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Somos oprimidos pela tecnologia?

Será que realmente necessitamos de um iPad 3 quando a sensação é a de que o iPad 2 foi lançado há apenas alguns meses?  Era realmente necessário que o Google nos desse o Google+?  Os celulares realmente precisam ser "smart", dado que os convencionais funcionam perfeitamente?  Aproveitando o ensejo, é realmente necessário que qualquer pessoa no planeta seja instantaneamente alcançável por meio de um videofone que funciona com internet sem fio?

A resposta para cada um destas perguntas é não.  Nenhuma inovação é absolutamente necessária.  Com efeito, o telefone, o avião, o motor de combustão interna, a eletricidade, as ferrovias — nada disso é absolutamente necessário.  Poderíamos livremente ter optado por viver em um estado natural no qual a maioria das crianças morre durante o parto — aquelas que não morrem, vivem apenas poucas décadas — e a "medicina" consiste apenas na amputação de membros.  E isto se você for sortudo o bastante para encontrar uma ferramenta capaz de efetuar a façanha.

É verdade que aquelas pessoas que deploram o ritmo da inovação tecnológica não estão realmente ávidas para voltar à idade da pedra.  Elas estão apenas cansadas de ser constantemente pressionadas, impelidas, intimidadas, atormentadas, atazanadas — ao menos, é assim que elas se sentem — a aprender coisas novas, a adquirir novas engenhocas, a se manter atualizadas sobre tudo e a estar sempre comprando os últimos lançamentos.

Ano passado, uma pesquisa da Underwriters Laboratories [organização privada americana que faz a certificação de produtos] revelou que a metade dos consumidores "sente que os fabricantes de alta tecnologia criam novos produtos mais rapidamente do que as pessoas precisam deles".  Há várias preocupações, como privacidade, segurança, finanças e afins, mas, acima de tudo, creio que o que está por trás de tal relato é um tipo mais rudimentar de desconforto.

Ter de aprender coisas novas pode ser um incômodo.  As pessoas têm a sensação de que estavam lidando muito bem com a tecnologia dos últimos, logo por que se dar ao trabalho de se atualizar e começar tudo de novo?  Elas imaginam que essa contínua busca pelo novo implicitamente significa estar atacando o estilo de vida atual ou o antigo.

Percebo isso sempre que converso com as pessoas sobre as mais recentes tecnologias.  A primeira reação delas é sempre a mesma: "Não, obrigado.  Já estou farto de todos estes modismos técnicos e de todo este fanatismo da era digital.  O que foi que aconteceu com aquele mundo em que as pessoas praticavam um autêntico contato humano, admiravam a beleza das criações de Deus e desenvolviam relações genuínas em vez de virtuais?"

Todos nós já ouvimos, de um jeito ou de outro, alguma versão desta mesma reclamação.  Portanto, sejamos claros aqui: não há nada de moralmente errado em não se adotar os últimos lançamentos tecnológicos.  Ninguém obriga ninguém a comprar um smartphone, um computador mais rápido, um leitor de livros digitais mais pomposo ou qualquer outra engenhoca.  Não há nenhuma arma apontada para a cabeça de ninguém.  Atualizações tecnológicas são uma extensão da escolha humana — podemos abraçá-las ou rejeitá-las.

E cada indivíduo possui um temperamento específico.  Algumas pessoas adoram a última novidade ao passo que outras resistem ao máximo em sequer se inteirar a respeito.  Há os primeiros a adotar o último lançamento, há os adotantes tardios e há os dissidentes que resolutamente preferem se manter desatualizados.

Recentemente, conversei com uma pessoa cuja irmã já mais velha se recusa a ter um computador, um endereço de email e até mesmo um celular.  Sim, tais pessoas existem.  Quando as outras irmãs querem entrar em contato com ela, ou elas telefonam para uma linha fixa ou escrevem uma carta, colam um selo e enviam pelos correios.  Não há nenhum compartilhamento de fotos, nenhum vídeo pelo Skype e nenhuma atualização sobre eventos recentes.  Todas as outras pessoas da família são extremamente próximas umas das outras daquela maneira que apenas a tecnologia digital permite, mas esta pessoa específica é a forasteira, a discrepante, alheia a todas as experiências diárias de seus familiares.

Perguntei então se esta pessoa se sente isolada.  A resposta: sim, e ela se sente muito infeliz em relação a isso.  Ele reclama que as pessoas não viajam longas distâncias para ir visitá-la frequentemente.  Elas não telefonem rotineiramente.  E ela não está podendo acompanhar o crescimento dos netos.  Ela tem a constante sensação de que está por fora de tudo, e isso a deprime.

Exatamente.  Esta pessoa não está nada feliz com sua própria escolha.  A questão é que, para ela, fazer esta escolha parecia ser mais fácil do que ter de aprender coisas novas e comprar coisas novas.  Sendo assim, ela dá a desculpa de que sua decisão foi na verdade uma postura íntegra contra a digitalização do mundo.

Minha experiência me diz que estas pessoas não têm a mínima ideia do inconveniente que elas representam para os outros.  Com efeito, diria que elas estão próximas de serem rudes.  Não é nada imoral, enfatizo, mas certamente é algo irritante e importuno.  Em vez de enviarem um email, ou escreverem no Facebook ou clicarem em um botão do Skype, os membros da família têm de escrever por extenso em um papel, colocá-lo dentro de um envelope, ir até uma agência dos correios, comprar um selo e esperar uma semana, ou duas ou três até terem notícias de volta.

É uma enorme maluquice.  As pessoas se prestam a fazer isso durante algum tempo, mas inevitavelmente chega o momento em que elas se cansam dessa trabalheira toda e simplesmente desistem.  Ato contínuo, a pessoa do outro lado fica irritada, lamuriosa e começa a se queixar de que está sendo ignorada por todos.  Mas esta foi exatamente a escolha dela!  Trata-se de uma consequência direta de ter se recusado a aderir ao mundo moderno.

E há também aqueles adotantes tardios que se orgulham de não ter se entregado às mais recentes engenhocas.  Eles se imaginam acima de todos os modismos, totalmente imunes, mais espertos e mais prudentes que todo o resto.  Mas há um motivo de eles serem chamados de "tardios".  Com o tempo, eles finalmente se rendem.  Afinal, aqueles que resistem às novas tecnologias estão simplesmente se isolando do próprio curso da vida.

Uma confissão: eu também já estive entre os adotantes tardios.  Eu soberbamente desprezava os entusiastas da tecnologia.  Cheguei a escrever uma crítica altamente negativa ao provocante livro The Future and Its Enemies (1999), de Virginia Postrel, que, no final, mostrou que havia enxergado aquilo que eu não havia conseguido ver.  À medida que a revolução digital foi avançando cada vez mais, comecei a observar o óbvio: ser um adotante tardio não me trazia absolutamente nenhum benefício.  Ser um adotante tardio significava apenas pagar um preço mais alto na forma de oportunidades abdicadas.  Se algo será extremamente útil amanhã, são enormes as chances de ele ser altamente útil hoje, também.  Demorei bastante para aprender esta lição.

Mas quando finalmente aprendi, meus temores, minhas desculpas, minhas rasas argumentações e meu estranho esnobismo anti-tecnológico desapareceram por completo.

Para realmente se aproveitar a vida, para se retirar dela o máximo proveito, é necessário abraçar o novo sem nenhum medo.  Isso significa entender que temos mais recursos mentais e emocionais para aceitar novos desafios.  Sempre que conseguimos mobilizar estes recursos e encarar estes desafios com coragem e convicção, descobrimos que nossas vidas se tornam mais gratificantes e jubilosas.

O maior dentre todos os mitos que ainda perduram é este de que a era digital reduziu o contato humano.  Muito pelo contrário: ela o expandiu enormemente.  Hoje, podemos manter contato com qualquer pessoa em qualquer lugar do mundo.  Fazemos novas amizades em uma fração do tempo.  Aquela sensação de isolamento que muitos sentiam está se evaporando diariamente.  Apenas pense: podemos nos mudar para uma nova região ou para um novo país e rapidamente nos descobrirmos cercados por pessoas que compartilham nossos mesmos interesses e gostos, e tudo em uma ínfima fração do tempo que levaríamos outrora.

Como resultado, as mídias digitais deixaram o mundo mais social, mais cativante e mais conectado com tudo e todos como jamais se viu na história da humanidade.  E não estamos falando de um mundo tenebroso típico daquelas histórias de ficção científica em que as máquinas nos controlam; em nossa realidade, são as máquinas que nos servem e são elas que nos permitem viver de maneira melhor e mais confortável do que jamais vivemos.  Por meio da tecnologia, bilhões foram libertados de um estado de existência estático e passaram a vislumbrar novas esperanças e possibilidades mais promissoras.

No século XIX, as pessoas adoravam a tecnologia.  A Feira Mundial era o mais reluzente e mais sensacional evento que ocorria ao longo das décadas.  Todos queriam celebrar os empreendedores responsáveis por tudo aquilo.  Todos entendiam que a tecnologia só é bem sucedida porque nós, como seres humanos, optamos que assim o fosse, e fizemos isso por um motivo: ela é o meio mais apropriado e mais conveniente para auxiliar nossa constante busca por uma vida melhor.

Talvez esta sensação de otimismo tenha sido ofuscada, e até mesmo alterada, em decorrência de os governos terem utilizado a tecnologia para confeccionar a bomba nuclear.  Na Segunda Guerra Mundial, vimos a tecnologia ser utilizada para homicídios em massa e para apavorantes consumações de maldade humana como nunca antes na história.  Logo em seguida, adentramos um período de quase 50 anos durante o qual o mundo ficou congelado de medo em relação aos possíveis novos usos da tecnologia.  Tal período não foi chamado de Guerra Fria à toa.  Quanto ele finalmente terminou, o mundo se abriu e assim pudemos voltar novamente nossas energias para a tecnologia que serve às pessoas, e não para a tecnologia que mata pessoas.

O genuíno "dividendo da paz" é este que você está segurando em suas mãos.  É o seu smartphone.  É o seu leitor de livros digitais.  São os filmes que você baixa, as músicas que você descobriu, os livros que você pode ler, as novas amizades que você fez, a incrível explosão de prosperidade global que nos contemplou durante estes últimos 10 anos.  Tudo isto é a tecnologia a serviço do bem-estar da humanidade.

Portanto, para concluir: não, nós não somos oprimidos pela tecnologia.  Podemos abraçá-la ou rejeitá-la.  Voluntariamente.  Quando optamos por abraçá-la, descobrimos que ela torna mais brilhante não apenas todo mundo ao nosso redor, mas também nossas vidas particulares.  A tecnologia não é algo a ser deplorado, jamais.  Somos incrivelmente afortunados por viver nesta nossa época.  Minha sugestão: experimente se tornar um adotante primário e veja como a sua vida irá melhorar.

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  • Angelo Viacava  04/04/2012 07:20
    Consultor sempre conhece alguém que passou exatamente pela situação contada em seu argumento. No mais, muito bom texto.
  • Alexandre  04/04/2012 07:47
    Um detalhe muito importante que não foi colocado no artigo: bilhões de pessoas não podem comprar, não possuem renda para adquirir equipamentos tecnológicos. E aí, o que fazer? Será que nesse ponto seria interessante o Estado entrar em ação para subsidiar a aquisição pelos pobres de, pelo menos, telefones celulares e computadores? Se não, como o mercado livre resolveria essa questão?



  • Leandro  04/04/2012 08:02
    Quais equipamentos tecnológicos têm preços de fábrica que uma pessoa não pode adquirir? Compare o preço de um iPad ou de um iPhone aqui no Brasil com seu preço original lá nos EUA. Compare o tipo de pessoa que compra um iPad e um iPhone lá e aqui e você verá que a única entidade que torna proibitiva a compra de tecnologia é o governo e seus impostos.

    E qual a sua solução? Fazer com que o mesmo governo que institui impostos escorchantes nos produtos venha agora com subsídios. Muito bom.

    O livre mercado já se encarregou de aumentar a oferta e reduzir os preços de absolutamente todos os produtos tecnológicos (compare os preços de hoje com os preços de 5, 10 anos atrás). Falta agora você apontar o dedo para aquela entidade que realmente proíbe os pobres de comprar produtos tecnológicos.

    Nunca entendi esta propensão brasileira de proteger o estado de tudo e de culpar os inocentes e benfeitores da humanidade. Triste.
  • LUIZ OLIVEIRA  04/04/2012 11:25
    Leandro, para uma sociedade como a nossa que foi antecedida pelo Estado, a aceitação do intervencionismo estatal é a regra, infelizmente. O Brasil foi fruto de um empreendimento estatal. Por isso que há mais de 500 anos luta para sair do atraso. A psique do brasileiro é muito dócil ao Estado, diferentemente do que ocorre com os EUA, onde primeiro veio a nação, e depois o Estado, que foi moldado segundo o interesse e as preferências dos seus fundadores. O brasileiro tem uma mentalidade sebastianista, herdada dos colonizadores portugueses, que nunca acreditaram que este rei tivesse perecido na batalha de Alcácer Quibir, no Marrocos, onde também pereceu a nata da nobreza portuguesa, e após isso, sem herdeiros ao trono, Portugal passou 60 anos sob domínio espanhol. De fato, uma tragédia. Nas profundezas de seu inconsciente, o brasileiro mediano acredita que o rei D. Sebastião vai voltar e dar solução para todos os seus problemas. Não foi à toa que ouvi dois radialistas, aqui em Porto Alegre, certa vez comparando Lula à... D.Sebastião! O pensamento do Alexandre é representativo do brasileiro médio: não sabe que grande parte dos seus problemas são causados pelo Estado e quando perguntado qual seria a solução, apela ao Paizão estatal. E assim, ficamos neste círculo vicioso, onde para os problemas criados pelo Estado, os brasileiros clamam por mais Estado. É um traço cultural arraigado, um substrato institivo da alma nacional. Dificilmente isso poderia ser mudado.
  • Felix  04/04/2012 11:04
    haha,
    Paraquedista DETECTED
  • Eduardo W  06/04/2012 15:51
    Lembre-se dos primeiros celulares e computadores.

    Geringonças enormes, ineficientes e até grotescas, que custavam fortunas.

    Um estatista iria olhar pra fortuna que era um celular ou um computador antigamente, e se perguntaria: "O que faremos pros pobres que não podem pagar 20,000$ num celular? Claramente precisamos que o governo pague celular pra todos os que não podem pagar".

    Agora, faça um esforço pra imaginar as consequências disso.
    >Gastos absurdos do governo às custas de todos
    >Pessoas aproveitariam a grana fácil pra aplicar golpes (quem não deseja um celular poderia pegá-lo de graça do governo e vendê-lo pra quem deseja ter dois e está proibido por lei)
    >Pessoas estariam limitadas a usar tais produtos ou tê-los em quantidade limitada por burocratas
    >Tais tecnologias teriam PARADO NO TEMPO. Não é difícil imaginar que se o governo estivesse no controle da indústria, ou subsidiando e regulamentando fortemente, hoje teríamos os mesmos celulares tijolões de 20,000$... mas, ei, seria de graça!

    E mesmo com ainda regulamentação, veja a realidade que o mercado trouxe:
    Custos despencando. Qualidade e eficiência crescendo a níveis mal imaginados em filmes de ficção científica.
    O processo do mercado é tal que hoje inúmeros pobres podem pagar por um celular, e é possível comprar um com poucas horas de trabalho.

    A melhor maneira de ampliar o acesso das pessoas às novidades é deixar que o mercado se volte pras massas e a competição promova inovações e reduções drásticas de custos.

    Se alguém observa que algo é muito caro e inacessível (ainda) e propõe que o governo deveria ajudar a distribuir, além de isso usar a coerção estatal pra tomar dinheiro de uns e pagar coisas pros outros, também segura a qualidade dos produtos e serviços, e segura também os custos de produção lá no alto.
    Esse tipo de sugestão leva a enormes atrasos e custos tremendos pra sustentar esses atrasos. Novamente, se alguém ao notar que mesmo computadores pessoais eram muito caros há umas decadas e portanto o governo deveria distribuir pro povo, estaríamos hoje com monitores de tubo, mouse de bolinha e notebooks (tão fáceis de comprar hoje em dia, apesar de impostos) não existiriam nem em sonho.
  • Vagner  04/04/2012 07:50
    HAHAHA! "Adotante primário"? Mas e meu salário?
  • Tiago RC  04/04/2012 07:57
    "O maior dentre todos os mitos que ainda perduram é este de que a era digital reduziu o contato humano. Muito pelo contrário: ela o expandiu enormemente."
    Tiago curtiu isso. :-)
  • william  04/04/2012 09:41
    Mas se pesquisas demonstram que os consumidores não veem conseguindo assimilar as inovações, cada vez mais frequentes, o que não é de se estranhar considerando que o tempo livre é escasso, isso é um indicativo de que as empresas devem investir cada vez mais em facilidade na interação humano-computador se querem ter um diferencial.
    Eu confesso que até eu, às vezes, me sinto constrangido por nem sempre ter tempo de ficar por dentro de todas as inovações tecnológicas e científicas, como queria.
  • Felipe Barbosa  04/04/2012 14:10
    Eu paro pra pensar, se um dia criarem um aparelho de telepatia, algo que faça o contato direto de mentes, que possa trocar sensações, ideias e experiencias de forma universal, independente de lingua, idade e lugar...

    vai ter gente que ainda vai reclamar!
  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  04/04/2012 15:35
    Progresso sempre.
  • Augusto  04/04/2012 17:18
    Concordo plenamente com o artigo. Digo isso por ser um desses rebeldes infelizes: tenho 30 anos, nao tenho carro, nao tenho carteira, nao posso dirigir. Quando me olham espantados, eu respondo, "eh facil, eu vou onde posso ir a pe, ou de onibus."\r
    \r
    Mas a verdade eh que eu estou perdendo um monte de oportunidades. (por outro lado, nao estou pagando taxas para o Detran...)
  • Marco Aurelio Agarie  04/04/2012 18:19
    Se pensarmos no ser humano apenas pela sua dimensão física, corporal ou material então a tecnologia faz um enorme sentido. A questão é que, queiramos ou não, o ser humano possui, também, uma dimensão espiritual. Sem ela, seríamos apenas um material orgânico organizado e sem sentido. Dentro dessa dimensão, as inovações tecnológicas perdem toda a importância e todo o sentido, já que após a morte (e a morte física chegará inevitavelmente para todos nós) nenhuma engenhoca tecnológica fará diferença alguma!
  • Diogo Siqueira  08/04/2012 15:24
    Marco Aurelio Agarie,


    Não apenas a tecnologia perde todo o sentido de acordo com as premissas expostas no seu comentário, mas tudo o mais que seja terreno e essencial à vida humana nesta Terra, como alimentos e água fresca. Afinal, não precisaremos - e, logicamente, não levaremos - nada disso para a vida eterna...

    O fato é que precisamos de algumas destas "engenhocas" - algumas mais, outras menos - para vivermos confortavelmente neste mundo, e até mesmo garantirmos a nossa sobrevivência. Calçados e roupas são um bom exemplo disto, e são todas inovações tecnológicas.

    Discutir o emprego e a importância que as pessoas dão às inovações tecnológicas passa ao largo da intenção do autor do texto em tela. E difere profundamente da sua ideia de que uma interrupção dos avanços tecnológicos seria algo bem-vindo, ou de qualificá-los como simplesmente inúteis ou como "corruptores da alma humana", pois afastariam os mortais da suas empreitadas espirituais. (Pelo menos este é o sentido que inferi do seu comentário. Por favor, me corrija se eu estiver errado).

    Perceba que o que estou tentando fazer neste meu comentário é entender o que o levou a ligar a "engenhoca" do seu computador, conectá-lo à "engenhoca" da Internet, para postar um comentário - que você julga importante - e que questiona a importância que as pessoas dão, por exemplo, a "engenhocas" que se conectam à Internet de uma forma geral.

    Você consegue compreender que este seu comentário é, na minha visão, algo completamente sem sentido e uma tremenda perda de tempo da sua parte por postá-lo? Afinal, o autor do texto não questiona o emprego da tecnologia (para fins bons ou ruins), mas apenas rebate o argumento de que ela afasta as pessoas do convívio social e o de que ela "oprime" aquelas que não estão dispostas a fazer o uso delas.

    O autor está certo em suas afirmações, e não é necessário citá-lo: O primeiro argumento provou-se insubsistente, neste instante mesmo, enquanto traçamos esta conversa entre desconhecidos que se encontram a quilômetros de distância. O segundo é um sofisma, pois a tecnologia que você está empregando neste instante não colocou uma faca no seu pescoço obrigando-o a visitar e a comentar neste site.

    Logo, porque esta reação da sua parte? Por que este seu estado de afetação, totalmente descabido neste espaço?
  • Andre Cavalcante  08/04/2012 18:04
    Olá Diogo, Marco,

    Olha não conheço os conheço, então recebam os meus comentários de mente aberta e sem preconceitos ok?, mas vou dar uma de advogado do diabo para ambos.

    Para o Marco: o que diabos tem a ver a vida espiritual com a necessidade de tecnologia na vida material? Nada! São coisas distintas. Dar valor a vida espiritual é possível, mesmo com tecnologia. Não dar valor [a vida espiritual] por causa da tecnologia é outra questão que avança além da tecnologia per si. Tecnologia como tudo no mundo é neutra. O seu uso é que define sua qualidade (do ponto de vista humano).

    Para o Diogo: sinceramente o autor falou A, o Marco falou B e você retrucou o Marco com C. Parece-me que o Marco não qualificou em nenhum momento a tecnologia como "corruptor da alma" como você falou. Ele disse que qualquer tecnologia é irrelevante na hora da morte, o que está absolutamente correto (ou você acha que alguma bugiganga pode fazê-lo durar pra sempre por aqui?). Acho que pegaste uma palavra num contexto e colocaste noutro. Nem tampouco o Marco parece estar afetado ou qualquer outro sentimento. Aliás isso é problema no texto escrito, ele não mostra as nuances de quem fala. Assim muitas vezes lemos e assumimos certos (pré)conceitos que são nossos e não de quem fala. Tenha isso mente.

    Por fim, também posso estar equivocado quanto a minha percepção de ambos. Se for o caso, simplesmente ignorem.

    Abraços a ambos.
  • Absolut  04/04/2012 19:33
    Marco Aurelio Agarie, você está certo, mas falta algo: dizer objetivamente que as dimensões física e espiritual são interdependentes ("Sou uma alma e tenho um corpo").
  • Marco Aurelio Agarie  04/04/2012 20:12
    Sem dúvida Absolut, essa interdependência é a própria vida e esta assim como as inovações tecnológicas são entidades efêmeras diferentemente do espírito. Deste modo o apego excessivo, arraigado, obcecado e cego das inovações, dos gadgets mais novos, mais poderosos não servem nem para nos tornar mais felizes. A pretensa felicidade na aquisição dos mesmos são menos duradouras do que o tempo que eles estão atualizados. E tudo isso para quê? Essa é a pergunta que se tenta responder. A troco de quê?
  • Absolut  04/04/2012 22:28
    A pretensa felicidade na aquisição dos mesmos são menos duradouras do que o tempo que eles estão atualizados

    Ahhhhh... isso é bem pessoal, viu!
  • Diego Cardoso  05/04/2012 11:48
    Isso é tentar imputar aos outros suas próprias preferências. Isso é considerar seus valores os corretos e exigir que os outros sigam porque isso os fará felizes. Modelos de felicidade não podem ser transpostos a outrem.

    Quem sou eu para dizer a um consumidor do iPad 3 que aquilo não o fará feliz? Para mim este equipamento pode não trazer nenhum benefício, mas não tenho como inferir isto para outra pessoa.
    Alguns poderão ainda argumentar que um gadget é inútil e só serve para "dar status". Ora, uma vez mais, isso mostraria que o consumidor deste produto dá mais valor ao status do que o crítico o faz. Se o crítico insiste que dar valor ao status é errado, ele está novamente tentando transportar seus valores e preferências a outro indivíduo.

    Nessa questão está, na minha opinião, uma das maiores belezas da EA: o individualismo metodológico.
  • Marco Aurelio Agarie  05/04/2012 16:18
    Ledo engano amigo Absolut. Não há como fugir de certos preceitos universais. O que ocorre é que alguns se iludem mais do que outros, alguns possuem a percepção da realidade melhor do que outros. Já foi muitas vezes dito que a felicidade não é deste mundo. Esta triste verdade é comprovada por incontáveis e autênticos exemplos.
  • Luis Francisco  05/04/2012 04:28
    Caríssimos

    Concordo com o texto e o pensamento do articulista, por sinal, com o perdão do trocadilho, muito bem articulado.

    Entretanto contudo porém, adivinhem quem vem usando com muita sofreguidão, por assim dizer, de todas as novidades da tecnologia? Se alguém disse: o Estado ( o Leviatã, o Chupa-impostos, o Coisa-ruim) A-DI-VI-NHOU ! ! !

    Portanto, para nós, reles mortais pagadores de impostos, todo avanço tecnológico também significa um avanço estatal nas nossas liberdades individuais. E é por isto que as novidades tecnológicas mais me assustam que me inspiram: estão usando todo este "arsenal" contra nós ! ! !

    E me provem se eu estiver errado!
  • Felix  05/04/2012 14:45
    De forma alguma,
    você está totalmente certo.
    Agora, em época de declaração de IR nota-se isso com muito nitidez,
    Comprou com cartão?
    o leão sabe...
    tem aplicação no Banco?
    o leão sabe...
    Recebe dinheiro de aluguel?
    o leão sabe... (se a contraparte declara)
    Vendeu ação acima do limite de isenção?
    o leão sabe...
    tá cada vez mais difícil enganar o leão...
  • Andre Cavalcante  07/04/2012 17:12
    Olá Alex,

    "Quando vão parar? Não cansam de explorar o povo trabalhador brasileiro??"

    Para pensar um pouco: quem fica com mais de 40% do seu salário todo mês em impostos? Quem evita que quaisquer empresas possam prestar serviços de segurança, transporte, saúde, energia, aviação etc., com isso barateando os preços, pois todos esses serviços são estritamente controlados? Então, quem está explorando quem aqui?

    Abraços
  • Andre Cavalcante  08/04/2012 10:49
    oops, a frase ficou horrível. Só corrigindo:

    Quem evita que quaisquer empresas possam prestar serviços de segurança, transporte, saúde, energia, aviação etc., evitando, com isso o barateamento dos preços, pois todos esses serviços são estritamente controlados?

  • Alex Brum Machado  05/04/2012 05:49
    Coisas muito mais importantes acontecendo, o FORO DE SAO PAULO tomando conta do pais e a corja liberal descutindo o preço do iphone!
    Por isso vocês não vão a lugar nenhum.

    E OBVIO QUE O ESTADO DEVE SUBSIDIAR PRODUTOS TECNOLOGICOS! Eu sou carteiro há 22 anos e só cheguei onde cheguei pq recebi subsídios por ser funcionário público e receber subsídio para comprar computador.

    Vcs geram todas as crises! Geraram os bancos que nos endividam ate não poder mais!

    Quando vão parar? Não cansam de explorar o povo trabalhador brasileiro??

    Anauê!
  • Diego Cardoso  07/04/2012 11:27
    Que tal antes de chegar "descutindo" um assunto distinto do que está sendo tratado no presente artigo o senhor ao menos o ler? Asseguro-lhe que não se trata de discutir "o preço do iPhone". Tente. Os textos do Tucker são didáticos e não lhe custarão muito.

    Que tal antes de proferir lugares comuns como "a corja liberal" o senhor conhecer ao menos as bases teóricas dessa corrente de pensamento? Garanto que não lhe causará dor, que aumentará teu conhecimento e que tornará muito mais significativas tuas contribuições em discussões.

    Ademais, ainda não tomei conhecimento de gerentes bancários que sequestrassem pessoas, impusessem armas às suas cabeças e as fizessem assinar um empréstimo. Pelo que sei, as pessoas voluntariamente se dirigiram às agências e solicitaram empréstimos cientes de que pagariam mais, no futuro, do que a quantia que estavam recebendo, no presente. Uma mera questão de preferência intertemporal, como qualquer pessoa com o mínimo de noção em economia poderia notar.
  • Paulo Sergio  07/04/2012 17:05
    Diego, como é que alguém monta uma empresa sem ter uma conta num banco?
  • Diego Cardoso  07/04/2012 20:54
    Paulo Sergio,

    Desculpe, não sei. Nunca abri uma empresa. Por gentileza consulte um contador que ele certamente poderá lhe informar se uma conta bancária é exigência para registro junto à Câmara de Comércio de seu município. Se não for exigido, você não precisa abrir a conta. Apenas o fará caso acredite que os serviços do banco o ajudarão de alguma forma (talvez seja mais barato pagar um DOC do que contratar uma diligência com homens armados para proteger o dinheiro do pagamento ao seu fornecedor). Caso contrário, reclame do órgão estatal que o obrigou.


    Ao pessoal do IMB gostaria de sugerir a criação de um fórum de discussão para os leitores do site, com postagens mediante inscrição. Os artigos do site tem recebido cada vez mais comentários (o que é excelente), mas os temas tem se repetido e cruzado em alguns deles. Seria interessante um mecanismo como o de um fórum para manter threads de discussão unificadas.
  • Paulo Sergio  08/04/2012 02:06
    'Ao pessoal do IMB gostaria de sugerir a criação de um fórum de discussão para os leitores do site, com postagens mediante inscrição. Os artigos do site tem recebido cada vez mais comentários (o que é excelente), mas os temas tem se repetido e cruzado em alguns deles. Seria interessante um mecanismo como o de um fórum para manter threads de discussão unificadas.'

    Concordo, essa é uma boa idéia
  • anônimo  08/04/2012 06:07
    Paulo,

    Não entendi sua pergunta.

    Eu tive uma empresa operando por 1 ano (pessoa jurídica para prestar um serviço específico), e não tinha conta em banco.

    Talvez isso tenha mudado, mas até 2004 não era necessário.
  • William  07/04/2012 18:55
    É por culpa de políticos que pensam como você, caro Alex, que são geradas todas as crises, que os banqueiros enriquecem e o povo trabalhador está cada vez mais explorado e endividado.

    Mas é claro, você nunca entenderá isso, pois tem uma preguiça crônica de leitura, prefere simplesmente repetir jargões como um papagaio.
  • Rafael Franca  09/04/2012 07:39
    Integralista detected....

    a culpa deve ser dos sionistas, dos homossexuais, dos jogadores de world of warcraft, dos emos, etc...


    se vc só comprou seu pc agora, vc sinceramente não pensou em mudar de profissão?

  • Gustavo  05/04/2012 13:15
    Usar e aproveitar (todas) as novidades tecnológicas, que nos é permitido é bom, mas daí achar que ficar compartilhando fotinhos e músicas pela web, disputando o maior número de amiguinhos é o máximo que pode existir, na minha modesta opinião acho que é coisa de gente que já morreu e esqueceram de cremar..
  • Alex Brum Machado  05/04/2012 15:38
    Vocês só se preocupam com lucro, nunca com o bem estar social. Isso é deprimente.
  • Eduardo W  06/04/2012 16:07
    "Vocês só se preocupam com lucro, nunca com o bem estar social. Isso é deprimente."

    Você acha que o cara que fez o seu papel higiênico o fez "preocupado com o bem-estar social"?

    Era uma vez um cara que não conseguia dormir tranquilo à noite sabendo que as pessoas limpavam o bumbum no mesmo pedaço de pano áspero durante o ano inteiro, ou andavam por aí sujos e pegando constantes doenças e assaduras.
    Esse cara preocupadíssimo com o social então dedicou anos desenvolvendo o papel higiênico, e abriu uma fábrica onde seus empregados ficavam com todo o lucro, já que foram eles que produziram os produtos e o capital havia obviamente caído do céu, e saiu por aí vendendo papel-higiênico à preço de custo pra finalmente poder morrer em paz sabendo que a sociedade estava à salvo.

    Claro que não, né?

    Era uma vez um cara que notou a população sofrendo com isso e teve a brilhante idéia de criar um produto que elas fossem precisar à todo custo pra se livrarem do problema, e lucrar obscenamente com a empreitada.
    Ele então arriscou seu capital apostando nessa idéia, que foi um sucesso, e mais porcos capitalistas vendo essa mina de ouro decidiram entrar no mercado pra ter lucros gordos e possivelmente comprarem charutos importados e novas lustrosas cartolas com eles.
    A competição então nos trouxe preços ínfimos pra comprar papel higiênico e há uma variedade enorme de produtos criados pra superar a concorrência e nos satisfazer.
    Você escolhe: branco, colorido, com múltiplas folhas, macio, lixa, com estampa de florzinha, cheirosinho, bichinho de pelúcia na embalagem...

    Se olhar ao seu redor, tudo o que te traz conforto e bem estar não foi criado por "gente preocupada com o social", foi criada por gente atrás de lucro. Aqui, a única coisa ao meu redor que foi criada por gente "preocupada pelo social" é um convite pra um teatro de fantoches beneficente criticando o capitalismo e a sociedade de consumo.

    No mais, recomendo a leitura daquele que é um dos meus artigos favoritos do brilhante Thomas Sowell: www.nationalreview.com/articles/229862/real-public-service/thomas-sowell
    O verdadeiro serviço público, e quem na verdade o faz.
  • Marcus V. Benites  07/04/2012 14:33
    Perfeito. A ignorância maior do socialista é não perceber que é o próprio socialismo o causador de seus males, do fato dele não ter muito dinheiro, emprego ou qualidade de vida. Os tolos são doutrinados e repetem seus clichês, atacando o liberalismo, o capitalismo (que se pudessem ocorrer livremente os salvariam da situação ruim), e endeusando o socialismo, sem perceber (por pura ignorância) que estão defendendo o próprio vilão de sua condição. No fundo dá pena. São ignorantes e doutrinados a ser.
  • Thyago  07/04/2012 17:56
    Alex Brum Machado, é justamente a busca pelo lucro que faz com que essas coisas estejam a nosso dispôr. Não é altruísmo, Adam Smith ensinou isso em 1776. Mas nada há de errado nisso.

    Além disso, você é uma pessoa que é movida pelo bem dos outros ou você segue seus próprios interesses?

    Se você é altruísta e tem um computador em sua casa, repense sua vida.
    Tem gente que sequer televisão tem, ou um chuveiro elétrico.

    Que tal começar a pensar no bem estar dos outros, e não no seu próprio conforto (egoísta)?

  • Marco Aurelio Agarie  07/04/2012 18:55
    Na atual fase de evolução moral e espiritual humana, infelizmente, não há como pensar em altruísmo como conduta regular e unânime da humanidade. A partir desta certeza é que podemos explicar as disparidades dos bens, das riquezas, do uso dos itens tecnológicos, etc. A evolução é um processo lento e pregressivo e portanto uma realidade inexorável e independente das vontades, conceitos, opiniões, conhecimentos, diferenças intelectuais e sociais das pessoas. Num futuro não tão utópico e nem reducionista ou simplista poderá haver uma distribuição mais equitativa e justa de todos os bens da civilização, respeitando, é claro, as questões de méritos. Então as discussões deste texto poderão ser temas folclóricos ou bizarros de uma história interessante mas irrelevante e certamente passageira
  • Paulo Sergio  08/04/2012 06:09
    Não é uma questão de evolução moral, nem num mundo de anjos o comunismo funcionaria pq não teria como fazer o cálculo econômico.
    E sinceramente, querer viver de caridade, das esmolas dos outros, isso sim é uma energia negativa.
  • Catarinense  08/04/2012 09:45
    (...)Na atual fase de evolução moral e espiritual humana, infelizmente, não há como pensar em altruísmo como conduta regular e unânime da humanidade.(...)

    Graças ao governo e seus impostos. As pessoas sempre foram altruístas, enquanto usufruiam de liberdade e lhes sobrava dinheiro no bolso. Foi com o agigantamento dos estados e a aparição do welfare state que as pessoas começaram a deixar de se preocupar com seu próximo, afinal, isto virou tarefa do governo, e além do mais, com tantos impostos, taxas, inflação, incertezas, quem é que tem dinheiro sobrando hoje em dia? Podemos dizer com segurança, éramos pessoas melhores antigamente. A suposta evolução que você fala, Marco Aurélio, só irá vir com a diminuição do poderio do estado, e com a prosperidade e acúmulo de riqueza que só o capitalismo pode trazer.

    Feliz páscoa a todos!
  • Paulo Sergio  08/04/2012 17:05
    Sem internet eu n saberia um décimo sobre economia e os podres dos governos como sei agora
    Tb nunca poderia imaginar que um dia assistiria as aulas do MIT no conforto da minha sala
    Eu amo a tecnologia com todas as minhas forças, a internet tem que continuar livre, tem suas desvantagens mas mesmo assim tem que continuar
    E desespero pra comprar o último ipad ou pra procurar fofoca em redes sociais, isso é coisa de quem não é capaz de cuidar da própria vida.Botar a culpa disso na tecnologia é como culpar a cama pela mulher que trai o marido.

  • Alvarenga  09/04/2012 06:38
    Discordo em parte do texto pois ele não perseguiu um "meio termo" do problema, que é o das pessoas que estão inseridas no uso da tecnologia mas são constantemente impelidas a trocar / atualizar os seus sistemas sob pena deles não "rodarem" mais.\r
    Houve um ponto a partir do qual a evolução "explodiu", e hoje voce não consegue passar 1 ano com seu sistema rodando tudo e funcionando para tudo, o que gera um tremendo desperdício de tempo e recursos para atualização / adaptação / conversão de arquivos e programas.\r
    Resumindo: Tudo que eu queria era poder continuar rodando certos programas que ja eram bons 10 anos atras e que não precisariam ter sofrido 5 ou 6 evoluções neste periodo.
  • Guilherme Shibata  12/04/2012 11:56
    Uma parte interessante que ouvi outro dia : O trabalhador reclama que o trabalho na fábrica 1 é ''explorador e desumano'', mas quando colocaram máquinas para livrá-lo desse ''fardo capitalista'', lutaram com unhas e dentes para não perder o tal trabalho explorador...

    Mas como sabem que uma outra fábrica 2 não abriu em outro lugar, dando empregos para trabalhadores produzirem as máquinas para esse ''trabalho explorador''da fábrica 1?

    Se proíbem as máquinas, a fábrica 2 fecha e os novos trabalhadores perdem seus empregos. Se permitem as máquinas, os trabalhadores da 1 são dispensados e fazem revolta.

    Mas aí fica claro que se julgam inaptos pra fazerem qualquer outra coisa na vida. E nessas horas nenhum esquerdinha aponta o dedo pro Estado e sua educação precária.
  • Olívia Andriolo  27/10/2015 16:02
    A tecnologia é necessária.

    É uma pena que muitas empresas usem a obsolescência planejada para fazer com que o consumidor, poucos meses depois da compra de uma aparelho celular (por exemplo), já pense em adquirir um outro que suporte uma nova tecnologia para poder se conectar de forma mais moderna nas redes.

    Afinal, quem aqui não teve de se desfazer de um aparelho para comprar outro que suportasse um tal aplicativo chamado "WhatsApp" para poder participar de grupos e se comunicar de forma mais eficiente?!

    Pois é, amigos, eu sou a favor do livre mercado sempre, mas como proteger o consumidor daqueles que "seguram" o lançamento de uma tecnologia para depois terem mais lucros?

    Abraços
  • Popeye  27/10/2015 16:46
    Quer dizer então que obsolescência programada é você ter de trocar seu celular Nokia de 1999 por um iPhone 4s só para poder usar o WhatsApp? E você diz que isso é opressivo?

    Meu, que inveja. Você vive na abundância e nem sequer se dá conta disso. E pior ainda: você quer que Eduardo Cunha aprove uma lei que "regule" tudo isso.

    Inacreditável.

    A obsolescência programada - quanto tempo as coisas devem durar?


    Enviado do meu iPhone 4s comprado em decorrência de muita opressão tecnológica.
  • anônimo  27/10/2015 16:57
    Quanta baboseira.

    Eu não tenho celular com whatsapp e nem por isso saio gritando aos quatro cantos que sou uma vítima, e muito menos me sinto pressionado para comprar um.

  • Olivia Andriolo  09/11/2015 22:12
    Nokia de 1999?? Muito longe disso!!

    Você tenta manipular meu relato em vez de mostrar argumentos Popeye? Creio que esse papo acaba aqui...

    Quanto ao anônimo, vítima sim! Comprar um Samsung novinho e dentro de três meses ele se tornar obsoleto?! Claro que eu não sou obrigado a usar WhatsApp, mas quem quer ter o mínimo de sociabilidade é melhor que troque de aparelho quase todo ano...

    PS: Estou usando WhatsApp como exemplo, por isso alguns podem pensar que trata-se de futilidade. O fato é que tenho notado esse tipo de coisa em várias outras áreas do mercado. Além disso, todo cidadão tem o direito de ser fútil...


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