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Descubra se você é um protecionista mercantilista

No século XVIII, a maioria dos países recorria a tarifas de importação como sua principal fonte de receita.  Sendo a maior fonte de receita em uma época em que não havia imposto de renda — ou cuja coleta era muito difícil e complicada —, tarifas de importação faziam sentido do ponto de vista puramente tributário.

Mas os tempos passaram e vivemos hoje em uma época totalmente diferente.  Tarifas de importação não mais são vistas como um mero instrumento de arrecadação.  Hoje, sua função é bastante diferente.  Tarifas sobre bens importados são ferramentas eficazes para se subsidiar aliados políticos, proteger empresários favoritos e, com isso, se praticar o capitalismo de estado — ou o mercantilismo.

Tarifas são impostos sobre a venda de bens importados.  O protecionista mercantilista sabe que impostos mais altos sobre a venda de bens importados representam um subsídio às empresas nacionais.  Por quê?  Porque eles impedem que os estrangeiros possam utilizar preços baixos para concorrer contra a indústria nacional.

O protecionista, como todo mercantilista, quer reduzir a variedade de opções disponíveis para os consumidores nacionais.  Ele quer subsidiar a indústria nacional permitindo que ela cobre preços mais altos do que aqueles praticados por produtores estrangeiros sem que isso acarrete consequências negativas para ela.  A justificativa é que tal política irá enriquecer a nação.

Um mercantilista é o filósofo supremo do capitalismo de estado.  O protecionismo é o filho bastardo do estado intervencionista keynesiano.  O keynesianismo é uma filosofia sobre gastos estatais criativos e mágicos e sobre endividamento público infinito.  Assim como o mercantilismo.

Enriquecer uma nação por meio do aumento da tributação de seus consumidores é uma ideia estranha: "Tribute mais e enriqueça".  Se você acha que isso soa a keynesianismo é porque é keynesianismo.

Aprovar leis contra pessoas que querem apenas fazer uma transação voluntária de bens é um ato de restrição ao comércio.  Por que uma nação enriqueceria restringindo o comércio?  Qual é a lógica de dizer que enviar um sujeito com uma arma e um distintivo com a tarefa de impedir que as pessoas voluntariamente comercializem com quem elas quiserem — por crerem que isso irá melhorar suas vidas — é uma atitude que aumentará a riqueza da nação?  A ideia de maior riqueza não pressupõe a ideia de maiores oportunidades de comprar mais coisas do que antes?  Sendo assim, como as pessoas estariam mais ricas com o governo deliberadamente restringindo o número de bens que elas podem comprar?

Protecionistas mercantilistas negam que a maior riqueza de um país esteja diretamente ligada à sua maior liberdade comercial.  Eles argumentam o contrário: "Oportunidades reduzidas são as bases da riqueza.  Quanto menos oportunidade você tiver para comercializar, mais rico você estará."

Se isso parece idiotice é porque é uma idiotice.  Mas trata-se de uma idiotice amplamente disseminada e defendida, especialmente por intelectuais e membros da academia.

Estes mesmos também argumentam que, quanto mais impostos o governo coletar, mais rico o país ficará.  De novo, você pode pensar que isso soa a keynesianismo.  E é keynesianismo.

Combatendo a tirania com mais tirania

O mais incrível sobre os protecionistas mercantilistas é que eles são completamente impermeáveis à lógica econômica.  Eles amam burocratas com armas e distintivos.  Eles estão convencidos de que armas e distintivos são a base do crescimento econômico e da riqueza para todos.  Eles realmente creem que, se o governo enviar um número razoável de burocratas com armas e distintivos para confiscar a riqueza alheia via impostos sobre bens importados, a nação ficará mais forte, mais rica e mais livre.  Eles acreditam que mais impostos e menos liberdade de escolha tornam um país mais próspero.

Recentemente, recebi um email de um leitor que, embora não conheça, posso afirmar ser um protecionista mercantilista inveterado.  Seu argumento é o preferido — aliás, o único — de todos os protecionistas ao redor do mundo.  Eis um trecho:

Parece-me que o senhor, ao defender o livre comércio, ignora por completo o "conceito de nação" ou o nacionalismo.  A questão não é que nossas indústrias sejam menos eficientes do que as indústrias estrangeiras; elas não são.  O problema é que o governo impõe a elas uma carga tributária tão grande que faz com que elas passem a ser "ineficientes" contra a concorrência estrangeira.  É o governo quem impõe "ineficiência" à indústria nacional.  Portanto, para deixar as coisas com um maior nível de igualdade, o governo teria de remover estes fardos artificiais que ele criou.  Mas enquanto isso não for possível, ele tem sim de impor tarifas iguais sobre os produtos estrangeiros para poder reequilibrar a situação.

Permita-me resumir o argumento do cavalheiro.  (1) A indústria nacional não é ineficiente. (2) Ela é oprimida pelo governo, que a sobrecarrega de impostos.  (3) Portanto, precisamos de um governo ainda maior, ainda mais intrusivo e com ainda maiores poderes tributários para retirar o fardo do governo sobre as indústrias.

Faz sentido?  Ele é um protecionista mercantilista.  Como todos os protecionistas mercantilistas, ele não consegue pensar direito.  Ele adotou a ideia de que, ao se dar ainda mais poderes para o governo federal, os cidadãos poderão, magicamente, sobrepujar os efeitos de um governo federal muito poderoso.  E ele defende tudo isso em nome do nacionalismo ou do "conceito de nação".  (Clique aqui apenas se o seu estômago for resistente).

A seguir, apresentarei a você, leitor, um teste.  Veja se você é um protecionista mercantilista.  Se você não for capaz de seguir o raciocínio abaixo, você é um protecionista mercantilista.

Este Lado e Aquele Lado

Você mora de um lado da rua.  No outro lado da rua mora João.  João quer vender para você um item que você quer comprar.

Silva, seu vizinho de porta — e que, portanto, mora no mesmo lado da rua que você —, também vende um item parecido com este que João vende.  Mas este item de Silva custa 20% mais caro.

Silva se aproxima de você e lhe diz que, pelo bem do "lado de cá" ou em nome do "conceito Deste Lado", temos de impor um imposto sobre vendas de pelo menos 25% sobre o item vendido por João.  Afinal, não queremos perder a riqueza que há Deste Lado da Rua.  Sem um imposto sobre a mercadoria de João, Aquele Lado irá ampliar sua presença Neste Lado.

Você rejeita a sugestão de Silva como sendo totalmente absurda e sem sentido.  Você gosta do produto sendo vendido por João.  É elegante.  É barato.  É um bom negócio.  "Sai da minha frente, Silva."  (Sempre que você compra algum bem, você está na realidade falando para todos os outros vendedores saírem da sua frente).

Silva, ao constatar que você é teimoso, irá atrás de Bruno, seu outro vizinho de porta, e irá alertá-lo sobre a terrível ameaça representada por Aquele Lado sobre o estilo de vida aqui Deste Lado.  Ele não irá mencionar você, é claro.  Ele está apenas defendendo Este Lado em nome da verdade, da justiça e do modo de vida Deste Lado.

Após isso, Silva vai para outra casa mais ao lado e destila a mesma cantilena para Pedro.  Ele sugere que Pedro e Bruno se juntem a ele para aprovar uma lei impondo um imposto de 25% sobre a venda do produto de João.  Se esta lei for aprovada, promete Silva, Este Lado será mais rico.  Este Lado será mais forte.  Este Lado será mais livre.

E a lei, então, é democraticamente aprovada.  Ato contínuo, eles nomeiam um sujeito chamado Peçanha para impingir esta nova lei.  Peçanha tem um distintivo.  Peçanha tem uma arma.  Peçanha se aproxima de você e o alerta que, se você comprar o item de João sem pagar uma tarifa de 25% para Este Lado, ele irá multá-lo em bem mais do que 25%.  Ele defende Este Lado com grande entusiasmo, dado que a alternativa a este emprego tranquilo e poderoso seria a iniciativa privada.  E ele jamais se saiu bem no setor privado — característica esta que ele compartilha com Silva.

Bruno irá agora comprar de Silva.  Pedro também irá comprar de Silva.  E Peçanha, que não tinha um emprego em tempo integral há anos, também está muito contente em comprar de Silva.

Como é que Este Lado está mais rico?

Por que as palavras "Este Lado" tornam você mais rico?  Como é que o "conceito Deste Lado" faz de você alguém mais rico?

Qual é a mágica que a linha invisível que divide Este Lado e Aquele Lado faz, em termos econômicos?

Se você é um protecionista mercantilista, linhas invisíveis têm total sentido econômico.  Elas representam uma oportunidade de se subsidiar seus agentes econômicos favoritos.  Elas são uma desculpa perfeita para se praticar o capitalismo de estado, algo muito eficaz em uma democracia.

Os protecionistas mercantilistas protestam

"Olha só", diz o protecionista mercantilista.  "Você está apenas tentando me ridicularizar com toda esta conversa sobre Este Lado e Aquele Lado".

E eu retruco: "Estou ridicularizando a lógica da sua posição.  Você crê que uma linha invisível passando no meio da rua é algo economicamente relevante.  Eu não."

Ele responde: "Eu não estou dizendo que uma linha invisível passando no meio da rua é economicamente relevante."

Eu respondo: "Você está dizendo que a linha invisível que contorna as bordas do país é economicamente relevante".

Ele responde: "Mas esta linha é sim economicamente relevante!"

Eu pergunto: "Por quê?"

Ele responde: "Porque as pessoas do outro lado daquela linha devem ficar do lado de lá da linha."

"Ok", eu respondo.  "Mas e se eu contratar um intermediário daqui para ir até o outro lado da linha e me trazer alguns itens pelos quais estou pagando?  O cara do outro lado da linha invisível continua do lado de lá, sem lhe incomodar."

"Não, não, não", se irrita o protecionista.  "Aquela linha invisível é diferente.  Ela defende a soberania e o Conceito de Nação".

Eu pergunto: "O que é 'Conceito de Nação'?"

Ele responde: "Este Lado — em grande estilo e escala."

Portanto, estamos discutindo sobre o tamanho da linha e a posição geográfica da linha.  Mas o que o comprimento da linha e sua posição geográfica têm a ver com eu ter de pagar um imposto sobre a compra de uma mercadoria?

O protecionista, um pouco mais exasperado, diz: "Não entendo aonde você quer chegar.  Enquanto você fica aí falando um monte de teoria incompreensível, tudo o que estou fazendo é defender o Conceito de Nação."

Protecionistas mercantilistas criam um termo em maiúsculas e pensam que apresentaram um argumento econômico lógico: "Conceito de Nação".  Porém, quando eu também crio um termo em maiúsculas — "Este Lado da Rua" —, o protecionista mercantilista imagina que estou tentando confundi-lo.

Protecionistas se confundem facilmente.

O livre comércio nos deixa mais pobres

O remetente do email não se contentou apenas em invocar o conceito de nação.  Ele veio destruindo.  Ele invocou o antiquíssimo argumento mercantilista: "A liberdade de escolha nos deixa mais pobres; impostos sobre vendas nos tornam mais ricos".  É óbvio que eles nunca utilizam o termo "liberdade de escolha".  Isso explicitaria aquilo que eles querem aniquilar.  Sendo assim, eles utilizam o termo "livre comércio".  Ele escreveu:

O "livre comércio" gera, como efeito de longo prazo, a redução do nosso padrão de vida, de modo que, com o tempo, ficamos iguais a todo o resto do mundo.  Não seria um objetivo nacional válido manter um elevado padrão de vida para nosso povo enquanto isso for possível?

Ele é o Silva.  Ele olha para o outro lado da rua e vê João.  Ele treme de medo.  Ele vai até Bruno e diz isso:

O "livre comércio" gera, como efeito de longo prazo, a redução do nosso padrão de vida, de modo que, com o tempo, ficamos iguais a todo o resto do mundo.  Não seria um objetivo válido para Este Lado da Rua manter um elevado padrão de vida para nosso povo enquanto isso for possível?

Bruno não está muito convencido.  Ele olha para João e pensa: "Eu não ligo se João é rico ou pobre.  Eu realmente gostaria de adquirir um daqueles produtos que ele vende.  O preço é bom."  Ato contínuo, Silva aumenta a pressão:

João explora os pobres.  Os trabalhadores Daquele Lado são escravos.  Eles não conseguem empregos que paguem salários decentes.  É por isso que João consegue vender seus produtos a preços baixos.  Você não quer ficar igual àqueles trabalhadores explorados, quer?

Bruno pensa um pouco mais a respeito deste raciocínio.  E então tem uma ideia:

Temos de dar a todos aqueles trabalhadores escravizados uma chance de melhorarem suas vidas.  João precisa de um pouco de concorrência.  Por que não investimos algum dinheiro nos concorrentes de João?  Desta forma, o concorrente poderá oferecer melhores salários.

Silva fica horrorizado com esta ideia.  Ele já tem problemas demais apenas lidando com João.

Não, não, não.  Isso faria com que todos aqueles trabalhadores vislumbrassem, ainda que de leve, uma vida melhor.  E isso pioraria ainda mais a vida deles: o desapontamento.  Eles não estão preparados para aumentos salariais.  Eles precisam de mais tempo.  A melhor coisa que podemos fazer é não nos tornarmos iguais a eles.  Temos de fechar as fronteiras para todos os bens produzidos por escravos.  Nosso objetivo não é reduzir a escravidão Daquele Lado.  Nosso objetivo é preservar nossa liberdade Neste Lado.

Bruno fica pensativo.  "Como você define liberdade?"

Silva responde:

Liberdade é o direito de cada homem Deste Lado se juntar ao vizinho e impor aumento de tarifas sobre bens produzidos Daquele Lado.  Esta é a única maneira de continuarmos sendo prósperos.

Bruno pensa um pouco mais a respeito. "Então a melhor maneira de preservarmos nossa riqueza é limitando nossas escolhas."  Silva diz que é isso aí.

Bruno tenta se aprofundar em seu raciocínio.  "Então o caminho para a liberdade é reduzir as escolhas."  Silva o assegura de que é exatamente isso.

"Sendo assim", diz Bruno, "a melhor maneira de não nos tornarmos escravos com poucas escolhas é criando leis que reduzam nossas escolhas."

Silva tem sérios problemas em seguir argumentos lógicos, mas até mesmo ele é capaz de sentir que a coisa está desandando e indo perigosamente para o lugar errado, muito embora ele não consiga saber exatamente para onde.  Ele apenas sente que não quer prosseguir neste caminho.  Sendo assim, ele muda sua linha de raciocínio.  "Você tem de defender sua renda como trabalhador."

Bruno completa: "Restringindo minhas escolhas como consumidor."

Silva diz: "É isso aí, exatamente.  E você também deve limitar as escolhas de todos os outros cidadãos consumidores."

Bruno diz: "Então, a melhor maneira de manter minha renda como produtor é reduzindo o número de vendas que as pessoas Daquele Lado podem me fazer, e também reduzindo o número de vendas que eu posso fazer para as pessoas Daquele Lado."

Silva responde: "Não se preocupe quanto à redução de vendas para Aquele Lado.  Eles são todos um bando de escravos."

Bruno pergunta: "E por que eles são escravos?"

Silva tem a resposta certa: "Porque eles passaram a vida toda seguindo ordens dadas por pessoas com armas e distintivos."

Conclusão

O leitor seguiu meu raciocínio?  Se sim, você provavelmente não é um protecionista mercantilista.

O leitor concorda com meu raciocínio?  Se sim, então você definitivamente não é um protecionista mercantilista.

Protecionistas mercantilistas não gostam de argumentos econômicos que sejam claros.  Eles consideram a clareza argumentativa um truque para confundir incautos.  Eles creem que qualquer argumento que evolua passo a passo até uma conclusão é inerentemente inconfiável.

Eles preferem termos populares e de fácil apelo, os quais os levam a clamar por tarifas em nome da defesa destes termos por eles inventados.  Tudo se resume a "Este Lado" e "Aquele Lado".  Eles temem que o comércio com pessoas Daquele Lado irá nos empobrecer.

Um protecionista acredita que, se alguém na China descobrisse a cura para o câncer, a única maneira de proteger os cidadãos de seu país contra a concorrência desleal e a inevitável pobreza que isso geraria seria impondo uma tarifa de pelo menos 50% sobre a importação deste remédio.  "Temos de dar ao nosso povo a chance de concorrer", diz ele.  Não aos compradores da cura do câncer, é claro.  Aos vendedores.

Se você acha que isso é um argumento ignaro, você não é um protecionista mercantilista.  Você não crê que armas, distintivos e tarifas sobre importações tornam as pessoas de um dos Lados da linha invisível mais ricas.  Mas tais coisas de fato tornam algumas pessoas mais ricas: (1) produtores ineficientes que podem agora vender a preços mais altos e não ir à falência em decorrência da perda de consumidores, e (2) pessoas que usam distintivos e carregam armas como meio de vida.  Se você acha que estes dois grupos são devotos do "capitalismo de estado" e nada mais são do que "extorsores assalariados", você acertou a classificação das categorias.

Se você quer uma imagem visual, pense nas palavras de Don Corleone: "Fiz uma proposta que ele não podia recusar".  Pense também no sujeito que acordou em sua cama ao lado de uma cabeça de cavalo decepada.  Isso é o protecionismo mercantilista.


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autor

Gary North
é Ph.D. em história, ex-membro adjunto do Mises Institute, e autor de vários livros sobre economia, ética, história e cristianismo. Visite seu website

  • José Ricardo das Chagas Monteiro  12/06/2012 06:43
    Saudações, perfeito, xenofobia. Ontem, a convite de um amigo, estive em uma universidade para apreciar vários trabalhos escolares, banners,slidese maquetas sobre o assunto gestão portuária e logística,muito bonito e esclarecedor.Uma vez que os acadêmicos ficavam à disposição para esclarecimentos, perguntei a todos qual era a opinião deles sobre aquela série de documentação solicitada,taxas,prazos, enfim, tudo pertinente à area.Obtive como resposta, quase que unânime, que precisamos ter cuidado, perguntei: cuidado com quem ou com o quê cara-pálida? Recebi as mais diferentes resposta, inclusive dos professores-doutrinadores-patrulhadores, desde proteção até evolução lenta e gradativa da indústria nacional, houve até chavão - importar é o que importa .É isso.
  • Alexandre Mota  12/06/2012 06:43
    Bálsamo!
  • Mohamed Attcka Todomundo  12/06/2012 07:43
    prezado tradutor:

    vc escreveu o nome do guarda "Pessanha", quando na verdade é com 'ç', "Peçanha", derivado de "peçonha", isto é, doença.

    Piadas a parte, é essa mesmo a grafia e a origem do nome. alias, uma giria maneira p/ guarda de alfandega: Peçanha
  • Leandro  12/06/2012 07:52
    Em verdade, ambos estão corretos. Pense em Camilo Pessanha ou Manuel Pessanha. O objetivo foi justamente fazer este trocadilho mas sem deixar muito explícito. No entanto, devo admitir que o termo Peçanha de fato é bem mais apropriado, de modo que a troca já foi feita. Agradecido pela sugestão. Abraços!
  • Bruno  12/06/2012 08:02
    "Silva tem a resposta certa: 'Porque eles passaram a vida toda seguindo ordens dadas por pessoas com armas e distintivos.'"

    Finalizando:

    Bruno dá aquele sorrisinho de canto de boca como quem diz "Xeque-mate!" Silva pensa:

    - Danou-se!
  • Joao  12/06/2012 08:44
    Concordo 99% com o Gary North, so tem uma coisa que ele se passou na minha opinião:

    (3) Portanto, precisamos de um governo ainda maior e ainda mais intrusivo para retirar o fardo do governo sobre as indústrias.

    Não concordo com essa afirmação. Quando se pede para o governo baixar impostos não esta pedindo para o governo ser intrusivo, é justamente o contrario. Ninguem esta pedindo "ajuda" ou "beneficio" quando se baixa os impostos dos produtores internos, esta pedindo menos intromissão.

    Outra coisa (antes que alguem venha argumentar isso), quando se pede imposto menor para o produtor interno ninguem esta pedindo imposto mais alto para os de fora.

    Não consigo entender porque volta e meia aqui no Mises se fala mal quando a industria pede para baixar impostos. Desde quando isso é protecionismo? Não se esta pedindo nada alem de menos governo para incomodar.

    AUMENTAR IMPOSTOS DOS IMPORTADOS É UMA COISA (ERRADA), AGORA PEDIR MENOS IMPOSTOS PARA QUALQUER ATIVIDADE QUE SEJA NÃO É O QUE TODOS AQUI QUEREM???


  • Leandro  12/06/2012 09:04
    Prezado João, dê-nos um exemplo de um artigo -- já que você disse "volta e meia aqui no Mises se fala mal quando a industria pede para baixar impostos" -- em que criticamos qualquer redução de impostos. E nem precisa ser para a indústria não. Pode ser para qualquer setor.

    Eu, de minha parte, lhe forneço quatro em que esta solução é defendida:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=419
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1230
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1272
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1131

    Adicionalmente, dê-nos um exemplo de gente pedindo defesa à industria nacional por meio unicamente da redução de impostos. O que mais tem na seção de comentários dos artigos que defendem o livre comércio neste site é gente utilizando exatamente o mesmo argumento asinino deste leitor do North: já que o governo atrapalha a indústria com impostos, então nada mais justo do que pedir para que ele aumente as tarifas sobre os importados, para "equilibrar as coisas". (Se você duvida, é só dar uma olhada na seção de comentários deste artigo e deste).

    Favor ser mais cauteloso ao generalizar acusações, principalmente ao nos imputar uma que de modo algum nos cabe. Nem em sombra.

    Grande abraço!
  • Henrique  12/06/2012 11:00
    Eu acho que o João não entendeu o texto, ou então, é má-fé mesmo.
  • Joao  12/06/2012 11:09
    Prezado Leandro,

    Antes de qualquer coisa gostaria de dizer que sou leitor assiduo aqui do Mises, faço isso ha bastante tempo e admiro o trabalho feito pelo pessoal.

    Dito isso, o que eu estou colocando é que pelo menos na minha interpretação, este texto do Gary North dá a entender que a industria pedir impostos mais baixo seria um lobby, e dá um vies negatigo a essa demanda. Só isso.

    Falo tanto da industria porque sou empresario industrial, minha familia trabalha no ramo. E muitas vezes nos textos aqui trata-se a industria como se ela fosse constituida somente de grandes grupos, como as montadoras, que de fato tem acesso ao governo. So que isto não é verdade, existem muitas pequenas como a minha que ficam alheias a isso tudo e sinto que essa realidade muitas vezes não é tratada aqui.

    Outra coisa: muitos industriais pedem barreiras não porque amam barreiras, MAS PORQUE SABEM QUE A CHANCE DO GOVERNO BRASILEIRO BAIXAR IMPOSTOS PARA OS PEQUENOS É DE 0%.

  • Leandro  12/06/2012 11:19
    Prezado João, é absolutamente impossível este texto dar a entender "que a indústria pedir impostos mais baixos seria um lobby". O que ele discute integralmente é a indústria pedir aumentos de tarifas sobre importação. E só.

    Por fim, infelizmente, e como que por ironia, o seu último parágrafo foi uma demonstração explícita daquela exata postura que o artigo criticou. Talvez seja isso que tenha lhe incomodado no artigo (algo que se comprova ao ver sua resposta abaixo ao Silva).

    Juro com toda a sinceridade que me compadeço da sua situação e posso lhe dizer -- dado que também há empreendedores em minha família -- que sei bem o desespero que é se ver tributado e extorquido pelo governo. Por outro lado, também digo que o senhor não tem direito algum de recorrer ao governo e pedir que este determine o que eu posso ou não comprar de alguém que mora do outro lado da linha imaginária.

    Grande abraço e muita força e determinação no trabalho.
  • Joao  12/06/2012 11:32
    Leandro

    Não estou querendo obrigar ninguem a nada, ate porque detesto quando tentam fazer isso comigo.

    So gostaria de expor ao pessoal que le aqui, que a realidade do Brasil hoje é essa: se não for baixado o imposto da industria ou aumentado os impostos dos importados a industria brasileira de transformação vai acabar. É questao de tempo.

    Obviamente o que eu e todos gostariam é que os impostos fossem baixados, mas sinceramente, qual a chance que voce acha que existe disso acontecer no Brasil hoje?

    E isto me preocupa, pois como voce disse em um artigo anterior, riqueza é o que se produz. E hoje no Brasil as unicas atividades lucrativas estão no mercado financeiro e na intermediação de compra/venda produtos. Quem produz não ganha nada.
  • Luis Almeida  12/06/2012 11:46
    "se não for baixado o imposto da industria ou aumentado os impostos dos importados a industria brasileira de transformação vai acabar. É questao de tempo."

    Permita-me resumir o argumento do cavalheiro. (1) A indústria nacional não é ineficiente. (2) Ela é oprimida pelo governo, que a sobrecarrega de impostos. (3) Portanto, precisamos de um governo ainda maior, ainda mais intrusivo e com ainda maiores poderes tributários para retirar o fardo do governo sobre as indústrias.

    Isso é realmente hilário. Nem com o texto ridicularizando exatamente este argumento o pessoal se toca. Pior: faz questão de repeti-lo com ainda mais intensidade.

    Prezado João, parece que uma obviedade lhe escapa: se houver um aumento dos impostos sobre os importados, toda a cadeia produtiva de economia brasileira será encarecida. Peças essenciais utilizadas como insumo ficarão mais caras e, consequentemente, todos os bens de consumo ficarão mais caros. E, obviamente, toda a população ficará mais pobre em consequência disso.

    Você parece achar que é possível o governo (justamente o governo!) sair fazendo ajustes finos, de modo a deixar toda a economia em um ponto de equilíbrio ótimo, por meio de aumentos de tarifas! Quão ridículo é esse pensamento?

    Sim, se tudo continuar como está, algumas indústrias tendem a encolher. Exatamente como houve com a indústria de velas quando inventaram a luz elétrica, com a indústria de máquinas de escrever quando criaram o computador e com a indústria de carroças quando inventaram o automóvel. Adapte-se ou pereça. Lamento.

    Abraços!
  • Joao  12/06/2012 12:21
    Caro Luis

    Não acho possivel fazer ajustes finos, so estou dando a realidade.

    E para sua informação, não é a industria de velas ou nada assim que ira acabar. Sera 99% das empresas.

    Para voce ter uma ideia, a industria de aço que tem materia prima abundante aqui e é protegida pelo governo esta tendo dificuldades em ter algum lucro. Inclusive existe uma dessas siderurgicas grandes que comprou uma na Alemanha e diz que na Alemanha esta mais barato de produzir que aqui!!

    Então esse papo de adapta-te ou morra não é bem assim. É muito facil botar pimenta nos olhos dos outros. O que voce faria se a sua atividade que voce se dedicou a vida toda estivesse indo pro saco nao porque voce fez merda, mas porque a sua taxação lhe tira a sua capacidade de gerar lucro?
  • Luis Almeida  12/06/2012 12:53
    Peraí, João, vamos por partes:

    "E para sua informação, não é a industria de velas ou nada assim que ira acabar. Sera 99% das empresas."

    Como assim? Que dado é esse? Dado que a economia é formada majoritariamente por micro e pequenas empresas, quer dizer que as padarias e os restaurantes a quilo também vão sumir? E o que significa "sumir"? Um chinesinho vai agitar uma varinha mágica e todas as instalações, máquinas e equipamentos vão virar vapor? As instalações da GM, da VW, da FIAT, da Ford etc. vão virar capim? Não haverá absolutamente ninguém para comprá-las e reestruturá-las? Como funciona isso?

    "Para voce ter uma ideia, a industria de aço que tem materia prima abundante aqui e é protegida pelo governo esta tendo dificuldades em ter algum lucro."

    Opa! Acho que agora você está começando a entender. De fato, esta indústria é maciçamente protegida pelo governo, e tal protecionismo se intensificou ainda mais em 2009 (há até um artigo aqui a respeito). Ora, como é que todo esse protecionismo a coisa piorou? Ou será que piorou justamente por causa deste protecionismo, que a deixou acomodada e ineficiente? Será que é realmente este o caminho que queremos para as empresas? Será este o caminho para o enriquecimento do país?

    "Inclusive existe uma dessas siderurgicas grandes que comprou uma na Alemanha e diz que na Alemanha esta mais barato de produzir que aqui!!"

    Curioso, pois o euro é mais valorizado que o real, as tarifas protecionistas da Alemanha são um décimo das brasileiras, a mão-de-obra é (bem) mais cara e os impostos não são lá essa maravilha. Ou seja, parece que o câmbio desvalorizado e as tarifas protecionistas no Brasil, em vez de ajudar, só atrapalham. Qual o lance?

    "O que voce faria se a sua atividade que voce se dedicou a vida toda estivesse indo pro saco nao porque voce fez merda, mas porque a sua taxação lhe tira a sua capacidade de gerar lucro?"

    Ora, mas isso acontece diariamente em todos os setores da economia. Empresas abrem e fecham de acordo com a demanda do mercado, com a carga tributária, com os encargos sociais e trabalhistas, e com as infindáveis regulamentações que são criadas diariamente. Este martírio não é exclusividade sua. Aquele restaurante no qual você investiu todas as suas economias pode, de um dia para o outro, perder mercado para o concorrente da esquina e fazer com que você deixe de gerar lucro, obrigando você a ir procurar outra ocupação, muitas vezes deixando de ser patrão para virar empregado.

    Desculpe-me, mas você não tem um "direito natural" a um empreendimento perene e de demanda garantida. Como empreendedor, sua função é saber antecipar os desejos do mercado (bem como as sacanagens do governo) e se adaptar. Ninguem nunca falou que é vida fácil

    Grande abraço!
  • Fabio  12/06/2012 18:42
    "se não for baixado o imposto da industria ou aumentado os impostos dos importados a industria brasileira de transformação vai acabar. É questao de tempo."

    Se a única saída para equilibrar as coisas ferrando a liberdade de escolha de inocentes, então não há saída justa dentro dessa lógica. Só a diminuição do estado.
  • Joao  12/06/2012 11:20
    Leandro

    Neste texto seu www.mises.org.br/Article.aspx?id=419 , voce diz "Ainda não é o caso, mas se alguns empecilhos criados pelo governo brasileiro não forem removidos e o dólar seguir em queda livre, o país estará diante de um real perigo de desindustrialização (se isso é necessariamente ruim ou não, também será analisado mais abaixo). Mas isso, repito, será apenas no extremo — algo ainda muito distante."

    Isto não está distante. Em muitos setores isso é a realidade já hoje. A grande maioria das industrias brasileiras se tornou mero atravessador, importa da China/Coreia e so monta aqui (quando monta ainda...). A industria de maquinas por exemplo hoje vive disso.



  • Leandro  12/06/2012 11:27
    Exato. E que se dê ênfase a este trecho:

    "se alguns empecilhos criados pelo governo brasileiro não forem removidos".

    E mais abaixo eu completei:

    "Deixar inalterado todo o atual aparato regulatório e tributário e (tentar) ficar manipulando câmbio [ou criando novas tarifas] é garantia de fracasso e mais ineficiência. Se o governo sinaliza que vai mexer no câmbio [ou criar mais tarifas], ele está enviando sinais enganosos à indústria: "Não façam nada por enquanto, que eu vou dar um jeito na situação!". Impossível imaginar que nesse cenário as indústrias ficarão estimuladas a aumentar sua eficiência."

    Curiosamente, nesta época o câmbio estava em R$1,70 e as tarifas eram menores. Hoje ele está acima dos R$2 e todas as importações são tributadas mais vorazmente. E tudo só piorou, certo? Sendo assim, até que ponto vocês querem tarifas de importação? Com qual valor de tarifas e de câmbio vocês irão se contentar?
  • ANDRE LUIS  12/06/2012 14:45
    Leandro

    Obrigado por mencionar meus comentários ao artigo linkado. Lamento apenas a referência asnina a quem ousa discordar da opinião dos srs.
  • Ricardo  12/06/2012 09:11
    João, acho que você fez lambança e interpretou mal as coisas. Você aparentemente não leu o trecho final do email do leitor par o North. Segundo o leitor, "[o governo] tem sim de impor tarifas iguais sobre os produtos estrangeiros para poder reequilibrar a situação".

    É a isto que o North se refere quando ironiza dizendo que "Portanto, precisamos de um governo ainda maior e ainda mais intrusivo para retirar o fardo do governo sobre as indústrias."

    Leia de novo.
  • Julio dos Santos  12/06/2012 10:26
    João, o jogo é simples, o governo deixa os impostos num patamar altíssimo para todos os setores e, em troca de favores políticos-eleitoreiros, baixa cirurgicamente o imposto de determinados produtos, gerando um ganho exponencial àqueles empresários que atuam naquela área, mas a sua arrecadação não cai, pois em contra partida aumenta a tributação de outros. Tente verificar a demanda por veículos (que sofreram redução de tributos) e bebidas (que sofrerão aumento de tributos em out/12).\r
    Concordo, o consumidor de veículos foi beneficiado, mas o que o consumidor de bebidas tem a ver com a história? Além disso, o produtor de veículos foi muito beneficiado e o produtor de bebidas?\r
    Não sei a opinião do "que se fala aqui no Mises", pois imagino na opinião individual, a minha é esta. A redução de impostos é fundamental para o aumento da liberdade, mas uma redução de impostos apenas para beneficiar os amigos dos estadistas, desta forma não!
  • Amigo do João  12/06/2012 10:44
    Senhores, me desculpem.

    O meu amigo João cometeu um erro de interpretação de texto. Normal.
  • Silva  12/06/2012 11:00
    Eu não quero que vocês comprem os produtos do João por uma razão simples:
    - Se vocês pararem de consumir os meus produtos, meus empregados vão ficar sem emprego pois não poderei pagá-los. Estão vendo como sou humanitário?
    E aí, o que será feito dos meus desempregados? Eu só pude empregá-los porque as tarifas de 50 por cento estavam sendo aplicadas aos produtos do João e só assim eu tive lucros o suficiente para aliviar o desemprego neste lado da rua.
    E independente dos argumentos pseudo-lógicos apresentados contra a minha fome humanitária e meu clamor pela proteção deste lado da rua, os esquerdistas e corporativistas ainda estão do meu lado.
    Vocês, que querem permitir que os consumidores deste lado da rua comprem os produtos do João, ignoram completamente a necessidade que os meus empregados têm por seus cargos!
    E aí, o que vocês têm a dizer contra mim?
  • Daniel F.  12/06/2012 11:15
    Dizemos que o problema não é o que se VÊ (os supostos empregos) e sim o que NÃO se vê. O que você NÃO VIU ali? O fato dos empregos ineficientes e desnecessários terem sido mantidos através de transferência de renda de TODA a população que consome aqueles produtos para os empresários e empregados beneficiados. Valendo sempre lembrar que os pobres gastam uma parcela maior da sua renda com consumo que os ricos - ou seja, tal arranjo é pura espoliação dos mais necessitados. Caso não tivesse a taxa de importação, ao invés de comprar a escova de dentes nacional por R$12,00 a pessoa poderia comprar uma estrangeira por R$8,00. Esses R$4,00 restantes serão poupados (ou seja, disponibilizados para investimentos em bens de capital que melhorem a produtividade do lado de cá) ou consumidos (ou seja, gerarão mais demanda por bens). Algumas fábricas nacionais podem falir e alguns empregos aqui sumirem, o que aumenta a oferta de meios (imóveis, mão de obra, máquinas, capital, infraestrutura, etc) para TODO o resto da economia que não faliu ou para as indústrias nacionais restantes de escovas de dentes que conseguiram se diferenciar ou reduzir custos (quer exemplo melhor que a Hering no Brasil?). Agora, caso a taxa seja mantida e os 4 reais transferidos para uma indústria ineficiente teríamos pura e simples destruição de riqueza.
  • Joao  12/06/2012 11:15
    Silva

    Então me diga uma coisa.

    A China so consegue produzir tão barato porque mantem seus produtores e taxas de cambio subsidiadas.

    Se abrirmos todos os mercados aqui no Brasil sem reduzir a carga tributaria da industria local é garantido que o Brasil ficara sem quase nenhuma industria.

    E quando isso acontecer faremos todos o que? Uma economia de serviços como dizem nossos amigos keynesianos? Isto funcionou bem na Europa e nos EUA...
  • Julio dos Santos  12/06/2012 11:41
    Essa é simples Silva, escolha uma das alternativa ou as distribua proporcionalmente ao seu gosto: (1) reavalie os salários de seus funcionários de acordo com a sua produtividade; (2) demita seus funcionários improdutivos; (3) invista em pesquisa para aumentar sua produtividade; (4) modernize sua empresa e seu produto; (5) repense sua estratégia de marketing e vendas (6) reavalie seu custo de capital. De acordo com Kaplan e Norton um negócio pode ser analisado em quatro perspectivas: financeira; clientes; processos internos; aprendizado e crescimento.\r
    Talvez tu encontres outras alternativas para melhorar o desempenho do seu negócio dentro destes 4 escopos, diferente dos sugeridos por mim, mas vendo estes 6 pontos tu conseguirás encontrar alguma alternativa para te manter no mercado competitivo (mercado livre).\r
    Ahh, sobre o futuro dos teus funcionários. Se eles forem bons tu realmente terás que se preocupar com eles, pois podem ir para o teu concorrente recebendo mais, mas se eles forem ruins quem tem que se preocupar com o futuro deles são eles mesmos.
  • Christiano  12/06/2012 11:02
    Primeiramente Parabens pelo TEXTO...\r
    \r
    Simples, coeso e impecavelmente objetivo !\r
    \r
    já acompanho o blog a alguns meses e sempre me deparo com idéias e conceitos altamentes inteligentes e o que mais me atrai é a lógica, enguanto a economia "convencional" tras conceitos nebulosos e confusos de entender, a Escola Austriaca demonstra conceitos, idéias e teorias altamente lógicas e aplicáveis.\r
    \r
    O que eu tenho a dizer dos Protecionistas Mercantilistas é que nenhuma base, sendo ela economica, financeira, nutricional ou o que seja, não se sustenta com os princípios errados...\r
    Pois, como iremos taxar produtos importados com o intuito de auxiliar a industria nacional?já que fazendo isso prejudicamos quem realmente sustenta as industrias nacionais, que são os consumidores...\r
    \r
    como eu disse... keynesianismo teem ideias ilógicas !\r
    \r
    Grande Abraço a todos que fazem desse site uma grandiosidade da internet e do conhecimento ....\r
  • Patrick de Lima Lopes Rocha  12/06/2012 11:05
    Olá, recentemente entrei em um debate com um professor de história.
    Eu argumentei que graças às tarifas governamentais, o consumidor brasileiro perde liberdade e ainda é obrigado a pagar mais por produtos e serviços de qualidade inferior.
    Ele, como todo bom esquerdista, disparou:
    - Mas e o emprego de quem trabalha naquela indústria?
    Trata-se do mais velho estratagema da esquerda quando o objetivo é defender-se de qualquer argumento liberal. O problema é que, ao envolver pessoas como variáveis, logo pude ver rostos irritados apontando minhas frases como egoístas e capitalistas.
    Neste caso, qual deveria ter sido minha contestação ao professor?
  • Leandro  12/06/2012 11:21
    Patrick, a primeira coisa que você deve fazer é não fugir do embate e nem da verdade. Sim, haverá um aumento localizado no desemprego, mas este aumento será tão intenso e prolongado quanto o governo (e suas regulamentações) quiser.

    Modéstia à parte, recomendo este artigo, que trata com mais detalhes esta exata questão:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1131

    Grande abraço!
  • Patrick de Lima Lopes  12/06/2012 13:34
    Obrigado pelo apoio, sempre é bom ter uma luz guia aos diferentes artigos do instituto.
  • Gabriel Oliva  12/06/2012 13:14
    Patrick,

    Se quiser dar uma boa trollada, pergunta pro seu professor se ele se considera marxista. Se ele responder positivamente, diga que Marx favorecia o livre comércio, apontando esse artigo como prova:

    "If they speak consciously and openly to the working class, then they summarise their philanthropy in the following words: It is better to be exploited by one's fellow-countrymen than by foreigners. [...]

    The system of protective tariffs places in the hands of the capital of one country the weapons which enable it to defy the capital of other countries; it increases the strength of this capital in opposition to foreign capital, and at the same time it deludes itself that the very same means will make that same capital small and weak in opposition to the working class. In the last analysis that would mean appealing to the philanthropy of capital, as though capital as such could be a philanthropist"
  • Gabriel Oliva  12/06/2012 13:20
    Ops, esqueci do link: www.marxists.org/archive/marx/works/1847/09/23.htm
  • Hay  12/06/2012 13:42
    É bom ver o Paul Krugman assumindo com todas as letras que está pouco se lixando para a economia de verdade, preferindo aderir a um nacionalismo típico de economistas-sanguessuga que dependem do governo para sobreviver:

    countries that subsidize exports and restrict imports actually do gain at their trading partners' expense. For the moment ? or more likely for the next several years ? we're living in a world in which none of what you learned in Econ 101 applies.

    Ele diz com todas as letras que um país se beneficia às custas de outro quando subsidia exportações. Um punhado de empresários fica feliz da vida enquanto o resto dos empresários e da população levam no lombo porque pagarão mais caro pelos produtos localmente e não terão o governo camarada subsidiando seus negócios. E o parceiro na troca também leva no lombo.
    É curioso como o Krugman vive em uma ilha da fantasia. Ele mesmo admite que uns ganham às custas de outros, mas não explica como diabos isso pode ser uma boa coisa. Para finalizar, ele mesmo admite que não faz mais a mínima ideia do que está falando, preferindo apelar à teoria da realidade paralela:

    [i]For the moment ? or more likely for the next several years ? we're living in a world in which none of what you learned in Econ 101 applies.[/b]

    Resumindo: entramos em um vórtex dimensional. Como nada do que ele ensina sobre economia está funcionando, estamos naquele mundo de exceção, onde as leis econômicas ficam temporariamente suspensas e o governo deve gastar muito dinheiro, mesmo que isso não faça nenhum sentido. Aliás, não tentem entender o que ele defende, porque as leis estão suspensas até que ele diga que não estão mais.
  • Leandro  12/06/2012 14:05
    O mais sensacional deste pensamento krugmaniano é a sua inevitável implicação lógica (atenção: lógica e keynesianismo são palavras conflitantes quando estão na mesma frase): se todos os países resolvessem banir as importações e subsidiar as exportações -- já que é isso o que faz a economia crescer, segundo Krugman --, haveria um colapso total no comércio global. Se ninguém pode importar, então ninguém pode exportar (impossível vender se não há comprador). A esmagadora maioria da população morreria esfaimada, todos os processos de produção seriam profundamente afetados (pois não se pode mais importar insumos) e, no final, o mundo estaria de volta às cavernas.

    Que isso seja visto como pensamento sério e comprometido -- Krugman é dominante nas universidades brasileiras -- é um perfeito exemplo da deterioração da nossa inteligência.

    Sempre que eu leio alguma coluna de Krugman, a sensação é de tamanha incredulidade com aquilo que minhas retinas estão vendo, que eu fico com a sensação de que, no final do texto, Krugman vai se revela e falar alguma coisa neste sentido. Não é possível.
  • Miguel  12/06/2012 14:22
    "we're living in a world in which none of what you learned in Econ 101 applies."\r
    \r
    A cara de pau é impressionante. Tudo o que se aprende em Econ 101 é derivado da teoria que o cidadão defende. Pois bem, agora que as coisas "não funcionam mais" (muitas aspas aí). A teoria estava errada? Não, o mundo é que mudou!
  • Eduardo  12/06/2012 14:35
    Se mandar produtos importados baratos destrói a indústria de um país, então conclui-se que fazer o extremo: mandar importados DE GRAÇA pra um país o destrói ainda mais rapidamente.
    Mas o que tem de destrutivo em ganhar presentes? Se nos mandarem televisões, carros e geladeiras de graça, perderemos, sim, os empregos nessas áreas. No entanto, os trabalhadores dessas áreas poderão ir pra outras atividades produtivas.
    Ao invés de termos essas pessoas produzindo televisões, carros e geladeiras, já teremos tudo isso e mão-de-obra sobrando pra produzirmos outras coisas. Em resumo, o país ficaria mais rico, às custas dos contribuintes de outros países que estão subsidiando importados gratuitos pra nós.

    Se atrapalhar e taxar a importação de produtos baratos for bom pra indústria nacional, bloquear as bordas do país contra todas as importações criaria uma economia fortíssima no país bloqueado.
    E não pára por aí, se bloquear um país é bom pra economia interna, então bloquear os estados também. Imagine quantos empregos de paulistas os gaúchos estão tirando quando criam gado. Proibir a importação de gado e garantir empregos pra indústria interna de gado São Paulo seria uma boa idéia.
    E isso continua pra cidades, pra ruas, até que se decida produzir tudo em sua casa e não trocar com ninguém.

    Basta você parar de fazer compras no supermercado e estará bem ocupado o dia inteiro plantando, colhendo, costurando suas roupas, etc.
    Todos terão pleno emprego, mas a produtividade será extremamente baixa dado o custo de oportunidade de produzir tudo por si mesmo, e será uma pobreza generalizada.
    Um tomate que você compra com alguns segundos do seu trabalho demoraria meses pra nascer na sua terra.

    Se nos casos extremos, com importados de graça, a sociedade fica mais rica e produtiva, e com importados proibidos, a sociedade fica mais pobre e improdutiva, são pra esses os caminhos que as políticas protecionistas apontam.
    Não existe um ponto de equilíbrio ou um "protecionismo racional". Todo protecionismo beneficia produtores do setor protegido às custas de todo o resto.

    Pode até ser que sem protecionismo nossas montadoras falissem, por exemplo, mas se elas não conseguem competir, é isso o que tem que acontecer.
    Se custa 50,000 pra fazer um carro no Brasil que custa apenas 25,000 pra fazer o mesmo carro lá fora, ao comprar o carro de 25,000 a nossa economia tem um carro e 25,000 sobrando pra serem usados em outros setores. Ao comprar um carro de 50,000, a economia tem apenas um carro e deixa de ter 25,000 pra gastar ou investir em outros setores.

    Imagine num caso extremo gastar uma fortuna com tecnologia e energia pra produzir bananas no Alasca. Se essas bananas forem produzidas num país tropical, podemos ter as mesmas bananas que teríamos do Alasca, mas sem usar todo aquele recurso: homens, máquinas e energia que poderiam ser melhor alocados em outro lugar ao invés da produção de bananas.
    A questão não são empregos, nem indústria nacional, a questão é produção. Empregos que não criam valor são inúteis, e há indústrias que não necessitam existir. O Brasil não "precisa" de uma indústria de carros assim como o Alasca não "precisa" de uma indústria de bananas, a menos que encontrem uma forma eficiente de produzir seus produtos. Não há por quê preservar tais empregos.
  • Roberto Jargemboski  12/04/2013 14:59
    Eduardo, EXCELENTE sua analogia da produção de bananas no Alasca!
    É uma otima forma de demonstrar como a concorrencia é o melhor mecanismo para identificar a alocação inadequada de recursos e potenciais agentes destruidores de bens de capital.
    A política de defesa artificial dessas industrias onerosas e ineficientes sob a justificativa de proteger os empregos do setor é um fetiche com inacreditavel potencial populista, e por isso mesmo difícil de derrubar.
  • Leandro  12/04/2013 15:43
    Excelente, mesmo. Em um parágrafo destruiu todo o raciocínio que hoje é proeminente nas universidades e predominante na Esplanada dos Ministérios.
  • Pedro Valadares  12/06/2012 15:16
    Perfeito! Incrível que o caminho que eles apontam para a prosperidade e para o enriquecimento seja exatamente a presença de um poder estatal que será custeado por meio de impostos, ou seja, pela diminuição da renda.

    Esses impostos serão repassados para o preço dos produtos. Temos então o seguinte cenário: meu salário, menos impostos, menos aumento do preço dos produtos = salário menor. Conclusão, para um mercantilista, salário menor é igual salário maior.

    Faz sentido? Não? É porque não tem sentido mesmo.
  • anônimo  12/06/2012 15:18
    Há um pequeno erro no primeiro exemplo do Gary North.\r
    Quando ele diz "E Peçanha, que não tinha um emprego em tempo integral há anos, também está muito contente em comprar de Silva", penso que ele se esqueceu do fato de que muitos "Peçanhas" adoram ir ao outro lado da rua para comprar produtos de "João", e usam seus distintivos para conseguir dos outros "Peçanhas" aquela aliviada de barra na hora da fiscalização. Nem precisa ser um "Peçanha" legítimo. Pode ser qq outra pessoa da grande família "Aspone".\r
    Eu mesmo já fiz viagem ao outro lado da rua com meus "parentes" da família "Aspone", e vi meus "familiares" comprarem entusiasmadamente produtos de "João" e voltarem felizes da vida, sem que "Peçanha" nenhum os importunasse no retorno.\r
    Meses depois, numa discussão com um desses meus "parentes", eu o ouvi defender entusiasmadamente o protecionismo, ao argumento de que "não podemos deixar a China usar 'escravos' que trabalham 16h por dia para quebrar nossa indústria". No meio da conversa ele parou para atender uma ligação num aparelho telefônico adquirido de "João" naquela nossa viagem (parece que o aparelho no começo não funcionava "neste lado da rua", mas ele conseguiu que um "trabalhador clandestino" o desbloqueasse).\r
    P.S.: Leandro, pelo meu IP vc sabe quem eu sou, mas, por favor, preserve minha identidade.
  • ANDRE LUIS  12/06/2012 17:28
    Já disse isto aqui mais de uma vez. A Liberdade, tal como pregam os ilustras membros deste site, apenas seria capaz de produzir efeitos benéficos entre pessoas que cultivam elevado padrão moral entre si.
    As idéias libertarians colocam a liberdade irrestrita como agente criativo de bem estar geral em quaisquer circunstâncias, daí vem as mais incríveis e iluminadas idéias, tais como estas:

    - Fim do alistamento militar obrigatório, e por que não, o fim das Forças Armadas - Não podemos aceitar o alistamento obrigatório de nossos jovens, nem tomar dinheiro de quem trabalha para financiar uma força capaz de inibir a liberdade de todos. Desta forma, trocaríamos alegremente este upgrade em nossa liberdade por uma iminente invasão do primeiro país com um mínimo de forças armadas organizadas, tipo Paraguai ou Bolivia. Quando isso acontecer, restará a nós e aos nossos amigos libertarians explicar sua teoria aos invasores e explicar-lhes que estão violando gravemente a nossa liberdade, que o Brasil é um país que segue a risca os ideais de não agressão, e que estão desde já convidados a sair de nosso território. Quem sabe dá certo!

    - Liberação de todas as drogas : Pela liberdade de ingerir o que quiser, afinal proibir isso seria intromissão ao indivíduo e sua liberdade de usar seu corpo como bem queira, incluindo a imediata revogação da proibição de todo tipo de drogas. Tudo muito lindo e belo na teoria, mas como nem tudo são flores, tal liberdade também teria, por exemplo, aquele fabricante de balas e doces de utilizar uma destas substâncias não proibidas em sua linha de produtos. Um mês depois de seu filho mascar seu chiclé favorito, você poderá ter uma surpresa ao descobrir que ele está irremediavelmente viciado em crack, uma das lindas substâncias não proibidas dos libertarians.

    Exemplos como estes pulam aos montes, basta que enxerguemos o mundo como ele é, e não como queremos que ele seja. Pregar Liberdade nos termos que todos aqui fazem, sem nem mesmo mencionar a carga de responsabilidade moral necessária para que tal nível de liberdade produza um mínimo de efeitos benéficos é, no mínimo, uma irresponsabilidade.
  • Luis Almeida  12/06/2012 17:58
    "Pregar Liberdade nos termos que todos aqui fazem, sem nem mesmo mencionar a carga de responsabilidade moral necessária para que tal nível de liberdade produza um mínimo de efeitos benéficos é, no mínimo, uma irresponsabilidade."

    Primeiro que a questão da responsabilidade individual é enfatizada continuamente no site e nos artigos de cunho libertário. Você ou é novato no site ou -- o que seria ainda pior -- já o conhece há muito tempo e mesmo assim tentou sacar pra cima dos incautos, contando esta mentira deslavada.

    Ademais, esta sua última frase é manjadíssima: é um pedido claro de autocensura da parte dos mantenedores do site. Dado que falam coisas que visivelmente lhe incomodam, você pede para pararem de falar porque isso afeta suas sensibilidades, e o faz recorrendo a este tom de santidade ofendida ("é uma irresponsabilidade!"). No extremo, o que você parece querer é sugerir que o governo feche o site.


    P.S.1: seu exemplo de sermos invadidos pela Bolívia é ridículo, mas vou responder. Como um país pode ser invadido sendo que cada residência possui cidadãos armados? Conhece a história da Suíça durante a Segunda Guerra Mundial, quando os nazistas jamais ousaram mexer com aquela gente? Pois deveria.

    P.S.2: Seu exemplo das drogas mostra um desconhecimento total da lógica do mercado e da busca por lucros. O fabricante que tivesse esta "jenial" ideia estaria fora do mercado no dia seguinte, devidamente processado e na cadeia, pois cometeu fraude (vendeu um produto contendo uma substância não discriminada em sua embalagem).


    É cada coitado que tem surgido aqui neste site ultimamente. Gente que não tem o conhecimento mais primário da teoria libertária vem querendo eructar, com arrogância olímpica, "sabedorias convencionais" já há muito refutadas na mais básica das literaturas libertárias.
  • ANDRE LUIS  13/06/2012 16:10
    "Primeiro que a questão da responsabilidade individual é enfatizada continuamente no site e nos artigos de cunho libertário. Você ou é novato no site ou -- o que seria ainda pior -- já o conhece há muito tempo e mesmo assim tentou sacar pra cima dos incautos, contando esta mentira deslavada."

    Luis, vc concorda comigo então que a responsabilidade individual deve vir antes da liberdade? Qual a sua posição? Liberdade sem moral e responsabilidade individual traria efeitos benéficos?

    Esta foi a questão principal que levantei aqui.

    "Como um país pode ser invadido sendo que cada residência possui cidadãos armados? Conhece a história da Suíça durante a Segunda Guerra Mundial, quando os nazistas jamais ousaram mexer com aquela gente? Pois deveria."

    Pois é Luis, este me parece um caso claro da responsabilidade individual funcionando como sustentáculo da liberdade, e não o contrário. O que vc acha que aconteceria, numa era pré-Hitler, caso os cidadãos suiços estivessem desarmados e dessem ouvidos ao primeiro libertarian que propusesse o fim de suas Forças Armadas?

    "P.S.2: Seu exemplo das drogas mostra um desconhecimento total da lógica do mercado e da busca por lucros. O fabricante que tivesse esta "jenial" ideia estaria fora do mercado no dia seguinte, devidamente processado e na cadeia, pois cometeu fraude (vendeu um produto contendo uma substância não discriminada em sua embalagem)."

    Vc fala em processo e cadeia para um fabricante de doces, que nada mais fez do que incluir uma substância não proibida em um de seus produtos? Que raio de ambiente liberal é este que determina que o fabricante deva incluir todas as substâncias não proibidas na embalagem do seu produto? Vc propõe então que haja uma espécie de ANVISA do livre mercado? E por falar em livre mercado, será que ele seria capaz de tirar o tal fabricante espertinho antes de causar dano irreversível ao garoto do chiclé?

    "É cada coitado que tem surgido aqui neste site ultimamente. Gente que não tem o conhecimento mais primário da teoria libertária vem querendo eructar, com arrogância olímpica, "sabedorias convencionais" já há muito refutadas na mais básica das literaturas libertárias."

    Esta é velha meu caro... esbravejar superioridade intelectual e fugir do assunto. Tenta outro truque, este tá difícil de colar.












  • Luis Almeida  13/06/2012 16:34
    "Luis, vc concorda comigo então que a responsabilidade individual deve vir antes da liberdade? Qual a sua posição? Liberdade sem moral e responsabilidade individual traria efeitos benéficos?"

    A liberdade é a mãe da responsabilidade individual, e não a filha. Afinal, como é que o sujeito vai adquirir responsabilidade se ele não tem sequer a liberdade de errar e aprender com o erro?

    Se você não consegue entender isso, então realmente não há nenhuma chance de debate.

    "O que vc acha que aconteceria, numa era pré-Hitler, caso os cidadãos suiços estivessem desarmados e dessem ouvidos ao primeiro libertarian que propusesse o fim de suas Forças Armadas?"

    Definição de ironia: você chamando os suíços de burros. Nenhum libertário sério propõe que o armamento da população seja o último passo. Ao contrário, ele tem necessariamente de ser um dos primeiros. Ou você acha que um governo deixa de existir perante uma população desarmada?

    "Vc fala em processo e cadeia para um fabricante de doces, que nada mais fez do que incluir uma substância não proibida em um de seus produtos? Que raio de ambiente liberal é este que determina que o fabricante deva incluir todas as substâncias não proibidas na embalagem do seu produto?"

    Água sanitária não é proibida. Água sanitária não está no "contrato" quando você vai comprar um bolo de chocolate. Logo, se houver água sanitária no seu bolo de chocolate, isso seria fraude, e você pode processar o responsável. Mas aparentemente você está tão condicionado a não conseguir pensar sem imaginar burocratas em Brasília, que chega a ser incrível como você consegue levantar da cama no horário certo.

    "Vc propõe então que haja uma espécie de ANVISA do livre mercado? E por falar em livre mercado, será que ele seria capaz de tirar o tal fabricante espertinho antes de causar dano irreversível ao garoto do chiclé?"

    Viu só? Não consegue. Aliás, conte-me mais sobre o impecável histórico da ANVISA em deter fraudes antes de elas ocorrerem. Sua tara pelo estado é tanta que você chega a dar aos burocratas poderes premonitórios.

    "esbravejar superioridade intelectual e fugir do assunto. Tenta outro truque, este tá difícil de colar."

    Esbravejar? Eu não preciso esbravejar algo que tenho comprovadamente em maior escala do que você. Tampouco fugi do assunto, pois respondi a absolutamente todas as suas perguntas. Essa tática é manjada: o sujeito fica acuado e sem argumentos e daí diz que o outro esbravejou. Tenta outro truque, este tá difícil de colar.
  • ANDRE LUIS  14/06/2012 17:03
    "A liberdade é a mãe da responsabilidade individual, e não a filha. Afinal, como é que o sujeito vai adquirir responsabilidade se ele não tem sequer a liberdade de errar e aprender com o erro?"

    É ai que vc se engana, Luis. Não há liberdade que floresça e dê bons frutos sem que haja ANTES uma maioria de indivíduos responsáveis, que valorizem sua liberdade e ensinem seus filhos a valorizá-la também. Sua força vem do seu caráter, das suas escolhas de certo e errado, de seus valores, de sua alta cultura, e não do ambiente em que foram criados. A existência destas pessoas é que torna a liberdade viável, e ao contrário do que vc afirma, elas não necessariamente precisam ser formadas num ambiente de liberdade. Veja o caso dos países do leste europeu, a dominação comunista não foi um empecilho para o desenvolvimento de uma intelectualidade que acabou derrubando o regime.

    "Definição de ironia: você chamando os suíços de burros. Nenhum libertário sério propõe que o armamento da população seja o último passo. Ao contrário, ele tem necessariamente de ser um dos primeiros. Ou você acha que um governo deixa de existir perante uma população desarmada?"

    Armar primeiro os cidadãos para que a liberdade venha depois. Isto é exatamente o que venho dizendo, Luis. Criar cidadãos responsáveis para que depois venha a liberdade. Taí vc concordando comigo de novo.

    "Água sanitária não é proibida. Água sanitária não está no "contrato" quando você vai comprar um bolo de chocolate. Logo, se houver água sanitária no seu bolo de chocolate, isso seria fraude, e você pode processar o responsável. Mas aparentemente você está tão condicionado a não conseguir pensar sem imaginar burocratas em Brasília, que chega a ser incrível como você consegue levantar da cama no horário certo."

    Agua sanitária não é um produto destinado ao consumo humano. Se estiver dentro de um bolo, seria um caso claro de desvio de finalidade, portanto passível de processo.
    Já o crack não tem outra finalidade senão o consumo humano, e não sendo proibido, o fabricante poderia muito bem incluí-lo em seu bolo ou pirulito.

    Este é um bom exemplo do que venho dizendo. O caso do crack no doce, num ambiente liberal, jamais poderá ser caracterizado automaticamente como dano a terceiro. O DANO A TERCEIRO NESTE CASO DEPENDE SOMENTE DA MORAL COLETIVA E DOS VALORES COMPARTILHADOS ENTRE AS PESSOAS. Veja o caso brasileiro, valores estão sendo modificados no sentido de maior tolerância as drogas. Este caminho pode muito bem terminar na liberação das drogas para pessoas de 8, 10 anos ou menos. Se os valores forem modificados neste sentido, o fabricante de doces jamais poderia ser punido por incluir crack em seus produtos.

    Por isso, Luis, insisto que é sim uma irresponsabilidade pregar liberdade sem os pilares que a façam render bons frutos.










  • Eduardo  15/06/2012 07:23
    Esses argumentos sobre "o caos da liberdade" já foram mais do que derrubados, então não vou muito longe.

    1. Alistamento militar. Obviamente não favorecemos o sequestro de indivíduos e o trabalho escravo.
    Você parece partir da idéia que se o governo não cuidar da defesa, ninguém cuidará. Assim como se no país libertário nós quiséssemos acabar com a plantação de grãos pelo governo, você diria que morreríamos de fome.

    As pessoas ainda poderiam investir em defesa "nacional", oras. E num mundo de prosperidade, riqueza e mercados eficientes, seria muito barato investir em defesa. Um tanque de guerra que custa 10 milhões dado o dinheiro fácil do estado financiando seus companheiros militares (exclusivos compradores) seriam facilmente comprados por uma fração do preço.
    Ademais, qualquer adepto da escola austríaca entende que guerra é só destruição, e uma "nação" libertária não sairia invadindo outros países por ser economicamente inviável sem receitas por coerção. Os recursos seriam alocados exclusivamente em defesa, não desperdiçados em ataque, e seriam o suficiente pra incomodar quem tentasse invadir a a ponto de desistirem.

    2. Só porque o governo não fiscalizaria essas coisas, não quer dizer que ninguém iria.
    As regulamentações do governo não têm competição, não são punidas, os interesses não são do consumidor e sempre são políticos, então sequer ha razão pra acreditar que essas coisas evitem que você seja envenenado.
    Sobre o funcionamento desses órgãos no mercado e das leis pra processar empresas mal intencionadas cabem livros de leitura a respeito.
  • Julio dos Santos  15/06/2012 07:39
    Mais uma vez o Eduardo detonando, parabéns cara! Entendeu Andre Luis?
    OBS: A falta que faz o botão curtir aqui no site.
  • ANDRE LUIS  15/06/2012 19:26
    Olá Eduardo,

    Obrigado por seguir a regra do site:

    "Envie-nos seu comentário inteligente e educado:"

    Quando vc estiver com o Luis Almeida, vê se dá umas dicas para ele.

    Meu caro, eu concordo com absolutamente tudo o que vc disse acima.
    - Também sou contra o sequestro e trabalho escravo,
    - Sei que ALGUÉM poderia assumir a defesa no lugar do Estado, e de forma muito mais eficiente e barata,
    - Sei tb que o governo só sabe ferrar o mercado, e só os trouxas acreditam que ele faz uma boa coisa ao regular tudo.

    A questão não é confrontar a eficiência do Estado com a alternativa do livre mercado. Não há como comparar, o Estado perde feio nessa sem sombra de dúvidas. Este site inclusive presta o valioso serviço de desmistificar inúmeras questões econômicas enraizadas na mente das pessoas, e as levam a questionar o papel do Estado não só na economia como em diversas outras áreas. Reconheço isso e dou meus parabéns a todos os que trabalham no Mises, até ao Luis Almeida!

    A questão é como formar um ambiente propício para que a liberdade consiga sobreviver a um mundo caminhando para uma tirania global, como é o nosso mundo de hoje. Desculpe Eduardo, mas quem entra em contato com a teoria libertarian por meio deste site tem a nítida impressão de que a liberdade, uma vez implantada, venceria automaticamente todos os desafios a ela imposta, e que pouco ou nada precisaria ser feito além de eliminar as forças opressoras do Estado.

    Por que cheguei a essa conclusão? Porque vejo uma enorme desproporção entre artigos reforçando as idéias que vc acabou de reproduzir, e artigos que buscam compreender as condições necessárias para que a liberdade possa se estabelecer solidamente. Afinal, como vcs, eu também quero morar na cobertura, mas entendo que antes deve-se construir um edifício embaixo, entende?

    Um abraço








  • Fabio  12/06/2012 18:58
    O post do Eduardo foi sensacional, argumentos elegantes do início ao fim. Melhor que o próprio texto do Gary North.
  • Samuel  12/06/2012 20:17
    Mais um artigo fodástico, feito sob-medida pro Guido "Manteiga" ler.
  • Tiago RC  13/06/2012 00:46
    Belo texto!
    Ainda prefiro o excelente e irônico Frédéric Bastiat em petição dos fabricantes de velas, mas esse do North rivaliza com esse texto do Rothbard como segundo melhor texto anti-protecionismo que eu conheço.
  • Eliel  13/06/2012 06:33
    Texto esclarecedor e muito bem escrito. Faz uso de parabolas. É a parabola "desse lado da rua e o outro lado dessa rua".
    Ótimo para praticar interpretação de texto, haja vista alguns comentários impertinentes acima listados.
    Melhor que isso somente as aulas gravadas disponíveis nesse prestigiado site. Me sentiria mais pobre se o governo me privasse à força de assistí-las.
    Pobreza é privação. Pior quando é induzida pela "justiça social" ...
    Vida longa e próspera ao Instituto Mises do Brasil e do Mundo ( sem linhas imaginárias ).
  • Eliel  13/06/2012 06:58
    "Ao promulgar medidas restritivas, os governos e os parlamentares raramente têm
    consciência das conseqüências de sua intromissão na atividade econômica. Recusam-se
    teimosamente a tentar entender os verdadeiros efeitos do protecionismo e ficam possuídos por um sentimento de júbilo, convencidos de que tarifas protecionistas são capazes de elevar o padrão de vida dos residentes no país. A condenação dos economistas ao protecionismo é irrefutável e destituída de qualquer preferência político-partidária; não decorre de um ponto de vista preconceituoso. Mostra que a proteção aduaneira não pode atingir os objetivos pretendidos pelos governos ao promulgá-la. Os economistas não questionam os objetivos em si da ação governamental; simplesmente condenam, como inadequados, os meios escolhidos para atingi-los."

    Ação Humana, Mises, pag.1020. Versão pdf.
  • Rickd  13/06/2012 08:53
    O melhor a fazer é mudar de rua (ir pro exterior).
  • Henrique  13/06/2012 11:28
    Eu estou considerando seriamente em emigrar que terminar minha graduação em economia, e com EUA e Europa se afundando no próprio buraco keynesiano minha primeira opção é Singapura. Se fosse mais simples nem esperava muito mais, o canudo provavelmente nem valerá muita coisa por lá.
  • Jose Roberto Baschiera Junior  13/06/2012 11:38
    Investir na baixa! Negócio é esperar um pouco até chegar ao fundo do poço, colapso monetário(ou não), e ir para a Europa!
  • Ari   14/06/2012 18:40
    Perfeito.

    Só tenho uma pergunta.

    No caso que se diz que, a China estaria "invadindo" o mercado mundial com seus preços baixos, como uma estratégia de destruir as industrias concorrentes para depois cobrar o preço que quiser, tornando o mercado extrerno seu dependente, isto é de se levar a sério e cabe ser refletido neste contexto ou já é outro assunto?
  • Daniel F.  14/06/2012 19:53
    Isso jamais aconteceu. Essa história de "destruir" os concorrentes com preços fantasiosos e depois aumentar o preço é uma lorota inventada por social-democratas para punir empresas mais eficientes. Se os produtos chineses começarem a ficar caros os clientes simplesmente comprarão produtos feitos em outros lugares. O próprio exemplo Chinês mostra como é relativamente simples - se houver vantagem competitiva - transferir uma fábrica ou montar uma do zero, e é exatamente isso que aconteceria caso todas as empresas chinesas aumentassem os preços de venda em um conluio diabólico. E digo mais: já está acontecendo uma migração de indústrias da china para outros locais... O trabalhador chinês já está ficando mais caro e algumas fábricas se deslocando para outros países da ásia (como Vietnam).
  • Juliano  25/06/2012 13:21
    A base do raciocínio não se aplica apenas no comércio externo, mas funciona do mesmo jeito no comércio interno. Em um exemplo simples, um taxista "legal" vai achar legítimo que a polícia proíba os taxis "ilegais" pois eles não tiveram os custos associados com a aquisição da licença. O mesmo acontece com comerciantes que pagam impostos reclamando dos sonegadores. A idéia de justiça fica completamente nebulosa porque o governo se mete em tudo e todos temos benefícios ou prejuísos em alguma atividade de acordo com a intervenção do Estado.\r
    \r
    A raís da questão está em uma força coerciva atingindo um grupo. Em um sentimento de auto-preservação, os atingidos exigem que o custo seja também aplicado aos outros para que o jogo fique nivelado. Para piorar, sempre existe o argumento de que, de uma forma ou outra, nos beneficiamentos dos serviços prestados pelo Estado, assim seria legítimo que arcássemos com os custos.\r
    \r
    Redução de impostos é bom, mas não é justo quando a redução é direcionada a apenas um grupo. Por mais que a ausência de coerção (menos impostos) seja desejável, isentar apenas um grupo em detrimento dos demais torna o processo ainda mais injusto.\r
    \r
    Parafraseando Mises, não existe intervenção estatal isenta. Qualquer intervenção gera distorções que provocam a necessidade de mais intervenções. Os grupos atingidos vão procurar alguma compensação e caminho mais fácil é sempre aumentar a intervenção. Politicamente é sempre mais fácil vender a idéia de mais intervenção. Não é à toa que Bastiát defendia a idéia de que, para haver justiça, a Lei deveria ser sempre negativa. \r
    \r
    Em um exemplo simples, benefícios fiscais fazem com que empresas invistam em obras culturais, por exemplo. Isso é legítimo? Por um lado, é dinheiro que o governo deixou de arrecadas via coerção. Por outro, a conta continua alta e deverá ser paga pelos demais. E a situação do artista que recebeu o dinheiro? Não dá nem pra saber se ele receberia ou não, e de quem, sem o "incentivo" do governo. Novamente de acordo com Mises, o socialismo acaba com a possibilidade de cálculo econômico porque distorce todo o processo.
  • Luis Almeida  25/06/2012 13:41
    "Redução de impostos é bom, mas não é justo quando a redução é direcionada a apenas um grupo. Por mais que a ausência de coerção (menos impostos) seja desejável, isentar apenas um grupo em detrimento dos demais torna o processo ainda mais injusto."

    Reduzir a escravidão é bom, mas não é justo quando a redução do número de escravos é direcionada a apenas uma determinada área. Por mais que a ausência de coerção (menos escravos) seja desejável, dar liberdade a apenas um grupo de escravos em detrimento dos demais torna o processo ainda mais injusto.

    Portanto, não sendo possível libertar apenas alguns escravos, o melhor é continuar mantendo todos como escravos. Isso seria mais justo e mais moral.

    Certo, Juliano?
  • Antonio Galdiano  13/11/2012 06:54
    Bom dia,\r
    \r
    Estive procurando no site sobre artigos que relacionam o keynesianismo com o mercantilismo. Eu não entendi a explicação.\r
    Geralmente os keynesianos dizem que o crescimento da demanda por bens estrangeiros gera desequilíbrios insustentáveis no BP. Em que a teoria austríaca contraria essa visão? Tem alguma coisa a ver com o fato de o governo controlar a as reservas?(minha suspeita inicial, mas mais intuitiva que refletida). Como seria a economia internacional em um contexto sem governo nessa questão de respeitar a lei de say no contexto internacional? Isso pode ser burlado momentaneamente em um contexto governamental gerando os famigerados "desequilíbrios insustentáveis no BP"?
  • Leandro  13/11/2012 08:06
    Isso é mera distração. Utilizam um inexistente problema técnico para justificar suas taras protecionistas. Crise no balanço de pagamento é algo que só ocorre quando um país trabalha com câmbio fixo e sua moeda está sobrevalorizada, o que estimula tanto importações maciças quanto ataques especulativos, podendo levar a um completo esgotamento das reservas internacionais. Dado que o atual regime é (teoricamente) de câmbio flutuante, não há motivos para se preocupar com fuga de capitais; o próprio câmbio corrige isso.

    Ademais, mesmo que houvesse algum sentido nestas afirmações keynesianas (não há), o Brasil possui hoje quase US$380 bilhões em reservas internacionais, quantidade suficiente para cobrir todo o M1 mais os depósitos em poupança mais uma pequena parcela dos depósitos a prazo. Ou seja, toda a população brasileira teria de converter reais em dólares para gerar problemas.

    Não faz nenhum sentido as alegações keynesianas. São mercantilistas.

    Artigo recomendado para o resto de suas dúvidas:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1087
  • anônimo  12/04/2013 17:27
    Então pelo que entendi, se as pessoas resolvessem comprar apenas produtos do 'lado de cá' da rua, achando que isso iria fortalecer o pessoal do lado de cá, segundo o autor essa idéia é uma furada, não vai fortalecer coisa nenhuma e todo mundo vai sair perdendo.
    Então o que é que explica o sucesso de coisas como essa:


    O dinheiro deles só vale naquela comunidade, e tem dado resultados positivos, antes aquele povo vivia na maior pobreza, agora podem não ter virado uma suíça mas estão melhor do que antes, consumindo só as coisas 'do lado de cá' da rua
  • Leandro  12/04/2013 17:55
    Essa questão das moedas sociais merece um artigo a parte para evitar essa confusão comum que você fez. No entanto, posso adiantar alguns detalhes:

    1) Ao contrário do que muita gente pensa, esses bancos sociais não criam dinheiro à vontade. Cada cédula deles está lastreada 100% por uma mesma cédula de real.

    2) Isso significa que o princípio de funcionamento de uma moeda social é idêntico ao de um Currency Board;

    3) O truque deste arranjo está em desencorajar os moradores locais a "exportar" reais para outras cidades.

    4) Quando uma cidade pequena exporta reais para outras cidades, a quantidade de dinheiro na economia local diminui. Se a cidade é do tipo que não produz nada para ser "exportado" para outras cidades, então não haverá entrada de reais. Ou seja, ocorre um cenário em que as pessoas ficam com cada vez menos dinheiro, o que dificulta a "importação" de bens de outras cidades.

    5) Como estas outras cidades (o resto do país) não vivenciam nenhuma redução de preços, a cidade que está sob deflação monetária tem dificuldade para importar os bens desta cidade. Ou seja, a qualidade de vida nesta cidade diminui.

    6) O arranjo de moedas sociais impede que haja esta deflação monetária.

    7) Mas ele não estimula a poupança e nem a formação de capital. Tudo o que ele faz é que uma moeda substituta fique circulando no comércio local. O consumo é aditivado, mas a poupança não.

    8) O que é pior: este sistema só funciona porque o Banco do Brasil concede empréstimos subsidiados para estes bancos sociais, os quais utilizam os reais emprestados para lastrear suas moedas. Para quem recebe o subsídio, o arranjo é vantajoso. Mas ele claramente não pode ser aplicado a todo um país. Quem iria subsidiar?

    9) Este arranjo de moedas sociais ainda não foi testado sob um cenário de recessão nacional.

    Tudo o que se sabe, portanto, é que, este arranjo estimula o consumo local porque evita uma deflação monetária. Mas só consegue isso porque recebe subsídios do Banco do Brasil.
  • anônimo  12/04/2013 18:09
    Leandro, eu sei que é lastreado em reais, mas pelo que entendi esse não é o ponto principal, o principal é que as pessoas estão comprando somente ali na comunidade,já que o dinheiro deles só é aceito por lá.Como o pessoal que faz essa água sanitária @3:25
    www.youtube.com/watch?v=notDhUpuzhY
    ...se eles fossem competir com as outras grandes marcas de agua sanitária claro que não iam conseguir, mas fazendo isso só lá na comunidade dele ele consegue, pode não ficar rico mas pelo menos sai da miséria
  • Leandro  12/04/2013 18:51
    A análise econômica não é essa. Como esse pessoal fabricou esses produtos? Certamente, a impressão de Palmas não fez o milagre de fazer com que uma água sanitária surgisse do nada.

    A reportagem não cita, mas tenho certeza de que os ingredientes dessa água sanitária foram "importados" de outros bairros (ou mesmo de outras cidades do estado ou do Brasil) utilizando reais. Logo, a pergunta é: se não fossem os subsídios do Banco do Brasil, que despeja reais no Banco Palmas, será que o Banco Palmas teria estes reais para emprestar a essas pessoas para que elas pudessem importar estes produtos de outras cidades?

    Aí, uma vez que os insumos já foram importados para este bairro, e o produto foi fabricado, as pessoas então passam a vender o produto localmente utilizando a moeda palmas. Nada de mágico. A questão que não explicada é como se deu a manufatura deste produto.

    O mesmo, aliás, pode ser dito daquelas mulheres que surgiram com máquinas de costura. Se não fossem os reais para importar estes equipamentos de outras cidades -- reais estes emprestados subsidiadamente pelo Banco do Brasil -- não haveria todo este "milagre".

    Repito o que eu já disse: o grande truque deste arranjo de moedas sociais está em evitar que haja uma deflação monetária na economia local. Ao estimular as pessoas a gastar apenas em seu bairro, o dinheiro fica ali. Dá uma inegável sensação de riqueza, mas tal arranjo de moeda local, por si só, não gera riqueza. Não há estímulo à poupança e nem à formação de capital. Todo e qualquer empreendimento vai depender do uso de reais para efetuar a "importação" de bens de outras cidades.

    Esse arranjo funciona localmente porque se trata de um local ínfimo sendo subsidiado por todo um país. E mais ainda: é um local que recebe subsídio para fazer suas "importações" do resto do país. Nada de milagroso nem de anormal. Porém, é claro que isso não funcionaria para todo um país. Afinal, quem iria subsidiar?
  • anônimo  12/04/2013 19:18
    Leandro, ok o dinheiro veio do governo mas parece que o negócio aí não é só a origem do dinheiro mas também a competição limitada.Se o cara da água sanitária for tentar competir com as grandes marcas ele vai a falência.Com o palmas ele pelo menos sobrevive.
    O sucesso dele tem a ver com estar vendendo pra gente que só consome alí na comunidade, e que prefere as empresas de gente da comunidade, independente de onde venha o dinheiro que é o lastro do palmas.

    Tipo, imaginando que não tem o governo na jogada, se o pessoal do meu bairro resolver inventar um dinheiro lastreado no próprio dinheiro que eles já tem, e que só vale no meu bairro, isso não iria ajudar os empresários daqui? Claro que sim!
  • Leandro  12/04/2013 19:36
    Vejo que você ainda se recusa a entender o básico. Como assim "parece que o negócio aí não é só a origem do dinheiro"? Ora, isso é a alma do negócio. Tire o dinheiro subsidiado e o esquema simplesmente deixa de existir.

    De resto, é claro que quem está recebendo tal subsídio se dá bem. Isso nunca foi negado. Se eu conseguir permissão para abrir um banco e receber subsídio do Banco do Brasil, eu lhe garanto que minha situação vai melhorar. Mas vamos dar o nome correto às coisas: isso é transferência de renda e subsídio. Não houve milagre nenhum aí.

    "Se o cara da água sanitária for tentar competir com as grandes marcas ele vai a falência.Com o palmas ele pelo menos sobrevive."

    Pela 57ª vez: sem os subsídios, esse cara não estaria competindo com ninguém. Fique à vontade para defender tal arranjo, mas ao menos entenda o que está por trás dele. Não tem nada a ver com mágica de "palmas que criam riqueza e permitem a concorrência"; trata-se apenas de uma região subsidiada por todo um país. Reais são despejados subsidiadamente ali, e a população local utiliza estes reais para "importar" insumos de outros bairros e cidades. Assim, e só assim, é que eles começam a criar coisas. Eu realmente não conseguirei ser mais claro quanto a isso.

    "O sucesso dele tem a ver com estar vendendo pra gente que só consome alí na comunidade, e que prefere as empresas de gente da comunidade, independente de onde venha o dinheiro que é o lastro do palmas."

    Pela 117ª vez, ele só está vendendo pra gente que consome ali porque ele utilizou reais subsidiados para importar insumos de outros bairros e cidades. Sem isso, a coisa não seria possível. De novo?

    Caso ainda esteja confuso quanto a isso, tenha a bondade de ler o que escrevi sobre o Bolsa Família logo ali embaixo. O princípio é idêntico.

    "Tipo, imaginando que não tem o governo na jogada, se o pessoal do meu bairro resolver inventar um dinheiro lastreado no próprio dinheiro que eles já tem, e que só vale no meu bairro, isso não iria ajudar os empresários daqui? Claro que sim!"

    Como? Gostaria muito de saber como funcionaria esta mágica se não houver ninguém para subsidiar isso. Se você tem uma moeda que só é aceita localmente, você terá de usar outra moeda (reais) para importar coisas de outros bairros. E você só vai conseguir fazer isso continuamente se houver uma injeção contínua de reais nesta economia. Caso contrário, uma hora seus reais acabarão.

    Tal injeção contínua é feita pelo Banco do Brasil faz (e sem grandes problemas, pois se trata de um bairro, coisa ínfima).

    A única forma deste seu arranjo funcionar é se por acaso houver uma sociedade benfeitora disposta a subsidiar o projeto, aí tudo bem.
  • anônimo  12/04/2013 20:05
    Como? Gostaria muito de saber como funcionaria esta mágica se não houver ninguém para subsidiar isso.

    Como eu disse antes, 'lastreado no próprio dinheiro que eles já tem'
    As pessoas podem criar pontos pra trocar voluntariamente reais pela moeda social.A vantagem pra elas é que vão ter descontos, e pros comerciantes é que vão ter menos concorrência, logo, vão poder se dar ao luxo de vender com descontos.
    Quando alguém precisar de ingredientes de água sanitária, vendidos em reais lá fora, troca a moeda por reais, compra, fabrica o troço, volta pro bairro, vende e tem lucro

    A única forma deste seu arranjo funcionar é se por acaso houver uma sociedade benfeitora disposta a subsidiar o projeto, aí tudo bem.
    Sim, e essa sociedade pode ser criada pelos próprios moradores.Então você concorda que a partir desse ponto isso vai ser uma vantagem pra essas pessoas?
  • Leandro  12/04/2013 20:27
    Vamos lá, agora pela ducentésima nonagésima sétima vez.

    "Como eu disse antes, 'lastreado no próprio dinheiro que eles já tem'
    As pessoas podem criar pontos pra trocar voluntariamente reais pela moeda social.A vantagem pra elas é que vão ter descontos, e pros comerciantes é que vão ter menos concorrência, logo, vão poder se dar ao luxo de vender com descontos.
    Quando alguém precisar de ingredientes de água sanitária, vendidos em reais lá fora, troca a moeda por reais, compra, fabrica o troço, volta pro bairro, vende e tem lucro"


    Você continua com imensas dificuldades de entender o básico.

    Se não houver uma contínua injeção de reais nesta economia -- função esta atualmente desempenhada pelo Banco do Brasil -- será impossível fazer este esquema. Chegará um momento em que quantidade de reais acabará. Afinal, este é exatamente o problema que levou à criação deste esquema: os reais estavam "vazando" e era preciso retê-los na comunidade.

    Neste seu arranjo, não há uma instituição injetando continuamente reais na economia. Logo, você não está propondo solução nenhuma. Este bairro continuará tendo de importar. E, ao fazer isso, os reais em algum momento acabarão.

    Juro que não consigo ser mais claro do que isso.

    "Sim, e essa sociedade pode ser criada pelos próprios moradores.Então você concorda que a partir desse ponto isso vai ser uma vantagem pra essas pessoas?"

    Pela tricentésima quadragésima quinta vez: se não houver uma instituição injetando reais neste arranjo, nada feito. Essa sociedade criada pelos moradores, ela pode criar reais do nada como faz o Banco do Brasil? Se sim, então você tem o arranjo das moedas sociais. Se não, então você não tem nada.

    Pelo amor, não me faça chegar à milésima repetição. Não numa sexta-feira.
  • Tory  12/04/2013 20:34
    Não. Se os próprios moradores forem gastar reais lastreando o caraminguá, qual a vantagem? A mágica só funciona se o dinheiro vier de fora.
  • anônimo  12/04/2013 20:20
    'Como? Gostaria muito de saber como funcionaria esta mágica se não houver ninguém para subsidiar isso.'

    Outra forma disso acontecer, e já existe até, é o tal do dotz. Algumas empresas se juntam, inventam a moeda delas e falam:'compre aqui que você ganha dotz, junte muitos dotz e você pode comprar mil coisas em vários lugares' Daí quando o cliente compra um sanduíche ele 'ganha' dotz, na prática ele está trocando seus reais por um sanduíche + alguns dotz, tudo voluntário. Daí pras empresas é bom porque vão ter mais clientes e mais lucro, tirando grande parte da competição daquelas que não usam dotz
    Na prática o princípio é o mesmo da moeda social, uma forma de beneficiar alguns empresários usando uma moeda que só é aceita em alguns lugares mas não em outros
  • Andre Cavalcante  12/04/2013 18:31
    "Tudo o que se sabe, portanto, é que, este arranjo estimula o consumo local porque evita uma deflação monetária. Mas só consegue isso porque recebe subsídios do Banco do Brasil"

    Ou seja, em outras palavras: há alguém que banca o "desenvolvimento" daquela região deficitária: todos nós outros que estamos do "lado de lá".

    Pelo que entendo é, na verdade, mais uma forma de redistribuição de renda.
  • Leandro  12/04/2013 19:21
    Aliás, aproveitando a deixa, vale ressaltar que o "efeito riqueza" gerado pelo Bolsa Família em algumas cidades do interior é absolutamente idêntico a esse efeito gerado pelas moedas sociais.

    Imagine uma pequena cidade do interior do Piauí com 1.000 habitantes. Tal cidade não produz nada. Como ela não produz nada, ela não tem nada para "exportar" para outras cidades. Sendo assim, a única maneira de haver dinheiro entrando nessa cidade é quando seus aposentados e suas viúvas recebem sua pensão do INSS.

    E como esta cidade tem de importar comida, roupas e vários outros bens, a quantidade de dinheiro que sai dela tende a ser maior do que a quantidade que entra. Logo, tal cidade vivencia uma contínua deflação monetária. E como os preços dos bens que ela tem de importar do resto do Brasil estão em constante inflação, a consequência é que o padrão de vida desta cidade será declinante. Haverá cada vez menos dinheiro para comprar bens cada vez mais caros. Daí a pobreza.

    Porém, se você começa a jogar dinheiro do Bolsa-Família nesta cidade (há relatos de que há cidades no Maranhão e no Piauí em que mais de 80% da população recebe Bolsa-Família), a deflação monetária não apenas é revertida, como também pode haver uma inflação monetária. Ato contínuo, a população local agora poderá "importar" mais bens de outras cidades. O padrão de vida se elevará.

    A "bonança" que o governo gosta de dizer que está ocorrendo nestas cidades, cujas mercearias agora estão com prateleiras cheias, nada mais é do que consequência do fato de que tais cidades agora têm dinheiro para importar bens de outras cidades. Os defensores de tal política gostam de dizer que tal redistribuição estimula o emprego e a produção local. Nada. Estimula as importações de outras cidades.

    Ou seja: tal programa nada mais é do que um subsídio às importações de outras cidades. Prova cabal de que, mesmo em nível mais local possível, o protecionismo não tem como funcionar. Ter jogado dinheiro nestas cidades não estimulou em nada a produção local. Serviu apenas para ajudar a importar bens de outras cidades. Feche a fronteira destas cidades e você vai ver o quão "milagroso" é o Bolsa Família para acabar com a pobreza. Mais ainda: você verá o que "estimulante" é o protecionismo.
  • anônimo  12/04/2013 19:39
    Leandro,
    'E como esta cidade tem de importar comida, roupas e vários outros bens, a quantidade de dinheiro que sai dela tende a ser maior do que a quantidade que entra. Logo, tal cidade vivencia uma contínua deflação monetária.'
    ...não entendi essa parte, se tudo que ela compra vem de fora como é que a quantidade de dinheiro dentro dela vai gerar deflação? Só se for deflação em alguma coisa que seja fabricada dentro dela, não é? Nem que seja um plantador de banana vendendo banana
  • Leandro  12/04/2013 19:55
    Mais atenção à leitura, por favor. Está escrito ali "deflação monetária".

    Eu disse que se uma cidade tem de importar tudo e não produz nada para "exportar", então haverá deflação monetária nesta cidade. Repito: a quantidade de dinheiro dentro desta cidade irá diminuir. Diminuição da quantidade de dinheiro chama-se deflação monetária.
  • anônimo  12/04/2013 20:09
    'Diminuição da quantidade de dinheiro chama-se deflação monetária.'
    Certo,só não era problema nenhum de leitura, eu realmente não sabia disso,obrigado.
  • anônimo  12/04/2013 19:23
    Na hora que o cara nota que se montar uma empresa naquele bairro, ele vai ter clientes que não teria se montasse a empresa em outro, eu acho que isso estimula a poupança dos empreendedores em potencial.
  • anônimo  05/09/2013 09:13
    O mercantilismo praticava controle de preços e salários?
  • anônimo  23/09/2013 04:51
    O protecionismo não é necessario para desenvolver a indústria?
  • Malthus  23/09/2013 13:22
    Não é necessário e nem muito menos desejável. Protecionismo só serve para proteger os incompetentes, para manter os lucros artificiais de um cartel de indústrias e para impedir os consumidores -- principalmente os mais pobres -- de conseguir comprar produtos bons e baratos do exterior.

    Adicionalmente, mesmo que o protecionismo porventura fosse algo positivo, até quando o Brasil teria de continuar fechando seu mercado? Ele nunca foi realmente aberto. Será que já não deu tempo de a FIESP se modernizar?
  • Leonardo Couto  23/09/2013 15:16

    Dê uma olhada neste artigo, anônimo: Protecionismo
  • Mauro  23/09/2013 15:32
    Sugiro também este, mais recente:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1131
  • Hugo  19/10/2013 17:51
    O "raciocínio" dos protecionistas é uma piada,eles mesmos se contrapõem...e o pior é que muitos deles ainda são contra monopólios ou oligopólios...kkkkkkkkkk

  • Joao M  13/01/2014 16:37
    Primeiramente gostaria de ressaltar que não estou aqui defendendo qualquer teoria, aliás gosto muito do que leio aqui nesse site e venho acompanhando diáriamente os artigos publicados por vocês. Apenas tenho algumas dúvidas quanto alguns assuntos.
    Abaixo criei uma suposição para entender melhor como funcionaria o comércio sem o protecionismo. Uma vez que há influência do governo em algum lugar essa suposição relaciona uma economia como influencia do governo e outra sem.

    Países A – Agrícola (mais abundante)

    País B – Tecnológico (mais escasso e com maior valor agregado)

    Países A – Exportam matérias primas e importam tecnologia do País B

    País B – Importa matérias primas do País A e exporta tecnologia pro País A

    Evento 1

    País B – Visto que não há concorrência em tecnologia nos País A eleva o preço de seu produto no país A.

    Evento 2

    Um empreendedor de um País A decide por utilizar sua poupança acumulada com os lucros provenientes da exportação de matérias primas para abrir uma industria de tecnologia para concorrer com a do Pais B.
    Industria de B tem ganhos de produtividade e consegue vender a um preço mais barato que a Industria de A.
    Por mais que industria de A seja eficiente não consegue alcançar o baixo custo de B.
    Industria de A quebra. Industria de B volta aos altos preços.

    Evento 3

    Empreendedor desse País A acumula mais poupança e abre uma industria mais produtiva que B e passa a concorrer com B em A e B.
    Governo de B passa a subsidiar produção de B quando exportados para A e tarifa produtos tecnológicos de A quando exportados para B
    Produto B fica mais barato em A e em B. Industria de A quebra novamente. Governo de B deixa de subsidiar B.

    O que faria o empreendedor de A? Deixa de investir em tecnologia e volta para atividade agrícola onde era mais eficiente e continua comprando aos preços de B? Qual seria a estratégia de A para superar a ajuda governamental de B?

    Abraços!
  • Leandro  14/01/2014 03:57
    Evento 1

    O mercado consumidor será reduzido em decorrência do aumento dos preços. Lucratividade de B pode cair. Não seria uma estratégia inteligente.

    Evento 2

    Situação insustentável logo de início. Se A não tem "know how" no assunto, dificilmente será mais eficiente do que B. Caso A de fato conseguisse ser melhor do que B, isso seria uma clara violação da teoria das vantagens comparativas, de David Ricardo, a qual ainda não foi refutada na prática.

    Evento 3

    Ficou meio nebuloso como é que A, que até então não possui nenhum "know how" na área, e nem tampouco possui capital acumulado, irá repentinamente se tornar mais produtivo e mais eficiente que B.

    No entanto, caso isso de fato ocorresse, a teoria de Ricardo estaria refutada (algo muito pouco provável), e a população de A seria beneficiada pelos subsídios concedidos por B, podendo agora comprar tecnologia artificialmente mais barata.

    "O que faria o empreendedor de A? Deixa de investir em tecnologia e volta para atividade agrícola onde era mais eficiente e continua comprando aos preços de B? Qual seria a estratégia de A para superar a ajuda governamental de B?"

    De novo, teoria das vantagens comparativas. Concentre-se naquilo que você comprovadamente faz de maneira mais eficiente do que a concorrência.


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