Recordações de um Brasil socialista
por , sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

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tumblr_m9foxscmdE1qflir1o3_400.jpgObs: O artigo a seguir foi escrito em agosto de 2002Circunstâncias recentes ocorridas no Brasil fizeram com que ele se tornasse ainda mais atual do que quando fora escrito.

 

Pouca gente sabe, ou se deu conta na época, mas o Brasil já viveu um regime socialista. E foi um sucesso... por pouco tempo.

Em 28 de fevereiro de 1986 o presidente Sarney, acossado pela hiperinflação que grassava no país e tendo a legitimidade de seu mandato questionada, decretou o congelamento geral de preços e salários. Em sessão solene transmitida pela TV, ele declarou guerra à inflação e convocou todo o povo para o bom combate, imputando aos especuladores e empresários gananciosos a carestia que castigava a nação. O presidente obteve aprovação quase unânime da população.  Mais de 95% do povo apoiava o Plano Cruzado (essa a nova denominação da moeda nacional) sem reservas.  

[A imagem está ruim, mas o vídeo abaixo vale muito a pena para relembrar a época em que a ignorância econômica nacional atingiu seu ápice]

De um dia para o outro, todas as transações privadas caíram sob estrito controle estatal. A propriedade privada e a liberdade econômica foram suprimidas de um só golpe, uma vez que o poder de disposição (vender, alugar etc.), sem o qual o direito de propriedade é privado de sua substância, foi abolido.  Somente se podia celebrar contratos bilaterais onerosos pelo preço decretado e controlado pelo estado.  Dito de outra forma, o Brasil aboliu a economia de mercado e adotou o socialismo.

A imprensa aderiu imediatamente fomentando um clima de histeria geral. A TV Globo criou uma vinheta sugestiva: "tem que dar certo". Tinha que dar certo à força, é claro.

Logo empresários e gerentes de loja eram presos e humilhados sob a acusação de aumentar preços ilegalmente. Estabelecimentos comerciais foram depredados por turbas enfurecidas. Todos os cidadãos foram informalmente nomeados "fiscais do Sarney" e nenhum comerciante se sentia seguro. Choviam delações anônimas, ao que se seguiam espalhafatosas razzias da SUNAB nas lojas, elevada à condição de KGB nacional.

A adesão da intelectualidade foi, naturalmente, total.  Os mesmos que ainda ontem criticavam o uso do decreto-lei (antepassado das medidas provisórias) e as arbitrariedades dos militares agora as aprovavam efusivamente.  O ministro da fazenda Dilson Funaro, que secretamente sofria de um câncer quase terminal, fez-se um verdadeiro messias do cruzado. Os economistas que perpetraram o plano, João Sayad, Luiz Gonzaga Belluzo, Persio Arida, Francisco Lopes e outros viraram celebridades instantâneas.  A mentora de todos eles, a economista lusa Maria da Conceição Tavares, passou a ser considerada a sumidade suprema da ciência econômica, e a mídia a retratava como a "guerreira do cruzado".  Os partidos políticos que recentemente atacavam Sarney aderiram em massa ao presidente.  A esquerda, inclusive o nascente PT, perdeu o discurso e ficou na dela.  Como pregar o socialismo se o próprio governo o adotara?  Sarney e seu bigode eram adorados e adulados pelas massas, tal qual um Stalin tupiniquim.

Poucas vozes ousaram discordar.  O sempre corajoso jurista Ives Gandra foi um dos poucos a proclamar para quem quisesse ouvir que o pacote era inconstitucional de cabo a rabo, e olha que a constituição vigente era aquela outorgada pelos militares em seu período mais duro.  Mas ninguém queria ouvir, muito menos o Judiciário.  A oposição mais cerrada, coerente e de primeira hora veio da revista semanal Visão, onde pontificava o editor Henry Maksoud.  Inflação não é aumento geral de preços, escrevia ele.  Essa é a consequência. A causa é a expansão desenfreada dos meios de pagamento pelo governo para financiar seus monumentais déficits.  O único culpado pela inflação é o governo e só ele pode acabar com ela.  Abolir o mecanismo de preços equivale a destruir a economia de mercado.  

Controle de preços nunca resolveu o problema, e a sucessão de fracassos nesse campo foi enumerada começando por um famoso e malogrado decreto do imperador romano Diocleciano, em 301 DC, que parecia uma "tabela da Sunab".  Não demorou para que o filho de Maksoud fosse preso e ele próprio recebesse ameaçadoras "visitas" da Sunab. Maksoud foi "banido" dos programas de TV que discutiam o plano.  Jornais recusavam-se a reproduzir seus artigos.  A revista Visão recebia uma enxurrada de cartas de leitores furiosos, contendo os piores insultos. Maksoud as publicava e replicava pacientemente. O governo garantia que o déficit e a emissão de moeda estavam "sob controle total". Como?, retrucava a Visão, se nenhum funcionário público foi demitido (ao contrário, a época era de contratações e "trens da alegria" a rodo), nenhuma estatal foi privatizada, nenhum gasto foi suprimido, os vastos subsídios não foram cortados e a carga tributária não foi aumentada?  Os números das contas públicas sumiram, deixaram de ser publicados, coisa que nem os militares fizeram.

Aos poucos, contudo, a euforia foi passando e os efeitos previstos por Maksoud começaram a se fazer sentir.  As mercadorias principiaram a escassear e a sumir.  Mercados paralelos floresceram e só pagando "ágio" era possível comprar as coisas.  O Brasil foi tomando a feição bem conhecida nos países comunistas.  Filas nas lojas e nada para comprar, salvo no mercado negro.  O ministro Funaro expôs-se ao ridículo de mandar a Polícia Federal caçar bois nos pastos, já que a carne desaparecera do mercado.

Ficou evidente que o déficit público e a expansão monetária não haviam sido controlados coisa nenhuma.  Nada mudara.  A economia entrou em colapso, mas o "plano" foi mantido até as eleições, por exigência do PMDB, o "partido do cruzado".  Logo depois das eleições, que resultou em esmagadora vitória do PMDB, o governo traiu os que tolamente acreditaram que o cruzado era sério.  Os preços foram descongelados e a inflação reprimida os chutou para o alto.  Haveria novos "planos" e novos congelamentos, inclusive o mais violento dos "choques heterodoxos" que foi o Plano Collor I.  Mas o encanto se esgotara.  Ninguém mais levava a sério o socialismo.

É claro que Sarney, o clássico "coroné" patrimonialista nordestino, não era um socialista marxista.  Ele apenas utilizou o truque do congelamento para se tornar popular e se manter no "pudê".  Quando o "plano" fracassou, Sarney não deu o passo seguinte na direção do socialismo totalitário, que teria sido a estatização de todos os meios de produção (inclusive a força de trabalho de cada um).  Voltamos, pois, à velha e péssima "economia mista" de praxe.  Um governo Lula ou assemelhado, porém, teria seguido adiante, e pior, contaria com amplo e majoritário apoio popular!

É uma pena que o povo brasileiro não tenha consciência de que aquilo é o verdadeiro socialismo, daí para pior. Logro, arbítrio, violência, escassez, caos, manipulação.  Pois ao que parece a história vai se repetir, pois os "economistas" do PT são os mesmos do cruzado.  Como é que pode esses caras ainda terem influência no país? Por muito, muito, menos médicos e engenheiros perdem a licença profissional.  Mas essas figuras macabras continuam dando as cartas nos meios acadêmicos e políticos.  É nisso que dá deixar a ciência econômica aos cuidados dos seguidores de Marx e Keynes.  Toda a sociedade paga a conta.


Alceu Garcia é o pseudônimo de um cidadão que, cercado de esquerdistas por todos os lados, e já conhecendo o tratamento que eles dão a quem ouse contrariá-los no local de trabalho, tem bons motivos para desejar permanecer incógnito.



172 comentários
172 comentários
Ateu Atoa 20/12/2012 12:43:27

Explane-me, por favor, como um liberal de sua estirpe explicaria países como Dinamarca e Suécia, ou mesmo a Inglaterra, que possui cinco vezes mais funcionários públicos do que o Brasil em proporção à população. Ademais de serem Sociais Democracias com forte viés Keynesiano (no caso das dois primeiros).

Responder
Leandro 20/12/2012 12:53:45

De novo essa pergunta? Não se passa uma semana sem que alguém venha aqui jurando ter descoberto essa "falha" em nossa percepção. Assim como a pergunta do "O que uma sociedade anarcocapitalista faria perante a iminência de uma invasão alienígena", essa pergunta sobre os países escandinavos também é hors concours.

Prezado Ateu Atoa, os países escandinavos primeiro enriqueceram (o fato de não terem participado de nenhuma guerra ajudou bastante) e só depois adotaram um estado assistencialista. E com um detalhe inevitável: após essa adoção, a criação de riqueza estagnou (como foi relatado aqui e aqui).

Outra coisa pouco mencionada é o alto nível de desregulamentação das economias escandinavas. Você demora no máximo 6 dias para abrir um negócio (contra mais de 130 no Brasil); as tarifas de importação estão na casa de 1,3%, na média (7,9% no Brasil); o imposto de renda de pessoa jurídica é de 25% (34% no Brasil); o investimento estrangeiro é liberado (no Brasil, é cheio de restrições); os direitos de propriedade são absolutos (no Brasil, grupos terroristas invadem fazendas e a justiça os convida para um cafezinho); e, horror dos horrores, o mercado de trabalho é extremamente desregulamentado. Não apenas pode-se contratar sem burocracias, como também é possível demitir sem qualquer justificativa e sem qualquer custo. E tudo com o apoio dos sindicatos, pois eles sabem que tal política reduz o desemprego. Estrovengas como a CLT (inventada por Mussolini e rapidamente copiada por Getulio Vargas) nunca seriam levadas a sério por ali.

Isso tudo fomenta a acumulação de capital, a qual tem de ser muito alta para alimentar todo o consumo de capital feito pelo governo. É sim possível uma sociedade ter uma alta carga tributária e continuar enriquecendo, mas sua população tem de ser altamente poupadora e incrivelmente produtiva, e a economia tem de ser altamente desregulamentada. Ele precisa acumular capital a uma taxa maior do que o consumo feito pelo governo. Caso a acumulação de capital consiga ser maior do que o consumo de capital feito pelo governo, a sociedade pode enriquecer.

Não é necessário ter um QI elevado para constatar o que aconteceria caso o Brasil adotasse uma carga tributária escandinava (muito embora já estejamos muito perto).

Impostos, por definição, não fomentam a acumulação de capital. Eles destroem. Deixe sua ideologia de lado e passe a estudar as coisas com mais cientificismo.

Abraços!


P.S.: Ah, sim, qual a fonte dessa sua afirmação sobre número de funcionários públicos? Lembre-se que é preciso considerar as três esferas de governo. O número de funcionários públicos federais no Brasil é ínfimo quando comparado ao número de funcionários públicos estaduais e municipais. No aguardo.

Responder
Erick V. 20/12/2012 13:34:33

Leandro, você já pensou em reunir as suas respostas aqui nos comentários, dar uma adaptada e fazer um FAQ? Com a didática e o poder de síntese que você tem, o resultado final ficaria bem interessante, e possivelmente evitaria grande parte dessas perguntas repetidas que geram, inevitavelmente, respostas ctrl+c ctrl+v.

(aliás, esta aqui não deixa de ser uma pergunta repetida - lembro de já ter visto algum outro leitor dar essa ideia do FAQ, mas não consegui achar o comentário)

Quem sabe você já tenha até material para organizar um livro no formato "bate-pronto", ou estruturado em perguntas e respostas... O tipo de coisa que, por ter certo apelo comercial, divulgaria o IMB e te daria uma graninha extra.

Responder
Leandro 20/12/2012 13:55:34

Prezado Erick, a ideia é boa, mas um tanto quanto tardia. Isso era para ter sido feito há pelo menos 3 anos. Já são mais de 1.500 artigos, e ficar procurando e compilando respostas em cada um deles é algo que me tomaria muito tempo e energia, e me obrigaria a negligenciar outros afazeres.

Mas fico muito agradecido pelo reconhecimento -- e aguardando o envio de energias para tal afazer.

Grande abraço!

Responder
Fabiano 20/12/2012 14:51:58

Leandro,
Não precisa sair procurando em todos os artigos antigos. Cria um FAQ "em desenvolvimento" e vai incrementando a medida que as perguntas recorrerem.
[ ]!
Fabiano

Responder
Thiago 20/12/2012 16:44:59

Há algum fórum de debates ligado ao site? Ou a possibilidade de se criar um (o google plus recentemente lançou uma ferramenta de "comunidades")? A dinâmica do debate apenas como comentários aos artigos me parece um pouco lenta, inclusive pela necessidade (mais que justificada) de moderação.

Responder
Vinicius Costa 22/12/2012 00:52:17

A ideia do Fórum e do FAQ são excelentes. Hoje na internet existe um fórum muito bom sobre musculação feito pelo site Hipertrofia. Das conversas de lá aprendi muito coisa e muito material é compartilhado entre os participantes.
Assim como a musculação, o assunto da economia liberal também é capaz de criar um ciclo constante de pessoas debatendo e mostrando suas ideias, além de compartilhar materiais que descobriram por aí.
A criação de um fórum hoje seria excelente para a divulgação de nossas ideias. Se alguém precisar de alguma ajuda, tanto no FAQ como no fórum eu estarei a disposição.

Abraços

Responder
anônimo 22/12/2012 08:38:20

Não é bom depender do google para uma besteira dessas. Aliais, não é bom depender de ninguém, depois uma empresa grande dessas faz uma hagada e vc vai junto

Responder
Ricardo 10/03/2015 15:48:41

Leandro, para isso existem estagiários.... ou colaboradores, eu mesmo já ando salvando algumas respostas para dar para alguns esquerdopatas por ai.

Responder
Antonio Galdiano 20/12/2012 14:51:07

O Leandro, de fato, é um dos liberais mais instruídos que conheço e suas respostas são tão exemplares quanto didáticas. Eu mesmo já recebi várias instruções desse tipo bem como uma série enorme de leituras recomendadas.

Eu gostei tanto da idéia do Erick que me prontificaria a ajudar na sistematização desse FAQ gratuitamente enquanto estou de férias escolares. Quem sabe esse esforço poderia até virar um livro.

Uma outra sugestão que faria é a de produção de um programa de perguntas e respostas filmado e disponibilizado gratuitamente no site, talvez feito para um público fechado como auditórios universitários. Sei que o ordem livre faz algo do tipo, porém de acesso exclusivo aos participantes pagantes.

Eu mesmo conheço uma série de socialistas, eu diria, inerciais que estariam dispostos a tomar contato com o liberalismo de fato, e não com que anunciam seus detratores. Inclusive, aposto que muitos dos leitores aqui já foram esse tipo de socialista inercial (e me incluo fazendo esse mea culpa). A maioria jamais já ouviu dizer em escola austríaca e provavelmente acha que o máximo de capitalismo possível são as Parcerias Público Privadas defendidas pelo governo (também reconheço essa mea culpa).



Responder
Erick V. 20/12/2012 15:20:02

Já tem dois voluntários para sistematizar a coisa, e com certeza surgirão outros. É o mínimo que eu poderia fazer como retribuição pelo IMB ter me desplugado da Matrix...

Responder
Rafael de Souza 04/03/2014 18:59:55

Podem contar comigo também em relação a idéia do FAQ.

Muito boa a idéia, quanto antes começarmos mais material teremos!!

Abraços!

Responder
Danielbg 06/03/2014 14:48:38

Tenho minha FAQ particular em DOC, são quase 30 páginas de inúmeras perguntas e respostas que achei interessante. Se o Leandro quiser pode mandar meu email para os voluntários acima.

Responder
Diogo 20/12/2012 16:27:51

Quanto às guerras, me parece que deve-se estabelecer uma data a partir da qual tais países não mais se envolveram em conflitos armados, já que é certo que durante a sua história, vários países escandinavos participaram sim de guerras.
A Finlândia, por exemplo, se envolveu em numerosos conflitos, principalmente com a Rússia, sendo anexada por esta. Após a independência houve uma guerra civil e, posteriormente, a mesma se viu imensa em um conflito durante a Segunda Guerra Mundial, com a URSS, a Guerra de Inverno (1939).
Na Segunda Guerra a Dinamarca e a Noruega foram invadidas pelas tropas nazistas, sendo que enquanto a primeira se rende, a segunda organiza uma resistência com apoio da França e da Inglaterra. A Dinamarca, anteriormente, participou da Primeira e da Segunda Guerra do Schleswig (1848 e 1864, respectivamente).
A Suécia participou, por fim, de numerosos conflitos entre os séculos XVIII e XIX, embora tenha participado apenas da Guerra de Inverno durante o século XX.

Responder
Felipe 22/12/2012 02:25:41

As guerras que os países nórdicos enfrentaram nos tempos modernos (isto é, aquelas que resultaram em esforço geral de guerra) foram de baixa intensidade ou regionais, com exceção da Finlândia durante a Segunda Grande Guerra. A guerra do Schwelig-Holstein contra a Prússia teve poucos combates e perdas humanas e de materiais para a Dinamarca, já que depois alguns tiros a Dinamarca deu a região para Prússia, vendo que não havia futuro na guerra contra a Prússia.

A Primeira e a Segunda Guerra foram as únicas guerras do século XX que exigiram toda a alocação de recursos da nação para a guerra e nessas duas guerras, apenas a Finlândia combateu na segunda, em um conflito regional contra a URSS.

Responder
José Sarney 20/12/2012 16:37:06

Adoro suas respostas Leandro, obrigado!!!

Responder
Alexandre 24/12/2012 00:56:06

Leandro,

Além disso, na Suécia o funcionalismo público é remunerado de acordo com algumas regras do setor privado: produtividade e demanda; e não tem estabilidade no emprego.

Estão discutindo a adoção desta política aqui, no Quebec: www.iedm.org/41929-an-end-to-job-security-in-the-swedish-public-sector.

Um abraço.

Responder
Antonio Galdiano 01/02/2013 11:35:23

O Alexandre disse:
"Além disso, na Suécia o funcionalismo público é remunerado de acordo com algumas regras do setor privado: produtividade e demanda; e não tem estabilidade no emprego.

Estão discutindo a adoção desta política aqui, no Quebec: www.iedm.org/41929-an-end-to-job-security-in-the-swedish-public-sector."

Então... No setor público até essa característica desejável pode ser corrompida.

Se um político está sendo investigado ou difamado por um funcionário público honesto, aquele pode usar o poder político para provocar a demissão do funcionário honesto e fazer uma seleção dos piores para permanência no cargo. Você já viu alguém ser demitido no funcionalismo por maus serviços prestados?


De fato, no setor pública não há uma solução ideal em nenhum aspecto. Terceirização implica consequências da teoria da captura. Fim da estabilidade implica veto político. Estabilidade implica abuso de poder.

Eu sinceramente não consigo pensar em uma solução satisfatória para o setor público. Possivelmente não há mesmo! Tem um pessoal que propõe um sistema de voucher... Bom, pode ser que dê certo, o que vocês acham?

Responder
Marcelo Delfino 28/02/2015 21:16:11

Apoiar CLT na administração direta no Brasil é apoiar perseguições e demissões políticas por parte desses políticos corruptos e picaretas que tem por aí. Eles tiram os concursados e põem os "cumpanhêro".

Por outro lado, alguns governos estaduais e municipais estão implantando na administração direta com os estatutários um sistema de remuneração baseada na produtividade. O funcionário tem direito a receber ao menos uma remuneração digna e compatível com sua capacidade e instrução. Para receber mais, tem que cumprir metas de produtividade, com avaliações periódicas (algumas vezes por ano). E essa parte a mais pode ser diminuída ou retirada se a produtividade cair. E subirá novamente se a produtividade aumentar de novo.

Mas é algo difícil de implantar, mesmo com o apoio que tem tido em parte do funcionalismo no nível central (nas sedes das secretarias e órgãos equiparados). Porque as categorias do funcionalismo mais numerosas (professores e cargos do quadro médico) são exatamente as mais aparelhadas do funcionalismo.

Responder
Pedro 01/02/2013 12:47:03

Há um fator nunca lembrado por comentaristas. Eu julgo que seria importante atentar para o CRESCIMENTO DEMOGRAFICO DOS PAISES ESCANDINAVOS. Afinal, uma população crescente demanda mais investimentos e infraestrutura, mesmo a construção de habitação, escolas, saneamento, abastecimento de agua, vias e etc. Ou seja, em tais paises Existe uma infraestrutura pronta que não demanda tanto capital, daí que este capital pode ser direcionado a parasitas estatais que apenas consumirão bens e serviços particulares, onde há ainda capital suficiente para investimentos em tal produção.

Uma questão que nunca vejo criticarem e apontarem como exemplo de fracasso é o crescimento demografico de Cuba. Mesmo assim, a miséria é absoluta para a população e o luxo apenas um EFETIVO privilégio da hierarquia estatal/governamental (obtido pela força, através da violência e ameaça desta), ficando aqueles que trabalham absolutamente sujeitos às vontades e caprichos dos poderosos da alta hierarquia estatal.

Há que se tocar mais em certos assuntos. A esquerda se vale do vitimismo com um discurso piegas, não diferente dos inquisidores do santo oficio (e mesmo antes) que citavam a perseguição a Cristo enquantop acendiam fogueiras e manipulavam apaprelhos de tortura.
O falatório idiota sobre a CIA como envolvida nas ditaduras anti socialismo (assim ditas, pero no mucho na pratica), mas os críticos sempre envergonhados de falar na KGB e por tal a aparencia era de que os EUA é que interferiam (imperialistas) enquanto URSS, China e Cuba seriam respeitadores dos governos estabelecidos, mesmo que os revolucionários fossem treinados por equipes destes paises e mesmo seus agentes atuassem em outros paises, além de farto envio de dinheiro para enriquecer comunistas e socialistas da SUPERESTRUTURA REVOLUCIONÁRIA com o OURO de MOSCOW ...além de investimentos ideológicos nos meios de comunicação-formação de opinião bilionários, para quem nunca falta dinheiro e atuam como o NOVO CLERO em apoio não mais à monarquia mas ao ESTADO TOTALITÁRIO ...enquato a esquerda finge se debater contra a midia livre esta atua dando-lhe suporte, escondendo o que a esquerda não quer e alardeando o que lhe é conveniente, apenas dando noticias sobre corrupção deste ou daquele politico ou partido, mas nunca criticando a estrutura de poder e as leis arbitrárias (ordens).

Responder
anônimo 27/06/2013 18:50:57

Antonio Galdiano, você perguntou "Eu sinceramente não consigo pensar em uma solução satisfatória para o setor público. Possivelmente não há mesmo! Tem um pessoal que propõe um sistema de voucher... Bom, pode ser que dê certo, o que vocês acham?" - Eu acho péssimo. Qualquer coisa que aumente a 'eficiência' do estado está aumentando sua volúpia predatória sobre nossa produtividade. Municia-lhe ideologicamente para arbitrar + sobre nossas vidas e amplia seu arcabouço de soluções para impingir-nos impostos e regulações. Não devemos nunca amparar o estado com soluções, mas usar suas contradições para solapá-lo.

Pedro, você disse "Há um fator nunca lembrado por comentaristas. Eu julgo que seria importante atentar para o CRESCIMENTO DEMOGRAFICO DOS PAISES ESCANDINAVOS. Afinal, uma população crescente demanda mais investimentos e infraestrutura, mesmo a construção de habitação, escolas, saneamento, abastecimento de agua, vias e etc. Ou seja, em tais paises Existe uma infraestrutura pronta que não demanda tanto capital, daí que este capital pode ser direcionado a parasitas estatais que apenas consumirão bens e serviços particulares, onde há ainda capital suficiente para investimentos em tal produção." - Já ouvi esta colocação de uma brasileira casada com um norueguês: que o estado, lá, tenta mascarar de todas as formas a tributação, porque o dispêndio financeiro para sustentar a "infraestrutura pública indispensável" é bem menor que a carga tributária, visto que o crescimento demográfico é quase nulo, e a renovação desta infraestrutura somada a sua manutenção é portanto barata. De modo que penso você esteja certo



Responder
Edson 05/03/2014 22:25:34

Leandro, em sua opinião qual o impacto econômico de um funcionário estatutário e outro sob o regime de CLT? Vejo essa tendência política de acabar com os estatutários e adotar apenas os CLT.

Essa tendência serve como discurso da esquerda de que estão privatizando a Saúde, Educação, etc...

Tal argumento procede?

Responder
Leandro 06/03/2014 01:54:41

Não procede, obviamente. Mas se trata de uma mudança na direção correta. Ao menos diminui um pouquinho das mamatas.

Responder
Edson 06/03/2014 14:24:48

Leandro, poderia me explicar o motivo? A lógica aponta para CLT ser menos pior, mas é estranho.

Por exemplo:

-Um médico aqui no Rio, sob regime de CLT, ganha 7000 reais, enquanto um concursado ganha 1500 reais.
-Funcionários como cozinheiros, serventes etc... da área de Saúde e Educação já ganham bem pouco e o Governo possui mais despesas ao repassar verbas para as empresas que contratam esses funcionários.

Isso me faz desconfiar que CLT soa como uma parceria público privada. Gostaria, se possível for, que me explicasse melhor sobre isso. Lembra um pouco a "privatizacão da saúde americana". Na prática, o gasto do Governo foi bem maior do em outros países que possuem saúde pública e de relativa qualidade.

A questão é que, na prática, a CLT parece um modelo fascista, mas ainda não tenho gabarito para concluir isso. Preciso de ajuda, pois posso estar dizendo besteira.

Responder
Leandro 06/03/2014 17:09:53

O estatutário adquire estabilidade após três anos. Além disso, ele tem aposentadoria com valor integral do salário (mediante complementação de aposentadoria) a alguns adicionais variáveis de acordo com a legislação específica.

Já o celetista, além de pagar FGTS, não usufrui estabilidade. E não tem aposentadoria integral.

O estatutário participa Regime Próprio de Previdência dos Servidores Público (RPPS), que é o que garante a mamata da aposentadoria integral (mediante uma complementação de aposentadoria).

Responder
Yoda 28/02/2015 03:32:47

Errado Leandro. Na prática a única diferença é que o estatutário tem estabilidade e sua aposentadoria não é atuarial. Mas, o clt também não é demitido... Dificilmente.

Aposentadoria integral não existe mais, só para os que entraram antes da mudança. Agora é a média das 80% maiores remunerações, tal qual o inss, só que o estatutário não tem teto. Paga 11% de tudo que ganha (sem teto contributivo) e recebe tudo pelo regime, de acordo com essa proporção aí.

O grande problema do funcionalismo é a baixa produtividade para altos ganhos. Esse problema ocorre em ambos os regimes, não se enganem.

Responder
Leandro 28/02/2015 11:17:04

"Na prática a única diferença é que o estatutário tem estabilidade e sua aposentadoria não é atuarial. Mas, o clt também não é demitido... Dificilmente."

Estranho raciocínio: dizer que a única diferença é que um tem estabilidade, e depois concluir que, na prática, o outro também tem.

Sobre a aposentadoria, eu falei explicitamente que é diferente.

"Aposentadoria integral não existe mais, só para os que entraram antes da mudança. Agora é a média das 80% maiores remunerações, tal qual o inss, só que o estatutário não tem teto."

De novo, por isso eu especifiquei claramente, e duas vezes, que é "mediante complementação de aposentadoria"

Responder
funcionario publico do demonio 26/01/2016 18:18:51

Leandro, sou um dos bandidos funcionários públicos que o pessoal do Mises tanto odeia. Vou fazer um adendo sobre aposentadoria.

Mudou agora. Executivo, legislativo e judiciário é por fundo...os funpresps. Agora o servidor paga até o teto do INSS e se aposenta no teto. Acima disso, contribui para o fundo SE QUISER para complementar sua aposentadoria. Eu, particularmente, vou contribuir o mínimo (11% até o teto de 4 mil e pouco) e me aposentar com esses 4 mil e pouco e a diferença vou aplicar por conta própria. Isso tirou a onerosidade das altas aposentadorias do cidadão (em teoria, pois juiz, promotor e esse pessoal vai continuar ganhando 50 mil por mês não tenho dúvidas...) pois agora o fundo vai pagar o que passar do teto do INSS, e se o fundo falir, o servidor que se f***.

Não tem mais integral, não tem mais média 80%, agora é teto INSS+fundo(que é uma porcaria) para quem aderir.

Pessoalmente achei ótimo. Agora posso contribuir menos e investir mais, pois mesmo levando em conta o IR, sobra um dinheiro a mais por mes que dá pra aplicar e vai render mais aposento do que se fosse pelo integral. Agora, pros servidores que não são muito ligados em investir, piorou bastante, estarão obrigados a entrar em um fundo publico, que como todo mundo sabe é desvio e roubalheira por todo lado ou previdência privada que é tudo porcaria também.

Responder
aspone 06/03/2014 16:24:53

Óbvio que faremos greve contra esse tipo de medida que visa à usurpação de nossos direitos sociais!

Responder
Jodiel Lima 24/10/2014 14:42:42

Nossa, quanto absurdo em sua resposta.

Responder
Patrick Wiens 28/02/2015 15:01:42

Outros aspectos não mencionado é que estes países são muito pequenos em território e população, tem uma cultura homogênea, ou seja, muito menos fatores a serem controlados e considerados.

Responder
Ernane 02/03/2015 12:47:34

Prezado Leandro, que aula ao Ateu Atoa e a todos nós que visitamos o site rotineiramente. Procuro lançar/compartilhar certos artigos para que outras possam perceber que essa polícia administrativa (agências reguladoras) ao invés de ajudar empresas fazem o inverso atrapalham mais ainda além de ser cabide de emprego. As economias escandinavas são constantemente citadas por socialistas/anarquistas/comunistas/fascistas pelo simples fato de verificarem a esquerda na gestão das mesmas (parte). No entanto, o que eles não fazem é estudar verificar o por que essas nações estarem numa posição confortáveis.

Responder
Lel 20/01/2016 18:28:03

www.mises.org.br/Article.aspx?id=2211

www.mises.org.br/Article.aspx?id=2210

Responder
Douglas 13/10/2015 16:05:38

Simples, porque a Suécia antes de se tornar um Estado assistencialista era o quarto país mais rico da Europa em 1950 (antes do SAP começar políticas assistencialistas).

Se nosso camarada Obama fizer a mesma coisa, os EUA não terão o 5º maior IDH e a 9ª maior renda per capita em paridade de compra do mundo "por causa do Estado assistencialista" e sim por causa da posição que os EUA atingiu através da sua economia capitalista de mercado ANTES de ser implementado um Estado de bem estar social.

Depois da queda da URSS, a Índia também instaurou um Estado assistencialista de bem estar social nos mesmos moldes dos países escandinavos. Onde o governo fornece quase tudo "de graça" para a população.

E advinha por que na Índia a população é extremamente pobre e na Suécia a população é rica?

Porque os países escandinavos antes de adotarem o modelo assistencialista possuíam uma economia capitalista extremamente aberta, aos mesmos moldes que os EUA e a Inglaterra possuíam antigamente. Enquanto a Índia nunca teve a economia aberta.
Ao contrário, a economia da Índia foi bastante influenciada pelos soviéticos e teve até um governo socialista durante a Guerra Fria.

Assistencialismo não enriquece nenhuma população. Aplicar isso em um país pobre é suicídio.

Responder
Gabriel Miranda 20/12/2012 13:09:43

Santo Pai! Na última reportagem, o gerente e dois funcionários são presos em FLAGRANTE DELITO por cometer o terrível crime de colocar o preço justo na mercadoria!

Responder
Adalberto 20/12/2012 13:23:23

Moro no estado do Paraná e o Sindicato dos Auditores Fiscais do estado lançou esta campanha ao longo do ano:

www.sindafep.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=3276:campanha-institucional-do-sindafep-2010-&catid=45:campanha-institucional-&Itemid=38


É de dar medo...

Responder
Sociólogo Amador 21/12/2012 13:41:38

Bom, a população dos estados do sul do Brasil foi muito influenciada pelos imigrantes europeus que abandonaram a Europa justamente porque eram perseguidos devido a suas convicções políticas, ie, comunistas. Não é de espantar o contingente de defensores do socialismo, estatismo e populismo seja altíssimo nesses estados.

Obs: Essas observações não são fundamentadas em coisa alguma e não devem ser levadas a sério sem uma investigação mais profunda.

Responder
Sociologo de Merda 06/03/2014 18:29:12

Onde que vc leu isso? Os imigrantes vieram para cá pq a Europa estava cheia de operários miseráveis. e exportação de pobres era uma prática comum. Todos os países que tiverem um desenvolvimento acelerado do capitalismo, e um território pequeno, fizeram campanhas massivas de emigração, como foi o caso do Japão, da Alemanha e da Italia e etc. Eles não foram expulsos pq eram socialistas, os socialistas eram presos não participavam de programas de colonização ganhando uma colonia de terra das companhias.

Responder
Henrique Mareze 20/12/2012 13:31:40

João Sayad?
Dá até para assistir um aula dele na FEA. São só ensinamentos keynesianos:

www.veduca.com.br/play?c=253&a=1

Responder
Dalton C. Rocha 20/12/2012 14:16:10

Na história republicana do Brasil, nenhum governante foi tão horrível, quanto o do lulista Sarney. Foram três congelamentos de preços, duas moratórias e uma constituição, que desde 1988, não deixa o Brasil funcionar, baseada em marxismo e populismo dos anos 1950. Sarney também proibia que se importasse tudo, desde carros até escovas de dentes, passando pelos computadores da então reserva de mercado da informática. E se isto não basta, Sarney criou um Congresso tão acostumado a roubar, que ou o presidente "compra" políticos com cargos e/ou grana ou então sofre impeachment, como aconteceu com Collor.
Nos 15 anos anteriores à posse do lulista Sarney, o Brasil cresceu em média cerca de 8% ao ano. Nos 27 anos desde a posse de Sarney, a média de crescimento do Brasil não passou de 2% ao ano.

Responder
Bernardo Santoro 20/12/2012 14:22:03

Esses vídeos são ouro puro! Excelente artigo!

Responder
Fernando Chiocca 20/12/2012 14:27:37

A diferença desses episódios para o da Caça as Bruxas em Salem é apenas de severidade da pena. A ignorância humana é assustadora.

Esse texto e seus vídeos mostram como os funcionários públicos, governantes, delegados, policiais e apresentadores de jornais, repórteres, jornalistas e comentaristas não passam de acéfalos que incorporam qualquer maldade que seja.(com um típico sorrisinho)

É de chorar ver um pseudo-economista como este Joelmir Beting mostrar em cadeia nacional que não sabe nem o básico elementar sobre economia (!!) e desfilar essa série de imbecilidades em seus comentários, que tanto mal estimularam.

E o final do artigo, com uma previsão que não se concretizou, mostra como cair num "anti-petismo" é um erro crasso. O inimigo é o estado, não o PT ou qualquer partido político.

Responder
Deilton 20/12/2012 15:11:52

Fernando, concordo com você que o inimigo é o estado e não somente o PT, mas nem por isso podemos deixar de criticar o PT, afinal de contas é o PT o responsável pelo recente agigantamento do estado. O estado sempre foi grande no Brasil, mas o PT está ampliando a intervensão do estado. Basta ver o aumento no n° de servidores públicos e como os salários cresceram no serviço público. Os petistas, e nesse grupo incluo as pessoas que votam no PT mesmo sem serem filiadas ao partido, acreditam que o estado é a solução e tem o dever de intervir na sociedade para corrigir as "injustiças".
O inimigo é o estado, o PT está fortalecendo o inimigo, fazendo com que ele cresça. Ser anti estado pode incluir o fato de eu ser anti petista. Eu sei que tanto PSDB quanto PT são partidos estatistas, mas eu torci para que o Serra ganhasse em São Paulo pq sei que são os prefeitos que elegem os Deputados Federais que comporão o congresso federal. O PT ganhando eleições em grandes colégios eleitorais aumenta a possibilidade dele crescer no congresso nacional. Sendo maior sua força política como um todo, sua política de ampliação e fortalecimento do estado ganha força.
Quando converso com amigos sobre economia e problemas sociais eu sempre tento argumentar mostrando que o estado é a causa do problema, quando a conversa é sobre política eu me posiciono contra o PT, mostrando como sua política pode trazer consequências econômicas e sociais no longo prazo.

Responder
Fernando Chiocca 20/12/2012 16:37:10

Deiton, o presidente Sarney e o Funaro eram do PT?

Não, o PT não é o responsável pelo "recente" (alguma vez parou de crescer?) agigantamento do estado. O estado se agiganta independentemente de PT ou qq partido que seja. E isso ocorre em toda parte do mundo.
Culpando o PT você está caindo numa ingenuidade e está, por tabela, apoiando o estado, dizendo indiretamente que o que deve ocorrer é a troca do partido que está no poder, ao invés de se acabar com o poder.

Acorda.

Responder
Rodrigo Otavio Moraes 21/12/2012 01:41:18

Então, apenas percebo que de fato não temos uma 'direita', apenas uma direita da esquerda...
Mas o PT eh sim, uma força imensa no processo de agigantamento do Estado, vejo aqui no DF o que o governo Agnelo tem feito, praticamente toda a estrutura pública falida e somos bombardeados por propagandas governistas alardeando as maravilhas. Chega a ser assustador.

(Mesmo sabendo que dir./esq. não são bons termos.)

Responder
Veron 01/03/2015 14:03:13

Fernando, sua conclusão está correta, mas a maneira de que você propõe em acabar/destruir com o Estado é extremamente inocente.

A ÚNICA maneira prática e eficiente de destruir um estado é por dentro do mesmo estado.

Mais especificamente no Brasil, a população é completamente desarmada e portanto não pode resistir contra a repressão e ameaça física do Estado. Muito menos acabar com o estado.
Portanto a única maneira de acabar (ou diminuir) o gigantesco estado brasileiro é por dentro do estado brasileiro.

Em qualquer país do mundo ATUALMENTE, a força do estado é sempre mais poderosa que a totalidade da população "armada".
Por isso uma revolução armada não dará certo.

Uma população armada pode sim resistir e se defender de um estado (genocida ou não), mas nunca destruí-lo ou encará-lo de igual para igual.

Nós libertários não concordamos com eleições e nem existir política, mas para conseguirmos atingir nosso objetivo de uma sociedade sem estado, precisamos fundar partidos libertários e lutar a Guerra Política.

Nosso plano deve ser mais ou menos o completo oposto ao de Gramsci, que era de aparelhar as instituições (que eram) conservadoras e ir agigantando o estado.

Por isso, entre um partido que quer aumentar o estado em 50% e um outro que quer aumentar o estado em 20%, nós libertários deveríamos apoiar o segundo, mesmo não concordando com o aumento do estado.

Mas apoiar (apenas nessa ocasião) o partido que quer aumentar o estado em 20% não quer dizer que não podemos planejar e criar o nosso próprio partido que defenda ideias libertárias para se opor ao partido que apoiamos outrora.

Isso se chama Guerra Política e mesmo não concordando com isso, só iremos (repetindo) acabar com o Estado se elegermos políticos libertários, mesmo libertários não concordando com eleições, para """gerenciar""" o Estado e cada vez mais ir diminuindo o Estado por dentro até que, em um certo ponto, o Estado não tenha mais poder para impor as vontades dos burocratas contra a totalidade da população armada.

Se nós libertários não lutarmos a Guerra Política, iremos continuar sendo dominados por quem é esperto, canalha e se interessa por política.

Chega de apenas mostrar a superioridade do capitalismo de mercado e de sermos apenas ideólogos na Internet, está na hora lutarmos a Guerra Política (e nisso está inserido apoiar um partido menos estatista quando estarmos fora do páreo na eleição de um ano), tomarmos o Estado e destruí-lo por dentro.

Responder
anônimo 20/12/2012 15:25:52

Continuo achando que o problema são os políticos esquerdistas. Como é que no passado era melhor? No Brasil atual, tanto o PT como o PSDB, como os Sarneys são esquerdistas.

Responder
Cristiano 20/12/2012 14:51:40

A cara de alegria dos jornalistas revela que os meios de imprensa tem um senhor, o estado.

Responder
anderson pimentel damian 20/12/2012 14:51:44

excelente artigo do cara.

ele faz um parelelo entre o brasil do sarney e do ''lula lá''.
e pelo que vejo , muita coisa não mudou. a começar por uma espécie
de hegemonia cultural a qual está pautadana crença de o estado pode
deter o controle sobre determinados meios ( a moeda) como forma de
trazer prosperidade. pena que as pessoas carrega uma memória tão curta.

Responder
Fabiano 20/12/2012 14:57:35

"O inimigo é o estado, não o PT ou qualquer partido político."

Agradeço ao IMB por ter me ajudado a chegar a essa conclusão.

Responder
Rodrigo Cavalcante 20/12/2012 15:05:20

É assustador como absurdos têm um grande apelo popular e e sempre ganham justificativas científicas dos "intelectuais da corte". Se o partido no poder fosse o PT não tenha dúvidas de eles avançariam.

Posto aqui o último parágrafo do livro Uma História dos Campos de Prisioneiros Soviético, de Anne Applebaum:

Quanto mais formos capazes de entender como as diferentes sociedades transformaram seu próximo e seu semelhante em objetos quanto mais conhecermos as circunstâncias específicas que orientaram cada episódio de tortura e execução em massa, mais entenderemos o lado sombrio de nossa natureza humana. Este livro não foi escrito para que "a história não se repita", como diz um velho clichê. Este livro foi escrito porque é quase certo que a história se repetirá. As filosofias totalitaristas tiveram, e continuarão a ter, um grande apelo sobre milhões de pessoas. A destruição do "inimigo impessoal", como Hannah Arendt disse certa vez, continua sendo um objetivo fundamental de muitas ditaduras. Precisamos saber por quê - e todas as histórias, todas as memórias, todos os documentos da história do Gulag são uma parte do quebra-cabeça, uma parte da explicação. Sem eles, vamos acordar um dia e perceber que não sabemos quem somos.

www.youtube.com/watch?v=TtxDlCOA09Q

Responder
Felipe de Lima Pereira 20/12/2012 15:08:56

Isso me faz lembrar aquelas pessoas alienadas que tratam política como se fosse futebol, que sempre que tentamos argumentar e mostrar que tem muita coisa errada, vem com aqueles jargões "Hahaha, engulam essa tucanalhas!O nosso governo é tao bom que temos 70% de aprovação (..)", como se isso significasse alguma coisa.Como bem demonstrado nesse artigo, popularidade nao significa absolutamente nada!

Responder
Cesar 20/12/2012 15:23:25

Não posso negar que na época também fui tomado por esta ilusão.
Depois veio a tristeza e a raiva.
E o José "leite de magnésia" Sarney continua mandando. Por um mínimo de dignidade devia retirar-se.

Responder
Philippe Leite 20/12/2012 16:39:25

Cesar,


Psicopatas não tem senso de dignidade. O mundo político está abarrotado desses seres rastejantes.

Recomendo a leitura do livro "Political Ponerology" de Andrzej M. Lobaczewski.


Saudações fraternais.

Responder
Cesar 22/01/2013 23:06:44

O fato dele não ter dignidade, no que concordo plenamente, é um estímulo ainda maior para ter escrito as minhas crenças.
Ele é um sujeito que nunca aparece nas situações polêmicas apesar de decidir. Acredito que a maioria dos que leem o Mises não viveu aquela época, então é importante comentar.
Obrigado!

Responder
Juliano 20/12/2012 15:52:46

Liberais têm o grande problema de ser completamente contra-intuitivos.

Argumentos estadistas são simples, qualquer um entende. Não exige esforço. É sempre na linha de que os pobres têm direito a um monte de serviços, que os ricos devem pagar mais (afinal, são ricos!), que o Brasil deve incentivar o desenvolvimento, o governo deve ajudar... É muito fácil aceitar essas coisas! Quem pode ser contra saúde pra todos? Quem pode ser contra um "salário justo"? Você é contra a educação?

Já os argumentos liberais são complexos e completamente fora do senso comum. Exigem leitura, dedicação, entender que a realidade é um pouco mais complicada. Como é que vou defender para meu amigo que o sindicato que está lutando para aumentar seu salário não é tão legal assim? É dar murro em ponta de faca! O Tommas Woods disse uma vez que não usa o Twitter pra argumentar porque é impossível construir alguma linha de raciocínio com tão poucos caracteres. Que o Twitter só serve pra eleitores do Obama, que conseguem resolver tudo com "Cobrar mais dos ricos", "Saúde pra todos", etc.

Quem é que está disposto a entender o problema? Todos só querem a solução.

Qualquer um que estude um pouquinho de economia começa a entender que os homens agem de acordo com incentivos. Da mesma forma que incentivos demonstram que arranjos políticos não são eficientes pra fazer anda, paradoxalmente eles também apontam sempre para um aumento do poder político. Para um cidadão comum, é sempre mais fácil delegar responsabilidade e apoiar alguém que promete lhe trazer benefícios a um custo baixo (é só votar!).

A realidade é cruél!

Responder
Patrick de Lima Lopes 20/12/2012 16:11:03

Brilhante anotação, Juliano.
É o maior problema que tenho quando argumentando com poucas palavras contra qualquer indivíduo. Em debates, um libertário versado é perfeitamente capaz de articular seus posicionamentos e facilmente derrubar os jargões do oponente, entretanto, em situações do dia-a-dia, é difícil e requer uma capacidade que apenas o Peter Schiff parece possuir.

*Sem indústria? Solução é protecionismo!
(Para responder, tenho de mencionar Frédéric Bastiat e criar um arcabouço argumentativo que prove o quão absurda é a ideia)
*Pobre sem educação? Cobre dos ricos!
(Para responder, tenho de mencionar o forte impacto de cobranças de impostos na economia e a ineficiência de qualquer serviço estatal no oferecimento de serviços. Sem falar que tenho também de afirmar o quão imoral é tal medida sofrendo a ameaça de ser retaliado como um "defensor da burguesia")
*Salários baixos? Coloque um salário mínimo!
(Para responder, tenho de ensiná-los o básico sobre rendimento marginal e valor subjetivo. Sem falar que depois tenho de revelar como é que ocorre um aumento natural dos salários)
*Preços altos? Pode tabelar!
(Novamente, preciso mencionar Bastiat e explicá-los o motivo de o tabelamento sempre gerar escassez)

Responder
anônimo 06/02/2013 18:49:37

Também passo pelo mesmo problema. Por isso tento me aprofundar cada vez mais nas leituras para poder argumentar com maior clareza e simplicidade nos argumentos, porém incisivos.

Responder
Fabiano 20/12/2012 17:45:04

Juliano,
Isso vale um artigo. Que tal vc escrevê-lo? Certamente seria um daqueles que eu compartilho em meu facebook.
[ ]!

Responder
Ricardo 10/03/2015 15:56:43

Concordo contigo, a vida dos estatistas é muito mais fácil, mas temos que tentar traduzir da melhor maneira possível para os mais simples. Eu gosto explicar o governo lula/dilma com uma analogia da família de classe média baixa, que venderia o carro para viver de aluguel em um bairro classe A. É simples e fácil de entender.

Responder
Tosper 23/01/2016 12:07:34

Pense em frases curtas:
-Menos impostos
-preços mais baixos
-menos politicos
-moeda forte
etc

Responder
Fiel ao PMDB 20/12/2012 16:03:41

"O governo Sarney deveria ter continuado o plano, uma pena que a influência de pensamentos "aburguesados" como o do Ulysses Guimarães e a predação de uma mídia burguesa já abraçando o neo-liberalismo o impediram de fazê-lo.

Sim, serei chamado de louco por isso. Mas basta olharmos a ineficiência gigantesca do setor privado brasileiro e de sua lentidão para observarmos que uma completa estatização da economia não traria muitas mudanças e, além disso, contribuiria para um fim do desemprego e uma distribuição justa da riqueza(Ainda mais desigual que hoje. Volto a insistir: Apenas o estado é capaz de distribuir a riqueza pois o mercado a gera para uns em detrimento de outros).

Mas, ao invés de uma completa tomada dos meios de produção, olhem o que aconteceu: Um liberal com as mesmas idéias defendidas aqui(Presidente Collor) assume(Graças ao apoio da mídia burguesa supra-mencionada), cria o caos econômico nacional e ainda ousa participar de um esquema de corrupção para roubar o povo. Mas seu pior ato foi a abertura da economia, que rapidamente gerou uma desindustrialização, um processo de globalização predatória e um desemprego absurdo que dura até hoje(Ler Milton Santos). E o pior é que o medo da mídia dominou tanto o PMDB que ele ainda defense tal modelo.

Garanto que o senhor Tancredo Neves teria continuado com o projeto. A pobreza teria sido eliminada no Brasil após dois anos de uma economia baseada em recursos tangíveis(Estoque) que baseada na ilusão do fluxo."

(Este comentário surgiu após uma conversa de um indivíduo conhecedor do modelo austríaco com um ávido defensor esquerdista do PMDB. O texto não está com as mesmas palavras, entretanto, as asneiras continuam exatamente como foram ditas. Divirtam-se!)

Responder
Leitor assíduo 20/12/2012 22:26:27

Leandro,

Aproveitando a deixa, você poderia me indicar artigos ou livros que abordem racionalmente essa tal inflação "inercial"? Como pode uma inflação descolada de agregados monetários? Nunca entendi muito bem isso.

Obrigado

Responder
Leandro 20/12/2012 23:14:34

Exato. Não pode. É impossível haver inflação "inercial" caso os agregados monetários estejam estabilizados.

Veja a evolução do M1 durante a década de 1980 (tendo em mente que em março de 1986 houve apenas corte de três zeros):

https://www3.bcb.gov.br/sgspub/consultarvalores/consultarValoresSeries.do?method=consultarSeries&series=1824

Ao clicar no link acima, a página dará erro. Para corrigir isso, acrescente os dois pontos [ : ] após o https

Responder
Leitor assíduo 21/12/2012 19:08:10

Valeu Leandro!
Um pouco depois li um post antigo do Schwartsman sobre o assunto. Aparentemente pode haver um tipo de inflação "inercial" admitindo expectativas racionais, mas a causalidade é bem diferente dessa história sobre sindicatos e indexação.

Responder
Leandro 21/12/2012 19:16:10

O único momento em que uma inflação adquire um comportamento semelhante a algo inercial é quando a economia já está em hiperinflação e as pessoas dão como certo o fato de que a inflação continuará aumentando em um ritmo cada vez maior. Nesse ponto, as pessoas se preocupam apenas em se livrar da moeda o mais rápido possível, adquirindo qualquer tipo de produto.

Nesse cenário, mesmo que você interrompa a expansão monetária, a demanda por moeda cai a praticamente zero e os preços disparam sem nenhum controle. A única solução passa a ser uma total reforma monetária, como fizeram com o Plano Real.

Responder
Eduardo 20/12/2012 16:03:41

Um artigo espetacular. Um dos meus favoritos do IMB.

É assustador ver essa barbárie apoiada pelo cidadão comum e defendida abertamente na mídia. Mais ainda pensar que tudo poderia se repetir.

Não só é absurda a falta de conhecimento básico de economia, que confunde até o que é inflação, mas também como esses jornalistas falam essas bobagens grosseiramente erradas com convicção.

É de arrancar os cabelos, e quase digo isso no sentido literal.

Responder
Tiago RC 20/12/2012 16:28:05

Alguém poderia gentilmente indicar a um expatriado quais são as "Circunstâncias recentes" mencionadas na observação inicial?

Obrigado!

Responder
Leandro 20/12/2012 16:46:37

Amanhã.

Responder
LIVIO LUIZ SOARES DE OLIVEIRA 20/12/2012 18:53:59

Pequena crônica de uma tragédia.

Na época da decretação do Plano Cruzado, tinha eu doze anos. Mesmo na minha ignorância de menino, achava aquilo uma mágica. Como preços não poderiam mais subir? Nunca havia lido nada sobre Diocleciano e seu congelamento de preços. Muito menos de Mises, intervencionismo, ou de sistema fracionário de reservas bancárias. Estava muito longe disso.
Em tempos de inflação crônica como a que vivíamos, preços apenas subiam, todos os dias. E muito depressa. No Brasil, nunca havia tido conhecimento de que preços pudessem cair ou permanecer estáveis. Talvez, por isso, o Cruzado tenha criado uma falsa euforia na população. E eu, em minha ignorância oceânica de menino, em termos de matéria econômica ,e de quase tudo na vida, fui contagiado. Quase dei pulos de alegria. Era inacreditável para mim. Como isso poderia ser possível? Como ninguém havia feito isso antes, se era tão simples assim? Só um decreto do governo? Que maravilha!
Em menos de um ano, as minhas dúvidas sobre como preços poderiam não mais subir foram respondidas. Pois com o descongelamento, os preços dispararam. Então, fiquei convencido de que preços só poderiam mesmo subir. Não havia ninguém para me explicar que aquele experimento de engenharia social e econômica de grande escala, como qualquer outro semelhante, não teria a menor possibilidade de dar certo. Pois se até os artistas da Globo , como a Lucélia Santos, estavam em constante campanha, dizendo que "Tem de Dar Certo", como um pivete como eu poderia questionar isso? Era só assistir o Jornal Nacional com o Joelmir Betting explicando tudo. E a Miriam Leitão dando uma forcinha. Ora, se o pessoal da Globo, tão esclarecido (como quase todo brasileiro supunha e ainda supõe), fazia fé naquilo, para mim e para quem estava à minha volta, então o papo estava acabado. Estava eu ainda muito distante de conhecer clássicos como Ação Humana e Intervencionismo de Mises. Muito longe de me tornar um economista.
Mas eu era apenas um menino. Realmente não tinha obrigação de conhecer a verdadeira ciência econômica. Eu não era Ministro da Fazenda. Nem assessor do Ministro. Não havia a menor possibilidade de eu ter sido convocado para elaborar o Cruzado. Mas, cá entre nós, se essa ideia absurda se concretizasse, como eu não teria nada de importante a propor em um plano econômico, não faria mal algum à economia e ao povo brasileiros. Para falar a verdade, talvez a única medida econômica que eu teria proposto, com os meus doze anos, seria a distribuição gratuita de vídeo games para todas as crianças brasileiras. Na época, meu pai não poderia comprar um para mim. No meu senso de justiça infantil, já entrando na adolescência, talvez toda criança devesse ter um vídeo game. Mas essa seria uma medida lúdica. Não seria tão danosa à economia quanto um congelamento de preços. Ao contrário daqueles que eram tidos como experts no assunto e estavam convictos que tinham as soluções para as nossas agruras econômicas.
Minhas ilusões econômicas de menino duraram menos de um ano. Como as ilusões econômicas da esmagadora maioria da população brasileira, tão ignara em economia quanto um menino de doze anos, como era eu nessa época. Hoje percebo que a única coisa a funcionar no Cruzado não foi o congelamento de preços, mas o congelamento das Inteligências.
Já gente adulta e tida como versada em economia como Dilson Funaro, Luiz Gongaza Beluzzo, Francisco Lopes e Pérsio Arida, do alto de sua arrogância intervencionista, venderam o Cruzado como uma mágica econômica para dezenas de milhões de brasileiros ignorantes da verdadeira economia. Eles não tinham desculpa de não conhecerem economia, como eu tinha. O pior é que eles tinham certeza de que conheciam economia. Ao invés de cruzados heroicos e corajosos a combater o dragão da inflação, eram, isto sim, verdadeiros Doutores Frankesteins a parir um monstro econômico muito pior do que a inflação: o caos econômico decorrente da destruição da economia de mercado. Mas isto eu e quase todos os brasileiros ainda não sabíamos.
Eu assistia o Brizola aparecer na televisão dizendo que o Cruzado era uma farsa ou coisa parecida. Mas, para mim, o velho "Briza" era apenas um velho chato e enfadonho, falando sobre coisas que eu não entendia. Se alguém tivesse me dito para ler algo sobre Roberto Campos, o inesquecível Bob Fields, as coisas poderiam ter ficado mais claras à época para mim. Mas ninguém que eu conhecia tinha interesse em liberalismo ou no pensamento de Roberto Campos. Muito menos haviam ouvido falar de Mises.
O Funaro faleceu. Mas muitos dos criadores do Cruzado estão por aí, vivinhos da silva, dando seus pitacos em economia, como sábios doutores. Que eu saiba, nunca pediram perdão à nação pelo sofrimento que causaram, principalmente aos empresários e comerciantes presos e humilhados. Pelo contrário, são consultados até hoje como verdadeiros oráculos da ciência econômica.
Aquilo foi um teatro de bonecos do pior nível, mas apresentado como a última façanha da mente humana em matéria econômica. Tão ignorantes nesta ciência como eu, os brasileiros foram tratados feito crianças, como um guri de apenas doze anos, que achava que tudo aquilo era uma espécie de "mágica".
Com o fracasso do Cruzado, percebi que não havia mágicas em economia. Esse foi, talvez, um dos motivos que me levaram a estudar Ciências Econômicas. E a conhecer a Escola Austríaca de Economia. Pena que isso levou tanto tempo para acontecer. Mas antes tarde do que nunca.
Espero que mais gente conheça a Escola Austríaca de Economia, antes que seja muito tarde. Muito tarde para não cometer novamente desatinos econômicos como um congelamento de preços. Que a Economia Austríaca seja conhecida principalmente por gente, jovem ou não tão jovem, que um dia venha a ocupar o posto de Ministro da Fazenda, ou como assessores de Ministro, neste sofrido país. Tal conhecimento pode evitar, definitivamente, a repetição de tragédias como o Cruzado.

Responder
Pedro 20/12/2012 21:06:34

Senhores, parabéns pelo belíssimo trabalho realizado nesse site.

Um assunto off topic, mas que chamou atenção, é o do link a seguir. A informação tem relevância? Se alguém puder iluminar, agradeço.

www.zerohedge.com/news/2012-12-20/brazil-doubles-gold-reserves-last-3-months

Responder
Leandro 20/12/2012 21:45:50

Sim, é verdade. Ano passado (na verdade, até agosto deste ano), o BACEN possuía 1,08 milhão de onças troy. Em novembro, ele já tinha 2,16 milhões de onças troy. Duplicou o volume.

www.bcb.gov.br/pec/sdds/port/templ1p.shtm

Mas isso não é nada. Em dezembro de 1998, o BACEN possuía mais de 9 milhões. O senhor Armínio Fraga reduziu esse total para 1,08 milhão para até dezembro de 2002. Ele deve explicações do destino dado a 8 milhões de onças troy.

https://www3.bcb.gov.br/sgspub/consultarvalores/consultarValoresSeries.do?method=consultarSeries&series=3553

Ao clicar no link acima, a página dará erro. Para corrigir isso, acrescente os dois pontos [ : ] após o https

Responder
Helio Beltrao 20/12/2012 22:24:23

Pois é, o BC brasileiro decidiu ter cerca 1% do total de reservas em ouro, o que é irrisório.

Mas essa do Armínio de se livrar de 7 milhões de onça-troy antes de uma das mais altas sustentadas de qualquer ativo relevante em todos os tempos - de $300 para $1700 - causou uma perda de US$10 bi aos cofres do BC.

Responder
Pedro 21/12/2012 12:37:10

Legal, obrigado.

Responder
Luiz Oliveira 03/03/2014 17:22:08

Leandro, curiosamente,a nova série para o volume de ouro no BC começa a partir de dezembro de 2000. Assim, não se pode mais verificar o abrupto esvaziamento de ouro nas reservas do BC na gestão de Armínio Fraga. Muita coincidência isto acontecer ....

Responder
Leandro 03/03/2014 18:17:24

Caramba! Isso é crime! Um órgão estatal está deliberadamente escondendo informações que depõem contra sua competência! Cadê o Ministério Público de Contas? Cadê a CGU?

Responder
Luiz Oliveira 03/03/2014 20:07:51

Concordo com você plenamente. Será que com base na lei de acesso à informação o BC seria obrigado a disponibilizar a série completa, desde o início dos registros? Estou suspeitando também, como você, que neste angu tem caroço. Começar uma série nova a partir de dezembro de 2000, escondendo dados importantes, é muito conveniente para quem arbitrou a data de início desta nova série. Isto aí tem treta braba. Mais uma vez estão tratando a todos nós como trouxas.

Responder
Ismael Bezerra Pereira 20/12/2012 22:11:54

Eu me lembro dessa época, eu tinha uns dez anos e meu pai trabalhava como operário no grupo Votorantim. Meu pai não recebia o salario no banco,e quando ele vinha para casa e contava o dinheiro eu achava que ele era rico(o salario do meu pai era um bolo de notas). Mas quando íamos ao supermercado eu não entendia duas coisas: por que meu pai sendo rico, nós não podemos comprar bolachas recheadas(passei toda a minha infância sem comer essas guloseimas)e porque minha mãe está passando 2 latas de óleo em um caixa, meu pai está pagando mais duas latas de óleo em outro caixa, eu e meu irmão estamos comprando cada um duas latas de óleo em mais dois caixas diferentes e ainda por cima temos de agir como se não nos conhecêssemos? Anos mais tarde eu entendi o porque, éramos todos(contra a vontade da minha família que dizia para eu e meu irmão para nunca votarmos em comunistas, pois eles matam todos aqueles que vão contra as idéias deles)comunistas.

Responder
Bernardo Versiani 20/12/2012 22:15:56

Alguém sabe de um livro sobre a história econômica do Brasil sob uma perspectiva liberal? Acho que os mais famosos sobre o tema são os do Caio Prado Jr. e do Celso Furtado... ou seja... desgraça.

Responder
Ateu Atoa 20/12/2012 22:33:32

www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/jornalPDF/187-pag02.pdf

www.advivo.com.br/blog/luisnassif/os-tamanhos-das-maquinas-publicas?page=3

www.perspectivacritica.com.br/2012/07/qual-quantidade-ideal-de-servidores.html

Responder
Leandro 20/12/2012 23:06:56

O primeiro link parou em 1999 e não tem fonte nenhuma. Apenas um ideólogo da Unicamp fazendo a única coisa que sabe: defender aumento do número de funças. Seus números para os países europeus são totalmente contraditados pelo terceiro link que você passou (não prestou atenção nessa, né?).

O segundo link, o do Nassif, vai contra tudo o que você disse.

Já o último link, um mero blog sem nenhuma fonte, está com informações erradas. Ele diz que o total federal, estadual e municipal é de 3,2 milhões. Porém, este link do IPEA (do IPEA!) diz que são 8,562 milhões. E isso em 2007!

E, para finalizar, esta reportagem diz que 24% dos trabalhadores empregados estão no setor público, igual à estatística da França no seu terceiro link.

Tenta de novo.

Responder
anônimo 21/12/2012 02:20:26

Ateu a toa, você desonesto cara. Você procura todas as fontes possíveis(e nem lê). Os fatos não interessam a você, é óbvio que você não está em busca da verdade, que é simplesmente que empregos públicos são improdutivos pelo mero fato de não estar sujeitos ao sistema de lucros/prejuizos. Além disso os empregos públicos destroem o mercado que oferece produtos similares. E pra piorar empregos públicos não possuem meio de saber se estão fazendo prejuizo ou lucro, por não ser possível um cálculo econômico( pois não tem retorno, fica assim impossível calcular).
Você é tão desonesto que procura por países ricos, igual a um carrapato que procura por um boi saudável.
Gostaria de parabenizar o Leandro por ter essa paciência de responder a esses caras. Tem vezes que eu fico super sem jeito de divulgar esse site pra esquerdista pq eu sei que eles vem aqui todos cheio de odio, para defender suas aposentadorias (apesar deles terem vinte e poucos anos).

Responder
anônimo 21/12/2012 00:16:29

Mudando um ouco de assunto. O IMB poderia publicar ou traduzir um artigo um artigo sobre a nova demagogia do Obama. O governo Obama está usando o massacre da escola de Newtown para justificar um controle de armas.

Responder
Dilma sanciona Lei Seca mais rígida 21/12/2012 01:54:50

Luana Lourenço
Repórter da Agência Brasil

Brasília - A presidenta Dilma Rousseff sancionou hoje (20), sem vetos, a lei que torna mais rígidas as punições para motoristas flagrados dirigindo alcoolizados.

A nova Lei Seca determina que outros meios, além do bafômetro, podem ser utilizados para provar a embriaguez do motorista, como testes clínicos, depoimento do policial, testemunhos de terceiros, fotos e vídeos.

O texto também prevê o aumento da multa dos atuais R$ 957,65 para R$ 1.915,30 para motorista flagrado sob efeito de álcool ou drogas psicoativas. Caso o motorista reincida na infração dentro do prazo de um ano, a proposta é duplicar o valor, chegando a R$ 3.830,60, além de determinar a suspensão do direito de dirigir por 12 meses.

A lei será publicada no Diário Oficial da União de amanhã (21). Com a sanção, as novas regras serão aplicadas nas operações das polícias rodoviárias para o período de festas de fim de ano e férias.

Edição: Fábio Massalli

agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-12-20/dilma-sanciona-lei-seca-mais-rigida

Responder
Carlos Marx 21/12/2012 06:41:12

Sarney nao estatizou nenhuma empresa, nem industria, tampouco fez a tao sonhada reforma agraria. Dizer que ele era socialista so pq decretou congelamento de preços é de uma desonestidade intelectual tão grande que somente atesta a qualidade deste blog. Parabens IMB por disseminar desinformações e engôdos.

Responder
Leandro 21/12/2012 08:12:29

Venerável Carlos Marx, permita-me iluminá-lo com o básico do básico aí em sua tumba:

Fixar preços é uma forma de ataque à propriedade privada, pois retira dos produtores as opções que eles teriam no livre mercado para aplicar seus recursos. Fixação de preços é um decreto estatal que, na prática, proíbe os proprietários de investirem seus recursos onde bem quiserem. Quem não pode investir sua propriedade privada onde quer e não pode auferir livremente seus retornos vive na prática em um regime socialista.

O governo Sarney praticou controle de preços e controle de salários. A propriedade dos meios de produção continuou em mãos privadas, mas era o governo quem decidia quais preços seriam cobrados, quais salários seriam pagos e qual a renda seria permitido ao proprietário privado nominal receber.

Como você não deve ter vivido naquela época, vai aqui um vídeo em que os burocratas daquela época planejam centralizadamente o que deve ser feito com a carne de boi e qual fatia cada açougue deve receber para revender. É inacreditável.




Pode espernear à vontade e continuar acreditando em seus próprios engodos. Mas não deixe de vir aqui todos os dias para aprender mais, como você sempre faz. Saudações!

Responder
Teo 18/06/2015 09:46:03

Adoro a suas explicações, Leandro. Muito didáticas.

Deveria fundar um partido libertário.

Responder
Gustavo Sauer 23/12/2012 02:53:25

Atacar o preço é a medida mais socialista que existe. A moeda está presente em quase todas as transações da economia.

Responder
Cristiano 26/12/2012 12:15:29

Tirando o fato que o congelamento de preços é uma medida extremamente socialista, dizer que Sarney não estatizou empresa nenhuma é de uma desonestidade e/ou ignorancia incrível!
Era tudo estatal, como ele ia estatizar??

Responder
Luciano 15/02/2013 05:09:11

Esse cara só pode tar zoando!

Responder
Ricardo 21/12/2012 11:42:42

Argentina chega à conclusão inevitável do socialismo e da depredação da moeda:

Governo argentino envia tropas para evitar saques em Bariloche

Saqueadores invadiram diversas redes de supermercado.
'A situação não está sob controle, é muito preocupante', diz secretário.

Responder
Luiz Padilha 21/12/2012 13:15:17

@Ricardo,

Foi muito engraçado quando vi essa notícia ontem no Jornal Nacional, com a apresentadora dizendo que "ninguém sabe o que provocou a onda de saques em Bariloche". Ora... alguém sabe... devem existir libertários e discípulos de Mises na Argentina. É só entrevistar eles...

É impressionante como as pessoas não percebem isso. Socialismo (ou qualquer política com outro nome mas com a mesma premissa) gera escassez que gera empobrecimento que gera desorganização social que geram saques e violência.

Não adianta mudar o nome. O efeito continua o mesmo.

"Se a rosa tivesse outro nome, ainda assim teria o mesmo perfume. -William Shakespeare"

O pior é que isso está para acontecer no Brasil. É só continuarmos fazendo o que estamos fazendo.

Responder
André Luiz S. C. Ramos 22/12/2012 15:46:38

"O inimigo é o estado, não o PT ou qualquer partido político."

Agradeço ao IMB por ter me ajudado a chegar a essa conclusão.
(2)

Responder
Gustavo Sauer 26/12/2012 11:30:36

Esse artigo deu um show. Lembrar a história é essencial para não repeti-la.

Responder
William Bonner 26/12/2012 15:39:10

Acho que esse foi um dos melhores artigos. Desde que li ele e vi os vídeos eu já não consigo ver jornal sem pensar: "no futuro essas reportagens vão ser piada no IMB".

Responder
Victor Cezar 21/01/2013 03:23:01

Esse foi o auge, mas ainda somos um país socialista. Pelo menos em grande medida e em comparação com o resto do mundo (que já anda bem mal há muito tempo...). Cada vez pior em posições de liberdade econômica, presidente que mexe em preços para mascarar a inflação, setor público inchadíssimo (li uma estimativa como mais de 600 empresas direta ou indiretamente controladas pelo governo), uma constituição que promete tudo a todos, melhor índice de importação em relação ao PIB (culpa do governo, claro), campeão em encargos trabalhistas do mundo, um dos mais difíceis de abrir negócios e agora uma bizarrice como esta sendo discutida:

senado.jusbrasil.com.br/noticias/100297487/projeto-obriga-medicos-formados-com-recursos-publicos-a-exercicio-social-da-profissao

Há quem veja certa validade nesses alunos darem uma contrapartida por terem sido formados com dinheiro roubado. Mas percebam o caráter autoritário da medida, isso daí é nível soviético. Imagina o precedente que abriria.

O Brasil está muito avançado no seu caminho para a servidão.

Responder
Leandro 14/02/2013 18:46:34

Começou...

Congelamento de preços causa escassez na Argentina

Em supermercados da capital, faltam produtos como pão, farinha e óleo: sinais de desabastecimento

Determinado semana passada pelo governo da presidente argentina, Cristina Kirchner, o congelamento de preços - que terá vigência, em princípio, até o próximo dia 1º de abril - já provoca a escassez de alguns alimentos em supermercados da capital e de províncias como Buenos Aires. Basta uma rápida visita a supermercados de bairros portenhos de classe média, como Palermo e Belgrano, para constatar a falta de produtos, entre eles pão de forma, farinha de trigo e açúcar. Segundo publicou na quarta-feira o jornal "Clarín", o mais lido do país, no município de Vicente López, na grande Buenos Aires, por exemplo, também ficou mais difícil conseguir óleo e erva mate.

[....]

Emissão monetária teve alta de mais de 30%

O economista afirmou que "o secretário está quebrando o termômetro, em vez de controlar a febre". De acordo com seus cálculos, em janeiro a emissão monetária do país aumentou mais de 30% em termos anuais, basicamente para financiar o Tesourou - leia-se o crescente déficit fiscal da Casa Rosada, que continua sem acesso aos mercados internacionais de crédito.

O congelamento de Moreno chegou em momentos em que todos os sindicatos do país se preparam para renegociar salários e, em alguns casos, exigir reajustes de até 30%. Já o governo pretende que os aumentos não superem 20%. A iniciativa também foi questionada por representantes do setor como Miguel Calvete, presidente da Câmara de Supermercados Chineses (mercados menores, cada vez mais importantes). Para ele, o acordo deveria incluir, também, todos os fornecedores.

Responder
Um ser humano 14/02/2013 20:46:29

A Argentina é uma terra amaldiçoada pela pior política que já existiu. Seu meio intelectual é uma verdadeira latrina. Sua elite estatal é uma tragédia de dar inveja a Shakespeare. Seu povo politicamente ativo é apaixonado pelo estatismo(Basta ler os comentários no belo vídeo do Partido Liberal Libertário da Argentina: www.youtube.com/watch?v=lMJQu_syDyE).

Leandro, o que pode ser feito pela Argentina além de ter esperança? Seria esta crise o início de uma corrente sem volta ou apenas mais uma gota d'água em um oceano pacífico de tragédias que criaram este erro que existe hoje? Se você estivesse no comando da política(Em especial da economia) argentina neste exato momento, o que você faria?

Ajude-nos, por favor.

Responder
anônimo 15/02/2013 14:17:44

''É nisso que dá deixar a ciência econômica aos cuidados dos seguidores de Marx e Keynes. Toda a sociedade paga a conta''

perfeita colocação!

a propósito, vou comentar o porque de eu achar que esses economistas ''marxistas'' da boca pra fora do pt ainda tem prestígio na sociedade, na verdade é bem simples: somos doutrinados na escola pública desde a quarta, quinta série que o socialismo é bom e o capitalismo é ruim... que os patrões burgueses do século 19 só exploravam as pessoas, etc, etc...

vivenciamos uma escola de cunho marxista desde a infancia... não é a toa que ainda tem quem vanglorie partido de esquerda por aí...

pobres coitados, são alienados e nem sabem disso...

Responder
Emerson Luís, um Psicólogo 23/11/2013 18:32:40

Se um dia o Brasil se tornar um país com liberdade econômica, façamos uma estátua de bronze de dez metros do Henry Maksoud. Com recursos voluntários, é claro!

Já pensou se o Lula tivesse sido eleito em 1989? É estarrecedor perceber que o Collor de certa forma nos salvou de virarmos uma Cuba ou Coreia do Norte!

* * *

Responder
anônimo 03/03/2014 14:20:57

Vou reperir aqui:

Stalinismo = Marxismo = Socialismo = Comunismo = Nazismo = SatanismoÉ tudo farinha do mesmo saco. O que elas tem em comum? Tudo: Totalitarismo = Ditadura = Escravidão = Anti-liberdade. Resumindo, todos os tipos de atitudes maléficas, é a Foice e o martelo, como sempre.Defendê-las é amar a sua própria escravidão, é ser mazoquista.

Me engana que eu gosto.

Responder
Carlos 04/03/2014 00:00:21

Mas que masoquismo, é sadismo sem limites. Pois não é só querer sofrer, mas ver os outros sofrerem. Pois se alguém quiser ser masoquista pois isto lhe dá prazer, que seja. Que gaste suas economias em impressões compulsivas de papeis coloridos, que queime sua renda, que se prive de diversas propriedades. Mas que não obrigue aos outros entra no mesmo balaio.

Responder
Jerônimo 03/03/2014 17:09:16

Joelmir Beting sobre o congelamento: "Isto nunca funcionou antes, mas vai dar certo agora". Além disso, citou o caso da Argentina que fez um plano semelhante ao brasileiro que já havia dado com os burros n'água, Será que ele sabia que não daria certo, mas se acovardou diante clamor nacional?
Grande Henry Maksoud, preciso nas críticas e com muita coragem.

Responder
Dam Herzog 03/03/2014 18:48:17

O mercado é um processo que leva a maior produção de bens e serviços. Ele só não mostra mais serviços porque não é livre. Interferências no mercado só leva ineficiência. Deveríamos respeitar o mercado e a propriedade privada como clausulas pétreas do sistema econômico. Quem não conhece estes fundamentos não entende porque Ronald Reagan liberou os preços da gasolina e passado algum tempo estes preços começaram a abaixar continuamente. O estado é o problema. Privatizemos tudo sem a mínima vergonha. Liberdade total. Pois agora ninguém nos dá segurança, educação,saúde, etc. Estado, obrigado. Ensinemos aos políticos a não ter medo da privatização.

Responder

*Um ser humano*
Nossa! Estou surpreso em saber que um partido libertário conseguiu legalidade na Argentina, agora é melhor torcermos para o liber ser legalizado por aqui também.

Responder
Celso 03/03/2014 20:57:03

Ótimo artigo. Pena que no Brasil é quase impossível encontrar material sobre história do Brasil sem doutrinação esquerdista.
Aproveito o espaço para deixar uma dúvida que venho tendo há algum tempo: o que vocês imaginam que aconteceria no Brasil de hoje caso o governo perdesse o controle da inflação?
Tendo em vista que o 'modelo' de governo brasileiro se assemelha muito ao da Venezuela, vocês acham que o governo tomaria os mesmos tipos de medidas econômicas que o governo venezuelano vem tomando?
Imaginando que sim, e imaginando que a população brasileira se revoltasse contra o governo como a população venezuelana, acho que o governo seria derrubado, visto que a polícia brasileira não reprimiria a população tão covardemente e em favor do governo como a venezuelana vem fazendo. Vocês concordam? Nesse caso, o que aconteceria?
O que vocês acham?

Responder
Eduardo Bellani 04/03/2014 00:19:31

Olá.

governo perdesse o controle da inflação?

Na definição de inflação usada aqui, que é a mais útil para entender o mundo na minha opinião, é impossível o governo perder o controle da inflação, já que ele
tem total controle sobre a base monetária.

Tendo em vista que o 'modelo' de governo brasileiro se assemelha muito ao da Venezuela, vocês acham que o governo tomaria os mesmos tipos de medidas econômicas que o governo venezuelano vem tomando?

'Tomaria'? Controle de preços no Brasil é coisa corriqueira. Todos os mercados controlados pelo governo tem os preços altamente controlados.

visto que a polícia brasileira não reprimiria a população tão covardemente
e em favor do governo como a venezuelana vem fazendo.


A polícia brasileira é uma instituição permeada por uma cultura maligna, totalitária, presunçosa e preguiçosa(como toda polícia estatal). A elite pensante da polícia brasileira, quando existe, é positivista. Essa é uma ideologia totalmente contrária ao individualismo liberal, a direitos naturais ou a qualquer noção de pluralidade e competição jurídica.

Como ilustração sobre reprimir covardemente a população, eu gosto muito desse vídeo onde a polícia abre fogo com fuzis enquanto sobrevoava com um helicóptero uma área densamente povoada.

Responder
Celso 04/03/2014 01:37:04

Eduardo Bellani,

- está claro em minha pergunta que me refiro a 'inflação' como seu sintoma, que é o aumento generalizado de preços, que é como a mídia trata 'inflação'.

- as ações econômicas do governo venezuelano não se limitam a controle de preços, há outros tipos de intervenções.

- a polícia brasileira é antagônica à esquerda. Uma situação de escassez como acontece hoje na Venezuela não trás às ruas narcotraficantes - como os que você cita no exemplo em que define as qualidades da polícia sob o seu aspecto - mas sim cidadãos de bem, que numa situação de escassez quase total dos produtos mais básicos são 'forçados', não por ideologia mas por necessidade, a clamar por pelo menos um pouco de liberalismo na economia. Imagino que se o governo perdesse o controle da inflação DE PREÇOS (tenho que desenhar?) e a população fosse às ruas pedir sua saída do poder (já que no Brasil tá na moda protestar) isso poderia fazer com que o novo governo adotasse outro tipo medidas econômicas.

Gostaria de ouvir a opinião de alguém que entende das coisas. Cadê o Leandro?

Responder
Leandro 04/03/2014 14:58:31

Bom, realmente não tenho a mais mínima capacidade preditiva quanto a este quesito em particular. Apenas digo: esteja preparado para tudo.

Responder
Eduardo Bellani 04/03/2014 18:05:49

Olá

- está claro em minha pergunta que me refiro a 'inflação' como seu
sintoma, que é o aumento generalizado de preços, que é como a mídia
trata 'inflação'.


Não tinha ficado claro para mim. Mas mesmo a inflação de preços está
largamente sob o controle do estado, já que ele tem o quase total
controle sobre a oferta monetária.

- as ações econômicas do governo venezuelano não se limitam a
controle de preços, há outros tipos de intervenções.


Quais delas que não são realizadas hoje em dia no Brasil, em menor ou
maior escala?

a polícia brasileira é antagônica à esquerda.

Ser antagônico ao que a esquerda brasileira representa não significa
ser favorável a liberdade. Como ilustração, o regime militar no Brasil
foi extremamente estatizante, e era anti comunista. Como analogia, ser
contrário a cor vermelha não significa usar a cor amarela, você pode
ser roxo, branco, azul, etc.

Uma situação de escassez como acontece hoje na Venezuela não trás
às ruas narcotraficantes - como os que você cita no exemplo em que
define as qualidades da polícia sob o seu aspecto - mas sim cidadãos
de bem.


1 - Narcotraficantes nem sempre são anti éticos (usando a definição
ética libertária). Muitas vezes são apenas comerciantes que são
empurrados para a ilegalidade pelas políticas estatais.

2 - Mesmo considerando que os narcotraficantes mereçam ser fuzilados,
gostaria de conhecer a bola de cristal sua e dos policiais do
helicóptero para saber com certeza se estavam atirando em
narcotraficantes. E também gostaria de fazer o treinamento de tiro do
fuzileiro do helicóptero, que numa plataforma móvel com um alvo em
movimento tinha total confiança de só acertar nesse alvo.


Vou deixar mais um vídeo pra demonstrar o tratamento ímpar que a
polícia brasileira reserva pra os 'cidadãos de bem':



Pequena análise pros outros leitores:

Policiais e militares em geral são treinados muito similarmente a
cachorros de ataque (o nome 'adestramento militar' não é
acidental). As únicas éticas enfatizadas são lealdade, obediência e
disciplina. Isso também não é acidental.

Cachorros de ataque não mordem a mão que os alimenta. Todos aqueles
que, em situação onde as duas religiões modernas (nacionalismo e
socialismo) tomaram o poder, esperaram ajuda dos membros fardados do
estado foram levados pelos mesmos as masmorras.

Abraços.

Responder
Fabio 28/02/2015 17:20:58

A inteligência esta morrendo neste pais. Me sinto até sendo cristão na síria cercada pelo Estado Islâmico.
Mas há ... há alguns que resistem e o poço atual parece acordar os iludidos.

Responder
Heisenberg 04/03/2014 02:32:13

Nossa, até o Pérsio Arida estava nesse meio?

Responder
Gunnar 04/03/2014 15:06:34

"Isto nunca funcionou antes, mas vai dar certo agora"

Responder
Ismar Gavilán 04/03/2014 18:28:50

Caramba, deu um deja vú agora. Me lembro dessa época, adolescente, chegando aos 18 anos, não consegui entender como a gente tinha que se planejar para ir ao supermercado, pra não se esquecer nada, pois se esquecesse, ao voltar para buscar algo, se era do mesmo que vc comprou, o preço já tinha subido, ou seja, não tinha como se planejar. Limitação do que podia ser comprado, escassez de algumas coisas, foi uma situação realmente dantesca. A prisão de empresários muito me lembra o que aconteceu recentemente na Venezuela, ou seja, realmente esta nossa história é cíclica. Ainda não está acontecendo no Brasil, mas eu creio que não demorará. Nunca quis tanto na minha vida que eu estivesse errado.

Responder
Jussara S. Bittencourt 06/03/2014 17:16:51

Já era adulta no episódio: "Confisco do boi no pasto" foi hilariante! Foram poucas as abordagens mas serviu, com garbo, para mostrar como os silvícolas sabem fazer seu trabalho. Funcionários públicos ao tentarem o mesmo, cumpriram um episódio ridículo. Lembro de meu pai relatando que por não saberem montar a cavalo, e, muito menos distinguirem um boi de uma vaca, fizeram a peonada gargalhar. Eles ainda não conheciam o dito popular: " Cada macaco no seu galho". Não é só do PT o mérito de ser ridículo. Outros já se sobressaíram também! Pois, pois.

Responder
Adriano 11/04/2014 18:33:17

https://www.facebook.com/valoreconomico/posts/752931551407245?stream_ref=1

Ultimo comentário

Italo Inffh É, sou antiliberal, anti ortodoxo, anti capitalista..
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Italo Inffh Por isso privatizar, que significa entregar o público ao privado, nunca dá certo. Numa economia sob controle do estado, o governo tem instrumentos eficazes para frear a inflação e até para induzir a deflação..


Como a propria foto do Tiririca fala..."TA SERTO!"

Responder
JOÃO BOSCO CUNHA 27/06/2014 16:42:35

Para quem sabe ler, um pingo é letra.

Mensagem de Abraham Lincoln para enterrar a carapuça nos PTralhas.

"Não criarás a prosperidade se desestimulares a poupança.
Não fortaleceras os fracos por enfraqueceres os fortes.
Não ajudaras o assalariado se arruinares aquele que o paga.
Não estimularás a fraternidade humana se alimentares o ódio de classes.
Não ajudarás os pobres se eliminares os ricos.
Não poderás criar estabilidade permanente baseada em dinheiro emprestado.
Não evitarás as dificuldades se gastares mais do que ganhas.
Não fortalecerás a dignidade e o anonimo se subtraíres ao homem a iniciativa da liberdade.
Não poderás ajudar os homens de maneira permanente se fizeres por eles aquilo que eles podem e devem fazer por si próprios."

(Abraham Lincoln)

Responder
anônimo 21/01/2015 10:14:03

Esse texto é fake mas tem muitas verdades.

Responder
Silvio 22/01/2015 01:04:11

Por falar em citações equivocadas: www.sotrelando.com.br/wp-content/uploads/2011/04/citacoes-internet.jpg

Responder
maycon rogers ribeiro alves 20/01/2015 23:14:58

Nunca pensei sobre este período como socialista, muito interessante, e principalmente real. Vocês são excelentes, estou aprendendo muito aqui, estão de parabéns.

Responder
Armando 24/01/2015 17:03:40

Eu adorei !

O melhor artigo que eu já li na minha vida !

Sarney cometeu abusos que, segundo o bom senso e a economia, não poderão ser esquecidos jamais !

Ele abusou do populismo para fazer verdadeiras barbaridades .

Triste demais .

Responder
PESCADOR 27/02/2015 14:32:19

É sempre bom reler esse artigo!

Responder
Felipe 27/02/2015 15:10:44

Um artigo que demonstra que o problema está além de políticos e burocratas.
O problema é a mentalidade do povo brasileiro, que não entende e não respeita a propriedade privada e a liberdade econômica, enquanto não mudamos isso estaremos condenados a repetir infinitamente esses episódios.

Responder
Lopes 27/02/2015 16:25:25

É possível que uma tragédia como tal seja repetida? Não sou minimamente esperto em política brasileira, por isso, gostaria que os mais sábios me auxiliassem ou julgassem minha análise.

Pela TRAGÉDIA: Pensamento político brasileiro.

A tragédia econômica é inerente e inevitável no Brasil justamente porque as ideias importam e as piores ideais prosperam justamente onde ideias não precisam funcionar para crescerem: Estado e Universidades. O estatismo por intelectuais, à moda Schumpeteriana, é o destino inevitável deste país; o estado jamais, por conta dos seus inerentes limites praxeológicos (incluindo o cálculo econômico sob o socialismo), criará o nirvana socialista tão desejado pelos intelectuais deste país - ou será capaz de sustentar o Estado de Bem-Estar Social sem capital tão querido pelos menos radicais. E em cada uma de suas tentativas, mais capital será destruído, o real se esfacelará, a desigualdade econômica explodirá (justificando mais tentativas desengonçadas) e nós teremos de rezar para que a catástrofe não seja profunda e ainda possa ser reparada, nem que seja à moda do consenso de Washington.

Meu temor é no ciclo de estatismo barbieriano que ocorrerá APÓS o que vivemos. Neste aspecto, nós, como libertários, conservadores ou liberais; detemos uma obrigação de defesa individual ou até mesmo patrióticas (aos que se importam com tais denominações) em destruir estas ideias terríveis em seu útero antes que eles nos destruam. Não será o PSDB que o fará: parecem ter vergonha das privatizações, recusam-se a empurrar uma retirada da Dilma do poder e são uma pera podre em ideologia.

Um assassino em série que executa uma brutalidade após a outra pede para ser capturado. O mais habilidoso é aquele que destrói a ética e a moralidade ao ponto em que o assassinato se transforma em rotina. É essencialmente anti-filosófico. E cada vez mais, vemos o fantasma do controle de preços nas entrelinhas; seja na promessa de comitês democráticos para "dialogar" a subida de preços após aquelas manifestações de junho e agora com os caminhoneiros (área em que o controle de preços enforcará brutalmente a produção).

Pela TRAGÉDIA: Precedentes.

Não há motivo algum para crer que os intelectuais que regem o país aprenderam ou ao menos querem aprender com a experiência histórica (um breve olhar na lista de ministros da Dilma mostrará um padrão: gente saída direto da universidade e da militância - ou uma aristocracia sindical que como toda, fala mais do que trabalha). Na realidade, se são todos estatistas, é porque JUSTAMENTE não aprendem com a história e nem precisam fazê-lo; em uma empresa, ideias errôneas geram falências e você precisa aprender a superá-las e entender o motivo de errarem - aqui, rege a pernície ideológica acima do bom-senso; algo inerentemente estatal.

Falamos tanto em educação pública de qualidade (algo que todo mundo diz, mas ninguém define) e talvez estejamos a esquecer que as pessoas que criaram nosso status quo foram gentes das mais educadas do país. Se toda a população fosse como eles, teríamos uma latrina intelectual como a Argentina se transformou graças a Perón. Mas a "ignorância" do povo brasileiro é facilmente subornada por programas sociais, como a alteração do paradigma eleitoral dos mais pobres revelou após o bolsa família.

Contra a TRAGÉDIA: O medo do dólar.

Se a eleição do Lula e o grande esforço para corrigir a crise econômica criada por ela mostram algo é que quando o socialista se vê adiante das consequências reais do poder em suas mãos, somente os corajosos e mais psicóticos (recomendo 'Por que os piores chegam ao poder?' de Hayek) deles seguirão adiante. O PT "amarelou" e com isso, o Brasil foi poupado de uma catástrofe; tudo porque o dólar e a fuga de capitais estiveram lá para fazer o medo descer pela garganta e o Henrique Meirelles subir à chefia da restauração.

O problema é: os estatistas, especialmente os mais jovens, estão se tornando cada vez mais psicóticos.

O gentil casamento dos pequeno-burgueses de Chico Buarque está sendo substituído pela retórica do ódio à classe média, como alertado, creio, pelo Bruno Garschagen; qualquer pessoa que não queira pular no vulcão em nome do deus estado é execrada por uma juventude quasi-argentinien de demônios de olhos arregalados e que babam como se infectados por raiva. Verdadeiros bárbaros dos tempos romanos que sentem ódio por quaisquer instituições fundamentais que não sejam as de seus próprios ideias.

Se estes imbecis presunçosos e bárbaros permanecem como o futuro político deste país, será o fim.

-----------------------------------------------------------------
Alguma discordância ou adendo? Ajudem-me, por favor.

Responder
facto 28/02/2015 16:56:30

Governo Sarney socialista?

HAHAHAHAAHAHAHAAHAHAAHAHAAHAHAHAHAAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAAHAHAHAAHAHAHAAHAHAAHAHAHHAHAAHAHAHAAHAHAHAHAHAHA

Confunde-se intervenção estatal com planificação estatal de coletivização dos meios de produção e supressão da propriedade privada. Se a intervenção estatal for "socialismo", até o Dom Pedro I e o II foram socialistas. Na verdade, todos os reis absolutistas e ditadores modernos foram e são socialistas.

Porém, acho que foi um erro de tão grosseiro e patético que até foi planejado.

Responder
ipso 01/03/2015 19:24:04

Sarney não era socialista. Sarney é socialista pois, até onde eu saiba, não morreu ainda.

E um monte de HAHA não vai mudar isso.

Responder
Felipe E. 02/03/2015 15:39:08

Impor controle estatal sobre todas as transações comerciais é sim uma medida socialista. Socialismo e capitalismo não são sistemas binários (É ou não é), são aplicados em intensidades, e o governo Sarney talvez foi o que implicou no maior grau de socialismo que o Brasil já viveu (Não é a toa que é a década pedida).

Seu "hahaha" só revela seu intelecto limitado, sendo incapaz de entender e contra argumentar o texto recorre a expressões grotescas como essa.

Responder
Carlos Garcia 02/03/2015 15:54:48

Controle de preços não é planejamento central?
Confiscar gado nos currais de fazendas não é coletivizar meios de produção?

Responder
Dam Herzog 28/02/2015 17:34:07

Acompanho os videos do vlogueiro Dâniel Fraga no you tube e que foca assuntos da atualidade do ponto de vista dos principios libertários de Rothbard que foca annti socialismo e todos os assuntos como religião e preconceito e o mesmo recebeu um telefonema de um investigador de policia, achando que o video continha intolerancia, que ele gravou e cujo dialogo acha no link https://www.youtube.com/watch?v=lHlH94GklAE.Se quiserem ver acho que vocês ganharam algum conhecimento.

Dâniel Fraga
Ontem às 06:25 ·
Polícia civil serve para que(m)?
https://www.youtube.com/watch?v=lHlH94GklAE
"Polícia civil serve para que(m)?
https://www.youtube.com/watch?v=lHlH94GklAE"
Curtir · · Compartilhar vejam os principios libertarios em pratica, ou facebook
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10153059112864268&set=a.268424904267.139655.796844267&type=1

Responder
Patrick 28/02/2015 20:49:21

Qual é a solução? Por que vocês não se unem e se tornam candidatos ou fundam um "partido" inteiro?

Desculpe se a pergunta for repetida, mas gostaria de ter um retorno.

Responder
anônimo 28/02/2015 21:09:07

'O brasil já foi socialista'...como se hoje não fosse

Responder
Roger 28/02/2015 23:21:08

Eu lembro-me, bem, daquele tempo.

Confesso que na época até fui contagiado por aquele espetáculo circense, mas me 'segurei na cadeira' pois já tinha alguns conhecimentos que indicavam que regulação de preços não é a cura para inflação. Fiquei na minha.

Mas vendo (e revendo) tudo isso, pergunto: qual é afinal o problema do Brasil e do Brasileiro? Cultura?

Responder
Veron 01/03/2015 14:14:24

Eu lembro disso. Passei por isso.

Economistas brasileiros do governo são criminosos da pior espécie.

Muito bom o artigo.

Responder
Amarilio Adolfo da Silva de Souza 25/03/2015 21:48:58

O Brasil tem que acordar de seu devaneio estatal e enxergar a realidade, enquanto pode.

Responder
Giovani 29/04/2015 15:05:58

Qual foi o maior erro do Collor?

1) A corrupção?
2) O confisco da poupança?
3) Falta de alianças/apoios políticos?
4) Outros? Quais?

Penso que o maior erro do Collor foi o confisco da poupança. Se elle não tivesse confiscado a poupança, e atraido a fúria de grande parte dos brasileiros, ele teria sido o melhor presidente do Brasil desde a redemocratização, pois em apenas 2 anos de governo privatizou inúmeras estatais, abriu os portos, etc...


Nem cito o fator corrupção, pois apesar de ser inadimissível sempre, vemos que ele foi apenas um trombadinha perto do que ocorre hoje.

Qual a opinião de vocês?

Responder
Leandro 29/04/2015 15:38:59

A equipe econômica dele era uma porcaria. Todo mundo apostava que ele nomearia Roberto Campos para a Fazenda, mas aí ele vai e nomeia Zélia, que tinha passagem pelo PCdoB e nada sabia sobre economia.

Além de confiscar a poupança, houve vários tabelamentos de preços. E a política de abertura dos portos começou extremamente tarde (a Lei da Informática, por exemplo, só foi revogada em 1992; por que não em 1990?).

A abertura para a importação de carros foi excelente, mas as tarifas ainda eram muito altas. Neste quesito, o melhor momento foi de setembro de 1994 a março de 1995, quando as tarifas de importação de carros eram de "apenas" 20% e a moeda era forte.

Aquele curto período de redução foi suficiente não apenas para atemorizar as montadoras nacionais, que repentinamente viram seus confortáveis lucros evaporaram, como também para trazer um impressionante revigoramento à frota nacional. Os importados tornaram-se comuns principalmente nas ruas de São Paulo, onde desfilavam Rolls-Royces, Corvettes, BMWs, Mitsubishi Lancers, Audis, Alfa Romeos 164, Subarus e Mercedes-Benz C 180, coisa rara no Brasil da época.

No Rio de Janeiro, na Avenida das Américas, surgiram nada menos que 20 importadoras de carros se acotovelando para disputar clientes, algo até então inédito.

Mas toda essa farra foi interrompida pelo governo em março de 1995, quando as tarifas de importação foram de 20 para 70%, para júbilo das montadoras nacionais, que voltaram a operar sossegadas em seu oligopólio protegido pelo estado.

Mas, voltando a Collor, como expliquei neste artigo, sua política de privatização até hoje se mantém como a melhor: as siderúrgicas foram vendidas e o governo simplesmente se retirou da área, sem dar palpites nem impor regulamentações. A privatização da EMBRAER -- já no governo Itamar -- foi quase toda correta, exceto pelo fato de ter havido recursos do BNDES. No entanto, seu sucesso pós-privatização é inquestionável.

Tão boas foram essas privatizações que hoje quase ninguém as contesta (exceto os dinossauros de sempre), uma vez que os benefícios trazidos para a economia do país foram amplos.

Essas, aliás, foram as únicas desestatizações genuínas no Brasil.

A encrenca começou no governo FHC, quando inventaram as agências reguladoras, as estatais foram vendidas para fundos de pensão de outras estatais, e não houve mais nenhum setor que tenha sido genuinamente desestatizado. Em momento algum o estado se retirou em definitivo do comando (direto ou indireto) dessas empresas.

Responder
Giovani 29/04/2015 16:52:27

Obrigado Leandro.


Então, segundo você, o pior erro delle foi a porcaria da equipe econômica. Realmente, concordo contigo, a Zélia estava totalmente perdida.

Concordaste comigo quanto a um ponto positivo do Collor: as privatizações e desestatizações de algumas estatais. (Aliás, excelente o outro artigo que indicaste).

Mas pergunto novamente: o maior erro dele, que impulsionou sua renúncia (ou impeachment?), foi ter confiscado a poupança?

Como seria o cenário econômico caso Collor não tivesse confiscado a poupança, e seguisse o seu mandato até o final, privatizando e desestatizando empresas estatais? Seria possível ter combatido a hiperinflação com essas medidas de redução de gastos públicos via privatizações, e acumulação de reservas cambiais?

Responder
Leandro 29/04/2015 17:37:38

"Seria possível ter combatido a hiperinflação com essas medidas de redução de gastos públicos via privatizações, e acumulação de reservas cambiais?"

A acumulação de reservas cambiais é justamente o ponto crucial para um programa de estabilização econômica, e tal acumulação de fato começou ao final de 1991, já sob o comando do Ministro da Fazenda Marcílio Marques Moreira.

Se Collor não tivesse confiscado a poupança e fizesse tudo isso que você delineou -- o que acho meio difícil, dado que ele não tinha base nenhuma no Congresso -- ele seria considerado hoje o melhor presidente da história do país (até porque ele não podia se reeleger). 

Responder
Vanessa Mendes 01/08/2015 21:37:34

Também lembro dessa época. Houve um momento que não tinha leite, as mães quase saiam no tapa por uma lata de leite em pó. Minha mãe comprava leite condensado, e aumentava com água.

Responder
Marcos Araujo 01/08/2015 21:38:35

Qualquer um que viveu esta época reconheceu, na campanha do ano passado, a mesma estratégia, desta vez utilizada pelo PT. A popularidade da Dilma, tal como a popularidade do Sarney à época, é apenas um reflexo.

Responder
PESCADOR 22/01/2016 13:49:30

Nunca, nunca, nunca, nunca me cansarei de ler esse artigo. Podem publicar todo ano, ele continua incrivelmente atualíssimo.

Responder
Mr Citan 22/01/2016 13:55:48

Instituto Mises já faz campanha de alerta para os próximos meses.
Pena que muitos vão só perceber quando será tarde demais. :-(

Responder
anônimo 22/01/2016 14:49:43

Com o congelamento de preços o aumento de preços fica retido e existe uma explosão na demanda que não é acompanhada pela aumenta da oferta, o que gera escassez de produtos. Mas por que o congelamento seria ruim se a escassez de mercadorias fosse substituída por importações?

Responder
Economista Libertario 22/01/2016 15:42:48

Amigo Anônimo,

Não tem como manter o congelamento de preços e as importações funcionando. O câmbio não vai permitir.

Exemplo prático. Um produto X custa R$ 10. O câmbio está 4 Reais por Dólar, então ignorando custos de transporte etc, o produto X custaria US$ 2,50. O produtor estrangeiro olha esse preço e pensa: Por US$ 2,50 eu mando o meu produto para o Brasil.

Então o governo congela o produto em R$ 10. Mas o câmbio continua depreciando pois a economia está em crise e agora está em 5 Reais por Dólar. O produto X custaria US$ 2. Agora o gringo não vai querer vender pro Brasil.

Aí você pensa: Então poderíamos congelar o câmbio nos 4 Reais/Dólar. Sim, mas a economia caminharia para falta de divisas estrangeiras numa situação de controle fiscal, monetário e cambial simultâneo.

Responder
Arthur Gomes 22/01/2016 15:33:36

Eu me lembro muito bem desse período, faltava óleo, sal, carne, leite, gás. As pessoas só comprovam no paralelo, com um amigo, um conhecido, para comprar o botijão de gás era uma luta. Um quilo de carne a minha mãe levanta as 5:00 hs manhã para encarar a fila no supermercado. As latas de óleo as pessoas estocam, os pobres sofreram para valer. Depois do plano a inflação arrebentou com tudo. Infelizmente não existe uma literatura a respeito dessa época, nem livros, nem filmes, quando converso com outras pessoas mais jovens sobre este período ficam olhando parecendo que foi um filme assistindo. Isso é socialismo durou um pouco de 1 ano, fico pensando como as pessoas na Venezuela estão fazendo, isso é crime contra os pobres. Isso deveria ser ensinado nas escolas do Brasil para vacinas os mais jovens. Mas infelizmente ainda corremos um risco de isso voltar a acontecer.

Responder
Douglas 22/01/2016 18:23:32

Isso é verdade mesmo. Quase não há literatura e nem filmes sobre isso, somente relatos das pessoas da época.

Responder
Tulio 22/01/2016 16:52:59

Há algum político no Brasil que se aproxime, mesmo que minimamente, dos pensamentos da EA?

Responder
anônimo 22/01/2016 18:19:29

Não tenho certeza, mas acho que Marcel Van Hattem.

Responder
Clovismr 22/01/2016 17:23:27

Boa Tarde a todos.
Ainda que eu não saiba o que é pior, "controlar" a cotação do dollar via contratos de SWAPs ou via reservas, alguém saberia dizer se o bc abandonou os swaps e estaria já utilizando as reservas?
Entendo que os contratos de swap apenas protelam um problema que não tem solução protelando os custos lá pra frente, ou seja, deixando um cenário futuro ainda pior. Mas como disse, não tenho conhecimento suficiente pra fazer juízo de valor entre as duas alternativas.

Responder
Ibn Hassan-al 22/01/2016 17:43:06

No artigo de Alceu há um erro central, embora a crítica ao controle artificial dos preços seja válida.
Uma questão muito importante e que pouco se presta atenção nos debate direita x esquerda e esquerda x direita é não atentar para os significados dos termos, o que torna o seu emprego vago e, na maioria das vezes, falacioso.
A definição correta de comunismo é a inexistência de intermediários entre o produtor direto, trabalhador, e a propriedade do produto de seu trabalho e as decisões a seu respeito. Uma aplicação radical do conceito de justiça distributiva na economia. Todos aqueles que participaram da transformação material da matéria prima em produto devem dividir igualmente os frutos desse trabalho. No entender de Marx, Engels, Pannekoek e outros, isso somente é possível com a extinção da propriedade privada dos meios dessa produção, entendiam também que o Estado pode ser esse intermediário e, com os capitalistas, deve desaparecer.
O socialismo foi desenvolvido por Lenin, Trotsky e outros, e trata-se de um sistema transitório, no qual a propriedade privada passa aos poucos das mãos do Estado para as mãos dos trabalhadores. Um Estado somente é Socialista se for perceptível que os trabalhadores ganham cada vez autonomia para gerir os recursos e gozam dos frutos dos produtos que produzem.
O controle de preços, por não tocar na transição do poder de decisão econômica das empresas para o trabalhador, não é socialista.
Esses esclarecimentos preliminares não tocam na questão da possibilidade ou não do Comunismo e do Socialismo, mas esclarece o significado do termo.
O objetivo do combate a inflação é favorecer a balança comercial e atrair investimentos externos, que vendem em reais. Em outras palavras, é uma medida favorável ao capital externo, das empresas das quais o Brasil importa. Sarney sacrificara os interesses dos capitalistas nacionais para favorecer o capital externo. Foi uma, fracassada, medida econômica tipicamente capitalista.
Isso não significa que o capitalismo se resume a isso, nem que dentro do capitalismo não havia outras formas de combater o problema. Apenas significa que o governo Sarney tomou uma decisão dentro das várias decisões possíveis no capitalismo para resolver os problemas do capitalismo. Uma decisão grosseiramente errada.
Um último esclarecimento é a distinção cada vez mais premente entre Capitalismo e Livre Mercado.
Capitalismo é a organização econômica e política sustentada sobre a propriedade privada. Propriedade privada no sentido mais abrangente possível, isto é, qualquer forma de propriedade produtiva que explora a mão de obra necessária em forma de trabalhadores assalariados.
Livre mercado é a ideia, ainda não posta em prática, de que o mais justo e eficiente é restringir o máximo possível a participação da propriedade estatal, colocando as propriedades produtivas nas mãos do capital privado. É a escolha, dentro do capitalismo, do capital privado.

Comunismo e Livre Mercado ainda não existiram, embora experiências Comunistas tenha existido durante a revolução russa, até os Bolcheviques tomarem o poder e reestruturar a propriedade estatal e experiências de Livre Mercado tenham existido de maneira ainda mais modesta em alguns setores por algum tempo, nunca alcançando âmbito nacional.

"Ter clareza a respeito do caráter utópico de nossas ideias nos protegem de que sejamos engolidos por elas" - SAMUEL ERBENSTEIN

Responder
Double 28/01/2016 01:04:49

Caro Sr. Ibn,
Desculpe, mas tem tanta informação equivocada no seu comentário que chega a ser inútil replicar: vc é um caso perdido. Se algum dia quiser realmente discutir com argumentos racionais, vamos começar pelo básico: Referências, por favor!

Responder
Ibn Hassan-al 29/01/2016 00:26:45

Referências:
São um pouco complexa, pois não gosto muito de manuais.
Teoria Marxista

PANNEKOEK Marxist theory and Revolucionary Tatics
LENIN Estado e Revolução

Liberalismo

POPPER Sociedade Aberta e seus Inimigo I e II - Bibliografia de meu Mestrado e Doutorado
POPPER Miséria do Historicismo - Bibliografia de meu Mestrado e Doutorado
HAYEK Os fundamentos da Liberdade - Bibliografia do Doutorado
HAYEK Os Caminhos da Servidão

História

THOMPSON E. P. - A formação da Classe Operaria Inglesa
Hobsbawm - A era dos extremos

Economia

MARX - O Capital
SRAFFA - Joint Production and Others Essays
Marshall - Os Principios da Economia

Tem também outros como Menger, Manuais de Lógica como o de Copy e documentários e artigos.

Responder
Típico Universitário 22/01/2016 17:50:46

#RindoMuito Dessa vez vai funcionar. A teoria econômica não é mais medieval. Não vamos afinar para os ortodoxos nem poupar os traidores dessa vez. Já sabemos o que deu errado no Plano Sarney.

Na próxima vez ao invés de prisão nos entesouradores vai ser BALA neles.

Não vou ameaçar ninguém. Mas fica a dica:
Tenham passaportes sempre em mãos.

P.S:

Muito pilhérica a escolha do artigo. O real sobe 0,16 centavos em um só dia e o mundo acabou? Quanta inocência. 0,16 centavos é só o começo da meta.

Responder
Batista 25/01/2016 13:50:01

Ainda bem que o Ciência (Turismo) sem Fronteiras acabou... imagina rodar "as Europa" com o câmbio nessa baita especulação???

Responder
Garcia 22/01/2016 19:41:16

Lembro dessa época e lembro da falta de produtos e como no início os fiscais do sarney estavam empolgados. Tinha até matéria na tv falando sobre fiscais do sarney. Passando vário anos e vemo caras como sarney collor e maluf ainda sendo eleitos. Esse povo não tem vergonha na cara. E de onde saem esses brilhantes economistas responsáveis por esses planos?

Responder
Paulo Henrique 22/01/2016 20:15:59

Caros, desculpe postar aqui, mas vocês poderiam fazer um artigo sobre chesterton? Gostaria de tirar algumas dúvidas e supostos erros na suas teorias econômicas - distributivismo ...

Me cheira a um socialismo - comunismo, com um nome mais bonito..

Responder
LEL 22/01/2016 21:33:37

Se você faz caridade ou assistencialismo com o seu dinheiro ou o dinheiro de pessoas que dão o dinheiro para uma instituição por livre associação (fiéis), não há problema algum.

Responder
Fernando 23/01/2016 08:35:45

O Brasil deu um grande passo rumo ao capitalismo na última semana.

O governo liberou a venda de bananas por dúzia. A venda de bananas por quilo foi desregulamentada.

Não é uma maravilha ?

Responder
anônimo 23/01/2016 16:35:00

kkkkkkkkkkkkk

Em terra de cegos, caolho é rei.

Responder
Dissidente Brasileiro 23/01/2016 16:51:21

Alguém poderia me dizer o que é essa tal de "economia popular"? Até hoje se fala muito nessa estrovenga, e confesso que não faço a mínima idéia do verdadeiro significado desta expressão.

Responder
Rennan Alves 23/01/2016 23:39:30

Eu conheço 2 interpretações para esse expressão: a jurídica e a popular.

A interpretação jurídica diz respeito a lei Nº 1.521, que prevê punições contra a "economia popular", no caso, o mercado (segundo a definição estatal, claro).

A interpretação popular diz respeito a "... uma estratégia de desenvolvimento sustentável e solidário fundamentada na organização coletiva de trabalhadores e trabalhadoras com interesse de melhorar a qualidade de vida por meio do trabalho associado, cooperativado ou mesmo em grupos informais." (Fonte: caritas.org.br/projetos/programas-caritas/economia-popular-solidaria).

Responder
Dissidente Brasileiro 24/01/2016 22:37:53

Pois é Rennan... o primeiro link que você enviou menciona apenas "os crimes e as contravenções" contra a "economia popular"; o segundo faz menção à uma tal "Economia Popular Solidária", que aparentemente é uma variação (ou uma "evolução") da tal "economia popular". Então, na verdade, nem os esquerdistas sabem realmente o que é essa porcaria, tamanha a confusão que fazem ao tentar explicar esse troço!

Olha, na minha opinião, isso apenas é um neologismo tirado do vácuo da cabeça deles e que pode ser adaptado ao sabor dos acontecimentos e de acordo com a vontade deles, sem uma definição válida. E certamente ouviremos muito falar disso, a medida que a crise econômica se aprofundar e os "fiscais do Sarney" voltarem com força total. Sim, infelizmente pode ter certeza de que isso acontecerá!

Responder
Taxidermista 25/01/2016 14:53:02

Meu caro Dissidente:

para vc ver o que se pretendia (ou pretende) com tal expressão, dá uma olhadinha em algumas tipificações penais ali elencadas (arts. 2º e 3º da Lei).

Alguns exemplos:

"destruir ou inutilizar, intencionalmente e sem autorização legal, com o fim de determinar alta de preços, em proveito próprio ou de terceiro, matérias-primas ou produtos necessários ao consumo do povo"

"vender mercadorias abaixo do preço de custo com o fim de impedir a concorrência"

"promover ou participar de consórcio, convênio, ajuste, aliança ou fusão de capitais, com o fim de impedir ou dificultar, para o efeito de aumento arbitrário de lucros, a concorrência em matéria de produção, transportes ou comércio"

"obter, ou estipular, em qualquer contrato, abusando da premente necessidade, inexperiência ou leviandade de outra parte, lucro patrimonial que exceda o quinto do valor corrente ou justo da prestação feita ou prometida"

"transgredir tabelas oficiais de gêneros e mercadorias, ou de serviços essenciais, bem como expor à venda ou oferecer ao público ou vender tais gêneros, mercadorias ou serviços, por preço superior ao tabelado, assim como não manter afixadas, em lugar visível e de fácil leitura, as tabelas de preços aprovadas pelos órgãos competentes"

"favorecer ou preferir comprador ou freguês em detrimento de outro, ressalvados os sistemas de entrega ao consumo por intermédio de distribuidores ou revendedores"

Responder
cmr 25/01/2016 13:36:06

Eu era criança e lá em casa nunca faltava carne.

Meus pais negociavam uns esquemas com aqueles açougues de esquina; leia-se, pagava valores bem acima da tabela, para poder ter carne. Me lembro de ir ao açougue, ver as prateleiras vazias, o açougueiro dizer "estamos em falta de carne". Eu dizia, sou filho da Maria e vim aqui buscar 2kg de contra-filé que a minha mãe já disse ter pago. O açougueiro assustado, gesticulando: "quieto garoto !!!!" me chamou lá dentro do açougue, onde se via alguma carne, e me entregou um pacote de carne para eu colocar na mochila. E ainda disse para que eu fosse direto para casa, não abrisse a mochila para ninguém, se alguém tentasse me abordar, tentando ver o que eu tinha na mochila, era para eu correr, gritar socorro polícia, etc... Se via uma expressão de horror, de medo no açougueiro.

Meses depois o tal açougue fora fechado e o açougueiro preso, algum fiscal do Sarney o denunciara.

Meus pais, que são do interior, passaram então a comprar bois inteiros de boiadeiros conhecidos de suas cidades de origens, para encher o freezer de carne. Mas a festa durou pouco, vários colegas de infância deles foram presos por vender bois acima da tabela, mas quando a carne do freezer acabou, o plano cruzado também acabara. Ufa!!!!

Meus pais tinham a consciência de que o plano cruzado era uma furada, que nunca daria certo, por isso nunca foram fiscais do Sarney. E eu não entendia nada do que estava acontecendo, mas como era criança, ainda confiava neles. Imaginem se eu já fosse adolescente esquerdizado pelos professores de história !!!!. De repente eu denunciaria os meus próprios pais !!!!!.

Responder
rodrigo d. 25/01/2016 15:08:47

Na minha infância também me lembro de coisas curiosas. Minha avó criava galinhas no terreiro. Quando o pior do desabastecimento começou ela passou a trocar as galinhas e os ovos por toda sorte de produtos.

Com essa negociação de escambo, acabou passando bem pela crise.

Até hoje ela mantem uma horta, e sempre diz: "e bom ter algo para quando aperta".

O trauma ficou...

Responder
Batista 25/01/2016 14:48:10

Tem algum dado, alguma pesquisa, do risco de um eventual desabastecimento no país?

Mesmo com toda essa crise institucional, a Petrobras ainda está fornecendo combustíveis. Tenho rodado em várias cidades, capitais; ainda que os reajustes centavo a centavo nos preços sejam recorrentes (a mídia nem divulga mais nada), acho estranho que ainda não tenha faltado combustível nas bombas. O que aconselho é que todos procurem deixar os tanques sempre cheios, pois a qualquer momento isso poderá estourar, e pagar R$ 5,00, 7,00, 10,00 em um litro de "mistura" se tornará corriqueiro.

Responder
Andre 25/01/2016 15:29:55

diariodonordeste.verdesmares.com.br/cadernos/negocios/falta-de-combustivel-se-intensifica-nos-postos-1.1461393

Nos jornais regionais tem várias matérias de falta de combustíveis, certos tipos de carnes, remédios e água potável, a economia real já está mesmo dando sinais de naufrágio.

Responder
Batista 25/01/2016 18:02:27

Valeu pela dica!

Trecho da matéria:

"Atraso em navios

Segundo ele, uma das justificativas dadas pelas distribuidoras é de que as chegadas dos combustíveis por meio de navios, no Porto do Mucuripe, estão atrasando, o que acaba adiando as entregas de gasolina, óleo diesel e álcool nos postos.

A mesma explicação é dada para Giovani Montezuma, proprietário de quatro postos situados na Capital, sendo três da bandeira Ipiranga, e um da Shell. "Você pede 20 mil litros, e a companhia (distribuidora) só tem 10 mil. A restrição é em função de atrasos do navio (que passa o combustível) para a distribuidora", alega
.
"

Logo, logo, aparecerá alguém imputando a culpa no engarrafado trânsito do Atlântico, ao invés da monopolista estatal.

Responder
Aprendiz 26/01/2016 15:01:13

Boa tarde equipe IMB e leitores.

Não vivi o tempo do Sarney, mas pelo que já estudei vejo que aquela "sementinha" socialista sempre esteve aqui no Brasil, e que não teve rédeas quando teve a oportunidade de crescer em um ambiente pós-ditadura. A louca sede socialista foi muito rápida ao poder e não se sustentou, dando um passo para trás para se reagrupar. Quase 30 anos se passaram, e nesse tempo eles vêm dando seus passos cautelosos, e hoje predominam na questão ideológica, sempre em "pró" dos direitos sociais. A ignorância econômica não deixa as pessoas verem soluções através dos próprios esforços, mas só com os esforços dos outros (funcionários públicos e "adjacências" montados na máquina estatal com a "missão" de salvar o povo).

Para piorar, depois desta leitura, eu fui pesquisar no google e pus "O Brasil já foi socialista?", e dentre os resultados encontrei algumas páginas que, por favor, não tenho palavras descrever. No mínimo, posso afirmar que há uma falta de conhecimento econômico. Mas tem duas que merecem destaque, eis as páginas:

www.brasildefato.com.br/node/6819
Nessa aqui, Antônio Cândido, intelectual, que autodeclara-se socialista. Tirem suas conclusões.

www.anovademocracia.com.br/no-1/1426-como-seria-o-brasil-socialista
O cara que escreveu esse texto não sabe de economia. Entre os absurdos que ele idealiza, ele propõe impor um preço único dos preços em todo território brasileiro, justificando que seria mais "cômodo" para o cliente. E ainda afirma que o atacadista só serve para "asfixiar as massas consumidoras" e que ele não tem nenhuma utilidade. O texto está repleto de frases que engrandecem o socialismo em detrimento do capitalismo. Por fim, meus olhos sangram quando leio isso: "Nestor de Hollanda Cavalcanti Neto (...) Cientista, teatrólogo, jornalista, diplomado em Direito, funcionário do Serviço de Radiodifusão Educativa do MEC (...)". Já falecido este senhor.

Responder
Hay 28/01/2016 10:56:28

É importante ressaltar que esse livro é de 1962/1963.

Esse ponto me fez rir:

Como primeiro passo moralizador, uma sociedade com a mulher emancipada, instruída, útil à coletividade, não teria em seu seio a prostituição, chaga social das mais deprimentes, atualmente fruto exclusivo do capitalismo.

Cuba tem uma grande quantidade de prostitutas. Aliás, o número de prostutitas aumentou depois da implantação do regime comunista. Há quem se orgulhe disso, dizendo "Em Cuba até as prostitutas têm curso superior", ao invés de dizer "Em Cuba até as mulheres com curso superior acabam tendo que se tornar prostitutas".

Responder
Rodrigo 28/01/2016 14:15:02

Excelente artigo. Tenho quase 40 anos e vivi essa época. Apesar de criança, lembro-me bem das idas ao supermercado com meu pai e das dificuldades em se encontrar determinados produtos, como leite por exemplo. Ficou na minha memória também a pouca variedade de produtos disponíveis, o que não deixava muita margem de escolha. Vendo esses vídeos da época, hoje sinto pena dessas pessoas. Muitas não tinham desconhecimento por opção, mas por circunstâncias do próprio país em que viviam. O Brasil é uma democracia jovem governada por populistas por muito tempo. Não tinha como ter outro desfecho. Atualmente a maioria das pessoas não tem desculpa para defender coisas como essa. Temos a internet aí, artigos e livros ao alcance. Felizmente eu vejo um interesse maior das pessoas pelo livre mercado e pelas idéias liberais. Não tenho dúvidas de que algum dia teremos uma geração com outra cabeça. Vai demorar, muitas crises virão, muitos serão sacrificados, mas um dia teremos capitalismo sob a forma plena aqui.

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