada não ser mais necessária,não que ela seja proibida,mas apenas que não faça mais sentido ter uma educação privada




    "E se o governo estipular que as empresas devem contratar de acordo com critérios de cor e preferência sexual, e não de competência?"

    Pode-se solucionar tais problemas também com uma educação pública de qualidade. Tais cotas são medidas para a promoção social de minorias excluídas pelo capitalismo predatório. Pode-se solucionar tais problemas com uma educação pública de qualidade.

    RESPONDENDO

    o capitalismo não exclui ninguém dessa forma,quanto mais gente estiver trabalhando é melhor

    eu até acho que poderia estipular um prazo máximo para a duração das cotas socias,durante esse tempo,o estado deverá conseguir fazer uma educação pública de qualidade




    "E se aquele pobre para quem o governo dá esmolas resolver gastar todo o dinheiro com cachaça, cigarro e jogatina?"

    De acordo. É preciso que exista completo planejamento no modo de vida do cidadão para protegê-lo de si mesmo e posicionar paz na sociedade. Em prol do bem comum. Pode-se solucionar tais problemas com uma educação pública de qualidade.


    RESPONDENDO

    o governo não deve proteger a pessoa de si próprio,esse é o papel da religião

    o governo não deve obrigar as pessoas a viverem de um determinado jeito



    "E se o governo decidir encarcerar pessoas pelo simples fato de elas injetarem determinadas substâncias em seus próprios corpos?"

    Pode-se solucionar tais problemas com uma educação pública de qualidade.


    RESPONDENDO

    você não respondeu a pergunta e ainda ficou repetindo educação pública de qualidade mais uma vez




  • Rodrigo  19/03/2013 21:20
    Não consegui me conter, pois foi o comentário mais interessante que li aqui hoje. Praticamente todas as respostas são referentes a uma 'educação pública de qualidade'...

    Estava então ansioso com que resposta seria dada quanto ao governo assumir o controle da educação, eis que me encontro com uma resposta da mais incoerente. Ora se tudo é problema resolvido facilmente com 'uma educação pública de qualidade', e são problemas reais existentes, é notório que não devemos então ter uma 'educação pública de qualidade', ou os problemas não existiriam, fiquei pasmo quando descobri que de acordo com as respostas temos sim, então os problemas não existem ao menos na realidade brasileira, ganhei meu dia sabendo que vivemos num país sem nenhum dos problemas questionados.
  • saoPaulo  09/03/2013 04:29
    Alguém aqui é masoquista?

    Anarcocapitalismo, Uma Fantasia.
    www.youtube.com/watch?v=CtFP4w0kaog

    Anarco-Capitalismo. Que Merda é esta?
    www.youtube.com/watch?v=sZX_SCtMR6o

    Dissecando o Anarcocapitalismo.
    www.youtube.com/watch?v=XSpe-ghFkoc

    Este último é um caos!!!! Aí se vê a diferença entre wannabes intelectuais e pessoas que realmente entendem do que estão falando. Só se salvam o tal do Conde, o psicólogo, o Fraga e o Roberto Chiocca, que acredito que seja parente do Fernando Chiocca. Aliás, tiro o meu chapéu pra ele! Uma paciência comparável à do Leandro. Só faltou lhe perguntarem sobre os ataques alienígenas...
  • anônimo  09/03/2013 19:17
    Ahahahahahahaha... o ultimo vídeo é cômico! O moderador é uma lástima. E as perguntas dos estatistas são as mais infantis do mundo!!! Gostei dessa: e se um milionário contrata 10 mil homens pra invadir sua casa e matar sua família? Kkkkkkkkk... as hipóteses são das mais absurdas.. sim.. vejam como o Estado resolveu os problemas dos traficantes..kkkkk.. se um milionário fizesse isso hj, provavelmente fará por meio do governo.
  • Pedro.  09/03/2013 21:09
    E se um governo resolver matar todos de uma cidade que lhe faz oposição?

    E se um governo resolver exterminar uma raça?

    E se um governo resolver que belas praias devem servir apenas para a alta hierarquia do partido?

    E se um governo gasta 25 milhões para reformar uma casa de férias da presidanta mesmo que outros tantos milhões tenham sido gastos pelo seu tutor anterior? (Aratu)

    E se um governo resolve que as virgens devem ser defloradas pelo senhor da região?

    E se um governo enriquecer inúteis apenas para que saiam doutrinando a população para que aceite o jugo do governo?

    E se a alta cúpula do governo estiver imune ao poder juduiciario e este totalmente infiltrado pela militabncia?

    E se a policia de elite também estiver completamente infiltrada e dominada por uma ideologia conveniente ao Poder absolluto do Estado sobre a população submissa? (por tal nunca algemam bandidos do partido simbolo, nem divulgam imagens qdo algo escapa do controle)?

    E se um governo inventa o "segredo de justiça" e a autorização de um juiz (amigo) para que se possa investigar bandidos e assim os bandidios estatais se protegerem; através da "centralização investigativa" não deixando agentes policiais não alinhados livres para investigar bandidos estatais que estejam no controle, nem seus amigos?

  • anônimo  09/03/2013 23:31
    Mas eles já tem resposta pra isso tudo.
    Se o governo inventar de fazer qualquer uma dessas coisas o povo não vai gostar e não vai mais votar nos políticos que fizeram isso
  • Pedro.  12/03/2013 18:36
    Aí é fácil mostrar que o tal de povo continua votando e mais fácil ainda criar um novo "SE"

    ...e SE o Estado sendo o responsável pela segurança das urnas e o contratante ou "escolhante" (rsrs) dos envolvidos na apuração e mesmo o contratante das urnas eletronicas atuasse de maneira conveniente ao status quo????

    ...Como confiar???
    Ora, basta uma rotina no programa para desviar votos. Coisa fácil e de dificil comprovação. A menos que o programa fosse gravado em uma ROM e com codigo de fácil verificação. Mesmo assim apenas dificultaria, mas não impediria.
  • Pedro.  12/03/2013 18:55
    ...rsrs ...e se o povo, a maioria de eleitores gostar ou estiver recebendo alguma vantagem para ser injusto, covarde, safado?

    Hitler tinha apoio da maioria, Mussolini também.
    Velhos bandidos se elegem no brasil e continuam atuando como quadrilheiros, ladrões e assassinos.
    ...e o povo recebendo bolsa esmola ...rs
  • Lucas  09/03/2013 22:47
    "Impostos são bons para o pobre e ruins para o rico, é por isso que o segundo reclama."

    Filósofo conseguiu se superar nessa!! Vá estudar um pouco de economia antes de vir passar vergonha aqui....

  • Bruno Faria  10/03/2013 02:38
    Interessante a critica. Sou de Esquerda, mas tenho a mente aberta para analisar conteúdos divergentes de minhas idéias, como alguns artigos muito bons no Mises. No entanto, isso não significa que devo concordar com tudo. Mas, enfim.

    Analisando a estrutura da critica, a meu ver, o principal conceito entre "o se" e "não se", se remete, basicamente, em: "Por que o defensor da liberdade é que tem de explicar a superioridade ética e moral deste arranjo?"

    Essa é a inadequação crassa: por acaso, existe superioridades entre uma verdade e outra? Entre os vários recortes históricos que modelam os sistemas econômicos nos últimos séculos - e não me venha dizer que "foi assim, assado e ou aquilo", afinal, a história existe? O que existe são discursos de poder. Sem mais. - nota-se que grande parte de seus componentes foi aderir ao "monopólio da verdade". Daí um dos fatores preponderantes que levaram a guerras; entre outras pretensões, onde vários Estados passaram a lutar pelos seus ideais sem analisar a sua própria fundamentação do discurso. Em um linguajar popular: "você está errado, eu estou certo; isso é ditadura e nós que somos livres; você que são ditaduras e mentem com sua liberdade." É notório que decorre inúmeros conceitos entre um e outro lado, mas é só um adendo para continuar a linha de raciocínio.

    Com isso, ao proliferarem tais indagações, constatamos que o extremismo continua da mesma forma. Até aí, tudo bem. Mas e quando essa persuasão insere em outros indivíduos? É evidente que cada pessoa pode agir em prol do seu interesse; no entanto, isso não significa que possa ser individual; que por sinal, alegam ser "possuidor de todo o cidadão" (ignoram a psicologia do pânico? Nesse ponto, é normal um ser irracional agir de modo irracional). Mas a conotação sobre esse preceito é o "individualismo"; que acabam discorrendo enormes prepotências, das quais: "egocentrismo". Daí a importância de um Estado intervencionista: regular ás DIFERENÇAS!

    Evidentemente, que cada lado vai defender seu interesse; seja coletivo ou individual. Além do mais, é de muita importância manter o extremismo de ambas as direções para fortalecer a Democracia. Mas e quando parte do pressuposto de: "Por que o defensor da liberdade é que tem de explicar a superioridade ética e moral deste arranjo?". Percebe-se que só pelo fato de induzir a uma "verdade superior" se remete em oprimir a oposição; ou seja, não deixa de ser uma coação moral, uma violência direcionada, uma limitação da liberdade do outro. Nesse pensamento: "ou concorda comigo ou é excluído?" Em outras palavras, o fato de dispor uma verdade para legitimar o discurso torna-se ditatorial tanto quanto qualquer outra coerção física. Daí o conceito de: "contratualismo". Vide Locke inicialmente e, posteriormente, Montesquieu: "perder liberdade para ter liberdade." E porque isso? Pois qualquer legitimidade extrema é DITADURA! A única forma de tratar todos iguais moralmente é sobre imposição. Daí o papel do Estado: regular diferença por NÃO EXISTIR UMA VERDADE! Não só por ser um fator que vários críticos vão propiciar em qualquer campo cientifico, mas, principalmente, por demonstrar que entre "ás diferenças" existe "ás verdades", e dentre "ás variações" existem "os conflitos", e dentre "esses conflitos", alguém tem que resolver. E nos perguntemos: a quem cabe esse papel? A Liberdade plena de cada individuo? Ou a coletividade mútua de vários indivíduos? Quem obtém a legitimidade para isso? O que detém mais força? E se essa força pertencer a quem tiver maiores condições? A imposição será inevitável? De parcial x parcial, se não for ao consenso é na força? Equilíbrio (ou imparcialidade para os constitucionalistas) se propõe o Estado e não escolher um lado, mas, sim, em adequar PROPORÇÕES: se vocês têm o direito de defender uma bandeira, porque outros não têm o direito de defender ás suas? Cada um defende seu interesse e deixa que o Estado regule no contrato que todos estão submetidos. É contra liberdade? Em partes, sim. Mas e qual a solução? Liberdade plena e o resto de regula "normalmente". E os questionamentos anteriores? Resolvem-se como? Entre o poder de oprimir (empresa) e o oprimido (funcionário) quem detém maior capacidade? Só o fato de suprir uma "superioridade" e alegar que "existe uma verdade" é tão ditatorial quanto qualquer outro governo que existe ou possa existir.

    Não defendo uma bandeira existente do Socialismo, mas reconheço méritos e demérito. Da mesma forma, não defendo uma bandeira do Capitalismo Econômico ou Político devido o detrimento ao "monopólio da verdade", mas, também, reconheço seu mérito e demérito. Mas, analisando ás transformações sobre o ás Economias ancestrais até os dias de hoje, aposto, ainda, em um sistema que possam expor uma autonomia individual e coletiva em países como o Brasil (não venha com país A ou B, quando se trata de proporção, percebe que nenhuma economia deu conta!), de uma forma que não se possa ter excluídos.

    Enfim, espero que não venham com a falta de respeito e até peço desculpas pela gramática (sou péssimo). Mas deixo explícito que só pelo fato de ler um artigo sem ouvir a própria critica sobre o tema faz ás pessoas serem providas de senso-comum, dogmáticas, ideológicas e, logo, sem opinião critica ou própria. Daí o conformismo de qualquer leigo dispor sobre a semelhança do Conservadorismo com ás correntes (entre várias) das vertentes liberais.

    Estou no aguardo das criticas sobre o meu embasamento, por ser a critica necessário para qualquer possível evolução. Mas, notem: desqualificar é diferente em desconstruir o argumento. Que, por sinal, é problemático em ambos os lados. Espero que para o debate, o respeito possa ser mútuo. Afinal, é um dos componentes da Democracia. A não ser que sejam contra a Democracia, sendo assim, torna-se compreensível.

    Obrigado pelo espaço.
  • Malthus  10/03/2013 08:50
    Prezado Bruno, não é possível haver críticas ao seu "embasamento" simplesmente porque não houve embasamento nenhum. Em toda esta sua logorréia, você nada mais fez do que citar frases de efeito e repetir lugares comuns típicos de estudante de ensino médio.

    Frases como

    "existe superioridades entre uma verdade e outra?",

    "O que existe são discursos de poder",

    "Não defendo uma bandeira existente do Socialismo, mas reconheço méritos e demérito",

    "aposto, ainda, em um sistema que possam expor uma autonomia individual e coletiva em países como o Brasil"

    "é de muita importância manter o extremismo de ambas as direções para fortalecer a Democracia" (o termo democracia com D maiúsculo revela a propensão da pessoa a abolir o individual e a exaltar o coletivo)

    só perdem em ingenuidade e falta de conteúdo para frases como

    "Daí a importância de um Estado intervencionista: regular ás DIFERENÇAS!",

    "qualquer legitimidade extrema é DITADURA!",

    "Daí o papel do Estado: regular diferença por NÃO EXISTIR UMA VERDADE!"

    (O CAPS LOCK é o recurso favorito daqueles que substituem argumentação racional por emocional).

    Pergunta: se a função do estado intervencionista é "regular as diferenças por não existir uma verdade", então, por definição, tal estado tem de ser povoado por indivíduos tão superiores que cheguem a ser super-humanos; indivíduos que, por estarem acima do bem e do mal, acima da verdade e da mentira, não apenas saibam identificar as diferenças, como ainda sejam dotados do poder moral e cósmico de impedir que os bons prosperem e de evitar que os ruins fiquem para trás. Impedir que os bons prosperem não seria por si só um intervencionismo autoritário e desigual? O que tamanha violência tem a ver com o conceito de "não existir uma verdade"? Que viagem é essa?

    E depois você diz:

    "Por que o defensor da liberdade é que tem de explicar a superioridade ética e moral deste arranjo?". Percebe-se que só pelo fato de induzir a uma "verdade superior" se remete em oprimir a oposição; ou seja, não deixa de ser uma coação moral, uma violência direcionada, uma limitação da liberdade do outro. Nesse pensamento: "ou concorda comigo ou é excluído?"

    Não, não se trata de coação moral. Trata-se apenas de honestidade intelectual (a menos que você ache que ser obrigado a apresentar honestidade intelectual seja uma coação moral).

    A questão é uma só: você acha justo, moral, ético e correto iniciar agressão contra indivíduos inocentes?

    Não há espaço para tergiversações. Há apenas duas respostas: sim e não. Simplesmente não entendemos por que vocês de esquerda refugam tanto para responder isso. Por que tamanha covardia? A resposta é sim ou não. Qual a sua resposta?

    E aí você conclui:

    "Mas deixo explícito que só pelo fato de ler um artigo sem ouvir a própria critica sobre o tema faz ás pessoas serem providas de senso-comum, dogmáticas, ideológicas e, logo, sem opinião critica ou própria. Daí o conformismo de qualquer leigo dispor sobre a semelhança do Conservadorismo com ás correntes (entre várias) das vertentes liberais."

    Ouvir um sujeito que só fez citar chavões e que não respondeu nada falando que os outros é que são "dogmáticos e ideológicos" beira as raias do surrealismo.


    De resto, o desafio do artigo se mantém. Até o momento, ninguém se arriscou a responder a uma só pergunta feita no artigo. Como previsto.
  • Eleno  10/03/2013 08:58
    Malthus, eu nunca em toda a minha vida conheci um só esquerdista que debatesse utilizando argumentos racionais em vez de puramente emocionais. E eles não apenas acham que estão abafando, como ainda se julgam os únicos acima do bem e do mal (como ficou explícito nas palavras desse Bruno).

    "Não existe uma verdade!". Que gênio.

    P.S.: reforço: as perguntas do artigo seguem impávidas.
  • Bruno Faria  10/03/2013 16:09
    Prezado Malthus,

    Infelizmente, em sua primeira dissertação logo me deparo com o mesmo conceito que finalizei meu discurso: "desqualificar para argumentar." Daí o problema de manter o debate, pois, nesse sentido, um não ouve (transpareceu você) e o outro ignora (quase nem respondi). Mas vou tentar mais uma vez.

    Não citei autores sobre o texto por ser cômodo para os próprios liberais: isso não é uma diferença? Alguns acham lastimável discursar citando um monte de autores, outros, como postou, notam que não citar e falta de "fundamento".

    Outro fator que me deparei com seu discurso semelhante a outros liberais é: separar o texto para poder debater. Ao invés de construir um contexto para manter a linha de raciocínio. Isso pode ser um empecilho ou posso dispor que, dessa forma, é mais fácil argumentar?

    Expor que "foi ou não" frases de efeito dependem do sentido que atribui a estrutura (Heiddger), sendo que uma mesma frase pode ter determinadas conotações por, simplesmente, SERMOS DIFERENTES (o caps não é uma situação de "superioridade". Mas, sim, para destacar a palavra mencionada. Que você pode, ou não, interpretar de várias maneiras. Afinal, somos diferentes, não?).

    Não existe uma verdade para o Estado, existem ADEQUAÇÕES. Afinal, esse conceito foi postado no discurso anterior, basta analisar. E no que difere essa "adequação" de uma verdade "plena"? Os indivíduos não são superiores, mas tem que provar maior conhecimento (ou preparo) para assumir uma cadeira no Estado. Do qual, será preponderante para essa situação de decisões (Judiciário). A verdade adequada (Lênio Streck) se remete ao contrato que também dissertei (Hobbes, Locke, Montesquieu e Rousseau) ao garantir a segurança jurídica que cada sociedade precisa para manter uma determinada "ordem". Note: se você tem uma verdade e eu tenho outra, temos o que? CONFLITO DE PRINCÍPIOS (Barroso). Eu pergunto: e como vai resolver esse conflito? Quem tem legitimidade para isso? Repito: quem tem mais força?

    Entre o "bem" e o "mal" é extremamente relativo, aliás, não citei sequer uma palavra nesse sentido (ou se tiver, mostre-me). Informei que posições intervencionistas são necessárias para resolver conflitos. Além do mais, também ignorou a parte que me referi sobre "perder liberdade para ter liberdade" (Montesquieu). Pois o Estado que promulga um sentido mútuo de verdade, logo, entra em conflito com outros. Exemplo: Cuba. Qualquer pessoa tem liberdade de expressão? Não. Se não possui a vontade de expressar sua opinião, logo, afeta a Democracia. E quanto isso chega ao ponto extremo, como ocorreu, o que temos? DITADURA! Daí a concepção central: promulgar a verdade torna uma prepotência inabalável ao repetir feitos dos Estados Modernos que, também, estiveram em guerra.

    São esses tais fatores que você repetiu que, por sinal, já estava explicito e tentei elaborar novamente, que demonstram o problema de procurar uma "verdade" e o motivo de procurar "adequações" sobre cada situação em conformidade com a Constituição. Ou é contra a Constituição? Daí eu não sei como se pode viver, se a própria Carta Maior protege o conceito de propriedade. Ademais, sua pergunta final: "A questão é uma só: você acha justo, moral, ético e correto iniciar agressão contra indivíduos inocentes?" Está no mesmo patamar do que já foi discutido. Pois, a meu ver, torna EXTREMAMENTE subjetivo a sua ponderação: afinal, o que inocência? Quando os liberais participaram de forma tendenciosa na Revolução Francesa e, também, em demais Estados, promulgou conceitos de "liberdade, igualdade e fraternidade". O problema que, como acontece no Brasil, não está explicito O QUE É "liberdade, igualdade e fraternidade". Dessa forma, temos um conceito abstrato sobre infinitas interpretações. Sendo assim, do mesmo jeito que você cita que é "(in)justo" agredir os indivíduos (o que não sei como fundamentou) será eficaz DEPENDENDO do campo que você exerce seu poder, espaço e liberdade (Foucaul, Luhhman) para atender a demanda de outro individuo. Em outras palavras, o seu Direito termina quando o do próximo começa (Hespanha, Tércio, Ehrlich). Repito: perder liberdade para ter liberdade (Montesquieu).

    Enfim, responder ás perguntas do texto é uma forma de debater. Mas estaremos em conflito: sua verdade contra minha verdade. Quem estará certo? Para tu, é você. Para mim, sou eu (se fosse um acaso, já que não cito uma verdade, mas exponho uma critica sobre precariedades que se tem no artigo. No máximo, disponho sobre adequações que pode, ou não, ser interpretado como uma "nova" verdade dependendo do sentido a estrutura que atribui. Vide: Heidegger). Daí nossa própria imposição sobre "superioridade". Está vendo como obter o monopólio da verdade nos torna dogmático? Pois NÃO ACEITAREMOS ser problematizados. Mas e quando analisamos ás proporções? Daí a concepção (via Lênio) de obter a resposta adequada sobre a Constituição. Isso não quer dizer que o Estado, em uma decisão, não tome partido (Nino). Mas que ao ser equilibrado, estará apto para ouvir ambas ás partes para manter posições que se podem perder liberdade, perder igualdade (de um para outro), para que o conflito esteja resolvido. Sobre essas conotações é que englobam vários campos científicos e, talvez, por isso um Comunismo é utopia. Imaginar um País sem Estado é levar uma mesma verdade mútua, que não possam existir diferenças e que todos estejam de "bem". Em outras palavras, uma imposição moral que vai excluir qualquer individuo que possa pensar ao contrário. Repito minha pergunta anterior: quem terá legitimidade para resolver o conflito? Ou acha que "todos estarão de bem"? Só falta dizer que não! Isso não é ditadura? Se não, é o que então?

    Ao contrário o que Eleno citou, de forma sarcástica, não promulga uma "verdade". Pois se existe, me prove onde está? E como se resolve conflitos com isso? E como vamos tratar quem pensar diferente? Extraí o conceito de "superioridade" do texto por os próprios liberais não responderem ás perguntas do "e se", cabendo, então, os "estatistas" responderem. Está aqui o meu posicionamento: equilíbrio. Ou, no mínimo, me provem como um Estado funcionou e/ou funciona sobre uma verdade outorgada sobre todos os indivíduos? Imaginar o bem mútuo (uma verdade existente) torna tão utópico quando alegar que um Comunismo poder dar certo.
  • Marcus Benites  10/03/2013 19:43
    Vocês ainda tiveram saco pra ler até o final... Eu, quando começa essa bobajada abstrata em que os coitados, por recusarem o genocídio histórico esquerdista e a total falência econômica, tentam, desesperadamente, dizer que a esquerda não é isso, mas sem a mínima nuance, sequer, de definição do que seja então, enveredando para essa verborragia sem lógica ou senso de coesão, desisto de ir até o final, sem prejuízo de sentido (que não há) para a compreensão do todo. É como você não ouvir um discurso de Marina Silva, por exemplo, e ter a certeza de que, ao final, terá entendido o mesmo que quem ouviu. É um bom tema para "debatermos e refletirmos" em um "colóquio de Ciências Sociais" sobre os "novos rumos da esquerda contemporânea face à crise capitalista"... Se essa gente perdesse somente o tempo dela, vá lá, mas acabam é interferindo no estômago de milhões, esse o problema.
  • Quadrado Redondo  10/03/2013 20:57
    Concordo com tudo que o Malthus e Eleno disseram. É só um monte de blablabla para ocultar o interesse avançar sobre inocentes.
  • anônimo  10/03/2013 21:45
    ' se vocês têm o direito de defender uma bandeira, porque outros não têm o direito de defender ás suas? '

    Finalmente uma coisa certa!Exatamente, eu fico com a minha bandeira, você fica com a sua, cada um no seu canto e não tem briga.
    Pelos capitalistas, se os comunistas quisessem se juntar e fazer o comunismo lá deles no canto deles, não teria problema nenhum.Eles só acham que não ia dar certo mas você quer tentar, tente.
    Já os esquerdistas/socialistas não sabem viver sem querer mandar nos capitalistas.:p

  • Renato Souza  11/03/2013 02:16
    A verborragia longa e louca desse Bruno me faz imaginar se esse não é outro fake criado para fazer paródia dos esquerdistas.
  • Marcus Benites  11/03/2013 20:30
    Aqui não tem "bandeira". Tem somente defesa da liberdade. E isso é pra ser tomado "a priori" de qualquer "bandeira" - entenda-se "ideologia". O que se defende aqui não se mistura com o esgoto das "bandeiras" que há por aí, pois não propõe um "modo de vida para todas as pessoas de acordo com minha ideologia, vamos tentar?". Aqui se está pouco ligando para o modelo de vida que você adote, pois isso só diz respeito a você. Não gostamos, apenas, que você queira dizer como nós devemos viver, pois isso não é da sua conta. É simples. E não é "bandeira". E não tem que ser "discutido e debatido e refletido", também, por uma assembleia de bocós socialistas. A minha liberdade não se discute. Ela diz respeito apenas a mim. Não há "opinião" contrária que tenha qualquer força moral ou legitimidade. Sua "opinião", pois, não vale, afinal ela prega que "algumas pessoas devem decidir o que as outras devem fazer". A minha, ao contrário, vale, pois ela prega que "apenas eu devo decidir sobre a minha vida". E não há qualquer possibilidade, nem remota, de que isso possa ser questionado. Ponto.
  • Bruno Faria  12/03/2013 00:11
    O problema se remete no seguinte Marcus Benites: a sua liberdade plena, RESTRINGE outras liberdades. Daí o conceito do Estado em equilíbrio, logo, se obtém o trunfo dos direitos fundamentais que, inclusive, protege a sua "liberdade". Qualquer plenitude extrema, sem intervenção que possa existir, a meu ver, é ditadura. Sobre essa conotação que me refiro. Está divergente dos ideais opostos? Basta, então, apresentar uma solução para os conflitos existentes. E, nesse patamar, seja qual tribunal for, em qualquer país existente, os Liberais não têm apresentado soluções eficazes.

    Além disso, só pelo fato de expor que "não existe uma bandeira" o torna imparcial e, dessa forma, equilibrado; onde que não deixa de ser uma NOVA bandeira, pois é um posicionamento. Afinal, neutralidade não existe. Ou, ainda, não me provaram.

    Todavia, têm fundamentos seus propósitos; mas, ainda, não encontro sustentações para uma Democracia no seu discurso. E note: ouço bem os dois lados por não ser ingênuo, ou seja, ser vitima de um senso-comum. Eu, repito, EU, não estou dizendo como A ou B deve agir; mas, sim, defendendo a posição do Estado enquanto o artigo o critica.

    Embora certa arrogância de sua parte, agradeço pelo seu post.
  • Arthur Dias  12/03/2013 12:49
    Só me explique como defender a liberdade de permanecer vivo, de ter propriedade privada e de manter os frutos do trabalho fere ou restringe outras liberdades.

    "não encontro sustentações para uma Democracia no seu discurso"

    Quem disse que ele estava defendendo uma democracia? ou que o presente Instituto defende isso?
  • Juliano  12/03/2013 13:25
    Olá Bruno,

    a sua liberdade plena, RESTRINGE outras liberdades.
    Como disse o Arthur, o conceito de liberdade que defendemos é o de não coação. Vc é livre quando ninguém está ameaçando a sua vida ou seus bens. A sua liberdade não exige restrição à liberdade de outras pessoas.

    Qualquer plenitude extrema, sem intervenção que possa existir, a meu ver, é ditadura. Sobre essa conotação que me refiro.
    Defendemos que vc seja o ditador da sua casa, que os donos sejam os ditadores de suas posses. Que ninguém tenha o direito de dizer pra vc qual é a melhor maneira de usar aquilo que vc conquistou legitimamente.


    Está divergente dos ideais opostos? Basta, então, apresentar uma solução para os conflitos existentes.
    A solução que propomos é essa: vc dita as regras no seu canto e deve respeitar o espaço dos outros. O Estado, com todo o seu apelo democrático, é um gerador de conflitos. As pessoas passaram a se dar o direito de se meter na vida umas das outras. Isso piora a situação, não o contrário.

    E, nesse patamar, seja qual tribunal for, em qualquer país existente, os Liberais não têm apresentado soluções eficazes.
    Depende do que vc julga como eficaz. Se espera um plano de como o governo deveria agir e quais setores deveriam ser estimulados, definitivamente vai perceber que não existe plano nenhum. Até porque, defendemos que não exista um plano, que a utilização dos bens fique à cargo de seus donos.

    Abraços,
    Juliano
  • Pedro.  12/03/2013 18:51
    Que raio é isso?

    "Essa é a inadequação crassa: por acaso, existe superioridades entre uma verdade e outra?"

    A verdade é uma só. Não existe duas realidades diferentes acontecendo ao mesmo tempo e no mesmo espaço. Isso é básico.
    Existem questões absolutamente subjetivas, que não se pode fazer um juizo de valor. Porém, há questões absolutamente objetivas, onde a verdade é incontestável e única.
    Por exemplo à idéia de justiça não cabe adições populistas do tipo "justiça social" como se esta pudesse ser diferente da justiça. usam este artificio de adicionar o "social" exatamente para levar a uma considerção dupla sobre justiça.
    O que se tem que poerguntar é: É JUSTO?
    ...é justo condenar um inocente? ...a resposta é objetiva: NÃO. Que outra verdade pode existir?

    Agora se perguntarmos qual a cor mais bonita, aí não há verdade alguma. Ou há verdade ou não há verdade. Verdade não decorre da subjetividade, mas sim da realidade.
    Relativisar a verdade é um recurso retórico de pretensa falácia.
  • Marcus Benites  12/03/2013 19:48
    Os demais já responderam por mim. Agradeço por terem me dispensado de escrever o óbvio mais uma vez - e como sou prolixo, a coisa ia... Caberia ao nosso novo debatedor, no entanto, dar uma lida nos artigos do site para saber qual é, exatamente, "a nossa". Isso nos pouparia trabalho e evitaria que fôssemos acusados, por exemplo, de "não sermos democráticos" (acusação que recebo com o mesmo espanto que receberia se alguém me dissesse "Você é acusado de não matar aquela pessoa"... É difícil até de tentar responder). Enfim, só pra começar, e de forma bem simples, explico ao novo debatedor o seguinte: não há "verdades". Nós estamos certos e você errado, sem qualquer chance de ser o contrário. Estude mais no site (e fora dele) e, se ainda quiser o debate (lembrando que a minha liberdade não se discute, se quiser que discuta a sua), faça-o realmente sobre nossas posições de fato, o que ainda não ocorreu por, a meu ver, simples desconhecimento.
  • Anonimo  20/04/2015 14:44
    O problema do raciocínio do Bruno Faria está enraizado numa concepção completamente errada do que é liberdade e de onde se originam os direitos. Daí ele fala coisas como "a liberdade de um restringe a liberdade do outro", o que não se dá, pois qualquer teoria de direito que apresente tal contradição está errada. Para o Bruno Faria, a gravidade tira a liberdade dos homens de voar e a autodefesa tira o direito dos homens de roubar e assassinar inocentes, e aí fica claro que ele está falando de uma coisa completamente diferente daquilo que os libertários se referem quando falam "liberdade". Mas este debate nasce natimorto no momento em que ele afirma que não existe verdade objetiva e concreta. O fato dele chegar a qualquer conclusão (em seu caso, de que é o Estado que tem que mediar as "verdades") depois de afirmar tal besteira indica que ele não foi capaz de levar o próprio raciocínio adiante. Se tivesse o feito, perceberia que está incorrendo em contradição no momento em que ele mesmo faz juízo de verdade. Não adianta discutir esse ou aquele argumento quando a pessoa joga a própria razão no lixo.

    Uma pena esse debate ter acontecido em 2013. Espero que esse tempo tenha sido o suficiente para ele perceber a contradição que qualquer pessoa que debata alguma coisa incorre ao afirmar o que ele afirmou.
  • Francisco Seixas  10/03/2013 21:51
    Há momentos que o IMB publica artigos muito bons.

    Há momentos que publica artigos excelentes.

    Porém, há momentos que o IMB se supera e publica artigos surpeendentemente prá lá de excelentes. Da forma como eu vejo, esse é um deles.

    Parabéns equipe IMB.

  • anônimo  12/03/2013 16:37
    eu vou tentar responder algumas perguntas

    "E se o Congresso aprovar uma lei injusta, o presidente sancioná-la e o Supremo Tribunal impingi-la?"

    ai depende do que for,o conceito de justiça vária de pessoa a pessoa,mas se essa lei fosse injusta para grande parte da população,cabeia ao povo ir contra o governo

    "E se o governo decretar que é proibido trabalhar em troca de um determinado valor salarial?"

    ai dependeria do que for,mas se essa lei fosse injusta para grande parte da população,cabeia ao povo ir contra o governo


    "E se o governo proibir a concorrência em determinados setores da economia?"

    se for para proteger a indústria nacional fosse enfraquecida tudo bem,mas deveria haver um prazo para que a indústria nacional pudesse se tornar competitiva e o governo acabar com a proibição


    "E se o governo quiser desarmar a população?"

    a população deveria ir contra o governo


    "E se o governo for leniente com sequestradores, assassinos e grupos terroristas ideologizados?"

    a população deveria ir contra o governo


    "E se o governo estipular que as empresas devem contratar de acordo com critérios de cor e preferência sexual, e não de competência?"

    caberia ao povo e as empresas ir contra o governo

    "E se o governo decretar que determinadas opiniões são proibidas, sendo passivas de encarceramento?"

    caberia ao povo e as empresas ir contra o governo


    "E se o governo estipular que apenas seus empresários favoritos podem receber subsídios e atuar em determinados mercados?"

    não tenho conhecimento o suficiente para responder essa pergunta


    "E se o governo resolver desapropriar moradores pobres para construir ruas, estradas ou complexos esportivos nesses locais, favorecendo suas empreiteiras favoritas?"

    mas uma vez o povo deveria ir contra o governo

    "E se o governo decidir encarecer a importação de produtos de qualidade?"

    se a indústria nacional fornecer produtos da mesma qualidade do que os importados,eu sou a favor,as empresas nacionais que devem ter privilégios do governo e não as estrangeiras

    "E se o governo estipular regras e burocracias que dificultem sobremaneira o empreendedorismo?"

    ai dependeria o motivo pelo qual o governo fez isso

    "E se o governo decretar que apenas os seus serviços de segurança e justiça podem ser utilizados? E se estes forem ruins?"

    caberia o govo ir contra o governo

    "E se os integrantes do governo praticarem corrupção? Quem irá puni-los, uma vez que os serviços de justiça foram decretados monopólio estatal?"

    o próprio governo deverá ter uma comissão para investigar corrupção e o povo também deverá ficar atento a corrupções no governo e exigir a punição dos culpados

    "E se o governo assumir o controle da educação, determinando os currículos das escolas e das universidades, tornando a população mais imbecilizada?"

    o governo tem que assumir o controle da educação,mas não desse jeito,mesmo assim caberia ao povo ir contra o governo

    "E se o governo assumir o monopólio da moeda e decidir inflacioná-la continuamente, destruindo a poupança dos trabalhadores?"

    caberia ao povo ir contra o governo

    "E se o governo aumentar continuamente o confisco da renda dos cidadãos para repassar o butim à sua própria burocracia e a grupos de interesse politicamente bem organizados?"

    não tenho informações o suficiente para responder essa pergunta

    "E se o governo me recrutar compulsoriamente e me enviar para uma guerra injusta, e eu sofrer uma morte horrenda e dolorosa?"

    o conceito de justiça vária de pessoa para pessoa,o povo deveria ir contra o governo nesse caso

    "E se aquele pobre para quem o governo dá esmolas resolver gastar todo o dinheiro com cachaça, cigarro e jogatina?"

    o governo deverá tentar ajudar a esse pobre a se livrar desse vício


    "E se uma pessoa se entregar a um estilo de vida nada saudável e onerar a saúde pública?"

    mesmo com um estilo de vida nada saudável,a pessoa ainda continua pagando impostos e ainda merece uma saúde pública de qualidade

    "E se o governo decidir encarcerar pessoas pelo simples fato de elas injetarem determinadas substâncias em seus próprios corpos?"

    ai dependende,se a pessoa resolver causar dano a outra pessoa com essa substâncias no corpo,o governo deve prender essa pessoa

    "E se uma pessoa, levada pela certeza de que a Previdência Social cuidará dela até sua morte e que o governo lhe dará todos os remédios necessários, se entregar a um estilo de vida pouco saudável e ter uma velhice inválida e sofrida?"

    mesmo a pessoa fazendo isso,ela pagou impostos durante toda a sua vida e merece uma aposentadoria decente

    "E se o governo decidir que eu sou obrigado a financiar programas dos quais discordo moral e eticamente?"

    se for para ajudar a maioria da população,eu acho que você deve ser obrigado pelo governo a fazer isso,você deve entender que você não vive na sociedade sozinho

    "E se o governo decidir mandar para a cadeia todos aqueles que não lhe pagarem tributos?"

    dependendo de que tributos sejam esses,você deverá ser preso mesmo

    Você foi recrutado contra a sua vontade pelo exército e perdeu anos de sua vida neste regime de semi-escravidão?

    hoje em dia,ninguém serve mais porque quer,quando eu fui me apresentar no exército eu sobrei só porque eu não queria servir

    existe muitas pessoas que querem servir ao exército e ele é maior de quem não quer servir

  • Tiago RC  12/03/2013 18:04
    Não li tudo, mas vi que muitas respostas eram "Aí cabe ao povo ir contra o governo".

    Oras, se isso é aceitável como resposta, por que não se aplica às mesmas perguntas extremas lançadas contra o libertarianismo?

    "Sem saúde pública, o que ocorrerá a um sujeito pobre que ficar doente, não tiver plano de saúde, e não conseguir convencer amigos, familiares ou instituições de caridade a pagarem por seu tratamento?"

    Aí cabe ao povo se unir e ajudar o doente.

    "Sem educação pública, como os pobres irão se educar?"

    Aí cabe ao povo se unir e ajudar a educar os pobres.

    "E se um idoso for fraudado por uma empresa de previdência privada e os criminosos desta empresa desaparecerem com todo o seu dinheiro?"

    Aí cabe ao povo ir contra essa empresa.

    "E se uma criança pobre estiver morrendo de fome nas ruas, e ninguém se oferecer para alimentá-la?"

    Aí cabe ao povo ajudar essa criança.

    "E se um sujeito sem instrução e sem nenhuma habilidade prática não conseguir arrumar um emprego, quem irá ajudá-lo?"

    Aí cabe ao povo ajudá-lo.

    Podendo dar uma resposta dessas, qualquer pergunta fica fácil.
  • Nigro  12/03/2013 18:19
    boa, rs
    "educação pública de qualidade" era tiração de sarro!
  • anônimo  12/03/2013 18:50
    o povo do país deve agir em casos de abusos do governo
  • TPC  13/03/2013 20:59
    Você é o estatista mais preguiçoso que já vi! Falou que ia tentar responder e escreveu "neste caso, o povo deveria ir contra o governo" a todas as indagações! Você seria escurraçado até nos comentários da Caros Amigos!
    Uma dica: esquerdistas iguais a você têm que mexer com os sentimentos do leitor. Floreie mais o texto, use muitos adjetivos (oprimido, miserável, etc.) e aponte uns culpados para os infortúnios(EUA, Europa, as indústrias, qualquer um serve), porque o forte de vocês nunca vai ser a argumentação.
  • anônimo  13/03/2013 21:59
    eu não sou estatista,eu não sigo ideologias,eu só acho que por enquanto o estado é necessário,eu não escrevi o povo deve ir contra o governo em todas as respostas,só em algumas,o povo deve se unir para ir contra o governo caso o governo faça algo de errado,o que foi citado no artigo foi o governo fazendo coisas injustas,por isso que eu escrevi que o povo deveria ir contra o governo

    eu não sou esquerdista também,agora é só concordar com alguma ideia de uma ideologia que eu concordo com toda ela,fala sério,né?

  • Andre  14/03/2013 22:19
    Ah, tá...

    Então, resumindo, todos os problemas deverão ser resolvidos pelo povo.
    Logo não precisamos do governo para NADA!
    E ainda por cima ele nos atrapalha, pois temos que ficar vigiando ele e indo contra ele à cada nova estupidez que ele faz.

    Obrigado por deixar isso bem claro. :)

    Agora, amigo libertário, convença outras pessoas disso para termos mais libertários.
    Assim finalmente o povo irá finalmente ir contra o governo e derrubá-lo de vez.
  • anônimo  15/03/2013 04:15
    o governo deve ser comandado pelo povo,para suprir as suas necessidades do povo,o que não acontece atualmente

    não é só o governo que nós vigia atualmente,existem muitas empresas privadas que também fazem isso

    atualmente estamos vivendo na sociedade vigiada e insegura,aonde tem câmeras de vigilância em quase todos os lugares,para vigiar todo tipo de gente,com falsa ideia elas dão segurança,ou seja,sendo em um lugar privado ou público,nós que frequentarmos nós pagamos mesmo sem querer para ser vigiado

    eu entendo que o governo se mete em coisa demais,ele ocupa lugares aonde ele não deveria ocupar e assim tira a liberdade das pessoas,um exemplo disso são os crimes contra a honra,coisa que já devia ter acabado a muito tempo

    por enquanto,o governo ainda é necessário,chegara um dia que ele não será,mas é preciso uma evolução social muito grande para chegar esse dia

    o povo não largaria a mão das coisas que ele recebe do governo tão facilmente
  • rodrigo   13/03/2013 16:46
    Quando eu sou questionado sobre o que aconteceria a um pobre coitado caso não houvesse o estado e este pobre coitado ficasse doente, eu respondo da seguinte maneira:

    - Se esse pobre coitado recebesse pelo seu trabalho o valor correspondente a um salario minimo atual pelo seu trabalho, num Brasil sem estado ele não teria que pagar tributos e dos R$678,00 ele teria R$270,00 para pagar pagar um plano de saúde privado, hoje já temos bons planos de saúde por menos de R$270,00 mensais, contudo, sem a proteção do estado, as empresas dos planos de saúde estariam num ambiente de livre mercado realmente verdadeiro e com isso o preço dos planos de saúde seriam muito menores que os preço praticados hoje.

    Até hoje só um professor meu que é marxista que não aceitou essa resposta.

  • anônimo  13/03/2013 19:19
    se não houvesse um estado,nada impediria um plano de saude parar de dar assistência a uma pessoa que ficou inválida e esteja gastando muito recursos do plano,ou,se o plano da saude ir para a falência todas as pessoas que pagaram pelo serviço de saúde ficariam sem ele

    a existência do estado atualmente é necessária,talvez num futuro ela não seja mais
  • Juliano  13/03/2013 19:57
    Imagine se o plano de saúde se recusar a atender crianças doentes?
    www.thegatewaypundit.com/2012/11/baby-death-panels-new-study-reveals-gruesome-practice-of-starving-sickly-babies-in-british-health-system/

    Ou ainda, se o plano simplesmente quiser empurrar o problema para os outros:
    www.guardian.co.uk/world/2012/dec/26/german-elderly-foreign-care-homes

    E olhe que estamos falando de Inglaterra e Alemanha.

    Por aqui, um hospital de Curitiba que foi acusado de estar encurtando a vida de pacientes terminais. Claro, as vítimas eram do SUS, justamente para abrir espaço para clientes da rede privada.

    Em órgãos públicos, o cliente é custo. Nos arranjos privados, é sinônimo de lucro.
  • Ricardo  13/03/2013 21:15
    Em adição às precisas palavras do Juliano, acrescento que, em caso de falência, os ativos passam às mãos dos credores, isto é, os usuários do plano.

    E em caso de descumprimento de contrato -- plano de saúde parar de dar assistência --, a solução é a de sempre: justiça. Tribunais -- no caso, privados -- existem é para isso. Fiscalizar e impor o cumprimento de contratos.

  • rodrigo  15/03/2013 14:35
    se o plano tomar uma atitude assim ele perder credibilidade e por consequência perderá muitos outros clientes, esse ato não é lucrativo e por isso já restringe os planos de saúde a tomarem tal atitude. Como o Juliano pontuou, se hoje os planos de saúde e o estado com sua saúde preçária tomam essa atitude é por causa de não existir concorrência no setor. Imagine a propaganda positiva que seria caso um plano aceitasse a entrada de uma pessoa em qualquer uma dessas duas condições que vc citou, em um ambiente de livre mercado esses cliente problemáticos seriam disputados no tapa.

  • anônimo  15/03/2013 15:42
    o plano de saúde só perderia credibilidade caso essa informação vazasse,num ambiente anarcocapitalista,as impresas privadas comandariam os grandes meios de comunicação fazendo assim,eles apenas amostrarem o que as empresas quisessem que eles amostrassem

    para uma impressa privada é lucro se uma pessoa estiver doente pois quando a pessoal estive doente,a empresa está ganhando dinheiro caso ninguém fique doente,a empresa perderia dinheiro

    eu concordo com que disseram acima

    Em órgãos públicos, o cliente é custo. Nos arranjos privados, é sinônimo de lucro.
  • Racional  15/03/2013 16:04
    "para uma impressa privada é lucro se uma pessoa estiver doente pois quando a pessoal estive doente,a empresa está ganhando dinheiro caso ninguém fique doente,a empresa perderia dinheiro"

    Claro! Se você é dono da Unimed, então você tem todo o interesse do mundo em que todos os seus pacientes fiquem doentes, se internem em hospitais conveniados e mandem a fatura para a Unimed. Afinal, a Unimed lucra pagando as contas das cirurgias de seus segurados. Né? Quanto mais despesas a Unimed tiver, maiores serão seus lucros!

    É cada gênio no país.
  • Nigro  15/03/2013 16:53
    Sou médico, já fui cooperado da Unimed por 15 anos (autoridade, rs)

    Vcs estão confundindo as coisas.

    Os planos de saúde (unimed, amil, sulamerica, bradesco...) cobram uma mensalidade dos seus clientes. Se ninguém ficar doente o plano não gasta nada, só recebe, é muito lucro! Por isso os planos NÃO querem q seus clientes fiquem doentes; por isso eles demoram para liberar exames, internações... tem cursos gratuitos de cuidados com a saúde, diabetes, hipertensão...

    Quem gosta de pessoas doentes são os hospitais e os próprios médicos. Nós ganhamos dinheiro quando as pessoas estão doentes - e quem paga são os planos de saúde. Mas ao mesmo tempo queremos deixá-las curadas porque os pacientes vão reconhecer a competência nossa competência atraindo outros doentes.
    Médicos de Pronto Socorro não se beneficiam por deixar o paciente curado porque o paciente nem sabe o nome do médico, não vai procurá-lo novamente e se o paciente continuar ruim e retornar novamente melhor para o Pronto Socorro q rende mais uma consulta e mais exames - por isso procurem sempre q possível o consultório particular.

    Muitos médicos e hospitais pedem muitos exames, procedimentos e próteses desnecessários para ganhar mais $ e, por isso, existe um embate com os planos de saúde (q, ao contrário, muitas vezes não liberam exames e procedimentos indispensáveis para o diagnóstico).
    Os pacientes tendem a ficar do lado do médico/hospital porque "querem tudo o q tem direito".

    Como resolver? O paciente deve pagar uma % pequena dos custos de exames e consultas - chama-se co-participação, fica ao redor de 20% e já é muito usada. Assim, o paciente, mesmo leigo, vai questionar a real necessidade do exame/procedimento; médicos e hospitais ficarão mal falados por pedirem exames desnecessários e planos por bloquearem os necessários. Médicos q fazem o diagnóstico com poucos exames/ou os mais baratos serão bem vistos.


    Para variar, as regulamentações encarecem todo os sistema. É necessário acabar com elas para q as operadoras de saúde possam oferecer planos de todos os tipos: só consulta; só exames; só internação; sem cobertura para UTI?; sem cobertura para acidente?; o q o mercado imaginar.
  • Juliano  15/03/2013 17:11
    Milton Friedman falava que existem várias formas de gastar dinheiro.

    1. Gastando o teu dinheiro com vc mesmo, onde vc faz um meio termo de qualidade x custo.
    2. Gastando o seu dinheiro com outras pessoas, onde vc vai fazer de tudo pra diminuir os custos, sacrificando a qualidade.
    3. Gastando o dinheiro dos outros com vc, onde a qualidade vai pesar muito e vc nem liga para o custo.
    4. Gastando dinheiro dos outros com outras pessoas. Tudo tende a ficar caro e ruim.

    Os planos de saúde caem no item 2 e o governo no item 4. Nenhuma solução vai ser interessante para o paciente.

    Planos de saúde já foram chamados de seguros-saúde. A idéia era evitar um custo muito alto em emergências, da mesma forma que a gente faz seguro de carro. Não é pra gastos de rotina, da mesma forma que vc não vai acionar o seguro quando tiver que trocar o óleo. O governo contribuiu muito com o cenário ao obrigar os planos a prestar diversos serviços, inclusive proibindo as opções mais populares que não atendiam esses critérios.

    O ideal é que as consultas e tratamentos de rotina fossem pagos diretamente, sem recorrer aos planos. Isso iria gerar pressão para que os custos ficassem mais controlados. A idéia dos seguros seria só para situações excepcionais, onde vc receberia um quantia em dinheiro e vc mesmo iria fazer os pagamentos, escolhendo uma melhor relação custo x benefício.

    Jogar a decisão de qualidade e custo para terceiros só tende a piorar o cenário. Fica uma briga idiota entre planos querendo pagar muito pouco e médicos pedindo coisas idiotas só pra aumentar o custo. O interesse do paciente fica deixado em segundo plano.
  • Juliano  15/03/2013 16:05
    Um outro ponto importante é entender porque os custos são tão altos. A área de saúde é uma das áreas mais reguladas e as barreiras de entrada são absurdas. Até o monopólio das receitas os médicos têm!

    A formação de médicos é caríssima, existem todas as barreiras possíveis pra impedir a importação de profissionais e mesmo o tratamento das doenças mais simples exigem um profissional formado. Um monte de gente paga consultas somente pra conseguir comprar um remédio ou a liberação pra um exame. Um tempo atrás queriam monopolizar até a receita de fisioterapia! Nos EUA, até a compra de lentes de contato exige receita.

    Não existe nenhuma concorrência no setor e os critérios são completamente distorcidos. Simplesmente não precisa custar tão caro! Há alguns dias eu li que alguns médicos nos EUA cobravam uma mensalidade de USD20 para tratamento de doenças simples por Skype. Por que isso não pode ser regra? 90% das vezes que fui a hospitais poderiam ser facilmente subsituíveis por alternativas assim. Pra piorar, hospitais são lugares insalubres por natureza. Vc até pode piorar por ter de frequentar aquele ambiente.

    Vivem elogiando o serviço de saúde de Cuba, mas lá o sistema acaba sendo bem mais flexível em alguns pontos. Como é o Estado que controla tudo, acaba diminuindo os incentivos para grupos de pressão pra te forçar a fazer coisas só pra poder cobrar mais. Não custa lembrar que o ministério da saúde reprovou um monte de médicos cubanos há alguns meses.

    O principal ponto é desregular o setor, porque isso vai automaticamente gerar uma pressão pra baixo nos preços. Vc quer alguém formado e com pós graduação pra atender a sua gripe? Beleza, mas não queira forçar todo mundo a pagar esse preço.
  • Anonymous  19/04/2015 13:06
    Muitos artigos publicados neste site são imensamente interessantes.

    Contudo, essa concepção de erradicação do Estado talvez não seja muito estratégica.

    Por exemplo, digamos que o Estado tivesse sido abolido nos EUA antes da Segunda Guerra Mundial. Atualmente, todos sabem que foi exatamente por conta do poderio norte-americano que a guerra foi revertida a favor dos aliados. Sem um Estado Norte-Americano com um Presidente (Roosevelt) decidido a vencer a Guerra, certamente o Estado Nazista a teria vencido.

    Logo, um Estado muito mais autoritário teria dominado o mundo ocidental.

    Bem, o Estado liderado por um líder é uma enorme força mobilizadora. Sem essa mobilização, num estado de Guerra, uma sociedade pode ser sobrepujada por outra. E essa outra pode ser mais autoritária.

    Sei que o arranjo atual, no Brasil, não é dos melhores. Mas, o arranjo norte-americano foi e é bem superior ao restante. No momento em que o Estado assegura direitos individuais e ao mesmo tempo serve como uma força de escudo para que a própria sociedade dentro dele prospere é em tudo superior a um arranjo que traria bastante insegurança num Mundo que ainda não se decidiu por ser pacifista.

    Imagino que o arranjo defendido por anarcocapitalistas só funcionaria se implantado em escala planetária. É isto?
  • Guy Fawkes  19/04/2015 13:59
    Exatamente, Anonymous.

    Sem o estado, quem faria as guerras? 

    Se o governo americano tivesse sido abolido, os americanos seriam hoje imensamente mais ricos, mais desenvolvidos e, acima de tudo, não teriam perdido milhões de vidas naquela guerra desnecessária.

    No entanto, parabenizo-o por ter percebido o óbvio: a única coisa que realmente necessita de um estado para ser criada é a guerra.
  • Joker  19/04/2015 16:28
    E há ainda o fato de que uma sociedade prospera econômica e tecnologicamente onde a população não foi desarmada pelo Estado não é exatamente uma presa fácil para um Estado vizinho que se aventure a tentar invadir.
  • anônimo  19/04/2015 17:10
    Indivíduos fariam, grupos organizados fariam, gangues fariam...
  • Ali Baba  19/04/2015 21:19
    @anônimo 19/04/2015 17:10:21

    Indivíduos fariam, grupos organizados fariam, gangues fariam...

    Cite exemplos de guerras que não foram criadas, patrocinadas ou comandadas pelo estado.
  • anônimo  19/04/2015 22:29
    Cara, o governo é ruim, claro que é, mas não vamos ser ingênuos também
    Enquanto tiver gente ruim no mundo uns vão se organizar e praticar crime organizado.
    Você quer exemplos? Na África tem um monte, um monte de gangues que vivem se matando por tudo.
  • Ali Baba  20/04/2015 10:58
    @anônimo 19/04/2015 22:29:50

    Cara, o governo é ruim, claro que é, mas não vamos ser ingênuos também

    Exato... não vamos ser ingênuos.

    Enquanto tiver gente ruim no mundo uns vão se organizar e praticar crime organizado.

    E serão devidamente repelidos pelos indivíduos e suas famílias e comunidades, desde que não haja um estado proibindo a posse e o porte de armas.

    Você quer exemplos? Na África tem um monte, um monte de gangues que vivem se matando por tudo.

    Você se refere as gangues patrocinadas pelo governo? Ou você está chamando os policiais e militares desses estados corruptos de gangues?

    As milícias étnicas sempre existiram na África e, a seu devido tempo, foram os responsáveis pelo tráfico de africanos para a escravidão (era comum vender os vencidos para os europeus transportarem para a América como escravos). No entanto, só adquiriram a forma e o poder atual quando suas etnias tomaram o poder governamental, muitas vezes pelo voto democrático.

    Então, não tente torcer o ponto... você continua sem me apontar exemplos de guerras e genocídios que não tenham sido criadas, patrocinadas ou levadas a cabo pelo estado.

    Vamos nos concentrar somente na África:

    (1) Burundi 1972 - Em 1972, quando os Tutsi tomaram o poder e controlavam o exército, dizimaram os Hutus.

    (2) Ruanda 1994 - Genocídio de Tutsis e Hutus moderados pela maioria Hutu da elite política, conhecida como akazu, que dominava o governo. Foi, de certa forma, uma retribuição...

    (3) Reino Zulu 1810-24 - mais de 1 milhão de mortos pelo rei Shaka e seus soldados no território em que hoje é o Zimbabue e parte da África do Sul.

    (4) Namíbia 1904 - mais de 150 mil das etnias Herero e Namaqua mortos pelo general alemão Lothar von Trotha (a Namíbia era colônia da Alemanha).

    (5) Zanzibar 1964 - durante a luta pelo poder governamental, os revolucionários africanos-natos destronaram o rei e seu governo árabe, matando todos os apoiadores do regime.

    Quer que eu prossiga?
  • anônimo  20/04/2015 17:26
    'As milícias étnicas sempre existiram na África e, a seu devido tempo, foram os responsáveis pelo tráfico de africanos para a escravidão (era comum vender os vencidos para os europeus transportarem para a América como escravos).No entanto, só adquiriram a forma e o poder atual quando suas etnias tomaram o poder governamental'...

    Não sei se você notou, mas disse a mesma coisa que eu.
    Tribos africanas viviam se matando, tribos de índios viviam se matando, tribos de europeus viviam se matando...quando uma gangue dessas chega no governo, é claro que vai ter mais poder, não neguei isso hora nenhuma.Mas achar que todo conflito desse tipo tem que ter necessariamente a mão do governo por trás é muita ingenuidade.


  • Vinicius   19/04/2015 15:36
    Fantásticos esse artigo.
  • Eriks  19/04/2015 20:06
    Equipe IMB, parabéns!!

    Coincidentemente eu estava pensando sobre isso esta semana. Sempre os defensores do coletivismo invertem o jogo questionando "ses", colocando-nos na condição de "malvados" sem coração. Mas esse alerta veio em boa hora, pois nós não precisamos de "ses", o caos no Brasil já está instalado - insegurança, deseducação e descaso na saúde. Isso tudo com um estado gigante, com sua população pagando uma carga tributária altíssima.
    Quem tem que se explicar são os defensores da esquerda, do bolivarianismo, da dinastia norte-coreana. Eles quem devem explicar o porquê de suas teorias não estarem dando o prometido, "igualdade", "justiça" e toda aquela baboseira do paraíso na terra.

    Nesse sentido, que tal um livro sobre essa "inversão" para dar mais suporte aos argumentos liberais, ein?
  • Thiago  19/04/2015 20:55
    Resposta de um defensor da monarquia absoluta, sendo o reino ou império entendido como uma propriedade do Rei ou Imperador.

    "E se o Congresso aprovar uma lei injusta, o presidente sancioná-la e o Supremo Tribunal impingi-la?"
    R: No caso de uma democracia ou ditadura se vc entender que essa lei te prejudica muito vc pode deixar o país e ir para outro mais justo, mas tbm é muito comum que repúblicas sejam elas democráticas, fascistas ou comunistas impeçam seus cidadãos de deixarem seu país obrigando eles a pagarem altos impostos por exemplo, para isso usam a velha história de que o estado pertence ao povo e que faz tudo pelo bem deles. Numa monarquia isso já não acontece, porque o reino é visto como uma propriedade do monarca, e se ele tomar uma atitude dessa como proibir a livre passagem dos seus súditos, sofrerá com a ira do povo, e se não for deposto verá seus súditos que pagam impostos irem embora para outro país já que o monarca não dispõe da história das repúblicas, que dizem que fazem tudo pelo bem do povo.
    "E se o governo decretar que é proibido trabalhar em troca de um determinado valor salarial?"
    R: Olhe quase todas democracias e ditaduras do mundo e elas são todas assim, com casos milagrosos de exceções. Já numa monarquia aonde o Rei ou Imperador é o proprietário, ele obviamente foi preparado para entender de economia ou na pior das hipóteses é bem assessorado e obviamente não irá tomar atitudes que prejudiquem a economia da sua propriedade e a desvalorize. Sendo assim ele irá preferir incentivar o livre mercado com menos regulamentos, menos impostos e etc.
    "E se o governo proibir a concorrência em determinados setores da economia?"
    R: Numa democracia ou ditadura, se costuma ir além de determinados setores, e obviamente não tendo eles vínculo nenhum com a propriedade do país já que este não pertencem a ninguém e tbm porque eles não irão governar depois de seu mandato, o que eles vão fazer é sugar o que puderem, encher a estrutura dessas empresas de burocratas, enfim corromper. já em uma monarquia a teoria liberal sobre o estado cai apenas um pouco em partes. Isso porque o monarca diferente dos democratas tem todo o interesse em fazer essa empresa crescer e obviamente não permitir desvios e roubos já que é sua propriedade. Porém se ele estabelecer monopólio será ótimo para os lucros da empresa, mas ruim para economia do seu reino desvalorizando-o, além de incentivar súditos a irem embora. Enfim ele não irá fazer isso. Vide Dubai por exemplo aonde há monopólio do petróleo, porém, o combustível é barato no emirado, ou a Arabia Saudita cujo o governo tem 700 bilhões em reservas, IDH elevado, combustível barato e a Saudi Aramco é uma das maiores do mundo. Em contra ponto a Petrobras gerida por democratas dispensa comentários.
    "E se o governo quiser desarmar a população?"
    R: Numa democracia, ditadura ou socialistas, isso é o sonho de todos eles e buscam sempre isso. Isso claro para impedir o cidadão de se revoltar conta o estado. Em troca ainda cobram impostos para servir a população com um serviço policial ruim, que não protege e que parece mais servir para conter a população. Numa monarquia o Rei teria ainda mais interesse em desarmar a população, porém tbm teria interesse em servir o população com um sistema de segurança eficiente, já que caso contraio seus súditos fonte de seus impostos e portanto lucro deixariam seu reino. Vide a segurança em Dubai aonde os policias usam até carros esportivos e aonde os indices de criminalidade são baixíssimos. Isso numa cidade de 2 milhões de habitantes.
    "E se o governo for leniente com sequestradores, assassinos e grupos terroristas ideologizados?"
    R: Olhe as revoltas dos afro descentes nos EUA e sua vitimização. Ou então a questão da menoridade no brasil, ou os revoltas de paris, enfim. Quem apenas as critica é taxado de racista ou fascista. Já numa monarquia como a Arabia Saudita (não considero uma monarquia verdadeira, já que nesse país o monarca é na verdade um líder espiritual, se um dia abandonar o islamismo sunita ele cai) se cometer um crime hediondo, leva pena de morte e tem sua cabeça cortada com espada em um local aonde o publico pode ir ver.
    "E se o governo estipular que as empresas devem contratar de acordo com critérios de cor e preferência sexual, e não de competência?"
    R: Isso é o que ocorre em varias democracias como o brasil, EUA, e diversos países da Europa, mesmo esses países não serem da nacionalidade dessas pessoas. Em uma monarquia isso não ocorre, já que colocar privilégios para determinados grupos gera irritação em outros, o que pode levar a grande instabilidades para o reino e o monarca e ele não ira querer isso. E como a história mostra são as republicas e democracias as grandes incentivadoras das diferenças entre a população, vide o brasil hoje entre note e sul.
    "E se o governo decretar que determinadas opiniões são proibidas, sendo passivas de encarceramento?"
    R: Isso é basicamente o que mais acontece em democracias, ditaduras e regimes socialistas. No caso do monarca ele tbm pode fazer isso em relação ao que ameaça sua monarquia. Mas ai é propriedade dele e todos devem respeitar para ter suas propriedades respeitadas tbm. Se por exemplo vc vai a um shopping, ou até abri uma loja nele, há regras lá se vc desrespeitas o proprietário pode te expulsar. Mas se um dono de shopping dificulta muito as coisas, vai acabar tendo poucos lojistas ou clientes. A mesma coisa com um monarca, se for tirânico acabará perdendo seus súditos ou será deposto por algum outro membro da família aliado aos revoltosos.
    "E se o governo estipular que apenas seus empresários favoritos podem receber subsídios e atuar em determinados mercados?"
    R: Foi basicamente para isso que a burguesia depôs o rei, financiando a elite intelectual anti-monarquia que incentivou a revolução francesa entre outras. Dessa maneira passaram a controlar o estado e a roubar a população através de impostos oferecendo serviços monopolizados e ruins. A ironia que a elite intelectual ambiciosa se virou contra a burguesia depois almejando mais poder, criando assim o socialismo, fabianismo, social democracia, movimentos de tudo quanto é coisa para se apoiarem e chegarem ao poder. Numa monarquia isso não acontece já que isso prejudicaria a economia e desvalorizaria o reino do monarca. Vide como Dubai é liberal ou as varias privatizações da Arabia Saudita e as criações de zonas econômicas para industrias de tecnologia (incentivos na economia através de um monarca pode funcionar).
    "E se o governo resolver desapropriar moradores pobres para construir ruas, estradas ou complexos esportivos nesses locais, favorecendo suas empreiteiras favoritas?"
    R: Se estiver numa democracia e a maioria decidir que ele tem que perder todas suas propriedades para o bem de todos, eles se ferraram já que numa democracia a maioria está acima do individual e a liberdade e pior isto é visto como bom. Já numa monarquia se o rei desapropria alguém sem um motivo aceitável, a população pode contestar a propriedade do monarca ou no mínimo incentivar algum familiar a depor o rei.
    "E se o governo decidir encarecer a importação de produtos de qualidade?"
    R: Algo comum em democracias, para satisfazer os desejos de determinados grupos. Numa monarquia um rei não teria interesse em fazer uma coisa que desagradasse a população e prejudicasse o desempenho da economia desvalorizando sua propriedade. Basta fazer uma comparação com um shopping em uma propaganda demonstrando as diferentes lojas neles e sua variedade, agora imagine uma mostrando um shopping com pouco variedade. O cliente irá preferir o com mais claro. A mesma coisa com os súditos do rei. A um rei interessa a maior quantidade de serviços no seu reino para atrair súditos.
    "E se o governo estipular regras e burocracias que dificultem sobremaneira o empreendedorismo?"
    R: Algo comum em democracias para criar monopólios em favor de determinados grupos que pagam propinas para isso. Já numa monarquia o rei não teria interesse nenhum em tomar atitudes que prejudiquem a economia de sei reino.
    "E se o governo decretar que apenas os seus serviços de segurança e justiça podem ser utilizados? E se estes forem ruins?"
    R: Em republicas democráticas é basicamente o que acontece, e é sempre ruim. Numa monarquia a o interesse em manter boa segurança aos súditos(clientes pagadores de impostos). A justiça tbm tem de ser eficiente, porém o monarca está acima da lei, então não entre em confronto com o monarca. Vc entra em confronto com seu patrão? Não, porque? Porque será demitido se fizer isso. Mas se a empresa é estatal vc provavelmente fará. Mas estatais não prestam, logo democracias e republicas tbm não. Então não entre em confronto com o Rei. Não está bom vai para um lugar melhor.
    "E se os integrantes do governo praticarem corrupção? Quem irá puni-los, uma vez que os serviços de justiça foram decretados monopólio estatal?"
    R: Numa democracia, o nome já diz tudo DEMOcracia de DEMO. Então só tem corrupção e nunca será resolvido claro, já que quem está roubando é quem tá no governo. Numa monarquia o Rei não vai roubar a si mesmo simples.
    "E se o governo assumir o controle da educação, determinando os currículos das escolas e das universidades, tornando a população mais imbecilizada?"
    R: É o que acontece numa democracia. Em uma monarquia tbm pode acontecer, porém os pais não são enganados como em uma democracia achando que seu filho está tendo uma educação neutra e eficiente. Pelo contrario justamente por desconfiar vão ser mais atentos e é bem provável que o monarca acabe deixando a educação para o setor privado para não entrar em conflito com a população. Alias as monarquias nunca foram conhecidas por oferecer edução pública, já as democracias a incentiva por interesse própria obviamente.
    "E se o governo assumir o monopólio da moeda e decidir inflacioná-la continuamente, destruindo a poupança dos trabalhadores?"
    R: É o que se vê em muitas democracias mondo afora. Porque o monarca iria destruir a economia de sua propriedade e desvaloriza-la e empobrecer seus súditos pagadores de impostos.
    "E se o governo aumentar continuamente o confisco da renda dos cidadãos para repassar o butim à sua própria burocracia e a grupos de interesse politicamente bem organizados?"
    R: Essa frase pode ser resumidas em três palavrões DEMOcracia, Ditadura e Socialismo. Em comparação a monarquia brasileira tinha um imposto de cerca de 12 % e a divida do governo era de 5 %. Já nesta DEMOcracia os impostos são 40 % e o governo deve 55%. Outras democracias tbm nos superam Alemanha imposto 40 % deve 75%, EUA imposto 37% deve 107%, Japão deve 240%, França democrática decadente imposto chegou a 50%.
    "E se o governo me recrutar compulsoriamente e me enviar para uma guerra injusta, e eu sofrer uma morte horrenda e dolorosa?"
    R: Veja enorme e monstruosa desproporção em relação ao número de mortes nas guerras entre democracias do século 20 e atuais em comparação com as guerras entre monarquiais. Isso ocorre porque em uma monarquia as guerras são entre monarcas e soldados pagos que vão voluntariamente e que não tem intenção de destruir a propriedade que querem conquistar. Já as guerra em democracias são guerras civilizacionais entre populações literalmente guerras civis, com a intenção de aniquilar e destruir o adversário. Exemplo: Nazismo, Vietina, Guerras do Golfo.
    "E se aquele pobre para quem o governo dá esmolas resolver gastar todo o dinheiro com cachaça, cigarro e jogatina?"
    R: Volta pra rua enche o saco na paulista dando uma de loco. Numa monarquia não terá essa folga.
    "E se uma pessoa se entregar a um estilo de vida nada saudável e onerar a saúde pública?"
    R: Aumentarão seu imposto ou vc terá um serviço ruim. Monarquias não são conhecidas por servir serviço gratuito de hospitais. Isso provavelmente seria privado, e se fosse estatal seria bem gerido, porque o monarca não iria jogar seu dinheiro fora.
    "E se o governo decidir encarcerar pessoas pelo simples fato de elas injetarem determinadas substâncias em seus próprios corpos?"
    Tem que ir pra cadeia mesmo. Porque noia enchendo o saco na rua é foda, e se isso te incomodo libertário pego os noias e leve pra sua casa até o efeito passa. Numa monarquia prenderiam o traficante, já que o serviço de fronteiras e policias são eficientes.
    "E se uma pessoa, levada pela certeza de que a Previdência Social cuidará dela até sua morte e que o governo lhe dará todos os remédios necessários, se entregar a um estilo de vida pouco saudável e ter uma velhice inválida e sofrida?"
    R: Numa democracia seus impostos vão bancar isso. Numa monarquia, bem monarcas não são conhecidos por caridade. E aumentar imposto é uma coisa muito impopular para um monarca ele dificilmente faria isso para ajudar qualquer um.
    "E se o governo decidir que eu sou obrigado a financiar programas dos quais discordo moral e eticamente?"
    R: A respostas de cima serve para isso. Um monarca não iria querer aumentar impostos para coisas futeis.
    "E se o governo decidir mandar para a cadeia todos aqueles que não lhe pagarem tributos?"
    R: Isso é um absurdo em uma democracia, já que sou "contribuinte" quer dizer pago quando eu quero, e não obrigado. Se é obrigado então não sou contribuinte. Pior ainda pagam meu dinheiro e recebo serviços ruins. Ou seja fui roubado pelo estado. Numa monarquia como mostrei os impostos são muito menores e os serviços são bons. Vide que Dubai e Arabia Saudita estão entre os melhores IDHs do mundo, e Dubai tem varios e não apenas alguns policiais com carros esportivos. Tem isso aí na democracia de vcs? Aí tem o caveirão né kkkk. Bem porque petroleo como eles vcs tm tbm e bastante além de muitos outros recursos naturais.

    Vcs roubaram a propriedade da Monarquia só porque ela deu a liberdade para os escravos e agora querem proteger as suas propriedades das pseudo elites intelectuais que estão governando quase a totalidade do mundo. Se vcs roubaram a do Rei e disseram para as pessoas que isso é pelo bem do povo logo tbm disseram ao povo que se ele tomas a dos outros em beneficio próprio é certo.
  • anônimo  20/04/2015 00:05
    Como derrotar o ISIS sem o suporte aéreo dos governos dos EUA, Irã, Jordânia?

    Alguém acredita que as milícias curdas, cristãs e muçulmanas xiitas conseguiriam derrotar o ISIS combatendo por terra, sem bombardeios áereos?
  • Mauro  20/04/2015 00:26
    Zoou, né?

    O ISIS foi totalmente armado pelo governo americano, além de ser resultado das seguidas intervenções diretas do governo americano na região.

    Sem o governo, quem criaria o ISIS?
  • Guilherme  20/04/2015 00:30
    Aí, ó: o anônimo inadvertidamente criou mais uma pra lista:

    "E se o governo criar inimigos externos e estes resolverem nos atacar, matando vários inocentes?"
  • anônimo  20/04/2015 01:54
    Isso porque o Obama retirou as tropas americanas do Iraque em 2011. Se tivesse mantido as tropas o ISIS nao se criaria...
  • anônimo  20/04/2015 16:30
    Quem controlava tralhas como ISIS por aquelas bandas era um sujeito chamado Saddan Hussein
    Enquanto ele era o capacho dos EUA e de Israel, ninguém da mídia neocon estava nem aí pro que ele fazia com o próprio povo.No dia que deixou de obedecer, virou um tirano opressor cruel e levou um pé na bunda.
  • anônimo  20/04/2015 17:28
  • anônimo  20/04/2015 23:16
    Noam Chomsky. O americano anti-americano.

    Aquele comunista que é contra o próprio país?

    Deveria atravessar o Atlântico e se mudar para Cuba. Seria o mais coerente...
  • anônimo  21/04/2015 08:50
    Argumentum ad hominem
    Eu diria, foque nas idéias se for capaz, mas é claro que não é.

  • anônimo  21/04/2015 09:05
    Mesmo que fosse o caso (e não é) de seguir o raciocínio falacioso do retardado que acha que a verdade depende de quem a diz, Lew Rockwell, Ron Paul e vários outros na 'direita' gringa dizem [/b]nesse assunto[b] a mesma coisa que o Noan Chowsky e não são 'esquerda', são inclusive muito mais pró capitalismo e pró liberdade que essa escória neocon.

    Neocon é ignorante demais, acha que capitalismo e EUA são a mesma coisa.Os EUA são um dos países que mais avança na destruição das liberdades individuais, merecem críticas de qualquer um que tenha um pingo de juízo, seja 'direita', 'esquerda' ou o que for.
    Pela lógica desses palhaços o Snowden devia ir morar em cuba também.
  • Thiago  21/04/2015 21:27
    "Neocon é ignorante demais, acha que capitalismo e EUA são a mesma coisa.Os EUA são um dos países que mais avança na destruição das liberdades individuais, merecem críticas de qualquer um que tenha um pingo de juízo, seja 'direita', 'esquerda' ou o que for.
    Pela lógica desses palhaços o Snowden devia ir morar em cuba também."

    Concordo, apenas ressalvo que os EUA vem se degenerando a muito tempo. Isso tem crescido cada vez mais neste país e em outros devido a basicamente aos defeitos graves e inconcertáveis da democracia. E para tentar concertar isso os democratas cada vez mais incentivam protestos contra corrupção como se tem visto em vários países neste mundo, vão à mídia e dizem que é preciso "purificar o sistema". Primeiro que se um sistema político funciona não precisa ser "purificado" de vez em quando. Isso seria como comprar um carro e ver se a cada 10 km rodados ele está em bom funcionamento. Um carro assim é um sistema que funciona mal.

    O que acontece com os democratas, é exatamente igual ao que acontece aos socialistas. Dizem que todos os problemas do socialismo é porque não foi implantado corretamente, ou foi por pessoas erradas, que deturparam Max e etc. Mas a verdade é que não funciona. Idem com a DEMOcracia.
  • Marcosm  20/04/2015 00:44
    O uso dos "se" é perfeitamnte válido, desde não caia em uma falácia. Para isso, é necessário que a situação esteja dentro dos princípios defendidos pela outra parte.

    Na verdade, uma batalha de "se" pode ser um ótimo meio de se encontrar a melhor alternativa. Basta ver qual das opções lida melhor com seus problemas.

    O que é mais fácil, uma sociedade com o governo limitado conseguir lidar com saúde e educação por meios alternativos ou um estado paquidérmico e populista conseguir não se degenerar para uma ditadura dos grupos mais poderosos.
  • Ali Baba  20/04/2015 11:03
    @Marcosm 20/04/2015 00:44:07

    O que é mais fácil, uma sociedade com o governo limitado conseguir lidar com saúde e educação por meios alternativos ou um estado paquidérmico e populista conseguir não se degenerar para uma ditadura dos grupos mais poderosos.

    Ou um território anarquista em que os indivíduos buscam sua própria educação e saúde em seus vizinhos e sua comunidade, pactuando livremente e remunerando livremente uns aos outros, sem nenhuma obrigação ou direito implícito, exceto o que foi mutuamente acordado?
  • Marcos  23/04/2015 12:18
    Não sou anarquista, mas até isso é mais palpável do que imaginar que o estado brasileiro vá conseguir cumprir todas as suas funções, conforme pactuado pela Constituição.
  • Mauro Saretta  20/04/2015 14:55
    Atuamos na área da Educação e nosso lema é "liberdade para imaginar, criar e aprender". Infelizmente, o sistema educacional nunca priorizou adequadamente a curiosidade(fazer perguntas) e a criatividade(buscar possibilidades de solução), geralmente radicalizando posições em criticismo (a melhor defesa é o ataque ou incompetentemente contra) e a adaptação (subserviência inconsciente ou seguir a boiada). Ao início da leitura o texto pode até parecer meio longo, mas para quem realmente começa a imaginar e fazer perguntas tudo se configura apenas como um começo que aponta para o infinito... Quem se questiona sobre tudo, incluindo o que faz, construindo consciência própria antes de adotar alguma "consciência coletiva", de fato vive e não apenas existe! É esse processo de perguntar sistematicamente, compartilhando perguntas que abre perspectivas verdadeiras de encaminhamentos produtivos e representativos para os problemas reais, em vez de ficarmos pulando do "incompetentemente a favor" para o "incompetentemente contra" e vice-versa. Texto de fato inspirador!
  • Benício  21/04/2015 03:55
    Esse comentário foi feito em defesa da democracia, em contestação a um artigo do IMB que a condenava, mas aponta também para a necessidade de algum Estado, objeto desta discussão:

    "Se a democracia não é um bom regime político, qual outro é melhor do que ela? Como Churchill disse " Ninguém pretende que a democracia seja perfeita ou sem defeito. A democracia é a pior forma de governo, salvo todas as demais formas que têm sido experimentadas de tempos em tempos."
    Qual o regime político que seria implantado nesse território que viesse a se separar do Estado original? Uma monarquia, uma ditadura, uma oligarquia? Acho que é evidente que nenhuma dessas formas de organização política é melhor que a democracia.
    Nesse território independente haveria um governo - completando junto com o povo e o território o trio necessário para a fundação de um Estado? Bom, não parece coerente querer trocar um Estado por outro. Mesmo que a opção fosse por um Estado reduzido, proposta que tem a seu favor todos os argumentos racionas, seria muito mais simples defender a causa publicamente de modo a esclarecer a população até torna-la a reivindicação da maioria do eleitorado do que separar um região do país para obtê-lo. Então alguém poderia dizer: Nenhuma dessas. O ideal é uma anarquia capitalista. Geralmente quem defende esse tipo de modelo socio-econômico tem profunda repulsa pelo comunismo. E a repulsa é recíproca. A ironia é que esses dois grupos radicais são mais parecidos do que pensam. Ambos são extremistas, e absolutamente convictos de que suas ideologias são as melhores para a humanidade, as únicas verdadeiras, e quem discorda é estúpido ou egoísta.
    Como descobrir onde está a razão, onde está a "verdade"? Como saber qual o melhor caminho a seguir? Pela própria experiência; Os fatos históricos na trajetória da humanidade e aqueles que estão à nossa volta, disponíveis para serem analisados sob nossa razão. Acontece que essas ideologias radicais não se baseiam exclusivamente nos fatos, mas em ideais, em utopias. Projetam suas expectativas em mundo perfeito, que nunca foi experimentado ou observado e cujos meios para alcança-lo são necessariamente radicais e revolucionários. Essas pessoas não admitem ou resistem muito a fazer concessões. Sua ideologia está de tal modo petrificada em suas mentes e estão de tal modo entorpecidos ideologicamente que nem mesmo argumentos factuais, empíricos e históricos são capazes de demovê-los. Creem que sua visão de mundo está ancorada nos mais nobres princípios morais e simplesmente se recusam a mudar de ideia, sob o preço de estarem renunciando a valores humanos inalienáveis - ainda que tais ideias sinalizem para um destino diferente do pretendido, afinal, o caminho para obter tais fins é quase sempre mais pragmático e sistemático - tendo por base a ciência econômica - do que revolucionário.
    Diz o autor: "As frases acima, vociferadas por pessoas até bem intencionadas, mostram bem o caráter divisor (o famoso "nós e eles") que predomina em uma democracia". Ora, que regime político tem um "caráter unificador"? Grupos sociais divergentes ou com posicionamentos divergentes, como os exemplificados no texto, não existiriam em outros regimes? E será que uma estrutura política com um "caráter unificador" seria boa para a sociedade? De certa forma não era isso que propunha - estúpida e cinicamente, como sabemos - o comunismo clássico? Um regime que tenha um caráter hegemonizador, dominador ou absolutista, me parece que seria bastante nocivo e problemático. Divisões econômicas nas sociedades, em maior ou menor grau, sempre existirão devido às diferentes capacidades e habilidades dos indivíduos. Do mesmo modo, divisões políticas e de pensamento também sempre ocorrerão em função da própria racionalidade humana - ou, em alguns, o comprometimento dela. Em certo nível, sempre haverá divisões que colocarão pessoas em lados opostos e ensejarão um "nós e eles", não necessariamente num contexto beligerante, mas meramente distinguidor. Portanto não é a democracia que tem um "caráter divisor", mas o próprio ser humano tem um caráter paradoxalmente divisor e agregador, - com prevalência, diga-se, deste último, por consequência do qual se formam as sociedades. Uma democracia consolidada aliada à uma boa gestão capitalista propicia que essas divisões co-existam da maneira mais harmônica e justa possível. A democracia permite que essas divisões se expressem, ao contrário de outros modelos unificadores. A democracia é o regime político que melhor conseguiu unir os homens em torno dos valores mais civilizados conquistados até hoje.
    Segue o autor: " Um regime que vê na "vontade da maioria" um exemplo de modernidade, prosperidade e respeito aos direitos individuais é, na melhor das hipóteses, incoerente; na pior, representa um atentado aos direitos de propriedade, inclusive dos mais pobres.". Ora, se não é pela vontade da maioria de um povo, autonomamente expressa, que se alcança a modernidade, a prosperidade e respeito aos direitos individuais, será então por imposição da vontade de uma minoria? Em países como Suíça, Noruega, Dinamarca, EUA e Canadá co-existe a democracia, expressa entre outros, pela vigência do governo escolhido pela maioria do povo, com os valores acima almejados. Onde está a incoerência? " Na democracia, sempre haverá aqueles que quererão que seus estudos, sua saúde, sua segurança, seu transporte, seus subsídios, seu assistencialismo sejam pagos "pelo estado", o que, na prática, significa "por outros que não eu". As pessoas que usufruem de tais benefícios também pagam impostos, certamente menores em números absolutos que os "outros", porém provavelmente maiores, percentualmente, em relação às suas rendas. Em certa medida, elas também pagaram pelos serviços que o Estado posteriormente as ofereceu - em geral de forma precária.
    Outro argumento utilizado, sobretudo na citação feita, para justificar a oposição do autor contra o sistema democrático é que nessa sistema haveria uma espoliação de parte da sociedade, notadamente através do pagamento de impostos, para sustentar os benefícios de uma outra. Primeiro que essa afirmação somente seria verdadeira se a parte beneficiada estivesse completamente isenta do pagamento de tributos, o que não é verdade. Todos pagamos impostos. Segundo que quem paga mais - porque também ganha mais nesse "arranjo" - também é beneficiária dos serviços públicos. Entre os mais evidentes, por exemplo, receber atendimento médico num hospital público, quem sabe depois de um acidente de trânsito, após ser socorrido por uma ambulância pública. Ou diante de um possível declínio financeiro que impossibilite o custeio de uma educação privada a seus filhos, poder matriculá-los numa escola pública. Cabe lembrar também que, o possuidor de uma propriedade ou de uma renda sobre as quais incidirão os tributos se valeu, bem ou mal, da estrutura estatal que as compreende. Ou seja, há um território delimitado, protegido por Forças Armadas, onde as trocas comerciais ocorrem por uma moeda comum, amparados por um sistema jurídico único, com leis pré definidas, com um sistema bancário funcional conectado globalmente e com a existência de força policial 24 hs para a segurança da propriedade e dos indivíduos. É claro que nós, no Brasil, podemos contestar a eficiência desses serviços prestados pelo nosso Estado, porém eles estão disponíveis, e sobretudo estes últimos, querendo ou não, contribuíram para que fosse possível a construção desse patrimônio. Baseado nisso, pode-se concluir que a bem da verdade, o pagamento de tributo não é mera espoliação ou vil expropriação. Trata-se sim de uma parcela de responsabilidade financeira para a sustentação dessa estrutura, que em tese, deve existir para beneficiar a contento toda a sociedade. E assim o é em diversos países desenvolvidos e civilizados que produzem riqueza e sofisticação num ambiente harmônico entre Estado e mercado, cada um atuando no seu devido lugar. O problema não é o Estado em si e os impostos que o sustentam, mas como eles são geridos. É claro que é pertinente e correta a discussão sobre o percentual de carga tributária que sustenta um Estado. Sabemos que no Brasil ela é altíssima e complexa, e deve ser reduzida e simplificada para estimular o crescimento do país. Porém os impostos não são mera expropriação, porque existem também em benefício do contribuinte. É razoável questionar seu volume, mas não sua existência, porquanto também garantem a existência do Estado, que a história da humanidade já mostrou ser necessária em alguma medida. A fundação dos Estados Nacionais eliminou diversos empecilhos econômicos que emperravam o comércio e permitiu o desenvolvimento do mercantilismo e posteriormente do Capitalismo e da Revolução Industrial juntamente com progresso tecnológico e a globalização, o que não era possível no contexto pré Estados Nacionais do feudalismo ou em eras mais remotas.
    "Essa mentalidade explica por que partidos de esquerda obtêm sucesso nas eleições. "
    Partidos de esquerda se elegem em muitos casos por falta de esclarecimento - político, histórico e econômico - da população, o que resulta em uma massa facilmente manipulada por indivíduos pretensamente preocupados com justiça social.
    "Só que sempre pode chegar o momento em que aqueles que são obrigados a sustentar esse arranjo se cansam da espoliação e, impelidos por uma eventual deterioração das condições econômicas, decidem protestar mais veementemente contra o governo". Não acredito que a população que sustenta o arranjo dos países desenvolvidos citados acima sintam-se espoliados, porque percebem que os impostos que pagam são revertidos em serviços públicos de excelência. Quanto a protestar contra o governo diante de uma crise econômica, não conheço outro sistema que permita a expressão dessa insatisfação de forma mais livre.
    "O grande e real problema da democracia — abordado em vários artigos deste site — é que tal regime representa uma forma de controle quase que total sobre os indivíduos e sobre suas respectivas propriedades." A democracia não ocorre por intermédio de ordens autoritárias, mas é sustentada por uma legislação determinada pelos representantes do povo eleitos para esse fim. Se a legislação vigente implica num super-regulamento da vida individual e da propriedade privada, ela se impôs com a conivência da população atingida, na medida em que elegeu representantes com tal visão de mundo - por equívoco de análise ou por ignorância - e pelo distanciamento da vida pública, o que não configura mazelas inerentes da democracia, mas dos eleitores que a exercem.
    "Já no nosso sistema democrático, tanto os que não votam quanto aqueles que votam e perdem sofrem as consequências da eleição de alguém que não queriam. Não apenas sua propriedade é afetada, como também elas se tornam obrigadas a viver sob políticas das quais discordam — e muitas vezes abominam." O bom é que essa condição não é permanente, como o castigo do condenado, ou de populações sob uma ditadura. A cada quatro anos isso pode mudar. E até mesmo antes disso, a democracia oferece instrumentos para um povo depor um mandatário criminoso, pelas leis vigentes, exatamente como reivindicará milhares de pessoas neste domingo. Além do mais, acredito que seja mais justo a minoria se submeter à vontade da maioria - desde que não em condições anti-humanitárias - do que a maioria ser subjugada por uma minoria. A democracia também é um exercício social de tolerância ao outro. E como bem me informou um liberal: "se, apesar de toda a razão estar ao nosso lado, não conseguirmos convencer a maioria das pessoas sobre nossas ideias, a culpa será toda nossa".
    O que o país precisa não é de ideias mirabolantes, fim do Estado, separação do território, intervenção militar. Precisamos neste momento principalmente de uma boa gestão pública, boa gestão dos recursos públicos, com um Estado eficiente, menor, com estímulo à iniciativa privada, ao empreendedorismo individual, de uma revolução de qualidade na educação e de medidas de inteligência para garantir mais segurança, o que nos trará paz e civilidade. Basicamente, precisamos de um país mais favorável ao mercado, mais liberal, - como o são as nações desenvolvidas - pois são condições incontornáveis para a execução de uma boa gestão pública e para a produção de riqueza num ambiente capitalista. E nesse aspecto do esclarecimento, o IMB colabora significativamente."
  • Veron  21/04/2015 09:22
    Muito bom.
  • Emerson Luis  23/04/2015 14:30

    "Que inversão moral é essa? Por que o defensor da liberdade é que tem de explicar a superioridade ética e moral deste arranjo?"

    As pessoas nasceram e cresceram aprendendo apenas a doutrinação socialista. Não conseguem conceber que a vida não depende do Estado e ficam perplexas com a ideia de liberdade e responsabilidade.

    * * *
  • Gutemberg  24/04/2015 21:15
    Mises...

    sempre aprendo mais aqui. Valeu...
  • Vladimir  15/10/2015 11:49
    Os anarcocapitalistas estão dizendo que o anarcocapitalismo não só seria possível www.mises.org.br/Article.aspx?id=1795, como que também de alguma forma não emergiria nenhuma hierarquia (como as que conhecemos) www.mises.org.br/Article.aspx?id=299, e que seria melhor do que qualquer forma de governo possível www.mises.org.br/Article.aspx?id=2181. Isso não é de forma alguma uma afirmação pouco onerosa. Além disso, alegações extraordinárias exigem evidências extraordinárias.
  • Aprendiz  03/12/2015 14:52
    Boa tarde equipe IMB, eu gostaria que vocês me ajudassem com argumentos contra um estatista que afirma que esses da sociedade são solucionados com uma maior presença do estado, o tal "estado forte".

    Abrçs
  • Auxiliar  03/12/2015 18:10
    Impossível responder a uma pergunta tão genérica (e nem tão clara) assim. Seja mais específico.
  • Aprendiz  04/12/2015 10:38
    "Os pobres esfomeados do interior desse brasilzão estão nestas condições por falta da presença do estado. Para resolver isso, formemos um estado maior e mais forte."
  • Leandro  04/12/2015 11:51
    E quem é que deixou o pobre esfomeado?

    Quem é que, ao estimular o setor bancário a expandir o crédito -- e, com isso, fazer com que a inflação de preços se mantenha continuamente alta -- aniquila o poder de compra dos mais pobres, dificultando inclusive sua compra de comida?

    Quem é que, ao desvalorizar a moeda e a taxa de câmbio, estimula mais exportações de alimentos e diminui a oferta de alimentos no mercado interno, aumentando seus preços?

    Quem é que, por meio do programa de preços mínimos, impede artificialmente que o preço da comida caia?

    Quem é que, por meio da desvalorização da moeda, impede os pobres de utilizarem seu já escasso poder de compra para adquirir produtos importados bons e baratos, os quais aumentariam seu padrão de vida?

    Quem é que, além de desvalorizar a moeda, a taxa de câmbio e gerar inflação de preços, ainda impõe tarifas protecionistas para proteger o grande baronato industrial -- e, com isso, impede duplamente que os mais pobres possam adquirir produtos baratos do exterior?

    Quem é que tributa absolutamente tudo o que é vendido na economia, e com isso abocanha grande parte da renda dos pobres?

    Quem é que, por meio de agências reguladoras, carteliza o mercado interno, protege grandes empresários contra a concorrência externa e, com isso, impede que haja preços baixos e produtos de qualidade no mercado, prejudicando principalmente os mais pobres?

    Quem é que cria encargos sociais e trabalhistas que encarecem artificialmente e mão-de-obra e, com isso, dificulta a criação de empregos e impede que os salários sejam maiores?

    Por fim, como é que um "estado ainda mais forte" será financiado sem incorrer em todos os pontos supracitados?
  • Aprendiz  04/12/2015 14:23
    Obrigado Leandro pela resposta, ainda tenho dificuldade de pensar como funciona os malefícios causados pelo sistema estatal, mas, antes disso, concordo que o estado é O Problema. Como você nos ensina nesse artigo, os defensores do estado lançam perguntas tentando rebater um libertário com problemas que acontecem hoje por causa do estado.

    Obrigado pelas citações Taxidermista, vou lê-las.
  • Taxidermista  04/12/2015 15:41
    De nada, caro Aprendiz.

    Um abraço.
  • Francisco Seixas  04/12/2015 13:04
    Tenho que confessar que, depois de algumas incursões nos debates aqui promovidos, a aparente impossibilidade de se avançar na conscientização das pessoas sobre o poder nefasto dessa organização criminosa chamada "estado", ultimamente tenho me preocupado apenas em ler os artigos dando importância mínima ou nenhuma aos debates, face à crescente manifestação da estupidez dos que, em vez de se preocuparem em absorver ideais construtivos, insistem em dar murros em ponta de faca.

    Sempre que leio afirmações desse tipo que o "aprendiz" publicou (ele não é o único), me vem à lembrança uma declaração que Mario Quintana certa vez fez (se não me engano foi no programa Roda Viva da TV Cultura), quando lhe perguntaram o que ele achava da burrice, da estupidez humana. Ele disse:

    "Tenho profundo respeito pela burrice."

    Espantado seu interlocutor perguntou o porquê de tão surpreendente afirmação. Ao que ele respondeu:

    "Porque ela é intransponível"
  • Aprendiz  04/12/2015 13:34
    Caro Francisco Seixas

    A minha "afirmação" nada mais foi que um exemplo, pois o "Auxiliar" pediu para que eu fosse mais claro em minha pergunta. De forma alguma penso assim. Porém, como meu codinome diz, sou "Aprendiz" e estou aqui para aprender (desculpe-me pela redundância) a lidar com os diversos debates diários.

    A aparente impossibilidade de se avançar na conscientização das pessoas sobre o poder nefasto dessa organização criminosa chamada "estado" se agrava quando os defensores do libertarianismo não se posicionam frente a este tipo de pensamento. Ater-se dessa discussão foi sua escolha, mas você estará na mesma situação que um conhecido meu passa: "Se todos os vereadores que estão na câmara são corruptos, porque é que vou na sessão da câmara debater com eles?"
  • Augusto Neves  27/06/2016 00:00
    Perguntas adicionais:

    Por que mesmo com educação pública os pobres continuam praticamente sem educação?

    Por que ainda existe criança passando fome mesmo o Estado tendo uma estrutura colossal pra evitar isso?
  • Olavo Renó   27/06/2016 00:02
    Como sempre, artigos excelentes!

    São questões que devem estar prontas para um esquerdinha papagaio responder.
  • Pergunta pra esquerdista  17/08/2016 22:14
    O estado é um exemplo de falha no PNA, onde o agredido não consegue sobrepujar o agressor?


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