
Ou seja, todos os países exportam incopetência... Responder
Se possível, gostaria que pudessem fazer um comentário da atual política econômica japonesa, que tem planos de depreciar o Iene, e mais uma vez está indo para o caminho keynesiano de "gastança para girar a economia."
Lembro que no ano passado, teve um artigo aqui no Mises, que falava muito bem do Iene. E atualmente? Responder
Dinheiro ou crédito entesourado, que não se gasta, não é riqueza, mas apenas pretensa potência.
Uma comparação é alguém produzir alguns bens em sua empresa e vende-los aos demais, recebendo destes varios cheques. Porém, resolve que não vai descontar tais cheques porque não deseja comprar nada de ninguém e com isso dar seus créditos (obtidos com o fornecimento de seus produtos) a estranhos, imaginando que possuir créditos contra outros é riqueza. Claro q no caso de um pais, as facilidades para exportação permite que haja venda de bens e serviços produzidos, recebendo-se moeda estrageira que é usada no exterior ou mesmo trocada por moeda local ou bens e serviços. Ocorre que a exportação sem uma efetiva contrapartida de uma troca, apenas mantém assalariados empregados, porém estes assalariados apenas dividirão os bens e serviços disponiveis, já que aquilo que produzem e exportam não fica disponivel para consumo local e nem mesmo é remunerado com a contrapartida da importação. Ou seja, obtém-se credito contra produção, pretendendo-se acumular credito sem investi-los em consuo ou produção. É estúpido produzir e fornecer produção a outros sem deles consumir coiwsa alguma. É uma estuopidez que apenas faz dividir o MESMO produto no mercado local por uma maior quantidade de produtores onde uma parte nada coloca direta ou indiretamente a disposição dos consumidores locais. Responder
Permaneço com o seguinte questionamento: Existe um retardo entre uma ação que desequilibra a economia e as contramedidas dos agentes livres que restabelecem o equilíbrio. Este retardo será tanto maior quanto mais regulamentado o país. Caso a moeda nacional se valorize de forma rápida e expressiva, em um primeiro momento ocorrerá uma elevação imediata nas importações e uma queda imediata nas exportações. Por outro lado, os bens de capital importados também ficarão mais baratos, as empresas nacionais poderão adquiri-los e o aumento na produtividade tornará os produtos nacionais competitivos novamente, reequilibrando a situação. Mas isto leva um tempo. Comparando de forma grosseira, na engenharia a inércia explica este retardo entre a ação e seu resultado. Em economia não sei com é tratado. Então, até qe este equilíbrio ocorra, haverá redução nos empregos nas empresas afetadas pelos produtos importados concorrentes e fechamento de empresas? Abrir e fechar uma empresa tem um custo fixo que não é recuperável imediatamente. Como a Escola Austríaca vê esta situação? Obrigado. Responder
"Existe um retardo entre uma ação que desequilibra a economia e as contramedidas dos agentes livres que restabelecem o equilíbrio. Este retardo será tanto maior quanto mais regulamentado o país."
Perfeito.
"Caso a moeda nacional se valorize de forma rápida e expressiva,"
Impossível. Isso não ocorrerá caso a oferta monetária seja estabilizada, que é o que preconiza o artigo. Permita-me citar um trecho de outro artigo, com as devidas adaptações:
O que determina o poder de compra de uma moeda não é apenas a sua oferta, mas também a demanda por esta moeda.
Se o Banco Central brasileiro interrompesse por completo a expansão monetária, de modo que a quantidade de reais na economia se tornasse fixa, tal medida, por si só, não seria nenhuma garantia de que a nossa taxa de câmbio iria se apreciar "de forma rápida e expressiva." Tudo iria depender da demanda (nacional e mundial) por reais. A demanda por moeda pode ser entendida como 'a procura por moeda para se realizar transações econômicas'. Quanto maior o crescimento de uma economia, maior tende a ser a demanda por sua moeda. Ou seja: a demanda por uma moeda tende a ser proporcional ao crescimento da economia daquele país.
Em outras palavras: se o Banco Central brasileiro interrompesse a expansão do crédito no país, que hoje apresenta um crescimento em torno de 18% ao ano, a economia entraria em profunda recessão. Estando em recessão, a demanda (nacional e mundial) por reais deixaria de aumentar (poderia até cair). E isso, por si só, impediria qualquer apreciação no valor do real no mercado internacional. O real não iria se valorizar "de forma rápida e expressiva".
Um exemplo prático desta teoria pôde ser observado no Brasil em 2003. Naquele ano, com a inflação de preços (IPCA) chegando aos 17%, o Banco Central subiu os juros e fez com que a expansão de crédito caísse de 13% para 3% ao ano, uma das menores da história do real (ver o quarto gráfico deste artigo). Isso, no entanto, fez com que o câmbio fosse de 3,70 reais por dólar para apenas 2,80 reais por dólar, sendo que, no primeiro semestre de 2004, o real já havia se desvalorizado novamente para mais 3 reais por dólar. Ou seja, a abrupta interrupção da expansão creditícia daquele ano, longe de gerar uma forte valorização do real, gerou apenas recessão.
"em um primeiro momento ocorrerá uma elevação imediata nas importações e uma queda imediata nas exportações."
Não necessariamente, e pelo motivo explicado acima.
"Por outro lado, os bens de capital importados também ficarão mais baratos, as empresas nacionais poderão adquiri-los e o aumento na produtividade tornará os produtos nacionais competitivos novamente, reequilibrando a situação."
Quando a recessão já tiver terminando e o câmbio estiver começando a se apreciar, correto.
[/i]"Mas isto leva um tempo." [/i]
Sim.
"Então, até qe este equilíbrio ocorra, haverá redução nos empregos nas empresas afetadas pelos produtos importados concorrentes e fechamento de empresas? Abrir e fechar uma empresa tem um custo fixo que não é recuperável imediatamente. Como a Escola Austríaca vê esta situação?"
Em qualquer situação, a abertura da economia irá acabar com aqueles empregos nas indústrias menos competitivas. E isso é positivo. Ao contrário do que o senso comum apregoa, a função de uma economia capitalista não é gerar empregos. A função de uma economia capitalista é aumentar o padrão de vida as pessoas. Empregos em indústrias ineficientes nada mais são do que um desperdício de recursos escassos. Essa mão-de-obra poderia estar sendo mais bem aproveitada no setor de serviços, e o maquinário imobilizado nessa indústria ineficiente seria mais bem aproveitado em outras linhas de produção. David Ricardo e sua teoria das vantagens comparativas já havia explicado isso ainda no século XVIII.
Mesmo que o sujeito seja demitido do setor industrial e vá para o setor de serviços em troca de um salário nominal menor, no longo prazo, por causa da contínua valorização cambial, seu padrão de vida estará maior. Ele terá acesso a bens importados e de qualidade a preços cada vez menores. É essa facilidade de acesso a uma grande oferta de bens e serviços de qualidade que define um padrão de vida.
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Bom dia,
Agora vejo vocês estão tocando num assunto sobre qual penso há decadas e ainda não consegui esclarecer. Como diz o Gary North, é absurdo o que a gente lê nos jornais todo dia de que é necessário depreciar a moeda para obter prosperidade e blá blá blá. Isso sempre suspeitei e tive confirmado ao começar a ler sobre teoria econômica. Mas há uma outra coisa que falta no análise do Gary North:
Vamos primeiro supor que (1) todos os outros países (os inflacionários) tem inflação pura. Ou seja, que os preços de todos os bens aumentam exatamente em proporção à oferta de suas moedas. Suponha também que (2) não há mudanças na demanda por nenhuma moeda. Neste caso, não acontece o que Gary North está dizendo. Nós (que usamos moeda não-inflácionária) não vamos poder comprar mais produtos estrangeiros mesmo que as moedas estrangeiras caem em relação às nossas.
Ou seja, todos os "efeitos" da política monetária têm que resultar na falha das hipóteses (1) ou (2) ou ambos. E é isso que nunca vejo explicado em nenhum discurso sobre o assunto. Na minha imaginação, a hipótese (1) vale "no longo prazo" e portanto não seria possível aumentar as exportações com política inflacionária por longos períodos. Deveria apenas ser possível fazer "choques" até o momento que os preços dentro do país inflacionário começam a acompanhar o aumento de quantidade de moeda. Está certo isso? Sobre a hipótese (2) não sei exatamente o que dizer. Será que o país não inflacionário irá receber mais investimentos? Não está claro pra mim. Parece para mim que a demanda de moeda poderia depender da MUDANÇA NA TAXA DE EXPANSÃO MONETÁRIA mais do que a taxa em si mesmo. Ou seja, as coisas acontecem quando se muda política monetária mas uma política fixa é mais ou menos tão boa quanto a outra. Ou estou viajando? Responder
Suas duas hipóteses são totalmente implausíveis. A hipótese (1), em específico, é impossível de acontecer no atual sistema monetário e bancário. Os preços dos bens e serviços não sobem igualmente e nem muito menos simultaneamente. Tampouco eles variam na mesma direção. No momento, aqui no Brasil, enquanto o arroz sobe 37% ao ano e passagem aérea sobe 26%, aparelhos celulares apresentam deflação de preços. E essa discrepância é assim em todo o mundo.
Quanto à demanda por moeda, ela tende a variar de acordo com a expectativa de inflação. Maior a expectativa, menor a demanda por dinheiro.
Ou seja, não faria nenhum sentido conjecturar hipóteses para este seu cenário, pois ele é totalmente impossível. Mesmo em um padrão-ouro puro, no mais estrito arranjo defendido pelos austríacos, os preços dos bens e serviços variariam de forma distinta.
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Perdão, eu uso hipótese no sentido de um matemático, onde significa algo que se supõe para tirar uma conclusão lógica. Ou seja, a hipótese não é nada que você acredita. Estava fazendo a mesma coisa que Mises faz quando fala da economia estacionária ou "evenly rotating economy".
O que eu tento fazer é dizer que tem algo errado em dizer "eu vou depreciar minha moeda, logo irei poder exportar mais". Isso vale certamente desde que preços dentro do pais que está inflacionando não aumentam. Mas todos nós sabemos que a tendência de longo prazo é que façam justamente isso. Quando isso acontece, as pessoa que trabalham em indústrias exportadoras também vão ter que aumentar seus preços para poderem manter a mesma renda real. E aí não é mais óbvio que eles ganharam algo com a depreciação.
Ou seja, supor inflação pura é uma ferramenta para entender que a lógica dos argumentos que nos sempre ouvimos sobre política monetária (inclusive o do Gary North) estão incompletos. No caso das hipóteses (1) e (2), por exemplo, eles estão furados. Uma explicação dos efeitos das políticas monetárias precisa portanto ser mais sutil. Preços não vão reagir imediatamente ao aumento da moeda, mas também não vão ficar para sempre parados. Mas quando o jornal fala que país A está depreciando sua moeda para exportar mais, ele está implicitamente supondo que os preços nominais dentro do país A (em particular aqueles que serão exportados) se mantém constantes. E isso também não é uma "hipótese" (no sentido comum) nada plausível. Entendeu agora o que eu quis dizer? Responder
Vou ser mais claro ainda com um exemplo. Aqui embaixo, o autor "neodesenvolvimento" diz que "Moeda forte gera excesso de importações e desequilibrio externo sério". Se ele for minimamente sensato ele está querendo dizer algo do tipo "forte em relação ao que era antes" ou algo assim. Ele NÃO pode quer dizer que o valor de câmbio em termos absolutos pode invluenciar algo. Se dois países forem situados em mundos paralelos, identicos em tudo exceto que país Á usa uma moeda representando um grama de ouro e país B usa uma que representa um milligrama de ouro as relações de comércio exterior destes países em seus respective muntos são exatamente as mesmas, apesar de um país ter uma moeda 1000 vezes mais "forte" que o outro. São países idênticos com história econômica idêntica, todos os preços em B são 1000 vezes mais alto, todos os câmbios são 1000 vezes mais altos e todas as pessoas em posse das moedas tem 1000 vezes mais dinheiro em B que em A.
É a mesma história com países que cortam zeros em suas moedas.
Ou seja, tem uma hipótese implícita no raciocínio do "neodesenvolvimentista", pois pensa em forte/fraca COM OS MESMOS PREÇOS. Mas as mesmas políticas que efetuam o valor cambial também acabam efetuando os preços dentro do seu país. É por isso que não tenho certeza de que estes análises são corretos.
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Excelente artigo, depois que descobri o site Mises, vejo as opiniões de economistas e pensadores que buscam uma justiça social, pois sempre gostei das Ciências Econômicas, apesar de não ser economista, mas o Brasil teve o Mário Henrique Simonsen, que não era economista de formação, assim como eu, agora eu posso compreender os verdadeiros fenômenos econômicos e suas manipulações por governos inescrupulosos e incompetentes. Responder
TUDO QUE TEM O NOME "SOCIAL TEM O CHEIRO PODRE DO GOVERNO E DA ALIENAÇÃO!!! Responder
Defendo juro baixo e cambio fixo desvalorizado para estimular as exportações e impulsionar a indústria, que é fundamental para o desenvolvimento. Responder
Sua frase está incompleta. Permita-me completá-la:
Defendo juro baixo e câmbio fixo desvalorizado para estimular as exportações e impulsionar a indústria, que é fundamental para o desenvolvimento da conta bancária dos barões do setor. Responder
Moeda forte gera excesso de importações e desequilibrio externo sério, o que só países com moeda conversivel podem se dar ao luxo de ter. Além disso gera desindustrializaçao, precarização do emprego e desemprego. Responder
Suíça, Alemanha, Japão, Cingapura, Liechtenstein sempre tiveram moedas fortes e sempre foram nações exportadoras. Pela sua lógica, era para elas estarem sofrendo de forte desindustrialização, precarização do emprego e desemprego. Por que isso não ocorreu? Responder
É mesmo? Então me explique o caso da Alemanha, que foi a nação que mais exportou na segunda metade do século XX, tendo a frente o Marco alemão, a moeda mais forte da europa e uma das mais fortes do mundo no mesmo período. No aguardo... Responder
Boa, Huahauhauha!!! Não poderia ter escolhido nome melhor para trollar o povo! Responder
Ainda incompleto, Thames.
Defendo juro baixo porque desconheço o "Bonfire" de capital e recursos equivocadamente alocados e câmbio desvalorizado para destruir o poder de compra de todos em prol da exportação. Responder
A ignorância realmente é uma dádiva! Quanto mais artigos leio aqui, maior a vontade de estripar pseudo-economistas e intelectuais. Responder
Acho interessante termos uma moeda valorizada, mas hoje a maioria das pessoas considera que as exportações proporcionam empregos. Este é o motivo alegado para desvalorizar a moeda. Como ficam os empregos? Aumentando o número de desempregados como vamos comprar os produtos estrangeiros? Ou a perda de empregos não seria significativa o bastante para compensar os benefícios da moeda valorizada? Responder
Acredito que ocorreria a perda de emprego nos setores exportadores, no entanto todo o resto da população pagaria menos por produtos de maior qualidade. Esta economia possibilitaria a criação de poupança que acaba gerando investimentos. Estes investimentos criariam empregos que não necessitam de dinheiro roubado pelo governo para funcionar.
É a mesma coisa com as montadoras do ABC Paulista. Para garantir o emprego de alguns apertadores de parafuso superfaturados o governo se deita com as montadoras. O resultado é que a população paga fortunas por veículos de baixa qualidade (dinheiro que poderia ser investido em novas empresas) e em troca mantemos o emprego de meia dúzia. Enquanto isso poderíamos importar carros de altíssima qualidade com preço muito menor se não fosse a intervenção estatal. Responder
Eu entendo e concordo com tudo que foi dito neste artigo, mas ainda tenho uma dúvida. Como um país que exporta pouco e importa muito paga por esta importação? Se eu não exporto, não recebo, por exemplo, dólares por meus produtos, se não tenho dólares, como vou pagar pela importação dos itens que desejo? Para eu simplesmente comprar dólares, sem vender nada em troca, é preciso que alguém esteja interessado em investir na moeda local. Não levaria muito tempo até a moeda local ganhar "prestígio" e ser vista como bom investimento? Neste meio tempo, como faria para obter dólares? Esta não seria por exemplo a atual situação da Argentina? Que não tem dólares, queda nas exportações e ninguém acredita que o peso argentino tenha algum valor?
Obrigado!
Responder
Rui Alberto continue pesquisando aqui no Instituto Mises Brasil,você não irá se arrepender isso eu posso te garantir,afinal o estado é um manipulador de informações e aqui tudo isso é desmascarado pois,apesar da(des)constituição ser um arremedo de leis eles acertaram ao garantir a liberdade de expressão.Portanto desfrute dessa liberdade ainda que parcial. Lembrando que o Instituto Mises Brasil desmascara o estado com argumentos sólidos,o xingamento fica nos comentários.Um longo abraço. Responder
Uma curiosidade: Se algum economista do mises fosse convidado (ideia pouco provável) para ministro da economia (para dar uma melhorada atual no cenário) alguém aceitaria esse desafio? Sei que o ideal seria a extinção do BC brasileiro, mas o que poderia ser feito a curto ou médio prazo para dar mostras práticas de que conceitos liberais são o melhor caminho para qualquer economia (a exemplo do que fez Ludwig Erhard na economia alemã dos anos 40)? Responder
olá, estou sempre acompanhando os artigos postados, estudo economia por hobby, por favor se puderem me esclareçam uma dúvida. As desculpas que vejo pelo no jornal para a desvalorização da moeda é o incentivo a exportação, no caso das importações superarem as exportações, as reservas de dólar do país ficam comprometidas (lembram do início do plano real?), quais as reais consequências desta saída de moeda estrangeira do país e se justifica o que o governo anda fazendo para manter as reservas, obrigado Responder
As reservas internacionais estão hoje em um nível maior do que as contas-correntes e a contas-poupança. Isso significa que mesmo se todos esses reais fossem convertidos em dólares e fossem exportados, ainda sobrariam dólares.
Crise no balanço de pagamentos e escassez de reservas internacionais é um problema que acomete apenas países de câmbio fixo com moeda sobrevalorizada -- exatamente como ocorreu com a Argentina, que tinha a paridade cambial (1 peso valia 1 dólar), mas continuou expandindo desmedidamente a oferta de pesos. Se a taxa de câmbio é fixa mas você expande a oferta monetária, então a renda nominal das pessoas aumenta. Isso se traduz em maiores importações e consequentemente em esgotamento das reservas internacionais.
Em país de câmbio flexível, a quantidade de reservas internacionais não é problema algum. O governo acumula reservas apenas para subsidiar os exportadores.
Artigo recomendado:
www.mises.org.br/Article.aspx?id=1294
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Com US 4.035 bi de déficit em janeiro/13, e os brasileiros torrando no exterior, CCOMO que as reservas cambiais continuam aumentando? Empréstimos ou investimentos? Responder
O Brasil mais uma vez INOVA ao praticar o mercantilismo sem ao menos ter uma pauta de produtos industrializados para vender lá fora... Nossa moeda é depreciada não para ajudar a vender alguma coisa lá fora, mas simplesmente para manter os brasileiros longe dos produtos dos outros. Responder
Caros,
Faltou o artigo citar que, ao se economizar dinheiro pagando por importado mais barato, essa economia pode ser gasta com outros produtos (o que estimularia outros setores econômicos), ou poderia ser canalizada para investimentos (antes inviabilizados por falta de poupança), o que tb estimularia outros setores da economia, gerando emprego e mais renda. Por outro lado, empresas podem importar insumos mais baratos e baixar seus custos de produção, podendo competir melhor tanto no mercado doméstico quanto no exterior. A Embraer é um exemplo que ilustra bem este último fato. Importa mais da metade de seus insumos (ainda que com câmbio desfavorável) e consegue fabricar um produto competitivo internacionalmente (agora já está começando a competir com a Boeing e Airbus), mesmo com alto custo Brasil.
Alguns poderiam achar que a agricultura nossa seria prejudicada, mas creio que nem ela, pois hoje nossas máquinas agrícolas (maior determinante da produtividade) custam três vezes mais do que nos EUA. Além disso, teria a competitividade gerada pela importação de vários outros insumos mais baratos (fertilizantes, sementes etc).
Esse é, portanto, o caminho.
Responder
Fazendo uma analogia com uma família, ou com um indivíduo Exportar mais do que importar não seria a mesma coisa de ganhar mais e gastar menos? Ou seja economizar? Responder
Não. O arranjo é totalmente diferente. Não faz sentido a comparação. Uma coisa é uma família; outra coisa é uma nação e seu pequeno grupo privilegiados, os exportadores. Os benefícios em cada caso são distintos.
Uma família que ganha mais do que gasta está poupando para o seu futuro, algo que lhe permitirá uma maior qualidade de vida.
Já um país que manda para fora o que produz e recebe em troca pedaços de papel que ficarão nas mãos apenas de um ínfimo grupo de privilegiados (os exportadores) não está de modo algum aumentando o padrão de vida de sua população. Pelo contrário: está diminuindo. A oferta de bens aqui dentro está caindo, seus preços estão subindo e não se pode importar nada de fora. Década de 1980.
Se as importações fossem liberadas e o governo deixasse o câmbio apreciar, aí sim as exportações gerariam contrapartidas benéficas para a população. Porém, o atual arranjo, em que todas as benesses ficam com os exportadores e o restante da população fica apenas com a fatura, não tem nada de positivo para os cidadãos.
Responder
Não foi comentado que, além de todos prejuízos de uma moeda desvalorizada para a população, ainda existe a dita 'renúncia fiscal' na qual, para favorecer exportadores, as isenções de impostos e juros subsidiados, são práticas. Assim, além dos benefícios financeiros diretos, existe a engenharia contábil.Sim, são verdadeiros engenheiros e arquitetos trabalhando para não pagar impostos. Aproveitando o gancho, abro para discussão para os amigos deste site, uma questão: alguém sabe o porquê do arranjo tributário, feito para a indústria automobilística, entre Brasil e Argentina ? Exemplo: Um motor diesel fabricado em Canoas (Porto Alegre)viaja até a Argentina e ingressa com direito a todos diferimentos, isenções, créditos, pelo preço de 1/3 do valor nacional. Lá é montado em uma camioneta e retorna ao Brasil. Aqui a camioneta é vendida por preço 50% superior à Argentina. Sei que o lucro destas montadoras é assombroso aqui no país da(os) Banana. Mesmo assim o setor ainda é beneficiado com redução de IPI. Este assunto é para se aprofundar. Por conta de ditas exportações fictícias, este e outros setores, estão fazendo uma farra ( nunca vista antes na história deste país) . Responder
Não exatamente. A única vantagem real de exportar é conseguir divisas que serão usadas para importar bens e serviços. Não existe outra utilidade, visto que os bens estão saindo do país, tornando-os mais escassos para a população local. Se você exporta bens que possuem alta oferta e importa bens escassos, a população sai ganhando.
Imagine que você tenha uma padaria e que a família toda trabalha nela. Neste contexto, você vende os pães para adquirir "divisas" que serão usadas para comprar outros produtos que a sua padaria não produz, como é o caso de roupas.
Agora, teríamos um problema se a padaria não for eficiente o suficiente, de maneira que, por causa do forno sucateado que gasta muito mais gás que o necessário, a má localização da padaria, bem como problemas de administração, fazem com que o pão saia do forno com um custo acima do preço de mercado. Em um arranjo normal, a padaria fecharia e os integrantes da família iriam procurar outros meios para arranjar as divisas, como arranjar um emprego ou mudar de ramo. Poderiam talvez comprar um forno novo, ou eliminar desperdícios.
Mas imagine que o dono da padaria resolve adotar medidas protecionistas para reduzir artificialmente o preço do pão. O salário pago à família é reduzido, abaixo dos valores de mercado. Se você resolve comprar algum bem fora da padaria, como um camiseta nova, precisa pagar ao dono da padaria um "ágio" ao entrar com a camiseta nova. E se você comprar algum bem que possa concorrer com os bens que são produzidos na padaria, como um sonho vendido por um daqueles carros com alto falantes, você precisa deixar com o dono da padaria uma porcentagem muito maior sobre o valor do sonho. E você não tem a opção de mudar de emprego.
Neste contexto, não tem como dizer que o padrão de vida da família está aumentando. Os pães seguem sendo vendidos, mas boa parte dos custos de produção são arcados pela família. É isso que o governo faz. Quando coloca impostos protecionistas em bens importados e desvaloriza a moeda, o que está fazendo na prática é dividindo com a população os custos de produção dos bens exportados. Você está ajudando uma fábrica chinesa a adquirir aço a um preço menor do que o produtor de aço brasileiro consegue produzir, arcando literalmente com uma parte destes custos. Responder
Giovani,
Também quero entender melhor pq carros aqui são tão mais caros, mesmo depois de tirar impostos aqui e lá fora. Então, a componente maior que explicaria essa diferença não é tributária. A FGV já fez estudo, mostrando que concessionárias e montadoras têm lucros mto altos aqui, especialmente por causa de uma tal lei Ferrari, a qual impede maior concorrência, principalmente entre concessionárias. No entanto, não sei qual a racionalidade dessa lei, nem em que consiste. Alguém sabe explicar? Imagina qtos outros setores poderiam ser estimulados com gastos economizados na compra de carros! Vendem-se quase quatro milhões de veículos novos por ano no Brasil. Supondo-se que seus preços poderiam ser a metade do que são, e que têm preço médio de R$ 50 mil, poderíamos então economizar R$ 100 bilhões por ano na compra de carros. Isso representaria coisa de 2,3% do PIB, mais do que o investimento público. Vejam só o potencial, quantos outros setores não poderiam florescer no país com esse dinheiro! Responder
Antonio, a engenharia contábil dos fabricantes é o grande motivo da usura nos preços nacionais. Os concessionários, que tem na Lei Fernando Ferrari uma salva-guarda contra a força da ANFAVEA, não são os vilões de estória. Os culpados somos nós,na medida que não fazemos nada e não nos mobilizamos para nada. A coisa é tão escancarada que já presenciei várias cegonheiras levando carros da Citroen, Peugeot, Renault, sem nenhuma identificação do modelos deles. Na Argentina, colocam o adesivo do modelo, tapetes e calotas, e retorna ao Brasil com preço 100% maior. É isto que acontece no Brasil. Não precisa competência industrial, apenas um 'jeitinho' contábil resulta em lucros usurários para estes. O tal MERCOSUL, foi a maior furada para nossa economia, pois além de prejudicar quem produz honestamente aqui, beneficia de forma criminosa o setor automobilístico. Responder
Hoje, o dolar no oficial deu R$1,98. Uma calamidade para quem exporta. Exportação cria desenvolvimento e empregos no setor privado. Responder
Realmente, uma calamidade. Vamos todos morrer de inanição! Responder
A tese de que nações ricas são mais ou tanto quanto protecionaistas em relação às nações emergentes é um engodo. As nações emergentes tributam muito mais as importações que as nações desenvolvidas, é só pesquisarem sobre impostos e sobretaxações a importados em diversos países para se constatar isso. A carga tributária brasileira sobre importados é 6x maior que a americana e 2x maior que a europeia por exemplo. Responder
A estabilidade do valor da nossa moeda e a desvalorização das demais devido ao aumento de oferta, seria excelente para nos (consumidores) pois teríamos bons produtos importados por preços muito acessíveis, mas isso não acarretaria em um enfraquecimento da industria nacional como um todo devido a preferencia por produtos importados graças aos seus preços muito mais atraentes? Fazendo com que as nossas industrias parassem de atender o mercado interno e também o mercado externo pois os nossos preços no exterior se elevariam devido ao cambio manipulado dos outros países, assim perdendo competitividade lá fora. O pais iria sofrer com um grande desemprego devido a queda de produção das nossas industrias, de modo que essa estabilidade no cambio não tenha nenhum resultado positivo no médio e longo prazo.
Peço desculpas por qualquer erro de interpretação, sou estudante e tenho muito oque aprender ainda. Espero ansiosamente a resposta. Grato
Responder
Em qualquer situação, a abertura da economia irá acabar com aqueles empregos nas indústrias menos competitivas. E isso é positivo. Ao contrário do que o senso comum apregoa, a função de uma economia capitalista não é gerar empregos. A função de uma economia capitalista é aumentar o padrão de vida as pessoas. Empregos em indústrias ineficientes nada mais são do que um desperdício de recursos escassos. Essa mão-de-obra poderia estar sendo mais bem aproveitada no setor de serviços, e o maquinário imobilizado nessa indústria ineficiente seria mais bem aproveitado em outras linhas de produção. David Ricardo e sua teoria das vantagens comparativas já havia explicado isso ainda no século XVIII.
Ademais, mesmo que o sujeito seja demitido do setor industrial e vá para o setor de serviços em troca de um salário nominal menor, no longo prazo, por causa da contínua valorização cambial, seu padrão de vida estará maior. Ele terá acesso a bens importados e de qualidade a preços cada vez menores. É essa facilidade de acesso a uma grande oferta de bens e serviços de qualidade que define um padrão de vida.
Como bem colocou o leitor Wagner acima, ocorreria a perda de emprego nos setores exportadores, no entanto todo o resto da população pagaria menos por produtos de maior qualidade. Esta economia possibilitaria a criação de poupança que acaba gerando investimentos. Estes investimentos criariam empregos que não necessitam de dinheiro roubado pelo governo para funcionar.
É a mesma coisa com as montadoras do ABC Paulista. Para garantir o emprego de alguns apertadores de parafuso superfaturados o governo se deita com as montadoras. O resultado é que a população paga fortunas por veículos de baixa qualidade (dinheiro que poderia ser investido em novas empresas) e em troca mantemos o emprego de meia dúzia. Enquanto isso, poderíamos importar carros de altíssima qualidade com preço muito menor se não fosse a intervenção estatal.
A filosofia da miséria e o novo nacional-desenvolvimentismo do governo brasileiro
Uma moeda forte poderia trazer desvantagens para os brasileiros?
Os empregos e as importações
Descubra se você é um protecionista mercantilista
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Primeiro que não tem como o cara aumentar o padrão de vida estando desempregado. Claro que você vai arguemntar que os empregos migrarão para o setor de serviços. Mas o setor de serviços não produz nada, ele apenas consome. O setor produtivo mesmo são a indústria e a agricultura. Como você mesmo disse outro dia: antes do consumo e da distribuição dos bens vem a produção de bens. Então se só consome e não aumenta a produção, o padrão de vida com o tempo declinará. Responder
Como o padrão de vida declinará se ele está importando bens baratos e de qualidade? O padrão de vida cairá se ele for proibido de importar. Ou se o governo desvalorizar a moeda e encarecer as importações. Aí sim a coisa degringola. Responder
'Como o padrão de vida declinará se ele está importando bens baratos e de qualidade?'
Porque ele não tem dinheiro pra comprar.Porque a fábrica que ele trabalhava não pôde competir e ele faliu Responder
Por que ele não terá dinheiro pra comprar?! Todos os empregos da economia sumiram? O sujeito não sabe fazer mais nada?
Mesmo que tal insensatez ocorresse em relação a ele, todas as outras pessoas estariam em melhor situação. Se fosse para escolher, é muito mais preferível dar um seguro-desemprego para esse sujeito e liberar o resto da economia, do que travar tudo só por causa dele. Responder
'Mas o setor de serviços não produz nada, ele apenas consome.'
Não faz sentido, se não produz nada então pra que as pessoas pagam por ele? Todo mundo gosta de jogar dinheiro fora?
Responder
Excelente adição do professor Iorio. Expande a vida útil do artigo(Que já é longa) ainda mais e o esclarece perfeitamente. Responder
Além do lobby das exportadoras, eu acho que os nossos governantes têm interesse em reduzir as importações e aumentar as exportações com a finalidade de elevar o PIB. Parece ser mais uma manobra política, eles querem que o governo seja lembrado pelas boas estatísticas, muitas vezes manipuladas, em vez de ser lembrado pela melhoria real do bem estar da população.
Depois vão apontar e dizer: "Olha como o governo é competente! Inflação relativamente baixa, crescimento continuo, dívida pública em queda, taxa de desemprego de primeiro mundo, conta de energia elétrica reduzida, copa do mundo, salário mínimo em níveis recordes, etc. etc. O PIB só deixou a desejar por causa da crise econômica mundial e da China roubando nosso mercado exportador, mas vamos baixar ainda mais os juros para incentivar a rolagem das dívidas pessoais e aumentar o consumo".
Enfim, muitas notícias que a gente lê por aí parecem boa a primeira lida, mas tem tanta malandragem por trás. Quem não consegue ver aplaude. =)
Abraços. Responder
Adorei ler todos as explanações, enriquecem e esclarecem de uma forma clara e objetiva. Sou formada em Administração e leve tendência a economia. Serei assídua nos debates.Um abraço a todos Responder
O benefício é óbvio, você está produzindo mais para si do que dependendo do comércio dos outros. Ademais, há mais divisas. Responder
Como é que você "está produzindo mais para si" se você está exportando essa produção? E divisas você pode conseguir com investimento estrangeiro. Muito melhor. Responder
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