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Austeridade, otimismo e a dissolução do estado assistencialista keynesiano

Os keynesianos e os declaradamente anti-keynesianos se deram as mãos e, atuando em conjunto, passaram a propagandear um erro intensamente keynesiano: falar sobre a "austeridade" fiscal na Europa como sendo um fato negativo.  Um colunista da revista Forbes se referiu à austeridade como sendo uma espiral mortífera.

A palavra "austeridade", que surgiu com a crise da dívida do governo da Grécia dois anos atrás, tem sido utilizada pela mídia como tendo exclusivamente um único sentido: reduções nos gastos dos governos nacionais.  A palavra não é utilizada em relação à economia como um todo.

Mais do que isto: a palavra tem sido utilizada para explicar as contrações nas economias da Europa.  Fala-se que as reduções nos gastos dos governos estão causando a recessão das economias europeias.  Esta explicação é baseada inteiramente nos modelos keynesianos que dominam os livros-textos.

Mas há um problema: não houve reduções nos gastos.  Ao que tudo indica, para a mídia, "austeridade" não significa o mesmo que significa para uma pessoa normal: cortes severos nos gastos governamentais.  Ao que tudo indica, "austeridade" significa não haver absolutamente nenhum corte de gastos.

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Keynesianos sempre defendem aumentos nos gastos do governo.  Este é o âmago do keynesianismo.  O keynesianismo depende inteiramente de um mantra: "Gastos do governo curam recessões".  Todo o resto é periférico: inflação monetária, tributação crescente e livre comércio.  Estas questões periféricas sempre serão sacrificadas em prol da suprema premissa econômica: "Gastos do governo curam recessões."

É deste ponto que qualquer análise do keynesianismo deve partir.  Qualquer doutrina econômica, qualquer política econômica, qualquer solução proposta para a atual crise deve ser avaliada em termos deste mantra.  Qualquer coisa que não comece e não termine com este mantra não é keynesianismo.  Qualquer coisa que o faça, é keynesianismo.

Qualquer ideologia pode se declarar triunfante quando até mesmo seus professos críticos adotam tanto as suas conclusões quanto a sua retórica, e o fazem sem perceber.  Isto significa que os promotores desta ideologia obtiveram êxito total em estipular os termos do debate público.  É muito difícil substituir uma ideologia ou uma visão de mundo quando seus promotores já conseguiram estabelecer os termos do debate.

É algo que pode ser feito, é claro; mas, para fazer isso, os promotores de uma ideologia rival têm de expor não apenas os erros do atual sistema, como também a concordância implícita concedida pelos supostos críticos da ideologia dominante.  Tal postura, é bom deixar claro, não irá lhe garantir novas amizades entre estes infelizes que creem estar obtendo vitórias significativas ao argumentarem apenas contra aspectos periféricos da ideologia inimiga ao mesmo tempo em que aceitam todos os seus pressupostos centrais e todas as suas receitas políticas.  Eles já foram fisgados.

Um exemplo recente de um bem-intencionado, porém conceitualmente confuso anti-keynesiano pode ser conferido em um recente artigo da Forbes.  O título era poderoso: "O keynesianismo é a nova Peste Negra".  Mas o artigo concluía que a grande tragédia da Europa atual é a "austeridade".

Em teoria, a mídia universalmente define austeridade como cortes nos gastos do governo.  Eu nunca vi o termo sendo empregado em qualquer outro sentido.  Qualquer autor que utilizar esta palavra em algum outro sentido tem de explicar aos seus leitores o motivo deste novo significado.  Como o artigo da Forbes não ofereceu nenhuma outra distinção ou alternativa, interpretei o termo ao pé da letra.

Se a austeridade é a grande perversidade do momento, então a implicação é inevitável: aumentar os gastos governamentais e abandonar qualquer austeridade (que nunca houve) é algo positivo.

O mantra austríaco

Os economistas seguidores da Escola Austríaca também têm um mantra: "Menos impostos aumentam a liberdade."  Liberdade é necessária para o crescimento econômico.

Se um governo não puder reduzir impostos sem que isso o leve à falência, então ele tem de cortar gastos caso não queira quebrar.

Os governos europeus estão todos no caminho da falência.  O do Japão também.  O mesmo vale para o dos EUA.  A solução é cortar impostos e cortar gastos ainda mais.

"Nada de mais gastos governamentais.  Menos gastos governamentais!"

"Nada de mais déficits orçamentários.  Menos déficits orçamentários!"

"Nada de mais impostos.  Menos impostos!"

"Nada de mais inflação monetária.  Menos inflação monetária!"

Em suma: "Deixem o povo livre!"

A solução para a recessão europeia não é aumentar os gastos governamentais, e sim o oposto: reduzir os gastos dos governos.  E os impostos.  A solução, portanto, é mais austeridade.

Com isto em mente, examinemos um artigo que argumenta que a austeridade é a maior ameaça para a prosperidade da Europa.

Uma espiral mortífera?

O artigo começa com uma análise da política europeia.  Ele afirma que os eleitores estão desalojando todos os políticos que estão no poder, em todos os países.  Sarkozy foi a oitava baixa ao longo dos últimos doze meses.  Por que isso está acontecendo?  Eis a resposta sugerida:

Os eleitores da Espanha, da Grécia, da França etc. entendem que as elites governamentais empurraram suas economias para espirais mortíferas, e estão expressando este seu descontentamento nas urnas.

A questão mais fundamental, no entanto, é esta: por que estas elites empurraram suas respectivas economias para esta suposta espiral mortífera?  Por que fervorosas elites keynesianas fariam tal coisa?

Não sejamos ingênuos.  O Ocidente tem sido gerido por elites keynesianas, ou por políticos seguidores de ideias keynesianas, desde 1930 — seis anos antes de Keynes oferecer sua ininteligível justificativa para as políticas então adotadas pelos políticos, por meio de seu livro "A Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda".

O Banco Central Europeu, seguindo ideias keynesianas, empurrou as economias europeias para um crescimento econômico artificial entre os anos 2001 e 2007.  As economias da periferia da Europa — o chamado "Club Med" — entraram em uma acentuada expansão econômica.  O mesmo ocorreu com o membro honorário do Club Med: a Irlanda.  Os valores dos imóveis na Irlanda quadruplicaram.  Parecia que tudo iria durar para sempre.  As elites — principalmente os economistas — não emitiram nenhum alerta, exceto os economistas seguidores da Escola Austríaca, que, como sempre, foram sumariamente ignorados como se fossem dinossauros.

E então veio a fase da contração econômica.  Tudo o que o Banco Central Europeu havia feito antes de 2007 — inflacionar —, ele passou a fazer ainda mais agressivamente desde 2008.  Os governos europeus incorreram em déficits ainda maiores.  Todos eles implementaram estímulos keynesianos.  Nada funcionou.  A Europa entrou novamente em recessão.

No primeiro semestre de 2010, investidores europeu finalmente se atentaram para o fato de que a população do Club Med não era capaz de concorrer economicamente com o resto da Europa.  Tais países apresentavam seguidos déficits comerciais com o resto da Europa.  Este pessoal calmo e relaxado estava vivendo de dinheiro tomado emprestado junto ao resto da Europa.  Seus respectivos governos faziam o mesmo.  Eles não tinham a intenção de quitar estes empréstimos.

E por que não?  Porque é isto que o keynesianismo ensina.  Empréstimos governamentais não serão pagos.  Nunca.  A dívida governamental irá aumentar continuamente.  E com ela, a prosperidade.

Dois anos atrás, o Partido Socialista da Grécia descobriu a real profundidade do buraco da dívida em que o governo havia se metido.  As taxas de juros então começaram a subir nos países PIIGS.  Estes governos estavam encurralados.  Eles não mais poderiam continuar incorrendo em déficits crescentes, pois o custo dos empréstimos estava aumentando.

E foi aí que a realidade do keynesianismo se manifestou: déficits, ao contrário do que imaginam keynesianos, realmente importam.  Dinheiro não é de graça.  Dívidas devem ser roladas de acordo com os juros de mercado.  O horror!

E foi aí que os governos do sul da Europa começaram a "controlar" um pouco mais os gastos.  Não muito, como se vê no gráfico acima.  Os déficits continuam em níveis inauditos: acima de 6% do PIB.

Os keynesianos rotularam isso de "austeridade".

Mas não é austeridade, é claro.  São déficits orçamentários em escala maciça.  Austeridade é quando os governos incorrem em superávits orçamentários e utilizam as receitas em excesso para pagar a dívida nacional.

Não há austeridade na Europa desde aproximadamente 1914.

O padrão-ouro vigente de 1815 a 1914 impingia austeridade.  Esta era sua principal função e seu maior serviço à humanidade.  Ele obrigava os governos ocidentais a se manterem austeros.  E isto permitiu o setor privado crescer a taxas aceleradas.

Keynesianos odeiam o padrão-ouro porque eles acreditam que gastos governamentais crescentes são o que permitem o aumento dos gastos em consumo; e os gastos em consumo — e não a poupança — são, para os keynesianos, a base da prosperidade.

O público, que prefere o consumismo à austeridade de uma poupança, gosta das políticas do keynesianismo.  Déficits intermináveis, endividamento sem dor, crescimento ininterrupto: os keynesianos prometem, e os eleitores acreditam.

Porém, o dia do acerto de contas chegou em 2010.  O dinheiro gratuito ficou caro.  A festa não acabou, mas alguns dos convidados foram mandados de volta pra casa, onde se juntaram aos jovens adultos que estão sentados no sofá assistindo à televisão, pois não há empregos.

O público se sente traído.  Os eleitores, milhões deles, acreditaram no sonho keynesiano.  Políticos prometeram realizar a façanha de transformar pedras em pães.  Os eleitores aplaudiram.

Mas os tempos mudaram, nos diz o artigo.

Infelizmente para a Europa e para o mundo atual, não há, em todo o continente, candidatos ou partidos em prol do crescimento econômico para oferecer um alívio dos programas de austeridade que estão reduzindo suas economias a pó.  Sem ter ninguém em quem votar, tudo o que o eleitorado europeu tem podido fazer é votar contra.  Eles passaram a explicitar seus protestos derrotando os políticos atualmente no poder.

Os políticos que estavam no poder fizeram promessas excessivas.  Eles há muito vinham dizendo para o eleitorado que déficits não importavam.  Déficits não importavam enquanto os bancos do resto da Europa continuassem emprestando para os PIIGS a taxas de juros de alemãs, cuja população é bem mais frugal.  E então veio a realidade.

A Europa como um todo está em recessão; Grécia, Espanha e Portugal estão em depressão.  O que as pessoas devem fazer se os chefs econômicos tanto à esquerda quanto à direita estão oferecendo o mesmo e venenoso menu de "austeridade"?

Orçamentos equilibrados continuam sendo apenas uma miragem.  Cortes de gastos excessivamente tímidos, que confessadamente têm o objetivo extremamente modesto de reduzir os déficits para altos 3% do PIB em incríveis dez anos, são hoje tidos como "venenoso menu de austeridade".  Colocando em uma terminologia mais familiar, há um excesso de pedras e pouquíssimos pães.  Os eleitores não irão tolerar isso.

A razão por que não há chefs econômicos promovendo o crescimento é simples: alguém tem de financiar o crescimento dos gastos do governo.  Quem fará isso?  Quem confia nos PIIGS?

Quanto mais alto os eleitores protestam contra a austeridade, menor será o número de emprestadores — no caso, investidores dispostos a emprestas a taxas abaixo de 10%.

Peste!

O artigo, no final, chega ao seu objetivo.

Então, o que aconteceu na Europa?  A resposta curta é "peste".  A Peste Negra do século XIV foi causada pela Yersinia pestis bacterium, que foi disseminada por ratos.  A peste atual é resultado do keynesianismo, que está sendo difundido pelos economistas dos departamentos das principais universidades do mundo e também do The New York Times.  Infelizmente, ao contrário da Yersinia pestis, o keynesianismo é imune a antibióticos.

Como o artigo define keynesianismo?  Erroneamente.  Ele diz que keynesianos defendem aumento de impostos e cortes de gastos.

Austeridade, como está sendo atualmente praticada na Europa, baseia-se na crença keynesiana de que aumentos de impostos e cortes de gastos do governo possuem o mesmo efeito sobre os déficits do governo e sobre a economia.  Com efeito, as mais virulentas cepas do keynesianismo fazem as pessoas acreditar que aumentar a alíquota máxima do imposto de renda e aumentar os gastos governamentais pode realmente estimular o PIB, pois "os ricos" possuem uma "propensão marginal para poupar" mais alta do que os beneficiados por repasses governamentais.

François Hollande, o vencedor das eleições presidenciais da França, é um keynesiano.  Ele acredita que elevar a alíquota máxima do imposto de renda da França para 75% ao mesmo tempo em que contrata mais 60.000 professores sindicalizados irá melhorar as coisas.

Como assim?  O que o um político declaradamente socialista tem a ver com o keynesianismo?  Keynesianismo é aquilo que Paul Krugman defende: mais gastos e mais déficits, tudo em conjunto com uma grande expansão monetária feita pelo Banco Central para poder financiar esta expansão.

Qual político ou economista keynesiano já se pronunciou abertamente a favor de cortes de gastos, ou seja, austeridade?  Economistas austríacos já.  Ron Paul já.  É por isso que os austríacos e Ron Paul são marginalizados pela mídia keynesiana, que os considera excêntricos.

Para um político cuja mente está infectada de keynesianismo, faz todo o sentido tentar reduzir um déficit orçamentário por meio de uma combinação de aumento de impostos e cortes de gastos, com o equilíbrio entre os dois sendo determinado por alguma combinação entre considerações políticas e "equidade".

Há muitos políticos na Europa que impuseram mais tributos sobre os ricos.  Os eleitores sempre os encorajaram a fazer isso, e adoravam quando isso era feito.  Os eleitores hoje estão injuriados com os "cortes" de gastos.  Cortes de gastos reduzem o fluxo de fundos para burocratas do governo e para os clientes do estado.  É por isso que os sindicatos gregos fazem baderna.

O keynesianismo tradicional clama por mais gastos, mais endividamento e — caso os investidores privados exijam juros mais altos — mais expansão monetária feita pelo Banco Central para comprar mais títulos da dívida do governo.  O artigo espertamente rejeita esta monetização.  Mas não clama por um padrão-ouro.  Em vez disso, defende o euro.  Por isso, o artigo sofre de uma ilusão: imaginar que o euro não é somente mais um veículo inflacionário; imaginar que ele seja superior a dracmas geridos por keynesianos.

A hierarquia política keynesiana impôs o euro sobre os eleitores em 1999.  Os porta-vozes das elites vêm condenando a saída da Grécia da zona do euro.  Os tecnocratas gregos, que não foram eleitos pelo povo, assim como os tecnocratas de todo o resto da Europa, ou são ex-empregados do Goldman Sachs ou serão futuros empregados dele.  Eles estão agora sendo desalojados pelo eleitorado.  Os eleitores são populistas e socialistas.  Eles são simpatizantes da elite keynesiana apenas durante a fase expansionista do estado assistencialista.  Quando a conta chega, eles passam a defender emissão monetária feita individualmente pelos governos nacionais, tributação dos ricos, sindicalismo e aumentos nos gastos governamentais.

Conclusão

O keynesianismo está em uma espiral de morte.  Na mesma situação está o socialismo populista.  E o mesmo ocorre com o sistema monetário fiduciário, de características fascistas (corporativistas).  Todos estão em espirais mortíferas porque todos rejeitam esta premissa: "Impostos menores aumentam a liberdade".

A liberdade irá vencer.  Esta é uma afirmação escatológica, eu sei.  Uma das maneiras como ela irá prevalecer é por meio da falência da ordem social keynesiana, que defende mais impostos, mais regulamentações, mais déficits, mais inflação.

Para haver austeridade genuína, o governo tem de entrar em dieta: seus gastos devem ser genuinamente cortados.

É isso o que o eleitorado europeu não quer.  Mas é isso o que ele vai receber.

"Nada de menos austeridade.  Mais austeridade!"


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autor

Gary North
, ex-membro adjunto do Mises Institute, é o autor de vários livros sobre economia, ética e história. Visite seu website

  • Atylla  16/05/2012 09:32
    O Leandro, previu as mudanças na poupança com 3 anos de Antecedência: www.mises.org.br/Article.aspx?id=262
    A Inadimplência do consumidor esta aumentando hoje, futuramente será bem maior se o governo não cortar gastos e continuar incentivando o consumo sem uma poupança real só via decreto e criação de dinheiro.
  • Nyappy!  16/05/2012 20:02
    Só para vermos como teorias sólidas e simples, com a teoria austríaca, REALMENTE funcionam.
  • PESCADOR  16/05/2012 11:14
    Gostei do artigo. Aliás, costumo gostar do que Gary North escreve justamente porque ele não "pega leve", não escreve com meias palavras. É direto e dá nomes aos bois. Isso é bom. Só achei que ele foi otimista demais na conclusão. Sim, a liberdade irá vencer. O problema é que são justamente os keynesianos e socialistas que se apreveitam dos ciclos econômicos e colocam a culpa das crises no livre mercado - ou pelo menos no que eles acreditam ser o livre mercado. Eles são os culpados, mas é através das mentiras, inversões, com ajuda da mídia, que eles conseguem mais poder ao estado. O povo precisa conhecer a EA com urgência. Se não conhecerem a verdadeira ciência econômica, vão apoiar cada vez mais as idéias estatistas, e a espiral de morte pode não ter fim.
  • Victor  16/05/2012 11:48
    Pois é, acontece demais. Vivo discutindo com um amigo esquerdista e ele sempre alega que defendo um modelo falido, que se provou assim na crise agora e também em 29. Por mais que tente explicar ele não entende, o que é compreensível, já que é o que ensinaram a ele na UFRJ e no ensino médio. É só isso que os professores ensinam, porque é só isso conhecem.
  • Gustavo Sauer.  16/05/2012 15:46
    Também acho muito otimismo dizer que dessa crise vai sair algo proveitoso. Se da pior crise de todas (1929) o resultado foi apenas mais socialismo, porque dessa não poderia acontecer o mesmo? A história já provou que o socialismo pode durar muito tempo.

    Como disse Milton Friedman: "Only a crisis produces real change. When that crisis occurs, the actions that are taken depend on the ideas that are lying around."

    Apesar do crescimento das idéias libertárias, o que predomina no mundo é o keynesianismo.

  • Mohamed Attcka Todomundo  16/05/2012 16:57
    Pois é, como dise o Victor: "Por mais que tente explicar ele não entende, o que é compreensível, já que é o que ensinaram a ele na UFRJ e no ensino médio". essa gente ñ vai alem do ensino medio. elas so obtem diploma superior e doutorado p/, qando tiverem 40 anos, poderem legitimar sua posição de aos 17 anos. tudo gentinha!!!! um rebanho, só!

    por outro lado, citando o PESCADOR: "Eles são os culpados, mas é através das mentiras, inversões, com ajuda da mídia, que eles conseguem mais poder ao estado." a ausencia de ideias claras leva a um circuito de repetiçoes de + do mesmo. pessoas sem opçoes cognitivas sao como aquelas 'vitrolas em q vc poe uma moeda e toca uma musica': oq ñ tiver no repertorio ñ vai tocar, ainda q precise-se. ou, "Como disse Milton Friedman: 'Only a crisis produces real change. When that crisis occurs, the actions that are taken depend on the ideas that are lying around'." (+ ou menos "Apenas uma crise produz mudança real. Quando a crise ocorre as ações tomadas dependem das idéias que estão em volta". falta de ideias é como falta de opções numa vitrola. Só podemos nos proteger e eskivar: a democracia destroi liberdade e rikeza, e ñ ha como pastorear essa ralé. ao contrario do q o pescador disse, ñ adianta tentar ensinar EA a uma gentinha q ñ tem inquietações intelectuais. so kerem se endividar, consumir e fruir. estudo é como poupança: investimento de longo prazo e abstensao de consumo presente por um bem futuro. ralé ñ faz isso)
  • Eduardo Bellani  16/05/2012 17:14
    Por isso que a difusão de idéias libertárias é tão importante nesse momento.
    Quem foi na conferência viu uma turma jovem e entusiasmada. Talvez nessa crise
    our na próxima seja a vez da liberdade.
  • ricardo  16/05/2012 11:34
    Eu to adorando essa crise, porque ela pode finalmente mostrar a total falencia do keynesianismo, e a culpa disso não é só do governo, que usa políticas erradas, mas é do povo também que defende essas políticas falhas.
  • Rene  16/05/2012 11:48
    Eu conheci o Keynesianismo através do mises.org.br. Confesso que, nos primeiros artigos que explicavam o que esta vertente da economia defendia, não acreditei que existiam pessoas que defendiam uma idéia tão absurda. Imaginei que o mises.org estava distorcendo as idéias deles. Até que comecei a ler artigos de Keynesianos como o Paul Krugman, e percebi que o monstro é mais feio do que eu pensava. \r
    \r
    Frequentemente, estes "economistas" recorrem a eufemismos, cálculos complicados, associações entre entidades sem nenhuma relação, transformando a economia em algo abstrato e intangível à pessoa comum, que prefere deixar tudo nas mãos dos especialistas. A EA, por outro lado, simplifica as coisas, mostrando a causa real dos problemas, estabelecendo relações de causa e consequência, e apresentando soluções que não desafiam as leis fundamentais da lógica.\r
    \r
    No fundo, o Keynesianismo não passa de politicagem transvestida de economia.
  • Hay  16/05/2012 11:54
    Aviso: livre tradução minha. Acho que a notícia abaixo é um importante marco. Os austríacos já sabiam há muito tempo que é completamente impossível para a Grécia chegar sequer a começar a pagar a conta, mesmo com os "haircuts" (os calotes parciais, na prática).

    Eclusivo: BCE interrompe operações com alguns bancos gregos

    (Reuters) - O Banco Central Europeu interrompeu o fornecimento de liquidez a alguns bancos Gregos pois estes não foram recapitalizados com sucesso,o BCE disse nesta Quarta-Feira, confirmando as informações reportadas anteriormente exclusivamente pela Reuters.

    As notícias novamente levaram o euro a um patamar abaixo do dólar, ventilando preocupações entre os investidores e na Grécia de que o país pode ter que deixar a zona do euro.

    (etc...)

  • Leandro  16/05/2012 12:06
    E já começaram as corridas bancárias, o que irá evidenciar a questão das reservas fracionárias:

    Gregos retiram dos bancos entre € 700 milhões e € 1,2 bilhão em três dias

    Corrida aos caixas eletrônicos aumentou com a crise política e o temor de que Atenas seja obrigada a deixar a zona do euro

    Para muitos experts, é o primeiro sinal de caos na economia da Grécia. Desde a última segunda-feira, entre € 700 bilhões e € 1,2 bilhões em dinheiro foi retirado por clientes do sistema financeiro do país. A iniciativa demonstra a preocupação crescente da opinião pública com os desdobramentos da crise política grega e o risco crescente de que Atenas seja obrigada a deixar a zona do euro e a União Europeia. Desde 2009, quando do início da crise das dívidas, mais de € 60 bilhões já foram retirados dos bancos, que sofrem problemas de capitalização.
  • Célio Beserra  16/05/2012 12:17
    Caro PESCADOR, concordo com tudo que você disse, exceto com seu grau de pessimismo. Sou muito mais pessimista que você. Políticas keynesianistas sempre gerarão crises cada vez mais severas, levando os eleitores(sempre lépidos em alegarem inocência e culparem os políticos pelos descalabros) a clamarem por mais estado, o que fatalmente provocará novas crises...Como dizia o saudoso Paulo Francis, a maioria das pessoas não percebe a realidade melhor do que um gato.
  • PESCADOR  17/05/2012 07:51
    Exatamente, Célio. O estatistmo se alimenta das crises. Crises criadas justamente por políticas estatais. O trabalho do IMB de divulgar a EA é exemplar, digno de aplausos. Mas é um trabalho de formiguinha, comparado com a avalanche midiática e acadêmica de socialismo + keynesianismo que existe no Brasil - e no mundo. Acredito que, infelizmente, nosso pessimismo tem razão de ser.
  • Sergio  16/05/2012 13:17
    Caros amigos,

    Não sou economista, nem estudioso no assunto.

    Tenho acompanhado o Mises todas as semanas desde o ano passado e tenho aprendido muito aqui. Aliás, tenho aplicado os princípios que tenho aqui aprendido nas minhas finanças pessoais e na gestão do meu patrimônio.

    Gostaria de saber qual a opinião de vocês, bem mais entendidos no assunto do que eu, sobre qual deve ser a postura do indivíduo com mentalidade "austríaca" dentro de um ambiente dominado e conduzido pelo keynesianismo?

    Todos meus amigos do trabalho falam em pegar empréstimo para comprar imóvel, carro, etc...? Todos falam de juros "baixos" e em aumentar o consumo, comprar, endividar-se...

    Se eu não visitasse a página do Mises eu me sentiria um ET.
    Em síntese, qual deve ser a postura financeira de um austríaco num mundo keynesiano?
  • Diego  16/05/2012 13:52
    Não tem segredo, Sergio. Poupança. Se você gastar menos do que ganhar e investir a diferença, o dinheiro deixará de ser uma preocupação.
  • Leandro  16/05/2012 13:58
    Essa sempre foi uma característica típica do brasileiro: a total desconsideração com a racionalidade financeira e o baixíssimo horizonte temporal, totalmente voltado para o curto prazo.

    Sendo assim, não é surpresa alguma que, bastou os juros diminuírem, e todos já saíram se endividando como se não houvesse amanhã. O endividamento está em nível recorde, os gastos com o serviço da dívida também (22% da renda), assim como a inadimplência.

    Mantenha a racionalidade, Sergio. Não se endivide, não se sinta atraído por juros "baixos", não caia no consumismo apenas pelo prazer imediato que ele proporciona. Construa sua poupança de modo que, no futuro, você possa gastá-la sem ter de recorrer a bancos. Ao passo que você vai estar tranquilo com suas finanças, estes seus colegas hedonistas estarão vivendo de salário em salário, com um terço de sua renda indo direto para o pagamento de juros para os bancos -- exatamente como quer o governo, pois empréstimos e consumismo é algo que estimula artificialmente o PIB, o que sempre garante popularidade.

    Grande abraço!
  • Sergio  17/05/2012 11:49
    Caro Leandro e demais amigos austríacos,

    Obrigados pelas respostas e dicas, elas foram muito valiosas para mim.
    Há três anos eu mudei radicalmente minha postura financeira. Estava endividado e vivia sob intenso estresse e insegurança. Comecei mudando minha mentalidade lendo "O valor do amanhã" de Eduardo Gianetti e hoje valorizo minha tranquilidade e paz de espírito no lugar do consumismo hedonista e da escravidão dos juros. Adoro os artigos do Instituto Mises e aprendo muito aqui. Minha meta financeira hoje: Poupar, investir e viver, de forma austera, dos rendimentos no futuro. Essa é a liberdade que eu quero e não aquela palhaçada divulgada nas campanhas publicitárias da Caixa e do BB: Propagandas sobre empréstimos e os caras deitados na rede, na beira da praia com um laptop no colo. Patético.
  • Mohamed Attcka Todomundo  16/05/2012 16:36
    Sérgio:

    (A)aplique à sua vida, sempre e em tudo, a lei de Rockwell: "acredite sempre no oposto do que o estado diz! faça sempre o contrário do que o estado perde".

    (B) aplique à sua vida, sempre e em tudo, a lei de Murphy: "sorria! amanhã vai ser pior".

    (C) quanto à "postura do indivíduo com mentalidade 'austríaca' dentro de um ambiente dominado e conduzido pelo keynesianismo", te dou um conselho totalmente pessoal (ele ñ tá nem certo nem errado. É um posicionamento de personalidade minha. Julgue-o - e talvez o aplique - conforme seus parâmetros!): ñ tente convencer ninguem de nada; ñ discuta austroliberalismo com ninguem. O estresse e maleficios superam os beneficios. as pessoas kerem ter suas preferencias validadas; ñ questionadas. 'questionamento' envolve 'honestidade intelectual'. poucos a tem; menos ainda kerem cultivar. ñ se estigme; teus 'colegas' e 'amigos' ñ valem isto; e por + q você deseje o bem deles, so permanecerão como 'amigos' e 'colegas' enquanto vc validar o umbigo deles. proteja-se da plebe! vc ñ pode evitar que ela se destrua a si mesma. mas pode evitar que ela te atinja.

    (D) como disse o leandro: "Essa sempre foi uma característica típica do brasileiro: a total desconsideração com a racionalidade financeira e o baixíssimo horizonte temporal, totalmente voltado para o curto prazo". a mentalidade e a cultura do brasileiro fazem dele rebanho. seja menos brasileiro e + austriaco, e quando a manada estourar vc ñ vai tá no meio. kkkk (ainda bem q eu sou turco)
  • EUDES  16/05/2012 14:37
    " [Hollande] acredita que elevar a alíquota máxima do imposto de renda da França para 75% ao mesmo tempo em que contrata mais 60.000 professores sindicalizados irá melhorar as coisas." Esse político é mais louco do que eu pensava.
  • mauricio barbosa  16/05/2012 14:53
    O IMB é um show de idéias e racionalidade,enquanto a academia é o verdadeiro dinossauro,viva a liberdade pois o mundo numca será perfeito mas a liberdade esta não precisa ser perfeita mas desfrutada continue assim IMB cada dia melhor e mais esclarecerdora e eu sei do que estou falando,pois já passei pela academia e perdi meu tempo por causa desta porcaria de teoria que é o keynesianismo.
  • Mohamed Attcka Todomundo  16/05/2012 16:40
    caro mauricio barbosa:

    "viva a liberdade!, pois o mundo numca será perfeito, mas a liberdade esta não precisa ser perfeita mas desfrutada": esta sua frase virou meu lema. è o síntese + lucuda que ja vi aki no site.

    Allah Badik iasid (Alá sobre sua cabeça)
  • mauricio barbosa  17/05/2012 12:28
    Relembrando a todos e pedindo desculpas pela pobreza do meu português,esta é uma falha de formação pois sou oriundo de escola pública e confesso não ter paciência para reaprender-lá.
    Quanto a escola keynesiana o erro da academia dinossaura é dogmatiza-la e não abrir o leque para outros pensadores que nem Mises,Rothbard e outros.
    Se houvesse essa honestidade e ética por parte da academia os alunos que nem eu tiraria suas próprias conclusões e não seriam induzidos a acreditar nas falácias keynesianas,como é ensinado atualmente basta abrir os livros-textos.
  • mauricio barbosa  21/05/2012 10:22
    Mohamed Attcka Todomundo
    Quando eu digo a liberdade não precisa ser perfeita mas desfrutável,estou querendo dizer no sentido libertário do termo ou seja,se o estado acabar e o mercado triunfar isso não quer dizer que o crime,assaltos,homicídios irá acabar,enfim o mundo não será perfeito,mas sim não seremos mais roubados por esse monopólio da ineficiência que é o estado,portanto viva a liberdade de não mais pagar impostos.Espero agora ser compreendido,ok!Um abraço e aguardo resposta e que DEUS o abençoe.
  • Andre L.  16/05/2012 16:13
    Leandro, desculpe a pergunta , sei que você não está aqui pra isso, mas em que devemos investir no momento? Obrigado e meus parabéns , acompanho o site há um ano aproximadamente e isso foi realmente fez muita diferença pra mim. Abraço.
  • EUDES  16/05/2012 16:25
    Creio que Keynes queria atirar o mundo no precipício. Para quê ? Para que seu sonho pudesse ser realizado : uma moeda de papel global. Menos liberdade e mais tirania! Teoria da conspiração, é verdade. Mas, poderíamos pensar diferente ? É difícil para uma pessoa comum e normal acreditar em maluquices keynesianas. Porém, parece que muitos economistas acreditam ! É relativamente simples fazer com que uma idiotice passe a ser considerada como sendo uma grande sabedoria : ensine tal idiotice nas escolas, inclusive e principalmente nas universidades !

    Acerca dessa teoria da conspiração, alguém poderia tecer mais comentários ?
  • Hay  16/05/2012 16:58
    Não acho que esse era o objetivo de Keynes. Ele provavelmente acreditava que seu esquema de gastos mágicos, para funcionar perfeitamente, precisaria de uma moeda global forçada goela abaixo. Assim, ele poderia conseguir um bom cargo no Banco Central Mundial e sair por aí imprimindo dinheiro a torto e a direito, sem se preocupar com o futuro. Aliás, os Keynesianos não se importam com o futuro.
  • Ricardo  16/05/2012 17:34
    Leiam a notícia abaixo:

    Edição do dia 09/02/2012

    10/02/2012 00h05 - Atualizado em 10/02/2012 00h29
    Grécia aceita pacote de contenção em troca de financiamento da dívida
    Devem ser demitidos 15 mil funcionários públicos em 2012 e 150 mil até 2015. O salário mínimo e parte das aposentadorias devem ser reduzidos.

    Marcos Uchôa

    A Grécia cedeu às pressões dos grandes países europeus e aceitou um violento pacote de contenção de gastos, em troca de financiamento da dívida. O pacote e o sacrifício dos gregos são considerados essenciais para salvar a zona do euro na Europa.

    Os ministros de Finanças da União Europeia se reuniram esta noite e vão examinar o acordo.
    Para receber mais 130 bilhões de euros, o governo grego e os três partidos que o apoiam tinham que aceitar medidas de ajuste da economia.

    Demitir 15 mil funcionários públicos em 2012 e 150 mil até 2015. Diminuir o salário mínimo em 22% e cortar também parte das aposentadorias. Se isso tudo já era suficientemente ruim, novos dados da economia trouxeram mais pessimismo.

    O desemprego agora atinge quase 21% dos gregos, e a produção industrial do país diminuiu 11,3% em dezembro. Sem crescimento, sem desenvolvimento e com nenhuma perspectiva de sair do buraco no horizonte, não é surpresa que nas ruas haja tanta gente protestando.

    Os próximos dois dias serão de greve e manifestações para pressionar o parlamento grego, que tem que ratificar o acordo no domingo.

    O apresentador de um dos programas de rádio mais populares da Grécia disse: "Nós estamos falidos, mas para não dizerem que nós estamos falidos, estão dando dinheiro em condições tão punitivas que nós agora vamos ficar ainda mais falidos."

    Claro, estão fazendo isso para salvar os bancos e outros países europeus, mas, desse jeito, como a Grécia vai sobreviver?, perguntou. "A Grécia está cortando tanto, e encolhendo tanto, que, sem crescimento, não se imagina como ela vai ter condições de pagar todos esses empréstimos no futuro".

    g1.globo.com/jornal-da-globo/noticia/2012/02/grecia-aceita-pacote-de-contencao-em-troca-de-financiamento-da-divida.html
  • Luis Almeida  16/05/2012 17:41
    Nada como um gráfico para mostrar que todo este "terrorismo" é pura conversa fiada. Quando a Grécia realmente começar a cortar gastos (até agora eles seguem estabilizados em um alto valor), aí a gente volta a analisar.
  • Ricardo  16/05/2012 17:50
    Observe melhor o gráfico. Seundo o gráfico publico, a Grécia e a Espanha foram o únicos q cortaram os gastos depois de 2009...A Itália estabilizou os gastos, e o Reino Unido e a França aumentaram os gastos.
  • Luis Almeida  16/05/2012 18:03
    Sim, utilizando uma lupa, é possível perceber que os gastos estão no mesmo nível de 2008 ou de 2007. Mas em 2007 as economias grega e espanhola não estavam bombando? Logo, pela "lógica", os gastos estarem hoje no mesmo nível daquela época (só 4 anosa atrás, pô!) deveriam ao menos produzir um crescimento econômico parecido, não? Pelo menos de acordo com o grande Keynes...

    Ou será que a teoria dele deu uma falhada básica? Não é possível...
  • Paul Lafargue  16/05/2012 17:44
    E os economistas continuam a repetir aos operários: Trabalhem para aumentar a fortuna social! E, no entanto, um economista, Destutt de Tracy, responde-lhes: nas nações pobres que o povo está à sua vontade; é nas nações ricas que de um modo geral ele é pobre.

    E o seu discípulo Cherbuliez continua:

    "Os próprios trabalhadores, ao cooperarem na acumulação dos capitais produtivos, contribuem para o acontecimento que, mais tarde ou mais cedo, os deve privar de uma parte do seu salário."

    Mas, ensurdecidos e tornados idiotas pelos seus próprios berros, os economistas continuam a responder: Trabalhem, trabalhem sempre para criarem o vosso bem-estar! E, em nome da bondade cristã, um padre da Igreja Anglicana, o reverendo Townshend, prega: "Trabalhem, trabalhem noite e dia! Ao trabalharem, fazem crescer a vossa miséria e a vossa miséria dispensa-nos de vos impor o trabalho pela força da lei. A imposição legal do trabalho exige demasiado esforço, demasiada violência e faz demasiado estardalhaço; a fome, pelo contrário, não só é uma pressão calma, silenciosa, incessante, como também o móbil mais natural do trabalho e da indústria, ela provoca também os mais poderosos esforços."

    Trabalhem, trabalhem, proletários, para aumentar a fortuna social e as vossas misérias individuais, trabalhem, trabalhem, para que, tornando-vos mais pobres, tenham mais razão para trabalhar e para serem miseráveis. Eis a lei inexorável da produção capitalista.

    Porque, ao prestarem atenção às insidiosas palavras dos economistas, os proletários se entregaram de corpo e alma ao vício do trabalho, precipitam toda a sociedade numa destas crises de superprodução que convulsionam o organismo social. Então, porque há superabundância de mercadorias e penúria de compradores, as oficinas encerram e a fome fustiga as populações operárias com o seu chicote com mil loros. Os proletários, embrutecidos pelo dogma do trabalho, não compreendem que é o supertrabalho que infligiram a si próprios durante o tempo da pretensa prosperidade a causa da sua miséria presente, em vez de correrem ao celeiro de trigo e de gritarem: "Temos fome e queremos comer!... Sim, não temos nem uma moeda, mas, pobres como estamos, fomos nós quem ceifou o trigo e vindimou a uva... " - Em vez de cercarem os armazéns do Sr. Bonnet de Jujureux, o inventor dos conventos industriais, e de clamar: "Sr. Bonnet, aqui estão as vossas operárias ovalistas (1), moulineuses (2), fiandeiras, tecedeiras, elas tremem de frio nos seus tecidos de algodão passajados de modo a condoer os olhos de um judeu e, no entanto, foram elas que fiaram e teceram os vestidos de seda das cocotes de toda a cristandade. As desgraçadas, trabalhando treze horas por dia, não tinham tempo de pensar na "toilette", agora, elas estão desempregadas e podem ostentar um grande luxo com as sedas que trabalharam. Mal perderam os dentes de leite, dedicaram-se à sua fortuna e viveram na abstinência; agora, elas têm tempos de lazer e querem gozar um pouco dos frutos do seu trabalho. Vamos, Sr. Bonnet, entregue as suas sedas, o Sr. Harmel fornecerá as suas musselinas, o Sr. Pouyer-Quertier os seus paninhos, o Sr. Pinet as suas botinas para os seus queridos pezinhos frios e húmidos... Vestidas dos pés à cabeça, dar-vos-á prazer contemplá-las. Vamos, nada de hesitações o Sr. é amigo da humanidade, não é verdade? E cristão ainda por cima! Ponha à disposição das suas operárias a fortuna que estas lhe construíram com a carne da sua carne. - É amigo do comércio? - Facilite a circulação das mercadorias; eis consumido-res acabados de encontrar; abra-lhes créditos ilimitados. É obrigado a fazê-lo a negociantes que não conhece de parte nenhuma, que não lhe deram nada, nem sequer um copo de água. As suas operarias pagarão como puderem: se, no dia do vencimento, elas fogem e deixam protestar a letra, leva-las-á à falência e, se elas não tiverem nada para penhorar, exigirá que elas lhe paguem em orações: elas enviá-lo-ão ao paraíso, melhor do que os seus sacos negros com o nariz cheio de tabaco."

    Em vez de se aproveitarem dos momentos de crise para uma distribuição geral de produtos e uma manifestação universal de alegria, os operários, morrendo à fome, vão bater com a cabeça contra as portas da oficina. Com rostos pálidos e macilentos, corpos emagrecidos, discursos lamentáveis, assaltam os fabricantes: "Bom Sr. Chagot, excelente Sr. Schneider, dêem-nos trabalho, não é a fome, mas a paixão do trabalho que nos atormenta!" E esses miseráveis, que mal têm forças para se manterem de pé, vendem doze e catorze horas de trabalho duas vezes mais barato do que quando tinham trabalho durante um certo tempo. E os filantropos da indústria continuam a aproveitar as crises de desemprego para fabricarem mais barato.

    Se as crises industriais se seguem aos períodos de supertrabalho tão fatalmente como a noite se segue ao dia, arrastando atrás de si o desemprego forçado, e a miséria sem saída, também levam à bancarrota inexorável. Enquanto o fabricante tem crédito, solta a rédea à raiva do trabalho, faz empréstimos, volta a fazer empréstimos para fornecer matéria-prima aos operários. Tem de se produzir, sem refletir que o mercado se obstrui e que, se as mercadorias não chegarem a serem vendidas, as suas ordens de pagamento acabarão por se vencer. Encurralado, vai implorar ao Judeu, lança-se a seus pés, oferece-lhe o seu sangue, a sua honra. "Um bocadinho de ouro ser-lhe-ia mais útil, responde o Rothschild, tem 20 000 pares de meias em armazém, valem vinte soldos, compro-lhas por quatro soldos." Obtidas as meias, o Judeu vende-as a seis e a oito soldos e embolsa as bulicosas moedas de cem soldos que não devem nada a ninguém: mas o fabricante recuou para melhor saltar. Chega finalmente o degelo e os armazéns despejam-se; lança-se então tanta mercadoria pelas janelas que não se sabe como é que elas entraram pela porta. É em centenas de milhões que se cifra o valor das mercadorias destruídas: no século passado, queimavam-nas ou lançavam-nas à água (3).

    Mas antes de chegar a esta conclusão, os fabricantes percorreram o mundo à procura de colocação para as mercadorias que se amontoavam; forçam o seu governo a anexar Congos, a apoderar-se de Tonquim, a demolir com fogo dos canhões as muralhas da China, para aí darem saída aos seus tecidos de algodão. Nos séculos passados, era um duelo de morte entre a França e a Inglaterra para saber quem teria o privilégio exclusivo de vender na América e nas Indias. Milhares de homens jovens e vigorosos purpurearam os mares com o seu sangue durante as guerras coloniais dos séculos XV, XVI e XVII.

    Os capitais abundam como as mercadorias. Os financeiros já não sabem onde colocá-los; vão então para as nações felizes que passeiam ao sol a fumar cigarros pôr caminhos de ferro, construir fábricas e importar a maldição do trabalho. E esta exportação de capitais franceses termina uma bela manhã em complicações diplomáticas: no Egito, a França, a Inglaterra e a Alemanha estavam prestes a agarrar-se pelos cabelos para saber quais os usurários que seriam pagos em primeiro lugar; em guerras no México para onde são enviados os soldados franceses exercerem a profissão de oficial de diligências para encobrir más dívidas (4).

    (1) Ovaliste: operário que torna as sedas ovais.
    (2) Moulineur: operário que fia e torce mecanicamente Os fios de seda crua.
    (3) No congresso industrial realizado em Berlim em 21 de Janeiro de 1879, avaliava-se em 568 milhares de francos o prejuízo que a indústria de ferro tinha sofrido na Alemanha durante a última crise.
    (4) La Justice, do Sr. Clemenceau, na sua parte financeira, dizia a 6 de Abril de 1880: "Ouvimos defender a opinião de que, à excepção da Prússia, os milhares da guerra de 1870 foram igualmente perdidos pela França, e isto sob a forma de empréstimos periódica mente emitidos para o equilíbrio dos orçamentos estrangeiros; esta é também a nossa opinião." Avalia-se em cinco mil milhões o prejuízo dos capitais ingleses nos empréstimos às Repúblicas da América do Sul. Os trabalhadores franceses não só produziram os cinco mil milhões pagos ao Sr. Bismarck, como continuam a servir os juros da indenização de guerra aos Oluvier, aos Girardin, aos Bazaine e outros portadores de títulos de rendimento que originaram a guerra e a derrota. No entanto, resta-lhes um prêmio de consolação: esses milhões não ocasionarão guerra de recuperação.
  • Marcela A.  16/05/2012 21:04
    Sempre ouvi falar muito de Lord Keynes, especialmente nas matérias que tratavam sobre a Crise de 29, mas nunca soube direito o que ele propunha. Realmente, é desesperador vc imaginar há tantas pessoas em cargos vitais que acreditam num negócio tão descabido assim, e é mais desesperador vc imaginar que boa parte dessas pessoas controla o sistema financeiro global.

    Eu sempre achei que fosse óbvio pra qualquer um a idéia de que é necessário poupar para poder consumir, mesmo pq se vc consumir loucamente e se endividar horrores pra isso, é óbvio que vc estará simplesmente comprometendo sua possivel (pq nunca se sabe o que irá acontecer) renda futura.

    Só uma pergunta: no caso, esse pessoal não pensa que chega uma hora em que será necessário arcar com as responsabilidades das dívidas? Não dá pra 'rolar' a dívida eternamente, uma hora há de faltar credores, a reputação fica suja, etc... É impossível aumentar a prosperidade junto com uma dívida crescente! Mesmo que alguma renda surja desse esquema, ela será devorada justamente pelas dívidas. É impossível alguém racional ignorar isso.
  • Leandro  16/05/2012 21:11
    Aqui vão dois artigos que resumem perfeitamente a essência do keynesianismo:

    Quatro imagens mentais para imunizar pessoas sensatas contra o keynesianismo

    O keynesianismo é uma constante
  • Atylla  17/05/2012 06:11
    Leandro,Os japoneses possuem uma poupança real as taxas de juros são negativas pq eles estão estagnados a 20 anos?
  • Leandro  17/05/2012 06:16
    Em parte, isto é um mito. Não é correto falar que eles estão estagnados. Isso está explicado em detalhes aqui.

    Por outro lado, tudo o que a população japonesa poupa, seu governo gasta desbragadamente, o que fez explodir a dívida e gerou enormes entraves para o crescimento econômico. Isso está explicado em detalhes aqui.

    Abraços!
  • Tiago Moraes  17/05/2012 08:52
    Na verdade, Keynes nunca defendeu a atual política econômica posta em prática em todo o mundo, as políticas de inflação monetária constante e afrouxamentos fiscais contínuos. Em períodos de prosperidade econômica, Keynes defendeu que o Estado fosse austero. A política de expansões monetárias e deficit's fiscais foi apenas uma ferramenta que Keynes defendeu para ser utilizada em períodos de recessão econômica, travestidas de "políticas econômicas anti-cíclicas". A crise dos anos 70 e a ocorrência da estagflação, deveriam ter matado o keynesianismo, mas ao invés disso ela pariu o "Neo" e o "Pós" keynesianismos, estes sim, os verdadeiros autores do mantra onde; "quando o gasto público não resolve, é porque ele não foi o suficiente..."

    Há quem diga que Keynes havia percebido antes de sua prematura morte, que inflacionismo monetário e deficit's fiscais não são capazes de eliminar recessões e que certamente poderiam até causá-las e terminou por recomendar que esquecessem tudo o que ele havia escrito, agora se isso foi verdade ou não...

    O melhor adjetivo que o colunista da Forbes empregou ao keynesianismo foi o termo "ininteligível", quem leu a Teoria Geral, percebe que as argumentações de Keynes são ambivalentes. O próprio Samuelson, no prefácio da obra, diz que a Teoria Geral é recheada de contradições, falácias e erros primários próprios de alguém que não tem boas apreensões sobre o tema, ainda assim ele em contradição diz que o livro é genial. A obra, para quem lê, já começa com esta pitoresca declaração de um entusiasta, a de que o livro é uma porcaria, mas é genial...

  • Vitor  17/05/2012 13:07
    Tem gente que acha o conceito de duplipensar de Orwell muito absurdo e radical para realmente acontecer. Mas aí está um exemplo claro de duplipensamento. Agir com responsabilidade (não gastar mais do se arrecada) é irresponsabilidade. E liberdade é escravidão.
  • Victor   17/05/2012 14:09
    Perfeito. O duplipensar já existe.
  • Marc...  18/05/2012 12:00
    Leandro,\r
    \r
    No 1º gráfico, qual o percentual destes gastos que são para o pagamento da dívida?\r
    \r
    Esses valores estão corrigidos por algum índice de inflação de preços?\r
    \r
    Qual foi a inflação (monetária) do euro no período?\r
    \r
    Obrigado antecipadamente.
  • Leandro  18/05/2012 12:40
    Não sei ao certo o percentual, Marc, mas sei que estão incluídos ali. O Brasil é um dos poucos que tem o privilégio (por obra e graça do FMI) de não incluir em seus gastos o pagamento de dívidas -- para assim obter o falacioso superávit primário.

    E não, não são corrigidos por índices de inflação. Divulgação de gastos, em geral, não são corrigidos por índices. Ainda bem.

    Por fim, não tenho ideia da inflação atual do euro. Não tenho acompanhado. Mas neste artigo do professor Ubiratan, figura 9, tem lá a variação do M3.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1099

    Grande abraço!
  • Marc...  19/05/2012 17:31
    Leandro,
    Tenho a hipótese que os gastos da Grécia, descontados os da dívida e corrigidos pela inflação do euro, sofreram redução no período. Pesquisei no Eurostat mas não consegui chegar a uma conclusão.

    Mas independente de ter ocorrido aumento ou não dos gastos, considerando que todo dinheiro emprestado à Grécia é criado do nada e sua obrigação é maior que o valor emprestado, mesmo que todos os gastos fossem cortados e transferidos para o pagamento da dívida, o que iria ocorrer seria a transferência de todo dinheiro taxado para o ECB, e a dívida nunca seria quitada. Essa que é a espiral de morte grega.

    Quanto menor os gastos não seria maior essa transferência?

    A única solução possível não seria o calote? Tentar pagar a dívida não é impossível?

    Pensando nesse caso me lembrei dessa citação:
    "If the American people ever allow private banks to control the issuance of their currency, first by inflation and then by deflation, the banks and corporations that will grow up around them will deprive the people of all their property until their children will wake up homeless on the continent their fathers conquered."
    Thomas Jefferson
  • Leandro  21/05/2012 02:46
    Correto. No atual sistema monetário, o dinheiro é criado por meio de dívida -- ou seja, o dinheiro é lastreado em dívida. Cria-se dinheiro comprando títulos da dívida em posse dos bancos.

    Logo, em tese -- e especialmente no caso da Grécia, em que o pagamento do dívida equivale a mandar dinheiro para fora do país --, a quitação da dívida equivaleria a uma grande deflação monetária. A menos que todo este dinheiro retornasse ao país por meio de investimentos estrangeiros ou superávits no balanço de pagamentos, algo duvidoso.
  • Marc...  22/05/2012 19:43
    E essa deflação monetária na verdade é uma transferência de toda riqueza da população (através dos impostos) para os detentores dos títulos de dívida, de forma rápida (quanto maior a austeridade) ou lentamente e gradual (quanto maior os gastos, aumentando o endividamento tanto do estado quanto da população), mas igualmente de todo o capital.

    Ou seja, a austeridade é a fase final dessa transferência, desse roubo.

    Por que então o Gary North brada pela austeridade nesse artigo, além desse, se somente o calote resolve?

    Cui bono?

    Não seria prudente evitarmos espalhar a ideia de que a austeridade é a solução?
  • Leandro  22/05/2012 19:56
    Não, você confundiu os conceitos. Uma coisa é cortar gastos do governo. Isso é austeridade genuína. Outra coisa é aumentar impostos para pagar as dívidas do governo -- e é isso que a mídia falaciosamente chama de austeridade, sendo que o correto seria chamar de "bolsa-banqueiro".

    O Gary North defende a primeira opção, e nós também. E ela nada tem a ver com a segunda.
  • Raul Julio  25/05/2012 13:43
    As ideias aqui apresentadas parecem razoáveis.
    O que não entendo é:
    Existe algum país que aplique essa austeridade de fato no presente? Qual? Se não existe, por que?
    Existe algum exemplo histórico de forte austeridade que tenha levado a um maior desempenho econômico? [rejeito a época pré 1914 como base de comparação]
    Qual seria o impacto social de uma austeridade acentuada? [obviamente os ricos seriam pouco afetados, mas o que dizer da maioria da população, e principalmente dos mais carentes?]
  • Leandro  25/05/2012 14:12
    Raul, antes de tudo, é preciso definir os termos do debate. Austeridade significa apenas o governo não gastar mais do que arrecada. Só isso e nada mais.

    Tendo entendido este conceito essencial, parte-se para a segunda parte: como atingir a austeridade?

    Resposta: cortando gastos do governo. E só.

    Uma vez equilibrado o orçamento, deve-se partir para mais cortes de gastos, desta vez correlacionando cada corte de gastos a uma redução nos impostos. O saldo final é que a população terá mais dinheiro no bolso, os políticos e os burocratas terão menos, e todos os parasitas que até então recebiam altos salários na burocracia terão finalmente de procurar ocupação no setor produtivo da economia, o que aumentará a oferta de bens e serviços disponíveis para toda a população, o que por sua vez levará a uma redução nos preços reais destes bens e serviços.

    Será que isso realmente é muito radical? Isto ajudaria ou pioraria a vida daqueles pobres honestos, que querem subir na vida por conta própria?

    Quem já fez isso no século XX? Alemanha pós-Segunda Guerra, Alemanha pós-2005, Chile, Uruguai, Cingapura, Suíça, Noruega, Hong Kong, Estônia. Estes são os que eu me lembro de cabeça.

    Agora é a minha vez: qual país melhorou [i]sustentavelmente[/link] a sua situação econômica estourando seguidamente seu orçamento? Cite-me dois e eu fecho este site na hora.

    Grande abraço!
  • Lucas Amaro  28/05/2012 20:43
    Recentemente, assisti a uma palestra em que era dito que o gasto público em investimentos em infraestrutura, por exemplo, era muito pequeno no Brasil, gerando atrasos e custos.

    Por que o setor privado, supostamente, não investe em infraestrutura? Quais são as barreiras que impossibilitam esses investimentos?

    Um palestrante disse que nos EUA gastos com problemas de infraestrutura são pequenos no preço final de um produto, muito menores do que aqui. Lá, o setor privado esteve envolvido para investir em infraestrutura, não?
  • Marc...  16/07/2012 13:52
    Viena, 20 jun (Lusa) — O governador do Banco Central Austríaco (OeNB) alertou contra as políticas de austeridade demasiado drásticas, estabelecendo um paralelismo com a Alemanha dos anos 1930 e o advento do nazismo, indicou hoje o OeNB, confirmando informações da imprensa.

    "A concentração exclusiva na austeridade (nos anos 1920 e 1930) conduziu a um desemprego em massa, a um colapso dos sistemas democráticos e, no final, à catástrofe do nazismo", declarou na segunda-feira Ewald Nowotny, também membro do conselho de governadores do Banco Central Europeu (BCE), segundo declarações citadas na terça-feira pela agência Dow Jones e confirmadas por um porta-voz do OeNB.

    Nowotny, que falava em Viena na abertura de um "workshop" conjunto do OeNB e do "European Money and Finance Forum" (SUERF), fez o alerta numa altura em que a União Europeia tenta combater a crise da dívida através de severas medidas de austeridade nos países mais afetados.

    --

    Partido Aurora Dourada:
    'Estamos no rumo da Alemanha dos anos 30', diz historiador grego
  • Politecnico  20/10/2012 15:11
    Será que alguem pode editar esse artigo?
    pt.wikipedia.org/wiki/Austeridade
    Nunca vi um artigo da Wikipedia tão mal-escrito, parcial e mal-intencionado.


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