Nem esquerda, nem direita
"Que esquisito, você não é nem de esquerda nem de direita!".  Essa observação, feita logo após um discurso que proferi, mostrou uma rara perspicácia.  Foi rara porque era extremamente raro ouvir alguém chegando a essa conclusão por conta própria.  E foi perspicaz porque foi acurada.

A maioria das pessoas sempre parece estar à procura de termos simplistas e simplificadores, de generalizações cômodas e convenientes, pois ajudam em seus discursos e definições.  Estes termos servem para substituir definições longas e tediosamente complexas.  No entanto, é essencial ter cuidado ao escolher estes termos, pois é comum que tais simplificações gerem truques semânticos e produzam um desserviço para aqueles que as utilizam.  Receio ser esse o caso dos termos "esquerda" e "direita" quando utilizados por libertários que, como espero demonstrar, não estão nem à esquerda e nem à direita no que concerne ao espectro ideológico aceitável de nossa era.

"Esquerda" e "direita" descrevem, cada uma, posições autoritárias.  A liberdade não possui relação horizontal com o autoritarismo.  A relação do libertarianismo com o autoritarismo é vertical; está muito acima dessa podridão de homens escravizando indivíduos.  Mas vamos começar do início.

Houve uma época em que "esquerda" e "direita" eram denominações apropriadas e nada imprecisas para diferenças ideológicas.  Os primeiros esquerdistas foram um grupo de recém-eleitos representantes para a Assembléia Nacional Constituinte da França, no início da Revolução Francesa, em 1789.  Eles foram rotulados "esquerdistas" simplesmente porque, por acaso, estavam sentados do lado esquerdo da câmara legislativa francesa.

"Os legisladores que estavam assentados do lato direito eram chamados de Partido da Direita, ou Direitistas.  Os Direitistas ou 'reacionários' defendiam um governo nacional altamente centralizado, leis especiais e privilégios para sindicatos e vários outros grupos e classes, monopólios estatais sobre os setores estratégicos e básicos para a vida, e uma continuação dos controles governamentais sobre preços, produção e distribuição." — Dean Russell, The First Leftist [Irvington-on-Hudson, N.Y.: Foundation for Economic Education, 1951], p. 3.

Os esquerdistas da época eram, para todos os propósitos práticos, ideologicamente similares àqueles que hoje podem ser chamados de "libertários".  Já os direitistas representavam o oposto ideológico: estatistas, intervencionistas — em suma, autoritários.  "Esquerda" e "direita" na França, durante o período 1789-90, eram termos que apresentavam, ao mesmo tempo, uma conveniência semântica e um alto grau de acurácia.

Mas aí vieram os autoritários Jacobinos, e o termo "esquerdista" foi rapidamente expropriado por eles, passando a ter um significado oposto.  "Esquerdista" passou a ser sinônimo de igualitarista, sendo depois associado às vertentes do socialismo marxista: comunismo, socialismo, fabianismo.  O que ocorreu, então, com o termo "direitista"?  Onde ele caberia agora, após essa reviravolta semântica do termo "esquerdista"?  Os camaradas de Moscou se encarregaram dessa tarefa, e em proveito próprio: qualquer coisa que não fosse comunista ou socialista foi decretada e propagandeada como "fascista".  Logo, qualquer ideologia que não coubesse integralmente dentro do rótulo comunista (esquerda) passou a ser popularmente denominada de fascista (direita).

Eis a definição de fascismo segundo o dicionário Webster: "Qualquer programa visando à criação de um regime nacional centralizado e autocrático, com políticas severamente nacionalistas e que exerça um intenso programa de arregimentação da indústria, do comércio e das finanças, com rígida censura e enérgica supressão da oposição".

Qual é, na prática, a diferença entre comunismo e fascismo?  Ambos são formas claras de estatismo e autoritarismo.  A única diferença entre o comunismo de Stalin e o fascismo de Mussolini é um insignificante detalhe na estrutura organizacional.  Mas um é "esquerda" e o outro é "direita"!  Sendo assim, onde tudo isso deixa o libertário em um mundo em que os termos foram definidos por Moscou?  O libertário é, na realidade, o oposto do comunista.  No entanto, se o libertário empregar os termos "esquerda" e "direita", ele estará caindo na armadilha semântica de se tornar um "direitista" (fascista) pelo simples fato de não ser um "esquerdista" (comunista).  Isso seria um suicídio semântico para os libertários, um invento artificioso que excluiria automaticamente sua existência.  Ao passo que comunistas e socialistas continuarão utilizando essa definição, há vários motivos para os libertários evitá-la.

Um enorme problema que surgirá caso o libertário opte por utilizar a terminologia esquerda-direita é a grande tentação que tal postura cria para se aplicar a doutrina do meio-termo.  Durante aproximadamente vinte séculos, o homem ocidental aceitou a teoria aristotélica de que a posição sensata é aquela entre quaisquer dois extremos, que hoje é conhecida politicamente como a posição moderada, conciliatória, a terceira-via, ou simplesmente o centro.  Se os libertários utilizarem os termos "esquerda" e "direita", eles estarão se anunciando como sendo de extrema direita pela simples virtude de estarem extremamente distantes em suas crenças do comunismo.  Mas "direita" é um termo que passou a ser exitosamente identificado com o fascismo.  Portanto, cada vez mais pessoas são levadas a crer que a posição sensata seria em algum lugar entre o comunismo e o fascismo, uma vez que ambos significam autoritarismo.

Só que a doutrina do meio-termo não pode ser aplicada indiscriminadamente.  Por exemplo, ela é sensata o bastante quando se está decidindo entre, de um lado, o jejum total e, do outro, a gulodice.  Mas ela é evidentemente insensata quando se quer decidir entre não roubar nada ou roubar $1.000.  O meio-termo recomendaria roubar $500.  Logo, o meio-termo não é mais sensato ou racional quando aplicado para comunismo e fascismo (dois rótulos para o mesmo autoritarismo) do que quando aplicado para dois tipos de roubo.  O libertário não pode querer nada com "esquerda" ou "direita" simplesmente porque ele desdenha qualquer forma de autoritarismo — o uso do aparato estatal para tolher e controlar a criatividade e o empreendedorismo do indivíduo. 

Para ele, comunismo, fascismo, nazismo, fabianismo, assistencialismo — todos formas de igualitarismo — cabem na descrição definitiva que Platão, talvez cinicamente, nos forneceu séculos antes de qualquer um desses sistemas coercivos terem se desenvolvido:

 O maior de todos os princípios é o de que ninguém, homem ou mulher, deve prescindir de um líder. Nem deverá a mente de um indivíduo habituar-se a deixá-lo fazer qualquer coisa nem por iniciativa própria, nem por zelo, nem mesmo por prazer. Tanto na guerra quanto na paz, a seu líder ele deve direcionar seus olhos e segui-lo fielmente.  E mesmo nos assuntos mais ínfimos ele deve se sujeitar a alguma liderança. Por exemplo, ele deve se levantar, se mover, se lavar ou se alimentar . . . somente se tiver recebido ordens para tal . . . Em suma, ele deverá ensinar sua alma, por meio do hábito e da prática reiterada, a nunca sonhar agir de forma independente.  Com efeito, deve ensiná-la a se tornar totalmente incapaz disso.

Pairando sobre a degradação

Os libertários rejeitam esse princípio e, ao fazê-lo, não se colocam nem à direita e nem à esquerda dos autoritários.  Eles, assim como os espíritos humanos que libertariam, ascendem — estão acima — sobre esta degradação. Sua posição no espectro ideológico, se fossemos usar analogias direcionais, seria acima — como um vapor que se separa do esterco e sobe a uma atmosfera saudável.  Se a idéia de extremismo for aplicada a um libertário, que seja baseada em quão extrema é a sua oposição às crenças e tentações autoritárias.

Estabeleça este conceito de emersão, de libertação — o qual é o próprio significado do libertarianismo —, e o significado da doutrina do meio-termo passará a ser inaplicável, pois não é possível haver uma posição de meio caminho entre o zero e o infinito.  E é absurdo sugerir que possa haver.

Qual termo simples os libertários deveriam aplicar para se distinguirem das variedades de "esquerdistas" e "direitistas"?  Não consegui inventar nenhum, mas até que eu consiga, contento-me em dizer que "sou libertário", e estou disposto a explicar a definição do termo a qualquer pessoa que procure significados em vez de rótulos.


Leia também:

O que realmente é o fascismo?


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SOBRE O AUTOR

Leonard Read
foi o fundador do instituto Foundation for Economic Education -- o primeiro moderno think tank libertário dos EUA -- e foi amplamente responsável pelo renascimento da tradição liberal no pós-guerra.


Sempre tive uma dúvida com relação ao desenvolvimento econômico da Alemanha durante o século XIX, visto que existem teorias que citam o denominado "método de industrialização prussiano", que era baseado no protecionismo econômico, subsídios para as indústrias e formação de grandes cartéis empresariais. Conforme leituras anteriores, a Alemanha anterior à unificação enfrentou um período de liberdade econômica entre 1820-1870, sendo que no ano da reunificação (1871) o tamanho de sua economia ultrapassava a França e perdia apenas para o Reino Unido e os Estados Unidos da América. Contudo, a partir da ascensão do II Reich e do intervencionismo estatal promovido por Otto von Bismarck, a economia alemã foi perdendo as características liberais e a centralização indústrias em oligopólios e protecionismo passou a comandar a política econômica do Império Alemão. Além disso, muitos economistas "requentam" as teorias de Friedrich List para defender o suposto método de industrialização prussiano, que fora herdeiro do período de grande liberdade econômica anterior à centralização de Bismarck e Guilherme I. Eu estaria certo em afirmar que o crescimento econômico da Alemanha no século XIX se deve mais ao período liberal (1820-1870) do que ao período intervencionista (1871-1919) do II Reich e que a Alemanha teria crescido muito mais economicamente se não entrasse na aventura imperialista na África a partir de 1883, preservando as características liberais de outrora?
Em primeiro lugar, em qualquer empresa que tenha como seu maior acionista o Tesouro nacional, a rede de incentivos funciona de maneiras um tanto distintas. Eventuais maus negócios e seus subsequentes prejuízos ou descapitalizações serão prontamente cobertos pela viúva — ou seja, por nós, pagadores de impostos, ainda que de modos rocambolescos e indiretos.

Mais: uma empresa ser gerida pelo governo significa que ela opera sem precisar se sujeitar ao mecanismo de lucros e prejuízos.

Todos os déficits operacionais serão cobertos pelo Tesouro, que vai utilizar o dinheiro confiscado via impostos dos desafortunados cidadãos. Uma estatal não precisa de incentivos, pois não sofre concorrência financeira — seus fundos, oriundos do Tesouro, em tese são infinitos.

Por que se esforçar para ser eficiente se você sabe que, se algo der errado, o Tesouro irá fazer aportes?

Uma empresa que não é gerida privadamente, que não está sujeita a uma concorrência direta, nunca terá de enfrentar riscos genuínos e nunca terá de lidar com a possibilidade de prejuízos reais. Logo, é como se ela operasse fora do mercado, em uma dimensão paralela.

O interesse do consumidor — e até mesmo de seus acionistas, caso a estatal tenha capital aberto — é a última variável a ser considerada.

Como mostram os esquemas de propinas em licitações, estatais não operam de acordo com os sinais de preços emitidos pelo mercado. Elas não operam segundo a lógica do sistema de lucros e prejuízos. Se uma empresa genuinamente privada se dispusesse a pagar um preço mais alto que o de mercado para contratar empreiteiras para fazer obras, seu capital (patrimônio líquido) seria destruído, seus acionistas se desfariam de suas ações, o valor de mercado da empresa despencaria e, na melhor das hipóteses, ela teria de ser vendida para outros controladores "a preço de banana".

Assim como o governo não é capaz de saber se deve construir a estrada A ou a estrada B, ou se deve "investir" em uma estrada ou em uma escola, ele também não sabe se deve produzir mais eletricidade, ou se deve prospectar mais petróleo, ou se deve alterar seu serviço de entrega de cartas. (Por isso, os Correios estão pedindo um aporte de R$ 6 bilhões ao Tesouro Nacional).

Com efeito, não há como o governo saber o quanto deve gastar em todas as suas atividades em que está envolvido. Simplesmente não há maneira racional de o governo alocar fundos ou mesmo decidir o quanto ele deve ter.

O sistema de lucros e prejuízos serve como guia crítico para direcionar o fluxo de recursos produtivos. Tal guia não existe para o governo, que não possui uma maneira racional de decidir o quanto de dinheiro ele deve gastar, seja no total ou em algum setor em específico.

Por não ter uma racionalidade, uma preocupação com lucros e prejuízos, as estatais sempre acabam seguindo os caprichos do governo do momento, cujos políticos do partido estão em seu comando. Consequentemente, estatais sempre estarão sob os auspícios de uma gente cujo horizonte temporal é de no máximo quatro anos, e inevitavelmente se transformarão em fábricas de desperdício, ineficiência, confusão e ressentimento.

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Típico Filósofo Contemporâneo  24/11/2012 06:44
    Não há problema desde que o tal líder tenha uma essência metafísica de um filósofo; (Platão)
    Também não há problema quando ele está agindo com teses "científicas";
    (Positivismo/Socialismo científico/Etc)
    Também não há problema se o líder for um super computador.
    (Project Venus)

    Enfim, jamais haverá problemas se nós sacrificarmos os direitos individuais em prol daquilo que chamamos de bem comum. O indivíduo? É moldável, com certeza! Ela é só um alienado, incapaz de pensar e agir por contra própria; manipulado pela indústria cultural!

    É claro que sabemos melhor o que fazer com a vida dele do que ele mesmo! Enquanto a populaça escuta Luan Santana, nós escutamos alguma banda de rock alternativo de pouco sucesso que culpa todo o povo por não gostar de seus produtos. É claro que o povo é que deve gostar do que os artistas fazem e não o artista que deve produzir algo que o povo goste ou ao menos que uma parcela da população aprecie.

    Essa gentinha é toda igual. Basta as classes superiores começarem a colocar implantes e que todas as mulheres do proletariado querem também. É claro que implantes nunca foram o sonho feminino e que grande parte das mulheres não é satisfeita com o próprio corpo, elas apenas os querem porque a burguesia faz!

    Vocês são inocentes por querer dar liberdade à essa gentinha. Eles são todos iguais, seres irracionais que precisam de um filósofo(Aquele dotado das grandes virtudes, como a capacidade de enxergar o bem comum) para guiá-los ao bem comum.

    O dia em que nós, os filósofos, formos capazes de livrar o povo daquilo que eles apreciam(Que pensam que apreciam, porque são todos manipulados pela mídia burguesa!) e convencê-los a servirem ao bem comum(Que, é claro, apenas os filósofos podem ver), será o mais salto da humanidade.
  • Juliano  26/11/2012 05:33
    Muito bom!
  • Herbert Spencer  24/06/2014 14:25
    do que adianta ser um libertário amante da liberdade e se submeter a imposição opressora esquerdista simplesmente por acharem que a reação contra opressão gera ainda mais opressão, atitude contra liberdade, ainda que seja contra os opressores?

    pelo que entendi, os libertários perderam o direito de se defenderem contra agentes totalitários, não podem reagir de forma enérgia contra aqueles que querem escraviza-los, pois é??

    não podem associar-se a nenhuma entidade publica ou governamental, ainda que como espia, tentando ou lutando promover o bem comum?

    se eu fosse esquerdista, amaria os libertários, são totalmente apáticos quanto a dominação de qualquer grupo









  • Diogo  27/06/2014 14:18
    libertários trabalham no campo das idéias, se usarem a força não serão mais libertários, e discordo de você, os caras morrem de medo de quem destrói suas falácias, porque acha que controlam a mídia e as escolas.
  • Luiz  27/06/2014 13:34
    Típico Filósofo Contemporâneo: Sujeitos da cultura são frutos de mero design psíquico...
  • Ronaldo Quinto  24/11/2012 08:38
    Muito bom!
  • Pedro Valadares  24/11/2012 11:21
    O jornalista Guga Chacra uma vez comentou que se o Gary Jhonson participasse dos debates, o Romney ia parecer um esquerdista nas questões econômicas e Obama um direitista nas questões sociais. Acho que é uma ótima definição do posicionamento dos libertários no espectro político.
  • Mitchel  24/11/2012 12:06
    Alguém tem aquele vídeo "O Menor QUIZ político do Mundo/World's Smallest Political Quiz"? É um video bem-humorado sobre libertarianismo, que perguntava se as pessoas eram a favor de se conseguir as coisas por meio da ameaça.. Tinha uma parte que tinha até um bebê rindo, enfim, era bem interessante, mas não tô mais conseguindo encontrar. :/

    Alguém teria?
  • Mitchel  24/11/2012 15:40
    Ops, acabei de achar :P

    https://www.youtube.com/watch?v=1ZwFc6pwnm0&feature=related
  • Gomes  24/11/2012 13:41
    Ou é de esquerda ou é de direita ou é de centro. Não existe corrente política situada fora desse espectro. E o libertarismo é de direita.
  • anônimo  24/11/2012 17:35
    Olha como estes estatistas são mentalmente limitados. É algum tipo de retardo mental, só pode. Aposto que ele nem leu o artigo.
  • Bright  24/11/2012 18:02
    Para ele, somos obrigados a nos enquadrar em alguma ideologia política. Ele ainda não percebeu que não temos ideologia política, mas somos contra a política. Que diferença faz a política ser de direita ou de esquerda, quando a minha real intenção é que ela desapareça???
  • Gomes  24/11/2012 19:00
    O libertarismo não é da direita de Hitler, Mussolini, Franco, ou seja, da direita fascista, assim como o Obama não é da esquerda de Stalin, Mao, Pol Pot, que são esquerdas autoritárias. Há, direitas e direitas, assim como há esquerdas e esquerdas. É preciso separar o joio do trigo.
  • Roy Mustang  27/06/2014 01:46
    Nazismo é tão de direita quanto o PSDB, ou seja, nada. Dos 25 pontos do partido nazista pelo menos 17 são totalmente de esquerda. Além disso, matar mulheres, crianças e idosos alemães em campos de extermínio esta longe de ser algo aceitável na cultura judaico cristã.
  • Corvette  27/06/2014 10:10
  • Rhyan  24/11/2012 18:03
    Bakunin e Stalin estão no mesmo lugar nesse seu modelo perfeito? Pinochet e Rothbard também?
  • Ismael M Santos  24/11/2012 21:29
    Ou é um chato de carteirinha, ou um retardado mental ou um masoquista virtual. Não existe outra corrente pra te situar fora deste espectro Gomes. Voce ja virou motivo de piada aqui na seção comentários.
    Eu não acredito em jesus, em adão, em noé e mais uma lista de personagens da liturgia cristã ocidental. Prefiro duvidar de suas existências e não me rendo ao conforto mental subjetivo de dar crédito às suas iconografias. Sob este ângulo eu seria apontado pela tal religião como ateu. Mas a pergunta é - qual o significado semântico ou a importância do termo 'ateísmo' para uma pessoa que não está dentro do referido círculo religioso?
    É a mesma coisa que chegar numa aldeia indígena e dizer que não se acredita em Tupã. Índios podem até definir um termo para classificar alguém que não respeita aquela divindade. Mas que importância teria esse fato para a pessoa, mesmo que fosse um etnólogo estudando aquela sociedade?
    A propósito de se usar o exemplo de um outro povo, caberia afirmar que para cristãos, todas as outras religiões estão perdidas no ateísmo? O oriental que crê em Buda seria um ateu! O africano que crê em Orixás seria um ateu!
    Fiz este gancho pra te mostrar que a intenção deste autor (Leonard Read) foi justamente esclarecer que é inútil tentar classificar algo que está fora daquele alcançe de classificação.
    Como bem salientou este anônimo que respondeu ao seu comentário - é provável que voce nem lê os artigos. E isto se encaixa perfeitamente na tecla que o leandro está sempre insistindo aqui...leia...se informe...procure se inteirar das minúcias.
    Estamos observando aqui algumas das linhas que promoverão paradigmas singulares para nossa sociedade nos próximos anos e que portanto não se cabem mais em classificações tradicionalistas que conhecemos. É um pensar diferente! Como bem exemplifiquei, estou tão distante da teologia cristã que sequer me reconheço como um ateu!
    Pensar e promover o libertarianismo é um exercício mental que se pauta além das muitas teorias econômicas vigentes até então!
  • Tiago RC  24/11/2012 13:42
    https://www.youtube.com/watch?v=wdJxpAJjDdI
  • anônimo  24/11/2012 14:44
    Nem esquerda, nem direita? E quem vai barrar o projeto marxista? A esquerda está moldando o Brasil há décadas, atribuindo várias bizarrices aqui mesmo. É preciso combater isso, só é possível combater o projeto esquerdista aumentando o número de conservadores e libertários no Congresso. Por eequanto, apenas o Bolsonaro (e alguns outros) denunciam o porjeto esquerdista e o politicamente correto. É preciso ter mais conservadores (e libertários também) para barrar a agenda esquerdista.
  • Bright  24/11/2012 18:04
    Eu sou pessimista quanto ao futuro do Brasil.

    Na política brasileira, esquerdistas sempre souberam jogar melhor. É difícil demais para um libertário entrar naquele covil e tentar jogar contra eles.

    Para mim, a solução é tratar o país como uma empresa. Quando você está insatisfeito com os serviços de uma empresa, você não tenta mudá-la. Você apenas migra para outra.
  • Renato  24/06/2014 14:55
    Monarquia!
  • Rhyan  24/11/2012 18:05
    Boça-naro? O cara que tem tesão por milicos e odeia liberdades individuais? É assim se que ganha a briga? Ninguém precisa se alinhar aos neocons.
  • anônimo  25/11/2012 12:54
    De onde você tirou que o Bolsonaro odeia liberdades individuais? Pelo contrário, ele está defendendo as liberdade individuais ameaçadas pela ditadura do politicamente correto e o gramscismo. Deveríamos ter mais políticos assim.
  • Nyappy!  25/11/2012 15:40
    Bolsonaro tem a ideologia afinada com partidos nacionalistas fascistoides da Europa -- socialistas até o talo economicamente (Bolsonaro é a favor da renacionalização das antigas estatais, por exemplo) e totalmente ultrapassados na parte cultural. Fanatismo heteronormativo não vai ajudar em nada contra o "gramscianismo".

    Sério que alguém que se diz libertário em sã consciência apoiaria um lunático desses?
  • anônimo  25/11/2012 16:45
    "Bolsonaro tem a ideologia afinada com partidos nacionalistas fascistoides da Europa"
    - Quais partidos "nacionalistas fascistoides" da Europa? Simplesmente afirmar assim do nada...

    e totalmente ultrapassados na parte cultural.
    - Ultrapassados? Ele tá combatendo o Marxismo Cultural (ou Gramscianismo). Ele defende os valores cristãos tradicionais da família.

    Fanatismo heteronormativo não vai ajudar em nada contra o "gramscianismo".
    A ditadura do politicamente correto e a agenda gay faz parte do marxismo cultural. Se a PL-122 for aprovada, um pastor não poderá falar o que está na Bíblia: que o homossexualismo é pecado. Vai dizer que isso é libertário? Para entender melhor o que está acontecendo no Brasil, leia este texto escrito pelo Rothbard em 1991.
  • Marcus Benites  25/11/2012 15:43
    Defende porque é conveniente. Caso houvesse uma "ditadura do politicamente incorreto" ele iria defender que ela perdurasse... Ele não está interessado em "liberdades", mas tão somente em derrubar uma ideologia dominante que não é a dele. Dentro desse contexto, parece certo o que ele faz, mas não se iluda: se ele tivesse o poder de impor seu conservadorismo tacanho, tal como fazem os esquerdistas com suas baboseiras, ele o faria. É gente do mesmo tipo, apenas está em lado oposto. Como bem definiu o artigo, um libertário paira acima de "direita" e "esquerda". O Bolsonaro é de direita, adoraria uma ditadura que impusesse seus valores. Também não nos serve.
  • Rodrigo Viana  26/11/2012 14:06
    Marcus Benites, você está absolutamente certo sobre Bolsonaro. A defesa deste senhor parte apenas do princípio de ser contra o esquerdismo instalado. E para por aí. Ele não tem nenhuma preocupação com a causa da liberdade. Vide seu escritório de trabalho com fotos de ditadores na parede do mesmo.
  • caio  23/06/2014 08:58
    concordo em partes, eu não apoio o conservadorismo burro e cego do cristianismo, mas entre escolher a extrema-esquerda latina e a "pequena direita" brasileira eu prefiro apoiar o bolsonaro até que ambos se destruam e deixem o país livre, depois eu concordo em acabar com o estado e ser 100% libertário.
  • Voluntario  24/11/2012 22:03
    Posso dar uma sugestão? Seria legal se aqui nesse site tivesse modelos de panfleto para divulgação do IMB. Obrigado!
  • Nyappy!  25/11/2012 15:44
    Seria interessante.

    Acho uma pena que o IMB não tenha nem um banner para divulgarmos.
  • Voluntario  26/11/2012 06:09
    Eu fiz esse aqui, se alguém quiser adotar pode ficar a vontade:

    www.mediafire.com/?i3j87nplk8a7j9o

    Se alguém do IMB quiser criar uma seção de banner e colocar esse lá fica a vontade.
  • Eduardo  24/11/2012 15:07
    Discuti exatamente isso ontem. Um amigo meu me definiu como direitista, na hora disse que eu não era nem de esquerda nem da direita que eu era libertário.
    Como muito bem dito no artigo, ambos as posições são autoritárias em seu extremo e isso definitivamente não é algo que um libertário aceitaria. E como muito bem dito novamente não poderia me colocar no meio termo, porque o meio termo não funciona em muitos casos.

    Achei até engraçado este artigo logo depois de uma discussão dessas. Mais interessante ainda como segui exatamente a mesma linha de raciocínio do artigo, claro que não usando dos fatos históricos que são interessantíssimos.
  • Eduardo  24/11/2012 21:34
    Apenas apontando: "esquerdista" é um termo pejorativo, que indica tendências radicais de esquerda.

    https://pt.wikipedia.org/wiki/Esquerdismo
  • anônimo  25/11/2012 04:16
    E qual é a fonte disso? A wikipedia, vermelha até a alma...
  • Phillip Grillo  25/11/2012 00:35
    Muito bom!
  • Angelo Viacava  25/11/2012 05:24
    Um ermitão é um libertário.
  • Rovison  25/11/2012 18:43
    Penso que ser libertário é ser de direita. Esse negócio de identificar direita com fascismo foi obra dos comunistas da época do Stalin. Tanto o fascismo quanto as várias formas de socialismo são de esquerda. O comunismo e o socialismo são a esquerda internacionalista e o fascismo e o nazismo são a esquerda nacionalista. Todos são regimes totalitários que odeiam as liberdades individuais e o livre mercado. Já a verdadeira direita se divide em conservadora e libertária. O ponto comum entre as duas vertentes é a forte defesa da economia de livre mercado. As diferenças estão no campo cultural e moral. Acho uma grande besteira libertários ficar brigando com conservadores. Nossos verdadeiros inimigos são os comunistas, socialistas e fascistas. É esse pessoal que tem de ser combatido de todas as formas.
  • Andre Cavalcante  25/11/2012 20:49
    Não confunda certas agendas comuns com semelhança ideológica. Como disse o texto: nem esquerda, nem direita, pois ambos são ideologias estatistas e autoritárias. O libertário está fora desda nomenclatura, não somente do ponto de vista semântico. Se quiser, está acima. Lei a o texto.

    Abraços
  • Rovison  26/11/2012 19:05
    Li o texto porém não concordo com a opinião do autor. Simples assim.
  • Hueber  25/11/2012 21:57
    Libertário é libertário. Por mais que libertários se aliem a certos grupos "não tão ruins quantos comunistas" uma hora irá acontecer um conflito de idéias entre esses grupos. É questão de tempo.

    Para mim todo esse conceito de rotular pessoas em direita ou esquerda é um claro exemplo da Falácia da Falsa Dicotomia.
  • Rene  26/11/2012 10:58
    É lógico que o conflito de idéias é inevitável, mas é preferível que ocorra um conflito de idéias entre conservadores e libertários do que um conflito entre qualquer um destes grupos com a esquerda.\r
    \r
    Se uma pessoa acidentada não está respirado, você vai fazer o procedimento de massagem cardíaca para tentar fazê-la respirar novamente, e não colocar uma tala no braço quebrado, ou fazer curativos em algum corte na pele. Não atacar primeiro o problema mais grave é o mesmo que subestimar o problema até o ponto em que não exista mais retorno.
  • anônimo  02/12/2012 20:04
    Esse pragmatismo só leva até certo ponto. Supondo que no futuro, os socialistas sejam passado, vamos estar aqui metendo o pau na "direita" do mesmo jeito que fazemos com os esquerdistas hoje.
  • Carlos Prado  24/06/2014 14:05
    Há tão mais conflitos entre conservadores somente ou entre libertários somente. Embora seja difícil explicitar hoje o que significa ser de esquerda, é mais complicado ainda definir direita. Mas o que pode-se ver é que a esquerda tende a ser coletivista, e nisto consegue propagar um pensamento único e uniforme mas facilmente. Já os outros sendo individualistas(já vi como possível critério para fazer a divisão atual, mas continua muito polemico separar esquerda e direita) entre pensamentos similares podem surgir ideias dispares. Nisso sempre surgem pessoas dizendo que os libertários deveriam se unir, ou que os conservadores não deveriam investir em divergências e se juntarem entre si, ou que ambos se juntem num grupo só. Pode-se ver que um libertário pode ser tanto de esquerda, quanto de direita, quanto nenhum. Pode-se ser de direita discordando de conservadores(mas as vezes mesmo achando que discorda, pode concordar com a maior parte deles; os conservadores também não tem um pensamento único e discordam entre si, pensamentos variados. Cria-se hoje um espantalho que pouco a ver com o conservadorismo tem e imagina-se todos os conservadores dentro dele). Porém não vejo muita coerência nos left-libs. E nisto eles parecem seguir bem a cartilha da esquerda, e foi justamente por exigir um mínimo de coerência que pude deixar a esquerda,e um estatismo.
  • Fabio  26/11/2012 06:38
    É possível linkar o texto original (ou informar de qual publicação foi retirado)??

    Valeu!
  • Leandro  26/11/2012 06:45
  • Fabio  26/11/2012 13:30
    Valeu!!
  • Artur Fernando  26/11/2012 10:16
    Historicamente, antes do avanço da agenda socialista/comunista, os libertários eram a esquerda. Os libertários passaram a ser denominados direita pq se posicionaram contra os vermelhos, juntamente com coletivistas de direita... Mas historicamente os libertários foram muito mais tempo de esquerda.... não sou eu que estou dizendo, mas o Rothbard... em "esquerda e direita - perspectivas para a liberdade".
  • Leandro  26/11/2012 10:36
    Depende do país. Na Europa, sim. Mas nos EUA, os libertários descendem diretamente da Old Right, que era bastante forte no país no início do século XX e era formada por pessoas de ideias genuinamente libertárias em tudo.

    Particularmente acho um erro os libertários de hoje quererem se dizer de esquerda. A esquerda é totalitária, inútil e não oferece nenhuma ideia positiva em nenhum âmbito, nem social e nem econômico. Digo mais: a esquerda não trouxe uma só ideia positiva para o universo nos últimos 50 anos. A direita ao menos é biodegradável e não possui nenhuma organização; é inócua. Já a esquerda controla tudo, é autoritária e não admite contrariedade. Sugiro distância dela.

    P.S.: quanto ao Rothbard, leia seus artigos da década de 1990, em especial este:

    "The end of the Cold War, as well as the rise of "political correctness," has made totally obsolete the standard libertarian view that libertarians are either half-way between, or "above," both right and left. Once again, as before the late 1950s, libertarians should consider themselves people of the right."

    www.lewrockwell.com/rothbard/ir/Ch3.html
  • Nyappy!  26/11/2012 12:14
    Temos que ver também que o próprio Rothbard & cia depois da campanha do Ron Paul em 1988 tentou fazer uma aliança entre libertários e paleoconservadores -- um pouco antes da processo de nominação do GOP em 1994, onde os libertários apoiaram Pat Buchanan -- e chegou a chamar a si próprio de "paleo-libertarian", juntamente com Lew Rockwell, por isso acho algumas de suas opiniões em meados dos 90 meio "pragmáticas" para conseguir unir os libertários nesse sentido.

    Olhe só o que Ron Paul no seu discurso de despedida disse, uma clara crítica ao paradigma Esquerda/Direita:

    The problem we have faced over the years has been that economic interventionists are swayed by envy, whereas social interventionists are swayed by intolerance of habits and lifestyles. The misunderstanding that tolerance is an endorsement of certain activities, motivates many to legislate moral standards which should only be set by individuals making their own choices. Both sides use force to deal with these misplaced emotions. Both are authoritarians. Neither endorses voluntarism. Both views ought to be rejected.

    "Particularmente acho um erro os libertários de hoje quererem se dizer de esquerda."

    Idem, mas o maior erro é tentar se encaixar em um lado do paradigma, por mim o erro seria igual se tentassem se encaixar do outro lado.
  • anônimo  12/12/2012 11:02
    Leandro, aqueles conservadores antigos eram de uma sociedade cristã, com pessoas honestas, trabalhadoras e responsáveis. Olhando desse jeito, até eu defenderia o libertarianismo. Por exemplo, liberar as drogas: entre um povo decente e responsável, pode liberar até o crack que as pessoas não vão querer usar.

    Como disse o John Adams, um dos pais fundadores dos EUA minarquista: "Our Constitution was made only for a moral and religious people. It is wholly inadequate to the government of any other."
  • Andre Cavalcante  12/12/2012 13:21
    Estava pensando aqui com meus botões: o que muitos ainda não se deram conta é uma questão de sobrevivência:

    Uma sociedade pode ser estável mesmo com um pequeno número de pessoas desvairadas dentro dela, mas não um grande número. Pessoas com vida muito desvairada tendem a morrer cedo, e em maior número.

    Um grande número de desvairados em uma sociedade fatalmente leva a mortes (muitas) o que, por si só, já se torna um limitador daquele número. O que garante que haja um grande número de desvairados é justamente um estado provedor, que acolhe vícios, paga o tratamento de aids, drogas, doenças venéreas etc.

    Em um mundo verdadeiramente livre, liberdade = responsabilidade pelos atos, incluindo aí a vida, que quando não bem usada, isto é, desperdiçada, vai ser perdida. Pegou AIDS por que não usou camisinha e não tem dinheiro pro tratamento: morre! Bebeu demais antes de dirigir e caiu numa vale de 10m à 100km/h: morre! Bebeu demais num bar, levou umas estocadas e não tem plano de saúde: morre! E por aí vai.

    É duro, parece inumano, mas é exatamente assim que se expurga (ou ao menos se minimiza) as pessoas com baixa moral, vida devassa, pessoas tresloucadas. Na verdade elas mesmos se matam, percebem?! E quanto menor o seu número, menos impacto nas gerações futuras elas terão.

    Com a educação certa (a educação ao respeito pela liberdade e à vida com responsabilidade), um conjunto de valores morais (família, por exemplo), que são valores pregados por muitas (se não todas) as religiões, e deixando morrer os que não tiveram amor à própria vida, teremos indivíduos verdadeiramente melhores.

    O problema é que, para ter essas coisas é preciso ter, primeiro, a liberdade real, com todo o seu mel, mas também com todo o seu fel.

    PS1: o problema que vejo com os chamados "conservadores" é que eles querem a mesma coisa que os "de esquerda": impor os seus valores morais como sacrossanta verdade no mundo.

    PS2: o fato de as ideias liberais levarem a um mundo mais "conservador" é meramente o resultado lógico da análise e não porque um liberal seja um conservador.

    Abraços.
  • Marcio L  22/07/2013 21:44
    Spooner foi associado a AIT (A primeira internacional) e era de direita? Tá bom!
  • JãoGalteílson  19/02/2015 17:50
    Concordo com isso, menos a parte de religião.

    Um ateísta deveria acreditar que, como não há outra vida espiritual nem segunda chance, não é inteligente gastá-la na cadeia ou morrendo de forma desnecessária.
  • Rodrigo Viana  26/11/2012 14:01
    Pela luz da história, todos aqueles que defenderam o individualismo sempre foi a "esquerda". E isso inclui até Edmund Burke, o "pai do conservadorismo moderno", já que ele era um whig, um liberal clássico. Por isso, se houvesse uma rotulação para o liberalismo dentro da época pré-Revolução Gloriosa, o partido Whig seria a esquerda e o Tory a direita.

    Já na época pré-Revolução Francesa os individualistas eram os opositores dos Contra-revolucionários franceses, logo, esquerda. O único ponto que o autor do artigo não comentou foi que dentro do espectro francês da época, a esquerda era composta não apenas por liberais clássicos mas também por jacobinos.

    O problema mesmo veio quando chegaram os marxistas de Moscou e colocaram todos aqueles que não compartilhavam de suas crenças como "direitista". Mas isso é falso porque o liberalismo clássico nunca foi a favor do status quo, tampouco de regimes a favor dos governos, como o estatismo, intervencionismo. Liberalismo é e sempre foi a oposição dos grandes burocratas, coerção, privilégios e tudo mais. Quer dizer, toda essa bagunça reinante é claramente inconsistente pra dizer que "isso é direita" ou "esquerda". Na verdade estas expressão quase nada diz e deve sempre ser descartada. Até porque tais rótulos variam de país pra país. Por isso, em minha opinião, libertário deve ser visto como o que é, libertário. Assim fica longe de generalizações, sem tender a cair em erros.
  • Rovison  26/11/2012 19:30
    Sobre o que é direita, acessem esses links:
    www.olavodecarvalho.org/textos/naosabendo.htm
    www.olavodecarvalho.org/semana/verdadireita.htm
    www.olavodecarvalho.org/semana/051031dc.htm
    www.olavodecarvalho.org/semana/080221jb.html
    www.olavodecarvalho.org/semana/070409dc.html
  • Anarco-individualista  28/11/2012 17:47
    Nem a esquerda e nem a direita são libertários. Ambas são correntes extremas, cada uma defendendo a liberdade "à sua maneira", à sua visão estreita do mundo.
    Esquerda e direita é só a mão que segura o chicote.
  • Joao Alberto  15/01/2013 16:21
    E os centristas são ambidestros, chicoteiam com as duas mãos!
  • anônimo  03/12/2012 02:50
    Pra saber se sou esquerda ou direita vou pedir pro Olavo fazer o mapa astral
  • Marcelo  27/06/2014 22:59
    ahhahhahaa, otima!
  • LIVIO LUIZ SOARES DE OLIVEIRA  28/11/2012 06:37
    "Sua posição no espectro ideológico, se fossemos usar analogias direcionais, seria acima — como um vapor que se separa do esterco e sobe a uma atmosfera saudável" Infeliz analogia. Analogias devem ser usadas com cuidado. Se o autor quis ser prosaico ou espirituoso, se saiu mal nesta frase, porque o vapor que se separa do esterco nada mais é que flatulência, gás metano, em suma... um pum. Com isso, está dizendo que a posição do libertário no espectro ideológico equivale a um pum.
  • Marcos  28/11/2012 19:39
    O texto tem o mérito de chamar a atenção em relação a escapar de uma definição moldada pelos esquerdistas (só existem eles, os bonzinhos, e os reacionários de direita, ou seja, todo o resto) No entanto, escorrega feio a tentar colocar o libertarianismo "acima" de tudo. Isso me parece extremamente arrogante. Considere superior ou não, o fato é que os libertários, assim como os conservadores, centristas ou o que quer que não seja considerado esquerdista estão sendo engolidos pelos planos de poder de socialistas, comunistas, fabianos e etc... É fato que o mundo caminha cada vez mais para o intervencionismo, não apenas na economia, mas também em qualquer aspecto da vida das pessoas.

    A tal "direita" não necessariamente precisa ser um xingamento de esquerdistas. Se o é a culpa é dos grupos que poderiam assumir esse espectro político e revesti-lo de um significado relevante. Somente agora alguns estão fazendo isso.

    Fascismo é uma ideologia esquerdista. Isso é óbvio, daí suas semelhanças com o comunismo. São irmãs. Não tem nada a ver ao que se concebe por direita, a não ser que você se venda ao discurso da esquerda, o que é um tiro no pé.

    Enfim, quando alguém me diz que sua ideologia é "superior" e todos os outras ideias são completamente radicais e imprestáveis isso sim me soa a radicalismo... daquele tipo que os esquerdistas adoram
  • Marcus Benites  28/11/2012 20:07
    Caso não entendêssemos a ideologia libertária como superior a defenderíamos por quê? Mas não é só "superior" no sentido que qualquer defensor ideológico dá à própria ideologia, mas cientificamente. Não há qualquer chance de os libertários não estarem com a razão. Se os outros "ideológicos" também acham a mesma coisa a respeito da ideologia deles, é por dogma e fé. Os libertários usam análises lógicas. Não pode haver relativismo. Não é arrogância, é honestidade. Não é uma proposta "do que pode ser melhor"; é uma proposta "do que é melhor". Não há qualquer sentido em se desancar uma ideologia e PROVAR o quanto ela é estapafúrdia e depois se colocar no mesmo patamar dos que a defendem, com todo o cuidado para não parecer "superior".
  • Sérgio  28/11/2012 22:33
    Sobre Direita, leiam:

    A essência do conservadorismo

    Dez princípios conservadores - 1a. Parte


    Dez princípios conservadores - Final


    A Melhor Forma de Governo

    E aprendam esta lição de uma vez:

    "Uma amiga minha, a quem chamaremos senhorita Worth, teve uma conversa com uma vizinha – senhora Williams, digamos – que, no dia anterior, havia vendido um belo prédio antigo, há muito tempo pertencente à sua família, o qual seria demolido para que muitos automóveis usados fossem postos a venda no lugar. A senhora Williams tinha certos arrependimentos; mas, disse ela em caráter definitivo, "você não pode parar o progresso". Ela ficou surpresa com a resposta da senhorita Worth, que foi esta: "Não, muitas vezes não; mas você pode tentar".

    A Senhorita Worth não acreditava que o Progresso, com P maiúsculo, é uma coisa boa em si mesma. O Progresso pode ser bom ou mau, dependendo da direção a qual se está progredindo. É perfeitamente possível, e não raramente ocorre, de se progredir em direção à beira de um precipício. O pensamento conservador, jovem ou antigo, acredita que todos nós devemos obedecer à lei universal da mudança; mas muitas vezes está em nosso poder escolher quais mudanças aceitaremos e quais mudanças rejeitaremos. O conservador é uma pessoa que se esforça para conservar o que há de melhor em nossas tradições e em nossas instituições, conciliando o que é melhor com a reforma necessária de tempos em tempos.

    "Conservar" significa "salvar"... (Considere) a maldição do cupido:

    "Aqueles que mudam o amor antigo pelo novo, oram aos deuses para mudá-lo para pior."

    Um conservador não é, por definição, um egoísta ou uma pessoa estúpida; em vez disso, ele é uma pessoa que acredita que há alguma coisa em nossa vida que vale a pena salvar.

    Conservadorismo, na verdade, é uma palavra com um significado antigo e honrado"


    "Uma sociedade onde homens e mulheres são governados pela crença em uma ordem moral duradoura, por um forte sentido de certo e errado, por convicções pessoais sobre a justiça e a honra, será uma boa sociedade – não importa que mecanismo político se possa usar; enquanto se uma sociedade for composta de homens e mulheres moralmente à deriva, ignorantes das normas, e voltados primariamente para a gratificação de seus apetites, ela será sempre uma má sociedade – não importa o número de seus eleitores e não importa o quanto seja progressista sua constituição formal."

    "É o costume tradicional que permite que as pessoas vivam juntas pacificamente; os destruidores dos costumes demolem mais do que o que eles conhecem ou desejam. É através da convenção – uma palavra bastante mal empregada em nossos dias – que nós conseguimos evitar as eternas discussões sobre direitos e deveres: o Direito é fundamentalmente um conjunto de convenções. Continuidade é uma forma de atar uma geração com a outra; isto é tão importante para a sociedade com o é para o indivíduo; sem isto a vida seria sem sentido. Revolucionários bem sucedidos conseguem apagar os antigos costumes, ridicularizar as velhas convenções e quebrar a continuidade das instituições sociais – motivo pelo qual, nos últimos tempos, eles têm descoberto a necessidade de estabelecer novos costumes, convenções e continuidade; mas este processo é lento e doloroso e a nova ordem social que eventualmente emerge, pode ser muito inferior à antiga ordem que os radicais derrubaram um seu zelo pelo Paraíso Terrestre.

    [...] ordem, justiça e liberdade são produtos artificiais de uma longa experiência social, o resultado de séculos de tentativas, reflexão e sacrifício. Por isto, o organismo social é uma espécie de corporação espiritual, comparável à Igreja; pode até ser chamado de comunidade de almas. A sociedade humana não é uma máquina, para ser tratada mecanicamente. A continuidade, a seiva vital de uma sociedade não pode ser interronpida."
  • Marcus Benites  29/11/2012 11:45
    Pelo texto anterior, acabou de ser provado que "conservadorismo" e "libertarianismo" são coisas diferentes que podem, eventualmente, estar nadando em uma mesma corrente, mas só eventualmente. O que um libertário diria a um conservador? Somente isto: você tem o direito de ter uma conduta dentro da moral que prega e tem o direito de tentar difundi-la; não tem o direito de impor essa conduta a ninguém e, economicamente falando, sua moral é irrelevante para o crescimento das pessoas. Isso estando claro: boa missa, que eu vou ver um filme.
  • anônimo  29/11/2012 21:43
    "você tem o direito de ter uma conduta dentro da moral que prega e tem o direito de tentar difundi-la; não tem o direito de impor essa conduta a ninguém"

    Existe apenas UMA moral pré-estabelecida. Achar que o algo é errado para mim e é certo para você, ou vice-versa, denomina-se RELATIVISMO, pois segundo esta doutrina, não existe o certo e o errado. Segundo esta doutrina, moral é subjetiva.

    Oras, era só o que faltava, eu ter liberdade para fazer tudo o que eu quiser. Nada disso! Desde que não se enquadre dentro da moral judaico-cristã, uma conduta pode ser proibida sim senhor! Isso é perfeitamente viável e ninguém vai morrer por isso, senão seria materialmente impossível existirem conservadores e cristãos tradicionalistas. Há determinadas liberdades que são perfeitamente desapegáveis por não serem essenciais e benéficas. Não é uma questão de ficar bravo ou não, mas de acatar uma imposição moral que visa um bem maior. Quem fica bravinho são relativistas como você que acham que a moralidade restringe-se aos seus desejos e caprichos.

    Você não se enxerga rapaz? Baixe essa cabeça, soberbo. Você, como eu, tem limitações à cumprir sim!!! Você tem deveres e freios a se impôr, sim!!! Você vive em sociedade, vai morar nos confins da Sibéria e lá você faz o que quiser.

    "economicamente falando, sua moral é irrelevante para o crescimento das pessoas."

    Claro que moral é relevante para o crescimento das pessoas. Vai estudar e entender porque não pode existir toda essa liberdade que vocês pregam. É se ver livre da moralidade e no dia seguinte a bota do Estado estará te colocando na linha! Mil vezes pior... Você tá completamente por fora do que tudo isso significa. Você nunca ouviu falar em Concupiscência? Nos vícios? Conhece as consequências de se deixar levar por estes caminhos? Você sabia que os vícios diminuem a capacidade de desejo, de trabalho, e progresso físico-mental do ser humano, minando assim com o próprio desenvolvimento econômico? Você acha que a economia quem faz são as moedas? Somos nós, homens!
  • anônimo  30/11/2012 03:03
    ', economicamente falando, sua moral é irrelevante para o crescimento das pessoas.'

    Ok, suponha que o PNA seja o meu senhor e eu não preciso de mais nada. Daí se um pai resolve deixar de alimentar um filho, beleza.Se tua filha resolve ser puta com dez anos de idade, beleza.
    Afinal, 'sua moral é irrelevante para o crescimento das pessoas'...
  • Bright  30/11/2012 04:00
    Esse cretino deve ser do fórum do búfalo, ou do mundo realista. conheço bem esse pessoal pseudo-neoconservador (uma aberração até para os conservadores).

    Para ele, em uma sociedade libertária, as pessoas cairão na degradação completa, deixando de se importar com o futuro. Como se as pessoas só alcançassem um padrão moral mediante meios coercivos estatais.

    Se prostituição é degradante, haverá pessoas que irão combater este mal em seus lares, simplesmente para proteger seu maior patrimônio (sua família). Aqueles que não quiserem combater este mal simplesmente não o farão e verão suas famílias serem destruídas, o que servirá de exemplo para outros não fazerem o mesmo.

    Isso vale para todos os outros campos da vida. Comportamentos negativos são desincentivados pelos prejuízos que causam. Comportamentos positivos são reforçados. É daí que nasce a verdadeira moral, não de um decreto legislativo.
  • Sérgio  30/11/2012 15:09
    Bright, eu ví as suas discussões no Fórum do Búfalo. Uma coisa que me chamou a atenção. Você certeza que você é um genuino libertário? Pois até o que sei, o libertarianismo defende a propriedade privada. A propriedade privada é um direito natural. Mas não sei se você compreendeu muito bem este princípio libertário, pois num post sobre os zumbis da cracolândia, o proprietário do fórum fez um comentário irônico e politicamente incorreto dirigido a você. E você responde:

    "o fato de você ser administrador não te dá direito de proferir ironias imbecis aos usuários!"

    Segundo a ética da propriedade privada, o fato dele ser o proprietário do fórum é que lhe dá o direito de proferir a ironia que quiser, afinal, o Fórum é dele e ele pode fazer o que quiser (desde que não pratique crimes, é claro).
  • Bright  01/12/2012 08:42
    Quer dizer, então, que, se eu estiver na casa alheia, sou obrigado a aceitar ofensas pessoais? É isso que o liberalismo defende?

    Até onde eu saiba, o direito à propriedade garante a posse e a integridade da propriedade alheia. Atacar terceiros usando seu direito de propriedade não me parece nada libertário.

    Quanto ao fórum do búfalo, eles defendem uma espécie de pseudo-conservadorismo utilitarista em formação.

    Pseudo-conservadorismo porque eles não têm intenção nenhuma de conservar alguma coisa. O que eles querem é impor a moral deles à força na sociedade, e se ressentem pelo fato de os esquerdistas (e feministas, em específico) terem mais força.

    Utilitarista porque eles só são conservadores no que convém. Eles defendem a prostituição, enquanto são a favor da proibição das drogas.

    E em formação porque eles nem sabem direito o que defendem. Antigamente, defendiam o "marriage strike" (greve de casamento) como contra-resposta ao feminismo, e achavam que a ideia tinha de ser imposta à força. Hoje, eles percebem que essa é uma forma inútil de ativismo.
  • Neto  03/12/2012 03:01
    'Quer dizer, então, que, se eu estiver na casa alheia, sou obrigado a aceitar ofensas pessoais? É isso que o liberalismo defende?'

    Se você sabia disso quando entrou e concordou, é obrigado sim.
    O importante é que ninguém te obrigou a entrar, você entrou porque quis

    Não perca tempo com os idiotas do forum do bufalo, eles nem sabem o que querem (tirando passar num concurso), se fossem americanos eles seriam uma vergonha pra qualquer MRA
  • Neto  03/12/2012 06:07
    Esse pessoal do forum bufalo, mundo realista, eles falam uma ou duas coisas certas tipo, gayzismo e feminismo na mídia, nos filmes, etc
    Mas o sonho deles ainda é virar um parasita público.

    mundorealista.com/forum/viewtopic.php?f=26&t=4304
    mundorealista.com/forum/viewtopic.php?f=26&t=7673
    mundorealista.com/forum/viewtopic.php?f=26&t=7045

    Ou seja, esses caras são piores que as feminazi, esses aí se acham tão machos, tão viris e querem que eu, na iniciativa privada, passe quase metade do ano trabalhando pra sustentar a vida boa de parasita público deles


  • anônimo  04/12/2012 04:01
    Aliais, a opinião desse pessoal sobre qualquer coisa não serve pra nada.
    Aquele pessoal é um bando de machos betas querendo ter o que um macho alfa tem, sem ser o que um alfa é.Eles são a escória da escória, falam em tomar anabolizante abertamente, querem ser funças, tem um animal lá que defende até o MEC, e é defendido pelos moderadores! Que se acham anti esquerda!
    Triste é notar que um monte de moleque de 18, 20 anos que não sabem p nenhuma da vida vão pela cabeça desses imbecis
  • Arthur  30/11/2012 04:26
    "acatar uma imposição moral que visa um bem maior"\r
    Autoritário/estatista detected.\r
    \r
    "Daí se um pai resolve deixar de alimentar um filho, beleza.Se tua filha resolve ser puta com dez anos de idade, beleza."\r
    Vai lá você defender essas crianças então. Não me forçar a pagar o custo delas, ou uma justiça estatal para prender e julgar o pai, ou qualquer coisa do tipo. Quer convencer as pessoas que a moral judaico-cristã deve ser seguida? Pregue-a, de forma pacífica. Eu mesmo concordo com tal moral, embora não seja religioso. Só não queira forçar ela pra cima dos outros.
  • Sérgio  30/11/2012 13:07
    O problema é que sem a justiça estatal, não haverá sequer um limite de idade. Não haverá sequer uma lei determinando a maioridade. Só uma pergunta: numa sociedade libertária, sem Estado, quem vai determinar a maioridade sexual? Não tem mais uma lei estatal dizendo "você só pode fazer 'aquilo' com adultos maiores de 18 anos". Então quem vai controlar? Quem vai determinar a maioridade? Se com a lei estatal já fazem, imagine sem estas leis e sem controle nenhum.
  • Andre Cavalcante  02/12/2012 18:08
    Sérgio,

    "O problema é que sem a justiça estatal, não haverá sequer um limite de idade. Não haverá sequer uma lei determinando a maioridade. Só uma pergunta: numa sociedade libertária, sem Estado, quem vai determinar a maioridade sexual?"

    A maioridade sexual é definida pela natureza, ora bolas. Como é que a maturidade sexual era definida antes da existência do estado? Lembre-se que o ser humano, enquanto espécie, existe há quase 100 mil anos, enquanto o estado, se muito, tem 10 mil. A propósito, médicos orientam não se começar atividades sexuais (com vistas à reprodução, claro!) antes dos 16 para mulheres e 18 para homens, sendo que há muita variabilidade dependendo do indivíduo, devido a precocidade ou atraso no maturamento dos órgãos sexuais, sem falar de aspectos raciais e culturais.

    "Não tem mais uma lei estatal dizendo "você só pode fazer 'aquilo' com adultos maiores de 18 anos". Então quem vai controlar?"

    Mais uma vez um estadista achando que sem estado não há leis. Não! As leis orientam a vida social, a vida de relação. Dê uma chance para uma segurança e justiças privadas.

    "Quem vai determinar a maioridade?"

    Ora, a própria pessoa. Imagine um adolescente que chega para o pai e diz: "daqui pra frente é comigo", então a partir daquele momento ele passa a ser emancipado e responde por seus atos. O pai também poderia obrigar a maioridade do filho, num ponto em que diz: "já és marmanjo e tens que te virar!".

    "Se com a lei estatal já fazem, imagine sem estas leis e sem controle nenhum."

    Ué, porque só o estado pode fazer um controle? Pais não podem? Escolas não podem? Empresários, em suas empresas não podem? Igrejas não podem? Condomínios não podem ter ordem? Comunidades não podem ter ordem?

    Abraços
  • anônimo  30/11/2012 13:33
    E quem foi que disse que alguma coisa aí é imposta?
    É claro que eu to falando de uma moral voluntária.

    Mas note que sendo ou não o caso, isso é irrelevante pra ver se é verdade ou não a afirmação de que 'sua moral é irrelevante para o crescimento das pessoas'
  • Marcos  02/12/2012 14:39
    O assunto acabou descambando para o conservadorismo x libertarianismo. Não foi o que tinha dito. Apenas comentei que se colocar em um pedestal é uma atitude arrogante, que gera péssimos resultados práticos. É por causa disso que esquerdistas estão ganhando cada vez mais terreno. Se colocar acima da discussão "esquerda e direita" equivale a se omitir em tomar parte da real disputa de poder. O resultado é que por evitar se "encaixar" em alguma categoria ou classificação, o poder de fazê-lo será do adversário, nos termos dele. Ou se toma uma atitude firme com o intuito de criar conceitos e estabelecer novos significados a antigos termos, desafiando a hegemonia da esquerda, ou continuaremos na situação atual, na qual somos medidos apenas por estereótipos esquerdistas.

    Não vejo o motivo de tanto ódio ou desprezo entre conservadores e libertários. Claro que ambos possuem um terreno de divergências. Mas inegavelmente possuem também pontos complementares. Sinceramente, na prática nenhum dos dois grupos poderá fazer absolutamente nada por força própria. Trata-se de dois grupos em larga medida subjulgados pelos esquerdistas. Parecem dois condenados a morte brigando a pontapés a beira da forca.
  • Sérgio  01/12/2012 14:49
    "Quer dizer, então, que, se eu estiver na casa alheia, sou obrigado a aceitar ofensas pessoais? É isso que o liberalismo defende?"

    Caso tenha o mínimo de dignidade, você nem entra mais nesta casa. Pq vai entrar numa casa onde não será bem recebido? Vc gosta de ser mal tratado? É masoquista? O libertarianismo defende o direito de você não entrar mais naquela casa e caso ele vá à sua casa, o direito de ofendê-lo e até expulsá-lo de sua casa também.

    Quanto ao Fórum do Búfalo, como eu disse outro dia, eles seguem a doutrina de um homem chamado Nessahan Alita. Para compreender a filosofia deles, é preciso ler Nessahan Alita.

    Sobre a prostituição, até o que eu lí, eles não defendem a prostituição, eles são contra a criminalização da prostituição. Eles apenas dizem que a prostituição é uma das profissões mais antigas do mundo, e que é apenas um meio para aqueles homens que não possuem muita habilidade social para aliviarem suas tenções hormonais. Só isso.
  • Oziel Jose  03/12/2012 06:00
    Péssimo artigo! A análise dele foi horrível da situação na França e confundiu tudo! Os de direita na França eram conservadores, pois o pensamento corrente na época era de total centralização de poder! O povo pensava dessa forma e não adiantaria tentar mudar isso da noite para o dia, como tentou-se na revolução francesa e o resultado foi um massacre geral.

    Direitista não tem nada a ver com fascista, que erro crasso!
  • Ricardo  03/12/2012 07:21
    Oziel diz que o artigo está errado porque "Os de direita na França eram conservadores, pois o pensamento corrente na época era de total centralização de poder!"

    Já o artigo diz que "Os legisladores que estavam assentados do lato direito eram chamados de Partido da Direita, ou Direitistas.  Os Direitistas ou 'reacionários' defendiam um governo nacional altamente centralizado, leis especiais e privilégios para sindicatos e vários outros grupos e classes, monopólios estatais sobre os setores estratégicos e básicos para a vida, e uma continuação dos controles governamentais sobre preços, produção e distribuição. [...] os direitistas [eram] estatistas, intervencionistas -- em suma, autoritários.

    Ou seja: o artigo diz exatamente tudo aquilo que o senhor Oziel disse que ele teria de dizer.

    Eu tenho muita pena do sujeito cujo ofício é escrever para brasileiros. Ele está lidando com o impossível: tentar fazer com que pessoas que não possuem a mais básica capacidade de interpretação literária consigam captar o real sentido de palavras amontoadas em frases. Trabalho ingrato e extenuante.
  • Oziel Jose  03/12/2012 08:33
    Prezado Ricardo, realmente fica difícil escrever para brasileiros já que alguns não possuem o mínimo conhecimento de história e contexto histórico.

    Existe uma grande diferença entre ser autoritário numa época autoritária e ser autoritário por definição, o autor está pegando um contexto histórico da época e jogando num momento atual e isso vai completamente contrário ao pensamento conservador que é mutável e não estático. A evolução do pensamento conservador não é o fascismo, ao contrário do que o autor deu a entender. No próprio EUA quando George Washington mandou definitivamente a Inglaterra para fora, quiseram fazer dele um rei, proposta que ele mesmo declinou, ou seja, caso ele tivesse aceitado, os EUA poderiam ser um país diferente do que é hoje.

    E por favor vá ler as definições de conservadorismo supracitadas...
  • Renato Souza  03/12/2012 08:06
    Os direitistas eram reformistas, ao contrário dos esquerdistas, que eram revolucionários. O artigo fala como se a seqüência dos atos dos esquerdistas fosse algo totalmente contrário ao que eles pretendiam inicialmente. Como se eles tivessem sido corretos a princípio, e depois se pervertido. Na verdade, apenas rasgaram as fantasias, que mal cobriam sua real natureza.\r
    \r
    Quanto aos direitistas, tivesse, eles vencido, o país teria rumado para um regime de monarquia parlamentarista, que é o adotado por países vários países atualmente, geralmente mais bem sucedidos que a média. Conclusão: Os direitistas estavam certos desde o início, ou pelo menos estavam mais certos que os esquerdistas.
  • amauri  03/12/2012 11:57
    Boa tarde Leandro! "A única diferença entre o comunismo de Stalin e o fascismo de Mussolini é um insignificante detalhe na estrutura organizacional."
    O que seria isto?
    abs
  • Rodrigo Viana  23/12/2012 07:11
    Quando alguém diz que o libertarianismo é de "direita", lembro desse artigo explicando outras vertentes libertárias menos conhecidas do que o liberalismo clássico e o anarcocapitalismo, e com influência marxista:

    Libertarian Left: www.theamericanconservative.com/articles/libertarian-left/
  • Carlos Prado  24/06/2014 14:21
    E que pouco preza pela verdade dos fatos, pela interpretação destes e pela coerência.
  • B_Diniz  16/01/2013 16:44
    "Só que a doutrina do meio-termo não pode ser aplicada indiscriminadamente."

    Até mesmo nisso a doutrina do meio termo é perfeita..

    De gênio para genial.

    Att
  • Funes Cronópio  17/02/2013 19:40
    Ó Zeus, porque será somente eu que vejo com tamanha transparência que reduzir o mundo entre esquerda e direita é ignorar o fato de que os homens são esquizos. São loucos e mudam conforme o vento.

    Muitas pessoas que se auto declaram esquerdistas são, em suas ações diárias, sujeitos que se enquadrariam naquilo que elas mesmas tipologiam como "direita". Ou seja, não há quem consiga ser o tempo todo de "esquerda" e nem os que são "direita" o tempo todo. O vívido não é pensável ele é vívido e não tem tempo de se encaixar em esqueminhas simplórios.
  • Eduardo  02/07/2013 16:49
    A melhor solução para definição de posicionamento político é o Diagrama de Nolan. Pesquisem sobre isso e façam o teste pela internet. São 5 as posições políticas: Centro, Esquerda, Direita, Estatista e Libertária. O teste possui 10 questões, 5 sobre questões civis e 5 sobre questões econômicas. Os percentuais referentes irão classificá-los de acordo.
  • Rafael  02/07/2013 18:12
  • CHARLES  26/01/2014 20:50
    Não gostei. Não concordo com essa opinião.
    Mas eu desenho o q penso.
    Mais Estado Menos Estado
    Situem-se aí dentro.
  • anônimo  23/06/2014 12:10
    Existe, no Brasil, algum partido político libertário ?
    O DEM(PFL), pode ser considerado dessa ideologia ?
  • Um observador  23/06/2014 15:23
    anônimo,

    Não existe nenhum partido libertário. O mais próximo disso é o Liber, que ainda está em fase de criação: libertarios.org.br/liber

    O DEM não é libertário. Veja o ideário retirado do site deles:
    www.dem.org.br/wp-content/uploads/2011/01/Ideario-do-Democratas.pdf

    Repare especialmente nos itens 6 e 8... Não são posições libertárias.
  • Ângelo  23/06/2014 14:08
    Coloquei no meu avatar uma figura que venho usando faz um tempo, que demonstra exatamente o fato de que libertários não se situam no eixo direita-esquerda, mas sim se situam no extremo do eixo liberdade-escravidão. Espero que meu avatar fique visível a todos. Caso tenham problemas em ver o gráfico, vejam no link abaixo

    www.gravatar.com/avatar/e18e2cfe6903ce35b6485c4a7b3792d0?s=793
  • Ali Baba  23/06/2014 14:09
    Um artigo interessante para comentar:
    ricardogallo.ig.com.br/index.php/2014/06/23/mais-consumo-nao-e-a-solucao/
  • Emerson Luis, um Psicologo  23/06/2014 14:23

    Os esquerdistas são "progressistas" porque querem gerar o progresso e a igualdade na sociedade através da engenharia social, do assistencialismo, do planejamento central, querem mudanças imediatas e totais. São necessariamente intervencionistas.

    Os direitistas são "conservadores" porque querem preservar valores e práticas consagradas pelo tempo, querem mudanças graduais e parciais porque discordam que seja possível criar um "novo ser humano" através da engenharia social. NÃO são necessariamente intervencionistas.

    A diferença entre um direitista moderado e um extremista é de espécie; a diferença entre um esquerdista moderado e um extremista é de grau - ambos querem intervir na liberdade dos outros.

    O liberalismo produz progresso sem intervencionismo.

    É possível ser liberal e conservador, desde que primeiro se seja liberal.

    * * *
  • anônimo  23/06/2014 15:01
    Muito fraco este articulista. Começa errando no momento em que associa fascismo ao "direitismo". É mais um ponta-de-lança revolucionário.
  • luiz lobo filho  23/06/2014 15:07
    Triste isso... Escravidão voluntária pelo hábito e a prática reiterada que nos são impostas, depois nos dão nomes como cidadão, contribuinte, porque escravo pega mal.
  • Dasein  23/06/2014 15:31
    É bom que haja um artigo desse gênero. O liberalismo econômico está sendo absorvida pela "direita", porém não há nada em comum com o conservador. O libertário olha pra frente, enquanto aquele se prende ao passado.


    Pessoalmente, utilizo a definição original, pela sua clareza, apesar dela ser polêmica. A direita é a manutenção do status quo, e a esquerda promove a liberdade do indivíduo. Ou seja, me considero de esquerda.

    Essa definição é muito polêmica, pois incorre que todos os regimes totalitários seriam de direita, tais quais o governo norte-coreano.


    O termo esquerda foi corrompido e absorvido por conservadores como socialistas.
  • Andre  23/06/2014 15:59
    Bom artigo. Comentei em um artigo recente sobre "rótulos políticos" também que a rotulação é coletivista, enquanto nós, individualistas. É de fato, um contra-senso. Porém, em algumas situações os rótulos são eficazes.

    Talvez, o ideal seria atribuir termos mais objetivos, como "coletivista" ao invés de "ser de esquerda".
  • João  23/06/2014 17:04
    Concordo, para mim o que melhor explica a posição libertária (e diz exatamente o que você falou) é o Diagrama de Nolan.
  • Cristian  23/06/2014 17:19
    Estou quase parando de acompanhar o Mises. Textos que agregam pouco e pessoas que ofendem a todos nos comentários... Poderíamos contribuir muito mais se nos uníssemos ao invés de separarmos. Falar que são mais inteligentes o tempo todo vai ficar estranho se não tiver ninguém pra ler isso não é. Acredito que é isso que vai acontecer se os libertários não mudarem o discurso. O problema todo é que a esquerda está ganhando força ano após ano e mesmo que o libertário diga: Não faço parte disso, não vai adiantar, pois o PARTIDO é quem manda. Humildade pessoal. Vamos conquistar e não dividir. Essa estratégia não é nossa.

    OBS: Concordo que há o momento certo de falar algumas verdades ao outro, mas isso precisa estar dentro de um contexto que faça sentido, senão é ofensa gratuita e sem resultado prático.
  • Yago  24/06/2014 05:10
    Quanto ao que o Cristian disse, eu também sinto falta dos textos com mais teoria, até porque eles afastam pessoas militantes, e sobre a questão das ofensas, é um ponto realmente que tenho aprendido muito e gostaria de compartilhar aqui.
    Quando ouço isso:
    "Nossa categoria precisa de um apoio do governo".

    Qual a primeira sensação que me vem a cabeça? Não sei quanto a vocês mas a mim já passa logo que a pessoa não presta, é uma pessoa sem caráter, que não vale a pena, medrosa, sem honra, mentirosa.
    O primeiro sentimento é de irritação, quando leio esse tipo de comentário. Eu sei que ficar pedindo coisa do governo é uma coisa de gente sem valor desde que tenho 10 anos de idade, e quando uma pessoa com 40 anos diz isso é algo bem stressante.

    Porém atualmente prefiro usar a técnica de usar das próprias entradas para mostrar o quanto aquilo é ridículo.
    As maiores obras foram escritas assim, se você pegar o artigo do Mises sobre cálculo econômico, ele vai mergulhando em ideias que a princípio são completamente absurdas, mas mesmo assim ele vai mergulhando e conforme vai mergulhando o nível de imbecilidade vai aumentando, e ele vai tentando ajustar tentando adaptar a imbecilidade a um tal ponto que aquilo se torna insuportável para o defensor da imbecilidade.
    Encontro isso também nas obras de Hoppe, ele vai desenrolando um argumento socialista a um ponto tal que ao final ele já diz coisas completamente loucas que seriam resultados do pensamento dos socialistas, mas ele não para, ele continua. Ele encara mesmo ideias completamente imbecis que qualquer pessoa diria "Seu filho da p$##$#!!!!" como normais e vai desenrolando e mostrando um mundo totalmente bizarro com aquelas ideias iniciais.

    Não é fácil porque consome muito tempo, e o sentimento que passa é de que você está sendo um ridículo. Por exemplo, se a pessoa diz:
    "Devemos proteger a indústria nacional aumentando impostos sobre importação"
    Quem tem uma mente já fora das imbecilidades econômicas vê que isso é completamente risível.
    E uma resposta poderia ser:
    "Se uma pessoa A nacional compra de B dos EUA, só pode significar que A está ganhando, caso contrário não estaria fazendo a compra. Se A está ganhando, e é parte da industria nacional, caso voc? aplique impostos você diminui a chance de A comprar de B, logo você está diminuindo a chance de A ganhar, logo voc? está prejudicando a industria nacional."
    Parece ridículo escrever isso e a impressão que passa é que a pessoa já sabe disso tudo, pois realmente é muito óbvio, é como se a pessoa estivesse de má intenção e que é muito mais fácil responder a ela:
    "Putz que mentiroso, vai se catar meu!!!!"

    Porém se você for ver, todas as grandes obras são escritas nesse modo simples, usando lógicas simples.

    Então o segredo na minha opinião para contornar essa questão da má educação é seguir esse estilo de argumentação de Mises e Hoppe. Na verdade se trata de ter paciência para escrever coisas óbvias. Quando feita dessa forma a argumentação ao final permite um tempero com alguma pitada de agressividade moderada por exemplo indicando que a questão da taxa de importação poderia ser nada mais do que uma jogada para manipular números macroeconômicos ou para dar protecionismo a determinados segmentos.

    Ou seja, a frase:
    pt.wikipedia.org/wiki/Navalha_de_Hanlon
    "Nunca atribua à malícia o que pode ser adequadamente explicado pela estupidez."

    Deve ser seguida a risca, mesmo quando você realmente acha que se trata de malícia. Se não fosse assim, nenhuma obra teria sido escrita, nem de Rothbard, Mises ou Hoppe.

    Acho que fiz uma boa contribuição, talvez como uma forma de pedir desculpas pelas impaciências que já tive por aqui que provavelmente não se repetirão mais. huHAuahuahauahua
  • Victor  26/04/2015 01:48
    Huhauhauauhauha, Rachei com o comentário do Yago. Esses dias precisei ajudar minha namorada a resenhar uns capítulos de um livro esquerdista, a cada página que eu lia me dava ânsia! Foi foda.
  • Vive la liberte!  24/06/2014 11:48
    História verdadeira.
    O Cristian abriu uma página de esquerda para ler sobre opiniões divergentes.
    De repente, a cabeça do próprio Ludwig Von Mises surgiu no seu monitor.
    "AH!!! Yo no quiero ler eso!!!"
    "Nosotros los Libertários somos los mejores del mundo!"
    "Li-ber-tá-rios! Li-ber-tá-rios! Li-ber-tá-rios!"
    *Puff!*
    Teve que fazer um bom negócio.
  • Cristian  24/06/2014 13:33
    Puts... Acabei de comentar justamente sobre essa atitude hein. Começa a ser imaturidade mesmo...

  • Vive la liberte!  24/06/2014 14:59
    T_T
    Foi só um brincadeirinha para descontrair. Não leva a mal, não.
    Além do mais, a brincadeira serviu-me gancho para abordar o assunto de forma mais séria. Será que o problema não está na sua percepção, Cristian? Digo isso porque muitos leitores criticaram o artigo intitulado "Dez razões pelas quais os libertários podem não ser muito simpáticos com você" por razões semelhantes. Eles levaram muito a sério um artigo que era para ser uma brincadeirinha provocativa. Será que às vezes você não está lendo os debates no tom errado? :)

    Alguns comentaristas frequentes do IMB têm uma forma de escrever que por vezes pode se passar por ríspida. Quando confrontados, já vi muitos deles se desculparem e ressaltarem não era sua intenção de soar grosseiro.

    Agora mesmo, quando fiz a alusão a propaganda do Maradona, o alvo da crítica eram os libertários arrogantes, mas parece que você achou que estava debochando de sua opinião. Destaco que eu não estava. Muito pelo contrário, concordo contigo e procuro fazer minha parte em ser cortês, paciente e educado com os demais membros.

    Finalmente, sobre o humor imaturo, aí, nada posso fazer a respeito, hehehe. Sou infantil mesmo. ^^

    Abração.
  • John  23/06/2014 18:34
    PUTS! Pior artigo do Mises. Os termos de esquerda e direita são ineficientes atualmente. Dava pra explicar muita coisa e depois remover o libertarianismo desse meio.

    Ele coloca progressismo, liberalismo e conservadorismo no mesmo barco de uma só vez. O que não é verdade. Nem vou gastar meu tempo explicando.

    Pior é ver gente achando que o artigo foi perfeito e está defendendo.

    RAPAZ...
  • Menger  23/06/2014 22:12
    É triste ver o movimento libertário desunido, mas vou ter que falar uma verdade aqui. Muitos entraram nessa -não por acreditarem estritamente na liberdade-, mas por acharem que o movimento era de direita, ou porque era anti-comunista.

    Não é assim que as coisas funciona. E se fosse demonstrado que o libertarismo e o liberalismo econômico fossem muito mais uma tendência de esquerda? Então você abandonaria o pensamento libertário?


    Tem que defender independentemente dessas definições.
  • Pedro  24/06/2014 04:29
    Libertarianismo é direita. Sim, é só um rótulo, mas dentro desse sistema de rotulagem, o libertário é um ser de direita.

    A explicação é simples:

    Esquerda = emoção
    Direita = razão

    Ou seja, existe apenas um eixo de classificação, com todas as gradações possíveis de um extremo a outro, passando por um centro. Não há nada que seja humano pairando acima desse eixo.

    Falo de tendências individuais, não de partidos políticos e seus programas, que segundo a definição acima, podem ser direitistas em alguns pontos e esquerdistas em outros.
  • Vive la liberte!  24/06/2014 11:58
    Legal, mas falta uma sublimidade a essa explicação, porque seria mais elegante se ela seguisse o mesmo alinhamento que nosso cérebro. Ou seja:
    Esquerda = razão
    Direita = emoção

    Ainda que não tenha sido dito de forma explícita, desconfio que o artigo se baseia em um Nolan Chart. A esquerda defenderia as liberdades individuais, a direita as liberdades econômicas, o topo defenderia ambas, o fundo nenhuma e o centro uma ponderação. :)
  • José Ricardo das Chagas Monteiro  24/06/2014 11:14
    Saudações, interessante a sugestão, não tenho dificuldades em entender, o libertário deve escolher a distância vertical de ambos,como um vapor, senão ficando acima, ou seja, fora das decisões e posicionamentos emburrecidos , pairando com a leveza dos quintessenciados da alta cultura para enxergar.
  • amauri  24/06/2014 11:20
    O que voce pode dizer sobre o que disse o Prof. Ricardo Bergamini:
    Quem diria que a marolinha da crise mundial de 2008 iria provocar a volta na América do Sul do uso dos chavões tradicionais da esquerda: "Fora FMI" - "Fora Banqueiros" – "Auditoria da Dívida Externa", etc.

    O Brasil caminha, a passos largos, para ser a Argentina de hoje, visto que nossas reservas em moedas estrangeiras não estão sendo geradas pelo comércio internacional (deficitário em US$ 188,1 bilhões de 2011 até 2013), mas sim pela conta de capital (superavitária em US$ 259,0 bilhões de 2011 até 2013).

    O primeiro sinal de nossa dificuldade em manter essa posição da conta de capital foi o aumento dos juros básicos de 7% ao ano para os atuais 11% ano. Apesar desse aumento de juros havendo fuga de capital será inevitável o pedido de socorro ao FMI. Acreditem se quiserem!!!!
  • Nigro  24/06/2014 12:07
    Acho q está classificação dificulta a comparação do libertarianismo com outras correntes, pp/ com liberais e conservadores, assim dificultando a defesa de alguns objetivos de curto prazo em comum.

    Direita e esquerda, no artigo e na concepção esquerdista, são a mesma coisa, por isso sem sentido - é MUITO mais fácil derrubar tal classificação. É respeitar demais a classificação esquerdista e medo de ser chamado de direita.

    Se comunismo está de um lado e fascismo está do outro acho bem difícil os liberais clássicos e os conservadores se definirem num meio termo entre eles. E se são praticamente a mesma coisa como pode haver espaço entre eles?
    Provavelmente vão se colocar acima disso também. Com esta classificação só resta concordar q não existe mais direita e esquerda e confundir mais o debate.

    DIREITA: Igualdade, mais Estado (até o totalitarismo), coletivismo, "responsabilidade social"
    X
    ESQUERDA: Liberdade, menos Estado (até sua ausência), individualismo, responsabilidade individual
  • Nigro  24/06/2014 13:33
    desculpe, inverti
    rs

    ESQUERDA: Igualdade, mais Estado (até o totalitarismo), coletivismo, "responsabilidade social" ?
    X
    ?DIREITA: Liberdade, menos Estado (até sua ausência), individualismo, responsabilidade individual
  • Diogo  24/06/2014 14:34
    Até agora não entendi esse pessoal chorando por esse artigo...
  • Cristian  25/06/2014 18:09
    Posso ser curto e grosso? Todo mundo que não é esquerdista (sou obrigado a usar esta terminologia para entenderem o que quero dizer) está de saco cheio de Estado, de Marxismo, de educação freiriana, de tudo que é público e de tudo que está de alguma maneira sendo influenciado pelo Estado. O mimimi, como dizem, é porque quero (vou falar por mim) união e não guerra. A ideia libertária é fantástica, mas ficar dizendo que não são de esquerda ou direita porque estão "acima", são mais inteligentes, tem maior QI, que conservador é estatista, ofendendo nos comentários, etc., não agrega nada. A maioria dessas atitudes, na minha opinião, só devem acontecer dentro de um círculo de pessoas que possam entende-las ou em um debate com um FARSANTE, pois merece ser desmascarado em público.
  • Diogo  27/06/2014 12:04
    A filosofia libertária está sim acima de todas as outras, mas nenhum libertário se sente acima de outras pessoas, por que se tem uma igualdade que o libertário acredita é a igualdade de autoridade, quem se acha superior são os estadistas que querem impor suas vontades sobre os outros, se você não entende isso, não sabe o que é ser libertário.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=237
  • Dom Comerciante  24/06/2014 16:11
    Perdoem a minha ignorância, mas se entendi direito o artigo, a direita referida aí seria na verdade a extrema direita - nacionalismo, fascismo e nazismo - sendo uma posição estatista.
    A esquerda seria a extrema esquerda - o marxismo e o comunismo - sendo uma posição também estatista.

    Nesse caso quem estivesse no centro ou próximo a ele(centro-esquerda, centro e centro-direita) seria conservador, liberal, keyenesiano, progressista e desenvolvimentista - Sendo todos favoráveis a democracia. Só que a centro-esquerda une a natureza igualitarista e assistencialista do socialismo a democracia. O centro seria o keyenesianismo que defende a estatização, o controle dos mercados e o assistencialismo embora rejeite o igualitarismo. A centro-direita seriam os conservadores e os liberais, que são pro-mercado, com a diferença de que conservardores(nem todos) defendem o estado além do que os liberais consideram como estado-mínimo, por exemplo, apoiando o assistencialismo. Os liberais se enquadrariam na centro-direita por ser a posição em que se defende o estado-mínimo com ou sem alguns assistencialismos e regulamentações a democracia.

    Os Libertários(os anarcocapitalistas em específico?) não participam da linha horizontal descrita acima, pois a linha horizonral se destina ao estado e suas intervenções em maior e menor grau. Sendo que os libertários estariam na verdade no topo de uma linha vertical que de cima para baixo representa o máximo de estado(autoritarismo) e de baixo pra cima a ausência de estado(anarquismo), sendo o meio da linha o equilíbrio(em que por exemplo, os estados democráticos se encontram), enquanto que abaixo se encontram os regimes antidemocráticos e monarquias absolutas, ou pelo menos o ideal de regimes de extrema esquerda como o comunista e o nazista.

    Os libertários anti-capitalistas ainda estariam na linha superior onde não há estado, mas por serem anticapitalistas e portanto, anti-liberdade de fato, estariam tão próximos da base da linha vertical quanto os comunistas, por conta do alto níel de coerção que uma sociedade anticapitalista produz.

    Eu sinceramente não acho que o espectro ideológico deveria ser exatamente assim, mas foi a conclusão mais imparcial que pude chegar. Para aqueles que não enteram tudo que falei, fiz um diagrama, que vocês podem ver aqui:

    postimg.org/image/mkiajmo8d/
  • Marcio  13/01/2016 02:24
    "Capitalista" - e derivadas - é parte essencial da teoria marxiana sobre o comunismo e os caminhos que levam atá a ditadura do proletariado. Gramsci relê Marx, condena a revolução e institui o apodrecimento do Estado "burguês" a partir de dentro, com a infiltração de socialistas, sociais-democratas e comunistas, em cargos públicos, nas escolas e universidades, na imprensa, nos diversos órgãos de governo e do Estado.
    Os proletaristas realmente apodreceram o Estado.br.

    Não existe capitalismo fora do discurso do Mensaleiro-mor Marx. Os LIBERAIS são, simplesmente, INDUSTRIALISTAS.

    E tampouco Marx produziu o termo "capitalista"; é da lavra de Arthur Young, agriculturista inglês, em suas viagens pela França e Itália.

    Liberais não são conservadores - os proletaristas o são, pois ... conservam .... não mudam nem evoluem em suas "ideias", tampouco reacionários, pois no ideário - não na ideologia - LIBERAL, a opção pela "reação" indica que já houve o fracasso: os LIBERAIS AGEM proativamente, prospectivamente.

    Os "capitalistas" estão permitindo - na medida em que adotam - que o discurso marxiano paute o discurso "capitalista". Os LIBERAIS não têm seu discurso pautado pelo discurso marxiano.

    Os "capitalistas" são republicanos e democráticos, valores de mais de 3000 anos e que depende de um sistema econômico baseado na escravidão.

    Não podemos continuar a usar ferramentas do passado para resolver problemas do presente, precisamos de nossas próprias ferramentas.
  • Gunnar  25/06/2014 15:54
    Concordo com o Nigro. O texto está correto, no entanto essa abordagem paga tributo demais para a pré-definição estabelecida pela própria esquerda. Na prática, a esquerda luta pela igualdade (instituída pelo governo) e a direita pela liberdade (em relação ao governo). Claro, para evitar o truque da associação por exclusão, tão usado pela retórica de esquerda (não é de esquerda, então é fascista!), acho útil investir em uma nova terminologia.

    Estatista X libertário (ou anti-estatista)
    Coletivista X individualista

    Também não entendo esse medo todo de estar do mesmo lado da trincheira que os conservadores, mesmo porque um conservador pode ser libertário (como é o meu caso) e um libertário pode ser conservador. Aliás, os conservadores ocidentais são esmagadoramente anti-estatistas. O conservadorismo nas tradições e costumes, que podem até ser muito pouco libertários, fica no âmbito pessoal, e não político.
  • Cristian  25/06/2014 17:51
    Comentário lúcido, dentro da realidade que vivemos. As terminologias citadas são inteligentes e evitam o "acima".
  • anônimo  16/09/2014 10:30
    E além disso sendo conservador vc não fica ambíguo quanto a pontos como aborto ou pedofilia, coisas onde a filosofia libertária não se define.
    Sendo conservador na prática vc pode ser até ancap, basta concordar que as pessoas tem o direito de secessão
  • Andre Cavalcante  16/09/2014 15:14
    Veja aqui como é/deveria ser o espectro político. Falta só divulgar.

    Abraços
  • Cristian  16/09/2014 16:28
    Muito bom isso! O "acima" que todo libertário adora falar nada mais é do que uns dos quadrantes. O mais legal é compreender cada vez mais que posso ser libertário e conservador ao mesmo tempo. 100% liberdade civil/econômica. Great!!!. Se dependesse dos libertários daqui do Mises para entender isso... afff.
  • Luiz  27/06/2014 13:50
    Alguém já parou para pensar na questão por via da teoria da Ferradura de Faye???

    en.wikipedia.org/wiki/Horseshoe_theory
  • Anonimo  29/06/2014 19:40
    Libertarios sao ''acimistas'' pois estao acima...soa um pouco presuncoso, mas ta valendo.
  • Sillas Labarba  15/09/2014 22:26
    Parabéns pelos artigos! Vejam meu Blog e descubram que estamos a 30 anos num Governo de Esquerda. Não temos partidos de Direita, tal como os países desenvolvidos. Expliquei a bipolaridade através de gráficos: www.esquerdaxdireita.blogspot.com.br/
  • gabriel  16/09/2014 15:14
    Muita gente se encomodou com o 'acima', nao posso falar em nome dos libertarios so de mim mesmo, e eu concordo q nao seja nenhum dos dois, podem me definir abaixo se isso me torna menos presunçoso. Só não me vejo em nenhum ponto desta linha esquerda-direita.

    Os que falam que a direita é anti estado, pode ate ser mas nesse caso nao vejo direita com presidentes eleitos via democracia em praticamente lugar nenhum do mundo. Talvez a direita 'de verdade' nunca assumiu, mas os que se declaram de direita que assumem tambem em nada me agradam por isso me coloco fora da linha esquerda-direita, e me digo abaixo pra nao ofender ninguem
  • Marcio Carneiro  06/04/2015 19:14
    A ESQUERDA E A DIREITA, O CENTRO E O "LADO DE FORA DA LINHA"
    9 DE MARÇO DE 2015
    A questão é que a "esquerda" também não existe.

    Os LIBERAIS vêem o Mundo a partir de um ponto de observação diferente. Não estamos mais submetidos ao mundo Clássico, Newtoniano.

    Vivemos sob a incerteza na física e na sociologia, na política e na cultura.

    Não temos uma ideologia linear, em que você está à direita ou à esquerda de um observador, que está, presume-se, CERTO; estamos em um referencial relativístico e quântico: não HÁ, há a probabilidade de haver.

    Somos LIBERAIS porque temos uma visão de mundo baseada em um eco-sistema de ideias para a liberdade do indivíduo, não porque temos um fábio ou um marx – pequenos para o Universo que se nos apresenta sob o novo paradigma – e não nos pautamos pelas mesmices pobres dos que vivem numa linha … veja aqui o que é ser de direita ou de esquerda.

    Leia a matéria completa em https://alnbr.wordpress.com/2015/03/09/a-esquerda-e-a-direita-o-centro-e-o-lado-de-fora-da-linha/.
  • Flávio  10/01/2016 20:48
    ...a grosso modo seria assim....esquerda com armas em punhos....direita com tantas armas quanto a esquerda.....libertarianismo sem armas, sem autoritarismo, sem violência e sim com inteligência.......
  • Cristian  11/01/2016 11:28
    Flávio, sem armas? Libertarianismo fala de liberdade individual, não agressão, etc. Auto-defesa é sim princípio libertário, caso contrário entregaríamos ao Estado o direito TOTAL de defender o cidadão, seja individual ou coletivamente...


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