O que é realmente o socialismo e qual o seu maior problema


Sim, vivemos sob o socialismo
Não há nada mais prático do que uma boa teoria. 

Por isso, proponho-me a explicar em termos teóricos o que é o socialismo e por que ele não apenas é um erro intelectual, como também é uma impossibilidade científica.  Mostrarei por que ele se desmoronou — ao menos o socialismo real — e por que o socialismo que segue existindo na forma de intervencionismo econômico nos países ocidentais é o principal culpado pelas tensões e conflitos de que padece o mundo atual. 

Ainda estamos vivendo em um mundo essencialmente socialista, não obstante a queda do Muro de Berlim; e continuamos tolerando os efeitos que, segundo a teoria, são próprios da intervenção do estado sobre a vida social.

Para definir o socialismo, é necessário antes entendermos o conceito de "função empresarial".  Os teóricos da economia dizem que a função empresarial é uma capacidade inata do ser humano.  Não estamos nos referindo aqui ao empresário típico que leva adiante um empreendimento.  Estamos nos referindo, isso sim, à capacidade inata que todo ser humano tem de descobrir, criar, tomar conhecimento das oportunidades de lucro que surgem ao seu redor e atuar de modo a se aproveitar das mesmas. 

Com efeito, etimologicamente, a palavra 'empresário' evoca o descobridor, alguém que percebe algo e aproveita a oportunidade.  Em termos mais figurativos, seria a lâmpada que se acende.

A função empresarial é a mais essencial das capacidades do ser humano.  Essa capacidade de criar e de descobrir coisas é o que, por natureza, mais nos distingue dos animais.  Neste sentido geral, o ser humano, mais do que um homo sapiens é um homo empresario

Quem seria, portanto, um empresário?  Não se trata apenas de Henry Ford ou de Bill Gates, que sem dúvida alguma são grandes empresários no âmbito comercial e econômico.  Um empresário é toda e qualquer pessoa que tenha uma visão criativa, uma visão revolucionária.  Madre Teresa de Calcutá, por exemplo.  Sua missão era ajudar aos mais necessitados, e ela buscava fazer isso de forma criativa, unindo voluntários e canalizando os desejos de todos para o seu objetivo.  Por isso, Teresa de Calcutá foi um exemplo paradigmático de empresário.

Portanto, entendamos a função empresarial como sendo a mais íntima característica de nossa natureza como seres humanos, a característica que explica o surgimento da sociedade e o seu desenvolvimento como uma extremamente complicada rede de interações.  A sociedade é formada por inúmeras relações de interação e troca entre indivíduos, relações estas que são empreendidas porque, de alguma forma, imaginamos que estaremos melhor após elas.  Todas estas relações são impulsionadas por nosso espírito empresarial.

Todo ato empresarial produz uma sequência de três etapas.

A primeira consiste na criação da informação: quando um empresário descobre ou cria uma ideia nova; quando ele gera em sua mente uma informação que antes não existia. 

Para colocar essa descoberta em prática, ele parte para a segunda etapa, que é quando ele combina recursos para satisfazer necessidades.  Se, de um lado, ele percebe que há um recurso barato e mal aproveitado, e, do outro, ele descobre que há demandas que podem ser satisfeitas com este recurso, ele irá atuar de modo a coordenar este "desarranjo". Ele irá comprar barato o recurso, utilizá-lo, transformá-lo, e vendê-lo a um preço maior, satisfazendo assim a demanda que ele havia percebido. 

Desta forma, a informação é transmitida a todos, o que nos leva à terceira e última etapa, que é quando os agentes econômicos, atuando de maneira descoordenada, observam, aprendem e descobrem que devem conservar e economizar melhor um determinado recurso porque alguém o está demandando. 

Estes são os três planos que completam a sequência: criação de informação, transmissão de informação e, o mais importante, o efeito de coordenação gerado pelas duas etapas anteriores. 

Desde o momento em que acordamos e nos levantamos da cama até o momento em que voltamos a dormir, disciplinamos nosso comportamento em função das mais distintas necessidades, em função das necessidades de pessoas que nem sequer conhecemos; e fazemos isso por iniciativa própria porque, seguindo nosso próprio interesse empresarial, sabemos que assim saímos ganhando.  É importante entendermos tudo isso porque, em contraste, vejamos agora o que é o socialismo.

O socialismo deve ser definido como sendo "todo e qualquer sistema de agressão institucional e sistemática contra o livre exercício da função empresarial".  O socialismo consiste em um sistema de intervenção que se impõe pela força, utilizando todos os meios coercitivos do estado. 

O socialismo poderá apresentar determinados objetivos como sendo bons, mas terá de impor estes objetivos supostamente bons por meio de intervenções coercivas que provocarão distúrbios neste processo de cooperação social protagonizado pelos empresários.  Sendo assim — e essa é sua principal característica —, o socialismo funciona por meio da coerção.  Esta definição é muito importante porque os socialistas sempre querem ocultar sua face coerciva, a qual é a essência mais distintiva de seu sistema.

A coerção consiste em utilizar a violência para obrigar alguém a fazer algo.  De um lado temos a coerção do criminoso de rua que assalta um indivíduo qualquer; de outro temos a coerção do estado, que é a coerção que caracteriza o socialismo.  Quando a coerção é aleatória, não sistemática, o mercado tem, na medida do possível, seus próprios mecanismos para definir direitos de propriedade e defender-se da criminalidade. 

Porém, se a coerção é sistemática e advém institucionalmente de um estado que detém todos os instrumentos do poder, a possibilidade de nos defendermos destes instrumentos e evitá-los é muito reduzida.  É neste ponto que o socialismo manifesta sua realidade em toda a sua crueza.

O socialismo não deve ser definido unicamente em termos de propriedade pública ou privada dos meios de produção.  Isso é um arcaísmo.  A essência do socialismo é a coerção, a coerção institucional oriunda do estado, por meio da qual se pretende que um órgão planejador se encarregue de todas as tarefas supostamente necessárias para se coordenar toda uma sociedade. 

A responsabilidade é retirada à força dos indivíduos — que são naturalmente os únicos responsáveis por sua função empresarial, e que almejam seus objetivos e querem alcançá-los utilizando os meios mais adequados para tal — e repassada a um órgão planejador que, "lá de cima", pretende impor por meio da coerção sua visão específica de mundo e seus objetivos particulares. 

[N. do E.: no Brasil, pense nas agências reguladoras que cartelizam todo o mercado e impedem a livre iniciativa e a livre concorrência, em todos os ministérios que impõem a agenda de seus integrantes sobre toda a população brasileira, em toda a burocracia que atrapalha o empreendedorismo dos pequenos, e em toda a carga tributária que impede o surgimento de novas empresas].

Nesta definição de socialismo, vale enfatizar que é irrelevante se este órgão planejador foi ou não eleito democraticamente.  O teorema da impossibilidade do socialismo se mantém intacto, sem nenhuma modificação, independentemente de ser democrática ou não a origem do órgão planejador que quer impor à força a coordenação de toda a sociedade.

Definido o socialismo desta maneira, expliquemos então por que ele é um erro intelectual. 

O socialismo é um erro intelectual porque é impossível que o órgão planejador encarregado de exercer a coerção para coordenar a sociedade obtenha todas as informações de que necessita para fornecer um conteúdo coordenador às suas ordens.  Este é o grande paradoxo do socialismo, e o seu maior problema.  O planejador da economia necessita receber um fluxo ininterrupto e crescente de informação, de conhecimento e de dados para que seu impacto coercivo — a organização da sociedade — tenha algum êxito. 

Mas é obviamente impossível uma mente ou mesmo várias mentes obterem e processarem todas as informações que estão dispersas na economia.  As interações diárias entre milhões de indivíduos produzem uma multiplicidade de informações que são impossíveis de serem apreendidas e processadas por apenas um seleto grupo de seres humanos.

Os teóricos da Escola Austríaca de Economia, Mises e Hayek, elaboraram quatro argumentos básicos no debate que mantiveram durante a primeira metade do século XX contra os teóricos da economia neoclássica, os quais nunca foram capazes de entender o problema inerente ao socialismo.

E por que não foram capazes de entendê-lo?  Pelo seguinte motivo: eles acreditavam que a economia funcionava exatamente como nos livros-textos de faculdade.  Mas o que os livros-textos ensinam em relação ao funcionamento da economia de mercado é radicalmente falso e fictício.  Tais manuais baseiam suas explicações sobre o mercado em termos matemáticos que supõem um ajuste perfeito.  É como se o mercado fosse uma espécie de computador que ajusta de maneira automática e perfeita os desejos dos consumidores à ação dos produtores.  O modelo ideal dos manuais é o da concorrência perfeita, descrito pelo sistema de equações simultâneas de Walras. 

Quando era universitário, minha primeira aula de economia foi com um professor que começou sua explanação com a seguinte e espantosa frase: "Suponhamos que todas as informações sejam conhecidas".  E logo em seguida ele se pôs a encher o quadro-negro com funções, curvas e fórmulas.  Esta é exatamente a hipótese da qual partem os neoclássicos: todas as informações são conhecidas e nada se altera; tudo é estático.  Mas esta hipótese é radicalmente irreal.  Ela vai contra a característica mais típica do mercado: a informação nunca é conhecida por todos; ela está dispersa pela economia.  Ela não é um dado constante que está ali para ser consultado a qualquer momento.  O conhecimento dos dados surge continuamente em decorrência da atividade criativa dos empresários: novos fins são almejados, novos meios são criados e utilizados.  Logo, qualquer teoria econômica construída a partir deste pressuposto irreal está fatalmente errada.

Os economistas neoclássicos pensaram que o socialismo era possível porque supuseram que todos os dados necessários para elaborar o sistema de equações simultâneas de Walras e encontrar sua solução eram "conhecidos".  Não foram capazes de apreciar o que ocorria neste mundo que tinham de investigar cientificamente; por conseguinte, não conseguiram entender o que realmente se passava.

Somente a Escola Austríaca seguiu um paradigma distinto.  Ela nunca supôs que as informações já estavam dadas e eram conhecidas por todos.  Ela sempre considerou que o processo econômico era impulsionado por empresários que continuamente incorrem em transações e descobrem novas informações.  Somente ela foi capaz de entender e explicar que o socialismo era um erro intelectual.  Ela desenvolveu seu argumento utilizando quatro enunciados: dois podem ser considerados "estáticos" e os outros dois podem ser considerados "dinâmicos".

Em primeiro lugar, a Escola Austríaca afirma, como já dito, ser impossível o órgão planejador coletar e utilizar corretamente todas as informações de que necessita para imprimir um conteúdo coordenador às suas ordens.  O volume de informações que os seres humanos manejam e com as quais lidam diariamente é imenso, de modo que é impossível gerir o que sete bilhões de seres humanos têm na cabeça.  Embora os neoclássicos não tenham sequer conseguido entender este argumento, ele é o mais fraco e o menos importante.  Ao fim e ao cabo, nos dias de hoje, com toda a capacidade informática existente, é um pouco mais fácil lidar com volumes imensos de informação.

O segundo argumento é muito mais profundo e contundente.  A informação com que lida o mercado não é objetiva; não é como a informação que se encontra impressa em um catálogo.  A informação empresarial possui uma natureza radicalmente distinta; ela é uma informação subjetiva, e não objetiva.  Ela é tácita, por assim dizer.  Ela é do tipo "sabemos algo, temos a técnica, a prática e o conhecimento, mas não sabemos no que tudo isso consiste detalhadamente." 

Explicando de outra forma: é como a informação necessária para andar de bicicleta.  É como se alguém quisesse aprender a andar de bicicleta estudando as fórmulas físicas e matemáticas que expressam o equilíbrio que mantém o ciclista enquanto ele pedala.  O conhecimento necessário para saber andar de bicicleta não é adquirido desta forma, mas sim mediante um processo prático de aprendizagem, normalmente bem acidentado, que finalmente permite entender como se equilibra sobre uma bicicleta, além de detalhes fundamentais, como o de que, ao fazermos as curvas, temos de nos inclinar para não cairmos.  É bem provável que Miguel Indurain desconheça os detalhes das leis da física que o permitiram vencer o Tour de France por cinco anos consecutivos, mas ele indubitavelmente possui o conhecimento de como se anda em uma bicicleta.

A informação implícita não pode ser moldada de maneira formalizada e objetiva; tampouco pode ser transmitida corretamente a um órgão planejador.  Só é possível transmitir a um órgão planejador — de modo que este assimile e imponha uma coerção, dando um conteúdo coordenador às suas ordens — uma informação unívoca que não dê brechas a mal entendidos.  Porém, a esmagadora maioria das informações das quais dependemos para sermos bem-sucedidos em nossas vidas não é objetiva; não é informação de catálogo.  É informação subjetiva e tácita.

Mas estes dois argumentos — que as informações são extremamente volumosas e que possuem um caráter subjetivo — não bastam.  Existem outros dois, de caráter dinâmico, que são ainda mais contundentes e cuja implicação inevitável é a impossibilidade do socialismo.

Nós seres humanos somos dotados de uma inata capacidade criativa.  Continuamente descobrimos coisas "novas", almejamos objetivos "novos", e escolhemos meios "novos" para alcançá-los.  É impossível transmitir a um órgão planejador a informação ou o conhecimento que ainda não foi "criado" pelos empresários.  O órgão planejador pode se empenhar o quanto quiser em construir um "nirvana social" por meio de uma publicação diária de decretos e da imposição da força.  Mas, para fazer isso — ou seja, para se alcançar o "nirvana social" — ele tem de saber exatamente o que ocorrerá amanhã.  E o que vai ocorrer amanhã dependerá de uma informação empresarial que ainda não foi criada hoje, e que não pode ser transmitida ainda hoje para que nossos governantes nos coordenem eficientemente amanhã.  Este é o paradoxo do socialismo, a terceira razão.

Mas isso ainda não é tudo.  Existe um quarto argumento que é definitivo.  A própria natureza do socialismo — que, como dito, se baseia na coerção, no impacto coercivo sobre o corpo social ou a sociedade civil — bloqueia, dificulta ou impossibilita a criação empresarial de informação, que é precisamente aquilo de que necessita o governante para dar um conteúdo coordenador às suas ordens.

Esta é a demonstração em termos científicos do motivo de o socialismo ser teoricamente impossível.  É impossível o órgão planejador socialista coletar, apreender e colocar em prática todas as informações de que necessita para imprimir um conteúdo coordenador aos seus decretos.  Esta é uma análise puramente objetiva e científica. 

Não é necessário pensar que o problema do socialismo está no fato de que "aqueles que estão no comando são maus".  Nem mesmo anjos, santos ou seres humanos genuinamente bondosos, com as melhores intenções e com os melhores conhecimentos, poderiam organizar uma sociedade de acordo com o esquema coercivo socialista.  Ela seria convertida em um inferno, já que, dada a natureza do ser humano, é impossível alcançar o objetivo ou o ideal socialista.

Todas estas características do socialismo têm consequências que podemos identificar em nossa realidade cotidiana.  A primeira é seu poder de encanto.  Em nossa natureza mais íntima, sempre encontramos o risco de ceder ao socialismo porque seu ideal nos tenta, porque o ser humano sempre tende a se rebelar contra sua natureza.  Viver em um mundo cujo futuro é incerto é algo que nos inquieta, e a possibilidade de controlar este futuro, de erradicar a incerteza, nos atrai.

Em seu livro A Arrogância Fatal, Hayek diz que, na realidade, o socialismo é a manifestação social, política e econômica do pecado original do ser humano, que é a arrogância.  O ser humano sempre teve o devaneio de querer ser Deus — isto é, onisciente.  Por isso, sempre, geração após geração, temos de estar em guarda contra o socialismo, continuamente vigilantes, e entender o fato de que nossa natureza é criativa, do tipo empresarial. 

O socialismo não é uma simples questão de siglas, abreviações, sindicatos ou partidos políticos em determinados contextos históricos.  O socialismo é uma ideia que está e sempre estará se infiltrando de maneira insidiosa em famílias, comunidades, bairros, igrejas, empresas, movimentos, partidos políticos de todas as ideologias etc.  É necessário lutar continuamente contra a tentação do estatismo porque ele representa o perigo mais original que há dentro dos seres humanos, nossa maior tentação: crer que somos Deus. 

O socialista acredita ser genuinamente capaz de superar o problema da impossibilidade da coleta, da apreensão e da utilização de informações dispersas, problema esse que desacredita totalmente a essência do sistema que ele defende.  Por isso, o socialismo sempre decorre do pecado da soberba intelectual.  Por trás de todo socialista há um arrogante, um intelectual soberbo.  E isso é algo fácil de constatarmos ao nosso redor.

O socialismo não é somente um erro intelectual.  É também uma força verdadeiramente antissocial, pois sua mais íntima característica consiste em violentar, em maior ou menor escala, a liberdade empresarial dos seres humanos em seu sentido criativo e coordenador.  E, como é exatamente isso o que distingue os seres humanos dos outros seres vivos, o socialismo é um sistema social antinatural, contrário a tudo o que o ser humano é e aspira a ser.


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SOBRE O AUTOR

Jesús Huerta de Soto
, professor de economia da Universidade Rey Juan Carlos, em Madri, é o principal economista austríaco da Espanha. Autor, tradutor, editor e professor, ele também é um dos mais ativos embaixadores do capitalismo libertário ao redor do mundo. Ele é o autor de A Escola Austríaca: Mercado e Criatividade Empresarial, Socialismo, cálculo econômico e função empresarial e da monumental obra Moeda, Crédito Bancário e Ciclos Econômicos.



"ajustar as atividades produtivas de acordo com as mais urgentes demandas dos consumidores não pode ser redução de salário?"

Não. Ajustar as atividades produtivas de acordo com as mais urgentes demandas dos consumidores significa produzir e vender exatamente aquilo que o consumidor quer. Se o empreendedor vai pagar salário astronômico ou mínimo para a mão-de-obra, isso é totalmente irrelevante para o consumidor.

"o trabalho não é fator de produção (um dos)"

Sim.

"o trabalho é um recurso escasso?"

Mão-de-obra é, por definição, algo escasso. Por isso mesmo, sempre haverá mais demanda por mão-de-obra do que mão-de-obra efetivamente disponível.

Falta mão-de-obra para tanto emprego disponível.

Sendo assim, a taxa de desemprego sempre deveria ser zero e os salários dos empregados sempre tende ao aumento. E por que o desemprego não é zero?
Por causa disso.

"demanda pode ser "criada" pelo marketing?"

Desejo pode ser criado pelo marketing, não demanda. Demanda significa aquisição. Eu tenho desejo por uma mansão, por um helicóptero e por uma Ferrari, mas não tenho como demandá-los porque não tenho o poder aquisitivo para os três. E não há marketing que me faça demandar esses três itens. Resta-me apenas desejar.

"sobre o trabalho escravo, nem entrei no mérito e na discussão sobre quando havia mais lucro e riqueza. Mas, o trabalho escravo é um fato que ainda existe. Existe por interferência governamental ou porque tem muitos empresários gananciosos e que buscam o lucro a qualquer custo (humano inclusive)?"

Ué, ainda existe trabalho escravo? Não sabia. Ainda existem pessoas trabalhando sem salário, sob chicotadas, proibidas de pararem de trabalhar e proibidas de pedirem demissão? Não sabia. Manda aí um link, por favor.

Até onde sei, nenhum indivíduo sai escravizado de sua casa e é levado a contragosto para trabalhos compulsórios. Um indivíduo, por definição, encontra trabalho porque saiu à procura de trabalho. Sua intenção sempre é melhorar de vida. Ele faz isso porque quer; porque a situação atual (sem trabalho) não lhe é atraente. Se ele está disposto a "trabalhar muito" é porque ele acha que assim ficará em situação melhor do que aquela em que se encontrava até então.

A menos que você comprove que o indivíduo está sendo [u]obrigado[u] a trabalhar sob a ameaça de um chicote, sem a opção de sair do emprego quando quiser, tal escolha sempre será benéfica para ele.

E se ele se sujeita a condições que para nós parecem degradantes é porque, para ele, aquilo ainda é melhor do que a situação econômica em que ele se encontrava antes. Cabe a você provar que esse indivíduo foi seqüestrado, levado a um emprego e ali mantido em cativeiro, contra sua vontade, sendo proibido de parar de trabalhar. Caso isso não tenha acontecido, então a única conclusão empírica é que esse indivíduo ainda prefere seu atual trabalho (assalariado) ao desemprego.
Errado.

Na economia, conhecemos a causa de tudo, pois a ação humana, ao contrário do movimento das pedras, é motivada. Sendo assim, é possível construir a ciência econômica partindo de axiomas básicos -- como a existência incontestável da ação humana e as implicações lógicas da ação --, axiomas estes que são originalmente reconhecidos como verdadeiros.

Destes axiomas, podemos deduzir passo a passo várias leis que também são reconhecidas como incontestavelmente verdadeiras. E este conhecimento é absoluto, e não relativo, exatamente porque os axiomas originais já são conhecidos. Eis alguns exemplos:

• Sempre que duas pessoas, A e B, se envolvem em uma troca voluntária, ambas esperam se beneficiar desta troca. E elas devem ter ordens de preferência inversas para os bens e serviços trocados, de modo que A valoriza mais aquilo que ele recebe de B do que aquilo ele dá para B, e B avalia as mesmas coisas do modo contrário.

• Sempre que uma troca não é voluntária e ocorre em decorrência de uma coerção, uma parte se beneficia à custa da outra.

• Sempre que a oferta de um bem aumenta em uma unidade, contanto que cada unidade seja considerada idêntica em utilidade por uma pessoa, o valor imputado a esta unidade deve ser menor que o da unidade imediatamente anterior.

• Entre dois produtores, se A é mais eficiente do que B na produção de dois tipos de bens, eles ainda assim podem participar de uma divisão de trabalho mutuamente benéfica. Isto porque a produtividade física geral será maior se "A" se especializar na produção de um bem que ele possa produzir mais eficientemente, em vez de "A" e "B" produzirem ambos os bens autônoma e separadamente.

• Sempre que leis de salário mínimo forem impostas obrigando os salários a serem maiores do que os salários que vigorariam em um livre mercado, um desemprego involuntário será o resultado.

• Sempre que a quantidade de dinheiro na economia aumentar sem que a demanda por dinheiro também seja elevada, o poder de compra da moeda irá diminuir.

Por outro lado, não existem elementos simples ou "fatos da natureza" na ação humana; os eventos da história são fenômenos complexos, os quais não podem "testar" nada. Eles, por si sós, somente podem ser explicados se forem aplicadas várias teorias relevantes aos diferentes aspectos de um determinado "fato" complexo que está sendo analisado.

Por que a matemática é tão útil na física? Exatamente porque os próprios axiomas utilizados, bem como as leis deles deduzidas, são desconhecidos e, com efeito, sem significado. Seu significado é exclusivamente "operacional", uma vez que eles são significantes somente na medida em que podem explicar determinados fatos.

Por exemplo, a equação da lei da gravidade, por si só, não tem sentido nenhum; ela só adquire sentido quando nós humanos observamos determinados fatos que a lei pode explicar. Consequentemente, a matemática, que efetua operações dedutivas sobre símbolos por si só inexpressivos (sem significado), é perfeitamente apropriada para os métodos da física.

A ciência econômica, por outro lado, parte de um axioma que é conhecido e possui significado para todos nós: a ação humana. Dado que a ação humana, em si própria, possui significado (o que não quer dizer que ela sempre será avaliada como racional e correta), todas as leis deduzidas passo a passo da ação humana são significativas.

Esta é a resposta para aqueles críticos que exigiram que Mises utilizasse métodos da lógica matemática em vez da lógica verbal. Ora, se a lógica matemática tem de lidar com símbolos inexpressivos, então seu uso iria destituir a economia de todo o seu significado.

Por outro lado, a lógica verbal permite que toda e qualquer lei tenha sentido quando deduzida. As leis da economia já são conhecidas aprioristicamente como significativamente verdadeiras; elas não têm de recorrer a testes "operacionais" para adquirir significância. O máximo que a matemática pode fazer, portanto, é converter laboriosamente símbolos verbais em símbolos formais inexpressivos e, então, passo a passo, reconvertê-los em palavras.

www.mises.org.br/Article.aspx?id=1690
O melhor a fazer, no caso de dúvida, é perguntar a quem conseguiu sobreviver à Cuba, ou imigrou de certa forma. Conheci uma cubana que imigrou há alguns anos, formada em Teologia por lá. Ela contou, e parecia ter medo de falar ou vergonha, que muitos do que vivem em Cuba, necessitam dois empregos para conseguirem viver pelo menos dignamente. Como ela fazia. E quanto aos médicos tão bem falados na boca dos brasileiros, têm de ir de bicicleta para o trabalho e chegam com as mãos tremendo para realizar cirurgias.
O que me faz questionar como seria se o mundo todo fosse socialista e Cuba não tivesse sido isolada tantos anos pelo embargo econômico americano. E por esta mesma linha de pensamento me perguntou porque não olhamos para países como Zimbabwe. A solução não está na mudança drástica para o socialismo, mas em uma evolução gradual do capitalismo que minimize as diferenças tão abruptas que temos em nosso mundo. Será possível um hemisfério sul e norte com os mesmo índices de desenvolvimento humano ? Fico nessa dúvida.

Alguns fatos sobre Zimbabwe.
Desde 2000 encontra-se em uma profunda crise, além da hiperinflação, há um alto índice de desemprego, pobreza e uma crônica escassez de combustíveis, alimentos e moedas estrangeiras.

A hiperinflação vem destruindo a economia do país, arrasando com o sector produtivo. Uma medida governamental congelou os preços, causando desabastecimento, fortalecimento do mercado negro e prisão de comerciantes contrários à medida.[3]

Em Julho de 2007, foi lançada a cédula de 200 mil dólares zimbabweanos, que apesar do elevado valor de face, é capaz de comprar pouco mais do que um quilo de açúcar. No mercado paralelo, a moeda era cotada a 1 dólar americano.[2] Em maio de 2008, foi lançada a cédula de 500 milhões[4] e em julho do mesmo ano foram lançadas cédulas com valores a partir de 100 biliões de dólares zimbabweanos.

Houve uma reforma monetária que entrou em vigor em agosto deste mesmo ano, no entanto, a taxa inflacionária parece não ceder, havendo projeções de que haja a necessidade de nova reforma em breve.

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Pedro Lima  10/10/2012 07:18
    "Nirvana social". Hehehe
    Muito bom o artigo.
  • Dalton C. Rocha  10/10/2012 08:29
    Neste site: direitoeavesso-pepa.blogspot.com.br/2009/12/fernando-pessoa-catolicismo-e-comunismo.html o grande poeta português Fernando Pessoa define o comunismo nestes termos: "O comunismo não é um sistema: é um dogmatismo sem sistema - o dogmatismo informe da brutalidade e da dissolução. Se o que há de lixo moral e mental em todos os cérebros pudesse ser varrido e reunido, e com ele se formar uma figura gigantesca, tal seria a figura do comunismo, inimigo supremo da liberdade e da humanidade, como o é tudo quanto dorme nos baixos instintos que se escondem em cada um de nós.
    O comunismo não é uma doutrina porque é uma antidoutrina, ou uma contradoutrina. Tudo quanto o homem tem conquistado, até hoje, de espiritualidade moral e mental - isto é de civilização e de cultura -, tudo isso ele inverte para formar a doutrina que não tem"
  • Leandro Levlavi  10/10/2012 10:54
    "Em seu livro A Arrogância Fatal, Hayek diz que, na realidade, o socialismo é a manifestação social, política e econômica do pecado original do ser humano, que é a arrogância. O ser humano sempre teve o devaneio de querer ser Deus — isto é, onisciente."


    Exato. O Socialismo, Comunismo e seus sub-ismos são todos derivados dessa constatação de Hayek. São males decorrentes do pecado original, um castigo divino onde homens sempre serão dominados por outros homens... Nossa tarefa é lutar contra isso.
  • Dalton C. Rocha  17/09/2015 22:14
    O site socserv2.socsci.mcmaster.ca/econ/ugcm/3ll3/lebon/socialism.pdf tem livro sobre o socialismo publicado já em 1898. O autor traduzindo diz: "Na verdade, os socialistas não ligam a mínima para doutrinas. Tudo o que eles querem fazer é, através da violência erguerem uma sociedade, na qual eles sejam os senhores."
  • israel  10/10/2012 18:29
    Primeiro criam lei da palmada,depois cria-se leis coercitivas antipropagandas infantil.
    isso é um exemplo de nosso estado messiÂnico que avilta a autonomia do indivíduo,suprimindo suas ações e antecedendo o direito dos pais de tomar decisões.
  • Rodolfo  21/10/2012 09:21
    Você se esquece que as crianças não possuem, por fatores biológicos e psicológicos, a sua autonomia formada; de modo que deve sim haver uma proteção do Estado em relação à elas.
  • Neto  22/10/2012 07:11
    Você se esquece de que as crianças não possuem, por fatores biológicos e psicológicos, a sua autonomia formada, de modo que deve sim haver uma proteção DOS PAIS em relação a elas.
  • Rodolfo  22/10/2012 08:52
    Nem sempre os pais podem protege-las; afinal, eles tem que trabalhar.
  • Arthur  22/10/2012 09:59
    Se os pais não podem dar a devida proteção as crianças, não tenham filhos. Ou que busquem a ajuda da família para cuidar dos mesmos. Não se deve onerar todo o resto da sociedade por isso.
  • Neto  22/10/2012 10:19
    É pra isso que serve escolas e babás

    Agora se você não quer gastar dinheiro com isso, quer que o governo faça isso pra você o que você quer na verdade é o seguinte: ESCOLHER fazer filhos sem ter dinheiro pra criar e obrigar quem não tem nada a ver com isso a pagar a conta
  • Realista  13/05/2014 20:03
    Eu e minha esposa trabalhamos. O nosso filho fica o dia inteiro no colégio (privado). Não precisamos de nenhum governo para protege-lo

    Aliás, eu preferiria largar o emprego e ficar com ele em casa do que deixar o governo "protege-lo". E antes que vc pergunte: sim, eu confio muito mais no colégio do que no governo.
  • Claudio  15/10/2014 19:40
    Engraçado, defende o comunismo e/ou socialismo mas gosta das mordomias do Capitalismo... Por favor.........
  • Emerson Luis  01/03/2016 11:57

    "Eu e minha esposa trabalhamos. O nosso filho fica o dia inteiro no colégio (privado). Não precisamos de nenhum governo para protege-lo.

    Aliás, eu preferiria largar o emprego e ficar com ele em casa do que deixar o governo "protege-lo". E antes que vc pergunte: sim, eu confio muito mais no colégio do que no governo.
    "

    Pois, é: se o governo não arrancasse 40% da riqueza nacional, não taxasse os salários em 103% e não dificultasse tanto a abertura de empresas e a criação de empregos, os casais poderiam trabalhar menos para ficar mais com os filhos ou então escolher apenas um trabalhar fora e o outro ficar com eles. O Estado paquiderme rouba essas opções.

    PS: Lembre-se que o Estado dita o que as escolas devem ensinar, o que inclui doutrinação.

    * * *
  • Cleison  01/05/2016 17:38
    O da familia ja basta
  • Pablo  12/05/2014 16:13
    Não concordo com a lei da palmada e respeito a liberdade individual, mas propaganda para crianças é uma violência! Crianças não compram, então não faz sentido direcionar as propagandas para elas! Então acho sim que tais propagandas precisam ser controladas ou proibidas.

    Não coloque essas duas questões (palmadas e propagandas) no mesmo saco.
  • Guilherme  13/05/2014 23:16
    Propaganda é violência?! Você está querendo é uma sociedade de frouxos.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1385
  • Critico  17/09/2015 19:20
    "Crianças não compram, então não faz sentido direcionar as propagandas para elas!"

    Crianças realmente não compram, quem compra é o pai ou a mãe que não tem autoridade suficiente sobre seus próprios filhos para impor os limites que considera adequados. E, para piorar, ainda jogam a culpa da SUA falha nas costas da "propaganda infantil", com o objetivo de se eximir de SUA responsabilidade de educar, impor limites e transmitir valores para os seus próprios filhos.

    Desculpe Pablo, mas se você não acredita que burocratas Estatais tem mais autoridade e competência do que os pais de uma criança para discernir quais desejos dela devem ou não ser realizados (tenham estes desejos vindos de uma propaganda infantil ou da convivência diária com amiguinhos de escola), então não vale nem a pena tentar argumentar mais contigo.

    Defender o cerceamento de um direito fundamental, que é o de promover seu próprio produto sem nenhum tipo de coerção, em nome de uma suposta incapacidade dos pais sobre seus próprios filhos é um discurso muito temeroso do ponto de vista liberal.

    Espero que você reveja teus conceitos.
  • Putin  17/09/2015 20:29
    Crítico, você merece um biscoito pelo seu comentário.
  • Erik Frederico Alves Cenaqui  14/10/2012 10:03
    Muito bom o texto.

    Eu desconhecia que o Hayek tinha escrito um livro com o título A Arrogância Fatal e que trata-se o socialismo como uma espécie de arrogância.

    O site do Midia Sem Mascara trata o socialismo, comunismo, fascismo e nazismo (filhos do marxismo), em seus diversos textos, como estranhas e clandestinas religiões políticas que tratam o estado e/ou partido como se fossem um deus.

    O ambientalismo e o positivismo também são tratados como religiões estranhas e clandestinas.

    E por isso que essas pessoas criticam de forma muito forte a moral judaico-cristã.

    A moral judaico-cristã impede que estes religiões estranhas e clandestinas sejam completamente hegemônicas.

    Vivemos num mundo muito perigoso mesmo.
  • Mateus Souza  05/04/2013 01:52
    Será que o senhor poderia realizar um artigo sobre "Porque o Capitalismo não é perfeito?". Aguardaria com ansiedade. Detesto o joga-joga entre capitalistas e comunistas dentro daquela velha disputa; "eu sou o bem e você é o mal" ou então "nosso sistema é perfeito e o seu um fracasso"... Ora, se um dos dois valesse a pena,o Socialismo real não teria fracassado e o Capitalismo não estaria sempre em crise... Talvez se juntarmos os dois...
  • Malthus  05/04/2013 10:53
    Impossível fazer tal texto porque o capitalismo ainda não foi tentado. Capitalismo significa livre concorrência, com ausência de regulamentações e protecionismos, com lucros privados e prejuízos privados.

    O que temos hoje é um sistema chamado de corporativismo, em que governos e grandes empresas trabalham em conluio, cada qual protegendo seus interesses e mandando a conta para o resto da população (governos protegem empresas com regulamentações que impedem a livre concorrência e com tarifas protecionistas que impedem a competição de estrangeiros, e as empresas agradecem dando vultosas contribuições da campanha para políticos e propinas para burocratas).

    Curiosamente, este é o sistema que mais se aproxima da fusão de capitalismo com socialismo, que é exatamente o que você sugere que seja tentado.
  • Diogo   17/09/2015 20:56
    Também concordo com você, Aqui é um Estado intervencionista e corporativista, em que as grandes corporações e estado comandam este país, de forma coerciva a população. Onde o governo intervém em quase tudo e a todos de forma a coibir a população com altos impostos sem retorno de investimento eficiente a sociedade e as corporações com seus cartéis manipulando os preços. Contudo, nada disso estimula o ser humano a criar novas formas de melhorar sua vida, de querer ser livre e de construir a cada ciclo um capitalismo novo.
  • anônimo  05/04/2013 11:10
    O capitalismo antigo, mais próximo do ideal, não vivia em crise não.
  • Marc...  05/04/2013 16:08
    A "terceira via" é escravidão disfarçada

    Políticos ao redor do mundo, praticamente sem exceção, vivem parolando sobre as supostas glórias da "terceira via", isto é, a adoção de um modelo econômico que não seja nem capitalismo nem socialismo, mas sim uma mistura daquilo que "ambos os sistemas têm de melhor". A moda é antiga, mas ganhou especial vigor na década de 1990 nos EUA, na Grã-Bretanha e na Alemanha, com as respectivas eleições de Bill Clinton, Tony Blair e Gerhard Schröder. Desde então, a defesa de tal sistema só se revigora a cada ano, não obstante seus retumbantes fracassos.

    O principal objetivo da terceira via é combinar a eficiência econômica do capitalismo com a "justiça social" do socialismo — o que significa a imposição de maiores impostos, mais assistencialismo e regulamentações opressivas. Em suma, a terceira via é apenas um nome mais pomposo e populista para a manutenção do status quo.

    Ludwig von Mises, ainda em 1921, já havia acabado com essa noção de que você pode combinar o "melhor" do socialismo e do capitalismo. Não existe isso de "o melhor" do socialismo, escreveu ele, pois mesmo a menor quantidade de socialismo distorce o funcionamento de uma sociedade livre.
  • julio cesar  14/07/2013 17:53
    comunismo é maligno basta ver seu histórico de estupros e assassinatos
    nimguém estuprou tantas mulheres como os comunistas
    nimguém assassinou tanto como os comunistas
    em toda história mundial foram os comunistas quem mais estupraram mulheres
    em toda história mundial foram os comunistas quem mais assassinaram pessoas
  • jaspion  04/10/2013 12:18
    o maior problema do socialismo é esse aqui:

    diganaoaoesquerdismo.blogspot.com.br/2013/07/por-que-o-socialismo-sempre-sera.html




    ___
  • joao batista passos  28/01/2014 19:31
    Assim como o socialismo, o liberalismo também é impossível... Antes de ser pleno, a massa, que não tem, e nunca terá, as mesmas oportunidades que a minoria, se rebela e ai começa a confusão... Acredito que é preciso começar a parar de seguir cegamente estes teóricos antigos, sejam socialistas ou liberais... O mundo deles era diferente de hoje... É preciso começar a criar novas teorias que levem em consideração a unificação desses pensamentos... #teorias
  • anônimo  29/01/2014 00:54
    Primeiro é preciso começar a lê-los ( os teóricos "antigos" ) para saber do que se trata. Se você tivesse lido um mínimo, não ia largar uma bobagem como "o liberalismo também é impossível".

    Leia:

    A posição das escolas austríaca, de Chicago, keynesiana e marxista em 17 questões econômicas
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1349

    A ordem das escolas do título é da mais liberal para a menos liberal. A escola austríaca é a defendida neste site.
  • Sofista/Pos moderno  12/05/2014 14:31
    O que agente tem que fazer é viver o mundo do de jeito que ele é, pois ele nunca vai ser do jeito idealizado. Nem socialista, nem liberal isso tdo é um idealismo. Um idealiza a liberdade outro a igualdade. Como diria Nietzsche "é preciso aprender cair no abismo dançando".
  • Tolo  19/09/2015 00:40
    What!?
  • Emerson Luis, um Psicologo  12/05/2014 12:17

    Artigo fenomenal! Isso explica porque pessoas doutrinadas pelo esquerdismo afirmam não acreditar que existe uma "natureza humana", pois é ela que inviabiliza o socialismo.

    * * *
  • Roger  12/05/2014 15:20
    Socialismo é uma doença. É o câncer das nações. É essa doença que tem atrasado a humanidade em milênios, através dos mais ridículos e ilógicos meios. E tem conseguido com relativo sucesso. Chego a conclusão que se não fosse pela doença socialista, hoje o ser humano já poderia estar até colonizando outros planetas. O pavor dos socialistas é saber que a humanidade poderia se espalhar pelo universo e escapar do seu controle.

    Enquanto a humanidade não erradicar de vez o socialismo (e sem dó nem piedade), o mundo seguirá a eterna roda da história: a civilização nasce, floresce através do livre-mercado, uma pequena elite assume sob a forma do Estado, nasce o socialismo, a sociedade dura mais alguns séculos e morre. E os dispersos recomeçam tudo de novo, sem nenhuma memória do que aconteceu antes.
  • jonhson  12/05/2014 16:33
    O ódio de vocês a Marx, o seu ressentimento impotente contra um dos maiores pensadores de todos os tempos, isso só revela o quanto Marx é importante. Porque ele deu respostas a problemas que atormentam a humanidade há séculos:o que é o trabalho? o que é a riqueza? por que,mesmo trabalhando duro, a maioria das pessoas é pobre e uma minoria é rica, sem fazer nada além de explorar os pobres?Sim, meus amigos, enquanto o mundo for essa merda de exploração capitalista, sempre haverá muitas pessoas que seguirão os ensinamentos de Marx e lutarão por um mundo melhor e mais justo.

    Saudações Trotkistas!
  • Lucas  14/05/2014 12:40
    E o que vocês defendem leva justamente a que não só os pobres fiquem ainda mais pobres como também almeja tornar os ricos pobres. O socialismo é o método perfeito para destruir uma nação, movido pela inveja e pelo roubo. Para vocês, não há problema em cometer um crime contra alguém, desde que seu objetivo seja aparentemente "nobre". Em resumo, ser socialista é ser, acima de tudo, um completo canalha.
  • Renato  17/09/2015 18:13
    Mestre Johnson, por que os refugiados da Síria estão todos indo viver sob os horrores do capitalismo europeu e nenhum deles pensou em ir para um país socialista, onde não há exploração e as liberdades individuais são garantidas? Muito burros esses sírios, né?
  • Migel silva  12/05/2014 19:47
    Atualmente se trata realmente de uma cultura, o socialismo, concordo com o Olavo de Carvalho, vejam "Análise da atual situação política brasileira". Vejam os discursos atuais dos petistas, dos esquerdistas em geral, não mais se baseiam em fatos, na racionalidade, longe do socialismo científico de antes, ou da dureza pragmática da era pré-Stalin, são meros apelos às emoções, baseados em fraudes, falácias de todos os tipos imagináveis, e parece que a histeria, a psicopatia cresce a cada dia entre os principais líderes dos movimentos de esquerda.
  • Ioannis  12/05/2014 22:26
    Ótimo texto
  • Marcelo Almeida  13/05/2014 01:52
    Texto ótimo. Apenas uma observação. Foi citada a tal ''natureza humana''. Entramos aqui também numa discussão filosófica. E uma duvida. Por esse caminho, o ''existencialismo'' é uma corrente filosófica puramente de esquerda?
  • Rodrigo Gresele  13/05/2014 14:57
    Parabéns, excelente texto...
  • João  18/05/2014 16:23
    A expansão monetária promovida pelos socialistas contemporâneos não vai nos levar a uma crise maior que a de 1929? O Império Romano também ruiu por este motivo. Já tivemos a bolha imobiliária em alguns países, no Brasil também muito do crédito foi alocado em imóveis, esgotando o mercado.
    Não é possível que os socialistas não tenham aprendido com o passado. Não se cria riqueza do nada. Precisamos temer o futuro ou o FED vai iniciar um ciclo de poupança? E a Europa, não é outro exemplo de sociedade devastada pelo socialismo?
  • Thiago q. Landi  17/09/2015 23:13
    Parabens pela pergunta joao. A resposta eh sim. Todos os erros que os socialistas cometeram nos ultimos 100 anos vai ser revelado. O resultado sera uma completa destruicao do sistema economico mundial. O inferno na terra esta chegando. Se preparem.

    Estudem peter schiff. Ele é um gênio. Apenas sejam ainda mais pessimistas que ele ok.
  • Juan Domingues  20/09/2015 12:57
    Muito bem colocado.
    Um aspecto que muitos liberais modernos esquecem de alertar é o fato de que a dívida mundial atualmente é insustentável.
    E essa bomba fatalmente vai explodir a qualquer hora. Quando explodir, ainda existirão aqueles que vão comprar o livre mercado (que nunca existiu de fato, pois se tivesse existido não existiriam todos os incentivos estapafúrdios que levaram os governos e as pessoas a contraírem dívidas).
  • Nill  18/05/2014 20:21
    Suíços rejeitam salário mínimo mais alto do mundo

    Pesquisa de intenção de voto indica que maioria não aprovou salário equivalente a 10.000 reais por mês

    mundo Pesquisa de intenção de voto indica que maioria não aprovou salário equivalente a 10.000 reais por mês

    veja.abril.com.br/noticia/economia/suicos-rejeitam-salario-minimo-mais-alto-do-mundo

    Os brasileiros não vão acreditar numa noticia destas.
  • Mathias   01/09/2014 14:04
    OFF TOPIC
    Uma coisa que não consigo compreender por parte dos defensores do socialismo, é como se dá o equilíbrio social e justo da questão dos indolentes na supostamente possível sociedade sem classes...

    Ora, se o indivíduo não trabalhar igualmente aos demais membros da sociedade e obtiver a mesma contrapartida, teremos desigualdade e injustiça;

    Se o indivíduo for forçado a trabalhar igualmente aos demais membros, como forma de resolver o empasse anterior, teríamos escravidão;

    Como o sistema poderá anular as diferenças (entre elas a astúcia e a indolência) dos indivíduos ?
  • Ana Monteiro  31/05/2015 21:58
    O socialismo atualmente defendido pelos que são socialistas não tem nada a ver com o que foi trazido a discussão. O socialismo atual defende a cooperação entre o estado e a iniciativa privada em perfeita harmonia e sem hegemonia de nenhum dos lados. Cabe às empresas ser o motor da economia e ao estado, ser o coletor de impostos com que garante a todos os cidadãos o integral cumprimento da carta dos Direitos do Homem.
    Tao simples quanto isto: produção - privada; organização e equipamentos sociais - setor público.
    A igualdade é um absurdo. Pretender que todos os seres humanos sejam iguais é retirar-lhes a própria essência - nem com lobotomia seria possível. Para isso temos as máquinas, elas sim, podem ser todas iguais.
    A ideia de trabalho e contrapartida tem de ser reformulada. Não existe trabalho para todos e cada vez haverá menos. Além disso, sim, é verdade, muitas pessoas não gostam de trabalhar. Mas apenas algumas delas poderiam ser consideradas párias da sociedade.
    O que não falta é coisas úteis para fazer. Trabalho é que não há. E as empresas não t~em qualquer obrigação social de criar postos de trabalho - a função delas é gerar benefícios, benefícios económicos e pagar os seus impostos. Quem tem que tratar das pessoas é o estado, não as empresas. O estado deve gerir as suas receitas de forma a proporcionar a todos os cidadãos a possibilidade de viverem com dignidade e uma real e efetiva igualdade de oportunidades, mais nada. O que cada um faz com as oportunidades que tem, já não é questão pública, mas sim privada e, como tal, fora de qualquer contextualização política.
    O socialismo atual deveria ser isto, é isto programaticamente e depois não se afirma em lado nenhum por muitos motivos, entre o quais a corrupção desempenha um papel muito importante, mas não será certamente a única responsável por tudo o que corre mal. Ou será?
  • Maria do Faro  31/05/2015 22:08
    "O socialismo atual defende a cooperação entre o estado e a iniciativa privada em perfeita harmonia e sem hegemonia de nenhum dos lados."

    Isso não é socialismo, isso é corporativismo, também conhecido popularmente como fascismo.

    O conluio entre estado e grandes empresas se chama corporativismo/fascismo. 

    Que você defenda tal arranjo é um direito seu. Mas ao menos tenha a honestidade intelectual de se definir corretamente: você apóia o corporativismo. Você é fascista.
  • anônimo  01/06/2015 07:09
    Quem cria oportunidades não é o estado, é o mercado.
  • Henrique  17/09/2015 14:39
    Alguém viu essa notícia do site do Valor?
    www.valor.com.br/brasil/4228286/pt-quer-guinada-na-politica-economica

    Já é hora de chorar, Leandro?
  • Leandro  17/09/2015 14:43
    Já postada por um leitor aqui:

    Chorar? Não. Chorar não adianta. É hora de se apavorar mesmo! Se isso for verdade, o horizonte, sem nenhum exagero, é a Venezuela. Quem me conhece sabe que eu sou comedido e não sou de alarmismos e catastrofismos, mas isso aí realmente é extremamente horrorizante.
  • anônimo  17/09/2015 15:24
    Bom, o povo escolheu isso não foi? Votaram na Dilma por mais 4 anos, e votaram com a promessa de mais populismo. Então que a Dilma e o PT cumpram sua promessa ao povo e cortem os juros e aumentem mais os gastos, e assim destruindo de vez a economia, talvez, o povo aprenda.
  • Henrique  17/09/2015 14:48
    Neste link tem a matéria completa:
    www.miseria.com.br/index.php?page=noticia&cod_not=152998

    Basicamente estão querendo abolir o projeto de austeridade, cortar juros e aumentar os gastos do governo.

    O que podemos esperar disso?


    Abraços.
  • Leandro  17/09/2015 15:43
    Venezuela, já disse.
  • anônimo  17/09/2015 16:40
    O.o
  • Henrique  17/09/2015 18:53
    A notícia diz que o objetivo das medidas seria obter algum crescimento até a eleição de 2018.

    Nesta situação, conseguiria o governo adiar as correções da recessão e gerar algum crescimento, ainda que artificias, até as próximas eleições, mesmo que gere problemas maiores para o futuro?

    O que podermos esperar, no curto prazo, em relação ao câmbio, à inflação e ao crescimento do PIB caso o governo abandone o ajuste fiscal?


    Abraços.
  • Leandro  17/09/2015 20:26
    "A notícia diz que o objetivo das medidas seria obter algum crescimento até a eleição de 2018."

    Crescimento como? O que aditivaria os investimentos? O que reduziria a inflação de preços, gerando um mínimo de certeza quanto ao futuro? O que traria estabilidade cambial, gerando um mínimo de certeza para os investidores estrangeiros virem pra cá?

    As "medidas de Lula" apontam exatamente na direção oposta: mais disparada cambial, mais inflação de preços, mais incertezas. Quem vai investir e crir empregos em um cenário ssim? Se quiser um receituário para enterrar o país, é só fazer exatamente isso que ele sugere.

    "Nesta situação, conseguiria o governo adiar as correções da recessão e gerar algum crescimento, ainda que artificias, até as próximas eleições, mesmo que gere problemas maiores para o futuro?"

    Não apenas conseguiria fazer isso, como, ao contrário, pioraria tudo ainda mais.

    Só que o próprio Lula, que de burro não tem nada, sabe disso. E que melhor descreveu a jogada foi Geraldo Samor:

    "Lula sabe que o cavalo-de-pau na economia vai apavorar os empresários e os mercados, mandar o dólar pro espaço, causar uma espiral inflacionária e agravar a recessão. Neste cenário, o PT pode vender a tese de que foi 'sabotado'. E, mesmo que isso não funcione, o desastre na economia (ainda maior que o atual) faria a Lava-Jato parecer um detalhe na paisagem. Lula ganha, o País perde.

    O problema com essa estratégia é que a 'inflexão' da política econômica tem tudo para galvanizar, também, a vontade política necessária para o processo de impeachment.

    A ideia de que uma economia desarranjada vai jogar a população nos braços do PT é, no mínimo, uma aposta duvidosa. O aumento do desemprego pode ter o efeito contrário, com os 'deserdados' da classe C migrando sua simpatia para setores mais ao centro. (E o PT, hoje, não tem mais dinheiro para pagar bons marqueteiros.)"
  • Maduro  17/09/2015 21:18
    A ideia de que uma economia desarranjada vai jogar a população nos braços do PT é, no mínimo, uma aposta duvidosa. O aumento do desemprego pode ter o efeito contrário, com os 'deserdados' da classe C migrando sua simpatia para setores mais ao centro. (E o PT, hoje, não tem mais dinheiro para pagar bons marqueteiros.)"

    Discordo, não há nada de arriscado nessa aposta. Quando é que isso deu errado? Até onde consigo me lembrar, isso sempre funcionou. Confesso que desconheço o funcionamento do mecanismo que torna essa façanha possível, no entanto, a prática nos demonstra que (ao menos no que diz respeito aos países de terceiro mundo, vulgo países "em vias de desenvolvimento"), quanto pior o político deixa a economia do país, mais chances ele tem se consolidar no poder. Os países vizinhos ao nosso estão aí para comprovar o sucesso dessa estratégia.
  • Vander  17/09/2015 21:42
    "Discordo, não há nada de arriscado nessa aposta."

    Realmente, não existe nada de errado na aposta, desde que se deixe fora da discussão toda a questão moral e ética do contexto.

    "Quando é que isso deu errado?"

    SEMPRE deu errado... a longo prazo.

    "Até onde consigo me lembrar, isso sempre funcionou."

    NÃO, nunca funcionou... a longo prazo.

    "Confesso que desconheço o funcionamento do mecanismo que torna essa façanha possível"

    O mecanismo é simples (e complexo ao mesmo tempo): chama-se revolução cultural. Embute-se na cabeça das pessoas que o pecado compensa.

    "Quanto pior o político deixa a economia do país, mais chances ele tem se consolidar no poder."

    Inexato. Mais chances ele tem de enriquecer à si e a seus amigos (geralmente banqueiros, que bancam sua brincadeira de tirano). Mas na medida que começa a faltar o dinheiro, os amigos (os que verdadeiramente bancam o tirano) começam a abandonar o barco.

    "Os países vizinhos ao nosso estão aí para comprovar o sucesso dessa estratégia."

    Esse é o problema: quando iremos começar a ver um ato criminoso como ele verdadeiramente é? Hoje achamos que tudo isso é uma mera ideologia, quando é na verdade um dos maiores crimes que se tem notícias nesse mundo moderno. Não existe nenhum "sucesso de estratégia" aqui, mas tão somente um ato criminoso.
  • Maduro  18/09/2015 11:07
    Mas Vander, você falou e falou mas não refutou nada do que eu disse. Senão vejamos:

    Realmente, não existe nada de errado na aposta, desde que se deixe fora da discussão toda a questão moral e ética do contexto.

    Não disse que essa estratégia (quebrar um país para se consolidar no poder) era moral, disse que era extremamente eficiente. E é.

    SEMPRE deu errado... a longo prazo.

    Como diria Keynes, a longo prazo todos estaremos mortos. E, quando se trata de socialismo, esse é certamente o resultado a longo prazo.

    NÃO, nunca funcionou... a longo prazo.

    Você concorda comigo... mas não quer dar o braço a torcer. E nem tem como discordar, a realidade nos mostra isso.

    O mecanismo é simples (e complexo ao mesmo tempo): chama-se revolução cultural. Embute-se na cabeça das pessoas que o pecado compensa.

    Não sei. Acho que o fenômeno aí é que as pessoas depois de humilhadas e colocadas de joelhos pelo populista da vez, começam a se comportar como mulher de malandro. Mais do que a revolução cultural, acho que há uma Síndrome de Estocolmo coletiva. Sei lá.

    Inexato. Mais chances ele tem de enriquecer à si e a seus amigos (geralmente banqueiros, que bancam sua brincadeira de tirano). Mas na medida que começa a faltar o dinheiro, os amigos (os que verdadeiramente bancam o tirano) começam a abandonar o barco.

    Sua crítica não faz sentido. Uma coisa não impede a outra. Esses filhos da puta ganham poder e se enriquecem num ciclo vicioso. Quanto mais destroem a economia, mais roubam e/ou quanto mais roubam, mais destroem a economia.

    Esse é o problema: quando iremos começar a ver um ato criminoso como ele verdadeiramente é? Hoje achamos que tudo isso é uma mera ideologia, quando é na verdade um dos maiores crimes que se tem notícias nesse mundo moderno. Não existe nenhum "sucesso de estratégia" aqui, mas tão somente um ato criminoso.

    Respondendo à sua pergunta, eu consigo enxergar perfeitamente a política como crime e os políticos como criminosos. No entanto, como as pessoas em geral (e talvez você) enxergam a política como algo legítimo, a destruição da economia para consolidação do poder pode sim ser entendida como uma estratégia política e não como o crime que é. E, segundo esse ponto de vista, essa estratégia é historicamente vitoriosa, não uma aposta duvidosa.
  • Rodrigo Pereira Herrmann  17/09/2015 15:00
    O governo não tem forças pra fazer isso. Como não há espaço fiscal e monetário, eles teriam de fazer na marra, mas pra isso requereria mais legitimidade e o apoio das forças armadas, coisa que eles não têm.

    o pt se transformará num partido pequeno, e essa debilóide da dilma será expurgada ou mantida em estado vegetativo pelas outras hienas do congresso.

    por incrível que pareça, nós ainda temos alguma estabilidade institucional na república.
  • Rodrigo Westphal  17/09/2015 20:09
    Deus permita que o impeachment ocorra antes!!
  • Rhyan  17/09/2015 15:54
    Tem gente que acha que com um super-computador seria possível viver numa sociedade socialista (Projeto Vênus), mas não importa a capacidade de processamento, um computador não poderá ser onisciente.
  • Leandro  17/09/2015 16:02
    Mas isso foi tentado no Chile de Allende: uma economia centralmente planejada por um computador gigante.
  • Lucas  17/09/2015 16:30
    Leandro, se não me engano, na União Soviética também existiam computadores para tentar fazer uma economia planejada. Mas o Kremlin descartou essa estratégia e passou a fazer vista grossa para o fato de quase 40% da economia soviética ficar sob o mercado negro de empreendedores privados.
  • Rhyan  18/09/2015 22:51
    Cacildis... eu achando a ideia ridícula com supercomputadores quânticos do futuro e os caras fazem isso com computadores da década de 60 e 70.

    Deu certo? (hahahahahahahahaha...[infinito]...)
  • Edujatahy  17/09/2015 16:04
    Pois é.
    Eu sempre pergunto: E como o computador vai adivinhar a necessidade que eu NEM SEI que tenho ainda?

    No capitalismo empreendedores tentam (a maioria erra) o tempo inteiro adivinhar as necessidades das pessoas e vender algo novo.
    Imagine se um computador desse teria a visão e a criatividade de Steve Jobs e outros empreendedores de sucesso?

    Chega a ser hilário este povo..
  • anônimo  17/09/2015 16:24
    E nem daqui 1000 anos e em uma sociedade formado por robôs o socialismo seria viável. Socialismo destrói as duas bases do progresso, calculo econômico e a livre iniciativa.
  • Tharlem costa  17/09/2015 21:52
    Socialismo é sistema inventado pelos intelectuais para terem mais autoridade e poder!
  • Maia Neto   17/09/2015 18:01
    "O socialismo não é somente um erro intelectual. É também uma força verdadeiramente antissocial, pois sua mais íntima característica consiste em violentar, em maior ou menor escala, a liberdade empresarial dos seres humanos em seu sentido criativo e coordenador. E, como é exatamente isso o que distingue os seres humanos dos outros seres vivos, o socialismo é um sistema social antinatural, contrário a tudo o que o ser humano é e aspira a ser."

    Excelente definição do que é o socialismo!
  • José Carlos Martins  17/09/2015 18:29
    A ideia do socialismo tira sua força exatamente das duas maiores deficiências do capitalismo 1) a despreocupação com a justiça social 2) as crises que fazem parte do capitalismo afetam muito mais os menos favorecidos. Como eles são a maioria é natural que as ideias socialistas avancem, principalmente porque a abundância entre os ricos permitem que muitos deles usem seu tempo livre justamente para ler e difundir as idéias socialistas. Como dizia o velho Marx, todo sistema traz em si os germes da sua destruição. Somente um Estado minimalista e bons governos poderiam mudar esse estado de coisas mas os capitalistas são os primeiros a favorecer com suas verbas e seu apoio interesseiro a eleição de maus governos e a construção de Estados gigantes, protecionistas e maus alocadores de recursos. Mais um ponto para Marx, os capitalistas venderão a corda com que serão enforcados. Marx também disse que o socialismo seria o estágio superior do capitalismo. Somente os marxistas que não souberam ler Marx querem construir o socialismo do zero. Os chineses estão ensinando como se faz. Primeiro vamos enriquecer, acumular capital com base na eficiência capitalista e depois que formos ricos vamos voltar a essa história de socialismo. O problema é que quando se chega lá com bons governos, o socialismo não é mais necessário. Mas nunca subestimem o poder do ideal socialista. Ele é como um doce cheio de açúcar, gordura trans e outros venenos: no longo prazo nos mata mas ná hora que comemos é uma delicia. Vejam que o partido trabalhista acabou de eleger para seu líder um Lula que fala inglês...
  • Maia Neto  17/09/2015 20:12
    Prezado José Carlos, você diagnosticou tudo corretamente, mas errou feio na identidade do paciente. Todos os problemas que você tão bem listou não foram causados nem pelo capitalismo e nem pelo livre mercado, mas sim pelo corporativismo.

    O conluio entre grandes empresários e políticos é o exato oposto de "mercado livre". Esse conchavo representa, isso sim, o exemplo supremo de corporativismo, protecionismo, privilégios, reservas de mercado e cartórios. Há inúmeros artigos sobre isso neste site.
  • José Carlos Martins  18/09/2015 01:14
    Prezado Maia Neto, não quiz acusar o sistema, apenas constatar natureza intrínseca de uma parte do sistema que é a figura do capitalista. O capitalista é pior que o Capital. Assim como o marxismo foi uma reação ao processo de industrialização e acumulação capitalista que se seguiu à Revolução Industrial, o Corporativismo foi uma resposta a ameaça marxista e a luta de classes. Os capitalistas e a direita estão muito mais por trás do Corporativismo do que os socialistas e a esquerda. É um fato da história. Já os socialistas e as esquerdas aprenderam chegar ao poder através da Revolução ou mesmo através dos sistemas existentes seja a Democracia, seja o Corporativismo. Mas na história econômica o Poder e o Estado quase sempre estiveram a serviço do capitalismo e não o contrário. A experiência fracassada do Socialismo, a supremacia da economia de mercado e do sistema de acumulação capitalista não mudam o papel intrinseco do Capital e do capitalista na sociedade. É da sua natureza ser o que é e ter os defeitos que tem. A existência da sua antítese socialista é mera consequencia, quase uma lei da física. Toda ação gera uma reação e toda reação una contrarreação... Luta de classes, contradição, chame do que quiser.

    O Estado não foi uma criação do socialismo mas foi primeiro usado pelo capitalismo. O Estado antecedeu os sistemas econômicos e provavelmente os sucederá, para o bem ou para o mal. Cabe a nós mantê-lo mínimo e longe da dominação ideológica como forma de permitir aos indivíduos darem e obterem o melhor de si sem transformar a sociedade numa selva

    Portanto os movimentos sociais e o socialismo muito antes de ser o mal que efetivamente são, não deixam de ser uma reação aos problemas intrínsecos do sistema dominante. Concordo que um Estado mínimo e o processo de acumulação capitalista são superiores mas só bons governos (digo Governo e não o Leviatan) são capazes de neutralizar suas deficiências. Enquanto isso não acontece o socialismo e seus defensores vão continuar nos infernizando como nesses últimos 12 anos de incompetência lulopetista. E com apoio de muitos empresários capitalista que se deram muito bem e ganharam muito dinheiro sob os auspícios do corporativismo lulopetista. Para o povo sobraram os tostões desse programas sociais eleitoreiros. Mas como sabiamente disse Milton Friedman, não existe almoço grátis...
  • Ragnister  19/09/2015 13:02
    Me explica porque os países com maior liberdade econômica possuem os maiores IDH's do mundo. Na minha visão, onde há maior liberdade para o capitalismo a tendência é melhorar a qualidade de vida. O capitalismo não passa de um sistema de trocas voluntárias, o melhor criado até agora. Se você tiver um sistema melhor, nos ilumine.
  • Juan Domingues  20/09/2015 13:27
    O primeiro ponto me parece ser uma falácia do espantalho clássica usada pelos marxistas (não digo que foi sua intenção nem que você é marxista, apenas analiso a forma como você colocou essa premissa em específico). O problema dessa premissa é imaginar que todo (ou a maioria dos) defensores do capitalismo são automaticamente indiferentes ao sofrimento alheio, o que é obviamente falso. Ninguém gosta do sofrimento alheio, a não ser os psicopatas e os sádicos. E evidentemente não são os defensores do livre mercado em sua maioria psicopatas ou sádicos (não que eles não existam, assim como também existem - diria até que especialmente, nas esferas governamentais em geral). Logo, simplesmente não é correto dizer que os capitalistas não se preocupam com o mundo ao seu redor.
    É importante entender que esse é a alcunha que nos foi dada pelo nosso adversário já com esse intuito. O monopólio das virtudes é a essência do pensamento coletivista há séculos, e ele só sobrevive por isso, por propagar os fins nobres, ainda que os meios frequentemente produzam resultados que inclusive contradigam os fins.
    Sofrimentos sempre existirão em qualquer forma de vida. A grande questão é como de fato amenizar esses sofrimentos de forma eficiente.
  • anônimo  17/09/2015 18:39
    Nada me irrita mais que esquerdista falando que livre mercado nunca vai existir por isso e por aquilo, sendo que são essas mesmas antas que apoiam políticos que destroem o livre mercado. Ou seja, eles mesmo destroem o livre mercado para depois dizer que é inevitável o capitalismo de estado.
  • Silvio  17/09/2015 21:56
    Divertido é que são essas mesmas pessoas que culpam o "excesso" de livre mercado por todos os problemas econômicos que o mundo enfrenta.
  • Rafael  25/10/2016 15:39
    O "Livre mercado" é tão utópico quanto o socialismo utópico.
  • Michelangelo  25/10/2016 15:48
    Sua frase é confusa e contraditória.

    O socialismo é utópico porque ele realmente é impraticável. Mesmo que anjos e santos estivessem no controle de uma sociedade socialista, e mesmo que esta sociedade também fosse formada por anjos e santos, ainda assim o socialismo seria impraticável. Daí ele realmente ser utópico.

    Já o livre mercado não tem nada de utopia. Ele é perfeitamente exeqüível.

    Você pode, aí sim, dizer que ele jamais será implantado porque muitos não o querem. E você estará certo. Afinal, ele contraria vários e poderosos grupos de interesse, os quais só se dão bem se houver um estado os protegendo da concorrência e lhes concedendo subsídios.

    Portanto, se você quer dizer que o livre mercado é "utópico" no sentido de que jamais será implantado, concordo plenamente, dando-lhe o desconto da imprescisa figura de linguagem.

    Agora, se você quer dizer que ele é tão utópico quanto o socialismo no sentido de exeqüibilidade, aí é bom você apresentar argumentos.
  • Thiago Teixeira  17/09/2015 19:13
    Enviando para meus amigos socialistas em 3, 2, 1...
  • Fernando  17/09/2015 19:50
    Que provavelmente não vão ler... os esquerdistas já tratam o IMB como nós tratamos todos aqueles sites esquerdistas (que eu prefiro não citar): sequer se dão ao trabalho de acessar e ler. (sabe aquela história de "you can't handle the truth"? Então..)

    Um conselho para redes sociais, já fiz e funcionou: entre em discussão com qualquer "amigo socialista" e, ao invés de mandar o link do artigo explicando, simplesmente replique tudo que você leu aqui. Acho que em 95% das vezes, vão ficar sem contra-argumentos (os 5% vão morrer na historinha do "bem maior", "penso nos mais pobres" e outras asneiras semelhantes).
  • LEG  17/09/2015 20:22
    Nas experiências que eu tive, eles ficam sem argumentos mas também não se interessam em se aprofundar no assunto. Aí é a mesma coisa de entrar por um ouvido e sair por outro.
  • Thiago Teixeira  17/09/2015 21:14
    É por aí mesmo. Encerram a discussão rapidinho. Não leem...
    Devo admitir que de vez em quando leio alguma coisa que me mandam, para nao cair na armadilha da arrogancia.
    Mas acaba sendo apenas auto-imolação...
  • Thiago Teixeira  17/09/2015 23:36
    Vi uma aqui pra quem ia mandar, me excluiu do facebook... Kkkkkk...
  • Critico  18/09/2015 13:09
    Replicar nas respostas realmente funciona muito mais do que enviar links.

    Eu, particularmente, nem me preocupo muito em convencer o socialista com quem estou discutindo. Me interessa debater e deixar o outro sem argumentos apenas para que outras pessoas da rede social daquele cidadão (que certamente possui pessoas que simpatizam com a esquerda sem entender os motivos) que venham a ler a discussão possam ser expostos à conceitos diferentes sobre os assuntos.

    Mudar os ideais de um socialista convicto é praticamente impossível, não temos capacidade nem a falta de pudor necessárias para realizar a lavagem cerebral que os esquerdistas realizam. Só é possível convencer com argumentos lógicos aqueles que realmente estão abertos à conceitos diferentes.

  • Fernando  18/09/2015 13:18
    Crítico, Thiago e LEG, é por aí mesmo...

    O mais interessante é ver como eles sequer saber o que estão "defendendo"... o UBER é um bom exemplo, tenho vááááários amigos esquerdistas que defendem e usam o UBER... na discussão com eles, assumo aquela postura de "Típico Filósofo": começo a colocar todos os argumentos esquerdistas para tantos outros assuntos, falando que vai acabar com o emprego dos taxistas e tudo mais... apenas para chegar na conclusão de que sim, até eles concordam que o livre mercado é melhor... é um "trabalho" bem divertido
  • anônimo  18/09/2015 13:25
    Debater economia com um socialista tem a mesma eficácia que debater darwinismo com uma testemunha de Jeová.
  • Típico Universitário  17/09/2015 20:41
    Economia é pura psicologia. Enquanto coxinha chorar que socialismo não funciona, não vai funcionar. Suas mãos é que estão sujas com o sangue de 100 milhões de pessoas e ainda há quem viva de esfregar na nossa cara, dos socialistas, que somos autoritários por censurar e eliminar os "inocentes" que arruinaram o regime e causaram tantas mortes. Vocês, rentistas, entesouradores e donos dos meios de produção que são o verdadeiro motivo do fracasso do socialismo pela mera insistência em desqualificar seus méritos (a emancipação do homem do papel higiênico, a libertação do trabalhador ao mudar o patrão por um político, um mundo em que não há motivação para competir para ser melhor em nada - seja pelo corte de cabelo ou por uma cirurgia, etc.).

    Existe sim inutilização de lei de lucro, prejuízo e preço: mas no socialismo, não existe nada disso, porque a satisfação humana é historicamente determinada: um chinês "morrendo de fome" em um campo de trabalho social pertencentes aos comunistas do PCC na China de Mao é muito mais feliz que um chinês capitalista com comida em casa. Ele só é infeliz quando há um coxinha perverso alienando-o da realidade e afastando-o da sua consciência de classe.

    A solução?

    Humanizar os coxinhas. A humanidade TEM de seguir adiante. Seguir com vocês, não dá.
    Que a Venezuela seja o começo.
  • Rennan Alves da Costa  17/09/2015 21:29
    Humanizar coxinhas? Já fizeram isso em Pernambuco uma vez, e você quer fazer isso em larga escala?

    E eu achando que as histórias que minha avó contava sobre comunistas e criancinhas eram contos de ficção.
  • anônimo  17/09/2015 21:44
    Chegou o mortadelinha para provar ao mundo que mortadela é o melhor alimento. Pena que ele não vai morar na Venezuela, mas eu entendo o porquê: lá a mortadela é racionada.
  • jackson  18/09/2015 11:30
    " um chinês "morrendo de fome" em um campo de trabalho social pertencentes aos comunistas do PCC na China de Mao é muito mais feliz que um chinês capitalista com comida em casa. Ele só é infeliz quando há um coxinha perverso alienando-o da realidade e afastando-o da sua consciência de classe."

    vcs ainda discutem com um ser que profere tais palavras?

    na boa, deixa ele falar com o vento... isso não pode ser serio, é trollagem.
    nennhuma pessoa que sabe ler e escrever falaria seriamente tamanha idiotice
  • anônimo  18/09/2015 14:56
    O 'típico filósofo' era muito melhor.

    Esse 'típico universitário' é só um fake barato, produzido na china pela MAV corporation. Possui vários defeitos de fabricação e foi rejeitado pelo mercado. Tentam agora desovar o estoque fazendo liquidação.
  • Edujatahy  18/09/2015 12:33
    Continuo a sugerir ao Típico Universitário que ele faça um blog ou página no face de humor. Seria hilário ver os esquerdistas seguindo o cara ( e eles seguiriam... tenho certeza que seguiriam...).
  • Rodrigo Westphal  18/09/2015 12:40
    KkkkkkKkkKkkKkKkkKkkkKkKkkkkKkkKK

    Essa foi ótima!! ehehehehe
  • Jose Carlos Martins  18/09/2015 15:44
    Típico universitário, a função do socialismo e do marxismo não é substituir o capitalismo e a economia de mercado. Está mais do que provado que o a ditadura do proletariado, planejamento central e a estatização dos meios de produção não compete com a democracia, com a economia de mercado, com a livre iniciativa, propriedade privada e o processo de acumulação capitalista. A função do marxismo e do socialismo é aperfeiçoar o capitalismo. Por isso vicês não pode assumir o poder. Melhor ficar na oposição criticando o capitalismo e principalmente o capitalista, que vocês dão uma grande contribuição à sociedade. Esse é seu papel.
  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  17/09/2015 20:46
    Diminuamos o estado.
  • Thiago Teixeira  17/09/2015 23:38
    Leandro, fala com o Marinho,
    Queria pedir um artigo sobre a mediação/arbitragem privada que passou a ser aprovada no Brasil há pouco.
  • Ed  18/09/2015 00:35
    o desejo humano de tudo controlar é tão intrínseco à natureza humana... Tão utopicamente infantil... a solução é cada um cuidar da sua vida, respeitando a vida, liberdade e propriedade alheia.

    Os grande problema dos intervencionistas é olhar a teoria libertária sob uma ótica anárquica no pior sentido da palavra, "uma zona"... ao contrário, respeitando-se os 3 princípios acima defendidos por esta teoria, obteríamos exatamente o oposto do que temos hoje, neste mundo controlado por interventores democraticamente eleitos!
  • RichardD  18/09/2015 03:49
    Excelente artigo
  • RR  18/09/2015 05:46
    Acredito que uma sociedade liberal em termos econômicos é possível. Mas em termos políticos e sociais, é mais complicado, porque sempre teremos indivíduos e grupos querendo se sobrepor a outros. A sociedade precisa de uma moderação para evitar abusos de poder, como o que acontece no Brasil há muito, muito tempo, acho que desde do seu descobrimento.
  • anônimo123  18/09/2015 11:26
    Mudando de assunto...

    Sobre a proibição de doação do financiamento privado de campanha.

    O que vocês acham dessa nova medida. Visto que, atualmente todos os partidos que mandam no governo são de esquerda e que estes só conseguiram chegar ao poder com financiamento privado e de empresas públicas. Como um partido político agora, sem recursos privados, vai conseguir quebrar a hegemonia esquerdista?
  • Jakson  18/09/2015 13:11
    Ótimo artigo!


    Eu estava pensando ontem "Nunca mais li um artigo do Profº Jesús".
    Minhas preçes foram atendidas.


  • Michael  18/09/2015 13:13
    E duplamente, já que este outro artigo foi publicado na semana passada:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2183
  • anônimo  18/09/2015 18:14
    Por trás de todo socialista há um arrogante, um intelectual soberbo. E isso é algo fácil de constatarmos ao nosso redor.

    "O socialismo não é somente um erro intelectual" (ARROGÂNCIA LIBERAL)


    Não sei o que é pior :

    um esquerdista fanático

    um liberal fanático

    um evangélico fanático


    O ser humano é uma merda mesmo.Tudo egoísta e somente a "SUA" idéia é a que vale...

    Essa é a lógica liberal: EU EU EU EU EU EU EU EU EU, DEPOIS VEM EU EU EU EU EU EU....NÓS ?? o que é NÓS?? SOCIEDADE ??? O QUE É SOCIEDADE??? O resto que se f...farinha pouca ,meu pirão primeiro.

    A lógica liberal é privatizar o lucro e socializar o prejuízo....





  • Guilherme  18/09/2015 19:17
    "O ser humano é uma merda mesmo.Tudo egoísta e somente a "SUA" idéia é a que vale..."

    Estamos testemunhando aqui o perfeito exemplo de um coletivista em ação. Em vez de fazer julgamentos individuais, ele pega o indivíduo e o transforma em um todo. E então jura que os outros é que são fanáticos.

    Raras vezes um sujeito se contradisse de forma tão hipócrita e humilhante quanto essa. Não é à toa que nem teve coragem de colocar o nome e o email.

    "O resto que se f...farinha pouca ,meu pirão primeiro."

    Ao menos brinde-nos com uma frase minimamente original, e não com um surrado lugar-comum.

    "A lógica liberal é privatizar o lucro e socializar o prejuízo...."

    A lógica liberal é: privatizar os lucros e privatizar os prejuízos. Quem é bom deve manter tudo o que ganhou; quem é ruim deve quebrar, sem ser socorrido.

    A lógica corporativista (ou seja, indivíduos que defendem que o estado deve intervir na economia para socorrer empresas) é: privatizar os lucros e colocar os pagadores de impostos para arcar com os prejuízos.

    A lógica socialista é: não deve haver lucros, e todos devem compartilhar os prejuízos.

    Volte quando tiver mais substância. Por enquanto, você sequer pode ser classificado como principiante.
  • Eu, tu, ele  18/09/2015 19:56
    Essa é a lógica liberal: EU EU EU EU EU EU EU EU EU, DEPOIS VEM EU EU EU EU EU EU....NÓS ?? o que é NÓS?? SOCIEDADE ??? O QUE É SOCIEDADE??? O resto que se f...farinha pouca ,meu pirão primeiro.

    Sim, porque o eu é uma realidade concreta. É o indivíduo que sente, pensa e age. Eu existo, você existe. Por outro lado, coletivizações são abstrações que, não raro, ignoram ou vão na contramão da realidade.

    E o que é sociedade? Ninguém sabe ao certo que cazzo é isso. Além do mais, por que diabos eu devo fazer mal a mim mesmo, indivíduo real, para beneficiar uma abstração chamada sociedade? Por que eu devo agredir você (ou quem quer que seja) para agradar a algo que ninguém viu e nem sabe ao certo o que é?*

    Por isso mesmo, devemos nos preocupar com indivíduos e, como você bem disse, o resto que se f...

    Para finalizar, se a farinha é pouca, produza mais, não roube dos outros e nem espere que os outros a dêem para você, sem mais nem menos.

    *engraçado é que os socialistas que defendem a agressão de pessoas em prol dessa estrovenga chamada sociedade são aqueles mesmos que atacam a religião implacavelmente.
  • Edujatahy  18/09/2015 20:27
    Este ganhou o prêmio de cara mais tosco do mês.
  • anônimo  18/09/2015 20:51
    Eu estava até construindo um raciocínio com um amigo sobre esses ataques de sentimentalismo esquerdista - e a conclusão é que no fundo o socialista/comunista despreza os seus semelhantes. Ele é incapaz de sentir um mínimo de compaixão ou empatia por quem quer que seja; e então, pra aliviar a sua consciência desse sentimento de desprezo ele constrói essa ilusão de estar defendendo a justiça - uma justiça inteiramente abstrata e etérea, que nunca se direciona a ninguém nem possui parâmetros objetivos, por isso a obsessão com abstrações como "sociedade" ou "minorias".
    Desta forma, o esquerdista pode continuar sendo inteiramente frio e indiferente ao sofrimento real dos seus semelhantes, e muitas vezes até causando esse sofrimento ativamente, enquanto permanece com o conforto e a satisfação psicológica de acreditar ser um paladino da justiça e da igualdade.
  • Silvio  18/09/2015 21:58
    Sim, os esquerdistas/socialistas/comunistas são, literalmente, psicopatas. Não têm empatia pelas pessoas, usam-nas como instrumento para alcançar seus objetivos, têm planos para dominar o mundo e querem matar a maior parte da população do planeta.

    Esquerdismo não é uma ideologia. Esquerdismo é uma doença mental.
  • anônimo  18/09/2015 23:02
    Está chorando no palanque errado meu caro. Teu palanque deve ser lá no ABC Paulista ou nas praças desse Brasil afora. Aqui você não engana ninguém com esse sentimentalismo barato de boteco de bêbado. Esse choro-rô aí faz bem para as almas daqueles à quem vocês denominam de "pobres", que é o único mercado que resta à vocês.

    E outra: para de ser hipócrita e abre as portas da tua casa para os "pobres" e "necessitados", pois se assim tu não o fizer, vai estar somente demonstrando aquilo que o socialista é realmente: um tremendo de um hipócrita chorão e oportunista.

    Só depois que tu fizeres isso é que voltamos a conversar sobre o "NÓS", capisce?
  • Edujatahy  18/09/2015 20:30
    "EU EU EU EU EU EU EU EU EU, DEPOIS VEM EU EU EU EU EU EU....NÓS ?? o que é NÓS?? SOCIEDADE ??? O QUE É SOCIEDADE???"

    Prefiro mil vezes EU EU EU do que ter o que é MEU MEU MEU roubado para sustentar TU TU TU em nome de um "suposto" NÓS NÓS NÓS.
  • Jose Carlos Martins  18/09/2015 21:01
    O radicalismo ideológico é positivo para o debate pois coloca as ideias numa distância que facilita sua compreensão pelas diferenças. Já a intolerância inibe o debate e aproxima os extremos no comportamento; na conduta. Aqueles que com nós, defendem o capitalismo e o Estado mínimo deveríamos evitar fazer o mesmo que os marxistas, socialistas, esquerdistas fazem. Na medida que vão conseguem discutir nos chamam de fascistas, nazistas, porcos capitalistas e outros adjetivos. Preferem ofender ao invés de pensar. Se não podemos debater em alto nível o melhor mesmo é ignorá-los.
  • Ari  18/09/2015 23:05
    Alguma ordenação deve existir, e não deve ser tirânica.
    O Estado não pode ter o controle absoluto nem dá para contar com uma auto-regulação do capitalismo: interesses particulares não podem tornar-se poderosos a ponto de nem ser possível contrastá-los com uma força equivalente suficiente.
    O regulador ativo do capitalismo é a democracia, uma vez que a formação moral adquirida na sociedade, nas filosofias ou nas religiões não é o bastante para fazer valer padrões éticos que viabilizem a ausência de seu controle externo, e uma vez que o socialismo, seu regulador reativo, não chega a ser um sistema viável alternativo.
    Para que a democracia exerça esse papel, precisa estar qualificada para tanto. Ela significa poder real para a cidadania, e é indissociável de sua prática cotidiana. A atual formatação do sistema representativo, desenhada para outros contextos, não é compatível com a nova realidade da interconexão instantânea e global nem com a ativa função de regulação que a cidadania deve ter.
    Mas não se terá uma cidadania à altura dessa responsabilidade com o desenho vigente do sistema eleitoral. Não se pode colocar poder significativo em mãos inaptas, e nem, por causa dessa dificuldade, subtraí-lo de todos e permanecer delegando-o a representantes que dele se assenhoream.
    Para ter-se um sistema eleitoral mais dinâmico, que deixe de ser uma via de mão única, a delegação de poder deve dar-se em âmbitos menores, que tornem efetivas e consequentes as relações de compromisso. Sucessivos Colégios Eleitorais, cada vez mais restritos conforme critérios meritocráticos, elegeriam para cargos crescentemente importantes. Mantendo-se o norte democrático do sistema, o sufrágio universal continuaria a ser a referência, mas como ponto de chegada e não de partida, inclusive com a instituição de uma rede oficial de qualificação para todos que desejassem obter a plenitude da cidadania política.
    Trata-se de viabilizar o sistema democrático em um meio adverso à sua plena vigência, buscando a verdadeira e autônoma participação da cidadania.
  • Vitor Mizumoto  19/09/2015 02:12

    Acredito que um dos problemas básicos dos modelos econômicos socialistas de governo, deriva não só da arrogância em sua plenitude, mas também do seu cinismo para com os arranjos microeconômicos. Os socialistas, ou "capitalistas" intervencionistas, tendem a negligenciar o poder e a dinâmica das estruturas micro; Os socialistas tendem a se prender em modelos macroeconômicos de frágil perfeição, e acabam se esquecendo que a economia é um agregado complexo, escorado, sustentado pelos agentes que fomentam todo o dinamismo do agregado econômico e fazem com que de fato as políticas macroeconômicas funcionem. Resumindo, a microeconomia, na prática, é chutada dos modelos egocêntricos e narcisista dos socialistas.
  • anônimo  19/09/2015 09:53
    Um dos motivos pro Mises Brasil ser o instituto Mises mais acessado do mundo é justamente a escrotidão, corrupção e ineficiência do governo daqui por um lado, e a vontade de grande parte desse mesmo povo cretino de entrar pra gangue e se beneficiar da escrotidão.
    O governo já está no centro da vida de todo mundo, pro bem ou pro mal.
  • Cacau  20/09/2015 03:22
    Moral da história: Socialistas/comunistas nada mais são que fracassados economicamente falando, que querem viver das artes. Eles não conseguem entender que com um fogão, eu cozinho, e com um quadro, eu só penduro ele na parede. A fábrica constrói o fogão, que vende pra loja, eu vou a loja e compro o fogão, eu cozinho, como o alimento e vivo. O pintor pinta o quadro, e talvez o quadro seja bonito, e dane-se, é só bonito, não quero comprar um quadro. Tem que deixar esse povo vender miçangas na praia e assistir ao filme Into the Wild e Diários de Motocicleta. São todos um bando de plays e patys filhinhos de papais, bando de estudantes de 13 a 18 anos de idade, pirralhos sustentados pelos pais e manipulados por professores pedófilos das ciências humanas, professores de história, filosofia, sociologia, de escolas com mensalidade de 1000 reais, ou estudantes de universidades federais que são tomadas por professores vadios/come e dorme/marxistas. Ou quando não são jovens, são uns adultos fracassados em âmbito profissional e consequentemente economico que são cooptados por partidos esquerdistas/marxistas, assim como transviados morais são cooptados por pastores de igrejas evangélicas. Deixem esse povo se lascar pra lá.
  • Roberval  20/09/2015 12:07
    Nossa cacau,voce fallu tudo;so se esqueceu de incluir os socialistas mais velho,e e o que mais tem. Agora de manha eu estava aqui pensando. Tempos atras estava me sentindo um fracassado,mais depois de conviver com umas pessoas eu so cheguei a conclusao que eu so nao tenho dinheiro no momento,mais tenho certeza que essa situacao irei resolver dentro de 5 anos ou ao menos chegarei bem perto. O mundo esta lotado desses socialistas fracassados invejosos,e uma coisa que nunca fui e socialista,e com isso concluimos que o sucesso e so questao de gempo.Valeu pelo post e vou seguir seu conselho de deixar esses socialistas para la
    .
  • Pablo Pinheiro Batista  21/09/2015 00:45
    Excelente artigo, só tenho uma ressalva a fazer: Madre Teresa de Calcutá pode até ser considerada uma boa empreendedora, mas a forma como ela tratava os enfermos era controversa, a quem diga que ela deixava de dar analgésicos aos enfermos porque achava que isto os deixava mais próximos de deus, portanto o seu exemplo de empreendedor não foi muito feliz, fora isso o texto ficou muito bom e claro.
  • felipe  23/09/2015 14:46
    Para quem estiver interessado, existe um livro muito bom sobre o debate do calculo econômico: From Marx to Mises

    Sobre o livro

    "In 1920, Ludwig von Mises proclaimed that all attempts to establish socialism would come to grief, for reasons of informational efficiency. At first, socialists and economists took Mises's argument seriously, but by the end of the Second World War, a consensus prevailed that Mises had been discredited. More recently, that consensus has been rapidly reversed: it is now widely agreed that 'Mises was right'. Yet the momentous implications of the Mises argument -- for economics, politics, culture, and philosophy -- remain largely unexplored. From Marx to Mises is a clear, penetrating exposition of the economic calculation debate, and a scrutiny of some of the broader issues it raises."
  • Bruno Pacheco  30/09/2015 03:03
    Gostaria de perguntar sobre o exemplo do padeiro que é comumente utilizado por socialistas e intervencionistas também creio eu, o que é, como funciona, e porque está errado?
  • anônimo  30/09/2015 13:06
    Não conheço, você poderia citar o exemplo do padeiro?
  • Do contra  05/10/2015 13:25
    O que vocês acham da opinião do Petkovic sobre o socialismo:

    "Quando nasci não tinha dificuldade nenhuma. Era um país maravilha, nos vivíamos um regime socialista, todo mundo bem, todo mundo trabalhando, tinha trabalho, tinha salário, mas problemas aconteceram depois dos anos 80! "

    Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=B80AsDP2IaM
  • A favor  05/10/2015 13:34
    Ele está certíssimo. Na Iugoslávia, funcionava tudo tão perfeita e maravilhosamente bem, que as coisas rapidamente se esfacelaram e descambaram em uma sangrenta guerra civil (e Pet, que de bobo não tem nada, picou a mula pra Espanha).

    Mais ou menos como a Nova Matriz Econômica petista e seus ardorosos defensores confortavelmente instalados em Paris.
  • Andre  08/10/2015 10:31
    Cientista e empresário são coisas bem distintas, o empresário visa apenas o seu lucro já o cientista visa o desenvolvimento de sua ideia, e nos dias de hoje já vimos que a ideia se evolui de uma maneira muito mais rápida quando é livremente compartilhada e aberta podendo receber incrementações de um número muito maior de indivíduos, que tem como objetivo comum o maior desenvolvimento dela. Longe das ideias trancafiadas dentro de poucas empresas capitalistas do mundo atual, que tem por principal objetivo monopoliza-las como forma de impedir a concorrência ou que outra empresa desenvolva-a melhor que ela em seu lugar, e quem perde com isso é a própria ideia que fica fadada a um atraso em seu desenvolvimento.
  • anônimo  08/10/2015 12:56
    "o cientista visa o desenvolvimento de sua ideia"

    Besteira...a maior parte dos cientista visam dinheiro mesmo.

    Sim, tem um ou outro que fizeram por paixão, mas a grande maioria trabalha por dinheiro e fama.
  • Emerson Luis  01/03/2016 12:33

    Empreendedores, cientistas, artistas, filantropos, religiosos sinceros, etc., todos têm em comum o fato de buscarem seus próprios interesses e nesta busca beneficiar as demais pessoas e de serem mais eficientes em suas respectivas atividades (por mais não lucrativas que sejam)quando há liberdade econômica.

    Por exemplo, cientistas em países socialistas dependem da verba e da autorização do Estado, que determina que assuntos eles devem pesquisar e a quais conclusões eles podem ou precisam chegar.

    Além disso, por mais "desapegado" seja o indivíduo que não busca o lucro, ele precisa se manter fisicamente, o que faz com sua própria poupança e/ou com a ajuda de terceiros, o que também é mais fácil em países de economia mais liberal.

    * * *
  • Proletário  14/10/2015 13:05
    E o que vocês tem a dizer sobre Belarus? Dizem que é um país comunista que deu certo.
  • Trabalhador  14/10/2015 14:46
    A Bielorrúsia deu certo?! Em que galáxia?

    O país é o quarto mais pobre do mundo e sua inflação é de módicos 70%...

    Se isso é um país comunista que deu certo, não quero nem imaginar o que seria um que deu errado...
  • Marilia  06/11/2015 19:19
    Que ranking tosco é esse? Somar desemprego com inflação?
  • 'Sara zoebinsk  13/12/2015 16:14
    Apenas como esclarecimento informo que o socialismo existe há milênios.

    O islã é socialista


    Os neo eurasianos fizeram aliança política com o islã porque isso é necessário para que consigam implantar o socialismo depois que fizeram nova partilha política na Ásia e na Europa.

    Porque o islã é a única umidade socialista que deu certo pois está vigente há 15 séculos.

  • anônimo  30/01/2016 03:52
    Que delírio!
  • Fernando  01/03/2016 12:31
    O desemprego é a coisa mais bizarra da história do socialismo.

    Não existe mão de obra suficiente, para produzir tudo que as pessoas precisam ou que podem consumir.

    O desaranjo econômico é a maior causa dos problemas. Uma economia centralizada e protegida só retira a mão de obra do trabalho que é importante.

    Nós poderíamos estar resolvendo todos os problemas de habitação e infraestrutura, mas estamos gastando toda a mão de obra, produzindo bugigangas industrializadas. Isso é o mais bizarro do poder centralizado. O trabalho poder ser inútil.

    Outro ponto é a alta de preços mesmo com fartura de mercadoria. Os pátios da montadoras de carros estão lotados, mas os preços continua alto. Esse desarranjo na indústria de carros é a maior prova do poder nefasto do governo.

    Agora estamos aumentando as exportações, onde os gringos vão comprar toda a nossa carne sem impostos. Esse é o nacionalismo mais medonho que existe. Enquanto o povo paga para consumir carne, os gringos não precisam pagar nada para importar.


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