O vídeo que alçou Peter Schiff à fama (com legendas em português)

São inúmeras as vezes em que testemunhamos economistas prevendo, com segurança e desenvoltura, quais serão os eventos econômicos futuros.  E são inúmeras as vezes em que eles não apenas erram fragorosamente suas previsões, como na verdade preveem o exato oposto do que de fato viria a ocorrer.

Por outro lado, são extremamente raras as vezes em que podemos presenciar um economista munido de uma sólida formação teórica prevendo, praticamente em tempo real, quais serão os eventos econômicos futuros.  Ainda mais raro é vê-lo acertar suas previsões com uma acurácia incrível.

O vídeo abaixo apresenta uma colagem de algumas participações de Peter Schiff em programas de debates econômicos durante um período que vai de agosto de 2006 a dezembro de 2007.  Três coisas impressionam sobremaneira no vídeo:

— A total segurança com que Schiff oferecia seus acurados prognósticos, todos eles baseados em um sólido ferramental fornecido pela Escola Austríaca de Economia;

— A total arrogância dos jornalistas e "especialistas" que insistiam em dizer, às vezes às gargalhadas, às vezes na ironia, às vezes na impaciência, que Schiff estava completamente maluco e que suas previsões sombrias não tinham o menor fundamento durante aquela época de aparente bonança.

— A avassaladora ignorância destes mesmos "especialistas", que diziam coisas como "a política monetária é espetacular", "os imóveis vão subir 10% ao ano continuamente", "o subprime é um problema ínfimo", "o Dow Jones estará em 16 mil no ano que vem" (caiu para 8 mil), e "não tenho a menor ideia do que Peter Schiff está falando", além de darem formidáveis conselhos de investimentos, como comprar ações do Merril Lynch, do Bear Stearns e do Washington Mutual, instituições que viriam a quebrar pouco tempo depois.

O poder deste vídeo está em mostrar a diferença entre um indivíduo que possui pleno conhecimento da genuína ciência econômica, a qual fornece sólidos fundamentos que permitem de fato entender o que se passa na economia, e indivíduos que apenas se limitam a macaquear ideias convencionais já arraigadas no senso comum, algo infelizmente dominante também no Brasil.

Cada minuto do vídeo é uma preciosa lição de humildade e conhecimento.

Aproveitem e não se esqueçam de que Peter Schiff virá ao Brasil e será um dos palestrantes em nossa III Conferência de Escola Austríaca, a ser realizada nos dias 12 e 13 de maio em São Paulo.  Faça já a sua inscrição!



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SOBRE O AUTOR

Equipe IMB


OFF-TOPPIC: pessoal do IMB, seria possível vocês redigirem um artigo refutando as teorias conspiratórias sobre o Nióbio que abundam desde a época do Enéias? Quinta-feira o Instituto Liberal reiniciou o debate, e seria ótimo se vocês dessem continuidade. Eis o que comentei no website do IL, é o que resumidamente penso do assunto:

"Se há indícios concretos ou, ao menos, motivos para crer que as empresas autorizadas pelo Estado brasileiro a retirarem do solo e comercializarem este metal estão cometendo fraudes de qualquer natureza, em conluio com grupos estrangeiros ou não, a solução é, em se confirmando as irregularidades, rescindir os contratos de permissão em vigor e abrir este mercado para mais empresas interessadas no empreendimento - seja lá de onde elas forem. A que oferecer a melhor barganha leva as jazidas - e paga impostos sobre tudo o que produzir. Elevar o preço na marra? Claro, abusar desta condição de quase monopolista pode funcionar no começo, mas no médio prazo surgirão alternativas de melhor custo-benefício para atender a demanda daqueles insatisfeitos com a situação. Deixar de vender o Nióbio como comodittie e agregar valor ao mineral em nossa indústria da transformação? Seria ótimo, se nosso parque industrial não estivesse parado no tempo desde meados do século passado. Só falta criarem a estatal NIOBRÁS no Brasil, que dará origem ao escândalo do NIOBRÃO. O brasileiro não aprende mesmo: sempre achando que vai encontrar um bilhete premiado no chão e poderá passar o resto da vida bebendo e sambando."
"Tal afirmação nunca foi feita. Em ponto nenhum do artigo. E nem em nenhum outro artigo"

Não me refiro à uma frase ou texto escrito nos artigos do IMB. Estou questionando a percepção daqueles que defendem esse modelo de afrouxamento da terceirização proposto pelo governo, pois essa discussão toda é parte da realidade em que estamos vivenciando. Aliás, não creio que esse artigo seja uma mera exposição teórico-dissertativa acerca do que seria e quais os benefícios de uma terceirização segundo os liberais, muito menos um texto desvinculado da conjectura atual, como você transparece para quem lê. Logo, minha indagação é pertinente, ainda que, o que questiono, não esteja explicitamente escrito no artigo.

Em relação ao artigo linkado, em momento algum vi algo a mostra que abordasse diretamente o problema terceirização-corporativismo privado que eu levantei acima. O que mais se aproxima seria esse trecho:
"Em primeiro lugar, a ideia de que custos menores para empresas é algo ruim. Além do fato de que custos baixos permitem maior acúmulo de capital — o que possibilita mais investimentos e mais contratações —, falta explicar como que custos de contratação menores podem ser ruins para pessoas à procura de emprego."
Sim, não há problema algum em um empresário tentar reduzir seus custos para se adequar a concorrência e auferir maiores lucros. O entrave se encontra, como eu falei, no empresário monopolista que não possui um fator invísivel para motivá-lo à otimizar sua produção. A mão visível do Estado garante que seu produto inevitavelmente será consumido e, com isso, seu lucro será certeiro. Por conseguinte, não há a preocupação constante deste em inovar, melhorar a qualidade, aumentar a produtividade da sua mão de obra. Nesse sentido, a terceirização beneficia esse empresário, justamente por rebaixar seus custos com contratados (temporários ou não) à niveis abaixos daquilo que os empregados produzem, sabendo se que eles estão confortáveis em relação aos processos trabalhistas que enfrentarão (ajudinha estatal). Bem como, estagna ou retarda as inovações, tendo em vista que sua produção atual será adquirida pelos consumidores à um preço "monopolístico" durante um tempo maior que o de uma concorrência que existiria num livre mercado. Ademais, seu produto foi feito empregando mão-de-obra com um ônus muito abaixo daquilo que ela de fato produz. Desse modo, a margem de lucro é gigantesca, sendo que esse lucro pode sim ser revertido em capital para futuras melhoras, o que, na minha opinião, não aflinge ou preocupa de modo algum uma empresa monopolista, pois esta pode facilmente pegar crédito subsidiado de bancos estatais, ou ser empreendido em outros investimentos pessoais e, na minha percepção, fúteis e de pouco potencial de gerar valor no futuro.

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Andre Cavalcante  30/03/2012 04:53
    Petter Schiff: Brilhante!

    Seria interessante terminar com uma colagem das notícias da queda dos bancos de setembro/outubro de 2008... Exatamente o que o Petter dizia um ano antes...

    Abraços
  • Thames  30/03/2012 05:22
    Esse é disparado um dos melhores vídeos da internet. Parece que o sujeito viveu os tempos atuais e voltou ao passado apenas para descrever o que viu. Tudo aconteeu igualzinho ele previu.

    Fora que é hilário ver os idiotas gargalhando de suas previsões e dando palpites pra lá de destrambelhados. Aliás, essa postura de "estamos bem e vai melhorar ainda mais" é perigosamente idêntica a que o Brasil tem vivenciado.

    Parabéns ao IMB por mais esta valorosa contribuição.
  • Wagner Malheiros  30/03/2012 05:30
    Muito bom.

    As "Cassandras" sempre são ridicularizadas, mas o tempo é o juiz dos fatos.

  • João Ribeiro  30/03/2012 05:48
    Um economista entendido, que vive da realidade prática, e acessível à sociedade.



    Deixo aqui mais vídeos de Peter Schiff:

    (legendado em pt)

    vivendi-pt.blogspot.com.br/2012/02/o-inevitavel-colapso-do-dolar.html

    vivendi-pt.blogspot.com.br/2012/02/peter-schiff-resumo.html

    vivendi-pt.blogspot.com.br/2012/02/peter-schiff-vs-ocuppy


    Documentário com a participação de Peter Schiff:

    (legendado em Espanhol)

    vivendi-pt.blogspot.com.br/2012/02/overdose-proxima-grande-crise.html



    Cumprimentos.
  • Fausto Luiz  30/03/2012 06:13
    Saudações! Seria interessante se pudéssemos termos economistas desse "calibre" no Brasil, principalmente neste momento, onde muito se fala de "bolha imobiliaria", e a economia começa a dar "sinais" preocupantes, como a inadimplência concomitante as medidas governamental de redução de alíquotas de IPI,...As informações são desencontradas e sem esclarecimento objetivo, com parte da mídia encobrindo a realidade dos fatos e seu reflexo no futuro próximo. Os artigos do IMB tem sido muito esclarecedor e alertador.
  • André Ramos  30/03/2012 10:21
    Nós já temos economistas "austríacos" no Brasil: prof Iorio e prof Barbieri.\r
    E nós também temos o nosso Peter Schiff em formação: Leandro Roque.
  • Steve Ling  30/03/2012 07:02
    Infelizmente quem ficou com a fama foi Nouriel Roubini que sequer previu sua derrocada. Ele ambiciona prever o momento da recuperação.
  • Erick Skrabe  30/03/2012 08:10
    A teorias do Roubini são muito mais simpels de serem ensinadas no meio academico do que as de Peter Schiff. Para ensinar Roubini, basta algumas folhas, para ensinar a Escola Austríaca é necessário recever todos os modelos economicos ensinados até agora.

    ... e as escolas tem preferido deixar tudo como está e fazer de conta que Peter Schiff e a EA simpelsmente não existem - por comodidade ou por desconhecimento.
  • JC  30/03/2012 08:57
    Exato, o Roubini parte do material que já é o feijão-com-arroz dos cursos de economia.

    Não deixem de assistir este vídeo também

    www.youtube.com/watch?v=INmqvibv4UU
  • Cristiano  30/03/2012 07:03
    Um clássico.
    Vale muito para os jovens, anisosos. Schiff apenas falou a verdade, se os outros não acreditavam, paciência. Um ano depois...
  • LIVIO LUIZ SOARES DE OLIVEIRA  30/03/2012 07:13
    O sujeito que gargalhou estridentemente e escarneceu com desprezo de Peter Schiff é um completo imbecil. Deveria ter sua caixa de email inundada com os videos do Peter Schif, , principalmente esse em que aparece gargalhando e zombando de forma patética do Peter, que realmente é um grande economista. O tempo é o senhor da razão.
  • carlos wagner  30/03/2012 07:20
    Este espaço é brilhante. Por isso é leitura diária obrigatória.
  • Filipe F.  30/03/2012 08:03
    Brilhante!

    *Vi este vídeo faz algum tempo, desde então comecei a seguir a E.A. e comecei a desacreditar nos economistas tradicionais (aposto que muitos desses tem PhD nas melhores universidades do mundo). Vergonha alheia de ver esses economistas "prevendo" algo que passou LONGE de acontecer e zombando de PREVISÃO que ocorreu sem tirar nem colocar.

    Abraços.
  • mcmoraes  30/03/2012 09:11
    Vi este vídeo faz algum tempo, desde então comecei a seguir a E.A. e comecei a desacreditar nos economistas tradicionais. [2]
  • anônimo  30/03/2012 13:17
    Alguém sabe se estas pessoas vieram a publico se desculpar com o Peter e com o público que os assistia e assumir que estavam errados?
    (Sei que isso nem passou perto de acontecer, é só pra levantar a questão, hehe)
  • Gustavo Sauer.  30/03/2012 13:30
    Que eu saiba não. Arthur laffer no programa do bill maher fez pouco caso desse episódio. Eles alegal que o Peter já vem dizendo essas mesmas coisas desde o início de 2000. ou seja, seria apenas uma questão de sorte que ele acertou.
  • Fernando Chiocca  30/03/2012 15:12
    É incrivel como esse picareta desse Laffer ainda tenha a cara de pau de aparecer na TV e ainda tentar professorar sobre economia:



    Fora que essa "curva de Laffer" já é algo sem sentido, pois sem contar o fato que foi formulada para AUMENTAR o roubo do governo, é impossível determinar em que ponto da curva se está.
  • Isaias Barbosa  30/03/2012 16:36
    Fernando, o que você acha desta comparação?
  • Leandro  30/03/2012 16:49
    Eu achei extremamente forçada essa linha verde. Se você tirar a Noruega, verá que não há mais correlação nenhuma. A linha verdade iria adquirir um formato totalmente distinto. Aliás, mesmo com a Noruega, este formato da linha verde não faz nenhum sentido.

    O problema de se colocar a Noruega é que, como se trata de um país com um PIB relativamente pequeno, mas que está literalmente boiando sobre petróleo, as receitas oriundas da exportação de tal produto (e, por conseguinte, os impostos) são enormes, o que desvirtua totalmente a relação receita tributária/PIB. Tire a Noruega, e não sobra absolutamente teoria nenhuma.
  • Fernando Chiocca  30/03/2012 17:53
    Sem pé nem cabeça.
  • J.Sena  02/04/2012 16:55
    O próprio método de construção da curva é uma piada...
  • Paulo Sergio  03/04/2012 13:55
    'Eles alegal que o Peter já vem dizendo essas mesmas coisas desde o início de 2000'

    Mesmo que seja verdade, isso n significa que ele esteja errado.Um médico que fala que o fumante vai ter cancer está certo, mesmo que nem saiba quando.
  • Gustavo Sauer  04/04/2012 20:20
    É verdade. Apesar de gostar do Schiff, acho que ele faz previsões muito quantitativas. E mudando um pouco de assunto, viram o debate do Peter com o Stefan Molyneux? Foi dia 03 no programa de rádio do Peter. Infelizmente não tenho um link para compartilhar. Apesar do Peter defender o minarquismo, ele disse que se tivesse que escolher entre anarquia ou o estado atual das coisas, ele escolheria, sem pensar, a anarquia.
  • JC  04/04/2012 22:10
    Eu acompanho o Schiff desde antes da quebra imobiliária, e ouço bastante o show dele no www.schiffradio.com/, onde você pode baixar o áudio do dia 3.

    Ouvi o debate com Molineux, e na minha opinião suspeita de minarquista o Schiff se deu melhor neste debate.

    Ele observou desde o começo que nada impede você em uma minarquia de contratar alguém para te proteger ou mesmo proteger a si mesmo, mas que há uma necessidade intrínseca por um mesmo conjunto de regras.

    Você pode ter uma cidade onde as pessoas decidem avançar no sinal verde, e outra onde elas avançam no vermelho, mas evidentemente que não dá pra ter as duas coisas ao mesmo tempo no mesmo lugar, com cada grupo dizendo que segue uma regra diferente.

    Vejo bastante respaldo histórico para este exemplo do Schiff. Diferentes sistemas até podem conviver, mas em estratos diferentes, e nada livre de problemas, especialmente quando um dos grupos predomina sobre os outros - o que é uma decorrência natural, mesmo sem o uso de força. Mas aí quando isso acontece temos a convergência a um sistema de regras preferencial, geralmente associado ao grupo dominante.

    Schiff continou e disse que, sim, há taxas que são impostas a todos, mas que devem ser usadas na manutenção comum da estrutura do estado, e jamais com o simples intento de redistribuir riqueza. Molineux perdeu a chance de argumentar que mesmo dentro dessa função alguns seriam mais beneficiados pela estrutura comum do que outros.

    Os dois concordam que não há como segurar um estado mínimo por muito tempo, e que ao longo do tempo ele vai capturar a enorme prosperidade econômica para se agigantar, até mesmo por meio de endividamento, o que é extremamente insidioso, uma vez que os custos não aparecem logo na geração atual, que recebe os eventuais benefícios.

    Molineux argumentou que uma minarquia não dura muito tempo, e Schiff respondeu que uma anarquia dura menos tempo ainda, e seria inconcebível em estado permanente porque inevitavelmente se formam governos, possivelmente piores.

    Molineux apelou ao argumento moral, que compara a iniciação da força com a cultura da escravidão, e disse que há alguns séculos também seria inimaginável uma cultura que não aceitasse a escravidão, e que hoje é o oposto.

    Schiff observou que nem todas as culturas aceitavam a escravidão, como por exemplo o norte dos EUA, onde não era comum. Novamente, tem respaldo histórico.

    Foi uma discussão interessante. Acho que o Molineux poderia ter argumentado melhor, mas é difícil fazer o Schiff parar de falar quando ele engrena.
  • Gustavo Sauer  05/04/2012 08:44
    Bom resumo. Outro ponto que o Schiff colocou foi do ponto de vista estratégico. Ele acha que pra aumentar a liberdade, e conseguir mais pessoas no movimento, é melhor defender uma redução do Estado que uma posição anarquista, que segujndo schiff, afastaria mais as pessoas e seria um alvo fácil pra ser ridicularizado pelos adversários.
  • Fernando Chiocca  05/04/2012 09:23

    Ótima estratégia... dizer que podem roubar, está tudo bem com isso, nós deixamos e apoiamos o roubo, e achamos isso ótimo e imprescindível, e até ajudamos a ridicularizar esses malucos que são contra o roubo.. onde já se viu!!... mas pedimos que roubem só um pouquinho tá? (SIC)

    Estratégia fracassada não só na teoria como empiricamente também, como o Hoppe nos mostra aqui:
    O futuro do liberalismo - um apelo para um novo radicalismo


    Errar é humano. Persistir no erro...

  • Fernando Chiocca  05/04/2012 09:19
    Schiff mostrou que como filósofo político é um grande economista.

    Deu show de horror.

    Só alguém que acha que sem o governo teriamos semáforos azúis para parar em uma rua e cor de abóbora em outra pra achar que o Schiff foi melhor...

    Meu Deus.. se não fosse o estado poderia existir uma ilha em que os carros tivessem direção do lado direito e as mãos das ruas fossem do lado esquerdo!!!

    E seria extremamente difícil um governo se formar a partir de uma sociedade de leis privadas formada por um povo que não admite roubo e agressão.
  • Andre Ramos  05/04/2012 10:38
    Schiff viajou...
    No texto "o setor público", disponível nesse site, Rothbard mostra, com um exemplo histórico nos EUA, que numa sociedade livre a uniformização das regras seria alcançada com mais eficiência que numa sociedade estatal. Cito um trecho:
    "O preceito de que a propriedade é administrada por seus proprietários também fornece a refutação para um sempre utilizado argumento em favor da intervenção governamental na economia. O argumento afirma que "afinal, é o governo quem determina as regras do trânsito — luz verde e vermelha, direção do lado direito da pista, limites de velocidade, etc. Certamente todo mundo tem de admitir que o trânsito degeneraria em caos se não fossem tais regras. Portanto, por que o governo não deveria também intervir em todo o resto da economia?" A falácia aqui não é que o trânsito deva ser regulado; é claro que algumas regras são necessárias. Mas o ponto crucial é que tais regras sempre serão estabelecidas por quem quer que seja o dono e que, portanto, gerencie as ruas e estradas. O governo vem criando regras para o trânsito simplesmente porque é ele quem sempre foi o proprietário e, consequentemente, o gerente das ruas e estradas; em uma sociedade libertária baseada na propriedade privada seriam os proprietários quem iriam definir as regras para o uso de suas ruas.

    Entretanto, será que em uma sociedade puramente livre as regras de trânsito não tenderiam a ser "caóticas"? E se alguns proprietários designassem a luz vermelha como "pare", enquanto outros escolhessem a verde, ou até mesmo uma azul, etc.? Não teríamos algumas ruas com a mão de direção no lado direito enquanto em outras ela seria no lado esquerdo? Tais perguntas são absurdas, é claro. Obviamente, seria do interesse de todos os proprietários de ruas e estradas terem regras uniformes para essas questões, de modo que o tráfego possa fluir e se integrar suavemente, sem dificuldades. Qualquer proprietário de rua excêntrico ou dissidente que insistisse em uma mão de direção à esquerda, ou no verde para "pare" ao invés de "vá", iria rapidamente se ver cercado de acidentes, além de perder todos os clientes e usuários.

    É interessante observar que as ferrovias privadas nos EUA do século XIX enfrentaram problemas similares e os resolveram harmoniosamente e sem dificuldades. Cada ferrovia permitia os vagões de suas concorrentes em seus trilhos; elas se interconectavam entre si para benefício mútuo; as bitolas das diferentes ferrovias foram reajustadas para se tornarem uniforme; e classificações uniformes de cargas regionais foram implementadas para 6.000 itens. E tem mais: foram as empresas ferroviárias, e não o governo, que tomaram a iniciativa de consolidar a mixórdia caótica e ingovernável de fusos horários que existiam até então. Para ter exatidão na programação e na tabela de horários, as empresas tiveram de se unir; e em 1883 elas concordaram em alterar os cinqüenta e quatro fusos horários dos EUA para apenas os quatro que prevalecem até hoje. Um jornal financeiro de Nova York, o Commercial and Financial Chronicle, exclamou que "as leis do comércio e o instinto de auto-preservação efetuaram reformas e melhorias que todos os corpos legislativos juntos não conseguiram realizar!""
  • Paulo Sergio  05/04/2012 11:22
    Eu acho que o sinal era só um exemplo.E que ele tava falando que uma sociedade onde cada um quer uma lei diferente, n vai funcionar nunca.
    Se for isso, eu concordo.
  • JC  05/04/2012 16:34
    Sim, você resolve o problema localmente associando um proprietário às estradas do município. Mas quem são em geral os proprietários das estradas do município? É o embrião da administração do próprio município, que cobra taxas para o uso das estradas, até porque não seria prático colocar um pedágio em cada rua.

    Um minarquista tomaria a empresa 'estradas do município' como se fosse a autoridade local, pelo menos no que diz respeito ao trânsito, manutenção dos caminhos e fiscalização das regras de trânsito.

    Como você mesmo observou, esta empresa ou autoridade resolveu o problema de definir o padrão. Se isso ainda é uma empresa ou já é um pequeno governo fica para discussão.

    Outra possibilidade em uma sociedade livre é que esta área de cruzamento simplesmente não seja de interesse comercial de ninguém, seja uma área comum. Penso que essa é a situação mais natural.

    Mesmo nesse caso as pessoas atribuem regras de movimentação sobre a sua vizinhança imediata: cada um que chega ao cruzamento se coordena com os demais por meio das irritantes buzinas, produzindo uma situação de organização espontânea:

    www.youtube.com/watch?v=GsXBjUuB9YM&feature=related
  • Paulo Sergio  06/04/2012 05:59
    'Sim, você resolve o problema localmente associando um proprietário às estradas do município.'

    É mas o que eu pensei não seria exatamente o dono e sim algo como o dono escolher voluntariamente se submeter a empresa que vai definir as regras ali
    O que na verdade é um arrodeio que chega no mesmo ponto, a lei é aquela porque o dono quis...humm...

    No mais é isso mesmo, se uma empresa de governo privado é um governo mínimo é uma questão pros filósofos.Eu acho que o mais importante de tudo é ter opções, e sem terra não vai ter nunca.

    Um monte das minhas objeções a anarquia desaparecem com esse sistema, ele dispensa os soldados de fim de semana, resolve o problema do 'se A e B tem polícias privadas diferentes e A acha que B roubou...', resolve esse problema aí dos sinais do Peter Schiff...só n é garantia mesmo em caso de invasão, mas isso os governos atuais tb não resolvem
  • Paulo Sergio  05/04/2012 10:54
    'Você pode ter uma cidade onde as pessoas decidem avançar no sinal verde, e outra onde elas avançam no vermelho, mas evidentemente que não dá pra ter as duas coisas ao mesmo tempo no mesmo lugar, com cada grupo dizendo que segue uma regra diferente. '

    Eu estava imaginando uma coisa
    Supondo um mundo hipotético onde cada serviço de justiça/policia privada fossem feitos por uma mesma empresa, e onde existisse várias empresas desse tipo competindo e cada uma tivesse o seu território de atuação, o seu seastead,sei lá, e quem entrasse lá ou resolvesse anexar sua casa flutuante do lado, iria sabendo quais são as regras, e se não concorda ninguém obriga ele a entrar...?
    Ainda existiria concorrência, ninguém seria forçado a nada e não haveria mistura de leis
    Se for assim...eu acho que estou começando a virar anarco
  • Angelo Viacava  06/04/2012 07:17
    Observando uma sinaleira (semáforo) desligado por mais de uma semana, numa esquina de quatro tempos, aqui na minha humilde cidade de Sapucaia do Sul, não se percebe grandes transtornos na convenção entre os motoristas sobre quem deve seguir primeiro e quem vai depois. A gentileza é a regra geral, a buzina não é tão utilizada assim, claro que sempre tem o boi corneta tentando destruir a ordem espontânea, minoria absoluta. Nenhum acidente, colisão, atropelamento ocorreu durante o tempo transcorrido até o conserto efetivo da sinalização. Na verdade não sabemos mais como as coisas funcionariam se fossem todas privadas. Suponho que seriam melhores, que acordos seriam mais fáceis de se arranjar, a harmonia seria o objetivo.
    Lendo o jornal Correio do Povo, que publica em sua antepenúltima página notícias de cem anos atrás, nota-se como as ações privadas eram normais na Porto Alegre daqueles tempos. O cais do porto era povoado por empresas privadas de transporte de todo tipo. Terrenos eram comprados e vendidos sem maiores burocracias, implantando-se indústrias, comércios. O cara comprava um micro-ônibus e cobrava o transporte de passageiros sem que ninguém o regulamentasse. Oficinas tornaram-se grandes indústrias, desobstruídas pela ausência de regras burocráticas inúteis. Tudo isso foi destruído pela passagem de Getúlio Vargas pela presidência do Brasil. Seus mestres, Júlio de Castilhos e Borges de Medeiros, seguidores do positivismo e criadores da burocracia, já se faziam notar na eufórica execução de grandes obras públicas e pseudo-controle estatal das contas públicas. Com a desculpa de controlar o Estado, criaram e inflaram o Estado. Dali pra frente tudo foi diferente. Cada estado deve ter seu algoz estatal do início do séc. XX.
  • JC  09/04/2012 18:09
    Mais um motivo para que a área de cruzamento não seja do mínimo interesse de ninguém - baixa densidade, uso comum sem grandes problemas.

    Na verdade com baixa densidade de fluxo a solução mais eficiente é com semáforo desligado mesmo. Esse é o caminho natural, o mais rápido. Conforme a densidade vai aumentando é que algum grupo se interessa em fazer alguma coisa a respeito, seja isso empresa, governo, costume da aldeia, o que seja.
  • Roberto  30/03/2012 09:10
    Muito interessante mesmo. Aliás uma marca registrada dos chamados especialistas que estão sob os holofotes é a falta de vontade que os mesmos tem de dar más notícias. Sempre tentam minimizar os problemas, como se tivessem o compromisso de dar boas notícias e não falar a verdade.
    Eu fico imaginando estes especialistas no Titanic. "Pessoal o navio está afundando, não tem salva-vidas para todo mundo, mas nós estamos no mais luxuoso navio do mundo!"
  • mauricio barbosa  30/03/2012 09:19
    Espero que tenham errado de boa-fé,pois zombaria normalmente é um subterfugío dos tolos e ignorantes,que ao não ter com o que argumentar, partem para este tipo de comportamento inútil, tornando o debate sem graça e até mesmo sem sentido, haja vista o conteúdo do mesmo ser sério e objetivar esclarecer os telespectadores da importância que os conselhos baseados na verdadeira teoria econômica é fundamental em nossas vidas e negócios.
    Gostaria muito que esses economistas se retratassem em publico com Peter Schiff,pois humildade é virtude dos fortes e não dos fracos como muitos equivocadamente pensam,sim,humildade é virtude dos fortes e dos que tem caráter,igual Peter Schiff demonstrou o tempo todo com serenidade e hombridade defendendo suas posições sem recuar em nenhum momento,provando com isso que não precisamos de super-homens, mas sim de pessoas humildes e de caráter.
  • Alexandre M. R. Filho  30/03/2012 11:20
    Cadê a socialistaiada que infesta do site do IMB em outros artigos??\r
    \r
    É, sumiram....\r
    \r
  • Paulo Sergio  30/03/2012 11:52
    Ele tem um livro chamado 'como lucrar com a futura crise', um negócio assim, alguém aí leu? É recomendável?
  • Isaias Barbosa  30/03/2012 13:01
  • anônimo  31/03/2012 19:04
    Dá um desgosto ler os comentários deste vídeo. A gente perde as esperanças na humanidade e fica na torcida por algum evento pan-dimensional, alienígena, ou algo similar, que retire deste planeta todas as pessoas de razão e deixe estes auto-intitulados 99%, bem como aqueles dos 1% que caberia muito bem nestes outros 99%.
  • Julio  30/03/2012 15:02
    A recessão nos EUA deveria ser de quanto mais ou menos? Sei que não dá pra dar esse número com precisão, mas só pra ter uma idéia. Seria de uns 15%? E quais problemas ela ia corrigir?
  • anônimo  30/03/2012 15:14
    Tem muito babaca por metro quadrado nesse mundo. Como que pode pessoas adultas tentando fazer zombaria com o cara ao invés de tentar entender o que ele diz?
  • JC  30/03/2012 15:39
    Self-interest. Cada um está lá vendendo seu peixe.
  • Hamilton  30/03/2012 18:52
    Fausto Luiz no mato brasileiro não sai coelho, infelizmente isso nunca vai acontecer, eu fiz economia até a monografia e nas universidades brasileiras só tem aulas Keynes e Marx, teve matérias que eram não estudadas, mas decoradas e ditadas linha por linha dos livros destes, e dos feitos de nossos ditadores socialistas (Vargas e os presidentes militares), enquanto isso nem sabia que existia a escola austríaca.
  • Julio dos Santos  30/03/2012 22:00
    Hamilton, realmente é lamentável o que estudamos nas faculdades de economia. Mas o problema vem da base, os professores desde o ensino fundamental são extremamente socialistas, colocando como senso comum a esquerda. Um aluno que estudou em escola pública terá poucas chances de, durante toda sua vida, ter qualquer contato com ensinamentos voltados à economia de mercado. A própria faculdade de administração de empresas, espalhadas em todos os cantos do país, pouco esclarece a lógica vantagem do capitalismo.
  • Alexandre  31/03/2012 06:15
    Nossa imprensa é realmente uma vergonha!

    Pesquisei no site do G1 (Globo) e no site da revista Veja
    sobre "Peter Schiff" e sabe quantas referências haviam? ZERO


  • Matheus de Souza  31/03/2012 08:58
    Vendo esse vídeo eu lembrei da célebre frase de Albert Einstein: "O melhor elogio para um gênio é a risada do idiota."
  • JC  31/03/2012 16:27
    Me lembra uma outra frase, que não me lembro de quem é : 'Não se preocupe que alguém roube suas idéias. Você geralmente terá que bater muito na cabeça das pessoas para que elas entendam do que você está falando.".

    Alguns debatedores de Schiff foram mais corteses do que Laffer ( que é um babaca, como se pode ver ), mas apenas para novamente entrarem no mesmo ciclo 'negar a realidade até que o problema desapareça'.
  • anônimo  31/03/2012 19:37
    Em off:

    Alguém conhece algum artigo que faça uma análise libertária sobre a próxima onda de imbecilidade coletiva, a sanha auto-destrutiva do tal movimento Zeitgeist?
  • Fernando Chiocca  31/03/2012 20:22
    O Molyneux já fez o favor de destruir todas as imbecilidades contidas nestes vídeos:

    Zeitgeist Addendum: The Review

    Zeitgeist: Moving Forward - The Freedomain Radio Review

    E isso gerou um debate entre o Molyneux e os criadores do Zeitgeist, onde o Molyneux expôs toda a falência intelectual destes socilistas, usando apenas o argumento de Mises sobre a impossibildade do cálculo econômico no socialismo. Foi um massacre:

    Freedomain Radio Debates The Venus Project/Zeitgeist Moving Forward (Peter Joseph)
  • Paulo Sergio  01/04/2012 03:27
    Destruiu foi?
    Eu comecei a ver esses vídeos, e em poucos minutos ele fala que está errado quando o tal filme fala que 'people who make a product prefer no competition'
    Então agora empresário gosta da concorrência? Essa é boa.
    Vou continuar vendo depois comento o resto.
  • Hamilton  01/04/2012 11:55
    Paulo Sergio, num sistema desregulamentado sempre vai haver concorrência não importa o que o empresariado faça e isso é bom tanto para o consumidor quanto para o empresário, pois tanto os novos agentes quantos os antigos estarão em situação de igualdade, agora num sistema regulamentado só é bom para o estado por que os preços sempre serão os maiores possíveis já que preços mais altos gerará mais impostos e a regulamentação se traveste como algo bom para o consumidor mas só serve para impedir a entrada de novos agentes, logo, para o empresário que está fora é horrível e para o que está dentro tem que se submeter aos desmandos dos políticos.
  • Fernando Chiocca  01/04/2012 12:18
    É verdade Paulo Sérgio, o Molyneux deu um ponto sem nó nessa. Fui até reasistir o vídeo. Não sei pq ele disse isso. Quem produz algo prefere ser o único produtor. Assim ele não precisa se esforçar para inovar, para diminuir seu preço, etc..
    Mas na sequencia ele diz que no livre mercado, por definição, sempre haverá concorrência, pelo menos em potencial, e que monopolios só são possiveis com a existencia do governo ou de uma maluquice socialista como esse Zeitgeist.
    É irrelevante se o produtor quer ou deixe de querer concorrência. No livre mercado, isso não depende dele.

    Sim, ele destrui completamente a patética proposta socialista do filme. Reconheceu que o filme acerta na questão do sistema monetário fraudulento, mas demonstrou os erros banais em economia deles.

    Outro muito divertido é esse de um cara tentando comprar um carro no mundo socialista idealizado no Zeitgeist: A Day in the Life of a Zeitgeist Car Salesman
  • Paulo Sergio  01/04/2012 16:55
    É difícil entender o que é que eles estão criticando sem ver o tal filme, daí eu fui ver, e tb google pelo tal Jaques Fresno...
    Putz o negócio é muito pior do que eu imaginava, muito pior...o tal velho é doido de pedra, o Molineux nem chegou a comentar tudo de tanta coisa sem noção que esse velho fala
    1 Uma economia sem dinheiro vai ser o que? Escambo? Alguns objetos sempre vão ter mais valor do que outros, mas o velho quer acabar com o dinheiro
    2 O cara quer um mundo onde ninguem precise trabalhar e os robôs façam tudo, mas o próprio velho não é engenheiro, ele é um designer, ele não tem noção de que muita coisa NÃO VALE A PENA automatizar, aí o filme dele mostra o robô japonês fazendo sushi sem falar que isso era só uma demonstração, que um robô desses é tão caro que restaurante nenhum usa eles, com o dinheiro pra comprar um desses o dono contrata cinquenta empregados e fica muito melhor
    E fora o que não vale a pena, também tem coisas que são impossíveis de automatizar.Tanto que as industrias sempre precisam de gente pra alguma coisa, sempre tem coisa que um robô não faz

    Mas o pior é a idéia dele das tais cidades auto suficientes controladas por um COMPUTADOR central
    ' At the nucleus center, in the dome, was a supercomputer that was intended to function as the centralized data management system for the automated processes throughout the city.'
    en.wikipedia.org/wiki/Jacque_Fresco#Rotocraft.2C_Douglas_Aircraft.2C_Flying_Saucers.2C_South_Seas

    Não é planejador não é computador mesmo, uma inteligência artificial.
    Então isso tudo parece mais um cruzamento de Karl Marx com Skynet.


  • Gustavo Sauer.  01/04/2012 20:19
    Assisti uma entrevista dele no youtube. Ele demonstra não ter conhecimentos básicos de economia. Mas uma das coisas que me chamou mais atenção foi quando ele disse que no período em que os homens viviam como caçadores e coletores, a vida possuia uma espécie de equilíbrio. As pessoas só consumiam aquilo que a terra nos dava naturalmente. Mas então surgiu a agricultura e com ela especuladores, escassez, lucro etc...

    O planeta nunca deu nada naturalmente para ninguém. O planeta não pensa. Não age. Animais não abrem o peito para serem caçados e árvores não se preocupam se suas frutas estão boas e nutritivas para o consumo humano.

    É incrível como essas novas vertentes de socialismo conseguem conquistar tantas mentes tão facilmente.

  • Julio dos Santos  01/04/2012 20:41
    Realmente Paulo Sérgio, isso é uma mistura completamente alucinada entre Marx e Skynet. A inevitável ditadura do socialismo aliada a um controle central baseado em algorítimos , mas de qualquer forma destinando um grandioso poder aos poucos que terão acesso na determinação dos algorítimos... no frigir é um comunismo como qualquer outro...
  • anônimo  02/04/2012 04:09
    O negócio é, na verdade, ainda mais alucinado do que o que o Paulo disse. Peguem estes folhetos para terem uma ideia, especialmente no quadro comparativo entre "recursos" e "dinheiro": movimentozeitgeist.com.br/arquivos/Movimento%20Zeitgeist%20Brasil%20-%20Folder%20-%20interno.jpg

    Eles acreditam que nós vivemos em abundância, e a única coisa que nos faz crer que não, é a existência do sistemas de preços (ignorando o fato de que preços são mera quantificação de custos - coisa inerente a própria existência). Ou seja, para eles, o preço, que é um parâmetro indicador de escassez, nasce antes da escassez propriamente dita, uma inversão total da lei de causa e efeito. Desconhecimento do básico da economia. Alo muito parecido com a lógica espúria do comunismo em transformar todas as pessoas em parte do estado para que deixe de haver estado como entidade separada da sociedade. Imbecilidade é pouco pra descrever isto.

    Para entender melhor a bizarrice: movimentozeitgeist.com.br/materialdeapoio

    Esta gente pega os incautos pelas aparentes clareza e simplicidade, por fazer parecer lógica e científica a ideia. Geralmente pessoas que procuram por uma solução milagrosa para humanidade. Para mim, não tem mais credibilidade que a cientologia.
  • Paulo Sergio  02/04/2012 04:35
    o FAQ deles:

    '-Mas isso n é comunismo/socialismo?
    -Todos esses ismos se baseiam em versões diferentes do CAPITALISMO em que dinheiro e propriedade de uma forma ou de outra, ainda é a função principal.Seus focos de gestão dos recursos são voltadas a uma perspectiva de escassez e competição.AO ELIMINAR A ESCASSEZ DE RECURSOS, todas estas ideologias políticas se tornam inúteis'
  • anônimo  02/04/2012 05:04
    Outra coisa deste movimento: eles pegam carona, com o Projeto Venus, na sanha ambientalista melancia, e são favoráveis a um governo global. Interessante, não?
  • Andre Cavalcante  02/04/2012 06:05
    Paulo Sérgio.

    Entendi seus pontos e concordo, contudo, temos que ter cuidado ao colocar um exemplo para contradizer tal bizarrice. Você só o pode fazer se tomar como válidas as premissas do pensamento que quer contradizer, se não, tal contradição não vale. Neste caso, você não pode pegar uma premissa de mercado e aplicar num contexto socialista. Seus pontos:

    "1 Uma economia sem dinheiro vai ser o que? Escambo? Alguns objetos sempre vão ter mais valor do que outros, mas o velho quer acabar com o dinheiro"

    Essa é a premissa: não há dinheiro e os recursos estão disponíveis para todos (apesar de não explicarem como isso é possível).

    "2 O cara quer um mundo onde ninguem precise trabalhar e os robôs façam tudo, mas o próprio velho não é engenheiro, ele é um designer, ele não tem noção de que muita coisa NÃO VALE A PENA automatizar, aí o filme dele mostra o robô japonês fazendo sushi sem falar que isso era só uma demonstração, que um robô desses é tão caro que restaurante nenhum usa eles, com o dinheiro pra comprar um desses o dono contrata cinquenta empregados e fica muito melhor"

    Aí é que está, em um mundo sem dinheiro, a priore, onde todos os recursos estão disponíveis para todos, você teria acesso ao robô que US$5mi para fazer sushi. Na ótica do cara, o que evita de você ter um robô de uS$5mi para fazer sushi é a existência de dinheiro. Se o cara tem acesso, VALE a pena automatizar. E esse raciocínio vai para toda a cadeia produtiva.

    O problema que vejo, como muitas das ideias socialistas, foi muito bem mostrada no vídeo que o Chiocca postou. Para se adquirir qualquer coisa, como seria? Vou a um centro de distribuição? Quem produziu tal coisa? Vou ter que fazer um pedido, a quem, a um computador? E posso não ter o que quero porque o meu modo de vida pode ser considerado não ótimo (ou ineficiente) para a sociedade (quem decide isso?), etc.

    Para mim não precisa mais de um argumento para levar por terra isso tudo. Veja essa passagem do livro "Sua vida é uma porcaria. E a culpa é minha" (Sugestivo o nome, não?).

    "Uma vez que o foco é a satisfação humana, e são os recursos que preenchem este objetivo, todos os elementos do planeta são considerados como uma herança de uso comum a todos os seus habitantes. Como estamos nos prendendo apenas a humanos, todos os recursos da Terra são de "propriedade" de todo mundo. Nada mais do que uma lei natural. E isto nos leva ao seguinte fato: uma economia baseada em recursos só pode funcionar se for plenamente praticada em todo o globo terrestre. Focos isolados são completamente irrelevantes, pois a natureza não reconhece qualquer forma de barreira na fluência dos recursos no sistema Terra."

    Ora, se precisar que TODA a Terra seja convertida, isso nunca irá funcionar. Podemos não ter certeza de muitas coisas, mas uma coisa é certa em nosso mundo: as pessoas são diferentes e pensam de modo diferente, agem de modo diferente e o consenso é raramente alcançado, logo a premissa deles falha nesta mais básica assunção.

    "Então isso tudo parece mais um cruzamento de Karl Marx com Skynet."

    Aqui, parece que você sintetizou maravilhosamente bem.
  • Paulo Sergio  03/04/2012 07:07
    'Essa é a premissa: não há dinheiro e os recursos estão disponíveis para todos (apesar de não explicarem como isso é possível).'

    Vi o filme de novo, agora que entendi isso, na cabeça deles os recursos seriam infinitos porque os robôs fariam tudo.

    'Para se adquirir qualquer coisa, como seria? Vou a um centro de distribuição? Quem produziu tal coisa? Vou ter que fazer um pedido, a quem, a um computador? '

    Segundo o artigo da wikipedia é isso mesmo, cada cidade vai estar ligada a um computador central que vai controlar os robôs e o que vai ser produzido

  • Rhyan  03/04/2012 11:34
    Nada em português?
  • Andre Cavalcante  03/04/2012 12:33
    Sorry!
  • Paulo Sergio  05/04/2012 09:56
    movimentozeitgeist.com.br/
  • Thyago  01/04/2012 18:01
    A CURVA DO LAFFER É ESTUDADA NOS MESTRADOS DE ECONOMIA...

    O LIVRO 'ADVANCED MACROECONOMICS' DO ROMER CITA ELE, EHEHE...

    Esse Laffer é um fanfarrão! Ele e a tropa de amiguinhos dele nunca mais deveriam aparecer na TV.
  • Fausto Luiz  02/04/2012 06:44
    Saudações à todos! Creio que o maior alcance que um economista pode obter em termos exposição de projeção de perspectivas, é quando ele consegue reunir as sensibilidades: política-social, política-partidária e a política-monetária - Interligando-as e verificando suas implicações no médio e longo alcance no cotidiano administrativo pessoal e corporativo. No Brasil em particular, são poucos os que expressam essa sensibilidade, não por causa de incapacidade, mas em função de interesses da mídia (alguns são empregados), dos partidos políticos (alguns com filiação) e das grandes corporações (alguns são patrocinados), deixando o cidadão refém das circunstâncias, agravado pelo baixo índice participativo e educacional do brasileiro, em comparação com os norte-americanos e europeus, cuja participação da sociedade civil organizada e das universidades se expressam de forma mais autônoma, atuante e esclarecedora em análises das situações econômicas presentes e futuras. Sou pessimista com os próximos anos no Brasil! Nossos indicadores sociais, econômicos e políticos são muito ruins.Felicidades!
  • william  03/04/2012 06:43
    Quando eles não tinham argumentos, primeiro fizeram ironias e depois partiram pra falácias do tipo:
    "Porque você sempre tem de que ser tão pessimista?"

    É sempre assim, em qualquer debate com keynesianos, sempre que eles perdem os argumentos, partem pra ironia e acabam dando essas mesmas respostas pré-prontas. No fundo eles sabem que não estrutura intelectual para rebater.

    Eu queria era ver um novo debate entre essas mesmas pessoas com Peter, pra ver o que elas iriam falar agora...
  • jonatas f  04/04/2012 05:49
    nao acredito nisso, fiquei pasmo depois de ver esse video. Antes eu tinha duas possibilidades a respeito das merdas que os economistas mainstream falavam, agora tenho, com certeza, só uma. Pensava que eram burros e queria aparecer, por isso falavam qualquer asneira. E a outra era que eles eram espertos falando coisas que pouco entendem, assim conseguindo direcionar o dinheiro para onde mais benificiava eles. Com certeza, eu fico com a segundo opiniao agora. Depois que o Peter Schiff detonou eles, e o que eles falaram que aconteceu tudo ao contrario, eles só podem isso sendo muito espertos, para iludir as pessoas e, dessa forma, conseguindo roubar mais ainda.
  • Andre  05/04/2012 09:08
    Pelo contrário, Jonatas. Conheço muitos economistas. Eles são burros mesmo.
  • Paulo Sergio  09/04/2012 11:04
    Cada dia me convenço mais que so tem dois tipos de economistas: os que n sabem p nenhuma e os que n sabem p nenhuma mas são honestos o suficiente pra admitir
  • mauricio barbosa  14/04/2012 12:50
    Paulo Sérgio os economistas são burros devido a formação keynesiana de nossas faculdades públicas,portanto tenha mais paciência, isso é mais uma prova de que o governo é incompetente para ofertar ensino universitário.
  • Paulo Sergio  09/04/2012 11:00
    O que é um P/L baixo?
  • Leandro  09/04/2012 12:21
    P/L é o índice preço/lucro. Mais especificamente, é a divisão entre o preço de uma ação pelo lucro desta ação.

    O numerador P é o preço de mercado de uma ação. O denominador L é o lucro líquido da empresa dividido pelo número de ações.

    O índice serve para medir se uma ação está cara ou barata. Quanto maior o P/L, em teoria, mais cara está a ação -- o que significa que uma desvalorização é iminente, o que por sua vez significa que pode ser interessante vendê-la a descoberto.

  • Paulo Sergio  09/04/2012 15:07
    Ah valeu, obrigado
  • Evandro Luis  14/04/2012 10:33
    Ainda estou a espera da hiperinflação...
  • Leandro  14/04/2012 11:06
    Assim como os bacanas do vídeo estavam à espera de uma bolha?

    Dica: você não precisa mais esperar pela hiperinflação; ela está ocorrendo há quase quatro anos. É só ver como o Fed expandiu a base monetária da economia americana, que foi de US$640 bilhões para quase US$ 3 trilhões. Isso é hiperinflação. A questão é que todo este dinheiro ainda está represado na forma de reservas bancárias voluntariamente depositadas junto ao Fed.

    Sendo assim, os efeitos desta hiperinflação -- sendo o aumento de preços um deles -- irão ocorrer assim que todo esse dinheiro criado deixar as reservas bancárias e ir para a economia real. Quando isso vai acontecer é algo que depende exclusivamente da percepção dos bancos acerca da economia. Se eles ficarem entusiasmados, irão emprestar.

    Não é função de um economista razoavelmente sério ficar fazendo adivinhações sobre quando tal mudança de comportamento irá ocorrer.
  • mcmoraes  14/04/2012 11:19
    @Leandro: "...Sendo assim, os efeitos desta hiperinflação -- sendo o aumento de preços um deles -- irão ocorrer assim que todo esse dinheiro criado deixar as reservas bancárias e ir para a economia real..."

    Essa me fez lembrar de uma notícia recente: Lenders Again Dealing Credit to Risky Clients.

  • Luiz Eduardo  05/08/2013 18:58
    E a "economista" dizendo que gosta da Goldman Sachs, kkk. Nem acho que ela perdeu dinheiro.
  • Jorge Gaspar  03/10/2014 01:09
    Sei que este artigo já tem 2 anos, mas ainda assim gostaria de colocar algumas questões ao Leandro, porque ainda tenho algumas dúvidas no que toca á influência da inflação no aumento de preços.

    "Dica: você não precisa mais esperar pela hiperinflação; ela está ocorrendo há quase quatro anos. É só ver como o Fed expandiu a base monetária da economia americana, que foi de US$640 bilhões para quase US$ 3 trilhões. Isso é hiperinflação. A questão é que todo este dinheiro ainda está represado na forma de reservas bancárias voluntariamente depositadas junto ao Fed."

    Leandro, se o FED começar a retirar dinheiro da economia poderá não chegar a ocorrer hiperinflação?
    Se isso acontecesse, ocorreria na mesma hiperinflação, ou a economia iria na mesma passar por uma contracção? Penso que ocorreria uma depressão económica, porque essa inflação representa reservas bancárias dos bancos. Logo sem essas reservas os bancos ficavam novamente numa situação de grande fragilidade. Estou correcto nessa análise?

    Quero dar os parabéns pelo trabalho que o Mises Brasil tem feito.
    Um abraço de Portugal
  • eduardo c.  08/10/2014 04:09
    em ultima analise, se os bancos forem cautelosos quanto ao credito, essa hiperinflação maluca criada pelos keynesianos pode nao chegar a economia real? Então, de certa forma, os bancos privados funcionam como um freio governamental no sistema de reservas fracionárias? Outra duvida, entre um ciclo de credito e outro, pode haver crescimento real da economia, e nao apenas fictício, como Peter Schiff argumentava?
  • André  09/01/2015 18:24
    Caralho... É assustador ver que ele não errou em NADA! E ainda teve que aturar nego rindo dele ao vivo...
    MITO!


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