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Empreendedorismo, eficiência dinâmica e ética

O conceito austríaco de eficiência dinâmica

O termo "eficiência" é derivado etimologicamente do verbo latim ex facio, que significa "obter algo de".  A aplicação à economia do conceito de eficiência como sendo a capacidade de "obter algo de" antecede o mundo romano e pode ser datado à Grécia antiga, onde o termo Oeconomia foi primeiramente utilizado para se referir à administração eficiente do lar de uma família.

Vale lembrar que Xenofonte, em sua obra Oeconomicus, escrita em 380 a.C., explica que há duas maneiras distintas de se aumentar o patrimônio da família; cada uma de suas maneiras equivale a um conceito distinto de eficiência.  A primeira maneira corresponde ao conceito estático de eficiência, e consiste na administração austera e sensata dos recursos disponíveis (ou os recursos existentes na natureza), evitando que eles sejam desperdiçados.  De acordo com Xenofonte, a melhor maneira de se alcançar esta eficiência estática é mantendo o lar em bom estado.

No entanto, junto com o conceito estático de eficiência, Xenofonte introduz um conceito distinto, o da eficiência "dinâmica", o qual consiste na tentativa de se aumentar o patrimônio por meio da criatividade empreendedorial — ou seja, mais pelo comércio e pela especulação do que pelo esforço em se evitar o desperdício dos recursos já disponíveis.  Esta tradição de fazer uma clara distinção entre os dois diferentes conceitos de eficiência, a estática e a dinâmica, durou até a Idade Média.  Por exemplo, São Bernardino de Siena escreveu que os lucros dos comerciantes eram justificáveis não somente por causa de sua sensata administração dos recursos disponíveis, mas também, e principalmente, pela assunção dos riscos e perigos (do latim pericula) inerentes a qualquer especulação empreendedorial.

Infelizmente, o desenvolvimento da física mecânica, que começou na Era Moderna, teve uma influência bastante negativa sobre a evolução do pensamento econômico, especialmente após o século XIX, quando a ideia de eficiência dinâmica já estava quase que totalmente esquecida pela ciência econômica.

Tanto o austríaco Hans Mayer, antes da Segunda Guerra Mundial, quanto Philip Mirowski, atualmente, enfatizaram que a economia neoclássica convencional desenvolveu-se como sendo uma cópia perfeita da física mecânica do século XIX — utilizando o mesmo método formal, mas substituindo o conceito de energia pelo de utilidade, e aplicando os mesmos princípios de conservação, maximização do resultado e minimização de perdas.  O autor mais representativo desta tendência negativa foi Leon Walras, que, em sua monografia de 1909, "Economics and Mechanics", afirmou que as fórmulas matemáticas de seu livro Elements of Pure Economics eram idênticas àquelas da física matemática.

Em suma, a influência da física mecânica erradicou a dimensão criativa, especulativa e dinâmica que estava implícita na ideia de eficiência econômica desde o início, e tudo o que restou foi o aspecto estático e reducionista, o qual consiste unicamente em minimizar o desperdício dos recursos econômicos (os quais já estão disponíveis e são conhecidos).  Esta mudança ocorreu não obstante o fato de que, na vida real, nem os recursos e nem a tecnologia são "dados constantes"; eles variam continuamente como resultado da criatividade empreendedorial.

O conceito reducionista da eficiência estática teve uma enorme influência teórica e prática no século XX.  Os socialistas fabianos Sydney e Beatrice Webb nos fornecem um bom exemplo.  Este casal se sentia extremamente abalado com o "desperdício" que eles acreditavam ser gerado pelo sistema capitalista, e por isso fundaram a London School of Economics como um esforço para promover a reforma socialista do capitalismo.  O objetivo desta reforma socialista seria eliminar o desperdício e tornar o sistema econômico mais "eficiente".  Com o tempo, os Webbs não mais guardavam segredo e passaram a confessar abertamente sua calorosa admiração pela "eficiência" que acreditavam ter observado na Rússia soviética, ao ponto de Beatrice chegar a declarar que "Apaixonei-me pelo comunismo soviético."

Outro autor completamente influenciado pelo conceito estático de eficiência econômica foi o próprio John Maynard Keynes, que, em sua introdução à edição alemã de A Teoria Geral, em 1936, afirmou abertamente que suas políticas econômicas sugeridas "se adaptam muito mais facilmente às condições de um estado totalitário".  Keynes também elogiou copiosamente o livro Soviet Communism, que Sidney e Beatrice Webb haviam publicado três anos antes.

Adicionalmente, nos anos 1920 e 1930, o conceito estático de eficiência econômica se tornou o ponto central de toda uma nova disciplina, que passou a ser chamada de "economia do bem-estar", a qual foi desenvolvida a partir de abordagens alternativas, dentre as quais a abordagem de Pareto é mais conhecida.

De uma perspectiva paretiana, um sistema econômico está em um estado de eficiência quando ninguém é capaz de melhorar sua situação sem necessariamente piorar a situação de outra pessoa.

Nossa principal crítica à economia do bem-estar é que ela reduz o problema da eficiência econômica a um simples problema matemático de maximização, no qual todos os dados econômicos são presumidos como sendo já conhecidos e constantes.  No entanto, estas presunções são completamente equivocadas: todos os dados da economia estão em contínua mudança em decorrência da criatividade empreendedorial.

E é exatamente por esta razão que temos de introduzir um novo conceito, o da eficiência dinâmica, o qual deve ser entendido como a capacidade de estimular a criatividade empreendedorial e a coordenação.  Em outras palavras, a eficiência dinâmica consiste na capacidade empreendedorial de descobrir oportunidades de lucro e de coordenar e superar quaisquer desajustes sociais ou descoordenações.

Em linguagem de economia neoclássica, o objetivo da eficiência dinâmica não deve ser o de empurrar o sistema em direção à fronteira de possibilidades de produção, mas sim o de expandir e aprimorar a criatividade empreendedorial e, com isso, "deslocar" a curva de possibilidade de produção continuamente para a direita.

A palavra "empreendedorismo" é derivada etimologicamente do termo latim in prehendo, que significa "descobrir", "ver", "perceber" algo.  Neste sentido, podemos definir empreendedorismo como sendo a capacidade tipicamente humana de reconhecer as oportunidades de lucro que aparecem no ambiente e agir apropriadamente para tirar proveito delas.

Empreendedorismo, portanto, envolve um tipo especial de alerta, a capacidade de estar sempre vigilante e atento.  Também totalmente aplicável à ideia de empreendedorismo é o verbo "especular", o qual advém do termo latim specula, que se refere às torres das quais as sentinelas conseguiam ver ao longe e detectar qualquer coisa que se aproximasse.

Toda e qualquer ação empreendedorial não apenas cria e transmite novas informações como também coordena o até então descoordenado comportamento dos agentes econômicos.  Sempre que um indivíduo descobre ou cria uma oportunidade de lucro e compra barato um determinado recurso e o revende a um preço mais alto, ele está fazendo com que o comportamento até então descoordenado dos proprietários daquele mesmo recurso (os quais muito provavelmente estavam esbanjando-o e desperdiçando-o) seja harmonizado com o comportamento daqueles que necessitam deste recurso.  Portanto, a criatividade e a coordenação são dois lados de mesma moeda ("empreendedorial").

Do ponto de vista dinâmico, um indivíduo, uma empresa, uma instituição ou até mesmo todo um sistema econômico será tanto mais eficiente quanto mais ele promover a criatividade e a coordenação empreendedorial.

E desta perspectiva dinâmica, o objetivo realmente importante não é tanto o de evitar o desperdício de determinados meios considerados como já conhecidos e disponíveis, mas sim o de continuar descobrindo e criando novos meios e fins.

Para uma abordagem mais ampla deste assunto, recomendaria as principais obras de Mises, Hayek, Kirzner e Rothbard sobre a ideia de o mercado ser um processo dinâmico conduzido pelo empreendedorismo e sobre a noção de concorrência como sendo um processo de descoberta e criatividade.

Em minha opinião, estes autores austríacos são os que nos fornecem o mais exato conceito de eficiência dinâmica, o qual se diferencia daquele conceito mais imperfeito de eficiência dinâmica desenvolvido tanto por Joseph Schumpeter quanto por Douglass North.

North e Schumpeter oferecem perspectivas totalmente opostas.  Enquanto Schumpeter considera exclusivamente o aspecto da criatividade empreendedorial e seu poder destrutivo (cujo processo ele chama de "destruição criativa"), Douglass North se concentra em outro aspecto, o qual ele chama de "eficiência adaptativa", ou a capacidade coordenadora do empreendedorismo.  Portanto, o verdadeiro conceito austríaco de eficiência dinâmica, aquele desenvolvido por Mises, Hayek e Kirzner, combina a dimensão criativa com a dimensão coordenadora; já Schumpeter e North estudam ambos estes conceitos de maneira separada, fracionada e reducionista.

Eficiência dinâmica e ética

Qual a relação íntima que existe entre a ética e o conceito da eficiência dinâmica acima apresentado? 

A convencional teoria econômica neoclássica baseia-se na ideia de que as informações do mercado são objetivas e conhecidas por todos (em termos probabilísticos ou exatos), e que a questão da maximização de utilidade não possui absolutamente nenhuma ligação com considerações morais.

Adicionalmente, o ponto de vista estático — o qual é dominante no ensino atual de economia — leva à conclusão de que os recursos são, de certa maneira, dados e conhecidos por todos, e que, portanto, o problema econômico de sua distribuição é separado e diferente do problema de sua produção.  Mas a verdade é que, se os recursos já são dados e conhecidos, é de vital importância investigar qual a melhor maneira de alocar entre diferentes pessoas tanto os meios de produção disponíveis quanto os bens de consumo por eles produzidos.

Toda esta abordagem neoclássica se esfacela como um castelo de areia caso optemos por seguir o conceito dinâmico do processo de mercado, fundamentado na teoria do empreendedorismo e na noção de eficiência dinâmica acima explicadas.  Desta perspectiva, cada ser humano possui uma capacidade criativa ímpar e específica, a qual o permite continuamente perceber e descobrir novas oportunidades de lucro.  O empreendedorismo consiste na capacidade tipicamente humana de criar e descobrir novos meios e fins, e é a mais importante característica da natureza humana.

Se os meios, os fins e os recursos nunca são dados e conhecidos por todos, mas sim são continuamente criados do nada em consequência da ação empreendedorial de seres humanos, então resta claro que o fundamental problema ético não mais é o de como distribuir de maneira justa tudo aquilo que já existe, mas sim o de como promover a criatividade e a coordenação empreendedorial.

Consequentemente, no campo da ética social, chegamos à fundamental conclusão de que a ideia de que seres humanos são agentes criativos e coordenadores implica a axiomática aceitação do princípio de que cada ser humano possui o direito natural de se apropriar de todos os resultados de sua criatividade empreendedorial.  Ou seja, a apropriação privada dos frutos da descoberta e da criação empreendedorial é um princípio autoevidente das leis naturais.

E é assim porque, se um indivíduo empreendedor não pudesse reivindicar para si aquilo que ele criou ou descobriu, sua capacidade de detectar oportunidades de lucro estaria completamente bloqueada, e seu incentivo para agir desapareceria.  Adicionalmente, este princípio é universal no sentido de que ele pode ser aplicado para todas as pessoas, a todos os momentos, em todos os lugares.

Impedir que a ação humana seja totalmente livre, coagindo-a de modo a proibir que as pessoas tenham o direito de possuir integralmente tudo aquilo que elas empreendedoristicamente criaram não apenas é dinamicamente ineficiente, uma vez que obstrui sua criatividade e capacidade de coordenação, como também é fundamentalmente imoral, uma vez que tal coerção impede os seres humanos de desenvolverem aquilo que é, por natureza, inerente a eles: sua capacidade inata de imaginar e criar novos meios e fins para tentar alcançar seus próprios objetivos e aspirações.  Exatamente por estes motivos, não somente o socialismo e o intervencionismo, mas também toda e qualquer forma de estatismo e tributação, são não apenas dinamicamente ineficientes, como também eticamente injustos e imorais.

Vale enfatizar que a força da criatividade empreendedorial também se manifesta no desejo de se ajudar os mais pobres e na busca sistemática por situações em que terceiros estão necessitados, com o intuito de ajudá-los.  Com efeito, a coerciva intervenção estatal, por meio dos mecanismos típicos do chamado "estado de bem-estar social", neutraliza e, em grande medida, obstrui o esforço empreendedorial de se ajudar um semelhante que está passando por dificuldades.  Os incentivos para o auxílio ao próximo são tolhidos e a tarefa acaba sendo transferida para o aparato estatal, o qual, justamente por funcionar fora de um ambiente de eficiência dinâmica, simplesmente não tem como agir de maneira correta.

Adicionalmente, de acordo com nossa análise, nada é mais (dinamicamente) eficiente do que a justiça (entendida em seu sentido correto).  Se pensarmos no mercado como um processo dinâmico, então a eficiência dinâmica, entendida como coordenação e criatividade, é resultante do comportamento de seres humanos que seguem determinadas leis morais (principalmente no que diz respeito à vida, à propriedade privada e ao cumprimento de contratos).

Somente quando o exercício da ação humana está sujeito a estes princípios éticos é que ela pode gerar processos sociais dinamicamente eficientes.  Portanto, do ponto de vista dinâmico, a eficiência é incompatível com os diferentes modelos de igualdade ou justiça (contradizendo o segundo teorema fundamental da economia de bem-estar).  A eficiência advém de apenas uma ideia de justiça: aquela baseada no respeito à propriedade privada, ao empreendedorismo e, como veremos mais abaixo, também aos princípios da moralidade pessoal.  Sendo assim, não há nenhuma contradição entre eficiência e justiça — desde que, por "justiça", entendamos seu conceito genuíno, e não aquele especificado pelos filósofos sociais.

O que é justo não pode ser ineficiente, e o que é eficiente não pode ser injusto.  Uma análise dinâmica revela que a justiça e a eficiência são dois lados da mesma moeda, o que também confirma a ordem consistente e integrada que existe no espontâneo universo social das interações humanas.

Por fim, abordemos algumas ideias sobre a relação entre eficiência dinâmica e os princípios da moralidade pessoal, especialmente no campo da família e das relações sexuais.

Até aqui, analisamos a ética social e discutimos os princípios essenciais que fornecem a estrutura que possibilita a eficiência dinâmica.  Mas é fora deste âmbito que estão os mais íntimos princípios da moralidade pessoal.  A influência dos princípios da moralidade pessoal sobre a eficiência dinâmica quase nunca são estudados e, em todo caso, são considerados como se fossem separados e distintos da ética social.  No entanto, creio que esta separação é completamente injustificada.

Com efeito, existem princípios morais de grande importância para a eficiência dinâmica de qualquer sociedade, os quais estão sujeitos a este aparente paradoxo: a incapacidade de segui-los em um nível pessoal gera enormes custos em termos de eficiência dinâmica; porém, a tentativa de impor estes princípios morais por meio da força estatal irá gerar ineficiências ainda mais severas.  Logo, certas instituições sociais são necessárias para transmitir e estimular estes princípios morais individuais, os quais, por sua própria natureza, não podem ser impostos pela violência e pela coerção, mas são, não obstante, de grande importância para a eficiência dinâmica de qualquer sociedade.

É principalmente através da religião e da família que os seres humanos, geração após geração, conseguem internalizar estes princípios e, assim, aprendem a mantê-los e a transmiti-los para seus filhos.  Os princípios relacionados à moralidade sexual, à criação e à preservação da instituição da família, à fidelidade entre os cônjuges, ao cuidado com os filhos, ao controle de nossos instintos primitivos, e à superação e coibição da inveja são todos de crucial importância para todo e qualquer bem sucedido processo social de criatividade e coordenação.

Como Hayek nos ensinou, tanto o progresso da civilização quanto o desenvolvimento econômico e social requerem uma população em constante expansão que seja capaz de sustentar e absorver, em meio a este contínuo aumento no número de pessoas, o crescimento ininterrupto no volume de conhecimento social gerado pela criatividade empreendedorial.  A eficiência dinâmica depende da criatividade das pessoas e de sua capacidade de coordenação; e, tudo o mais constante, ela tende a crescer quando o número de seres humanos aumenta.  Mas tal eficiência dinâmica só pode acontecer dentro de uma determinada estrutura de princípios morais que governe as relações familiares.

No entanto, como afirmei, isto representa um paradoxo.  Toda a estrutura de princípios morais pessoais não pode ser imposta pela coerção violenta.  A imposição de princípios morais pela força ou pela coerção irá gerar uma sociedade fechada e inquisitorial, privando os seres humanos de suas liberdades individuais, as quais englobam o empreendedorismo e a eficiência dinâmica.

Este fato revela exatamente a importância de métodos alternativos e não coercitivos de orientação social que mostrem às pessoas os mais íntimos e pessoais princípios morais, e estimulem sua incorporação e observância.  Podemos concluir que, tudo o mais constante, quanto mais firmes e mais duradouros são os princípios morais individuais de uma sociedade, maior tenderá a ser sua eficiência dinâmica.

 

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autor

Jesús Huerta de Soto
, professor de economia da Universidade Rey Juan Carlos, em Madri, é o principal economista austríaco da Espanha. Autor, tradutor, editor e professor, ele também é um dos mais ativos embaixadores do capitalismo libertário ao redor do mundo. Ele é o autor de A Escola Austríaca: Mercado e Criatividade Empresarial, Socialismo, cálculo econômico e função empresarial e da monumental obra Moeda, Crédito Bancário e Ciclos Econômicos.


  • Henrique  18/10/2013 10:14
    Excelente, adoro quando publicam artigos sobre teoria econômica! Mesmo já conhecendo muitos dos conceitos, a maneira que Huerta de Soto os aborda é fenomenal, principalmente a parte sobre ética que praticamente quase todos os economistas não-austríacos simplesmente ignoram.

    Grande abraço.

  • Renato  18/10/2013 10:19
    Observo que entre os princípios morais necessários para o bom andamento da sociedade, talvez o mais desprezado seja "não cobiçarás o que é do teu próximo".

    Sob influência do marxismo, talvez a maioria das pessoas julga correto ter inveja e até ressentimento contra qualquer pessoa que tenha algo que ela não tem. "Se algo me saiu errado, com certeza foi culpa de alguém" pensa a maioria. Se o sujeito não teve boa sorte, ou agiu de forma tola, culpa os outros pelo seu infortúnio. Se a moça não é bonita, odeia as que são. Se alguém, apesar de tudo lhe ir bem, sente-se infeliz, odeia quem é feliz. Se a fulano não sabe algo, odeia quem sabe.

    Essa é a essência desta época.

  • Julio Heitor  18/10/2013 17:20
    Eu adicionaria a esta lista de pensamentos invejosos a seguinte ideia: "Se eu não tenho coragem de roubar o meu próximo pelas minhas próprias mão, eu chamo o estado para roubar no meu lugar e assim me sinto menos pior comigo mesmo."
  • Guilherme Durante Rodolfo  25/12/2016 02:50
    Discordo apenas do "Se a moça não é bonita, odeia as que são." isso não tem nada a ver com "Se algo me saiu errado, com certeza foi culpa de alguém", por que não é culpa dela mesmo não ser bonita, e sim, dos pais kkkkkkkkkkkkk
  • Marciano  25/12/2016 12:30
    Mas nem os pais tem culpa do filho ser feio, eles não escolhem como os filhos nascem e nem qual será o padrão de beleza da sociedade.

    Se as pessoas soubessem que a vida não é uma competição, não sentiriam mais inveja alheia.
  • Juliano  18/10/2013 10:32
    Só tenho algumas considerações sobre as apologias ao empreendedorismo e a ética ao redor de ter direito sobre suas conquistas. Em um sistema completamente infestado pelo Estado, é muito difícil fazer essa associação entre resultados e merecimento.

    Todas as áreas da economia são completamente distorcidas por subsídios e cartéis. Nossos maiores empresários são senhores feudais, o setor agrícola é cheio de latifúndios criados pelo Estado e mantido com subsídios. As más escolhas são com freqüência recompensadas com ajuda do dinheiro público e a população é tratada como produto a ser negociado com quem pagar mais.

    Também não dá pra condenar os recebedores das ajudas estatais porque esse é o sistema estabelecido. Não dá pra exigir mártires.

  • Paulo  18/10/2013 17:25
    Verdade. Isso sem falar dos "servidores públicos" - como censurar a inveja que sente um trabalhador comum ao ver o elevado padrão de vida que esses parasitas conseguem alcançar apenas como prêmio por terem feito uma prova?

    Parece que quanto maior o estado, maior a inveja somada da população. Porém, o aumento do estado leva ao aumento da inveja ou o nível de inveja é característico daquela massa populacional e compõe o adubo que permite o florescimento do estado. Pela conclusão do texto, parece que a inveja (e outros defeitos morais) vêm antes. Faz sentido. Assim, podemos dizer que se um país é ruim, é porque o povo não presta mesmo.
  • Marx desnudando o capitalismo selvagem  18/10/2013 16:43
    Vejam só: o Playstation 4 da Sony custará no Brasil 4 mil reais, sendo que no país de origem não passa de 700 reais. A conta é ultra singela, mas infalível: subtraia desse valor de 4000 o imposto que é mais ou menos 80% sobre 400 dólares. São 320 dólares, que convertidos equivalem a uns 700 reais. O resultado final é cerca de R$3.300, o lucro mais alto do planeta! São mais de 460% de lucros roubados do trabalhador que vai direto pro bolso dos executivos da Sony!
    Pura ganância! Ganância! E vocês ainda defendem o livre mercado e suas empresas com sanha infinita por lucro!
  • Richard  18/10/2013 17:09
    Embora eu saiba ser uma blague, vale observar que o imposto não de 80% de 400, mas sim 80% de 4.000. Esse é o cálculo correto. Também funciona assim com a cachaça e com a gasolina.
  • Marx desnudando o capitalismo selvagem  18/10/2013 17:59
    Caro sr. Richard, queira mostrar seus cálculos, por obséquio. Os meus são claríssimos: o valor de 80% de imposto é sobre os 400 dólares. Ou o sr. está pensando que a comunidade de esquerda da internet não entende de cálculo tributário?
  • Jeferson  18/10/2013 19:13
    A conta não é nem uma nem outra. É 80% de (US$ 400 + custo do frete) (supondo que os 80% são corretos, porque, se não me engano, é cerca de 60% de alíquota de importação + IPI cuja alíquota eu não faço idéia de quanto seja para esse tipo de produto), adiciona-se a isso a estrutura de custos do empresário que irá vender (funcionários com custos implícitos muito superiores a seus salários devido a imposto sobre folha de pagamento, INSS que é o dobro do que o funcionário paga, FGTS, etc.; custos de aluguéis que possuem preços de impostos embutidos; IPTU da loja; energia elétrica cuja conta possui entre 50 e 60% de impostos; custos das máquinas que também possuem uma carga tributária "muito boa"), adiciona-se ainda ICMS sobre o transporte do PS4 até a loja, ICMS sobre o valor (já inflado por impostos) final do produto, Imposto de Renda que terá que ser estimado ao incluir no preço, PIS, COFINS, "Contribuição Social" sobre o Lucro Líquido (que também tem que ser estimada, e obviamente as estimativas têm que ser pra cima), e isso explica o "lucro brasil" (com "B" minúsculo proposital, pois um paiseco desses não merece uma inicial maiúscula).

    O que esquecem de dizer é que quem lucra DE VERDADE é o estado. A pior parte da história é que provavelmente eu me esqueci de algum tributo...
  • Eduardo  18/10/2013 18:09
    Tu estás de sacanagem, certo?
    Tu quiseste fazer a galera cair na gargalhada fazendo uma piada ou tu é BURRO mesmo?

    Dos 4 mil reais do videogame, pode ter certeza que a maior fatia desse preço é de taxas que vão DIRETO pro bolso desse Estado patético chamado Brasil. Isso é necessário pra manter esse exército de carrapatos que vivem às custas do Estado.

    Para a Sony, pode ter certeza, o lucro é o mesmo ao vender um console aqui no Brasil ou lá nos EUA. Ela não tem culpa que tem um intermediador chamado Governo que não produz absolutamente nada e somente vive de espoliar a sociedade.

    Tu és cego! Ou apenas não tem senso crítico e aceitou tudo o que ouviste na universidade (centro marxista) como verdadeiro, sem jamais questionar?
  • Felix  18/10/2013 23:20
    A sony se aproveita do mercado restrito de importação e de que os Brasileiros são ricos mesmo, compram tudo a qualquer preço

    "Utilizando o Simulador do Tratamento Tributário e Administrativo das Importações, disponível no site da Receita Federal, é possível calcular o valor dos impostos federais para produtos na categoria 9504.50.00 (código NCM) e utilizar o ICMS do estado de São Paulo como padrão. Ficamos assim:

    Alíquota Imposto de importação: 20%
    Alíquota IPI: 50%
    Alíquota PIS: 1,65%
    Alíquota Cofins: 7,60%
    ICMS (São Paulo): 25%

    Tributo Imposto de Importação: R$ 174,54
    Tributo IPI: R$ 523,63
    Tributo PIS: R$ 14,40
    Tributo Cofins: R$ 66,33
    Tributo ICMS: R$ 218,18

    Total: R$ 997,08

    Com a conversão da moeda na cotação atual do dólar (R$ 2,18), chegamos ao valor de R$ 872,72, considerando o valor inicial de US$ 400. Somando a incidência dos impostos listados acima, o valor subiria para 104,25% do valor do aparelho, ou R$ 997,08 — o preço sobe para a R$ 1.879,80.

    Considerando uma margem de lucro praticada pelas desenvolvedoras de consoles variando entre 9 e 11%, com tudo dentro, o valor final ficaria próximo de R$ 2.086,57. Isso dá um excedente de R$ 1.912,43 que a Sony terá de explicar melhor aos seus consumidores."

    Fonte:
    ocapacitordefluxos.com/2013/10/18/sony-explica-mas-nao-justifica-o-preco-do-ps4/
  • maria  19/10/2013 03:32
    É não comprar. Deixa encalhar.
  • Ali Baba  19/10/2013 12:26
    @Felix,

    Esse cálculo está desconsiderando um monte de coisas. O custo-brasil está apenas parcialmente representado por essa estrutura de impostos. Muitas outras coisas são desconsideradas, das quais cito apenas algumas:

    (1) Os funcionários da Sony no Brasil têm encargos trabalhistas maiores que nos EUA;
    (2) O número de pessoas empregadas pela Sony apenas para calcular os impostos que deve é muitas vezes maior aqui do que nos EUA;
    (3) O custo do transporte é mais elevado no Brasil e o tempo para as entregas também é muito superior;
    (4) O seguro que a Sony tem de pagar no Brasil é muito maior do que nos EUA;
    (5) Os encargos trabalhistas dos distribuidores que revendem Sony também é maior no Brasil do que nos EUA. Se esses distribuidores funcionam em sistema de comissionamento (o mais provável, onde o distribuidor é remunerado com uma fatia do preço anunciado pela fabricante e não podem praticar o seu próprio preço sem ter desconto na margem), o valor do console tem de ser maior para que a Sony possa remunerar esses distribuidores de forma adequada (do contrário nenhum distribuidor revenderia Sony por ficar com a margem tão apertada que consumiria todo o lucro só em encargos);
    (6) O mesmo de (5) ocorre para as lojas que atendem o consumidor final;
    (7) O mesmo de (2), (3) e (4) também ocorre para distribuidores e para lojas que atendem o consumidor final.

    Provavelmente esqueci alguma coisa, mas veja que, com a estrutura dos impostos em cascata como ocorre no Brasil, e com a infra-estrutura de transportes precária e ineficiente, qualquer bem tem seu preço multiplicado exponencialmente.

    As pessoas criticando parecem não perceber que isso é prejudicial à própria Sony, que não consegue vender tantos consoles no Brasil quanto gostaria. Além disso, parecem desconsiderar a cadeia inteira por onde esse console passa antes de atingir o consumidor final e os custos em cada ponto dessa cadeia... parecem magicamente pensar que o console produzido pela fábrica chega às mãos dos consumidores finais por telecinese.
  • IRCR  19/10/2013 12:55
    Essa calculo do imposto do PS4 ficou errado.
    O ICMS incide sobre o valor final com todos os impostos anteriores e não sobre o valor base e além disso o calculo do ICMS é feito "por dentro", ou seja, valor dividido por 1-0,25. (um truque do estado para ganhar mais).
    No final o preço passaria de 2200 e não 1879 como dito.
  • Anônimo  18/10/2013 19:13
    ...E por que você acha que isso não acontece no Chile e os chilenos terão o videogame por um preço consideravelmente melhor? Os capitalistas são menos ávidos por lucro lá? E nos EUA, a Sony gosta menos de dinheiro?

    Se a empresa cobrar 4000 no videogame, vai ficar chupando o dedo. Poucos têm capacidade de pagar tudo isto e muitos que podem, não irão pois preferirão importar dos EUA ou do Chile. Felizmente, pessoas fanáticas por lucro venderão o videogame por aqui por preços menores, mesmo que seja na informalidade.

    Mas toda esta bagunça me fez questionar: Quão confiantes os empreendedores estrangeiros são em relação ao valor do real?
  • Mauricio.  18/10/2013 23:14
    O forte dos marxistas não é fazer contas. Nem na URSS (quebraram o país) e nem aqui no Brasil.

    Se vocês não fosse tão cego em virtude da ideologia comunista, poderia ter ido no Google e buscado alguns artigos - como os dois abaixo - e lido. Evitaria dizer a baboseira que disse acima. Não te dá vergonha não?

    olhardigital.uol.com.br/noticia/videogame-tem-mais-impostos-do-que-arma-de-fogo-no-brasil/35537

    www.vrum.com.br/app/306,19/2012/08/23/interna_noticias,45135/no-brasil-sem-impostos-novo-uno-custaria-r-12-100.shtml
  • Economista realista  19/10/2013 01:00
  • Daniel C.  19/10/2013 15:20
    No link você chama o povo de otário por votar em corruptos. Pois eu digo, duplamente otário é quem desconhece a função da urna eletrônica no Brasil.
    Em 2006, com o mensalão explodindo, somente um otário ao quadrado acha que a maioria votou no celerado. Em 2010 até criança de 12 anos sabia que a celerada não tinha a menor chance. Havia um site de votação nacional que acusava sempre mais de 90% dos votos contra a terrorista. Visite Dâniel Fraga no Youtube para saber mais sobre a urna eletrônica. Otário...
  • Economista Realista  19/10/2013 15:31
    Não entendi. Você por acaso está dizendo que 90% da população não votou na celerada, mas as máquinas foram adulteradas e deram pra ela quase 60% dos votos?

    Triplamente otário é quem, além de acreditar nisso, se nega a enxergar a realidade de que vive em meio a pedintes amorais. E se nega a acreditar nisso porque simplesmente não agüenta a dor de saber que vive em meio a um povo que gosta do jeitinho, do comodismo e dos privilégios.
  • Daniel C.  19/10/2013 16:00
    Ok, você mandou tatuar "ingênuo" na sua testa. Até mesmo o Paraguai, país das falcatruas, recusou o sistema brasileiro de urnas alegando que não há procedimentos para a recontagem de votos. Entendeu, otário?
  • Pedro  18/10/2013 18:30
    O que dizer desse maldito horário de verão? Essa violência, que arrebenta muita gente, física e mentalmente. A troco de quê? Se o estado pudesse, controlaria o sol.
  • Típico Filósofo  18/10/2013 20:12
    O Sol vem competindo injustamente há séculos com os fabricantes de lâmpadas, criando desemprego estrutural nas camadas mais pobres da população e perpetuando o estado de exploração no qual vivem os animais das fossas abissais, que graças à violência simbólica imposta pelo astro em prol da classe plantae, jamais poderão habitar a superfície. Trata-se de um cenário de segregação social apenas comparável ao apartheid.

    Além disso, demanda-se uma agência reguladora de imediato para tratar do capitalismo selvagem imposto pelo sol. Os produtos solares têm altíssimo risco de despertar tumores nos cidadãos, por isso, devem ser abolidos de imediato.

    É válido ressaltar o cenário de hierarquização das condições sociais advindas do consumo de produtos solares: A elite que possui tempo para "pegar sol" goza de melhor status físico, o que é uma brutalidade inaceitável imposta pela exploração solar.
  • Renato Borges  18/10/2013 20:48
    Há uma economia real no setor elétrico decorrente da aplicação do horário de verão.

    A melhor forma de se atingir essa economia sem aplicar o horário de verão seria a utilização de tarifas horárias, para que o consumidor pagasse o real custo de expansão do seu perfil de consumo. Mas a regulamentação não permite isso, assim como não permite diversas outras coisas.

    Enfim, fora do mérito do papel do regulador e etc, o horário de verão traz economia pro setor elétrico através da postergação de investimentos.
  • maria  19/10/2013 03:43
    Com a instalação do medidor inteligente será possível optar pela tarifa branca. Porém, li em um encarte da revista The economist que houve aumento da conta de luz em uma cidade dos EUA por conta da tarifa diferenciada.
  • Daniel C.  19/10/2013 15:50
    Sr. Renato Borges. O Pedro se referiu ao absurdo que é a existência do horário de verão. Seguramente ele sabe que a intenção declarada é a economia de energia. Ao escrever "a troco de quê?", ele simplesmente declara que esta intenção é totalmente falsa. Se assim não fosse, os estados do norte não teriam impedido a sua instituição. Vai dizer que estão próximos ao Equador? Mas nós, em São Paulo, estamos em zona tropical. Que sentido faz isto?
    A propósito, seu recadinho estatista a favor de regulamentação dizendo que ela "não permite isso" não engana ninguém. O medidor de minha casa já é dotado de medição por horário, apenas a cobrança ainda não é desta forma, mas logo será. E tenho certeza, a imposição do horário de verão continuará.
  • Renato Borges  21/10/2013 13:21
    Sr. Daniel C.

    o Pedro não mencionou, em momento algum, ter conhecimento sobre a intenção declarada do horário de verão. Mas você, numa atitude meramente estatista, julga saber melhor do que ele os motivos de suas indagações.

    Acredito que o agradecimento do mesmo, sem qualquer sinal de ironia, para o link postado pela Maria seja um sinal de que seu julgamento estava errado. Acho engraçado como as pessoas aqui são extremamente esquivas e dotadas de todos os defeitos que apontam nos estatistas donos da verdade. Mas acontece, incoerência não é monopólio da esquerda.

    Abraço,
  • maria  19/10/2013 03:39
    Para quem dúvida sobre o horário de verão recomendo a leitura do Texto para Discussão n. 19, do consultor Montalvão - Senado Federal. www12.senado.gov.br/publicacoes/estudos-legislativos/resultadopesquisa?tipo_estudo=textos-para-discussao
  • Pedro  19/10/2013 16:26
    Obrigado pela dica.
  • Felix  18/10/2013 23:44
    Leio artigos aqui diariamente,
    mas esse jeito do Jesus escrever não me agradou nem um pouco
    (esta crítica em nada se refere à qualidade do conteúdo, apenas à forma)
  • Marcus  19/10/2013 00:33
    Já eu achei extremamente claro e didático. Mas de fato é um texto de mais alto nível. Não é para qualquer um.
  • Daniel C.  19/10/2013 16:19
    Então eu não sou qualquer um, pois achei muito TFP para o meu gosto. Quem é ateu (meu caso) ou não quer constituir família não se sente representado no texto. O autor comprovou indubitavelmente uma verdade: a Espanha é um país altamente católico.
  • Magno  19/10/2013 00:33
    A única coisa que eu discordo no pensamento austríaco é dizer que pra criar, inovar, é preciso ser algum empreendedor. Hipócrates, Arquimedes, Su Song, Robert Grosseteste, Roger Bacon, Leonardo Da Vinci, Johannes Kepler, Torricelli, Isaac Newton, Michael Faraday, foram empreendedores? Eles abriram empresas? Não. Eles não foram empreendedores. Alguns foram padres (Grosseteste e Bacon). Aliás, de nada adiantaria tanto capital acumulado se não houvesse homens geniais como estes caras citados. A humanidade não evoluiria sem caras com a genialidade destes grandes gênios, por mais capital que tivéssemos, pois teríamos capital mas não mentes geniais que projetasse e inventasse as coisas.

    Só uma comparação quem deixou mais legado para a humanidade: Su Sung — que não foi nenhum empreendedor, foi um ministro do governo da China Medieval, ou seja, um funcionário público — com o seu relógio mecânico (que há quem diga que esta foi a invenção chave da revolução industrial, e não máquina a vapor como muitos imaginam) ou o Roberto Marinho, com sua Globo?
  • anônimo  19/10/2013 00:39
    Só o conceito mainstream de Empreendedor é que diz que este é apenas quem abre firma, tira CNPJ, paga seus impostos, e abre empresa com único fim de obter dinheiro - estes são apenas empresários. Aliás, eu nunca vi a Escola Austríaca dizendo que a única forma de lucro possível era o dinheiro. Veja por exemplo, alguns destes senhores: Spielberg, Jobs, Shigeru Miyamoto... o dinheiro sequer é/era considerado incentivo verdadeiro. Empreendedores são necessariamente artistas.

    pt.wikipedia.org/wiki/Empreendimento

    É tudo uma questão de propósito.
  • maria  19/10/2013 03:57
    O Profº Ubiratan Iorio explica o que é empreendedorismo na sexta lição de economia para iniciantes. www.mises.org.br/Article.aspx?id=1429
  • Thales  19/10/2013 00:40
    Uma coisa é ter uma idéia. Outra é fazer a idéia virar realidade. O empreendedor transforma a idéia em realidade. Independente de abrir empresa ou não.
  • maria  19/10/2013 04:00
    "O que é justo não pode ser ineficiente, e o que é eficiente não pode ser injusto." Há justiça na China. A China é eficiente?
  • João  19/10/2013 05:48
    Justiça na China? Um partido domina o poder há décadas, é ele quem cria arbitrariamente as leis do país, nomeia juízes, escolhe empresas vencedoras para dar subsídios e faz o que quer.

    Acho que a senhora está bem fora.
  • maria  21/10/2013 13:15
    Isto quer dizer que a China não é eficiente?
  • João  21/10/2013 13:34
    De modo algum. A produtividade de um chinês está anos luz atrás da de um americano e de um europeu, principalmente alemão. Por isso seus salários bem mais baixos.

    Se você acha que a China é eficiente, você não ainda não entendeu nada de economia. Não confunda "povo trabalhador" com "povo eficiente". Não confunda "fazer algo rápido" com "fazer algo bem feito e com qualidade".
  • Blah  21/10/2013 13:34
    Depende da sua definição de eficiência. A China é um país essencialmente miserável, com algumas regiões desenvolvidas nas quais o regime chinês permite que o capitalismo exista até um certo ponto. O restante do país só é melhor do que na época do "grande salto para a frente". E ser melhor do que em uma época na qual as pessoas tentavam se alimentar de cascas de árvores para não morrerem de fome não é nenhum mérito.
  • anônimo  17/01/2014 04:07
    Dentro do que tange a Escola Austríaca, como são feitos os ciclos de desenvolvimento do ambiente competitivo para que seja estimulada a eficiência dinâmica quando há uma espécie de camisa de força estatal?
  • Lucas Favaro  31/08/2014 13:41
    "Os princípios relacionados à moralidade sexual, à criação e à preservação da instituição da família, à fidelidade entre os cônjuges, ao cuidado com os filhos, ao controle de nossos instintos primitivos, e à superação e coibição da inveja são todos de crucial importância para todo e qualquer bem sucedido processo social de criatividade e coordenação."

    Sei não hein Senhor Huerta. Isso ele ficou de provar. Qual a relação direta que existe fidelidade entre os cônjuges e empreendedorismo? Isso me parece mais um julgamento arbitrário dele do que uma relação de causa e efeito verdadeira. Se alguém se propuser a explicar porque a fidelidade entre cônjuges leva a uma melhoria da atividade empreendedora ouvirei de bom grado.
  • Guilherme  31/08/2014 22:40
    Retirando a frase de contexto como você fez (um truquezinho bem baixo) realmente faz com que a idéia pareça absurda. Mas toda a explicação está contida no trecho abaixo. Você pode até discordar, mas não é intelectualmente honesto separar uma única frase de cunho generalista e dizer que ela contém todo o argumento do autor.

    "Até aqui, analisamos a ética social e discutimos os princípios essenciais que fornecem a estrutura que possibilita a eficiência dinâmica. Mas é fora deste âmbito que estão os mais íntimos princípios da moralidade pessoal. A influência dos princípios da moralidade pessoal sobre a eficiência dinâmica quase nunca são estudados e, em todo caso, são considerados como se fossem separados e distintos da ética social. No entanto, creio que esta separação é completamente injustificada.

    Com efeito, existem princípios morais de grande importância para a eficiência dinâmica de qualquer sociedade, os quais estão sujeitos a este aparente paradoxo: a incapacidade de segui-los em um nível pessoal gera enormes custos em termos de eficiência dinâmica; porém, a tentativa de impor estes princípios morais por meio da força estatal irá gerar ineficiências ainda mais severas. Logo, certas instituições sociais são necessárias para transmitir e estimular estes princípios morais individuais, os quais, por sua própria natureza, não podem ser impostos pela violência e pela coerção, mas são, não obstante, de grande importância para a eficiência dinâmica de qualquer sociedade.

    É principalmente através da religião e da família que os seres humanos, geração após geração, conseguem internalizar estes princípios e, assim, aprendem a mantê-los e a transmiti-los para seus filhos. Os princípios relacionados à moralidade sexual, à criação e à preservação da instituição da família, à fidelidade entre os cônjuges, ao cuidado com os filhos, ao controle de nossos instintos primitivos, e à superação e coibição da inveja são todos de crucial importância para todo e qualquer bem sucedido processo social de criatividade e coordenação.

    Como Hayek nos ensinou, tanto o progresso da civilização quanto o desenvolvimento econômico e social requerem uma população em constante expansão que seja capaz de sustentar e absorver, em meio a este contínuo aumento no número de pessoas, o crescimento ininterrupto no volume de conhecimento social gerado pela criatividade empreendedorial. A eficiência dinâmica depende da criatividade das pessoas e de sua capacidade de coordenação; e, tudo o mais constante, ela tende a crescer quando o número de seres humanos aumenta. Mas tal eficiência dinâmica só pode acontecer dentro de uma determinada estrutura de princípios morais que governe as relações familiares."


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