clube   |   doar   |   idiomas
Fraude - por que houve esta grande recessão

O Instituto Mises Brasil, em parceria com a empresa espanhola Amagifilms — fundada pelos libertários espanhóis Juan José Mercado, Daniel García e Bárbara Sokol — tem o orgulho e a honra de apresentar aquele que, até o momento, é o documentário mais completo sobre a crise financeira mundial.

Embora vários documentários já houvessem sido produzidos sobre a crise econômica que hoje assola o mundo, nenhum deles de fato se propunha a expor uma teoria econômica que de fato explicasse as minúcias econômicas que provocaram o descalabro.  

Para preencher este vazio, empreendedores espanhóis buscaram a ajuda dos professores Jesús Huerta de Soto e Juan Ramón Rallo para elaborar uma explicação completa que, utilizando a teoria econômica que mais uma vez demonstrou ser a única correta (a teoria austríaca dos ciclos econômicos), fizesse uma cronologia histórica da grande recessão vista à luz desta teoria e denunciasse todos os desastres econômicos que a humanidade vem sofrendo há séculos em decorrência de políticas monetárias estatais, as quais foram rotuladas de "fraude legal".  

Por último e não menos importante, foi pedido aos professores que apontassem soluções concretas e factíveis para se colocar um fim a este recorrente ciclo de descalabros.

O resultado deste trabalho pode ser conferido abaixo. Todos os detalhes sobre as causas da crise e sobre as medidas governamentais tomadas para tentar combater a crise, bem como todas as reais consequências destas medidas, são minuciosamente explicitados neste esplêndido documentário.

A grande recessão não foi causada pelo livre mercado, mas poderia ter sido solucionada por ele se ao menos os governos permitissem. As intervenções do estado na economia, principalmente por meio de seus bancos centrais e seus mecanismos fraudulentos de criar dinheiro e expandir artificialmente o crédito, tornando-o farto e barato, não apenas foram as causas desta grande recessão, como também estão nas raízes de todos os recorrentes ciclos de expansão econômica seguida de recessão que assolam a humanidade.  

Políticas monetárias expansionistas e as contínuas manipulações de juros feitas pelos bancos centrais criam fases de exuberância irracional e bolhas que inevitavelmente terminam em dolorosas recessões econômicas que impõem penosos sofrimentos a todos os cidadãos, principalmente aos mais financeiramente desprotegidos.

Denunciar as fraudes que provocam estas opressivas recessões, bem como fazer advertências sobre os prováveis erros futuros que os governos voltarão a cometer, é a principal intenção deste trabalho.

Aproveitem.

(Para ver em tela expandida, clique em "vimeo" no canto inferior direito da tela abaixo ou acesse diretamente pelo link http://www.fraudedocumental.com/#!_brazil)




3 votos

autor

Equipe IMB

  • ricardo santos  04/10/2012 20:53
    Boa. Até o presente momento, o melhor documentário que vi sobre a crise foi o " Inside in job ", já comentei isso aqui em uma troca de mensagens com o Leandro. Ocorre que esse documentário abordava a questão de uma perspectiva esquerdista, enfatizando a ganância dos agentes e a falta de regulamentação... sobre o sistema de reservas fracionárias e a política de juros artificialmente baixos ( responsáveis pelas bolhas imobiliária e das ponto.com ) nenhuma palavra. Espero que esse documentário ( ainda não o vi ) preencha essa lacuna. Parabéns Mises.org
  • bernardo  04/10/2012 21:42
    Uma versão em ingles poderia ser feita, ou ja tem? Em ingles o documentario teria uma visibilidade maior.
  • Pedro  05/10/2012 06:19
    Acho desnecessário. Precisamos resolver o nosso problema (conscientizar o nosso país), não o de outros países.

    Se algum gringo que entenda português achar que vale a pena traduzir, ele que faça isso.
  • Carlos Gómez  05/10/2012 07:09
    Fraud. Why the Great Recession: https://vimeo.com/45687897
  • Comunista Enrustido  06/10/2012 23:26
    Discussão "Trotsky x Stálin" versão libertária.

    Acerca do documentário, acho brilhante a iniciativa e é exatamente o que a economia austríaca necessita para atingir o grande público. Infelizmente, faltou ação e efeitos pirotécnicos, além da sonífera atuação do balançante Jesús Huerta de Soto.

    Quanto ao IMB, continua incrivelmente informativo, não me canso de visitá-lo, chega a ser irritante, pela meu limitado tempo para leitura, a quantidade de excelentíssimos esclarecedores artigos sobre economia.

    Gostaria de ajudá-los sugerindo a adição de uma ferramenta ao site para avaliar comentários, algo como o "like" do youtube. O IMB se tornou vítima de seu sucesso, visível pela crescente quantidade e qualidade dos comentários. Infelizmente, não é possível acompanhar a todos e poder selecionar sua relevância seria um grande adendo ao site. Uma ferramenta "love" seria adequada para avaliar os comentários do Leandro. Espero que minha sugestão seja considerada.
  • Pedro Ivo  07/10/2012 07:33
    Bem observado. O documentário é ótimo em conteúdo e frágil em drama e elementos narrativos. Ficou mui burocrático. Um documentário precisa fazer uso da edição, música, etc., de modo a apresentar os entrevistados como personagens, e encadeando seus discursos num todo coerente (isto o documentário fez) com efeitos narrativos que evitem o tom professoral, auleiro, discursivo de palanque, e afins. Um documentário não é apenas informativo: ele é um drama, como o teatro. Precisa de um elemento primordial que desencadeie uma ação, que dê um mote, uma motivação, aos personagens para agir. No caso de um documentàrio, o elemento que dá a ação é estabelecido pelo editor, que encadeia os discursos, e dá-lhes "liga" com música, efeitos visuais e elementos cênicos (no caso, narrativa e imagens). Faltou este "desencadeador" da narrativa ao documentário. Faltou a ação, logo o drama. Tem princípio meio e fim, mas não tem clímax, não tem suspense, não tem humor. Está acadêmico demais.

    Eu adorei, mas só porque gosto do conteúdo. Como "documentário" ficou devendo, o que é péssimo. O Ricardo Santos citou o "Inside in Job" um documentário patético em 'interpretação', mas bastante competente em apresentação, narrativa, ação e drama. Apresenta os mesmos fatos que o 'Fraude' mas é mais sedutor. Ter esta capacidade de envolver o público (não apenas contar a história, mas ser convincente com sua versão) é algo que a esquerda faz com muita inteligência, pois eles dão a 'liga' dos ingredientes (os fatos no caso) com senso comum, apelo às emoções, apelo a valores, apelo à maioria, à religião, ao misticismo, etc.. Logo, eles obtém o drama criando uma ação através da 'violação' de um sentimento caro, de um valor fundamental, de uma prioridade compartilhada. Eles apresentam alguém como se fosse um monstro, um ganancioso, um sodomita, um usurpador. Esta pessoa esta "violando nossas tradições, destruindo nossos valores", etc.. E dá-lhe bravatas e falácias, apresentando estes valores violados como verdadeiros, justos, divinos, elevados, transcendentes (falácia não porque não o sejam, mas porque o ônus de provar que o são nunca é assumido). Mas o caso é que estas falácias funcionam, pois os valores que são apresentados, e o senso comum que lhe dá razoabilidade, são tão presentes, que assumem, para o cidadão médio, o aspecto de verdadeiros, incriados, anteriores a qualquer reflexão. Se você for criado dentro dum contexto, é difícil dar-se conta de que este contexto é ele próprio uma criação arbitrária (no sentido de que inúmeras outras são possíveis), e não uma realidade inquestionável. E este contexto em que as pessoas são criadas, e que lhes dá sentido de razão e de transcendência, são extremamente favoráveis à esquerda, pois permitem o elemento de ação tão caro a um bom documentário, posto envolvente emocionalmente, e daí convincente.

    Uma coisa de que nós liberalistas e libertários precisamos nos dar conta é de que precisamos fazer um uso mais inteligente das emoções, da ação, da narração, do senso comum, ao apresentarmos nossas ideias. Sair desta psedo-zona-de-conforto do discurso acadêmico. O povão tem aversão a isto. Eles querem é Bíblia, contos de fadas, novela e validação de seus princípios. Nós temos de aprender a construir discursos com base naquilo que ponha estas pessoas em harmonia com seus preconceitos, e não em dissonância.

    Se bem a dissonância possa ser mui útil como elemento dramático. Por ex.: se eu fosse documentarista, 1º eu apresentaria os fatos de modo a fazer seus personagens parecerem culpados frente aos valores comuns. 2º, eu apresentaria os valores com que as pessoas acham que a vida deve ser levada. 3º, mostraria como a situação é paradoxal: a aplicação do senso comum ao caso chega a resultados que violam o senso comum. 4º, apresentaria a visão austríaca. E 5º, mostraria que esta visão se baseia na Bíblia (mostrando como a versão austríaca dos acontecimentos é debitária à Tomás de Aquino, e como ele chegou a conclusões semelhantes ou idênticas às nossas via interpretação da Bíblia, como bem pode ser ilustrado aqui).

    Portanto, está passando de a gente aprender estas lições. Rothbard, neste artigo, chama a atenção para a estratégia gramsciana de tomar gradualmente controle dos meios midiáticos e culturais e de então só veicular neles conteúdos simpáticos à sua causa. A postura academicista dos liberais tem permitido o sucesso desta investida.
  • Ricardo  07/10/2012 14:03
    Lamentável a sua postura, Pedro Ivo.

    O pessoal do movimento faz das tripas coração, trabalha feito condenado sem nenhum financiamento, tudo na base da doação voluntária e da caridade, criam um material excelente e ainda disponibilizam tudo gratuitamente, e você vem aqui pôr defeitos e dizer que as coisas têm de ser feitas como em "Inside Job", filme hollywoodiano que conta com farto financiamento das principais elites globalistas mundiais.

    E você, o que tem feito pela liberdade? Para criticar e menosprezar o magnífico esforço alheio, vejo que você é rapidíssimo. Mas qual a sua contribuição prática para a liberdade? Há algo que você tenha feito que sequer rivalize com o sensacional esforço desse povo aqui? Não? Então tenha mais humildade antes de abrir a boca para criticar a obra alheia. Para ter alguma moral, você tem de no mínimo ter resultados próprios a mostrar.
  • Pedro Ivo  08/10/2012 08:00
    Prezado Ricardo, discordo respeitosamente ponto a ponto do que você disse. Vamos por partes


    "O pessoal do movimento faz das tripas coração, trabalha feito condenado sem nenhum financiamento, tudo na base da doação voluntária e da caridade, criam um material excelente e ainda disponibilizam tudo gratuitamente, e você vem aqui pôr defeitos..."


    Claro que vim por defeitos. Eu discordo do modo como eles fizeram. Não tenho este direito?! Concordo com o conteúdo, mas tenho dúvidas quanto ao mérito da exposição.


    Digamos que você fosse meu professor, ou um palestrante. Talvez eu concorde com aquilo que você diz, mas ache a exposição deficiente. Você nunca teve esta impressão quanto a algum de seus professores ou palestrante? Você nunca se sentiu enfadado com uma apresentação? E caso tenha se sentido, você não acha que tenha o direito de expor sua discordância quanto ao modo de apresentar os conteúdos?


    Mesmo você responda 'não' a todas estas perguntas, ainda sim tenho o direito de discordar e expor contrariedade. Mas tenho certeza de que você respondeu sim a algumas delas, e que você tem críticas a esforços bem intencionados de outras pessoas, e que já o expôs fazendo críticas construtivas a elas (mas se não expôs, você as está incentivando a continuar fazendo mal aquilo que podiam fazer melhor. Logo, você não só tem direito, mas dever de criticar. Como aliás, você o fez comigo).


    Você tem razão quando diz que o documentarista fez "...das tripas coração, trabalha feito condenado sem nenhum financiamento, tudo na base da doação voluntária e da caridade, criam um material excelente e ainda disponibilizam tudo gratuitamente". Mas eu discordo que o material seja excelente: o conteúdo é ótimo, a apresentação nem tanto. E expus argumentos; embasei minha crítica. Já você não criticou qualquer de minhas teses. Apenas atacou minha opção de objetar.


    Minha crítica foi inteiramente construtiva. Eu apresentei conceitos acerca de como melhorar os esforços destas pessoas. Não as ataquei por se esforçarem. Apenas acho que elas podem melhorar.


    Depois você disse: "... e dizer que as coisas têm de ser feitas como em "Inside Job", filme hollywoodiano que conta com farto financiamento das principais elites globalistas mundiais"."


    Em minha opinião não é uma questão de financiamento que fez do "Inside Job" narrativamente melhor, mas de maneira de tecer uma trama ao apresentar imagens, entrevistas, infográficos, música, e todos os elementos dramatúrgicos. Note que minha crítica é quanto à falta de um sustentáculo narrativo melhor ao 'Fraude'. Isto não se faz com dinheiro, mas com uma compreensão dramatúrgica melhor. E apresentei fundamentos a respeito disto.



    "E você, o que tem feito pela liberdade?" É uma boa pergunta. Trabalho na iniciativa privada. Logo, faço minha parte. Não tenho como fazer mais. Ganho meu pão um dia de cada vez. Também participo da educação de meus sobrinhos, e os educo para a liberdade. Eu adoraria ser mais universal, mas o que tenho em mãos é isto. Não me omito, não fazendo nada, porque tenho pouco. Faço o que posso, nem que seja apresentar uma opinião contrária para enriquecer o debate.


    "Para criticar e menosprezar o magnífico esforço alheio..." Não menosprezei: discordei.


    "... vejo que você é rapidíssimo". Isto aqui é um fórum de debates. Você queria que eu fizesse o que?


    "Mas qual a sua contribuição prática para a liberdade? Há algo que você tenha feito que sequer rivalize com o sensacional esforço desse povo aqui? Não? Então tenha mais humildade antes de abrir a boca para criticar a obra alheia."


    Não. Eu não terei mais humildade para criticar a obra alheia. Sua objeção é vazia ao dizer que eu nada tenho com que rivalizá-los. Eu não posso ser julgado com base em algo que nunca me propus a fazer.

    Vou exemplificar: eu não sou carpinteiro. Não sei fazer o trabalho de um carpinteiro, e nunca me propus a saber fazer este trabalho. Mas sei criticar sim, pois se encomendo um armário, e ele não atende ao que pedi, eu conheço minhas necessidades, e com base nelas, sei se o trabalho está bom ou não. Seguindo a mesma linha, nunca me propus a ser documentarista, mas conheço um pouco deste assunto. Daí, com base naquilo que vejo que o autor se propôs (a necessidade que ele busca atender: informar, no caso), e no resultado que atingiu, posso estabelecer objeções e concordâncias. Eu não sei fazer um filme, mas conheço elementos com os quais se julga um. Tal qual não sou jornalista, mas sei dizer se um texto foi claro em informar; se atingiu o objetivo (afinal, sei quando fui ou não informado acerca de algo cujas dúvidas tentei sanar buscando aquela informação).


    Alem do mais, aquilo que me propus a fazer foi criticar construtivamente, objetando quanto àquilo que considero incompleto. Contanto eu apresente razões, é pela qualidade da crítica que devo ser questionado. Àquilo que me propus fazer (a qualidade de meus argumentos) você não se expressou. E eu gostaria que o fizesse, ao invés de afirmar que tenho de me calar.


    "Para ter alguma moral, você tem de no mínimo ter resultados próprios a mostrar." Esta objeção é ingênua. Não é uma questão de moral: é uma discordância sobre a abordagem deles. Eu nunca fiz nada de incompatível com a liberdade que usufrui ao discordar. Nunca violei a liberdade de ninguém em opinar e realizar seus afazeres. Não sou um tirano, não persegui ninguém, e nunca usei minhas objeções para por coleira em ninguém. Logo, tenho moral sim. A mesma liberdade que eles tem de fazer um documentário é aquela que tenho de não estar satisfeito com o resultado.


    Concluindo, minha liberdade de opinião não está condicionada a ser melhor do que eles nos afazeres deles. Está em ser respeitoso e embasado em minha oposição como nas concordâncias. Está em fazer bem aquilo que proponho seja o meu afazer (no caso, ser um crítico). Até porque, isto aqui é um fórum de debate. A única coisa a que posso ser cobrado aqui é quanto à única coisa que posso fazer aqui: debater.


    Penso que você deva fazer o mesmo Ricardo: naquilo em que você se propôs a fazer (criticar-me e elogiar ao filme) deveria melhorar a qualidade dos seus argumentos.
  • Ricardo  08/10/2012 13:36
    "Digamos que você fosse meu professor, ou um palestrante. Talvez eu concorde com aquilo que você diz, mas ache a exposição deficiente. Você nunca teve esta impressão quanto a algum de seus professores ou palestrante? Você nunca se sentiu enfadado com uma apresentação? E caso tenha se sentido, você não acha que tenha o direito de expor sua discordância quanto ao modo de apresentar os conteúdos?"

    Não creio que você não tenha se dado conta que é exatamente esta a diferença. Para um professor ou um palestrante, você está pagando por seus serviços. Logo, você tem sim todo o direito de reclamar de qualquer coisa. Agora, aqui a situação é outra. Você está sendo provido com um serviço gratuito (e sem o uso de impostos) e de qualidade. Não é nem preciso mostrar gratidão; apenas tenha a elegância da fazer as suas críticas por meios mais particulares. Desmerecer em público o esforço alheio de pessoas que não estão lhe cobrando nada não é postura de homem, mas sim de moleque que quer aparecer.

    Todo o resto de sua longa escrita ignorou completamente este princípio básico, de modo que apenas isso que escrevi já basta para expor meu ponto.

    Nada tenho contra você, mas estou sim criticando sua postura como improdutiva e injusta, principalmente em se tratando de pessoas que formam uma ínfima minoria daquelas que realmente querem mais liberdade para as pessoas, inclusive para mim.
  • Pedro Ivo  09/10/2012 07:08
    "Desmerecer em público o esforço alheio de pessoas que não estão lhe cobrando nada não é postura de homem, mas sim de moleque que quer aparecer."

    Não desmereci nada. Elogiei aquilo que me pareceu pertinente e argumentei quanto àquilo que me perece pode ser melhor.



    "Todo o resto de sua longa escrita ignorou completamente este princípio básico, de modo que apenas isso que escrevi já basta para expor meu ponto."

    Este princípio não é básico. É um valor seu. Um corolário que você acrescentou ao debate. Ele não é de modo algum autoevidente, nem apriorístico, nem transcendente. Não havendo sido eu a propô-lo, não tenho deveres de coerência quanto á sua sustentação.

    Você claramente confundiu os termos do debate. 1º, você pensa que se eu pago por um serviço tenho direito de criticá-lo. Ate aqui concordamos. 2º, você pensa que se eu não pago por um serviço não tenho direito de criticá-lo. É este segundo ponto que eu digo que não é um princípio básico, mas um julgamento de valor seu. Tenho o direito de discordar publicamente de quaisquer coisas apresentadas publicamente, porque o direito que o documentarista goza ao apresentar publicamente seu trabalho é o mesmo que eu usufruo ao discordar ou concordar com ele: liberdade de consciência, este sim um princípio básico inviolável.

    O documentarista tem autopropriedade, e por isto liberdade de consciência e expressão, e se no uso delas não causa invasão à propriedade ou autopropriedade de outrem, não pode ser impedido, senão por contrato (que é lei entre as partes e só entre elas), de dizer ou se calar sobre o que quer que seja. Uma vez tenha ido a público expressar-se, esta submisso à autopropriedade, e por isto liberdade de consciência e expressão, de todos que em público estão a assistir seu trabalho. Ele tem o direito de ignorar quaisquer opiniões se assim o queira, mas não de dizer que elas não podem ser expressas.

    Princípio básico é o de que em público apresentado, ao escrutínio público aberto está.



    "Nada tenho contra você, mas estou sim criticando sua postura como improdutiva e injusta, principalmente em se tratando de pessoas que formam uma ínfima minoria daquelas que realmente querem mais liberdade para as pessoas, inclusive para mim."

    Exatamente porque libertários são uma ínfima minoria critiquei "Fraude" quanto a apresentação. Porque acho que não basta expor o conteúdo, mas é preciso usar de persuasão retórica e narrativa para ser abrangente e derrotar os preconceitos contra o liberalismo. Eu deixei bem claro que para combater a cooptação socialista dos meios de difusão de idéias, é preciso não só apresentar um conceito, mas colocá-lo de modo a se adequar à estrutura cognitiva com a qual o público alvo habitualmente trabalha, exatamente para atingir o resultado proposto, que é o de educar (não basta informar: é preciso garantir que o conteúdo estabeleça algo de concreto sobre a conduta do público). Foi com esta intenção que fiz minhas críticas: apresentar conceitos dramáticos que não foram observados no documentário e que podem ser úteis nos termos de propósitos do próprio documentário.

    Note que eu não critiquei nada quanto às intenções do documentário: o que fiz foi avaliar quais eram estas intenções e apresentar idéias sobre como eles podem ser mais eficazes dentro de seus próprios termos. Não acrescentei termo nenhum ás finalidades deles, apenas tentei somar lembrando conceitos que são úteis a eles em seus próprios desígnios.

    Se eu não houvesse apresentado estas razões, como as pessoas poderiam julgar se elas são pertinentes ou não? Se eu me calar, não estou acrescentando nada. Se eu opinar, as pessoas podem julgar se o que eu disse tem ou não relevância para elas. [1] Digamos que tenha: se eu me calo deixei de contribuir. [2] Digamos que não tenha: como saber sem apresentar a idéia? Apresento, e deixo que as pessoas julguem. Inclusive que julguem, como você, que não sou homem, mas moleque. Paciência.

    Improdutivo, a meu ver, é não tentar contribuir.




  • anthodarri  02/06/2013 21:06
    Pedro Ivo, tempo não te falta!
  • anônimo  03/06/2013 10:11
    Quando alguém falar que não sabe tanto quanto você porque não tem tempo livre,dando a entender que você é um vagabundo, fale a verdade, que tempo todo mundo tem só que o tempo da maioria é pra futebol, novela, big brother, coisas desse nível.
  • anthodarri  02/06/2013 21:11
    Muito Bom !
  • José Araujo do Espírito Santo  04/06/2016 23:28
    A propósito....intervenção estatal através de seus bancos centrais....quem disse que o FED é estatal? Ouço sempre a afirmação de que o FED é um banco privado controlado pelos dez maiores bancos privados americanos....
  • Pedro Valadares  07/10/2012 14:34
    Pedro Ivo, já que você tem tantas ideias, você pode dar continuação ao trabalho iniciado aqui e aprofundar a discussão em um novo documentário!
  • Pedro Ivo  08/10/2012 08:11
    Grato pelo elogio Pedro Valadares. Mas eu não tenho competência para fazer um documentário (que aprofunde o tema ou que exponha outro). Não é minha profissão. Eu convivo com pessoas que trabalham com TV, cinema e teatro. Por isto sei um pouco narração e drama.

    Quanto às ideias que expus sobre como usar o sentimento de desarmonização das pessoas com seus preceitos, e assim apresentar novos preceitos, isto é uma técnica de retórica, usada em discursos, textos e psicoterapia. Foi só um dentre infindáveis exemplos. Minha intenção ao usá-lo foi mostrar que existem meios de ser mais convincente com um público mais amplo, e via de regra refratários às nossas ideias. Também insisti que precisamos vencer estas objeções apresentando nossas ideias fora da caixa acadêmica, para pessoas que não tem interesse no assunto, mas que precisam entender estas proposições.

    Minha intensão aqui é participar do dialogo. A maneira como posso expor minhas idéias é aqui e assim. Não tenho capital para iniciar uma produtora.
  • Fernando Ulrich  05/10/2012 07:27
    Bernardo,
    No link oficial você pode encontrar a versão espanhola e a inglesa.
    www.fraudedocumental.com/
  • Pedro Ivo  10/11/2012 08:34
    Notem como este documentário (A história de terror da dívida trilionária do governo britânico) é melhor precisamente nos elementos narrativos e dramáticos que discutimos nestas postagens.

    E é até perigoso que o seja tão melhor, pois é cheio de falhas conceituais (como pedir tributação dos + ricos; achar que Adam Smith é sinônimo de liberalismo; e argumentar que a prova de que o estado inchado é uma falácia e um mal, é dada por estatísticas, e não por praxeologia). Já o 'Fraude', que é tão superiormente embasado teoricamente, é menos convincente narrativamente (bem, eu o considero retoricamente bem menos eficiente, o que é terrível, pois as pessoas ao verem um filme como 'A história de terror da dívida trilionária do governo britânico' vão pedir + do mesmo e chamar isto de liberalismo, desvirtuando a ideia - o que gestará outros fracassos - e daí abrindo caminho para fraudes socialistas futuras. O liberalismo é "um todo coerente", e defendê-lo por pragmatismo, ao invés de embasamento conceitual sólido descambará em + farsas, tolices e socialismo).
  • Catarinense  04/10/2012 22:17
    Excelente trabalho. Quem quiser baixar o vídeo pode fazê-lo através da página no vimeo. É, socialistas, o cerco está se fechando, os dias de fraudar a sociedade e ficar impune estão chegando no fim. Os bancos centrais são o último bastião do socialismo que permaneceu após a queda do muro de Berlim. Assim como o muro da vergonha, estes "bancos" também entrarão para a história pela porta dos fundos. Depois de ver um trabalho tão elaborado como este, a motivação para arregaçar as mangas e trabalhar pelos ideais estampados no logotipo do IMB só aumenta.

    Parabéns aos envolvidos.
  • empreendedores  07/10/2012 14:01
    Como posso fazer doação para o documentário, e, para o MISES Brasil, em conta bancaria no Brasil????
  • Equipe IMB  07/10/2012 14:14
    Muito obrigado pelo interesse, prezado empreendedores.

    É muito fácil doar. Temos um link específico para isso que pode ser visto ali no canto superior esquerdo do site, o "Doar". Você pode acessá-lo diretamente neste link aqui:

    www.mises.org.br/Donate.aspx

    Grande abraço!
  • Barbara Amagifilms  09/10/2012 14:02
    Dear Emprendeedores, thank you for your interest in the movie and the project itself.

    To make a donation you can access our official webpage: www.fraudedocumental.com/#!__brazil, and use the "Paypal donate" botton or on our spanish bank account ES14 2038 2730 8230 0039 3848 (swift code CAHMESMMXXX).

    Any help is appreciated and will let us work on other similar projects as "Fraud".

    We wanted to thank for all good words we receive and give special thanks to Mises Brasil which did a great job with the translation of the documentary and in this way made it available for wider public.

    Barbara Sokol
    www.amagifilms.com
    www.fraudedocumental.com
    barbarasokol@amagifilms.com
  • empreendedores  08/10/2012 10:15
    RATIFICANDO, Como posso fazer doação para o documentário, e, para o MISES Brasil, em conta bancaria no Brasil ANONIMAMENTE???? AB. E SAUDAÇOES LIBERTÁRIAS.
  • Equipe IMB  08/10/2012 13:26
    Prezado empreendedores, já lhe mandamos um email. Por gentileza, tenha a bondade de verificá-lo.

    Muito obrigado novamente!
  • Gustavo BNG  04/10/2012 23:10
    Quero ver a reação dos keynesianos brasileiros.
  • Patrick de Lima Lopes  05/10/2012 02:12
    Mal poseo esperar para assistir ao documentario.
    Alguna chance de una versão brasileira?

  • Pedro Valadares  05/10/2012 06:44
    Vou assistir o documentário no fim de semana, mas tenho certeza de que está ótimo.

    Parabenizo o Instituo pela elaboração e tradução de conteúdos liberais.
  • Fernando  05/10/2012 07:38
    Estou no trabalho, ansioso para ver. É em português ou espanhol?
  • anônimo  05/10/2012 07:50
    Narrado e legendado (há entrevistas) em português.
  • Fernando  05/10/2012 09:14
    Obrigado, estou ansioso.
  • Yochanan Ben Efraym  05/10/2012 09:17
    Shalom U'Bracha / Paz e Benção !!


    Excelente material (documentário).


    Já divulguei-o no facebook para uma galéra.
  • Artur Fernando  05/10/2012 09:19
    Bravo
  • Artur Fernando  05/10/2012 09:50
    Faltou o nome da música tocada no encerramento, alguém por obséquio poderia informar?
  • Felipe  05/10/2012 10:28
    O nome do cara é realmente Juan José Mercado? Haha, se ele der palestras sobre o movimento libertário pode brincar dizendo "meu sobrenome é Mercado". Eu faria isso se fosse ele.
  • bernardo  05/10/2012 11:02
    Muito bom o documentario, e me deu vontade de lançar uma discussão aqui... Até onde os altos executivos dos bancos sabem sobre os efeitos da manipulação de juros.

    As vezes parece, que eles tem completo desconhecimento sobre o que essas manipulações causam, não era óbvio que ao subir os juros, alguns dos ativos hipotecários, iriam perder todo o valor?
    Eu assisti o video do depoimento do dick fuld no congresso, e ele não parecia ter a minima ideia que ao subir das taxas de juros, ele teria prejuizos, claro, ele pode ta fingindo pra perpetuar o sistema do FED, que é altamente lucrativo, mas ainda assim, será que esses executivos são incompetentes mesmo ao não ter nem ideia da teoria dos ciclos economicos, ou eles sabiam que poderiam se dar mal, mas mesmo assim entraram na onda por causa dos altos lucros e nem sequer tentaram sair dela quando os juros começaram a subir.
  • Leandro  05/10/2012 11:33
    Interpretar o cérebro alheio não é exatamente minha especialidade, mas, neste caso, a resposta é mais segura: não faz diferença.

    Mesmo que o alto executivo bancário seja totalmente versado na teoria dos ciclos, ele não pode se dar ao luxo de não participar da farra do crédito fácil, mesmo sabendo que a coisa vai estourar lá na frente. Se ele se restringir, for frugal e contido, ele vai perder clientes para outros bancos que estarão agora cobrando juros menores. Sua fatia de mercado será aniquilada.

    Este é o grande mal moral das manipulações de juros pelos Bancos Centrais. Mesmo um banqueiro prudente e equilibrado acaba sendo obrigado a entrar na ciranda. Se não o fizer, perde clientela e pode até falir antes de o ciclo econômico chegar à fase da recessão. O mesmo raciocínio, aliás, se aplica a empresas que tomam empréstimos. Aquele empreendedor que não participar da farra, perderá mercado e poderá quebrar.

    Ou seja, não tem solução.
  • bernardo  05/10/2012 12:27
    Leandro, então até onde vai a culpa dos CEO's? Eles meramente administraram a empresa, tentaram de todas as maneiras legais(não estou discutindo aqui sobre a legalidade das reservas fracionarias, elas obviamente compoem fraude, mas quem determina isso eh o governo, e não os CEO's, mesmo que seja de interesse deles manterem isso) auferir lucros, não tem nada de errado comprar titulos hipotecarios e revende-los, nem fazer seguros desses titulos, muitas vezes a midia culpa os banqueiros, os executivos pela crise, como se eles receberem seus altissimos bonus fossem algo errado simplesmente por serem altos, o que é ridiculo, eu concordo que é errado por ser dinheiro gerado por fraude, mas para mim a culpa da crise cai quase que toda sobre o governo que permite e estimula isso, eu duvido muito que se até mesmo todos os banqueiros do mundo quisessem acabar com as reservas fracionarias, o governo as extinguiria, como o documentario diz, o governo é sustentado por esse sistema. Resumindo, não vejo os bancos como grandes culpados pela crise, eu até mesmo os isentaria de culpa, eles seguiram os indicadores do mercado, talvez o mais importante indicador do mercado, que é a taxa de juros, seguiram tolamente, mas como voce mesmo disse, eles não tinham outra opção, eu culpo o poder do governo de legislar como legal, algo que é claramente fraude.
  • Leandro  05/10/2012 12:49
    O governo americano obrigou os bancos a conceder empréstimos para pessoas que não possuíam nenhum histórico de crédito -- disseram que era para combater o racismo. Isso ajudou enormemente a formar os títulos podres e a aumentar a quantidade de calotes.

    Depois, houve lambança na securitização destes títulos podres, os quais foram revendidos para bancos de investimentos como se fossem AAA. A culpa foi das três agencias de classificação de risco, mas vale dizer que é a SEC (que é a CVM americana) quem permite a existência destas 3 agências de classificação de risco (Moody's, Fitch e Standard & Poor's), e é ela quem regulamenta e decide quem pode e quem não pode entrar neste mercado.

    Na prática, isso significa que não pode surgir concorrência externa, pois o governo não deixa. Quem vai ter cacife para bancar uma agência de classificação de risco que seja genuinamente independente neste cenário altamente regulamentado? (Há um longo e extenuante processo burocrático-regulatório, de modo que é impossível surgir uma agência para confrontar as classificações dessas 3 grandes). Essas três agências estavam apenas fazendo o que o governo lhes mandava, pois elas trabalham em total conluio com Wall Street.

    E tudo isso só ocorreu em grande escala por causa 1) das seguidas injeções de dinheiro que o Fed fez no sistema e 2) do sistema bancário de reservas fracionárias. Sim, o governo fez a lambança e criou todo o arcabouço, mas o sistema bancário, que se aproveita disso e que trabalha em total conluio com o governo, não é exatamente inocente.
  • Heisenberg  07/10/2012 08:35
    Sugiro criarmos uma " Agência Austríaca de Classificação de Risco", com atuação e divulgação pela internet principalmente. Obs: isso se já não existe alguma.
  • Pedro Ivo  08/10/2012 12:59
    Leandro, a SEC só permite a existência destas 3 agências, mas podem surgir outras fora da jurisdição estadunidense. Estou certo?

    Há como existir concorrência à estas 3 agências vindo de uma agência independente no Brasil, na Tailândia, no Canadá, no japão, na China ou no Fimdomundistão?
  • Leandro  08/10/2012 13:20
    Não estou certo, pois não sei se tais agências teriam acesso livre às mesmas informações que estas três agências americanas possuem. Isso seria uma questão jurídica e eu nada sei sobre isso.

    Porém, mesmo que o acesso fosse legal, muito difícil imaginar que agências de outros países teriam acesso às mesmas informações que estas 3 agências americanas. Difícil também imaginar que elas conseguiriam penetrar neste mercado. Difícil também imaginar que elas teriam a confiança dos investidores.

    Enfim, o esquema é adulterado desde o início justamente para garantir estas manipulações.
  • Pedro Ivo  08/10/2012 13:39
    Quando você diz "ter acesso às mesmas informações" significa a SEC fornecendo a eles informações que apenas o Sistema da Reserva Federal tem?! É como se, no Brasil, a Receita federal e o BACEN se unissem, criassem um'pool' de informações, e fornecessem-nas a apenas 3 agências para que estas operassem no mercado de classificação de risco?

    é isto?!!!!!!!

    Mais uma pergunta. Sei que muitos investidores ficaram insatisfeitos com estas agências. E sei que uma das coisas que uma empresa atuando livreconcorrencialmente precisa fazer é ter fontes alternativas de informação, como modelos alternativos de análise. O monopólio da SEC tornou muita gente fraudulenta porque, contanto que você seguisse as regras da SEC, parecia estar tudo bem com sua empresa. Escândalos como da ERON se deram na esteira deste equivoco. Logo, embora haja um esquema adulterado desde a raiz, uma empresa livreconcorrencial de classificação de riscos não deve penetrar no mercado exatamente com o diferencial da independência?

    Sei que estou pedindo algo meio feito bola de cristal Leandro. Mas deixe por um minutinho de lado seu ranço de economista e vista a pele do empreendedor, tentando antecipar tendências futuras, e me dê sua opinião, pessoal mesmo, sobre este assunto, por favor.
  • Leandro  08/10/2012 13:55
    "Quando você diz "ter acesso às mesmas informações" significa a SEC fornecendo a eles informações que apenas o Sistema da Reserva Federal tem?!"

    Pode ser. Há várias hipóteses. Pode ser que os bancos não sejam obrigados a repassar informações a estas empresas. Imagine como seria aqui no Brasil se os gringos viessem aqui e obrigassem a CEF e o BB a abrir sua caixa-preta? O governo gritaria "imperialismo!" até o fim dos tempos. Por que os americanos não fariam o mesmo?

    "É como se, no Brasil, a Receita federal e o BACEN se unissem, criassem um'pool' de informações, e fornecessem-nas a apenas 3 agências para que estas operassem no mercado de classificação de risco?"

    Por aí.

    "Logo, embora haja um esquema adulterado desde a raiz, uma empresa livreconcorrencial de classificação de riscos não deve penetrar no mercado exatamente com o diferencial da independência?"

    Sim. O problema, como dito, é entrar em um mercado já totalmente fechado e regulado justamente para proteger quem já está ali dentro.

    "Sei que estou pedindo algo meio feito bola de cristal Leandro. Mas deixe por um minutinho de lado seu ranço de economista e vista a pele do empreendedor, tentando antecipar tendências futuras, e me dê sua opinião, pessoal mesmo, sobre este assunto, por favor."

    É isso. Como a abolição da SEC é algo que não irá ocorrer, tudo continuará exatamente como está. Aliás, como está, não. A tendência é que haja contratações crescentes de burocratas, a salários cada vez maiores, justamente para controlar este mercado mais rigidamente. Os pilantras continuarão agindo livremente, e com a proteção do estado.

    Por isso a importância deste artigo, que infelizmente passou meio despercebido por aqui.
  • Pedro Ivo  08/10/2012 14:12
    Acho que o artigo "No atual arranjo financeiro, os bancos devem ser controlados?" não passou despercebido Leandro, mas que o conteúdo dele esta esparso em vários outros artigos que foram mais debatidos. Pelo menos foi minha impressão ao lê-lo.

    Grato pelas respostas
  • Pedro Ivo  08/10/2012 13:26
    Bernardo, embora a resposta do Leandro seja muito + pertinente que a que vou dar, me permita mesmo assim a participação.

    Eu não sou economista, mas quando fiz faculdade, peguei algumas disciplinas com eles. Quase todas as aulas eram por hendbooks, normalmente traduzidos do inglês. E o conteúdo era um misto de monetarismo, keynesianismo e neoclassicismo (salvo as aulas de história econômica, em que entrava alguma versão de marxismo, ou Celso Furtado). Logo, penso que haja muita ignorância sim. Se você é condicionado a pensar dentro da caixa por 5 anos de graduação e outros 6 a 8 anos de pós-graduações (mestrado, MBA, doutorado), fica difícil fazer qualquer transição.

    1º porque você nunca ouviu falar de uma alternativa;

    2º porque os hendbooks dão a impressão que a ciência econômica é um cumulativo de acertos, erros e superação dos erros. Você não precisa ler "livros clássicos", tal qual na física ninguém lê o Principia de Newton ou a óptica de Kepler. Os manuais de física são a depuração das idéias; são as que ficaram, e os erros foram abandonados. A economia fica parecendo ser do mesmo jeito. Tal qual você não estuda todas as idéias de Descartes em física, só àquilo que não foi refutado, economia fica parecendo um aglomerado de "partes significativas e verdadeiras" das obras dos economistas. È como se eliminássemos todos os erros de Adam Smith, de Ricardo, de Marshall, de Walras, de Pereto, de Keynes, de Sargent, etc., e mantivéssemos nos manuais só aquilo que fez sentido e passou pelo crivo das décadas. Fica difícil se livrar desta imagem de ciência depois de uma década de adestramento, e depois, nos anos seguintes, dos compromissos assumidos profissionalmente.

    Então, penso que sim. Há muita ignorância verdadeira. Não é só de má-fé que vive o mainstraim.
  • Paulo  05/10/2012 12:28
    Finalmente! Era um saco ter que citar documentários como Zeitgeist e Inside Job pra explicar algumas verdades. Engraçado que ele tenha sido produzido na Espanha...

    Só achei que deveriam ter explorado a cartada "Peter Schiff". Afinal, não é todo dia que alguém escreve um LIVRO sobre a crise, ANTES desta ocorrer. Iria explicitar ainda mais a superioridade do poder explanatório e previsivo da escola austríaca.
  • Pedro Ivo  08/10/2012 13:50
    O livro do Peter Schiff merece um documentário a parte. Seria inclusive mais didático, pois o 'Fraude' citou muito as conclusões do austroliberalismo, mas não discorreu sobre como se chega a estas conclusões. Tenho receio que quem o entre, pela 1ª vez, em contato com ideias austríacas pelo filme fique meio que boiando. O livro do Rothbard sobre a gran depressão de 1929 é maravilhoso exatamente porque é mui didático e acessível na apresentação da teoria austríaca dos ciclos econômicos, e em seguida na análise dos dados da época à luz da TACE. É um livro que prepara o campo para a semeadura. È outro que merecia um documentário inteiro.
  • Paulo  08/10/2012 15:03
    Acho que não conta como documentário, mas temos esta palestra do Schiff, bem didática por sinal. É desconcertante ver que as pessoas preferem iludir a sim mesmas, na promessa de dinheiro fácil, do que seguir conceitos econômicos tão básicos que até mesmo donas de casa, sem conhecimento teórico algum, seguem intuitivamente (não gastar mais do que arrecada).

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=308

  • Cristiano  05/10/2012 13:39
    Tem que entrar em contato com as emissoras de TV (a cabo inclusive) para ver se alguma se interessa em veicular o documentário!
  • Luan  05/10/2012 15:15
    Nossa, que fantástico. Vi por alguns minutos e a qualidade é impressionante.

    Agora, a empresa tem a intenção de divulgar isso? Será só pela internet? Isso é meio desanimador. Inside Job (nosso rival) só conseguiu popularidade graças a divulgação na mídia e o oscar que ganhou. Há intenção de que isso vá pros cinemas?

    Abraço.
  • Catarinense  05/10/2012 15:33
    Achei a trilha sonora excelente. Pena que nos créditos a autoria das músicas não ficou clara.
  • Pedro França  05/10/2012 16:29
    Canso de ver socialistas "manjadores" de economia que adoram usar a crise para atacar o capitalismo. Este vídeo é um belo tapa na cara deles.

    Muito obrigado por me darem a oportunidade de assistir este fantástico documentário.
  • Pedro Valadares  05/10/2012 20:05
    Sempre que vejo a descrição da crise, me angustio, pois sei que por aqui o caminho será o mesmo. A inadimplência cresce sem parar, o governo manipula os juros, via banco central, e expande o crédito artificialmente via BB e Caixa. Os outros bancos, então, se vêm obrigados a embarcar na imoralidade.

    A inflação começa a subir, os salários vão perdendo poder de compras e, para piorar, o governo corta rendimento da poupança, gasta dinheiro com compra de dólares para manter o Real desvalorizado e não pára de aumentar seu quadro.

    Estamos vendo o mesmo acontece por aqui. E por saber o que vai acontecer, a angústia é maior. A ignorância às vezes é uma benção.

    PS.: Maravilhoso documentário, construído sobre fatos e não sobre ideologia. Bravo!
  • Pedro Franca  06/10/2012 07:45
    O meu maior medo não é a crise que está por vir, mas sim como o governo reagirá a ela.
  • Artur Fernando  08/10/2012 14:18
    Exatamente! A cama de gato está armada...
  • Leandro Levlavi  06/10/2012 08:42
    Pense pelo lado bom. Os austríacos entendem o cenário atual e podem "antecipar" o cenário futuro, protegendo seus bens e propriedades da melhor forma possível contra a futura crise que com certeza o Brasil, ruma a passos largos.
  • Pedro Valadares  06/10/2012 11:15
    É verdade, Leandro. Contudo, mesmo podendo nos antecipar, ainda há um imenso risco de termos perdas, pois não podemos nos isolar totalmente da realidade econômica para qual o país está caminhando.

    Porém, temos muito mais lucidez nos nossos investimentos, porque enxergamos melhor o que é verdadeiro e o que é enganação.
  • Neto  06/10/2012 12:25
    Tu vai perder o que? Pega o dinheiro, compra ouro, quando precisar troca por dinheiro de volta
    O problema é que na hora que o bicho pegar, o governo vai tornar isso ilegal
  • anônimo  07/10/2012 09:12
    Pra quem tem dinheiro é fácil falar, já viu quanto custa uma onça de ouro?!
  • Pedro Ivo  08/10/2012 13:55
    e no Brasil não vendem onças, só lingotes
  • Neto  06/10/2012 02:55
    O Nixon era um verme mesmo hein? Suspender o ouro 'temporariamente'...
  • Pedro  06/10/2012 09:55
    Piada de mau gosto: por que a educação é tão ruim no Brasil?

    Precisamos de respostas:

    www.clicrbs.com.br/especial/br/precisamosderespostas/pagina,1434,0,0,0,As-seis-perguntas.html
  • Eduardo  06/10/2012 10:11
    Meus parabéns por esse magnífico trabalho! Excelente! Esse Doc vai virar um viral para o mundo inteiro ver!
  • Rodrigo Viana  06/10/2012 13:32
    "Esse Doc vai virar um viral para o mundo inteiro ver!"

    Tomara, Eduardo. Tomara mesmo que vire um viral.
  • Licurgo  06/10/2012 21:12
    Filme de grande qualidade técnica e inestimável conteúdo educacional.
    Aos envolvidos, meus parabéns; meu obrigado.
  • bernardo  07/10/2012 17:43
    O video diz que uma mesma quantidade de dinheiro pode ser repassado entre bancos 50 vezes, e com isso expandir o credito, esse numero, 50, é uma regulamentação do BC? E se esse numero fosse menor, tipo 10, ou 20, o credito não poderia expandir tanto, consequentemente a bolha inflaria menos, certo?
  • Leandro  07/10/2012 18:13
    Correto, é uma regulamentação do BCE, que estipula um compulsório de 2%. Para saber o quanto há de expansão, faça a divisão 1/0,02, cujo resultado é 50.

    Aqui no Brasil, há diferentes tipos de compulsório para os diferentes tipos de depósito. Recomendo este artigo que explica em detalhes como funciona aqui no Brasil:

    O sistema bancário brasileiro e seus detalhes quase nunca mencionados
  • Luiz Renato de Oliveira Périco  07/10/2012 18:07
    Parabéns, Mises.org.br.
  • Neto  07/10/2012 19:24
    Lista de filmes libertários:
    Coração valente
    Robin Hood
    acho que mais nenhum...falaram que iam filmar o Atlas Shrugged mas até agora nada...boa sorte pra eles
  • Erick V.  07/10/2012 20:12
    Na verdade, Atlas Shrugged: Part 1 (que cobre os dez primeiros capítulos do livro) foi lançado ano passado. Dá pra achar tranquilamente no Pirate Bay – mas, pessoalmente, não recomendo. Tudo bem que não teve um grande orçamento para os padrões americanos ($20 mi), mas acho que uma obra dessa magnitude merecia uma adaptação melhorzinha... Como seria de se esperar, a melhor parte é a atriz que faz a Dagny Taggart, mas não exatamente pelos dotes artísticos.

    Aliás, a parte 2 vai ser lançada nos Estados Unidos nessa sexta, e com um elenco completamente diferente da primeira.
  • Neto  08/10/2012 06:30
    ah é achei
    www.youtube.com/watch?v=FfP8YZEuVfE
  • Matheus Polli  07/10/2012 20:31
    Robin Hood? Você tem certeza?
  • Neto  08/10/2012 04:00
    Sim, mas é esse do Ridley Scott
    reason.com/archives/2010/05/18/a-libertarian-rebel
  • Matheus Polli  08/10/2012 20:35
    Na verdade eu perguntei pois acho estranho você colocar Robin Hood e Ayn Rand no mesmo patamar, uma vez que esta última afirmava ser o primeiro "o mais imoral e o mais desprezível ... de todos os símbolos humanos".
  • Neto  09/10/2012 02:45
    Matheus, mas era o RH do Ridley Scott
    Pelo que eu sei, o mito original do RH não era esse negócio de tirar dos ricos e dar pros pobres; ele tirava dos reis e da nobreza, da classe de parasitas que corresponderia ao governo de hoje
    E esse último filme resgata isso, ele é bem libertário, Ayn Rand infelizmente morreu sem ver, o RH do tempo dela era mesmo a besteira que os socialistas inventaram de tirar dos 'ricos'
  • Matheus Polli  09/10/2012 14:26
    Com certeza Neto, você tem razão. Faltou esse pormenor. O filme é realmente Libertário; agora eu o assisti. Mas infelizmente o outro - o mito desprezível - ainda viverá no imaginário popular.

    Abraços,
  • Pedro Ivo  09/10/2012 07:19
    no filme de Ridley Scott Robin Hood luta contra o estado. no imaginário popular ele "rouba dos ricos e dá aos pobres" (por isto Ayn Rand o considera um símbolo execrável)

  • Alexandre Queiroz de Oliveira  07/10/2012 19:33
    O documentário ficou ótimo.
    Como eu tenho smart tv estava a ver este documentário na sala de minha casa, logo no inicio minha mãe chega e pergunta do que se trata, eu respondo e ela se senta, logo no inicio quando é explicado o sistema de reservas fracionarias a feição dela muda, arregala os olhos e diz: "Nossa, tudo isso".
    O documentário se segue e no fim ela diz: "A conclusão disso tudo é que banco está ai para ferrar com agente.", depois comenta como que agente não costuma perceber coisas que são por demais evidentes, e depois me perguntou: "Como pessoas tão inteligentes e governo não percebem isso?".
    Bom, se até minha mãe que é dona de casa, tem 64 anos, nunca estudou economia gostou e ficou revoltada como o modo de proceder dos bancos e governos,eu posso dizer que o documentário foi muito bom, didático e acessível.
    Contudo as criticas do Pedro Ivo continuam são também pertinentes, o documentário foi bom, mas poderia ser melhor, o melhor a fazer é aprender com as criticas e nos próximos documentários fazer algo ainda melhor .
    Parabéns ao Instituto Ludwing von Mises Brasil.
  • Pedro Ivo  08/10/2012 14:09
    Você não imagina como me tira uma coroa de espinhos do coração saber que sua mãe tem 64 anos, não entende de economia, e ainda sim entendeu e gostou do filme.

    Eu prefiro 1000 vezes estar errado em tudo que disse, e ter subestimado pedante e estupidamente a inteligência das pessoas, e que o filme tenha apelo geral. Darei a cara a tapa feliz e saltitante feito uma criança que ganhou uma cornucópia de brinquedos e chocolates.

    Fiz as críticas com a melhor das intensões. Mas se minhas intensões são desnecessarias, tanto melhor
  • Bernardo  08/10/2012 06:12
    Agora é só esperar pelo The Bubble: thebubblefilm.com/
  • Thyago  08/10/2012 06:29
    Ótimo filme...

    Só acho importante a colaboração nossa.

    Farei uma doação essa semana. Que os trabalhos continuem...

    :)
  • oneide teixeira  08/10/2012 11:30
    O libertarismo tem que dar um passo adiante e não ficar apenas na questão econômica onde diga se é imbatível.
    A esquerda marxista esta muitos anos na frente com a revolução cultural, a "hegemonia" já esta fazendo a cabeça da moçada a muito tempo.
    Tomou a frente e a sociedade esta doente por causa da revolução cultural.
    E adiciona se ainda a cultura positivista aqui no Brasil que ainda influência nossa cultura, revolução cultural + positivismo = o Brasil de hoje.
    O grande erro do libertarismo é não ter um projeto politico para o país e para o continente sul americano.
    Enquanto houver cidadãos pensando por exemplo que a educação publica é "digratis" não há possibilidade de mudanças econômicas.
    A revolução cultural gramsciana altera a escala de valores da sociedade sem escala de valores não se tem moral e ética, o cidadão que foi "desmoralizado" pela revolução cultural perde a noção de certo e errado, a inversão dos valores faz ele acreditar que é certo o estado confiscar propriedade alheia para fins de "distribuição de renda".
    Os alvos da revolução cultural são as instituições formadoras de escala de valores como a família e a igreja, sem uma base solida moral facilita a "reeducação' para criar um "novo homem" um novo homem socialista.
    O ESTATISMO ANTES DE TUDO É UMA PATOLOGIA SOCIOLÓGICA.

  • Neto  08/10/2012 12:44
    'O grande erro do libertarismo é não ter um projeto politico para o país e para o continente sul americano.'

    Mas não dá pra mudar nada pela política.
    Política é uma grande palhaçada.
  • oneide teixeira  08/10/2012 17:08
    Sem poder politico não se faz nada.
  • Neto  09/10/2012 05:41
    De onde você tirou isso? Ghandi fez tudo pela não cooperação pacífica, não foi se candidatando a nada
  • Pedro Ivo  09/10/2012 07:38
    Caro Neto, eu não descartaria a opinião da Oneide pelo seguinte:

    "O libertarismo tem que dar um passo adiante e não ficar apenas na questão econômica onde diga se é imbatível. A esquerda marxista esta muitos anos na frente com a revolução cultural, a "hegemonia" já esta fazendo a cabeça da moçada a muito tempo. Tomou a frente e a sociedade esta doente por causa da revolução cultural."

    Ela tem razão neste ponto. Lembre-se que existem varias instâncias de controle social pela educação: escolas (todas públicas, pois mesmo as particulares obedecem ao MEC), universidades (todas também mui controladas pelo MEC, embora + livres que o 1º e 2º grau), TV, rádio, impressos, etc.. E as variadas formas de socialismos são dominantes nelas. Isto é uma postura política deles: entrincheirar-se nas instâncias educacionais e submetê-las às suas ideologias. Também deve ser uma postura nossa entrarmos nelas e desmistificarmos o que acontece lá para seus usuários. Note que o IMB faz isto sendo um canal de idéias e noticias.

    Lembre-se que "política" não é só a macropolítica das instituições e do aparelho estatal. Também há a micropolítica da conduta das pessoas em incutir no espaço público suas opiniões e idéias.
  • Neto  10/10/2012 06:24
    Mas eu não discordo dela nisso.
  • Pedro Ivo  10/10/2012 08:11
    Então em que ponto você discorda dela?
  • Neto  10/10/2012 08:35
    Dependendo de como se define projeto político...os liberais tem sim um proj político pra america latina.
  • oneide teixeira  10/10/2012 09:01
    Qual ação ?

    E se existe tem que mudar pq não esta dando resultados.
  • Pedro Ivo  10/10/2012 10:09
    A América Latina é que não tem um projeto para o liberalismo
  • Neto  10/10/2012 16:22
    Acordar o máximo possível de gente, não votar e matar o governo pela não colaboração com ele
    Mas isso é coisa pra décadas...
  • Pedro Ivo  13/10/2012 15:02
    Depende. Há estados tão fracassados na AL que tenho impressão que estão a um empurrãozinho e vão-se... (Paraguai, Suriname e Guiana, por ex.)
  • TL  08/10/2012 13:16
    Caros,

    se não me falha a mente, o documentário não explicou porque os governos são obrigados a elevar as taxas de juros.

    Acredito que todos os economistas saibam os motivos, entretanto muitas pessoas leigas não deduzirão os motivos.

    Como não sou economista, acredito que a continuidade da expansão do crédito levaria a uma situação de hiperinflação, ou mesmo, ao colapso da moeda (a moeda não teria mais valor de mercado). Para evitar esse cenário, o banco central eleva as taxas de juros.
  • Leandro  08/10/2012 13:41
    Correto, você explicou perfeitamente.

    Na verdade, para ficar em termos mais técnicos, não é que o governo suba os juros; o que o Banco Central faz é simplesmente reduzir a taxa de crescimento da oferta monetária. Isso, por si só, leva a um aumento dos juros.

    Tudo o que um Banco Central pode fazer é imprimir dinheiro. Toda a sua política se resume a isso. E é imprimindo dinheiro (ou reduzindo o ritmo de impressão) que ele afeta os juros.

    Abraços!
  • Pedro Valadares  08/10/2012 16:35
    Leandro, ainda não ficou muito claro pra mim. Por que a diminuição da oferta monetária eleva os juros automaticamente?

    É porque os juros são o "preço" do dinheiro, então, quanto menos dinheiro, mais alto o preço?
  • Leandro  08/10/2012 18:28
    Não é a diminuição, pois raramente a oferta monetária diminui. O que há é uma redução no ritmo de aumento.

    Tal mecanismo foi explicado em detalhes na primeira parte deste artigo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1108
  • Lucas  08/10/2012 16:06
    Gostei do documentário. Só acredito que ele pisa na bola quando aponta como solução a adoção do padrão-ouro. Isso só pode ser idéia de quem esteja comprado em ouro.
  • Luis Almeida  08/10/2012 18:21
    É verdade, Lucas. A humanidade inteira avançou utilizando o ouro como moeda. Deve ter sido uma grande pisada de bola. Inteligência mesmo é utilizar pedaços de papel pintado impressos monopolisticamente pelo estado. Isso é avanço.
  • Pedro Ivo  09/10/2012 07:50
    Lucas, no livro Desestatização do Dinheiro, de von Hayek, ele explica porque uma moeda commoditie permite um cálculo econômico mais acurado. E nem precisa ser baseada em ouro. Note que no interior se SP há muitos contratos fechados em sacas de café ou soja, ou toneladas de açúcar, ou metros cúbicos de cana-de-açúcar, pois commodities são muito acuradas em responder á inflação monetária, tendo seu valor nominal (em reais, dólares, euros ou libras) reajustado diariamente. logo, "uma saca de soja" ou "um metro cúbico de cana" são uma unidade monetária como o é "uma onça de ouro". Por isto o ouro é um bom padrão (ou a prata, ou a platina, ou o paládio, ou a tonelada de cobre, ou a tonelada de sal-gema). Entendeu?
  • Lucas   10/10/2012 11:21
    Pedro, acho que o tema é muito complexo para ser debatido aqui . NO entanto, vejo como a maior desvantegem do padrão-ouro o fato que a política monetária seria essencialmente determinada pela taxa de produção do ouro. Flutuações na quantidade de ouro que é extraído poderia causar inflação se houvesse um aumento, ou deflação se houvesse um declínio. Ou seja, ao invés de termos governos com o domínio monetário teríamos empresas mineradoras, e apesar de concordar que podemos melhorar sob muitos aspectos acredito que a situação poderia ficar muito pior.
  • Neto  10/10/2012 16:27
    Pelo que tenho aprendido por aqui, não é a quantidade de dinheiro na economia que é o fator principal, qualquer quantidade de ouro que for, os preços se ajustam
    E qual o problema da deflação?Se meu dinheiro passasse a valer mais eu ia achar ótimo
  • Pedro Ivo  13/10/2012 15:05
    Caro Lucas. Exatamente estas objeções que você levantou, já as debati cá no sítio com outras pessoas. Assim que eu as encontrar, passo-as para você.
  • Francois Skaf Lorenzon  08/10/2012 21:42
    Fiz minha parte e doei o que podia.
    De fato, o instituto mises tem se mostrado cada vez mais importante para a educação econômica no Brasil e não só deve ser bem mantido, como também deve ser amplamente divulgado.
    Parabéns.
  • Equipe IMB  08/10/2012 22:12
    Ficamos muito agradecidos, prezado François. Grande abraço!

    P.S.: belos produtos em seu site. Um dia, aquilo tudo ali ainda vai ser usado como dinheiro.
  • Pedro Ivo  09/10/2012 08:03
    Então divulguem o site do Francois Skaf Lorenzon, ora! Fiquei curioso e quero ver o que é.
  • Neto  09/10/2012 08:24
    Clique no nome dele
    joias, ouro, prata...
    Um dia, aquilo tudo ali ainda vai ser usado como dinheiro.[2]
  • Rene  09/10/2012 08:29
    Pedro Ivo, clique no nome do Francois, que o navegador vai lhe direcionar para o site dele.
  • Francois Skaf Lorenzon  09/10/2012 14:04
    Até ganhei uma pequeno propaganda por aqui! Obrigado.
    Como podem ver, acredito tanto na escola austríaca que ela me influenciou a largar a arquitetura e abrir minha joalheria.
    Espero sempre vender para que eu possa manter uma contribuição mensal, de preferencia cada vez maior, para o mises.





  • Pedro Ivo  09/10/2012 15:23
    parabens por acreditar nos seus sonhos e no seu taco. quanto + gente empreender seus projetos, melhor para todos
  • Matheus  10/10/2012 13:15
    Eu curti muito o documentário. Conteúdo fantástico que por si só já prende a atenção de espectador. Uma curiosidade, o Phillip Bagus é espanhol de nascença? Pergunto porque ele parece tropeçar no idioma, coisa de quem não é nativo da língua.

    Abraços!
  • bernardo  10/10/2012 22:42
    Ele é alemão.
  • andrade  14/10/2012 00:19
    Esta discussão no inicio com Ricardo e Pedro Ivo sobre a forma do documentário é o que este documentário, série de documentários feitos pelo espanhol Jordi Évole Requena que trabalha no canal espanhol "La Sexta", e acabo de descobrir e assistir a vários documentários apresentando a crise atual num programa do canal de nome Salvados.
    Acho que o que o Pedro Ivo fala é justamente o que os videos do Jordi têem e que é neste quesito que "A Fraude" peca, a narrativa, o drama, o suspense, vejam com vossos olhos e sentidos o quão uma informação boa, adicionada ou apresentada de forma diferente, com mais impacto consegue!

    Podem começar pela ultima série de videos que acho excelente mesmo, intitulada "Viva Spanien!" e já realizarão a diferença a que se refere o Pedro Ivo.

    ABS


    www.lasexta.com/videos/salvados/2012-octubre-7-2012100700015.html



  • Pedro Ivo  15/10/2012 08:16
    Valeu pela postagem. Vou assistir
  • Pedro Ivo  15/10/2012 10:30
    Assisti! É revoltante o misto de ignorância com má fé do documentarista/entrevistador.

    vou citar um trecho; + ou - aos 30 min de documentário, é entrevistado um assessor econômico de Angela Merkel, que diz que os espanhóis viveram acima de seus recursos por anos (nada + óbvio!). Então o entrevistador diz que a culpa não pode ter sido dos espanhóis porque o 'crédito' funciona como 'drogas'. Os espanhóis estavam viciados, como qualquer alcoólatra ou drogadito. Tal qual o viciado não é responsável por seus atos os espanhóis também não o eram. Foram aqueles que facilitaram o crédito (verdadeiros traficantes, presume-se!) os culpados pela falência espanhola.

    Este é o nível mais baixo dos 50min de documentário, mas os + altos não compensam. De fio a pavio mera autoindulgência.


  • Andre Oliva  20/10/2012 17:22
    Não vou ficar lendo todos os comentários anteriores pra ver se alguém já postou, então se estiver repetido, aí vai:

    exame.abril.com.br/mercados/noticias/8-filmes-nao-convencionais-que-buscam-as-raizes-da-crise#2

    Saiu na Exame!
  • Pedro Ivo  23/10/2012 09:48
    sabe onde tem estes documentários legendados para eu repassar p/ gelera?Não os achei legendados
  • andrade  23/10/2012 13:21
    Não sei se tem versão com legendas...
  • Dioogo  02/11/2012 15:31
    Estudo a EA ha alguns meses, apesar de ter lido varios e varios artigos, algumas coisas nao entendia completamente. Uma delas seria a relacao crise financeira e o brasil. O documentario esclareceu bastante e agora percebo como que varias decisoes de governos da europa e usa e seus bcs assemelham bastante com o br atual.

    Diante desses fatos, uma crise de altas proporcoes esta por vir aki no br, certo?

    Que medidas eu posso tomar e alertar minha familia sobre isso? Desculpe pela digitacao e falta de mais detalhes, digitar num tablet eh horrivel.
  • Pedro Ivo  05/11/2012 08:41
    Caro Dioogo, a única coisa que você pode fazer para alertar sua família é recomendar-lhes que estudem o assunto. Von Mises dizia que economia é o estudo por excelência do cidadão, pois versa sobre o cotidiano dele. Portanto, sinto dizer que não há atalhos. Eles terão de dedicar-se ao assunto.

    A melhor introdução que posso recomendar é A tragédia do Euro. Eu o imprimi e dei a meus pais. Eles o leram e gostaram. Mas você tem de se lembrar de uma coisa. Seus esforços deitarão sementes no deserto se seus familiares assim o quiserem. Se eles não estiverem dispostos a dedicar o tempo de futebol ou do Domingão do Faustão ao estudo, não há o que fazer. Sua responsabilidade é só dar a chave: eles é que devem abrir a porta. Estudo, coerência e disciplina são para poucos porque requerem sacrifícios de prazer, tempo livre e diversão (e de bem estar. Sempre há os que acham a ignorância uma benção).

    Gostaria muito que você me respondesse uma pergunta (espero que você leia esta postagem). Você disse que "Estudo a EA ha alguns meses, apesar de ter lido varios e varios artigos, algumas coisas nao entendia completamente. Uma delas seria a relacao crise financeira e o brasil. O documentario esclareceu bastante e agora percebo como que varias decisoes de governos da europa e usa e seus bcs assemelham bastante com o br atual." – na sua opinião, [b]o documentário foi esclarecedor porque "você já tinha conhecimentos de EA" ou o teria sido "ainda que você não conhecesse nada de EA"?
  • Almir  09/11/2012 04:22
    Muito bom trabalho! Através desse documentário, pude entender muitos fatos que presenciei e que foi mostrado aqui, que confirmou os meus pensamentos sobre o assunto.
    Vou divulgar juntos aos meus parentes e amigos, para que tomem conhecimento de como tudo começou.
  • Pedro Ivo  09/11/2012 21:07
    Eis um documentario com perspectiva mais sensata sobre as crises recentes:A história de terror da dívida trilionária do governo britânico
  • Blue Eyes, Na Resistencia  12/05/2013 09:24
    O que posso depreender dessa apresentação é que todos os governos do mundo se uniram a especuladores para ROUBAR a população indefesa via aumento de credito com dinheiro alheio e infração controlada para financiar a gastança publica da pesada maquina estatal... não sou economista, mas se alguem puder explicar para mim se estou errado e porque, agradeceria...
  • anônimo  12/05/2013 17:24
    Seu comentário foi uma especulação, isto te põe do lado dos conspiradores?
  • Ismar Gavilán  24/09/2013 19:02
    Excelente. Gostaria de prestar meus elogios à eloquência e capacidade argumentativa do colega Pedro Ivo, que acabou com tudo o que tentou ser dito contra ele pelo Ricardo, que a meu ver não entendeu patavinas o que tinha sido escrito. Fluidez de raciocínio com uma finesse que eu teria vergonha de tentar responder, se fosse o Ricardo. Cada vez que venho aqui no Mises.org.br e vejo os artigos e as opiniões, com pessoas com capacidade de argumentação ainda anos-luz à minha frente, fico orgulhoso e com mais vontade de aprender e um dia poder argumentar desta forma. Tenho um grande amigo, considero-o muito mesmo, o único defeito dele é ser totalmente keynesiano, mas não consigo fazer com que ele venha pra cá ler os artigos. Se aqui fosse como no facebook, onde marcamos o nome da pessoa e ela pudesse aparecer e debater, seria muito bom. Abraços a todos e, Pedro Ivo, foi muito bom ver que os teus argumentos se sobressaíram.
  • Jeniss  02/01/2014 20:29
    Vi o documentário. Se ele pretendia ser uma resposta ao excelente Inside Job, então foi perda de tempo. Claro que, perto do documentário vencedor do Oscar, esse Fraude tem um viés mais da Direita Política. Mas o grande acerto do filme de Charles Ferguson é não poupar ninguem da catástrofe econômica de 2008, causada por governos ineficazes, figuras da economia que só pensavam no próprio bolso (e sairam-se muito bem da situação, diga-se) e professores pilantras dispostos a encobrir um erro com aval científico. No fim, Fraude só vai agradar mesmo a galera fã de Smith e que adora frases como "tudo culpa do estado malvadão". Fico com Inside Job :)
  • Guilherme  02/01/2014 21:12
    É, só faltou mencionar um detalhezinho básico, quase insignificante: apesar de Inside Job sair atribuindo culpas a várias pessoas -- segundo o documentário, "ganância" é algo que passou a existir apenas na década de 2000; antes disso, ninguém era ganancioso --, o filme curiosamente se exime de sequer mencionar os quatro reais causadores da crise. Muito suspeito.

    Sugiro este magistral artigo -- o qual, aliás, é bem melhor do que este documentário:

    Como ocorreu a crise financeira americana
  • Angela  09/07/2015 20:01
    Puxa, ainda tão atual este documentário! Gostei muito, apesar da gastura que foi suportar o De Soto balançando naquela cadeira... ai!
  • Marcos  16/02/2016 03:28
    Nossa, realmente a crise economica estourou no Brasil com grande força, como voces discutiam desde 2012! fiquei impressionado, pena que só descobri este site agora...vou continuar acompanhando.
  • Pedro Ivo  16/02/2016 12:20
    Comprimido vermelho (fora da Matrix); azul, acorde de um sonho e pense o que quiser. É só o que você vai encontrar aqui.


Envie-nos seu comentário inteligente e educado:
Nome
Email
Comentário
Comentários serão exibidos após aprovação do moderador.