Sociedades pobres e sociedades ricas - o que faz a diferença

Querer ajudar os pobres e necessitados é um sentimento nobre e correto, e está presente em sua forma mais pura principalmente nos jovens e adolescentes.  Mas é necessário ter alguns cuidados para não se deixar ser manipulado.  É necessário estudar a situação com grande rigor científico, caso contrário corre-se o risco de acabar punindo aquele a quem se quer ajudar.

Riqueza e pobreza

A diferença entre o Robinson Crusoé pobre e o Robinson Crusoé rico é aparentemente simples, porém essencial: o rico dispõe de bens de capital.  E para ter esses bens de capital, ele teve de poupar e investir.  

Bens de capital são fatores de produção — no mundo atual, ferramentas, maquinários, computadores, equipamentos de construção, tratores, escavadeiras, britadeiras, serras elétricas, edificações, fábricas, meios de transporte e de comunicação, minas, fazendas agrícolas, armazéns, escritórios etc. — que auxiliam os seres humanos em suas tarefas e, consequentemente, tornam o trabalho humano mais produtivo.

Os bens de capital do Robinson Crusoé rico (por exemplo, uma rede e uma vara de pescar, construídas com bens que ele demorou, digamos, 5 dias para produzir) foram obtidos porque ele poupou (absteve-se do consumo) e, por meio de seu trabalho, transformou os recursos que ele não havia consumido em bens de capital.  Estes bens de capital permitiram ao Robinson Crusoé rico produzir bens de consumo (pescar peixes e colher frutas) e com isso seguir vivendo cada vez melhor.

Já o Robinson Crusoé pobre, por sua vez, não dispõe de bens de capital.  Todo o seu trabalho é feito à mão.  Consequentemente, ele é menos produtivo e, por produzir menos e ter menos bens à sua disposição, ele é mais pobre e seu padrão de vida é mais baixo.

O Robinson Crusoé rico é mais produtivo.  E, por ser mais produtivo, não apenas ele pode descansar mais, como também pode poupar mais, o que irá lhe permitir acumular ainda mais bens de capital e consequentemente aumentar ainda mais a sua produtividade no futuro.  Já o Robinson Crusoé pobre consome tudo o que produz. Ele não tem outra opção.  Como ele não é produtivo, ele não pode se dar ao luxo de descansar e poupar.  Essa ausência de poupança compromete suas chances de aumentar seu padrão de vida no futuro.

O mesmo raciocínio pode ser aplicado para se diferenciar uma nação rica de uma nação pobre.

Que diferença há entre EUA e Índia?  Será que a população indiana é mais pobre porque trabalha menos?  Não.  Na Índia, trabalha-se até mais do que nos EUA.  Será que um indiano — ou um egípcio ou um mexicano ou um haitiano — possui menos conhecimento tecnológico que um americano ou um suíço?  Não, o conhecimento está hoje disperso pelo mundo e tende a ser o mesmo.  Com efeito, os técnicos indianos são reconhecidos como uns dos melhores do mundo.  Então, por que há pessoas desnutridas e morrendo de inanição em Calcutá mas não em Zurique ou em San Francisco?

A diferença entre uma nação rica e uma nação pobre pode ser explicada exclusivamente por um único fator: a nação rica possui uma quantia muito maior de bens de capital do que uma nação pobre

Ao passo que na Índia um agricultor cultiva sua terra com duas vacas e um arado, nos EUA, um agricultor utiliza um trator e um computador.  E, com esses bens de capital, ele é múltiplas vezes mais produtivo que seu congênere indiano.  O americano seria o Robinson Crusoé rico, que possui uma rede e uma vara de pescar; o indiano seria o Robinson Crusoé pobre, que utiliza as próprias mãos para colher alimentos.

Quando um indivíduo tem de utilizar apenas o trabalho de suas mãos, e o produto que ele produz é utilizado imediatamente para seu consumo final, ele é pobre.  Quando este mesmo indivíduo passa a utilizar bens de capital, como tratores, computadores e vários tipos de máquinas — os quais só puderam ser construídos graças à poupança e ao subsequente investimento de outras pessoas —, ele pode multiplicar acentuadamente sua produtividade e, consequentemente, ser muito mais rico.

Quanto maior a estrutura de produção — isto é, quanto maior o número de etapas intermediárias utilizadas para a produção de um bem —, mais produtivo tende a ser o processo de produção.  Por exemplo, se o bem de consumo a ser produzido é o milho, você tem de preparar e cultivar a terra.  Você pode fazer tal tarefa com um arado ou com um trator.  O trator moderno é um bem de capital cuja produção exige um conjunto de etapas muito mais numeroso, complexo e prolongado do que o número de etapas necessário para a produção de um arado.  Consequentemente, para arar a terra, um trator moderno é muito mais produtivo do que um arado.  Portanto, o processo de produção do milho será mais produtivo caso você utilize um trator (cuja produção demandou um processo de várias etapas) em vez de um arado (cujo processo de produção é extremamente mais simples).

Isto explica por que um trabalhador nos EUA ganha um salário muito maior do que um trabalhador na Índia executando a mesma função.  O primeiro possui à sua disposição bens de capital em maior quantidade e de maior qualidade do que o segundo.  Logo, o primeiro produz muito mais do que o segundo em um mesmo período de tempo.  Quem produz mais pode ganhar salários maiores.

Essa é a característica que diferencia um país rico de um país pobre.

Implicações lógicas

A única maneira de se favorecer as classes trabalhadoras e os mais pobres, portanto, é dotando-lhes de bens de capital, os quais são produzidos graças à poupança e ao investimento de capitalistas

O que é um capitalista?  Capitalista é todo indivíduo que poupa (que consome menos do que poderia) e que, ao abrir mão de seu consumo, permite que recursos escassos sejam utilizados para a criação de bens de capital.

Consequentemente, se um determinado país pobre quer enriquecer, ele deve criar um ambiente empreendedorial e institucional que garanta a segurança da poupança e dos investimentos.  A única maneira de se sair da pobreza é fomentando a poupança, permitindo o livre investimento da poupança em bens de capital, e estabelecendo um sistema de respeito à propriedade privada que favoreça a criatividade empresarial e a livre iniciativa.  Em suma, deve-se permitir que os capitalistas tenham liberdade e segurança para investir e desfrutar os frutos de seus investimentos (o lucro).

Um país que persegue os capitalistas, que tolhe a livre iniciativa, que não assegura a propriedade privada, que tributa os lucros gerados pelos investimentos, e que cria burocracias e regulamentações sobre vários setores do mercado é um país condenado à pobreza.  Já um país que fomenta a poupança, que respeita a propriedade privada, e que permite a liberdade empreendedorial e a acumulação de bens de capital é um país que sairá da pobreza e em poucas gerações poderá chegar à vanguarda do desenvolvimento econômico.

Cigarras e formigas

Vivemos em um mundo repleto de demagogia e de políticos populistas.  Estes são os principais inimigos da criação de riqueza.  Acrescente-se a isso um arranjo democrático, e o estrago tende a ser irreversível.

Se um partido político prometer que, uma vez eleito, os salários serão duplicados e as horas de trabalho serão reduzidas à metade, suas chances de chegar ao poder tendem a aumentar.  Caso ele de fato seja eleito e decrete tais medidas, o país empobreceria de imediato.  Manipular salários ou mesmo imprimir dinheiro para manipular a taxa de juros são medidas que absolutamente nada podem fazer para contornar o fato de que vivemos em um mundo de escassez.  E escassez significa que os recursos têm antes de ser poupados para só então serem investidos para criar bens de capital.  Manipulação de salários e juros não pode abolir a escassez.  Não pode aumentar a quantidade de bens de capital e nem a produtividade dos trabalhadores.  A necessidade de se abster do consumo (poupar) é um sacrifício que não pode ser encurtado por políticas populistas.  O enriquecimento não é algo que pode ser alcançado pela demagogia.

Se este mesmo partido prometer apenas uma "redistribuição de riqueza", tirando dos ricos para dar aos pobres, os efeitos tendem a ser igualmente devastadores.  Seria o triunfo da filosofia da cigarra sobre a filosofia da formiga.  É fácil entender como se daria este efeito deletério.

Os proprietários dos bens de capital de uma economia são os capitalistas.  Se o partido que está no poder for seguidor de uma ideologia socialista que defenda a expropriação dos capitalistas e a subsequente entrega de seus bens de capital para os trabalhadores, o que ocorrerá caso esta política seja implantada é que estes trabalhadores irão apenas consumir este capital, pois tal consumo fará com que seu padrão de vida aumente momentaneamente.  A consequência?  Tendo consumido o capital, todas as etapas intermediárias dos processos produtivos serão extintas.  A estrutura de produção da economia será dramaticamente reduzida.  A produtividade despencará.  Todos estarão condenados à pobreza. 

A riqueza física dos ricos está justamente na forma de sua propriedade de bens de capital — que foram criados por meio da poupança e disponibilizados para o uso dos trabalhadores —, os quais possibilitam um aumento da produtividade e consequentemente dos salários dos trabalhadores.  A redistribuição da propriedade destes bens de capital levará apenas ao seu consumo imediato, impossibilitando-os de criar mais riqueza no futuro.

A riqueza só pode ser criada por meio da poupança e da acumulação de bens de capital.  Não há atalhos para esse processo. 

O mesmo raciocínio é válido para uma situação que envolva apenas a redistribuição de dinheiro.  Um milionário que tenha quase todo o seu dinheiro distribuído aos pobres, de modo a ficar praticamente com a mesma renda deles, fará apenas com que a população desta economia esteja indubitavelmente mais pobre no futuro.  Os beneficiados por essa redistribuição irão apenas consumir o seu dinheiro — pois isso lhes trará um imediato aumento de seu padrão de vida — e não mais haverá poupança (abstenção de consumo) nesta sociedade que permita a acumulação de bens de capital.  Em vez de postergar o consumo para possibilitar a criação de bens de capital, haverá apenas um intenso consumo presente do capital existente.  O Robinson Crusoé rico deu sua rede e sua vara de pescar para Sexta-Feira, que as consumiu e deixou ambos com um padrão de vida futuro bem mais reduzido.

A redistribuição de riqueza gera pobreza e perpetua a pobreza.  Porém, como tal fenômeno não é imediato, ele pode ser implantado durante algum tempo sem que suas consequências sejam imediatamente sentidas. 

Para uma sociedade prosperar, a poupança e a acumulação de capital devem ser incentivadas; jamais devem ser punidas.  Sociedades que permitem que as cigarras imponham sua filosofia às formigas jamais poderão ser ricas. 

 

Leia também:

Trabalho, emprego, poupança e capital

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Alguns conselhos para aqueles que genuinamente querem ajudar os pobres


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SOBRE O AUTOR

Jesús Huerta de Soto
, professor de economia da Universidade Rey Juan Carlos, em Madri, é o principal economista austríaco da Espanha. Autor, tradutor, editor e professor, ele também é um dos mais ativos embaixadores do capitalismo libertário ao redor do mundo. Ele é o autor de A Escola Austríaca: Mercado e Criatividade Empresarial, Socialismo, cálculo econômico e função empresarial e da monumental obra Moeda, Crédito Bancário e Ciclos Econômicos.



Meu caro, pelo seu discurso você nunca foi liberal e nunca entendeu o que é ser liberal. E ainda tem coragem de vir com esse apelo sobre pobreza.

Gostaria de fazer uma pergunta a todos vocês:
Pois não.

Vocês já foram Pobres pra saber?
Nasci pobre, muito prazer.

Vocês já tiveram um parente morto por bala perdida?
O que isso tem a ver com capitalismo/liberalismo? Você está misturando segurança pública (que é MONOPOLIO do estado), que alias é altamente ineficiente (no Brasil, morrem 56.000 pessoas por ano, o maior indice do mundo, a gente perde até pra India, que é 43.000 por ano, outro país com alto controle estatal e burocrático) com conceitos economicos. O estado nega aos seus cidadãos o próprio direito de se defender com uma arma e mesmo assim é incapaz de solucionar o problema.

Falam tanto em mercado, economia. Mas nunca vi um liberal que enriqueceu graças a todo seu conhecimento na área, algum de vocês é rico por acaso? Maioria que vejo é classe média, acho gozado porque se manjam tanto de produzir valor e riqueza vocês deveriam ser ricos..Mas não é isso que eu vejo.

Ai meus deuses... essa foi triste.
1) O Brasil está muito longe de ser um país livre, economicamente. É o país que fica em 118 lugar no índice de liberdade econômica.

2) Ser liberal não é uma formula para ser rico e sim defender que as pessoas tenham a liberdade para efetuarem trocas entre si sem intervenção constante do Estado por via de impostos e regulações. É dessas trocas de valor que a riqueza é produzida. Cada um teria a liberdade de crescer de acordo com suas habilidades e viver num patamar de vida que julga confortável, mas repito, o Brasil NÃO É E NUNCA FOI UM PAÍS LIVRE, ECONOMICAMENTE. Você se dizia liberal e não sabe desse básico. Aham. To vendo.

Eu já fui liberal, ai cai na real com a vida, vi que esse papo de mercado não é bem assim.
Não, amigo, você nunca foi liberal. Sinto muito. Ou você está mentindo ou você diz ser uma coisa que nunca entendeu direito o que é (o que mostra o seu nível de inteligência).

Inclusive, um amigo meu foi pra Arabia Saudita, ele disse que lá existem muitas estatais e assistencialismo e o país enriqueceu assim mesmo...

Aham, beleza, usando a Arabia Saudita como exemplo:

Saudi Arabia's riches conceal a growing problem of poverty

"The state hides the poor very well," said Rosie Bsheer, a Saudi scholar who has written extensively on development and poverty. "The elite don't see the suffering of the poor. People are hungry."

The Saudi government discloses little official data about its poorest citizens. But press reports and private estimates suggest that between 2 million and 4 million of the country's native Saudis live on less than about $530 a month – about $17 a day – considered the poverty line in Saudi Arabia.


Opa, perai, como é que 1/4 da população da Arabia Saudita vive abaixo da linha da pobreza? Você não disse que era um país ótimo, rico, cheio de estatal e assistencialismo? Explique isso então.


Falam de acabar com o imposto mas negam toda a imoralidade que a ausência deste geraria, como injustiças e até coisas que ninguém prever.

Que imoralidades, cara-palida? Favor discorrer.

Favor, tentar novamente. Essa sua participação foi muito triste.


Poderiam responder o comentário desse Leonardo Stoppa:
Estranho, hipócrita é dizer que o socialismo atual compete com o capitalismo. Comunismo sim complete com capitalismo mas socialismo é uma forma de redistribuição que, quando interpretada por pessoas que estudam economia a partir de livros de economia (e não Olavo de Carvalho) é uma espécie de segurança ao capitalismo.

Se um dia você entender que existe conhecimento além do que você conhece você vai ver que dentro do conceito atual de socialismo estão as formas de redistribuição de renda (SUS, Fies, Bolsas). Em países de primeiro mundo a galera acaba usando essa grana inclusive para comprar iPhone, logo, é um socialismo que serve ao capitalismo pois deixar essa grana parada na conta de um milionário vai resultar na venda de 1 iPhone para apple, agora, quando redistribuído vira vários iPhones.

O problema da sua visão é que você estuda em materiais criados sob encomenda. Você deixa de estudar em livros de economia para aprender pelas palavras de um cara que é pago por aqueles que pagam os impostos, ou seja, aqueles que são contra a redistribuição, logo, você abre mão do conhecimento para a alienação.

Socialismo não é comunismo. Pode vir de certa forma assemelhado nos livros antigos, mas depois da segunda guerra mundial e principalmente depois da queda da URSS, ficou claro que não há em se falar em controle centralizado e ausência de propriedade privada, mas quem estuda um pouco de economia e sociologia sabe que a intervenção e a redistribuição são importantes atividades governamentais para salvaguardar a atividade industrial.

A final, de que adianta ter industrias de ultima geração se apenas 1% do povo compra seus produtos??

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Vagner  14/11/2012 04:48
    Fantástico o artigo. Deixo uma citação do Francisco D'anconia.

    "-Já procurou a origem da produção? Olhe para um gerador de eletricidade e ouse dizer que ele foi criado pelo esforço muscular de criaturas irracionais. Tente plantar um grão de trigo sem os conhecimentos que lhe foram legados pelos homens que foram os primeiros a fazer isso. Tente obter alimentos usando apenas movimentos físicos e descobrirá que a mente do homem é a origem de todos os produtos e de toda a riqueza que já houve na terra."

  • Catarinense  14/11/2012 04:52
    Ótimo, direto ao ponto.
  • Camilo  26/03/2015 21:55
    muito engraçado. Fiquei curioso, como o Robson Crusoé consegue acumular um capital de 1 bilhão de dólares por exemplo? Ele tem que contratar 1000 Robson Crusoés pobres que não estão fazendo nada e pagar um décimo do valor que eles produzem?
  • Santana  26/03/2015 22:06
    "Fiquei curioso, como o Robson Crusoé consegue acumular um capital de 1 bilhão de dólares por exemplo?"

    Na situação dele? Só criando muito valor com os recursos naturais à sua volta. Se irão valer 1 bilhão de dólares, eu não sei.

    Aliás, por que ele teria de criar 1 bilhão de dólares em uma mísera ilha? Por que você estipulou que esse é o valor mínimo de que ele necessita para sobreviver? Se ele criasse o equivalente a "apenas" 1 milhão de dólares já seria um enorme luxo para ele.

    Não entendi sua lógica.

    "Ele tem que contratar 1000 Robson Crusoés pobres que não estão fazendo nada e pagar um décimo do valor que eles produzem?"

    Nonsense. O que gera riqueza é o valor criado, e não o número de pessoas empregadas. É perfeitamente possível que um único empregado crie mais valor e riqueza do que dez empregados.

    Você, pelo visto, não entende muito de economia. Ainda está preso ao materialismo marxista. Acha que só é possível ser feliz e bem de vida quem tem "1 bilhão de dólares".
  • Ribeiro  26/03/2015 22:27
    Já perceberam como essa é uma constante entre a esquerda? Eles genuinamente acham que, para ser feliz e realizado, você tem de ser um bilionário. Qualquer valor de riqueza menor do que esse configura pobreza. Para eles, é 8 ou 80. Ou você é um pobre coitado explorado ou é um burguês explorador e bilionário. Não há meio termo.

    Trata-se de um materialismo realmente asqueroso. Para eles, ou o sujeito é um maldito bilionário que não precisa de trabalhar ou ele é um miserável. Qualquer padrão de vida entre esses extremos não existe.

    Se o Crusoé não virar um bilionário vivendo autossuficientemente em uma ilha deserta, isso é evidência de que é necessário um governo para intervir.

    Se um pobre saído da favela não tem condições de alcançar o padrão de vida de um herdeiro de Antonio Ermírio de Moraes, então o governo tem de tomar providência e tomar todo o dinheiro de Moraes, pois é inaceitável que um favelado não consiga ter helicópteros, jatinhos, mansões e banheiras de hidromassagem.
  • d'Avilla La Dóuis  20/10/2015 04:57
    Ele quis dizer que o Malvadão capitalista contrata 1000 Miseráveis ganhando miséria consegue 1 bi.
    Enquanto isso, os Miseráveis continuam miseráveis e o Malvadão cada vez mais vai engordando sua conta bancária, para se dar ao luxo de estar na lista dos Bilionários da Forbes. Vocês que são tão entendedores deveriam entender, certo?

    Eu realmente sou contra a expropriação de bens de terceiros. Esse negócio de vida coletiva é um deboche. Porém, eu não consigo entender PARA QUÊ um ser acumula uma grana exorbitante num local com pobreza de anos e generalizada. É nessas horas que o sentimento pró-marxista entra em cena!!

    Se é para poupar grana para investir em bens materiais e os miseráveis tem poucos recursos em relação ao tempo, só pulando para cima de pregos para conseguir essas façanhas. Não acham isso estranho, senhores?

    Eis eu aqui com sede por conhecimento, para entender essas fachadas da sociedade capitalista e socialista, mas não agora, depois...

    O erro de vocês é SER MILITANTE, ou melhor, UM RELIGIOSO do libertarianismo, julgando os contras suas opiniões. O mesmo vale pros comunas, socialistas, social democracia, que militam por suas ideias.

  • Haroldo  20/10/2015 11:36
    "Ele quis dizer que o Malvadão capitalista contrata 1000 Miseráveis ganhando miséria consegue 1 bi."

    Se 1.000 miseráveis geram $ 1 bilhão, então cada miserável produz $ 1 milhão.

    Não sei quanto ao seu mundo, mas eu jamais ouvi falar de miseráveis tão produtivos assim. Um miserável com tamanha produtividade, gerando tanto valor assim, conseguiria o emprego que quisesse.

    Aliás, sendo ainda mais realista, se esse miserável produziu $ 1 milhão por meio do próprio trabalho -- estou aqui partindo de suas próprias premissas, de que o capitalista é tão malvadão que não dotou o miserável de nenhum equipamento ou maquinário, e está apenas chicoteando o miserável para ele trabalhar mais rapidamente --, então este miserável é um fenômeno da produtividade. Gerando tanto valor assim, ele é que irá para a lista da Forbes.

    "Enquanto isso, os Miseráveis continuam miseráveis e o Malvadão cada vez mais vai engordando sua conta bancária, para se dar ao luxo de estar na lista dos Bilionários da Forbes. Vocês que são tão entendedores deveriam entender, certo?"

    Então deixe-me ver se entendi direito: um miserável tão produtivo assim, que gera $ 1 milhão só com o próprio trabalho, continuará miserável? Em que mundo? Talvez só na Coreia do Norte. Nem mesmo em Cuba um cara tão produtivo e capacitado continuaria miserável.

    E quer dizer então que empreendedores só querem enriquecer para estar na lista da Forbes? É isso mesmo? Você faz caricaturas assim e jura que está apresentando argumentos matadores?

    Por favor, volte apenas quando tiver mais substância, apresentando um exemplo minimamente concreto. Adoro debater esse assunto, mas é necessário que o interlocutor tenha um mínimo de nível intelectual.
  • Liberal das antigas  20/10/2015 12:22
    Esse d'Avilla La Dóuis cai no mesmo erro de todo marxista, acredita que a produtividade é um fenômeno apenas da mão-de-obra, quando na verdade é um fenômeno quase que, dependendo do tipo de trabalho, exclusivo dos bens de capital.

    Apenas no capitalismo, os trabalhadores que discordam do salário podem poupar por um tempo e então arriscarem sua poupança em um empreendimento, passando pelo mesmo processo do capitalista.

    Obviamente poucos estão dispostos aos sacrifícios do tempo e do risco, o que fundamenta um dos argumentos mais polêmicos de Mises, que o progresso é fruto apenas de uma minoria.

  • d'Avilla La Douis  21/10/2015 04:51
    Certeza que eu compartilho da mesma ideia dos comunas? kkk
    Onde que eu escrevi isso? Me mostre, por favor, pois não estou encontrando.

    Já que vi que você caiu num erro de afirmar coisas inexistentes, me coloco fora de discussões prolongadas em defesa do que eu não estou defendendo.

    Até mais!
  • d'Avilla La Douis  21/10/2015 04:52
    Eu pensava que o Haroldo só existia nos desenhos animados, desprovidos de realismo...

    O Google emprega 20 mil funcionários, tem valor de mercado de 140 bi e lucros exorbitantes que os sócios abocanham todo mês. Startups começaram com pouquíssimos empregado para depois terem bilhões de valor de mercado e lucros exorbitantes. Empresas mineradoras e de metais (PRINCIPALMENTE) tem lucros exorbitantes e funcionários trabalhando em regime moderno de escravidão. O Sr ainda acha que teu mundo não é mesmo que o meu?? Empresas "mais pequenas", como por ex um Shopping Center, tem trabalhadores que ganham mixaria para sobreviver. Esse papinho de MENOS ESTADO, MAIS LIBERDADE não cola aqui, pois os sócios dos shopping tem lucros do tamanho da lua para manter um regime de escravidão. E os fazendeiros que produzem bens materiais e abastece toda a sociedade em cima de exploração trabalhista? Meu pai já foi um escravo moderno e sabe muito bem do que digo.

    O Sr não tem senso crítico. Eu não disse que todos querem enriquecer para está na lista da Forbes. Certeza que nunca viu empresário alegando publicamente ter ambição de dinheiro para poder entrar na Forbes, contando com as diversas denuncias de irregularidades em relação às empresas dele? Bom, até o momento parece que o Sr só tem argumentos fracos mesmo e sem senso crítico.

    O ponto de vista é que é inadmissível lucros exorbitantes encima de regime de escravidão. Não sou desprovido de senso, como o Sr, para afirmar que é inadmissível haver lucros. Complemento mais uma vez, para o senhor entender, que a questão não é ter lucros, mas ter lucros em cima de exploração.

    Como finalizei no meu primeiro comentário, repito: o erro de você(s) está em não ter tolerância à argumentos contrários, principalmente quando é um não-comunista, não-socialista (é aqui que você(s) deveria mesmo ter tolerância!).

    Qualquer argumento que saia do teu cérebro agitado, limitado e impensante está automaticamente desconsiderado, visto o Sr não saber fazer conexões com a realidade. É por isso que gosto de matemática, pois ela faz elevar o nível intelectual dos atrasados. O fato é tanto que tenho reconhecimento internacional no meu ramo. Contando também com diversas premiações nacionais na época do colegial. Já o Sr........

    Se não compadeceu com isto, continue sem compadecer. Não respondo pessoas do teu nível, de baixo nível. Não espere por respostas...
  • José Colletti  21/09/2016 19:32
    Perfeito. Análise sem retoque.
  • Capitalista Opressor  03/12/2016 23:36
    "O Google emprega 20 mil funcionários, tem valor de mercado de 140 bi e lucros exorbitantes que os sócios abocanham todo mês. Startups começaram com pouquíssimos empregado para depois terem bilhões de valor de mercado e lucros exorbitantes. "

    Google emprega 26,316 funcionários e o valor de mercado não correlaciona com os nossos argumentos, peguemos a receita do Google e vamos dividir e veremos quanto os funcionários rendem e veremos seus determinados salários e veremos se de fato há uma exploração por parte dos "malvadões capitalistas."

    Receita Google - US$29 bilhões
    Dividindo pelo número de funcionários(26,316) dá um valor de aproximadamente US$1.101,991,00 de faturamento por cada funcionário.

    Veremos os salários "miseráveis":
    Google Salário
    De acordo com este site, engenheiros de software da empresa faturam R$18,400,00 por mês, isso no ano dá um salário de R$220,800,00, convertendo para o dólar na cotação de 2011 - de acordo com o ano do site sobre salários - dá um valor de US$140.458,00 anualmente para o empregado "explorável", ou seja, mensalmente ele ganha US$11,704,00. Meu amigo, você sabe o poder de compra do americano? Se não, o padrão de vida de um americano ganhando 11 mil dólares é muito maior do que brasileiros ganhando R$50 mil reais.

    "Certeza que nunca viu empresário alegando publicamente ter ambição de dinheiro para poder entrar na Forbes, contando com as diversas denuncias de irregularidades em relação às empresas dele?"
    Mas é claro que irá ter denúncias de irregularidades na empresa dele, afinal, ele detém o monopólio permitido pelo Estado para fazer o que bem entender e cobrar o preço que quiser.
    Essa situação não acontece no Vale do Sílico, por causa que é um dos setores menos regulados do mundo, e basicamente, se o Google demitir um funcionário, o mesmo pode facilmente encontrar um emprego no Yahoo, Oracle, HP, Cisco Systems, Facebook...


    "O ponto de vista é que é inadmissível lucros exorbitantes encima de regime de escravidão. Não sou desprovido de senso, como o Sr, para afirmar que é inadmissível haver lucros. Complemento mais uma vez, para o senhor entender, que a questão não é ter lucros, mas ter lucros em cima de exploração."

    Se ganhar US$11 MIL DÓLARES MENSAIS é exploração, eu quero ser explorado também.

    "Como finalizei no meu primeiro comentário, repito: o erro de você(s) está em não ter tolerância à argumentos contrários, principalmente quando é um não-comunista, não-socialista (é aqui que você(s) deveria mesmo ter tolerância!)."

    Isso vale para você também, a sua intolerância com todos os empresários brasileiros que são os que mais sofrem e ainda tem que ficar ouvindo reclamações de pessoas que certamente não sabe o que é empreender no Brasil.

    "Qualquer argumento que saia do teu cérebro agitado, limitado e impensante está automaticamente desconsiderado, visto o Sr não saber fazer conexões com a realidade. É por isso que gosto de matemática, pois ela faz elevar o nível intelectual dos atrasados. O fato é tanto que tenho reconhecimento internacional no meu ramo. Contando também com diversas premiações nacionais na época do colegial. Já o Sr........"

    Olha só, ele é renomado pessoal.
    Uma dica: Se limite a dar palpite no seu ramo, porque na economia o seu conhecimento é pobre e lhe falta conteúdo.

    Abraço do Capitalista Opressor seu pior pesadelo
  • 4lex5andro  02/02/2017 19:51
    Fantástico o exemplo: $ 11 mil de salários mensais, que exploração.

    Notável que não há registro de nenhum funcionário do vale do silício contra o fato de ganhar somente $ 11 mil/mês enquanto a empresa fatura $ 20 bilhões/ano, e isso é o que remete ao que o IMB defende: o problema nas economias não é a desigualdade entre ganhar mais ou menos.

    É o quanto esse ''menos'' é significativo em poder de compra e valor.
  • me  14/11/2012 05:28
    Essa máquina da foto existe mesmo? Qual o nome? Onde posso saber mais sobre ela?
  • Vagner  14/11/2012 06:45
    Procure no YouTube: "MÁQUINA DE FAZER ESTRADAS"
  • Pedro  14/11/2012 05:54
    Mas, para o poupador ter lucro ele também precisa vender, e para vender, é preciso "estimular o consumo" - que é o contrário de poupar. Como a EA analisa isso?
  • Leandro  14/11/2012 06:42
    Como assim "estimular o consumo"? Consumo é uma necessidade natural e irrevogável. Você não precisa de estimulá-lo; ele ocorre naturalmente. Ele é necessário para a sobrevivência do indivíduo. Apenas não confunda consumo com consumismo, que é o ato de comprar por impulso algo do qual não se tem a mínima necessidade. O consumismo só é sustentável para aqueles que já pouparam muito e que agora já podem se dar ao luxo de gastar. Consumismo sem a prévia poupança é fatal.
  • anônimo  14/11/2012 21:04
    Eu acho que este o grande problema de uma sociedade relativista como a nossa: ela prioriza o "agora", o "prazer imediato". Ninguém pensa no futuro. Os caras torran a grana com baladas, bebidas, drogas, mulheres, enfim, com o prazer imediato e não se preocupam com o amanhã. A curto prazo, este é um problema apenas individual. Mas a longo prazo ser torna um problema social, a sociedade estagna, não há poupança, o capital é todo consumido e destruído, e os bens vão ficando escassos. Este é o problema de uma sociedade consumista.
  • Vagner  14/11/2012 06:48
    Oras, se eu ganho 1000 nada me impede de poupar 100 e consumir 900. Estou gastando menos que recebo. Logo estou poupando.
  • Eduardo  14/11/2012 07:33
    Você esta desconsiderando a existência e diferença de outras pessoas.. Nem todos poupam ao mesmo tempo e cada um compra o que lhe é interessante em dado momento.. O fato de um poupar nao impede o outro de gastar
  • anônimo  14/11/2012 08:12
    Mas se todo mundo poupasse ao mesmo tempo, como ia ser?
  • Leandro  14/11/2012 08:23
    Impossível. Cada indivíduo possui sua própria preferência temporal. Ademais, é impossível ficar sem consumir. Já comeu algo hoje? Já utilizou eletricidade? Locomove-se por meio de veículos com motor de combustão interna? Essas ações aparentemente simples possuem por trás de si uma cadeia produtiva extremamente complexa. E cada processo de produção é também, por definição, um processo de consumo. Capital é consumido durante a produção.

    Seu cenário é humanamente impossível.
  • Pupilo  14/11/2012 08:42
    Mas se o mundo acabasse ontem? Mas se o ferro desaparecesse do planeta? Mas se formos atacados por aliens?
  • Eduardo  14/11/2012 09:09
    Imagino alguém convidando-o pro cinema:

    -Quer ir ao cinema amanhã?
    -Mas e se toda a cidade decidir ir pra esse mesmo cinema?
  • Julio  14/11/2012 09:16
    Minha visão: consumo demais é ruim porque gera problemas como inflação, excesso de endividamento dos consumidores, desequilibro nas contas externas, excesso de alavancagem do sistema bancário, que fica mais propenso a entrar em crises. Mas poupança demais também é ruim porque faz a economia depender muito de exportações, e a torna vulnerável externamente. É o caso da China. Eles tem excesso de poupança e são hiper-dependentes de exportação, justamente numa época em que exportar tem sido cada vez mais difícil devido a falta de crescimento nos maiores mercados consumidores, EUA e UE.

    No entanto, os chineses estão cientes do problema e tentando diminuir a poupança e aumentar o consumo. Seria bom para dezenas de países, incluindo o Brasil, se eles conseguissem essa mudança, porque a dependência deles de exportação tem sido uma grande ameaça para a industria e emprego em todos esses países.
  • Leandro  14/11/2012 09:32
    Nada a ver sobre a China. As exportações não trazem benefícios para a população chinesa. Os chineses estariam em melhor situação caso pudessem eles próprios consumir sua produção. Atualmente, os chineses trabalham duro, produzem, mas não podem consumir o que produzem, pois o governo adota uma política mercantilista que protege os interesses do setor exportador. O padrão de vida dos chineses aumentaria enormemente caso pudessem consumir seus produtos.

    A poupança é extremamente benéfica para os chineses. O que os prejudica é a política mercantilista de seu governo. Não faz sentido nenhum dizer que eles dependem de exportações para viver. Caso parassem de exportar e consumissem sua própria produção, ficariam com um padrão de vida bem maior.
  • Julio  14/11/2012 10:18
    Primeiro vc diz que seria bom que os chineses consumissem mais e exportassem menos. Depois fala que o nível de poupança deles é benéfico. Afinal vc quer ou não que eles reduzam a poupança e consumam mais.
  • Leandro  14/11/2012 10:34
    A minha posição foi claríssima: os chineses são poupadores, mas, por causa da política de seu governo, não podem usufruir os frutos de sua poupança. Poupança é um sacrifício no qual você incorre justamente para poder desfrutar o prazer do consumo futuro. Porém, se você se sacrifica poupando, mas é proibido de usufruir os frutos do seu trabalho, então isso é escravidão. Essa é a situação dos chineses.

    Já você disse que a poupança deles é algo ruim porque depende de exportação, um argumento sem nenhuma lógica econômica.
  • Julio  14/11/2012 10:44
    Já você disse que a poupança deles é algo ruim porque depende de exportação

    Ora, se a poupança é excessiva resta a exportação, se não é recessão e desemprego.
  • Ricardo  14/11/2012 10:51
    Por quê? Eles não podem consumir o que produziram? Conhece algo chamado redução de preços? Faz maravilhas para desovar estiques.

    Pela sua lógica, se Robinson Crusoé pescar mais peixes em um dia ele estará em péssima situação e terá de jogar tudo de volta para o mar. Senão será "recessão e desemprego". Putz, meu, dá licença daqui, vai...
  • Marcelo  14/11/2012 06:27
    Excelente comparaçã0, mas, para sermos práticos,
    Como os pobres poderiam poupar quando eles não têm bens de capital?
    O que deveria fazer o Robinson Crosué pobre para sair de tal situação?
  • Leandro  14/11/2012 06:48
    Como assim? Qual é a relação entre se abster do consumo desnecessário ter bens de capital? A poupança permite o surgimento de bens de capital; ela não precisa de bens de capital para ocorrer. Ao se abster do consumo, você permite que recursos escassos sejam direcionados para a produção de bens de capital. Essa é a relação.

    Se você deixa de dmandar bicicletas, o magnésio utilizado em sua fabricação pode agora ser utilizado na fabricação de um bem de capital mais demandado. Essa é a relação. Nada tem a ver com "pobre possuir bens de capital".
  • Tiago RC  14/11/2012 07:17
    Robson Crusoé pobre não tem muita escolha, solitário como está, vai ter que poupar para sair da pobreza.

    Um pobre no mundo moderno tem outras alternativas. Ele pode "alugar" poupança (empréstimos) e usá-las para criar capital, ou mesmo "alugar" capital já pronto, seja no sentido literal de termo, seja executando um trabalho assalariado por ex. (não é bem um aluguel no senso estrito do termo, mas o trabalhador assalariado usa capital alheio para ser mais produtivo... é graças ao acúmulo de capital que empregadores podem pagar mais a seus empregados).
  • Eduardo  14/11/2012 10:10
    "O que deveria fazer o Robinson Crosué pobre para sair de tal situação?"

    Uma delas, é se mudar pra um lugar com bens de capital.
    Lembro de um artigo do Caplan mencionando que era possível aumentar o salário de um haitiano em 900% meramente levando ele pros EUA, sem mudar em nada o nível de educação e de experiência do sujeito.

    Outra alternativa além de se mudar é dar liberdade econômica: uma moeda forte, um sistema judicial que protege a propriedade privada, desregulamentação, desburocratização, reduzir impostos, etc.

    Tome um país pobre e com baixíssima liberdade econômica como a Nigéria. É dificílimo começar um negócio lá. Só conseguir as licenças pra abrir um negócio costuma custar mais de 5x a renda média anual de um nigeriano. Não é pra menos que boa parte da população lá está empregada no setor público e no setor de energia.
    A inflação é alta e o país está na contra-mão de todos os princípios de liberdade econômica listados ali em cima.
    Difícil imaginar como um cidadão médio pode prosperar nessas condições.

    Hong Kong, o campeão de liberdade econômica, teve um desenvolvimento espetacular e foi o país que melhor emergiu da pobreza nos últimos anos. Abrir um negócio lá leva apenas 1 dia e as regulamentações costumam caber em uma folha A4.
    Não só isso, vale a pena dar uma olhada nas liberdades econômicas adicionais de Hong Kong.
    Existem vários artigos a respeito, e até um documentário do Milton Friedman sobre como Hong Kong fez pra Robinson Crusoé superar a pobreza.
  • Julio  14/11/2012 10:31
    Moeda forte é uma desgraça se o país tiver parque industrial, a não ser que seja uma Alemanha da vida, o que é muito difícil.
  • Leandro  14/11/2012 10:44
    Pois então seja coerente e exija uma redução do seu salário. Depois, peça uma redução salarial de toda a população. Afinal, quem defende moeda fraca defende uma população sem poder de compra nenhum.

    E não se esqueça também de alertar aos suíços e japoneses (países de moeda forte, altamente industrializados e exportadores) que eles estão péssimos e precisam urgentemente ouvir seu genial conselho de reduzir o poder de compra de todos os cidadãos.

    Vá defender a redução do meu poder de compra em outro lugar.

    É cada totalitário sem noção que surge aqui...

    Uma moeda forte poderia trazer desvantagens para os brasileiros?
  • Pedro  14/11/2012 20:08
    Moeda fraca é tão imprescindível para o desenvolvimento da indústria nacional que o real foi desvalorizado em 20% só nesse ano e a indústria continua patinando...

    Aliás, moeda fraca é tão essencial ao desenvolvimento da indústria que os EUA se tornaram a maior potência industrial com uma moeda forte ao invés de fraca, tanto que no término do século XIX essa moeda valia mais do que no início desse mesmo século...
  • anônimo  15/11/2012 01:12
    "Ai, as exportações" - Ah, vai à merda. Pelo raciocínio do imbecil acima, o Zimbabwe tá uma maravilha, pois é o país que mais desvaloriza a moeda. Por outro lado, o Reino Unido que sempre teve a moeda de maior valor...
  • PESCADOR  14/11/2012 06:35
    Excelente! Quem dera eu tivesse descoberto a Escola Austríaca na época da faculdade. Meus professores eram todos cigarras.
  • anônimo  14/11/2012 07:07
    Uma pergunta:

    Algumas das pessoas que foram contempladas com a distribuição de renda não iriam poupar esse dinheiro? E um subconjunto daquelas não poderia empreender?

    Tendo a imaginar que essa chance exista.

    Logo, há uma chance de que a redistribuição possa dar certo.

    Mas creio estar errado em minha análise, pois se o capitalista existente antes do processo de redistribuição de renda cometesse erros, a renda já teria sido transferida para melhores competidores no mercado.

    Alguém me dê uma luz, por favor.
  • Leandro  14/11/2012 07:25
    A redistribuição tem como objetivo precípuo ajudar o consumo dos mais pobres. Se você dá dinheiro para um pobre com este objetivo e ele guarda este dinheiro, então, por definição, este dinheiro não lhe era tão imprescindível assim. Sua necessidade de consumo não era tão premente. Embora tal redistribuição não tenha gerado consumo de recursos, não se pode dizer que ela gerou uma situação melhor, pois alguém foi expropriado desse dinheiro, e, como consequência, não pode agora investi-lo em algum projeto ou mesmo consumi-lo em algo que desejasse.
  • Ale   14/11/2012 09:32
    Só tem um problema.
    Nem todos os ricos são ricos por terem poupado.
    Muitos são ricos por serem amigos do rei.

    Eike Batista fez sua fortuna no livre mercado?
  • Pupilo  14/11/2012 09:49
    Eike nunca produziu nada. Ele tem amigos em Brasília. Nada mais que isso. Ele fez fortuna a custa dos pagadores de impostos.
  • Rodrigo  14/11/2012 10:14
    A escola austríaca e o articulista não endossam amigos do rei.\r
    É justamente o contrário.\r
    Os amigos do rei surgem, especialmente, em locais onde há extrema promiscuidade entre o Estado e alguns empresários.\r
    De resto, essa constatação não invalida o argumento do artigo, que não trata dessas relações, que o autor certamente não ignora.\r
    \r
    abs
  • Lucas Silva  30/12/2012 01:32
    Mas veja bem, para manter sua riqueza ele provavelmente poupou sim. De forma geral, mesmo que o rico tenha obtido dinheiro de qualquer fonte, ele só consegue manter sua riqueza se ele segue o princípio da poupança.
  • André Caniné  14/11/2012 12:16
    Infelizmente essa é a realidade deste país de merda Se um empresário deseja prosperar precisa se relacionar com os burocratas. Isso é moralmente condenável, mas fazer o que?
  • ildo  14/11/2012 16:10
    divulgar ao maior número possível de pessoas as convicções liberais.
  • Isaias Lobao  27/09/2013 14:18
    Eu concordo. Moro em Brasília e sofro diariamente o processo de burocratização e o custo da corrupção. Por exemplo: A corrupção eleva o preço dos imóveis. Os corruptos lavam o dinheiro no mercado imobiliário e não se preocupam com os preços exorbitantes cobrados pelas construtoras. Num ambiente de livre mercado, isso não existiria.
  • Dam Herzog  14/11/2012 16:43
    É uma falácia que os pobres não podem começar do nada.Muitos pobres começam do zero. Existem tantas pessoas que começaram do nada, e mesmo ganhando pouco conseguiram poupar alguma coisa todo mês seja comprando um terreno e pagando prestações e depois foram poupando e construindo sua propria casa,e depois na garagem de sua casa fazem um mercadinho e com seu proprio esforço ganham a vida, proporcionam estudos para seus filhos. Isto é a via natural, via mercado, sem ajuda do governo. Isto é postura de um genuino libertario. O homem nasce, cresce e deve lutar para sobreviver, seja prestando serviços, tendo seu proprio negocio. O homem já nasce capitalista, tem a obrigação de trabalhar para sua sobrevivencia. O capitalismo é a troca voluntária de mercadoria (bens e serviços) entre os homens. Por isto o capitalismo é uma entidade pacifica. Guerra atrapalham o comercio entre os homens. Voces podem ver que onde ocorre guerra é entre paises de economia mista e socialistas. Os primeiros colocados no ranking de liberdade economica nunca estão em guerra. Os socialistas são hipocritas pois eles atualmente esta usando o capital acumulado pelos paises para promover a justiça social que nada mais é que a preguiça remunerada. Acabem com o mercado e a riqueza desaparecera. Mercado livre e totalmente desinpedido é o maior produtor de bens e serviços que ocorreu na vida do homem. Na constituição russa estava escrito quem não trabalha não come. A liberdade de fazer o que tem de ser feito para conseguir objetivos pessoais eticos esta intrinsicamento ligada ao bem estar dos melhores paises para se viver no mundo. Vejam o Sr Obama está arrazando os Estados Unidos, onde o nivel de dependentes do governo alcançou ultimamente níves altissimos. O segredo da melhoria é a poupança e ambiente pro livre negocios e respeito total a propriedade privada. O resto é bra..bra bra.
  • Isaias Lobao  27/09/2013 14:21
    Excelente análise. Palmas!
  • Douglas  27/09/2013 15:34
    Excelente resposta, pena que poucos a tem na ponta da língua para enfrentar político safado aproveitador populista.
  • Bright  15/11/2012 03:21
    Capitalistas são a escória. O que tirará os pobres da sua situação miserável é uma revolução contra a burguesia exploradora, redistribuindo a riqueza para os seus legítimos proprietários (a classe trabalhadora).

    E poupança é bobagem. Esqueçam o longo prazo, até porque, no longo prazo, estaremos mortos!

    (Ironic mode)



    Excelente artigo. O engraçado é que a teoria econômica da escola austríaca, a mais clara e óbvia de todas, é considerada uma teoria obsoleta. Isso mesmo com os fatos de que os países que a adotaram são os mais prósperos do planeta.
  • Dam Herzog  15/11/2012 11:14
    Os capitalistas e o capitalismo foi quem salvou o proletariado da morte por inanição. Sem o mercado nenhuma riqueza pode ser produzida. Se o homem quiser viver sem o mercado provavelmente será impossivel a menos se recolha a algum lugar deserto e viva da caça e da pesca. O governo não recolheria um centavo pois aquele nomade não pagaria imposto e ignoraria o governo. Tudo que o governo arrecada é produzido por um capitalista para defender sua sobrevivencia e dai paga impostos. Os socialistas que estão no poder estão usando a produtividade capitalista para fazer redistribuição de renda e ainda muito mal feita pois que é feito pelo governo é mal feito e com grande disperdicio. Os pobres estariam bem melhor se os impostos fossem bem modestos ou nenhum, mesmo na saude onde dependem do sus e pagam muito caro. O nivel de assistencia que o sus fornece qualificado como abaixo do anus. Não fale mal do capitalista pois o padeiro da sua esquina amanha cedo estará de esperando com muita simpatia para te ajudar e ao te ajudar ajuda a si mesmo. O restautante da Av Paulista estará amanha cuidando do seu almoço depois de comprar todos os ingredientes hoje e te aguardando com o almoço quentinho. Agradeça a eles e peça perdão pelas critical infundadas que voce fez a eles, mesmo voce não gostando deles eles estarão la para servi-lo. A essencia do capitalismo é a troca voluntaria e boa para as duas partes e pacifica. O capitalismo é uma ideologia pacifica. Eles tem opção preferencial para a riqueza. Eles fazem a cooperação mesmo com pessoas que se odeiam. É a ideologia da paz e da riqueza e da não violençia. A violencia atrapalha o capitalismo. Só ele pode resolver os problema dos humanos. Basta aplica-lo.
  • Bright  15/11/2012 17:30
    Rs, meu comentário foi irônico.
  • Pobre Paulista  27/09/2013 20:08
    Inteligência é algo obsoleto.
  • anônimo  15/11/2012 03:43
    Sobre o tema do artigo, tenho uma dúvida. O que a escola austríaca pensa a respeito dos financiamentos estatais para micro e pequenas empresas?
  • Leandro  15/11/2012 05:02
    Opõe-se, é claro.

    Além das questões políticas inevitáveis -- o governo, ao conceder empréstimos, inevitavelmente adquire o controle efetivo sobre as empresas, determinando como e em que elas devem investir (exatamente como ocorre no Brasil hoje com o BNDES), o que leva a investimentos em total descompasso com a genuína demanda dos consumidores --, há também a questão da ineficiência e do privilégio. Por que o governo deve tomar dinheiro de uns para privilegiar outros?

    Se o governo quer realmente ajudar empresas, seria muito melhor ele simplesmente reduzir impostos e regulamentações. Assim, ninguém teria de sustentar ninguém. Impostos reduzem o capital e a capacidade de investimento das empresas. Não faz sentido nenhum tributá-las e em seguida dar-lhes subsídios. Apenas um ente completamente imbecil em termos econômicos -- como o governo e seus burocratas -- pode ver alguma lógica nessa operação.
  • anônimo  15/11/2012 05:21
    Ou seja:

    O governo, através de impostos e regulamentações, inibe a livre iniciativa, jogando muitos empreendedores na informalidade ou na pobreza.

    Para compensar essa distorção, criada pelo próprio governo, ele toma dinheiro de alguns para financiar empreendimentos que, supostamente, irão alavancar a economia.

    O que poucos sabem é que a quase totalidade desses empreendimentos financiados quebram antes de um ano. Alguns poucos sobrevivem até dois anos.

    Resumindo, o governo cria um problema e, na tentativa de resolvê-lo, piora ainda mais.
  • Patrick de Lima Lopes  15/11/2012 04:47
    Brilhante artigo.
    Sem comentários.
  • Yury Rodrigues  15/11/2012 07:07
    Muito bom!

    Artigo simplesmente sensacional. Me faz olhar para minha vida e meu modo de pensar com outros olhos.

    Estive fazendo durante todo este tempo, em parte, justamente o contrário do que se deve fazer.

    Muito obrigado!
  • rafael  15/11/2012 22:02
    > Quem produz mais pode ganhar salários maiores.

    Há uma relação direta entre produtividade e salário? Pq eu acho que é mais direta com oferta e demanda. Se vc produz muito, mas a oferta de mão de obra é alta, vc vai ganhar pouco mesmo assim, não?
  • Luis Almeida  15/11/2012 22:09
    Se você produz mais com os mesmos insumos (mesma quantidade de mão-de-obra e de bens de capital; essa é a definição de aumento de produtividade), você pode vender mais e consequentemente ter maiores receitas. Como os custos permaneceram os mesmos, mas sua receita aumentou, você aumenta sua lucratividade. Com mais lucros é possível pagar maiores salários.

    Isso, obviamente, não significa que os salários necessariamente subirão (as empresas não são obrigadas aumentar seus salários de acordo com o aumento da produtividade). Mas significa, isso sim, que é impossível aumentar os salários sem um aumento na produtividade (tudo o mais constante).
  • Cesar Moretti  02/01/2013 02:18
    "A redistribuição de riqueza gera pobreza e perpetua a pobreza"

    A frase mais estupida que eu já li. Se vc é rico e distribui sua rigueza a mil pessoas, entre essas pessoas existirá alguns com capacidade empreendedora para acumular dos demais aquilo que foi distribuido, aparecerá novos ricos e os demais continuarão pobres. Na economia real é diferente dos conceitos estúpidos estabelecidos aqui.
  • Pedro  02/01/2013 02:25
    Correto. Se você é rico e voluntariamente distribui sua riqueza, há de fato alguma chance de isso acontecer. Agora, se você é rico e sua riqueza é confiscada e redistribuída de acordo com caprichos políticos, vai acontecer exatamente o que foi dito no artigo.

    O único conceito genuinamente estúpido aqui está materializado em sua triste e invejosa figura.
  • Gustavo BNG  02/01/2013 03:16
    Falar mal do artigo não é refutar o artigo.
  • Lucas Silva  15/01/2013 15:57
    O foco da redistribuição de renda é para o consumo e não para a poupança. O conceito vem da cobrança de impostos dos mais ricos e o redirecionamento deste valor para os mais pobres. Garanto que se o rico fizesse uma redistribuição de bom grado, talvez ele desse seu dinheiro para outros futuros empreendedores, porque ele iria escolher e não ser coagido.

    A sua solução talvez seja pegar alguém muito rico e roubar o dinheiro dele e dar para a população, do nada. O que vem fácil, vai fácil, ninguém valoriza aquilo que não batalhou para conquistar, aí a diferença dos reais empreendedores.

    Sua arrogância só demonstra ignorância pura. =)
  • Melanie Schwartz  27/09/2013 13:49
    O que aconteceria com o dinheiro se você não tirar do rico? Acho mais provável que ele aplique o dinheiro e logo aparecerá alguém disposto a tomá-lo emprestado para realizar novos empreendimentos. Se tomar de um e der a outros de mão beijada, arrisco dizer que, nessa situação, há menos incentivos para que esse dinheiro encontre uma finalidade eficiente.
  • Leandro  27/09/2013 14:05
    Mesmo porque não existe esse negócio de "rico entesourar dinheiro". Todo o dinheiro do rico está, em última instância, depositado em um banco.* E este banco irá emprestar este dinheiro para terceiros investirem ou simplesmente consumirem. Quanto mais dinheiro dos ricos nos bancos, menores tendem a ser os juros para emprestar esse dinheiro.


    * Mesmo quando o dinheiro é aplicado em algum fundo de investimento, este fundo, ao fazer um investimento, fará com que este dinheiro acabe em alguma conta bancária.
  • O Volta  22/11/2013 08:55
    Caro curioso,

    Você se esqueceu do efeito deletério causado pelo confisco original. Como vão surgir novos ricos se o fruto do trabalho pode ser tomado a qualquer momento por um ente de força? Isso se chama insegurança jurídica.

    Ademais, como toda ação do estado, essa distribuição, por não obedecer as leis de mercado, seria inerentemente e totalmente ineficiente. No limite teria-se apenas um novo empreendedor com um "poder de produção" menor do que a vítima original. Os prejudicados? A própria população "beneficiada", que agora não poderia mais contar com a eficiência produtiva (leia-se preços baixos) permitida pela existência do produtor original. O que você fez foi destruir riqueza e empobrecer a população.
  • Comerciante  27/09/2013 13:33
    Ainda penso que devemos abandonar palavras como 'capitalista' e 'capitalismo'.
    São termos que já nasceram com cunho pejorativo.

    Ademais, "capitalismo" não é um termo tão bem definido como "livre mercado" e "liberdade econômica". O que abre espaço para interpretações discrepantes.
  • Rodrigo  27/09/2013 15:02
    O artigo é excelente, muito bem escrito, com linguagem fácil e didática.

    Esse é o caminho, porém as idéias da EA, passam à trilhões de anos-luz do nosso Brasil.

    É muito bom ler um artigo assim, com fatos concretos, mostrando a verdade, e ver que os paises que prosperaram foram os que seguiram esta receita, me sinto um pouco em paz ao ler a verdade, e um pouco desanimado de saber que aqui no nosso pais, dificilmente ou talvez nunca o liberalismo dará o ar da graça, tendo em vista a natureza do brasileiro médio, estúpido, incauto, e que tem a capacidade de ser amestrado por um mentiroso de 9 dedos, com sua trupe de ideologia atrasada, que trouxe tanta desgraça e sofrimento ao mundo.

    Grato.
  • Apreniz  27/09/2013 16:15
    Adorei o artigo!

    Gostaria de uma resposta, ou algum artigo que o faça, caso alguém da esquerda venha falar que bem capital pode causar desemprego...
  • Apreniz  27/09/2013 22:09
    Sabia que eu teria uma ótima resposta!
    Obrigado Mauro!
  • Rogério  27/09/2013 19:07
    Que tristeza sinto ao ler textos desta natureza - e pior - ser tão aclamado e defendido por figuras extremamente narcisistas, individualistas e tão "cheios de razão".
    O capitalismo é o sistema das desigualdades, se funda na brutal exploração do capital. Este texto representa a miséria dos tempos que vivemos atualmente.
    A balança do capitalismo é desigual por natureza pois para haver a riqueza, os excessos, deve haver a exploração e a miséria no lado oposto. Só defende este sistema extremamente injusto quem está do lado "pesado" da balança, que vivem suas vidas às custas do sacrifício e da miséria alheia.
    Enquanto houverem tipos como vocês, o mundo permanecerá fadado ao fracasso. Porque em um lugar onde aproximadamente 90% da população é controlada por 10% detentora do capital não se pode dizer que há justiça e nem felicidade.
    Mas como em outros momentos históricos, todo sistema tem seu colapso e o deste haverá de chegar. A Dialética de Hegel ensina que entre tese e antítese há sempre um momento de superação, onde uma nova ideia surge e põe termo ao estágio anterior e neste dia, que há de chegar, o mundo não mais viverá de exploração e todos saberão o real significado de IGUALDADE.
  • Douglas  27/09/2013 21:16
    Qual seria Rogério, o real significado de igualdade? Assista por favor este vídeo e

    reflita se realmente o capitalismo explora trabalhadores :

    www.youtube.com/watch?v=4Ttbj6LAu0A (Does Capitalism exploit workers?)

    O texto é muito bem escrito e explica muito bem a diferença de comportamentos que fazem

    as nações serem ricas e pobres. Agora cabe a cada um raciocinar e enxergar o óbvio ou

    se lançar a utopias surreais de mundo.
  • Bright  27/09/2013 21:38
    Sistema justo é o de Cuba. Todos recebem salário igual (15 dólares mensais)
  • Luciano  27/09/2013 20:04
    Me deparei agora com essa pérola do Krugman (são ótimos contra o mau humor): www1.folha.uol.com.br/colunas/paulkrugman/2013/09/1348316-opiniao-os-ricos-e-sua-crenca-de-que-merecem-privilegios.shtml

    Tudo bem que tem um monte de baboseiras, pra variar. Mas ele se mostrou surpreendentemente contra os resgates que ocorreram na crise (especialmente o da AIG). Será que baixou a lucidez no cara?

    Abraços.
  • Julio Heitor  27/09/2013 20:30
    Duvida básica mas necessita ser esclarecida:

    Com a era da internet, muitas empresas optam por contratar, por exemplo, um analista de sistemas da índia (através de home office) do que contratar um residente nos EUA.

    Obviamente que o motivo desta preferência é o custo da mão de obra que deve ser muito menor na índia. Mas, segundo o artigo, um profissional que ganha mais tem o salário que tem por produzir mais, correto?

    Porque uma empresa preferiria contratar então um profissional da India, que tem sua capacidade de produção menor, apenas para economizar no custo do salário do empregado?

    Em países que têm leis trabalhistas altamente regulamentadas (como o Brasil) isso até seria compreenssível. Mas essa preferência das empresas se deve a algum outro motivo em países pouco regulamentados?

    Abraços!

  • Leandro  27/09/2013 20:40
    A questão é que indianos, em termos de tecnologia da informação, não são nada atrasados. São igualmente produtivos -- se não mais -- e cobram muito menos. Seria até irracionalidade não utilizar os serviços deles.

    Lá há técnicos plenamente capazes dispostos a trabalhar por salários menores do que seus congêneres brasileiros (e principalmente americanos).  Este é um dos motivos de os salários desta área, como recentemente nos disse um leitor que atua neste setor, estarem relativamente estagnados, por mais crescente que seja a demanda por tais serviços.

    E isso é fácil de entender.  Ao passo que um engenheiro de software americano exige um salário de pelo menos US$ 100.000 por ano, e um brasileiro se contenta com uns US$ 30.000 (R$ 52.000), um competente indiano fica plenamente satisfeito com um salário de US$ 20.000.  Fazendo uso de modernos equipamentos de telecomunicação, este indiano poderá trabalhar desde a Índia tão eficazmente quanto se estivesse fisicamente presente no Brasil ou nos EUA.  Nos EUA, inclusive, há um fenômeno que vem assombrando o establishment médico daquele país (e que rapidamente pode aportar aqui no Brasil): o número de radiologistas, segundo a imprensa, vem declinando significativamente.  Isso ocorre simplesmente porque as imagens por ressonância magnética podem perfeitamente ser enviadas pela internet para radiologistas da Ásia plenamente capazes de diagnosticar o problema, e que cobram por isso apenas uma fração do que cobra o altamente cartelizado setor médico americano.  Tem-se aí um ótimo exemplo de como o livre mercado trabalha para manter os custos sempre baixos.
  • Julio Heitor  27/09/2013 20:49
    Mas para que o indiano aceite receber menos, significa que o custo de vida na India deve ser menor que no Brasil e/ou EUA. E para isso, a economia deles deve ser bem mais aberta que a nossa,certo?

    Mas os EUA também tem uma das economias mais abertas do mundo (acarretando menor custo de vida). Porque um americano não aceitaria receber o equivalente ao um indiano?

    Estou esquecendo de algum detalhe importante?
  • Leandro  27/09/2013 21:06
    Ao contrário. O indiano tem uma moeda fraca e vive em uma economia cujo padrão de vida é baixo. Qualquer salário maior que ele conseguir -- principalmente se for em moeda forte -- já lhe será amplamente vantajoso.

    Já um americano vive em uma sociedade rica, com alto padrão de vida e já acostumado a altos salários. Ele simplesmente não vai aceitar se rebaixar ao mesmo salário de um indiano. Um salário que é sensacional para um indiano é péssimo para um americano. Esta é a diferença entre sociedades ricas e pobres. Não há nada de controverso aí.
  • João Marcelo  27/09/2013 22:22
    Excelente texto porém tenho algumas dúvidas, principalmente em relação ao que é discutido neste fórum quanto a livre mercado.
    Acredito que o governo tenho um papel fundamental e essencial na economia de um país como agente regulador. Concordo que uma intervenção no sentido de distribuição de renda compulsória, apenas estimulará a inércia da camada mais pobre e menos produtiva da sociedade (vide bolsa família). Porém não podemos esquecer que o país com a economia mais forte do mundo e que possui um sistema capitalista forte como os Estados Unidos enfrentaram duas crises durante a sua história, e teve sua economia salva pelo governo.
    Países ricos como: Suécia, Dinamarca, Holanda e Áustria figuram entre os países com maior carga tributária porém o dinheiro arrecadado é melhor investido na sociedade do que nos países pobres, de forma mais eficiente e principalmente menos burocrática. Não acredito em livre comércio puro e nem em atuação governamental substituindo a iniciativa privada, é notável o papel do capitalismo como estimulador da riqueza e do intelecto, porém o Estado atuando como agente é regulador é de extrema importância para que se de segurança inclusive para o próprio investidor.
  • Leandro  27/09/2013 23:24
    "Porém não podemos esquecer que o país com a economia mais forte do mundo e que possui um sistema capitalista forte como os Estados Unidos enfrentaram duas crises durante a sua história, e teve sua economia salva pelo governo."

    Sugiro mais estudos nesta questão, em vez da mera repetição de surrados clichês de oitava série. O governo americano não apenas não salvou a economia americana, como na verdade prolongou a depressão. Afinal, como você pode dizer que o governo salvou a economia se a crise começou em 1929 e só acabou em 1948? Que salvamento foi esse?

    Mesmo keynesianos ortodoxos hoje já reconhecem o fracasso do New Deal, que nada mais foi do que um conjunto de políticas de controle de preços, controle de salários, arregimentação sindical, cartel de empresários incentivados pelo governo a não reduzirem seus preços, aumento das tarifas de importação, aumento de impostos, aumento de gastos e aumento dos déficits. É claro que um conjunto de políticas desse tipo só poderia realmente aprofundar uma recessão, e não encurtá-la.

    A Grande Depressão só começou a acabar em 1946, quando os gastos do governo federal finalmente foram cortados em mais de 60% e o déficit orçamentário anual foi praticamente zerado. Sugiro este artigo sobre isso.

    Para reforçar este ponto, lembro que no ano de 1920 houve uma depressão tão severa quanto a de 1933, mas esta só durou um ano. Por quê? Porque, ao contrário do que hoje prega o senso comum, o governo americano daquela época era mais racional. Ele não interveio em nada, cortou gastos e impostos, e zerou o déficit. A economia se recuperou em menos de dois anos.

    Para entender tudo isso -- as causas da Grande Depressão e o porquê de sua grande duração, bem como os detalhes da rápida depressão de 1920 --, leia estes artigos:

    www.mises.org.br/Subject.aspx?id=37

    "Países ricos como: Suécia, Dinamarca, Holanda e Áustria figuram entre os países com maior carga tributária porém o dinheiro arrecadado é melhor investido na sociedade do que nos países pobres, de forma mais eficiente e principalmente menos burocrática."

    Estes países não são ricos porque seu dinheiro de impostos é mais bem investido na sociedade. Isso é meramente uma consequência de eles serem ricos. E eles são ricos justamente porque suas economias são bastante livres e desregulamentadas.

    Com exceção do Imposto de Renda de Pessoa Jurídica, todos os outros impostos possuem alíquotas mais baixas que as brasileiras. Nas economias escandinavas, por exemplo, você demora no máximo 6 dias para abrir um negócio (contra mais de 130 no Brasil); as tarifas de importação estão na casa de 1,3%, na média (7,9% no Brasil); o imposto de renda de pessoa jurídica é de 25% (34% no Brasil); o investimento estrangeiro é liberado (no Brasil, é cheio de restrições); os direitos de propriedade são absolutos (no Brasil, grupos terroristas invadem fazendas e a justiça os convida para um cafezinho); e, horror dos horrores, o mercado de trabalho é extremamente desregulamentado. Não apenas é possível contratar sem burocracias, como também é possível demitir sem qualquer justificativa e sem qualquer custo. E tudo com o apoio dos sindicatos, pois eles sabem que tal política reduz o desemprego. Estrovengas como a CLT (inventada por Mussolini e rapidamente copiada por Getulio Vargas) nunca seriam levadas a sério por ali.

    Por que estranhar que eles sejam mais ricos do que nós?

    "porém o Estado atuando como agente é regulador é de extrema importância para que se de segurança inclusive para o próprio investidor."

    Estado atuando como regulador é um arranjo que gera cartéis, oligopólios e monopólios. Quem cria cartéis, oligopólios e monopólios é e sempre foi o estado, seja por meio de regulamentações que impõem barreiras à entrada da concorrência no mercado (agências reguladoras), seja por meio de altos tributos que impedem que novas empresas surjam e cresçam. Pedir que o estado atue para acabar com cartéis é o mesmo que pedir para o gato tomar conta do pires de leite.

    Apenas olhe ao seu redor. Todos os cartéis, oligopólios e monopólios da atualidade se dão em setores altamente regulados pelo governo (setor bancário, aéreo, telefônico, elétrico, televisivo, postos de gasolina etc.).

    E quando não era assim, o que ocorria? Quando o governo não tinha ainda poderes para se intrometer, havia formação de cartel entre os poderosos? Havia "exploração"? Não. O que ocorria era isso.

    Monopólio e livre mercado - uma antítese

    Outros artigos obrigatórios para você sair deste perigoso autoengano:

    Sobre as privatizações (Parte 1)

    Sobre as privatizações (final)

    Celular ilimitado por R$30/mês - saiba como aqui

    Regulações protegem os regulados e prejudicam os consumidores

    Tributação X Regulamentação - O que é pior?

    Aeroportos + governo = caos

    A bem-sucedida regulação privada

    Regulamentações brasileiras garantem a prosperidade dos vigaristas

    Legislações antitruste e agências reguladoras não podem existir em uma sociedade livre

    A Guatemala e seu exemplo de privatização

    As parcerias público-privadas - a porta de entrada para o socialismo

    Muita leitura para o fim de semana.

    Grande abraço!
  • IRCR  27/09/2013 23:47
    Como diria John Maynard Keynes:
    "...Don't keep money in your pocket, or that growth will never lift..."

    Brincadeiras a parte.
    Se o brasileiro tivesse mais habito de poupar o custo de capital (juros bancario) poderia abaixar ? não apenas por elevar o estoque de poupança (capital) mas até por uma questão mercadologica para os bancos ?
  • Aline  28/09/2013 05:16
    Riqueza é importante, tanto quanto sua boa distribuição para que todos possam usufruir dela. Ou seja, a riqueza tem de ser para todos. De nada adianta um país rico, se o povo é miserável.
  • Doutrinador  28/09/2013 05:59
    Permitam-me traduzir o que a Aline realmente quis dizer:

    Os outros têm de trabalhar e produzir muito, pois eu quero receber parte da riqueza deles quando ela for confiscada e redistribuída. Riqueza boa é aquela em que todos os outros trabalham e eu só usufruo. Riqueza boa é aquela que vem pra mim de mão beijada. De nada adianta os outros serem ricos se eu sou pobre porque não produzo.


    P.S.: uma coisa realmente me deixou curioso nessa manifestação da Aline: como é possível um país ser rico e o povo ser miserável? Desconheço um único exemplo disso. No máximo, conheço povos pobres que vivem em países com fartos recursos naturais. Porém, dado que recursos naturais só se transformam em riqueza se houver livre mercado e concorrência -- coisa inexistente em todos esses países --, então estes países não são de modo algum ricos. Robinson Crusoé por acaso seria rico se morasse sozinho em uma ilha repleta de diamantes?
  • anônimo  28/09/2013 10:35
    'A diferença entre uma nação rica e uma nação pobre pode ser explicada exclusivamente por um único fator: a nação rica possui uma quantia muito maior de bens de capital do que uma nação pobre. '

    Não gosto dos artigos do Jésus por causa disso.Odeio ele pensar que ter máquinas ou capital é o que faz a diferença pra uma empresa, ou país ser próspero.Máquinas são consequência, o que importa mesmo são as pessoas.Jack Welch fala isso com todas as letras, e o mundo real está cheio desses exemplos.Quando Steve Jobs voltou pra Apple ela tinha muitas máquinas, muitos bens de capital mas estava à beira da falência, foi a visão de mercado, a liderança e inventividade dele que salvaram a empresa.E o mesmo vale pra todas
  • Doutrinador  28/09/2013 12:01
    Falou bobagem, anônimo. Embora o capital humano de fato seja essencial, ele não é absolutamente nada se não estiver munido de máquinas e equipamentos que permitam que todo o seu potencial frutifique.

    Coloque um gênio para arar terras na Índia com um ancinho e coloque um indiano médio para trabalhar em uma empresa americana munida dos mais sofisticados computadores e produtos tecnológicos. Qual dos dois será mais produtivo? Qual acabará sendo mais rico?

    "Odeio ele pensar que ter máquinas ou capital é o que faz a diferença pra uma empresa, ou país ser próspero."

    O problema é que você odeia pensar, isso sim.
  • anônimo  28/09/2013 12:27
    Embora o capital humano de fato seja essencial, ele não é absolutamente nada se não estiver munido de máquinas e equipamentos que permitam que todo o seu potencial frutifique.
    Eu nunca disse isso. Disse que o PRINCIPAL é a ação do empreendedor, ao contrário do Jésus que fala que o principal são as máquinas. Hora nenhuma eu disse que um dispensa totalmente o outro.
    Obviamente você não consegue entender a diferença, então volte pra oitava série, vá aprender interpretação de textos e boa sorte na vida, porque vai precisar.
  • Doutrinador  28/09/2013 12:35
    "Disse que o PRINCIPAL é a ação do empreendedor, ao contrário do Jésus que fala que o principal são as máquinas"

    Isso porque o Jesús é o maior especialista vivo em função empresarial, o cara que mais escreve sobre isso. Certamente, ele está precisando de seus ensinamentos semi-letrados.
  • Leonardo Couto  28/09/2013 16:20

    Não é necessário toda essa hostilidade, Doutrinador. Todos nós somos ex-ignorantes sobre a Escola Austríaca.

    Não podemos atuar hermeticamente em um grupo fechado, tendo como comprovação da verdade o simples decreto de grandes gurus. Deixem isso para os que não possuem base em sua posição.

    Os estudiosos austríacos atuais têm muito em que sustentar seus argumentos, são brilhantes; para convencer os outros devemos usar sua lógica, em vez de usar seu nome.

    Temos muito o que fazer e atuar como repulsor não está incluído.

    Um abraço.
  • Fellipe  28/09/2013 13:43
    A referência do anônimo é o Jack Welch, ex-presidente de uma empresa que é o que é por conta da simbiose com vários governos ao redor do mundo. Aí realmente o que importa são as pessoas e sua capacidade de fazer lobby.

    Parei....
  • Tory  28/09/2013 14:49
    Lembrando que, no caso de serviços e produtos de alta tecnologia, as máquinas e equipamentos não são sempre 'hardware', mas frequentemente 'software'. A poupança de um pai trabalhador braçal pode possibilitar que o filho se dedique aos estudos, compre livros e computadores, e se torne um arquiteto de software, ao invés de substituir o pai na fábrica.

    Agora, a lógica da divisão de trabalho ser um fator determinante na geração de riqueza não é em absoluto negada no caso da Apple do Steve Jobs. Nem toda a inventividade do mundo iria deixar que o comando do Steve resultasse em iPods e iPhones sem o uso do altamente produtivo sistema de fábricas da China, por exemplo. Não é à toa que o seu substituto era o chefe de operações da empresa.
  • Anonimo  28/09/2013 12:34
    Qualidade x Quantidade

    A riqueza disponível distribuida pelo número da população, desta forma considerando o crédito futuro, determina a evolução de uma nação.


  • anônimo  28/09/2013 16:11
    Isso, quanto mais políticas redistributivas, menos evoluída. Quanto mais livre a economia, e quanto mais respeitosa para a propriedade privada forem as leis, mais evoluída será a nação.
  • Pedro Lima  28/09/2013 14:44
    Engraçado esse raciocício de "ou é uma coisa ou é outra". Apenas as máquinas bastam a si mesmas. O capital humano é irrelevante. Claro, afinal, as máquinas iriam surgir naturalmente, independente da VONTADE de alguém CRIÁ-LAS ou FABRICÁ-LAS... os dois fatores juntos são apenas uma coincidência, pelo visto.

    "O problema é que você odeia pensar, isso sim"

    Esse foi o argumento mais PENSATIVO que eu já vi.
  • Doutorando (Orientador: típico filósofo)  30/09/2013 04:30

    O texto é amplamente esclarecedor do modo como a máquina capitalista está baseada, ab initio, ab ovo, nos preceitos da publicidade ideológica para nos tornar servos do domínio de grandes corporações. Oras, é amplamente sabido nas academias que a poupança e os investimentos guiados pelo governo centralizado é muito mais produtivo e, ad hoc, gerará benefícios fora de escala para toda a população.

    Seguindo a função de bem-estar Rawlsiana, sabemos que a utilidade de uma população é dependente da equidade entre seus membros. Assim como já é assunto esgotado na academia que, com o uso das Tábulas de Leontief, o governo centralizado pode escolher muito melhor do que os cidadãos quais serão os setores que gerarão maior retorno relativo para a economia, haja vista que, data venia, alguns setores são verdadeiras locomotivas para o desenvolvimento capitalista.

    Dessa forma, cabe aos escolhidos para representarem a voz do povo, vox populi vox dei, com base em nossa santificada carta magna de 1989 (e em suas cláusulas Pétreas), instrumentalizar os dados econômicos e ofertar meios licitatórios hermeticamente baseados nos princípios constitucionais da supremacia e proporcionalidade, de forma que o processo político nos guiará aos empresários amigos mais capacitados para guiarem os grandes projetos que guiarão a nação. Ex ante, todo o arcabouço acadêmico e teórico já terá sido esgotado pelos nossos analista do Banco Central, Tesouro e BNDES, que são reconhecidos notória e irrevogavelmente como a nata intelectual econômica formada em nossas instituições de maior prestígio, como a USP, que carrega em seu brasão a frase: Scientia Vinces, razão de sua supremacia em território nacional. Dessa forma, considera-se trânsito em julgado tal discussão aqui empreendida. Ad argumentandum tantum, prossigo apenas para fins de humilhação intelectual.

    Seguindo essa fórmula os EUA cresceram e hoje praticam o Estado da Arte da Economia, receitada pelo gênio Lord Keynes, pai da economia moderna e revolucionário em sua teorias contra-cíclicas que já ajudaram a salvar milhares de morrerem de fome durando períodos de crise, que são naturais quando aplicado o capitalismo sem rédeas. Haja vista a crise de 1929, o exemplo mais óbvio e ululante de que o capitalismo livre é o sistema que possibilita as pessoas a explorarem umas às outras até explorarem a si mesma em seu ápice de exuberância extravagante, em uma crise que leva todos a um enorme buraco.

    É muita ingenuidade acreditar em livre mercado em nosso mundo. Óbvio que o trabalhador indiano é mais pobre justamente pelo passado de exploração que seu país sofreu. São verdadeiras maquinas de guerra informacional o aparato americano, dessa forma, data venia, não é possível competir. As grandes empresas americanas já sabem, ex post, ex ante, de todos os modelos de negócios das empresas concorrentes. Edward Snowden é o Karl Marx da modernidade, divulgando para o trabalhadores de todo o mundo a abusos cometidos pelo imperialismo.

    Em minha tese de doutorado, exploro os tópicos referentes à inutilidade dos bens de capital, já que já possuímos o estado pós- modernos de produção, onde os bens já poderiam se gerados espontaneamente, não fosse o lobby capitalista e a obsolescência programada. O Brasil, onde a terra e o capital devem seguir o bem social, como ditado em sua carta magna, irá somente crescer de agora em diante. Seguindo os mais modernos modelos econômicos, Arno Augustin e Guido Mantega serão guiados por nossa presidenta ao Estado da Arte Keynesiano pós moderno, evitando o problema da moeda forte, favorecendo a exportação, controlando o espírito animal e explorador do capital especulativo interno e externo e fortalecendo a propaganda social chavista em prol de uma sociedade onde não haverá mais nenhuma criança com fome por causa da agressividade liberal.
  • ezekyel.reyes  11/02/2015 15:00
    Pega tua tese de doutorado e joga no lixo, porque você falou, falou e falou e no fim não disse nada!
  • Carlos Garcia  11/02/2015 15:17
    Clap clap clap.
    Típico Filósofo nos deixou, mas conseguiu inspirar mentes brilhantes.

    "Em minha tese de doutorado, exploro os tópicos referentes à inutilidade dos bens de capital, já que já possuímos o estado pós- modernos de produção, onde os bens já poderiam se gerados espontaneamente"

    Temos na casa um dos roteiristas de Star Trek. Uma honra mesmo
  • Joe90  11/02/2015 16:15
    "Edward Snowden é o Karl Marx da modernidade, divulgando para o trabalhadores de todo o mundo a abusos cometidos pelo imperialismo"

    Na verdade, Snowden, ao contrário de Marx, prestou um bom serviço: www.mises.org.br/Article.aspx?id=1643
  • Típico Filósofo  30/09/2013 14:57
    Bravíssimo intervenção contra o fervor neoliberal do senhor Huerta de Soto.

    Em adendo, é mister inocular o conceito de interesse classista da burguesia internacional em sabotar os alicerces do nacional-desenvolvimentismo e o imprescindível papel do estado na manutenção da igualdade em prol da perpetuação do estado de exploração da nação brasileira pelas grandes multinacionais. Através da uivante retórica do "livre-mercado", a burguesia salvaguarda o estado de alienação da classe trabalhadora e torna possível o desenvolvimento nacional baseado na super-exploração do proletariado como denunciado ad absurdum pelas entidades econômicas da Unicamp.

    É imprescindível o progresso do método neogramsciano de exaltação do fervor revolucionário através da estratégia vanguardista marcuse-leninista em prol da expansão da dirigência estatal sobre os setores econômicos como exacerbada magnificamente pela redação supraescrita do colega acadêmico sob um paralelo entre as luzes "rawl-leontiefianas" e a revolucionária apologia keynesiana à imprescindibilidade da dirigência estatal para a manutenção capitalista.
  • Emerson Luis, um Psicologo  30/09/2013 18:47
    Grandes verdades.

    Entretanto, para o Robinson Crusoé pobre aceitá-las precisa aceitar que é responsável (no sentido de ter a habilidade de responder/escolher). Mas ele pensa que "responsabilidade" é sinônimo de "culpa".

    Também precisa aprender a exercer pensamento de longo prazo, autodisciplina e outras qualidades trabalhosas.

    É mais cômodo acreditar que a riqueza do Robinson Crusoé rico é injustamente tirada dele e exigir "justiça social" (expropriação/redistribuição de renda).

    Isso vale não só para a riqueza tangível, mas para a intangível também. P/ex, os não-leitores gostam de dizer que os leitores de materiais de qualidade são "inteligentes", como se o seu conhecimento tivesse surgido por mágica. E assim por diante. É cômodo atribuir os bons resultados dos outros inteiramente à sorte e nada ao empenho.

    * * *
  • Geremias  30/09/2013 19:04
    Mão de obra eficiente significa maior lucro, más não para esta mesma mão de obra. Vide fábricas chinesas, mão de obra qualificada a baixos salários.
  • Mauro  30/09/2013 19:34
    Chineses não são produtivos. Dá só uma olhada na qualidade dos produtos deles. Se são qualificados ou não, isso são outros 500. O fato é que não trabalham com bens de capital da mesma qualidade com que trabalham europeus e americanos. E é exatamente sobre isso que o artigo fala.
  • Marília  30/09/2013 23:23
    Recebi por e-mail isso. Gostaria da opinião de vocês, ou mesmo um artigo refutando os argumentos:

    PeerProduction:

    Iniciativas contemporâneas:

    WikiHouse: Você desenha ou escolhe um modelo de casa, e pequenas impressoras irão construir os módulos em madeira. Algumas crianças poderão brincar de montar a casa em um ou dois dias.

    OpenBuilds: modularização máxima para móveis, feita com materiais duráveis e resistentes, e altamente customizável.

    FarmBot: Robôs automatizam a agricultura a níveis não pensados até pouco tempo atrás.

    Thingiverse: Repositório de arquivos para impressoras 3D.

    RepRap: Primeira impressora 3D autorreplicante do mundo. Ou seja, ela consegue imprimir outra impressora 3D em plástico.

    Open Ecology: Pesquisa em materiais e formas de produzir totalmente recicláveis, transformando assim a escassez material em abundância.

    OpenMaterials: Novos materiais, sendo o processo de fabricação de domínio público.

    Seed Factories: Uma fábrica que fabrica bens de consumo, bens de capital e até mesmo novas fábricas.

    São todos projetos que sobrevivem de doações, e possibilitam que qualquer um tenha o meio de produção que desejar. Muitas delas irão falhar, mas o importante é que a "lâmpada acendeu".

    Dito isso, é importante perceber o seguinte: no momento em que podemos dar comida e abrigar qualquer pessoa desse mundo, de maneira automatizada e até lúdica, o capitalismo não terá mais sentido em existir. Essas iniciativas não vão a público por dois motivos: os projetos não têm capital para ficar fazendo propaganda, e há uma engenharia social enorme por parte dos "donos do mundo" para que elas sejam taxadas como utópicas e antieconômicas, e portanto descreditadas. Me desculpem os economistas, mas a economia não serve às pessoas e tampouco é ciência. O crescimento econômico e lucros são desnecessários, no momento em que são produzidos bens mais duráveis e menos descartáveis. Você consegue satisfazer as necessidades humanas e ao mesmo tempo salvar o planeta, um casamento perfeito, mas isso seria totalmente antieconômico. Curioso isso, não? Tem mais...

    No momento em que essa verdade vir à tona, não sei se vai haver guerras, terrorismo estatal/corporativo contra essas iniciativas, ou se a popularização será tão grande que não teremos mais volta ao antigo sistema, e estes líderes, de boa vontade, deixarão as coisas acontecerem. O capitalismo é contrário à tecnologia e à eficiência energética. Até mesmo dá pra dizer que o capitalismo não passa de um meio de escravidão moderno. Quanto mais capitalismo, mais as pessoas se endividarão, mais concentração de renda existirá, mais os governos cercearão direitos dos civis, mais hierarquias serão criadas, haverá mais criminalidade, ansiedade, alienação, mais consumismo e mais trabalhos inúteis.

    As pessoas não precisarão trabalhar caso robôs façam esse trabalho. Ou melhor, TODOS irão trabalhar, conforme a sua vontade, em coisas mais úteis e de maior valor agregado. No momento em que as necessidades materiais ficarem para trás, caem propriedades, governos, corporações, leis, e até mesmo o dinheiro. Cai capitalismo, comunismo, socialismo, fascismo. Tudo isso vai ficar na história.

    E quanto a educação, saúde, transporte: tudo isso tende a ser automatizado até onde for possível também. Projetos semelhantes aos acima surgirão também nessas áreas.

    Não que isso seja um blueprint da "sociedade perfeita", pois a perfeição é impossível de ser atingida. Mas com certeza um mundo nessa direção tende a ser MUITO melhor do que o que temos hoje.
  • Ricardo  01/10/2013 00:42
    Se, como dizem esses sonhadores iludidos, está chegando o momento em que toda a escassez irá acabar, em que tudo o que queremos irá se materializar à nossa frente ao simples aperto de um botão, sem que ninguém mais precise trabalhar ou produzir, então digo apenas o seguinte: espero que estes sonhadores estejam corretos, e que eu, o chato realista, esteja errado.

    A função precípua de uma economia de mercado é a produção de bens e serviços. É o aumento contínuo da produtividade. É o alívio máximo da escassez para a melhora do bem-estar. Se houver um dia em que tudo isso não mais será necessário, pois já estaremos vivendo no Jardim do Éden, então ótimo. Todos ganharemos. Mas se você, por estar acreditando nessa ilusão, se descuidar de suas aptidões na crença de que não mais precisará trabalhar para se sustentar, esteja preparada para uma grande surpresa.

    Sugiro este artigo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1131
  • anônimo  01/10/2013 09:03
    'Quanto mais capitalismo, mais as pessoas se endividarão, mais concentração de renda existirá, mais os governos cercearão direitos dos civis, mais hierarquias serão criadas, haverá mais criminalidade, ansiedade, alienação, mais consumismo e mais trabalhos inúteis.'

    Isso não é capitalismo e é simplesmente tudo que esse site se opõe.
    E esse sonho de robôs fazendo tudo e humanos vagabundando não tem nada de novo, existe desde antes do séc XX. Curioso que essas idéias que superestimam a automação sejam coisa de gente que não entende nada de automação. Jackes Fresco é designer, Peter Joseph é músico, e por aí vai.Existem coisas que simplesmente não podem ser automatizadas, não tem como.O máximo que a mecanização e a automação fazem é aumentar a produtividade dos seres humanos, no final você sempre precisa dos seres humanos, nem que seja pra consertar, programar ou planejar novas máquinas ou pra trabalhos que exigem criatividade.
    E nessa lista alí, muita coisa está omitida ou exagerada.A reprap não se auto replica, ela só faz as partes de plástico, ela não imprime os componentes eletrônicos, eles ainda dependem de fábricas, de produção em massa e do livre mercado pra serem fabricados.


  • Marilia  01/10/2013 16:12
    Tirando o aspecto econômico, seria possível, sim, fornecer comida, casa, água e energia para todo mundo em uns três anos no máximo. Independente do livre-mercado. Porque a escassez e o consequente marginalismo não são verdades absolutas.
  • Guilherme  01/10/2013 16:20
    Wow!

    Comida, casa, água e energia não mais são bens escassos, mas sim infinitos. Basta apertar um botão e tudo isso surge à nossa frente! Ninguém mais precisa trabalhar para produzir tais coisas; elas surgem do nada! Estamos no Éden e não sabíamos.

    A única coisa realmente infinita no mundo é a ignorância. Taí algo sem nenhuma escassez...
  • Cassim  01/10/2013 16:44
    Esta conversa lembrou-me da era Sarney e suas promessas de abundância. A realidade nunca foi tão gentil como os tecnocratas queriam que fosse.

    O controle de preços levou à arbitrária distribuição de comida, má alocação de recursos e fome. Ainda mais quando o próprio governo tentou cuidar das importações e da distribuição de comida pois o mercado havia sido impedido de fazê-lo. O resultado foi apenas a carne argentina estragada que desaparecia em segundos das prateleiras. Minha lembrança do controle de preços é ver minha mãe pagando ilegalmente(Alguém lembra dos fiscais do Sarney?) quatro vezes o preço do leite do passado(É o efeito do controle de preços. No médio termo, é meramente restrição de oferta para demanda infinita) para que pudéssemos alimentar meu primo de 9 meses.

    Quem viveu na era Sarney sabe irracionalmente que qualquer sonhador da Unicamp que pensa em controlar o mercado de quaisquer formas para gerar abundância termina apenas criando mais miséria. Os preços, Marília, existem por um excelente motivo e sem o sistema dinâmico desses criados pela interação voluntária de bilhões de pessoas, quem mais ficará sem nada é o pobre quando ninguém mais souber o que produzir, onde produzir, como distribuir e quanto comprar.

    Recomendo "O Cálculo Econômico Sob o Socialismo":

    www.mises.org.br/Ebook.aspx?id=66
  • Marilia  01/10/2013 17:23
    Caro Guilherme,

    Primeiro, o trabalho humano como recurso escasso é uma mentira completa. A mecanização da agricultura (que pode ser mecanizada a valores próximo de 100%), a hidroponia (produção que ocupa 1% da área da agricultura para produzir a mesma quantidade de alimentos, isso tudo a poucos metros das residências), e a construção automática de residências já são uma realidade. É claro que você ainda vai precisar de meia dúzia de pessoas para trabalhar, para alimentar algumas dezenas de milhares.
  • Guilherme  01/10/2013 17:41
    Construção automática de residências?! Como ocorre esse milagre? De onde vêm os insumos? Tijolos, argamassa, madeira, pia, chuveiro, fogão, cama, assoalho, cimento etc., de onde virão tais coisas? Como elas surgirão? Como serão criadas? Surgirão do éter?

    É cada coitado abobado que existe nesse mundo...
  • Pedro Lima  01/10/2013 18:54
    Acho que ela tá falando de impressão 3D

    super.abril.com.br/tecnologia/revolucao-impressoras-3d-733010.shtml
  • Marilia  01/10/2013 19:20
    Guilherme, já existem impressoras de casas modulares de madeira inteiras que podem ser montadas em um dia.

    Já existe a modularização máxima em móveis, com materiais duráveis, e altamente customizáveis.

    Graças à incorporação do Geodesic Dome no design, qualquer coisa, de qualquer formato, poderá ser construída por módulos, bastando ser montada, automaticamente, ou por humanos.

    A popularização de impressoras 3D possibilitará que qualquer um construa uma casa ou uma cidade inteira de novos materiais, que aos poucos estão desenvolvidos via open source, e com cinco missões principais: materiais de fácil acesso, de transformação da maneira mais automática possível, que sejam duráveis, que sejam recicláveis, e por fim reaproveitáveis (pela modularização).

    Resta o problema na automatização da obtenção dos recursos naturais, mas isso também não é impossível. É só vermos como melhorou nas últimas décadas a automatização na extração de petróleo, na agricultura, mineração, etc...

    Tudo isso que falei poderia destruir setores inteiros da indústria de uma hora para outra. Os meios de produção, pela primeira vez em séculos, voltarão para perto das pessoas. A diferença é que agora a tecnologia, desenvolvida por uma parte da humanidade que luta para que o conhecimento e inovações sejam irrestritos, liberará as pessoas da necessidade trabalho.
  • Guilherme  01/10/2013 19:30
    "A popularização de impressoras 3D possibilitará que qualquer um construa uma casa ou uma cidade inteira de novos materiais"

    Ou seja, se eu apertar um botão, não apenas surge uma mansão à minha frente, como ainda posso fazer uma duplicata da reviera francesa, colocar meu iate ancorado nela e sediar minha mansão em Mônaco. Tudo com uma impressora.

    Pra mim já deu.
  • Blah  01/10/2013 19:47
    Ou seja, se eu apertar um botão, não apenas surge uma mansão à minha frente, como ainda posso fazer uma duplicata da reviera francesa, colocar meu iate ancorado nela e sediar minha mansão em Mônaco. Tudo com uma impressora.

    Pra mim já deu.


    O legal é que ela fala sobre open-source como se não houvesse nenhuma empresa envolvida. Se ela procurar "who writes Linux" no Google e descobrir que 80% do trabalho vem de empresas, ela tem um chilique :)
  • Marilia  01/10/2013 20:00
    Presta atenção, querido.

    As coisas começaram a mudar já por essas iniciativas, mas estamos longe do estágio final. Se esse novo tipo de economia surgir, a automatização tende a ser crescente. Nada impede que, daqui a muito tempo, alguém programe o seu iate, e a sua impressora utilize teu estoque de grafeno e construa em 100 dias.

    Só que não. Essa tecnologia deve servir a todos, e administrar os recursos eficientemente, sem desperdícios. Portanto, é totalmente ineficiente construir um iate para cada habitante do planeta. Ao invés disso, por que não construir alguns iates que possam ser usados por qualquer pessoa?
  • anônimo  02/10/2013 16:41
    'Só que não. Essa tecnologia deve servir a todos, e administrar os recursos eficientemente, sem desperdícios. Portanto, é totalmente ineficiente construir um iate para cada habitante do planeta. Ao invés disso, por que não construir alguns iates que possam ser usados por qualquer pessoa?'

    Você quer realmente saber porque não imprimir iates coletivos? Todo mundo já respondeu mil vezes, não tem como fazer o cálculo econômico pra isso. Vocês ACHAM que tem porque vocês jamais tiveram que lidar com o problema real, vocês só vivem no mundo da imaginação, achando que tudo é fácil, sem contato real com um problema que já foi provado desde os anos trinta que é impossível de se resolver.
    Na hora de falar qualquer história é a coisa mais linda do mundo.Note que esse existem várias perguntas sem resposta e esse pessoal sabe e ficam fugindo do assunto o tempo todo.Por exemplo, o young turk fica perguntando 'mas QUEM vai ser a polícia?' e o Peter Joseph só responde: 'a razão'...como é? Dê uma resposta clara, for God's sake. Não dá pra levar isso à sério.

  • Blah  01/10/2013 17:10
    Tirando o aspecto econômico, seria possível, sim, fornecer comida, casa, água e energia para todo mundo em uns três anos no máximo. Independente do livre-mercado. Porque a escassez e o consequente marginalismo não são verdades absolutas.

    Eu estava prestes a dar uma resposta detalhada ao seu comentário, mas depois de você achar que a escassez pode ser resolvida com robôs (que brotarão do chão), nem tenho mais o que dizer. Olha, eu trabalho com computação, e cada vez que vejo as pessoas achando que os robôs são a solução para o capitalismo, fico impressionado com a falta de noção. Empresas gastam milhões nesse tipo de coisa e os grandes gênios imaginam que tudo está sendo feito por crowdfunding e o diabo a quatro. Viva o socioconstrutivismo, ensinando as pessoas a criticarem o mundo antes de compreendê-lo!
  • Marilia  01/10/2013 19:30
    Empresas só gastam quando têm possibilidade de lucro.

    Existem, desde 2005, vários projetos colaborativos, de código aberto, que estão dando uma solução para o problema. Robôs domésticos poderão fazer o trabalho que for desenhado por um software, e haverá um repositório de software para praticamente qualquer coisa ser desenhada. E o custo destes robôs seria apenas o custo dos seus materiais.

    E por fim, está nascendo um projeto colaborativo, nesse ano, que possibilitará a impressão em silício de circuitos integrados, ao mesmo tempo que outro projeto de software livre já está desenhando, do zero, sistemas computacionais.
  • anônimo  02/10/2013 16:44
    'Empresas só gastam quando têm possibilidade de lucro.'

    E daí? Se uma empresa não tem lucro é porque ninguém precisa daquilo.Se ninguém quisesse usar Linux esse pessoal que fica trabalhando nele também não iria mais poder viver de esmolas, mais cedo ou mais tarde eles iriam trabalhar com outra coisa. Não entendi qual o problema e mais importante ainda, não entendi qual o problema em ter empresas trabalhando pra fazer coisas úteis pros outros.
  • anônimo  02/10/2013 17:51
    Marília, o lucro nada mais é do que um sinal, ele sinaliza o quanto as pessoas valorizam determinado produto. Demonizar o lucro é atestar total desconhecimento de economia.
  • Juno  02/10/2013 23:30
    Talvez lendo esse artigo você finalmente entenda o que os lucros representam, Marília:
    A função social e moral dos lucros
  • anônimo  01/10/2013 20:51
    O projeto vênus/zeitgeist já tem gente demais, tem dinheiro de doações, tem suas impressoras mágicas, porque eles não estão fazendo isso tudo AGORA? O que eles estão esperando?
    Isso tudo é conversa pra boi dormir.
    Uma vez conversando com um venusiano ele disse que pra isso funcionar vai ter que ter a participação de toda a humanidade, porque é um projeto pós crise.Um projeto para depois que o desemprego tecnológico fizer 60, 70% da humanidade desempregados.
    Eu acho que ele vai ter que esperar sentado.
  • Fellipe  02/10/2013 14:41
    Marilia,

    Seu discurso é tão cheio de clichês e utopias, desinformação em geral, que não sei nem por onde começar....acho que teria que te indicar tantos artigos que não caberiam nesgte comentário.

    Pra simplificar te sugeriria as dez liçoes de economia pra iniciantes do Prof. Iorio (www.mises.org.br/Subject.aspx?id=45), o artigo de hoje do site, com a clareza de sempre do Mises (www.mises.org.br/Article.aspx?id=1701) e também os vídeos do Stephan Molineux refutando essa bizarrice do Zeitgeist (tem um deles linkado há alguns comentários acima).

    Leia quantos artigos deste site puder, abrirá sua cabeça.

    Abs,
  • Rodrigo D.  02/10/2013 14:53
    Você pode substituir as mãos humanas. Mas nunca substituirá o cérebro. E ele que produz.
  • João  03/10/2013 00:13
    A diferença entre o povo pobre e o povo rico é simplesmente a disciplina e a honestidade.
  • Mauro Etrusco  03/10/2013 01:35
    Não é verdade. Há países formados por cidadãos disciplinados e honestos, mas que são pobres. E há países cujos cidadãos não são nenhum exemplo de disciplina e honestidade, mas não obstante são países ricos. Espanha, França e Itália são bons exemplos.
  • anônimo  16/01/2014 11:55
    Se o cara é disciplinado e honesto mais cedo ou mais tarde vai ter economizado o suficiente, logo pode até não ficar rico mas pobre ele não é mais.
    E Espanha e França são ricos? Melhor vc se atualizar hein
  • anônimo  16/01/2014 14:47
    Se o governo rouba 40% de tudo o que você produz, fica complicado acumular riqueza, mesmo sendo disciplinado e honesto. E junte a este arranjo a inflação, e pronto, não adianta ser disciplinado. Sobrou ser honesto, mas isto não dá garantia nenhuma de sucesso neste arranjo.
  • Nyc  16/01/2014 08:57
    Concordo plenamente com o texto até a parte que começa a esculachar o socialismo:
    o país mais desenvolvido do mundo é a Noruega, socialista,
    outros exemplos notáveis são Suécia e Dinamarca,
    de fato quem tem mais máquinas pode trabalhar menos e descansar mais, mas tanto o socialismo quanto o capitalismo podem dar certo desde que bem administrados
  • Leandro  16/01/2014 11:09
    Socialistas?! De onde você tirou que as economias escandinavas são socialistas?

    As economias escandinavas são bastante livres e desregulamentadas. Com exceção do Imposto de Renda de Pessoa Física, todos os outros impostos possuem alíquotas mais baixas que as brasileiras.

    Nas economias escandinavas, você demora no máximo 6 dias para abrir um negócio (contra mais de 130 no Brasil); as tarifas de importação estão na casa de 1,3%, na média (7,9% no Brasil); o imposto de renda de pessoa jurídica é de 25% (34% no Brasil); o investimento estrangeiro é liberado (no Brasil, é cheio de restrições); os direitos de propriedade são absolutos (no Brasil, grupos terroristas invadem fazendas e a justiça os convida para um cafezinho); e, horror dos horrores, o mercado de trabalho é extremamente desregulamentado. Não apenas pode-se contratar sem burocracias, como também é possível demitir sem qualquer justificativa e sem qualquer custo. E tudo com o apoio dos sindicatos, pois eles sabem que tal política reduz o desemprego. Estrovengas como a CLT (inventada por Mussolini e rapidamente copiada por Getulio Vargas) nunca seriam levadas a sério por ali.
  • Anônimo  16/01/2014 22:55
    Um exemplo: O índice percentual gasto com educação no Brasil é maior que países como Inglaterra. Então, algo está errado.
  • Renato  11/02/2015 13:28
    Leandro,

    Ótimo artigo. Para não economistas, as informações do site realmente esclarecem muita coisa.

    Fiquei com uma dúvida no parágrafo abaixo:

    Os proprietários dos bens de capital de uma economia são os capitalistas. Se o partido que está no poder for seguidor de uma ideologia socialista que defenda a expropriação dos capitalistas e a subsequente entrega de seus bens de capital para os trabalhadores, o que ocorrerá caso esta política seja implantada é que estes trabalhadores irão apenas consumir este capital, pois tal consumo fará com que seu padrão de vida aumente momentaneamente. A consequência? Tendo consumido o capital, todas as etapas intermediárias dos processos produtivos serão extintas. A estrutura de produção da economia será dramaticamente reduzida. A produtividade despencará. Todos estarão condenados à pobreza.

    Entendi o raciocínio, mas pensando de forma que muitos pobres ainda tem demanda reprimida (por alimentos, por exemplo), não seria a a taxação de mais ricos uma medida que pelo menos suprisse as necessidades básicas?

    Da mesma forma, para que o argumento de meritocracia seja válido para todos, não teríamos que ter um mínimo de educação e necessidades básicas para todos.

    Obrigado,

    Renato.
  • Leandro  11/02/2015 14:08
    "Entendi o raciocínio, mas pensando de forma que muitos pobres ainda tem demanda reprimida (por alimentos, por exemplo), não seria a a taxação de mais ricos uma medida que pelo menos suprisse as necessidades básicas?"

    No curto prazo, sim. Qualquer política de confisco e redistribuição consegue alcançar seus objetivos de curto prazo. A questão é como fazer a mágica de mantê-las no longo prazo.

    Se você tem o objetivo de dar comida a quem não tem, então uma simples tomada de todos os restaurantes do país irá propiciar comida aos famintos naquele dia. O difícil será ter essa mesma comida já no dia seguinte...

    Esse mesmo raciocínio se aplica a essas políticas de tributação.

    No mundo real, só é possível confiscar a riqueza que já existe em um dado momento. Não é possível confiscar a riqueza futura; e é menos provável que essa riqueza futura seja produzida quando as pessoas se derem conta de que ela também será confiscada.

    Os agricultores da União Soviética, tão logo perceberam que o governo iria confiscar uma grande parte da colheita futura, simplesmente reduziram a quantidade de tempo e esforço investidos no cultivo de suas plantações. Eles passaram a abater e a comer animais ainda jovens, os quais, em circunstâncias normais, seriam mantidos e alimentados até se tornarem prontos para a venda.

    As políticas confiscatórias de Fidel Castro fizeram com que vários cubanos bem-sucedidos fugissem para a Flórida, vários deles deixando grande parte da sua riqueza física para trás. Mesmo refugiados e completamente destituídos, eles cresceram e voltaram a prosperar na Flórida, tornando-se uma das comunidades mais ricas daquele estado. Já a riqueza que eles deixaram para trás em Cuba não impediu que as pessoas de lá se tornassem indigentes no governo de Fidel. A riqueza duradoura que os refugiados levaram consigo era o seu capital humano. A riqueza material que ficou para trás foi consumida e não foi replicada.

    No Brasil, uma rodada de Bolsa-Família inicialmente ajuda muita gente. Mas os efeitos passam. Aí, é necessária uma nova rodada. Isso ajuda de novo, mas os efeitos novamente passam. E aí serão necessárias rodadas contínuas e cada vez maiores apenas para manter os resultados iniciais. Até que chegará um momento em que essa ciranda perde todo o efeito -- como mostrou o IBGE ano passado, a miséria voltou a subir no Brasil

    Ou seja, há sim efeitos aparentemente benéficos. Mas apenas no curto prazo. Chega um momento em que a destruição do capital se torna maior do que os eventuais benefícios de curto prazo observados pela redistribuição deste capital. O sistema é insustentável no longo prazo.

    "Da mesma forma, para que o argumento de meritocracia seja válido para todos, não teríamos que ter um mínimo de educação e necessidades básicas para todos."

    Ninguém discorda da necessidade de educação e da satisfação das necessidades básicas. A questão é como fazer isso. No Brasil, essas duas áreas são estatizadas. E o resultado é absolutamente tenebroso.
  • Renato  11/02/2015 15:03
    Ok, obrigado.

    Com relação a privatização e desregulamentação no setor de petróleo, o governo arrecadaria menos com royalties do que arrecada atualmente, correto? Tem algum artigo específico sobre esse assunto?

  • Leandro  11/02/2015 15:16
  • Matias  11/02/2015 16:54
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1717

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=651

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1837

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=775
  • Renato  11/02/2015 16:20
    Companheiros,

    Onde encontro artigos sobre cálculo económico?

    Obrigado
  • Rita  17/03/2015 18:09
    O triste é viver em um país no qual se prega a demonização do capitalismo e o "perigo" de se abrir a economia. Não precebem que é da livre iniciativa que vem toda a fonte de lucro e renda e governo não presta como agente econômico.
  • Wesley  09/04/2015 06:45
    A questão não é essa. É tudo um jogo de interesses. Se abrir a economia vai acabar com os cartéis e com os empregos inprodutivos. Como os empresários cartelistas e os sindicatos são poderosos, não se pode abrir a economia e vão usar a propaganda para manter seus benefícios. Além do mais, demonizar o capitalismo e elogiar o governo aumenta a burocracia estatal e cria-se novos funcionários públicos com estabilidade financeira, o atual desejo dos brasileiros. Como se quebra um arranjo desses?
  • Lacroix Leouville  01/02/2016 16:32
    Abrir a economia significa eliminar os improdutivos. Ou seja, haveria uma varredura nas instituições públicas, principalmente nos cargos comissionados, que são a maioria absoluta delas.
    Só que os comissionados estão no cargo por causa de favores políticos durante as eleições. Tudo politicagem !
  • die Neue Welt  02/05/2015 18:20
    Acredito que os índios são ricos em sua natureza e cultura, e que o nosso pensamento sobre pobreza e riqueza (com resultado nulo, quando junta-se tudo) é uma estapafúrdia. E enquanto pensamos em ganhar mais e mais dinheiro, a cultura do povo, a desinformação exacerbada (por culpa do governo), e as riquezas da terra (nomeados commodities) continuam escorrendo pelos nossos dedos rumo ao exterior, com cotações desenhados a nada.

    O que reanima a economia? Empréstimos, juros! E quem paga não é quem sai ganhando.
  • opinador  01/02/2016 17:43
    Riqueza geralmente é retratada pela economia austriaca como a disponibilidade de bens e serviços.

    Isso geralmente está associado ao nível tecnologico aliado ao bem estar e qualidade de vida.

    Neste contexto podemos afirmar que os indios são pobres sim.

    O que você se refere talvez é ao nivel de felicidade. Isso é relativo.

    Mas as facilidades modernas trazem uma maior probabilidade de felicidade.

    Não quer dizer que seja primordial.














  • alan garcia  01/02/2016 11:35
    uma curiosidade , se o Crusoé pobre cria uma consciência trabalhando para o Crusoé rico e começa a poupar , investir , e tudo mais....
    o Crusoé rico vai deixar isso acontecer não criando nenhum impedimento ? ou vai se sentir ameaçado por outra pessoa crescendo na sua área , sabendo que não ficaria pobre , mas acabaria por dividir seus lucros com o Crusoé pobre ? Então usaria de influencia e poder aquisitivo pra impedir esse avanço .

    é assim que acho que funciona , umas famílias chegam primeiro , tomam conta de tudo , e não deixa ninguém mais crescer ! Essa ideia de que todo mundo consegue é mentira , em quanto não houver uma reforma de consciência só vai ter o Crusoé explorador filhinho de papai , e o Crusoé capachão , e o Crusoé pobre
  • Ollanta Humala  01/02/2016 12:07
    Bocejos...

    Não entendi absolutamente nada de sua (pessimamente escrita) teoria. Por favor, dê algum exemplo prático -- citando fatos comprovados -- para que eu possa ao menos entender o que você tentou dizer.
  • Lacroix Leouville  01/02/2016 16:26
    Difícil de entender tua escrita. Entendi e discordo do que você disso. Vou dar somente 2 exemplos de que você está errado: Flávio Augusto da Silva, bilionário, e Bel Pesce, milionária. Agora basta pesquisar.
  • Pedro  01/02/2016 15:00
    Suponha um homem liberal e dotado do conhecimento que só os sectários do site Mises conhecem. Um homem evoluído, que já boceja e sente tédio ao ler comentários que "não entende" de tão ridículos que são. Aquele homem que é um "exemplo a ser seguido". Esse homem enriquece tanto, mas tanto, que resolve comprar um território tão vasto quanto um estado da federação (por exemplo). Paga todas as indenizações aos moradores e compra todas as propriedades deles.

    Me responda, se o senhor conseguir entender minha pobre linguagem tosca de não iniciado, qual a diferença entre a situação descrita acima e uma monarquia?
  • Ollanta  01/02/2016 15:59
    "Esse homem enriquece tanto, mas tanto, que resolve comprar um território tão vasto quanto um estado da federação (por exemplo). Paga todas as indenizações aos moradores e compra todas as propriedades deles."

    Ou seja, o cidadão fez um acordo voluntário com todos os outros donos de propriedade privada, dando a eles o dinheiro que pediram em troca da terra.

    Até aí, ninguém se prejudicou com esta transação. Todos a firmaram voluntariamente, justamente porque esperam se beneficiar dela.

    Era só isso o que você queria saber?

    "Me responda, qual a diferença entre a situação descrita acima e uma monarquia?"

    Sei lá. A mim pouco importa o rótulo que algum desocupado vai querer dar a esse arranjo. O que me interessa realmente é saber se houve agressão a terceiros e à propriedade privada. Não houve? Então o arranjo foi ético e moral.


    P.S.: pedi um exemplo prático, substanciado por fatos comprovados. E a única coisa que você me entregou foi afetação de vitimismo e efusão de coitadismo.
  • alan garcia  01/02/2016 19:21
    desculpem minha má escrita , mas só quem saiu de baixo , não tem pais pra ajudar , e tem filhos , sabe o que acontece no "submundo" , essas historinhas são de quem nunca passou necessidade ou nunca teve que alugar ou financiar uma casa , e mesmo com nome limpo e renda aprovada não pode , porque não é ninguém na sociedade , esse cara ae que comprou o território vasto , ira dizer , que pagou a parte do moradores e ta com a consciência limpa , por sua vez , os moradores serão oprimidos ate venderem suas casas por preços que não concordam , acho que muita gente não conhece os dois mundos , então existem esses tais de Flávio Augusto da Silva, bilionário, e Bel Pesce, milionária , que são uns em um milhão que acertam em alguma coisa e os usam como mártires pra falar que você consegue chegar lá com salario minimo e impostos absurdos , desculpem , mas conheço pessoas dos dois mundos , e teorias não vai mudar nada ,a não ser que você se torne um sacana explorador como todos , esqueça de seus filhos e amigos , estamos sobre controles mundial , e lá em cima não tem lugar pra pessoas do bem !!!



    ps : me desculpem gente , talvez esse site não seja lugar pra pessoas como eu , mas eu queria saber como pessoas como vocês pensam !!
  • Lacroix Leouville  22/02/2016 23:21
    Eu não sou de família rica mas penso como um empreendedor. Penso alto. Para eu chegar lá é questão de tempo!
    De facto concordo um pouco com você quando diz de rico explorador. Isso é verdade, existe muito e minha irmã passou por isso.
    Porém, não é uns dentre milhões não. Estatísticas dizem que nascem 50 mil milionários por dia no Brasil, pouco né? Aí tem a questão da mentalidade: o bom não é ser rico, mas manter-se rico. Muitos depois de rico perdem tudo (como foi o caso do meu vô e do meu pai, há dezenas de anos)...
    Tem outro nomes também: o carinha do Jovens Falção (pobretão), o Érico Rocha (não era pobretão, mas fez fortunas quase que do zero...) Peter Tiel, Elon Musk, o carinha do Alibaba...

  • Daniel Democrata-Cristao  02/02/2017 17:34
    "...Acrescente-se a isso um arranjo democrático, e o estrago tende a ser irreversível".
    Diga isso aos iranianos e pergunte se eles gostam tanto da intervência dos aiatolás nas vidas deles. Com certeza o arranjo democrático vence. Não esperava isso do IMB, defendendo por tabela vários tiranos, viva Gadhafi, viva os Saud!
  • Ricardo Galvagni  02/02/2017 19:24
    "Se você é contra a democracia, você é a favor de ditaduras."

    E o Daniel, involuntariamente, comprovou que a lista de clichês retóricos elencados por este texto realmente é verdadeira!

    Sim, Daniel, a democracia é um lixo. A democracia é o arranjo que, por definição, coloca a propriedade alheia à total disposição de uma pequena minoria.

    Artigos para você:

    Como a democracia destrói riqueza e liberdade

    A tragédia social gerada pela democracia

    Sociopatia e ausência de caráter - características fundamentais para se ter sucesso na democracia

    A democracia, os políticos e o retrocesso da civilização

    Democracia - o deus que falhou

    A democracia estimula o pior tipo de competição

    E se eu lhe disser que a democracia é uma fraude?


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