O que realmente é o fascismo
por , quarta-feira, 9 de julho de 2014

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fascismo.jpgTodo mundo sabe que o termo fascista é hoje pejorativo; um adjetivo frequentemente utilizado para se descrever qualquer posição política da qual o orador não goste.  Não há ninguém no mundo atual propenso a bater no peito e dizer "Sou um fascista; considero o fascismo um grande sistema econômico e social."

Porém, afirmo que, caso fossem honestos, a vasta maioria dos políticos, intelectuais e ativistas do mundo atual teria de dizer exatamente isto a respeito de si mesmos.

O fascismo é o sistema de governo que carteliza o setor privado, planeja centralizadamente a economia subsidiando grandes empresários com boas conexões políticas, exalta o poder estatal como sendo a fonte de toda a ordem, nega direitos e liberdades fundamentais aos indivíduos e torna o poder executivo o senhor irrestrito da sociedade.

Tente imaginar algum país cujo governo não siga nenhuma destas características acima.  Tal arranjo se tornou tão corriqueiro, tão trivial, que praticamente deixou de ser notado pelas pessoas.  Praticamente ninguém conhece este sistema pelo seu verdadeiro nome.

É verdade que o fascismo não possui um aparato teórico abrangente.  Ele não possui um teórico famoso e influente como Marx.  Mas isso não faz com que ele seja um sistema político, econômico e social menos nítido e real.  O fascismo também prospera como sendo um estilo diferenciado de controle social e econômico.  E ele é hoje uma ameaça ainda maior para a civilização do que o socialismo completo.  Suas características estão tão arraigadas em nossas vidas — e já é assim há um bom tempo — que se tornaram praticamente invisíveis para nós.

E se o fascismo é invisível para nós, então ele é um assassino verdadeiramente silencioso.  Assim como um parasita suga seu hospedeiro, o fascismo impõe um estado tão enorme, pesado e violento sobre o livre mercado, que o capital e a produtividade da economia são completamente exauridos.  O estado fascista é como um vampiro que suga a vida econômica de toda uma nação, causando a morte lenta e dolorosa de uma economia que outrora foi vibrante e dinâmica.

As origens do fascismo

A última vez em que as pessoas realmente se preocuparam com o fascismo foi durante a Segunda Guerra Mundial.  Naquela época, dizia-se ser imperativo que todos lutassem contra este mal.  Os governos fascistas foram derrotados pelos aliados, mas a filosofia de governo que o fascismo representa não foi derrotada.  Imediatamente após aquela guerra mundial, uma outra guerra começou, esta agora chamada de Guerra Fria, a qual opôs o capitalismo ao comunismo.  O socialismo, já nesta época, passou a ser considerado uma forma mais branda e suave de comunismo, tolerável e até mesmo louvável, mas desde que recorresse à democracia, que é justamente o sistema que legaliza e legitima a contínua pilhagem da população.

Enquanto isso, praticamente todo o mundo havia esquecido que existem várias outras cores de socialismo, e que nem todas elas são explicitamente de esquerda.  O fascismo é uma dessas cores.

Não há dúvidas quanto às origens do fascismo.  Ele está ligado à história da política italiana pós-Primeira Guerra Mundial.  Em 1922, Benito Mussolini venceu uma eleição democrática e estabeleceu o fascismo como sua filosofia.  Mussolini havia sido membro do Partido Socialista Italiano.

Todos os maiores e mais importantes nomes do movimento fascista vieram dos socialistas.  O fascismo representava uma ameaça aos socialistas simplesmente porque era uma forma mais atraente e cativante de se aplicar no mundo real as principais teorias socialistas.  Exatamente por isso, os socialistas abandonaram seu partido, atravessaram o parlamento e se juntaram em massa aos fascistas.

Foi também por isso que o próprio Mussolini usufruiu uma ampla e extremamente favorável cobertura na imprensa durante mais de dez anos após o início de seu governo.  Ele era recorrentemente celebrado pelo The New York Times, que publicou inúmeros artigos louvando seu estilo de governo.  Ele foi louvado em coletâneas eruditas como sendo o exemplo de líder de que o mundo necessitava na era da sociedade planejada.  Matérias pomposas sobre o fanfarrão eram extremamente comuns na imprensa americana desde o final da década de 1920 até meados da década de 1930.

Qual o principal elo entre o fascismo e o socialismo?  Ambos são etapas de um continuum que visa ao controle econômico total, um continuum que começa com a intervenção no livre mercado, avança até a arregimentação dos sindicatos e dos empresários, cria leis e regulamentações cada vez mais rígidas, marcha rumo ao socialismo à medida que as intervenções econômicas vão se revelando desastrosas e, no final, termina em ditadura.

O que distingue a variedade fascista de intervencionismo é a sua recorrência à ideia de estabilidade para justificar a ampliação do poder do estado.  Sob o fascismo, grandes empresários e poderosos sindicatos se aliam entusiasticamente ao estado para obter estabilidade contra as flutuações econômicas, isto é, as expansões e contrações de determinados setores do mercado em decorrência das constantes alterações de demanda por parte dos consumidores.  A crença é a de que o poder estatal pode suplantar a soberania do consumidor e substituí-la pela soberania dos produtores e sindicalistas, mantendo ao mesmo tempo a maior produtividade gerada pela divisão do trabalho.

Os adeptos do fascismo encontraram a perfeita justificativa teórica para suas políticas na obra de John Maynard Keynes.  Keynes alegava que a instabilidade do capitalismo advinha da liberdade que o sistema garantia ao "espírito animal" dos investidores.  Ora guiados por rompantes de otimismo excessivo e ora derrubados por arroubos de pessimismo irreversível, os investidores estariam continuamente alternando entre gastos estimuladores e entesouramentos depressivos, fazendo com que a economia avançasse de maneira intermitente, apresentando uma sequência de expansões e contrações.

Keynes propôs eliminar esta instabilidade por meio de um controle estatal mais rígido sobre a economia, com o estado controlando os dois lados do mercado de capitais.  De um lado, um banco central com o poder de inflacionar a oferta monetária por meio da expansão do crédito iria determinar a oferta de capital para financiamento, e, do outro, uma ativa política fiscal e regulatória iria socializar os investimentos deste capital.

Em uma carta aberta ao presidente Franklin Delano Roosevelt, publicado no The New York Times em 31 de dezembro de 1933, Keynes aconselhava seu plano:

Na área da política doméstica, coloco em primeiro plano um grande volume de gastos sob os auspícios do governo.  Em segundo lugar, coloco a necessidade de se manter um crédito abundante e barato. ... Com estas sugestões . . . posso apenas esperar com grande confiança por um resultado exitoso.  Imagine o quanto isto significaria não apenas para a prosperidade material dos Estados Unidos e de todo o mundo, mas também em termos de conforto para a mente dos homens em decorrência de uma restauração de sua fé na sensatez e no poder do governo. (John Maynard Keynes, "An Open Letter to President Roosevelt," New York Times, December 31, 1933 in ed. Herman Krooss, Documentary History of Banking and Currency in the United States, Vol. 4 (New York: McGraw Hill, 1969), p. 2788.)

Keynes se mostrou ainda mais entusiasmado com a difusão de suas ideias na Alemanha.  No prefácio da edição alemã da Teoria Geral, publicada em 1936, Keynes escreveu:

A teoria da produção agregada, que é o que este livro tenciona oferecer, pode ser adaptada às condições de um estado totalitário com muito mais facilidade do que a teoria da produção e da distribuição sob um regime de livre concorrência e laissez-faire. (John Maynard Keynes, "Prefácio" da edição alemã de 1936 da Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda, traduzido e reproduzido in James J. Martin, Revisionist Viewpoints (Colorado Springs: Ralph Myles, 1971), pp. 203?05.)

Controle estatal do dinheiro, do crédito, do sistema bancário e dos investimentos é a base exata de uma política fascista.  Historicamente, a expansão do controle estatal sob o fascismo seguiu um padrão previsível.  O endividamento e a inflação monetária pagaram pelos gastos estatais.  A resultante expansão do crédito levou a um ciclo de expansão e recessão econômica.  O colapso financeiro gerado pela recessão resultou na socialização dos investimentos e em regulamentações mais estritas sobre o sistema bancário, ambos os quais permitiram mais inflação monetária, mais expansão do crédito, mais endividamento e mais gastos.  O subsequente declínio no poder de compra do dinheiro justificou um controle de preços e salários, o qual se tornou o ponto central do controle estatal generalizado.  Em alguns casos, tudo isso aconteceu rapidamente; em outros, o processo se deu de maneira mais lenta.  Porém, em todos os casos, o fascismo sempre seguiu este caminho e sempre descambou no total planejamento centralizado.

Na Itália, local de nascimento do fascismo, a esquerda percebeu que sua agenda anticapitalista poderia ser alcançada com muito mais sucesso dentro do arcabouço de um estado autoritário e planejador.  Keynes teve um papel-chave ao fornecer uma argumentação pseudo-científica contra o laissez-faire do velho mundo e em prol de uma nova apreciação da sociedade planejada.  Keynes não era um socialista da velha guarda.  Como ele próprio admitiu na introdução da edição nazista da Teoria Geral, o nacional-socialismo era muito mais favorável às suas ideias do que uma economia de mercado.

Características

Examinando a história da ascensão do fascismo, John T. Flynn, em seu magistral livro As We Go Marching, de 1944, escreveu:

Um dos mais desconcertantes fenômenos do fascismo é a quase inacreditável colaboração entre homens da extrema-direita e da extrema-esquerda para a sua criação.  Mas a explicação para este fenômeno aparentemente contraditório jaz na seguinte questão: tanto a direita quanto a esquerda juntaram forças em sua ânsia por mais regulamentação.  As motivações, os argumentos, e as formas de expressão eram diferentes, mas todos possuíam um mesmo objetivo, a saber: o sistema econômico tinha de ser controlado em suas funções essenciais, e este controle teria de ser exercido pelos grupos produtores.

Flynn escreveu que a direita e a esquerda discordavam apenas quanto a quem seria este 'grupo de produtores'.  A esquerda celebrava os trabalhadores como sendo os produtores.  Já a direita afirmava que os produtores eram os grandes grupos empresariais.  A solução política de meio-termo — a qual prossegue até hoje, e cada vez mais forte — foi cartelizar ambos.

Sob o fascismo, o governo se torna o instrumento de cartelização tanto dos trabalhadores (desde que sindicalizados) quanto dos grandes proprietários de capital.  A concorrência entre trabalhadores e entre grandes empresas é tida como algo destrutivo e sem sentido; as elites políticas determinam que os membros destes grupos têm de atuar em conjunto e agir cooperativamente, sempre sob a supervisão do governo, de modo a construírem uma poderosa nação.

Os fascistas sempre foram obcecados com a ideia de grandeza nacional.  Para eles, grandeza nacional não consiste em uma nação cujas pessoas estão se tornando mais prósperas, com um padrão de vida mais alto e de maior qualidade.  Não.  Grandeza nacional ocorre quando o estado incorre em empreendimentos grandiosos, faz obras faraônicas, sedia grandes eventos esportivos e planeja novos e dispendiosos sistemas de transporte.

Em outras palavras, grandeza nacional não é a mesma coisa que a sua grandeza ou a grandeza da sua família ou a grandeza da sua profissão ou do seu empreendimento.  Muito pelo contrário.  Você tem de ser tributado, o valor do seu dinheiro tem de ser depreciado, sua privacidade tem de ser invadida e seu bem-estar tem de ser diminuído para que este objetivo seja alcançado.  De acordo com esta visão, é o governo quem tem de nos tornar grandes.

Tragicamente, tal programa possui uma chance de sucesso político muito maior do que a do antigo socialismo.  O fascismo não estatiza a propriedade privada como faz o socialismo.  Isto significa que a economia não entra em colapso quase que imediatamente.  Tampouco o fascismo impõe a igualdade de renda.  Não se fala abertamente sobre a abolição do casamento e da família ou sobre a estatização das crianças.  A religião não é proibida.

Sob o fascismo, a sociedade como a conhecemos é deixada intacta, embora tudo seja supervisionado por um poderoso aparato estatal.  Ao passo que o socialismo tradicional defendia uma perspectiva globalista, o fascismo é explicitamente nacionalista ou regionalista.  Ele abraça e exalta a ideia de estado-nação.

Quanto à burguesia, o fascismo não busca a sua expropriação.  Em vez disso, a classe média é agradada com previdência social, educação gratuita, benefícios médicos e, é claro, com doses maciças de propaganda estatal estimulando o orgulho nacional.

O fascismo utiliza o apoio conseguido democraticamente para fazer uma arregimentação nacional e, com isso, controlar mais rigidamente a economia, impor a censura, cartelizar empresas e vários setores da economia, repreender dissidentes e controlar a liberdade dos cidadãos.  Tudo isso exige um contínuo agigantamento do estado policial.

Sob o fascismo, a divisão entre esquerda e direita se torna amorfa.  Um partido de esquerda que defende programas socialistas não tem dificuldade alguma em se adaptar e adotar políticas fascistas.  Sua agenda política sofre alterações ínfimas, a principal delas sendo a sua maneira de fazer marketing.

O próprio Mussolini explicou seu princípio da seguinte maneira: "Tudo dentro do Estado, nada fora do Estado, nada contra o Estado".  Ele também disse: "O princípio básico da doutrina Fascista é sua concepção do Estado, de sua essência, de suas funções e de seus objetivos.  Para o Fascismo, o Estado é absoluto; indivíduos e grupos, relativos."

O futuro

Não consigo imaginar qual seria hoje uma prioridade maior do que uma séria e efetiva aliança anti-fascista.  De certa maneira, ainda que muito desconcertada, uma resistência já está sendo formada.  Não se trata de uma aliança formal.  Seus integrantes sequer sabem que fazem parte dela.  Tal aliança é formada por todos aqueles que não toleram políticos e politicagens, que se recusam a obedecer leis fascistas convencionais, que querem mais descentralização, que querem menos impostos, que querem poder importar bens sem ter de pagar tarifas escorchantes, que protestam contra a inflação e seu criador, o Banco Central, que querem ter a liberdade de se associar com quem quiserem e de comprar e vender de acordo com termos que eles próprios decidirem, por aqueles que insistem em educar seus filhos por conta própria, por aqueles investidores, poupadores e empreendedores que realmente tornam possível qualquer crescimento econômico e por aqueles que resistem ao máximo a divulgar dados pessoais para o governo e para o estado policial.

Tal aliança é também formada por milhões de pequenos e independentes empreendedores que estão descobrindo que a ameaça número um à sua capacidade de servir aos outros por meio do mercado é exatamente aquela instituição que alega ser nossa maior benfeitora: o governo.

Quantas pessoas podem ser classificadas nesta categoria?  Mais do que imaginamos.  O movimento é intelectual.  É cultural.  É tecnológico.  Ele vem de todas as classes, raças, países e profissões.  Não se trata de um movimento meramente nacional; ele é genuinamente global.  Não mais podemos prever se os membros se consideram de esquerda, de direita, independentes, libertários, anarquistas ou qualquer outra denominação.  O movimento inclui pessoas tão diversas como pais adeptos do ensino domiciliar em pequenas cidades e pais em áreas urbanas cujos filhos estão encarcerados por tempo indeterminado e sem nenhuma boa razão.

E o que este movimento quer?  Nada mais e nada menos do que a doce liberdade.  Ele não está pedindo que a liberdade seja concedida ou dada.  Ele apenas pede a liberdade que foi prometida pela própria vida, e que existiria na ausência do estado leviatã que nos extorque, escraviza, intimida, ameaça, encarcera e mata.  Este movimento não é efêmero.  Somos diariamente rodeados de evidências que demonstram que ele está absolutamente correto em suas exigências.  A cada dia, torna-se cada vez mais óbvio que o estado não contribui em absolutamente nada para o nosso bem-estar.  Ao contrário, ele maciçamente subtrai nosso padrão de vida.

Nos anos 1930, os defensores do estado transbordavam de ideias grandiosas.  Eles possuíam teorias e programas de governo que gozavam o apoio de vários intelectuais sérios.  Eles estavam emocionados e excitados com o mundo que iriam criar.  Eles iriam abolir os ciclos econômicos, criar desenvolvimento social, construir a classe média, curar todas as doenças, implantar a seguridade universal, acabar com a escassez e fazer vários outros milagres.  O fascismo acreditava em si próprio.

Hoje o cenário é totalmente distinto.  O fascismo não possui nenhuma ideia nova, nenhum projeto grandioso — nem mesmo seus partidários realmente acreditam que podem alcançar os objetivos almejados.  O mundo criado pelo setor privado é tão mais útil e benevolente do que qualquer coisa que o estado já tenha feito, que os próprios fascistas se tornaram desmoralizados e cientes de que sua agenda não possui nenhuma base intelectual real.

É algo cada vez mais amplamente reconhecido que o estatismo não funciona e nem tem como funcionar.  O estatismo é e continua sendo a maior mentira do milênio.  O estatismo nos dá o exato oposto daquilo que promete.  Ele nos promete segurança, prosperidade e paz.  E o que ele nos dá é medo, pobreza, conflitos, guerra e morte.  Se queremos um futuro, teremos nós mesmos de construí-lo.  O estado fascista não pode nos dar nada.  Ao contrário, ele pode apenas atrapalhar.

Por outro lado, também parece óbvio que o antigo romance dos liberais clássicos com a ideia de um estado limitado já se esvaneceu.  É muito mais provável que os jovens de hoje abracem uma ideia que 50 anos atrás era tida como inimaginável: a ideia de que a sociedade está em melhor situação sem a existência de qualquer tipo de estado.

Eu diria que a ascensão da teoria anarcocapitalista foi a mais dramática mudança intelectual ocorrida em minha vida adulta.  Extinta está a ideia de que o estado pode se manter limitado exclusivamente à função de vigilante noturno, mantendo-se como uma entidade pequena que irá se limitar a apenas garantir direitos essenciais, adjudicar conflitos, e proteger a liberdade.  Esta visão é calamitosamente ingênua.  O vigia noturno é o sujeito que detém as armas, que possui o direito legal de utilizar de violência, que controla todas as movimentações das pessoas, que possui um posto de comando no alto da torre e que pode ver absolutamente tudo.  E quem vigia este vigia?  Quem limita seu poder?  Ninguém, e é exatamente por isso que ele é a fonte dos maiores males da sociedade.  Nenhuma lei, nenhuma constituição bem fundamentada, nenhuma eleição, nenhum contrato social irá limitar seu poder.

Com efeito, o vigia noturno adquiriu poderes totais.  É ele quem, como descreveu Flynn, "possui o poder de promulgar qualquer lei ou tomar qualquer medida que lhe seja mais apropriada".  Enquanto o governo, continua Flynn, "estiver investido do poder de fazer qualquer coisa sem nenhuma limitação prática às suas ações, ele será um governo totalitário.  Ele possui o poder total".

Este é um ponto que não mais pode ser ignorado.  O vigia noturno tem de ser removido e seus poderes têm de ser distribuídos entre toda a população, e esta tem de ser governada pelas mesmas forças que nos trazem todas as bênçãos possibilitadas pelo mundo material.

No final, esta é a escolha que temos de fazer: o estado total ou a liberdade total.  O meio termo é insustentável no longo prazo.  Qual iremos escolher?  Se escolhermos o estado, continuaremos afundando cada vez mais, e no final iremos perder tudo aquilo que apreciamos enquanto civilização.  Se escolhermos a liberdade, poderemos aproveitar todo o notório poder da cooperação humana, o que irá nos permitir continuar criando um mundo melhor.

Na luta contra o fascismo, não há motivos para se desesperar.  Temos de continuar lutando sempre com a total confiança de que o futuro será nosso, e não deles.

O mundo deles está se desmoronando.  O nosso está apenas começando a ser construído.  O mundo deles é baseado em ideologias falidas.  O nosso é arraigado na verdade, na liberdade e na realidade.  O mundo deles pode apenas olhar para o passado e ter nostalgias daqueles dias gloriosos.  O nosso olha para frente e contempla todo o futuro que estamos construindo para nós mesmos.  O mundo deles se baseia no cadáver do estado-nação.  O nosso se baseia na energia e na criatividade de todas as pessoas do mundo, unidas em torno do grande e nobre projeto da criação de uma civilização próspera por meio da cooperação humana pacífica.

É verdade que eles possuem armas grandes e poderosas.  Mas armas grandes e poderosas nunca foram garantia de vitória em guerras.  Já nós possuímos a única arma que é genuinamente imortal: a ideia certa.  E é isso que nos levará à vitória.

Como disse Mises,

No longo prazo, até mesmo o mais tirânico dos governos, com toda a sua brutalidade e crueldade, não é páreo para um combate contra ideias.  No final, a ideologia que obtiver o apoio da maioria irá prevalecer e retirar o sustento de sob os pés do tirano.  E então os vários oprimidos irão se elevar em uma rebelião e destronar seus senhores.


Lew Rockwell é o chairman e CEO do Ludwig von Mises Institute, em Auburn, Alabama, editor do website LewRockwell.com, e autor dos livros Speaking of Liberty e The Left, the Right, and the State


Tradução de Leandro Roque


116 comentários
116 comentários
mauricio barbosa 27/06/2012 07:26:46

Exatamente!Mudanças só acontecem para a melhor ou para o pior quando a maioria abraça uma causa, cabe a nós libertários conscientizar a massa oprimida e alienada que a liberdade é inegociável e que este estado policialesco e assistencialista é insustentável a longo prazo,portanto é preciso desmonta-lo gradual ou imediatamente,para o bem de todos.

Responder
Pedro Ivo 28/06/2012 04:22:32

Você tem razão Mauricio Barbosa. Não apenas a liberdade é inegociável e "o único caminho", quanto a conscientização disto e a criação de uma cultura, senso comum e ideologia da liberdade e do libertarismo é o caminho incontornável. E neste sentido, de digerir as idéias e torná-las assimiláveis ao senso comum, Lew Rockwell é o melhor autor libertário. E por esta razão, fica aqui uma crítica ao instituto: fazia 7 meses e 19 dias que um artigo de Rockwell não aparecia aqui. Precisamente porque ele é o autor + preparado em cimentar um "senso comum libetário", ele não pode ficar tanto tempo longe das e-prateleiras brasilianas. Rockwell é o autor que melhor nos municia a responder a esta 'marcha gramsciana' pela qual passamos (como bem pode ser visto aqui ). Eles nos fornece a mesma munição tática com que os gramscianos utilizam para operacionalizar sua estratégia de tomada do poder via "cooptação das consciências". Por esta razão Rockwell é indispensável, como autor, e + que tudo, como exemplo de combatente a todos nós.

cumprimentos a todos.

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Juliano 27/06/2012 07:52:31

O Fascismo é um dos maiores enganos da história. A idéia de direita x esquerda ficou tão popular que dispensa a necessidade de pensar. Boa parte das pessoas nem disconfia das brutais semelhanças entre esquerda radical (comunismo) com a direita radical (fascismo). Parecem pólos opostos mas são irmão quase que gêmeos.\r
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Por outro lado, a idéia de ausência de Estado assusta. Logo imagina-se o poder dos mais fortes, Somália, Congo, alguns territórios isolados no Brasil. É no medo da "terra sem lei" que o Estado se justifica para a grande parte das pessoas. A partir daí do momento que as pessoas se convencem de que ele é necessário, é só uma questão de discutir seu tamanho. Naturalmente, ele só vai crescer até entrar em algum tipo de colapso.\r
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Responder
Luis Almeida 27/06/2012 07:59:10

A Somália tem estado, e tem várias milícias que lutam contra esse estado. Não bastasse isso, os país foi bombardeado durante anos pelas nações "desenvolvidas" e "civilizadas".

Quanto às áreas "sem estado" no Brasil, elas só existem e prosperam justamente por causa do estado. Ou seja, você está dizendo que a solução para o problema é justamente aumentar o poder do causador do problema. Enquanto esta dissonância cognitiva não for percebida, não haverá chances para a liberdade.

Responder
Juliano 27/06/2012 09:45:20

Luis,\r
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Eu não afirmei que a situação da Somália ou de qualquer outro lugar é causado pela ausência de Estado. Só disse que é exatamente isso que vem à cabeça da maioria das pessoas. A associação feita à ausência de estado é exatamente a mesma feita à ausência de leis, coisa que ninguém defende. Em inglês fica ainda mais legal: "No rulers doesn't mean no rules".\r
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Minha intenção não foi defender o Estado, foi explicitar que não é intuitivo pensar dessa forma. Como citaram anteriormente, se o Estado controlasse o fornecimento de grãos, todos imaginariam que morreríamos de fome sem o governo. Pior, não dá nem pra saber como seria o fornecimento por vias privadas pois o monopólio desorganiza toda a cadeia produtiva. O medo do "pedia ser pior" alimenta o Estado. \r
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Vejo a dificuldade que é defender o fim do licenciamento de taxis. Pra mim é tão óbvio que me irrita ter de argumentar para convencer as pessoas do absurdo que é ter alguém com poder de dizer quantos taxis existem na cidade (em Curitiba, o número não muda há 30 anos). Ainda assim, as pessoas acham normal que haja regulamentação pois, caso o contrário, não haveriam taxistas ou todos teríamos que andar em carros absolutamente sem condições. Ou ainda aparece o argumento: já que os que estão aí pagaram um monte pra ter esse direito, é justo que os outros também paguem. Essa é a lei.\r
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Certa vez procurei pelos argumentos pró-escravidão que eram usados na época que o assunto estava em voga. Mais ou menos assim:\r
- A escravidão pode até ser ruim, mas sem ter alguém que lhes dê comida, todos os escravos morrerão de fome.\r
- Acabar com a escravidão significa acabar com a agricultura. Será impossível competir com os outros países que ainda têm escravos\r
- E quem vai colher? Quem vai plantar?\r
- A escravidão faz parte da história de todas as civilização. Mostre um exemplo de país que não tenha tido escravos.\r
- Se os escravos forem libertos haverá caos. Eles vão querer se vingar dos brancos e não haverá todos entraremos em guerra. (Eles ainda tinham o Haiti como exemplo desse problema).\r
- Vc não vê os brancos pobres? Eles estão em pior situação que os escravos.\r
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Alguma semelhança com os argumentos pró estado? Pior, eles faziam sentido superficialmente. Pensar em uma sociedade sem escravos era muito difícil, envolvia riscos. A liberdade exige coragem.

Responder
sergio tiago 28/06/2012 23:19:53

O estado deve existir mas o povo deve ser o parlamento e os administradores devem obedecerem as nossas leis e responder pelos seus crimes como qualquer um

Responder
Andre Cavalcante 29/06/2012 07:26:23

kkkk,

Você descreveu exatamente como funciona (ou não!) hoje. Não sei se é uma boa continuar com essa de existir o estado e o "povo" ser o parlamento...

Abraços

Responder
Elias Junior 30/12/2013 18:54:04


Andre Cavalcante, suas palvras me lembrou de 'Coriolano', de Shakespeare se nao viu vale a pena ler sobre, ele retrata o "perigo do povo ser o parlamento" é engraçado mas a peça conecta tudo que esta sendo dito aqui, incluindo o governo controlando o trigo e manipulando a massa "parlamentar" para executar suas vontatdes, vejo que isto ocorre atualmente onde o governo ver a "voz do povo" como sendo a sua".

Responder
Sergio 11/04/2013 17:29:39

Basta ver as favelas das cidades brasileiras .A ausência de Estado não levou a um anarco capitalismo ,mas,pelo contrário ,a grupos de poder, verdadeiros barões ladrões que tiranizam toda a comunidade.Quem diz é um libertário :Lobão,que frequenta favelas há muitos anos e a muito percebeu que os chefes do tráfico agem como verdadeiros burgueses,usando roupas e jóias caras ,carros e motos importadas e imitam os ricos que eles veem na Gatonet.

Responder
Mauro 11/04/2013 17:46:26

O problema das favelas do Rio é o excesso de estado.

www.mises.org.br/Article.aspx?id=635

Responder
Fabio Bastos 20/08/2013 11:14:44

Juliano
Só me permita discordar quando você escreve "direita radical (fascismo)". Na verdade o Fascismo ou Nazismo na Alemanha eram socialistas e não "direita radical". A diferença é que na União Soviética o Estado se apropriou de todos os meios de produção mas no Fascismo a propriedade privada foi mantida mas com o total controle do Estado.

Não esqueça que os Nazistas tinham a palavra "Socialista" no nome do partido.

Responder
Andre Cavalcante 27/06/2012 07:55:54

Olá a todos,

Meus comentários:

1. Não sei se é por causa do trabalho do tradutor, mas parece que estamos lendo um artigo feito por um brasileiro em relação ao Brasil!

2. Dúvida: qual é a diferença entre Socialismo e Comunismo? Por que o socialismo passou a ser bem visto e o comunismo não?

3. Esta frase: "Examinando a histórica da ascensão do fascismo", não seria; Examinando a história da ascensão do fascismo ou Examinando a histórica ascensão do fascismo?

4. Desta frase: "O mundo deles se baseia no cadáver do estado-nação", entendi perfeitamente o contexto, somente acho que o anarco-capitalismo, se um dia vingar, será exatamente sobre o "cadáver do estado-nação".

Abraços

Responder
Leandro 27/06/2012 08:08:25

Prezado André,

1) Não é que o artigo pareça ter sido escrito para o Brasil. A questão é que governos operam identicamente em qualquer lugar do mundo. O que varia é apenas o grau de explicitude com que eles implementam seus totalitarismos. Uns o fazem mais abertamente e mais velozmente ao passo que outros optam pela vaselina

2) O comunismo foi mais estabanado que o socialismo. O comunismo quis sair expropriando tudo e a todos de uma só vez, o que gera revoltas. Já o socialismo faz isso de maneira mais calma e esperta, o que até garante apoios. Em vez da expropriação direta, opta-se por impostos progressivos e regulamentações crescentes sobre o uso da propriedade.

3) Corrigido. Obrigado!

Abraços!

Responder
Rhyan 27/06/2012 15:59:43

Os esquerdistas se revoltam quando sitam o "comunismo" como sinônimo do socialismo. Comunismo seria uma sociedade sem estado e classes sociais, segundo eles.

Eles estão certos? Ou o significado realmente mudou?

Responder
Fabio MS 27/06/2012 09:08:56

"No longo prazo, até mesmo o mais tirânico dos governos, com toda a sua brutalidade e crueldade, não é páreo para um combate contra ideias. No final, a ideologia que obtiver o apoio da maioria irá prevalecer e retirar o sustento de sob os pés do tirano. E então os vários oprimidos irão se elevar em uma rebelião e destronar seus senhores."\r
\r
Nesse caso, a ideologia da maioria pode ser boa (o que acabará com a tirania), mas também pode ser ruim (o que apenas subsitutirá um tirano por outro). \r
Não conheço o contexto dessa citação de Mises, contudo, a prevalecer a ideologia da maioria, a possibilidade de uma forma de servidão ainda mais tirânica é sempre um fantasma à espreita.\r
Eis o ponto a que quero chegar: a citação, aliada ao teor de todo artigo, dá a entender que sempre que a maioria se rebelar contra o atual tirano, necessariamente haverá algo melhor. \r
Depende da ideologia que essa maioria apóia, não? Se for uma maioria de libertários, como é a intenção do autor, ótimo. Se não for, não parece assim tão certo que "os vários oprimidos irão se elevar." A ideia certa, por certo, deveria prevalacer. Mas, em geral, não é isso que tem acontecido ao longo da História.\r
Abraço.\r

Responder
anônimo 27/06/2012 19:49:38

Seria bem-vinda uma convenção de nomenclatura para os austríacos brasileiros. Questões como "o que é 'capitalismo'" são muito frequentes.

Responder
Yochanan Ben Efraym 27/06/2012 08:31:56

Shalom U'Bracha (Paz e Benção)\r
\r
\r
Este texto é simplismente magistral. Vai direto ao cerne da questão.\r
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O agigantamento do estado está com os dias contados e isso é motivo de alegria.\r
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Parabéns pelo belo trabalho.

Responder
Lucas 27/06/2012 08:38:28

Houve algum país em alguma época que foi livre? (ou seja, a vontade da maioria, na maior parte do tempo é justamente ser bovinamente comandado!)
Como se defender ideologicamente de pessoas que simplesmente 'tem certeza' que sem governo a maioria dos seres humanos seria formada por vagabundos e bandidos?

Responder
mauricio barbosa 27/06/2012 09:09:02

Caro Lucas pergunte a elas se gostam de ler, se disserem que sim recomende este site sem mencionar rótulos do tipo anarquista, anarcocapitalista etc e tal... diga apenas que os artigos são excelentes para refletir sobre politica,economia,sociologia,enfim um banho de cultura e esclarecimentos,pois agindo assim você aguçara a curiosidade deles e caso contrário ignore-os pois(parafraseando nosso senhor Jesus Cristo)não jogueis pérolas aos porcos.

Responder
Ze 27/06/2012 09:23:26

"Mas armas grandes e poderosas nunca foram garantia de vitória em guerras. Já nós possuímos a única arma que é genuinamente imortal: a ideia certa. E é isso que nos levará à vitória."

E é isso que desmonta a sua falsa dicotomia, de que as únicas opções possíveis são "o estado total ou a liberdade total".

E, ironicamente, é justamente isso que responde às suas perguntas: "E quem vigia este vigia? Quem limita seu poder?"

Um belo exemplo de solução para essa falsa dicotomia é a Suíça, onde todos os cidadãos possuem uma arma em casa. Qual governante ousaria desafiar um povo assim?

P.S.: Se tem uma coisa que eu aprendi a odiar profundamente são essas falsas dicotomias...

Responder
Luis Almeida 27/06/2012 09:36:32

Ou seja, se a previsão de uma teoria não se concretiza até ano que vem, então obviamente ela falsa. Se a Suíça ainda mantém algumas liberdades civis -- não importa que em menos de dez anos elas tenham se erodido fragorosamente --, então obviamente a teoria foi refutada.

E você ainda diz odiar dicotomias. Ou seja, você tem de odiar seu próprio comportamento.

Responder
Ze 29/06/2012 11:31:45

Bacana... Em vez de esclarecer que não se trata de uma falsa dicotomia, você criou um espantalho e o atacou.

Ou seja: a carapuça da falsa dicotomia foi aceita, mas você parece não se incomodar com ela.

Ok, então, fico por aqui. Boa refutação de espantalhos pra você...

Responder
Luis Almeida 29/06/2012 14:15:36

Como é que é?! Ora, quem criou a dicotomia foi justamente você. Eu apenas apontei a falsidade desta dicotomia utilizando o exemplo de uma outro dicotomia tão falsa quanto. E você aparentemente sequer se deu conta disso.

Sigo no aguardo da sua explicação de por que tal teoria é falsa. Sem fugas.

Responder
Erick Skrabe 27/06/2012 09:27:07

Keynes na edição alemã do seu "Teoria Geral" já dizia que a teoria da Produção Agregada seria muito melhor adaptável em regimes totalitários do que no livre mercado.

Já q todo mundo lê Keynes e acreditam nessa tal produção agregada.... advinha qual a brilhante conclusão que todo mundo chega sobre a presença do estado da economia ?

Responder
Fabio 27/06/2012 10:19:18

A bola está quicando aqui:

"Grandeza nacional ocorre quando o estado incorre em empreendimentos grandiosos, faz obras faraônicas, sedia grandes eventos esportivos e planeja novos e dispendiosos sistemas de transporte."

Brasília, Copa do mundo e trem bala, respectivamente.

"Sob o fascismo, a divisão entre esquerda e direita se torna amorfa."

Lula com Sarneys, Collor, Maluf, Chavez, Fidel...

O artigo descreve o Brasil, e provavelmente outros países.

Responder
Fernando Chiocca 27/06/2012 11:56:45

A bola não para de quicar:

"O fascismo é o sistema de governo que carteliza o setor privado, planeja centralizadamente a economia subsidiando grandes empresários com boas conexões políticas,"

Na Folha de hoje:

Em novo pacote de medidas para estimular a economia, o ministro Guido Mantega (Fazenda) anunciou nesta quarta-feira que a União comprará neste ano R$ 6,6 bilhões a mais do que o previsto no Orçamento de 2012 em máquinas e equipamentos e bens produzidos no Brasil. No total, serão R$ 8,4 bilhões.

Segundo o ministro, a União comprará 8.000 caminhões, a um custo de R$ 2,2 bilhões, 3.000 patrulhas agrícolas (com tratores e outros equipamentos), 3.500 retroescavadeiras e motoniveladoras, 50 perfuradoras para poços em época de seca, 2.100 ambulâncias, 160 vagões de trens urbanos, 500 motocicletas, 40 blindados para o Ministério da Defesa, 30 veículos lançadores de mísseis, 8.700 ônibus escolares e cerca de R$ 450 milhões em móveis escolares, entre outros.

Responder
BSJ 27/06/2012 10:25:45

Leandro,
Se aqui no Brasil e em muitos países, tanto a Esquerda quanto a Direita defendem o Estado grande e interventor, o que seria, segundo o Mises, "Direita" na verdade?

Responder
Johnny Jonathan 27/06/2012 14:28:57

Não sei segundo Mises, mas bom, A Direita, em linhas gerais, tem um tendencia a tolerar (é diferente e aceitar) a liberdade econômica mas não é tão tolerante com a liberdade civil. Já a esquerda é o oposto, tolera a liberdade civil (repito, tolerar é diferente e aceitar) mas não tolera a liberdade econômica.

O mundo democrático faz com o a direita venda algumas liberdade civis em troca de algumas (ALGUMAS) liberdade econômicas. A esquerda faz o inverso, vende algumas liberdades econômicas em troca de algumas liberdade civis.

O problema é que ambas liberdade são fajutas per se, ou acabam se tornando fajutas: a esquerda diz ta criando igualdade, mas defende cotas. A direita diz que é a favor da privatização, mas defende a regulação por agências reguladoras. Ou seja, no fim das contas o estado corrompeu as ideologias (assim como já fez com as religiões um dia, e hoje faz com a ciência) o pragmatismo esta caminhando pra uma servidão a um sistema fascista.

Crieo eu que a unica forma de de mudar a situação é um revolução cultural, digo, uma revolução sem armas que conscientize as pessoas, mas do que elas instintivamente já fazem, de o quão ruim é a existência do estado. Você pode ver que as pessoas não gostam de políticos, mas o problema é que elas focam muito na corrupção (culpa da mídia), e pouco pra a natureza em si do estado.

Algumas libertários ainda o defendem achando com poem domesticar a fera, mas pra mim a questão é quem vai ser o dono. Depois que os fundadores dos EUA morreram, ninguém consegui domar os EUA. (este que já nasceu bem agressivo, feito pra matar com a ordem do dono).
Digo, eu até acredito que seja possível ter países como a Suíça, ou o Japão sem o estado gastador deles... mas isso vem da cultura de cada nação... Pra mim a unica forma de mudar a direção do pragmatismo politico atual é o radicalismo anarquista de liber mercado.
Digamos que numa negociação com os liberais (quando alcançarmos - e se - essa relevância) queiram 100% de não-estado, a galera que não é libertária vai propor, msm que indiretamente, perto de 0%, logo pra sairmos desse empasse, o pragmatismo levaria as pessoas e o estado e achar que quanto menos estado melhor, o mudamos o rumo do progressismo atual.
Agora, pra mim, assumir uma postura logo de inicio cedendo a adversários a legitimidade do estado, faz com que seja um batalha perdida.
As pessoas tendem, ao ver um duplo radicalismo, tentarem ficar em cima do muro. Ou seja, o "centro".

(só ver que, os neoconservadores cresceram a medida que o neo-ateísmo cresceu, e ambos são tratados como fanáticos pelo resto da população, logo, não-louco seria ficar no meio termo, mas esse meio-termo é favorável aos ateus.)

O importante é que a balança desse centro esteja favorável aos libertários, porque se não, iremos tão somente falar com as paredes e seremos taxados só de fetichista das grandes empresas e burgueses e porcos capitalistas.

Responder
Renato 09/07/2012 09:12:21

Não é verdade. Esquerda, quando chega o momento, destrói as liberdades civis completamente.

Quanto à direita, segundo a definição prática da própria esquerda, é tudo aquilo que se opõe ou poder atrasar (conforme as considerações deles mesmos) o poder absoluto do estado totalitário mundial que eles querem construir. Assim monarquistas foram direita, conservadores idem, liberais, libertários, e todos os proponentes de um mercado mais livre. Os nazistas e fascistas eram ajudados (por baixo do pano, mas nem tanto) pela esquerda mundial até o dia em que Hitler invadiu a URSS. Até esse dia, ele parecia ser um perigo apenas para os regimes de mercado livre do ocidente. Depois disso, passaram a ser inimigo (mas como pretendiam ser o novo fluxo principal do estado mundial, eu os chamaria de esquerda alternativa). Até Orwell foi direita quando denunciou metaforicamente os crimes e planos criminosos do bolchevismo nos seus livros.

Nesse sentido, os militares brasileiros foram direita quando impediram a tomada imediata do poder pelos comunistas infiltrados por Cuba. Mas foram esquerda quando entregaram todo o aparelho estatal de educação e cultura nas mãos dos esquerdistas.

Uma outra definição de direita, mais coerente, seria o contrário FILOSÓFICO da esquerda. Assim, se esquerda é a busca por um estado totalitário intrusivo e sem limites, mundial, direita é defender o império das leis, a maior descentralização, a lei natural contra a as leis da elite globalista, a liberdade individual contra o totalitarismo, a responsabilidade pessoal contra a tutela do estado, a dignidade da pessoa contra o coletivismo, a sensatez contra a idolatria de líderes (criminosos) a liberdade de religião (ou falta dela) contra a religião estatal (ou suposta irreligião estatal), o estudo sensato da história contra a falsificação sistemática da história. Nesse quesito em particular, não há esquerdista que não inveje os governantes soviéticos pelo poder que eles tinham de reescrever os livros de história, inclusive alterando as fotografias, conforme as últimas tendências da guerra de poder do partido.

Então eu definiria direita como a percepção das loucuras, incongruência e crimes do projeto esquerdista (o super-totalitarismo) e oposição prática a isso.

Responder
Johnny Jonathan 09/07/2012 12:51:23

Caro Arion, você leu meu comentário?


"O problema é que ambas liberdade são fajutas per se, ou acabam se tornando fajutas: a esquerda DIZ ta criando igualdade, mas defende cotas. A direita DIZ que é a favor da privatização, mas defende a regulação por agências reguladoras."


Eu falei o que eles defende, na pratica, você mesmo sabe: tanto a esquerda quanto a direita só querem é mamar nas tetas do estado. A direita sempre defende uma coisa também, e SEMPRE faz o contrário. Margaret Thatcher e Ronald Reagan são os exemplos mais famosos.

O Welfare State é uma esquerda cheia de liberdade civil. Logo, nem toda esquerda é comunista totalitária. Aliás, anarquistas de esquerda são muita mais a favor a liberdade do que conservadores...MUITO MAIS. A diferença é que eles são ignorantes econômicos, algo normal, até "Nobeis" em economia são.

Já o Keynesianismo é uma direita que vai de contra a liberdade econômica (e tem um tendencia a querer tirar as civis), por exemplo.
E nem venha me dizer que a esquerda é keynesiana, já dizia Rothbard:
"Há algo de bom em Marx: ele não era keynesiano".

Logo, assim como a esquerda assume às vezes o papel totalitário, a direita também assume, logo, assim como bem fala esse texto, o fascismo também é de direita.

Fascismo e keynesianismo são duas faces da mesma moeda... com o keynesianismo TOLERANDO (já disse, é diferente de aceitar) a liberdade civil.

Ou seja, no fim não confio nem um pouco em conservadores quando eles dizem que vão proteger a economia (ah vá), liberdade civil então.... muito menos. E nem na esquerda quando diz que vai proteger as liberdades civis,... economia então, ficaremos todos igualmente pobres!

Esquerdista e conservadores adoram demonizar ambos os lados. Sugiro sempre se olharem no espelho antes.

Você estar bastante confuso, porque ainda limita as posições politicas só entre direita e esquerda, logo, Recomendo:
nolan.estudantespelaliberdade.com.br/questionario?locale=pt

Os adversário os libertários, são os autoritários. Se a esquerda ou a direita defender liberdade, são nosso aliados, se não, inimigos. É simples.

Responder
Carlos Eduardo 27/06/2012 10:27:59

Achava que o Keynes era só um idiota, mas vendo essas citações dele, cheguei à conclusão de que o cara era um completo demente psicopata. Dizer que as "maravilhosas" (ironic) teses dele seriam melhor aplicadas sob o totalitarismo é o fim da picada...

Responder
Erick Skrabe 27/06/2012 12:19:46

Carlos,

Tenho outra visão. Ele era bem esperto e.interesseiro, ou "pragmático" para usar uma palavra na moda.

O longo prazo chegou e eles já estão todos mortos. Pelo menos nisso ele estava certo.

Responder
jose carlos zanforlin 27/06/2012 10:51:32

Caro Leandro:\r
\r
Como sempre, excelente tradução (grato.\r
Conversando com um colega egresso do Banco do Brasil, assegurou-me ele que hoje, no Brasil, nenhum banco "pratica" moeda fracionária, mas, sim, o limite de 12% do PL, segundo regras do último acordo da Basiléia. Refutei. Em vão. Pesquisei no "são" Google e me deparei com um artigo intitulado "Governos são bons remédios contra o risco sistêmico?" publicado em 14 de setembro de 2008.\r
\r
\r
\r
(depositode.blogspot.com.br/2008/09/governos-so-bons-remdios-contra-o-risco.html)\r
\r
em que seu autor fica a meio caminho da crítica aos que defendem o fim do sistema de moeda fracionária, ou seja, 100% de reserva sobre os depósitos á vista. Não sou economista, e neófito na leitura dos artigos do IMB. Enfim, pelo que sei bancos no mundo inteiro (e os do Brasil) trabalham com moeda fracionária, o que vc me diz? Pratica-se ou não reserva fracionária a partir de depósitos à vista no Brasil?\r
Grato.

Responder
Leandro 27/06/2012 11:09:34

Prezado Zanforlin, obrigado pelas palavras.

Sim, pratica-se reservas fracionárias no Brasil, assim como em todos os países do mundo. A única diferença é que aqui o compulsório é bem mais alto, de 45% dos depósitos em conta-corrente. Desconheço qualquer outro país que possua um compulsório que seja sequer a metade deste.

Mas os compulsórios aqui têm de ser altos por causa da enorme concentração bancária. Se fosse baixo, o poder de compra da moeda seria ainda menor do que é hoje, tudo o mais constante.

Para uma explicação mais detalhada sobre isso, veja o item "Pergunta I" do artigo abaixo.

www.mises.org.br/Article.aspx?id=1274

Grande abraço!

Responder
anônimo 19/08/2013 14:00:52

Compulsório alto facilita a emissão de moeda sem lastro pelo governo.
Se o compulsório é baixo a criação de moeda surte efeito mais rapidamente.
As reservas fracionarias apenas implicam em criação de dinheiro sem lastro por dconta do BC fazer resgates com a criação de moeda.
Bancos não podem criar moeda do nada mesmo neste sistema de reservas, pois que a reintrodução dos emprestimos na rede bancária só se fazem com uma "anulação de consumo" do depositante. Portanto não há criação de moeda por bancos simplesmente por comnta deste sistemna de reservas. Mesmo que no fim das contas esse sistema permita que o governo, via BC, se permita criar moeda do nada através do resgate de seus titulos.
Não houvesse a possibi8lidade do BC criar moeda do nada, o sistema de reservas fracionarias não implicaria em absolutamente nenhuma criação de moeda. Aliás até seria bem vindo uma pequena produção de moeda para prevenir uma pequena escassez, que poderia ser a simples emissão de títulos de pagamento em espécie ao BC em prazo rígido, sob pena de confisco de bens estatais para leilão.

Responder
PESCADOR 27/06/2012 11:02:58

Esse artigo veio em boa hora. Fascista é hoje um xingamento usado justamente por defendores do estado contra quem defende mais liberdade. O Brasil, nos últimos anos, aumentou o grau de intervenção estatal na vida das pessoas. Já têm uns "dois dedos" de fascismo na nossa vida, mas o que podemos fazer antes que tenha "a mão toda"? Admiro profundamente o trabalho do IMB - a EA e o libertarianismo mudaram minha vida e meu modo de encarar e pensar sobre as coisas - mas será que no Brasil um Partido Libertário não seria uma forma tão ou mais eficaz de combate ideológico? Seria uma forma de difundir mais as idéias libertárias. Já pensaram na repercussão que teria um candidato a presidente libertário dando nomes aos bois, falando as verdades que precisam ser ditas em entrevistas nos jornais, TV, revistas, rádio, etc, durante a eleição? Infelizmente sou um pouco pessimista, só acredito que o futuro será nosso se tivermos TAMBÉM outros tipos de "armas" para lutar.

Responder
Patrick de Lima Lopes 27/06/2012 11:38:42

Não!
Partido libertário no Brasil?
Isto causaria um tremendo problema para a reputação deste título. Este país possui uma péssima tradição de adulterar brutalmente ideologias políticas em busca de apoiar o seu curral eleitoral.
Como exemplo disto estão os liberais pós-independência, que apoiavam a intervenção estatal para que seus próprios negócios fossem segurados.
Não é preciso ir longe para entender a complexa relação que os partidos brasileiros possuem com suas propostas: Hoje o PT é corporativista, o PSDB não quer mais um sistema parlamentarista e o antagonismo entre esquerda e direita é na verdade uma disputa entre coligações socialistas que farão as mesmas coisas.
Imagine a propaganda de um Partido Libertário made in Brazil:
- Lutamos por maiores impostos sobre importação para que as empresas nacionais possam competir com as estrangeiras e assim aumentar a oferta de emprego. Lutamos contra a imigração pois esta está tomando os postos de trabalho brasileiros. Prometemos terminar as obras do (Cite o nome do projeto que irá extorquir brutalmente o dinheiro dos pagantes de impostos).
Creio que a liberdade jamais terá votos em uma sociedade habituada a receber o peixe ao invés da vara. O liberalismo apenas terá espaço quando a sociedade viver situações extraordinárias. Como Mises comentou, o sucesso de políticas econômicas dificilmente vem acompanhado da aprovação da opinião pública.

Responder
Andre Cavalcante 27/06/2012 12:50:48

Patrik

Acredito que devas te atualizar: www.pliber.org.br/

Abraços

Responder
Patrick de Lima Lopes 27/06/2012 14:10:33

Bem mencionado, André.
Não conhecia o LIBER mas já tinha ideia de que havia uma tentativa de criar algum partido liberal real no Brasil. (Será o primeiro da história)
Mesmo assim, é uma pena de que a política de coligações jamais irá favorecer a criação de qualquer partido do gênero.
Acredito que as idéias liberais podem vir a ganhar votos aqui, mas devido ao nosso conhecimento sobre a atual estrutura política do país, tenho minhas dúvidas se este partido virá a ser determinante em qualquer decisão.

Responder
Erick Skrabe 27/06/2012 12:22:35

"Fascista é hoje um xingamento usado justamente por defendores do estado contra quem defende mais liberdade."

Boa observação, PESCADOR.

Responder
Vinicius 27/06/2012 13:22:32

"Fascista é hoje um xingamento usado justamente por defendores do estado contra quem defende mais liberdade."

Exato!! , basta algum liberal ir na USP ou qlqr outra UF brasileira falar com a galera "cool", e .... "...- Fascista reacionario!!..."


Lenin ensinou bem,

"Acuse-os do que você faz, xingue-os do que você é"

Responder
Adão 27/06/2012 11:26:07

Mais isso é o Brasil do PT(partido dos trabalhadores); estamos caminhando para isso;
incentivos do governo, inflação monetária, intervenção do governo na economia; protecionismo contra importados.
O Brasil caminha firme neste caminho, teremos mais inflação, mais intervenção, mais estímulos, mais inflação, mais dinheiro na economia, mais inflação. Parece a década de 80. E para pior o PT no poder. Salve quem puder. Só Deus.

Responder
Juliano 27/06/2012 11:45:50

O pior é que isso nem é exclusividade do PT. O PSDB só foi mais liberalizante por pura falta de opção. Nossa moeda estava entrando em colapso. Governos só diminuem assim, quando realmente não tem mais jeito. O PSDB privatizou mantendo monopólios e regalias.\r
\r
O PT é pior na sua relação com sindicatos e "movimentos sociais". Vira uma indústria de coletivização, inclusive na utilização da violência contra adversários. Pelo menos isso o PSDB não tinha.\r
\r

Responder
henrique 27/06/2012 12:37:22

Após anos na escuridão, resultado da doutrinação nas salas de aulas, cheguei a este site faz algum tempo através de uma matéria no mídia sem mascará.

Confesso que concordo com a grande maioria dos posts, mas não consigo imaginar uma sociedade organizada sem Estado, logo, não concordo que teremos que optar entre "o estado total ou a liberdade total". Isso não é utópico?

No meu ponto de vista, seres humanos, em regra, tendem a ser cooperativos, no entanto, algumas condutas negativas são instintivas, e, sem o Estado elas certamente irão se sobrepor ao cooperativismo, analogicamente, seria como ter uma família de lobos no meio de uma sociedade de ovelhas, as ovelhas mesmo em maior quantidade jamais conseguirão matar os lobos que as subjugarão e escravizando-as e dominando toda a sociedade para fazer dela o que bem entender.

Alguém concorda? Alguém discorda?

Att

p.s. - em regras as matérias são excelente.

Responder
Fernando Chiocca 27/06/2012 13:09:07

Eu concordo que você ainda está na escuridão, doutrinado pela educação e propaganda estatal.

Devido a doutrinação estatista, você acha que ausência de estado = ausência de lei, mas o contrário que é verdadeiro. A existência do estado é incompatível com a existência de leis universais, pois o estado é inerentemente um violador das leis que ele impõe aos seus súditos.

O estado é exatamente o lobo no meio de ovelhas. É a única instituição que obtém seus rendimentos através da coerção, enquanto todo o resto deve obter através de trocas consensuais e volutárias.

Continue lendo os artigo e livros desse site, principalmente os sobre fornecimento privado de serviços de justiça e segurança.

Responder
henrique 27/06/2012 13:35:19

Prezado Fernando,
Na analogia das ovelhas, no meu ponto de vista, o lobo não é o Estado, e sim o mau caráter, aquele que quer levar vantagem em tudo, natureza humana, nem todos são assim, mas muito são os que são tem um potencial de fazer estrago incalculável.

Vc diz que o Estado é o lobo, pois este é o modelo que conhecemos, mas será que sem o Estado não estaríamos pior? Podemos afirmar ou negar isso sem ter um ponto / modelo de referência?

Já morei em regiões do País em que o Estado praticamente não existe (interior do Amapá), nestes locais as pessoas se organizam quase como selvagens, lei do mais forte, e posso te garantir que a natureza humana não é das melhores.


Sou 100% contra justiça privada e 100% a favor do monopólio do Poder Jurisdicional, no meu ponto de vista, a justiça privada dará ao vencido a possibilidade de questionar o julgador, de exigir um novo julgamento adequado aos seus pensamentos, isso é natureza humana, é o mesmo conceito tão criticado no comunismo, que não leva em conta a ambição humana. Por isso digo que a ideia de uma sociedade sem Estado não leva em conta a natureza humana, logo, fadada ao fracasso.

Por se contra a justiça privada, tenho que ser contra a segurança exclusivamente privada, pois de nada adiantaria o Estado ter o monopólio da função jurisdicional sem conseguir colocar em prática, com força se necessário, sua decisão.

Independente disso continuarei buscando conhecimento no site.

Responder
Juliano 27/06/2012 13:29:24

Legitimidade para a violência é tudo que os lobos querem. O Estado sempre atrai o que há de pior na sociedade, aqueles que querem lucras às custas dos outros, quem está disposto a tudo pelo poder. \r
\r
Pior, ele esconde a violência, a banaliza. A maioria das pessoas, em sã consciência, não pensaria em usar armas para impedir que seus consumidores comprem em concorrentes. Com o Estado isso se torna uma ferramenta válida, usada com freqüência. A TV mostra mercadorias apreendidas (roubadas) pela receita como se os culpados fossem justamente as vítimas. É uma completa inversão de valores.\r
\r
Nossa dependência é tão grande que brigamos para que atividades sejam legalizadas. Como assim? Preciso do aval de alguém pra fazer coisas que não prejudicam ninguém? O Estado não tem que legalizar armas, drogas ou seja o que for. Ele simplesmente não tem o direito de proibí-las. Pessoas comemoram quando o Estado passa a "reconhecer" uma profissão. Pra que alguém precisa oficializar o nome de uma atividade? Precisamos da chancela de políticos para existir?\r
\r
Dá pra entender pela contínua lavagem cerebral que somos submetidos. Cantamos o hino nacional, somos forçados a jurar que morreremos pelo país, somos escravizados com 18 anos para "servir à pátria"... nadar contra a corrente nunca é fácil. Não precisa cinco minutos vendo um horário eleitoral para perceber que aquilo é a pior forma possível de escolher alguém para fazer alguma coisa. É muito idiotice!!!! Musiquinhas imbecís, pessoas falando em alguns segundos coisas completamente sem sentido, prometendo qualquer coisa, para, no final, os condecorados ganharão o poder de usar força contra o resto da sociedade. Imagine qualquer coisa sendo conduzida dessa forma? É disso que a gente acha que não pode viver sem?\r
\r
Se tiverem a oportunidade vejam o filme "A Onda", baseado em uma história real, onde um professor convence uma turma de alunos que duvidava que hoje em dia um regime totalitário poderia ser bem sucedido.

Responder
Patrick de Lima Lopes 27/06/2012 14:07:09

Eu peço que analise a página de "Sobre nós" do IMB.
Lá você terá uma curta animação a respeito de ética e liberdade.
Dê ainda mais atenção aos três direitos fundamentais: Vida, liberdade e propriedade.
A vida quando tomada é assassinato. A liberdade quando tomada é escravidão. A propriedade quando tomada é roubo.
Em relação às leis, lembre-se que o poder emana do povo. Nenhuma lei jamais prosperou sem que o povo concordasse ou fosse convencido a concordar com esta. Ou seja, quando a lei não provém do puro acordo entre os indivíduos que vivem sob esta, ela pode ser chamada de autoritarismo.
Eu pessoalmente não sou um anarco-liberal pois favoreço muito mais o liberalismo clássico. Acredito sim que o estado precisa existir, porém em sua função judiciária, feito para ser o protetor dos três direitos acima mencionadas. Porém, caso este não faça o trabalho pelo qual será pago para fazer, o indivíduo deve ter todo o direito de simplesmente contratar outro.
Por mais absurdo que isto possa parecer a você, apenas pergunte-se: Qual a utilidade do estado na minha vida? Por que eu pago mil serviços se não vou usufruir de quase nenhum? Por que eu preciso sustentar um monstro burocrático que não funciona?

Responder
henrique 28/06/2012 04:39:40

Prezado Juliano

Aquele que é violento não precisa de legitimidade para agir, aquilo de tão ruim que vc disse ser atraído pelo Estado somos nós, seres humanos, nossa natureza não é das melhores, sempre haverá aqueles que tentarão lucrar à custa dos outros, o Estado põe freio nisso.

O grande problema está na minoria, que, ao pegar em aramas onde ninguém mais pega, tem o poder de subjugar os demais, poder esse utilizado com requintes de crueldade para superar seus obstáculos e atingir seus objetivos.

Meu ponto é que sem Estado pior, logo, o Estado é um mal necessário e quanto menor sua interferência melhor.

Com relação ao regime totalitário, a princípio sou contra.

Assistirei ao filme.

Att

Responder
Juliano 28/06/2012 05:49:14

Olá Henrique,\r
\r
Ninguém discorda que o ser humano não é perfeito, que é ambicioso e que, com poder, tenta passar por cima dos outros. É justamente por isso que os libertários são contra a manutenção de uma instituição que tenha o poder de passar por cima dos outros.\r
\r
Pra quem não tem escrúpulos, se aproximar do Estado é sempre o caminho mais fácil. Violência fora do Estado custa caro. Um empresário que queira ameaçar os clientes que quisessem comprar em seus concorrentes teria um sério custo de reputação, além de ter de arcar com os custos de manter pessoas armadas procurando pelos "clientes fujões". O Estado torna isso muito mais fácil e barato com suas "regulamentações". O custo fica totalmente socializado e a reputação do empresário fica imaculada. \r
\r
O Estado não é quem põe freio, é quem pisa no acelerador. Veja sociedades onde o Estado atingiu um nível de poder maior (qualquer país comunista, fascista e nazista) e conte o número de mortos. Só separe um bom espaço pra contar os zeros.\r
\r
Você se diz 100% contra a justiça privada. Em outras palavras, você é a favor de um monopólio nas arbitragens que proíba, via violência, qualquer discordância. Se não gostarmos do serviço prestado por esse monopólio, simplesmente não há alternativa.\r
\r
Não é coincidência que funcionários desse monopólio reclamam do excesso de trabalho enquanto gozam de 60 dias de férias por ano, fora feriados exclusivos do grupo. O mesmo monopólio tem uma produtividade já conhecida, onde processos demoram décadas para serem solucionados. Justiça privada é ruim para os pobres? Que justiça um pobre tem hoje? Eles são literalmente esquecidos em celas de presídios. A tal da idéia de que só se presende pobre, pretos e p#t@s existe justamente com a justiça pública.\r
\r
A natureza do ser humano se manifesta com muita clareza nas insituições que podem usar violência, que podem se impor sobre os outros, que podem terceirizar os custos de seus atos. É justamente por entendermos o ser humano como egoista que libertários não confiam a ninguém o poder de decidir o destino dos outros. \r
\r
Quem sempre defendeu estatismo foram os seguidores de Rousseau, que baseou sua teoria no fato de que a natureza do ser humano é boa. Liberais nunca acreditaram nisso, e esse é justamente o argumento CONTRA a centralização de poder.\r
\r
Abraços\r
Juliano

Responder
KiKo 28/06/2012 09:37:52

Excelente Juliano.\r
Muito boa exposição de ideias.\r
\r
Fico com algumas questões.\r
\r
- Como se dão as penas sob um regime de justiça privada? Quem superviosona se foram pagas/cumpridas da maneira correta?\r
\r
\r
- Imagino um caso baseado no que o Henrique nos descreveu sobre uso da força na ausência de Estado.\r
Uma pessoa mais forte invade a minha propriedade e não tenho força nem recursos para tirá-la. Como se resolveria o conflito? \r
\r
abs

Responder
Juliano 28/06/2012 12:58:05

Olá Kiko,\r
\r
Não existe uma saída mágica. Quando alguém disse que dava pra viver sem escravos, as mesmas dúvidas surgiram. As pessoas tinham medo que os negros, maioria da população em alguns lugares, resolvessem se vingar. Isso aconteceu no Haiti, que colocou o país em uma guerra civil. \r
\r
Criar uma situação de estabilidade leva tempo. Uma cultura de respeito pelos outros (vida e propriedade) tem que se formar para que a sociedade não vire uma selva. Perceba que a existência de Estado por si só não resolve isso. Boa parte dos países da África e do Oriente Médio vivem em uma estado de selvageria e lá existe Estado. A criação de valores de respeito mútuo em uma sociedade não acontece de uma hora pra outra e não tem solução fácil. Não é colocando eleições no Iraque que se constrói a estabilidade - esse é um pensamento infantil.\r
\r
Sobre como poderia funcionar uma sociedade sem Estado, existem vários textos sobre o assunto. The Ethics of Liberty do Rothbard aborda muitos dos aspectos, desde proteção individual até discussões sobre reparações. Esse texto segue na mesma linha: depositode.blogspot.com/2008/11/governos-ordem-e-leis.html.\r
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Basicamente, a violência é considerada válida sempre como forma de defesa. Assim, empresas podem existir para te prestar o serviço de defesa, inclusive recuperando objetos roubados, por exemplo. A liberdade aí é fundamental: você tem o direito de contratar quem quiser e eles tem o direito de negar voccê como cliente.\r
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Isso cria uma série de incentivos bem interessantes. Conflitos custam caro, então todos tendem a evitá-los. Se você for um cara que tem um histórico de criar problemas, a empresa pode cobrar mais (ou ainda recusar te atender). Uma coisa parecida com o que seguradoras de carro fazem.\r
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Se você foi agredido, pode acionar sua empresa de segurança para exigir uma reparação do agressor. Ele, por sua vez, vai acionar sua empresa de segurança. Se não houvesse concensso, elas iriam recorrer a uma empresa de arbitragem. O agressor é obrigado a reparar a vítima (valor roubado + indenização + custos).\r
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Esses empresas de segurança também agiriam como defensoras do teu nome. Tipo: uma loja exige uma empresa de segurança confiável para fazer negócio com você (como um fiador/segurador). Elas podem simplesmente te negar serviço (ou cobrar bem mais caro) se você não tiver o respaudo de uma delas.\r
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Claro que existem vários pontos a serem considerados e sempre existe a possibilidade de injustiças. A questão é que o sistema é totalmente o oposto do que temos hoje. Ser uma pessoa que causa problemas faria você ter uma vida muito mais complicada. Você teria dificuldades de encontrar empregos, dificuldade pra fazer compras, dificuldade pra frequentar lugares. Os incentivos jogam a favor de você levar uma vida estável.\r
\r
Da mesma forma, empresas de segurança também perderiam se começassem a se tornar injustas ou violentas. Elas teriam os mesmos problemas que um indivíduo sofre.\r
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Hoje ser uma pessoa desonesta e criadora de problemas te dá MAIS, e não menos dinheiro. Se você tem os esquemas certos, os lucros são maiores. Os incentivos jogam a favor da criação de problemas, não da prevenção. Por que planos de saúde não poderiam cobrar menos se você tivesse hábitos que eles considerem mais saudáveis? Por que elas não podem negar atendimento para alguém? O governo não deixa, proibe descriminação. Várias empresas fazem testes anti-drogas em seus processos de admissão de forma totalmente escondida com medo de que o governo descubra. Tempos atrás uma empresa foi obrigada a rever sua decisão de ter demitido um funcionário alcólatra.\r
\r
Perceba que isso já mais ou menos funciona no comércio internacional. Nenhum governo pode obrigar outros a seguir nenhuma lei, e não é por isso que vivemos em constantes conflitos. Por maior que sejam os EUA, eles simplesmente não invadem Honduras quando querem alguma coisa. Negociar é mais fácil, é mais barato. Quando existe uma discordância, apelam a tribunais internacionais que todos reconhecem, por livre vontade.\r
\r
Uma estrutura voluntária não se cria do dia pra noite, da mesma forma que o comércio internacional demorou séculos para se estruturar. Antigamente era muito mais comum invadir territórios dos outros, coisa que não se aceita mais como correto. Pra isso não é necessário um governo global, mas uma aceitação global de direitos inerentes a povos. O próximo passo é estender esse conceito aos indivíduos, aprendendo a respeitar sua autonomia.

Responder
henrique 29/06/2012 07:42:01

Vamos lá Juliano,

Não é Instituição que passa por cima dos outros, a Instituição é um acordo de vontades, são seres humanos que passam por cima dos outros, com ou sem Estado isso continuará acontecendo, no meu ponto de vista, sem o Estado as coisas pioram.

Nossa evolução prova disto, a sociedade vem antes do Estado, e este não surgiu do nada, surgiu por necessidade do povo, surgiu para combater excessos e tornar possível a vida em sociedade. A criação do Estado foi uma evolução natural, não foi forçada / planejada, lutar contra isso é lutar contra a natureza humana, temos que lutar para melhorar o Estado ao qual estamos vinculados, acabar com ele não.

Com relação a socialização de custo. Vc diz: "O custo fica totalmente socializado..."

Viver em sociedade tem custo. Concorda?

Este custo deve ser suportado por todos aqueles que auferem algum tipo de proveito da vida em sociedade. Concorda?

Como determinar o valor deste custo? Como dividi-lo entre a sociedade? Como cobrá-lo?

No meu ponto de vistas estes problemas foram se resolvendo naturalmente ao longo da nossa evolução até chegarmos aos dias de hoje, acabar com o Estado é jogar no lixo séculos de evolução para tentar um aplicar um novo modelo que ninguém nunca viu funcionando, que ninguém sabe se dará certo, é tentar colocar em prática uma teoria que até no papel é contestada, imagina na prática.

Com relação a justiça. Vc diz: "Se não gostarmos do serviço prestado por esse monopólio, simplesmente não há alternativa."

Sou 100% do monopólio da função jurisdicional, justamente por não haver alternativa contra decisões desfavoráveis, pois, quando isso for possível, teremos a guerra do todos contra todos, imagina a seguinte situação:

Vou ao tribunal A resolver um litígio que tenho com Ciclano.

Alego que o terreno é meu e ele diz que é dele.

Ciclano sai vitorioso e fica com o terreno.

Pelo meu pensamento acabou, tenho que aceitar, resignação, cumprir a decisão.
"Se não gostarmos do serviço prestado por esse monopólio, simplesmente não há alternativa."

Interpretando o seu raciocínio, chegaremos a seguinte conclusão:
Insatisfeito com a decisão desfavorável do Tribunal A, recorreremos ao Tribunal B, C, até chegar numa decisão favorável.

E aí, o que acontece com a decisão do Tribunal A?
Qual decisão está certa, do Tribunal A ou B?
Qual decisão deverá ser cumprida?
Pq Ciclano tem que se sujeitar a decisão favorável a vc e não vc a dele?
Como cumprir decisões distintas sobre o mesmo objeto?

O fato de ser a favor do monopólio da função jurisdicional não significa que estou satisfeito com o serviço é prestado, não me faz cego para seus problemas, por óbvio temos muita coisa a melhorar, no entanto, melhoramos aquilo que existe, e não criamos um novo modelo para descobrir seus erros com seu funcionamento.


"É justamente por entendermos o ser humano como egoista que libertários não confiam a ninguém o poder de decidir o destino dos outros."

Isto é utópico, pois, se vivemos em sociedade, suas ações refletem diretamente em mim, e, se sou contra o que vc faz, pois o que vc faz me atrapalha, temos que ter alguma forma de resolver o problema, logo, de decidir o destino dos outros.

Isso vale tanto para justiça pública como para justiça privada.

Um caso concreto, meu vizinho quer fazer reformas no seu apartamento aos sábados e domingos, alega que não tem tempo para fazer outro dia. Eu quero descansar no fim de semana, e é impossível descansar com alguém usando uma furadeira no andar de cima.

E aí, como resolvemos o problema?

Se eu não puder decidir o destino dele, ele estará decidindo o meu de acordo com a vontade dele, pois, eu terei que ficar fora de casa se quiser descansar. Por óbvio o problema foi resolvido com a instituição do Regimento Interno que proíbe reformas de sábado após as 12 até segunda-feira as 08:00, ou seja, a coletividade do edifício decidiu o destino dele, que, se quiser fazer reformas em seu apartamento terá que se adequar ao regimento.

Agora vamos a parte econômica, qual seria o valor de um apartamento que não tivesse regimento interno, onde todos pudessem fazer aquilo que bem entendam?

Para que vc tenha o direito de não confiar seu destino a ninguém, tem que aceitar que ninguém lhe dará o poder de decidir seu destino, ou seja, terá que viver isolado.

Incialmente estas são minhas considerações. Fico feliz pelo debate.

Cordialmente

Henrique

Responder
Juliano 29/06/2012 08:50:54

Henrique,\r
\r
Você continua assumindo uma sociedade sem Estado como sendo uma sociedade sem leis. Libertários não defendem isso!\r
\r
Veja os textos abaixo que abordam vários detalhes dessa teoria:\r
- depositode.blogspot.com/2007/11/tribunais-policia-sem-governo-bem.html\r
- depositode.blogspot.com/2008/11/governos-ordem-e-leis.html\r
- depositode.blogspot.com/2011/07/alguns-comentarios-sobre-anarco.html\r
\r
Defendemos que proprietários tenham o direito de estabelecer as regras, não terceiros. Defendemos que você tenha o direito a procurar reparações sempre que suas liberdades forem violadas, não interessando se a violação teve o apoio de um monte de gente. Achamos um absurdo quando pessoas são removidas de suas casas porque querem construir lá um estádio de futebol, para o "bem comum". Ou quando alguém quer decidir por você que tipo de substâncias você vai ingerir ou com quem vai manter relações sexuais. A gente acha que isso é problema teu.\r
\r
Sobre alguns pontos que você mencionou:\r
"Não é Instituição que passa por cima dos outros, a Instituição é um acordo de vontades, são seres humanos que passam por cima dos outros, com ou sem Estado isso continuará acontecendo, no meu ponto de vista, sem o Estado as coisas pioram."\r
\r
Sem dúvida. O Estado só fornece as justificativas morais e materiais para que essas violações de direitos sejam "legitimadas". O exemplo acima do estádio de futebol, que está acontecendo agora em Curitiba, muito provavelmente faria com que a expulsão das pessoas pelos donos do Estádio ficasse bem mais cara. Elém disso, jamais teria apelo popular. Como disse, o Estado torna a violência mais barata e a banaliza.\r
\r
No Leblon, Rio, existe um conjunto de moradores lutando contra a especulação imobiliária que está acabando com o bairro. O que eles querem é que o governo limite as construções e não permita a venda de algumas áreas para construção de condomínios. Em outras palavras, querem usar pessoas armadas pra impedir que o terreno que não é deles seja usado pra abrigar mais pessoas.\r
\r
Com o Estado, isso parece um movimento democrático. A violência fica escondida, camuflada em discursos vazios.\r
\r
"Nossa evolução prova disto, a sociedade vem antes do Estado, e este não surgiu do nada, surgiu por necessidade do povo, surgiu para combater excessos e tornar possível a vida em sociedade. A criação do Estado foi uma evolução natural, não foi forçada / planejada, lutar contra isso é lutar contra a natureza humana, temos que lutar para melhorar o Estado ao qual estamos vinculados, acabar com ele não."\r
\r
A idéia de Estado para servir a população é extremamente nova. Reis e impérios sempre foram legitimados via força. Por muito tempo os monarcas se colocavam completamente acima das leis. Colocar o Estado sob algum tipo de controle e dar aos indivíduos algum tipo de autonomia levou séculos e muitas cabeças rolaram. Portugal chegou por aqui distribuindo propriedades que já eram habitadas a pessoas que nunca nem tinham vindo pra cá. Os moradores foram expulsos ou tinham que pagar aluguél a pessoas que nem conheciam pelo direito de continuar morando onde sempre viveram.\r
\r
\r
"Com relação a socialização de custo. Vc diz: "O custo fica totalmente socializado..."\r
Viver em sociedade tem custo. Concorda?\r
Este custo deve ser suportado por todos aqueles que auferem algum tipo de proveito da vida em sociedade. Concorda?"\r
\r
No exemplo que citei acima, o custo da violência que aqueles moradores do Leblon estão propondo ficaria pra quem? O Estado permite jogar para os outros o custo de alguma coisa que vai me servir. Os moradores de uma favela do Rio pagam para que o governo mantenha a segurança quase que perfeita na Zona Sul. Moradores do Amapá são obrigados a pagar para que um Estádio seja construído em São Paulo. Eu vou ter te pagar para que o Lula faça um museu em SP. Percebeu a socialização?\r
\r
Na questão de tribunais e leis, novamente veja os links que postei acima. Só deixo um comentário que já citei anteriomente: não existe um tribunal internacional e nem um governo entre países. E não é por isso que saímos invadindo e interferindo em assuntos alheios. Da mesma forma, não existe um "governo da internet", e ainda assim pessoas se comunicam, fazem negócios e constrõem coisas. Como isso funciona sem um poder central?\r
\r
Abraços,\r
Juliano

Responder
Matheus Polli 28/06/2012 09:49:31

Querido, se alguém pega em armas num local onde os outros não pegam em armas e os subjuga, logo este primeiro se chama: Estado!

Compreendeu?

Responder
KiKo 28/06/2012 10:32:29

Entendo sua colocação, mas não entendo como isso responde ao meu questionamento pessoal.\r
\r
abs

Responder
henrique 29/06/2012 07:54:03

Prezado Matheus Polli

Ao inciar sua colocação com Querido, vc já faz a principal prova de que uma sociedade sem estado é impossível. Querido, como vc colocou, é sarcástico, irônico, como se a sua opinião fosse incontestável, isso demonstra a natureza humana de alguns, que não admitem contestação, usando questão da justiça privada, vc seria um daqueles que iriam em todos os tribunais até conseguir uma decisão favorável, pois, para vc, é impossível alguém pensar de forma diferente.

Respondendo sua pergunta. Sim, compreende e não concordo, ou quando um ladrão pega uma arma, subjuga sua vítima é o Estado também. É possível descordar de vc ou vc tem o monopólio da razão, da verdade?

veja bem, não estou querendo entrar em conflito com vc, somente tentando manter a discussão de forma saudável, opiniões díspares são saudáveis, querer impor sua opinião não.

Att

Responder
Luis Almeida 29/06/2012 08:05:13

Como é que é o negócio aí?! Alguém utilizar de ironia é a prova cabal "de que uma sociedade sem estado é impossível"?!

Henrique, perceba que, ao agir assim, é você quem não aceita que alguém discorde da sua discordância. A mesma acusação que você fez ao Matheus cabe perfeitamente a você.

Responder
henrique 29/06/2012 08:14:21

Ok, concordo, exagerei, haha.

O que quis dizer é que ironia transmite a ideia de verdade incontestável, o que não é, pelo menos pra mim, bem como que, quem se acha dono da verdade incontestável fará de tudo para prová-la e jamais aceitará uma decisão desfavorável, por isso a relação com a minha ideia de que é impossível uma sociedade sem Estado, uma justiça privada.

Aceito e gosto da discordância, pois vejo nela uma forma de fortalecer meu ponto de vista ou mudá-lo e "desdizer tudo aquilo que lhe disse antes".

Cordialmente

Henrique

Responder
montana 28/06/2012 08:23:35

Já percebi que os comentários dos artigos de caráter ideológico bombam mais que os de cunho técnico. Ou seja, os fins ideológicos da "(1)liberdade-(2)propriedade-(3)paz" não estão justificando os seus meios técnicos em prol do bom entendimento. Explico depois conforme a resposta.

Atc,

















Responder
Arion Dias 29/06/2012 09:10:13

Tá tudo errado. As pessoas estão confundindo o anarquismo com falta de concenso democrático ou com egoísmo.\r
\r
O que o anarquismo diz é que cada sociedade, cada comunidade, cada povo deve ter o direito de se autodeterminar, ou seja, de dizer o que é direito e o que não é direito bem como fazer suas próprias regulamentações.\r
\r
Uma comunidade, sociedade, nunca será maior que uma cidade ou uma pequena região de cidades. Um estado do tamanho do brasil nunca será uma comunidade ou uma sociedade.\r
\r
Para comprovar isto basta analisarmos como é constituído o Brasil. Pessoas que moram no Rio de Janeiro elegem um político que vai para Brasília fazer uma lei que define o direito (e pior, faz a espoliação do povo) tanto para uma comunidade no Rio Grande do Sul quanto para quem mora no Rio Grande do Norte.\r
\r
Imaginem se um morador de Santana do Livramento (fronteira com o Uruguai em que a cidade de Rivera é contínua a cidade brasileira) consegue compreender porque alguém que mora a 2.000km de distância manda ele fazer ou deixar de fazer algo e isto é tido como democrático. \r
\r
E isto não tem nada de parecido com a definição de anarquia. Agora imaginem se cada comunidade (uma cidade ou um grupo de cidades) possa definir o que é direito e como deve regulamentar a vida em sociedade. E regulamentar não significa escrever leis e códigos de leis. Significa que a definição de DIREITO é definida pela sociedade por meio de seus costumes. Como elas serão aplicadas e como serão resolvidos conflitos que surjam será determinado por cada sociedade. E isto vale tanto para a anarquia comunista quanto para a anarquia capitalista.\r
\r
Deve ser direito de cada sociedade se autodeterminar, de declarar a sua independência. Obrigar uma comunidade a fazer parte do teu estado e depois dizer que isto é democracia é como estuprar uma guria e dizer que são um casal por isto.\r
\r
Qualquer pessoa que tenha morado em uma zona rural ou uma pequena comunidade afastada de grandes centros tem a certeza que as regras de convívio social são definidas por seus vizinhos. Os conflitos são, em geral, resolvidos nas comunidades. O estado gigante do Brasil é uma imposição de força de pessoas que não habitam as comunidades mas detém o poder de força sobre o resto do país.\r
\r
Se cada comunidade se autogovernasse não haveria mensalão, não haveria tráfico de drogas (nao quer dizer que nao haveria comércio delas) não haveria absolutamente nenhum crime que não fosse de agressão a propriedade privada, integridade física ou a liberdade.\r
\r
Deveriamos sempre ser julgados e absolvidos ou condenados por nossos vizinhos que diriam se estou ou não de acordo com o direito de cada lugar e não por leis que só dizem interesse a políticos e lobistas que fazem a espoliação de todos sob o domínio do estado.

Responder
anônimo 19/08/2013 17:07:24

Um sistema que possa ser aplicado na prática e que embora tenhas suas imperfeições, seja pacificável de correções e/ou melhorias conforme o passar do tempo e da evolução do pensamento e da cultura a qual se esta vivendo em dado momento, por que a ausência do estado pode ser tão "ruim e prejudicial" ou mesmo pior que a sua presença tal qual se configura hoje.

O fato é que enquanto se debate idéias no sentido de impor o meu ponto de vista, (independentemente de ser ele libertário ou não, defesa ou não do estado)não estarei eu desrespeitando as idéias divergentes e tentando de certa forma me legitimar e impor como o estado o faz? e desta forma perdendo a oportunidade grandiosa de evoluir com o debate e a consciência e por sua vez com as soluções para os múltiplos problemas do estado?

A questão é que se o estado como tal na sua evolução ou involução atende hoje aos interesses de uma minoria dominante, como de certa forma sempre o fora nos seus mais variados sistemas existentes desde o inicio das primeiras tribos primitivas da história da humanidade onde imperava a lei do mais forte, como e que garantias se tem de que o perfeito sistema que se busca onde a liberdade individual imperará sobre tudo inexistindo o estado, onde as pessoas e sociedades viverão em harmonia não seja corrompido e "estragado" desvirtuado como o sistema atual?

E ainda a saber como hoje é bem claro que a grande massa da população não detém domínio e conhecimento de seus direitos, deveres e responsabilidades a ponto de termos chegado a realidade atual, onde o estado não nos representa? Ou ainda há quem diga que nunca nos representou ou que realmente nunca atendeu nossos interesses, individuais e coletivos, dado que estamos em um modelo de certa forma relativamente novo onde o estado de certa forma deve atender aos desejos de seu povo, embora tenhamos relativamente muito tempo se pensarmos no sentido de uma vida humana, quando comparados com os "sistemas" aos quais a humanidade esteve sob seu jugo é relativamente um curto espaço de tempo (historicamente falando), e que as pessoas ainda precisam evoluir muito para entender qual é minha real parcela de culpa para a qual as coisas estão como estão.

O que eu quero dizer com isso tudo é que como dizem os homens em relação as mulheres, ruim com elas pior sem elas, e elas vice-e-versa, é na diversidade é que se completa e que da divergência é que SE BUSCARÁ buscará o equilíbrio, onde ambos os lados embora pareçam perfeitos para quem os defende de "unhas e dentes" quando refletirmos bem a fundo o seu funcionamento ao qual propomos que ele funcione existirá problemas e imperfeições como muitos já o colocaram, mas não se deram conta do quão problemático isso é.

Não quero aqui de forma alguma defender o estado tal qual ele se configura na conjuntura atual das coisas, mas de forma alguma vejo uma saída possível, nas proposições antagônicas propostas, ou seja quero dizer que em sua maioria os mesmos problemas ainda persistirão, e que novos problemas inesperados e até de certa forma já esperados e "previstos" por muitos passarão a existir.

Mais uma vez quero dizer aqui que não precisamos reinventar a roda no sentido figurado e pratico da coisa, precisamos sim dar a ela novos usos e "atributos" para que ela nos sirva da forma a qual necessitamos que ela nos sirva, sim eu estou falando que precisa de uma revolução na forma de pensar e fazer o estado no entanto não destruí-lo, pois a tal da destruição criativa é muito boa na teoria no entanto como já percebemos na pratica não é bem assim, precisamos evoluir no sentido amplo da palavra...

Capitalismo, liberalismo, comunismo, socialismo, fascismo, etc são apenas a velha solução para novos problemas, sempre existira o lado bom e o ruim de cada um deles, no curto ou no longo prazo, isso tudo é apenas uma questão de tempo e o ser humano como muitos falaram aqui tem uma natureza egoísta até de certa forma auto-destrutiva, a prova disso é os "regimes" de maioria que todos tentam o ser, mas como sempre há uns que se utilizam destes meios para benefícios individuais, desde que o mundo é mundo.

Por isso penso que um novo sistema para resolver todos os problemas esta fadado ao fracasso, por que o principal deles a causa continua intrínseca no ser humano, e é neste ponto que se tem que evoluir, mas como? Se apenas uma minoria é esclarecida e busca isso, como os que aqui estão buscando soluções, ou seja, estão realmente preocupado com a situação de modo mais amplo e coletivo enquanto que a maioria esta apenas buscando o seu benefício próprio de forma alienada ao sistema (levando a vida de forma medíocre no sentido amplo da coisa), e digo aqui e em todos os sistemas existentes não só o atual, e é nesta fraqueza que todos os sistemas sempre falharam, por que existe e existirá para sempre este grupo de desinteressados, o chamado "carona".

Enquanto os outros o fazem por que é preciso fazer algo, e eu não agir por que alguém faz por mim de certa forma, assim me torno omisso de minhas responsabilidades, por isso todos os sistemas falham de alguma forma, enquanto muitos permanecem distantes das decisões, portanto como colocou alguém acima, as comunidades, as sociedades, os grupos, as cidades, precisam buscar suas soluções para os problemas que são seus, e não no todo da forma como é hoje e também será quando se fala em novos sistemas para a maioria, pois nunca se agradará a todos e quanto mais amplo for um estado ou governo, ou instituição de poder e regulação, mais fácil será para que esta falhe no seu objetivo principal, e que alguns se beneficiem da forma como é hoje.

Responder
Malthus 19/08/2013 17:50:57

"O fato é que enquanto se debate idéias no sentido de impor o meu ponto de vista, (independentemente de ser ele libertário ou não, defesa ou não do estado)não estarei eu desrespeitando as idéias divergentes e tentando de certa forma me legitimar e impor como o estado o faz?"

Não se trata de um mero debate de idéias ou de uma mera questão de opinião. Ao defender a existência do estado, você está defendendo a coerção e a espoliação de inocentes. Você está defende o o encarceramento daqueles que se recusam a pagar por um serviço que nem sequer pediram (estou me referindo ao que ocorre com pequenos sonegadores). Isso é moral e eticamente indefensável.

Se o estado fosse algo bom, sua adesão a ele seria voluntária. Se fosse bom, não teria de ser imposto.

Defenda o estado como quiser, mas não reclame de como você será rotulado ao fazer isso.

Responder
anônimo 25/08/2013 01:25:37

'Ao defender a existência do estado, você está defendendo a coerção e a espoliação de inocentes. Você está defende o o encarceramento daqueles que se recusam a pagar por um serviço que nem sequer pediram (estou me referindo ao que ocorre com pequenos sonegadores). Isso é moral e eticamente indefensável.'

Não necessariamente, o estado que eu defendo é como os EUA dos pais fundadores, cada um teria todo o direito à secessão e os ancaps sabem disso.

Responder
Renato Souza 24/08/2013 21:47:43

Ma isso não se chama anarquismo, chama-se miniarquismo. A constituição americana era miniarquista (inclusive acolhia o direito de secessão que foi tolhido de forma brutal depois) mas o sistema degringolou. Mas houveram muitos exemplos de miniarquismo antes. Em particular, os povos primitivos eram majoritariamente miniarquistas.

Num mundo em que as distâncias diminuem pela tecnologia, o miniarquismo tem ainda mais vantagens do que tinha na antiguidade. Em pouco tempo você está em outra região, e não precisa perder o contato com a família e amigos. Assim, cada um morará na cidade (ou agrupamento de cidades) que julgar melhor, com instituições que julgar mais justas. Se quiser, põe a mulher e as crianças no carro (ou num trem rápido) e vai almoçar na casa dos país (ou dos sogros) no domingo.

Responder
Prof. PADilla UFRGS Sports Law 25/07/2012 08:46:10

A omissão, sob certos aspectos, é conivência e até mesmo cumplicidade. Sempre recordam da Alemanha hitlerista, como exemplo do risco da manipulação coletiva provocar catástrofes. Contudo, os fascistas aprenderam a fazer as mudanças homeopaticamente. Hoje, de fato vivemos sob um fascismo não percebido porque implantado devagar, enquanto as pessoas se acostumavam a cada mudança. \r
Michel Foucault salienta que o maior poder é tanto maior quando menos for percebido! Porque, se está disfarçado, não desencadeará esforço contra ele\r
\r
O fascismo é o sistema de governo que carteliza o setor privado, planeja centralizadamente a economia subsidiando grandes empresários com boas conexões políticas, exalta o poder estatal como sendo a fonte de toda a ordem, nega direitos e liberdades fundamentais aos indivíduos e torna o poder executivo o senhor irrestrito da sociedade; impõe um estado tão enorme e pesado sobre o livre mercado, que o capital e a produtividade da economia são exauridos. O estado fascista é como um vampiro que suga a vida econômica de toda uma nação, causando morte lenta e dolorosa. A divisão entre esquerda e direita se torna amorfa porque o partido de esquerda, que defende programas socialistas, não tem dificuldade alguma em se adaptar e adotar políticas fascistas. Sua agenda política sofre alterações ínfimas, a principal delas na sua maneira de fazer marketing.\r
A quem interessa a acultura da superficialidade QUE ESCONDE O FASCISMO?\r
Vamos ACORDAR do torpor?\r
O caminho para fora desse buraco negro no qual os sociopatolobistas nos colocaram é: dar às pessoas decentes opção de boas escolhas. \r
O primeiro passo é conhecer os outros: Os sociopalobistas, esses psicopatas que nos manipulam e controlam a sociedade. Saber que eles existem, e ter uma pequena noção de como eles funcionam, como agem. Sugestão? www.padilla.adv.br/etica/psico/\r
O segundo passo, é conhecer a nós mesmos. Os juízos de valor que nós fazemos INCONSCIEMENTE são usados pelos sociopatas para nos manipular. Entenda que nosso cérebros é o empilhamento de três. A parte racional é a mais moderna. Contudo, quando as partes mais primitivas são ligadas, o raciocínio desliga! Sugestão? Comece por entender isso: www.padilla.adv.br/processo/pensamento \r
O terceiro passo é vencer os outros, isto é, os psicopatas em nossa volta manipulando e, pela mídia e internet, controlando a sociedade. Ao sabermos como eles funcionam, e como agem, não é difícil os identificar, mesmo a distância. Até por trocas de e-mail, porque a forma como interagem na linguagem possui sutis, porém, identificáveis diferenças. Ao perceber que alguém está sendo manipulado, ACORDE e não seja conivente. Você pode, com simples sugestões positivas, anular a influência de um psicopata. Saiba que as pessoas agem com base em intenções positivas. Você só precisa ser gentil (polido, educado) para não comprometer o rapport, e simplesmente, conversando, indicar à vítima que ela tem outras escolhas, melhores. Não se assuste, com a prática você vai poder fazer coisas incríveis! Se um psicopata pode fazer muitidões agirem maldosamente, com muito mais facilidade uma pessoa bem intencionada e gentil pode ACORDAR outra de um processo de manipulação. Sugestão: www.padilla.adv.br/processo/pensamento/etica/\r
O quarto passo é vencer a si mesmo. Isso é o mais difícil, pois exige fazer um ESFORÇO consciente para passarmos a perceber a existência da base operacional do pensando, o inconsciente, e vencê-lo, retomando a rédea da nossa vida. Ao não nos deixar sermos dominados pelo inconsciente, acabou o reinado da manipulação. Sugestão? www.padilla.adv.br/processo/comunicacao/\r
Isso, é o Acordar que eu venho falando, aos amigos, desde o ano passado.\r
Aprendemos no TAO TE KING:\r
Quem conhece os outros é inteligente.\r
Quem conhece a si mesmo é iluminado.\r
Quem vence os outros é forte.\r
Quem vence a si mesmo é invencível.\r
Tao Te King, 33 \r
A vivência da metafilosofia das artes marciais fomenta o ACORDAR. Por isto, os sociopatolobistas, que são nada bobos, impunham barreiras e preconceitos a sua difusão. O Egocentrismo é uma tendência inata dos que sobreviveram, está ligada à autopreservação. Sem o egocentrismo teríamos sucumbido nos milhões de anos anteriores à tecnologia que, em certo aspecto, decorre dele. Contudo, deve se harmonizar com o altruísmo e, se desenvolvidos juntos, SHIBUMI! Contudo, dai o caráter sublime da cultura mística, em especial a oriental, baseada na dualidade: A negação do Ego é o maior dos exercícios que as metafilosofias zen acentuam. Para se tornar um exímio lutador, é preciso negar o ego: www.padilla.adv.br/desportivo/artesmarciais/\r

Responder
Wagner 19/08/2013 19:49:17

Deixa eu ir la fora vomitar que eu já deixo o meu comentários...

Funça, seu nick é uma piada pronta "Prof. PADilla UFRGS Sports Law";
Você é advogado e fala de psicopatas, o sujo falando do mal lavado;
Você passa um link adv.br como fonte;
No fim termina com referências de artes marciais.

Que porcaria é essa? Esse cara era o protótipo do filósofo?

Responder
André caniné 12/08/2012 18:46:36

Mais um artigo genial do Lew Rockwell.

Tendo em vista o problema exposto por Mises de que uma economia totalmente planificada é impossível, podemos dizer que os regimes comunistas do século passado e de hoje (URSS, Iugoslávia, Cuba, China, etc..) são faces diferentes do fascismo?

Responder
Andre Cavalcante 13/08/2012 07:40:48

Note que o fascismo, em último grau, leva a uma planificação da economia, onde somente algumas empresas prestam os "serviços" e manufaturam os produtos sob a orientação do governo. Ou seja, vai dar buraco do mesmo jeito. Só que a conta-gotas... Mas provavelmente nunca se chegue a esse ponto, porque, antes das coisas lá chegarem as pessoas simplesmente vão se revoltar, a economia começa a entrar em colapso, como já está a ocorrer na Europa, EUA e agora, Brasil. Daqui a pouco a China entra no barco...

Abraços

Responder
Pedro 13/08/2012 07:53:58

concordo em grande parte com o artigo, mas de que maneira a ausência absoluta de estado poderia impedir práticas como o assassinato de índios, moradores de rua e outras "castas" que não podem pagar por segurança particular?

Responder
Andre Cavalcante 13/08/2012 08:56:12

Antes de rotular as pessoas, assim coletivamente, questione-se primeiro porque tais pessoas não teriam dinheiro para pagar uma segurança privada, ou não teriam casa.

Pelo que a gente sabe da história, os índios sempre impuseram uma dura defesa aos colonizadores europeus, quando da chegada destes à América, a tal ponto, que uma das alternativas dos portugueses que para cá vieram foi a miscigenação, e daí o nascimento do que seria o futuro "brasileiro". Então, dizer que índio não teria meios de se defender e defender suas terras é, no mínimo, desconhecer a própria história, sem falar no que de fato acontece nos interiores do Brasil, uma verdadeira guerra onde os índios também estão armados, guerra esta que só existe porque o governo resolveu demarcar terras indígenas onde já havia propriedades produtivas e permitir que gente armada invadisse terras genuinamente indígenas, ou seja, falta de respeito à propriedade privada (seja de índios ou fazendeiros - odeio estes rótulos, porque índio também planta). Resumindo, o problema com os índios é, na verdade, um problema gerado pelo governo e não evitado por ele.

Por outro lado, a existência de sem teto, moradores de rua, etc., mostram também uma falha de governo, e não da iniciativa privada. Ao facilitar o crédito via bancos, quem tem acesso a este é justamente quem tem conta no banco, renda "compatível" e endereço fixo, ou seja, quem realmente não precisaria de casa. Ao mesmo tempo, cria um bolha artificial para a construção, que começa a construir casas para renda mais alta, que tem acesso ao crédito, relegando a quem não tem acesso, continuar não tendo. Deixar a iniciativa privada sozinha, neste caso, vai fazer com que apareçam todo tipo de construtoras e construções, inclusive para rendas mais baixas, minimizando o real déficit habitacional. E a grande verdade que é possível isso é que o Minha Casa, Minha Vida, exige rendas mínimas e máximas para ter acesso ao crédito, ou seja, a Caixa sabe que vai receber o dinheiro de volta. Claro, outros bancos também poderiam, principalmente se não pudessem criar dinheiro do nada, procurariam parcerias para fazer mais dinheiro e da mesma forma, retirando poupança dos ricos para emprestar aos mais pobres.

Para os que realmente não tem nada na vida, nada melhor que a consciência dos cristão, que são a absoluta maioria no Brasil, e que deveriam seguir as palavras do Cristo: "Fazei aos outros o que gostaria que os outros fizessem a ti", consciência esta eclipsada justamente pelo governo que se adonou de pai e mãe das pessoas e assumiu a tarefa de realizar a caridade, coisa que é de âmbito individual.

Responder
Eduardo 22/02/2013 16:49:16

"[Mussolini] era recorrentemente celebrado pelo The New York Times, que publicou inúmeros artigos louvando seu estilo de governo. Ele foi louvado em coletâneas eruditas como sendo o exemplo de líder de que o mundo necessitava na era da sociedade planejada. Matérias pomposas sobre o fanfarrão eram extremamente comuns na imprensa americana desde o final da década de 1920 até meados da década de 1930."

Mudando apenas a data, e mudando a "imprensa americana" por "imprensa mundial", é como se esse trecho estivesse descrevendo o Obama.

Responder
Rafael Castelo 25/06/2013 19:27:48

Foi bem até que começou a teorizar sobre o Anarcocapitalismo. Teoria tão boba, tão inocente e tão utópica quando o Comunismo. As contradições começam lá pelo parágrafo 40 - Por outro lado... - e vão até o fim. Quer dizer então que o Estado Liberal (vigia noturno) não pode ser regulado e controlado por ninguém? Mas em compensação o povo pode se unir e derrubar os seus opressores e instalar um anarcocapitalismo?

Ué, e por que o povo então, através do meios democráticos (cito apenas Imprensa e Ministério Público), não pode regular e fiscalizar o vigia noturno?

PNA funcionou muito bem entre Hitler e Stalin, ou não? PNA não é pacto de não agressão, pois isso não existe, mas sim PROMESSA de não agressão do mais forte ao mais fraco. Promessa que dura enquanto o mais forte quiser ou enquanto não precisar quebra-la.

Fico com Mises e o Estado Liberal mínimo, e refuto todos os demais que desvirtuaram a sua ideia e propagam essa boba utopia de anarcocapitalismo, que leva em sua construção teórica apenas valores econômicos e sua ciência, ignorando todos os demais fatores sociais e as demais ciências políticas, sociais e humanas.

Em breve dirão:
"Sabe o que é um Libertário anarcocapitalista? Alguém que lê Mises".
"Sabe o que é um Liberal conservador? Alguém que lê Mises e entende".

Responder
Eduardo Bellani 26/06/2013 00:34:44

O que é o estado?

O estado é uma instituição que detém o monopólio da resolução de
conflitos interpessoais que acontecem dentro de uma região geográfica.

O que é monopólio?

Monopólio é uma condição onde um produtor usa de força agressora para
impedir concorrentes de competir no mesmo mercado que ele.

O que acontece com o produtos e serviços ofertados por um monopólio?

Eles necessariamente serão piores e mais caros que uma situação onde
exista livre concorrência.

QED

Responder
anônimo 26/06/2013 10:49:54

'Eles necessariamente serão piores e mais caros que uma situação onde
exista livre concorrência.'


Tudo isso foi concluído ao se observar o mercado de todo tipo de produto, menos o de justiça e polícia privadas.
Logo, o que você está fazendo é escolher as premissas (e ignorando propositadamente as situações onde elas não são aplicáveis,ou onde pelo menos não foram testadas) pra chegar na conclusão que você já quer chegar.

Responder
Eduardo Bellani 26/06/2013 12:57:28

Tudo isso foi concluído ao se observar o mercado de todo tipo de produto, menos o de justiça e polícia privadas.

Não foi-se usado de empirismo para chegar a essa conclusão sobre monopólios. Isso foi deduzido a priori a partir do axioma da ação humana. Chama-se praxeologia.

A prova se mantém, e sua acusação é infundada.

Responder
anônimo 26/06/2013 13:45:57

Não é no mínimo estranho que o próprio criador da praxeologia nunca tenha chegado a essas conclusões quanto a justiça e polícia?

Fazer o quê né, Mises, grande gênio e tal, porém quando discorda de anarquistas o cara é burro o suficiente pra não dominar a teoria que ele mesmo criou.Faz todo o sentido do mundo.

Responder
Eduardo Bellani 26/06/2013 18:43:46

Isso foi uma tentativa de refutação? Sistema estatal escolar, mostrando seus resultados.

Responder
anônimo 26/06/2013 20:09:51

E a sua privada foi ótima, como mostra sua incapacidade de entender sarcasmo

Responder
Jane Heyre 19/08/2013 17:03:44

Excelente artigo, muito bem escrito e fundamentado, a contextualização histórica e embasamento teórico pertinentes. Faço aqui apenas uma observação como socióloga, ao citar Marx, que fique claro para os leitores, que ele não se considerava "marxista" o que deixou escrito de próprio punho. As ideias de Marx foram amplamente utilizadas e até distorcidas pelos que queriam impor suas ideologias (comunismo, socialismo, fascismo e o próprio marxismo)ao mundo e às pessoas. O fato de achar toda a discussão atual é a prova cabal que estamos andando em círculos e sem sair do lugar no tempo e espaço, e como diz o autor, ou tomamos o poder de decisão e unidos mudamos nosso "entorno" ou os "estados-nações" farão por nós; quantos são mesmo? G8? G20?

Responder
Gustavo BNG 20/08/2013 06:17:49

Jane, o essencial é que uma economia centralizada, como propunha Marx, não funciona: mises.org.br/Article.aspx?id=1386
Logo, não importa como se denominam as pessoas que usam as ideias dele.

Responder
anônimo 19/08/2013 18:54:20

Em uma escala de 0 a 10 - sendo 0 uma economia planejada e 10 uma economia totalmente livre, onde se colocaria o fascismo?

Responder
anônimo 19/08/2013 19:11:15

Economia planejada é impossível

Responder
Leandro 19/08/2013 19:19:54

Entre 2 e 4. Há alguma livre concorrência em um âmbito micro, como entre bairros -- por exemplo, entre padarias, mercearias, barbearias e restaurantes a quilo.

No entanto, dado que todos estes empreendimentos utilizam insumos fornecidos por grandes atacadistas -- os quais são protegidos e cartelizados pelo estado -- a concorrência micro tende a ocorrer não via preços, mas sim via qualidade do atendimento e outras minúcias.

Responder
Pedro Ivo 19/08/2013 20:14:49

Você quer dizer, com isto, que a divisão-do-trabalho não apresenta ganhos em complexidade (espaço e tempo) e escala?

Não há aumento da complexidade temporal do produção, com ampliação das etapas produtivas? E da espacial?

Nem ganhos de economias de escala?

Responder
Anônimo 19/08/2013 20:37:54

Talvez nem mesmo seja possível chegar a 0. Nem no pior socialismo. Sempre haverá algum mercado negro para permitir que a população sobreviva sem depender da troca de favores da elite burocrata(Apesar de ser quase impossível subir muito na vida sem ser parte dessa).

Mesmo em situações críticas de hiperinflação, controle de preços e tomada dos meios de produção, alguém sempre deu um jeitinho de manter o mercado funcionando. Se não fosse por essa "malandragem", o sofrimento causado pelos estatismos teria sido ainda maior.

Responder
anônimo 20/08/2013 00:52:25

Mas eu já vi artigos afirmando que o pequeno e médio empresário ficaram totalmente oprimidos pelos interesses dos grandes e pelo corporatvismo estatal.

"Mussolini também eliminou a capacidade do mercado de tomar decisões independentes: o governo controlava todos os preços e salários, e firmas de qualquer indústria poderiam ser forçadas a fazer parte de um cartel, caso a maioria se posicionasse nesse sentido. Os líderes das grandes empresas tinham alguma participação na elaboração de políticas, enquanto os pequenos empreendedores eram, na verdade, transformados em empregados do estado, competindo com burocracias corruptas. Eles aceitavam sua submissão na esperança de que as restrições fossem temporárias. Vendo a terra como bem fundamental à nação, o Estado fascista dominou a agricultura de uma forma ainda mais completa, definindo safras, dividindo fazendas e fazendo das ameaças de expropriação um instrumento para reforçar suas ordens."

Responder
Malthus 20/08/2013 00:55:33

E essa afirmação é correta. Qual o problema com ela?

Responder
anônimo 26/08/2013 03:00:08

A economia fascista é mais intervencionista que a economia brasileira atual? E ela está mais próxima do capitalismo ou do socialismo?

Responder
anônimo 02/09/2013 04:39:07

Dado que o grosso da produção era feita pelo privado e sob o sistema de livre concorrência, como tu mesmo afirma, seria errado dizer que é um modelo capitalista?

Responder
Guilherme 02/09/2013 06:40:15

Não havia livre concorrência sob o sistema fascista. Aliás, esta ausência de livre concorrência é a definição básica do corporativismo.

Responder
Emerson Luis, um Psicólogo 19/08/2013 19:52:42

Muito bom, descreve bem o Brasil e diversos outros países.

* * *

Responder
Sérgio 20/08/2013 01:48:30

Em suma, nós vivemos sob um estado fascista há muito tempo. E ninguém percebe, muito contrário, a maioria acha bom e clama por mais fascismo. E ainda achamos que somos "livres".

Responder
Mr.Garone 30/08/2013 15:28:48

Economia fascista = economia socialista, muitos não querem admitir então dizem que vivemos em um fascismo, porém fascismo e socialismo é a mesma coisa, pois a direita e a esquerda são iguais, ambas são golpistas e intervencionistas.

Responder
Renato Souza 09/09/2013 13:26:16

Estranho chamar o fascismo de direita. Porque? Seguindo preceitos direitistas estão os miniarquistas, os liberais clássicos, os países de economia mais aberta (tigres asiáticos, a Suíça, etc) políticos como Thatcher e Reagan. É uma coisa estranhíssima colocar essas gente junto com nazistas e fascistas, de um lado, e comunistas, socialistas e sociais democratas do outro. É evidente que o nazismo e o fascismo tem pouco em comum com aqueles que são considerados direita, e é extremamente parecido com os sistemas de esquerda (nem poderia ser diferente, pois nazistas e fascistas vieram de partidos comunistas ou socialistas). Diga-se de passagem, vieram desses partidos e trouxeram com eles os conceitos econômicos e sociais, os quais foram apenas adaptados para enganar os trouxa (e enganaram).

Mesmo na direita propriamente dita, quem são os maiores partidários de intervenções sociais e militares? Os neocons, que são simplesmente pensadores marxistas que se converteram à economia de mercado, ao ver toda a desgraça que é a economia socialista. Mas foi uma conversão incompleta. Mantiveram, talvez inconscientemente, a fé no intervencionismo militar e político.

Responder
Marcus Benites 09/09/2013 14:16:15

Isso faz parte de uma tática discursiva da esquerda. O esquerdismo matou 150 milhões de pessoas, trouxe fome, miséria e perda de liberdade ao mundo. Mas como eles pintam a si próprios? Como aqueles que propõem a "justiça social", a "igualdade", etc. Logo, ser "de esquerda" é nobre. A prática não coaduna com o discurso, mas dane-se. Aí eles pegam o nazismo, o fascismo, a escravidão, a ditadura militar, o racismo e, no discuso mais uma vez desonesto, classificam esse pacote de "direita", sendo que um direitista, na maioria das vezes, é apenas um liberal que quer um estado menor (ou mesmo inexistente). Mas o discurso é tão difundido, a mídia e as escolas fazem tão bem seu servicinho, que ser "de direita" passa a ser horrível, pois ela é relacionada a atrocidades que não têm nada a ver com ela, e ser "de esquerda" passa a ser o símbolo da bondade, pois se tira tudo o que é realmente da esquerda da conta... No fundo a única distinção é entre quem quer um estado maior ou menor. Nós, liberais, queremos o menor possível. O que isso tem a ver com "ditadura militar" e "racismo", por exemplo, me escapa. Já eles, esquerdistas, querem o maior estado possível. E, por isso, estão ali, cabeça a cabeça com o fascismo e o nazismo. Mas, é claro, a imagem que se passa à sociedade ignorante e doutrinada é outra. Desonestidade intelectual pura, bastante intencional. Nossa função é apontar, sempre, o quanto esse discurso é falso e picareta. Mas é trabalho de formiguinha, pois já "tá tudo dominado" por eles faz tempo.

Responder
Andre Cavalcante 09/09/2013 17:18:37

"sendo que um direitista, na maioria das vezes, é apenas um liberal que quer um estado menor (ou mesmo inexistente)"

Nop! Em geral libertários é que querem um estado menor ou inexistente. E preferimos o Diagrama de Nolan para acabar com essa dicotomia absurda de esquerda e direita. O mundo é muito mais vasto que isso.

Abraços.

Responder
Paolo 21/08/2013 03:28:43

A razão de ser do Estado é moderar a assimetria nas interações sociais. No entanto o que ocorre é que qualquer Estado impõe assimetria de forma coerciva e direcional, independente do ritual democrático. Hoje vivemos de fato de forma muito parecida com o absolutismo de 350 anos atrás. O trabalho deste Instituto é muito útil por possibilitar o entendimento do qual pode emergir ação positiva e efetiva.

Responder
anônimo 05/09/2013 02:52:52

E a produção industrial era cartelizada também? E os micro empresários industriais, tinham alguma liberdade?

Responder
Luiz Rosa 24/09/2013 19:08:15

Achei brilhante o artigo exceto o final, no qual fala na ausência total do estado. Um mundo sem estado infelizmente nem todos iram cooperar para o bem estar geral, alguns vão se agrupar pra prosperar enquanto outros pra subjulgar e explorar os grupos mais fracos.

Responder
Eddi 20/02/2014 01:20:47

E o conluio entre estado e iniciativa privada antes do fascismo??? Ninguem aqui leu bastiat e sua oposiçao ao governo???? Nao podemos alimentar o mito de que o sec xix foi o sec do liberalismo, sabemos q isso é falso. No mais, irretocavel. Só mais uma consideraçao sobre os comentarios acima: como é difícil pra cabeça de gente q foi doutrinada a vida toda entender a diferença de estado e governo! De anarquia e anomia!

Responder
Pimenta Buena 20/02/2014 01:31:14

Não são necessárias tantas interrogações. Uma só já basta. Mais de uma interrogação é um aceno ortográfico utilizado pelos inseguros.

Sim, havia tentativas de conluio no século XIX, mas muito menos que hoje. E tais tentativas não duravam. Veja relatos:

www.mises.org.br/Article.aspx?id=366

Responder
anônimo 23/06/2014 13:07:48

Muito bom o texto. Mostra que economia estatista não é monopólio da esquerda como muita gente acha.

Responder
hudson 09/07/2014 16:09:21

Estava indo muito bem até começar a pregar o fim do governo... tsc.

Responder
Pobre Paulista 10/07/2014 03:13:34

Não gostou? Relaxe, em outubro você poderá mudar o Brasil com um simples voto.

Próximo estatista, por favor.

Responder
anônimo 11/07/2014 15:03:30

Ser cético quanto ao fim do governo não significa ser estatista.
Eu sou cético quanto ao avanço da ciência até chegar na cura de todas as doenças, isso é bem diferente de acreditar que uma doença é uma coisa positiva.

Responder
Renan 09/07/2014 19:33:25

"Um dos mais desconcertantes fenômenos do fascismo é a quase inacreditável colaboração entre homens da extrema-direita e da extrema-esquerda para a sua criação. Mas a explicação para este fenômeno aparentemente contraditório jaz na seguinte questão: tanto a direita quanto a esquerda juntaram forças em sua ânsia por mais regulamentação. As motivações, os argumentos, e as formas de expressão eram diferentes, mas todos possuíam um mesmo objetivo, a saber: o sistema econômico tinha de ser controlado em suas funções essenciais, e este controle teria de ser exercido pelos grupos produtores."
Eu sou meio leigo, mas não seria esquerda intervenção estatal e direita liberdade econômica? Ou estou confundindo? Se alguém conseguir me explicar, por favor hahahaha

Responder
Rennan Alves 09/07/2014 20:40:19

Pessoalmente eu defino que:

Esquerda = Mais Estado

Direita = Menos Estado

Ambos podem defender intervenções, a diferença é apenas o grau de intervencionismo.

Partindo do pressuposto de que a extrema-esquerda seria Estado máximo e a extrema-direita seria o Estado mínimo, ambos os lados uniram suas propostas para gerar o fascismo.

Isso explicaria a existência da propriedade privada (direita) regulamentada pelo Estado (esquerda). Entretanto, dado que o fascismo demonstrou (e provou) ser um regime com um Estado grande, eu o colocaria como centro-esquerda, ou, como alguém comentou em outro artigo, "o primeiro passo para o Socialismo".

Como contraponto, levando em consideração a realidade da época, a dicotomia "esquerda x direita" que explica esta observação do autor poderia ser:

Esquerda: contra as empresas

Direita: a favor das empresas

Enfim, isto é só um palpite.

Responder
Carlos Prado 10/07/2014 01:11:45

Definir esquerda e direita já era algo muito difícil; depois veio esses progressistas e novamente distorceram e estupraram a semântica de mais uma palavra.
Tem as que dizem a esquerda como coletivista e a direita como individualista; outras dizem a esquerda como quem acredita num homem puro de nascença e que é corrompido pela sociedade(por isso reformá-la de alguma forma; talvez num socialismo bolchevique; quiçá um arcadismo como o volk alemão dos nazistas) e a direita acreditando num homem sempre com tendências para o mal(Daí evitar revoluções e mudanças do que funciona e remover o estado formado de homens propensos ao mal mandando em tudo). Este último me parece o melhor, todavia não é fácil e é cada vez mais difícil falar o que é esquerda e o que é direita.

Responder
Andre B. 11/07/2014 13:11:38

Rennan, acredito que a sua simplificação "esquerda (=mais estado) x direita (=menos estado) está correta, mas a simplificação "extrema esquerda (=estado máximo) x extrema direita (=estado mínimo), não.
Para a esquerda, o raciocínio serve: esquerda = mais estado; extrema esquerda = estado máximo.
No outro lado da moeda, quem prega o estado mínimo é a direita. A extrema direita prega a imposição de alguns valores de direita e o antiesquerdismo a qualquer custo, ainda que à força (por isto são extremistas). Para o fim perseguido pela extrema direita, é imprescindível o agigantamento do estado.
Note que, no caso da esquerda, a diferença é de grau (muito estado x estado máximo). No caso da direita, a diferença é de essência (estado mínimo x estado gigante).
O raciocínio acima foi retirado deste artigo de Olavo de Carvalho, que recomendo: www.midiasemmascara.org/artigos/cultura/12463-democracia-normal-e-patologica--i.html.
Por fim, destaco que essa caracterização da direita como liberal e defensora do estado mínimo é apenas teórica. Na prática, o que vemos hoje é a direita identificada muito mais com outras questões (oposição ao casamento gay, rigidez contra a imigração, militarização em prol da defesa nacional etc.) do que na defesa do estado mínimo. Porque a verdade é que ninguém que chega ao poder quer diminuí-lo.

Responder
Zara 10/07/2014 00:27:37

Fiquei com uma duvida na parte final do texto quando o autor cita Mises:

''No final, a ideologia que obtiver o apoio da maioria irá prevalecer e retirar o sustento de sob os pés do tirano.''

Quando Mises fala: ''o apoio da maioria''; é um ideal de democracia?

Agradeço quem tirar minha duvida. obrigado.

Responder
Andre B. 11/07/2014 13:31:49

Zara, entendo que a frase de Mises não está ligada à ideia da democracia segundo a qual vence quem obtém mais votos. Na verdade, a frase de Mises está ligada a uma questão fática: a ideologia dominante numa sociedade dita seu comportamento. Por exemplo, por que, nos EUA, passou-se a utilizar "african americans" como sinônimo de negros, apesar de eles não serem africanos, e de haver africanos não-negros? Porque essa ideia estúpida ganhou capilaridade na sociedade. Por que os políticos não defendem privatizações no Brasil? Porque é a ideologia estatista que predomina no Brasil. E é a ideologia dominante na sociedade que vai fazê-la apoiar ou não alguma coisa. E é por isto que nossa luta tem que começar no campo das ideias.

Responder
Zara 11/07/2014 17:09:02

Andre B: Obrigado pela resposta:

''a ideologia dominante numa sociedade dita seu comportamento''

Um grande abraço

Responder
Ricardo 11/07/2014 22:10:18

O fascismo deixa gente ignorante fascinada!

Responder
Edson 21/07/2014 18:51:45

Alguém sabe me disser o posicionamento político de uma pessoa que se diz evoliana? Quase não vejo material sobre isso na internet.

Responder
Eliana Cachoeira 25/10/2014 17:47:13

Não vejo como "Não mais podemos prever se os membros se consideram de esquerda, [SIC]"um esquerdista, pode considerar ruim o papel do Estado. Não vejo como equilibrar num mesmo nível, DIREITA e ESQUERDA.

Responder

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