A desigualdade e o egoísmo estimulam o desenvolvimento
por , quarta-feira, 9 de outubro de 2013

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3007.jpgA desigualdade de renda e de riqueza é uma característica inerente a uma economia de mercado. A eliminação desta desigualdade destruiria completamente qualquer economia de mercado.

O que as pessoas que propõem a igualdade têm em mente é sempre um aumento do seu próprio poder de consumir. Ao apoiar o princípio da igualdade como um postulado político, ninguém pensa em repartir sua renda com os que têm menos.  Quando os assalariados falam de igualdade, estão querendo dizer que os lucros dos patrões deveriam ser distribuídos entre eles.  Não estão propondo uma redução de sua própria renda em benefício dos 95% da população da terra cuja renda é menor do que a sua.

Em uma sociedade de mercado, a desigualdade de renda representa um papel bem diferente daquele que ela representa em uma sociedade feudal ou em outros tipos de sociedades não capitalistas. Entretanto, no curso da evolução histórica, essa desigualdade pré-capitalista foi de enorme importância.

Comparemos a história da China com a da Inglaterra.  A China chegou a desenvolver uma civilização de alto nível. Dois mil anos atrás, estava muito mais adiantada do que a Inglaterra.  Mas, no fim do século XIX, a Inglaterra era um país rico e civilizado, ao passo que a China era um país pobre.  Seu estágio de civilização era praticamente o mesmo que já havia alcançado alguns séculos atrás; era uma civilização estagnada.

Os esforços feitos pela China para implementar os princípios de igualdade de renda foram muito maiores do que os feitos pela Inglaterra.  A terra foi dividida e subdividida. Não havia proletários sem terras.  Já na Inglaterra do século XVIII, a quantidade de proletários sem terra era muito numerosa.  Durante muito tempo, as práticas restritivas das atividades não agrícolas, consagradas pelas ideologias tradicionais, retardaram o surgimento da moderna atividade empresarial.  Porém, quando a filosofia do laissez-faire, ao destruir completamente as falácias do restricionismo, abriu o caminho para o capitalismo, a evolução do sistema industrial pôde processar-se num ritmo acelerado porque a força de trabalho necessária já estava disponível.

O que gerou a "era da máquina" não foi, conforme imaginava Werner Sombart, uma obsessão especial pelo enriquecimento, surgida misteriosamente do dia para a noite e que se apossou das mentes de algumas pessoas, transformando-as em "homens capitalistas".  Sempre existiram pessoas ávidas para obter lucros ao melhor ajustarem a produção à satisfação das necessidades do público.  Mas essas pessoas eram paralisadas pela ideologia que estigmatizava o desejo de lucrar como sendo imoral e que erigia barreiras com o propósito de impedi-lo.

A substituição das doutrinas favoráveis ao sistema tradicional de restrições pelo laissez-faire removeu esses obstáculos ao progresso material e deu lugar a uma nova era.

A filosofia liberal combatia o tradicional sistema de castas porque sua preservação era incompatível com o funcionamento da economia de mercado.  Defendia a abolição dos privilégios para poder liberar aqueles que, graças à sua engenhosidade, sabiam como produzir de forma mais barata uma maior quantidade de produtos de melhor qualidade.  Utilitaristas e economistas, neste particular, estavam de acordo com as ideias dos que combatiam os privilégios de classe em nome de um alegado direito natural e da teoria da igualdade de todos os homens.  Ambos os grupos defendiam o princípio da igualdade de todos perante a lei.  Mas esta coincidência de pontos de vista em alguns aspectos não eliminou as diferenças fundamentais entre essas duas correntes de pensamento.

Para a escola do direito natural, todos os homens são biologicamente iguais e, portanto, possuem o inalienável direito a uma parcela igual de todas as coisas.  A primeira afirmativa contraria frontalmente os fatos.  A segunda, se interpretada consistentemente, conduz a absurdos tais que os seus defensores acabam abandonando completamente a lógica e passam a considerar certas instituições, por mais discriminatórias e iníquas que sejam, como perfeitamente compatíveis com a inalienável igualdade de todos os homens.  Os eminentes cidadãos da Virgínia, cujas idéias inspiraram a Revolução Americana, admitiram que fosse preservada a escravidão negra.  O sistema de governo mais despótico que a história jamais conheceu, o bolchevismo, se apresenta como a própria encarnação do princípio de igualdade e liberdade entre todos os homens.

Os defensores da igualdade perante a lei tinham plena consciência da inata desigualdade entre os homens e de que é precisamente essa desigualdade que dá origem à cooperação social e à civilização.  Para eles, o princípio da igualdade perante a lei não foi concebido com o propósito de corrigir os fatos inexoráveis do universo ou para fazer desaparecer a desigualdade natural.  Era, muito pelo contrário, uma maneira de assegurar à humanidade inteira o máximo de benefícios que os homens podem extrair dessa desigualdade.  Portanto, nenhuma instituição criada pelo homem deveria impedir alguém de atingir aquela posição na qual pudesse melhor servir a seus concidadãos.  Para os liberais, o problema da desigualdade era visto pelo ângulo social e utilitário, e não segundo um alegado direito inalienável dos indivíduos.  A igualdade perante a lei, diziam eles, é boa porque serve melhor aos interesses de todos.  Permite, principalmente, que os consumidores decidam quem deve dirigir as atividades produtoras.  Elimina, assim, as causas de conflitos violentos, o que assegura o estabelecimento de uma ordem social mais satisfatória.

Foi o triunfo dessa filosofia liberal que produziu todos os fenômenos que, em seu conjunto, são denominados de civilização ocidental moderna.  Entretanto, essa nova ideologia só poderia triunfar em um ambiente onde o ideal de igualdade de renda fosse ainda muito fraco.

Se os ingleses do século XVIII estivessem encantados com a quimera da igualdade de renda, a filosofia do laissez-faire não lhes teria despertado o interesse, assim como ainda hoje não o faz entre os chineses ou os maometanos.  Nesse sentido, o historiador deve reconhecer que a herança ideológica do feudalismo e do sistema senhorial muito contribuiu para o advento da civilização moderna, por mais diferente que esta seja daquela.

Os filósofos do século XVIII, que não lograram compreender os princípios da nova teoria utilitária, continuaram perorando acerca da superioridade da China e dos países islâmicos.  Certamente conheciam muito pouco sobre a estrutura social do mundo oriental.  O que achavam louvável nas vagas informações de que dispunham era a ausência de uma aristocracia hereditária e de grandes latifúndios.  Pelo que imaginavam, esses povos teriam conseguido implantar os princípios igualitários com mais êxito do que as suas próprias nações.

Mais tarde, no século XIX, essas teses foram redescobertas pelos nacionalistas dos vários países.  A mais em voga era o pan-eslavismo, cujos defensores exaltavam a superioridade do mir[1] e do artel[2] russos e do zadruga[3] iugoslavo.  A crescente confusão semântica acabou convertendo o significado de termos políticos no seu oposto; o epíteto democrático passou a ser prodigamente utilizado. Os povos muçulmanos, que nunca conheceram outra forma de governo que não fosse o mais completo absolutismo, passaram a ser chamados de democráticos.  Os nacionalistas indianos se vangloriam ao falar da tradicional democracia hindu.

Os economistas e os historiadores são indiferentes a este tipo de efusão emocional.  Ao descreverem as civilizações asiáticas como civilizações inferiores, não estão expressando um julgamento de valor.  Meramente consignam o fato de que esses povos não souberam estabelecer as condições ideológicas e institucionais que, no Ocidente, produziram a civilização capitalista, cuja superioridade os asiáticos hoje implicitamente reconhecem ao clamarem pelo menos por seus implementos terapêuticos e tecnológicos e por sua parafernália.  O reconhecimento do fato de que, no passado, a cultura de muitos povos asiáticos era mais avançada do que a dos seus contemporâneos ocidentais implica procurar saber as causas que impediram o progresso no Oriente.  No caso da civilização hindu, a resposta é óbvia: o férreo controle do inflexível sistema de castas tolheu a iniciativa individual e cortou pela raiz qualquer possibilidade de desvio dos padrões tradicionais.  Mas a China e os países muçulmanos, exceção feita à escravidão de um relativamente pequeno número de pessoas, não estavam sujeitos a um regime de castas.  Eram governados por autocratas.  Mas os súditos eram iguais sob o jugo do autocrata. Até mesmo os escravos e os eunucos não eram impedidos de exercer funções elevadas.  É a essa igualdade sob o déspota que as pessoas se referem quando hoje mencionam os supostos costumes democráticos desses povos orientais.

Esses povos e seus governantes estavam comprometidos com uma noção de igualdade econômica que, embora vaga e mal definida, era muito clara em um aspecto: o de condenar peremptoriamente qualquer indivíduo privado que acumulasse uma grande fortuna.

Os governantes consideravam aqueles súditos que fossem ricos como uma ameaça à sua supremacia política. Todas as pessoas, governantes e governados, estavam convencidas de que não era possível acumular muitos recursos sem que isto privasse outras pessoas daquilo que, de direito, lhes pertencia — portanto, o patrimônio dos poucos ricos era a causa da pobreza de muitos.  A situação de comerciantes prósperos em todos os países orientais era extremamente precária.  Ficavam à mercê dos funcionários públicos. Mesmo propinas generosas não conseguiam evitar o confisco de seus bens.  A população regozijava sempre que uma pessoa próspera era vitimada pela inveja e pelo ódio dos governantes.

Essa mentalidade anticrematística obstruiu o progresso da civilização no Oriente e manteve as massas à beira da morte por inanição.  Uma vez que a acumulação de capital estava impedida, não poderia haver progresso tecnológico.  O capitalismo chegou ao Oriente como uma ideologia importada, imposta por exércitos e navios estrangeiros sob a forma ou de domínio colonial ou de jurisdição extraterritorial.  Esses métodos violentos certamente não eram os mais adequados para mudar a mentalidade tradicionalista dos orientais.  Mas o reconhecimento deste fato não invalida a constatação de que foi a aversão à acumulação de capital o que condenou centenas de milhões de asiáticos à pobreza e à fome.

A noção de igualdade que os nossos atuais defensores do estado assistencialista têm em mente é uma réplica da ideia asiática de igualdade.  Embora seja vaga sobre todos os aspectos, é bem nítida ao condenar as grandes fortunas.  Opõe-se às grandes empresas e aos grandes patrimônios.  Preconiza várias medidas para tolher o crescimento de empresas privadas e para impor mais igualdade por meio de taxação confiscatória de rendas e de propriedades.  E apela para a inveja das massas menos avisadas.

As consequências econômicas imediatas das políticas confiscatórias já foram examinadas alhures.  É óbvio que, no longo prazo, tais políticas resultam necessariamente não só numa redução da acumulação de capital, como também no consumo do capital que havia sido previamente acumulado.  Não só impedem a criação de maior prosperidade material como até mesmo revertem essa tendência, dando origem a uma pobreza cada vez maior. Se estes ideais asiáticos triunfassem, o Oriente e o Ocidente acabariam por se igualar no mesmo nível de miséria.

Os defensores do estado provedor não pretendem ser apenas os defensores dos interesses da sociedade geral contra os interesses egoístas das empresas ávidas por lucros; eles também afirmam estarem cuidando dos interesses permanentes e seculares da nação, se opondo aos interesses de curto prazo dos empreendedores e capitalistas, que só se preocupam com o próprio lucro, sem nunca se importar com o futuro da sociedade.  Esta segunda pretensão é evidentemente incompatível com a preferência que tais pessoas dão a políticas de curto prazo em detrimento das considerações de longo prazo.  Mas a consistência lógica não é uma das virtudes dos defensores do estado assistencialista.  Não levemos em conta, portanto, esta contradição em suas proposições e examinêmo-las sem considerar sua inconsistência.

A poupança, a acumulação de capital e o investimento retiram recursos que seriam usados no consumo corrente para empregá-los na melhoria das condições futuras.  O poupador renuncia a um aumento da satisfação imediata a fim de melhorar o seu próprio bem-estar e o de sua família no futuro.  Suas intenções certamente são egoístas no sentido popular do termo.  Mas os efeitos de sua conduta egoísta favorecem os interesses permanentes da sociedade como um todo, bem como os de todos os seus membros.  Seu comportamento produz todos aqueles fenômenos que até mesmo os mais fanáticos defensores do estado assistencialista rotulam de "desenvolvimento econômico" e "progresso social".

Para haver acréscimo de poupança e acumulação de capital, ou mesmo para que o capital atual seja simplesmente preservado, é preciso que haja redução no consumo de hoje a fim de que possa haver maior oferta de bens amanhã. Há necessidade de uma abstinência, de uma renúncia a satisfações que poderiam ser desfrutadas imediatamente.  A economia de mercado cria um contexto no qual essa abstinência é praticada numa certa medida, e no qual o capital acumulado daí decorrente é investido para produzir aquilo que melhor satisfaz as necessidades mais urgentes dos consumidores.

As fábulas de Papai Noel dos defensores do estado provedor se caracterizam pela total incapacidade de compreender o papel representado pelo capital.  Precisamente por isso, não se pode aceitar a designação de "economia do bem-estar" autoatribuída a esta doutrina.  Quem não leva em consideração a escassez de bens de capital disponível não é um economista; é um fabulista.  Não lida com a realidade, mas com um fabuloso mundo de abundância.  Todas as generosidades verbais dos defensores do estado provedor baseiam-se, implicitamente, na pressuposição de que existe uma abundância de bens de capital.  Se fosse assim, certamente seria fácil remediar todos os males, dar a cada um "segundo suas necessidades" e fazer com que todo mundo fosse perfeitamente feliz.

Os defensores do estado provedor costumam afirmar que a motivação dos indivíduos é o egoísmo, ao passo que o governo atua com a intenção de servir a todos. Admitamos, pelo bem do debate, que os indivíduos sejam demoníacos e os governantes angelicais.  Mas o que conta na vida real — apesar da opinião contrária de Kant — não são as boas intenções, mas os resultados.  O que torna possível a evolução da sociedade é precisamente o fato de que a cooperação pacífica sob o signo da divisão do trabalho, a longo prazo, atende melhor aos interesses egoístas de todos os indivíduos.  A superioridade da sociedade de mercado consiste no fato de que o seu funcionamento confirma esse princípio.

Essa realidade, totalmente palpável e comprovada, já é o bastante para refutar o clichê paternalista que procura contrastar, de um lado, o egoísmo dos indivíduos de mentalidade estreita, preocupados exclusivamente com os prazeres do momento e sem nenhuma consideração com o bem-estar dos seus concidadãos e com os interesses permanentes da sociedade, e, do outro, o governo benevolente e clarividente, infatigável na sua dedicação para promover o bem-estar duradouro de toda a sociedade.

Os defensores do estado provedor vêem no governo uma materialização da Divina Providência que, sábia e imperceptivelmente, conduz a humanidade a estágios mais elevados e mais perfeitos de um inexorável processo evolutivo; eles não são capazes de perceber a complexidade do problema e suas ramificações.

O cerne de toda essa questão sobre a acumulação de capital consiste exatamente na forma como o egoísmo produz os seus efeitos.  Em um sistema em que haja desigualdade, o egoísmo impele o homem a poupar e a procurar investir sua poupança de maneira a melhor atender às necessidades mais urgentes dos consumidores. Em um sistema igualitário, essa motivação desaparece.  A redução do consumo em um futuro imediato é uma abstinência facilmente percebida, contrária aos interesses egoístas do indivíduo.  Já a maior disponibilidade futura que se espera obter em decorrência dessa abstinência imediata é menos perceptível ao homem de inteligência média.

O problema de manter o nível de capital existente e de aumentá-lo é insolúvel num sistema socialista no qual não se pode recorrer ao cálculo econômico.  Uma sociedade socialista não dispõe de método para verificar se o capital existente está aumentando ou diminuindo.  Mas, no sistema intervencionista atual, a situação não é tão grave.  Neste caso, ainda é possível compreender o que está ocorrendo.  Se em tal país prevalece um regime democrático, os problemas de preservação e de acumulação de capital adicional tornam-se o tema central dos antagonismos políticos. Não faltarão demagogos a propor que se dedique ao consumo mais do que o partido no poder ou os outros partidos estejam dispostos a aceitar.  Estarão sempre dispostos a afirmar que "na atual emergência" não se pode pensar em acumular capital e que, pelo contrário, justifica-se plenamente o consumo de uma parte do capital já existente.  Os vários partidos competirão entre si nas promessas feitas aos eleitores no sentido de aumentar os gastos públicos e de, ao mesmo tempo, reduzir os impostos que não onerem exclusivamente os ricos.  No tempo do laissez-faire, as pessoas consideravam o governo como uma instituição cujo funcionamento implicava despesas que deveriam ser custeadas pelos impostos arrecadados dos cidadãos.

No orçamento de cada indivíduo, o estado era um item da despesa.  Hoje, a maioria dos cidadãos considera o governo como uma entidade que distribui benefícios.  Os assalariados e os agricultores esperam receber do erário público mais do que contribuem para a sua receita.  Consideram o estado como uma fonte de benefícios e não como um coletor de impostos.

Essas crenças populares foram racionalizadas e elevadas à categoria de uma doutrina quase econômica por Lord Keynes e seus discípulos.  Gastos públicos e déficits orçamentários são apenas sinônimos de consumo de capital.  Se as despesas correntes, por mais benéficas que sejam consideradas, são financiadas ou por meio de impostos — principalmente pelo confisco daquela parte das maiores rendas que teria sido utilizada para investimento —, ou por aumento da dívida pública, o estado se converte no grande consumidor do capital existente.  O fato de que um país ainda apresente um excedente anual de acumulação de capital em relação ao correspondente consumo de capital não invalida a afirmativa de que o conjunto das políticas financeiras do governo federal, dos estados e dos municípios provoca um crescente consumo de capital.

No final, o que determina o curso da política econômica de uma nação são sempre as ideias econômicas aceitas pela opinião pública.  Nenhum governo, seja democrático ou ditatorial, pode libertar-se da influência da ideologia dominante na sociedade. Os que defendem uma limitação das prerrogativas parlamentares em matéria de orçamento e de impostos, ou mesmo a substituição de um governo representativo por um governo autoritário, estão iludidos pela imagem quimérica de um perfeito chefe de estado.

Esse homem, tão benevolente quanto sábio, se dedicaria sinceramente à promoção do bem-estar duradouro de seus súditos.  Na realidade, entretanto, esse caudilho seria um homem mortal como todos os outros, e estaria, acima de tudo, preocupado com a perpetuação de seu poder e o de sua família, de seus amigos e do seu partido.  Quando necessário, recorrerá a medidas impopulares apenas para atender a esses objetivos.  Não investe nem acumula capital; apenas constrói fortalezas e equipa exércitos.

Os tão famosos planos das ditaduras soviética e nazista consistiam em restringir o consumo corrente em favor dos "investimentos". Os nazistas nunca ocultaram que todos esses investimentos eram uma preparação para a guerra de agressão que pretendiam deflagrar.  Os soviéticos foram, de início, mais discretos; mais tarde, proclamaram orgulhosamente que todo o seu planejamento estava dominado por considerações de poderio militar.  A história não registra nenhum caso de acumulação de capital economicamente produtivo que tenha sido realizado pelo governo.  O capital investido na construção de estradas, ferrovias e outras obras públicas úteis foi sempre obtido pela poupança individual dos cidadãos ou por empréstimo.

Mas a maior parte dos fundos arrecadados através da dívida pública foi gasta em despesas correntes.  O que os indivíduos haviam poupado foi dissipado pelo governo.  Mesmo aqueles que consideram a desigualdade de renda e de riqueza uma coisa deplorável não podem negar que ela favorece a acumulação de novos capitais.  E é somente o capital adicional que pode produzir progresso tecnológico, aumento de salários e um melhor padrão de vida.



[1] Mir — comunidade rural. A terra era de propriedade comum dos lavradores, a cada um dos quais era atribuído um lote. O sistema não conseguiu sustentar a população crescente e foi abolido em 1906.

[2] Artel — mutirão.

[3] Zadruga — comunidade rural de quinze a setenta adultos e suas crianças, que viviam como uma grande família. A casa central do chefe da família possuía uma cozinha e um refeitório que atendia a todos. A propriedade não podia ser vendida.


Ludwig von Mises  foi o reconhecido líder da Escola Austríaca de pensamento econômico, um prodigioso originador na teoria econômica e um autor prolífico.  Os escritos e palestras de Mises abarcavam teoria econômica, história, epistemologia, governo e filosofia política.  Suas contribuições à teoria econômica incluem elucidações importantes sobre a teoria quantitativa de moeda, a teoria dos ciclos econômicos, a integração da teoria monetária à teoria econômica geral, e uma demonstração de que o socialismo necessariamente é insustentável, pois é incapaz de resolver o problema do cálculo econômico.  Mises foi o primeiro estudioso a reconhecer que a economia faz parte de uma ciência maior dentro da ação humana, uma ciência que Mises chamou de "praxeologia".



48 comentários
48 comentários
thiago santos carvalho 09/10/2013 14:26:15

Desculpa, mas esse texto está muito "elitizado", a ideia de que o chamado Empresário, com sua iniciativa própria irá investir em tecnologia e aumento do padrão de vida com seu egoísmo, é no minimo fantasiosa, de ele é egoísta e pensa só em si e na família, o que leva ter fé que em vez de um Estado, não haverá um "Ditadura do Empresário", em vez do Estado ser o monopolista , os Empresários é que possuíram tal posse, até impedindo a livre iniciativa, travando o mercado ao seu bem prazer, não?

Responder
Leandro 09/10/2013 14:52:48

Prezado Thiago, quem é que faz investimentos e aumenta o padrão de vida das pessoas?

Qual é a instituição que, por meio de suas regulamentações, cria barreiras à livre entrada de novos concorrentes e com isso protege os grandes empresários? Qual é a instituição que, por meio de suas tarifas de importação, protege empresas poderosas? Qual é a instituição que, por meio da burocracia, impede o surgimento de novos empreendedores?

Em suma, qual é a instituição que realmente cria a "ditadura do empresário"?
Acho que você está vivendo em uma dimensão paralela à realidade.

Quem cria cartéis, oligopólios e monopólios é e sempre foi o estado, seja por meio de regulamentações que impõem barreiras à entrada da concorrência no mercado (agências reguladoras), seja por meio de altos tributos que impedem que novas empresas surjam e cresçam. Pedir que o estado atue para acabar com cartéis é o mesmo que pedir para o gato tomar conta do pires de leite.

Apenas olhe ao seu redor. Todos os cartéis, oligopólios e monopólios da atualidade se dão em setores altamente regulados pelo governo (setor bancário, aéreo, telefônico, elétrico, televisivo, postos de gasolina etc.).

E quando não era assim, o que ocorria? Quando o governo não tinha ainda poderes para se intrometer, havia formação de cartel entre os poderosos? Havia "exploração"? Não. O que ocorria era isso.

Monopólio e livre mercado - uma antítese

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Responder
thiago santos carvalho 09/10/2013 15:38:59

Leandro e o que impediria dos empresários fazer o mesmo?, ou o texto está mau articulado ou equivocado, não é a desigualdade ou o egoismo que geram o progresso, e sim o caráter do bem está do comércio, o que impediria, de uma nova acessão , de um novo dono, nada... se meu mundo é paralelo o seu deve ser bem realista em confiar nas pessoas, e achar que elas com uma simples concorrência irão se respeitar todos de mãos dadas e felizes.

Responder
Leandro 09/10/2013 18:33:45

"e o que impediria dos empresários fazer o mesmo?"

Como é que empresários podem impedir que outros empresários surjam e concorram com eles? Como é que eu, que fabrico carros, posso impedir que brasileiros importem carros dos EUA? Como é que eu, que sou dono de uma empresa de telefonia celular, posso impedir que outra empresa estrangeira venha aqui ofertar seus serviços?

Sem o estado e suas tarifas de importação, sua burocracia e suas regulamentações, nenhum empresário pode impedir a concorrência de outros empresários.

Além de toda a teoria que explica por que empresários não têm como monopolizar um mercado desregulamentado, o primeiro artigo linkado cita exemplos práticos desta impossibilidade. Assim como todos os outros artigos linkados.

Se você ao menos se desse ao trabalho de entender melhor determinadas posições antes de vociferar atabalhoadamente suas opiniões contrárias, o debate seria mais produtivo.

"ou o texto está mau articulado ou equivocado, não é a desigualdade ou o egoismo que geram o progresso, e sim o caráter do bem está do comércio, o que impediria, de uma nova acessão , de um novo dono, nada..."

Frase ininteligível. Ironicamente, diz que o texto alheio é que é mal articulado.

"se meu mundo é paralelo o seu deve ser bem realista em confiar nas pessoas, e achar que elas com uma simples concorrência irão se respeitar todos de mãos dadas e felizes."

Nenhum livre-mercadista nega a existência de empreendedores salafrários; nós apenas acreditamos — e para isto baseamo-nos na sólida teoria econômica — que, quanto mais livre e concorrencial for o mercado, mais restritas serão as chances de sucesso de vigaristas, e mais honestas as pessoas serão forçadas a se manter. E elas terão de ser honestas não por benevolência ou moral religiosa, mas sim por puro temor de que, uma vez descobertas suas trapaças, elas serão devoradas pela concorrência, podendo nunca mais recuperar sua fatia de mercado e indo a uma irrecuperável falência.

Por outro lado, quanto maior for a regulamentação estatal sobre um setor, mais incentivos existirão para a corrupção, para o suborno, para os favorecimentos e para os conchavos. Em vez de se concentrar em oferecer bons serviços e superar seus concorrentes no mercado, as empresas mais poderosas poderão simplesmente se acertar com os burocratas responsáveis pelas regulamentações, oferecendo favores e, em troca, recebendo agrados como restrições e vigilâncias mais apertadas para a concorrência.

Responder
Matheus Polli 10/10/2013 02:41:28

Quanta preguiça intelectual, thiago. Foram indicados diversos (e excelentes) textos pelo Leandro - tenha a bondade de lê-los.

Responder
thiago santos carvalho 10/10/2013 11:42:22

Vou ler Marcus..., mas é dúvida , e não uma afirmação, não creio que o empreendedor atual entenda nem o que é mercado, ele entende que precisa ganhar dinheiro, o consumismo tornaram o homem uma "merda", não existe mais a simples concorrência, a realidade é outra, O sr. Leandro tem razão, mas tal fato, necessita de mais realidade; Veja as empresas de hj, as multinacionais, e façam uma leve comparação com um Estado "esquerdopata".Eu sou um moleque ainda nisso, sinceramente só tenho uma análise lógica e pouco tempo de estudo nisso,por ser engenheiro e ver como as empresas industriais funcionam hoje,sinceramente, o meu receio fica maior ainda. O Marcus e o Leandro devem está certos, mas a minha pergunta continua... "o que impediria empresários de fazer o mesmo que o Estado faz?" uma vez detentoras de tal "poder", será que livre mercado e lucro andam juntos, ou o egoísta humano, irá escolher o que for mais vantagem. E sejam sinceros, vcs, acham que o empreendedor atual, sabe o que é mercado liberal?? . O que vem-me na cabeça é uma criação de um Estado Nacional de proteção aos empresários locais, ou pior, a derrubada dos locais para que os estrangeiros tomem tudo e regulem a vida através de produto.
Obrigado por responderem e dialogar...

Responder
Henrique Paiva 10/10/2013 18:45:57

Leandro sempre paciente e atencioso com todos os desinformados que aparecem aqui, mesmo com os mal intencionados e idiotas que infelizmente nunca acabam.
De todos os colaboradores do IMB, na minha opinião, você é o responsável por maior parte do sucesso que vêm colhendo nos últimos anos.
Continue assim.

Responder
Leandro 10/10/2013 19:52:34

Obrigado pela cortesia e pela consideração, Henrique. Mas o sucesso é decorrência de um grande trabalho de equipe.

Grande abraço!

Responder
Caio 11/10/2013 05:51:37

Lendo os comentários, eu acho engraçado como colocam toda a culpa no estado, o monopólio, desigualdade, apocalipse, tudo culpa do estado, e eu chego a concordar, mas agora se questionem, do que é formado o estado?

Vivemos numa democracia, indivíduos gastam milhares/milhões em campanhas eleitorais, propagandas, viagens, marqueteiros e afins, mas de onde vem esse dinheiro todo? Eu lhes digo, corporações!

Corporações tem a principal fonte de poder, o capital. Políticos são meros miseráveis que se não acharem alguém pra lhe comprar cordinhas e lhe controlarem por trás do pano, não conseguirão nada. O politico é financiado por empresas com interesses totalmente se baseando no lucro, que é o básico e único fundamento das corporações, isso faz com que existam monopólios, dificuldades em abrir novas empresas e todos os problemas que jogam a culpa no estado. É simplesmente ridículo ver a mesma corporação financiar políticos rivais pra que seus interesses sejam totalmente assegurados, o resultado desse corporativismo barato gera esse sistema feudal onde o nobre foi substituído pelo burguês.

O por que disso ocorrer? O estado é fraco, a competição pra ver quem sobe ao topo gera a fraqueza estatal e abre lacunas para o feudalismo empresarial acontecer, pouco importa a ideologia do individuo, o principal foco do governo sera para essa elite, o resultado disso você pode ver em empresas como GOOGLE, que hoje é basicamente a maior rede de espionagem do mundo, e ironicamente, os empresários que geram progresso criaram praticamente uma lei marcial nos eua, aquilo é LITERALMENTE agora um governo absolutista empresarial, com direito a total desrespeito a liberdade individual e mais, pra quem duvida:

"pt.wikipedia.org/wiki/USA_PATRIOT_Act".

E sobre o texto, eu posso lhe dizer que a desigualdade gera "progresso" sim, assim como você emprestar 1 milhão do banco te torna um milionário, pena que vai ter que pagar muito mais por isso depois. A revolução industrial gerou progresso e uma infelicidade tão grande que explodiu centenas de guerras sanguinárias no século XIX e XX, é o pagamento do "progresso". E progresso, se for pra meia duzia, então não é progresso, pouco adiantaria descobrirem a imortalidade se apenas 0,1% da população desfrutaria deste progresso, não seria diferente de minha pessoa descobrir algo e guardar somente para eu mesmo, e sinceramente, chamar isso de "progresso" seria ridículo. E tem mais, esse progresso vai depender da boa vontade do burguês, ja houve projetos nos anos 60 de um disco voador que estava em andamento, o disco flutuava cerca de 30 cms do chão, mas foi cancelado porque ninguém viu lucro nisso, belo progresso que o egoismo gerou.

E o argumento sobre a China é totalmente falacioso, a China foi um pais dividido entre senhores FEUDAIS até a revolução, a "China" nem um pais sequer era, era um UNIÃO de feudos, a principal razão é totalmente a oposta dita por esse texto, as terras chinesas sempre estiveram TOTALMENTE na mão de poucos, o mesmo houve com o japão, e ambos os países foram atrasados por causa de imperadores ou senhores feudais.

Responder
Leandro 11/10/2013 14:26:59

Este site publica, no mínimo, um artigo por semana condenando o corporativismo/mercantilismo, que esta união entre estado e grandes empresas. Informe-se primeiro antes de atacar.

"E sobre o texto, eu posso lhe dizer que a desigualdade gera "progresso" sim, assim como você emprestar 1 milhão do banco te torna um milionário, pena que vai ter que pagar muito mais por isso depois."

Isso não é desigualdade e nem progresso. Isso é expansão do crédito e endividamento. Sugiro refazer seus conceitos.

"A revolução industrial gerou progresso e uma infelicidade tão grande que explodiu centenas de guerras sanguinárias no século XIX e XX, é o pagamento do "progresso"."

Não entendi nada. Quer dizer então que a Revolução Industrial gerou muita infelicidade nas pessoas, e essa infelicidade foi contrabalançada por meios de guerras?! Como é que isso funciona? "Ah, estou deprimido, acho que vou iniciar uma guerra." É assim?

Outra coisa: dizer que guerras -- um empreendimento levado a cabo por governos -- são consequências da Revolução Industrial é uma tese que sem dúvida excita universitários, mas que não possui nenhum fundamento sustentável.

Fatos e mitos sobre a "Revolução Industrial"

"E progresso, se for pra meia duzia, então não é progresso, pouco adiantaria descobrirem a imortalidade se apenas 0,1% da população desfrutaria deste progresso, não seria diferente de minha pessoa descobrir algo e guardar somente para eu mesmo, e sinceramente, chamar isso de "progresso" seria ridículo."

Raciocínio convoluto e sem sentido. Se eu descobrisse algo cientificamente desejado, o que eu ganharia em manter essa descoberta apenas para mim? Em termos financeiros, nada. Ou seja: se eu não estiver em busca do lucro, realmente não haverá nenhum progresso para a humanidade. Percebeu sua contradição?

Outra coisa: desde quando descobrir a imortalidade seria "progresso"? Quem quer viver pra sempre? Exemplo irreal e tosco.

"E tem mais, esse progresso vai depender da boa vontade do burguês, ja houve projetos nos anos 60 de um disco voador que estava em andamento, o disco flutuava cerca de 30 cms do chão, mas foi cancelado porque ninguém viu lucro nisso, belo progresso que o egoismo gerou."

De fato, um disco voador flutuando a 30 centímetros do chão teria uma demanda enorme ao redor do mundo, e seria indispensável para o avanço da humanidade. Talvez gerasse até a imortalidade. Os malditos que inventaram essa ideia e depois desistiram deveriam ser mandados para campos de trabalho forçado, e só poderiam sair de lá depois que tivessem construídos centenas de milhares de discos voadores que flutuam a 30 centímetros do chão..

"E o argumento sobre a China é totalmente falacioso, a China foi um pais dividido entre senhores FEUDAIS até a revolução, a "China" nem um pais sequer era, era um UNIÃO de feudos, a principal razão é totalmente a oposta dita por esse texto, as terras chinesas sempre estiveram TOTALMENTE na mão de poucos, o mesmo houve com o japão, e ambos os países foram atrasados por causa de imperadores ou senhores feudais."

O curioso é que isso que você falou apenas corrobora o que o artigo disse. Mas parece que nem isso você percebeu.

Abraços e obrigado pela participação.

Responder
Rafael 15/10/2013 21:55:05

Leu todos os comentários e não entendeu absolutamente nada hein Sr. EquivoCaio.
Eu fico impressionado como as pessoas acusam as corporações (mantidas pelo próprio estado) de comprarem políticos. E por acaso o político, no seu papel de poder estatal, não deve ser culpado né? Claro, a carne é fraca, por alguns milhões eu também me venderia. Essas corporações são substituíveis Sr Equivocaio.
Quem detém o poder da caneta são os que ocupam cargos estatais públicos bancados por toda a sociedade. Até a palavra "status" advém de "Estado". Manter um "status" num cargo de poder absolutamente ineficiente e editar leis prejudicando a maioria das pessoas para beneficiar corporações é coisa de politico, e não de um empresário. Na sua concepção a solução seria esperar de 4 em 4 anos para substituir o politico corrupto. Se não é o mercado que encontra as suas próprias soluções então são os iluminados burocratas que encontrarão né?
Faça o seguinte leia os artigos indicados logo mais acima e depois pense duas vezes antes de vir encher o saco por aqui, pois sua "iluminadas" afirmações sentimentaloides já devem ter sido refutadas uma centena de vezes.

Responder
Marcos Campos 09/10/2013 20:12:33

Você só está olhando a árvore, tente ver a floresta.

Responder
Pupilo 14/10/2013 13:13:30

O DISCO VOADOR FOI DEMAIS! HAUHAUHAUHAUUAUUAHAHUAHA

Responder
Elizeu Maniçoba 09/10/2013 14:28:49

#MestreMises perfeito!

Responder
Joao Pires 09/10/2013 15:07:18

Fiquei em duvida agora pois logo no começo do artigo fala que uma economia de mercado gera desigualdade, o professorlibertário Jeffrey Miron disse que isso é um mito

Responder
Leandro 09/10/2013 15:23:56

Ele disse que é um mito que haja desigualdades?! Ora, este é o credo mais básico de todos.

A desigualdade já começa no berço. Algumas pessoas já nascem naturalmente mais inteligentes que outras, o que as predispõem para mais sucessos empreendedoriais. Algumas já nascem com mais aptidões e destrezas.

Algumas crianças nascem de famílias boas, estáveis, com pais amorosos, inteligentes e cuidadores. Já outras crianças nascem em famílias despedaçadas, com pais alcoólatras, desmazelados, descuidados, ausentes etc. As primeiras já nascem com mais vantagens que as últimas. Como controlar isso? O estado fará com que os pais desmazelados se tornem repentinamente amorosos e inteligentes?

Outra coisa: em uma economia de mercado, os mais capazes disparam e os mais incapazes ficam para trás. É lógico que haverá desigualdade de renda. Quem fala o contrário não entendeu o mais básico sobre a vida e sobre a economia.

Responder
Emerson Luis, um Psicologo 09/10/2013 18:44:46

Muito bom esse artigo.

Compreendi que o artigo usa os termos "egoísta" e "egoísmo" primariamente no sentido de "interesse próprio". Mas essas palavras têm uma forte conotação de "iniquidade" e "arrogância".

Assim, se quisermos ser bem compreendidos e não dar margem para maus-entendidos, é mais produtivo falar e escrever "interesse próprio" (self-interest) em vez de "interesse egoísta" (selfish interest). Aliás, Adam Smith usou o primeiro termo, não o segundo.

PS: Não estou discordando de nada do texto, apenas dando uma sugestão para nós nos comunicarmos melhor com as pessoas.

* * *

Responder
Marcos 09/10/2013 18:54:38

Essa postura de ficar fazendo concessões de vocábulos é suicida. Quanto mais concessões você faz no léxico, mais acuado você fica. Deixaram que termos como "capitalismo", "direita", "liberalismo" e até mesmo "libertário" fossem livremente distorcidos pela esquerda, de modo que hoje é praticamente impossível você utilizá-los com boas conotações. Quanto mais você cede, mais você perde.

Não temos de temer calúnias. Elas virão de qualquer jeito. Apenas tenha a coragem de utilizar as palavras em seu sentido original, sem temer patrulhas.

Responder
TC 09/10/2013 20:14:15

Concordo com o Marcos.
E cito o exemplo de um vocábulo que há poucos anos era uma desejável qualidade e que hoje tem seu sentido corrompido e depreciado: austeridade.

Responder
Emerson Luis, um Psicologo 10/10/2013 11:54:40

Eu também concordo com o Marcos sobre não ficar fazendo concessões de deixar de usar certos termos só porque a esquerda lhe atribuiu um novo e negativo sentido. De fato foi o que fizeram com "capitalismo", "direita", "liberalismo", "austeridade", "igualdade", "justiça", "reciprocidade", "meritocracia" e diversas outras.

Mas com a palavra "egoísmo" ocorre o inverso, é uma palavra que sempre teve uma conotação primariamente negativa e alguns tentam usar em um sentido positivo, o que causa estranheza. É difícil encontrar um dicionário que atribua algum sentido positivo para "egoísmo". É como falar de "inveja no bom sentido" ou "arrogância no bom sentido". É melhor dizer respectivamente "admiração" e "dignidade".

(e.go.ís.mo) sm. 1. Dedicação excessiva que uma pessoa tem por si própria, esquecendo-se de considerar as necessidades e o bem dos outros. 2. Exclusivismo de quem toma a si próprio como referência para tudo; EGOCENTRISMO 3. Fil. Tendência presente nos seres humanos de levar em conta exclusivamente os próprios interesses em detrimento do cumprimento dos deveres morais para com os outros.
Read more: aulete.uol.com.br/ego%C3%ADsmo#ixzz2hJmjOT5P

Tanto o padeiro quanto o cliente que compra o pão estão buscando os seus respectivos próprios interesses. Mas se um deles buscar seus próprios interesses sem satisfazer a demanda do outro, este outro simplesmente se recusará a fazer negócio com ele. Isso não é caridade, é reciprocidade, o fundamento do livre mercado.

Escolhendo bem nossas palavras e o como falamos já é difícil as pessoas em geral assimilarem essas ideias, escolhendo mal pioramos ainda mais e sem proveito nem necessidade.

Também não basta usar os termos mais adequados, é necessário compreendê-los de forma equilibrada e sensata. Uma pessoa pode falar ou escrever "dignidade" entendendo esse termo como "arrogância".

* * *

Responder
Rafael 09/10/2013 19:09:32

Excelente artigo.
Esse pessoal quer saber de tudo mas não se da ao trabalho de ler e estudar.
Eles não fazem a pergunta fundamental: o Estado é eficaz para resolver problemas de práticas anti-mercado? Óbvio que não. Se você resolver denunciar uma empresa por qualquer prática anti-mercado, o judiciário vai demorar alguns anos pra fazer alguma coisa, mesmo se não houver propina. Na iniciativa privada a concorrência esmagaria o empresário desonesto tão logo ele seja descoberto.
Hoje em dia a simples publicação de uma prática anti mercado contra uma empresa no facebook, por exemplo, é capaz de retirar de vez os desonestos do jogo do livre mercado. Há algum tempo teve um "pet shop" cujos funcionários foram flagrados maltratando os animais por um cliente com uma câmera escondida. Depois de uma semana teve as portas fechadas graças a milhares de denuncias feita por indivíduos que, obviamente, pararam de levar seus animais la. Se deixasse apenas nas mãos do judiciário, eles estariam funcionando ate hoje esculachando os pobres bichos...
O problema não é bem a fiscalização estatal, é o monopólio que o judiciário exerce na resolução de conflitos da esfera privada e até dos conflitos em que o próprio Estado esteja envolvido...

Responder
Marcos Campos 09/10/2013 20:04:05

Perfeito meu caro...não poderia colocar melhor.

Responder
Cauê 11/10/2013 18:47:29

E o Google, Apple, etc ?

Eu acredito que as coisas sejam um pouco mais complicadas. Se não fosse a desproporcionalidade já adquirida acredito que tudo seria facilmente resolvido.

Acredito que o maior problema está justamente em como atacar empresas sem atacar o capitalismo. Pois está impregnado na mente das pessoas essa ideologia miserável.

Eu até entendo que o governo tenha pressionado e tudo mais.Porém essas empresas, mesmo pelo seu poder, não deveriam ter esperado o Snowden para informar as pessoas.
Apesar que só não sabia quem era muito inocente.

Responder
Bloco 09/10/2013 19:41:53

O que ele quer dizer com "capital" e "consumo de capital" ?

Responder
Francisco 10/10/2013 01:40:26

Leandro, me tire uma dúvida por favor.
Tenho tido uma tendencia de responder que capital é "trabalho acumulado", não no sentido de "trabalho a ser feito", mas no sentido de "trabalho armazenado para uso posterior".
Isso meio que surgiu porque vinculei a ideia que capital é diferente de dinheiro, "capital" é "sempre produtivo" e portanto engloba maquinas, pessoas, "ideias" e dinheiro, já o "dinheiro" é somente o modo preferencial que uma troca se realiza.
Posso utilizar esse tipo de raciocínio ou ele implica em algo grave, errado ou mesmo contraditório?

Obrigado

Responder
Leandro 10/10/2013 10:29:59

Fica esquisito e desnecessariamente confuso. Sugiro ater às definições apresentadas neste artigo.

Responder
Francisco 10/10/2013 13:14:35

Ok Leandro. Obrigado.

Tenho uma sugestão: Se vocês puderem criar um pequeno glossário (ou wiki onde os leitores poderiam contribuir, mas os administradores do site dariam a aprovação final) com os conceitos que a EA utiliza ajudaria muito. Sei que a maioria (senão todos) dos conceitos estão geralmente em diversos artigos espalhados no site, porém mesmo "captando" o conceito as vezes se torna complicado transferir a ideia a outra pessoa sem deturpar a mesma. Obrigado.

Responder
Bloco 10/10/2013 02:19:06

Entendi, ele está olhando o dinheiro usado em investimentos como uma forma de capital. Eu pensava que capital era tipo Máquina, ferramentas, tecnologia, etc.

Responder
Pobre Paulista 10/10/2013 12:27:46

Do artigo supracitado:

"Dinheiro, também, pode ser capital ou não, dependendo dos fins para os quais ele é utilizado — para comprar um ativo produtivo ou para comprar um bem de consumo"

Responder
Caio-SP 10/10/2013 00:37:22


Esse velhinho é porreta!

Responder
Coxinha 10/10/2013 12:46:14

Não acho que a desigualdade gere benefícios, pelo contrário, entendo que ela é somente uma consequência de um sistema livre. De fato, haverá melhores provedores de bens do que outros e serão remunerados desta maneira e portanto serão mais ricos. Mark Faceberg é um mito da genialidade, obviamente que o cara merece ser trilhardário, todo mundo usa o facebook.


Só acho engraçado que atualmente, países que apresentam maior desigualdade tendem a apresentar uma maior presença do Estado na Economia. Pode ser um caso de causalidade reversa, mas a relação esta aí. No Brasil, pra mim é claro que muito da nossa desigualdade foi causado pelas politicas estatais, transferindo renda da população para os "campeões nacionais", via BNDES ou outros programas e impedindo a entrada de concorrência em diversos setores. Se o pobre paga o dobro pelo celular e pelo carro, obviamente que seu bem-estar está afetadíssimo, e pior: haverá muitos outros pobres que deixarão de consumir justamente por que o produto está mais caro. Ou ainda politicas econômicas erradas, que no século XX o Brasil usou e abusou.


O fato é que o Estado gera muito mais desigualdade do que um sistema livre, e sua desigualdade não é baseado em nenhum tipo de meritocracia ou sistema moral.

Responder
Pobre Paulista 10/10/2013 13:12:23

Mark Zuckerberg não é um mito da genialidade. Ele é um fantoche, uma cortina de fumaça para o verdadeiro propósito do facebook. O real dono do facebook é o banco Goldman Sachs, que driblou as leis americanas para ter uma participação no facebook maior do que o permitido sem ter que fazer uma oferta pública de compra, o que deixaria muito claro a estratégia real, e ofereceu ações do facebook a seus "clientes", sem especificar quais. Não se engane, quem manda e desmanda no facebook é o Goldman Sachs.

E porquê? Oras, a verdade veio a tona antes do que se esperava, não é mesmo? As informações privadas dos usuários (ou trouxas, como preferir) do facebook foram vendidas àqueles que odeiam a privacidade: Os governos, os verdadeiros clientes (ou seriam mecenas?) dos grandes bancos, que numa relação bastante "simbiótica" troca zilhões de dinheiros por informações de pessoas ordinárias, sempre com a mais nobre desculpa de (insira aqui sua nobre desculpa). E o "geninho descolado" está lá, à frente de tudo, para distrair e entreter as massas.

Enfim, as desigualdades são inerentes à existência humana, porém os governos fazem questão de tornar uns mais iguais que outros. Esse é só um mísero exemplo.

Responder
Andre 10/10/2013 13:16:51

"Mas o que conta na vida real — apesar da opinião contrária de Kant — não são as boas intenções, mas os resultados."

Com relação à essa frase quero lembrar que nenhum propositor do estado de bem estar social tem boas intenções.
As intenções dos propositores do estado de bem estar social são de que o estado deve ROUBAR de uns para dar para outros.
Ou então imprimir dinheiro falso, que todos são obrigados, por COERÇÃO, à aceitar, para poder distribuir benesses compradas com dinheiro falso.

Como ROUBO e COERÇÃO são atitudes intrinsecamente más, não se pode dizer que os propositores do estado de bem estar social tenham
quaisquer boas intenções, são apenas ladrões e falsificadores violentos, que enganam a maioria das pessoas ingênuas.

Se tivessem realmente boas intenções essas pessoas iriam apenas sair por aí pedindo doações para ajudar os necessitados,
e iriam reter para si, a menor quantidade possível dessas doações, quantidade apenas necessário para viverem e poderem
continuar ajudando os mais necessitados, o máximo possível, sempre através de doações.
Ou, caso essas pessoas tivesses empregos próprios, ou seja, caso não fossem ajudantes dos mais necessitados em tempo integral,
eles doariam um generosa parte da própria renda, e tentariam convencer, através da persuasão argumentativa, sem coerção, outras
pessoas à fazerem o mesmo.

Boas intenções são coisas que os estadistas/socialistas/comunistas/esquerdistas não tem ABSOLUTAMENTE.

---

"No final, o que determina o curso da política econômica de uma nação são sempre as ideias econômicas aceitas pela opinião pública. Nenhum governo, seja democrático ou ditatorial, pode libertar-se da influência da ideologia dominante na sociedade."

Nesse caso será preciso um grande esforço para reeducar as massas para longe da burrice reinante.

Responder
Vinicius Costa 10/10/2013 22:42:47

"Sempre existiram pessoas ávidas para obter lucros ao melhor ajustarem a produção à satisfação das necessidades do público. Mas essas pessoas eram paralisadas pela ideologia que estigmatizava o desejo de lucrar como sendo imoral e que erigia barreiras com o propósito de impedi-lo."

Alguém recomenda algum material que explique quem eram os autores dessas ideologias e quando elas começaram?

Responder
anônimo 11/10/2013 06:13:23

Começou quando o primeiro socialista sentiu inveja da riqueza do vizinho

Responder
Vinicius Costa 11/10/2013 13:55:12

Isso eu tenho certeza, mas estava querendo saber quem foram os primeiros a formular uma teoria condenando o lucro e tudo o mais.

Responder
Francisco 11/10/2013 15:39:47

Posso estar redondamente enganado, mas acho que já vem desde os pré-socráticos.

Responder
Agroecológico 15/10/2013 17:53:27

Vejam o que a selvageria do mercado cria: sementes transgênicas suicidas, que após a colheita não voltam a germinar. Essas sementes transgênicas ainda possuem alto risco de tornar também estéreis as que estejam sendo cultivadas em propriedades próximas:

www.change.org/pt-BR/peti%C3%A7%C3%B5es/diga-n%C3%A3o-aos-exterminadores-de-sementes-contra-o-projeto-de-lei-268-2007-no-brasil?alert_id=McXxZPpony_VyJTORiAYF&utm_campaign=37339&utm_medium=email&utm_source=action_alert

Responder
Ricardo 15/10/2013 19:33:37

Essa foi gozada.

Responder
Andre 15/10/2013 20:41:43

Ninguém é obrigado à comprar essas sementes.

Responder
Patrick de L. Lopes 15/10/2013 21:39:49

Venderão como água.

Afinal, os agricultores detestam dinheiro e também não possuem qualquer zelo ou desconfiança sobre os insumos que compram. Sendo a atividade agrícola quase sempre um "tudo ou nada" onde cada capricho pode ser o diferencial entre uma colheita próspera e uma tragédia inenarrável, está óbvio que os empreendedores da área comprarão a semente misteriosa com toda disposição e ainda pagarão gorjetas aos fornecedores.

Responder
Sérgio 15/10/2013 21:52:55

Sem falar que desconfio desta informação. Vocês viram as entidades que estão divulgando esta informação?

ActionAid Brasil

ANA – Articulação Nacional de Agroecologia

AS-PTA

Centro Ecológico

Centro Sabiá

CONTAG

Cooperativa AECIA

Cooperativa Econativa

CTA - ZM

FASE - Federação de Órgãos para a Assistência Social e Educacional

FBSSAN - Fórum Brasileiro de Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional

FESANS/RS

Grupo ETC

GEA - Grupo de Estudo em Agrobiodiversidade

Movimento dos Pequenos Agricultores

MMTR-NE

MST

Multirão Agroflorestal

Plataforma Dhesca Brasil

Rede de Mulheres Negras para Segurança Alimentar

Rede Ecovida de Agroecologia

Terra de Direitos

Via Campesina Brasil

O que o MST, Via Campesina, Terra de Direitos entendem de agricultura? O que eles entendem de engenharia genética? Eu desconfio que isto seja verdade.

Responder
Daniel Oliveira Fuser 18/10/2013 03:51:05

A igualdade para os marxistas é simplesmente a igualdade de CLASSE.
Isso não significa que todos ganharão os mesmos salários e muito menos que será o fim das diferenças pessoais. Se os meios de produção estão a serviço de toda a sociedade e não a um punhado de capitalistas, então já se tem igualdade de classes. Está muito claro que as necessidades das pessoas variam e continuarão variando sob o socialismo. O socialismo nunca negou que as pessoas sejam diferentes em seus gostos, e na quantidade e qualidade de suas necessidades.

"[...] o verdadeiro conteúdo do postulado da igualdade proletária é a aspiração de alcançar a abolição das classes. Qualquer outra aspiração de igualdade que transcenda a tais limites desborda, necessariamente, para o absurdo." - Friedrich Engels em Anti-Duhring.

O marxismo NÃO procura igualdade absoluta das riquezas, ou seja, juntar toda a riqueza e então dividi-la igualmente entre todas as pessoas( isso chama-se igualitarismo). O igualitarismo deve sua origem ao tipo de mentalidade camponesa individual, à psicologia de compartilhar igualmente, à psicologia do "comunismo" primitivo camponês. Igualitarismo NÃO tem nada em comum com o marxismo socialista de Marx, Engels e Lenin.

Sobre igualar salários, veja o que Emil Ludwig diz sobre isso no seu livro "Stálin":

"Bolchevismo é uma forma de sociedade sob a qual o solo e os meios de produção pertencem a todos sem distinção, e o acidente do nascimento não torna o início da vida nem mais fácil nem mais difícil. Se ninguém trabalha para outro, mas todos trabalham para a comunidade, também todos recebem as mesmas coisas: primeiro a mesma educação, mais tarde os mesmos instrumentos de trabalho. O artífice não é obrigado a economizar por dez anos para poder, afinal, comprar uma pequena máquina; mas recebe imediatamente a melhor. Se toda a vida econômica é regulada e planejada pelo Estado, ninguém pode, pela aquisição de grandes fábricas e fazendas, comprar a capacidade de trabalho de milhares de homens e assim alcançar poder; MAS TODOS PODEM PASSAR ADIANTE DOS OUTROS PELA DILIGÊNCIA E DONS NATURAIS, AUMENTANDO ASSIM SEU SALÁRIO E PODENDO COMPRAR UMA CASA, UM JARDIM OU UM CARRO MAIS BONITO DO QUE O DO SEU VIZINHO MENOS EFICIENTE. A competição e a ambição NÃO SÃO SUPRIMIDAS e sim aumentadas.

"O trabalho" — escreve Stalin — "não é mais o fardo pesado e sem proveitos que era, mas tornou-se uma questão de ambição e valor moral."

Responder
Andre 19/10/2013 10:14:54

"A igualdade para os marxistas é simplesmente a igualdade de CLASSE."

Claro, claro... Mas só quem é da nomenklatura pode mandar matar e/ou escravizar todo o povo ao seu bel prazer, como fizeram Stalin, Lenin, Pol Pot, etc...
E como fazem Fidel Castro e Kim Jong-un ainda hoje.

É uma igualdade de classe onde uns podem mais do que outros.
"Jegnial!!!".

Responder
anônimo 19/10/2013 14:37:53

Caramba, chegou internet na terra de Oz? Que mundo pararelo esses caras vivem? Essa semana que passou bateu o recorde!

Responder
Carina Prates 26/10/2013 19:14:33

Completamente errado. O que se busca é igualar as pessoas em direitos? sociais, respeitando-se as diferenças. Pra igualar, por exemplo, um cadeirante, é necessário que respeite-se o problema de mobilidade do mesmo, construindo uma cidade com acessibilidade, em que o mesmo possa circular livremente.

Responder
anônimo 15/11/2013 16:41:51

Como lobaczewski disse em sua jornada na psicanálise, a patocracia, o reino da inveja povoado por atores de ilusões e utopias, infernizando o homem comum pela igualdade quando o fim é a egolatria de si mesmo, "se eu não posso ser melhor que sejamos iguais"

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