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O que os nazistas copiaram de Marx
Para ambos, a mente de um indivíduo é determinada por sua classe social ou etnia

O marxismo afirma que a forma de pensar de uma pessoa é determinada pela classe a que pertence. Toda classe social tem sua lógica própria. Logo, o produto do pensamento de um determinado indivíduo não pode ser nada além de um "disfarce ideológico" dos interesses egoístas da classe à qual ele pertence.  

A tarefa de uma "sociologia do conhecimento", segundo os marxistas, é desmascarar filosofias e teorias científicas e expor o seu vazio "ideológico". A economia seria um expediente "burguês" e os economistas são sicofantas do capital. Somente a sociedade sem classes da utopia socialista substituirá as mentiras "ideológicas" pela verdade.

Este polilogismo, posteriormente, assumiu várias outras formas. O historicismo afirma que a estrutura lógica da ação e do pensamento humano está sujeita a mudanças no curso da evolução histórica.O polilogismo racial atribui a cada raça uma lógica própria.

O polilogismo, portanto, é a crença de que há uma multiplicidade de irreconciliáveis formas de lógica dentro da população humana, e estas formas estão subdivididas em algumas características grupais.

Os nazistas fizeram amplo uso do polilogismo. Mas os nazistas não inventaram o polilogismo. Eles apenas criaram seu próprio estilo de polilogismo.

A lógica da mente

Até a metade do século XIX, ninguém se atrevia a questionar o fato de que a estrutura lógica da mente era imutável e comum a todos os seres humanos. Todas as interrelações humanas são baseadas nesta premissa de que há uma estrutura lógica uniforme. Podemos dialogar uns com os outros apenas porque podemos recorrer a algo em comum a todos nós: a estrutura lógica da razão.

Alguns homens têm a capacidade de pensar de forma mais profunda e refinada do que outros. Há homens que infelizmente não conseguem compreender um processo de inferência em cadeias lógicas de pensamento dedutivo. Mas, considerando-se que um homem seja capaz de pensar e trilhar um processo de pensamento discursivo, ele sempre aderirá aos mesmos princípios fundamentais de raciocínio que são utilizados por todos os outros homens.  

Há pessoas que não conseguem contar além de três; mas sua contagem, até onde ele consegue ir, não difere da contagem de Gauss ou de Laplace. Nenhum historiador ou viajante jamais nos trouxe nenhuma informação sobre povos para quem A e não-A fossem idênticos, ou sobre povos que não conseguissem perceber a diferença entre afirmação e negação. Diariamente, é verdade, as pessoas violam os princípios lógicos da razão. Mas qualquer um que se puser a examinar suas deduções de forma competente será capaz de descobrir seus erros.

Uma vez que todos consideram tais fatos inquestionáveis, os homens são capazes de entrar em discussões e argumentações. Eles conversam entre si, escrevem cartas e livros, tentam provar ou refutar. A cooperação social e intelectual entre os homens seria impossível se a realidade não fosse essa. Nossas mentes simplesmente não são capazes de imaginar um mundo povoado por homens com estruturas lógicas distintas entre si ou com estruturas lógicas diferentes da nossa.

Surge Marx

Mesmo assim, durante o século XIX, este fato inquestionável foi contestado. Marx e os marxistas, entre eles o "filósofo proletário" Dietzgen, ensinaram que o pensamento é determinado pela classe social do pensador. 

O que o pensamento produz não é a verdade, mas apenas "ideologias". Esta palavra significa, no contexto da filosofia marxista, um disfarce dos interesses egoístas da classe social à qual pertence o pensador. Por conseguinte, seria inútil discutir qualquer coisa com pessoas de outra classe social.  

Não seria necessário refutar ideologias por meio do raciocínio discursivo; ideologias devem apenas ser desmascaradas, denunciando a classe e a origem social de seus autores. Assim, os marxistas não discutem os méritos das teorias científicas; eles simplesmente revelam a origem "burguesa" dos cientistas.

Os marxistas se refugiam no polilogismo porque não conseguem refutar com métodos lógicos as teorias desenvolvidas pela ciência econômica "burguesa"; tampouco conseguem responder às inferências derivadas destas teorias, como as que demonstram a impossibilidade prática do socialismo

Dado que não conseguiram demonstrar racionalmente a validade de suas idéias e nem a invalidade das idéias de seus adversários, eles simplesmente passaram a condenar os métodos lógicos. O sucesso deste estratagema marxista foi sem precedentes. Ele se tornou uma blindagem contra qualquer crítica racional à pseudo-economia e à pseudo-sociologia marxistas. Ele fez com que todas as críticas racionais ao marxismo fossem inócuas.

Foi justamente por causa dos truques do polilogismo que o estatismo conseguiu ganhar força no pensamento moderno.

O polilogismo é incoerente

O polilogismo é tão inerentemente sem sentido, que é impossível levá-lo consistentemente às suas últimas consequências lógicas. Nenhum marxista foi corajoso o suficiente para derivar todas as conclusões que seu ponto de vista epistemológico exige. O princípio do polilogismo levaria à inferência de que os ensinamentos marxistas também não são objetivamente verdadeiros, mas sim apenas afirmações "ideológicas". Mas isso os marxistas negam. Eles reivindicam para suas próprias doutrinas o caráter de verdade absoluta.  

Dietzgen ensina que "as idéias da lógica proletária não são idéias partidárias, mas sim o resultado da mais pura e simples lógica". Ou seja, a lógica proletária não é "ideologia", mas sim lógica absoluta. Os atuais marxistas, que rotulam seus ensinamentos de sociologia do conhecimento, dão provas de sofrerem desta mesma inconsistência. 

Um de seus defensores, o professor Mannheim, procura demonstrar que há certos homens, os "intelectuais não-engajados", que possuem o dom de apreender a verdade sem serem vítimas de erros ideológicos. Claro, o professor Mannheim está convencido de que ele mesmo é o maior dos "intelectuais não-engajados". Você simplesmente não pode refutá-lo. Se você discorda dele, você estará apenas provando que não pertence à elite dos "intelectuais não-engajados", e que seus pensamentos são meras tolices ideológicas.

Os nazistas copiaram a lógica

Os nacional-socialistas alemães tiveram de enfrentar o mesmo problema dos marxistas.  

Eles também não foram capazes nem de demonstrar a veracidade de suas próprias declarações e nem de refutar as teorias da economia e da praxeologia. Consequentemente, eles foram buscar abrigo no polilogismo, já preparado para eles pelos marxistas.  

Sim, eles criaram sua própria marca de polilogismo. A estrutura lógica da mente, diziam eles, é diferente para cada nação e para cada raça. Cada raça ou nação possui sua própria lógica e, portanto, sua própria economia, matemática, física etc. Porém, não menos inconsistente do que o Professor Mannheim, o professor Tirala, seu congênere defensor da epistemologia ariana, declara que as únicas lógica e ciência verdadeiras, corretas e perenes são as arianas.  

Aos olhos dos marxistas, Ricardo, Freud, Bergson e Einstein estão errados porque são burgueses; aos olhos dos nazistas, estão errados porque são judeus. Um dos maiores objetivos dos nazistas é libertar a alma ariana da poluição das filosofias ocidentais de Descartes, Hume e John Stuart Mill. Eles estão em busca da ciência alemã arteigen, ou seja, da ciência adequada às características raciais dos alemães.

Como hipótese, suponhamos que as capacidades mentais do homem sejam resultado de suas características corporais. Sim, não podemos demonstrar a veracidade desta hipótese, mas também não é possível demonstrar a veracidade da hipótese oposta, conforme expressada pela hipótese teológica. Somos forçados a admitir que não sabemos como os pensamentos surgem dos processos fisiológicos. Temos vagas noções dos danos causados por traumatismos ou por outras lesões infligidas em certos órgãos do copo; sabemos que tais danos podem restringir ou destruir por completo as capacidades e funções mentais dos homens. Mas isso é tudo. 

Seria uma enorme insolência afirmar que as ciências naturais nos fornecem informações a respeito da suposta diversidade da estrutura lógica da mente. O polilogismo não pode ser derivado da fisiologia ou da anatomia, e nem de nenhuma outra ciência natural.

Nazistas e marxistas têm o mesmo problema

Nem o polilogismo marxista e nem o nazista conseguiram ir além de declarar que a estrutura lógica da mente é diferente entre as várias classes ou raças. Eles nunca se atreveram a demonstrar precisamente no quê a lógica do proletariado difere da lógica da burguesia, ou no quê a lógica ariana difere da lógica dos judeus ou dos ingleses.  

Rejeitar a teoria das vantagens comparativas de Ricardo ou a teoria da relatividade de Einstein por causa das origens raciais de seus autores é inócuo. Primeiro, seria necessário desenvolver um sistema de lógica ariana que fosse diferente da lógica não-ariana. Depois, seria necessário examinar, ponto a ponto, estas duas teorias concorrentes, e mostrar onde, em cada raciocínio, são feitas inferências que são inválidas do ponto de vista da lógica ariana mas corretas do ponto de vista não-ariano. E, finalmente, seria necessário explicar a que tipo de conclusão a substituição das erradas inferências não-arianas pelas corretas inferências arianas deve chegar.  

Mas isso jamais foi e jamais será tentado por ninguém. O professor Tirala, um loquaz defensor do racismo e do polilogismo ariano, não diz uma palavra sobre a diferença entre a lógica ariana e a lógica não-ariana. O polilogismo, seja ele marxista ou nazista, jamais entrou em detalhes.

O polilogismo possui um método peculiar de lidar com opiniões divergentes. Se seus defensores não forem capazes de descobrir as origens e o histórico de um oponente, eles simplesmente o rotulam de "traidor". Tanto marxistas quanto nazistas conhecem apenas duas categorias de adversários: os alienados — sejam eles membros de uma classe não-proletária ou de uma raça não-ariana — estão errados porque são alienados; e os opositores que são de origem proletária ou ariana estão errados porque são traidores.  

Assim, eles levianamente descartam o incômodo fato de que há divergências entre os membros daquela que dizem ser sua classe ou sua raça.

Contradições nazistas

Os nazistas gostam de contrastar a economia alemã com as economias judaicas e anglo-saxônicas. Mas o que chamam de economia alemã não difere em nada de algumas tendências observadas em outras economias. A economia nacional-socialista foi moldada tendo por base os ensinamentos do genovês Sismondi e dos socialistas franceses e ingleses. Alguns dos mais velhos representantes desta suposta economia alemã apenas importaram idéias estrangeiras para a Alemanha. Frederick List trouxe as idéias de Alexander Hamilton à Alemanha; Hildebrand e Brentano trouxeram as idéias dos primeiros socialistas ingleses. A economia alemã arteigen é praticamente igual às tendências contemporâneas observadas em outros países, como, por exemplo, o institucionalismo americano.

Por outro lado, o que os nazistas chamam de economia ocidental — e, portanto, artfremd [estranho à raça] — é em grande medida uma conquista de homens a quem nem mesmo os nazistas podem negar o termo 'alemão'. Os economistas nazistas gastaram muito tempo pesquisando a árvore genealógica de Carl Menger à procura de antepassados judeus; não conseguiram. É um despautério querer explicar o conflito que há entre, de um lado, a genuína teoria econômica e, de outro, o institucionalismo e o empiricismo histórico como se fosse um conflito racial ou nacional.

Conclusão

O polilogismo não é uma filosofia ou uma teoria epistemológica. É apenas uma postura de fanáticos de mentalidade estreita que não conseguem conceber que haja pessoas mais sensatas ou mais inteligentes que eles próprios. 

Tampouco é o polilogismo algo científico. Trata-se da substituição da razão e da ciência pela superstição. É a mentalidade característica de uma era caótica.

 

Artigo extraído do livro Omnipotent Government: The Rise of Total State and Total War, originalmente publicado em 1944.

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Leia também: 

Por que o nazismo era socialismo e por que o socialismo é totalitário 

Afinal, os nazistas eram capitalistas, socialistas ou "terceira via"?

26 votos

autor

Ludwig von Mises
foi o reconhecido líder da Escola Austríaca de pensamento econômico, um prodigioso originador na teoria econômica e um autor prolífico.  Os escritos e palestras de Mises abarcavam teoria econômica, história, epistemologia, governo e filosofia política.  Suas contribuições à teoria econômica incluem elucidações importantes sobre a teoria quantitativa de moeda, a teoria dos ciclos econômicos, a integração da teoria monetária à teoria econômica geral, e uma demonstração de que o socialismo necessariamente é insustentável, pois é incapaz de resolver o problema do cálculo econômico.  Mises foi o primeiro estudioso a reconhecer que a economia faz parte de uma ciência maior dentro da ação humana, uma ciência que Mises chamou de "praxeologia".


  • Burgues Conservador  05/02/2013 12:24
    Então poligolismo é o que certos filósofos de meia tigela andam fazendo nos fóruns desse sitio, Mises sempre fazendo a minha cultura aumentar. Ele, como sempre, destruindo o Marxismo sem misericódia.
  • Anarco-individualista   05/02/2013 23:43
    O tal filósofo e o tal conservador se merecem.
  • Victor Magno  11/11/2017 14:43
    Já tinha lido sobre polilogismo, é o mesmo pensamento dos artistas de esquerda.

    Tudo pode ser interpretado como arte (mesmo que seja um rabisco que pode ser feito por uma criança de 5 anos), porque arte é diferente para cada individuo de diferentes pensamentos, mas se você não concorda comigo você é um conservador burgues e opressor.

    Mas não percebem a própria hipocrisia. Fazem a arte deles com dinheiro dos impostos dos outros, e levam ativistas e estudantes de graça para assistir a obra.
    Isto porque eles sabem, que se aplicarem o próprio dinheiro e esforço; eles não recuperam. Porque ignoram o conceito do livre mercado; "o fato de que um produto só tem valor se as pessoas quiserem comprar". Eles trocam por "O valor do produto é medido por sua relevância". Relevância que eles colocaram no produto partindo da própria ideologia que afirmam ser absoluta.

    E convém, qualquer pessoa que trabalha, independente se é de esquerda, direita ou libertário, não perderia tempo com arte, e duvido que ate mesmo os que fazem assistiriam se tivessem que pagar para entrar.
  • Leigo  13/11/2017 10:38
    "Eles trocam por "O valor do produto é medido por sua relevância". Relevância que eles colocaram no produto partindo da própria ideologia que afirmam ser absoluta.

    E convém, qualquer pessoa que trabalha, independente se é de esquerda, direita ou libertário, não perderia tempo com arte, e duvido que ate mesmo os que fazem assistiriam se tivessem que pagar para entrar."

    Existem muitos museus, teatros, etc, nos quais várias pessoas pagam para entrar. Muitos consideram relevante. O resto, concordo.
  • Gredson  05/02/2013 12:37
    Nossa isso é um perigo do caramba, isso abre as portas para uma ditadura, em vez de refutar uma teoria eu simplesmente ataca a pessoa.
    Por isso acredito que Marxismo deveria ser tão perigoso quanto o nazismo, atualmente em muitos países é proibido trocar idéias nazistas, inclusive no Brasil um autor de um livro foi preso. Eu sei que vai contra a ideia de liberdade, Mas porque proíbem o nazismo e não proíbem o Marxismo?
  • *42  05/12/2013 22:31
    Não só não proíbem, como incentivam educadores a ensinar História e Geografia marxistas, levando em conta o ponto de vista da prole e evitando ao máximo enaltecer a burguesia.
    Vivemos em tempos difíceis.
  • Estevam  26/08/2014 19:09
    Há países na Europa em que se é proibido manifestar a respeito do comunismo, se você pesquisar na internet achará, não me lembro de cabeça.

    Mas para um liberal toda ideia deve ser exposta nem que seja para refutar. Não estou certo se o mesmo se refere ao conservador, visto que algumas retóricas são capazes de disparar fenômenos histéricos nos imbecilizados.
  • Ricardo  27/08/2014 01:14
    inacreditavel.com.br/wp/fundamentos-economicos-do-nacional-socialismo/
  • Mateus  05/02/2013 13:00
    É interessante notar que a grande maioria dos teóricos marxistas não tinham nada de proletário. Marx era filho de um notório advogado, Engels era industrial, Georg Lukács era filho do maior banqueiro da Hungria.... Porque os principais representantes da "ciência proletária" não eram proletários?
  • Roger  26/08/2014 23:54
    E por que a maioria dos libertários que conheço trabalha para o governo?
  • Silvio  02/09/2014 18:30
    Fico surpreso por você estranhar isso. Trabalhar para o governo te mostra exatamente o que este site busca demonstrar diariamente, ou seja, que imposto é roubo e o governo não passa de uma quadrilha.
  • Thiago André  02/05/2015 14:58
    Resposta espetacular! Vivo isso no lixo do serviço público do brasil todo dia!
  • Antônio Galdiano  05/02/2013 13:31
    Ciências Humanas é foda... Todo tipo de charlatanismo vinga nessa área!
    Uma das forma de polilogismo adotadas hoje em dia é o ecoterrorismo.
    Qualquer evidência científica contrária a teorias de aquecimento global são tidas, aprioristicamente, como NEGACIONISTAS do aquecimento global e portanto contra os interesses da humanidade. E olha que o próprio método científico consiste primeiro na elaboração das hipóteses sobre determinado fenômeno e depois a tentativa de destruí-las ou 1)pela inspeção de algum absurdo na lógica interna ou 2)pela confrontação com a realidade.

    Uma curiosidade: seria realmente o marxismo a ideologia que inaugurou o polilogismo?
    Eu tenho sérias dúvidas que esse pessoal conseguisse inventar até mesmo isso...
    Particularmente eu acredito que essa "tecnologia social" deve ter sido criada nas sociedades politeístas, com deuses rivais e consequentemente sociedades fragmentadas.
  • Angelo Viacava  05/02/2013 15:42
    Antônio Galdino: subestimar a inteligência do adversário não resulta em melhor situação para o contestador. Marxistas são assim porque acreditam, simplesmente, que suas ideias são certas, e se discordamos deles, somos os errados, apesar de estarmos certos.
    Não sei se evoluiremos, ou regrediremos, a uma sociedade sem governo, mas é fato que, depois que passou a existir, em nenhum lugar do mundo houve uma sociedade que deixasse de "terceirizar" esta parte da vida. Sabemos que não precisamos deles, mas não sabemos como fazê-los deixar de existir.
    Parece-me que, uma sociedade sem governo, seria como voltar ao tempo anterior ao pecado original, e disso não há indicações. Estaríamos fadados a suportar esta gente, somente escolhendo entre males menores ou maiores?
    Como exterminar todas as baratas do mundo?
  • Miqueias  05/02/2013 19:28
    Quem é John Galt?

    Hehehe. Não resisti. Lembrei do livro a "A revolta de Atlas" lendo o texto, especialmente por esta frase: "É a mentalidade característica de uma era caótica."
  • Antônio Galdiano  11/02/2013 21:14
    Então...
    Eu não menosprezei a força política do adversário, mas sim a argumentação. Assim como eu não menosprezo a capacidade de sobrevivência das baratas, mas sim a utilidade delas.

    Nada como uma boa propaganda para induzir um bando de vagabundo a achar que é justo viver dos recursos alheios. Eu não menosprezo a força política disso, mas sim a moral que defende isso.
  • Ricardo  27/08/2014 01:23
    Também não sei ao certo, mas eu penso que talvez um caminho seja a criação de pequenas comunidades isoladas. Algo como o oposto da "globalização".
  • Infiliz  21/11/2017 17:40
    Somos apenas uma engrenagem na evolução. Jamais nos livraremos de governos... esquece. Esse gênio já saiu da garrafa. O que estamos fazendo é tornar possível o próximo passo evolucional: inteligencia artificial. Eles, como nós no passado em relação aos neandertais, serão o futuro e sem as nossas limitações orgânicas. Assim, irão sair dessa Terrinha e conquistar o universo (muito semelhante a fase das grandes navegações séculos atrás).
  • Pensador de esquerda  05/02/2013 17:22
    Ainda é cedo para enterrarem Marx. Se sua filosofia ainda está vivíssima é porque ela ainda não foi compreendida.
    O fato de o comunismo falhar na URSS, Camboja, China e Coreia do Norte não quer dizer nada. A análise de Marx sobre a luta de classes é a melhor visão pra se entender a História. Vejam o exemplo da terrível revolução industrial:

    Os ingleses, desde o século XIV estavam retirando os camponeses da terra a fim transformá-la em pasto para ovelhas enquanto a indústria têxtil começava a ganhar vulto. Negar que estes quase 90% da população, produtora autônoma de sua existência, teve suas terras expropriada e passaram séculos sendo doutrinados (as leis contra a vadiagem falam por mim) e convencidos a se deslocar até a propriedade de outrem para vender sua força de trabalho – única coisa que ainda lhes restavam… enfim, negar isso é falsear a história, e no Brasil, é colaborar com a miséria geral do nosso povo.

    Eu, um pensador (canhoto da mão, do pé e das ideias).
  • Tiago Moraes  06/02/2013 16:25
    Nossa, erro de datas, equívocos a respeito da questão fundiária britânica na época e uma visão implicitamente idílica do campo. Enfim, você conseguiu escrever um argumento amadoramente errado...


    Primeiro: Século XIV amigão??? Você tem certeza disso?? Vamos lá, o século XIV começou em 1301 e terminou em 1400 e o suposto fenômeno que você aborda não ocorreu nessa época. Estamos falando e uma Inglaterra ainda classicamente feudal e governada pela antiga casa Plantageneta. Os fatores condicionantes para a revolução industrial só foram ocorrer 3 séculos depois. Com o fim do do sistema de guildas e a revolução inglesa que introduziram a Inglaterra em sua fase pré-capitalista que culminaria com a revolução industrial no século XVIII.

    Segundo: Não havia propriedade fundiária por parte dos camponeses, as terras pertenciam a nobreza de toga, então não houve expropriação alguma.

    Terceiro: Os camponeses foram deslocados para as cidades porque as terras britânicas estavam sendo arrendadas por capitalistas, que transformaram essas propriedades em unidades racionais de produção de artefatos para a industria, com isso, parte da população rural se deslocou para as cidades, onde havia demanda pelo trabalho deles.

    Quarto: As condições de vida do operariado britânico é comumente criticada por historiadores por puro anacronismo, eles simplesmente comparam a realidade da época com a realidade atual, o que é errado. As condições de vida da recém nascida classe operária britânica, deve ser comparada com as condições de vida que eles tinham no campo na mesma época, segundo Mises, os indicadores de forte crescimento demográfico britânico são a prova cabal de que a vida dos ingleses nas cidades, durante a revolução industrial, ainda que ruim em comparação com nossas modernas vidas do século XXI, era muito melhor que as condições de vida no campo e da época.
  • rene  11/02/2013 18:47
    Achei engraçado o comentário do pensador de esquerda, "O fato de o comunismo falhar na URSS, Camboja, China e Coreia do Norte não quer dizer nada".
    Quer dizer que essa impressionante série de fracassos não lhe diz nada?
    Faltou falar do fracasso cubano e daquela tentativa de socialismo, a Venezuela.
  • Eduardolvi  12/02/2014 06:31
    "O fato de o comunismo falhar na URSS, Camboja, China e Coreia do Norte não quer dizer nada".
    Caramba, vocês gostam mesmo de sangue. Que desrespeito com a memória e com as famílias das vítimas... se bem
    que há também quem negue o holocausto, quem adore a Che em plena Miami....
  • Dourado  16/02/2013 22:57
    é claro que não significa nada para você.... o fracasso para um marxista é apenas um eterno sucesso mal explicado
  • anônimo  17/02/2013 04:32
    Quer dizer que o comunismo é possível mas esses países n souberam fazer
  • Ricardo  27/08/2014 01:40
    Esses dias eu deixei minha filha de 6 anos de castigo por ela ter feito "mal criação". Inconformada, ela me questionou a punição. Então perguntei a ela por que ela havia feito aquilo. Sem ter como argumentar uma desculpa convincente me disse que havia feito aquilo porque quis.
    Discutir com comunista, é como discutir com uma criança. Sempre irá caminhar para o mesmo fim.
    "...ahhh não deu certo porque o comunismo foi mal aplicado"
    "...ahh os ideais não foram bem interpretados"
    "...a culpa são dos americanos"
  • Gunnar  05/09/2014 17:20
    Gente... será que ninguém saca sarcasmo por aqui?
  • Luciano A.  05/02/2013 19:31
    Muito bom, finalmente entendi o significado de polilogismo.

    O texto cita Alexander Hamilton, que pelo que eu pesquisei foi economista da Escola America (que defendia o protecionismo) e ajudou a fundar o First Bank of United States, aparentemente o primeiro banco central que existiu no país. Há aqui no IMB algum artigo com uma análise crítica do pensamento da Escola Americana?

    Já li economistas estatistas afirmarem que o desenvolvimento econômico dos EUA, após independência, só foi possível com protecionismo e planejamento da economia. Seria bom ter uma refutação disto.
  • Leandro  05/02/2013 19:37
    Qual planejamento? O governo federal americano era ínfimo, e assim permaneceu até 1913, quando foram criados o Fed e o Imposto de Renda.

    Quanto a protecionismo, durante todo o século XIX, tarifas de importação eram a única fonte de renda do governo federal americano (era a única forma de tributo autorizada pela Constituição). Estatistas escondem este fato e afirmam que as tarifas eram política intervencionista e protecionista.
  • Luciano A.  05/02/2013 20:13
    Obrigado Leandro,

    Se a Constituição americana só permite tarifas de importação, então o que aconteceu para outros tipos de impostos federais surgirem? A Constituição é a mesma até hoje, seriam um caso de violação constitucional?
  • Antônio  05/02/2013 20:21
    Mas é só o que todos os presidentes americanos fizeram até hoje: violar a Constituição. Não se fala de outra coisa nos meios libertários americanos. (Quer coisa mais fragorosamente contra a Constituição do que o Obamacare -- governo federal obrigando as pessoas (sob pena de multa caso não obedeçam) a comprarem seguros de saúde?)

    "The Constitution is just a piece of paper." -- George W. Bush
  • Pobre Paulista  26/08/2014 16:39
    "Oh meu Deus, o governo violou a constituição"!

    Isso se aplica a qualquer lugar do mundo meu caro. Governos só querem ficar cada vez maiores.
  • caio cesa silvaferrari  27/03/2016 16:53
    alguem ja leu o trecho da riqueza das naçoes que fala da educaçao do filosofo e do carregador onde ao nascer eles possuem capacidades diferentes mas devido a uma educaçao diferente acabam em profissoes diferentes
  • Bruno  05/02/2013 20:09
    Estamos chutando uma bruxa morta que já foi queimada no século passado, e o pior somos obrigados a continuar batendo nessa bruxa, sempre ao nos debatermos com algum marxista, já que com algum nazista ficaria mais difícil pois a mídia se encarregou de fazer o trabalho, você não vê nenhum nazista hoje em dia, fora exceções é claro.
    Mas com marxismo é mais difícil..
    Afinal estão aí, de plantão, os pensadores de esquerda...
  • Leonardo Ferreira  05/02/2013 20:31
    Nunca consegui dialogar até os pormenores da teoria marxista co pessoas de pensamento marxista. A conversa geralmente acaba comigo (e provavelmente com as demais pessoas) sendo chamado de nazista, fascista, cruel ou burguês.
  • Gunnar  05/09/2014 17:24
    Isso quando o "climão" não fica insustentável antes e alguém sugere mudar o assunto.
  • Pedro  05/02/2013 23:09

    O marxismo tanto de Marx como de seus siscipulos é FRANCAMENTE uma EMPULHAÇÃO, um EMBUSTE de quinta que só engana indivíduos de sexta.

    Segundo Marx (pero no mucho) todo valor decorre da quantidade de trabalho, medido em tempo:
    ...então um marceneiro mais lerdo tem seu produto com maior valor ...que estupidez!
    ...então uma tábua serrada em pequenos e inuteis pedaços disformes (só p/ lenha) tem maior valor que uma tábua inteira ...que estupidez!

    Segundo Marx, o inventor da logica sem lógica, inexiste lógica pois que tudo é decorrente da classe do indivíduo, que não interpreta a natureza, mas a inventa segundo interesses da sua classe.

    ...então, sendo Marx um integrante da classe dos bem nascidos jamais poderia interpretar o mundo pela "lógica" da classe dos proletários ...que estupidez!
    - Trata-se de explicita contradição, strictu senso, mais uma entre as incontáveis que se encontra no besteirol marxista. E como não podia deixar de ser, contrariado com a flagrante estupidez em suas efetivas contradições, Marx inventou novo significado para a palavra "contradição" com que lhe podiam desmoralizar e, desta forma, passou a gritar as "contradições" do capitalismo como se este e não o seu estúpido besteirol contraditório sobre seu "socialismo científico" apresentasse contradições - contrastes ou diferenças viraram contradição. ...que estupidez!

    Para Marx e marxistas um individuo, espontaneamente, oferecer seu trabalho para que este produza um bem para outro, que poderá retroca-lo mais adiante constitui-se uma exploração e uma "coisificação" (que ridícuiilo!) do trabalho ...que horror! uma heresia!
    ...contudopara os marxistas o governo COAGIR os trabalhadores para que cedam grande parte de seu trabalho a politicos e funcionários estatais é legitimo ...mas que estupidez!

    Para Marx um homem propor um negócio em que ambas as partes se beneficiam é algo ilegitimo, uma exploração do homem pelo homem, dado que o valor dos bens e serviços decorrem da quantidade de trabalho.

    ...mas é o próprio Marx que anui com a idéia de "a cada um segundo sua necessidade e de cada um segundo sua capacidade" e isso é a mais cabal defesa da exploração do homem pelo homem, onde o mais necessitado, por quaisquer motivos, mesmo que sua incapacidade, esta autorizado a ESTORQUIR dos mais capazes aquilo que necessita: ou seja, também para Marx o mérito decorre da necessidade e não da ação do individuo ...mas que estupidez!

    Marx tinha interesse em tornar-se governante/politico, não tinha qualquer afinidade com a classe proletária/operária mas arvorava-se defensor desta como rufiões defendem putas (e as exploram) ...que estupidez!

    Para Marx bastaria contratar um trabalhador e explora-lo para auferir a "mais valia" do trabalho deste fazendo do empreendedor um explorador sem mérito algum.
    ...Mas quando os produtos encalham e o "explorador" os vendem (trocam) com prejuizo, seria o caso de dizer que os assalariados exploraram o empresário?
    Afinal, se dá lucro é porque houve exploração então se dá prejuizo também deve haver. Ora, se não há valor nem mérito no ação de investir e empreender, a existencia de prejuizo só poderá ser explicada pelo menor valor do trabalho dos assalariados ...mas que estupidez! ...marx e marxistas são imbecis absolutos! ...é muita estupidez o besteirol que apregoam.

    MAS O MELHOR DE TUDO é Marx tentar escapar de suas asneiras, como sempre, através de asneira ainda maior, por EXEMPLO:
    Ao afirmar que todo valor decorre da quantidade de trabalho, a forma de aferir a quantidade é em tempo, mas cada individuo possui habilidade diferente e mesmo o próprio pode levar tempos diferentes para um mesmo produto. Então Marx defende que há um padrão de valor para os produtos ...MAS QUEM ARBITRARIA O PADRÃO de QUANTIDADE DE TRABALHO SOCIALSMENTE NECESSÁRIO??? ...seria o próprio marx? um balconista, um vendedor, um vigia, um médico e etc. como se arbitraria cientificamente a quantidade de trabalho??? ...QUE IDIOTICE ABSURDA!!! ..e os infinitos modelos de produtos, como se aferiria a quantidade de trabalho?

    Há inúmeras questões que o besteirol marxista não possui resposta, posto que é um amontoado de asneiras estapafúrdias. Afinal, Marx era um POLÍTICO, atuava na politica com ambição de obter cargos ...sua classe era a classe politica e sua estupida "lógica sem lógica" era apenas sua ideologia em ação a fim de justificar seus interesses egoístas e sobretudo safados. Afinal, era um pulha, vagabundo falastrão.

    O besteirol marxista se constitui de uma amontoado de afirmaçãoes estapafurdias e mesmo DESCONEXAS, um emaranhado de asneiras absurdas.



  • Pedro  05/02/2013 23:19
    Nietzsche, muito antes do marxismo se impor percebeu e falou do que se tratava:
    Algo assim: "O socialismo exige uma obediencia ao governo que jamais algum despota ousou imaginar"

    É de Nitzsche a percepção de que os socialistas são efetivos reacionários e obscurantistas. Nietzsche percebeu que as idéias socialistas se identificavam com os primórdios do feudalismo. Percebeu que a idéia socialista é uma mera defesa do totalitarismo governamemntal, um despotismo exponencial insano que exige a absoluta submissão da população à hierarquia estatal; com cortesãos, nobreza, realeza, puxa sacos e tudo mais.

    O socialismo é a exploração do homem pelo homem, isso é que se tem que falar a plenos pulmões.
    O valor do trabalho é subjetivo e dinamico.
  • Vinicius Costa  06/02/2013 00:39
    Comecei a ler Nietzsche bem novo, mas na época me importava apenas com a parte religiosa, talvez para conseguir um apoio para o ateismo.
    No começo desse ano li dois livros dele e comecei a perceber esse tipo de assunto. Estado era o alvo de muitas criticas que ele fazia, principalmente em relação ao 'bem-comum'
    Considero ele bem próximo da Ayn Rand nesse assunto
  • Gustavo Sauer  05/02/2013 23:21
    Eu pensei que esse texto fosse de Human Action. Não consegui abrir o link do livro citado no artigo.

    Certo dia, assistindo uma palestra sobre divisão do Pará em vários estados, uma professora de letras pediu o microfone para falar que a melhor forma de analisar um argumento era analisando a pessoa que fazia o argumento. Citou inclusive um filósofo famoso que não recordo o nome - provavelmente outro grande polilogista.
  • Raphael  13/11/2017 03:19
    ad hominem nao deixa de ser falacia mas eh figurinha carimbada nas discussoes brasil a fora
    pelo menos quem sabe o que eh nao tem problema nenhum em expor o interlocutor pelo uso do recurso
  • Igor  15/11/2017 23:25
    Então, o ad hominem nem sempre é falácia: ele somente o é quando o fundamento do argumento é baseado no ataque ao interlocutor (e é o que acontece na maioria das vezes). Mas o ad hominem pode ser fundamental para a construção de um argumento, em especial quando se quer expor a parcialidade do oponente (quando ele próprio não faz isto).

    Um caso de ad hominem válido é o camarada que é contra as reformas trabalhistas e é isentão. Você vai discutir o fato dela ser, no fundo, de esquerda, para demonstrar que o discurso dela contra as reformas é enviesado ideologicamente.
  • Gustavo BNG  05/02/2013 23:42
    Este artigo está no meu TOP10 do IMB.
  • Dalton C. Rocha  06/02/2013 00:18
    Para chegar ao poder, Hitler teve de ter o apoio decisivo da União Soviética. Obedecendo a ordens de Moscou, o partido Comunista Alemão se recusou a fazer uma coalizão com os sociais democratas. Convém lembrar também que a primeira exigência que a União Soviética fazia desde 1919, quando o aprtido nacional-socialista ou nazista foi fundado, era de que tal empresa desse dinehiro aos chefões nazistas. O própio Holodomor ( en.wikipedia.org/wiki/Holodomor ) tinha por intenção não apenas exterminar milhões de ucranianos pela fome, mas também forçar uma depressão global, pela queda tremenda dos preços dos alimentos, provocada pela oferta de grãos roubados de camponeses da então URSS, principalmente do Cazaquistão e da Ucrânia.
  • Ari Pereira  06/02/2013 05:27
    Caros,

    Interessante perceber que os comentários optaram por orbitar o marxismo/nazismo...
    Em minha limitada análise não eh isso do que o texto trata. Pelo menos nao em suas entrelinhas.

    Apesar do excelente texto tratar objetivamente do polilogismo, sua inerente inconsistência lógica, temperada magistralmente com os sofismas pseudo-libertarios do Marxismo e Nazismo, o que me chamou a atenção nao foi a excelente aula de "desmascaramento" dos enrustidos sofistas modernos travestidos de ideologias libertárias no caso do Marxismo, ou do esdrúxulo alvará nacionalista promovido pelo pensamento nazista.

    Sem dúvida que o artigo trata de forma absolutamente irrepreensível o Polilogismo que "per si" já seria o suficiente para o questionamento de uma argumentacao, ou seja: corrobar lógica cognitiva com base em berço social ou DNA eh, no mínimo, leviano... Todo o raciocinio doravante ja deveria ser absorvido com restrições. Seja o Marxismo ou o Nazismo, independente da logica cognitiva que aponte, por base polilogista, ja demanda o princípio da cautela e suas reservas.

    De qualquer forma, novamente, parabens pelo artigo, suas explicacoes e aprofundamentos racionais.
    Simplesmente nada a adicionar...

    Porém...
    Esperava que os comentários dos leitores rapidamente ultrapassassem o Polilogismo e seus expoentes apontados.
    Me pareceu que os comentarios giraram em "mais do mesmo". No popular, chover no molhado.

    Esperava ainda que houvessem abordagens mais profundas sobre o que julgo ser, o real motivo da publicação da postagem: inconsistência total de argumentação promovida por pensamentos antagônicos a Escola Austriaca.

    Me perdoem a inadvertida petulância, mas o artigo (pelo menos esta esta publicacao no site), me pareceu ter um viés mais "semeador" do que professoral: abrir os "olhos e ouvidos" das táticas pouco fundamentadas daqueles que por falta de argumentos, desmotivam os entusiastas das ideias austriacas com lógica reversa, digna dos melhores sofistas gregos.

    Seja pelas derrotas históricas desse pensamentos, seja pela inconsistência de seus fundamentos, me admira que tenham sido gerados tantos comentários em cima disso. Notem bem, não estou aqui questionando a legitimidade de discutir esses conceitos, mas me pareceu que o texto foi tão extensivamente abordado, como uma forma bastante simpática (e porque nao dizer bastante elegante), de "adentrar" em uma outra perspectiva: a aversão de outras Escolas Econômicas ao pensamento da Escola Austríaca.

    Ou seja: certos pensamentos sao tao esclarecedores e obvios que passam a ser perigosos e dignos de retaliacao.
    Eh o caso da Escola Austriaca e seus pressupostos: de tão cristalina, deve ser combatida seja com que for o argumento ou mesmo sua falta.

    Eventualmente possa estar errado, claro.
    Mas me ocorreu que o elemento motivador para a postagem (suponho tenha sido do Leandro), não foi nos brindar apenas com o excelente recorte do livro de Mises. Eventualmente, ate mesmo a redação original no livro não tenha como motivo principal o detalhamento academico das bases polilogistas do Marxismo e do Nazismo.

    Em minha avaliacao, tanto a redacao original de Mises, como sua atual publicacao no site tem a profícua e elegante finalidade de desnudar a aversão de muitos economistas e suas "escolas", ao pensamento requintado e bem concatenado de Mises e dos austriacos.

    Minha mãe chamaria isso de tapa de pelica. Já meu pai mais aguerrido, chamaria de táticas de contra-reacao :)

    Independente dos motivos ( se eh que são esses por mim ventilados), uma coisa me parece certa: a Escola Austriaca e seus pressupostos macro-economicos parecem que continuam a ser questionados por mentalidades pequenas e mesquinhas que por falta de argumentos melhores persistem em negar esses fudamentos com base em ladainhas recheadas de sofisma.

    A falta de argumentacao dos adversarios da Escola Austriaca eh tamanha, que optam por medidas desesperadas e desprovidas de logica tal qual o Marxismo e o Nazismo o fizeram de forma tão... polilogista. Os sofistas gregos me parece terem melhor tino intelectual.

    Retomando o raciocínio: porque ninguem aqui comentou esse prisma que me pareceu ser o "pano de fundo" desta postagem?

    Nada contra em discutir os pontos eventualmente positivos ou negativos do Marxismo e Nazismo. Apenas acredito que a discussao seja o destempero intelectual e falta de propriedade que de forma tao contumaz os adversarios do pensamento vanguardista vem perpetrando.

    Nao que essa forma Neandertal de argumentacao seja prerrogativa apenas dos adversarios de Mises. Bom se fosse...

    Mas sinceramente não vi "motivos" para tanta explanação (seja do artigo original, seja desta nova postagem), não fosse uma velada critica ao raciocinio bovino impetrado por intelectuais comprometidos com suas conveniências acadêmicas em detrimento do esforço que envolve ver o "novo" como algo pelo menos digno de consideração.

    Inteligente e muito elegante foi a forma de abordar a questao. Porem de tão sutil, todos passamos a discutir a métrica do samba em vez de aprofundarmos na afiada, sutil e velada critica nas entrelinhas da poesia...

    Confere Leandro?

    Em tempo: nao preciso gostar da Escola Austriaca.
    Mas por forca de coerencia nao posso deicar de admirar sua lógica e pressupostos fundamentados.

    Perdao pelos eventuais erros de acentuacao.
    Coisas de iPad.


    Saudacoes socráticas,

    Ari

  • Leandro  06/02/2013 09:08
    Muito bom, Ari. Parabéns pela argúcia.

    Abraço!
  • Pedro  06/02/2013 13:16
    Ari,
    é ótimo focar a ciência das idéias dos austriacos e apontar as falhas lógicas e o método do embuste-científico (pseudo) dos seus críticos. Para quem interessa-se unicamente pela eficiencia econômica como avalista moral a abordagem com realce na economia é válida e completa. Contudo, aquilo que levou as idéias socialistas, marxistas ou mesmo cristãs (astucia dos romanos) ao topo da politica não foi e não será a eficiencia econômica. Fosse assim e as idéias socialistas já estariam mortas há décadas ou séculos, milênios talvez; mas aquilo que esta ao alcance de todos e que as idéias socialistas de todos os tempos focam - todas as ideologias que por coincidência sempre preconizam o Poder absoluto para uma hierarquia de líderes distribuidores de manás gratuitos como "justissa çosial" e arbitros morais com base no conjunto de idéias para atingir um pretenso fim salvador - é exatamente o foco moral, como se a tal "justissa çosial" fosse efetivamente justa apesar de sua subjetividade conveniente a uma classe ou mais precisamente uma hierarquia de lideranças arbitrárias, totalitárias com a pretenção de impor suas vontades ou caprichos a todos sob seu, então, dominio.

    Ou seja, o apelo econômico das idéias socialistas totalitárias se funda sobretudo na pretensa justissa çocial apregoada justa. Ou seja, a idéia é que a justiça é antes de tudo "justiça material", dela originando-se a preconizada justa moral. Ou seja, aquilo que focam é mesmo a moral a ser seguida, a moral que valoriza o individuo no meio. É a moral a maior ambição, é o apoio comunitário a ambição de firmar uma moral e não o conforto material. O socialismo se vale da preconização moral, na forma da alegada justiça social, para reivindicar uma imposição material conveniente à hierarquia estatal literalmente exploradora, pois nada troca espontaneamente, mas efetivamente EXPROPRIA.

    - o tal comunismo strictu senso é uma impossibilidade não só pratica como sobretudo teórica, basta tentar formula-lo em funcionamento, pois só mesmo pode ser qse possivel se através da magia divina promotora da absoluta fartura de tudo, da oferta infinita. Mesmo assim, como esplicitado por Nietzsche: "não há dois terrenos iguais" e mesmo como se faria a divisão das terras com o aumento demografico? ...o que se tem que fazer é DERRUBAR a pretensa base teórica deste embuste ideoológico que apenas visa justificar o Poder DESPÓTICO de grupos organizados e hierarquizados sob uma ideologia conveniente e fraudulenta. A desmoralização do besteirol ideológico moral é mais eficiente e acessivel que a complicada desmoralização técnica.

    Abs
  • Filosofo Chato  16/03/2013 05:36
    Nietzsche se reviro na tumba agora. Tal filosofo era avesso ao socialismo tanto quanto era a democracia liberal, julgava ele serem filhas do mesmo pai. Seu humanismo esta relacionado com desejo de superação, algo próximo do humanismo da renascença , e com modelos aristocráticos clássicos de virtudes. Este negócio de dar as massas de forma mais barata e eficiente como fala seu Ludwig para Nietzsche seria como reafirmar novamente valores cristãos, uma nova forma de sedução da média e dos fracos. Algo que o Marxismo tb faz ao pregar a igualdade.
  • Observadora  28/08/2014 19:50
    Muito bem, Senhoras e Senhores!

    O texto do Mises mostra perfeitamente bem como as bases que sustentaram a lógica nazista, e não menos importante salientando sua inspiração marxista, são na mais gentil das opiniões, simplesmente ridículas. É cômico, apesar de trágico, que no quesito lógica, o melhor que essas pessoas conseguiram foi se cercar de argumentos prontos que visavam somente encerrar a discussão.

    Mas, aproveitando o gancho do Pedro, e no quesito moral? Digo isso porque, dada a sua relatividade, nem sempre a moral que for a "mais" lógica é a vencedora. Existe no interior do indivíduo uma outra força, a fome, que não obstante à lógica ou à moral, também age influenciando raciocínios e escolhas. Seja ela no sentido literal, mas aqui principalmente metaforicamente falando, se de alguma forma essa "fome" não for diagnosticada e combatida, a simples exposição do adversário à ridicularia e descabimento de seu raciocínio não será suficiente para efetivamente fazê-lo tomar uma melhor posição. Ou seja, dificilmente esse impasse será resolvido a favor da moral e da lógica se elas não tiverem uma proposta mais atraente que, seja lá qual for, essa "fome".

    E você, caro(a) colega leitor(a), não hesite em me alertar e me corrigir se eu estiver escrevendo muito absurdo. No caso de ninguém se manifestar será interpretado, por mim, como um educado: "Sim, você pode ter alguma razão! Você pode estar certa! Vou ponderar sobre sua colocação."

    Independente de qualquer coisa, muito obrigada e até a próxima.
  • Leigo  13/11/2017 11:09
    Muito bom o comentário do Ari. Explicitou um ponto importante, devemos nos vigiar sempre para não cair no polilogismo. Abraços.
  • José R.C.Monteiro  06/02/2013 10:13
    Saudações, perfeito, desqualificar o interlocutor, argumentum ad hominem,técnica usada por alguns.
  • Felipe Donadi  06/02/2013 13:54
    Essa teoria de Marx pode ser resumida em uma frase: Quando não dá pra desqualificar o argumento, desqualifique a pessoa.
  • Wilian Delatorre  06/02/2013 17:06
    Percebo sempre no discurso dos marxistas uma tentativa inescrupulosa de desqualificar o empreendedor ou o empresário e sempre colocando o funcionário/trabalhador no papel de vítima. Na época das caçadas pela sobrevivência como viveria um marxista?

  • Camarada Friedman  07/02/2013 00:18
    Eles chamam essa época de comunismo primitivo, a luta de classes nasce com o surgimento da família e da propriedade privada. Por isso no comunismo pleno a família seria abolida e todas as mulheres seriam transformadas em prostitutas:

    Esse movimento que tende a opor a propriedade coletivizada à propriedade privada se exprime de uma forma completamente animal quando contrapõe o casamento (que é, evidentemente, uma forma de propriedade privada exclusiva) à coletivização das mulheres: quando a mulher torna-se uma propriedade coletiva e abjeta. Pode-se dizer que essa idéia da coletivização das mulheres contém o segredo dessa forma de comunismo ainda grosseiro e desprovido de espírito. Assim como a mulher deve abandonar o casamento em prol da prostituição geral, o mesmo deve acontecer com o mundo da riqueza, o qual deve abandonar sua relação de casamento exclusivo com a propriedade privada para abraçar uma nova relação de prostituição geral com a coletividade. - Karl Marx



    (ARRUMA O FEED RSS PELO AMOR DE DEUS)
  • Felipe Donadi  07/02/2013 04:16
    "Dessa forma de comunismo ainda grosseiro". Como se existisse um "comunismo muito fino"... Comunismo não passa de uma forma forçada de ver o mundo, onde o rabo balança o cachorro. Do mais, Marx tem até hoje o respeito do mundo acadêmico porque existem interesses maiores que ele esteja certo. É um totalitarismo justificado; profissionalizado.
  • Eduardo Bellani  25/05/2013 13:31
    Pra que se interessar, achei esse artigo de um indivíduo atacando Mises pessoalmente.

    A luta de idéias continua.

  • Maurício  25/05/2013 13:59
    Deixa gemer. É só isso que sabem fazer.

    Quanto a ser "absurdo" comparar socialismo com nazismo, concordo: é um absurdo para o nazismo, que foi bem mais módico que o socialismo na produção de cadáveres.

    O que os nazistas copiaram de Marx

    Por que o nazismo era socialismo e por que o socialismo é totalitário


    P.S.: avise ao elemento que ele errou nos números. A própria esquerda chilena afirma que o número de mortos no Chile foi de 3 mil e não de 30 mil (este número é o da Argentina). Desnecessário dizer que qualquer milico da América Latina é Madre Teresa de Calcutá comparado a qualquer socialista europeu e asiático.

    P.S.2: Ditaduras, relativismo moral e a necessidade de métodos brutais para se atingir o socialismo
  • Carlos  26/08/2014 14:33
    Excelente artigo, complemento de outro que merece ser relido,"A falácia do Polilogismo"

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=283
  • Paulo Junqueira da Costa  26/08/2014 15:26
    Excelente artigo, como muitos constantes neste site. Este "pensamento coletivo" é latente em nossas terras. Negam com todas as forças qualquer realidade que vá contra o pensamento do partido. Segregadores por definição, tanto marxistas quanto nazistas (e fascistas também). 1984 em curso?

    Sobre a etimologia da palavra "polilogismo", algum colega poderia ajudar? Ao que me parece é um neologismo criado para explicar o conceito, que foi bem explicado pelo artigo. É uma palavra de origem estrangeira?

    Abraço a todos.
  • Fábio Alejandro  26/08/2014 18:25
    Sem querer trollar, mas este site tem um compêndio de críticas ao pensamento libertário e muitas delas me parecem fazer sentido - inclusive há vasta literatura indicada:

    world.std.com/~mhuben/faq.html
  • Carlos Prado  26/08/2014 19:13
    Este artigo não tem nada a ver. Está todo escrito sobre uma lógica burguesa não-ariana; por isso o autor não é capaz de entender como funciona o polilogismo e porque este pensamento binário de inferências válidas e inválidas não funcionam para refutar o polilogismo. Se o autor não tivesse uma ideologia burguesa não-ariana veria claramente porque o polilogismo é mais que lógico.
  • Estevam  26/08/2014 19:19
    Li na wikipedia que até Auguste Comte disse "Tudo é relativo, eis o único princípio absoluto".
    Relativismo auto refutante e autoritário, pois anula o raciocínio exceto de quem afirma.

    pt.wikipedia.org/wiki/Comte

    O polilogismo reflete exatamente o que eu chamo de chaveamento, ON/OFF.
    A verdade existe - ON, a verdade não existe - OFF.

    ON - São dogmáticos enquanto doutrinam novos convertidos.
    OFF - São relativistas quando começam a ser refutados.

    Quem entrega seu carro ao mecânico que diz que não importa a forma de consertá-lo?
    E quem entrega a direção de um país a alguém que não sabe o resultado de uma revolução?

    Sofismas em nível máximo.
  • Gustavo Ramos  26/08/2014 21:48
    Mises como sempre uma leitura deliciosa, esclarecedora e edificante. Não deixem de ler "Análise Dialética do Marxismo" de Mário Ferreira dos Santos.
  • Emerson Luis, um Psicologo  31/08/2014 20:34

    Todos os coletivistas defendem o polilogismo. Por exemplo, se um homem critica o feminismo, as feministas replicam que ele não tem autoridade ou capacidade para analisar essa ideologia porque ele não é uma mulher; mas se uma mulher critica o feminismo, elas a acusam de ser alienada ou traidora do seu gênero.

    * * *
  • Diego  14/10/2014 19:33
    O marxismo afirma que a forma de pensar de uma pessoa é determinada pela classe a que pertence... Tá mais do que explicado então... No Brasil a ignorância reina absolutamente...
  • Ninguem Apenas  11/11/2017 22:14
    Infelizmente o socialismo é muito sedutor, quando não atrai pela ideia do fim da desigualdade social e por pensar no pobre, ele atrai pelo cientificismo.

    Acaba sendo uma lógica que cientistas e pessoas inteligentes nas áreas técnicas possuem facilidade de aceitar, quando olham o mundo como é atualmente, pensam que o planejamento científico correto das instituições corrigiriam os problemas, olham o mundo como um caos anárquico.

    Eu falo isso porque já acreditei na ideia do planejamento central inteligente, mesmo nunca tendo apoiado o comunismo.
  • Enxugando Gelo  12/11/2017 09:21
    Um exemplo é a piada racista do William Waack, que tenta colocar as coisas erradas de acordo com raça ou classe social.

    O racismo é pregado quase todos os dias pela imprensa, fazendo matérias que chamam as pessoas pela raça ou pela classe social.

    A esquerda sempre ignorou indivíduos, resultando em matérias jornalísticas que nem falam o nome do indivíduo. Eles chamam as pessoas pelo nome da classe e esquecem que as pessoas possuem nomes.

    Eles sempre taxaram as pessoas pela raça ou classe social, esquecendo completamente as características próprias de cada indivíduo.
  • Didi  12/11/2017 13:11
    EIS QUE SURGE NO CENÁRIO O XICINISMO, XI JINPICARETA NÃO SE FEZ DE ROGADO E ESTÁ BARBARIZANDO MAIS QUE NUNCA, VAI DAR TILT??

    Dada a personalidade todo-poderosa de Xi, o sistema político da China reverteu para um sistema patriarcal-patrimonial - uma forma de governança em que o poder é o líder do tipo imperial e não com as instituições. O sociólogo Max Weber identificou isso como patrimonialismo "tradicional" e "feudal" - como o partido no poder ou a monarquia se torna dominado hegemonicamente por um único governante, ao invés de institucionalmente disperso em uma burocracia meritocrática e emancipada. O domínio total de Xi do partido, do estado e do militar personifica o patrimonialismo de Weber.

    www.scmp.com/comment/insight-opinion/article/2115025/under-xi-jinping-return-one-man-rule-china
  • Christian  12/11/2017 18:16
    O nacional socialismo é um sistema ultrapassado, e não funcionaria mais nos dias atuais, embora muitos insistem com essa ideologia. Muitos usam argumentos de Nietzche para justificar o nacional socialismo, mas Nietzsche vai muito além do nacional socialismo. Eu demorei pra entender Nietzsche, hoje em dia cada vez mais gosto da filosofia de Nietzsche. Vai muito além da visão superficial do ser superior oprimindo o mais fraco, que os reacionários em geral pensam. Nietzsche é a morte como suicídio, em oposição a morte como acidente, algo extremamente dificil de ser alcançado, e é o tipo de pensamento que mais vai contra o sistema materialista vigente no mundo, pois é um pensamento que tira o homem da realidade, podendo se tornar ate loucura.
  • Didi  12/11/2017 18:19
    E falando em Xicinismo...


    Bao Tong, o mais alto funcionário do Partido Comunista a ser encarcerado por simpatizar com os protestos da Praça Tiananmen de 1989, até hoje rigorosamente vigiado pelo despótico PCC tece duras críticas ao presidente Xi, que ele descreve como um "hard-liner" e um retorno para Mao Zedong.

    No mês passado, o Partido Comunista consagrou o nome de Xi em sua constituição, uma vez que lhe concedeu mais cinco anos de poder: o pensamento de Xi Jinping agora está ao lado do Pensamento Mao Zedong e da Teoria Deng Xiaoping no cânone ideológico do partido.

    "É chamado de Pensamento Xi Jinping, o novo pensamento, mas são apenas ideias antigas, não idéias novas", disse Bao. "Ideias como 'o partido leva tudo' - são citações exatas de Mao Zedong. Por que chamá-los de novas idéias? "

    Bao conhece muito bem a loucura que pode ser desencadeada quando um homem se eleva ao poder absoluto sobre o povo chinês, e quando as autoridades estão com muito medo de lhe dizer quando ele está errado.


    https://www.washingtonpost.com/world/asia_pacific/chinas-all-powerful-leader-should-heed-the-lessons-from-history-former-official-says/2017/11/09/22e7987a-c39a-11e7-a441-3a768c8586f1_story.html?utm_term=.5cb5ad63b763
  • Privatiza tudo!  12/11/2017 19:54
    Existe alguma estatal boa? Qual estatal é a mais eficiente do mundo? Ou melhor, qual das estatais é a menos pior rs rs?

    Nasa? BBC?

  • Humberto   12/11/2017 22:20
    Defina "boa" e defina "eficiente".
  • Privatiza tudo!  14/11/2017 02:36
    Estatal boa e eficiente em relação as privadas.

    A BBC ou a Nasa seria um exemplo?

  • Felipe  14/11/2017 11:43
    A NASA torra dinheiro do contribuinte para ficar mandando robozinho pra Marte. Até agora, nada disso se converteu em benefício para a humanidade.

    No entanto, vou fazer um elogio. Os políticos americanos são mais sagazes que seus congêneres brasileiros. Eles ao menos sabem que burocratas decidindo não são uma boa para a ciência. Boa parte do desenvolvimento atual da NASA é feito a partir de empresas privadas e centros de pesquisa descentralizados.

    De resto, se as pessoas estivessem dispostas a consumir voluntariamente as criações da NASA, elas fariam doações em uma quantidade ainda maior que do que a agência recebe hoje em impostos. Até hoje, as poucas tecnologia da NASA para nosso mundo são muito caras, como aqueles travesseiros ortopédicos.

    A NASA passará a ser extremamente útil quando ela voltar a enviar burocratas para a lua, como fazia no final da década de 1960, em uma viagem só de ida.

    A NASA é tão motivo de orgulho quanto a Petrobras.
  • Privatiza tudo!  14/11/2017 22:26
    E a BBC? Estatal inglesa, não é outro exemplo?
  • Hans Kennedy  12/11/2017 22:33
    /Off Topic
    Bom dia, pessoal
    Há um tempo, lembro-me que li um artigo sobre direitos autorais de livros na Alemanha, mas já não encontro mais. Alguém poderia mandar o link?
  • Vitor  13/11/2017 11:33
    Creio que você esteja se referindo a este aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2274
  • Hans Kennedy  13/11/2017 22:44
    Obrigado, mas não era esse artigo... Era um que citava os camponeses alemães.
  • Luiz Moran  13/11/2017 09:09
    O Iluminismo que desencadeou a sangrenta Revolução francesa, transformou o mundo numa latrina socialista que possibilitou o surgimento de figuras nefastas como Karl Marx e seus discípulos assassinos: Lênin, Stalin, Mao, Pot, Fidel, Maduro, gordinho coreano, FHC-Lula, e similares.

    Hoje, na China temos um lider maoísta e na Russia um lider stalinista, ou seja, a tirania socialista está mais viva do que nunca.

    A nossa sorte é que a abortista Hillary perdeu as eleições.
  • Gustavo  13/11/2017 13:01
    Trazendo para os dias atuais: quando me falam que não posso comentar política/economia porque sou branco, hétero e não sou pobre (miserável), é uma demonstração de polilogia da esquerda?
  • Enxugando Gelo  13/11/2017 13:50
    Essa teoria marxista é coisa de maluco.

    Eles não querem estado, mas precisam inchar o estado ao máximo para conseguir isso.

    A luta ideológica vai ser mais difícil, quando os comunistas resolverem acabar com o estado.

    Como a teoria Marxista dominou a esquerda, isso nunca vai acontecer.

    Eu nunca vi um comunista querendo comunismo aqui e agora. Eles travaram na teoria do Marx.

    Os proletários nunca conseguiram comandar os meios de produção. Uma prova são as cooperativas de trabalhadores e produtores, que nunca conseguem um marketshare considerável. As cooperativas não funcionam nem com ajuda do capitalismo.
  • Igor  15/11/2017 23:55
    Existem cooperativas que dão certos (ou pelo menos vivem por muito tempo), como, por exemplo, Aurora Alimentos e Unimed. Mas todas elas são baseadas na concepção capitalista, ou seja, nada de idéia de "mais valia", de divisão igual dos lucros, de tratar trabalhador assalariado como oprimido ou quaisquer baboseiras marxistas.
  • Ivan  16/11/2017 00:07
    Exato. Cooperativas são arranjos voluntários, não-coercitivos, guiam-se pelo sistema de preços livres, visam ao lucro e, acima de tudo, os meios de produção são propriedade privada de seus donos (nem você nem eu temos qualquer poder sobre os meios de produção de nenhuma cooperativa).
  • Capitalista Opressor  13/11/2017 14:00
    Dúvida:

    O Gramsci e o Herbert Marcuse refutaram Marx ?
  • Humberto  13/11/2017 16:43
  • Igor  15/11/2017 23:42
    Em tese, todos os marxistas revisionistas refutaram Marx, por mais paradoxal que pareça. Afinal, eles ainda enquanto marxistas viam que a ideologia não corresponde à realidade. Só que continuavam marxistas e iam adequando as narrativas. E tem os sociais-democratas reformistas, em especial Eduard Bernstein, que não só refutam Marx, como também reconhecem a importância e o avanço do capitalismo. Não é à toa que não se encontra uma edição em português da obra de Bernstein... rsrs
  • Capital Imoral  13/11/2017 16:42
    Como os Nazistas e o Islã colocam em xeque a doutrina neoliberal

    Segundo diversos intelectuais do movimento liberal e alguns do âmbito conservador; a liberdade de expressão seria irrestrita, portanto, qualquer pessoa teria liberdade para criar qualquer doutrina; seja religiosa, politica, ou de gênero. Segundo eles: "Tudo seria como um livre mercado de ideias, onde a melhor doutrina iria se impor no mundo inteiro". No artigo de hoje vamos entender um pouco mais sobre está questão.

    Talvez a nação que detinha maior poder militar na Primeira e Segunda Guerra Mundial fosse a Alemanha Nazista de Hitler. Mas o real poder não estava no poder bélico; mas na unidade de pensamento que havia naquela nação. Não há dúvidas que havia pessoas defendendo que era um absurdo matar Judeus, que era um absurdo fazer guerras, que era um absurdo defender o livre mercado enquanto os pobres morriam de fome. Mas quem disse que a unidade intelectual e social permitia que essas pessoas pudessem ter voz? Sim, elas falavam, mas ninguém ouvia. Era como se a palavra entrasse por um ouvido e saísse por outro.

    Por que ocorre este fenômeno?
    Este é o fenômeno do "poder doutrinal". Podemos encontrar este fenômeno, nitidamente, na religião chamada Islã; o próprio conteúdo do alcorão vai induzindo a pessoa a ter uma visão de mundo onde não é permitido que outras ideias possam concorrer. Portanto, no próprio âmbito do livre mercado de ideias, haveriam ideias que acabam com o poder de buscar novas ideias. Mas alguém poderia afirmar: "ora, se a ideia fechar a concorrência para outras ideias, logo está ideia, irá cair em descredito." Está afirmação é parcialmente verdadeira, pois ignora o que vimos no exemplo nazista; existe um poder social e cultural, de âmbito territorial, que da mais crédito a uma doutrina do que a outra, independente desta doutrina ser melhor em termos de mercado.

    Mas para não ficarmos apenas na cultura dos países do oriente; vamos pensar por exemplo, nas ideias presentes da Islândia. A Islândia é um pais que melhor adotou as ideias do novo mundo ocidental, ali está presente: A ideologia de Gênero; aborto; liberação das drogas; etc. Este é o pais que está abertamente perseguindo à Igreja Católica; a coisa está ficando tão doida, que eles estão praticamente criminalizando o uso de um Crucifixo dentro da própria casa. De fato existe uma Igreja, mas é uma igreja de mentirinha que serve somente ao momento cultural daquele pais. É importante lembrar também que a Islândia erradicou a síndrome de Down na base do aborto [1]. Vemos aqui novamente o poder territorial tendo influencia nas troca de ideias. Mesmo que este pais pregue abertamente a "liberdade de expressão".

    Conclusão
    O problema do pensamento neoliberal está no fato de que ideias sofrem influencias de território; portanto após sofrerem influencias, essas ideias, podem nos prender de tal modo à determinada ideologia, que acaba matando à própria possibilidade de livre concorrência.

    {1} O modo perturbador como a Islândia está "erradicando" a síndrome de Down: https://padrepauloricardo.org/blog/descubra-o-modo-perturbador-como-a-islandia-erradicou-a-sindrome-de-down

    Capital Imoral é filosofo, escritor e já refutou Mises.
  • Primo  13/11/2017 22:17
    "Este é o fenômeno do "poder doutrinal" " [Capital Imoral, 13/11/2017 16:42 refutado filosofo e escritor]
    É logico que existe um poder doutrinador pela ideologia predominante, isso irá acontecer com qualquer que seja a ideologia. Se o "poder doutrinal" é um atributo natural da sociedade humana, ora, porque não apoiar uma ideologia de maximização dos recursos escassos? O nada nos já temos, não faz sentido lutar por uma ideologia para se atingir o nada. Como em ambos os casos temos que lutar, lutemos para ter alguma coisa. Agora, como deve ser balizada a questão moral, é um problema que a própria sociedade deve decidir no seu tempo da forma mais transparente possível.
    Os porcos sempre serão porcos, não é porque colocaram vestes, que deixarão de ser porcos.
  • Christian  15/11/2017 20:38
    O mundo sempre um lugar opressivo, onde o mais forte elimina o mais fraco, e nenhuma utopia política poderá mudar o mundo.


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