Por que os intelectuais odeiam o capitalismo?
N. do T.: o artigo a seguir foi adaptado de um discurso improvisado feito pelo autor, daí o seu tom mais coloquial.

 

Por que os intelectuais sistematicamente odeiam o capitalismo?  Foi essa pergunta que Bertrand de Jouvenel (1903-1987) fez a si próprio em seu artigo Os intelectuais europeus e o capitalismo.

Esta postura, na realidade, sempre foi uma constante ao longo da história.  Desde a Grécia antiga, os intelectuais mais distintos — começando por Sócrates, passando por Platão e incluindo o próprio Aristóteles — viam com receio e desconfiança tudo o que envolvia atividades mercantis, empresariais, artesanais ou comerciais.

E, atualmente, não tenham nenhuma dúvida: desde atores e atrizes de cinema e televisão extremamente bem remunerados até intelectuais e escritores de renome mundial, que colocam seu labor criativo em obras literárias — todos são completamente contrários à economia de mercado e ao capitalismo.  Eles são contra o processo espontâneo e de interações voluntárias que ocorre de mercado.  Eles querem controlar o resultado destas interações.  Eles são socialistas.  Eles são de esquerda.  Por que é assim?

Vocês, futuros empreendedores, têm de entender isso e já irem se acostumando.  Amanhã, quando estiverem no mercado, gerenciando suas próprias empresas, vocês sentirão uma incompreensão diária e contínua, um genuíno desprezo dirigido a vocês por toda a chamada intelligentsia, a elite intelectual, aquele grupo de intelectuais que formam uma vanguarda.  Todos estarão contra vocês.

"Por que razão eles agem assim?", perguntou-se Bertrand de Jouvenel, que em seguida pôs-se a escrever um artigo explicando as razões pelas quais os intelectuais — no geral e salvo poucas e honrosas exceções — são sempre contrários ao processo de cooperação social que ocorre no mercado.

Eis as três razões básicas fornecidas por de Jouvenel.

Primeira, o desconhecimento.  Mais especificamente, o desconhecimento teórico de como funcionam os processos de mercado.  Como bem explicou Hayek, a ordem social empreendedorial é a mais complexa que existe no universo.  Qualquer pessoa que queira entender minimamente como funciona o processo de mercado deve se dedicar a várias horas de leituras diárias, e mesmo assim, do ponto de vista analítico, conseguirá entender apenas uma ínfima parte das leis que realmente governam os processos de interação espontânea que ocorrem no mercado.  Este trabalho deliberado de análise para se compreender como funciona o processo espontâneo de mercado — o qual só a teoria econômica pode proporcionar — desgraçadamente está completamente ausente da rotina da maior parte dos intelectuais.

Intelectuais normalmente são egocêntricos e tendem a se dar muita importância; eles genuinamente creem que são estudiosos profundos dos assuntos sociais.  Porém, a maioria é profundamente ignorante em relação a tudo o que diz respeito à ciência econômica.

A segunda razão, a soberba. Mais especificamente, a soberba do falso racionalista.  O intelectual genuinamente acredita que é mais culto e que sabe muito mais do que o resto de seus concidadãos, seja porque fez vários cursos universitários ou porque se vê como uma pessoa refinada que leu muitos livros ou porque participa de muitas conferências ou porque já recebeu alguns prêmios.  Em suma, ele se crê uma pessoa mais inteligente e muito mais preparada do que o restante da humanidade.  Por agirem assim, tendem a cair no pecado fatal da arrogância ou da soberba com muita facilidade.

Chegam, inclusive, ao ponto de pensar que sabem mais do que nós mesmos sobre o que devemos fazer e como devemos agir.  Creem genuinamente que estão legitimados a decidir o que temos de fazer.  Riem dos cidadãos de ideias mais simplórias e mais práticas.  É uma ofensa à sua fina sensibilidade assistir à televisão.  Abominam anúncios comerciais.  De alguma forma se escandalizam com a falta de cultura (na concepção deles) de toda a população.  E, de seus pedestais, se colocam a pontificar e a criticar tudo o que fazemos porque se creem moral e intelectualmente acima de tudo e todos. 

E, no entanto, como dito, eles sabem muito pouco sobre o mundo real.  E isso é um perigo.  Por trás de cada intelectual há um ditador em potencial.  Qualquer descuido da sociedade e tais pessoas cairão na tentação de se arrogarem a si próprias plenos poderes políticos para impor a toda a população seus peculiares pontos de vista, os quais eles, os intelectuais, consideram ser os melhores, os mais refinados e os mais cultos.

É justamente por causa desta ignorância, desta arrogância fatal de pensar que sabem mais do que nós todos, que são mais cultos e refinados, que não devemos estranhar o fato de que, por trás de cada grande ditador da história, por trás de cada Hitler e Stalin, sempre houve um corte de intelectuais aduladores que se apressaram e se esforçaram para lhes conferir base e legitimidade do ponto de vista ideológico, cultural e filosófico.

E a terceira e extremamente importante razão, o ressentimento e a inveja.  O intelectual é geralmente uma pessoa profundamente ressentida.  O intelectual se encontra em uma situação de mercado muito incômoda: na maior parte das circunstâncias, ele percebe que o valor de mercado que ele gera ao processo produtivo da economia é bastante pequeno.  Apenas pense nisso: você estudou durante vários anos, passou vários maus bocados, teve de fazer o grande sacrifício de emigrar para Paris, passou boa parte da sua vida pintando quadros aos quais poucas pessoas dão valor e ainda menos pessoas se dispõem a comprá-los.  Você se torna um ressentido.  Há algo de muito podre na sociedade capitalista quando as pessoas não valorizam como deve os seus esforços, os seus belos quadros, os seus profundos poemas, os seus refinados artigos e seus geniais romances. 

Mesmo aqueles intelectuais que conseguem obter sucesso e prestígio no mercado capitalista nunca estão satisfeitos com o que lhes pagam.  O raciocínio é sempre o mesmo: "Levando em conta tudo o que faço como intelectual, sobretudo levando em conta toda a miséria moral que me rodeia, meu trabalho e meu esforço não são devidamente reconhecidos e remunerados.  Não posso aceitar, como intelectual de prestígio que sou, que um ignorante, um parvo, um inculto empresário ganhe 10 ou 100 vezes mais do que eu simplesmente por estar vendendo qualquer coisa absurda, como carne bovina, sapatos ou barbeadores em um mercado voltado para satisfazer os desejos artificiais das massas incultas."

"Essa é uma sociedade injusta", prossegue o intelectual.  "A nós intelectuais não é pago o que valemos, ao passo que qualquer ignóbil que se dedica a produzir algo demandado pelas massas incultas ganha 100 ou 200 vezes mais do que eu".  Ressentimento e inveja.

Segundo Bertrand de Jouvenel,

O mundo dos negócios é, para o intelectual, um mundo de valores falsos, de motivações vis, de recompensas injustas e mal direcionadas . . . para ele, o prejuízo é resultado natural da dedicação a algo superior, algo que deve ser feito, ao passo que o lucro representa apenas uma submissão às opiniões das massas.

[...]

Enquanto o homem de negócios tem de dizer que "O cliente sempre tem razão", nenhum intelectual aceita este modo de pensar.

E prossegue de Jouvenel:

Dentre todos os bens que são vendidos em busca do lucro, quantos podemos definir resolutamente como sendo prejudiciais?  Por acaso não são muito mais numerosas as ideias prejudiciais que nós, intelectuais, defendemos e avançamos?

Conclusão

Somos humanos, meus caros.  Se ao ressentimento e à inveja acrescentamos a soberba e a ignorância, não há por que estranhar que a corte de homens e mulheres do cinema, da televisão, da literatura e das universidades — considerando as possíveis exceções — sempre atue de maneira cega, obtusa e tendenciosa em relação ao processo empreendedorial de mercado, que seja profundamente anticapitalista e sempre se apresente como porta-voz do socialismo, do controle do modo de vida da população e da redistribuição de renda.


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SOBRE O AUTOR

Jesús Huerta de Soto
, professor de economia da Universidade Rey Juan Carlos, em Madri, é o principal economista austríaco da Espanha. Autor, tradutor, editor e professor, ele também é um dos mais ativos embaixadores do capitalismo libertário ao redor do mundo. Ele é o autor de A Escola Austríaca: Mercado e Criatividade Empresarial, Socialismo, cálculo econômico e função empresarial e da monumental obra Moeda, Crédito Bancário e Ciclos Econômicos.



Dinheiro monopolístico "de verdade" não pode ser criado do nada nem lastreado em outra coisa criada do nada (dívida), pois haverá sempre o nefasto flagelo do moral hazard de para quem e em que quantidade irá o financeiro mais recentemente parido do vento em moto-perpétuo pelo "dono do morro", o que exclui daquela categoria de sound money tanto o "dinheiro de banco central" (seu passivo em fiat money no padrão atual predominante) como também os meios de pgto criados pelos bancos comerciais, cujas reservas no caso americano a propósito só se encontram em níveis elevados recordes (porém ainda assim bem inferiores aos demais agregados monetários frequentemente empregados como se fossem depósitos à vista mas dispensados de recolhimentos compulsórios, apesar de causadores dos "busts") justamente porque foram prontamente recompostas pelo emprestador de última instância via QE's (e agora c/ "hell"icopter$ ?!) após o estouro da bolha creditícia imobiliária de 2008 por ele anteriormente permitida e estimulada como saída p/ o estouro da bolha predecessora em 2000 das "ponto.com" por ele anteriormente permitida e estimulada como saída p/...
Ou seja, é a eterna festa do "wash, rinse, repeat" da qual só participam permanentemente os integrantes da cabala bancária e uma ínfima parte da sociedade que consegue se aproveitar do super-privilégio de criação de moeda outorgado e garantido pelo estado (!) exclusivamente àquele cartel, sendo imediatamente criminalizado e preso como "falsificador" atentando contra a "economia popular" todo sujeito que resolver entrar na farra produzindo seu próprio "bilhete de ingresso" num fundo de quintal qualquer ! :-(

Se o governo não impôr o curso de nenhuma moeda oficial, aceitando passivamente a livre circulação de todo tipo de meios de troca na economia, rapidamente surgirão dezenas de formas de dinheiro c/ oferta controlada naturalmente pelo próprio mercado selecionando voluntariamente as melhores em detrimento das mais abundantes, configurando não um problema (conforme prega o zeitgeist keynesiano perma-inflacionista do último século) mas sim um excelente acontecimento a deflação de preços decorrente de eventual (e, neste arranjo, desejada) escassez monetária.

Vejo como o maior perigo essa racionalização do status-quo vacilando em condená-lo sumariamente e denunciá-lo como a verdadeira estrutura imoral que é.
"a precificação inicial do Brexit previa reação imediata da UE"

Ok, vamos analisar os fatos. Desde o início do ano, ninguém apostava no Brexit. Até as vésperas da votação, todas as pesquisas davam que o "permanecer" ganharia. Ou seja, não havia nenhuma precificação para a "saída". Todos apostaram no "permanecer". E, ainda assim, o FTSE só andava de lado, mês após mês. Pode conferir aqui:

cdn.tradingeconomics.com/charts/united-kingdom-stock-market.png?s=ukx&v=201609281355o&d1=20160101&d2=20160928&area

Imediatamente após a votação, que surpreendeu a todos, houve a turbulência inicial (posições sendo desfeitas). Hoje, no entanto, o FTSE está no nível máximo do ano, muito maior do que onde estava em qualquer outro período do ano, quando todos davam como certo que o "permanecer" ganharia. De novo, pode conferir no gráfico acima.

E confira também os da indústria:

cdn.tradingeconomics.com/charts/united-kingdom-manufacturing-pmi.png?s=unitedkinmanpmi&lbl=0&v=201609072315o&d1=20160101&d2=20160928&type=line

Pergunta inevitável: se, como você diz, a saída será uma tragédia, e se os números só melhoraram porque a efetiva saída foi postergada, então por que diabos os números de hoje são muito melhores que os dos meses anteriores, quanto todos davam como certa a permanência?

Seu raciocínio não faz sentido nenhum. Ele faria sentido se os números tivessem apenas "parado de piorar". Aí sim seu argumento estaria certo. Afinal, há um evento ruim se aproximando, mas com data ainda incerta. Nesse cenário, haveria uma interrupção da piora.

Agora, não foi isso o que aconteceu. Não é nem que os números pararam de piorar; eles simplesmente melhoraram, e muito. Estão muito melhores do que estavam durante todos os outros meses do ano, quando todos davam como certa a permanência.

Como você explica?

"a reformulação do cálculo após o início das tratativas responde em parte por melhora na expectativa."

De novo: "reformulação do cálculo após o início das tratativas" explicaria uma interrupção da piora. Agora, qual a explicação para os números terem disparado, ficando muito melhores do que estavam durante todos os outros meses do ano, quando todos davam como certa a permanência?

"Depois eu que sou ignorante"

De fato.

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Renan Cunha  19/12/2012 12:20
    Muito bom o artigo, o Pe. Paulo Ricardo também explica isso neste vídeo padrepauloricardo.org/aulas/visao-historica
  • Pedro Ivo  01/04/2013 12:42
    Uma hipótese sociológica razoável para a ojeriza dos intelectolóides ao capitalismo: Por que os intelectuais se opõem ao capitalismo?
  • Thyago  19/12/2012 12:34
    Muito parecida a explicação dele com a do Mises. Mas é real, então não há muito o que acrescentar.

    O principal:

    "Intelectuais normalmente são egocêntricos e tendem a se dar muito importância; eles genuinamente creem que são estudiosos profundos dos assuntos sociais. Porém, a maioria é profundamente ignorante em relação a tudo o que diz respeito à ciência econômica".
  • Victor Val  19/12/2012 13:55
    Acredito que tão ou até mais importante do que isso, como é mencionado no artigo, seja o fato dos intelectuais acharem(talvez corretamente) que num sistema socialista eles estariam levando uma fatia maior do bolo do que num sistema onde um indivíduo é remunerado pelo seu real valor produtivo.
  • glauco  16/05/2014 07:40
    Capitalismo gera lucro,que gera riqueza,que gera emprego,que sustenta familias; e tem que ter talento para ser empreededor. Nao fosse o capitalismo, estariamos na idade da pedra.

    Socialismo,na verdade camuflados de comunistas, geram inveja, pois desprovidos de talento empresarial,sao ressentidos, e extremamente egoistas.

    Basta fazer uma pesquisa para notarmos que enquanto os milionarios capitalistas(em especial os americanos tao odiado pelos sociocomunistas), sao os mais engajados na ajuda ao proximo, os socialistas milionarios se escondem nas suas fortunas e ignoram os carentes. Pregam uma ideologia igualitaria, mas amealham para si exuberantes riquesas (roubadas do pai's que `governam`) , riquezas essas superiores a muitos capitalistas.A fortuna pessoal dos irmaos castros e' um simples exemplo; o povo come farinha e os ditadores caviar!
  • Antonio  24/02/2015 01:21
    Exato !!!
  • Antonio Carlos  25/02/2015 13:24
    Interessante que a geração de riqueza por parte dos chamados "capitalistas" como querem entender alguns não é um benefício gratuito para os trabalhadores. Existem a força de trabalho em contrapartida produzida pelos trabalhadores que externa o produto capitalista. E que se for colocar em comparação a proporcionalidade entre padrão (intelectual) produtor e trabalhador que produz , esses ultimos deveriam ser mais valorizados.
  • Carlos Antônio  25/02/2015 13:51
    O único probleminha é que, sem um capitalista oferecendo maquinário, ferramentas, e demais bens de capital, um trabalhador não tem com o que trabalhar, e, consequentemente, não tem como produzir, e, consequentemente, não teria como ganhar a vida.

    Sem o capitalista para oferecer maquinários, o trabalhador não é nada.

    Agora, se você realmente acha que trabalhadores estão "desvalorizados", isso significa que eles têm uma mão-de-obra cuja qualidade está subestimada. Sendo assim, por que esses trabalhadores que são tão bons, tão competentes, e que não querem ser "explorados", não criam cooperativas? Absolutamente nada os impede de fazer isso.

    Se uma enorme quantidade de trabalhadores se juntasse, eles sequer precisariam de financiamento. Poderiam utilizar a própria poupança. O que houve com o "trabalhadores do mundo, uni-vos!"? Qualquer grupo de 100 operários do ABC poderia se juntar e criar suas próprias cooperativas. Eles não são pobres. O que os impede?


    A teoria marxista da exploração não faz nenhum sentido

    Capitalistas e empreendedores não exploram nenhum trabalhador

    A teoria marxista da exploração e a realidade
  • Haroldo Andrade Mathias  26/02/2015 13:30
    "Sem o capitalista para oferecer maquinários, o trabalhador não é nada"

    Desconsidera o processo de acumulação primitiva de capital e o processo que separou a sociedade em duas classes fundamentais distintas: proletários e capitalistas.

    Será coincidência que o processo de substituição do trabalho artesanal pelo trabalho manufatureiro e posteriormente industrial, se deu nas potências europeias da época ?
    Será coincidência que a população que se viu obrigada a deixar o campo (mecanização da agricultura para atender a demanda industrial crescente e a concentração fundiária correspondente) veio habitar nos precários subúrbios urbanos como mão de obra super explorada e barata - jornadas de mais de 16 horas de trabalho insalubre e perigoso ?

    Não foi deliberadamente que a especialização do trabalho e a imposição do ritmo da máquina aos trabalhadores, com a chamada administração científica, não aumentou a exploração, o controle, retirando inclusive a subjetividade do trabalhador, que deixou de dominar o processo produtivo integralmente e se especializou em tarefas simplificadas ?

    Ou seja, vamos entender os processos e não fazer recortes convenientes.
  • Andrade  26/02/2015 19:06
    "Será coincidência que o processo de substituição do trabalho artesanal pelo trabalho manufatureiro e posteriormente industrial, se deu nas potências europeias da época ? Será coincidência que a população que se viu obrigada a deixar o campo (mecanização da agricultura para atender a demanda industrial crescente e a concentração fundiária correspondente) veio habitar nos precários subúrbios urbanos como mão de obra super explorada e barata - jornadas de mais de 16 horas de trabalho insalubre e perigoso?"

    O sujeito realmente se entrega e se mostra um ignorante histórico-econômico quando repete essa ladainha completamente sem sentido.

    Eis o "raciocínio": todas as pessoas vivam felizes e prósperas no meio rural, levando uma existência repleta de fartura. Era tudo arco-íris e pirulito. Aí vieram as indústrias e os malvados industriais, seqüestraram essas pessoas de seus paraísos, enfiaram-nas em fábricas, obrigaram-nas a trabalhar como escravos, e acabaram com seu até então belo padrão de vida.

    Belo, não?

    Agora, vamos ao mundo real:

    A verdade é que as condições no período que antecedeu à Revolução Industrial eram dantescas. O sistema social tradicional não era suficientemente elástico para atender às necessidades de uma população em contínuo crescimento. Nem a agricultura nem as guildas conseguiam absorver a mão de obra adicional. A fome era generalizada.

    A vida mercantil estava impregnada de privilégios e monopólios; seus instrumentos institucionais eram as licenças e as cartas patentes; sua filosofia era a restrição e a proibição de competição, tanto interna como externa.

    O número de pessoas à margem do rígido sistema paternalista de tutela governamental cresceu rapidamente; eram virtualmente párias. A maior parte delas vivia, apática e miseravelmente, das migalhas que caíam das mesas das castas privilegiadas. Na época da colheita, ganhavam uma ninharia por um trabalho ocasional nas fazendas; no mais, dependiam da caridade privada e da assistência pública municipal.

    Milhares dos mais vigorosos jovens desse estrato social alistavam-se no exército ou na marinha de Sua Majestade; muitos deles morriam ou voltavam mutilados dos combates; muitos mais morriam, sem glória, em virtude da dureza de uma bárbara disciplina, de doenças tropicais e de sífilis.

    Milhares de outros, os mais audaciosos e mais brutais, infestavam o país vivendo como vagabundos, mendigos, andarilhos, ladrões e prostitutos. As autoridades não sabiam o que fazer com esses indivíduos, a não ser interná-los em asilos ou casas de correção. O apoio que o governo dava ao preconceito popular contra a introdução de novas invenções e de dispositivos que economizassem trabalho dificultava as coisas ainda mais.

    O sistema fabril desenvolveu-se, tendo de lutar incessantemente contra inúmeros obstáculos. Teve de combater o preconceito popular, os velhos costumes tradicionais, as normas e regulamentos vigentes, a má vontade das autoridades, os interesses estabelecidos dos grupos privilegiados, a inveja das guildas. O capital fixo das firmas individuais era insuficiente, a obtenção de crédito extremamente difícil e cara. Faltava experiência tecnológica e comercial.

    A maior parte dos proprietários de fábricas foi à bancarrota; comparativamente, foram poucos os bem-sucedidos. Os lucros, às vezes, eram consideráveis, mas as perdas também o eram. Foram necessárias muitas décadas para que se estabelecesse o costume de reinvestir a maior parte dos lucros e a consequente acumulação de capital possibilitasse a produção em maior escala.

    A prosperidade das fábricas, apesar de todos esses entraves, pode ser atribuída a duas razões. Em primeiro lugar, aos ensinamentos da nova filosofia social que os economistas começavam a explicar e que demolia o prestígio do mercantilismo, do paternalismo e do restricionismo. A crença supersticiosa de que os equipamentos e processos economizadores de mão de obra causavam desemprego e condenavam as pessoas ao empobrecimento foi amplamente refutada. Os economistas do laissez-faire foram os pioneiros do progresso tecnológico sem precedentes dos últimos duzentos anos.

    Um segundo fator contribuiu para enfraquecer a oposição às inovações. As fábricas aliviaram as autoridades e a aristocracia rural de um embaraçoso problema que estas já não tinham como resolver. As novas instalações fabris proporcionavam trabalho às massas pobres que, dessa maneira, podiam ganhar seu sustento; esvaziaram os asilos, as casas de correção e as prisões. Converteram mendigos famintos em pessoas capazes de ganhar o seu próprio pão.

    Os proprietários das fábricas não tinham poderes para obrigar ninguém a aceitar um emprego nas suas empresas. Podiam apenas contratar pessoas que quisessem trabalhar pelos salários que lhes eram oferecidos. Mesmo que esses salários fossem baixos, eram ainda assim muito mais do que aqueles indigentes poderiam ganhar em qualquer outro lugar.

    É uma distorção dos fatos dizer que as fábricas arrancaram as donas de casa de seus lares ou as crianças de seus brinquedos. Essas mulheres não tinham como alimentar os seus filhos. Essas crianças estavam carentes e famintas. Seu único refúgio era a fábrica; salvou-as, no estrito senso do termo, de morrer de fome.

    É deplorável que tal situação existisse. Mas, se quisermos culpar os responsáveis, não devemos acusar os proprietários das fábricas, que — certamente movidos pelo egoísmo e não pelo altruísmo — fizeram todo o possível para erradicá-la. O que causava esses males era a ordem econômica do período pré-capitalista, a ordem daquilo que você considerava ser os "bons velhos tempos".
  • Haroldo Andrade Mathias  27/02/2015 12:01
    Já que personificaram a discussão, vejamos...

    "Eis o "raciocínio": todas as pessoas "vivam" felizes e prósperas no meio rural, levando uma existência repleta de fartura. Era tudo arco-íris e pirulito"

    Em que parte do texto eu afirmei que as pessoas viviam felizes no meio rural ?
    É óbvio que se elas vivessem felizes no meio rural não deixariam o campo em busca de melhores condições de vida na área urbana, sendo exploradas em jornas intermináveis de trabalho nas fábricas, em condições insalubres e perigosas, e vivendo em condições precárias.
    Mas a ignorância está em esquecer o processo histórico. Acreditar que as condições precárias no campo se deram devido a praga bíblica dos gafanhotos. É preciso analisar o processo histórico para entender que as dificuldades no campo se intensificaram justamente quando a economia deixou de ser de subsistência e passou a ser de acumulação, destruindo as bases do regime feudal e adentrando nos princípios do capitalismo. Ou seja, a demanda por produtos agrícolas forçaram a mecanização e modernização do campo expulsando trabalhadores. A atividade de subsistência deixa de ser suficiente. E não julguei o meu texto o mérito da modernização, mas os resultados. Uma leitura coerente teria trazido a percepção disso. Além de que, é óbvio e ululante que este contexto facilitou a concentração fundiária.
    Então como percebe, em momento algum falei que as condições no meio rural eram maravilhosas...

    "Os proprietários das fábricas não tinham poderes para obrigar ninguém a aceitar um emprego nas suas empresas. Podiam apenas contratar pessoas que quisessem trabalhar pelos salários que lhes eram oferecidos..."

    E diante do atual contexto de precarização do trabalho, de miserabilidade no campo e na área urbana, que alternativa restava aos trabalhadores ?

    Obviamente que os defensores do liberalismo dirão que há alternativas, como por exemplo, morrer de fome. Obviamente que esta é uma pressão significativa e um modo eufemista de substituir o trabalho escravo ou servil pelo trabalho "livre". Você é livre para trabalhar nas fábricas 16 horas e ganhar uma mixaria ou morrer de fome. Além disso, os bondosos industriais da época, na falta de mão de obra que aceitasse o livre trabalho regulado pelo mercado, empregavam mulheres e crianças...crianças, que pelo seu tamanho, serviam para trabalhar embaixo das máquinas e sere despedaçadas...

    "É uma distorção dos fatos dizer que as fábricas arrancaram as donas de casa de seus lares ou as crianças de seus brinquedos. Essas mulheres não tinham como alimentar os seus filhos. Essas crianças estavam carentes e famintas. Seu único refúgio era a fábrica; salvou-as, no estrito senso do termo, de morrer de fome...." Essa parte da sua argumentação está no texto "mitos sobre a Revolução Industrial". E a resposta é a mesma que deixei acima. As mulheres eram livres para trabalhar ou morrer de fome. As fábricas não salvaram, mas se aproveitaram dessa necessidade para garantir seu lucro e sua expansão.

    Fábrica nenhuma teria sucesso no processo de acumulação capitalista se não tiverem explorados os trabalhadores.
  • Leopoldo  28/02/2015 11:38
    Olhando o raciocínio dessa gente, como esse tal Haroldo, eu realmente concluo que a esquerda acadêmica vive num mundo onírico, de ornitorrincos voadores e ursinhos carinhosos.

    O cidadão realmente acredita que no século XVIII havia o mesmo tanto de riqueza que há hoje, de modo que, se os salários eram baixos (comparado aos padrões de hoje), a segurança no trabalho era precária (de novo, comparado aos padrões de hoje) e mulheres e crianças trabalhavam, isso só o ocorria porque os malditos e gananciosos capitalistas se recusavam a prover segurança e salários altos, e obrigavam mulheres e crianças a trabalhar.

    O cidadão realmente acredita que bastava apenas um decreto governamental para que um trabalhador em 1750 gozasse dos mesmos confortos, segurança no trabalho e níveis salariais vigentes hoje! É inacreditável.

    Essa é a chamada "crítica feita do sofá": para quem está acostumado com todas as comodidades e confortos do século XXI, é claro que as condições de vida do século XVIII pareciam "sub-humanas".

    Mas a questão é: a qualidade de vida dos trabalhadores no XVIII era melhor ou pior do que era no século XVII? As coisas evoluíram ou pioraram? No século XVIII, as pessoas viviam melhor do que no século XVII? A comparação tem de ser esta.

    Falar que a qualidade de vida era ruim no século XVIII tendo por base o século XXI, e daí tirar conclusões, é coisa de vigarista intelectual. O sujeito está ignorando toda a acumulação de capital que ocorreu ao logo desses dois séculos. Era simplesmente impossível ter no século XVIII a qualidade de vida que usufruímos hoje no século XXI, a segurança no trabalho, e a renda. Naquela época, não havia a mesma acumulação de capital que temos hoje. A produtividade era menor, os investimentos eram menores, a quantidade e a variedade de bens e serviços eram menores. Era impossível ter naquela época a mesma quantidade de comodidades que temos hoje.

    Essa crítica não faz absolutamente nenhum sentido.


    Sobre as crianças, em especial, é curioso notar que a esquerda se cala perante todos os abusos ocorridos nos reformatórios estatais daquela época, infinitamente piores do que trabalhar numa fábrica.
  • Fec  28/02/2015 12:24
    Não adianta repetir aqui o que seu professor de historia lhe contou.


    Primeiro, você critica a mecanização da agricultura por que expulsou os trabalhadores do campo que viviam da agricultura de subsistência. Seu erro aqui é esquecer que graças a mecanização da agricultura nunca tanto europeus comeram bem, a população cresceu exponencialmente , coisa que seria impossível sem a mecanização. Muitas crianças que não chegavam a idade a adulta por falta de alimentos agora tinham condições.

    Segundo, você esquece que o padrão de vida dos trabalhadores urbanos elevou-se substancialmente em relação a miséria do campo. E você esquece também que as fabricas faziam produtos para os trabalhadores, para a massa, e que sem essas fabricas os trabalhadores não teriam acesso a tanto produtos novos.
  • anônimo  28/02/2015 13:15
    '"Os proprietários das fábricas não tinham poderes para obrigar ninguém a aceitar um emprego nas suas empresas. Podiam apenas contratar pessoas que quisessem trabalhar pelos salários que lhes eram oferecidos..."

    E diante do atual contexto de precarização do trabalho, de miserabilidade no campo e na área urbana, que alternativa restava aos trabalhadores ?'


    Aha! Então você admite que eles iam porque se não fossem a vida deles ficava muito pior!
    Maldito capitalismo, melhorando a vida dos camponeses...
  • Priscila  15/03/2016 13:36
    Parabéns pela exposição, mais claro impossível!
  • Nanci Campos Barreto  04/09/2016 12:25

    Quando empresária,invejava o funcionário que ia pra casa com seu salário e dormia em paz.
  • marcos  27/02/2015 16:01
    "separou a sociedade em duas classes fundamentais distintas: proletários e capitalistas."

    é serio isso?

    ler essa ladainha em feveiro de 2015?

    realmente nao é a toa que o Brasil se encontra nesse atoleiro.
  • oscar  18/03/2015 21:11
    Acontece que mesmo para formar uma cooperativa os recursos são necessários. Quando se parte para a exploração da iniciativa privada corre-se riscos. Não se sai de trás das máquinas passando para a escrivaninha de onde são tomadas decisões das quais dependerão o futuro e o sucesso do empreendimento. O artigo mesmo cita a necessidade do capitalista em investir em estudos durante anos. O capitalismo exige investimento financeiro e intelectual. Já o socialismo, exige somente capital intelectual. Talvez esteja aí uma explicação para o mau humor dos intelectuais. No fundo o intelectual sabe que ele se completa pela metade quando comparado ao capitalista que por seu lado possui tanto capital como intelecto suficientes para o sucesso ou para recomeçar depois de algum fracasso.
  • francisco  05/11/2015 15:08
    Excelente comentário! No mundo há bilionários, como Bill Gates, que ajudam do seu próprio bolso pessoas em situação penosa, enquanto os "comunistas camaradas" não dão um centavo a ninguém. Eles gostam tanto dos pobres que quando chegam ao poder, multiplicam.
  • Deise  02/04/2016 18:32
    Glauco, nem sempre a terra , nem ao céu. A evolução da humanidade foi devida a ambos, aos empreendedores e aos intelectuais. Lhe dou com exemplo Leonardo da Vinci, mas as pesquisas dele, nada seriam se náo fossem aproveitadas pelos empreendedores, no entanto tais emprendedores nada fariam se não fosse as pesquisas. O mesmo se deu com a criação do automóvel moderno. Criado por Karl Benz, no entanto sua invenção foi difundida por um comerciante Gottlieb Daimler. Sou comerciante, e defendo os intelectuais, diminuir um ou outro nada trás de produtivo. Esta divisão que a mídia criou entre esquerda e direita, entre petralhas e coxinhas, e entre pobres e ricos, é improdutiva. Se vc perceber ambos querem uma coisa em comum: o fim da corrupção. Náo sou nem esquerda, nem direito, sou centro. E por isso posso afirmar que a corrupção est[a em todos os partidos. Acreditar que se tirar o PT vai se instaurar um governo honesto , é como acreditar em papai noel. Mas fazendo uma análise fria da situação. Posso dizer. Dilma não administrou bem o país, mas deixou a democracia evoluir, visto que deu liberdade a Polícia Federal e a justiça para investigar quem fosse. No entanto tenho lido sobre as diversas fontes que falam das tais pedaladas fiscais, e entendo que visto a atual constituição os juízes irão inocenta-la.No entanto ela não conseguirá governar pois até o final do mandato enfrentar[a uns duzentos pedidos de impeachment. Mas vamos por outra perspectiva. Diremos que ela vai cair e o impeachment terá sucesso. Isso só vai ocorrer até setembro, Então pela constituição entra Temer como presidente e Cunha como vice. Até lá penso que Cunha será preso, pois já responde um processo, e tem muitas provas e testemunhas,( já é réu), entáo entra no lugar dele Renan Calheiros. Mesmo que peçam para haver novas eleições, por lei só ocorrerão em 2017, pois precisam de um ano para prepara-la. Neste período , j[a se armou uma situação muito complicada, pois caso entre Temer, seu ministro de Minas e Energia será Serra . Aqui abro um parenteses, que explico a seguir.
  • deise  02/04/2016 18:44
    Aqui vai o parenteses que falei. A empresa Chevron ( americana), aquela que causou o maior desastre ecológico maritmo do mundo- no Golfo do México. Pois é, esta empresa, no governo de fernando henrique comprou 2 offshore da Petrobrás, e fez mais dois desatres ecológicos de derrame de óleo no mar. Por este motivo o STF proibiu a Chevron de entrar na licitação do pre-sal. Então a Chevron e o Serra fizeram um H !! Caso ele seja eleito Ministro de Minas e Energia, desfaz esta sansão e eles ficam com o Pré-sal... mas pior que isso, sem fiscalização do governo brasileiro... é como entregar o ouro ao bandido. Então se tirou uma presidente por improbidade administrativa e se colocou um governo que entrega o Petróleo e seu lucro aos americanos e sem fiscalização nenhuma, e a mídia não falará mais em roubos... pois será paga para isso. E todos terão a falsa impressão que estão livres de roubos... só que não. Apenas não saberão mais pela mídia. Quando isso acontecer, por um ano, teremos dinheiro para pagar as contas, só que no ano seguinte, o Brasil entrará na maior crise que vc já viu. E eles espertamente colocarão a culpa nos governos passados. Assim poderão ganhar as próximas eleições. Por isso não acredite em tudo que a mídia fala, nem caia neste discurso de ódio entre esquerda e direita. Todo extremo é ruim, nem 8 , nem 80.
    É preciso existir comerciantes e intelectuais, é preciso existir governo e opositores, é preciso haver respeito sobre a diversidade de pessoas e pensamentos. Assim o mundo evoluirá de verdade!
  • Flávia   02/04/2016 21:06
    Mas hein?!

    A petrolífera do Golfo do México é a British Petroleum! Nada a ver com a Chevron.

    https://en.m.wikipedia.org/wiki/Deepwater_Horizon_oil_spill

    Faça uma gentileza a si própria: pare de ficar repetindo as merdas de Paulo Henrique Amorim e comece a se informar por conta própria. Caso contrário, continuará passando um vexame atrás de vexame na internet.
  • Jarzembowski  02/04/2016 23:06
    "Todo extremo é ruim, nem 8 , nem 80."
    Não, não mesmo.
    Ser extremamente contra bandidos, genocidas, vigaristas, mentirosos contumazes, sociopatas - ou seja, todos os elementos que constituem um socialista-esquerdista-progressista é a única postura moralmente aceitável.
    Não tem nada de errado nesse extremismo.
  • Julio dos Santos  19/12/2012 12:51
    "Quem gosta de pobreza é intelectual" Joãozinho Trinta
  • Leandro Lev Lavi  19/12/2012 14:23
    Joãozinho Trinta entendia mais de mercado que qualquer "intelectual" socialista.
  • Adalberto  19/12/2012 13:40
    Além dos artistas e intelecutias, aqui no Brasil ainda temos a figura dos religiosos, especialmente os padres, que fomentam o pensamento anticapitalista como um contraponto às suas ações e discursos de caridade e bondade para com os menos necessitados.

    Se os intelectuais se consideram acima das massas por acharem que têm um intelecto acima da média, os padres usam do mesmo artifício, só que eles substituem o argumento do intelecto por Deus.

  • Leandro  19/12/2012 13:47
    Existem padres e "padres". Estes últimos são impostores e acho que é a eles que você está dando atenção. Recomendo dar ouvidos a um religioso genuíno.
  • Eduardo Bellani  19/12/2012 14:09
    Cuidado pra não fazer uma 'No true Scotsman' Leandro.
  • Leandro  19/12/2012 14:18
    Pode ficar tranquilo que eu me cuido sim. Grato pela sinceridade da preocupação.

    Aproveitando o ensejo, caso saiba de algum outro religioso (padre, mais especificamente, pois foi a essa classe sacerdotal que o leitor Adalberto se referiu) que tenha a mesma projeção e a mesma disposição para falar com a mesma desenvoltura e conhecimento sobre este assunto em vídeos de internet, tenha a enorme bondade de me avisar.

    Grande abraço!
  • Eduardo Bellani  19/12/2012 14:43
    Não tive intenção de infundir sarcasmo em minha colocação.

    É inegável que uma parte considerável do sacerdócio católico no Brasil tem ligação com a teologia da libertação, que é basicamente marxismo new age com um deus atochado. O Adalberto tem razão. E eles não são impostores, são representantes legitimados da igreja católica. Se é um política da igreja católica ou não eu não tenho idéia.

    Abraços.
  • Renato  19/12/2012 18:45
    Eduardo Bellani, colocarei aqui o meu comentário para o Adalberto para você:

    "A mídia esquerdista brasileira (esmagadoramente esquerdista) conseguiu durante décadas colocar os teólogos da libertação como porta vozes da Igreja Católica no Brasil. Enquanto sacerdotes tradicionais foram colocados para escanteio, figuras bizarras esquerdistas como Helder Câmara, Leonardo Boff, Frei Betto, Erwin Kräutler, José Comblin, Pedro Casaldáliga, Paulo Evaristo Arns,... e outros, pois a lista é enorme, foram e são enaltecidos pela mídia esquerdistas brasileira."

    Eles são SIM impostores, pois se desviaram da doutrina e ensinamentos da Igreja Católica. O Adalberto não tem razão pelo simples fato de generalizar. Agora te faço uma pergunta: Você tem alguma fé religiosa, Eduardo Bellani?
  • Eduardo Bellani  19/12/2012 19:19
    Eduardo Bellani, colocarei aqui o meu comentário para o Adalberto para
    você:

    "A mídia esquerdista brasileira (esmagadoramente esquerdista)
    conseguiu durante décadas colocar os teólogos da libertação como porta
    vozes da Igreja Católica no Brasil. Enquanto sacerdotes tradicionais
    foram colocados para escanteio, figuras bizarras esquerdistas como
    Helder Câmara, Leonardo Boff, Frei Betto, Erwin Kräutler, José
    Comblin, Pedro Casaldáliga, Paulo Evaristo Arns,... e outros, pois a
    lista é enorme, foram e são enaltecidos pela mídia esquerdistas
    brasileira."


    Se a mídia de massa tem responsabilidade, a Igreja Católica tem muito
    mais, pois é ela que legitima esses indivíduos com cargos autoridade
    eclesiástica, e não a mídia esquerdista brasileira. Basta olhar
    os cargos das pessoas que estão na sua lista. E olha que ela é
    enorme
    .

    Eles são SIM impostores, pois se desviaram da doutrina e
    ensinamentos da Igreja Católica.


    Se são, por quê não foram expulsos? Suas doutrinas são públicas e
    notórias, e ainda assim vários dessas pessoas ocupam cargos elevados
    na igreja católica.

    O Adalberto não tem razão pelo simples fato de generalizar. Agora
    te faço uma pergunta: Você tem alguma fé religiosa, Eduardo Bellani?


    Concordo que houve generalização, e isso foi um erro da parte dele,
    mas não da minha.

    Sobre minha crença sou um agnóstico aberto. Nunca vi o ônus da prova
    pra existência divina ser atingido, então não vejo razão pra acreditar
    nela. Abstenho meu julgamento até alguém me apresentar provas. Não que
    isso tenha qualquer relevância pro meu argumento.

    Abraços.
  • Renato  19/12/2012 19:57
    Eduardo Bellani, como sou católico sedevacantista, e sei que serei criticado por muitos católicos aqui, posso falar como a "igreja pós-conciliar" não é catolicismo. Aliás, se você não sabe o que é sedevacantismo, ai vai um blog muito bom para você conhecer, se você não souber o que é sedevacantismo:

    cumexapostolatusofficio.blogspot.com.br

    Bento XVI, e todos os "papas" que assumiram o Trono de São Pedro depois do Concílio Vaticano II, não são Papas legítimos: Seja pelas opiniões doutrinas ou políticas.

    "Se a mídia de massa tem responsabilidade, a Igreja Católica tem muito
    mais, pois é ela que legitima esses indivíduos com cargos autoridade
    eclesiástica, e não a mídia esquerdista brasileira. Basta olhar
    os cargos das pessoas que estão na sua lista. E olha que ela é
    enorme."

    A mídia você concorda comigo que teve responsabilidades. Agora a falsa igreja conciliar apoia esses escandalosos porque ela é escandalosa. É verdade que a falsa igreja conciliar favorece e até enaltece sacerdotes escandalosos. Muito diferente dos verdadeiros Papas que excomungavam aqueles sacerdotes ou leigos que aderissem heresias.

    Creio que não preciso aqui colocar os documentos papais que excomungam os cristãos que aderirem ao socialismo.

    "Se são, por quê não foram expulsos? Suas doutrinas são públicas e
    notórias, e ainda assim vários dessas pessoas ocupam cargos elevados
    na igreja católica."

    Não foram expulsos porque a igreja conciliar é uma falsa igreja. Essa é a diferença de falsos papas como João Paulo II e Bento XVI, dois falsos papas da igreja conciliar, para Papas legítimos como São Pio X.

    Relembrando:

    Se queres saber o que é sedevacantismo, leia:

    cumexapostolatusofficio.blogspot.com.br
  • Gustavo BNG  19/12/2012 20:37
    Eu achava que apenas marxistas eram retardados!
  • Eduardo Bellani  28/12/2012 00:48
    Eu achava que apenas marxistas eram retardados!

    Sei que esta não é minha propriedade, mas como me importo com o institudo em seu papel de difusão de idéias libertárias, sugiro que este tipo de comentário seja censurado, pois claramente não é inteligente e educado.

  • Bruno  28/12/2012 01:31
    Discordo. Ser franco, sincero e dizer a verdade nada ter a ver com não ser educado e inteligente. Não se deve confundir frescura com educação.
  • Eduardo Bellani  28/12/2012 13:29
    franco, sincero e dizer a verdade

    Que verdade nosso amigo ali em cima disse? Que ele pensava que apenas
    os marxistas eram retardados? Isso era relevante pra conversa como?
    Não insulte a inteligência dos leitores, por favor, em fingir que isso
    não era apenas um jeito indireto de me chamar de retardado por
    exprimir uma opinião que ele claramente se sentiu desconfortável em
    ler.

    O leito Renato foi mais educado e corajoso ao encarar de frente o
    argumento, exprimindo inclusive sua opinião que o papado atual é
    ilegítimo (algo interessante e relevante pra discussão). Enquanto que
    o GustavoBNG simplesmente ficou fazendo um ad hominem nas
    laterais. E isso na minha opinião desvaloriza o fórum.
  • Bruno D  16/02/2013 18:28
    Tem até anti-marxistas que são retardardos..
  • Manuel  30/03/2015 05:12
    Falácia. Discurso vazio. Não tem argumento e passa a atacar a fonte.
  • Gustavo BNG  20/12/2012 01:45
    Os TLs são impostores, sim, pois ensinam o inverso do Evangelho. Não há nada de católico na Teologia da Libertação.
  • Henrique  23/12/2014 17:53
    Nossa!!!
    Com certeza esse bla bla bla religioso é muito importante para o país
  • Francisco Seixas  16/02/2013 20:41
    "Abstenho meu julgamento até alguém me apresentar provas."

    "Se Deus não existisse, não existiriam ateus" (Gilbert Keith Chesterton)

    Rs,rs,rs. Desculpe-me Bellani, não resisti à tentação. Foi só para quebrar a tensão e relaxar.

    Não que eu seja ateu, longe disso.

    Abraço.

    P.S. Leandro, se achar melhor, pode moderar. É justo.
  • cmr  27/01/2016 13:07
    "Se Deus não existisse, não existiriam ateus"

    Brilhante !!!! Logo se o Godzilla não existisse, não existiram pessoas que duvidam de sua existência.
  • Andre Cavalcante  28/01/2016 13:29
    Olá cmr 27/01/2016 13:07:58

    ""Se Deus não existisse, não existiriam ateus"

    Brilhante !!!! Logo se o Godzilla não existisse, não existiram pessoas que duvidam de sua existência."

    Nada a ver. Godzilla, se existisse seria um animal qualquer ainda não mapeado (provavelmente um dinossauro vivo ou uma mutação de algum existente), portanto existir ou não não afeta em nada o conjunto de crenças e verdades que consigo perceber/abstrair (exceto que passa a ter mais um animal na lista). E, igualmente, não pode ser comparado ao Criador, que, por definição, está longe de qualquer coisa que chamamos matéria ou humano. Logo, a frase não pode ser usada para elementos materiais e para o Criador - premissas diferente, conclusões diferentes.

    Essa mania que os humanos tem em diminuir aquilo que não entendem a fim de caber em nossas cabeças minúsculas é que é complicado.

    Conceba como quiser Deus e já tens um conjunto de crenças que pode ser tão aplicável quanto qualquer outro.

    Por exemplo: aplique recursivamente um princípio elementar da ciência: procure a causa de todas as coisas - o que é a causa inicial (primária)? A isto chamamos Deus. É uma crença tão boa quanto qualquer outra, e logicamente correta (a premissa é que não há efeito sem causa). Ou por outra: a minha fé diz que Deus existe e aceito sem contestação! (é uma crença tão boa quanto qualquer outra a respeito do Criador e também logicamente correta - a premissa que a pessoa parte é que a fé é suficiente).

    Para um ateu negar o Criador, já que o princípio tá na natureza (se não tivesse, ou não nos fosse permitido tal abstração, simplesmente não nos ocuparíamos com isso), ele tem que fazer a mesma coisa: concebê-lo de alguma forma. Em fazendo isso, ele estará, naturalmente, criando o seu conjunto de crenças que é tão boa quanto qualquer um outro.

    O problema central com religião (conceito original re-ligare - ligar-se novamente a Deus, obviamente nada a ver com as ditas religiões oficiais) é que é sempre algo pessoal. Qualquer tentativa de trazer para algo fora do ser humano, em geral, só traz confusão e pouco ou nada de solução.

    Abraços

  • anonimo  27/01/2016 19:49
    'Sobre minha crença sou um agnóstico aberto. Nunca vi o ônus da prova
    pra existência divina ser atingido, então não vejo razão pra acreditar
    nela. Abstenho meu julgamento até alguém me apresentar provas. Não que
    isso tenha qualquer relevância pro meu argumento.'


    Agnosticismo não tem nada a ver com isso, você não é agnóstico, é só um coitado intelectualmente deficiente.
  • Rafael Paiva  05/11/2014 14:17
    Leonardo Boff nem pode ser considerado como um teólogo.
    Ele crê que a noção de Deus surgiu como um processo evolutivo, resultado da evolução da mente humana. Um completo disseminador marxista e leninista. Seguidor das ideias de Edward Bennet Tylor, que foi combatido por A. W. Howwit e Andrew Lang. Apenas seguidores do marxismo, e centros acadêmicos de países socialistas, ainda creem que a noção de Deus foi um processo evolutivo, e não está embutido na mente humana desde os seus primórdios.
  • anônimo  19/12/2012 15:50
    Associação Monfort.
  • Cedric  19/12/2012 15:53
    E pra ser padre de verdade tem que ter todos esses critérios e falar no youtube é? hahaha
  • Leandro  19/12/2012 16:12
    Quais critérios?

    Quanto a "falar no YouTube", a idéia foi clara (ao menos eu julguei ser): trata-se de alguém que sabe o que fala e ao mesmo tempo pode ser visto por qualquer pessoa em qualquer lugar do país. De pouco adianta eu indicar um padre bom, mas cujos ensinamentos estão restritos apenas aos freqüentadores de sua paróquia, pois ele não utiliza meios de comunicação em massa.

    Não vou conseguir desenhar melhor do que isso.

    "Hahaha" (é assim? Fiz direitinho?)
  • Mauricio Barbosa  19/12/2012 20:31
    Caro Leandro os capitalistas também são culpados de serem vítimas desses ataques pois boa parte deles são analfabetos intelectualmente,os megaempresários gostam de fazer lobbys e os pequenos reclamam dos impostos,mas gostam também de participar de licitações,ou seja eles precisam conhecer a escola austríaca.
  • Sérgio  19/12/2012 17:06
    O Padre Paulo Ricardo é muito bom. Aliás, Leandro, o pessoal do Instituto Mises não deve pensar apenas na economia e subestimar a cultura. Os comunas mudaram de tática, eles agora estão atuando na cultura para depois atacar a economia.
  • Andrcé Caniné  20/12/2012 11:43
    Ótimo vídeo do padre Paulo Ricardo.
  • Anderson  19/12/2012 14:02
    Muito bom o artigo!
  • Sol Moras Segabinaze  19/12/2012 14:22
    Ótimo, Huerta de Soto.
  • Gabriel Oliva  19/12/2012 14:33
    Esses vários artigos do Huerta de Soto que vem sido publicados nos últimos tempos aqui seriam, por acaso, um prenúncio de uma vinda dele à 4ª Conferência de Escola Austríaca? =P

    O livro "Capitalism and the Historians", que contém esse artigo do Jouvenel, é excelente precisa urgentemente ser traduzido ao português.
  • Renato  19/12/2012 15:19
    Adalberto , creio que você está se referendo aos teólogos da libertação.

    O seu erro Adalberto foi ter seguido a tendência de acreditar que os teólogos da libertação é "a voz da Igreja Católica no Brasil" (CNBB).

    A mídia esquerdista brasileira (esmagadoramente esquerdista) conseguiu durante décadas colocar os teólogos da libertação como porta vozes da Igreja Católica no Brasil. Enquanto sacerdotes tradicionais foram colocados para escanteio, figuras bizarras esquerdistas como Helder Câmara, Leonardo Boff, Frei Betto, Erwin Kräutler, José Comblin,Pedro Casaldáliga, Paulo Evaristo Arns,... e outros, pois a lista é enorme, foram e são enaltecidos pela mídia esquerdistas brasileira.
  • PESCADOR  19/12/2012 15:35
    O tom ficou coloquial, mas o artigo é impecável. De Soto conseguiu, em poucas palavras, definir muitíssimo bem os motivos de os intelectuais odiarem o livre mercado. E se o De Soto vier na próxima Conferência de Escola Austríaca, vai ficar lotado de gente. Terei que fazer a inscrição logo no começo pra garantir a vaga, senão corro o risco de perder.
  • Rodrigo  19/12/2012 15:38
    Os cidadãos intelectuais são sim ressentidos, porém a sociedade também peca, uma vez que, adaptando-se ao materialismo vigente, não valoriza de maneira adequada essas pessoas. De ignorantes estamos cheios. Viva a meritocracia!
  • Leandro  19/12/2012 15:53
    Exato. Meritocracia para os intelectuais também. Por que essa classe merece tratamento especial, à margem do sistema de preços do mercado? Os idiotas também devem ter suas obras valoradas ao seu real valor de mercado.
  • David  19/12/2012 16:54
    E são, vide o caso da Stefanie Meyer e seus livros sobre vampiros. Tem também o caso dos Cinqüenta tons de cinza. Me parece que os idiotas estão bem avaliados pelo mercado... E outra, discordo do artigo quantoà razão dos intelectuais serem majoritariamente socialistas. Acho que é ligado muito mais a uma sensação de culpa que qualquer outra coisa. Normalmente, os intelectuais são ricos, porém de forma relativamente fácil. Por isso se sentem inclinados a defenderem ideias de igualidade, sem registrar que igualidade normalmente envolve o nivelamento por baixo, ou seja, todo mundo pobre. É lógico que há o sentimento de arrogância, porém a culpa relativa ao sucesso os afeta muito mais. Difere de um empresário porque normalmente este trabalhou duro para chegar onde chegou.
  • Leandro  19/12/2012 17:05
    Stephenie Meyer e E. L. James intelectuais?! Acho que nem mesmo elas se consideram assim. São apenas escritoras de histórias femininas.

    Aliás, tenho certeza de que o sucesso financeiro delas deve matar de raiva e inveja todos os intelectuais que tentam "explicar o mundo" sob a ótica da luta de classes.
  • Sérgio  19/12/2012 17:22
    Acho que não é caso de inveja de intelectuais, Leandro. Quando alguém diz, por exemplo, que a E. L. James está contribundo para a destruição das família e o colapso da sociedade e com o seu Cinquenta Tons, não está mentindo. E é lamentável sim, que um livro como 50 Tons seja mais vendido do que um livro que ensina bons costumes às mulheres.
  • Leandro  19/12/2012 17:29
    Bobagem. "Cinquenta tons" ensina que a mulher deve ser submissa, ter um macho alfa e fazer de tudo para agradá-lo. Isso são 'bons costumes'. O sucesso do livro não é ruim e nem gera esses efeitos com os quais você está preocupado.
  • Sérgio  19/12/2012 18:22
    Pra gosta dos videos do Padre Ricardo, vc tem uma visão muito secular. Pra princípio de conversa, mulher honrada nem pensa em pornografia. Livros como este estimulam a hipergamia, pois envolve orgias com "bad boys" destacados, práticas sexuais bizarras e um macho alfa que poderia ter milhares de mulheres top aos seus pés acaba casando com uma ex-secretária mediana. Isso é "bons costumes"?
  • Marcus Benites  19/12/2012 20:10
    Às vezes dá a impressão que o Sérgio não faz a menor ideia do que se discute, sempre, por aqui... O artigo acaba de condenar os esquerdistas intelectuais justamente pela presunçosa imposição de seus valores, sobretudo culturais, e ele entra na questão, condena também tais valores, mas SEMPRE sugere a imposição dos próprios... Pensei que o artigo que definia os libertários e ancaps "nem como direita, nem como esquerda" tivesse sido claro.
  • Sérgio  20/12/2012 03:01
    Marcus, vá pesquisar sobre gramscismo. Entenda o que há por de toda esta perversão. Vocês só ficam falando de economia, economia, economia, mas não prestam atenção para o que está acontecendo no mundo, o que está acontecendo com a cultura, com as tradições, com a família. Não conseguem entender porque um livro como o 50 Tons é capaz de destruir uma família. Vocês são tão tolos que se a esposa querer este livro, vocês vão correndo comprar. Não percebendo que isso é um ato de servilismo (e mulher nao gosta homem assim, mulheres gostam de homens dominantes, como o próprio livro 50 Tons mostra).

    Veja este video e saia da matrix, urgente:

  • Marcus Benites  20/12/2012 17:50
    Se você acha que um livro pode destruir uma família, sem mais.

    Mas a questão não é essa. A moça tem o direito de escrever o livro, a mídia de divulgar, as pessoas de comprar, muitas de falar bem, e outras de falar mal. É só isso. Dentro de um mundo de liberdade, sem estados para impor a vontade do grupo A aos demais grupos, é só isso. Durante muito tempo o grupo "sua igreja católica" dominou o estado e proibiu determinados livros (ou outras práticas religiosas, não preciso me alongar nisso, são fatos, mesmo que tenham sido exagerados ao longo do tempo). Eis o perigo. Em que uma situação como essa difere da atual, em que somos obrigados a rezar na cartilha do politicamente correto? Seja a sua visão de direita, ou a de esquerda, que tanto combatemos, o fato principal é que nenhuma visão pode se impor e proibir as demais, só isso. Essa é a questão aqui, e você parece não perceber.

    Embora eu condene absurdamente sua visão reacionária, machista e desprovida de base científica, eu a respeito, desde que não passe de uma visão sua, que não deva, nunca, ser imposta a ninguém. Se estamos nesse nível, aceito, é claro, suas opiniões, e até me desculpo por tê-lo entendido mal. Se vai um pouco além, no entanto, entrando na seara da imposição, aí o vejo como qualquer esquerdista tão combatido por estas bandas...
  • anônimo  20/12/2012 18:27
    'visão reacionária, machista e desprovida de base científica'

    Marcus, o que não tem base científica é falar que tudo é produto da cultura, como as feministas querem empurrar no mundo todo e você acreditou.
    Até mesmo antes de nascer, já no útero a testosterona começa a formar um cérebro diferente nos meninos.
    Se você ainda duvida, google por psicologia evolutiva. Darwin manda lembrança.
  • Marcus Benites  20/12/2012 21:22
    Sim, meninos e meninas são diferentes, sem dúvida. Agora... O caminho lógico de vocês que leva esse fato à constatação de que mulheres devem se resignar ao papel de parideiras e donas de casa é que não é científico. É uma base "lógica" (e põe aspas nisso) bastante machista, sim. Aí, no meio desse caminho "científico", entra a interpretação do livro sagrado da religião de vocês... Na boa, não dá nem para continuar a coisa.

    Só é curioso o fato de vocês verem a resignação feminina aos homens como algo natural (e não cultural, como querem fazer crer as feministas), ao passo que veem a atualidade (em que as mulheres não se resignam ao papel estipulado "naturalmente" por vocês) como um produto cultural, especificamente da doutrinação esquerdista... Decidam-se: ou a cultura não impõe o papel para a mulher ou ela impõe. Quando a mulher está no "lugar" que vocês querem, é "natural", e ver isso como "cultural" é bobagem; quando a mulher não está no "lugar" que vocês querem, não é "natural", é 'cultural'... Falando em ciência (de verdade, não a patotada que mistura trechos de livro religioso com observação da realidade), há um certo conflito na saída da "tese" de vocês...

    E pensar que a ideia, aqui, é a exaltação da liberdade... Direitistas confundem certas convergências (no óbvio ataque ao esquerdismo dominante) com defesa das intenções tão sórdidas e nefastas deles...
  • Sérgio  20/12/2012 21:58
    Gênero não é coisa cultural. Você não é obrigado a acreditar em Deus, mas olhando no ponto de vista da evolução darwinista, há milhares de anos o ser humano evoluiu selecionando indivíduos que estavam mais aptos a se adaptar e sobreviver. O homem como maior e mais forte, naturalmente se torna mais agressivo e mais apto a enfrentar os desafios que aparecer. Já as mulheres, menores e muito mais frágeis, e que carregam os filhos, naturalmente ficam em casa, protegidas e sendo bem tratadas afim que cuidem e protejam a criança. Observe a anatomia feminina, tudo foi projetado pra ela cumprir o seu papel materno de cuidar dos filhos.
  • anônimo  20/12/2012 22:10
    Eu gosto dos valores cristãos, mas não tem isso de mulher TER que ser dona de casa e parideira.Por mim ela pode ser o que quiser, se quiser priorizar a carreira, beleza.
    Só que sinceramente, não acredito que ela seja feliz assim, mais provável de chegar um dia que ela vai ter um monte de dinheiro, mas o relógio biológico não está nem aí, nem vai ter mais o monte de homem besta se tacando no chão por ela, e quando quiser construir uma família e ter filhos não vai ser tão fácil, e daí ela não vai admitir nunca, mas vai virar uma criatura raivosa, frustrada e mal amada
    Já a que prefere priorizar a família e não a carreira, não acontece nada disso.
  • Marcus Benites  21/12/2012 00:17
    Acho que sequer preciso rebater qualquer coisa. As análises, digamos, "científicas" de vocês definindo a mulher já valem por si. Fiquei com "vergonha alheia" ao ler e, como acho que os outros também ficarão, não há nada a acrescentar. Os comentários de vocês já se apresentam de modo paradoxal: trazem a tese e a refutação, dispensando qualquer outro trabalho nesse sentido. Obrigado por pouparem-me desse serviço.
  • anônimo  21/12/2012 17:26
    Se você acha mesmo que tem tese e refutação junta, você não entendeu nada.
    Não existe contradição nenhuma em existirem diferenças entre os gêneros e mulher trabalhar.
    Aliais esse negócio de que os cristãos querem que mulher fique em casa sendo parteira, é conversa de Ateu procurando coisa pra implicar
  • NZF  21/02/2015 04:13
    "Acho que sequer preciso rebater qualquer coisa. As análises, digamos, "científicas" de vocês definindo a mulher já valem por si. Fiquei com "vergonha alheia" ao ler e, como acho que os outros também ficarão, não há nada a acrescentar. Os comentários de vocês já se apresentam de modo paradoxal: trazem a tese e a refutação, dispensando qualquer outro trabalho nesse sentido. Obrigado por pouparem-me desse serviço."

    Está fugindo do assunto por que, meu caro?

    Você não precisa rebater já que não há o que ser rebatido.

    É engraçado como os liberais só se opõem à esquerda no aspecto econômico, no restante, apoiam toda a agenda esquerdista: o aborto, o feminismo, a legalização das drogas (...)

    A mulher, tal como o homem, tem predisposições biológicas a realizar determinadas atividades. Isso não só é cientificamente evidenciável como também é reproduzido na história e no cinema. Em uma sociedade primitivista há a divisão do trabalho em funções baseados no sexo; isso é algo inegável.

    Em Guerra e Paz, romance de Leon Tólstoi, os homens hão de ir à guerra para evitar que suas esposas sejam estupradas, crianças escravizadas e a pátria destruída. As mulheres realizariam tal feito em mesma eficácia? É óbvio que não. Ou você defenderá a ideia estúpida de que se a sociedade fosse dominada pelo sexo feminino não haveriam guerras? Não haveriam confrontos? Disputas por recursos? Que ideia boba!

    Os homens não só haviam de ir à guerra como também eram os responsáveis pelo trabalho pesado, outra função que as mulheres não conseguiam exercer.

    O que aconteceu? A sociedade mudou. Para melhor? Não exatamente. Hoje a maior parte da população exerce profissões que são executáveis facilmente tanto por homens quanto por mulheres. Não há uma divisão de trabalho tão forte quanto antes. Levou tempo para que o homem aceitasse a mulher "carreirista". Isto é normal! Vivemos durante milênios sob a lógica do patriarcalismo.

    Eu, particularmente, não desprezo o patriarcalismo. As famílias mais ricas do mundo são patriarcais. E mulher de família patriarca ri da cara das mulheres carreiristas. Hoje o patriarcalismo é privilégio dos ricos.

    É engraçado como as feministas relacionam patriarcalismo com machismo. Os patriarcas são justamente aqueles que tem boa educação familiar e etiqueta. Assédio mesmo concentra-se quase que unicamente como um produto cultural da marginalização.

    Mas não adianta falar disso com um liberal. Ele é totalmente ignorante no que tange à questões sociais. Só sabe repetir aquele mesmo discurso de liberdade irrestrita que compartilha apaixonadamente com o esquerdista.



  • Andreza  21/12/2012 16:32
    A mulher tem sim o direito como qualquer outro ser humano de escolher seu caminho, se ela será feliz ou não com sua escolha é algo que só diz respeito a ela mesma. Alguns homens muito machistas acham que podem determinar que tipo de vida as mulheres devem levar, não tem nada mais arbitrário que tal pensamento. Felizmente o mundo caminha em outra direção. Eu me casei jovem, fui mãe jovem por escolha minha, porque conheci meu grande amor, não por imposição de qualquer tipo de pensamento religioso, tive de mudar de país e por isso abri mão de uma carreira e sim me senti frustrada e amargurada por não me realizar profissionalmente, porque sei que sou uma pessoa que posso fazer mais que só estar em casa cuidando dos filhos, por isso entrei em depressão e meu casamento quase acabou. Graças a Deus, acredito em Deus e nem por isso preciso seguir uma religião, voltei a trabalhar e me sinto bem, feliz e nem por isso deixei de ser uma boa mãe e esposa, na verdade minha família está mais unida e feliz. Desisti de vez de frequentar a Igreja Católica porque me cansei dos sermões que não tem nada a ver com o que acredito e por achar que eram muito tendensiosos.
  • Sérgio  22/12/2012 21:36
    Delícia, vou adorar derrubar isso rs

    "A mulher tem sim o direito como qualquer outro ser humano de escolher seu caminho, se ela será feliz ou não com sua escolha é algo que só diz respeito a ela mesma."

    Você pode fazer o que quiser, desde que assuma as responsabilidades pelos seus atos. Somos livres para agir e responsáveis pelos nossos atos.

    "Eu me casei jovem, fui mãe jovem por escolha minha, porque conheci meu grande amor, não por imposição de qualquer tipo de pensamento religioso"

    Pensamento religioso não é imposição pra ninguém, só segue religião hoje em dia quem quer. Se você não tem fé, admita.

    "tive de mudar de país e por isso abri mão de uma carreira e sim me senti frustrada e amargurada por não me realizar profissionalmente"

    Deixa eu entender, você diz que teve de mudar se país, mas seu marido não teve que fazer o mesmo? Ele não teve que deixar amigos e parentes para trás e ainda assumir TODAS as despesas da família, tendo de trabalhar mais para isso?
    Você está num outro país, vivendo às custas do teu marido e tendo a oportunidade de aprender um novo idioma e conhecer uma nova cultura e ainda tá reclamando? Vá à merda, porra!

    Se tu fosse realmente uma profissional fodona, não teria aberto mão de carreira nenhuma, com certeza haveria lugar pra você, mesmo em outro país. Agora fica aí, com esse rabo gordo sentado em frente do computador, enquanto seu marido rala pra te dar uma condição digna de vida, entrando na internet pra me rotular de machista?

    "porque sei que sou uma pessoa que posso fazer mais que só estar em casa cuidando dos filhos, por isso entrei em depressão e meu casamento quase acabou."
    Você fala como se fosse algum demérito ser mãe, esposa e exercer a função de uma ajudadora em complemento do homem. Deprimente é ser uma mulher carreirista, que vive à base de antidrepressivos com 40 anos de idade, vivendo numa cobertura de 1 milhão de reais com um monte de gatos, por não ter nenhum homem interessado em assumir restos de bad-boys.

    "Graças a Deus, acredito em Deus e nem por isso preciso seguir uma religião, voltei a trabalhar e me sinto bem, feliz e nem por isso deixei de ser uma boa mãe e esposa"

    Que contradição! Primeiro você disse que "seu casamento quase acabou", agora diz que é "boa mãe e esposa"? Contraditório esse teu raciocínio, não?

    Você é uma feminazi, reclama de ficar em casa e exercer função de mãe e esposa (que nada mais é que tua obrigação), mas aceita ficar sendo bancada pelo marido, como se ele tivesse alguma obrigação de sustentar uma marmanja carreirista às portas do climatério.
    Se quer pagar de mulher moderna, saiba que trabalhar e ajudar no orçamento de sua família não passa de obrigação. Teu marido e teus filhos não são obrigados a ficar aturando tuas instabilidades emocionais decorrentes da lavagem cerebral feminista que você sofreu.

    E, não, não é teu esforço o motivo de tua família se manter unida, e sim o trabalho duro do seu marido e a paciência dele e de seus filhos em aguentar uma chata como você.
  • Leandro  23/12/2012 00:02
    Prezado Sérgio, favor ter um pouco mais de compostura. Um homem de verdade, antifeminista, jamais se dirige a uma mulher utilizando termos como "Vá à merda, porra!" e "esse rabo gordo sentado em frente do computador". Discorde à vontade, mas como um cavalheiro. Misoginia é atitude de pessoas sexualmente insatisfeitas ou sofredoras de algum tipo de disfunção erétil.

    Abraços!

    P.S.: apesar disso, sempre achei seus comentários hilários.
  • Sérgio  23/12/2012 04:28
    Não sou misógino. Misógino é aquele sujeito que tem aversão a mulheres. Misógino, por exemplo, era aquele sujeito que matou 10 meninas e 2 meninos (sendo que ele os meninos matou por engano, pois ele foi com o objetivo de matar meninAs) no Massacre de Realengo. Misógino é aquele cara que odeia mulheres. Não se proecupem, pois não é o meu caso. Eu não odeio mulheres, pelo contrário, adoro mulheres. O que eu abomino é o relativismo, o vitimismo, o comportamento irresponsável, todas estas coisas eu abomino, tanto em homens como em mulheres.

    Cavalheirismo. Queria saber o que definem como "cavalheirismo"? Pois o conceito de cavalherismo foi totalmente deturpado hoje em dia. Cavalheiro é um cara que é gentil com mulheres (e que é merecedora desta gentileza, se for uma Dama, e hoje em dia sofremos com a escassez de damas). Hoje em dia, ser cavalheiro é fazer tudo o que qualquer mulher pede, ou concordar com qualquer absurdo que uma mulher diz ou faz, apenas porque é mulher, e não pode contrariá-la. Isso não é ser cavalheiro, é ser servo de mulher.
  • Alguém com bom senso  23/12/2012 00:18
    Sérgio, sinceramente:
    Seu comentário foi no máximo desnecessário e violento. Sem querer criticar os moderadores do IMB, mas eu não teria permitido que ele tivesse ido ao ar se o site fosse meu.
    Você a insultou por nada. Ela nem mesmo discordou de algo que você tenha dito. Ela veio compartilhar uma experiência de vida. Em momento algum demonstrou sinais que o fizessem julgá-la como "feminazi". O comentário da Andreza não teve quase nada de político, foi meramente humano.
    Você simplesmente inventou um personagem para ela e o atacou. Creio que, mesmo ciente de algumas contribuições que você tenha feito no passado ao responder comentários sobre conservadorismo, você simplesmente extrapolou. Envergonhar-me-ia por seu comentário em seu lugar.

    @Andreza: A opinião daqueles que aqui comentam NÃO representam o pensamento dos autores e do instituto. Desculpe se teve uma má impressão. Nenhum libertário jamais irá apoiar o uso da força para moldar a sociedade em função de nossos valores.
  • Sérgio  20/12/2012 16:29
    Pra quem acha "bobagem" o que eu falei sobre 50 Tons, leiam isso.
  • anônimo  19/12/2012 17:25
    Essa daí é a mulher do vampiro que vai pro sol e brilha? Nem na futilidade da cultura pop ela é levada a sério
  • Sérgio  20/12/2012 03:10
    Eu pibliquei apenas a segunda parte do video. A primeira aqui:

  • Sérgio  19/12/2012 17:12
    Por falar em 50 Tons de Cinza, vcs viram aquela mulher que pediu divórcio porque o marido se recusou a fazer aquelas fantasias? São estas coisas que estão destruindo as família e levando a nossa sociedade ao colapso. O Padre Paulo Ricardo e o Olavo vivem falando sobre isso.

    É como eu disse, o pessoal do Instituto Mises tem que preocupar com a cultura também.
  • anônimo  19/12/2012 18:51
    Sérgio, você está se preocupando com besteira.
    Tanto que as feminazi são as que mais detestam cinquenta tons, pode procurar.
  • Sérgio  19/12/2012 19:41
    Pelo menos, a feminista brasileira mais conhecida, não detesta 50 Tons, pelo contrário, ela dá seu total apoio, já que ele alimenta "novas fantasias eróticas" nas mulheres.
  • anônimo  19/12/2012 20:19
    Essa daí é uma sem noção, se contradiz o tempo todo, não sabe nem do que fala.
    Pode ter certeza que as feminazis gringa odeiam 50 tons. E odeiam tudo que tem a ver com a mulher sendo submissa voluntariamente.
  • Felipe  19/12/2012 17:13
    E quem deverá ditar o quanto uma obra deverá ser valorizada ou não? Certamente será um burocrata bem simpático, né?

    Ninguém é obrigado a gostar de quadro, música, teatro e cinema só para agradar esses artistas.
  • Leonardo  19/12/2012 18:25
    Não necessariamente, uma vez que um determinado meio cultural, para ser valorizado, tem que encontrar substrato junto ao público e à crítica. A boa cultura deveria ser incentiva pela própria sociedade, através, principalmente, do estímulo a uma boa educação, que permita as pessoas discernirem o que de fato tem alguma relevância artística ou plástica e, subsidiariamente, pela mídia. Veja que os bons livros, a boa música e, até mesmo, a pintura e a escultura de prestígio estão à disposição, em geral, de quem quiser, porém, infelizmente, o povo brasileiro não possui o hábito de apreciá-los.
  • Rafael Franca  20/12/2012 11:22
    Sérgio, cada um faz o que quiser da vida. Os intelectuais veem o sucesso da literatura de massa e se mordem por dentro, pq não conseguem escrever algo que cative.
  • Matheus  24/02/2013 02:47
    E desde quando ir pra outro país, nova cultura e língua é coisa boa? Vamos supor que o país seja a Arábia Saudita. Ótimo pra ler ter wue andar vestida de preto dos pés ao pescoço, não poder sair do condomínio que moram e aprender árabe. Que maravilha!
  • Marcus Benites  24/02/2013 13:22
    Uma vez eu pensei em uma definição para as artes de um modo geral mais ou menos assim: as "artes" de massa, populares, que não apresentam valores estéticos de acordo com o cânone, se difundem no espaço, mas não no tempo. Explico: um livro como "O Alquimista" irá ganhar o mundo, até seu mais recôndito rincão, mas não será sequer lembrado daqui a 50 anos, afinal não tem "qualidade" para se manter ou se tornar "clássico". Cativa em um curto período toda uma massa menos culta, mas não se perpetua no tempo porque haverá, nos tempos futuros, outros livros como esse a cativar as massas menos cultas. Já as artes esteticamente aceitas pelo cânone tendem a se difundir no tempo, mas não no espaço. Se você sair pela rua perguntando se alguém conhece Matisse, por exemplo, um em cada dez conhecerá, ou seja: Matisse não é um sucesso de público, não ganha o mundo como febre... Mas daqui a 300 anos ainda haverá esse "um" que conheça e goste de Matisse. Matisse sobrevive a O Alquimista. A arte de fato, por se perpetuar no tempo, é imortal. No final das contas, ao se somar o público de todas as épocas da grande arte, acaba empatando com o público efêmero das "artes" mais populares, inclusive em número, já que ela sempre "sai atrás", mas uma vez que a outra para e ela não, ela acaba por alcançá-la. Na soma final, as duas tiveram um grande público, uma um público seleto e mais intelectual, atemporal, e a outra um público mais ignorante e temporalmente marcado. Se os seres humanos não são iguais, sobretudo intelectualmente, a existência de um tipo de arte e de outro tipo de "arte" é tão somente fruto de uma natural demanda, no entanto. E há que se aceitar isso. Qualquer coisa em contrário é imposição bolchevique de "que livro podemos ou não ler de acordo com nossos valores impostos aos demais".
  • anônimo  19/12/2012 15:48
    Todas as pessoas de esquerda que conheci eram completamente ignorantes aos mais básicos e fundamentos da economia. Certa vez, tentei explicar o conceito de oferta e demanda e sempre termina assim: "eu acho que sei, mas não sei, mas tenho legitimidade de invalidar."

    Outra vez, tentei levar uma engraçadinha que tinha lido Riqueza das Nações e O Capital (muita gente acredita que toda teoria economica se encerra nesses dois livros) a explicar detalhadamente o colapso da U.R.S.S. Não sabia e ainda se saiu com a máxima (a U.R.S.S alimentou todo seu povo, teve saude de ponta e só ruiu devido ao imperialismo americano).

    Não perca seu precioso tempo discutindo com completos ignorantes. Não vale a pena, eles são acomodados e se sentem mais confortáveis com teorias absurdas prontas. Eles são extremamente preguiçosos para ler e raciocinar qualquer coisa que confronte suas idéias e visões de mundo
  • Lucio  19/12/2012 16:24
    Leandro,

    Peço desculpas pelo off topic, mas é possível que você elabore ainda antes da virada do ano, um artigo sobre a atual situação econômica do Brasil, EUA e Europa, e perspectivas destas economias para o ano seguinte?

    Amplexos.
  • Leandro  19/12/2012 16:29
    Vamos trabalhar nisso -- muito embora o último artigo sobre a economia brasileira continue extremamente (talvez ainda mais) atual.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1347
  • capivara  19/12/2012 20:56
    Acho que dá um bom assunto também o aumento de imposto de renda para 75% na França seguido da fuga de ricaços.
    Se bem que já tem um monte de artigo sobre isso e seus efeitos nefastos, mas gostei de ver os depoimentos do Gerard Depardieu (se bem que ele é artista, tem que ficar com pé atrás)
  • Deilton  19/12/2012 16:57
    "Todas as pessoas de esquerda que conheci eram completamente ignorantes aos mais básicos e fundamentos da economia."

    Eu acho que uma das causas dos pensamentos de "esquerda" é justamente a ignorância sobre o funcionamento do mercado. Essas pessoas não sabem o básico de economia, mesmo os que são formados em economia parecem que não vivem no mundo real.
    Outro dia estava conversando com um amigo meu, que é formado em economia, ele me disse que o governo deveria aumentar os impostos sobre as empresas e reduzir os impostos sobre consumo. Não preciso nem dizer que ele defende o intervensionismo estatal.
    Eu tentei explicar a ele que empresa não paga impostos, na verdade isso é contabilidade. Quem realmente paga é o consumidor, se o imposto for sobre o produto, o trabalhador, se for encargo social, ou o acionista, se for imposto sobre lucro. Os impostos sempre vão recair sobre pessoas físicas.
    Ele não conseguiu acompanhar o raciocínio e disse que eu estava lendo as "pessoas erradas".
    Me recomendou ler Marx, Keynes e outros que não me lembro para aprender como a economia funciona.
    A esquerda vive de emoção, quando não tem argumentos apelam para o sentimento.
  • Gustavo Marinho  27/12/2012 18:11
    Verdade, colega. Sempre percebi isso, da parte deles. E o pior é que o texto não muda. Nunca.
  • NZF  21/02/2015 03:44
    Todos os liberais que conheci são extremamente imprudentes, tendenciosos e egocêntricos. Olho por olho, dente por dente, amigo.
  • ACT  21/02/2015 12:37
    E todos os generalizadores que eu conheço são imbecis incapazes de fazer qualquer observação minimamente original e de apresentar qualquer raciocínio minimamente aprofundado.
  • NZF  21/02/2015 16:53
    Isso se aplica ao autor do artigo supra, caro ACT. Dizer que todo intelectual é egocêntrico e "se acha melhor que outros" é uma generalização absurda.
  • KZN  21/02/2015 21:26
    'E todos os generalizadores que eu conheço são imbecis'...deve ser isso mesmo porque o sujeito que fala isso não nota que essa frase já é uma generalização
  • PAULO PIRE  22/02/2015 18:13
    É MUITO MAIS FÁCIL UM PRESIDENTE DE UMA MULTI COMO GM....BURROUGLS , APLE , OU UM BIL GATE ,OU ANTONIO HERMÍNIO ,,,CUMPRIMENTAR UM OPERÁRIO , E E COMER MESMA REFEIÇÃO NA MESA C/ OPERARIO .
    .MAS JAMAIS VERÁS UM PRE INTELECTUAL ,,COMO PROF, DE FACUL . JORNALISTA , OU OCUPANDO CARGO NO GOVERNO , SENTANDO NA MESMA MESA DE UM SIMPLES OPERÁRIO .. IMAGINA ESSES K ESCREVE POESIA, JOGA TINTA EM UM QUADRO , OU ESCREVE LIVRO ,,ELES NOS ODEIA
  • Leonardo  19/12/2012 17:00
    Ótimo artigo. Acrescentaria, tendo em vista a atual conjuntura brasileira, mais um fator: interesse pessoal. Ora, os pretensos intelectuais e artistas que apoiam as doutrinas socialistas tem muito a ganhar, tanto em termos políticos como financeiros. Basta citar como exemplo Fernando Haddad, que é professor de Ciência Política da USP e, dentre os seus livros publicados possui um chamado "Em defesa do socialismo". Este indivíduo, por coadunar com as políticas petistas, foi indicado, dentro outros vários cargos, para ministro da educação e, posteriormente, sem nunca ter se candidatado a nenhum cargo eletivo anterior se elege prefeito de São Paulo. Vários exemplos também podem ser colhidos da equipe econômica de Dilma, todos keynesianos e socialistas da faculdade de economia da UNICAMP. No campo artísticos, segundo algumas denúncias da mídia, cantores como Maria Bethânia, Caetano Veloso e Gilberto Gil, este último ex-ministro da cultura no governo Lula, receberam verbas vultosas do erário para a realização de shows e projetos culturais. Ser intelectual e socialista é muito lucrativo no Brasil.

    Outro adendo, neste sentido, seria ao primeiro primeiro fator, desconhecimento. Muitos deles sabem, sim, que o socialismo é uma doutrina inviável e totalmente falsa, porém continuam a defende-lo por mero interesse próprio, de maneira que tentam, a todo o custo, esconder o pensamento dos seus mais bem embasados críticos ou deturpar totalmente o mesmo. Já quanto ao terceiro, ressentimento e inveja, cabe ressaltar que o intelectual transfere ao capitalismo todos os males do mundo, inclusive o fato de ser menos valorizado do que os grandes empresários, de maneira a acreditar que, se as pessoas não sabem o que é bom, deve forçá-las a ir na direção do que ele acredita que o é.

  • Típico Filósofo  19/12/2012 17:14
    Que absurdo!

    O que é que um economista sabe sobre o ser humano? Eu conversei com dezenas de importantes artistas, educadores e autores; participei de inúmeros programas de rádio e sou colega de diversos deputados e senadores. Logo, eu conheço o povo. Para um economista, o pobre é capital para fazer mais-valia.

    Nós não somos assim. Nós obtemos cargos no governo para que possamos criar uma sociedade mais justa, sem a exploração dos capitalistas. Porque apenas o estado é capaz de criar igualdade e riqueza justa, enquanto o mercado favorece uns em detrimento de outros!

    Nós acreditamos no ser humano manipulado pela mídia burguesa. Acreditamos que ele é capaz de mais que escutar um sertanejo da moda ou colocar silicone porque as mulheres da burguesia o fazem! Vocês apoiam a busca desenfreada pelo lucro, não apoiam o ser humano; e isso é uma brutalidade, como dizia um outro grande intelectual, meu professor Antônio Cândido.

    Vocês realmente acreditam que a humanidade precisa ficar assim? Um bando de gente manipulada, sem educação, que gosta e apoia as mais ridículas representações "artísticas"? Que "competição" é essa que vocês defendem se um produto de péssima qualidade consegue conquistar um povo burro e imbecilizado não por ser bom mas por ser anunciado ad absurdum?

    E outra: A rejeição do senhor Huerta de Soto por impostos exemplifica perfeitamente que sociedade ele deseja. Uma sociedade dos ricos, claramente. Diferentemente do que é defendido, o rico é contra os impostos porque não recebe os serviços sociais feitos por eles enquanto o pobre, sim. Ou seja, a taxação é boa para o pobre porque é através dela que nós fazemos justiça social, enquanto o burguês é contra porque afeta seu lucro.

    Fico pasmo com tamanha capacidade de acreditar que outras pessoas são realmente as melhores para decidir o que fazer com suas vidas, mesmo quando manipuladas pela burguesia... Intelectuais sempre foram a única proteção do povo ignorante contra o mercado.
  • Tory  19/12/2012 23:29
    Típico Filósofo mesmo: não sabe ler, não sabe argumentar e é... de esquerda, por ignorância, soberba e inveja. Se procurasse não encontraria um exemplo mais cabal do intelectual que é objeto do texto. Você não pode ser de verdade. Mas vamos lá:

    Quem defende que existe uma classe que deve decidir pela vida das outras é você mesmo, TF. Vamos lá, demonstre que estaríamos todos nos alimentando superbem se todas as plantações e criações de gado fossem estatizadas. Cite a maravilha do planejamento centralizado um dia após o diretor do ONS declarar que não tem como prever a demanda por energia, e portanto prefere errar para baixo na criação de infraestrutura para não onerar a conta de luz. Não que ele tenha perguntado para mim quanto estou disposto a gastar para não ter o fornecimento de energia interrompido em minha casa. Mas ele está lá, decidindo por mim.

    Antes que me esqueça, f***m-se todos seus importantes artistas (comunistas), educadores (comunistas), autores (comunistas), locutores de rádio (comunistas) e deputados e senadores (membros do que há de mais próximo à nomenklatura aqui no Brasil). Eles NÃO SÃO O POVO. Mais-valia é um termo que só comunistas safados usam, de presente de Natal te digo agora que isso "non ecziste". Seu professor Antônio Cândido é fundador do pt. Sem mais.

    O povo está se lixando se você aí não gosta do sertanejo dele, ou de qualquer outra coisa. Eu também estou. Quem vai dizer se um produto, uma música, uma ideia, é boa? Você? Estou fora. Não compro um selo sequer com a sua aprovação.

    Por fim, ricaços como Bill Gates, George Soros, Paulo Skaf, José Dirceu, Luís Inácio da Silva, são mesmo hiper-contrários aos impostos, não é? Porque não tiram nada de lá, e tudo vai para os pobres.

    TF, as pessoas que lêem este site você já perdeu. Acabou - nunca mais vocês vão nos enrolar, e aqui nunca terão a última palavra. É que nem o fim do Curtindo A VIda Adoidado: O que você ainda está fazendo lendo esta resposta? Pode ir para casa.
  • Bernardo Fachini  20/12/2012 01:26
    Tory, o típico filósofo é alguém com bom humor que traçou uma caricatura do... típico filósofo!
  • Gustavo BNG  20/12/2012 01:40
    Calma, foi apenas trollagem.
  • Tory  20/12/2012 10:36
    Ainda bem. 8)
  • Hueber  20/12/2012 22:20
    Olha vou te dizer, que pelas coisas que vejo as pessoas dizerem na net, não ficaria surpreso se ele estivesse sendo sincero.
  • Vinícius  07/04/2016 01:02
    Tem sempre um que cai, haha
  • Hueber  20/12/2012 16:55
    "a taxação é boa para o pobre"

    Uma das maiores asneiras já proferidas.
  • Juliano  20/12/2012 16:57
    Excelente!
  • Pedro  04/12/2015 18:55
    Mas vocês acham que o povo deve ficar sem investimento em educação? Quem vai investir? Estado ou mercado? Se for o mercado, não irá ser de graça e o povo em si, 75% não ganha o suficiente para gastar com escola particular aos seus filhos.
  • Marcos  04/12/2015 19:18
    Especial atenção para a seção de comentários:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1072
  • Patrick de Lima Lopes Rocha  19/12/2012 17:20
    O que é chocante é a absurda importância que tal pensamento anti-mercado ganha através do sistema escolar.

    Basta abrir qualquer livro utilizado no ensino médio para encontrar o melhor da retórica esquerdista. Em universidades, nem se fala.

    Sinceramente, sempre que vejo alguém dizendo que educação é a solução para todos os problemas do Brasil, apenas consigo pensar que a melhor refutação para tal enunciado é uma conversa de 10 minutos com o típico universitário brasileiro sobre como o mundo funciona.
  • Vinicius  07/04/2016 01:12
    Patrick, o que eles querem dizer é que gastar mais dinheiro público com educação é a solução para os problemas do país. Puro lobby. A educação é a solução se seguir o modelo conservador/asiático, se for técnica, com foco em exatas e língua portuguesa. Se servir para criar um exército de revolucionários que odeiam o trabalho e a lei, então ela é a origem dos problemas.
  • Marcos  19/12/2012 17:44
    Concordo com os pontos abordados. Mas em um nível de interações sociais me parece grave o marxismo cultural. Socialistas foram muito bem sucedidos na infiltração e sequestro de campos relevantes da sociedade, como as universidades e a mídia. Sendo assim, há a tendência a seguir idéias socialistas simplesmente por causa da melhor difusão e concomitante demonização das idéias contrárias. Vem a tona aqui outros dois fatores: medo e vaidade.

    Medo de questionar as idéias hegemonicas, mesmo quando estas se mostram desastrosas. Há o risco de ser preterido, perseguido ou agredido caso admitam publicamente idéias diferentes das dominantes. Um caso famoso é o do O Indivíduo e a PUC. Nem todos teriam coragem para enfrentar a raiva dos esquerdistas como eles tiveram. É muito mais fácil ficar quieto.

    A vaidade é outro ponto fundamental. Ser considerado como "intelectual progressista", reconhecido "beautiful people", é uma grande tentação.
  • Zé da Sirva  19/12/2012 18:11
    Uma sugestão o site: caso seja possível, seria interessante que as "versões para impressão" que saem clicando no botão logo abaixo do título viessem sem a figura que acompanha o artigo.... Afinal, embora a maior parte dessas ilustrações sejam realmente muito boas, outras (como a deste artigo, ou de outros por aí com Dilma, Krugman etc.) são apenas a foto de pessoas mais feias do que eu... haha ;P
  • Camarada Friedman  19/12/2012 19:34
    Se querem destruir um esquerdista, joguem esse artigo na cara dele. Ou chame pra um debate 1x1...

    Foi mais ou menos assim que eu fui curado... mas ninguém teve a "honra" de fazer por isso por mim. Mas no longo prazo nossos inimigos são outros.

    Quem aqui nunca foi esquerdista ? Eu nunca conheci um liberal/libertário(pelo menos na internet) que não tenha sido pelo menos um social democrata de meia tigela... sei do Rodrigo Constantino, mas perto de muita gente aqui ele não passa de um comunista na linha do Milton Friedman.
  • Denilton  06/04/2016 19:14
    Não necessariamente, sempre fui um social-democrata e nunca comunista e nem extremamente libertário (eu defendo uma Minarquia com impostos equivalentes e um bloco econônimo unificado: com livre comércio, união monetária,livre circulação, etc. - é possivelmente o estágio mais gradual e mais dificil).

    Inclusive a social democracia mostrou ser a forma politica e econômica mais eficente, olhemos os paises nórdicos, não é apenas de riqueza e mercado que se forma uma nação, é de bem estar social. Desenvolvimento cientifico, tecnológico e intelectual.



    Eu entendo o que o texto quer dizer, mas creio que ele esteja limitando os intelectuais à ignorantes. Não creio que seja isso, há muitos outros fatores a se preucupar como o ambiente, a violência e as necessidades mais básicas - como são estabelecidas na teoria de Maslow - fisiológicas e segurança. As empresas não têm o dever moral de te assegurar as necessidades mais básicas, sua Nação sim.

    Lembrando que não são apenas os empreededores que devem existir - eles também possuem necessidades mais básicas: lazer, saúde, educação.

    E as pessoas que proporcionam isso também merecem ser remuneradas.


    Conheça as ONGs (como os MsF), as organizações mundias e os trabalhos filantrópicos.
    Não apenas o Mercado :)

    Se você foi esquerdista e tem uma visão totalmente contrária, creio que você precisa de outros referenciais.
    Previsivelmente Irracional, de Dan Ariely
    O que nos faz felizes: O futuro nem sempre é o que imaginamos, de Daniel Gilbert
    Rápido e Devagar: Duas Formas de Pensar, do economista Daniel Kahneman
    Blink: A decisão num piscar de olhos, Malcolm Gladwell
  • Giancarlo  19/12/2012 20:14
    Quem tiver estômago para assistir cinco minutos desse lixo vai ficar enojado. Vai lá dos 38 aos 43 minutos

    Esse cara é professor emérito da UFRJ, tem a imoralidade de defender o roubo e dizer que "a queda da URSS foi um desastre para o país". Típico pseudo-intelectual brasileiro.

    www.youtube.com/watch?v=Fe4W1D0Qk8g

    Nem é bom postar isto aqui, mas é que os comentários do vídeo enaltecendo essa falácia são nojentos.
  • Jorge Matos  19/12/2012 21:07
    Com as exceções de praxe, nossa massa de centenas de milhões de iletrados compõe :

    BRASIL = PAÍS DA INVEJA E DO RESSENTIMENTO

    BRASIL = PSEUDO-INTELECTUAIS SÃO RESPEITADOS, VIDE CAETANO OPINANDO SOBRE TUDO

    BRASIL = PAIS DO SABE COM QUEM ESTÁ FALANDO E DA CARTEIRADA

    BRASIL = PAIS DE PHD EM ECONOMIA QUE CAGA-REGRA MAS LEVA BANCO E EMPRESA A FALENCIA, QUE DIRÁ O PAÍS INTEIRO EM BREVE :(

    BRASIL = UM PAÍS DE TODOS....OS QUE NÃO PENSAM, SÓ INVEJAM E QUEREM UMA BOQUINHA

    SAD BUT TRUE


    NÓS QUE PENSAMOS SOMOS UMA MINORIA ESMAGADORA (ISSO, MINORIA ), NUNCA, MAS NUNCA SE ESQUEÇAM DISSO, SENÃO SERÃO ESMAGADOS PELA MASSA IGNÓBIL.
  • Rodrigo Polo Pires  19/12/2012 22:06
    Pois è..., O socialismo possui uma filosofia. O capitalismo tambèm, então sempre haverà debate. Considerando idèias como mercadoria, os intelectuais podem vende-las à quem pagar mais! Considerando as coisas desse ponto de vista, o mundo està coalhado de intelectuais de esquerda bem sucedidos e sob esse ponto de vista temos tambèm que considerar que muitos, mas muitos mesmo, economistas são socialistas. E por que? Ressentimento e inveja? E então vem a pergunta, o mercado não valoriza intelectuais? Estamos reclamando do que então? Do ponto de vista pràtico de que adianta sabermos por que eles são socialistas? Jà sabemos, dinheiro! Vejam sò que coisa, no mercado livre hà a possibilidade de surgirem pessoas màs!!! Então pensem antes de esculhambar a doutrina cristã, pensem antes de falarem que Jesus foi um charlatão, pois vejam vocês, è inegavel, Ele poderia ter enriquecido e não o fez... "Nem sò de pão vive o homem".

    Quero apenas fazer uma observação quanto à meritocracia. Segundo a doutrina Cristã, e isso è um horror aos ateus, ninguèm merece nada, aquilo que se obtem, vem de graça, a inteligência, os dons, o talento. Um cristão não pensa nòs merecemos, e sim, não mereciamos e mesmo assim obtivemos. A humildade è infinitamente superior e muito mais forte que o orgulho.

  • Tory  19/12/2012 23:39
    Pirou. Ninguém paga por ideias. Podem pagar por ensaios, livros, obras de arte, palestras. Ideias não valem nada, isso qualquer um em um mercado pode te dizer. Então esses intelectuais que querem vender ideias estão mal das pernas justamente porque não querem trabalhar: processar essas ideias para transformá-las em produtos e serviços.

    E nenhum desses intelectuais esquerdistas está submetido a mercado nenhum, são todos patrocinados com dinheiro público.

    Em tempo, o debate entre capitalismo e socialismo foi encerrado por um senhor cujo sobrenome começa com M e termina com ises. O capitalismo venceu.
  • Roberto Rachewsky  19/12/2012 22:11
    Nunca fui socialista nem fascista porque aprendi desde pequeno a não tirar os brinquedos dos amiguinhos e nem deixar que pegassem os meus sem consentimento. Aprendi também que não devia bater neles, salvo para me defender, se fosse atacado.
    Esta são as lições essenciais que preparam nosso caráter e refinam o entendimento do mundo. Intelectual ou não.
    Eu divido este pessoal em deficientes cognitivos ou deficientes de caráter.
    O sujeito pode combinar ignorância e mau caráter. É um bandido tosco, normalmente acabará preso.
    O sujeito pode combinar inteligência e mau caráter. É um bandido articulado, acabará na política. Eventualmente preso.
    O sujeito pode combinar ignorância e bom caráter. É um inocente útil.
    O sujeito pode combinar inteligência e bom caráter. Jamais será um socialista ou um fascista. O legítimo empreendedor produtivo.
  • Henrique Lique  08/04/2016 04:50
    Não creio que seja assim tão simples como o artigo diz, afinal de contas também existem intelectuais de direita.

    O ponto é que não existe verdade válida para todas as pessoas e cada uma vai entender cada acontecimento baseado em suas experiências de vida. Logo, nem todo intelectual tem a mesma motivação e consequentemente, não pode ser classificado da mesma forma.

    Em um mundo caracterizado pela era da informação, é extremamente plausível encontrar intelectuais que representem as mais variadas idéias possíveis e essa analise parece extremamente simplista, pois podem existir facilmente grandes líderes de empresas que também são intelectuais, vulgo Mark Zuckeberg e Larry Page.
  • Welington Veiga  19/12/2012 22:36
    Fui de esquerda até conhecer de perto o movimento estudantil, e perceber que eles viviam em uma realidade paralela.

    Mas embora alguns deles se encaixem nesse ressentimento e pretensão, há casos em que há muito mais que isso, acho mais que natural quem vem de círculos sociais mais humildes e possuem conhecimento e discernimento serem de esquerda, por conhecer a realidade de pessoas que ralam muito morrendo na fila do SUS... na periferia a banda toca diferente e é claro que há alguma coisa de errado. Não deixa de ser algum tipo de ressentimento, mas não é egoísta, é o melhor que se pode ver olhando de baixo.

    Hoje eu definitivamente não sou de esquerda, mas não acho que a esquerda seja simples assim.
  • Leonardo Ferreira  19/12/2012 23:42
    Eu conheço os dois lados, quase terminei filosofia (não quis ser professor xD) e trabalho de eletrotécnica, e tenho a dizer que faltou um outro componente psicológico.

    Uma parte deveras espinhosa nas relações humanas é a relação com os pais e o que acontece com esses intelectuais em minha opinião é que eles tiveram uma infância numa posição de vítima, os pais tinham poder e eles não. Mais tarde eles crescem com raiva dos poderes dos pais, e continuam colocando a fonte de poder deles pro lado de fora, apesar de serem adultos e responsáveis por suas respectivas bundas, e deposita em quem realmente tem grande poder, se revoltam contra empresários, contra o capitalismo e contra o sistema, mas mal sabem eles que isso é besteira da infância deles.

    E outro ponto é uma cegueira intelectual descarada que boa parte deles têm, a gente rebate cada ponto da argumentação deles, aniquila tudo, explica tudinho, para depois de 2 segundos eles repetirem o que estavam falando...

    E por fim, eu mesmo já passei por isso, quando a gente estuda a gente vê as coisas de forma grandiosa, vê o povo, imagina um milhão de coisas sobre o povo, pensa lá longe, imagina, pensa num mundo melhor, e quando volta pra realidade acha que o problema é a realidade e não a imaginação sem limite deles. haha!
  • eduardo antonio  20/12/2012 01:23
    Socialistas são como a mente de uma criança de 4 anos quando pergunta a mãe, como são feitas as crianças, não adianta responder,a mente não está pronta para entender. Ignore um socialista, será melhor para vc.
  • André Victot  20/12/2012 03:22
    Essa associação de intelectual com esquerdista é problemática. Há intelectuais que não são desta corrente. Além disto, parece que somos, por conseqüência, anti-intelectualismo.
  • Tory  20/12/2012 11:22
    André, e você poderia citar os intelectuais que não são de esquerda (existem mesmo, e são conhecidos) e ainda comentar sobre o destaque que têm na mídia e nos governos?
  • Sérgio  20/12/2012 03:29
    O texto é muito bom. Só cuidado pra não transformar os 3 filósofos gregos (Platão, Sócrates e Aristóteles) em comunistas, como fazem os livros escolares (segundo alguns, até Cristo era comunista). Lembrando que naquela fase histórica se respirava corrupção em Atenas.
  •   20/12/2012 03:51
    Me parece que um pouco acima nos comentários houveram algumas confusões no que diz respeito aos ensinamentos da Igreja Católica quanto ao comunismo.

    Primeira coisa, a Igreja não está interessada em estabelecer critérios político-econômicos de eficiência, mas sim em resguardar a revelação e os princípios cristãos através de seus ensinamentos. Sendo assim, toda doutrina que se mostrar contrária aos princípios cristãos há de ser considerada como tal... a Igreja deve orientar os fiéis a não prestar assentimento a tais doutrinas, da mesma forma que deve advertir e, se necessário em casos extremos, expulsar sacerdotes que as preguem.

    Bem, para os que não sabem o comunismo já foi considerado doutrina indigna da fé católica há muito tempo em várias encíclicas papais.. basta procurar no google, vocês encontrarão as referências.. Ocorre que atualmente as crenças comunistas se transmutaram em diversas outras variantes, se misturam à influências gnósticas, à influências protestantes, dentre outras, desviando-se da doutrina ortodoxa da igreja. O que não faltam - nunca faltaram - são heresias, temos milhares delas, de diversas matizes.

    Tudo isso é censurável, é verdade, mas a Igreja deve ser cuidadosa sempre.. não deve se empenhar em calar todas as vozes dissonantes, porque de um aparente desvio pode surgir um insight positivo, pode surgir uma perspectiva nova, uma abordagem válida e interessante... por outro lado, é verdade que aquelas teorias ou posições que afrontem a fé católica e à ortodoxia do magistério devem ser rechaçadas sem dó. A dificuldade é estabelecer qual o limite do aceitável, se trata de uma questão política também.. é bastante difícil, os senhores imaginem, para o Vaticano se posicionar acerca desse tema frente aos sacerdotes dos diversos países.
  • Johnny Jonathan  20/12/2012 04:54
  • Neto  21/12/2012 13:07
    A ilustração perfeita pra esse artigo
    (obs, como diria o Rodrigo Constantino, tomem um engov antes)

  • Camarada Friedman  24/12/2012 02:31
    Como são retardados, não ? Como eu era retardado.. pqp... vergonha total!!! Argh!
  • Hernandez Vedovatto  23/12/2012 15:29
    Eu admito que Comunismo seja uma péssima ideia pra economia, mas o que dizer do capitalismo? Eu concordo que a intervenção governamental na economia produz bolhas e causa favorecimentos desleais a livre concorrencia, mas como acreditar que o mercado pode resolver todos os problemas?

    - Como explicar a concentração de mercado que ocorre mundo afora? Concentração que impossibilita o surgimento de novas empresas. Ex: Walmart nos EUA. Como acreditar que o mercado será piedoso com novas e pequenas empresas

    Temos intelectuais, artistas, etc., que levantam as mais diversas bandeiras. Nem só de esquerda, nem de direita. O que dizer da Fernanda Montenegro encabeiçando o protesto da lei dos royalts do petróleo? Será que ela sabe realmente o que está fazendo?? Será que ela não está agindo em causa própria?


  • Julio dos Santos  23/12/2012 18:11
    Novos paraquedistas!!
    Cada dia tem mais por aqui e isso é bom! Espero que o Leandro nunca se canse de dar as boas vindas, acompanhada de toda apresentação de Mises, para eles!
    Seja bem vindo Hernandez, se procurares no restante dos artigos acharás as respostas, super simples por sinal, destes teus questionamentos.
  • Leandro  23/12/2012 19:35
    Prezado Julio e demais leitores, estarei com acesso remotíssimo à internet até quarta-feira. Confio em vocês para darem as devidas boas-vindas aos pára-quedistas. Parodiando aquele Napoleão das Alagoas, "Eu preciso de vocês. Não me deixem só".

    Abraços!
  • Julio dos Santos  23/12/2012 21:16
    Certamente Leandro!
    Hernandez, estes teus questionamentos são muito normais por quem acredita no conceito keynesiano, como: o mercado causou a crise de 2008, a concentração deve ser controlada pelo estado via regulação e outras coisas extremamente difundida na retórica keynesiana.
    Caso queira continuar acreditando nesta teoria mainstream, este site estará completamente contra o que ouviste até então, porém caso queira entender algumas coisas que o IMB defende e que refutam os teus argumentos sugiro que dê uma lida nos links abaixo, existem outros, mas esses já são um início:
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=171
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=757
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1286
  • Patrick de Lima Lopes  23/12/2012 20:46
    Sobre o monopólio natural:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1309

    Sobre os royalties do petróleo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=651

    Quer responder todas as suas dúvidas? (Incluindo o motivo de o socialismo ser quebrado?)

    Leia os seguintes artigos:

    www.mises.org.br/Subject.aspx?id=45

    É uma série do economista e professor da UERJ Ubiratan Jorge Iorio. Ela responderá qualquer questionamento que você pode conceber contra o livre-mercado.

    Caso tenha alguma dúvida, procure por algum artigo que fale a respeito ou pergunte na forma de um comentário.

    Bem-vindo. Volte mais, por favor.
  • José Ricardo das Chagas Monteiro  23/12/2012 21:43
    Saudações, respeitável colega virtual, comunismo não é um péssima ideia à economia, é terrível ao mundo, assassinos impiedosos, obtusos da humanidade.O mercado não apenas resolve os problemas, também acelera o processo evolutivo da raça humana.Piedade apenas para os deficientes, tão somente. Os intelectuais são livres para as manifestações, devem continuar fazendo.
    Bem-vindo, Hernandez.
  • Rafael José Caruccio  26/12/2012 15:26
    Engraçado: existe um tremendo erro neste artigo.
    "Por que os intelectuais odeiam o capitalismo?"

    Não seria mais correto "Por que ""alguns"" intelectuais odeiam o capitalismo?"

    Caso contrário não existiriam Mises, Friedman etc.
  • Leandro  27/12/2012 10:27
    Existem intelectuais e "intelectuais". Estes últimos são os autoproclamados.

    Quanto mais se autoproclamam intelectuais, mais são "intelectuais". Os "intelectuais" não consideram os verdadeiros intelectuais como sendo de fato intelectuais. Os "intelectuais" se consideram uma classe a parte, acima de todos os mortais.

    Já os verdadeiros intelectuais não se preocupam em se definir como tal -- apenas deixam tal tarefa para a percepção do público.

    E são os "intelectuais" que o artigo critica, e não os intelectuais genuínos.
  • Rafael José Caruccio  27/12/2012 17:23
    Na faculdade 70% dos meus professores eram de esquerda e faziam questão que lêssemos Friedman, Hayek etc. Ou seja, reconheciam o status de intelectual para a direita. Por que a direita não pode reconhecer isto para os intelectuais de esquerda?
    Isto não seria tendenciosismo? Só o meu lado tem direito a reconhecimento.
  • Ricardo  27/12/2012 17:39
    Para começar porque os intelectuais de esquerda não têm compromisso com a lógica nem com a veracidade dos fatos, mas apenas com a emotividade e com o panfletarismo ideológico. Isso não é ser genuinamente intelectual, mas sim roteirista de novela.

    E segundo que, se você de fato teve professores assim (duvido bastante, mas ok), então você foi a exceção das exceções. Nunca ouvi ninguém mais relatar nada semelhante a isso que você relatou. (No máximo, professores mandam ler um ou outro artigo de Friedman, e só para esculachar -- muito corretamente -- sua metodologia ilógica).

    Duvido bastante que "70% dos seus professores marxistas" mandaram você ler livros de Hayek. Eles mandaram você ler Prices and Production? O Uso do Conhecimento na Sociedade?
  • Rafael José Caruccio  27/12/2012 21:06
    Não acreditar não é argumento.

    Ler Friedman para esculachar? E você lê Marx para quê?
  • Ricardo  27/12/2012 22:46
    Não, você não entendeu minha tirada. Eu disse que os professores dão Friedman para os alunos lerem (com o intuito de esculachar) justamente porque a metodologia de Friedman (o positivismo) é uma balela total, algo facilmente refutável. Quero ver, isso sim, ele alimentar os alunos com teoria sensata e logicamente irrefutável.
  • Rafael Jose Caruccio  28/12/2012 01:02
    Só pode ser ciência o que pode ser refutado.
  • Gustavo BNG  27/12/2012 18:48
    Não acredito em que seus professores faziam isso.
  • Felipe  27/12/2012 19:36
    Primeiro; você está confundindo liberalismo com direita. Eu, por exemplo, e muitos outros liberais, não temos nenhum compromisso com a "direita". A esquerda é mais criticada por aqui pois são os esquerdistas que defendem políticas de agigantamento do estado, confisco de propriedades, protecionismo e barreiras a importação baseado em um nacionalismo chauvinista, regulação de atividades que não lhe competem, entre outros. Curiosamente, ainda, você pode encontrar vários artigos criticando políticas monetárias e intervencionistas de governos de direita, aqui no Mises Brasil.

    Segundo; uma pessoa que se declara marxista ou não sabe o que é marxismo ou tem muita má fé. Marx, em suas obras, declara abertamente que uma das consequências da revolução socialista seria a extinção de muitos grupos étnicos considerado "inferiores" e incapazes de chegarem a revolução pelas suas próprias pernas(familiar, né?). Parafraseando o amado Trotsky: "O carro da história esmaga as flores que estão no caminho."

    Como exemplo vivo da profecia marxista, temos a russificação, ou melhor, sovietização da Ucrânia, Estônia e Letônia, do Kazaquistão e do Caucaso, feita através de deportações forçadas, assassinatos e servidão. Na China comunista temos a hanizição do Tibet e do oeste chinês, suprimindo as etnias milinares que alí habitavam e ainda habitam.

    Assim, toda pessoa que se declara marxista suporta direta ou indiretamente essas medidas arbitrárias e genocidas, baseadas na violência do estado contra populações inteiras. E isso é perfeitamente reconhecido por Marx como uma consequência da revolução. Portanto, o que aconteceu na URSS, China, Camboja(a menina dos olhos dos "intelectuais" franceses) entre outros, não foi um desvio ou algum tipo de erro, foi antes de tudo um resultado previsível não só por Marx, mas muitos liberais clássicos do fim do século XIX.

    Um intelectual marxista deveria ter o mesmo reconhecimento de um intelectual nazista, pois ambos suportam regimes que produziram tragédias similares.
  • Rafael Jose Caruccio  27/12/2012 21:27
    Ok. Eu quero que você me diga as páginas e a obra em que Marx diz isto.

    Outra coisa. Direita e esquerda são relativas, não absolutas. Atualmente, quem defende o livre mercado é de direita.

    Por exemplo. Na Rev de 1848 os que defendiam os privilégios Feudais e do Estado Absolutista eram a direita, enquanto os revolucionários liberais (tanto quanto você) eram a esquerda. Ou seja, o liberalismo já foi de esquerda.

    Mas hoje é diferente. Vai me dizer que Thatcher era centro? Por favor.
    Me diga apenas um país onde os defensores do livre mercado estejam à esquerda do espectro ideológico.

    P.S. Esta história de que nazismo e comunismo são a mesma coisa já está manjada.
    1º O comunismo é impossível de ser aplicado, pois prega uma coisa racional demais, perfeita demais, sem Estado, ignorando os conflitos inerentes às nossas relações. Você já imaginou o que seria de nós sem o Estado?
    2º O nazismo pode ser aplicado na prática, pois basta matar quem eles acham que não presta e pronto. Veja a diferença: Marx, acreditando em você, constatou uma lógica histórica que ocorre desde a pré-história, ele não quis necessariamente fazer apologia do genocídio. O nazismo não constata nada, ele faz.
  • Leandro  27/12/2012 22:45
    "Esta história de que nazismo e comunismo são a mesma coisa já está manjada."

    Correto. Manjadíssima. Qualquer pessoa minimamente inteligente sabe que ambos são quase a mesma coisa. Digo "quase" porque, embora ambas as ideologias tenham total desprezo pelo ser humano, o nazismo com seus 6 milhões de mortos foi angelical comparado ao comunismo e seus 170 milhões de mortos.

    Por que o Nazismo era Socialismo e por que o Socialismo é Totalitário

    "O comunismo é impossível de ser aplicado, pois prega uma coisa racional demais, perfeita demais,"

    É impossível de ser aplicado porque é irracional demais, pois abole a propriedade privada e com ela todo o sistema de preços. Se não há propriedade privada sobre os meios de produção, não há um genuíno mercado entre eles. Se não há um mercado entre eles, é impossível haver a formação de preços legítimos. Se não há preços, é impossível fazer qualquer cálculo de preços. E sem esse cálculo de preços, é impossível haver qualquer racionalidade econômica -- o que significa que uma economia planejada é, paradoxalmente, impossível de ser planejada.

    Portanto, você está completamente certo em metade sua afirmação e insanamente errado na segunda metade da sua afirmação.

    "sem Estado, ignorando os conflitos inerentes às nossas relações. Você já imaginou o que seria de nós sem o Estado?"

    Estado é, por definição, violência institucionalizada. Sem estado, tal violência deixaria de existir -- se ela seria substituída por outro tipo de violência não dá para saber de antemão, mas que a abolição do estado acabaria com a violência institucionalizada, isso é uma questão conceitual.

    Só um adendo: Marx, na prática, não defendia a abolição do estado. A teoria defendida por Marx era sem pé nem cabeça. Ele dizia que, para abolir o estado, era necessário antes maximizá-lo. A ideia era que, quando tudo fosse do estado, não haveria mais um estado como entidade distinta da sociedade; se tudo se tornasse propriedade do estado, então não haveria mais um estado propriamente dito, pois sociedade e estado teriam virado a mesma coisa, uma só entidade -- e, assim, todos estariam livres do estado.

    Um raciocínio maravilhoso. E você aparentemente acreditou ser possível isso. Ou seja: se algum indivíduo dominar completamente tudo o que pertence a você, dominando inclusive seu corpo e seus pensamentos, então você estará completamente livre, pois não mais terá qualquer noção de liberdade -- afinal, é exatamente a ausência de qualquer noção de liberdade que o fará se sentir livre. Sensacional.

    "O nazismo pode ser aplicado na prática, pois basta matar quem eles acham que não presta e pronto."

    Comunismo faz a mesma coisa.
  • Rafael José Caruccio  28/12/2012 00:14
    Amigo, você está confundindo as coisas.

    Dizer que o comunismo matou é o mesmo que dizer que o catolicismo matou. Isto é totalmente equivocado.

    A igreja católica matou, mas me mostre em que passagem da Bíblia Jesus manda matar. Maria Madalena era adúltera (ou prostituta) e o que ele mandou fazer? Apedrejá-la.

    Os Partidos comunistas revolucionários (de vários países) mataram opositores, mas me mostre um comunista comum que tenha feito mais do que militar e discutir ideias.

    É a INSTITUCIONALIZAÇÃO que mata, não a ideologia.

    O nazismo é diferente, pois fora o "Minha Luta" do Hitler não há uma pretenção teórica de melhorar o mundo. No nazismo a guerra é a regra, não uma exceção que visa um fim. A prova disto é que Stalin, apesar de tudo, era diplomático, ao contrário de Hitler. Se a Guerra Fria fosse entre EUA e a Alemanha nazista, o mundo teria acabado.

    Sobre a propriedade privada. Concordo plenamente, mas você acha que sem o Estado para garantir contratos, ela sobreviveria?

    Atenção por favor, eu deixei claro que não acredito na viabilidade do comunismo. Não sei por que entendeu o contrário. Tampouco acredito em "Estado dono de tudo".

    A ideia de Estado e Sociedade como uma coisa só é muito complicada. Tem origem em Rousseau. Seria uma espécie de democracia direta e total. Mas aí é outra discussão.
  • Leandro  28/12/2012 01:11
    Rafael, você parece estar em uma dimensão paralela. Você diz que "Os Partidos comunistas revolucionários (de vários países) mataram opositores, mas me mostre um comunista comum que tenha feito mais do que militar e discutir ideias. É a INSTITUCIONALIZAÇÃO que mata, não a ideologia."

    Meu caro, os partidos comunistas eram formados única e exclusivamente por... comunistas! E eram "comunistas comuns". Sim, um comunista sem poder não é um assassino (justamente porque não tem poder), mas todas as vezes que os comunistas assumiram o poder -- todas, sem exceção --, houve carnificina.

    Com todo esse histórico, como você pode dizer que comunistas comuns querem apenas "militar e discutir ideias"? Não apenas a teoria, mas toda a prática refuta essa sua ingenuidade.

    Entenda algo básico: o comunismo -- mesmo quando restrito puramente à teoria -- é por definição uma ideologia violenta. Por quê? Porque o comunismo jamais pode ser aplicado consensualmente

    Mesmo que um governo genuinamente comunista fosse eleito democraticamente, seu primeiro ato de governo ao implantar o comunismo teria de ser um ato de enorme violência, qual seja, a expropriação a força dos meios de produção. A eleição democrática de um governo comunista não alteraria o fato de que o confisco de propriedade contra a vontade dos proprietários é um ato de força. Uma expropriação à força da propriedade baseada no voto democrático é tão pacífica quanto um linchamento também baseado no voto. Trata-se de uma violação primordial dos direitos individuais. A única maneira de o comunismo realmente ser implantado por meios pacíficos seria com os donos de propriedade voluntariamente doando sua propriedade ao estado comunista. Porém, pense nisso. Se o comunismo tivesse de esperar que os donos de propriedade doassem voluntariamente sua propriedade para o estado, este certamente teria de esperar para sempre. Logo, se o comunismo tem de ser implementado, então ele só pode existir por meio da força -- e força aplicada em escala maciça, contra toda a propriedade privada.

    Faça um favor a si mesmo: abandone suas ideologias e passe a estudar as coisas com mais ciência e menos emoção.

    Abraços!
  • Rafael Jose Caruccio  28/12/2012 01:32
    Leandro,

    Dizer que o comunismo matou é exatamente a mesma coisa que dizer que o capitalismo matou milhões na África devido à exploração. Não faz sentido. Dizer isto é esquecer a dimensão política de qualquer sistema econômico. O capitalismo existe na Suécia e nem por isto os suecos estão morrendo. Sistemas em si mesmo não matam ninguém, é a configuração institucional que mata ou não mata.

    Sobre um partido comunista eleito: ora, se for eleito terá de respeitar a constituição. Todo sistema eletivo tem regras que não podem ser quebradas e leis para conter excessos ideológicos. Um partido comunista pode ir para o poder por eleição, mas não o comunismo. Este só por revolução, e assim mesmo sua ideologia pura é impossível de ser aplicada, pois é idealista demais.
  • Leandro  28/12/2012 01:49
    "Dizer que o comunismo matou é exatamente a mesma coisa que dizer que o capitalismo matou milhões na África devido à exploração. Não faz sentido."

    É claro que não faz sentido. Impossível o capitalismo ter matado uma só alma na África, dado que o capitalismo nunca deu o ar da graça naquele continente infeliz. Capitalismo é um sistema social baseado na propriedade privada dos meios de produção, na poupança, na acumulação de capital, nas trocas voluntárias intermediadas pelo dinheiro, na busca do lucro, na livre concorrência, no sistema de preços, na ausência de coerção ao empreendedorismo, no progresso econômico, e na harmonia da busca pelo interesse próprio material de todos os indivíduos que dele participam. Se esses itens não são respeitados, não há capitalismo.

    Já houve capitalismo no continente africano?

    Já o comunismo foi aplicado ipsis litteris na China de Mao, na Ucrânia de Stalin e no Camboja de Pol-Pot. Você diria que não faz sentido dizer que o comunismo matou milhões nestes países?

    Você em toda essa conversa comprovou que não tem a mais mínima ideia do que seja capitalismo e nem do que seja comunismo.

    "Um partido comunista pode ir para o poder por eleição, mas não o comunismo. Este só por revolução, e assim mesmo sua ideologia pura é impossível de ser aplicada, pois é idealista demais."

    Contradição. Se algo só pode ir ao poder por revolução, então é claro que tal algo só pode se impor por meio da violência. Logo, por definição, você acabou de admitir -- finalmente! -- que o comunismo é, por definição, uma ideologia violenta.

    Abraços!
  • Leandro Levlavi  28/12/2012 01:54
    "Ideologia "PURA"." (sic). Só podia ser filho de universidade federal brasileira mesmo...
  • anônimo  28/12/2012 02:24
    Falar que o comunismo matou é a mesma coisa que falar que A TENTATIVA de implantar o comunismo matou...já que o troço é impossível e qualquer tentativa de fazer o impossível nunca vai dar certo
  • Rafael Jose Caruccio  28/12/2012 01:48
    Esqueci de um detalhe.

    TODA REVOLUÇÃO, independente se é ou não comunista (pois nem toda revolução é) é um processo violento, pois alguém está lutando contra outrem.

    Por exemplo, a Rev Francesa.
  • Renato Souza  29/12/2012 08:56
    Ocorre que governos marxistas são PARTICULARMENTE violentos.

    Note que a imensa maioria das pessoas mortas por esses governos, não foram mortas no momento da revolução, mas posteriormente. E numa escala nunca antes vista. Comunistas matam mais, muito mais que outros revolucionários. Isto acontece sistematicamente. A conclusão lógica é que o germe desse pendor para a violência extrema está na doutrina.

    Quanto à África, seus dirigentes foram treinados pelos ocidentais para crerem em governos fortemente intervencionistas. Caso os dirigentes africanos tivessem idéias semelhantes aos de muitos países do extremo oriente, que acreditaram que o livre comércio lhes traria prosperidade (e trouxe) veríamos hoje na África, países tão prósperos como aqueles, que algumas décadas atrás tinham populações extremamente pobres e com pouca educação.

    Logo, não foi a liberdade de mercado que causou a pobresa da África, mas a sua ausência.
  • Rafael Jose Caruccio  28/12/2012 02:49
    Desculpe. Errei uma pontuação. Na parte em que cito o episódio da Maria Madalena deveria haver uma interrogação depois de "Apedrejá-la". Não quis afirmar que Jesus mandou apedrejá-la, e sim o contrário.
  • Marco Aurélio  29/12/2012 18:15
    Você afirmou: "A igreja católica matou, mas me mostre em que passagem da Bíblia Jesus manda matar. Maria Madalena era adúltera (ou prostituta) e o que ele mandou fazer? Apedrejá-la."> Não foi apenas um erro de pontuação, foi também um erro grosseiro de história religiosa, se é que pode ser interpretado como idéia sua a de que a igreja católica mandou matar Maria Madalena. Aliás está muito claro o que está escrito no evangelho de São João 8,3-11. Lá podemos ler que foram os escribas e fariseus que disseram a Jesus que, segundo as leis mosaicas, a adúltera deveria ser apedrejada. Em nenhum momento se faz referência à Igreja Católica que nessa altura ainda nem existia. Não há consenso: segundo alguns, após a ressurreição de Jesus, por meio dos apóstolos, é que haveria as primeiras sementes da Igreja Católica e segundo outros somente no tempo do imperador Constantino é que teria surgido a Igreja Católica.
  • Juliano  28/12/2012 12:43
    Deixa eu ser um pouco o advogado do diabo...

    Um governo comunista é inerentemente violento, mas é sim possível existir comunidades comunistas dentro de uma sociedade liberal. Não é à toa que tivemos vários exemplos de movimentos anti-capitalismo dentro de países mais liberais. Normalmente, nesses casos, o que se critica não são as liberdades individuais em si, mas a vida em busca do posses.

    É perfeitamente possível e legítimo que pessoas unam suas propriedades e queiram viver como se tudo ali fosse de todos. Isso teria que ser previamente acordado por todo mundo, mas não há nada de errado nisso.

    Comunidades Hippies e os Kibbutz de Israel são exemplos fáceis que vêm à mente. O próprio Marx buscou refúgio na Inglaterra, onde passou seus últimos anos, justamente por ser mais liberal. A maravilha do liberalismo é que cada um pode viver da maneira que melhor achar necessário, sem impor isso a ninguém. Se você quer comprar uma chácara e viver no meio do mato como faziam os índios, só depende de você.

    Isso funciona para pequenos arranjos, mas um governo comunista é completamente violento e sempre vai acabar em genocídio. É o completo oposto do respeito à liberdades.
  • anônimo  28/12/2012 13:04
    'é sim possível existir comunidades comunistas dentro de uma sociedade liberal. '

    Mas aí é uma coisa bem diferente.Um bando de hippies se juntar e acabar com a propriedade de todos eles, tornando tudo coletivo, isso eles podem, mas só porque tem o mundo capitalista externo pra eles fazerem comércio
    Então isso não é comunismo de verdade.
  • Gustavo BNG  28/12/2012 01:15
    Você nem sabe definir "Igreja". Como você critica o que não sabe?
  • Rafael Jose Caruccio  28/12/2012 01:36
    Então me ensine a definir Igreja. Eu entendo Igreja Católica toda a instituição. Desde o Papa até a hierarquia. Seu patrimônio fixo. Suas terras etc. A Igreja católica na Id Média era praticamente um Estado.

    Agora me diga o que tu entendes por igreja.
  • Gustavo BNG  28/12/2012 04:56
    O que você sabe sobre o problema do Cálculo Econômico numa economia marxista? (Já, sequer, ouviu falar nisso?)
  • Rafael Jose Caruccio  28/12/2012 13:31
    Eu te cobrei que me respondesse sobre Igreja, pois o desafio foi lançado por você mesmo.
    Por que me cobra algo que eu não falei?

    Aliás, se você prestou atenção em meus comentários, num deles eu digo que "estou lendo" O Capital. Não li todo ainda. Depois que eu terminar eu te respondo sobre o cálculo econômico marxista. Estou terminando o 1º volume.

    Mas agora voltemos à Igreja. Você não respondeu por quê?
  • Leandro Levlavi  28/12/2012 00:05
    Rafael Jose, você é um bom piadista. Estudar é uma boa opção. Seus professores, pelo que leio em suas opiniões, deram 99.0% de leitura marxista, 0,9% de leitura neoliberal e 0,1% de liberalismo de verdade.
  • Rafael Jose Caruccio  28/12/2012 00:32
    Estudar é uma opção para todos nós.
  • Leandro Levlavi  28/12/2012 01:44
    Então, vá a sessão de livros em PDF e comece. Você está precisando urgentemente.
  • Felipe  28/12/2012 00:06
    Com todo o prazer, caro colega. Aqui temos o pensamento humanitário de Marx. Notemos, curiosamente, como ele defende a superioridade germânica, como outros velhos conhecidos.

    "The most interesting acquaintanceship I have struck up here is that of Colonel Lapinski. He is without doubt the cleverest Pole -- besides being an homme d'action [man of action] -- that I have ever met. His sympathies are all on the German side, though in manners and speech he is also a Frenchman. He cares nothing for the struggle of nationalities and only knows the racial struggle. He hates all Orientals, among whom he numbers Russians Turks, Greeks, Armenians, etc., with equal impartiality.... His aim now is to raise a German legion in London..."
    - Karl Marx To Friedrich Engels, (Letter, 12 September 1863)


    "Our fatherland looks damned pitiful. Without a thrashing [war] from outside nothing can be achieved with these sons-of-bitches."
    - Karl Marx to Friedrich Engels, (Letter, 12 September 1863)


    "Russia is a name usurped by the Muscovites. They are not Slavs; they do not belong to the Indo-Germanic race at all, they are des intrus [intruders], who must be chased back across the Dnieper, etc."
    - Karl Marx to Friedrich Engels, (Letter, 1865)


    "...the Jewish Nigger, Lassalle... it is now completely clear to me that he, as is proved by his cranial formation and his hair, descends from the Negroes from Egypt, assuming that his mother or grandmother had not interbred with a nigger. Now this union of Judaism and Germanism with a basic Negro substance must produce a peculiar product. The obtrusiveness of the fellow is also nigger-like."
    - Karl Marx to Friedrich Engels (Letter, July 1862), in reference to his socialist political competitor, Ferdinand Lassalle.


    "Society is undergoing a silent revolution, which must be submitted to, and which takes no more notice of the human existences it breaks down than an earthquake regards the houses it subverts. The classes and the races, too weak to master the new conditions of life, must give way."
    - Karl Marx, "Forced Emigration", New York Tribune 1853


    "May the devil take these peoples movements, especially when they are 'peaceful'."
    - Karl Marx to Friedrich Engels, (Letter, 4 Feb. 1852)


    Se tiver alguma dúvida, estou a disposição.
  • Renato Souza  29/12/2012 09:03
    Rafael

    Comece lendo isto.
    www.ivanzavalae.org/Tsc1MarxEngelsContraMexico.htm
  • Renato Souza  29/12/2012 09:21
    Rafael

    Engels falava claramente que muitas pequenas populações eram "lixo racial" que deveria deixar de existir (que é isso senão genocídio?). Possivelmente foi dele que Marx absorveu o conceito, embora este tenha sido menos explícito. O marxismo é um dos filhos do darwinismo social (nisso também o marxismo é irmão do nazismo).

    Já o livre mercado é o contrário do darwinismo social. Na lei da selva, quem é menos eficiente morre. No mercado, quem é menos eficiente muda de ocupação (e isto lhe trás alguma perda), mas acabará sendo beneficiado indiretamente pelo aumento da qualidade e diminuição dos preços, causados pelos mais eficientes e inovadores. Por isso o livre mercado da margem ao aumento da população.

    Alguns verdes e malthusianos dizem explicitamente que desejam o socialismo pelo fato dele controlar o crescimento da população, por ser um sistema de baixa eficiência.
  • anônimo  27/12/2012 23:17
    Se eles eram de esquerda mesmo então recomendar a leitura não era reconhecimento de nada. Era mais algo do tipo: olhe o que esses burgueses burros falam, aprenda essas besteiras e aprenda a refutar isso
  • Rafael Jose Caruccio  28/12/2012 00:27
    Talvez eles fossem de direita e estivessem disfarçados, igual ao Chapolin Colorado.
    O que interessa é que eu li e respeito os autores liberais, apesar de não concordar com eles.
  • Andrce Canine  28/12/2012 12:06
    Vc já leu algum livro de Mises? Qual?
  • Rafael José Caruccio  28/12/2012 13:24
    Eu li Hayek, Friedman, Smith, Schumpeter. Mises ainda não.
  • Matheus G. Cunha  28/12/2012 20:55
    Olá a todos,

    Acabei de entrar nesse site e li todo o artigo e a maior parte dos comentários. Não precisam me chamar de paraquedista, pois não tenho a mínima intenção de iniciar uma discussão ideológica com vocês. Também não quero discutir se o comunismo ou o capitalismo é o melhor. Só vim até aqui para pedir uma melhor reflexão de todos (inclusive daqueles que se dizem comunistas).
    Não sou nem comunista nem capitalista, porque percebo falhas nas duas visões. Uma é utópica e deturpada (comunismo) a outra é exploradora (capitalismo). O primeiro caso é fácil de explicar quando se rememora todos os defeitos e todas as loucuras que os socialistas fizeram no passado. Já o segundo, fica evidente na própria organização social do mundo.
    Gostaria de fazer um apelo. Por que não analisamos melhor aquilo que dizemos? Vejo muito radicalismo em certos comentários por aqui. Certo preconceito para com o comunismo, para com os intelectuais e por aí vai. Do outro lado, vejo alguns comunistas usando a retórica e o contra-ataque para se defender... Onde acham que vamos parar com isso?! Vamos ficar eternamente nessa discussão que não vai levar a lugar nenhum? Desculpem-me, mas porque não esfriamos as cabeças e tentamos achar um denominador comum?
    Sabemos que o mundo comunista seria chato, tedioso e injusto, mas também não podemos negar que a sociedade capitalista também é chata, tediosa e injusta! Mesmo que muitos de vocês não concordem com isso, não dá para negar que o simples fato de existirem pessoas sofrendo e passando fome no mundo é gritante.
    Puxa, somos seres humanos! Não existe sistema perfeito, pois nossa própria natureza é falha, mas somos capazes de aprender uns com os outros, de amar, sorrir... Por que não analisamos nossos próprios erros antes de simplesmente criticar?
    Sei que não sou perfeito, aliás, nem sequer faço parte dessa elite de intelectuais. Não nasci em berço de outro e não tenho tanto conhecimento como vocês, mas gosto de pensar que os seres humanos podem ser melhores do que são. Então por que não tentamos nos unir e buscar uma reposta juntos? E muitos aqui ainda começaram a discutir religião...
    Bom, com relação ao artigo, não discordo das posições colocadas sobre certos "intelectuais", pois sei que muitos, realmente são movidos pela ganância. Por outro lado, o livre mercado também é movido por certa ganância. Ora, os seres humanos são voláteis por natureza. Não sejamos hipócritas, todos somos egocêntricos. Acusar os intelectuais disso, pelo simples fato de criticar, é um exercício de falsa lógica...
    Não vim aqui para criticar o capitalismo, nem para exaltar o comunismo. Acho justa a existência do livre mercado, mas considero injusto o quadro social de nossa civilização. Por isso, não precisam se preocupar, não quero parecer melhor ou saber mais do que ninguém, já que talvez eu seja o menos culto que falou por aqui.
    Se tomei muito do tempo de vocês, peço desculpas e agradeço pela paciência daqueles que leram minhas palavras. Obrigado pelo espaço e até mais.
  • TL  29/12/2012 13:56
    Prezado Matheus G. Cunha, seja bem-vindo.

    "O primeiro caso [Socialismo] é fácil de explicar quando se rememora todos os defeitos e todas as loucuras que os socialistas fizeram no passado."

    Você observou com perspicácia as consequências de um sistema socialista (ou de suas variantes). Entretanto, a insanidade não é a causa dos problemas do socialismo. Um dos principais problemas da economia planificada é a ausência de um legítimo mercado de bens de capitais (ausência de propriedade privada).
    Uma excelente síntese da refutação do socialismo como filosofia econômica pode ser lida aqui.

    Já o segundo [Capitalismo], fica evidente na própria organização social do mundo.

    Você, evidentemente, confunde livre mercado com corporativismo (facismo) e capitalismo de estado.
    Os problemas da organização de muitas sociedades atuais residem nas políticas socialistas ainda vigentes (salário mínimo, empresas estatais, agência regulatórias, mentalidade anti-capitalista, filosofia do direito, sistemas de ensino, …) e do sistema monetário (moeda de curso forçado, reservas fracionárias e filosofia econômica Keynesiana).

    Gostaria de fazer um apelo. Por que não analisamos melhor aquilo que dizemos? Vejo muito radicalismo em certos comentários por aqui. Certo preconceito para com o comunismo, para com os intelectuais e por aí vai. Do outro lado, vejo alguns comunistas usando a retórica e o contra-ataque para se defender... Onde acham que vamos parar com isso?! Vamos ficar eternamente nessa discussão que não vai levar a lugar nenhum? Desculpem-me, mas porque não esfriamos as cabeças e tentamos achar um denominador comum?

    No momento em que você ler os seguintes artigos, você entenderá porque os leitores/articuladores desse site são ávidos defensores da: propriedade privada, não agressão e liberdade.

    A fome na Ucrânia - um dos maiores crimes do estado foi esquecido
    O socialismo na prática - o laboratório da morte
    A história soviética

    ...não dá para negar que o simples fato de existirem pessoas sofrendo e passando fome no mundo é gritante.

    A questão de existirem pessoas miseráveis no mundo não é culpa do livre mercado, é ausência dele.
    Esse comentário do Leandro pode auxiliá-lo.
    Esse artigo também discursa sobre o assunto: A pobreza é fácil de ser explicada

    ..., mas gosto de pensar que os seres humanos podem ser melhores do que são.

    Uma forma de aprimorar os seres humanos, partindo de minha própria experiência, é o melhor conhecimento do Liberalismo Clássico e da Escola Austríaca de Economia.

    ...E muitos aqui ainda começaram a discutir religião

    Existem adeptos das ideias da liberdade de diferentes religiões e, inclusive, agnósticos e ateus.
    Esse artigo ilustra bem a influência positiva dos religiosos para com os propósitos da liberdade.

    Bom, com relação ao artigo, não discordo das posições colocadas sobre certos "intelectuais", pois sei que muitos, realmente são movidos pela ganância. Por outro lado, o livre mercado também é movido por certa ganância.

    Nesse comentário é evidente que você confunde roubo com a virtude dos lucros no livre mercado (numa situação de ausência de coerção).
    E no caso de você acreditar que os detentores dos fatores de produção exploram os trabalhadores, recomendo a leitura desse artigo.

    Ora, os seres humanos são voláteis por natureza. Não sejamos hipócritas, todos somos egocêntricos. Acusar os intelectuais disso, pelo simples fato de criticar, é um exercício de falsa lógica...

    Essa crítica do artigo é válida exatamente porque todos somos egocêntricos (individualistas), inclusive esses "intelectuais". Entretanto, quando esses "intelectuais" determinam a "ética", eles recomendam priorizar o coletivo em detrimento do indivíduo. Claro, os princípios deles somente se aplicam aos outros.
    Já os libertários partem do princípio do individualismo metodológico.

    Se tomei muito do tempo de vocês, peço desculpas e agradeço pela paciência daqueles que leram minhas palavras. Obrigado pelo espaço e até mais.
    Estude os artigos recomendados e os outros 1500 artigos desse site. Você não irá se arrepender. É uma educação para a vida, que vale mais do que muitos anos que ficamos na escola convencional.
  • carlos  03/03/2013 01:28
    Com devido respeito a todos, os comentários sobre intelectuais, sistemas econômicos e políticos, de nada serve, se não olharmos para o próximo como irmão. A irmandade é o grande secreto para um Mundo mais Justo e Melhor de Viver.
  • Juno  08/01/2013 10:31
    Sei que é off, mas alguém sabe dizer onde, em qual obra, Marx defende explicitamente sua crença de que o triunfo do socialismo é inevitável, como se isso obedecesse a uma espécie de lei histórica?
    Agradeço a quem puder ajudar.
  • Augusto  09/01/2013 17:33
    A quem interessar possa: a Universidade de Occidente, da Guatemala, oferece um programa de doutorado em Economia Austriaca. Eu estava passando pelo país há alguns dias e ví isso pintado num muro com a lista de cursos oferecidos pela universidade.
  • Bruno  01/02/2013 22:37
    Interessante, na Guatemala um curso de doutorado em EA.

    E aqui..
  • Danielbg  24/02/2013 12:54
    Será que o Mises não fundará uma Universidade de Economia Austríaca no Brasil, com ensino a distância?
  • Manuel Tavares  02/05/2013 23:15
    ...o texto tem a sua piada... mas tem também uma perigosa dose de meias verdades e algumas coisas um pouco dementes:

    "por trás de cada Hitler e Estaline, houve sempre uma corte de intelectuais aduladores que se apressaram e se esforçaram para lhes conferir base e legitimidade do ponto de vista ideológico, cultural e filosófico"

    Estes dois "adoravam" intelectuais... Penso que falta um pouco de... "honestidade intelectual" ao autor...

    Quanto ao facto de o texto afirmar que muitas vezes as pessoas criticam processos económicos sem saberem bem como funcionam, é verdade, mas a assumpção que se trata de uma ciência impenetrável também não é grande elogio a algo que tem pretensões a... ciência.

    De igual forma é uma desculpa muito jeitosa para que não se critique certas perversidades do sistema. Penso que o texto peca por isso mesmo, ao querer tanto provar algo a todo custo, acaba por cair na caricatura perdendo no processo direcção e profundidade.
  • Blah  06/06/2013 15:14
    Estes dois "adoravam" intelectuais... Penso que falta um pouco de... "honestidade intelectual" ao autor...

    Não entendi sua colocação. Havia, sim, legiões de intelectuais aduladores. Portanto, não há nenhuma falta de honestidade intelectual.

    Quanto ao facto de o texto afirmar que muitas vezes as pessoas criticam processos económicos sem saberem bem como funcionam, é verdade, mas a assumpção que se trata de uma ciência impenetrável também não é grande elogio a algo que tem pretensões a... ciência.

    Hã? Quem assumiu que se trata de uma "ciência impenetrável", criatura? Hayek simplesmente falou sobre a complexidade da estrutura de produção, algo que qualquer pessoa com um pouco de bom senso percebe rapidamente depois de um pouco de experiência no mundo real. Engraçado, no estudo (sério) de ecologia, sempre se ensina que estatísticas nunca representarão um ambiente realmente completo. Em ecologia, as pessoas percebem isso facilmente. Em economia, que lida com seres humanos e um número muito maior de variáveis, inexplicavelmente, essa percepção escapa aos estudiosos.
  • Adilson  05/06/2013 22:19
    Além do que ja foi muito bem escrito a respeito desses intelectualoides esquerdistas, que diga-se de passagem tem muitos ai que nem sabe o que é a esquerda representa. Ficam tomando Whisky na sacada de Copacabana achando que esse pais uma droga e que deveria acabar a classe média. Para mim não passam de um bandode vagabundos que se julgam seres superiores.
    Vão para Cuba, Venezuela, China. ver o quanto é bom viver por lá.



  • Nelson Machado  08/08/2013 16:14
    Por que a foto do Saramago? E não do Bertrand de Jouvenel?

    MelHor isto do que o ressentido do Adilson. Não acham?
  • Malthus  08/08/2013 16:18
    Ué, porque Saramago é a epítome do intelectual descrito no artigo. Pelo visto, mais um que leu e não entendeu nada.
  • Paulus  06/09/2013 00:06
    Para uma aula rápida sobre neoliberalismo.

    josemonirnasser.blogspot.com.br/2013/07/neoliberalismo-socialismo-escravidao.html
  • Nataly  21/09/2013 23:47
    Todo e qualquer questionamento é fruto de uma revolta e ou ressentimento, é essa natureza que impossibilita um ponto conforto em um pensamento social, ou no caso, uma economia injusta. O egocentrismo é fruto de um raciocínio ou personalidade marcante ou diferente de indivíduos dentro de uma sociedade, é um jeito encontrado de preservar seus pensamentos e questionamentos sem se difundir na sociedade. Talvez para os seres de dentro da sociedade os chamados pela filosofia de ''seres não pensantes'' definam esse pensamento como arrogância e cinismo, mas a realidade é que esse ''ressentimento'' é em sua essência um sentimento de mudança... E no que diz respeito á ignorância não se pode nunca á relacionar a palavra ''intelecto''.
  • Bruno  22/09/2013 02:10
    Nataly, você é adepta do Corgosismo?
  • Gustavo  11/12/2013 17:42
    Acho que no quesito narcismo o pareo é duro entre Economistas x Intelectuais pq

    Economistas "normalmente são egocêntricos e tendem a se dar muito importância; eles genuinamente creem que são estudiosos profundos" do mercado ao qual aplicar seus modelos matemáticos. "Porém, a maioria é profundamente ignorante em relação a tudo o que diz respeito" às ciências humanas.

    E outra, nem todo intelectual é Marxista, assim como nem todo economista segue Mises. E quem disse que economista não é também "intelectual"? Ou será que economia virou ciência natural?

  • Carlos  14/04/2014 13:31
    Gustavo, não sei a quanto você conhece o portal IMB, parece que a muito pouco. Acredito que o autor do texto não quis separar os economistas dos intelectuais, estes com certeza estão no grupo dos intelectuais.
    E que nem todo economista segue Mises o pessoal aqui não só sabe como avisa que na verdade praticamente todos seguem Marx e Keynes.
  • Típico Filósofo  14/04/2014 03:00
    Heloísa Helena tem sua casa "invadida" por Movimento Social periférico em Alagoas:

    ultimosegundo.ig.com.br/brasil/crimes/2014-04-13/heloisa-helena-tem-casa-invadida-em-alagoas.html

    Lamentável que alienada pelo estresse e a mágoa, a tradicional marxista não tenha reconhecido que nós como sociedade que falhamos ao não nutrir todas as necessidades constitucionais dos 4 militantes pela justiça social. Ainda mais vergonhosa é a reação fascista neoliberal e ultraconservadora do filho da ex-senadora ao tentar agredir o militante, rejeitando os direitos humanos e a discussão democrática pelas reivindicações do ativista.

    Deito-me entristecido com tal ocorrido tão lamentável.
  • marcos  15/09/2014 22:08
    o bolso deles é capitalista no entanto!!!!!!!!!!! obvio
  • Daniel  01/11/2014 01:55
    Sim, somos humanos. Todos precisamos comer, beber, de educação, de saúde. E , se você priva a outrem algo que poderia oferecer sem ter prejuízo, apenas porque essa pessoa não pode pagar por isso, você está renunciando à sua humanidade. Tornar-nos-emos humanos de fato só quando o dinheiro deixar de existir e a única regra de mercado seja a plena e total gratuidade por qualquer bem ou serviço. Oferecemos nosso trabalho ao nossos semelhantes gratuitamente, com a maior boa vontade, porque é isso que receberemos de troca. Enquanto existir a ideia de pagamento, estaremos rompidos com nossa humanidade.
  • Tio Patinhas  01/11/2014 14:18
    Pol Pot fez isso no Camboja e o resultado foi a morte de 1/4 da população, seria algo como 50 milhões de brasileiros mortos. E supostamente vc é o humanitário?
  • Danielbg  01/11/2014 15:08
    Ocorre, Daniel, que seu conceito sobre ser humano e humanidade é um conceito arbitrário. Porque as demais pessoas deveriam pensar assim? Mais uma coisa, qual seria o seu objetivo ao acabar com os meios de pagamento, trazer felicidade? É preciso verificar quais são os fins almejados e se os meios propostos são hábeis para alcançar tais fins. Outro problema decorre do fato de que os recursos são escassos e limitados. Os pagamentos e preços não surgem arbitrariamente, ao contrário, é fruto lógico da escassez. Sem preços e sem pagamento não seria possível lidar com os recursos escassos de forma racional e o que iria ocorrer? Escassez. O resultado lógico dessa ideia é que as pessoas seriam miseráveis, a produção seria uma fiasco e a humanidade não seria humanidade. Portanto, o seu objetivo inicial de entregar voluntariamente e gratuitamente àquela que não poderia ter hoje não seria atingido.
  • Pobre Paulista  01/11/2014 16:17
    "E , se você priva a outrem algo que poderia oferecer sem ter prejuízo, apenas porque essa pessoa não pode pagar por isso, você está renunciando à sua humanidade"

    Você pode, sem prestar contas a ninguém, fazer exatamente isso o que você está dizendo: Oferecer seu próprio patrimônio para outras pessoas sem querer nada em troca. Você é absolutamente livre para fazer isso.

    Só não exija que os outros sejam obrigados a agir feito você. Afinal, obrigar outros a fazer o que você quer também parece bastante desumano, não é?



    PS: Cada JÊNIO que aparece aqui, viu?
  • anônimo  02/11/2014 00:38
    "E , se você priva a outrem algo que poderia oferecer sem ter prejuízo, apenas porque essa pessoa não pode pagar por isso, você está renunciando à sua humanidade"

    Mas diga se não é uma coisa mágica esse negócio, eu dou o dinheiro pro cara e ainda não tenho prejuízo!
  • Danielbg  02/11/2014 14:20
    E eu acho que o pior de tudo é que por mais que se demonstre a inviabilidade do plano, sempre existirão aqueles que, negando a ciência e depositando fé em determinada ideologia, tentarão impor a experiência social, a fim de verificar empiricamente se o que a ciência diz que ocorrerá realmente ocorrerá. Poderiam se poupar aceitando os diagnósticos drásticos de experiências comunistas.
  • arthur  05/11/2014 08:31
    Caros,

    Entendo haver alguma confusão conceitual entre intelectuais e artistas no texto. Entendo a arte, tanto de representar como a de pintar, escrever, compor e cantar como provenientes de um dom, como bem explica Schoppenhauer em "Metafísica do Belo". A ligação direta entre o sujeito e a genialidade não passa pelo racional. Vivem em seus mundos onde não cabem "os outros". Passam longe do social e normalmente são de um egocentrismo doentio. O entendimento dos mecanismos de causa e efeito, taxas, estocástica, e a multidisciplinaridade do real, exige um tipo de entendimento além de um raciocínio lógico usado no dia a dia. Tenho mestrado em engenharia mecânica e encontrei pessoas no mundo acadêmico com essas características, se achavam o máximo por terem criado um modelo qualquer, muitas vezes sobre coisas medíocres. Enxerguei então ser esse conjunto de características, citadas no texto, na verdade medidas de auto preservação, uma vez que no fundo sabem, que o fruto do trabalho "intelectual" deles é na maior parte das vezes irrelevante.

    "Todo mundo pode pintar, mas só o gênio vende" Pablo Picasso.
  • Murilo  06/11/2014 14:55
    Que massa ein? Uma tonelada de cliches e presuncoes extremamente ofensivas - como dizer que "o intelectual se da muita importancia" - para fundamentar uma conclusao muito vulneravel (o intelectual se opoe ao capitalismo por inveja e ressentimento)... esse estereotipo do intelectual que nao entende leis de mercado - seja por ignorancia teorica, ou falta de experiencia - eh soh um cliche... e cliche por cliche, nao esquecamos do estereotipo do homem de negocios ressentido e invejoso contra o intelectual tb! Poderia fazer um texto tao presuncoso qto esse, como mesmo grau de pressuposicoes gratuitas e generalizacoes, dizendo que os pobres intelectuais sao desvalorizados desde a grecia antiga por homens de negocio raivosos, e que ateh hoje o professor eh visto como um mesquinho protetor de ideias suas, q nao eh respeitado, etc... soh pra quem quer ver como essa discussao eh burra (e o texto tb).
  • Aragão  06/11/2014 15:49
    "Que massa ein?"

    Que cimento, hein?

    "Uma tonelada de cliches e presuncoes extremamente ofensivas - como dizer que "o intelectual se da muita importancia"

    Dizer que intelectual se dá muita importância é uma "presunção extremamente ofensiva"?!

    Nunca vi tanta santidade ofendida, tanta virgindade aviltada, tanto coitadismo e tanto vitimismo. Sendo tão covarde assim, como você faz para sair da cama pela manhã?

    "esse estereotipo do intelectual que nao entende leis de mercado - seja por ignorancia teorica, ou falta de experiencia - eh soh um cliche..."

    E esse seu resumo simplista do texto não seria também um clichê?

    "e cliche por cliche, nao esquecamos do estereotipo do homem de negocios ressentido e invejoso contra o intelectual tb!"

    Homem de negócios bem-sucedido com inveja de intelectual derrotado e morto de fome?! Cite pelo menos três. Quero conhecer esses extraterrestres.

    "Poderia fazer um texto tao presuncoso qto esse, como mesmo grau de pressuposicoes gratuitas e generalizacoes, dizendo que os pobres intelectuais sao desvalorizados desde a grecia antiga por homens de negocio raivosos[...]"

    Acabou de fazer. Por favor, não ameace o mundo com uma nova regurgitada tão bem escrita e bem argumentada como essa.

    "e que ateh hoje o professor eh visto como um mesquinho protetor de ideias suas, q nao eh respeitado, etc... soh pra quem quer ver como essa discussao eh burra (e o texto tb)."

    A definição de ironia: um sujeito com esse português, com essa escrita e com esse nível de argumentação chamar alguém de "burro".

    A miséria intelectual do Brasil é sem fim.
  • anônimo  06/11/2014 15:54
    ' nao esquecamos do estereotipo do homem de negocios ressentido e invejoso contra o intelectual tb'

    Nunca ouvi falar disso. Homens de negócios tem mais o que fazer.
  • Anarca  06/11/2014 17:12
    nao esquecamos do estereotipo do homem de negocios ressentido e invejoso contra o intelectual tb!

    Isso é de ouro. Cara, comediantes involuntários são os melhores. Realmente, auto humilhação é a melhor ferramenta do palhaço.
  • André Solupias  07/11/2014 00:28
    Acho que é o contrário. Livro: A Vida para o consumo: a transformação das pessoas em mercadoria, de
    Zygmunt Bauman. "A busca por prazeres individuais articulada pelas mercadorias
    oferecidas hoje em dia, uma busca guiada e a todo tempo
    redirecionada e reorientada por campanhas publicitárias sucessivas,
    fornece o único substituto aceitável – na verdade, bastante necessitado
    e bem-vindo – para a edificante solidariedade dos colegas de trabalho
    e para o ardente calor humano de cuidar e ser cuidado pelos mais
    próximos e queridos, tanto no lar como na vizinhança (BAUMAN,
    2008: 154)."
    2 min · Curtir
  • Alex  09/11/2014 00:22
    O que são intelectuais? Quem são estes ditos intelectuais que odeiam o capitalismo? Todo regime de esquerda acabou com a liberdade de expressão e assim destruiu a vida intelectual, veja como a URSS destruiu seus poetas, qualquer ser que pense com independência é um inimigo por definição do socialismo. Ao longo da história, antes do pós-modernismo, o maior crescimento intelectual veio nos períodos de bonança.

    O intelectual precisa de cultura, de conhecimento, que são difundidos através da liberdade de expressão, infelizmente é a doxa do pós-modernismo que prega o intelectual ignorante, que desconhece o passado e não tem cultura. O capitalismo não é a antítese do socialismo, todo governo socialista foi invariavelmente capitalista, ou será que eles conseguiram livrar-se do mercado e não sofrer suas conseqüências?

    É óbvio que a vida intelectual é distinta da atividade mercantil, empresarial, artesanal e comercial; mas nada impede que um mercador, empresário, artesão ou comerciante tenham uma vida intelectual. Se este homem vive em uma ilha solitário, deve preocupar-se com pesca, coleta, agricultura, conseguir água, em resumo: sobreviver, deve sanar suas necessidades biológicas. Isso também faz um pássaro, um peixe e um rato, mas se à noite o homem abrir um livro, conhecer seu passado, instruir-se e pensar, não é isso que fazem os animais. É por pensar, pela vida intelectual que o homem tornou a agricultura mais produtiva e escapou do paradigma malthusiano, este mesmo intelectual descobriu o efeito antibiótico da penicilina produzida por fungos e as pessoas não morrem mais de uma simples infecção. Ratos e peixes não melhoram a produtividade de forma racional, não usam antibióticos, não tem vida intelectual.

    Quem é o intelectual contrário à liberdade de mercado e de idéias? O intelectual de esquerda não tem qualquer papel intelectual em um regime socialista, não pode pensar, não pode discordar, não pode ter vida intelectual independente do pensamento de massa que é a característica do socialismo; mas também não se submetem ao contraditório, ao contrário, fogem, pois seu papel não é pensar, mas ser propagandista da hipocrisia que é o socialismo. Eles não prezam a vida intelectual, são apenas arautos de um sonho medíocre e moribundo. A esquerda precisa dos intelectuais ignorantes para viver, não pode deixar o intelectual de verdade sobreviver, o capitalismo não precisa temer o intelectual, pode deixa-lo livre, em paz para pensar; mas o intelectual como todos os homens e animais precisa trabalhar para sobreviver, cabe a ele que esta atividade lhe deixe tempo para a vida intelectual, pois caso contrário reduz-se ao mero animal.

    A vida intelectual não é cooperação social, que leva apenas à aceitação bovina, é a vida do desafio intelectual, do conflito de idéias; cooperação social na vida intelectual é apenas a glória da mediocridade, que nada cria de novo, que nada gera de valor. O trabalho intelectual consiste de conhecer o pensamento vigente, mas em vez de aceita-lo, deve pensar, deve combater pela razão.

    Em relação às teorias econômicas o intelectual deve saber o que há e o que não há de verdade, entender a sua falta de objetividade, entender o motivo de David Ricardo tentar coloca-la como ciência enquanto outros acham melhor deixa-la com o que restou da filosofia, a natureza de uma interação multifatorial e saber que mesmo algumas simples equações não lineares ainda não podem ter seu comportamento previsto, como Sócrates mais que saber o que se sabe deve ser consciente do que não sabe. Não adianta ler textos de economia várias horas ao dia se a dita teoria não tem bases objetivas, testáveis, falsificáveis, pois todo o palavrório pode ser apenas mais um debate para discutir o sexo dos anjos, páginas de leitura gastas na erudição da ignorância. Teoria econômica, ciência econômica, deve ser substituído pelo título verdadeiro: hipótese econômica, filosofia econômica ou até ideologia econômica. É necessário enfatizar com veemência que o marxismo coloca-se como mais uma "teoria"econômica, e sem bases objetivas diz que o comunismo é o futuro natural do mercado e dos sistemas produtivos, não é testável, falsificável, e de toda história que vimos até hoje, uma teoria improvável. A complexidade do sistema econômico não é maior que do climático, no entanto, o primeiro arvora-se nesta complexidade para não tentar qualquer aproximação objetiva, enquanto no segundo as pessoas tentam e já conseguiram melhorar o horizonte de previsibilidade. É preciso que os economistas se façam respeitar como cientistas ao usar de objetividade, ou apenas brincam de filosofias com idéias improváveis.

    O verdadeiro intelectual precisa acreditar nas suas idéias a ponto de lutar por elas no embate lógico e honesto sem falácias, e caso perca o argumento, saber abraçar a tese vencedora para crescer; não deve perder por pressão, não por bons modos, paciência ou respeito à opinião, mas por ser vencido no campo da razão. Defende suas idéias não por ser egocêntrico, mas por respeito ao próprio pensamento e razão, só assim cresce, só assim faz da verdade seu guia na vida intelectual; precisa colocar suas idéias à prova, se esconde-se, se foge do embate cognitivo, não é um intelectual.

    Os intelectuais da soberba são os mesmos sábios que Sócrates procurou para descobrir que sabiam menos que ele, e concluiu que: "tudo sei que nada sei", pois era consciente do limite de sua sapiência, e ainda hoje títulos são usados como argumento de autoridade, uma falácia para fugir do debate franco. Aos intelectuais que sabem pouco sobre o mundo real, e por isso gostam de ditaduras onde não possam ser contraditados, resta-nos desmascara-los em seu terreno de jogo, o campo das idéias, com um embate honesto de argumento e contra-argumento, sem falácias, quem tem medo de entrar nesta arena já perdeu; quem precisa usar de falácias, pois não tem bons argumentos, perdeu!

    Acho ridículo colocar ressentimento e inveja como razão do intelectual odiar o capitalismo, pois denota completa ignorância do que seja a vida intelectual, primeiro de sua natureza e inerente fragilidade, e depois do próprio paradigma econômico comunista. A vida intelectual é a idéia e sua validade como argumento, pode apoiar-se no conhecimento, mas qualquer um com um bom contra-argumento destrói a mais elaborada e erudita idéia.

    É fácil ver que a maior fonte de inveja e ressentimento é direcionada à inteligência, que em sua manifestação faz com que os homens inferiores invistam todos juntos contra o frágil indivíduo que tem apenas bons argumentos, se não podem fazê-lo de frente, com medo de serem humilhados, o fazem pelas costas com todo tipo de jogo vil e sujo, tudo por medo de encarar um argumento franco e sincero. A inteligência verdadeira, assim como a habilidade do instrumentista e a inspiração do grande compositor, escritor e artista, não pode ser comprada ou vendida, é fruto do trabalho do homem, mas não é um bem de mercado, e por mais que se vendam canções e livros, não se vende a habilidade de cria-los, muito menos a criação do sublime, que não é um valor de massa nem de mercado, mas uma busca pessoal, e aqui está o paradigma ignorante que Adorno, Horkheimer e Foucault enfiam goela abaixo de capitalistas e socialistas: a cultura, a inteligência, a arte, não como valores humanos, mas valores de massa, o sujeito submetido à medíocre cooperação social que só pode usufruir destes bens como produtos, e só como produtos para consumo medíocre eles tem valor. Sejam capitalistas ou socialistas, não entendem o que é vida intelectual e que ela não faz parte do mercado, mas do indivíduo.

    O intelectual verdadeiro não procura o consenso, mas o dissenso, enquanto o mercado privilegia a cooperação social, o intelectual procura o antagonismo das idéias e deve submeter-se ao combate intelectual para validar as próprias idéias ou descarta-las; o intelectual quando perde, ganha. O homem de mercado procura a cooperação social, alimenta a mediocridade, vive dos números, da aprovação social; mas quando perde, todos perdem. Por isso ao falharem tudo que querem é um governo para cobrir suas falhas fornecendo um pára-quedas dourado. Qual homem de mercado aceita a falência como lição de vida?
  • Bárbara   10/11/2014 17:59
    Parabéns pelo texto Alex e tomara que muitas pessoas a ler o artigo, leia o seu comentário!
  • paulo oliveira  09/11/2014 14:46
    eu sempre vi isso na prática , nas grandes industria k trabalhei no abc e sampa, ,sempre senti uma forte ódio ao capitalismo, sobre empresario bem sucedido ,muito bullying sobre trabalhador profissional competente ,em todas as áreas , até superávit na balança comercial e duramente criticado ,
    E sempre achei sem o capitalismo o mundo jamais poderia ter 7 bilhões de ser humano ,no máximo 2 bilhões e a maioria na pobreza .
  • Marcos Toni  22/02/2015 04:31
    Considero que, se por um lado sistemas não-capitalistas terminaram por envolver o mundo em caos (Holodomor na Ucrânia, por ex., pelo outro o capitalismo (tal qual é praticado há alguns séculos) também tem sua responsabilidade grande em pequenas e grandes desgraças ocorrentes nas sociedades, direta e indiretamente por interesses estritamente individuais ou de determinado grupo bem-sucedido que se desdobram em ações políticas internas e externas, ou mesmo mediante artifícios do mundo de capital, explicita ou ocultamente, com a finalidade de interferência social (através do cultural), política e econômica, nacional e internacionalmente. Além disso, se o sistema como é fosse um ideal, não seria pela metade capitalista, cabendo ao Estado o papel de assistente social além da medida.

    E isso, talvez porque não vivamos sob um capitalismo tal qual devia ser ou ter sido em essência outros regimes econômicos, ou não pensamos um no qual seja tão justo quanto é atraente para a grande esmagadora maioria. Por trás das paredes, sob o poder engrenante que gira e gira de um regime qualquer, sabemos, coisas acontecem e de alguma forma, penso, a responsabilidade será sempre de todo indivíduo, tal qual defendem que é o sumo do mundo de capital, é social, e visto, basicamente, um empresário e o sistema necessitar essencialmente de trabalhadores (que consomem) e vice-versa, embora eu perceba uma boa diferença nestas dimensões de dependência.

    Ha alguns exageros evidentes que vão da sistemática social de privilégios que deturpa ou talvez esteja em paralelo à lógica da meritocracia, como uma recompensa por esforço (muito embora não seja esta ensinada nem exposta de alguma forma, mas ora defendida tal qual uma ideologia por quem "chegou lá" ora rechaçada ou promovida a primeira, ainda que sob mudez, através das diferenças exorbitantes desta recompensa na qual a moeda de troca sempre foi.

    Psicologicamente, mais controversa. Se, por um lado, induz e influencia mesmo subliminarmente a massa quanto às benesses de acreditar em si mesmo e ser cooperativo, pelo outro, esquece-se de lembrá-los da competição, do detrimento de um em benefício do outro por intermédio de um trabalho de melhor qualidade e menor quantidade e maior remuneração; enquanto prega-se o inter-relacional, esquecem que ninguém chega lá só, embora apenas pouquíssimos de fato saboreiam da vida legal.

    Enfim, não quero me estender, e também não cá estou a não ser para aprender, e porque acho que devemos ser gratos ao mesmo tempo que ambiciosos, podendo correr riscos, tal qual o inteligente mas não sábio, de criar e construir e muito brevemente destruir. Penso que o capitalismo é de fato um modo de vida, que atraí e retém porque envolve as características humanas mais interativas e ativas. No entanto, como dizia meu avô, "O interessante são as pontes não para atalhos, mas para que sejam os próprios caminhos muito além do outro lado." Pontes sendo pessoas ou onde queremos chegar, deve haver significado e sentido. Sendo o primeiro social e o segundo individual, finalmente chegamos a um consenso.
  • An Toni  22/02/2015 15:43
    "também tem sua responsabilidade grande em pequenas e grandes desgraças ocorrentes nas sociedades, direta e indiretamente por interesses estritamente individuais"

    Cite exemplos práticos que não envolvam qualquer tipo de interferência governamental ou privilégios governamentais concedidos a alguma empresa. Só nese caso você poderá mostrar que o livre mercado foi o culpado de algo catastrófico.

    "ou de determinado grupo bem-sucedido que se desdobram em ações políticas internas e externas"

    Exato. Se houve privilégio governamental a alguma empresa, então não foi capitalismo de livre mercado, mas sim corporativismo.

    Sigo no aguardo dos exemplos práticos.
  • Marcos Toni  23/02/2015 00:16
    Eu não resumo nem generalizo o capitalismo, tal qual o autor do artigo fez em relação aos seus "colegas" porque me parece redutivo, mas assim como eu reconheço que algumas das características criticadas em relação aos intelectuais possam ser consideradas em parte intrínsecas à toda a condição de um estudioso e de um artista e mediante as circunstâncias econômicas típicas, não devo menosprezar a influência de determinadas situações resultantes do regime econômico (e/ou do sistema em que o mesmo existe) em relação à ações prejudiciais do indivíduo ou do grupo que, à princípio, não condizem com o seu conceito, até porque o ser humano não é apenas cultural, mas visto de uma panorama social, psicológico e mesmo econômico, estão direta ou indiretamente relacionadas. Estou filosofando, mas algumas destas características são, por exemplo, objeto de estudo e de criticas, em particular, das Ciências Sociais Sociológicas.

    Quanto aos exemplos, me abstenho até porque envolve, sobretudo, uma visão de homem e sociedade particulares e não devemos impô-las, mas sabemos que exemplos existem, e não me refiro à não-ética, sendo uma ação de responsabilidade do cidadão, mas de parte, se não do conceito de Capitalismo, de um significado dado à ele no decorrer da sua prática e é isto também que reivindico, uma atenção às ironias e ao quanto podem ser destrutivas na teia social. Novamente, não confundo a capacidade corruptiva do ser humano como oriundas de um regime econômico, mas convenhamos que mediante seus excessos e extravagâncias (e não sou radical), em dado momento, torna difícil não associar suas potencialidades aumentadas nestas condições. Sou à favor do capitalismo, mas não sei dizer se de livre mercado é melhor por ignorância. Só sei e com base que como vem sendo praticado é questionável.
  • Haroldo Andrade Mathias  03/03/2015 18:13
    O autor do texto se fundamenta em Hayek. Primeiramente, o mercado como ordem econômica, entre outras argumentações de Hayek, foram esmagadas há tempos, por autores marxistas como Istvan Mészáros.

    Mas pior que isso, é o autor dizer dizer que não existe nada mais complexo que o processo de mercado, entretanto, reduz a um simplismo sem tamanho as relações sociais e toda gama de influências que determinam e influenciam o tal mercado. Se arrisca até mesmo em traçar conjecturas sobre o perfil das pessoas que ele rotula de intelectuais...

    Depois em uma salada de conceitos e de rótulos, ele mistura atores e personalidades bem remuneradas, intelectuais e sabe-se o que lá, em uma mesmo pacote etiquetado de socialistas (de esquerda ainda por cima !).

    O autor fala ainda da arrogância dos intelectuais, generalizando como se fosse verdade que todo intelectual é de esquerda, ou que todo socialista é intelectual. Mas ele mesmo atacando (Freud deve explicar !) tenta mostrar que os práticos defensores do liberalismo ou da ordem de mercado, são melhores e entendem mais de todas as relações socioeconômicas que controlam a vida da sociedade, a ponto de dizer que esse é o padrão que todos devem seguir...
  • Tobias Botelho  18/03/2015 17:24
    Perfeito. E para fortalecer essa tese, em 2013 pudemos assistir a deplorável cena de Marilena Chaui destilando seu ódio e seus preconceito sobre a "detestável classe média", composta majoritariamente, à época, de pessoas que tiveram aumento de renda oriundos de programas assistenciais do próprio PT, do qual ela é fundadora.
    Agora, porque o criador se rebelaria com tamanho ódio contra sua criatura? Porque, como bem observou o sociólogo Demétrio Magnoli, a coisa mais natural do mundo são os intelectuais se voltarem contra aqueles que produzem as riquesas necessárias para sustentar o "ócio" do qual todos os intelectuais dependem para desenvolver suas consciências.
    Ou seja, intelectuais que odeias e depravam a classe média são como adolescentes que se rebelam com seus pais: não entendem suas decisões e posições diante de problemas práticos, mas, no fundo, sabem que dependem destes para continuar a viver.
  • Marcos Toni  19/03/2015 15:17
    Mais uma vez vocês generalizam, embora seja esta uma prática e validada empiricamente...
    Se considerarmos que ninguém cria nada a partir do nada, que necessita de intelectuais para ensiná-lo a base, logo, não se vê muita lógica no "sustentismo" ou assistencialismo e tão desnecessário de intelectuais por parte de quem "produz". Primeiro, produção intelectual gera produção artística, industrial, científica, pois nada se faz, então, na indústria, sem estas bases. Segundo, o próprio mundo capitalista tratou de acentuar a divisão social e produtiva hierarquicamente, assim sendo, tendo papel atuante e principal, os intelectuais - na Sony, por exemplo, há os que trabalham manualmente e os que trabalham intelectualmente. Terceiro e última, o próprio mundo capitalista acentuou a manipulação da educação no sentido de que o ensino é tratado de modo a rever o que foi feito, ao invés de refazer e reinventar, portanto, não cabendo responsabilizar unicamente o aluno ou o próprio professor, que é resultado exato disso. Dizer que tudo trata-se de inveja é muito relativo e minúsculo, comparado às visões todas que as diferentes ciências permitem ter de sociedade. Sobre esta mulher, citada, me limito a dizer que foi tremendamente hipócrita e irônica na sua fala.
  • alexandre rego  18/03/2015 18:16
    Sensacional. Sugiro a leitura do artigo: Ciência prova que é esquerdismo é doença.

    O Título é meio áspero, mas o conteúdo do artigo é muito científico
  • SAMUEL GMB MUZEL  18/03/2015 20:51
    Acho que essa questão é muito mais complexa do que parece, pois na minha opinião os intelectuais agem contra o capitalismo movidos por inveja, ou seja querer ocupar a posição do outro, vejamos um socialista ele quer destruir todos os empresários de um país e ELE QUER SE COLOCAR NO LUGAR MÁXIMO OU SEJA DE HONRA onde ele será o maior empresário daquele paíz.
    Aí vamos ver na Palavra de Deus, nos dez mandamentos diz: NÃO COBIÇARÁS AS COISAS DO PRÓXIMO, e porque que todos ou a quase total maioria dos comunistas e socialistas são ateus, coincidência? não.
    A Palavra de Deus fala que Lúcifer era um anjo de luz que caiu pois cobiçou ser igual a Deus, hoje ele se chama Diabo(adversário de Deus) e é contra tudo o que Deus planejou, Deus sempre dá livre arbitrio ao ser humano, o Diabo quer escravisá-lo, e o comunismo? Deus estabeleceu que um homem deve casar-se com uma mulher e o Diabo quer que homem case com homem e mulher com mulher, resumindo, comparando com a Palavra de Deus, podemos ver claramente quem esta por detras do comunismo é o Diabo, ou seja o pai da mentira, mentira essa que vive na boca do Lula, Dilma e PT.
  • Franco  19/03/2015 21:41
    Todo homem é escravo de suas próprias escolhas, sejam elas materiais ou filosóficas, tudo tem seu preço.
    O bem mais caro e precioso não pode ser comprado por capitalistas nem conquistado por intelectuais, a verdadeira liberdade é tão cara que é necessário abrir mão de tudo para consegui-la...
  • Pedro Jorge  23/03/2015 21:30
    Dentro do ponto de vista humano parece que todos tem suas razões, mas muito parciais porque não veêm a floresta mas somente as árvores que mais apreciam, sem perceberem o conjunto, e assim, as partes que apreciam ficam um tanto dicotomizadas em relação as outras partes não apreciadas. Somos muito pequenos para julgar. Qual é o Caminho? Qual é a Verdade? Temos sempre o nosso ponto de vista, que achamos irrefutável, não é mesmo? A pergunta é: Pensamos por nós mesmos? Ou somos pensados pelos esquemas estabelecidos pelos poderes econômicos, sociais, religiosos e políticos? Cada um vê o que mais gosta conforme suas tendências mais profundas e daí sai o julgamento. Então os poderes constituídos acima citados se aproveitam e fazem a festa conduzindo todas as tendências para seu próprio benefício. Sem falar que eles sabem onde nos dói o calo e porque. Assim, todos podem ser manipulados a seu bel prazer para atingir seus objetivos que nunca foram tão nobres como querem fazer parecer. Controvérsias aparecem aos montes, e eles riem de tudo isso, porque sabem que estão conduzindo muito bem o "gado". Quando vamos perceber que somos deles o alimento? E que alimento é esse que os satisfazem? Será o prazer do poder absoluto por ser tão fácil manipular os humanos como querem e cada vez mais e engordar seus "egos"? No decorrer da história da humanidade todas as questões já foram resolvidas para bem viver, só que aprecio muito as minhas árvores para ver a floresta e além dela!! Ah! Mas como me faz bem ao "ego"!! Não é mesmo? Mesmo sabendo que só um está certo: JESUS CRISTO na pureza primitiva dos seus ensinamentos. Principalmente no Sermão da Montanha, capítulo 5 ao 7 de Mateus. Síntese da abundancia, prosperidade e felicidade de todos os seres viventes. "Faça aos outros aquilo que você gostaria que os outros lhe fizessem, nisto está a lei e os profetas. Sacou??
  • Paulo Pinto  24/03/2015 22:28
    II EXISTÊNCIA ILÓGICA


    Seres comandados por magnatas
    e amedrontados por marginais historicamente.
    Se mal aprendemos nos folguedos infantis,
    temos que reconhecer nossa inviabilidade.

    Investimentos em pesquisas, guerras...
    Onde está o apreender da criança cientista ?
    Surge, então, a mentalidade adulta :
    medíocre, psicótica, histérica.

    Ninguém recebe educação correta,
    embora crianças aprendam entre si .
    Execuções ? Nunca me ensinaram...
    Marchamos sofridamente "assim" !

    O aprender dos pequenos para mudanças
    ou - quiçá - o perpetuar da eterna insegurança.
    Sobrevivemos animalescamente no tolo saber,
    evoluindo lentamente durante os milênios.

    Falta alegria pelo individualismo.
    Casais sacrificando-se por seus filhos.
    Ah ! Tal selvageria vem a ser o mal maior.
    Trouxe a superpopulação galopante no bojo...


    www.grupofenix50.blogspot.com

  • carlo conte  12/08/2015 11:12
    Ta, e o FHC é o que entao?
  • Edujatahy  12/08/2015 12:14
    Um social democrata?
  • Sergio  15/08/2015 03:16
    It's happening!
    reason.com/reasontv/2015/08/12/whole-foods-john-mackey-capitalism
  • Sergio Roberto  09/11/2015 10:09
    No fundo, mesmo bem sucedidos, "intelectuais", artistas, escritores e vadios não entendem nada do Mercado, são arrogantes, soberbos e invejam desde um vendedor ambulante de frutas na feira até um comerciante de ações preferenciais na bolsa de valores NYSE... Intelectuais. Trazem a tona mais e mais Jean Jacques Rousseau, o vadio; criticava a aristocracia enquanto bajulava o hospedeiro no castelo e se livrava dos 5 filhos bastardos no orfanato.
    A história é complexa e repetitiva, mas como diria Mark Twain: de nada adianta saber ler se você só lê maus livros!
    Talvez um esforço dele, Mark, evidenciada pela liberdade de acumular conhecimento e ao mesmo tempo a sabedoria deva lhe fazer ser generoso, e a gratidão com a evolução da economia, que teve origem no arado-pesado, passou pelo urbanismo, na peste bubônica e terminou nos tipos móveis da imprensa de Gutemberg.
    Mas e os vadios?
    Hoje já podem criticar deitados no sofá, via smartphone wifi, que o papai comprou.
    Quem diria hein, Engels?
  • Marcos Toni  09/11/2015 14:47
    Se aprofundar para quê, não é mesmo? Mas se permite este cidadão "achar", mediante liberdade tal, dada ao autor do texto, vale ressaltar, soando tão presunçosa e apaixonadamente quanto o escopo de um intelectual que ele contribui para o estereótipo, originado muito provavelmente nas suas experiências pessoais e constituindo a base para todo este nítido preconceito, e ao que também parece, tendenciosamente para talvez ser o bode expiatório a tomar de volta toda a insatisfação com o capitalismo, crescente no mundo inteiro e na verdade relacionado especialmente a uma maior acessibilidade à informação, expectativa de vida e participação (consciência) política - um fenômeno contextualizado na história a tomar todas as sociedades, e portanto, sim, econômico, mas não maior que político-social (este termo último é poderosamente implicante, não?) -, então eu posso achar simplesmente, mas ao que me compete, sem a pretensão tamanha de estar certo ao me distanciar do rigor científico. Se aprofundar para quê...?
  • Rodrigo  09/11/2015 19:53
    O simples fato de a economia funcionar de forma irracional creio ser o maior motivo. Se você busca respostas certas, não gosta do terreno escorregadio que é a economia.
  • Andre Cavalcante  09/11/2015 21:05
    A economia, como qualquer outra ciência, estuda leis naturais e, como tal, você gostando ou não está sujeito a elas.

    A economia, pois, não é irracional, e dá sim, pra buscar respostas corretas, desde que o economista busque a teoria correta, que melhor represente o mundo real/natural. O problema é você tentar contornar as leis naturais com uma teoria tosca. Aí, realmente tudo fica uma zona, sem pé nem cabeça.

    Abraços

  • Rafael  18/11/2015 13:20
    Olá!
    Alguém saberia me dizer porquê o esquerdismo está sendo financiado no mundo todo? Vemos bilhões entrando para esta causa... Mas qual e para quem é o objetivo de tudo isso?
  • Anonimo  19/11/2015 12:21
    Quem lucra com isso são os grandes grupos e as grandes corporações de amigos do rei.
  • Rafael  28/12/2015 21:26
    Pena que o artigo generalize tanto. Fora isto, é uma boa transcrição de um discurso.
  • Fabio Salvador  26/01/2016 22:02
    Olha, eu inicialmente entrei neste artigo pensando que me irritaria, que ficaria furioso, que leria alguma baboseira anti-intelectual qualquer, ou um daqueles ataques de fúria liberalóide que andam dominando a internet.

    Mas não.

    Realmente, a classe intelectual é uma coisa muito misteriosa e estranha.

    Eu tradicionalmente me considero um sujeito de esquerda. Só que não consigo frequentar partidos de esquerda. Os caras lá dentro citam Marx, citam Trotsky, citam um monte de coisas que não sei como têm tempo para decorar, e projetam uma visão do mundo real que não tem nada a ver com a realidade.

    Quer dizer... são esquerda caviar. Daí não tem como o sujeito seguir junto a essa gente. É uma erudição para iludir incautos, uma erudição inútil.

    Minha teoria social, eu a escrevo todo dia, no ônibus, no serviço (talvez o fato de não ter tempo para ficar lendo e vagabundeando me tenha roubado a chance de "evoluir" em um "intelectual", fato que considero positivo).

    Eu não sou um liberal, claro. Seria mentira para agradar ao público deste site se eu dissesse isso. Eu sou sincero neste ponto: acredito em desigualdade limitada, em sociedades com planejamento, sustentáveis, não em (totalmente) livre mercado. Sou sincero, não sou de molecagens.

    Mas a gente tem que tomar cuidado com essa intelectualidade irrealista, e com essa coisa de todo pensador achar que o mundo está podre e que ninguém presta.

    Sobre ressentimento, escrevi ainda esta semana sobre isso:

    www.fabiosalvador.com.br/materia-1107-Reflexao-A-rua-mais-bonita-do-mundo-e-a-raca-mais-imbecil-do-universo

    E...

    Ainda hoje...

    Escrevi sobre intelectuais!

    www.fabiosalvador.com.br/materia-1111-Artigos-Tipos-Tipicos-O-Intelectual-Desintelectualizado
  • anonimo  27/01/2016 09:32
    É, vc não tem tempo pra ler mas tem tempo pra escrever coisas no seu blog sobre assuntos que não leu.
  • Elza  22/03/2016 02:35
    Diferença: socialistas ver o trabalhador como ser humano e respeita os direitos essenciais.
    capitalistas ver trabalhador como máquina, não importa os direitos que se dane (que a demanda cumprida).
  • Soares  22/03/2016 11:22
    "socialistas ver [sic] o trabalhador como ser humano e respeita os direitos essenciais"

    Sim. Socialistas amam tanto os trabalhadores, que na primeira chance os chacinam aos milhões.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=94
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1046
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1584

    Amam tanto os trabalhadores, que já empilharam mais de 170 milhões de corpos deles;

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2162

    Imagina, então, se vissem os trabalhadores como coisas?
  • anônimo  22/03/2016 11:37
    "socialistas ver o trabalhador como ser humano"

    Essa mulher que o diga.


  • Luiz  23/03/2016 10:27
    Esse cara só pode estar brincando...
  • Henrique Callegari  03/04/2016 16:16
    Olha, não me considero um intelectual, na verdade, sinto até vergonha perto da reputação de certas pessoas, mas eu discordo desse texto.
    Veja bem, primeiro, você generalizou todos os intelectuais como Socialistas, sei que foi de maneira indireta, mas o fato de não ter apresentado qualquer outro ponto de vista de um terceiro modelo econômico sem ser o socialista ou capitalista da a entender esse fato. Tenho certeza que muitos intelectuais aprovam o sistema Socialista como uma boa opção, mas sei que muitos discordam totalmente. E acho realmente que um intelectual vanguardista já viu faz muito tempo que o problema não é entre Socialismo ou Capitalismo, porque os dois sistemas deram errado. Um sistema te ilude para pensar que você é livre, mas faz de tudo para te prender a cadeia de produção e privatizar os recursos naturais que deveriam ser de direito de toda a humanidade. E o outro sistema te transforma em um ignorante sem o mínimo de liberdade.
    Sinceramente, já estou de saco cheio de estar com o pé na merda e ficar olhando as pessoas que estão afundadas até a cintura e ficar dizendo "Olha que coisa horrível, eu que não queria estar naquela situação".
    Porque ainda existe uma discussão que começou na segunda guerra? Porque as pessoas simplesmente adoram ficar andando em círculos ao invés de andar para frente e ter ideias novas? Temos que pensar melhor a forma como nos relacionamos com nós mesmo e o que estamos fazendo com o lugar onde vivemos e pensar a melhor forma de termos uma vida minimamente humana! Porque nem o Capitalismo e muito menos o Socialismo nos deu isso. Temos que andar para frente em vez de ficar apontando o dedo e reclamando!
  • Fernando H Ramalho  03/04/2016 17:49
    Acredito que o título do texto está errado. Os intelectuais não são contra o capitalismo, nas realidade eles são contra o liberalismo.
  • John Smith  04/04/2016 03:52
    Os comunistas chineses são melhores capitalistas do que os liberais ocidentais.
  • Vlamir Fabbri  04/04/2016 15:09
    o Comunismo se desintegrou porque não dava a prerrogativa básica da livre escolha aos cidadãos. O Capitalismo está no mesmo caminho porque objetiva em primeiro lugar o lucro, deixando conceitos como justiça social e meio ambiente em segundo plano ou nas mãos de governos ineptos. A saída? Eu não sei, só sei que esse sistema não é auto-sustentável.
  • watson  04/04/2016 17:51
    Se são contra o capitalismo, então porque cobram por seus CD's de música, livros e shows? Falsa moralidade que se resume numa palavra.... "inveja" de quem trabalhou muito, deu duro e não estudou como eles e no entanto se deram melhor na vida!
  • Prado  07/04/2016 11:22
    O texto está certo. O problema é que os intelectuais (os verdadeiros, não os pretensos) são pouco valorizados porque o mundo é, de fato, dos idiotas. Wesley Safadão fez mais dinheiro que os últimos 10 ganhadores do Nobel de literatura somados. Como o mercado é um reflexo da maioria, a maioria de idiotas que constitui a humanidade dá dinheiro para outro punhado de idiotas disseminar sua parvoíce no mundo. Cada um tem o valor de mercado que merece - segundo o mercado, claro. Beira o impossível alguém acima da média fazer sucesso entre a média, se é que me entendem.
  • Carolina Schmidt  08/04/2016 00:51
    Peço licença para convidá-los para o lançamento do meu livro, em Curitiba, que será realizado no dia 21 de maio. Contrariando o modelo em que pode ser enquadrada a maioria dos escritores, sou a favor da economia livre. Anacronia é uma ficção psicodélica e psicológica, mas com fortes críticas ao sistema econômico atual, entre outros problemas, sejam explícitas ou nem tanto. Sempre leio Mises, curto e compartilho, mas não comento. Já que o assunto foi bastante pertinente, deixo o convite, que está na página do livro:

    https://www.facebook.com/livroanacronia/
  • Dimitri Nappi  08/04/2016 03:28
    Que interessante, Carolina. Consta que você é uma cientista q está lançando seu primeiro livro de ficção. Confere?
  • anônimo  06/05/2016 21:24
    Olá, Dimitri. Sim. :) Sou farmacêutica, especialista em oncologia. Tenho livro de oncopediatria publicado na Alemanha, agora este é meu primeiro de ficção. Se você for de Curitiba, ou estiver por aqui, o lançamento será 21 de maio.
  • Harry Fockink  08/04/2016 13:55
    O que leva alguém ser de partidos como o pt? https://plus.google.com/+HarryFockink/posts/1ucg9bUh6po
  • anônimo  03/05/2016 20:05
    O Mises não era um intelectual?
  • Amo-PT  07/05/2016 20:38
    Os intelectuais são mais instruídos e inteligentes por isso detestam o Capitalismo que é o grande mal da humanidade. É preciso destruí-lo. O PT iniciou este projeto e por isso foi atacado por forças da direita. Um golpe da mídia + Fiesp + Judiciário + Congresso Nacional + Elite branca. Este orquestração foi concebida no primeiro dia do governo Lula pois sabiam que depois dele, pelos excelentes resultados de resgate dos mais pobres, nenhum partido conseguiria tirar o PT do poder. Através de manipulação contundente, a mídia em conjunto com forças poderosissíma formaram um conluio para através da mentira acabar com o governo do PT. Inventaram o mensalão e o petrolão, fatos que nunca existiram. Inventaram o problema economico que podemos ver com clareza não existe. Tudo criação imaginosa de mentirosos golpistas. Momento muito dificil mas iremos passar com bastante resistência pois Fascistas não passarão. Golpistas não passarão. Iremos resistir até o último bastião.
  • mauricio barbosa  07/05/2016 23:54
    Amo-PT,explica por que as medidas econômicas de Dilma não surtiram efeitos até hoje e não adianta falar que é intriga da oposição,pois a classe média está de saco cheio de pagar impostos e mais impostos para manter este governo corrupto e incompetente,que só sabe fazer demagogia e enganar os mais humildes com essas bolsas-migalhas e bolsa-votos.
    Por isso fora petralhas,fora comunas improdutivos e sugadores do sangue alheio.
  • Pilates  08/05/2016 01:09
    Não entendi. O Capitalismo é o grande mal da humanidade? É preciso destruí-lo? O PT está sendo derrubado pela Mídia + Fiesp + Judiciário + Congresso Nacional + Elite branca? O mensalão e o petrolão nunca existiram? Não existe depressão economica no Brasil? Que mundo você vive?
  • anônimo  18/06/2016 21:31
    Muito bom.
  • Anônimo  20/09/2016 19:52
    Veio um artista fazer um Show em um evento de minha Universidade, e ele basicamente demonstrou todas essas características escritas nesse artigo, impressionante!


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