O Homeschooling nos EUA (e no Brasil)

N. do T.: o texto a seguir é de 2003. Desnecessário dizer que seu conteúdo, além de cada vez mais atual, é também de interesse nacional, como ficará claro mais abaixo.

 

Foi apenas uma questão de tempo para que Hollywood "descobrisse" o homeschooling. (Nome dado à prática de se educar os filhos dentro da própria casa, ao invés de confiá-los às escolas públicas e/ou privadas. Dentre os motivos para tal, os mais freqüentes são o baixo nível técnico das escolas, as questões religiosas e as divergências ideológicas de todas as sortes).

Na véspera da estréia do seriado cômico The O'Keefes, em 2003, os seguintes chamados comerciais foram veiculadas pela Warner Brothers:

"Harry e Ellie O'Keefe são pais amorosos, porém excêntricos, que optaram por escolarizar seus três filhos em casa com o intuito de protegê-los de um mundo vulgar e libidinoso." (Tradução: os pais são uns derrotados.)

"Apesar do banimento de toda a cultura pop, os adolescentes Danny e Lauren e o irmão caçula Mark estão ficando cada vez mais curiosos para descobrir o que existe além das paredes de sua sala de estudos/jantar." (Tradução: as crianças são mantidas em prisão domiciliar.)

"Elas falam seis idiomas, mas são impossibilitadas de conversar com garotos da sua idade. A solução para isso jaz no pior pesadelo de seus pais: a escola pública." (Tradução: crianças que não freqüentam as escolas do governo se tornam desajustadas.)

É enfurecedor, ainda que nada surpreendente, que os adeptos do homeschooling (os homeschoolers) - o maior dos grupos pertencentes ao movimento da escolha escolar - ainda sejam alvo de escárnio. A NEA (National Education Association, uma espécie de sindicato dos professores de escolas públicas), por exemplo, aprova regularmente resoluções anti-homeschooling em suas convenções anuais. As resoluções sempre terminam concluindo que o homeschooling "não é capaz de proporcionar ao aluno uma experiência educacional abrangente." Agora parece ser a vez de Hollywood lançar ataques contra aproximadamente 1,5 milhão de crianças americanas que são educadas em casa.

Mesmo em uma nação que aplaude a inovação e a liberdade, o homeschooling continua levantando muitas dúvidas incômodas, porém importantes, sobre a questão da regulação governamental das opções privadas. Abaixo estão as sete perguntas mais freqüentes sobre o ensino domiciliar. Espero que as respostas expliquem os benefícios desse esforço educacional e acabem com as impressões equivocadas que tipicamente se apresentam contra o homeschooling.

Por que optar pelo homeschooling?

O homeschooling, como foi dito, é simplesmente o ato de educar crianças em idade escolar nas suas próprias casas ao invés de em alguma escola. Por que as pessoas escolhem essa opção? Em 1996, o Departamento de Educação da Flórida enviou um formulário de pesquisa para 2.245 homeschoolers, sendo que 31 por cento dessas pessoas deram retorno. Desse grupo, 42 por cento disseram que a insatisfação com o ambiente predominante nas escolas públicas (insegurança, drogas e pressão adversa do ambiente) foi a razão que os fez elaborar um programa próprio de educação domiciliar.

Minha tese de doutorado, focalizada no homeschooling e na mídia, analisou mais de 300 artigos de jornais e revistas. Neles, descobri que as quatro principais razões para se evitar o ensino escolar convencional foram a insatisfação com as escolas públicas, o desejo de se transmitir livremente valores religiosos, a superioridade acadêmica do ensino doméstico e a necessidade de se construir laços familiares mais robustos.

Que tipo de família escolhe o homeschooling?

A Associated Press divulgou as constatações de um relatório do Ministério da Educação dos EUA, de 2001, sobre o homeschooler "típico". A reportagem da AP observou que "A probabilidade de eles morarem com dois ou mais irmãos e junto aos pais, sendo que um dos progenitores trabalha fora, é maior do que para outros alunos. Os pais dos homeschoolers são, em geral, mais instruídos do que outros pais - uma grande porcentagem é diplomada -, conquanto suas rendas sejam praticamente as mesmas. Como boa parte dos outros pais, a vasta maioria daqueles que educam seus filhos em casa ganham menos de $50.000 por ano, e muitos ganham menos de $25.000".

Dada a propensão americana para associações, já existem grupos nacionais de homeschooling para os deficientes físicos, para os religiosos e para aqueles de mentalidade mais atlética. Johnson Obamehinti, por exemplo, fundou a Minority Homeschoolers of Texas. Sua organização promove o ensino domiciliar entre as minorias étnicas, como os afro-americanos, os asiáticos, os hispânicos, os judeus, os indígenas, e os anglos que adotaram crianças pertencentes a uma dessas minorias.

O homeschooling também vem atraindo "celebridades" para suas fileiras, como o jogador da NFL, Jason Taylor, e a sensação da música country, LeAnn Rimes.

Existem diferentes métodos de homeschooling?

As famílias podem optar por comprar um currículo já montado por empresas que têm especificamente os homeschoolers como alvo. Dentre essas empresas estão a A Beka Home School e a Saxon Publishers. Outras podem optar por matricular seus filhos em instituições que também oferecem educação a distância, como a Calvert School de Maryland, a Christian Liberty Academy Satellite Schools de Illinois, ou a Clonlara School de Michigan. Já as escolas voltadas para a educação on-line, como a K-12 Inc., oferecem currículos na internet para os homeschoolers.

À medida que as famílias vão ganhando confiança em suas habilidades de homeschooling, elas passam a optar por uma abordagem menos estruturada. Algumas procuram tutores que ensinam habilidades específicas, como uma língua estrangeira, um instrumento musical, ou uma aula de ciências do ensino médio. As crianças também participam de excursões e de cooperativas de aprendizado com outras crianças também adeptas do homeschooling, ou até mesmo fazem algumas matérias em escolas ou colégios locais.

Como as crianças educadas em casa interagem com outras pessoas?

Essa pergunta se deve a uma caricatura grosseira feita por aqueles que imaginam que o homeschooling faz com que as crianças fiquem isoladas e hibernadas em uma casa. A definição do que vem a ser socialização é um exercício arbitrário. O ônus, entretanto, ainda parece recair sobre os pais adeptos do homeschooling. São eles quem tem de se defender. Com esse intuito, um estudo desmontou o mito de que os homeschoolers são misantropos.

Em 1992, Larry Shyers, da Universidade da Flórida, defendeu uma tese de doutorado na qual ele desafiava a noção de que as crianças que ficam em casa apresentam um desenvolvimento social mais atrasado. Em seu estudo, crianças de 8 a 10 anos eram filmadas brincando. O comportamento de cada uma delas foi observado por orientadores psicológicos que não sabiam quais eram as crianças que freqüentavam escolas convencionais e quais eram as que estavam sob homeschooling. O estudo não encontrou qualquer diferença significativa entre os dois grupos em termos de assertividade, que foi medida por exames que avaliavam a evolução social de cada criança. Mas as filmagens mostraram que as crianças educadas em casa por seus pais apresentavam menos problemas comportamentais.

Tipicamente, os homeschoolers participam de várias atividades externas - jogos desportivos (existem inúmeros times de homeschoolers), programas de escotismo, igrejas, serviços comunitários ou empregos de meio expediente. Richard G. Medlin, da Universidade Stetson, observa que os homeschoolers recorrem expressivamente a grupos de apoio como meio de manter contato com famílias de idéias afins.

O homeschooling é legítimo?

A National Homeschool Association observou que "o homeschooling é legalmente permitido em todos os 50 estados dos EUA, mas as leis e regulamentações são muito mais favoráveis em alguns estados do que em outros." Por exemplo, o estado de Oklahoma é considerado mais amistoso em relação ao homeschooling, pois os pais não são obrigados a contactar as autoridades do estado antes de começarem a educar seus filhos em casa. No estado de Massachusetts, entretanto, a regulamentação é ferrenha (aprovação de currículo, avaliação de trabalhos dos alunos, etc.).[*] Os veteranos mais experientes recomendam que os pais se familiarizem com as leis do seu estado antes de iniciar seu homeschooling.

O clima jurídico favorável não quer dizer que desavenças não ocorram. Dean Tong, autor do livro Elusive Innocence: Survival Guide for the Falsely Accused (2002), diz que um pequeno número de homeschoolers já teve de lutar contra acusações falsas de abuso infantil.

"Baseando-se em consultas telefônicas que tive com (esses) homeschoolers, a maioria deles foi acusada, por tribunais de dependência juvenil, de negligência, falta de proteção, abuso emocional e psicológico, e até de provocar inanição", diz Tong. No que tange aos homeschoolers, ele diz que essas acusações infundadas são geralmente feitas por vizinhos intrometidos que acreditam que crianças devem receber uma educação mais formal, feita em sala de aula.

Como a educação de uma criança adepta do homeschool se compara em relação àquela convencionalmente recebida pelas outras crianças?

Uma medida é ver o quão bem elas se saem nos testes padronizados, como o SAT (Stanford Achievement Test) ou o Iowa Test of Basic Skills. O National Home Education Research Institute observa que "repetidamente, por todo o país, os alunos educados em casa pontuam tão bem quanto ou até melhor do que aqueles oriundos de escolas convencionais".

A NMSC (National Merit Scholarship Corporation) selecionou mais de 70 alunos em idade de ensino médio, mas que foram educados em casa, como semifinalistas em sua competição de 1998. Em 1999, esse número passou para 137 e em 2000, para 150.

Rebecca Sealfon, uma homeschooler de 13 anos de idade, residente no Brooklyn, em Nova York, venceu a competição nacional de ortografia (a Scripps Howard National Spelling Bee) de 1997. David Beihl, também de 13 anos, da cidadezinha de Saluda (3.000 habitantes), Carolina do Sul, venceu a competição nacional de geografia (a National Geographic Bee) de 1999. George Thampy, um homeschooler de 12 anos de idade, de Maryland Heights, Missouri, venceu a competição nacional de ortografia de 2000. Calvin McCarter, um homeschooler de 10 anos de idade, residente nos arredores de Grand Rapids, Michigan, venceu a competição nacional de geografia de 2002, tornando-se o mais jovem vencedor do prêmio.

Vários homeschoolers graduaram-se em instituições tão prestigiosas quanto a Escola de Direito de Yale, a Academia Naval do EUA e a Mount Holyoke College. Barnaby Marsh, educado em casa nas paisagens ermas do Alasca, acabou graduando-se na Universidade de Cornell e se tornou um dos 32 alunos selecionados para uma bolsa de estudos na Universidade de Oxford, em 1996.

Que tipo de jovens adultos o homeschooling produz?

J. Gary Knowles, da Universidade de Michigan, estudou 53 adultos com o intuito de observar os efeitos de longo prazo de uma educação domiciliar. Em 1991, ele apresentou uma monografia com seus veredictos no encontro anual da American Educational Research Association, em Chicago. Segundo Knowles: "Não encontrei qualquer evidência que mostre que esses adultos possuíam qualquer tipo de desprovimento. . . . Dois terços deles eram casados, a norma para os adultos da sua idade, e nenhum deles estava desempregado ou recebendo qualquer tipo de assistência governamental. E mais de três quartos deles sentiam que ter sido educado em casa na realidade tinha-os ajudado a interagir com pessoas de diferentes níveis da sociedade."

O pequeno empresário Tim Martin, de 29 anos, e sua esposa, Amy, de 28, moram na cidade de Whitehall, Montana, com seus quatro filhos. Ambos os Martins têm um passado de educação domiciliar e hoje também estão educando seus rebentos em casa. "A educação simplesmente funciona melhor quando fica entre dois indivíduos lidando diretamente", diz Tim. "Por que as pessoas acham que a maneira 'certa' de se educar é colocar 20 ou 30 crianças em uma sala de aula com um professor? Esse modelo é mais apropriado para linhas de produção do que para a educação."

E é verdade. Ao utilizar sabiamente suas liberdades, pais adeptos do homeschooling nos EUA já graduaram vários alunos cultos e bem preparados, sob um ambiente de interferência governamental mínima e a uma fração do custo de qualquer programa estatal. Agora uma segunda geração está pronta para seguir esses passos. É o tipo de história digna de um documentário atencioso, e não de um tolo seriado cômico.

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[*] No Brasil, o homeschooling ainda é algo praticamente fictício, pois a legislação brasileira não permite a educação domiciliar. Porém, há uma tênue esperança para os amantes da liberdade: uma corajosa família de Timóteo, MG, decidiu que ela, e não o estado, é que sabe o que é melhor para a educação de seus dois filhos de 14 e 15 anos. Nada mais de obrigar as crianças a ir à escola regularmente para ouvir o que o estado tem a lhes dizer. Basta!

E assim, há dois anos e meio os pais dessa família tiraram os filhos da escola e passaram a educá-los em casa.

Porém, temeroso de perder o monopólio da doutrinação, o estado vem perseguindo implacavelmente essa família, fazendo de tudo para puni-la pelo hediondo crime de ter optado por não submeter seus dois filhos ao lixo ideológico e às inutilidades de toda sorte que são ensinados na educação básica (pra não dizer no ensino médio e superior).

Dispostos a tudo para impedir o sucesso do individualismo e do mérito próprio, os burocratas processaram criminalmente a família - cujos pais podem ir pra cadeia - e ameaçam tomar a guarda dos filhos. Além disso, a Justiça decidiu que os dois meninos deveriam fazer provas de conhecimentos gerais para verificar se houve "abandono intelectual" - isto é, para verificar se eles deixaram de aprender as coisas que o estado quer que elas aprendam.

Incansáveis, os pais corajosamente seguiram em frente, e aceitaram o desafio de submeter seus filhos a essas provas, as quais, é óbvio, foram elaboradas de maneira peculiarmente maliciosa pelos burocratas da Secretaria Municipal de Educação de Timóteo e da Secretaria Estadual de Educação de Minas Gerais.

A raiva estatal era tão fragorosa que os burocratas chegaram ao cúmulo de inventar questões que exigiam conhecimento sobre teatro japonês e teoria das cores e pinturas, além de questões dissertativas sobre obras de arte de Pablo Picasso, Leonardo da Vinci e Claude Monet. Não satisfeitos, os burocratas também inventaram questões de educação física, as quais incluíam conhecimentos sobre a história do handball, basquete, futebol, atletismo e outros "esportes de alto rendimento". Por acaso tal currículo é cobrado em algum vestibular?

E, falando em vestibular, vale registrar que esses dois meninos foram aprovados no vestibular de Direito de uma universidade local, mostrando que o ensino domiciliar, se feito por uma família dedicada, já é capaz de colocar crianças em idade de sétima série dentro das universidades brasileiras.

Eis um link para as matérias publicadas a respeito:

http://g1.globo.com/Noticias/0,,LTM0-5597-22416,00.html


E não deixe de assistir ao vídeo. Observe particularmente a arrogância dos parasitas estatais, que se atribuem a si próprios o direito de propriedade sobre os filhos alheios. [N. do T.]


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Cléber Nunes, herói do homeschooling no Brasil (foto exclusiva do Instituto Mises Brasil)


 

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SOBRE O AUTOR

Isabel Lyman
Ph.D., é a autora do livro The Homeschooling Revolution, sobre o moderno movimento de educação domiciliar. Seus artigos já foram publicados em jornais e revistas como Miami Herald, Wall Street Journal, Dallas Morning News, Pittsburgh Tribune-Review, Investor's Business Daily, Boston Herald, Los Angeles Daily Journal, National Review, Chronicles, Daily Oklahoman, e outras publicações. Visite seu website.

Tradução de Leandro Augusto Gomes Roque



"parece-me improvável ser coincidência os produtores do metal em questão [ouro] também terem abruptamente reduzido sobremaneira sua mineração e refino na década de 70 e de forma ainda mais intensa do que a supostamente levada a cabo pela OPEP [...]"

Exato! Este é o ponto. Quem afirma que o petróleo encareceu na década de 1970 por causa de uma suposta escassez de oferta tem também de explicar por que o ouro (e outras commodities) se encareceu ainda mais intensamente. Houve restrição na oferta de ouro?

Assim como não houve redução da oferta de ouro (cujo preço explodiu em dólar) também não houve redução da oferta de petróleo (cujo preço explodiu em dólar).

O problema, repito, nunca foi de oferta de commodities, mas sim de fraqueza das moedas -- recém desacopladas do ouro (pela primeira vez na história do mundo) e, logo, sem gozar de nenhuma confiança dos agentes econômicos.

Igualmente, por que o petróleo barateou (junto com o ouro) nas décadas de 1980 e 1990, quando a demanda por ele foi muito mais intensa do que na década de 1970? Por que ele encareceu em 2010 e 2011, em plena recessão mundial? E por que barateou em 2014 e 2015, quando as economias estavam mais fortes que em 2010 e 2011?

O dinheiro representa a metade de toda e qualquer transação econômica. Logo, quem ignora a questão da força da moeda está simplesmente ignorando metade de toda e qualquer transação econômica efetuada. Difícil fazer uma análise econômica sensata quando se ignora metade do que ocorre em uma transação econômica.

"ao menos em tese, não seria possível ocorrer uma elevação do índice "DXY" durante algum tempo simultaneamente a uma alta nas cotações em USD de algumas commodities, configurando uma situação de inflação de preços global generalizada onde a moeda america seria nesta hipótese "a garota menos feia do baile"

Sim, em tese seria possível. Só que, ainda assim, haveria um indicador que deixaria explícito o que está acontecendo: o preço do ouro.

Se o dólar estiver se fortalecendo em relação a todas as outras moedas, mas estiver sendo inflacionado (só que menos inflacionado que as outras moedas), o preço do ouro irá subir.

Mas este seu cenário só seria possível se todas as outras moedas estivessem sendo fortemente desvalorizadas. Enquanto houver franco suíço, iene e alemães na zona do euro, difícil isso acontecer.

Abraços.
Saudações, Leandro.

Teus comentários me remeteram a
uma recente troca de posts que tive no MI !
A propósito, uma análise da relação entre ouro e petróleo talvez pudesse reforçar nosso argumento em comum. Afinal, parece-me improvável ser coincidência os produtores do metal em questão também terem abruptamente reduzido sobremaneira sua mineração e refino na década de 70 e de forma ainda mais intensa do que a supostamente levada a cabo pela OPEP, caso a explicação p/ o fortalecimento do primeiro em relação ao segundo (i.e. cruede mais barato em Au) também se baseasse no suposto "choque de oferta" ao qual frequentemente se atribuem praticamente todos os episódios de encarecimento do petróleo em US$...

Sobre o "desafio": "Sigo no aguardo de um único exemplo prático de dólar forte e commodities caras. E de dólar fraco e commodities baratas, pergunto: ao menos em tese, não seria possível ocorrer uma elevação (ainda que improvável, inclusive na atual conjuntura) do índice "DXY" (dólar em relação às moedas mais líquidas do mundo) durante algum tempo simultaneamente a uma alta nas cotações em USD de algumas commodities, configurando uma situação de inflação de preços global generalizada onde a moeda america seria nesta hipótese "a garota menos feia do baile" (de ForEx) ?

Att.
Prezado Paulo, obrigado pelo comentário, o qual nada alterou a constatação: o preço das commodities é cotado em dólar; consequentemente, a força do dólar é crucial para determinar o preço das commodities. Impossível haver commodities caras com dólar forte. Impossível haver commodities baratas com dólar fraco.

Perceba que seus próprios exemplos comprovam isso: você diz que a produção americana de petróleo atingiu o pico em 1972, e dali em diante só caiu. Então, por essa lógica era para o preço do petróleo ter explodido nas década de 1980 e 1990. Não só a oferta americana era menor (segundo você próprio), como também várias economia ex-comunistas estavam adotando uma economia de mercado, implicando forte aumento da demanda por petróleo. Por que então o preço do barril não explodiu (ao contrário, caiu fortemente)?

Simples: porque de 1982 a 2004 foi um período de dólar mundialmente forte.

"Período 1973/74: É consenso da indústria mundial de petróleo que a subida abrupta dos preços em 1973/74 deveu-se ao embargo árabe realizado pela OPEP[...]"

Nada posso fazer quanto a esse "consenso", exceto dizer que ele é economicamente falacioso. O preço do barril (em dólares) subiu durante toda a década de 1970 (e não apenas no período 1973-74). O barril só começou a cair a partir de 1982, "coincidentemente" quando o dólar começou a se fortalecer.

Será que foi a OPEP quem encareceu o petróleo de 1972 a 1982? Se sim, por que então em 1982 ela reverteu o curso? Mais ainda: se ela é assim tão poderosa para determinar o preço do barril do petróleo, por que ela nada fez de 1982 a 2004, que foi quando o barril voltou a disparar ("coincidentemente", de novo, quando o dólar voltou a enfraquecer)?

E por que de 2004 a 2012 (dólar fraco) o petróleo disparou? E por que desabou de 2013 a meados de 2016 (dólar forte)? E por que voltou a subir agora (dólar enfraquecendo)?

Sigo no aguardo de um único exemplo prático de dólar forte e commodities caras. E de dólar fraco e commodities baratas.

Se alguém apresentar esse exemplo, toda a teoria econômica está refutada.
Boa tarde Bruno., tudo tranquilo?

Advogados de uma maneira geral tem duas frentes: ou são interlocutores mediante a resolução de conflitos, ou analistas para evitar conflitos. Basicamente são especialistas em detalhes jurídicos, sendo obrigatório o talento nato em retórica, para expor a parte de seu cliente de forma objetiva, lírica e eloquente na mediação, e muita disciplina acadêmica para assimilar todos os enlaces dos códigos a que se propõe atuar.

Sob a batuta do Estado, apenas formados em direito (e aqui no Brasil postulantes ao exame da OAB) podem representar pessoas e empresas nas demandas da Lei. Basicamente, 90% dos advogados no Brasil são decoradores de Lei, tendo parco saber jurídico para analisar de forma contundente demandas mais complexas.

Já em um país libertário, basta a pessoa ter um grande saber jurídico, oratória razoável e ser um bom jogador de xadrez que pode advogar tranquilamente, podendo também adquirir títulos e certificados mediante associações privadas, com o único propósito de destacar aqueles que realmente tem o que é necessário para ser advogado para quem quiser contrata-lo.

Quanto a sua questão, seja pelo monopólio do Estado ou em um país livre, o advogado não propriamente cria riqueza, mas impede que a mesma seja perdida por um descuido na assinatura de um contrato, ou mesmo a ruína causada por uma ex mulher gananciosa. Na assinatura de contratos é como uma companhia de seguros, pois ao analisar os detalhes mitiga os riscos apontando erros e pegadinhas. Por outro lado, se for atuar em uma demanda já existente, seria mais ou menos como o corpo de bombeiros, para apagar o incêndio o mais rápido possível, antes que o fogo consuma tudo.

Prezado Leandro

Aprecio muito seus artigos e comentários, postados aqui no Instituto Mises. Inclusive, suas respostas a indagações minhas sempre primaram pela cordialidade e análise ponderada. E, em relação ao seu comentário acima, não discordo quanto à correlação existente entre uma commoditie e a moeda em que ela é comercializada.

No entanto, se me permite, gostaria de discordar parcialmente do seus comentários acima sobre a causa e efeito nos preços dos mercados do petróleo, a partir do chamado Choque Nixon (1971). Entre outras medidas, ele cancelou unilateralmente a conversão do dólar em ouro. Baseei meus comentários em inúmeros autores, que usamos na indústria, não para fins políticos, mas para nosso negócio (tenho 38 anos de indústria do petróleo).

Para melhor acompanhar meus comentários, é interessante analisar os mesmos acompanhado de dois gráficos:

1) Preço do petróleo entre 1986 e 2015, fonte: BP Global:
www.bp.com/en/global/corporate/energy-economics/statistical-review-of-world-energy/oil/oil-prices.html

2) Produção e importação de óleo cru nos EUA: //en.wikipedia.org/wiki/Petroleum_in_the_United_States#/media/File:US_Crude_Oil_Production_and_Imports.svg

Vou colocar os eventos em ordem cronológica, com meus comentários após aspas de seus comentários, as vezes com ... :

SEU COMENTÁRIO: Igualmente, a acentuada e abrupta desvalorização do dólar na década de 1970 ... : não era o petróleo que estava ficando escasso; eram as moedas, recém-desacopladas do ouro, que perdiam poder de compra aceleradamente.

MEU COMENTÁRIO:
- A indústria do petróleo nunca correlacionou a culpa do aumento dos preços do petróleo na década de 1970 como sendo por causa de escassez do produto.

- Ano de 1972: A produção total Americana atinge o pico, próximo a uma média diária de nove milhões de barris por dia (bpd) e, a partir deste ponto, entra num declínio acentuado e contínuo, só interrompido em meados dos anos 2000, por conta do crescimento estratosférico da produção americana está ligado ao boom do "shale oil" americano (óleo de folhelho).

- Período 1973/74: É consenso da indústria mundial de petróleo que a subida abrupta dos preços em 1973/74 deveu-se ao embargo árabe realizado pela OPEP contra os países que apoiavam Israel na Guerra do Yom Kippur. Entre o início e o fim do embargo os preços tinham subido de US$ 3/barril (US$ 14 hoje) para US$ 12/barril (US$ 58 hoje).

SEU COMENTÁRIO: Tanto é que, nas décadas de 1980 e 90, o barril do petróleo despencou (dólar forte).

MEU COMENTÁRIO: Período 1985-1999:

- Em 1986 a Arábia Saudita resolveu recuperar sua participação no mercado global (market share) aumentando sua produção média diária de 3,8 milhões bpd em 1985 para mais que 10 milhões bpd em 1986. As reservas sauditas são tão grandes que ela sempre pôde se dar o luxo de "fechar ou abrir torneiras" para controlar demanda e oferta. Mas, atualmente isto está começando a ser modificado.

- 1988: Com o fim da Guerra Irã-Iraque, ambos voltaram a aumentar substancialmente a produção média diária.

SEU COMENTÁRIO: O boom das commodities (principalmente minério e petróleo) na década de 2000 foi "auxiliado" pelo enfraquecimento do dólar.

MEU COMENTÁRIO: Principais eventos para o aumento quase contínuo dos preços na década de 2000:

- Final dos anos 1990 e início dos anos 2000: Crescimento das economias Americana e Mundial.

- Pós 11/01/01 e invasão do Iraque: crescente preocupação quanto a estabilidade da produção do Oriente Médio.

- Segunda metade da década: Combinação de produção declinante mundial com o aumento acelerado e contínuo da demanda asiática pelo produto, especialmente China.

A causa da produção mundial declinante está relacionada à enorme expansão da produção OPEP na década anterior e que inibiu o investimento da indústria em exploração (pesquisa para descoberta de novas jazidas). Para quem não é da área, investimentos em exploração de petróleo tem retorno de médio a longo prazo.

SEU COMENTÁRIO: a recente queda a partir de 2012 (dólar forte).

MEU COMENTÁRIO: A partir de 2014 a queda dos preços está ligada a dois grandes eventos:

- Aumento substantivo da produção nos EUA e na Rússia, sendo que em 2015 a produção Americana atingiu o mais alto nível em mais de 100 anos, com os EUA voltando a serem os maiores produtores mundiais após mais de 50 anos (Figura a seguir)

- O crescimento estratosférico da produção americana está ligado ao boom do "shale oil" americano (óleo de folhelho), com o avanço tecnológico do fraturamento hidráulico (hydraulic fracturing, or fracking), ela começou a ser utilizada com progressivo sucesso em reservatórios não convencionais como o shale oil. Com isto, nunca os estoques americanos estiveram tão altos. E, aqui o básico da economia de Adam Smith: oferta maior que demanda gera queda nos preços.

Saudações, Paulo









Não, Xiba. Continua sendo pirâmide do mesmo jeito.

Essa questão da Previdência brasileira é um assunto bastante interessante pelo seguinte motivo: talvez seja a única área da economia que não está aberta a opiniões ideológicas.

Não importa se você é de esquerda ou de direita; liberal, libertário ou intervencionista. Também pouco importa se você acredita que a Previdência atual seja superavitária (como alguns acreditam). O que importa é que o modelo dela é insustentável. E é insustentável por uma questão puramente demográfica.

E contra a realidade demográfica não há nada que a ideologia possa fazer.

Comecemos pelo básico.

Ao contrário do que muitos ainda pensam, o dinheiro que você dá ao INSS não é investido em fundo no qual ele fica rendendo juros. Tal dinheiro é diretamente repassado a uma pessoa que está aposentada. Não se trata, portanto, de um sistema de capitalização, mas sim de um sistema de repartição: o trabalhador de hoje paga a aposentadoria de um aposentado para que, no futuro, quando esse trabalhador se aposentar, outro trabalhador que estiver entrando no mercado de trabalho pague sua aposentadoria.

Ou seja, não há investimento nenhum. Há apenas repasses de uma fatia da população para outra.

Por motivos óbvios, esse tipo de esquema só pode durar enquanto a fatia trabalhadora for muito maior que a fatia aposentada. Tão logo a quantidade de aposentados começar a crescer mais rapidamente que a fatia de trabalhadores, o esquema irá ruir.

Portanto, todo o arranjo depende inteiramente do comportamento demográfico da população. A qualidade da gestão do INSS é o de menos. Mesmo que a Previdência fosse gerida por anjos probos, sagazes e imaculados, ainda assim ela seria insustentável no longo prazo caso a demografia não cooperasse.

E, no Brasil, ela já não está cooperando. Segundo os dados do IBGE, em 2013, havia 5,5 pessoas com idade entra 20 e 59 anos para cada pessoa com mais de 60 anos. Em 2060, a se manter o ritmo projetado de crescimento demográfico, teremos 1,43 pessoa com idade entre 20 a 59 anos para cada pessoa com mais de 60 anos.

Ou seja, a menos que a idade mínima de aposentadoria seja continuamente elevada, não haverá nem sequer duas pessoas trabalhando e pagando INSS para sustentar um aposentado.

Aí fica a pergunta: como é que você soluciona isso? Qual seria uma política factível "de esquerda" ou "de direita" que possa sobrepujar a realidade demográfica e a contabilidade?

Havendo 10 trabalhadores sendo tributados para sustentar 1 aposentado, a situação deste aposentado será tranquila e ele viverá confortavelmente. Porém, havendo apenas 2 trabalhadores para sustentar 1 aposentado, a situação fica desesperadora. Ou esses 2 trabalhadores terão de ser tributados ainda mais pesadamente para sustentar o aposentado, ou o aposentado simplesmente receberá menos (bem menos) do que lhe foi prometido.

Portanto, para quem irá se aposentar daqui a várias décadas e quer receber tudo o que lhe foi prometido hoje pelo INSS, a mão-de-obra jovem do futuro terá de ser ou muito numerosa (uma impossibilidade biológica, por causa das atuais taxas de fecundidade) ou excessivamente tributada (algo que não é duradouro).

Eis o fato irrevogável: contra a demografia e a matemática, ninguém pode fazer nada.

A não ser mudar totalmente o sistema.

Uma proposta para uma reforma definitiva da Previdência

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • gilda  31/12/2009 06:39
    Percebo que há uma grande contradição do estado, se é para cumprir a lei todos/a que não receberam a educação adequada ao longo da vida escolar e as lacunas são escancaradas devem processar o estado pois ele não cumpriu o seu papel segundo a lei maior do país.
    Onde estão seus filhos/as? são alunos do ensino público? Eles acreditam no que dizem? Ou existem interesses excussos pois os financiamentos e verbas destinados a educação dependem do número de alunos/as matriculados?
    É preciso analisar a lei sobre todos os ângulos.
  • David da Silva Santos  13/03/2016 13:16
    Olá Gilda! Sou pai e tenho um filho de 13 anos ao qual lhe proporcionei o ensino doméstico da música, ele toca saxofone, trompete e piano; estuda em escola pública, como sou divorciado e a mãe dele tem a guarda unilateral pouco posso fazer no sentido de que melhore o desempenho escolar, mas veja este fato entre inúmeros outros.

    Em casa cozinhamos juntos, ele é um cozinheiro nato, conheça-o aqui:
    https://www.youtube.com/watch?v=fImrV98nO-Q

    A escola me ligou e pediu para que ele tocasse em um concurso em outra cidade, um concurso de jovens talentos, ele e eu aceitamos e treinamos, como treinamos. Ele tocou e ganhou em primeiro lugar, um prêmio em dinheiro que nem sabíamos existir, ele ganhou "uma banana" e a escola ficou com o dinheiro. Hoje ele abomina tocar na escola, nem fanfarra nem nada, nem quer que lembrem ele, na escola, de que um dia tocou lá.

    Ele faz parte de uma orquestra hoje, vida social da melhor que existe... o mais longe possível da escola pública, foram mais ofensas na escola, coisas traumatizantes...

    Meu filho tem uma rede de amizades e raras oriunda da escola. Havia dias que ele chegava de lá sangrando, eu ia até a escola, chamava a diretora, o conselho tutelar, e nada. Fora da escola ele participa de acampamentos, festas de aniversário, convive com uma das maiores orquestras do mundo, vai a casa de amigos e amigas, todos selecionados.

    Em resumo, tanto eu quanto ele não vemos proveito algum no ensino estatal; o ensino estatal produz analfabetos funcionais e muitos traumas que só pais e mães altamente envolvidos com o desenvolvimento genuíno de seus filhos são capazes de entender. Agora, nem pense em processar o Estado, ele te esmaga de nervoso.
  • Bruno  31/12/2009 10:27
    A idéia do homeschooling é fantástica. Realmente, o ensino poderia ser dado pelos pais e a escola formal, ou educação com outras famílias seria no caso dos pais não tivessem tempo. A garotada iria adorar o fato de não ter de ir a escola.\nEu me pergunto se isso funcionaria na baixa renda. Ou se os pais em vez de educar, os colocassem para trabalhar apenas. Não que eu queria determinar o que é bom ou ruim, mas esses pais não estariam olhando para para o curto prazo em vez do longo prazo?
  • Cristovam  03/01/2010 12:14
    A cultura dos Eua é muito diferente da brasileira, nós não levamos muito a sério nada que não nos dê uma certa vantagem, e o povo brasileiro já está moldado aos desejos do Estado, são poucos os que se disporia a isto, mas a ideia é ótima.
  • Eduardo Rodrigues  06/03/2010 21:35
    Homeschooling no Brasil\n\nhttp://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u703198.shtml
  • Henrique B. Neto  28/05/2010 10:29
    Gostaria de saber se existem associações, grupos ou ligas brasileiras que se dedicam ao combate pela legalização do homeschooling.

    Obrigado.
  • Mariane Bessa  17/03/2016 14:06
    Olá Henrique! existe sim www.aned.org.br/portal/, segundo dados mais de 2000 famílias praticam a educação domiciliar hoje no Brasil.
  • Leandro  28/05/2010 10:59
    Henrique, não.

    Herói mesmo só o Cleber. O resto, por comodismo, medo ou preguiça, prefere continuar mandando seus filhos para aquelas jaulas antissociais controladas pelo estado, popularmente conhecidas como escolas.

    Aí quando os meninos saem de lá sem saber nada de importante - quando não traumatizados com agressões, abusos e bullying -, os pais, assustados com aquela monumental perda de tempo e dinheiro - além dos distúrbios psicológicos que agora os filhos sofrem -, vão ao estado exigir melhores currículos e intervenções mais eficientes.

    E assim o sistema se perpetua em toda a sua perversidade. E ninguém se dá conta. E aqueles que o combatem são tachados de loucos, insensíveis e "negligentes para com seus filhos".
  • Simone  17/12/2010 00:01
    Concordo plenamente, nossa sociedade precisa de pessoas críticas e com opinião como vc, e não aquelas alienadas e acomodadas.
  • mcmoraes  28/05/2010 11:57
    talvez alguém ache interessante a sugestão de um livro que me deu uma nova perspectiva a respeito da educação provida pelo estado: www.johntaylorgatto.com/chapters/index.htm
  • mcmoraes  06/07/2010 11:32
    Educação individual é o que há, catalisada pela Internet. Evidências e razões abundam:

    Savagery is uniformity. The principal distinctions are sex, age, size, and strength.
    Savages ... think alike or not at all, and converse therefore in monosyllables. There is
    scarcely any variety, only a horde of men, women, and children. The next higher stage,
    which is called barbarism, is marked by increased variety of functions. There is some
    division of labor, some interchange of thought, better leadership, more intellectual and
    aesthetic cultivation. The highest stage, which is called civilization, shows the greatest
    degree of specialization. Distinct functions become more numerous. Mechanical, -
    commercial, educational, scientific, political, and artistic occupations multiply. The
    rudimentary societies are characterized by the likeness of equality; the developed
    societies are marked by the unlikeness of inequality or variety. As we go down,
    monotony; as we go up, variety. As we go down, persons are more alike; as we go up,
    persons are more unlike, it certainly seems...as though [the] approach to equality is
    decline towards the conditions of savagery, and as though variety is an advance
    towards higher civilization....
    Certainly, then, if progress is to be made by added satisfactions, there must be even
    more variety of functions, new and finer differentiations of training and pursuits.
    Every step of progress means the addition of a human factor that is in some way unlike
    all existing factors. The progress of civilization, then ... must be an increasing
    diversification of the individuals that compose society....There must be articulation of
    each new invention and art, of fresh knowledge, and of broader application of moral
    principles.


    ps.: sugiro a tradução e disponibilização de "EDUCATION: FREE AND COMPULSORY"
  • Simone_desabafando  16/12/2010 23:55
    Esta idéia é muita boa, e é incrível como tem preconceito sobre este assunto, fiz a pergunta sobre o que achavam sobre isto em uma comunidade e tive uma resposta muito "áspera" a pessoa disse entre outras coisas, que eu era egoísta, que talvez fosse melhor não ter filhos,que a criança precisa trocar idéias, etc... Só sei que tem pessoas realmente cansadas de tanta farsa neste mundo,e resolvem tomar atitudes que vão contra o que a maioria julga que é certo, e o sistema de ensino (principalmente público) é um. Pq os professores fingem que ensinam, os alunos fingem que aprendem, e os pais fingem que está td bem, o Estado por sua vez finge cumprir seu papel e hj em dia até "empurra" as crianças de série, sem a menor condição de serem aprovadas.Respeito a opinião de cada um, mas, se estas pessoas que defendem tanto a escola por ser o acesso a "trocar idéias" fossem fazer visitas à elas e observassem pelo menos 1 aula de 50min. as "idéias" trocadas entre os alunos, ficariam abismadas. E não pensem que sou vivida e careta, pois tenho 23 anos, e ficava muitas vezes horrorizada com as coisas que meus colegas falavam, faziam... o desrespeito, o bullying,a violência, o álcool em plena sala de aula, e outras drogas ao seu redor, a falta de professores, etc... O fato meus amigos é que depois que vc sai da escola, num vestibular de uma faculdade que preste, ou no mercado de trabalho, ninguém quer saber de "trocar idéias com vc" são cobradas coisas de que vc nunca ouviu sequer falar na escola pública, eles estão interessados é no seu conteúdo, na sua cultura, no que vc tem pra oferecer. Por isto apoio este sistema de ensino,ele me lembra o Kumon, que é outro método de ensino, onde o aluno é autodidata, é muito eficaz pelo que eu já ouvi falar de pessoas que fizeram, enfim, cada aluno, cada famíla, tem sua necessidade, o que por ventura é bom p/ maioria nem sempre será o melhor p/ vc. E nem sempre as amizades e idéias que vc faz e ouve na escola são boas...NÃO ESTOU DIZENDO QUE DEVEMOS ISOLAR AS CRIANÇAS, mas a escola não é o único lugar de se fazer amizades, e trocar idéias com outras crianças, o que acontece é que é o meio mais fácil. Fico pensando: antigamente há séculos atrás, pelo que lemos, as pessoas com acesso à informação, eram muitas vezes educadas em casa,pelos própios pais ou com professores particulares, seus talentos eram desenvolvidos naquilo que tinham de melhor, foi a época de grandes gênios, e as crianças não tinham problemas mentais e eram anti-sociais por estudarem em casa, pelo contrário, pois tinham outras formas de fazer amizadeS, SEI QUE OS TEMPOS SÃO OUTROS...por isto mesmo tenho que admitir que se tivesse um filho, provavelmente eu o colocaria na escola, pois o homeschoolling não é aplicado de fato no Brasil,e é preciso coragem para enfrentar tudo e todos, por isso admiro quem toma esta atitude. Mas faria questão de acompanhar de perto a aprendizagem do meu filho até o ensino médio, façam isto vcs tb pais, não se iludam pq escola não educa ninguém, a educação vem de casa,inclusive as pessoas confudem, pq a missão da escola é ENSINAR, lá não é ponto de encontro para bate papos, isto é consequência, mas não o foco principal. Cobrem, e principalmente incentivem e muito seus filhos a estudar por conta,não depender somente da escola,incentivem A LER , a esclarecer suas dúvidas.O Estado quer cidadãos cada vez mais ignorantes e alienados, que abaixem a cabeça e aceitem o que eles impõem por isso se revolta com pais corajosos em aplicar o homeschoolling. Desculpem o tamanho do texto p/ quem leu, mas realmente foi um desabafo!
  • Joao Pedro Souza Matos  19/08/2011 23:10
    Mas que absurdo questões sobre pintores e historia de esportes(...) burocratas nojentos.
  • Sueli  05/11/2011 21:34
    Pensei que só eu acreditava nesse método mesmo sem saber que ele já existia nos Estados Unidos e em alguns países. Acho que quando os pais tem condições de educar os filhos em casa devem ter o direito de fazê-lo. A escola não é não, esse reduto de educação apropriada e de socialização correta como apregoado. Os especialistas na verdade nem conhecem uma sala de aula atual. Como em quase tudo são criados folclores a respeito dos assuntos e a escola lamentàvelmente está incluída.
    Sou professora, meu filho guardou ressentimentos em relação à "socialização" na escola, e sem falta modéstia aprendeu a aprender comigo. A escola lhe deu o histórico escolar. Há muitos pais comprometidos verdadeiramente.
  • Luisa Rosales  21/09/2014 05:18
    Gostaría de vc me dar informação respeito a educação em casa; Vi no seu comentario que a escola deu para você o histõrico escolar para você ensinar seu filho em casa. Eu decidí dar esse tipo de educação para meu filho, no meu pais Perú, onde é possivel, agora moro no Brasil, ja que sou casada agora com um brasileiro. Eu desejo fazer isto o ano siguinte. Você me da informação respeito a como você fez? Muito obrigada!
  • Pai e Mãe Mineiros  29/11/2011 16:53
    procurem por ANED

    eu e minha esposa estamos pensando muito sério sobre isso.
  • Paulo Sergio  30/11/2011 02:09
    ' "Harry e Ellie O'Keefe são pais amorosos, porém excêntricos, que optaram por escolarizar seus três filhos em casa com o intuito de protegê-los de um mundo vulgar e libidinoso." (Tradução: os pais são uns derrotados.) '

    Sim, é repugnante mesmo, mas com essa prova gritante de como a indústria do cinema/tv é feita de gente estúpida, vcs também deviam olhar com outros olhos pras coisas desse pessoal que 'aparentemente' não tem nada a ver, que é só coincidência e tal.

  • Cristiano  27/05/2012 08:07
    Leandro,
    Você conhece algum estudo que compare os custos do homeschooling (Caso os pais contratem alguém para ensinar os seus filhos) e da educação formal (estatal ou privada)?
    A educação domiciliar não teria custos maiores devido a falta de escala? Por outro lado, a educação domiciliar não teria todos aqueles custos administrativos tão "valorizados" pelo MEC.
    Abraço.
  • Victor  27/05/2012 14:10
    Reportagem nova sobre o herói do homeschooling brasileiro:

    www.estadao.com.br/noticias/vidae,sem-educacao-formal-irmaos-ganham-premios-,878400,0.htm

  • Gunnar  29/04/2015 15:48
    Fico fortemente emocionado lendo essa matéria. Esses pais são gigantes morais e heróis, Davis cuspindo na cara do Golias estatal.
  • edilberto sastre  14/06/2012 08:02
    Prezados amigos do Instituto Ludwig Von Mises Brasil.

    OLha que feliz coincidência: vocês escreveram no post acima "É o tipo de história digna de um documentário atencioso". Curiosamente é o que estamos postulando no marco do Festival de Idéias 2012. Queremos fazer um documentário mundial sobre famílias que educam seus filhos fora da escola. O Festival pode vir a apoiar esta idéa, mas para tanto, é necessário demonstrar que tem ressonância nas redes sociais. POr isso venho pedir a colaboração de vocês na divulgação da idéia e na participação do Instituto com a idéia. É simples: basta ir a través do link e curtir a idéia e também abrir a caixa "colabore com a idéia"e escrever algo, editar, propor, mudar o texto original da idéia. Fico a disposição para maiores explicações. Queremos muito contar com vocês. Também, se acharem relevante, podem divulgar a idéia. Obrigado mesmo. O Link:

    festivaldeideias.org.br/ideias/5-redes-de-aprendizagem/ideia/325-documentario-a-vida-fora-da-escola

    MUITO OBRIGADO

    Edilberto Sastre
  • Doroteia Duarte  13/09/2012 17:24
    Oi sou professora do Estado em Manaus esse é meu primeiro ano como tal pórem ja percebi que a escola é instrumento do governo e que seus objetivos entre eles a formaçao crítica do cidadão é uma farsa.Os pais principais responsavéis pela educação de seus filhos veem a escola como deposito de crianças, a equipe escolar ate pelo próprio contexto se sente impotente e por fim os próprios alunos não veem a educação formal como meio de mudança de metanóia. eu causei estranheiza quando disse que as escolas deveriam acabar e que a educação deveria ser familiar isso porque não conhecia esse movimento, porem fique muito feliz quando em uma reportagem da revista escola li a respeito, ainda que a reportagem fosse contrária a esse proposta, contudo me senti feliz porque percebi que tenho visão e preocupação com a educação. Gostaria muito que esse páis realmente fosse DEMOCRÁTICO de modo que pudessemos escolher sem a interferencia do estado os rumos de nossa vida. Dou meus parabéns a familia mineira que fez valer seus direitos de cidadania.
  • anônimo  14/09/2012 04:24
    Oi Doroteia.

    Tenho familiares que também trabalham no ensino público. Eles me falaram algo similar.

    A escola municipal, no caso de educação infantil, é um depósito de crianças. Profissionais desqualificados e desinteressados. Não existe educação de verdade, apenas faz de conta.

    Inclusive, educadores eficientes e qualificados são repudiados pelos outros funcionários. Educadores eficientes são um perigo para a manutenção do sistema.

    Sobre a Democracia. Nesse site, muitos leitores defendem algo muito melhor que a democracia. Defendem que você possa fazer suas próprias escolhas, sem aval da maioria (claro, desde que não inicie a violência). Defendem a soberania do indivíduo. Liberdade ? Democracia.

    Por favor, recomendo esse artigo para melhores esclarecimentos sobre democracia.
  • Ramon  01/09/2013 06:23
    Quem puder nos dar uma forca nessa pagina, agradeço.

    https://www.facebook.com/pages/HomeSchooling-Brasil/222469564490644?notif_t=page_new_likes

    Pagina HomeSchooling Brasil no Facebook
  • Micheline  05/10/2013 17:50
    A comissão de legislação participativa vai conversar com a população através deste link sobre a educação domiciliar e após debate neste fórum será marcado uma nova audiência interativa, pois muitas pessoas são contra inclusive o MEC e criam polêmica, vamos espalhar a notícia e venham participar e contribuir. Copie e cole este link em seu navegador
    link:
    este fórum criado aqui:
    edemocracia.camara.gov.br/web/paute-a-clp/inicio#.Uk_lCNK-q2G
    ou
    edemocracia.camara.gov.br/web/paute-a-clp/forum#.UlAgHdK-q2F
  • Emerson Luis, um Psicologo  13/12/2013 14:37

    Interessante que nos EUA haja empresas de consultoria para orientar pais que desejam fazer homeschooling, pois trata-se de algo que precisa ser bem feito, não bastando boas intenções.

    * * *
  • Micheline  13/12/2013 19:33
    Boas intenções podem não bastar, mas força de vontade sim, pois o conhecimento está aí para quem quiser apreendê-lo.Se as pesquisas mostram que menos de 20% dos alunos aprendem matemática, e menos de 35% aprendem português, com certeza a boa vontade do professor não faltou.
  • Emerson Luis, um Psicologo  15/12/2013 09:49

    Concordo que "força de vontade" é essencial, mas discordo que ela seja suficiente. Qualquer tipo de força perde-se se não for bem direcionada e não houver um mínimo de condições ambientais para que desenvolva o seu potencial.

    Com respeito aos professores, cada caso é um caso. Um aluno muito capacitado, com um bom ambiente familiar de apoio, consegue aprender mesmo com um professor medíocre (que não busca desenvolver o próprio potencial, muito menos o dos alunos). Por outro lado, mesmo o melhor professor terá alguma dificuldade com alunos vindos de ambientes deficitários. Assim, é necessária uma convergência de fatores.

    * * *
  • anônimo  15/12/2013 18:25
    Com a educação pela internet o problema do 'bom professor' fica cada vez menos importante, ainda bem.
    www.edx.org
    www.coursera.org
    www.khanacademy.org
  • Micheline  15/12/2013 14:20
    Aprender é o resultado da interação entre estruturas mentais e o meio ambiente. De acordo com a nova ênfase educacional, centrada na aprendizagem, o professor é co-autor, ele é um mediador do processo de aprendizagem dos alunos, pois não é o professor que ensina, mas media o aprendiz sim é que aprende. No caso do homescooling, seriam os pais, meios tecnológicos, o autodidatismo,etc... no lugar do professor. Nesse enfoque centrado na aprendizagem, o conhecimento é construído e reconstruído continuamente,pois não somos computadores...
    A aprendizagem só vai ocorrer se tiver "sentido" para o aprendiz, e isso não podemos afirmar que vai acontecer somente se o o indivíduo estiver na escola.
    Pois no homeschooling há remodelização dos papéis dos atores e co-autores do processo.
    Prezado Emerson, não estou entendo o sentido e o direcionamento das suas colocações, ninguém pretende praticar homeschooling apenas com "boa-vontade", aliás os praticantes de homeschooling no Brasil segundo as pesquisas são pessoas mais instruídas do que o restante da população.
    Então pode nos dizer o que é necessário?
  • Pobre Paulista  15/12/2013 23:22
    Micheline,

    Sobre essa tal "nova ênfase educacional", você poderia me citar algum material a respeito? Digo isso pois essa frase me chamou a atenção: "...pois não é o professor que ensina, mas media o aprendiz sim é que aprende". Tive um professor de Ciência dos Materiais na faculdade de engenharia que certa vez disse exatamente isso: "Não existe ensino. Existe apenas aprendizado.". Eu hoje não lembro de absolutamente mais nada de ciência dos materiais, mas me lembro com exatidão o dia em que ele disse isso. Foi uma das poucas coisas realmente úteis que levei da faculdade para a minha vida.
  • Amarilio Adolfo da Silva de Souza  14/09/2014 15:10
    Pobres estudantes de escolas estatais.
  • Micheline  16/09/2014 13:43
    Pobre Paulista

    Isso não é algo novo, Paulo Freire o maior educador do Brasil, reconhecido internacionalmente foi educado em casa...
  • carlos  26/09/2014 19:06
    O maior (des)educador de Pindorama, educado em casa? só se for na casa da Irene ......fala sério!

    Vide link: www.olavodecarvalho.org/semana/120419dc.html

    Em resumo: O maior embuste do ensino que já houve em Pindorama.
  • Andre Henrique  19/02/2016 10:59
    Inicialmente (há mais de uma década atrás) eu era contra justamente por "cair no conto do vigário" ao acreditar que crianças recebendo educação em casa tornavam-se misantropas... ledo engano!
    Hoje sou 100% partidário do homeschooling e tenho nojo de países como o Brasil que coíbem essa prática... nojo!!!
  • Micheli  09/03/2016 16:21
    Dilma publicou um decreto regulamentando a educação a distância em todos os níveis de ensino, inclusive no fundamental, também o médio, cursos técnicos e Cejas. Já podemos praticar homescoling desde que haja escolas ofertando a modalidade; claro que não foi dessa maneira que desejávamos, mas acho um grande passo para o homescooling. Confira pelo link abaixo:

    portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=33151-resolucao-ceb-n1-fevereiro-2016-pdf&Itemid=30192


    www.nordestenews.com.br/noticias/pais-se-prepara-para-um-salto-na-educacao-a-distancia/84076?ano=2016&mes=03
  • Pobre Paulista  09/03/2016 17:08
    Tá maluco? Homeschooling não é sobre ensinar em casa, é sobre ensinar o que você quiser para seus filhos.

    Isso aí só vai servir para levar o conteúdo do MEC diretamente para a sua casa. Onde isso sequer parece uma coisa boa?

    Dica: Nunca confie em políticos.
  • anônimo  11/03/2016 20:28
    Pelo menos fica mais fácil de burlar
  • Micheli  09/03/2016 20:01
    Olá, Pobre Paulista, primeiramente, sem ofensas não tem ninguém maluco aqui.
    Segundo se você ensina o que você quiser, faça o que quiser pois pretendo que meus filhos façam ENEM, e pra mim é um começo sim!!!
    Se o que é pra mim não é pra você nada posso fazer.
    Pelo visto você não leu o decreto. Ele diz que as escola privadas (confessionais ou não), públicas, etc... vão organizar e segundo a lei de educação cada escola pode montar seu currículo de acordo com sua filosofia. Será que que os homescoolers não conseguem se aproveitar disso? Pois é só que temos no momento.
  • Micheli  10/03/2016 22:58
    Pois a partir da aprovação da educação à distância para o nível fundamental e médio é um passo dado. O homescooling nos Estados Unidos é feito por empresas que ajudam e o indivíduo estuda em casa (a distância). Será que os homescoolers brasileiros não conseguem aproveitar essa brecha? Pois hoje corremos o risco de irmos presos. No homescooling americano as crianças fazem a prova em casa na educação a distância no Brasil a prova é presencial, mas pode ter direito à consulta porque isso depende da instituição. Se os homescoolers brasileiros se organizassem algo poderia ser feito, mas desde que seja bem feito. Pois em Minas gerais são 800 famílias que praticam isso... se elas se organizassem em torno de uma escola assim poderia dar muito certo inclusive evitando o risco de serem presos...
  • Pobre Paulista  11/03/2016 13:07
    Entendo seu ponto Micheli, mas não é assim que deve ser. Ninguém deve precisar de "permissão" do estado para educar seu filho em casa, ponto. É como legalizar as drogas: Ninguém quer que o governo "permita" seu comércio, quer apenas que ele não proíba.

    O estado tem é que SAIR de todos os mercados, inclusive (para não dizer principalmente) no mercado da educação. Não é porquê o estado soltou um decreto "alinhado" à filosofia libertária (por mais paradoxal que isso pareça) que ele deve ser elogiado ou apoiado. Se ele pode permitir, também pode proibir, e isso é ruim.

    Agora, entrando no mérito do decreto, eu até ia fazer uma crítica mais aprofundada, mas acho que basta citar alguns artigos:

    Art. 1º, §2º: Para tanto, exige se que haja uma prévia e rigorosa avaliação por parte dos órgãos próprios do sistema de ensino da Unidade da Federação de origem sobre os recursos tecnológicos disponibilizados pela instituição de ensino que está pleiteando essa expansão.

    Art. 2º, I.c 1 "Apenas poderão ser habilitadas perante o Ministério da Educação,... as [i]IES que atenderem aos índices de qualidade acadêmica e a outros requisitos estabelecidos em ato do Ministro da Educação, condicionado ao atendimento dos requisitos estabelecidos..."

    Art. 3º, I." h) Identificada e comprovada a existência de irregularidade ... a mesma deverá ser imediatamente comunicada ... para que a irregularidade seja corrigida ... devendo ser suspensas imediatamente as novas matrículas"
    " i) caso a irregularidade apontada não seja corrigida ... polo de apoio presencial será imediatamente fechado, encerrando suas atividades, devendo a instituição educacional encaminhar todos os alunos matriculados para outro estabelecimento de ensino devidamente regularizado ..."

    Como eu disse, não se trata do governo saindo da área de educação, e sim se enfiando na sua própria casa e te fiscalizando. Em nenhum universo libertário isso pode ser considerado bom.

    E por fim, homeschooling não se resume à transmitir conteúdo técnico-científico para as crianças, e sim educar para a vida. E se eu não quiser ensinar português e história para meus filhos e ensiná-los apenas inglês e matemática? Certamente serei preso por abandono intelectual. Nada mudou.

    Insisto na minha dica: NUNCA acredite que o estado estará do seu lado.
  • Mayara Carvalho  19/09/2016 21:23
    É isso mesmo. Não se trata, somente, de dar às crianças o ensino técnico-científico, mas de educar para a vida! Nós, do ramo da educação, vemos todos os dias o quanto a terceirização da educação está prejudicando a formação das crianças. Vemos muitas crianças que são abandonadas nas escolas pelos responsáveis, que acham que o dever de educar é da escola, o que está errado; Daí quando os professores educam (muitas vezes doutrinam) e os pais, que fazem seus devidos papéis, não aceitam aquele determinado tipo de ensino, o que é um direito da família. Portanto, creio na importância da verdadeira educação de casa (que é o que está faltando atualmente). Apoio totalmente o homeschooling e futuramente, espero poder adotar esse sistema com meus futuros filhos.
  • Micheli  11/03/2016 19:18
    Sim, eu acredito que o estado NUNCA estará do nosso lado. Todos esses artigos que vc colocou realmente eles colocam a fiscalização como controle de uma possível falta de qualidade que será feita na escola e nos pólos, mas não na nossa casa. A nossa maior luta é fazermos os políticos entenderem que o homescooling não será desculpa para os pais deixarem os filhos em casa sem estudar, ou que haverá descaso com a educação. Eu entendo seu ponto de vista, mas se eu tenho fome e quero comer filé e me dão vísceras, haveria eu de passar fome? Quem sabe se comendo as vísceras eu consigo pegar o filé? Visto que volto a frisar o currículo é a escola que monta. Mesmo que eu ensine apenas o que eu quero aos meus filhos, por exemplo inglês e matemática eu estaria privando eles de seus sonhos de serem médicos ou engenheiros,... será que essa é a vontade deles? Pois para a educação superior agora é exigido ENEM. Um conteúdo para a vida não precisa necessariamente excluir a ciência, mas mostrar como o conhecimento se acumulou e permitiu-nos chegar a essa era, onde a tecnologia facilita tudo, na agricultura, nos estudos, na vida diária... compreender o mundo em que vivemos necessita saber como a ciência influenciou. Você pode apresentar esse conteúdo técnico científico de outra maneira que os faça perceber realmente o que é importante para sua vida e porquê. Nem nas escolas públicas o professor é obrigado a adotar o livro (ele NÃO é obrigado), mas ele tem total poder para direcionar o conteúdo mais próximo possível do cotidiano, mas isso nem sempre é conseguido. Se tivermos o bom senso é o melhor caminho.
  • Micheli  13/03/2016 15:47
    Olá Gilda, já passei por um problema semelhante, concordo plenamente com sua opinião sobre o ensino estatal, porém a educação a distância pode ser uma brecha para o homescooling, desde que os organizemos em sistema de ensino confessional e currículo de acordo com nossos valores. Mas temos que continuar lutando por nossos direitos sim, um dia a educação domiciliar tem que acontecer. Porém biblicamente falando quem não está sujeito às autoridades? Pois é Deus quem as coloca. Se não estamos felizes com o que acontece hoje nas escolas temos que lutar de acordo com a arma que temos.
  • Mariane Bessa  17/03/2016 14:21
    Senhores, recomendo a leitura do artigo "A Situação Jurídica do Ensino Domiciliar no Brasil" Alexandre Magno (https://jus.com.br/artigos/19514/a-situacao-juridica-do-ensino-domiciliar-no-brasil) quanto a afirmação feita no texto "No Brasil, o homeschooling ainda é algo praticamente fictício, pois a legislação brasileira não permite a educação domiciliar."





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