O que é realmente o socialismo e qual o seu maior problema
por , quarta-feira, 10 de outubro de 2012

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_empresário_socialista.jpg_.jpgNão há nada mais prático do que uma boa teoria.  Por isso, proponho-me a explicar em termos teóricos o que é o socialismo e por que ele não apenas é um erro intelectual, como também é uma impossibilidade científica.  Mostrarei por que ele se desmoronou — ao menos o socialismo real — e por que o socialismo que segue existindo na forma de intervencionismo econômico nos países ocidentais é o principal culpado pelas tensões e conflitos de que padece o mundo atual. 

Ainda estamos vivendo em um mundo essencialmente socialista, não obstante a queda do Muro de Berlim; e continuamos tolerando os efeitos que, segundo a teoria, são próprios da intervenção do estado sobre a vida social.

Para definir o socialismo, é necessário antes entendermos o conceito de "função empresarial".  Os teóricos da economia dizem que a função empresarial é uma capacidade inata do ser humano.  Não estamos nos referindo aqui ao empresário típico que leva adiante um empreendimento.  Estamos nos referindo, isso sim, à capacidade inata que todo ser humano tem de descobrir, criar, tomar conhecimento das oportunidades de lucro que surgem ao seu redor e atuar de modo a se aproveitar das mesmas.  Com efeito, etimologicamente, a palavra 'empresário' evoca o descobridor, alguém que percebe algo e aproveita a oportunidade.  Em termos mais figurativos, seria a lâmpada que se acende.

A função empresarial é a mais essencial das capacidades do ser humano.  Essa capacidade de criar e de descobrir coisas é o que, por natureza, mais nos distingue dos animais.  Neste sentido geral, o ser humano, mais do que um homo sapiens é um homo empresario.  Quem seria, portanto, um empresário?  Não se trata apenas de Henry Ford ou de Bill Gates, que sem dúvida alguma são grandes empresários no âmbito comercial e econômico.  Um empresário é toda e qualquer pessoa que tenha uma visão criativa, uma visão revolucionária.  Madre Teresa de Calcutá, por exemplo.  Sua missão era ajudar aos mais necessitados, e ela buscava fazer isso de forma criativa, unindo voluntários e canalizando os desejos de todos para o seu objetivo.  Por isso, Teresa de Calcutá foi um exemplo paradigmático de empresário.

Portanto, entendamos a função empresarial como sendo a mais íntima característica de nossa natureza como seres humanos, a característica que explica o surgimento da sociedade e o seu desenvolvimento como uma extremamente complicada rede de interações.  A sociedade é formada por inúmeras relações de interação e troca entre indivíduos, relações estas que são empreendidas porque, de alguma forma, imaginamos que estaremos melhor após elas.  Todas estas relações são impulsionadas por nosso espírito empresarial.

Todo ato empresarial produz uma sequência de três etapas.  A primeira consiste na criação da informação: quando um empresário descobre ou cria uma ideia nova; quando ele gera em sua mente uma informação que antes não existia.  Para colocar essa descoberta em prática, ele parte para a segunda etapa, que é quando ele combina recursos para satisfazer necessidades.  Se, de um lado, ele percebe que há um recurso barato e mal aproveitado, e, do outro, ele descobre que há demandas que podem ser satisfeitas com este recurso, ele irá atuar de modo a coordenar este "desarranjo". Ele irá comprar barato o recurso, utilizá-lo, transformá-lo, e vendê-lo a um preço maior, satisfazendo assim a demanda que ele havia percebido.  Desta forma, a informação é transmitida a todos, o que nos leva à terceira e última etapa, que é quando os agentes econômicos, atuando de maneira descoordenada, observam, aprendem e descobrem que devem conservar e economizar melhor um determinado recurso porque alguém o está demandando. 

Estes são os três planos que completam a sequência: criação de informação, transmissão de informação e, o mais importante, o efeito de coordenação gerado pelas duas etapas anteriores.  Desde o momento em que acordamos e nos levantamos da cama até o momento em que voltamos a dormir, disciplinamos nosso comportamento em função das mais distintas necessidades, em função das necessidades de pessoas que nem sequer conhecemos; e fazemos isso por iniciativa própria porque, seguindo nosso próprio interesse empresarial, sabemos que assim saímos ganhando.  É importante entendermos tudo isso porque, em contraste, vejamos agora o que é o socialismo.

O socialismo deve ser definido como sendo "todo e qualquer sistema de agressão institucional e sistemática contra o livre exercício da função empresarial".  O socialismo consiste em um sistema de intervenção que se impõe pela força, utilizando todos os meios coercitivos do estado.  O socialismo poderá apresentar determinados objetivos como sendo bons, mas terá de impor estes objetivos supostamente bons por meio de intervenções coercivas que provocarão distúrbios neste processo de cooperação social protagonizado pelos empresários.  Sendo assim — e essa é sua principal característica —, o socialismo funciona por meio da coerção.  Esta definição é muito importante porque os socialistas sempre querem ocultar sua face coerciva, a qual é a essência mais distintiva de seu sistema.

A coerção consiste em utilizar a violência para obrigar alguém a fazer algo.  De um lado temos a coerção do criminoso de rua que assalta um indivíduo qualquer; de outro temos a coerção do estado, que é a coerção que caracteriza o socialismo.  Quando a coerção é aleatória, não sistemática, o mercado tem, na medida do possível, seus próprios mecanismos para definir direitos de propriedade e defender-se da criminalidade.  Porém, se a coerção é sistemática e advém institucionalmente de um estado que detém todos os instrumentos do poder, a possibilidade de nos defendermos destes instrumentos e evitá-los é muito reduzida.  É neste ponto que o socialismo manifesta sua realidade em toda a sua crueza.

O socialismo não deve ser definido unicamente em termos de propriedade pública ou privada dos meios de produção.  Isso é um arcaísmo.  A essência do socialismo é a coerção, a coerção institucional oriunda do estado, por meio da qual se pretende que um órgão planejador se encarregue de todas as tarefas supostamente necessárias para se coordenar toda uma sociedade.  A responsabilidade é retirada à força dos indivíduos — que são naturalmente os únicos responsáveis por sua função empresarial, e que almejam seus objetivos e querem alcançá-los utilizando os meios mais adequados para tal — e repassada a um órgão planejador que, "lá de cima", pretende impor por meio da coerção sua visão específica de mundo e seus objetivos particulares.  Nesta definição de socialismo, vale enfatizar que é irrelevante se este órgão planejador foi ou não eleito democraticamente.  O teorema da impossibilidade do socialismo se mantém intacto, sem nenhuma modificação, independentemente de ser democrática ou não a origem do órgão planejador que quer impor à força a coordenação de toda a sociedade.

Definido o socialismo desta maneira, expliquemos então por que ele é um erro intelectual. 

O socialismo é um erro intelectual porque é impossível que o órgão planejador encarregado de exercer a coerção para coordenar a sociedade obtenha todas as informações de que necessita para fornecer um conteúdo coordenador às suas ordens.  Este é o grande paradoxo do socialismo, e o seu maior problema.  O planejador da economia necessita receber um fluxo ininterrupto e crescente de informação, de conhecimento e de dados para que seu impacto coercivo — a organização da sociedade — tenha algum êxito.  Mas é obviamente impossível uma mente ou mesmo várias mentes obterem e processarem todas as informações que estão dispersas na economia.  As interações diárias entre milhões de indivíduos produzem uma multiplicidade de informações que são impossíveis de serem apreendidas e processadas por apenas um seleto grupo de seres humanos.

Os teóricos da Escola Austríaca de Economia, Mises e Hayek, elaboraram quatro argumentos básicos no debate que mantiveram durante a primeira metade do século XX contra os teóricos da economia neoclássica, os quais nunca foram capazes de entender o problema inerente ao socialismo.  E por que não foram capazes de entendê-lo?  Pelo seguinte motivo: eles acreditavam que a economia funcionava exatamente como nos livros-textos de faculdade.  Mas o que os livros-textos ensinam em relação ao funcionamento da economia de mercado é radicalmente falso e fictício.  Tais manuais baseiam suas explicações sobre o mercado em termos matemáticos que supõem um ajuste perfeito.  É como se o mercado fosse uma espécie de computador que ajusta de maneira automática e perfeita os desejos dos consumidores à ação dos produtores.  O modelo ideal dos manuais é o da concorrência perfeita, descrito pelo sistema de equações simultâneas de Walras. 

Quando era universitário, minha primeira aula de economia foi com um professor que começou sua explanação com a seguinte e espantosa frase: "Suponhamos que todas as informações sejam conhecidas".  E logo em seguida ele se pôs a encher o quadro-negro com funções, curvas e fórmulas.  Esta é exatamente a hipótese da qual partem os neoclássicos: todas as informações são conhecidas e nada se altera; tudo é estático.  Mas esta hipótese é radicalmente irreal.  Ela vai contra a característica mais típica do mercado: a informação nunca é conhecida por todos; ela está dispersa pela economia.  Ela não é um dado constante que está ali para ser consultado a qualquer momento.  O conhecimento dos dados surge continuamente em decorrência da atividade criativa dos empresários: novos fins são almejados, novos meios são criados e utilizados.  Logo, qualquer teoria econômica construída a partir deste pressuposto irreal está fatalmente errada.

Os economistas neoclássicos pensaram que o socialismo era possível porque supuseram que todos os dados necessários para elaborar o sistema de equações simultâneas de Walras e encontrar sua solução eram "conhecidos".  Não foram capazes de apreciar o que ocorria neste mundo que tinham de investigar cientificamente; por conseguinte, não conseguiram entender o que realmente se passava.

Somente a Escola Austríaca seguiu um paradigma distinto.  Ela nunca supôs que as informações já estavam dadas e eram conhecidas por todos.  Ela sempre considerou que o processo econômico era impulsionado por empresários que continuamente incorrem em transações e descobrem novas informações.  Somente ela foi capaz de entender e explicar que o socialismo era um erro intelectual.  Ela desenvolveu seu argumento utilizando quatro enunciados: dois podem ser considerados "estáticos" e os outros dois podem ser considerados "dinâmicos".

Em primeiro lugar, a Escola Austríaca afirma, como já dito, ser impossível o órgão planejador coletar e utilizar corretamente todas as informações de que necessita para imprimir um conteúdo coordenador às suas ordens.  O volume de informações que os seres humanos manejam e com as quais lidam diariamente é imenso, de modo que é impossível gerir o que sete bilhões de seres humanos têm na cabeça.  Embora os neoclássicos não tenham sequer conseguido entender este argumento, ele é o mais fraco e o menos importante.  Ao fim e ao cabo, nos dias de hoje, com toda a capacidade informática existente, é um pouco mais fácil lidar com volumes imensos de informação.

O segundo argumento é muito mais profundo e contundente.  A informação com que lida o mercado não é objetiva; não é como a informação que se encontra impressa em um catálogo.  A informação empresarial possui uma natureza radicalmente distinta; ela é uma informação subjetiva, e não objetiva.  Ela é tácita, por assim dizer.  Ela é do tipo "sabemos algo, temos a técnica, a prática e o conhecimento, mas não sabemos no que tudo isso consiste detalhadamente."  Explicando de outra forma: é como a informação necessária para andar de bicicleta.  É como se alguém quisesse aprender a andar de bicicleta estudando as fórmulas físicas e matemáticas que expressam o equilíbrio que mantém o ciclista enquanto ele pedala.  O conhecimento necessário para saber andar de bicicleta não é adquirido desta forma, mas sim mediante um processo prático de aprendizagem, normalmente bem acidentado, que finalmente permite entender como se equilibra sobre uma bicicleta, além de detalhes fundamentais, como o de que, ao fazermos as curvas, temos de nos inclinar para não cairmos.  É bem provável que Lance Armstrong desconheça os detalhes das leis da física que o permitiram vencer o Tour de France várias vezes, mas ele indubitavelmente possui o conhecimento de como se anda em uma bicicleta.

A informação implícita não pode ser moldada de maneira formalizada e objetiva; tampouco pode ser transmitida corretamente a um órgão planejador.  Só é possível transmitir a um órgão planejador — de modo que este assimile e imponha uma coerção, dando um conteúdo coordenador às suas ordens — uma informação unívoca que não dê brechas a mal entendidos.  Porém, a esmagadora maioria das informações das quais dependemos para sermos bem-sucedidos em nossas vidas não é objetiva; não é informação de catálogo.  É informação subjetiva e tácita.

Mas estes dois argumentos — que as informações são extremamente volumosas e que possuem um caráter subjetivo — não bastam.  Existem outros dois, de caráter dinâmico, que são ainda mais contundentes e cuja implicação inevitável é a impossibilidade do socialismo.

Nós seres humanos somos dotados de uma inata capacidade criativa.  Continuamente descobrimos coisas "novas", almejamos objetivos "novos", e escolhemos meios "novos" para alcançá-los.  É impossível transmitir a um órgão planejador a informação ou o conhecimento que ainda não foi "criado" pelos empresários.  O órgão planejador pode se empenhar o quanto quiser em construir um "nirvana social" por meio de uma publicação diária de decretos e da imposição da força.  Mas, para fazer isso — ou seja, para se alcançar o "nirvana social" — ele tem de saber exatamente o que ocorrerá amanhã.  E o que vai ocorrer amanhã dependerá de uma informação empresarial que ainda não foi criada hoje, e que não pode ser transmitida ainda hoje para que nossos governantes nos coordenem eficientemente amanhã.  Este é o paradoxo do socialismo, a terceira razão.

Mas isso ainda não é tudo.  Existe um quarto argumento que é definitivo.  A própria natureza do socialismo — que, como dito, se baseia na coerção, no impacto coercivo sobre o corpo social ou a sociedade civil — bloqueia, dificulta ou impossibilita a criação empresarial de informação, que é precisamente aquilo de que necessita o governante para dar um conteúdo coordenador às suas ordens.

Esta é a demonstração em termos científicos do motivo de o socialismo ser teoricamente impossível.  É impossível o órgão planejador socialista coletar, apreender e colocar em prática todas as informações de que necessita para imprimir um conteúdo coordenador aos seus decretos.  Esta é uma análise puramente objetiva e científica.  Não é necessário pensar que o problema do socialismo está no fato de que "aqueles que estão no comando são maus".  Nem mesmo anjos, santos ou seres humanos genuinamente bondosos, com as melhores intenções e com os melhores conhecimentos, poderiam organizar uma sociedade de acordo com o esquema coercivo socialista.  Ela seria convertida em um inferno, já que, dada a natureza do ser humano, é impossível alcançar o objetivo ou o ideal socialista.

Todas estas características do socialismo têm consequências que podemos identificar em nossa realidade cotidiana.  A primeira é seu poder de encanto.  Em nossa natureza mais íntima, sempre encontramos o risco de ceder ao socialismo porque seu ideal nos tenta, porque o ser humano sempre tende a se rebelar contra sua natureza.  Viver em um mundo cujo futuro é incerto é algo que nos inquieta, e a possibilidade de controlar este futuro, de erradicar a incerteza, nos atrai.  Em seu livro A Arrogância Fatal, Hayek diz que, na realidade, o socialismo é a manifestação social, política e econômica do pecado original do ser humano, que é a arrogância.  O ser humano sempre teve o devaneio de querer ser Deus — isto é, onisciente.  Por isso, sempre, geração após geração, temos de estar em guarda contra o socialismo, continuamente vigilantes, e entender o fato de que nossa natureza é criativa, do tipo empresarial. 

O socialismo não é uma simples questão de siglas, abreviações, sindicatos ou partidos políticos em determinados contextos históricos.  O socialismo é uma ideia que está e sempre estará se infiltrando de maneira insidiosa em famílias, comunidades, bairros, igrejas, empresas, movimentos, partidos políticos de todas as ideologias etc.  É necessário lutar continuamente contra a tentação do estatismo porque ele representa o perigo mais original que há dentro dos seres humanos, nossa maior tentação: crer que somos Deus.  O socialista acredita ser genuinamente capaz de superar o problema da impossibilidade da coleta, da apreensão e da utilização de informações dispersas, problema esse que desacredita totalmente a essência do sistema que ele defende.  Por isso, o socialismo sempre decorre do pecado da soberba intelectual.  Por trás de todo socialista há um arrogante, um intelectual soberbo.  E isso é algo fácil de constatarmos ao nosso redor.

O socialismo não é somente um erro intelectual.  É também uma força verdadeiramente antissocial, pois sua mais íntima característica consiste em violentar, em maior ou menor escala, a liberdade empresarial dos seres humanos em seu sentido criativo e coordenador.  E, como é exatamente isso o que distingue os seres humanos dos outros seres vivos, o socialismo é um sistema social antinatural, contrário a tudo o que o ser humano é e aspira a ser.


Jesús Huerta de Soto , professor de economia da Universidade Rey Juan Carlos, em Madri, é o principal economista austríaco da Espanha. Autor, tradutor, editor e professor, ele também é um dos mais ativos embaixadores do capitalismo libertário ao redor do mundo. Ele é o autor de A Escola Austríaca: Mercado e Criatividade Empresarial, Socialismo, cálculo econômico e função empresarial e da monumental obra Moeda, Crédito Bancário e Ciclos Econômicos.



43 comentários
43 comentários
eduardo 10/10/2012 06:19:43

Depois de ver o documentário sobre a crise, é impossível ler um artigo do Jesus Huerta sem imaginá-lo se balançando na cadeira!!

Responder
João Hornburg 10/10/2012 10:16:17

Depois de ver o documentário sobre a crise, é impossível ler um artigo do Jesus Huerta sem imaginá-lo se balançando na cadeira!! [2]

Responder
Henrique Mareze 04/04/2013 00:16:13

''Se isto es una economía de mercado, pois que bajan Díos y nos explican; Esto es socialismo puro y duro en pleno siglo 21.''

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Neto 10/10/2012 06:20:19

Pois é, mas como diz o Olavo, até isso a esquerda já sabe.O que a esquerda luta é pelo livre mercado 'regulado' e tals

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Gabriel Miranda 10/10/2012 06:30:21

Prezados, quais obras que tratam dos problemas decorrentes do planejamento central vocês recomendam?

Já li muito do material que está disponível no IMB, ainda tenho muito para ler, mas quero saber quais são as melhores obras para o assunto.

Obrigado!

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José Ricardo C.Monteiro 10/10/2012 07:14:48

Saudações, prezado colega virtual, tudo aquilo que está disponível no sítio do IMB loja virtual, biblioteca e artigos dará a ti informação suficiente.
Caso queira um romance fantástico leia A Revolta de Atlas de Ayn Rand.
Abraços.

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Gabriel Miranda 11/10/2012 05:40:01

Olá, José!

Obrigado pela atenção. Tenho lido o material disponível no IMB. Mas o que eu quero é uma espécie, digamos, de roteiro de leitura. Ultimamente, ando lendo a torto e a direto as obras dos autores austríacos e congêneres, sem nenhuma ordem de prioridade.

Quanto à obra de Rand, realmente, fantástica! Inclusive já adquiri o meu exemplar, hehe.

Abraços!

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Pedro Lima 10/10/2012 07:18:11

"Nirvana social". Hehehe
Muito bom o artigo.

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Dalton C. Rocha 10/10/2012 08:29:21

Neste site: direitoeavesso-pepa.blogspot.com.br/2009/12/fernando-pessoa-catolicismo-e-comunismo.html o grande poeta português Fernando Pessoa define o comunismo nestes termos: "O comunismo não é um sistema: é um dogmatismo sem sistema - o dogmatismo informe da brutalidade e da dissolução. Se o que há de lixo moral e mental em todos os cérebros pudesse ser varrido e reunido, e com ele se formar uma figura gigantesca, tal seria a figura do comunismo, inimigo supremo da liberdade e da humanidade, como o é tudo quanto dorme nos baixos instintos que se escondem em cada um de nós.
O comunismo não é uma doutrina porque é uma antidoutrina, ou uma contradoutrina. Tudo quanto o homem tem conquistado, até hoje, de espiritualidade moral e mental - isto é de civilização e de cultura -, tudo isso ele inverte para formar a doutrina que não tem"

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Atylla 10/10/2012 08:35:02

Enquanto isso em Brasília...

A PRESIDENTA DA REPÚBLICA, no uso das atribuições que lhe confere o art. 84, caput, incisos IV e VI, alínea "a", da Constituição, e tendo em vista o disposto no § 9º do art. 1º da Lei nº 12.096, de 24 de novembro de 2009,

DECRETA:

Art. 1º Fica instituído o Conselho Interministerial para Projetos Transformadores - CIPT, vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, com a atribuição de aprovar a elegibilidade dos projetos de investimento destinados à constituição de capacidade tecnológica e produtiva em setores de alta intensidade de conhecimento e engenharia, para fins de concessão da subvenção econômica de que trata o inciso I do caput do art. 1º da Lei nº 12.096, de 24 de novembro de 2009.

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Hay 10/10/2012 08:58:09

Poxa, uma política desenvolvimentista protecionista! Nunca fizeram isso antes no Brasil! Certamente vai levar a um desenvolvimento tecnológico nunca antes visto!

Responder
Leandro Levlavi 10/10/2012 10:54:41

"Em seu livro A Arrogância Fatal, Hayek diz que, na realidade, o socialismo é a manifestação social, política e econômica do pecado original do ser humano, que é a arrogância. O ser humano sempre teve o devaneio de querer ser Deus — isto é, onisciente."


Exato. O Socialismo, Comunismo e seus sub-ismos são todos derivados dessa constatação de Hayek. São males decorrentes do pecado original, um castigo divino onde homens sempre serão dominados por outros homens... Nossa tarefa é lutar contra isso.

Responder
Fernando 10/10/2012 14:11:29

Prezados,

Sei que minha pergunta está um pouco fora de contexto, mas gostaria de aprender mais.

Li vários artigos do site, mas não entendi ainda como um sistema judiciário completamnete privado iria funcionar. E, obviamente, a consequência disso; prisão, por exemplo.

A parte do ressarcimento eu entendi, mas o que não for possível de ressarcimento. Se fosse necessário a prisão do criminoso? Quem "pagaria" esse custo?

As outras funções eu não vejo problema.

Gostaria que me indicassem leituras sobre minhas dúvidas.

Obrigado.

Responder
Matheus Polli 10/10/2012 20:56:29

Fernando, quando haveria necessidade de prisão? Não há vantagem alguma nem motivo em manter um indivíduo encarcerado. Qualquer que tenha sido o crime, a prisão não gera justiça com a vítima; pelo contrário, no sistema atual a vítima é duplamente lesada tendo que manter o criminoso atraves de impostos.

Responder
Fernando 11/10/2012 06:45:52

Matheus Polli,

Quando haveria necessidade de prisão?

Se alguém mata outra pessoa, como será ressarcido? Se o assassino for uma pessoa pobre, com dinheiro não vai ser. Com o trabalho? Eu por acaso vou querer o trabalho de um assassino de um ente meu? E se ele se recusas a trabalhar?

E quem iria matar? Eu? Ou eu poderia contratar um serviço profissional de extermínio?

Se alguém estupra outra pessoa. Como seria ressarcido? Quem decide isso?

Agora, vamos voltar ao ponto inicial. O sistema jurídico. Seria privado, certo? Pago por quem? Por quem deseja usufruir os serviços, pelo menos eu entendo assim.

E se houver várias empresas jurídicas (ou seja, vários tribunais). Eu pago os serviços de um tribunal, a pessoa que violou minha propriedade privada paga os serviços de outro tribunal. Onde seria realizado esse julgamento? A resposta "fácil" é que seja na da vítima. Mas eu acho bem estranho uma empresa que eu sou cliente julgar outra pessoa. Há claramente um conflito de interesse.

Poderíamos debater sobre esses assuntos?

Responder
Tiago RC 11/10/2012 08:47:16

Fernando, te sugiro ler a primeira parte ("Lei Privada") desse texto: libertyzine.blogspot.fr/2007/04/teoria-do-caos-robert-p-murphy.html

Ele até dá sugestões de como prisões poderiam existir, embora eu ache mais provável que elas não existam mesmo, e que todas as punições sejam baseadas em ressarcimento + indenização.

Responder
Fernando 11/10/2012 10:59:26

Tiago,

Entendo...então, quer dizer que quem possui muito dinheiro seria mais impune do que é hoje, certo?

Estuprar uma garota seria muito simples, bastaria indenizar e ressarcir a vítima e pronto.



E, de novo, não me explicaram ainda como seriam os JULGAGAMENTOS.

Responder
Tiago RC 12/10/2012 00:24:11

Você não leu o texto, leu?

Responder
Neto 12/10/2012 04:06:57

Se o cara estupra uma garota o pai dela tem todo o direito de enfiar uma bala na cabeça dele depois.Ou então a comunidade pode linchar ele.
Esse negocio de justiça privada, policia privada, não é um fim, é um meio, o que importa é o PNA

Responder
Fernando 14/10/2012 20:02:06

Li o texto sim.

Só que não respondem minhas dúvidas. Algumas até tentam responder, mas é de uma pobreza e ingenuidade que eu só posso imaginar que o autor está de brincadeira.


Sério, JULGAMENTOS privados não são a melhor opção. Por vários motivos.

Estou esperando UM bom motivo apenas, e até agora ninguém disse, apenas me indicou leituras que não dizem nada, e o próprio autor diz que não sabe como irá funcionar.

Me pergunto se alguém realmente acredita nisso.

Responder
Renê 12/10/2012 07:41:40

Como seria ressarcido alguém cujo filho foi assassinado?

Responder
Neto 12/10/2012 11:16:03

Dinheiro nenhum paga isso
O cara que mata outro está abrindo mão do próprio direito à vida.
A não ser é claro que a gente assuma que a vida de um vale mais que a do outro

Responder
Wagner 05/04/2013 11:40:21

Como é ressarcido hoje alguém que teve o filho assassinado? O meliante vai pra cadeia e ganha comida paga pela sua vítima durante 20 anos, super justo né?

Como seria ressarcido alguém que teve o filho assassinado em um regime ancap? A sociedade decidiria baseado no seu conjunto de valores.

As regras são decididas pelo povo que mora no lugar onde o crime foi cometido. Se, em um regime ancap, você for pra Cidade A e cometer um crime você será julgado na cidade onde o crime foi cometido, pelo tribunal daquela localidade. Quando se diz que haverão tribunais privados não quer dizer que cada pedaço de terra vai possuir 10 códigos de regras diferentes, quer dizer que "cidades" diferentes poderão ter regras diferentes; Se você comprar um terreno na Cidade A você vai concordar com as regras daquele local, vai concordar em ser julgado no tribunal da "cidade" e se você não gostar ou achar injusto você simplesmente se muda.

É igualzinho as relações internacionais, se você for pra Bali e traficar drogas você será condenado a morte, não importa se aqui no Brasil o seu tribunal diz que a pena pra trafico de drogas é X anos de cadeia. Pense nos países como se fossem cidades e você tem algo bem próximo do que seria uma sociedade anarquista; Vários grupos com diferentes regras vivendo pacificamente através da diplomacia e trocas voluntárias.

Responder
Lomoro 06/10/2013 15:17:18

Fernando, o sistema judiciário privado NÃO iria funcionar.

minarquismo é melhor que anarquismo.

Responder
Magno 06/10/2013 22:32:31

De boas aqui, aguardando o Lomoro listar a impecabilidade do atual sistema judiciário estatal e monopolista, que é célere, imparcial e implacável com os poderosos, como temos acompanhado recentemente.

Responder
israel 10/10/2012 18:29:42

Primeiro criam lei da palmada,depois cria-se leis coercitivas antipropagandas infantil.
isso é um exemplo de nosso estado messiÂnico que avilta a autonomia do indivíduo,suprimindo suas ações e antecedendo o direito dos pais de tomar decisões.

Responder
Rodolfo 21/10/2012 09:21:37

Você se esquece que as crianças não possuem, por fatores biológicos e psicológicos, a sua autonomia formada; de modo que deve sim haver uma proteção do Estado em relação à elas.

Responder
Neto 22/10/2012 07:11:21

Você se esquece de que as crianças não possuem, por fatores biológicos e psicológicos, a sua autonomia formada, de modo que deve sim haver uma proteção DOS PAIS em relação a elas.

Responder
Rodolfo 22/10/2012 08:52:27

Nem sempre os pais podem protege-las; afinal, eles tem que trabalhar.

Responder
Arthur 22/10/2012 09:59:09

Se os pais não podem dar a devida proteção as crianças, não tenham filhos. Ou que busquem a ajuda da família para cuidar dos mesmos. Não se deve onerar todo o resto da sociedade por isso.

Responder
Neto 22/10/2012 10:19:41

É pra isso que serve escolas e babás

Agora se você não quer gastar dinheiro com isso, quer que o governo faça isso pra você o que você quer na verdade é o seguinte: ESCOLHER fazer filhos sem ter dinheiro pra criar e obrigar quem não tem nada a ver com isso a pagar a conta

Responder
Erik Frederico Alves Cenaqui 14/10/2012 10:03:20

Muito bom o texto.

Eu desconhecia que o Hayek tinha escrito um livro com o título A Arrogância Fatal e que trata-se o socialismo como uma espécie de arrogância.

O site do Midia Sem Mascara trata o socialismo, comunismo, fascismo e nazismo (filhos do marxismo), em seus diversos textos, como estranhas e clandestinas religiões políticas que tratam o estado e/ou partido como se fossem um deus.

O ambientalismo e o positivismo também são tratados como religiões estranhas e clandestinas.

E por isso que essas pessoas criticam de forma muito forte a moral judaico-cristã.

A moral judaico-cristã impede que estes religiões estranhas e clandestinas sejam completamente hegemônicas.

Vivemos num mundo muito perigoso mesmo.

Responder
Rafael 14/10/2012 22:39:02

Eu ainda não li A Teoria do Caos, portanto nao sei se o o que vou lhe recomendar é mais do mesmo, mas aqui vai:\r
\r
www.freedomainradio.com/free/books/FDR_5_PDF_Practical_Anarchy_Audiobook.pdf\r
\r
OBS: Espero que o inglês nao impeça a leitura.\r
\r
De qualquer forma, gostaria de saber porque julgamentos privados nao podem funcionar - sendo que eles ja funcionam atualmente, decidindo conflitos internacionais, por exemplo (www.judge.me)-, além de seus argumentos em defesa do sistema judiciário coercitivo e ineficiente que temos hoje.

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Mateus Souza 05/04/2013 01:52:27

Será que o senhor poderia realizar um artigo sobre "Porque o Capitalismo não é perfeito?". Aguardaria com ansiedade. Detesto o joga-joga entre capitalistas e comunistas dentro daquela velha disputa; "eu sou o bem e você é o mal" ou então "nosso sistema é perfeito e o seu um fracasso"... Ora, se um dos dois valesse a pena,o Socialismo real não teria fracassado e o Capitalismo não estaria sempre em crise... Talvez se juntarmos os dois...

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Malthus 05/04/2013 10:53:26

Impossível fazer tal texto porque o capitalismo ainda não foi tentado. Capitalismo significa livre concorrência, com ausência de regulamentações e protecionismos, com lucros privados e prejuízos privados.

O que temos hoje é um sistema chamado de corporativismo, em que governos e grandes empresas trabalham em conluio, cada qual protegendo seus interesses e mandando a conta para o resto da população (governos protegem empresas com regulamentações que impedem a livre concorrência e com tarifas protecionistas que impedem a competição de estrangeiros, e as empresas agradecem dando vultosas contribuições da campanha para políticos e propinas para burocratas).

Curiosamente, este é o sistema que mais se aproxima da fusão de capitalismo com socialismo, que é exatamente o que você sugere que seja tentado.

Responder
anônimo 05/04/2013 11:10:38

O capitalismo antigo, mais próximo do ideal, não vivia em crise não.

Responder
Marc... 05/04/2013 16:08:28

A "terceira via" é escravidão disfarçada

Políticos ao redor do mundo, praticamente sem exceção, vivem parolando sobre as supostas glórias da "terceira via", isto é, a adoção de um modelo econômico que não seja nem capitalismo nem socialismo, mas sim uma mistura daquilo que "ambos os sistemas têm de melhor". A moda é antiga, mas ganhou especial vigor na década de 1990 nos EUA, na Grã-Bretanha e na Alemanha, com as respectivas eleições de Bill Clinton, Tony Blair e Gerhard Schröder. Desde então, a defesa de tal sistema só se revigora a cada ano, não obstante seus retumbantes fracassos.

O principal objetivo da terceira via é combinar a eficiência econômica do capitalismo com a "justiça social" do socialismo — o que significa a imposição de maiores impostos, mais assistencialismo e regulamentações opressivas. Em suma, a terceira via é apenas um nome mais pomposo e populista para a manutenção do status quo.

Ludwig von Mises, ainda em 1921, já havia acabado com essa noção de que você pode combinar o "melhor" do socialismo e do capitalismo. Não existe isso de "o melhor" do socialismo, escreveu ele, pois mesmo a menor quantidade de socialismo distorce o funcionamento de uma sociedade livre.

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julio cesar 14/07/2013 17:53:34

comunismo é maligno basta ver seu histórico de estupros e assassinatos
nimguém estuprou tantas mulheres como os comunistas
nimguém assassinou tanto como os comunistas
em toda história mundial foram os comunistas quem mais estupraram mulheres
em toda história mundial foram os comunistas quem mais assassinaram pessoas

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jaspion 04/10/2013 12:18:08

o maior problema do socialismo é esse aqui:

diganaoaoesquerdismo.blogspot.com.br/2013/07/por-que-o-socialismo-sempre-sera.html




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thiago 28/01/2014 19:27:25

Boa tarde, muito bom o artigo...

Gostaria de saber por que então há diabos brigas dentro do próprio meios socialistas, Proudhon só faltou xingar a mãe do Friedrich Engels em seu livro "Filosofia da Miséria". Pergunta é, existe diferença entre os socialismos?

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joao batista passos 28/01/2014 19:31:39

Assim como o socialismo, o liberalismo também é impossível... Antes de ser pleno, a massa, que não tem, e nunca terá, as mesmas oportunidades que a minoria, se rebela e ai começa a confusão... Acredito que é preciso começar a parar de seguir cegamente estes teóricos antigos, sejam socialistas ou liberais... O mundo deles era diferente de hoje... É preciso começar a criar novas teorias que levem em consideração a unificação desses pensamentos... #teorias

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anônimo 29/01/2014 00:54:51

Primeiro é preciso começar a lê-los ( os teóricos "antigos" ) para saber do que se trata. Se você tivesse lido um mínimo, não ia largar uma bobagem como "o liberalismo também é impossível".

Leia:

A posição das escolas austríaca, de Chicago, keynesiana e marxista em 17 questões econômicas
www.mises.org.br/Article.aspx?id=1349

A ordem das escolas do título é da mais liberal para a menos liberal. A escola austríaca é a defendida neste site.

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Carlos Eduardo 13/04/2014 21:32:38

Concordo com tudo que disse. Mas Madre Teresa de Calcutá??? Sério mesmo???
https://www.youtube.com/watch?v=IdYb_qS_ksg
O que ela tem como exemplo de empreendedorismo e liberdade?? Me respondam.

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