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A real taxa de desemprego no Brasil
Não são poucas as pessoas que nos escrevem pedindo comentários e explicações sobre a supostamente baixa taxa de desemprego no Brasil.  De fato, um estrangeiro mais desinformado que olhe para os números brasileiros irá se sentir tentado a arrumar suas malas, vender sua casa europeia e vir voando com toda a família para o Brasil.

Quando me perguntam minha opinião sobre a taxa de desemprego no Brasil, apenas respondo: qual taxa?  A do IBGE ou a do DIEESE?  A do DIEESE é simplesmente o dobro da do IBGE.  Enquanto o IBGE fala que a taxa de desemprego de outubro foi de 5,3%, o DIEESE afirma que foi de 10,5%.  Dois indicadores iguais, uma margem de erro de incríveis 100%.  E as implicações disso são enormes.  Ao passo que uma taxa de desemprego de 5,3% é menor que a de todos os países europeus (exceto Suíça e Áustria), norte-americanos, asiáticos e da Oceania, uma taxa de 10,5% só é inferior à francesa, portuguesa, irlandesa, grega e espanhola.  Ou seja: o mesmo país, o mesmo indicador, duas realidades totalmente opostas.

Desde que comecei a prestar mais atenção no assunto — e, principalmente, desde que me inteirei melhor da metodologia —, perdi completamente o interesse pelo indicador.  Ele não indica nada.  A metodologia do IBGE é totalmente ridícula.  Um malabarista de semáforo é considerado empregado.  Um sujeito que vende bala no semáforo também está empregadíssimo.  Um sujeito que lavou o carro do vizinho na semana passada em troca de um favor é considerado empregado (ele entra na rubrica de 'trabalhador não remunerado').  Se um sujeito estava procurando emprego há 6 meses, não encontrou nada e desistiu temporariamente da procura, ele não está empregado mas também não é considerado desempregado.  Ele é um "desalentado".  Como não entra na conta dos desempregados, ele não eleva o índice de desemprego.

Além disso, o índice também coloca na rubrica 'empregado' todas aquelas pessoas que exercem trabalhos considerados precários, como o sujeito que trabalha poucas horas por semana e gostaria de trabalhar mais, mas não consegue (muito provavelmente por causa das regulamentações trabalhistas), e o sujeito que faz vários bicos, mas cujo rendimento mensal é menor que o salário mínimo.  Ou seja, você substitui seu vizinho na barraca de pipoca dele por três dias.  Em troca, ele lhe dá R$250.  Você foi considerado pelo IBGE como estando empregado — tendo efetivamente trabalhado 3 dias no mês.

Com todos esses truques, não é de se estranhar que o Brasil esteja com "pleno emprego", mesmo com sua arcaica legislação trabalhista, sua escandinava carga tributária e seus espoliadores encargos sociais e trabalhistas.

Mas isso, sejamos francos, não é uma exclusividade brasileira, não.  O governo americano, por exemplo, também divulga 2 índices, cada um com uma metodologia diferente.  Obviamente, ele se pauta apenas por aquele que fornece o mais róseo resultado.  Uma fonte privada complementa fornecendo o terceiro índice, bem mais rigoroso.  Veja abaixo:

sgs-emp.gif

Na Europa, a coisa é ainda mais discrepante.  Alguém realmente acredita que o real desemprego na França e em Portugal é a metade do espanhol?  A impressão que tenho é que a Espanha é o único país que de fato adota uma metodologia mais rigorosa.

Indo para os finalmentes

Felizmente, o IBGE disponibiliza em seu site todos os dados coletados desde março de 2002, possibilitando que uma pessoa mais interessada em fatos e menos em ideologias possa analisar um pouco melhor a realidade do país.  A tabela divulgada para o mês de outubro está aqui.  Veja lá todas as categorias que mencionei acima: Pessoas Desalentadas, Pessoas Subocupadas por Insuficiência de Horas Trabalhadas, Pessoas Ocupadas com Rendimento/Hora menor que o Salário Mínimo/Hora, Pessoas Marginalmente Ligadas à PEA (População Economicamente Ativa).

Em termos práticos, na atual metodologia, se um gerente de banco é demitido e passa a fazer malabarismo no semáforo, a taxa de desemprego não se altera.  Se um desempregado lava o carro do vizinho em troca de um favor, a taxa de desemprego cai.

O leitor interessado pode baixar aqui uma enorme planilha de Excel com os valores de todas essas variáveis coletadas desde março de 2002.  Eu fiz isso e calculei uma taxa de desemprego mais realista. 

Coletei os seguintes dados:

1) pessoas desocupadas;

2) trabalhadores não remunerados;

3) pessoas com rendimento/hora menor que o salário mínimo/hora (aquele sujeito que faz vários bicos, mas cujo rendimento mensal é menor que o salário mínimo);

4) pessoas marginalmente ligadas à PEA (pessoas que não estavam trabalhando na semana da pesquisa mas que trabalharam em algum momento dos 358 dias anteriores à pesquisa e que estavam dispostas a trabalhar); e

5) pessoas desalentadas.

De canja para o governo, deixei de fora as pessoas subocupadas, pois uma pessoa que trabalha regularmente um determinado número de horas por semana não está tecnicamente desempregada.

Somei estes cinco itens e dividi pela soma entre população economicamente ativa, pessoas marginalmente ligadas à PEA e pessoas desalentadas. (Estas duas últimas também não entram no denominador do cálculo do IBGE porque não são consideradas economicamente ativas pelo IBGE, o que é um despropósito.)

Logo, a real taxa de desemprego brasileiro é essa abaixo:

taxa.png

Portanto, a real taxa de desemprego no Brasil em outubro foi de 20,8%.  Nada surpreendente quando levamos em conta nossa legislação trabalhista e tributária.  Encargos sociais e trabalhistas onerosos em conjunto com uma paquidérmica carga tributária sobre as empresas não poderiam permitir outro resultado senão esse.  Um quinto da população sem emprego fixo após três anos de economia "pujante", segundo o animador de circo que habita o Ministério da Fazenda.

Observe o efeito da expansão artificial do crédito criada pelo Banco Central em conjunto com o sistema bancário de reservas fracionárias a partir de meados de 2009.  Sem que nenhuma alteração na estrutura da economia brasileira houvesse sido feita, a taxa de desemprego caiu para o historicamente baixo nível de 20%.  Por isso ela é insustentável: ela é totalmente guiada pela expansão do crédito, um mecanismo de curto prazo

A economia, como foi previsto neste site ainda no segundo semestre do ano passado, já está parada.  O desemprego, como em todos os outros países, tende a ser a última variável a ser afetada.


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SOBRE O AUTOR

Leandro Roque
é o editor e tradutor do site do Instituto Ludwig von Mises Brasil.


Todos esses, mas majoritariamente pelo último.

E isso é algo que as pessoas ignoram.

O principal chamariz da Chin é sua moeda, que, ao contrário do que afirma a imprensa, está em constante valorização em relação às outras. E desde 1995.

Isso mesmo: a China, o grande ímã de indústrias estrangeiras, opera com um câmbio semi-fixo desde 1995: ora o renminbi se valoriza em relação ao dólar, ora se mantém fixo.
Veja o gráfico.

(Foi só em 2014 que eles deram um cavalo-de-pau na política cambial e, pela primeira vez desde 1995, desvalorizaram o renminbi em relação ao dólar. Não coincidentemente, a economia desacelerou fortemente desde então.)

Com uma moeda em constante valorização, quem produzir na China e remeter os lucros para a matriz no exterior ganhará duplamente: alem dos lucros, ganhará também com a apreciação da moeda chinesa (a qual poderá comprar muito mais dólares quando a empresa estrangeira for remeter dólares para sua matriz).

Moeda forte, portanto, é chamariz para o estabelecimento de indústrias estrangeiras

Por isso o IMB insiste tanto nessa questão da moeda. Moeda forte é a chave de tudo. Não existe economia forte com moeda fraca, em contínua desvalorização em relação às outras.

Além da moeda, o governo "comunista" da China também fornece várias incentivos fiscais. E também é bem "frugal" em sua coleta de impostos: a alíquota máxima do IRPJ é de 25%, bem menor que a da esmagadora maioria dos países ocidentais, que têm de sustentar seu estado de bem-estar social.

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Allan  30/11/2012 08:09
    Isso é bem claro pra quem roda o Brasil a fora. Quem tá empregado tá majoritariamente na condição de trabalho precário. Mas se o povo gosta e aprova, não vai ser eu quem irá tentar convencer ninguém do contrário.
  • Bernardo Versiani  30/11/2012 08:31
    Que beleza! Tava sentindo falta dessas análises do Leandro. Mas por que esse formato de "onda", com saltos, geralmente no começo do ano, e depois quedas graduais?
  • Leandro  30/11/2012 10:29
    O emprego é cíclico. As demissões para efeito de corte de gastos tendem a ser efetivadas no início do ano, quando também é período de férias escolares, os mais endinheirados só querem saber de praia, e todo mundo está apertado com IPVA, IPTU e outras delícias. Tais impostos reduzem o consumo das pessoas neste período, o que significa que as pequenas empresas não contratam para trabalhos temporários (a demanda é menor).

    As coisas começam a engrenar a partir de maio, quando as pessoas já se livraram dos impostos, os investimentos do início do ano vão se consumando e as festas de fim de ano vão se aproximando. Em dezembro, o desemprego sempre é o menor do ano.

    Essa variância da atividade econômica inclusive é bem detectada no IBC-Br (proxy do PIB) sem ajuste sazonal divulgado mensalmente pelo Banco Central.
  • Ricardo  21/02/2013 15:23
    Caros, apesar do atraso com que leio este post, me permitam sugerir o seguinte. A elevação sazonal do desemprego no indicador calculado pelo Leandro ocorre todo abril/março de cada ano, e é basicamente explicada por uma forte elevação da população com renda menor que um salário mínimo nestes meses (arrefecendo nos meses posteriores). Especulo o seguinte: Será que não se trata de um fenômeno ligado ao início da safra agrícola, possivelmente da cana, quando há uma forte contratação informal de trabalhadores? Ou seja, na verdade há um efeito de aumento do emprego, mas que por ser informal esta sendo contabilizado como desemprego? Meu objetivo aqui não é de forma alguma desqualificar o ótimo trabalho, apenas fiquei intrigado e resolvi entender melhor este fenômeno sazonal que ocorre.
  • Leandro  21/02/2013 18:20
    Não creio que seja isso, dado que o IBGE mensura o desemprego apenas nas regiões metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. Não creio que haja plantio de cana nessas cidades.
  • danielfrahm  29/12/2013 04:01
    Dezembro/janeiro é o periodo de desincorporaçao das Forças Armadas, as quais são a maior massa de manobra para reduçao de indices de desemprego. Em periodos de eleição a incorporaçao de soldados nas FFAA é 20/30% maior!!!
  • Hugo Fernandes  01/03/2016 13:18
    Eu tenho uma ideia diferente para explicar esse aumento na taxa de desemprego no começo do ano, creio que isso é devido ao aumento do salário mínimo federal. Se você der uma olhada nos meses em que há o aumento do salário mínimo eles são exatamente os meses em que há o pico do desemprego. A queda da taxa de desemprego durante o decorrer do ano seria então explicada pela inflação, que na prática funciona como uma redução do salário mínimo (talvez isso até dê em um artigo interessante).
  • Adalberto Leandro da Silva  30/11/2012 09:00
    O que vocês sugerem para aqueles que estão realmente empregados para proteger suas poupanças da desvalorização quando essa farsa toda "estorar"?
  • Sérgio  30/11/2012 09:01
    A explicação é boa, mas considero absurdo colocar os trabalhos informais e os chamados "subempregos" na taxa de desemprego... O que eu acho absurdo é isso: "se um gerente de banco é demitido e passa a fazer malabarismo no semáforo, a taxa de desemprego não se altera." Ou seja, um empregado demitido não inserido na taxa de desemprego? Totalmente absurdo.
  • Leandro  30/11/2012 09:17
    Nenhuma dessas duas variáveis foi considerada desemprego. Trabalho informal está na rubrica 'emprego no setor privado sem carteira assinada'. Quanto ao subemprego, deixei claro: "De canja para o governo, deixei de fora as pessoas subocupadas, pois uma pessoa que trabalha regularmente um determinado número de horas por semana não está tecnicamente desempregada."

    Ou seja, ambas foram por mim consideradas como emprego genuíno.
  • Adriel Santana  30/11/2012 09:03
    Acredito que o IMB deveria começar a divulgar suas próprias estatísticas sobre dados relativos a economia brasileira. Seria uma ótima contribuição, ao meu ver.
  • Rhyan  30/11/2012 15:32
    Concordo!

    Mundialmente, sinto falta de uma ranking de liberdade "austríaco".
  • Vera Alff  26/09/2014 16:24
    Desculpe amigo pela falta de conhecimento.O que é "RANKING DE LIBERDADE AUSTRÍACO?
  • Luciano A.  01/12/2012 11:14
    excelente sugestão!
  • me  02/12/2012 12:11
    Também gostaria.
  • Lucio  03/12/2012 07:46
    Seria excelente ter ao menos um índice que se utilize de métodos estatísticos genuinos e não viesados para nos basearmos.
  • Bernardo de Lima  08/01/2013 14:50
    Urgentíssimo isto.
  • Alexandre Duran  19/12/2013 22:30
    Excelente Ideia - ou vamos acabar como a Argentina... opa, pera...
  • Shay  30/11/2012 10:09
    Excelente sua análise Leandro!
  • Leandro  30/11/2012 10:15
    Obrigado, Shay. (Tava sumido, hein? Volte mais aqui).
  • Douglas Ribeiro  30/11/2012 10:54
    Leandro, essa sua breve analise é muito mais confiavel que os indices oficiais...de fato, se numa familia beneficiaria do Bolsa Familia um adulto nao procura trabalho ha mais de 6 meses, ele não será considerado como 'desempregado' pelo IBGE. Como temos perto de 12 milhoes de familias recebendo o beneficio, já dá pra ter uma ideia de que o desemprego real é bem maior do que indice oficial....
  • Bernardino  30/11/2012 11:02
    Parabéns Leandro Roque, este era realmente um tema que atirava minha curiosidade relativamente ao actual cenário e conjuntura da economia brasileira. O interessante e talvez não tenha sido explorado com a ênfase necessária no texto, é que a metodologia utilizada provavelmente se inspira, me corrija se estiver errado, do quadro de analise do BIT (www.ilo.org/global/about-the-ilo/who-we-are/international-labour-office/lang--fr/index.htm), que considero tão ilusoria quanto esta brasileira.

    Por exemplo aqui na França, consideram que 11% da população está desempregada, segundo os critérios do BIT, mas se deixarmos de lado esta metodologia (que considera alguém tendo trabalhado 1 hora por semana como empregado, se não digo besteiras), eu acredito que a taxa real de desemprego aqui da França é bem superior à estes números.

    Em todo caso, eu jà tinha cansado de ver especialistas brasileiros se fundamentarem nos dados do IBGE, agora terei mais argumentos para debater ou conversar sobre economia brasileira. Obrigado.
  • Leandro  30/11/2012 11:23
    Exato. Duvido que o real desemprego da França (10,2%) seja muito diferente do espanhol (25,2%) e do português (15,8%). Fosse assim, estes países já estariam sendo invadidos por espanhóis "desesperados". Quem se deixa guiar pela taxa de desemprego absoluta está em autoengano -- ela pode, no máximo, observar tendências.

    Obrigado pelas palavras.

    Abraços!
  • Andre  03/12/2012 09:27
    Pois, é.

    E em termos de tendencia tanto o indice oficial, quanto esse mostram que o desemprego caiu vertiginosamente de uns 5 anos pra cá.
  • Andre  28/03/2013 02:05
    O país está sendo invadido por portugueses, espanhois e gregos sim. Mas como o país já havia sido invadido por marroquinos e outros do leste europeu antes, e esses não têm o histórico dos "bons anos" espanhois e por isso topam trabalhar por menos e fazer trabalhos menos nobres, a invasão não é tão agressiva assim. Afinal, quem era bancário na espanha nao quer ser lixeiro na frança. Por mim, os dois empregos são igualmente honestos e nobres, mas ser humano é assim..
  • Andre  28/03/2013 02:11
    Achei a análise fantástica, mas desconfio da conclusão. Existem muitas outras explicações para a reducão do desemprego, e o artigo conclui de forma rasa que foi obrigatoriamente por causa da expansão artificial do crédito. E pior - o artigo usa de uma técnica aflitiva de convencimento - afirma algo como fato. "Observe o efeito da expansão artificial do crédito criada pelo Banco Central" é uma frase forte escrita como se fosse uma conclusão óbvia - como se fosse algo que os argumentos apresentados antes tivessem comprovado.

    Eu nao to dizendo que está errada. Só estou dizendo que nao tem NADA no texto ou no estudo ou nas referências e links do texto que comprovem isso. E induz o leitor a concluir algo sem a evidência necessária.

    Em suma - acho que a análise da redução merece outro artigo, escrito com o mesmo esforço e pesquisa e investigação desse!

    A.
  • Leandro  28/03/2013 02:29
    Prezado Andre, é porque existe uma diferença entre uma postagem de um artigo e uma postagem de um blog. Uma postagem de artigo é sempre detalhada e completa, ao passo que a postagem de um blog é obrigatoriamente mais concisa e direta.

    Mais ainda: uma postagem de blog inevitavelmente assume que o leitor possua determinados conceitos econômicos já amplamente difundidos nos artigos; caso contrário -- ou seja, caso a postagem de blog fosse repetir todos estes conceitos --, o texto ficaria enorme, e não mais seria um blog.

    Para entender esta afirmação da expansão do crédito e por que é ela quem comanda o desemprego -- mesmo porque não houve absolutamente nenhuma reforma estrutural no Brasil --, tenha a bondade de ler os seguintes artigos, nesta ordem:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1108 (Só a primeira metade já basta)

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1347

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1489

    Abraço!
  • Mauro  28/03/2013 04:51
    Se me permite um adendo, Leandro, em termos de teoria sendo comprovada na prática, este é o melhor artigo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1514
  • Camarada Friedman  30/11/2012 11:31
    Ótimo artigo, sempre que um artigo é foda o autor é o Leandro. Parabéns cara, vc salva mentes huahua...

    Gostaria de ver uma tradução disso aqui: mises.org/daily/6289/The-Myth-of-Austerity

    Acho que é uma das melhores coisas que apareceu nesse mês la no Mises Institute.
  • Leandro  30/11/2012 11:44
    Friedman, obrigado. Quando você sairá de Chicago e virá para Viena?
  • Camarada Friedman  01/12/2012 08:23
    Que Viena o que! Sou contra a privatização de estradas, sou o Camarada Friedman. O comunista de ruas!
  • Rafael Hotz  30/11/2012 15:26
    Leandro, você acredita numa forte influência do "Bônus demográfico" do Abranche?
  • Leandro  30/11/2012 15:41
    Acho que o Bonus Demográfico acabou de passar. Foi esse que vivenciamos na década de 2000, quando a geração de 1980 (a última a ter algo parecido com educação escolar) chegou ao mercado de trabalho. A década de 1990, cuja geração está chegando ao mercado de trabalho agora, teve uma taxa de fecundidade menor. E seu povo está mais acostumado com vida fácil do que o povo da década de 1980. Não os vejo muito adeptos ao trabalho duro. Não sou muito otimista.

    O bonus já passou.
  • anônimo  01/12/2012 03:30
    Leandro, mas não é justamente o povo com menos educação que é mais irresponsável? E que mais vai fazer filhos sem ter condição de criar? Ainda mais com o governo dando tudo pra eles
  • Leandro  01/12/2012 07:41
    Isso é uma visão elitista. Maior número de pessoas significa mais mão-de-obra, mais produção e mais serviços prestados. Sim, o governo atrapalha o arranjo ao interferir e oferecer coisas que desincentivam e desestimulam as pessoas ao trabalho. Mas isso deve ser tributado ao governo e não aos pobres.
  • anônimo  01/12/2012 12:17
    Você não entendeu, não to negando nada disso.
    Nem to falando de pobreza mas sim de educação.Um estudante de classe média hoje tem uma educação pior que um de classe média dos anos 80, porque tem que estudar mil e uma besteiras que são só propaganda ideológica
    Então minha dúvida era, como é que uma geração com uma educação pior vai ter uma fecundidade menor? (que foi o que você disse) Sendo que é justamente uma educação porca que torna as pessoas irresponsáveis (ou uma das coisas que tornam)
  • Miqueias  01/12/2012 13:48
    Antigamente os pais tinham, em média, muito mais filhos do que se tem hoje. No entanto, eram tão ou mais responsáveis que os pais de hoje.

    Além disso, no mundo todo a taxa de fecundidade está diminuindo, mas a educação não melhorou de verdade em lugar nenhum. Portanto, uma coisa não tem nada a ver com a outra.
  • anônimo  01/12/2012 16:15
    No mundo todo é?
    colunistas.ig.com.br/rio/2011/12/21/favelas-cariocas-cresceram-seis-vezes-mais-que-resto-da-cidade-nos-ultimos-20-anos/
  • anônimo  01/12/2012 16:16
    veja.abril.com.br/noticia/brasil/populacao-das-favelas-cresceu-acima-da-media-carioca
  • samuel borges dos santos  01/12/2012 17:54
    Na China ela tem melhorado. A decadência é na civilização ocidental.
  • Luciano  30/11/2012 15:55
    Excelente artigo!

    Leandro, deixo aqui registrado meu apreço pelos seus excelentes artigos e contribuições, bem como a didática moderação da seção de comentários do site.
  • Leandro  30/11/2012 16:15
    Obrigado, Luciano. Muito bom ver esse reconhecimento. Grande abraço!
  • Mercado de Milhas  30/11/2012 17:27
    De cada dois comentários meus, só um vai ao ar. kkkkk

    O Leandro é meio cavalo mas faz uns artigos bacanas. rsrs

    Muito bom o artigo, mas suspeito que 20% de desemprego é meio exagerado. Há muita informalidade ganhando uma graninha boa que não deve estar aparecendo aí nessa taxa.

  • Leandro  01/12/2012 03:23
    Meio cavalo faz de mim um centauro? Quanto à informalidade, ela entra nas estatísticas de emprego do IBGE. Estão devidamente consideradas no cálculo.
  • ANDRE LUIS  01/12/2012 11:48
    Não entendo como o IBGE (ou outro órgão similar) pode calcular a taxa de emprego com exatidão de décimos percentuais, incluindo os empregos informais, bicos, serviços esporádicos e etc. Qual a mágica?

    Como alguém pode saber, mês a mês, se um cara está fazendo algo útil um, três ou cinco dias por semana?
  • Renato Souza  01/12/2012 15:01
    O desvio padrão (que por sinal, deve também ser publicado numa pesquisa assim) provavelmente é maior que alguns décimos percentuais. Mas diferença de décimos percentuais não muda muito os 20%.
  • Luciano  01/12/2012 12:28
    Mercado de Milhas,

    Quando disse "didática moderação", foi sem ironia alguma. Só esta questão da metodologia utilizada por ele no cálculo do índice já foi explicada no artigo e por mais duas vezes aqui nos comentários. A eventual irreverência dele e do Fernando nas respostas já me fez dar umas boas risadas por aqui.

    Acho que todos que aqui frequentam tem (ou deveriam ter) a intenção de aprender. Eu mais leio os artigos do que comento, mas sempre fui bem atendido pelos moderadores.

  • Guilherme  01/12/2012 13:05
    Ótimo artigo, é algo que todos nós desconfiamos mesmo. O Brasil é um país precário demais e ainda tem um outro fato que o governo não faz muita questão de falar: são os salários, que no Brasil a média é algo em torno de R$1400. Num país desses com tantos impostos, é muito difícil sobreviver com essa merreca.

    Bom, e o aumento do desemprego citado no fim do artigo, vai mesmo acontecer? Voce se arriscaria a dizer quando ou apos determinado fato ocorrer (como uma crise na China, por exemplo) ? Nao vejo a hora do unico numero que esse governo tirano se gaba ir pro buraco. Quem sabe deem algum ouvido aos economistas serios depois disso.
  • Leandro  03/12/2012 02:00
    O desemprego cairá em novembro (dados a serem divulgados no final de dezembro) e em dezembro (mês em que ele sempre é o menor do ano). Voltará a subir em janeiro e continuará subindo até março. A partir daí, só voltarei a palpitar quando estiver com os dados da expansão do crédito e do IGP-M de março.
  • Eduardo Pimenta  26/02/2013 16:52
    Acertou.
    g1.globo.com/economia/noticia/2013/02/desemprego-sobe-para-54-em-janeiro-de-2013-mostra-ibge.html

    =)
  • Leandro  26/02/2013 17:09
    Como dito, totalmente previsível. E vai subir de novo em fevereiro. O segredo estará em março.

    Paralelamente, vale destacar aquela estatística da qual ninguém fala: 17% da população empregada recebe menos de um salário mínimo por mês.

    www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/trabalhoerendimento/pme_nova/pme_201301tm_01.shtm
  • Leandro  24/04/2013 15:36
    Desemprego sobe a 11% em março, diz Dieese e Seade

    Pesquisa capta o desemprego em sete grandes regiões metropolitanas; O rendimento médio real dos ocupados caiu 0,3%

    A taxa de desemprego no conjunto das sete regiões metropolitanas onde a Fundação Seade e o Dieese realizam a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) cresceu em março em relação a fevereiro e variou de 10,4% para 11,0% entre os períodos.

    A PED é realizada nas regiões metropolitanas do Distrito Federal, Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Salvador e São Paulo. De acordo com a Seade e o Dieese, o nível de ocupação diminuiu em todas as regiões: Recife (-1,9%), Fortaleza (-1,7%), Belo Horizonte (-1,3%), Distrito Federal (-1,2%), Salvador (-0,9%), São Paulo (-0,9%) e Porto Alegre (-0,5%).

    O rendimento médio real dos ocupados, número que inclui os trabalhadores informais, caiu 0,3% em fevereiro ante janeiro, para R$ 1,578 mil. Já a renda média real dos assalariados subiu 0,3%, para R$ 1,617 mil, no mesmo período.

    O total de desempregados nas sete regiões analisadas chegou a 2,439 milhões em março, o que representa uma elevação em 128 mil pessoas com relação a fevereiro. Em fevereiro, o contingente de desempregados também havia crescido na comparação com janeiro, com 82 mil pessoas nessa situação a mais do que no primeiro mês do ano. Na comparação com março do ano passado, o número de desempregados subiu 2,8%.

    Em março, o nível de ocupação no conjunto das regiões analisadas diminuiu na Indústria de Transformação (-3,5% ou 103 mil postos de trabalho a menos), na Construção (-2,8% ou 44 mil postos a menos) e no Comércio e Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas (-1,9% ou 75 mil postos de trabalho a menos). Apenas em Serviços o nível de ocupação ficou estável, com contingente de 1 mil pessoas em março a mais do que em fevereiro.

    economia.estadao.com.br/noticias/economia-brasil,desemprego-sobe-a-11-em-marco-diz-dieese-e-seade,151682,0.htm
  • tulio  01/12/2012 17:30
    Parabens Leandro,
    Mais um otimo artcigo
  • samuel borges dos santos  01/12/2012 18:08
    Prof Leandro.\r
    Tenho tateado o assunto DESEMPREGO no Brasil e buscado auxílio dos blogs de economia. Parece que todos estão cegos! Peço a eles que visitem, por exemplo, S Miguel Paulista e vejam a realidade!\r
    Vosso artigo merece ampla divulgação posto que é contra a maré dos bonecos de presépio. Copio abaixo meu comentário feito ao Alex Schwartzman e de outros e dos quais NUNCA recebi retrocomentários!\r
    Alex, outra mentira petista que precisa ser denunciada: "DESEMPREGO NO BRASIL É 6% E ESTÁ BAIXANDO!" \r
    Veja a lógica: 15 milhões no bolsa família. Estes não estão sendo considerados no desemprego. Portanto se o emprego diminui (o que ocorre com a desindustrialização do país, o que é um fato), aumenta-se os inscritos no bolsa família, mantendo-se o desemprego na % desejada. Elementar! O surpreendente, porém é os cronistas econômicos insistirem em dizer que estamos em pleno emprego (Somente se os 6% de desemprego que o governo confessa se refira aos operários qualificados, aqueles que tiveram seus empregos exportados para Ásia e que estejam no seguro desemprego que ESTÁ CRESCENDO segundo estudo do Mansueto). Na verdade único emprego que está crescendo é o do estado brasileiro em seus vários níveis e das estatais, as quais não têm compromisso com produtividade, com resultado e quanto mais cresce mais imposto consomem. \r
    Faça as contas: A população ativa é 100 milhões, 15% está no bolsa família. Somados aos 6% que o governo ADMITE como ESTANDO desempregados, temos uma soma de 21% de desemprego. O mesmo nível em que a Argentina está. \r
    COMO AGREGAR O bolsa família A ESTE SEU ESTUDO DE DESEMPREGO?\r
  • Rogério  12/12/2012 07:37
    Por favor, me corrija se estiver errado.

    Mas seguindo esse raciocínio, o auxílio reclusão, ou o chamado bolsa-cadeia, também não é computado no desemprego?
    Ou seja, ser presidiário é ser economicamente ativo?
  • Matheus Polli  01/12/2012 21:41
    Leandro, vc é demais! Sempre na mosca.
  • Roberto Rachewsky  03/12/2012 02:37
    Leandro, bem apanhado. Agora me diga, qual o conceito de emprego? Imagino que em economia, deveria ser a contratação de mão de obra para a obtenção de resultados produtivos, certo? Não seria o caso então de se somar ai os funcionários públicos que mesmo tendo emprego nada geram e só atrapalham? Até um malabarista de sinaleira é mais produtivo do que muitos gestores oficiais. OK, se sabe que 1 sujeito que trabalha no setor público gera desemprego para muitos no setor privado, poderia haver redundância, mas eu somaria esta casta ao índice de desemprego nem que fosse por provocação. É o meu índice de emprego ideologizado. Quem nada produz e ainda atrapalha é o legítimo agente do desemprego. Soma eles ai no índice, vai...
  • samuel borges dos santos  03/12/2012 04:26
    prof Leandro HELP!\r
    COMO AGREGAR O bolsa família A ESTE SEU ESTUDO DE DESEMPREGO? \r
    \r
    Iremos aos 47% do governo OBAMA?
  • anônimo  03/12/2012 06:30
    Não dá para saber, pois tudo depende de qual resposta o beneficiado dá ao entrevistador do IBGE. E ele pode falar qualquer coisa. Ele pode dizer que está desalentado, poder dizer que faz bicos, pode dizer que faz trabalho não-remunerado, pode dizer que faz malabarismo no sinal, pode dizer que está desocupado, qualquer coisa.

    Logo, não existe uma fórmula pré-concebida na qual encaixar quem recebe bolsa-família.
  • Jose  03/12/2012 04:49
    Eu fico com a taxa do DIEESE. 21% eu não acredito que seja a real taxa de desemprego, porque vc olha ao redor e vê que hoje existe uma certa facilidade para conseguir emprego, o que não havia antes.
  • Leandro  03/12/2012 06:38
    Essa "maior facilidade" está ilustrada no gráfico. O desemprego caiu de 30% para 21,7%.

    E sempre lembrando que um dos maiores problemas é o apagão de qualificação. Há várias empresas demandando cientistas mas só encontrando pessoas com qualificação para faxineiro. Neste caso, de nada adianta oferta e facilidade de emprego, pois as vagas simplesmente não serão preenchidas.

    Por fim, quanto ao método do DIEESE, a diferença dele para o método acima é que ele também considera empregadas pessoas que têm rendimento mensal menor que o salário-mínimo.
  • Jose  03/12/2012 19:47
    E por que vc não considerou essas pessoas no cálculo? Quer dizer que se o sujeito trabalha regularmente e ganha 600 reais por mês ele não é empregado pra vc? Por isso que a taxa confiável é a do DIEESE.
  • Leandro  03/12/2012 20:16
    Meu caro José, por lei, é impossível uma pessoa "trabalhar regularmente" e receber abaixo do mínimo. Se a pessoa recebe abaixo do mínimo, então ela não "trabalha regularmente"; ela não possui um emprego formal. Ela vive de trabalhos esparsos; de bicos. Ela não trabalha rotineiramente. Uma pessoa pode ser contratada informalmente para ser leão-de-chácara uma vez por mês e ganhar R$600. Ela está empregada? Se você acha que sim, ok.

    (Atenção: não estamos falando aqui de pessoas que trabalham sem carteira assinada; essas estão contabilizadas como empregadas, de modo que não entraram no meu cálculo do desemprego; estamos falando aqui de pessoas que realmente vivem de bicos; logo, que não "trabalham regularmente".)

    Você está guiado pela ideologia e preocupado com partidarismos. Saia dessa.
  • Jose  04/12/2012 03:59
    Uma empregada doméstica que trabalha sem registro de segunda a sexta e ganha 600 reais por mês, não está empregada pra vc?
  • Leandro  04/12/2012 04:33
    Empregadas domésticas estão tanto na rubrica "Empregados com Carteira de Trabalho Assinada (***)" e "Empregados sem Carteira de Trabalho Assinada (***)".

    Está tudo no link que passei. Gentileza se inteirar do básico da metodologia do IBGE antes de questionar.
  • Jose  04/12/2012 04:10
    Vc considerou como empregadas as pessoas que trabalham regularmente, mas sem carteira assinada, e desempregadas as que fazem bicos, mas recebem menos de um mínimo por mês? As que fazem bico, mas recebem mais de um minimo vc considerou empregadas?
  • Leandro  04/12/2012 04:39
    Pessoas que trabalham regularmente, mas sem carteira assinada, estão na rubrica "empregados sem carteira de trabalho assinada no setor privado". Estão, portanto, empregadas. O mesmo vale para as que fazem bicos e recebem acima do mínimo. Essas, aliás, tendem a ser as "subocupadas", as quais deixei claro não incluir como "desempregadas".

    Peço, novamente, a gentileza de se inteirar melhor sobre o assunto. Não sou eu quem faz as considerações, mas sim o IBGE.
  • Jose  04/12/2012 05:59
    Se o desemprego está nesse nível, porque é comum os economistas dizerem que o desemprego hoje não pode mais ajudar no crescimento, porque está muito baixo, diferentemente dos anos da era Lula? Em 2011, por exemplo, o Luiz Carlos Mendonça de Barros no Roda Viva até disse que o desemprego estava tão baixo que era uma ameaça ao controle da inflação e um importante limitador do crescimento do PIB.
  • Leandro  04/12/2012 06:21
    Mas o desemprego de fato está em um nível historicamente baixo. Ao menos, para os padrões do Brasil. O gráfico mostra: caiu de 30% para 21,4%. Queda acentuada, de 29%.

    Você se assustou com esse valor de 21,4% porque se acostumou a ouvir que o desemprego é de 5%, 5,5%. Mas, ora, um valor de 5% é ínfimo, praticamente nulo, e totalmente fictício para uma economia regulada, com 40% de carga tributária e com enormes encargos sociais e trabalhistas. Imagine você reunir 100 pessoas de diferentes classes sociais em uma sala, e apenas 5 falarem que estão sem emprego formal? Isso não existe. Mesmo em uma economia livre, sem assistencialismos e sem salário mínimo, isso seria difícil de ocorrer. 20% é de fato uma realidade muito mais plausível para uma economia com o nosso nível de regulação, tributação e encargos.
    Para o desemprego cair muito abaixo disso, só mantendo uma enorme expansão do crédito, ou afrouxando as leis trabalhistas, os encargos sociais e a carga tributária.


    P.S.: o IBGE já mudou sua metodologia de cálculo várias vezes. Você realmente acredita que o desemprego sob o governo Sarney era de 3,5%? Ou que em 1990, após o Collor ter confiscado 80% do dinheiro e o PIB ter sido de -5%, o desemprego era de 4,9%? Ou que o desemprego ao final do primeiro mandato de FHC foi de 7%?
    Sempre foi muito maior que isso, certamente acima dos 30%. E o seu valor atual, de 21%, é sem dúvida um dos menores da história, típico de um país que chegou ao ápice da sua expansão creditícia.

    Veja o gráfico do histórico do desemprego na Espanha desde 1990. Veja se você observa algum padrão nele:

    www.tradingeconomics.com/charts/spain-unemployment-rate.png?s=umrtes&d1=19900101&d2=20121231
  • Jose  04/12/2012 06:32
    Dá pra ver no gráfico que período de maior bonança foi o de menores taxas de desemprego.

  • Leandro  04/12/2012 06:58
    Ué, mas é claro que sim. Só que a bonança foi artificial, totalmente aditivada pela expansão do crédito. Você expande o crédito, a atividade econômica sofre um impulso, as contratações aumentam. Aí a inflação de preços sobe, a expansão do crédito é interrompida, e toda a atividade econômica que dependia totalmente da continuidade dessa expansão do crédito entra em recessão. Bancos que fizeram empréstimos sem critérios tornam-se insolventes e empresas que investiram em empreendimentos para os quais não havia genuína demanda (como o setor imobiliário) perdem seu capita e vão à falência. As demissões aumentam.

    Essa é a mecânica de todos os ciclos econômicos (leia aqui). E foi exatamente isso o que ocorreu na Espanha.

    Sugiro nosso documentário exclusivo sobre este assunto.
  • Jose  04/12/2012 07:21
    A taxa de desemprego dos EUA é confiável?
  • Leandro  04/12/2012 09:29
    Não. Vide primeiro gráfico do artigo.
  • Jose  04/12/2012 06:34
    Será mesmo que a reforma trabalhista ia baixar mais a taxa de desemprego?
  • Leandro  04/12/2012 07:04
    Certamente iria facilitar as contratações e as demissões. Você só contrata alguém se houver facilidade tanto para admiti-lo quanto para demiti-lo.

    De resto, achar que legislação trabalhista rígida facilita o aumento da oferta de emprego é o mesmo que achar que controle de preços e burocracia aumentam a oferta de produtos.
  • Lucas  29/05/2014 03:58
    Leandro, como estaria o desemprego real nos últimos meses? Se não for muito incomodo, poderia calcular e compartilhar?
  • Leandro  29/05/2014 14:27
    18,6% para abril.

    O número de pessoas economicamente ativas está em declínio, o que tende a reduzir a taxa de desemprego. Esse fenômeno foi explicado em detalhes aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1832


    Outros detalhes para o mês de abril de 2014 em relação a abril de 2013::

    Pessoas empregadas no setor privado (com e sem carteira assinada): queda de 0,71%

    Pessoas empregadas (setor privado com e sem carteira assinada, autônomos e empregadores): queda de 0,8%.

    População economicamente ativa: queda de 0,85%

    Pessoas ocupadas (incluindo o funcionalismo público, os militares e todos os tipos de biscates): aumento de 0,15%.


    Resultado: a redução de quase 1% na população economicamente ativa (o que significa que quase 1% da população que estava no mercado de trabalho se retirou dele e não mais trabalha ou procura emprego) fez com que taxa de desemprego oficial caísse de 5,8% em abril de 2013 para 4,9% em abril de 2014. Ao mesmo tempo, o número de empregos no setor privado também caiu 0,71%.

    Conclusão: há hoje menos gente trabalhando no setor privado e há menos gente querendo trabalhar no geral do que havia em abril de 2013.
  • Lucas  09/10/2014 18:22
    Interessante isso, leandro. Tenho uma prima que trabalha das 10 às 3 num restaurante. Sem carteira assinada e sem estabilidade. O patrão deixou claro desde o início que ela pode ser mandada embora a qualquer momento. A remuneração? 400 e alguma coisa. É a cruel realidade do povo enquanto a nomenklatura impiedosa anda de carrão e tem salários altíssimos(vide esse novo privilégio chamado auxílio moradia para a nomenklatura que já ganha acima de 20k por mês)
  • Cesar  03/12/2012 07:54
    De fato , o Leandro é muito bom e creio que Mises gostaria de tê-lo como aluno.
    Em relação a sua sempre excelente e polêmica colocação, concordo com esta proposta de índice de desemprego, justamente por isso surge uma duvida . Vivo na prática a dificuldade de recrutar mão de obra, mesmo para tarefas mais simples como empregado domestico, balconistas de lojas, etc. Onde estão estes (des)empregados se rejeitam as ofertas de trabalho mesmo com salario minimo e carteira assinada?
  • Leandro  03/12/2012 08:21
    Em empregos que pagam mais que o salário mínimo, ou que oferecem mais benefícios extras, ou que exigem menos horas de trabalho, ou que exigem menos esforço. Ou simplesmente estão no seguro-desemprego, mais generoso do que muita gente pensa. O emprego que você oferece é, hoje em dia, considerado árduo demais e pouco remunerador para muitas horas de trabalho. Normalmente as pessoas têm de trabalhar 8 horas por dia e também no sábado. As pessoas só o procuram em última instância. Hoje ninguém quer saber desses empregos, não. Há vários métodos de sobreviver sem depender deles. Há vários assistencialismos -- estatais e privados -- aos quais recorrer. Há mais familiares dispostos a sustentar essas pessoas. (Ademais, só de curiosidade, quanto você acha que um flanelinha na porta de um restaurante movimentado tira por dia? Acha que é mais ou menos que um salário mínimo?)

    De resto, você acha que um empreendedor espanhol também encontra farta mão-de-obra nativa para trabalhos pesados e básicos? A diferença é que lá é cheio de imigrante africano disposto a fazer esses serviços. No Brasil, não. Logo, aqui esse apagão de mão-de-obra é bem mais notado.
  • Roberto  05/12/2012 04:06
    Esta questão do tipo de trabalho x remuneração que você levantou é bem interessante. Como qualquer produtor que quer obter o maior lucro gastando o mínimo possível na produção, o mesmo ocorre com os trabalhadores. A diferença, a meu ver, é que o custo do trabalhador é seu tempo e esforço para executar determinada tarefa. Sendo assim, é claro que se um trabalhador tem a opção de ganhar regularmente mais em algo que exija menos esforço ele irá procurar esta opção.
    Sobre isto tenho dois exemplos:
    O primeiro foi uma reportagem há muitos anos atrás (cerca de 1998) que mostrava pessoas que viviam "fora" do mercado de trabalho. Vendedores ambulantes, traficantes, flanelinhas, etc.
    Pois bem, um flanelinha nas proximidades de um lugar badalado em SP tirava por final de semana uma média de R$ 800,00. Eram R$ 3200,00 líquidos por mês. Eu te digo que dependendo da função em TI, mesmo com várias certificações, é difícil conseguir um salário muito maior que este hoje. E eu estou falando de ganhos de mais de 10 anos atrás.
    Outro exemplo foi o irmão de uma conhecida. O cara vendia bala em ônibus no RJ e ela conseguiu para ele uma entrevista num banco. Quando o cara falou a pretensão salarial pro gerente, este disse que era muito alto para a função. A resposta do cara foi simples mas precisa, "se eu vier trabalhar aqui, vou ter que me vestir de acordo, cumprir horário, aturar chefe, aguentar cliente. Hoje eu trabalho na hora que eu quero, vestido do jeito que quero e sou meu próprio chefe. Porque eu vou vir para cá por menos do que eu ganho hoje?"

    Sinceramente a meu ver nenhum dos dois está errado em não querer um trabalho de carteira assinada.
  • Tory  05/12/2012 05:01
    O vendedor de balas, sem problema. O flanelinha não tem uma atividade produtiva, e se vale da coerção implícita (melhor pagar, senão...), se fazendo de dono de um espaço que não pertence a ele, para ganhar dinheiro. Você poderia argumentar que pagar por uma vaga seria até mais caro, mas pelo menos seria um acordo entre quem é dono da vaga e quem quer estacionar.
  • Roberto  05/12/2012 09:19
    Tory, não apenas concordo como compartilho com o que você disse sobre a atividade do flanelinha.
    O exemplo que eu dei no caso do flanelinha foi apenas para ilustrar a tese do porque alguém vai produzir algo se ele consegue ganhar mais não produzindo nada.

    Se o flanelinha oferecesse um serviço legítimo, vamos dizer adquirindo/mantendo aquelas vagas e realmente oferecendo um serviço de guarda dos veículos, não veria problema algum nisto. Afinal ele estaria fazendo um serviço de segurança legítimo. O problema é o método gangster da lei seca que eles utilizam.
  • David  03/12/2012 08:53
    Frente a seu artigo, um fato que deve ser levantado é: esse é o NOSSO pleno emprego, isto é, do jeito que o Brasil está, não há santo que abaixe esse nível de desemprego.Esse fato, acho que não muda. As pessoas capazes estão todas empregadas, tanto é que vimos nos últimos anos brigas por profissionais capacitados e aumentos relativos de salário, até em proefissões menos valorizadas. Isso quer dizer que primeiro, caso entremos em crise o cenário será desalentador, pois teremos desemprego na casa dos 30% ou mais; segundo, é necessário voltarmos às reformas iniciadas na década de 90 para que o Brasil vença essa barreira dos 20% de desemprego, pois se isso é o nosso máximo de emprego, bom então a situação é triste.
  • Leandro  03/12/2012 10:31
    David, o desemprego na casa dos 30% sempre foi a norma. A expansão artificial do crédito é quem faz "milagres" temporais na taxa de desemprego, reduzindo-o a níveis "historicamente baixos", mas depois retornando-o aos seus níveis normais.

    Veja o gráfico do histórico do desemprego na Espanha desde 1990. Veja se você observa algum padrão nele:

    www.tradingeconomics.com/charts/spain-unemployment-rate.png?s=umrtes&d1=19900101&d2=20121231
  • David  05/12/2012 10:14
    Ora, os períodos de desemprego na casa dos 30% foram terríveis, então uma volta a eles não é algo alentador, embora entenda que seja inevitável, caso sigamos no rumo em que estamos.
    No entanto, cabe dizer que parte do crescimento que vimos na última década possa ser creditada às reformas capengas implementadas na década de 90, que somadas ao ambiente de construção da bolha nos EUA e ao crescimento artificial chinês, nos fizeram melhorar economicamente.
    Os erros do governo Lula e Dilma é que nos trouxeram à beira do precipício em que nos encontramos, mas acredito que caso não tivesse havido PT em nossas vidas, mas um governo sério que completasse a série de reformas que necessitamos(tributária, trabalhista previdenciária, privatizações, etc.) estaríamos relativamente bem, mas ou menos cagando para a crise externa.
  • Cesar  03/12/2012 09:13
    Leandro,
    Se entendi bem o governo está "retirando" trabalhadores do mercado? isto é, para pessoas com poucas qualificações não ha emprego, logo o governo assume este (des)empregado via assistencialismo (coisas do tipo: bolsa familia, seguro desemprego, sus, etc)isso cria a falsa ilusao que há geracao de renda, mas na realidade nao foi geracao de renda e sim repasse de gastos do governo. É isso mesmo? Se estiver correto então o que devemos esperar para o Brasil não é outra coisa senão o agigantamento do estado e a trituração da classe media (via aumento de impostos)?
  • Leandro  03/12/2012 09:51
    É bem por aí. Você que é empreendedor sabe bem a dificuldade que é lidar com gente que quer ficar encostada no seguro-desemprego. Muitas vezes, empregados pedem para o patrão "demiti-los" formalmente apenas para poderem coletar o seguro-desemprego ao mesmo tempo em que continuam trabalhando e recebendo salário por fora. Os empreendedores de minha família vivem passando por isso.

    Outra coisa: as pessoas se acostumaram a ouvir que o desemprego é de 5%, 5,5%, e se assustam ao ver um valor de 20%. Ora, 20% tem de ser a norma em uma economia regulada e com enormes encargos trabalhistas. Um valor de 5% é ínfimo, e totalmente fictício sob essas condições. Imagine você reunir 100 pessoas de diferentes classes sociais em uma sala, e apenas 5 falarem que estão sem emprego formal? Isso não existe. Mesmo em uma economia livre, sem assistencialismos e sem salário mínimo, isso seria difícil de ocorrer.

    Uma taxa de 20% é a norma em todos os países de economia regulada; o que varia é apenas a metodologia. A sensação (real) de maior dificuldade de contratação vem do fato de que o desemprego caiu de 30% para 21,4% em decorrência da expansão do crédito no Brasil.
  • Mercado de Milhas  03/12/2012 11:54
    "A sensação (real) de maior dificuldade de contratação vem do fato de que o desemprego caiu de 30% para 21,4% em decorrência da expansão do crédito no Brasil. "

    Pode ser.. mas eu tenho a impressão de que só não tem trabalho hoje quem não quer.
  • Leandro  03/12/2012 12:32
    Trabalho sempre teve e sempre vai ter. E de sobra.

    Afinal, vivemos em um mundo de escassez, de modo que sempre haverá algum trabalho a ser feito. Nenhum bem ou serviço surge pronto do nada. Todos eles precisam ser criados e trabalhados. Um carro não surge do nada. É preciso trabalhar o aço, o alumínio, a borracha e o plástico que vão formá-lo. E esses quatro componentes também não surgem do nada. Eles precisam ser extraídos da natureza e/ou fabricados. O mesmo é válido para todos os outros bens de consumo que você possa imaginar, de laptops a aviões, passando por parafusos, palitos de dente e fio dental. Todos precisam ser trabalhados.

    Da mesma forma, o fato de você estar com fome não vai fazer com que uma pizza surja pronta na sua frente. Alguém precisa trabalhar para fazê-la. E os ingredientes utilizados na fabricação dessa pizza, por sua vez, também não surgiram do nada. Todos eles precisaram ser fabricados e/ou plantados e colhidos.

    Ou seja: não vivemos na abundância. As coisas não existem fartamente à nossa disposição. Todas elas precisam ser trabalhadas. Sendo assim, sempre haverá, em todo e qualquer lugar, algum trabalho a ser feito. Seja na fabricação de um bem de consumo, seja na prestação de algum serviço -- nem que seja a limpeza de uma janela, a troca de uma lâmpada ou a limpeza de algum banheiro.

    A questão é se a pessoa se dispõe a realizar algum trabalho em troca do salário ofertado, ou se a produtividade da pessoa não está abaixo do salário que ela está exigindo.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=487
  • Juliano Bregoli  24/12/2013 12:39
    Leandro, o que vivemos é uma escassez de cérebros, de empreendedores, temos tantas necessidades a serem satisfeitas,tantas oportunidades a serem concretizadas e não se concretizam, por que? Infelizmente muita gente com potencial não esta empreendendo e por diversas causas mas em especial uma econômica: O risco está valendo a pena? O retorno X risco vale a pena? Infelizmente temos muitas pessoas com potencial para gerar empregos que estão se perdendo em carreiras públicas e atividades burocráticas pois quando avaliam Risco X Retorno desistem antes de arriscar. Ah Outras acho que começaram a entrarem greve como na Revolta de Atlas. Aliás parabéns pelo trabalho e pelo texto.
  • Paulo  04/12/2012 08:48
    Parabéns Leandro pelo artigo, realmente sua ánalise retrata o que vemos no dia a dia.

    E qto a taxa de inflação? essa é mais difícil de se calcular, mas esse indíce oficial, tá muito abaixo da realidade, qdo vou fazer compras gasto cada vez mais, e o preço dos serviços então, dispararam.

    Que tal um estudo em cima desse indíce fajutado, parece o indíce da Cristina K.
  • Leandro  04/12/2012 09:30
    Obrigado, Paulo. Sobre o índice de inflação, ele foi comentado neste artigo (veja o último gráfico). Está havendo uma discrepância entre o IPCA e o ICV (índice de Custo de Vida). Para outubro, os valores anualizados foram de 6,43% e 5,45%, respectivamente.
  • Cristian  04/12/2012 18:53
    Excelente artigo. Leandro, você comentou que a manutenção de 20% é insustentável. Bem, voltaremos aos 30%? Há algum "termômetro"?
  • Mariana  04/12/2012 20:02
    Leandro,

    Gostei tanto que li cada comentário por aqui, realmente o Governo está mentindo na nossa cara. Não tinha noção dessa realidade, obrigada pelo artigo.
    Tenho o sentimento que a vida no Brasil melhorou, por exemplo, para as pessoas de classe média talvez seja difícil de ver isso, mas muitas pessoas pobres tiveram a oportunidade de comprar um fogão, geladeira pela primeira vez recentemente. Então como pode estar tão ruim se parece que tantas pessoas estão melhorando de vida?

    E, mudando de assunto me parece que se as coisas não mudarem para o próximo ano, inflação voltará a assombrar, correto?




  • Leandro  05/12/2012 03:23
    Prezada Mariana, obrigado. Quanto à sensação de que a vida melhorou, isso ocorre em absolutamente todas as economias que passam por um surto de crescimento em decorrência da expansão artificial do crédito. Veja aqui o gráfico do desemprego espanhol. A sensação de "vida melhor" durante os anos 2003-2007 eram reais. A conta veio depois.

    De resto, não entendi por que você perguntou que "como pode estar tão ruim se parece que tantas pessoas estão melhorando de vida?". Em momento algum disse que está ruim. Falei que as coisas ainda irão ficar ruins. Não estão agora.

    Abraços!
  • Rhyan  04/12/2012 21:04
    Leandro, se alguém diz que o natal é evidência de que o consumismo gera prosperidade, onde está o erro?

    A produção também aumenta para o natal mas esse aumento não é em função do consumo?

    Obrigado!
  • Leandro  05/12/2012 03:24
    O erro está naquilo que é repetido religiosamente neste site a cada 5 dias. O que é que permite o consumo? A produção.

    Você pode querer consumir o tanto que quiser; se não tiver havido uma anterior produção, você não irá consumir nada.

    E o que é que permite a produção? A acumulação de capital, o empreendedorismo, a divisão do trabalho, a poupança e o investimento. Sem esses itens, não há consumo. O consumo é permitido pela produção, e não o contrário. Pode haver produção sem um posterior consumo, mas não há consumo sem uma anterior produção.

    De resto, quanto ao surto de consumismo do Natal gerar "prosperidade", as consequências podem ser vistas nos PIBs nominais dos meses de janeiro e fevereiro: com as pessoas endividadas em decorrência das compras do Natal, estes são sempre os piores meses do ano. Que prosperidade é essa que gera endividamento e posterior redução forçada do consumo?
  • Rhyan  05/12/2012 14:31
    Sei, sei. O que eu quis perguntar é se essa cultura consumista do natal é algo positivo por aumentar a produção.
  • Andre Cavalcante  05/12/2012 17:21
    Puts cara,

    Não é o consumismo do Natal que gera a produção.
    As empresas é que produzem nos meses anteriores para se aproveitar do fim de ano.
    Que parte você não entendeu do que o Leandro disse?

    Abraços
  • Desculpe perguntar  05/12/2012 18:43
    Desculpe a pergunta, porém o discurso de que a geradora do consumo é a produção não implica NECESSARIAMENTE uma análise da economia baseada na oferta e não na demanda? (Supply side economy)

    Vide, por exemplo, a ideia de que se eu produzi 10 bicicletas para janeiro e apenas 8 foram compradas, não fui eu que errei em minha previsão; o consumo que foi insuficiente.
  • Leandro  05/12/2012 19:55
    "o discurso de que a geradora do consumo é a produção não implica NECESSARIAMENTE uma análise da economia baseada na oferta e não na demanda? (Supply side economy)"

    Não necessariamente.

    Consumidores não criam empregos

    E mesmo que implicasse, qual seria o problema? Economia do lado da demanda é keynesianismo, que ignora por completo a teoria da estrutura do capital e acha que é só estimular consumo e todo o mundo irá prosperar. Economia do lado da oferta é Chicago, que tem sérios defeitos no âmbito monetário, mas ao menos entende um pouco melhor o funcionamento do mercado.

    "Vide, por exemplo, a ideia de que se eu produzi 10 bicicletas para janeiro e apenas 8 foram compradas, não fui eu que errei em minha previsão; o consumo que foi insuficiente."

    Claro que foi você quem errou na produção. Você estimou um nível de consumo e ele foi outro. Logo, agora você tem duas opções: aumenta seus estoques ou faz liquidação. Empresas fazem isso diariamente. Ninguém acerta exatamente sua produção. O sistema de preços livres existe justamente para minimizar esses erros. Não há nada de esotérico aí.
  • Rhyan  05/12/2012 19:33
    As pessoas consomem mais no natal só porque houve maior produção ou por questões culturais? Foi a produção que se ajustou a questão cultural ou a questão cultural que se ajustou a produção.

    Essa é a questão.
  • Cristian  06/12/2012 03:43
    Sim, eliminemos todos os feriados e datas comemorativas! Vamos acabar com o cristianismo também. Assim não haverá motivo para consumo. Aff... Cultural ou não, consumo é escolha pessoal. Bem, a regra continua: Sem produção, sem consumo. Mesmo as propagandas de Natal são produção (investimentos das empresas para esta data comemorativa), que, consequentemente, atraem consumidores (para comprar algo que já foi produzido).
  • Rhyan  06/12/2012 17:58
    Mais um que não entendeu a pergunta... desisto...
  • Leandro  06/12/2012 18:34
    Por questões culturais. A produção que se ajustou à cultura -- a qual, aliás, é milenar e vem desde antes do surgimento do capitalismo (os Três Reis Magos levaram presentes para o menino Jesus, mas a prática se disseminou no século XIII). Na Idade Média havia festas carnavalescas nesta época.
  • Renato Souza  07/12/2012 01:38
    Leandro\r
    \r
    Por favor, fale mais a respeito de como você entende o surgimento do capitalismo. Se entendo corretamente, sempre houveram trocas voluntárias (mercado) mesmo em sociedades onde havia grande coerção ou intervenção. Adam Smith, que é anterior ao que os historiadores consideram o surgimento do capitalismo, descreve o funcionamento tanto do mercado livre (itens que não eram regulados, ou eram pouco regulados) quanto do intervencionismo (sobre itens que, por interesse de algum grupo, sofriam grande intervenção). A minha opinião tem sido a de que essas duas situações conviviam, durante talvez a maior parte da história da humanidade, e a Judéia no tempo de Jesus não seria exceção.
  • anônimo  07/12/2012 02:30
    Essa pergunta devia ser:
    se alguém diz que o natal é evidência de que o MEU consumismo gera prosperidade PRO VENDEDOR DE COISAS DE NATAL, onde está o erro?
  • Roberto Rachewsky  06/12/2012 20:56
    Aumenta o consumo por conta do 13 salário e da maior disponibilidade de produtos, fabricados para atender esta demanda incrementada sazonalmente pela cultura da compra de presentes natalinos. Assim como, na páscoa cresce o consumo de chocolate, no dia das mães de eletrodomésticos ou artigos do vestuário e no dia da criança, brinquedos.
  • Renato Souza  07/12/2012 01:57
    Eu diria que o capital não ficaria parado, de qualquer forma. Se não hovesse natal puxando os fatores de produção para determinados itens (inclusive armanezando itens para essa época específica), outros bens e serviços poderiam competir por esses fatores de produção. Creio que aqui podemos aplicar a idéia de Bastiat: A maioria só vé o que foi feito (produtos para o Natal) mas devemos ver o que não foi feito (produtos que teriam sido produzidos se o capital não fosse utilizado dessa forma). Não devemos supor, portanto, que se não houvesse essa peculiariade cultural, seriamos mais pobres.
  • Fabio "Sooner" Macedo  05/12/2012 05:57
    Meu comentário não vai acrescentar nada ao lado econômico/prático da discussão, mas não posso deixar de contar isso:

    "De fato, um estrangeiro mais desinformado que olhe para os números brasileiros irá se sentir tentado a arrumar suas malas, vender sua casa europeia e vir voando com toda a família para o Brasil."

    O pior é que eu conheci recentemente uma europeia que mudou de Londres (onde já era imigrante) para São Paulo em busca de emprego, guiada pelas notícias lá fora de que estamos em alta e tal e coisa.

    Em cinco meses, ela ainda não arrumou emprego (e tem formação superior em contabilidade); já foi atacada na rua uma vez (por sorte conseguiu escapar); e ainda por cima nem mesmo companhia ela arruma (os homens estão cada vez mais frouxos, a menina é bonita). Já avisou que se continuar assim nos próximos meses vai acabar a reserva de dinheiro e ela vai ter que voltar pra casa.

    Isso é Brasil: muita imagem, pouco de concreto - até mesmo no sexo...
  • Trevor Reznik  05/12/2012 07:04
    Simplesmente sensacional, Sr. Leandro.
  • Leandro  05/12/2012 08:03
    Muito agradecido, senhor Reznik. Já se recuperou da insônia?
  • anônimo  05/12/2012 17:02
    "Portanto, a real taxa de desemprego no Brasil em outubro foi de 21,4%. Nada surpreendente quando levamos em conta nossa legislação trabalhista e tributária. Encargos sociais e trabalhistas onerosos em conjunto com uma paquidérmica carga tributária sobre as empresas não poderiam permitir outro resultado senão esse. Um quinto da população sem emprego fixo após três anos de economia "pujante", segundo o animador de circo que habita o Ministério da Fazenda". \r
    AGORA SE VS SOMA este valor ao fato de que a população ativa é 100 milhões, 15% está no bolsa família, temos uma soma de 36,4% de pessoas provavelmente sem emprego. Para mim isto faz sentido. É um valor histórico. Brasil sempre esteve nesta faixa de pessoas sem emprego. EMPREGO na definição de como foi analisada por VS.\r
    No artigo abaixo V leitores podem ver um gráfico sobre um dos fatores determinantes da falta de emprego\r
    brazilianbubble.com/chart-brazilian-industrial-activity-as-of-gdp-back-to-levels-seen-in-the-50s/
  • Mariana  06/12/2012 17:30
    Obrigada Leandro.
  • Samuel  07/12/2012 12:51
    Além de tudo que o Leandro apontou, não se pode esquecer que o Brasil teve aproximadamente 8 milhões de pessoas que receberam seguro-desemprego em 2011, assim muito gente está preferindo tirar "umas férias" E mesmo com as maquiagens contábeis, a População Economicamente Ativa caiu entre entre 2009 e 2011, segundo a PNAD 2011. Caiu de 101 milhões em 2009 para 100 milhões em 2011. Olho na PEA!\r
    Fonte:\r
    ftp://ftp.ibge.gov.br/Trabalho_e_Rendimento/Pesquisa_Nacional_por_Amostra_de_Domicilios_anual/2011/tabelas_pdf/sintese_ind_4_1_1.pdf\r
    \r
  • Ewerton Alipio  08/12/2012 06:27
    Análise concisa, porém brilhante. É crucial difundir estas palavras o mais amplamente possível.
  • Luiz P.  10/12/2012 13:14
    Meio off-topic. Viram a recente lei a a Dilma aprovou?
    Agora os impostos sobre os produtos vão estar listados na Nota Fiscal do produto.

    Tem alguma coisa de bom nisso ou é só um truque sujo do governo?
  • Leandro  10/12/2012 13:23
    Amanhã.
  • Petrus Tavares  14/12/2012 22:51
    Ótimo texto!

    Leandro Roque, você bem que poderia fazer (pelo menos tentar, não sei sobre a disponibilidade dos dados) fazer a mesma "reconstrução" sobre a taxa de brasileiros na classe média, já que a nova metodologia fez com que pessoas consideradas em outros lugares como miseraveis fossem encaradas como classe média.

    Abraço
  • Leandro  21/12/2012 14:23
    ATUALIZAÇÃO: acabo de fazer os cálculos para o mês de novembro. Deu 20,8%. Menor que em outubro (21,4%), mas maior que em novembro do ano passado (20,5%).

    Como dito ao leitor Guilherme mais lá em cima, o desemprego vai cair novamente em dezembro, chegando ao menor valor do ano. Ano que vem é que é a incógnita.
  • Edson José Monteiro  21/12/2012 17:59
    Texto inteligente e bastante elucidadivo.
    Moro em uma cidade do interior,e é incrivel o numero de pessoas que eu conheço que estão inseridas nesses casos absurdos e que são consideradas empregadas.
    Tomei contato com o site hoje e já o adicionei aos meus favoritos.
    Tenho uma duvida e talvez voces já até tenham postado alguma matéria sobre as nossas classes sociais, acho os atuais dados um tanto quanto confusos e manipulados.
    Durante minha vida sempre fui enquadrado em uma determinada faixa social, não houve nenhum fato novo, receber uma herança de um tio solteiro, ganhar na loteria, muito pelo contrário, estou aposentado e vi minha situação ascender a uma classe social elevada, logo logo estarei ao lado do Eike rsrsrsrsrsrsrsr, não dá prá acreditar que eu subi, acho é que tudo foi rebaixado, com o intuito de dourar a pilula dos ditos regimes populares.
  • Leandro  21/12/2012 18:09
    Prezado Edson, de acordo com o governo, é classe média quem tem renda per capita entre R$ 291 e R$ 1.019 por mês.

    Isso gera situações pra lá de cômicas. Pelo menos metade das famílias que moram em favelas pertence à nova classe média, e quase 5% dos favelados, sempre segundo o governo, são de classe alta. Sério.

    Nova classe média inclui ao menos 50% das famílias em favelas do país


    Grande abraço e seja bem-vindo.
  • samuelborgesdossantos  22/12/2012 16:35
    Trabalho sempre teve e sempre vai ter. E de sobra (Leandro 03/12/2012 12:32:12)

    O que falta definir com precisão é EMPREGO, DESEMPREGO. Por este seu artigo, os V números, vis a vis aos números do ministro Mântega, tem-se que os índices do IBGE deveriam ser chamados OCUPAÇÃO, DESOCUPAÇÃO.
    No seu ponto de vista, que faço meu, não tem nenhum cabimento considerar que para ganhar a vida "se um gerente de banco é demitido e passa a fazer malabarismo no semáforo, a taxa de desemprego não se altera".
    Índice de OCUPAÇÃO/DESOCUPAÇÃO não teria utilidade econômica e também nem política porque o governo quer flautear que criou emprego. ESSA A RAIZ DO DESENCONTRO.
  • Eduardo  26/12/2012 03:54
    Excelente artigo Leandro.

    Abraço
  • Luis Eduardo  20/01/2013 01:09
    Meu caro amigo, você que fez essa pesquisa, você é simplesmente fantástico, é com muitissimo prazer que eu vejo, atravez da sua pesquisa, o que eu já suspeitava e falava e suspeitava há muito tempo para os meus amigos e parentes, a real taxa de desemprego no nosso páis é superior a europeia e está realmente acima dos 20%, pois em um pais pobre e atrasado como o nosso, onde a maioria das fábricas mais importantes estão nas mãos de estrangeiros e onde nunca se teve um estado de bem estar social, só poderíamos estar nessa, eu mesmo sou uma dessas vítimas, apesar de ser engenheiro e de ter uma pós pela FGV, não consigo arrumar um emprego decente!
    Enquanto esse bando de canalhas, bandidos que se inclausuraram no poder, ficam aí mentindo pra população, estarei divulgando a sua pesquisa e esses dados que você colheu, meu muito obrigado, você é o cara!!
  • Leandro  22/01/2013 00:03
    Prezado Luis Eduardo, acho que você diagnosticou erroneamente o problema.

    Pra começar, não há nenhum problema em se ter "as fábricas mais importantes estão nas mãos de estrangeiros". O que interessa é o que elas produzem, com que qualidade e a que preço. Ademais, é falsa essa sua afirmação.

    De resto, o problema do país é justamente haver um estado de bem estar social. Afinal, para que tal estado exista, alguém tem de bancá-lo. E quem banca é justamente o setor produtivo.

    Graças aos encargos sociais e trabalhistas que incidem sobre a folha de pagamento, bem como à carga tributária que incide sobre a receita e sobre o lucro, não sobra dinheiro nem para aumentos salariais nem para contratações a salários atraentes.

    Encargos sociais: INSS, FGTS normal, FGTS/Rescisão, PIS/PASEP, salário-educação, Sistema S. Encargos trabalhistas: 13º salário, adicional de remuneração, adicional de férias, ausência remunerada, férias, licenças, repouso remunerado e feriado, rescisão contratual, vale transporte, indenização por tempo de serviço e outros benefícios.

    Carga tributária: IRPJ de 15%, mais uma sobretaxa de 10% sobre o lucro que ultrapassa um determinado valor, mais CSLL de 9%, mais PIS de 1,65%, e mais COFINS de 7,6%. Além disso, ICMS (que varia de estado para estado, mas cuja média é de 20%) e ISS.

    Desse jeito, realmente, não há como trabalhadores serem beneficiados.

    Ou seja, "direitos sociais" (encargos sociais e trabalhistas pagos pelos patrões), os trabalhadores têm inúmeros. Só que, para terem esses direitos, seus salários ficam cada vez mais achatados. Não há, afinal, almoço grátis.

    Querer que, com todo este peso do estado, haja aumento salarial no Brasil e bons empregos com bons salários é querer milagres dignos de canonização.

    Abração!
  • Pedro Mello  01/02/2013 13:30
    Normalmente o indice de desemprego espanhol é muito maior que o Francês e o Portugues. Nunca se chegou a uma explicação exata, mas a melhor resposta que eu vi e que acredito é dado o número de imigrantes de baixa qualidade das ex-colonias espanholas.
    Quanto a veracidade do número, se você confia no numero espanhol ha de confiar tambem no frances ou portugues, uma vez que todos os numeros de paises da união europeia são avalizados pelo orgao chamado Eurostat!
    há sim loucuras feitas para se chegar ao número que o IBGE divulga, assim como muitos paises, mas o pior para mim é que o numero é feito por amostra tirada em 6 regiões metropolitanas:
    Rio de Janeiro
    São Paulo
    Porto Alegre
    Belo Horizonte
    Salvador
    Recife

    Os números de emprego são oriundos APENAS dos maiores centros econômicos do país!
    Não há uma cidade representativa do Centro Oeste nem do Norte.

    Em outros países o número é realmente nacional.
    Talvez se a Espanha divulgasse apenas os números de Madrid e Barcelona, o desemrpego seria na casa dos 12%.
    Se a França divugasse o desemprego em Paris e Marselha, seria de 5%
  • Ricardo  01/02/2013 13:40
    "uma vez que todos os numeros de paises da união europeia são avalizados pelo orgao chamado Eurostat!"

    Não é, não. Cada país tem sua própria agência. Quem calcula o desemprego espanhol é o INE. Quem calcula o desemprego francês é o INSEE, e assim por diante. Não tem nada disso de uma só agência calcular para todos os países.
  • Heisenberg  06/02/2013 02:44
    Vcs acham que os economistas que trabalham no mercado financeiro e que utilizam-se de metodologias do "mainstream" confiam nos números do IBGE e do Guido? Claro que não, eles sabem ganhar dinheiro, mas guardam essas informações só para eles e deixam o circo continuar pra animar o povão. Os dados estão acessíveis, qualquer um pode baixar a planilha e fazer o mesmo que o Leandro fez.
  • kiko  11/03/2013 20:06
    Leandro, o fato dos salários estarem subindo e a perceptivel dificuldade de se encontrar mão de obra não contraria seu artigo?
    Se o desemprego fosse de 20% da pop não deveria ser facil e mais barato contratar alguem?
  • Leandro  11/03/2013 20:27
    Kiko, você não observou a evolução do gráfico do desemprego? Sim, o desemprego é de 20%, mas este é o menor valor da história. Como é que isso -- o fato de ser o menor valor da história -- vai contra as suas afirmações sobre salários?

    Três adendos:

    1) O valor nominal dos salários aumentou porque a quantidade de dinheiro na economia aumentou. De janeiro de 2008 até hoje, a quantidade de dinheiro na economia mais do que duplicou.

    2) Essa duplicação da quantidade de dinheiro na economia estimulou o aumento do emprego, pois a maior quantidade de dinheiro reduz o custo real dos encargos sociais e trabalhistas -- ao menos temporariamente.

    3) Quanto à dificuldade de achar mão-de-obra, isso tem a ver com incentivos contrários ao trabalho, como a facilidade de ficar encostado no seguro-desemprego e a possibilidade de negociar com o patrão uma demissão sem justa causa que permita ao demitido levantar seu FGTS.
  • Renato Souza  12/03/2013 10:31
    Vou dar um pitaco.

    Concordo com tudo isso que o Leadro falou, mas acho importante lembrar também que há dificuldades para encontrar mão-de-obra REALMENTE capacitada. É a coisa mais simples do mundo encontrar uma faxineira, o difícil é encontrar uma que saiba limpar. Então, se você tiver tido a sorte de encontra-la, terá de pagar o suficiente para que ela não vá embora. Mesma coisa em qualquer outro ramo. "Pedreiros" tem de monte, o difícil é encontrar um que não seja um "meia-colher". Mestre-de-obras, então, é uma facilidade. Mas a maioria deles não vale um oficial de tempos mais antigos.

    E na indústria e agricultura, dizem que a coisa está até pior.
  • Julio Heitor  20/03/2013 01:20
    Acho que agora o desemprego voltará aos 30% de sempre:

    g1.globo.com/politica/noticia/2013/03/pec-das-domesticas-e-aprovada-em-primeiro-turno-no-senado.html
  • Ricardo  29/03/2013 01:16
    Dúvida: um aumento do salário mínimo não geraria um aumento do desemprego? Considerando a taxa real de desemprego, que em 2006 chegou a 35%, e agora em 2012 estava em apenas 22%, e o salário mínimo quase dobrou desde 2006. Poderíamos dizer que o poder de compra diminui, pois o governo desvalorizou a moeda, mas eu não creio que desde 2006 o poder de compra tenha diminuído proporcionalmente ao aumento do salário mínimo(o dobro)
  • Leandro  29/03/2013 04:46
    Um comparativo entre a evolução salário mínimo e a evolução do emprego estará totalmente incompleto se você não levar em conta a evolução da quantidade de dinheiro na economia brasileira.

    Como mostra o gráfico 3 deste artigo, a quantidade de dinheiro na economia brasileira quase que triplicou (aumentou 2,7 vezes) desde janeiro de 2006. Se a quantidade de dinheiro aumenta mais do que o aumento de preços, o volume de gastos também tende a aumentar, o que significa que o desemprego tende a cair.

    No caso específico brasileiro, essa quase triplicação da quantidade de dinheiro na economia estimulou o aumento do emprego porque a maior quantidade de dinheiro reduz o custo real dos encargos sociais e trabalhistas -- ao menos temporariamente, enquanto os preços crescem menos que o crescimento da oferta monetária.

    A análise que diz que aumento do salário mínimo gera desemprego pressupõe uma oferta monetária razoavelmente constante. Porém, se por um conjunto excepcional de circunstâncias, a oferta monetária cresce muito e os preços se mantêm relativamente estáveis, não há nenhum motivo para um aumento do salário mínimo gerar desemprego.

    Grande abraço!
  • Rebeca  02/05/2013 21:13
    Estou fazendo um trabalho sobre a taxa de desemprego e emprego no Brasil e fiquei bastante confusa pois cada pesquisada que eu dava obtinha uma informação diferente '~' achar esse site foi um milagre e não vejo a hora de mostrar essa triste realidade pra minha turma ..claro citanto todos os créditos e passando o link do site :)~
  • anônimo  02/05/2013 22:53
    Se fizer isso, leve um coleta a prova de balas.O ambiente universitário brasileiro é esquerdista demais...
  • Professor Universitário  02/05/2013 23:20
    Reacionária, agente da CIA e inimiga do povo!
    Mercenária neo-liberal!
    Nazista! Fascista! Direitista! FH-cista!
    Protetora do capital internacional!
    Anti-patriota!
    Seguidora de judeus nazistas!

    (É o que a inteligentsia brasileira pensará de você)

  • Anônimo  02/05/2013 23:36
    Sr. Leandro
    Perfeito em seu objetivo demonstrando a metodologia - ou falta dela - nos cálculos do IBGE. O senhor publica a real taxa todo mês ? Onde podemos encontrá-la ? O momento atual clama por profissionais de sua seriedade.
  • Leandro  29/05/2013 19:41
    Atualização das taxas de desemprego:

    Outubro - 2012

    IBGE oficial - 5,3%
    DIEESE - 10,5%
    IGBE real - 21,4%


    Novembro - 2012

    IBGE oficial - 4,9%
    DIEESE - 10%
    IGBE real - 20,8%


    Dezembro - 2012

    IBGE oficial - 4,6%
    DIEESE - 9,8%
    IGBE real - 20,5%


    Janeiro - 2013

    IBGE oficial - 5,4%
    DIEESE - 10%
    IGBE real - 25%


    Fevereiro - 2013

    IBGE oficial - 5,6%
    DIEESE - 10,4%
    IGBE real - 24%


    Março - 2013

    IBGE oficial - 5,7%
    DIEESE - 11%
    IGBE real - 23,5%


    Abril - 2013

    IBGE oficial - 5,8%
    DIEESE - 11,3%
    IGBE real - 23,3%
  • Marco Aurélio  14/06/2013 23:09
    Prezado Leandro

    E recentemente a Presidente Dilma, rebatendo críticas de um cenário complicado da economia, elogia a situação do emprego no país e diz que o Brasil está bem melhor que os países desenvolvidos:

    "Vocês lembram como era antes? Nós tínhamos uma taxa de desemprego alta. A Europa e os Estados Unidos, uma taxa baixa. Hoje nós temos uma das menores taxas de desemprego do mundo, quase pleno emprego [sic]. Na Europa, há países em que, para as populações jovens, o desemprego alcança 50%."

    (extraido do UOL Economia - economia.uol.com.br/noticias/redacao/2013/06/14/dilma-diz-que-ha-terrorismo-e-conto-do-vigario-contra-o-pais.htm)

    A quem ela pensa que pode enganar?

  • Andre Cavalcante  15/06/2013 01:26
    Infelizmente a grande maioria dos brasileiros e a mídia
  • Pedro Ivo  15/06/2013 13:01
    Veja na mídia "especializada" a quantidade de elogios ao "pleno emprego" no Brasil e você saberá a quem eles podem enganar. No Globonews Painel (e em toda a TV paga brasileira) sempre que levam algum economista, eles citam a taxa de emprego, recorde, e nunca a metodologia.

    Mídia ignorante, academia desonesta e população crédula: é a eles que este embuste engana.
  • Marcos Motta  05/06/2013 14:04
    Prezado

    Existem algumas inconsistências técnicas no seu texto. Você esqueceu de dizer que quando alguém para de procurar emprego ele sia da População Economicamente Ativa. Seu estudo deve também cotejar a relação PEA/PIA, sem isso fica um pouco falho metologicamente.

    No modelo do DIEESE estão os subempregados e no do IBGE não. Não há nada de errado nisto, são duas metodologias válidas e explicam o que estão medindo, que são coisas bem diferentes e coletadas em regiões diferentes.

    Só lamento informar, que de fato o Brasil está quase em pleno emprego mesmo, o que pode ser observado pelo aumento na relação entre o aumento real dos salários e o aumento real da produtividade do trabalho. O aumento desta relação só acontece em momentos de pleno emprego ou quase pleno emprego e é um componente inflacionário estrutural. Logo, não adianta brigar com a realidade.

    Bom dia
  • Leandro  05/06/2013 14:50
    "Você esqueceu de dizer que quando alguém para de procurar emprego ele sia da População Economicamente Ativa."

    Prezado, atente-se para os fatos. Em meus cálculos, incluí cinco categorias. Pessoas desocupadas, trabalhadores não remunerados, pessoas com rendimento/hora menor que o salário mínimo/hora, pessoas marginalmente ligadas à PEA, e pessoas desalentadas.

    Destas cinco categorias, apenas a de "pessoas desalentadas" é considerada como não sendo economicamente ativa. Só que, para seu desgosto, o número de desalentados é ínfimo se comparado aos outros itens, e sua exclusão não altera os resultados em absolutamente nada (0,02 ponto percentual para ser mais exato).

    Eu discordo da exclusão destas pessoas do cálculo. Afinal, uma coisa é ela parar definitivamente de procurar emprego; outra coisa é ela estar "desalentada". Uma pessoa desalentada quer emprego, mas não encontra. Por que ela deveria ser excluída do mercado de trabalho?

    No entanto, para o bem do debate, estou lhe afirmando (e você pode comprovar fazendo os cálculos): a exclusão dos desalentados não altera em absolutamente nada a taxa de desemprego por mim calculada. Todos os outros itens são pessoas economicamente ativas. Já começou dando um chilique desnecessário.

    "Seu estudo deve também cotejar a relação PEA/PIA, sem isso fica um pouco falho metologicamente."

    Por quê? O objetivo é mostrar o percentual de pessoas que se enquadram nos cinco itens explicitados acima em relação à população economicamente ativa. Para isso não é necessário cotejar relação PEA/PIA, mas sim os cinco itens em relação à PEA.

    "No modelo do DIEESE estão os subempregados e no do IBGE não."

    E foi exatamente isso o que fiz: incluí os subempregados na taxa de desemprego do IBGE, e utilizando os próprios números do IBGE. O fato de você não ter observado isso mostra que nem sequer se deu ao trabalho de ler o texto. Apenas olhou o gráfico e já ficou enfezado.

    "Não há nada de errado nisto, são duas metodologias válidas e explicam o que estão medindo, que são coisas bem diferentes e coletadas em regiões diferentes."

    A diferença entre as regiões é que o DIEESE exclui a cidade do Rio de Janeiro e inclui Fortaleza e Distrito Federal.

    "Só lamento informar, que de fato o Brasil está quase em pleno emprego mesmo, o que pode ser observado pelo aumento na relação entre o aumento real dos salários e o aumento real da produtividade do trabalho."

    Só lamento informar que, segundo o DIEESE, cuja metodologia você acabou de afirmar ser válida, a taxa de desemprego é de 11,3%, maior que a de todos os países da Europa, exceto a dos PIIGS. Pleno emprego com desemprego de 11,3% deve ser novidade na teoria econômica.

    Quanto a "aumento real da produtividade do trabalho", gostaria de saber de onde você tirou isso. Eis aí um tópico em que economistas de todas as vertentes e matizes ideológicos concordam estar em queda.

    Aliás, você se contradiz aí: se a taxa de desemprego realmente está baixa e o PIB está estagnado, então a simples divisão produto/emprego mostra que a produtividade está nula. Afinal, um país com mão-de-obra plenamente ocupada teria de estar apresentando uma alta produção. Se o emprego sobe, mas a produção está parada, então a produtividade per capita está declinante.

    Caso não aceite isso, pode ver esta reportagem do Financial Times a respeito.

    "O aumento desta relação só acontece em momentos de pleno emprego ou quase pleno emprego e é um componente inflacionário estrutural. Logo, não adianta brigar com a realidade."

    Como mostrei acima, quem está brigando não apenas com a realidade, mas até mesmo com a matemática, é você. E tudo por causa destas doenças gêmeas chamadas ideologia e governismo.

    Bom dia.
  • Marcus Holst Eliseire  24/07/2013 13:09
    Eu suspeitava destas coisas desde o princípio! Agora com sua análise minhas suspeitas encontram o necessario respaldo. Obrigado! Belissimo trabalho!
  • Caio  25/07/2013 15:57
    Qual seria o calculo se excluirmos os funcionarios publicos contratados nos governos petista e as familias que mamam no bolsa familia e que portanto nao estao procurando emprego e nao aparecem na estatistica ?

    Esse numero assustaria muita gente. Além claro da metodologia bizarra que vc muito bem expos.
  • Marlon  06/08/2013 20:25
    Olá Leandro,

    Este assunto sempre me deixou intrigado, vendo anúncios de praticamente 'pleno emprego' no país e no dia a dia vemos muita gente miserável, muito subemprego, salários que não permitem uma vida adequada (claro que há gente que gasta mal, mas isso é outro assunto rsrsrs). Quem foi para outros países já deve ter notado que não há pessoas apertando botões em elevadores; não há cobradores de ônibus (reduz o preço da passagem); em postos de combustíveis há o sistema 'self service' (o que ajuda reduzir o preço do combustível); o número de caixas em supermercados é reduzido, e assim por diante. Estes empregos não desaparecem, acabam sendo absorvidos em outras atividades. (Vale ressaltar que em países desenvolvidos, mas em 'crise', não vemos milhares de pessoas vivendo em favelas). Crise de crédito afeta parte do comércio, setor de serviços, a construção civil, mas é temporário, por isso um aumento no desemprego em alguns países. Aos poucos estas taxas de desemprego vão cair novamente.

    É interessante quando vemos as taxas de desemprego medidas pelo IBGE e pelo DIEESE. Já cheguei a ver uma taxa medida pelo DIEESE 3 vezes maior que a do IBGE! Curioso, fui comparar as metodologias do DIEESE, IBGE e do INE espanhol (em andamento a comparação com o INE português). [INE: instituto nacional de estatísticas].

    O que posso dizer para vc é que em geral as metodologias são semelhantes, há inclusive medidas adotadas em conformidade com a Organização Internacional do Trabalho. Fiz um arquivo colocando lado a lado as definições e metodologias. A definição abaixo é usado pelo IBGE e também pelo INE espanhol e INE português, por exemplo:

    "São classificadas como ocupadas na semana de referência as pessoas que exerceram trabalho, remunerado ou sem remuneração, durante pelo menos uma hora completa na semana de referência, ou que tinham trabalho remunerado do qual estavam temporariamente afastadas nessa semana."

    É algo completamente esquisito ("ao menos 1h completa..."), mas é assim que medem. (então temos um ranking de esquisitices, ao menos comparamos as esquisitices entre países...). Apenas nas notas técnicas do DIEESE não encontrei esse papo do '1h completa' na semana de referência, ou eles são mais rigorosos ou devem utilizar isso também. (deste jeito, flanelinha é um cara empregadíssimo!).

    A maior diferença que percebi entre o IBGE e o DIEESE é que (ao menos minha impressão) o IBGE coloca mais pessoas como inativas (jeitinho? rsrsrs), e assim a taxa de desemprego fica menor, em relação ao DIEESE. Em relação às estatísticas espanhola e portuguesa, elas têm melhor qualidade, em minha opinião, porque abrangem uma proporção maior da população, e em todas as regiões de cada país.

    As estatísticas brasileiras ficam concentradas em 6 (IBGE) e 7 (DIEESE) regiões metropolitanas. A Espanha tem uma população estimada (2011) de 46.815.916 habitantes, a na estatística trimestral são entrevistados 60.000 domicílios. O Brasil tem uma população estimada (2011) de 195.200.000 habitantes, o DIEESE coleta dados no trimestre em 54.000 domicílios! (O IBGE faz uma pesquisa mensal em uns 40.000 domicílios). Isto para mim mostra que a qualidade dos dados brasileiros são inferiores porque a amostra é pequena (proporcionalmente a população de cada país). O DIEESE e o IBGE deveriam pesquisar um número 3 a 4 vezes maior de domicílios, em todas as regiões do país, para ter uma pesquisa de melhor qualidade.

    Sobre o seu gráfico, acho que as coisas não bem daquela maneira. Se entendi o que você fez, você incluiu no número de "não economicamente ativas" (inativas) as pessoas que o IBGE classifica como:

    1) pessoas desocupadas; 2) trabalhadores não remunerados; 3) pessoas com rendimento/hora menor que o salário mínimo/hora; 4) pessoas marginalmente ligadas à PEA; 5) pessoas desalentadas.

    Tem que se ter cuidado. Porque estes não são dados a mais, não podem ser somados, parte destes dados já estão considerados entre os inativos e ocupados. Exemplo: o número de pessoas marginalmente ligadas à PEA e pessoas desalentadas, já são parte do número de pessoas inativas, os números são explicitados apenas para mostrar quantos dos inativos estariam nestas condições. Deste modo, você somou algumas pessoas duas vezes. As pessoas com subemprego são consideradas com emprego, tanto aqui como em outros países, só que aqui o subemprego deve existir em proporção muito maior como escrevi no início.

    Tenho a impressão que "pessoas desalentadas", que o IBGE conta como "inativas" (explicitando quantas inativas são 'desalentadas') o DIEESE as conta como "desocupadas". Isso deve ocorrer também com as "Pessoas Marginalmente Ligadas à PEA". O número de inativos é maior no IBGE, mas demonstrar COMO eles fazem isso ainda não consegui, estou olhando os microdados.

    Em suma, os resultados do IBGE têm proporção maior de inativos do que o DIEESE, assim a taxa de desemprego fica bem menor (jeitinho?) e o governo faz a festa. Acredito que se o DIEESE entrevistasse um número 4 vezes maior de domicílios - mesma proporção que na estatística espanhola, e em todo o território nacional (mesmo com o blablabla de "ao menos 1h completa...") a taxa de desemprego deve estar entre 15% a 20%, algo não muito diferente dos países europeus 'em crise'. A diferença maior deve ser no número de subempregados entre a população considerada 'ocupada', aqui deve ser maior que lá.

    Bem, é isso. Abraço.
  • Leandro  06/08/2013 20:40
    Prezado Marlon, você cometeu alguns equívocos. Pessoas desocupadas, trabalhadores não remunerados, pessoas com rendimento/hora menor que o salário mínimo/hora e pessoas marginalmente ligadas à PEA são "pessoas economicamente ativas" e não "pessoas inativas".

    Logo, a soma destes valores e a subsequente divisão pelo número total de pessoas economicamente ativas não configura "soma de algumas pessoas duas vezes". Configura, isso sim, uma maneira matematicamente acurada de se encontrar o percentual destas pessoas em relação ao total de pessoas economicamente ativas.

    A única diferença da metodologia do IBGE para essa que utilizei é que a do IBGE coloca no numerador apenas as "pessoas desocupadas" (que representam apenas uma pequena fatia das pessoas economicamente ativas) e então divide pelo total de pessoas economicamente ativas.

    Já a metodologia que utilizei coloca no numerador todas as categorias acima (que representam uma fatia maior das pessoas economicamente ativas) e então divide pelo total de pessoas economicamente ativas.

    Sobre as pessoas desalentadas, tenha a bondade de ver minha resposta acima ao leitor Marcos Motta.

    Já que você me mandou ter cuidado, peço que seja você quem, da próxima, tenha mais cuidado ao fazer tais acusações. Abraços!
  • Marlon  07/08/2013 00:16
    Caro Leandro,Desculpe mas não fiz "acusações" em meus comentários. Quando escrevi "ter cuidado" foi apenas um comentário de modo geral - direcionado para todos, inclusive para mim que, lendo novamente, percebi que não fui claro em um dos parágrafos. Não estou fazendo críticas ou acusações, apenas acrescentando informações sobre as metodologias, trocando uma ideia num tom de bate papo, ao menos espero que seja assim.Eu não afirmei que são "inativas" as categorias: pessoas desocupadas, trabalhadores não remunerados, pessoas com rendimento/hora menor que o salário mínimo/hora.Isto concordo com você, são "economicamente ativas". Apenas em outra parte ("somar duas vezes") troquei parte do numerador na hora de redigir o comentário, escrevendo uma coisa e pensando em outra taxa (por isso o "tomar cuidado" é geral, vale para mim também), portanto, desconsidere aquela parte do meu comentário.Contudo, logo no início de sua resposta você afirmou que "pessoas marginalmente ligadas à PEA" são pessoas economicamente ativas. O IBGE as considera "inativas":"Pessoas marginalmente ligadas à PEA:São definidas como marginalmente ligadas à população economicamente ativa na semana de referência as pessoas >>> não-economicamente ativas >> pessoas marginalmente ligadas à população economicamente ativa > ocupadas << na semana de referência, cuja relação do rendimento mensal habitualmente recebido de todos os trabalhos por horas semanais habitualmente trabalhadas em todos os trabalhos é inferior a relação do salário mínimo por 40 horas semanais."Este grupo (assim como "Subocupadas por Insuf. Horas Trabalhadas"), também entra na conta de pessoas "ocupadas" em outros países, isto não é uma bizarrice do IBGE. Eu concordo com você que certos casos não deveriam ser classificados como empregados, mas como desempregados. Isto aumentaria um pouco as taxas de desemprego em outros países também.Assim, no seu gráfico baseado nos dados do IBGE, para mim, ou seja, apenas uma sugestão, tem que levar em conta que "pessoas marginalmente ligadas à PEA" são "inativas" e desconsiderá-las. Tirando as "desalentadas" e "marg. lig. PEA" vai puxar um pouquinho para baixo a taxa de desemprego que você calculou, mas mesmo assim, vai ficar tão alta em relação ao IBGE que os governistas vão nos odiar na mesma, rsrsrs. Abraço.
  • Sebastien  09/08/2013 14:39
    Ola pessoal, sou francês e moro aqui no Brasil vou tentar dar o meu opinião de maneira objectiva sobre o que vejo no pais.

    Cada pais tem seu truque para esconder os verdadeiros valores do desemprego. Realmente o calculo do desemprego no Brasil e de dar risada igual quando a Dilma fala que vai o lucro do petróleo pela educação.

    Comecei a me questionar sobre o assunto, quando vi na internet varias amigas recém formadas e não encontrando emprego, sera que o Brasil e muito entusiasmo com o calculo do desemprego igual ele era nas previsões do PIB esses últimos anos. Um amigo meu [Frances] já tinha me falado que o IBGE incluía o trabalho informal nas estatísticas e que também se tratava só de umas regiões, mas não acreditei realmente porque se for o caso já seria denunciado oficialmente no pais pela oposição politica mas era sem contar na corrupção integral dos políticos. Realmente não tem como fazer uma estimação do trabalho informal, então os cálculos são completamente manipulados a boa vontade dos políticos. Sem falar dos estados isentos na contagem que também contam com muitos desempregados.

    Pelo que sei do meu pais, e que os cálculos são também falsos voluntariamente, tipo uma pessoa de 58 anos recebendo ajuda do governo e que não procura emprego não e contado no desemprego, já e uma realidade que la aos 58 anos nenhuma empresa quer de você, o governo já tentou de dar incentivas pelas empresas empregar esse tipo de pessoas, mas sem resultados. Mas o que sei e que inclui todos os estados [departamentos la] na contagem e que o `malandro do semáforo` ou nenhuma forma de trabalho informal ajuda na contagem. Temos o problema la que do `desemprego voluntario`, o seguro de desemprego e bem remunerado e pode ir ate 2 anos e também o governo ajuda as pessoas a se formar para ganhar em empregabilidade e remuneração. Mas se um dia um governo tem a coragem de reduzir essas vantagens acredito que a taxa de desemprego vai cair drasticamente.

    Gostaria de ter o testemunho de alguns recém formados pra saber quando tempo eles demoraram a encontrar um emprego em relação ao estudo superior feita ou se estão com dificuldades a encontrar um emprego e no caso por qual motivo em geral as empresas recusam dar uma chance.

    Tenho uma pergunta o desemprego e calculado sobre a população ativa ou sobre a população total do pais ?
  • Sebastien  09/08/2013 14:48
    Gostaria de saber também como e considerada a população ativa no brasil, olhei num site francês e e estimada assim :
    A população ativa se define como as pessoas em idade de trabalhar que são disponíveis para o mercado de trabalho, que elas tem um emprego [população ativa ocupada] ou que elas estejam desempregadas [população ativa desocupada] isento as pessoas que não procuram emprego, como as donas de casa, estudantes, pessoas com deficiência que não permite atividade, e as pessoas vivendo de rendas. As idades dessa categoria vai de 15 a 64 anos.

  • Leandro  09/08/2013 15:41
    É calculado sobre a população economicamente ativa. E a definição da PEA aqui no Brasil é muito semelhante a essa da França. Mas vale enfatizar que há pessoas que não são oficialmente incluídas na PEA mas que gostariam de estar trabalhando (como as desalentadas e as marginalmente ligadas à PEA). Elas também devem ser levadas em consideração no cálculo do desemprego.
  • Lucas   31/08/2013 01:34
    Leandro, e hoje? Como está a cruel realidade brasileira? Os países da europa SEMPRE tiveram altas taxas de desemprego por causa das rígida legislação trabalhista! Nesse quesito, os EUA são imbatíveis. Geram emprego para os americanos e para os outros milhões que fugiram de seus países de origem em busca de uma vida melhor.
  • Leandro  31/08/2013 04:26
    Em julho, a taxa de desemprego foi de 21,4%.
  • Lucas  24/10/2013 18:25
    Leandro, e hoje? subiu ou caiu? como está a cruel realidade brasileira?
  • Leandro  24/10/2013 23:40
    Em setembro foi de 20,2%.

    Nas cifras do IBGE, a mais desavergonhada de todas é a suposta taxa de desemprego em Porto Alegre: 3,4%!

    Até mesmo Fidel Castro e os países da URSS eram um pouquinho mais comedidos ao relatarem o desemprego em seus países, e inventavam algo em torno de 4%, pois sabiam que algo menor do que isso geraria algumas piadas. Bobinhos. Poderiam ter contratado o IBGE, o qual prontamente se encarregaria de dar "credibilidade" aos seus números.

    Pelo visto, até as baratas arrumam algum emprego com carteira assinada em Porto Alegre.

    Imagina se o mundo souber da existência desse oásis? Vai ter nêgo saindo de Cingapura e atravessando o Pacífico a nado para chegar ao paraíso gaúcho. Em Porto Alegre, ao que tudo indica, você tem de tomar cuidado ao passar em frente à porta de alguma empresa, pois você pode acabar sendo sequestrado e obrigado a virar o presidente dela, tão alta é a demanda por mão-de-obra lá.
  • Lucas  25/10/2013 00:14
    Interessante essa sua piada sobre a taxa de POA. Por que? Porque tenho 3 conhecidas que moram lá. Duas estão labutando na busca por um emprego melhor. A outra, filha de funcionária pública, não trabalha. Apenas estuda direito(obviamente com a intenção de inchar ainda mais o estado no futuro). Quão cruel é a realidade brasileira!

    O que me resta é partir. EUA ou Inglaterra? Nos EUA, ficarei 10 meses legalmente e, depois, ilegalmente(fugir da emigração é mais fácil q fugir da tragédia brasileira). Já na Inglaterra posso ficar legalmente, pois tenho dupla cidadania. Mesmo com uma boa vida financeira eu pretendo partir por dois motivos: no br há mtaaaaa violência e NADA funciona. Semana passa fui visitar meus tios em uberlândia e pqp: as rodovias mineiras estão um lixo completo. Aqui mesmo na minha cidade vejo ruas esburacadas. As chamadas telefônicas caem. A internet é lenta. Um carro custa 2 vezes mais. Ou seja, além da falta de segurança, nada funciona no br. A parte boa é q com a internet não perderei nenhum post/livro do mises br.
  • Eliane De Vito  27/08/2013 14:53
    Leandro,

    Adorei seu blog e suas respostas ácidas para comentários irrelevantes. Realmente sinto uma necessidade orgânica de interagir com pessoas inteligentes. Abraços
  • renato manfroi  21/09/2013 11:41
    apesar de eu ser uma pessoa que tenta confirmar os dados antes de usalos, me pareceu bem realista sua exposição e como eu falo há tempos no valor econômico, sempre achei o calculo do IBGE uma verdadeira piada. agora que sei mais sobre a metodologia do IBGE, vou ter subsídios para meus comentários.

    parabéns por nos informar!!
  • Allan  27/09/2013 13:55
    Leandro, o que acha desse artigo do Celso Ming?

    blogs.estadao.com.br/celso-ming/2013/09/26/desemprego-em-baixa-2/
  • Leandro  27/09/2013 14:08
    Muito bom. Estes trechos são essenciais:

    "Outros economistas puxam para o lado demográfico: há menos desemprego ou porque há mais de 20 anos a natalidade vem diminuindo ou porque os jovens demoram mais para entrar no mercado de trabalho, uma vez que têm de estudar mais. [...]

    Uma terceira hipótese parece mais plausível: há cada vez menos procura de emprego porque hoje mais gente está trabalhando por conta própria (atividade autônoma) ou, então, se virando com biscates. A impressão que se tem é de que nenhum desses guardadores de carro em dias de jogos do Corinthians está procurando emprego. Não que estejam satisfeitos com o que ganham. É que devem achar uma chatice arrumar emprego para acordar de madrugada, gastar horas na condução para atravessar a cidade e esperar pelo holerite carregado de descontos no fim do mês. Conjugado à inflação alta, que corrói o poder aquisitivo do trabalhador, é um fator que tende a reforçar a procura por ocupação informal."

    Faltou apenas o autor dar mais ênfase (1) na metodologia extremamente leniente do IBGE; e (2) no fato de que a taxa de desemprego medida pelo DIEESE é o dobro da do IBGE.
  • Magno  01/11/2013 12:28
    Segundo o governo, estamos com pleno emprego e, ao mesmo tempo, com gastos recordes com seguro-desemprego. O Brasil, realmente, vive numa realidade própria.

    oglobo.globo.com/economia/gasto-com-seguro-desemprego-deve-chegar-r-312-bilhoes-em-2014-9718161
  • Murilo Prado Badaró  29/11/2013 16:27
    Sempre desconfio deste baixo crescimento há algum tempo e o baixo desemprego. Alguma coisa esta errada.
    Esta taxa de 20% não corresponde a aceitação do governo pelas pesquisas, ou as pesquisas estão maquiadas.
    Estranho mesmo.
    Indicadores aceitam tudo, mas não sem antes queimar a imagem de quem os manipula. Esta coisa de maquiar dados e indicadores aqui no Brasil acaba com nossa imagem.
  • Hélio José de Andrade Santos  09/12/2013 16:04
    Amigos, por favor me expliquem , ou tentem, porque a taxa de desemprego é de 6 % e a de emprego é de 53,3%? Segundo o IBGE. heliojoe@bol.com.br.
  • Leandro  10/12/2013 19:45
    Taxa de emprego é o nome que o IBGE dá à divisão entre o total de ocupados e total de pessoas em idade ativa (não confundir População em Idade Ativa [PIA] com População Economicamente Ativa [PEA]).

    A População em Idade Ativa é formada pelo total da população economicamente ativa e a população não-economicamente ativa. E a população ocupada compreende todas aquelas pessoas que foram relatadas no artigo, do Executivo ao malabarista de semáforo.

    O valor da taxa de emprego para outubro foi de 54,1%.
  • Nei  20/12/2013 01:52
    Leandro,
    parabéns, excelente análise. Só faltou incluir na categoria dos "desalentados" a todos os empreendedores que assim nos sentimos por estar pagando a conta dessa farsa populista.:)
  • Maurício.  23/12/2013 03:38
    Leandro, este artigo é digno de ser publicado num jornal ou revista de grande circulação. Você acha que teria espaço?
  • Pobre Paulista  23/12/2013 10:39
    E vc acha que alguma revista ou jornal de grande circulação teria interesse num artigo desses?
  • Sébastien  23/12/2013 10:35
    E a globo news cada mês expor orgulhosamente a taxa do IBGE, dizendo que a taxa é historicamente baixa. Que hipocrisia
  • SEBASTIEN  23/12/2013 12:30
    Infelizmente acho que eles ja sabem que a taxa de desemprego está errado, eles sabem que tem um órgão privado que medida o desemprego e que o resultado é o dobro. Mas imagina o escândalo que faria, anos que o governo esta manipulando os resultados do desemprego e os brasileiros descobrir que o brasil nunca realmente conheci o pleno emprego, seria muito ruim pelo governo.
  • Igor Oliveira  24/12/2013 21:06
    Há um lado bom disso tudo: cada vez menos gente está se sujeitando a um trabalho repetitivo dentro de uma burocracia (pública ou privada) burra. Cada vez menos gente passando horas e horas dentro de um ônibus para chegar ao trabalho e fazer o que uma máquina poderia estar fazendo. As formas tradicionais de trabalho estão morrendo, em prol de formas mais autônomas e flexíveis. E isso pode ser visto como um avanço. Precisamos, claro, entender se as pessoas estão ganhando ou perdendo liberdades nesse processo.
  • Centrosphere  05/01/2014 10:10
    Leandro,

    Porque você critica a "arcaica legislação trabalhista" brasileira mas bota na conta do desemprego as pessoas nas condições 2, 3 e 4, condições que seriam perfeitamente normais em um mundo trabalhista "austríaco"?

    Em todo caso, espero com ansiedade seus próximos posts defendendo metodologias do DIEESE, como a do salário mínimo necessário...

    Observação: a caixa de comentários pede que façamos "comentários inteligentes e educados". Você se incomodaria em definir melhor o que entende por comentário inteligente e educado, a começar por "animador de circo"?
  • Leandro  05/01/2014 13:55
    "Porque você critica a "arcaica legislação trabalhista" brasileira mas bota na conta do desemprego as pessoas nas condições 2, 3 e 4, condições que seriam perfeitamente normais em um mundo trabalhista "austríaco"?"

    Porque estou sendo intelectualmente coerente e utilizando as próprias regras impostas pelo governo.

    Se o governo impõe um salário mínimo e impinge este valor por decreto, ameaçando de cadeia quem não cumpri-lo, então é porque ele não aceita ninguém trabalhando por menos do que este valor.

    Sendo assim, se ele não aceita alguém trabalhar por menos do que o mínimo, por que ele malandramente -- quando lhe convém -- passa contabilizar pessoas nesta situação como estando plenamente empregadas?

    Quanto às pessoas marginalmente ligadas à PEA, a definição deste conceito é autoexplicável: trata-se de pessoas que não estavam trabalhando na semana da pesquisa mas que trabalharam em algum momento dos 358 dias anteriores à pesquisa e que estavam dispostas a trabalhar. Por que não incluí-las?

    Aliás, por que este último arranjo "seria perfeitamente normal em um mundo trabalhista "austríaco"? Acho que você não sabe bem do que fala.

    "Espero com ansiedade seus próximos posts defendendo metodologias do DIEESE, como a do salário mínimo necessário..."

    Ué, não entendi a ironia. Baseado no que escrevi acima, por que eu deveria defender essa metodologia? Se eu fizesse isso, estaria sendo completamente contraditório.

    Dica: para fazer um bom sarcasmo, certifique-se de que você está atacando as premissas que são de fato defendidas por seu interlocutor. Caso contrário, é você quem passará a ser o alvo da pilhéria.

    "Você se incomodaria em definir melhor o que entende por comentário inteligente e educado, a começar por "animador de circo"?"

    Pois não. "Animador de circo" é uma definição inteligente e educada para o bufão que ocupa o Ministério da Fazenda. Mas se você estiver com inveja e ciúmes, posso também criar um epíteto para você. Que tal "motor de carroça"?

    Grande abraço!
  • Centrosphere   05/01/2014 18:04
    "Sendo assim, se ele não aceita alguém trabalhar por menos do que o mínimo, por que ele malandramente -- quando lhe convém -- passa contabilizar pessoas nesta situação como estando plenamente empregadas?"

    Porque uma coisa não tem nada a ver com a outra??? Uma coisa é o fato de alguém estar trabalhando ou não. Outra completamente diferente é estar trabalhando enquadrado dentro de uma política social. Afinal o Sr. mesmo concedeu que "uma pessoa que trabalha regularmente um determinado número de horas por semana não está tecnicamente desempregada".

    "Aliás, por que este último arranjo "seria perfeitamente normal em um mundo trabalhista "austríaco"? Acho que você não sabe bem do que fala."

    É extremamente enfadonho ficar discutindo o sexo dos anjos. E é enfadonho e burro ficar discutindo o que é ou o que não é "legitimamente austríaco". Vamos fazer assim: aqui mesmo nas páginas do Mises.org.br o senhor já afirmou que "Escravidão consentida é, em minha opinião, um exercício de liberdade" (comentário feito nesta página: www.mises.org.br/FileUp.aspx?id=168) e, se isso é ortodoxia libertária, então obviamente os pontos 2, 3 e 4 estão pra lá de cobertos.

    "Ué, não entendi a ironia. Baseado no que escrevi acima, por que eu deveria defender essa metodologia [N. C. - a do DIEESE]? Se eu fizesse isso, estaria sendo completamente contraditório."

    Think harder.
  • Leandro  05/01/2014 18:13
    "Uma coisa é o fato de alguém estar trabalhando ou não. Outra completamente diferente é estar trabalhando enquadrado dentro de uma política social."

    Por essa sua lógica brilhante, se o governo decretar um salário mínimo de R$1.000.000 e, como consequência, jogar praticamente 100% da mão-de-obra na informalidade, a qual agora irá aceitar trabalhar por R$50 por mês, o governo poderá se jactar de estarmos sob um pleno emprego. Sensacional.

    "Afinal o Sr. mesmo concedeu que "uma pessoa que trabalha regularmente um determinado número de horas por semana não está tecnicamente desempregada"."

    E foi exatamente por eu ter concedido isso, que não incluí tais pessoas como estando desempregadas. Falei isso claramente no texto. Afinal, trabalhar menos do que gostaria, mas ainda assim ganhar mais do que um salário mínimo, não viola nenhuma regulamentação imposta pelo governo (aliás, pode até ser um indicador de alta produtividade). Qual a incoerência?


    "É extremamente enfadonho ficar discutindo o sexo dos anjos. E é enfadonho e burro ficar discutindo o que é ou o que não é "legitimamente austríaco". Vamos fazer assim: aqui mesmo nas páginas do Mises.org.br o senhor já afirmou que "Escravidão consentida é, em minha opinião, um exercício de liberdade" (comentário feito nesta página: www.mises.org.br/FileUp.aspx?id=168) e, se isso é ortodoxia libertária, então obviamente os pontos 2, 3 e 4 estão pra lá de cobertos."

    Aqui você demonstra toda a sua desonestidade, retirando totalmente do contexto a minha frase. Essa minha afirmação se referia a estados que tivessem a chance de fazer uma secessão de Brasília, mas cuja população porventura preferisse continuar sujeita ao jugo de Brasília. Nada a ver com trabalho escravo propriamente dito.

    Ademais -- e é isso o que está em discussão --, o seu erro foi dizer que pessoas que estavam dispostas a trabalhar, mas que não conseguiram emprego, representam perfeitamente um "mundo trabalhista austríaco". Errado.

    Pra começar, não existe uma "posição austríaca" quanto a isso; existe apenas uma posição de bom senso.

    Pare para pensar: vivemos em um mundo de escassez. Nenhum bem ou serviço surge pronto do nada. Todos eles precisam ser criados e trabalhados. Um carro não surge do nada. É preciso trabalhar o aço, o alumínio, a borracha e o plástico que vão formá-lo. E esses quatro componentes também não surgem do nada. Eles precisam ser extraídos da natureza e/ou fabricados. O mesmo é válido para todos os outros bens de consumo que você possa imaginar, de laptops a aviões, passando por parafusos, palitos de dente e fio dental. Todos precisam ser trabalhados.

    Da mesma forma, o fato de você estar com fome não vai fazer com que uma pizza surja pronta na sua frente. Alguém precisa trabalhar para fazê-la. E os ingredientes utilizados na fabricação dessa pizza, por sua vez, também não surgiram do nada. Todos eles precisaram ser fabricados e/ou plantados e colhidos.

    Ou seja: não vivemos na abundância. As coisas não existem fartamente à nossa disposição. Todas elas precisam ser trabalhadas. Sendo assim, sempre haverá, em todo e qualquer lugar, algum trabalho a ser feito. Seja na fabricação de um bem de consumo, seja na prestação de algum serviço -- nem que seja a limpeza de uma janela, a troca de uma lâmpada ou a limpeza de algum banheiro.

    Logo, quando os austríacos dizem que num livre mercado genuíno não haveria desemprego, eles estão se baseando justamente no fato de que vivemos em um mundo de escassez onde sempre há algum trabalho a ser feito.

    Por exemplo, num mercado totalmente desregulado, você acharia facilmente alguém disposto a lhe pagar -- sem medo da justiça trabalhista -- para trocar uma lâmpada ou limpar uma janela diariamente.

    Entretanto, na nossa realidade, as coisas são diferentes. Você não tem nem a opção de varrer o chão do McDonald's de graça, pois o gerente morreria de medo de você entrar na Justiça do Trabalho contra ele.

    Portanto, quando você diz que pessoas que estavam dispostas a trabalhar, mas que não conseguiram emprego, representam perfeitamente um "mundo trabalhista austríaco", você demonstra total desconhecimento sobre a teoria.

    Se quiser falar sobre um assunto, certifique-se antes de conhecer minimamente esse assunto sobre o qual quer pontificar.

    Ah, sim: jamais recorra à torpeza de deturpar as frases de seu interlocutor, tirando-as de contexto. Seu truque pode ser descoberto e você poderá ficar com a fama de caluniador. (Não é de se estranhar sua recusa em colocar seu nome e email).

    "Think harder."

    Essa é uma boa estratégia para se fugir de desafios. Ao ser flagrado em contradição, em vez de se explicar e de humildemente reconhecer o erro, o sujeito simplesmente manda o interlocutor "pensar mais".

    Abração!
  • Tulio  03/03/2014 12:08
    Observação: os métodos do IBGE sempre foram ridículos, no sentido de maquiar os índices pra melhor. Isso é assim desde antes de Lula. Se com os mesmos métodos ridículos os índices de desemprego melhoraram, então melhoraram de fato.
  • Leandro  03/03/2014 13:19
    Isso nunca foi negado e nem poderia ser. O que governa a criação de empregos é a expansão do crédito, e esta foi acentuada a partir de 2004.
  • Joao  03/03/2014 22:01
    Só para esclarecer, a partir de 2002, a metodologia mudou. Antes, considerava-se um mínimo de 15 horas por semana, e a partir de 2002 somente uma hora por semana passou a ser suficiente
    Mudou também o critério de idade para inclusão nos cálculos. Ou seja, não há como comparar os números do IBGE de agora com os de antes de 2002.
  • Tulio  04/03/2014 01:53
    Mas os números do IBGE de hoje em relação a tempos antigos não são mudados e readaptados segundo os critérios atuais de pesquisa? Na verdade, que eu me lembre, e se não estou enganado, houve sim uma mudança de critério do cálculo do desemprego em 2002, mas foi uma mudança que elevou a taxa de desemprego, em vez de diminuir.
  • Lucas Gabriel  18/05/2014 00:15
    Eu gostaria muito de ler um artigo falando sobre a taxa de desemprego no período do FHC comparada ao período Lula/Dilma. Por favor me avise por este email se escrever algo.
  • Leandro  18/05/2014 04:03
    Peça para o IBGE colaborar. Os dados que o instituto divulga sobre o mercado de trabalho começam apenas em outubro de 2001. Não há dados anteriores a essa data. Milagres eu não posso fazer. Se você descobrir, por favor venha aqui avisar.
  • samuel  19/05/2014 00:15
    Adiciono ao trabalho do Roque o excelente trabalho do André Resende Azevedo:
    www.viagemlenta.com/2014/04/alem-dos-20-essa-sim-e-real-taxa-de.html É PRECISO MAIS GENTE TOMANDO CONSCIENCIA DO PROBLEMA REAL DO DESEMPREGO. Se V ignora as conseqüencias V nao pode concertá-lo.....
  • patricio  19/05/2014 01:21
    alguém já deve ter perguntado , mas vai de novo
    por que todo janeiro a taxa aumenta vai caindo ao longo do ano?

  • Leandro  19/05/2014 14:26
    O emprego é cíclico. As demissões para efeito de corte de gastos tendem a ser efetivadas no início do ano, quando também é período de férias escolares, os mais endinheirados só querem saber de praia, e todo mundo está apertado com IPVA, IPTU e outras delícias. Tais impostos reduzem o consumo das pessoas neste período, o que significa que as pequenas empresas não contratam para trabalhos temporários (a demanda é menor).

    As coisas começam a engrenar a partir de maio, quando as pessoas já se livraram dos impostos e os investimentos do início do ano vão se consumando. Com a aproximação das festas de fim de ano, o emprego vai aumentando. Em dezembro, o desemprego sempre é o menor do ano.

    Essa variância da atividade econômica inclusive é bem detectada no IBC-Br (proxy do PIB) sem ajuste sazonal divulgado mensalmente pelo Banco Central.
  • Lucas S  11/09/2014 01:39
    Leandro, qual foi a última taxa de desemprego? Poderia calcular e compartilhar?
  • Leandro  12/09/2014 12:47
    O IBGE está em greve parcial, de modo que as estatísticas de desemprego não são divulgadas desde abril. De resto, ainda mais importante do que a real taxa de desemprego, é entender este lastimável fenômeno que está acometendo o Brasil:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1832
  • Gabriel  04/09/2014 20:49
    É incrível com um post de 2012 continua super atual. Ainda mais nesta época de eleições.
    Espero que o próximo governo consiga ser melhor que este. Espero mesmo!
  • Joma Bastos  29/09/2014 20:18
    "Na Europa, a coisa é ainda mais discrepante. Alguém realmente acredita que o real desemprego na França e em Portugal é a metade do espanhol? A impressão que tenho é que a Espanha é o único país que de fato adota uma metodologia mais rigorosa."
    Qual a metodologia utilizada em Portugal, para que a taxa de desemprego seja tão discrepante?
  • Joma Bastos  30/09/2014 12:33
    O que eu sei sobre a metodologia para a taxa de desemprego em Portugal, é que todos aqueles que recebem Subsídio de Desemprego, Subsídio Social de Desemprego e Rendimento Social de Inserção(equivalente ao Bolsa Família no Brasil), são obrigados por lei a estarem registrados como desempregados à procura de emprego e consequentemente constam das estatísticas como desempregados, algo que não acontece com o Bolsa Família do Brasil que só é obrigatório ter os filhos na escola, e aonde temos mais de 25 milhões de desempregados que não constam das estatísticas de desemprego, nem como população economicamente ativa.
  • sergio figueiredo  18/10/2014 12:04
    estimado Leandro

    informa para nós, por favor, por esse critério, qual teria sido a taxa de desemprego nos anos de governo do PSDB para termos uma noção comparatória, abs
  • Leandro  18/10/2014 13:41
    Peça para o IBGE colaborar. Os dados que o instituto divulga sobre o mercado de trabalho começam apenas em outubro de 2001. Não há dados anteriores a essa data. Milagres eu não posso fazer. Se você descobrir, por favor venha aqui avisar.
  • Claudio Silvestre  21/10/2014 20:34
    Pessoal vamos dar uma chance pro Aecio45, ele é neto do Tancredo, se não for bom daqui 4 anos o pt tá de volta. E que este tempo lhes sirva de lição para jamais roubar o povo brasileiro.
  • Anarca  21/10/2014 21:52
    psdb tem MAV tb? impressionante.
  • Silvio  22/10/2014 01:37
    Coitado, está tentando vender dentaduras para quem tem dentes.
  • Pobre Paulista  21/10/2014 22:54
    Aécio 99.
  • anônimo  22/10/2014 10:27
    Não cara, vamos votar nulo e ficar esperando pelo anarco capitalismo, que vai aparecer magicamente quando o governo do PT crescer, crescer...até sumir!!
  • Silvio  22/10/2014 14:29
    Mas quem acredita nessa loucura de que o governo vai crescer, crescer e crescer até sumir é o Karl Marx.
  • Teo  18/06/2015 03:09
    É anônimo, muitos desse site ainda não perceberam que para se chegar a um sistema libertário teremos que participar da política e diminuir o Estado por dentro, igual os socialistas fizeram em países não-comunistas, só que ao contrário.

  • Érica   27/10/2014 19:11
    Achei bem interessante o texto, mas fiquei curiosa para saber sobre como é a metodologia por trás das taxas de desemprego divulgadas dos países europeus também. Porque se eles usarem da mesma metodologia que o IBGE, então, pelo menos na hora de comparar, o indicador ainda serve. Agora, esquecendo essa parte da comparação de fato um indicador feito dessa forma não ajuda muito a ter uma noção da situação real.
  • Joma Bastos  28/10/2014 21:41
    Érica, o que eu posso garantir é que na União Europeia e em Portugal especificamente, para qualquer indivíduo receber o Subsídio de Inserção Social - que corresponde ao Bolsa Família no Brasil - tem que estar obrigatoriamente inscrito no centro de emprego da sua região, e automaticamente faz parte da taxa de desemprego do respetivo país. Tem outras severas obrigações a cumprir tais como: tem que estar sempre disponível para ser chamado para qualquer emprego que venha a surgir, tem que estar sempre disponível para cursos de formação e/ou reabilitação profissional, tem que estar sempre disponível para atividades que promovam a sua reinserção social, tem que estar sempre disponível para exercer atividades de caráter social e outras obrigações mais definidas por lei.


    O Bolsa Família - programa de reinserção social do Brasil - deveria assumir oficialmente os seus mais de 25 milhões de beneficiados em idade de emprego e sem ocupação estudantil, como desempregados, assim como qualquer país desenvolvido assume os beneficiados dos seus programas de inserção social e sem ocupação estudantil, como estatisticamente desempregados.
    Deveriam existir intervenções para a formação e reabilitação profissional, estímulos à elaboração de atividades por conta própria ou à criatividade do próprio emprego, projetos de ocupação que possam favorecer a inserção no mercado de trabalho ou a promoção de atividades socialmente úteis para a população.


  • Matheus  28/10/2014 13:50
    Muito interessante esses dados. Realmente era uma coisa que eu já via por si só, pelo menos, ao meu redor sempre via um desempregado, seja porque depende de outro familiar, ou porque nunca tinha um emprego fixo.
  • Cassiano Cenatti  06/11/2014 16:06
    É realmente muito bom ter contato com esse dados, uma vez que as propagandas e os informes nos dão uma outra visão dum Brasil muito diferente. É, realmente temos muito Estado.
    Cumprimentos, Cassiano.
  • Carlos Alberto Giron  10/11/2014 17:36
    Eh possivel realizar o mesmo raciocinio para o periodo 1990/2001 ??
    Em tal epoca (1990/2001), os criterios do IBGE eram diferentes dos atuais ??
  • Leandro  10/11/2014 19:13
    Pela quinta vez: o IBGE não divulga os dados desse período. Os dados que o instituto divulga sobre o mercado de trabalho começam apenas em outubro de 2001. Não há dados anteriores a essa data. Milagres eu não posso fazer. Se alguém descobrir tais dados, por favor venha aqui avisar.
  • lucas  19/11/2014 23:25
    leandro, e a taxa do dieese atual?
  • Leandro  19/11/2014 23:46
    A mais recente foi a de junho: 10,8%.

    www.dieese.org.br/analiseped/2014/201406pedmet.pdf
  • Joma Bastos  19/11/2014 23:55
    A taxa do DIESE é feita por amostra. Em Fortaleza, eles não vão aos bairros degradados fazer qualquer pesquisa por amostra. Só em beneficiados Bolsa Família são entre 25 a 30 milhões de desempregados, os quais não fazem parte da atual estatística de desemprego do IBGE.
  • Guilherme Henrique  20/11/2014 10:12
    Achei bem informativo o texto!

    Não sabia a diferença entre os dados do IBGE e DIEESE. O fato de um ser o dobro do outro
    mostra a conveniência sobre qual deve ser divulgado. Também achei interessante sua comparação entre o gerente do banco que é demitido e o os vizinhos trocando favores.

    Obrigado,
    Guilherme Henrique.
    Hospedagem de sites
  • Alcy Inacio  06/12/2014 03:48
    Que tal refazer as taxas de desemprego dos outros países citados?

    Ou na realidade, este indicar não serve para nada. Poderiamos vivermos sem ele?
  • Leandro  06/12/2014 08:32
    Dê-me os dados dos outros países, exatamente como os do IBGE.
  • Cleiton Nascimento  10/12/2014 17:55
    Realmente, grande análise Leandro. Infelizmente as pessoas não prestam muita atenção nos detalhes mais do que importantes das taxas que, de alguma forma o governo tenta jogar pra "debaixo do tapete", camuflando assim uma realidade mais do que péssima em que estamos vivendo.

    Porque ao invés de não fazer algo para melhorar... ficam escondendo?

    Mais uma vez, parabéns pelo trabalho.

    Abraço...
  • João Ferreira  30/12/2014 04:10
    Essencial, atual e excelente artigo. Parabéns ao autor. Uma dúvida: não seria válido colocar os beneficiários de Bolsa Família para análise? Não é possível uma pessoa que ganhe 77 reais/mês ser considerada ''assalariada''. E, segundo a presidanta, são 50 e tantos milhões de dependentes deste programa.

    Você não incluiu de propósito?

    Obrigado e abraços!
  • Leandro  30/12/2014 11:59
    Mais uma vez: os dados são do IBGE e não meus. Utilizei todos os dados disponíveis, sem excluir absolutamente nenhum.

    Os dados do IBGE trabalham apenas com as regiões metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre, e eles não discriminam os recipientes de Bolsa-Família nessas estatísticas, de modo que é impossível saber quantos são e onde eles estão.

    No entanto, sobre essa relação entre desemprego e Bolsa-Família, recomendo estes artigos:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1832

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1943

    Obrigado pelas palavras e grande abraço!
  • André  04/01/2015 18:48
    Cara, seu artigo em poucas palavras demonstra o que está acontecendo, é muita "passação de pano" em todo lugar, principalmente se tratando do IBGE, que é uma pesquisa que, em minha opinião, fortalece cada vez mais o governo com mentiras e distratos com verdadeira realidade do povo.

    Onde já se viu algum ser considerar mais de 50 milhões de usuários de um programa que dá 70 reais por mês como assalariados?

    Excelente artigo Leandro, parabéns!
  • Ricardo  02/03/2015 23:58
    Oi, artigo antigo mas vim parar nele de alguma forma.

    Ótimo artigo, estou faz algum tempo querendo saber esses numeros. Óbvio que o valor de 5% não pode ser verdade, como isso poderia ser compatível com 14 milhões de famílias sobrevivendo a base de bolsa? Por sinal, esse é outro número que engana: O governo insiste em dizer que tirou essas pessoas da miséria, mas eles não estão completamente fora né?

    Usando numeros de fontes diferentes e divulgados em jornais e nas campanhas (ou seja, fontes precárias) resolvi calcular o número de pessoas que não *gera* renda acima da linha da miséria, e esse número parece ter subido de ~12% (2002) para ~30% (2014). Ou seja, mais pessoas estão no fundo do poço, mas agora o governo ajuda. Será que você não quer fazer uma análise mais completa?

    Mas fiquei curioso para saber como estava a situação antes, durante o governo do FHC, além de como está a situação atualmente, com o PIB estagnado.... será que você teria paciência de fazer mais essa coleta de dados e publicar?
  • Auxiliar  03/03/2015 00:20
    Pela sétima vez: o IBGE não divulga os dados desse período. Os dados que o instituto divulga sobre o mercado de trabalho começam apenas em outubro de 2001. Não há dados anteriores a essa data. Milagres o Leandro não pode fazer. Se alguém descobrir tais dados, por favor venha aqui avisar.

    Enquanto isso, sobre a situação atual, recomenda-se este artigo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1832
  • Anonimo  08/05/2015 19:26
    Gostaria de saber o porque destas taxas horríveis de desemprego estarem ocorrendo durante o domínio do PT no cenário da política brasileira!

    Pestista ou apoiadores, faça-me o favor de abrir os olhos e enxergar a realidade.

    Cumprimentos de um espectador de uma "república de todos",

    Anonimo.
  • Maria Motta  27/08/2015 19:39
    Muito bem exemplificado o Artigo.

    O IBGE manipula muito os dados, mostra o que é melhor para o governo.

    Abs,
  • Gustavo  27/08/2015 19:45
    Artigo excepcional. Uma pena que toda a população não tenha acesso a esse tipo de informação e acabe tendo acesso muitas vezes somente as informações mostradas da forma que o governo quer.
  • Andre  27/08/2015 22:45
    Muito bem fundamentado. Uma grande analise parabéns.

    O IBGE mostra a informação conforme o governo quer.
  • Tatiana Rizzi Corpo Perfeito Ja  04/09/2015 23:59
    Olá boa noite! E a situação do desemprego no nosso país agora, quero dizer nos dias de hoje como esta? Provavelmente muito pior! Somos influenciados pela mídia e achamos que tudo que ela diz é verdade, mas será mesmo? Tenho minhas dúvidas, por isso procuro informações fora da televisão, e assim cheguei no seu artigo que por sinal esta muito bom, parabéns!
  • José Ricardo Bernardes  16/09/2015 18:24
    Já existe um gráfico atualizado para o meio de 2015? Seria interessante uma atualização do gráfico. A matéria e opinião ainda servem.
  • Luiz Felipe  10/10/2015 20:01
    Já existe um gráfico atualizado para o meio de 2015? Seria interessante uma atualização do gráfico. A matéria e opinião ainda servem.²
  • Vicente  24/11/2015 19:36
    Na verdade quase tudo no Brasil não é nada mais que uma façar. Nos iludem em tudo
  • Leonardo  05/01/2016 11:13
    Bom na minha opniao o desemprego esta da forma que esta por culpa do governo é muita corrupcao.
  • Henrique Antunes  30/03/2016 19:50
    As taxas de desemprego de Portugal, França e Espanha são feitos pelo eurostat uma estatística europeia que usa o mesmo método em todos os países da UE então a Espanha não tem uma qualidade estatística diferente dos demais pois esses dados são da mesma organização.
  • Andrea Calheiro  09/05/2016 23:12
    Se possível gostaria que vc fizesse um levantamento do ano de 2002.Fiquei chocada agora com a discrepância que já sabia ser grande pois trabalho em emprego regular com o Ibope e faço todos estes tipos de pesquisa. Deveria chegar a mais de 50% daí se explica mais de 200 crianças morrendo de fome por conta de doenças da fome como foi mostrado em uma serie na rede globo. coisa com a que Lula com todos os seus defeitos acabou, não se houve mais falar em morte por inanição.
  • Taxpayer  10/05/2016 00:40
    Ué, mas os dados para 2002 estão no gráfico. Não viu?

    P.S.: você trabalha com o Ibope e tem esse português claudicante?! É... realmente, o nível do funcionalismo público do Brasil é uma desgraça. E são os mais bem pagos do país.
  • Polvo  22/05/2016 19:42
    Quanto será que está a real taxa de desemprego no Bostil atualmente?


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