Marketing infantil - o bode expiatório da vez
Foi-se o tempo em que burocratas passavam o tempo procurando pêlo em ovo.  A moda agora é passar o tempo procurando brinquedo em guloseima.  E encontraram.

Um projeto do deputado Rui Falcão (PT), que proíbe a venda de alimentos e bebidas com inclusão de brinquedos promocionais e impede a veiculação de comerciais publicitários, entre 6h e 21h, de alimentos e bebidas pobres em nutrientes, foi aprovado pela Assembleia Legislativa de São Paulo.  Isso significa que propagandas de lanches, balas, chocolates e afins serão reservadas aos horários a que apenas adultos podem assistir; e que, na próxima Páscoa, os brinquedinhos dentro dos ovos de chocolate deverão ser substituídos por alguma outra coisa não tão divertida, como um figo, por exemplo.  O projeto caminha para o endosso final do governador tucano.

O raciocínio desses legisladores reside na alegação de que a obesidade infantil é uma questão de saúde pública, de que alimentos ricos em açúcar, sal e gordura ajudam no ganho de peso de crianças, e de que, portanto, a criação de estímulos de venda para tais produtos é um desfavor à sociedade.  A solução seria regular, reprimir e controlar o mercado.

Ao que tudo indica, mais uma vez — e na calada da noite —, os teóricos de gabinete, aqueles que decidem o que é o homem e como as pessoas devem pensar e agir, que tempos atrás proibiram a sacolinha plástica de mercado, o sopão dos pobres, o ovo com gema mole, agora encontraram mais um bom filão para justificar seus salários, e mais uma vez sem que a maioria saiba.  A decisão desce com a força do carimbo; e aquilo que antes se podia fazer, e que nem o padre dizia que era errado, torna-se crime do dia para a noite.

Apesar do assunto interessar a pais, filhos e famílias em geral, o teor de tal projeto não foi alvo de debate na sociedade civil.  Ele simplesmente foi decidido e pronto.  E essa recusa em ouvir o que os verdadeiros responsáveis pela saúde das crianças — os pais — têm a dizer sobre a questão carrega uma mensagem perturbadora, cada vez mais frequente e sintomática: é o estado — e não os pais, a família — quem sabe o que é melhor para as crianças.  É o Estado quem sabe e determina quais valores, qual imaginário, qual educação, qual alimentação as crianças devem seguir.  Exagero?  Não acredito.

É óbvio que nenhum pai deseja seu filho correndo risco de saúde por causa da obesidade, e que, se sentindo impotente e confuso diante de tal hipótese, acabe mesmo é por agradecer a existência de um estado que lhe diga que está aí para facilitar a sua vida.

Mas a questão é muito mais complexa do que simplesmente brinquedos ou propaganda de guloseimas, que sempre existiram.  A sociedade de hoje, especialmente nas grandes metrópoles, se tornou hostil a uma vida saudável para nossas crianças.  A busca por estabilidade econômica muitas vezes leva os pais a deixarem seus filhos sem sua companhia por longos períodos, e estes acabam preenchendo seu tempo na TV ou na internet.

O medo da violência impede que as crianças façam como eu, na minha infância, e saiam pelas ruas e parques desacompanhados para soltar pipa, pedalar, jogar bola e gastar energia.  A falta de tempo inclina ao consumo de produtos industrializados, mais práticos, mas também menos saudáveis do que a comida fresca e balanceada que o brasileiro sempre aprendeu a comer.  Diante de uma conjuntura que torna a obesidade infantil uma hipótese cada vez mais real, chega o estado com sua singular vocação para se capitalizar politicamente.

Poucos percebem a artimanha barata de associação de uma causa aparentemente boa com uma alegação torta e que, no fundo, trata da busca de vantagens políticas.

Quem iria se levantar contra um projeto que, para todos os efeitos, visa a proteger criancinhas?  Quem está disposto a correr o risco de ser rotulado como promotor da obesidade infantil?  Ninguém.  E é por isso que tal projeto ganha relevância política ainda maior.  A criança aqui, na realidade, não passa de um escudo, um instrumento para a promoção e expansão do estado sem limites, aquele estado já chamado, mais de uma vez, de estado-babá.

O estado-babá, que não é bobo e percebe, graças aos seus instrumentos de controle social (IBGE etc.), que os pais estão cada vez mais distantes de seus filhos, e que, portanto, têm cada vez menos autoridade dentro de casa, identifica um bode expiatório e associa sua destruição à solução do problema que apavora os pais.  O lanche com brinquedo e a propaganda seriam então os culpados da vez.

É aí que entra a terceirização da culpa, analgesiando a mente desses pais que, se sentindo aliviados depois de comprarem seus filhos com um "sim" a tudo que desejam, devolverão sua gratidão em forma de votos à manutenção do poder arbitrário do estado.

Pela simples razão de que a verdade muitas vezes incomoda e quem incomoda não recebe votos é que o estado-babá sempre dará preferência à terceirização da culpa — e não à exposição da verdade.

Lembrar aos pais que a responsabilidade sobre a obesidade de seu filho pertence a eles mesmos, que aos pais cabe a decisão de ter ou não ter uma TV em casa, de que o controle do dinheiro da família não é da criança, e que, portanto, não há possibilidade de um filho se encher de gordura sem que o pai não tenha de alguma forma permitido tal lambança, pelo fornecimento de capital e pela falta de autoridade, seria inconveniente e impopular.  Seria sincero demais.

Se políticos acreditassem mesmo que a propaganda que promete mais do que entrega é intrinsecamente má, também proibiriam a propaganda eleitoral, que já ajudou tantos brasileiros ignorantes — às vezes com menos instrução do que crianças — a colocar no comando do estado ladrões, fraudadores e quadrilhas que usam o poder que conquistam na base da mentira para extorquir o próprio eleitorado enganado.

Se políticos acreditassem mesmo que as crianças são instrumentalizadas pela lógica do mercado e são pobres vítimas de interesses escusos, também proibiriam candidatos segurando crianças em seus colos durante o período eleitoral, beijando testas de bebês, vendendo, por meio de comerciais e santinhos, a imagem falsa de amigos do povo, capaz de atrair a simpatia da gente inocente e de seus votos confiantes.

Não, não se trata da defesa dos direitos da criança.  Trata-se, mais uma vez, da diminuição da liberdade do cidadão, do enfraquecimento da autoridade dos pais, da ingerência estatal no livre mercado e na mídia, da pulverização das responsabilidades individuais, do fortalecimento e da expansão do aparato estatal sobre as consciências e sobre toda a sociedade.  Isso é que é venda casada.

 

Leia também:

Em defesa da publicidade infantil


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SOBRE O AUTOR

Silvio Medeiros
é publicitário e quatro vezes ganhador do Festival Internacional de Publicidade de Cannes.



"No caso de justiça privada, com investigação privada, os custos deveriam ser pagos pelas partes envolvidas."

Errado. Poderiam também ser pagos por qualquer um que se voluntariasse a pagar em nome de terceiros. Seria, tenho certeza, o seu caso em relação ao catador de papelão.

"Suponhamos que um senhor que cata papelão (e outros recicláveis) na rua seja atropelado por um motorista bêbado que, depois de atropelar e matar o tal senhor, fugiu da cena sem prestar socorro e se escondeu rapidamente (para tentar continuar sua vida como se nada tivesse acontecido)."

Isso ocorre diariamente no arranjo estatal em que vivemos. E nunca o atropelador é punido.

Aliás, houve um caso em que uma adolescente e modelo foi atropelada em Belo Horizonte, num bairro chique. Ela ficou aleijada (teve a perna amputada) e a motorista embriagada teve apenas uma multa de R$ 1,5 mil.

www.em.com.br/app/noticia/gerais/2014/12/29/interna_gerais,603237/jovem-atingida-por-carro-na-raja-gabaglia-tem-perna-amputada.shtml

www.em.com.br/app/noticia/gerais/2015/04/20/interna_gerais,639299/a-superacao-de-paola.shtml

revistaglamour.globo.com/#/noticia/Na-Real/noticia/2015/11/modelo-que-perdeu-perna-posta-foto-de-biquini-e-recebe-elogios-dos-fas.html

Que bela justiça estatal!

Ou seja, o pior cenário que você vislumbra num ambiente anarcocapitalista já ocorre rotineiramente no arranjo de justiça estatal em que vivemos.

Já no caso do catador de papelão, haveria ao menos uma chance: você poderia começar uma campanha nas redes sociais para coletar o dinheiro necessário para processar é punir o motorista. Seria até fácil.Se hoje as pessoas arrecadam dinheiro até para abrir hamburgueria, certamente não faltariam doadores para ajudar nesta causa tão mais nobre.

Solução tem pra tudo; o que é realmente difícil é nêgo conseguir pensar fora da Matrix estatal a qual foi condicionado.
Aos que acompanham Instituto Mises Brasil:
Deixo aqui uma pergunta para reflexão dos que acompanham esta página. Para haver justiça, é necessário investigação.
No caso de justiça privada, com investigação privada, os custos deveriam ser pagos pelas partes envolvidas (e não por um Estado).
Suponhamos que um senhor que cata papelão (e outros recicláveis) na rua seja atropelado por um motorista bêbado que, depois de atropelar e matar o tal senhor, fugiu da cena sem prestar socorro e se escondeu rapidamente (para tentar continuar sua vida como se nada tivesse acontecido).
Suponhamos também que a vítima vivia em uma casa extremamente simples, sozinho (por ter abandonado o contato com a família há muitos anos), e que seus escassos bens fossem insuficientes para cobertura de gastos de investigação e justiça privadas.
Neste caso, para que a investigação descubra a autoria do crime e a sociedade possa vislumbrar a possibilidade de justiça, quem arcaria com os custos? Quem faria a opção pelo tribunal que poderia julgar a causa? Quem acompanharia a causa para que fosse devidamente solucionada?
Lembrando que o motorista irresponsável teria fugido e não deixado vestígios suficientes (à princípio) para ser encontrado e responsabilizado pelo ato.
A sociedade que consistisse em justiça e investigação privadas (com custos 100% privados) não se importaria com a elucidação e punição em casos como o descrito acima? Ficaria o motorista embriagado livre, mesmo tendo atentado contra a vida de outro?
Na suposição, usei como exemplo um catador de papelão, mas a análise serviria para qualquer possível vítima de injustiça que não dispusesse de recursos suficientes para cobrir os custos de investigação e justiça privadas.
O que acham?
É uma dúvida real. Gostaria de verificamos possíveis respostas com educação e respeito.
Grato!
Eu morei 5 anos em Paris. Lá, a educação é gratuíta, obrigatória, e vai de 7 da manhã ás 17:00, De segunda à sexta, menos na quarta-feira. Esse é o dia do "se vire" para os pais, quando eles têm que ficar com os filhos de uma forma ou de outra. Uns levam para o trabalho, outros deixam em creches, outros arrumam uma babá por um dia.

As crianças são obrigadas a decorar poesias. O vestibular é feito no final do segundo grau, pra avaliar o quanto aprenderam, e filosofia é obrigatória. As provas não são de múltipla escolha. São feitas na forma de redações com 4 folhas de papel almaço. Se chama Bacalaureat, ou BAC, como todos chamam.

E por isso os franceses arrumam emprego em qualquer lugar do mundo onde vão, em geral chegam no estrangeiro e criam a próprias empresas. //existe ensino profissionalizante em todos os níveis, os professores, assim como todos, fazem reciclagens e avaliações constantes. é um sistema mais complexo, criado por pessoas com muita cultura. Sem falar que os franceses leem mais de 20 livros por ano. Existe a divisão que existia antigamente no segundo grau, exatas, biomédicas, humanas, artes... Se houvesse mais estudos no Brasil, saberíamos estudar os sistemas de ensino mais adequados para nosso país, na situação que se encontra. Poderíamos copiar as técnicas de sucesso destes países, ou mesmo daqui, de escolas que trazem sucesso aos alunos. Mas quando o povo não tem estudo, e confunde cultura popular com cultura geral, esquizofrênicos delirantes como o Carlos Magno dos pobres fazem um impichement, e ditam regras toscas como suas mentes delirantes, pois acham que ao poder é algo que deve ser conquistado por conchavos de ordens discretas. Me refiro ao presidente em exercício, que é maçom.

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • FURIANO  22/12/2012 11:55
    São espertos...querem diminuir as alternativas de financiamento de redes de televisão...assim, o Estado será o financiador...e quem paga a conta escolhe a comida para todos!!!!
  • Francisco   23/12/2012 22:21
    Na verdade acho que estamos é caminhando neste país para qualquer coisa, menos o que pode se chamar de democracia. As mais malucas e irresponsáveis imposições de leis demagógicas estão destruindo o que restou de liberdade neste triste Brasil. Penso que se quisermos realmente restituir o bom senso, nós os brasileiros que ainda não perderam a sanidade, vamos que escorraçar esses canalhas a força do poder.
  • Fabio  22/12/2012 12:20
    Depois que eu falo que o feminismo começou atraves do estado,tem gente que defende o estado e fala que estou louco.
    Se o estado não interferisse na vida das pessoas com o casamento,as leis de divorcio e etc,e a vida seguisse o rumo normal que deveria ser,o homem na rua trabalhando e a mulher em casa cuidado dos filhos ou no pior das hipoteses,que houvesse uma boa negociação para que a mãe pudesse ficar em casa cuidando das crianças e não precisasse trabalhar tanto,o feminismo estaria morto,e a maioria das crianças iriam ser cuidadas pela propria mãe,e não pela baba,e consequentemente a mãe não iria deixar a criança se empanturrar de porcaria.
    Mais por causa do estado e da midia feminista,hoje em dia,não se acha mulher que preste para casamento e que aceite ficar em casa cuidando dos filhos,e sim,elas jogam eles em uma creche e vão trabalhar,e quando a criança chega da creche,para suprir a carencia de uma criança sem mãe,elas enchem a criança de porcaria,o pai ajuda.Com isso,percebemos que a nossa sociedade piora a cada dia,e o estado aproveita essas brechas para destruir a familia para assumir o controle..
  • Anônimo  22/12/2012 17:08
    O rumo natural das coisas é a mulher ficar em casa?
  • Sérgio  22/12/2012 21:55
    A própria anatomia feminina foi projetada para a cumprir o seu papel materno. A mulher é mais frágil e é mais apta para cuidar dos filhos. Ela que carrega dos os filhos, ela que amamenta os filhos (para isso existem os mamilos, e não pra ficar mostrando pros homens). Já o homem o homem é mais forte e mais agressivo e, portanto, é mais apto para ir pro mundo, enfrentar perigos, encarar desafios e garantir a sobrevivência da nossa espécie.
  • Anônimo  23/12/2012 02:14
    Olha Sérgio, do ponto de vista biológico concordo que a mulher seria, em tempos primitivos, mais adaptada às lides do lar e o homem, à caça. Mas ninguém caça mais pra viver. (E mesmo que fizéssemos isso, armas de fogo em vez de lanças fariam tábula rasa dos atributos de cada gênero). No século XXI, independentemente do setor econômico em que o indivíduo trabalha, a mulher tem tanta capacidade de evolução quanto o homem. A única coisa que as atrapalha é o relógio biológico, que é mais cruel com elas do que com nós e impõe um prazo menor para decidir se querem ou não ter filhos.
    Outra coisa que me preocupa enormemente nesse tipo de discurso é que ele torna a mulher economicamente dependente do homem. Casamentos não deveriam ter por base necessidade econômica. É tragicômico manter a solidez das relações maritais pelo simples fato de que a mulher não tem uma opção crível. É uma postura romântica, mas é a vigente hoje em dia. É, também, a que me parece a mais racional.
    Nesse ponto em específico (repito: nesse ponto em específico), o ataque ao Estado pela desestruturação da família peca, pois o "acusa" de tornar a mulher um indivíduo independente do homem. Isso faz sentido dentro de uma concepção de casamento firmada em outro lugar que não o amor e afeto entre duas pessoas.
  • Estudante  22/12/2012 20:38
    Oi Fábio, onde posso encontrar informações sobre a importância da família, e etc? Tem algum autor que você recomenda?
  • Sérgio  22/12/2012 21:57
    Estudante, se quiser inormações sobre a importância da família tradicional, google por psicologia evolucionista....
  • Marcus Benites  22/12/2012 22:00
    São comentários como os do Fábio, machistas, reacionários e desprovidos de qualquer lógica científica, que atrapalham qualquer difusão das ideias libertárias... Vamos continuar sendo confundidos com pessoas "de direita" e só temos a perder com isso. Infelizmente, os poucos pontos de convergência entre as ideias libertárias e o pensamento da tal direita acabam por colocar-nos, aos olhos do grande público doutrinado pelas esquerdices, no mesmo balaio. E não é sendo confundidos com gente que "pensa" coisas como "a mulher deve ficar em casa lavando roupa" que vamos conseguir espalhar, sendo levados a sério, qualquer ideia. Uma pena.
  • anônimo  22/12/2012 23:11
    Me explica uma coisa Marcus. Nao parou para pensar que o Estado não está incentivando a mulher a trabalhar aeatamente para estatizar o cuidado dos filhos? Pois veja bem: se tanto o homem como a mulher trabalham, alguém vai ter que cuidar dos filhos, né? Então o Estado diz: "Não se preocupe. Você tem o direito de ser independente. Eu cuido dos teus filho com a construção de creches." Em 1922, o Mises já alertava sobre isso:

    "O amor livre é a solução radical dos socialistas para os problemas sexuais. A sociedade socialista elimina a dependência económica da mulher, que resulta do fato de que a mulher é dependente da renda de seu marido. O homem ea mulher têm os mesmos direitos econômicos e os mesmos deveres, tanto quanto a maternidade não exige consideração especial para a mulher. Fornecer fundos públicos para a manutenção e educação dos filhos, que já não são assuntos dos pais, mas da sociedade. Assim, as relações entre os sexos não são mais influenciados por condições sociais e econômicas. O acasalamento, que é a forma mais simples de união social, deixa de ser a base do casamento e da família. A família desaparece e sociedade é confrontada com indivíduos separados apenas. Escolha no amor se torna completamente livre. Homens e mulheres se unem e separam, assim como seus desejos de urgência. Socialismo deseja criar nada que é novo em tudo isso, mas "só recriar em um nível superior de cultura e sob novas formas sociais o que era universalmente válido em um nível mais primitivo cultural e anterior ao domínio da propriedade privada sobre a sociedade'."

    VocÊ não percebeu que isso se contradiz com uma das bandeiras do libertarianismo: o homescholling. Agora me explica, como o homescholling vai funcionar sem família estruturada? Não tem como.
  • Libertário  22/12/2012 23:49
    Amigo, estranhamente, é exatamente uma sociedade liberal que sabota a dependência econômica feminina.

    Como? Bens de capital.

    Bens de capital substituem a necessidade da execução da força física humana pela capacidade intelectual. A mulher, mais fraca fisicamente, passa a ter mais capacidade de competir no mercado de trabalho. Sem falar que com a presença de bens de capital a capacidade de consumir da sociedade aumenta, logo, mais serviços serão prestados e mais oportunidades para a intervenção feminina.

    Mises, no máximo, é contra a dependência feminina DO ESTADO. Ele até mesmo frisa seu olhar contra a interferência do estado na família em "fornecer fundos públicos para a manutenção e educação dos filhos, que já não são assuntos dos pais, mas da sociedade."

    Saibam que a rejeição pela participação da mulher no mercado de trabalho é onipresente na mentalidade de Engels, que considerava o trabalho feminino como uma desordem da "sociedade perfeita"(Romantismo nostálgico) causada pelo mercado. Ele até mesmo negava a pouca importância da mulher na sociedade feudal:

    "Que a mulher era escrava do homem nos primórdios da sociedade é uma das idéias mais absurdas transmitidas pela filosofia do século XVIII.... As mulheres não apenas eram livres como também usufruíam uma posição altamente respeitada nos estágios iniciais da civilização, e representavam o grande poder entre as tribos."

    E a respeito do seu comentário sobre homeschooling, eu peço que informe-se mais sobre como o mesmo funciona.

    Recomendo o artigo URGENTEMENTE:
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1370
    -------------------------------------------------------------------------------------
    E outra:

    Peço que, por favor, evitem discutir este tópico. Nenhum de nós apoiaria o uso da força para impedir que QUALQUER indivíduo participe do mercado de trabalho(Independente do sexo, da raça, etc.)e não cabe a nenhum de nós a gestão da família dos outros. Se algum de vocês discordam do período composto que antecede o início dessa frase, é melhor que não utilizem a nomenclatura de "Libertários" pois qualquer indivíduo que deseja forçar outros a viverem de acordo com seus valores não está nada distante de qualquer planejador central.

    Realmente, me entristece profundamente observar que alguns membros desta comunidade(Poucos, mas ativos) demonstram leves sinais de misoginia.
  • Vinicius Costa  23/12/2012 02:25
    Comentários desse tipo estão ficando cada vez mais comuns por aqui. Como podem defender a liberdade e ao mesmo tempo impor que toda mulher tem o papel apenas de cuidar da casa e dos filhos? Algo contraditório, no mínimo.
  • Libertário  23/12/2012 11:51
    Vinicius, mas se você observar, eles sempre vêm da mesma comunidade restrita e pequena.
    Nos EUA, mulheres são ativas e fortes no Liberty Movement. Vide a Julie Borowski, por exemplo, que é a principal voz do mesmo pelo fim do FED.
    Não se preocupe. Uma economia libertária é a principal companheira de qualquer indivíduo que busca ter autonomia e reconhecimento na sociedade como expliquei no meu comentário acima.. O mercado fez muito mais pelas mulheres que todos os movimentos civis direcionados ao estado.
    Apenas lamento que o anti-feminismo de ALGUNS usuários do IMB pareça mais misoginia que qualquer outra coisa.
  • Bruno  23/12/2012 18:49
    Lembrei-me de uma passagem de Nathan Rosenberg onde é creditado ao desenvolvimento dos motores elétricos e consequentemente de novos eletrodomésticos a independência da mulher.
  • anônimo  23/12/2012 19:37
    Se o cara entra no serviço público a galera desse site cai matando em cima do cara. Faz críticas e etc.
    Agora se uma mulher é desinteressada na criação do próprio filho e coloca ele na creche estatal vocês ficam assim como medo de fazer uma crítica por qual motivo?

    Mulher não tem responsabilidade também não? E nem vem com esse papo de misoginia pq é uma expressão que é tão mal utilizada quanto "homofobia". Chamar alguém de misógeno porque ele repulsa por mulheres relaxadas é contrário a liberdade de discriminação que é defendida pelos próprios liberais. O que é? Agora os homens são obrigados a amar todas as mulheres, mesmo as relaxadas? Pqp, o feminismo ta tomando conta mesmo...
  • Marcus Benites  24/12/2012 01:02
    Após ler o "pensamento" dos direitistas, tão débil quanto o dos esquerdistas, levando-o a sério, concordo com ele: homens são mais preparados e aptos que mulheres para o trabalho de estivador portuário. Por isso vão para a rua trabalhar e as mulheres devem ficar em casa, pois mais fracas não conseguem carregar tantas caixas pesadas. O que isso tem a ver com a sociedade atual, em que a força física dos braços é praticamente irrelevante, me escapa. Mas a mente direitista deve ter uma resposta. Caso não a tenha, talvez o livro sagrado cuja base é a mitologia de um povo que viveu há cinco mil anos a traga. O que isso tem a ver com ciência, lógica e liberdade também me escapa.
  • anônimo  24/12/2012 09:28
    Marcus, da minha parte nunca falei de força física. A diferença que a biologia mostra tem a ver com o funcionamento dos cérebros, reconhecer isso não tem nada a ver com interpretar a bíblia ao pé da letra ou ser de direita (obs: sou libertário e ancap)

    Quem quiser entender algumas consequências reais do feminismo, assista esse vídeo, ele é um relato real e mostra o que o feminismo na educação está fazendo com a cabeça dos meninos na inglaterra. Imaginem o que é crescer sendo culpado de TUDO de ruim no mundo:

  • Marcus Benites  24/12/2012 17:58
    O mercado resolve as coisas. Mulheres trabalharão naturalmente em funções que puderem desempenhar, caso contrário será melhor para a empresa a contratação de um homem. Independente de todo feminismo atual, mulheres trabalham em quase todas as funções e o mercado vê isso como vantajoso, caso contrário não trabalhariam... Os estados impõem algumas coisas, mas não tudo. Infelizmente para vocês o mercado decidiu empregar mulheres e, para a produção, o cérebro diferente delas não tem sido problema... Não há nada mais definitivo sobre o assunto que essa verificação prática, quer vocês queiram ou não.

    Ademais, uma sociedade libertária não é aquela que é como queremos... Vocês preferem as mulheres em casa lavando roupa. Isso não passa de uma preferência pessoal. É direito de vocês pensarem assim, mas, também, é problema de vocês, sem que as pessoas tenham que se moldar a isso. O problema maior do feminismo (a meu ver uma aberração igual ao machismo de vocês) é que, em contexto estatal, ele é imposto às pessoas. E nada deve ser imposto a ninguém. Agora substituir essa imposição por outra, mas "a minha, a que eu acho que é melhor" não é ser libertário, é ser de direita. Um direitista, tal como um esquerdista, não respeita a liberdade das pessoas, em prol de uma ideologia que é "a certa". O problema do feminismo não é ele existir, mas sim meu filho ser obrigado a ter aulas com base nele na escola, já que é uma ideologia imposta pelo estado... Tal como seria nociva uma imposição de doutrina direitista. Mas o problema não é existirem tais pensamentos, tão somente as pessoas não terem a liberdade de escolher se os querem ou não. Vocês sugerem uma troca. Mas a mim tanto faz ter o João como carcereiro ou o José.
  • Sérgio  24/12/2012 17:29
    Marcus, mesmo na sociedade atual, quando as mulheres se encontram em situação de perigo, quem vai ajudá-las? Outra mulher? Geralmente é outro homem. O chamado "cavalheiro" ou os policiais (que são homens)... E ainda hoje, quem faz os trabalhos mais pesados e perigosos como mineração, construção civil, se arriscar em guerras... tudo isso ainda é o homem que faz. Então, será que as leis da biologia deixaram de valer hoje?

    Mas o interessante é que ninguém respondeu ao questionamento do Anonimo de 23/12/2012 19:37:29. Por mais tecnologia que tenhamos, a tecnologia não resolve o problema da responsabilidade pelo cuidado dos filhos. Observem que todas as mulheres "independentes" (principalmente as mães solteiras) querem que o Estado construa creches para cuidar dos seus filhos, e se fosse possível, que ficassem lá. Elas não querem responsabilidades. Mas é engraçado que como questionar isso, exigir responsabilidade, é visto como "misoginia".
  • anônimo  23/12/2012 20:08
    Sugiro ao "Libertário" que acesse este site:

    hawaiianlibertarian.blogspot.com.br/
  • anônimo  23/12/2012 21:39
    Misoginia é como homofobia, um troço tão porcamente definido que você pode chamar qualquer coisa de misoginia.
  • Renato Souza  24/12/2012 11:34
    Quem já viu meus comentários sabe que aprecio muito Mises, mas não sou um libertário (sou miniarquista, e não anarquista). Em particular acho horrível a "ética" de Rothbard.

    Pessoalmente, creio que sempre haverá limitações para a construção de uma ética geral. Ética depende de pressupostos, e pressupostos dependem da cosmovisão. Como há muito em comum entre os seres humanos, e porque a realidade é una, parte dos pressupostos são compartilhados pelas pessoas de mente sã, e por isso existe algum espaço para discussão comum, mas sempre se encontra um limite. Dentro de nossas limitações de percepção e inteligência, cada um percebe coisas, em parte, diferentes do que os outros percebem, e essas diferentes percepções geralmente não são totalmente integráveis.

    O que vou dizer, direi dentre da cosmovisão cristã. Pode ser que pessoas com outras visões de mundo compartilhem algo do que penso, mas, pelo menos em parte, suponho que discordarão.

    Em primeiro lugar, dentro da percepção cristã, liberdade é um dom que se mantém pela responsabilidade pessoal. Quem não assume a responsabilidade pelas conseqüências de seus próprios atos, pode perder sua liberdade. Eu sou livra para matar alguém? Se eu matar alguém, não poderei reclamar se outras pessoas, resguardando suas próprias liberdades, sua segurança, suas vidas (a suprema liberdade, do ponto de vista natural) e suas consciências, resolverem me prender (tirar minha liberdade) e me matar (e a morte é uma imensa perda de liberdade).

    Dentro dessa percepção, se alguém gerar filhos, será responsável por eles. Afinal, quem seria mais responsável por uma criança do que aqueles que a geraram? Pois bem, dentro do que tradicionalmente se passou na maioria das sociedades, na maior parte do tempo, uma mãe que abandonasse crianças pequenas à própria sorte seria considerada culpada por qualquer mal que lhes ocorresse. Naqueles tempos, como os governos se atribuíam funções de escopo bem mais limitado do que atualmente, os governantes não prendiam os pais que não sustentassem os filhos, nem lhes tomavam continuamente os ganhos para dar à mãe da criança. Entretanto, a cobrança social era imensa. O homem que não cuidasse de seus filhos (particularmente os gerados dentro de um casamento reconhecido pela sociedade, casamento este que não era uma instituição do governo, mas da sociedade) era extremamente mal visto, criticado e até evitado. Se ele desse sua palavra de honra, para garantir alguma coisa, lhe responderiam que ele não tinha palavra nem honra. Sua punição partia da sociedade, e não do governo.

    Pois bem, se uma mulher é, em principio, a primeira e principal responsável pelo bem estar de um filho, ela terá de ter:
    1. Meios para sustentar-se algum tempo sem trabalhar, no final da gravidês e logo após.
    2. Meios para sustentar a criança, até que esta cresça.
    3. Meios para viver por um bom tempo sem ganhos (ou com ganhos diminuídos), para que possa cuidar da criança. Uma solução menos boa é pagar alguém para cuidar da criança, enquanto a própria mãe trabalha obtendo um ganho bem maior.

    Atualmente, na maioria dos casos, esses meios são obtidos (pelo menos em parte) através da coerção estatal. O estado obriga o patrão a não demitir, obriga o patrão a pagar vários meses não trabalhados, dá creche (inclusive alimentos), dá escola (que o próprio estado considera apenas como uma creche para crianças maiores, e onde também é dado alimento). O pai sustenta o filho? Em grande parte não. Quem sustenta os filhos dessas mulheres, em grande parte, sou eu, pelos meus impostos e pelos custos majorados dos produtos, causados pelo pagamento de salários a quem não estava trabalhando. Esta é uma situação de grande liberdade? De jeito nenhum. Como diz minha mulher, as mulheres que dizem que não dependem de marido, freqüentemente dependem dos maridos das outras.

    Ora, dificilmente uma sociedade seria tão afluente que a maioria das mulheres pudessem dispor dos meios para criar seus filhos da maneira mais adequada, apenas às suas próprias expensas. A natureza mais leve dos trabalhos atuais não muda estes fatos. Apenas algumas poucas mulheres disporão sozinhas de tanta reserva de capital. Mas espere aí, geralmente isso não é necessário. O pai também é, dentro da ética cristã, responsável pelo bem estar do filho. O pai e a mãe juntos geram renda suficiente para que as crianças sejam supridas, até que estas se tornem independentes. Note que isso acontecia antes sem coerção estatal. Igualmente, sem coerção estatal, a própria sociedade forma uma rede de segurança, uma "família extendida" formada de parentes, amigos e vizinhos. Essa rede social suaviza a dureza das condições da vida, e permite maior sucesso econômico das pessoas. Lembro que quando eu e meus irmãos éramos pequenos, ficamos todos com sarampo ao mesmo tempo. Meu pai trabalhava o dia inteiro, e minha mãe estava desesperada, com cinco crianças doentes. Uma amiga dela, que nessa época ainda não tinha filhos, foi visitar-nos e simplesmente disse para minha mãe: Cuide apenas das crianças, do almoço e do resto cuido eu.
    Mas como uma mulher pode continuar gerando renda tendo filhos pequenos, e lhes dando cuidado adequado? Nas famílias antigas, tantos homens como mulheres muitas vezes não trabalhavam por salário, mas tinham negócios familiares (agricultura, comércio, serviços, manufaturas), que permitiam maior proximidade dos filhos. Mesmo que uma família resolva que o salário, pela sua constância, é um meio mais seguro de obter renda, é perfeitamente possível um casal resolver que um trabalhará por salário, e outro em negócio próprio (que pode, às vezes, crescer o suficiente para ser depois, a única fonte de renda da família). Une-se assim a vantagem da segurança com a vantagem da oportunidade de renda maior. Além disso, muitas vezes um negócio próprio permite maior proximidade com os filhos. E mais ainda, o negócio próprio, muitas vezes, permite uma visão mais correta do funcionamento da economia, e uma percepção maior dos malefícios da hipertrofia governamental. Nesse sentido, é também uma "escola" adequada para os filhos.

    Certamente esse tipo de arranjo natural é muito menos coercitivo que o atual esquema de "a sociedade paga".
  • anônimo  25/12/2012 17:30
    'Como podem defender a liberdade e ao mesmo tempo impor'

    Ninguém está impondo nada. Aprenda a ler primeiro.
  • Miqueias  24/12/2012 20:48
    Então quer dizer que agora é preciso ser feminista para ser libertário? Note que em nenhum momento o Fábio defendeu a intervenção estatal para impor que a mulher deve ficar em casa enquanto o homem trabalha.

    Ora, se o cara acha que a mulher deve ficar em casa enquanto o homem trabalha ele vai contra o movimento libertário porque? Ser libertário não significa que você deve ser indiferente ao que é certo e errado ou que não deve ter opiniões sobre o comportamento das pessoas. É possível um conservador (que defende a família tradicional)ser libertário desde que ele não defenda a intervenção estatal para impor sua visão de mundo.
    Na verdade Mises afirmou que defensores do livre mercado e defensores da família tradicional deveriam se unir para combater a interferência estatal.

  • Marcus Benites  24/12/2012 22:37
    E o que a visão de mundo que serve restritamente à pessoa, sua esposa e sua mãe tem a ver com o debatido aqui? Tal visão é tão importante quanto visões sobre futebol. Não tente fingir que é só uma opinião inocente... Sempre que um assunto relativo a liberdade e economia surge, algum direitista reacionário tenta ligar suas visões (que não têm nada a ver com o assunto) a ele. Na verdade, vocês fingem que são libertários. São tão somente direitistas que querem substituir o estado socialista pelo de vocês, também doutrinando e impondo valores às pessoas. Podem se fingir de cordeiro à vontade que eu virei sempre mostrar o lobo que está escondido. Ideologia porcaria por ideologia porcaria, tanto faz a imposição da atual como a de vocês, afinal a pseudo-ciência que relega a mulher a passar roupa tem o mesmo valor que aquela que defende o aquecimento global. Quanto às próprias esposas e mães, que ajam como quiserem, abrindo as pernas, parindo filhos e limpando o chão por onde vocês passam... Mas o que a vida particular de vocês tem a ver com os assuntos discutidos? Geralmente, nada.
  • Sérgio  01/01/2013 17:33
    Um presentinho de Ano Novo pro Marcus Benites:



















  • Marcus Benites  01/01/2013 20:55
    Obrigado. Vamos ver se com a sua sugestão de "o mundo explicado em uma hora e meia" eu consiga "evoluir". Parece aquelas séries "Entenda fulano de tal em 30 minutos", mas deve ser bom. O que a defesa de uma religião como necessária ao "libertarianismo" ou ao "anarcocapitalismo" tem a ver com tais propostas ainda me escapa, pela própria incoerência da coisa e semelhança aos esquerdistas impondo suas ideologias de "como o mundo deve funcionar, sendo proibidas outras escolhas", mas talvez depois de "evoluir" com o vídeo eu consiga entender.
  • Gustavo BNG  01/01/2013 23:38
    Vale a pena ver esses vídeos de Tom Woods, mesmo que movido apenas por uma curiosidade mínima, assim como vale a pena ver vídeos sobre outros assuntos relacionados a milhões de pessoas, ainda que não sejam estudados no âmbito da Economia.
  • anônimo  01/01/2013 20:48
    Marcus Benites disse:
    'Na verdade, vocês fingem que são libertários. São tão somente direitistas...'

    Ok Marcus, qual parte de com liberdade a família surgiria NATURALMENTE que você não entendeu?

  • Marcus Benites  01/01/2013 21:32
    Então por que a preocupação em defender a "família tradicional"? Pregue tão somente a liberdade, que tudo o que surgir a partir disso terá sido por escolhas voluntárias, seja uma "família tradicional", uma religião X, não importa. Há, apenas, algumas coisas imutáveis: a mulher continuará no mercado de trabalho, naturalmente, e homossexuais não irão se tornar heterossexuais por conta da liberdade e da "natural formação da família". Vão continuar, naturalmente, homossexuais, casando e adotando filhos, ou até formando novas religiões em que não se sintam discriminados. É isso. Sua igreja vai continuar condenando isso, mas ela não poderá impor nada a ninguém. Tudo a partir da liberdade. É exatamente o que estou tentando dizer há uns dez comentários, e com meu nome, por sinal, afinal eu teria medo de "assinar" minhas opiniões por quê?
  • Sérgio  01/01/2013 22:35
    Marcus, eu coloquei aqueles videos para quem você parasse de falar besteiras sobre a História da Igreja Católica. Como disse o Thomas Woods, "os secularistas não apenas nunca criaram, por exemplo, a Ciências Econômico, mas na realidade foram padres e professores católicos que a desenvolveram séculos antes." A Igreja construiu e roduziu muito mais coisas do que qualquer secularista você é um libertário de internet, duvido que conhecesse Thomas Woods. Pois conhece agora...

    Sobre a família tradicional, vc não tá entendendo uma coisa: o problema do cuidado das crianças. Hoje o cuidado das crianças foi estatizado. Veja bem: se o pai trabalha e a mãe trabalha, quem vai cuidar das crianças? Alguém vai ter que fazer este papel. Quem? O Estado construindo creches? E mais uma coisa: como o homescholling (uma das bandeiras do libertarianismo) pode ser colocado em pratica sem família estruturada? Não tem como. Entende agora o que tem a ver libertarianismo com a família tradicional?
  • anônimo  05/01/2013 10:17
    'Há, apenas, algumas coisas imutáveis: a mulher continuará no mercado de trabalho, naturalmente, e homossexuais não irão se tornar heterossexuais por conta da liberdade e da "natural formação da família".'

    Não existe nenhuma prova de que isso seja verdade. Você está apenas repetindo o que o movimento GLS te ensinou a repetir.
    Muitos estudos já mostraram sim que existe uma ligação entre o menino que é criado sem uma referência masculina positiva (por não ter pai, por ter tido um pai ausente, por o pai ser um bosta ou por ser produto dessa família disfuncional séc XXI) e o homossexualismo dele quando adulto.
    Mas vá falar disso hoje em dia que você é taxado de homofóbico e vai preso.

  • anônimo  05/01/2013 09:21
    'Então por que a preocupação em defender a "família tradicional"? Pregue tão somente a liberdade, que tudo o que surgir a partir disso terá sido por escolhas voluntárias, seja uma "família tradicional", uma religião X, não importa.'

    Sería uma omissão irresponsável falar da ação do estado em tudo, no dinheiro, na economia, na educação, na mídia, e se omitir de falar da ação dele na destruição da família só porque é conveniente pra meia dúzia de militantes GLS

    E quando você fala que ninguém pode ser libertário e ter valores da 'direita', é burrice ou mentira sua. Contanto que não imponha nada a ninguém qualquer um pode ter os valores que quiser.

  • anônimo  05/01/2013 10:27
    'Vão continuar, naturalmente, homossexuais, casando e adotando filhos, ou até formando novas religiões em que não se sintam discriminados. É isso. Sua igreja vai continuar condenando isso, mas ela não poderá impor nada a ninguém. Tudo a partir da liberdade.'

    Convenientemente você omite que SÃO OS GAYZISTAS QUE QUEREM IMPÔR tudo que for conveniente pra agenda deles.
    Por exemplo, pra terror do movimento gayzista, existe terapia e existe ex gay sim.
    Tanto o psicologo quanto o paciente estão lá voluntariamente, mas o movimento gayzista quer tornar isso um crime.Mais um crime sem vítima.
    Aliais, só falar que isso existe pra eles já devia ser um crime.
    E fora a ação deles na educação, o Kit Gay nas escolas públicas, até nas escolas privadas com o MEC obrigando as escolas a ensinar o que for conveniente pra eles
  • anônimo  05/01/2013 11:06
    'e com meu nome, por sinal, afinal eu teria medo de "assinar" minhas opiniões por quê?'

    Medo? Por que diabos o brasileiro tem que levar tudo pro lado emocional hein...
    Se o que importa é o argumento não faz diferença nenhuma quem fala, isso é a falácia do argumentum ad hominem, isso é básico...
  • anônimo  24/12/2012 22:41
    Historicamente as feministas SEMPRE estiveram aliadas com a esquerda.
    Tudo que elas lutam hoje, aborto, cotas, etc, passa pelas mãos do estado
  • Antônio Galdiano  22/12/2012 13:43
    Adicione ao estado-babá a lógica da "falta de verba para fazer as coisas funcionarem como deveria" e você terá um pesadelo inominável. Os pais, agora, tem o "direito" de viverem sem se responsabilizarem por seus filhos. Isso é sério demais, isso é o caminho da servidão. Perto disso, voto de cabresto é fichinha!

    Quando foi que as pessoas começaram a perder a decência e o auto controle em nome desse estado-babá? Isso não tem outro nome, é degeneração de carater mesmo!!! Faz parte de alguma obra de engenharia social do tipo marxismo cultural?

  • Thiago G  22/12/2012 14:06
    Muito bom!
  • John Galt  22/12/2012 14:21
    Conheço crianças que não são gordas apesar da propaganda; Cadê seu Deus agora, burocratas?
  • Patrick de Lima Lopes  22/12/2012 15:19
    Fatos são impotentes quando atacados por uma retórica convincente.

    Se burocratas realmente acreditassem na racionalidade de suas "ovelhas", não haveriam burocratas. Infelizmente, indivíduos que odeiam política são governados por aqueles que adoram. E como adoram...
  • Pedro  23/12/2012 01:31
    Na boa, apesar de não ter sido sua intenção, seu argumento só endossou a retórica da necessidade de regulação para proteger as crianças. Soou como: "conheço pessoas que não pegaram AIDS após praticarem sexo sem camisinha com desconhecidos, então não vamos mais usá-la." ou "conheço pessoas que usaram crack e não se viciaram, então tudo bem fumar crack".
  • Renato Souza  29/12/2012 09:39
    Fica algum policial vigiando as pessoas para ver se vão usar camisinha (ou limitando o número de parceiros sexuais)? O fato de alguma coisa ser melhor que outra não implica em que deve ser imposta. É claro que há alimentos que deveriam ser menos utilizados, mas a conclusão que os estatólatras tiram daí é que não deve haver limites para o poder do estado se impor sobre as pessoas.

    É da natureza dos estatólatras não compreenderem o valor da liberdade individual, não compreenderem os imensos benefícios da auto-organização, e desejarem sempre mais poder sobre a vida das pessoas. Se pudessem transformariam todos os países do mundo em Coreias do Norte, e a maioria da população morreria na fome e na miséria.
  • anônimo  29/12/2012 16:35
    'Endossou' porque sua capacidade de compreensão é muito pobre
    'soou como se tem gente que fuma crack e não se vicia, então fumar crack é bom'
    Não tem nada a ver com ser bom ou ruim.
    'tem gente que é magra apesar da propaganda' significa que um adulto maior de idade e vacinado é quem tem que saber o que é bom pra própria vida. Significa que MESMO com a propaganda o cara para pra pensar 'bom, isso tem muitas calorias, então é melhor evitar esse big mac'
    Não significa, como dá a entender sua lógica distorcida, que big mac não engorda.
  • Patrick de Lima Lopes  22/12/2012 14:47
    Por favor, pais, assumam responsabilidade.

    Não é papel do estado educar seus filhos sobre o que ele deve comprar.
    Se você quiser evitar que seu filho tenha vontade de comprar coisas, melhor nem tirá-lo de casa.
    Se seu filho passa o dia inteiro assistindo à televisão e é sufocado por centenas de propagandas, está óbvio que o problema real não é a propaganda.
    Se você é pai, precisa assumir responsabilidade e utilizar a palavra "Não".

    Sinceramente, é simplesmente um absurdo que a retórica determinista do "Eles estão trabalhando muito graças ao mercado e não conseguem dizer 'Não', logo, se o estado intervir eles nunca mais precisarão dar respostas." será capaz de convencer tantos indivíduos. Se investigarmos o perfil dos pais que normalmente são seduzidos por tal aqui no RJ, por exemplo, são de Classe B; são na maioria funcionários públicos concursados de curso superior e pessoas que ainda vivem em uma família patriarcal.

    Fui criado apenas por minha mãe. Apesar de muitos mimos feitos(Não por culpa sentida por ela, mas por mérito meu), posso afirmar que tive sim uma educação com limites estabelecidos, apesar da vida atarefada de uma mãe solteira sem ajuda estatal. A crença de que magicamente os pais perderam a capacidade de dizer "Não" nas últimas décadas é apenas isso, crença; uma sobre a qual construir uma inteligente conspiração de expansão do paternalismo estatal. Um monstro das estradas que serve como desculpa para o controle das mesmas.

    Pasmo fico com o universo lindo em que os intelectuais e políticos parecem viver. Um mundo belo repleto de mentecaptos/alienados/imbecis/manipulados/Qualquer-outra-palavra-que-eu-use-para-descrever-pessoas-que-considero-inferiores. Qualquer um que estude o meio de plena arrogância e infantilidade em que a elite intelectual vive deduziria que há uma linha tênue que separa o intelectualismo do retardo mental.

    Apenas lamento que mais um grupo da sociedade esteja sendo poupado de assumir suas próprias responsabilidades.
  • Fabio  22/12/2012 15:01
    Patrick de Lima Lopes Disse:

    'Não', logo, se o estado intervir eles nunca mais precisarão dar respostas." será capaz de convencer tantos indivíduos. Se investigarmos o perfil dos pais que normalmente são seduzidos por tal aqui no RJ, por exemplo, são de Classe B; são na maioria funcionários públicos concursados de curso superior e pessoas que ainda vivem em uma família patriarcal.


    Ai vc falou uma grande verdade no mio d tantas que vc disse;na verdade tenho percebido que o funcionário publico é tudo bundão.
    O que se esperar de uma pessoa que espere que o estado de tudo a elas???
  • Um Filósofo  22/12/2012 15:11
    Pasmo fico. Data máxima venia. O senhor Medeiros(Autor do artigo) ao menos consultou alguma literatura educacional para compreender como deve funcionar o patriarcado e o magistrado? Como ele pode defender que a criança seja a alma do negócio?! É uma brutalidade.

    Devo corrigi-lo. Como diria um antigo mestre, um grande educador e o maior pensador que o Brasil já produziu(Paulo Freire); ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo.

    Logo, não basta o pai simplesmente dizer "Não" e a sociedade negar; dizendo que "Sim". Um pai é simplesmente incapaz de educar seu filho pois o mundo capitalista negará seus ensinamentos e convencerá a prole de que a exploração/trapaça/mentira/obsessão visando o lucro e o consumismo são o caminho certo. Negar a frase do filósofo Paulo Freire é fugir da realidade.

    Se o estado não intervir, é óbvio que as crianças serão simplesmente destruídas pela avalanche do consumo! Graças à globalização tão defendida por pensadores da mesma linha do senhor Medeiros, a competição global sufocou os pais e os jogou longe de seus filhos. Eles nem mesmo ousam dizer "Não" quando a sociedade diz "Sim", agora, eles simplesmente concordam com todo o lixo cultural que o mundo capitalista quer vender!

    O estado está fazendo algo extremamente correto. Mas não é suficiente: Não basta proibir a propaganda e a criança sair de casa e ver toda aquela gente cega sendo super-explorada buscando o lucro e o salário. Para proteger nossas crianças de tal brutalidade, o estado deveria simplesmente educa-las em um mundo distante e isolado. Longe do preconceito e dos traumas que a família gera, perfeito para que se tornem pessoas melhores. Por mais utópico que seja tal fantasia tão comum entre grandes educadores do passado, ela ainda é a única saída.

    É simplesmente inaceitável que uma responsabilidade tão grande como educar o futuro seja entregue apenas à família. As crianças deveriam estar sendo educadas para servirem o bem comum, não para comprarem brinquedos.
  • Leandro  22/12/2012 15:34
    Prezado anônimo, a sua ironia é, de longe, a mais fina que já tive o prazer de perceber. Gentileza comparecer mais vezes aos nossos artigos. Lembro-me de você em apenas outro artigo nosso. Tenha a bondade de nos regalar mais vezes com seu finíssimo sarcasmo. Sou fã incondicional desta arte.

    Grande abraço e parabéns pela inteligência!
  • Vinicius Costa  23/12/2012 02:28
    Toda vez que leio seus comentários lembro de cada aula que tive de sociologia e filosofia na escola. E dou risada sempre ^^
  • Gabriel Miranda  22/12/2012 16:17
    O filósofo anônimo aí de cima, obviamente, é um daqueles que defendem que a criança deve ser um agente de transformação social, capaz de ajudar na construção de uma sociedade justa, igualitária e pluralista.

    Um dia, espero, algum historiador sério narrará o verdadeiro desserviço que Paulo Freire fez à educação detepaífe.
  • Gustavo BNG  22/12/2012 20:25
    Calma, é trollagem, como fez (magistralmente) o Típico Filósofo anteontem.
  • Marcius Moraes  24/12/2012 01:07
    Concordo plenamente com o post do "Um Filósofo" (22/12/2012 15:11:32). Tem que proteger nossas criancinhas dos malvados capitalistas produtores que só pensam no lucro e não estão nem aí para a saúde delas! Além disso gostaria de apontar o fato de não há crianças obesas em Cuba nem na Coreia do Norte, portanto precisamentos destruir o capitalismo para termos indivíduos saudáveis e conscientes de seu papel social!
  • Um Filósofo  24/12/2012 13:13
    Exato, Maurício!

    Diferente do que é pregado nas aulas de história para doutrinar nossas crianças a servirem à burguesia, o experimento socialista em Cuba, Coréia do Norte e Etiópia foi um absoluto sucesso.

    Pergunto-lhe: Quantas crianças obesas você encontra por lá? Agora, quantas crianças obesas você encontra em um país liberal, como os EUA? As crianças dos países socialistas não eram magras por fome, mas sim por saúde.

    Agora, alguém pode mencionar: E os norte-coreanos que conseguiram ser 10cm mais baixos que os do sul? Eu respondo: É a natureza. Procure qualquer matéria científica, o homem não foi feito para ser alto e a altura torna seu corpo mais ineficiente pois torna o bombeamento de sangue ao cérebro mais lento, imbecilizando o indivíduo(Embora essa seja a intenção dos capitalistas).

    O socialismo real foi, acima de tudo, um experimento de saúde.
  • anônimo  24/12/2012 17:23
    aí você derrapou, o filósofo típico odeia tudo o que tem a ver com ciência, isso ele acha simplista.O que ele gosta é de esculhambar o 'cientificismo'
  • Rafael Franca  26/12/2012 11:18
    Sim, a saúde dos burocratas enquanto a o povo morria pq os médicos queriam economizar chapa de raio-x.

    Filósofo, cuba precisa de vc...
  • João Carlos  22/12/2012 17:56
    O aspecto principal relativo a este assunto não foi mencionado no texto: muito mais do que uma intervenção estatal na vida das pessoas, esta medida visa cortar as formas da mídia se financiar, tornando-a dependente do governo. Basta ver o tanto que o estado brasileiro gasta com propaganda. Muito mais que divulgar os "feitos" do governo, essa avalanche de dinheiro vai para comprar opiniões da mídia. Caso produza reportagem desfavorável ao governo, a verba de "propaganda" é cortada.

    Esta medida vai na direção da regulação da mídia que este partido comunista de merda chamado PT quer implantar no Brasil.O Reinaldo Azevedo a um tempo atrás explicou este plano, neste vídeo: www.youtube.com/watch?v=SzhcnWGwQeQ


  • Patrick de Lima Lopes  22/12/2012 18:19
    João Carlos, abordar o tema de acordo com suas vantagens e desvantagens(Ou seja, abordá-lo de forma puramente pragmática)não foi a proposta deste artigo. Mas se quiser, o artigo indicado, "Em defesa da publicidade infantil", fala a respeito das consequências de tal medida à televisão.

    Este artigo tem como meta revalorizar a importância da responsabilidade dos pais sobre as ações de seus filhos. Embora eu não duvide de que um dia algum burocrata dirá que a propaganda dedicada aos adultos também é uma invasão e desejará seu fim...
  • Leonardo Couto  22/12/2012 22:06

    Lembrem-se também que simplesmente ver um comercial deste tipo não significa fatalmente se tornar obeso. Esta lei não auxilia de maneira sensível a redução da obesidade, é algo, na prática, pouquíssimo útil em seu objetivo. Deve ser mesmo algo para os políticos mostrarem serviço.
  • Marco Aurélio  22/12/2012 22:29
    Estão tão preocupados com nossas crianças? reduza então zere os impostos para as cadeirinhas de crianças dos carros, para produtos diet zero de impostos, para alimentos como carne, arroz, frutas etc...
  • Vinicius Costa  23/12/2012 02:33
    Tenho um exemplo desse em casa. Meu irmão, de apenas seis anos, está muito acima do peso. Agora, o culpado é a propaganda ou os hábitos alimentares da família? Não sei, mas ambos os pais pesam mais de 100kg.
  • Daniel  23/12/2012 16:11
    Pessoal,

    só voltando um pouco ao assunto homem x mulher e suas aptidoes pro trabalho, muita gente acha que, simplesmente pelo acumulo de bens de capital, pela estrutura da sociedade moderna, onde nao temos que caçar na selva e carregar um javali no lombo, isso não quer dizer que a mulher está tao apta qto o homem à tarefa de sair de casa e trabalhar.

    Claro, intelectualmente, existem pesquisas pra lá e pra cá, com a mulher sendo mais "multitarefa", o homem sendo mais "focado", e cada um é um tanto mais apto pra determinadas tarefas.

    Mas, no geral, nao se esquecam que homens sao mais fortes,resistentes e estao programados biologicamente para entrar em conflito com situacoes adversas, enquanto a mulher tem muito mais pendor para cuidar de outras pessoas, justamente a tarefa de casa.

    Assim, mesmo em nivel de intelectualidade equivalente, o fato de possuir um emprego,se deslocar na rua, lidar com patrao, colegas de trabalho, fornecedors, clientes, tenho certeza que causa um stress na mulher muito maior que no homem. Pois apenas 50 anos de igualdade entre os sexos, mesmo que fossem os 5 mil anos de civilizacao humana ( que nao foram, pois a mulher foi a maior parte dessa historia dona de casa) , nao sao suficientes para "reprogramar" os genes selecionados e desenvolvidos em mais ou menos 1 milhao de anos (a idade do homem na terra).




  • Libertário  23/12/2012 21:03
    E, Daniel?

    Qual seu ponto?

    Eu sou obeso, possuo pressão alta e sou péssimo lidando com stress. Concordo que não sou o melhor para trabalhar no meio empresarial. E? Que diferença faz qualquer tipo de vantagem natural que você supõe que alguns gêneros tenham e outros não? Sou pior que qualquer pessoa para lidar com estresse, quase tive ataque cardíaco uma vez e nem tenho 40 anos. E daí?

    Eu com certeza não sou o melhor para ser um corredor. Mas por tal motivo eu não posso tentar? Você pode até dizer que não devo tentar, mas que diferença faz?

    As aptidões de cada gênero são completamente irrelevantes frente ao consumidor. A única coisa que realmente importa para um comprador é quem oferecerá o serviço mais adaptado às suas demandas. De onde vieram os talentos que fizeram com que eu prestasse um serviço é irrelevante. Não é com a minha dedicação na escola ou com minha assertividade masculina que você está consumindo o serviço. O que você quer é resultado, não o que gerou o mesmo.

    Você tem toda a liberdade de vir ao IMB e dizer que homens são os melhores para trabalhar. Entretanto, espero que tenha deixado claro: Não apenas sua opinião é completamente irrelevante como ninguém aqui que deseja portar o título de "Libertário" utilizaria a coerção para forçar membros da sociedade a seguir seu planejamento.

    -------------------------------------------------------------------------------------
    Agora, por favor: Deixem a discussão morrer. Ela é simplesmente improdutiva, irrelevante e é mais um ataque à imagem do IMB que qualquer coisa.

    Nenhum de nós apoiará utilizar a força para moldar outras pessoas à imagem que desejamos delas.
  • anônimo  23/12/2012 21:21
    Que eu saiba, hora nenhuma o Daniel falou em usar a força
    É importante sim os libertários terem os pés no chão quanto às diferenças dos gêneros porque na média, sempre vai haver profissões com maior número de homens, ou mulheres.E aí sim vai ter gente querendo usar a força, pra acabar com as desigualdades e criar um mundo que só existe na cabeça deles e que não tem nada a ver com as aptidões naturais de cada um
    Quem duvida, é só ver o que está acontecendo na Suécia.
  • Marcus Benites  24/12/2012 01:08
    Perfeito. Sem mais. Direitistas têm direito à opinião reacionária e não científica que quiserem, mas não são libertários e defendem algo que os libertários abominam, que é o tolhimento da liberdade alheia e a imposição das próprias ideologias, tal como fazem os esquerdistas atualmente. Desde que isso fique claro, despejem as abobrinhas que quiserem. Mas repito o que já afirmei acima: isso só contribui para que não consigamos difundir ideias realmente libertárias para o grande público, que continuará nos confundindo com direitistas.
  • Thiaco Derfu  23/12/2012 16:40
    Olá, Silvio e amigos...
    ... faço pós graduação em educação ambiental e, em uma das aulas, o tutor postou um vídeo: (www.youtube.com/watch?v=49UXEog2fI8)que culpa a propaganda pelo consumismo. (obs: nem recomendo assistir o vídeo todo, rsrsr)
    A seguir está a minha postagem no fórum de debate da pós graduação, em que a maioria dos meus colegas virtuais discordaram de mim. Antes de tudo gostaria de agradecer a existência do site IMB e dizer que adoro os artigos, estou começando a ler os livros a assistir as aulas. Segue...
    "...acabei de assistir o vídeo completo disponibilizado pelo professor Daniel, se tiver vagas em algum hospital de doido, acho que vocês podem me internar, pois só consegui enxergar isso:
    Vários pais e mães estragando (mimando) a infância de seus filhos: Primeiro pelo fato dos próprios pais serem consumistas, o que acarreta o reflexo nos filhos, pois as crianças ainda não possuem autonomia, estão em uma fase de heteronomia (observam e copiam). Segundo que, por mais manipuladora que uma propaganda pode ser, nesta fase da vida, os filhos se espelham nas atitudes dos pais, ou seja, se os pais fossem consumistas conscientes, os filhos não berrariam por um brinquedo. Observa-se que a mudança, da fase de heteronomia para a fase de autonomia, será ditada exatamente pela experiência da primeira, ou seja, filhos de pais consumistas (que fazem o que a criança quer) serão consumistas quando adultos.
    Vários graduados, mestres e doutores (pseudo-intelectuais) jogando a culpa na propaganda, mídia: Por ser mais fácil jogar a culpa nos outros, do que limpar o nariz. ( Lembro-me do famoso caso da educação versus família. Os pais jogam as crianças nas escolas, o filho vira um marginal, malcriado e burro... Aí, depois de um tempo, os pais vão à escola reclamar com o professor das notas).
    Pai, mãe, adultos... Não são as crianças, são vocês! Vocês que querem: festas caras e sofisticadas, brinquedos em excesso, ir a shoppings fazer compras, passar maquiagem no corpo todo, ouvir musica que não presta...
    As crianças se espelham em vocês! Isso que representa família. Existe um mundo lá fora (e até aqui dentro naquela caixinha preta, TV), mas a sua atitude, mãe e pai, perante esse mundo é que vai ser a representação da criança. Existem limites para acesso à internet, à televisão, videogames. Existem todo tipo de produtos e alimentos (até ecológicos... hi hi hi) Parem de jogar a culpa nos outros e cuidem de seu filhos, da educação, educação sexual e nutricional, da formação de caráter e personalidade, da formação crítica e de autonomia... Ops, é pedir demais né, nem vocês são assim.
    Até a obesidade da criança o vídeo não retrata como culpa dos pais... ou até melhor (ou pior, sei lá), uma mulher chega a falar que a criança está sendo estimulada a não se preocupar com o meio ambiente. É você, minha cara, que não se preocupa com o meio ambiente. Criança é criança, minha amiga, reflexo daquilo que se espelha. O espelho da criança são os pais! Não existe contra argumentação pra isso. A responsabilidade é sua. Eu devo estar ficando louco mesmo, pode internar!. Como lutar por uma causa, que só poucos enxergam?
    Por que os recursos, tempo e dinheiro que foram gastos neste vídeo não foram gastos para a educação dos pais destas crianças, afinal a propaganda, os programas de TV e as artes são simples reflexo do que vocês querem. Aqui, neste desabafo, a interpretação é que: NÃO FALTA ÉTICA na propaganda, ela é simples reflexo do que a maioria quer. Se faltar ética pode ter certeza que o estado deve agir; agora, exigir a ação do estado pra regular a propaganda... O que regula a propaganda somos nós.
    Não adianta proibir o que a propaganda vai passar ou os seus horários.
    A solução é simples: Se vocês quiserem propagandas e produtos responsáveis, ecológicos, nutritivos e saudáveis podem ter certeza que, automaticamente, os produtos e as propagandas assim serão. Se vocês querem ouvir música com letra, argumento, ideologia e qualidade podem ter certeza que a mídia vai te oferecer isso. Agora, se vocês querem funk, cerveja e mulher pelada, não reclamem do pacote que vem junto!"

    Abraços do Thiaco (pseudónimo)
  • Patrick de Lima Lopes  23/12/2012 20:38
    4 Perguntas + 2 sobre crianças:

    O que é consumismo e o que é consumir?
    O consumismo é sempre negativo?
    O que possibilita o consumismo em massa?
    A propaganda é absoluta ou há como dizer "Não"?

    Sobre crianças:

    Impedir a propaganda fará com que a criança não sinta necessidade de consumir?
    Deve ser responsabilidade do estado ou dos pais gerenciar o preparo das crianças?
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    O que é consumismo?

    Defina-o. Consumismo NÃO é consumir. Consumir é simplesmente utilizar os fundos que eu trabalhei para obtê-los e aplicar naquilo que quero em função do valor subjetivo que acrescento às coisas.
    Aqui é nosso primeiro ponto. Indivíduos consomem determinados bens porque valorizam tais bens acima de poupar/investir/gastar o valor que será pago por eles. Indivíduos sempre agem para aumentar sua satisfação/utilidade. Ou seja, quando não houver coerção, sempre que eu comprar um determinado bem é porque o valorizo MAIS que a quantia paga pelo mesmo.

    Caso eu invoque aqui meu personagem humorístico esquerdista(Típico Filósofo/Um Filósofo) que acusa o povo de ignorante e incapaz de decidir, ele dirá o seguinte:

    "O povo é alienado, por isso consome cegamente. Ele é simplesmente incapaz de determinar aquilo que quer, apenas compra os serviços que a burguesia quer que o mesmo faça!" - Típico Filósofo/Um Filósofo. (Ou, chame-o de "Típico Professor de UNI" ou "Um Cara da Universidade)

    O problema da análise do filósofo é que ele ignora todo o universo da ação humana e da motivação. Ele automaticamente cria um universo determinista onde a responsabilidade dos indivíduos por suas ações e a importância de suas valorações subjetivas são nulas, são meramente um jogo de "Ação-Reação".

    É uma jornada de humildade reconhecer que outros indivíduos são tão capazes quanto nós de decidir o que gostam, o que querem e o que fazer com seu dinheiro. Moldáveis sempre são os outros, nunca somos nós. Se uma criança vai até nós e diz que somos alienados(Um eufemismo de mentecapto) por passarmos o dia inteiro jogando videogame, nós simplesmente dizemos que ele é um moleque arrogante e que irá crescer um dia. Se um intelectual o diz, sentamos e aplaudimos; pois é óbvio que ele sabe mais que todos nós como administrar o nosso tempo.

    Não perca mais a luta para pessoas arrogantes e infantis, infelizmente aquelas que dominam o meio intelectual. Gente como o meu personagem(Típico Filósofo) deveriam ser apenas isso: Personagens humorísticos.

    Sobre o assunto, recomendo o artigo:
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1487

    E também recomendo o livro "A Mentalidade Anti-Capitalista" de Mises, disponível da biblioteca do instituto.

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    O consumismo é sempre negativo?

    Agora que nós aprendemos uma lição de humildade mais que essencial, o que é consumismo mesmo?
    Ah, sim. Consumismo é a prática de consumir mais do que podemos. Isso é sempre negativo, não?
    Sim, quebrar sua austeridade é algo letal para a vida de qualquer indivíduo. Mas é uma baita de uma lição. Aprendemos economia doméstica em nossas casas o tempo todo, nem mesmo é preciso abrir um livro. Administrar suas finanças é algo essencial para a sobrevivência de qualquer indivíduo em qualquer lugar do mundo e ninguém é melhor para fazer tal atitude que o próprio gerador da renda(Ou uma autoridade à qual ele delegue a permissão de forma voluntária, como um contador).
    A primeira vez que estouramos o orçamento é uma situação traumática, mas que nos educa a sermos mais austeros.

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    O que possibilita o consumismo?

    Consumismo, para ocorrer como ocorre atualmente, é preciso que haja um sistema onde há uma absurda fartura de crédito barato. Para que haja tal, apenas duas condições podem ser atendidas: O sistema de crédito está crescendo devido aos efeitos de uma redução artificial dos juros promovida pelo banco central(Ou seja, é uma Expansão de Crédito que gerará um ciclo econômico).

    Como isso ocorre? Explicarei de uma forma hiper-simplificada:

    O banco central realiza a adição de fundos às reservas fracionárias que os bancos filiados ao mesmo têm com a instituição(Chamadas de reservas fracionárias pois a razão em que crédito pode surgir a partir do valor presente em tais contas não é de 1:1. Nos EUA, por exemplo, é de 10 dólares de crédito PODENDO ser oferecidos p/ cada unidade nas reservas) à uma taxa de juros artificialmente baixíssima. N

    No primeiro sistema de banco surgido, um credor(Real) aplica no banco A seu dinheiro em troca de um rendimento X ao ano(Devo lembrar que é uma situação onde há escassez de aplicação, logo, bancos desimpedidos competem para oferecer taxas mais favoráveis de rendimento e serviços a quem ali deposita) e o banco o empresta a um credor de confiança(Pois um banco que realiza empréstimos a indivíduo incapazes de pagar certamente falirá) por uma taxa X + Y onde "Y" será o lucro do banco sobre o valor do empréstimo. Repare que para o banco lucrar ele precisa cobrar uma taxa de juros SEMPRE MAIOR que os juros que precisa pagar ao aplicante. Entretanto, em um sistema de banco central, tal anomalia é resolvida: A instituição liga a impressora de dinheiro e aplica o que tirou de lá cobrando uma taxa de juros artificialmente baixa de X/10.

    (Quer saber o quão caro seria pedir crédito sem o banco central? Vá à uma pequena agência de crédito perto da sua casa. Os juros são altíssimos!)

    O que acontece é que não é necessário mais poupar para consumir. Basta aproveitar da farta oferta de crédito barato. O maior problema de todo o arranjo é o seguinte: O súbito aumento da demanda por determinados bens do mercado consequente da expansão artificial do crédito levo ao aumento dos preços subsidiados pelos mesmos(E a famosa necessidade de utilizar crédito para o que antes você podia pagar com seu próprio dinheiro) e leva a capital e recursos a serem aplicados para a satisfação dos mesmos via mecânica do lucro. Entretanto, tal arranjo se sustenta apenas até a inadimplência estourar. Quando a demanda e os preços passam a cair consequente do fim da farra do crédito e os preços(Em especial dos imóveis), o capital e os recursos(Incluindo mão-de-obra) que estavam sendo aplicados para satisfazer tais demandas artificiais geradas pela expansão do crédito precisam ser reajustados, começam as recessões e a crise financeira. É o chamado ciclo econômico. A economia vive um período de ápice movido pela expansão creditícia e depois sofre uma forte ressaca onde os recursos e capitais utilizados para satisfazer as mesmas precisam de um radical reajuste em função da demanda real.

    Agora, o que tudo isso tem a ver com o consumismo? Tudo e ainda mais! A questão é que a oferta de crédito artificialmente barata gerada pelo banco central não apenas facilita que indivíduos não sejam austeros como também possibilita taxas de renegociação de dívida(Eufemismo para pedir crédito para pagar as dívidas atuais, lembrando que a taxa de juros da renegociação será maior que a taxa de juros do primeiro empréstimo) extremamente baratas.

    Há consumismo mesmo sem expansão de crédito? Há irresponsabilidade orçamental de qualquer forma, mas graças à falta de taxas de juros camaradas a serem oferecidas para uma renegociação de dívida, fique seguro que a lição será pesada.

    Recomendo os seguintes artigos. Eles explicam MUITO melhor do que eu:
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=764 (Legado espiritual da inflação monetária)
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1489 (Recomendo este p/ a situação nossa)
    www.mises.org.br/FileUp.aspx?id=228 (Excelente filme. Muito informativo)
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1450 (Lição do Iorio. Se um dia for utilizar meu texto para qualquer coisa, recomendo que utilize as explicações do Iorio para o funcionamento dos bancos)

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    A propaganda é absoluta ou há como dizer "Não"?

    Stefan Molyneux, quando o perguntaram sobre propaganda, ele respondeu:
    - Esse é o tipo de coisa que você nem precisa abrir um livro para responder. Se um determinado produto que você comprou no super mercado não atendeu às suas expectativas, o que você faz? Não voltará a comprá-lo.

    Independente da propaganda, quantas músicas/produtos/serviços não tem sucesso embora sejam publicadas em massa?

    A propaganda não é absoluta. Nunca será. A crença de que ela extingue a responsabilidade dos indivíduos por suas próprias ações pois ele magicamente irá colocar a cabeça entre os braços e pensar "Eu preciso daquela droga para ser feliz... Não aguento mais! Todo mundo quer que eu compre e eu sou incapaz de decidir por minha própria vida! Eu não sei mais! Estado, salve-me, por favor!" é pura retórica.

    Quer negociar com seus colegas? Pergunte-os: Vocês costumam dizer que o povo compra coisas pois são manipulados através da violência simbólica/propaganda/moralidade. Vocês utilizariam a força estatal para impedi-lo de utilizar seu próprio dinheiro com aquilo que deseja ou aquilo que você diz que eles foram induzidos a desejar? Vocês compram coisas porque querem ou porque são induzidos a fazê-los? O que vos leva a acreditar que outras pessoas não têm a mesma capacidade que você tem de mediar entre o que querem consumir e o que não querem?

    Embora eu tenha certeza que você estuda em uma escola de tiranos arrogantes, vale tentar.
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    Agora, as perguntas sobre crianças:

    Impedir a propaganda fará com que a criança não sinta vontade de consumir?

    É claro -! Que não!

    Se sua meta é impedir que crianças não sintam curiosidade de comprar coisas, é melhor nem tirá-las de casa. Na escolinha, podem querer comprar o chocolate do amigo porque parece interessante. Na rua, podem ver um cachorrinho e querer ter uma mascote.

    Se você parte da premissa que através do fim da propaganda você verá que "a exploração brutal dos capitalistas sobre a inocência infantil e a necessidade dos pais de agradá-los(Que, estranhamente, faz com que a palavra "Não" suma do vocabulário)" ainda não terá fim.

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    Deve ser responsabilidade do estado ou dos pais gerenciar o preparo das crianças?

    Preciso dizer é dos pais?

    Fui criado apenas por minha mãe. Apesar de muitos mimos feitos(Não por culpa sentida por ela, mas por mérito meu), posso afirmar que tive sim uma educação com limites estabelecidos, apesar da vida atarefada de uma mãe solteira sem ajuda. A crença de que magicamente os pais perderam a capacidade de dizer "Não" nas últimas décadas é apenas isso, crença; uma sobre a qual construir uma inteligente conspiração de expansão do paternalismo estatal. Um monstro das estradas que serve como desculpa para o controle das mesmas.

    Por favor, assumam responsabilidade. Se seu filho passa o dia inteiro em frente à TV sendo bombardeado por propagandas, tenha certeza que o problema na frase não está na propaganda.

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    Obrigado. Desculpe-me pelo tamanho da postagem. Era necessário.
  • Fabio  24/12/2012 17:58
    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
    Pelo visto teve um monte de mimimi,defesa do sexo feminino e ate acusações de ser de direita e abobrinhas em geral.
    Vamos aos pontos.
    1)A carga horaria fixa e numeros de funcionarios que uma empresa pode ter praticamente é instituida PELO ESTADO E SEUS SINDICATOS.
    Como o Leandro ja deve estar enjoado de falar aqui no misses,no Brasil e uma grande parte dos paises do mundo existe a lei do salario minimo.
    O que acontece? Como o empresario é obrigado a registrar e pagar um salario minimo,o salario não passa a ser medido por numero de horas trabalhada ou a produtividade,e sim pela lei de salario minimo e horas trabalhadas.
    Exemplo: Uma empresa quer contratar atendente de telemarketing. O que ela faz? Vai no sindicato e ve o que tange a lei,em seguida,ao inves de por exemplo contratar 2 mulheres,1 de manhã e outra a tarde em turnos menores,devido a interferencia do estado,ela contrata 1 funcionaria para trabalhar periodo integral,resumindo,NEM QUE ELA queira,dificilmente acahara empresa que contrate meio periodo,pois a lei não permite,nem se ela quiser trabalhar meio periodo e ganhar metade do salario que ganha,ela conseguiria.
    Muitas vezes a mulher trabalha fora porque quer,mais muitas vezes por causa das leis estatais,ela é obrigada a trabalhar mais,pois devido a entrada da mulher no mercado de trabalho e das leis de mercado de trabalho e leis de impostos,as empresas contratam bem menos do que poderia,e consequentemente gera desemprego,e consequentemente baixa se o salario,pois aumentou o numero de trabalhadores,mais não se aumentou a produtividade.
    Quanto a mulher trabalhar fora,na pratica,como mostra o artigo abaixo do misses,a mulher sempre trabalhou fora,não com tanta intensidade como depois da queima de sutiãs,mais sempre trabalhou.
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1370

    O que acontece?
    Devido a muita mulher querer trabalhar fora para ajudar no sustento do filho,teve tambem as feministas que querem fazer carreira,porem elas se esquecem de uma coisa importante.
    Para se ser uma boa mãe,ela tem que ficar em casa cuidando dos filhos,pois por mais que tercerizem a tarefa,ela jamais sabera como seu filho esta sendo educado,como esta se alimentando,o que esta fazendo,pois para ser mãe,precisa de dedicação total,como tudo na vida.

    Como o estado ajudou a criar e a propagar o feminismo?
    No mercado de trabalho,o homem,assim como a mulher esta sujeito a assedio sexual,promoções por criterio do gerente ou dono,pressão,assedio moral,hora extra, permanência integral na função,criterios de contratação igual para ambos os sexos.

    O que o feminismo fez?
    Criou a lei de assedio sexual,sendo que,o patrão que contrata ao oferecer promoção a mulher para dormir com ela não deve ser processado,e sim,a mulher tem o direito de negar e sair da empresa,pois a partir do momento em que ela se sujeita a trabalhar fora,tem que se sujeitar a cantadas,assim como o homem muitas vezes é obrigado a conceder favores para se manter no emprego,a mulher tem que se sujeitar a levar cantada e não processar o patrão.

    2) Se a mulher engravidar e o patrão quiser mandar embora,ele tem direito,pois ele não contratou nenhuma mulher para ele ficar pagando salario sem trabalhar,isso é uma tremenda desonestidade com o livre mercado e com o patrão.

    3) O salario é medido pelo livre mercado e não pelo sindicato.

    4) A pensão por gravidez concedida pelo estado esta errada,porque em primeiro lugar,a mulher é a responsavel direta pela gravides,não o homem,e alem disso,A MULHER SEMPRE ENGRAVIDA PORQUE QUER,por isso vemos por ai o golpe da barriga,,se o estado não interferisse na vida das pessoas e mandasse a mulher assumir suas responsabilidades,o numero de mães solteiras cairia absurdamente,pois ai a mulher veria a responsabilidade que é ter filhos e cuidaria.

    5) Leis de divorcio com o homem sendom obrigado a pagar pensão.
    Se leis absurdas dessas não existisse,a não ser que os 2 aceitassem assinar um contrato,as mulheres iriam se obrigar a escolher com quem se casa para depois não acontecer coisas como.
    Ha,eu arranquei daquele trouxa sua casa e todas as suas coisas e a pensão ainda. Ou então "Mimimi meu ex marido é um vagabundo,nem tem como sustentar uma criança e se casou comigo."

    6)Cotas especiais para contratar mulheres.


    Sendo assim concluímos:

    Quer dar para todo mundo?
    De a vontade,nada contra,porem assuma suas responsabilidades,se ninguém quiser casar com vc por ser rodada,não venha encher o saco,não me venha procurar juiz para tirar dinheiro do cara porque ele namorou com vc 5 anos e não se casou com vc.afinal de contas,direitos iguais.

    Quer ser carreirista e ganhar muito dinheiro trabalhando?

    Trabalhe,ganhe dinheiro,mais assuma as consequências disso. Pressão,stress, exigências,acumulo de funções,risco de ser mandada emborta,dificuldade de achar um homem com mesma renda e principalmente que aceite uma mulher carreirista.





  • Marcus Benites  24/12/2012 22:42
    Desculpe a franqueza, mas... Conheço dúzias de mulheres que sabem, ao menos, utilizar acentuação gráfica e pontuação. Eu as contrataria para qualquer função que exigisse bom domínio da norma culta, mas não contrataria você. E isso independeria de imposição estatal...
  • anônimo  25/12/2012 10:17
    Marcus, isso é totalmente irrelevante. Todo mundo sabe que na internet é comum usar linguagem coloquial
    Esse tipo de pensamento seu, querendo achar detalhes insignificantes pra discordar, evitando focar nos argumentos, repetindo as mesmas besteiras como um disco quebrado mesmo depois de refutadas um milhão de vezes, é típico de troll.

    Pior do que uma escrita supostamente ruim, nem ler você consegue.Tudo que o Fabio estava falando tem a ver com as consequências DO FEMINISMO, premiando a irresponsabilidade de mulheres cabeça oca e dando a conta pro tax payer pagar.

  • Marcus Benites  26/12/2012 02:40
    Engana-se, caro... Não tive um argumento refutado até agora. E o meu comentário tem pertinência sim. Arrogantemente o comentador se colocou (como homem) acima das mulheres, e fez isso reiteradamente. E dentro de um espaço em que se discute dissertativamente sobre questões complexas e científicas (o espaço perfeito para o uso da norma culta, ou não?), ele demonstra habilidade inferior à de dúzias de ex-alunas minhas de Ensino Médio (de 15 anos de idade). Era o exemplo perfeito para que eu perguntasse: onde está essa superioridade?

    Sobre o assunto principal (não deveria ser, mas acabou sendo): legislação pró-feminismo, bem como qualquer legislação trabalhista são um mal em si... Tudo o que se impõe é um mal. Qualquer lei que obrigue "X% de mulheres nas empresas" será um mal, bem como "direitos" como licenças, etc. Mas isso serve para homens ou mulheres. O fato, no entanto, é que elas estão inseridas no mercado de trabalho independente disso. A mulher não está trabalhando "por cota". Ela ocupou praticamente metade do mercado e isso tem sido vantajoso para o mercado. Por produzir menos (engravida, amamenta, precisa ficar mais em casa para cuidar de um filho) ela recebe menos, o que é normal e natural. O estado intervindo, obrigando que as mulheres recebam o mesmo que homens, mesmo produzindo menos, irá gerar desemprego de mulheres. Mas isso é outra coisa, não tem a ver com o fato de mulheres estarem desempenhando satisfatoriamente ilimitadas funções dentro do mercado de trabalho. Aquelas em que ainda seriam inferiores (como construção civil) ainda são ocupadas por homens. Outras, como um cargo de gerente de banco, por exemplo, são naturalmente ocupadas por homens e mulheres. Nada disso dependeu de imposições e o mercado tem selecionado naturalmente funções nas quais a mulher é útil ou não à produção. São fatos, estão aí. Isso não tem a ver com o feminismo estatal imposto a nós, como a "estrutura da família tradicional" também teve menos a ver com as imposições de governos de direita que com a adequação a uma sociedade que exigia mais força física e oferecia menos empregos.

    Mas continuo à espera de QUALQUER refutação com base lógica.
  • anônimo  05/01/2013 09:36
    'Nada disso dependeu de imposições e o mercado tem selecionado naturalmente funções nas quais a mulher é útil ou não à produção. São fatos, estão aí. Isso não tem a ver com o feminismo estatal imposto a nós,'

    O mercado uma ova, você fala como se o estado não estivesse infiltrado até o último fio de cabelo em todos os setores da economia e da educação. Se estivéssemos no capitalismo puro aí daria pra falar que isso foi o mercado.

    E mais uma prova de desonestidade, você mudou de assunto de propósito, o assunto não era exatamente COTAS pra mulher no mercado mas sim a PROTEÇÃO estatal que só existe graças ao feminismo. E aí entra creche, leis trabalhistas de proteção a mulher, 'hospital da mulher', leis que obrigam o homem a pagar pensão sem nem ter casado, leis que em caso de separação dão quase tudo pra mulher, inclusive a guarda dos filhos, e pro homem só a conta. E na mesma linha, em breve vai ter aborto as custas do 'contribuinte' também.
  • anônimo  05/01/2013 09:45
    Ah sim, só faltou falar que tem mais mulher do que homens nas universidades por mérito delas.(facepalm) Como se não fosse O MEC que faz a grade curricular dessas coisas privilegiando sempre as humanidades, a sociologia, a filosofia (tudo com um grande viés esquerdista, lógico) e agora isso acontece até no ensino médio.
  • Um pai de família  25/12/2012 12:37
    E, Fábio, desde quando, qualquer um aqui que está cansado de escutar que a mulher é a escória do mundo está apoiando sindicatos e legislações que criam interferência no mercado?

    Meu problema não é com sua luta contra a legislação sindicalista feita às mulheres, é o mero e claro ódio ou aversão às mulheres que certos membros que dizem ser desta comunidade demonstram.

    "Mais por causa do estado e da midia feminista,hoje em dia,não se acha mulher que preste para casamento e que aceite ficar em casa cuidando dos filhos,e sim,elas jogam eles em uma creche e vão trabalhar,e quando a criança chega da creche,para suprir a carencia de uma criança sem mãe,elas enchem a criança de porcaria,o pai ajuda"

    Perdoe-me pelo ad hominem, Fábio, mas será necessário: Você é casado? Você já teve pelo menos uma namorada na vida? Tem certeza que já falou com uma mulher além da sua mãe?

    Sinceramente, não parece. Sou unido com uma contadora inglesa(Coloca "feminista" nisso!) há uns 28 anos. Aprendi que não é responsabilidade dela ou minha criar, é de nós dois. O resultado foi que tivemos dois dos melhores filhos possíveis: Nenhum deles é socialista, nenhum deles é medíocre, um é engenheiro elétrico e trabalha nos EUA e a outra é engenheira química e está na Alemanha. O mais velho está casado e a mais nova já está noiva. Nunca tivemos empregada e os dois sempre fizeram trabalhos domésticos: Cozinhavam, limpavam banheiros, louça, quartos, chão e cozinha.
    As mãos deles nunca caíram por isso e minha família nunca se sentiu desviada "da ordem tradicional da psicologia evolucionista na qual a mulher ficava em casa preparando tortas e o marido ia caçar", pelo contrário, trabalho doméstico facilitou muito a nossa vida, disciplinou as crianças e nos deu ainda mais tempo para educá-los.

    Tivemos nossa família tradicional, mesmo com uma terrível e perversa mulher ao meu lado querendo trabalhar e uma filha insana e alienada pelo estado porque decidiu fazer faculdade.

    Essa história de culpar o trabalho feminino por péssimos filhos não cola. Conheci centenas de casais na minha vida, 1/10 deles conseguiram ter filhos promissores. Irei dizer uma verdade que dói a muitos: Os pais sempre foram uma merda para disciplinar os filhos no Brasil, em especial, os de classe B e A.

    Sabe o que é passar meio século de vida trabalhando com profissionais formados que não sabem limpar um banheiro? Que não sabem varrer um chão? Que acham que a sociedade precisa provê-los com tudo que precisam e que o trabalho é o capeta?
    Eu fui criado apenas por mãe no interior do SP. Passei minha infância limpando a casa, cozinhando, estudando e ajudando com os afazeres da fazenda. A disciplina e o respeito pelo trabalho que eu aprendi com ela foram os únicos motivos pelos quais eu nunca toquei em bandeira de liga de comitê estudantil(Comunista) e pelo qual nunca esperei a sociedade oferecer qualquer coisa a mim ou às outras pessoas.

    As mulheres, assim como qualquer outra coisa nesse mundo, não devem nada a nós; tudo o que devem é a si mesmas. Se você ficar choramingando por aí porque elas não querem adequar-se ao seu paradigma de mulher perfeita, saiba que o problema não está no estado ou no mercado, está com você.
    Se você me disser que é feminista não querer que todas as mulheres ou que quaisquer pessoas agradem às nossas demandas como machos gauleses, assumo a bandeira com todo orgulho!

    Sinceramente, cansei dessa conversa. Leio Rothbard, Hayek e Mises há muito tempo. Apenas espero que um dia NÓS deixaremos de dar motivos às mulheres para serem feministas.
  • anônimo  25/12/2012 16:27
    'Eu fui criado apenas por mãe no interior do SP. Passei minha infância limpando a casa, cozinhando, estudando e ajudando com os afazeres da fazenda. A disciplina e o respeito pelo trabalho que eu aprendi com ela foram os únicos motivos pelos quais eu nunca toquei em bandeira de liga de comitê estudantil(Comunista) '

    Isso se chama mecanismo de defesa. É a mesma coisa do pessoal que fala 'eu só sou o homem que sou hoje porque meu pai me batia'
  • anônimo  25/12/2012 17:27
    Pai de família, eu não gosto de ad hominem, mas se você acha que é necessário então aguente: você meu caro, é um coitado, um macho beta, um provedor. Você é o típico otário que as mulheres escolhem pra casar depois de passar a juventude se divertindo com os machos alfa.
    Você deve achar que é muito feliz aguentando todas as brigas e rabugices de uma jararaca gorda de meia idade, tendo o trabalho de cuidar da casa e fazer comida, coisa que em todas as culturas tradicionais é trabalho da fêmea, e achando isso tudo muito lindo. Google por mangina

    'Sabe o que é passar meio século de vida trabalhando com profissionais formados que não sabem limpar um banheiro? Que não sabem varrer um chão? '
    Não sei, nem nunca vi nenhum grande executivo falando da grande importância disso. A única coisa que isso mostra é como você é uma criatura digna de pena, se acha realmente que trabalho braçal desse nível, coisa que até um macaco com meio cérebro é capaz de fazer, é tão importante assim

    'As mulheres, assim como qualquer outra coisa nesse mundo, não devem nada a nós; tudo o que devem é a si mesmas. Se você ficar choramingando por aí porque elas não querem adequar-se ao seu paradigma de mulher perfeita, saiba que o problema não está no estado ou no mercado, está com você.'

    Você tem um problema de leitura, e ainda vem com a falácia do espantalho: ninguém ta falando de 'paradigma de mulher perfeita' nenhum; não existe nenhum problema na família tradicional, (coisa que você não é capaz de julgar porque como você mesmo disse, nunca soube o que é crescer em uma) TUDO que o feminismo 'conquistou' passou pelas mãos do governo. SEM o governo na jogada a família voltaria a ter o papel que sempre teve.

    Mas nem é culpa sua, como você mesmo disse, foi criado somente pela mãe. Você é o sonho de todo esquerdista, uma geração de 'homens' enfraquecidos que cresceram sem uma figura masculina positiva (leia-se PAI).

    'Sinceramente, cansei dessa conversa. Leio Rothbard, Hayek e Mises há muito tempo. Apenas espero que um dia NÓS deixaremos de dar motivos às mulheres para serem feministas.'
    O único motivo pra uma mulher ser feminista é ela acreditar na lorota das feministas sobre como a família é opressora e como tudo de ruim no mundo é culpa do homem. Se você acha mesmo que 'nós' damos motivos pra isso, mostra bem como a estratégia Gransciana da esquerda, de se infiltrar na cultura, é eficiente.

    E de novo, como VOCÊ mesmo disse que um ad hominem é 'necessário', então saiba que a maioria dessas feministas, as mesmas que te ensinaram como vc deve pensar, é um bando de lésbicas raivosas que odeiam os homens com todas as forças.

    obs: e ter filhos ganhando muito dinheiro também não significa absolutamente nada. Se for por isso o filho do lula ganha mais ainda. E sem precisar varrer a casa e limpar banheiro.




  • Marcus Benites  26/12/2012 02:47
    Entre serem lésbicas ou obrigadas a viver com um ser humano como você, parece que fizeram a escolha certa...

    Só estranho o site, que pede um comentário "inteligente e educado" e deixa passar isso.
  • anônimo  25/12/2012 17:36
    'Sabe o que é passar meio século de vida trabalhando com profissionais formados que não sabem limpar um banheiro? '

    Quem trabalha no Google sabe, e eles falam que é o paraíso
  • Sérgio  26/12/2012 04:24
    Me diz uma coisa caro "pai de família"... o feminismo de sua mulher funciona também se aplica nos deveres e nas obrigações? Por exemplo: sua mulher paga metade da fatura de água, luz telefone, alimentação? Ou nesta parte continua sendo patriarcal ainda (ou seja, você pága toda a fatura)? Gostaria de saber, pois as feminazis querem apenas direitos, mas quando se trata dos deveres, elas não são nada feministas, pelo contrário, são extremamente machistas.

    O resultado foi que tivemos dois dos melhores filhos possíveis: Nenhum deles é socialista, nenhum deles é medíocre, um é engenheiro elétrico e trabalha nos EUA e a outra é engenheira química e está na Alemanha. O mais velho está casado e a mais nova já está noiva. Nunca tivemos empregada e os dois sempre fizeram trabalhos domésticos: Cozinhavam, limpavam banheiros, louça, quartos, chão e cozinha.

    Deveria ter feito a divisão de tarefas de maneira correta. Você em vez de ensinar teu filho a caçar, a nadar em riachos, montar a cavalo, domar touros ariscos, capinar um lote, carregar tonéis de estrume, refazer o telhado e trocar o chuveiro, deixou ele ficar colocando galochas e aventais para ficar fazendo servicinho doméstico.

    Tivemos nossa família tradicional, mesmo com uma terrível e perversa mulher ao meu lado querendo trabalhar e uma filha insana e alienada pelo estado porque decidiu fazer faculdade.

    Fora do conservadorismo não há família tradicional. Este aglomerado de pessoas que vive na sua casa não passa de uma experiência de engenharia social. Sim, teus filhos são cobaias, e a culpa disso é SUA.

    As mulheres, assim como qualquer outra coisa nesse mundo, não devem nada a nós; tudo o que devem é a si mesmas.

    É muito falar isso no conforto da era da tecnologia. Queria ver dizer isso se vivesse numa sociedade primitiva. Os homens domaram o mundo e fizeram com que os humanos florescessem. O feminismo não é um produto do progresso social, mas sim do progresso tecnológico (tecnologia criada e desenvolvida pelos HOMENS, mais uma vez, elas não devem nada aos homens).
  • Renato Souza  30/12/2012 12:50
    Sergio

    Sou tradicional e odiaria estar casado com uma feminista. Mas no mundo de hoje, justamente por causa da tecnologia, os trabalhos feitos em casa pelos homens são muito mais parecidos com os das mulheres do que no passado. Para mim que moro num ambiente urbano, a não ser que eu precise fazer uma pequena reforma em casa, na maior parte do tempo não terei nada para fazer de trabalho duro. Eventualmente uma troca de resistência do chuveiro ou algo assim. Não vou ficar assistindo televisão enquanto minha mulher faz tudo. Pego uns serviços extras para fazer, mas isso não preenche todo o tempo (e como eu queria que preenchesse, pois assim eu ganharia mais). Embora ela, justamente por não trabalhar fora agora (e também por ter mais habilidade e rapidez nos trabalhos domésticos) faça bem mais serviços domésticos do que eu, já lavei louça, lavei banheiro, arrumei cama, cozinhei, etc. E por outro lado, já precisei da ajuda dela para trocar a fiação do apartamento.

    Meu pai era um baiano arretado, certamente a milhões de quilômetros do feminismo, mas ví várias vezes ele fazendo serviço doméstico, e era craque em trocar fraldas. Nem por isso era menos homem ou menos tracidional. É claro que se um homem faz serviço pesado na lavoura ou carregando carga, então não terá ânimo para chegar em casa e lavar louça ou cozinhar. É tudo uma questão de conveniência de cada família.

    Creio que uma educação mais livre passa por ensinar as pessoas a depender menos do trabalho de terceiros. Isso acontece por exemplo nos EUA, onde há menos mão de obra disponível a baixo preço para os serviços domésticos. Não só a moça mas também o rapaz, precisam ser preparados para cuidar da sua própria casa, limpando, lavando passando e cozinhando, em uma situação em que não possam pagar outra pessoa para fazer isso. Mesmo numa família em que a mãe não trabalhe fora, quando os filhos são pequenos eles dão muito trabalho (principalmente logo após o nascimento). A mim parece mais razoável que o marido saiba se virar sozinho do que gastar dinmheiro com alguns serviços simples e básicos. Lembre que o normal, no início da vida adulta, é ter menos dinheiro disponível que no fim da vida. É muito diferente eu gastar dinheiro com o trabalho dos outros porque tenho sobrando, e gastar porque eu sou incapaz de cuidar de mim, embora meu dinheiro esteja curto.

    É claro que é útil ensinar aos meninos também certos serviços braçais ou manuais que lhe serão úteis, e também os tornarão mais independentes. Olhando para trás, eu gostaria de ter tido um bom treinamento em mecênica de automóveis e marcenaria, e quero que meu filho seja bom nessas coisas. É claro que certos serviços tradicionalemnte ligados aos homens (até por predisposição biológica) são úteis na sua afirmação sexual, para faze-los sentir-se o macho provedor de defensor, que foram programados biológicamente para serem. É um instinto do homem gostar da pesca, da caça e de plantar e cuidar da terra, e creio que esse instinto deve ser satisfeito para sua maior felicidade. Mas isso não é mais uma questão de sobrevivência. Não preciso mais ir para o mar ou para o rio buscar um peixe para minha família, para eles não morrerem de fome; basta eu passsar na peixaria e gastar um pouco de grana. Mas uma coisa não impede a outra. Saber fazer o serviço da casa não tornará seu filho menos homem, o tornará menos dependente. E se vocês forem ricos, o tornará menos mimado.
  • Bright  30/12/2012 13:53
    Esses neocons que estão invadindo o site estão vindo desses fóruns aqui:

    mundorealista.com/forum/index.php

    forum.bufalo.info/

    Pertencem a uma coisa chamada de "Real", e se consideram iluminados porque somente eles, supostamente, sabem como funciona o cérebro feminino, e todos os outros homens são betas provedores frutos do feminismo.

    Estranho é que o site esteja permitindo a eles invadir esse espaço e despejar suas merdas ideológicas. Experimentem criar um nick no fórum deles e defender o liberalismo, para ver o que acontece. Eles te expulsarão e, talvez, deletarão todas as suas mensagens, porque, na cabeça doentia deles, liberais e esquerdistas defendem a mesma coisa.
  • Felipe  30/12/2012 15:09
    Verdade. O site tá precisando dar uma peneirada nesses seguidores do Olavo de Carvalho.
  • Marcos  31/12/2012 18:29
    Sinceramente, isso parece uma turma de quinta série. "Ah, mas ele é seguidor do Olavo de Carvalho", "ele é conservador", "ele não é liberal o suficiente". Pior que nos meios conservadores frequentemente isso acontece também em relação aos libertários. E depois tem gente que não sabe porque a esquerda é hegemônica. Por mais que haja brigas, ao menos eles conseguem convergir em determinados assuntos.

    Se nem estamos nos pontos de divergência (existência do estado, drogas, prostituição, direito penal) e já tem tanto mimimi imaginem então quando for necessário um debate civilizado em relação a estes assuntos...
  • Fabio  31/12/2012 19:00
    Marcos

    Acontece que ser esquerdista e burro é bem mais facil;é só defender o estado e tudo o que esta ai,não precisa pensar.
    Agora ser libertário,ai o cara tem que enchergar longe,coisa que o esquerdista é incapaz de fazer,por isso tem um monte de esquerdista por ai.
  • anônimo  05/01/2013 11:10
    Nada a ver, o Olavo fala uma besteiras as vezes mas mesmo assim é uma fonte muito boa pra muita coisa que nem o IMB fala.
    E até entre os membros do IMB tem alunos do curso de filosofia dele.
  • Neto  06/01/2013 19:58
    Bright, sinceramente o erro alí foi seu (que terminou com você sendo banido)de entrar dando a impressão que foi só fazer propaganda gratuita
    Esses sites são meio toscos, como quase tudo que é brasileiro, mas a Manosphere, que é de onde o conhecimento real vem, tem muita coisa boa e continua firme e forte lá fora.
    E sim, tem muito aspirante a funça no búfalo, mas também existe muitos libertários em potencial
    Trechos de um artigo traduzido por eles recentemente:

    'Naturalmente, existem muitas criticas sobre a Manosphere. Pessoas politicamente engajadas tentando fazer homens e mulheres ignorarem sua sexualidade, desejos e impulsos, essas pessoas nos odeiam porque ameaçamos acabar com seu dinheiro fácil (que emprego as feministas teriam se as mulheres atuais fossem educadas para apoiar os homens?). Mulheres novas que se beneficiam financeiramente e socialmente manipulando relacionamentos, casamentos e sistema judiciário, simplesmente pra extrair milhões de dólares em bebidas dos homens ou trilhões de dólares em tribunais de divórcio todos os anos. Agências governamentais (seus empregados e sindicatos dependem inteiramente das mulheres receberem um cheque do governo, substituindo pais e maridos) nos odeiam também. O sistema judiciário também não vai com a nossa cara e nosso estilo de vida de solteiro. Socialistas e comunistas nos odeiam porque nós insistimos em liberdade e governo limitado. E (honestamente) milhões de homens e mulheres que tem seus sentimentos destruídos pela realidade todos os dias também nos odeiam.'

    forum.bufalo.info/showthread.php?tid=2592
  • Eduardo Marques  05/01/2013 03:00
    Gostei de seu comentário e de seu posicionamento. Parabéns por ser essa excelente pessoa e ter boa noção do que é liberdade, ao contrário de muitos que comentam aqui.

    Também não creio que o "anônimo" (e outros aqui) seja casado ou já tenha tido algum relacionamento com uma mulher que não fosse a própria mãe. Repare que duas linhas suas de "ad hominem" (que foram apenas algumas perguntas insinuadoras) renderam parágrafos inteiros de ataques baixos.
  • anônimo  05/01/2013 09:01
    'Repare que duas linhas suas de "ad hominem" (que foram apenas algumas perguntas insinuadoras) renderam parágrafos inteiros de ataques baixos.'

    Repare que ele deixou claro que isso era uma ironia, pra evidenciar o absurdo que é alguém vir com ad hominem SABENDO que é um ad hominem.
    E repare também a limitação intelectual de quem não consegue notar isso e de quem classifica a mesma coisa como 'ad hominem' ou 'ataque baixo' dependendo do que for conveniente pra sua agenda.
  • Eduardo Marques  05/01/2013 13:51
    A irritação está forte no seu lado, anônimo. Por que vc não se acalma um pouco?



    i.imgur.com/LJtlm.png
  • Mateus  25/12/2012 14:53
    Ótimo artigo, mas cabe uma observação: no texto se fala que tal Lei foi aprovada na Assembléia Legislativa e, ao mesmo tempo, que a conduta antes permitida agora se tornou "CRIME". Bom, se for só pelo poder da expressão, tudo bem, porém saliento - por preciosismo - que tal situação fática é impossível, afinal, compete exclusivamente à União legislar sobre direito penal (Constituição Federal, artigo 22, inciso I). Abraços
  • Marcos  26/12/2012 18:04
    O PSDB é uma desgraça. E depois ainda tem gente que o chama de "direita". Não passam de um PT envergonhado.

    Esse partido caminha a passos largos para a extinção.
  • Gredson  29/12/2012 23:52
    Eu não entendo, porque os empresários não se juntam para fazer um contra peso, contra decisoes desse tipo?
    talvez eu esteja enganado, mas eu vejo o estado tirando o lucro do empresario, e ele não faz nada, e fica por isso mesmo.
    Cade ação? Cade os empresários se juntando com funcionários e saindo para fazer protestos? Cade o MCdonalds fazendo propaganda contra o estado? Dizendo para o povo o quanto isso é um absurdo.


    Me corrija se eu estiver enganado, porque realmente não sei se os empresários se juntam para defender a liberdade de mercado.
  • anônimo  30/12/2012 00:49
    Na minha humilde opinião, o McDonalds não faz isso para não perder clientes. Para ter uma idéia, tente falar mal do estado com os seus amigos e veja o que acontece.
  • Marcos  30/12/2012 15:45
    Simples: não há direita organizada no Brasil. A hegemonia do pensamento de esquerda faz com que até os prejudicados diretos aceitem medidas claramente absurdas.
  • Fabio  30/12/2012 01:34
    Gredson

    Ai vc fez uma boa pergunta.
    Quero só ver o Mc Donalds resolver essa questão.
    Mais uma coisa é certa.
    Se o estado começar a fazer cada vez mais leis imbecis como essa,não se assuste se empresas como o Mc Donalds,Volkswagem,Fiat,Ford,GM(muito dificil sair pois a mesma foi subsidiada 1x pelo estado brasileiro quando quebrou nos estados unidos,mais tambem não é impossivel)começarem a fazer as malinhas e de 1 a 1 sair do Brasil,ai sim eu quero estar bem longe daqui rindo da cara dos comunistas lixo do PT......


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