Existe uma página específica para este artigo. Para acessá-la clique aqui.

O mensalão e o assalto triplo à população - o que é pior?

Enquanto os brasileiros seguem com a respiração suspensa, insones e preocupadíssimos com o que irá acontecer aos mensaleiros ("se eles não forem para a cadeia, a sem-vergonhice estará institucionalizada", bradam alguns blogueiros), os reais assaltantes do povo não apenas seguem impunes, como ainda desfilam por aí sorridentes e desenvoltos, gozando de enorme prestígio perante a mídia e a população.

Os mensaleiros — meros pés-de-chinelo dentro da hierarquia criminosa estatal, os quais serão pronta e imediatamente substituídos caso o improvável aconteça e eles acabem tomando banho juntos em alguma penitenciária — tungaram, segundo as recentes declarações de Marcos Valério, R$350 milhões.  O que são R$350 milhões?  De acordo com dados do ano passado, R$350 milhões foi o valor que o governo federal espoliou da população brasileira em apenas 3 (três) horas.

Isso mesmo.  A arrecadação tributária do governo federal em 2011 foi de R$900 bilhões.  Isso equivale a R$2,47 bilhões por dia ou R$103 milhões por hora.  Enquanto os mensaleiros — amadores, coitados — levaram mais de dois anos para espoliar R$350 milhões, Guido Mantega (Ministro da Fazenda), Arno Augustin (Secretário do Tesouro) e Carlos Alberto Freitas Barreto (Secretário da Receita Federal) fazem o mesmo serviço em apenas três horas.  Quem são os verdadeiros profissionais?

E isso porque estamos desconsiderando a participação dos governos estaduais e municipais.  Quando estes entram na equação, o esbulho total anual chega a R$1,5 trilhão, o que significa que o estado, em suas três esferas, tunga do seu bolso — em uma estimativa muito conservadora — aproximadamente 40% da sua renda.  Mas todos os cavalheiros que comandam estas máquinas são inexplicavelmente vistos pela mídia como administradores públicos responsáveis e socialmente conscientes.

O mensalão era dinheiro público desviado para o bolso de políticos; imposto é dinheiro público desviado para o bolso de políticos, de burocratas, de funcionários públicos, de artistas, de empreiteiras, de empresários com boas conexões e de pessoas que vivem de subsídios.  A definição de roubo segue inalterada.  O fato de o segundo beneficiar mais pessoas do que o primeiro em nada suaviza a imutável realidade de que tomar dinheiro de uns para dar a outros continua sendo roubo.  

Não gostou?

Ok, o leitor ainda assim acha que é muito forçado comparar impostos a roubalheiras políticas visando projetos de poder?  Sem problemas, podemos mudar o enfoque.  Que tal compararmos o mensalão às tarifas protecionistas?  É válido.  Afinal, tarifas protecionistas nada mais são do que um arrego que o consumidor tem de pagar ao estado para poder adquirir produtos fabricados por estrangeiros.  Este arrego é instituído com a declarada e explícita intenção de proteger aquelas indústrias que o estado considera especiais e que, por isso, gozam de privilégios que outros setores da economia não usufruem.   

O mensalão era um arrego cobrado por políticos para aprovar as medidas criadas por um determinado partido político.  Tarifas protecionistas são um arrego extorquido da população com o intuito de possibilitar que determinadas oligarquias empresariais continuem controlando determinados setores da economia, sem sofrer concorrência.  O mensalão privilegiava alguns políticos com o dinheiro da população; tarifas protecionistas privilegiam algumas empresas em detrimento da liberdade de escolha e do poder de compra da população.  Os mensaleiros agiam às escondidas, pois sabiam que seus atos eram ilícitos.  Os empresários privilegiados agem abertamente, pois se julgam legitimamente donos do direito de proibir a população (consumidora e empreendedora) de adquirir o que ela quer.

Qual o tamanho do esbulho protecionista?  Comecemos com o esbulho geral, que envolve todo o valor arrecadado pelo imposto de importação.  Peguemos os dados a partir de 2005, ano em que o mensalão foi descoberto.  De 2005 até o final de 2011, o total arrecadado pelo imposto de importação foi de R$112,6 bilhões, valor 322 vezes maior que o mensalão.

Acha que é injusto comparar o mensalão a um imposto geral sobre importações?  Sem problemas.  Comparemos então o mensalão exclusivamente às "tarifas cobradas sobre produtos que entram no país com preços considerados desleais", o que é popularmente conhecido como 'defesa contra o importado barato', atividade essa em que o senhor Fernando Pimentel está em vias de adquirir excelência.  De 2005 a 2011, o valor espoliado por esta única tarifa subiu 801%, acumulando um esbulho total de R$1,02 bilhão, valor 3 vezes maior que o mensalão.  Ou seja: a população foi tungada em mais de R$1 bilhão apenas para poder exercer seu direito natural de comercializar e adquirir produtos mais baratos da China.  Esse é o arrego que a população tem de dar a políticos para poder comprar lâmpadas e sapatos chineses, além de pneus, batata, tijolos, vidros, vários tipos de máquinas, reatores para lâmpadas ou tubos de descarga, vagões de carga, disjuntores, cordas e cabos, móveis etc., itens que representam um verdadeiro risco ao bem-estar nacional.

Ainda não?

Ainda não se convenceu?  Mesmo se eu disser que o mensalão não teria sido possível sem o dinheiro de impostos?  Ok, sou persistente.  Vamos então mexer diretamente no seu bolso.  Vejamos o quanto o estado, por meio do seu monopólio da moeda e em conjunto com o sistema bancário, já subtraiu do seu poder de compra. 

Tomando novamente o ano de 2005 como base, até o mês de agosto de 2012, toda a expansão monetária e do crédito orquestrada pelo Banco Central em conjunto com o sistema bancário de reservas fracionárias elevou os preços dos bens e serviços — de acordo com as suaves estatísticas do IBGE, um órgão do governo — em singelos 46,5%. 

Isso significa que, em menos de 8 anos, um carro popular que custava R$30.000 passou a custar R$43.950.  E o povo ainda comemora dizendo "Ah, pelo menos agora o crédito está mais barato!", sem se dar conta de que é justamente essa expansão artificial do crédito o que eleva os preços.  No final, o sujeito está mais endividado, o poder de compra do seu dinheiro caiu, mas ele acha que está em melhor situação porque as 99 prestações de seu Gol 1.0 — as quais não serão quitadas — estão um pouquinho mais baratas.

Que o cidadão comum seja ignorante no que concerne a uma simples relação econômica de causa e efeito é algo compreensível.  Agora, ver acadêmicos e a mídia louvando essa situação e tecendo elogios à "política econômica do governo" é realmente algo nauseante.  Uma inflação de preços acumulada em 46,5% significa que o poder de compra da moeda — cuja proteção é uma atribuição sob total monopólio do estado — foi destruído 32%.  Um terço do poder de compra da moeda evaporou-se em menos de 8 anos.  E os burocratas do Banco Central, que são os responsáveis por esse descalabro e que proíbem você de utilizar outras moedas mais sólidas (já experimentou abrir uma conta bancária utilizando francos suíços?), ainda desfilam na imprensa com aquele ar de doutores oniscientes.  E todo mundo os respeita.

Quando comparados ao assalto orquestrado pelo Banco Central em conluio com o sistema bancário de reservas fracionárias, à carga tributária que confisca 40% da nossa renda e ao protecionismo que nos impede de comprar produtos baratos do exterior, larápios com R$350 milhões estão apenas fazendo um simples piquenique com o nosso dinheiro.

Para fechar com estilo

Não bastasse tudo isso, agora ainda temos de aturar a manipulação dos índices de preço.  O governo, que jamais pode ser acusado de bobo, ao perceber que a inflação de preços estava tendendo a ficar fora de controle, não titubeou: decidiu reduzir pontualmente os impostos que incidem justamente sobre aqueles itens que têm mais peso no cálculo dos índices de inflação ao mesmo tempo em que aumentou os impostos sobre aqueles itens que nem sequer entram no cálculo da inflação (como os carros importados).

O gráfico a seguir mostra a variação de dois índices: o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), índice oficial do governo e mensurado pelo IBGE, e o Índice do Custo de Vida (ICV), mensurado pelo Dieese.  Note que ambos variam de forma simultânea e muito semelhante — pelo menos até maio deste ano, quando o governo começou a brincar de fazer alterações pontuais nos impostos.  O IPCA caiu, o ICV subiu para perto do teto da meta de inflação.  Em junho, enquanto o IPCA foi de 4,91%, o ICV foi de 6,41% — 31% maior do que o IPCA.

IPCAxICV.png

Como isso vai terminar ainda é uma incógnita.  Nossa missão aqui é apenas informar.  Ano que vem, quando entrar em vigor as reduções de impostos sobre a energia elétrica, é de se esperar novas distorções.  Como disse o presidente do IMB Helio Beltrão:

O IPCA sob o governo Dilma passou agora a obedecer a Lei de Goodhart, a qual diz que "uma vez que um indicador social ou econômico adquire status de meta de política econômica, ele perde o conteúdo informativo que outrora o qualificara a servir como meta."

Conclusão

A população brasileira é triplamente assaltada.  Além de ter aproximadamente 40% da sua renda confiscada via impostos e ter sua liberdade de adquirir produtos estrangeiros tolhida pelo governo — em prol de grandes grupos empresariais —, ela ainda tem de aturar uma destruição de 32% no poder de compra da sua moeda em menos de 8 anos.  Ao mesmo tempo em que encarecem as coisas aqui dentro, os burocratas proíbem a população de comprar barato do exterior.  Para completar, a destruição do poder de compra da população é mascarada e subestimada pelos índices oficiais de inflação para não prejudicar a popularidade do governo. 

Cadeia para os mensaleiros?  Sem dúvida.  Mas por que parar neles?  Em um mundo genuinamente ético e justo, Lula, José Dirceu, Delúbio Soares, João Paulo Cunha e José Genoino estariam dividindo o chuveiro com Guido Mantega, Fernando Pimentel e toda a cúpula do Banco Central em Catanduvas.

Acha que Joaquim Barbosa está à altura desta sentença?


0 votos

SOBRE O AUTOR

Leandro Roque
é o editor e tradutor do site do Instituto Ludwig von Mises Brasil.



"parece-me improvável ser coincidência os produtores do metal em questão [ouro] também terem abruptamente reduzido sobremaneira sua mineração e refino na década de 70 e de forma ainda mais intensa do que a supostamente levada a cabo pela OPEP [...]"

Exato! Este é o ponto. Quem afirma que o petróleo encareceu na década de 1970 por causa de uma suposta escassez de oferta tem também de explicar por que o ouro (e outras commodities) se encareceu ainda mais intensamente. Houve restrição na oferta de ouro?

Assim como não houve redução da oferta de ouro (cujo preço explodiu em dólar) também não houve redução da oferta de petróleo (cujo preço explodiu em dólar).

O problema, repito, nunca foi de oferta de commodities, mas sim de fraqueza das moedas -- recém desacopladas do ouro (pela primeira vez na história do mundo) e, logo, sem gozar de nenhuma confiança dos agentes econômicos.

Igualmente, por que o petróleo barateou (junto com o ouro) nas décadas de 1980 e 1990, quando a demanda por ele foi muito mais intensa do que na década de 1970? Por que ele encareceu em 2010 e 2011, em plena recessão mundial? E por que barateou em 2014 e 2015, quando as economias estavam mais fortes que em 2010 e 2011?

O dinheiro representa a metade de toda e qualquer transação econômica. Logo, quem ignora a questão da força da moeda está simplesmente ignorando metade de toda e qualquer transação econômica efetuada. Difícil fazer uma análise econômica sensata quando se ignora metade do que ocorre em uma transação econômica.

"ao menos em tese, não seria possível ocorrer uma elevação do índice "DXY" durante algum tempo simultaneamente a uma alta nas cotações em USD de algumas commodities, configurando uma situação de inflação de preços global generalizada onde a moeda america seria nesta hipótese "a garota menos feia do baile"

Sim, em tese seria possível. Só que, ainda assim, haveria um indicador que deixaria explícito o que está acontecendo: o preço do ouro.

Se o dólar estiver se fortalecendo em relação a todas as outras moedas, mas estiver sendo inflacionado (só que menos inflacionado que as outras moedas), o preço do ouro irá subir.

Mas este seu cenário só seria possível se todas as outras moedas estivessem sendo fortemente desvalorizadas. Enquanto houver franco suíço, iene e alemães na zona do euro, difícil isso acontecer.

Abraços.
Saudações, Leandro.

Teus comentários me remeteram a
uma recente troca de posts que tive no MI !
A propósito, uma análise da relação entre ouro e petróleo talvez pudesse reforçar nosso argumento em comum. Afinal, parece-me improvável ser coincidência os produtores do metal em questão também terem abruptamente reduzido sobremaneira sua mineração e refino na década de 70 e de forma ainda mais intensa do que a supostamente levada a cabo pela OPEP, caso a explicação p/ o fortalecimento do primeiro em relação ao segundo (i.e. cruede mais barato em Au) também se baseasse no suposto "choque de oferta" ao qual frequentemente se atribuem praticamente todos os episódios de encarecimento do petróleo em US$...

Sobre o "desafio": "Sigo no aguardo de um único exemplo prático de dólar forte e commodities caras. E de dólar fraco e commodities baratas, pergunto: ao menos em tese, não seria possível ocorrer uma elevação (ainda que improvável, inclusive na atual conjuntura) do índice "DXY" (dólar em relação às moedas mais líquidas do mundo) durante algum tempo simultaneamente a uma alta nas cotações em USD de algumas commodities, configurando uma situação de inflação de preços global generalizada onde a moeda america seria nesta hipótese "a garota menos feia do baile" (de ForEx) ?

Att.
Prezado Paulo, obrigado pelo comentário, o qual nada alterou a constatação: o preço das commodities é cotado em dólar; consequentemente, a força do dólar é crucial para determinar o preço das commodities. Impossível haver commodities caras com dólar forte. Impossível haver commodities baratas com dólar fraco.

Perceba que seus próprios exemplos comprovam isso: você diz que a produção americana de petróleo atingiu o pico em 1972, e dali em diante só caiu. Então, por essa lógica era para o preço do petróleo ter explodido nas década de 1980 e 1990. Não só a oferta americana era menor (segundo você próprio), como também várias economia ex-comunistas estavam adotando uma economia de mercado, implicando forte aumento da demanda por petróleo. Por que então o preço do barril não explodiu (ao contrário, caiu fortemente)?

Simples: porque de 1982 a 2004 foi um período de dólar mundialmente forte.

"Período 1973/74: É consenso da indústria mundial de petróleo que a subida abrupta dos preços em 1973/74 deveu-se ao embargo árabe realizado pela OPEP[...]"

Nada posso fazer quanto a esse "consenso", exceto dizer que ele é economicamente falacioso. O preço do barril (em dólares) subiu durante toda a década de 1970 (e não apenas no período 1973-74). O barril só começou a cair a partir de 1982, "coincidentemente" quando o dólar começou a se fortalecer.

Será que foi a OPEP quem encareceu o petróleo de 1972 a 1982? Se sim, por que então em 1982 ela reverteu o curso? Mais ainda: se ela é assim tão poderosa para determinar o preço do barril do petróleo, por que ela nada fez de 1982 a 2004, que foi quando o barril voltou a disparar ("coincidentemente", de novo, quando o dólar voltou a enfraquecer)?

E por que de 2004 a 2012 (dólar fraco) o petróleo disparou? E por que desabou de 2013 a meados de 2016 (dólar forte)? E por que voltou a subir agora (dólar enfraquecendo)?

Sigo no aguardo de um único exemplo prático de dólar forte e commodities caras. E de dólar fraco e commodities baratas.

Se alguém apresentar esse exemplo, toda a teoria econômica está refutada.
Boa tarde Bruno., tudo tranquilo?

Advogados de uma maneira geral tem duas frentes: ou são interlocutores mediante a resolução de conflitos, ou analistas para evitar conflitos. Basicamente são especialistas em detalhes jurídicos, sendo obrigatório o talento nato em retórica, para expor a parte de seu cliente de forma objetiva, lírica e eloquente na mediação, e muita disciplina acadêmica para assimilar todos os enlaces dos códigos a que se propõe atuar.

Sob a batuta do Estado, apenas formados em direito (e aqui no Brasil postulantes ao exame da OAB) podem representar pessoas e empresas nas demandas da Lei. Basicamente, 90% dos advogados no Brasil são decoradores de Lei, tendo parco saber jurídico para analisar de forma contundente demandas mais complexas.

Já em um país libertário, basta a pessoa ter um grande saber jurídico, oratória razoável e ser um bom jogador de xadrez que pode advogar tranquilamente, podendo também adquirir títulos e certificados mediante associações privadas, com o único propósito de destacar aqueles que realmente tem o que é necessário para ser advogado para quem quiser contrata-lo.

Quanto a sua questão, seja pelo monopólio do Estado ou em um país livre, o advogado não propriamente cria riqueza, mas impede que a mesma seja perdida por um descuido na assinatura de um contrato, ou mesmo a ruína causada por uma ex mulher gananciosa. Na assinatura de contratos é como uma companhia de seguros, pois ao analisar os detalhes mitiga os riscos apontando erros e pegadinhas. Por outro lado, se for atuar em uma demanda já existente, seria mais ou menos como o corpo de bombeiros, para apagar o incêndio o mais rápido possível, antes que o fogo consuma tudo.

Prezado Leandro

Aprecio muito seus artigos e comentários, postados aqui no Instituto Mises. Inclusive, suas respostas a indagações minhas sempre primaram pela cordialidade e análise ponderada. E, em relação ao seu comentário acima, não discordo quanto à correlação existente entre uma commoditie e a moeda em que ela é comercializada.

No entanto, se me permite, gostaria de discordar parcialmente do seus comentários acima sobre a causa e efeito nos preços dos mercados do petróleo, a partir do chamado Choque Nixon (1971). Entre outras medidas, ele cancelou unilateralmente a conversão do dólar em ouro. Baseei meus comentários em inúmeros autores, que usamos na indústria, não para fins políticos, mas para nosso negócio (tenho 38 anos de indústria do petróleo).

Para melhor acompanhar meus comentários, é interessante analisar os mesmos acompanhado de dois gráficos:

1) Preço do petróleo entre 1986 e 2015, fonte: BP Global:
www.bp.com/en/global/corporate/energy-economics/statistical-review-of-world-energy/oil/oil-prices.html

2) Produção e importação de óleo cru nos EUA: //en.wikipedia.org/wiki/Petroleum_in_the_United_States#/media/File:US_Crude_Oil_Production_and_Imports.svg

Vou colocar os eventos em ordem cronológica, com meus comentários após aspas de seus comentários, as vezes com ... :

SEU COMENTÁRIO: Igualmente, a acentuada e abrupta desvalorização do dólar na década de 1970 ... : não era o petróleo que estava ficando escasso; eram as moedas, recém-desacopladas do ouro, que perdiam poder de compra aceleradamente.

MEU COMENTÁRIO:
- A indústria do petróleo nunca correlacionou a culpa do aumento dos preços do petróleo na década de 1970 como sendo por causa de escassez do produto.

- Ano de 1972: A produção total Americana atinge o pico, próximo a uma média diária de nove milhões de barris por dia (bpd) e, a partir deste ponto, entra num declínio acentuado e contínuo, só interrompido em meados dos anos 2000, por conta do crescimento estratosférico da produção americana está ligado ao boom do "shale oil" americano (óleo de folhelho).

- Período 1973/74: É consenso da indústria mundial de petróleo que a subida abrupta dos preços em 1973/74 deveu-se ao embargo árabe realizado pela OPEP contra os países que apoiavam Israel na Guerra do Yom Kippur. Entre o início e o fim do embargo os preços tinham subido de US$ 3/barril (US$ 14 hoje) para US$ 12/barril (US$ 58 hoje).

SEU COMENTÁRIO: Tanto é que, nas décadas de 1980 e 90, o barril do petróleo despencou (dólar forte).

MEU COMENTÁRIO: Período 1985-1999:

- Em 1986 a Arábia Saudita resolveu recuperar sua participação no mercado global (market share) aumentando sua produção média diária de 3,8 milhões bpd em 1985 para mais que 10 milhões bpd em 1986. As reservas sauditas são tão grandes que ela sempre pôde se dar o luxo de "fechar ou abrir torneiras" para controlar demanda e oferta. Mas, atualmente isto está começando a ser modificado.

- 1988: Com o fim da Guerra Irã-Iraque, ambos voltaram a aumentar substancialmente a produção média diária.

SEU COMENTÁRIO: O boom das commodities (principalmente minério e petróleo) na década de 2000 foi "auxiliado" pelo enfraquecimento do dólar.

MEU COMENTÁRIO: Principais eventos para o aumento quase contínuo dos preços na década de 2000:

- Final dos anos 1990 e início dos anos 2000: Crescimento das economias Americana e Mundial.

- Pós 11/01/01 e invasão do Iraque: crescente preocupação quanto a estabilidade da produção do Oriente Médio.

- Segunda metade da década: Combinação de produção declinante mundial com o aumento acelerado e contínuo da demanda asiática pelo produto, especialmente China.

A causa da produção mundial declinante está relacionada à enorme expansão da produção OPEP na década anterior e que inibiu o investimento da indústria em exploração (pesquisa para descoberta de novas jazidas). Para quem não é da área, investimentos em exploração de petróleo tem retorno de médio a longo prazo.

SEU COMENTÁRIO: a recente queda a partir de 2012 (dólar forte).

MEU COMENTÁRIO: A partir de 2014 a queda dos preços está ligada a dois grandes eventos:

- Aumento substantivo da produção nos EUA e na Rússia, sendo que em 2015 a produção Americana atingiu o mais alto nível em mais de 100 anos, com os EUA voltando a serem os maiores produtores mundiais após mais de 50 anos (Figura a seguir)

- O crescimento estratosférico da produção americana está ligado ao boom do "shale oil" americano (óleo de folhelho), com o avanço tecnológico do fraturamento hidráulico (hydraulic fracturing, or fracking), ela começou a ser utilizada com progressivo sucesso em reservatórios não convencionais como o shale oil. Com isto, nunca os estoques americanos estiveram tão altos. E, aqui o básico da economia de Adam Smith: oferta maior que demanda gera queda nos preços.

Saudações, Paulo









Não, Xiba. Continua sendo pirâmide do mesmo jeito.

Essa questão da Previdência brasileira é um assunto bastante interessante pelo seguinte motivo: talvez seja a única área da economia que não está aberta a opiniões ideológicas.

Não importa se você é de esquerda ou de direita; liberal, libertário ou intervencionista. Também pouco importa se você acredita que a Previdência atual seja superavitária (como alguns acreditam). O que importa é que o modelo dela é insustentável. E é insustentável por uma questão puramente demográfica.

E contra a realidade demográfica não há nada que a ideologia possa fazer.

Comecemos pelo básico.

Ao contrário do que muitos ainda pensam, o dinheiro que você dá ao INSS não é investido em fundo no qual ele fica rendendo juros. Tal dinheiro é diretamente repassado a uma pessoa que está aposentada. Não se trata, portanto, de um sistema de capitalização, mas sim de um sistema de repartição: o trabalhador de hoje paga a aposentadoria de um aposentado para que, no futuro, quando esse trabalhador se aposentar, outro trabalhador que estiver entrando no mercado de trabalho pague sua aposentadoria.

Ou seja, não há investimento nenhum. Há apenas repasses de uma fatia da população para outra.

Por motivos óbvios, esse tipo de esquema só pode durar enquanto a fatia trabalhadora for muito maior que a fatia aposentada. Tão logo a quantidade de aposentados começar a crescer mais rapidamente que a fatia de trabalhadores, o esquema irá ruir.

Portanto, todo o arranjo depende inteiramente do comportamento demográfico da população. A qualidade da gestão do INSS é o de menos. Mesmo que a Previdência fosse gerida por anjos probos, sagazes e imaculados, ainda assim ela seria insustentável no longo prazo caso a demografia não cooperasse.

E, no Brasil, ela já não está cooperando. Segundo os dados do IBGE, em 2013, havia 5,5 pessoas com idade entra 20 e 59 anos para cada pessoa com mais de 60 anos. Em 2060, a se manter o ritmo projetado de crescimento demográfico, teremos 1,43 pessoa com idade entre 20 a 59 anos para cada pessoa com mais de 60 anos.

Ou seja, a menos que a idade mínima de aposentadoria seja continuamente elevada, não haverá nem sequer duas pessoas trabalhando e pagando INSS para sustentar um aposentado.

Aí fica a pergunta: como é que você soluciona isso? Qual seria uma política factível "de esquerda" ou "de direita" que possa sobrepujar a realidade demográfica e a contabilidade?

Havendo 10 trabalhadores sendo tributados para sustentar 1 aposentado, a situação deste aposentado será tranquila e ele viverá confortavelmente. Porém, havendo apenas 2 trabalhadores para sustentar 1 aposentado, a situação fica desesperadora. Ou esses 2 trabalhadores terão de ser tributados ainda mais pesadamente para sustentar o aposentado, ou o aposentado simplesmente receberá menos (bem menos) do que lhe foi prometido.

Portanto, para quem irá se aposentar daqui a várias décadas e quer receber tudo o que lhe foi prometido hoje pelo INSS, a mão-de-obra jovem do futuro terá de ser ou muito numerosa (uma impossibilidade biológica, por causa das atuais taxas de fecundidade) ou excessivamente tributada (algo que não é duradouro).

Eis o fato irrevogável: contra a demografia e a matemática, ninguém pode fazer nada.

A não ser mudar totalmente o sistema.

Uma proposta para uma reforma definitiva da Previdência

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Tiago RC  18/09/2012 03:05
    Ótimo texto Leandro!
    É sempre importante colocar as coisas em perspectiva.
  • anônimo  18/09/2012 03:10
    Catanduvas não pô. Bangu I é mais apropriado.
  • Leocir Luiz Rosa  18/09/2012 03:45
    Olá Leandro. Leio com atenção os artigos aqui colocados e a cada dia me impressiona a lucidez estampada, sobre a situação político-econômico-financeira de nosso Brasil.\r
    Muito obrigado por este gesto grandioso de informar e conscientizar muitas pessoas que não tem ideia da realidade brasileira. Que Deus o proteja e o ilumine com este trabalho, pois com certeza com o tempo, trará frutos a nossa sociedade.
  • Leandro  18/09/2012 03:50
    Palavras excessivamente gentis, prazado Leocir. Muito obrigado e tenha a bondade de continuar nos prestigiando.

    Abraços!

    P.S.: agradeço também ao Tiago RC, mas este já é freguês contumaz. ;)
  • mcmoraes  18/09/2012 03:51
    Faço minhas as palavras do Leocir Luiz Rosa.
  • anônimo  18/09/2012 05:47
    Leandro,

    parabéns pelo artigo. Claro, objetivo e verdadeiro.

    Artigo de leitura prioritária!!
  • Yochanan Ben Efraym  18/09/2012 04:55
    Esse artigo coloco os pingos nos i's de forma mais que lucida. O godizilla...ops! O monstro é mais feio do que muitos de nós imaginavamos.\r
    \r
    Quando vemos a coisa como ela é, realmente é de dar nojo, para dizer o mínimo.\r
    \r
    Esse artigo vai ser disseminado sem sombra de dúvida.\r
    \r
    Obrigado Leandro.
  • anônimo  18/09/2012 05:44
    Obrigado Leandro. Seus artigos me fazem refletir o quão otário sou. Não que isso seja ruim... Nem que seja bom.
  • Juliano  18/09/2012 05:55
    Artigo excelente, como sempre.
  • Mario Cunha  18/09/2012 05:58
    "Ano que vem, quando entrar em vigor as reduções de impostos sobre a energia elétrica, é de se esperar novas distorções". Redução de mentirinha. Esses larápios do governo cobraram indevidamente R$ 11 bi a mais durante mais de 10 anos e agora falam de redução de tarifa. Tem mais: tal redução de tarifa está vinculada ao desembolso de mais de R$ 25 bi pelo governo para as concessionárias.
  • Matheus Polli  18/09/2012 06:22
    Muito bom, como sempre.

    Parabéns!
  • Dylan  18/09/2012 06:55
    Acompanho esse blog de longe, do alto da minha neutralidade quanto às correntes políticas ou filosóficas/sociais e da minha juventude.

    Muitos artigos que eu leio aqui parecem ser "verdadeiros", muito bem justificados e explicados. Parece mostrar o que realmente acontece com as coisas do mundo, pelo menos no ambiente econômico e social - apesar de algumas opiniões muito radicais, que acabam tirando a razão de certos artigos (como por exemplo aquele sobre a reciclagem e sustentabilidade).

    O que me intriga é não haver resposta para essas ideias, da mesma forma como esse blog defende as suas. Digamos que consigo ter uma ideia formada sobre uma parte dos textos, e assim posso concordar ou discordar ou simplesmente não ter opinião formada. Mas quanto à outra parte, ou falta conhecimento sobre dados ou acabo sem acreditar no que foi escrito, achando que é mais uma birra entre duas correntes opostas - e o fato de não haver um instituto, com uma visão de mundo diferente, que exponha suas ideias dessa forma, certamente contribui pra isso.

    Como sei que não há resposta para isso, mando um abraço desacreditado!
  • Leandro  18/09/2012 07:04
    Prezado Dylan, não esquente sua cabeça, não. Nós também jamais encontramos uma contra-resposta decente a nada do que publicamos aqui. Só gemidos e xingamentos, que é a reação típica dos desesperados que se sabem sem razão.

    Abraços e bem-vindo em definitivo.
  • Atylla  18/09/2012 06:56
    Esse grupo de comunistas e fascistas devem estar constantemente sendo desmacarados,já que sua capacidade de manipulação e sede pelo poder é enorme. O assunto da moda é a Comissão da "VERDADE" usada para ofuscar o julgamento do mensalão, onde um bando de comunistas que irião assassinar, torturar e roubar a população em escala industrial, mas que tiverão os seus planos frustados pelos militares fascistas, acabam se transformando em heróis da liberdade. Na Ausência de militares torturadores, universitarios da USP se contentam em invadir a reitoria e brigar com a PM para se tornarem os novos "Presos Políticos" defensores dos fracos e oprimidos, é a serpente sempre trocando de pele mas continuando com o mesmo veneno. Parabens IMB!por ser uma das poucas vozes, que mostra a verdadeira face desse grupo.
  • Bernardo  18/09/2012 07:29
    Mais simples que isso não fica. Valeu, Leandro!\r
    \r
    Aproveito para perguntar se vocês estão preparando algum artigo sobre a redução do compulsório (g1.globo.com/economia/noticia/2012/09/bc-altera-compulsorio-e-injeta-r-30-bi-na-economia-nos-proximos-meses.html), seus impactos na economia e possíveis relações com o QE3, anunciado um dia antes.
  • Leandro  19/09/2012 02:45
    Essa medida de afrouxamento do compulsório foi promulgada um dia após o Fed ter anunciado de que iria comprar, mensalmente, US$40 bilhões em hipotecas por tempo indefinido.

    A intenção óbvia do BACEN é gerar inflação monetária e, com isso, impedir a desvalorização do dólar -- ou, falando de outra forma, estimular a desvalorização do real. Mas há outro detalhe em jogo.

    Como o BACEN não pode (ainda) obrigar ninguém a pedir empréstimos -- e esta é a única maneira de fazer com que dinheiro recém-criado entre na economia --, tal afrouxamento do compulsório, em minha opinião, tem como intenção secundária facilitar o financiamento dos déficits orçamentários do governo federal.

    Com o governo tendo reduzido impostos em algumas áreas, seu déficit tende a aumentar. Com um compulsório menor, os bancos emprestarão mais dinheiro ao governo. E como os bancos emprestam dinheiro ao governo criando dinheiro do nada, o BACEN vai conseguir matar dois coelhos de uma só vez: ao estimular o aumento da quantidade de dinheiro na economia, ele impede a desvalorização do dólar e ainda facilita o financiamento do governo federal.

    Isso é um assalto descarado à poupança dos brasileiros.
  • Blah  19/09/2012 04:40
    Isso provavelmente tem a ver com o fato de que o governo vai ter que arcar com 21 bilhões em indenizações às concessionárias de energia elétrica. O governo não está fazendo absolutamente nenhum corte nos gastos, pelo contrário, está expandindo os gastos e tentando "reativar" a economia com pacotes de cortes em impostos em alguns setores, a fim de maquiar a inflação.
    É curioso como tantas pessoas simplesmente se recusam a perceber o óbvio, especialmente as governistas. Alguns chegam a dizer que não há problema algum, pois o governo está arrecadando muito dinheiro. Felizmente, aprendi que não há como argumentar a respeito do assunto com eles. Podem até ser pessoas muito inteligentes ou até mesmo geniais em suas áreas, mas em economia são incapazes de compreender os problemas. Você apresenta uma linha de raciocínio lógica e coerente e a resposta vem em séries de divagações a respeito da natureza do estado ou "whishful thinking" e apelos à emoção e à autoridade disfarçados de argumentação.
  • Daniel Marchi  18/09/2012 07:43
    Genial, Leandro.

    Acrescentaria à máquina de esbulhar, a pletora de agências reguladoras. Por meio de meras portarias e regulamentos elas são capazes de controlar "soviet-style" praticamente toda a economia.

    abç
  • Erik Frederico Alves Cenaqui  18/09/2012 07:46
    Prezado Leandro

    O texto traz um tema muito interessante de se pensar.

    O estado é um grande mensalão!!!!

    Os tradicionais meios de comunicação somente criticam alguns governos, que são temporários.

    Ocorre que, a "grande" imprensa nunca fez uma crítica consiste aos fundamentos do estado.

    Rejeitam-se os mensalões regionais e partidários, o que é correto.

    Mas o grande mensalão, apartidário, que sempre funcionou no Brasil e no mundo todo, nunca foi questionado.

    Volto a repetir uma questão que acho fundamental para que as pessoas entendam o que é o Instituto Ludwig Von Mises Brasil.

    O IMB defende o Mercado e repudia o estado. Este é o parâmetro do site.

    Por isso, todas as críticas aos textos do site são manifestamente erradas.

    A equipe do IMB trabalha com muita seriedade e capricho, seja nos textos do blog ou nos artigos diários, sejam nos videos selecionados, seja nos cursos e eventos que promove.

    De todos os sites que eu acompanho na internet este é o mais coerente e direto.

    Parabéns
  • Julio dos Santos  18/09/2012 07:50
    Ótimo artigo Leandro!!
    Impressionante como tu consegue traduzir muito bem o pensamento libertário.
    Eu estava vendo toda essa papagaiada sobre mensalão e pensei: "Quando roubaram o rádio do meu carro eu estava pouco me importando qual destino o ladrão daria para ele, se ele fosse trocar por droga, alimentar um filho, pouco me importa, só sei que fui roubado. No mensalão é a mesma coisa, fui roubado pelo estado, o estado pegou meu dinheiro sob coerção. Se alguém roubou o estado pouco me importo, problema é dele."

    "Ladrão que rouba ladrão tem 100 anos de perdão." Sei que exagerei utilizando este adágio popular neste caso, pois eu não perdoo estes mensaleiros pois eles roubaram algo, mas só de saber que eles roubaram quem me rouba todos os dias, isso me dá certa satisfação.
  • pensador barato  18/09/2012 08:22
    Caríssimo Júlio dos Santos eles roubaram todos nós,o dinheiro estatal é nosso.
  • Bruno  18/09/2012 08:38
    @pensador barato
    O dinheiro estatal é nosso? Opa, então vou correndo lá no banco central sacar tudo!
  • anônimo  18/09/2012 09:53
    @pensador barato

    Discordo de você, pois uma vez que eu não posso sacar e/ou utilizar o dinheiro dos impostos, por definição o dinheiro não é meu.

    Se ele fosse nosso, nós poderíamos utilizá-lo, não é?

    Naturalmente, o detentor do capital (impostos) é o estado e não "nós".
  • Jeferson  18/09/2012 13:06
    Acho que ele só quis dizer que - mais uma vez - os saqueados fomos nós. Logo, o "ladrão que rouba ladrão" não é tão aplicável assim. A fonte do dinheiro roubado é o nosso bolso, não importa qual ladrão o embolsou.
  • Julio dos Santos  18/09/2012 13:09
    Pensador Barato
    Ok, eu quero meu dinheiro de volta, mas o dinheiro não está mais comigo, fui roubado! Se roubaram o ladrão o problema é dele, ele ainda me deve exatamente aquilo o que me roubou, na mesma proporção!! Se roubaram ele, o problema é dele!!!
  • Jeferson Franco  18/09/2012 09:11
    Obrigado pelo texto lúdico Leandro. Como bom brasileiro vou ali cortar meus pulsos e já volto.
  • Eduardo  18/09/2012 09:11
    Texto espetacular, como sempre.
    Toca no ponto de fundamental importância: que tudo é um grande esbulho, não só essa pontinha do iceberg que é o mensalão.

    É deprimente ver em todo outro lugar a análise superficial que coloca como uma tragédia o mero fato de que os sábios mestres, que deveriam controlar a vida alheia e investir o dinheiro alheio com infinita sabedoria, não o fizeram, e embolsaram o "sagrado" dinheiro público.

    Enquanto colocam o "desvio do dinheiro público" (roubar dinheiro pra torná-lo público é legal, mas roubar dinheiro roubado é inadmssível!) como O problema do Brasil, deixam a entender que o resto da roubalheira(exposta nesse artigo) está é tudo certo e que é assim que tem que funcionar.

    Outro ponto que eu sempre coloco, quando vejo alguém choramingando pelo roubo ilegal dessa corja, é o tamanho do roubo LEGAL. CADA UM dos 81 senadores custa 33 milhões de reais por ano, por exemplo.

    O roubo legal é ainda mais preocupante do que o roubo ilegal. Além de ser muito maior (e os que fazem debaixo dos panos são amadores, porque os profissionais fazem na cara dura e dentro da lei), ele simplesmente não chama a atenção como deveria.
    Quase sempre caem matando exclusivamente no roubo ilegal e tratam o roubo legal como algo perfeitamente normal, inquestionável e que tem que existir.

    Pra encerrar com Bastiat:
    "When plunder becomes a way of life for a group of men living together in society, they create for themselves in the course of time a legal system that authorizes it and a moral code that glorifies it."
  • Marcelo  18/09/2012 09:37
    !
    www.youtube.com/watch?v=8lXla2IHqYE&feature=player_embedded
  • Marc...  20/09/2012 15:19
    Esse vídeo é um lixo!

    Se o problema é o imposto, a solução é escolher bons políticos? Ou pior, entregar essa escolha à alguém???

    Brasileiro cai em todas, pqp.

    O problema é o imposto! Acabem com os impostos!
    Sem imposto e inflação o problema (governo) se esvai.
  • Felix  22/09/2012 06:48
    O vídeo tem premissas boas mas conclusões ruins
    de qualquer forma é melhor do que ficar apenas parado reclamando
    não é princípio libertário
    mas é melhor que o atual
  • marcelo  18/09/2012 09:43
    E lá vem mais assalto nos próximos meses!

    "O ministro da Fazenda, Guido Mantega, criticou a política monetária dos Estados Unidos por "criar problemas" para as exportações de países emergentes e disse que o Brasil vai continuar tomando medidas para manter o real desvalorizado."

    www1.folha.uol.com.br/mercado/1155292-estimulo-a-economia-dos-eua-cria-problemas-para-emergentes-diz-mantega.shtml
  • André Luiz S. C. Ramos  18/09/2012 09:52
    Leandro Roque rules!
  • Sol Moras Segabinaze  18/09/2012 10:31
    Dinheiro público É desvio de verba.
  • José Nunes Rodrigues Filho  18/09/2012 10:32
    Nasci no final da década de 50. Cresci praticamente no " tempo da ditadura ".

    Minhas esperanças estavam em ver um Brasil democrático, mas confesso: " eu era feliz e não sabia ".

    Ao ler um artigo tão lúcido como esse, me preocupa: quanto tempo ainda haverá de duração e em que rumos o Brasil entrou ?!

    E pensar que em pouco mais de 60 anos uma Alemanha destruida pelo nazismo,um Corea do Sul exprimida por gigantes asiáticos, uma Japão "falido" e um Israel ameaçado de "extinção", sobem ao topo do mundo econômico, social e tecnológico mostrando a todos como se constroem uma nação.

    " Meu Deus, eu te peço, salve o Brasil desses "brasileiros" !

  • Fabio  18/09/2012 10:32
    Essa da manipulação do IPCA através de política fiscal eu não imaginava. Só resta esperar o fundo do poço. Excelente desabafo, quer dizer, artigo.
  • Eduardo Bellani  18/09/2012 11:00
    Num assunto tangencial, alguém deu uma olhada nesse relatório do IPEA[1],
    onde não apenas é reconhecida a bolha, mas é citado a ABCT instrumento teórico
    para entender a causalidade da mesma?

    Recomendo o instituto fazer um artigo sobre o mesmo, e colher os louros pelo trabalho
    de divulgação.

    [1] www.ipea.gov.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=15348
  • Patrick de Lima Lopes  18/09/2012 11:24
    Brilhante artigo, Leandro.
    Irei lê-lo com mais atenção antes de comentar novamente.
  • bernardo  18/09/2012 12:00
    Caras, esse texto TEM que ir pra algum jornal de visibilidade, sério, um texto desse tem mto poder, ele é simples e mostra claramente o roubo que o governo pratica dia a dia.
  • Marc...  20/09/2012 15:31
    Ele não irá!

    Análise dos meios de comunicação de massa
    O modelo descreve como os meios de comunicação formam um sistema de propaganda descentralizado e não conspiratório que, no entanto, é extremamente poderoso. Esse sistema cria um consenso entre a elite da sociedade sobre os assuntos de interesse público estruturando esse debate em uma aparência de consentimento democrático mas atendendo os interesses dessa elite.

    O que você pode fazer é espalhar para todos que conhece pedindo atenção ao texto e que continuem espalhando sucessivamente.
  • Jerry  18/09/2012 12:30
    Alguém poderia me explicar essa conta: "Uma inflação de preços acumulada em 46,5% significa que o poder de compra da moeda... foi destruído 32%."?

    O que é uma inflação de preços? Existem outros tipos? E por que 'acumulada'?

    Desculpe pelas perguntas, mas queria muito saber. Obrigado.
  • Leandro  18/09/2012 15:32
    Prezado Jerry, o termo "inflação", por definição, significa aumento da quantidade de dinheiro na economia. Esse é o significado original de inflação. Sendo assim, é correto dizer que um aumento de preços é uma consequência da inflação, e não a inflação em si.

    Com o passar dos anos, o termo foi sendo deturpado, de modo que o aumento de preços passou a ser chamado de inflação. Como o senso comum convencionou chamar de "inflação" o aumento de preços, utilizamos a expressão "inflação de preços" para enfatizarmos que estamos falando de aumento de preços. É incorreto chamar de "inflação" o fenômeno do aumento de preços. Inflação é aumento da quantidade de dinheiro.

    É justamente essa confusão entre causa e consequência que deu origem a várias tragédias, como congelamento de preços. Afinal, se inflação é "aumento de preços", então a solução para este problema não tem nada a ver com a quantidade de dinheiro na economia, mas sim com coibir o "comportamento maldoso" de empresários, que insistem em elevar seus preços sem nenhum motivo, levados apenas pela ganância. Se inflação é "aumento de preços", então a solução para este problema pode perfeitamente ser o congelamento de preços ou a imposição de um teto para os preços de qualquer bem. Sarney estava certo, portanto.

    Saber a diferença entre inflação e aumento de preços é tão importante quanto compreender corretamente as causas de uma doença. Definir inflação como aumento de preços é o mesmo que pensar que 'doença' significa um aumento da temperatura do corpo apontada pelo termômetro, o que implicaria que a solução seria simplesmente colocar o termômetro na geladeira.

    Recomendo estes artigos:

    O básico sobre a inflação

    A definição popular de inflação impede a adoção de políticas sensatas

    Inflação não é um aumento generalizado nos preços

    Abraços!
  • Eduardo  20/09/2012 16:53
    "o "comportamento maldoso" de empresários, que insistem em elevar seus preços sem nenhum motivo, levados apenas pela ganância."

    Outro dia ouvi dizer que empresários fazendo embalagens menores e mantendo o preço da embalagem anterior era uma forma de mascarar esse aumento, algo que eu não tinha relacionado antes.

    E os supermercados estão cheios de produtos com embalagens reduzidas!

    Mas mesmo assim, a culpa ainda sobra pra ganância... o que eu vejo de gente reclamando que os empresários exploradores estão fazendo produtos cada vez menores e mantendo o preço pela ganância não é brincadeira.

    Novamente, o governo faz as cagadas, e a culpa sobra justamente pra aqueles que realmente produzem bens que melhoram a qualidade de vida da população, enquanto que os parasitas que não produzem nada, apenas taxam e regulamentam, ficam de fora da culpa, e em certos casos até são considerados os salvadores, como nesse caso de controlar o aumento de preços.
  • Luis  20/09/2012 19:16
    Esse fenômeno da redução das embalagens com a manutenção dos preços é típico de uma economia cuja inflação já está fora do previsto e foi explicado em detalhes neste artigo:

    O legado cultural e espiritual da inflação monetária
  • Luciano A.  19/09/2012 23:08
    Ótimo artigo,

    vejam esse link interessante:

    economia.estadao.com.br/noticias/economia,afif-reage-a-critica-contra-impostometro,127488,0.htm
  • Marc...  20/09/2012 15:38
    O PIB já é um indicador lixo, mas vale mencionar que também obedece agora a Lei de Goodhart:

    veja.abril.com.br/noticia/economia/ibge-anuncia-revisao-do-calculo-do-pib-para-2014
  • Neto  21/09/2012 03:11
    Joaquim Barbosa não está à altura de nada, olhando amplamente ele faz parte do esquema maior, todo o dinheiro e garantias que ele tem vem do leviatã.
  • Sérgio  30/09/2012 11:19
    Vejam só que festival de asneiras marxistas:

    blogdomonjn.blogspot.com.br/2012/09/politicos-e-sociedade.html

    Este é aquele mesmo idiota que fica atacando o Mises. Vejam só:

    " Em segundo lugar, vivemos em uma sociedade capitalista. Nessa sociedade o objetivo central é o lucro. Na base produtiva do sistema os custos de produção devem ser reduzidos ao máximo possível para que se possa vender mais barato do que o concorrente. Para isso se investe em tecnologia - dispensando parte dos trabalhadores - e se reduz os salários - direta ou indiretamente.

    A competição desenfreada praticamente inviabiliza o espaço para que se pense no outro, até porque o outro deve ser derrotado para a própria preservação física de si próprio. O empresário que não derrotar o seu concorrente irá à falência. O trabalhador que perder a disputa por uma vaga de emprego poderá passar por sérias privações."
    - Sim, claro. E é esta concorrência entre os grandes capitalistas para aumentar a produtividade que melhora o nosso padrão de vida. Eles podem até ser egoistas, mas de ma maneira ou de outra, beneficiam os outros: os consumidores.

    " A defesa da própria sobrevivência muitas vezes exige o sacrifício de princípios morais elementares: o empresário vai pagar propina aos políticos para ver aprovadas leis e medidas em seu benefício, o trabalhador vai apelar ao fisiologismo para garantir um emprego o que às vezes favorece o "caciquismo" de um político ou empresário."
    - Claro, isso porque nós vivemos numa sociedade estatista. Se não fosse o estatismo, isso não aconteceria.

    O resto do texto é só porcaria...
  • Dactilo  01/10/2012 05:17
    A política brasileira entrou num círculo de hermeneutica. As razões talvez nunca saibamos completamente. Mas, com toda a certeza, um dia, cada um de nós deparar-se-á com a verdade.
    Quando vislumbro o período Collor a Dilma, este primeiro impechmado a 20 anos, começo a antever a repetição de protagonistas como o Banco Rural e outros, complementado por demandos sobre a política brasileira. Começo a achar, D. me livre, que o Brasil é um mau negócio.
    Não porque, possui uma população desassistida elevada, ou porque a desendustrialização é inevitável, mas talvez por conta de uma praga malversadora nos coloca em rumo contrários aos do bom desenvolvimento.
  • Marcos  02/10/2012 12:59
    O grande mal do mensalão não pode ser medido em cifras. É a deterioração da democracia, a transformação do modelo político em comunista, com o partidão dominando tudo. É apenas parte de um processo mais amplo, com destruição da oposição (mesmo a social democrata), controle da mídia, politicamente correto, censura a livros (vide caso Monteiro Lobato), substituição da discussão entre representantes da sociedade eleitos por grupos lobistas sem representatividade alguma (grupos glbt, feministas, MST, sindicatos e similares), deseducação intensiva da sociedade, etc...

    O artigo é uma boa crítica a importância que as pessoas dão aos valores roubados pelo mensalão. Isso realmente é verdade. Parece que pouca gente realmente aprendeu algo desse episódio. Continua sendo apenas a velha e surrada questão do "combate a corrupção", sem que se perceba as causas desse processo.

    O pior do mensalão é exatamente isso: vai tornar muito mais difícil mudar alguma coisa. Esses R$350 milhões vão significar outros bilhões em impostos, prisões e outras arbitrariedades no futuro.
  • Vicente Jr.  10/10/2012 13:29
    Como o custo de vida tem influência sobre o IPCA (pelo menos é oque se espera) a tendência é que a inflação suba nos próximos meses.
  • Almir  25/10/2012 09:44
    Olá Leandro!
    Excelente artigo, expressa a pura verdade, com provas inegáveis, para condenar todos os envolvidos nesse "roubo legalizado" a todos os brasileiros.
    Parabéns pelo texto, mesmo um leigo como eu admite a total semelhança dos fatos. Isto só veio confirmar o que eu já imaginava sobre a política, porca e bandida, brasileira.

  • Itamar  23/11/2012 08:17
    Concordo que existe a necessidade da reforma tributária, da reforma processual da justiça, e não somente da justiça, mas também da polícia e demais órgãos de fiscalização.
    Sobre o preço dos automóveis no Brasil, já existe bastante informação por aí. A ganância não é exclusiva do governo.
    Sobre crédito, bancos são como cassinos, não vão perder. Talvez com a sugestão do FMI de bancos centrais autônomos e independentes, seja do capital privado seja do governo local, talvez, tenhamos oportunidade de celebrar uma nova economia mundial.
    Sobre mensaleiros, sobre privataria, sobre experiência em remessa de lucros para paraísos fiscais, chamo atenção para os valores, e o motivo das transferências. Se eu te pagar para defender meu ponto de vista, você pode aceitar ou não. Se eu te pagar muito, exorbitante valor, você pode se sentir tentado, se eu te der um valor razoável, apenas para você não discordar de mim, e manter sua perspectiva, talvez seja mais fácil de convencê-lo.
    O ovo da serpente foi colocado pelo líder da arena, ainda líder, travestido de democrata, liberal, benfeitor. O atual presidente do supremo, se tentar fazer o mesmo com os réus do Banestado ou de qualquer outra operação da PF (Pandora, Guilhotina, Redentor), vai sofrer um acidente, infartar, ou será morto por um marginal de 16 anos, com uma camiseta dos sem-terra/teto/pt.
    E com uma articulação apenas, desce a maioridade penal, enterra-se uma aberração jurídica 'de fato', e tudo volta a ser como antes, as tradições, as famílias e as propriedades.
  • dangt9  28/11/2012 02:58
    governo metendo a mão
  • Leandro Souza  18/12/2012 06:56
    Primeira vez que surfo o site, li algumas outras matérias, muito bem escritas, diga-se de passagem.
    Mas esse texto, Xará, é Ótimo, muito bem explicado, exemplificado e comparado.
    Raros são os textos ou matérias ou meios de comunicação hoje em dia que ousam levantar tamanhã roubalheira, muito por imposição desses mesmos larápios que estão no poder, alguns comemorando Bodas de Diamante entre os cargos de Presidente, Senador, Deputado, Prefeito, Governador, sem contar seus filhos e netos, ainda se bobear eles devem ser todos síndicos de seus glamourosos e ricos condomínios, não me assustaria com tal coisa, já que além de serem políticos são em geral donos de TVs, Jornais, Revistas, Casas de espetáculo, Bancos entre outras, exercendo, de maneira até constrangedora, o cerceamento a liberdade de expressão e também pisando no código de ética jornalistico.
    Hoje mesmo vi uma matéria em outro site dizendo que o mundo todo está falando do Brasil, mas não por conta de suas belas praias e mulheres, caipirinhas e futebol mas sim porque é noticia no mundo que nosso ex presidente Lula é o "Chefe do Mensalão"algo pouco ou quase nada investigado, como vi o ex presidente Sarney dizendo que o Lula é praticamente um santo, acima de qualquer suspeita e também surgiram noticias que nossa Presidente Dilma mandou o governo em seu nome defender a qualquer custo a imagem de Lula, deve ser até por isso, que a noticia é mais vista fora do que no próprio Brasil.
    É o fim do mundo mesmo, só pode...
    Eu não tinha a minima ideia de quanto, mas certo estava de que eramos surrupiados, pois só assim um país grande e rico (em todos os sentidos) pode ser miserável, com salários de fome.
    Quando vejo falarem de assistência a isso e aquilo vejo como é fácil dar esmolas e achar que é melhor um pão duro na mesa do que nada...projetos que dão R$ 70,00 para uma família, isso nem esmola é e sim humilhação, quando vemos, só para dar um exemplo, o quanto foi gasto para fazer estádios para a copa.
    Esse dinheiro todo não poderia ter sido gasto de melhor forma?
    É coincidência ou os jogos vieram para o Brasil, tanto Copa como Olimpíadas porque quase o resto todo do mundo está quebrado e o Brasil ainda tem potencial para crescimento? (vejo potencial uma vez que toda essa grana é roubada e se isso fosse usado realmente em prol da sociedade como um todo, mesmo sendo utopia..)
    Quantas escolas, creches, hospitais, saneamento básico, moradias poderiam ter sido feitas com esse dinheiro?
    Quantos empregos tais medidas trariam e beneficiariam a população.
    Estádios, bonitos, vão servir para lazer sim...mas um parque, além de mais saudável é bem mais barato que estádios.
    Estádios são para clubes, instituições privadas e não para o "cidadão comum..
    Creio que me empolguei com meu comentário e fui longe, gostaria de, se possível, pedir que esse texto não seja apenas um texto mas sim um estudo amplo e discutido, com ideias e mais informações.
    Obrigado pela contribuição de conhecimento que me desse!
  • Almir Nunes  18/12/2012 15:05
    Muito bom texto, Leandro. Concordo com você em tudo que foi escrito, se detalhar mais pode ser usado como prova de acusação contra os citados!
    Eu acesso o site sempre que posso, pois aqui encontro os melhores textos em economia, principalmente em defesa da liberdade do mercado. Através dos seus textos e outros aqui relatados, estou conhecendo e entendo mais sobre economia e mercado, além de constatar que o mundo todo, sem exceção, é manipulado e roubado por essa raça de políticos podres.
    Agradeço a você e a todos que fazem parte deste site, pois é assim que podemos conhecer a história desse sistema de governo, que impera, não só no Brasil, mas na maioria dos países, ou, porque não dizer no mundo todo.
    Parabéns, mais uma vez, pelo texto!
  • Antonio Duarte  22/12/2012 04:32
    BRAVOS!!!..Efim, alguém que fala didaticamente da "areia que está sendo jogada nos olhos do povo"....Meus parabéns!!

    Aproveito a ocasião, já que o mundo não acabou,(rsrs), para lhe desejar um Feliz Natal e um Próspero Ano de 2013!!
  • joao batista  26/12/2012 12:55
    Diante das questoes vista no nosso País, estamos absurdamente ameaçados a morte financeira, por muitos anos venhos tentando sobreviver aqui, espero que acordemos um pouco mais, pois estamos evoluindo um pouco pois ainda nao tinhamos visto no nosso país politicos serem condenados, espero que sejam enjaulados com os presos comuns para sentirem o quanto vale uma liberdade honesta, Deua nos abençoe e nos preserve com muita ineligencia e sabedoria.


Envie-nos seu comentário inteligente e educado:
Nome
Email
Comentário
Comentários serão exibidos após aprovação do moderador.