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A esquerda ataca o elo mais fraco novamente (Almeidinha como espantalho)


Na Idade Média ocidental, era comum que jovens nobres treinassem para o combate militar.  O sonho de muitos deles era se tornar um cavaleiro. Mas antes que estivessem aptos para combater outro homem, capaz de revidar, estes aspirantes treinavam contra espantalhos. Disparavam suas flechas, investiam suas lanças e brandiam suas espadas contra um homem de palha, que não se movia nem retaliava. Era uma etapa inicial do treinamento daqueles combatentes sem aptidão para um enfrentamento real.

No campo do embate de ideias, onde armas e exércitos são substituídos por palavras e argumentos, os combatentes sem aptidão para um enfrentamento real também preferem atacar espantalhos a atacar oponentes reais.  Mas o motivo aqui não é treinamento e sim uma desesperada tentativa de vencer através de um tipo de artifício trapaceiro, uma desonestidade intelectual.  Consiste em distorcer o argumento, as ideias e até mesmo o "ethos" do oponente de forma falaciosa, construindo assim um falso alvo muito mais fácil de atacar que o alvo verdadeiro. O nome desta técnica é 'falácia do espantalho'. 

Um exemplo dela é qualificar um opositor das cotas raciais nas universidades como racista, para então atacar o racismo e assim desqualificar qualquer argumento forte contra as cotas.  O racismo é de fato um conceito abominável e infundado, portanto fácil de atacar.  Mas existem argumentos fortíssimos contra as cotas, e estes são difíceis de rebater (mesmo porque a defesa das cotas raciais sim que é intrinsecamente racista).  A falácia do espantalho pode ser encarada como uma forma covarde de debate intelectual.

Covarde também é a maneira que a esquerda escolheu de se reengajar na luta contra o capitalismo e contra a liberdade após sua ideologia ter se revelado criminosa e epicamente falha.  O alvo da vez não são os ricos poderosos nem as massas empobrecidas.  Não são os gigantes intelectuais do livre mercado, como Mises e Hayek, e nem os guerreiros da liberdade como Ron Paul.  O alvo é o elo mais fraco: o modo de vida do cidadão comum desprovido da fortuna dos ricos e do apelo emocional dos pobres.  Não me surpreende que uma ideologia que escolha um alvo de forma tão covarde também escolha um método covarde de atacá-lo, como a falácia do espantalho.

Quem leu meu primeiro artigo deve se lembrar de nosso pacato e medíocre amigo Almeidinha, o estereótipo da classe média urbana brasileira, o inofensivo homem comum cuja maior aspiração é curtir uma aposentadoria tranquila enquanto tenta assistir ao Domingão do Faustão em meio à algazarra dos netos após o almoço de família, tendo tido uma vida de trabalho honesto.  Desta vez, a acusação contra Almeidinha é de homofobia.  E mais uma vez escrevo uma defesa do nosso pacífico amigo, em nome de um julgamento justo, com o devido processo da lei.

Matheus Pichonelli, autor do texto "A Cruzada de Almeidinha pelo Direito Hetero", afirma: 

(Almeidinha) que é machão, não pode sair às ruas com bandeiras de orgulho "hétero" nem fazer passeata em nome da sua comunidade. Pelo contrário, se fizer piada sobre gays, quem vai preso é ele. O Almeidinha pensa que privilégio tem lado, cor e orientação sexual.

Privilégio de fato tem lado, cor, orientação sexual, classe social, gênero, nacionalidade, clã, ideologia, sobrenome e até mesmo grau de conexão política.  É por isso que se chama privilégio e não direito.  Os direitos legítimos são universais. Todos os seres humanos o têm igualmente.  Independentemente de qualquer coisa, todas as pessoas possuem direito à vida, à liberdade, à propriedade e à busca da felicidade (exceto, é claro, se violarem estes mesmos direitos de alguém).  Já os privilégios são discriminatórios por definição. 

Quando restritos ao âmbito privado, eles podem ser moralmente condenáveis, mas são legítimos.  Vejamos alguns exemplos:

"Apenas homens fortes e ágeis possuem o privilégio de poder trabalhar na minha empresa de segurança privada como seguranças".

"Apenas moças orientais bonitas e magras possuem o privilégio de poder trabalhar como garçonete no meu sushi bar".

"Apenas pessoas que sabem jogar xadrez possuem o privilégio de poder entrar no meu círculo de amigos mais íntimos"

Estes são todos exemplos de privilégios legítimos, e em minha opinião, moralmente corretos.  Não há nada de condenável neles.  Agora veja os exemplos abaixo:

"Apenas brancos heterossexuais possuem o privilégio de poder entrar no meu restaurante; não gosto nem confio em gays, nem em negros, amarelos ou indígenas".

"Apenas palmeirenses tem o privilégio de poder ser meu amigo".

Estes privilégios são legítimos, embora o primeiro seja cretino e moralmente abominável e o segundo seja ridículo e bobo.  Condenáveis, mas legítimos, pois estão no âmbito privado e não violam direitos naturais.

Quando um privilégio não é legítimo?  Quando envolve violação dos direitos naturais previamente descritos. Quando envolve coerção.  É o caso de uma agressão física contra um grupo.  É também o caso de todos os privilégios concedidos a um grupo pela força das leis estatais.  Todos os privilégios políticos e corporativistas se encaixam nesta categoria.  O privilégio de fazer leis e inventar impostos, o privilégio de deter o monopólio dos serviços de justiça, o privilégio de receber uma concessão do estado ou ganhar uma licitação, o privilégio de receber milhões para projetar as medonhas construções de Brasília, e o privilégio de ter toda a sociedade pagando os seus estudos sob a mira de uma arma (é o caso dos alunos de escolas públicas, embora eles não tenham culpa) são todos ilegítimos.

Um dos direitos naturais envolve a liberdade de expressão.  Todos nós temos o direito de proclamar nosso orgulho de alguma coisa ou de insultar alguém, embora nem sempre estas atitudes sejam moral ou cientificamente corretas.  Ter orgulho de ser o melhor aluno da sua escola envolve um mérito pessoal, mas ter orgulho de ser brasileiro (ou sueco, ou dinamarquês) é algo infundado.  Ambas as expressões, porém, são legítimas.  Chamar um racista de "racista imundo" é legítimo e louvável.  Chamar um negro de "negro imundo" (ou um branco de "branco imundo") pode até ser ridículo, mas também é legítimo, pois não envolve violação de direitos naturais.  Proibir estas manifestações seria uma violação do direito à liberdade de expressão.  Não existe algo como "direito de não ser ofendido".

Conceder a um determinado grupo o privilégio de não ser ofendido, impedindo assim o exercício da liberdade de expressão de outros grupos, é ilegítimo.  E quanto ao direito dos gays de se manifestar pelo orgulho gay, os heterossexuais também o possuem (embora ambas as atitudes sejam risíveis, pois motivo de orgulho mesmo é driblar impostos corporativos, como fez Eric Schmidt, CEO da Google).  A esquerda não sabe a diferença entre direito e privilégio. 

E o problema do preconceito contra os gays?  Se os gays sofrem mais preconceitos que os héteros, a maneira correta de corrigir o problema é com mais liberdade.  Mais liberdade econômica garantirá o sucesso profissional dos gays de maneira meritocrática, punindo os preconceituosos com perdas contábeis (o idiota que deixasse de contratar um homem como Alan Turing, brilhante criptoanalista homossexual, para seu departamento de information security estaria perdendo receita).  Mais liberdade social nos permitirá maiores possibilidades de minar a homofobia, seja xingando um homofóbico na imprensa, seja impedindo a entrada de pessoas homofóbicas em seu restaurante, tudo isso sem medo de sofrer processos judiciais.

Mas voltemos ao Almeidinha.  Nosso amigo está neste momento tentando chegar a uma reunião na "firma", mas está preso no trânsito por causa de uma passeata na Avenida Paulista.  Para ele, não importa se a passeata é de gays, héteros, professores ou se é pela preservação dos besouros-elefantes-de-pata-vermelha.  O coitado quer apenas ir trabalhar.  Almeidinha não quer e nem tem tempo de fazer passeata pelo orgulho hétero.  "Passeata é coisa de vagabundo", disse ele ao colega de escritório enquanto falava ao celular no trânsito (o maior crime que ele já cometeu na vida).  Almeidinha é bem igualitário nesse ponto: todas as passeatas são coisa de vagabundo, inclusive passeata de orgulho hétero.

Almeidinha também não usa twitter. O filho mais novo dele, de 16 anos, usa muito. Vive twittando no iPhone na hora do jantar.  "Isso é coisa de molecada desocupada, quando eu tinha a sua idade eu já trabalhava", disse Almeidinha ao moleque sem tirar o olho da cotação das ações na Bovespa.  É estranho que o idealizador do personagem "Almeidinha" o conheça tão mal.  Mas acusá-lo de homofobia é demais.  É a falácia do espantalho.

Sim, nosso amigo ri de piadas de gays, e ri também de piadas de papagaio, de português, de loira, de médico (as favoritas dele são as piadas de Lula, das quais eu gosto muito também).  Desde quando isso é homofobia?  Ou papagaiofobia, lusofobia, loirafobia, iatrofobia (fobia de médicos), lulofobia (bem, confesso que eu e o Almeidinha somos lulófobos mesmo, mas neste caso sobram motivos).

E se há algo que o Almeidinha não fez foi procurar no Google o número de pessoas assassinadas por ano no Brasil, o número de gays assassinados no Brasil e então comparar a taxa de homicídio de ambos os grupos para finalmente concluir que é mais seguro ser gay.  Existem três motivos para isso.

O primeiro é que Almeidinha tem mais o que fazer, como verificar se o Hugo Chávez realmente morreu (se for o caso, ele irá mais feliz pro escritório) ou conferir o dólar paralelo.  O segundo motivo é que Almeidinha estudou estatística na faculdade e ele sabe que um estudo neste sentido teria que envolver diversas variáveis, modelos e testes de hipótese — e ainda assim não seria conclusivo.  O terceiro motivo é que Almeidinha não é homofóbico. Homofobia é um tipo de pensamento coletivista e nosso amigo tende a ser mais individualista.  Para ele, a criminalidade em si é um problema a ser combatido, seja a vítima quem for.  Crimes podem ter motivações coletivistas, mas são, em última instância, cometidos contra indivíduos.  

No Brasil, crimes motivados por racismo, homofobia, xenofobia e outras aberrações coletivistas ainda são raros (talvez consigamos reverter o quadro através de ações afirmativas, como cotas, e então passaremos a ter mais crimes de ódio).  Se Almeidinha ler no jornal que um casal gay foi assassinado, seu pensamento será algo mais fundamentado, como "bandido bom é bandido morto", ou "pagamos imposto e não temos segurança", ou "devia ter pena de morte no Brasil", e não algum devaneio pseudo-estatístico preconceituoso, que é muito mais típico das esquerdas.  

É o que Almeidinha pensaria se seu barbeiro, seu endocrinologista, seu colega de trabalho ou seu agente de turismo (todos gays) fossem assassinados.  E quando os monstruosos grupos de skinheads cometem algum destes horrendos crimes contra os gays, a culpa é dessa nova esquerda, que defende uma versão pervertida de "direitos humanos", e não do nosso bonançoso e trabalhador amigo Almeidinha.


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autor

Paulo Kogos
é um anarcocapitalista anti-político. Estuda administração no Insper e escreve para o blog Livre & Liberdade e no seu blog pessoal.

  • Roberto Francellino  23/01/2013 15:54
    Parabéns pelo artigo. Concordo com praticamente tudo, menos com subestimar os crimes homofóbicos e/ou racistas.

    Se uma pessoa morre ou apanha por causa da cor, preferência sexual ou status social, temos (mais) um problema sério a ser enfrentado. Um problema que se soma às mortes por assaltos, brigas, tráfico fome, etc. Todos esses, juntos, precisam ser amplamente debatidos pela sociedade.


  • Gustavo BNG  23/01/2013 17:09
    Os crimes "homofóbicos" e/ou racistas são superestimados e não subestimados.
  • Renato Souza  23/01/2013 20:24
    Francellino

    Se você tiver a curiosidade de verificar o resultado das investigações da maioria dos assassinatos classificados como causados pela "homofóbia", perceberá perplexo uma multiplicidade de motivos, dentre os quais talvez o mais comum seja o latrocínio. Descobrirá também que em muitos casos, o assassino era um garoto de programa ou um parceiro enciumado.

    Você disse "Todos esses, juntos, precisam ser amplamente debatidos pela sociedade". Quem debate crimes é fã de Agatha Cristie. Eu quero que o polícia prenda assassinos, estupradores, ladrões, etc. Só isso. Meu debate não vai adiantar muita coisa. Só quero o serviço prestado, uma vez que os impostos já me foram cobrados.

    Note que a polícia de São Paulo é, de longe, a que mais prende, e é muito criticada por isso. Não quero discutir aqui o que é considerado crime (comer bombom de licor e depois dirigir, por exemplo), mas se essa polícia prende mais que as outros dentro desse sistema judiciário exdrúxulo, pelo menos tem mais capacidade de prender. Se forem derrogadas leis absurdas como a citada acima, e outras, como as leis que proibem a livre manifestação de opinião, "preconceito", "homofobia" e a polícia puder se concentrar mais em prender os violentos e fraudulentos, para mim estará muito bom.
  • anônimo  08/12/2013 17:44
    Debater os motivos das pessoas é de motivação moral. É estranho ver que esquerdistas que outrora lutaram contra a moral cristã no estado, lutam agora para adicionar a própria moral a este.

    Simplesmente não importa a motivação do crime, mas sim o crime em si.

    Não queriam estado laico?
  • Maurício Armani  23/01/2013 19:48
    Muito bom o artigo. A parte que sempre me arrepia é lembrar como algumas pessoas não sabem ler estatísticas. Muitas vezes não é má intenção. Parecem simplesmente incapazes de traduzir o resultado da estatística corretamente, talvez por não entender a própria matemática.

    Não existe UMA estatística na grande mídia, que eu já tenha visto, que traduz numa primeira olhada a exata realidade em questão.

    Obrigado pelo artigo. Traduziu muita coisa que eu já concordava antes de conseguir explicar com argumentos tão claros.
  • Vicente  23/01/2013 19:58

    "Apenas brancos heterossexuais possuem o privilégio de poder entrar no meu restaurante; não gosto nem confio em gays, nem em negros, amarelos ou indígenas".

    OK, privilégio legítimo, mas moralmente cretino. Concordo. Se um negro não é bem recebido no restaurante A, ele pode ir comer no B, e quem perde é o próprio dono do restaurante A.

    Mas e se todos os donos de restaurantes não permitirem a entrada de negros? Não é uma forma de coerção (privação)?
  • Musculoso  23/01/2013 20:12
    Caso isso esteja ocorrendo em algum lugar, eu imploro para que alguém me avise rapidamente: eu vou pra lá, abro um restaurante que aceita negros e, mesmo cobrando baratinho, lucrarei horrores. Afinal, terei toda a clientela de negros só pra mim. (Desnecessário dizer que apenas imbecis que odeiam o lucro iriam discriminar clientes, quaisquer que sejam).

    Aproveitando essa pergunta inteligente, pertinente e plausível do Vicente, farei outra no mesmo nível: e se os dinossauros ressuscitassem? Quem iria nos proteger se não o governo e suas armas nucleares? Peguei vocês, anarcocapitalistas! Respondam essa agora!
  • Cesar  23/01/2013 22:32
    Não por muito tempo, porque assim que eu descobrir, abro concorrência.
    Com certeza existem milhares de interessados em ter lucro vendendo para negros, amarelos, brancos, azuis, verdes ou seja lá qual for a cor.
  • Renato Souza  23/01/2013 20:31
    E se todos os homens de mundo se recusarem a namorar com mulheres de olhos castanhos? Isso é perfeitamente plausível, não é? O governo deve com certeza intervir na sociedade e fazer leis coagindo as pessoas nesse assunto tão importante. Sendo as relações romanticas uma assunto tão importante, porque deixa-lo a cargo da sociedade, esse ente mal e preconceituoso? O governo deveria regular namoro, casamento, criação de filhos (oops, nesse último caso cheguei atrasado, o governo JÁ está fazendo isso).
  • Renato Souza  23/01/2013 21:40
    Vicente

    E privação não é necessariamente sinônimo de coerção. Privação é seu estado natural, nesso mundo duro. Direitos de uns sempre implicam em obrigações de outros. Visto desse ângulo, a "multiplicação de dirietos" que temos assistido não parece assim tão boa. Agora pense, se determinada pessoa não pode ser privada de nada, isto quer dizer que uma outra pessoa (ou normalmente um grupo de pessoas) terá obrigações quanto a ela, terá de servi-la, para que ela não se sinta privada. Você não teme estar sendo injusto com essas pessoas?

    Felizmente, no mundo real, há poucos motivos reais para coerção. Na maioria dos casos, as pessoas se entendem e se resolvem. A sociedade pode não ser aquela maravilha, mas costuma ser melhor que os burocratas, intelectuais e engenheiros sociais que criam essas leis extremamente coercivas. Antes que houvessem leis "anti-discriminação" eu jamias vi um negro ser proibido de entrar num restaurante. Pode até ser que tenha acontecido alguma vez em algum lugar do Brasil, mas esses racistas, conspirando inteligentemente, conseguiram fazer isso longe de minhas vistas, para que eu imaginasse que o problema do racismo não é tão comum como dizem.

    Mas vamos supor que a socieade seja esse ente tão terrivel como dizem. Porque os governantes seriam melhores? Governantes, e não a sociedade por si só (o mercado) promoveram os piores genocidios da história, justo no século XX, quando tiveram mais poder que em qualquer outra época. Será seguro dar aos governantes poderes tão grandes sobre a sociedade, sob pretextos muitas vezes implausiveis?
  • Gustavo Sauer  24/01/2013 02:46
    Isso nunca poderia ser igualado a coerção. Ninguém está violando a propriedade alheia. Se o único grupo de xadrez da minha cidade é uma associação que só permite judeus, você vai argumentar que este grupo está cometendo uma agressão aos não-judeus? Isso é patentemente absurdo.


  • Roberto Francellino  24/01/2013 12:28
    E assim se justifica o Nazismo
  • Renato Souza  24/01/2013 15:00
    Nazismo é uma forma de estatolátria.

    Se o poder do estado fosse limitado (estado mínimo) nenhum dos grandes genocídios do século XX teria acontecido. Só através da hipertrofia governamental é que esses absurdos podem acontecer.
  • Gustavo BNG  24/01/2013 17:27
    Havia nazistas que, voluntariamente, não vendiam a judeus. Mas, sendo as lojas propriedades desses nazistas, era direito deles restringir a venda. (Felizmente, havia o mercado informal pra compensar isso!)
  • anônimo  25/01/2013 11:56
    E dá pra comparar, não vender a judeus com querer exterminar a raça deles da terra?
    As pessoas hoje são muito sensíveis. Um empresário também pode não querer empregar o cara que passou no vestibular por causa de cotas, qual o problema?
  • MatheUs Polli  23/01/2013 20:46
    Parabéns ao autor do artigo. Foi uma agradavel leitura.
  • Gustavo BNG  23/01/2013 22:03
    Concordo.
  • Um Filósofo  24/01/2013 00:47
    Discordo completamente. Data máxima venia, senhor Kogos, mas tanto o senhor, como Almeidinha e como eu somos SIM os responsáveis pela pobreza, pela homofobia, pelo analfabetismo, pelo racismo e por todos os problemas desse país.

    Nós somos os escravocratas que se beneficiam ainda hoje da obra da escravidão ao explorar aqueles de menor qualificação. Nós, por não oferecer educação aos pobres, eles são manipulados pelo fascismo da classe conservadora brasileira que os induz a agir de forma racista. Tão injusto quanto o agressor e olhar a injustiça ocorrendo e não fazer nada por ela.

    Se Almeidinha é racista por ser contra cotas para negros, elitista por ser contra as dos pobres, machista por achar a lei Maria da Penha desnecessária apenas por que já há uma lei contra agressão física ou fascista por ser contra a justiça social; realmente não importa, pois independente de sua identificação como um indivíduo livre de preconceito, está agindo como um racista convicto, um elitista obcecado, um machista dedicado e um fascista radical. Ou seja, apesar de Almeidinha clamar não ser nada disso, age como tal e comprou a propaganda reacionária.

    Mesmo libertários como Nozick se manifestaram pela eliminação da pobreza, da exclusão e do preconceito através da justiça social. E as cotas, diferente do que foi dito, não buscam consertar a educação; mas eliminar o racismo com a promoção da interação entre as classes superiores e conservadoras(Brancas) e as classes inferiores(Negras e mestiças).

    Não basta simplesmente dizer que você não é fascista quando você comprou toda a argumentação reacionária e a defende de forma ativa. Indiretamente, tornou-se Almeidinha um racista, machista, homofóbico e elitista quando comprou a retórica dos reacionários.

    A coerção estatal é a solução para os problemas que nós criamos no passado. Basta que ela seja aplicada em prol do bem comum e não dessa mesma elite de "Almeidinhas alienados" que quer que as coisas continuem como são.

    Apenas a educação salva.
  • Um Filósofo Sério  24/01/2013 14:34
    Um filósofo disse:
    "Nós somos os escravocratas que se beneficiam ainda hoje da obra da escravidão ao explorar aqueles de menor qualificação. Nós, por não oferecer educação aos pobres, eles são manipulados pelo fascismo da classe conservadora brasileira que os induz a agir de forma racista. Tão injusto quanto o agressor e olhar a injustiça ocorrendo e não fazer nada por ela."

    Eu não poderia concordar mais.
    Igualmente, caso haja uma raça alienígena que nos visite e não nos entregue toda seu conhecimento, igualmente seriam opressores que abusam de nossa inferioridade e nos condenam a essa realidade injusta e de miséria.
    Vou além: somos igualmente injustos com as vacas, as cenouras, com os lactobacilos vivos casei shirota e demais seres vivos que fazemos uso pois estamos estatisticamente reduzindo, em nome do puro consumismo burguês, o espaço amostral entre esses seres que perfeitamente poderiam sofrer mutações e se transformarem em seres inteligentes detentores de direitos de usufruto da propriedade alheia para fins de justiça social.

    Um filósofo ainda disse:
    "Não basta simplesmente dizer que você não é fascista quando você comprou toda a argumentação reacionária e a defende de forma ativa. Indiretamente, tornou-se Almeidinha um racista, machista, homofóbico e elitista quando comprou a retórica dos reacionários."
    Igualmente, é correta a classificação de toda humanidade como praticante de uma espécie de eugenia interespécies ao fazer uso dessa prática opressora, a EXISTÊNCIA. A própria existência da humanidade implica em consumo de outras espécies, o que, necessariamente implica em redução de seu espaço amostral, o que por sua vez reduz as possibilidades de mutação dessas para uma versão inteligente.
    Assim, as únicas espécies dignas de sobreviver são os seres vivos cuja existência não implique o consumo de outros seres vivos ou o consumo de seres mortos cuja morte decorre da ação propositada de um ser vivo.
    A única conclusão possível sobre deus/deuses é que, se ele/eles fizeram a realidade no formato que ela é, eles são propositadamente opressores burgueses apologistas do consumismo e que esta realidade está, portanto, condenada caso se mantenha no formato atual!
    Urge, portanto, a necessidade de constituirmos um grupo seleto de pensadores e executores responsáveis pelo enquadramento da realidade a este paradigma ideal. Eventual tirania intrínseca a necessária mudança nada mais é que um meio necessário para um fim maior.

    fimbriate opressão grant from bemg
  • Optimus Prime  30/01/2013 22:51
    "Se Almeidinha é racista por ser contra cotas para negros, elitista por ser contra as dos pobres, machista por achar a lei Maria da Penha desnecessária apenas por que já há uma lei contra agressão física ou fascista por ser contra a justiça social; realmente não importa, pois independente de sua identificação como um indivíduo livre de preconceito, está agindo como um racista convicto, um elitista obcecado, um machista dedicado e um fascista radical. Ou seja, apesar de Almeidinha clamar não ser nada disso, age como tal e comprou a propaganda reacionária."

    Simplesmente é impossível defender cotas raciais sem ser racista...

    Quem está contra os pobres, as mulheres, os negros e etc é você, que defende não a meritocracia, mas uma seleção baseada puramente num quesito que em nada influi na competência de uma pessoa.

    Bom, com relação ao que é SUA propriedade, você tem esse direito de fato. Mas no momento que você deseja impor sua vontade sobre o que é dos outros, aí a coisa muda de figura...


    "A coerção estatal é a solução para os problemas que nós criamos no passado. Basta que ela seja aplicada em prol do bem comum e não dessa mesma elite de "Almeidinhas alienados" que quer que as coisas continuem como são."

    E com certeza vai ser você que vai definir o que é "bem comum"...

    Esses marxistas dizem que odeiam religiões, mas cultuam o estado como se fosse um deus.


  • caio  06/06/2014 01:35
    esquerdista tem uma visão de mundo tão quadrada e romancista que me enoja! os caras parecem que pregam a destruição da própria ``existência", eles dizem que pensam no próximo e por isso são coletivistas, mas eu nunca vi um ser se autoflagelar pelo passado igual um marxista! os caras pregam contra o masculinismo sendo homens, pregam contra brancos sendo branco e etc. desculpem mas eu não consigo compactuar com essa palhaçada! por que o cara não pode ajudar os outros sem pregar um ``bode expiatório"?! coisa de doente isso aí.
  • Fabio  24/01/2013 00:51
    Sobre racismo:

    www.youtube.com/watch?v=ZpNNIMpfrcg

  • Andre Canine  24/01/2013 19:01
    estava lendo esse artigo do Almeidinha na carta capital e achei esse outro texto horroroso da carta capital.

    www.cartacapital.com.br/economia/a-renda-dos-100-mais-ricos-poderia-acabar-com-a-pobreza-no-mundo/

    lixo
  • Rodrigo  28/01/2013 16:14
    "Nó ignoramos como eles chegaram nesse valor."

    fala sério.
  • Marcos  02/02/2013 21:22
    Também fui ler o artigo original do Almeidinha. Essa carta capital é completamente patética
  • Hélio  03/02/2013 00:50

    A propósito de greve, sou absolutamente contra tal tipo de manifestação, mormente quando atinge direitos de terceitos, como por exemplo, o direto de ir e vir das pessoas. Ainda sobre greve, lembrei-me de um fato interessante que aconteceu comigo nos idos dos anos 80. Ei-lo: eu fui convidado pela direção de minha associação de classe (funcionário público) para uma assembleia geral. Depois de um certo blá-blá-blá, o presidente perguntou quais dos presentes conheciam deputados, pois era desejo firme da associação cobrar aumento ao governador e, para tanto, seria necessário pedir apoio a tais polítcos para termos mais força de pressão. Nisso, eu que havia me deslocado de uma cidadezinha do interior, onde prestava meus serviços, fiquei indignado com a proposta, daí bradei alto e em bom tom: SENHOR PRESIDENTE, EU ACHO QUE ANTES DE PRESSIONARMOS O GOVERNO POR AUMENTO SALARIAL DEVERÍAMOS PRESTAR UM MELHOR SERVIÇO À POPULAÇÃO. Mal terminei minha curta oração, e a turma dos mais malandros partiu para cima de mim indagando: "VOCÊ ESTÁ NOS CHAMANDO DE MALANDROS? VOCÊ QUER DIZER QUE NÃO TRABALHAMOS? E OUTRAS COISAS MAIS. Conclusão da história: NUNCA MAIS FUI CONVIDADO PARA QUALQUER REUNIÃO. Sim, quando fui diretor de uma instituição estatal, fui obrigado a devolver à nossa secretaria de origem, não só alguns colegas de profissão, mas, também, médicos, assistentes sociais, e outros menos graduados, e todos por aversão ao trabalho. Um médico, quando eu o chamei às rédeas, me falou que se cumprisse metade do horário que constava no seu contrato de trabalho, iria sofrer um grsnde prejuízo financeiro. Daí, imediatemente, chamei o encarregado do livro-de-ponto e disse que se o médico faltasse cortasse o ponto dele. No dia seguinte, ao invés do médico, eu recebi foi uma licença dele de 3 meses dada por outro irresponsável. Por esse e aqueloutros fatos, e outros mais, começei a sofrer perseguição de toda ordem, e o mais prudente foI pedir exonerção do cargo de confiança. Assim sendo, tenho a impressão que penso bem parecido com Almeidinha. BOA NOTA, PAULO!!!
  • Bruno  03/02/2013 01:30
    Ennquanto isso..
    Da Carta Capital:

    Carlos Garcia@hotmail.com disse:

    "2013-01-29 15:09:44
    Para a reflexão de todos que aqui comentam,faço uma pergunta: Suponham que cada de voces seja um chefe de uma familia,e que voce como pai ou mãe seja o " GOVERNO", e seus filhos o " POVO", voce educaria seus filhos adotando a ideologia CAPITALISTA deixando desde o nascimento que cada um se matasse entre si para verificar quem são os mais fortes para sobreviver independente da idade, ou adotaria a ideologia COMUNISTA e assim daria de forma igual aos seus filhos EDUCAÇÃO,ALIMENTOS,CONSELHOS ,MORADIA , etc,etc,para que todos tivessem as mesmas previas condições de vida até os 18anos,para depois solta-los ao mundo para que vivessem de acordo com a capacidade de cada um ? Por esta simples analise da instituição mais sagrada que existe que é a FAMILIA ,eu conclui que o COMUNISMO é o regime da justiça social e do futuro para a humanidade"

    De Carlos Garcia um comentarista da Carta Capital..
  • Renato  03/02/2013 15:31
    O parágrafo citado sobre a carta capital além de absurdo é incoerente. O que os pais fazem com os filhos até os 18 anos é exatamente o que o capitalismo liberal faz. Nele, o estado protege a propriedade e o direito a integridade do indivíduo (em analogia ao que o pais fazem com os filhos até os 18 anos). Depois, vence pelo mérito. Ganha o indivíduo, a sociedade e o ser humano. No socialismo, ocorre o contrário. Seria equivalente aos pais que têm filhos pendurados a vida toda: mandam nos filhos até a velhice e também os sustentam. Só que sustentam mal, porque os pais morrem antes do filhos, geralmente. Tiram a liberdade e a independência da sua prole. Nada defende mais a família que o capitalismo. Sinceramente esse comentário foi um dos maiores absurdos que já li.
    Ao Mises Brasil, parabéns pela qualidade do Trabalho.
  • Helio  03/02/2013 14:29

    Já não gostei do que acabei de ler. Essa de comunismo é estória pra boi dormir. Ele nunca deu certo, mesmo no seu auge, por que insistir nesa ideia ultrapassada ou será que tem gente querendo tomar o Poder pela força, ideia também vencida e ultrapassada? Se a intenção do blog ou link, como queiram é essa, não me mandem mais e-mail porque me recuso a discutir utopias.
  • Helio  03/02/2013 14:37
    Comunismo? QUE DIABO É ISSO?
  • Eduardo Bellani  29/04/2013 12:30
    Após esse artigo, nada melhor que ouvir um baita clipe.

    E depois dizem que se precisa de criatividade pra ser humorista. Não no Brasil.
  • João  29/05/2013 23:07
    Dois equívocos gigantescos no texto. O primeiro é que não atender alguém, mesmo em um estabelecimento privado, como um restaurante, é crime de racismo, conforme artigo 5º da Lei 7.716/1989. Segundo é que existe sim um direito a não ser ofendido. A opinião é livre, mas há de se respeitar. Não se pode proferir uma opinião direta a rspeito de outrem ofendendo-lhe a honra. Existe crime para isso, chamado injúria, que inclusive prevê em uma das suas formas qualificadas a motivação racial, de credo, de nacionalidade e etc.
  • Paulo Kogos  27/06/2013 18:21
    o que uma gang autoentitulada estado escreve num pedaço de papel não altera a natureza ética de nenhuma ação humana

    se o Estado escrever que judeus estão proibidos de exercer medicina, judeus continuam tendo todo o direito de exercer medicina e o quem estará cometendo crime é o Estado
  • Artur  25/09/2013 19:03
    Sim, mas judeus serem proibidos de exercer medicina sim seria uma lei totalitária, preconceituosa com ferimento a direitos individuais. Mas proferir um ataque a alguem baseado em cor, credo ou uqalquer outro motivo desses, ou negar atendimento baseado em tais razões não tem nada de ético, mas sim viola garantias basilares de qualquer estado democrático.
    Como pode defender que é um direito do cidadão ofender outro. E o direito de ter sua dignidade respeitada. Há um equívoco enorme aí. Não é uma gangue autoentitulada que elabora nossas leis, mas um dos três poderes estruturais do Estado e eleitos democraticamente que as elabora. Se questiona o nosso modelo de governo e de democracia representativa, aí é outro assunto, mas enquanto existente, tem legitimidade para legislar sim. Existe anos de história e de vitórias humanitárias antes de se consagrar em leis direitos como estes. E eu duvido que você seja de fato o Paulo Kogos, pois ele é inteligente o suficiente para escrever uma bobagem desse tamanho. Agora, ter que elaborar legislação expressa sobre direitos humanos é uma derrota do homem. Não há nada de ético, legal, moral ou direito a ser exercido quanto a agir dentro de um preconceito. Claro que se permite a opinião, mas apenas enquanto opinião. Quando ela é expressada ou exercida em forma de ataque a honra ou a dignidade de terceiro ela passa a ser uma agressão a ser repudiada em qualquer instância
  • Astolfo  25/09/2013 19:20
    "Não é uma gangue autoentitulada que elabora nossas leis, mas um dos três poderes estruturais do Estado e eleitos democraticamente que as elabora."

    Esse realmente aterrissou neste site pela primeira vez.

    Em primeiro lugar, o que é o estado se não uma gangue de ladrões em larga escala? O que são impostos se não extorsão pura e simples?

    Se você se recusar a dar dinheiro para o estado, ele vai te prender. E se você oferecer resistência à prisão, ele vai te matar. Isso não é uma gangue?

    Se você for assaltado na rua, você ainda tem duas opções: você pode tentar negociar um valor menor com o assaltante, ou você pode simplesmente fugir. Nessa segunda hipótese, caso você logre êxito, você ficou livre. Agora, quando o assalto é promovido pelos parasitas da Receita Federal ou Estadual, você não tem nem a opção de tentar negociar uma tungada menor. E se tentar fugir, ao invés da liberdade, você simplesmente irá para a cadeia -- podendo chegar a até 94 anos de encarceramento, como fizeram com Eliana Tranchesi. Já Marcola, homicida do PCC, foi condenado a 37.

    Outra coisa: quer dizer então que o fato de um idiota ter sido "democraticamente eleito" significa que as leis que ele elaborar representam "as vontades do povo"? Ora, então, por esta mesma lógica, absolutamente ninguém deve reclamar quando deputados votam aumentos para si próprios ou quando deputados votam para inocentar algum corrupto.

    É por causa de pessoas com a sua mentalidade estatista e amante da democracia que as coisas estão como estão.

    Estude:

    A fraude chamada 'estado'

    Os piores sempre chegam ao poder

    Como a democracia destrói riqueza e liberdade

    A falsa promessa da democracia

    A tragédia social gerada pela democracia
  • Artur  03/10/2013 18:46
    Olha meu amigo, estudei muito para vir aqui e dar minha opinião. E nada mais é do que opinião. Não tens o direito de me atacar diretamente em função de não concordar contigo. Está desvirtuando o que eu falei. O João foi muito claro no sentido de que não concordava com dois apontamentos do texto porque são inverdades, existem leis contra eles. Não são direitos reconhecidos do cidadão, como o texto faz pensar.
    A existência de um poder Constituído que elabora as leis é Constitucional e vem de um conceito de Estado que não é privilégio do Brasil. A carga tributária a qual fazes referência é sem dúvida abusiva, especialmente no Brasil. Mas reduzir o Estado a"uma gangue de ladrões em larga escala" é no mínimo uma idiotice. Ademais, esse argumento "Se você se recusar a dar dinheiro para o estado, ele vai te prender. E se você oferecer resistência à prisão, ele vai te matar. Isso não é uma gangue?

    Se você for assaltado na rua, você ainda tem duas opções: você pode tentar negociar um valor menor com o assaltante, ou você pode simplesmente fugir. Nessa segunda hipótese, caso você logre êxito, você ficou livre. Agora, quando o assalto é promovido pelos parasitas da Receita Federal ou Estadual, você não tem nem a opção de tentar negociar uma tungada menor. E se tentar fugir, ao invés da liberdade, você simplesmente irá para a cadeia -- podendo chegar a até 94 anos de encarceramento, como fizeram com Eliana Tranchesi. Já Marcola, homicida do PCC, foi condenado a 37." é a falácia do espantalho aplicada novamente. Pega dois casos pontuais e transforma eles na totalidade para atacá-la. Não tive acesso aos autos desses processos, não posso me manifestar sobre suas particularidades.


    Quanto aos tributos, concordo que são excessivos. Já li Thoreau, estudei, ao contrario do que você pensa, e mais, estudo por diversos pontos de vista, os pondero, os escuto, ainda que não concorde, mas os considero. Se formasse meu convencimento apenas com uma fonte de pesquisa, seria um tolo que se acha o portador da verdade absoluta e que, quando contestado em sua OPINIÃO se transforma num troglodita que promove ataques gratuítos e confunde uma discordância no seu ponto de vista com um ataque direto a honra ou algo assim. Não é o caso. Li os links que me mandou. Ilustram muito bem a sua opinião, mas convido você a conhecer outras.

    No mais, sou sim amante da democracia, da iniciativa privada, da livre-concorrência e da meritocracia. Eu também não disse que o fato de um deputado ter sido eleito democraticamente legitima todas as suas ações. Se em algum momento entendeu isso, estude você. E estude interpretação de texto.

    Quanto a ser meu primeiro acesso no site, você tem razão. Mas isso de forma alguma desqualifica meu comentário, pois creio que existe, fora este site, outras fontes de pesquisa, de modo que o fato de não o ter visitado antes não é de suma importância.

    E justamente vim parar nesse site porque procurava críticas ao texto da Carta Capital sobre o Almeidinha. E muitas delas, feitas neste artigo, são pertinentes, mas nem por isso concordo com tudo que foi aqui escrito e concordei com a colocação do João.

    É por causa de pessoas com pressa em julgamentos e com intolerância a opinião contrária que as coisas estão como estão. Estude, e estude o maior número de fontes e posicionamentos diferentes. Quem sabe você comece até mesmo a votar melhor.

    Se você for assaltado na rua, você ainda tem duas opções: você pode tentar negociar um valor menor com o assaltante, ou você pode simplesmente fugir. Nessa segunda hipótese, caso você logre êxito, você ficou livre. Agora, quando o assalto é promovido pelos parasitas da Receita Federal ou Estadual, você não tem nem a opção de tentar negociar uma tungada menor. E se tentar fugir, ao invés da liberdade, você simplesmente irá para a cadeia -- podendo chegar a até 94 anos de encarceramento, como fizeram com Eliana Tranchesi. Já Marcola, homicida do PCC, foi condenado a 37.

    Outra coisa: quer dizer então que o fato de um idiota ter sido "democraticamente eleito" significa que as leis que ele elaborar representam "as vontades do povo"? Ora, então, por esta mesma lógica, absolutamente ninguém deve reclamar quando deputados votam aumentos para si próprios ou quando deputados votam para inocentar algum corrupto.

    É por causa de pessoas com a sua mentalidade estatista e amante da democracia que as coisas estão como estão.
  • Carlos  29/09/2013 04:09
    "Um exemplo dela é qualificar um opositor das cotas raciais nas universidades como racista, para então atacar o racismo e assim desqualificar qualquer argumento forte contra as cotas. O racismo é de fato um conceito abominável e infundado, portanto fácil de atacar. Mas existem argumentos fortíssimos contra as cotas, e estes são difíceis de rebater (mesmo porque a defesa das cotas raciais sim que é intrinsecamente racista). A falácia do espantalho pode ser encarada como uma forma covarde de debate intelectual."


    Espantalho é? Será que o autor do artigo nunca viu as notícias sobre as manifestações contra as cotas? O que vocês tem a dizer sobre estas frases contra as cotas pichadas nas paredes de uma universidade:

    "Negros só se for na cozinha do restaurante universitário"
    "Lugar de macaco é no zoológico"
    "Voltem pra senzala, cotas não"

    Não são racistas? É só espantalho. Fico imaginando se fosse dado poder a este tipo de gente. Provavelmente mandariam os negros de volta pra senzala (como está na última frase). Se o tal de "Almeidinha" participa deste tipo de "ativismo", ele é um racista sim.

    Eu não sou a favor das cotas e nem do politicamente correto. Mas pra tudo tem que ter um limite e bom senso.

    Se é pra fazer manifestações contra as cotas, poderiam pichar frases como:

    "Párem de querer cotas. Vão estudar pra passar no exame!"

    Assim estaria certo.

    Mas mandar os negros voltar pra senzala, é praticamente querer as senzalas de volta. É uma apologia à escravidão.
  • Leonardo Couto  29/09/2013 21:53

    A oposição às cotas é, per se, racismo, Carlos? É este o ponto colocado.

    Ademais, até mesmo mostras de estupidez semelhantes a estas não são passíveis de serem punidas pela força. São legítimas, mesmo sendo imorais. (claro que, se ocorressem danificando a propriedade de alguém, não mais seriam o seriam)
  • Artur  03/10/2013 18:57
    Caro Leonardo.

    Eu sou um grande defensor da opinião. E enquanto não se aja no preconceito, apenas o manifeste, sou esclarecido o suficiente para não o achar ofensivo, antes disso motivo de piada por parte de um idiota. MAs essas manifestações retratadas pelo Carlos, na minha opinião, são mais do que mostras de estupidez, são formas de violência, ainda que não física, contra um grupo, baseadas unicamente na cor da pele. Não concordo com você que tais manifestações possam ser tidas como legítimas, ainda que não danifiquem a propriedade, como disseste. Isso porque temos que olhar também sob a ótica do desenvolvimento saudável e do bem estar dessas pessoas alvo de tais comentários. Legitimar o ódio injustificado por questões de preconceito racial, etnico ou afim tem exemplos históricos de que do discurso para a ação a linha é tênue e as consequencias drásticas. Legitimar isso é atentar contra a civilidade.

    Evidente que a oposição das cotas unicamente, não é racismo. Sou contrario a elas. Acho que são um discriminatórias com os negros, como se fossem necessitados de benevolência. E neste ponto, concordo contigo e penso que em uma frase acabou com qualquer agumentação em sentido contrário. Porém, no segundo parágrafo, não posso considerá-las legitimas. Não sou moralista ou defensor desse bom senso ridículo que impera na nossa sociedade, mas creio que haja um limite entre ter tolerância e capacidade de interpretar determinadas manifestações sem considerá-las atentatórias e fechar os olhos para as que de fato são agressivas e perigosas.

    Abraço
  • Leonardo Couto  04/10/2013 19:00

    Olá Artur, devo dizer que discordo de você.

    Veja bem, primo muito pelas bases do conhecimento. Pelos princípios das estruturações lógicas que formulamos. Vou tentar ir a eles.

    Acompanhe: Considerar, por exemplo, cartazes com tais frases estúpidas como ilegítimos significa, por conseguinte, endossar o uso da força contra tais atos. Porém, o uso da força contra alguém, em uma sociedade não-coercitiva, requer o imprescindível fato de este alguém, antes, ter usado da força contra outros, ou estar na incontestável iminência de fazê-lo. É o que chamo de limite auto-refente da liberdade; só se é legítimo limitá-la para evitar sua limitação (dá pra entender, não?).

    O caso de um grupo de pessoas ostentando sua estupidez pacificamente contra outros não os enquadra em nenhuma das posições onde a força seria um uso legítimo e moral.

    A despeito de sua opinião sobre "civilidade", preconceito racial, e demais convicções pessoais, não se pode admitir validade lógica sem uma justificação lógica (este é um tema não-primordial, requer justificativa lógica).

    A moralidade e legitimidade dos atos são percebidas por meio da análise racional, guiada por princípios racionais, não por somente a emissão de uma opinião, Artur.

    Olhe, Artur, veja esta frase de Walter Williams, mesmo escritor deste artigo:

    "O verdadeiro teste sobre o nosso grau de adesão à idéia da liberdade de associação não se dá quando aceitamos que as pessoas se associem em torno de idéias com as quais concordamos. O teste real se dá quando aceitamos que se associem em torno de ideais que julgamos repugnantes. O mesmo vale para a liberdade de expressão. É fácil defendê-la quando as pessoas estão dizendo coisas que julgamos positivas e sensatas, mas nosso compromisso com a liberdade de expressão só é realmente posto à prova quando diante de pessoas que dizem coisas que consideramos absolutamente repulsivas."

    Um abraço.
  • Renato Souza  06/10/2013 19:24
    Carlos

    Creio que é sim um espantalho. Há dezenas de milhões de pessoas no Brasil que são contra cotas. Já o número de pessoas que consideram os negros como macacos que deveriam estar no zoológico deve ser estatisticamente irrisório, se é que existem realmente pessoas que pensam isso. As frases pintadas numa parede não podem ser consideradas representativas de nada, não são pesquisa de opinião, não cientificamente medem a representação daquele pensamento, podem ser expressão da opinião de um grupo irrisório, ou até mesmo podem ser um truque do lado contrário. O que penso disso? Acho irrelevante, eu jamais derivaria minha opinião sobre as pessoas em geral que se opõem a cotas de frases escritas numa parede.

    Quanto à criminalização de opiniões, por serem consideradas desinteligentes ou preconceituosas, tenho muito mais medo de um tribunal que se julga capacitado a condenar criminalmente pessoas por pela suposta estupidez de suas opiniões do que das próprias opiniões estúpidas. A partir do momento em que haja um tribunal autorizado a agir assim, o caminho para o estado totalitário já está aberto e pavimentado.
  • Pepe Carioca  15/04/2015 05:41
    Documentário essencial a todos aqueles que insistem no paradigma do "racismo":
    https://www.youtube.com/watch?v=z5t3YHM13mU
  • anônimo  15/04/2015 12:46
    Qual o ponto de colar isso aqui? Você acha que aqui é um antro de racistas ou de neonazistas? Já ouviu falar de Walter Williams ou Thomas Sowell? São os racistas que vc vai encontrar por aqui.
  • Um AnCap Jovem  14/07/2016 18:53
    Muito bom o texto!
    A esquerda falaciosa com sua argumentação leviana e sem fundamento acaba usando (excessivamente)argumentos, como "racista" e/ou "fascista", de forma ignorante e incoerente em um debate, como aconteceu com nosso querido Almeidinha que não pode expressar sua opinião.


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