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Bom para alguns, ruim para todos

Este artigo foi publicado no jornal O Estado de São Paulo. Aqui está a sua versão original, sem cortes.

A política de redução do spread bancário e de aumento de crédito concedido pelos bancos oficiais beneficia a alguns, sem dúvida. Em especial, àqueles devedores marginais, antes considerados não aptos a um financiamento e que, agora, veem seus sonhos de consumo serem realizados. A aquisição da casa própria, a reforma da cozinha ou o tão sonhado automóvel se tornam, finalmente, realidade.

Beneficiadas também são as empresas que fornecem esses produtos aos novos consumidores; as construtoras; as montadoras; provedores de materiais de construção; autopeças; enfim, toda a cadeia produtiva dos setores afetados pela maior demanda magicamente criada. Sob a batuta do regente ministro da Fazenda, a orquestra de bancos públicos toca a música, e o povo dança. Que insensível indivíduo se oporia a uma causa nobre: possibilitar o acesso dos cidadãos de menor renda a bens tão importantes? Não é uma política boa para todos? Infelizmente, receio que não.

Findo o primeiro semestre de 2012 e divulgados os balanços dos bancos brasileiros, a verdade é que os números não são nada confortantes. Refiro-me especialmente à Caixa Econômica Federal, banco do qual, contra minha livre e espontânea vontade, sou indiretamente acionista, assim como todos os pagadores de impostos brasileiros.

Na contramão dos bancos privados, a Caixa e o Banco do Brasil seguem expandindo suas carteiras de crédito a um ritmo inquietante. Nos últimos 12 meses, a Caixa expandiu sua carteira em incríveis 45%. E não foram somente os empréstimos da Caixa que se expandiram; sua alavancagem alcançou 28 vezes, a maior dos últimos dez anos e quase o triplo da média dos três maiores bancos privados.

Dos quase R$ 600 bilhões em ativos da Caixa, 30% correspondem a carteira de financiamentos imobiliários; há uma década, esse mesmo indicador estava em pouco mais de 10%. Enquanto seus ativos cresceram 4,6 vezes em dez anos, os créditos imobiliários aumentaram 12 vezes, chegando a R$ 177 bilhões em junho de 2012. Do total de crédito imobiliário no Sistema Financeiro Habitacional, a Caixa responde por mais de 75%; em 2001 esse índice era de 55%. Além disso, sua carteira de crédito tem proporcionalmente mais devedores enquadrados nas faixas de maior risco do que os bancos privados.

No entanto, e apesar de todos esses dados alarmantes, o governo insiste em afirmar que a Caixa tem solidez financeira, baixíssima inadimplência, ótima gestão e uma análise de crédito do mais alto nível, o que lhe permite conceder financiamentos a cidadãos que outros bancos simplesmente se recusam a atender. O governo frequentemente ressalta o fato de o índice de Basileia da Caixa, atualmente em 13%, estar acima do nível mínimo de enquadramento, de 11%. Não obstante, é o menor índice dentre os principais bancos brasileiros e vem caindo consistentemente nos últimos anos; em 2008 a Caixa apresentava um índice de Basileia acima de 20%.

Apesar de servir como um indicador de segurança das instituições financeiras, as regras de Basileia não são nenhuma garantia de solvência e liquidez. Basta lembrarmo-nos do banco americano Lehman Brothers, em 2008, e do banco franco-belga Dexia, em 2011; seguindo as regras de Basileia, ambos estavam plenamente capitalizados dias antes de colapsarem.

Ao carregar proporcionalmente mais ativos de longa maturação — créditos imobiliários — do que os demais bancos, a Caixa se expõe a outro importante risco: o de liquidez. Como o financiamento do crédito habitacional advém majoritariamente da poupança — um passivo de maturação curta, dada sua facilidade de conversão em depósito à vista —, o descasamento de prazos aumenta à medida que os empréstimos habitacionais têm sua duração alongada.

Diante desses fatos, teria a Caixa, então, encontrado uma fórmula mágica para — ao expandir o crédito, sua alavancagem e seu descasamento de prazos — aumentar somente sua rentabilidade sem aumentar seu risco?

Definitivamente, não. Em um banco público, expandir o crédito e reduzir os juros abaixo dos níveis de mercado é uma decisão política, e não econômica. O que melhor ilustraria tal afirmação do que a participação dos bancos públicos no crédito total no Brasil? De 35%, em 2001, os bancos oficiais agora respondem por mais de 45% do total de crédito no País (na China comunista, esse patamar equivale a 55%). Enquanto os bancos privados pisam no freio, o governo acelera, e Guido Mantega ameaça: "Os bancos privados vão perder mercado".

A verdade é que, com a garantia política de solvência, praticamente não há incentivos à boa gestão. Se algo der errado, se houver algum prejuízo, o governo paga a conta. Mas quem paga a conta do governo? Os pagadores de impostos. Os cidadãos brasileiros. Os acionistas sem direito a voto nem dividendos, responsáveis, apenas, por cobrir o rombo.

Não surpreende, portanto, quando o governo especula uma nova capitalização da Caixa, seja pela injeção direta de recursos, seja pela transferência de créditos de qualidade duvidosa à EMGEA ("Empresa Gestora de Ativos", criada pelo PROEF em 2001, cujo objetivo era justamente a assunção de créditos problemáticos de instituições financeiras federais). Essa segunda alternativa seria uma óbvia admissão de que algo não vai bem nessa farra de crédito.

Em vez de aprendermos com os erros dos outros, a sensação é que estamos replicando, em solo brasileiro, todos os equívocos que países desenvolvidos cometeram nos últimos anos. Nos EUA, após o estouro da bolha imobiliária, o Tesouro americano nacionalizou as duas gigantes do mercado hipotecário, Fannie Mae e Freddie Mac. Há poucas semanas, o governo de Rajoy, primeiro-ministro espanhol, solicitou formalmente um pacote de mais de 100 bilhões de euros para resgatar o seu falido sistema bancário, levado ao colapso precisamente devido a sua exposição ao setor imobiliário. E na Irlanda, uma bolha imobiliária gigantesca levou o governo a nacionalizar os principais bancos privados, sendo que apenas um deles, o Anglo Irish, teve um custo de resgate estimado em 30 bilhões de euros — um quinto da economia irlandesa.

A política do governo brasileiro de redução artificial dos juros e de "democratização" do crédito traz consigo benefícios e custos. Alguns ganham no curto prazo, enquanto a maioria perde no longo. Bom para alguns; mas, certamente, ruim para todos. É difícil prever quando pagaremos essa conta. Mas quanto antes pisarmos no freio, menos salgada ela será.


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SOBRE O AUTOR

Fernando Ulrich
é mestre em Economia da Escola Austríaca, com experiência mundial na indústria de elevadores e nos mercados financeiro e imobiliário brasileiros. É conselheiro do Instituto Mises Brasil, estudioso de teoria monetária, entusiasta de moedas digitais, e mantém um blog no portal InfoMoney chamado "Moeda na era digital". Também é autor do livro "Bitcoin - a moeda na era digital".

 


Isso é elitismo seu. Uma pessoa que realmente não soubesse fazer nada senão carregar tijolos e apertar parafusos já estaria dormindo nas ruas, sem lar e sem teto. Tal pessoa dificilmente encontraria qualquer demanda por sua mão-de-obra no mercado atual. Poderia, no máximo, encontrar um ou outro bico esporádico. E o valor monetário que ele ganhasse seria rapidamente diluído pela inflação.

O fato é que qualquer indivíduo, com um mínimo de treinamento e dedicação, consegue fazer muito mais do que isso. Eu mesmo conheço um cara que era pedreiro ("carregava tijolo") e hoje trabalha em supermercado, atendendo clientes. Upgrade. E ele continua sem ter tido ensino médio.

Essa sua visão, ironia das ironias, é a de que indivíduos são tão burros quanto uma máquina, e incapazes de aprender qualquer coisa nova. Sinceramente, isso não existe. O que existe é comodismo. Qualquer um, numa situação de extrema necessidade, aprende a se adaptar. Sim, exige esforço. Sim, é desconfortável. Sim, seria muito melhor receber tudo pronto e sem qualquer chateação. Mas a vida não é assim. Vivemos num mundo de escassez e não de abundância. Tudo exige determinação, esforço e dedicação.

Agora, se tal indivíduo que você falou realmente é uma porta e realmente não quer aprender mais nada, bom, então aí nada pode ser feito por ele. Só falta agora você querer dizer que todo o progresso tecnológico deve ser interrompido apenas porque há um cidadão que se recusa a se auto-aprimorar na vida.
"Isso é um argumento lógico sim"

Conforme eu disse: e daí? E daí que o consumo aumentaria? O que vc extrai disso? O fato de que o consumo aumentaria em caso de descriminalização faz com que você defenda a proibição de drogas?
Cidadão, entenda uma coisa: o governo (e sua proibição de drogas) não obstrui o surgimento do crime organizado (decorrente do tráfico, que por sua vez é decorrente da proibição); ele fomenta esse crime organizado. Então, você defende algo que FOMENTA o crime organizado. Essa é a consequência do que você defende.


"A comparação com os carros foi um pouco infeliz da sua parte. Carros trazem benefícios para todos. Drogas, e todos nós temos que concordar, só trazem malefícios"

Não, meu amigo, você que continua com a mente bastante confusa: a referência foi feita a "acidentes de carros". Acidentes de carros matam milhões de pessoas, mas nem por isso vc defende a proibição de carros visando a evitar a ocorrência de acidentes de carros. Seja como for, não dá para dizer que todas as drogas só trazem malefícios: vc se esquece dos inúmeros fármacos, que inclusive podem salvar a vida de pessoas. De outro lado, vc continua sem explicar pq álcool e cigarro não deve ser proibidos. Dizer que "uns são mais viciantes que outros" não é explicação. É só fugir da explicação.

Ah, é que você acha que drogas "só trazem malefícios". Ainda que seja assim, e daí? Tudo que eventualmente traga malefício para as pessoas deve ser proibido pelo estado? Então é esse seu argumento? Precisamos de burocratas e políticos dizendo o que é maléfico para nós?

Cidadão: nós somos donos do nosso corpo. A soberania do indivíduo sobre o próprio organismo lhe dá o direito de nele introduzir quaisquer substâncias (inclui drogas) que desejar. Se o estado limitar esta liberdade, ele estará se apossando indevidamente do corpo das pessoas, violando a mais sacrossanta propriedade privada.

Ademais, quando o estado assume o papel de regulador moral, as instituições que seriam naturalmente responsáveis pela moralidade se enfraquecem, abrindo mão de suas funções. O indivíduo se torna menos zeloso e mais dependente, sem falar no apelo do fruto proibido. A inibição moral do consumo de drogas cabe à família, religião, cultura, e não aos burocratas.

Proibir as drogas é nivelar por baixo: restringir a liberdade dos bravos e fortes, que saberiam se controlar e ter uma relação saudável com as substâncias alucinógenas, em nome dos impotentes que se tornariam viciados.

Uma sociedade pode ser caridosa com os fracos, mas não deve se guiar por eles. Proibir as drogas em nome de potenciais viciados é cultuar a mediocridade.


"Mas eles são criminosos e não deixarão de ser quando for retirado o "core-business"deles. Eles não vão passar a acordar às 6 da manhã pra trabalhar. Vão simplesmente migrar de crime"

Os traficantes vão migrar de crime? Sim, e daí? Por causa disso vc defende uma medida (proibição de drogas) que os mantenham como chefões poderosos de crime organizado, matando e praticando violência como decorrência da proibição, que vc mesmo reconhece como sendo aquilo que lhes dá poder? Nossa, que posicionamento racional e humanista esse!

Então vc defende proibição sob o argumento de "evitar" migração de crime? Então vc quer manter os traficantes como chefões do tráfico. Muito sensato e inteligente de sua parte.

Se eles "migrarem" de crime, que sejam punidos conforme o crime que vierem a praticar, ora bolas. O que não é racional - nem moral - é manter um arranjo em que chefões do tráfico matam milhares de pessoas em virtude de uma proibição estúpida, ineficiente e imoral.


"Em tempo, eu nunca defendi o desarmamento civil, ok?"

Como vc é confuso, cidadão!

Eu não disse que vc defende ou defendeu isso; o que eu falei foi uma resposta à sua frase de que "traficantes escravizam a população mais pobre usando armas que o cidadão de bem não pode ter", frase que não tem nenhuma serventia para para quem defende proibição de drogas, como vc vem fazendo.














A evolução tecnológica se dá a pequenos passos, muitas vezes desconexos no início. Porém, sempre firmes e, às vezes, rápidos.

A cada passo da criação de algo, o ser humano também fica mais inteligente e com mais capacidade.

O seu cenário é possível sim, mas neste caso, as máquinas seremos nós. Afinal, somos máquinas, mas biológicas, naturais (ou como alguns querem: que Deus fez) e então é sim possível a criação de uma máquina semelhante, mesmo que isso dure vários milênios para acontecer, dado que podemos estudar sistematicamente a natureza e aprender com ela (ou, como querem alguns, porque Deus nos fez a sua imagem, então somos co-criadores).

Claro que, neste ponto, as duas máquinas (biológica e artificial) se confundem. Eu diria que criaríamos o nosso próprio corpo, de acordo com a nossa necessidade. Então, neste sentido, as coisas ainda seriam feitas por nós mesmos. Tem gente que leva a sério esta do transhumanismo e do homo technologicus (TripleC)

Sobre as máquinas serem programadas... Sim, de fato é isto, você pode programá-las para aprenderem, para interagirem, para reagirem e para otimizarem seu funcionamento. E mais, se você programar tudo isso de forma que a máquina o faça automaticamente (por ela mesma), ela se torna auto-reativa, com auto-aprendizado (aprendizado não supervisionado), auto-otimizada, auto-organizada etc. (Auto-X). As interações entre várias delas suscita novidades "não previstas", o que é chamado processo de emergência.

Na moderna IA, não se fala mais em programar o computador para realizar tal e tal tarefa (isso ainda é muito comum, mas não é mais alvo de pesquisas [= realidades futuras]), mas se fala em ensinar o computador a realizar tal e tal tarefa.

Mas essas características não vão acabar com os empregos, mas somente com os empregos ruins, exatamente como diz o artigo...

Abraços
Mesmo que as máquinas substituam tudo que fazemos hoje (não só na produção, mas estamos falando em praticamente todos os níveis de serviço hoje existentes, desde restaurantes até agências de publicidade e entretenimento) sempre existirá mais "trabalho" a ser realizado.

As nossas necessidades irão mudar em um mundo de uma "inteligência artificial plena", iremos nos dedicar a outras atividades. Por exemplo, em um mundo assim talvez uma parcela maior da população se dedique a esporte profissional (a não ser que você me diga também que iremos preferir ver jogadores de futebol robôs…), outras áreas do conhecimento humano, exploração espacial e por aí vai.

Entenda, meu caro: os recursos são escassos! Mesmo que as máquinas produzam "tudo" eles continuarão sendo escassos. O que iremos consumir pode ser muito barato em um futuro assim, mas os recursos continuarão escassos e desta forma eles terão sim preço.

A realidade é que, independente do que você acredita ser inteligência artificial ou não, com exceção do cenário apocalíptico das máquinas nos destruírem, elas irão continuar a ser ferramentas que irão aumentar a nossa produtividade. Se uma fábrica precisar apenas de uma pessoa para ir lá e apertar o botão a cada 100 anos isso significa que a produtividade alcançada é altíssima. Apenas isso…

Realisticamente, a economia é complexa demais para acreditar que máquinas irão simplesmente substituir os homens em todos os níveis possíveis de trabalho existentes (ou que nem existem ainda…)
"O tributo do pessoal ativo + tributação do lucro (apesar dos altos lucros serem temporários, eles não são nulos ao longo do tempo) não seriam suficientes para pagar a "renda básica"?"

A renda básica e todo o resto das operações estatais hoje vigentes?

Detalhe: os valores nominais arrecadados seriam decrescentes, o que significa que tanto os salários dos funcionários públicos e dos políticos, quanto o salário de toda a população (a "renda básica"), bem como todos os repasses a saúde, educação, segurança, justiça, cultura, lazer etc. terão de encolher anualmente em termos nominais. Isso nunca aconteceu em lugar nenhum na história do mundo.

Gostaria de ver a turma toda aceitando isso.

"o valor arrecadado pelo governo não seria maior em termos reais, apesar de não aumentar nominalmente?"

Depende. O valor nominal certamente irá cair. A questão então passa a ser: a deflação de preços cairá ainda mais?

E, mesmo que isso ocorra, o que comanda a política e a população são os valores nominais. Sempre foi. Nunca ninguém aceitou contínuas reduções nominais sob a promessa de que "ano que vem tudo estará mais barato, portanto aceitem". Esse será o jogo.

"Qual a diferença entre o governo arrecadar um valor nominal menor (mas com ganho real) e um valor nominal maior (mas com ganho real menor). O primeiro caso não seria melhor para o governo?"

Falta combinar com os funcionários públicos, com os políticos e com toda a população. A Grécia, por exemplo, está em deflação monetária (todo mundo tirou os euros de lá e mandou para outros países da zona do euro) e até mesmo com deflação de preços. Mas ninguém quer saber de redução salarial. Com isso, o desemprego vai para os dois dígitos. A Espanha está na mesma situação.

"Ou seja, por que a deflação é ruim para o governo?"

Porque afeta suas receitas nominais. E todo mundo só quer saber de ver os valores nominais subindo. Nunca o funcionalismo público, os dependentes do assistencialismo e os setores da saúde, educação, segurança, justiça etc. aceitaram reajustes salariais para baixo. Em nenhum país do mundo. Pode vir a acontecer? Até pode. Mas aí seria algo completamente inédito.

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Edgard  05/09/2012 07:51
    Existe alguma maneira de reverter a situação? Ou apenas restringir o crédito é a unica solução para esse caminho que nossa economia esta tomando?

    Obrigado e parabéns pelo post.
  • Jeferson Franco  05/09/2012 08:22
    Excelente abordagem! Finalmente alguém diagnosticou o câncer do boom imobiliário que assola nosso crédito há muito tempo. Resta agora visitar o paciente ao lado (cidade de São Paulo) e finalizar o diagnóstico mostrando à luz o rombo da dívida pública que a cidade carrega desde mandatos Maluf-Pitta. Feito isso, basta juntas as pecinhas do quebra-cabeça e com razão o discriminante do Bolívar teria a palavra: "a melhor coisa a fazer na América [Latina] é ir embora"
  • Jose Roberto Baschiera Junior  05/09/2012 10:25
    Muito bom, o penúltimo paragrafo deveria ter saído no jornal.
  • Mateus moura  06/09/2012 20:29
    Terrorismo puro
    OLhe a inadimplencia de 2 POR CENTO
    as reservas internacionais
    Poucas palavras, grandes fatos que destroem 80% dos argumentos desse site
    mas Vocês omitem, não podem admitir o sucesso de pais que não é muito liberal..
    chorem
  • Felipe  06/09/2012 21:08
    Fumou cebola, Mateus?
  • Samuel  09/09/2012 07:36
    Os "fatos" relatados não desconstroem o artigo. Inadimplência de 2 %, em relação a uma alavancagem de 28 vezes, não é pouca merda. É muita!

    Reservas internacionais... É de ouro? Prata? Paládio? Platina? Terras? Petróleo? Não! É de papel-moerda, cujo valor pode evaporar ainda mais se o (social)Democrata Obrahma se reeleger.
  • Eduardo  10/09/2012 04:34
    2% de uma alavancagem de 28x é equivalente a 56% das reservas... É só aumentar mais um cotoquinho a inadimplência que o banco já se torna insolvente... Consegue sentir o drama Matheus?
  • Leandro  06/09/2012 20:59
    Prezado Mateus, o senhor está bem?

    Se sim, permita-me algumas ligeiras correções. A inadimplência não é de 2%. Para cheques, ela está em 6,2%, em todo o Brasil. Apenas este ano, a inadimplência como um todo (total de crédito vencido há mais de noventa dias) aumentou 12%.

    Esses 2% o senhor tirou de algum lugar obscuro...

    Sobre o endividamento dos brasileiros, o que eles gastam de sua renda apenas para o serviço de suas dívidas é praticamente o dobro do que gastam os americanos.

    (Sobre reservas internacionais, não tenho a mínima ideia de onde elas entram nesse seu raciocínio esquisito.)

    Os links acima não são teoria, são fatos. Se eles não são do agrado da ideologia do senhor, o problema não é nosso. Sendo assim, gostaria de saber onde está o "terrorismo puro" em meramente se relatar fatos. O senhor pode nos esclarecer?

    Aproveitando o ensejo, também ficaríamos agradecidos se o senhor pudesse nos explicitar quais são as "poucas palavras, grandes fatos que destroem 80% dos argumentos desse site". Até o momento, minhas poucas palavras e meus grandes fatos (com links de órgãos do próprio governo) é que reduziram sua participação ao reles status de uma pessoa despreparada, mentirosa e desesperada.

    Aqui nós trabalhamos com ciência econômica, e não com panfletagem político-partidária. Volte para aqueles blogs financiados por estatais, que provavelmente é de onde você arranja inspiração intelectual para esta sua lógica triunfal.

    Abraços!
  • Neto  07/09/2012 02:21
    Tempo de eleição, o pessoal pago pelo PT pra fazer propaganda pela internet fica infestando tudo que é blog
  • Leandro  07/09/2012 08:38
    Exato. Por isso a peneiragem aqui terá de ser mais intensa. Se deixarmos as portas abertas, esses vagabundos invadem e depredam tudo, pois têm total desprezo pela propriedade privada alheia.
  • Fabio  09/09/2012 15:42
    Muito interessante esse assunto.
    Eu cheguei a acreditar que o Brasil passaria por uma bolha automotiva junto com a bolha imobiliaria.
    Porem lendo esse blog direto é facil perceber que a bolha automotiva dificilmente chegara a existir,pois as montadoras e os bancos privados estão segurando o credito e os bancos estatais estão despejando o credito,devido aos patios de leilões de carros novos estarem lotados,os bancos estão adiando a busca e apreensão do automóvel e muitos bancos estão colocando o nome do inadimplente no spc e evitando ao maximo dar busca nos automóveis,só o fazendo em ultimo caso,quem tiver com $$$ para comprar um carro meio novo a vista,estara fazendo um bom negocio.
    As vendas de carros novos caíram no começo desse ano por causa dos números da inadimplência e a dificuldade de se conseguir credito,porem o governo com medo do pais entrar em crise bem em vespera de eleições e com o intuito de segurar a crise para eleger seus candidatos e tentar reeleger a presidente daqui a uns 2 anos tomou atitude "injetando" dinheiro através de órgãos públicos e maquiando numeros para enganar o povão,fazendo a economia crescer artificialmente,exatamente como eu previ no começo desse ano,antes de conhecer esse blog. O povo agora não esta mais indo direto no banco de sua preferencia procurar credito,e sim,uma maior parte esta partindo para os bancos estatais que estão dando credito para empresarios de 12% ao ano para capital de giro da empresa ou para pessoa fisica com taxas abaixo do banco privado ,que o povo esta usando para comprar carro,casa e etc,não para a empresa ou algum investimento de longo prazo,o que particularmente acho uma loucura,pois no futuro o lucro da empresa pode cair ou o cara pode ser mandado embora e o mesmo arrisca ficar enforcado e com dificuldades financeiras o resto da vida..
  • Daniel  13/09/2012 18:26
    O governo pode manipular muita coisas, mas a matematica esta alem do alcance dessa turma. Em menos de oito anos o prazo maximo de financiamento foi de 20 para 35 anos, isso porque a expansao de credito diretamente no setor imobiliario inflacionou os precos dos imoveis muito mais que a renda das familias. Agora como tambem nao e possivel aumentar a expectativa de vida nao sera mais possivel aumentar o prazo de financiamento e aumento nos precos dos imoveis, se houver, nao sera mais acompanhado nos valores financiados.\r
    Nosso cenario esta cada vez mais parecido com o que aconteceu em 2008 nos EUA.\r
    Ps: nao tenho como botar acento nesse teclado.
  • Fernando Ulrich  21/09/2012 10:41
    Chegou a conta. R$ 13 bi para a Caixa e R$ 8 bi para o Banco do Brasil. Será que acabou aí? Que empresa privada consegue levantar essa montanha de dinheiro com tamanha facilidade? E a Fazenda segue dizendo que tudo vai bem...
    www.valor.com.br/financas/2838720/governo-injetara-ate-r-13-bilhoes-na-caixa-e-r-81-bilhoes-no-bb
  • Deilton  02/10/2012 07:46
    Fernando, não entendi a expressão "chegou a conta". O governo está ampliando a capacidade de concessão de crédito pelos bancos públicos e não cobrindo perdas dos mesmos. A expressão dá a entender que a injeção de dinheiro é para cobrir perda.
  • Leandro  02/10/2012 08:24
    Comentei sobre isso aqui.

    O fato é que a CEF está extremamente alavancada e o governo optou por aumentar seu endividamento apenas para manter o crescente endividamento da população (e garantir uns pontinhos no PIB, o qual mensura consumo). Estratégia muito sensata...
  • Juliano Camargo  23/10/2012 10:51
    Já está ficando evidente a estratégia do governo brasileiro: é aquilo que no Poker se chama de ALL-IN.

    Além do cenário imobiliário que cada vez mais parece um subprime brasileiro, e da bolha automotiva, temos os bilhões do BNDES investidos em empresas que tomaram prejuízo em 2008.

    4 anos depois, como era de se esperar, muitas destas empresas estão patinando e tomando mais perdas.

    Além disso temos a bolha da previdência, porque com empresas tendo problemas e ameaçando demitir, o governo baixa decretos e reduz a setores inteiros o pagamento do INSS.

    Todas estas medidas dão uma sensação de alívio imediado, mas já sabemos no que vai dar isso no médio prazo.

    Some-se a isso a queda no preço do ferro e a desaceleração chinesa, que até agora permitiram ótimos termos de troca para o Brasil e sustentaram nossa balança comercial no positivo, mesmo durante a crise.

    Ou seja, a janela fechou, agora não dá mais nem mais tempo pra fazer a coisa certa.

    A partir de agora o único caminho vai ser inflação na casa dos 10% ( pra começar ), evitando o colapso no crédito e fazendo os ajustes fiscais que eles não querem fazer.
  • saoPaulo  10/02/2013 19:00
    Off topic, achei engracado: www.smbc-comics.com/?db=comics&id=2418#comic


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