clube   |   doar   |   idiomas
Depressão com deflação ou depressão com hiperinflação - a escolha da Europa e dos EUA

O que o Banco Central americano pode fazer e o que ele irá fazer são duas coisas diferentes.

O Federal Reserve pode monetizar absolutamente qualquer coisa.  Ele pode criar dinheiro digital e comprar qualquer ativo que escolher.  Não há restrições legais sobre o que ele pode ou não monetizar.

Se ele fizesse isso, e se ele continuasse fazendo isso, o valor do dólar cairia a zero.  Isso produziria uma hiperinflação.  O resultado seria a destruição de todos os credores que emprestaram dólares.  Os devedores poderiam pagar todos os seus empréstimos com a simples venda de um ovo ou de um maço de cigarros.  Foi exatamente assim que agricultores endividados saldaram suas dívidas durante a hiperinflação da Alemanha e da Áustria em 1923.

Os economistas conselheiros do Federal Reserve sabem disso.  Os banqueiros americanos sabem disso.  Ben Bernanke sabe disso.

Chegará o dia em que o pessoal do Comitê de Política Monetária do Federal Reserve terá de escolher entre puxar o anzol ou se livrar da isca.  Eles terão de decidir entre inflação de preços maciça (20%) ou hiperinflação (mais várias rodadas de Quantitative Easing).  Eles terão de decidir entre recessão ou hiperinflação.

Eles realmente entenderão que a escolha é entre Grande Depressão 2 versus hiperinflação?  Não creio.  Eles se acostumaram a manipular a economia ao longo de 90 anos entre recessões e surtos de crescimento.  Somente uma vez houve uma genuína depressão: 1930-40.  Aquela depressão só se tornou deflacionária, 1931-34, porque o seguro federal sobre depósitos (Federal Deposit Insurance Corporation, de 1934) ainda não havia sido criado.  Os correntistas tiraram seu dinheiro dos bancos e não o redepositaram.  Isso levou à falência de milhares de bancos, o que criou uma deflação monetária.  O processo de reservas fracionárias foi implodido.

Durante este período, o Fed inflacionou a base monetária com o intuito de impedir este fenômeno, ao contrário dos relatos de Friedman e Schwartz em seu famoso livro "A Monetary History of the United States" (1963).  O que aconteceu é que, de 1931 a 1933, os correntistas americanos frustraram os planos do Fed.  Um gráfico produzido pela sucursal do Fed de St. Louis deveria para sempre silenciar aqueles economistas que creem que Friedman e Schwartz provaram a "complacência" do Fed.  Mas não irá, é claro.  A história contada por Friedman e Schwartz é conveniente demais para ser utilizada como ferramenta de pressão para novas rodadas de inflação monetária.  Friedman e Schwartz escreveram o livro mais importante da história a favor da inflação monetária, pois os meios acadêmicos acreditam universalmente nele.  A única seção do livro que sempre é citada pelos economistas convencionais é a seção sobre as ações do Fed no início dos anos 1930.  A história é analítica e historicamente mentirosa.  Eis aqui os fatos.

Hoje, os correntistas poderiam novamente repetir a mesma atitude do início da década de 1930.  Se a Federal Deposit Insurance Corporation (FDIC) não tivesse o suporte de uma linha de crédito de US$600 bilhões que sai do Congresso americano, falências bancárias seguidas de deflação monetária poderiam ocorrer novamente nos EUA.  Mas existe uma linha de crédito.  Isso acalma os correntistas.

O credor — o Congresso americano — é o maior devedor do mundo.  O Congresso americano está incorrendo em déficit orçamentário anual de US$1,2 trilhão por ano.  Mas existem bancos centrais para cobrir a dívida: os BCs do Japão, da China e dos EUA.  Os correntistas americanos acreditam que o Congresso pode socorrer a FDIC, e que esta pode socorrer os bancos americanos.  Consequentemente, eles deixam seu dinheiro nos bancos.  Se eles retirarem dinheiro do banco A, irão redepositá-lo no banco B.  O sistema não perderá depósitos e nem reservas.  Não haverá deflação.  O sistema bancário de reservas fracionárias sobrevive.

O sistema vem funcionando há um bom tempo.  O dia do juízo final vem sendo continuamente postergado.  Isso deu aos bancos centrais muita confiança.  Sua confiança na capacidade de manipular o sistema vem crescendo.  O sistema superou o colapso do Lehman Brothers.  Isso fez os planejadores centrais crerem que qualquer nova liquidação de crédito poderá ser feita de maneira ordeira.  Caso contrário, eles sempre poderão intervir mais uma vez.

Postergando o dia do ajuste de contas

O líder do Banco Central Europeu (BCE) vem há meses, verbalmente, jogando o jogo do adiamento, ao mesmo tempo em que vem inflacionando fervorosamente.  Mario Draghi vem dizendo que o BCE não irá monetizar a dívida dos PIIGS, mas ele já está fazendo isso indiretamente, permitindo que os bancos centrais nacionais e os bancos comerciais comprem títulos dos PIIGS e então utilizem esses títulos como colateral para a obtenção de empréstimos do BCE (detalhes completos sobre este procedimento aqui).

Tal postura é idêntica às garantias verbais de Angela Merkel, que repetidamente diz não irá vender a Alemanha para os eurocratas ao mesmo tempo em que vende seguidamente a Alemanha para os eurocratas.

No dia 26 de julho, Draghi fez um discurso em Londres.  Ele finalmente deixou sua retórica alcançar as verdadeiras práticas do BCE.  Ele disse o seguinte: "Em nosso mandato, o BCE está pronto para fazer tudo o que for necessário para preservar o euro.  E, creiam-me, será o bastante."

Minutos depois, as bolsas mundiais subiram no mínimo 1%.  A bolsa da Espanha subiu enormes 6% em poucas horas.

O que Draghi fez, na verdade, foi dar um grito de desespero.  Ele não sabe o que fazer, exceto inflacionar.  Ele sabe que terá de quebrar o Tratado de Maastricht que criou a União Europeia, mas também sabe que não possui outra opção.  Ele, na prática, revogou os limites impostos pelo tratado sobre as ações do BCE.  Ele sabe que a Espanha está próxima do calote.  O BCE terá de comprar títulos espanhóis; no mínimo, terá de fornecer os fundos para que alguma outra agência compre títulos do governo da Espanha.  A reunião de cúpula realizada há menos de dois meses já se desintegrou.  Os juros sobre os títulos espanhóis de dez anos já ultrapassou a cifra mágica (e considerada sustentável) dos 7%.

O sistema bancário europeu vem sendo estimulado unicamente pela inflação monetária.  Há sinais de que isso não poderá perdurar por muito mais tempo, mas os banqueiros centrais têm enorme confiança em seus poderes.  Eles acreditam que impressão de dinheiro pode postergar qualquer grande crise.  Eles acreditam que impressão de dinheiro sempre funcionará como um ás na manga.  Keynesianos e políticos pensam exatamente da mesma forma.  Eles realmente creem que a autoridade exclusiva e monopolística do governo para supervisionar a criação de dígitos é a base da prosperidade.

Investidores investem dígitos eletrônicos chamados de dinheiro.  Eles estão convencidos de que a capacidade dos bancos centrais de criar dígitos pode trazer uma segurança infalível para seus dígitos.  Eles creem que, enquanto o número total de dígitos criados pelos bancos centrais estiver sempre aumentando, uma combinação prudente de dígitos direcionados para determinados investimentos irá garantir uma taxa de retorno positiva, mensurada em dígitos.  Este é o segredo para qualquer estratégia de investimento que dependa do lema "dígitos investidos hoje, mais dígitos a serem investidos amanhã": é necessário haver uma oferta sempre crescente de dígitos.

Você poderia pensar que investidores julgariam o sucesso de seus investimentos tendo por base um aumento da produção de bens tangíveis, e não de dígitos.  Mas a vasta maioria dos investidores parte do princípio de que a criação de bens ocorrerá automaticamente, desde que a oferta de dígitos siga aumentando.  Eis o mantra desta geração: "O sistema de produção de bens depende de um contínuo aumento da oferta de dígitos".

É por isso que não há nenhuma resistência às monetizações feitas pelos bancos centrais.  Ao contrário: há aplausos e regozijos.  Os jornalistas seguem o raciocínio dos economistas.  Os economistas adotaram o mantra dos dígitos com o fanatismo fervoroso de um sacerdote.  Milton Friedman é o seu sumo sacerdote.

Friedman, e não Keynes

Keynes defendia o aumento dos gastos do governo para salvar o sistema.  Tal política é universalmente aceita por economistas acadêmicos.  Mas há um problema com este cenário: as taxas de juros.  Para aumentar seus gastos sem elevar impostos (o que seria fatal em uma recessão), o governo terá de tomar dinheiro emprestado.  De quem?  A que taxa de juros?

Keynes, em termos analíticos, disse muito pouco sobre bancos centrais, mas a existência de um banco central está no âmago da capacidade dos governos de aumentarem suas dívidas.  Economistas podem recitar o quanto quiserem o mantra dos "gastos do governo"; o fato é que tal medida não responde à pergunta universal imposta pela ciência econômica: "a que preço?"  Gastos não podem ser aumentados continuamente se não houver uma fonte que permita o aumento contínuo destes gastos.  Contabilidade básica.

É aí que Friedman entra em cena.  Keynes foi o profeta dos gastos governamentais.  Friedman foi o técnico em contabilidade.  Ele era o responsável pelo gerenciamento dos livros contábeis.  Não fosse Friedman, Keynes & Cia. teriam sumido de cena durante a Segunda Guerra Mundial.

Keynes foi o profeta acadêmico do inchaço do governo.  Friedman foi o sumo sacerdote da importância da existência de grandes bancos centrais.  O sumo sacerdote está ali para arrecadar o dinheiro.  Todo profeta necessita de um sumo sacerdote, caso contrário a religião desaparece.

Durante décadas, Friedman argumentou que, para a economia prosperar, bastaria o sistema bancário criar dinheiro a uma taxa de 3 a 5% ao ano.

Nunca vi ninguém fazer a seguinte observação: 5% é um valor 66% maior do que 3%.  Logo, a recomendação de Friedman está longe de poder ser classificada, mesmo que remotamente, como proponente da 'estabilidade monetária'.  Não obstante, os monetaristas adotaram seu mantra.  Consequentemente, os mais famosos acadêmicos defensores do livre mercado aceitaram universalmente a legitimidade de um monopólio estatal, o banco central, bem como um cartel autorizado e regulado pelo governo, o sistema bancário de reservas fracionárias.  Somente os economistas seguidores da Escola Austríaca rejeitaram este arranjo legal.  Mas havia poucos deles naquela época.  Nenhum tinha influência.

Keynes recebeu o crédito de supremo economista da era, mas Friedman foi mais importante em termos operacionais.  Keynes promoveu os gastos governamentais, mas pouco disse sobre bancos centrais.  Em contraste, foi Friedman quem forneceu a justificativa teórica para o financiamento dos déficits governamentais por meio de compras de títulos da dívida do governo pelo banco central.

O problema era este: os déficits durante grandes recessões eram tão grandes, que um aumento contínuo de 3 a 5% na oferta monetária não seria suficiente.  Era necessário mais.  Os bancos centrais então assumiram seu monopólio e o colocaram para uso imediato: expansão ilimitada da oferta monetária.  Foi isso que o Fed fez em 2008.

A previsibilidade de uma taxa constante de inflação monetária nunca foi honrada.  A defesa friedmaniana dos bancos centrais foi bem recebida pelos economistas keynesianos.  Seu limite de 3 a 5%, obviamente, foi ignorado.  Nenhum banco central aderiu a esse limite, assim como nenhuma Receita Federal aderiu à ideia de que o imposto de renda retido na fonte fosse uma medida meramente temporária para auxiliar o esforço de guerra.  Friedman forneceu as bases intelectuais para esta medida também.

Uma vez que você consagra o sacerdócio, você descobrirá que as limitações que você havia especificado não mais são levadas a sério pelo sacerdote.  É sempre assim.

Friedman forneceu repetidas justificativas teóricas para as ações do governo federal, mas sempre dizendo que oficialmente defendia um governo limitado.  Nas duas áreas mais importantes da política econômica — tributação da renda e legitimidade do banco central —, ele defendia exclusivamente o governo federal.

Uma vez consagradas, as agências governamentais deixaram de prestar atenção às restrições práticas desejadas por Friedman ao exercício de seus poderes.  Essa é a maldição de todos aqueles que recomendam uma determinada política para tornar o governo mais eficiente.  Ela meramente aprofunda a expansão dos poderes do governo sobre novas áreas da economia.  Ato contínuo, os políticos e os bancos centrais simplesmente ignoram os limites que supostamente deveriam restringir suas ações.  A liberdade passa a ser irrevogavelmente solapada.  O nariz supostamente eficiente do camelo se torna a porta de entrada para a tenda.

Limites à hiperinflação

O principal limite é uma unidade monetária de valor zero.  A ideia por trás da hiperinflação é fazer com que o governo seja capaz de comprar bens e serviços sem elevar impostos, algo sempre impopular.  Esta política deixa de funcionar quando o valor da unidade monetária cai a zero.  Neste ponto, a unidade monetária possui apenas uma única função econômica prática: pagar as dívidas.  Como o estado obriga as pessoas a aceitarem sua moeda, pois ela é de curso forçado, ninguém pode recusar o pagamento de dívidas com uma moeda que não vale mais nada.

Tão logo o estado paga suas dívidas por meio da hiperinflação, os benefícios oriundos da criação de mais inflação deixam de existir para o estado.  Ele não mais pode adquirir nada de valor.

A economia regride ao escambo antes de a hiperinflação atingir seu limite teórico de poder de compra nulo.  As autoridades tributárias não conseguem arrecadar impostos facilmente em uma economia de escambo.  A maioria das transações não é registrada.  Se uma empresa tiver de relatar suas transações, ela pagará seus impostos ao final do período fiscal.  Porém, neste ínterim, o poder de compra da moeda já haverá caído substancialmente.  Uma conta tributária é uma dívida.  Dinheiro hiperinflacionado é excelente para o pagamento de dívidas.

Sendo assim, o governo começa tudo de novo.  Ele extingue a moeda antiga.  Ele corta vários zeros.  Todo o processo recomeça.  Neste meio tempo, a classe média desaparece.  Fundos de pensão perdem seu valor.  Títulos não valem nada.  O sistema político sofre uma grande derrota.  O governo havia prometido segurança e justiça, mas entregou insegurança e injustiça.

Em períodos de paz, a Europa ocidental vivenciou uma hiperinflação somente em duas nações: Alemanha e Áustria, de 1921 a 1923.  Após a Segunda Guerra Mundial, a Hungria teve a pior inflação da história, mas sua duração foi curta.  E ela não era uma economia industrial.  Israel teve uma hiperinflação em meados da década de 1980, mas recuou antes da destruição total do shekel.  A Argentina teve hiperinflação no final da década de 1980.

Uma das piores hiperinflações da história ocorreu no Brasil de 1980 até meados da década de 1990.  As estatísticas foram catastróficas.  O fenômeno se estendeu por quinze anos.  Não conheço nenhum outro caso de hiperinflação que tenha durado mais de três anos.  É por isso que considero a inflação brasileira a pior hiperinflação da história moderna.  As autoridades políticas não fizeram nada para interrompê-la.  O Banco Central seguiu inflacionando desimpedidamente.  A devastação da classe média foi quase que total. 

Meu ponto é este: bancos centrais estão cientes dos efeitos de curto prazo da hiperinflação.  Tais efeitos provocam perdas na produção.  Eles desorganizam o sistema econômico e prejudicam os bancos, principalmente os grandes.  Bancos emprestam dinheiro.  Em uma hiperinflação, o dinheiro que os bancos recebem como quitação de empréstimos está acentuadamente desvalorizado.

A estrutura do capital da nação é solapada.  Quem empresta dinheiro a longo prazo é destruído.  Uma vez findado o período da hiperinflação, eles não têm mais dinheiro para emprestar.  Aqueles que previram a hiperinflação e compraram ativos como imóveis, como alguns fazem, terão ativos ilíquidos durante a recessão que virá após a hiperinflação.  Se eles tiverem comprado moedas estrangeiras, estarão em ótima situação, mas poucos fazem isso.

Bancos centrais conhecem o básico da prática bancária.  Eles sabem da ameaça que a hiperinflação representa para o sistema bancário.  A ordem social é ameaçada.  Suas próprias pensões e aposentadorias são ameaçadas.  Logo, eles não são propensos à hiperinflação.

Conclusão

Não creio que uma hiperinflação na Europa ou nos EUA seja inevitável.  Creio que seja improvável.  Mas creio firmemente que um grande calote seja inevitável.  Os governos darão o calote quando aqueles trabalhadores que estão contribuindo para a Previdência e para toda a rede de Seguridade Social do governo descobrirem que (1) isso não é do interesse próprio deles e (2) eles estão hoje em maior número do que os aposentados, realidade essa que não mais existirá quando eles forem os aposentados.

Banqueiros centrais são arrogantes.  Eles realmente creem que estão no controle de tudo.  Eles realmente creem que a impressão de dinheiro feita por planejadores centrais (eles próprios) é mais poderosa do que as forças de livre mercado (investidores).  Eles realmente creem que podem encontrar um meio termo sutil entre colapso deflacionário e hiperinflação.  Assim, eles não irão frear completamente o trem.  E também não irão hiperinflacionar a menos que os políticos consigam obrigá-los a isso.

Paul Volcker é o modelo.  Ao assumir a presidência do Fed em agosto de 1979, ele reverteu as políticas inflacionistas de seu antecessor, G. William Miller, o inventor das metas de inflação.  Miller foi persuadido por Jimmy Carter a renunciar após apenas 18 meses no cargo.  Volcker se manteve firme em seus propósitos desinflacionistas de agosto de 1979 a 13 de agosto de 1982.  Nesta data, quando o Fed voltou a inflacionar, o público já havia perdido o medo da inflação.  A economia americana havia passado por duas fortes recessões durante curto período.

Volcker salvou o dólar e o mercado de títulos do governo.  Quem pagou o preço foram os políticos: primeiro Carter, que perdeu sua reeleição em 1980.  Depois Reagan, que enfrentou altos índices de impopularidade no início de seu governo.  Mas Reagan sobreviveu à tempestade porque a economia já havia se recuperado em 1984, quando ele se reelegeu tranquilamente, esmagando seu rival Walter Mondale.

A alavancagem é muito maior hoje.  A alavancagem dos grandes bancos é substantivamente maior.  O público ainda confia em Bernanke e Draghi.  Os investidores acreditam que os bancos centrais podem salvar o sistema da catástrofe.  Eu não.  Mas eu acredito que bancos centrais têm duas opções de catástrofes: deflação/depressão versus hiperinflação/depressão.  Creio que, enquanto for possível, eles farão de tudo para navegar entre os dois.  Porém, quando a realidade finalmente se impuser e a situação se tornar crítica, eles arriscarão uma deflação controlada, recorrendo a pacotes de socorro seletivos, voltados especificamente para os maiores bancos.

Bancos centrais não existem para salvar os governos.  Políticos vêm e vão.  Não são importantes.  Bancos centrais existem para salvar seus clientes: os grandes bancos.  Eles sabem em quão pão devem passar a manteiga.

A hiperinflação será uma possibilidade real caso os bancos centrais passem para o controle direto de políticos.

 

0 votos

autor

Gary North
é Ph.D. em história, ex-membro adjunto do Mises Institute, e autor de vários livros sobre economia, ética, história e cristianismo. Visite seu website

  • Rhyan  24/08/2012 06:25
    Pensei que era a tradução desse artigo: mises.org/daily/6159/Hyperinflation-Is-Not-Inevitable-Default-Is

    Mesmo não dominando muito o inglês, eu gostei desse artigo.
  • Leandro  24/08/2012 06:37
    Não, não. Esse é outro. Só a imagem é a mesma.
  • Rhyan  24/08/2012 07:24
    É eu confundi na imagem, mas vi que era outro. Vocês traduzem mais do Lewrockwell.com que do Mises.org, geralmente, não?
  • Alinson  24/08/2012 07:06
    Então aquele financiamento habitacional da caixa com parcelas de até 25 anos pode ser um bom negócio? Sendo que o valor da parcela vai diminuindo e a regra geral do BC é a gradativa expansão monetária.
  • Leandro  24/08/2012 07:14
    Se as parcelas se mantiverem estritamente fixas durante 25 anos -- algo de que eu duvido muito, principalmente em um país com um histórico inflacionário como o Brasil --, sim, seria um bom negócio, desde que você nunca ficasse sem emprego e sem renda, é claro.

    Mas duvido que não haja uma "renegociação" do valor ao longo deste período. Nossos bancos não são burros. Ademais, nunca houve em nossa história tamanha elasticidade de tempo de concessão de empréstimos -- ou seja, são todos virgens neste processo. É bem provável que, com o tempo, a política mude.

    Agora, caso os bancos realmente ajam assim e não mudem o valor das parcelas durante 25 anos, então eles são incrivelmente estúpidos. Até mesmo nos EUA, país que nunca teve um histórico inflacionário como o nosso, as parcelas mudavam de acordo com a SELIC deles.
  • Arthur M M  24/08/2012 08:15
    Acho que não. As parcelas são reajustadas relativamente à expansão monetária. Se no futuro vier a existir a hiperinflação a verdade é que você não conseguirá quitar o imóvel e perderá a posse. Portanto, se for comprar, poupe dinheiro e vá abatendo do saldo devedor quando possível.
  • Alinson  24/08/2012 09:40
    Arthur M M, veja o simulador de financiamento: www8.caixa.gov.br. Os valores das parcelas vão decrescendo.
  • pensador barato  24/08/2012 07:46
    Estes banqueiros centrais são uns pulhas que só sabem fazer politica monetária para beneficiar meia dúzia de privilegiados, e contando com a hipótese de eles hiperinflacionarem o dólar podem ter certeza, suas respectivas poupanças estarão a salvo em barras de ouro, propriedades imobiliárias, fábricas e outros. ou seja quem se ferra é o coitado dos pobres e mendigos em todas as crises de tamanho colossal como esta que está pairando em nossas cabeças.
  • Fabio  24/08/2012 08:14
    O crédito barato de hoje é o prejuízo do poupador de amanhã.
  • Leninmarquisson da Silva  27/08/2012 06:33
    Fabio, não entendi sua colocação; não seria o contrário?

    Esse pessoal que se aproveitou da farra do crédito fácil tá todo fodido. Alguns em situação mais desesperadora ainda. Um médico, ou seja, um "doutô", ofereceu a meu pai uma saveiro 2011 top de linha, com uns 11mil km ou menos rodados pelo resto da dívida: 50 de 1300. Uma merdinha daquelas por 65mil!!! Fora o que o animanta já perdeu.

    Tem muita gente entregando os bens por muito pouco, a oferta tem crescido e os preços estão caindo. Fazem leilões/feirões de carros muito mais frequentemente agora.

    Imagino que isso seja ótimo para quem foi esperto e poupou e agora pode adiquirir essas tranqueiras a preços menos surreais. Claro, esse caso da saveiro, não entendo como, foge à regra.
  • Mauricio  24/08/2012 08:37
    O preco politico que governantes pagariam por uma depressao economica como a que vira e' muito grande entao eles tentarao de tudo para isso nao ocorrer, vao estimular,monetizar e nao vai surtir efeito. A visao economica do Bernanke e da Europa e' Friedman mais do que Keynes e as consequencias depois serao piores ainda.
  • amauri  24/08/2012 10:07
    Boa tarde Leandro!
    Existe, ou existem, contradição no Liberalismo Classico? abs
  • Leandro  24/08/2012 10:39
    Sim. Dizer que o estado é ineficiente e, ao mesmo tempo, dizer que ele deve manter o monopólio da segurança e da justiça. Não faz nenhum sentido dizer que o estado é incapaz de gerir um hospital e, logo em seguida, dizer que apenas o estado deve gerir a segurança e a justiça.
  • amauri  24/08/2012 11:45
    Como resolver esta contradição? Ou, porque ouve esta contradição? abs
  • Renato  04/09/2012 03:22
    Arrisco dizer que por questões históricas.\r
    \r
    Desde as sociedades tribais, sempre com chefia única (monopólio da liderança) passando pelas primeiras cidades, pelos paises que unificavam cidades da mesma etinia, pelos reinos em expansão, pelos imperios, pelos estados nacionais modernos, há certas coisas que sempre funcionaram fora do esquema de livre concorrência e livre iniciativa. Só é conhecido um caso de tribunais concorrendo livremente. Não existiu na história sistema de policia privado. Nunca existiu poder legislativo privado. Exercitos privados (mercenários) até existiram, mas tem sido vistos com desconfiança, e usados geralmente como forças auxiliares. Quanto à escola privada, foi mais bem sucedida que a privada, e portanto é fácil argumentar que é preferível. A saúde foi tradicionalmente uma questão privada ao longo da história, e isso só mudou por uma questão ideológica (assim como a educação). Os melhores hospitais são privados. Mesmo dentro do sistema público de saúde brasileiro, o caso de maior sucesso é através da administração privada (como é em São Paulo) que melhorou muito o atendimento.\r
    \r
    Vejo que é fácil convencer as pessoas (se a argumentação for bem feita e a propaganda inteligente) a deixar com a iniciativa privada aquiles serviços dos quais há amplos exemplos históricos de administração privada. Sobre aqueles serviços dos quais não há exemplos (ou há poucos exemplos) de administração privada, dificilmente as pessoas se convencerão.
  • Tiago  24/08/2012 12:49
    Lenado, parabéns pelo artigo, sempre acompanho os artigos publicados aqui, aprendo mais aqui do que na aula..Parabéns..

    Leando, existe alguma chance de acontecer uma hiperinflacao ou deflacao no brasil em meio a estas crises que o mercado global vem sofrendo ? se sim, acha que isso pode ocorrer nos próximos 2 anos ?

  • Leandro  24/08/2012 14:41
    Obrigado, Tiago.

    Bom, deflação é um termo que, infelizmente, já pode ser banido do vocabulário moderno. Com o advento dos bancos centrais, nenhum país vivencia deflação monetária. Os bancos centrais, com sua capacidade infinita de criar dinheiro, nunca deixarão ocorrer deflação monetária. Nos EUA, por exemplo, desde a criação do Fed em 1913, e excetuando-se o período da Grande Depressão (1931-34) em que vários bancos faliram porque as pessoas sacaram seu dinheiro, só tiveram deflação de preços em um único ano: 1955. De resto, só inflação de preços.

    No Brasil, então, nem se fala. Acho que desde o início do século XX nunca tivemos queda de preços e nem deflação monetária. O que é lamentável, pois deflação é uma ótima política para os mais pobres, que ganham poder de compra.

    Quanto à hiperinflação, não há nada no cenário que indique isso. Mas acho bom os brasileiros já começarem a ir se acostumando a uma inflação de preços moderadamente alta. Com essa galerinha que está no governo, inflação de preços de 4,5% será o piso. A tendência é que você veja seu poder de compra encolhendo pelo menos 5% a cada ano (mais provavelmente, 5,5%).

    Acho que a grande preocupação atual deve ser o desdobramento do mercado imobiliário. A Caixa Econômica Federal tem criado uns esquemas absolutamente idênticos aos que foram feitos nos EUA. Caso o pessoal que financiou imóveis comece a dar calote em suas parcelas, a Caixa, que já está extremamente alavancada, vai precisar de recursos do governo. Outros bancos também podem sofrer.

    E o problema principal é que, quando você alerta sobre isso, os bacanas dizem que você é um reacionário que não quer que os pobres tenham casa.

    Abraços!
  • Marcos  25/08/2012 08:46
    Leandro,

    você disse que "deflação é um termo que, infelizmente, já pode ser banido do vocabulário moderno". Entretanto, o autor do artigo diz que "que bancos centrais têm duas opções de catástrofes: deflação/depressão versus hiperinflação/depressão. Creio que, enquanto for possível, eles farão de tudo para navegar entre os dois. Porém, quando a realidade finalmente se impuser e a situação se tornar crítica, eles arriscarão uma deflação controlada". Você, então, discorda do autor. Ou está se referindo apenas ao Brasil?
  • Leandro  25/08/2012 08:59
    No Brasil, com certeza não haverá. Quanto à Europa e aos EUA, duvido muito que haverá deflação monetária. Para haver deflação monetária no sistema atual, correntistas têm de sacar maciçamente seu dinheiro dos bancos e jamais depositá-los novamente. E eles só fariam isso se temessem quebras bancárias. Só que, no atual sistema, os governos federais fornecem seguros sobre depósitos, de modo que ninguém mais esquenta cabeça com seu dinheiro nos bancos -- não a ponto de fazerem uma corrida maciça aos bancos.

    Se os bancos centrais realmente tentarem uma deflação controlada (embora a interpretação do que seja uma "deflação controlada" seja bastante vaga), pode saber que eles estarão além do desespero. Como bem disse o North, isso ocorrerá apenas quando toda a realidade se impuser. Eu, pessoalmente, não acredito que eles deixarão ocorrer nenhum tipo de deflação monetária. Um banco central existe para impedir isso e pode fazê-lo sem nenhum problema. Basta imprimir dinheiro -- e, para esta atividade, não há limitações.
  • marcelo  24/08/2012 16:12
    E o ouro no caso de deflação? Agora já investi! hehe
  • Daniel Monteiro  24/08/2012 18:30
    Estou quase convencido que o banco central é o terceiro cavaleiro do apocalipse:"Uma medida de trigo por um denário; três medidas de cevada por um denário; e não danifiques o azeite e o vinho". O terceiro cavaleiro do apocalipse se refere à grande fome que acontecerá e devastará a humanidade. Comida vai ser escassa, mas luxos como vinho e azeite ainda estarão prontamente disponíveis para os centralizadores.
  • Neto  26/08/2012 03:28
    Gosto muito desse site, aprendo muita coisa por aqui, mas agora fiquei com algumas dúvidas
    'O Congresso americano está incorrendo em déficit orçamentário anual de US$1,2 trilhão por ano. Mas existem bancos centrais para cobrir a dívida: os BCs do Japão, da China e dos EUA.'
    Porque o banco central da china faz isso?O que ele ganha com isso?

    'Keynes defendia o aumento dos gastos do governo para salvar o sistema. Tal política é universalmente aceita por economistas acadêmicos. Mas há um problema com este cenário: as taxas de juros. Para aumentar seus gastos sem elevar impostos (o que seria fatal em uma recessão), o governo terá de tomar dinheiro emprestado. De quem? A que taxa de juros?'
    Mas para fazer isso não bastaria apenas imprimir mais dinheiro?

    'no atual sistema, os governos federais fornecem seguros sobre depósitos, de modo que ninguém mais esquenta cabeça com seu dinheiro nos bancos -- não a ponto de fazerem uma corrida maciça aos bancos.'
    No caso esse seguro seria imprimir mais dinheiro, caso falte pros bancos? Então esse seguro não vale nada, porque o dinheiro iria ser desvalorizado, certo?
  • Leandro  27/08/2012 06:29
    "Por que o banco central da china faz isso? O que ele ganha com isso?"

    O Banco Central chinês compra dólares com o objetivo de manter seu câmbio fixo em relação ao dólar (favorecendo os exportadores). Ao comprar dólares, o BC chinês investe estes dólares na compra de títulos do governo americano, os quais rendem juros (irrisórios, atualmente). Sendo assim, o BC chinês financia boa parte do déficit americano.

    "Mas para fazer isso não bastaria apenas imprimir mais dinheiro?"

    Sim, o Brasil mesmo fez isso durante toda a década de 1980 e na primeira metade da década de 1990. O resultado em termos de inflação não foi muito elogiável.

    "No caso esse seguro seria imprimir mais dinheiro, caso falte pros bancos? Então esse seguro não vale nada, porque o dinheiro iria ser desvalorizado, certo?"

    Em teoria, sim, mas é possível adotar medidas que evitem esta desvalorização. Por exemplo, caso se imprimisse o dinheiro necessário para salvar os bancos e, logo em seguida, fosse decretado o fim das reservas fracionárias, com os bancos agora tendo de manter 100% de reservas, este dinheiro impresso não iria para economia. Ele ficaria integralmente no cofre dos bancos, respaldando os depósitos à vista. Os bancos estariam salvos e nenhum correntista perderia dinheiro. A contrapartida é que tal medida reduziria substancialmente os lucros dos bancos, os quais advêm majoritariamente da expansão do crédito por meio da criação de moeda eletrônica sem nenhum lastro. O sistema bancário certamente se oporia a este tipo de medida.
  • Leninmarquisson da Silva  27/08/2012 07:06
    Bom dia Leandro;

    Poderia me explicar melhor essa parte dos gastos públicos do Keynes?
    Estou tendo Macroeconomia com um professor PK, que é contra a inflação ou o aumento dos impostos. A saída segundo ele, claro, gastos públicos...através do aumento da dívida pública.

    Questionei se essa medida não encareceria os recursos no mercado por causa do aumento da demanda causado pelo governo, no que ele respondeu que não, pois há superprodução e os recursos estão ociosos. Também falei sobre realocação eficiente para os setores mais necessitados, mas a gente tinha suposto um cenário onde todos os setores tivessem problemas de superprodução.

    Por fim, falei sobre a dívida ferrar as gerações futuras, mas ele disse que os impostos arrecadados no longo prazo seriam suficientes para pagar a dívida.
    Não pensei nessa colocação do North sobre de quem e a que taxa o governo tomaria empréstimos, mas supondo que alguém empreste, o que acontece?

    Sei que tem algo errado nessa teoria do PK, mas não consigo apontar efetivamente o problema.
  • Leandro  27/08/2012 07:42
    "Estou tendo Macroeconomia com um professor PK, que é contra a inflação ou o aumento dos impostos. A saída segundo ele, claro, gastos públicos...através do aumento da dívida pública."

    Aumentar os gastos por meio do aumento da dívida e sem inflação monetária nem aumento de impostos gera uma consequência indelével: o aumento fulminante dos juros. Se não houver criação de dinheiro (inflação) e nem aumento de impostos (para quitar a dívida), o contínuo endividamento do governo irá levar a um inevitável aumento dos juros. Negar isso é negar o básico da teoria econômica.

    Sob uma oferta monetária constante (que é o que seu professor diz defender, pois afirmou ser contra a inflação), cada déficit do governo inevitavelmente geraria um grande aumento dos juros, pois o governo estaria retirando dinheiro do mercado de crédito para financiar sua própria gastança. E caso o governo não se adequasse ao seu orçamento, ele rapidamente se tornaria insolvente, pois não poderia ficar pegando ouro emprestado ad eternum da população. No atual arranjo, há um banco central pronto para imprimir dinheiro e resolver esse problema dos juros.


    "Questionei se essa medida não encareceria os recursos no mercado por causa do aumento da demanda causado pelo governo, no que ele respondeu que não, pois há superprodução e os recursos estão ociosos."

    Não haveria inflação de preços generalizada justamente porque não houve inflação monetária. Agora, como é possível haver superprodução e recursos ociosos ao mesmo tempo? Mais ainda: por que está havendo superprodução? Do nada? Só por que seu professor quer?

    Seu professor não apenas inventou o moto-perpétuo como também aboliu toda a escassez do mundo. Ele parte de premissas irreais (há superprodução em tudo quanto é lugar) e daí tira conclusões. Mundo fácil o dele.


    "Também falei sobre realocação eficiente para os setores mais necessitados, mas a gente tinha suposto um cenário onde todos os setores tivessem problemas de superprodução."

    Supor problemas generalizados de superprodução em uma economia em que não há inflação monetária não faz absolutamente nenhum sentido. É impossível.


    "Por fim, falei sobre a dívida ferrar as gerações futuras, mas ele disse que os impostos arrecadados no longo prazo seriam suficientes para pagar a dívida."

    Outra impossibilidade. Com oferta monetária constante, a arrecadação tributária não pode aumentar substancialmente. E como o endividamento e os juros são crescentes (como explicado acima), o calote seria inevitável. Não há absolutamente nenhuma razão para dizer que "os impostos arrecadados no longo prazo seriam suficientes para pagar a dívida". Isso não tem nenhuma lógica econômica.


    "Não pensei nessa colocação do North sobre de quem e a que taxa o governo tomaria empréstimos, mas supondo que alguém empreste, o que acontece?"

    Exatamente aquilo que descrevi na primeira resposta.


    "Sei que tem algo errado nessa teoria do PK, mas não consigo apontar efetivamente o problema."


    Espero que agora consiga. Saia da universidade antes que seus professores atrofiem seu cérebro.

    Abraços!
  • mauricio barbosa  20/07/2014 18:33
    Leandro todos esses princípios elencados por ti a respeito deste comentário sobre o professor PK está corretíssimo e só gostaria de acrescentar que estes pilantras keynesianos gostam de diferenciar as finanças individuais das finanças públicas com aquela velha história do "paradoxo da poupança" mistificando com isso o entendimento de qualquer um,ou seja o que é válido para o indivíduo não é válido para o tesouro nacional,olha só que vigarice quer dizer então que eu não posso ter um cheque especial ilimitado mas o coitadinho do tesouro nacional pode ter uma impressora(Banco Central)ilimitada a seu serviço,é muita canalhice,sem-vergonhice e abuso de autoridade destes caras.Ingenuidade passa longe ora regime faz para todo mundo incluindo o governo,portanto corte de gastos já.
  • Hugo  15/08/2014 21:56
    Passei por isso no semestre passado com um professor keynesiano muito lunático de macroeconomia II,ele simplesmente disse que o fato de os juros aumentarem por causa do déficit fiscal é desculpa dos especuladores!

    Fiquei chocado com o nível de ignorância dessa pessoa,e olhe que ele fez especializações em economia monetária!


Envie-nos seu comentário inteligente e educado:
Nome
Email
Comentário
Comentários serão exibidos após aprovação do moderador.