A falsa promessa da democracia

Pessoas ao redor do mundo estão lutando contra regimes autocráticos em nome da liberdade e da democracia.  Elas estão certas em lutar pela liberdade, mas estão erradas em lutar pela democracia.  Os libertários deveriam tentar esclarecer a estas pessoas que o caminho democrático não os levará a mais liberdade, mas sim a mais escravidão.

Não há dúvidas de que a maioria dos libertários simpatiza com os protestos corajosos feitos por pessoas comuns contra os regimes autoritários ao redor do mundo.  Ao contrário dos neoconservadores ou liberais, os libertários não ficam preocupados quando os manifestantes ameaçam a "estabilidade" de um país que é um mero protetorado dos EUA no Oriente Médio. Eles sempre advertiram que o apoio a ditaduras sempre gera um efeito contrário ao desejado, o tiro sempre sai pela culatra, uma vez que geralmente os povos oprimidos se revoltam não apenas contra os seus opressores, mas também contra os seus apoiadores ocidentais. A história do pós-Segunda Guerra Mundial está cheia de exemplos disso.

Mas o que os libertários deveriam pensar sobre o fato de que os manifestantes estão geralmente lutando por (mais) democracia?  Afinal, não se pode negar que os dissidentes em países autoritários, como a Rússia, a China, o Egito, a Tunísia e os países do Golfo Pérsico exigem democracia ("eleições livres") acima de tudo.  

Para os libertários, isto representa um dilema.  Por certo, desde que Hans-Hermann Hoppe publicou seu famoso livro Democracy — The God That Failed, em 2001, muitos libertários tornaram-se cada vez mais críticos de toda a idéia de democracia.  Você poderia dizer que, graças a Hoppe, muitos libertários têm redescoberto o fato de que a democracia é, em um certo sentido muito básico, totalmente incompatível com a liberdade.

Como Hoppe e outros demonstraram, democracia ("governo pelo povo") não é de modo algum o mesmo que liberdade ("liberdade do indivíduo").  Em um sistema em que "o povo" governa, todas as decisões importantes sobre todos os aspectos da sociedade são tomadas pelo "povo", ou seja, pelo governo democraticamente eleito que supostamente representa o povo, isto é, pelo estado.  Em tal sistema, as pessoas naturalmente recorrem ao estado para resolver os seus problemas ou para lidar com todos os males da sociedade.  Como consequência — e dado que uma intervenção sempre leva novas intervenções — o poder do estado está em constante expansão.

Isto é exatamente o que aconteceu, na prática, em países democráticos.  O advento da democracia, em vez de fortalecer, subverteu as liberdades e os direitos que as pessoas até então desfrutavam nos países ocidentais.  O poder do estado tem crescido constantemente nos últimos 100—150 anos, sempre em linha com o crescimento contínuo dos princípios democráticos do governo.  Como demonstrado neste artigo, desde o século XIX até ao início da Primeira Guerra Mundial, os gastos dos governos ocidentais em relação ao seu PIB eram ínfimos comparados a hoje, exceto em épocas de guerra.  Imposto de renda não existia.

Mas à medida que a democracia foi se aprofundando, o poder dos governos foi aumentando de forma constante.  Os gastos dos governos passaram de cerca de 10% do PIB em 1870 para 47% em 2010, segundo dados do "The Economist" (ver tabela do artigo).  O endividamento está totalmente fora de controle na maioria dos países ocidentais, pois, para sustentar estes gastos maciços, apenas a arrecadação de impostos não é suficiente.

O número de leis com as quais os governos ocidentais controlam seus cidadãos tem crescido assustadoramente, para além de qualquer nível que teria sido tolerável no início do século XX.  As regulamentações atuais estipulam regras para tudo que seja imaginável, desde como uma pulseira de relógio deve ser construída até como os anéis de cebola devem ser preparados nos restaurantes.

Milhões de pessoas apodrecem nas penitenciárias ao redor do mundo, tendo suas vidas destruídas pelo simples fato de terem comercializado substâncias que os governos consideram impróprias para consumo.  Ninguém está a salvo dos agentes da lei nos dias de hoje, e não apenas no que tange à questão das drogas: qualquer indivíduo pode hoje ser preso por qualquer pretexto, pois ele sempre estará, inevitavelmente, violando um dos milhares de regulamentos e leis criados irrefreavelmente pelos governos, sobre os quais o cidadão comum não possui o mínimo controle.  Nenhum "direito" é sacrossanto, nem o direito à liberdade de expressão, nem o direito à propriedade privada.

E não há nenhum sinal de que as coisas estejam melhorando.   A cada dia que passa, nossos mercados estão menos livres, nossa propriedade está menos segura, nossas leis ficam mais arbitrárias e nossos "representantes" se tornam mais corruptos.  E o ideal de liberdade se torna, cada vez mais, apenas uma memória distante.

Rebelião e revolução

No entanto, este não é o modo como esses manifestantes olham para a democracia.  Eles associam a democracia à liberdade. Não é difícil entender por quê.

Mesmo em estados ditatoriais, o que as pessoas provavelmente querem acima de tudo são duas coisas: um padrão de vida decente e o controle sobre suas próprias vidas — sobre seu ambiente, suas carreiras, sua vida social.  Atualmente, elas não têm nenhuma influência sobre as leis que regem suas vidas.  Elas não têm controle sobre seus bens ou sobre o ambiente que as cerca.  Elas não podem abrir uma empresa sem permissão de burocratas corruptos.  Elas não têm nenhum poder de decisão sobre se a represa que será construída na sua vizinhança e que irá varrer sua aldeia do mapa poderá ou não ser construída, ou sobre se a construção de uma fábrica poluente que irá destruir as suas culturas poderá ser impedida.  Elas simplesmente não têm seus direitos de propriedade reconhecidos.  E elas não têm nenhuma maneira de remover os seus governantes que violam diariamente suas propriedades, exceto por meio da rebelião e revolução.

A democracia, portanto, se torna uma maneira por meio da qual elas imaginam poder remediar todos esses males.  Elas acreditam que a democracia irá lhes conceder os meios para escolher seus próprios governantes, para ajudar a formular as leis que os regem, e para que possam recorrer a tribunais independentes quando seus direitos são violados.  E elas acreditam sinceramente que a democracia irá torná-las mais prósperas.

Estas crenças são perfeitamente compreensíveis.  Afinal, nos países democráticos ocidentais, as pessoas ainda têm algum controle sobre suas vidas.  Elas são capazes, em certa medida, de eleger seus governantes ou de se desfazer deles por meio do voto.  Elas têm tribunais relativamente independentes aos quais podem recorrer se acreditarem que seus direitos estão sendo violados.  Elas são, até certo ponto, livres para se movimentar, procurar um outro emprego ou tentar uma vida melhor em outro lugar se assim o desejarem (pelo menos dentro de seus próprios países).  E elas tendem a ter um nível de vida relativamente elevado.

Estas são as promessas que a democracia oferece aos povos oprimidos ao redor do mundo.

No entanto, o que essas pessoas oprimidas não conseguem entender é que a liberdade e a riqueza que as pessoas usufruem nos países mais ricos do Ocidente não se devem ao fato de esses países serem democracias, mas sim ao fato de que seus sistemas democráticos foram construídos sobre fundamentos liberal-clássicos.

Por exemplo, todas as liberdades que os americanos modernos usufruem (ou usufruíam) — propriedade privada, liberdade de circulação, liberdade de expressão, tribunais independentes, poderes limitados dos governantes — foram estabelecidas pelos Pais Fundadores após a revolução americana (em parte tendo por base as tradições clássico-liberais inglesas).  Isso ocorreu antes do advento da democracia tal como a conhecemos hoje.  E o mesmo ocorreu em outros países ocidentais.  Primeiro veio a liberdade individual; só mais tarde é que veio o estado nacional democrático.

Em países que estão em vias de adotar a democracia, como o Egito, a Tunísia, a Líbia, e até mesmo, quem sabe, a China, onde não há nenhuma tradição de liberalismo clássico, não há motivos para crer que o advento da democracia levará a (mais) liberdade.  Ao contrário: o "povo" dessas novas democracias irá exigir que o estado tome medidas para satisfazer seus desejos.  Isso provavelmente levará à criação de ditaduras socialistas, nacionalistas ou religiosas.

Nas primeiras eleições livres no Egito, os partidos liberais-seculares que instigaram a revolta da Praça Tahrir conseguiram apenas 7% dos votos. A Irmandade Muçulmana e outros partidos islâmicos radicais foram os partidos mais votados.  Ocorreu o mesmo fenômeno na Tunísia.  No que diz respeito aos islâmicos, parece ser algo completamente fora de suas tradições falar sobre uma sociedade genuinamente livre.  O mais provável é que elas façam exatamente o oposto e sujeitem toda a sociedade à lei da sharia.

E este não é um problema exclusivamente árabe ou islâmico.  Em países como a Venezuela, a Tailândia e a Hungria, os líderes eleitos têm pouca intenção de estabelecer sociedades libertárias.  Também na China, se este país alguma dia se tornar democrático, partidos altamente nacionalistas poderão chegar ao poder.

Portanto, embora os defensores ocidentais da democracia estejam corretamente saudando o movimento Primavera Árabe como sendo uma vitória da democracia, é muito provável que tal movimento (talvez com algumas exceções) não se transforme em uma vitória da liberdade.

É claro que alguém pode perguntar: pessoas como a Irmandade Muçulmana não teriam o direito de controlar suas próprias vidas?  De viver de acordo com a lei sharia, por exemplo, se assim o desejarem?  É claro que sim.  O problema é que, em uma democracia — em um estado-nação democrático —, essas pessoas não governam apenas suas próprias vidas; elas também estendem seu domínio sobre todas as outras pessoas que vivem em sua sociedade.  Afinal, é exatamente assim que o sistema democrático funciona.

O que, então, deveríamos dizer, como libertários, a essas pessoas corajosas que enfrentam armas e tanques em sua luta para serem mais livres?  Não os estaríamos desencorajando se lhes disséssemos que não devem lutar pela democracia?  Não.  Não estaríamos os desencorajando se lhes explicássemos que eles devem lutar não por democracia, mas sim por liberdade.  E que isso significa que elas não deveriam tentar substituir seu estado autoritário por um estado nacional democrático, mas sim tentar romper completamente com o estado.  Elas deveriam tentar criar a sua própria sociedade descentralizada e livre.

É claro que a maioria não iria deixá-las criar esta sociedade, pois a maioria sempre depende de uma minoria para ser explorada.  Mas, dependendo das circunstâncias, quem sabe?  Por que não tentar?

Pensando bem, não é exatamente isso que nós também deveríamos estar tentando fazer aqui no mundo ocidental?


Tradução de Fernando Manaças Ferreira

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SOBRE O AUTOR

Karel Beckman
é coautor, com Frank Karsten, de uma nova e fulminante análise libertária sobre a democracia.  No livro  Beyond Democracy: Why democracy does not lead to solidarity, prosperity and liberty but to social conflict, runaway spending and a tyrannical government (Além da democracia: por que a democracia não conduz à solidariedade, à prosperidade e à liberdade, mas sim a conflitos sociais, gastos exagerados e tirania governamental), eles mostram, em termos simples e por meio de 13 mitos, o que há de errado com o sistema democrático e por que a democracia é fundamentalmente oposta à liberdade.  Beyond Democracy pode ser encomendado na Amazon em formato papel e Kindle, em inglês.  Edições em alemão, polaco e italiano estão programadas para 2012.


"ajustar as atividades produtivas de acordo com as mais urgentes demandas dos consumidores não pode ser redução de salário?"

Não. Ajustar as atividades produtivas de acordo com as mais urgentes demandas dos consumidores significa produzir e vender exatamente aquilo que o consumidor quer. Se o empreendedor vai pagar salário astronômico ou mínimo para a mão-de-obra, isso é totalmente irrelevante para o consumidor.

"o trabalho não é fator de produção (um dos)"

Sim.

"o trabalho é um recurso escasso?"

Mão-de-obra é, por definição, algo escasso. Por isso mesmo, sempre haverá mais demanda por mão-de-obra do que mão-de-obra efetivamente disponível.

Falta mão-de-obra para tanto emprego disponível.

Sendo assim, a taxa de desemprego sempre deveria ser zero e os salários dos empregados sempre tende ao aumento. E por que o desemprego não é zero?
Por causa disso.

"demanda pode ser "criada" pelo marketing?"

Desejo pode ser criado pelo marketing, não demanda. Demanda significa aquisição. Eu tenho desejo por uma mansão, por um helicóptero e por uma Ferrari, mas não tenho como demandá-los porque não tenho o poder aquisitivo para os três. E não há marketing que me faça demandar esses três itens. Resta-me apenas desejar.

"sobre o trabalho escravo, nem entrei no mérito e na discussão sobre quando havia mais lucro e riqueza. Mas, o trabalho escravo é um fato que ainda existe. Existe por interferência governamental ou porque tem muitos empresários gananciosos e que buscam o lucro a qualquer custo (humano inclusive)?"

Ué, ainda existe trabalho escravo? Não sabia. Ainda existem pessoas trabalhando sem salário, sob chicotadas, proibidas de pararem de trabalhar e proibidas de pedirem demissão? Não sabia. Manda aí um link, por favor.

Até onde sei, nenhum indivíduo sai escravizado de sua casa e é levado a contragosto para trabalhos compulsórios. Um indivíduo, por definição, encontra trabalho porque saiu à procura de trabalho. Sua intenção sempre é melhorar de vida. Ele faz isso porque quer; porque a situação atual (sem trabalho) não lhe é atraente. Se ele está disposto a "trabalhar muito" é porque ele acha que assim ficará em situação melhor do que aquela em que se encontrava até então.

A menos que você comprove que o indivíduo está sendo [u]obrigado[u] a trabalhar sob a ameaça de um chicote, sem a opção de sair do emprego quando quiser, tal escolha sempre será benéfica para ele.

E se ele se sujeita a condições que para nós parecem degradantes é porque, para ele, aquilo ainda é melhor do que a situação econômica em que ele se encontrava antes. Cabe a você provar que esse indivíduo foi seqüestrado, levado a um emprego e ali mantido em cativeiro, contra sua vontade, sendo proibido de parar de trabalhar. Caso isso não tenha acontecido, então a única conclusão empírica é que esse indivíduo ainda prefere seu atual trabalho (assalariado) ao desemprego.
Errado.

Na economia, conhecemos a causa de tudo, pois a ação humana, ao contrário do movimento das pedras, é motivada. Sendo assim, é possível construir a ciência econômica partindo de axiomas básicos -- como a existência incontestável da ação humana e as implicações lógicas da ação --, axiomas estes que são originalmente reconhecidos como verdadeiros.

Destes axiomas, podemos deduzir passo a passo várias leis que também são reconhecidas como incontestavelmente verdadeiras. E este conhecimento é absoluto, e não relativo, exatamente porque os axiomas originais já são conhecidos. Eis alguns exemplos:

• Sempre que duas pessoas, A e B, se envolvem em uma troca voluntária, ambas esperam se beneficiar desta troca. E elas devem ter ordens de preferência inversas para os bens e serviços trocados, de modo que A valoriza mais aquilo que ele recebe de B do que aquilo ele dá para B, e B avalia as mesmas coisas do modo contrário.

• Sempre que uma troca não é voluntária e ocorre em decorrência de uma coerção, uma parte se beneficia à custa da outra.

• Sempre que a oferta de um bem aumenta em uma unidade, contanto que cada unidade seja considerada idêntica em utilidade por uma pessoa, o valor imputado a esta unidade deve ser menor que o da unidade imediatamente anterior.

• Entre dois produtores, se A é mais eficiente do que B na produção de dois tipos de bens, eles ainda assim podem participar de uma divisão de trabalho mutuamente benéfica. Isto porque a produtividade física geral será maior se "A" se especializar na produção de um bem que ele possa produzir mais eficientemente, em vez de "A" e "B" produzirem ambos os bens autônoma e separadamente.

• Sempre que leis de salário mínimo forem impostas obrigando os salários a serem maiores do que os salários que vigorariam em um livre mercado, um desemprego involuntário será o resultado.

• Sempre que a quantidade de dinheiro na economia aumentar sem que a demanda por dinheiro também seja elevada, o poder de compra da moeda irá diminuir.

Por outro lado, não existem elementos simples ou "fatos da natureza" na ação humana; os eventos da história são fenômenos complexos, os quais não podem "testar" nada. Eles, por si sós, somente podem ser explicados se forem aplicadas várias teorias relevantes aos diferentes aspectos de um determinado "fato" complexo que está sendo analisado.

Por que a matemática é tão útil na física? Exatamente porque os próprios axiomas utilizados, bem como as leis deles deduzidas, são desconhecidos e, com efeito, sem significado. Seu significado é exclusivamente "operacional", uma vez que eles são significantes somente na medida em que podem explicar determinados fatos.

Por exemplo, a equação da lei da gravidade, por si só, não tem sentido nenhum; ela só adquire sentido quando nós humanos observamos determinados fatos que a lei pode explicar. Consequentemente, a matemática, que efetua operações dedutivas sobre símbolos por si só inexpressivos (sem significado), é perfeitamente apropriada para os métodos da física.

A ciência econômica, por outro lado, parte de um axioma que é conhecido e possui significado para todos nós: a ação humana. Dado que a ação humana, em si própria, possui significado (o que não quer dizer que ela sempre será avaliada como racional e correta), todas as leis deduzidas passo a passo da ação humana são significativas.

Esta é a resposta para aqueles críticos que exigiram que Mises utilizasse métodos da lógica matemática em vez da lógica verbal. Ora, se a lógica matemática tem de lidar com símbolos inexpressivos, então seu uso iria destituir a economia de todo o seu significado.

Por outro lado, a lógica verbal permite que toda e qualquer lei tenha sentido quando deduzida. As leis da economia já são conhecidas aprioristicamente como significativamente verdadeiras; elas não têm de recorrer a testes "operacionais" para adquirir significância. O máximo que a matemática pode fazer, portanto, é converter laboriosamente símbolos verbais em símbolos formais inexpressivos e, então, passo a passo, reconvertê-los em palavras.

www.mises.org.br/Article.aspx?id=1690
O melhor a fazer, no caso de dúvida, é perguntar a quem conseguiu sobreviver à Cuba, ou imigrou de certa forma. Conheci uma cubana que imigrou há alguns anos, formada em Teologia por lá. Ela contou, e parecia ter medo de falar ou vergonha, que muitos do que vivem em Cuba, necessitam dois empregos para conseguirem viver pelo menos dignamente. Como ela fazia. E quanto aos médicos tão bem falados na boca dos brasileiros, têm de ir de bicicleta para o trabalho e chegam com as mãos tremendo para realizar cirurgias.
O que me faz questionar como seria se o mundo todo fosse socialista e Cuba não tivesse sido isolada tantos anos pelo embargo econômico americano. E por esta mesma linha de pensamento me perguntou porque não olhamos para países como Zimbabwe. A solução não está na mudança drástica para o socialismo, mas em uma evolução gradual do capitalismo que minimize as diferenças tão abruptas que temos em nosso mundo. Será possível um hemisfério sul e norte com os mesmo índices de desenvolvimento humano ? Fico nessa dúvida.

Alguns fatos sobre Zimbabwe.
Desde 2000 encontra-se em uma profunda crise, além da hiperinflação, há um alto índice de desemprego, pobreza e uma crônica escassez de combustíveis, alimentos e moedas estrangeiras.

A hiperinflação vem destruindo a economia do país, arrasando com o sector produtivo. Uma medida governamental congelou os preços, causando desabastecimento, fortalecimento do mercado negro e prisão de comerciantes contrários à medida.[3]

Em Julho de 2007, foi lançada a cédula de 200 mil dólares zimbabweanos, que apesar do elevado valor de face, é capaz de comprar pouco mais do que um quilo de açúcar. No mercado paralelo, a moeda era cotada a 1 dólar americano.[2] Em maio de 2008, foi lançada a cédula de 500 milhões[4] e em julho do mesmo ano foram lançadas cédulas com valores a partir de 100 biliões de dólares zimbabweanos.

Houve uma reforma monetária que entrou em vigor em agosto deste mesmo ano, no entanto, a taxa inflacionária parece não ceder, havendo projeções de que haja a necessidade de nova reforma em breve.

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Patrick de Lima Lopes  29/06/2012 06:52
    Democracia = A arte de fingir a liberdade.
    Enquanto o estado manter o poder legislativo planejado, a extorsão do poder executivo e não permitir que o indivíduo possa manter sua liberdade de escolha frente ao judiciário, a democracia não é nada além de uma máquina de disseminar a discórdia.
  • Yochanan Ben Efraym  29/06/2012 07:07
    Shalom Belevavecha / Paz em seu coração!!\r
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    Eu cada vez que tenho contato com os artigos deste site, eu simplismente fico maravilhado.\r
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    Esse artigo é simplismente magistral, uma vez que mostra o sofisma da tal democracia. Esse sistema nada mais é que um tiro no pé da nação. Ou seja, engodo para dizer o mínimo.\r
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    Gostaria de saber do moderador do site, se existe alguma possíbilidade em ter esse livro do autor do artigo na lingua portuguesa. Eu seria o primeiro a adquirir. Fica a sugestão.
  • Daniel Marchi  29/06/2012 07:23
    Democracia = Regime no qual nenhuma liberdade está efetivamente assegurada.
  • Andre Cavalcante  29/06/2012 07:23
    Olá,

    "Primeiro veio a liberdade individual; só mais tarde é que veio o estado nacional democrático."

    Dúvida: no Brasil, pode-se dizer que veio igualmente a liberdade individual antes do estado democrático? Pelo que entendo, nós passamos direto do colonialismo para a democracia. Talvez por isso que todos por aqui só querem saber de um "estado forte", muita mamata e pouco desenvolvimento.

    Abraços
  • Patrick de Lima Lopes  29/06/2012 08:39
    Democracia veio... Mas...
    Veio liberdade individual ao Brasil?
    Nunca ouvi falar. Eu ouvi que o tal do estado deu um direito ou outro à uma turma de marimbondos por aí e que este ajuda os seus amigos com uns assuntos durante o churrasco.
  • Juliano  29/06/2012 11:01
    Andre,\r
    \r
    Nosso modelo de colonização foi totalmente centralizado, da mesma forma que o modelo espanhol. Portugal montou feldos e distribuiu a amigos do rei, que vieram aqui como senhores da população que já habitava a região. Toda a infra-estrutura era sabotada com o medo do contrabando (desvio de recursos que eram destinados ao rei). \r
    \r
    A independência e, posteriormente, a república, manteve os mesmos costumes. Sempre foi o rei que decidiu.\r
    \r
    Os EUA, por outro lado, foram colonizados principalmente por vias particulares. Apesar de existir interferência por parte da Inglaterra, pessoas se reuniam na Europa com recursos próprios e vinham para a America buscar uma vida nova. As comunidades se reuniam e criavam suas próprias leis. Manter a independência sempre foi um objetivo. Até no nome os EUA demonstram o sentido de entidades independentes: Estados Unidos.\r
    \r
    Abraços,\r
    Juliano
  • Pedro Valadares  29/06/2012 20:54
    Juliano, excelente explicação sobre o processo de colonização. Nunca tinha visto assim tão claramente como agora lendo seu comentário.

    Estive nos Estados Unidos há pouco tempo e, infelizmente, nota-se por lá uma crescente presença governamental, que está subvertendo as bases históricas independentes.

    A esperança é que lá o federalismo é um valor quase tão valioso quanto a própria república, então ainda há combate contra o poder centralizador do executivo federal.

  • Andre Cavalcante  03/07/2012 06:57
    Sobre os EUA: talvez (e muito talvez) as pessoas iam para as colônias ao norte para uma "vida melhor". No sul, ocorreu o mesmo fenômeno que no resto da América Latina, incluindo escravidão negra, latifúndios e tudo o mais. Lembrar que a "conquista do oeste" somente ocorreu com o país já independente.

    Mas não quero discutir o Brasil. Pelo que entendi, você concordou comigo: passamos direto do colonialismo para o estado gigante democrático.

    Abraços

  • Juliano  03/07/2012 07:15
    Tem um curso online (www.libertyclassroom.com/) que aborda os vários tipos de colonização que os americanos tiveram. Apesar de várias diferenças, o modelo nunca foi muito de cima pra baixo. Alguns tipos de atividades eram necessariamente mais compatíveis com grandes propriedades e escravidão, mas ainda assim não foi diretamente controlada pelo colonizador.\r
    \r
    Nosso modelo foi feldalismo puro. Os caras literalmente sentaram em uma mesa com o mapa na frente e desenharam dividindo quem ficaria com o que. O processo foi todo de cima pra baixo. Ser amigo do rei e trocar favores era a regra pra ser bem sucedido.\r
    \r
    Mesmo depois, com a república, mantivemos muitos desses feldos. Cartórios, monopólios, concessões, reservas de mercado, conselhos de classe.... nossa economia está impregnada dessas estruturas.
  • Andre Cavalcante  03/07/2012 07:21
    Ooops, ficou horrível!

    Onde está: "Não quero discutir o Brasil", leia-se "Não quero discutir os EUA, mas o Brasil."
  • Victor jaires martins  29/06/2012 08:35
    Quero desde ja anunciar que sou um dos fundadores da nova sociedade Alternativa descentralizada e Livre ., Raulvive Tche vive
  • Renato  29/06/2012 09:14
    Há um erro básico nas teses libertárias. Vocês acreditam numa sociedade totalmente descentralizada e livre, e sem estado. Em primeiro lugar, em todos os lugares do mundo, com o crescimento da sociedade, criou-se um estado. Então devo supor que a situação de inexistência de um estado é implicitamente uma situação instável.\r
    \r
    As sociedades menos centralizadas que existem são as de caçadores-coletores. Nenhuma sociedade num nível de desenvolvimento econômico superior a esse conseguiu manter tal nível de decentralização por muito tempo. Sará isso uma coincidência?\r
    \r
    Considerando as coisas do ponto de vista atual, a estabilidade de uma sociedade decentralizada parece ainda mais improvável. Pequenos estados só não são anexados por estados maiores por falta de interesse. Sua própria existência depende dos interesses dos estados maiores. Que dizer então de sociedades que funcionariam como tribos, com baixissima centralização?\r
    \r
    Veja um caso interessante: Globalistas como Maurice Strong tem apoiado fortemente o aumento da independência dos povos indigenas em relação aos estados. Mas com que interesse? Fragilizar os estados nacionais para criar um super-estado mundial, do qual a ONU é uma tentativa de embrião.\r
    \r
    Quanto às drogas, faço um pergunta: Na situação ideal imaginada pelos libertários, seria possivel os pais protegerem seus filhos do vício? Um grupo de adultos quaisquer poderiam tomar medidas contra um grupo de pessoas que estivesse oferecendo drogas a seus filhos? Na sua opinião, eu teria o direito de matar qualquer pessoa que tentasse oferecer drogas ou fazer sexo com as crianças sob minha responsabilidade?\r
    \r
    Note que antes do surgimento dos estados maiores, existiam cidades estado, onde as pessoas não eram necessariamente muito livres. E antes disso, existiam tribos, com um número de membros que raramente passava de poucos milhares, mas geralmente eram muito menos. Nessa sitação "original", cada pequeno grupo defendia a si mesmo, e os adultos protegiam a seus filhos. Qualquer tentativa de terceiros de atentarem contra seus filhos (ou contra qualquer pessoa das família ou dos clãs) provocavam uma reação violenta. O estado foi tomando cada vez mais as responsabilidades das pessoas pela sua propria proteção e pela proteção de terceiros. A diminuição do estado (ou sua eventual desaparição, como querem alguns) só tem sentido numa situação em que as pessoas tomam cada vez mais a sua própria proteção (e de sua família ou clã, ou de terceiros que a pessoa julgue que deve proteger) como uma responsabiliade pessoal. A diminuição do estado só tem sentido se as pessoas passarem a andar armadas, e a aplicar a justiça pessoalmente ou em grupo.\r
    \r
    Voltarei a escrever.
  • Arion Dias  29/06/2012 10:19
    Renato:\r
    Tua tese está equivocada por partir de um axioma que não se comprova.\r
    \r
    Vamos partir do exemplo Norte Americano para comprovar o equívoco: Havia uma colonia controlada por um governo a 3 mil milhas. As pessoas se organizaram e se rebelaram contra esse governo conquistando a sua independência.\r
    \r
    Ato contínuo, formou-se um "estado" onde haviam inúmeras garantias de limitação do poder de governar. Foi o maior crescimento econômico da história com acumulação de capital suficiente para fazer o país crescer no século XX devido, principalmente, a organização que surgiu em cada localidade protegendo a propriedade privada e o sistema capitalista de produção.\r
    \r
    A partir da decisão histórica da suprema corte que determinou a divisão da Standar Oil no início do século XX o crescimento americano simplesmente despencou. A acumulação de capital tornou-se cada vez mais lenta (muito embora houvesse muito capital já acumulado. As relações comerciais das pessoas umas com as outras obedeciam ao direito contratual e não regulamentações estatais.\r
    \r
    Com o surgimento das regulamentações do estado cada vez o crescimento se reduzia e apenas continuava porque com o capitalismo, dinâmico como é, surgiam novos meios de produção.\r
    \r
    Agora olha para todas as economias que foram centralizadas: URSS, China, Cuba, Venezuela. Cada uma, em determinado momento histórico, voltou-se para a socialização e centralização da produção e isto resultou em um empobrecimento e exaustão do capital que havia sido acumulado até falir por completo. A China, vendo que isso era impossível, decentralizou novamente a produção e a privatizou. Desde então cresce a altas taxas mesmo com todo o estado regulador.\r
    \r
    O estado descentralizado dos índios mostra como o capitalismo é superior ao comunismo. Uma sociedade anarcocapitalista em seus sistemas de produção vai possuir um desenvolvimento muito maior (por estar sujeita a ganhos privados e ao sistema de lucros e prejuízos) que uma sociedade anarco-comunista, como as indígenas.\r
    \r
    Qualquer relação econômica anarquista se prova superior aos indivíduos que uma relação regulamentada por terceiros não envolvidos na troca. Pegue por exemplo um empresário que é camelô: a relação dele com seus clientes é uma relação anarquista porque não é regulada pelo estado e nem por isto ele deixa de cumprir suas obrigações com os clientes. Vários são os fornecem garantias pelos produtos vendidos e cumprem estas obrigações assumidas voluntariamente. Isso é definido pelo mercado livre onde aqueles que nao cumprem estas obrigações são punidos pelos clientes com a não-negociação. Isso vale também para sacoleiros, diaristas, traficantes, transporte "irregular", contrabandistas em geral e outros. Todas são relações comerciais anarquistas.\r
  • Renato  29/06/2012 16:13
    Em nenhum lugar eu disse que os sistemas centralizados são bons. Considero que em príncípio, quanto mais descentralizado melhor, e abomino os estados totalitários. Mas creio que propor um sistema impossivel pode levar a não conseguir o possível.\r
    \r
    No caso americano, havia por parte dos fundadores do estado um princípio de baixa ingerência do estado na sociedade. Esse princípio foi abandonado, e essa foi a principal causa dos problemas atuais dos americanos. Então o projeto original não falhou, foi traído.
  • Renê  30/06/2012 02:41
    Muito boas as tuas colocações Renato!
  • Arion Dias  29/06/2012 10:37
    Continuando...\r
    \r
    Quanto a segunda parte do teu questionamento eu faço a pergunta de forma diferente: Qual o obrigação de alguém que vende arroz, leite, maconha, lsd, jogos eletrônicos ou qualquer outro bem ou serviço contigo? Cumprir a obrigação assumida, tão somente.\r
    \r
    Os filhos devem ser responsabilidade dos seus pais. Eles devem protegê-los e vigiá-los. Educar uma pessoa e mostrar o que se acredita ser o melhor caminho a seguir é função da cada pai e não de outras pessoas. \r
    \r
    A questão que tu levantou é de DIREITO e serve para a responsabilidade civil e criminal bem como diz respeito a propriedade privada.\r
    No sistema legal brasileiro (para pegar um exemplo) uma pessoa se torna apta a praticar atos da vida civil (comprar, vender, casar, negociar, trabalhar, etc) a partir dos 18 anos quando atinge a maioridade. Antes disto ele não tem o poder de realizar nenhum ato ou assumir nenhumna obrigação.\r
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    Antes dos 18 anos os filhos são propriedade dos pais e qualquer relação com eles deve passar pela autorização dos pais. Então se um pai permite que seu filho faça a compra de lanches no bar do colégio, a venda de um pastel não é feita à criança. É o pai que está comprando o pastel. E, quando alguém vende droga a uma criança em contrariedade com o que o pai da criança determina, ele está violando o direito a propriedade dos pais da criança. E é por isto que tu pode realizar sanções contra quem faz esse comércio, porque ele cometeu uma agressão ao teu direito de propriedade (eu sei que falando assim parece insensível mas é exatamente assim que o sistema familiar de pai e mãe tendo poderes sobre a criança funciona).\r
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    Por isso o sistema legal prevê que um negócio feito por um infante não tem qualquer validade jurídica. Ele tem efeito ex tunc. Claro que dificilmente alguém vai reclamar que foi vendido um litro de leite para uma criança mas isso se deve ao julgamento subjetivo dos pais. Existem lugares ou sociedades que dizem que não é permitido vender bebidas alcólicas a menores ou armas de fogo ou biquinis ou fogos de artifício ou determinados livros ou, enfim, qualquer outra coisa. Mas isto é uma definição arbitrária de cada comunidadde, cada sociedade.\r
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    E, segundo a maioria dos estudiosos, foi justamente o surgimento do núcleo familiar com a responsabilização de cada pai e cada mãe pelos atos e pelo desenvolvimento dos filhos que fez as sociedades se desenvolverem em oposição ao sistema comunitário de criação de filhos. Claro que isso é totalmente independente do fato que meus vizinhos observam e ajudam a cuidar dos meus filhos ou que eu também auxilío a proteção de outras crianças. Isso tem a ver com o espírito solidário de cada um e com a vida em sociedade de forma harmônica.\r
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  • Renato  04/07/2012 14:41
    Os filhos não são propriedades dos pais. Se fossem, poderiam ser vendidos, mortos, devorados, etc.\r
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    Talvez o que você tenha dito é que os pais são os responsáveis pelos filhos não adultos, e não o estado. Nisso concordo.
  • Gustavo Sauer  29/06/2012 11:54
    "Em primeiro lugar, em todos os lugares do mundo, com o crescimento da sociedade, criou-se um estado. Então devo supor que a situação de inexistência de um estado é implicitamente uma situação instável."

    Se estivéssemos vivendo no século 16, poderíamos dizer que nenhuma sociedade conseguiu prosperar sem escravidão, logo, poderíamos concluir que uma sociedade sem escravidão é instável...

    O fato de não termos evoluído intelectualmente o suficiente para viver numa sociedade de relações voluntárias, não nega o fato que esse seria o arranjo ideal de relação política entre os homens.

    A liberdade, a moral, só conseguem existir numa sociedade onde a grande maioria da população entende seus valores e os passam para as gerações seguintes. Isso não é algo simples de acontecer. Pra alguém entender a importância desses valores, é necessário que essa pessoa tenha tido uma educação adequada.
  • Andre Cavalcante  03/07/2012 07:49
    Olá Renato,

    Teu discurso é o que se pode chamar de histórico: você raciocina assim: não há um fato histórico que mostre o anarco-capitalismo pleno, logo é porque nunca aconteceu, então é impossível.

    Antes de mais nada, a ausência de um fato histórico não invalida a possibilidade futura que um processo qualquer aconteça, somente o torna um pouco mais improvável. Exemplo: a humanidade nunca experimentou a queda de um cometa de grandes dimensões (até porque se houvesse experimentado, não haveria humanidade, hehe!), nem por isso, significa que num futuro isso não possa acontecer (isso vale também para eventos culturais e econômicos).

    Outro ponto, e mais importante, é achar que não devemos defender uma tese qualquer porque é impossível. O exemplo mais corriqueiro é o assassinato. Ora, desde que o mundo é mundo, pessoas são assassinadas por outras pessoas (não há evento histórico do contrário) e é muito improvável que isso se altere no futuro, no entanto, todos os cidadãos (de bem) lutam para que não haja mais assassinatos, tanto que os assassinos são punidos.

    Portanto, sua lógica, além de primária, não insere nenhum argumento novo que se pode usar contra as ideias defendidas neste site.

    Defende-se o anarco-capitalismo principalmente porque ele é o mais correto (o estado/poder de um: o do indivíduo). Tudo o mais é consequência desse individualismo metodológico.

    Por outro lado, há as questões econômicas envolvidas, as quais são leis baseadas numa coisa simples (ver a frente). Podemos inclusive, parafrasear a lenda atribuída à Galileu: no processo movido pela Igreja (leia-se o Papa, portanto um estado), quando ele teria abjurado a teoria do movimento da Terra, diz-se que ele teria se voltado para os seus julgadores e dito: "no entanto Ela se move!" E, a despeito do que os regimes que o próprio homem usa para controlar o ação dos outros (o estado, alguém se lembra aí 1984?), a verdade é que há uma lei natural, tão natural quanto a lei da gravidade, que vale para a economia, de tal forma que podemos dizer: no entanto, o homem age!

  • Renato  03/07/2012 15:18
    Sim, é verdade que o argumento da falta de exemplos históricos não é um argumento absoluto, eu sei disso.\r
    \r
    Alguém disse que meu argumento poderia ter sido usado contra o fim da escravidão, mas isso não é verdade. Houveram inúmeros exemplos de sociedades que não usavam escravos, mesmo nas sociedades que tinham escravos, muitos agentes econômicos importantes não os tinham, ou usavam também mão-de-obra assalariada. Inclusive na Europa, desde longo tempo a escravidão não era mais utilizada (os servos da terra não eram escravos, tanto assim que tinham liberdade de mudar de senhor e não podiam ser vendidos, o que é muito diferente da situação de um escravo) Logo, o argumento da inexistência de exemplos históricos não poderia ser usada contra a abolição da escravidão.\r
    \r
    Quanto ao anarco-capitalismo, me oponho a ele porque não me parece que funcionaria. O argumento histórico, neste caso, é apenas auxiliar. O fato dele nunca ter acontecido é uma evidência (circunstâncial, eu admito) a mais para converncer-me de que provavelmente não funcionaria.\r
    \r
    Um dos conceitos do anarco-capitalismo é que tudo deve ter um dono específico. Mas será que a mente do homem funciona assim? Em qualqer lugar do mundo onde já tenha havido uma aglomeração humana, por menor que seja, haviam territórios que eram entendidos como não tendo dono específico. Em qualquer aldeia haviam ruas ou um espaço central dos quais ninguém era dono. Entretanto, se qualquer estrangeiro passasse por ali, o morador local diria que ele estava na "sua" aldeia. Os moradores locais sentiam-se na liberdade inclusive de impedir o estrangeiro de permanecer ali, ou até mesmo de passar por dentro da aldeia. Conheço pelo menos uma cultura de índios que matava qualquer estranho que ousasse passar por suas terras. Em muitas culturas era indecoroso agredir um estrangeiro pacífico, mas pelo simples fato de estar em suas ruas ou praça era considerado um "visitante". Ora, nisso o homem não é diferente dos mamíferos gregários, que também "tem" um território, e não toleram intrusos (ou só os toleram em certas condições), embora esse território não seja de nenhum indivíduo em particular. Na verdade até certas espécies de pinguins diferem suas áreas "particulares" (ninhos de pedras) de suas áreas comuns (caminhos entre os ninhos).\r
    \r
    Então faço a seguinte colocação: Da mesma forma que é natural do homem ser agente econômico, seguindo seus próprios interesses, vontades ou idéias (e é uma violência força-lo a agir de forma diferente) é natural do homem pertecer a um grupo que possui em conjunto um território. Você não encontrará uma aldeia, na atualidade ou na história, onde as ruas, em geral, fossem propriedades de particulares. Ora, um comportamento tão amplamente disseminado entre a humanidade, não pode ser acidental, deve representar um sentimento íntimo das pessoas.
  • EUDES  03/07/2012 17:15
    Li esse e outros argumentos seus ao longo desses comentários, Renato. Gostei. São bem realistas e equilibrados!
  • Andre Cavalcante  03/07/2012 17:52
    Desculpe-me Renato,

    Mas o teu pensamento está para lá de ambíguo. Você diz que não concorda com o anarco-capitalismo e dá um exemplo exatamente de como ele funciona? Uma vez que uma aglomeração humana qualquer é construída com respeito à propriedade privada, então define as leis locais de acordo. Isso vale para os locais e para os estrangeiros.

    Além do mais o seu exemplo das áreas comuns é comumente usado aqui no contexto dos condomínios, exatamente para se referir em como existiriam ruas privadas. Novamente nada substancial em seus argumentos.

    Da mesma forma, o que impede de um indivíduo, até porque gregário, fazer parte de uma aglomeração qualquer? Em verdade fazemos parte de inúmeras, mas isso não modifica o individualismo por detrás do pensamento libertário. O fato de existirem comunidades não significa a não possibilidade do anarco-capitalismo. É um raciocínio estranho esse que você teve.

    Vou ficando por aqui, porque você não só não mostrou nada de mais substancial contra o anarco-capitalismo, como ainda escreveu muito, mas mostrou uma maneira dúbia no pensar.

    Abraços
  • Renato  03/07/2012 19:25
    Andre

    Então não me fiz entender. O meu argumento não é (como você entendeu) que o fato de sermos gregários invibialize o anarco-capitalismo. O meu argumento foca-se apenas num ponto específico do anarco-capitalismo, que é a defesa da total privatização de tudo o que tiver interesse econômico. Para me opor A ESSE PONTO EM PARTICULAR, demonstrei que as sociedades, ao longo da história, sempre tiveram bens de interesse econômico (ruas, praças, territórios de caça, etc) que não eram propriedades de ninguém em particular, mas que eram consideradas como "propriedade" do grupo. Alguns contra-exemplos que se possam contrapor não invalidam o meu argumento, pois me basta demonstrar que esse é o comportamento mais comum dos seres humanos.
  • Andre Cavalcante  04/07/2012 08:37
  • Renato  04/07/2012 14:55
    Li o artigo e entendi seu argumento. Parece-me uma solução bastante anti-natural, mas é até possivel que funcione, pelo menos em alguns lugares.
  • Guilherme Shibata  29/06/2012 13:44
    Até meio off topic, mas o IMB pretende fazer um artigo sobre a absurda proposta do ''eurobônus'' ( ou algo assim ), que pretendem unificar a dívida dos países da União Européia e dividir igualmente pra todos ?

    Se isso for aprovado será certamente o maior embuste econômico e político da Europa.
  • Pedro Valadares  29/06/2012 21:07
    Guilherme, concordo plenamente com você. Eurobônus é uma invenção esdrúxula e autoritária, pois obriga o credor (Alemanha) a financiar a dívida dos devedores (Espanha, Portugal, Itália, Grécia e França).

    Seria o mesmo que eu ter uma dívida com você e te pedir para ir comigo ao banco oferecer teus bens como garantia a um empréstimo que eu vou pegar.

    É surrealismo econômico!
  • Andre Cavalcante  03/07/2012 07:18
    Guilherme,

    Por que é absurda a ideia dos eurobônus? É exatamente assim que funciona no Brasil, onde um estado superavitário, como São Paulo, arca com as dívidas soberanas de estados deficitários do Norte e Nordeste.

    Pode parecer absurdo a ideia se levarmos em conta que são nações diferentes, mas não é absurdo se levarmos em conta da nação em formação chamada Europa. Dê uma lida no livro do Bagus e no artigo do de Soto, para uma discussão aprofundada sobre o euro e a Europa.

    Aliás, os eurobônus seriam exatamente o próximo passo, depois do euro e do imposto transnacional sobre transações financeiras. A Merkel já fala em aceitar os eurobônus na condição de perda de soberania por parte dos integrantes do UE.

    Abraços
  • Blu  03/07/2012 07:34
    O fato de o Brasil adotar um sistema semelhante em escala interestadual não faz com que a proposta deixe de ser ruim. Afinal, no Brasil ela não está exatamente funcionando maravilhosamente bem.
  • Andre Cavalcante  03/07/2012 08:02
    Olá Blu,

    De fato. Mas observe bem que não estou a defender a formação de um estado único na Europa, da mesma forma que é muito ruim para certas regiões do Brasil essa dependência em relação a outras. No entanto, devemos ter cuidado ao emitir certas opiniões, porque na visão deles, faz todo o sentido os eurobônus assim como a criação dos Estados Unidos da Europa.

    Depois do discurso anti-guerra para justificar tudo, do parlamento europeu, do espaço schengen, da moeda única e agora o imposto transnacional e os eurobônus, sinceramente acredito que é apenas questão de tempo para eleições gerais na Europa e o poder centralizado em Bruxelas.

    Abraços
  • Tiago RC  03/07/2012 08:40
    Eleições na Europa já existem. Existe um parlamento da UE já. A UE, na prática, já é uma entidade federalista.
  • Juliano  03/07/2012 08:57
    Só confirma a tendência de que governos só crescem. Diminuição de poderes do governo só acontecem em colapsos e revoluções, dificilmente por vias democráticas.\r
    \r
    Tirar o Estado de campo nunca é popular.
  • Conservatore  29/06/2012 16:14
    O mais impressionante nisso tudo, é a conotação positiva que a palavra Democracia adquiriu junto ao povo.Ninguém questiona se a Democracia pode ser ruim, ao contrário, a falta dela é que é vista como tirania, como falha do "sistema"(como se 'sistema' fosse uma palavra mágica que explicasse toda a realidade), ou seja, para a massa, Democracia é algo "bom" e, se as coisas estão ruins, é porque falta Democracia. A ESQUERDA CONSEGUIU. O PROBLEMA É QUE, QUEM VOTA, ACREDITA NA DEMOCRACIA, MESMO SENDO MASSACRADO POR ELA.É NISSO QUE DÁ O MATERIALISMO IDEOLÓGICO.
  • Rhyan  29/06/2012 18:26
    Presidente democraticamente eleito do Egito: "O islã é a solução!"
  • José Ricardo das Chagas Monteiro  30/06/2012 04:33
    Saudações, fazendo uma viagem no tempo, e ratificando o texto, Aristóteles dizia que a democracia era regime instável, exposto à degeneração ou à corrupção e,por essas razões, difícil de manter, e que em casos raros poderia se manter, quando aplicada em comunidades com algumas características: [b] (1)indivíduos naturalmente iguais (2)cujo número permitisse que, quando reunidos em assembleia, a voz de cada um pudesse ser ouvida por todos os demais, (3)que se vivessem
    dispersos(pastores,agricultores,navegadores),(4)que só se reunissem esporadicamente para tratar de assuntos de interessem comum,(5)que fosse individualistas,auto-suficientes e aptos para se defender por si mesmos,(6)cujo governo jamais se intrometesse na privada de cada um, (7)cujos tributos fossem pagos de modo equitativo, e despendidos exclusivamente no interesse comum, (8)regidos por contrato solene,cujas regras ninguém pudesse quebrar ou modificar, ainda que a maioria concordasse.
    Aristótels considerava a democracia mais uma forma de governo,em nenhum momento considerava a virtuosa ou desejável, sábio, não?
    Conta uma história que uma senhora perguntou a Benjamin Franklin o que ele e outros escritores estavam criando, ele respondeu: uma república,senhora,se vocês conseguirem mantê-la.
    Tenho comigo que assim como há nações que não desenvolveram as pré-condições para a liberdade, existem também pessoas numa nação que não tem essa capacidade dentro de si.
  • Anônimo  30/06/2012 04:46
    A Democracia atual é feita na República Federativa do Brasil.


    Consequências do golpe militar de 1964, a revolução de 1968 muda a denominação Brasileira de Estados Unidos do Brasil para República Federativa do Brasil. (sonho maçom, sonho de príncipes Europeus). Castello Branco e a CIA.

    Você é contra o golpe de 64? Creio que não. Finalidade: migração. Esquema: uma empresa, um loteamento, migração de nordestinos e mineiros, e agora as novas gerações donas da situação colocam os paulistas para fora, se branco pior ainda. Toda política e todo o social para os migrantes.

    A migração retaliando a Imigração

    O AI–5 Decreta ainda a intervenção nos territórios, estados e municípios, e aos cidadãos o cerceamento de suas liberdades constitucionais.

    Só na cidade de São Paulo existem mais de 6 milhões de migrantes vivendo em áreas de mananciais ou irregulares, mais da metade da população é de migrantes de outros estados.

    Agora com o passar dos anos (novas gerações) perceberam que são donos de uma situação e tentam com ajuda das igrejas e outros meios "democráticos" tirar o "branco" ou "Paulista" do poder, este por sua vez, se fecha em sociedades secretas.
  • Leonardo Couto  30/06/2012 06:46
    Na verdade, a democracia atual é, sem dúvida, minadora das liberdades. Sem dúvida.
    Sempre defendi um estado mínimo. Sempre fui contra ideias anarco-capitalistas. Sempre acreditei no direito de indivíduos criarem o agente que usa da violência, domando-o e controlando-o.
    Porém, reflexões recentes me levaram a refinar posições, antes precipitadas.
    Pode-se dizer que concordo com Hoppe. Ele está certo. Esta democracia falhou, muito. E não há nada de anarco-capitalista em dizer isso.
    O governo, o sistema de controle do poder de coerção aceito como legítimo na sociedade, expandiu-se tanto e atacou tanto a nós, difusores da liberdade, que torna-se incabível alguém tomar a posição de apontá-lo como algo bom. Seria inadmissível.
    Todas as vertentes liberais ecoam ao criticar este estado, esta democracia.
    Entretanto, e é onde quero chegar, todos nós possuímos também um projeto de o que deve ocupar o lugar do que queremos descartar. Aqui, separa-se a continuidade filosófica que nos levou a rejeitar o estado, da ruptura que pode levar a servir contra nossos próprios propósitos: Os primeiros, entenderão a necessidade da legitimidade de um estado - estou sendo extremamente específico, um tipo estado -, saberão que a força e a violência devem ser domadas e enjauladas, sob um controle tão intenso e sufocante, que ela passará a ser verdadeiramente legítima.
    Os que continuarão no rumo contra a coerção saberão que será necessário colocar suas mãos acima dela, e subjugá-la à força.
    Não deixarão que seu uso seja suscetível à moral de cada indivíduo, não ignorarão a índole torpe de alguns que aproveitarão uma queda do tirano somente para ocupar seu lugar. Eles não destruirão falsamente um trono indestrutível, o do tirano, encontrado aqui desde que o mal entrou neste mundo, e dele, a partir de então, permanente. Ora, o que nos motivou a chegar até aqui? Não foi a liberdade? Pois bem, deem o trono à liberdade!
    Pensando assim, sabemos que Hoppe está certo: Esta democracia falhou. Este sistema falhou. Como disse, não há nada de enganado em dizer isso.
  • Arion Dias  30/06/2012 10:16
    Leonardo,
    A questão da legitimidade deste ente chamado estado é justamente o ponto da questão.

    Se acabarmos com os estados nacionais gigantes que temos hoje e transforma-los todos em cidade-estado onde cada sociedade vai realmente se autogovernar então teremos uma anarquia. E todas as sociedades que adotarem a forma capitalista de anarquia irão, como comprovando empiricamente, enriquecer muito mais e se desenvolver muito mais que que as que adotarem sistemas socialistas como os índios.

    "A árvore da liberdade deve ser regada de quando em quando com o sangue dos patriotas e dos tiranos." Thomas Jefferson.
  • aldeias-estado  30/06/2012 16:31
    Sim, só q daqui a pouco vcs vão achar q as cidades-estado tem mto intervencionismo. Então pra ter anarquia msm, só tendo "aldeias-estado", cada um com costumes diferentes...
  • Renato  03/07/2012 15:30
    Note que os "pais fundadores" americanos não definiam seu sistema como "democrático" mas como "republicano". A idéia central do sistema era impedir que o poder do estado se agigantasse demasiadamente sobre os indivíduos. O sistema eletivo era um MEIO de controle, que em conjunto com uma constituição (difícil de ser alterada), poria freios aos ímpetos mandonistas dos governantes de plantão. O porte livre de armas não era acidental. Além de se coadunar com o espírito da liberdade individual, foi considerado uma parte essencial do controle da população sobre o governo.\r
    \r
    O sistema não falhou, foi minado. E foi minado pela educação "publica" (estatal). Além de prejudicar gravemente a qualidade da educação americana, a quase total estatização do sistema de ensino acabou botando nas mãos de coletivistas um poder imenso, que usaram para obscurecer a intenção inicial do constituição americana.
  • Johnny Jonathan  03/07/2012 19:39
    Ora bolas, se uma cidade-estado for intervencionista demais, ela poderá perde espaço pra outras cidade estado, menos intervencionista. Você pode dizer que nada impede que isso acorra atualmente, mas não é bem assim. Pra trafegar da Bahia até o Rio grande do sul eu só preciso de um carro ou uma transporte. Tente entrar de carro nos EUA. Ou seja, dentro de uma unidade federativa, existe a livre circulação entre estados. Uma cidade-estado pode manter acordos confederativos entre outras cidades-estado(esse acordo é diferente do estado-nação atual). Enfim, nem sou a favor, mas defender as cidades-estado significa defender o máximo de descentralização politica dentro de uma nação e a possibilidade que um das cidades estado possam pedir secessão, numa anarquia a possibilidade secessão estaria nas mãos dos indivíduos e seus propriedades.

    Outra coisa que faz com que isso não acontece hoje em dia é a questão cultural. É mais fácil um carioca se a aptar a cultura da Bahia, do que o mesmo se adaptar a cultura da China, Japão ou Suíça. Sem contar a pessoa pode querer se mudar de uma cidade estado, mas sem ficar longe da mesma... porque tem uma família lá, amigos, ou simplesmente gosta de visitar a cidade que cresceu ou que viveu por um tempo e foi feliz.

    E no fim, mesmo com todos esses empecilhos, a quantidade de gente que quer sair de cuba (intervenção ao máximo) é bastante grande pra supor que um federalismo pode fazer com que os governos de cidades-estados diminuam o intervencionismo( ou melhor, diminuam o aumento haha). Sem contar que elas não terem um banco central pra fazer o imposto popular(inflação).

    Democracia pra mim é votar com os pés (migração) e com o seu dinheiro. E não votar com a voz(populismo) e com o dinheiro dos outros.

    Um sistema de cidades-estado dentro de uma nação (pense nos EUA de forma mais radical no federalismo) permite isso, apesar de não achar que é uma anarquia de verdade como diseram acima (eu prefiro ela), é um bom modelo minarquista.

    Aliás, nunca entendi o porque de alguém ser minarquista. Todo anarcocapitalista defende um minarquia, Todo mundo quer um Ron Pual brasileiro.
    Agora... nunca entendi a relutância dos minarquistas em viver numa sociedade anárquica. Ela pode até ser ruim ao seu ver, mas não é melhor do que o sistema atual?
    Na minha opinião, se é verdade que é inevitável nasce um estado dentro de um anarquia, creio que esse estado vai ser muito melhor do que qualquer estado máximo que tenha nascido como estado pequeno.
    Primeiro porque vamos ter evidencias empíricas sobre o que realmente funciona sem o governo e o que não, logo, assim como hoje é difícil o governo avançar na indústria de pãos, num estado pós anarquia vai ser difícil o estado avançar em a´res que claramente as pessoas preferem a iniciativa privada.

    Pra mim um estado pós-anarquia(se é que isso é possível) vai ser muito menos danoso do que um estado máximo alá EUA pós-minarquia.

    A cultura da liberdade de aquele clichê de "sonho americano" e terra das oportunidades fazem as pessoas aos poucos entenderem que a liberdade é sempre o caminho, ou pelo menos por mias tempo.
  • Thyago  30/06/2012 14:35
    Essa irmandade islâmica é muito pior do que costuma-se falar...

  • WILER PASSOS  22/07/2014 17:52
    blá, blá, blá, e o pragmatismo?
    Qual o modelo alternativo?
    A esquerda tenta inovar se apoiando no pensamento Keynesiano, o que de certa forma tem funcionado, mas para por ai...
    Me proponha um modelo pragmático, operativo e sistematizado para substituir a democracia e os males sociais(exclusão, exploração, etc)bem como outra forma de superar a limitação de recurso frente o tripe ambição, preço e propriedade privada?


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