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A questão da obsolescência programada - quanto tempo as coisas devem durar?

John Kenneth Galbraith, aquele insuportável moralista, escreveu em 1958 um bizarro livro intitulado A Sociedade Afluente, o qual exerceu uma enorme influência sobre várias gerações de ativistas anti-mercado.  A ideia do livro era a de descaradamente alterar os termos do debate sobre socialismo e capitalismo.  Se antes os socialistas argumentavam que o capitalismo produzia muito pouco, agora eles haviam mudado de ideia, utilizando a nova retórica de Galbraith, passaram a dizer que o capitalismo na verdade produz de forma excessiva as coisas erradas (coisas para serem consumidas) e muito pouco das coisas certas (bens públicos, igualdade etc.).

Um dos vários alvos do livro era a chamada "obsolescência programada" — a prática dos fabricantes de criar e desenvolver seus produtos de modo que eles se desgastem rapidamente e estraguem em um determinado momento no futuro, o que obrigaria os consumidores a terem de sair para comprar um novo e similar produto.  Segundo esta teoria, para disfarçar esta obsolescência programada, estes espertos fabricantes fazem algumas mudanças cosméticas no produto para dar a impressão de que houve algum aprimoramento, mas tudo não passa de um mero truque para enganar o consumidor e fazê-lo crer que vale a pena pagar por este item remodelado, quando na verdade ele estaria apenas sendo espoliado, pois estaria pagando duas vezes por aquilo que deveria ser comprado apenas uma vez.

O problema é que há várias pressuposições artificiais e insustentáveis nesta premissa.  Primeiro, o modelo presume que os fabricantes são muito mais espertos do que os consumidores, que são tratados como vítimas passivas e inanimadas dos poderosos interesses dos capitalistas.  Com efeito, no mundo real, são os fabricantes que estão sempre implorando para que os consumidores sejam mais fieis às marcas e menos instáveis, imprevisíveis, minuciosos, discriminadores e exigentes.  Tudo que um fabricante quer é que seu consumidor não abandone seu produto em prol de outros sem nenhum motivo racional ou aparente.

Segundo, o modelo pressupõe, de forma excêntrica e normativa, que os produtos devem durar o máximo de tempo possível.  Mas a realidade é que não existe nenhuma preferência de mercado predefinida acerca de quanto tempo os bens devem durar.  Esta é uma característica de fabricação que é determinada totalmente pela demanda dos consumidores. 

E sempre vale lembrar que, na medida em que os fabricantes possuem algum poder de impor seus gostos aos consumidores, isso ocorre apenas em economias fechadas (cujas importações são dificultadas pelo governo) e em economias excessivamente reguladas e burocratizadas, em que não há livre entrada de concorrentes no mercado.

Estes "argumentos" galbraithianos voltaram com força total recentemente, pois vários comentaristas da mídia observaram que utensílios de cozinha e outros aparelhos elétricos, bem como vários outros produtos, simplesmente parecem não durar tanto quanto duravam antigamente.  Naqueles bons e velhos tempos, você ganhava um liquidificador de presente de casamento e, dali a vários anos, a sua filha ainda o utilizaria sempre que chegasse da faculdade.  Nos dias de hoje, temos sorte se um liquidificador ou uma batedeira durarem alguns poucos anos.  O mesmo parece ser válido para máquinas de lavar e secadoras, roupas e equipamentos eletrônicos, amoladores e cortadores de grama, e até mesmo imóveis.  Nada dura o mesmo tanto ou possui a mesma robustez que antigamente.

Mas seria isso um argumento contra o mercado ou seria meramente um reflexo da preferência dos consumidores por valores (preços baixos, tecnologia de última geração, e várias outras amenidades) em detrimento da longevidade?  Sugiro que seja esta última.  Com a acentuada inovação tecnológica que vivenciamos, vários processos de produção se tornaram mais eficientes e, logo, mais baratos.  Consequentemente, faz mais sentido substituir continuamente um produto do que criar um que dure para sempre.  Você prefere um liquidificador de $200 que dure 30 anos ou um liquidificador de $10 que dure cinco anos?  Aquilo que os consumidores preferem no longo prazo será aquilo que irá dominar o mercado.

Como podemos estar certos disso?  Concorrência.  Digamos que todos os fabricantes produzam liquidificadores que durem apenas 5 anos, e que este fato seja amplamente desprezado pelos consumidores.  Um fabricante poderia roubar vários clientes da concorrência ao ofertar um produto que enfatize a longevidade em detrimento de outros aspectos.  Se os consumidores realmente valorizam a longevidade, eles estarão dispostos a pagar a diferença.  A mesma lógica se aplica a automóveis, computadores, apetrechos eletrônicos, imóveis e tudo mais.  Podemos saber qual é a preferência dominante (em um livre mercado) ao simplesmente olharmos qual prática é a mais comum no mercado.

Imagine que um fabricante de computadores produzisse uma máquina que fosse comercializada como sendo um computador de duração vitalícia, o último computador que você necessitaria ter enquanto vivesse, completo com softwares que irão similarmente durar para sempre.  Qualquer pessoa com algum conhecimento seria cética quanto a essa proposta, pois é fácil perceber que este arranjo é a última coisa que você realmente quer.  Idealmente, o seu computador deve durar o tempo que você quiser que ele dure até você estar pronto para adquirir um modelo superior.  Longe de ser uma espoliação, portanto, a obsolescência é um sinal de crescente prosperidade.

Em uma época de maciços e frequentes aprimoramentos tecnológicos, seria um enorme desperdício se os fabricantes direcionassem recursos caros e escassos para a manufatura de produtos que durassem muito além de sua utilidade.  No caso de computadores, por exemplo, fazer com que todos eles durassem mais de 6 anos seria um grande erro no ambiente de hoje.  Ele seria caro e rapidamente já estaria obsoleto.  O mesmo, inclusive, pode ser dito sobre casas.  Todos sabem que casas antigas podem ser charmosas, mas também são extremamente difíceis de serem manuseadas em termos de aquecimento, refrigeração, encanamento, fiação e todas as outras amenidades.  Em determinados casos, a solução mais eficiente pode ser simplesmente a de derrubar a casa antiga e construir uma nova em vez de tentar implementar várias melhorias na antiga.

Existe desperdício apenas quando você força o quesito longevidade em detrimento do aperfeiçoamento tecnológico.  Um indivíduo consumidor é livre para querer isso e buscar produtos que tenham essa configuração, mas não há nenhuma base para se declarar que tal preferência é a melhor e, por isso, deveria ser fixa e imutável para todos.  Não vivemos, e nem queremos viver, em um mundo estático, no qual o desenvolvimento jamais ocorre, onde o que existe sempre existiu e sempre irá existir.

Pense em termos de vestuário, mobílias e outros bens.  À medida que a renda disponível das pessoas vai aumentando, elas querem ser capazes de substituir o que usam de acordo com sua mudança de gostos.  Uma sociedade em que as roupas fossem sempre remendadas, os aparelhos eletrônicos fossem sempre consertados, e todos os produtos sofressem a famosa "gambiarra" para que pudessem se arrastar o máximo de tempo possível não seria uma sociedade rica.  Poder descartar o que está desgastado e quebrado é um sinal de crescente riqueza e prosperidade.

É comum as pessoas olharem para uma porta oca ou para uma mesa simples de madeira compensada e dizer: "Que coisa barata e fajuta!  Antigamente, os marceneiros e artesãos se preocupavam com a qualidade do que faziam! Já hoje ninguém se importa com nada, e acabamos rodeados por coisas baixa qualidade!"  Bem, a verdade é que aquilo que chamamos de 'alta qualidade do passado' não estava disponível para as massas com a mesma facilidade que está hoje.  Automóveis, casas e alguns outros utensílios podiam até ser mais duráveis no passado, mas eram muito poucas as pessoas capazes de adquirir aqueles produtos, pois eles eram muito mais caros (em termos reais).  Hoje, um mesmo produto está disponível para todas as classes sociais, sua qualidade variando exatamente de acordo com seu preço.  Nada é mais inclusivo do que isso.

Em uma economia de mercado, aquilo que é chamado de 'qualidade' é algo que está sempre sujeito a mudanças de acordo com as preferências do público consumidor.  Se os produtos devem ser vitalícios (como alianças de casamento) ou devem durar apenas um dia (pão fresco) é algo que não pode ser determinado fora do arcabouço de uma economia de mercado.  Nenhum planejador central pode dizer com certeza e exatidão.  É algo constantemente sujeito a mudanças.

Se o seu livro se despedaça, se suas roupas se rasgam com facilidade ou se a sua máquina de lavar repentinamente pára de funcionar, resista à tentação de denunciar o declínio da civilização.  Lembre-se de que você pode substituir todos estes itens a uma fração do preço que sua mãe ou sua avó tiveram de pagar por eles.  E você pode fazer isso rapidamente, com o mínimo de aborrecimento e transtorno.  Você pode até comprar pela internet, sem ter de sair de casa.  E é bastante provável que as novas versões do produto que você comprar tenham mais apetrechos e amenidades do que as antigas.

Pode chamar isso de obsolescência programada caso queira.  Ela é programada pelos fabricantes porque os consumidores preferem o aperfeiçoamento à continuidade, a disponibilidade à longevidade, a substitutibilidade à reparabilidade, o progresso e a mudança à durabilidade.  Não se trata de desperdício justamente porque estão sendo utilizados os processos de produção de menor custo possível.  Ademais, não há um padrão eterno e imutável por meio do qual podemos mensurar e avaliar a racionalidade econômica por trás do uso de recursos na sociedade.  Isso é algo que pode ser determinado e julgado somente por indivíduos utilizando recursos escassos em um arranjo de mercado.

É claro que uma pessoa deve ser livre para morar em uma gélida casa de pedra, para ouvir música em uma vitrola, para lavar roupas sobre uma tábua com um esfregão, para marcar as horas com um relógio de sol ou com uma ampulheta, e para fazer as próprias roupas com sacos de farinha.  Hoje, tudo isso ainda é possível.  Uma pessoa deve ser livre para ser completamente obsoleta.  Mas, por favor, não igualemos este comportamento à riqueza, e não aspiremos a viver em uma sociedade na qual todos são obrigados a preferir coisas permanentes em detrimento de coisas aperfeiçoadas.


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autor

Lew Rockwell
é o chairman e CEO do Ludwig von Mises Institute, em Auburn, Alabama, editor do website LewRockwell.com, e autor dos livros Speaking of Liberty e The Left, the Right, and the State.



  • ademir  19/02/2013 13:07
    Lembrando que temos no Brasil uma cota de insumos nacionais a serem utilizados pelos fabricantes, o que diminui em muito a qualidade. E ao contrario do que muitos dizem, ainda há objetos com alta qualidade e por um bom preço, como uma máquina de lavar e secar que adquiri recentemente e que possui garantia de 10 anos para o motor. Seria este um produto descartável?
  • Jaison  19/02/2013 18:22
    Existe uma passagem apócrifa de Ford que diz o seguinte:

    Ele solicitou para que fizessem um estudo em todas as oficinas credenciadas para verificar quais peças estragam com maior facilidade e uma peça chamou atenção por não ter nenhum registro de reparo nela, ou seja, ela nunca estragou.
    O que ele fez ?, reduziu a qualidade desta, pois estava gastando recursos em demasia com esta peça.

    O que eu quero dizer com isso ?, uma máquina de lavar que só o motor dura 10 anos não vale muita coisa, o conjunto inteiro deve ter mais ou menos a mesma vida útil (o ideal seria que ao fim da vida útil da máquina ela se desmanchasse por inteiro, assim teríamos certeza que foi completamente exaurida :)

    Ps:Não estou sugerindo que seja o caso que você citou, é só uma reflexão
  • Tiago Moraes  20/02/2013 12:05
    E quanto ficaria o preço final da máquina de lavar, caso o produtor investisse em insumos de maior durabilidade? Sim, porque eles seriam bem mais caros, o produtor obviamente repassaria esses custos ao produto final que ficaria bem mais caro, derrubaria a demanda e o mesmo seria obrigado a diminuir a escala de produção e consequentemente o emprego de fatores. Outra coisa, porque faria sentido ao produtor, criar uma máquina de lavar com durabilidade de 10 anos se neste meio tempo um concorrente lançasse um novo modelo? Você tem como garantir ao produtor que seus consumidores não iriam abrir mão do seu produto para adquirir um mais moderno?

    Um outro exemplo, em meados de 2006 eu paguei R$ 1.358,00 em um televisor de tubo de imagem Semp Toshiba de 29 polegadas e tela plana. O aparelho foi sucateado no final de 2011, em 2012 eu comprei, pelo mesmo valor, um televisor de LED com 40 polegadas ultra slim, FULL HD e entradas HDMI e para HDD externo. Com estes recursos eu aposentei meu DVD e pude integrar meu pc a TV e nem precisarei comprar um aparelho de Blu-Ray. Então eu te pergunto, porque faria sentido para mim, que meu antigo Semp Toshiba durasse mais do que 5 anos?

    Segundo o fabricante, a expectativa de durabilidade da minha HDTV é de 16 anos considerando um uso diário médio de 8 horas. Ora, supondo que isso seja verdade, porque eu ficaria 16 anos com a mesma TV, se neste período a tecnologia dos televisores já terá chegado a um ponto que eu com toda a certeza manifestaria interesse em adquirir?
  • Henrique  20/02/2013 14:00
    Mas aí vc confunde a obsolescência programada com a obsolescência real. Neste caso, especificamente, sua TV foi superada tecnologicamente por uma TV nova, tornando-se realmente obsoleta. Mas vejamos o exemplo do IPhone: enquanto os smartphones representaram um salto tecnológico frente aos celulares convecionais, tornando-os realmente obsoletos, o IPhone 5 realmente não apresenta nenhuma revolução diante do IPhone 1. Mesmo que se argumente que os recursos tecnológicos do IPhone 5 (a câmera, por exemplo) sejam superiores aos do IPhone 1, esses recursos não são realmente novos (o IPhone 1 poderia ter ter sido produzido com a mesma câmera que é utilizada no IPhone 5 pois essa tecnologia já existia), apenas a sua oferta foi postergada conforme o programa de obsolescência praticado pela empresa.

    O problema da obsolescência programa não é a obsolescência em si, já que esta é inevitável devido ao progresso tecnológico, mas sim a sua programação que é empurrada aos consumidores cujas preferências são manipuladas e induzidas por campanhas de marketing. Dessa forma, uma empresa não vende um smartphone com uma boa câmera, pois é mais rentável vender um smartphone com câmera ruim e depois lhe convencer a trocá-lo por um melhor. Ou seja, vc pode até ter economizado um pouco na primeira compra, mas ao comprar duas vezes certamente pagou mais caro e a empresa lucrou mais.
  • Eleno  20/02/2013 14:09
    Isso demonstra não apenas a sua insegurança ("Ai, a propaganda vai me convencer! Socorro!"), como também sua propensão para o autoritarismo ("Só é bom e necessário aquilo que eu determino ser!").

    Para sua informação, eu tenho o iPhone 4 e nem cogito comprar o 5, pois fui informado de que seu sistema operacional é pior. Não preciso da sua salvação e nem da sua preocupação para com meu bolso. Grato.
  • Henrique  20/02/2013 14:46
    Caro Eleno, então eu sou inseguro e autoritário. Mais algum argumento?

    Frequanto este site já há um bom tempo e acho geniais os artigos publicados bem como a sessão de comentários sempre com argumentos didáticos e esclarecedores, principalmente do Leandro. No entanto, de vez em quando tenho a impressão de que o libertarianismo está se tornando mais uma religião para alguns: se vc não concorda prontamente vc é autoritário, reacionário, esquerdista, comunista, energúmeno etc. Este é o mesmo tipo de reação fanática normalmente vista nos defensores da esquerda e do socialismo, o que me leva a crer que o problema realmente está nas pessoas e não nos sitemas.

    Além disso, nessa vida já aprendi que ninguém está certo o tempo todo, todos cometem erros. Por isso, por mais que admire as idéias que encontro neste site, por mais q eu simpatize com a causa, por mais q eu acredite nas teorias da EA, eu sempre tenho consciência de algo pode estar errado, simplesmente não é possível que tudo esteja absolutamente certo. Ou vc acredita mesmo que existe uma teoria perfeita sem falhas (algo que não se vê nem na Física)? Vc acredita que os economistas austríacos são seres iluminados que professam a verdade absoluta e inquestionável? Vc consegue mesmo acretitar em tudo isso sem questionar (veja bem não estou dizendo q eles estão errados, mas apenas que o questionamento é um exercício saudável e esclarecedor)? Se a sua resposta é "sim" então parabéns, vc encontrou seu deus e está seguindo perfeitamente sua religião.
  • Leandro  20/02/2013 15:07
    Prezado Henrique, obrigado pela menção positiva, mas terei de ficar do lado do Eleno.

    Uma coisa é você manifestar uma preocupação com algo que você imagina ser ruim (a publicidade); outra coisa, bem diferente, é defender ideias coercivas, como a proibição ou mesmo uma maior regulação da publicidade (se você não defende isso, ok, mas é que é exatamente isso que você está de maneira quase explícita dando a entender).

    Não falo pelos outros, mas apenas por mim: tenho um iPad e um iPhone. Quando decidi comprá-los, juro que jamais havia visto nem sequer uma propaganda destes aparelhos. Havia, isto sim, visto algumas pessoas que conhecia utilizando esses aparelhos. Ao interagir com elas, percebi que tais aparelhos poderiam me ser extremamente úteis (acho o mecanismo de leitura de texto do iPhone sensacional; é muito mais prazeroso e menos cansativo. Minhas leituras duplicaram após esta aquisição).

    Ou seja, eu sou um exemplo vivo de alguém que adquiriu apetrechos tecnológicos não pela propaganda da Apple, mas sim por ter acidentalmente visto o funcionamento do aparelho e ter gostado. A Apple me ganhou como cliente da mesma forma que uma churrascaria rodízio qualquer: passei por perto, vi, experimentei e gostei. Propaganda zero.

    Abraços!


    P.S.: sim, há teorias perfeitas e sem erros. O problema está em passar essas teorias para a prática. Mas tal dificuldade, obviamente, não implica um erro de teoria, mas sim um erro de transposição da mesma.
  • Henrique  20/02/2013 16:50
    Prezado Leandro, realmente eu não estou defendendo nenhum tipo de coerção ou regulamentação e se alguém entendeu dessa forma certamente foi porquê eu não disse "amém" prontamente para o texto do artigo (sabe como é o mundo maniqueísta dos fanáticos religiosos, se vc não morrer de amores pelo que ele prega é pq vc odeia, ou quem não é meu amigo com certeza absoluta é meu inimigo), PELO CONTRÁRIO, pessoalmente eu acredito que o marketing muitas vezes pode ser uma forma de coerção (não estou dizendo que sempre é) na medida em que ele se utiliza de técnicas argumentativas de pressão psicológica (atacando a auto-estima das pessoas, pois se o seu celular é tijolão vc é um ser ultrapassado e inferior), às vezes até hipnóticas (como nas mensagens subliminares, ou no merchandising das novelas onde todos usam ipads), manipulando e induzindo as preferências dos consumidores (por isso eu questionei se tais preferências seriam reais ou ilusórias). Além disso, não se pode confundir o marketing com a mera propaganda, a propaganda é apenas uma das várias ferramentas do marketing, vc mesmo , ao comprar seu IPhone, se torna um agente do marketing (influenciando pessoas que o conhecem e admiram, pessoas que o invejam, pessoas q o copiam, pessoas que apenas veem vc fazendo "maravilhas" com o seu IPhone...)

    Enfim, apenas queria levantar um questionamento saudável, uma reflexão, já que o artigo realmente não menciona NADA sobre o poder do marketing e suas influências, e não gerar uma polêmica com reações tão fanáticas e agressivas (como se eu estisse escrachando a bíblia dentro do templo evangélico).

    Quanto a essas teorias perfeitas que vc mencionou, acredito que esteja falando das utopias... A própria EA, embora seja a melhor escola de economia (na minha opinião), não é perfeita e tem suas falhas (também na minha opinião), mas isso deveria ser apenas questão de opinião e não virar uma religião.
  • Malthus  20/02/2013 17:41
    Quais as falhas? Ao se fazer uma acusação, é necessário ao menos citar uma prova. Caso contrário, tudo é apenas vapor d'água.
  • Henrique  20/02/2013 18:44
    Caro Malthus, não vou ficar citando o que, na minha opinião, seriam as falhas da EA pois agora estamos discutindo o artigo em questão que trata da obsolescência programada. Mas quero reiterar que é apenas a minha insignificante opinião, não precisa ficar mordido por isso, assim como também é minha opinião que, apesar de suas falhas, a EA é a melhor das escolas de economia e a que apresenta as teorias mais consistentes.
  • Malthus  20/02/2013 19:09
    Ok, fico no aguardo então do momento propício em que você irá se pronunciar. Confesso apenas que fiquei enormemente curioso, pois sendo a EA uma ciência apriorística, é impossível achar uma contradição ou erro em sua teoria. As chances são de que você, como 100% dos outros que disseram tal coisa, esteja confundindo EA com filosofia libertária. A EA fala exclusivamente sobre economia, e não fala nada sobre coisas normativas.

    Estarei no aguardo.
  • Joao Marcos T. Theodoro  02/03/2013 03:11
    Sem falar que a teoria austríaca sempre acha, na História, eventos econômicos que lhe trazem sustentação empírica também.
  • Jaison  20/02/2013 16:02
    Dessa forma, uma empresa não vende um smartphone com uma boa câmera, pois é mais rentável vender um smartphone com câmera ruim e depois lhe convencer a trocá-lo por um melhor. Ou seja, vc pode até ter economizado um pouco na primeira compra, mas ao comprar duas vezes certamente pagou mais caro e a empresa lucrou mais.

    E como fica o risco de entre um lancamento e outro o concorrente resolver dar um "salto tecnológico" ?, a empresa ficará com o estoque encalhado e irá amargar prejuízos que podem deixar a empresa insolvente.

    Esse discurso da Obsolescencia programada na verdade tem dois aspectos:

    - O Produto realmente estraga "antes" do tempo;

    Aqui encaixa-se o caso da lâmpada que está ligada ininterruptamente à 100 anos, obviamente o pessoal esqueçe o ganho energético (menor consumo e maior iluminação) das lâmpadas mais modernas

    - O Fabricante te "força" a comprar o ultimo lancamento;

    Aqui é o fabricante do celular que através da hipnose midiática te convence que o celular que você acabou de comprar é lixo e caso você apareça na rua você será motivo de Bullying™.
    Com este argumento não resta outra alternativa senão imaginar que não são os iluminattis os conspiradores do mundo, são os publicitários que exercem um poder descomunal na mente das pessoas e entretanto ninguém vê esse poder.
  • Henrique  20/02/2013 16:59
    Jaison
    "E como fica o risco de entre um lancamento e outro o concorrente resolver dar um "salto tecnológico" ?, a empresa ficará com o estoque encalhado e irá amargar prejuízos que podem deixar a empresa insolvente."

    Algo semelhante aconteceu com o IPhone 4, pouco tempo depois a samsung lançou o galaxy s2 com configuração superior e que superou as vendas da apple (mesmo contra o IPhone 4s). Mas nesse ponto a apple já havia se consolidado como uma marca de status social mantendo, assim, sua reserva de mercado e permanecendo muito lucrativa.
  • Ricardo  20/02/2013 17:20
    Henrique, favor estudar melhor a definição de conceitos. Reserva de mercado é um monopólio garantido pelo governo. Não existe tal reserva para o mercado global de aparelhos de telefone celular. Logo, não existe reserva de mercado para a Apple. Existe apenas preferencia popular voluntariamente demonstrada, algo que você não aceita.
  • Henrique  20/02/2013 18:29
    Vc é que está dizendo q eu não aceito, eu estou apenas dizendo q essa preferência TALVEZ não seja tão voluntária quanto vc imagina.
  • anônimo  21/02/2013 19:33
    A Apple então está forçando as pessoas a comprar o telefone através do uso da propaganda hipnótica. Ainda bem que sou imune e consigo resistir ao poder da força do além emanada pelo Steve Jobs!

    E qual o problema em uma empresa explorar a ignorância ou a baixa auto-estima das pessoas? Se vc acha que isso está errado, pode boicotar e tentar convencer as pessoas a não comprar.

    Não tente rotular o desejo das pessoas. O que é "ilusório" para vc, pode ser muito real para outros, e vice-versa.
  • Henrique  22/02/2013 04:06
    "E qual o problema em uma empresa explorar a ignorância ou a baixa auto-estima das pessoas?"
    problema nenhum, imagina... quem mandou ser ignorante e ter auto-estima baixa? tem mais é q ser iludido e explorado mesmo.

    "Não tente rotular o desejo das pessoas. O que é "ilusório" para vc, pode ser muito real para outros, e vice-versa."
    Sem dúvida... q o digam os esquizofrênicos...
  • Alexandra   16/09/2016 19:42
    Após ler esse comentário fica bem fácil deduzir porque resolveu se manter no anonimato. Usar o psicológico da população, além de ser um ato nada ética, demonstra uma total falta de respeito ao consumidor. Obviamente a Apple não é um vilão de desenhos animados, até porque não está sozinha neste tipo de jogada, porém também não é a pobre mocinha indefesa nas mãos da mídia malvada.
  • Jaison  20/02/2013 15:51
    Tiago, acho que tivemos um ruído de comunicação.

    Eu não defendo que a máquina de lavar inteira sofra um aumento na sua vida útil, o que eu quis dizer foi o seguinte:

    Vamos partir do principio que todas as peças da máquina são igualmente importantes, ou seja, caso uma delas falhe a máquina inteira deixará de funcionar (Ok, é uma estrapolação irreal, mas vamos la).
    Se todas as outras peças tem uma vida útil de, digamos, 5 anos e APENAS o motor dure 10 anos a qualidade desde motor está sobredimensionada (o motor sozinho não faz a máquina funcionar), ou seja, o fabricante está alocando recursos escassos desnecessariamente para garantir a qualidade de uma peça que não funciona sozinha.

    E Foi isto que Ford pensou nessa passagem apócrifa, não faz sentido eu gastar muito com uma peça para garantir que ela nunca quebre se a máquina não funciona somente com ela.

    Agora como adendo duas provocações :)

    Segundo o fabricante, a expectativa de durabilidade da minha HDTV é de 16 anos considerando um uso diário médio de 8 horas. Ora, supondo que isso seja verdade, porque eu ficaria 16 anos com a mesma TV, se neste período a tecnologia dos televisores já terá chegado a um ponto que eu com toda a certeza manifestaria interesse em adquirir?

    - As TV´s de tubo duravam tranquilamente isto;
    - Eu duvido que uma TV de plasma/LCD/LED dure tanto tempo;


    Abraço

  • Celi   21/02/2013 14:53
    Jaison,
    no caso específico da máquina de lavar, acredito que o fabricante assim o fez porque normalmente este é o item que mais apresenta defeitos e que quebra, "forçando" o consumidor a comprar uma máquina nova ou a reparar a antiga. Desse modo, o fato dele dar essa garantia para o motor pode ser para atrair aqueles consumidores que estão cansados de comprar máquinas fabricadas pela concorrência que possuem motores que quebram a todo momento (na visão desses consumidores, consumidores que não acham que as máquinas de lavar possam ter grandes inovações ou que essas inovações não são atrativas a ponto de provocar a compra uma máquina nova, diferente de um celular ou de uma TV, por exemplo).
    Além disso, talvez o fabricante esteja exatamente tentando fazer o que vc disse, tentando produzir um produto em que todo o conjunto tem uma vida útil semelhante, já que, no caso das máquinas de lavar, normalmente o motor quebra e o resto ainda funciona perfeitamente. Mas ele dá garantia apenas para o motor pq talvez, ainda que dure 10 anos, o motor vai durar menos do que o resto da máquina.
  • Jaison  21/02/2013 17:54
    Celi

    Eu ja tenho uma outra opinião, o motor é a UNICA peça que com certeza se quebrar a máquina deixará de funcionar, ou seja, ela é um componente crítico no sistema.

    Este argumento tem um poder psicológico muito forte e pode decidir uma compra.

    Pelo que conheço de motores elétricos eles são muito duráveis (exceto em caso de surto elétrico, coisa que a garantia não cobre), o componente que mais se repõe em um motor elétrico é o que chamam de escovas (ponteiras de grafite para fornecer a conexão elétrica) estas escovas tem um custo baixíssimo e o trabalho de reposição é muito rápido.

    >> Além disso, talvez o fabricante esteja exatamente tentando fazer o que vc disse, tentando produzir um produto em que todo o conjunto tem uma vida útil semelhante, já que, no caso das máquinas de lavar, normalmente o motor quebra e o resto ainda funciona perfeitamente. Mas ele dá garantia apenas para o motor pq talvez, ainda que dure 10 anos, o motor vai durar menos do que o resto da máquina.

    Também imagino e espero que os fabricantes assim o façam mesmo, do contrário seria jogar dinheiro fora e um ponto que um novo concorrente poderia utilizar para ganhar mercado.
    Por outro lado, existem componentes que não valem a pena que você "reduza" a vida útil, gastasse mais para tentar fazer um componente mais frágil do que manter como está.


    Abraço
  • Renato Souza  07/03/2013 13:56
    Um ponto que muitos não levaram em conta é que o fabricante não sabe quando cada peça deixará de funcionar. Ele tem uma estimativa, um valor médio probabilístico, acompanhado de algumas estimativas de erro (como o desvio padrão).

    Bom, se o fabricante estima que a vida média de uma determinada peça é de X anos, certamente ele não dará uma garantia de exatamente X anos, porque isso seria péssimo para ele. Memo não sendo a maioria, uma parcela significativa dos aparelhos que contém aquela peça pederão apresentar defeito após X anos, levando a um custo de manutenção proibitivo para o fabricante.

    Por outro lado, dentro daquele sistema (o motor, por exemplo), as peças que mais apresentam defeitos poderão ser de custo baixíssimo. Então o fabricante dá a garantia sabendo que na imensa maioria dos casos, gastará pouco com a substituição das peças defeituosas.

    O segundo item mais custoso de uma máquina de lavar costuma ser a carcaça, e nenhum fabricante dará a esta peça uma garantia igual à do motor. Em primeiro lugar, caso ela se oxide, a solução correta será a substituição, que é bastante cara. Em segundo lugar, é difícil prever seu real tempo de vida. A lavanderia costuma ser uma ambiente úmido e hostil, e a durabilidade da carcaça dependerá muito dos hábitos e costumes de cada pessoa, do tipo de produtos de limpeza usados, e principalmente, da localização da residência. Ficaria chato o fabricante anunciar "dou X anos de garantia para carcaças nas cidades do interior, e Y anos no litoral". Haveria condições de fazer carcaças muito mais resistentes à corrosão, mas provavelmente muitos compradores prefeririam não pagar por isso.

    Finalmente, a fim da carcaça não é o fim da máquina. Existe uma grande mercado de máquinas de lavar recondicionadas, inclusive com carcaças de plástico.
  • Ronaldo   19/02/2013 13:09
    O texto deixa de considerar - na verdade,ignora completamente - o impacto ambiental decorrente do descarte de produtos que são substituídos. Essa não é uma variável importante a ser considerada na análise da questão? Embora seja bom poder substituir produtos que se desgastam, a uma fração do que custavam tempos atrás, é possível perceber que essa substituição, muitas vezes, ocorre sem que tenha ocorrido o desgaste do produto ou sem que ele tenha deixado de atingir de maneira satisfatória sua finalidade, apenas em virtude de haver surgido um produto mais "novo" (muitas vezes, pouco diferente de seu antecessor). Embora a liberdade de trocar o produto me pareça boa, tal comportamento provoca um impacto no ambiente que não pode ser ignorado.
  • Ricardo  19/02/2013 13:24
    Qual impacto? Até onde eu sei, produtos descartados são imediatamente apanhados por terceiros. Nos EUA é assim. O sujeito deixa o sofá, a televisão e a geladeira no seu quintal, deixando claro que, quem quiser pegar, pode pegar. Isso sim é redistribuição de riqueza.

    De resto, noto que a sua preocupação vai exatamente contra o que dizem os críticos do capitalismo. Eles dizem que o capitalismo concentra riqueza e gera pobreza. Já você está dizendo que o capitalismo gera tanta riqueza que acaba sendo difícil se desfazer dela. Quem está certo?
  • Pobre paulista  19/02/2013 13:55
    Desculpe parecer um chato, mas a questão que ele levantou tem fundamento. Nâo é só o texto em questão que não considera a questão ambiental, e sim toda a teoria do livre mercado.

    Veja só o seu argumento: E depois que essas pessoas que pegaram os equipamentos descartados também descartarem? haverão outras para pegá-los? E depois destas? E depois ainda? Em algum momento o utensílio se esgotará por completo e terá que ser descartado no ambiente.

    Eu sou a favor do livre mercado mas reconheço que sua prática é predatória do ponto de vista ambiental. As pessoas não reciclam simplesmente porque não é lucrativo. É eficiente do ponto de vista social-econômico, mas não no ponto de vista ambiental. Claro que no longo prazo - centenas ou milhares de anos - não há problemas, pois a natureza corrige tudo.

    Só para esclarecer, nem por isso acho que deva existir alguma regulamentação a respeito, o mercado irá se ajustar de alguma maneira e pronto.
  • Pobre paulista  19/02/2013 14:22
    Fabiano,

    Seu exemplo não serve, cai no mesmo caso que citei. E depois que eles descartarem seus aparelhos? Cedo ou tarde eles voltam para o meio ambiente.

    Gabriel,

    Só para deixar claro eu estou pouco me lixando com o conceito geral de 'preocupação ambiental', não acredito em aquecimento global e eu cuido muito bem das flores do meu jardim. Concordo com o que vc disse - Isso no fim é só mais uma desculpa para regulamentação - e gostei dos seus exemplos, mas o meu ponto é que não dá para negar que o modelo de livre mercado é ambientalmente predatório sim. Eu não acho isso um problema pois no longo prazo tudo se resolve. Não acho que vamos acabar com o oexigênio nem com a comida do mundo. Mas ele causa modificações severas na natureza que levarão muito mais tempo do que uma vida humana para se recuperar.

    Thales,

    O artigo é muito bom não tinha lido, mas em momento algum eu defendi a reciclagem...
  • Individuo Racional  19/02/2013 14:34
    "mas o meu ponto é que não dá para negar que o modelo de livre mercado é ambientalmente predatório sim."

    O quê?! Em que planeta você vive? Compare a Suíça com a União Soviética, e veja onde o ambiente é mais voluntariamente respeitado. É cada um que vem tentando jogar verde aqui...

    Justiça, poluição do ar e direitos de propriedade
  • Tiago RC  19/02/2013 14:20
    As pessoas não reciclam simplesmente porque não é lucrativo.

    E não ser lucrativo = não gerar riqueza à sociedade, não ser uma boa utilização de recursos.

    Parece contra intuitivo, mas em diversos casos a reciclagem destrói mais recursos do que cria. Nem sempre, alumínio por ex. é um ótimo candidato à reciclagem, já ouvi dizer que vidros e certas formas de papel também podem ser. Mas bom, praticamente no mundo todo a coleta de lixo é um monopólio/concessão estatal, então fica difícil saber.



  • Ricardo S.  19/02/2013 18:50
    Veja só o seu argumento: E depois que essas pessoas que pegaram os equipamentos descartados também descartarem? haverão outras para pegá-los? E depois destas? E depois ainda? Em algum momento o utensílio se esgotará por completo e terá que ser descartado no ambiente.
    .
    Gênio! Então a solução é não consumir nada, afinal, cedo ou tarde qualquer coisa estraga e tem que ser descartada no ambiente...
  • Fabiano  19/02/2013 13:57
    Este possível impacto é uma boa oportunidade para quem lida com reciclagem de materiais.

    Um exemplo:
    Celulares no lixo valem ouro para garimpeiros urbanos

    [ ]!
    Fabiano
  • Bruno  19/02/2013 14:16
    Exatamente. O resíduo de um processo pode virar o insumo de outro. Um sofá, por exemplo, pode ser usado na fornalha de alguma coisa.

    Este artigo me lembra um documentário que vi, o obsolescência programada:
    vimeo.com/47645607

    Interessante que o documentário não faz menção alguma quanto ao ganho de eficiência (energética, produtiva etc) ao citar uma lâmpada que já dura 100 anos de idade.
  • Fabiano  19/02/2013 15:01
    OFF:
    Como vcs estão colocando os links? Eu usei HTML, mas não funcionou. Desculpem a noobice.

    "Link text"


    [teste|www.ig.com.br]
  • anônimo  19/02/2013 16:21
    Na hora de escrever o comentário, clique em confira nossas dicas de formatação
  • Fabiano  19/02/2013 16:41
    Poutz! Tava na cara! Obrigado. Mais uma vez desculpem a noobice e o lixo na msg anterior, pois estava testando e visualizando e acabei não limpando o conteúdo.
  • Gabriel Miranda  19/02/2013 14:10
    Essa falsa preocupação com o meio ambiente é só mais uma das desculpas usadas para constranger, regular e até barrar a produção industrial. Não é nada muito diferente da suposta preocupação com a saúde ou o bem-estar das criancinhas -- no fundo, tudo não passa de um ranço anticapitalista para reduzir a lucratividade dos negocios, sob o disfarce dos bons propósitos. O que esse povo não suporta ver é uma empresa tendo lucros, pois acredita que este advém da exploração da classe trabalhadora... É uma mentalidade que ignora premissas básicas do capitalismo: produzir mais com menos e sempre a preços mais baixos.

    Além do mais, uma nação que pouco produz gera menos oportunidade de trabalho e mais baixos salários. É, fatalmente, uma sociedade menos próspera. Como salienta o Lew Rockwell, época boa era aquela em que os bens duravam trocentos anos e só os mais abastados tinham acesso aos mesmos...
  • Indivíduo Racional  19/02/2013 14:13
    Exato. Aliás, não sei por que perdem tempo com esses "ambientalistas", mesmo os genuinamente bem intencionados (isto é, os idiotas úteis). Esse argumento de que "a terra vai sofrer" é típico de quem desconhece o mais básico da história da terra.

    A coisa é tão básica, que até um famoso humorista já havia entendido isso:

    "O planeta já passou por tantas coisas ruins: já passou por terremotos, vulcões, placas tectônicas, movimento de continentes, raios solares, manchas solares, tempestades magnéticas, inversão magnética dos pólos, centenas de milhares de anos bombardeado por cometas, asteróides e meteoros, enchentes globais, maremotos, incêndios globais, erosão, raios cósmicos, eras glaciais recorrentes... e alguns idiotas acham que algumas sacolinhas de plástico e latinhas de alumínio vão fazer diferença?!

    O planeta não vai pra lugar nenhum, nós vamos. Ele vai se curar, vai se limpar, porque é isso que ele faz. É um sistema que se autocorrige. E se é verdade que o plástico não é degradável, então o planeta vai simplesmente incorporá-lo em um novo paradigma: Terra + Plástico.

    A Terra não compartilha nosso preconceito em relação ao plástico; o plástico saiu da terra. É apenas um de seus filhinhos. Pode ser a única razão pela qual a terra nos gerou: ela queria o seu plástico, mas não sabia como fazer. Agora que já tem, o próximo passo será nos expelir como poeirinhas insignificantes. Dã."
  • Ricardo  19/02/2013 20:31
    Ok. Mas e quanto a impactos que venham a prejudicar os próprios seres humanos?
    Por exemplo: eventuais mudanças climáticas, aumentando o número de enchentes, furacões, tempestades, secas prolongadas, aumento do nível dos oceanos, desequilíbrios das cadeias alimentares levando a pragas, etc...
    Vejam bem, não estou afirmando que estes efeitos existem ou que são causados pelo homem (entendo que existam divergências científicas nessas questões), estou somente fazendo um contra-ponto ao seu argumento: quem se preocupa com questões ambientais não está preocupado somente com o "planeta", mas sim com as condições de habitação dele por nós, humanos.
  • Indivíduo Racional  19/02/2013 20:46
    Como assim, Ricardo? Como é que doar roupas usadas para os mendigos e doar sua televisão velha para seu vizinho ou parente mais pobre vai gerar "enchentes, furacões, tempestades, secas prolongadas, aumento do nível dos oceanos, desequilíbrios das cadeias alimentares levando a pragas etc.."? Não sabia que atos de caridade tinham esse poderoso potencial devastador. Vivendo e aprendendo.
  • Ricardo  20/02/2013 19:41
    Não entendi qual a relação do seu comentário com o que escrevi.
    Em nenhum momento falei de doações ou caridade. Reaproveitar as coisas é bom em todos os sentidos, inclusive o ambiental.
    Só mencionei que quando algumas pessoas manifestam preocupação quanto a impactos ambientais, elas não estão preocupadas com o "planeta", conforme você comentou, e sim com as condições de habitação dele por nós, humanos. O planeta vai continuar aí independente de qualquer coisa, concordo com você, me preocupo se continuará sendo habitável pra nossa espécie.
    Talvez tenha fugido um pouco do tema do artigo, meu comentário era referente estritamente a esse ponto.

  • Andre Canine  20/02/2013 13:50
    De que forma, além das mudanças climáticas (eufemismo para aquecimento global), o livre mercado causa danos ao meio ambiente?

    Por favor, alguem pode fornecer exemplos concretos?
  • Eduardo Bellani  19/02/2013 14:42
    O nome técnico para sua preocupação é externalidade. No mises brasil tem um artigo do Lew Rockwell sobre isso que é muito bom.


  • Tombão  19/02/2013 18:01
    Concordo,devemos também entrar em acordo com os sindicatos dos vulcões, terremotos e meteoros que vem causando impactos ambientais nos últimos milhões de anos com suas atividades.
  • Emerson  21/02/2013 12:03
    Quando você troca seu carro ele vai para o lixo? O meu não, eu vendo para alguém. Quando você troca de celular em bom estado ele vai para o lixo? O meu não, repasso para alguém da família (e não troco frequentemente, não ligo muito para isso). Plástico ferra com o meio ambiente? Então não devemos criar produtos de plástico como por exemplo cadeiras. Então o que temos na tecnologia atual? Ferro, madeira, etc? Qual é a disponibilidade destes materiais para produzir para as massas? Mais desmatamento não é muito interessante, pelo que temos visto, já basta o que tem (trabalho na empresa que produz os dados da Amazônia).
    Na realidade o que a gente precisa mesmo é desenvolver tecnologias que tenham como objetivo resolver o problema do lixo inútil (não reciclável) e reduzir gradativamente o uso de recursos naturais mais escassos. Manter essa ideia de que devemos voltar ao passado, sendo que no passado não haviam tantas pessoas, me parece um pouco de perda de tempo que poderia estar sendo melhor empregado.
  • Paulo Armando  19/02/2013 15:23
    Quem compra algum produto também é responsável pelo seu descarte, isso não pode ser responsabilidade apenas do fabricante, pois, isso, elevaria sem necessidade os custos do produto e seu preço. Os governos deveriam incentivar a atividade de reciclagem. O capitalismo, a liberdade, a cultura, geram riqueza, sem dúvida. O acesso a informação permite que as pessoas evoluam. A função dos governos é dar às pessoas meios para o acesso a sistemas educacionais de qualidade, mas não necessáriamente gratuitos. Os países asiáticos são o exemplo mais recente disso, investiram na qualificação profissional, em rígidas normas de disciplina e o Brasil, antes uma grande promessa, ficou comendo poeira.
  • Bruno  19/02/2013 16:26
    5..4...3...2...1
  • Eduardo Bellani  19/02/2013 17:16
    Não, a função do governo é extrair dinheiro a força das pessoas.
  • Luciano A.  21/02/2013 00:56
    E fazê-las acreditar que a pilhagem governamental é para o bem delas.
  • Renato Souza  19/02/2013 16:21
    No caso específico de produtos de madeira, a resposta está mais nos recursos disponíveis do que em qualquer intenção, seja dos consumidores, seja dos produtores.

    No passado, quando haviam menos pessoas e mais florestas virgens, as madeiras preferidas para a fabricação de móveis, pisos, estruturas de telhados (e até casas, nos lugares node elas são feitas de madeira) eram as madeiras duras, escuras, muito duráveis. Tais madeiras provém de árvores que crescem naturalmente em florestas e capoeiras nativas.

    Eventualmente, a quantidade de pessoas aumentou, a quantidade de florestas diminuiu, e tornou-se bastante caro utilizar tais madeiras. Além disso, as árvores que ainda existem desse tipo são normalmente sujeitas a maior controle através de leis ambientais. Isso torna sua ainda mais restrita a produção, e portanto, mais caro o preço.

    Essas madeiras extremamente duráveis foram substituidas por madeiras de reflorestamento, menos duras, menos duráveis, menos pesadas, e com uma taxa de crescimento muito maior. Ora, essa é uma mudança que veio para ficar, pois simplesmente não haveria madeira durável para todos. A tentativa de suprir todos com madeiras duráveis levaria à rápida extinção desse tipo de árvores. Felizmente o mercado encarece o preço dessas madeiras, tornando=as inacessíveis para a maioria das pessoas. Continuaremos, portanto, usando muita madeira reflorestadas. Eventualmente você pode ter uma mesa ou outro item feito com madeira nobre, mas seu sofá, seu telhado, ssuas portas, e seu piso provavelmente serão feitos de madeira reflorestada.

    O desafio, portanto, é melhorar a qualidade dos produtos feitos com madeira reflorestada, E O MERCADO JÁ VEM FAZENDO ISTO. Anos atrás, quem não queria um piso frio na sala e dormitórios, e não tinha dinheiro para um piso de madeira maciça, se contentava com o chamado "carpete flutuante de madeira", que era uma porcaria, e se estragava com muita facilidade. Mais tarde, veio o piso laminado, muito superior ao "carpete de madeira", com vários níveis de qualidade, conforme o preço, e que é acessivel mesmo para pessoas pobres.

    Se a importação fosse livre, teríamos pisos estrangeiros, de muito maior qualidade, e os fabricantes nacionais seriam obrigados a acompanhar essa qualidade. Se os produtos estrangeiros fossem vendidos aqui com a mesma carga de impostos dos nacionais, (preferivelmente, ambas baixas) as pessoas pobres teriam acesso a um nível de vida muito mais confortável.

    Note que mesmo governos social-democratas, que cobram muitos impostos, entenderam isso. Os países nórdicos cobram muitos impostos, mas procuram evitar causar outros danos adicionais às empresas: além de cobrarem menos impostos diretamente das empresas, não lhes impõem um pesado custo em burocracia. Sendo as empresas daqueles países menos prejudicadas nesses quesitos, o governo permite a entrada de produtos estrangeiros, o que obriga as empresas locais à concorrência. O consumidor lá é menos prejudicado do que o consumidor brasileiro. Os socialistas e keynesianos brasileiros são burros demais, até em comparação com socialistas e keynesianos de outros países.
  • Pensador de esquerda  19/02/2013 18:12
    Devemos cuidar da Mãe Natureza. O capitalismo suga seus bens e joga o bagaço fora. Vejam o Tietê em SP. Quem o destrói? As fábricas. E as floresta amazônica, quem a derruba? O grande capital.
    Na repartição pública onde trabalho, as copeiras reutilizam os copos descartáveis inúmeras vezes lavando com sabão. Já em muitas firmas privadas, só se usam uma vez. E ainda dizem que estatais não são exemplo pra nada. Eu, como bom cidadão, limpo o fiofó utilizando papel higiênico dos dois lados.
  • Renato Souza  19/02/2013 21:40
    Vamos lá, o exercício é bom.

    O esgoto industrial do estado de São Paulo é tratado numa proporção muito maior que o esgoto doméstico. O estado de São Paulo, tendo uma proporção muito maior de atividade econômica que a média do Brasil (é portanto um estado mais capitalista que a média), trata uma proporção muito maior do esgoto, tanto doméstico como industrial.

    No interior de São Paulo, há um padrão de tratamento de esgotos, em geral bastante melhor que a média do Brasil. Na região metropolitana, o tratamento varia muito. Dois municípios particularmente relapsos no tratamento de esgotos domésticos são Santo André (que suja o Tietê através de seu afluente Tamanduateí) e Guarulhos. Olhando o mapa, fica evidente que para esses municípios, o rio Tietê é uma externalidade. Então fica evidente que há uma grave falha institucional, pois esses municípios deveriam ser obrigados a tratar o esgoto que geram, e não sujar as águas de terceiros. Onde está o ministério público, que permite que alguns municípios tratem quase ZERO POR CENTO do esgoto doméstico? Se o recolhimento e tratamento de esgotos desses municípios fossem entregues a um empresa privada, certamente a justiça não permitiria que eles sujassem os rios impunemente.

    Noto também que na Europa, enquanto existiram países dominados pelo comunismo, estes tinham um padrão de cuidado ambiental muito inferior aos países de mercado semi-livre. Isso apesar de séculos de história comum, de interação cultural e trânsito de informações e pessoas. Então devo concluir que, se tais países não tivessem passado pela desgraça do comunismo, teriam um nível de cuidado ambiental tão bom quanto os países de fora da cortina de ferro. O caso mais emblemático é o da Alemanha, em que um mesmo país, dividido repentinamente, passou a ter um padrão de cuidado ambiental muitíssimo pior no leste que no oeste. Concluo que, além de produzir mais bens e serviços, de melhor qualidade, e a preços mais acessíveis, o livre mercado cuida muito melhor do ambiente.
  • Sérgio  06/08/2013 21:13
    Renato. Nos países do leste europeu hj, há menos emissão de bases do que qundo eram socialistas. Estão bem menos poluidores. Sem falar de Chernobyl,, o assoreamento do Mar de Aral... Os miores desestres ambientais da ocorreram nos países socialistas. Aliás, só desastres ambientais, os maiores crimes contra a humanidade ocorreram nos países socialistas.
  • Diones Reis  20/02/2013 20:18
    Desculpa, mas isto só pode ser trolagem. :-D
    Se não for, então o cidadão acima é um esbanjador, comparado com cidadãos de Cuba, que não usam papel higiênico.

    Triste é que estes não usam papel higiênico por motivos ecologicos, mas sim, por que não tem mesmo.
  • Henrique  19/02/2013 23:38
    Mesmo na hipótese de que os consumidores tivessem realmente uma preferência pela longevidade em detrimento de outros quesitos, não me parece que a obsolescência programada poderia ser realmente superada através da livre concorrência pois as empresas que a praticassem tenderiam a ter um melhor fluxo de caixa podendo manter indefinidamente seus maciços investimentos em marketing. Enfim, o artigo faz uma defesa genial, porém parece subestimar o poder do marketing através do qual os fabricantes podem e conseguem influenciar as preferências dos consumidores. Então, fica a pergunta: a preferência do consumidor induzida pelo marketing é uma preferência real ou ilusória?
  • anônimo  20/02/2013 09:41
    Se for por isso...vinil existe até hoje, mesmo com as empresas que trabalham com isso tendo 'menor fluxo de caixa'
  • Henrique  20/02/2013 11:35
    no caso do vinil, o que atrai o consumidor não é a longevidade do produto e sim a qualidade sonora.
  • anônimo  20/02/2013 11:53
    Mas o suposto motivo pra uma empresa não ter sucesso com isso é o mesmo pros dois.
    Tendo nicho de mercado, claro que alguém ia fazer carros pra durar vinte anos. Se ninguém faz é por causa de um monte de regulações e frescuras feitas pra ajudar as grandes indústrias de automóveis
  • Renato Souza  20/02/2013 11:07
    Henrique

    Um século atrás o estado e os engenheiros sociais pagos com salários das universidades (indiretamente pelo estado) ainda não tinham conseguido solapar as instituições "anárquicas" isto, é aquelas que não tem nenhuma ligação necessária com o governo, instituições que existiram desde a antiguidade, nas mais diversas culturas (evidentemente, com modificações e adaptações). Eram as religiões, as famílias nucleares, as famílias extendidas, as vizinhanças, as reuniões de classes e idéias. Atualmente, a maioria delas se encontra sob sério ataque do estado, dos engenheiros sociais estatólatras, e da academia. Outras foram cooptadas pelo estado e pelo partido.

    Tais instituições tradicionais davam um "pano de fundo" para o entendimento do mundo das pessoas. Sendo tais intituições independentes do estado e da sua academia, sua visão de mundo era alternativa à oficial. Essas visões de mundo davam as bases necessárias para a crítica ao que fosse vinculado pela propaganda. As famílias (tanto a nuclear quanto a extendida), a religião, as assossiações livres, ensinavam os valores da previdência, do cuidado, da modéstia, etc. Tais valores serviam de fortíssimo contra-ponto ao consumismo. Além disso, sem o sistema de reservas fracionárias (inflação monetária) havia muito mais incentivo à poupança, e muito menos incentivo ao consumo desenfreado.

    Portanto, o excesso desnecessário de consumo de ítens pequenos (quinquilharias) foi produzido pelos governos hipertrofiados e pelos seus entusiastas. Tente imaginar o que seria o padrão de consumo ocidental sem a loucura da mentira keynesiana, num sistema de padrão-ouro, e em que as instituições NÃO estatais fossem preponderantes, transmitindo os valores da prudência e do cuidado às novas gerações. Certamente, pela sua imensa afluência, as pessoas teriam um padrão de vida bastante bom. Mas as pessoas que se endividam até o pescoço para comprar um monte de quinquilharias seriam uma raridade, como foram na maior parte da história da humanidade. Então, se você é contra o gasto descontrolado com quinquilharias, combata o keynesianismo, o sistema de reservas fracionárias e a engenharia social.
  • Marcus Benites  20/02/2013 11:21
    Não entendi sua lógica. Se as pessoas preferissem produtos mais duráveis, as empresas fabricariam produtos mais duráveis. Se meu consumidor quer X, e eu fabrico Y, eu tenho mais chances de vender pra ele, segundo seu raciocínio... Como? Se meu consumidor quer X, eu e todos os outros fabricantes "espertos" produzimos Y, o caminho está aberto para alguém que produza X vir abocanhar todo o mercado. É por isso que, através da concorrência genuína, é impossível que empresas produzam produtos que não sejam os demandados. Isso, no entanto, como demonstra o texto, poderia ocorrer em economias "protegidas" (como a produção de automóveis no Brasil, em que as montadoras têm privilégios, monopolizam o setor e têm demanda infinita. Elas podem, assim, ofertar a porcaria que quiserem pelo preço que quiserem). De resto, toda escolha de compra é voluntária. Você se equivoca bastante ao pensar que a publicidade obriga alguém a alguma coisa. Se através da publicidade o comprador vislumbra status, modernidade, beleza, etc., isso compõe, apenas, o "combo" do produto, e também faz parte da escolha do comprador. Exemplo: meu celular ainda funciona. Mas eu compro outro, mais novo, bastante veiculado em comerciais, porque me sinto melhor com o novo, que além de funcionar, dá, a mim, uma sensação (de status, jovialidade, etc.) que o outro não dava. Logo, eu faço uma ESCOLHA e ela é, obviamente, voluntária. Não há crime quando não há coerção.
  • Henrique  20/02/2013 14:11
    Caro Marcus, o que eu questionei neste caso é: seria a preferência induzida pelo marketing uma preferência real ou ilusória? Ou seja, seu raciocínio é perfeito em um mundo onde as pessoas tomam decisões puramente racionais sem serem induzidas ou manipuladas psicologicamente pelas técnicas de marketing.

    Um exemplo tentando ser mais claro: se não houvesse tanto marketing tentando nos convencer com suas técnicas "hipnóticas" a ter o celular mais moderno, continuaríamos desejando trocar de celular a cada ano como zumbis?
  • Tiago Moraes  20/02/2013 12:25
    Henrique, a influência do marketing é um dado subjetivo, já a influência da qualidade de um produto, é um dado objetivo. Não tem marketing corporativo no mundo que supere a qualidade de um produto, salvo raríssimos casos (que são pontos fora da curva) como o caso da propaganda americana do VW Fusca; "O carro é ruim, mas é o que você pode pagar." Que apelou para uma psicologia reversa, onde a falta de qualidade do produto era justamente a sua qualidade que se refletia no preço. É uma tendência do comportamento humano, valorizar mais a opinião de quem usufruiu do produto do que a propaganda propriamente dita, por isso que dizem que o "boca a boca" é a melhor propaganda de um negócio.
  • Marcus Benites  20/02/2013 21:29
    É impossível as pessoas tomarem decisões puramente racionais porque as pessoas não são puramente racionais. E sim: as pessoas preferem o último celular, que filma, tira foto, tem acesso à internet, rádio, armazena música, é pequeno, leve, esteticamente belo e mais barato a um que seja o contrário de tudo isso (os primeiros tijolões, por exemplo - e um só evoluiu ao outro por causa da demanda, da concorrência e da publicidade também). Repito: não há crime quando não há coerção. A "sedução" (convencimento) faz parte do jogo e há mérito em quem "seduz" melhor.
  • Henrique  20/02/2013 23:34
    Marcus,
    "as pessoas preferem o último celular, que filma, tira foto, tem acesso à internet, rádio, armazena música, é pequeno, leve, esteticamente belo e mais barato a um que seja o contrário de tudo isso"

    Será mesmo que é isso que as pessoas preferem? talvez sim, mas talvez possamos dizer que as pessoas preferem mesmo é estar "na moda", ter o último lançamento, o status de modernidade, enfim ser "cool" (daí as eternas discussões entre "applemaniacos" e "androidmaniacos")... sob esses aspectos pode chegar um dia em que o "cool" seja ter um celular simples e com poucas funções ou até mesmo um "tijolão" (não estou dizendo que vai acontecer, já q o futuro ninguém sabe, mas não é impossível já que a moda é cíclica), então os consumidores passariam a preferir esse tipo de celular. MAS SERIA ESSA UMA PREFERÊNCIA REAL OU ILUSÓRIA E INDUZIDA?

    Não critico a "sedução" como forma de convencimento, apenas a "sedução" como forma de iludir e manipular psicologicamente as preferências do consumidor (um comportamento semelhante ao dos psicopatas). Por exemplo, quando eu digo q se vc não tiver um celular moderno de última geração vc é uma pessoa inferior e ultrapassada, isso não é simples convencimento, isso é ataque à auto-estima (manipulação psicológica), um ótimo exemplo de como isso acontece é o dos sapatos das mulheres apresentado no famoso vídeo "story of stuff", outro exemplo recente é o da propaganda da gilete segundo a qual as mulheres prefeririam homens depilados (será que essa preferência realmente existe ou será q a gilete estaria tentando manipular psicologicamente os consumidores para criar essa preferência?). E esse tipo de coisa é possível justamente pq "É impossível as pessoas tomarem decisões puramente racionais porque as pessoas não são puramente racionais" como vc mesmo disse.

    Também não critico a obsolescência, já q ela é inevitável diante do natural avanço tecnológico da humanidade. Mas a obsolescência PROGRAMADA não me parece fruto de um natural avanço tecnológico, sendo por definição algo manipulado deliberadamente. Quem sabe no livre mercado tenhamos que lidar apenas com a obsolescência REAL e não mais com a PROGRAMADA.
  • Renato Souza  21/02/2013 15:31
    Marcus

    Volto aos argumentos que usei: O sistema monetário inflacionário induz as pessoas a gastarem mais rápido, para que seu dinheiro não perca o poder de compra. Nesse ambiente, as pessoas tendem a aumentar sua preferência temporal. E a destruição das instituições não subordinadas ao estado, tira das pessoas as suas referências culturais e morais, deixando-as mais vulneráveis psicologicamente.

    Sabemos que o marketing tem funcionado no sentido de induzir um consumismo, às vezes irracional. Mas funcionaria tanto sem esses dois grandes apoios que eu citei? Creio que esses dois fatores são muito mais importantes na geração de um padrão de comportamento consumista que o próprio marketing.

    Então, para lutar contra esse problema, devemos adotar a linha de aumento da coerção? (limitações legais ao marketing). Ou devemos adotar a linha da diminuição da coerção? Se deixasse de existir o sistema de reservas fracionárias com moeda de curuso fechado, e se o estado deixasse de promover a destruição das instituições concorrentes, estariamos diminuindo a coerção em duas frentes, e portanto seríamos mais livres, com a imensa vantegem de diminuir também esse comportamento auto-destruitivo de muitas pessoas que se endividam além do que podem, para comprar coisas de pouca utilidade.

    Já a "solução" da limitação legal à publicidade, aumenta o poder do estado, aumenta o grau de coerção, e infantiliza ainda mais as pessoas. Um "remédio" que é pior que a doença.
  • Joh  05/05/2014 10:15
    Concordo com o Marcus.
    As pessoas dão valores diferentes para diferentes categorias de produtos. Isso influencia diretamente na decisão de compra. Valores emocionais ou racionais andam juntos e tem maior ou menor grau na escolha e um produto. Ex do texto: Um pão não será escolhido da mesma forma que uma aliança de casamento, ou da mesma forma que um IPhone. As formas que as empresas (MKT, publicidade, gestão...) usarão para alcançar esse consumidor será variada. E, pq no caso da jóia (ex:), o formato será a sedução voltada para o emocional do consumidor, não significa que ele será enganado ou manipulado. E assim por diante...
  • Leonardo  20/02/2013 00:05
    A riqueza proporcionada pelo livre mercado é a responsável pelo cuidado com o meio ambiente.
    Quando as pessoas são ricas, os sistemas de tratamento de esgoto, de aquecimento solar, de reuso de água da chuva, etc; são acessíveis.

    Quando um cidadão com boa renda e boa cultura estiver construindo sua casa, ele não se importará em investir R$ 2000 num sistema de captação e armazenagem de água da chuva para amortecimento de enchentes. Mas se o cidadão for um morto de fome, este opcional nem passará pela sua cabeça.

    As barreiras alfandegárias brasileiras também contribuem para a não-otimização do uso dos recursos naturais. Eu estou construindo minha casa, e estava decidido a usar aquecimento solar com apoio a gás. Ao pesquisar os sistemas e equipamentos disponíveis, verifiquei que uma válvula termostática (importada) que custa EUR 70 na Europa, custa R$ 500 no Brasil.
    Resumo da ópera. Um bom sistema de aquecimento solar custa R$ 10000 no Brasil, justamente pelo fato de os produtos importados -- que são fabricados em maior escala e com menor custo no exterior -- pagarem altas taxas para ingressarem no mercado brasileiro.

    Como meu consumo de gás vai girar em torno de R$ 50/mês, e aqui em Curitiba o aquecedor solar vai ajudar somente durante metade de ano, concluí que esse investimento nunca iria se pagar.
  • cochie  20/02/2013 00:56
    esse video está fora desse tópico, mas tem muito a ver com a visão libertaria do site, gostaria de compartilhar com o resto dos leitores:

    www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=c3lboJlxiwE
  • anônimo  20/02/2013 09:42
    A cara do Obama aí ta impagável! hehe
  • Bernardo F  20/02/2013 06:03
    Excelente texto!
  • Cesar Massimo  20/02/2013 08:25
    Este artigo me fez lembrar de um projeto ambicioso de um carro para durar, no mínimo, dez anos. Seria robusto, carroceria em a aço inoxidável, somente materiais de altíssimo desempenho.
    Quando chegou ao mercado, já tinha um design que parecia um pouco antigo, era muito caro e vendeu pouquíssimas unidades, terminando em triste fim.
    Seu nome: DeLorean.

    Este texto é muito bom. Entra num campo que, às vezes, dá muito pano de argumentação àqueles que defendem o 'atraso de vida' como solução para o mundo.
    Equipamentos que duram uma eternidade existem aos montes. Se quiser, o cidadão pode comprar uma máquina de lavar ou um liquidificador muito durável. Em casa, ficará por muitos anos. São os modelos chamados 'industriais', mas ninguém os quer pois são bem mais caros (usar peças mais robustas), grandalhões e tem um desenho um tanto quanto feio.
    Resumindo: são os compradores que desejam produtos mais simples e baratos. Os fabricantes apenas buscam atender este anseio com o menor custo possível.
  • anônimo  20/02/2013 09:52
    Eles ainda estão vivos...mas parece que só vendem por encomenda
    delorean.com/sold/
  • Henrique  20/02/2013 11:36
    esse exemplo do carro ilustra bem o poder do marketing q citei acima (o q fez os consumidores considerarem o desing "antigo").
  • Cesar Massimo  20/02/2013 21:51
    Henrique
    Marketing é o processo usado para determinar que produtos ou serviços poderão interessar aos consumidores.
    Propaganda é um modo específico de apresentar informação sobre um produto, marca, empresa ou política que visa influenciar a atitude de uma audiência para uma causa, posição ou atuação.
    Quando você escreveu o texto abaixo, acho que quis dizer 'propaganda'.

    "esse exemplo do carro ilustra bem o poder do marketing q citei acima (o q fez os consumidores considerarem o desing "antigo")"

    Se a empresa em questão não investe em propaganda, ela perde mercado para as outras. Em suma, ela é obrigada a fazer isto, ou sai do mercado, é esquecida pelos clientes. Os administradores das empresas não fazem propaganda porque gostam das publicitárias.

    Se você não gosta de propaganda, simplesmente não compre!
  • Henrique  20/02/2013 11:41
    Além disso, os equipamentos ditos "industriais" q vc citou não são produzidos em tão larga escala quanto os "populares", por isso são bem mais caros. Certamente o fato da durabilidade ser menor barateia o produto "popular" no entanto o ganho de escala torna essa diferença gritante.
  • mauricio barbosa  20/02/2013 13:36
    Sr Henrique os produtores estão no mercado para lucrar se fosse para fazer caridade eles não seriam produtores,mas filantropos o que é completamente diferente.Portanto meu chapa o dia em que você arriscar seu suado dinheirinho empreendendo,volte aqui e nos conte como está sua produção de bens altamente durável(Pimenta no olho dos outros é refresco).
  • Henrique  20/02/2013 14:25
    Sr. Mauricio, concordo plenamente com vc, apenas questiono o teor do artigo ao apresentar a obsolescência programada como algo bom para o consumidor ao satisfazer realmente suas preferências (questiono se essa preferência é real ou ilusória e induzida), pois me parece q ela serve mais a satisfazer as preferências dos produtores como vc mesmo acabou de colocar.
  • Cesar Massimo  20/02/2013 21:06
    Henrique
    Você já pensou no fato de que não tem economia de escala porque as pessoas simplesmente não querem comprar? Que elas preferem um bem mais barato mesmo sabendo que vai quebrar antes?
    Simples não? É o mercado!
  • Henrique  20/02/2013 23:39
    Claro, nunca descartei essa hipótese. Estou apenas tentando considerar outra hipótese, pois prefiro questionar e debater ao invés de aceitar cegamente uma idéia apenas por "simpatia à causa" (senão isso deixa de ser ciência e se torna religião).
  • Henrique  20/02/2013 23:55
    e quanto às calças jeans? a princípio esse tipo de calça era usado por mineradores devido à resistência e durabilidade do tecido, acabaram se tornando populares e entraram "na moda". O problema é que as pessoas compravam algumas poucas calças que durariam pelo resto de suas vidas. O "problema" foi resolvido ao se criar processos de lavagem e tinturaria do jeans que reduziam a resistência dos fios e, consequentemente, reduziam a durabilidade das calças, fazendo com que as pessoas precisassem renovar o guarda-roupa após algum tempo. Não creio que o acréscimo de processos tenha reduzido o custo de produção, mas certamente foi muito bom para o fluxo de caixa dos fabricantes.

    um caso emblemático, embora não se trate de obsolescência, é o das pastas de dente: a fim de impulsionar as vendas, os fabricantes resolveram alargar a abertura dos tubos, pois verificaram que muitas pessoas distribuíam a pasta na escova apenas com base no comprimento e sem se importar com a espessura da camada de pasta, com a abertura mais larga essas pessoas gastam mais pasta e acabam comprando mais. Embora esse exemplo não tenha relação com a obsolescência, como o do jeans, também serve para mostrar que as preferências dos consumidores podem não ser os únicos determinantes da oferta.
  • Ricardo  21/02/2013 00:10
    "a fim de impulsionar as vendas, os fabricantes resolveram alargar a abertura dos tubos, pois verificaram que muitas pessoas distribuíam a pasta na escova apenas com base no comprimento e sem se importar com a espessura da camada de pasta, [....]. Embora esse exemplo não tenha relação com a obsolescência, como o do jeans, também serve para mostrar que as preferências dos consumidores podem não ser os únicos determinantes da oferta."

    Ué, como assim? Isso é uma clara demonstração de preferência sendo satisfeita. Não faz sentido nenhum sua crítica. É como dizer que as marcas de cerveja que lançam copos com formato próprio para suas bebidas (como a Stella Artois, a Paulistânia e várias belgas) -- pois isso acentua seu sabor -- estão tapeando o consumidor, induzindo-o a apreciar melhor o sabor de suas cervejas.
  • Henrique  21/02/2013 02:31
    Não entendi sua colocação... Afinal se as pessoas não se importam com a espessura da camada de pasta na escova isso significa que elas não tem realmente qualquer preferência por uma camada mais ou menos espessa, mas os fabricantes sim preferem que a camada seja mais espessa e a pasta acabe mais rápido. Será que vc se referiu a preferência dos fabricantes?
  • anônimo  21/02/2013 19:46
    Henrique,
    O fabricante simplesmente criou uma embalagem e testou para ver. Se deu certo foi por que agradou e não tinha outra opção. Fizeram isso tb ao mudar a tampa.

    Já te passou pela cabeça que as pessoas nem sempre precisam saber o que querem? Se eu for desenhar o celular que eu quero, certamente será uma desgraça! Ainda bem que tem gente para pensar nisso.

    Steve Jobs não fazia pesquisas de mercado, ele simplesmente tirava algo da cabeça (dele ou dos outros) e lançava. Algumas coisas deram certo, outras não.

    Eu não quero pensar em que tipo de calça quero vestir. Quero ir na loja, ter uma porrada de opções e comprar o que quiser. Dane-se se serei induzido por propaganda ou pelos meus precários e dispensáveis conhecimentos de moda e costura.
  • Tiago RC  20/02/2013 13:13
    Este artigo me fez lembrar de um projeto ambicioso de um carro para durar, no mínimo, dez anos.

    Uai, o que tem de tão ambicioso nisso? Meu Peugeot 206 já tem 15 aninhos já e funciona normal pra mim.
  • Cesar Massimo  20/02/2013 21:10
    Thiago RC
    Pensei que estávamos falando de carro.
    Para um cliente em potencial de um DeLorean,um corsa é um meio de locomoção.
  • Individualista  20/02/2013 12:25
    Ridículo! Preferia pagar caro por algo que dure BEM mais do que algo barato que dure pouco! E design é questão de gosto individual, nem pode ser discutido aqui.
    Esse artigo está cheio de falácias, uma delas é o "Apelo Á Novidade"
    Esse artigo parece colocar os fabricantes "acima" dos consumidores! E a liberdade dos consumidores de exigirem produtos mais duráveis? E a liberdade de alguns produtores de terem seus produtos uma vida mais longíqua? Porque acham que nós temos que compra OBRIGATORIAMENTE os produtos mais novos, mesmo sem necessidade?
  • Indivíduo Racional  20/02/2013 12:58
    O artigo diz que "o modelo [da obsolescência programada] presume que os fabricantes são muito mais espertos do que os consumidores, que são tratados como vítimas passivas e inanimadas dos poderosos interesses dos capitalistas. Com efeito, no mundo real, são os fabricantes que estão sempre implorando para que os consumidores sejam mais fieis às marcas e menos instáveis, imprevisíveis, minuciosos, discriminadores e exigentes."

    Aí vem o sujeito acima e diz que "Esse artigo parece colocar os fabricantes "acima" dos consumidores!"


    Depois, o artigo diz que "Um fabricante poderia roubar vários clientes da concorrência ao ofertar um produto que enfatize a longevidade em detrimento de outros aspectos. Se os consumidores realmente valorizam a longevidade, eles estarão dispostos a pagar a diferença. A mesma lógica se aplica a automóveis, computadores, apetrechos eletrônicos, imóveis e tudo mais. Podemos saber qual é a preferência dominante (em um livre mercado) ao simplesmente olharmos qual prática é a mais comum no mercado."

    Aí vem o sujeito acima e diz "E a liberdade dos consumidores de exigirem produtos mais duráveis? E a liberdade de alguns produtores de terem seus produtos uma vida mais longíqua?"


    Depois, o artigo diz que "É claro que uma pessoa deve ser livre para morar em uma gélida casa de pedra, para ouvir música em uma vitrola, para lavar roupas sobre uma tábua com um esfregão, para marcar as horas com um relógio de sol ou com uma ampulheta, e para fazer as próprias roupas com sacos de farinha. Hoje, tudo isso ainda é possível. Uma pessoa deve ser livre para ser completamente obsoleta."

    Aí vem o sujeito acima e diz "Porque acham que nós temos que compra OBRIGATORIAMENTE os produtos mais novos, mesmo sem necessidade?"


    E aí eu sou obrigado a repetir o que disse ontem em outra ocasião: ainda tem gente que jura que um país formado por analfabetos funcionais, como o Brasil, está destinado à grandeza e ao crescimento econômico irrefreável.
  • Bruno  20/02/2013 13:14
    Acho que vc se esquece dos ganhos de rendimento.

    "ah, mas que maravilha era o fusca, não quebrava toda hora, não amassava por nada".

    Era um carro de pai pra filho, na primeira batida o carro saía ileso, o pai, n.
  • Lucas Nutels  20/02/2013 16:52
    Aconselho que assistam ao documentário The Light Bulb Conspiracy [2010] e percebam como sutilmente após criticar o excesso de produção supérflua do capitalismo e a conspiração dos produtores de lâmpadas, os idealizadores do filme introduzem a ideia de um sistema mais justo e que produz para o consumo racional (dica: Socialismo/Comunismo). Para os inocentes e leigos parece ser algo óbvio acreditar nesse tipo de afirmação, afinal o que tem de errado em um sistema mais justo e que utilize os recursos de forma "sustentável"? Outro do mesmo pacote é o famigerado The Story of Stuff, um vídeo no estilo doodle que fez/faz sucesso no Youtube e planta a semente do coletivismo nos pobres leigos e inocentes. Tudo isso me faz lembrar da advertência de Hayek quando afirmou que a maior parte da propaganda socialista não provém dos teóricos do socialismo/comunismo, mas daqueles que possuem a arrogância fatal de pensar que podem substituir com êxito uma ordem espontânea por uma sociedade planejada.
  • Pedro  20/02/2013 19:53
    [teclado sem acento] Nao eh somente a demanda que determina a obsolescencia. O empreendedor nao quer perder o mercado. Se ele vender produtos que acabem logo, com o tempo a demanda vai diminuir. Veja o caso das maquinas fotograficas, que vem com limite de cliques, ou as lampadas, cujo numero de horas pode ser especificado em comum acordo entre as empresas, para que haja sempre uma demanda regular. Nao podemos tambem fingir que a empresa eh um poco de boa intencao e que a UNICA referencia para sua politica empresarial eh o consumidor. O que falta nesse site eh um pouco mais sinceridade.
  • Indivíduo Racional  20/02/2013 20:18
    Escrito no texto:

    "E sempre vale lembrar que, na medida em que os fabricantes possuem algum poder de impor seus gostos aos consumidores, isso ocorre apenas em economias fechadas (cujas importações são dificultadas pelo governo) e em economias excessivamente reguladas e burocratizadas, em que não há livre entrada de concorrentes no mercado."

    E ainda:

    "Digamos que todos os fabricantes produzam liquidificadores que durem apenas 5 anos, e que este fato seja amplamente desprezado pelos consumidores. Um fabricante poderia roubar vários clientes da concorrência ao ofertar um produto que enfatize a longevidade em detrimento de outros aspectos. Se os consumidores realmente valorizam a longevidade, eles estarão dispostos a pagar a diferença."

    O que falta a alguns leitores deste site, em especial os pára-quedistas como esse Pedro, é um pouco mais de inteligência e de aptidões básicas, como conhecer o significado das palavras (ou então fazer o sacrifício de ler o texto e se certificar de que entendeu tudo antes de comentá-lo).
  • Cesar Massimo  20/02/2013 21:25
    Pedro
    [teclado sem acento]
    Tem certeza que é só o teclado que não funciona 100%?

    Você disse:
    Nao podemos tambem fingir que a empresa eh um poco de boa intencao e que a UNICA referencia para sua politica empresarial eh o consumidor. O que falta nesse site eh um pouco mais sinceridade.

    O único OBJETIVO PRINCIPAL das empresas é gerar resultado. Por isso que num Planejamento Estratégico, as métricas financeiras estão no topo do diagrama.
    Atender o consumidor é um meio para atingir este resultado.
    Aquilo que acabou-se comprovando é que nesta luta livre pelo lucro, o consumidor é o grande beneficiário.
  • Ham?  20/02/2013 21:52
    "maquinas fotograficas, que vem com limite de cliques"

    Por favor diga qual é a marca para eu nunca comprar. Obrigado.

    Simples assim.
  • Típico Filósofo  20/02/2013 22:35
    Câmeras com limite de cliques são uma consequência da falta de regulamentação estatal na qual vivemos. É imprescindível que existam fortes rédeas colocadas sobre a ganância empresarial e seus impactos contra o consumidor e o empregado. O mercado é incapaz da auto-regulação, pois os consumidores de forma alguma são capazes de determinar aqueles produtos que julgam mais apropriados à sua demanda; eles consomem por serem manipulados pela propaganda e, por tal motivo, é legítima a intervenção estatal em seus hábitos consumistas visando o bem comum.

    A grande proteção concedida a produtos de má qualidade é a existência da competição predatória globalizada, que vêm eliminando os bons artesãos em prol daqueles que criam o pior produto produto pelo maior preço. Sim, o mercado estará desimpedido e qualquer um poderá penetrá-lo e explorar os consumidores com um produto um pouco melhor. Entretanto, devo lembrá-los que o consumidor não se guia racionalmente em seus hábitos de consumo. Ele sofre, a todo momento, violência simbólica por parte da sociedade; sendo forçado a consumir irracionalmente.

    Como resolver tais problemas? Através de uma educação pública de qualidade. Eis a solução para todos os males.
  • Diones Reis  21/02/2013 14:22
    Estes troladores são hilários! :-D
    Imagino a Dilmônica criando a "Secretaria de Assuntos Opticos/Oculares", pra regulamentar quantos cliques as máquinas fotográficas "Made in China" devem ter. :-D
  • Pedro  21/02/2013 11:26
    Já li muitos artigos do IMB, e gosto da maioria deles. Inclusive sou contra a regulação. Só quis dizer que a impressão que dá é que se quer omitir informações que negativas sobre as políticas empresariais, como se a imagem de todos os empresários devessem ter sua imagem imaculada de anjos benevolentes.
  • Eric  21/02/2013 11:51
    Com essa afirmação, você deve ter lido no máximo uns 3 artigos aqui. Este site é crítico ácido do empresariado brasileiro por ser cartelista, protecionista e usar dinheiro público via BNDES. Não há uma semana em que não se publique aqui artigos desancando essa gente.

    Uma palhinha:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1265
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=437
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=759
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1187
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1525
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1517
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1332
  • Renato Souza  21/02/2013 16:42
    Pedro

    Não há uma só viva alma aqui que acredite que os empresários são todos anjos de almas imaculadas (na verdade, não há ser humano vivo na terra que seja assim).

    A propósito, Adam Smith tinha uma péssima opinião sobre os empresários, e muitos autores liberais clássicos ou libertários escreveram sobre os defeitos de caráter deles.

    Vou voltar então a um conceito básico de Adam Smith: restrições legais à atividade econômica, muitas vezes visam, e quase sempre resultam, em vantagens indevidas para alguns grupos de empresários, em detrimento da maioria das pessoas. Isso é claramente visível na questão da obsolecência programada. Se os impostos sobre produção e importações fossem baixos, se não houvesse limitações artificiais à entrada de novos produtores, e não houvesse outras barrerias à importação, nenhuma estratégia maliciosa para prejudicar os consumidores poderia se manter.

    Não é na bondade dos produtores e comerciantes que confiamos, mas na ambição e capacidade de seus concorrentes. Se houverem muitos empresários bondosos e escrupulos, isso será muito bom, principalmente para eles e para as pessoas próximas deles. Mas a economia não deve depender tanto assim das qualidades morais do ser humano, que é tão falho. Se só num país de anjos as pessoas pudessem ter um bom nível de vida, então a miséria seria a condição mais comum em TODOS os países.

    O livre mercado, embora precise de certo grau de ética para funcionar melhor, prescinde de tão grande grau de moralidade. Isso não quer dizer que mais moralidade pessoal não é bom, apenas quer dizer que países como Suiça, Coréia do Sul, Finlândia, Taiwan, apresentam muito bem estar econômico, embora as pessoas que vivem lá sejam falhas como são as pessoas que vivem em Cuba, Coréia do Norte, Argentina, Zimbabue, etc. O bem estar daqueles é resultado do fato das pessoas serem mais livres econômicamente. O mercado, quanto mais livre, mais pune os empresários maliciosos. Por uma questão de sobrevivência ele terá de evitar certas práticas. Alguns desses empresários maliciosos aprendem a se comportar bem. Aqueles que não aprendem, são destruídos pela concorrência. Por isso é uma imensa maldade impedir a livre concorrência, pois um governo que age assim, incentiva os desonestos a prejudicarem cada vez mais o público, impunimente.

    Mesmo que você acredite nas boas intenções e na sagacidade do governo, este geralmente apenas cobra uma multa. Já um concorrente ambicioso, pode levar o empresário desonesto à completa ruina.

    Quem viveu aqui no Brasil, até a época do governo Sarney, sabe muito bem o quanto empresários protegidos pelo governo e empresas estatais podem empurrar produtos ruins e caros na pupulação. Se alguma liberdade econômica causou tanto bem, não será o caso de aumentar a dose?
  • Diego  22/02/2013 00:58
    Os jogos de video-game também são exemplos, hoje em dia. Pois, além de cobrar pelo jogo normalmente, também inventaram de lançar e cobrar por elementos adicionais ao jogo (DLCs); por exemplo: para jogar com personagens, roupas, objetos e missões diferentes, você tem que comprar cada item separado.
    Hoje em dia, os jogos são lançados e quando vc compra ele já vem com um "item diferencial" que você tem que comprar "por fora". Ai fica a pergunta: porque este item já não vem adicionado ao jogo já que ambos foram lançados praticamente ao mesmo tempo.

    Quanto ao artigo, acredito que ele não refuta muito não a questão da obsolência programada.
    Acredito que nesta questão o consumidor sai perdendo, pois nem percebe ou nem dá atenção. Diria que sua preocupação quanto a isso é como o seu dinheiro que vai para os impostos. Dessa forma, o mercado não favorece muito o consumidor, nesta questão. Eu diria que isso é um "jeitinho" que conseguiram para lucrar mais.

    Eu acredito que os produtos não são disponibilizados com sua tecnologia total, justamente para poderem "perpetuar as vendas" até onde der.
  • Gamer Nerd  22/02/2013 02:07
    A resposta é simples (e óbvia), caro Diego: porque quanto mais completo é um jogo, quanto mais detalhado graficamente, quanto mais penduricalhos ele tiver (esses que você citou), maior será a performance exigida do computador. Uma versão simples (padrão) de um jogo pode rodar bem em um computador simples. Já uma versão mais completa e complexa, com mais penduricalhos, vai exigir um computador com um processador mais potente e uma memória RAM maior.

    Vejo que se você trabalhasse neste ramo, sua empresa iria à falência em um mês: você lançaria apenas "jogos completos", os quais exigiriam computadores ultrapotentes. E pouquíssimos poderiam comprar. Você está querendo uma mecânica de BMW em um fusca.

    O melhor desse artigo foi o tipo de gente contrária que ele trouxe aqui para os comentários: o pessoal não tem a mínima noção do que comenta, e nem muito menos de como funciona o empreendedorismo, mas comenta mesmo assim. Afinal, o mundo não pode esperar pela opinião dessas pessoas!
  • Diego  22/02/2013 13:58
    Isso também não responde, por completo, a questão.
    Falei por exemplo de itens como: uma armadura, um personagem, um cenário diferente, a cor da bota (coisas que não influênciam em performance diferencial dos computadores). Lembrando que isso também é feito com os jogos de consoles.
    Além disso os itens adicionais e os jogos, muitas vezes são lançados em datas próximas uma da outra, como se já fosse planejado essa venda separada, fazendo a totalidade do jogo ficar
    com um valor maior.

    E o mais importante: No final você olha seu jogo completo (com todos os itens que você comprou separadamente) e vê que ele é só um jogo normal com elementos que já deveriam ter vindo ao jogo, mas que você teve que pagar metade a mais do valor que você pagou inicialmente.

    Olha só um artigo sobre isso:

    www.tecmundo.com.br/jogos/17278-dlcs-nos-jogos-melhorias-ou-maquinas-caca-niqueis-.htm
  • Gustavo BNG  22/02/2013 02:09
    Ninguém é obrigado a consumir. Quem quiser, que se arrisque.
  • Renato Souza  22/02/2013 03:08
    Diego

    Agora imagine um mundo sem direitos autorais nem patentes. Num mundo assim, aconteceram a renascença, a invenção da imprensa, a revolução científica, e uma infinadade de novidades tecnológicas.

    Num mundo assim, jogos de computador seriam mais baratos. Na verdade, quase tudo seria mais barato. Necessáriamente haveria mais concorrência.

    Freqüentemente, as melhores soluções para nossos problemas passam pela diminuição do nível de coerção da humanidade.
  • anônimo  22/02/2013 09:45
    'Num mundo assim, jogos de computador seriam mais baratos. '
    Não necessariamente. Basta alguém inventar um jogo incopiável. Com algo como computação nas nuvens ou um novo tipo de blue ray que ninguém consegue entender
  • anônimo  22/02/2013 09:54
    O que ficaria complicado num mundo sem direitos autorais é que, suponha que eu monte minha pizzaria e demore muito tempo pra construir a marca. Qualquer um vai poder então, botar uma pizzaria com o mesmo nome da minha, se beneficiando de uma coisa que ele não contribuiu nada
  • Bruno  22/02/2013 13:04
    Ruim pra vc, bom pra mim!

    Faz uma coisa, não abre nada não. Se vc não se garante, não vá pedir ajuda, que não técnica. Claro, se possível, devidamente remunerado de acordo com condições justas que só o mercado pode propor.
  • anônimo  22/02/2013 16:25
    Bruno, deixe de ser burro, quem é que falou em competência?
    Como é que um empresário COMPETENTE vai construir uma marca sendo que qualquer outra pessoa no mundo vai poder usar a mesma marca?
    Como é que o PÚBLICO vai poder comer no mcdonalds que ele gosta sabendo que qualquer zé mané da esquina vai abrir um restaurante e botar MCDONALDS como nome?
  • anônimo  22/02/2013 16:33
    Tem que desenhar então lá vai: eu gosto de leite condensado NESTLE. Se qualquer idiota puder fabricar o leite fuleiro dele e botar o nome de NESTLE, o consumidor não vai ter como saber qual o produto que ele quer, antes de comprar. Só depois de pagar e perder dinheiro que eu vou ver que levei gato por lebre.
  • Bruno  22/02/2013 18:27
    Está cada vez mais difícil discernir ironia de intenção real nestes comentários...

    Mas digamos que vc não esteja brincando e realmente acredita no que escreveu. Isto serve até para outros leitores que compactuariam de suas idéias "legítimas".

    Antes de me xingar de "burro", vc menciona:

    "Como é que um empresário COMPETENTE vai construir uma marca sendo que qualquer outra pessoa no mundo vai poder usar a mesma marca?"

    Eu lá quero saber da marca?!

    Eu sinto a marca? Eu como a marca? Eu sinto a fragrância da marca? Eu ouço a marca? Não.

    Eu vejo a marca. Sim, o logotipo rs.

    Sei que existe uma parcela da população considerável que tem a experiência de consumir itens de griffe/luxo. Pois bem, elas, APENAS, pagariam de fato pela marca.

    Caberia a elas, APENAS, financiar os fabricantes deste ou daquele produto para que os mesmos se certifiquem de que aquele produto tem a qualidade desejada. Um exemplo seria a confecção de embalagens à prova de falsificação.

    O exemplo prático, hoje, temos vários. Bolsas Louis Vuitton podem ser negociadas tanto no "mercado negro" quanto em lojas "oficiais", sendo fácil o reconhecimento da qualidade de ambas. No comentário posterior, vc citou a NESTLE dizendo que "o consumidor não vai ter como saber qual o produto que ele quer, antes de comprar". Se o consumidor for realmente importante para a NESTLE, esta vai fazer de tudo para agradá-lo, cobrando por isso, é claro.

    Vê se manera na acidez dos comentários, hein rapaz?!
  • Rudson  22/02/2013 20:21
    Eu acredito que existam duas coisas por trás da existência dos DLC. Primeiro, eles de certa forma servem como desestímulo a pirataria (especialmente quando se trata de jogos de console). Um jogo pirata num console não consegue baixar esses arquivos. No final, quem tem um jogo pirata acaba tendo um jogo 'incompleto'.

    O segundo ponto é que ele permite tu personalizar o jogo com somente as coisas que tu efetivamente quer. No artigo que tu colaste, diz ali que a empresa 'obriga' as pessoas a comprarem esses DLC que no final não tem muita utilidade.
    Ninguém é obrigado a comprar nenhum DLC - eu nunca comprei qualquer um deles. Quem acha que vale a pena pagar a mais por um personagem ou outro cenário, que pague e seja feliz. Não tem nada de errado nisso. Até porque, como tu mesmo disse, esses DLC não adicionam nada de muito vital no jogo.

    Se a ideia de um jogo vir sem todos os apetrechos possíveis para só depois a empresa cobrar a mais por ele incomoda muito, a solução é bastante simples: é só não comprar o jogo.
  • anônimo  22/02/2013 20:31
    Você tem que entender o que é que significa esse 'obriga'
    Pra cabeça desse pessoal, toda empresa que faz um produto muito muito bom está 'obrigando' os outros a comprar aquilo.
    Essa é a crueldade do capitalismo.
  • Renato Souza  23/02/2013 09:54
    Creio que muitos não perceberam que o direito autoral e direto sobre marcas registradas não são as únicas proteções contra fraudes.

    Não sou ancap, mas mesmo um ancap reconhece que a fraude é crime e deve ser punida. Vejamos um exemplo: Não existem direitos sobre nomes de pessoas. Alguém pode ter exatamente o mesmo nome do Neymar. Uma pessoa com o mesmo nome dele pode, por coincidência, ter o mesmo biotipo e um rosto semelhante ao dele. Pode inclusive fazer uma cirurgia plástica para ficar muito mais parecido. E o que o impede de cortar o cabelo de forma exatamente igual? Mas, se tal pessoa tentar extorquir dinheiro dos outros se fazendo passar pelo futebolista Neymar, que joga no Santos, mesmo não havendo direito sobre nomes e aparência, tal pessoa pode ser presa. Se ele tentar ganhar dinheiro com uma entrevista, um evento de lançamento de produto, uma escola de futebol, ENGANANDO as pessoas para que estas pensem que ele é quem ele não é, a lei contra fraudes já o condena.

    Num mundo sem direitos autorais, qualquer tentativa de ganhar dinheiro pela fraude continuaria sendo crime. Talvez você não ache que simplesmnete por um rótulo com o nome Nestlé, e o logotipo da empresa, com exatamente os mesmos dizeres e o mesmo formato no produto caracterize fraude. Eu acho que é, pois fica claro que a intenção é enganar o consumidr, isto é cometer fraude. De qualquer forma, se a Nestlé acrescentasse ao seu logotipo e nome a frase "fundada em ....., na cidade de ..... por ....." a fraude de quem copiasse o logo ficaria ainda muito mais evidente.

    De qualquer forma, eu nem havia citado no meu texto o registro marcas, falei apenas de cópias de obras (direitos autorais) e de soluções técnicas (patentes). Não estou falando de fingir que tal produto foi feito por tal fabricante, mas de copiar suas soluções. Porque isso? A proibição de cópias acaba provocando uma restrição muito grande da liberdade das pessoas. Vários outros direitos tem sido colocados abaixo do direito autoral, e nesse sentido esse é um direito que prejudica outros direitos. Não sou ancap, então não alimento a utopia de uma sociedade totalmente sem coerção, mas sou miniarquista, e por isso encaro a luta pela restrição da coerção como algo permanente e infindável, enquanto existir sociedade humana. Quando uma restrição à liberdade existe, e claramente uma solução menos iliberal é perfeitamente factível, sem grandes perdas (mas geralmente com grande ganho), nesse caso me sinto com a faca e o queijo na mão, para exigir uma mudança institucional para essa solução menos coercitiva. Para um ancap, a luta contra a coerção tem um ponto de chegada. Para um miniarquista, é uma diretiva de constante atuação social.
  • Danielbg  22/02/2013 19:46
    O Instituto Brasileiro de Política e Direito da Informática (IBDI) está movendo uma ação coletiva contra a Apple, pedindo punição por obsolescência programada!

    Fonte: www.correiodoestado.com.br/noticias/apple-pode-ter-que-indenizar-compradores-do-ipad-3-geracao_175013/

  • Hay  23/02/2013 00:23
    Mas vejamos o exemplo do IPhone: enquanto os smartphones representaram um salto tecnológico frente aos celulares convecionais, tornando-os realmente obsoletos, o IPhone 5 realmente não apresenta nenhuma revolução diante do IPhone 1. Mesmo que se argumente que os recursos tecnológicos do IPhone 5 (a câmera, por exemplo) sejam superiores aos do IPhone 1, esses recursos não são realmente novos (o IPhone 1 poderia ter ter sido produzido com a mesma câmera que é utilizada no IPhone 5 pois essa tecnologia já existia), apenas a sua oferta foi postergada conforme o programa de obsolescência praticado pela empresa.

    Acho que você menospreza o trabalho imenso de engenharia envolvido na produção de um smartphone. A questão aqui não é só enjambrar o hardware lá dentro e pronto. Até mesmo o fato de um smartphone ter resistência a choques é resultado de algum cuidado no projeto. É preciso que o projeto consiga integrar o hardware sem causar gasto excessivo de bateria. Não são problemas que as empresas resolvem em um mês para depois ficarem lançando versões a conta-gotas, como certos "economistas" ignorantes em empreendorismo gostam de dizer.
  • Pedro  23/02/2013 01:45
    Sem palavras para essa noticia do iPad. O estado agora quer ditar a qualidade do hardware e das câmeras fotográficas embutidas nos eletrônicos?

    A coisa aqui no Brasil ta cada vez pior!
  • Pedro  23/02/2013 02:17
    E o pior eh que pelos comentários dessa notícia em vários sites, o pessoal esta torcendo fervorosamente para que a Apple perca na justiça, especialmente aqueles compradores que estão secos esperando por uma indenização. Mal sabem eles que eh por essas e outras que ninguém investe aqui e os preços dos eletrônicos sao 3 ou 4 vezes os preços lá de fora. Brasileiros no geral sao oportunistas e autoritários, enquanto essa cultura não mudar há poucas esperanças para o Brasil.
  • Danielbg  23/02/2013 15:03
    [ironia on] Aposto que se o governo desapropriasse a patente do Iphone e produzisse o seu próprio smartphone, faria algo melhor! [ironia off]
  • Pobre paulista  26/02/2013 19:54
    Boa. Funcionou com os remédios genéricos, não foi?
  • anônimo  02/03/2013 04:33
    sim, basta tributar mto mais os outros e liberar seus próprios produtos.... Assim é fácil!
  • Nil Soares  26/02/2013 18:34
    Há coisas que nunca se entram num estado de obsolescência ( De obsoleto, Tornar obsoleto, quando um componente digital ou tecnológico se torna ultrapassado e esta obolescência o torna desatualizado, apesar de poder continuar a ser usado.).

    Me refiro as coisas espirituais,morais e abstratas como :Sabedoria,Informação,Bom Senso.Inteligência,Cultura,Conhecimento..... No entanto as qualidades opostas a essas também existem para sempre e nunca deixam o seu possuidor, sem que ele queira ou a descarte.

    Falo da Ignorância,Desinformação,Falta de Bom Senso,Burrice,falta de Cultura,Desconhecimento,etc,etc.

    Como lembrei todas essas "coisas" nunca se tornam obsoletas existem eternamente. Seja no Século XXI ou 2000 anos antes de Cristo, um consumidor poderia usar de Sabedoria,Inteligência,Bom Senso para comprar um bom produto,utilizando bem o seu sempre suado dinheiro, tão difícil de ganhar em todos os tempos e lugares.

    Ou usar de Ignorância,Burrice,falta de Bom Senso e torrar o seu dinheiro em um mal produto,dando seu suado dinheiro para espertos e enganadores. Levando grandes prejuízos.

    Pensemos se no tempo dos faraós,Grécia Antiga,Roma como compraríamos os produtos para o nosso uso, gastando bem o dinheiro ou o torrando com produtos que não vale nada.



    Se vivesse no tempo da Idade Média ou no começo do século XX como compraria os produtos e serviços de que necessito ?

    O certo é que em todos os tempos,lugares,povos sempre existiu o consumidor inteligente e o consumidor burro.
  • Nil Soares  26/02/2013 21:04
    Essa questão toda sobre a tal Obsolescência Programada me despertou uma curiosidade !!! Como fica nesta questão a industria bélica ?

    Muitas pessoas não devem saber,mas, os caças que atualmente a FAB usa estão prá lá de obsoletos. A obsolescência dos caças da FAB é enorme. Se os caças da FAB entrasse em combate com as modernas aeronaves, os caças brasileiros seriam facilmente destruídos.

    A obsolescência dos caças da FAB é tanta que deste o Governo Lula estão tentando comprar novos caças modernos e avançados. Na disputa entra caças franceses,americanos,suecos e até russos.
    Se dizia a pouco tempo atrás que os caças franceses, Os Rafalles iriam ganhar a disputa. Mas ! Os governos de Lula e Dilma empurrão a questão com a barriga e até agora nem sinal de que vão finalmente comprar os novos e tão necessários caças.

    Eu pergunto como fica a Obsolescência Programada neste caso. Se a indústria bélica francesa nos vender caças com tal "Obsolescência Programada". Para que pouco tempo depois tenhamos que comprar novos aviões.

    O pior e se o país se envolver em um conflito militar e correr risco de sofrer uma humilhante derrota por seus armamentos se tornarem obsoletos rapidamente.


    Sabe para mim essa coisa de Obsolescência Programada não existe é só uma coisa inventada.

    Juntarão as duas palavras;obsolescência ,programada e criarão essa expressão chamada de Obsolescência Programada .

    Através do dicionário consigo desmascarar tal farsa.

    obsolescência ( De obsoleto, Tornar obsoleto, quando um componente digital ou tecnológico se torna ultrapassado e esta obsolescência o torna desatualizado, apesar de poder continuar a ser usado.).

    Significado da palavra programada ou programado :Significado de Programado

    adj. De que se fez um programa.
    Planejado: ensino programado.

    Agora como na prática alguém,uma pessoa,uma empresa vai conseguir algo,um produto que tenha uma obsolescência programada ? Juntar as duas palavras e criar uma expressão é muito fácil.

    O difícil é como programar essa obsolescência ? Como planejar isto de modo prático. A Obsolescência pode ocorrer de modo natural sem interferência de ninguém, Simplesmente algo se torna obsoleto, é superado por algo novo ou concorrente.

    Agora ! Programar uma obsolescência é algo complicado. Pois para se programar algo é preciso coordenação,unir forças,engenhosidade.

    Um exemplo . O colégio teve seu ensino programado. Logo se pensa diretores,professores,funcionários se reunirão,unirão forças,planejarão o seu ensino.

    Agora como empresas concorrentes,que disputam bilhões,rivais e até inimigas vão se ajuntar e reunir forças e engenhosidade para programar a obsolescência de seus produtos? Como conseguir consenso entre elas ?

    E como as coisas vão sair justamente desta forma? O tremendamente difícil é ver a coisa sair justamente como foi programada neste caso ?

    Pois a tal obsolescência programada pode sair bem desprogramada justo por não se conseguir dominar o processo?
  • Danielbg  26/02/2013 22:48
    Bem, se fosse no âmbito do libertarianismo o problema da indústria bélica estaria resolvido com a inexistência de governo. Se fosse o setor privado, o problema poderia se resolver pactualmente, ou seja, havendo o receio de má-fé, deve haver estipulação escrita (cláusula de garantia).
  • anônimo  01/03/2013 09:58
    Em poucos anos qualquer um vai imprimir o que quiser projetado pra durar o tempo que quiser.
  • Danielbg  02/03/2013 04:41
    Por que o pessoal se preocupa tanto com o registro de marcas e patentes num livre mercado??!! É algo muito simples de se resolver!

    Ora, sendo livre mercado eu posso muito bem criar uma empresa certificadora, com consulta personalizada de marcas e produtos. Claro que uma certificadora prezará pela garantia de autenticidade de produtos, informando ao consumidor eventuais fraudes. O mercado se auto-regulará, os fraudadores serão expelidos, inclusive aqueles que comercializam tais produtos.

    Acreditam, sobrarão ideias e muita criatividade no livre mercado!
  • Guilherme  07/03/2013 17:06
    Não cheguei a ler todos os 121 comentários, mas uma coisa me incomodou nos 20 primeiros. A grande maioria aqui, defende o livre mercado, porém atacam todos que divergem de suas opiniões. O Henrique mostrou coerência em seus comentários, mesmo ele não defendendo nenhuma opinião oposta a do artigo, muitos foram agressivos por ele tentar colocar em pauta uma visão além do assunto tratado. Muitos defende a EA como perfeita, mas o próprio artigo mostra que tudo fica obsoleto,tudo evolui, e sim não existe nada tão perfeito que não possa MELHORAR e para que haja essa evolução precisamos discutir de cabeça aberta sem xiitismo.

    Sobre o comentário do Leandro:

    "P.S.: sim, há teorias perfeitas e sem erros. O problema está em passar essas teorias para a prática."


    Em minha opinião esse é um argumento fraco, uma teoria ou sistema só é perfeito se todos concordarem com essa perfeição (Para Hitler qual sereia seu sistema perfeito?)e se no papel é perfeito e na prática não, não podemos dizer que o problema está na implantação, porque a própria definição de sistema é um conjunto de elementos funcionando para um fim, o papel aceita tudo amigo, no papel todos sistemas são perfeito, principalmente para seus criadores e seguidores.
  • Leandro  07/03/2013 18:54
    "uma teoria ou sistema só é perfeito se todos concordarem com essa perfeição"

    Como assim?! A validade de uma teoria depende de seu número de adeptos? A teoria do heliocentrismo ou até mesmo a teoria da gravidade podem ser invalidadas amanhã se repentinamente as pessoas se manifestarem contra ela?

    "(Para Hitler qual sereia seu sistema perfeito?)"

    Segundo a sua própria lógica, a teoria da superioridade ariana deve ser indiscutível, pois seu proponente desfrutou de altíssimos níveis de aprovação popular.

    "e se no papel é perfeito e na prática não, não podemos dizer que o problema está na implantação, porque a própria definição de sistema é um conjunto de elementos funcionando para um fim, o papel aceita tudo amigo, no papel todos sistemas são perfeito, principalmente para seus criadores e seguidores."

    Ou seja, a teoria da gravidade diz que dois objetos largados de uma mesma altura chegarão ao chão exatamente no mesmo momento, independentemente de sua massa (um chumbo e uma pluma chegarão juntos). Mas você não conseguirá demonstrar isso na prática a menos que faça o experimento em condições de laboratório (no caso, no vácuo, pois não pode haver resistência do ar).

    Logo, dado que na prática esta teoria não é perfeita (pois, para ser, é necessário ter várias condições específicas de laboratório, impossíveis de serem replicadas em ambientes comuns), então, segundo você, a teoria está errada. Afinal, "não podemos dizer que o problema está na implantação".

    Já está escrevendo papers científicos refutando essas teorias?
  • Bláblá.  07/05/2013 13:53
    Não li toda esta discução acima.

    O ruim de tudo isso é a insustentabilidade, consumismo desenfreado, valorização da banalidade.

    Uma solução para a obsolência real seria, com um exemplo dos computadores, que as peças mais atuais servissem em conectores mais antigos, e a medida que os conectores fossem atualizados, fosse lançado uma única atualização ( = de uma vez só).

    Os recursos naturais são finitos, devemos ser conscientes.

    Att.
  • Victor Dias  12/06/2013 15:00
    NUNCA ESQUEÇAM DE LER O MANUAL DO FABRICANTE!
    O manual do fabricante é muito importante, que faz o produto durar mais.
    Existem pessoas que compram aquele celular, mas nunca leram seu manual, e depois de uns 2 anos ele começa a estragar. Isso significa que o usuário não seguiu as informações impressas no manual.
    Outro exemplo é a bateria de laptop, geralmente dura pouco. Isso porque quando os usuários estão utilizando seus laptops, deixam o carregador ligado junto com a bateria. O ideal é carregar a bateria com o produto desligado. E apenas utilizar a bateria quando não for possível usar o carregador.
    O processo de utilizar o laptop com a bateria e o carregador, faz com que a bateria fique viciada.
  • Eliel  09/07/2013 19:07
    Concordo com o Henrique sobre a E.A.

    "Quanto a essas teorias perfeitas que vc mencionou, acredito que esteja falando das utopias... A própria EA, embora seja a melhor escola de economia (na minha opinião), não é perfeita e têm suas falhas (também na minha opinião), mas isso deveria ser apenas questão de opinião e não virar uma religião."
  • Walter Silva  29/08/2013 12:18
    Justificar a diminuição da vida útil dos produtos é uma tarefa inglória. Em um mundo ideal, se o consumidor fosse também o produtor, ele fabricaria geladeira, fogões, etc. que durasse muitos anos e, depois, descansaria. Fabricaria menos, e descansaria mais, se dedicaria ao lazer e ao conhecimento. O ritmo de vida seria outro. Se capitalismo exige que as coisas se acabem logo para produzir outras, isso não quer dizer que as coisas tenham de ser assim em outro tipo de sociedade. E quem pode assegurar que outro tipo de sociedade, onde o consumidor controla a produção, não é possível?
  • Renato S. Borges  28/01/2014 18:28
    Walter Silva 29/08/2013 12:18:28

    "Justificar a diminuição da vida útil dos produtos é uma tarefa inglória. Em um mundo ideal, se o consumidor fosse também o produtor, ele fabricaria geladeira, fogões, etc. que durasse muitos anos e, depois, descansaria. Fabricaria menos, e descansaria mais, se dedicaria ao lazer e ao conhecimento. O ritmo de vida seria outro. Se capitalismo exige que as coisas se acabem logo para produzir outras, isso não quer dizer que as coisas tenham de ser assim em outro tipo de sociedade. E quem pode assegurar que outro tipo de sociedade, onde o consumidor controla a produção, não é possível?"

    Em um mundo 'ideal' pessoa alguma escreveria tamanho absurdo após ler um texto tão esclarecedor quanto este.

    Se a humanidade seguisse seu pensamento, seriamos hoje, na melhor das hipóteses, meros selvagens descansado em cavernas após produzir comida suficiente para durar muitos dias. Outro ritmo de vida, de fato!!

    Outro tipo de sociedade, capaz de que o consumidor controle a produção?? Se chama Capitalismo de Livre Mercado, bem diferente dessa escravidão corporativista que vivemos hoje.
  • Carlos Prado  28/01/2014 19:23
    Você pode começar agora mesmo a fabricar na sua casa seus eletrodomésticos indestrutíveis. Depois para espalhar a ideia pode arrecadar recursos vendendo estes produtos, pois há muitos que se interessariam.
  • Walter Silva  31/01/2015 11:39
    Mas quem falou em produtos indestrutíveis? Falou-se em produtos mais duráveis. O ser humano é inteligente, e inteligência é controlar a natureza a seu favor, não se deixar levar por ela.
  • Eduardo R., Rio  15/02/2015 23:16
  • Silvio P., São Paulo  17/02/2015 05:23
    Na reportagem o próprio inventor diz que uma lâmpada dessas custa 37 euros. Quantas pessoas têm condições de pagar um preço desses por uma mísera lâmpada? Além disso, os bens antigos, via de regra, até podiam durar mais, mas veja o valor desses bens atualizados para os dias de hoje. Essa parte ninguém se lembra. A repórter se lembra de que a lavadora da mãe dela durou 35 anos, mas ela não faz a menor idéia do valor que seus pais pagaram por ela.

    E, por falar em lâmpadas, essas lâmpadas novas custam pelo menos 10 reais e não duram porra nenhuma. Mês sim, mês não, sou surpreendido por uma lâmpada queimada, lâmpada essa que lembro ter comprado há não muito tempo. A culpa dessa sacanagem é dos fabricantes? Sim, mas não apenas. O maior culpado, para variar um pouquinho, é o governo, que faz maravilhas como essa. Tudo bem que os fabricantes fazem lobby junto ao governo para nos empurrar goela abaixo lâmpadas mais caras, que iluminam menos e que vivem queimando mas, se não fosse a existência dessa gangue dos infernos chamada estado, esses fabricantes picaretas só iam ficar na intenção de sacanear os consumidores.

    Recentemente passei a comprar lâmpadas incandescentes para substituir as lâmpadas novas que vão se queimando. Apesar da mídia viver dizendo que são obsoletas, a verdade é que duram mais, iluminam mais e são muito mais baratas. Consomem mais energia? Pode até ser, mas de que me adianta economizar alguns centavos na conta de luz se tenho de pagar muitos reais a mais para substituir essas porcarias que vivem queimando?

    Para finalizar, conhecendo Ayn Rand, não há razão para se ficar surpreso com uma ameaça de morte motivada por uma invenção, afinal, como disse Howard Roark:

    "Há milhões de anos, um homem descobriu como fazer o fogo. Provavelmente foi queimado na fogueira, que ensinou seus irmãos a acender. Mas deixou-lhes um presente que eles não haviam concebido e acabou com a escuridão da Terra.

    Ao longo dos séculos, houve homens que abriram novos caminhos, armados unicamente com sua própria visão. Grandes criadores, pensadores, artistas, cientistas, inventores, estiveram sozinhos contra os homens de seu tempo. Cada pensamento novo foi rechaçado. Cada invenção nova, denunciada. Mas os homens de visão de futuro seguiram em frente. Lutaram, sofreram e pagaram, mas venceram."
  • Gregor Mendes  18/02/2015 16:23
    Jura que vocês se convencer que os carros hoje duram apenas 250.000 porque é um desejo do consumidor?
    Já que vocês acham que as lâmpadas duram 1000 porque o consumidor assim quis? Ou o estado?
    As pilhas de lixo em Gana, as gerações vindouras e quiçá seus próprios filhos pagarão por esse hipocrisia.
  • mauricio barbosa  01/11/2015 09:43
    Gregor mendes os empresários não são santos e o estado é o maior vilão de todos os tempos por ser formado por pessoas e pessoas não são anjos ou seja mesmo na ausência do estado coisas ruins e trapaceiros continuariam existindo agora o que mudaria em um mundo sem estado é a forma de resolver todos estes problemas levantados por nossos críticos,que são insistentes por boa-fé ou não,enfim somos pessoas capazes de resolver nossos problemas e é claro volto a repetir que conflitos continuariam existindo em um mundo sem estado e os resolveríamos a contento ou não,agora achar que só a mafia estatal tem competência para resolve-los e a um custo cada vez mais alto isto seria ingenuidade ou má-fé de sua parte e dos demais críticos da escola austríaca.


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