A verdadeira doutrina defendida por Karl Marx
por , sexta-feira, 31 de agosto de 2012

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MarxFire.jpgO segredo para se entender o intrincado e maciço sistema de pensamento criado por Karl Marx (1818-83) é, no fundo, bem simples: Karl Marx era um comunista.  Sim, uma declaração aparentemente banal e estereotipada quando comparada à miríade de conceitos — repletos de jargões — filosóficos, econômicos, históricos e culturais presentes no marxismo.  No entanto, a devoção de Marx ao comunismo era o ponto crucial de sua teoria, muito mais fundamental e dominante do que a dialética, a luta de classes, a teoria da mais-valia e todo o resto.  O comunismo era o objetivo, o grande fim, o desiderato, a meta suprema que iria fazer com que todo o sofrimento da humanidade ao longo da história houvesse valido a pena.

A história da humanidade é a história do sofrimento, da luta de classes, da exploração do homem pelo homem.  Da mesma maneira que o retorno do Messias, na teologia cristã, colocaria um fim à história e estabeleceria um novo céu e uma nova terra, o estabelecimento do comunismo colocaria um fim à história humana e criaria um novo paraíso de abundância.

Façamos uma análise dos principais pontos do comunismo marxista.  Ao contrário dos vários grupos compostos por socialistas utópicos, e em comum a vários grupos religiosos messiânicos, Karl Marx não fez nenhum esboço detalhando as características de seu futuro comunismo.  Marx não se preocupou, por exemplo, em detalhar o número de pessoas que viveriam em sua utopia, nem o formato e a localização de suas casas, e nem o padrão de suas cidades.  Isso é compreensível; afinal, todas as utopias que são detalhadas pormenorizadamente por seus criadores inevitavelmente adquirem um aspecto de indelével excentricidade, o que retira um pouco da seriedade da proposta. 

Porém, ainda mais importante, especificar os detalhes da sociedade ideal imaginada é um ato que remove o crucial elemento de reverência e mistério deste supostamente inevitável mundo do futuro.  Da mesma maneira que os atuais filmes de ficção científica perdem seu glamour e emoção quando, na metade final, os misteriosos, poderosos e até então invisíveis monstros se materializam em lentas e verdes criaturas em formato de bolha, as quais já perderam sua aura misteriosa e se tornaram um lugar-comum, as utopias detalhadamente especificadas também deixam de exercer fascínio sobre a maioria das pessoas.

No entanto, dentre todas as visões do comunismo já apresentadas, certas características são claramente iguais: a propriedade privada é eliminada, o individualismo é abolido, a individualidade é proibida, todas as propriedades passam a ser controladas de forma coletiva, e todas as unidades individuais do novo organismo coletivo são, de uma vaga maneira, iguais umas às outras.

Havia um motivo para Marx se recusar a especificar como seria a etapa comunista da humanidade em maiores detalhes: sua utopia era reconhecidamente vaga e indefinida.  De um lado, Marx pressupunha e afirmava que, na futura sociedade comunista, os bens seriam superabundantes.  Sendo assim, obviamente, não haveria nenhuma necessidade de se preocupar com aquele problema universal da humanidade: o fato de que vivemos em um mundo de escassez, no qual os recursos utilizados para se alcançar determinados fins não inexoravelmente escassos.  Porém, ao supor a ausência deste problema, Marx simplesmente legou um enigma para suas futuras gerações de seguidores, os quais, desde então, ainda não chegaram a um consenso em relação à seguinte questão: afinal, o comunismo irá ele próprio gerar este mágico estado de superabundância, ou será que temos de esperar o capitalismo produzir esta superabundância para, só então, estabelecermos o comunismo?

De modo geral, os grupos marxistas resolveram este problema — não na teoria, mas na prática — aderindo ferrenhamente a qualquer oportunidade ou arranjo político que os permitisse conquistar ou manter seu poder.  Sendo assim, todos os partidos marxistas, sempre que viram uma oportunidade de tomar o poder, se mostraram invariavelmente dispostos a pular as "etapas da história" predefinidas por seu Mestre e a exercer suas próprias e arbitrárias vontades revolucionárias.  Da mesma maneira, todas as elites marxistas que já se encontravam encasteladas no poder tiveram o cuidado de constantemente adiar para um futuro cada vez mais indefinido, com muito cuidado e astúcia, a implementação do objetivo final do comunismo.  Por isso os soviéticos, por exemplo, foram céleres em enfatizar o trabalho duro e o gradualismo como pré-requisitos para se alcançar o estágio supremo do comunismo, o qual teimava em jamais se concretizar.

Há vários outros prováveis motivos por que Marx não quis detalhar as características do comunismo supremo — ou, mais especificamente, as etapas necessárias para alcançá-lo.  Primeiro, Marx não tinha nenhum interesse nos aspectos econômicos de sua utopia; a simples pressuposição circular de que haveria uma abundância limitada já era o bastante.  Seu principal interesse estava nos aspectos filosóficos do comunismo.  Segundo, para Marx, assim como para Hegel, a história necessariamente progride de acordo com uma dialética mágica, na qual uma etapa inevitavelmente dá origem a uma outra etapa posterior e contrária.  Na versão neo-hegeliana de Marx, a "alienação" e o processo "dialético" gerariam a aufhebung (transcendência) e a negação de uma etapa histórica, a qual seria substituída por uma outra etapa contrária à anterior — mais especificamente, a negação da condição maléfica da propriedade privada e da divisão do trabalho, e o consequente estabelecimento do comunismo, gerariam uma sociedade em que a unidade do homem com a natureza e seu bem-estar pleno seriam alcançados.  Exceto que, para Marx, a "dialética" é material em vez de espiritual.

Marx nunca publicou seus Manuscritos Econômicos e Filosóficos de 1844, nos quais as bases filosóficas do marxismo foram apresentadas.  Um ensaio em particular, "Propriedade Privada e Comunismo", continha a mais completa exposição da sociedade comunista.  Um dos motivos para sua recusa em publicar estes manuscritos foi que, nas décadas seguintes, a filosofia hegeliana já havia saído de moda, mesmo na Alemanha, e os seguidores de Marx estavam mais interessados nos aspectos econômicos e revolucionários do marxismo.

O comunismo puro

Outro importante motivo por que Marx não quis publicar estes manuscritos foi justamente a sua descrição franca e sincera da sociedade comunista no ensaio "Propriedade Privada e Comunismo".  Além de apresentar um conteúdo totalmente filosófico, em vez de econômico, Marx descreveu uma etapa horripilante — porém supostamente necessária — de como seria a sociedade imediatamente após a violenta e necessária revolução mundial do proletariado, e antes de o comunismo supremo ser finalmente alcançado.  Seria a sociedade da etapa de transição.  Esta sociedade pós-revolucionária de Marx — aquela do comunismo "puro", "cru" ou "grosseiro" — não era exatamente um tipo de sociedade que estimularia as energias revolucionárias de seus fieis.

Mais notavelmente, Marx reconhecidamente concordava com a descrição feita pelo francês mutualista e anarquista Pierre-Joseph Proudhon e pelo monarquista conservador e hegeliano Lorenz von Stein a respeito de como seria essa primeira etapa da sociedade pós-revolucionária, a qual Marx concordou com Stein em classificar de "comunismo grosseiro".  Tanto Proudhon quanto Stein eram ácidos críticos do comunismo.  Proudhon chegou a denunciar essa ideologia como "opressão e escravidão".  Em particular, a descrição de Stein, com a qual Marx concordava, era que o comunismo grosseiro se degeneraria em uma tentativa de impor o igualitarismo por meio do confisco e da expropriação selvagem e cruel da propriedade privada, seguida de sua destruição.  Adicionalmente, as mulheres seriam coercivamente coletivizadas, bem como toda a riqueza material.  Com efeito, a avaliação de Marx sobre o comunismo grosseiro, a etapa da ditadura do proletariado, não era muito romântica e era ainda mais pesada do que aquela feita por Stein:

Esse movimento que tende a opor a propriedade coletivizada à propriedade privada se exprime de uma forma completamente animal quando contrapõe o casamento (que é, evidentemente, uma forma de propriedade privada exclusiva) à coletivização das mulheres: quando a mulher torna-se uma propriedade coletiva abjeta.  Pode-se dizer que essa idéia da coletivização das mulheres contém o segredo dessa forma de comunismo ainda grosseiro e desprovido de espírito.  Assim como a mulher deve abandonar o casamento em prol da prostituição geral, o mesmo deve acontecer com o mundo da riqueza, o qual deve abandonar sua relação de casamento exclusivo com a propriedade privada para abraçar uma nova relação de prostituição geral com a coletividade.

Não bastasse isso, Marx reconhece que

O comunismo grosseiro não é a transcendência da propriedade privada, mas apenas a sua universalização; não é a derrota da ganância, mas apenas sua generalização; não é a abolição do trabalho, mas sim sua ampliação para todos os homens.  Destarte, a primeira forma positiva da abolição da propriedade privada, o comunismo grosseironão é senão uma forma na qual toda a abjeção da propriedade privada se torna explícita. [...]

Os pensamentos de toda propriedade privada individual são, pelo menos, dirigidos contra qualquer propriedade privada mais abastada, sob a forma de inveja e desejo de reduzir todos a um mesmo nível; destarte, essa inveja e nivelamento por baixo constituem, de fato, a essência da competição. O comunismo vulgar é apenas o paroxismo de tal inveja e nivelamento por baixo, baseado em um mínimo preconcebido.

E completa,

Eis a razão por que todos os sentimentos físicos e morais foram substituídos pela simples alienação trazida pela sensação da posse. A essência humana deveria mergulhar em uma pobreza absoluta para poder fazer surgir dela a sua riqueza interior!

Em suma, na etapa de coletivização da propriedade privada, aquelas características que Marx considera serem as piores da propriedade privada serão maximizadas.  Não somente isso, mas Marx admite a veracidade da acusação dos anticomunistas de que o comunismo e a coletivização nada mais são do que, nas palavras do próprio Marx, o paroxismo da inveja e do desejo de reduzir todos a um mesmo nível.  Longe de levar a um florescimento da personalidade humana, como supostamente afirma Marx, ele próprio admite que o comunismo irá aboli-la totalmente.

Estas incisivas ilustrações da maneira como Marx contemplava e avaliava como seria o período imediatamente pós-revolucionário muito provavelmente explicam a extrema reticência sobre este tópico que ele viria a demonstrar posteriormente em suas outras obras publicadas.

Mas se este comunismo é confessamente tão monstruoso, um regime de "degradação infinita", como alguém iria defendê-lo?  Mais ainda, por que alguém iria dedicar toda sua vida, e lutar uma revolução sangrenta, para implementá-lo?  Neste ponto, como frequentemente ocorre nas escritas e no pensamento de Marx, ele recorre novamente à mística da "dialética" — esta maravilhosa palavra mágica por meio da qual um determinado sistema social inevitavelmente produz sua negação transcendental e vitoriosa.  Segundo Marx, a dialética explica como toda a maldade existente — a qual, interessantemente, se materializa justamente na pós-revolucionária ditadura do proletariado e não no capitalismo que a precedeu — irá se transformar na mais completa e pura bondade.

O mínimo que se pode dizer é que Marx não consegue — e nem tenta — explicar como um sistema baseado na ganância absoluta irá se transformar em um sistema sem nenhum resquício de ganância.  Ele deixa tal tarefa a cargo da magia da dialética, sem aparentemente se dar conta de que agora não há mais a suposta força-motriz da luta de classes para impulsioná-la — a qual, mesmo sem existir, de alguma forma será capaz de transformar a monstruosidade do comunismo grosseiro em um paraíso inerente à etapa final do comunismo.

A dialética da destruição

Em sua cáustica obra Crítica ao Programa de Gotha, escrita em 1875 com o intuito de denunciar membros do Partido Social Democrata da Alemanha que estavam sob a influência de Ferdinand Lassalle, Marx afirma:

Na fase superior da sociedade comunista, quando houver desaparecido a subordinação escravizadora dos indivíduos à divisão do trabalho e, com ela, o contraste entre o trabalho intelectual e o trabalho manual; quando o trabalho não for somente um meio de vida, mas a primeira necessidade vital; quando, com o desenvolvimento dos indivíduos em todos os seus aspectos, crescerem também as forças produtivas e jorrarem em caudais os mananciais da riqueza coletiva, só então será possível ultrapassar-se totalmente o estreito horizonte do direito burguês e a sociedade poderá inscrever em suas bandeiras: De cada qual, segundo sua capacidade; a cada qual, segundo suas necessidades.

O que Marx está dizendo é que a característica essencial do mundo comunista não é exatamente nenhum princípio da distribuição de bens, mas sim a erradicação da divisão do trabalho, o que magicamente levaria ao desenvolvimento total das capacidades individuais e a um resultante fluxo de superabundância.  Curiosamente, em um mundo assim, o famoso slogan da última frase, ao contrário do que se tornou arraigado no imaginário popular, passa a ser de importância totalmente trivial.

A absoluta miséria e o total horror da etapa suprema (e, mais ainda, da etapa que possivelmente viria depois) do comunismo deveriam estar agora já totalmente aparentes.  A erradicação da divisão do trabalho iria rapidamente gerar a fome e a miséria econômica para todos.  A abolição de todas as estruturas de interrelações humanas traria enormes privações sociais e espirituais para todos os indivíduos.  Até mesmo o suposto desenvolvimento "artístico" intelectual e criativo das faculdades de todos os homens seria totalmente afetado pela proibição a todo e qualquer tipo de especialização.  Como pode o genuíno aperfeiçoamento intelectual ocorrer sem nenhum esforço concentrado?  Em suma, o pavoroso sofrimento econômico da humanidade sob o comunismo seria comparável apenas à sua privação intelectual e espiritual.

Considerando-se a natureza e as consequências do comunismo, rotular esta horrenda distopia de 'ideal nobre e humanista' é algo que pode, na mais benemérita das hipóteses, ser considerado apenas uma piada medonha, de gosto totalmente questionável.  A noção predominante de que o comunismo marxista é um ideal glorioso para os homens, mas que foi tragicamente pervertido por figuras como Engels, Lênin ou Stalin, pode agora ser colocada em uma perspectiva adequada.  Nenhum dos horrores cometidos por Lênin, Stalin ou quaisquer outros regimes marxistas-leninistas é equiparável à genuína monstruosidade contida no "ideal" comunista de Marx.  Talvez a aplicação prática mais fiel à teoria marxista tenha sido o curto regime comunista de Pol Pot, no Camboja, o qual, ao tentar abolir por completo a divisão do trabalho, conseguiu impingir o banimento total do uso do dinheiro — de modo que, para receber suas ínfimas rações, a população dependia totalmente dos avarentos donativos fornecidos pela burocracia comunista.  Adicionalmente, o regime de Pol Pot tentou eliminar as "contradições entre cidade e campo", colocando em prática o objetivo de Engels de destruir as grandes cidades e de coercivamente despovoar a capital do país, Phnom Penh, o mais rapidamente possível.  Em poucos anos, o grupo de Pol Pot logrou exterminar um terço da população do Camboja, o que talvez seja um recorde em termos de genocídio.[1]

Dado que, sob o comunismo ideal, todos os indivíduos teriam de fazer de tudo, é evidente que muito pouco poderia ser realizado, mesmo antes da fome generalizada se manifestar.  Para o próprio Marx, todas as diferenças entre indivíduos eram "contradições" que deveriam ser eliminadas pelo comunismo, de modo que, presumivelmente, a massa de indivíduos existentes teria de ser uniforme e perfeitamente permutável.  Haveria um coletivo no qual cada indivíduo efetuaria qualquer tarefa mesmo sem ter nenhuma especialização. 

Ao passo que, aparentemente, Marx ao menos postulava capacidades intelectuais normais até mesmo sob o comunismo, alguns marxistas posteriores sequer admitiam essa restrição.  Para eles, a realidade seria bem mais florida; haveria o surgimento de seres super-humanos, o que aliviaria enormemente as dificuldades geradas pelo comunismo.  Para Karl Kautsky (1854—1938), o marxista alemão que assumiu o manto da liderança suprema do marxismo após a morte de Engels em 1895, sob o comunismo "um novo tipo de homem irá surgir ... um super-homem ... um homem elevado".  Leon Trotsky divagava de modo ainda mais lírico: "O homem tornar-se-á incomparavelmente mais forte, mais sábio, mais puro.  Seu corpo será mais harmonioso, seus movimentos serão mais rítmicos, sua voz será mais melódica ... O humano médio será elevado ao nível de um Aristóteles, de um Goethe, de um Marx. Acima destes cumes, novos picos surgirão."  Se o estágio que virá após o estágio supremo do comunismo durar tempo o bastante para criar esta nova super-raça, será um problema para os teóricos comunistas deste futuro decidir o que fazer quanto à "contradição" de se "permitir" que um super-Aristóteles se eleve em relação a um Aristóteles.  Tamanha desigualdade deverá ser tolerada?

Alguns libertários se sentem tentados pelo objetivo marxista do "definhamento e desaparecimento do Estado" sob o comunismo, ou pelo uso da frase — tomada emprestada dos libertários franceses pró-livre mercado Charles Comte e Charles Dunoyer —, "um mundo no qual o governo de pessoas é substituído pela administração de coisas".  Há duas enormes falhas na formulação deste ponto de vista.  Primeiro, obviamente, como o anarco-comunista russo Mikhail Bakunin (1814—76) insistentemente demonstrou, é absurdo tentar chegar a um arranjo de total ausência de estado por meio da absoluta maximização do poder estatal em uma totalitária ditadura do proletariado (ou, mais realisticamente, uma ditadura controlada por uma seleta vanguarda do suposto proletariado).  O resultado será somente, e inevitavelmente, o estatismo máximo e a subsequente escravidão máxima.  Bakunin profeticamente alertou para o fato de que uma pequena elite dominante irá novamente, após a revolução marxista, governar a maioria:

Porém, dizem os marxistas, essa minoria será composta de operários. Sim, com certeza, de antigos operários, mas que, tão logo se tornem governantes ou representantes do povo, cessarão de ser operários e pôr-se-ão a observar o mundo proletário do topo de sua autoridade estatal; não mais representarão o povo, mas a si mesmos e suas pretensões de governá-lo. Quem duvida disso não conhece a natureza humana ... Os termos "socialismo científico" e "socialista científico", os quais encontramos incessantemente nas obras e nos discursos dos marxistas, são suficientes para comprovar que o chamado 'estado popular' será nada mais do que um despotismo sobre as massas, exercido por um nova e relativamente pequena aristocracia formada por falsos "cientistas".  Eles [os marxistas] alegam que somente uma ditadura — comandada por eles próprios, é claro — pode trazer liberdade ao povo; nós respondemos que uma ditadura não tem outro objetivo senão sua própria perpetuação, e que ela não pode gerar outra coisa senão a escravidão do povo submetido a ela.  A liberdade pode ser criada apenas pela liberdade.[2]

De fato, somente um crente na irracional magia negra da "dialética" pode acreditar no contrário, ou seja, que um estado totalitário pode inevitavelmente e de maneira virtualmente instantânea se transformar em seu oposto, e que, portanto, a maneira de se livrar do estado é se esforçar ao máximo para maximizar seu poder.

Mas o problema da dialética não é o único — na verdade, não é nem o principal — problema do comunismo marxista.  O marxismo comunga com os anarco-comunistas um grave problema quanto à etapa superior do comunismo puro (supondo por um momento que tal etapa possa ser alcançada).  O ponto crucial é que, tanto para estes anarquistas quanto para os marxistas, o comunismo ideal é um mundo sem propriedade privada, em que todas as propriedades e recursos serão controlados coletivamente.  Com efeito, a principal reclamação dos anarco-comunistas em relação ao estado é que ele é supostamente o principal garantidor da propriedade privada, e que, portanto, para abolir a propriedade privada é necessário abolir o estado.  A verdade, obviamente, é exatamente oposta: o estado, ao longo da história, sempre foi o principal despojador e espoliador da propriedade privada.  Com a propriedade privada misteriosamente abolida, a eliminação do estado sob o comunismo (tanto da variante marxista quanto da variante anarquista) seria necessariamente uma mera camuflagem para um novo estado que surgiria para controlar e tomar decisões em relação aos recursos geridos coletivamente — exceto pelo fato de que o estado não mais seria assim chamado; ele seria renomeado para algo como "agência estatística popular", mas continuaria armado precisamente com os mesmos poderes.  Será de muito pouco consolo para as futuras vítimas, encarceradas ou assassinadas por cometerem "atos capitalistas entre adultos em comum acordo", que seus opressores não mais sejam o 'estado' mas sim uma 'agência estatística popular'.  O estado, sob qualquer que seja seu novo nome, continuará com o mesmo aroma urticante.

Ademais, como já indicado, na etapa "além do comunismo", a etapa de coletivização universal, de inação e de não utilização de recursos, a morte de toda a raça humana seria a inevitável consequência.

Marx e seus seguidores nunca demonstraram qualquer consciência em relação à vital importância do problema da alocação de recursos escassos.  Sua visão do comunismo é que todos os problemas econômicos desse tipo são triviais, e não requerem nem empreendedorismo, nem um sistema de preços, e nem um genuíno cálculo econômico — todos os problemas podem ser rapidamente solucionados pela mera contabilidade ou por simples registros cadastrais.  A clássica insensatez em relação a esta questão foi explicitada por Lênin, que acuradamente expressou a visão de Marx ao declarar que as funções de empreendedorismo e alocação de recursos "já foram simplificadas ao máximo pelo capitalismo, que as reduziu às extraordinariamente simples operações de fiscalização, inscrição e emissão de recibos, algo que qualquer pessoa que saiba ler, escrever e fazer as quatro operações de aritmética pode fazer." 

Ludwig von Mises, com muita ironia, comentou que os conhecimentos econômicos dos marxistas e dos outros socialistas "não eram maiores do que os de um garoto de recados cuja única ideia em relação ao trabalho de um empreendedor é que ele preenche pedaços de papel com letras e números".

 

Este artigo foi extraído de trechos do livro Economic Thought Before Adam Smith — An Austrian Perspective on the History of Economic Thought.



[1] O povo soviético foi poupado do cataclismo completo do comunismo quando Lênin, um hábil pragmático, recuou das tentativas soviéticas iniciais (1918—21) de abolir o dinheiro e ir direto para o comunismo (o qual, mais tarde, foi rotulado de "comunismo de guerra"), e voltou à economia majoritariamente capitalista da NEP.  Já Mao Tsé-Tung tentou efetuar o comunismo em duas desastrosas ondas: o Grande Salto Para a Frente, o qual tentou eliminar a propriedade privada e as "contradições" entre cidade e campo por meio da construção de uma siderúrgica em todas as aldeias, e a Grande Revolução Cultural Proletária, que tentou eliminar a "contradição" entre trabalho intelectual e trabalho manual enviando toda uma geração de estudantes para trabalhos forçados nos campos de Xinjiang.

[2] Bakunin, Estatismo e Anarquia: citado em Leszek Kolakowski, Main Currents of Marxism: Its Origins, Growth and Dissolution (New York: Oxford University Press, 1981), I, pp. 251?2. Ver também Abram L. Harris, Economics and Social Reform (New York: Harper & Bros, 1958), pp. 149?50.


Murray N. Rothbard (1926-1995) foi um decano da Escola Austríaca e o fundador do moderno libertarianismo. Também foi o vice-presidente acadêmico do Ludwig von Mises Institute e do Center for Libertarian Studies.



90 comentários
90 comentários
Fabio 31/08/2012 06:55:41

Quanto mais leio as palavras de Marx, mais me assusto.

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Sandra Anemberg 23/06/2014 01:46:35

contrapolitics.blogspot.com.br/2013/12/rothbard-sobre-marx.html

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Renato Souza 23/06/2014 22:42:47

Sônia

Eu entendi exatamente o que Rothbard entendeu. Pela minha leitura, Marx entende que o comunismo deve surgir "ainda desprovido de espírito". Porque ele diz isso? É uma citação da Bíblia. Adão é criado primeiro como ser sem espírito, e depois recebe o espírito. O leitor entenderá que essa é a ordem proposta.

Mais a frente, ele é mais explícito:
"Assim, a PRIMEIRA forma positiva da abolição da propriedade privada, o comunismo grosseiro, não é senão uma forma onde se manifesta a abjeção da propriedade privada que quer afirmar-se ela própria como maneira de ser social positivo". a frase "primeira forma positiva da abolição da propriedade privada" não deixa dúvidas, ele propõem mesmo que esta seja uma fase necessária. Ele não fala disso como algo que deve ser evitado, apenas como algo que será superado depois.

Há um ponto absolutamente necessário para compreender Marx. Ele conhecia falhas básicas na sua teoria que a tornavam falsa. Ele tinha perfeita noção de que os trabalhadores ingleses não estavam empobrecendo, mas se tornando mais prósperos, no momento em que escrevia "O Capital", ao contrário do que sua teoria previa. Tinha tanta noção disto, que inverteu deliberadamente a ordem de dados estatísticos, isto é perfeitamente conhecido hoje. Ele agia não como pesquisador, que busca a verdade, mas como um advogado que pretende produzir efeitos sobre a plateia. Se entendermos isto, que ele sabia que sua teoria estava fundamentalmente errada, qual a sua intenção em colocar o comunismo grosseiro como fase inicial do comunismo? Que efeito ele deseja produzir sobre os revolucionários que intentarão colocar suas ideias em prática? Lembre do comportamento dos soldados soviéticos na Alemanha ocupada, e como esse comportamento era justificado pelos oficiais com base na ideologia.

Responder
marxista 24/06/2014 23:12:15

Quando Marx rotula algo de "grosseiro", "vulgar" ou "irrefletida", ele fala em tom perojativo. Ou seja, ele não apóia, pelo contrário, ele se opõe a esta idéia.

Responder
Renato Souza 25/06/2014 14:58:30

Errado

É claro que ele não pode "apoiar" porque a descrição da coisa é absolutamente horrível, se ele dissesse que é algo bom, afugentaria todo mundo. Ele reconhece que é grosseiro, mas ele indica claramente como uma "etapa necessária". É sempre assim, quando algum socialista considera algo como necessário à criação de um poder absoluto (dos líderes socialistas) mas é obrigado a reconhecer que é algo ruim, ele indica que seria uma "etapa necessária".

Responder
André Caniné 31/08/2012 07:18:48

Como alguém pode defender uma ideologia nefasta como essa?
Sincermente, só acredito em duas hipóteses: falta de conhecimento ou patologia psiquiátrica.

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anônimo 18/09/2012 13:10:18

Só mesmo louco para acreditar nas ideias de marx.

Responder
Vinícius 14/11/2012 20:48:21

Faltou uma terceira,... a má fé ou desonestidade daqueles q sabem a verdade mas enganam para chegar ao poder e levar uma vida boa

Responder
mcmoraes 31/08/2012 07:21:39

Os ateus podem até não acreditar na existência de Deus, mas os que leram Marx certamente devem acreditar na existência do diabo :)

Responder
Camarada Friedman 31/08/2012 07:54:50

Eu não sabia dessa para da prostituição das mulheres, que coisa mais retardada!

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Hay 31/08/2012 08:03:49

É legal! Eu gosto de pessoas que não exigem que eu as ridicularize: elas fazem esse trabalho sozinhas.

Responder
Julio dos Santos 31/08/2012 08:08:06

Fiquei espantado com essa também, eu sabia que ele era contra tudo que tem relação com a família, mas pregar a prostituição geral foi forte!! É muita idiotice pra uma cabeça só!

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Patrick de Lima Lopes 31/08/2012 15:02:15

Calma, amigos.
Juro que li novamente o artigo.
Acho que Marx estava apenas exemplificando. Parece uma paródia, soa como uma paródia e parece um exemplo.
Se for realmente o que o autor queria dizer, pergunto-me o que Marx tinha na cabeça. Como libertário, sou a favor de qualquer indivíduo fazer o que bem entender com seu corpo. Se uma pessoa quiser prender-se à outra por motivos religiosos ou culturais, esta tem tanto direito quanto o prostituto(a) de fazer o que bem entender com sua vida.
É por ser estranho até demais que acho que isso não pode ser de Marx.

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Leandro 31/08/2012 15:26:04

Marx estava descrevendo como seria o inevitável arranjo da sociedade na etapa do "comunismo cru" ou do "comunismo grosseiro", a qual antecede a sonhada etapa final do comunismo grosseiro.

O curioso é que, embora ele próprio tenha constatado que a coisa não seria muito boa, ele não apenas nada fez para demover as pessoas desta ideia, como, muito pelo contrário, continuou propagando o comunismo, embora cuidando -- como diz o texto -- para não se estender demais nesta descrição cruenta. Tanto é que este manuscrito não foi publicado à época.

Ou seja, Marx deixou claro que sabia exatamente o que aconteceria nesta etapa do comunismo cru. Por isso -- como explica o artigo --, para não afugentar os simpatizantes, ele preferiu tergiversar com toda aquela conversa fiada sobre dialética, a qual magicamente, após todos os sofrimentos, traria finalmente o paraíso à terra.

O que uma pessoa moral deveria fazer? Retratar-se, pedir desculpa pela ideia errada e, principalmente, começar a combater veementemente qualquer pessoa que porventura viesse a esposar qualquer ideia relacionada a comunismo. O que Marx fez na prática? Continuou advogando o comunismo -- embora com um pouquinho de reticência --, mesmo sabendo exatamente quais seriam suas consequências tirânicas. Não existem adjetivos baixos o suficiente para classificar este cidadão.

Responder
Neto 01/09/2012 03:21:33

Essa 'coletivização' das mulheres é tão absurda que parece piada.
Agora, se todas virassem prostitutas num mundo sem propriedade privada, você ia pagar elas com o quê?

Responder
Genilson Tranquilino de Souza 10/01/2014 16:38:03

Realmente é uma pura verdade, é só observarmos os países comunistas como ficaram pobres, como a população está descontente, chegando a fugir de seu país. Como cresce a prostituição, o alcoolismo, o número de suicídios, enfim uma desgraça geral. As pessoas que agem a favor do comunismo, ou não sabe de nada e está iludido com as promessas de igualdade,ou tem a intenção de tomar o poder e permanecer nele por uma eternidade, como Fidel Castro por exemplo.

Responder
marcos paulo 30/08/2013 22:20:59

Isso já acontece em Cuba!

Responder
Leonardo Torres 07/01/2014 01:48:06

Segundo lí em algum jornal, hj em dia podem pagar elas com sabonete, elas aceitam na boa... kkkkkk

Responder
Yochanan Ben Efraym 31/08/2012 09:00:56

Esse cara era um doente mental e não há quem consiga me convencer do contrário.\r
\r
A citação de Bakunin, me fez lembrar automaticamente do "cumpanheiro".

Responder
Julio 31/08/2012 09:48:10

Nem me fale Yochanan Ben Efraym. A parte:

"Porém, dizem os marxistas, essa minoria será composta de operários. Sim, com certeza, de antigos operários, mas que, tão logo se tornem governantes ou representantes do povo, cessarão de ser operários e pôr-se-ão a observar o mundo proletário do topo de sua autoridade estatal; não mais representarão o povo, mas a si mesmos e suas pretensões de governá-lo."

pareceu-me muito familiar.

Responder
Fabio 31/08/2012 13:35:53

Totalmente! HAHAHAHA

Responder
anônimo 31/08/2012 09:40:47

Excelente artigo.

Como sou engenheiro e detenho poucos conhecimentos sobre sistemas sociais e econômicos, optei pela leitura de um artigo de um marxista contra o capitalismo (Fui inspirado pelos links do próprio artigo do mises). Nada mais justo.

Nesse artigo encontrei a seguinte afirmação:

"... o capitalismo não pode ser descrito como uma economia dirigida a satisfazer as necessidades humanas. Os produtos da produção capitalista têm que encontrar compradores, como é óbvio, mas isto é apenas incidental relativamente ao objectivo principal de gerar lucro, de acabar com mais dinheiro do que o inicialmente investido. A produção é despoletada não pelo que os consumidores estão preparados para pagar de modo a satisfazer as suas necessidades mas sim pelo que os donos dos meios de produção calculam que conseguem vender gerando lucro. Isto é o que faz a engrenagem do capitalismo andar – ou não, ou a ritmos diversos – dependendo no nível da taxa de lucro".

Tem algo esquisito, não é?

Se existem compradores (pessoas dispostas a comprar o produto), é sinal que esses produtos/serviços são necessários ao atendimento das necessidade humanas. Caso contrário, não haveriam compradores.

Como pode existir compradores para produtos que não satisfazem suas necessidades?
O ser humano sempre tem necessidade prioritárias.

Responder
Fabio 31/08/2012 13:38:37

A resposta é óbvia: a busca do lucro GERA a satisfação das necessidas alheias. Afinal para lucrar é preciso vender o que pessoas querem comprar, como: comida, casa, roupa, computadores, carros, casas...

Responder
Gabriel 31/08/2012 10:07:12

Excelente texto.
Respondendo ao comentário do André Caniné, creio que a grande maioria das pessoas que se dizem comunistas o fazem por pura falta de informação realmente.
Eu, que defendo as idéias austríacas sempre que entro em um debate ou qualquer discussão sobre política e economia dentro da universidade, sou, ironicamente, a única pessoa que conheço que de fato leu o Manifesto do Partido Comunista. É impressionante o número de pessoas que se diz "socialista", mas que nunca chegou nem perto dos livros de Marx e Engels. Se você trouxer para o debate nomes como Kautsky ou Plekhanov então, vai assistir a um show de barbaridades. Também duvido que muitas mulheres "socialistas" tenham sequer ouvido falar na idéia da coletivização das mulheres.
A América Latina em geral é realmente singular nesse sentido: O socialismo como projeto socioeconômico é propagandeado em cada eleição, mas os autores e pensadores comunistas nunca são lembrados. Nenhum candidato termina seu horário dizendo "procurem por Marx na biblioteca". O motivo é óbvio: Qualquer pessoa sensata se assustaria lendo esses livros, seja ela defensora do livre mercado ou não.
Não duvido que os candidatos e pensadores de partidos que se dizem comunistas estudem esses autores, mas a esmagadora maioria dos seus eleitores e apoiadores mal sabe reconhecer uma frase de Marx. Eles apenas lêem as cartilhas dos seus respectivos partidos. Muitos deles, inclusive, defendem idéias liberais sem se dar conta: São liberais e não sabem.
Felizmente existe a Escola Austríaca, promovida por institutos como este, que a cada artigo, a cada postagem, e até nos comentários, recomenda textos de autores como Mises, Hayek e Rothbard. Aqui não há nada a esconder. Nenhum proto-ditador, nenhum uso aceitável de violência para se atingir uma utopia. Eu faço a minha parte recomendando o site para todos os meus colegas, e o resultado tem sido surpreendente.

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Davi 31/08/2012 10:33:53

Sabe o que mais me impressiona? Na nossa sociedade quem adora Hitler, o Mussolini, o capeta, etc é um monstro, e quem adora Marx, Che Guevara, Fidel, Chaves é simplesmente uma pessoa que tem visão social do mundo?
Visão social é o escambau, isto é autoritarismo, morte, destruição, imoraldade etc.
Como libertário tenho que respeitar o direito de livre opinião do cara ser neo-nazista ou comunista, desde que pacificamente, mas tenho nojo das duas ideologias e espero que elas sumam.

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Tiago Irineu 31/08/2012 11:47:29

Sinceramente, por essa e outras que falo que o comunismo é ainda mais imoral que o nazismo.
Não por números de morte,(Apesar de ter mais) pois acho que a vida humana independente da quantidade, deveria ser vista praticamente como algo "sagrado". Mas digo que é o mais imoral, por uma única coisa, a pessoa que é comunista, se orgulha disso, e tende a ser respeitado por isso, enquanto um nazista é tratado como louco( que ele é de fato).
Ora os comunistas são tão maléficos quanto. E é sério, respeito o direito da pessoa a expressar seu pensamento, mas eu acho que quem é marxista não pensa.

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Patrick de Lima Lopes 31/08/2012 14:57:18

Este trecho é, em minha opinião, genial:

"A absoluta miséria e o total horror da etapa suprema (e, mais ainda, da etapa que possivelmente viria depois) do comunismo deveriam estar agora já totalmente aparentes. A erradicação da divisão do trabalho iria rapidamente gerar a fome e a miséria econômica para todos. A abolição de todas as estruturas de interrelações humanas traria enormes privações sociais e espirituais para todos os indivíduos. Até mesmo o suposto desenvolvimento "artístico" intelectual e criativo das faculdades de todos os homens seria totalmente afetado pela proibição a todo e qualquer tipo de especialização. Como pode o genuíno aperfeiçoamento intelectual ocorrer sem nenhum esforço concentrado? Em suma, o pavoroso sofrimento econômico da humanidade sob o comunismo seria comparável apenas à sua privação intelectual e espiritual."

Este trecho não apenas fala do comunismo, mas também todos os outros projetos de administração social baseados no planejamento central. Vide o The Zeitgeist Movement.

Gostaria de entender os motivos de tamanho ódio pela divisão de trabalho. Há alguns dias, assistindo ao discurso de um pensador esquerdista, este disse as seguintes palavras:

"Quantos artistas, escritores, filósofos e sociólogos não perdemos à sociedade por que estes precisam ser submetidos e escravizados por um modelo produtivo?!"

Tentando elaborar uma forma plausível de refutá-lo, pensei na seguinte frase:

"Quantas sociedades nós teríamos de perder para que estas sejam escravas das necessidades de artistas, escritores, filósofos e sociólogos que são incapazes de servir a outros com seu conhecimento?"

Tentei ensiná-lo de que aquilo que ele valoriza não necessariamente é aquilo que a sociedade DEVE valorizar. Se o trabalho dele como artista não é valorizado pela sociedade, não há motivo para que este revolte-se contra esta por não apreciar a beleza que apenas existe nos olhos do autor.

(Outro argumento falho que ele cometeu é o de acreditar que o diploma em artes transforma um indivíduo em um artista e o impede completamente de ser um filósofo ou engenheiro. Mas isto não é argumentativamente interessante.)

Enfim, apenas estava tentando limpar minha mente.
Grande artigo do Mestre Rothbard, como sempre.

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Sérgio 31/08/2012 16:48:15

Este texto confirma o que venho falando há tempos: que a promiscuidade moderna faz parte de um objetivo marxista. O objetivo do marismo cultural é este: através do relativismo moral e do hedonismo destruir o casamento monogâmico e as famílias, e substituir a estrutura familiar tradicional pelo "amor livre", "comunidade das mulheres", etc. Alguém ainda tem dúvidas quanto a isso? Estão aí os escritos do Marx, Engels, Fourier e outros comunistas...

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Neto 01/09/2012 03:29:19

Pra mim é óbvio que num mundo livre o pai voltaria naturalmente a ser o chefe da família, ao invés do retardado afeminado de hoje, consequência do estado-babá cada vez mais forte.
Nos EUA pra um homem ser preso, perder os filhos basta a mulher FALAR que ele bateu nela, nem precisa provar nada.

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Carlos Marx 31/08/2012 17:44:14

Notei pelos comentários que a galera nao entendeu o que eu quis dizer com "coletivizar as mulheres". Pessoal é o seguinte, nao foi sempre na historia da humanidade que mulheres tinham um homem e um homem tinha uma mulher, isso surgiu com os cristãos como forma de manutenção da propriedade privada. Em minha época, quando escrevi o texto, a mulher nao tinha direitos. Eu vivi e cresci em uma sociedade patriarcal e machista onde as mulheres sequer escolhiam o marido. Nao casavam pro amor, mas por imposiçoes de seus pais que o afziam de acordo com os interesses financeiros. Ninguém nunca leu Shakspeare, nao leram Romeu e Julieta? Quando digo que as mulheres serao "coletivizadas" quis dizer que as mulheres abandonariam esta submissão, deixariam de ser propriedade privada de seus varoes para serem livres para poder vievr todos os prazeres que o amor possa lhe proporcionar. De fato esta minha tese hj se concretizou, hj as mulheres estao livres, a maioria nao quer mais ter um dono, mas desfrutar de todos os prazeres que seus parceiros sexuais possam lhes oferecer. O que vcs preferem, estas mulheres livres e sexualmente resolvidas de hj, ou as antigas mulheres oprimidas que se tornavam propriedade privada de seus varoes devido a meros negocios monetarios de seus pais?

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Renato 01/09/2012 14:06:04

Falso

Não é isso que Marx quiz dizer. O conceito de mulheres que não tivessem parceiro fixo já existia no tempo de Marx, e na verdade, muito antes. Ao dizer que elas deveriam ser coletivizadas, ele está simplesmente dizendo que todos as usariam como quizessem. O texto é muito claro, ele tem plena consciência de que é uma situação desgraçada a que ele propõe. Nas suas próprias palavras "Os pensamentos de toda propriedade privada individual são, pelo menos, dirigidos contra qualquer propriedade privada mais abastada, sob a forma de inveja e desejo de reduzir todos a um mesmo nível; destarte, essa inveja e nivelamento por baixo constituem, de fato, a essência da competição. O comunismo vulgar é apenas o paroxismo de tal inveja e nivelamento por baixo, baseado em um mínimo preconcebido". E segue dizendo o seguinte "Eis a razão por que todos os sentimentos físicos e morais foram substituídos pela simples alienação trazida pela sensação da posse. A essência humana deveria mergulhar em uma pobreza absoluta para poder fazer surgir dela a sua riqueza interior".

Então está muito claro, ele realmente está dizendo que se o mundo mergulhar na desgraça, disso surgirá um mundo maravilhoso. É essa a proposta dele, sempre foi, só os tolos não entenderam. Ele propõe a tirania absoluta, para que disso surja uma sociedade totalmente livre, ele propõe a pior baixeza e vilesa, argumentando que disso nascerá um homem superior. É um demônio.

E mesmo esse conceito atual de mulheres livres tem gerado uma geração de "cachorras", como elas mesmas dizem, que fazem dupla jornada de trabalho e são muitas vezes tratadas como lixo pelos homens. Provavelmente, nunca houve tanta mulher apanhando de homens no Brasil, como há hoje.

Mas não importa, nem é isso o que Marx quis dizer, ele foi bem claro ao dizer que as mulheres seriam coletivizadas, não que os homens seriam coletivizados, isto é as mulheres seriam propriedade comum dos homens. É nesse sentido que ele disse que elas seriam tornadas prostitutas. A pior cegueira é não querer ver, a pior burrice é não querer entender.

Responder
Gustav 01/09/2012 16:00:30

ou as antigas mulheres oprimidas que se tornavam propriedade privada de seus varoes

Criou um espantalho. As mulheres pertenciam a si mesmas, a não ser que o regime fosse de escravidão (como no caso das mulheres negras durante o Brasil pré-Abolição).
Essa tática de inventar coação onde ela não existe é muito usada por feministas pra justificar as leis intervencionistas que elas adoram. Acuse-os do que você faz!, dizia Lênin...

Responder
Carlos Marx 02/09/2012 07:48:47

A mulher continua sendo propriedade privada dos homens nos estado teocraticos. Veja como as mulheres sao tratadas no Irão, Arabia Saudita, Israel, Afeganistão, etc....
Sugiro um curso de hermeneutica, pois é importante sempre contextualizar os textos que esta lendo, senão confundi tudo mesmo.

Responder
Renato 03/09/2012 08:58:11

Apelou. Agora você quer igualar a situação das mulheres européias do tempo de Marx com as mulheres sob o islã atual? Ficou doido? A situação das mulheres em certos lugares sob o Islã é muito pior do que era antes de Maomé. Mas mesmo que fosse verdade, isso não muda o fato de que Marx realmente propôs a coletivização das mulheres.\r
\r
Quanto à hermeneutica, 10.000 anos de estudo não lhe ajudariam em nada, porque o seu principal critério continuaria sendo defender a sua vaca sagrada.

Responder
Carlos Marx 03/09/2012 11:41:20

Nao so a coletivização da mulher como de tudo. Carlos aqui é comunista, ou seja, contra a propriedade privada de humanos. Os homens e as mulheres são de todos e não pertencem a ninguém, viva a poligamia, viva o comunismo. (Obs Use sempre preservativos).

Responder
Renato 04/09/2012 14:43:08

CASO FOSSE REALMENTE ISSO O QUE MARX DISSE, uma sociedade em que todos fazem sexo com todos não permanece assim (a não ser que haja algum tipo de coerção). Nas sociedades humanas reais, o que se nota é a tendencia de se formarem famílias.\r
\r
De qualquer forma sua afirmação é apenas uma tentatíva um tanto fútil de agradar garotos jovens, que podem ficar imaginando como seria viver numa suruba permanente. Você tenta desviar a atenção novamente, e distorce o que Marx realmente disse. Quando ele fala de coletivização das mulheres, o que qualquer um entende, dentro do contexto do que ele disse antes e depois, é que essas mulheres seriam propriedades comuns dos homens. Ele deixa bem claro que não pretende, nessa suposta primeira fase, que a propriedade seja abolida, mas que seja comum. Dentro da lógica socialista, toda formação de casais humanos é na verdade a apropriação da mulher pelo homem, um socialista não consegue entender um casamento que não seja assim. A coletivização da posse é simplesmente tornar todas as mulheres propriedade comum de todos os homens. Elas não teriam opção. O sentido do texto todo aponta para esse significado. Como ele não é favorável a Marx, você inventou outro.

Responder
Carlos Marx 04/09/2012 20:24:14

Eita Renato tu é cetico mesmo heim. Mas ok, gosto disso. Bem vamos la. Ao escrever sobre a coeltivização das mulheres, me inspirei nos escritos de meu grande amigo e camarada, o comunista Engels, e a sua obra "A Origem da Familia, da Propriedade Privada e do Estado". Nesta obra o camarada Engels explica muito bem como eram as relaçoes nas comunidades humanas mais primitivas, Engels vai dizer que de acordo com os estudos de Morgan, os três estágios pré históricos de cultura correspondem, por sua vez,a três modelos de família: Na Família Consangüínea, que é expressão do primeiro progresso na constituição da família, na medida em que excluem os pais e os filhos de relações sexuais recíprocas, os grupos conjugais classificam-se por gerações, ou seja, irmãos e mãs são, necessariamente, marido e mulher, revelando que a reprodução da família se dava através de relações carnaismútuas e endógenas. O segundo progresso corresponde à Família Panaluana, da qual são excluídas as relações carnais entre irmãos e irmãs, criando a categoria dos sobrinhos e sobrinhas, primos e primas, manifestando-se como um tipo de matrimônio por grupos em como um tipo de matrimônio por grupos em comunidades comunistas. É a partir deste modelo de comunidades comunistas. É a partir deste modelo de família que são instituídas as gens, ou seja, um "circulo fechado de parentes consangüíneos por linha feminina, que não se podem casar uns com os outros" (Engels, p.36), consolidando-se por meio de instituições comuns, de ordem social e religiosa, que o distingue das outras gens da mesma tribo. Com a ampliação das proibições em relação ao casamento, tornam-se cada vez mais impossíveis as uniões por grupos, que foram substituídas impossíveis as uniões por grupos, que foram substituídas pela Família Sindiásmica, com a qual já se observa o matrimônio por pares, embora a poligamia e a infidelidade permaneçam como um direito dos homens. Das mulheres exigi-se agora rigorosa fidelidade, sendo o adultério cruelmente castigado. Entretanto, ainda se considera a linhagem feminina, o que garante o direito materno em caso de dissolução do vínculo conjugal. De acordo com Engels, a família sindiásmica é o estágio evolutivo que permitirá o desenvolvimento da Família Monogâmica. Até o surgimento da família sindiásmica, predomina a economia doméstica comunista, na qual há preponderância da mulher dentro da gens, não obstante já existisse a divisão sexual do trabalho como primeira forma de divisão do trabalho. Entretanto, quanto mais as relações perdiam seu caráter primitivo por força do desenvolvimento das condições econômicas, tanto mais opressivas as relações se tornaram para as mulheres, já que elas deviam ansiar pelo matrimônio com um só homem, renunciando às disposições derivadas do matrimônio por grupos, o que ao homem nunca foi verdadeiramente proibido. Assim, da mesma forma que o matrimônio por grupos é característica do estado selvagem, a família sindiásmica é da barbárie e a monogamia da civilização. Mas foi preciso que as mulheres efetuassem a passagem ao casamento sindiásmico para que os homens introduzissem a estrita monogamia, com efeito, somente para as mulheres. E isso foi possível por que no matrimônio sindiásmico, além da verdadeira mãe, passa a existir a figura do verdadeiro pai, que torna-se o proprietário, não só da sua força de trabalho, mas dos meios de produção e dos escravos. E à medida que a posição do homem ganha mais importância em função do aumento das riquezas, tal vantagem passa a interferir na ordem da herança e da hereditariedade, provocando a abolição do direito materno em substituição à filiação masculina e ao direito hereditário Paterno. A expressão "família" foi inventada pelos romanos para designar um novo organismo social, cujo chefe mantinha sob seu poder a mulher, os filhos e certo número de escravos, com o pátrio poder romano e o direito de vida e morte sob todos eles. O primeiro efeito do poder exclusivo dos homens no interior da família, já entre os povos civilizados, é o patriarcado, uma forma de família que assinala a passagem do matrimônio sindiásmico à monogamia. Já a família monogâmica, que nasce no período de transição entre a fase média e superior da barbárie, é expressão da "grande derrota histórica do sexo feminino em todo o mundo" (Engels, p.48) e coincide com o triunfo da civilização nascente. Baseia-se no predomínio do homem, o qual tem como finalidade procriar filhos cuja paternidade seja indiscutível; exige-se essa paternidade porque os filhos, na qualidade de herdeiros diretos, entrarão na posse dos bens de seu pai. Os laços conjugais são agora muito mais sólidos, cabendo somente ao homem rompê-los, a quem igualmente se concede o direito à infidelidade. Quanto à mulher, exige-se que guarde uma castidade e fidelidade conjugal rigorosa, todavia, para o homem não representa mais que a mãe de seus filhos. A monogamia aparece na história sob a forma de escravização de um sexo pelo outro, como a proclamação de um conflito entre os sexos. Para Engels (p.54-55). A primeira divisão do trabalho é a que se fez entre o homem e a mulher para a procriação dos filhos [...] O primeiro antagonismo de classes que apareceu na história coincide com o desenvolvimento do antagonismo entre homem e mulher na monogamia; e a primeira opressão de classes, com a opressão do sexo feminino pelo masculino. A monogamia foi um grande progresso histórico, mas, ao mesmo tempo, iniciou, juntamente com a escravidão e as riquezas privadas, aquele período, que dura te nossos dias, no qual cada progresso é simultaneamente um retrocesso relativo, e o bem-estar e o desenvolvimento de uns se verificam às custas da dor e da repressão de outros. É a forma celular da sociedade civilizada [...].A monogamia, portanto, de modo algum é fruto do amor sexual individual e não se baseia em condições naturais, mas econômicas, isto é, o triunfo da propriedade privada sobre a propriedade comum primitiva. Tanto que a antiga liberdade sexual praticada em outros momentos históricos não deixou de existir com o matrimônio sindiásmico e nem com a monogamia. É o que Morgan chama de heterismo, relações extraconjugais dos homens com mulheres não casadas, relações que florescem sob as mais variadas formas durante todo o período da civilização, transformando-se, aos poucos, em aberta prostituição. Além do heterismo e da prostituição, outro desdobramento da monogamia é o adultério, demonstração de que o progresso manifestado nessa sucessão de matrimônios, cuja expressão máxima é a monogamia, consiste no fato de que se foi tirando, cada vez mais, das mulheres, a liberdade sexual do matrimônio por grupos. Se a monogamia nasceu da concentração de riquezas nas mesmas mãos, as do homem, e do desejo de transmitir essas riquezas por herança, aos filhos desse homem, simbolizando, na relação conjugal, a propriedade privada, quando os meios de produção passarem a ser propriedade comum, a família individual deixará de ser a unidade econômica da sociedade e, conseqüentemente, o fim da propriedade privada coincidirá com a libertação o fim da propriedade privada coincidirá com a libertação sexual da mulher. Deste modo, para mim e para meu camarada Engels, "o matrimônio, pois, só se realizará com toda a liberdade quando, suprimidas a produção capitalista e as condições de propriedade criadas por ela, forem removidas todas as considerações econômicas acessórias que exerciam e ainda exercem a influência tão poderosa na escolha dos esposos. Então, o matrimônio já não terá outra causa determinante que não a inclinação recíproca". (Engels, p.67).\r
\r
REFERENCIA BIBLIOFRAFICA:\r
-ENGELS, Friedrich. A origem da família, da propriedade privada e do Estado.\r
Tradução de Leandro Konder. In: MARX, Karl, ENGELS, Friedrich. Obras\r
escolhidas, Volume 3. São Paulo: Alfa-Omega, /d, p. 7-143.\r

Responder
Catarinense 05/09/2012 13:24:09

Sensacional, Carlos, você se superou. Família é algo que os gregos inventaram, e o comportamento natural da mulher é se prostituir para vários parceiros. Procure tratamento psiquiátrico urgentemente, você apresenta sinais de esquizofrenia.\r
\r

Responder
Catarinense 05/09/2012 13:53:32

Troquei romanos por gregos, faço a corretiva: leia-se "que os romanos inventaram" ao invés de "que os gregos inventaram".

Responder
Gustavo 05/09/2012 14:32:28

Quem é Marivalton Rissatto:
Graduando em sociologia pela UMESP (curso de ciências sociais), formado em Metodologia Cientifica pela Universidade Metodista de São Paulo com atualização em Ciência e Saber [SIC!!!] pela Fundação Getulio Vargas.

Prova irrefutável de que o ensino superior foi totalmente sucateado pelo gramscismo.

Formado em Direitos Humanos pelo SENASP(2010) e em Filosofia dos Direitos Humanos (2011).

Aí não assusta. Todo mundo sabe que há apenas marxistas por trás dos direitos dos MANOS, afinal, premiar o crime é essencial pra desestruturar a sociedade.

Responder
Renato 05/09/2012 14:47:24

Vamos lá.\r
\r
Bom, vejo que você pelo menos copiou e colou um pouco, para tentar provar sua idéia. Mas passou longe.\r
\r
Primeiramente, a análise que Engels faz é uma entre várias possiveis. Algumas coisas das quais ele fala são eventos dos quais ninguém pode afirmar nada, pois ocorreram em tempos pré-históricos. Sobre isso, cada um imagina o que quer. Ocorre que temos exemplos atuais de povos que vivem, ou viveram até recentemente, nos estágios econômicos mais primitivos, e não existe uma clara sucessão de modos de família conforme o estágio econômico desses povos. Entre os povos mais intocados da Amazônia existem várias tradições de comportamento diferentes, e é comum existirem casamentos monogâmicos, o que segundo a análise de Engels seria um absurdo para esse estágio.\r
\r
Mas de qualquer forma, isso é irrelevante. Marx não é Engels, a teoria sobre os estágios econômicos futuros é original de Marx, é ele que propôs o que chamou de "comunismo grosseiro" ou "ditadura do proletariado", como uma suposta fase que viria antes do "comunismo". Vamos dar de barato aque que Marx realmente acreditava no que escrevia (há motivos para duvidar disso, mas nem vou entrar no mérito). Quando ele falava de coletivização das mulheres, referia-se a essa primeira fase (que ele mesmo admitiu que seria uma fase de degradação moral, espiritual e intelectual, embora depois tenha tentado negar isso). Não se pode usar as idéia de Engels sobre o passado para interpretar idéias originais de Marx sobre o futuro, ainda mais que esse "futuro intermediário" de Marx, como ele próprio previu, seria uma fase de intensificação da inveja e ganância. Pode-se dizer que Marx foi um campeão das previsões furadas, mas neste caso dou o braço a torcer, acertou na mosca. Quem sabe o que foi a cortina de ferro tem de concordar plenamente: A "ditadura do proletariado" (que piada esse nome...) foi uma fase de degradação imensa.

Responder
Sérgio 05/09/2012 15:10:03

O que o Carlos quer é que a gente volte pra pré-história, pro tempo das cavernas. Pois é onde estaríamos se ñ existisse a propriedade privada e a família. Estas duas instituições são a base da civilização. Nenhuma sociedade progride sem uma estrutura familiar sólida. Se a família se desintegra, toda a civilização se desintegra. Logo, ou um povo que tem uma família mais estruturada domina e subjuga o outro (como ocorreu com os romanos), ou é a morte da civilização humana, mesmo.

Ah, Catarinense: neste caso ele ñ está errado, a expressão família foi criada pelos romanos. A família como nós conhecemos foi criada pelos hebreus. Lembre-se das Leis de Moisés.

Uma experiência de "comunismo grosseiro" proposto pelo Marx foi a Boêmia no século XV (daí vem a expressão "boêmio" para aqueles caras que curtem noitadas) que criaram um sistema de promiscuidade compulsória:

mises.org/daily/3769/

Responder
Renato 08/09/2012 04:12:34

Sergio

A família monogâmica não foi criada pelos hebreus, já existia muito antes. Observe bem, que a própria Bíblia mostra que muitas das leis de Moisés já eram aplicadas antes, e há grandes exemplos disso nos documentos de outros povos da época. AS famílias do trabalhador comum eram geralmente monogâmicas. A poligamia era mais comumente praticada por pessoas mais ricas (e geralmente, quanto mais rico e poderoso era o homem, mais mulheres ele tinha). Entre todos os povos que admitem a poligamia, a monogamia é prevalecente. A poligamia é considerada um luxo (e um nvestimento) para poucos, e muitos homens, mesmo tendo meios para sustentar mais de uma mulher, chegam à conclusão de que a perturbação decorrente não vale a pena.

Uma variação comum da poligamia era a existência de cumcubinas, que eram escravas que passavam a ser consideradas como "esposas de segunda classe", com menos direitos que as esposas propiamente ditas. Note que o comcubinato também não era acessivel, economicamente, para grande parte dos homens, e muitos para os quais ele seria acessível achavam que a perturbação dentro de casa não valia a pena.

Possivelmente, a única novidade do judaísmo (na verdade, do judaísmo posterior) foi a forte condenação moral dos clientes das prostitutas. Isso tem algo a ver com a questão da família, porque não se pode falar em monogamia no sentido restrito quando o homem freqüenta prostitutas. O judaísmo antigo considerava a prostituição como algo vil, mas apenas para a prostituta, não para os seus clientes (essa foi a opinião comum de muitos povos). Na pior das hipóteses, para os homens, seria considerado um mal hábito da juventude, que se esperava fosse abandonado com o tempo. Não era uma atividade proíbida por lei. No judaísmo posterior, ser cliente de prostitutas passou a ser visto como algo fortemente condenável, e também no cristianismo primitivo, mas ao se tornar uma "religião oficial" essa condenação abrandou. Mas durante muito tempo, dentro da cristandade, não foi uma atividade legalmente proibida.

Atualmente, há forte pressão para que seja legalizada em todo o mundo, mas vejo fortes motivos para considerar isso como algo ruim. Em primeiro lugar, na mente de um estatista, "legalizar" é praticamente sinônimo de "regulamentar" e de "aprovar" e de "punir quem não ache que é bom". Em segundo lugar, em vários países, pessoas que ficam desempregadas só podem receber o seu seguro desemprego (pelo qual pagaram através de pesados impostos) se não houverem recusado oferta de emprego. Ora, em sendo "legalizada" a prostituição, mulheres (e até homens) poderiam ser privados do seguro desemprego por não ter aceito "trabalhar" nesse ramo. Em terceiro lugar, quanto mais atividades econômicas "regulamentadas" houverem, maior será o estado. A luto correta seria para "desregulamentar" a maior parte das profissões.

Responder
Sérgio 09/09/2012 14:23:38

A familia monogâmica tradicional foi sim criada pelos judeus...

E a prostituição, quem mais condenou foram os judeus. As outras religião, havia até o que era chamado de "prostituição sagrada", "prostituição no templo". A Lei de Moisés proibiu a prostituição no templo.

Quanto à legalização da prostituição, eu sou contra pelo motivos citados pelo Fernando Chiocca explicou no seu artigo:

""Legalizar" quer dizer "dar amparo legal; imprimir força de lei; legitimar", e todas as atividades que não envolvem violação do direito de propriedade privada deveriam ser legalizadas. No entanto, o estado, que nada mais é do que uma gangue de ladrões ampliada, detém o monopólio da justiça, e o significado de "legalizar" foi pervertido — o que é legítimo (por exemplo, ter um prostíbulo) é ilegal, e o que é ilegítimo (por exemplo, extorquir através de impostos) é legal.

A grande desvantagem do que é ilegal é não poder contar com a força da lei. Porém, este amparo legal monopolizado pelo estado vem com um alto custo que muitas vezes não compensa, e parece ser este o caso das casas de prostituição.

Um último argumento contra a legalização de qualquer coisa é que esta faz fluir mais dinheiro para as contas do maior grupo criminoso da sociedade, o estado."

www.mises.org.br/Article.aspx?id=1276

"Em segundo lugar, em vários países, pessoas que ficam desempregadas só podem receber o seu seguro desemprego (pelo qual pagaram através de pesados impostos) se não houverem recusado oferta de emprego. Ora, em sendo "legalizada" a prostituição, mulheres (e até homens) poderiam ser privados do seguro desemprego por não ter aceito "trabalhar" nesse ramo."
- Pelo contrário, com a legalização, as mulheres que não aceitassem a profissão e prostitutas que decidissem abandonar a vida, receberiam assisntecialismo estatal. É o que ocorre em alguns países europeus onde a profissão é legalizada: o governo dá alimentos e abrigo para ex-prostitutas que abandonaram a profissão. Taí mais um motivo para ser contra a legalização. É bem mais libertário e mais pró livre mercado DESCRIMINALIZAR.

Responder
Renato 11/09/2012 15:31:31

Sergio\r
\r
A Lei de Moisés não proibia a poligamia (embora deixasse implicito que isso não era uma coisa boa, como por exemplo no trecho da Torah onde se desaconselha aos reis que que tenham muitas esposas). Embora a poligamia não fosse proibida, muitos judeus eram monogamos, assim como a maior parte da população do mundo, em qualquer época.\r
\r
Faça uma experiência. Visite várias tribos bastante isoladas, e faça uma pesquisa para saber qual a porcentagem das pessoas que não são poligamas. Você verá que a monogamia é mais comum que a poligamia.\r
\r
Um exemplo mais fácil: No islã, um homem pode ter até quatro esposas, mas a maioria só tem uma. O fato das instituições ou tradições de um povo permitirem a poligamia na faz com que ela se torne o padrão.

Responder
Julio dos Santos 11/09/2012 22:27:01

Ótimo Renato!
A poligamia é resquícios de civilizações dizimadas por guerras, onde a proporção homem/mulher reduzia significativamente e se encontrava uma "lógica" para que as mulheres não ficassem sozinhas. A proporção natural do ser humano é 1:1, a monogamia sempre ocorrerá ao natural...

Responder
Neto 04/09/2012 15:38:47

'estas mulheres livres e sexualmente resolvidas de hoje'...
Tão 'resolvidas' essas mal amadas que ficam lendo cinquenta tons de cinza, carentes do pulso forte de um homem que seja o chefe da família

Responder
israel 31/08/2012 18:44:55

Gostei do artigo,olavo de carvalho também faz ponderações aclaradas acerca disso,às vezes os libertários ficam rosnando contra esquerdista corriqueiros quando não é compreendido,pois trata-se de uma tarefa difícil convencer a massa que tem certa cultura,mas com lisura e astúcia ideológica a juventude poderá ser provocada,haja vista que após a velhice a coisa complica,porém é preciso paciência e afinco para com pensamento liberal porque,na bôa,conversar ou debater com marxista é de dar dor de cabeça tendo-se em vista que a alma do brasileiro pertence a Marx,e só através da educação com militantes liberais em todos os meios de entretenimento que é possíver subverter a síndrome aguda esquerdopatológica que assola o nosso Brasil.eu era um,graças a deus mesmo vindo de família humilde convenci-me de que o liberalismo prima o tangível meio para ancançar aluz que anseiamos.

Responder
Renato 31/08/2012 19:30:14

Noto que, embora os "marxistas" pé-de-chenelo nunca tenham ouvido falar disso, a elite marxista conhece essas coisas, agiu de caso pensado.

Logo após a tomada da parte oriental da Alemanha pela URSS, houve uma avalanche de estupros de mulheres alemãs por soldados soviéticos. Os oficiais nada faziam para impedir isso, justamente porque sabiam que os soldados nada faziam que não estivesse de acordo com a verdadeira pregação marxista. Intelectuais, e artistas ocidentais naturalmente (e como de costume) fizeram tudo para desqualificar as denuncias desses fatos, que chegavam ao ocidente.

Não por acaso, toda a esquerda deu apoio irrestrito Kinsey, o qual não perdia oportunidade para menosprezar de diminuir o sofrimento de mulheres e crianças estupradas. Evidentemente, toda feminista que se preza adora Kinsey, ao mesmo tempo que acusa todos os homens de serem violadores. Para que coerência, se a falta de coerência tem sido efetiva?

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Paulo 01/09/2012 10:28:46

Alguém pode indicar algum bom livro sobre maxismo estilo "Skeptic's Annotated Bible/Quran/Book of Mormon", onde se lê o livro sob uma ótica diferente? Por exemplo: um manifesto comunista comentado por um libertário, esclarecendo erros e mentiras parágrafo por parágrafo.

Ou então um site estilo "Talk Origins", onde eles listam de uma forma didática todos os argumentos contra a evolução e mostram, para cada um, um contra-argumento completo.

Seria de enorme utilidade prática ao debater com comunossauros, e até mesmo na divulgação das ideias libertárias.

* Quero deixar bem claro que não quero aqui entrar em questões sobre religião/evolução, os sites mencionados foram apenas exemplos.

Outra pergunta: eu discutia com um amigo sobre quanto imposto uma pessoa comum de classe média baixa paga em impostos no Brasil. Se do dinheiro desembolsado pelo empregador, cerca de 50% chega ao empregado, e destes 50% ele paga 20% de IR, e do restante ele paga 30% em impostos sobre produtos e serviços que ele compra: no final, o trabalhador ficaria com cerca de 1/4 do que o empregador gastou, enquanto o governo ficaria com 3/4. Mas pelo que eu saiba, o "dia da liberdade" no Brasil não é em Outubro. Alguém pode me informar o que está errado com o raciocínio?

Apesar de eu já ter perdido as esperanças no Brasil, gosto de imaginar que um dia substituirão Marx por Mises nas universidades.

Continuem com o ótimo trabalho. John Galt teria orgulho de vocês (embora tivesse que "aniquilá-los" do mesmo jeito ;-D )

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meson 01/09/2012 15:48:19

Na verdade essa ideia de coletivização das mulheres é antiga, se não me engano Sócrates já defendia essa ideia pelo que conta Platão.

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Carlos Marx 04/09/2012 20:31:54

Correto, mesmo por que, nas sociedade gregas, o que predominava era a poligamia. Existia inclusive os bacanais, festas regadas a vinnho e sexo em comemoração ao deus Baco (ou Dioniso como alguns preferem). Como disse anteriormente, a monogamia surgiu recentemente com o cristianismo em busca de assegurar a propriedade privada. Lembrando que "a exporação do homem pelo homem se iniciou com a exploração da mulher pelo homem".

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Catarinense 05/09/2012 13:10:54

Carlos, então uma mulher, por livre e espontânea vontade, querer viver ao lado de um único homem, por toda a sua vida, é algo que simplesmente não existe, um absurdo total. É da natureza feminina querer ter vários parceiros, e o casamento é algo que oprime a mulher, inventado pelo homem para legitimizar a sua posse. É isso mesmo?

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Andre Cavalcante 05/09/2012 15:04:55

Catarinense, nem tente discutir com marxistas, eles conseguem deixar qualquer um com nó no cérebro, talvez porque seu cérebro já é um nó. O cara quer defender Marx e mostra exatamente a evolução que houve com o cristianismo, tornando mais humana a relação entre homens e mulheres com a monogamia e a propriedade privada. Não creio que mulher nenhuma se sujeitaria hoje a ser "coletivizada". Isso sim é aberração.

Responder
Renato 08/09/2012 04:22:54

VAMOS LÁ CARLOS

A poligamia sempre foi mais comum entre ricos do que entre pobres. A poligamia é que teve motivos econômicos e políticos (embora não só esses motivos). A grande maioria dos homens não tinha mais de uma esposa, e muitos homens não tão pobres, que até poderiam ter duas esposas preferiam não ter para evitar brigas. E quanto Às orgias, não é verdade que esse tenha sido o comportamento padrão da humanidade até o advento do cristianismo.

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Julio 01/09/2012 17:09:45

Que legal,agora me fale sobre o que do pensamento libertario acha sobre a propriedade privada estar acima de todos os tipos de valores morais como direito de o proprietario de estabelecimento comercial impedir a entrada de determinado grupo no estabelecimento dele seja racial ou sexual ou de qualquer outro tipo,libertario não tem moral para criticar qualquer outra ideologia sobre pretesto de moral e etica

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Luis Almeida 01/09/2012 19:34:20

Muito bem, Júlio.

Comecemos com a pergunta favorita dos progressistas: 'Pode um homem branco, dono de um bar, se recusar a atender um negro?'  Quando a pergunta é formulada desta maneira, praticamente ninguém tem a coragem de responder afirmativamente.  Agora, permita-me fazer esta mesma pergunta, mas alterando um personagem: 'Pode um homem negro, dono de um bar, se recusar a atender um branco membro de um grupo supremacista?' 

Obviamente, não faz nenhum sentido dar duas respostas diferentes para duas perguntas idênticas.  E, curiosamente, parece não haver muita controvérsia quanto à resposta para a segunda pergunta.

www.mises.org.br/Article.aspx?id=1367

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Marcus Benites 01/09/2012 19:40:53

Não seja estúpido. A propriedade é do cara, ele deixa entrar quem quiser. Mas é burrice dele. Se só vender para brancos, vai à falência. Mas é um direito dele. Eu gasto o meu dinheiro, conseguido às custas do meu trabalho, comprando massa de tomate. Vendo para quem eu quiser e se eu quiser a massa de tomate. Ela é minha, fruto do meu trabalho, só dele. Você quer me obrigar a vender pra você? Obrigue-me a vender meu carro a você também então. Como alguém pode ter algum "direito" sobre o dinheiro do outro? Não seja estúpido.

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Gojira no sakebu 01/09/2012 20:02:19

A propriedade - privada, pois não há outra - é o pilar de qualquer código de moral válido - é a base porque parte do princípio de que o indivíduo, como sua própria propriedade, é soberano sobre si mesmo e por extensão sobre tudo que construiu a partir, e unicamente, de si próprio. Qualquer coisa contrária é nada mais que mero sentimentalismo, desejos ditatoriais reprimidos e masturbação intelectual.

Se quer ficar de mimimi, ao menos tenha a decência de tentar entender o que é a filosofia libertária. Se é mocinha e não tem estômago pra fazer isto, continue pagando seus "tributos" e vaza.

Responder
Cedric 01/09/2012 22:59:18

Verdade Julio, muito bem pensado.
Os donos de estabelecimento não devem poder escolher quem entra no seu estabelecimento, assim como as mulheres não devem escolher quem entra no seu corpo, mas sim o lindo "COLETIVO" dirigido pelos sapientes burocratas...
Parabéns! Muito obrigado por desmascarar mais uma contradição interna do capitalismo nojento. Vamos lá, subamos nessa dialética rumo ao nirvana autoritário!

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israel 02/09/2012 09:33:55

Como supracitado nos meus escritos,não adianta ficar rosnando contra os marxistas,eles acham que todo liberal é facista,nazista,egoísta e os diabos.somente através da retórica polida pode-se trucidar esssas mentes.eu sou politicamente incorreto,no entanto é necessário paciência visto que o ódio é de propriedade privada dos marxistas e deixem qie eles sejam cães loucs pelo resto da vida,pois esses não tem mais jeito.

Responder
Carlos Eduardo 03/09/2012 10:21:00

O engraçado é eles acharem que os liberais são fascistas, quando os fascistas na verdade são eles próprios. Enfim, ficar rotulando não leva nada a lugar algum. Só idéias podem vencer idéias.

Responder
Harry 03/09/2012 16:27:49

Acuse nos outros aquilo que você é. Não é ilógico o que eles fazem, mas apenas parte da estratégia pré-concebida.

Responder
André 03/09/2012 15:54:04

Economicamente falando, o marxismo é lixo intelectual há tempos. Se ainda sobrevive filosoficamente, é porque adquirou aura de seita religiosa (coisa que, naturalmente, nunca é refutada). Nunca é demais ver as reais pretensões da doutrina, mostrar que apesar de ser cool posar de marxista, a ideia em si é bastante tenebrosa.

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Neto 09/09/2012 10:03:48

E também porque é conveniente pra casta de parasitas públicos que infestam as universidades

Responder
Dalton C. Rocha 06/09/2012 15:33:32

Quem quiser ler coisa na mesma linha que oa rtigoa cima, que vá ao site cavaleirodotemplo.blogspot.com.br/2011/12/gritando-maldicoes-colossais-paul.html e lei artigo de dois especialistas no que o charlatão Karl marx de fato era. Leiam os dois artigos, por favor.

Responder
Guilherme 06/09/2012 20:21:48

Cuidado.

Não conheço muito da obra de Marx, mas sei que o autor não produziu muito (como está colocado no início deste artigo) sobre como se daria a sociedade em um sistema comunista, aliás, já ouvi dizer que não produziu nada, mas ocorreram sim interpretações de outros autores sobre como Marx pensaria o sistema.

Ou seja, não existe comunismo ou socialismo marxista.

Marx não produziu nada sobre socialismo ou comunismo (o que "romperia com a pré-história da humanidade"), mas teve uma grande contribuição para o conhecimento do capitalismo na obra "O Capital", desenvolvendo idéias de outros autores como Smith e Mill, analisando e sugerindo previsões. Uma obra essencial para se conhecer o capitalismo, mas que não está livre de erros consideráveis.

Não confundam Marx com os marxistas. Marx deve ser estudado levando em consideração seu tempo, a sociedade inglesa das longas jornadas de trabalho, da fome, da super-exploração.... dos operários de fato.

Responder
Renato 09/09/2012 07:04:07

Guilherme

Marx não detalhou como seria a fase socialista ou a fase comunista. Mas escreveu muito sobre isso sim, principalmente sobre como seria a passagem do sistema de livre mercado para a assim chamada "ditadura do proletarido" (que na verdade seria a ditadura dos dirigentes do partido, como muitos corretamente previram, mas Marx não lhes quiz dar ouvidos).

Quanto ao sistema de livre mercado (que ele batizou de capitalismo), basicamente ele não entendeu nada. Veja só, ele "previu" que o capitalismo levaria a uma pobreza cada vez maior. Como os dados ingleses não se encaixavam nas suas previsões, ele marotamente inverteu os anos dos dados. É realmente uma piada.

Quanto à tão criticada exploração dos trabalhadores durante a revolução industrial inglesa, sua causa foi basicamente estatal. Naquele tempo, por causa da precariedade da medicina, o número de orfãos tendia a ser maior do que hoje (muitas doenças hoje tratáveis, eram uma condenação a morte). O estado tomou para sí a função de cuidar dos orfãos (que antes era função das igrejas e de outras sociedades não estatais). Para aliviar os custos, fez com que as crianças sob os "cuidados" estatais, a partir dos cinco anos, fossem obrigadas a trabalhar em indústrias, em funções insalubres e perigosas, recebendo um "salário" (de fome é claro). Então, pode-se dizer com toda a clareza, que a dita exploração foi antes de tudo um problema causado pelo estado.

Responder
Gustavo 09/09/2012 19:02:43

a sociedade inglesa das longas jornadas de trabalho, da fome, da super-exploração.... dos operários de fato

Mais-valia não existe, pois o valor é subjetivo; a mecanização reduziu continuamente as jornadas de trabalho; a Revolução Agrícola elevou enormemente a oferta de alimentos; operários de fato são quaisquer trabalhadores que possuem empregador.
Logo, Marx realmente não deve ser levado a sério.

Responder
Sérgio 07/09/2012 06:39:01

Leandro, vc andou comentando no blog daquela feminista, né? Acabei de ver aqui:

escrevalolaescreva.blogspot.com.br/2012/09/monogamia-rima-com-monotonia.html

Se aquele Leandro ñ for vc, ele é libertário, observe a maneira dele se expressar. Mas ñ teve nem graça, foi uma surra. hehehe

Responder
Neto 09/09/2012 10:10:11

Eu leio esse blog as vezes, é um show de horror mas serve pra não esquecer como pensa o pessoal que está no poder agora

Responder
Leandro 07/09/2012 08:13:43

Embora o sujeito tenha feito um ótimo trabalho, aquele ali certamente não sou eu. No dia em que eu for flagrado perdendo meu tempo discutindo na internet com feminista adepta da multigamia, pode saber que eu já terei perdido qualquer paixão por qualquer coisa desse mundo. As testemunhas estarão autorizadas a me sequestrar, me imobilizar e me internar em um sanatório.

Responder
Hay 09/09/2012 07:47:42

Sobre esse blog, lembrem-se de que é a mesma feminista que defendeu o Roman Polanski com unhas e dentes das acusações de abuso sexual que ele sofreu (sendo que ele mesmo admitiu ter drogado a menina, de 13 anos).
É o suficiente para qualquer pessoa em sã consciência ficar longe desse blog - a não ser que você queira dar umas boas risadas das coisa estúpidas que ela escreve.

Responder
Sérgio 09/09/2012 13:48:26

Eu pensei que aquele Leandro fosse você. Mas que ele é libertário, ele é. Pela maneira de se expressar ("desestatização da família", "eficiência dinâmica"), deve ser um leitor assíduo do Instituto Mises. Mas vc tem razão: só uma pessoas que perdeu o interesse de viver pra ficar dicutindo com uam feminista louca...

Responder
Kelvin 04/03/2013 19:50:01

É interessante como as pessoas não leem Marx!!! E quando o fazem alteram totalmente o contexto daquilo que ele escreveu. Senão tomam emprestado de outros autores o que Marx escreveu. Será má fé?! Ignorância?! Não estou aqui para julgar, mas para esclarecer.Vou me ater a primeira parte, sobre o casamento. Primeiro: o artigo se baseia em um texto de David Riazanov, "A Doutrina Comunista do Casamento" (ver o link "avaliação") que o autor do artigo parece não ter lido, ou apenas copiado os trechos de Marx que o interessavam, e não diretamente dos Manuscritos ... de 1844 que ele cita. Mesmo assim, o que está copiado é "mais ou menos" o que está escrito nos manuscritos.Segundo: No próprio texto, que o autor se baseia para escrever o seu artigo, Riazanov esclarece que: "...Marx foi todavia forçado a criticar a doutrina dos representantes desse comunismo que ele chama 'grosseiro, inculto e até reacionário'. Na sua luta contra a propriedade privada, esses comunistas não aboliam a propriedade privada, mas transformavam-na antes em uma propriedade privada comum."Ou seja, na verdade, o que ao autor desse artigo chama de "comunismo puro" e associa esse comunismo grosseiro, à etapa da ditadura do proletariado, não tem nada a ver com o que Marx escreveu sobre o casamento, nem sobre a primeira etapa do "comunismo real". Era uma crítica filosófica ao "comunismo grosseiro" que, em vez de eliminar a propriedade privada, à generalizava, tornando a propriedade privada comum (conf. www.marxists.org/portugues/riazanov/ano/casamento/cap02.htm"). A consequência desse "comunismo" não é senão uma expressão da propriedade privada ainda incrustada nas cabeças desses pensadores (Proundhon, Saint-Simon).Terceiro: Recorrendo ao próprio Manuscritos... lemos que Marx desmascara este tipo de comunismo, pois ..."pode-se dizer que essa ideia da comunidade das mulheres revela o segredo dessa forma de comunismo ainda grosseiro e desprovido de espírito" (conf www.marxists.org/portugues/marx/1844/manuscritos/cap04.htm). E mais, que: "esse comunismo, que nega a personalidade do homem em todos os setores, é somente a expressão lógica da propriedade privada, que é essa negação". Ou seja, o problema aqui é ainda a propriedade privada, que no "comunismo grosseiro" torna-se universal e comum. A comunidade assim concebida pelo "comunismo puro" ... "é só uma comunidade de trabalho e de igualdade de salários pagos pelo capital comunal, pela comunidade como capitalista universal. Os dois aspectos da relação são elevados a uma suposta universalidade; o trabalho como uma situação em que todos são colocados, e o capital como a universalidade e poder admitidos na comunidade".Quarto: em seguida a estas críticas Marx explica onde encontrar a solução, ou pelo menos determinar se somos realmente humanos: "a relação do homem com a mulher é a mais natural de ser humano com ser humano. Ela indica, por conseguinte, até que ponto o comportamento natural do homem se tornou humano, e até que ponto sua essência humana se tornou uma essência natural para ele, até que ponto sua natureza humana se tornou natureza para ele". Neste sentido, o "comunismo puro" (ou vulgar como afirma Marx), ainda irrefletido, "é, portanto, apenas uma forma fenomenal da infâmia da propriedade privada representando-se como comunidade positiva". Mais uma vez o problema é a propriedade privada como elemento essencial do pensamento.Quinto: O autor diz que Marx completa:"Eis a razão por que todos os sentimentos físicos e morais foram substituídos pela simples alienação trazida pela sensação da posse. A essência humana deveria mergulhar em uma pobreza absoluta para poder fazer surgir dela a sua riqueza interior!" Essa passagem para o autor do presente artigo representa "em suma, na etapa de coletivização da propriedade privada, aquelas características que Marx considera serem as piores da propriedade privada serão maximizadas.Não somente isso, mas Marx admite a veracidade da acusação dos anticomunistas de que o comunismo e a coletivização nada mais são do que, nas palavras do próprio Marx, o paroxismo da inveja e do desejo de reduzir todos a um mesmo nível".Ou seja o autor do artigo não entendeu patavina do que Marx escreveu!!!Em um texto crítico toma essa crítica como argumentação para justificar o nivelamento por baixo pela inveja ser o "primeiro momento" da coletivização.Deixemos Marx falar: "A PROPRIEDADE PRIVADA tornou-nos tão néscios e parciais que um objeto só e nosso quando o temos, quando existe para nós como capital ou quando é diretamente comido, bebido, vestido, habitado, etc., em síntese, utilizado de alguma forma; apesar de a propriedade privada propriamente dita só conceber essas várias formas de posse como meios de vida e a vida para a qual eles servem como meios ser a vida da propriedade privada - trabalho e criação de capital.Assim, todos os sentidos físicos e intelectuais foram substituídos pela simples alienação de todos eles, pelo sentido de ter.O ser humano tinha de ser reduzido a essa pobreza absoluta a fim de poder dar à luz toda sua riqueza interior.(Sobre a categoria de ter ver Hess em Einundzwanzig Bogen. )"Com o texto completo fica claro agora? É a propriedade privada que nos torna alienados e pobres de sentidos, e pensar na sua universialização não resolve o problema(como querem os comunistas puros, e isso não tem nada a ver com a implantação do comunismo efetivamente), apenas amplia ainda mais nossa pobreza de ser..ficamos reduzidos ao ter. E qual a solução, então?Sexto:É usando o pensamento dialético que poucos sabem usar ou entender que Marx vai encontrar a solução dessa contradição (como vemos o autor do artigo para não admitir que não sabe dialética usa da falásia do desmerecimento sem argumentação, pois afirma se uma palavra mágica e um mistissimo, quem não entende aceita....).Primeiro temos uma tese que é a propriedade privada, considerada como essencia do problema, depois sua negação, a não-propriedade privada, encontrada filosoficamente pelos pensadores do comunismo vulgar, e depois a negação da negação, ou síntese, o comunismo científico ou positivo, que nega o comunismo vulgar, anulando também a tese da propriedade privada.Senão vejamos o que Marx diz: "...a anulação da propriedade privada é, pois, a emancipação completa de todos os atributos e sentidos humanos.Ela é essa emancipação porque esses atributos e sentidos tornaram-se humanos, tanto sob o ponto de vista subjetivo quanto sob o objetivo....A necessidade e a fruição, portanto, perderam seu caráter egoísta, e a natureza perdeu sua mera utilidade pelo fato de sua utilização ter-se tornado utilização humana.Sétimo: O que o autor conclui no final dessa primeira parte de seu artigo, é exatamente o que Marx quer dizer! Como esse comunismo tão monstruoso pode ser defendido? Não pode. E como deve negado? negando sua essencialidade a propriedade privada, posta como origem do seu pensamento. Abolindo a propriedade privada que o gerou, negasse tanto o "comunismo puro" quanto o poder do capital sobre o trabalho. Em outras palavras o comunismo "enquanto negação da negação" ... "é a abolição positiva da propriedade privada, da auto-alienação humana e, pois, a verdadeira apropriação da natureza humana através do e para o homem. Ele é, portanto, o retorno do homem a si mesmo como um ser social, isto é, realmente humano, um regresso completo e consciente que assimila toda a riqueza da evolução precedente".Essa conclusão o autor do artigo não chega...É uma pena.É claro que me estendi na explicação, mas como ao ler os comentários percebi que todos sem excessão se prenderam ao que o autor do artigo comentou. Inclusive o tal de Carlos Marx que parece não saber o que está escrevendo... Outros pontos deveriam ser colocados, outros erros de conceituação estão presentes no artigo. Mas é para um outro momento...AbçsAllan Kelvin

Responder
André Luis 06/03/2013 19:38:25

Os defensores da liberdade são masoquistas por se darem ao trabalho de ler certos textos...

Citação: "Em outras palavras o comunismo "enquanto negação da negação" ... "é a abolição positiva da propriedade privada, da auto-alienação humana e, pois, a verdadeira apropriação da natureza humana através do e para o homem. Ele é, portanto, o retorno do homem a si mesmo como um ser social, isto é, realmente humano, um regresso completo e consciente que assimila toda a riqueza da evolução precedente"."

O que o comunismo dito "científico" (comunisto e científico são termos que se excluem), assim como o vulgar, propõem é o puro, simples e irreversível retorno do homem ao estado de pobreza, miséria e barbárie. Com exceÇão, claro, da casta dos dirigentes e planejadores sociais, que tomam o governo para si como instrumento da revolução, esses seres incríveis e onicientes, que conseguem saber em sua infinita e infalível inteligência o que milhões e bilhões de pessoas realmente precisam...

O leste europeu, China, Cuba, Camboja, Coréia do Norte e outros membros do clube comunista não deixam dúvidas do imenso amor de Marx, o profeta (prometer o paraíso, nesta ou na próxima geração, não passa de profecia), e dos cruéis seguidores de sua nefasta religião pela espécie humana.

Responder
julio cesar 27/05/2013 18:45:30

realizações do comunismo pelo mundo
1)estupro de 5.000.000 de mulheres
2)assassinato de 100.000.000 de pessoas
3)destruição da natureza,destruição da liberdade religiosa,política,de imprensa e econômica
4)hipocrisia os comunistas dizem uma coisa e fazem outra
depois de tudo isso porque tantas pessoas ainda defendem o comunismo?sabemos que justiça social é a redução e/ou eliminação das desigualdades sociais mediante políticas ativas e sérias por parte do governo como redução da taxa de juro,redução do imposto de renda e afins,aumento do salário mínimo,aumento do comércio entre as nações e corte de gastos,mas é isso que vemos na prática no brasil hoje?as taxas de juros brasileiras são uma das mais altas do mundo(7.5% ao ano)o imposto de renda brasileiro é um dos maiores do mundo(27.5%)a economia brasileira cresce à 2.5% ao ano,cadê a justiça social que os comunistas do pt pregam?o que acontece é que os comunistas usam uma bandeira justa e séria(justiça social)para chegarem ao poder e uma vez lá;não querem sair(vide o caso de cuba e da china),os comunistas por debaixo dos panos ajudaram os nazistas durante a segunda guerra mundial(1939-1945-o pacto nazi-soviético de 1939 durou até 22/06/1941 quando adolf hitler invadiu a rússia;diga-se de passagem que os comunistas armaram e ajudaram os nazistas,de onde você acha que veio todo o poderio militar-bélico dos nazistas?os comunistas deram combustíveis(petróleo e gasolina)aos nazistas,deram munições,deram armas,deram minérios e metais para os nazistas fabricarem munições e armas como tanques de guerras,aviões,navios,vale ressaltar que comunismo e nazismo são 2 merdas e 2 porcarias e são igualmentes desprezíveis e reprováveis)comunismo é uma coisa justiça social é outra,não esqueça,que apesar dos comunistas falarem tanto de justiça social ela(a justiça social)não tem nada a ver com o comunismo,quero esclarecer aqui algumas coisa;quando falei que os comunistas estupraram 5.000.000 de mulheres isso são os livros de história sério escrito por historiadores sérios afirmam(como vocês sabem a maioria dos historiadores são comunistas e omitem/escondem os crimes do comunismo)mas para ser o mais imparcial possível vá ler o livro negro do comunismo escrito por comunistas franceses que falam que desde a época da revolução russa(1917)até os nossos dias milhões de mulheres foram violentadas pelos comunistas em todas as guerras e conflitos que os comunistas se meteram e esse mesmo livro diz que foram mortos 100.000.000 de pessoas pelos regimes comunistas espalhados pelo mundo e pelos comunistas;em relação a destruição da natureza;da religião,da política e da liberdade de imprensa e econômica é simples em países comunistas como china,cuba a natureza foi explorada selvagemente e predatoriamente(vale ressaltar que a china; que é comunista,é um dos maiores poluidores do meio ambiente no mundo;vale lembrar o caso do mar de aral que foi drenado totalmente pelos comunistas soviéticos na década de 1930 num dos casos mais assombrosos de destruição ambiental)na china e em cuba a religião é proibida,não existe pluripartidarismo(base de toda e qualquer democracia)e só existe um único partido nesses países que é o partido comunista,todos os outros partidos políticos foram extintos e/ou proibidos;a imprensa não é livre nesses países comunistas(é controlada pelo governo e não pode criticar o governo e só tem permissão para noticiar o que o governo permite)a propriedade privada é abolida e você não pode ter riquezas;e para acabar e finalizar aqui as minhas palavras vou explicar o que quis dizer quando disse que comunista é hipócrita,hipocrisia é definido de prática diferente de teoria e/ou discurso,é eu dizer não roube e eu roubar,muito bem;george bernard shaw;diretor de teatro comunista;disse certa vez que queria acabar com os pobres e não queria acabar com a pobreza;é aquela coisa os comunistas se utilizam dessa bandeira da justiça social mas não estão nem ai com os pobres e necessitados(quero dar um ultimo exemplo;a maioria da classe artística(modelos e atores)são comunistas e você não vê esse povo que é artista ajudar nimguém;se a bem da verdade esse povo artista é riquissímo)tenhamos cuidado amigos com o comunismo pois este para chegar ao poder em escala global pretende legalizar casamento gay,legalizar aborto,legalizar drogas,prostituição,estupros,criminalidade,você pode até está pensando que isso é um exagero meu mais é a mais pura verdade o sonho dos comunistas é destruir as bases espirituais e morais da população para assim poderem fazer uma lavagem cerebral comunista completa à nível mundial

Responder
Leonardo Couto 04/11/2013 18:34:43


Julio César, algo extremamente importante é ter consciência dos princípios da liberdade. Essa posição, meramente "anticomunista", não só rompe com a moralidade da liberdade como também fornece um apoio à aceitação dos pressupostos coletivistas.

(Sempre é bom comentar colocações assim para evitar confusões de terceiros)

Confira estes parágrafos:

"Tais 'liberais anticomunistas' não lutam contra o comunismo em si, mas contra um sistema comunista no qual eles não são responsáveis. Estão à procura de um sistema socialista, isto é, comunista, no qual eles mesmos ou os seus amigos mais próximos detenham as rédeas do governo. Talvez seja exagero dizer que estão ardendo de vontade de liquidar outras pessoas. Simplesmente desejam não ser liquidadas. Numa comunidade socialista, apenas o chefe supremo e seus cúmplices têm essa segurança.

Um movimento 'antiqualquer-coisa' demonstra uma atitude puramente negativa. Não tem a menor chance de sucesso. Suas críticas acerbas virtualmente promovem o programa que atacam. As pessoas devem lutar por algo que desejam realizar e não simplesmente evitar um mal, por pior que seja. Devem, sem quaisquer restrições, apoiar o programa da economia de mercado."

Ludwig von Mises.

Responder
anônimo 03/11/2013 17:31:28

Vocês acreditam que tem marxista que ainda teima e ainda diz que o comunismo grosseiro não seria a fase "pós-revolucionária" e que o Marx estaria fazendo uma crítica aos "comunistas vulgares" (afinal, o termo "vulgar" é no sentido perjorativo)?

Responder
Julio 03/11/2013 23:31:06

O anticomunismo é o ópio dos "liberais".

Responder
Juno 04/11/2013 17:59:39

E o socialismo é ópio dos "intelectuais".

Responder
washington 19/11/2013 00:50:51

Depois de durante toda minha vida ficar escutando de um lado o discurso dos conservadores de direita que louvam o lado "bom" do capitalismo e veem a pobreza, miséria e injustiça gerada por este sistema como um mal necessário ou apenas um efeito colateral e depois do outro lado o discurso dos comunistas de que somente o fim do capitalismo geraria a igualdade e acabaria com as desigualdades sociais refleti durante muito tempo sobre alguns detalhes:

1. Por que na teoria, leiam com atenção quando eu digo agora em letras garrafais, NA TEORIA, pronto acho que assim evita alguns contratempos. Os defensores do sistema capitalista são geralmente os conservadores (ou simpatizantes para aqueles que não são ricos e vivem a base do financiamento, com a corda sempre ali, na jugular) que apoiam os valores morais e religiosos e etc., mas ao mesmo tempo são os que acumulam fortunas em detrimento da miséria alheia, ora bolas há uma controvérsia aqui!! Vamos fazer um baile beneficente no melhor clube da cidade, uma festa regada a bons vinhos e whiskies, boa comida e boas mulheres para arrecadar dinheiro para ajudar os pobres...que coisa não!?!

2. Por que o sistema comunista defendido pelos esquerdistas que prega o fim da desigualdade social e um mundo mais justo onde o homem seria julgado igualmente em qualquer situação em uma balança com apenas um peso e uma medida, é justamente o sistema que defende coisas como aborto, ativismo gay, prostituição coletiva de mulheres e ateísmo entre outras coisificas mais...seria realmente necessário passar por estas barbarias para se chegar ao paraíso da bonança prometido pelo capitalismo??? Eu continuo, me apegando ao ponto do ateísmo, neste ponto já inviabiliza o comunismo uma vez que ele teria que bater de frente com as estruturas religiosas e com o pensamento conservador, nocaute técnico do capitalismo sobre o comunismo, ponto.

Conclusão: A algum tempo atrás li um estudo sobre quem realmente manda no mundo, aquelas coisas de pirâmide, NOM, governo global e etc., onde um historiador explicou algo que para mim fez muito sentido. Para ele o capitalismo de hoje seria o antecessor de um sistema futuro ainda mais opressor, terrível, segundo ele inevitável e que estaria em fase final de implementação.

Sendo assim o capitalismo seria uma "tese", e seu oposto seria o comunismo a "antítese", estes dois sistemas lutaria até que aparentemente o fracasso do capitalismo sinalizaria para um possível sucesso do comunismo, dai proliferação atual de tantos governos de esquerdas no mundo atual. Mas, como permitir que um sistema que defende a prostituição coletiva de mulheres, o roubo de nossas casas e propriedades, o fim do casamento, da religião...enfim, como permitir que um sistema destes seja implantando ainda que lá na frente o mundo se torne justo e igualitário?, impossível, é um preço muito alto e do mal não tem como surgir o bom, uma lógica simples. Neste ponto, surgiria uma "Síntese", resultado do eterno confronto capitalismo (tese) X comunismo (antítese) = Síntese (novo capitalismo). A síntese seria a evolução do capitalismo transformando o mundo em um país único com um único presidente e o união europeia já é parte deste processo.

Segundo ele associar o comunismo (que geraria o fim da desigualdade social e um mundo mais justo), com causas perdidas como o fim do casamento, a defesa de direitos para grupos minoritários como gays e pedófilos, guerra contra a igreja., nada mais é do que um engodo, criado e introduzido nas diretrizes do comunismo por Karl Max para tornar o comunismo um sistema inviável, e consequentemente qualquer outro sistema seria melhor do que esta aberração, até mesmo uma evolução do capitalismo (associado estrategicamente aos valores morais tradicionais, a igreja, a luta contra o aborto, contra casamento gay e etc), assim surgiria o novo capitalismo disfarçado de único caminho viável aumentando ainda mais as desigualdades sociais e as injustiças do mundo, gerando cada vez pessoas mais ricas e poderosas e em quantidade menor em detrimento de uma maioria cada vez mais injustiçada, ponto. Claro que estas informações não estão registradas nos velhos livros de história escritos por aqueles que detém o poder, por que derrotado não escrevem história, a história sempre foi escrita pelos vencedores.

Vejo a situação da seguinte forma, em um tabuleiro de Xadrez (q seria o mundo), as peças são manipuladas pelos donos da situação (os poderosos que estão por trás tanto das ideias capitalistas como das comunistas e tem como objetivo apenas preservar a situação deles, bilionários e trilionários), e no tabuleiro as peças como Karl Max, presidente Obama, você que esta lendo, todos os apaixonados cada um defendendo sua pseudo ideologia e o mundo continuará sempre esta droga. Logo, cuidado para não encontrar com um truta querendo seu relógio, seu carrão de R$ 90.000,00 (financiado é claro) ou sua carteira na rua pq vc e sua ideologia não serão mais nada daqui a 30 anos, e neste ponto você continua defendendo q o capitalismo dá a oportunidade para os melhores vencerem, a grosso modo e usando o que tem, o truta que te pegará é vencedor no sistema capitalista.

Para mim fez muito sentido, quem estiver vivo daqui a 30 ou 50 anos venham dizer que eram só conspirações teóricas encontradas na internet...rs! Termino aqui.

Responder
Renato Souza 08/12/2013 18:14:00

Washington


O comunismo não precisa de nenhum penduricalho para se tornar inviável. Ele não tem como funcionar com sistema econômico obrigatório para um país inteiro. Ele leva a uma pobreza tão grande que é abandonado.

Quanto ao capitalismo, primeiramente você precisa pensar no sentido que você dá para esse termo. Se significa "mercantilismo" (ou qualquer das suas variações modernas, como o kaynesianismo), ninguém aqui o defende. Se significa livre mercado, ele não é um "sistema" no sentido de algo que foi criado por alguém, mas apenas o comportamento normal das pessoas quando impedidas a violência e a fraude e quando o governo não atrapalha demais.

Responder
ShumaGorath 24/07/2014 20:27:08

Usar as ideologias umas contra as outras, a fim de enfraquecer os humanos e, assim dominar o mundo. E o comunismo é a ideologia perfeita para contrapor tudo o que o capitalismo já criou, basta apenas bolar algum jeito de fazer funcionar e superar o capitalismo. Bom, na verdade não precisa superar, basta que seja forte o suficiente para fazer com que ambas ideologias se aniquilem mutuamente, destruindo de vez o ser humano. Só tem que cuidar dois parâmetros limites: 1 - o meio ambiente não pode sofrer grandes danos. 2 - A evolução tecnológica deve ser suficiente para que a ciência e a tecnologia criem uma nova forma de "vida" inteligente, que não tenha as limitações humanas. Obedecidas estas duas restrições, a nova inteligência vai estudar os seres vivos e, seguindo o fluxo da vida vai espalhar seres vivos por todo o Universo. Os humanos são meramente intermediários neste grande processo de expansão cósmica, o significado último da vida - que é se expandir infinitamente, superando todos os obstáculos.

Achei que a minha ideia de usar o marxismo para destruir a humanidade era genial, mas infelizmente os Illuminati já pensaram isso antes de mim :-(

obs: esta nova forma de vida já resolve captchas sozinha. E é fruto do capitalismo, na sua competição ideológica contra o comunismo.

Responder
Erick V. 05/12/2013 16:55:35

Leandro, teria como você copiar e colar por aqui (na seção de comentários ou, quem sabe, no próprio texto do artigo, como uma nota adicional) o comentário que fez na discussão no facebook ontem a respeito desse texto? Acho que é um esclarecimento importante demais para ficar perdido nos comentários de uma rede social, principalmente se for considerado que este texto do Rothbard tem um potencial enorme para atrair marxistas que cheguem ao site de paraquedas...

Responder
Leandro 05/12/2013 17:15:16

Já está escrito lá em cima.

Responder
marxista 26/06/2014 15:43:54

Ele é muito claro: esse "comunismo grosseiro", "vulgar" ou "irrefletido", é grosseiro, vulgar e irrefletido. É a primeira reação óbvia à exploração ditada pela propriedade privada, mas não compreende a propriedade privada, e portanto não consegue propor a sua abolição:

"não é senão uma forma onde se manifesta a abjeção da propriedade privada que quer afirmar-se ela própria como maneira de ser social positivo", isto é, o que há de grosseiro, vulgar e irrefletido nele é que ainda se encontra preso ao fetiche da propriedade privada.

É Marx criticando outros "socialistas" (e você pode encontrar facilmente os nomes deles nesse texto: Proudhon, Fourier, Saint-Simon ....). Não é Marx propondo grosserias, vulgaridades, irreflexões, coletivização das mulheres, inveja, cupidez, negação da personalidade, nada disso.

Responder
Renato Souza 10/07/2014 03:15:09

Vou responder o que respondi antes, e você não contraditou:

Errado

É claro que ele não pode "apoiar" porque a descrição da coisa é absolutamente horrível, se ele dissesse que é algo bom, afugentaria todo mundo. Ele reconhece que é grosseiro, mas ele indica claramente como uma "etapa necessária". É sempre assim, quando algum socialista considera algo como necessário à criação de um poder absoluto (dos líderes socialistas) mas é obrigado a reconhecer que é algo ruim, ele indica que seria uma "etapa necessária".

Responder
Renato Souza 10/07/2014 03:19:20

E vou postar novamente o que havia dito antes, e que, na verdade ficou sem reposta (não considero o que você disse uma resposta).

Sônia

Eu entendi exatamente o que Rothbard entendeu. Pela minha leitura, Marx entende que o comunismo deve surgir "ainda desprovido de espírito". Porque ele diz isso? É uma citação da Bíblia. Adão é criado primeiro como ser sem espírito, e depois recebe o espírito. O leitor entenderá que essa é a ordem proposta.

Mais a frente, ele é mais explícito:
"Assim, a PRIMEIRA forma positiva da abolição da propriedade privada, o comunismo grosseiro, não é senão uma forma onde se manifesta a abjeção da propriedade privada que quer afirmar-se ela própria como maneira de ser social positivo". a frase "primeira forma positiva da abolição da propriedade privada" não deixa dúvidas, ele propõem mesmo que esta seja uma fase necessária. Ele não fala disso como algo que deve ser evitado, apenas como algo que será superado depois.

Há um ponto absolutamente necessário para compreender Marx. Ele conhecia falhas básicas na sua teoria que a tornavam falsa. Ele tinha perfeita noção de que os trabalhadores ingleses não estavam empobrecendo, mas se tornando mais prósperos, no momento em que escrevia "O Capital", ao contrário do que sua teoria previa. Tinha tanta noção disto, que inverteu deliberadamente a ordem de dados estatísticos, isto é perfeitamente conhecido hoje. Ele agia não como pesquisador, que busca a verdade, mas como um advogado que pretende produzir efeitos sobre a plateia. Se entendermos isto, que ele sabia que sua teoria estava fundamentalmente errada, qual a sua intenção em colocar o comunismo grosseiro como fase inicial do comunismo? Que efeito ele deseja produzir sobre os revolucionários que intentarão colocar suas ideias em prática? Lembre do comportamento dos soldados soviéticos na Alemanha ocupada, e como esse comportamento era justificado pelos oficiais com base na ideologia.

Responder
Renato Souza 10/07/2014 03:25:57

E continuando a minha resposta:

"não é senão uma forma onde se manifesta a abjeção da propriedade privada que quer afirmar-se ela própria como maneira de ser social positivo".

Pensando em Marx como advogado e não pesquisador (ele tentava produzir efeitos, não esclarecer) o sentido desse trecho é evidente: Atribui à propriedade privada o mal que os próprios socialistas planejam fazer. Ora, isso é o pão diário dos socialistas, todo mal que eles praticam eles atribuem a outros, e muitas vezes fazem isso com antecedência.
Na verdade, o marxismo inteiro é, acima de tudo, uma técnica de engenharia social que visa incitar ao mal e atribuir a outros, que não os reais praticantes, os males praticados. O genocídio não é um desvio, faz parte do objetivo, planejado desde o início.

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