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Explicando as oscilações do preço do ouro

No início de outubro de 2012, o ouro chegou a US$ 1.802.  De lá pra cá, sua cotação oscilou continuamente para baixo, fechando em US$1.554 na sexta-feira passada (01/03).  O que se passa?

Para entender o comportamento de alguns ativos, é necessário acima de tudo entender a diferença entre taxas de juros de curto prazo e taxas de juros de longo prazo.  Sempre que você vir a expressão "taxa de juros" desacompanhada de palavras classificatórias que expliquem se tais taxas são de curto prazo ou de longo prazo, pode ter certeza de que a informação transmitida está incorreta.  Qualquer discussão sobre taxa de juros que não esclareça a diferença entre taxa de juros de longo prazo e taxa de juros de curto prazo é enganosa.

Façamos uma rápida recapitulação da teoria austríaca dos ciclos econômicos.  Ela ensina que, quando o Banco Central cria dinheiro e o injeta no sistema bancário, tal expansão monetária reduz inicialmente as taxas de juros de curto prazo, isto é, a taxa básica de juros da economia, aquela taxa que os bancos cobram (pagam) entre si no mercado interbancário para emprestar (tomar emprestado) dinheiro que possuem em suas reservas.  Os bancos recorrem a essas operações interbancárias diariamente, pois, ao final de cada dia, precisam manter um determinado volume de dinheiro em suas reservas.  Esse volume é o equivalente a uma determinada porcentagem do total de suas contas-correntes, e é determinado pelo Banco Central.  [No Brasil, essa taxa chama-se SELIC]. 

Esta política monetária pode, sob determinadas circunstâncias, reduzir as taxas de juros de longo prazo, mas apenas temporariamente.   

Quando os bancos, que agora estão com mais reservas bancárias, criam dinheiro para emprestar para empresas, as empresas começam a expandir suas operações.  Empreendedores veem que há mais dinheiro disponível a taxas de juros menores do que antes.  Neste ponto, imediatamente após a expansão monetária, tanto empréstimos de longa duração quanto empréstimos de curta duração estarão com taxas de juros menores.  Isso não significa que houve um aumento da poupança por parte da população.  Significa apenas que o sistema bancário de reservas fracionárias, sob o comando do Banco Central, aumentou a oferta monetária.  Para persuadir os empreendedores a tomarem emprestada essa maior quantidade de dinheiro agora disponível, os bancos têm que reduzir as taxas de juros de seus empréstimos.

O mercado de títulos — o mercado que lida com debêntures, letras financeiras, títulos dos governos, títulos hipotecários etc. — também pode vivenciar, neste período, uma redução de suas taxas de juros de longo prazo. 

Ao longo do tempo, no entanto, este aumento da oferta monetária começa a gerar um aumento nos preços dos bens de consumo.  Quando tal aumento se torna evidente, os emprestadores percebem que não é mais um bom negócio continuar emprestando, a longo prazo, dinheiro à taxa de juros vigente, que está baixa.  Eles percebem que, a esta taxa de inflação de preços, o dinheiro que lhes será devolvido após o fim do empréstimo terá um poder de compra menor.  Em outras palavras, o dinheiro valerá menos do que vale hoje.  Sendo assim, estes emprestadores irão querer se proteger desta depreciação da unidade monetária.  E a maneira de eles se protegerem é aumentando a taxa de juros que cobram para conceder empréstimos.  Isso eleva as taxas de juros de longo prazo.  Consequentemente, os preços de todos os títulos caem (quando os juros sobem, os preços dos títulos caem, e vice versa).

À medida que essas crescentes taxas de juros de longo prazo — decorrentes da expansão monetária, que gerou uma elevação de preços em toda a economia — começam a afetar o mercado de títulos, os empreendedores são informados por este sistema de preços de que eles não mais podem continuar pegando empréstimos a uma baixa taxa de juros.  Consequentemente, eles têm de tomar uma decisão.  Será que as taxas de juros de longo prazo continuarão subindo ou será que elas irão cair? 

Se eles creem que a inflação monetária continuará, e que portanto os preços continuarão aumentando, então eles estarão dispostos a continuar tomando empréstimos e pagando estas crescentes taxas de juros de longo prazo, pois eles creem ser capazes de continuar vendendo bens e serviços em uma economia que ainda estará aquecida; em uma economia em que as pessoas continuam comprando bens e serviços mesmo a preços maiores.  Os empreendedores, portanto, decidem que a taxa de juros mais alta ainda é um bom negócio, dado o fato de que eles esperam que os preços continuem subindo, que a demanda dos consumidores permaneça a mesma (ou suba), e que o ciclo econômico continue na fase da expansão.

O problema ocorre quando o Banco Central começa a estabilizar a base monetária — isto é, diminui suas injeções de dinheiro no sistema bancário.  Se o sistema bancário emprestou dinheiro ao nível máximo possível — considerando as regras de compulsório estabelecidas pelo Banco Central — esta estabilização da base monetária começará a afetar as taxas de juros de curto prazo.  Torna-se mais difícil dar continuidade às atuais políticas de expansão dos empreendimentos.  Empreendedores descobrem que ficou mais caro pegar emprestado o dinheiro de que precisam para completar os empreendimentos que haviam iniciado por terem imaginado que a demanda dos consumidores continuaria subindo.  Os empreendedores começam então a competir entre si por empréstimos de curto prazo, pois eles têm de terminar seus projetos.  Quando eles competem entre si por este dinheiro, a taxa de juros de curto prazo sobe.

Enquanto isso, no mercado de títulos, cresce o temor de que a fase expansionista do ciclo econômico está chegando ao fim.  Consequentemente, os empreendedores deixam de tomar empréstimos de longo prazo, pois eles estão receosos de que não conseguirão quitar suas dívidas caso a economia entre em recessão.  Portanto, em decorrência desta menor demanda por empréstimos de longo prazo, as taxas de juros de longo prazo começam a cair.  Ao mesmo tempo, outros investidores creem que será uma boa ideia comprar títulos de longo prazo e auferir os juros pagos por estes títulos.  Dado que haverá uma recessão, ter uma receita garantida é uma ótima opção.  Logo, ao mesmo tempo em que as empresas reduzem suas tomadas de empréstimo, os emprestadores começam a comprar títulos.  Isso reduz ainda mais a taxa de juros de longo prazo.  Os preços dos títulos sobem.

Conclusão: quando o processo de estabilização de base monetária é iniciado, a tendência é que as taxas de juros de curto prazo aumentem e a taxa de juros de longo prazo diminua.  O sinal clássico de uma recessão iminente é a inversão da curva de juros, que ocorre quando os juros de curto prazo são maiores que os juros de longo prazo.  [No Brasil, esta inversão ocorreu em agosto de 2011].

O ouro pode subir, e de fato sobe, em períodos de aumento das taxas de juros de longo prazo, caso o motivo para este aumento das taxas seja a expectativa de uma significativa inflação de preços no futuro.  Se a oferta monetária estiver crescendo, e se o multiplicador monetário também estiver crescendo, então podemos esperar um aumento da inflação de preços no futuro.  Sob estas condições, a economia pode apresentar taxas de juros de longo prazo crescentes e taxas de juros de curto prazo também crescentes.  Tudo está ligado à política monetária do Banco Central.  Está ligado também a uma mudança de atitude dos bancos, o que significa que eles agora estão dispostos a aumentar seus empréstimos.

Se tivermos uma situação em que as taxas de juros de curto prazo estão aumentando e as taxas de juros de longo prazo estão caindo, então uma queda no preço do ouro é um prognóstico sensato.  O preço do ouro irá cair porque há uma grande recessão se aproximando, pois a política do Banco Central se tornou anti-inflacionária.  Isso foi exatamente o que ocorreu nos EUA em 2008.  O preço do petróleo caiu acentuadamente, o preço da prata despencou, e o preço do ouro caiu aproximadamente 25%.  Foi tendo em mente esta teoria que previ, ainda em março de 2008, que o preço do ouro cairia.  Eu estava correto.  Alertei meus assinantes quanto a isso dois dias após o ouro ter chegado ao ápice de sua cotação naquele ano.

No momento, creio que os EUA estão se movendo rumo a uma nova recessão.  É por isso que nunca acreditei que o preço do ouro irá ultrapassar os US$1.800 nesta fase do ciclo econômico.  Por outro lado, está havendo uma crescente demanda por ouro pelos bancos centrais de todo o mundo.  Isso é particularmente notável para os bancos centrais asiáticos.  Mas não creio que a quantidade de ouro comprada pelos bancos centrais será maior do que a quantidade total de ouro que é produzida pela economia mundial anualmente, em torno de 2.000 toneladas.

É possível que os EUA consigam postergar esta recessão vindoura.  A incrível expansão do balancete do Fed, que mostra que ele está comprando títulos do Tesouro de longo prazo, bem como títulos hipotecários de Fannie Mae e Freddie Mac, é um indicativo de que o Fed está fazendo de tudo para evitar uma recessão.  A Europa está em recessão, assim como o Japão.  Mas nos EUA, se o Fed continuar inflacionando à taxa atual, é possível que o país consiga postergar sua recessão, muito embora eu não visualize qualquer possibilidade de uma recuperação econômica sustentável no futuro.

Em todo caso, a política de longo prazo do Fed é claramente de expansão monetária.  No momento, os bancos americanos estão retendo a maior parte do dinheiro criado pelo Fed.  Os bancos preferem manter este dinheiro depositado junto ao Fed, que está pagando 0,25% ao ano sobre este montante, a emprestá-lo para empresas e indivíduos, algo arriscado no atual cenário de incerteza.  No entanto, no momento em que quiser, o Fed pode forçar os bancos a emprestar este dinheiro: basta aplicar uma multa sobre estas reservas em excesso.  Se os bancos passarem a emprestar este dinheiro, o multiplicador monetário irá aumentar, e isso gerará condições para uma nova expansão econômica artificial.  Isso levará a um grande aumento nos preços ao consumidor.  Tal cenário é favorável para investidores em ouro e prata.

Conclusão

Não há uma relação simples entre taxa de juros e preço do ouro.  Não se deixe levar por teorias que correlacionam preço do ouro a taxa de juros e que não mencionam a qual tipo de juros elas se referem.  As expectativas de inflação e de crescimento econômico conduzem o preço de ativos como ouro e prata.


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autor

Gary North
, ex-membro adjunto do Mises Institute, é o autor de vários livros sobre economia, ética e história. Visite seu website

  • Pobre paulista  04/03/2013 14:05
    Dúvida:

    Em sendo o ouro uma mercadoria qualquer, porquê não dizer simplesmente que o preço do ouro varia de acordo com a demanda?

    Afinal, se ninguém mais achar que ouro é moeda, seu valor tende a despencar, correto?

  • Leandro  04/03/2013 14:24
    Porque isso seria uma ciência econômica tosca. Dizer que o preço do ouro varia de acordo com a demanda por ouro é o óbvio ululante. O objetivo do artigo é explicar os mecanismos por trás desta variação de demanda. Ciência econômica é isso: explicar aquelas coisas que não são diretamente visíveis aos olhos dos não-iniciados.

    Caso contrário, seria facílimo explicar, por exemplo, o fenômeno da formação e do estouro de bolhas: "Ah, a demanda subiu e depois caiu. Simples. Por que isso ocorreu? Ah, sei lá. O que importa é que a demanda variou. Por que ela variou não interessa..."

    Isso não seria fazer ciência econômica.
  • Mohamed Attcka Todomundo  04/03/2013 18:59
    "As expectativas de inflação e de crescimento econômico conduzem o preço de ativos como ouro e prata."

    Leandro, q outros ativos tem seu preço conduzido por expectativas de inflaçao?

    o ouro e a prata tem seu preço conduzido por expectativas de inflaçao pq sao guardas-de-valor (em tempos de incerteza sao usados como reservas)? alem de ouro e prata, q + hoje em dia é usado como guardas-de-valor?
  • Leandro  04/03/2013 19:17
    Qualquer outra coisa que seja vista como uma confiável reserva de valor e que possua alguma liquidez. No Brasil da década de 1980 e início da de 1990, este ativo eram os imóveis. Atualmente, vários metais mais raros, como a platina, também são usados. Outros preferem se arriscar em commodities agrícolas, mas aí já é a área do Jim Rogers. Procure nossos artigos com entrevistas com ele.
  • Andre  04/03/2013 18:45
    Isso é praticamente impossível, já que na história da humanidade somente o ouro e a prata prosperaram como dinheiro.

    Todas as moedas fiduciárias criadas falharam, tendo seu valor chegado a ZERO.
  • Mohamed Attcka Todomundo  05/03/2013 12:17
    qando ouro e prata prosperaram como moeda a humanidade so conhecia 7 metais (ouro, prata, cobre, estanho, chumbo, mercurio e ferro). a platina so foi descoberta entre 1735 e 1741 (duvidas historicas sobre a data). o paladio em 1803. por estas epocas ja havia manipulaçoes inflacionarias e esperiencias fiduciarias. e o mercado de commodities p/ esses metais tb é recente (do paladio vem do fim da dec. 1970 p/ cá).

    entao ñ dá p/ dizer q ñ surjam outras coisas p/ arranjo monetario. o ouro por ex. so se consolidou na 2ª metade do sec. XIX, banindo a prata, q foi por seculos até + importante q o ouro (por ex.: grecia, japão e alemanha tinham minas de prata, mas ñ de ouro. por seculos arranjos monetarios de commodities eram locais; demorou ate unificar tudo). podem sim surgir + arranjos monetarios, ainda + pq tão emergindo privadamente, e podem ser arranjos especializados, ao inves de gerais.
  • Rhyan Fortuna  04/03/2013 14:36
    Muito bom!

    Sobre o Fed comprar títulos de longo prazo. Qual o objetivo do Fed e qual mecanismo econômico acontece?

    Há alguma possibilidade do Fed punir reservas em excesso atualmente?

    Obrigado!
  • Leandro  04/03/2013 15:52
    Impedir o aumento dos juros de longo prazo, o que significa estimular as hipotecas e o crédito imobiliário. Há também o efeito totalmente efêmero de dar a impressão -- por causa da queda temporária desses juros de longo prazo -- de que não expectativas de inflação para o longo prazo.

    Quanto à punição das reservas em excesso, não vislumbro, dado que foi o próprio Fed quem as criou justamente com o intuito de evitar a hiperinflação.
  • pensador barato  04/03/2013 16:37
    Leandro não seria bom explicar as variações(taxa de juros,preço do ouro,oferta e demanda)destas variáveis em um gráfico,visto ser mais uma opção para explicar esses fenômenos econômicos.
  • Leandro  04/03/2013 18:20
    O gráfico da variação do preço do ouro está aqui.

    O gráfico da variação das taxas de juros de curto prazo (linha vermelha) e longo prazo (linha azul) está aqui.

    Desconheço gráfico que mensure demanda por ouro. Aliás, isso é impossível de ser representado graficamente.
  • Julio dos Santos   04/03/2013 19:51
    Leandro, o texto cita que no Brasil a inversão das taxas de juros LP e CP ocorreu em agosto de 2011, poderia me indicar quais foram as taxas utilizadas nesta afirmação?
    Referente as informações sobre ouro, indico o site www.gold.org, ele possui algumas informações de demanda, oferta e posição das nações. Ele não engloba toda industria mundial do ouro, mas traz algumas informações pertinentes.
  • Leandro  04/03/2013 19:57
    Nos links a seguir.

    Taxa de juros SELIC:
    www.tradingeconomics.com/brazil/interest-rate

    Taxa de juros de título de 10 anos:
    www.tradingeconomics.com/brazil/government-bond-yield

    Você terá de selecionar as datas de acordo (sugiro que coloque a partir de janeiro de 2011 para ambos).
  • anônimo  04/03/2013 21:14
    Existe algum artigo aqui no mises que fale da Divisão internacional do trabalho(DIT)?
  • Leandro Rousselet  05/03/2013 03:10
    No caso brasileiro, a Selic é um indicador das taxas de juros de curto prazo. Qual seria um bom indicador das taxas de juros de longo prazo?
    Obrigado desde já.
  • Cesar  05/03/2013 15:21
    Uma aula sensacional!! parabéns ao IMB! Segue uma dúvida. Em relacao a afirmação:
    "O sinal clássico de uma recessão iminente é a inversão da curva de juros".
    Esta curva de juros seria a ETTJ ? (Estrutura a termo das taxas de juros?)
  • Leandro  05/03/2013 19:15
    Correto, César. É essa mesma. Também chamada, na literatura anglófona, de curva de rendimento - yield curve.

    Abraço!
  • Julio Cesar  05/03/2013 17:07
    Muita conversa para uma coisa muito simples com FED imprimindo dinhero em quantidades absurdas para dar liquidez na economia isso faz com que os investidores procurem algo de valor real como ouro e imoveis principalmente ouro,mais no caso de uma crise imobiliaria o investimento vai muito mais pro ouro como ocorreu na crise americana,observem como exemplo a valorizacao do ouro na crise das .com em 2000 e muito mais na de agora.
  • Cesar  05/03/2013 20:28
    Caro Leandro,
    Se bem entendi o fundamento teórico do artigo, assim como as consultas estatisticas realizadas nos links www.tradingeconomics.com, tanto as taxas de juros de curto quanto de longo prazo para a economia brasileira apresentam tendencia de queda!! isso significa que espera-se uma expansão da economia? (ou nao tem nada haver este raciocinio?)
  • Leandro  05/03/2013 20:31
    Não, é o contrário. Normalmente, juros futuros em queda significam que as pessoas esperam economia estagnada (elas imaginam que o Banco Central irá manter os juros baixos justamente para estimular a economia). Significa também que elas não preveem inflação de preços muito alta no futuro.
  • Licurgo  06/03/2013 15:39
    Caro Leandro,
    Em um comentário seu ao FAQ "como comprar ouro no Brasil", você mencionou a grande valorização do ativo entre a data de publicação do artigo e a data de seu comentário (setembro/2012). Destacou ainda que as novas rodadas de expansão monetária prometidas pelo FED seriam um estímulo a novas valorizações do metal.

    De fato, desde setembro houve uma expansão monetária nos EUA. Porém, a cotação do ouro acabou caindo. Considerando o teor do presente artigo, esta queda estaria associada à expectativa de baixa inflação para os próximos meses? Você identifica alguma mudança na política do FED que explique a inflexão no gráfico nos últimos meses?

    Grato por sua atenção.
  • Leandro  06/03/2013 16:03
    Sim. O que houve é que a base monetária americana parou de se expandir. O Fed blefou (pelo menos até o momento). Sua promessa de comprar US$40 bilhões em ativos mensalmente não se concretizou. Pode até ser que tal postura seja revertida e ele cumpra a promessa de expansão de US$40 bilhões mensais; porém, até o momento, ele não a cumpriu.

    Creio que isso arrefeceu tanto as expectativas inflacionárias quanto as de crescimento econômico.

    research.stlouisfed.org/fredgraph.png?g=gfk
  • bernardo  11/03/2013 04:01
    Leandro, no Brasil a taxa de juros de longo prazo foi menor que a de curto prazo em um pequeno periodo de tempo, mas hoje já voltou ao normal, para identificar como uma possivel recessão, não teria que haver de fato a inverção e continuar assim?
  • Leandro  11/03/2013 05:11
    Não, a curva não fica invertida para sempre. Uma hora ela volta ao normal. No EUA, por exemplo, a curva já voltou ao normal faz 4 anos.

    Em tempo: ainda sou neutro quanto à eficácia deste instrumento de previsão para o Brasil. Para os EUA, ele parece funcionar muito bem, mas lá o mercado para títulos de longo prazo é extremamente líquido e bastante volumoso. Aqui no Brasil ele ainda é bem incipiente.

    Por fim, vale ressaltar que o fato de os juros de longo prazo serem maiores que os de curto prazo pode ser um indicativo de que os agentes estão esperando maior inflação no futuro, e não necessariamente maior crescimento.
  • aroldo branco  10/05/2013 22:30
    Sr. somente hoje 10/05 tive a satisfação de ler sua matéria, vc citou em março que o momento seria bom para compra do ouro, porem ainda hoje, o mesmo continua caindo ou seja recuperou-se e voltou ao patamar de 1440 U$ o onça.Poderia por gentileza me explicar o que realmente ocorreu.
  • Mauro  10/05/2013 22:45
    Explicado em detalhes aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1580
  • anônimo  11/05/2013 16:27
    A sua resposta atraves do site me foi de grande valia ,agradeço. Pois sabemos que em sendo mercado de ações este e o mecanismo
  • Andre  24/06/2013 16:38
    www.tradingeconomics.com/brazil/government-bond-yield

    Pessoal, lendo esse trecho:

    "O sinal clássico de uma recessão iminente é a inversão da curva de juros, que ocorre quando os juros de curto prazo são maiores que os juros de longo prazo."

    e vendo que os juros de longo prazo estão no momento subindo rapidamente elaborei a seguinte teoria:

    Quando os juros de longo prazo sobem rapidamente pode (deve?) ocorrer de que pouco tempo após essa rápida subida
    eles caiam também rapidamente, causando uma inversão da curva de juros.
    Então por essa teoria uma subida muito rápida da taxa de juros futuro pode (deve?) indicar uma crisa mais à frente
    também, pois logo em seguida pode (deve?) ocorrer uma inversão da curva de juros.

    Confesso que ainda não pensei muito sobre essa teoria para me convencer de que ela realmente tem fundamentação lógica.

    Peço que alguém que com mais conhecimento do assunto diga o que acha.

    Ah, e com relação ao preço do outro que é o assunto do artigo acho que ele está "tomando impulso" para decolar!!!

    Abs
  • Wagner  25/06/2013 13:26
    Só para deixar claro... isso é uma hipótese, não uma teoria:

    "Uma hipótese é uma formulação provisória, com intenções de ser posteriormente demonstrada ou verificada, constituindo uma suposição admissível."

    "Uma definição científica de teoria é a de que ela é uma síntese aceita de um vasto campo de conhecimento, consistindo-se de hipóteses necessariamente falseáveis - mas não por isto erradas, dúbias ou tão pouco duvidosas - que foram e são permanentemente e devidamente confrontadas entre si e com os fatos científicos, fatos estes que integram um conjunto de evidências que, juntamente com as hipóteses, alicerçam o conceito de teoria científica"
  • Andre  25/06/2013 16:20
    Wagner, obrigado pela correção.

    Sempre procuro usar as palavras da forma mais correta possível.
    E realmente eu tinha esse vício de chamar hipóteses de teorias.

  • Wagner  25/06/2013 17:04
    Eu só peguei no seu pé porque eu também tenho esse vício e estou tentando me corrigir. Boa parte das pessoas que conheço utilizam a palavra "teoria" quando na verdade querem dizer "hipótese".
  • Aroldo branco  25/06/2013 00:13
    Andre. Essa teoria é sua, ou vc ja ouviu falar.?
  • Andre  25/06/2013 11:33
    Nunca ouvi falar não, inventei ela quando vi que os juros estavam subindo
    muito rápido e tentei imaginar o que isso poderia significar mais à frente.

    Claro que como qualquer teoria que alguém pense é possível que outras
    pessoas já tenham pensado nisso antes e eu apenas desconheço esse fato.

    Se alguém souber que ela já existe peço que diga quem é o autor, pois
    se alguém já elaborou essa teoria antes então esse alguém também poderá
    ter elaborado outras teorias interessantes e úteis.
  • caio  20/01/2014 22:24
    Alguém sabe me dizer pelo amor de Deus onde vender ouro em São Paulo por um preço bom! Estou desesperado e só consigo por 60 reais a g do ouro 18 quilates. Obrigado!
  • Cassim  20/01/2014 23:49
    O primeiro passo é evitar o desespero e verificar em qual formato o ouro que deseja vender está. Há mais do que quilates entrando na equação. Recomendo que verifique o seguinte artigo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1075

    Não o ensinará onde vender ouro a um bom preço, mas é certamente uma orientação caso você tenha de converter seu ouro em um modelo mais comercial. Em alguns casos, pode ser bem mais rentável.


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