A posição das escolas austríaca, de Chicago, keynesiana e marxista em 17 questões econômicas
por , sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

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A seguir, a posição das quatro principais escolas de pensamento econômico a respeito de 17 questões econômicas fundamentais.


Hayek Mises 2.jpg1) Qual é a importância econômica da propriedade privada?

Resposta marxista: A propriedade está no centro das mais severas desigualdades e opressões da civilização moderna.  Somente por meio da regulamentação, da transferência de renda, da redistribuição de riqueza e da propriedade comunal pode uma sociedade alcançar a igualdade, a justiça e a dignidade humana para todos.

Resposta keynesiana: A propriedade é um componente importante do nosso sistema social, mas não faz sentido dizer que há um "direito" de propriedade.  A propriedade deve estar sempre sujeita a regulamentações e até mesmo a sofrer modificações em nome do bem comum.  O estado deve intervir para impedir abusos de poder econômico, mesmo que isso reduza as tradicionais regalias dos proprietários.

Resposta de Chicago: A propriedade é de importância central para a prosperidade e para o crescimento econômico.  Consequentemente, é de suma importância que o estado — ou, mais abstratamente, a lei — mantenha e, sempre que necessário, modifique todo o conjunto de direitos de propriedade a fim de melhor alocar os custos de transação e, com isso, promover o máximo de crescimento e eficiência econômica.  A propriedade não é algo que surge naturalmente; ela é o produto final do sistema legal. 

Resposta austríaca: A propriedade é uma relação que surge naturalmente entre seres humanas e coisas materiais.  A propriedade e os direitos do proprietário sobre sua propriedade tornam possível o cálculo econômico, permitem uma mais ampla e mais produtiva divisão do trabalho e, consequentemente, níveis crescentes de prosperidade.  Com efeito, a civilização em si é inconcebível sem propriedade privada.  Qualquer transgressão à propriedade resulta em perda de liberdade e de prosperidade.

2) O que é o dinheiro e como ele surge?

Resposta marxista: O dinheiro é um veículo para a exploração do proletariado.  O dinheiro distorce o valor real das coisas.  O dinheiro não é nem necessário nem desejável.  Ele é apenas um produto artificial arbitrário da história.  O progresso social levará a mudanças sociais revolucionárias, dentre as quais a eliminação do dinheiro.  Isto irá acabar com a exploração e resultará em uma sociedade que tenha por objetivo a satisfação das necessidades reais, e não os lucros financeiros privados.

Resposta keynesiana: O dinheiro é uma criatura do estado.  Instituições monetárias sadias requerem planejamento e um banco central.  Bancos centrais também podem estabilizar mercados.  Bancos centrais podem neutralizar as flutuações cíclicas que ocorrem no setor privado expandindo mais aceleradamente a oferta monetária durante recessões e reduzindo esta expansão durante os períodos de crescimento econômico.  O controle estatal do dinheiro é o segredo para se bem gerenciar a economia.

Resposta de Chicago: O dinheiro pode se originar do escambo, mas interesses privados provavelmente não irão aperfeiçoá-lo de modo a satisfazer as necessidades de uma economia moderna.  Uma economia tem de ter um banco central para sustentar o setor financeiro.  Esforços para se manipular a economia por meio de constantes alterações na oferta monetária irão, na melhor das hipóteses, fracassar; na pior, gerarão severos problemas.  As autoridades monetárias não devem aumentar a oferta monetária arbitrariamente.  Elas devem aumentá-la a uma taxa constante, e que seja correspondente à taxa de crescimento de longo prazo da economia.

Resposta austríaca: O dinheiro sempre surge do escambo.  Em uma economia de escambo, é extremamente raro um indivíduo conseguir encontrar uma pessoa que tenha o desejo de trocar seus bens pela exata quantidade de bens que este indivíduo esteja portando.  Esta dificuldade de comércio resulta no surgimento de moedas-commodities.  Commodities duráveis, facilmente reconhecíveis, portáveis e divisíveis, como o ouro e a prata, tipicamente assumem as qualificações de ser o melhor e mais confiável tipo de dinheiro disponível.  O dinheiro e as instituições relacionadas a ele surgem como uma consequência não-premeditada do comércio e do interesse próprio.  A evolução do dinheiro e destas instituições ocorrerá mais harmoniosamente caso seja deixada a cargo das forças concorrenciais de mercado que os criaram.  Intervenções estatais irão resultar em inflação e produzir várias outras distorções.

3) Qual é a origem do valor econômico de um bem?

Resposta marxista: O valor de uma mercadoria é igual à quantidade total de trabalho utilizada em sua produção.  Se uma bicicleta possui o mesmo valor de mercado de, digamos, 500 ovos, então podemos dizer que 1 bicicleta = 500 ovos.  Em que consiste esta igualdade?  Obviamente, não estamos dizendo que a bicicleta é "igual" aos ovos; não estamos dizendo que ambos possuem propriedades físicas semelhantes.  Se examinarmos a questão cuidadosamente, concluiremos que aquilo que ambos têm em comum é a quantidade de trabalho utilizada em sua produção.

Resposta Historicista (não existe uma resposta propriamente keynesiana para esta pergunta): O valor econômico é uma questão complexa que não pode ser explicada por meio de fórmulas simples.  Para entender por que as pessoas de uma determinada sociedade valoram algumas coisas mais favoravelmente do que outras, temos de estudar sua cultura e sua história.  Por exemplo, uma tribo indígena pode ter estimado um determinado animal como sendo sagrado.  Já os europeus brancos, obviamente, não compartilhavam deste sistema de valores e, por isso, chacinavam os animais.  O mesmo é válido para um bem ou serviço no mercado.

Resposta de Chicago: O valor de um bem é determinado pela interdependência entre oferta e demanda, ou por aquilo que pode ser chamado de interação do custo e da utilidade.  Contrariamente a algumas escolas de pensamento econômico que tentam explicar o valor com base apenas na utilidade, a abordagem correta é aquela de Alfred Marshall, que percebeu que o valor econômico se deve tanto às preferências subjetivas quanto às condições tecnológicas objetivas.  Para ver isso mais claramente, considere que, se os custos de produção de um determinado bem subirem, seu preço final neste novo equilíbrio terá de ser maior na mesma proporção.

Resposta austríaca: Objetos físicos como uma banana ou um automóvel não possuem um valor econômico intrínseco.  Ao contrário: somente uma mente humana pode atribuir valor a estes itens; e somente então podem os economistas classificar estes itens como sendo bens.  Um objeto só é valioso se houver ao menos um ser humano que acredite que este objeto poderá ajudar a satisfazer seus desejos subjetivos.  Por exemplo, uma determinada raiz que cure o câncer.  Se ninguém souber deste fato, esta raiz não terá nenhum valor econômico, e as pessoas não trocarão dinheiro por ela.  Consequentemente, o valor é gerado pelos desejos subjetivos de um indivíduo e por suas crenças quanto às propriedades causativas de um determinado item.

4) Qual é o método correto de se conduzir pesquisas na ciência econômica?

Resposta marxista: Para ser científico, temos de modificar esta tradicional abordagem economicista de ver a sociedade como sendo nada mais do que uma coleção atomística de indivíduos egoístas.  Na realidade, os seres humanos se consideram parte de um todo social mais amplo.  Uma maneira mais proveitosa de se fazer pesquisas seria estudar os grupos complexos com os quais as pessoas se identificam, sejam eles divididos por classe, raça ou sexo.  Tal análise iria revelar o inegável poder dos relacionamentos na sociedade, e forneceria uma compreensão muito melhor dos eventos econômicos do que os típicos e simplistas modelos econômicos atuais.

Resposta keynesiana: A pergunta é enganosa.  A economia não pode realmente ser científica no sentido convencional do termo.  Na física, temos "leis" fixas que são as mesmas para todas as sociedades e para todos os períodos de tempo.  Em contraste, não existem leis fixas na economia.  O economista pode estudar um determinado episódio histórico e concluir que, digamos, o controle dos preços dos alugueis não alcançou seus objetivos quando foi tentado em Manhattan após a Segunda Guerra Mundial.  No entanto, isso não significa que esta política não funcionaria na Paris da atualidade.  Tudo vai depender de os governantes tomarem o cuidado de evitar os erros do passado.

Resposta de Chicago: Assim como o físico, o economista (se ele quiser ser científico) deve construir um modelo preciso que forneça previsões quantitativas sobre variáveis econômicas, tais como PIB e desemprego.  Ato contínuo, o economista deve testar estas previsões e compará-las aos dados reais coletados pelos pesquisadores estatísticos.  A todo e qualquer momento, a melhor "teoria" — ou explicação — para um determinado fenômeno econômico será aquele modelo que fornecer a melhor aproximação entre previsões e dados reais coletados.

Resposta austríaca: O economista não deve imitar o comportamento dos cientistas naturais, pois as ciências sociais envolvem seres humanos.  A ação humana é caracterizada pelo comportamento intencional, o qual envolve o uso racional de meios para se alcançar os fins desejados.  Os próprios temas de estudo da ciência econômica — bens de capital, dinheiro, salários etc. — não são definidos por suas propriedades físicas ou químicas, mas sim pelas atitudes subjetivas ou mentais dos indivíduos em relação a estes temas.  Consequentemente, o método adequado para um economista conduzir sua pesquisa é começando com axiomas autoevidentes — como o de que indivíduos tentam alcançar a maior satisfação ao menor custo — e deles deduzir conclusões lógicas.

5) Qual é o motivo de existir uma taxa de juros, e deveria ela ser regulada?

Resposta marxista: "Juros" são apenas um eufemismo para lucros; um capitalista aufere juros quando ele gasta com salários e matérias-primas menos do que ele ganha ao vender o produto final.  Esta mais-valia é obtida pela exploração dos trabalhadores oprimidos que são contratados pelo capitalista.  Sob o sistema capitalista, baseado em salários, os trabalhadores são pagos o mínimo necessário para a sua sobrevivência, não obstante o produto total do seu trabalho exceder substancialmente a compensação que ganham de seus patrões.  Sob esse aspecto, o sistema de salários em nada difere da escravidão tradicional, em que o senhor de engenho se apropria do produto gerado pelo trabalho exaustivo de seus escravos, e com este fundo "paga" a eles apenas o suficiente para possibilitar sua simples sobrevivência.  Obviamente, juros são um componente selvagem das sociedades capitalistas, e irão desaparecer assim que o sistema de salários for aniquilado.

Resposta keynesiana: Os juros compensam os investidores por sua perda de liquidez.  A perda de liquidez ocorre quando eles colocam dinheiro em um empreendimento ou o emprestam por um determinado período de tempo.  A taxa de juros é o preço da liquidez.  Os juros são um fenômeno monetário, e não um fenômeno "real" (como pensavam os economistas clássicos).  A economia moderna reconhece o papel das expectativas ou daquilo que pode ser genericamente chamado de "confiança no futuro".  Por exemplo, se a taxa de juros salta de 5% para 10%, isso não significa que as pessoas se tornaram mais imediatistas e mais orientadas para o consumo presente; isso pode simplesmente ser um reflexo da uma maior ansiedade a respeito da economia.  A manipulação governamental da taxa de juros é certamente uma das várias ferramentas necessárias para suavizar as flutuações econômicas, mas, por si só, esta medida é relativamente impotente.  Se todos estão temendo uma piora da recessão, empregadores não irão contratar mais trabalhadores ou construir mais fábricas, não importa o quão baixa esteja a taxa de juros.

Resposta de Chicago: Juros são um retorno sobre o capital; no equilíbrio, a taxa de juros é igual ao produto marginal do capital.  A situação é perfeitamente análoga ao mercado de trabalho, no qual os salários são iguais ao produto marginal do trabalho.  Há vários arranjos tecnológicos que irão gerar produtos em diferentes datas futuras, e os consumidores têm preferências por consumir em diferentes datas futuras.  Na margem, o consumo presente será preferível ao consumo futuro, mas uma unidade extra de capital investido irá gerar um incremento na produção (disponível no futuro) de modo a fazer com que o consumidor seja indiferente entre consumir agora ou esperar uma unidade adicional de tempo para consumir a oferta futura maior possibilitada pela produtividade do capital.  O governo não deve interferir nas taxas de juros pelas mesmas razões pelas quais ele não deve interferir nos salários.

Resposta austríaca: Juros são uma consequência de um fato apriorístico: tudo o mais constante, o indivíduo prefere usufruir um bem no presente a usufruir este mesmo bem no futuro.  Um bem presente possui um valor maior do que este mesmo bem no futuro.  Ceteris paribus, o indivíduo prefere consumir hoje a deixar para depois.  O preço atual de um computador pode ser $1.000, mas o preço de uma ordem de entrega deste mesmo computador para daqui a um ano seria menor do que $1.000 — seria, por exemplo, $900.  Um empreendedor pode investir $900 em mão-de-obra e materiais com o objetivo de vender um produto ano que vem por $1.000; este juro implícito de $100 que ele irá auferir se deve ao fato de que os fatores de produção "representam" hoje os bens que serão produzidos no futuro e por isso o preço atual destes fatores (os $900) é menor do que o preço final dos bens produzidos no futuro ($1.000).  Para abrir mão de $900 agora, é natural que o empreendedor espere receber uma soma maior do que $900 no futuro.  Obviamente, o governo não tem de interferir na taxa de juros de mercado, uma vez que ela meramente reflete o bônus subjetivo que os indivíduos atribuem a um bem presente em relação a um bem futuro.

6) Qual é o impacto econômico da poupança?

Resposta marxista: A vasta acumulação de riqueza por determinadas classes e famílias cria uma oligarquia econômica que exclui aqueles que não conseguem uma posição dentro do sistema econômico.  Impostos sobre herança, impostos sobre a renda, impostos sobre o lucro e impostos sobre dividendos são essenciais para uma sociedade que preze a igualdade.  Afinal, rendimentos sobre volumosas contas bancárias nada mais são do que renda imerecida, renda não oriunda do trabalho.  Nenhuma sociedade pode tolerar que algumas pessoas vivam com renda de juros ao passo que todas as outras vivam em total dificuldade, de contracheque em contracheque, penando para sobreviver apenas com seus magros salários mínimos.

Resposta keynesiana: Em tempos normais, poupar não é algo economicamente nocivo; mas em um cenário de recessão, poupar pode fazer com que a economia entre em uma espiral descendente.  Poupar significa reduzir os gastos em consumo, mas esta poupança pode não se traduzir em gastos em investimentos por causa do pessimismo dos investidores.  Isto irá reduzir a demanda total da economia e levar ao desemprego.  Uma maneira de corrigir isto é expandindo a oferta monetária para manter as taxas de juros baixas.  Tal medida irá sustentar o investimento privado e estimular o gasto total na economia.  As autoridades fiscais e monetárias têm de implementar políticas que desestimulem o entesouramento de dinheiro e estimulem os gastos correntes.  Quanto à poupança para o ciclo da vida dos indivíduos, é necessário ter uma rede de seguridade social que irá bancar as pessoas quando elas estiverem mais velhas.

Resposta de Chicago: Não há investimentos — e, consequentemente, crescimento econômico — sem poupança.  Por esta razão, o estímulo à poupança tem de ser uma prioridade econômica.  A inflação desestimula a poupança, e é por isso que uma política monetária que garanta preços estáveis tem de ser a prioridade de um banco central.  Estudos empíricos mostram que a poupança ocorre ao longo do ciclo da vida dos indivíduos.  Erros de cálculo podem ocorrer, e é por isso que o governo deve incentivar a previdência privada, um sistema que é mais eficiente do que a Previdência pública porque gera maiores retornos.

Resposta austríaca: Poupar (que significa se abster do consumo presente) é essencial para a formação de capital, mas não há uma proporção socialmente ótima entre consumo e poupança que deveria predominar em uma sociedade.  Tudo vai depender da preferência temporal dos indivíduos, isto é, da proporção em que as pessoas preferem bens presentes a bens futuros.  Indivíduos podem optar por consumir em vez de investir ou vice-versa.  A intervenção estatal tem o poder de distorcer estas escolhas, subsidiando ou tributando a poupança ou o consumo ou ambos.  Para que prevaleça a combinação que melhor reflita as genuínas preferências dos indivíduos, o governo não pode adotar nenhuma política com relação à poupança, mesmo para o caso de se poupar para a velhice.

7) Qual deve ser a função e o tamanho adequado do governo?

Resposta marxista: O mercado é uma arena em que os poderosos interesses corporativos exploram livremente os trabalhadores e os consumidores.  O capitalismo empobrece e aliena as massas ao mesmo tempo em que enriquece algumas poucas elites.  Ele também devasta o ambiente e estimula a violência.  Uma sociedade genuinamente humana aboliria a propriedade privada, exceto para bens pessoais (por exemplo, roupas e sapatos).  Arranjos comunais na produção e na distribuição de bens gerariam uma sociedade mais justa, mais feliz e mais realizada para todos.

Resposta keynesiana: Os mercados, além de serem incapazes de propiciar instituições fundamentais, sofrem de graves e substanciais imperfeições no que diz respeito à produção de bens e serviços.  Por exemplo, a instabilidade nos mercados gera crises recorrentes e leva a uma crescente desigualdade.  Devemos sim deixar para o mercado a tarefa de produzir a maior parte dos bens e serviços, mas o governo tem de ter a autoridade arbitrária para intervir em todos os mercados e corrigir suas falhas perceptíveis.  Desta forma, o estado e o mercado podem trabalhar em conjunto, seguindo um modelo de parceria público-privada.

Resposta de Chicago: Os mercados fornecem todos os bens de capital e de consumo de maneira relativamente eficiente.  No entanto, por várias razões econômicas e políticas, as transações privadas para serviços e instituições fundamentais, como justiça, dinheiro e defesa, não podem ser feitas pelo mercado, que fracassaria fragorosamente nestas tarefas.  Não faz nenhum sentido discutir mercados sem antes conceder a necessidade da existência do estado.  O governo tem de existir para fiscalizar e impingir as "regras do jogo".  Sem isso, a sociedade desanda para o caos.  O governo tem de estabelecer e impor regras básicas para a sociedade, mas sempre evitando intervenções arbitrárias ou desestabilizadoras nos mercados.

Resposta austríaca: A ordem em uma sociedade pode emergir das transações voluntárias entre os indivíduos.  As pessoas podem voluntariamente incorrer em transações privadas para obter qualquer coisa que valorizem, inclusive justiça e segurança.  Dado que todas as escolhas voluntárias envolvem o julgamento subjetivo de situações futuras, cada indivíduo tem a capacidade de saber quais bens e serviços são os mais adequados para ele, inclusive serviços como proteção e resolução de disputas.  Idealmente, o governo estaria limitado apenas à proteção dos direitos básicos de cada cidadão; mas o governo, como o conhecemos, protege apenas seus favoritos e viola os mais básicos direitos de propriedade do cidadão comum.  Todos os esforços para se limitar os poderes do estado tendem a fracassar.  Instituições privadas de segurança e arbitramento são mais eficientes e morais do que suas congêneres estatais.

8) O que gera crescimento econômico?

Resposta marxista: O processo capitalista gera crescimento econômico, mas isso é uma falácia lógica.  Embora o capitalismo seja o sistema mais produtivo, a distribuição de riqueza sob o capitalismo é completamente errada e injusta.  Classes inteiras de cidadãos são deixadas à margem do sistema.  Os capitalistas se aproveitam dos trabalhadores pagando-lhes os salários mais baixos possíveis em vez de o real valor de sua mão-de-obra.  Portanto, o capitalismo produz os bens e os entrega, mas para as pessoas erradas.  É urgente construirmos uma democracia dos trabalhadores, em que a produtividade ande de mãos dadas a uma distribuição de renda mais justa.

Resposta keynesiana: A demanda gerada pelo consumo privado não é o suficiente para gerar crescimento econômico.  O gasto privado geral é frequentemente muito baixo, muito manipulado pelas grandes empresas, e repleto de escolhas que ignoram as prioridades sociais.  Os consumidores podem estar poupando pouco ou em excesso.  Isto faz com que, muitas vezes, déficits orçamentários do governo sejam necessários para estimular a economia.  Da mesma maneira, o gasto privado é incapaz de ofertar bens públicos.  O gasto estatal nestas áreas é necessário para o crescimento econômico — particularmente na educação, na infraestrutura e na pesquisa científica.

Resposta de Chicago: Uma relação equilibrada entre demanda agregada e oferta agregada é a principal determinante do crescimento econômico.  Dado que os mercados privados nem sempre podem fornecer tal cenário, ambientes institucionais estáveis são necessários.  O setor público possui um papel vital em assegurar o crescimento econômico fornecendo um arcabouço de instituições financeiras e jurídicas.  Uma variedade de esforços do setor público, como baixas taxas de juros e subsídios, podem também ter um papel positivo.  Uma quantidade muito limitada de regulamentações também se faz necessária, mas isso não é necessariamente verdade em todos os casos.

Resposta austríaca: A fonte do crescimento econômico são as trocas voluntárias e mutuamente benéficas entre os indivíduos.  Dentro de uma economia baseada em transações voluntárias, os consumidores gastam uma parte da sua renda em bens e serviços com o intuito de satisfazer seus desejos mais imediatos.  Isto estimula a produção corrente.  Simultaneamente, os consumidores poupam uma parte de sua renda visando a satisfazer, no futuro, seus desejos que hoje são menos imediatos.  Isto sinaliza para os empreendedores como deve ser a estrutura produtiva voltada para o longo prazo.  Esta proporção entre consumo e poupança determina a estrutura de produção da economia, mostrando quais bens são mais demandados no presente e quais bens devem ser produzidos para o longo prazo.  Este arranjo leva ao desenvolvimento de mercados de capitais mais sofisticados.  Contratos privados, concorrência nos mercados e instituições privadas que possibilitam investimentos e acumulação de capital são todo o necessário para se obter um crescimento econômico ótimo.

9) O que gera os ciclos econômicos?

Resposta marxista: A concorrência acirrada em virtude de lucros declinantes e de uma crescente monopolização gera crises cada vez maiores sob o capitalismo.  Os capitalistas investem em máquinas que diminuem a necessidade de mão-de-obra com o intuito de manter o desemprego alto e os salários baixos.  A concorrência leva a taxas de lucro declinantes e a recessões.  Neste cenário, alguns capitalistas se darão bem, aumentando sua riqueza em virtude da aquisição barata do capital de outros capitalistas falidos, o que elevará sua lucratividade no momento.  No entanto, a tendência inerente ao capitalismo de sempre reduzir as taxas de lucro levará a mais desemprego e a uma outra depressão.

Resposta keynesiana: As expansões econômicas começam em um cenário de otimismo excessivo, frequentemente estimulado por mudanças tecnológicas, o que resulta em um frenesi especulativo.  Em seguida, uma deficiência no gasto total gera as recessões/depressões.  Quanto a poupança total excede o investimento total, o gasto total com bens sofre uma queda.  Isto reduz a demanda pela mão-de-obra necessária para se produzir estes bens.  Consequentemente, o pessimismo entre os investidores e empresários leva a uma demanda agregada insuficiente e a tempos econômicos difíceis.

Resposta de Chicago: Variações na oferta monetária fazem com que o crescimento do PIB se desvie de sua tendência geral de longo prazo.  Sem estas variações, a economia se mantém relativamente estável.  Variações na oferta monetária geram expansões econômicas inflacionárias e recessões.  Defasagens no ajuste do nível dos salários dentro destes ciclos fazem com que estas flutuações econômicas gerem mudanças significativas nas taxas de desemprego.

Resposta austríaca: A expansão da oferta monetária reduz artificialmente as taxas de juros.  Isto provoca uma acentuada elevação nos investimentos e nos gastos em consumo.  A redução artificial dos juros faz com que os empreendedores incorram em investimentos de longo prazo, pois estes agora se tornaram mais lucrativos, ao mesmo tempo em que estimula os consumidores a se endividarem mais e a se tornarem mais imediatistas, mais voltados para o consumo imediato.  Disso surge uma descoordenação na economia.  A relação temporal entre poupança e investimento, produção e consumo, torna-se desarranjada e descompassada.  Os preços sobem.  A receita futura esperada pelos investidores não se concretiza, pois nunca houve um aumento na poupança que possibilitasse uma maior renda futura dos consumidores.  Os processos de mercado revelam que vários investimentos não apenas não são lucrativos, como na realidade representam capital investido de maneira errônea e insustentável.  Recursos escassos foram desperdiçados em projetos cujos retornos foram sobrestimados.  Estes investimentos são então liquidados, o que dá início à recessão.

10) Qual é a política correta para se combater recessões?

Resposta marxista: As recessões servem como um lembrete à sociedade de que o laissez-faire é uma política fracassada.  Com todas as recessões, as autoridades políticas já deveriam ter aprendido que já passou da hora de o governo domar os especuladores e regular mais severamente as corporações.  Mais setores da economia têm de ficar sob controle público, mesmo que isto signifique a estatização de todo o setor industrial.  Devemos isso às verdadeiras vítimas dos ciclos econômicos: o proletariado.

Resposta keynesiana: Além das tradicionais medidas de expansão fiscal e monetária, é essencial que o governo proteja as indústrias que foram mais duramente atingidas pela recessão.  O governo também deveria proteger os trabalhadores, impedindo que eles sejam demitidos, além de fornecer benefícios aos desempregados.  Os consumidores não devem poupar, mas sim gastar ainda mais.  Simultaneamente, as empresas deveriam pegar dinheiro emprestado a juros zero tanto dos bancos quanto do próprio governo.  Apenas com estas medidas o equilíbrio produtivo pode ser restaurado. 

Resposta de Chicago: O Banco Central pode estimular a economia reduzindo as taxas de juros e o governo pode aumentar a demanda agregada por meio de um aumento temporário dos gastos, mesmo que para isso tenha de incorrer em déficits orçamentários.  Assim que a economia voltar ao normal, o Banco Central pode permitir que os juros subam e o governo pode restringir seus gastos.

Resposta austríaca: A recessão é apenas a revelação de que havia um conjunto de descoordenações e investimentos errôneos e insustentáveis em toda a economia em decorrência de uma política monetária expansionista.  Trata-se de uma etapa essencial do ciclo econômico, que irá liquidar os investimentos ruins e liberar recursos até então imobilizados nestes investimentos, permitindo que eles agora possam ser utilizados por outros setores da economia.  Não apenas o governo não deve combater a recessão, como deve permitir que ela siga seu curso até o fim, limpando os investimentos ruins de toda a economia.  Políticas contracíclicas são contraproducentes e logram apenas prolongar a recessão.  Recessões futuras podem ser impedidas por meio de uma reforma do sistema monetário, que é a real causa dos ciclos econômicos.

11) Quão viável é o socialismo?

Resposta marxista: O socialismo não apenas é uma opção eminentemente viável, como é para ele que a história está inexoravelmente nos levando.  Porém, o socialismo ainda enfrenta resistências por causa da influência que o grande capital exerce sobre os atuais sistemas políticos.  Como é possível o socialismo funcionar?  Assim como o planejamento em períodos de guerra, os planejadores socialistas podem monitorar os estoques de bens e aumentar (diminuir) os preços quando os estoques diminuírem (aumentarem), desta forma ajustando os preços de modo a sempre deixá-los compatíveis com a demanda dos consumidores.  Os planejadores também podem ordenar que os administradores das sucursais locais desempenhem de maneira eficiente suas tarefas, o que fará com que a produção e a inovação fluam continuamente.  Este tipo de processo de tentativa e erro conduzido por pessoas de boa vontade pode funcionar pelo menos tão bem quanto o mercado, com a vantagem de não ter o custo social deste.  O socialismo não é nenhuma ciência astronáutica; ele é totalmente viável e pode funcionar melhor do que o capitalismo.

Resposta keynesiana: O capitalismo é produtivo, mas os capitalistas, quando deixados livres, colocam os lucros acima das pessoas, e egoisticamente descontam os interesses dos trabalhadores e dos consumidores.  Em uma sociedade, instituições como sindicatos, salários mínimos, leis antitruste, leis contra o trabalho infantil, leis trabalhistas e outras estruturas legais são essenciais para se solucionar os conflitos entre capitalistas e trabalhadores/consumidores.  É essencial que o governo administre alguns setores, como os de utilidades públicas e a educação, ao passo que empresas privadas podem cuidar da produção de bens e serviços, desde que sob forte regulamentação do estado.  O fato de havermos criado estas instituições mostra que aprendemos coisas boas com os socialistas.  Temos de parar de tratar o socialismo como se fosse algum tipo de bicho-papão.

Resposta de Chicago: A experiência nos mostra até o momento que o sistema de livre iniciativa tem sido mais produtivo do que a maioria dos experimentos socialistas já implantados.  Isto pode ser por causa da falta de incentivos para se produzir no socialismo ou por causa da baixa qualidade do planejamento utilizado.  Um mercado completamente desregulamentado, no entanto, também possui suas deficiências, e é por isso que ele tem de sofrer interferências em algumas áreas.  De qualquer maneira, é fútil tentar recorrer a alguma teoria geral que nos permita dizer, aprioristicamente, que todos os planejamentos socialistas fracassarão.  A história nos mostra que algumas formas de planejamento central funcionam muito bem.  Bancos centrais, por exemplo.  Um Banco Central incorre em um tipo de planejamento central, assim como o fazem também os juízes e os reguladores, e de maneira muito bem sucedida — desde que pessoas competentes estejam no comando, é claro.  A desejabilidade de uma intervenção estatal para além das funções clássicas do governo — criar e impor regras — irá depender de quão severas são as imperfeições do mercado em relação às imperfeições governamentais.

Resposta austríaca: A propriedade comunal dos meios de produção (por exemplo, das fábricas) impede a existência de mercados para bens de capital (por exemplo, máquinas).  Se não há propriedade privada sobre os meios de produção, não há um genuíno mercado entre eles.  Se não há um mercado entre eles, é impossível haver a formação de preços legítimos.  Se não há preços, é impossível fazer qualquer cálculo de preços.  E sem esse cálculo de preços, é impossível haver qualquer racionalidade econômica — o que significa que uma economia planejada é, paradoxalmente, impossível de ser planejada.  Sem preços, não há cálculo de lucros e prejuízos, e consequentemente não há como direcionar o uso de bens da capital para atender às mais urgentes demandas dos consumidores da maneira menos dispendiosa possível.  Em contraste, a propriedade privada sobre o capital e a liberdade de trocas resultam na formação de preços (bem como salários e juros), os quais refletem as preferências dos consumidores e permitem que o capital seja direcionado para as aplicações mais urgentes, ao mesmo tempo em que o julgamento empreendedorial tem de lidar constantemente com as contínuas mudanças nos desejos dos consumidores.  O socialismo, um sistema que na prática requer um estado totalitário, não é uma opção viável ao capitalismo.  Qualquer passo rumo ao socialismo é um passo rumo à irracionalidade econômica.

12) Qual a relação entre economia e ambiente?

Resposta marxista: A única solução definitiva para o problema da poluição e da degradação ambiental é a imposição de um severo limite sobre o desenvolvimento econômico.  Somente assim a qualidade de vida pode ser preservada.  É preciso deixar bem claro aos capitalistas que damos mais valor à qualidade de vida do que à produção e aos ganhos materiais.  E nem se trata de uma questão exclusivamente de lucros e pessoas.  O delicado ecossistema tem de ser protegido sob todos os aspectos, desde a mais ínfima forma de vida até o mais volumoso corpo de água — sem descuidar, é claro, da atmosfera, que não pode receber gás carbônico.  Tudo isso implica a urgente necessidade de se controlar rigidamente o crescimento populacional.

Resposta keynesiana: A poluição é um claro exemplo de falha de mercado.  Enquanto as grandes empresas estiverem lucrando, elas tenderão a utilizar os recursos de maneira excessiva, impondo pesados custos ambientais sobre todos nós.  Quanto aos terrenos mais valiosos, às florestas antigas e às espécies em risco de extinção, a tendência é de caça e exploração predatórias, com os capitalistas se aproveitando do que é valioso e sempre desconsiderando o interesse social da preservação.  É por isso que severas regulamentações ambientais têm de desempenhar um papel proeminente na proteção de terras, na preservação de espécies, no controle da poluição, na limpeza do ar e da água e, principalmente, em policiar e punir as empresas infratoras, deixando claro que os lucros não podem vir à custa da natureza.

Resposta de Chicago: A maioria das questões que envolvem o ambiente pode ser resolvida por meio de incentivos de mercado.  Mas os tribunais têm de ser transparentes ao definirem as fronteiras de cada propriedade para quando os conflitos surgirem.  Questões envolvendo externalidades podem ser resolvidas por meio de compensações entre os proprietários envolvidos na disputa, com o veredito sendo imposto por arbitragem estatal.  Quanto à poluição, ela pode ser minimizada por meio de um mercado para direitos de poluição, e estes direitos podem ser comercializados de modo que os custos da poluição recaiam sobre os poluidores.  Taxas para o uso de terras públicas são normalmente estipuladas em níveis muito baixos, o que acaba estimulando o uso excessivo.  Preços mais altos são o segredo para a conservação.

Resposta austríaca: Praticamente todas as questões relacionadas ao ambiente envolvem conflitos sobre propriedade.  Sempre que houver propriedade privada, os proprietários podem resolver estes conflitos por meio da proibição e da punição aos atos de transgressão.  O incentivo para se conservar é uma característica inerente à estrutura de incentivos criada pelo mercado.  O mesmo é válido para o incentivo de se preservar todas as coisas de valor.  A responsabilidade pelos danos à propriedade alheia tem de ser arcado pelo indivíduo que causou o estrago.  Propriedade comunal do ambiente, como existe hoje, não é a solução.  Dado que as florestas, por exemplo, não são geridas privadamente, a meta de se conseguir uma administração racional e "verde" sempre será enganosa.  Somente quando uma terra tem dono é que este possui vários incentivos para cuidar muito bem dela. Sua preocupação é com a produtividade de longo prazo.  Assim, caso ele decida, por exemplo, arrendá-la para uma madeireira, ele vai permitir a derrubada de um número limitado de árvores, pois não apenas terá de replantar todas as que ceifou, como também terá de deixar um número suficiente para a safra do próximo ano.

13) Qual a função dos sindicatos?

Resposta marxista: Os sindicatos, como são formados atualmente, não podem consertar os defeitos do capitalismo.  É da própria natureza do capitalismo explorar os trabalhadores.  Dado que todo o capital advém do trabalho, os capitalistas têm necessariamente de pagar aos trabalhadores menos do que o real valor de seu trabalho.  Caso contrário, os capitalistas deixariam de existir.  Os sindicatos não podem mudar isto.  A única coisa que pode mudar tudo isto é a abolição do capitalismo e a imposição da propriedade comunal dos meios de produção.  Na medida em que os sindicatos representam um movimento de vanguarda com o poder de fazer esta revolução, eles devem ser defendidos e fortalecidos.

Resposta keynesiana: Sindicatos são vitais para uma sociedade livre.  Sindicatos funcionam como se fossem um poder compensatório, contrabalançando a influência do grande empresariado.  Logo, os sindicatos são necessários para impedir que os trabalhadores sejam explorados pelas grandes corporações.  O governo deve apoiar os sindicatos criando leis que asseguram o direito de se organizar e sindicalizar, e normalmente os trabalhadores sempre estão em melhor situação quando há representação sindical.

Resposta de Chicago: Sindicatos são monopolistas, mas podem servir a bons propósitos.  Sua função histórica tem sido a de contrabalançar a concentração do poder industrial.  Ao mesmo tempo, um domínio sindical excessivo também pode elevar os salários para valores acima do nível de competitividade e, com isso, reduzir o emprego e a produção.  Os efeitos dos sindicatos variam de acordo com circunstâncias específicas, de modo que não há base para se formar uma opinião geral quanto aos méritos dos sindicatos.  Tudo depende das circunstâncias do tempo e do lugar.

Resposta austríaca: Sindicatos são monopólios trabalhistas porque se beneficiam de privilégios governamentais.  Sindicatos têm como objetivo elevar os salários para valores acima dos de livre mercado.  Isto reduz as chances de emprego para trabalhadores menos qualificados e de baixa produtividade, reduzindo a produção geral de bens de consumo.  Sindicatos grevistas sempre recorrem à coerção — com o apoio do estado — para espoliar a propriedade de seus patrões, impedindo que os meios de produção continuem sendo utilizados por outros trabalhadores "fura-greves".  As lideranças sindicais são frequentemente corruptas e se aproveitam enormemente dos próprios trabalhadores sindicalizados, os quais sustentam compulsoriamente seus líderes.  Os sindicatos também trabalham para concentrar poder nas mãos de políticos sindicalistas.  Esta concentração de poder vai contra os interesses de uma sociedade livre.

14) Os mercados criam e sustentam monopólios?  O que fazer quanto a isso?

Resposta marxista: Se há algo que a história do capitalismo nos mostra perfeitamente é que este sistema leva à concentração das empresas.  Com cada vez menos empresas ditando os termos, os resultados são preços cada vez maiores e salários cada vez menores.  Sindicatos e regulamentações antitruste já apresentaram algumas medidas bem sucedidas para coibir esta concentração, mas nenhuma destas duas instituições foi longe o bastante para reverter a tendência monopolística do mercado.  Temos também de questionar a ideia de que a própria concorrência deveria ser um objetivo político.  Muito frequentemente, ela é socialmente destrutiva, não passando de um slogan repetido por monopolistas para justificar seu comportamento explorador.  Uma sociedade formada pela cooperação entre todos, uma economia genuinamente democrática, deveria realmente ser o ideal.

Resposta keynesiana: O mercado tende a gerar monopólios de vários tipos e tamanhos.  O governo não deve permitir que empresas exercitem seu poder de monopólio ditando preços.  Um poder monopolista pode ser detectado por várias fórmulas matemáticas que comparam os custos de produção com o preço do produto final, sempre de acordo com um modelo de concorrência perfeita.  Monopólios geográficos podem não ser mais tão importantes quanto já foram, e isso se deve aos avanços na tecnologia dos transportes.  No entanto, o que estamos enfrentando hoje é uma variedade de monopólios possibilitados e orientados pela tecnologia, como mostra o exemplo da Microsoft e da Apple.  Por isso, os reguladores têm de estar constantemente alertas para empresas que tentam utilizar seu poder de mercado, se enriquecendo à custa dos consumidores.  A concorrência necessita de uma rigorosa intervenção do estado.

Resposta de Chicago: A regulação dos monopólios gerou mais malefícios do que benefícios, pois sempre acaba protegendo determinados concorrentes e não a concorrência em si.  Alguns tipos de regulação contra cartéis se baseiam em modelos falhos, incapazes de entender que algumas empresas ganham fatias de mercado simplesmente porque seus produtos são desejados pelos consumidores.  O que cabe aos reguladores fazer?  Como disse Adam Smith, eles deveriam impedir a conspiração empresarial, o comportamento ostensivamente predatório de algumas empresas e, de resto, assegurar um equilíbrio que leve à genuína concorrência.  Por fim, vale ressaltar que alguns bens são de melhor qualidade quando fornecidos por monopólios, como justiça e defesa.

Resposta austríaca: Economistas da escola clássica estavam corretos ao definirem um monopólio como sendo um privilégio concedido pelo governo.  Afinal, adquirir o privilégio legal de ser um produtor defendido pelo estado é a única maneira de se sustentar um monopólio em um mercado com total liberdade de entrada.  Quando não há este privilégio, a precificação predatória não é uma prática que possa ser mantida por muito tempo, e nem mesmo sua tentativa deve ser lamentada, dado que se trata de um grande benefício para os consumidores.  Comportamentos típicos de cartel sempre se esfacelam, e quando isso não ocorre, eles servem a uma função de mercado.  O termo "preços monopolistas" não possui nenhum significado efetivo em um arranjo de mercado, pois o mercado não é uma simples fotografia instantânea, mas sim vários processos contínuos de mudança.  Uma economia de mercado não necessita de nenhuma política antitruste; com efeito, o estado é a própria fonte dos monopólios e oligopólios que testemunhamos atualmente, como os setores judiciário e de segurança, além de todo o setor de utilidades públicas.

15) E bens como ruas, estradas e educação? 

Resposta marxista: Frequentemente se afirma que a livre iniciativa é a resposta para os nossos problemas econômicos, e que o governo não é capaz de nos ofertar bens e serviços.  Mas o exemplo das escolas, das ruas e das estradas é uma ótima contraposição a esta afirmação.  As escolas públicas já educaram, com alta qualidade, milhões de pessoas e as ruas e estradas públicas são a chave para fazer com que a sociedade aberta seja acessível para todos.  Com efeito, o sucesso destas instituições abre as porta para as enormes possibilidades disponíveis para uma sociedade que tem a coragem de abandonar o laissez-faire e abraçar a genuína oferta social de todas aquelas coisas que estimamos, mas que os interesses corporativos e a mentalidade estreita dos empresários se recusam a tornar acessíveis para todos.

Resposta keynesiana: Há alguns bens que o mercado não pode ofertar de uma maneira que atenda às necessidades sociais.  Escolas privadas são ótimas para aqueles que têm dinheiro, mas uma sociedade democrática tem de ofertar educação para todos.  O mesmo raciocínio se aplica para as ruas e estradas, que fazem parte da infraestrutura pública de uma sociedade moderna e que, por isso, não deveriam estar sujeitas às astúcias da livre iniciativa.  Mas isso não significa que não haja espaço para reformas.  As verbas para a educação são insuficientes e os professores são mal remunerados.  As ruas e estradas estão sujeitas a um uso excessivo, o que sempre gera congestionamentos.  A solução é direcionar generosas verbas para o sistema de transporte público.  Medidas como o compartilhamento de automóveis, mesmo que compulsória, devem ser estimuladas.

Resposta de Chicago:  Não há por que discutir se bens como ruas, estradas e educação são necessidades essenciais; ainda assim, o mercado não irá fornecê-los em quantidade suficiente.  A única questão pendente, portanto, se refere à administração pública.  Há maneiras boas e ruins de o governo ofertar estes serviços.  A adoção de incentivos de mercado pode aumentar a eficiência da oferta.  A construção e a administração podem ser terceirizadas.  Problemas de congestionamento podem ser resolvidos por meio de pedágios ou por outras formas de racionamento de uso.  As escolas podem se tornar mais competitivas por meio de vouchers e outros sistemas inovadores de licenciamento governamental voltados para suprir necessidades especiais.

Resposta austríaca: Estes são bens como quaisquer outros — eles podem ser supridos pelo mercado e somente pelo mercado.  O estado é incapaz de construir e manter instituições educacionais que passem no teste da racionalidade econômica, pois sempre fará isso sem o benefício da resposta econômica dos consumidores usuários de seus serviços.  Em vez de depender de mensalidades voluntariamente pagas pelos consumidores — o que atestaria a qualidade dos serviços —, o estado simplesmente coleta impostos e os gasta arbitrariamente.  O mesmo é válido para as ruas e estradas: quantas serão construídas, onde e com que qualidade são decisões que, em última instância, serão tomadas de acordo com meras conveniências políticas.  Em uma economia de mercado, a qualidade, a quantidade e os tipos de bens e serviços correspondem às necessidades sociais.  Estes bens são serviços que são estimados e apreciados pelos consumidores, o que significa que eles serão ofertados caso seja economicamente factível fazer isso em relação a outras prioridades sociais.

16) Qual o papel da igualdade e da desigualdade?

Resposta marxista: A desigualdade é uma característica intrínseca a uma estrutura social cujo preconceito está arraigado na longa e vergonhosa história da maneira como a sociedade ocidental tratou as mulheres e outras minorias.  O impulso preconceituoso, enraizado no espírito da subjugação que deu origem ao capitalismo ocidental, é uma forma de violência e, ainda assim, é parte da corrupta infraestrutura da própria economia de mercado.  Se os proprietários do capital forem deixados livres, os grupos excluídos permanecerão perpetuamente excluídos; por isso, a sociedade tem de agir para controlar e restringir os capitalistas.  A igualdade plena continuará sendo um sonho distante enquanto tivermos uma sociedade que trata as pessoas como bens que podem ser comprados e vendidos, e enquanto continuarmos colocando a propriedade privada de poucos acima do interesse comum de todos.

Resposta keynesiana: A ênfase moderna dada à igualdade foi o grande avanço político do século passado.  Não mais o sistema político e econômico exclui a participação das mulheres e das minorias; ao contrário, as inclui como questão de lei.  Estes grupos tendem a ser artificialmente subvalorizados pela "mão invisível" do mercado, e é por isso que o governo tem de impor leis antidiscriminação e a favor de cotas.  O estado de bem-estar social também beneficiou a sociedade ao garantir que os benefícios gerados pela crescente riqueza fossem redistribuídos por toda a sociedade, de modo a impedir que os ricos se tornem mais ricos à custa dos pobres.  Já avançamos bastante, mas ainda há muito mais a ser feito.

Resposta de Chicago: É um grande erro fazer com que a igualdade de resultados seja um objetivo político, pois legislações igualitaristas podem destruir os incentivos para o aprimoramento.  Punir os ricos é uma medida autodestrutiva, mesmo para os pobres que estão batalhando para se manter.  A igualdade de oportunidades, no entanto, já é diferente.  É algo que todos merecem em decorrência de sua própria dignidade como ser humano.  Por isso, uma nação deve se esforçar para ter instituições educacionais de qualidade, instituir um limitado imposto sobre heranças e, de resto, auxiliar a todos aqueles que, sem nenhuma culpa própria, não possuem os meios de entrada na divisão do trabalho.  Tão logo estas instituições estiverem criadas, iremos descobrir que as forças da concorrência do mercado alcançarão os objetivos igualitários através de meios predominantemente voluntários.

Resposta austríaca: A igualdade é um termo que se relaciona adequadamente à matemática, e não às ciências sociais.  Os seres humanos são desiguais em seus dotes, oportunidades, ambições e vontade de conquista.  Desigual não significa inferior ou superior; significa apenas diferente.  Diferenças são a exata origem da divisão do trabalho e, dentro de um arranjo de mercado, não levam a nenhum conflito, mas sim à cooperação.  Embora as diferenças devam ser celebradas, proprietários de estabelecimentos têm todo o direito de tratar as pessoas desigualmente, escolhendo quem irão contratar e quem pode e quem não pode frequentar seu estabelecimento.  (Afinal, seria correto obrigar um negro dono de um bar a aceitar a presença de neonazistas em seu estabelecimento?).  São os proprietários que devem arcar com as consequências de seus atos.  Legisladores não deveriam ter qualquer preocupação em tentar criar nem igualdade de resultados e nem igualdade de oportunidades, seja entre indivíduos ou entre grupos de indivíduos classificados de acordo com qualquer critério.  O único lugar em que cabe a igualdade é na aplicação da lei, a qual deveria tratar todos os indivíduos da mesma maneira, sem qualquer consideração com seu gênero, cor, preferência sexual ou classe social.

17) Quem melhor serve à sociedade?

Resposta marxista: O capitalismo serve aos empresários e os empresários servem a si mesmos.  O sistema é totalmente baseado na exploração dos consumidores e dos trabalhadores.  A única solução para estes problemas é abolir o capitalismo e, com ele, a classe capitalista dos empresários.  Uma sociedade genuinamente democrática ou socialista irá acabar com as tendências exploradoras.  As pessoas não mais irão almejar o lucro privado porque os lucros privados não mais existirão.  As pessoas terão melhores motivações e serão dotados de maior espírito público sob o socialismo.  Os líderes da futura sociedade socialista promoverão o bem comum.

Resposta keynesiana: Legisladores e especialistas em políticas públicas, sob a orientação de uma variedade de grupos de aconselhamento, têm o interesse público em mente quando formulam e executam suas políticas.  Eles são capazes e têm o desejo de melhorar o bem-estar da sociedade.  Empresários buscam o lucro e se importam muito pouco com o bem-estar geral do povo.  Eles servem ao interesse público apenas na medida em que obtêm lucros nesse processo.  Dados os numerosos e severos defeitos na maneira como os mercados funcionam, líderes públicos bem informados têm de trabalhar para aperfeiçoar o bem-estar público — um projeto viável desde que limitemos a influência dos interesses corporativos sobre a política.

Resposta de Chicago: Políticos buscam seus próprios interesses, mas a competição política e o processo de políticas públicas fazem com que eles de certa forma acabem também servindo ao público.  Empreendedores também servem ao público de certa forma, pois é assim que obtêm lucros.  A questão sobre se são os líderes cívicos ou os empreendedores quem melhor serve ao público ainda está em aberto.  Tudo depende das circunstâncias específicas da época e do local.  A sociedade democrática já se mostrou capaz de resolver questões de gestão social ao longo do tempo.

Resposta austríaca: Empreendedores possuem um papel indispensável para uma sociedade.  Empreendedores estão sempre alertas para as oportunidades de lucro e estão sempre fazendo julgamentos acerca das demandas futuras.  A concorrência em relação a estas oportunidades resulta em um sistema de lucros e prejuízos que gera preços para a mão-de-obra e para o capital.  Esta concorrência direciona recursos para a satisfação das mais urgentes necessidades dos consumidores.  Políticos bem-sucedidos são aqueles que possuem maior capacidade para conservar e exercer poder político.  Estes são tipicamente os elementos mais inescrupulosos da nossa sociedade.




141 comentários
141 comentários
Steve Ling 04/07/2012 06:50:21

Paul Krugman, disse no Blog do Estadão: "a economia americana cresceu 10,9%, sim, 10,9% em 1934. O New Deal triunfante! Ou talvez não. O PIB real ainda estava cerca de 20% aquém do seu nível de 1929." Houve realmente esse crescimento? E depois o que aconteceu? \r
blogs.estadao.com.br/paul-krugman/\r

Responder
Leandro 04/07/2012 06:58:43

Pobre Krugman. A única coisa que restou ao coitado foi ficar revirando número de PIB da década de 1930 para tentar dar alguma sobrevida à sua desastrosa e desacreditada teoria.

Se o número foi esse mesmo? Sei lá. Pode até ter sido. E foi até baixo. Dado que o PIB caiu em 1930, 1931, 1932 e 1933, um sujeito que comprasse dois picolés em 1934 levaria o PIB lá pra cima. Afinal, estava-se partindo de uma base muito baixa.

Para mais detalhes sobre a Grande Depressão, sugiro estes artigos:

www.mises.org.br/Article.aspx?id=878
www.mises.org.br/Article.aspx?id=376
www.mises.org.br/Article.aspx?id=326
www.mises.org.br/Article.aspx?id=97
www.mises.org.br/Article.aspx?id=371

Responder
Patrick de Lima Lopes 04/07/2012 06:50:28

Acho que a escola marxista e a escola keynesiana estavam em um péssimo dia.
Outro dia, debatendo com o grupo mais proeminente do brasil, o marxista, um deles propôs a seguinte pérola: Não precisa acabar com o investimento. Apenas tire 10 por cento da produção do criador de gado e entregue à população.

Grande artigo. Pretendo trazer as respostas de algum outro grupo, como o TZM.

Responder
Henrique 04/07/2012 07:08:32

Patrick, você também divulga a visão austríaca pra esse pessoal do TZM? Se sim, conte-nos as respostas que tem obtido.

Abraços

Responder
Patrick de Lima Lopes 04/07/2012 08:17:18

O TZM é extremamente aberto aos ideais liberais, por mais estranho que isso possa soar.

Isto porque boa parte da seção mais jovem do grupo faz parte dos eleitores do Ron Paul.

É óbvio que muitos deles apenas querem que o Ron Paul os livre de "zionistas alienígenas-demônios que fizeram o 11 de setembro", mas em geral há um consentimento de que na medida do capitalismo, as idéias austríacas são as mais saudáveis.

A motivação dos membros do TZM não é muito diferente da nossa motivação em relação a combater o corporativismo e a economia da inflação. O problema é que há um abismo entre nós em relação a forma como vemos a desigualdade. Nós enxergamos esta como o produto de intervenção governamental, falta de direito à propriedade, falta de liberdades econômicas e tirania em geral.

Já o membro do Zeitgeist Movement considera, assim como o Jacque Fresco, nosso sistema econômico um modelo não-atrelado à realidade. O próprio Jacque explica: Não havia como entender a razão do desemprego e da fome durante a grande depressão se as máquinas, os recursos e a mão-de-obra estavam lá.

A maior questão levantada pelo Venus Project do Fresco e o TZM do Peter Joseph é: Por que viver em uma sociedade da escassez se PODE haver abundância para todos?

E para responder a tal questionamento, todo um sistema de organização social e econômica é formado(Venus Project). Em geral, os membros do TZM, por desejarem o fim do corporativismo(compartilham um objetivo conosco), podem com uma certa facilidade alternarem entre o meio da Resource Based Economy e o do liberalismo austríaco.

Existe um vídeo feito pelo Juice News, com propósito humorístico, que faz uma entrevista de rap entre Peter Joseph, Ron Paul e Jacque Fresco:
www.youtube.com/watch?v=ELEwjVRxxGE&feature=channel&list=UL

É um vídeo humorístico, fundamentalmente. Não o recomendo se você quiser entender a real proposta do TZM e do Venus Project. Mas ainda sim vale a pena assistir.

Responder
André Poffo 04/07/2012 13:47:03

Escassez é um conceito econômico.
Para que algo tenha preço ele deve ser escasso.
Para que algo não seja escasso ele deve ser acessível a todos e a qualquer momento.

Esse pessoal do TZM acha que pode acabar com a escassez? Impossível, assim como é impossível saber as preferências de todos os seres humanos e calcular a alocação de recursos em um super-computador.

Responder
Andre 04/07/2012 10:17:18

A diferença é gritante.. como é possível que um indivíduo leia essas posições e continue sendo marxista ou keynesiano? Algum distúrbio mental?

Responder
Rafael Franca 04/07/2012 10:25:33

Mau caratismo? Vontade de ser burocrata e não trabalhar mais? Vontade de mandar na vida dos outros? Inveja?

Responder
Andre 04/07/2012 13:02:23

Pode ser por mau caratismo mesmo.. ou desonestidade?

Responder
Johnny Jonathan 04/07/2012 10:46:00

Bem didático, uma das coisas que a gente não viu no ensino médio e deveria ter visto.
O máximo que se ouviu falar foi um tal de "neoliberalismo", que é uma boa mistura, não sei se errônea, de keynesianismo e monetarismo... e monetarismo é uma mistura da escola austríaca e keynesianismo. Ou seja, explicar sobre o que é neoliberalismo não explica nada só confunde.

Responder
Patrick de Lima Lopes 04/07/2012 10:50:50

Olá, aqui está um argumento que eu recebi de um amigo contra a liberdade comercial no sistema de manipulação de recursos escassos:

O Argumento da Ilha Deserta.

Imagine que 30 pessoas, após um acidente de avião, terminaram isoladas em uma ilha deserto com recursos para sustentar apenas 15 pessoas. Qual será a atitude mais prudente para a economia destes recursos escassos: Deixar que as primeiras 15 pessoas a alcançá-los sobrevivam e todas as outras morram de fome? Ou criar uma organização central para dividir os recursos igualmente entre os habitantes para que a comunidade dure por mais tempo?
Objetivo comum: Sobreviver o mais tempo possível na espera de resgate.
Recursos: 15 unidades de suprimentos. Cada uma com a capacidade de nutrir apenas uma pessoa ou nutrir duas pela metade.

O amigo também disse o seguinte: Qual é a grande diferença entre a Terra e a Ilha Deserta se não há recursos para dar uma ótima vida a todos?
---------------------------------------------
Gostaria de saber qual seria uma resposta austríaca para o ponto levantado por ele.
Obs: Sim, teria de haver um compromisso moral dos primeiros a alcançar os suprimentos em compartilhar com outros. Porém o melhor seria não depender da boa vontade destes.

Responder
Johnny Jonathan 04/07/2012 12:26:55

Bom, a primeira vista se percebe a psicologia evolutivai atuando, não sei se tou certo mais vou tentar te responder:

A ilha deserta é sim diferente da terra. Porque na ilha deserta a economia é tribal, ou seja, um jogo de soma zero: pra alguém tem algo, outro tem que perder.

Já na Terra, as trocas comerciais não são um jogo de soma zero: no comercio ambos os lado se beneficiam. Eu costumo dizer que é um troca de prejuízos, que gerá lucro pra ambos os lados.... aliás, essa troca de prejuízos aumenta a produção quando cada um de especializa no que é melhor, como já mostrou Ricardo.. e como da pra ver quando uma mulher trabalha fora e contrata uma empregada, ambos lados se beneficiam.

Mas porque não é um jogo de soma zero a terra e na ilha é?

Na ilha, os recursos são escassos tanto quanto a terra, mas as semelhanças param aí. Na ilha não pode haver aumento de produção, segundo a sua (ou do seu colega) descrição, não há como poupar no presente pra se ter algo maior no futuro. Se não há poupança não ha capitalismo e por consequência não há economia de mercado.

Se uma dessas pessoas pegar a sua parte na comida e ao invés de se alimentar, poupar o consumo e usar as frutas, batatas etc pra a produção (pelo o que sei tem alimento que você não pode consumir para plantar, tipo feijão) de novos alimentos este terá em algumas semanas mais alimentos do que os outros que consumiram. Apesar de ter passado muito mais fome nesse período sem produção do que os outros.

Como podemos ver, é justo que a plantação foi ideia dele, e que a riqueza seja dele e... ele deu riqueza a uma terra que ninguém estava utilizando, logo a propriedade é dele e com isso ele pode dar alimento no presente pra alguém em troca dessa pessoa ajudar numa produção futura de alimentos trabalhando.

No fim, se o pessoal respeitar o direito de propriedade do capitalista todos viveram com riqueza de alimentos, mesmo que o capitalista tenha direito a mais (e por isso vai atrair mais mulheres - sem preconceito e feminismo aqui galera, mas essas coisas acontecem - e vai ter mais filhos etc) ele também tem o risco maior.
Logo esses arranjo é justo e benéfico a todos.

O que não é justo é os socialistas tomarem a propriedade do cara que passou fome, se arriscou a morrer pra produzir mais alimentos pra todos (mesmo que seja por interesse próprio) só porque tudo tem que ser dividido com todos, porque assim é "justo".

Como vemos, não, não é, o capitalista da ilha não tem que dividir nada. Socialistas foram só ladrões do esforço alheio.... e ainda pagam de altruístas.

Enfim, pode ter brechas na minha argumentação, sou meio novo nesse "troço de economia", mas acho que é isso.


Responder
Julio dos Santos 04/07/2012 14:10:09

Sensacional Johnny Jonathan!! Eu não teria esta tua paciência, mas parabéns pelo detalhamento da tua resposta!

Responder
Heisenberg 04/07/2012 20:32:14

"Most economic fallacies derive from the tendency to assume that there is a fixed pie, that one party can gain only at the expense of another"

"Concentrated power is not rendered harmless by the good intentions of those who create it."

Milton Friedman 1912-2006

Ah, me desculpem por citar Friedman aqui.

Responder
Leandro 04/07/2012 12:30:40

Exemplo perfeito da idiotice e do analfabetismo econômico desta gente. Vê-se que não é a lenda a história de que a esquerda literalmente acredita que a riqueza cai do céu e que não é necessário trabalhar e poupar para se produzir.

Nesse cenário citado, pouco importa qual será o arranjo escolhido: todas estas pessoas irão morrer rapidamente, em qualquer um destes dois arranjos. Afinal, ninguém está preocupado com a divisão do trabalho, em poupar e acumular capital. Os idiotas querem apenas sair consumindo o máximo possível, exaurindo completamente os recursos até o momento em que finalmente não terão mais nada e morrerão de fome.

E eles realmente creem que estas são as duas únicas opções plausíveis.

Já eu sugeriria que eles ao menos lessem Robson Crusoé, que aparentemente sabia muito mais de economia do que estes bobalhões. Numa situação como estas, as pessoas têm de se especializar naquilo que sabem fazer melhor: uns irão caçar, outros irão construir redes de pesca para poder pescar mais, outros irão colher frutas, outros irão pescar com a mão etc. Com esta divisão do trabalho, haverá mais poupança e mais capital acumulado, o que eleverá a produtividade e consequentemente a oferta de alimentos na ilha. Aí sim eles poderão sobreviver,

Agora, sair consumindo desbragadamente, que é o que eles querem, é garantia de morte futura por inanição. Aliás, como garantir que este estado que eles propõem criar não confiscará para si todos os alimentos? Tenho certeza de que, ao proporem isso, eles sugerem que eles próprios eram o estado, obviamente.

Dica: fique longe destes analfabetos econômicos.

Abraços!

Responder
void 21/01/2014 19:25:11

Pra mim esta história da ilha é falaciosa. Veja que ela deixa vários elementos presentes numa sociedade complexa de fora (alô, agricultura, indústria, trocas, cooperação, vantagem comparativa, etc etc etc), e apela para uma emergência providencial que não se verifica em situações reais. Veja, mesmo numa sociedade tribal o sistema econômico é ainda mais complexo que nesta situação, visto todo o conhecimento de mundo que cada um dos indivíduos possui, e a informação ainda mais dispersa entre os indivíduos do que se apresenta neste exemplo onde todos os elementos estão numa situação que desconhecem completamente, tendo todo seu conhecimento baseado numa realidade que é outra.

Além disto, ainda me parece que os 30 sobreviventes estão em uma relação muito mais de voluntarismo (e é o que ocorre no geral, quando ocorrem catástrofes) do que de institucionalização burocrática. Afinal, se há urgência na sobrevida, votar, eleger reis e políticos, não é estranho ser a última das preocupações.

Desculpe pela resposta mau escrita, estou saindo agora do trabalho e não vai dar tempo de elaborar melhor.

Responder
Eduardo 04/07/2012 10:51:01

A definição de juros da escola de Chicago me parece muito semelhante à definição Austríaca, mas creio ter lido em algum lugar que o Stiglitz considerava a teoria Bawerkiana errada e recentemente o austríaco Bob Murphy linkou um paper que ele considera herético: consultingbyrpm.com/uploads/Multiple%20Interest%20Rates%20and%20ABCT.pdf

(Neste paper ele lida com as diferentes taxas "naturais" de juros de diferentes mercadorias e propõe uma extensão do conceito de equilíbrio usado por Mises e cia.)

Responder
Carlos 04/07/2012 13:16:51

Questão 18 - Por que as ideias da escola austríaca não foram implantadas em nenhum lugar do mundo?


Questão 19 - Por que o liberalismo está falhando em todo lugar?

Questão 20 - O que o anarco-capitalismo pode fazer para reduzir a pobreza? Essa já foi respondida: Nada. Se existem pobres é porque eles querem ser pobres. O Estado não tem que sustentar vagabundos.

Responder
Leandro 04/07/2012 13:35:36

Questão 18:

Foi respondida completamente aqui


Questão 19:

Esta sua pergunta contradiz totalmente a pergunta 18. Se, segundo você próprio, as ideias da Escola Austríaca nunca foram tentadas, então como pode o liberalismo estar falhando? Como pode algo que não existe em lugar nenhum "estar falhando"? Idiotas têm problemas sérios com a lógica.

Mas, para lhe dar alguma atenção, digo que os lugares que mais se aproximam do liberalismo, como Hong Kong, Cingapura, Suíça, Nova Zelândia e Austrália, não vão nada mal.


Questão 20:

O máximo que ele pode fazer é dar liberdade para as pessoas, ao contrário do estado, cuja própria existência depende da espoliação das pessoas, principalmente dos mais pobres. Se, segundo você, os pobres se dariam mal no anarcocapitalismo, então eles certamente não têm como não se estrepar em uma sociedade estatal.

Já pensou em fazer um curso básico de lógica?

Estaremos sempre aqui para lhe ajudar. Não hesite em aparecer novamente para tirar mais dúvidas.

Grande abraço!

Responder
Paulo Sergio 04/07/2012 14:00:39

Questão 20
Leandro, acho que a pergunta dele era o que o anarcocapitalismo pode fazer pelos pobres DEPOIS de ter sido implementado.Aí sim, vai ter emprego sobrando e quem está pobre é porque é vagabundo mesmo.

Responder
Carlos 05/07/2012 08:50:22

Não fiquei satisfeito. A escola austríaca não foi implantada em nenhum lugar do mundo. O próprio trecho do artigo citado diz: "Consequentemente, se analisarmos os países que mais perto chegaram do respeito a esses princípios, teremos a seguinte lista".

Ora, a afirmação é de que MAIS CHEGARAM PERTO desses princípios, não de que foram integralmente aplicados, tanto que continuam existindo governos nesses países. Ou não?

Questão 19: Ué, vocês mesmos fazem questão de frisar que liberalismo não é necessariamente anarco-capitalismo, tanto que já escreveram artigos críticos ao Milton Friedman e outros "liberais". Se não é o liberalismo que está batendo em retirada (vide o apoio governamental à Ford e GM nos EUA) é o que? O "socialismo"?

Já pensou em fazer um curso básico de semântica?


PS: Duvido que publicarão isto. Quando confrontados, sempre dão um jeito de se esconder.

Responder
Leandro 05/07/2012 09:12:58

Prezado Carlos, você realmente acha que estes seus "desafios" pueris ("duvido que publicarão isso") intimidam alguém? Principalmente quando eles advêm de uma pessoa comprovadamente contraditória e de baixíssima capacidade argumentativa como você. Seu modus operandis é idêntico ao de seus congêneres esquerdistas que, aparentemente insatisfeitos com a baixíssima qualidade da (farta) oferta de blogs patrocinados por estatais, vêm encher nossa paciência aqui, implorando por um pouco de atenção.

Embora se achem desafiadores, o único sentimento que vocês suscitam é a pena. E justamente por isso fazemos a caridade de não apenas lhes conceder um pouco de espaço e atenção, como ainda somo generosos o bastante para até mesmo responder aos seus relinchos.

Mas esta é uma oferta por tempo limitado. Agora volte para o esgoto, junto às outras ratazanas companheiras.

Responder
Pipe 05/07/2012 12:31:24

Ora, a afirmação é de que MAIS CHEGARAM PERTO desses princípios, não de que foram integralmente aplicados, tanto que continuam existindo governos nesses países. Ou não?

Então quer dizer que, se algo não é integralmente aplicado, é inválido? O socialismo, quando implementado em pequenas medidas, sempre teve e sempre terá resultados ruins, a pequeno, médio ou a longo prazo. Já o livre mercado já permitiu importantes desenvolvimentos. Tem um país que, ao implementar um modelo bastante liberal, alcançou níveis bem interessantes de desenvolvimento: os EUA do final do século XIX. E ainda vem querer fazer pose de inteligentão e falar sobre semântica. É hilário.

Questão 19: Ué, vocês mesmos fazem questão de frisar que liberalismo não é necessariamente anarco-capitalismo, tanto que já escreveram artigos críticos ao Milton Friedman e outros "liberais". Se não é o liberalismo que está batendo em retirada (vide o apoio governamental à Ford e GM nos EUA) é o que? O "socialismo"?

O modelo liberal causou problemas à GM? Voc? está se sentindo bem? Comeu algo estragado? A GM ficou nessa situação por causa da UAW, o sindicato que tomou conta da empresa e começou a impor salários e pacotes de benefícios completamente irreais, levando a uma ineficiência brutal na produção e a gastos estratosféricos. A GM se transformou em uma bomba relógio prestes a explodir. Aliás, a saúde financeira da GM não melhorou nem um pouco. Na verdade, continua uma porcaria, mas agora uma porcaria sustentada pelo contribuinte dos EUA.

Responder
Getulio Malveira 04/07/2012 14:51:28

Só me ficou uma dúvida: a resposta austríaca da questão três me parece bem simplificada em relação a teoria dos bens exposta por Menger. O que quero saber é: essa simplificação é para fins didáticos ou é algum tipo de síntese alcançada por outros austríacos depois de Menger?

Responder
Leandro 04/07/2012 15:01:21

Você está se referindo à utilidade marginal? Se sim, não vejo por que ela deveria ser mencionada naquele tópico específico (e, se fosse, não haveria espaço). Se não, aí confesso que não pesquei o que exatamente ficou de fora.

Responder
Getulio Malveira 05/07/2012 05:50:59

Na verdade, Leandro, eu me referia as condições que tornam alguma coisa um "bem" e as que a tornam um "bem econômico". A proposição: "o valor é gerado pelos desejos subjetivos de um indivíduo e por suas crenças quanto às propriedades causativas de um determinado item" contém o essencial da doutrina de Menger mais é bem mais simples. Por exemplo: se um bem para satisfazer uma necessidade necessita de um bem complementar, então se não disponho do bem complementar o bem em questão não tem valor pra mim. Corrija-me se estiver equivocado, mas me parece que na doutrina do valor de Menger há tanto elementos subjetivos (preferências e crença) quanto objetivos (disponibilidade, nexo causal). Se isso está correto, o que quero saber é se a partir de Mises todos os elementos do valor passam a ser subjetivos.

Desculpe-me a questão exegética, é coisa da minha minha formação mesmo. abraço

Responder
Thiago de Paula 04/07/2012 15:34:51

Quais foras as fontes usadas com referência para a elaboração das respostas? Obrigado.

Responder
Thiago de Paula 03/10/2012 12:37:55

Posso apenas não ter visto, mas ainda gostaria de saber quais foram as fontes utilizadas. Obrigado.

Responder
Leandro 03/10/2012 13:21:16

Impossível não ter visto, pois está logo abaixo.

"O conhecimento, a cultura e, obviamente, a leitura das principais obras dos principais representantes de cada escola."

Abraços!

Responder
Leandro 04/07/2012 15:40:05

O conhecimento, a cultura e, obviamente, a leitura das principais obras dos principais representantes de cada escola.

Responder
Diego 09/07/2012 20:50:18

Caro Leandro,

Gostaria que voce,que é o principal articulador deste site,indique em qual página e de qual livro Marx conceitua o conceito o dinheiro como " veículo para a exploração do proletariado"?Tal conceito fora retirado do livro "o capital"?Engraçado,busco em todas as páginas deste livro e nao encontro nada parecido como está conceituado neste site.Nos capítulos 1 e 2 do o Capital,Marx conceitua o dinheiro como equivalente geral ou social de valores.
Se as ideias expostas aqui derivam da cultura,do conhecimento dos administradores do insituto, começo a duvidar se estes realmente as tenham,ou se os conceitos marxistas expostos foram distorcidos e manipulados conscientemente e nao por burrice.



Obrigado.

Responder
Leandro 10/07/2012 07:02:43

Essa sua pergunta é séria, Diego? Sim, porque você próprio deu a resposta. Se não percebeu isso, então sua situação intelectual é pior do que você próprio imagina. Seu espanto se deve à mentalidade universitária brasileira, que age segundo o pressuposto de que, se tal frase não existe de maneira idêntica nos manuais, então ela não existe de maneira alguma. O conceito de raciocínio, de condensação de ideias e de poder de síntese passa longe de vocês. Ou a frase tem de existir ipsis litteris e ser decorada como ela foi escrita, ou qualquer ideia derivada dela não existe.

Mas vamos lá.

Marx afirmava repetidamente que a força propulsora do capitalismo é a exploração do proletariado (ou você também não encontrou esta frase no livro?). Como se dá esta exploração? Pela mais-valia: a fatia não remunerada do trabalho do proletariado, a qual representa a fonte suprema de lucros para os capitalistas. Como a mais-valia (exploração) era praticada (e mensurada) senão pelo dinheiro?

Ainda segundo Marx, ao produzir capital (dinheiro) em vez de mercadorias (bens e serviços), o proletariado apenas reproduz continuamente sua "terrível" situação econômica. Mais exploração gerada pelo dinheiro.

Sempre de acordo com Marx, a expansão do sistema de mercado e de comércio, possibilitada pelo capitalismo, literalmente 'materializou' (isto é, transformou em meros objetos) as relações econômicas humanas. O uso do dinheiro anulou todas as ilusões políticas e religiosas, substituindo-as pelo fetichismo da mercadoria, pela crença de que um bem possui um valor econômico inerente. Mais exploração.

E caso ainda não esteja satisfeito, leia o Volume II do Capital, que especifica como os bens adquirem valor e como ocorre a mais-valia. Mais ainda: coloca no centro da economia de mercado a pessoa do proprietário do dinheiro (ou o emprestador de dinheiro), o mercador atacadista, o comerciante e o empreendedor, todos explorando por meio do dinheiro.

Segundo você próprio, "Marx conceitua o dinheiro como equivalente geral ou social de valores". Muito bem. Agora só falta você expandir esta premissa dentro do próprio arcabouço marxista. Você chega lá.

Grande abraço!


P.S.: da próxima vez que duvidar da cultura de alguém, faça isso olhando para o espelho.

Responder
Peterson Mota 10/07/2012 08:06:53

Melhor que a própria resposta, é a sua paciência Leandro, em trazer luz para algo que ta caindo de maduro, mas o próprio questionador não se dá conta: A total incapacidade de interpretar textos!

É a geração "concurseira" se apresentando por aqui.

Abs,

Responder
Leandro 10/07/2012 08:12:10

Resumiu bem, Peterson. Geração concurseira. E ainda há analista de mídia dizendo que, mesmo com esta elite intelectual, a economia brasileira tem um futuro promissor. Só se a entregarmos aos robôs.

Abraços!

Responder
Rafael Hotz 10/07/2012 08:39:41

Pra que perder tempo tentando refutar o sistema Marxista?

O negócio não tem pé nem cabeça pois não é ancorado em premissas corretas sobre a realidade. É uma série de raciocínios espúrios que vai degringolando conforme os volumes de Das Kapital seguem.

Não é a toa que o tal do pós-modernismo é a nova vedete filosófica desse pessoal.

Bohm-Bawerk já fez o serviço no sistema econômico interno. Mises e Rothbard já derrubaram o sistema filosófico e epistemológico.

Na minha opinião a melhor forma de debater Marxistas e Keynesianos é derrubar as premissas erradas. Por que eles nunca vão conceder derrota se você ficar esmuiçando o sistema interno dos caras.

Responder
Samuel 04/07/2012 16:17:44

Esse foi o melhor e mais útil artigo que o IMB disponibilizou até hoje. E, o mais importante, as respostas de cada escola foram formuladas com uma boa dose de imparcialidade, o que dá mais credibilidade ao mesmo. Além disso, é didático o suficiente para qualquer leigo em economia compreender.

É surpreendente que este artigo, pelo menos na minha opinião, foi desenvolvido com a preocupação de se respeitar as diversas visões econômicas. Assim, um marxista, por mais imbecil que seja simplesmente pelo fato de ser marxista, poderia usar deste artigo para defender suas idéias. Ele chegaria ao seu interlocutor e diria: "leia isso e veja a diferença entre o que nós defendemos e o que esses porcos capitalistas pensam!!!...". Se o interlocutor não se deixar "contagiar" pelo discurso e ler atentamente o artigo, ele pode reagir de várias formas: pode-se identificar e responder positivamente, dizendo: "sim, é verdade, vamos à luta companheiro!!!"; ou então pode rechaçar dizendo: "Em que mundo tu vive? Será que tu não percebeu que as respostas austríacas são as mais coerentes? Quer que eu desenhe? Vai tomate crú e pra fruta que partiu Carvalho!!!..."

Parabéns pelo artigo, muito completo e útil.

Responder
Fellipe 06/07/2012 10:22:35

Não digo que é o melhor porque existem outros excelentes, mas com certeza um dos melhores e mais úteis artigos do IMB!

Continuem assim.

Abs,

Responder
Arion Dias 04/07/2012 20:38:22

Pessoal eu sei que é off mas viram a "entrevista" do planejador mantega sobre iniciar um ciclo de crescimento?

Aff, ele nao aprende nunca mesmo?

g1.globo.com/economia/noticia/2012/07/brasil-esta-prestes-iniciar-novo-ciclo-de-crescimento-diz-mantega.html

Responder
Gustavo Sauer 05/07/2012 04:32:27

Gostei da finalização da entrevista onde ele diz que se não crescermos, então a culpa é da falta de "espírito animal" dos empresários.
Santa baboseira, batman!

Responder
Paulo Sergio 05/07/2012 05:10:44

hey bro, espírito animal é uma gíria dos keynesianos

Responder
Mario Cunha 05/07/2012 06:14:27

O "animal spirit" foi citado num contexto completamente diferente por Keynes. Ele usou este "argumento" para sufocar o livre mercado e os empreendedores. Parece que nem isso o Mantega entendeu.

Responder
Gustavo 04/07/2012 22:28:11

No TOP10 dos artigos divulgados no IMB. E parabéns ao tradutor.

Responder
betto morais 05/07/2012 06:16:01

Ótimo e didático texto, simples mais não simplista.Parabéns "aos autores".

Sugiro que os comentários e termos sobre a escola de pensamento marxista seja mais objetivo e menos pejorativo. Para acender a lampada do raciocínio do leitor não deve-se xingar a luz. Concordo com as explicações sobre o marxismo relatadas pelo "autor".

Os artigos postados neste site/grupo sempre são de altíssima qualidade e de fácil compreensão.

Parabéns.

Responder
Rhyan 05/07/2012 12:17:11

Fantástico artigo!

Mas fiquei mais curioso ainda sobre como seria uma economia monetária gerenciada por chicaguistas. Eles defendem uma taxa constante de expansão monetária, tipo uns 5% e sabemos que o ouro tem uma taxa de 2%, teria como esse modelo chicaguista gerar ciclos econômicos? Eles defendem taxa de juros de mercado com um BC?

Responder
Leandro 06/07/2012 12:54:44

Rhyan, os monetaristas tradicionais defendiam que a oferta monetária crescesse a uma taxa constante. Só que eles nunca especificaram o que deveria crescer (se a base monetária, ou o M1, ou o M2 ou M3) e a que taxa. Falavam apenas coisas volúveis, incertas e hesitantes, como "a taxa deve ser algo entre 3 e 5%, dependendo das circunstâncias".

E sim, este arranjo tem como gerar ciclos econômicos. Ciclos ocorrem sempre que há expansão artificial do crédito, seja esta expansão de 1% ou de 1.000%. A magnitude da expansão não determina a ocorrência de ciclos; ela determina apenas a severidade dos investimentos ruins e o tempo necessário de correção (recessão).

Temos todo um artigo sobre isso:

www.mises.org.br/Article.aspx?id=195

Abraços!

Responder
Rhyan 06/07/2012 13:31:18

Excelente! Obrigado! Abraço!

Responder
Gustavo Sauer 06/07/2012 11:06:11

Não sou especialista em história do pensamento econômico, mas na parte que faz referência aos sindicatos e a visão da escola de Chicago, fica parecendo estranho esse trecho: "Sua função histórica tem sido a de contrabalançar a concentração do poder industrial."
Que autores da escola de chicago tinham essa visão? Friedman cansou de falar que o que protegia os trabalhadores era a concorrência e não sindicatos.

Responder
Leandro 06/07/2012 11:16:05

A Escola de Chicago considera que os sindicatos podem gerar distorções indesejadas e desnecessárias no livre mercado, mas jamais negou a, digamos, "função social" dos sindicatos.

Obviamente, a Escola de Chicago não é só Friedman. Friedman era o mais liberal dela, mas Chicago não se resume a Friedman. Há nomes igualmente vultosos e academicamente influentes, como Ronald Coase, Robert Lucas, Gary Becker, George Stigler, Richard Posner e Eugene Fama.

Abraços!

Responder
jose carlos zanforlin 06/07/2012 11:26:10

Prezado Leandro:\r
\r
Tenho alguma dificuldade em apreender o sentido das termos "agregado/a e na margem", empregada no texto e em outros mais; há um tempinho para me explicar (com exemplos)? Lembro-me de já haver feito essa indagação.\r
A propósito, e aquele artigo, teve tempo de ler?\r
Grato.\r
jcz

Responder
Leandro 06/07/2012 12:16:00

Prezado Zanforlim, sobre o termo 'agregado', lembro-me de já tê-lo explicado para você logo no terceiro comentário deste artigo. Confira lá, por gentileza.

Quanto ao conceito de "margem", ele significa simplesmente o valor acrescentado por uma unidade a todo o conjunto. Por exemplo, custo marginal é o custo para se produzir uma unidade adicional de um produto.

O valor de algo na margem significa o valor acrescentado por uma unidade adicional de alguma mercadoria. Por exemplo, você não compara a categoria "diamantes" com a categoria "água"; você não faz uma comparação direta entre ambos os produtos, que são distintos não apenas em sua composição, como também em suas finalidades. O que você realmente faz é valorar uma unidade a mais de diamante em relação a uma unidade a mais de água. Este é o conceito de margem.

Quanto ao artigo, estou lendo, mas apanhando muito do juridiquês. Eu ainda chego lá.

Grande abraço!

Responder
Pedro 06/07/2012 13:11:19

Interessante notar que todas as respostas marxistas poderiam ser resumidas em: "explorar o proletariado."

Função dos mercados? Explorar o proletariado.
Função dos juros? Explorar o proletariado.
Poupança? Explorar o proletariado.

Acho que é impossível um leitor neutro não pensar que os marxistas são uns doentes mentais, conspiracionistas ou algo do tipo. È impossível se deixar convencer pelo argumento deles sem antes desligar o próprio cérebro.

Responder
Pipe 06/07/2012 13:43:53

O argumento marxista é sedutor porque ele tem um forte apelo emocional. É por isso que é muito difícil encontrar um marxista que consiga argumentar de forma racional. Tudo descamba para a exploração do oprimido, cenários catastróficos envolvendo a captura de todos os recursos de uma região e a escravização da humanidade, etc.

Responder
Gunnar 10/01/2014 21:37:50

E, não esqueça Pipe, o contraponto dessa histeria apocalíptica: o Grande Líder Redentor.

Responder
Gunnar 10/01/2014 21:39:22

Faltou um "proposto" depois de "contraponto".

Responder
Robson Cota 07/07/2012 16:33:33

Prezado Leandro,

a resposta keynesiana à pergunta 5 ("Qual é o motivo de existir uma taxa de juros, e deveria ela ser regulada?") tinha esse trecho:

"Se todos estão temendo uma piora da recessão, empregadores não irão contratar mais trabalhadores ou construir mais fábricas, não importa o quão baixa esteja a taxa de juros."

Até onde eu li, eu não consegui achar nos artigos desse site uma resposta pra essa questão. A EA insiste em dizer que não adianta criar dinheiro, pois o aumento da demanda não irá criar oferta do nada. OK. Mas eu não consigo entender como, em uma situação de recessão, com consumo retraído, e portanto mais poupança, os empreendedores do lado dos primeiros estágios da produção decidirão investir suas poupanças, se eles sabem que quando seus produtos chegarem às lojas, não encontrarão demanda. A EA diz que esse é o caminho da cura da recessão, que a poupança forçada pela retração do consumo é que reiniciará o processo de produção. Essa é a réplica keynesiana, e também minha pergunta: por que os empreendedores fariam isso?

Responder
Leandro 07/07/2012 16:56:23

Prezado Robson, exatamente este assunto foi abordado em meu último artigo. Sugiro a leitura.

Os empreendedores de fato não voltarão a investir se não sentirem que haverá demanda futura. E para que isso ocorra, não apenas as pessoas e as empresas têm de reduzir suas dívidas, como também, e principalmente, os preços dos fatores de produção têm de se reajustar à nova realidade. E é justamente esta deflação de preços e salários que é anátema para os keynesianos. Tenha em mente que uma recessão é um processo de reajuste de toda a estrutura da produção, repleta de investimentos errôneos -- por isso é necessário dar plena liberdade ao reajuste de preços, para se corrigir estas distorções.

Grande abraço!

Responder
Robson Cota 07/07/2012 18:43:34

Ah, o artigo estava na seção de blog, mas está mais pra seção de artigos mesmo. Valeu!

Responder
Richard Williams 11/07/2012 01:42:30

Foi esclarecedor pra mim, muito bom.

Responder
JOSUELITO BRITTO 13/07/2012 07:00:07

Gostei muito da análise comparativa entre as quatro visões da economia. As respostas atribuídas às correntes marxista e keynesiana estão bem formuladas e de fácil compreensão. Entretanto, as respostas da escola de Chigaco não me parecem coerentes, fundadas em certos princípios. As da escola austríaca pressupõem que o leitor ja tenha conhecimentos do fundamentos e princípios desta escola. Muitas das respostas da escola austriaca, a meu ver, teriam que aprofundar, em linguagem simples e de fácil compreensão para o leigo em economia, seus fundamentos. Afinal, o objetivo, parece-me, é divulgar e persuadir o leitor da supremacia teórica da escola austríaca. Desculpem-me, trata-se de simples opinião, para colaborar.

Responder
Hidemi 18/07/2012 17:15:19

Infelizmente ser democrática para os capitalistas não passa de um fraseologia sem substância, algum motivo especial para a não postagem de meu comentário a não ser o fato de eu ser marxista?? Lembre-me do apoio de Friedman a ditadura de Pinochet e das frases entusiastas de Mises sobre o fascismo, como essa: ''Não se pode negar que o fascismo e movimentos semelhantes que visam o estabelecimento de ditaduras estão cheios das melhores intenções, e que sua intervenção no momento salvou a civilização européia. O mérito que o fascismo teve, deu-lhe um reconhecimento eterno na história''

Sejam mais democráticos!!!!

Responder
Leandro 18/07/2012 17:38:55

Prezada Hidemi, acho que você veio ao site errado. Certamente chegou aqui confiando em informações de pessoas que, lamento lhe dizer, lhe fizeram boba.

Quem disse que somos democráticos? Quem disse que defendemos democracia? Defendemos a propriedade privada, conceito este totalmente incompatível com a democracia. Democracia é o modelo favorito de socialistas como você -- e muito coerentemente, devo admitir --, que querem democratizar a propriedade alheia, espoliando o máximo possível de todos. Não é à toa que todos os regimes comunistas do Leste Europeu se rotulavam de "República Democrática". De novo, bastante coerente, devo admitir.

Se quiser saber o que pensamos da democracia, sistema nefasto que você defende, leia aqui.
www.mises.org.br/Subject.aspx?id=11

Se quiser saber o que defendemos, leia aqui.
www.mises.org.br/Subject.aspx?id=16

Se quiser saber o que pensamos de Friedman, leia aqui:
www.mises.org.br/Article.aspx?id=1065
www.mises.org.br/Article.aspx?id=935
www.mises.org.br/Article.aspx?id=920

Responder
Neto 24/08/2012 02:46:43

Mas mesmo que vocês não gostem do MF, isso não tem nada a ver com ser certa ou errada a afirmação de que 'o fascismo e movimentos semelhantes que visam o estabelecimento de ditaduras estão cheios das melhores intenções, e que sua intervenção no momento salvou a civilização européia.'

Responder
Alexandre Melchior 19/07/2012 13:35:46

Cite o resto do capítulo do livro "Liberalismo" de Mises, de onde vc tirou esse trecho.\r
\r
Se vc for honesta intelectualmente, vai perceber que Mises agradece ao Fascismo por ter espantado o comunismo, mas depois ele mostra os perigos dessa ideologia, inclusive mostrando similitudes entre uma e outra...

Responder
Andre Canine 25/07/2012 06:36:20

Conheci o site Mises Brasil há alguns meses e notei um padrão interessante: para atrair comentários idiotas, basta um artigo apresentar no título as palavras "Cuba" ou "URSS" ou "Marxismo". \r
\r
Vejam que em outros artigos é raro aparecer um comentário de marxistas. Esse pessoal nunca se deu ao trabalho de ler um artigo de Mises ou Rothnard.\r

Responder
Alinson 25/07/2012 06:45:05

Poucos têm a curiosidade para ler. Quando eu digo aos colegas que o governo cria dinheiro do nada me rotulam de louco. Eu mesmo demorei cerca de um mês a me convencer dos ideais do instituto e começar leituras diárias.

Responder
Paulo Henrique 27/07/2012 20:49:19

Logo na ultima cai a mascara "Os líderes da futura sociedade socialista promoverão o bem comum." É de rir

Responder
David 23/08/2012 22:04:46

Eu gostaria de saber qual a visão da escola austríaca acerca da propaganda. Ela não poderia ser um elemento que distorce a demanda?

Percebo que essa distorção, criada por uma propaganda mais eficiente que outras de outros produtos, seria somente temporária, sendo assim, não distorceria a demanda no londo prazo, só no curto. Mesmo assim, gostaria de saber o que acham a respeito disso.

Se possível, quem for responder a esse comentário, coloque a sua opinião a cerca do tamanho do estado ideal para você. Em poucas palavras, se o Estado deve existir minimante ou não deve existir, para eu ter alguma referência a cerca da opinião de quem responde.

Gostaria de saber também se há no horizonte alguma esperança para a America Latina, que ao meu ver, se tornou um territorio socialista (só tem o Chile como exceção). E também porque parece que toda a discussão a cerca da ideia de banco central e de propriedade intelectual que ocorre hoje nos EUA passa batida aqui. Nós estamos indo exatamente pelo mesmo caminho que levou os EUA a crise na qual ele se encontra hoje e a questão das patentes e do direito de cópia, para mim, é fundamental para que nosso país se desenvolva. Nenhuma das grandes nações de hoje se desenvolveu sem copiar as ideias e a tecnologia de outras mais desenvolvidas.

Esse site tem sido uma grande fonte de informação valiosa para quem procura saber como nossa sociedade realmente funciona. É triste ver tantas pessoas defendendo politicas sociais simplesmente pelo apelo social que elas carregam, sem pensar nas consequencias economicas. E é alarmante ver que isso ocorre principalmente no ensino superior. Acredito eu que, na mentalidade brasileira, ser socialista é ser politicamente correto. Só pode ser isso. Ser socialista é ter uma visão muito romantica e irreal do mundo.

Agradeço. Grande abraço.

Responder
Gabriel Tosi 03/09/2012 20:13:04

Na questão ambiental a escola austríaca diz:

" Dado que as florestas, por exemplo, não são geridas privadamente, a meta de se conseguir uma administração racional e "verde" sempre será enganosa. Somente quando uma terra tem dono é que este possui vários incentivos para cuidar muito bem dela. Sua preocupação é com a produtividade de longo prazo."

Mas por exemplo, hoje as florestas são propriedade do Estado, supondo que por um milagre o Estado decida vender essas propriedades por meio de um leilão ou algo do gênero, não teria uma grande probabilidade de donos de terras comprarem essas terras para criar gado? E sendo assim, esses desmatariam, fariam queimadas e danificariam o meio ambiente.

Não sei se consigo visualizar esse pensamento de "livre mercado" nessa questão, pois não imagino que os futuros donos das florestas seriam pessoas que ganhariam com a sua preservação ao longo prazo, acredito que os futuros donos seriam grandes fazendeiros que estariam mais interessados em derrubar tudo para conseguir mais lucros.

Alguém poderia contra-argumentar nesse ponto? Gostaria de uma visão austríaca mais experiente para ver se consigo entender.

Responder
Ricardo Chaves 03/09/2012 20:54:08

"não teria uma grande probabilidade de donos de terras comprarem essas terras para criar gado? E sendo assim, esses desmatariam, fariam queimadas e danificariam o meio ambiente."

E aí, o gado ia pastar como? Comendo terra? Se alimentando de fumaça de queimada? Agora, se a sua preocupação é exclusivamente em relação à derrubada de árvores, aquele professor da USP, Ricardo Felício, já disse explicitamente: se você passar um trator em toda a Amazônia, daqui a dez anos tudo estará novamente como é hoje. E nada acontecerá com o clima, pois quem regula o clima são os oceanos.

Veja esse vídeo sobre um especial de dez anos da morte dos Mamonas Assassinas. O lugar que na época foi totalmente devastado pelo avião e pelo incêndio, e se tornou uma clareira de terra, hoje está totalmente tomado por uma floresta densa e impenetrável. Compare a imagem do local aos 0:20 com o local atual aos 1:45



Se a sua preocupação é com mato e árvore, fique tranquilo: mato é uma desgraça. Se nada for feito, o mato cresce e acaba com a civilização. Nós todos morreremos. As árvores ficarão. E aquelas que forem derrubadas em nada afetarão nossa vida. E se elas forem derrubadas para a criação de gado, ótimo: mais carne para alimentar a população, algo muito mais importante do que troncos de madeira inertes.

Responder
Gabriel Tosi 03/09/2012 22:15:10

Eu vi o vídeo, mas você não pode comparar um buraco criado no meio de uma mata, com um campo totalmente devastado. Eu não sou nem perto de uma pessoa ambientalista, mas isso obviamente está errado. Já vi queimadas em matas próximas a minha casa, e algum tempo depois elas voltaram, sim, mas leve em consideração que existe uma porrada de árvores do lado dessa área que foi desmatada.

E sobre o professor da USP, o Felício, você pode dar uma olhada nesse vídeo, existe uma sequencia no canal desse cara, caso você se interesse pelos argumentos dele.

www.youtube.com/watch?v=z2RnK_ZTmdQ&feature=plcp

Responder
Ricardo Chaves 04/09/2012 06:23:00

"Eu não sou nem perto de uma pessoa ambientalista, mas isso obviamente está errado"

O que está errado?

"Já vi queimadas em matas próximas a minha casa, e algum tempo depois elas voltaram, sim, mas leve em consideração que existe uma porrada de árvores do lado dessa área que foi desmatada."

Ué, mas este é exatamente o ponto. Podem queimar o quanto quiser: as árvores voltarão. Você próprio já vivenciou isso na prática.

"você pode dar uma olhada nesse vídeo, existe uma sequencia no canal desse cara"

Dê-me um bom motivo por que eu deveria gastar várias horas da minha vida vendo e ouvindo um sujeito com cara e voz de maconheiro, chamado Pirulla, pontificando sobre ambientalismo?

Responder
Gabriel Tosi 04/09/2012 07:30:45

Bem o "obviamente está errado" leva em consideração o que eu falei antes. Você não pode comparar o desmatamento de um pedaço de terra cercado de árvore com a destruição de toda uma floresta. Além do mais, se o cara é dono desse pedaço da floresta que se tornou área de gado, ele vai deixar a floresta nascer ali de novo? Acredito que não né.

"Dê-me um bom motivo por que eu deveria gastar várias horas da minha vida vendo e ouvindo um sujeito com cara e voz de maconheiro, chamado Pirulla, pontificando sobre ambientalismo?"

Ué você ouve se você quiser, só que da mesma forma que você está usando o argumento do Felício da USP estou te apresentando um sujeito que é biólogo e que apresenta toda uma visão diferente, e um contra-argumento bem explicado. É sua decisão ouvir ou não, mas informação nunca é de mais.

Responder
Neto 04/09/2012 07:34:46

Segundo o que eles falam, chega um ponto em que o mato não cresce mais, cresce só pastagem pro gado, e depois nem isso, vira tudo deserto

Responder
Ricardo Chaves 04/09/2012 07:42:23

"cresce só pastagem pro gado, e depois nem isso, vira tudo deserto"

Se isso realmente for verdade, então o temor do Gabriel está resolvido. Não seria muito racional -- do ponto de vista empreendedorial -- sair desmatando.

Responder
Pedro 01/11/2012 07:59:03

A forma como alguns falam da biodiversidade lembra adolescentes que gostam de fazer pirraça com os pais e se sentem superiores a eles. "Meu fiho, não suje o chão". "Ah pai, o chão é só o chão, alguém vai ter que limpar essa merda mesmo depois..."
Vejo a abordagem ambiental de algumas pessoas aqui infantilizadas, irresponsáveis. O argumento que tanto buscam, nesse caso específico, não apresentam. Não se trata de "criar leis" pra preservar o ambiente. Mas simplesmente saber que alguns tipos de práticas industriais podem, a médio ou longo prazo, trazer benefícios, em detrimento de outras. Da mesma forma que existem regras morais que regem uma sociedade, essas regras não poderiam estar implícitas também com relação ao ambiente? Vamos esquecer o "mato" e falar do lixo, por exemplo. Ninguém quer sujar a própria casa. Ninguém quer viver perto de um esgoto a céu aberto. Por que sujar o resto do mundo? Por que tratar os esgotos como "externalidades"? Por que essa postura arrogante quanto ao ambientalismo? Muito melhor seria apresentar formas de atender essa "demanda ambientalista", inclusive tentar ver "riqueza" não apenas como meios de produção (exemplo: trânsito livre, ensino de qualidade, ar limpo etc, podem ser visto como objetivos egoístas e ao mesmo tempo benéficos para todos.)
Dizer algo como "o mato cresce de novo" é mero sarcasmo. É tão estúpido quanto dizer "comer hamburguer todo dia é bom, afinal é um alimento. Sua saúde não será afetada."

O meio de transporte mais eficiente, barato e rápido que existe é o trem bala. Eficiente porque não polui tanto, não há o problema do engarrafamento, a quantidade de acidentes é menor, etc. Ninguém fala nesses termos. Apenas criticam. O que quero dizer é que em vez de criticar a "onda verde", seria melhor ouvir seus pontos de vista pensar em maneiras criativas de lidar com questões ambientais "reais". Não falo somente de "mato".

Responder
Luis Almeida 01/11/2012 08:11:22

Prezado Pedro, não tenho a mínima ideia sobre a quem especificamente você se refere quando diz sobre jogar lixo nas ruas e deixar esgoto a céu aberto (quanto ao "mato crescer de novo", você é a primeira pessoa que conheço que aparentemente discorda desta pura realidade ecológica).

Se libertários realmente não dessem a mínima para o ambiente não seríamos ardorosos defensores de sua desestatização (a maneira mais rápida e eficaz de se destruir algo é dando seu controle ao estado).

Sugestão de leitura:

Se você gosta da natureza, privatize-a

Propriedade privada significa preservação

A relação entre expansão artificial do crédito e degradação ambiental

Justiça, poluição do ar e direitos de propriedade

Uma nova defesa da sustentabilidade

Reciclagem, conservação, sustentabilidade e realidade

As melancias totalitárias se encontram no Rio - e querem empobrecer você

Belo Monte e o movimento ambientalista

Responder
Fernando Chiocca 01/11/2012 08:39:35

Se até cidade inteiras iriam virar floresta se o ser humano parasse de se esforçar para não permitir isso:

O mundo sem ninguém: o sonho dos ambientalistas

A ignorância de pessoas que se dizem preocupadas com florestas é incrível.

Mato é uma desgraça. É uma praga. Se você deixar, ele toma conta de tudo. Eu tinha uma casa em Campos do Jordão, da qual fiquei sem condições de cuidar. Cresceu uma árvore até no meio da quadra cimentada de tênis! Só não cresceu uma árvore no meio da sala porque vendemos a casa antes.

Esses urbanóides que nunca saíram da cidade falando em devastação ambiental são uma piada. Até mesmo nas cidades grandes o mato já nasce em tudo quanto é lugar. Desgraça!

Responder
David 19/01/2013 01:37:02

Sobre desertificação, tenho uma dúvida. Se derrubar floresta causa desertificação, por que a região do litoral sudeste brasileiro não se transformou num imenso deserto, já que mais de 80% da mata atlântica foi devastada?

Responder
Carlos Marcelo 02/11/2012 21:30:53

Olá, existem algumas questões muito comentadas por outras correntes e que parece que os austríacos não responderam, e se responderam, ainda não li.
Por exemplo, como poderia o anarco-capitalismo funcionar, na sua essência? Para que alguém possa comercializar algum bem, ela deve ter propriedade sobre este. O que impediria que outra pessoa simplesmente roubasse, pegasse à força seu pertence? Sob essa perspectiva, o Estado é quem garante o direito de propriedade. Sem um terceiro que mostre as "regras do jogo", ficaríamos estagnados na "lei da selva". Não é que o Estado deva ficar interferindo e regulando cada passo da economia, mas a instituição básica da propriedade é algo que necessita de uma organização que a assegure. Não me parece que seja um direito que apareça naturalmente. Nem mesmo a vida é um "direito natural", já que a qualquer momento pode cair em nossa cabeça. O termo mais correto seria "direito fundamental". Vida, liberdade e propriedade, assim como qualquer outro direito menos básico, devem ser instituídos pelo homem. E o que os anarcos teriam a dizer sobre um exemplo prático, como o dos nordestinos que foram para a Amazônia e acabaram sendo quase escravizados pelos grandes proprietários? Não seria melhor que um governo limitado oferecesse a posse de pequenas terras, como aconteceu nos Estados Unidos?
Agora, um tópico mais específico: se os pais de uma criança não tiverem dinheiro algum para pagar uma escola para o filho, ele merece ficar sem nem mesmo se alfabetizar ou fazer as 4 operações? O governo não poderia estabelecer um sistema competitivo entre as escolas, através da meritocracia? Até o Milton Friedman é considerado exagerado por alguns, por propor os vouchers, mas para os austríacos, isso é estatizante, já que os vouchers vêm do governo.
Gostaria que falassem mais dos custos de transação, e se o Estado não poderia oferecer as bases legais para o sistema funcionar, e a partir daí, andar sem intervenções que possam favorecer grupos. Enfim, será que não é possível absorver mais ideias do neoinstitucionalismo e do ordoliberalismo?

Responder
anônimo 19/01/2013 09:24:03

'Agora, um tópico mais específico: se os pais de uma criança não tiverem dinheiro algum para pagar uma escola para o filho, ele merece ficar sem nem mesmo se alfabetizar ou fazer as 4 operações? '

No youtube tem aula de matemática até de nível superior, de graça. Se não fosse o governo se metendo (principalmente pra servir os interesses dos professores) a educação hoje em dia seria 100% grátis.

Responder
anônimo 19/01/2013 11:49:50

Para que um país possa comercializar algum bem, ele deve ter propriedade sobre este. O que impediria que outro país simplesmente roubasse, pegasse à força seu pertence? Sob essa perspectiva, o ???? é quem garante o direito de propriedade. Sem um terceiro que mostre as "regras do jogo", ficariam estagnados na "lei da selva". Não é que o ???? deva ficar interferindo e regulando cada passo da economia, mas a instituição básica da propriedade é algo que necessita de uma organização que a assegure.

Responder
anônimo 21/01/2013 10:06:51

E só pra deixar claro, o ??? não existe.

Responder
Gustavo 07/11/2013 22:35:57

E quanto ao debate HAYEK x SRAFFA? Vi dizerem que Sraffa levou a melhor... a EA debateu mais sobre isso?
LINKS>> associacaokeynesiana.wordpress.com/2012/04/24/a-origem-da-macroeconomia-e-a-critica-de-sraffa-a-hayek/

joseluisoreiro.com.br/site/link/732be2708846e10f0b770e6ba470531f8edff9e2.pdf

Responder
Leandro 07/11/2013 23:04:10

Ah, se eu contasse o tanto de coisa que eu também já "vi dizerem"... Tem até gente que jura que viu Elvis fazendo compras em um supermercado recentemente.

P.S.: outro dia um cidadão veio aqui e, assim como você, fingindo dúvidas, disse que havia comparado a teoria de Hayek e de Sraffa, e dizia que estava tendendo para o último. Perguntei a ele com qual parte da teoria de Hayek ele não concordava, qual parte da teoria de Sraffa ele achava superior e por que ele achava que Sraffa era melhor. Ele não respondeu e nunca mais voltou. Era apenas mais um que tentava jogar verde, pois desconhecia ambas as teorias. Esse tipo é bastante comum por aqui.

P.S.2: Sempre tenha em mente que o próprio arcabouço no qual Sraffa se baseia é conceitualmente falho.

Responder
Gustavo 09/11/2013 12:37:45

Leandro, não estou fingindo dúvidas. De fato, tomei conhecimento desse debate, mas não o estudei a fundo, apenas vi em alguns artigos e blogs que nessa discussão Sraffa teria se saído melhor, e vim perguntar se a EA teria avançado no debate, portanto, "não vim jogar verde".
Por fim, na sua opinião, esse artigo que você me passou já basta para refutar a crítica de Sraffa, ou teriam mais trabalhos que o corroboram?
Grato.

Responder
Leandro 11/11/2013 13:19:32

Perdoe-me se soei um tanto rude, prezado Gustavo. Mas permita-me explicar melhor a minha posição.

Estou neste mercado há quase seis anos. Neste período, foram incontáveis as pessoas que vieram aqui, em tom desafiador, perguntar o que eu pensava a respeito de uma determinada teoria ou de um determinado teórico que supostamente havia refutado algum ponto da teoria austríaca.

Eu, muito ingenuamente, me dispunha ao debate, o qual quase nunca era produtivo, e por um dos motivos abaixo:

1) O desafiante não tinha a mais mínima ideia de qual era a verdadeira teoria austríaca;

2) O desafiante utilizava uma "caricatura distorcida" (o pleonasmo é pra enfatizar) da teoria austríaca, a qual de fato era totalmente refutável;

3) O desafiante utilizava uma monografia que criava um espantalho da teoria austríaca para então bater gostosamente neste espantalho.

Tão logo percebi que este padrão era imutável, adotei uma nova postura: agora, em vez de eu me dar ao trabalho de tentar entender o que tais pessoas querem dizer, são elas é que terão de se dar ao trabalho de ser bem claras a respeito daquilo que querem criticar. Acho justo, não?

Neste debate Hayek x Sraffa, por exemplo, eu jamais vi a teoria hayekiana sendo corretamente apresentada. Para você ter uma ideia, há acadêmicos que descrevem a teoria hayekiana sem nem sequer mencionar a questão da variação da oferta monetária, algo central na tese de Hayek. Eles dão a entender que Hayek falava apenas de taxas de juros, e acabam criando uma versão totalmente cartunesca da abordagem de Hayek sobre os ciclos econômicos.

Logo, como meu tempo é escasso e não quero desperdiçá-lo com aventureiros, eis as minhas novas diretrizes. Se uma pessoa quiser comentar ou debater um assunto, ela tem de, no mínimo, descrever corretamente aquela teoria que ela quer atacar. No caso, se alguém quiser fazer um comparativo Sraffa x Hayek, tal pessoa tem de (1) descrever de maneira acurada a tese da Hayek, (2) mostrar em que ponto ela está errada, (3) explicar por que ela está errada, (4) explicar a tese de Sraffa, e (5) mostrar em que ponto Sraffa superou Hayek. Não é pedir demais, é?

Por fim, aqui vai um humilde conselho, algo que aprendi após seis anos neste mercado:
se você leu um artigo ou uma monografia acadêmica (sobre qualquer assunto), e após a leitura você não é capaz de, só pela sua memória, descrever os três principais argumentos do artigo, então ignore o artigo: ele não é importante.

Se você não é capaz de sintetizar para uma pessoa leiga, de maneira coerente, quais são os argumentos do artigo, então ignore os argumentos. Eles provavelmente são incoerentes.

E um último adendo: se você não consegue se lembrar dos argumentos que um determinado autor utilizou, por que você irá se lembrar dos contra-argumentos que outro autor irá apresentar?

Grande abraço!

Responder
Pedro Lima 11/11/2013 21:12:25

Em uma discussão sobre a crise americana de 2008 eu comentei sobre a previsão de Peter Shiff. Meu interlocutor disse que "sempre tem gente que tenta prever", e quando acontece a "coincidência" da crise acontecer, o suposto profeta usa isso a seu favor. É como se fosse uma loteria de argumentos, onde tudo é relativo e não é possível a ninguém prever a economia. Ou seja, chamou Peter Schiff de embusteiro. Eu não concordei, mas não soube o que responder, de uma forma simples e rápida.

Responder
Gustavo 13/11/2013 00:18:02

Caro Leandro, entendi sua posição quanto aos falsos críticos, e penso que você está certíssimo. Prossigamos então...
Tenho mais uma curiosidade, folhe-ei brevemente o livro do Jesús Huerta de Soto, "Moeda, crédito bancário e ciclos econômicos", vi que ele trata dos trabalhos do Hayek e Mises quanto aos ciclos, e gostaria de saber o seguinte, o Jesús Soto tem uma abordagem diferente ou evoluiu as concepções dos dois autores citados? Por fim, atualmente qual é o autor referência sobre a questão dos ciclos na EA?
Novamente, grato.

Responder
anônimo 03/01/2014 19:12:29

Pedro, era só mostrar que ele previu, não só o que ia acontecer, mas COMO ia acontecer. E foi o que ele fez. E mais de uma vez, pelo que sei.

Responder
Leonardo Ayres 03/01/2014 15:37:53

Boa tarde amigos!
Gostaria de saber se algum dos leitores pode me indicar um artigo ou livro que tenha a interpretação austríaca da crise britânica de 1873.
Grande abraço!

Leo

Responder
Thiago Ramos 03/01/2014 17:11:18

O ponto "13) Qual a função dos sindicatos?", demonstra duas coisas interessantes: é o ponto que a doutrina marxista apresenta seu maior erro (exatamente no ponto mais importante dela: por isso o marxismo não é correto) e é o ponto também em que sou CONTRA a Escola Austríaca e concordo com a Escola de Chicago. Por quê?

Porque a Escola Austríaca é contraditória: primeiro, erra em apenas considerar os sindicatos vinculados ao governo (deixando de analisar os sindicatos privados, como ocorre no sistema dos EUA, em que os sindicatos sobrevivem das contribuições privadas de seus membros e não fazem parte de qualquer forma do estado, muito menos recebem benefícios). Segundo: desconsidera que a ação dos sindicatos privados e desvinculados do governo/estado não pode ser acusada de "alterar a verdade do preço real pela mão de obra". Assim dizendo, a Escola Austríaca nitidamente desconsidera TUDO que defende: a liberdade e as regras naturais do jogo. Ora, o sindicatos são a união dos trabalhadores e se sua atuação combativa por melhores salários irá gerar desempregos, essa atuação irá, com o tempo, se moldar em níveis sustentáveis para as duas partes da disputa (empregadores e trabalhadores).

E o erro fatal do marxismo: "Dado que todo o capital advém do trabalho, os capitalistas têm necessariamente de pagar aos trabalhadores menos do que o real valor de seu trabalho. Caso contrário, os capitalistas deixariam de existir. Os sindicatos não podem mudar isto. A única coisa que pode mudar tudo isto é a abolição do capitalismo e a imposição da propriedade comunal dos meios de produção."

Ora, não é verdade que todo o capital advém do trabalho. O trabalho é apenas 1 dos elementos da empresa, junto com vários outros, como, p.ex., insumos, "dinheiro", maquinários, técnicas e etc. Dentre todos eles, o dinheiro, é o mais importante, e não o trabalho, como prega o marxismo. Como esse é o fundamento mais importante para Marx defender a "ditadura do proletariado", e por ser esse fundamento incorreto, desmorona toda a teoria marxista.

Abraços e parabéns para excelente artigo! Extremamente esclarecedor!

Responder
Maciel 03/01/2014 17:41:58

Falou uma enorme bobagem, Thiago. E o pior é que tentou sacar pra cima de quem conhece, certamente pensando que estava lidando com amadores.

Sindicatos -- em sua atual forma -- são entidades coercivas por 4 motivos:

1) Dependendo do setor em você trabalha, você é obrigado a se sindicalizar.

2) Após ser compulsoriamente sindicalizado, você é obrigado a doar uma parte de seu salário para esses parasitas.

3) Se você não for membro de um sindicato, você está proibido de exercer um determinado trabalho, pois ele é monopólio de trabalhadores sindicalizados. Restar-lhe-á apenas a informalidade e seus salários mais baixos.

4) Sindicatos, ao fazerem greve e obstruir os meios de produção de seu empregador -- uma clara violação à propriedade privada dos meios de produção --, são protegidos pelo governo, de modo que o empregador não mais pode recorrer à polícia para voltar a usufruir seus meios de produção.

Se você ignora esses 4 detalhes, você não tem a mais mínima idéia de como operam os sindicatos.

Responder
Thiago Ramos 03/01/2014 18:03:47

Quem falou 4 enormes "bobagens" foi você, que parece ter lido em lugar errado.

"1) Dependendo do setor em você trabalha, você é obrigado a se sindicalizar."

Te digo: Não existe 1 setor em qualquer economia democrática, de sindicato livre, que se não for sindicalizado, você não consegue trabalhar. Eu desafio você a me apontar 1 setor de liberdade sindical que você não trabalha caso não seja sindicalizado.


"2) Após ser compulsoriamente sindicalizado, você é obrigado a doar uma parte de seu salário para esses parasitas."

Te digo: insistindo no total desconhecimento do que é sindicalismo livre (por paixão à escola austríaca) você diz que "doar salário" para parasitas. Primeiro: o salário é do trabalhador, ele doa para quem ele quiser. Segundo: se ele sabe que existem parasitas na entidade sindical, basta formar um novo grupo para retirar tais parasitas da administração.


"3) Se você não for membro de um sindicato, você está proibido de exercer um determinado trabalho, pois ele é monopólio de trabalhadores sindicalizados. Restar-lhe-á apenas a informalidade e seus salários mais baixos."

Te digo: De novo, partindo do total desconhecimento do que é sindicalismo livre (de novo, por paixão, tal qual os marxistas, à escola austríaca). Não existe 1 única sociedade no mundo, de sindicalismo livre e privado, de liberdade sindical, que tenha monopólio do trabalho de trabalhadores sindicalizados. E outra, mesmo que o sindicalizado perceba que a atuação do sindical está lhe prejudicando (não entendo como poderia prejudicar), ele pode A QUALQUER MOMENTO se desfiliar e continuar normalmente sua vida: seja na empresa, seja em outra empresa.


"4) Sindicatos, ao fazerem greve e obstruir os meios de produção de seu empregador -- uma clara violação à propriedade privada dos meios de produção --, são protegidos pelo governo, de modo que o empregador não mais pode recorrer à polícia para voltar a usufruir seus meios de produção."

Te digo: novamente dá murro em ponta de faca e contraria toda a doutrina da escola austríaca. Sindicatos privados são associações privadas que atuam no setor econômico tal qual as empresas (que não passam de ficção jurídica, tal como qualquer outra pessoa jurídica). Greve é uma atitude absolutamente normal no mercado e não é, nunca, violação à propriedade privada, porque não agride absolutamente nada da propriedade do empregador, é uma paralisação dos trabalhos pelos trabalhadores por melhores condições de trabalho, caberá à empresa negociar ou buscar outros trabalhadores para seu setor. Mesmo numa sociedade que não tenha governo é possível uma ação grevista de qualquer sindicato de uma empresa, só para demonstrar seu total desconhecimento ao funcionamento sindical.


Pelo visto, você não tem condições NENHUMAS de falar sobre sindicalismo, muito menos de pagar de conhecedor do tema, porque você disse 4 besteiras que nem um esquerdista teria coragem de falar.

Responder
Maciel 03/01/2014 18:49:50

"Não existe 1 setor em qualquer economia democrática, de sindicato livre, que se não for sindicalizado, você não consegue trabalhar. Eu desafio você a me apontar 1 setor de liberdade sindical que você não trabalha caso não seja sindicalizado."

Sou economista de formação e, para exercer minha profissão, sou obrigado a me filiar ao Sindecon e ao Corecon, pagando religiosamente minhas "contribuições".

Igualmente, é impossível trabalhar em alguma indústria do ABC paulista sem ser membro dos sindicatos de lá. Acho estranho você desconhecer isso.

Pronto, você pediu um só, mas dei dois exemplos.

"Primeiro: o salário é do trabalhador, ele doa para quem ele quiser."

Legal, agora fala isso pra galera do ABC e pro pessoal do Sindecon.

"Segundo: se ele sabe que existem parasitas na entidade sindical, basta formar um novo grupo para retirar tais parasitas da administração."

Simples, né? "Tá sendo espoliado? Ora, monte um sindicato próprio e se torne você o espoliador". Lindeza moral.


"Não existe 1 única sociedade no mundo, de sindicalismo livre e privado, de liberdade sindical, que tenha monopólio do trabalho de trabalhadores sindicalizados."

Não entendi. Você está dizendo que eu tenho a "liberdade" de rejeitar um sindicato para me filiar a outro? E se eu não quiser me filiar a nenhum?

"Sindicatos privados são associações privadas que atuam no setor econômico tal qual as empresas (que não passam de ficção jurídica, tal como qualquer outra pessoa jurídica). Greve é uma atitude absolutamente normal no mercado e não é, nunca, violação à propriedade privada, porque não agride absolutamente nada da propriedade do empregador, é uma paralisação dos trabalhos pelos trabalhadores por melhores condições de trabalho, caberá à empresa negociar ou buscar outros trabalhadores para seu setor."

Tentei alertar que você estava falando bobagem. Você não apenas ignorou meu alerta como ainda piorou tudo.

Quer dizer então que se operários paralisam uma fábrica e impedem seus patrões de seguir utilizando seus meios de produção com uma outra mão de obra está tudo certo? Isso por acaso "não agride absolutamente nada da propriedade do empregador"? Os caras fecham a entrada da fábrica e impedem a continuidade da produção. Isso não é agressão à propriedade privada?

O mesmo, aliás, ocorre quando funcionários de uma companhia aérea fazem greve e impedem os aviões de decolarem com tripulações formadas por "fura-greves". Isso é certo para você? Isso não configura agressão à propriedade privada dos meios de produção?


Parodiando você mesmo, "Pelo visto, você não tem condições NENHUMA de falar sobre sindicalismo, muito menos de pagar de conhecedor do tema, porque você disse 4 besteiras que somente um esquerdista teria coragem de falar."

Responder
Thiago Ramos 03/01/2014 19:20:26

Tá, vou dar só mais 1 resposta e deixar para os demais julgarem que está correto. Vamos lá, brincar de perder tempo com quem está errado mas quer se sentir certo. Vamos lá.


EU: "Não existe 1 setor em qualquer economia democrática, de sindicato livre, que se não for sindicalizado, você não consegue trabalhar. Eu desafio você a me apontar 1 setor de liberdade sindical que você não trabalha caso não seja sindicalizado."

VOCÊ: Sou economista de formação e, para exercer minha profissão, sou obrigado a me filiar ao Sindecon e ao Corecon, pagando religiosamente minhas "contribuições". Igualmente, é impossível trabalhar em alguma indústria do ABC paulista sem ser membro dos sindicatos de lá. Acho estranho você desconhecer isso. Pronto, você pediu um só, mas dei dois exemplos.

TE DIGO: Primeiro, não confunda associação de classe, que exerce uma fiscalização da atuação de determinadas profissões, com sindicato. Se você acha que sua associação, como a OAB, é seu sindicato, você está muito enganado. Eu estou falando de sindicatos, e CREA, OAB, etc.: NÃO SÃO SINDICATOS. E quanto a seu exemplo sobre o ABC, faça o seguinte: DENUNCIE ao Ministério Público do Trabalho ou ao Ministério do Trabalho. E por quê? Porque mesmo no Brasil, estatismo absurdo, e fraco no sindicalismo livre, as regras vigentes PROÍBEM TOTALMENTE a necessidade de vinculação a sindicato para exercer trabalho. Aliás, isso é problema das empresas do ABCD, que permitem essa sua alegação de que só podem contratar pessoas sindicalizadas... Não, não demonstrou. Eu imaginei que você iria citar os portuários, o que também, MESMO NO BRASIL ESTATISTA, seria um grave erro: porque o OGMO - órgão gestor de mão de obra (que aloca os portuários), NÃO É O SINDICATO deles. E o OGMO retrata a força desse setor de trabalhadores, que CONQUISTOU isso por sua organização. Liberdade de associação é plena dentro da Escola Austríaca, portanto, qualquer, QUALQUER ação contra essa liberdade, é uma leitura completamente errada dessa Escola. David Friedman mesmo disse: não existe garantia nenhuma que em uma sociedade anarcocapitalista se terá um sistema libertário. As pessoas é que escolherão isso.
_______________________________________________________________________________


EU: "Primeiro: o salário é do trabalhador, ele doa para quem ele quiser."

VOCÊ: Legal, agora fala isso pra galera do ABC e pro pessoal do Sindecon.

TE DIGO: Insisto: o salário é do trabalhador e ele doa a quem quiser.
________________________________________________________________________________


EU "Segundo: se ele sabe que existem parasitas na entidade sindical, basta formar um novo grupo para retirar tais parasitas da administração."

VOCÊ: Simples, né? "Tá sendo espoliado? Ora, monte um sindicato próprio e se torne você o espoliador". Lindeza moral.

TE DIGO: Qual é a imoralidade no trabalhador que vê que seu sindicato está sendo gerido por pessoas PARASITAS, em formar um grupo para NAS ELEIÇÕES INTERNAS E TOTALMENTE PRIVADAS DESSA ASSOCIAÇÃO, lutar para assumir a presidência do sindicato e assim retirar os parasitas de dentro dele?? ...
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EU: "Não existe 1 única sociedade no mundo, de sindicalismo livre e privado, de liberdade sindical, que tenha monopólio do trabalho de trabalhadores sindicalizados."

VOCÊ: Não entendi. Você está dizendo que eu tenho a "liberdade" de rejeitar um sindicato para me filiar a outro? E se eu não quiser me filiar a nenhum?

TE DIGO: Sim, exatamente isso. Até mesmo no Brasil NENHUM trabalhador é obrigado a se filiar a SINDICATO para trabalhar. Você, provavelmente, está confundido SINDICATO com as existentes ASSOCIAÇÕES DE CLASSE PROFISSIONAIS (OAB, CREA, etc): que não tem nada a ver com sindicato, pois tais associações (p.ex OAB) FISCALIZAM determinados profissionais e, de forma mediata, os protegem, MAS NÃO PODEM NUNCA SEREM CONFUNDIDAS COM SINDICATOS. É um erro primário isso.
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EU: "Sindicatos privados são associações privadas que atuam no setor econômico tal qual as empresas (que não passam de ficção jurídica, tal como qualquer outra pessoa jurídica). Greve é uma atitude absolutamente normal no mercado e não é, nunca, violação à propriedade privada, porque não agride absolutamente nada da propriedade do empregador, é uma paralisação dos trabalhos pelos trabalhadores por melhores condições de trabalho, caberá à empresa negociar ou buscar outros trabalhadores para seu setor."

VOCÊ: Tentei alertar que você estava falando bobagem. Você não apenas ignorou meu alerta como ainda piorou tudo.

Quer dizer então que se operários paralisam uma fábrica e impedem seus patrões de seguir utilizando seus meios de produção com uma outra mão de obra está tudo certo? Isso por acaso "não agride absolutamente nada da propriedade do empregador"? Os caras fecham a entrada da fábrica e impedem a continuidade da produção. Isso não é agressão à propriedade privada?

O mesmo, aliás, ocorre quando funcionários de uma companhia aérea fazem greve e impedem os aviões de decolarem com tripulações formadas por "fura-greves". Isso é certo para você? Isso não configura agressão à propriedade privada dos meios de produção?

TE DIGO: Em qualquer sociedade democrática, existem as greves LÍCITAS e as GREVE ILÍCITAS, mesmo dentro do anarcocapitalismo, atitudes de destruição do patrimônio, serão combatidas via sistema de solução de conflitos. Portanto, os exemplos de greve que você citou, somente serão violações à propriedade do empregador se OCORRER VIOLAÇÃO DA LIBERDADE DELE DE CONTRATAR OUTROS TRABALHADORES ou se QUEBRAR SEUS BENS. A mera interrupção dos trabalhos pelos trabalhadores (greve), jamais será violação da propriedade do empresário.

Como falei em meu primeiro comentário: foi um erro da escola austríaca não considerar que o sindicato é uma associação PRIVADA dos trabalhadores e que atuam no mercado e um dos mais importantes elementos dentro dele: um grande fator que não pode ser atacado, PORQUE É PRIVADO E A SOCIEDADE É LIVRE, mas sim, ser respeitado e receber a negociação com informações por parte da empresa, para demonstrar aos trabalhadores que certas bandeiras são completamente inviáveis, sob pena de quebrar a empresa. Esse debate contínuo é que irá levar à acomodação efetiva DOS INTERESSES INDIVIDUAIS de cada um, como a própria escola austríaca bem reconhece.
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VOCÊ: Parodiando você mesmo, "Pelo visto, você não tem condições NENHUMA de falar sobre sindicalismo, muito menos de pagar de conhecedor do tema, porque você disse 4 besteiras que somente um esquerdista teria coragem de falar."

EU: Pense o que você quiser. E dá próxima, tenha mais cuidado ao se achar "não amador" e atacar quem intervém na sala. O nível aqui deve ser isento de ofensas e ataques pessoas, e sim ser limitado aos argumentos, sob pena do IMB se tornar somente mais uma página de criança brincando de ofender.

Abs.
Thiago.

Responder
Mauricio 03/01/2014 19:32:45

Prezado Thiago, pra começar, o Sindecon é de fato um sindicato e não uma "associação de classe".

Adicionalmente, noto que você não respondeu ao principal ponto da argumentação do Maciel: a liberdade de não se sindicalizar. Você apenas disse, de maneira evasiva, que ele tem de "formar um grupo para [...] lutar para assumir a presidência do sindicato e assim retirar os parasitas de dentro dele". Ora, isso se chama fugir da questão.

Por fim, você diz que "a mera interrupção dos trabalhos pelos trabalhadores (greve), jamais será violação da propriedade do empresário." Correto nesse ponto. Mas esse não é e nem nunca foi o ponto.

A questão em discussão é que grevistas de fato paralisam fábricas e demais operações, impedindo o empresário de manter sua produção utilizando uma outra mão de obra. Ou por acaso você já viu grevistas simplesmente ficarem em casa, permitindo que a fábrica continue funcionando normalmente com outros operários ou que os aviões continuem decolando com outras tripulações de fura-greve?

É dessa abordagem que você está fugindo.

Responder
Thiago Ramos 04/01/2014 03:52:50

Mauricio,

Eu não estou fugindo, de forma alguma, vamos lá, vou apenas demonstrar que o que você me disse está dentro do que já havia dito ao Maciel.


VOCÊ: o Sindecon é de fato um sindicato e não uma "associação de classe".

Te digo: Portanto, como falei ao Maciel, se for um sindicato, ele não precisa se filiar para conseguir emprego ou para se manter no emprego. No Brasil, ele só será obrigado a pagar anuidade a alguma "ordem" ao estilo OAB, que realiza fiscalização, em primeiro lugar, e depois protege os profissionais que tem tal "ordem" (como a OAB).
=================================================================================


VOCÊ: "Adicionalmente, noto que você não respondeu ao principal ponto da argumentação do Maciel: a liberdade de não se sindicalizar. Você apenas disse, de maneira evasiva, que ele tem de "formar um grupo para [...] lutar para assumir a presidência do sindicato e assim retirar os parasitas de dentro dele". Ora, isso se chama fugir da questão."


TE DIGO: Então, eu fui evasivo, vou ser expresso: ELE NÃO É OBRIGADO, JÁ NO BRASIL COM NOSSAS REGRAS ATUAIS, A SE FILIAR OU SE MANTER FILIADO A QUALQUER SINDICATO PARA SE MANTER, OU CONSEGUIR EMPREGO.

Eu disse sobre formar um grupo para melhorar a atuação do sindicato, apenas porque ele mencionou que são "parasitas". Mas eu tenho certeza que eu repeti nas minhas falas que ninguém é obrigado a se filiar ou se manter filiado a SINDICATO para conseguir emprego no brasil.
=============================================================


VOCÊ: Por fim, você diz que "a mera interrupção dos trabalhos pelos trabalhadores (greve), jamais será violação da propriedade do empresário." Correto nesse ponto. Mas esse não é e nem nunca foi o ponto.

EU: Eu acho que você leu a primeira fala dele. VOU PROVAR para você que é e sempre foi um dos pontos do Maciel. AQUI: MACIEL DISSE: "4) Sindicatos, ao fazerem greve e obstruir os meios de produção de seu empregador -- uma clara violação à propriedade privada dos meios de produção --, são protegidos pelo governo, de modo que o empregador não mais pode recorrer à polícia para voltar a usufruir seus meios de produção."

Agora diga pra mim que esse ponto "não é e nunca foi o ponto". Ele (o Maciel) disse que o mero parar os trabalhos é "violação da propriedade do empregador". DEPOIS, quando apontei que não, ele usou de GREVES NITIDAMENTE ILEGAIS (CONTRA A LIBERDADE DO EMPREGADOR E CONTRA E DE QUEBRAR SEU PATRIMÔNIO).

Muito estranho você intervir para dizer que "esse não é e nunca foi o ponto" Com todas essas informações nos textos. MUITO ESTRANHO MESMO sua intervenção no debate para falar tal coisa e dar impressão de que estou falando besteira. Já que qualquer um que ler minha fala inicial e a reposta inicial do Maciel pode ver isso.
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VOCÊ: A questão em discussão é que grevistas de fato paralisam fábricas e demais operações, impedindo o empresário de manter sua produção utilizando uma outra mão de obra. Ou por acaso você já viu grevistas simplesmente ficarem em casa, permitindo que a fábrica continue funcionando normalmente com outros operários ou que os aviões continuem decolando com outras tripulações de fura-greve?

TE DIGO: O grevista que fica na porta da empresa, dizendo aos demais que é importante o movimento para melhorar as condições de trabalho, sem quebrar, sem usar de violência, sem impedir a entrada dos demais, NÃO VIOLA DIREITO DE NENHUM EMPRESÁRIO. Me surpreendeu quando o Maciel falou em "chamar a polícia" para grevistas. Ora, ele vai chamar a polícia para o policial levar o grevista a força para trabalhar? É ESSA A LIBERDADE QUE VOCÊS PREGAM NO ANARCOCAPITALISMO?

Grevista que fica na frente da empresa e inclusive informa outros que não aderiram à greve sobre ser um movimento para melhorar os salários de todos os trabalhadores da empresa, não viola, NUNCA, o direito de propriedade do empregador.

A escola austríaca, caso o item que citei em minha primeira fala, seja o único ponto acerca dos sindicatos, ERROU e ERROU FEIO. Porque é uma entidade PRIVADA, formada pela união LIVRE dos trabalhadores.

Proibir o sindicato é, ai sim, violar liberdade INDIVIDUAL de se associar OU NÃO, das pessoas. E essa proibição não me parece ser crível em um ambiente de liberdade.

Em complemento: A empresa é uma criação jurídica. Tal como o sindicato.

O sindicato é um fator NATURAL que atua no mercado, regulando e debatendo acerca do PREÇO de um dos fatores da produção A MÃO DE OBRA HUMANA.

O empregador tem que negociar com os sindicatos, assim como negocia para comprar outros insumos.

Nesse ponto, a ESCOLA DE CHICAGO está correta. E não a Escola Austríaca. (caso a visão da escola austríaca sobre os sindicatos seja apenas e tão somente o presente no texto)
===============================================================================





VOCÊ: É dessa abordagem que você está fugindo.
EU: PODE TER CERTEZA ABSOLUTA QUE JAMAIS FUGI DE NADA E QUALQUER PESSOA QUE LER A SEQUÊNCIA DE TEXTOS APÓS MINHA FALA INICIAL, IRÁ PERCEBER E ACHAR ESTRANHO PORQUE VOCÊ APARECEU PARA DIZER QUE FUGI DO DEBATE.

Responder
Maciel 04/01/2014 04:46:14

Não, Thiago, logo em minha primeira intervenção eu fui explícito. Veja o que eu disse:

"Sindicatos, ao fazerem greve e obstruir os meios de produção de seu empregador -- uma clara violação à propriedade privada dos meios de produção --, são protegidos pelo governo, de modo que o empregador não mais pode recorrer à polícia para voltar a usufruir seus meios de produção."

Portanto, ao contrário de sua acusação, eu não disse "que o mero parar os trabalhos é "violação da propriedade do empregador"". Eu especifiquei claramente o "obstruir os meios de produção". É lamentável que você queira deturpar minhas claras palavras, dando a impressão que eu havia me referido a um simples "cruzar os braços" quando na realidade eu especifiquei o impedimento do uso dos meios de produção.

Aí você diz: "O grevista que fica na porta da empresa, dizendo aos demais que é importante o movimento para melhorar as condições de trabalho, sem quebrar, sem usar de violência, sem impedir a entrada dos demais, NÃO VIOLA DIREITO DE NENHUM EMPRESÁRIO. Me surpreendeu quando o Maciel falou em "chamar a polícia" para grevistas. Ora, ele vai chamar a polícia para o policial levar o grevista a força para trabalhar?"

Ora, eu nunca me referi a essa situação, mas sim a essa, a qual copio abaixo:

"Quer dizer então que se operários paralisam uma fábrica e impedem seus patrões de seguir utilizando seus meios de produção com uma outra mão de obra está tudo certo? Isso por acaso "não agride absolutamente nada da propriedade do empregador"? Os caras fecham a entrada da fábrica e impedem a continuidade da produção. Isso não é agressão à propriedade privada?

O mesmo, aliás, ocorre quando funcionários de uma companhia aérea fazem greve e impedem os aviões de decolarem com tripulações formadas por "fura-greves". Isso é certo para você? Isso não configura agressão à propriedade privada dos meios de produção?"

Ou seja, você ignorou o que eu disse e formulou uma outra situação totalmente distinta, jurando que eu me referia a ela.

Essa sua postura caluniadora depõe contra você e o deixa a descoberto. Gentileza não mais dirigir a palavra a mim. Um acordo de cavalheiros.

Responder
André Nova 07/01/2014 20:36:20

TRV,

Recomendo fortemente a leitura do art. 580, CLT, que trata da contribuição sindical OBRIGATÓRIA e COERCITIVA ao sindicato da categoria profissional do trabalhador, independentemente e até mesmo contra a vontade deste.

A "faculdade" é: sindicalizado, para em parcelas, mês a mês; não sindicalizado, numa única pancada. Uau, que grande liberdade.

Quanto à OAB, basta aludir a obrigatoriedade da associação, já que: um advogado não pode advogar, legalmente, sem estar inscrito na Ordem, cuja anuidade para dar a alvará/licença de trabalho (porque é disto o que se trata) é de suaves R$ 1.000,00 em SP. Há Ordens, de outros estados, ainda mais caras!

Crea idem, já que sem anuidade, sem ART, sem ART, sem projeto, sem emprego, sem tchuli no final do mês.

Essa é a regra válida para todos os "conselhos", melhor dizendo, guildas de profissão, que perceptivelmente são as herdeiras das corporações de ofício medievais.

Dia desses regulamentaram a profissão de vaqueiro. Logo criaram os conselhos regionais e as famigeradas contribuições, sem as quais nada de "carteirinha de vaqueiro" reconhecido por um órgão delegado e/ou reconhecido e/ou referendado do omnipresente e omnisciente estado.

Desculpem os demais a redundância: quis apenas deixar clara a tautologia da premissa que fundamenta os pontos defendidos pelo Thiago.

Sds









Responder
Thiago Ramos 07/01/2014 22:42:47

Amigo, eu conheço a CLT e esse artigo.

E vou a dizer: nenhum trabalhador é obrigado a se filiar a sindicato para trabalhar.

O que existe no brasil, que você trouxe agora, é o imposto sindical, que é compulsório: todo trabalhador é obrigado a pagar ESSE IMPOSTO.

não tem nada a ver com sindicatos livres e privados.

não tem nada de tautológico o que eu falei.

Responder
Bernardo 03/01/2014 18:41:54

Boa tarde amigos,

Como era a liberdade no mercado financeiro dos EUA de 2000 para ca?
Ouvi falar que era muito liberalizado. Assim sendo, como pode, como vcs advogam, a crise de 2008 ser culpa da intervençao governo?

Abs

Responder
Rogério Costa 03/01/2014 18:52:25

Tudo explicado em excruciantes detalhes neste artigo:

www.mises.org.br/Article.aspx?id=1696

Responder
Bernardo 03/01/2014 19:13:23

Desculpa Rogerio, mas nesse artigo que vc colocou o link diz que os Eua impuseram condiçoes artificais do mercado financeiro.

Na verdade, o mercado financeiro dos EUA era um dos mais liberalizados no mundo durante 2000 a 2007. Correto?

Responder
Rogério Costa 03/01/2014 19:17:20

Onde no artigo é dito que os EUA "impuseram condições artificiais do mercado financeiro" (seja lá o que isso signifique)? Não vi nada disso no artigo.

Por gentileza, cole aqui o trecho que afirma isso.

P.S.: não faz nem 5 minutos que postei o link. Duvido muito que você tenha lido o artigo inteiro.

Responder
Lima 03/01/2014 19:23:17

A galera fala "mercado financeiro" dando a entender "bolsa de valores" quando a realidade é que a crise foi totalmente no sistema bancário.

A leitura completa do artigo acima é realmente crucial para se entender todos os detalhes da crise. E o melhor é que qualquer leigo é capaz de entender sua linguagem cristalina.

Responder
Bernardo 03/01/2014 19:39:43

Lima e Rogerio Costa,

O problema é que o texto é um tanto quanto vago, faz afirmaçoes do tipo: "(...) a partir do momento em que os critérios exigidos para se conceder empréstimos imobiliários foram artificialmente relaxados por imposição do governo americano, (...)". Nele nao se explica que mecanismos foram esses, só joga no texto.

Eu sempre soube que o mercado financeiro nos EUA eram extremamente liberalizados na decada de 2000. Como pode ser culpa da intervençao? Era o pais mais liberal no mercado financeiro nessa epoca.
Voce concorda comigo que os EUA eram os mais liberais nesse periodo no que diz respeito ao mercado financeiro?

E mais, Lima, os CDO's rolavam no mercado financeiro. Os derivativos dos emprestimos subprime eram negociados em bolsa, sem ela esses empprestimos provavelmente nao teriam sido feitos pelos bancos, ja que nao teriam a quem securitizar

Responder
Lima 03/01/2014 19:47:51

Brincou, né?

As seções "Fannie Mae e Freddie Mac" e "CRA e ações afirmativas" detalham todo esse relaxamento de critérios.

Outra coisa, o artigo também fala de derivativos e demais instrumentos financeiros. Muito estranho você estar falando deles como se eles não tivessem sido mencionados.

Sério mesmo, leia o artigo inteiro antes de comentar. Fica mal para você.

"Voce concorda comigo que os EUA eram os mais liberais nesse periodo no que diz respeito ao mercado financeiro?"

Sei lá. Dado que a crise foi eminentemente bancária -- e intensificada por Fannie Mae, Freddie Mac, CRA e ações afirmativas --, a maneira como funcionava o mercado de ações é imaterial. Sugiro, pela 4º vez, a leitura completa do artigo.

Responder
Rafael 03/01/2014 21:15:00

Aparentemente há uma recusa em ler o artigo inteiro.

Responder
Bernardo 04/01/2014 02:23:14

Engraçado, Lima.

No site do Heritage, os EUA é o pais mais liberal no que se refere ao mercado financeiro. Como pode explicar isto?

Intervençao, obviamente, há no mundo inteiro, mas segundo o site dos proprios caras (qeu diga-se, o proprio Heritage é uma organizaçao que preza pela liberalizaçao) nos EUA era muito liberal

Responder
Lima 04/01/2014 03:52:36

Engraçado, Bernardo. No site da Heritage, os EUA têm 70 pontos no quesito "financil freedom", o que o coloca na quadragésima posição do ranking.

www.heritage.org/index/explore

Vamos ver até que ponto você está disposto a ficar aqui queimando seu filme enquanto tenta sacar pra cima de quem entende do assunto. Que tal deixar de preguiça e ler o artigo recomendado? Diminuirá um pouquinho a desesperadora vergonha que você está passando aqui.

Responder
Bernardo 04/01/2014 22:30:08

Pessoal, com todo respeito, mas eu vou ter que ensinar vcs a lerem. Desculpa, mas é so ter boa vontade de procurar...

Vamos no passo a passo.

1- Entrar no link a seguir

www.heritage.org/index/explore

2 - Apos isto, clicar em "All Index Data"

3 - Em seguida Selecionar o pais (USA), os anos (No caso, todos, ou seja, escolher ALL) e clique em VIEW THE DATA

4 - Pronto, vai aparecer a pontuaçao dos EUA para todos os anos da serie e para todos os quesitos. é uma pena nao poder anexar um arquivo com a foto mas eu creio (ate entao) que era facil chegar a tais valores.

5 - vamos lá: FINANCIAL FREEDOM 95-2000: 70; 2001-06: 90; 2007-09: 80; 2009-13: 70.

6 - Portanto, no periodo pre-crise, como eu havia ressaltado os EUA eram muitissimos liberais neste quesito. Alias, se vc pegar os dados para outros paises no periodo de 2001-06 nao tera nenhuma acima de 90.

7 - Obviamente, apos a deflagraçao da crise começou um movimento de aumento da regulaçao, mas no periodo antes da crise e que muito inlfuenciou para a quebradeirada havia um mercado financeiro bem liberalizado.

8 - Agora eu gostaria de ouvir a opiniao do Lima e dos demais.. vao dizer que nao é bem assim? que o indice esta mal "calibrado"? Noves fora a "vergonha" de nao saber mexer num site tao simples

Responder
Bruno 04/01/2014 03:59:41

Uma das coisas mais difíceis que existem é o abandono da ideologia em prol de uma abordagem séria e sem juízo de valor da ciência econômica. Falo isso por experiência própria.

O Bernardo, ao obstinadamente se recusar a ler um artigo e, pior ainda, ao passar vergonha divulgando dados fragorosamente errados apenas para sustentar sua ideologia, nos fornece um exemplo prático dessa dificuldade. É compreensível o comportamento dele, mas em algum momento, para o bem de sua própria integridade intelectual, ele terá de abandonar tal postura.

Responder
Uchôa 04/01/2014 22:42:15

Esse Bernardo está aqui há mais de um dia se recusando a ler um simples artigo, preferindo falar sobre ranking da Heritage e sobre mercado financeiro, deixando de lado os reais causadores da crise (ele sequer menciona o Fed, que fornece o álcool para todo o mercado). Se isso não é um diálogo de surdos, então temos de criar um novo rótulo. Sugiro "aversão ao conhecimento" e "apreço à ideologia".

Responder
Marcus Boers 04/01/2014 23:15:36

De fato, estou aqui queimando meus neurônios tentando entender o que tem a ver ranking da Heritage com uma crise bancária causada por calotes que, por sua vez, foram gerados pelas políticas monetárias do Fed e por políticas governamentais, como CRA, ações afirmativas, Fannie e Freddie. Alguém me dá alguma luz?

Por que tamanha recusa do Bernardo em ler um simples texto e apontar quais são seus erros?

Responder
Bernardo 05/01/2014 02:59:08

Realmente Marcus Boers,

"De fato, estou aqui queimando meus neurônios tentando entender o que tem a ver ranking da Heritage com uma crise bancária causada por calotes "

Uma "CRISE BANCÁRIA" em nada tem a ver com o MERCADO FINANCEIRO(!!!!) (ironia mode on)

falando serio agora, querer dizer que uma crise bancaria nao tem relaçao com a estrutura regulatoria financeira de uma economia é muito forçoso.

Basicamente o ranking mostra que os EUA eram muito liberais nos mercados financeiros e contradiz o que o Mises Brasil sempre afirmou de que a crise foi causada por excesso de regulaçao.

Responder
Leandro 05/01/2014 03:45:41

O IMB nunca falou de "excesso de regulação" mas sim de "excesso de intervenção".

Prezado Bernardo, sou o autor do artigo que você obstinadamente se recusa a ler, algo que deixa sua coragem moral e sua honestidade intelectual a descoberto. Que tal fazê-lo para um debate honesto? Sem empulhações e tergiversações. Vamos discutir abertamente sobre Fed e sistema bancário, CRA, ações afirmativas, agências de classificação de risco, Fannie e Freddie. Aí, após isso, se você quiser, a gente também pode falar de ranking da Heritage.

Estou no aguardo. Espero que não fuja pela sétima vez. Taí o link. É só clicar:

www.mises.org.br/Article.aspx?id=1696

Responder
Nagib 05/01/2014 03:52:40

Uma das grandes tragédias do debate econômico no Brasil é que as pessoas só sabem recorrer a chavões, frases feitas e panfletagens ideológicas. Quando você chama o cara na chincha pra debater utilizando fatos, argumentos e teoria econômica, sem a possibilidade do sujeito apelar para frases panfletárias e de cunho político-partidário, ele relincha e refuga. Como esse Bernardo, por exemplo.

Responder
Bernardo 05/01/2014 16:54:57

Leandro,

A regulaçao é um tipo de intervençao. Bem como a intervençao no mercado se faz respaldada em regulamento em lei. Logo aqui me parece querer jogar apenas para um joguete de palavras. Ate pq vc mesmo coloca tal como uma dicotomia: "Caberá ao leitor, no final, concluir qual dos dois lados tem razão: se aqueles que dizem que tudo foi causado por uma falta de regulamentação ou se aqueles que dizem que tudo foi causado por excesso de intervenção estatal"

Mas isso é o de menos, pois seja "intervençao" ou "regulaçao" fato é que o Indice Heritage de liberdade economica mostra justamente o contrario, era um mercado bem livre, ou seja, livre de regulaçao ou intervençao.

Eu acabo vendo graça nisso tudo, pois alguns "liberais", como Constantino da Veja, já citou esse ranking ai. Só me faltam agora dizer que esse ranking nao capta mt bem a atuaçao governamental na economia.

Comecei com uma pergunta simples: Como pode os EUA terem tanto regulaçao (ou intervençao, que seja) se o indice Heritage mostra justamente o contrario no que tange os mercados financeiros?

E sim, Leandro, eu li o seu artigo. Ele só me faz me perguntar ainda mais o questionamento acima.

Abraços

Responder
Leandro 05/01/2014 18:30:13

"Mas isso é o de menos, pois seja "intervençao" ou "regulaçao" fato é que o Indice Heritage de liberdade economica mostra justamente o contrario, era um mercado bem livre, ou seja, livre de regulaçao ou intervençao."

Era só o que faltava: agora o IMB é responsável pela metodologia utilizada pela Heritage Foundation, uma instituição com a qual não temos nenhum vínculo ou afinidade.

"Eu acabo vendo graça nisso tudo, pois alguns "liberais", como Constantino da Veja, já citou esse ranking ai. Só me faltam agora dizer que esse ranking nao capta mt bem a atuaçao governamental na economia."

Era só o que faltava: agora o IMB é responsável pelo que um blogueiro da Veja pensa.

Gostaria de saber quando é que finalmente seremos responsáveis pelo que o Ministro da Fazenda e o presidente do Banco Central pensam.

"Comecei com uma pergunta simples: Como pode os EUA terem tanto regulaçao (ou intervençao, que seja) se o indice Heritage mostra justamente o contrario no que tange os mercados financeiros?"

E a minha resposta foi simples: esqueça os panfletos, a ideologia e os gritos de guerra, e concentre-se no debate de ideias e de argumentos. Meu papel aqui no IMB é estimular o debate de ideias, e não fazer panfletagens e propaganda político-partidária.

Convidei você a ler meu artigo sobre a crise americana e a apontar possíveis erros ou incoerências. Você resfolegou e preferiu se refugiar em minúcias como "ranking da Heritage". Imputar ao IMB o que diz a Heritage é tão lógico quanto eu imputar ao PT o fato de o ditador norte-coreano ter colocado seu tio para ser comido por cachorros.

"E sim, Leandro, eu li o seu artigo. Ele só me faz me perguntar ainda mais o questionamento acima."

Não entendi. Você leu o artigo e, em vez de debater o que está escrito nele, utilizando argumentos e teoria econômica, você prefere falar de ranking da Heritage?

Entenda: não me importo com o que diz a Heritage e nem com o que diz a Veja, assim como não me importo com ideologias e com panfletagens. Importo-me única e exclusivamente com o debate de ideias e com argumentos baseados em uma sólida ciência econômica.

Você está desafiado -- pela segunda vez -- para esse debate.

Responder
Bernardo 06/01/2014 03:31:43

Respondendo ao Leandro, ponto a ponto:

1 - O IMB não é responsavel pelo indice do Heritage (até onde eu sei), mas ele é usado em alguns artigos para defender a sua metodologia. Tais como:

www.mises.org.br/Article.aspx?id=808 (Não faltam evidências de que os países mais prósperos e bem-sucedidos são aqueles onde o governo menos interfere nas atividades privadas. O Índice de Liberdade Econômica de 2010, elaborado por The Heritage Foundation, demonstra claramente tal relação.)
www.mises.org.br/Article.aspx?id=1461
www.mises.org.br/Article.aspx?id=274
www.mises.org.br/Article.aspx?id=632
Entre outros

2 - o blogueiro da Veja tambem escreve aqui. Nao sabia que a opinao dele nao representava o posicionamento de voces. Como posso saber qual é o posicionamento do IMB? Alias, o que vc diz representa o que o IMB pensa?

3 - Voce ainda nao respondeu. Alias, o ranking do Heirtage é um dado recorrentemente usado (por artigos no blog, inclusive) e seu artigo diz o contrario. É como se eu disesse que a economia da China se retrai 50% ao ano nos ultimos 20 anos e eu desse o "onus da prova" ao "IBGE" chines. Logo, a pergunta persiste:
Como pode os EUA terem tanta regulaçao (ou intervençao, que seja) se o indice Heritage mostra justamente o contrario no que tange os mercados financeiros? Ou seja, mostra que o pais foi o mais liberal do mundo nesse quesito entre 2001-06"

4 - Leandro, como um todo o seu artigo tem inconsistencias graves, com todo o respeito.
Primeiro, o banco ao conceder uma hipoteca nao necessariamente precisava revender ao Fannie Mae, podia vender no mercado, como faziam.
Segundo, como poderiam os bancos, que concediam o credito subprime(segundo vc "forçados por agentes governamentais") e vendiam ao Fannie Mae, depois recompra-los do mesmo Fannie Mae? Algum tipo de irracionalidade ai na açao dos agentes, uma vez que segundo vc os bancos so concediam esses empresitmos por forças governamentais e logo poderiam saber se eles eram ou nao "seguros"?
Terceiro, vc se esqueceu de dizer que os proprios bancos criavam SIVs para comprar dele mesmos os ativos podres e assim "limpar" os seus balanços, essas SIVs depois quebravam obviamente, mas conseguiam manter os ativos dos bancos bem bonitos
Quarto, vc diz ainda que o "vilão maior" era o BC que criava moeda e sem isso nada teria ocorrido. Entretanto, a expansao da base monetaria americana entre 2007 e 2000 anualizada dava 4,9% contando entre dezembro de 2007 e dez de 2000. So para se ter uma ideia, o Brasil tem uma taxa de 20% mais ou menos. Hong Kong, se eu nao me engano tem taxas maiores e por ai vai. Ou seja, comparativamente a outros paises a expansao da base monetaria nos EUA foi pequena

Forte Abraço

Responder
Leandro 06/01/2014 11:08:05

1 - " O IMB não é responsavel pelo indice do Heritage (até onde eu sei), mas ele é usado em alguns artigos para defender a sua metodologia."

Ai, meu Jesus, dai-me paciência. Até agora falando de ranking da Heritage? Parece que você não sabe, mas o ranking da Heritage atribui uma pontuação alta para sistemas bancários "well regulated" e não para sistemas "deregulated". Pode conferir, por exemplo, o item "financial freedom" da Nova Zelândia

www.heritage.org/index/pdf/2011/countries/newzealand.pdf

Outra coisa: nenhum dos artigos que você citou utiliza o ranking da Heritage como base; os rankings são apenas citados de passagem. O artigo não gira em torno deles. Aliás, mesmo que usasse, não haveria problemas, desde que utilizassem os critérios corretos.

Por exemplo, o ranking é acurado em itens como carga tributária, gastos do governo, burocracia, tarifas de importação, facilidade de fazer negócios, flexibilidade do mercado de trabalho, liberdade de investimento, direitos de propriedade. Porém, é extremamente falho, por exemplo, na questão da política monetária, pois não mensura a verdadeira expansão monetária que está ocorrendo, mas sim apenas a inflação de preços. Isso é um erro. Igualmente, no quesito "financial freedom", atribui pontos a sistemas "well regulated", mas não especificam exatamente o que seja isso. Aor fim, considera algo positivo a questão da propriedade intelectual, que nada mais é que um monopólio garantido pelo estado.

De resto, itens como carga tributária, gastos do governo, burocracia, tarifas de importação, facilidade de fazer negócios, flexibilidade do mercado de trabalho, liberdade de investimento, direitos de propriedade etc., o índice é bastante acurado.

2 - "o blogueiro da Veja tambem escreve aqui."

Não, não escreve mais aqui há quase 4 anos. E mesmo que escrevesse, ele tem a liberdade de ter a opinião que quiser sobre o ranking. E então, podemos finalmente ir para o debate?

3 - "Voce ainda nao respondeu. Alias, o ranking do Heirtage[...]"

Ai, meu saco!


4 - "Leandro, como um todo o seu artigo tem inconsistencias graves, com todo o respeito."

É mesmo? Vejamos então.

"Primeiro, o banco ao conceder uma hipoteca nao necessariamente precisava revender ao Fannie Mae, podia vender no mercado, como faziam."

Já começou errado. Em primeiro lugar, havia uma distinção entre bancos comerciais e bancos de investimento. Eram os bancos comerciais que faziam os empréstimos. Obrigados pelo decreto CRA e por leis antidiscriminação, os bancos comerciais concediam empréstimos para todos os tipos de pessoas e, em seguida, revendiam essa carteira de empréstimos para Fannie Mae e Fannie Mac, entidades para-estatais. Fannie e Freddie, por sua vez, revendiam para os bancos de investimento. Esta era a sequência.

Portanto, um banco comercial, caso quisesse vender sua carteira de empréstimos, tinha de vendê-la para Fannie e Freddie, que existiam justamente para isso. Ignorar isso mostra seu grau de cegueira ideológica.

"Segundo, como poderiam os bancos, que concediam o credito subprime(segundo vc "forçados por agentes governamentais") e vendiam ao Fannie Mae, depois recompra-los do mesmo Fannie Mae? Algum tipo de irracionalidade ai na açao dos agentes[...]"

Viu só? Não tem a menor ideia do que fala. Se o cenário de fato fosse esse, aí sim realmente a coisa seria esquisita. Só que o cenário não é esse, justamente porque havia uma diferenciação entre bancos comerciais e bancos de investimento. Bancos comerciais faziam os empréstimos e revendiam para Fannie e Freddie, as quais, por sua vez, revendiam para os bancos de investimento, que não tinham nada a ver com os bancos comerciais.

"Terceiro, vc se esqueceu de dizer que os proprios bancos criavam SIVs para comprar dele mesmos os ativos podres e assim "limpar" os seus balanços[...],"

O mesmo erro pela terceira vez! Não eram os bancos comerciais que "criavam SIVs para comprar deles mesmos os ativos podres." Bancos comerciais faziam os empréstimos, vendiam para Fannie e Freddie, que, por sua vez, empacotavam esses empréstimos e revendiam para bancos de investimento, que compravam esses empréstimos por causa dos altos ratings atribuídos aos empréstimos pela três agencias de classificação de risco (todas elas, como explicado no artigo, supervisionadas pela SEC).

Não havia esse negócio de banco criar SIV para revender para eles próprios. Você não sabe do que fala, pois não conhece o sistema bancário americano.

"Quarto, vc diz ainda que o "vilão maior" era o BC que criava moeda e sem isso nada teria ocorrido. Entretanto, a expansao da base monetaria americana entre 2007 e 2000 anualizada dava 4,9% contando entre dezembro de 2007 e dez de 2000. So para se ter uma ideia, o Brasil tem uma taxa de 20% mais ou menos."

E você se espanta com o fato de a inflação de preços no Brasil ser seis vezes maior que a americana?!

Vai estudar, cidadão, e deixe a cegueira ideológica de lado.

Forte abraço!

Responder
Emerson Luis, um Psicologo 06/01/2014 17:54:58


Uchôa, existe o termo "misossofia" ou "misosofia", que é definido como "ódio ao saber, à ciência, à sabedoria". Esse sujeito parece ser um típico misósofo!

* * *

Responder
Thiago Ramos 03/01/2014 19:35:06

Bernando, na verdade eu não li o artigo citado abaixo, li outro, também aqui do Mises.

Nesse outro é explicado que a crise de 2008 ocorreu por conta do chamado "efeito riqueza" presente na economia dos EUA, que consiste basicamente na confiança do mercado de que, caso algo ocorresse, o FED interviria e salvaria a situação.

Esse chamado "efeito riqueza", no artigo explica, havia sido construído há mais de 20 anos, desde a quebra e ajuda do governo e uma empresa de investimentos de riscos, em meado da década de 90.

Abs!

O artigo é esse: www.mises.org.br/Article.aspx?id=1547

Responder
IRCR 03/01/2014 19:45:26

Leandro,

Vc fala que seja 1%, 2%, 5% ou 10% de aumento na base monetaria já é capaz de gerar ciclos, mas no caso de uma 100% moeda lastreada em ouro a qual a base monetaria se expande (1% ou 2%) de acordo com a escavação de ouro já não seria capaz de gerar tais ciclos ?

Responder
Ricardo 03/01/2014 19:54:50

Ele não falou nada de base monetária, mas sim de expansão do crédito. São coisas completamente distintas.

Responder
Andre B. 06/01/2014 11:49:14

IRCR, sobre a sua pergunta, neste mesmo fórum, em 06/07/2012, Leandro postou um link com um artigo que trata do assunto. Transcrevo um pequeno trecho:
"(...)

O benefício que o ouro agora confere às pessoas é o de fornecer os serviços de meio de troca. Nesse sentido, o ouro passa a fazer parte do conjunto da riqueza real das pessoas, além de manter suas outras funções de propiciar um bem-estar e assistir a vida das pessoas. Quando João o minerador troca ouro por bens, ele está empreendendo uma troca de alguma coisa por outra coisa (ao contrário de quando se imprime dinheiro sem lastro, que equivale a trocar alguma coisa por nada). No caso do ouro, o minerador está trocando riqueza por riqueza.

Vejamos o que acontece se João aumentar a produção de ouro. Um dos atributos de se selecionar o ouro como meio de troca é que ele é relativamente escasso. Isso significa que, ao trocar um bem por ouro, o produtor desse bem espera que o seu poder de compra seja preservado com o tempo, por meio da retenção desse ouro.

Se, por alguma razão, houver um aumento grande e persistente na produção de ouro, o valor de troca do ouro estará sujeito a um persistente declínio em relação a outros bens, tudo o mais constante. À medida que a oferta de ouro começar a aumentar, sua função de meio de troca tenderá a diminuir, ao passo que sua demanda para outros usos tenderá a se manter ou a aumentar.

Portanto, nesse sentido, o aumento na produção de ouro irá aumentar o conjunto da riqueza real. (As pessoas podem até abandonar o ouro como meio de troca, mas ainda o considerarão útil para outras aplicações). Observe que o aumento na oferta de ouro não é um ato de fraude ou de apropriação indevida. O aumento na oferta de ouro não produz uma troca de nada por alguma coisa.

Compare tudo isso à impressão de recibos (cédulas) de ouro que não estejam lastreados 100% por ouro - ou seja, dinheiro criado do nada (exatamente como o banco central e o sistema bancário de reservas fracionárias fazem). Trata-se de um ato de fraude, que na verdade é o que a inflação é. Ela cria um cenário em que o consumo é feito sem qualquer contribuição ao conjunto da riqueza real. Certificados vazios, sem qualquer lastro, geram uma troca de nada por alguma coisa, que por sua vez leva aos ciclos de expansão e recessão.

Relembrando: no caso do aumento na oferta de ouro, nenhuma fraude é cometida. O fornecedor de ouro - a mina de ouro - aumentou a produção de uma commodity útil. Logo, nesse sentido, não temos aqui uma troca de nada por alguma coisa. Consequentemente, também não teremos a aparição de bolhas. O produtor de riquezas, por ele ter produzido alguma coisa útil, poderá trocar isso por outros bens. Ele não precisará de dinheiro artificial para desviar riqueza real para ele. Tivesse ele simplesmente criado cédulas de papel - ou dinheiro eletrônico, no caso do sistema bancário - ele seria capaz de adquirir bens (riqueza real) sem ter de dar nada em troca."


Fonte: www.mises.org.br/Article.aspx?id=195.

Responder
Pobre Paulista 03/01/2014 22:07:37

Algumas dúvidas:

1. A escola de Chicago me parece muito próxima da escola austríaca. Quais são exatamente os pontos centrais de divergência?

2. Porquê a recusa da parte dos Austríacos em ver a taxa de juros também como o "custo do dinheiro"? Não acho que essa visão seja contrastante com "preferência intertemporal", mas sim complementar.

Responder
Marcelo 03/01/2014 22:50:35

1- Majoritariamente, teoria monetária.

2- Não são contraditórias.

Responder
Eduardo Bellani 04/01/2014 00:43:47

1 - Em especial, metodologia/epistemologia. EA se fixa na praxeologia. EC se fixa no empirismo, baseado especialmente na física.

Responder
Poupador 03/01/2014 22:11:02

Estava pensando no seguinte:

No âmbito macroeconômico todos sabemos que o keynesianismo é horroroso. É só ler uns artigos sobre keynesianismo aqui no site já podemos perceber (não sou um profundo conhecedor das escolas de economia e de economia, mas esta é a minha visão atual).

Porém, na visão de um pequeno poupador/trabalhador, vivendo num mundo com farra de crédito, inflação moendo, bancos criando dinheiro do nada (as famosas reservas fracionárias). Será que o melhor para este poupador é realmente ficar na frugalidade guardando uns trocados? Ou ir na "onda" de todos e sair pegando empréstimos mas pelo menos conseguir realizar algum "sonho" (casa, carro, eletrônicos, empreendimentos)...
O pequeno poupador dificilmente consegue bons retornos em aplicações financeiras, e frequentemente vê seu dinheiro sendo comido pelas tranquinagens keynesianas..

Tirando o fato de que ao pegar empréstimos o poupador não será mais um poupador =)... pode ser que neste cenário não seja tão ruim possuir algumas dívidas (levando-se em conta que a moeda vai desvalorizar mesmo)


ps.: na minha vida pessoal estou livre de dívidas e não costumo pegar empréstimos, mas as vezes me questiono sobre minha "austeridade-econômica-pessoal". principalmente quando vejo meu dinheiro sendo roubado diariamente

Responder
anônimo 03/01/2014 22:51:17

Concordo, embora tal raciocínio seja mais cabível para empreendedores. Mesmo que você seja um empreendedor totalmente ciente da teoria dos ciclos econômicos, você não poderá se dar ao luxo de ficar de fora da farra permitida pela expansão do crédito. Você sabe que a coisa vai dar errado, mas mesmo assim terá de participar, pois, caso fique de fora, você será demolido pelos seus concorrentes, perderá fatia de mercado, perderá receitas e poderá quebrar antes deles.

Ou seja, durante uma expansão creditícia, aquele empreendedor que se reprimir e não embarcar na euforia simplesmente irá perder uma importante fatia de mercado. Logo, mesmo os empreendedores mais comedidos e totalmente versados na teoria austríaca acabam sendo obrigados a entrar na farra. Se não o fizerem, seus concorrentes agradecerão, tomarão seus clientes e, com isso, poderão até tirá-lo do mercado antes da recessão. Você simplesmente não pode se dar ao luxo de correr este risco.

Esta é a nocividade de uma expansão creditícia. Ela inevitavelmente pune os prudentes, de um jeito ou de outro.

Fora isso, você também nada pode fazer contra a subida dos preços, pois existe apenas uma moeda, ela é monopólio do estado e sua aceitação é obrigatória. Simplesmente não há para onde correr. Empreendedores prudentes serão punidos por sua frugalidade e contenção. Este sistema monetário praticamente obriga os sensatos a se juntarem aos desatinados.

Responder
Poupador 08/01/2014 22:17:32

Anônimo,

Com certeza o desafio maior é para os empreendedores, mas o raciocínio também vale para o pequeno poupador. Há alguns dias o IMB (valeu!) postou um artigo excelente sobre os efeitos culturais da inflação www.mises.org.br/Article.aspx?id=1774.
Parece que não há muito o que fazer quando o assunto é inflação, o estrago já está feito.

Responder
Paulo Soares 04/01/2014 00:10:48

Leandro

A mudança do governo da Holanda decretando o fim do estado assistencialista e a mudança contínua dos países nórdicos para um modelo cada vez mais liberal poderá significar em um futuro próximo uma maior participação de economistas austríacos na economia Global?
Sera que realmente caiu a ficha de que o modelo de social democracia é inviável?

Responder
Wesley 06/01/2014 11:12:54

Eu gostaria de fazer uma pergunta aos economistas de plantão. No Brasil sabemos que o preço dos produtos são quase sempre maiores que os do mercado internacional. Segundo a teoria da Escola Austríaca de economia, quando mais o Estado se mete na economia mais caro os produtos ficam e pior a qualidade dos mesmos.
Porém analisando bem a situação brasileira, se vê que o preço elevado dos produtos não se deve apenas aos altos impostos do governo, mas também à ganância da nossa classe empresarial. Os empresários e comerciantes brasileiros querem ter uma margem de lucro exorbitante, pois o lucro que os empresários e comerciantes têm em países como os EUA e Canadá é de 10% ou no máximo 15% sobre o preço do produto. Já no Brasil os empresários e comerciantes querem ter um lucro de 100% e até 200% sobre o preço do produto.
Raciocinando de maneira sensata, o correto seria a população adotar um boicote à compra dos produtos com preço elevado (como os carros), mas sabemos que nossa população não vai fazer isso. Há ainda outro problema grave na nossa economia, que são os cartéis - onde empresas decidem colocar os produtos ao mesmo preço e no Brasil essa prática é comum.
Pensando em tudo o que eu disse, como seria possível estabelecer uma economia ao estilo da escola Austríaca de no Brasil? Se o Estado deixar de interferir, nossos comerciantes e empresários vão fazer a farra com os cartéis e com os preços exagerados, se aproveitando disso. Como deixar nossa economia livre na mão de pessoas de mal caráter como nossos empresários e comerciantes?
O que o Estado interfere é em relação a importação de produtos, pois ele dificulta a importação cobrando impostos elevados para obrigar as pessoas a comprar porcarias nacionais. Mas se ele deixasse de fazer isso as pessoas só comprariam no exterior, o que iria ocasionar a falência da nossa indústria nacional. Como proceder a uma economia livre sem quebrar nossa indústria?

Responder
Leandro 06/01/2014 11:19:49

Wesley, você percebeu o problema, mas indicou como remédio justamente aquilo que causa o problema.

Sim, de um lado, há as altas tarifas de importação, que no Brasil são uma das mais altas do mundo.

exame.abril.com.br/economia/noticias/as-10-economias-mais-fechadas-do-mundo-o-brasil-lidera

Porém, além das tarifas de importação, há justamente um excesso daquilo que você defende como solução: agências reguladoras.

Sim, é o governo, por meio de suas agências reguladoras, quem carteliza o mercado, protegendo as grandes empresas contra a concorrência e, assim, dando espaço para que elas pratiquem preços acima dos de livre mercado.

Quem cria cartéis, oligopólios e monopólios é e sempre foi o estado, seja por meio de regulamentações que impõem barreiras à entrada da concorrência no mercado (agências reguladoras), seja por meio de altos tributos que impedem que novas empresas surjam e cresçam. Pedir que o estado atue para acabar com cartéis é o mesmo que pedir para o gato tomar conta do pires de leite.

Apenas olhe ao seu redor. Todos os cartéis, oligopólios e monopólios da atualidade se dão em setores altamente regulados pelo governo (setor bancário, aéreo, telefônico, elétrico, televisivo, postos de gasolina etc.).

E quando não era assim, o que ocorria? Quando o governo não tinha ainda poderes para se intrometer, havia formação de cartel entre os poderosos? Havia "exploração"? Não. O que ocorria era isso.

Monopólio e livre mercado - uma antítese

Outros artigos obrigatórios para você sair deste perigoso autoengano:

Sobre as privatizações (Parte 1)

Sobre as privatizações (final)

Celular ilimitado por R$30/mês - saiba como aqui

Regulações protegem os regulados e prejudicam os consumidores

Tributação X Regulamentação - O que é pior?

Aeroportos + governo = caos

A bem-sucedida regulação privada

Regulamentações brasileiras garantem a prosperidade dos vigaristas

Legislações antitruste e agências reguladoras não podem existir em uma sociedade livre

A Guatemala e seu exemplo de privatização

As parcerias público-privadas - a porta de entrada para o socialismo

Seria o liberalismo uma ideologia a serviço de empresários?

Responder
Wesley 06/01/2014 20:23:08

Na realidade eu não quis parecer como defensor do Estado, mas eu simplesmente estou mostrando o porque da existência das agências reguladoras que servem para proteger a nossa indústria nacional, que está mais para lixo do que indústria. Essas medidas protecionistas, como ocorreu quando o governo aumentou o IPI dos importados para obrigar as pessoas a comprar o lixo nacional.
Na realidade não sou a favor dessas medidas, muito pelo contrário. Se eu fosse o governo eu quebraria toda a indústria nacional, pois eu abriria todo o mercado internacional e eu permitiria que as pessoas comprassem qualquer produto do exterior e na quantidade que quisessem com uma carga tributária muito pequena. Dessa maneira ninguém mais compraria o lixo nacional, pois ele é ruim e caro, e todos comprariam no exterior pela internet.
O que eu quis mostrar é que os nossos empresários são picaretas, pois eles se aproveitam dessas medidas protecionistas do Estado para ter uma margem de lucro estratosférica. Essa picaretagem justifica ainda mais medidas protecionistas. Mais a forma de puni-los seria essa que eu falei.
Porém qualquer político que se atrever a tomar as medidas que eu citei será boicotado de todas as formas possíveis, pois rola muita propina para manter o protecionismo estatal.
O governo mantém as coisas do jeito que está porque é bom para ele, pois as pessoas compram produtos de baixa qualidade e caros achando que estão consumindo como os americanos. Ao mesmo tempo ele mantém empregos de baixa produtividade para dar a sensação de que as pessoas estão bem, mesmo ganhando pouco.
As idéias da EA de economia não agradam nem um pouco os políticos e intelectuais burocratas, por isso que há tanta doutrinação marxista nas universidades.

Responder
Andre Cavalcante 06/01/2014 20:47:18

Wesley,

Novamente, você parece enxergar os problemas mas não continua o raciocínio para buscar as soluções corretas e daí vários autoenganos.

Por exemplo, você diz que a industria nacional quebraria em se abrindo o mercado nacional para produtos importados. De fato, várias indústrias poderiam quebrar, os produtos ficariam mais baratos e teríamos mais qualidade. Mas, pense bem, se vale para o consumidor final, porque não vale para o produtor? Então, na verdade, quando se abre a economia, toda ela ganha, porque o produtor pode agora comprar bens de capital mais baratos, de maior qualidade, aumentar a sua produtividade e, com isso, baratear seus preços, concorrendo com o produto final feito em outros países. Por exemplo, abrindo-se às importações, um PC ficaria realmente "barato". Mas a bugiganga que você compra pra jogar Age Of Empires na sua casa, numa indústria pode ser usada para rodar um programa de CAD de última geração e melhorar a indústria nacional de automóveis, permitindo que a tal indústria possa concorrer com os importados...

Dê uns cliques nos links indicados pelo Leandro. Você não vai se arrepender, com certeza.

Responder
Ali Baba 06/01/2014 11:38:03

@Wesley 06/01/2014 11:12:54

"Eu gostaria de fazer uma pergunta aos economistas de plantão. No Brasil sabemos que o preço dos produtos são quase sempre maiores que os do mercado internacional. Segundo a teoria da Escola Austríaca de economia, quando mais o Estado se mete na economia mais caro os produtos ficam e pior a qualidade dos mesmos.
Porém analisando bem a situação brasileira, se vê que o preço elevado dos produtos não se deve apenas aos altos impostos do governo, mas também à ganância da nossa classe empresarial. Os empresários e comerciantes brasileiros querem ter uma margem de lucro exorbitante, pois o lucro que os empresários e comerciantes têm em países como os EUA e Canadá é de 10% ou no máximo 15% sobre o preço do produto. Já no Brasil os empresários e comerciantes querem ter um lucro de 100% e até 200% sobre o preço do produto."


Você está correto. Os empresários exigem um lucro maior diante de dois fatores que, no entanto, você desconsiderou: (1) a incerteza da economia - se tudo mudar amanhã (e as coisas de fato mudam em base diária no Brasil) o empresário tem de ter um colchão acumulado para não quebrar; (2) a concorrência reduzida - com o governo dificultando a entrada de concorrentes, fica fácil monetizar a margem de lucro.

"Raciocinando de maneira sensata, o correto seria a população adotar um boicote à compra dos produtos com preço elevado (como os carros), mas sabemos que nossa população não vai fazer isso."

Não só a população não vai fazer isso como, na improvável hipótese que fizesse, só estaria levando a falência os empresários e mandando milhares de trabalhadores para o desemprego. Quer fazer um boicote eficiente? Pare de pagar impostos.

"Há ainda outro problema grave na nossa economia, que são os cartéis - onde empresas decidem colocar os produtos ao mesmo preço e no Brasil essa prática é comum."

Os cartéis só ocorrem no Brasil por que a concorrência é pequena e o setor altamente regulado de forma que novos concorrentes não entram. Ou seja, mais uma coisa para a conta do governo.

"Pensando em tudo o que eu disse, como seria possível estabelecer uma economia ao estilo da escola Austríaca de no Brasil? Se o Estado deixar de interferir, nossos comerciantes e empresários vão fazer a farra com os cartéis e com os preços exagerados, se aproveitando disso."

Você demonstra sofrer do "mal do estadismo estático": você acha que as coisas sempre se mantém do jeito que são, ad infinitum e ignora completamente a dinâmica do mercado. Você pensa em mercado, mas respira estado.

Se o estado deixar de interferir, o que impede que concorrentes entrem no mercado atraídos pelas (segundo você mesmo) altas margens de lucro do setor? E se concorrentes entrarem, o que vai segurar o preço alto?

Você acha que um cartel se esconde em cada esquina, no entanto você precisa ver essa estória de cartelização como ela realmente é: uma fábula contada pelo estado para justificar a própria existência.

"Como deixar nossa economia livre na mão de pessoas de mal caráter como nossos empresários e comerciantes?"

Eu prefiro deixar nas mão de um empresário mal-caráter do que nas mão de um burocrata bem intencionado. Aliás, nada me assusta mais do que um burocrata bem intencionado...

"O que o Estado interfere é em relação a importação de produtos, pois ele dificulta a importação cobrando impostos elevados para obrigar as pessoas a comprar porcarias nacionais. Mas se ele deixasse de fazer isso as pessoas só comprariam no exterior, o que iria ocasionar a falência da nossa indústria nacional."

Isso é uma falácia Non Sequitur. Não decorre a falência da indústria nacional da concorrência com as importações. De fato, só tivemos fabricantes de computadores no Brasil depois que a importação foi liberada.

"Como proceder a uma economia livre sem quebrar nossa indústria?"

Do mesmo jeito que Hong Kong, Cingapura, Taiwan, Coreia do Sul, EUA, alguns países da Europa, Japão, etc fazem.

O Livre Mercado não é o inimigo... se abolirmos os impostos de importação de tudo que é bem industrializado do dia para a noite, magicamente, nossa indústria quebraria porque não tem como sobreviver com a quantidade absurda de regulações e burocracias que o estado exige. Não porque não faça um produto tão bom quanto... Se você acha que isso é motivo suficiente para manter impostos de importação, tem algo seriamente equivocado com o seu pensamento lógico.

Responder
Don Comerciante 06/01/2014 15:35:29

As únicas com posições realmente lógicas são a EA e a EC, as outras duas parecem mais com religiões. Não sei se estarei violando alguma regra do site mas gostaria de compartilhar com os presentes a curiosa visão "política" da minha cidadezinha, aí vai:
No município de Santa Quitéria-CE, durante a época das eleições, boa parte da população fica num verdadeiro alvoroço de "discussões políticas", sei que esse tipo de rivalidades entre eleitores é típico em cidadezinhas por todo o país, eu mesmo já presenciei "debates políticos" entre cidadãos comuns fosse em reuniões de bairro ou em butecos(:D), mas sempre achei as disputas em Santa Quitéria muito mais divertidas que em outras cidades e municípios, pois aqui a maior parte da população trabalha numa fábrica de calçados ou é autônoma/comerciante, o que os torna acredito eu, mas mente aberta(e um pouco vazia demais de entendimento econômico, como todo brasileiro renda média claro). A alguns meses eu venho me perguntando, e se algum libertário ou um grupo deles viesse numa cidadezinha como essa ensinar(em palestras ou algo assim) e distribuir livros de autores da escola austríaca? O ideal seria distribuir os livros para os comerciantes donos de "mercantil"(é assim que chamam os super mercados e mercadinhos de varejo por aqui), isso porque recentemente, "Agamenom" o maior comerciante da cidade candidatou-se a prefeitura, isso após uns trocentos anos de comando das famílias herdeiras do coronelismo. Penso que isso poderia aumentar ainda que só localmente o pensamento liberal nessa região, embora é claro que seja difícil demais ensinar coisas como praxeologia num município atualmente governado por um socialista convicto(prefeito Fabiano Lobo).
É curioso como em apenas um ano de mandato esse prefeito que foi tão aclamado pela comunistada da cidade(basicamente professores, claro), demitiu inúmeros professores e fechou inúmeras escolas públicas, devido as péssimas condições em que se encontravam, sob a alegação que está poupando custos em sua gestão. Ele mesmo considera como sendo uma medida impoplar, mas é curioso também que isso obviamente afetou todo o comércio do município. A, e só mais uma coisa, para não dizerem que sou só mais um jeca falando dos causos da sua cidadezinha no meio do nada da caatinga, nosso município possui a quinta maior mina de Uranio 235 do planeta(que já deveria ter sido vendida para uma empresa do canadá) e a economia local com problemas LOL

Responder
HENRIQUE 16/01/2014 15:21:19

Muito Bom o Texto, somente queria informar que acho que uma pergunta está errado em virtude da reposta: 7) Qual deve ser a função e o tamanho adequado do governo? vejam que todas as respostas são sobre o Mercado e não o Governo
[]s

Responder
anônimo 23/01/2014 22:07:39

Vou dar só uma noção de um debate que tive recentemente com um anarcocapitalista:

[...]
Eu entendo a diferença entre monopolio livre e protegido, até pq isso nao é nada complicado a ponto de alguem nao entender, e ambos eu nao desejo, nao beneficia nem o mercado nem o consumidor.
E a netscape tb era gratuito para pessoa fisica, e nao foi legitimo, a microsoft praticou venda casada, ela obrigou as empresas de PCs a nao instalarem netscape, apenas o IE, ou entao a microsoft nao forneceria o windows, isso é crime, prejudica a concorrencia e o consumidor, e eles foram julgados e condenados.

E vc nao me respondeu: teria algo no anarquismo pra me impedir de ter o monopolio de um setor seja por venda casada, seja por dumping, ou por força bruta? Teria algo pra me impedir de fazer dumping, veda casada ou usar da força bruta? SIM OU NAO??

Anteriormente eu já havia dito que eficiência não prejudica concorrência de maneira alguma"
E eu não disse o contrário, vc foge do assunto. O q eu disse é Praticar venda casada, dumping, ou mesmo matar concorrentes prejudica a concorrência, isso qualquer criança sabe.

" A Microsoft não obrigou ninguém a comprar o seu produto"
Obrigou a NÃO INSTALAR O NATSCAPE, ou se recusaria a vender o produto dele pro comerciante q não fizesse isso. Isso é crime e prejudica a livre concorrência.

"Não, mas se as outras empresas se sentissem afetadas(e não seriam poucas nesse sistema) você poderia ser boicotado no mundo todo"
Coisa q não acontece, a microsoft praticou isso e não foi boicotada. Todos descobriram q ela proibiu seus revendedores a NÃO FORNECER o netscape e mesmo assim continuou sendo o sistema operacional mais vendido.
Se isso ocorre mesmo com leis q tentam impedir pq vc acha q sem lei nenhuma impedindo isso não iria acontecer? Ingenuidade extrema. O mercado é uma guerra, ninguem é bonzinho, isso q estou falando já de algo pouco provavel, pois numa anarquia as empresas nem se preocuparia em fazer dumping, elas eliminariam a concorrência na bala mesma, como nas favelas do RJ, e vc vê alguem boicotando a boca de fumo? rs...

"(imagina ter que pagar no mínimo um processo por cada empresa que se sentisse no direito?)"
Q processo? Numa anarquia não há estado, logo não há judiciário, não há processo, ninguem é obrigado a responder processo nenhum. Está aí sua contradição, agora vc apela pro estado. E de fato é o q acontece, não tem como não haver estado, as pessoas se organizam e criam um, pois não há poder vago, se não houver poder q regulamente a sociedade as pessoas ficam à merce do mais forte e suas injustiças, então se juntam para ter força e combater as injustiças, e isso é um estado. Foi por terra seu anarquismo quando vc descobriu q precisaria processar alguem.

Se com as leis as empresas manipulam assim o mercado pra vender mais caro pro consumidor, vc achar q sem lei nenhuma pra impedir esses crimes eles vão ser bonzinhos e só vão competir com qualidade e preço, me desculpe, mas é o mesmo q acreditar em papai noel, vc não faz idéia de como é a concorrência empresarial. ´é cartel fazendo o preço mais alto, é venda casada fazendo preço mais alto, é propina pra recusar o concorrente mais barato etc etc etc... Isso tudo acontece e vc não sabia. Por isso o anarquismo não vai dar certo, como disseram, seria um mad max.?

Se um dia ninguem mais quiser roubar ninguem, ou levar qualquer vantagem desonesta sobre os outros, aí sim o anarquismo seria perfeito. Vc acredita q todo ser humano é bonzinho? Não? Então precisamos nos unir pra impedir q sejamos agredidos e injustiçados por grupos de bandidos? Parabéns, vc acaba de inventar o estado.?

Como assim eu fugi do assunto? Uma empresa que precisa de muleta estatal pra não perder espaço pra outra não merece qualquer perdão"
E aí está mudando de assunto, pq não falei nada disso, nunca disse q empresa precisa de muleta pra não perder espaço rs... Não deve ter muleta do estado mesmo. rs..

"E qualquer criança deveria ser ensinada que toda medida intervencionista do estado sobre o mercado é também uma medida para regular mais e mais a própria população com leis inúteis"
E tornar as crianças alienadas e escravas do poder econômico?
As crianças devem ser ensinadas a pensas e escolher o q é melhor, e não repetir frases feitas como essas sem raciocinar se é melhor ou pior, simples mente como um dogma. Se uma empresa se aproveita de ter um monopólio em uma região e pratica preços abusivos com lucros absurdos, vc quer isso? A maioria não quer, então eu escolho q o estado não permita isso. Se uma empresa pratica venda casada, o q me prejudica na escolha e na concorrência, eu quero q o estado proíba. Vc repete um dogma, e não é assim, tem q analisar, crimes tem q ser impedidos pelo estado. Vc nem raciocina e já diz q é um rouba, isso é coisa de fanático irracional, vc tem q analisar cada cada caso, sem preguiça de pensar, e não dar a mesma resposta decorada pra tudo. Se vc vai no cinema e só pode entrar com a pipoca vendida peo cinema isso te prejudica, pq eles praticam preços abusivos, quero a liberdade de escolher a pipoca mais barata, portanto é certo o estado não permitir essa prática de venda casada. ANALISE antes de responder uma frase decorada, leis do estado não são roubos por definição, as leis podem nos favorecer ou nos prejudicar, ANALISE e conclua.

"Me diga que crime ela cometeu? "
De novo? rsrs... VENDA CASADA, ele só venderia o windows para revendedores se esses apenas instalasse o IE e proibiu q instalasse o netscape, e aí o revendedor e o consumidor PERDEU O DIREITO DE ESCOLHER prejudicando a legitimidade do mercado. Ou seja, se vc quisesse dar a opção de netscape para os seus clientes, pra diversificar as vendas, a MICROSOFT NÃO DEIXAVA, ela não te venderia mais o windows caso vc instalasse o netscape para clientes, e quem perde com isso? A concorrente netscape perde pq não pode vender por uma imposição da microsoft tirando o direito de escolha, o revendedor q não pode diversificar o serviço, o consumidor q não podia mais escolher o netscape caso preferisse, e só quem ganhou foi a microsoft q ficou mais rica tirando o direito de escolha do consumidor e eliminou uma concorrência podendo assim cobrar mais caro.

"A Microsoft agiu como uma empresa num livre mercado deve agir"
E, a empresa tem q ganhar o máximo possível, só q quem perde é o mercado e o consumidor. Vc quer isso? Se vc é o dono da microsoft sim, se não é então vc ta gostando de ser violentado. Pq só o monopólio da microsoft ganha, mais ninguem.

"Não se trata de se ser bonzinho ou não"
Vc ta supondo q todo mundo é bonzinho, q ninguem rouba ninguem, ninguem suborna ninguem, ninguem espiona ninguem, ninguem pirateia ninguem etc.. E quem tenta impedir esses crimes? O estado! Vc acha q se o estado permitir tudo isso ninguem vai fazer rs.. É ingenuidade extrema pois já acontece com o estado tentando impedir rs.. Seria como pensar q se o estado tirasse as leis de transito ninguem iria passar do limite de velocidade ou passar em farol vermelho, simplesmente ilógico.

"o livre mercado é espontâneo, não depende de governantes e sindicatos controladores para existir."
E quem disse q precisa? rs;... Vc não entende, pessoas COMETEM CRIMES e se os crimes não forem punidos vão cometer mais ainda. O estado deve intervir pra impedir OS CRIMES dos mais poderosos contra a população, como impor um único produto à força, isso na história já aconteceu tanto, hj não existe pq o ESTADO NÃO PERMITE.

"É de uma ingenuidade sem tamanho achar que a anarquia será o caos porque existem pessoas malvadas aos bilhões pelo mundo"
Ahh, claro, é q todo mundo é bonzinho, não precisa ter lei nenhuma q todo mundo vai ser bonzinho rs... Eu sou um ingênuo de não saber q não existem criminosos no mundo rs...

"Você acredita que uma sociedade sem estado não e possível,"
Sim, é possível, já houve, e era um caos, se matava por tudo. Estude a história da humanidade.

"só que ela possivelmente traria mais espontaneidade a sociedade"
Sim, e espontaneamente as pessoas iriam cometer muito mais crimes pq não haveriam quem a punisse, e tudo seria resolvido na bala entre as pessoas, como acontece em locais onde o estado é ausente para reprimir o crime.

"como a não coerção do monopólio estatal."
É, seria a coerção muito pior de um monopólio privado sem lei, onde se mataria quem se atrevesse a concorrer. Como já aconteceu muito na história. Mas eu sou ingênuo, ninguem mais no mundo faria isso rs... Pra q lei impedindo assassinato?

"E guerras seriam praticamente inviáveis num mundo de livre-troca."
Vc não conhece mesmo a história da humanidade. Sempre houve guerras mesmo antes de haver estado.

" Derrepente as pessoas começarão a matar umas as outras sem nenhum motivo... "
Não, pelos motivos de sempre, por dinheiro, inveja, raiva etc... Mas eu sou ingênuo, isso não acontece, vamos soltar todos os presos! rsrs.. PRa q prender? rs... Não precisamos de estado prendendo assassinos rs..

"quando ele regula a iniciativa privada, está obrigando Multinacionais como a mIcrosoft a mudarem as formas de estratégia competitiva no mercado."
ótimo, nós consumidores saímos ganhando, agora graças a essa intervenção do estado podemos escolher livremente o melhor e mais barato produto, coisa q a microsft por força nos impedia.
Mas se vc gosta de ser roubado, ok, dê doações pra microsoft, eu quero um mercado competitivo sem pessoas impondo por força política e financeira algum produto, como fez a microsoft.

"o que é só uma desculpa para aumentar a carga tributária sobre toda a sociedade"
rsrs.. Frase feita! rsrs... Viu, vc repete dogmas, nem sabe se tem relação com a questão, não analisa, nunca defendi aumentar imposto, estou defendendo PROIBIR CRIMES como venda casada e imposição de produtos. Eu penso por mim mesmo, escolho o q beneficia, vc repete um dogma e já diz q leis são ruins sem nem analisar o q a lei diz. Uma lei pra aumentar imposto sou contra, uma lei pra proibir imposição de produto me impedindo de escolher sou a favor, EU DECIDO, vc só repete uma ideologia pronta sem analisar.

"novas empresas do porte da Microsoft surgiriam em pouco tempo e todo o sistema de consumo seria barateado ao máximo"
kkkkk Q ingenuidade. simplesmente a microsft iria explodir qualquer tentativa de alguma concorrente aparecer se não for crime, seja na bala ou na imposição de produtos ao revendedor. Isso sempre aconteceu na história da humanidade. Ela fez isso.



Resumindo, sua ingenuidade te cega, vc não analisa os fatos, só repete um dogma.
Se vc trabalhasse no meio saberia q sem as leis a maior empresa iria derrubbar todas as menores pela força, pois tentam e temos q apelar ra lei pra não impedirem de nós menores vendermos nossos produtos mais baratos e melhores.
E se o estado, a quem eu iria recorrer caso uma grande proibisse um cliente meu de comprar meu produto como fazem? rs... Eu tenho q recorrer à lei pra manter o mercado justo para o consumidor poder comprar o mais barato, pq as poderosas querem impor o mais caro a todos. Vc não conhece a realidade, vive uma ilusão.?
[...]

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