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Economistas de fato acreditam que é possível conseguir algo em troca de nada

Um indivíduo vai ao médico e reclama estar sentindo algumas dores localizadas.  O médico examina o paciente e faz um diagnóstico incorreto.  Ele receita alguns remédios para o paciente e os sintomas desaparecem.  Com o tempo, o indivíduo passa a crer que está curado.  Ele pensa que está com mais saúde.  Ele pensa que melhorou em definitivo.  Mas está ocorrendo justamente o oposto: ele ficou ainda mais doente; mas como os sintomas de sua doença desapareceram, ele supõe que foi curado.  Ele não fará mais nada para lidar com sua doença.  Mas a doença pode ser fatal. 

Conheço um sujeito que durante muito tempo padeceu de uma doença que apresentava sintomas idênticos à doença de Parkinson.  Durante 25 anos, seu médico diagnosticou sua condição como sendo mal de Parkinson.  Ele foi colocado sob um tratamento voltado para combater o mal de Parkinson.  Recentemente, descobriu-se que na realidade ele nunca teve mal de Parkinson.  Ele tem uma doença congênita que cria exatamente os mesmos sintomas do mal de Parkinson.  Estes sintomas podem ser efetivamente tratados por meio de uma operação.  Ele fará esta operação mês que vem.  Com certeza, a maioria dos sintomas desaparecerá.

Os tratamentos que ele recentemente passou a fazer, e que foram concebidos para lidar com doenças congênitas, melhoraram acentuadamente seu estado.  Em suma, o diagnóstico feito 25 anos atrás levou a uma série de despesas com remédios totalmente desnecessários, o que, por sua vez, levou à falsa conclusão de que os remédios estavam combatendo efetivamente a doença.  Mas não estavam.  Eles estavam apenas atacando sintomas criados pelo mal de Parkinson.  Ele passou 25 anos de sua vida sem ter saúde e incorreu em gastos completamente desnecessários lidando com uma doença que nunca teve.

Por que estou contando esse caso real?  Porque ele é uma metáfora perfeita para ilustrar exatamente o que as políticas de Banco Central fazem com uma economia.  Um Banco Central lida com sintomas.  Pior ainda: lida com sintomas causados justamente por suas políticas anteriores.  Explico.

Os dígitos são de graça; a riqueza, não

"Não é possível obter alguma coisa em troca de nada."  Todos os economistas dizem acreditar nesta máxima.  Porém, a verdade é que, com a exceção dos economistas seguidores da Escola Austríaca, nenhum economista realmente crê nessa máxima.

Todos os economistas, exceto os seguidores da Escola Austríaca, dizem que uma política monetária mais frouxa, com redução dos juros, gera crescimento econômico sólido.  Uma combinação de expansão monetária com gastos do governo é um remédio capaz de reverter recessões e gerar prosperidade.

Somente os austríacos possuem uma metodologia consistente, a qual diz que é logicamente impossível o governo ser a fonte do crescimento econômico.  O governo nada mais é do que uma agência que redistribui riqueza à força.  O mesmo pode ser dito a respeito de um Banco Central.  O Banco Central é uma agência estatal que utiliza seu monopólio da moeda para expandir a base monetária da economia.  Tal expansão monetária é utilizada pelo governo para financiar a própria burocracia e demais programas governamentais, como obras realizadas por empresas e empreiteiras com fortes ligações políticas.  Esta criação de dinheiro transfere riqueza do setor privado para o setor público.  Ela permite que pessoas que nada produziram se apossem de bens e serviços.  Ela faz com que pessoas obtenham recursos escassos sem dar nada em troca.  Isso não é criação de riqueza, dizem os austríacos; isso é redistribuição de riqueza.

Mas a criação de dinheiro não gera apenas redistribuição de riqueza.  Ela gera também destruição de riqueza.  A destruição de riqueza ocorre porque o Banco Central, ao criar dinheiro na forma de dígitos eletrônicos e manipular a taxa de juros, gera sinais econômicos distorcidos.  Ele sinaliza que há empreendimentos em determinadas áreas que repentinamente se tornaram lucrativos.  Isso induz empreendedores e consumidores ao erro.  Estes falsos sinais criados pela criação de dígitos geram decisões errôneas e infundadas.  E decisões sensatas e sólidas são a alma da teoria empreendedorial.  Sendo assim, a expansão monetária feita pelo Banco Central aumenta a quantidade de erros no sistema econômico, e esses erros vão se acumulando ao longo do tempo.  Capital e recursos escassos são direcionados para setores cuja demanda é apenas temporária, pois foi artificialmente estimulada.  Isso inevitavelmente leva a uma recessão, que é o processo em que tais erros são depurados e expurgados.

Somente os austríacos são consistentes ao afirmar que você não pode obter algo em troca de nada.  O "nada" a que os economistas austríacos se referem são os dígitos eletrônicos criados pelo Banco Central, também chamados de dinheiro.  Estes dígitos eletrônicos são produzidos pelo Banco Central a um custo marginal zero.  Dizer que a simples criação de dígitos gera crescimento econômico, prosperidade e bem-estar é uma afirmação que ainda tem de ser comprovada pela teoria e pela prática.  O que já foi explicado pela teoria e comprovado pela prática é que a criação de tais dígitos gera consequências negativas.  Eles criam sinais falsos que são utilizados tanto por consumidores quanto por produtores para planejar seu futuro.  Esses sinais falsos criam prejuízos, e os prejuízos reduzem a riqueza econômica.  Prejuízos produzem contração econômica, e não crescimento econômico.  No final, sobram apenas preços mais altos.

Keynesianos exigem que o Banco Central esteja aumentando continuamente a oferta monetária.  Economistas da Escola de Chicago também exigem o mesmo, embora queiram que tal aumento seja menor e mais previsível.  Os seguidores das expectativas racionais querem que a moeda continue sendo fiduciária e de curso forçado porque são avessos a mudanças na política econômica.  Os economistas supply-siders (do lado da oferta) também defendem este arranjo porque são defensores de déficits orçamentários.  Eles também acreditam que a expansão monetária é boa para estimular o crescimento econômico.

Se dissermos que, em termos econômicos, dígitos eletrônicos não são nada, e se também dissermos que crescimento econômico é alguma coisa, então temos de concluir, por uma simples questão de lógica, que ou os dígitos eletrônicos não são a causa do crescimento econômico, ou, se eles são a causa, então a velha máxima está errada.  Seria sim possível conseguir alguma coisa em troca de nada.

Quando se diz que dinheiro eletrônico não é nada, no sentido de que o custo marginal de se produzir dígitos adicionais é zero, então há apenas uma conclusão inevitável, supondo-se ser verdade que não podemos conseguir algo em troca de nada: o "algo" que o dinheiro digital parece gerar — crescimento econômico — é uma ilusão. 

Se o dinheiro pode ser criado 'do nada', como gostam de dizer os críticos do sistema bancário de reservas fracionárias, então o crescimento econômico que ocorre em decorrência desta criação de dinheiro tem de ser uma ilusão.  Tal crescimento econômico tem inevitavelmente de estar consumido recursos escassos de alguma forma não perceptível, de modo que, em algum momento futuro, haverá perdas e prejuízos econômicos.  E preços maiores.

Em outras palavras, o crescimento econômico mensurado por indicadores estatísticos não foi realmente um crescimento econômico.  Tudo o que ocorreu foi uma transferência de riqueza de alguns setores da economia — setores estes que não estão devidamente ponderados pelo pessoal que constrói os índices estatísticos utilizados para identificar crescimento econômico — para outros setores, que possuem um peso maior no índice.  Os indicadores estatísticos, portanto, estão ignorando os custos associados a essa transferência de riqueza, a qual ocorre por causa das informações falsas geradas pela criação de dígitos eletrônicos.

O diagnóstico errado

Comecei este artigo citando o caso de um sujeito que sofreu em decorrência de um diagnóstico errado.  E disse que sua situação era uma metáfora perfeita para ilustrar exatamente o que as políticas de Banco Central fazem com uma economia.  Um Banco Central lida com sintomas.  Pior ainda: lida com sintomas causados justamente por suas políticas anteriores. 

Políticas anteriores de expansão monetária geram um crescimento econômico artificial que inevitavelmente termina em recessão.  Para combater esta recessão, o Banco Central volta a colocar em prática exatamente as mesmas políticas que levaram à recessão.  Diagnóstico errado.  Sendo assim, ano após ano, geração após geração, os bancos centrais expandem a oferta monetária.  E eles fazem isso sempre com a justificativa de estarem lidando com recessões.  E são estas mesmas políticas que geram os ciclos econômicos.  Portanto, os remédios utilizados pelo Banco Central intensificam as doenças futuras.  Dígitos gratuitos produzem informações ruins. 

Estas informações ruins produzem a ilusão de crescimento econômico.  Tudo o que houve foi empreendedores investindo dinheiro onde não deveriam investir, em projetos que não deveriam ter sido lançados.  E preços mais altos como consequência.

Conclusão

Não é possível conseguir alguma coisa em troca de nada.  Em economia, o que se consegue em troca de nada é apenas informação ruim.  E estas informações ruins geram prejuízos.  Mas todos os economistas, com a exceção dos seguidores da Escola Austríaca, insistem em dizer que uma expansão monetária feita pelo Banco Central é a base de sustentação para o crescimento econômico.  Ao afirmarem isso, jogam no lixo a máxima de que não é possível conseguir algo em troca de nada, máxima essa que eles próprios afirmam ser verdadeira.  Eles estão tão iludidos que nem mesmo percebem a inconsistência de sua posição.


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autor

Gary North
, ex-membro adjunto do Mises Institute, é o autor de vários livros sobre economia, ética e história. Visite seu website

  • Fernando  07/03/2013 14:04
    Que artigo perfeito. Vou imprimir e entregar nas aulas de Macroeconomia.
  • Samuel Pedrosa  07/03/2013 14:29
    Fico doente ao ver o Governo/Banco Central mexendo com Cambio. Pra mim isso é um cachorro correndo atras do próprio rabo. O Cambio é resultado da capacidade do país de agregar riqueza produzida com a sua moeda. Utilizar o cambio pra favorecer balança comercial é uma conta de chegada... é o fluxo inverso da dinâmica econômica.
  • Rodrigo  07/03/2013 14:48
    É inverter a lei da casualidade.
  • Mohamed Attcka Todomundo  09/03/2013 12:50
    hehehe

    logica e lei de causalidade sao artificios burgueses p/ manter o povo na inação.

    kkkkkkk

    contabilidade e matemática tb. hihihi
  • mauricio barbosa  07/03/2013 14:50
    Ao invés de apagar a fogueira anteriormente criada o banco central gera mais fogo e fumaça em uma economia combalida,ou seja diagnóstico errado e remédio pior ainda,até quando meu DEUS teremos de aguentar tanta injustiça,mau-caratismo e safadeza juntas,haja paciência,o mainstrean reconhece que essas politicas só favorecem a minoria.
  • ANDRE LUIS  07/03/2013 17:53
    "Os indicadores estatísticos, portanto, estão ignorando os custos associados a essa transferência de riqueza, "

    Alguém saberia dizer quais indicadores poderiam corrigir esta falha estatística?
    Creio que, de posse destes, seria fácil desmascarar a falácia da "geração de crescimento econômico pelo Banco Central".

  • Leandro  07/03/2013 18:58
    Desconheço. Você teria de mensurar custos de oportunidade, analisar matematicamente vantagens comparativas e calcular quanto de riqueza deixou de ser produzida em decorrência de todos os desvios de recursos ocorridos ao longo de toda a economia. Tal cálculo é humanamente impossível.
  • ANDRE LUIS  08/03/2013 00:33
    Para denunciar a farsa, talvez não seja necessário rastrear todo o prejuízo. Bastaria talvez divulgar alguns mais notórios. Não conheço nada sobre estatística, mas não posso crer que uma verdade, mesmo sufocada, possa ser definitivamente impedida de ser revelada.
  • Victor Hugo  08/03/2013 13:56
    André, concordo contigo que Banco Central não cria crescimento. Mas, como a Escola Austríaca sempre enfatiza, os dados e a estatística podem no máximo ilustrar, mas não desmascarar a farsa estatista. A verdade tem que ser revelada pelo método dedutivo.
  • Victor Hugo  07/03/2013 19:46
    Penso que o PIB possui diversas distorções que jogam a favor do governo. Por exemplo, a de como os serviços/produtos públicos são precificados, uma vez que não ha mercado voluntário como ocorre na produção privada. Assim, quanto mais ineficiente - caro - for um produto público, mais ele contribui para o PIB.

    Em relação à "geração de crescimento econômico pelo Banco Central", acho que ele se refere ao aos investimentos errados de longa maturação incentivados pela redução forçada na taxa de juros, confere?

    Quanto a corrigir estas falhas estatísticas penso ser impossível pelo mesmo motivo que é impossível ter um planejamento central eficiente: não é possível um agente central reunir toda a informação necessária para otimizar uma economia inteira.

    Somente o livre mercado pode gerar os preços corretos com o uso da informação descentralizada por toda a sociedade. Não há forma de emular este processo.
  • ANDRE LUIS  07/03/2013 21:55
    Caro Vitor, Me referi ao fato de os Bancos Centrais ao redor do mundo, bem como atualmente os bancos, operarem de maneira a destruir mais riqueza do que eventualmente geram. Banco central que gera crescimento econômico é um mito.
  • Leandro  07/03/2013 20:12
    "Em relação à "geração de crescimento econômico pelo Banco Central", acho que ele se refere ao aos investimentos errados de longa maturação incentivados pela redução forçada na taxa de juros, confere?"

    Não só.

    Impressão de dinheiro aumenta o consumismo (o C da equação do PIB) e os gastos do governo (o G da equação). Se durante o período de um ano os preços se mantiverem relativamente comportados -- algo plausível dada a relativa demora para que a inflação monetária se transmute em inflação de preços --, o PIB real será bem robusto. Isso ocorreu em 2010 no Brasil.
  • Joao  07/03/2013 22:55
    Interessante. Altruísmo é uma farsa, o mínimo que as pessoas querem quando fazem algo é a satisfação.

    Uma perguntinha, meio fora da área. Estou estudando pelo livro Macro e Micro do Vasconcellos, o que acham dele?
  • Gustavo BNG  08/03/2013 01:58
    Altruísmo é uma farsa, o mínimo que as pessoas querem quando fazem algo é a satisfação.

    Então toda ação humana voluntária é uma farsa. Inclusive seu comentário...
  • Joao  08/03/2013 05:09
    Não cara, toda ação humana visa algo em troca.
  • Renato Souza  08/03/2013 21:24
    João

    Se satisfazer com a felicidade de outra pessoa é altruísmo. Não vejo nada de farsa nisso.
  • João Marcos T. Theodoro  10/03/2013 01:56
    Não creio que a satisfação do dito altruísta resida em ver a felicidade momentânea proporcionada por ele. Creio, antes, que a satisfação do altruísta está em sentir-se potente, benévolo e, de certa forma, superior. Ver-se em plena condição de ajudar é poder, e praticar a ajuda é sentir-se benevolente, moral, bom cristão. Em certos casos, o indivíduo pode dar a mão ao outro somente para não ter peso na consciência.

    O altruísmo puro é impossível.
  • Sérgio  10/03/2013 08:11
    Claro que é altruismo puro é possível. Google por São Francisco de Assis.
  • Joao Marcos T. Theodoro  13/03/2013 23:09
    São Francisco de Assis seguia as ordens do cristianismo. O interesse dele era ser um bom cristão, para se tornar um exemplo de conduta e, principalmente, creio, ir para o paraíso após a morte. Ou seu delírio em crer em deus era tão forte que ele se obrigava a ser um homem tão bom quanto acreditava ter sido Cristo.

    A motivação humana é complexa. Tudo é feito por interesse.
  • anônimo  13/03/2013 23:28
    A motivação humana é complexa, mas não para João Marcos, que em sua superior sabedoria concluiu que tudo é feito por interesse. João Marcos transforma o que é complexo em coisas simples. Muito bom.
  • João Marcos T. Theodoro  14/03/2013 14:05
    Anônimo, a motivação humana continua sendo complexa, mesmo nós sabendo que tudo é feito por interesse. A questão é saber qual é o interesse principal. Às vezes nem mesmo o próprio agente sabe.

    Incomoda-me muito essa insolência com que alguns aqui discutem, antes sendo sarcásticos do que preocupados em refutar as ideias contrárias. É importante lembrar que nenhum desses românticos, que creem em altruísmo, tenha mostrado que isso realmente pode acontecer, isto é, que uma ação boa pode ser feita sem ser por interesse próprio.
  • anonimo de antes  14/03/2013 18:50
    (...)mesmo nós sabendo que tudo é feito por interesse.(...)

    Você sabe? Puxa, cada vez me surpreendo mais com sua capacidade de saber as coisas. Saber os desejos e volições, bem como as motivações de 7 bilhões de pessoas ( sem mencionar aqueles que já morreram ) para concluir então que toda e qualquer motivação que estas pessoas tenham tido foi somente por interesse próprio, realmente, é algo fora do comum.

    Você está afirmando que altruísmo não existe. Pois então, prove. Não deve ser difícil para alguém com sua capacidade de analisar as vontades e motivações das pessoas.
  • João Marcos T. Theodoro  16/03/2013 02:05
    Anônimo, se sua capacidade de ser chato fosse tão boa quanto sua capacidade argumentativa, esta discussão já teria acabado, com você sendo, decerto, o vencedor.

    Não sou capaz, é claro, de saber as vontades de todos. Mas sei que todos agem por interesse próprio, mesmo que essa ação seja melhor para quem sofreu do que para quem a executou. Dê um só exemplo, extraído da história da humanidade, de alguém que tenha agido absolutamente em interesse do próximo. Para mim isso é simplesmente um absurdo, algo sequer concebível. Não cabe na realidade.
  • anonimo de antes  16/03/2013 03:52
    Já acabou, sua afirmação anterior precisa que as vontades de todos sejam conhecidas para que esta seja verdadeira. Você admitiu que não sabe a vontade de todos. Logo, você admitiu que sua afirmação não pode ser provada. Quanto ao exemplo, o que dizer da relação entre pais e filhos adotivos? Doadores de sangue e outros órgãos? será que estes são todos cristãos e a única motivação deles seria "ir para o céu"? E não pode alguém agir de compaixão e querer ajudar alguém em necessidade, sem receber nada em troca? Só falta você argumentar que a motivação seria "se sentir bem consigo mesmo" e que isso é egoísmo...
  • Renato Souza  11/03/2013 02:25
    Naturalmente todo aquele que faz uma análise do tipo "não existe quem..." ou "todo mundo que" só pode estar analisando principalmente a si mesmo. Porque é extremamente difícil chegar a uma verdade universal, mas se alguém afirma que não há exceções a uma regra que ele imagina ser universal, então esse próprio alguém não pode ser exceção, independentemente do que seja verdade em relação a outras pessoas.
  • Gustavo BNG  10/03/2013 05:06
    Nem sempre o altruísmo visa a algo em troca. Às vezes, visa a receber uma recompensa de Deus (no longo prazo ou após a morte).
  • Joao  10/03/2013 17:24
    Mas se a pessoa pensa que deus vai recompensa-la então ela tá esperando algo em troca.
  • saoPaulo  16/03/2013 10:41
    Até onde eu sei, e me corrijam se estiver errado, é um axioma que o indivíduo age para sair de uma situação de menor satisfação para uma de maior satisfação. Portanto, alguém que age para receber NADA em troca é realmente impossível, não importando o quão santo ele seja.

    Segundo a primeira definição que encontrei, altruísmo é a "inclinação para procurarmos obter o bem para o próximo." E isso não é farsa alguma, pois pode-se argumentar que a pessoa se satisfaz com a felicidade da outra, em sentir-se superior, com futuras recompensas neste ou em outro mundo, etc.

    Agora, se alguém for além e estender a definição para "inclinação para procurarmos obter o bem para o próximo, sem recebermos nada em troca", daí sim altruísmo não existe.
  • João Marcos T. Theodoro  18/03/2013 02:28
    Concordo com o São Paulo.
  • Renato Souza  27/08/2015 16:31
    João

    Você se contradisse.

    A minha afirmação, que você negou ser verdadeira, sem o provar, foi:

    "Se satisfazer com a felicidade de outra pessoa é altruísmo. Não vejo nada de farsa nisso."

    Ora, essa minha afirmação está em perfeito acordo com o que o sãopaulo disse logo acima. Você citou certos motivos pelos quais você imagina que alguém agiria em favor de outros. São motivos que me parecem verdadeiros (em várias ocasiões, segundo me pareceu, os motivos de muitas pessoas eram esses). Mas ter apresentado certos motivos alternativos não prova a sua tese. Você teria de provar que nunca, em tempo algum, alguém fez algo pela simples alegria de ver o outro feliz. É evidente que você não tem condições de fazer uma afirmação dessas.

    Hà casos em que as motivações são evidentes, mas comumente o ser humano é incapaz de interpretar a coleção de motivos que leva alguém a agir de certa forma. Digo coleção, porque é comum que haja mais de um motivo impulsionando a ação humana, e freqüentemente o próprio agente é incapaz de deslindar essa teia de motivações. Mas todos tem ações em que essas motivações são mais evidentes, mais simples, afastadas de outros motivos. Quem já teve um filho sabe o que é sentir uma alegria simples em ver uma criança pequena muito feliz. E dizem que em relação aos netos, esse sentimento é até mais fortes (não sou avô para saber, mas imagino que as pessoas que o falaram estavam realmente expressando o que sentiam). Talvez até Stalin tenha sido capaz de sentir isso.
    É concebível que alguém seja incapaz de sentir isso? Bom, imagino que isso é o que chamam de psicopata.

    Finalmente, quanto à recompensa num mundo vindouro, dou aqui minha opinião: Francisco de Assis teria feito muito bem às pessoas, mesmo que não esperasse ser recompensado nem no mundo vindouro. Uma pessoa que efetivamente não gosta de ver os outros felizes, não adotaria o cristianismo como religião, ou se o adotasse o distorceria para justificar sua maldade. Veja, pessoas que adotaram o cristianismo (ou qualquer outra cosmovisão) agem de forma muito diferente uns dos outros. Possivelmente, dentro de cada cosmovisão diferente, há todo tipo de pessoa, com todo tipo de motivação pessoal.
  • José Ricardo das Chagas Monteiro  08/03/2013 11:11
    Saudações, interessante perceber 99%, sem medo de errar,da nação tem dificuldade em encontrar em um fato,dado,ocorrência ou qualquer outra coisa que o valha, se está diante de um efeito ou causa, pior, troca o efeito por causa, e vice-versa.Estou lendo Além do feijão com arroz, autobiografia de Maílson da Nóbrega, efeito e causa, em inúmeras vezes são a mesma coisa, e em outras são confundidas, fato imperdoável para alguém que fez carreira na área e comandou a economia brasileira. Em momento algum há, falta 1/3 ao término da obra, referência ao diagnóstico da possibilidade da causa.
    Gostei do artigo.
  • Alexei Dimitri Diniz Campos  23/06/2015 21:10
    Hum, as pessoas sempre se esquecem que o mal da sociedade não reside em uma determinada atitude, mas nos extremos.

    Ser de extrema-esquerda, socialista, comunista ou petista, implica em dividir a riqueza DE FORMA FORÇADA.

    Simples, não concebo que uma pessoa que não estudou, que não trabalhe ou que simplesmente não quer progredir na vida e continua morando em favelas ou choupanas ou ainda em palafitas desprezando de toda as formas moradias de fato, possuam qualidade de vida MELHOR do que pessoas que não fazem isso (não estou levando em conta os ricos, ricos são ricos).

    Não concebo, entretanto, regimes de extrema-direita, neoliberais, capitalistas ou parece que também a escola austríaca, concentrem as riquezas NA MÃO DE POUCOS, SEMPRE OS MAIS RICOS, de maneira a IMPEDIR PROGRESSO SOCIAL.

    Para que haja uma sociedade justa, deve haver uma forma de escalada social, creio que a forma ideal seja por meio de estudo/meritocracia (mas dar um cursinho superior de UniEsquina e dizer que vale o mesmo que uma USP não acho justo).

    Saindo do âmbito político e voltando ao econômico, não podemos esquecer que o mercado não resolve todos os problemas. Ele investe onde há o maior retorno em menor prazo de tempo.

    Por exemplo, li em algum dos comentários de algum dos artigos daqui (huhuhua que memória lol) que o Brasil possui a maior reserva de nióbio do mundo. Mas onde elas estão? Estamos explorando-as? Estamos aumentando a produção das mesmas? NÃO!

    Nióbio é um dos metais mais caros do mundo. Já pensou o retorno que isso vai trazer? Além de toda infraestrutura gerada para sua exploração, quantas cidades serão criadas? Quantas estradas (apesar que o Brasil deveria investir em ferrovias, vide EUA) serão criadas e outras ampliadas/melhoradas?

    E nem vem falar que não vale à pena. Os EUA patrocinaram durante séculos formas alternativas de produção de petróleo/gasolina. Petróleo de Xisto? Já ouviram nisso? É a forma mais poluente e mais cara de obtenção de gás e petróleo. Mas os EUA estão usando isso em larga escala, e estão cada vez menos independentes do resto do mundo em relação à esses recursos. Isso sem dizer que depois que descobriram petróleo no Alasca, fazem de tudo para otimizar sua produção. Coitado do Czar Alexandre II...

    Percebem o papel que o Estado DEVERIA desempenhar como planejador e estrategista econômico? Ou vocês acham que o oceano de dinheiro usado nesses altos gastos vêm da onde? Da iniciativa privada simplesmente? Ou será que esse dinheiro entrou em circulação por meio de operações de títulos públicos?

    O uso da criação de dinheiro existe por um simples axioma da economia: riqueza se perde aos poucos (ao você se alimentar, você está destruindo riqueza, já que parte do que ingeriu se transforma em fezes e urina, além de suor e calor); parte do dinheiro sai para outros países para reequilibrar a balança comercial; e parte dele é extinguido nos gastos sem retorno (gastos com pessoal administrativo, exploração mal-sucedida de recursos econômicos, assistencialismo [tal como seguro-desemprego, etc] corrida espacial [percebam que só EUA e Rússia fazem alguma coisa no espaço, a China está começando a engatinhar a alguns anos] corrida armamentista [ou vocês acham que EUA e Rússia estão mais destruindo seus armamentos atômicos do que renovando-os? E olha que não estou nem falando de países como Israel; e para piorar, existem outras formas de guerra não-atômica, futuristas, mas será assim em futuras guerras mundiais: lasers de alta potência, em vez de canhões: EUA já tem essa tecnologia - www.tecmundo.com.br/armas-de-fogo/69231-mosca-canhao-laser-eua-acerta-drone-pleno-ar-video.htm, www.tecmundo.com.br/tecnologia-militar/38405-marinha-dos-eua-testa-canhoes-laser-de-defesa-antiaerea-video-.htm, e www.bbc.com/portuguese/videos_e_fotos/2013/04/130409_eua_laser_marinha_rp, soldados-robôs, talvez cyborgs em primeira instância, mas depois serão robôs de fato, e drones e outras aeronaves ou com controle remoto ou com inteligência artificial].

    Me diz que MIT www.techtudo.com.br/noticias/noticia/2014/09/mit-desenvolve-guepardo-robotico-que-salta-como-o-animal-real.html não está pesquisando essas coisas. E me diz que isso não é o princípio de máquinas com comportamento físico humano. E me diz que EUA não é o maior investidor em pesquisas de todos os gêneros do mundo (POSSUINDO AS MELHORES UNIVERSIDADES DO PLANETA).

    Agora, se levarmos em conta o Brasil, nós nunca tivemos uma economia madura. Nosso sistema financeiro sempre prejudicou a economia. Nosso sistema monetário sempre prejudicou o cidadão. Nossa política econômica nunca foi orientada para aspectos estratégicos e econômicos do país. Nossa economia nunca foi de fato nossa. Setores importantíssimos da economia estão sob o controle de estrangeiros. A nossa bolsa de valores contém praticamente: bancos e financeiras, operadoras de telecomunicação, exploradoras de recursos minerais e empresas ligadas ao setor de energia, em especial, transmissoras de energia - notadamente, holdings e controladoras.

    Isso porque eu não disse que quase toda nossa indústria é fomentada por estrangeiros e baseada quase que exclusivamente na produção de veículos auto-motores, bens supérfluos em situações de crise (??).

    Interessante, justo os setores da economia que possui-se mais regulamentação! Então, o que aconteceria se fosse removido essas regulamentações? Claro, mais dinheiro saindo do país, mais setores da economia sendo comprados por estrangeiros.

    Percebam que nesse aspecto, eu concordo. O governo não trata a doença, que é a incompetente estrutura estatal que não desenvolve o país, apenas cria temporárias soluções triviais para os sintomas, através da burocratização dos setores perdidos para os estrangeiros, setores esses que deveriam ser fortemente estimulados pelo governo, tanto com auxílio da iniciativa privada, quanto por meio de criação de empresas mistas. Sim, porque existe corrupção tanto no setor privado quanto no público. Veja cartel do metrô: g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2015/03/justica-aceita-denuncia-contra-cartel-de-trens-em-sao-paulo.html - esse acordo foi feito entre as empresas, mas mesmo que não tenha ocorrido isso, este exemplo mostra que não existe concorrência de fato em um setor que é exclusivamente estrangeiro.

    Vocês reclamam do banco central. Mas já pensaram que pior do que isso, só a bolsa de valores? Ela é a causadora real das crises! Porque cargas d'água uma companhia que tem ativos de R$ 100.000,00 tem valor de mercado de R$ 1.000.000,00? Onde está a riqueza criada? É tudo especulação. É o meio pelo qual os EUA destroem qualquer economia. E como que uma empresa limitada tem R$ 10.000.000,00 de ativos? Isso não é empresa, é lavagem de dinheiro dos estrangeiros para controlar as nossas empresas.

    Para finalizar. O problema não é o corrupto roubar dinheiro - não que não seja errado, mas é claro que é, para mim é crime passível de cadeira elétrica - é o corrupto tirar o dinheiro do país. Nem para roubar direito o cara rouba. Se você rouba mas investe aqui, você tem melhores condições de gerar riqueza. Claro, fica mais fácil rastrear. Mas imagina que você compra até a escova de dentes da China, ou o pouco que fabrica você tem que pagar royalties aos estrangeiros. Não fica nenhuma riqueza aqui.

    Resumindo: nosso problema consta de políticos ladrões, corruptos, incompetentes e que mandam o dinheiro ao exterior, comprometendo o sistema monetário e o resto todo [do país]. Nossa economia não é nossa [é dos estrangeiros]. Nosso mercado financeiro vive de tirar dinheiro do nada pela bolsa de valores [comprei ação por 1 e vendi por 10. De onde veio essa "riqueza"????]. E nossas pessoas são burras porque não estudam [desmerecem a meritocracia], não criam tecnologia [repetem tudo que tá nos livros, são papagaios - digo, professores - natos], não elegem políticos inteligentes, não se tornam políticos inteligentes, viram lobos do mercado financeiro e adoram puxar o saco - digo, falar - em inglês, espanhol, alemão ou francês com os chefinhos da matriz [no exterior].
  • Patriota  24/06/2015 00:17
    Muito legal seu desabafo, mas não consigo entender como funciona esse patriotismo, existe alguma razão lógica ou é um tipo de sentimentalismo que não aflorou em mim?

    As empresas podem até ser do pais, nacionais, o nióbio ser do pais, mas e daí?
    Isso não é meu, é do país, um ente imaginário que não tem forma e é controlado por uma parcela da população que não tenho apreço nenhum (políticos).
    Talvez serei acusado de anti-patriota, mas não, eu não sei por qual motivo eu devo valorizar mais alguém que faça parte da mesma linha imaginária que eu do que um 'estrangeiro', pra mim todos são seres humanos, e baseio minha opinião pelas ações das pessoas e não pelo pedaço de terra em que nasceram.
    Não consigo entender essa diferença, a única coisa que poderia fazer algum sentido é a proximidade, mas moro mais próximo de pessoas de outra linha imaginária do que de pessoas dentro da minha própria, então descarto essa hipótese.
    A você realmente é tão importante o local de nascimento dos teus lideres?

    Se puder me substanciar sobre como é o patriotismo, mesmo que apenas seja um sentimentalismo, gostaria de aprender mais sobre essa emoção, e porquê não a tenho.
  • Alexei Dimtri Diniz Campos  24/06/2015 05:47
    Não sou patriota e não o defendo, meu caro. Trata-se de inteligência de grupo. Patriota é o americano, russo, o norte-coreano, o europeu, e talvez os chineses.

    Todos pertencemos a algum grupo. É a natureza do homem. É o princípio do funcionamento de qualquer exército. Veja os animais: quanto menor o tamanho, maior a quantidade de espécimes vivendo na mesma colônia/grupo. Porquê? A UNIÃO FAZ A FORÇA [e inevitavelmente muitos são mortos].

    Agora, se você não conhece história política e econômica, eu sinto muito. Pesquise no Google sobre XENOFOBIA. Preconceito dos franceses com islâmicos, isso já foi anunciado recentemente (a frança proibiu o uso da burca, pesquise isso).

    Muitos podem dizer que é irracional a xenofobia e que o Brasil é o país mais "amigável" do mundo. O pais mais "alegre" do mundo. Mas e daí? O mundo ri de nós. Só nos resta copa do mundo. Êpa, 7x1 Alemanha, Neymar forçando ser expulso da Copa América? Acho que nem mais o futebol.

    A partir do momento que ignorantes, que apresentem tal como você falta de conhecimento, não sabem qual a diferença entre uma empresa nacional e uma estrangeira, é aberto precedente para que os estrangeiros manipulem TODA A ECONOMIA à favor deles.

    Eu lhe pergunto: o Brasil é um dos países que mais investem em [infraestrutura] tecnológica, principalmente Internet. Porque raios que nossa Internet é muito ruim? Porque existe um cartel formado pelas empresas estrangeiras! Simples, já foi constatado que os países mais desenvolvidos possuem certas partes da economia mais desenvolvidas. Como evitar isso [o desenvolvimento de países estrangeiros]? Simples: domine essa parte da economia dos outros países, eles não irão se desenvolver, portanto, irão comprar todos os meus produtos, usar toda minha tecnologia.

    Veja: você pode usar o poder para punir uma empresa nacional. Mas não pode fazer nada com uma empresa estrangeira: A siemens não sofrerá nenhuma punição no cartel do metrô: www.brasildefato.com.br/node/15558 PORQUE ELA É ESTRANGEIRA. NINGUÉM DA SIEMENS VAI SER PRESO, E ELES CONFESSARAM TUDO. SÓ O PESSOAL DAS EMPRESAS NACIONAIS E CPTM VÃO SER INVESTIGADOS.

    Agora, quantos já foram presos na lava-jato [Petrobrás]???? Hum, empresa "nacional". Ou pelo menos, de economia-mista.

    Existe um princípio básico do direito que garante que um país faça a ordem ser cumprida em seu próprio país: se chama SOBERANIA.

    Veja o caso do traficante de maconha que foi morto na Indonésia. g1.globo.com/mundo/noticia/2015/04/brasileiro-rodrigo-gularte-e-executado-na-indonesia-diz-tv.html. QUANTAS VEZES O BRASIL TENTOU INTERCEDER??? A INDONÉSIA CEDEU???? NÃO! Porque? SOBERANIA. És bem vindo aqui. Mas deves cumprir minhas leis, agir como meus cidadãos agem e deve respeitar os outros, pois eles são meus COMPATRIOTAS.

    Mais uma vez: se você acha que não há ligação entre a nacionalidade de uma empresa e economia, você não conhece nem política, nem história, e é péssimo estrategista. Quer ampliar seu mercado? DESTRUA O MERCADO DOS OUTROS PAÍSES.

    Quer proteger sua indústria? PROTOCOLO DE KYOTO NOS OUTROS!

    Veja, o Brasil sempre está perdendo alguma coisa no cenário internacional, porque nunca entendeu que os países querem sempre mais e que há uma competição mundial. Educação e política, eles nunca vão dizer: Ei, Dilma, se prepara porque a gente quer ver o circo pegar fogo na região da Ucrânia, os EUA tão querendo reerguer a sua máquina de guerra e uma hora os Russos vão responder. E vê se cuida um pouco melhor da Petrobrás, tá, colocar ações em NY e comprar uma refinaria de petróleo [furada] dos EUA vai destruir sua economia! Coitadinha, ninguém te ensinou sobre geopolítica histórica mundial na faculdade? Você fez faculdade, neh, pq para ser presidente no seus país não precisa!

    SIM, meu caro, tenha medos dos Chineses! Quase tudo na indústria e de eletrônicos é feito por eles, agora, você acha que por ser cabeleireiro, seu mercado estará protegido? NÃO! Se a população não tiver dinheiro, eles cortarão cabelo em casa.

    Mas e alimentos? Nós já exportamos o máximo de alimentos que conseguimos e o resto fica para o povo, aqui do Brasil! Você não se indigna que o preço da carne só cai quando Rússia ou Europa embarga a carne, sobrando um pouco mais para cá? Em breve, o povo não terá mais dinheiro, e TUDO o que produz-se será para pagar aquilo que compramos dos estrangeiros!

    Veja: Você não gostaria de ter um console de videogame, de porte semelhante ao Playstation 4 e XBox One, nacional, com sensor igual ao Kinect, com todos os games do mercado, que custe menos do que 500,00? PORQUE VOCÊ ACHA QUE NINGUÉM DESSE PAÍS PENSOU NESSE NICHO ECONÔMICO???? Você acha que todos somos burros? SEMPRE TEM ALGUÉM MUITO BOM. E alguém com olho.

    Ah, mas não fazem isso porque não tem dinheiro. DINHEIRO ESSE QUE É CONTROLADO PELOS BANCOS!!!! Pergunta para alguma empresa de games, Ubisoft, da vida, se eles financiariam parte ínfima desse projeto [no Brasil]? NÃO!

    Porque você acha que a Nintendo está perdendo o mercado para Sony, Microsoft? Mercado predatório!

    Não o estou ofendendo, estou instigando o fato de possui tal ignorância. Se fosse meu próprio irmão falando, estaria usando as mesmas palavras.

    Enquanto o cordeiro continuar agindo como carneiro, ignorando que a vida é presa e predador ou cliente e concorrente, estará contando os dias para que algum lobo o devore.
  • anônimo  24/06/2015 10:09
    'o mal da sociedade não reside em uma determinada atitude, mas nos extremos.
    Ser de extrema-esquerda, socialista, comunista ou petista'


    Já começou bem, não tem nada de errado em ser um extremista contra o roubo, ou pela vida.

    'Não concebo, entretanto, regimes de extrema-direita, neoliberais, capitalistas ou parece que também a escola austríaca, concentrem as riquezas NA MÃO DE POUCOS, SEMPRE OS MAIS RICOS, de maneira a IMPEDIR PROGRESSO SOCIAL.'

    Entendeu tudo errado, não sabe nada de escola austríaca e repete os clichês que a esquerda DIZ sobre a escola austríaca.Blá blá blá, sistema exclusivista, só é bom pros ricos, cria miséria, etc.Vá estudar direito antes de falar sobre o que não entende, ou melhor ainda, vá ver se um pobre numa economia liberal como o Chile prefere ser um pobre como o brasileiro.

    'Para que haja uma sociedade justa, deve haver uma forma de escalada social, creio que a forma ideal seja por meio de estudo/meritocracia'

    Isso é besteira pra concurseiro não ficar com peso na consciência por ser um parasita.Estudo pelo estudo não significa nada, neguim pode passar o resto da vida estudando o ato sexual das baratas e aí, que diferença isso faz na vida dos outros?O cara que pega uma bicicleta e vai vender sanduíche pros peões da obra merece muito mais o suado dinheiro que ganha.
    E BTW, a educação só é ruim e cara porque o governo se mete no assunto, deixando o mercado livre a educação seria boa e barata de uma forma que qualquer um poderia pagar, como acontecia nos EUA antigamente.

    'o Brasil possui a maior reserva de nióbio do mundo. Mas onde elas estão? Estamos explorando-as? Estamos aumentando a produção das mesmas? NÃO!'

    E hora nenhuma te ocorreu que isso não acontece justamente por causa da regulamentação?

    O resto do seu texto é confuso as hell.E daí que os EUA tem (supostamente) as melhores universidades do mundo? Você acha que isso é mérito do governo também? Não sabia que elas se sustentam com doações privadas?
    E daí que eu estou tirando 'recursos' do brasil se comprar uma pasta de dentes feita na china? O chinês está me ajudando a resolver meu problema muito mais que o brasileiro, então porque diabos eu teria que pagar o brasileiro? Só porque o cara nasceu geograficamente perto de mim?
    O brasil é uma criação artificial, nacionalismo só faz algum sentido quando as pessoas podem se filiar VOLUNTARIAMENTE a uma nação, inclusive o próprio conceito de nação, pessoas ligadas por uma passado, pelo sangue ou pela cultura, é tudo que não existe aqui.Aqui é o contrário, um multiculturalismo forçado, deixe o povo brasileiro livre e o que acontece é a secessão... e está certo.Não existe nada de ético ou nobre em forçar uma pessoa a fazer parte de um grupo que ela não se identifica em nada, ou que ela só está lá pra pagar a conta das besteiras sociais que os outros inventam.

    'Mas já pensaram que pior do que isso, só a bolsa de valores?'

    Então...vá estudar mais antes de falar sobre o que não entende.A EA é a primeira a criticar os estímulos artificiais que fazem o delírio do pessoal na bolsa de valores...e que são criados pelo governo.

    E pra fechar com chave de ouro:
    'Sim, porque existe corrupção tanto no setor privado quanto no público.'

    Não me diga!!! Descobriu a América, esse aí. O detalhe, gênio, é que por mais corrupta que seja uma empresa privada, se ela não for aliada do governo eu não sou obrigado a ter nada com ela.Já a corrupção 'pública' eu tenho que pagar a conta de um jeito ou de outro.
  • Alexei Dimitri Diniz Campos  19/07/2015 23:16
    '[...] não tem nada de errado em ser um extremista contra o roubo, ou pela vida.'

    Não sabia que ser Hippie estava na moda, pensei que fosse um movimento da década de 60.

    Extremismo contra o roubo? Isso é uma corrente filosófica nova? Ou uma forma de governo?

    '[...] repete os clichês que a esquerda DIZ sobre a escola austríaca. [...]'

    Engraçado, já disse que não vou com a cara nem com a esquerda, nem com a direita.

    '[...] se um pobre numa economia liberal como o Chile prefere ser um pobre como o brasileiro.'

    Puxa, não sabia que pobre podia escolher seu país! Será que com meu parco espanhol, e meu pouco dinheiro consigo mudar para o Chile? Talvez eu consiga fazer um intercâmbio com um mendigo.

    '[...] pra concurseiro não ficar com peso na consciência por ser um parasita. [...]'

    Tudo bem, se você não quer que o funcionário público seja escolhido dessa forma, existem outras opções:

    1- Aumentando a corrupção e a troca de favores políticos, permitindo que todos os cargos sejam indicados por políticos;

    2- A paralisação de todo serviço público, por causa de greves, falta de pagamento ou falta de investimento, se preferir a terceirização - sem contar o superfaturamento e o monopólio, como ocorre com a indústria de energia;

    3- Bom, se você quiser votar sempre que tiverem que escolher um funcionário público, tudo bem, vá lá votar que eu só protesto.

    É, deixa o pessoal que se dedicou a estudar um pouco mais do que o pessoal da zueira sem emprego mesmo, já que funcionário público deveria ser burro mesmo; afinal, errar em algo que serve pra todo mundo não tem problema.

    É claro que você sabe que o governo sempre existirá, então, você sempre pagará tributos. Seria interessante se além de ser "sanguessuga", ele [o funcionário público], que tem mais números e estatísticas, definisse os parâmetros do que o povo precisa. Mais educação? Que raios isso quer dizer? Todo mundo fala disso! Mas quem tem solução? Creio que todos saibam qual é, mas não querem admitir.

    '[...]. Estudo pelo estudo não significa nada, neguim pode passar o resto da vida estudando o ato sexual das baratas e aí, que diferença isso faz [...]'

    Aí você já demonstra ignorância, não foi '[...] O cara que pega uma bicicleta e vai vender sanduíche pros peões da obra [...]' que inventou a salsicha light. Não foi a iniciativa privada que patrocinou a Internet, não foi a iniciativa privada que patrocinou a bomba atômica, não foi o caixa do supermercado que inventou o avião ou a máquina registradora, ou o computador.

    Todos os grandes feitos surgiram por pessoas que estudaram mais do que os outros. E não foi a "visão à longo prazo" da iniciativa privada que patrocinou essas invenções. Dinheiro quer o máximo de dinheiro no curto prazo com o menor risco. Foi sempre um governo que incentivou ou patrocinou o desenvolvimento e a pesquisa. Leia-se governo república, ou nobreza/clero.

    Não estou falando do pessoal famoso, como Benjamin Franklin, ou Steve Jobs, ou Bill Gates, esses caras só ficaram ricos porque eram lobos [ladrões]. Sem o pessoal que criou suas invenções, eles teriam aberto redes de supermercado, companhias de petróleo, etc.

    É essa a razão de existirem - em teoria - os funcionários públicos: garantirem a ordem e o progresso. Quanto mais eficiente a máquina social, mais ela investe em progresso [progresso = tecnologia + educação], pois a ordem é mantida por meio da vontade das pessoas de melhorarem, o que exige menos de policiamento, juízes, advogados, burocracia, etc.

    '[...] a educação só é ruim e cara porque o governo se mete no assunto, deixando o mercado livre a educação seria boa e barata de uma forma que qualquer um poderia pagar, como acontecia nos EUA antigamente. [...]'

    Interessante, antigamente nos EUA - e no Brasil - as melhores escolas sempre foram as públicas, o que será que aconteceu?

    Sem contar que os países que tem os maiores IDHs como Suécia, Noruega e Finlândia, a educação pública é maçiçamente investida, e uma das melhores do mundo.

    Tudo bem, você defende políticas de esquerda como a do PT em difundirem o FIES e o ProUNI para o pessoal pagar sua UNIEsquina, já que a qualidade delas é alta mesmo, deixa os ricos ficarem com as públicas mesmo. Já que as coisas funcionam pelo seu QI (Quem te Indicou) você pode fazer à vontade uma Anhanguera da vida e começar a azarar as garotas.

    Você esquece que nós já sucateamos os nossos professores, por meio de oferta muito grande de profissionais de várias áreas, que acabam por ficar desempregados e mudam de ramo - viram professores. Se o governo tirasse toda a proteção a esses profissionais, teríamos uma queda muito maior na qualidade de ensino. Sem contar que os pobres não teriam chance de ter os graus básicos - ensino fundamental e médio - e futuramente faculdades, pois não teriam dinheiro para estudar.

    Lembre-se que a educação historicamente só foi difundida depois que o governo começou a "meter a mão". Sem sua interferência, por pior que seja, a população deixa de melhorar seu conhecimento.

    '[...] vender sanduíche pros peões da obra merece muito mais o suado dinheiro que ganha.'

    Você está entrando em juízo de valor, e mesmo a bíblia prega que todos os trabalhos são dignos. Um homem deve ser julgado por seu caráter, e não pela sua roupa.

    Se formos julgar valor, parasita é o cara do banco, que não tira o traseiro do caixa, o pessoal do mercado financeiro que cria as crises através de especulação, o aluno vagabundo que não estuda, depreda a escola e atrasa o desenvolvimento da sala e do país, o cara que fica fazendo protesto em vez de fazer alguma coisa, o cara que diz que é esquerda ou direita, mas só ferra com todos.

    Já expliquei acima que o cara só vende salsicha porque dezenas de outros caras descobriram as tecnologias que ele usa para vender: o moedor de salsicha, o pessoal que inventou as rações e as vacinas para o gado, o cara que descobriu o petróleo, o plástico, etc...

    Não se esqueça da história do Ovo e da Galinha: não importa quem veio primeiro, o que importa é que ambos existem e precisam coexistir de forma equilibrada.

    '[...] isso não acontece justamente por causa da regulamentação?'

    Não, o capital ou quer muito dinheiro rápido no menor risco ou segue políticas internacionais. Lembre-se que o dinheiro é um símbolo fiduciário, então, existem dois lados. O lado de quem quer ganhar e o lado de quem emite o dinheiro.

    Se fosse só por causa disso [regulamentação], não existiriam as madeireiras ilegais. Não existiria tráfico de drogas. Não haveria corrupção. Não existiria falsificação e lavagem de dinheiro. E o Banco do Brasil não passaria de idiota vendendo Dólares falsos, se bem que quem deu uma de otário foram os brasileiros que quase foram presos e passaram vexame nos EUA.

    Se fosse de interesse internacional, há muito tempo que existiriam empresas internacionais explorando esse recurso aqui, como ocorre com os outros. E lembre-se de que a Petrobrás já lançou ações em NY, o que quer dizer que mais algumas décadas e ela vai ser privatizada ou vai perder a hegemonia sobre o petróleo e gás.

    Foi mais ou menos o que aconteceu com a cana-de-açúcar: quando perceberam que o Brasil estava se desenvolvendo por causa do ouro doce, eles migraram toda a produção para regiões como Açores. Se aqui a produção estava consolidada e, portanto, a custo baixo, porque mudaram tudo para Açores; afinal, o território pequeno não justificaria a menor distância de Portugal/Europa. Sem contar que o Brasil poderia dominar econômicamente a América, mas daí, já geraria dor-de-cotovelo na corte Portuguesa e Inglesa.

    '[...] elas [as faculdades] se sustentam com doações privadas?'

    Mas você acha que quem faz doações quer saber de tese de Física Quântica? Ou sobre Poli-Vinil-Acetato? Nano-tubos de Carbono? Laser de Alta Potência? Quem você acha que indica os temas que as faculdades priorizam? Ou você acha que os alunos pura e simplesmente escolhem aleatoriamente clichês como assunto de tese? Ou você não sabe que o governo dos EUA é que mais patrocina as faculdades, solicitando ênfase em certos assuntos?

    Porque na verdade, a iniciativa privada explora nichos de mercado, e esses nichos precisam de certa estabilidade para gerar demanda mínima pelo tempo mínimo a fim de criar a viabilidade econômica. Porque se eu demorar um ano para criar um plano de negócios, eu perco o nicho num mercado (neo)liberal. Lê-se Bolha da Internet e outras crises de capital. Portanto, patrocínio da iniciativa privada pura e simplesmente de pesquisa e desenvolvimento não é viável economicamente, e é esse o motivo de nossa situação no Brasil.

    Para fechar a parte de meritocracia, os países desenvolvidos não olham só o vestibular na hora de escolher os bolsistas: é levado em conta todo o histórico acadêmico da pessoa, desde histórico escolar, passando por participação em eventos extraclasse, como grupos de estudo e debate, inclusive esportes. Para um cara ganhar uma bolsa de esportes, ele precisa ter uma média mínima, em todas as matérias, muito acima da média que os nossos estudantes brasileiros possuem. E eles não tem essa mordomia de progressão continuada, em que se reprova apenas se todas as matérias reprovarem o aluno.

    Ordem e progresso. Se as pessoas não pensam em progredir - leia-se a sociedade e não a si mesma - elas vão fazer baderna, e a estrutura pública precisa cada vez mais dar ênfase à manutenção da ordem: polícia, juiz, carcereiro, burocrata, advogado, etc.

    '[...] recursos [...] China [...] nação [...]'

    Bom, já expliquei sobre inteligência de grupo na resposta acima, '24/06/2015 05:47:08'

    '[...] EA é a primeira a criticar os estímulos artificiais [...]'

    E quando eu disse que a EA não concordava sobre isso? Apenas disse que o mercado financeiro, leia-se bolsas de valores, que geram as crises econômicas, e não os bancos centrais. OS BCs vieram para proteger os bancos de suas próprias crises.

    Um remédio sem os devidos cuidados não produz resultado algum ou gera anomalias. Banco central sem as devidas ações é a atual crise que iremos viver.

    Veja, não estou criticando a Escola Austríaca, estou criticando ideias extremistas como a do título do artigo, que culminam na extinção de um banco central, quando na verdade, não é a arma ruim que é o mal de todas as coisas, mas a pessoa que está com o dedo no gatilho, que não sabe usar a arma, ou que usa a arma contra os seus, acreditando que está protegendo a si, enquanto outros estão formando grupos para manter-se soberanos.

    '[...] que são criados pelo governo.'

    O governo manipula títulos da dívida pública, e não os títulos da bolsa de valores, que são apenas fiscalizados pela CVM - compra apenas para garantir o pagamento do superávit, através dos dividendos e raramente de sua venda, mas não gera especulação como os bancos fazem.

    Para fechar com a ignorância,

    "[...] por mais corrupta que seja uma empresa privada [...] eu não sou obrigado a ter nada com ela. Já a corrupção 'pública' eu tenho que pagar a conta de um jeito ou de outro."

    Se você ler a explicação acima de '24/06/2015 05:47:08' sobre inteligência de grupo, você vai chegar na conclusão de que isso é besteira de ignorante que mete pau na petrobrás sem meter pau também nos estrangeiros, como Siemens, e pior do que meter pau, é fazer alguma coisa, que ajude o sistema a acordar.

    Se tivesse que dar uma nota de risco entre 0 e 10 sua para os estrangeiros, ela seria 1, porque você pelo menos sabe ler.
  • anônimo  16/08/2015 14:14
    Não sabia que ser Hippie estava na moda, pensei que fosse um movimento da década de 60.
    Extremismo contra o roubo? Isso é uma corrente filosófica nova?


    Esse é um exemplo abstrato que serve pra mostrar que nem todo extremismo é ruim.Não tem nada de errado com o extremismo por algo que é perfeitamente ético e moral.


    'Tudo bem, se você não quer que o funcionário público seja escolhido dessa forma, existem outras opções:'

    Nope, esse truque barato pode funcionar em outro lugar, não aqui.Você começa com o pressuposto de que esses caras e a cultura do concurso TEM que existir de qualquer jeito, quando a realidade mostra justamente o contrário, os países mais ricos são os que NÃO tem essa classe de parasitas.

    Aí você já demonstra ignorância, não foi '[...] O cara que pega uma bicicleta e vai vender sanduíche pros peões da obra [...]' que inventou a salsicha light.
    Ignorância é sua que mistura duas coisas, uma é o estudo pelo estudo de material inútil, como os concurseiros fazem, (concusos vivem de cobrar coisas absurdamente idiotas por ex que versão passada do windows não sei o que foi removido...qualquer um da computação sabe que ninguém sabe NEM TEM QUE SABER as coisas de um programa obsoleto) com estudar coisas que PODEM ser ou não úteis pra criar algo de bom pros outros.
    O que importa não é o que vc estudou, o que importa é quais problemas do mundo real vc está resolvendo, e se precisou estudar pra isso, ótimo.

    Seria interessante se além de ser "sanguessuga", ele [o funcionário público], que tem mais números e estatísticas, definisse os parâmetros do que o povo precisa.
    Isso se chama economia planificada, já foi testado um milhão de vezes e nunca funcionou.

    Interessante, antigamente nos EUA - e no Brasil - as melhores escolas sempre foram as públicas, o que será que aconteceu?
    Errado.
  • Alexei Dimitri Diniz Campos  16/08/2015 19:58
    'Esse é um exemplo abstrato que serve pra mostrar que nem todo extremismo é ruim.Não tem nada de errado com o extremismo por algo que é perfeitamente ético e moral.'

    Exemplo? Os hippies não são extremistas, citei apenas como sátira, tanto que depois dos anos 70 os hippies se dissolveram na sociedade.

    Se você gosta de extremismo e parece ser de direita, aconselho a ir para outros países da América Latina, como seu amado Chile; eu pago o passaporte. Ou será que eles não lhe receberão de braços abertos?

    '[...] Nope [...] NÃO tem essa classe de parasitas.'

    Me diz um país em que os não aja estado. Me diz um país em que não aja funcionário público. E me diz que você não tem dor de cotovelo por não ser capaz de passar em concurso público.

    Me diz um país rico onde não haja estímulo àqueles que se dedicam mais aos estudos. Um país rico que não investe em pesquisa e desenvolvimento. Um país que seja rico que contrata os menos incapazes para escravizar aqueles que apresentem maior potencial de superar a si mesmos.

    '[...] NEM TEM QUE SABER as coisas de um programa obsoleto [...]'

    Meu caro, onde está escrito que os modelos de provas dos concursos BRASILEIROS são defendidos por mim? Não ponha palavras na minha boca.

    Na minha opinião, as provas tinham que ser práticas - com a mão na massa. E com o feedback das respostas individuais. E é claro, os parâmetros do que é bom ou ruim devem ser definidos nos editais de abertura.

    O que eu disse é o que deveria ser feito. O que é feito e como é feito no Brasil são outros quinhentos.

    Tanto que estamos vivendo [no Brasil] uma crise de desmoralização do estudo; as pessoas estão desrespeitando e inclusive excluindo aqueles que dedicaram um pouco mais aos estudos.

    Uma coisa é você classificar determinados cursos como teóricos, sem aplicação prática, etc, outra coisa é você classificar TODOS como inúteis e como mera forma de promoção interna.

    Me diz que uma analista de RH sabe dizer se um cara tem conhecimento ou não de alguma coisa. Se o cara mentir no currículo sobre experiência, e tiver algum conhecimento técnico, ele passa? Passa.

    '[...] economia planificada [...]'

    Sinto por ter soado meio comunista da minha parte, mas como disse, não sou de direita nem de esquerda (tenha em mente quando eu estiver com algum argumento).

    Não quis dizer TODA a economia planejada, desde o número de parafusos, etc, como é feito na China, estou falando em PARCERIAS com empresas de marketing, mídias de massa [como TVs], bancos, empresas do setor primário, com o intuito de dizer ao povo: Então, precisamos de cerca de mais 500 empresas de ... para ... em determinado lugar. Temos um fundo de 500 bilhoes, suporte do SEBRAE, blábláblá.

    Então, empresas, o negócio é sustentabilidade, temos um fundo de 1 trilhão e queremos que as vocês nos apresentem um cronograma. Se precisarem, temos 1 milhão de engenheiros ambientais e técnicos de várias áreas para dar suporte, a um custo simbólico de 1 Real.

    Então, empresas, precisamos de suas projeções de novas vagas para os próximos três, quatro, cinco anos: quais são, quantas são, quanto ganha, etc.

    Duvido que as pessoas iriam odiar um governo assim. Criar um imposto, dar para qualquer um que pedir, ou simplesmente tirar todas as leis regulamentares não funciona por muito tempo.

    Não do jeito que a mídia faz. "Então, faltam pessoas na área de informática. Pessoas qualificadas". Mentira! Todo semestre tem centenas de pessoas novas entrando no mercado e a maioria ganha salários mínimos ou nem consegue um emprego. E os qualificados, sejam os que tem experiência ou certificações, estão começando a ficar sem emprego.

    Sabe porque maioria dos brasileiros não sente a mínima vontade de empreender? Porque não tem a mínima noção do que pode ou não fazer. Medo de impostos é só depois que a pessoa tem algo em mente, e isso só surge para alguns. Por isso que a maioria dos empreendedores são as pessoas com os menores graus de estudo, porque não sabem por na ponta do lápis o quão difícil é manter uma empresa. E se sobrevive, é porque acertou.

    'Errado'

    Quantos anos você têm? Viveu antes da constituição de 88? Viveu o período anterior à 'redemocratização'? Como você tem embasamento para dizer sim ou não?

    Posso dizer simplesmente que capitalismo ou comunismo não funcionam porque sempre criam crises, mas seria leviano, seria o mesmo que dizer certo ou errado.
  • Edujatahy  17/08/2015 10:10
    Educação não é o fator que leva ao desenvolvimento de uma nação.
    Liberdade econômica e empreendedorismo são os fatores que tornam um país mais rico.
  • Alexei Dimitri Diniz Campos  17/08/2015 19:13
    Uma coisa está atrelada à outra.

    Sem a defesa da melhor educação, não há acúmulo de capital intelectual necessário para executar o desenvolvimento propriamente dito.

    Quero deixar bem claro que não defendo A FORMA COMO ATUALMENTE É FEITA a nossa economia e nosso estado. Nossa estrutura tributária é uma droga, assim como uma legislação baseada no direito romano - que prega a descrição do que pode ou não ser feito, em vez de definir como se dão os princípios que regem a ordem societária.

    Creio que vocês estão com uma equivocada definição de desenvolvimento.

    Desenvolvimento não é uma questão de PIB. PIB é um parâmetro isolado que não tem sentido sem ser esmiuçado e necessita estar atrelado a outros números.

    Vejam o caso do Brasil. Já fomos o 7º maior PIB do mundo, continuamos lá na frente, mas me diz que isso quer dizer país está mais desenvolvido.

    Ou então, não estou entendendo que vocês estão defendendo não o desenvolvimento, mas a sua maior riqueza [individual]?

    Isso vai de encontro com o que venho dizendo, brasileiro não tem senso nenhum de inteligência de grupo, quer ficar rico nas costas dos outros mesmo que seja seu próprio vizinho.
  • anônimo  17/08/2015 14:19
    [...] Nope [...] NÃO tem essa classe de parasitas.'
    Me diz um país em que os não aja estado.'


    Eu falei classe de parasitas, não estado.Sendo paciente com a noção de estado dá pra citar sim, vários países onde a classe de funcionários públicos não tem um absurdo de privilégios como aqui

  • Alexei Dimitri Diniz Campos  17/08/2015 19:29
    Concordo com você, existe um excesso de funcionários no governo brasileiro, e a maioria está muito mal alocada.

    Concordo que a lei está muito amarrada, são tantas leis, tantos casos possíveis e tantas exceções que um advogado ou firma de advocacia se torna pré-requisito para uma empresa alinhar suas estratégias.

    Mais uma vez, o que defendo são valores. Existe uma distância enorme de como o Brasil atualmente funciona e como DEVERIA funcionar.

    Como estou discutindo com o nosso colega Patriota, muito dessa distância se deve ao fato de que tomamos mais tempo brigando uns com os outros, do que fazendo aquilo que deveria ser feito.

    Enquanto isso, os estrangeiros vem aqui, ganham financiamento a juros baixos e de longo prazo, ganham isenção ou benefícios fiscais durante um bom tempo, contratam nossa mão-de-obra sem treinar e a um custo baixo, e quando a situação econômica apertar, eles iniciam um esquema de retirada do capital daqui.

    Vide HSBC. Só uma denúncia de corrupção já foi suficiente para ele vender a parte de varejo para o Bradesco. Veja as montadoras. Estão demitindo as pessoas dentro das questões legais. Duvido que elas adotem aquela Lei para que não demitam os funcionários se o FAT pagar uma parte do salário. Só vão adotar isso se a política for favorável a eles.
  • Renato Souza  27/08/2015 17:38
    Alexei

    Diferentemente da maioria aqui, não sou anarcocapitalista, sou miniarquista.
    Em primeiro lugar, você nunca conseguirá chegar a qualquer concordância com os colegas ancaps (anarcocapitalistas) porque eles acreditam que todo e qualquer governo civel é sempre prejudicial e desnecessário.

    Conforme minha visão miniarquista, a anarquia não é viável, qualquer situação de anarquia que surja numa sociedade complexa, será instável, e resultará na formação de governos civis.

    Mas mesmo que eu considerasse viável a existência de uma sociedade complexa sem governo, eu preferiria viver num local com governo. Porque? Vejamos: Eu moro em um condomínio. Há segurança nesse condomínio. Há segurança no meu local de trabalho, há segurança nas boas escolas, há segurança nos bons centros comerciais e nos bons parques. Ocorre que eu não quero ter de me preocupar com o trajeto entre os locais, não quero ter de me garantir (e garantir a minha família) apenas com meu próprio armamento ( não sou rico, não posso contratar seguranças particulares). Então o lugar onde eu gostaria de morar seria como um grande condomínio, em que todos os meus destinos habituais estivessem abrangidos.
    Mas isso já foi inventado há milhares de anos atrás, e chama-se cidade. Uma cidade fornecia certo grau de segurança interna e externa aos seus moradores, e moradores da região rural que a cercava. Necessariamente, para que isso pudesse acontecer, certas coisas seriam necessárias:
    1. A lei teria de ser única dentro daquele território;
    2. Teria de haver certo número de equipamentos de segurança comuns a todos (naquela época, uma muralha, ou pelo menos uma paliçada). Tais equipamentos necessariamente teriam de ser considerados do interesse de todos, e sua manutenção, melhoria e reformas teria de ser suportada coletivamente;
    3. Teria de haver equipamentos para locomoção e comunicação entre as pessoas (praças, largos, ruas, vielas, estradas, portões da cidade). Tais equipamentos necessariamente teriam de ser considerados do interesse de todos, e sua manutenção, melhoria e reformas teria de ser suportada coletivamente;
    4. Para cumprir sua função a cidade teria de ser capaz de defesa, o que implica em poder militar.
    5. Finalmente, a presença de estrangeiros dentro da cidade (ou aliança militares entre algumas pessoas e estrangeiros) teria de ficar sob supervisão de pessoas que representassem o interesse dos habitantes.

    Tudo isso implica em quatro monopólios:
    1. Momonopólio da lei (é absolutamente irrelevante para esse ponto saber como os aplicadores da lei são escolhidos e sustentados, podem até serem todos escolhidos pelo mercado e sustentados em acordos voluntários, mesmo assim, no seu conjunto, são um monopólio, e portanto são um governo - uma pessoa que cometa um crime dentro desse território, será punida de acordo com a lei desse território).
    2. Monopólio de equipamentos comuns.
    3. Monopólio da organização da defesa. Não importa se há uma grupo de "militares", a defesa pode ser até uma milícia composta por todos os homens sãos que se dispuserem, ainda assim é um monopólio, e por tanto um governo.
    4. Monopólio do controle da presença de estrangeiros.

    Ora, uma arranjo assim implica em pelo menos 4 monopólios. Históricamente isto é uma cidade-estado. Mesmo que todos os juízes sejam privados, mesmo que não haja impostos, mesmo que as decisões sejam tomadas pelos próprios cidadãos em acordo, mesmo que não haja uma classe militar, ainda assim é uma cidade-estado.

    Portanto, sabemos como nasce uma cidade-estado (que necessariamente tem governo, não importa o qual difuso ele seja) nasce do desejo das pessoas de estarem num ambiente com certo grau de segurança, que abranja todos os seus destinos habituais.

    Portanto, seu eu desejo um ambiente, com certo grau de segurança, que abranja todos os meus destinos habituais, num mundo em que há o mal e a insegurança, eu demando um governo. Se eu não tivesse um governo, eu compraria um. Chamar isso de condomínio, ou de cidade, ou de estado, é irrelevante.

    PS: Alguns dirão que deixei de fora a questão de segurança interna. Segundo penso, forças de segurança interna, se necessárias (em sociedades simples pode ser desnecessário a existência de pessoas epecializadas nesse trabalho) estão necessariamente ligadas aos operadores da lei, ou estes se tornam inefetivos. Mesmo que alguém imagine um tribunal criminal privado, necessariamente este tem de ter, subordinados ou em acordo consigo, forças de segurança que se fizerem necessárias (investigadores, seguranças, meirinhos, carcereieros, etc).
  • Alexei Dimitri Diniz Campos  27/08/2015 18:53
    Olá, Renato Souza!

    Sempre que eu faço um comentário, eu busco esclarecer que para que eu tivesse aquela opinião, eu estava levando em conta tanto a ideia defendida pela pessoa, quanto a ideia oposta àquela pessoa.

    Qual seria o meu peso? afinal, algumas pessoas não conseguem conceber uma pessoa que pode concordar com ambos os casos e discordar dos dois simultaneamente. Pois bem: meu peso é a perenidade.

    Perene é aquela situação em que a maioria das pessoas concorda que a longo prazo - séculos, talvez - o arranjo seja o mesmo, sem revoltas, sem manifestações, onde todos possam exigir quando estiverem sendo prejudicadas - de verdade, MAS QUE ESSA EXIGÊNCIA SEJA EXCEÇÃO, e não prática costumaz, como ocorre no Brasil - somos o país das filas, das reclamações, do carnaval, da educação desproporcional ao tamanho do país e de nossa riqueza mineral e natural, dos grandes banqueiros...

    Mas outro fator, tão importante quanto, seria o respaldo histórico. Um país, sem estado? Nunca existiu. É impossível. As pessoas possuem culturas diferentes, linguas diferentes, crenças diferentes, e sempre será natural se unir aos semelhantes e excluir ou evitar os desiguais. Se fosse assim tão fácil um mundo homogêneo, seríamos todos arianos, ou todos judeus, ou todos americanos, ou todos chineses.... E seríamos fardados à extinção.

    A forma como o estado evoluiu até hoje foi por necessidade do próprio povo, mas perdeu sua legitimidade quando o povo começou a esquecer que o papel do estado não é o de patrono, mas o de intermediador. Em todos os países, em menor ou maior grau, e mesmo em locais onde a votação é opcional ou obrigatória, há uma abstenção cada vez maior dos que votam. A maioria que vota em alguém o escolhe arbitrariamente. Os candidatos, por sua vez, não estão mais defendendo elites, estão defendendo a si mesmos.

    Outra coisa, somos limitados naturalmente, nós nunca vamos levar em conta todas as situações possíveis em dado momento, então, não podemos ter tanto poder nas mãos, seja ele estado, seja ele da iniciativa privada. É necessário haver equilíbrio entre os vários grupos que formam a sociedade.

    Em se tratando de revolução industrial, os trabalhadores eram mártires. Hoje, os empregados possuem regalias até demais. O corporativismo impera. Se você prestar atenção, todos irão preferir fazer as coisas da mesma forma, apenas repassando os aumentos de preços, então, o capitalista perdeu o potencial da mais-valia.

    Se analisarmos o caso do Uber, por exemplo. Porque que ao invés de auto-refletir quais as deficiências, os taxistas estão recorrendo ao Estado? O custo dos dois é praticamente o mesmo, e o Uber é de maior qualidade. Mesmo o Úber passando a pagar as taxas que os taxistas pagam, o preço não vai mudar muito. Mas de qualquer jeito, o serviço [transporte individual terceirizado] custa caro.

    Isso em se tratando de serviços. Mas em se tratando de indústria? Porque comprar tudo pronto? Se houvesse estímulo interno, o custo do produto iria concorrer com o estrangeiro e também iria baratear, melhorando a situação para todos. Digo estímulo: P&D, parcerias público-privadas, contratos com escolas para P&D, etc, e não comprar o produto caro para estimular a demanda.

    Outra coisa. A cultura de que o Dólar é ativo protetor de risco é outro problema, que gera instabilidade, evasão de investimento, importação cultural, exportação gananciosa, etc.

    Se analisarmos do campo da filosofia, esta crise está só começando. É um momento de transição, no qual o estado sufocará seus cidadãos, e aqueles que sustentam o estado não terão mais forças. Surgirá um estado bem menor, um empresário mais investidor interno e um banqueiro menos ganancioso, e a roda vai girar de novo, mas eu creio que até lá o caminho é sombrio, perverso, e totalmente negativo.
  • Patriota  16/08/2015 05:12
    Olá Alexei Dimtri Diniz Campos

    Você continuou falando em coletivos como se eu por algum motivo que não obrigação fizesse parte dessa organização ou grupo. Eu não me sinto parte desse grupo, e não sei porquê motivo estou grudado a ele por coação apenas por ter nascido alguns kms pra cá ou pra lá no planeta terra.

    Muitos podem dizer que é irracional a xenofobia e que o Brasil é o país mais "amigável" do mundo. O pais mais "alegre" do mundo. Mas e daí? O mundo ri de nós. Só nos resta copa do mundo. Êpa, 7x1 Alemanha, Neymar forçando ser expulso da Copa América? Acho que nem mais o futebol.

    O mundo ri de nós? Do país, você novamente me coloca nesse coletivo forçadamente como em todo o resto do comentário. O mundo ri da seleção do brasil no futebol? Isso não me compete se riem ou não, eu não faço parte do grupo de jogadores nem estou envolvido com a seleção, porque deve me importar se riem dela?

    Minha pergunta foi o porquê desse coletivo chamado patriotismo forçado, sua resposta não me explicou nada, qual o motivo de eu me sentir melhor em ser roubado por alguém do meu próprio país? É assim tão importante a nacionalidade de quem te comanda?
  • Alexei Dimitri Diniz Campos  16/08/2015 19:06
    Bom, se não entendeu que você é um escravo dos interesses internacionais, mão sou eu quem vai explicar para você.

    Bom, porque estou exigindo inteligência de grupo, para pessoas que são na verdade descendentes da escória e mistura de outros povos, que não possuem história e que agem como se fossem índios, nascendo, crescendo, reproduzindo e morrendo sem a mínima vontade de disputar alguma coisa com os outros. Me desculpe, estou exigindo demais.

    O Brasil não é humilhado pelo futebol. Aliás, é humilhado porque as pessoas só pensam em futebol e carnaval [carnaval = promiscuidade + festas]. E por não ter história e uma cultura [nossa "cultura" é na verdade a mistura de vários traços culturais vindos de outros povos].

    Tudo bem, já que você não concebe um senso de patriotismo, aconselho a ignorar meus comentários.

  • Patriota  17/08/2015 12:12
    Fato é, ou sou um escravo dos interesses internacionais, ou sou um escravo dos interesses nacionais.
    Em ambos sou escravo só não consigo entender qual é a vantagem dos nacionais, já que hoje são os interesses nacionais os que mais me maltratam hoje, bem como você disse no primeiro comentario. A soberania nacional faz com que a escravidão dos interesses nacionais seja mais presente na minha vida, já que são esses que podem fazer legalmente qualquer coisa comigo.

    Não estou dizendo que os outros governos internacionais são bonzinhos e o brasil que é o único lixo.
    Estou apenas atentando ao fato que os interesses nacionais são tão ou mais tiranicos que os de qualquer pais, isso se não completamente alinhados com esses interesses internacionais.

    Enfim não concordo que eu deva ser escravo dos interesses nacionais, mas faça bem proveito tentando obrigar a todos que nasceram entre as linhas imaginarias do brasil a fazer parte do seu exercito nacionalista.
  • Alexei Dimitri Diniz Campos  17/08/2015 20:10
    Patriota, meu caro, você não entendeu.

    Você não tem que aceitar ou recusar nada, quando nascemos, o tabuleiro e as regras do jogo já foram definidas. Só resta aprender com os outros que estão jogando, tanto "do seu lado" quanto "do outro lado".

    Concorda que o Brasil foi colônia de exploração, certo? E que países como EUA foram colônia de povoamento?

    Qual a diferença? Nascemos [como nação] como escravos. Se tivéssemos sido colônia de povoamento, teríamos ideais semelhantes aos EUA: Nacionalismo, Liberdade, Fraternidade (não confundir tudo isso com o ideal francês), Capitalismo, República, dentre outros.

    Veja, todo país precisa consumir, e para isso, ou ele compra isso pronto, ou ele compra recursos [como alimentos, aço, chapas de aço, componentes eletrônicos, etc] em vez de comprar pronto [computadores, TVs, prensas, etc].

    Isso sem contar que ele pode ser auto-suficiente ou ter muito de determinado recurso, o que o torna (semi-) independente em relação aos outros países. TENHA em mente que essa situação é EXTREMAMENTE perigosa para os outros players [outros países] (*).

    Recursos são muito mais abundantes e [quase] completamente renováveis [esqueça sobre o petróleo ser ou não renovável por enquanto]. O que implica que são baratos.

    Produtos prontos são mais caros, porque possuem valor subjetivo. Além de necessitarem de capital intelectual, e tal como (*), ESSE é outro fator EXTREMAMENTE perigoso para os players internacionais (+).

    Tal como em qualquer jogo, em que haja uma expectativa de ser a longo prazo - xadrez, banco imobiliário, etc, são exemplos - a melhor estratégia para atingir o sucesso - ESTAR NA FRENTE DO ADVERSÁRIO (=) - é sabotar o adversário, minimizando a quantidade de fatores que ele tem para ganhar.

    Muito que bem, então ao longo da história, os economistas, ou estrategistas dos governos, foram se tocando que os dois MAIS importantes fatores para que atinjam a condição (=) são (*) e (+), pois todos os outros são regidos por eles.

    Então, de que modo eles minimizam (*) e (+)? Primeiro, eles diminuem a importância do capital intelectual [para os outros players]. Fazem os outros povos acreditarem NA VERDADE DE CURTO PRAZO de que é mais barato e de melhor qualidade comprar as coisas prontas do que fabricar. E por fim, compram toda e qualquer instituição que promova a auto-suficiência ou qualquer instituição que promova a disseminação da importância do capital intelectual.

    Entendeu o jogo? Agora, é que vem a implicação do porque do governo "tirar nosso couro":

    Um governo que defenda sua nação (e seus cidadãos) iria deixar que seus adversários diminuam seus fatores de sucesso? NÃO (-). E essa é a diretiva que dirige o país.

    Então, como é que os outros países garantem que o governo não defenda seus cidadãos (-)? Simples, eles criam o NOSSO governo com os recursos deles.

    Veja, isso quer dizer que eles devem PATROCINAR, VEICULAR, INCUTIR no povo que os melhores candidatos são os indicados por eles. Sim, soa como teoria da conspiração? Mas me diga que a Dilma não é fantoche, que o Sarney não armou um dos maiores esquemas de corrupção do mundo!

    Mas você deve estar pensando. Não surgiria, um dia, um candidato que tivesse em pé de igualdade com "os fantoches" internacionais?

    Não. Eles sempre controlaram e vão controlar as fontes de riqueza. O que nos sobra é nossa trabalho. Quem consegue criar uma empresa, só sobrevive se não entra no radar deles. Se não, é absorvido, destruído ou fragilizado.

    Outra coisa. Para que não haja rebeldia dos "fantoches", eles os estão sempre trocando. Eike Batista teve sua chance. Quando tentou ajudar no desenvolvimento portuário, deram aquela rasteira nele. A Dilma tentou implantar um regime mais de esquerda, e está sendo caçada por isso. O Sarney estava com muito poder na mão, então, tiraram dele. A Petrobrás estava a alguns passos de nos tornar menos dependentes da gasolina estrangeira, através do Pré-sal. Com a lava-a-jato, derrubaram qualquer chance disso ocorrer.

    Esses são exemplos que me lembro agora de cabeça, mas há outros.

    Eu também sou Dilma fora, mas isso não quer dizer que sou PSDBista. Qualquer um dos dois é ruim.

    Entendeu? É como se você fosse um Hebreu, escravizado pelos Egípcios, enquanto esse na verdade, trabalhava para o Império Romano! Estude um pouco sobre Cleópatra e esse período! Me diz que não há correlação conosco!

    O Brasileiro é um Jesus, preso na cruz pelos próprios compatriotas [cléricos] Judeus que estão realizando a vontade de seu líder, o César de Roma.
  • Patriota  22/08/2015 01:23
    Olá Alexei,

    Vamos lá, primeiro gostaria de parabenizar pelos seus textos e permanecer na discussão, acho que todos ganham com isso.

    Bom eu começo questionando a ideia de país, porque a 'inteligência' de grupo que você se refere funciona pra país e não funciona por exemplo pra grupos próximos? Porquê é vantajoso um brasileiro que mora em foz do iguaçu a colaborar com o outro conterrâneo lá no amazonas, mas não é inteligente ele colaborar com paraguaios que moram centenas de kms mais próximo dele? O motivo é que essas são as regras quando você nasceu, seria isso? Quero apenas entender seu raciocínio.

    Você continua suprimindo o indivíduo de toda a análise, deixe pegar um trecho de seu texto:
    Veja, todo país precisa consumir, e para isso, ou ele compra isso pronto, ou ele compra recursos [como alimentos, aço, chapas de aço, componentes eletrônicos, etc] em vez de comprar pronto [computadores, TVs, prensas, etc].

    Eu não vejo país consumir, vejo indivíduos consumirem, não vejo países andando por ai comprando coisas, vejo indivíduos fazerem isso. Não consigo entender o que países fazem, só indivíduos...

    Parece que você parte do pressuposto que todos que não nasceram no mesmo país que eu estão 'do meu lado' e todos que não nasceram estão 'do outro lado'.
    Me explique esse fenômeno: como posso ser assaltado por outro brasileiro se ele 'está do meu lado'? Como eu posso me beneficiar de um curso gratuito oferecido online no youtube por exemplo por um estrangeiro se ele está 'do outro lado'? Esses dois fatos parecem totalmente impossíveis se partirmos da premissa 'nós' x 'eles' baseado em local de nascimento, mas são coisas que acontecem o tempo todo, você teria uma explicação pra esses fenômenos?

    Então, como é que os outros países garantem que o governo não defenda seus cidadãos (-)? Simples, eles criam o NOSSO governo com os recursos deles.

    Veja, isso quer dizer que eles devem PATROCINAR, VEICULAR, INCUTIR no povo que os melhores candidatos são os indicados por eles. Sim, soa como teoria da conspiração? Mas me diga que a Dilma não é fantoche, que o Sarney não armou um dos maiores esquemas de corrupção do mundo!

    Mas você deve estar pensando. Não surgiria, um dia, um candidato que tivesse em pé de igualdade com "os fantoches" internacionais?


    Não acredito que nenhum governo irá defender 'seus' cidadãos, porque vejo os governantes como outros indivíduos apenas, que irão buscar seus próprios interesses. E com tamanho poder, não tenho a ilusão que irão tentar me ajudar, eu sou apenas um indivíduo que mal os conheço.

    Bom não quero me alongar muito, até porque pretendo que me explique as questões acima, apenas pra comentar um último trecho o qual considero muito valioso de seu comentário

    [i]A Petrobrás estava a alguns passos de nos tornar menos dependentes da gasolina estrangeira, através do Pré-sal.[/]

    Menos dependentes? A Petrobrás iria fazer isso mesmo, qual seria o motivo? Por favor, me deixem ser dependente de gasolina estrangeira, os preços da gasolina e petróleo em baixa, de volta a níveis de 2009 e quem me impede de trazer gasolina mais barata de fora?

    Finalizando, quanto a precisar exportar produtos finais e que exportar recursos enfraquece o país:
    O que dizer então de um país como Austrália, usada originalmente como exílio a criminosos britânicos. Hoje como país com alto IDH, considerado de primeiro mundo, exportador majoritariamente de commodities e importador de 'produtos prontos'? Como conseguem isso sem seguir sua receita?

    Abraços
  • Alexei Dimitri Diniz Campos  22/08/2015 07:57
    Obrigado pelo elogio.

    Seu comentário é enriquecedor para o debate; creio que questionar pontos que não se entendeu é melhor do que desmerecer ou dizer exatamente o oposto. Parabéns!

    Bom, vamos aos pontos:

    1- Sobre inteligência de grupo. Bom, em mundo conectado, em que quase tudo pode ser feito pela Internet, onde falar inglês abre quase todas as portas, é difícil para alguém entender o conceito de nação, especialmente para as novas gerações.

    Eu não disse que um morador de Fox do Iguaçu seja "não inteligente" em ter bom relacionamento com regiões do Paraguai, por exemplo. Tal como você mesmo disse, a questão não é só "divisão política" [em termos de fronteira], mas de cultura.

    Se você tem maior entrada de divisas do que saída, não vejo como colaborar com regiões "não nacionais" esteja contra o interesse nacional. Se você corrobora com um plano macroeconômico, de importar menos "produto pronto" e mais commodities, não há o que temer.

    A região sul é pobre em recursos minerais. É muito industrializada. Então, possui um equilíbrio "macroeconômico" correspondente ao que eu disse. Mas, cuidado, o ferro, o aço, o cobre e o alumínio são essenciais para uma indústria perene.

    Veja o caso da Rússia e da Ucrânia. Lembra do conflito em Donetsk? Porque isso ocorreu? Mesmo sendo uma região da Ucrânia, a população é majoritariamente russa. Para a Ucrânia, só importam os recursos minerais da região. Para os russos, são povo russo. Teve até proteção militar nesse conflito. E agora, querem a separação.

    Qual o resumo desse ponto? O Brasil é constituído de diversas nações. Sim, você mesmo disse, há uma terrível diferença entre um amazonense e um paranaense. Qual seria então a lógica? Dividir essas nações em países. Várias revoluções tentaram fazer isso, mas nunca conseguiram, porque as regiões querem manter a unidade "Brasil".

    Bom, então nada de separar. Qual [seria] o correto? Agir como unidade, ora bolas! Quanto maior um grupo, melhor! Veja o caso da União Européia. Agem como grupo ao mesmo tempo que têm autonomia de nação. Tirando a Grécia :P

    Mas não há unidade no país, um paulista vai sempre achar que é melhor do que um cearense, etc. Um puxa sardinha para um lado, o outro para o outro e nada de avanço.

    Claro que o correto seria tirar o nome "Federativa" do nome do Brasil, ou mudar essa constituição, porque de federativo não tem nada.

    2- Sobre eu estar "suprindo o indivíduo". Não existe divisão de macro e micro na economia? A inteligência de grupo é uma característica que funciona melhor na macro economia, e não só na micro.

    "nós vs eles" é uma visão também de macro economia. O problema que o povo leva isso para micro economia a um nível ridículo.

    Não existe em contabilidade, Receita vs Despesa [em sentido amplo]? Não importa para o acionista que você vendeu 10.000,00 em parafusos e 5.000,00 em porcas, o que interessa é quanto você está gastando e quanto está recebendo.

    Veja, estou levando isso a nível de governo. Por que defendo tanto que não sou de esquerda ou direita? Porque toda hora, alguém me diz que um conceito meu é de esquerda mas eu tenho muitos ideais de direita e vice-versa.

    Defendo o governo agir como empresa, mas sempre levando em conta que o papel do governo é "contra-balancear" o mercado, para existir perenidade.

    Por exemplo, eu defendo um estado mínimo, com menor intromissão na economia. Seu papel seria do estrategista. Ele diria, através da mídia, em conjunto com diversos setores da economia e PRINCIPALMENTE com respaldo de estatísticos, marketeiros, analistas de marketing, empreendedores, etc, o que o país precisa. A iniciativa privada iria lá correndo. Se não for, tem algo errado.

    Claro, um passo de cada vez, não adianta dizer algo como FAZER DETERMINADO serviço sem ter mão-de-obra especializada, faculdades, etc.

    Mas a iniciativa privada iria fazer tudo? Não; por exemplo: escolas públicas precisam existir. Mas em um modelo competitivo e não-letárgico como o nosso. Tribunais também, mas o dinheiro sob custódia não deveria ficar na mão do juíz, como ocorre.

    3- Sobre ser assaltado. Isso é uma questão microeconômica. Desigualdade sempre existiu e sempre vai existir, assim como ladrões. A diferença é que quando você vai para o caminho certo, as coisas tendem a melhorar.

    Você é assaltado todos os dias por nações estrangeiras e nem sabe.

    4- Sobre eu aqui, governo lá. Isso não é justamente o que eu disse, sobre o governo ser apoiado internacionalmente, sem nenhum respaldo nacional?

    Creio que sua relutância, assim como a da maioria dos brasileiros, incite a falar isso mesmo, já que não há sentimento de unidade.

    Vou dar um exemplo. Você trabalha em uma empresa. Você está almoçando e encontra um conhecido. Esse sujeito, sem saber aonde você trabalha, começa a falar mal da sua empresa.

    Você tem as seguintes opções:

    A) Meter pau no cara, defender sua empresa, e se necessário, romper o relacionamento com a pessoa. ("Filha da puta, queria diminuir meu Status quo!")

    B) Concordar com o cara, abaixar sua cabeça e trabalhar com o peso na consciência. ("Mas poxa, é meu ganha-pão, tão difícil arrumar uma vaga!")

    C) Concordar em alguns pontos, discordar em outros, esclarecer algumas coisas - tanto vc quanto ele - de forma totalmente transparente, respeitosamente, etc, assim como um pai orienta um filho. Se possível, levar as conclusões para a empresa, lutar pela mudança, mudar de emprego se necessário. ("Certo pelo Certo, sou parte do sistema, e ele depende de mim!")

    D) N.D.A. ("Foda-se.")

    Depois, troque empresa por qualquer coisa pública, uma faculdade por exemplo.

    Agora, leve isso para uma pesquisa (sem as frases entre parênteses), veja as respostas, analise os dados.

    Se a pessoa mudar de resposta, significa que ela é incoerente. Então, não adianta, seja direita ou esquerda, ela não vai agir de boa fé.

    O público não é seu? Você não paga [com tributos]? Então, porque lutar por algo "privado" sem lutar também por algo "público"? Se não vale a pena, é mais um motivo para mudar, ora, se está te prejudicando e você não faz nada, significa que de alguma forma está confortável e de modo geral não está tão prejudicado assim.

    5- Gasolina mais barata. Ora, se o governo onera tanto a importação, uma alta produção de gasolina no litoral do ES/RJ/SP não seria mais barata?

    Eu disse que seria um passo. Não a [in] dependência total; faltariam as refinarias, as plataformas, o porto, a infraestrutura, etc.

    Alguém sempre está chutando as pernas de quem tenta fazer alguma coisa interessante para o país. Só falta aprovarem a legalização das drogas...

    Algo para pensar. Se fosse mesmo barato importar gasolina, porque não compram da Venezuela? Um oleoduto tornaria o custo baixíssimo. Claro, interesse internacional!

    6- Austrália. A Austrália é uma ilha; não pode se dar ao luxo de apenas importar os produtos industrializados, por sua distância dos outros países. Ela é altamente industrializada e com excelente infraestrura tecnológica, o oposto do Brasil.

    Outra coisa, ela é de domínio do Reino Unido, por isso, a questão política e geográfica a protegem. Quanto ao fato de ser a escória, eles entenderam que ou se uniriam ou pereceriam. Será que o Brasil precisa mesmo da monarquia?

    Esse exemplo corrobora com o que eu disse, não entendi seu uso.

    -----------------------------------------------------------------

    Você entendeu errado; é sempre necessário importar/exportar commodities e produtos prontos. É a mesma necessidade de haver investimentos de baixa e alta lucratividade. Qual a sacada? EVITAR importar tudo que consome e AUMENTAR a produção de bens de alto valor. Dentro da sua região!

    Outra coisa que não citei. O problema não é só a balança comercial, mas no balanço de conta corrente. Se você tem um monte de empresas estrangeiras, a saída de capital é prejudicial. Apenas um governo com controle de esquerda conseguiria aguentar por muito tempo, emitindo muito papel moeda e desvalorizando o câmbio. Daí o governo brasileiro passar a ser credor internacional. Como só o governo tem poder para emitir moeda, isso cria maior desigualdade entre as regiões e empobrecimento geral. Um governo de esquerda em momento de crise é tiro no pé.

    Agora, a China vai mandar os investidores estrangeiros se lixarem, porque agora que estão todos os países mais ou menos dependentes dela, ela pode se concentrar em criar moeda forte e investir no seu território, já que quase toda a China está no litoral.

    Resumindo: entenda as várias regiões como macro economias, em cada um desses planos: seu bairro, sua cidade, sua região metropolitana, seu estado, sua região "cultural", sua região política, seu país. Importe menos "produtos prontos" e mais commodities.

    MAS não se esqueça: trabalhe o máximo possível dentro das regiões macroeconômicas e maximize o que faz, minimizando o que precisa. Se não, não tem como existir estabilidade econômica mesmo.

    Daí haverá maior equilíbrio, e você passa a ser respeitado [por outras nações].
  • Patriota  27/08/2015 23:44
    Alexei, não concordo com essa unidade por nacionalidade, mas enfim vou comentar apenas algumas partes já que a maioria é mais do mesmo, você continua usando a 'nação' como se fosse um indivíduo, e não coaduno com esse coletivismo.

    Qual o resumo desse ponto? O Brasil é constituído de diversas nações. Sim, você mesmo disse, há uma terrível diferença entre um amazonense e um paranaense. Qual seria então a lógica? Dividir essas nações em países. Várias revoluções tentaram fazer isso, mas nunca conseguiram, porque as regiões querem manter a unidade "Brasil".

    Bom, então nada de separar. Qual [seria] o correto? Agir como unidade, ora bolas! Quanto maior um grupo, melhor! Veja o caso da União Européia. Agem como grupo ao mesmo tempo que têm autonomia de nação. Tirando a Grécia :P


    Nesse ponto que vejo nossa diferença principal, você diz que várias revoluções tentaram se separar mas não conseguiram, obviamente se queriam e não conseguiram, foram forçados a permanecer e não foi algo cooperativo. 'As regiões' querem manter a unidade? Mas elas não houveram revoluções contrárias a isso? QUEM são as regiões afinal, são pedaços de terra que dizem algo, são pessoas poderosas que forçaram a manter essa unidade contra a vontade, ou ainda são as mesmas pessoas que fizeram as revoluções?

    Então você finaliza dizendo, ok tentaram e não conseguiram se separar, então se não pode derrota-los junte-se a eles hehe. Não acho que quanto maior o grupo melhor, a qualidade dos participantes do grupo me é muito mais importante, e se eu não quero fazer parte do grupo mas sou forçado a permanecer nele, provavelmente vou agir contra o grupo e não a favor, e eu entendo isso e acho que é um motivo racional. Não vejo motivo para manter pessoas contra a vontade delas em meu grupo, e é nesse ponto que discordamos.

    Para finalizar um último comentário

    O público não é seu? Você não paga [com tributos]? Então, porque lutar por algo "privado" sem lutar também por algo "público"? Se não vale a pena, é mais um motivo para mudar, ora, se está te prejudicando e você não faz nada, significa que de alguma forma está confortável e de modo geral não está tão prejudicado assim.

    Não acho que algo público seja meu, se fosse eu poderia usar como bem entendesse e não posso.
    O que eu faço é tentar seguir a minha vida, tentar me manter o mais afastado de coisas que não concordo e tentar não fazer parte disso, quero seguir a minha vida e não tentar agigantar uma 'nação' que apenas faço parte por ser obrigado.

    Se a unidade é tão boa, e quanto maior o grupo melhor, não tem motivo pra você ficar achando que as outras nações estão te explorando, do mesmo jeito que estou num grande grupo que me explora e contra a minha vontade chamado país, você também esta num grande grupo chamado planeta terra, e contra a sua vontade. Veja que grupo lindo esse planeta terra, não estamos importando bens prontos de fora do planeta e nem exportando commodities demais, tudo permanece dentro dos domínios da terra, logo não existe exploração, certo?

    Abraços
  • anônimo  18/08/2015 10:35
    Então sr índio, talvez o sr fique feliz de saber que entre os lindos e maravilhosos europeus finos e civilizados também existem libertários e também existe a idéia de que o nacionalismo é uma palhaçada que serve como ferramenta pra controlar o povo como gado.
  • Alexei Dimitri Diniz Campos  21/08/2015 19:34
    Isso é uma falácia grave.

    Todo Estado controla seu povo como gado. Aliás, quanto menor o senso de patriotismo, mais o povo age como gado. Quem é "mais gado", Brasil ou EUA?

    Pergunta para qualquer pecuarista. Quanto mais dócil é o animal, mais suscetível a obedecer ao ser humano ele é, porque não tem instinto de grupo.

    Me diz um país livre em que o povo não tenha senso de patriotismo. Não estou falando de ufanismo.

    Não estou falando de "Venezuelismo", porque o governo é patriota mas a nação é ignorante, o que a faz agir sempre contra o governo - algo como acontece com o Brasil.

    Agora, leve em conta um país nas mesmas proporções geográficas e populacionais do Brasil. Existe algum país, que possua estabilidade econômica, que não seja nacionalista?

    Não sou Índio, sou mistura de vários povos e não tenho traços culturais de Índio, como ocorre com maioria dos brasileiros. O que quero dizer com "índio" é a tendência a acomodar-se, a buscar apenas as necessidades do momento, a preferir pegar algo pronto do que tentar fazer por conta - como hobbie, etc.

    Nacionalismo não é obedecer piamente os governantes, mesmo que esses estejam contra o interesse nacional, isso é fascismo.

    Uma coisa é forçar as pessoas a fazer as coisas por força de Lei. Isso é esquerdismo.

    Outra coisa, é mostrar os dois lados de uma moeda para o povo, pois por natureza o povo não possui todos os elementos para agir de forma a garantir a perenidade.
  • Edujatahy  27/08/2015 19:18
    Nacionalismo é uma praga, que quando se junta com Socialismo monta o nazismo.

    Prefiro me afastar destas coisas. Tanto nacionalismo quanto socialismo são contra a liberdade.

    Eu não sabia que o povo de Hong Kong era extremamente patriótico.
    Eu não sabia que o povo de Cingapura era extremamente patriótico.
  • Simjatoaqui  27/08/2015 19:38
    Nacionalismo é uma forma de socialismo.
  • Renato Souza  27/08/2015 20:52
    Vejamos um dos muitos resultados nefastos do nacionalismo:

    Antes de eleição de Dilma, uma importante analista do Santander, publicou uma análise bem feita, explicando a investidores os cenários possíveis, conforme quem ganhasse as eleições. O governo pressionou, e o Santander mandou ela embora. E o nacionalismo impediu que muita gente enxergasse o óbvio: Ela esta perfeitamente certa em todas as suas previsões.

    www.infomoney.com.br/blogs/terraco-economico/post/4124927/passado-ano-famosa-carta-superintendente-santander-estava-errada

    Em média, o povo de um pais estará melhor se um maior número de investidores e empresários tomarem mais decisões racionais. Certo?
    Nacionalismo cega as pessoas, ao ponto delas aceitarem tranquilamente que o governo alveje os mensageiros. Certo?
    Alvejados os mensageiros, será mais difícil que investidores e empresários tomem as decisões mais racionais. Certo?

    Então o nacionalismo resulta no contrário daquilo a que "teoricamente" se propõe. Enfraquece o povo economicamente e o torna mais escravo de seu governo.
  • Alexei Dimitri Diniz Campos  27/08/2015 21:08
    "Nacionalismo é uma forma de socialismo."

    Então os EUA são socialistas? Not even close.

    "Hong Kong", "Cingapura".
    Então vá estudar história. Sobre Hong Kong, as Guerras do Ópio e Singapura.

    Essas "nações" foram de domínio Britânico, ou subjugadas por várias nações, como no caso de Singapura; então, não são exemplos de países livres, se pesquisar um pouco irá perceber que seus governos são esquerdistas populistas e que são paraísos fiscais da Ásia. Tipo o Havaí.

    Mas quem disse que eles não são patrióticos? Banqueiro gosta de dinheiro de qualquer lugar e Dólar é sempre bem-vindo.

    Hong Kong é chão-de-dinheiro. O Produto externo é maior do que o PIB. Então, as pessoas são escravas. Importam [quase] todo o alimento. É atualmente RAE (Província) da China. Livre? Hahahah.

    E outra coisa, porque você foi procurar um país de cultura Oriental para um problema de país Ocidental? Nunca entendeu que a cultura Asiática não funciona aqui?

    Não quero que você dê uma de cara-pintada, mas se você não tem um candidato que seja conhecido seu, que você pelo menos tenha ouvido falar que é bom, de forma similar ao que os QIs - Quem Indica - fazem na iniciativa privada, sobra Lula ou Collor para votar.

    Quanto mais você se afasta de política, de candidato aqui, de Lei acolá, mais pessoas estarão fazendo o mesmo, e qual é o resultado? Bom, o seu bolso.
  • Renato Souza  27/08/2015 20:17
    Alexei

    Vejo com espanto uma enorme quantidade de afirmações suas.

    "Não estou falando de "Venezuelismo", porque o governo é patriota mas a nação é ignorante, o que a faz agir sempre contra o governo - algo como acontece com o Brasil."

    Cara se é isso que você propõe, então está propondo o inferno. Se entendi bem, você considera bom o governo venezuelano, a culpa é do povo que fica contra o governo... essa doeu.

    Você considera o "nacionalismo" (do qual o governo venezuelano é um exemplo) algo bom, essencial mesmo. Então vejamos:

    Qual país é mais nacionalista: Coreia do Sul ou Coreia do Norte? Coreia do Norte. Qual povo vive melhor? Coreia do Sul.

    Nacionalistas e vivem pior: Menos nacionalistas e vivem melhor:
    Argentina Chile
    Alemanha de Hitler Alemanha Atual
    Japão da década de 40 Japão após a derrota
    Coreia do Norte Coreia do Sul
    Irã Canadá
    Brasil Finlândia
    Venezuela Colômbia
    Nicarágua Panamá
    China continental Taiwan
    Itália fascista Itália após o fascismo
    Malásia Hong Kong

    Pessoalmente, eu acho o nacionalismo uma característica cultural que é bastante prejudicial se ocorre em dose exagerada. Nacionalismo em excesso necessariamente cegas as pessoas, leva a uma economia fechada, justifica os calhordas, dá vantagens a mentirosos, é usado por grupos de interesse como ferramenta.

    A bem da verdade, uma "nação" com milhões de kilômetros quadrados, não parece alguma coisa natural, parece um tumor, algo que cresceu demais. Instinto gregário é natural, mas ele por si só não criaria o "senso de nação" em áreas tão grandes.

    Note ainda que a America do Sul se tornou muito mais pobre que o sudeste asiático, embora fosse mais rica no passado, e não tenha passado pelo horror da II Guerra. O que diferencia essas regiões? O sendo gregário naquele segunda região é mais familiar, portanto mais natural. Aqueles povos, em vez de ufanismo tolo, acreditam em trabalhar para si e para suas famílias. Os povos sul americanos ficam "exigindo direitos" do papai governo, em vez de trabalharem, e os familiares só ferram uns aos outros e se aproveitam uns dos outros, em vez de se ajudarem de forma inteligente. E esses mesmos governos, usam desses "direitos" para obter cada vez mais poder político, e as pessoas só se ferram.

    Finalmente: O povo americano tem um padrão de vida melhor que a maioria dos povos, mas tenho certeza que eles seriam ainda mais prósperos se fossem menos nacionalistas.
  • Edujatahy  27/08/2015 22:02
    Vale ressaltar cque o período de maior crescimento dos Estados Unidos foi exatamente na época em que o modelo era liberal e que eles receberam milhões de imigrantes, qual o nacionalismo de imigrantes mesmo? Foi com as ideias nacionalistas do século vinte que os americanos passaram a ser rígidos nas suas fronteiras e o estado se tornou o império que hoje é.

    Se os americanos tivessem a mesma viés nacionalista de hoje no século dezenove eles não teriam se tornado a potência que se tornaram.
  • Alexei Dimitri Diniz Campos  28/08/2015 02:26
    Hum, você não levou em conta meu comentário que diz que não se deve levar em conta extremismos. (veja em 23/06/2015 21:10:53).

    Nem meu comentário de que eu não sou patriota (24/06/2015 05:47:08).

    Eu disse "patriotismo, não o ufanismo, nem venezuelismo e muito menos o fascismo", porque sempre que eu cito alguma coisa, vem algum anônimo infeliz e leve ao extremo; dessa forma tentei focalizar a ideia para algo intermediário.

    (reli minha citação e sua interpretação é incorreta).

    Mas já que não deu certo...

    Veja, somos anti-nacionalistas ao extremo. Nosso país está rumando para algo pior do que a Venezuela, porque nosso governo não estará pensando em nós, estará pouco se lixando, porque o Titanic Brasil já está com a terceira comporta afundada.

    O que é pior? Votar no Tiririca, porque acha que político é palhaço, ou ser palhaço por votar no Tiririca?

    O cara pode até ter tentado fazer alguma coisa, não faltando, propondo alguns projetos, não participando da corrupção. Mas não fez a mínima diferença. Quem assumiu foi o Francisco Everaldo Oliveira Silva, não o Tiririca.

    Uma coisa é ser nacionalista, outra coisa é barrar toda e qualquer imigração. Aliás, dizer que o crescimento era maior no século 19 é uma grave falácia, já que toda série natural cresce mais quando há espaço e diminui a taxa de crescimento quando está saturada. Ou seja, o seu crescimento corporal aflorou na sua adolescência e é ínfimo agora. O que não quer dizer que você coma menos, ou coma pior.

    Oi, foi isso que li? Brasil nacionalista? kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. Protecionista não é o mesmo que nacionalista, é necessário analisar quem está sendo protegido. Claro, Oi, Tim não são nacionais. Os grandes bancos não são nacionais. As estatais não são mais estatais. Possuem acionistas majoritariamente estrangeiros.

    Quem detêm o controle dos meios de produção e as terras na Venezuela? O Governo? Ou será que são a casta mais abastada, com interesses pró-americanos?

    Citar países que foram protegidos por EUA, Inglaterra, França e Israel (liga da justiça), contra o comunismo, islamismo e inclusive contra a Rússia (Watchmen) como "mais desenvolvidos" é fácil, já que a mídia é sua, o sistema financeiro é seu, o acordo de Bretton Woods beneficia você.

    Não confio em nada do que a mídia diz sobre as boas coisas que a liga da justiça fez e nem em coisas ruins que dizem dos watchmen. Contar vantagem e desmerecer concorrência é o básico do marketing.

    Claro que Hitler foi sabotado: tinha ideias anti-semitas contra os judeus e contra outros povos, como eslavos; era nacionalista; era pobre; lutou na guerra; então, pode falar mal dele.

    Vocês são exemplo de que não existe unidade no país, tirando cerveja, mulher e futebol, os brasileiros iriam matar uns aos outros.

    Querem um exemplo de futebol? Vamos imaginar um time em que os jogadores tem diversas etnias. Vou chamá-lo de Tabajara.

    Cada um possui uma habilidade e uma posição, mas na verdade, todos querem fazer gol, até o goleiro.

    Agora, têm o técnico, o cara escolhido para arrumar o time taticamente, além dele ter definido estratégias de jogo. O técnico define o capitão, o cara que irá dar os toques - dicas - dentro do jogo.

    Mas imagina que o time não consegue sair do próprio campo! Quem está no ataque, entrega a bola de graça, achando que o outro time vai beneficiá-los depois. Os laterais não conseguem marcar, os adversários são muito rápidos e inteligentes, eles defendem que devem ficar em sua zona na lateral. Os zagueiros, vendo tudo isso, quando estão com a bola, ou fazem gol contra, ou dão escanteio, ou dão lateral, ou marcam falta/penalti, já que tão vendo que o time é uma droga.

    O goleiro nunca está no gol. Vive reclamando que toma gol, que o time não faz nada, que os zagueiros não marcam direito em escanteio e que os atacantes nunca voltam para ajudar na marcação.

    Aí, quando o juiz apita, 7x1 pro outro time. O que o time faz? Põe a culpa no capitão. O capitão tenta arrumar o time no outro jogo, mas dá na mesma; quando o time está quase desclassificado, surgem movimentos para derrubar o capitão, ou colocando outro, ou ignorando o que o capitão diz, ou até conseguindo jogar sem capitão (depois levam cinco cartões amarelos e um vermelho por jogo e não entendem).

    Agora, sem capitão ou com um capitão fraco, colocam a culpa no técnico. Mas ninguém joga sem técnico.

    O técnico tenta comprar e vender jogares. É veementemente vaiado, ignorado, xingado. Às vezes, ele prossegue, mas o time não melhora. Na maioria das vezes, ele desiste até de colocar reservas em jogo.

    Bom, os atacantes tão nem aí, geralmente conseguem fazer um ou dois gols por partida.

    Economistas de plantão, é possível TODOS os países terem saldo comercial positivo - em longo e curto prazo? Não né, já que exportação de um = importação de outro. Dinheiro no bolso dos EUA = menos dinheiro aqui.

    Então, não venham com essa de que não existe competição e parem de ser Tabajaras.
  • anônimo  27/08/2015 20:40
    Nacionalismo nada mais faz, como ideologia, do que transferir parte da existência do ser para um abstrato coletivo. Ele simplesmente ofusca a noção de individualidade, isso é totalmente contrário ao liberalismo.

    "Lute pela nação" (morra por causa de alguns políticos e burocratas)
    "Se sacrifique pelo país" (Pague mais impostos)
    "Somos todos um só" (Vocês não são ninguém)
  • Alexei Dimitri Diniz Campos  28/08/2015 13:50
    Vejo que vocês estão confundindo tudo: esquerdismo, populismo, nacionalismo e protecionismo.

    O Brasil nunca foi nacionalista. Sempre foi protecionista. O PT é esquerdista, e não nacionalista.

    Claro, Oi, Tim, Vivo, Itaú, Bradesco, Satander. São empresas nacionais? Gozam de proteção? Então entenderam o que eu digo.

    As "empresas estatais" - de economia mista - possuem em sua maioria de ações, empresas nacionais, ou empresas estrangeiras? Pera, os grandes bancos também são internacionais, então, acho que já é um NÃO de tabela.

    O que os políticos usam em suas campanhas? Populismo.

    A população é ignorante, não sabe distinguir ato nacionalista com compra de votos. Compra de votos é populismo, e atos populistas são em um longo prazo, contra o nacionalismo.

    Um povo que fala que Brasil não presta, que saúde é um lixo, é nacionalista? Pobre de vocês.


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